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AN02FREV001/REV 4.0 113 PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA A DISTÂNCIA Portal Educação CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DE SALÃO DE BELEZA Aluno: EaD - Educação a Distância Portal Educação AN02FREV001/REV 4.0 114 CURSO DE ADMINISTRAÇÃO DE SALÃO DE BELEZA MÓDULO IV Atenção: O material deste módulo está disponível apenas como parâmetro de estudos para este Programa de Educação Continuada. É proibida qualquer forma de comercialização ou distribuição do mesmo sem a autorização expressa do Portal Educação. Os créditos do conteúdo aqui contido são dados aos seus respectivos autores descritos nas Referências Bibliográficas. AN02FREV001/REV 4.0 115 MÓDULO IV 4 ASPECTOS RELACIONADOS À GESTÃO DE PESSOAS Na atualidade, o aspecto de maior importância na gestão de empresas diz respeito ao processo de gestão de pessoas, visto que as pessoas que estão exercendo suas atividades nas organizações são consideradas o ativo mais importante que a empresa possui, em virtude, principalmente, da existência das empresas e o alcance dos seus objetivos empresariais estarem condicionados diretamente às pessoas. Dessa forma, sem pessoas não existem empresas. Assim sendo, é por intermédio das pessoas que as empresas podem traçar planos, metas e objetivos, bem como as respectivas estratégias para o alcance dos mesmos. No caso do salão de beleza, a importância das pessoas é mais destacada, pois o negócio de beleza é um tipo de prestação de serviços e serviços só podem ser realizados pelas pessoas. Dessa maneira, o gestor, ou dono de um salão de beleza, deve atentar-se aos conceitos e técnicas da moderna gestão de pessoas, aplicando-as ao seu negócio, como forma de ter pessoas comprometidas, motivadas, entusiasmadas e dedicadas ao desenvolvimento de suas atividades na empresa, com vistas ao alcance dos objetivos empresariais do negócio do salão de beleza. Portanto, torna-se necessário que sejam desempenhadas atitudes e atividades baseadas na moderna gestão de pessoas. AN02FREV001/REV 4.0 116 FIGURA 59 - A MODERNA GESTÃO DE PESSOAS MODERNA GESTÃO DE PESSOAS APLICAR PESSOAS RECOMPENSAR PESSOAS MANTER PESSOAS DESENVOLVER PESSOAS AGREGAR PESSOAS QUEM DEVE TRABALHAR NA ORGANIZAÇÃO: recrutamento e seleção de pessoas COMO RECOMPENSAR AS PESSOAS: remuneração e benefícios COMO DESENVOLVER AS PESSOAS: treinamento, mudanças e comunicação COMO MANTER AS PESSOAS: benefícios e análise dos cargos COMO SABER O QUE AS PESSOAS FAZEM E SÃO: sistemas de informação MONITORANDO AS PESSOAS O QUE AS PESSOAS DEVERÃO FAZER: desenho de cargos e avaliação de desempenho FONTE: Adaptado de Chiavenato, 2008. Dessa maneira, de acordo com Chiavenato (2008), exposto pela Figura 59, o dono ou gestor de um salão de beleza necessita executar as funções de: 1) agregar pessoas – por meio dos processos de recrutamento e seleção, a empresa irá selecionar quem são os ocupantes dos diversos cargos que a mesma possui; 2) aplicar pessoas – esse aspecto é o que está diretamente relacionado ao trabalho de gestão de cargos, visto que é nesse contexto que são analisados os cargos, construídos os desenhos de cargos e as suas respectivas avaliações de desempenho; 3) recompensar as pessoas – como a empresa define, analisa e melhora os critérios de remuneração de todos os ocupantes de seus diversos cargos; 4) desenvolver pessoas – ou seja, como a organização realiza estratégias para que aconteça o perfeito e adequado treinamento, desenvolvimento, mudanças e a comunicação entre os ocupantes dos cargos e entre os AN02FREV001/REV 4.0 117 diversos níveis dos cargos, de acordo com o organograma estipulado pela organização; 5) manter pessoas – como a organização se estrutura e desenvolve políticas e estratégias para conseguir manter as pessoas exercendo suas funções e desempenhando as atividades de seus cargos pelo maior tempo possível. Esse detalhe se tornou importante, pois na atualidade, todas as empresas desejam profissionais talentosos, e os talentos podem deixar a empresa e destinar-se aos concorrentes. Dessa maneira, toda organização necessita definir abertamente quais as estratégias usadas para impedir que seus talentos se percam e deixem-na, indo exercer suas atividades nas empresas concorrentes; 6) monitorando as pessoas – é uma atividade de controle, onde as empresas necessitam acompanhar o desempenho de seus cargos (e ocupantes) como controle para o alcance dos objetivos. 4.1 COMO RECRUTAR, SELECIONAR E CONTRATAR PESSOAS PARA O TRABALHO NO SALÃO O recrutamento e seleção são duas atividades muito importantes no processo de gestão de pessoas, pois irão trazer as pessoas para desempenhar as suas atividades profissionais na empresa. Por tal importância, esse processo necessita ser desenvolvido e desempenhado por profissionais que conheçam como o processo deve ser feito, além de realizar as várias etapas do mesmo. O processo de recrutamento e seleção inicia-se com a necessidade da empresa na busca por profissionais, ou seja, no momento em que a organização detecta que há a necessidade de conseguir uma pessoa para ocupar um cargo, que pode ser novo na organização, ou pode ser uma reposição para pessoas que deixaram a organização, vagando o cargo. Assim, quando surge a necessidade, a empresa precisa realizar o recrutamento e a seleção para trazer essa pessoa para o seu cargo. AN02FREV001/REV 4.0 118 O processo de recrutamento consiste em divulgar ao mercado, de várias maneiras e formas, que a empresa está necessitando de uma pessoa para ocupar um cargo. Desse modo, o processo de recrutamento consta exatamente de elaborar esse processo de divulgação da vaga que a mesma necessita, traçando todos os parâmetros para o perfil desse cargo. Assim, a empresa divulga por meio de sites em internet, postos de trabalho, rádio e televisão, telemarketing, ou por intermédio de outras empresas, entre outras formas. O processo seguinte é a seleção, após o processo de recrutamento ter terminado (a empresa faz toda a divulgação das vagas que possui por um determinado período e aguarda o contato dos pretendentes do cargo, ou seja, das inúmeras pessoas que possam se interessar por ocupar aquele cargo, por diversas razões, que podem ser financeiras, econômicas, sociais, de status, etc.). Dessa maneira, a seleção irá contatar todas as pessoas que demonstraram interesse em ocupar aquela vaga para poder escolher a pessoa que seja mais adequada ao cargo em questão. No entanto, esse processo de seleção é de certa forma, muito complexo, pois se torna muito difícil poder escolher, entre várias pessoas, aquela que é a mais adequada ao cargo. No processo de seleção são realizados diversos processos para poder-se escolher a pessoa que seja a adequada ao cargo, como por exemplo: 1. provas de conhecimentos gerais e específicos – são provas escritas onde os candidatos necessitam demonstrar os seus conhecimentos gerais e específicos relacionados ao cargo; 2. testes psicológicos – são diversos testes que são realizados para poder mensurar a capacidade psicológica e emocional dos candidatos aos cargos; 3. simulações – são ocasiões em que alguns aspectos que acontecem no dia a dia das empresas são simulados para que os candidatos façam. Os avaliadores analisam o desempenho desses candidatos por meio dessas simulações; 4. entrevistas – são um tipo especial de seleção, em que o candidato relata para um entrevistador os principais aspectos de sua trajetória pessoal e profissional, além de suas atitudes, habilidades, competências e AN02FREV001/REV 4.0 119 experiências, como forma de demonstrar que está apto paraassumir o cargo em destaque no processo de seleção. Dentro do contexto exposto, pode-se afirmar que esses conceitos são generalistas, visto que as características empresariais do salão de beleza são as mais diversas possíveis. Dessa maneira, o gestor do salão de beleza, ou o próprio dono do mesmo, deverá analisar o seu negócio em específico e decidir como fazer o processo de gestão de pessoas. O que esse trabalho expõe são as várias formas possíveis de o empresário conseguir gerenciar as pessoas que estão desenvolvendo as suas atividades profissionais no salão de beleza. 