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725 QUESTÕES DISCURSIVAS DA MAGISTRATURA
135 COM RESPOSTAS
TJAC, TJAL, TJAM, TJAP, TJBA, TJCE, TJDFT, TJES, TJGO, TJMA, TJMG, TJMS, TJMT, TJPA, TJPB, TJPE, TJPI, TJPR, TJRJ. TJRO,
TJRR, TJRS, TJSC, TJSE e TJSP
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ÍNDICE
Direito Administrativo-4
Direito Ambiental-20
Direito Civil-29
Direito Constitucional-58
Direito do Consumidor-78
Direito Eleitoral-83
Direito Empresarial-87
Direito Penal-88
Direito Previdenciário-115
Direito Processual Civil-116
Direito Processual Penal-196
Direito Tributário-310
Direito Urbanístico-318
Estatuto da Criança e do Adolescente-319
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DIREITO ADMINISTRATIVO
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 -
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Administração Direta e Indireta - "Governo e
Administração são termos que andam juntos e
muitas vezes são confundidos, embora expressem
conceitos diversos nos vários aspectos em que se
apresentam". Faça distinção entre governo e
administração pública.
Magistratura Estadual - Concurso: TJDFT - Ano: 2014 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Atos Administrativos - Considerando que é
possível a manutenção de ato administrativo dotado de
ilegalidade (instituto da sanatória), discorra sobre a
convalidação, a ratificação e a conversão, explicando
cada uma dessas modalidades, seus efeitos,
competência para adoção das referidas medidas de
preservação do ato administrativo e os motivos que
devem fundamentá-las, citando legislação acerca do
tema.
- Resposta: O ato administrativo é o modo de
expressão das decisões tomadas por órgãos e
autoridades da Administração Pública, que produz
efeitos jurídicos, modificando, extinguindo direitos, ou
impondo restrições e obrigações. O ato administrativo
deve ser editado com observância do princípio da
legalidade. Para ser válido, além da observância ao
princípio da legalidade, o ato administrativo precisa
ser editado pelo agente competente, ter forma
adequada, objeto definido, precisa ser motivado e
possuir uma finalidade. Um ato administrativo,
entretanto, embora dotado de ilegalidade, pode ser
mantido pela Administração Pública, através da
utilização do instituto da sanatória. As modalidades de
saneamento do ato administrativo são: convalidação,
ratificação e conversão. A convalidação é o ato
administrativo que suprime um defeito de ato
administrativo anteriormente editado, retroagindo
seus efeitos a partir da data da edição do ato
administrativo convalidado. A ratificação é o ato por
meio do qual é expurgado ou corrigido um defeito
relativo a competência, declarando-se sua validade
desde o momento em que foi editado. Não podem ser
ratificados atos cuja competência para edição é de
competência exclusiva de autoridades indicadas na
Constituição Federal. Conversão é o ato editado com
aproveitamento de elementos válidos de outro ato
primitivamente dotado de ilegalidade, para a mesma
finalidade deste, com retroação dos seus efeitos ao
momento da edição do ato original. A Lei nº 9.784/99
é um exemplo de diploma legal que cuida
expressamente do instituto da convalidação em seu
art. 55. 1- Utilização correta do idioma oficial e
capacidade de exposição - 2 Desenvolvimento do tema
- 2.1 Introdução abordando o conceito de ato
administrativo e seus requisitos de validade. 2.2
Definição de convalidação, ratificação e conversão,
seus efeitos, competência para adoção das referidas
medidas de preservação do ato administrativo e os
motivos que devem fundamentá-la. Citação da Lei nº
9.784/99, art. 55.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 -
Banca: FGV - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Atos Administrativos - João Manoel requer
licença para edificar em imóvel de sua propriedade, nos
termos do artigo 1299,CC. Constatando a administração
municipal que o projeto se coloca em conformidade
com as posturas municipais, defere a licença em
30/06/2010. Faz constar prazo de validade de 01 ano.
Em fevereiro/2011, a Câmara dos Vereadores vota novo
projeto de lei para a área, estabelecendo parâmetros
diversos para a construção, que é sancionado e
publicado dois dias após, contrapondo-se à edificação
pretendida por João Manoel. Constatando a
Administração que João Manoel iniciou a construção,
porém não terminou ainda a mesma, notifica-o para
paralisar imediatamente a obra. Preocupado com a
situação, João Manoel ajuíza ação, alegando direito
adquirido, com postulação liminar, e definitiva, de
término da obra. Com o curso normal do feito, havendo
contestação, e parecer do MP no sentido da
i p o ed iaà daà de a daà po à te à adu ado à aà
licença, não havendo que se falar em direito adquirido
contra a lei, o feito vai concluso para a sentença. Sendo
você o juiz, como decidiria a causa? (dê apenas os
fundamentos, de forma objetiva).
- Resposta: A questão envolvia o conhecimento sobre a
licença urbanística para edificação e os seus efeitos. A
licença, no caso, como ato vinculado, confere o direito
a edificar nela constante, que se incorpora ao
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patrimônio de seu destinatário quando iniciada a obra,
apenas podendo ser retirada através de
desapropriação que, para a espécie, parte da doutrina
usa, de maneira vulgar, a expressão revogação. Assim,
para se ter o enfoque correto, o candidato deveria
observar os seguintes pontos: a licença se faz no
âmbito do exercício da polícia administrativa edilícia;
traduz a ideia de ato vinculado; uma vez concedida,
seguindo os critérios legais, não pode ser revogada,
salvo através do pagamento de indenização; o início
da construção, dentro de seu prazo de validade, e
antes da nova legislação, importa na incorporação do
direito, o qual traduz, que se torna adquirido; e
impossibilidade de sua cassação, por ter o direito, o
qual traduz a licença, se incorporado ao patrimônio de
seu titular, salvo indenização, pela via própria.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Atos Administrativos - Abraham Lincoln
formulou pedido administrativo junto a uma das
Secretarias do Município de Secessão/MG. Passados
mais de 60 (sessenta) dias, o Poder Público permaneceu
em silêncio. Aborrecido e impiedoso, fuzilou:à à elho à
calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é um
idiotaà doà ueà fala à eà a a a à o à aà dúvida .à Co tudo,à
tendo em vista que não há no município lei que atribua
consequência jurídica ao silêncio da Administração,
Lincoln ajuíza ação judicial pleiteando o deferimento do
seu pedido. Na condição de Juiz (a) de Direito da
Comarca, como você sentenciaria o caso?
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 -
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Atos Administrativos- O atributo do ato
administrativo que impõe a coercitividade para o seu
efetivo cumprimento é a imperatividade. Comente cada
um dos atributos ou características que distinguem a
espécie ato administrativo do gênero ato jurídico
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 -
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Atos Administrativos - Pode o ato
discricionário ser suscetível de revisão pelo Poder
Judiciário? Explique.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2014 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Bens Públicos - O Município Y realiza o
pagamento do justo valor indenizatório de específico
imóvel, efetivando a sua desapropriação, no dia 1º de
abril de 2004.Por não mais ter interesse em se utilizar
do mesmo, e após o procedimento legal e licitatório
próprio, o aliena para a empresa WXW Construções
Imobiliárias L.T.D.A., no dia 20 de novembro de 2006.
Em janeiro de 2010, Coriolano da Silva, o antigo
proprietário, fica sabendo do fato e, inconformado,
procura advogado para reaver seu imóvel, mas vem a
falecer antes do ajuizamento da ação. Seu único filho e
herdeiro, ciente de tudo, ajuíza a ação no dia 1º de abril
de 2010, pretendendo reaver o bem imóvel ou a
indenização correspondente. Faz figurar no polo passivo
o Município e o atual proprietário, que alegam
ilegitimidade ativa, prescrição e descabimento da
devolução do bem. O M.P. diz não ter interesse, indo os
autos à conclusão para sentença. Analise os 3 (três)
pontos levantados pelas defesas, e outros pertinentes.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Bens Públicos - Leia, abaixo, trecho do
Relatório enviado por GRACILIANO RAMOS, enquanto
Prefeito do Município de Palmeira dos Índios, ao
Governador do Estado de Alagoas, in verbis: Sr.
Governador. Esta exposição é talvez desnecessária. O
balanço que remeto a V. Exa. mostra bem de que modo
foi gasto em 1929 o dinheiro da Prefeitura Municipal de
Palmeira do Índios. E nas contas regularmente
publicadas há pormenores abundantes, minudências
que excitaram o espanto benévolo da imprensa. Isto é,
pois, uma reprodução de fatos que já narrei, com
algarismo e prova de guarda-livros, em numerosos
balancetes e nas relações que os acompanharam.
RECEITA – R$ 96.924.985. O orçamento do ano passado
houve supressão de várias taxas que existiam em 1928.
A receita, entretanto, calculada em 68:850$000, atingiu
96:924 $985. E não empreguei rigores excessivos. Fiz
apenas isto: extingui favores largamente concedidos a
pessoas que não precisavam deles e pus termo a
extorsões que afligiam os matutos de pequeno valor,
ordinariamente raspados, escorchados, esbrugados
pelos exatores. Não me resolveria, é claro, a pôr em
prática no segundo ano de administração a equidade
que torna o imposto suportável. Adotei-a logo no
começo. A receita em 1928 cresceu bastante. E se não
chegou à soma agora alcançada, é que me foram
indispensáveis alguns meses para corrigir
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irregularidades muito sérias, prejudiciais à arrecadação.
DESPESA – R$ 105.465.613 Utilizei parte das sobras
existentes no primeiro balanço. ADMINISTRAÇÃO – R$
22.667.748. Sendo R$ 7.034.558 despendidos com a
cobrança das rendas, R$ 3.518.000 com a fiscalização e
R$ 2.400 pagos a um funcionário aposentado. Tenho
seis cobradores, dois fiscais e um secretário. Todos são
mal remunerados. GRATIFICAÇÕES – R$ 1.560.000 Estão
reduzidas. CEMITÉRIO – R$ 243.000 Pensei em construir
um novo cemitério, pois o que temos dentro em pouco
será insuficiente, mas os trabalhos a que me aventurei,
necessários aos vivos, não me permitiram a execução de
uma obra, embora útil, prorrogável. Os mortos
esperarão mais algum tempo. São os munícipes que não
reclamavam. [...] Ficarei, porém, satisfeito se levar ao
fim as obras que encetei. É uma pretensão moderada,
realizável. Se não realizar, o prejuízo não será grande. O
Município, que esperou dois anos, espera mais um.
Mete na Prefeitura um sujeito hábil e vinga-se dizendo
de mim cobras e lagartos. Paz e prosperidade. Palmeira
dos Índios, 11 de janeiro de 1930. GRACILIANO RAMOS.
a) Como se classificam em nossos dias os cemitérios
públicos à luz da classificação tripartida dos bens
públicos? Justifique. b) Poderia, se Prefeito hoje,
Graciliano Ramos dar nova destinação aos jazigos
abandonados pelos familiares do morto? Justifique. c)
Sem recorrer ao Estado, à União, ou a qualquer
instituição financeira ou de fomento, como, nos dias
atuais, Graciliano Ramos poderia construir um novo
cemitério para os mortos de Palmeira dos Índios?
Justifique.
Magistratura Estadual - Concurso: TJPA - Ano: 2011 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Contrato Público - Considere que o poder
público municipal, após a realização de procedimento
licitatório, tenha celebrado, com determinada empresa,
contrato para a prestação de serviço de transporte e
que lei específica posterior tenha aumentado a carga
tributária que seria suportada pela empresa. Em face
dessa situação hipotética, responda, de forma
fundamentada, se o particular contratado pelo poder
público tem direito à revisão dos valores do contrato
para suprir a despesa decorrente do correspondente
recolhimento.
- Resposta: ASPECTOS MACROESTRUTURAIS - 1.
Capacidade de expressão na modalidade escrita e uso
das normas do registro formal da língua portuguesa
0,00 a 0,25 - 2. Conhecimento do tema - 2.1.
Referências ao equilíbrio econômico-financeiro do
contrato (necessidade de manutenção) 0,00 a 1,00 -
2.2. Menção à teoria do fato do príncipe 0,00 a 0,25 -
2.3. Possibilidade de revisão do contrato com
fundamento no art. 65, II, d da Lei n.º 8.666/1993 e §
5.º desse mesmo artigo 0,00 a 1,00
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2006 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Contrato Público - Nos contratos firmados
pela Administração Pública, cabe a aplicação da teoria
da imprevisão? Explique e fundamente a sua resposta.
- Resposta: Sim. No direito brasileiro, a matéria é
prevista na Constituição Federal, artigo 37, inciso XXI, e
no a tigoà ,à i isoà II,à alí eaà d ,àdaà Leià deà li itaç es,à
n.º 8.666/1993. A teoria da imprevisão tem sua
aplicação no contrato administrativo, quando
caracterizada uma situação de álea econômica
extraordinária, isto é, quando o ajuste for afetado por
um acontecimento externo ao contrato, estranho à
vontade das partes, imprevisível e inevitável, que
causa um desequilíbrio muito grande, tornando a
execução do contrato excessivamente onerosa para o
contratado. Tem sua origem na aplicação da cláusula
rebus sic stantibus, sendo disposição implícita aos
contratos de prestações sucessivas, na medida em que
se entende que a convenção não permanece em vigor
se as coisas não permanecerem como eram no
momento da celebração. Cuida, pois, de mitigação ao
princípio do pacta sunt servanda. É instrumento
importante para garantir o equilíbrio econômico-
financeiro pactuado quando da celebração do
contrato. A doutrina aponta como requisitos
necessários à aplicação da teoria da imprevisão, nos
termos dispostos no citado artigo 65,à II,à d àdaàLeià .ºà
8.666/1993 e princípios assentes no ordenamento
jurídico, que o fato seja imprevisto ou imprevisível
quanto à sua ocorrência ou quanto às suas
consequências; estranho à vontade das partes;
inevitável e causador de desequilíbrio muito grande ao
contrato, de forma que ele se torne ruinoso para uma
das partes. (Maria Sylvia Zanella Di Pietro. Direito
administrativo 18.ª ed. São Paulo: Atlas, 2005, p. 269-
272 e Celso AntônioBandeira de Mello. Curso de
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Direito Administrativo. 17.ª ed. São Paulo: Malheiros,
2004, p. 602/604)
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2014 -
Banca: TJMT - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Contratos Públicos - Acerca do contrato
administrativo, discorra sobre a alteração e rescisão
unilateral e as suas consequências, bem como a respeito
da clausula exceptio non adimpleticontractus.
- Resposta: Para resolvê-la, basta a simples transcrição
dos dispositivos da Lei nº 8666, de 21 de junho de 1993,
com as modificações posteriores. Artigos: 58,65,78,79 e
80. Art. 58. O regime jurídico dos contratos
administrativos instituído por esta Lei confere à
Administração, em relação a eles, a prerrogativa de:I -
modificá-los, unilateralmente, para melhor adequação
às finalidades de interesse público, respeitados os
direitos do contratado; II - rescindi-los,
unilateralmente, nos casos especificados no inciso I do
art. 79 desta Lei; III - fiscalizar-lhes a execução; IV -
aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou
parcial do ajuste; V - nos casos de serviços essenciais,
ocupar provisoriamente bens móveis, imóveis, pessoal
e serviços vinculados ao objeto do contrato, na
hipótese da necessidade de acautelar apuração
administrativa de faltas contratuais pelo contratado,
bem como na hipótese de rescisão do contrato
administrativo.§ 1o As cláusulas econômico-
financeiras e monetárias dos contratos administrativos
não poderão ser alteradas sem prévia concordância do
contratado.§ 2o Na hipótese do inciso I deste artigo,
as cláusulas econômico-financeiras do contrato
deverão ser revistas para que se mantenha o equilíbrio
contratual.Art. 65. Os contratos regidos por esta Lei
poderão ser alterados, com as devidas justificativas,
nos seguintes casos:I - unilateralmente pela
Administração:a) quando houver modificação do
projeto ou das especificações, para melhor adequação
técnica aos seus objetivos; b) quando necessária a
modificação do valor contratual em decorrência de
acréscimo ou diminuição quantitativa de seu objeto,
nos limites permitidos por esta Lei; II - por acordo das
partes:a) quando conveniente a substituição da
garantia de execução; b) quando necessária a
modificação do regime de execução da obra ou serviço,
bem como do modo de fornecimento, em face de
verificação técnica da inaplicabilidade dos termos
contratuais originários; c) quando necessária a
modificação da forma de pagamento, por imposição de
circunstâncias supervenientes, mantido o valor inicial
atualizado, vedada a antecipação do pagamento, com
relação ao cronograma financeiro fixado, sem a
correspondente contraprestação de fornecimento de
bens ou execução de obra ou serviço; d) para
restabelecer a relação que as partes pactuaram
inicialmente entre os encargos do contratado e a
retribuição da administração para a justa remuneração
da obra, serviço ou fornecimento, objetivando a
manutenção do equilíbrio econômico-financeiro inicial
do contrato, na hipótese de sobrevirem fatos
imprevisíveis, ou previsíveis porém de consequências
incalculáveis, retardadores ou impeditivos da execução
do ajustado, ou, ainda, em caso de força maior, caso
fortuito ou fato do príncipe, configurando álea
econômica extraordinária e extracontratual. § 1o O
contratado fica obrigado a aceitar, nas mesmas
condições contratuais, os acréscimos ou supressões que
se fizerem nas obras, serviços ou compras, até 25%
(vinte e cinco por cento) do valor inicial atualizado do
contrato, e, no caso particular de reforma de edifício
ou de equipamento, até o limite de 50% (cinquenta por
cento) para os seus acréscimos.§ 2o Nenhum
acréscimo ou supressão poderá exceder os limites
estabelecidos no parágrafo anterior - (VETADO) II - as
supressões resultantes de acordo celebrado entre os
contratantes. § 3o Se no contrato não houverem sido
contemplados preços unitários para obras ou serviços,
esses serão fixados mediante acordo entre as partes,
respeitados os limites estabelecidos no § 1o deste
artigo.§ 4o No caso de supressão de obras, bens ou
serviços, se o contratado já houver adquirido os
materiais e posto no local dos trabalhos, estes deverão
ser pagos pela Administração pelos custos de aquisição
regularmente comprovados e monetariamente
corrigidos, podendo caber indenização por outros
danos eventualmente decorrentes da supressão, desde
que regularmente comprovados.§ 5o Quaisquer
tributos ou encargos legais criados, alterados ou
extintos, bem como a superveniência de disposições
legais, quando ocorridas após a data da apresentação
da proposta, de comprovada repercussão nos preços
contratados, implicarão a revisão destes para mais ou
para menos, conforme o caso.§ 6o Em havendo
alteração unilateral do contrato que aumente os
encargos do contratado, a Administração deverá
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restabelecer, por aditamento, o equilíbrio econômico-
financeiro inicial.§ 7o (VETADO)§ 8o A variação do
valor contratual para fazer face ao reajuste de preços
previsto no próprio contrato, as atualizações,
compensações ou penalizações financeiras decorrentes
das condições de pagamento nele previstas, bem como
o empenho de dotações orçamentárias suplementares
até o limite do seu valor corrigido, não caracterizam
alteração do mesmo, podendo ser registrados por
simples apostila, dispensando a celebração de
aditamento.Art. 78. Constituem motivo para rescisão
do contrato:I - o não cumprimento de cláusulas
contratuais, especificações, projetos ou prazos; II - o
cumprimento irregular de cláusulas contratuais,
especificações, projetos e prazos ; III - a lentidão do seu
cumprimento, levando a Administração a comprovar a
impossibilidade da conclusão da obra, do serviço ou do
fornecimento, nos prazos estipulados; IV - o atraso
injustificado no início da obra, serviço ou fornecimento;
V - a paralisação da obra, do serviço ou do
fornecimento, sem justa causa e prévia comunicação à
Administração; VI - a subcontratação total ou parcial
do seu objeto, a associação do contratado com outrem,
a cessão ou transferência, total ou parcial, bem como a
fusão, cisão ou incorporação, não admitidas no edital e
no contrato; VII - o desatendimento das determinações
regulares da autoridade designada para acompanhar e
fiscalizar a sua execução, assim como as de seus
superiores; VIII - o cometimento reiterado de faltas na
sua execução, anotadas na forma do § 1o do art. 67
desta Lei; IX - a decretação de falência ou a
instauração de insolvência civil; X - a dissolução da
sociedade ou o falecimento do contratado; XI - a
alteração social ou a modificação da finalidade ou da
estrutura da empresa, que prejudique a execução do
contrato; XII - razões de interesse público, de alta
relevância e amplo conhecimento, justificadas e
determinadas pela máxima autoridade da esfera
administrativa a que está subordinado o contratante e
exaradas no processo administrativo a que se refere o
contrato; XIII - a supressão, por parte da
Administração, de obras, serviços ou compras,
acarretando modificação do valor inicial do contrato
além do limite permitido no § 1o do art. 65 desta Lei;
XIV - a suspensão de sua execução, por ordem escrita
da Administração, por prazo superior a 120 (cento e
vinte) dias, salvo em caso de calamidade pública, grave
perturbação da ordem interna ou guerra, ou ainda por
repetidas suspensões que totalizem o mesmo prazo,
independentemente do pagamento obrigatório de
indenizações pelas sucessivas e contratualmenteimprevistas desmobilizações e mobilizações e outras
previstas, assegurado ao contratado, nesses casos, o
direito de optar pela suspensão do cumprimento das
obrigações assumidas até que seja normalizada a
situação; XV - o atraso superior a 90 (noventa) dias
dos pagamentos devidos pela Administração
decorrentes de obras, serviços ou fornecimento, ou
parcelas destes, já recebidos ou executados, salvo em
caso de calamidade pública, grave perturbação da
ordem interna ou guerra, assegurado ao contratado o
direito de optar pela suspensão do cumprimento de
suas obrigações até que seja normalizada a situação;
XVI - a não liberação, por parte da Administração, de
área, local ou objeto para execução de obra, serviço ou
fornecimento, nos prazos contratuais, bem como das
fontes de materiais naturais especificadas no projeto;
XVII - a ocorrência de caso fortuito ou de força maior,
regularmente comprovada, impeditiva da execução do
contrato. XVIII – descumprimento do disposto no inciso
V do art. 27, sem prejuízo das sanções penais
cabíveis. Parágrafo único: os casos de rescisão
contratual serão formalmente motivados nos autos do
processo, assegurado o contraditório e a ampla
defesa.Art. 79. A rescisão do contrato poderá ser:I -
determinada por ato unilateral e escrito da
Administração, nos casos enumerados nos incisos I a
XII e XVII do artigo anterior; II - amigável, por acordo
entre as partes, reduzida a termo no processo da
licitação, desde que haja conveniência para a
Administração ; III - judicial, nos termos da legislação;
IV - (Vetado). § 1o A rescisão administrativa ou
amigável deverá ser precedida de autorização escrita e
fundamentada da autoridade
competente.§ 2o Quando a rescisão ocorrer com base
nos incisos XII a XVII do artigo anterior, sem que haja
culpa do contratado, será este ressarcido dos prejuízos
regularmente comprovados que houver sofrido, tendo
ainda direito a:I - devolução de garantia; II -
pagamentos devidos pela execução do contrato até a
data da rescisão; III - pagamento do custo da
desmobilização. §3º (Vetado).
§4º (Vetado).§ 5o Ocorrendo impedimento, paralisação
ou sustação do contrato, o cronograma de execução
será prorrogado automaticamente por igual
tempo.Art. 80. A rescisão de que trata o inciso I do
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artigo anterior acarreta as seguintes consequências,
sem prejuízo das sanções previstas nesta Lei:I -
assunção imediata do objeto do contrato, no estado e
local em que se encontrar, por ato próprio da
Administração; II - ocupação e utilização do local,
instalações, equipamentos, material e pessoal
empregados na execução do contrato, necessários à
sua continuidade, na forma do inciso V do art. 58
desta Lei; III - execução da garantia contratual, para
ressarcimento da Administração, e dos valores das
multas e indenizações a ela devidos; IV - retenção dos
créditos decorrentes do contrato até o limite dos
prejuízos causados à Administração.§ 1o A aplicação
das medidas previstas nos incisos I e II deste artigo fica
a critério da Administração, que poderá dar
continuidade à obra ou ao serviço por execução direta
ou indireta.§ 2o É permitido à Administração, no caso
de concordata do contratado, manter o contrato,
podendo assumir o controle de determinadas
atividades de serviços essenciais.§ 3o Na hipótese do
inciso II deste artigo, o ato deverá ser precedido de
autorização expressa do Ministro de Estado
competente, ou Secretário Estadual ou Municipal,
conforme o caso.§ 4o A rescisão de que trata o inciso
IV do artigo anterior permite à Administração, a seu
critério, aplicar a medida prevista no inciso I deste
artigo.
Magistratura Estadual - Concurso: TJPA - Ano: 2014 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Contratos Públicos - Discorra sobre a teoria da
imprevisão aplicada nos contratos administrativos.
- Resposta:A chamada Teoria da Imprevisão decorre de
fenômenos extraordinários e que modificam o
contrato. Esse risco, que pode acontecer e mudar o
contrato, é chamado de álea e pode ser administrativo
ou econômico. Portanto, o contrato pode se tornar
inviável por vontade do homem, por força da natureza
e por vontade da Administração Pública ou Estado,
incidindo indiretamente ou diretamente no contrato.
Caso fortuito: trata-se de um evento decorrente da
vontade do homem que repercute negativamente na
execução do contrato. (1 ponto) - Força maior: evento
decorrente da força da natureza que, por ausência de
qualquer intenção das partes, impõe obstáculos à
execução regular do contrato. (0,5 ponto) - Fato do
príncipe: é todo ato geral, imprevisível, do Poder
Público que, incidindo indireta ou reflexamente no
contrato, onera de modo substancial a sua execução ou
impõe obrigação insuportável para o contratado. (0,5
ponto) - Fato da Administração: é ato da
Administração que incide diretamente sobre o
contrato, impede a sua regular execução, equiparando-
se, nos efeitos, à força maior. (0,5 ponto) - FATO DO
PRÍNCIPE - Ato do Poder Público/Estatal - Geral -
Incidência reflexa. FATO DA ADMINISTRAÇÃO - Ato da
Administração - Específico - Incidência direta. Fonte:
Rosa, Márcio Fernando Elias. Direito Administrativo.
