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06
Coleta e Análise de Dados
Quantidade & Qualidade
Eugenio Pereira de Paula Jr.
Abertura
 Ah, professor vale mais a qualidade do que a 
quantidade...
Alunos A à Z 
Objetivos
Analisar a dicotomia quantidade versus qualidade. 
Analisar a relação entre quantidade versus qualidade.
Apresentar as modalidades de pesquisa (quantitativa e qualitativa).
Onde chegar?
• O papel do paradigma quantitativo em pesquisa.
• O papel do paradigma qualitativo em pesquisa.
• A necessidade de aproximação e integração dos modelos. 
FONTE: Shutterstock
FONTE: Shutterstock
Dos 
Quantidade ou Qualidade?
• Quantidade é essencial - 
Quantidade 
Qualidade
Qualidade é o que importa...
 
Quantidadequalidade
• Uma falsa impressão...
Mole
Quantidade & Qualidade
É possível integrar?
 
Q
U
A
 NTIDADE LIDADE
 
Fonte: Rodrigues, 2020
Pesquisa integrada (quanti/qualitativa)
• Desafio (interação):
Leitura de artigos
Discutir a frase
“Vale mais a qualidade do que a quantidade”.
 
Conclusão: 
Os dois modelos buscam a verdade, cada um pelo seu caminho, mas o 
alvo deve ser o mesmo. Ou cada um está construindo a sua verdade?
Bons Estudos!
07
Coleta e Análise de Dados
Pesquisa Quantitativa
Coleta de dados
Eugenio Pereira de Paula Jr.
Abertura
Objetivos
• Apresentar as modalidades de pesquisa quantitativa. 
• Apresentar as Teorias e metodologias da pesquisa quantitativa e sua 
aplicação na saúde. 
Onde chegar?
• Processos de produção do conhecimento. 
• A evolução do conhecimento e da pesquisa no campo da saúde.
• A coleta de dados em pesquisa quantitativa.
O que é pesquisa quantitativa?
É a pesquisa que considera a precisão matemática dos objetos, 
objetivos e da metodologia na coleta dos dados.
Dos 
Fonte: Rodrigues, 2020
Exigências:
• Objeto claro
• Unidades de medida
• Instrumentos de mensuração
• Instrumentos padronizados e validados (SATEPSI)
• Perguntas/Respostas objetivas - Alternativas
• Dados objetivos – numéricos
Exigências:
• Amostras específicas 
• População (N) e amostra (n) 
 - Tamanho (n) e cálculo
 - Tipos de amostras – tipos controlados
 - Grupo controle (Comparação)
Exigências:
• Procedimentos
• Projeto detalhado - identificação de variáveis
 - Normas acadêmicas e científicas
• Submissão ao CEP
• Recrutamento
• Aplicação uniforme - controle de variáveis
• Registro detalhado e controlado 
 
• Desafio (interação):
• Procurar um artigo sobre Pesquisa Quantitativa
• Analisar o artigo individualmente
• Debater com um colega
 
Conclusão: 
A pesquisa quantitativa oferece e exige da Psicologia parâmetros precisos 
para o estudo dos processos psicológicos (emoções, cognições e 
interações sociais).
Bons Estudos!
08
Coleta e Análise de Dados
Pesquisa Quantitativa
Análise de dados
Eugenio Pereira de Paula Jr.
Abertura
Respostas de uma pesquisa...
Objetivos
• Apresentar o processo de análise em Pesquisa Quantitativa
• Descrever os processos de produção do conhecimento. 
Onde chegar?
• A análise em Pesquisa Quantitativa
• As respostas e a tabulação dos dados em Pesquisa Quantitativa
• Análise e interpretação de dados em Pesquisa Quantitativa
Análise de dados?
Para que?
Não basta apresentar ou descrever?
Análise de dados
Tabulação
Análise de dados
Agrupamento das respostas
Categorização
Análise de dados
Tratamento estatístico
Descritivo - básico
Inferencial – teste de h.
Análise de dados
Teste de hipóteses
Os resultados confirmam a hipótese Os resultados Refutam a hipótese
Análise de dados
Erros de análise?
Erro tipo I Erro tipo II
Aceita hipótese negativa Rejeita hipótese positiva
Falso positivo Falso negativo
Fontes 
https://www.statisticssolutions.com/wp-content/uploads/2
017/12/rachnovblog.jpg
Fonte: 
https://www.statisticssolutions.com/wp-content/uploads
/2017/12/rachnovblog.jpg
Fonte: http://user.medunigraz.at/helmut.hinghofer-szalkay/Type_2_error.gif
Análise de dados
Interpretação dos resultados
Respostas + Análise + Interpretações = Conclusões
Dados coletados Tratamento dos dados Subsídios da literatura
Confirma ou Refuta?
Posição do pesquisador
Resposta à pergunta
Análise de dados
Apresentação dos resultados (Divulgação científica)
Relatório Artigo
• Desafio (interação):
• Analisar a qualidade de um artigo.
• Usar um instrumento quantitativo.
• Comparar o resultado com um colega (análise por pares)
 
Conclusão: 
A pesquisa quantitativa é o caminho mais seguro para 
investigações em Psicologia, porém a complexidade do ser 
humano lança desafios aos pesquisadores.
Bons Estudos!
09
Coleta e Análise de Dados
Pesquisa Qualitativa
Coleta de Dados
Eugenio Pereira de Paula Jr. Aula
Abertura
Objetivos
• Apresentar a modalidade de pesquisa qualitativa. 
• Apresentar Teorias e metodologias da pesquisa qualitativa e sua aplicação na saúde. 
Onde chegar?
• Processos de produção do conhecimento. 
• A evolução do conhecimento e da pesquisa no campo da saúde.
• A coleta de dados em pesquisa qualitativa.
Coleta de dados
• Ciências
• Naturais Concreto e objetivo
• Exatas
• Sociais
• Humanas Metafísico e subjetivo
Coleta de dados
Fenômenos humanos (comportamentais, emocionais e cognitivos)
Fenômenos simbólicos/abstratos
Fenômenos sociais e culturais
Dos 
Coleta de dados
Desafios:
• Objeto pouco claro 
• Sem Unidades de medida
• Instrumentos de mensuração imprecisos
• Instrumentos circunstanciais
• Perguntas/Respostas subjetivas
• Dados Subjetivos – Discurso e comportamento
• Volume maior de variáveis intervenientes
Exigências:
• Amostras ?
• População (N) e amostra (n) 
 - Tamanho pequeno (n) e cálculo?
 - Tipos de amostras – 
 - Grupo controle (Comparação) ?
Exigências:
• Procedimentos
• Projeto detalhado - identificação de variáveis
 - Normas acadêmicas e científicas
• Submissão ao CEP
• Recrutamento?
• Aplicação uniforme? - registro de intercorrências
• Registro/descrição detalhado e controlado? 
 
Instrumentos:
• Observação – diversidade
• Grupo focal
• Entrevista - gravar, filmar, anotar e roteiro
• Questionários – Perguntas?
• Formulários – eletrônicos?
Fundamentado X amadorismo
Coleta:
• Revisão de literatura – Descritores e oper. booleanos
• Interações com pessoas
• Rapport
• Comunicação? 
• Registros? - Dados são voláteis.
• Pesquisa participante ou ação?
 
Intenção + discurso + interpretação = resposta?
• Desafio (interação):
• Procurar um artigo sobre Pesquisa Qualitativa
• Analisar o artigo individualmente
• Debater com um colega
Conclusão:
Embora pareça mais simples e seja considerada menos precisa, a 
Pesquisa qualitativa exige grande comprometimento e 
competência de pesquisadores e colaboração dos participantes, 
pois seus resultados são valiosíssimos.
Bons Estudos!
10
Coleta e Análise de Dados
Pesquisa Qualitativa
Análise de Dados
Eugenio Pereira de Paula Jr. Aula
Abertura
Objetivos
• Apresentar o processo de análise de dados em Pesquisa Qualitativa.
• Descrever os processos de produção do conhecimento. 
Onde chegar?
• A análise de dados em Pesquisa Qualitativa
• As respostas e a tabulação dos dados em Pesquisa Qualitativa
• Análise e interpretação de dados em Pesquisa Qualitativa
Análise de dados qualitativos
Pergunta de pesquisa? Resposta à pergunta
Dis
cu
rso
s e
 co
mp
or
tam
en
tos
Mole
Tratamento dos dados
• Respostas ou comportamentos
• Registros, descrições
• Agrupamentos
• Classificações
Dos 
Estatística?
Bioestatística
Psicometria
Neurometria
PsicoestatísticaCom n=3?
Do 
Análise 
Dados (respostas) + literatura + interpretação = resposta?
 
Dados Literatura 
Dados
Literatura 
Interpretação
interpretação
Resposta
Resposta
Riscos
Dados incompletos (Observação, entrevistas)
n – perda amostral = n
Formulários sem volta e incompletos
Literatura – pouca ou sem qualidade
Literatura = respondentes
Softwares (apoio)
Interpretações x inferências
Viés de confirmação ou refutação
 
• 
Análise
Análise de conteúdo – Frequência (quanti) e ausências (quali) - significado
Análise de discurso – Sentido 
Análise temática - Interpretação
Hermenêutica e semiologia - Compreensão
IIN
Relatório e artigo
Escrita acadêmica e científica (normas)
Qualidade técnica (bem escrito)
Veracidade
Aprovação e aceitação
Divulgação científica
• Desafio (interação):
• Analisar a qualidade de um artigo de abordagem qualitativa.
• Usar um instrumento qualitativo (PATIAS, HOHENDORFF, 2019).
• Comparar o resultado com um colega (análise por pares).
 
Conclusão
 Na análise qualitativa o pesquisador, tal qual um trapezista, aposta na sua 
competência para atravessar sem redes o ar em direção à segurança da plataforma e 
investe sua capacidade de interpretação no diálogo entre teoria e prática, para 
atravessar o vácuo entre a pergunta e a resposta. 
Bons Estudos!
11
Coleta e Análise de Dados
Pesquisa Quanti-Quali
Modelo Misto
Eugenio Pereira de Paula Jr. Aula
Abertura
Objetivos
• Apresentar a integração entre pesquisa quantitativa e qualitativa (modelo misto).
• Apresentar os fundamentos deste modelo.
• Sensibilizar os acadêmicos para a formação em pesquisa.
Onde chegar?
• O modelo misto (quanti-quali) em pesquisa em saúde.
• O paradigma Transdisciplinar
• O desafio de uma educação transformadora
O novo paradigma
• Quantitativo +/-
• Qualitativo +/-
• Misto +/-?
Mole
A origem do conceito
• Antropologia – 1960
• Complexidade - Nem quantitativo, nem qualitativo 
Evolução:
• investigação multimétodo;
• pesquisa integrada/combinada; 
• triangulação; 
• estudo híbrido; 
• metodologia mista;
• pesquisa de métodos mistos.
Dos 
Contexto
Real x Realidades
Complexidade
Ciência fragmentada
Ruptura - esquizofrenização
Requisitos:
Pensamento sistêmico
Cognição disruptiva
Criatividade 
Paradigma transdisciplinar
Educação libertadora
 
Do 
Indicações
Conceitos novos (constructos) e pouca literatura (pré-teórico)
A interpretação dos Resultados de uma abordagem exige segunda fonte de dados
Nem a abordagem qualitativa, nem a abordagem quantitativa são suficientes
Análise quantitativos são de difícil interpretação e dados qualitativos podem ajudar
Dos 
Procedimento
Problematização
Pergunta?
Procedimentos conjuntos
Análise mista
Resposta
SANTOS et al., 2016.
Desafio
Aproximar-se do paradigma transdisciplinar
Momento individual, pares e coletivo 
 
IIN
Conclusão:
“Criar, criar, 
 Criar no espírito, criar no músculo, criar no nervo...
 Criar no homem, criar na massa, criar...
 Criar com os olhos secos” 
 António Agostinho Neto (Angola)
Fundação: https://agostinhoneto.org/
Bons Estudos!
12
Coleta e Análise de Dados
Conclusões 
Revisitando a Disciplina
Eugenio Pereira de Paula Jr. Aula
Abertura
Revisitando...
Objetivos
• Revisitar os módulos de Coleta e análise de dados.
• Apresentar reflexões finais sobre a disciplina.
• Sensibilizar os acadêmicos para a formação em pesquisa.
Onde chegar?
• A importância da formação em pesquisa.
• A relevância da pesquisa na produção, divulgação e conhecimento em saúde.
• Os desafios da coleta e análise de dados em pesquisa em saúde.
Módulo 1
Coleta e análise de dados
EaD não pode ser um empecilho, mas sim um canal para a boa 
formação do acadêmico de Psicologia em pesquisa na área da 
saúde, campo crescente de atuação. 
Dos A sociedade do conhecimento será cruel para com aqueles 
que não compreenderem ou rechaçarem (negacionistas) o 
Espírito científico.
2. O espírito científico
Mole
• A importância da pesquisa
A Psicologia precisa reencontrar seu caminho de colaboradora na 
construção da cidadania, mas não conseguirá isso sem 
desinstitucionalizar-se de uma sociedade que se perdeu na 
história (crise de paradigmas).
FONTE: Shutterstock
Do 
A formação do pesquisador
• – 
As abordagens mais atuais mostram uma libertação do 
determinismo genético, aliás, a própria genética está se 
libertando do determinismo. “Os cromossomos não têm mais a 
última palavra” Reuven Feuerstein (1921-2014).
Ciência baseada em evidências
 
Ainda existem “Conflitos de interesses” (mentalidade do aluno x 
competências profissionais almejadas) na formação do Psicólogo, mas 
a exigência profissional fará emergir a consciência da PBE e da 
Bioética. 
Quantidade e qualidade 
Sem quantidade ou qualidade a pesquisa e a Psicologia não alcançarão 
índices (quantidade) aceitáveis (qualidade) junto à comunidade científica.
IIN
Pesquisa quantitativa
• Coleta de dados
A condição pré-paradigmática da Psicologia coloca-a à 
mercê de outros modelos, que acabam impondo e exigindo 
uma quantificação do que não é quantificável.
S
 
O que era problema vira solução e a solução gera novos 
problemas. A confusão não está na Dialética, mas sim no 
humano e sua inquietude.
Pesquisa quantitativa
Análise de dados
 
Pesquisa qualitativa é o garimpo da Psicologia em águas turvas e com 
bateias de trama larga.
Pesquisa qualitativa 
Coleta de dados
FONTE: Shutterstock
A
Pesquisa qualitativa
Análise de dados
A análise qualitativa de dados é a lapidação das áridas informações 
coletadas feita pelas mãos calejadas de um pesquisador incansável, 
transformando-as em uma resposta valiosa.
FONTE: Shutterstock
A metodologia de pesquisa por modelos mistos e a Transdisciplinaridade já 
encontraram o caminho para superação de muitos problemas sociais, agora cabe 
aplicá-los na melhoria na qualidade da educação.
Pesquisa quanti-quali (modelo misto)
Conclusão
 
Estivemos apontando caminhos... aqui não é a chegada.
"pesquisar constitui uma atitude e uma prática teórica de constante busca 
e, por isso, tem a característica do acabado provisório e do inacabado 
permanente" (MINAYO, 2010, p. 47).
Bons Estudos!
 
1 
 
NEAD – Núcleo de Educação a Distância 
ROTAS DE APRENDIZAGEM 
Coleta e Análise de Dados | Apresentação | Aula 01 
Onde Chegar 
• Apresentar o contexto da disciplina e o conteúdo dos 12 módulos. 
• Contextualizar a importância da pesquisa na formação do Psicólogo. 
• Apresentar orientações para o estudo na modalidade EaD. 
 
O que Aprender 
• O programa da disciplina. 
• A pesquisa em Psicologia – Coleta e análise de dados. 
• Pesquisa quantitativa e qualitativa. 
• Como estudar na modalidade EaD. 
 
AULA 
01 
Apresentação da disciplina 
Módulos de estudo 
 
Coleta e análise de dados 
 
 
2 
 
NEAD – Núcleo de Educação a Distância 
ROTAS DE APRENDIZAGEM 
Coleta e Análise de Dados | Apresentação | Aula 01 
Desenvolvimento 
Momento Conceitual 
 O que é pesquisa? Quem faz pesquisa? 
 Essas duas perguntas inicias ajudarão a apresentar o módulo de Coleta e análise 
de dados. 
 A primeira pergunta (O que é pesquisa?) fundamenta o aparecimento da 
Psicologia, primeiro como ciência dos fenômenos psicológicos (psicofisiológicos, 
emocionais, cognitivos e relacionais) e depois como profissão, o fazer dos psicólogos. 
Pesquisa é a busca por respostas a questões, busca de soluções para problemas e 
desafios, mas é também a criação de novas alternativas e superação das respostas já 
existentes. Os primeiros pesquisadores dos fenômenos psíquicos, que ainda não eram 
psicólogos, investigavam alguns fenômenos humanos que não eram explicados pelas 
outras ciências. 
 Pesquisa é o processo científico de busca da verdade em consonância como 
zeitgeist histórico eenvolve diferentes formas de alcance destas verdades. Inicialmente 
consistia em descobertas, tornou-se busca, aprimorou-se como investigação e atualmente 
se caracteriza pela criação e invenção de respostas para os problemas que surgem na 
sociedade ou da problematização para superação de condições específicas da vida, 
buscando soluções aos problemas existentes (ciência aplicada) ou na melhoria das 
condições de vida (progresso científico). Paradoxalmente a pesquisa move e é movida 
pelo Princípio evolutivo, que consiste num ciclo infinito de que a cada problema resolvido 
a consciência se expande e alcança (visualiza) novos problemas a serem superados. Na 
busca de superação destes novos problemas uma nova capacidade de interpretação 
(consciência) da realidade é alcança, potencializando os mecanismos de problematização 
(toma da consciência – complexidade) e de busca de soluções (avanço tecnológico). 
 Isto posto podemos discutir a segunda pergunta (Quem faz pesquisa?). A resposta 
não é óbvia, “ora, quem faz pesquisa são pesquisadores”. Todas as pessoas fazem 
pesquisa, mas não se consideram pesquisadores. No cotidiano sempre fazemos pesquisas, 
ainda que de maneira informal. Então, na área da Psicologia, não só os psicólogos 
 
3 
 
NEAD – Núcleo de Educação a Distância 
ROTAS DE APRENDIZAGEM 
Coleta e Análise de Dados | Apresentação | Aula 01 
cientistas que fazem pesquisa, mas todos os psicólogos fazem ou deveriam fazer. 
Explicação para esta falsa divisão se de deve ao fato que, depois que a Psicologia se 
consolidou como ciência e profissão, houve uma divisão: de psicólogos que faziam 
psicologia (profissionais) e psicólogos pesquisadores (cientistas). 
A contribuição da pesquisa da formação do Psicólogo 
 Desta forma, ao final esta disciplina, os acadêmicos entenderão que a disciplina 
de Coleta e análise de dados (procedimentos essenciais no processo de pesquisa) não é 
apenas para formar pesquisadores profissionais, mas sim para qualificar qualquer 
psicólogo a consumir e produzir conhecimento de forma científica, qualificada, 
principalmente, fazer da atuação profissional uma prática fundamentada nos 
conhecimentos produzidos pelas diversas ciências e com base nas evidências científicas. 
 Então vamos ver os desafios deste semestre; 
 
Momento Procedimental 
A composição do curso: 
Módulo 1 – Contextualizar o curso 
 Apresentação da disciplina. Apresenta uma visão geral da disciplina e um resumo 
geral de cada módulo, para que o acadêmico tenha um primeiro contato com os temas e 
depois, em cada módulo, tenha mais familiaridade e, por fim, alcance um domínio dos 
conceitos e processos de pesquisa. 
Módulo 2 – Refletir sobre a importância ciência 
 O espírito científico. Traz reflexões sobre conceitos em ciência (Informação, 
conhecimento e verdade, o papel da ciência na vida humana). Apresenta a evolução do 
pensamento científico, das especulações primitiva, o papel do senso comum até a 
criticidade e o rigor acadêmico. Discutirá também as Pseudociências, o preconceito, 
negacionismo, o ceticismo e o papel da dúvida e da incerteza no campo do conhecimento. 
 
 
4 
 
NEAD – Núcleo de Educação a Distância 
ROTAS DE APRENDIZAGEM 
Coleta e Análise de Dados | Apresentação | Aula 01 
Módulo 3 – Refletir sobre a importância da pesquisa 
 A importância da pesquisa. Posiciona o que é pesquisa e discute o papel da 
pesquisa na formação do Psicólogo. Pretende mostrar que pesquisa não é só um ramo da 
Psicologia, mas que pesquisar deve ser uma prática profissional do psicólogo. Analisa a 
contribuição da pesquisa nos âmbitos individual, acadêmico e social. Discute os tipos 
pesquisa e métodos de pesquisa. 
 
 
Módulo 4 – Pensar sobre a formação do pesquisador 
 A formação do pesquisador. A palavra pesquisador remete à caricatura e o 
estigma de um profissional no laboratório, de jaleco branco entre tubos de ensaio e 
explosões. Porém, no contexto atual dada a diversidade de campos de pesquisa, o 
pesquisador tem outras características. Neste módulo vamos discutir as competências e 
habilidades, e até de caráter, de um pesquisador e qual deve ser sua formação. 
 Módulo 5 – Aprofundar os conceitos de ciência 
 Ciência baseada em evidências. A herança do rigor da Revolução Cientifica, o mau 
uso das informações produzidas e a disseminação de pseudociência (hoje fake news), fez 
surgir a preocupação com a quantificação, precisão, veracidade e consequências, diretas e 
indiretas, do conhecimento científico na vida das pessoas. Neste módulo vamos discutir a 
contribuição da Ciência Baseada em Evidências e a Bioética no avanço científico. 
Módulo 6 – Refletir sobre a integração quantidade e qualidade 
 Quantidade e qualidade em pesquisa. A partir do dito popular, comum entre os 
acadêmicos, que se defenderem com a célebre frase: “vale mais a qualidade do que a 
quantidade” para justificar a pouca produção acadêmica, discutiremos a importância e a 
possibilidade de se integrar os dois princípios, buscando alcançar quantidade com 
qualidade. 
 
Módulo 7 – Compreender o conceito de pesquisa quantitativa 
 
5 
 
NEAD – Núcleo de Educação a Distância 
ROTAS DE APRENDIZAGEM 
Coleta e Análise de Dados | Apresentação | Aula 01 
 Pesquisa quantitativa (coleta de dados). Vamos investigar o conceito de pesquisa 
quantitativa, analisando suas vantagens e desvantagens, enfocando a coleta de dados e 
os processos de investigação por este prisma. 
 
Módulo 8 – Ampliar a familiaridade com a pesquisa quantitativa 
 Pesquisa quantitativa (análise de dados). Vamos aprofundar a análise do processo 
de apresentação e interpretação dos dados numéricos e quantificações sobre as 
informações coletadas. 
 
Módulo 9 – Compreender o conceito de pesquisa qualitativa 
 Pesquisa qualitativa (coleta de dados). Vamos investigar o conceito de pesquisa 
qualitativa, analisando suas vantagens e desvantagens, enfocando a coleta de dados e os 
processos de investigação por este prisma. 
 
Módulo 10 – Ampliar a familiaridade com a pesquisa qualitativa 
 Pesquisa qualitativa (Análise de dados). Vamos aprofundar a análise do processo 
de apresentação, análise e interpretação das informações coletadas. 
 
Módulo 11 – Discutir a integração qualitativa + quantitativa 
 Pesquisa Quanti-Quali. Os desatentos entenderão que é a mescla ou mistura dos 
dois modelos. Mas neste módulo vamos analisar a integração e síntese desses processos, 
entendendo que é necessário um domínio dos dois modelos, a partir do paradigma 
transdisciplinar. 
 
Módulo 12 – Consolidar os conteúdos da disciplina 
 
6 
 
NEAD – Núcleo de Educação a Distância 
ROTAS DE APRENDIZAGEM 
Coleta e Análise de Dados | Apresentação | Aula 01 
 Conclusões. Ao final de cada módulo chegaremos à uma conclusão sobre o tema 
que foi apresentado e neste módulo, como recapitulação do curso, vamos revisitar as 
conclusões anteriores. 
 