4.2 POLÍTICAS DE REMUNERAÇÃO E BENEFÍCIOS A remuneração se tornou um importante aspecto na gestão das empresas, visto que é por meio da remuneração, e suas políticas, que as pessoas podem planejar suas vidas a médio e longo prazos e, por meio da busca pela remuneração, as pessoas definem o seu perfil em relação à empresa em que trabalha. Para alcançar os melhores resultados, as empresas necessitam definir e planejar adequadamente como serão as atitudes de remuneração ao longo dos anos, bem como os processos de atualização e correção monetária ao longo dos anos e outras formas de remuneração, objetivando o melhor desempenho das pessoas e o perfeito comprometimento das mesmas com a organização. De acordo com Chiavenato (2004), a remuneração é toda retribuição concedida aos diversos funcionários em uma organização, em função dos mesmos ocuparem cargos e desempenharem diversas atividades, tarefas e funções aplicando seus conhecimentos e habilidades. O funcionário realiza a troca desses conhecimentos e habilidades pelas diversas recompensas quantificáveis que o mesmo recebe. Assim sendo, as recompensas que a organização pode oferecer ao funcionário podem ser financeiras e não financeiras, em virtude das políticas de remuneração que a empresa decide desenvolver, como é mostrado pela Figura 60. AN02FREV001/REV 4.0 120 FIGURA 60 - PROCESSO DE RECOMPENSAS ORGANIZACIONAIS FONTE: Adaptado de Chiavenato, 2008. 4.2.1 Conceitos de salário e remuneração Há certa confusão entre os conceitos de salário e de remuneração. O salário é a contraprestação recebida financeiramente pelo empregado, pago diretamente pelo empregador, em função da prestação de serviço do mesmo e em decorrência do contrato de trabalho. O artigo 76 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) expõe sobre o salário mínimo, que deve ser o valor mínimo pago diretamente pelo empregador a todo trabalhador. Já a remuneração é a quantidade total que o funcionário recebe pelo seu trabalho em função do contrato. No conceito de remuneração estão compreendidos o salário e todos os demais componentes, como gorjetas, adicionais, comissões, gratificações, etc. Dessa forma, de acordo com o artigo 457 da CLT, compreendem-se na remuneração do empregado, além do salário devido e pago diretamente pelo AN02FREV001/REV 4.0 121 empregador, também as gorjetas que recebe, como também as comissões, percentagens, gratificações ajustadas, diárias para viagens e abonos pagos pelo empregador (Redação dada pela Lei nº 1.999, de 1º de outubro de 1953). Na Figura 61, a seguir, podem-se compreender os conceitos de salário e remuneração. FIGURA 61 - PROCESSO DE RECOMPENSAS ORGANIZACIONAIS REMUNERAÇÃO SALÁRIO FONTE: Adaptado de Chiavenato, 2008. 4.2.2 Tipos de salários Como fora exposto, o salário é o valor nominal que é acordado entre empregado e empregador, como forma de recompensar o trabalho prestado pelo empregado ao empregador. Dessa maneira, o valor financeiro correspondente ao salário acordado formalmente em contrato de trabalho, regido pela legislação. Assim, o empregador paga o salário ao empregado por meio do salário fixo ou salário variável: a forma utilizada depende de cada tipo de trabalho, ou da jornada de trabalho, do tipo de contrato, etc. AN02FREV001/REV 4.0 122 O valor correspondente ao salário fixo pode se apresentar de diversas formas: 1. salário-base – é o valor que foi acordado em contrato de trabalho e que é pago diretamente pelo empregador e usado como base para os diversos cálculos trabalhistas; 2. salário mínimo – é o menor valor correspondente ao salário pago ao trabalhador pelo empregador, sendo corrigido anualmente; 3. piso salarial – é o menor valor de um salário que é usado para uma determinada categoria profissional ou atividade econômica de uma empresa, como por exemplo, o piso salarial dos professores, etc.; 4. salário profissional – é o valor que é pago pelos empregadores e que é utilizado para categorias profissionais liberais, como médicos, advogados, engenheiros, sendo determinado pela legislação específica de cada profissão; 5. salário normativo – é o salário que possui um valor específico que é calculado e determinado pela categoria profissional da qual o empregado faz parte; 6. salário líquido – é o valor que o empregado recebe após as devidas deduções legais como o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e a contribuição para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS); 7. salário bruto – é o valor que o empregado percebe a título de salário antes de se efetuar as devidas deduções legais; 8. salário variável – é o valor a ser pago a título de salário pelo empregador, porém, esse valor do período (podendo ser mensal, semanal ou diário) não é pré-determinado, pois oscila em função de algum critério estabelecido e acordado anteriormente, podendo ser o atingimento de metas, produção de determinada quantidade de produtos no período, etc. Um detalhe é que nesse tipo de pagamento de salário, o valor total mensal nunca pode ser inferior ao salário mínimo vigente. AN02FREV001/REV 4.0 123 4.2.3 Sistemas tradicionais e remuneração estratégica No ambiente empresarial atual, é mais comum as empresas oferecem aos seus empregados não somente o salário, mas outros componentes, sejam por força legal, ou seja porque em certas situações as empresas necessitam acrescentar outros valores ao valor do salário nominal acordado em contrato, como os adicionais de horas extras, adicional noturno, além de outros tipos, como as comissões, prêmios e gratificações. Dessa forma, o conceito de remuneração é mais utilizado que o conceito de salário, visto que poucos cargos somente percebem o valor do salário. Assim sendo, a remuneração pode ser aplicada por meio de três componentes principais, que são: 1. remuneração básica – que consta de todos os valores que o empregado tem direito em função de seu trabalho realizado, onde incluem- se o valor contratado do salário e todos os demais componentes, como horas extras e adicionais; 2. incentivos salariais – constam de certos programas que recompensam os funcionários pelo seu desempenho e pelos resultados produzidos; 3. benefícios – são outros componentes da remuneração que são ofertados por meio de outras formas não financeiras, como seguro de vida, plano