São Paulo: Saraiva, (Coleção Sinopse Jurídica), n. 19,
2004.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 -
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Contratos Públicos - A declaração de nulidade
do contrato administrativo tem efeitos ex tunc,
impedindo seus efeitos jurídicos. E, quanto ao dever de
indenizar o contratado pelo que ele houver até então
realizado, a Administração fica exonerada de pagar-lhe
ou não? Comente e fundamente.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 -
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Contratos Públicos - Resolva as questões
abaixo, considerando as seguintes situações hipotéticas:
Uma autarquia do Estado do Amapá celebrou contrato
administrativo com a empresa PRODAR, por meio do
qual esta se obrigou a fornecer à administração
bens indisponíveis no mercado nacional. Todavia,
quando apenas 20% dos bens já haviam sido
importados, de acordo com o cronograma de
fornecimento definido no contrato, o governo
federal recém empossado, alterou substancialmente
a política de importação, restaurando a reserva de
mercado de produtos de informática, em favor da
indústria nacional. Pelas novas regras, a inexistência
de produto congênere no mercado nacional
autorizaria a importação, mas mediante alíquota do
imposto aduaneiro elevada de 100% para 300% do valor
do produto. A empresa ingressou em Juízo pedindo
fosse a autarquia estadual compelida a compensar os
prejuízos suportados pela PRODAE, já que estava diante
de um fato que não havia dado causa. A Ação foi
distribuída para a 1ª Vara Cível de Macapá. Como juiz da
causa, quais seriam os fundamentos de sua decisão.
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Magistratura Estadual - Concurso: TJPR - Ano: 2013 -
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Controle Administrativo - De que modo se
opera o controle judicial da Administração Pública?
Quais são seus limites e meios de atuação? Descreva
quais são os remédios constitucionais e legais que
asseguram os direitos fundamentais, individuais e
coletivos, em caso de lesão ou ameaça ao direito? Quais
são suas aplicações e pressupostos?
Magistratura Estadual - Concurso: TJMA - Ano: 2013 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Controle Administrativo -Segundo Miguel
Reale, como nem todos podem ou querem realizar de
maneira espontânea as obrigações morais, é
indispensável armar de força certos preceitos éticos
para que a sociedade não soçobre. A partir dessa
consideração, discorra sobre as características com base
nas quais consoantes os juristas-sociólogos de formação
funcionalista, o sistema jurídico realiza o controle social,
a saber: 1- certeza; 2- garantia do bem comum; 3-
uniformidade da ordem espacial, na ordem objetiva e na
ordem subjetiva. Ainda sob a perspectiva liberal
funcionalista, aborde os fundamentos e a finalidade do
controle social realizado pelas autoridades do Estado.
- Resposta: Certeza - Garantia do bem comum -
Uniformidade na ordem especial; na ordem objetiva e
na ordem subjetiva - Perspectiva liberal-funcionalista:
fundamentos e finalidade do controle social -
Competência do CNJ.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2010 -
Banca: TJMS - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Controle Administrativo - Segundo o
entendimento jurídico predominante, o controle judicial
do ato administrativo (ainda que praticado em nome de
alguma discricionariedade) permite o exame dos
motivos? Justifique.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2010 -
Banca: TJMS - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Desapropriação - Desenvolva o conceito
jurídico de desapropriação indireta.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 -
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Desapropriação - O Estado, no desempenho
normal de sua administração, adquire bens de toda
espécie e os incorpora ao patrimônio público para a
realização de seus fins. Essas aquisições ou são feitas
contratualmente, pelos instrumentos comuns do Direito
Privado, sob a forma de compra, permuta doação,
dação em pagamento, ou se realizam
compulsoriamente. Um desses meios é a
desapropriação. À luz do Direito Administrativo,
comente sobre a desapropriação por interesse social.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2011 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Desapropriação - RICARDÔNCIO,
PROPRIETÁRIO DE IMÓVEL RURAL, REMOVEU 30% DA
COBERTURA VEGETAL DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE
DE SUAS TERRAS PARA PLANTAR CAFÉ. CONSTATADA A
ILEGALIDADE, FOI COMPELIDO PELO PODER PÚBLICO A
REFLORESTAR A ÁREA, COM BASE NO ART. 18 DA LEI
4.771/65, O QUE FEZ COM RECURSOS PRÓPRIOS E DE
MODO BEM SUCEDIDO. ANOS MAIS TARDE, SUAS
TERRAS FORAM DECLARADAS DE UTILIDADE PÚBLICA E
DESAPROPRIADAS, JÁ QUE TODA A ÁREA SERIA
SUBMERSA COM A FORMAÇÃO DE RESERVATÓRIO DE
USINA HIDRELÉTRICA. RICARDÔNCIO, NA BUSCA DA
JUSTA E INTEGRAL INDENIZAÇÃO A QUE FAZ JUS,
POSTULOU QUE TODA A COBERTURA FLORESTAL DE
PRESERVAÇÃO PERMANENTE DA PROPRIEDADE, E NÃO
APENAS OS 30% QUE RESTAUROU, SEJA AVALIADA PARA
COMPOR, JUNTAMENTE COM O PREÇO DA TERRA, O
VALOR TOTAL DA INDENIZAÇÃO. É VIÁVEL A
POSTULAÇÃO DO EXPROPRIADO?
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Desapropriação - Uma tia de Carlos
Drummond de Andrade teve seu imóvel residencial,
localizado em Itabira/MG, desapropriado pelo Município
para construção de uma escola pública. Após a
declaração de utilidade pública, autoridades municipais
bateram à sua porta pretendendo avaliar o imóvel
internamente e informando que se valiam de
prerrogativa prevista na legislação aplicável à espécie, o
que inspirou o sobrinho a escrever o seguinte poema: -
INTIMAÇÃO - Abre em nome da lei. Em nome de que
lei? Acaso lei sem nome? Em nome de que nome cujo
agora me some se em sonho o soletrei? Abre em nome
do rei. Em nome de que rei é a porta arrombada para
entrar o aguazil que na destra um papel sinistramente
branco traz, e ao ombro o fuzil? Abre em nome de til.
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Abre em nome de abrir, em nome de poderes cujo vago
pseudônimo não é de conferir: cifra oblíqua na bula ou
dobra na cogula de inexistente frei. Abre em nome da
lei. Abre sem nome e lei. Abre mesmo sem rei. Abre
sozinho ou grei. Não, não abras; à força de intimar-te
repara: eu já te desventrei. a) A Administração Pública
prescinde de autorização judicial para penetrar no
imóvel da tia de Carlos Drummond de Andrade?
Justifique. b) Pode, a tia do poeta, discutir judicialmente
o meritum causae? Justifique. c) Caso a Administração
Pública não dê ao imóvel a destinação pública
inicialmente prevista no decreto expropriatório, qual
providência a tia de Carlos Drummond de Andrade
poderá adotar? Justifique. d) Além da indenização, a
que mais tem direito a tia de Drummond? Justifique.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRN - Ano: 2014 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Improbidade Administrativa - Discorra sobre a
responsabilidade disciplinar dos magistrados em face da
transgressão aos postulados ético-jurídicos, enfocando
os seguintes aspectos: - responsabilidade disciplinar dos
juízes por atos de improbidade administrativa e
gravame à moralidade administrativa. - legitimidade de
imposição direta de sanções administrativas aos
magistrados pelo Conselho Nacional de Justiça. –
autonomia institucional dos tribunais e a jurisdição
censória outorgada ao CNJ.
- Resposta: 1- Uso das normas do registro formal culto
da língua portuguesa e capacidade de exposição - 0,00
a 0,25 – 2- Conhecimento do tema - 2.1
Responsabilidade disciplinar dos juízes por atos de
improbidade administrativa e gravame à moralidade
administrativa 0,00 a 0,75 - 2.2 Legitimidade da
imposição direta de sanções administrativas aos
magistrados pelo CNJ -0,00 a 0,75 - 2.3 Autonomia
institucional dos tribunais e a jurisdição censória
outorgada ao CNJ - 0,00 a 0,75
Magistratura Estadual - Concurso: TJPB - Ano: 2011 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Improbidade Administrativa - Ação de
improbidade administrativa é aquela em que se
pretende o reconhecimento judicial de conduta de
improbidade na administração e a consequente
aplicação das sanções legais, com o escopo de preservar
o princípio da moralidade administrativa. Sem dúvida,
cuida-se de poderoso instrumento de controle judicial
sobre atos que a lei caracteriza como de improbidade.
José dos Santos Carvalho Filho. Manual de direito
administrativo. 23.a ed., 2010, p. 1.166 (com
adaptações). Considerando a informação acima como
referência inicial, redija um texto dissertativo acerca da
ação de improbidade administrativa como instrumento
de defesa da moralidade no exercício da função pública.
Ao elaborar seu texto, aborde, necessariamente, os
seguintes aspectos: 1- sujeito passivo e sujeito ativo da
ação de improbidade administrativa; 2- categorias dos
atos de improbidade previstas na Lei n.º 8.429/1992; 3-
modalidades de sanções aplicáveis à improbidade
administrativa.
- Resposta: Capacidade de expressão na modalidade
escrita e atendimento das normas do registro formal
culto da língua portuguesa, Desenvolvimento do tema,
Sujeito passivo e sujeito ativo da ação de improbidade
administrativa, Categorias dos atos de improbidade e
Modalidades de sanções aplicáveis à improbidade
administrativa.
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2006 -
Banca: TJSP - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Improbidade Administrativa - IMPROBIDADE
ADMINISTRATIVA. Frustar a licitude de concurso
público. Quando ocorre? Artigo 37,II, da Constituição
Federal. Anulação do concurso. Devolução dos valores
recebidos.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2013 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Improbidade Administrativa - O Ministério
Público ajuízaação, com base na Lei n° 8.429/92, para
ver condenado o Prefeito Chiquinho da Silva a perda do
cargo, suspensão dos direitos políticos, ressarcimento
do erário e multa. Como fundamento de sua pretensão,
aduz que os familiares do prefeito usavam a cota de
combustível deste para encher o tanque dos seus
respectivos carros, bem como não terem sido
publicados os atos de nomeação para cargos de
confiança e comissão, entre janeiro e julho de 2008.
Notificado, o Prefeito aduz que os gastos a título de
combustível, por seus familiares, não chegaram a três
mil reais, e que ocorreram entre janeiro e abril de 2008,
e que os atos de nomeação foram publicados em data
recente, suprindo a omissão. A ação foi recebida,
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trazendo apresentação de contestação, onde o prefeito
aduziu: preliminarmente, a impossibilidade de aplicação
da Lei n° 8.429/92, por ser agente político;
incompetência do juízo fazendário de primeiro grau;
incidência da prescrição quinquenal, na medida em que
a ação foi ajuizada em setembro de 2013;
impossibilidade de aplicação da lei de improbidade
diante da insignificância do gasto a título de
combustível, sendo certo não haver má-fé de sua parte,
pois sempre foi uma praxe que familiares do prefeito
pudessem se valer dessa verba; e ausência de objeto
quanto à questão de publicação dos atos
administrativos no início do ano de 2013. O processo
tem curso normal, onde os fatos mencionados pelo
Prefeito, quanto ao valor e à publicação, são
comprovados. Sendo você o juiz da causa, ciente de que
o Prefeito foi reeleito em 2012, como decidiria?
(fundamente a resposta)
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Improbidade Administrativa - Quanto ao tema
da Improbidade Administrativa, responda em breves
linhas efundamentadamente: a) De quem é a
competência para a ação de improbidade administrativa
contra exprefeito?b) O prefeito tem foro privativo para
a ação de improbidade administrativa? c) Poderia ter
êxito a ação de improbidade administrativa em razão da
construção de uma ponte desnecessária?d) Que figura
de intervenção de terceiro exerce a pessoa jurídica
interessada, citada na ação de improbidade proposta
pelo Ministério Público para ocupar a condição de
litisconsorte ativo, mas cuja manifestação que
apresentou nos autos seja a da inexistência de
improbidade e de ilicitude do ato questionado? e) Dê
um exemplo real de improbidade por violação dos
princípios da Administração Pública justificando o
exemplo.
Magistratura Estadual - Concurso: TJES - Ano: 2012 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Improbidade Administrativa - Um servidor
público federal cometeu infração no exercício de suas
funções, o que ensejou a instauração de processo
administrativo disciplinar e o ajuizamento de ação de
improbidade administrativa. No âmbito administrativo,
a comissão processante concluiu pela demissão do
infrator, referendada pela autoridade máxima do órgão
a que estava vinculado o servidor. Inconformado com o
ato de demissão, o servidor impetrou mandado de
segurança em face do presidente da comissão
processante e da autoridade superior, sob o
fundamento de que, em face da proibição do bis in
idem, não seria possível a imposição da sanção
disciplinar por ele estar, ainda, respondendo à ação de
improbidade administrativa. Com base na situação
hipotética apresentada, responda, com o devido
fundamento legal e de acordo com o entendimento do
STJ a respeito do tema, aos seguintes questionamentos.
< O presidente da comissão e a autoridade máxima do
órgão têm legitimação para figurar no polo passivo do
mandado de segurança? < A responsabilização do
servidor público com fundamento na Lei de
Improbidade Administrativa afasta a possibilidade de
instauração do processo administrativo disciplinar com
base em legislação que disponha sobre o regime jurídico
do servidor, de modo a ocorrer o invocado bis in idem?
- Resposta: 1) Capacidade de expressão na modalidade
escrita e uso das normas do registro formal culto da
língua portuguesa 0,00 a 0,25; 2) Conhecimento do
tema 2.1 Legitimidade do presidente da comissão e da
autoridade máxima do órgão para figurar no polo
passivo do mandado de segurança 0,00 a 1,00; 2.2
Responsabilização do servidor com base na lei de
improbidade e possibilidade de instauração de
processo administrativo disciplinar 0,00 a 1,25.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 -
Banca: FGV - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Intervenção do Estado na Propriedade - A
desapropriação é um procedimento administrativo que
possui duas fases: a primeira denominada declaratória,
e a segunda denominada executória, que poderá seguir
a via amigável ou judicial. Quanto à primeira fase,
responda quais os efeitos produzidos pelo ato
declaratório. Quanto à segunda fase, responda em qual
momento a administração expropriante adquire a
propriedade do bem objeto da desapropriação, caso
esta se dê pela via judicial. (Não deve o candidato
realizar o eventual relatório, observando a necessidade,
diante das linhas, de demonstrar objetividade em sua
resposta).
- Resposta: A fase declaratória acarreta a individuação
do bem; estabelece o seu estado, para fins de
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indenização, nos termos da súmula 23, do S.T.F.,
confere o direito de penetração, nos termos do art. 7º,
do Dec-Lei nº 3.365/41 e, por fim, traz o início do prazo
decadencial para fins de efetivação da desapropriação.
Quanto à segunda parte da questão, embora no
passado tenha havido alguma divergência acerca do
momento da consumação da desapropriação, a
posição hoje aceita pela ampla maioria da doutrina e
jurisprudência é que administração expropriante
adquire a propriedade do bem objeto da
desapropriação no momento do pagamento da
indenização. Isto porque a Constituição exige, como
requisitos para este ato interventivo, a finalidade
pública (interesse social, utilidade ou necessidade
pública) e o pagamento da justa indenização. Logo, o
candidato deveria abordar, de forma lógica, os
seguintes pontos: Primeira parte – individuação do
bem; estabelecimento do estado do bem (súmula n.23,
do STF); direito de penetração; e início do prazo
decadencial para efetivação da desapropriação.
Segunda parte – a desapropriação é forma de
aquisição originária, não dependendo do registro do
Título para sua efetivação; e a aquisição da
propriedade se dá quando preenchido os requisitos
constitucionais, onde o pagamento do justo valor
indenizatório é o marco.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2008 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Intervenção do Estado na Propriedade - Por
força de decreto municipal, determinada área urbana
do Município vem a ser considerada área de proteção
do ambiente cultural. O referido Decreto determinou
que deverão ser mantidas as principais características
morfológicas dos imóveis lá localizados. Por estar o seu
imóvel localizado naquela área, João e Maria propõe
ação em face do Município, pedindo que se declare a
nulidade do Decreto em relação aos autores.
Argumentam que houve violação dos princípios do
contraditório, da ampla defesa e da isonomia, uma vez
que em nenhum momento foram intimados pela
Administração Municipal para tomar conhecimento do
processo administrativo que redundaria na criação da
área de proteção do ambiente cultural. Aduzem que
entre a instauração do processo administrativo e a
publicaçãodo Decreto decorreram apenas quinze dias.
Além disso, do procedimento não constou nenhum
estudo técnico específico a identificar nos imóveis
atingidos as características de interesse cultural
previstas no Decreto. O Município contesta a demanda,
argumentando, em síntese, que o Decreto é válido e foi
expedido no exercício do poder discricionário da
Administração Municipal, a quem incumbe,
concorrentemente com a União e o Estado, proteger e
preservar os bens de interesse cultural. Responda,
fundamentadamente: De que tipo de intervenção na
propriedade privada cuida o problema? Merece
acolhida a pretensão formulada na ação declaratória?
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2012 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Licitação - Após a classificação das propostas
para aquisição de 300 (trezentos) carros para a Polícia
Militar e o Corpo de Bombeiros Militar, com a devida
homologação, em licitação que teve curso sem
incidentes, o Estado do Rio de Janeiro, na véspera de
assinar o contrato de compra, recebe a doação de 300
(trezentos) carros, com igual padronagem, de
montadora que aqui se instalou.Diante deste fato, o
Estado revoga a licitação. Inconformada, a empresa
vencedora ajuíza ação objetivando a celebração do
contrato ou perdas e danos. Vindo os autos para você
sentenciar, ciente de que os interessados se
manifestaram, incluindo o M.P., como decidiria?
Magistratura Estadual - Concurso: TJGO - Ano: 2010 -
Banca: TJGO - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Licitação - É regra constitucional a
obrigatoriedade de se observar a prévia licitação nas
contratações públicas (CF-88, art. 37, XXI). Para
regulamentar a referida norma foi editada a Lei nº
8.666, de 21 de junho de 1993. Assim, pergunta-se: a) -
o que é licitação? b) - esta norma constitucional é de
aplicação absoluta c) - cite pelo menos três modalidades
de licitação? d) - o que se entende por cláusula
exorbitante? e) - O Poder Judiciário é alcançado pelas
normas da Lei nº 8.666/93?
Magistratura Estadual - Concurso: TJGO - Ano: 2010 -
Banca: TJGO - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Licitação - É regra constitucional a
obrigatoriedade de se observar a prévia licitação nas
contratações públicas (CF-88, art. 37, XXI). Para
regulamentar a referida norma foi editada a Lei nº
8.666, de 21 de junho de 1993. Assim, pergunta-se: a) –
o que é licitação? b) – esta norma constitucional é de
aplicação absoluta c) – cite pelo menos três
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modalidades de licitação? d) – o que se entende por
cláusula exorbitante? e) – O Poder Judiciário é
alcançado pelas normas da Lei nº 8.666/93?
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2008 -
Banca: TJSP - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Licitação - No que diferem as hipóteses de
desfazimento do processo licitatório já encerrado, mas
sem contrato celebrado? Geram para a Administração
dever de indenizar o adjudicatário prejudicado? Por
quê?
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2008 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Poderes Administrativos - No que concerne
aos atos praticados no exercício do poder de polícia
administrativa: a)são discricionários ou vinculados?
b)sempre podem ser exercidos independentemente de
intermediação do Poder Judiciário? c)podem ser
delegados a particulares? d)estão condicionados ao
exercício prévio do contraditório? Respostas
fundamentadas.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2010 -
Banca: TJMS - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Princípios Administrativos - Dê a definição
conceitual de princípio da autotutela, discorrendo sobre
as hipóteses em que a Administração Pública pode
exercitar esse poder-dever. Resposta fundamentada.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2011 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Princípios Administrativos - EDITAL DE
CONCURSO PÚBLICO PARA O CARGO DE DELEGADO DE
POLÍCIA DE DETERMINADO ESTADO, COM BASE EM LEI
LOCAL, EXIGE DOS CANDIDATOS A ALTURA MÍNIMA DE
1,65M.CANDIDATO REPROVADO NO EXAME
ANTROPOMÉTRICO, PORQUE SUA ALTURA É ABAIXO DA
MÍNIMA EXIGIDA NA LEI LOCAL E NO EDITAL, AJUÍZA
AÇÃO COM A PRETENSÃO DE CONTINUAR NAS DEMAIS
FASES DO CONCURSO. ARGUMENTA QUE ESSA
EXIGÊNCIA AFRONTA O PRINCÍPIO DA ISONOMIA E
APRESENTA-SE DESARRAZOADA. RESOLVA A QUESTÃO.
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2011 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Princípios Administrativos - O postulado da
legalidade no direito administrativo tem a mesma
conotação do direito penal, processual penal e
tributário? Explique cada um deles.
Magistratura Estadual - Concurso: TJSE - Ano: 2004 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Princípios Administrativos - Redija um texto
dissertativo a respeito do princípio da
proporcionalidade, abordando suas funções no campo
dos direitos fundamentais.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 -
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Processo Administrativo - A Comissão
designada para conduzir processo administrativo contra
a empresa Y, contratada pela Prefeitura de Vitória do
Jari após regular licitação, apresentou as suas
conclusões em extenso relatório, no qual, demonstrava
a conduta faltosa da contratada, sugeria a aplicação de
penalidade prevista em lei. Analisando os autos e
concluindo que o articulado da comissão estava
suficientemente claro, congruente e consentâneo com
o direito, a autoridade julgadora lançou, então, nos
autos, a seguinte decisão: "Acolho as conclusões
apresentadas pela comissão às folhas 300-315 e a
proposta de sanção. Intime-se a empresa Y. Publique-
se. Macapá, 15/06/2006. (Assinatura e cargo.)".
Comente a decisão da autoridade julgadora.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2008 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Processo Administrativo - Agente policial
militar impetrou mandado de segurança contra ato que
o licenciou ex officio das fileiras da Corporação Militar.
Pediu a anulação do ato de demissão e a sua
consequente reintegração. Alegou, como fundamento
de sua pretensão, o seguinte: a) Não foi defendido por
advogado durante o procedimento administrativo-
disciplinar. A esse argumento o Estado objetou que foi
dada oportunidade ao impetrante para constituir ou
indicar advogado; b) O impetrante foi absolvido no
processo criminal que contra ele fora instaurado; c) A
comissão disciplinar apresentou relatório, concluindo
pela aplicação de pena menos grave do que a aplicada
pela autoridade impetrada; d) Ainda que o impetrante
fosse culpado pela infração a ele imputada, a sanção
que lhe foi aplicada foi desproporcional em relação à
infração, razão pela qual caberia a aplicação de sanção
menos severa. Discorra sobre cada um dos argumentos
deduzidos pelo impetrante.
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Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2012 -
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Processo Administrativo - Determinado
Município que não possui lei própria reguladora da
at iaà p o essoàad i ist ativo àa ulou,àap sàga a ti à
o contraditório e a ampla defesa ao interessado, um ato
administrativo praticado seis anos antes, que convertera
multa em advertência, alegando a ocorrência de vício
insanável, ainda que inexistente a má-fé do beneficiado.
O interessado interpôs recurso administrativo, alegando
nulidade do ato de anulação. Emsua decisão, a
autoridade administrativa de nível superior,
preliminarmente, não conheceu do recurso, haja vista a
ausência de depósito prévio em dinheiro no valor da
multa corrigido, conforme exigido em lei do Município.
a) Poderia o interessado invocar em seu favor, nessa
situação, os dispositivos da Lei Federal de Processo
Administrativo (Lei n. 9.784/99)? Por quê? b) Há algum
fundamento legal que ofereça supedâneo ao mérito do
recurso interposto? Qual? c) É válida a exigência de
depósito no caso em apreço? Por quê?
- Resposta: (a) Sim, pois diante da ausência de lei
própria do Município reguladora do processo
administrativo, aplica-se por analogia a Lei Federal (Lei
nº 9.784/99), conforme jurisprudência pacífica do
Superior Tribunal de Justiça (AgRg no AgRg no REsp
1071359/RJ, AgRg no REsp1261695/SC, REsp
1251769/SC, AgRg no REsp 1199448/SC, REsp
1148460/PR). (b) Sim, o recurso encontra fundamento
legal no art. 54 da Lei nº 9.784/99, aplicável
analogicamente ao caso, uma vez que se passaram
mais de 5 anos e não houve má-fé, operando-se com
isso a decadência da pretensão anulatória da
ád i ist aç o.à á t.à .àOàdi eitoàdaàád i ist aç oàdeà
anular os atos administrativos de que decorram efeitos
favoráveis para os destinatários decai em cinco anos,
contados da data em que foram praticados, salvo
comprovada má-f . à à N o,à aà exig iaà deà dep sitoà
prévio em dinheiro para a admissibilidade de recurso
administrativo é inconstitucional, pois ofende o direito
fundamental ao contraditório e à ampla defesa com
todos os meios e recursos a ela inerentes (art. 5º, LV,
Constituição Federal), inclusive o Supremo Tribunal
Federal pacificou este entendimento através da Súmula
Vi ula teà ºà :à Éà i o stitu io alà aà exig iaà deà
depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens
para admissi ilidadeà deà e u soà ad i ist ati o à
(menção ao direito fundamental ou à súmula
vinculante). QUESITO AVALIADO NOTA - 1)
APRESENTAÇÃO E ESTRUTURA TEXTUAL (legibilidade,
respeito às margens, paragrafação, coerência,
concisão, clareza, propriedade vocabular); ASPECTOS
GRAMATICAIS (morfologia, sintaxe de emprego e
colocação, sintaxe de regência e pontuação);
ASPECTOS FORMAIS (erros de forma em geral e erros
de ortografia); - CAPACIDADE DE INTERPRETAÇÃO E
EXPOSIÇÃO - 2) DESENVOLVIMENTO DO TEMA: a) Sim.
Diante da ausência de lei própria do Município
reguladora do processo administrativo, aplica-se por
analogia a Lei Federal (Lei nº 9.784/99), conforme
jurisprudência pacífica do Superior Tribunal de Justiça
(AgRg no AgRg no REsp 1071359/RJ, AgRg no REsp
1261695/SC, REsp 1251769/SC, AgRg no REsp
1199448/SC, REsp 1148460/PR). b) Sim. O recurso
encontra fundamento legal no art. 54 da Lei nº
9.784/99, aplicável analogicamente ao caso, uma vez
que se passaram mais de 5 anos e não houve má-fé,
operando-se com isso a decadência da pretensão
a ulat iaà daà ád i ist aç o.à á t.à à .à Oà di eitoà daà
Administração de anular os atos administrativos de
que decorram efeitos favoráveis para os destinatários
decai em cinco anos, contados da data em que foram
praticados, salvo comprovada má-f . à à N o.à áà
exigência de depósito prévio em dinheiro para a
admissibilidade de recurso administrativo é
inconstitucional, pois ofende o direito fundamental ao
contraditório e à ampla defesa com todos os meios e
recursos a ela inerentes (art. 5º, LV, Constituição
Federal), inclusive o Supremo Tribunal Federal
pacificou este entendimento através da Súmula
Vi ula teà ºà :à Éà i o stitu io alà aà exig iaà deà
depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens
para admissibilidade de recurso administ ati o .à
Magistratura Estadual - Concurso: TJPR - Ano: 2011 -
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Processo Administrativo Disciplinar (PAD) -
Em providencia correcional na Comarca de Entrância
Inicial, foram constatados peio Corregedor Geral de
Justiça diversas irregularidades praticadas pelo
magistrado, as quais justificaram a abertura de
Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD).
