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Resumo - Clínica Cirúrgica (Sabiston)

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(adenomas, 
carcinomas, linfomas, tumores raros, lesões metastática). 
• Fatores de risco para malignidade: 
• Sexo: masculino ( risco maligno 2 a 3 x mais), feminino (doença tireoidiana 8 
x). 
• Idade: 35% das mulheres e 20% dos homens entre 40-50 anos. Ca de tireoide 
ocorre mais em crianças (10 a 15% dos nódulos ), jovens menores de 20 anos 
e idosos maior que 70anos. 
• Sintomas locais: evolução insidiosa e assintomática, cresc rápido, rouquidão 
persistente, disfagia ou dor, sugerem malignidade. 
• Doenças associadas: nódulos hipocaptantes em pacientes com D.de Graves 
teriam maior risco de malignidade. A maioria de nódulos hipocaptantes em 
tireoidite de Hashimoto é benigna. 
• História familiar de men tipo 2 
• História família de cancer de tireoide 
• História de radiação prévia do pescoço 
 
Avaliação diagnóstica 
 
• Anamnese, exame físico: cuidadosa palpação da tireóide e triângulos cervicais ant e 
posterior. 
 
• Dosagem de TSH: 
o Deve ser solicitado na avaliação inicial do nódulo. Se elevado , a dosagem 
de anti-TPO e T4 livre para investigar hipotireoidismo. Se normal, 
nenhuma outra dosagem é necessária. Se subnormal as dosagens de T4 e 
t3 devem ser realizadas. 
o 10% de nódulos solitários tem TSH baixo, (nódulo hiperfuncionante) , não 
sendo necessário PAAF, pois raramente são benignos. 
 
• USG de tireóide: 
 
o Excelente método para detecção ( sensibilidade 95%) 
o Deve ser realizada em todos pacientes com um ou mais nódulos 
tireoidianos. 
o O método permite avaliação adequada do tamanho do nódulo e suas 
características, diferenciar cistos simples (benigno), detectar alterações ao 
ultrassom que sugerem malignidade e selecionar nódulos pra a PAAF. 
o A ultrassonografia não está indicada para screening populacional. Porém, 
deve ser solicitada para pacientes com familiares com Ca tireóide, com 
familiares com MEN tipo 2, com passado de irradiação do pescoço. 
o Características sugestivas de malignidade ao ultrassom: 
� Padrão hipoecoico e sólido (87%) 
� Halo periférico incompleto/ ausente (90 % dos nódulos malignos) 
� Limites irregulares;/ margens mal definidas (77%) 
� Microcalcificações internas (29%) 
� Invasão local ou de partes moles 
� Linfoadenomegalia 
� Metástase distante 
 
 
 
 Nódulos císticos puros 
(menos de 1 % de risco de 
malignidade) 
Nódulos císticos maiores que 3 cm 
aumentam o risco 
 
 
 
 
Halo fino ( <2mm) , bem definido 
favorece benignidade 
Ausência de halo, halo espesso e 
irregular sugere malignidade 
 
 
 
Benigno: Calcificações periféricas 
grosseiras: tipo “ casca de ovo” 
 
Maligno: Microcalcificações 
internas em nódulos 
hipoecogênicos 
75% dos nódulos malignos) 
 
 
 
Benigno: fluxo periférico ou 
ausência, ao Doppler 
Maligno: fluxo central ao doppler 
 
 Classificação de Chammas: 
Padrão I: sem vascularização 
Padrão II: vascularização periférica 
Padrão III: vascularização periférica> central 
Padrão IV: vascularização central> periférica 
Padrão V: vascularização central 
 
• Cintilografia: diferenciação entre nódulos frios e quentes não têm acurácia para excluir 
malignidade. A aplicação mais efetiva é para investigar D. de Graves, neste caso um 
nódulo frios pode indicar cirurgia ao invés de tratamento clínico. 
 
• PAAF: 
o Padrão ouro, rápido e barato, pode ser terapêutico, diminuiu o número de 
cirurgias em 50%. 
o Desvantagens: patologista dependente e material pode ser insuficiente 
o Indicações: 
� Deve ser indicada em todos os nódulos > 1, 0 cm ou com 
características suspeitas. 
� Não fazer em nódulos < 1,0 cm , não suspeitos 
� Fazer independente de tamanho, em qualquer nódulo que exista 
história de MEN II ou irradiação de pescoço 
o Se PAAF insuficiente, mesmo repetindo, considerar possibilidade cirúrgica 
(principalmente se lesão maior que 4 cm) 
o Muito especifico para carcinoma papilar, diagnóstico difícil de medular ou 
anaplásico. O diag. de carcinoma folicular não pode ser estabelecido pela 
PAAF. Neste caso, suspeita-se de adenoma folicular, com conduta cirúrgica em 
caso de lesão de alto risco. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Tratamento 
 
 
PS: To sem scanner, so achei em inglês mesmo. 
 