Orientação final: 
Desafios e estratégias da EaD. 
 Educação à distância não é distância da educação! 
 A aprendizagem no ambiente virtual (AVA) é um desafio que exige outras 
capacidades; emocionais, cognitivas e comportamentais do acadêmico. Pode ser muito 
proveitosa e ter bons resultados ou ser frustrante. O resultado depende da sintonia do 
aprendiz com esse novo modelo de aprendizagem. 
 Na experiência docente percebi que os dois principais obstáculos são; a falta de 
domínio das plataformas de aprendizagem (navegabilidade no AVA) e a dificuldade de 
interpretação (domínio de interpretação de textos) das consignas. 
 Então, antes de qualquer coisa, prepare-se e procure se qualificar melhor para 
aproveitar e enfrentar dos desafios destes módulos. Leia e estude um pouco sobre a 
modalidade EaD. 
 Disponha 6 horas semanais (mínimo sugerido para auto estudo) para ter contato, 
familiaridade e domínio do conteúdo. 
 Não procrastine! Faça as leituras e atividades antes e depois de cada aula, não 
deixe para depois.Dica final! Use o modelo pré-teste e pós-teste. Nas avaliações com duas ou três 
chances, use a primeira para um primeiro contato com o que é perguntado e você já terá 
um panorama do seu desempenho. Depois disso inicie os estudos do módulo, procurando 
identificar o que acertou e o que errou no pré-teste. Finalmente volte a responder a 
avaliação, agora com mais domínio do conteúdo aprendido. 
 
 
 
7 
 
NEAD – Núcleo de Educação a Distância 
ROTAS DE APRENDIZAGEM 
Coleta e Análise de Dados | Apresentação | Aula 01 
 Conclusão: 
 Temos três grandes desafios; 
1 - Nos aproximarmos mais da modalidade EaD; 
2 - Compreender o papel da pesquisa na formação do psicólogo e; 
3 - Conhecer os processos de coleta e análise de dados para fazer e consumir boas 
pesquisas, essencial para a boa formação em Psicologia. 
 
 
8 
 
NEAD – Núcleo de Educação a Distância 
ROTAS DE APRENDIZAGEM 
Coleta e Análise de Dados | Apresentação | Aula 01 
 
Vá mais Longe 
 Faça um levantamento de como é seu estilo de aprendizagem e veja se ele se 
coaduna com a modalidade EaD, procure identificar e superar suas dificuldades para 
aproveitar melhor todos os módulos. Aqui tem dois textos que vão te ajudar a aproveitar 
melhor esta disciplina; 
BELUCE, Andrea Carvalho e OLIVEIRA, Katya Luciane. Escala de estratégias e motivação 
para aprendizagem em ambientes virtuais. Revista Brasileira de Educação [online]. 2016, 
v. 21, n. 66 [Acessado 11 Junho 2021] , pp. 593-610. Disponível em: 
https://doi.org/10.1590/S1413-24782016216631 . ISSN 1809-449X. 
https://doi.org/10.1590/S1413-24782016216631. 
 
COELHO, Marco A. DUTRA, Lenise R., MARIELI, Joane. Andragogia e Heutagogia: Práticas 
Emergentes Na Educação Revista Transformar, no. 8, pp. 97-107. 2016. Disponível em: 
http://www.fsj.edu.br/transformar/index.php/transformar/article/view/87/83 
 
Capítulo Norteador: 
 Agora comece a se familiarizar com os conteúdos de pesquisa, leia artigos e livros 
sobre pesquisa; 
DYNIEWICZ, Ana Maria. Metodologia da pesquisa em saúde para iniciantes. São Caetano 
do Sul: Difusão Editora, 2014. E-book. Disponível 
em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0 
 
https://doi.org/10.1590/S1413-24782016216631
https://doi.org/10.1590/S1413-24782016216631
http://www.fsj.edu.br/transformar/index.php/transformar/article/view/87/83
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0
 
9 
 
NEAD – Núcleo de Educação a Distância 
ROTAS DE APRENDIZAGEM 
Coleta e Análise de Dados | Apresentação | Aula 01 
Agora é sua Vez! 
Interação 
 Como você vê a pesquisa? 
 Veja a foto dos arqueiros, construa uma analogia entre o processo de pesquisa e a 
arte de disparar uma flecha. Veja se você e seus colegas constroem as mesmas relações. 
 
FONTE: Shutterstock 
 
Fórum da Disciplina. 
 Discuta com outros colegas qual foi a impressão de cada um sobre este módulo, 
qual foi o ponto que mais lhe interessou e qual não entendeu. 
 
Questão para Simulado 
 
1 – A disciplina tem como objetivo: 
a) Apresentar a história da ciência. 
b) Justificar porque a ainda Psicologia não é considerada uma ciência. 
c) Abordar conteúdos sobre pesquisa quantitativa e qualitativa. 
d) Descrever a metodologia de um projeto de pesquisa. 
e) Nenhuma das alternativas 
 
Resposta: Letra C 
 
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Coleta e Análise de Dados | Apresentação | Aula 01 
 
 
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ROTAS DE APRENDIZAGEM 
Coleta e Análise de Dados | Apresentação | Aula 01 
 
REFERÊNCIAS 
DYNIEWICZ, Ana Maria. Metodologia da pesquisa em saúde para iniciantes. 
São Caetano do Sul: Difusão Editora, 2014. E-book. Disponível 
em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0 
 
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0
 
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Coleta e Análise de Dados | O espírito científico | Aula 02 
Onde Chegar 
• Apresentar paradigmas do pensamento científico. 
• Contextualizar as concepções de conhecimento e verdade. 
• Sensibilizar os acadêmicos para adesão à cientificidade na formação em Psicologia 
 
O que Aprender 
• O conceito do Espírito científico. 
• Qual foi o percurso histórico da ciência. 
• O contexto atual da ciência e as ameaças das Pseudociências. 
• A importância da ciência na formação do psicólogo. 
 
AULA 
02 
O espírito científico 
 
Coleta e análise de dados 
 
 
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Coleta e Análise de Dados | O espírito científico | Aula 02 
 
Desenvolvimento 
Momento Conceitual 
O Espírito científico 
 O ano de 1543 foi estabelecido como o início da Revolução científica que 
contribuiu com novos conhecimentos tecnológicos que desencadearam a Revolução 
industrial (1760) e que, junto com a Revolução francesa (1789–1799), se tornaram os 
precursores do mundo moderno ocidental, com alcance global e se estendendo até ao 
oriente. 
 Quase tudo que vemos a nossa volta e temos ao nosso alcance é resultado deste 
processo oriundo destas revoluções. A revolução científica favoreceu que a ciência das 
descobertas originasse as ciências da criação e oferece subsídios para a indústria da 
produção em escala e potencializasse os processos de transformação e que nos trazem 
um mundo quase infinito de utensílios, serviços e possibilidades que jamais seria 
imaginado há 300 anos. 
 A emersão e consolidação deste processo de tornar a ciência o referencial de 
existência e sobrevivência está calcada no que Gaston Bachelard (1888-1962) chamou de 
Espírito científico. Na clássica obra “A formação do espírito científico” (BACHELARD, 
1996), ele descreve, de forma brilhante, a construção deste processo. O espírito científico 
é uma condição de interpretação da realidade, da vida e das coisas de uma forma oposta 
ao cotidiano concreto. Caracteriza-se pela inquietude e pela sede por ir além das coisas 
simples, prontas e acabadas. O espírito científico é sempre partida para um grau mais 
elevado de conhecimento e jamais a permanência no cotidiano (ou que seja um cotidiano 
de busca e superação). 
 
• Qual foi o percurso histórico da ciência. 
 Mas como chegamos ao espírito científico? Um breve percurso histórico vai 
ajudar a entender as transformações e a situação atual da ciência moderna. 
 
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Coleta e Análise de Dados | O espírito científico | Aula 02 
 No início da humanidade civilizada, embora o homem passasse a ter consciência e 
algum domínio sobre a natureza e os fenômenos, ainda não existia ciência, pois na 
chamada era Pré-histórica não existiam registros ou sinais de um processo sistematizado 
de conhecimento. Os eventos apenas aconteciam e o humanoide recém-surgido na terra 
reagia a eles de forma atabalhoada e o medo era a emoção predominante e que garantia 
a sobrevivência. 
 Com o avanço para o momento Histórico, quando surgem os primeiros registros 
da existência humana e de suas manifestações, a explicação para as coisas ainda era 
incipiente, feita por transmissão oral (pré-escrita), onde e as pinturas rupestres apenas 
descreviam fatos isolados que ainda são mistério e desafiam a compreensão dos 
arqueólogos atuais. 
 Porém este momento histórico da civilização ainda era pré-científico e o 
surgimento da escrita permitiu avanços no registro da existência humana e de seus feitos. 
A escrita permitiu que a humanidade deixasse o legado da origem, causas e efeitos dos 
fenômenos naturais e das primeiras ações humanas. Que eram explicadas a partir de um 
conhecimento vago e impreciso das relações entre causas e efeitos, o que deu origem aos 
mitos, lendas e elucubrações, das quais ainda temos poucos dados, pois restaram poucos 
fragmentos de suas lendas e narrativas, fincando o desafio para as ciênciasdo passado 
(História, Arqueologia, Paleontologia, etc.) desvendar. 
 Mas foi nesta era pré-científica que se consolidaram as grandes civilizações. Como 
a civilização Egípcia (3.000 anos a.C.) e seus sacerdotes (sábios) que justificavam a origem 
dos fenômenos físicos, naturais e humanos pela ação de alguém que os criavam e faziam 
(deuses/divindades). Os Gregos (400 anos a.C.) e a era Greco-Romana (era cristã), 
também regidas pela mitologia teocêntrica e tendo na figura do oráculo a fonte 
explicativa das coisas. Além destas civilizações centrais, em outras partes do mundo, cada 
povo silvícola e aborígene construiu suas explicações para tudo. O medo deu lugar à 
curiosidade e a especulação foi a primeira tentativa de explicar a existência e os 
fenômenos. 
 Essas grandes civilizações foram precursoras da alquimia e dos alquimistas, que 
seriam os precursores da ciência moderna, iniciando um momento científico, onde a 
 
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Coleta e Análise de Dados | O espírito científico | Aula 02 
preocupação como cada civilização ou cultura atribuía sua origem às coisas e relações 
entre elas ganha importância. Assim muitos paradigmas científicos atuais ainda são 
fundamentados nos conceitos propostos na antiguidade. 
 Porém o pensamento científico entra em latência com a idade média e, entre 476 
e 1453 da era Cristã, a investigação perde força para a explicação, pois o paradigma 
vigente (Deísta e teocêntrico) atribuía a origem e as causas de tudo a uma decisão divina. 
A verdade divina é inquestionável, sendo punidos os que ousavam discordar ou terem 
práticas não permitidas (diabólicas) que hoje conhecemos como experimentação 
científica, com seu ápice no Tribunal do Santo Ofício (a famosa inquisição) (extremo). 
Assim a crença, o medo e a obediência se tornam naturais. 
 Contudo a história não para e as mudanças econômicas, sociais e culturais da 
época, que decorreu na queda de Constantinopla, centro do mundo até 1453, deram 
início a mais mudanças e alimentou o Renascimento, que aparentemente tenha sido um 
movimento revolucionário das artes, favoreceu o desenvolvimento de várias áreas sociais 
e do conhecimento. Em 1543, ano da morte de Copérnico, a investigação científica volta a 
ganhar importância e impulso. A curiosidade, a dúvida e a descrença passam a fermentar 
o pensamento revolucionário de filósofos, artistas e pensadores, dando origem à 
Revolução científica. 
 A Revolução científica emerge num mundo conturbado que, sem as amarras 
morais, sociais, culturas e religiosas, fervilhava de criatividade e novas investigações em 
todos os campos (ciências, matemática, filosofia, política, artes, cultura, etc.), pois ainda 
não havia a separação que temos hoje nessas áreas. E, ao mesmo tempo em que as ideias 
criativas e inovadoras jorravam, a complexidade aumentava e essas novas situações no 
campo das ciências criavam a necessidade de padronização, de normas e de formalização 
aumentava também. Surgem as unidades de medida, normas artísticas as métricas para a 
música e literatura e a legislação é remodelada. 
 O Racionalismo de René Descartes (1596-1650) e Positivismo de Auguste Comte 
(1798-1857) estabelecem os pilares do pensamento científico moderno dando 
consistência ao espírito científico e, calcados no pensamento lógico, impõem os princípios 
 
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Coleta e Análise de Dados | O espírito científico | Aula 02 
da prática científica. A partir destas concepções o pensar, duvidar e criticar os valores 
vigentes tornam-se obrigação para o estudioso da natureza e do fazer humano. 
Bachelard resume com mestria este processo, afirmando que “A ciência da 
realidade já não se contenta com o como fenomenológico; ela procura o porquê 
matemático” (BARCHELARD, 1996). E as viradas dos dois últimos séculos ofereceram 
pujança ao espírito científico, com os processos de desenvolvimento tecnológico 
ganhando escala exponencial com uma velocidade de atualização alarmante e o tempo 
para o surgimento de novas técnicas, artefatos e revolução dos avanços científicos é cada 
vez menor. Bachelard ainda vai além, apregoando um novo espírito científico 
“consideraríamos o ano de 1905 como o início da era do novo espírito científico, 
momento em que a Relatividade de Einstein deforma conceitos primordiais que eram 
tidos como fixados para sempre” (BARCHELARD, 1996). 
 Então temos que os cânones da ciência moderna, pautados nos princípios da 
experimentação, da replicabilidade, da comprovação e da refutação, impõem 
questionamentos constantes aos fenômenos da vida (O que é?, Porque é?, Quem 
afirmou?, Como é?, Como melhorar?, Como evitar?, Quanto?, como transformar?), onde 
o questionar e duvidar se impõem constantemente. Ficando o legado de que Real, 
Informação, Conhecimento, Realidade e Verdade são constantemente testados em sua 
validade, precisão, qualidade, segurança e mais recentemente, na bioética. 
 O espírito científico foi a forma que a humanidade encontrou para superar as 
intempéries que se abatem constantemente sobre nós, mas, embora esta retrospectiva 
histórica sinalize o progresso a ciência e que o espírito científico seja essencial neste 
progresso, a advertência de Bachelard de que “mesmo na mente lúcida, há zonas 
obscuras, cavernas onde ainda vivem sombras. Mesmo no novo homem, permanecem 
vestígios do homem velho. Em nós, o século XVIII prossegue sua vida latente; 
infelizmente, pode até voltar” (BARCHELARD, 1996) precisa ser lembrada 
 
 
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Coleta e Análise de Dados | O espírito científico | Aula 02 
• O contexto atual da ciência e as ameaças das Pseudociências. 
A advertência de Bachelard, proferida no início do século XX, tornou-se 
extremamente relevante em decorrência das grandes ameaças que o mundo da ciência 
enfrenta neste momento histórico. 
Estas ameaças decorrem de dois problemas iniciais, oriundos infelizmente da 
própria evolução da ciência: O primeiro foi a fragmentação da vida e do homem, que 
ensejou diferentes realidades e concepções ideológicas, muitas vezes antagônicas e 
conflituosas. O segundo problema é essa fragmentação levou o mau uso da ciência por 
interesses econômicos, políticos, perversos e, até, burrice, como acontece com o avanço e 
a proliferação dos meios midiáticos que tem criado canais e veículos de propaganda e 
difusão de retóricas pseudocientíficas e negacionismo (afirmações anticientíficas), dando 
vazão ao senso comum e informações não verdadeiras. O discurso científico 
(apresentação da verdade), pautado no rigor e na fundamentação qualificada, é 
ameaçado e desconstruído pela retórica leviana e irresponsável (falseabilidade ou 
pseudoverdades) de pessoas distantes e desconhecedoras da importância do pensamento 
científico. 
Para agravar esta situação outro problema emergente também ameaça o espírito 
científico, que é a virtualização do mundo, que afasta a humanidade do mundo real, 
construindo outras realidades e metarrealidades, levando a ciência de volta para um 
patamar pré-científico e ilógico, que exigirá novos paradigmas conceituais, científicos e 
novas cognições para compreensão destes novos mundos. 
 Mas felizmente, como vimos que o papel da ciência é a constante busca por 
soluções aos desafios que se originam nos diferentes segmentos da vida, a própria 
ciência, calcada na forte criticidade e solucionática, se encarregará de buscar os caminhos, 
instrumentos e procedimentos que anulem ou reduzam essas ameaças. Um desses 
caminhos foi a integração do espírito científico (conhecer) com o espírito ético (fazer o 
bem). 
 O desafio perpétuo da ciência é dar consistência e validade aos pilares do saber 
(Informação, conhecimento e verdade) para aproximar cada vez mais a realidade do real, 
 
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Coleta e Análise de Dados | O espírito científico | Aula 02 
missão considerada impossível pela filosofia, e libertar a todos da prisão ilusória do senso 
comum e do conhecimento cotidiano. 
 
Momento Procedimental 
• A importância da ciência na formação do psicólogo. 
 Se o texto anterior não foi suficiente para justificar a importância da ciência na 
formação do psicólogo vamos abordar a cientificidade da Psicologia e o papel desta na 
formação do psicólogo. 
 O acadêmico entra na graduação pensando a Psicologia como uma profissão e 
não como uma ciência e dá pouca importância ao aspecto científico da sua formação. As 
próprias instituições refletiram isto historicamente, deixando a pesquisa de lado na 
formação, enfatizando apenas o fazer (reprodutivo) do trabalho do psicólogo. Tanto que o 
termo “equipe técnica” é mais usual ao invés de “equipe científica”, denotando que 
fazer/técnico se sobrepõe ao pensar/científico. 
 A profissão de psicólogo e a ciência Psicologia não deveriam estar separadas, mas 
o modelo atual de formação faz isso. As graduações apropriam-se de fragmentos de 
conhecimentos gerados pela ciência e incute isso (pelo modelo de transmissão de 
informação) num fazer do profissional, tornando o futuro profissional num operário 
repetidor das práticas propostas, selecionadas e ensinadas de forma técnica. Desta 
maneira o resultado final será um profissional habilitado nas práticas e modelos que lhes 
foram apresentadas durante o curso e ele não terá capacidade de ir além, pois seu papel, 
que foi o de receber orientações e repeti-las em um contexto adequado e da forma 
orientada, porém, como aprendeu de forma genérica e generalizada, não conseguirá 
identificar ou adaptar seu fazer à peculiaridade de cada situação. 
 O desafio é que, o acadêmico, imbuído do espírito científico, torne-se um 
pesquisador da ciência Psicologia e que sua formação seja a conclusão de um percurso 
por pesquisas nas diferentes áreas da Psicologia e de diferentes metodologias de 
pesquisa. Assim o resultado final será um profissional pesquisador, habilitado em práticas 
investigativas com criticidade e capacidade de ir além da mera repetição de protocolos, 
 
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Coleta e Análise de Dados | O espírito científico | Aula 02 
capaz de identificar e criar ações efetivas para a realidade específica de cada contexto, 
contornando as limitações que cada situação que, por ser única, exige. 
Conclusão: Diante das ameaças que o contexto atual apresenta ao mundo 
moderno e à formação profissional, o espírito científico é um diferencial qualificador 
essencial na formação do psicólogo. 
 
 
 
Vá mais Longe 
 Busque aprofundar seus conhecimentos sobre o Espírito científico. Aqui tem duas 
dicas; 
BACHELARD, G. A formação do espírito científico. (5ª. ed.). Rio de Janeiro: Contraponto. 
1996. 
NEUBERN, Maurício S. Três obstáculos epistemológicos para o reconhecimento da 
subjetividade na psicologia clínica. Psicologia: Reflexão e Crítica [online]. 2001, v. 14, n. 1, 
pp. 241-252. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0102-79722001000100020>. Epub 
16 Ago 2001. ISSN 1678-7153. https://doi.org/10.1590/S0102-79722001000100020. 
 
Capítulo Norteador: 
 Agora comece a se familiarizar com os conteúdos de pesquisa, leia artigos e livros 
sobre pesquisa; 
DYNIEWICZ, Ana Maria. Metodologia da pesquisa em saúde para iniciantes. São Caetano 
do Sul: Difusão Editora, 2014. E-book. Disponível 
em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0 
 
https://doi.org/10.1590/S0102-79722001000100020
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0
 
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Coleta e Análise de Dados | O espírito científico | Aula 02 
Agora é sua Vez! 
Interação 
 O espírito científico faz parte de sua vida? Ele te acompanha na sua formação? 
Faça um retrospecto de sua vida acadêmica e relembre os momentos que você se viu 
como um pesquisador e pensador da realidade relacionada às matérias que estudou. Eleja 
e registre três momentos em que lembra de ter vivido o espírito científico. Compare com 
os momentos de seus colegas, vejam o que há de comum (preferências, descobertas, 
dificuldades, etc.) entre eles. 
 
Fórum da Disciplina. 
 Discuta com outros colegas qual foi a impressão de cada um sobre este módulo, 
qual foi o ponto que mais lhe interessou e qual não entendeu. 
 
Questão para Simulado 
 
1 – O espírito científico foi apresentado como: 
a) Uma crítica ao momento atual (instável e volátil) da ciência, mostrando-a frágil. 
b) Uma refutação à ciência, defendendo a força do senso comum (preciso e perene). 
c) O princípio que rege e dá consistência (delineia e ordena) ao conhecimento. 
d) Uma contradição, considerando que espírito e ciência são antagônicos. 
e) Nenhuma das alternativas 
Resposta: Letra C 
 
 
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Coleta e Análise de Dados | O espírito científico | Aula 02 
REFERÊNCIAS 
DYNIEWICZ, Ana Maria. Metodologia da pesquisa em saúde para iniciantes. São Caetano 
do Sul: Difusão Editora, 2014. E-book. Disponível 
em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0 
 
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0
 
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Coleta e Análise de Dados | Pesquisa em Psicologia | Aula 03 
Onde Chegar 
• Apresentar o papel da pesquisa em Psicologia. 
• Desmitificar a dicotomia ciência e profissão. 
• Sensibilizar os acadêmicos para o papel da pesquisa na formação em Psicologia 
 
O que Aprender 
• O que é pesquisa em Psicologia. 
• O contexto atual da pesquisa em Psicologia. 
• Os desafios de pesquisar. 
• A importância da pesquisa na formação do psicólogo. 
 
AULA 
03 
A importância da 
Pesquisa em Psicologia 
 
Coleta e análise de dados 
 
 
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Desenvolvimento 
Momento Conceitual 
• O que é pesquisa em Psicologia. 
 A Psicologia, antes de se consolidar como profissão, consistia como ciência 
calcada na pesquisa experimental e investigação metódica. Porém essa configuração 
epistemológica não seguiu o caminho das ciências mais robustas (hard sciences), 
orientadas pelo modelo positivista, e acabou alinhando no campo das ciências humanas e 
sociais (soft sciences), onde o rigor metodológico ainda não alcança as mesmas premissas 
e onde a pesquisa ainda encontra desafios epistemológicos, sendo o principal deles a 
questão da subjetividade, que dificulta a precisão de construtos, conceitos e mensuração 
dos fenômenos estudados. 
 A Psicologia constituiu-se pela a síntese de dois campos dicotômicos do 
conhecimento, o biológico e o mental. No campo da biologia a pesquisa é robusta, 
consistente e apresenta maior objetividade, porém no campo mental ou social a 
objetividade ainda é de imprecisa e pouco consistente, alojando essa ciência entre as 
ciências humanas, tangenciando as ciências sociais e, mais recentemente, vem ser 
caracterizando como ciência da saúde, mas ainda carecendo de solidez. 
 Essa dicotomia entre as ciências também criou hiatos que conduziram a Psicologia 
para dois ramos de pesquisa; o quantitativo/objetivo e o qualitativo/subjetivo e que hoje 
gera desafios conceituais e interpretativos, dificultando a consolidação da Psicologia como 
ciência. 
 Desta forma a pesquisa em Psicologia ainda é a busca de parâmetros e a 
construção de referenciais conceituas, teóricos e metodológicos que, embora bem 
consistentes em outras áreas do conhecimento, ainda não são palpáveis nesta ciência que 
ainda tateia em busca seu objeto de estudo (do comportamento ou da subjetividade ou 
inconscienteou...). 
 