Posteriormente, já em tramite no tribunal de Justiça, no
Órgão competente, foi ele próprio (Corregedor)
sorteado relator. Em face do entendimento do Conselho
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Nacional de Justiça (CNJ) é correto o Corregedor Geral
atuar como relator no Procedimento Administrativo
Disciplinar (PAD) instaurado a partir da sua proposta?
Justifique.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2012 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Processo Administrativo Disciplinar (PAD) - Na
hipótese de absolvição de servidor público no juízo
criminal, com sentença transitada em julgado, e por
ilícito definido pela lei também como de natureza
administrativa, é possível a obtenção da extinção de
processo administrativo disciplinar instaurado contra
esse servidor pelo mesmo fato (ilícito), por intermédio
do Mandado de Segurança? Justifique sua resposta.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2014 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Responsabilidade Civil - O Município W e a
Cia. de Petróleo PPI celebraram termo de permissão de
uso de específico imóvel, pelo prazo de 10 (dez) anos.
Além do prazo fixado, foi estabelecido encargo. Deveria
o permissionário, como contrapartida pela utilização do
bem público, realizar obras sociais como urbanização,
construção de complexos esportivos, reformas de
creches, construção de passarelas para pedestres na
área próxima, bem como investir em serviços públicos.
No curso do prazo da permissão, o Município W resolve
proceder à revogação deste ato - diante de fato novo,
evidenciando alteração do interesse público quanto ao
bem -, e notificar a Empresa para sair do imóvel em 90
(noventa) dias. Inconformada, a Empresa propõe a
devida ação buscando ser mantida no bem, ou ser
reparada pelos danos emergentes e lucros cessantes.
Sendo o juiz da causa, como decidiria, ciente de que o
feito teve curso normal, sem vícios.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2011 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Responsabilidade Civil - CESÁRIO AUGUSTO
DA SILVA, ATRAVÉS DA DEFENSORIA PÚBLICA, REQUER,
JUNTO A VARA DE EXECUÇÕES PENAIS DO RIO DE
JANEIRO, A EXPEDIÇÃO DE ALVARÁ DE SOLTURA, VISTO
TER CUMPRIDO, COM EXCESSO DE 10 (DEZ) DIAS, A
PENA QUE LHE FOI IMPOSTA PELO ÚNICO CRIME QUE
COMETEU. OBSERVADO O TRÂMITE LEGAL, FICOU
CONSTATADO O CORRETO CUMPRIMENTO DA PENA, A
TRAZER DECISÃO JUDICIAL FAVORÁVEL AO PLEITO. A
SECRETARIA DA VARA DE EXECUÇÕES PENAIS, NO
MOMENTO DE EXPEDIR O COMPETENTE ALVARÁ DE
SOLTURA, LANÇA OS DADOS, POR ERRO, DO CRIMINOSO
ELTÔNCIOà NEMEà Dáà “ILVáà VULGOà NENÉM ,à QUEà
CUMPRE PENA POR ESTUPRO E LATROCÍNIO.
ENCAMINHADA A ORDEM JUDICIAL, ESTA É CUMPRIDA,
T‘á)ENDOàáà“OLTU‘áàDEà NENÉM .àQUá‘ENTáàEàOITOà
HORAS APÓS, É CONSTATADO O ERRO, A ACARRETAR A
EXPEDIÇÃO DE ALVARÁ DE SOLTURA EM FAVOR DE
CESÁRIO AUGUSTO DA SILVA, E MANDADO DE PRISÃO
EMà FáCEà DEà NENÉM .à Pá““áDO“à à T‘INTá à DIá“,à
NENÉM à ENCONT‘áà “Uáà EX-NOIVA, DE NOME
JAQUELINE PEREIRA, NO MUNICÍPIO DE BELO
HORIZONTE, E - DEPOIS DE FORTE DISCUSSÃO,
MOTIVADA PELO CONHECIMENTO DO NOIVADO DESTA
COM UM RIVAL - A ESFAQUEIA, LEVANDO-A A MORTE.
DOIS ANOS PASSADOS, OS PAIS DE JAQUELINE PEREIRA
AJUÍZAM AÇÃO OBJETIVANDO REPARAÇÃO MATERIAL E
MORAL EM FACE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO.
DEVIDAMENTE CITADO, O ESTADO DO RIO DE JANEIRO
APRESENTA SUA DEFESA. TOMANDO O FEITO O
TRÂMITE REGULAR, VEM A MANIFESTAÇÃO DO
MINISTÉRIO PÚBLICO NO SENTIDO DE NÃO TER
INTERESSE, POR VERSAR TEMA LIGADO A ESFERA
PATRIMONIAL, E POR ISTO DISPONÍVEL, DA PARTE.
CONCLUSO OS AUTOS PARA VOCÊ, CIENTEDO REGULAR
PROCESSAMENTO, SEM QUALQUER VÍCIO PROCESSUAL,
COMO DECIDIRIA? (ANALISE APENAS OS TEMAS
LIGADOS AO DIREITO ADMINISTRATIVO)
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Responsabilidade Civil - Nas férias de julho de
2007, na região rural de um pequeno e longínquo
município de Minas Gerais, o menor João Paulo, picado
por uma cobra venenosa, necessitou de atendimento
médico de emergência, buscado por seus pais, que,
todavia, não tiveram êxito, em razão de greve há 02
(dois) dias no único hospital municipal local. O
secretário municipal de saúde e o prefeito
encontravam-se em viagem de descanso há 03 (três)
dias. A ambulância da Prefeitura e o único ônibus que
fazia o transporte público no município estavam sem
condições de trafegar por defeitos mecânicos, e não se
conseguiu nenhum outro meio de transporte de
emergência para municípios vizinhos, como o caso
exigia, vindo João Paulo a óbito. Os pais de João Paulo
ajuizaram ação de indenização por danos, pedindo a
condenação solidária do Município, do secretário de
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saúde, do diretor do hospital e da concessionária do
transporte público. Citados, todos negaram a
responsabilidade, sustentando que o evento se deu por
uma fatalidade. Como juiz(a) da causa, decida em
breves linhas, separada e fundamentadamente, quanto
à responsabilidade ou não de cada um dos réus, e
quanto à alegada solidariedade passiva.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Responsabilidade Civil - O § 5º do art. 37 da
Co stituiç oàFede alàdisp e:à §à º- A lei estabelecerá os
prazos de prescrição para ilícitos praticados por
qualquer agente, servidor ou não, que causem prejuízos
ao erário, ressalvadas as respectivas ações de
essa i e to. à áà essalvaà sig ifi aà ueà s oà
imprescritíveis as ações de ressarcimento ao erário?
Disserte.
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2007 -
Banca: TJSP - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Responsabilidade Civil - Responsabilidade
civil, envolvendo ato omissivo do Poder Público,
decorrendo dano provocado por fato comissivo de
terceiro. Daí, indagar-se: a) Como pode ser equacionada
a responsabilidade da Administração, a nível de
obrigação indenizatória? Justificar. b) A ocorrência da
falta do serviço dispensa o requisito da causalidade?
Justificar.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMA - Ano: 2013 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Serviços Públicos - Em relação à delegação de
serviços públicos, discorra sobre os seguintes tópicos: 1-
disciplina constitucional sobre o tema; 2- principais
aspetos a serem regulados pela legislação de
concessões e permissões conforme a Constituição
Federal de 1988; 3- distinção entre os serviços uti
singuli e os uti universi no tocante a remuneração e às
normas que regem a relação entre o poder público e os
particulares.
- Resposta: Aspectos regulados pela lei - Conceito Uti
singuli e Uti Universi - Remunerações e as leis da
incidência com o particular.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Serviços Públicos - Notificado para desocupar
em 48h o passeio público defronte ao Palácio das Artes
em Belo Horizonte, onde explora informalmente seu
pequeno negócio de pipoqueiro, José da Silva ajuizou
ação de interdito proibitório contra o Município de Belo
Horizonte, alegando, em síntese: que faz uso daquele
espaço há mais de ano e dia, sem nunca ter sido
molestado; que tem direito de ali continuar a explorar o
negócio, do qual sobrevive, segundo valor da dignidade
humana e conforme direito constitucional da livre
iniciativa privada; que a notificação recebida constitui
ameaça de turbação à sua posse, merecedora de
proteção. Requereu liminar com cominação de multa, e
que ao final seja julgado procedente o pedido, para que
se proíba o Município de concretizar o objeto da
notificação. Como juiz(a) da causa, decida em breves
linhas, separada e fundamentadamente, o pedido
liminar e a lide não contestada.
Magistratura Estadual - Concurso: TJPR - Ano: 2011 -
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Servidor Público - A remuneração de alguns
servidores de determinada categoria de funcionários
públicos estaduais do Poder Executivo é composta,
entre outras verbas, per uma Gratificação de Atividade
Especial (GAE), estipulada em 10% dos vencimentos
básicos. Lei Estadual transforma a GAE em Gratificação
de Atividade Local (GAL) e transforma-a em valor fixo. A
transformação é legal? Qual o fundamento dessa
legalidade? Quais os requisites da modificação para se
revestir de legalidade?
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Servidor Público - Cláudio, Prefeito de Catas
Altas da Dinamarca/MG, recebe, em seu primeiro dia de
governo, a visita dos servidores Polônio e Ofélia, que
vêm lhe dizer que Hamlet, eleito vereador pela
oposição, servidor público municipal há 18 (dezoito)
anos, era um espectro. Como prova, mostram-lhe cópia
xeroxada da carteira de trabalho de Hamlet, assinada
pela Fortimbrás, empresa da vizinha cidade de Catas
Altas da Noruega/MG, na qual consta que seu horário
de trabalho na empresa coincide inteiramente com seu
horário de trabalho na Prefeitura. Furioso, Cláudio
determina que o servidor seja demitido, na forma da lei;
aosà g itos,à adve te:à H à algoà deà pod eà oà ei oà daà
Di a a a .à De itido,à Ha letà i pet aà a dadoà deà
segurança sustentando, essencialmente, que sua
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carteira de trabalho, mesmo que assinada por uma
empresa particular, faz prova de que é servidor
espectral sob o ponto de vista da verdade formal e, não,
da verdade material, real; que o Município não arrolou
testemunhas no processo administrativo e que suas
testemunhas, Horácio, Gertrudes, Marcelo e Bernardo,
confirmaram que cumpre seu horário na Prefeitura;
que a Prefeitura não tem controle de assiduidade dos
servidores; e que é vítima de perseguição política. O
Juiz, não obstante admita que a matéria cabe nos limites
do writ, indefe eàaàli i a àeàes eve:à “e àouà oàse ,àeisà
aà uest o .à N oà houveà e u so.à Oà u i ípioà p estaà
informações afirmando que a prova colhida é material,
conclusiva, indiscutível, irrefutável. Como Juiz (a) da
causa, em se admitindo como adequada a via eleita por
Hamlet, decida fundamentadamente o mérito do writ of
mandamus.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Servidor Público - Esculápio foi classificado em
1o lugar no concurso público para médico do Hospital
Municipal do Município Alfa. O Edital previu uma vaga.
O concurso foi homologado. Passado um ano, a
nomeação não ocorreu. Esculápio ajuizou um mandado
de segurança, indicando o Prefeito como coator, e
juntou os documentos necessários, postulando pela
nomeação. O impetrado aduziu que a Administração
não está obrigada a nomear, sendo ato discricionário. O
feito tramitou regularmente. Elabore sentença de
mérito. Não há necessidade de relatório nem de se fazer
qualquer menção à nova lei que rege a ação
mandamental.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAC - Ano: 2007 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Servidor Público - Lúcio é servidor público do
estado do Acre, casado com funcionária de empresapública desse mesmo estado, e ocupa o cargo efetivo de
técnico de administração, de nível superior, acessível a
qualquer candidato com curso superior em qualquer
área. Lúcio acumula esse cargo efetivo, que exige carga
horária de trabalho de 40 horas semanais, e cujas
funções são meramente burocráticas, com o cargo de
professor na rede de ensino municipal, com a qual
mantém contrato de trabalho de 20 horas semanais.
Tanto no âmbito estadual quanto municipal, há regime
próprio de previdência. Com base nessa situação
hipotética e considerando o conteúdo das Emendas n.º
19/1998 e n.º 20/1998 da Constituição Federal de 1988
e os precedentes dos tribunais superiores, redija um
texto dissertativo que responda, de modo
fundamentado, aos questionamentos aseguir. 1- A
acumulação dos cargos, na situação descrita, é
constitucional? 2- No caso de Lúcio vir a falecer,
deixando as duas pensões em favor de sua esposa, ela
poderá acumular essas pensões com a remuneração do
seu emprego? 3- Caso Lúcio se aposente em um dos
cargos, poderá acumular a sua aposentadoria com a
remuneração do outro cargo?
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2008 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Servidor Público - Luiz Henrique Dias ingressou
no serviço público estadual, mediante concurso, em
dezembro de 1992, e, em dezembro de 1997, requereu
a averbação de tempo de serviço privado para fins de
aposentadoria e adicionais por tempo de serviço
mediante a apresentação da documentação respectiva.
Argumentou que a redação original do art. 36, §7º, da
Constituição Estadual, de 21 de setembro de 1989, -
segu doà oà ualà pa aà efeitoà deà apose tado iaà eà
adicionais é assegurada contagem recíproca do tempo
de serviço nas atividades pública ou privada, nos termos
do §2º do art. 202 da Co stituiç oà daà ‘epú li a à –
amparava o pedido, e, portanto, teria direito ao
aproveitamento do tempo nos exatos termos do
dispositivo constitucional acima citado. O Estado de
Minas Gerais deferiu parcialmente o pedido e
considerou possível que a averbação somente poderia
propiciar a contagem do tempo para aposentadoria, na
medida em que a nova redação dada ao art. 36, §7º, da
Constituição Estadual pela Emenda Constitucional nº 09,
de 13 de julho de 1993 - Pa aàefeitoàdeàapose tado ia,à
é assegurada a contagem recíproca do tempo de serviço
nas atividades públicas ou privadas, nos termos do §2º
do art. à daà Co stituiç oà daà ‘epú li a. à - não mais
permitia a utilização do tempo de serviço privado para a
concessão de adicionais. Indaga-se: é possível conceder,
em processo judicial, o benefício pretendido pelo
servidor público? Justifique. (20 pontos)
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2011 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Servidor Público - MILTON DA SILVA HÁ 15
(QUINZE) ANOS VEM EXERCENDO AS ATIVIDADES DE
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PERITO CRIMINAL, COM ESPECIALIDADE EM MEDICINA
VETERINÁRIA, JUNTO AO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, E
DE MÉDICO, JUNTO AO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO.
PARA TANTO, PRESTOU CONCURSO PÚBLICO, SENDO
APROVADO EM PRIMEIRO LUGAR PARA O CARGO
OFERTADO PELO ESTADO, ASSIM COMO PARA O CARGO
OFERTADO PELO MUNICÍPIO. VISANDO APOSENTAR-SE,
REQUER JUNTO AO ÓRGÃO COMPETENTE A CONTAGEM
DE SEU TEMPO DE SERVIÇO, BEM COMO O DE
CONTRIBUIÇÃO. DIAS APÓS, EM 10/04/2008, RECEBE
NOTIFICAÇÃO DO SECRETÁRIO DE ESTADO DE
ADMINISTRAÇÃO, OBJETIVANDO QUE OPTE PELO
CARGO ESTADUAL OU MUNICIPAL, HAJA VISTA O QUE
DISPÕE O INCISO XVI, DO ART. 37, DA CRFB.
PREOCUPADO COM SUAS FINANÇAS, MILTON DA SILVA
SILENCIA-SE, DEIXANDO DE REQUERER SUA
APOSENTADORIA, BEM COMO DEIXANDO DE FAZER A
OPÇÃO DETERMINADA PELO SECRETÁRIO DE ESTADO.
TRÊS ANOS SE PASSAM, QUANDO MILTON DA SILVA
RECEBE INTIMAÇÃO PARA COMPARECER JUNTO A
SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO DO ESTADO, VISANDO
TOMAR CIÊNCIA DA ABERTURA DE PROCEDIMENTO
ADMINISTRATIVO PUNITIVO VOLTADO A IMPOR A
PERDA DE SEU CARGO, BEM COMO A DEVOLUÇÃO DE
TODO O VENCIMENTO PERCEBIDO 30 (TRINTA) DIAS
APÓS A NOTIFICAÇÃO OCORRIDA EM 10/04/2008. O
PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO TOMA CURSO
NORMAL, JUNTO AO ÓRGÃO ADMINISTRATIVO
COMPETENTE, CONFORME A LEGISLAÇÃO. AO FINAL
MILTON DA SILVA VEM A SER PUNIDO COM A PERDA DO
CARGO, E COM A CONDENAÇÃO DE RESTITUIR AS
REMUNERAÇÕES RECEBIDAS 6 (SEIS) MESES APÓS A
NOTIFICAÇÃO REALIZADA EM 10/04/2008.
INCONFORMADO, O REFERIDO EX-SERVIDOR AJUÍZA
AÇÃO DE RITO ORDINÁRIO, ALEGANDO NÃO TER
COMETIDO FALTA FUNCIONAL, HAJA VISTA O QUE
DI“PÕEàáàáLÍNEáà C ,àDOà INCI“OàXVI,à DOàá‘T.à ,à Dáà
CRFB, E POR ISSO POSTULANDO A INVALIDAÇÃO DO
ATO PUNITIVO. COMO PEDIDO SUBSIDIÁRIO, CASO NÃO
INVALIDADO POR INTEIRO O ATO DECISÓRIO, REQUER A
NULIDADE DA CONDENAÇÃO DE RESTITUIÇÃO DOS
VENCIMENTOS, HAJA VISTA QUE TRABALHOU DE
FORMA EFETIVA POR TODO ESTE TEMPO, SENDO CERTO
QUE CHEGOU A RECEBER ELOGIOS, POR ESCRITO, DE
SEUS SUPERIORES HIERÁRQUICOS. DEVIDAMENTE
CITADO, O ESTADO CONTESTA. O FEITO TEM TRÂMITE
NORMAL, E O AUTOR COMPROVA QUE, REALMENTE,
TRABALHOU DE FORMA ELOGIOSA DURANTE O TEMPO
INDICADO. INDO AO MINISTÉRIO PÚBLICO, ESTE
MENCIONA NÃO CABER SUA ATUAÇÃO, POR VERSAR
INTERESSE PRIVADO E DISPONÍVEL DO SERVIDOR.
SENDO VOCÊ O JUIZ DA CAUSA, COMO DECIDIRIA?
(ANALISE APENAS OS TEMAS LIGADOS AO DIREITO
ADMINISTRATIVO)
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2008 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Servidor Público - O que é um provimento
derivado em cargo público?
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 -
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Servidores Públicos - Ao exonerar Fernando
do cargo comissionado, Jonas fundamentou o
respectivo ato administrativo, explicitando que a
exoneração se efetivava em decorrência da prática
de peculato pelo servidor. Todavia, posteriormente
apurou-se que Fernando não estava envolvido na
prática delitiva. Fernando, então, ingressa em juízo com
pedido de anulação do ato que o exonerou do cargo
comissionado. Como juiz da causa, quais seriam os
fundamentos de sua decisão.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2012 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Servidores Públicos - João Manoel ingressa no
serviço público, após aprovação em concurso, para os
quadros de professor de nível médio do Estado. O
Estatuto do Servidor do Estado, ao tempo da posse e
exercício das atividades por João Manoel, previa o
adicional por tempo de serviço, no equivalente a 5% dos
vencimentos a cada três anos de exercício. Passados
quatorze anos da posse de João Manoel, entra em vigor
nova lei, regulando o tema, e estabelecendo adicional
de 1% dos vencimentos a cada três anos. O Estado
continua aplicando a lei antiga para os servidores que
ingressaram ao tempo desta, vindo, seis anos após, a
mudar sua orientação, aplicando a nova legislação para
todos, respeitando apenas as incorporações no tempo
em que a lei antiga vigia. Inconformado, João Manoel
ajuíza demanda postulando o direito adquirido à lei do
tempo do ingresso, somada à legítima expectativa de
continuar percebendo o adicional naquela forma, diante
da conduta do Estado. Sendo você o juiz da causa, como
decidiria?
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Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2013 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Administrativo -
Assunto: Servidores Públicos - Valores recebidos por
servidor público indevidamente, por força de decisão
judicial não definitiva, segundo firme orientação do
Superior Tribunal de Justiça,são passíveis de restituição,
nos termos do disposto no artigo 46 da Lei Federal n.º
8.112/90? A mesma solução será dada, ainda de
conformidade com a orientação jurisprudencial do STJ,
no caso de pagamento indevido, fundado em erro
contábil ou de interpretação errônea de uma lei?
Fundamente.
DIREITO AMBIENTAL
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2014 -
Banca: FCC - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto:
Responsabilidade Ambiental - A responsabilidade
administrativa ambiental é objetiva, subjetiva ou
ista ?à H à dive g iaà dout i ia?à Fu da e teà suaà
resposta.
- Resposta:Na correção, considerar-se-á, além do
conhecimento demonstrado pelo candidato sobre o
tema e o acerto da resposta, a utilização do idioma
oficial e a capacidade de exposição. Não há
unanimidade doutrinária sobre a natureza jurídica da
responsabilidade administrativa ambiental no Brasil.
Parte da doutrina entende que, com o artigo 70 da Lei
Federal no 9.605/1998 afirma, genericamente,que
toda ação ou omissão que viole determinadas regras
jurídicas constitui uma infração administrativa, sem
fazer qualquer tipo de ressalva à existência de culpa ou
dolo por parte de seu agente, a responsabilidade
administrativa ambiental seria objetiva. A aferição de
culpa ou dolo seria excepcional, cabível tão somente no
caso da aplicação de multa simples, uma vez que o
artigo 72, parágrafo terceiro, da Lei Federal no
9.605/1998 condiciona a aplicação deste tipo de
sanção a existência de negligência ou dolo do agente.
Uma segunda corrente doutrinária entende que,
ontologicamente, os ilícitos administrativos e penais
são iguais, de sorte que as sanções penais e
administrativas são, em sua essência, idênticas. Desta
forma, se não é admissível a existência de crime sem a
aferição do elemento subjetivo do agente, igualmente
não pode haver infração administrativa sem dolo ou
culpa. Portanto, para que esta corrente doutrinária, a
responsabilidade administrativa ambiental teria
natureza subjetiva. Há, ainda, uma terceira corrente
doutrinária, que entende que é a norma jurídica que
define, no caso concreto, se o elemento subjetivo é ou
não indispensável para a configuração do ilícito
administrativo ambiental. Isso porque, conforme o
caso, o legislador pode exigir a presença de culpa ou
dolo para caracterizar uma determinada conduta como
infração administrativa. Há casos, ainda, em que o
legislador considera como ilícito administrativo a mera
conduta do agente, bastando a subsunção do fato à
norma, independentemente da intenção do infrator.
Magistratura Estadual - Concurso: TJCE - Ano: 2014 -
Banca: FCC - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto:
Código Florestal - O Mistério Público do Estado X,
ajuizou uma ação civil pública visando à declaração de
nulidade do convenio firmado entre a Secretaria do
Meio Ambiente de tal Estado e a Associação Alfa dos
Produtores Rural. Este convênio passou à referida
Associação o poder de aprovar a localização d reserva
legal da propriedade rural de cada associado legal e
promover seu registro no Cadastro Ambiental Rural –
CAR. O convênio foi firmado por autorização de Decreto
Estadual,à ueà assi à disp e:à à art. 2º: o Programa de
Regularização Ambiental será implantado pela
Secretaria do Meio Ambiente , ficando o titular da Pasta
autorizado a firmar convênios com as associações
representativas de produtores rurais. Parágrafo único.
As associações estarão habilitadas a aprovar a
localização da reserva leal e promover seu registro no
Cadastro Ambiental Rural – Cá‘. . A ação deverá ser
julgada procedente ou improcedente? Justifique sua
resposta.
- Resposta: A- A ação deverá ser julgada procedente,
declarando-se a nulidade do convênio firmado, uma
vez que a localização da reserva legal na propriedade
rural deve ser aprovada pelo órgão estadual integrante
do SISNAMA ou por instituição por ele habilitada,
desde que seja ela também integrante do SISNAMA.
Tal afirmação decorre da interpretação sistemática do
art. 14, §1º com o art. 82, ambos da Lei Federal nº
12.651/2012 (Código Florestal). B- Impossibilidade de
se delegar ao particular o Poder de Polícia do Estado.
Issoà po ueà oà to a teà aoà pode à deà polí iaà aà
delegação não pode ser outorgada a pessoas de
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21
iniciativa privada, desprovidas de vinculação oficial
com os entes públicos, visto que, por maior que seja a
parceria que tenham com estes, jamais serão dotadas
da potestade (jus imperi) necessária ao
dese ol i e toàdaàati idadeàdeàpolí ia à àFILHO,àJos à
dos Santos Carvalho. Manual de Direito
Administrativo, São Paulo: Atlas.2014:81-2)
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2014 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Ambiental -
Assunto: Licenciamento Ambiental - A fabricação,
aquisição e utilização de motosserras possui requisitos
específicos para os integrantes da cadeia de
industrialização e comercialização. Fale sobre tais
peculiaridades e requisitos.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2014 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Ambiental -
Assunto: Princípios - O esgotamento sanitário é
baseado em diversos princípios, dentre os quais a
eficiência e sustentabilidade econômica. Assim, diga
quais são as etapas do esgotamento sanitário e se pode
haver cobrança quando nem todas elas forem prestadas
ao consumidor?
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2014 -
Banca: TJMT - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto:
Responsabilidade Ambiental - Quais as medidas
constitucionais aplicadas ao poluidor? Fale sobre a
responsabilidade cumulativa pelas condutas e atividades
lesivas ao ambiente.
- Resposta: Aqui, tal qual as utiliza EdisMilaré, as
medidas foram tomadas no sentido de sanções. A
Constituição da Republica Federativa do Brasil, no art.