de saúde, refeições, transportes, por exemplo. Desse modo, os sistemas de remuneração podem ser oferecidos aos trabalhadores de duas formas: o sistema tradicional e o sistema de remuneração estratégica. O sistema de remuneração tradicional é o método em que são oferecidos o pagamento de salários fixos e adicionais previstos em legislação, em troca dos serviços prestados pelo empregado. Esse sistema possui alguns problemas que são: 1. inflexibilidade – visto que, nesse sistema, os salários e demais componentes da remuneração são fixos e gerais, não podendo ser modificados em função das características do trabalho executado; AN02FREV001/REV 4.0 124 2. conservadorismo – nesse sistema, geralmente, a estrutura organizacional é rígida e burocrática, com utilização extrema de morosidade e pouca eficácia na comunicação interna; 3.metodologia desatualizada – a forma de implantação e utilização desse sistema de remuneração exige uma grande quantidade de trabalho para poder atingir os seus objetivos, além de possuir características de inflexibilidade e lentidão nos processos; 4. divergências – com o sistema tradicional, em virtude de sua posição engessada, ocorrem grandes dificuldades no alinhamento dos esforços para o alcance de objetivos comuns, visto que o próprio sistema inflexível limita qualquer atuação com visão futurista e orientação estratégica da organização. Por outro lado, a remuneração estratégica consta de um conjunto de diversas formas diferentes de poder recompensar o funcionário, onde são considerados os aspectos que a organização deseja obter, como os objetivos estratégicos, além de outros aspectos que são importantes para a perpetuação das ações empresariais da mesma. Com a remuneração estratégica, as empresas pretendem ter um vínculo muito maior com os seus funcionários, transformando-os em verdadeiros parceiros de negócios, estimulando o comprometimento e a melhoria no alcance dos resultados individuais e coletivos, beneficiando tanto a empresa quanto os colaboradores. Nesse contexto, a remuneração estratégica passa a ser um ponto forte de ligação entre a empresa e os seus funcionários, para que juntos consigam alcançar os objetivos empresariais. Desse modo, a remuneração não é vista pela empresa apenas como um custo a ser reduzido, mas como uma fonte de agregação de valor ao contexto empresarial global, vinculado ao trabalho exercido pelos seus integrantes. Dessa maneira, os principais tipos de remuneração são: a) remuneração funcional – é um sistema construído a partir do plano de cargos e salários, onde diversos aspectos são analisados, como a descrição de cargos, as pesquisas salariais, a avaliação de desempenho, entre outros, para poder atribuir os valores a cada integrante da organização; AN02FREV001/REV 4.0 125 b) salário indireto – são todos os benefícios que a empresa oferece aos seus trabalhadores, como forma complementar de remuneração; c) remuneração por habilidades e por competências – é o tipo de remuneração que é entregue ao funcionário em virtude de suas habilidades técnicas, humanas e conceituais e em virtude das suas competências; d) remuneração variável – é um conjunto de diferentes formas de remuneração como forma complementar ao salário fixo, como comissões, gratificações, prêmios por metas alcançadas, etc.; e) participação acionária – é uma forma inovadora de remuneração, onde o funcionário recebe determinada quantidade de ações da própria empresa em que trabalha, tornando-se acionista da mesma e obtendo os ganhos consequentes dessa participação. Dentro do contexto exposto, pode-se afirmar que esses conceitos são generalistas, visto que as características empresariais do salão de beleza são as mais diversas possíveis. Dessa maneira, o gestor do salão de beleza, ou o próprio dono do mesmo deverá analisar o seu negócio em especifico e decidir como fazer o processo de gestão de pessoas, optando por uma ou várias formas de remunerar os seus funcionários. Simplificadamente, os salões de beleza oferecem uma gama variada de formas de remuneração aos seus funcionários. Ainda mais no momento atual, em que o mercado está muito aquecido e há carência de mão de obra. Assim sendo, é o empresário que necessita analisar a sua realidade e definir às suas políticas de remuneração. Esse trabalho expõe quais são as várias formas possíveis de remuneração, no seu contexto geral, para subsidiar a tomada de decisão dos donos e gestores de um salão de beleza. AN02FREV001/REV 4.0 126 4.3 POLÍTICAS DE MOTIVAÇÃO A motivação humana é de grande importância para a execução de uma correta gestão de pessoas. Dessa maneira, as pessoas que exercem as suas atividades nos diversos cargos existentes nas empresas necessitam realizar um trabalho excelente. Ou seja, para que as empresas e demais organizações possam ser cada vez mais competitivas e possam enfrentar a concorrência, tendo a sua participação no mercado e aumentando também essa participação, necessitam que os seus funcionários (ou colaboradores em muitas empresas) desempenhem as suas funções de forma excelente, pois essa excelência é que se torna diferencial para a abrupta concorrência e disputa pelos mercados entre as empresas. Os colaboradores só poderão realizar essas atividades nos seus cargos com a máxima excelência devido ao grau de motivação em que se encontram, visto que a motivação é influenciadora nesse contexto. Desse modo, estudar e compreender a motivação dos funcionários, e como a mesma influencia os processos que são realizados pelos cargos, é de suficiente valor para o sucesso empresarial. Ao se falar de motivação, torna-se necessário descrever sobre os estudos de Maslow sobre a motivação humana e sobre as necessidades humanas. FIGURA 62 - MASLOW FONTE: Disponível em: <http://en.wikipedia.org/wiki/Abraham_Maslow>. Acesso em: 1 abr. 2013. AN02FREV001/REV 4.0 127 Maslow, em seus estudos sobre a motivação humana, defende o pensamento de que a pessoa humana modifica o seu estado motivacional em função de uma série de necessidades que lhe são peculiares, e em função do atendimento a essas necessidades é que surgem os graus de motivação ou de não motivação. Dessa forma, segundo Maslow, a pessoa humana se motiva, e permanece motivada, em função do atendimento às suas necessidades humanas. Dentro desse contexto, a pessoa que ocupa um cargo, estará motivada, ou desmotivada, naquele cargo, em função do nível de atendimento às suas necessidades humanas, que ocorrerá em virtude das recompensas que o próprio cargo oferece. Maslow definiu que as pessoas possuem cinco tipos de necessidades humanas, e, de acordo com cada tipo de necessidade, ele fez uma classificação das mesmas, agrupando-as em formato de pirâmide, que recebeu o nome de “Pirâmide de Maslow”, como é demonstrado na Figura 63, a seguir. FIGURA 63 - PIRÂMIDE DE MASLOW FONTE: Disponível em: <http://rafamorawski.blogspot.com.br/2012/08/teoria-motivacao-frederick- herzberg.html>. Acesso em: 1 abr. 2013. AN02FREV001/REV 4.0 128 Como é exposto, a Pirâmide de Maslow classifica a motivação humana em cinco níveis. Na base da pirâmide, estão as necessidades chamadas de “Fisiológicas” ou Fisiologia, que são aquelas necessidades relacionadas à própria sobrevivência da pessoa, ou seja, são os