 
 
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• O contexto atual da pesquisa em Psicologia. 
 Além da dicotomia histórica da ciência Psicologia (biológico versus mental) a 
consolidação da Psicologia como profissão gerou nova dicotomia entre o contexto 
profissional e científico com uma nova divisão: de psicólogos que fazem psicologia 
(profissionais) e psicólogos pesquisadores (cientistas). E esta separação indevida se deu 
de forma desproporcional e o enfoque profissional tornou-se hegemônico e valor do 
psicólogo pesquisador se perdeu (apenas 3% dos psicólogos são pesquisadores). 
No contexto acadêmico, de formação dos psicólogos, esta separação se repete 
(pesquisa versus docência), com o psicólogo pesquisador dedicando a encontrar respostas 
aos desafios que emergem do psiquismo humano nos laboratórios ou nos campos de 
pesquisa (contexto social), mas afastado da sala de aula. Por outro lado o professor 
apenas consome a ciência produzida pelo pesquisador, mas, ao não produzir ciência, não 
consegue trazer o espírito científico para o contexto educacional. Separado do contexto 
de pesquisa o psicólogo formador (docente) acaba trazendo os resultados das pesquisas 
apenas como informação e não como conhecimento. O Resultado é que acadêmico tem 
pouco contato com a pesquisa e acaba perdendo a visão de que todo profissional deve ser 
pesquisador. 
 Desta forma, a pouca pesquisa feita pelos pesquisadores fica circunscrita a um 
grupo pequeno de investigadores, os docentes viram meros atravessadores de 
informação e os acadêmicos tem sua formação distorcida, achando que basta repetir as 
orientações dadas em sala para que a psicologia se efetive junto aos usuários. Mas apenas 
acabam levando uma prestação de serviços pouco efetiva, mais próxima do senso 
comum, e sem os conhecimentos essenciais que realmente mudaria a realidade individual 
e social dos envolvidos. 
 
 
 
4 
 
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Coleta e Análise de Dados | Pesquisa em Psicologia | Aula 03 
Momento Procedimental 
• A importância da pesquisa na formação do psicólogo. 
No contexto atual a pesquisa em Psicologia ganha grande relevância pelos 
seguintes fatores: 1) a complexidade do mundo e das relações sociais (Interpessoais); 2 a 
relevância individual, acadêmica e social da pesquisa. 
1) A complexidade do mundo e das relações sociais (Interpessoais) – O mundo está 
ficando progressivamente mais complexo e as novas tecnologias e configurações 
sociais, com mais conhecimento agregado pelo acúmulo gerado pelo princípio 
evolutivo, geram processos cognitivos mais elaborados e complexos. As dinâmicas 
sociais também se complexificam pelo o aumento de possibilidades infinitas de 
arranjos sociais, nas famílias, nas relações de trabalho. Isto se torna um ambiente 
vasto para a produção de pesquisas no campo da Psicologia. 
 
2) A relevância individual se constitui ao dar ao acadêmico um conjunto de 
características cognitivas (pessoais e profissionais) que o mero ensino não 
alcança, tornando o profissional mais bem gabaritado para o enfrentamento dos 
desafios cotidianos, superando um fazer técnico/mecanizando que pouco oferece 
na superação dos problemas sociais e cronificados por um fazer alienado e 
desconexo com a realidade. A formação com e pela pesquisa agrega 
competências específicas e instrumentais ao profissional, que atuará de forma 
mais efetiva e transformadora. 
 
3) A relevância acadêmica da pesquisa em Psicologia se encerra no fato de que, ao 
fazer pesquisa na graduação, o trinômio Ensino – Pesquisa – Extensão é 
preservado e o papel social da academia e da ciência Psicologia se consolidam, 
oferecendo aos usuários conhecimento efetivo que os ajudará no 
desenvolvimento humano e na melhoria das suas vidas. E, fundamentalmente, 
garante do cumprimento do Código de Ética Profissional do Psicólogo, 
principalmente nos itens referentes à qualidade técnica e científica e à 
democratização da Psicologia junto à população. 
 
4) A relevância social, da pesquisa se estabelece quando a profissão, calcada em 
sólidos alicerces científicos, oferece o desenvolvimento social pleno, promovendo 
 
5 
 
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Coleta e Análise de Dados | Pesquisa em Psicologia | Aula 03 
a saúde geral e coletiva da sociedade, sendo um caminho essencial na construção 
da cidadania. 
 Por fim, a pesquisa em Psicologia contém um caráter tríplice (Político, ético e 
artístico), mas que á pouco abordado nas salas de aula. Desta forma o modelo atual de 
separação da Psicologia em contextos estanques (pesquisa – docência – atuação) precisa 
ser revisto por todos os envolvidos (acadêmicos, professores, instituições, gestores (MEC 
e Sistema Conselhos)), para que a Psicologia recupere sua real identidade de ciência e que 
isso se reflita em um melhor serviço aos usuários. 
 Por isso, a pesquisa em Psicologia não pode mais ser vista como acessória ou 
direcionada apenas aos acadêmicos que se identificam com a prática de pesquisa, mas 
sim ser um pilar do pensar e fazer Psicologia de forma mais próxima da práxis 
(translacional) de forma que contribua efetivamente para mudanças sociais positivas. 
 
Conclusão: A pesquisa em Psicologia é questão essencial de desenvolvimento humano 
(cidadania), profissional, social e cultural. Pesquisar é exercer cidadania! 
 
 
 FONTE: Shutterstock 
 
 
 
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Vá mais Longe 
 Busque aprofundar seus conhecimentos sobre a pesquisa em Psicologia; 
ZANELLA, Andréa Vieira; SAIS, Almir Pedro. Reflexões sobre o pesquisar em psicologia 
como processo de criação ético, estético e político. Aná. Psicológica, Lisboa, v. 26, n. 4, 
p. 679-687, out. 2008 . Disponível em 
<http://www.scielo.mec.pt/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0870-
82312008000400012&lng=pt&nrm=iso 
 
Capítulo Norteador: 
 Agora comece a se familiarizar com os conteúdos de pesquisa, leia artigos e livros 
sobre pesquisa; 
DYNIEWICZ, Ana Maria. Metodologia da pesquisa em saúde para iniciantes. São Caetano 
do Sul: Difusão Editora, 2014. E-book. Disponível 
em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0 
 
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0
 
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Agora é sua Vez! 
Interação 
 Pesquise artigos que apresentem argumentos que sustentam a importância da 
pesquisa em Psicologia e consolide sua concepção sobre o papel da pesquisa em sua 
formação. Discuta com seus colegas e elejam o artigo que melhor analisa esta questão. 
Fórum da Disciplina. 
 Discuta com outros colegas qual foi a impressão de cada um sobre este módulo, 
qual foi o ponto que mais lhe interessou e qual não entendeu. 
 
Questão para Simulado 
 
1 – A prática de pesquisa em Psicologia é relevante pois; 
a) Fortalece o trabalho do pesquisador. 
b) Fortalece a cidadania dos acadêmicos e usuários. 
c) Fortalece a profissão. 
d) Não é importante. 
e) Nenhuma das alternativas 
Resposta: Letra B 
 
 
REFERÊNCIAS 
DYNIEWICZ, Ana Maria. Metodologia da pesquisa em saúde para iniciantes. São Caetano 
do Sul: Difusão Editora, 2014. E-book. Disponível 
em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0 
 
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0
 
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Onde Chegar 
• Apresentar a formação para pesquisa em Psicologia. 
• Descrever o perfil do pesquisador. 
• Sensibilizar os acadêmicospara a formação em pesquisa. 
 
O que Aprender 
• A importância da formação em pesquisa. 
• A formação do pesquisador. 
• Características – caráter, competências e habilidades do pesquisador. 
 
AULA 
04 
A formação do pesquisador em 
Psicologia 
 
Coleta e análise de dados 
 
 
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Desenvolvimento 
Momento Conceitual 
• A formação em pesquisa. 
 A formação profissional no ensino superior tem se tornado um desafio para 
acadêmicos, docentes e Instituições. A complexidade do mundo, das tecnologias 
e das relações interpessoais exige uma melhor qualificação dos profissionais para 
que possam acompanhar a veloz produção de informações e capacidade crítica 
de selecionar a informação mais precisa. E um caminho para aumentar esta 
qualificação é a formação com pesquisa. Porém a formação de um pesquisador 
não dever ser missão individual, assumida pelo apenas pelo acadêmico, que teria 
o desejo ou o dom para a pesquisa. Essa formação deve ser primeira e 
primordialmente meta institucional (acadêmica) e social. 
 Junto com o ensino, a pesquisa e a extensão deveriam ser preocupação 
das instituições de ensino. Sendo que a cultura da pesquisa deveria ser prioritária 
à cultura do ensino, porém esta relação aparece invertida em nossas instituições 
educacionais e a pesquisa, apesar da grande relevância nas ciências humanas, 
tem recebido pouca atenção, diferentemente das ciências exatas ou hard sciences 
onda a pesquisa é mais valorizada e incentivada. 
 As grades curriculares dos cursos de graduação em Psicologia, embora 
apresentem a pesquisa em sua estrutura, tratam-na de forma isolada, 
desarticulada das demais disciplinas, quando deveria ser tema transversal (dentro 
das disciplinas). No Brasil a formação em pesquisa acaba sendo cultuada nos 
cursos de pós-graduação strictu sensu (mestrado e doutorado), mas já 
caracterizando o afastamento da pesquisa da graduação e perdendo o caráter 
democrático (pesquisa para todos), que deveria ter na graduação, elitizando a 
pesquisa. 
 No caso da Psicologia este afastamento da pesquisa e seu isolamento nos 
currículos sinalizam uma contradição, apesar de uma explicação lógica. A 
contradição consiste em que, a origem da Psicologia ciência se deu pelas 
pesquisas sobre o comportamento, a mente e o psiquismo humano. Porém, após 
a oficialização da Psicologia como profissão no Brasil e a criação dos cursos de 
formação, a pesquisa perde seu status e espaços nas grades curriculares, dando 
lugar à uma formação direcionada para a atuação do psicólogo. A explicação 
lógica, embora absurda por outro lado, sustenta-se na questão de que pesquisa 
tem um custo alto e o crescimento das instituições particulares de ensino 
 
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inviabilizou a oferta de pesquisa nos cursos, que priorizaram uma formação sem 
ou com pouca atenção à pesquisa. Em resumo, foi a pesquisa que deu origem à 
profissão de psicólogo, mas a formação do psicólogo foi se afastando da 
pesquisa. 
 Felizmente, depois desse decréscimo e descrédito da pesquisa na 
formação dos psicólogos, a pesquisa ganha valor novamente no meio acadêmico 
e se mostra como essencial na qualificação profissional atual. Além disso, vem 
sendo registrado um aumento dos cursos de formação Pós-graduação que, 
indiretamente, favorece e fortalece a pesquisa na graduação. Porém a qualidade e 
a quantidade de pesquisa em Psicologia são baixas nesses dois aspectos e a 
lógica do produtivismo (que valoriza apenas a quantidade da produção 
acadêmica), não favorece que a produção científica em Psicologia alcance a 
qualidade desejada. 
 Apesar do contexto ambíguo e desfavorável, a pesquisa na graduação de 
Psicologia vem ganhando nova valorização, quer por imposição indireta do MEC, 
quer pela própria necessidade de se qualificar os profissionais para um fazer mais 
próximo das exigências do mundo moderno, que necessita de um profissional 
capaz de identificar e superar as demandas sociais, que não se satisfazem mais 
com um saber técnico, mecanizado ou automatizado (algorítmico) oferecido nas 
aulas expositivas. 
Além disso, a vivência da prática investigativa agrega valores e 
competências que a aula comum não consegue desenvolver nos profissionais em 
formação. A pesquisa tem como um de seus pilares a formação de heurísticos 
(construção de respostas novas), condição essencial para se enfrentar o mundo 
atual e sua crescente e constante complexidade. O mundo se inova e renova de 
forma cada vez mais rápida e não há como acompanhar este mundo sem 
pesquisa. A obsolescência da informação é uma ameaça às graduações calcadas 
apenas no ensino. 
Iniciação científica. 
 Um bom caminho para a formação em pesquisa é a Aprendizagem ou 
Educação por Projetos, que se inicia na educação básica, e é fundamentada na 
lógica de que é pesquisando que se aprende. Não apenas o conteúdo 
 
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pesquisado, mas também os procedimentos metodológicos e os processos 
cognitivos da investigação científica, criando a cultura da pesquisa e fortalecendo 
o espírito científico. Porém este modelo ainda é incipiente na educação brasileira, 
sendo usado de forma isolada em poucas instituições de ensino. 
 Outro bom caminho para a formação em pesquisa é a Iniciação Científica, 
geralmente ofertada no ensino superior, com grupos de pesquisa ou o famoso 
Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC), incentivado pelo 
Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), sendo 
estratégia fundamental para o incentivo à pesquisa, qualificando docentes e 
discentes e desenvolvimento de uma cultura crítica e responsável. Porém, a 
iniciação científica que deveria fazer parte da cultura institucional das IES 
(instituições de ensino superior), é pouco explorada, sendo geralmente 
desenvolvidas por exigência externa do MEC, que a considera com fator de 
avaliação dessas IES, que acabam fazendo-a de forma proforma, para atender às 
exigências, descaracterizando a cultura da pesquisa. 
 Além disso, cumpre acrescentar que a formação do pesquisador em 
Psicologia deveria ser inerente a todas as disciplinas e não apresentada em 
disciplinas conteudistas (tendo a pesquisa como conteúdo das disciplinas de 
metodologia ou correlatas) e também não achar que a realização de um TCC 
(trabalho de conclusão de curso) seja o suficiente para habilitar o acadêmico no 
consumo e na produção de pesquisa. 
 Por fim, além da formação direcionada para a pesquisa na graduação, há 
outro caminho, agora em nível superior, que é a formação e qualificação de 
pesquisadores pelas agências oficiais de fomento e incentivo à pesquisa, como a 
Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). Mas o 
desafio continua, pois os incentivos são incipientes, a iniciação é tímida (poucos 
candidatos) e com projetos fracos. 
 
 
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O Perfil do pesquisador 
 Então, para se alcançar e tornar a prática de pesquisa intrínseca ao fazer 
do psicólogo, é necessário que este tenha um conjunto de características 
pessoais (personalidade, caráter e funções cognitivas) e profissionais 
(competências e habilidades) condizentes com a prática de pesquisa, que 
deveriam ser formadas na educação básica, potencializadas ou desenvolvidas em 
conjunto pelas diferentes disciplinas da graduação. 
 Diferente do senso comum as habilidade de pesquisa não são decorrentes 
apenas dos desejos intrínsecos de alguns ou dos dons para pesquisaem outros. 
Pois a Psicologia da aprendizagem e do desenvolvimento vem mudando este 
paradigma e mostram que uma boa instrução e orientação adequada, decorrente 
de um ambiente favorável e da cultura de pesquisa, pode oferecer o 
desenvolvimento de competências e habilidades, não só latentes, mas potenciais 
e até inexistentes em cada um. 
 O desafio para as graduações em Psicologia é que, junto com os 
conteúdos da formação profissional, se opere a construção da identidade do 
psicólogo pesquisador, identificado com os processos de pesquisa, com o mundo 
da ciência e com o espírito científico. 
 A individualidade ou subjetividade de cada pessoa não vai impedir que ela 
se torne um pesquisador, mas pode favorecer ou atrapalhar, tanto o processo de 
formação quanto os resultados de seu trabalho. 
 Assim o perfil de um pesquisador será a combinação ou síntese de sua 
personalidade e caráter com as habilidades e competências adquiridas ou 
construídas na formação direcionada para a pesquisa. Esse perfil será a 
combinação de fatores subjetivos (intrínsecos), lapidados no seu percurso 
histórico de vida, somado a fatores objetivos (extrínsecos), adquiridos nos 
ambientes de formação para a pesquisa. Ou seja, com uma formação fora de um 
ambiente ou cultura carente a mentalidade científica, pouco poderá se esperar ou 
almejar que um graduando ou profissional em Psicologia paute seu trabalho 
fundamentado e guiado pelo pensamento crítico e espírito científico. Porém, por 
outro lado, um ambiente onde a cultura da pesquisa seja forte, acabará por 
 
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fortalecer a pessoa, a formação, a profissão e ciência Psicologia, criando uma 
mentalidade crítica e voltada para a melhoria científica e social. 
 Essa combinação resultará em um maior escore no chamado perfil 
cientométrico do pesquisador (Cientometria é um índice para a mensuração e 
quantificação do progresso científico, individual e coletivo e que gera um índice 
quantitativo e qualitativo da sua produção acadêmico/científica de cada 
pesquisador, sendo maior para os chamados cientistas profissionais). Porém este 
índice apresenta apenas os resultados dos trabalhos e produções alcançados 
pelos pesquisadores, mas não descreve características comportamentais ou de 
personalidade destes (como traços ou os cinco fatores/big five). 
 Ainda tem-se a ideia que para ser cientista é necessário ter dom ou 
predestinação e que ciência é para poucos iluminados, recaindo na visão 
estereotipada e generalizada do pesquisador clássico. Além disso, estudos 
descritivos sobre a personalidade e caráter ou características psicológicas de um 
pesquisador ainda são escassos e o tema parece pouco explorado. Um caminho 
para mitigar esta lacuna é o estudo das biografias dos cientistas renomados. 
 Porém, para não fugir ao desfio de se elencar algumas características 
pessoais que pode favorecer o pesquisador podemos listar; Paciência, resiliência, 
obstinação, ego equilibrado (autoestima x vaidade), impulsividade e cautela, 
clareza de raciocínio, tenacidade, honestidade, concentração, flexibilidade mental 
(sem ser incoerente), perfeccionismo (sem caracterizar TO ou TOC), etc. 
 Contudo algumas características pessoais podem atrapalhar o pesquisador 
como; Pouca escolaridade ou deficiências de aprendizagem, preconceito ou 
faccionismo, ambição, vaidade ou exibicionismo (ego desequilibrado), fraqueza 
moral, indisciplina, ingenuidade, etc. 
 Além disso, algumas características profissionais devem ser agregadas ao 
pesquisador para que seu perfil se consolide como cientista. Sendo; Domínio de 
línguas estrangeiras (principalmente inglês), domínio de ferramentas virtuais, 
pacotes digitais/informática e aplicativos, domínio da estrutura e conteúdos de 
documentos científicos (projeto, relatório de pesquisa e artigo científico), domínio 
de softwares de estatística e automação de documentos, domínio das normas 
 
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acadêmicas e científicas (ABNT ou APA), habilidade para escrita em estilo 
próprio, porém sem descumprir normas acadêmicas e científicas. 
 Porém o perfil de um pesquisador não pode ser pensado como pronto, 
bastando ter ou não as características necessárias. A formação de um 
pesquisador é longa, como toda boa formação, por isso deve começar bem 
sendo, já na educação básica, levando em torno de 10 anos (somando-se: 
graduação, mestrado e doutorado) para que as boas características sejam 
lapidadas de forma consistente e as limitações sejam superadas com a prática 
constante de investigação e pensamento crítico. 
 
Momento Procedimental 
• Como formar um psicólogo pesquisador. 
 As teorias modernas da Psicologia do desenvolvimento e da aprendizagem 
mostram que as visões deterministas e inatistas foram complementadas pelas 
concepções interacionistas, resultante de pesquisas e de novos paradigmas e que 
a formação e transformação de uma pessoa é construção conjunta entre o 
indivíduo e o contexto que o abriga. 
 Este percurso começa com a Iniciação científica, que dever ser precoce e 
consistente para que o pesquisador aprendiz vá incubando o Espírito científico e, 
com as nuances, artimanhas da pesquisa e o pensamento científico, 
gradualmente irão surgir e consolidar os comportamentos essenciais para a 
condução de pesquisas. A iniciação também visa evitar que as características que 
atrapalham o pesquisador sejam superadas e que lacunas de formação não se 
instalem ou se mantenham. 
Por fim, o treino constante em pesquisa é a principal forma de consolidar o 
espírito cientifico em direção ao domínio das estratégias de investigação científica, 
quer pela teoria das 10 mil horas, proposta por Malcolm Gladwell quer pelo ponto 
de mutação (The Click Moment) de Frans Johansson, para se alcançar um bom 
perfil de pesquisador, com expertise e excelência plena. 
 
 
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 Conclusão: Não precisamos nascer com o DNA (genótipo) da pesquisa, 
mas a pesquisa pode fazer parte de nosso DNA, ainda que no fenótipo. 
 
 
 
 
Vá mais Longe 
 Pesquise artigos que apresentem argumentos que sustentam a 
importância da pesquisa em Psicologia e consolide sua concepção sobre o papel 
da pesquisa em sua formação. 
VALLE CRUCES, Alacir Villa. A pesquisa na formação de psicólogos brasileiros e 
suas políticas públicas. Bol. - Acad. Paul. Psicol., São Paulo, v. 28, n. 2, p. 240-
255, dez. 2008 . Disponível em 
<http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-
711X2008000200012&lng=pt&nrm=iso> 
 
Capítulo Norteador: 
 Agora comece a se familiarizar com os conteúdos de pesquisa, leia artigos 
e livros sobre pesquisa; 
DYNIEWICZ, Ana Maria. Metodologia da pesquisa em saúde para iniciantes. 
São Caetano do Sul: Difusão Editora, 2014. E-book. Disponível 
em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0 
 
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0
 
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Agora é sua Vez! 
Interação 
 Busque identificar seu perfil de pesquisador, faça uma tabela com as 
características necessárias em um pesquisador e veja o quanto você ainda está 
distante de cada uma e quais serão suas estratégias para atingi-las. Depois 
compare com as de seus colegas e veja se encontra alguém que tenha as 
mesmas características que as suas. 
Característica Pessoais Do pesquisador 
Curiosidade 
Introversão x extroversão 
Gosto pela leitura 
Pensamento lógico 
Habilidade com números 
Navegabilidade tecnológicaDomínio de informática 
Domínio da estatística 
Criatividade 
Inclua novos itens... 
 
 
Fórum da Disciplina. 
 Discuta com outros colegas qual foi a impressão de cada um sobre este 
módulo, qual foi o ponto que mais lhe interessou e qual não entendeu. 
Questão para Simulado 
 
1 – Sobre a formação do pesquisador em Psicologia, é possível afirmar que; 
a) Ainda é fraca, apesar do renascente interesse nas instituições formadoras. 
b) Está consolidada e é consistente na formação dos graduando, principalmente 
nas IES particulares. 
c) Não existe, pois Psicologia é uma ciência clássica, não se caracteriza como 
ciência de ponta e não necessita de novas pesquisas. 
d) Não é importante, pois a formação do psicólogo é direcionada para a atuação 
clínica. 
e) Nenhuma das alternativas 
Resposta: Letra A 
 
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Organize-se: 
Disponha 6 horas semanais (mínimo sugerido para autoestudo) para ter 
contato, familiaridade e domínio do conteúdo. 
Não procrastine! Faça as leituras e atividades antes e depois de cada aula, 
não deixe para depois. 
 
REFERÊNCIAS 
DYNIEWICZ, Ana Maria. Metodologia da pesquisa em saúde para iniciantes. 
São Caetano do Sul: Difusão Editora, 2014. E-book. Disponível 
em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0 
 
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0
 
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Coleta e Análise de Dados | Ciência Baseada em Evidências| Aula 05 
Onde Chegar 
• Apresentar os princípios da Ciência Baseada em Evidências 
• Apresentar os princípios da Psicologia Baseada em Evidências 
• Sensibilizar os acadêmicos para os princípios da Bioética 
 
O que Aprender 
• O rigor científico e Psicologia Baseada em Evidências 
• Peculiaridades da pesquisa na área da saúde. 
• A bioética na formação do pesquisador. 
 
 
AULA 
05 
Ciência Baseada em Evidências 
 
Coleta e análise de dados 
 
 
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Desenvolvimento 
Momento Conceitual 
A Ciência Baseada em Evidências 
 Embora pareça redundância a Ciência Baseada em Evidências (CBE), tornou-se 
preocupação dos especialistas ao constatar que muitas práticas não científicas, mas 
erroneamente consideradas científicas, eram utilizadas como verdadeiras, gerando 
resultados negativos ou opostos aos esperados. Também se observou que o uso 
inadequado que algumas práticas, técnicas, produtos ou instrumentos, mesmo tendo sua 
cientificidade reconhecida, geravam danos e gastos desnecessários, tornado oneroso e 
ineficiente o trabalho realizado, principalmente nos contextos de gestão pública 
(hospitais, escolas, secretarias de obras e manutenção). 
 A Ciência Baseada em Evidências (CBE) ganhou importância mundial por volta de 
1990, quando grupos de médicos e associações profissionais notaram a necessidade e a 
importância de se ampliar o controle e a sistematização dos protocolos profissionais, 
evitando generalizações de práticas clínicas e visando melhorias nos resultados clínicos e 
otimização da relação custo benefício (evitando desperdícios de medicamentos, recursos, 
materiais, equipes e equipamentos). Essa a prática ficou chamada por Medicina Baseada 
em Evidências por considerar e eleger os estudos e protocolos que mostrassem as 
melhores evidências científicas para os tratamentos e seus efeitos, fundamentadas no 
rigor das melhores pesquisas e com resultados mais robustos. 
Seguindo este novo paradigma o conceito de Práticas Baseadas em Evidências 
(PBE) se estendeu para áreas correlatas e próximas de sua origem e atualmente temos as 
Ciências Baseadas em Evidências (CBE). Esse processo pode ser resumido em cinco passos: 
1 Problematização, 2 Pergunta clínica; 3 Revisão sistemática; 4 Decisão clínica e; 5 
aplicação do protocolo. 
 