,à § º,à disp e à ueà à asà o dutasà eà ati idadesà
consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os
infratores, pessoas físicas ou jurídicas a sanções penais
e administrativas, independentemente da obrigação de
epa a à osà da osà ausados ; logo, as medidas
constitucionais aplicadas ao poluidor são as cíveis,
administrativas e penais: reparatórias e ou punitivas.
Quanto à responsabilidade cumulativa pelas condutas
e atividades lesivas ao meio ambiente, é necessário
frisar que a Constituição da Republica Federativa do
Brasil não se limitou a impor medidas preventivas, foi
além e impôs a tríplice responsabilidade. Decorre dai
que um único ato pode acarretar três sanções
diferentes: penal, administrativa e cível. Compete à
legislação infraconstitucional o regramento
(estabelecimento, definição) da natureza de cada uma
delas.
Magistratura Estadual - Concurso: TJPA - Ano: 2014 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Ambiental -
Assunto: Responsabilidade Ambiental - Em 20 de
novembro de 2008, a empresa X, produtora de
fertilizantes, deixou vazar produto químico, que atingiu
as águas do rio Y, em quantidade que acabou por gerar
dano ambiental, comprovado por perícia, com
consequente mortandade de peixes, afetando o
ecossistema local. Demonstrou-se que o evento ocorreu
no período do defeso, ficando os pescadores impedidos
de pescar por mais dois meses após esse período e que
o acidente decorreu de um entupimento no sistema de
drenagem da empresa. Analisando a situação descrita e
tomando em conta o entendimento esposado pelo
Superior Tribunal de Justiça em situações semelhantes,
discorra sobre: a) dano moral ambiental coletivo/difuso;
b) dano moral ambiental reflexo aos pescadores da
região e a associação deste ao sentimento de dor,
angústia e aflição para a fixação da indenização cabível;
c) teorias da responsabilidade e do nexo causal
aplicáveis ao casoe excludentes de responsabilidade
civil. Responder de forma fundamentada e fazer
referência aos dispositivos legais aplicáveis ao caso.
- Resposta:Dever-se-ia tomar em conta o entendimento
do STJ, abordando a evolução da temática naquela
Egrégia Corte, bem como esclarecer que o
entendimento sobre o tema não se encontra pacificado
e apontar os dispositivos legais aplicáveis ao caso (art.
225, CF; art. 14, parágrafo primeiro e art. 3º., III, da Lei
Nº 6.938/81; art. 1º. da Lei nº 7.347/81; art. 81,
parágrafo único do CDC; arts. 186 e 927, parágrafo
único do Código Civil; art. 170, VI, da Constituição
Federal de 1988). (0,5 ponto) a. Deveria ser abordado o
dano moral ambiental coletivo e sua associação à ideia
de perda de qualidade de vida e ao tempo para
recomposição do bem, nas hipóteses em que isso é
possível. Caberia ressaltar que nada mais é do que um
dano extrapatrimonial, não há aferição patrimonial. A
mortandade de peixes atinge o ecossistema como um
todoà eà o figu aà da oà difuso.à áà epa ação do dano
moral objetivo visa a proteger o meio ambiente como
valor autônomo e macrobem, pertencente à sociedade,
enquanto a reparação do dano extrapatrimonial
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subjetivo visa a proteger um interesse particular de
uma pessoa. O dano ambiental extrapatrimonial
configura-seà pelaà pe daà daà ualidadeà deà ida. à áà
personalidade não se desenvolve sem um meio
ambiente sadio e equilibrado. (Lemos, Patrícia Faga
Iglecias. Meio ambiente e responsabilidade civil do
proprietário, São Paulo: RT, 2012, p. 135 e segs).
Considerou-se que se trata de dano que afetou o
mínimo existencial pelo período que extrapolou o
defeso. (0,5 ponto) b. O dano moral ambiental reflexo
é aquele que atinge pessoas ou bens não difusos. No
caso, os pescadores foram atingidos e podem pleitear a
reparação. O candidato deveria ressaltar que não há a
necessidade de se associar esse dano ao conceito de
dor, angústia e aflição, pois a questão envolve a perda
de qualidade de vida, embora em muitos casos haja
um sofrimento do pescador pela privação de sua
atividade de trabalho. Assim, entende-se que o
julgador deve sempre levar em conta as circunstâncias
do caso e avaliar a gravidade do dano, fixando a
i de izaç oà o à aseà aà e uidade.à I te essa teà
notar que, de forma clássica, a doutrina reconhece o
dano moral individual como o sofrimento, dor,
emoção, impostos ao ser humano por ação ou omissão
de outrem, enquanto o dano material é aquele que
atinge a esfera patrimonial do lesado, causando
prejuízo econômico. ...O dano extrapatrimonial
ambiental, por sua vez, não se condiciona à dor
sofrida, mas aos reflexos desta dor na esfera jurídica
da coletividade lesada. Diz respeito à perda de
qualidade de vida, ou seja, aspectos ligados à saúde
humana, ao sossego, ao direito a determinada
situação ambiental. A responsabilidade por danos
extrapatrimoniais ambientais enseja uma possibilidade
deà efeti aà eà i teg alà o pe saç oà doà da o. à Le os,à
Patrícia Faga Iglecias. Meio ambiente e
responsabilidade civil do proprietário, São Paulo: RT,
2012, p. 137. (0,5 ponto) c. Deveria ser abordada a
responsabilidade objetiva, independentemente de
prova da culpa, bastando provar ação ou omissão,
dano e nexo de causalidade. Dever-se-ia discorrer
sobre a teoria do nexo causal (principais teorias:
causalidade adequada, danos diretos e imediatos,
equivalência das condições e escopo da norma jurídica
violada) e justificar a teoria escolhida, associada à
atividade que implica riscos para a saúde e para o meio
ambiente (danos decorrentes da atividade serão a ela
associados). Dever-se-ia lembrar que a
responsabilidade civil ambiental é objetiva, pois está
prevista em lei (o poluidor responde
independentemente de culpa). (0,5 ponto) Dever-se-ia
discorrer sobre as excludentes aplicáveis e teorias do
risco (integral, criado e proveito), que são fundamento
da responsabilidade civil ambiental, o que não afasta a
necessidade de análise das teorias do nexo causal
mesmo na área ambiental onde se aplica a noção de
flexibilização do nexo. Está consolidado no STJ o
entendimento de que a teoria aplicável é a do risco
integral, sem excludentes de responsabilidade civil.
Mencionar que a excludente discutida seria de caso
fortuito interno. A extensão do risco é importante para
a fixação da reparação. (0,5 ponto) Esse tema foi
discutido no julgamento do Recurso Especial nº
1.354.536, Relator Ministro Luis Felipe Salomão,
julgado em 26 de março de 2014,cuja ementa se
transcreve: RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANO
AMBIENTAL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE
CONTROVÉRSIA. ART. 543-C DO CPC. DANOS
DECORRENTES DE VAZAMENTO DE AMÔNIA NO RIO
SERGIPE. ACIDENTE AMBIENTAL OCORRIDO EM
OUTUBRO DE 2008. 1. Para fins do art. 543-C do Código
de Processo Civil: a) para demonstração da
legitimidade para vindicar indenização por dano
ambiental que resultou na redução da pesca na área
atingida, o registro de pescador profissional e a
habilitação ao benefício do seguro-desemprego,
durante o período de defeso, somados a outros
elementos de prova que permitam o convencimento do
magistrado acerca do exercício dessa atividade, são
idôneos à sua comprovação; b) a responsabilidade por
dano ambiental é objetiva, informada pela teoria do
risco integral, sendo o nexo de causalidade o fator
aglutinante que permite que o risco se integre na
unidade do ato, sendo descabida a invocação, pela
empresa responsável pelo dano ambiental, de
excludentes de responsabilidade civil para afastar a
sua obrigação de indenizar; c) é inadequado pretender
conferir à reparação civil dos danos ambientais caráter
punitivo imediato, pois a punição é função que
incumbe ao direito penal e administrativo; d) em vista
das circunstâncias específicas e homogeneidade dos
efeitos do dano ambiental verificado no ecossistema
do rio Sergipe - afetando significativamente, por cerca
de seis meses, o volume pescado e a renda dos
pescadores na região afetada -, sem que tenha sido
dado amparo pela poluidora para mitigação dos danos
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morais experimentados e demonstrados por aqueles
que extraem o sustento da pesca profissional, não se
justifica, em sede de recurso especial, a revisão do
quantum arbitrado, a título de compensação por danos
morais, em R$ 3.000,00 (três mil reais); e) o dano
material somente é indenizável mediante prova efetiva
de sua ocorrência, não havendo falar em indenização
por lucros cessantes dissociada do dano efetivamente
demonstrado nos autos; assim, se durante o interregno
em que foram experimentados os efeitos do dano
ambiental houve o período de "defeso" - incidindo a
proibição sobre toda atividade de pesca do lesado -,
não há cogitar em indenização por lucros cessantes
durante essa vedação; f) no caso concreto, os
honorários advocatícios, fixados em 20% (vinte por
cento) do valor da condenação arbitrada para o
acidente - em atenção às características específicas da
demanda e à ampla dilação probatória -, mostram-se
adequados, não se justificando a revisão, em sede de
recurso especial. 2. Recursos especiais não providos.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 -
Banca: FGV - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto:
Licenciamento Ambiental - O Governador do Estado
editou decreto disciplinando a criação de um
mecanismo de compensação energética aplicável às
usinas termétricas que utilizam combustíveis fósseis
instaladas em território estadual. O mecanismo prevê o
emprego de uma fórmula, de modo que, após certa
quantidade demegawatts produzida, a usina deverá
produzir o equivalente a 1% daquele total em energia
proveniente de fonte limpa. O decreto prevê a aplicação
do mecanismo às licenças existentes e às que serão
futuramente expedidas pela Secretaria Estadual do
Ambiente, como condicionante específica para a prática
do ato administrativo, nos termos da legislação
ambiental estadual. Contra o ato administrativo foram
ajuizadas duas demandas. Uma pela Combustão S/A que
está com o processo de licenciamento em curso e outra
pela Energia S/A que já detém a licença, mas que não
quer se submeter ao mecanismo de compensação. Em
ambos os casos, aduz-se violação a princípios da
legalidade, isonomia, segurança jurídica e usurpação de
competência privativa da União para legislar sobre
energia (art. 22, inciso IV, da Constituição Federal de
1988). Analise o mérito da impugnação à luz dos
dispositivos alegadamente violados.
- Resposta: É improcedente a alegação de ilegalidade
– tendo em vista a possibilidade de o Estado fixar as
condicionantes específicas na própria licença, conforme
explicitado no enunciado –, de modo que a edição do
decreto uniformiza a exigência que já poderia ser feita
pela própria secretaria de Estado. Trata-se aqui de
limitação imposta pela própria Administração Pública,
legítima quando se objetiva fixar interpretação e
aplicação de dispositivo legal. É improcedente a
alegação de usurpação de competência legislativa
federal, porquanto se trata de matéria ambiental,
objeto de competência material comum entre os entes
federativos, conforme art. 23, inciso VI, da
Constituição Federal de 1988. A exigência de
licenciamento estadual decorre das regras
constitucionais e infraconstitucionais aplicáveis à
hipótese, como está dado no enunciado da questão.
Não há violação ao princípio da isonomia, eis que o
decreto aplica-se a um ramo específico de produção de
eletricidade, com características próprias que
justificam o tratamento específico. É fato notório que
as usinas termoelétricas são mais poluentes que as
usinas comuns. O critério de discriminação empregado,
segundo o entendimento da banca, é legítimo. Não há
violação genérica à segurança jurídica, eis que inexiste
direito adquirido a regime jurídico. O candidato poderá
ressalvar a situação da Energia S/A com base na
segurança jurídica e, de modo mais específico, no
princípio da proteção da confiança legítima, eis que o
cálculo tarifário está alicerçado nos custos que a
geradora tem e as condicionantes específicas já
haviam sido definidas no momento de expedição da
licença. A alteração superveniente das condicionantes
específicas da licença é ato que viola o referido
princípio. Ambas as respostas foram aceitas. Assim, o
candidato deveria abordar os seguintes tópicos:
inexistência de violação ao princípio da legalidade, por
se tratar de matéria administrativa; inexistência de
usurpação de competência federal, por se tratar de
competência material comum; inexistência de violação
ao princípio da isonomia, ante a legitimidade do
critério de discriminação utilizado; e inexistência de
direito adquirido a regime jurídico e/ou ressalva da
situação da Energia S/A com base na confiança
legítima.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 -
Banca: FGV - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto:
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24
Princípios Ambientais - Os princípios fundamentais do
direito ambiental têm grande relevância por formarem
o alicerce do sistema jurídico em questão e orientarem
a integração, harmonização e interpretação das normas
legais quando aplicadas ao caso concreto. Dentre eles,
destacamos o Princípio da Participação Popular na
proteção do meio ambiente. Discorra sobre o Princípio
da Participação Popular na proteção do meio ambiente
e mencione pelo menos dois mecanismos de
participação direta da população no controle da
qualidade ambiental reconhecidos pelo Direito
brasileiro.
- Resposta: O princípio da participação assegura ao
cidadão o direito à informação e a participação na
elaboração das políticas públicas ambientais,
assegurando os mecanismos judiciais, legislativos e
administrativos que efetivem o princípio. Tal princípio
está previsto no Princípio nº 10 da Declaração do Rio
sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento de 92 e
encontra fundamento constitucional genérico no art.
1º, parágrafo único, e 225 da Constituição Federal.
Existem três mecanismos de participação direta da
população na proteção da qualidade ambiental,
encontrados no Direito brasileiro: O primeiro, pela
participação no processo legislativo, mediante
iniciativa popular (art. 61, caput, da CF), referendo
sobre leis (art. 14, II, da CF) ou pela atuação por meio
de representantes da sociedade civil em órgãos
colegiados com competência normativa, como o
CONAMA, na forma do art. 6º, II, da Lei nº 6.938/81. O
segundo, pela participação da população diretamente
na formulação e execução de políticas ambientais, por
intermédio da atuação de representantes da sociedade
civil em órgãos colegiados responsáveis pela
formulação de diretrizes e pelo acompanhamento da
execução de políticas públicas, mediante discussão de
estudos de impacto ambiental em audiências públicas
(Resolução nº 1 CONAMA art. 11 §2º), por exemplo. O
terceiro mecanismo de participação popular na
proteção do meio ambiente se dá por meio do Poder
Judiciário, com a utilização dos diversos instrumentos
processuais disponíveis, como a ação popular (Lei nº
4.717/1965).
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 -
Banca: FGV - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto:
Responsabilidade Ambiental - A lei n. 9605/98, que
trata das sanções penais e administrativas derivadas de
condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, dispõe
e à seuà a tigoà º:à asà pessoasà ju ídi asà se oà
responsabilizadas administrativa, civil e penalmente
conforme o disposto neta Lei, nos casos em que a
infração seja cometida por decisão de seu
representante legal ou contratual, ou de seu órgão
olegiado,à oài te esseàouà e efí ioàdaàsuaàe tidade .àÉà
admissível a condenação de pessoa jurídica pela prática
de crime ambiental, ainda que absolvidas as pessoas
físicas ocupantes de cargo de direção do órgão
responsável pela prática criminosa? Aborde o
posicionamento jurisprudencial existente sobre o tema
no âmbito dos tribunais superiores.
- Resposta: O critério de correção leva em consideração
o conhecimento geral do candidato sobre o tema, sob o
aspecto dogmático, situando a discussão jurídica, bem
como o conhecimento atualizado específico, nos
termos da jurisprudência mais recente do Supremo
Tribunal Federal, com a superação da discussão
travada no âmbito do Superior Tribunal de Justiça. Ou
seja, observar que a pessoa jurídica pode responder na
esfera penal, independente de seus sócios ou dos
ocupantes de cargo de direção, segundo o STF. O
candidato deverá não apenas abordar a discussão, mas
optar pela solução que reputa correta à luz do
enunciado do problema, não atendendo ao critério de
pontuação respostas objetivas que não desenvolvam
um raciocínio lógico-jurídico que se espera de um
futuro magistrado e que não demonstrem
conhecimento da evolução jurisprudencial mais
recente.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2012 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto:
Agrotóxicos - Consideram-seà ag ot i osà eà afi s:à a à –
os produtos e agentes de processos físicos, químicos ou
biológicos, destinados ao uso nos setores de produção,
no armazenamento e beneficiamento de produtos
agrícolas, nas pastagens, na proteção de florestas,
nativas ou implantadas, e de outros ecossistemas e
também de ambientes urbanos,hídricos e industriais,
cuja finalidade seja alterar a composição da flora ou da
fauna, a fim de preservá-las da ação danosa de seres
vivos considerados nocivos; b) – substâncias e
produtos, empregados como desfolhantes, dessecantes,
esti ulado esà eà i i ido esàdeà es i e to .à Faleà so eà
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o registro de agrotóxico, abordando o conceito,
competência para o registro, avaliação técnico-
científica, rotulagem e impugnação.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2012 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto:
Água - A água é um bem comum do povo e um recurso
natural limitado e mensurado economicamente,
mediante retribuição financeira que pode possibilitar,
dentre outros, a recuperação dos investimentos
necessários a sua captação, conservação, recuperação
de suas qualidades básicas e distribuição. Com base
nessas premissas fale sobre a captação de pouca
quantidade de água por particulares, em áreas privadas,
em poços artesianos e a possibilidade de cobrança
diretamente pelo poder público ou por seus
delegatários.
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2011 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Ambiental -
Assunto: Código Florestal - Em ação submetida à sua
apreciação, alega-se que a flexibilização do Código
Florestal ostenta incompatibilidade com as normas
constitucionais. Qual seria a sua resposta, ao outorgar a
prestação jurisdicional como Juiz Substituto? Quais os
preceitos constitucionais que dela constariam?
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 -
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto:
Crimes contra o Meio Ambiente - Analise, dentro do
direito ambiental penal, a expressão "relevante
interesse ambiental".
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2007 -
Banca: TJSP - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto:
Direito Constitucional Ambiental - Quais os
mecanismos de participação popular na defesa do meio
ambiente previstos no ordenamento jurídico nacional?
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 -
Banca: FGV - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto:
Fiscalização - Tendo em vista o alto nível de ruídos que
as aeronaves produzem ao decolar e aterrissar, a
Assembleia Legislativa de certo Estado da Federação
aprovou, por iniciativa própria, lei com o propósito de
determinar às empresas de navegação aérea que
instalem dispositivos de redução de ruídos nas suas
aeronaves e restrinjam os horários de utilização do
aeroporto. Igualmente, a lei determina que caberá à
Secretaria Estadual de Meio Ambiente fiscalizar o
cumprimento da legislação e aplicar as multas dela
decorrentes. O projeto foi sancionado pelo Governador.
Analise a constitucionalidade da lei em questão.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2012 -
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Ambiental -
Assunto: Fontes - No âmbito do Direito Ambiental
Internacional, discorra sobre fontes formais e materiais,
princípios gerais e o conflito entre a soberania dos
Estados e a proteção do meio ambiente nos danos
ambientais transnacionais.
- Resposta: O que se espera do candidato é que
demonstre conhecimento da relevância do Direito
Ambiental Internacional e que tenha noção de que os
danos ambientais não conhecem fronteiras, sendo
necessário que países limítrofes ou até mesmo
distantes respeitem as regras de proteção. As fontes do
Direito Ambiental Internacional estão definidas no art.
38 do Estatuto da Corte Internacional de Justiça (CIJ),
com sede em Haia. São eles: os tratados internacionais,
gerais ou internacionais; o costume internacional,
como prova de uma prática geral aceita como direito e
osà p i ípiosà ge aisà deà di eitoà e o he idosà pelasà
aç esà i ilizadas ; e, ainda a título subsidiário, as
decisões judiciais e a doutrina dos publicistas mais
qualificados das diferentes nações. Fontes formais:
Tratados e Costumes Internacionais Os Tratados estão
conceituados na Convenção de Viena (1969) e podem
ser chamados de convenções, pactos, protocolos ou
acordos. Podem ser multilaterais (v.g., Convenção
sobre Diversidade Biológica, Dec. 2.519/98) ou
bilaterais, universais ou regionais. Podem visar o
combate à poluição ou versar sobre a conservação da
natureza (v.g., conservação da pesca). Alguns são
0bjetivos, de fácil execução (v.g., Convenção para
Conservação das Forças Antárticas). Outros são
genéricos, dependem da legislação interna dos
aderentes. Uma técnica comum é a adoção da
Convenção-Quadro, que estabelece os princípios de
ação em determinada área, cria órgãos e define
atribuições (v.g., Convenção-Quadro das Nações
Unidas sobre Mudança de Clima). Os costumes
internacionais (v.g., previsão de proteção do meio
ambiente marinho) muitas vezes transformam-se em
regras codificadas em Tratados (v.g., Zona Econômica
Exclusiva). Fontes materiais: princípios gerais do direito
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internacional, decisões judiciais e doutrina. Os
princípios são proclamados em declarações, códigos de
conduta, estabelecem a base mínima de
comportamento para a comunidade internacional. Por
exemplo, A Declaração da Convenção de Estocolmo
estabeleceu o princípio intergeracional (Princípio 2).
destinado à proteção daqueles que virão no futuro.
Alguns princípios ainda estão em processo de
consolidação (v.g., princípio da não retroatividade das
normas ambientais).As decisões judiciais também são
fonte do DAI, inclusive as proferidas por Tribunais
Arbitrais. Da mesma forma a doutrina. Por exemplo,
estudos oriundos da IUCN podem auxiliar na
elaboração decisões da CIJ, de leis internas ou na
elaboração de Tratados Internacionais. A professora
Solange Teles da Silva cita, ainda, as Resoluções das
organizações internacionais (O Direito Ambiental
Internacional, Del Rey 2010, p. 24). Um bom exemplo
disto são as Diretivas da União Europeia, que
estabelece requisitos mínimos a serem seguidos pelos
países e faz recomendações para iniciativas legais a
serem adotadas (v.g., criminalização da pessoa
jurídica). Aspecto de grande atualidade é o conflito
existente entre a soberania dos Estados e a existência
de danos ambientais transfronteiriços. Juliana de O.J.
Da tasà o side aà aà des ate ializaç oà doà a tigoà
conceito de Soberania, aceitando-o mais como um
conceito formal que não obstrui nem impede a
internacionalização das relações estatais, atuando
o oà suaà pauta .à V à aà atualidadeà u aà “o e a iaà
epe sada à ueàp i aàpelaà oope aç oàe t eàosàpo osà
(A Soberania Nacional e a Proteção Ambiental
Internacional, Ed. Verbatim, 2009, p. 42). Para Solange
Telesàdaà“il aà seàoàexe í ioàdaàso e a iaà à o e idoà
como o exercício de poderes absolutos do Estado, isso
pode gerar conflitos insuperáveis com a proteção
a ie tal à op.à it.,à p.à 55). Pois bem, no contexto
atual, por óbvio, os Estados mantém a sua Soberania,
porém, na área da proteção ambiental, cada vez mais
ela cede espaço a atos de cooperação e à submissão a
julgamentos por Tribunais Internacional, sejam
Arbitrais, sejam criados por Tratados (v.g. OEA). Em
suma, o candidato deve expor, de forma objetiva e
clara, quais são as fontes do Direito Ambiental
Internacional e as circunstâncias especiais em que se
exerce, atualmente, a soberania dos Estados.
REFERÊNCIAS: O Direito Ambiental Internacional,
Coordenador Leonardo Nemer Caldeira Brant, autora
Solange Teles da Silva, Ed. Del Rey, 2010. Direito
Administrativo e Meio Ambiente, Vladimir Passos de
Freitas, 4ª. ed. Juruá Ed. 2011. Crimes Contra a
Natureza, Vladimir e Gilberto Passos de Freitas. 9ª ed..
Ed. Revistados Tribunais, 2012. QUESITO AVALIADO -
1) APRESENTAÇÃO E ESTRUTURA TEXTUAL
(legibilidade, respeito às margens, paragrafação,
coerência, concisão, clareza, propriedade vocabular);
ASPECTOS GRAMATICAIS (morfologia, sintaxe de
emprego e colocação, sintaxe de regência e
pontuação); ASPECTOS FORMAIS (erros de forma em
geral e erros de ortografia); CAPACIDADE DE
INTERPRETAÇÃO E EXPOSIÇÃO - 2) DESENVOLVIMENTO
DO TEMA: a) Fontes formais (tratados e costumes) b)
Fontes materiais (princípios, decisões e doutrina) c)
Princípios gerais (intergeracional/ não retroatividade).
d) Conflito entre a soberania dos Estados e a proteção
do meio ambiente nos danos ambientais
transnacionais (soberania e cooperação).
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2006 -
Banca: TJSP - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto:
Impacto Ambiental - A Constituição Federal exige, dos
poderes públicos, a garantia de preservação do
equilíbrio do ecossistema. De que forma a nossa Carta
Magna disciplina a exigibilidade do EIA-RIMA (estudo de
impacto ambiental e respectivo relatório) e em que
condições?
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2013 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto:
Incentivos - A elaboração de planos de gestão integrada
de resíduos sólidos pelos estados e municípios é
condição para que esses entes da federação tenham
acesso a determinados benefícios legais. Fale sobre eles.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 -
Banca: FGV - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto:
Política Nacional do Meio Ambiente - Pedro Alvarenga,
aos 80 anos de idade, possuidor há mais de 50 anos de
grande área de terras que abrangem rios, matas e
encostas montanhosas, gostaria de preservar as matas
que restaram em suas terras, parte delas contidas em
áreas de preservação permanente e de reserva legal, e
recuperar a vegetação florestal que destruiu ao longo
dos anos de exploração econômica da área. Para isso
pretende limitar o uso de parte do imóvel. À luz da Lei n.
6.928/81, que dispõe sobre a Política Nacional de Meio
Ambiente, com as modificações introduzidas pela Lei n.
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12.651/2012: A) indique o instrumento legal à
disposição de Pedro Alvarenga para preservar,
conservar ou recuperar os recursos naturais existentes
em suas terras; B) apresente, se houver, o modo de
instituição e seus limites legais.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 -
Banca: FGV - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto:
Princípios - O Art. 225, caput, da Constituição Federal,
esta ele eà ueà todos têm direito ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do
povoàeàesse ialà àsadiaà ualidadeàdeàvida,ài po do‐seà
aoàPode àPú li oàeà à oletividadeàoàdeve àdeàdefe d ‐loà
eà p ese v ‐loà pa aà asà p ese tesà eà futu asà ge aç es. à
Identifique três princípios do Direito Ambiental que
podem ser extraídos do referido dispositivo
o stitu io al,à o eitua do‐os.à
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 -
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto:
Princípios Ambientais - Faça a diferença entre o
princípio da prevenção e o princípio da precaução.