aspectos necessários para que a pessoa conserve a sua vida, como alimentação, respiração, água, sexo, etc. Dessa maneira, as necessidades fisiológicas são as de maior importância e de maior ocorrência, visto que elas necessitam ser atendidas para que a pessoa possa continuar vivendo. As pessoas que ocupam os diversos cargos em um salão de beleza pleiteiam as recompensas que os mesmos lhes oferecem, como forma de satisfazer as suas necessidades fisiológicas, ou seja, as pessoas irão adquirir alimentos, água, irão buscar um local para dormir, uma pessoa para ser companheira, etc. com os valores financeiros que recebem do salão, para atender a esta grande necessidade humana. Dessa maneira, a motivação das pessoas surge como forma de buscar a remuneração adequada para poder adquirir os diversos componentes que proporcionarão o atendimento a essas necessidades. No entanto, segundo a teoria de Maslow, após as necessidades fisiológicas serem atendidas, a motivação humana aumenta para o atendimento a um novo nível de necessidade humana, que é o nível de necessidades de segurança. As necessidades de segurança são aquelas que proporcionam todo tipo de segurança à pessoa, seja no ambiente pessoal, profissional, familiar, entre outras. A pessoa quando atinge o nível de necessidade de segurança irá procurarformas de recompensa financeira para conseguir proteger os aspectos de segurança pessoal, patrimonial e familiar, ou seja, a pessoa buscará encontrar moradia para a sua segurança, apólices de seguro para proteger a sua vida, seus bens, etc. entre outros aspectos que podem proporcionar segurança. Nesse contexto, após as necessidades fisiológicas e de segurança terem sido atendidas, a pessoa passa a ter a necessidade de estar presente em um grupo, ou de ter relacionamentos. Dessa maneira, a motivação humana nesse momento é direcionada para o atendimento desses aspectos, isto é, a pessoa irá buscar formas para poder participar de um grupo social, ou de possuir relacionamentos amorosos e de amizade, entre outros. AN02FREV001/REV 4.0 129 FIGURA 64 - PIRÂMIDE DE MASLOW DETALHADA FONTE: Disponível em: <http://hgmconsultores.com.br/paginarapida/ate_que_ponto_vale_a_pena_investir_nos_recursos_hu manos>. Acesso em: 1 abr. 2013. Após esses três níveis de necessidades serem atendidos, a motivação humana surge para o atendimento das necessidades de estima, ou de status, quando a pessoa busca o reconhecimento pessoal e profissional, e outras ações de autoestima, de crescimento, entre outros aspectos. Por fim, no último estágio da teoria da pirâmide de Maslow, surgem as necessidades de autorrealização, com a busca pela moralidade, tomada de decisões, crescimento e estabilização profissional, etc. Segundo Maslow, a motivação humana será em virtude do posicionamento que a pessoa ocupa na pirâmide, ou seja, em que nível a pessoa ocupante de um cargo se encontra na situação de suas necessidades. Dessa forma, em função das necessidades que a pessoa precisa satisfazer será o processo motivacional da mesma. Nesse contexto, a forma de motivar uma pessoa que se encontra no nível básico, ou de necessidades fisiológicas, será AN02FREV001/REV 4.0 130 diferente de outra que está no nível de estima, pois as necessidades são diferentes e as formas de satisfazê-las também são, sendo necessário realizar ações diferentes para poder motivar todas as pessoas em cada nível de necessidade que elas se encontram. Da mesma forma que Maslow, outro autor de grande importância na execução de estudos sobre a motivação humana foi Herzberg. A Figura 65 expõe uma foto de Herzberg. FIGURA 65 - HERZBERG FONTE: Disponível em:<http://rafamorawski.blogspot.com.br/2012/08/teoria-motivacao-frederick- herzberg.html>. Acesso em: 1 abr. 2013. A teoria de Herzberg é semelhante aos estudos de Maslow, pois o conceito é semelhante nos dois casos. No entanto, Herzberg estipulou os seus estudos definindo que as necessidades humanas e a motivação humana acontecem em função de dois fatores, que foram denominados por ele de fatores higiênicos, ou extrínsecos, e fatores motivacionais ou intrínsecos. Os fatores higiênicos são todos aqueles que surgem em função do trabalho propriamente dito, em que o funcionário recebe as recompensas pelo trabalho desenvolvido no seu cargo. Dentre os fatores higiênicos estão: a política da empresa, as condições de trabalho, como acontece à supervisão, o salário, a estabilidade no seu cargo, os benefícios, entre outros aspectos. AN02FREV001/REV 4.0 131 Já os fatores motivacionais são todos aqueles aspectos que estão presentes no dia a dia das pessoas que ocupam os diversos cargos nas organizações, mas que segundo Herzberg, são os fatores que geram, ou produzem a motivação para que a pessoa seja estimulada a desempenhar as suas atividades de forma comprometida e eficaz. Entre os fatores motivacionais estão: o reconhecimento, as diversas responsabilidades no cargo, a realização pessoal e conquistas profissionais e pessoais, o progresso ou ascensão, entre outros. Dessa maneira, pode-se fazer uma comparação entre a Teoria de Maslow e a Teoria de Herzberg. Analisando a Figura 66, a seguir, pode-se perceber que os três primeiros fatores da pirâmide de Maslow (necessidades fisiológicas, de segurança e sociais) podem ser classificados como fatores higiênicos, e os dois últimos níveis da pirâmide (necessidades de estima e autorrealização) são classificados como fatores motivacionais. FIGURA 66 - COMPARATIVO DAS TEORIAS DE MASLOW E HERZBERG. FONTE: Disponível em: <www.bbconsult.com.br>. Acesso em: 1 abr. 2013. Dessa maneira, Herzberg desenvolveu uma análise que expõe como acontece a satisfação, ou a sua falta, baseada nas características dos fatores higiênicos e motivacionais. AN02FREV001/REV 4.0 132 Se em alguma organização surge a ocorrência de fatores higiênicos, que são os mais convencionais, os ocupantes dos cargos ficam não insatisfeitos, como afirma Herzberg, pois nessa situação o ocupante do cargo não está plenamente realizado, ou motivado, mas ele não fica insatisfeito, pois ele está obtendo os fatores higiênicos. Dessa forma, por exemplo, se o ocupante do cargo recebe o seu salário no dia combinado, no valor correto, ele fica não insatisfeito, pois o pagamento do salário é algo que não motiva ou deixa satisfeito o funcionário, mas se ele acontece normalmente, a pessoa que ocupa o cargo não fica insatisfeita também, pois ela recebeu o pagamento do salário normalmente, como é demonstrado pela Figura 67. FIGURA 67 - TEORIA MOTIVACIONAL DE HERZBERG. SATISFAÇÃO NÃO - SATISFAÇÃO PRESENÇA DE FATORES MOTIVACIONAIS INSATISFAÇÃO AUSÊNCIA DE FATORES HIGIÊNICOS NÃO - INSATISFAÇÃO PRESENÇA DE FATORES HIGIÊNICOS AUSÊNCIA DE FATORES MOTIVACIONAIS FONTE: Adaptado de Chiavenato, 2008. Do mesmo modo, se houver a falta, ou ausência, de fatores higiênicos, automaticamente é produzida a insatisfação. Como no exemplo anterior, se o AN02FREV001/REV 4.0 133 ocupante do cargo não receber o seu salário no dia combinado, ou no valor combinado, ele fica automaticamente insatisfeito e esse sentimento gera a desmotivação pelo cargo e pela empresa como um todo. Nesse contexto, por outro lado, caso ocorra à ausência de fatores motivacionais, o ocupante do cargo fica não