 
 
 
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A Psicologia Baseada em Evidências 
 A prática da Psicologia Baseada em Evidências ainda é incipiente no Brasil, apesar 
do gradual crescimento e força em outros países. Parte deve-se ao desconhecimento e 
falta de domínio dos psicólogos no uso de Revisões Sistemáticas e pela pouca 
preocupação com pesquisa em Psicologia por muitos profissionais. 
 Porém a questão vem ganhando corpo entre os órgãos de classe, gestores de 
serviços em saúde e por alguns profissionais que já tomam consciência da contribuição 
deste aspecto na atuação profissional. A preocupação com as evidências da efetividade da 
Psicologia originou-se na prática clínica, com um estudo do psicólogo Hans Eysenck que 
em 1952 levantou um questionamento sobre a efetividade do trabalho clínico do 
psicólogo. Ao levantar a questão: “Psicoterapia cura?” e inferiu que a cura vinha da 
passagem do tempo não das intervenções (sem efeito) dos psicólogos. Tal 
questionamento gerou debates sobre essa questão entre a Associação Americana de 
Psicologia (APA) e outras entidades que passaram a dar atenção a Prática Baseada em 
Evidências, que vem reorganizando e remodelando as pesquisas sobre a efetividade da 
Psicologia e que trarão novas interpretações e aplicações nas diferentes áreas de 
trabalho. 
 Contudo esta questão tem gerado pressões e tensões sobre a possibilidade, 
viabilidade ou aplicabilidade da Prática Baseada em Evidências no contexto da Psicologia, 
com a mesma configuração das outras ciências, uma vez que a complexidade do ser 
humano, dos processos psicológicos, das interações pessoais mundo moderno e a própria 
falta de consolidação da Psicologia como ciência, que ainda não tem protocolos de 
normatização ou quantificação e parâmetros consolidados para se exigir isso, podem 
resultar em conclusões e direcionamentos equivocados. 
Mas, como tudo tem seu contra ponto a PBE não está isenta de críticas ou 
suspeitas. Se, por um lado a PBE em evidência normatiza e padroniza os procedimentos 
dos profissionais na área da saúde, existe o risco que um novo movimento Positivista gere 
cristalizações e engessamentos de protocolos, impondo um modelo biomédico que pode 
ter efeitos contralaterais novamente. Assim, como a PBE sugere uma vigilância e controle 
 
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da qualidade do fazer profissional, a Bioética surge como uma nova agente de vigilância 
da dignidade e mostra preocupação com os maus usos que a PBE pode ter. 
 
Momento Procedimental 
Peculiaridades da pesquisa na área da saúde. 
Em 1993 a Associação Americana de Psicologia (APA) criou a famosa Divisão 12 
destinada a tratar desta temática da Prática da Psicologia Baseada em Evidências e que 
esta prática gere melhor qualidade nos serviços oferecidos pelos profissionais, elevando 
os resultados das intervenções e resultando na promoção de saúde psíquica e na 
qualidade de vida geral. Se a Psicologia almeja produzir conhecimento efetivo, como o 
fazem as demais ciências, mais consolidadas, a PBE oportunizará a produção de pesquisas 
mais consistentes e robustas que oferecerão subsídios e consistência na formação 
profissional e consolidará o papel da Psicologia na sociedade. 
O principal instrumento para a efetivação ou constatação de evidência científica 
de um diagnóstico, tratamento ou intervenção é a Revisão Sistemática, desenvolvida pelo 
médico Archibald Leman Cochrane, logo após a 2a. Guerra Mundial. 
 A Revisão Sistemática desenvolvida por Cochrane busca fazer uma busca e 
levantamento dos melhores estudos relacionados a um problema de saúde e subsidia a 
prática baseada em evidências, pois oferece o Grau deRecomendação (qualidade da 
evidência) que favorece a tomada de decisão do profissional ou da equipe sobre a adoção, 
continuidade ou abandono da intervenção terapêutica, política pública ou conduta 
profissional em foco. Caso o profissional, equipe ou pesquisador não encontrem uma RS 
que ofereça subsídios para a tomada de decisão, o melhor caminho é que seja realizada 
uma RS, sendo esta a primeira a apresentar a melhor resposta. 
Porém, apesar de sua força na comunidade cientifica as Revisões Sistemáticas, 
pilar da Ciência Baseada em Evidência, ainda são vistas com desconfiança por alguns, mas 
junto com os estudos de Metanálise as RS’s são os melhores instrumentos que se tem 
para determinar a evidência científica sobre um assunto, pois as RS são consideradas 
pesquisa científica. 
 
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Coleta e Análise de Dados | Ciência Baseada em Evidências| Aula 05 
 A Revisão sistemática parte de uma problematização da situação profissional 
enfrentada, buscando o melhor diagnóstico e a melhor resposta ou intervenção. Depois 
dessa problematização, o próximo passo é a elaboração da pergunta clínica, que consiste 
na elaboração de uma pergunta clara sobre o problema a ser enfrentado. Essa pergunta 
deve ser baseada em quatro fatores (do acrônimo P.I.C.O.), conforme o quadro 1; 
 
 
 Fonte: DIB et al. (2014) 
 
 O passo seguinte é buscar em Revisões Sistemáticas (RS) a melhor resposta e os 
melhores resultados para a pergunta clínica. Essa Revisão deve conter o melhor 
diagnóstico, o melhor tratamento ou os melhores resultados da intervenção considerando 
o público/problema, a intervenção, o controle e os resultados (outcome) encontrados 
para a questão e é usado para se ter o melhor diagnóstico (pelo princípio do diagnóstico 
diferencial) de uma doença e o melhor tratamento. 
 
 
Psicologia e Bioética. 
 Tão importante quanto as discussões sobre o valor e a efetividade da Psicologia 
Baseada em Evidências a Bioética é outro ponto essencial na qualidade e na cientificidade 
da Psicologia. Logo, essencial na formação do Psicólogo pesquisador. 
Oriunda das preocupações com o futuro da humanidade, diante do 
desenvolvimento científico-tecnológico desenfreado e das tristes lições das guerras 
mundiais que mostraram que algumas condutas humanas podem ser hostis e 
ameaçadoras à vida na terra, a Bioética procura garantir que os fundamentos e as práticas 
 
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da ciência sejam direcionados para um futuro que garanta dignidade e qualidade de vida 
de todas as criaturas. 
A bioética configura-se como uma intersecção entre a biologia (Ciências) e a ética 
(Filosofia), sinalizando a necessidade de que os campos do conhecimento separados, 
fragmentados e distanciados pela revolução científica, precisam se reaproximar e se 
religarem visando a proteção dos seres, que vem sendo coisificados (objetivados) com o 
atual direcionamento das ciências. Embora sua origem seja a confluência entre biologia e 
ética a bioética amplia sua abrangência para outros campos do conhecimento. 
 Além das reflexões sobre os usos e abusos da ciência a Bioética oferece quatro 
princípios; Beneficência, Não maleficência, Autonomia e Justiça. A beneficência tem como 
meta garantir que a ciência ofereça ações positivas e benéficas aos usuários ou 
destinatários. O princípio da Não maleficência prevê que a ciência evite danos ou efeitos 
colaterais ou que os riscos são sejam maiores que os benefícios, de preferência nulos ou 
mínimos. O princípio da Autonomia roga que seja respeitado o direito da pessoa decidir, 
de forma livre e esclarecida, sobre o consentimento ou a recusa em aceitar um 
tratamento ou participar de pesquisas e experimentos. Por fim, o princípio da Justiça 
prevê que os usuários sejam tratados e beneficiados de forma equânime pela ciência, sem 
discriminação, favorecimento ou omissão. 
Porém uma das principais contribuições da bioética vem sido percebida no campo 
da pesquisa com seres humanos e animais, procurando garantir a proteção, a dignidade e 
o respeito a estes em pesquisas. Neste caminho o Brasil tem dois instrumentos 
fundamentais para a promoção da bioética, que são as resoluções emitidas pelo Conselho 
Nacional da Saúde direcionadas ao acompanhamento das pesquisas em saúde. A 
Resolução no. 466/12 de 12 de dezembro de 2012 estabeleceu a regulamentação para a 
execução e condução de pesquisas com seres humanos. Porém esta resolução, oriunda de 
um modelo biomédico, impôs limitações sobre as pesquisas das áreas das ciências sociais 
e humanas e em 2016 o Conselho Nacional da Saúde publica a Resolução no. 510/16 de 07 
de abril de 2016, agora direcionada para balizar as pesquisas nestas áreas. 
Desta forma as Revisões Sistemáticas (principal instrumento da PBE) e a Bioética 
são dois pilares fundamentais na consolidação da Psicologia como ciência humana e, mais 
 
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recentemente, da saúde e seu domínio e uso, são essenciais para a boa prática do 
profissional psicólogo. 
 
Conclusão: A Psicologia ainda está se consolidando como ciência e ciência da saúde e a 
PBE e a Bioética ajudarão a desenvolver protocolos, instrumentos e procedimentos que 
lhe dê consistência e efetividade. 
 
 
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Vá mais Longe 
 Aprofunde seus estudos nos temas da Psicologia Baseada em Evidências e nos 
princípios da Bioética, aqui tem algumas dicas para você; 
COSTA, Vitor Hugo Loureiro Bruno; LANDIM, Ilana Camurça; BORSA, Juliane Callegaro. 
Aspectos éticos das pesquisas em psicologia: vulnerabilidade versus proteção. Rev. 
SPAGESP, Ribeirão Preto, v. 18, n. 2, p. 16-26, 2017. Disponível em 
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-
29702017000200003&lng=pt&nrm=iso 
 
LEONARDI, Jan Luiz e MEYER, Sonia Beatriz. Prática Baseada em Evidências em Psicologia 
e a História da Busca pelas Provas Empíricas da Eficácia das Psicoterapias. Psicologia: 
Ciência e Profissão [online]. 2015, v. 35, n. 4 pp. 1139-1156. Disponível em: 
<https://doi.org/10.1590/1982-3703001552014>. 
 
ZOLTOWSKI, Ana Paula Couto et al. Qualidade metodológica das revisões sistemáticas em 
periódicos de psicologia brasileiros. Psicologia: Teoria e Pesquisa [online]. 2014, v. 30, n. 
1, pp. 97-104. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0102-37722014000100012>. 
Epub 28 Abr 2014. ISSN 1806-3446. https://doi.org/10.1590/S0102-37722014000100012 
 
Capítulo Norteador: 
 Agora comece a se familiarizar com os conteúdos de pesquisa, leia artigos e livros 
sobre pesquisa; 
KALINKE, Luciana Puchalski (Org.). Metodologia da pesquisa em saúde. São Caetano do 
Sul: Difusão, 2019. E-book. Disponível 
em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/177744 
 
 
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-29702017000200003&lng=pt&nrm=iso
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1677-29702017000200003&lng=pt&nrm=iso
https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/177744
 
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ROTAS DE APRENDIZAGEM 
Coleta e Análise de Dados | Ciência Baseada em Evidências| Aula 05 
Agora é sua Vez! 
Interação 
 Faça uma leitura sobre as Resoluções do Conselho Nacional de Saúde sobre 
bioética, destaque 3 pontos principais em cada uma e discuta cada um deles com um 
colega. 
CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE. Resolução nº 466/2012 - Dispõe sobre pesquisa 
envolvendo seres humanos. Brasil: Ministério da Saúde, Brasília, DF. 2012. Disponível 
em https://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2012/Reso466.pdfCONSELHO NACIONAL DE SAÚDE. Resolução nº 510/16 - Dispõe sobre as normas 
aplicáveis a pesquisas em Ciências Humanas e Sociais. Brasil: Ministério da Saúde, 
Brasília, DF. 2016. Disponível em 
https://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2016/Reso510.pdf 
 
Fórum da Disciplina. 
 Discuta com outros colegas qual foi a impressão de cada um sobre este módulo, 
qual foi o ponto que mais lhe interessou e qual não entendeu. 
 
Questão para Simulado 
 
1 – A Psicologia Baseada em Evidências tem como instrumentos fundamentais; 
a) Os projetos de pesquisa e os testes psicológicos. 
b) As Revisões Sistemáticas e as Resoluções sobre bioética. 
c) Os manuais de orientação profissional e as Revisões Sistemáticas. 
d) Resoluções sobre bioética e os testes psicológicos. 
e) Nenhuma das alternativas 
Resposta: Letra B 
 
https://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2012/Reso466.pdf
https://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2016/Reso510.pdf
 
10 
 
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ROTAS DE APRENDIZAGEM 
Coleta e Análise de Dados | Ciência Baseada em Evidências| Aula 05 
 
REFERÊNCIAS 
DYNIEWICZ, Ana Maria. Metodologia da pesquisa em saúde para iniciantes. São Caetano 
do Sul: Difusão Editora, 2014. E-book. Disponível 
em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0 
 
KALINKE, Luciana Puchalski (Org.). Metodologia da pesquisa em saúde. São Caetano do 
Sul: Difusão, 2019. E-book. Disponível 
em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/177744 
 
 
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0
https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/177744
 
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ROTAS DE APRENDIZAGEM 
Coleta e Análise de Dados | Quantidade e Qualidade| Aula 06 
Onde Chegar 
• Analisar a dicotomia quantidade versus qualidade. 
• Analisar a relação entre quantidade versus qualidade 
•. Apresentar as modalidades de pesquisa (quantitativa e qualitativa) 
 
 
O que Aprender 
• O papel do paradigma quantitativo em pesquisa. 
• O papel do paradigma qualitativo em pesquisa. 
• A necessidade de aproximação e integração dos modelos. 
 
AULA 
06 
Quantidade e Qualidade 
 
Coleta e análise de dados 
 
 
2 
 
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ROTAS DE APRENDIZAGEM 
Coleta e Análise de Dados | Quantidade e Qualidade| Aula 06 
Desenvolvimento 
Momento Conceitual 
 A polaridade entre qualidade e quantidade tem sido um vasto campo de 
discussão nas ciências e gerado tensões, conflitos e equívocos na condução de 
pesquisas. Tal separação, que teve início nas discussões dicotômicas entre os 
filósofos da Grécia antiga, ganhou consistência depois da Revolução Científica, 
que ampliou essa cisão e os embates entre as concepções. O Cartesianismo e o 
Positivismo fortaleceram o modelo quantitativo, fundamentando-o nos paradigmas 
positivistas, da matemática e da métrica e tornando-o o modelo é hegemônico, ou 
até único em algumas áreas do conhecimento. 
 Essa valorização da quantificação consolidou-se nas chamadas ciências 
hard sciences (consistente e precisa) enquanto a qualidade passa a ser mais 
valorizada com o avanço das soft sciences (frágil e imprecisa) e pelo crescimento 
das ciências sociais e humanas. A quantidade, por ser baseada em valores 
absolutos e mensuráveis (com predomínio da objetividade), tem força 
demonstrativa maior do que a qualidade que, por ser baseada em percepções 
relativas (com predomínio da subjetividade) não tem a mesma força demonstrativa 
e é vista com suspeita por alguns campos científicos. 
 De um lado, os defensores da quantidade afirmam que a validade de um 
conceito e dos resultados obtidos numa pesquisa só é alcançada se estes forem 
apresentados e descritos por índices, valores ou grandezas (quantidades) 
mensuráveis, visíveis e comparáveis e desconsideram a validade ou veracidade 
dos modelos qualitativos, pela ausência destes parâmetros. Parece que o padrão 
de qualidade é propriedade apenas da pesquisa quantitativa e isso que ainda não 
se consolidou na pesquisa qualitativa. 
 Os defensores da quantidade constroem protocolos de pesquisa pautados 
na quantificação, com instrumentos de precisão, dados mensuráveis, modelos 
matemáticos e análises com apresentações gráficas e numéricas, seguindo ou 
sendo influenciada pelos mesmos procedimentos da indústria fabril. As amostras 
são numéricas (amplas) e randomizadas, os instrumentos são precisos, validados 
e calibrados e os procedimentos devem ser claros e controlados o suficiente para 
 
3 
 
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ROTAS DE APRENDIZAGEM 
Coleta e Análise de Dados | Quantidade e Qualidade| Aula 06 
que possam ser reproduzidos em outras pesquisas, sem sofrer influências e 
distorções. 
 Porém, como a própria ciência tem mostrado, a certeza é sempre 
questionada e o contraponto ganha força à medida que uma posição se intensifica 
e, de forma dialética, gera a força para o crescimento do oposto. Dessa forma, 
ironicamente, o modelo qualitativo em pesquisa teve origem justamente dos 
resultados e das análises das pesquisas quantitativas, quando informações não 
quantificáveis, mas importantes, surgiam das análises desses resultados, que não 
podiam ser quantificados (em números ou tabelas), mas tinham relevância 
(qualidade). Assim o modelo qualitativo ganhou força pela exacerbação dos 
modelos quantitativos e por uma limitação deste modelo. Ou seja, o excesso de 
atenção dado à quantidade, gerou a preocupação com a qualidade. 
 Já os adeptos da abordagem qualitativa em pesquisa, questionam a 
simples quantificação e entendem que não é possível garantir que a qualidade 
seja alcança na mera reprodutividade mecânica da quantidade, expressa em 
números. Que, por outro, lado, virou mote para justificar a pouca produtividade no 
adágio popular, “vale mais a qualidade do que a quantidade”, virando a falácia 
acadêmica. Tal afirmação, de que qualidade se opõe e se sobrepõe à quantidade, 
precisa ser pensada de outra forma. 
 Mas, apesar do seu valor e importância, a pesquisa qualitativa ainda é 
baseada em constructos (conceitos ainda não estabelecidos, imprecisos ou não 
consistentes) e os seus adeptos consideram que as informações oriundas destas 
fontes não podem ser desconsideradas, sendo tão importantes quantos os dados 
numéricos. Porém, por ser mais recente, a pesquisa qualitativa ainda carece de 
formalização e padronização metodológica, que ainda parecem ser feitas ainda de 
forma artesanal, num modelo pré-industrial ou pouco científico. As amostras são 
reduzidas, impedindo a randomização dos participantes, os instrumentos são não 
validados, construídos pelo próprio pesquisador e os procedimentos dificilmente 
conseguem ser reproduzidos em outras pesquisas, sem sofrer influências e 
distorções. E as pesquisas e pesquisadores na modalidade qualitativa buscam 
superar estas limitações com a construção de instrumentos de medidas 
 
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Coleta e Análise de Dados | Quantidade e Qualidade| Aula 06 
(psicométricos ou sócio métricos) e protocolos mais avançados que anulem as 
interferências pouco controladas. 
 Em determinados contextos ou circunstâncias, pode ser que um modelo 
seja preferível (isso é uma concepção qualitativa) em relação ao outro. Porém a 
Revolução Industrial mostrou, de forma inquestionável através da produção em 
série, que se pode ampliar a quantidade e aumentar a qualidade. Antes da 
produção em série as peças eram feitas uma a uma pelo artesão e sem um 
parâmetro preciso. A produção em série trouxe o conceito especificações do 
produto ou da peça (com a definição de precisão, moldes, modelo e matrizes), 
para a produção de produtos e que se estendeu para a área de serviços. E 
quando este conjunto de especificação é controlado e repetido tem-se um padrão 
de qualidade. A preferência pela qualidade é legitima quando setrata de otimizar 
a forma de trabalho, de estudo ou de produção. 
 A abordagem da Quantidade expressa a verdade através de números, 
contagem, unidades de medida (peso, distância, custo, frequência, temperatura, 
etc.) medição, valores absolutos ou fracionados. Essas unidades podem ser 
expressas em quatro tipos de escalas de medição (nominal, ordinal, intervalar e 
de razão (ou proporcional)). 
 A abordagem da qualidade expressa a verdade através da classificação, 
rótulos (atribuições), etiquetas, categorias, atributos ou códigos, valores 
subjetivos/relativos (maior/menor, bom/ruim, forte/fraco, etc.) abstrato s ou 
imateriais. 
 O desafio em todas as áreas (produção industrial, de alimentos, prestação 
de serviços, formação acadêmica, etc.) é quebrar essa lógica de “um ou outro” 
(quantidade versus qualidade) e buscar a superação desta dicotomia. Disso 
emerge o desafio de aumentar a qualidade da prestação de serviços para que se 
atenda mais pessoas (quantidade), com a mesma qualidade que se atenderia 
uma. O mesmo desafio se estende no campo da ciência, de se fazer mais 
pesquisas e produzir mais artigos com a mesma qualidade. 
 A pesquisa quantitativa é mais velha, anterior ao crescimento das ciências 
humanas e sociais, então tem mais tempo e experiências acumuladas. Além disso 
o instrumento de medida deve ser mais complexo do que o objeto ou fenômeno 
 
5 
 
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Coleta e Análise de Dados | Quantidade e Qualidade| Aula 06 
mensurado. E isso no campo quantitativo e das ciências exatas é mais palpável, 
devido ao grau de avanço e complexidade destas ciências e os fenômenos 
observados e as variáveis que interferem sobre eles são bem conhecidos, 
descritos e passíveis de controle e manipulação. 
 Nas áreas humanas o momento ainda é inverso, os fenômenos psíquicos 
e sociais a serem mensurados, são pouco conhecidos e as variáveis são mais 
numerosas e instáveis, e ainda são mais complexos do que os instrumentos 
disponíveis para sua mensuração. A pesquisa qualitativa é mais recente, e ainda 
não trilhou o mesmo caminho e não enfrentou os mesmos problemas, já 
superados pela outra abordagem. Assim a pesquisa qualitativa é um indicador do 
grau de desenvolvimento de uma ciência. 
 Por fim, à medida que aumentar a quantidade de pesquisas qualitativas, 
estas vão ter força suficiente (quantidade) para consolidar seus objetos e 
metodologia, resultando num conjunto de protocolos e parâmetros mensuráveis 
(quantidade) que permitirão avaliar as reais contribuições desta abordagem. 
 
 
Momento Procedimental 
 Desta forma o desafio na formação em Psicologia é instrumentalizar os 
futuros profissionais a superar este falso paradigma excludente entre quantidade e 
qualidade e buscarem a excelência, desde sua formação nas pesquisas, e neste 
caso especialmente em saúde. 
 Considerando que a polaridade Quantidade versus Qualidade não é 
recente e precisa ser superada talvez os princípios (leis) da dialética ajude a 
entender e vislumbrar alguma saída. 
 A primeira lei - Ação recíproca ou unidade polar - afirma que há conexão 
uma entre as partes, e sugere que existe uma relação integrativa (holismo) que, 
embora não seja vista, une e integra as partes em um todo maior. 
 A segunda lei - Mudança dialética ou negação da negação - afirma que 
sempre haverá uma oposição dinâmica (a famosa trilogia: tese/antítese/síntese) 
que sugere que há um oposto ou contraponto para uma ideia ou concepção e que 
o jogo de forças leva à uma terceira posição. 
 