Magistratura Estadual - Concurso: TJPR - Ano: 2013 -
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Ambiental -
Assunto: Responsabilidade Ambiental - O Ministério
Público Estadual ajuizou em 02 de janeiro de 2012,
perante o juízo da Vara Cível da Comarca de Guaratuba
Ação Civil Pública com pedido indenizatório c.c. pedido
de recomposição de cobertura florestal em face da
E p esaàápe u iaàDevastaà “/á aduzindo para tanto
que está no desempenho de suas atividades causou
dano ambiental consistente no desmatamento de área
deàp ese vaç oàpe a e te,à ataà ilia àaà u soàd aguaàeà
mananciais, juntando laudo prévio da fiscalização
ambiental estadual dando conta de que o dono teria
ocorrido em janeiro de 2006, e ate a data do
ajuizamento não havia sido reparado, não obstante as
notificações dirigidas à requerida. A requerida, em sua
contestação aduziu em preliminar a ocorrência de
prescrição, com fundamento no disposto do art. 206,
inciso V do CC, posto que já transcorridos mais de 3
anos desde a data do fato danoso, dizendo ainda que,
em, se tratando de responsabilidade subjetiva deve ser
demonstrada sua culpa na conduta lesiva, posto que a
retirada da vegetação se dera por parte do proprietário
anterior da área pois a empresa a adquiriu apenas em
janeiro de 2008, e portanto, não podendo ser compelida
a despender valores para recompor a área degradada
pretendendo que tais obrigações, indenização e
recomposição da área sejam direcionadas ao antigo
proprietário. Com base nas informações acima,
pergunta-se: a- a parte ré tem razão no que tange a
prescrição no caso apresentado? Qual a disciplina legal
acerca da prescrição em matéria de direito ambiental?
Fundamente. B- qual a natureza da responsabilidade
civil ambiental? Apresente o fundamento legal. C- qual a
natureza da obrigação de reparação de danos
ambientais no caso apresentado? O adquirente pode vir
a ser responsabilizado por dano ocorrido em data
anterior à aquisição da propriedade, no caso de dano
ambiental? Fundamente.
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2008 -
Banca: TJSP - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto:
Responsabilidade Ambiental - DISSERTAÇÃO - A
Prefeitura do Município de Azaléias, com pouco mais de
20.000 habitantes, na comarca do mesmo nome,
autorizou parcelamento do solo, na zona rural, em área
que a lei local definiu como sendo de expansão urbana,
situada a jusante, ao longo e a partir de dez metros da
margem direita do Ribeirão dos Macacos, numa
extensão de dois quilômetros, em trecho onde a largura
doà u soàd guaà e ua,à oàte poàdeàestiage ,àdeà e osà
deà dezà pa aà seisà et os.à Oà efe idoà u soà d guaà seà
estende para dentro das terras dos vizinhos municípios
de Codornas e Brilhantes, onde vem a se tornar afluente
do Rio das Corredeiras. Então, determinado cidadão
ajuizou ação popular contra o Município e a companhia
loteadora, para desconstituição do ato do Prefeito, com
pedido de sua suspensão liminar , sob alegação
consistente em infringência às regras legais, dentre as
quais não satisfação de aprovação pelo INCRA e
desatendimento da exigência de parecer pelo órgão
ambiental competente, da Secretaria de Estado do Meio
Ambiente. O Município se defendeu mediante
afirmação segundo a qual prescrita a ação, porque
proposta depois de passados dois anos da data da
publicação do ato impugnado; o Departamento
Municipal de Recursos Ambientais se manifestara
favoravelmente ao empreendimento, sem ressalvas, o
que se fazia suficiente, enquanto que, por outro lado,
dispensável aprovação pelo INCRA, porque em área de
expansão urbana o loteamento. Além disso, embora
ainda não providenciado o registro do loteamento no
cartório, já efetuada pelo loteador a venda de mais de
uma dezena de lotes, alguns deles com construções
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28
iniciadas, não podendo ser ignorada essa realidade.
Esses também foram os argumentos da contestação da
loteadora. Nessas circunstâncias, discorrer sobre a
matéria, devendo dar ênfase aos seguintes pontos: a -
sobre cabimento ou não de ação popular, no caso, bem
como sobre a legitimidade ativa do autor e passiva do
Município e da loteadora; por fim, manifestar-se sobre
a questão de decadência ou prescrição; b -conceito de
parcelamento do solo; c - no mérito, se superados os
anteriores pontos, fazer análise da questão da força
atuante do parecer do DepartamentoMunicipal de
Recursos Ambientais; d - se superadas preliminares,
atentar para a observância ou não das exigências legais
e a solução com probabilidade de ser tomada na
demanda, fazendo referência aos diplomas legais e
dispositivos passíveis de serem aplicados.
Magistratura Estadual - Concurso: TJPR - Ano: 2011 -
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Ambiental -
Assunto: Responsabilidade Ambiental - E cabível ação
civil pública para responsabilização par dano ambiental?
Em caso afirmativo, indicar em que ente recai a
legitimidade ativa, qual o juízo competente para
processa-la e julga-la, bens como a legislação aplicável
ao tema.
Magistratura Estadual - Concurso: TJGO - Ano: 2010 -
Banca: TJGO - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto:
Responsabilidade Ambiental - Em se tratando de
Responsabilidade de Direito Ambiental, pode-se impor
ao adquirente de área já desmatada a obrigação de
reparar o dano ambiental? Explique.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRR - Ano: 2008 -
Banca: FCC - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto:
Responsabilidade Ambiental - No exercício de atividade
regulamente licenciada pelo órgão ambiental
competente, e sem violar os limites e condições
impostos no ato de licenciamento, determinada
empresa despeja substância tóxica em um rio, causando
mortandade de peixes. Está essa empresa obrigada a
reparar o dano ambiental resultante de sua atividade ?
Justifique, tendo por base o regime constitucional e
legal relativo à matéria.
- Resposta: A responsabilidade civil por dano ambiental
é prevista pelo art. 14, p. 1º, da Lei 6.938/81, com
fundamento no art. 225, p. 3º, da CF, e é
essencialmente objetiva, implicando a desnecessidade
da prova da culpa do agente para a sua caracterização.
Para tanto, bastaria a comprovação do nexo de
causalidade, que é dado do problema, e do dano
ambiental, que é definido como tal pelo art. 54 da Lei
9.605/98. – Exposição do conceito de responsabilidade
civil por dano ambiental, caráter objetivo e requisitos
de sua configuração, - explicação de seu fundamento
constitucional, - explicação de seu fundamento legal. A
circunstância de a atividade gozar de licença ambiental
não é excludente de responsabilidade, por causa da
irrelevância de o agente ter ou não agido com culpa,
para que responda pelos danos causados. Assim,
caracterizados o dano e o nexo de causalidade, surge a
obrigação de reparar o dano ambiental. – discussão
acerca da relevância do licenciamento ambiental e da
licitude da atividade.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2011 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto:
Responsabilidade Ambiental - SIDNEI, PROPRIETÁRIO
DE IMÓVEL NA PERIFERIA DE CIDADE SERRANA DO RIO
DE JANEIRO HÁ MAIS DE 50 ANOS, TEM COMO FONTE
EXCLUSIVA DE ÁGUA POTÁVEL UMA NASCENTE,
FORMADORA DE CÓRREGO, LOCALIZADA EM IMÓVEL
CONTÍGUO, DE PROPRIEDADE DE ROBÉRIO. ROBÉRIO,
POR SUA VEZ, COM LICENÇA DA PREFEITURA, A FIM DE
FAZER OBRAS, PROMOVE MOVIMENTO DE TERRA E
DESMATA A ÁREA DE ENTORNO DA REFERIDA
NASCENTE. SIDNEI, APREENSIVO COM O PREJUÍZO
CONCRETO À MANUTENÇÃO DE SEU SUPRIMENTO DE
ÁGUA, INGRESSA COM AÇÃO CONTRA O MUNICÍPIO E O
VIZINHO, POSTULANDO A ANULAÇÃO DA LICENÇA, A
RESTAURAÇÃO DA VEGETAÇÃO PROTETORA DA
NASCENTE E INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E
MORAIS. ENTRETANTO, SIDNEI FOI CONSIDERADO POR
SENTENÇA PARTE ILEGÍTIMA PARA A POSTULAÇÃO
DEDUZIDA. INCONFORMADO RECORREU. ANALISE O
ACERTO OU NÃO DA DECISÃO JUDICIAL À LUZ DOS BENS
JURÍDICOS QUE SE OBJETIVOU TUTELAR E DOS
PRINCÍPIOS JURÍDICO-AMBIENTAIS PERTINENTES.
Magistratura Estadual - Concurso: TJPE - Ano: 2013 -
Banca: FCC - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto:
Responsabilidade Ambiental - Suponha a existência de
uma determinada Área de Proteção Ambiental (APA),
cujas regras exigem licenciamento ambiental em caráter
prévio à licença para edificar. De acordo com tal
regulamentação, o Município apenas pode aprovar
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edificação se já houver sido demonstrada a outorga da
licença ambiental. A Prefeitura, ignorando dolosamente
as regras decorrentes do regime da APA e agindo em
comprovado conluio com proprietário de lote urbano,
aprova projeto de construção em favor deste, sem que
houvesse licença ambiental. A obra, porem, não é
executada. Posteriormente, o lote é alienado a terceiro
de boa-fé que, presumindo estar amparado por todas as
licenças cabíveis, aproveita o projeto de edificação já
aprovado e executa a obra, causando danos ambientais
irreparáveis. Dada esta situação, o MP move Ação Civil
Pública contra o Município e contra o proprietário
executor da obra, exigindo sua responsabilização civil
solidária pelos danos ambientais. A. Discuta a
responsabilidade civil do Município e do proprietário
executor da obra, sob os pontos de vistas (i) do caráter
subjetivo de sua conduta (dolosa ou culposa); e (ii) do
nexo de causalidade (mediato ou imediato) entre sua
conduta e o dano causado. Em ambos casos, indique o
fundamento de direito positivo aplicável. B. A ação não
foi proposta contra o ex-proprietário que agiu em
conluio com o Município. Poderia, contudo, ser ele
responsabilizado solidariamente com os outros dois réus
? Em caso positivo, deveria ser formado litisconsórcio
necessário ?
- Resposta: A. O candidato deverá discorrer sobre a
responsabilidade civil por dano ambiental, indicando o
seu caráter objetivo (Lei 6938/81, art. 14, p. 1º, CF/88,
art. 225, p. 3º). Qualquer dos três envolvidos poderia
ser, em tese, responsabilizado pelo dano, mesmo que
esteja de boa-fé. O Município é responsável porque
aprovou o projeto de edificação sem levar em conta a
existência de licença ambiental. Já o executor de obra é
responsável porque determinou, concretamente, a
prática do ato que gerou o dano ambiental. Ainda que
o Município não tenha tido participação direta no
dano, poderá ser responsabilizado porque o dano não
aconteceria se houvesse tomado as cautelas cabíveis.
Nesse sentido, o art. 3º, IV, da Lei 6.938/81, define
poluido à o oà a uelaà pessoaà espo s el,à di etaà ouà
indiretamente, pelo dano a ie tal .à B.à Oà pa ti ula à
que concorre dolosamente para a ação poderá
também ser responsabilizado, nos mesmos termos dos
demais réus. Sua responsabilidade é solidária.
Contudo, a escolha das pessoas que comporão o polo
passivo da ação cabe ao autor, pois não existe
litisconsórcio necessário nessa hipótese (STJ, REsp,
843.978-SP).
Magistratura Estadual - Concurso: TJGO - Ano: 2012 -
Banca: FCC - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto:
Unidades de Conservação - Dentre as diretrizes fixadas
pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação,
destaca-seà aà us aàdoàapoioàeàdaà oop aç oàdeàONGs,à
de organizações privadas e pessoas físicas, para o
dese volvi e toà deà pes uisasà ie tífi as à Pe gu ta:à
Essa diretriz harmoniza-se com as disposições do art.
225 da Constituição Federal?
DIREITO CIVIL
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2014 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Atos, Fatos e Negócio Jurídico - Acerca dos defeitos do
negócio jurídico, quais seus conceitos, naturezas,
afinidades, diferenças, modos (vícios do consentimento
e vícios sociais) e consequências jurídicas?
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2013 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Atos,
Fatos e Negócio Jurídico - À luz da jurisprudência
predominante, a fraude contra credores conduz à
anulabilidade do negócio jurídico? Responda
fundamentadamente.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Atos,
Fatos e Negócios Jurídicos - José Costa Manso foi a uma
lojaespecializada em relógios comprar um que fosse
completamente de ouro. Lá chegando, avistou um que
o satisfez. Comprou-o, de imediato, sem indagações.
Dias depois, ao mostrá-lo a um especialista, descobriu
que o relógio não era de ouro, como pensava, já que
relógio de ouro é apenas uma designação ao relógio
recoberto ou banhado a ouro. Frustrada essa sua
vontade, ou seja, não sendo o relógio completamente
de ouro, como imaginava, e tendo-o comprado somente
por isso, vê vício na coisa e quer ajuizar ação redibitória.
Pergunta-se: teria ele sucesso na demanda? Responda
justificadamente.
Magistratura Estadual - Concurso: TJPE - Ano: 2013 -
Banca: FCC - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Atos,
Fatos e Negócios Jurídicos - Mas, as leis tratam a astúcia
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de uma certa maneira, enquanto os filósofos, de outra –
as leis, porque podem garantir um forte controlo, os
filósofos, na medida em que recorrem à razão e à
inteligência. Na verdade, a razão requer que nada se
faça com espírito de insídia, falsidade ou intento
malicioso. Não é verdade que seja insidioso armar
armadilhas, mesmo não sejas tu aquele que começou o
jogo nem tão pouco aquele que causou perturbação ? É
próprio dos animais selvagens caírem nesse estado,
muitas vezes de uma maneira inconsequente. Da
mesma maneira, poderia alguém pôr uma casa para
venda e colocar um anúncio, qual armadilha, e vendê-la
por causa dos defeitos, fazendo assim com que alguém
corra o risco de nisso cair imprudentemente ? Porque a
degradação dos costumes é tão grande, encaro tal
maneira de proceder como não constituindo
propriamente um costume malévolo, nem como sendo
algo que deve ser proibido tanto pela lei como pelo
direito civil, no entanto, tal é proibido pela própria lei
natural (Dos Deveres. De officis. Tradução de Carlos
Humberto Gomes. P. 139, Ed. 70, Lisboa, 2000). Miguel
‘eale,àap sàdis o e àso eàaà teo iaàdoà í i oà ti o ,à
que pode se reproduzida através da imagem dos
círculos concêntricos, sendo o círculo maior o da Moral,
eà oà i uloà e o à oà doà Di eito,à suste taà ueà fo aà daà
Mo alà e isteà oà i o al ,à asà e isteà ta à oà ueà à
ape asà a o al à ouà i dife e teà à o al,à o o,à po à
exemplo, as regras que estabelecem os prazos
p o essuaisà eà o lui:à H ,à pois,à ueà disti gui à u à
campo de Direito que, se não é imoral, é pelo menos
amoral, o que induz a representar o Direito e a Moral
como dois círculos secantes. Podemos dizer que dessas
duas representações, de dois círculos concêntricos e de
dois círculos secantes, a primeira corresponde à
concepção ideal, e a segunda, à concepção real, ou
pragmática, das relações entre o Direito e a Moral
(Lições Preliminares de Direito, 27 ed, PP. 42-43, 11ª
tiragem, Saraiva, 2012). Situe as armadilhas condenadas
por Cícero, e responda em que círculos se encontram,
segundo o entendimento de Miguel Reale.
- Resposta: 1. Proibição de armadilhas encontra-se no
círculo da moral. 2. As armadilhas não são
simplesmente amorais nem ilegais, enquanto não
proibidas por lei. 3. As armadilhas, porém, se
condenadas pela lei encontram-se no campo do
Direito. O Código Civil vigente condena as armadilhas
em alguns dispositivos, ainda que implicitamente, por
exemplo: agasalhando a regra da boa-fé objetiva (art.
422), determinando indenização se o alienante
conhecia o vicio ou defeito da coisa alienada com vício
redibitório (art. 443).
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 -
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Atos,
Fatos e Negócios Jurídicos - Vícios sociais do ato
jurídico. Defina-os. Indique-os.
Magistratura Estadual - Concurso: TJDFT - Ano: 2014 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Bens -
O que é exigível para levar a efeito a extinção do
usufruto pelo não uso ou não fruição do bem gravado?
Responda fundamentadamente e conforme
entendimento jurisprudencial do Superior Tribunal de
Justiça, indicando eventual incidência de prazo extintivo
e sua natureza jurídica, ou outra circunstância hábil à
extinção do usufruto pelo não uso ou não fruição do
bem gravado.
- Resposta: Não prevê o Código Civil qualquer prazo
extintivo para a extinção do usufruto pelo não uso ou
não fruição do bem gravado. Registre-se que a regra
do art. 739, VI, do CC de 1916 não foi reeditada no
Código de 2002. Não obstante, há entendimentos que
admitem a aplicação, por analogia, do art. 1.389, III,
do CC, que estabelece prazo decenal para extinção da
servidão, embora silencie quanto ao diverso instituto
do usufruto. Há outros posicionamentos que concluem
pela pertinência da aplicação, por analogia, do prazo
geral prescricional decenal do art. 205 do Código Civil.
O posicionamento atual do Superior Tribunal de Justiça
afasta, contudo, a possibilidade de aplicação de
qualquer prazo extintivo à hipótese, em coerente
interpretação da lei civil e rigorosa obediência à
dogmática dos prazos extintivos. Com efeito, os prazos
extintivos tem por finalidade propiciar segurança e paz
social. E admitir aplicação por analogia implica
alcançar o reverso do se pretende e se deve
resguardar. Ressalte-se que, no que tange à
decadência, com a operabilidade do Código Civil todos
os prazos decadenciais estão dispostos, conforme
es la e eàMiguelà ‘eale,à e à i ediataà o ex oà o à aà
disposição normativa que a estabelece. Assim é que,
por exemplo, após o artigo declarar qual a
responsabilidade do construtor de edifícios pela higidez
da obra, é estabelecido o prazo de decadência para ser
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elaàexigida .àEà oàh à ual ue àp azoàesta ele idoà aà
lei civil para a extinção do usufruto pelo não uso. Os
prazos prescricionais, de outro norte, não se dirigem a
extinção de direitos, e sim a extinção de pretensões. A
hipótese é de extinção do direito de usufruto do bem
gravado. Anote-se, neste ponto que, dentre as longas e
profícuas discussões travadas pela doutrina na
tentativa de diferenciar cientificamente o instituto da
prescrição e da decadência, em decorrência do
tratamento legal idêntico no Código anterior, merecem
destaque os estudos de Câmara Leal (CÂMARA LEAL,
Antônio Luís da. Da prescrição e da decadência, 2. ed.
Rio de Janeiro: Forense, 1959) e de Agnelo Amorim
(AMORIM FILHO, Agnelo. Critério científico para
distinguir a prescrição da decadência e para identificar
as ações imprescritíveis. Revista de Direito Processual
Civil, v.3,1962), tendo este último tomado como ponto
de partida a classificação dos direitos desenvolvida por
Chiovenda, que os dividem em duas grandes
categorias: a dos direitos a uma prestação, susceptíveis
de violação, reclamados por ação de natureza
condenatória e sob a disciplina da prescrição, e a dos
direitos potestativos, caracterizados pelo estado de
sujeição que seu exercício cria para o outro sem o
concurso de vontade deste, insuscetíveis desse modo
de violação, exercidos extrajudicialmente ou em ações
constitutivas, sujeitos à disciplina dos prazos
decadenciais. Pontes de Miranda, que concluiu a
i o pa elà o aà T atadoà deà Di eitoà P i ado ,à
afirma no tomo VI, ao tratar da prescrição, que o
i stitutoàati geàaàp ete s o,à o i doàsuaàefi ia.à áà
exp ess oà ode a,àt i a,à p es iç o à o espo deà à
praescriptio temporis, temporalis praescriptio, isto, é
ex eç oà deà te po. à Oà ot elà ju istaà aoà o e ta à osà
dispositi osà doà C digoà a te io à essalta a:à áà
discussão sobre se a prescrição apaga o direito ou só
encobre a eficácia da pretensão assenta em ignorância
de história do direito romano, que, ainda nos
p i dios,à sepa aàdi eitoà eà a tioà ... . à áte toà aà talà
quadro, Miguel Reale, na exposição de motivos do
Novo Código Civil ao Ministro da Justiça, esclareceu:
Me ç oà à pa teà e e eà oà t ata e toà dadoà aosà
problemas da prescrição e decadência, que, anos a fio,
a doutrina e a jurisprudência tentaram em vão
distinguir, sendo adotadas, às vezes, num mesmo
Tribunal, teses conflitantes, com grave dano para a
Justiça e assombro das partes.(...) Para por cobro a
uma situação deveras desconcertante, optou a
Comissão por uma fórmula que espanca quaisquer
dúvidas. Prazos de prescrição, no sistema do Projeto,
passam a ser, apenas e exclusivamente, os
taxativamente discriminados na Parte Geral, Título IV,
Capítulo I, sendo de decadência todos os demais,
estabelecidos, em cada caso, isto é, como
complemento de cada artigo que rege a matéria, tanto
na Parte Geral como na Especial. (Senado Federal,
2002, p. 40- à Oà o oà C digoà Ci ilà p ete deuà
sancionar a operabilidade no capítulo que trata dos
prazos extintivos e sistematizar adequadamente os
institutos. Sobre a matéria, em artigo publicado após a
edição do Código, Miguel Reale reafirma (REALE,
Miguel. Visão Geral do Novo Código Civil. Revista dos
Tribunais, São Paulo, n.808, p. 11-19, fev. 2003):
Muitoài po ta teàfoi a decisão tomada no sentido de
estabelecer soluções normativas de modo a facilitar
sua interpretação e aplicação pelo operador do Direito.
Nessa ordem de ideias, o primeiro cuidado foi eliminar
as dúvidas que haviam persistido durante a aplicação
do código anterior. Exemplo disso é o relativo à
distinção entre prescrição e decadência, tendo sido
baldados esforços no sentido de verificar-se quais eram
os casos de uma ou de outra, com graves
conseqüências de ordem prática. Para evitar esse
inconveniente, resolveu se enumerar, na Parte Geral,
os casos de prescrição, em numerus clausus, sendo as
hipóteses de decadência previstas em imediata
conexão com a disposição normativa que a estabelece.
Assim é que, por exemplo, após o artigo declarar qual
a responsabilidade do construtor de edifícios pela
higidez da obra, é estabelecido o prazo de decadência
pa aà se à elaà exigida. à ássi ,à aà exti ç oà doà usuf utoà
pelo não uso ou fruição não está sujeita a qualquer
prazo fixo, e sim, e exclusivamente, ao não
atendimento da finalidade social do bem gravado.
Compreendida a finalidade social em toda a sua
extensão conceitual. Nessa direção, a pertinente lição
de Anderson Schreiber (SCHREIBER, Anderson. Direito
Civil e constituição. São Paulo: Atlas, p. 243-266, 2013):
... à O termo função social corresponde, portanto, a
essa inserção de interesses sociais no âmbito da tutela
da propriedade, que, com isso, deixa de ser encarada
como direito tendencialmente absoluto, para se
constituir em situação jurídica subjetiva complexa,
composta de direitos, ônus, deveres, obrigações. A
função social serve, mais, de fundamento, de
verdadeira causa legitimadora da propriedade privada,
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32
a qual se legitima por meio do atendimento aos
interesses sociais. Esses interesses sociais não são
apenas os mencionados nos arts. 182 e 186 da
Constituição e, mas incluem também quaisquer
interesses voltados à realização dos valores
o stitu io aisà ... à Doà exposto,à fo çaà à o i à ueà oà
usufrutuário é obrigado a exercer seu direito de uso e
fruição em consonância com a finalidade social a que
se destina a propriedade, conforme dispõem os arts.
1.228, § 1º, do Código Civil e 5º, XXIII, da Constituição
Federal. Por fim, confira-se o atual posicionamento do
Superior Tribunal de Justiça, exarado no claro
precedente,à litte is:à DI‘EITOà CIVIL.à ‘ECU‘“Oà
ESPECIAL. AÇÃO DE EXTINÇÃO DE USUFRUTO.
PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 211/STJ.
DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL NÃO DEMONSTRADO.
REEXAME DE FATOS E PROVAS. INADMISSIBILIDADE.
NÃO USO OU NÃO FRUIÇÃO DO BEM GRAVADO COM
USUFRUTO. PRAZO EXTINTIVO. INEXISTÊNCIA.
INTERPRETAÇÃO POR ANALOGIA. IMPOSSIBILIDADE.
EXIGÊNCIA DE CUMPRIMENTO DA FUNÇÃO SOCIAL DA
PROPRIEDADE. 1- A ausência de decisão acerca de
dispositivos legais indicados como violados, não
obstante a interposição de embargos de declaração,
impede o exame da insurgência quanto à matéria. 2- O
dissídio jurisprudencial deve ser comprovado mediante
o cotejo analítico entre acórdãos que versem sobre
situações fáticas idênticas.3- O reexame de fatos e
provas em recurso especial é inadmissível. 4- O
usufruto encerra relação jurídica em que o usufrutuário
- titular exclusivo dos poderes de uso e fruição - está
obrigado a exercer seu direito em consonância com a
finalidade social a que se destina a propriedade.