satisfeito, pois a falta desses fatores não afeta o indivíduo para causar insatisfação, visto que ele continua realizando as suas atividades, ele continua a receber o salário e demais fatores higiênicos, mas fica chateado, aborrecido e não satisfeito por não ter tido a presença dos fatores motivacionais. Assim sendo, se o ocupante do cargo recebe o salário normalmente, de forma correta, mas não tem reconhecimento, elogios, novos desafios, etc. ele continua alegre, mas não totalmente satisfeito, pois esses aspectos é que causam a motivação, e estão ausentes nesse caso. Em contrapartida, se acontece à presença de fatores motivacionais, aí ocorre à satisfação, e consequentemente, aumento na motivação. Esse ocupante do cargo está plenamente comprometido com a empresa e o cargo. FIGURA 68 - TEORIA MOTIVACIONAL DE HERZBERG DETALHADA FONTE: Disponível em: <http://arquivos.unama.br/nead/gol/gol_adm_3mod/lider_desenv_gerencial/web/Aula13/verprint.htm>. Acesso em: 1 abr. 2013. AN02FREV001/REV 4.0 134 Dessa maneira, segundo a Figura 68, pode-se visualizar um resumo dessa análise. No primeiro quadrante, ocorre a presença de fatores motivacionais e ausência de fatores higiênicos, produzindo um ambiente de trabalho de insatisfação, mas com uma grande motivação para o trabalho. Já no quadrante dois, ocorre a presença de fatores motivacionais e a presença de fatores higiênicos, onde o trabalho e o ambiente são motivadores e o ocupante do cargo se sente plenamente satisfeito. Por outro lado, na análise do quadrante três, ocorre a ausência de fatores motivacionais e higiênicos, caracterizando tanto o ambiente como o trabalho no cargo, como produtores de insatisfação e de desmotivação. Já no quadrante quatro, acontece a ausência de fatoresmotivacionais e presença de fatores higiênicos, caracterizando o cargo como sendo um ambiente de não insatisfação e sem a motivação adequada para as atividades do mesmo. FIGURA 69 - CHARGE TEORIAS MOTIVACIONAIS FONTE: Disponível em: <http://www.questoesdeconcursos.com.br/questoes/d1c8743c-3e>. Acesso em: 1 abr. 2013. AN02FREV001/REV 4.0 135 4.4 GESTÃO DE CARGOS E SALÁRIOS E PLANOS DE CRESCIMENTO PROFISSIONAL Quando se expõe sobre cargo nas organizações, deve-se atentar que o cargo em si próprio possui uma denotação muito simples, fato que em muitas ocasiões acaba criando-se certa confusão entre as definições de cargo, tarefa, atribuição e função e, consequentemente, sobre o salário, que pode mudar em função dessas quatro definições anteriores. Dessa maneira, quando se fala de TAREFA, entende-se que seja o conjunto das atividades que o ocupante do cargo deva exercer para que se caracterize o cargo que é feito. Por exemplo, existe o cargo de tratorista, mas as tarefas do tratorista são inúmeras e são todas aquelas que o ocupante desse cargo necessita executar no seu dia a dia para atingir os objetivos desse cargo. Uma tarefa do cargo tratorista seria abastecer com combustível o seu trator, ou lavá-lo em determinado momento, entre outras tantas que se fazem presente na sua rotina diária. A tarefa pode ser realizada diariamente, semanalmente, mensalmente ou em outro nível de periodicidade de acordo com cada cargo. Por exemplo, o tratorista necessita lavar o trator semanalmente, mas abastecê-lo com combustível diariamente. Já a ATRIBUIÇÃO é bem semelhante à tarefa, pois consta de todas as atividades executadas pelos ocupantes de determinado cargo, sendo uma atividade atribuída a cargos diferenciados, sendo atividades mais complexas e sofisticadas, com maior detalhamento do uso intelectual e menos físico. A FUNÇÃO é uma série de tarefas ou atribuições que são exercidas de maneira rotineira e sistemática pelos ocupantes do cargo. Dessa maneira, a função é agregadora de várias tarefas, ou atribuições, ou ambas, no desempenho de todas as atividades pertinentes ao cargo. O CARGO nada mais é do que um conjunto de funções, formado por tarefas e atribuições, ocupando uma posição estruturada no organograma. É pelo cargo que as relações e toda a movimentação no organograma são definidas. Desse modo, todo cargo possui uma série de responsabilidades, ou as principais funções, AN02FREV001/REV 4.0 136 atribuições e tarefas agrupadas e que são feitas de acordo com a periodicidade definida pela organização. Outros cargos possuem, em função de seu posicionamento no organograma, a autoridade, que consta de atitudes e atividades de poder e comando. Dessa maneira, em função da posição do cargo na estrutura organizacional da empresa, consegue-se analisar como acontece a hierarquia da mesma, bem como os critérios de subordinação e vínculos profissionais dos cargos ocupantes do desenho organizacional como um todo. Os cargos podem ser classificados de acordo com as suas respectivas atribuições e em função de seu posicionamento na estrutura organizacional da empresa, podendo haver quatro níveis de cargos que são mais utilizados: a) cargos operacionais – são os cargos que ocorrem em ocupações na linha de produção, sendo caracterizados por tarefas e atividades simples e repetitivas. Como exemplo deste tipo de cargo pode-se citar mecânicos de produção, tratoristas, soldadores, entre outros; b) cargos administrativos – São aqueles cargos que existem como suporte para todas as atividades administrativas que a empresa desempenha. Dependendo do tipo, porte e tamanho da organização, os cargos administrativos podem ser muito extensos, tendo-se muitos cargos ao longo do organograma, ou possuírem menos cargos, com poucos níveis hierárquicos; c) cargos técnicos – são os cargos que possuem algum tipo de função especializada e que desempenham suas atividades em determinado setor ou departamento da organização em virtude de suas características, como certas habilidades especificas que acabam servindo de apoio às áreas principais do negócio principal da organização. Podem-se citar como exemplos, os consultores em gestão, em tecnologia, os auditores, etc.; d) cargos executivos – são aqueles cargos que exercem função de comando, direcionando e orientando as equipes no alcance dos objetivos que a empresa deseja alcançar. Como exemplos, podem ser citados os cargos de gerentes, chefes e supervisores. AN02FREV001/REV 4.0 137 O salário nada mais é do que a troca que é efetuada entre o ocupante do cargo e a empresa que necessita desse ocupante para a realização das atividades, tarefas, atribuições e funções que são pertinentes ao cargo. Dessa forma, o ocupante do cargo desempenhará todas as atividades pertinentes ao cargo e receberá da empresa, o valor financeiro correspondente à essa prestação de serviços, que é o salário. O desenho de cargos corresponde à forma adotada pela organização para desempenhar a modelagem dos cargos segundo algum critério que a mesma possa adotar e que atenda aos objetivos organizacionais que a empresa deseja alcançar. Realizar o desenho dos cargos corresponde a definir alguns aspectos pertinentes aos cargos como: 1. o conteúdo do cargo – corresponde ao montante total de tarefas, funções e atribuições que o ocupante do cargo deverá desempenhar no seu dia a dia para que as atividades daquele cargo sejam devidamente realizadas e alcance-se os objetivos da organização; 2. métodos e processos de trabalho – após a definição