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 A terceira lei - Mudança qualitativa - afirma que da quantidade emerge a 
qualidade. 
 A quarta lei – Contradição ou interpenetração dos contrários – afirma que a 
existência de um fenômeno implica na existência ou geração de seu oposto.. um 
dupla influência. 
 Vejamos os exemplos; 
 A frase “vale mais a qualidade do que a quantidade” é contraditória, pois 
exclui a qualidade da quantidade, apoiada no pensamento binário “ou um ou 
outro”, mas como a lei da mudança qualitativa sugere que da quantidade emergirá 
(lei da mudança qualitativa) a qualidade a justificativa não se sustenta e fica o 
desafio de se alcançar as duas. Mas a lógica de que é melhor a qualidade do que 
a quantidade tem seu respaldo numa premissa por traz da situação prática de que 
um trabalhador mais bem preparado (qualidade) pode ser mais produtivo 
(quantidade) do que 10 (quantidade maior) sem qualificação (qualidade menor). 
Mas o que aconteceria se os 10 tivessem a mesma qualidade? Isso é impossível? 
 Também é mais inteligente estudar uma hora (quantidade menor) e tirar 
nota alta (quantidade), considera da boa (qualidade maior), do que estudar várias 
horas (quantidade), aprender pouco (qualidade) e tirar nota baixa (quantidade), 
considerada ruim (qualidade). 
 Ainda neste contexto é melhor produzir 10 objetos com qualidade do que 5 
ou 50 sem qualidade. Mas seria bem melhor (mais qualidade) se a produção fosse 
de 50 com qualidade. Neste caso a qualidade passa ser incorporada na 
quantidade, assim a qualidade da produção está sendo aumentada junto com a 
quantidade. O nome disso? Excelência, a integração da qualidade com a 
quantidade. Se o foco for só a quantidade (produtivismo), sem qualidade não há 
excelência. Se o foco é a qualidade, mas com pouca quantidade, também não há 
excelência. A excelência é acontece quando a qualidade emerge da quantidade 
(lei da mudança dialética) ou se fundem (lei da Ação reciprocidade). 
 
 
 
 
 
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 Porém a comunidade científica, no ímpeto de alcançar a excelência na 
produção científica e procurando incrementar a produção científica, estipulou 
índices baseados na quantidade de artigos publicados e citações dos autores. 
Mas o resultado não foi a excelência, pois a qualidade não acompanhou a 
qualidade, gerando o produtivismo, que tem sido um resultado negativo desta 
hegemonia da quantidade de produção científica, focado no número de artigos 
produzidos/publicados, mas de pouca qualidade. Um exemplo deste produtivismo 
é a educação brasileira, que apesar de aumentar os anos de escolaridade da 
população tem amargado a falta de qualidade (competência profissional) em todos 
os segmentos sociais. 
 A preocupação agora é como manter a quantidade alta mas agregando 
qualidade a esta produção. Na busca do seu enfrentamento surgiu então a 
cientometria, que procura estabelecer parâmetros quantitativos e qualitativos 
(número de artigos publicados e de citações dos autores, mas também a 
qualidade). E o paradigma crescente é que se aumente a quantidade da 
qualidade, mais qualidade na quantidade, sendo então uma ampliação da 
qualidade da quantidade, sem a dicotomia ou um ou outro. É hora se de passar 
da expressão “vale mais a qualidade do que a quantidade” (aliás, qual é a 
evidência científica para esta afirmação?) para “vale mais a quantidade com a 
mesma qualidade”. 
 
 
Conclusão: Os dois modelos buscam a verdade, cada um pelo seu caminho, mas 
o alvo deve ser o mesmo. Ou cada um está construindo a sua verdade? 
 
 
 
 
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Coleta e Análise de Dados | Quantidade e Qualidade| Aula 06 
 
Vá mais Longe 
 Pesquise mais artigos que discutam a dualidade da Quantidade e da 
Qualidade e reflita sobre sua visão; 
 
CARVALHO, Ana Maria Almeida; PEDROSA, Maria Isabel; AMORIM, Kátia S.. 
Retomando o debate qualidade x quantidade: uma reflexão a partir de 
experiências de pesquisa. Temas psicol., Ribeirão Preto , v. 14, n. 1, p. 51-
62, jun. 2006. Disponível em 
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-389X2006000100007&lng=pt&nrm=iso 
 
Capítulo Norteador: 
 Agora comece a se familiarizar com os conteúdos de pesquisa, leia artigos 
e livros sobre pesquisa; 
 
ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith; GEWANDSNAJDER, Fernando. O método nas 
ciências naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. 2. ed. São Paulo: 
Pioneira Thomson Learning, 2001. 
 
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-389X2006000100007&lng=pt&nrm=iso
http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-389X2006000100007&lng=pt&nrm=iso
 
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Coleta e Análise de Dados | Quantidade e Qualidade| Aula 06 
Agora é sua Vez! 
Interação 
 Pesquise artigos que discutam a dualidade da Quantidade e da Qualidade 
e reflita sobre sua posição. Veja como seus colegas se posicionam diante desta 
separação. Será que todos continuarão usando a mesma frase de que “vale mais 
a qualidade do que a quantidade?”. 
 
Fórum da Disciplina. 
 Discuta com outros colegas qual foi a impressão de cada um sobre este 
módulo, qual foi o ponto que mais lhe interessou e qual não entendeu. 
 
Questão para Simulado 
 
1 – Sobre a questão da Quantidade versus Qualidade é possível afirmar que; 
a) A quantidade se sobrepõe à qualidade. 
b) A qualidade se sobrepõe à quantidade. 
c) Elas devem ter o mesmo peso e o mesmo valor. 
d) A pesquisa quantitativa é mais recente, que a qualitativa. 
e) Nenhuma das alternativas 
Resposta: Letra C 
 
 
 
REFERÊNCIAS 
 
ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith; GEWANDSNAJDER, Fernando. O método nas 
ciências naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. 2. ed. São Paulo: 
Pioneira Thomson Learning, 2001 
 
DYNIEWICZ, Ana Maria. Metodologia da pesquisa em saúde para iniciantes. 
São Caetano do Sul: Difusão Editora, 2014. E-book. Disponível 
em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0 
. 
 
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0
 
1 
 
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ROTAS DE APRENDIZAGEM 
Coleta e Análise de Dados | Pesquisa Quantitativa| Aula 07 
Onde Chegar 
• Apresentar a modalidade de pesquisa quantitativa 
• Apresentar as Teorias e metodologias da pesquisa quantitativa e sua aplicação 
na saúde. 
 
O que Aprender 
• Processos de produção do conhecimento. 
• A evolução do conhecimento e da pesquisa no campo da saúde. 
• A coleta de dados em pesquisa quantitativa. 
 
 
AULA 
07 
Pesquisa Quantitativa 
Coleta de dados 
 
Coleta e análise de dados 
 
 
2 
 
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Coleta e Análise de Dados | Pesquisa Quantitativa| Aula 07 
Desenvolvimento 
Momento Conceitual 
• A pesquisa quantitativa 
 Os princípios da Pesquisa Quantitativa, apesar de originados nas ciências 
exatas, tem grande importância na área da saúde e sua contribuição é essencial 
na consolidação das ciências humanas pois, apesar dos desafios dos constructos, 
pode oferecer caminhos para a consolidação e definição de novos parâmetros de 
mensuração dos processos psicológicos. 
 A objetividade, inerente à logica da metodologia quantitativa, conflita com a 
subjetividade. Uma vez que os constructos dos fenômenos humanos e do 
psiquismo ainda são imprecisos, com pouca definição dos processos de 
mensuração, pois muitos desses não tem unidades de medida. Qual seria a 
unidade ou valor absoluto da memória, do pensamento ou da depressão? 
Conseguimos definir, mas não medir com precisão. 
 Desta forma pesquisa quantitativa força e obriga os pesquisadores na área 
das ciências humanas a aprofundarem estudos que tenham como resultados um 
clareamento dos fenômenos e processos emocionais, mentais e cognitivos, que 
precisam ser descritos de forma mais precisa e do estabelecimento de padrões de 
medida (psicometria, bioestatística e neurometria). 
A pesquisa quantitativa em Psicologia tenta apresentar respostas para os 
processos mensuráveis do comportamento e psiquismo, e auxilia na construção, 
determinação ou desenvolvimento de parâmetros para tornar mensuráveis os 
qualitativos (ainda não mensuráveis) com a ansiedade, depressão ou a saudade. 
 Assim a pesquisa quantitativa oferece um caminho mais consistente e 
seguro para as pesquisas em Psicologia e para a área da saúde exige um rigor 
maior nos processos de pesquisa, desde à problematização, até a apresentação 
dos resultados e análises, com o uso dos melhores procedimentos, instrumentos e 
técnicas sugeridos pela comunidade científica. 
 
 
3 
 
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Coleta e Análise de Dados | Pesquisa Quantitativa| Aula 07 
Momento Procedimental 
• A coleta de dados em pesquisa quantitativa. 
 Os procedimentos para coleta de dados nesta modalidade devem ser mais 
cuidadosos, primar pela exatidão (tanto dos processos, quanto dos resultados) e 
controlar os riscos de erros e vieses, inclusive porque os procedimentos e 
instrumentos de controle são mais acessíveis. 
Protocolos de pesquisa (projetos e procedimentos). 
 Na construção dos projetos de pesquisa neste modelo de pesquisa tem 
normatização mais rigorosa e o descumprimento ou desatenção a elas pode 
prejudicar o prosseguimento da pesquisa, principalmente nas bancas de 
qualificação ou nas avaliações dos comitês de ética ou junto às agencias de 
fomento, sendo que diversas instituições e centros de pesquisa, como a APA, 
ABNT e Associações, estão constantemente regulamentando ou atualizando as 
normas, instruções e manuais de orientação para a confecção de protocolos de 
pesquisa cada vez melhores, precisos e fidedignos. 
Populações e amostras. 
 A determinação das amostras e participantes neste modelo de pesquisa 
também é regulada por princípios quantitativos e classificatórios que estipulam e 
orientam a determinação do número de participantes (identificado pela letra “n” – 
minúscula) e que dever respeitar uma proporção com relação à população 
(identificado pela letra “N” – maiúscula) que é total de pessoas de um grupo 
específico. O valor de “n” deve ser indicado ou comprovado por cálculos de 
amostra que estabelecem o número ideal de pessoas para comporem o grupo ou 
grupos de participantes. 
 Além disso, a composição do “n” deve considerar as homogeneidade ou 
heterogeneidade dos possíveis participantes (tipos de amostras) que deve 
respeitar as diferenças ou possíveis influências (tendências) que um grupo pode 
ter, contaminando as respostas. Assim as amostras podem ser do tipo: 
Amostragem Aleatória Simples, Amostragem Aleatória Sistemática, Amostragem 
Estratificada ou Amostragem por Conglomerados. 
 
 
4 
 
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Instrumentos e equipamentos 
Os instrumentos e equipamentos utilizados em pesquisas quantitativas 
devem atender especificações técnicas, ter características aceitas 
internacionalmente e respeitar as rígidas orientações de produção e de uso. Estes 
instrumentos e equipamentos também devem ser aferidos e calibrados para que 
garantam a precisão, adequação e validade dos dados coletados. 
As pesquisas em ciências sócias, humanas ainda não desenvolveram 
equipamentos muito complexos para a coleta de dados mas geralmente fazem 
uso de Questionários fechados (com respostas objetivas – alternativas), 
Inventários, roteiros, formulários, escalas e testes. Que devem ser padronizados, 
reconhecidos e validados por órgãos ou instituições. Estes instrumentos devem 
ser construídos a partir de critérios e controle da estrutura, forma, conteúdo e 
unidades de medida. 
Porém o uso corrente de aplicativos digitais e de programas 
computadorizados para a elaboração de instrumentos e coletas de dados deve 
vista com cuidado. Pois, se por um lado automatizam e agilizam o processo de 
coleta, por outro, torna os resultadossuspeitos, pois a sua construção é feita de 
forma artesanal pelos pesquisadores, correndo o risco de gerar distorções ou 
perda de informações relevantes para a pesquisa. 
 No caso da Psicologia a coleta de dados de constructos psicológicos deve 
considerar as orientações internacionais da APA e do CFP (para o contexto 
brasileiro) sobre o uso de testes e instrumentos psicológicos a partir do Sistema 
de Avaliação dos Testes Psicológicos (SATEPSI) que, desde 2001, acompanha a 
elaboração, produção, uso e resultados dos testes usados por psicólogos, tanto 
no contexto clínico quanto no de pesquisa. 
 
Procedimentos 
 Os protocolos de coleta de dados devem ser pensados e 
operacionalizados de forma que todo e qualquer pesquisador siga e reproduza os 
mesmos procedimentos, com a mesma sequência, parâmetros e ações (passo a 
passo) na interação com os participantes ou objetos de estudo. 
Coleta das respostas 
 A coleta e registro de respostas deve ser a mais fidedigna para cada 
pesquisador, com cada participante e com cada instrumento. Precisão e exatidão 
 
5 
 
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nas ações são os termos chave, para que dados não se percam, não sejam 
alterados ou desfigurados. 
Riscos e cuidados 
 O manejo dos riscos que permeiam o ambiente de pesquisa, deve ser 
rigorosamente controlado, tanto para não causar danos físicos ou psicológicos 
aos participantes (como orientam as Res. CNS 466/12 e 510/16) quanto garantir 
que os dados obtidos sejam os mais realísticos, aproximando-se da realidade. 
Pois objetivo de toda pesquisa honesta, sem conflitos de interesses, é mostrar a 
realidade. 
 Em resumo a coleta de dados em pesquisa quantitativa deve ser a 
continuidade do processo iniciado na problematização, elaboração da pergunta, 
construção do projeto e metodologia (tipo de pesquisa, amostra, instrumentos e 
procedimentos). A coleta deve buscar, tanto na literatura (fundamentação teórica), 
quanto no contexto empírico (dados coletados), a resposta para o problema inicial 
ou oferecer subsídios para que esta resposta seja construída, confirmada ou 
refutada a partir dos resultados numéricos obtidos. 
 
Conclusão: A pesquisa quantitativa oferece e exige da Psicologia parâmetros 
precisos para o estudo dos processos psicológicos (emoções, cognições e 
interações sociais). 
 
 
 
 
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Coleta e Análise de Dados | Pesquisa Quantitativa| Aula 07 
 
Vá mais Longe 
 Pesquise artigos que apresentem argumentos que sustentam a 
importância da pesquisa em Psicologia e consolide sua concepção sobre o papel 
da pesquisa quantitativa em sua formação. 
CARDOSO, Lucila Moraes e SILVA-FILHO, Jose Humberto da. Satepsi e a 
Qualidade Técnica dos Testes Psicológicos no Brasil. Psicologia: Ciência e 
Profissão [online]. 2018, v. 38, n. spe, pp. 40-49. Disponível em: 
<https://doi.org/10.1590/1982-3703000209112>. ISSN 1982-3703. 
https://doi.org/10.1590/1982-3703000209112. 
GÜNTHER, Hartmut. Pesquisa qualitativa versus pesquisa quantitativa: esta é a 
questão?. Psicologia: Teoria e Pesquisa [online]. 2006, v. 22, n. 2, pp. 201-209. 
Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0102-37722006000200010>. Epub 13 
Nov. 2006. ISSN 1806-3446. https://doi.org/10.1590/S0102-37722006000200010 
MASSOLA, Gustavo Martineli, CROCHÍK, José Leon e SVARTMAN, Bernardo 
Parodi. A psicologia como ciência empírica1. Psicologia USP [online], v. 27, n. 3, 
pp. 379-394. 2016. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/0103-656420162703>. 
ISSN 1678-5177. https://doi.org/10.1590/0103-656420162703. 
 
Capítulo Norteador: 
 Agora comece a se familiarizar com os conteúdos de pesquisa, leia artigos 
e livros sobre pesquisa; 
ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith; GEWANDSNAJDER, Fernando. O método nas 
ciências naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. 2. ed. São Paulo: 
Pioneira Thomson Learning, 2001. 
 
https://doi.org/10.1590/1982-3703000209112
https://doi.org/10.1590/S0102-37722006000200010
 
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Agora é sua Vez! 
Interação 
 Em pareceria com um colega, procurem um artigo sobre pesquisa 
quantitativa e façam uma primeira avaliação individual (cada um faz a sua) da 
qualidade deste artigo. Depois comparem as análises sobre o mesmo artigo. Qual 
foi o grau de excelência do artigo e do trabalho da dupla? 
Fórum da Disciplina. 
 Discuta com outros colegas qual foi a impressão de cada um sobre este 
módulo, qual foi o ponto que mais lhe interessou e qual não entendeu. 
 
Questão para Simulado 
 
1 – Para a coleta de dados utilizando a abordagem quantitativa, qual o tipo 
de instrumento mais adequado a ser utilizado? 
a) Questionário com perguntas abertas. 
b) Observação participante. 
c) Grupo focal. 
d) Entrevista semiestruturada. 
e) Questionário com perguntas fechadas. 
 
Resposta: Letra E 
 
 
REFERÊNCIAS 
ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith; GEWANDSNAJDER, Fernando. O método nas 
ciências naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. 2. ed. São Paulo: 
Pioneira Thomson Learning, 2001. 
DYNIEWICZ, Ana Maria. Metodologia da pesquisa em saúde para iniciantes. 
São Caetano do Sul: Difusão Editora, 2014. E-book. Disponível 
em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0 
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0
 
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Onde Chegar 
• Apresentar as alternativas de análise em Pesquisa Quantitativa 
• Descrever os processos de produção do conhecimento. 
 
 
O que Aprender 
• A análise em Pesquisa Quantitativa 
• As respostas e a tabulação dos dados em Pesquisa Quantitativa 
• Análise e interpretação de dados em Pesquisa Quantitativa 
 
AULA 
08 
Pesquisa Quantitativa 
Análise de dados 
 
Coleta e análise de dados 
 
 
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Coleta e Análise de Dados | Pesquisa Quantitativa| Aula 08 
Desenvolvimento 
Momento Conceitual 
 A análise de dados em Pesquisa Quantitativa é tão importante quanto uma boa 
coleta, pois é da interpretação, das inferências e afirmações dos pesquisadores sobre os 
resultados é que decisões serão tomadas. Podendo estas ajudar ou prejudicar seus 
destinatários. 
 Ela é a continuidade do processo investigativo, que se inicia na problematização, 
ganha forma com a pergunta de pesquisa, se viabiliza com a elaboração do projeto, 
depois se materializa na coleta de dados e se consolida com a análise de dados. Tem 
como objetivo confirmar ou refutar as hipóteses de pesquisa, geralmente propostas no 
projeto de pesquisa. Também visa comparar os resultados oriundos de uma amostra 
(quantidade de participantes), com outras amostras ou grupos (comparação de 
resultados), com resultados anteriores (evolução dos resultados) ou prever (hipotetizar) 
resultados futuros. 
 A análise dos dados em Pesquisa Quantitativa é a interpretação dos resultados 
numéricos obtidos pelos instrumentos de coleta e do tratamento estatístico utilizado. 
Essa interpretação deve considerar dois aspectos: os quantitativos obtidos nas respostas 
obtidas pelos os instrumentos de coletas de dados (inventários, questionários, testes, 
medições) e a literatura já existem sobre a questão. 
 As principais ferramentas para uma boa análise de dados são; uma 
fundamentação teoria consistente, para uma interpretação precisa ou uma leitura dos 
resultados numéricos à luz da literatura. 
A outra ferramenta para a análise de dados quantitativos é o tratamento 
estatístico adequado aos objetivos e características das amostras e grupos de respostas. 
Esse tratamento estatístico aconteceem dois níveis; a estatística descritiva (básica) e 
inferencial (teste estatístico) (avançada e robusta). Enquanto a estatística descritiva 
oferece um mapeamento dos resultados, que ainda podem induzir a erros de 
interpretação, a estatística inferencial oferece um controle maior desses resultados e 
oferece a possibilidade de inferências e deduções mais seguras (correlações e regressões, 
com testes estatísticos mais robustos (anova, ancova, manova, etc.) que aumentam a 
validade e confiabilidade dos resultados e evitando os Erros tipo I e II. 
 
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Coleta e Análise de Dados | Pesquisa Quantitativa| Aula 08 
Assim os resultados serão apresentados como convergindo ou divergindo da 
literatura. Quando os resultados analisados divergem da literatura os autores da pesquisa 
deverão apresentar argumentos lógicos e consistentes para explicar ou justificar a 
discordância entre os seus achados e os de outros autores, sinalizando uma nova 
tendência das respostas, especificidade do contexto ou da amostra ou também pode 
estar sinalizando a ocorrência de um dos dois tipos de erros em pesquisa; 
Erro tipo 1 – quando a hipótese é confirmada pelos resultados, mas esta 
confirmação não representa a realidade – falso positivo. Por exemplo; quando a pesquisa 
afirma que um tratamento é efetivo, mas ele não é realmente. 
Erro tipo 2 - quando a hipótese é refutada, mas esta refutação não representa a 
realidade – falso negativo. Por exemplo: quando a pesquisa afirma que as respostas 
mostram que a hipótese não se sustenta, mas que deveria ter sido confirmada. 
 
 
 
 
 
 
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Momento Procedimental 
A análise de dados no modelo quantitativo requer a sistematização das respostas 
ou dados obtidos de forma controlada. 
O primeiro passo é a tabulação dos dados em formas de tabelas, preparando-os 
para uma visualização geral dos dados, para comparação entre os participantes e 
tratamento por teste estatístico adequado, que fará o controle das médias. 
Depois da tabulação é preciso fazer um bom tratamento estatístico sobre os 
dados coletados. Muitos acadêmicos e pesquisadores iniciantes finalizam as análises 
apenas com uso de estatística descritiva (apresentando uma média ou mediana e desvio 
padrão). Porém as pesquisas mais avançadas no campo da Psicologia lança mão de testes 
estatísticos robustos (que deve definido no projeto antes da coleta) ou adaptado diante 
dos resultados. 
Com os resultados numéricos e os níveis de significância (valo de “p”) garantidos 
pelo tratamento estatístico o pesquisador apresenta sua interpretação dos dados, sempre 
apoiados na literatura mais atual, consistente e confiável sobre o tema em discussão. 
Os produtos finais da análise de dados são um relatório de pesquisa, que 
organizado em forma de escrita e comunicação científica, permite a divulgação destes 
resultados para a comunidade cientifica e população por meio de um artigo. 
 
 
 
Conclusão: A pesquisa quantitativa é o caminho mais seguro para investigações em 
Psicologia, porém a complexidade do ser humano lança desafios aos pesquisadores... 
 
 
 
 
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Vá mais Longe 
 Aprofunde suas leituras sobre a análise de dados em pesquisa quantitativa. Aqui 
apresentamos um desafio, de interpretar a análise de dados quantitativos pelo prisma 
qualitativo; 
SANTOS, Tatiane Araújo dos et al. O Materialismo dialético e a análise de dados quantitativos. 
Texto & Contexto - Enfermagem [online]. 2018, v. 27, n. 4 Disponível em: 
<https://doi.org/10.1590/0104-07072018000480017>. Epub. 01 Nov. 2018. ISSN 1980-265X. 
https://doi.org/10.1590/0104-07072018000480017. 
 
Capítulo Norteador: 
 Agora comece a se familiarizar com os conteúdos de pesquisa, leia artigos e livros 
sobre pesquisa; 
ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith; GEWANDSNAJDER, Fernando. O método nas ciências 
naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. 2. ed. São Paulo: Pioneira Thomson 
Learning, 2001. 
 
https://doi.org/10.1590/0104-07072018000480017
 
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Agora é sua Vez! 
Interação 
 O artigo abaixo (FRIEDLANDER, ARBUÉS-MOREIRA, 2007) traz um bom exercício 
para quem quer dominar os princípios da pesquisa quantitativa. Veja que as autoras 
apresentam um instrumento abrangente, com 23 itens, para analisar um artigo científico 
de forma quantitativa e qualitativa. O instrumento e seus itens também servem de 
orientação para a construção de um projeto de pesquisa de qualidade e para a escrita de 
um artigo dentro do rigor acadêmico e científico. Convide um colega para analisar um 
artigo científico usando o instrumento de análise proposta pelas autoras. Encontrem um 
artigo sobre um tema de interesse comum e façam a análise deste artigo separadamente, 
quantificando cada item para ter uma nota final. Depois analisem as avalições de forma 
conjunta e discutam a interpretação que cada um deu para cada item. 
FRIEDLANDER, Maria Romana e ARBUÉS-MOREIRA, Maria Tereza. Análise de um trabalho 
científico: um exercício. Revista Brasileira de Enfermagem [online]. 2007, v. 60, n. 5, pp. 573-
578. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S0034-71672007000500017 
 
Fórum da Disciplina. 
 Discuta com outros colegas qual foi a impressão de cada um sobre este módulo, 
qual foi o ponto que mais lhe interessou e qual não entendeu. 
 