Inteligência dos arts. 1.228, § 1º, do CC e 5º, XXIII, da
Constituição.5- No intuito de assegurar o cumprimento
da função social da propriedade gravada, o Código
Civil, sem prever prazo determinado, autoriza a
extinção do usufruto pelo não uso ou pela não fruição
do bem sobre o qual ele recai. 6- A aplicação de prazos
de natureza prescricional não é cabível quando a
demanda não tem por objetivo compelir a parte
adversa ao cumprimento de uma prestação. 7-
Tratando-se de usufruto, tampouco é admissível a
incidência, por analogia, do prazo extintivo das
servidões, pois a circunstância que é comum a ambos
os institutos - extinção pelo não uso - não decorre, em
cada hipótese, dos mesmos fundamentos. 8- A extinção
do usufruto pelo não uso pode ser levada a efeito
sempre que, diante das circunstâncias da hipótese
concreta, se constatar o não atendimento da finalidade
social do bem gravado. 9- No particular, as premissas
fáticas assentadas pelo acórdão recorrido revelam, de
forma cristalina, que a finalidade social do imóvel
gravado pelo usufruto não estava sendo atendida pela
usufrutuária, que tinha o dever de adotar uma postura
ativa de exercício de seu direito. 10- Recurso especial
não provido. (REsp 1179259/MG, Rel. Ministra NANCY
ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 14/05/2013,
DJe 24/05/2013). 1- Utilização correta do idioma oficial
e capacidade de exposição - 2 Desenvolvimento do
tema - 2.1 Inexistência de prazo extintivo - 2.1.1
Afirmação fundamentada de que não há prazo
prescricional ou decadencial que possa ser aplicado
para a extinção do usufruto pelo não uso ou fruição do
bem gravado - 2.1.2 Alusão à natureza distinta dos
prazos decadenciais e prescricionais, e explicação
adequada da impossibilidade técnica de aplicação por
analogia dos aludidos prazos extintivos - 2.2 A violação
da finalidade social do bem gravado como única
circunstância hábil à extinção do usufruto pelo não uso
ou não fruição - 2.2.1 Explicação de que o usufrutuário
é obrigado a exercer seu direito de uso e fruição em
consonância com a finalidade social a que se destina a
propriedade, conforme dispõem os arts. 1.228, § 1º, do
Código Civil e 5º, XXIII, da Constituição Federal, sob
pena de extinção pelo não uso ou fruição adequados
do bem gravado.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2008 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Busca e
Apreensão - Em ação de busca e apreensão de bem
objeto de alienação fiduciária convertida em ação de
depósito, o Réu regularmente citado, ofereceu
contestação, alegando que o bem foi furtado e
requerendo a extinção do processo sem apreciação do
mérito, tanto mais que não fora formulado pedido
alternativo de condenação ao pagamento do
equivalente em dinheiro. Sendo você o juiz, como
solucionaria a controvérsia? Dispensa-se a adoção da
forma de sentença.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2014 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Contratos - João e Alberto, este proprietário de grande
área rural, firmaram escriturapública de compra e
venda da área, mediante o pagamento parcelado do
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preço, vencendo a primeira parcela um mês após a
assinatura da escritura e outras duas mensais e
subsequentes. Na escritura constou cláusula pela qual
João, no prazo de três dias, indicaria a pessoa que
deveria receber os direitos aquisitivos sobre a área, o
que foi feito na pessoa de Oswaldo. Após o pagamento
da primeira parcela, as demais restaram inadimplidas.
Pede-se ao candidato que : a- estabeleça
justificadamente a natureza jurídica do negócio ajustado
entre os contratantes; b- informe quais as posições
contratuais assumidas por João, Alberto e Oswaldo; c-
esclareça quem deve figurar nos polos ativo e passivo de
uma eventual demanda para rescindir o negócio.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2014 -
Banca: TJMT - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Contratos - A boa fé objetiva, como clausula geral
norteadora da analise das relações contratuais, exerce
três funções: atua como cânone hermenêutico-
interpretativo, como criadora de deveres jurídicos
anexos ou de proteção e como limite ao exercício de
direitos subjetivos. Explique os deveres jurídicos anexos
ou de proteção decorrentes da boa-fé objetiva.
- Resposta: A indagação, como formulada, reduziu a
sua extensão, ao utilizar a conjunção alternativa OU,
que liga palavras, expressando exclusão, oposição ou
dú ida:à Expli ueà osà de e esà ju ídi osà a exosà ouà deà
proteção decorrentes da boa-f à o jeti a. àPo ta to,àoà
candidato que tão somente dissertou sobre os deveres
de proteção respondeu corretamente. Aqui, deve
prevalecer o ensinamento da doutrina nacional.
Quanto aos deveres anexos, também denominados de
secundários ou laterais, conforme acentua Tartuce,
fo a à uitoà e à explo ados,à {...}à oà B asil,à po à
/Cl isà doà Coutoà eà “il aà pa aà ue à à osà de e esà
secundários comportam tratamento que abranja toda
a relação jurídica. Assim, podem ser examinados
durante o curso ou o desenvolvimento da relação
jurídica, e, em certos casos, posteriormente ao
adimplemento da obrigação principal. Consistem em
indicações, atos de proteção, como o dever de afastar
danos, atos de vigilância, da guarda de cooperação, de
assist ia à áà o igaç o...,à ,à p. .à Oà
doutrinador gaúcho sustenta que o contrato e a
obrigação trazem um processo de colaboração entre as
partes decorrente desses deveres anexos ou
secundários, que devem ser respeitados pela parte em
todo o curso obrigacional, ou seja, em todas as fases
pelas quais passa o contrato. A quebra desses deveres
anexos gera a violação positiva do contrato com
responsabilização civil daquele que desrespeita a boa-
fé objeti a. à Tá‘TUCE,à Fl io.à Di eitoà Ci il:à teo iaà
geral dos contratos e contratos em espécie,
v.III.4.ed.rev.e atual. Rio de Janeiro: Forense – São
Paulo: Método, 2009, p.112-113). Entre os deveres
a exos,àpode àse à itados,àe t eàout os:à a- o dever de
cuidado em relação à outra parte negocial; b- o dever
de respeito; c- o dever de informar a outra parte
quanto ao conteúdo do negocio; d- o dever de agir
conforme a confiança depositada; e- o dever de
lealdade e probidade; f- o dever de colaboração ou
cooperação; g- o dever de agir conforme a
azoa ilidade,à aà e uidadeà eà aà oaà az o. à Tá‘TUCE,à
Flávio. Idem, p.113). Dessa forma, os deveres de
proteção não são gênero, mas espécie. O núcleo pode
ser assim sintetizado: os deveres de proteção, também
denominados de cuidado ou de segurança, são aqueles
que impõem às partes, durante o contrato, evitar que
sejam causados danos ao patrimônio ou à pessoa do
parceiro contratante.
Magistratura Estadual - Concurso: TJPB - Ano: 2011 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Contratos - A Agência de Turismo Beta ajuizou ação, sob
o rito comum ordinário, contra a Construtora e
Incorporadora Alfa, alegando que adquirira, em
20/5/2007, os direitos de compra de uma sala para
escritório, mediante instrumento de cessão de direitos,
que contara com a anuência da ré. Argumentou, ainda,
que a data prevista para a entrega do imóvel era
20/5/2010, com tolerância de mais 180 dias, para os
casos fortuitos ou de força maior, e que o imóvel
somente lhe fora entregue em 20/6/2011. Registrou,
também, a autora que a entrega das chaves fora
condicionada à assinatura de um termo de plena
quitação das obrigações assumidas pelas partes no
contrato, mas que, antes de firmá-lo, procedera à
notificação extrajudicial da ré, ressalvando a cláusula
referente ao prazo de entrega da obra. Aduziu a
inexistência de qualquer motivo que justificasse o atraso
da obra, entendendo ter o direito de ser indenizada, no
valor gasto com aluguéis até a data em que instalou, no
local adquirido, sua nova filial, o que ocorreu em
20/8/2011, após concluída a reforma no local, cujo
projeto já estava pronto e para a qual já havia
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contratado um arquiteto e a mão de obra necessária
para a execução da obra. Alegou, também, que sofrera
profundo abalo ante a demora na entrega das chaves,
visto que, não tendo instalado sua filial na data prevista,
deixara sua clientela frustrada com a indisponibilidade
da nova sala. Referiu, ainda, ter sofrido imenso prejuízo,
uma vez que perdera a chance de celebrar contratos na
região em que se localiza a sala comercial adquirida. A
autora requereu a procedência do pedido, com a
condenação da ré ao pagamento de R$ 30 mil (R$ 2 mil
por mês de aluguel pago em outra sala comercial),
fazendo a juntada dos recibos; de R$ 100 mil a título de
dano moral e de R$ 50 mil pelos danos acarretados pela
perda da chance de celebração de contratos, tudo com
juros e correção monetária, além das custas processuais
e dos honorários advocatícios. Regularmente citada, a ré
apresentou contestação. Em preliminar, alegou a
impossibilidade jurídica do pedido, por não haver, no
ordenamento jurídico, previsão para indenização pela
perda de chance tampouco por dano moral sofrido por
pessoa jurídica. Alegou, ainda, que a assinatura do
termo representava um óbice à propositura da ação e
que a inflação havia ocasionado retardamento na
conclusão da obra, fato que, segundo ela, imporia a
aplicação da teoria da imprevisão. Alegou a inexistência
de previsão legal para o pagamento das quantias
pleiteadas pela autora a título de dano material e moral.
Aduziu que condicionara a entrega do imóvel à
assinatura de termo de renúncia de ação de indenização
por atraso na prática do ato e que, tendo a promissária
compradora assinado o termo, sem fazer prova de vício
que pudesse torná-lo nulo, a renúncia teria plena
eficácia jurídica. Requereu, ao final, a improcedência
dos pedidos, com a condenação da autora nas custas
processuais e nos honorários advocatícios. Em réplica, a
autora argumentou que os fatos alegados pela ré para
esquivar-se da responsabilidade de indenizar eram
desprovidos de prova, registrando que a crise alegada
pela ré fora causada pelo desenvolvimento de uma
política de crescimento exagerado, sem o respectivo
planejamento, e não pela inflação. Sustentou seu direito
em obter a indenização, nos moldes expostos na inicial.
Regularmente intimadas para especificarem provas, a
autora protestou pelo julgamento antecipado da lide e a
ré nada requereu. Com base no relato acima
apresentado, que deve ser considerado como o
relatório da peça processual, redija, na condição de juiz
federal substituto, apenas a fundamentação e a decisão.
- Resposta: Capacidade de expressão na modalidade
escrita e atendimento às normasdo registro formal
culto da língua portuguesa, Desenvolvimento do tema,
Possibilidade jurídica do pedido / Mérito / Teoria da
asserção / Perda da chance admitida no direito
brasileiro / Dano moral (Súmula 227/STJ). Não
prevalência do termo / Inflação / Alegação sem
fundamento (CPC, art. 333, II). Não cabimento de
indenização pela perda da chance e por danos morais /
Cabimento parcial de danos materiais. Dispositivo:
Resolução nos termos do art. 269, I, do CPC /
Procedência parcial dos danos materiais / Juros e
correção monetária / Improcedência do pedido de
indenização por danos morais e da perda de chance /
Distribuição do ônus de sucumbência (CPC, art. 21).
Magistratura Estadual - Concurso: TJGO - Ano: 2010 -
Banca: TJGO - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Contratos - A função social do contrato prevista no
artigo 421 do CCB é matéria de ordem pública? Tal
disposição legal se aplica às relações de consumo
reguladas pela Lei nº 8.078/90?
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2013 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Contratos - Contratos no Direito Privado. Distinção
entre contrato comum (não empresarial), empresarial e
de consumo. Princípios fundamentais dos contratos: (a)
da autonomia privada, (b) do consensualismo, (c) da
força obrigatória (pacta sunt servanda), (d) do equilíbrio
econômico, (e) da função social, (f) da boa-fé objetiva.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2008 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Contratos - D ioà D á tas,à asadoà o à Ma iaà I ez,à
ostentava procuração por instrumento particular com
amplos poderes, outorgada pela mulher, para a gerência
dos negócios e patrimônio desta. Desfeita a sociedade
conjugal, Maria Inez revogou o mandato e notificou o
ex- a ido.à ápesa à daà otifi aç o,à D ioà D á tasà
celebrou em nome do ex-cônjuge contrato de
e p sti oà o à oà a oà L O asiu it.à “e à sa e à doà
contrato bancário, que por isso não foi adimplido
conforme o pactuado, Maria Inez se viu citada em
execução por título extrajudicial, defendendo-se, por
meio de embargos, com base no argumento de
ineficácia do negócio jurídico tendo em vista que o
contrato foi celebrado após a notificação do mandatário
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acerca da revogação do mandato. A seu turno, o banco
ressaltou sua condição de terceiro de boa-fé, já que não
possuía meios de saber sobre a revogação do mandato,
al à doà fatoà deà ueà D ioà D á tasà ha itual e teà
celebrava em nome de Maria Inez diversas operações
bancárias. Considerando os fatos provados e
dispensando-se o relatório, decida o conflito na forma
de sentença, com abordagem das questões e regras
jurídicas inerentes ao tema.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRR - Ano: 2008 -
Banca: FCC - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Contratos - Determinada pessoa jurídica adquire de
outra bens móveis duráveis destinados à utilização,
como maquinário, em seu processo industrial. A) este
contrato será considerado de consumo ou contrato
empresarial ? Responda, justificando e expondo as
posições doutrinárias aplicáveis. B) explique as
consequências da qualificação jurídica desse contrato
em termos de responsabilidade civil por vícios
redibitórios dos bens adquiridos.
- Resposta: a) a definição da natureza jurídica do
contrato, no caso proposto, depende da qualificação
jurídica do adquirente. Se este se enquadra no conceito
legal de consumidor, o contrato será de consumo. Na
hipótese em questão, o adquirente é sociedade
empresária e o bem é utilizado em seu processo
produtivo. As duas partes são empresárias e o bem é
utilizado para atividade lucrativa. Vale dizer, o
comprador não adquiriu na qualidade de consumidor
final para satisfação de suas necessidades pessoais.
Por outro lado, a questão não aponta a
hipossuficiência de uma parte em relação à outra.
Logo, considerando os contornos do caso apresentado
e também a jurisprudência sobre o assunto, é possível
afirmar que o contrato em questão não pode ser
considerado como contrato de consumo. De todo o
modo, considerando as divergências doutrinárias, e
mesmo jurisprudências sobre o conceito de
destinatário final do bem, desde que bem
fundamentada, poderá ser considerada também a
resposta que defendeu a natureza consumerista da
avença. Com efeito, consumidor, na dicção do código, é
o destinatário final da mercadoria ou serviço. No caso
em exame, interessa a delimitação do conceito de
destinatário final. Há doutrina que chega a defender
que a pessoa jurídica com fins lucrativos não se
enquadra no conceito de consumidor. De outra parte,
há a corrente que procura ampliar o conceito de
consumidor, entendendo como tal todo aquele que
adquire um bem produzido em escala industrial, seja
ele pessoa física ou jurídica, empresária ou não. Entre
os dois extremos, identificam-se principalmente, as
seguintes correntes (1) se o produto é adquirido com
finalidade de revenda, o adquirente não é o
destinatário final e, portanto, não é consumidor; (2) se
o produto é matéria prima, insumo ou bem de capital,
o adquirente não é consumidor, porque a aquisição foi
feita com finalidade empresarial, em relação a esta
hipótese, há também aqueles que defendem uma
ampliação do conceito de consumidor, entendem que
se trata de consumo porque aquele bem
especificamente terminou o seu ciclo econômico,
embora integrando um processo de industrialização (3)
se o adquirente é econômica ou tecnicamente mais
fraco (hipossuficiente) em relação ao fornecedor,
poderá invocar o CDC, mesmo que se trate de pessoa
jurídica e mesmo que o bem seja utilizado em atividade
lucrativa, tal peculiaridade deve ser investigada caso a
caso. b) aos contratos empresariais aplica-se o a
disciplina do Código Civil. Aos contratos de consumo
aplica-se a disciplina do CDC. No que tange à disciplina
dos vícios redibitórios, as principais diferenças entre os
dois sistemas: (1) o prazo pra reclamação, em se
tratando de contrato empresarial, é de 30 dias para
bens não duráveis e 90 dias para bens duráveis; (2) de
acordo com o CDC, além do abatimento proporcional
do preço ou desfazimento do negócio, o consumidor
pode pleitear a substituição da coisa, concedendo ao
fornecedor o prazo de 30 dias para tentar sanar o
defeito. Ainda pode-se destacar que, nas relações de
consumo, o juiz pode inverter o ônus da prova, há
solidariedade entre os fabricantes; e a
responsabilidade por perdas e danos independe de
culpa.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2012 -
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Contratos - Discorra fundamentadamente sobre a
violação positiva do contrato, contemplando as
concepções doutrinárias a respeito de seu conceito no
Direito Brasileiro, bem como sua relação com os
conceitos de mora e inadimplemento das obrigações.
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- Resposta: Espera-se do candidato a definição de
violação positiva do contrato que contemple o
descumprimento de deveres laterais derivados da boa-
fé (COSTA, Jorge Cesa Ferreira da. A boa-fé e a violação
positiva do contrato. Rio de Janeiro: Renovar, 2002, p.
273), bem como a posição doutrinária que afirma
configurar-se a violação positiva na hipótese em que a
obrigação não é cumprida no modo pactuado,
qualificando-se o oà u p i e toà ui àouài exatoàdoà
o t ato à PONTE“à DEà MI‘áNDá,à Jos à Ca al a ti.à
Tratado de Direito Privado. Tomo XXVI. Rio de Janeiro:
Borsoi, p. 15) - Quanto à relação entre mora e
inadimplemento, espera-se do candidato a
demonstração de que, enquanto namora e no
inadimplemento ocorre inexecução da obrigação, na
iolaç oà positi aà doà o t atoà te à luga à u aà aç oà
positi a à doà de edo ,à po à se à satisfaze à
ade uada e teà oà i te esseà doà edo .à TEPEDINO,à
Gustavo et al. Código Civil Interpretado Conforme a
Constituição da República. Volume I. Rio de Janeiro:
Renovar, 2004, p. 693). Admite-se, alternativamente,
resposta em que se afirme que a violação positiva pode
se enquadrar no conceito de mora ou de
inadimplemento, haja vista o teor do artigo 394 do
Código Civil que também qualifica como mora o
u p i e toà ueà oà à ealizadoà aà fo aà ueàaà leià
ouà aà o e ç oà esta ele e à ouà ueà aà iolaç oà
positiva, como inexecução de deveres laterais, é uma
forma de inadimplemento que não se refere à
prestação principal (COSTA, Jorge Cesa Ferreira da. Op.
Cit., p. 273). - QUESITO AVALIADO NOTA - 1)
APRESENTAÇÃO E ESTRUTURA TEXTUAL (legibilidade,
respeito às margens, paragrafação, coerência,
concisão, clareza, propriedade vocabular); ASPECTOS
GRAMATICAIS (morfologia, sintaxe de emprego e
colocação, sintaxe de regência e pontuação);
ASPECTOS FORMAIS (erros de forma em geral e erros
de ortografia); CAPACIDADE DE INTERPRETAÇÃO E
EXPOSIÇÃO 2) DESENVOLVIMENTO DO TEMA: a)
Referência exp essaà à oç oàdeà adi ple e toà ui à
ou expressão equivalente. b) Referência expressa à
violação de deveres laterais derivados da boa-fé. c) 3
Possibilidades de resposta: a) Afirmação de que a
violação positiva do contrato é uma categoria que não
se confunde com a mora e com o inadimplemento
absoluto/definitivo, uma vez que, enquanto estes
ocorrem mediante inexecução da obrigação, a violação
positiva consiste em execução que não atende
adequadamente ao interesse do credor. OU b)
Alternativamente, admite-se como resposta a
afirmação de que a violação positiva do contrato pode
qualificar-se como modalidade de mora ou de
inadimplemento definitivo que se configura pelo não
u p i e toà daà o igaç oà aà fo aà ueà aà leià ouà aà
o e ç oàesta ele e à art. 394 do Código Civil) OU c)
ainda, que violação positiva, como inexecução de
deveres laterais, é uma forma de inadimplemento que
não se refere à prestação principal.
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2007 -
Banca: TJSP - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Contratos - DISSERTAÇÃO-Plano de Saúde. Contratos
que o estabelecem. Sua natureza e elementos
característicos. Atos normativos que regulam as
relações entre os contratantes. Coberturas obrigatórias
e exclusões permitidas pela lei. Regras a serem
obedecidas nas cláusulas restritivas e na interpretação
dos contratos.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2006 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Contratos - Disserte sobre os dois questionamentos. a)
A propositura da ação declaratória negativa inibe o
aforamento da ação de execução relativamente ao
mesmo crédito? Justifique a suaresposta; b) É possível a
propositura de ação declaratória visando à
interpretação de cláusulas contratuais? Justifique a sua
resposta.
- Resposta: a) É possível nos termos do disposto no
artigo 585, § 1.º do Código de Processo Civil. Os
argumentos dos candidatos deverão levar à conclusão
do disposto no artigo mencionado. b) O candidato
deverá dissertar interpretando literalmente o artigo
4.º, I do CPC. Em primeiro plano, não seria possível
concluir que sim, pois a cláusula contratual não se
o fu deà o à aà elaç oà ju ídi a.à Esseà e te di e toà
não se harmoniza, porém, com a finalidade do
i stituto,à ueà està laà fo eà laà plusà le eà età laà plusà
d li ateà d exe i eà duà pou oi à judi iai e,à età doità t eà
considerée comme très utile aux litigants et à la vie
sociale. Da interpretação de uma única cláusula
contratual depende, muitas vezes, a solução de todo o
litígio, o que autoriza o ajuizamento da declaratória,
presente o interesse processual. É a orientação mais
li e al,à seguidaà pelaà dout i aà eà pelaà ju isp ud ia. à
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37
(João Batista Lopes. Ação Declaratória. EditoraRT. 4.ª
edição. São Paulo: 1995, p.71). 1 Tradução livre do
Elaborador: é a forma mais elevada e a mais delicada
de exercício do Poder Judiciário. E deve ser considerada
como muito útil aos litigantes e à vida social. 3 .
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2013 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Contratos - João é locutor esportivo da TV Alfa desde
1990, atuando nas transmissões de partidas de futebol,
sendo mesmo considerado o símbolo dessa emissora no
que concerne a esse esporte. Em 1.º de março de 2012,
João renova seu contrato com a TV Alfa por mais 5 anos,
no qual consta cláusula de exclusividade durante toda a
vig ia,à eà aà segui teà l usulaà pe al:à aà pa teà ueà
descumprir as disposições deste contrato ficará sujeita à
pena de R$ 5 milhões de reais, sem prejuízo do
essa i e toà deà eve tuaisà pe dasà eà da os .à P ev -se,
ainda, que o contrato será mantido em sigilo, salvo se
sua exibição for necessária para defesa de direitos das
partes. No 1.º de março de 2013, João anuncia
abruptamente, sem fazer qualquer imputação à TV Alfa,
sua imediata transferência para a TV Beta, onde assume
o posto de principal locutor esportivo. Com isso, a TV
Alfa perde patrocínio no valor de R$ 10 milhões, pois o
patrocinador vinculara a verba à participação de João
nas transmissões da emissora, sendo esse o único
prejuízo comprovado decorrente da saída do locutor.
Considerado apenas prejuízos materiais, pedem-se
respostas justificadas às seguintes indagações: a)
Considerados os dispositivos legais aplicáveis à espécie,
qual o valor poderá ser cobrado pela TV Alfa de João? b)
Pode a TV Alfa reclamar ressarcimento também da TV
Beta? Em caso afirmativo, de que valor?
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Contratos - Joelson Silva, brasileiro, divorciado,
residente e domiciliado em Contagem (MG), empresário
individual, devidamente registrado na JUCEMG,
explorando o ramo de hortifrutigranjeiros, desenvolvia o
seu negócio em imóvel próprio, na cidade de Belo
Horizonte (MG ,à ueà e i iaà oà títuloà “áCOLÃOà VENDáà
NOVá .à E dividado,à ele ouà o à u à dete i adoà
banco comercial um contrato de mútuo. Os recursos
obtidos com este contrato foram suficientes para que
ele quitasse as dívidas então existentes. Contudo, sem
capital de giro, ajustou com um banco uma operação de
abertura de crédito em conta corrente, no limite de R$
100.000,00 (cem mil reais), que, por sua vez, foi
documentada por uma Cédula de Crédito Bancário
emitida por ele em favor da respectiva instituição
financeira. Joelson Silva não conseguiu honrar as
obrigações contraídas nos respectivos prazos. Assim, ele
ingressou com uma ação revisional do contrato de
mútuo, invocando a aplicação do Código de Defesa do
Consumidor, citando uma série de cláusulas contratuais
que, supostamente, seriam abusivas. Entre as cláusulas
itadas,à Joelso à desta ouà asà segui tes:à i à Fi aà
estipulado expressamente e aceito pelo MUTUÁRIO que
a taxa de juros será definida pelo Banco de acordo com
os parâmetros utilizados para operações desta
natu eza. à ii à E à asoà deà i adi pl ia,à al à dosà
juros moratórios à razão de 1% a.m, será devida multa
moratória equivalente a 2% por mês até a
efetiva uitaç oàdaàdívida. à iii à OàBa oàfi aàauto izadoà
a debitar nas contas correntes do MUTUÁRIO as
quantiasà devidasà e à vi tudeà doà p ese teà o t ato. à
Concomitantemente, o banco ajuizou em desfavor de
Joelson uma execução por quantia certa lastreada na
Cédula de Crédito Bancário, instruindo a inicial com os
extratos da conta corrente, discriminando as parcelasutilizadas do crédito aberto. a) Quanto à ação revisional
noticiada, na qualidade de Juiz(íza), avalie as supostas
abusividades do contrato de mútuo apontadas pelo
autor. Limite a análise em, no máximo, dez linhas. b)
Uma vez citado na noticiada execução, Joelson opôs
embargos, arguindo, tão-só, a carência de ação do
exequente face à iliquidez do seu crédito e ao disposto
na súmula 233 do STJ. Como você, na qualidade de
Juiz(íza), decidiria estes embargos. Justifique,
abordando os aspectos
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Contratos - José dos Anzóis realizou com Antônio
Prometeu contrato de promessa de compra e venda,
com cláusula de arrependimento, sobre uma gleba de
terras na periferia da cidade. A promessa de compra e
venda não foi registrada, mas foi quitada devidamente.
Após a quitação, o promitente vendedor se nega a
passar a escritura definitiva. Então, o promitente
comprador ajuíza ação de outorga de escritura, onde
sustenta que a promessa de compra e venda quitada,
independente de registro imobiliário, gera-lhe direito à
escritura, e requer que, após processamento do pedido,
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seja-lhe outorgada a escritura definitiva do imóvel pelo
promitente vendedor, em prazo determinado na
sentença, sob pena de esta lhe suprir a vontade.
Contestado o pedido, o promitente vendedor sustenta a
invalidade do contrato de promessa de compra e venda,
pela ausência do registro e, em mérito, diz-se
arrependido e que quer fazer uso da cláusula de
arrependimento, indenizando o promitente comprador
do valor pago, corrigido. Decida.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2012 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Contratos - Julio, profissional liberal com renda e futuro
incertos, celebrou contrato de seguro de vida em que
indicou seus dois filhos como beneficiários. Seis meses
após firmar o contrato, e desgostoso com a descoberta
de grave moléstia, resolveu suicidar-se, para desespero
de todos. Está a seguradora obrigada a pagar o seguro?