de todas as atividades, deve-se expor como as mesmas deverão ser realizadas, ou seja, de que forma, de que maneira, com quais métodos, normas, estruturas, equipamentos, ferramentas, etc. as atividades relacionadas ao cargo serão feitas para o alcance dos objetivos. É a parte operacional e prática do cargo no dia a dia; 3. responsabilidade – nesta fase deve ser explicado quais são as devidas responsabilidades do cargo, bem como a posição hierárquica ocupada pelo mesmo no organograma, a estrutura hierárquica que será ocupada por aquele cargo e como será a subordinação, a prestação de contas, entre outros aspectos. Neste item é importante deixar bem claro como deve ser a relação entre os diversos ocupantes dos cargos, além da relação com os superiores e pares, demonstrando todas as relações que possam existir e o grau de subordinação entre eles e ao qual deverão estar sujeitos; 4. autoridade – se o cargo for ocupante de uma posição na estrutura hierárquica que tenha o exercício do poder, ou de comando, esse cargo será possuidor de autoridade, ou seja, o mesmo tem poder e comando sobre uma equipe ou até mesmo sobre algumas pessoas. Nesse caso, devem ser AN02FREV001/REV 4.0 138 explicitadas todas as formas de autoridade, sendo detalhado como acontece esse comando, sobre quais cargos existe a autoridade e qual o seu reporte, ou seja, acima do cargo como está a autoridade que o mesmo responderá. Também deverá ser exposto quem são as pessoas ocupadoras dos cargos sob o comando desse cargo que possui o comando e a descrição destes, bem como a relação mantida nesses critérios de autoridade. Dentro desse contexto, para as empresas conseguirem reter os seus talentos e poderem atender aos critérios de satisfação do funcionário, com atendimento às suas necessidades, como exposto pelas teorias de Maslow e Hezberg – além de motivar os mesmos dentro da realização das atividades, tarefas e atribuições que são pertinentes ao seu cargo –, é que surge a necessidade de a empresa, ou salão de beleza, construir um planejamento de carreira para os seus colaboradores. Esse planejamento de carreira, também chamado de plano de cargos e salários, possui a finalidade de determinar, por meio de um processo formal e documentado, quais são osinstrumentos, normas e procedimentos que irão operacionalizar as políticas de remuneração da empresa, com objetivo de motivar os funcionários, criando e mantendo a satisfação nos executantes dos diversos cargos, além de conseguir captar novos talentos para agregar valor ao negócio desenvolvido pela mesma, e também como forma de reter os talentos existentes nos diversos cargos, oferecendo condições para que os funcionários sintam orgulho de pertencer ao conjunto da organização. A construção de um plano de cargos e salários propicia alguns benefícios, como: a) linguagem única – é preciso que o salão de beleza adote um critério único para administrar os cargos existentes e as formas de remuneração; b) tratamento igualitário para todos os funcionários – com a adoção do plano de cargos e salários, o salão de beleza trata todos os seus funcionários de forma igualitária e justa, o que possibilita a melhoria na gestão e na organização como um todo; c) manutenção de salários competitivos – com a implantação do plano de cargos e salários, o salão de beleza consegue identificar facilmente, e mais abertamente, como são os cargos, e suas respectivas remunerações, AN02FREV001/REV 4.0 139 praticados no mercado, fato que possibilita a criação de diretrizes para se estabelecer e alcançar o equilíbrio interno e externo da organização nesse aspecto, tornando-se mais competitiva e conseguindo atrair e reter as pessoas competentes e talentosas, que fazem a diferença nos processos empresariais atualmente; d) remunerações por desempenho e resultados – o salão de beleza consegue ter um sistema que irá remunerar os seus ocupantes de cargos pelos resultados obtidos, como a produtividade, por exemplo, fato que explica outros aspectos que melhoram a empresa e o próprio funcionário. O plano de cargos e salários é construído e implantado seguindo algumas etapas, que são: 1. análise e diagnóstico do negócio – onde o salão de beleza necessita conhecer os principais aspectos da gestão das pessoas que são praticados no mercado e que devem ser construídos para o seu negócio; 2. coleta de informações – é a fase onde o salão de beleza busca por informações relacionadas aos cargos, salários e demais aspectos da política de cargos e salários para poder ter subsídios para compor o seu planejamento; 3. elaboração ou revisão das descrições dos cargos – é a fase onde as informações coletadas na fase anterior são analisadas e estruturadas, em forma de esboço, para a confecção do plano oficial que o salão de beleza adotará; 4. análise das descrições dos cargos – após a construção do esboço do plano, feito na fase anterior, o salão de beleza começa a descrever os seus diversos cargos, detalhando todos os aspectos que são pertinentes para a construção do plano; 5. avaliação dos cargos – nesta fase, são feitas diversas análises para se avaliar as descrições dos cargos que foram realizados na fase anterior, buscando a correção de descrições feitas de forma incorreta, ou falhas nesse processo; 6. elaboração da estrutura de cargos: aqui é estruturado o organograma, realocando-se os cargos na estrutura hierárquica de acordo com a descrição AN02FREV001/REV 4.0 140 e avaliação dos cargos, bem como as novas formas de remuneração que deverão ser implantados; 7. desenho da política salarial – é a fase de definição de todos os aspectos que comporão o plano de cargos e salários e como deverá ser a sua implantação. Nesse caso, todos os procedimentos, instruções e normas relacionados aos cargos e aos tipos de remuneração deverão ser descritos, expostos e aplicados, como forma de ser o direcionador para o alcance dos objetivos da organização. A descrição do cargo consta de um documento formal, onde a empresa realiza a definição de todas as atividades que o seu ocupante realiza, bem como os demais aspectos pertinentes para o alcance dos objetivos daquele cargo, como as tarefas e atividades que devem ser executadas e em que período, ou momento, que as mesmas devem ser feitas e concluídas. Além disso, também é descrita a utilização de equipamentos, máquinas e ferramentas que auxiliam na execução das atividades do cargo. Também são descritos o local de realização do trabalho e quais são os objetivos do cargo, as metas, responsabilidades e autoridades, além da descrição da estrutura hierárquica constituinte do cargo, como é exposto pela Figura 70. FIGURA 70 - DESCRIÇÃO DE CARGOS DESCRIÇÃO DO CARGO QUANDO FAZ COMO FAZ POR QUE FAZ ONDE FAZ O QUE FAZ TAREFAS E ATIVIDADES A EXECUTAR PERIODICIDADE: DIÁRIA, SEMANAL, MENSAL, ANUAL, ETC. ATRAVÉS DE PESSOAS, MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS, MATERIAIS, INFORMAÇÕES LOCAL E AMBIENTE DE TRABALHO OBJETIVOS DO CARGO, METAS E RESULTADOS A ALCANÇAR FONTE: Adaptado de Chiavenato, 2008. AN02FREV001/REV 4.0 141 4.5 COMO DEFINIR INVESTIMENTOS EM TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO DOS PROFISSIONAIS As organizações cada vez mais perceberam que necessitam investir constantemente na