Questão para Simulado 
1 – A análise de dados em Pesquisa Quantitativa deve; 
a) Ser baseada nos dados absolutos encontrados. 
b) Ser baseada no tratamento estatístico e literatura sobre o tema. 
c) Ser baseada nos dados absolutos encontrados e no tratamento estatístico escolhido. 
d) Ser baseada nas respostas dos participantes e no tratamento estatístico escolhido. 
e) Nenhuma das alternativas 
 
Resposta: Letra B 
 
https://doi.org/10.1590/S0034-71672007000500017
 
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REFERÊNCIAS 
ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith; GEWANDSNAJDER, Fernando. O método nas ciências 
naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. 2. ed. São Paulo: Pioneira Thomson 
Learning, 2001. 
DYNIEWICZ, Ana Maria. Metodologia da pesquisa em saúde para iniciantes. São Caetano 
do Sul: Difusão Editora, 2014. E-book. Disponível 
em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0 
 
 
 
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0
 
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Onde Chegar 
• Apresentar a modalidade de pesquisa qualitativa 
• Apresentar Teorias e metodologias da pesquisa qualitativa e sua aplicação na saúde. 
 
O que Aprender 
• Processos de produção do conhecimento. 
• A evolução do conhecimento e da pesquisa no campo da saúde. 
• A coleta de dados em pesquisa qualitativa. 
 
AULA 
09 
Pesquisa Qualitativa 
Coleta de dados 
 
Coleta e análise de dados 
 
 
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Desenvolvimento 
Momento Conceitual 
 A pesquisa qualitativa vem ganhando espaço, importância e valor no contexto das 
Ciências Humanas e, principalmente, na área da saúde, que vem se caracterizando como 
um campo de intersecção entre o campo biomédico (que cuida do corpo) e das Ciências 
Humanas e Sociais (que cuidam da subjetividade e da socialização). 
 Além disso, por ser mais recente historicamente, o modelo qualitativo se baseiaem paradigmas diferentes do Cartesianismo e Positivista até se opondo, contrapondo e 
divergindo destes em alguns pontos de vista. A pesquisa qualitativa transpõe o paradigma 
da neutralidade e coloca o pesquisador mais próximo do objeto de estudo, chegando a 
fundir-se ou ser parte do processo de pesquisa, como ocorre na pesquisa participante. 
Mas foi justamente o crescimento das ciências Naturais e Exatas que fez florescer 
a cientificidade das áreas humanas e sociais que, não tendo os mesmos princípios 
métricos, evoluíram para o paradigma qualitativo. A complexidade do ser humano, do seu 
psiquismo e das relações interpessoais, que vem se complexificando com a evolução e a 
cultura, não pode ser subjugada pelo dualismo cartesiano, que esquartejou e fragmentou 
a ciência e a realidade, mas o real ainda é uno. Apesar de ainda não ter a mesma 
consistência e precisão que as pesquisas quantitativas o modelo qualitativo oferece 
informações importantes sobre processos humanos que ainda não são quantificáveis ou 
controlados, como são as variáveis quantificáveis e mensuráveis. A pesquisa qualitativa, 
como diz o professor Pedro Demo, não é um nível inferior de pesquisa, mas mostra que 
há algo difícil de captar no que é certo que existe. 
 Além disso, a evolução da física e mecânica quântica e de outras áreas das 
ciências naturais e, de forma mais contundente, da tecnologia digital, virtual e realidade 
(virtual/ampliada/mista) tem gerado e feito emergir processos psicossociais pouco 
dominados por todas as ciências e até inéditos entre elas. Estes novos paradigmas 
potencializados pelas concepções disruptivas da Teoria dos sistemas abertos, do 
pensamento sistêmico, da cibernética, da autopoiese e teoria da complexidade vem 
oferecendo novas perspectivas na construção da realidade. 
Por outro lado, em decorrência de sua herança epistemológica da filosofia, a 
pesquisa qualitativa considera informações importantes sobre a conduta humana, 
atitudes e valores que ainda não conseguem ser materializados ou concretizados em 
números ou métricas. 
 
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 Também é ingênuo pensar que a pesquisa qualitativa não tem rigor, precisão ou 
que não pode ter a confiabilidade. O fato de ainda não existirem instrumentos 
qualitativos fidedignos ou preciso, não permite que se pense que ela possa ser feita de 
forma amadora, despretensiosa ou descomprometida, ao contrário a preocupação e a 
busca pelo rigor e excelência ser torna maior. 
 A pesquisa qualitativa sinaliza que a ciência, embora muito desenvolvida, ainda 
carece de processos cognitivos e paradigmas mais complexos que deem conta de 
descrever, definir e controlar os processos humanos e sociais. A subjetividade dos 
fenômenos perceptivos e cognitivos sugere que o peso de uma pedra, a velocidade do 
vento e a distância entre dois planetas são medidas relativamente mais simples do que o 
número de pensamentos que uma pessoa tem por minuto ou o grau de frustração que ela 
sente ao derrubar um sorvete delicioso (que também não tem sua escala de 
deliciosidade). Então as alegações que a imprecisão de objeto e falta de mensuração de 
eventos não torna a modalidade qualitativa menor ou uma pesquisa de segunda classe, 
como muitos pensam. 
 Assim, embora haja uma visão equivocada de que a pesquisa quantitativa e 
qualitativa sejam imiscíveis ou antagônicas existe uma complementariedade que subjaz 
aos dois contextos e o avanço do paradigma transdisciplinar deverá atenuar este falso 
conflito, mas que gerou graves controversos e danos irreparáveis ao contexto e 
desenvolvimento da ciência. 
 
Momento Procedimental 
A coleta de dados em pesquisa qualitativa. 
 A coleta de dados nesta modalidade deve ser criteriosa e visa alcançar o mesmo 
rigor que no modelo quantitativo, e não pode ser usada como justificativa para desleixo 
ou descomprometimento do pesquisador. 
Protocolos de pesquisa (projetos e procedimentos). 
 A problematização e a pergunta de pesquisa devem ser bem pensadas e 
elaboradas de forma clara, evitando termos ambíguos ou imprecisos, uma vez que os 
objetos, fenômenos estudados e os constructos ainda são imprecisos ou de difícil 
 
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definição e descrição. Os projetos devem estar bem estruturados com pergunta de 
pesquisa, objetivos, justificativas e fundamentação teórica estando bem consistentes, 
para atender às exigências dos órgãos avaliadores (bancas, comitê de ética ou agências de 
fomento) e da própria missão do projeto. Uma boa pergunta de pesquisa, elaborada com 
esmero e precisão, auxilia no bom desenvolvimento da pesquisa e evita frustrações no 
decorrer ou finalização da mesma. Uma boa fundamentação dá consistências às análises e 
uma boa metodologia garante um percurso seguro e resultados satisfatórios. 
Amostra – tamanho e tipos. 
 A amostra em Pesquisa qualitativa é um desafio aos pesquisadores. Um “n” 
pequeno restringe a análise, pois não permite tratamento estatístico adequado ou limita 
o uso de testes robustos para comparação e controle de variáveis. Porém, à medida que 
se amplia o número de participantes (“n”), maior será o volume de dados subjetivos para 
avaliar/analisar, podendo tornar a pesquisa morosa, enfadonha, cara e até inviável. 
 E, embora o recurso do cálculo de amostra também não se mostre útil nesta 
modalidade, é preciso pensar com cuidado a composição da amostra, sendo importante 
avaliar a melhor opção de amostragem. 
 
Revisão de literatura 
 A literatura é um ponto delicado na pesquisa qualitativa. Ela precisa ser 
consistente de tal forma que ofereça subsídios para a resposta à pergunta inicial 
(problema de pesquisa), mas é preciso cuidar para que o estudo não vire uma revisão 
bibliográfica, respondendo à pergunta apenas de forma teórica, e os poucos participantes 
(amostra pequena) acabam sendo diluídos no texto e podendo virar um mero exemplo, 
sem agregar valor aos resultados. Por outro lado a revisão de literatura não pode ser 
pobre, magra ou superficial, tornando a análise dos dados árida, e as informações 
oferecidas pelos participantes viram depoimentos sem fundamentação. 
 Os artigos selecionados para a fundamentação da pesquisa e para a análise de 
dados devem ser de qualidade, preferencialmente oriundos de revistas científicas 
 
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indexadas e com um bom fator de impacto. Os artigos de apoio podem ser baseados em 
pesquisas quantitativa e qualitativas, cuidando para que não prevaleça um ou outro, nem 
conduzir os resultados ou tornar a responsa tendenciosa, gerando vieses de confirmação 
ou refutação. 
 A busca por bons artigos devem seguir procedimentos ágeis (para não se perder 
tempo e não ficar repassando pelos mesmos artigos e textos) e seguros, para evitar que 
se use ou perca tempo com textos ruins, sem qualidade, fracos ou superados 
academicamente (por conceitos errôneos, refutados ou desatualizados), que acabam 
atrapalhando ou prejudicando as conclusões finais da pesquisa. 
 O primeiro passo é a busca por artigos recentes e efetivos (que ajudem a 
responder ou analisar as respostas dos participantes) em revistas indexadas usando bases 
de dados virtuais (como Scielo, BVS-Psi, PePsic e outros, na área da Psicologia) e Pubmed, 
ScienceDirect e outros internacionais. Outro requisito importante é o uso de descritores 
precisos e catalogados (como DeCs e Mesh) (in English e Português) e operadores 
booleanos (and, or, e/ou not) para que a agilidade a segurança sejam alcançados nesta 
parte da pesquisa. Depois de coletados os artigos devem ser lidos de forma crítica e 
criteriosa, de preferênciausando roteiros de análise de artigos. 
Instrumentos 
 Outro item que requer cuidado na modalidade qualitativa são os instrumentos 
utilizados. É usual que o pesquisador iniciante nesta modalidade pense que basta coletar 
informações dos participantes, e que estes dados serão suficientes para responder à 
pergunta de pesquisa. Mas o trabalho com as informações recebidas é um processo 
complexo e requer muito cuidado com o que se pretende com a pesquisa: A Pergunta 
inicial (problematização), os objetivos (pretensões) e métodos (participantes, 
instrumentos e procedimentos), devem confluir de forma sinérgica, para que o resultado 
final seja fidedigno, aproximando a realidade encontrada do contexto real do tema em 
estudo. 
 Porém cada pesquisador acaba lançando mão de instrumentos que, apesar de já 
utilizados anteriormente, não são validados ou sistematizados de forma segura e 
controlada. Ou constrói seus instrumentos de acordo com o que imagina ou espera 
 
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conseguir com este procedimento. Considerando que na pesquisa qualitativa o objetivo é 
investigar fenômenos humanos e sociais sem instrumentos ainda adequados para isso, o 
uso de qualquer instrumento existente será uma aproximação e uma aposta de que esse 
instrumento trará as melhores informações e de forma fidedigna, mas que não anula dos 
resultados pelo processo. O que anulará o resultado é a condução inadequada da 
pesquisa, e essa regra vale para qualquer modalidade. 
 Na pesquisa qualitativa o pesquisador terá respostas, mas não poderá fiar-se 
nelas de forma confiável, como um trapezista se lança no ar sem as redes de proteção, 
assim se vê obrigado e redobrar os cuidados, para que um erro não seja fatal. Desta 
mesma maneira a pesquisa qualitativa não tem as redes (números e métricas) que dê 
suporte aos resultados. Resta então redobrar o cuidado em cada passo da pesquisa para 
que o resultado final não seja aquém da cientificidade esperada. 
 Embora não existam instrumentos padronizados para a pesquisa qualitativa 
algumas práticas são mais usais para a coleta de dados, sendo: 
 
Observação 
 Consiste no acompanhamento dos participantes pelos pesquisadores na 
realização de alguma atividade relacionada à pesquisa ou da vida cotidiana dos 
participantes. Pode ser forma direta ou indireta (com gravações ou filmagens). Desta 
forma o pesquisador terá à sua disposição diferentes focos e estratégias de observação, 
que deverão ser consideradas. Existem diferentes tipos e orientações para observações, 
que deverão ser estudas e escolhidas de acordo com o design da pesquisa a ser 
desenvolvida. 
 
 
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Grupo focal 
 Embora seja um tipo de observação da interação entre os participantes, o Grupo 
Focal (GF) se caracteriza pela peculiaridade de estar ligado à um processo de entrevista 
direcionada para um grupo específico (amostra de pesquisa) e que pode fornecer 
informações específicas. 
 
Entrevistas 
 As entrevistas são um dos principais instrumentos para a coleta de dados em 
Pesquisa qualitativa, pois oferece acessos direto ao informante (participante) que vai 
fornecer dados e informações sobre o objeto de investigação, sem o uso de instrumentos 
intermediários. É um processo amplo e flexível e, justamente por isso, requer cuidado e 
atenção na sua condução. As modalidades de entrevistas são diversas (entrevistas em 
profundidade, entrevistas episódicas, entrevistas de história oral, etnografia, imersão, 
estudo mais aprofundado de caso, pesquisa fenomenológica, discussões em grupo, 
Completar frases, etc.), portanto, convém um estudo preliminar de escolha da melhor 
alternativa em consonância com o projeto em desenvolvimento. 
Questionários, Roteiros e formulários. 
 Para subsidiar as entrevistas alguns pesquisadores constroem questionários para 
orientar e direcionar perguntas. Já os roteiros são questionários mais abertos, sem 
perguntas explicitas, mas abrangendo os temas da pesquisa num contexto de conversa. 
Em alguns momentos os questionários são usados de forma única, substituindo a 
entrevista. Os formulários são questionários mais organizados e tem sido mais usados 
com o avanço das tecnologias de comunicação, pois os formulários podem ser enviados 
para pessoas distantes dos pesquisadores, por diferentes canais, e podem ser 
respondidos sem depender diretamente do pesquisador. 
 Porém alguns cuidados devem ser tomados na sua construção e elaboração, pois 
tanto entrevistas quanto questionários e formulários têm vantagens e desvantagens que 
 
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devem sem estudadas antes de se optar por cada um destes instrumentos. O pesquisador 
deve garantir clareza e controle das perguntas, buscar construir frases de fácil 
compreensão, evitando o risco de interpretações ambíguas e, se pertinente, incluir 
orientações de preenchimento, mas sem indução de respostas. 
 
Pesquisa-ação e participante 
 A modalidade de pesquisa-ação e a pesquisa participante são processos 
complexos de investigação qualitativa, mas também muito ricos na coleta de dados, pois 
oferece maior imersão do pesquisador e dos participantes no contexto e problema de 
pesquisa, mas também exigem um maior domínio de clareza dos objetivos de pesquisa, 
para não se misturar o contexto de pesquisa com a vida cotidiana ou pessoal dos 
envolvidos, mas também não descaracterizar o contexto de investigação. 
Procedimentos 
 A condução de pesquisas qualitativas exige um comprometimento e vigilância 
constante dos pesquisadores para tentar alcançar um controle de variáveis que são mais 
sutis e menos controladas do que nos ambientes de laboratório (onde muitas variáveis 
podem ser isoladas e anuladas). Como as entrevistas são feiras individualmente em 
momentos e situações diferentes as variáveis intervenientes são menos visíveis, porém 
mais presentes no contexto de pesquisa. O mesmo acontece com os questionários e 
formulários onde o controle do pesquisador é menor e risco de contaminação ou 
interferência nos resultados é maior. 
Coleta das respostas 
 Nas observações as respostas são os comportamentos ou fenômenos 
testemunhados pelos pesquisadores, que deverão relatar o que foi visto, ouvido ou 
percebido dos participantes. Desta forma é importante um Diário de Campo (relatos) 
onde o pesquisador vai anotando e registrando as informações geradas pelo observado 
(participante) e também anotando pontos importantes do contexto de pesquisa. 
 
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 Nas entrevistas o pesquisador deve anotar as falas, gestos e detalhes sutis dos 
participantes para compor um relato das respostas obtidas. Quando a entrevista é 
gravada o pesquisador faz a transcrição do áudio, transformando em texto o discurso que 
foi gravado. Porém outro cuidado é importante, cuidar para que a captação de áudio seja 
boa e de qualidade, sem falhas ou interferências. Além disso, é importante o apoio de 
anotações simultâneas enquanto é feita a gravação para que, na hora da transcrição elas 
sirvam de apoio semântico na compreensão do que foi dito pelo participante. 
 Os formulários e questionários geralmente trazem um texto exarado pelo próprio 
participante, restando ao pesquisador destacar as partes mais importantes do texto ou 
reproduzi-las como citação, colocando entre aspas o recorte que fez da fala dos 
participantes. Porém é preciso estar atendo ao campo semântico do participante, para 
evitar que se confunda ou interprete o que foi dito de outra forma. É preciso cuidar paraque o trinômio “Intenção + discurso + interpretação” seja convergente. Pois a Intenção (o 
que o participante quis dizer) deve ser manifesta no discurso (o que foi dito) e a 
interpretação (como o discurso é compreendido pelo pesquisador) deve se coadunar com 
a intensão. Mas o grande desafio da comunicação humana é a aproximação entre 
intensão e interpretação, pois existem muitos fatores que interferem fortemente neste 
processo. 
 
 
Riscos e cuidados 
 Depois de feitas as observações, entrevistas ou receber os formulários de volta o 
pesquisador deverá organizar as resposta para iniciar a análise de dados, mas a pesquisa 
qualitativa traz riscos diretos e indiretos para os pesquisadores e participantes, pois, por 
ser um processo de interação entre pessoas pode gerar ou desencadear conflitos e mal 
entendidos que podem afetar a coleta e as respostas dos participantes, prejudicando os 
resultados. 
 A relação entre pesquisador e participante deve ser cuidadosa, pois é um primeiro 
contato entre pessoas desconhecidas e é responsabilidade primordial dos pesquisadores 
evitar que desinteligências emerjam e gerem atritos, conflitos ou confrontos que podem 
 
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prejudicar a coleta de dados. Assim o treino de um bom rapport (criar relação empática), 
comunicação assertiva e harmônica podem favorecer o resultado final da coleta. 
 O comportamento do participante também é permeado de infinitas variáveis 
subjetivas que podem ajudar ou atrapalhar a coleta. Desta forma o pesquisador deve ter 
preocupação em não apenas coletar informações dos participantes, mas sim de criar um 
ambiente confortável e favorável. Em outros momentos o ambiente ou o tema de 
pesquisa pode ser tenso ou ansiogênico e os participantes podem se sentir constrangidos 
ou pouco colaborativos. Aqui um bom treino de abordagem, condução de entrevistas e 
manejo de atritos devem ser estudados pelos pesquisadores. 
 Os instrumentos e processos de coleta precisam ser pensados com cuidado na sua 
elaboração e aplicação, pois a repetição e replicação de procedimentos em pesquisa 
qualitativa são delicados, havendo o predomínio do “aqui e agora” que torna esses 
momentos únicos e a chance de se perder informações é grande. 
 A perda de dados depois da coleta (entrevistas, questionários ou formulários) são 
fortes riscos que o pesquisador precisa estar atendo e preparado para contornar. Falhas 
na comunicação (Confusão na leitura ou escrita, não entendimento da pergunta, vieses de 
compreensão, etc.) o retorno de poucos questionários e de formulários, que podem vir 
mal respondidos, incompletos ou desviando dos objetivos da pesquisa. 
 
Conclusão: Embora pareça mais simples e seja considerada menos precisa a Pesquisa 
qualitativa, exige grande comprometimento e competência de pesquisadores e 
colaboração dos participantes, pois seus resultados são valiosíssimos. 
 
 
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Vá mais Longe 
 Pesquise artigos que fundamentem e orientem os diferentes processos e 
instrumentos de coleta de dados em Pesquisa qualitativa. É importante conseguir 
responder “o que é?”, “como fazer?” e “como aplicar?” cada item (metodologia, amostra, 
instrumentos, revisão de literatura, observações, questionários, formulários) nesta 
modalidade. A dica de leitura para este módulo é; 
NOGUEIRA-MARTINS, Maria Cezira Fantini e BÓGUS, Cláudia Maria. Considerações sobre a 
metodologia qualitativa como recurso para o estudo das ações de humanização em saúde. 
Saúde e Sociedade [online]. v. 13, n. 3, pp. 44-57. 2004. Disponível em: 
<https://doi.org/10.1590/S0104-12902004000300006>. Epub 04 Abr 2008. ISSN 1984-0470. 
https://doi.org/10.1590/S0104-12902004000300006. 
 
Capítulo Norteador: 
 Agora comece a se familiarizar com os conteúdos de pesquisa, leia artigos e livros 
sobre pesquisa; 
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia do trabalho científico: 
procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório publicações e trabalhos 
científicos. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2001. 
 
https://doi.org/10.1590/S0104-12902004000300006
 
12 
 
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Agora é sua Vez! 
Interação 
 Em pareceria com um colega, procurem um artigo sobre pesquisa qualitativa e 
façam uma primeira avaliação individual (cada um faz a sua) da qualidade deste artigo. 
Depois comparem as suas análises sobre o mesmo artigo. Qual foi o grau de excelência do 
artigo e do trabalho da dupla? 
 Depois retomem a análise feita com o artigo de pesquisa quantitativa no módulo 
07 e comparem com essa, quais são as diferenças? 
 
Fórum da Disciplina. 
 Discuta com outros colegas qual foi a impressão de cada um sobre este módulo, 
qual foi o ponto que mais lhe interessou e qual não entendeu. 
 
Questão para Simulado 
 
1 – Sobre coleta de dados em Pesquisa qualitativa, é possível afirmar que; 
a) É mais simples, pois não requer o uso de instrumentos complexos. 
b) É mais complexa, pois não existem instrumentos simples disponíveis. 
c) A entrevista é o único instrumento possível. 
d) Não é importante, pois a formação do psicólogo é direcionada para a atuação clínica. 
e) Nenhuma das alternativas 
Resposta: Letra B 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
DYNIEWICZ, Ana Maria. Metodologia da pesquisa em saúde para iniciantes. São Caetano 
do Sul: Difusão Editora, 2014. E-book. Disponível 
em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0 
FLICK, Uwe. Introdução à pesquisa qualitativa. Porto Alegre: Artmed, 2009. 
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia do trabalho científico: 
procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório publicações e trabalhos 
científicos. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2001. 
MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. São Paulo: 
Hucitec, 2004. 
 
 
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0
 
1 
 
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Onde Chegar 
• Apresentar o processo de análise de dados em Pesquisa Qualitativa 
• Descrever os processos de produção do conhecimento. 
 
 
O que Aprender 
• A análise de dados em Pesquisa Qualitativa 
• As respostas e a tabulação dos dados em Pesquisa Qualitativa 
• Análise e interpretação de dados em Pesquisa Qualitativa 
 
AULA 
10 
Pesquisa Qualitativa 
Análise de dados 
 
Coleta e análise de dados 
 
 
2 
 
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Desenvolvimento 
Momento Conceitual 
 A análise de dados em Pesquisa Qualitativa, embora tente seguir os parâmetros 
do modelo quantitativo exige ou impõe outros procedimentos para que o resultado final 
da pesquisa seja considerado adequado, fidedigno e científico. Pois, embora muitos 
trabalhos acadêmicos, artigos, dissertações e teses publicadas tenham alguns itens e 
conteúdos científicos em sua estrutura, não podem ser considerados científicos por falta 
de veracidade, mas que não se sustentam nem pelos paradigmas da própria proposta 
qualitativa. 
 Desta forma, visando a cientificidade, a análise de dados em Pesquisa Qualitativa 
ganha uma nova dinâmica, pois enquanto na pesquisa quantitativa a análise é uma 
comparação entre números, médias e a literatura na análise qualitativa o princípio é 
outro. Aqui as respostas, em forma de discurso, dialogam com a literatura científicae seus 
autores e o pesquisador tem papel de interprete dos dois discursos, buscando sintetiza-
los na construção da resposta ao problema de pesquisa. 
 Na Pesquisa Qualitativa a analise estatística é limitada, sendo que em alguns 
casos, pelo número reduzido da amostra (n<30), ela é inviável ou pode apenas configurar-
se como descritiva. Os Testes de hipóteses não se aplicam, pois os dados numéricos 
reduzidos distorceriam esses resultados. Além disso, muitos pesquisadores da área de 
Psicologia buscam a Pesquisa Qualitativa como forma de se esquivar da estatística pelo 
não domínio desta. Por outro lado o crescimento da bioestatística, psicoestatística e da 
psicometria sugerem que a Pesquisa Qualitativa pode evoluir para análises numéricas. 
 Porém, enquanto não define os próprios processos métricos e modelos 
matemáticos para análise de dados, a Pesquisa Qualitativa vem desenvolvendo 
instrumentos linguísticos que possam neutralizar as interferências (intepretações e 
problemas semânticos) da linguagem entre pesquisador e participante e entre 
instrumentos (semântica do texto e das perguntas) e participantes (interpretação dos 
textos). 
 