MALIGNIDADES DA TIREÓIDE 
 
O Câncer de tireóide representa menos de 1% dentre todas as malignidades. Entre 90 e 95% dos 
casos são tumores bem diferenciados de células foliculares: papilíferos, foliculares e de cels de 
Hurthle (70-80% são papilíferos). O câncer medular corresponde a 6% e o anaplásico a 1% do 
total. Em crianças o tipo mais comum é o papilífero, multifocal, são biologicamente mais 
agressivos , apresentando metástases freqüentes, extensão extratireoidina e com recorrência em 
torno de 30% 
 
Carcinoma papilar 
 
• Bem diferenciado e bom prognóstico (Sobrevivência de mais de 10 anos em 95% 
dos casos). 
• Pico de incidência em mulheres jovens (20-40 anos) 
• Associado a radiação. 
• O diagnóstico pode ser dado por citologia: presença de corpos de inclusão intranuclear e 
ranhuras celulares. Na histologia, a presença de corpos psamoma é diagnostico de Ca 
papilar. 
• São massas sólidas bilaterais em 80% doas casos. É geralmente assintomático nos 
estágios iniciais, não produz hormônio. Nos estágios avançados a massa tumoral pode 
comprimir laringe. 
• As metástases são usualmente pela via linfática e alojam-se nos gânglios linfáticos 
regionais. 
• O tratamento é cirúrgico: 
o Lesões < 1cm: lobectomia com istimectomia. 
o Pacientes menores de 15 anos apresentam maiores taxas de metástase cervical. 
Deve ser feita tireoidectomia total e dissecção de linfonodos, se houver 
linfonodos palpáveis. 
o Entre 15 e 40 anos, lesão < 2cm: lobectomia e istimectomia (controverso) 
o Adultos com lesão >2cm: tireoidectomia total ou quase total. 
o Adenopartia palpável: tireoidectomia total e dissecção cervical radical. 
 
Carcinoma folicular 
 
• É um tumor bem diferenciado, porem com prognóstico intermediário 
(mortalidade de 10%), sendo o segundo mais frequente ( 15%). 
• O pico de incidência é em mulheres de meia-idade (40-60 anos). 
• Apresenta-se como massa indolente na tireóide, normalmente solitária. Na maioria, são 
assintomáticos. No estágio avançado pode haver sintomas relativos à compressão da 
laringe ou esôfago pelo tumor. 
• Podem ser minimamente invasivos (necessidade de exame microscópico) ou largamente 
invasivo (macroscopicamente visível) 
• O diagnostico não é definido por PAAF. É necessário exame histológico. 
• Metástases para o pulmão, osso, fígado e outros locais, via sanguínea. 
• Tratamento: 
o Lesão <2cm: lobectomia e istmectomia 
o Lesão > 3cm: tireoidectomia total. 
o Somente é necessária a linfadenectomia se houver linfonodos palpáveis. 
o O tratamento pos-operatório com T4 e iodo radioativo so controversos. 
• Carcinoma de cels. de Hurthle: 
• Variante do folicular,apresenta-se do mesmo modo e possui prognostico e 
tratamento semelhantes. 
• Possui cels oxifílicas ou oncócitos, derivadas das cels foliculares e possuem 
abundante citoplasma acidófilo granuloso. 
Classificação de risco de prognostico em pacientes com cânceres bem diferenciados de tireóide. 
(AMES ou AGES) 
 
Baixo risco Alto risco 
< 40 anos 
Feminino 
s/extensão local, s/ invasão 
capsular 
s/ mtx 
< 2 cm 
Bem diferenciado 
 > 40 anos 
Masculino 
c/extensão local, c/ invasão capsular 
c/ mtx local ou á distância 
> 4 cm 
 Mal diferenciado 
 
Carcinoma medular 
 
• 5 a 10% das malignidades de tireóide. 
• Pode ocorrer de forma esporádica ou como parte da neoplasia endócrina múltipla 
tio 2A ou

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