capacitação, treinamentos e desenvolvimento de suas pessoas, ou das pessoas que ocupam os cargos nas empresas. E esse contexto se aplica ao gerenciamento de um salão de beleza. Os programas de desenvolvimento e capacitação possuem quatro fases: 1. diagnóstico – é a fase inicial do processo, onde o salão de beleza realiza um levantamento diagnóstico de sua estrutura funcional e empresarial para poder verificar quais são as suas carências e necessidades de treinamento, elucidando quais os aspectos que estão necessitando ser aprimorados, e melhorados por meio da realização de capacitações. É nessa fase que o salão de beleza realiza todo o planejamento de capacitações e treinamentos que irá desenvolver ao longo do ano; 2. planejamento do treinamento e capacitação – é a segunda fase, onde são estudados e analisados todos os aspectos pertinentes para a implantação e execução das diversas formas de treinamento e desenvolvimento. Nesse aspecto, a empresa necessita determinar quais são os treinamentos que serão realizados e ofertados aos seus funcionários, além da forma de aplicação desses treinamentos, que podem ser treinamentos internos (na organização) ou externos (em outro local, fora da empresa). Também podem ser feitos por meio de palestras, aulas, simulações, práticas, seminários, congressos, estudos de caso, etc. Dessa forma, todos os aspectos são descritos e analisados, sendo determinados os objetivos dos treinamentos, os investimentos necessários para a realização dos mesmos e os seus respectivos momentos de realização; 3. aplicação ou implementação – é a fase do treinamento que acontece após a realização do mesmo, ou seja, é o momento em que o funcionário chega à empresa após ter passado por um programa de treinamento, AN02FREV001/REV 4.0 142 capacitação e desenvolvimento e irá aplicar os conhecimentos e técnicas que aprendeu, implantando as melhorias que o programa de treinamento lhe ofereceu; 4. avaliação e acompanhamento – é a última etapa do programa, onde a organização irá acompanhar os cargos que sofreram capacitações e treinamentos e medir os resultados que estão sendo produzidos, para comparar com os resultados que eram produzidos anteriormente, desenvolvendo uma análise de eficiência do treinamento para a empresa, ou seja, o que foi melhorado e mudado após o treinamento ter sido realizado. Além disso, o salão de beleza irá mensurar, também, se o investimento financeiro despendido com o treinamento de seus trabalhadores e equipes produziu o retorno esperado. Dessa maneira, o dono de um salão de beleza necessita estar o tempo todo analisando para poder verificar quando acontece a necessidade de algum treinamento e qual deve ser a forma adotada para poder implantar esse tipo de atitude. Assim sendo, é o gestor ou o dono que precisa verificar as exigênciasque os clientes estão solicitando, quais os tipos de produtos que devem ser usados, quais os serviços que os clientes estão desejando, e buscar inserir os treinamentos que são necessários para que o salão de beleza consiga atender a essas necessidades dos seus clientes. Além disso, o dono do salão de beleza, ou o gerente, precisa estar atento ao constante processo de atualização dos seus funcionários, acompanhando as tendências da moda e do mundo da beleza, entre outros aspectos, como forma de poder ter, e oferecer, vantagens competitivas aos seus clientes. AN02FREV001/REV 4.0 143 4.6 COMO LIDERAR A EQUIPE Em todo o contexto empresarial, seja em grandes empresas multinacionais ou em micro e pequenas, o aspecto que causa grandes mudanças e impactos no contexto geral dos negócios diz respeito às pessoas que estão executando as tarefas nas organizações, e mais notadamente aos aspectos relacionados à liderança, motivação e gerenciamento de equipes e talentos. Dessa maneira, em todos os aspectos que envolvam as pessoas como participantes de desenvolvimento de atividades para que as organizações possam alcançar os seus objetivos empresariais, a liderança e a motivação são de extrema importância, visto que as pessoas são direcionadas a realizar as suas atividades em virtude de um líder que as possa direcionar para o alcance dos objetivos, além de desempenhar as ações de estímulo, motivando as pessoas para que as mesmas possam estar constantemente entusiasmadas com o seu cargo, função, além de suas responsabilidades. Nesse tocante, é praticamente impossível a existência de pessoas que não se inter-relacionem com as outras pessoas que estão na organização, visto que são formados diversos laços de contato, seja em função da realização das atividades profissionais de cada um, seja pelos laços de amizade, entre outros. Em outros casos, o trabalho a ser desempenhado necessita ser realizado em equipes, geralmente multidisciplinares, para que possam exercer melhor as atividades e o alcance dos objetivos. Por estas razões, são formadas as equipes, que necessitam ser gerenciadas, pois podem tanto agregar valores para a empresa, como ser geradoras de conflitos. Por fim, o trabalho da liderança também está em procurar, estimular, desenvolver e mensurar a formação e retenção de talentos, que possam agregar valores maiores aos objetivos que a empresa necessita obter. AN02FREV001/REV 4.0 144 FIGURA 71 - CHARGE FONTE: Disponível em: <http://recantodacronica.blogspot.com.br/2010/10/no-escritorio-cronicas- pequenas.html>. Acesso em: 3 abr. 2013. Atualmente, a grande maioria das organizações já vivenciou programas de mudanças em suas políticas, seja em função de novos produtos a serem disponibilizados ao mercado, sejam em atitudes para obter algum ganho financeiro, ou redução de custos, entre outros aspectos. Também pode ter realizado modificações para poder acompanhar as exigências cada vez maiores dos clientes e do mercado em si, além de enfrentar a concorrência, que a cada dia mais acirrada se torna, transformando a conquista, e fidelização, dos clientes um ato de guerra. Por conta disto, grandes programas foram sendo desenvolvidos pelas organizações, como forma de poder obter vantagem competitiva no mercado. Dessa Os programas mais divulgados e conhecidos foram os relacionados à qualidade total, reengenharia, outsorcing, 5 Ss, programas de fidelização dos clientes, entre outros diversos que se fizeram. No entanto, esses programas não conseguiram corrigir, ou melhorar alguns aspectos das organizações, pois são aspectos que estão diretamente relacionados à liderança, onde grandes fracassos empresariais foram produzidos em virtude do modelo de liderança utilizado, muitas vezes evitando-se as mudanças que são AN02FREV001/REV 4.0 145 necessárias, mantendo-se o estilo tradicionalista do chefe autoritário de antigamente, ou o famoso capataz. No momento atual, as empresas passaram a exigir que os seus gerentes e líderes desenvolvam habilidades e atitudes em relação à sua equipe de trabalho, em que necessita estar em constante acompanhamento da mesma, além de desenvolver atitudes emocionais e comportamentais, pois os liderados necessitam ser orientados, motivados, compreendidos e incentivados ao alcance dos objetivos empresariais que a organização busca. Dessa maneira, o chefe tradicional que utiliza o poder e somente dá ordens, sem envolver-se com os seus subordinados, em todos os