 
3 
 
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Momento Procedimental 
 A Pesquisa Qualitativa também exige outro ritmo de trabalho com os dados 
obtidos. As anotações, os registros e relatos feitos durante e logo a após o fim da 
entrevista devem ser organizadas na forma de relatório o mais breve depois de realizada 
a coleta, pois a memória poderá interferir negativamente e gerar perda ou distorção de 
respostas, como esquecer o que foi tido pelo participante, confundir e entender o 
contrário ou trocar as falas entre participantes. 
 Transcrições também precisam de cuidado e devem ser feitas logo após a 
gravação e é melhor que seja feita pelo pesquisador que construiu o projeto. Muitos 
pesquisadores delegam a transcrição para terceiros, mas que não conhecem o contexto 
da pesquisa e a compreensão da fala do participante pode se alterar entre o contexto de 
coleta e o momento da transcrição ou o campo semântico (interpretação do transcritor) 
ser diferente e deturpar o resultado final. 
 
Respostas 
 Com as respostas (discursos dos participantes) materializadas em textos o desafio 
do pesquisador é relaciona-las com a pergunta de pesquisa, mostrando como estes 
discursos direcionam a resposta ou respondem a pergunta inicial de pesquisa. O desafio é 
organizar as respostas de forma lógica para que mostrem a melhor resposta para a 
pergunta ou evidenciem os contrastes entre os respondentes para melhor entender o 
fenômeno em questão. 
 
Análise dos dados 
 As respostas discursivas obtidas na pesquisa qualitativa são analisadas com o 
objetivo de responder “como” e “por que” um fenômeno acontece e não apenas dizer 
“quantos fazem ou quantas vezes ocorre”. A análise qualitativa se baseia em processos 
cognitivos e vem ganhando incremento com o crescimento das ferramentas cognitivas 
 
4 
 
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que procuram construir conexões e aproximações dos dados subjetivos e interpretações 
subjetivas transformando-os em dados objetivos que, posteriormente poderão ser 
quantificados. Felizmente já existem softwares (por ex. ATLAS.ti, MAXQDA, NVIVO, 
WORDLE e outros) que auxiliam tanto na organização das respostas quanto na análise 
qualitativa dos dados, pela técnica de codificação temática. 
 O próximo passo é a leitura de toda informação colhida, para a apropriação da 
formação e construção do campo semântico e interpretativo de análise. A produção de 
mapas mentais e de mapas conceituais tem sido um novo instrumento para melhorar a 
visão do conteúdo coletado. 
 O próximo passo será agrupar as respostas por características dos participantes 
ou pelas perguntas de foram feitas, construindo as Unidades de análise. O pesquisador 
pode agrupar os dados pelo perfil de respostas, aproximando os participantes que se 
mostram favoráveis em dar uma resposta positiva à pergunta. Agrupar por posições 
ideológicas ou temáticas ao contexto da pergunta e por características dos grupos de 
participantes. Depois da organização e preparação das respostas coletas o próximo passo 
é passar para análise os Núcleos de análise desses dados. 
 Os Núcleos de análise são categorias classificadas das unidades de análise que 
abrigarão a interlocução do pesquisador com as respostas e a literatura, conduzindo a 
uma triangulação entre a resposta obtida, a literatura e a interpretação (leitura, escolha e 
decisão) do pesquisador, sendo intermediário entre dois discursos (do participante e do 
artigo usado como fundamento ou refutação da resposta obtida). 
 Com os dados organizados o pesquisador inicia a análise dos dados qualitativos e, 
como em pesquisa qualitativa não tem instrumentos numéricos, vem sendo 
desenvolvidos instrumentos linguísticos (Análise de conteúdo, Análise de Discurso e 
Análise temática) que aproximam o discurso dos participantes da realidade. 
 
Análise de conteúdo (AC) 
 A AC foi proposta pelo cientista político Harold Lasswel por volta de 1915 ao 
tentar investigar a propaga política na imprensa americana. A AC considera a semântica 
 
5 
 
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dos respondentes a partir do significado (objetivo) das palavras presentes no discurso, 
gerando inferências a partir deste significado. A AC, baseada a Teoria do discurso, 
trabalha o discurso de forma quantitativa (ao avaliar a frequência numérica de ocorrência 
de uma palavra, favorecendo até um tratamento estatístico) e de forma qualitativa (ao 
considerar a presença ou ausência de características linguísticas no discurso do 
participante). 
A prática da AC deve seguir três passos: 1 pré-análise, que é a leitura flutuante e 
preparação do material coletado; 2 Exploração do material, que consiste na construção 
das Unidades de análise e codificação do conteúdo e; 3 Interpretação, que é triangulação 
entre o discurso do participante, a contribuição da literatura sobre o tema e a mediação 
do pesquisador, buscando mostrar a confluência ou dissonância entre as duas partes em 
direção à resposta da pergunta de pesquisa. 
Assim a Análise de Conteúdo impõe um trabalho profundo sobre o discurso dos 
participantes, indo além da mera descrição e transcrição das respostas. 
 
Análise de Discurso (AD) 
 A AD foi proposta pelo filósofo Michel Pêcheux em 1966, como proposta de 
superação da AC, sendo baseada nos princípios da linguística, do materialismo histórico e 
da psicanálise, visando explorar o sentido (subjetivo) dos termos (palavras) extraídos do 
discurso dos participantes. Assim a AD considera a ideologia, a história e o campo 
semântico (linguagem) do respondente, buscando alcançar a expressão da realidade 
presente do seu discurso. Porém considerando que o campo da interpretação da 
linguagem é vasto, existem diferentes variações na aplicação da AD. 
 
 
 
Análise temática (AT) 
 
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 A AT é mais recente na metodologia de análise de dados qualitativos e foi 
proposta pelas psicólogas Virginia Braun e Victoria Clarke em 2006. Trata-se de uma 
proposta mais ampla na interpretação do discurso com duas abordagens; 1 Abordagem 
indutiva que, a partir dos dados vai mapeando e sinalizando a análise final e; 2. 
Abordagem dedutiva ou teórica que parte de um conjunto preestabelecido de categorias 
ou temas bem definidos sinalizados pela literatura. 
 A AT é mais complexa que a AC e AD, repetindo procedimentos das duas, mas 
acrescentando processos linguísticosausentes nas duas e com procedimentos textuais, de 
escrita, reescrita e retorno aos dados de análise e revisitas à literatura, favorecendo a 
construção de um texto final mais rico. E, da mesma forma que a AD tem diferentes 
variações, em decorrência da complexidade de interpretação da linguagem, na AT existem 
diferentes variações de processamento dos dados. 
 Assim AC, AD e AT mostram que a pesquisa qualitativa não apresenta mais apenas 
o que o participante quis dizer, mas o que quer dizer o que ele disse. Além disso, a 
hermenêutica e a semiologia mostram que os enigmas e fenômenos da vida e do 
psiquismo poderão ser alcançados por outros caminhos. 
 
O relatório de pesquisa e o artigo (divulgação científica) 
 Os resultados do projeto (procedimentos de problematização e de coleta), os 
resultados (respostas dos participantes), os achados na literatura e a análise dos dados 
devem compor um documento de registro e descrição do processo (relatório) e um 
documento de divulgação dos resultados (artigo), para que a comunidade científica e a 
população em geral sejam beneficiadas com o estudo. 
 
Conclusão: Na análise qualitativa o pesquisador, tal qual um trapezista, aposta na sua 
competência para atravessar sem redes o ar em direção à segurança da plataforma e 
investe sua capacidade de interpretação no diálogo entre teoria e prática, para atravessar 
o vácuo entre a pergunta e a resposta. 
 
7 
 
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Vá mais Longe 
 Pesquise artigos que orientem ou apresentem reflexões sobre análise de dados 
em Pesquisa Qualitativa e amplie seu domínio sobre o tema. Aqui vai uma ajudinha;. 
CAREGNATO, Rita Catalina Aquino e MUTTI, Regina. Pesquisa qualitativa: análise de 
discurso versus análise de conteúdo. Texto & Contexto - Enfermagem [online]. v. 15, n. 4, 
pp. 679-684. 2006. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0104-
07072006000400017>. Epub 12 Nov 2007. ISSN 1980-265X. 
https://doi.org/10.1590/S0104-07072006000400017. 
SOUZA, Luciana Karine de. Pesquisa com análise qualitativa de dados: conhecendo a 
Análise Temática. Arq. bras. psicol., Rio de Janeiro , v. 71, n. 2, p. 51-
67, 2019. Disponível em 
<http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1809-
52672019000200005&lng=pt&nrm=iso>. acessos 
em 03 jul. 2021. http://dx.doi.org/10.36482/1809-5267.ARBP2019v71i2p.51-67 
 
Capítulo Norteador: 
 Agora comece a se familiarizar com os conteúdos de pesquisa, leia artigos e livros 
sobre pesquisa; 
MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. São Paulo: 
Hucitec, 2004. 
 
 
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Agora é sua Vez! 
Interação 
 O artigo abaixo (PATIAS, HOHENDORFF, 2019) traz um bom exercício para quem 
quer dominar os princípios da pesquisa qualitativa. Veja que as autoras apresentam um 
instrumento abrangente, com 12 itens, para analisar um artigo científico de forma 
quantitativa e qualitativa. O instrumento e seus itens também servem de orientação para 
a construção de um projeto de pesquisa de qualidade e para a escrita de um artigo dentro 
do rigor acadêmico e científico. Convide um colega para analisar um artigo científico 
usando o instrumento de análise proposta pelas autoras. Encontrem um artigo sobre um 
tema de interesse comum e façam a análise deste artigo separadamente, quantificando 
cada item para ter uma nota final. Depois analisem as avalições de forma conjunta e 
discutam a interpretação que cada um deu para cada item. 
PATIAS, Naiana Dapieve e HOHENDORFF, Jean Von. Critérios de qualidade para artigos de 
pesquisa qualitativa. Psicologia em Estudo [online]. 2019, v. 24 , e43536. Disponível em: 
<https://doi.org/10.4025/psicolestud.v24i0.43536>. Epub 05 Dez 2019. ISSN 1807-0329. 
https://doi.org/10.4025/psicolestud.v24i0.43536. 
 
Fórum da Disciplina. 
 Discuta com outros colegas qual foi a impressão de cada um sobre este módulo, 
qual foi o ponto que mais lhe interessou e qual não entendeu. 
 
 
Questão para Simulado 
1 – A pesquisa qualitativa, embora não tenha instrumentos numéricos para a análise de 
dados, faz uso de; 
a) Análises linguísticas. 
b) Análises laboratoriais. 
c) Análises pontuais. 
d) Análises paramétricas 
e) Nenhuma das alternativas 
 
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Resposta: Letra A 
REFERÊNCIAS 
DYNIEWICZ, Ana Maria. Metodologia da pesquisa em saúde para iniciantes. São Caetano 
do Sul: Difusão Editora, 2014. E-book. Disponível 
em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0 
FLICK, Uwe. Introdução à pesquisa qualitativa. Porto Alegre: Artmed, 2009. 
MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. São Paulo: 
Hucitec, 2004. 
 
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0
 
1 
 
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Onde Chegar 
• Apresentar a proposta de integração entre pesquisa quantitativa e qualitativa (modelo 
misto) 
• Apresentar os fundamentos deste modelo 
• Sensibilizar os acadêmicos para a formação em pesquisa. 
 
O que Aprender 
• O modelo misto (quanti-quali) em pesquisa em saúde. 
• O paradigma Transdisciplinar 
• O desafio de uma educação transformadora 
 
AULA 
11 
Pesquisa Quanti-Quali 
(Métodos mistos) 
 
Coleta e análise de dados 
 
 
2 
 
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Desenvolvimento 
Momento Conceitual 
 A pesquisa quanti-quali, ou de métodos mistos é recente no ambiente científico e 
acadêmico. Surgiu, não tanto para apaziguar as contendas entre os adeptos dos modelos 
quantitativo ou qualitativo, mas como um terceiro modelo, independente dos dois 
anteriores. Apesar de abarcar características dos outros dois, não pode ser confundida 
como a soma ou mero uso de estratégias daqueles. 
 A pesquisa de modelos mistos surgiu, em estudos antropológicos, por volta de 
1970 depois que o modelo qualitativo se consolidou e apontou o hiato e a polaridade dos 
modelos quantitativo ou qualitativo. Antes de sua caracterização como modelo 
independente foi vista como a conexão de dados qualitativos e quantitativos. Depois foi 
nomeada de investigação multimétodos, pesquisa integrada/combinada, triangulação, 
estudo híbrido e metodologia mista, chegando à denominação atual. Tem o intuito de 
integrar os dois modelos anteriores e, na tentativa de unir o que estava separado, acabou 
gerando um terceiro campo de abordagem científica da realidade e dos fenômenos. 
 O contexto de consolidação do Modelo Misto segue o processo de consolidação 
que foi no modelo qualitativo. Primeiro é identificada a escassez de literatura (estudos) 
sobre uma questão, que impõe a necessidade de estudos qualitativos pela impossibilidade 
do uso de métodos quantitativos, depois quando a necessidade de novas metodologias 
(pelas limitações apontadas pelo primeiro modelo) emergem no contexto científico, há 
uma agitação para se descobrir ou inventar essas novas metodologia e cruzadas científicas 
surgem em busca do seu desenvolvimento. Como desdobramento disso também 
emergiram questões que não conseguiam ser resolvidas por nenhum dos modelos 
isoladamente, mas que puderam ser vislumbradas na ação combinada dos modelos. 
 Além desse movimento de integração entre os dois modelos, outro fator histórico 
que foi determinante no aparecimento dessa abordagem foi o crescimento do paradigma 
transdisciplinar. 
 O paradigma transdisciplinar, originado nas descobertas recentes da física 
quântica e no princípio da não separabilidade,é o antídoto à fragmentação do homem, 
sociedade e ciência gerada na revolução científica do século XVIII e que foi potencializado 
pelo Cartesianismo e Positivismo. O que a ciência revolucionária esquartejou e separou a 
nova ciência busca reagrupar e integrar. A complexidade de um fenômeno que fez Rene 
Descartes vislumbrar a sua decomposição em partes menores (simplificação) para sua 
 
3 
 
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compreensão agora, diante da Teoria da complexidade, segue o caminho contrário, onde 
é preciso unir e integrar os fenômenos, olhando-os em sua totalidade (complexidade) e 
em consonância com eu ambiente e contexto de existência. Talvez seja essa simplificação 
que os modelos quantitativos e qualitativos ainda estão tentando defender. 
 O paradigma transdisciplinar é novo, complexo, pouco conhecido e, 
principalmente, exige novos processos cognitivos holísticos para que possa ser 
compreendido, dominado e utilizado no entendimento da realidade. O pensamento que 
antes via as coisas por partes, divisões e categorias, agora precisa abrir-se para ver as 
coisas com unas, compondo um holograma existencial amplo e inseparado. Se a 
humanidade levou 4500 anos, entre os pioneiros da ciência no antigo Egito até a 
revolução científica no séc. XVI, para dar origem à ciência moderna (binária), mais 
quantos anos serão necessários para que uma nova cultura de ciência (holística) renasça? 
 Assim, como as indústrias vão apresentando novos produtos, as tecnologias vão 
criando e apresentando novas ferramentas de uso comum, as escolas filosóficas geram 
novas abordagens e a Psicologia dá origem a novas técnicas de intervenção, a ciência 
também enseja novas formas de abordar antigos paradigmas, novas abordagens e 
métodos inovadores de investigação surgiram, estão surgindo e oportunizarão modelos 
inéditos de leitura da realidade. 
 
Momento procedimental 
 O modelo misto se apresenta como uma evolução dos paradigmas científicos 
vigentes para enfrentar os problemas que o mundo moderno apresenta mas que, tanto o 
modelo quantitativo quanto o qualitativo, não conseguem superar. Sua implantação exige 
a apropriação, por parte dos pesquisadores e talvez até dos participantes de pesquisa, de 
uma nova visão de pesquisa e de ciência, que pode até fazer pensar que sua aplicação no 
campo da Psicologia ainda seja utópica, mas, se já está presente na literatura e no 
discurso de ainda poucos profissionais, faz crer que crescerá e consolidar-se-á junto com a 
cientificidade renascente de Psicologia. 
 A prática de projetos de pesquisa pelo método misto já tem protocolos 
orientando sua construção, desenvolvimento e condução. Mas cada pesquisador ainda 
 
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será um pioneiro, bandeirante ou desbravador e estará construindo esse novo modelo à 
medida que o vivencia seu cotidiano profissional e científico. 
 Os protocolos de pesquisa no modelo misto ainda seguem as orientações clássicas 
de pesquisa (quantitativo e qualitativo), mas que, por estar em transição, já trazem 
nuances de inovações metodológicas que precisam ser estudadas e compreendidas para 
que o pesquisador se aventure neste ramo de pesquisa na área da saúde. Assim, a 
problematização, pergunta de pesquisa, amostra, instrumentos e procedimentos deverão 
ser pensados passo à passo, mas de forma integrada, como um todo e convergindo para 
os novos paradigmas que estão sendo consolidados com o progresso da ciência e das 
civilizações. 
 O modelo misto é a condução integrada de um protocolo de pesquisa para 
responder ao um problema de pesquisa, com os dois vieses de leitura (pelos modelos 
quantitativos e qualitativos de forma paralela), como sendo um só. Isso requer novos 
padrões de pensamento, leitura e análise da realidade. 
 Em consonância a essa conquista da ciência, em se abrir e encontrar caminhos de 
superação para as limitações surgidas da evolução da ciências no últimos 300 anos, há o 
desafio de se buscar essa mesma superação no contexto acadêmico que, reproduzindo a 
fragmentação do saber (modelo disciplinar) e refém de uma hegemonia tecnocientífica 
(que coloca a técnica acima do humano), ainda está calcada em uma educação 
fragmentada, transmissora e que tem como resultado final um profissional que pouco 
pensa, que não se vê como pesquisador e não vislumbra sua missão em ser agente de 
mudança social. Urge buscar uma reformulação na formação pessoal e profissional. 
 
Conclusão: “Criar, criar, 
 Criar no espírito, criar no músculo, criar no nervo... 
 Criar no homem, criar na massa, criar... 
 Criar com os olhos secos” 
 António Agostinho Neto (Angola) 
Vá mais Longe 
 
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 Amplie seu conhecimento sobre o modelo de métodos mistos, procure artigos 
que fundamentem ou exemplifiquem esta nova modalidade de pesquisa. Aqui tem uma 
ajudinha; 
SANTOS, José Luís Guedes dos et al. Integração entre dados quantitativos e qualitativos em 
uma pesquisa de métodos mistos. Texto & Contexto - Enfermagem [online]., v. 26, n. 3, 2017. 
e1590016. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/0104-07072017001590016>. ISSN 1980-
265X. https://doi.org/10.1590/0104-07072017001590016. 
 
Capítulo Norteador: 
 Agora comece a se familiarizar com os conteúdos de pesquisa, leia artigos e livros 
sobre pesquisa; 
MINAYO, Maria Cecília (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis: 
Vozes, 2015. E-book. Disponível 
em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/114696/pdf/0 
 
https://doi.org/10.1590/0104-07072017001590016
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/114696/pdf/0
 
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Agora é sua Vez! 
Interação 
 Você pensa de forma transdisciplinar? Pesquise artigos sobre o paradigma 
transdisciplinar e consolide sua concepção sobre a contribuição dele sobre sua formação. 
Depois converse com um colega e veja como ele compreende o paradigma 
transdisciplinar; 
MARTINAZZO, Celso José. O pensamento transdisciplinar como percepção do real e os 
desafios educacionais e planetários. Educar em Revista [online]., v. 36, 2020. e66048. 
Disponível em: <https://doi.org/10.1590/0104-4060.66048>. Epub 20 Nov. 2020. ISSN 
1984-0411. https://doi.org/10.1590/0104-4060.66048. 
 
 
Fórum da Disciplina. 
 Discuta com outros colegas qual foi a impressão de cada um sobre este módulo, 
qual foi o ponto que mais lhe interessou e qual não entendeu. 
 
Questão para Simulado 
 
1 – O modelo de Métodos mistos em pesquisa; 
a) Era anterior à Revolução científica e deu origem ao modelo quantitativo e qualitativo. 
b) Deu origem ao modelo quantitativo 
c) Deu origem ao modelo qualitativo. 
d) Surgiu recentemente e sintetiza os modelos quantitativo e qualitativo. 
e) Nenhuma das alternativas 
Resposta: Letra D 
 
 
https://doi.org/10.1590/0104-4060.66048
 
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REFERÊNCIAS 
DYNIEWICZ, Ana Maria. Metodologia da pesquisa em saúde para iniciantes. São Caetano 
do Sul: Difusão Editora, 2014. E-book. Disponível 
em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0 
MINAYO, Maria Cecília (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis: 
Vozes, 2015. E-book. Disponível 
em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/114696/pdf/0 
 
 
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/114696/pdf/0
 
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Onde Chegar 
• Apresentar reflexões finais sobre a disciplina 
• Revisitar os módulos de Coleta e análise de dados. 
• Sensibilizar os acadêmicos para a formação em pesquisa. 
 
O que Aprender 
• A importância da formação em pesquisa. 
• A relevância da pesquisa como forma de produção, divulgação e utilização do 
conhecimento em saúde. 
• Os desafios da coleta e análise de dados em pesquisa em saúde. 
AULA 
12 
Conclusões e algumas reflexões 
 
Coleta e análise de dados 
 
 
2 
 
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Desenvolvimento 
Momento conceitual 
 Revisitando a pesquisa em Psicologia. 
 Reler, rever, revisar e revisitar são verbos que indicam processos usuais 
na condução de pesquisa e, principalmente, na produção de material de 
divulgação científica, como relatórios, ensaios e artigos. Os três primeiros são 
mais comuns, embora os acadêmicos iniciantes acabem não fazendo nenhum 
deles e cabe aos professores ficar indicando os pequenos pecados nos textos. 
 Reler o material produzido ajuda a consolidar os conceitos e conteúdos, 
mas, apesar de importante, pouco contribui para melhoria na qualidade de um 
texto, pois se trata de ação descompromissada. 
 Rever é uma forma de ampliar as perspectivas de interpretação ou para 
completar um conteúdo, mas, diferente da releitura, é um processo incompleto, 
pois a atenção de quem esta revendo é direcionada para partes específicas 
(escolhidas ao acaso ou pontos considerados importantes). 
 Revisar é exercício de limpar o texto, principalmente de erros de escrita 
(ortografia e concordância) e para melhorar a expressão dos conteúdos que se 
pretende apresentar ou das ideias que se pretende defender ou afirmar. O 
problema é que quem escreve o texto acaba criando certa cegueira para o texto e 
conceitos que acabam não sendo vistos e percebidos pelo escritor, mas agora na 
posição de leitor de seu próprio texto. 
 Desta forma, o revisar é uma prática de leitura, releitura, escrita e reescrita 
do próprio texto para que, a cada rodada, ele vá se depurando e sendo 
aprimorado com esmero para se alcançar um texto final que atenda a qualidade 
técnica e acadêmica e com conteúdo científico e preciso, que é o objetivo de 
qualquer texto científico. É importante que essa escrita final do artigo permita 
afastamentos periódicos, de repouso entre uma revisão e outra, para que o 
pesquisador reorganize a percepção dos resultados, construindo novas 
interpretações sobre as informações e dados coletados. 
 
3 
 
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 Por isso a revisão, embora deva ser prática usual de quem escreve 
qualquer documento, precisa ser feita por outra pessoa também, alguém que não 
esteja contaminado com o contexto do texto e consegue enxergar melhor o que o 
produtor deixa escapar. O revisor age com o caçador, que espreita, fareja e 
persegue falhas ou lacunas do texto para que nada escape ao seu crivo e 
escrutínio. 
 Revisitar, porém, é um nível superior de contato com as coisas, mas que 
ainda é pouco usual entre acadêmicos e até entre profissionais e pesquisadores. 
É uma ação reflexiva-filosófica que objetiva transcender o estado de percepção 
atual de um fenômeno, buscando alcançar uma compreensão (conscientização) 
mais profunda e mais ampla do objeto ou fenômeno estudado. 
 