Responda apontando os dispositivos legais
eventualmente aplicáveis.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 -
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Contratos - Proposta uma ação de despejo por falta
de pagamento e por descumprimento do contrato
quanto à destinação do imóvel c/c cobrança dos
aluguéis que se vencerem no curso da ação, o réu,
regularmente citado, purgou a mora integralmente e
ofertou contestação em relação aos demais
fundamentos, argumentando que o imóvel estava sendo
usado para a finalidade não residencial estabelecida no
contrato (escritório de representação), requerendo
inclusive inspeção judicial, que foi realizada, mas
constatou foi a sublocação do prédio para uso
residencial, como alegado na petição inicial. Por fim,
estando os autos conclusos para sentença, o autor
noticiou ao Juízo que o imóvel se encontrava
abandonado e que o réu ficou devendo os aluguéis dos
dois últimos meses anteriores ao abandono. Pergunta-
se: se o candidato fosse o Juiz da causa, que
providência adotaria no respeitante ao mencionado
abandono e como decidiria os três pedidos aduzidos na
petição inicial?
Magistratura Estadual - Concurso: TJPE - Ano: 2013 -
Banca: FCC - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Contratos - Tendo celebrado contrato de seguro de
veiculo, envolveu-se o segurado em colisão,
aparentemente embriagado, negando-se porém a
realizar teste com etilômetro ou exame químico
toxicológico. A seguradora nega-se à cobertura
securitária, afirmando que o mero fato de o segurado
encontrar-se embriagado agravou o risco, ainda que não
tenham sido definidas com precisão as causas do
acidente. Afirmou ainda que o segurado havia se
mudado, sem ter avisado a seguradora da alteração
residencial, o que caracterizou infração contratual,
justificando a ausência de pagamento do seguro
também por esse aspecto. O segurado insiste em sua
pretensão, executando judicialmente o valor da
indenização que reputa devido, em função dos danos
verificados no veiculo e segundo o contrato não
honrado, pleiteando juros moratórios e correção
monetária a partir do evento, bem como indenização
por danos morais, em razão dos transtornos
decorrentes do inadimplemento contratual. Analise os
fatos narrados, tanto no tocante à negativa de
cobertura do seguro, como no que diz respeito à via
judicial escolhida e verbas pecuniárias pleiteadas,
concluindo sobre a possibilidade ou não de acolhimento
dos pedidos.
- Resposta: O candidato deverá argumentar sobre a
ausência de nexo causal entre o acidente e a
embriaguez, bem como a relação à mudança de
endereço residencial. Quanto à via judicial escolhida,
deverá argumentar sobre a executividade ou não do
contrato, uma vez que o art. 585, III, do CPC, refere-se
somente ao seguro de vida. Admitir-se-ão a
propositura pelo rito sumário (art. ,àII,à e ,àCPC àouà
pela via monitória (CPC, art. . ,à a .à De e à oà
candidato posicionar-se quanto ao termo inicial dos
juros moratórios e correção monetária, bem como
sobre o cabimento ou não dos danos morais, admitidos
excepcionalmente, apenas no tocante ao
inadimplemento obrigacional. Quanto aos juros, são
cabíveis da citação, por se tratar de inadimplemento
contratual e não aquiliano (art. 405 do CC); a correção
monetária é admitida a partir da negativa de
cobertura securitária, que caracteriza o vencimento da
dívida (Lei 6.899, art. 1º, p. 1º).
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2014 -
Banca: FUNDEP - GESTÃO DE CONCURSOS - Disciplina:
Direito Civil - Assunto: Direitos das Sucessões -
Marcelo, ainda solteiro, nascido em 15/11/1933,
conheceu Ana Paula, solteira, nascida em 24/10/1940, e
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39
com ela teve um filho, nascido em 15/02/1958, que
recebeu o nome de Onofre. Em junho de 1965, Marcelo
casou-se, pelo regime legal, com Maria de Lourdes, filha
de um casal humilde da cidade de Baependí (MG), com
quem teve três outros filhos: Roberto, Romário e
Ricardo (trigêmeos nascidos em 26/09/1967). Desde o
casamento sempre residiram na cidade supracitada.
Ocorre que, em abril de 1975, Marcelo, ainda casado,
em viagem de negócios à cidade de São Lourenço (MG),
conheceu Marília, solteira, e, sem que ela tivesse
conhecimento que ele era casado, passaram a manter
um relacionamento amoroso. Em maio de 1980,
Marcelo, que passava uma semana em cada cidade e
custeava as despesas (inclusive as pessoais) de ambas as
mulheres (que não possuíam qualquer patrimônio e
jamais exerceram qualquer atividade remunerada),
tomou conhecimento que Marília estava grávida de um
filho seu e, ato contínuo, adquiriu, em nome dela, uma
casa de morada (avaliada, atualmente, em R$
400.000,00), na rua mais movimentada de São Lourenço
(MG). Em 15/10/1980, nasceu Romeu, tendo Marcelo
registrado o filho no dia seguinte. Marcelo levava, desde
que conheceu Marília, uma vida dupla. Em Baependí,
todos o co he ia à o oà oà zelosoà a idoà deà Do aà
Ma iaà deà Lou des à e,à e à “ oà Lou e ço,à todosà oà
o he ia à o oà oà o dosoà eà a velà a ido à deà
Do aà Ma ília .à Ma eloà e aà o e ia teà e,à du a teà
toda a vida, sempre manteve suas finanças em ordem.
Infelizmente, em 1997, Romário, um de seus filhos
trigêmeos, viúvo, faleceu num acidente automobilístico
deixando dois filhos Marta e Maurício.
Patrimonialmente, ainda em 1950, com o falecimento
de ambos os pais de Marcelo, recebeu ele como
herança uma fazenda (avaliada, atualmente, em R$20.000.000,00). Em 1963, comprou um apartamento no
bairro do Leblon (RJ) (avaliado, atualmente, em R$
4.200.000,00) e, em 1968, uma casa na cidade de
Baependí (MG) (avaliada, atualmente, em R$
900.000,00). Comprou, ainda, em 1995, dois
apartamentos no bairro Sion (BH) (avaliado, cada um,
atualmente, em R$ 800.000,00). No ano de 2000, doou
o valor de R$ 50.000,00, para seu filho Onofre. No ano
de 2001, foi a um cartório de notas em Barbacena (MG),
onde elaborou seu testamento legando, à Fundação
Bom Pastor, um dos apartamentos que possuía em Belo
Horizonte (BH) e, o apartamento do Leblon (RJ), a seu
neto Maurício (filho de seu filho Romário). No ano de
2002, celebrou contrato particular de convivência com
Marília, onde reconheceu que, com ela, conviveu
maritalmente, desde abril de 1975. No ano de 2005,
iniciou um tratamento para combater um câncer. Veio a
falecer em 26/02/2013, ocasião que Marília e Maria de
Lourdes (no velório do corpo de Marcelo) foram
apresentadas e tomaram conhecimento da existência do
duplo relacionamento amoroso vivido por Marcelo. As
despesas hospitalares e com o funeral de Marcelo
totalizaram R$ 60.000,00. Ele tinha, ainda, uma
aplicação financeira no importe de R$ 1.200.000,00
(fruto do recebimento de um prêmio de loteria recebido
em 1998). Quando do falecimento de Marcelo, tanto ele
quanto Marília e Maria de Lourdes não possuíam
qualquer outro bem senão os descritos nesta questão.
Manifeste-se, fundamentadamente, sobre os possíveis
direitos sucessórios de Ana Paula, Onofre, Maria de
Lourdes, Roberto, Ricardo, Romário, Marta, Maurício,
Marília, Romeu e à Fundação Bom Pastor, indicando,
expressamente, ainda, o valor (em reais) cabível a cada
parte. A resposta não deve ser em forma de parecer,
bem como deve ser integralmente fundamentada.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direito
das Sucessões - Como donatário de um imóvel,
constituído por um apartamento residencial, situado em
região nobre da cidade de Belo Horizonte, Carla Maria,
que reside em outro imóvel de sua propriedade, quer
vendê-lo, a despeito de estar o imóvel gravado com
cláusula de inalienabilidade e, consequentemente, de
impenhorabilidade e incomunicabilidade. O gravame
decorreu de vontade do doador, seu pai, encerrada em
cláusula testamentária, instituída e cumprida,
devidamente, no correr do ano de 2003, ano da
moléstia e morte dele, pai. Não cogita a donatária e
proprietária do apartamento converter o produto da
venda em outro bem, fazendo incidir sobre ele as
restrições apostas ao apartamento vendido, porque está
acometida de grave doença hereditária, que lhe impõe
tratamento de alto custo, compatível com o valor da
venda do bem, que será, por isso e para tanto, gasto.
Após provocação do Poder Judiciário, onde se sustentou
a possibilidade do cancelamento do gravame e a venda
incondicionada do bem, sobreveio parecer do custos
legis, opondo-se à venda tal como requerida, alegando
falta de previsão legal para a hipótese contida no
pedido. Decida.
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40
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direito
das Sucessões - Desdêmona Machiaveli manteve
concubinato (more uxorio) com Pedro Colombo Pizarro,
por quase 35 anos, não obstante este não haver se
separado de sua mulher. Com a morte do Sr. Pizarro,
Desdêmona ajuíza ação de reconhecimento de
sociedade de fato e meação nos bens adquiridos
enquanto durou o concubinato. Antes de morrer,
Pizarro e Desdêmona firmaram contrato, em
18/03/1995, recebendo esta, por conta de serviços
prestados, uma indenização em dinheiro. No período
posterior a este ajuste, mantido o concubinato, foram
adquiridos três imóveis urbanos. O espólio de Pedro
Colombo Pizarro contesta, dizendo que, nos termos dos
artigos 1º e 3º da Lei 8.971/1994, só faz jus à meação de
bens a companheira de homem solteiro, separado
judicialmente, divorciado ou viúvo, o que não é o caso
dos autos, pois o de cujus permaneceu casado sem
jamais ter intenção de constituir família com a autora.
Não houve esforço comum para a aquisição dos bens, e
o acordo realizado entre os companheiros resultou na
quitação das mútuas obrigações constituídas até aquela
data. Decidir à luz do direito aplicável.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2013 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direito
das Sucessões - No inventário dos bens deixados por seu
marido José, falecido em 2005, Suzana obteve o
reconhecimento do seu direito real de habitação sobre
o imóvel que servia de residência ao casal, que era
consorciado sob o regime da separação absoluta de
bens. Anos depois, Suzana passa a viver, nesse mesmo
imóvel, em companhia de João, com quem mantém
união estável. Os herdeiros de José, diante desse fato,
ajuizaram Ação para extinção do direito de habitação,
que deve subsistir, segundo entendem, somente
enquanto perdurar o estado de viuvez, sem que a
beneficiária case ou venha a viver em uma união estável
com outra pessoa. Afirmam não ser ético o
comportamento de Suzana e que constitui afronta à
finalidade do mencionado instituto legal. Assiste razão
aos herdeiros?
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2014 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Direitos de Família - Brasiliana e Demócrito são pais de
Aquiles, atualmente com 19 anos. Quando este tinha 12
anos, o casal separou-se judicialmente. Aquiles ficou sob
a guarda materna, recebendo pensão do pai, que era
descontada em folha, com depósito na conta corrente
da guardiã. Aquiles também percebia aluguel mensal,
depositado na conta corrente da mãe, fruto da locação
de um imóvel recebido por doação. Ao longo do tempo
Brasiliana passou a relaxar com seu sustento e guarda,
deixando-o quase ao desamparo material. Por conta
disso, aos 17 anos, Aquiles decidiu, sponte sua, morar
com o pai. O alimentante, considerando a inversão
fática da guarda, tentou, consensualmente, obter de
Brasiliana o repasse do valor da pensão e do aluguel, só
logrando êxito por determinação judicial, quando
Aquiles já tinha 19 anos. Diante deste fato, Aquiles
entrou com ação de prestação de contas relativamente
às pensões e aos aluguéis, com o objetivo de satisfazer-
se das importâncias recebidas pela mãe a partir do
momento que foi viver com o pai. Pede-se ao candidato
que, como juiz, decida sobre viabilidade do pedido,
considerando tanto o pensionamento, como os aluguéis
recebidos por Brasiliana, justificando.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 -
Banca: FGV - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
de Família - José instituiu seguro de vida em favor da
filha Marina, menor absolutamente incapaz. Na vigência
da apólice, José faleceu de causa natural. A mãe de
Marina, Luísa, no exercício do poder familiar, requereu
ao juízo competente a expedição de alvará para receber,
junto à seguradora, o valor do capital segurado. Dada
vista ao Ministério Público, na condição de fiscal da lei,
este opinou no sentido de que a seguradora transferisse
o valor, integralmente, à instituição bancária
responsável pelos depósitos judiciais, em conta de
caderneta de poupança vinculada ao juízo, podendo
Marina receber o valor apenas quando atingir a
maioridade, ou, antes disso, mediante autorização
específica, desde que produzida a prova da efetiva
necessidade, e somente nos limites das despesas a
serem realizadas, sujeitas à aprovação do juízo.
Argumentou o Ministério Público que, se José instituiu
seguro de vida em favor da menor, o Poder Judiciário
deve assegurar-lhe o efetivo recebimentodo valor, não
podendo a mãe recebê-lo em nome da filha, enquanto
esta for incapaz, a não ser em caso de comprovada
necessidade. Examine a situação descrita e apresente a
solução adequada.
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41
- Resposta: Em razão da morte de José, Luísa passou a
exercer, com exclusividade, o poder familiar (NCC, art.
1.631, caput). Por isso, passou a ter a administração
legal dos bens de Marina (art. 1.689, nº II). Na
qualidade de administradora do patrimônio da filha
menor, pode Luísa receber, em nome de Marina,
valores de que esta seja destinatária, não tendo havido
a indicação de atos concretos que justifiquem qualquer
restrição ao exercício daquele poder. A manutenção do
valor segurado em conta de poupança judicial, nas
condições sugeridas pelo Ministério Público,
representaria indevido cerceamento do direito de
administrar os bens da filha, por não se enquadrar
entre os atos previstos no art. 1.691 do NCC, que
exigem prévia autorização judicial e prova da
necessidade ou de evidente interesse da menor. O
pátrio poder deve ser exercido no interesse dos filhos
menores, mas a atuação dos pais no desempenho
desse munus, não é irrestrita. Presume-se a boa-fé da
mãe na adequada utilização do valor em proveito da
filha. Por isso, deve ser expedido o alvará requerido.
Nesse sentido, entre outros: STJ, REsp. nº 1.131.594-RJ,
3ª Turma.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2010 -
Banca: TJMS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direito
de Família - A mudança de regime de bens é um direito
potestativo dos cônjuges ? Em face do que dispõem os
artigos 1.639 parágrafo 2º e 2.039 do Código Civil
vigorante e, ainda, considerando o entendimento do
STJ, exponha sobre a possibilidade de alteração desse
regime nos casamentos celebrados na vigência do
Código Civil de 1916. Fundamente.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2010 -
Banca: TJMS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direito
de Família - Maria e Hélio se conheceram em 2006 e,
em seguida, iniciaram relacionamento amoroso, sendo
que ambos eram solteiros. Hélio, com 25 anos de idade,
havia conseguido seu primeiro emprego como consultor
em uma multinacional. Já Maria, aos 22 anos de idade,
não possuía nenhuma fonte de renda, estava
desempregada e atravessava inúmeras dificuldades
financeiras, tanto que havia abandonado o curso
supe io à ueà f e ue tavaà eà o avaà deà favo à aà asaà
de parentes. Alguns meses depois, o casal passou a viver
em união estável e Hélio adquiriu um imóvel comercial
em nome de Maria, cuja quitação efetuou mediante
pagamento de 20 prestações mensais e consecutivas.
Ao longo dos anos, Maria concluiu a faculdade e curso
de pós-graduação, com o auxílio exclusivo do
companheiro, o único a trabalhar para prover o custeio
das despesas do lar. Ainda durante o convívio, Hélio
também conseguiu comprar em seu próprio nome dois
automóveis e uma chácara de lazer. Em 20 de janeiro de
,àMa iaà foià o te pladaàe àu àso teioàdaà ega-
se a ,à vi doà aà e e e à aà ua tiaà deà R$ 1.000.000,00
(um milhão de reais). Em seguida, diante da perspectiva
de mudar de vida, rompeu o relacionamento com Hélio,
pondo fim à união. Hélio concordou com a separação,
mas os conviventes não chegaram a um consenso em
relação à divisão do patrimônio. Diante da situação
fática acima narrada e considerando a inexistência de
contrato escrito entre as partes, pergunta-se: a) Algum
dos bens adquiridos está sujeito à partilha? b) Em caso
positivo, qual deles? E qual seria a proporção da
divisão? Fundamente.
Magistratura Estadual - Concurso: TJBA - Ano: 2005 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Direitos da Personalidade - Considere que Eduardo
propôs ação de investigação de paternidade contra
Carlos e que a prova pericial não foi realizada em
virtude da recusa do réu à submissão ao teste
denominado exame de DNA. Diante da situação
hipotética acima, elabore um texto dissertativo acerca
das consequências jurídicas da recusa do réu à
submissão ao exame de DNA.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 -
Banca: FGV - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
das Sucessões - João é empresário e dono de vasto
patrimônio imobiliário. Embora casado com Maria,
mantém, paralelamente, um relacionamento amoroso
com Teresa, iniciado há 2 anos. Teresa tem um filho
menor, de nome Pedro, fruto de outra relação. Antes de
falecer, João deixa um seguro de vida no valor de cem
mil reais para Teresa e para Pedro, na proporção de 50%
para cada um. João, no dia do falecimento, ainda vivia
maritalmente com Maria, e não tinha filhos. Maria
herdou todo o patrimônio imobiliário de João. A partir
da hipótese apresentada, responda aos itens a seguir. A)
Poderia Maria invalidar judicialmente a estipulação que
João fez em benefício de Teresa? B) E quanto ao menor
Pedro?
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42
Magistratura Estadual - Concurso: TJPA - Ano: 2011 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Direitos das Sucessões - Manoel, solteiro, pai de Cláudia
e Pedro, faleceu em agosto de 2011, deixando a casa n.º
50, situada na rua São Silvestre, em Belém – PA,
registrada em seu nome no X Ofício do Cartório de
Imóveis de Belém. A referida casa havia sido
emprestada, em 2005, a um casal de amigos, Carlos e
Cristina, pelo prazo de dois anos, necessários à
conclusão da obra de imóvel que haviam comprado.
Passados três anos, não tendo sido restituído o imóvel,
Manoel, em 10/10/2008, notificou extrajudicialmente o
casal para que deixasse o imóvel no prazo de trinta dias.
O casal não atendeu a notificação, tendo permanecido
no imóvel. Manoel, em 10/3/2011, novamente notificou
extrajudicialmente o casal, que continuou inerte. Em
junho de 2011, Manoel foi internado com complicações
de saúde, tendo falecido dois meses depois. O espólio,
representado por sua inventariante, mãe dos dois
herdeiros que representa legalmente, ajuizou, ainda no
curso do inventário, ação reivindicatória, em face de
Carlos e Cristina, com o fim de reaver o imóvel ocupado.
A escritura do imóvel e cópia das notificações recebidas
pelos réus foram juntadas aos autos. Na ação, foram
narrados os fatos e feito o pedido de imissão na posse
do imóvel e de condenação dos réus em indenizar a
quantia correspondente ao valor do aluguel do imóvel,
desde 10/11/2008 até a sua efetiva desocupação, que
seria apurado em liquidação de sentença por
arbitramento. Citados, Carlos e Cristina apresentaram
contestação, alegando: a) a inépcia da inicial, ante a
falta de identificação detalhada do imóvel, com suas
confrontações e características, e a ausência de
propriedade do imóvel, com base no argumento de que
não houvera partilha no processo de inventário; b) a
impossibilidade jurídica do pedido, sob o argumento de
que não cabe pedido reivindicatório para a obtenção da
posse do imóvel; c) a ilegitimidade do espólio para
figurar no polo ativo, sob o fundamento de que a
legitimidade seria dos herdeiros; d) o direito à
usucapião urbana por estarem na posse do imóvel por
mais de cinco anos ininterruptos, utilizando-o como sua
moradia, não possuírem outro imóvel e por medir o
imóvel ocupado área de 180 m2; e) o direito de serem
indenizados no valor de R$ 15.000,00 por benfeitorias
realizadas no imóvel, a saber: colocação de armários nos
quartos e substituição do piso da cozinha, tendo juntado
notas fiscais comprobatórias datadas de maio de 2011;
f) a falta de amparo para o pedido de indenização pelo
aluguel, sob o argumento de que utilizavam a casa a
título deempréstimo, e de que, em momento algum,
Manoel lhes impusera a cobrança de qualquer valor
nem tomara qualquer medida judicial para retirá-los do
imóvel, o que demonstrava a aceitação tácita da
continuidade do empréstimo. Ao final, pediram a
extinção do processo sem resolução do mérito, ou a
declaração de usucapião do imóvel em seu favor, ou,
ainda, a condenação do autor a pagar-lhes a indenização
referente ao gasto efetuado. Em réplica, o autor alegou:
o não cabimento das preliminares; o não cabimento da
alegação de usucapião aventada em contestação, sob o
argumento de que não restara configurada a usucapião;
o não cabimento do pleito de indenização, pois não fora
provada a data da realização das benfeitorias; a
pertinência da cobrança do aluguel pela utilização do
imóvel após a notificação para sua devolução. O autor
reafirmou os pedidos, requerendo a improcedência dos
pedidos dos réus. Não havendo provas para produzir em
audiência, os autos seguiram conclusos para sentença.
Considerando os fatos hipotéticos acima relatados,
profira, na condição de juiz substituto, a sentença,
dando solução à lide. Analise toda a matéria de direito
processual e material pertinente ao julgamento,
fundamente suas explanações, dispense o relatório e
não crie fatos novos.
- Resposta: ASPECTOS MACROESTRUTURAIS - Sentença
Cível - Quesito avaliado Faixa de valor Nota - 1
Capacidade de expressão na modalidade escrita e uso
das normas do registro formal da língua - 2
Conhecimento do tema - 2.1 Preliminares não
prosperam / Petição inicial atende aos requisitos
previstos no art. 282 do CPC / Imóvel identificado /
Inventário em andamento não há óbice / Legitimidade
do espólio / Inventário não encerrado / Art. 12, V, do
CPC / Possibilidade jurídica do pedido 0,00 a 1,50 - 1,25
- 2.2 Possibilidade de usucapir em contestação: Súmula
n.° 237/STF / Requisitos não configurados / Oposição
após a notificação 0,00 a 1,50 1,00 - 2.3 Benfeitorias /
Ausência de direito / Realização quando a posse não
era mais de boa-fé / Art. 333, II, do CPC 0,00 a 1,00
0,83 - 2.4 Aluguéis devidos pela utilização do imóvel
após 30 dias da notificação até a desocupação /
Liquidação por arbitramento / Art. 475-C do CPC 0,00 a
1,50 1,50 - 2.5 Direito à imissão na posse do imóvel:
requisitos preenchidos 0,00 a 2,00 1,00 - 2.6
Questões Discursivas – www.questoesdiscursivas.com.br
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43
Dispositivo: afastar as preliminares; extinção
consoante o art. 269, I, do CPC; julgar procedentes os
pedidos, para imitir o espólio na posse do imóvel;
condenar os réus a indenizar da quantia
correspondente ao valor do aluguel do imóvel, desde
10/11/2008 até a sua efetiva desocupação, a ser
apurado em liquidação de sentença por arbitramento /
Condenação em custas e honorários em percentual
sobre a condenação no valor referente indenização
pelo pagamento do aluguel (art. 20, § 3.°, do CPC) 0,00
a 1,50
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 -
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
das Sucessões - NOÉ, magistrado aposentado,
divorciado, quando contava a idade de sessenta e cinco
(65) anos, casou-se com INGRA, de trinta e cinco
(35), advogada, solteira. O casal, desde o enlace,
passou a morar em casa de alto luxo pertencente ao
marido e seu único bem. INGRA não possuía bens ao
casar. Nenhum bem foi adquirido na constância do
casamento, que também não gerou filhos. NOÉ morreu
seis meses após o casamento. Ao casar com INGRA, NOÉ
já possuía os filhos COSME e DAMIÃO, ambos
advogados. Antes mesmo do inventário de NOÉ, INGRA
casou-se com ODAIR, que foi morar com ela na casa
deixada por NOÉ, residência do novo casal. INGRA
morreu seis meses após o casamento, sem deixar
ascendentes, descendentes ou parentes de sangue. À
luz do vigente ordenamento jurídico, que direitos
hereditários ou de sucessão tem ODAIR? Justifique.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 -
Banca: FGV - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
das Sucessões - Renato tem 96 anos de idade e um filho,
chamado Daniel. Apesar da idade avançada, desfruta
plenamente de suas faculdades mentais. Após seu
falecimento, Daniel é surpreendido com o aparecimento
de um documento, datado e assinado apenas por seu
pai, por meio do qual contempla seu fiel motorista, de
nome Adalberto, com um pequeno crucifixo de madeira,
uma cadeira de balanço, um paletó e a quantia de dez
mil reais. Daniel é o único herdeiro de Renato, que
deixou um automóvel e um pequeno apartamento. Não
há dúvidas quanto à autenticidade do documento. Com
base no caso narrado, responda aos itens a seguir. A)
Qual a natureza jurídica do documento deixado por
Renato? Indique o dispositivo legal correspondente. B)
Poderia Daniel invalidar judicialmente, no todo ou em
parte, o documento deixado por seu pai?
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2008 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
de Família - á àafo ouàaç oàdeài de izaç oà o t aà B ,à
pretendendo receber a importância de R$ 1.000.000,00.