aspectos, será substituído por um novo tipo de líder, que acompanha, entusiasma, integra a equipe e motiva os seus subordinados. Em muitas organizações empresariais, ou de outros ramos, expõem que a liderança despreparada é o ponto mais fraco da mesma, visto que é o líder que desempenha as funções mais importantes na organização, sendo o elo entre os níveis operacionais e estratégicos. Dessa forma, é o líder quem contrata e demite, é o líder que incentiva ou desmoraliza, entre outros aspectos. No mesmo contexto, a liderança despreparada pode criar conflitos, forçar a medição do poder entre as equipes, desencorajar os talentos, além de desmotivar os integrantes das equipes. Em contrapartida, os líderes visionários, que visualizam que as equipes necessitam ser conduzidas para o alcance dos objetivos, e que percebem que são as mesmas, as maiores responsáveis pelo sucesso ou fracasso das empresas, desenvolvem ações para que os seus talentos sejam desenvolvidos e firmados na empresa, estimulam os seus colaboradores a obter o seu sucesso profissional e pessoal. Visto que o sucesso da empresa deriva do sucesso de seus integrantes, e, dessa forma, a organização pode conseguir produzir e amadurecer vantagens competitivas sustentáveis sobre seus concorrentes, agregando valor aos seus produtos e fidelizando cada vez mais os seus clientes. AN02FREV001/REV 4.0 146 FIGURA 72 - DIFERENÇAS ENTRE CHEFE E LÍDER FONTE: Disponível em: <http://www.piadasdofacebook.com.br/o-chefe-e-o-lider-frases-para- facebook/>. Acesso em: 6 abr. 2013. O contexto empresarial atual modificou uma série de situações. Também foi mudada a descrição a respeito da forma de gerenciar as pessoas, visto que as mudanças afetaram esse importante aspecto. Antigamente, o cargo que era responsável pela condução das pessoas e outras atribuições relacionadas ao gerenciamento dos empregados, tendo como principal atividade o comando e a fiscalização do trabalho dos integrantes da equipe era o chefe. Dessa forma, o responsável pelas pessoas, seu trabalho e a fiscalização/controle de seu trabalho era realizado por um chefe, que possuía AN02FREV001/REV 4.0 147 características bem delimitadas, como o uso do poder, a coerção e o sistema de ameaças e punições constantes. Desse modo, o chefe é aquele cargo, ou pessoa, que usa o poder para mandar nas pessoas que estão sob a sua supervisão e comando, imputando-lhes as atividades que deverão ser realizadas em determinado período de tempo, e depois, fiscaliza o trabalho das mesmas para verificar como o objetivo é atingido. Na grande maioria das vezes, o chefe não se envolve com a equipe. Já o líder é a pessoa ou cargo que realiza o gerenciamento de pessoas de sua equipe, comandando e verificando os resultados, assim como o chefe. No entanto, o líder se envolve completamente com a equipe, fazendo parte da mesma. Além disso, o líder não usa do poder que possui para obrigar as pessoas a realizarem tais atividades e funções, mas é o líder que convence as pessoas de suas atribuições, por meio do estímulo e motivação para que as mesmas desempenhem as atividades e tarefas. Outro aspecto importante é que o líder não fica o tempo todo fiscalizando e cobrando as atitudes dos seus subordinados. Ao invés disso,ele oferece liberdade para que as pessoas desempenhem as suas funções da melhor maneira, mas que atinjam os objetivos. Assim, o líder cobra das pessoas apenas o resultado. FIGURA 73 - CHARGE 2 – LIDERANÇA. FONTE: Disponível em:<http://sorisomail.com/shinigami/2-id-cartoons.html>. Acesso em: 5 abr. 2013. AN02FREV001/REV 4.0 148 Basicamente, podem existir três estilos de liderança. Os líderes podem adotar uma dessas formas, como atuação em suas equipes, ou então estarem em momentos de transição entre um estilo e outro. Dessa maneira, os líderes podem ser classificados em: 1. liderança autocrática – é o estilo de liderança baseado no “chefe” tradicional, com vistas a obter resultados imediatos a curto prazo, além de não desenvolver nenhum tipo de valorização pessoal e profissional de suas equipes. É o estilo de liderança que utiliza o poder, a coerção e o comando para atingir seus objetivos organizacionais. Além disso, o líder autocrático necessita estar ameaçando e punindo os seus comandados, como forma de mantê-los sob seu domínio e comando. Não existe um ambiente de cooperação, nem de envolvimento das pessoas na tomada de decisões, que são sempre centralizadas no líder, que acaba concentrando todas as decisões sobre si, sejam elas estratégicas, ou operacionais simples. Dessa forma, a equipe de trabalho fica totalmente dependendo do líder para poder desenvolver as suas atribuições, pois os colaboradores não têm o poder de decisão de realizar as atividades, que sempre necessitam ser ditadas e explicitadas pelo líder. 2. liderança democrática – é o estilo de liderança em que o líder delega as principais atividades empresariais para que a sua equipe desenvolva e a tomada de decisões é realizada em conjunto, com todos os integrantes da equipe participando das discussões e tomando a decisão em conjunto, pelo consenso de todos na busca dos resultados. O comando é descentralizado, visto que a equipe participa do processo de tomada de decisões e entende que os objetivos necessitam ser alcançados, não havendo a necessidade de fiscalização, cobranças e controle sobre o processo para a obtenção dos objetivos. A cobrança existe, porém é para o alcance dos resultados. 3. liderança liberal – a liderança liberal é aquela que está no nível mais avançado na posição do líder, visto que é um estilo onde a equipe demonstra total liberdade para a tomada de decisões, seja em quais aspectos forem necessários. Nesse estilo, o trabalho do líder está centrado apenas na condução da equipe para o atingimento dos objetivos empresariais, além de direcionar, conduzir, motivar e entusiasmar os AN02FREV001/REV 4.0 149 integrantes da equipe para a busca dos resultados almejados. A equipe possui total liberdade para desempenhar o trabalho, e as diversas funções, da maneira como entende que seja a melhor forma, sem precisar estar consultando o líder com detalhes menores, operacionais e táticos. Nesse sistema, a equipe está tão amadurecida, que o líder passa a desempenhar funções estratégicas para a organização, aumentando o seu valor, e a equipe em si desempenha as atividades relacionados ao reporte do líder. Outro aspecto importante desse estilo é que o líder está em constante formação de novos líderes que irão ocupar os cargos de liderança na empresa nos seus diversos setores e departamentos. Portanto, o dono de um salão de beleza, ou a pessoa que faz o gerenciamento de um salão necessita analisar qual o tipo de perfil de liderança deve ser adotado em seu estabelecimento, visto que não existe uma regra fixa para essa decisão. Em cada salão de beleza o contexto empresarial é diferente, exigindo do dono, ou gestor, perfis diferentes de estilo de liderança. Até mesmo é possível adotar um estilo misto entre todos os estilos; em determinado momento o gestor necessita adotar um estilo liberal, em outros momentos adotar o estilo autocrático e assim por diante. A decisão cabe a cada gestor ou proprietário do salão de beleza. AN02FREV001/REV 4.0 150 FIM DO MÓDULO IV