Momento Procedimental 
 Desta forma este último módulo consiste em uma revisita às conclusões 
dos módulos anteriores como exercício de ampliação da consciência do papel e 
da importância da pesquisa em Psicologia e da formação do psicólogo 
pesquisador. 
Conclusão 1: 
 Temos três grandes desafios; 
1 - Nos aproximarmos mais da modalidade EaD; 
2 - Compreender o papel da pesquisa na formação do psicólogo e; 
3 - Conhecer os processos de coleta e análise de dados para fazer e 
consumir boas pesquisas, essencial para a boa formação em Psicologia. 
 EaD não pode ser um empecilho, mas sim um canal para a boa formação 
do acadêmico de Psicologia em pesquisa na área da saúde, campo crescente de 
atuação. 
 
 
 
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Conclusão 2: 
Diante das ameaças que o contexto atual apresenta ao mundo moderno e 
à formação profissional, o espírito científico é um diferencial qualificador e 
essencial na formação do psicólogo. 
 
 A sociedade do conhecimento será cruel para com aqueles que não 
compreenderem ou rechaçarem (negacionistas) o Espírito científico. 
 
Conclusão 3: 
 A pesquisa em Psicologia é questão essencial de desenvolvimento 
humano (cidadania), profissional, social e cultural. Pesquisar é exercer cidadania! 
 
 A Psicologia precisa reencontrar seu caminho de colaboradora na 
construção da cidadania, mas não conseguirá isso sem desinstitucionalizar-se de 
uma sociedade que se perdeu na história (crise de paradigmas). 
 
Conclusão 4: 
Não precisamos nascer com o DNA (genótipo) da pesquisa, mas a 
pesquisa pode fazer parte de nosso DNA, ainda que no fenótipo. 
 
As abordagens mais atuais mostram uma libertação do determinismo 
genético, aliás, a própria genética esta se libertando do determinismo. “Os 
cromossomos não tem mais a última palavra” Reuven Feuerstein (1921-2014). 
 
Conclusão 5: 
 
 A Psicologia ainda está se consolidando como ciência e ciência da saúde e 
a PBE e a Bioética ajudarão a desenvolver protocolos, instrumentos e 
procedimentos que lhe dê consistência e efetividade. 
 
 
5 
 
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Ainda existem “Conflitos de interesses” (mentalidade do aluno x 
competências profissionais almejadas) na formação do Psicólogo, mas a 
exigência profissional fará emergir a consciência da PBE e da Bioética. 
 
Conclusão 6: 
 
 Os dois modelos buscam a verdade, cada um pelo seu caminho, mas o 
alvo deve ser o mesmo. Ou cada um está construindo a sua verdade? 
 
Sem quantidade ou qualidade a pesquisa e a Psicologia não alcançarão 
índices (quantidades) aceitáveis (qualidade) junto à comunidade científica. 
 
Conclusão 7: 
 
 A pesquisa quantitativa oferece e exige da Psicologia parâmetros precisos 
para o estudo dos processos psicológicos (emoções, cognições e interações 
sociais). 
 
 A condição pré-paradigmática da Psicologia coloca-a a mercê de outros 
modelos, que acabam impondo e exigindo uma quantificação do que não é 
quantificável. 
 
Conclusão 8: 
 
 A pesquisa quantitativa é o caminho mais seguro para investigações em 
Psicologia, porém a complexidade do ser humano lança desafios aos 
pesquisadores. 
 O que era problema vira solução e a solução gera novos problemas. A 
confusão não está na Dialética, mas sim no humano e sua inquietude. 
 
 
Conclusão 9: 
 
6 
 
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 Embora pareça mais simples e seja considerada menos precisa a 
Pesquisa qualitativa, exige grande comprometimento e competência de 
pesquisadores e colaboração dos participantes, pois seus resultados são 
valiosíssimos. 
 Pesquisa qualitativa é o garimpo da Psicologia em águas turvas e com 
bateias de trama larga. 
 
Conclusão 10: 
 Na análise qualitativa o pesquisador, tal qual um trapezista sem redes que 
aposta na sua competência para atravessar o ar em direção à segurança da 
plataforma, investe sua capacidade de interpretação no diálogo entre teoria e 
prática para atravessar o vácuo entre a pergunta e a resposta. 
 
 A análise qualitativa de dados é alapidação das áridas informações 
coletadas feita pelas mãos calejadas de um pesquisador incansável, 
transformando-as em uma resposta valiosa. 
 
Conclusão 11: 
 “Criar, criar, 
 Criar no espírito, criar no músculo, criar no nervo... 
 Criar no homem, criar na massa, criar... 
 Criar com os olhos secos” 
 António Agostinho Neto (Angola) 
 
A metodologia de pesquisa por Modelos Mistos e a Transdisciplinaridade já 
encontraram o caminho para superação de muitos problemas sociais, agora cabe 
aplica-los na melhoria na qualidade da educação. 
 
 
Conclusão 
Estivemos apontando caminhos... aqui não é a chegada. 
 
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"pesquisar constitui uma atitude e uma prática teórica de constante busca e, por 
isso, tem a característica do acabado provisório e do inacabado permanente" 
(MINAYO, 2010, p. 47). 
 
 
 
 
 
 
8 
 
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Vá mais Longe 
 Pesquise artigos que apresentem argumentos que sustentam a 
importância da pesquisa em Psicologia e consolide sua concepção sobre o papel 
da pesquisa em sua formação. 
SOARES, Marisa e SEVERINO, Antonio Joaquim. A prática da pesquisa no ensino 
superior: conhecimento pertencente na formação humana. Avaliação: Revista da 
Avaliação da Educação Superior (Campinas) [online], v. 23, n. 2, pp. 372-390. 
2018. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S1414-40772018000200006>. ISSN 
1982-5765. https://doi.org/10.1590/S1414-40772018000200006. 
 
Capítulo Norteador: 
 Agora comece a se familiarizar com os conteúdos de pesquisa, leia artigos 
e livros sobre pesquisa; 
MINAYO, Maria Cecília (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 
Petrópolis: Vozes, 2015. E-book. Disponível 
em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/114696/pdf/0 
 
https://doi.org/10.1590/S1414-40772018000200006
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/114696/pdf/0
 
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Agora é sua Vez! 
Interação 
 Como último desafio, discuta com seus colegas como eles compreendem o 
pensamento sistêmico; 
MISOCZKY, Maria Ceci A. Da abordagem de sistemas abertos à complexidade: 
algumas reflexões sobre seus limites para compreender processos de interação 
social. Cadernos EBAPE.BR [online]. v. 1, n. 1, pp. 01-17 2003. Disponível em: 
<https://doi.org/10.1590/S1679-39512003000100002>. Epub 17 Jul 2012. ISSN 1679-
3951. https://doi.org/10.1590/S1679-39512003000100002. 
 
Fórum da Disciplina. 
 Discuta com outros colegas qual foi a impressão de cada um sobre este 
módulo, qual foi o ponto que mais lhe interessou e qual não entendeu. 
 
Questão para Simulado 
 
1 – Sobre a ação de revisitar, é possível afirmar que; 
a) É sinônimo de revisar. 
b) É o processo de submeter novamente um artigo à uma revista. 
c) É ação reflexiva-filosófica de conscientização. 
d) É técnica de análise de dados quantitativos, e consiste em regressão 
estatística. 
e) Nenhuma das alternativas 
Resposta: Letra C 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
ALVES-MAZZOTTI, Alda Judith; GEWANDSNAJDER, Fernando. O método nas 
ciências naturais e sociais: pesquisa quantitativa e qualitativa. 2. ed. São Paulo: 
Pioneira Thomson Learning, 2001. 
 DEMO, Pedro. Metodologia científica em ciências sociais. 3. ed. rev. e ampl. 
São Paulo: Atlas, 1995. 
DYNIEWICZ, Ana Maria. Metodologia da pesquisa em saúde para iniciantes. 
São Caetano do Sul: Difusão Editora, 2014. E-book. Disponível 
em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0 
FLICK, Uwe. Introdução à pesquisa qualitativa. Porto Alegre: Artmed, 2009. 
KALINKE, Luciana Puchalski (Org.). Metodologia da pesquisa em saúde. São 
Caetano do Sul: Difusão, 2019. E-book. Disponível 
em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/177744 
MARCONI, Marina de Andrade; LAKATOS, Eva Maria. Metodologia do trabalho 
científico: procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório 
publicações e trabalhos científicos. 6. ed. São Paulo: Atlas, 2001. 
MINAYO, Maria Cecília (Org.). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. 
Petrópolis: Vozes, 2015. E-book. Disponível 
em: https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/114696/pdf/0 
MINAYO, M. C. S. O desafio do conhecimento: pesquisa qualitativa em saúde. São 
Paulo: Hucitec, 2004. 
 
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/53978/pdf/0
https://plataforma.bvirtual.com.br/Acervo/Publicacao/177744
https://plataforma.bvirtual.com.br/Leitor/Publicacao/114696/pdf/0
Coleta e Análise de Dados
Apresentação
Eugenio Pereira de Paula Jr.
Abertura
“Eu pensei que pesquisar era procurar coisas na internet” 
Aluno X
Fonte: https://pics.onsizzle.com/dont-believe-everything-you-read-on-the-internet-
abraham-60065561.png Fonte: https://i.pinimg.com/originals/6a/60/f3/6a60f3583f2c24a626872b413948e7a7.jpg
Objetivos
Explicar o contexto da disciplina.
Responder qual é a contribuição da disciplina na formação do psicólogo.
Ter contato, familiaridade e domínio dos conteúdos de pesquisa (Coleta e 
análise de dados).
Onde chegar?
• O que é pesquisa em saúde
• Como estudar pesquisa na modalidade EaD
• O que estudar em Coleta e Análise de dados
FONTE: Shutterstock
FONTE: Shutterstock
FONTE: Shutterstock
FONTE: Shutterstock
Coleta e análise de dados
Módulo 1
Contextualizar o curso
• Apresentação da disciplina.
• Oferece uma visão geral dos módulos.
• Dicas para o ambiente EaD.
Estrutura de cada módulo
• Rota de aprendizagem.
• Momento conceitual.
• Momento Procedimental.
• Conclusão.
• Vá mais longe. 
• Leituras e interações.
Módulo 2 
O espírito científico. 
Refletir sobre a importância ciência. 
Gaston Bachelard (1884-1962)
Fonte:
Htps://th.bing.com/th/id/OIP.1_r97SoJjK3ubfGRzdBvBAHaE3?pid=ImgD
et&rs=1
Fonte: 
https://www.universilibros.com/images/st
ories/virtuemart/category/gaston-
bachelard.jpg
Mole
Módulo 3 
A importância da pesquisa. 
Refletir sobre a importância da pesquisa.
Produzir conhecimento.
Pesquisador (cientista) x Psicólogo (profissional).
Psicólogo pesquisador.
Cientista profissional.
Profissional cientista.
Do 
Módulo 4 
• A formação do pesquisador. 
Pensar sobre a formação do pesquisador.
Módulo 5 
Ciência baseada em evidências. 
Aprofundar os conceitos de ciência, cientificidade e evidência científica.
Módulo 6 
Quantidade e qualidade em pesquisa. 
Refletir sobre a integração quantidade e qualidade.
“O que importa é a 
qualidade professor...”
IIN
Módulo 7 
Pesquisa QUANTITATIVA (coleta de dados). 
Compreender o conceito de pesquisa quantitativa.
Pesquisa Quantitativa?
Amostra (n=?).
Instrumentos.
Procedimentos.
FONTE: Shutterstock
FONTE: Shutterstock
FONTE: Shutterstock
FONTE: Shutterstock FONTE: Shutterstock
FONTE: Shutterstock
S
Módulo 8 
• – Pesquisa quantitativa (análise de dados). 
• Análise de dados.
• Resultados – Tabulação.
• Descrição.
• Interpretação.
• Inferências.
Ampliar a familiaridade com a pesquisa quantitativa.
FONTE: Shutterstock
FONTE: Shutterstock
FONTE: Shutterstock
FONTE: Shutterstock
Fonte: 
ttps://www.scielo.br/j/bioet/a/zShNHZQDzDy496zJDHMTqHm/
?format=pdf
Módulo 9 
Pesquisa QUALITATIVA (coleta de dados). 
Compreender o conceito de pesquisa qualitativa.
Pesquisa Qualitativa.
Amostra (n=?).
Instrumentos.
Procedimentos.
FONTE: Shutterstock
FONTE: Shutterstock
FONTE: Shutterstock
FONTE: Shutterstock
FONTE: Shutterstock
FONTE: Shutterstock
A
Módulo 10 
• Pesquisaqualitativa (Análise de dados). 
Ampliar a familiaridade com a pesquisa qualitativa.
Resultados – Tabulação.
Descrição.
Interpretação.
Inferências.
Fonte: http://pepsic.bvsalud.org/img/revistas/tp/v25n2/a11fig01.jpg
Fonte: https://www.scielo.br/j/pcp/a/djgGPxfXmY3YdgCB4M446gg
FONTE: Shutterstock
Módulo 11 
• Pesquisa Quanti-Quali. 
Discutir a integração qualitativa + quantitativa. 
FONTE: Shutterstock
FONTE: Shutterstock
FONTE: Shutterstock
Módulo 12 
• Conclusões. 
• Consolidar os conteúdos da disciplina.
FONTE: Shutterstock
• Dicas de estudo em EaD.
• EaD - exige outras capacidades; emocionais, cognitivas e comportamentais do 
acadêmico. Transforme-se!
• Principais obstáculos: 1 navegabilidade no AVA. 
2 dificuldade de leitura e interpretação.
• Ler sobre EaD.
• Dedicar 6 horas aos estudos (flow) de cada matéria.
• Não procrastine! Não faça na véspera da entrega ou do prazo.
• Use o modelo pré-teste e pós-teste. 
FONTE: Shutterstock
• Conclusão:
Três desafios –
• 1 – Aproximarmo-nos mais da modalidade EaD; 
• 2 - Compreender o papel da pesquisa na formação do psicólogo e; 
• 3 - Conhecer os processos de coleta e análise de dados para fazer e consumir 
boas pesquisas, essencial para a boa formação.
Bons Estudos!
Coleta e Análise de Dados
O Espírito Científico
Eugenio Pereira de Paula Jr.
Abertura
Você consegue ver o espírito científico nesta imagem?
Objetivos
Explicar o contexto da disciplina.
Responder qual é a contribuição da disciplina na formação do psicólogo.
Ter contato, familiaridade e domínio dos conteúdos de pesquisa.
Onde chegar?
Apresentar paradigmas do pensamento científico.
Contextualizar as concepções de conhecimento e verdade.
Sensibilizar os acadêmicos para adesão à cientificidade na formação em Psicologia.
Coleta e análise de dados
• Espírito científico.
1543 2021
Foi a força que impulsionou
exponencialmente a evolução
do conhecimento...
FONTE: Shutterstock
FONTE: Shutterstock
FONTE: Shutterstock
O percurso histórico da ciência. 
Época Ciência
Mundo – natural – milhões de anos Inexistente
Hominídeos – 2milhões Fenômenos naturais
Pré-histórico
Psiquismo 
Consciência – Medo
Primeiras civilizações – 15 mil anos Fenômenos naturais dominados 
Pré-científico
Cultura – cultivos - cultura
Egípcios – 3 mil anos a.C.
Gregos e Romanos – 400 anos a.C.
Científico – especulações 
Científico – explicações lógicas,
Real x Realidade
Era cristã – Ano Zero Expansão do teocentrismo
Idade média – 473 – 1543 - Explicações divinas – Sem ciência
FONTE: Shutterstock
FONTE: Shutterstock
FONTE: Shutterstock
Época Ciência
Renascimento - 1500 Ressurgimento - arte, filosofia, matemática, 
biologia, ciências gerais
Antropocêntrico – esquartejado?
Revolução científica - 1750 Racionalismo - Razão e lógica binária
Positivismo - Normatização - controle
Efervescência – normas e unidades de medidas
Física Newtoniana - PoliCiências
Revolução industrial - 1760
Revolução francesa - 1789
Mecanização e ciências aplicadas
Leis e cidadania
Século XX
Revoluções constantes
Wundt, Freud, Skinner, Piaget
Física Eisteiniana
Evolução exponencial das ciências
Atualmente Realidade virtual e mista – logica quântica
Novos paradigmas
Realidades emergentes
O surgimento do Espírito científico.
FONTE: Shutterstock
FONTE: Shutterstock
FONTE: Shutterstock
• O resultado do modelo cartesiano
Um mundo divido em vetores?
Animal x Humano
Material x Metafísico
Ciência x Senso comum
Ciência x Religião
Hard sciences x Soft sciences
Quantitativo x Qualitativo
Digital x Analógico
Verdade x Falsidade 
Cientista x Farsante/charlatão
Direita x Esquerda
Orgânico x Mental
Biológico x Psíquico
Concreto x Abstrato
Real x Realidade
FONTE: Shutterstock
Qual é a resultante desses vetores?
• O contexto atual
Coleta e análise de dados
• Espírito científico move a ciência, através das realidades, para alcançar o real.
FONTE: Shutterstock
FONTE: Shutterstock
• As ameaças ao espírito científico
“mesmo na mente lúcida, há zonas obscuras, cavernas onde ainda vivem sombras.
Mesmo no novo homem, permanecem vestígios do homem velho. Em nós, o
século XVIII prossegue sua vida latente; infelizmente, pode até voltar”
(BARCHELARD, 1996).
Senso comum e ignorância
Fanatismo religioso
Governos totalitários
Negacionismo
Paradigmas radicais
Pseudociências
Interesses Particulares Históricos
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Do 
O percurso da Verdade
Desnecessária 
Buscada
Descoberta
Determinada
Construída
Questionada
Inexistente
Comprovada
Refutada
Relativizada 
Distorcida
Manipulada
Inalcançada...
A sua ou a 
minha?
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A importância da ciência na formação do psicólogo.
• A formação do psicólogo abandonou o espírito científico?
A ciência deu origem à Psicologia ( ) verdadeiro ( ) falso
A Psicologia virou profissão ( ) verdadeiro ( ) falso
A formação profissional não é científica, mas técnica ( ) verdadeiro ( ) falso
O profissional não faz pesquisa ( ) verdadeiro ( ) falso
Sem pesquisa a Psicologia não ajuda o cidadão ( ) verdadeiro ( ) falso
• Conclusão:
Diante das ameaças que o contexto atual apresenta ao
mundo moderno e à formação profissional, o espírito
científico é um diferencial qualificador essencial na
formação do psicólogo.
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Bons Estudos!
Coleta e Análise de Dados
A Importância da Pesquisa
Eugenio Pereira de Paula Jr.
Abertura
O mundo com pesquisa e sem pesquisa...
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Objetivos
• Apresentar o papel da pesquisa em Psicologia.
• Desmistificar a dicotomia ciência e profissão.
• Sensibilizar os acadêmicos para o papel da pesquisa na formação em Psicologia
Onde chegar?
• O que é pesquisa em Psicologia.
• O contexto atual da pesquisa em Psicologia. 
• Os desafios de pesquisar.
• A importância da pesquisa na formação do psicólogo.
Coleta e análise de dados
• Pesquisa?
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Realidades
Alvos possíveis
X
Escolhidos
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Perguntas?
O que?
Como?
Flecha
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Metodologia?
O que?
Como?
Arcos
Estratégia de tiro
Ângulo
Força
Distância
Vento
Disparo
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Resultados? Alvo?
Resposta?
Exata? 
A melhor resposta?
Aproximada?
Distante?
Irrelevante?
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Aplicação?
Práxis?
Valor?
Efetiva?
Muda a realidade?
Piora?
Mantém?
Melhora?
Nova realidade? Novo ciclo! Alvo mais distante...
• O contexto atual da pesquisa em Psicologia
• Desafios contemporâneos
• Hard sciences X Soft scienes
• O objeto da Psicologia?
• Pesquisa em Psicologia (quantidade 3% e qualidade A1?)
• Psicologia Baseada em Evidências?
• Quantitativo x Qualitativo
• A estrutura dos cursos – Formação técnica: reprodução > produção
• A visão do acadêmico – Pesquisador x Profissional
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• Pesquisa na formação
• A complexidade do mundo e das relações sociais (Interpessoais) - novos paradigmas
• Individual – Profissional pensador – transforma a realidade
• Acadêmico – Ensino – Pesquisa – Extensão – transforma a realidade
• Sociedade – progresso com transformação (melhoria) da realidade
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Conclusão:
A pesquisa em Psicologia é questão essencial de desenvolvimento humano: 
pessoal, profissional, social e cultural. 
Pesquisar é exercício de cidadania!
Bons Estudos!
Coleta e Análise de Dados
A Formação do Psicólogo Pesquisador
Eugenio Pereira de Paula Jr.
Abertura
O mundo está ficando complexo ...
Objetivos
• Apresentar a formação para pesquisa em Psicologia.
• Descrever o perfil do pesquisador.
• Sensibilizar os acadêmicos para a formação em pesquisa.
Onde chegar?
• A importância da formação em pesquisa.
• A formação do pesquisador. 
• Características – caráter, competências e habilidadesdo pesquisador. 
A complexidade crescente
• O princípio evolutivo torna o mundo cada vez mais complexo.
• Então, exige competências mais complexas.
• A formação é cada vez mais complexa.
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Novas competências?
• Novas configurações sociais (trabalho, família, interações)
• Pensamento transdisciplinar
• Atuação integral (indivíduo + contexto)
• Atuação multiprofissional
• Ambientes integrados (casa, escola, trabalho, lazer)
• Multimídia (Instrumentos e canais)
• Pesquisa (consumo e produção)
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Formação?
• Aulas expositivas e conteúdos clássicos
• Prática engessada – Status quo
X
• Novos desafios profissionais
• Aprendizagem ativa
• Conteúdos para ações futuras
• Singularidade
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Pesquisador?
Espírito científico
Iniciação científica (grupos – PIBIC)
Pesquisa transversal na formação 
Pós-graduação (Lato e strictu sensu)
Capacitação (CAPES)
Atuação investigativa
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O perfil de um Pesquisador?
Tudo o que somos, pode nos ajudar ou atrapalhar. 
Desmistificar estereótipos
Atributos pessoais
Competências e habilidades
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• Personalidade do pesquisador
Pesquisador temperado nas forjas da academia
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Conclusão
Não precisamos nascer com o DNA (genótipo) da
pesquisa, mas a pesquisa pode fazer parte de nosso
DNA, sendo essencial na qualificação profissional.
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Bons Estudos!
05
Coleta e Análise de Dados
Ciência Baseada em Evidências
Eugenio Pereira de Paula Jr.
Objetivos
• Apresentar os princípios da Ciência Baseada em Evidências
• Apresentar os princípios da Psicologia Baseada em Evidências
• Sensibilizar os acadêmicos para os princípios da Bioética
Onde chegar?
• O rigor científico e Ciência Baseada em Evidências.
• A bioética na formação do pesquisador. 
• Peculiaridades da pesquisa na área da saúde. 
As Ciências Baseadas em Evidências
Archibald L. Cochrane - 
https://www.cochrane.de/sites/cochrane.de/fil
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Medicina Baseada em Evidências
Melhor diagnóstico - Paciente & Doença
Melhor remédio - Doença x Tratamento
Melhor eficácia – Tratamento x tempo x $
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• Práticas Baseadas em Evidências
• Práticas Psicológicas Baseadas em Evidências
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• Práticas Psicológicas Baseadas em Evidências
http://4.bp.blogspot.com/-4lXj2IMNX7c/VfoVbjT-jDI/AAAAAAAA_1Y/Zuh-PHU-zp4/s1600/n%25C3%25ADvel%2Bde%2Bevid%25C3%25AAncia%2Bcient%25C3
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• Revisões Sistemáticas – Metanálise (estatística) 
• Todos os estudos sobre um tema X melhores resultados.
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• Bioética
Fonte: http://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2016/Reso510.pdf
[...][...]
Fonte: http://conselho.saude.gov.br/resolucoes/2012/Reso466.pdf
PRINCÍPIOS: 
Autonomia - Respeito
Beneficência – Benefício (democrático) 
Não maleficência - Proteção
Justiça - Igualitário
COMITÊS DE ÉTICA:
Protocolo (Projeto)
Termo de Assentimento Livre e Esclarecido (TALE)
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE)
Outros
Fontes: https://plataformabrasil.saude.gov.br/login.jsf
• Desafio (interação):
Ler as Resoluções do Conselho Nacional de Saúde sobre bioética; 
Destacar pontos principais; 
Debater com um colega. 
Conclusão: 
A Psicologia ainda está se consolidando como ciência e ciência 
da saúde e a PBE e a Bioética ajudarão a desenvolver 
protocolos, instrumentos e procedimentos que lhe dê 
consistência e efetividade.
Bons Estudos!

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