A pretensão foi atendida e a intimação da sentença
ocorreu em 15.10.2007. Os honorários advocatícios
foram fixados em 10% sobre o valor da condenação. O
vencido não interpôs recurso e, no dia 12.11.2007,
efetuou o pagamento no importe de R$ 300.000,00 mais
R$ 30.000,00 a título de honorários advocatícios. Em
14.12.2007, o vencedor requereu o cumprimento da
sentença, na modalidade de execução, e apresentou
planilha contendo os seguintes valores: a) R$
700.000,00 pelo principal; b) R$ 70.000,00 pelos
honorários advocatícios; c) R$ 70.000,00 pela multa
prevista no art. 475-J do CPC. Requereu, ainda, fosse
feito arbitramento de honorários advocatícios para a
execução. O juiz, antes de decidir o pedido, preferiu
ouvir o devedor. Este asseverou que a verba não é
devida porque: a) os honorários advocatícios fixados na
sentença abrange as fases de conhecimento e execução:
b) a multa abrange a remuneração pelos eventuais
serviços do advogado na fase de execução. Com base
nestes dados, redigir a decisão sobre o derradeiro
pedido formulado pelo credor, levando-se em conta a
orientação do Superior Tribunal de Justiça em relação
ao tema. Dissertar sobre o princípio da
u i e o i ilidadeà eà aà fu gi ilidadeà e u sal.à à á à
fale euàeàdei ou,àal àdaà viúvaà B ,àosà filhosà C ,à D ,à
E ,à eà F ,à todosà e o es.à I i iadoà oà i ve t io,à G à
alegou que o falecido manteve com ela união estável
osàúlti osà uat oàa osàeàge a a àaàfilhaà H ,àe o aà
ele, simultaneamente, mantivesse a união conjugal. A
filhaà H àfoià e o he idaàpo àes itu aàpú li aàai daà oà
ave adaà oà egist oà ivil.à G àalegou,àai da,àte e àelaàeà
o falecido adquirido, no curso da união estável, um
automóvel importado no valor de R$ 150.000,00,
porém, registrado na repartição administrativa em
o eàdeà á .à‘e ue euà fosseàad itidaà aà o diç oàde
meeira do veículo e, na condição de representante legal
deà H ,à fosseà aà e o à ad itidaà oà olà dosà he dei os.à
Ouvidos,à aà viúvaà B à eà osà filhosà C ,à D ,à E à eà F à
informaram que desconheciam o suposto convívio
si ult eoàdeà á à o à G à aà o st iaàdoà asamento
dele,à asà o o da a à ueà H àe aàfilhaàdoàfale idoàe à
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decorrência de relacionamento extraconjugal e,
portanto, poderia ser habilitada como herdeira. O juiz
e te deuà ueàoàpedidoàdeà G ,à ela io adoà o àaàu i oà
estável sem separação de fato, é tese jurídica complexa.
E te deu,à ta ,à ueà aà ha ilitaç odeà H ,à aà
condição de herdeira, é questão de alta indagação
porquea escritura pública de reconhecimento da
paternidade ainda não foi averbada e estaria sujeita
aimpugnação tanto pela viúva e quanto pelos filhos do
i ve ta iado.à Dete i ouà ueà G à eà aà filhaà H à
procurassem as vias ordinárias. Analise, no aspecto
estritamente processual, se a decisão foi correta ou
incorreta, fundamentando a resposta.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 -
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
de Família - À luz da Constituição Federal, princípios
pertinentes ao direito de família e ao vigente
ordenamento jurídico, como se deve resolver a
questão da filiação de AMÉLIA, levada ao Judiciário?
À luz da Constituição Federal, princípios pertinentes ao
direito de família e ao vigente ordenamento jurídico,
como se deve resolver a questão da posse e guarda de
AMÉLIA, levada ao Judiciário?
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 -
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
de Família - ADÃO, funcionário público federal, casado,
renda mensal de R$ 7.000,00, possui filhos com
diferentes mulheres, a saber: PEDRO, sete anos e
PAULO, seis anos, com RITA, eletricitária, renda mensal
de R$ 1.000,00; ANA, oito anos e JOÃO, cinco anos, com
EDLA, comerciária, renda mensal de R$ 600,00;
OTÁVIO, quatro anos, com EDITE, bancária, renda de
R$ 2.000,00 e CLÉA, três anos, com ANTONIA, dona
de casa, sem renda própria. Exceto quanto à CLÉA,
que vive em sua companhia com a atual esposa, ADÃO
paga aos demais as seguintes pensões mensais,
mediante desconto em folha de pagamento, resultado
de sucessivos acordos celebrados com as mães dos
menores em diferentes datas e homologados por
sentença: R$ 500,00 para PEDRO e PAULO, metade para
cada um; R$ 1.000,00 para ANA e JOÃO, metade para
cada um; R$ 1.500,00 para OTÁVIO. RITA, EDLA e EDITE,
todas solteiras, não possuem outros filhos além dos
mencionados, todos normais, nenhum portador de
necessidades especiais. CLÉA também é uma criança
normal. Tanto ADÃO quanto as mães das crianças, são
pessoas normais, residindo todos em casas próprias e
ninguém estuda. À luz da Constituição Federal,
princípios pertinentes ao direito de família e ao vigente
Código Civil, PEDRO e PAULO teriam bases para rever o
valor das pensões que vêm recebendo, seja para
majorá-las ao padrão da paga ao meio-irmão OTÁVIO,
seja para, em seus proveitos e prejuízo de meio-irmãos,
equipar todas elas, em proporção?
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2008 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
de Família - ALEXANDRINA VESCHER e HELMUT
VESCHER separaram-se consensualmente em
05/03/1995, ocasião em acordaram manter em
comunhão os direitos patrimoniais sobre o apartamento
de n. 72 do edifício Sabiá, integrante do condomínio
Parque das Aves, situado à rua Marechal Rondon, n.
145/297, bairro Santa Amália, nesta cidade, dividindo-se
em partes iguais os frutos advindos do aluguel do
imóvel. Posteriormente, em 27/04/1997, autora e réu
firmaram instrumento particular de cessão de direitos
de meação e extinção do condomínio, por meio do qual
cedia ela ao réu a parte que lhe pertencia no referido
bem imóvel, mediante o pagamento de R$ 120.000,00
(cento e vinte mil reais), em 60 (sessenta) parcelas, das
quais foram solvidas apenas as 15 (quinze) primeiras.
Diante do inadimplemento e, decorridos 7 (sete) anos,
pleiteia a resolução do instrumento particular de cessão
de direitos, assim como a condenação do réu ao
pagamento das perdas e danos , incluindo os frutos da
coisa comum. Na contestação, o réu argüiu a prescrição
(CC/1916, art. 178, §§ 8º e 9º, inciso V) e a
improcedência do pedido inicial. Reconveio,
pretendendo haver da autora reconvinda indenização
pela conservação e manutenção do imóvel durante o
período, reembolso das quantias relativas ao IPTU e às
taxas condominiais e, ainda, das importâncias
emprestadas para que ela pudesse adquirir o
apartamento onde reside. A autora reconvinda rebateu
a pretensão do réu reconvinte. Os litigantes concordam
com o julgamento antecipado, visto que a matéria
controvertida é de direito e os documentos necessários
estão nos autos. DECIDA.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAC - Ano: 2006 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Direitos de Família - Ana ajuizou ação de investigação
de paternidade contra Carlos, e a sentença decidiu pela
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procedência do pedido, isto é, reconheceu a
paternidade do investigante e transitou em julgado em
12/12/2000. Em virtude da recusa injustificada do réu
em submeter-se a exame pericial, consistente no exame
de DNA, a paternidade foi reconhecida sem a referida
prova técnica, valendo-se o juiz de outros meios de
prova, testemunhais e documentais, existentes nos
autos. Em 15/11/2006, Carlos ajuizou ação negatória de
paternidade contra Ana, alegando que deseja submeter-
se ao exame DNA, para que se estabeleça a verdade real
e não presumida quanto à paternidade questionada.
Diante dessa situação hipotética, elabore um texto
dissertativo acerca da decisão judicial a ser proferida na
ação proposta por Carlos, incluindo, se for o caso,
elementos que poderiam ser apresentados por Ana em
sua defesa.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 -
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
de Família - Após anos de estável união homoafetiva, a
advogada AURA e a enfermeira ALMA decidiram que
uma delas teria um filho biológico da outra. Em
Clínica especializada e procedimento próprio, usado
banco de esperma, óvulo de ALMA, fertilizado in
vitro foi implantado com sucesso em AURA, que gerou
e pariu AMÉLIA. Essa, à vista de atestado médico
expedido pela maternidade, foi registrada como filha
apenas de AURA, na forma da lei. Meses após o
nascimento de AMÉLIA, AURA e ALMA se separaram.
AURA mudou-se para Belém (PA), onde foi trabalhar e
estudar. Ficando em Macapá, ALMA voltou a morar com
os pais em companhia de AMÉLIA. O ambiente familiar
de criação de AMÉLIA é harmonioso e amoroso. Nada
lhe falta. Parecidíssima com ALMA, sua mãe genética,
em físico e temperamento, AMÉLIA é a alegria da
casa, paixão dos "avós" cinquentões. Ninguém da
família, todavia, possui sua guarda de direito. AURA,
mesmo durante o tempo em que morou fora de
Macapá, habituou-se a visitar AMÉLIA pelo menos uma
vez por mês. Além disso, desde a separação, auxilia em
sua criação com "mesada" regular, depositada em conta
de ALMA. AMÉLIA adora a "tia" AURA, que adora
AMÉLIA. Com o retorno definitivo de AURA para
Macapá, agora na condição de alta funcionária pública
federal efetiva, quer ela, cada vez mais, influir na criação
e educação de AMÉLIA, "filha" que gestou e pariu. ALMA
e sua família não aceitam. O frágil equilíbrio das
relações se rompeu. Não há mais espaço para
solução amigável do conflito. AMÉLIA tem cinco anos;
AURA e ALMA, trinta e cinco cada uma. AURA é de
classe média alta e mora em confortável casa própria,
situada em área nobre de Macapá; vive com uma irmã
mais velha, também solteira, sua única parente viva.
ALMA, filha única, é de classe média baixa; mora, com
AMÉLIA, em casa simples, de propriedade de seus pais,
em companhia deles, situada em bairro periférico de
Macapá. AURA ameaça com sua qualidade de mãe
jurídica de AMÉLIA. ALMA argumenta com sua condição
de mãe afetiva e genética de AMÉLIA, fato esse fora de
dúvidas, porque devidamente comprovado por exame
de DNA.
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2011 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Civil- Assunto:
Direitos de Família - Dissertação - Os direitos
sucessórios da companheira viúva e da mulher viúva
casada pelo regime da comunhão parcial de bens,
mediante a interpretação sistemática das normas
jurídicas, constitucionais e legais, aplicáveis à espécie.
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2007 -
Banca: TJSP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
de Família - Dissertação- Princípios basilares do Código
Civil brasileiro (Lei Nº 10.406,De 10.01.2002) Inovações
no Direito de Família em relação ao Código Civil De 1916
(Livro IV, Título I, Substituto I, Capítulos I Ao XI)
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2008 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
de Família - ELIZIÁRIO VERNE e sua esposa ANAZILDA
SANTUZA SANTOS ajuízam ação visando alterar o regime
de bens adotado para o patrimônio do casal, realizado
em julho de 2001, de comunhão parcial para separação
total. Esclarecem que não possuem quaisquer bens a
serem partilhados. Dizem, ainda, que já haviam, mesmo
antes do casamento, manifestado o desejo de adotarem
o regime de separação total, que restou frustrado pelo
fato de não disporem, à época, de condições financeiras
para arcar com as despesas da indispensável escritura
de pacto antenupcial. Realizada audiência de instrução,
as testemunhas inquiridas confirmaram os fatos
alegados pelos requerentes. O Ministério Público
opinou pelo deferimento do pedido. DECIDA.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
de Família -Discorra sobre a reformatio in pejus indireta
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e suas consequências nos julgamentos pelo Tribunal do
Júri. M.V. ajuíza ação de reparação de danos contra
H.C.V., sob o fundamento de que se casaram, após
longo período de namoro e noivado, no entanto,
passados 45 (quarenta e cinco) dias do casamento,
ocorreu a separação do casal. Sustenta que o
desfazimento de seu casamento ocorreu por culpa
exclusiva do requerido, que, pretextando haver perdido
o emprego, culminou por abandonar o lar, sem qualquer
explicação, deixando-a na mais completa carência e
abandono, pois, até então, ela era apenas estudante e
dependente de seu genitor. Diz a autora que realizou
despesas diversas, tais como igreja, vestidos de noiva,
fotógrafos, buffet e outras. Viu-se obrigada a cancelar a
viagem de lua-de-mel, programada para dois meses
depois do enlace, sendo ressarcida apenas em parte
pelos gastos efetuados com a agência de turismo
contratada. Haviam combinado, enquanto noivos, que
as despesas com a celebração e comemoração do
casamento seriam divididas proporcionalmente. O ex-
marido não honrou o compromisso assumido, tendo a
autora que arcar, sozinha, com todas as despesas,
graças a empréstimo contraído com seu genitor. Conclui
que faz jus à indenização pelos prejuízos materiais
sofridos, além do dano moral suportado, já que tudo
isso lhe causou os maiores transtornos e forte abalo
emocional. Defendendo-se o réu alega que não há prova
de sua culpa pelo fim do casamento, visto que a autora
fundamenta o pedido nos arts. 186 e 927 do Código
Civil. A ruptura da união se deu consensualmente, com a
plena aquiescência da requerente. Jamais fez acordo
com a autora no sentido de responsabilizar-se pelo
pagamento demetade das despesas realizadas com o
casamento, mesmo porque estavam fora de seu padrão
econômico. O fim da união ocorreu em razão da perda
de seu emprego, o que acabou por abalar a relação
conjugal. Não se pode falar em responsabilidade
contratual ou extracontratual. Para configuração de sua
responsabilidade civil, deveria ter sido comprovado não
somente o dano alegado, mas também a conduta
culposa e o nexo causal entre esta e aquele, salientando
que o simples aborrecimento pela dissolução da
sociedade conjugal é insuficiente para caracterizar a
responsabilidade civil, consoante entendimento
doutrinário e jurisprudencial dominante. Decida.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
de Família - Paula Lafaiete contraiu matrimônio com
Hélio Vaz. Quatro meses depois, o cônjuge virago
descobriu que seu marido havia sido condenado pelo
crime de estupro, circunstância que tornou insuportável
a convivência do casal e motivou o ajuizamento, por
parte dela, de ação de nulidade do casamento.
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2014 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Direitos Reais - A Prefeitura Municipal de Comarca do
i te io à ajuízaà aç oà deà desap op iaç oà o t aà B ,à
visando a expropriar imóvel de sua propriedade, que se
e o t aà alugadoà pa aà aà e p esaà C ,à o deà estaà
i stalouà aà suaà sede.à Citado,à B à apresenta a sua
contestação, propugnando pela condenação da
expropriante no pagamento da justa indenização, que,
no seu entendimento, inclui o valor atinente ao ponto
o e ial.àCo tudo,àaàe p esaà C ,à alg adoà oàte haà
sido citada, também comparece aos autos e apresenta
contestação, requerendo para si o pagamento do valor
atinente ao mencionado fundo de comércio. Pergunta-
se:à a à áà e p esaà C à te à legiti idadeà passivaà pa aà
comparecer aos autos da ação expropriatória e
contestar o feito? Justifique. b) A quem deve ser paga a
indenização do referido fundo de comércio? Porquê? c)
De que forma se dará esse pagamento? Justifique.
Magistratura Estadual - Concurso: TJSC - Ano: 2011 -
Banca: TJSC - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
Reais - Conceitue a usucapião e discorra sobre os
requisitos necessários para a usucapião especial urbana
prevista no art. 183 da Constituição Federal,
regulamentada pelo Estatuto da Cidade (Lei n. 10.257,
de 10.07.2001; art. 9º). Especifique e discorra sobre os
princípios fundamentais e direito social albergados na
Carta Magna aplicáveis à usucapião especial urbana.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2013 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
Reais - Após o procedimento legal próprio, o Estado do
Rio de Janeiro realiza escritura pública de
desapropriação de determinado imóvel pertencente a
Caio Tício, visando nele construir um hospital. Caio Tício,
seis meses após, constatando a omissão do Estado em
registrar a escritura e tomar posse do bem, o aliena para
Mário da Silva que, de boa-fé, inicia a construção de
uma casa. Neste instante, o Estado do Rio de Janeiro o
notifica informando ser o proprietário e ter interesse em
construir um hospital na área. Observando a recusa de
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Mário da Silva em entregar o imóvel, o Estado ajuíza
ação reivindicatória, que é contestada ao argumento da
boa-fé, advinda da presunção de propriedade que se
retira do registro imobiliário, sendo certo que já pagou o
valor total ajustado no contrato de compra e venda, que
foi, inclusive, já levado a registro. O processo tem
trâmite normal, deixando o Ministério Público de se
manifestar por ausência de interesse. Sendo você o juiz
da causa, como decidiria, explicitando o motivo, ciente
de que todas as alegações de Mário da Silva foram
comprovadas no curso do processo?
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2012 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
Reais - Caio era proprietário de certo lote de terreno em
Teresópolis. Sem ir ao local com frequência, foi
surpreendido com a constatação de que terceiro,
falsificando seus documentos, logrou alienar o imóvel a
Simplício, que nele chegou a erguer uma pequena casa
dedois cômodos. Imediatamente procurou um
advogado, que propôs em face do adquirente ação
reivindicatória, distribuída em 3/6/2012. Citado em
15/10/2012, sustentou o réu preliminar de ilegitimidade
passiva, vez que o imóvel fora revendido no dia
23/8/2012 a Tício, a quem transferiu a posse na mesma
data. Decida a preliminar justificadamente, indicando os
fundamentos legais pertinentes, se houver.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2010 -
Banca: TJMS - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Direitos Reais - Cite cinco diferenças entre direitos de
vizinhança e servidões.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2008 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
Reais - CLODOALDO FORMIGA, brasileiro, casado,
comerciário, residente no município de Belo Horizonte,
ajuíza AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE contra
GERMINO SILVA, brasileiro, solteiro, mecânico de
veículos, sob fundamento de que detém a posse do lote
de terreno e da casa nele edificada, situados na rua
Bagdá, 25, bairro Cantareira, onde morou com a esposa
e filhos por 10 (dez) anos. No entanto, em razão de
haver praticado crime de homicídio, esteve cumprindo
pena de reclusão em estabelecimento prisional no
interior do Estado. Agora, em liberdade, após o
cumprimento da pena, encontrou o imóvel ocupado
pelo réu, que nega restituí-lo. O esbulho está
caracterizado. O pedido para reintegração de posse
deve ser julgado procedente. O réu contesta com a
alegação de que adquiriu o imóvel da mulher do autor,
mediante contrato de promessa de compra e venda,
com pagamento integral do preço. Também realizou
benfeitorias na casa no valor de R$ 827,00 (oitocentos e
vinte e sete reais). Assim, tem a posse legítima do
imóvel. O pedido inicial deve ser julgado improcedente.
Não sendo assim, o autor deve devolver-lhe o dinheiro
pago na aquisição do imóvel e indenizá-lo pelo preço
das benfeitorias, assegurado o direito de retenção. O
autor volta aos autos para dizer que não assinou a
promessa de compra e venda, que é inválida, e, por isso,
não deve ser reconhecida a posse em favor do réu. Não
responde pela restituição do dinheiro pago à sua
mulher. Não há prova da realização e do dinheiro gasto
pelo réu com supostas benfeitorias. Concluída a
instrução da causa, o autor diz que as 6 (seis)
testemunhas inquiridas em juízo comprovaram os fatos
por ele alegados e os requisitos legais para a
procedência do pedido inicial de reintegração de posse;
o réu, por sua vez, rebate dizendo que a prova
testemunhal não infirma o contrato de promessa de
compra e venda, e, assim, é a seu favor que deve ser
reconhecida a posse. O pedido inicial é improcedente ou
deve ser acatado o pedido alternativo. Questões
preliminares, de ordem processual, foram superadas no
despacho saneador e estão protegidas pela coisa
julgada. DECIDA.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2006 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Direitos Reais - Considerando o direito possessório,
responda as seguintes questões: a) Em razão do
desforço pessoal imediato, é possível exigir a função
social da posse aplicada em conjunto com o princípio
constitucional da isonomia substancial? Explique e
fundamente a sua resposta. b) Qual o sentido
teleológico da proteção jurídica da posse?
- Resposta: a) Sim. O desforço imediato é
consequência da aparência de propriedade que lhe é
inerente e em nada interfere na situação de se
configurar uma função social à posse, ao contrário. A
função social da posse advém da função social da
propriedade (art. 5.º, XXIII, CF), aplicada em conjunto
com o princípio constitucional da isonomia substancial
(art. 5.º, caput, CF). Ainda, de forma indireta,
conforme arts. 183 e 191, CF. Não há disposição
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específica na Constituição ou em lei ordinária que trate
da função sócia da posse, mas ela é extraída destas
normas. Situação já abordada, por exemplo, pelo
Tribunal de Alçada de Minas Gerais, no agravo de
instrumento 425.429-9, 2.ª Turma Cível, rel. Juiz
ál e toàVilasàBoas.à áàfu ç oàso ialàdaàposseàpodeàse à
exigida independentemente da expressa previsão pelo
legislador constitucional ou infraconstitucional.Sendo a
posse o exercício fático de algumas posições jurídicas
inerentes ao domínio, a função social da propriedade
(art. 5.º, XXIII, da Constituição Federal) é plenamente
apli elà aà ela. à ‘e atoà Dua teà F a oà deàMo aes,à áà
função social da posse, in Direito Civil – Estudos em
homenagem à professora Giselda Maria Fernandes
Novaes Hironaka, São Paulo, Métido, 2006. b)
Conforme a teoria de Jhering, adotada em nossa
codificação atual e na anterior, a posse merece
proteção em razão do desdobramento da aparência de
propriedade, defendendo-se aquilo que aparenta ser
de acordo com o direito. Evitam-se conflitos e o uso de
violência, o que não ocorreria se não houvesse a
esta ilidadeà o fe idaàpelaà p oteç oàpossess ia.à E à
suma, o bem jurídico inicialmente tutelado com a
defesa da posse é o exercício fático das posições
jurídicas do domínio.Com isso, defende-se
ediata e teàaàpazàso ial. à ‘e atoàDua teàF a oàdeà
Moraes, A função social da posse, in DireitoCivil –
Estudos em homenagem à professora Giselda Maria
Fernandes Novaes Hironaka, São Paulo, Método,
2006.)
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
Reais - Descreva as diferenças conceituais entre os
institutos da servidão de passagem e da passagem
forçada.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2008 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
Reais - Diferencie o Direito Real de Superfície da
Enfiteuse.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2008 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
Reais - É admissível a constituição do direito real de
superfície indistintamente sobre prazos e alódios?
Resposta fundamentada com a distinção entre essas
figuras jurídicas.
Magistratura Estadual - Concurso: TJGO - Ano: 2010 -
Banca: TJGO - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Direitos Reais - É cabível a mudança do caráter primitivo
(ou de aquisição) da posse? Justifique e exemplifique.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2011 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
Reais - É POSSÍVEL O DIREITO DE SUPERFÍCIE DE
SUBSOLO OU DE ESPAÇO AÉREO? JUSTIFIQUE A
RESPOSTA.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2013 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
Reais - É válida cláusula contratual que estabeleça a
perda dos valores pagos a título de sinal, prestações,
comissão de corretagem e despesas cartorárias em
virtude de desistência da compra de imóvel pelo
promissário comprador, durante a construção da
unidade imobiliária? Fundamente a resposta.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2008 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
Reais - Em ação de despejo por falta de pagamento
proposta contra José, locatário do imóvel, foi julgado
procedenteo pedido. Maria, co-locatária do bem,
interpôs apelação, no prazo legal, requerendo a
anulação da sentença, ao argumento de que não fora
incluída no polo passivo, e que, por isso, não pode ser
atingida pelo decreto de despejo. Que solução deveria
dar o órgão revisor para o pleito recursal?
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 -
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
Reais - Faça a diferença entre várzea e ressaca.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2008 -
Banca: FGV - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
Reais - João Carlos Silva adquiriu um lote noJardim das
Borboletas e não pagou as contribuições mensais para a
Associação que administrava o local. A Associação foi
criada 10 anos antes de João Carlos Silva adquirir seu
lote e administra o espaço, com serviços de limpeza,
portaria, segurança (com cancela na entrada do
loteamento) e lazer (há ainda uma praça interna com
quadra múltipla e parque infantil) e pista para
caminhada. A Associação ingressou com ação de
cobrança das contribuições pelo rito sumário, sendo a
dívida de R$ 25 mil. Alega que são parcelas análogas às
cotas condominiais, que haveria enriquecimento sem
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causa de João, visto que usufrui dos serviços prestados e
que a obrigação tem natureza propter rem. Afirma que
o loteamento tem guaritas, o que garante a segurança
do local, havendo autorização (a título precário)
conferida pela Municipalidade (fato provado). João
Carlos, em audiência, contestou. Afirma a
impropriedade do rito, pelo valor da causa, a
impossibilidade jurídica do pedido, já que, pelo artigo
5º, XX, impede que pessoas sejam obrigadas a se
associar ou a permanecerem associadas. Aduz que não
tem filhos que usufruam do parque (fato provado),
deixa seu lixo na calçada (fato provado), sendo
obrigação do serviço público retirá-lo e que é contra a
cancela, mesmo porque deveria ser livre o acesso às
ruas que são públicas. Por fim, acrescenta que os
supostos benefícios criados pela associação já deveriam
ser oferecidos pelo Poder Público, pois inclusos no IPTU.
Analise o litígio em questão abordando,
necessariamente, seus aspectos constitucionais,
administrativos, tributários, civis e processuais.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
Reais - João Floriano e s/m Maria Dolores ajuízam ação
de reivindicação de imóvel urbano,em que os autores se
baseiam em escritura devidamente transcrita no
Registro Imobiliário, e os réus, Pedro Leôncio e Tereza
Dulcenira se defendem com base em posse oriunda de
contrato de compromisso de compra e venda não
registrado e outorgado por outrem que não o
reivindicante. Os autores enfatizam a posse injusta dos
réus, enquanto estes, na defesa, invocam posse justa de
boa-fé. Decidir.
Magistratura Estadual - Concurso: TJPR - Ano: 2011 -
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Direitos Reais - Laura Beck Varela destaca que a
regulação jurídica da posse no direito brasileiro, tomada
a perspectiva da teoria subjetiva ou da teoria objetiva,
oscilou ao longo do tempo entre abstração e autonomia
sendo que, de acordo com ela, "pode-se extrair uma
contribuição para refletir, para redimensionar a
hermenêutica jurídica dos conflitos possessórios,
conciliando-os com os valores da atual Constituição e do
novo Código Civil" (A tutela da posse entre abstração e
autonomia, in A Reconstrução do Direito Privado, org.
Judith Martins-Costa, São Paulo, Editora Revista dos
Tribunais, 2002, p. 789-842). Você acaba de assumir o
cargo de Juiz Substituto na Comarca de Realeza e recebe
conclusos para sentença os autos de uma ação de
reintegração de posse, em que o autor, na inicial, se diz
possuidor de área urbana de 2.000m2 porque detém
título de propriedade e pagou o IPTU do imóvel durante
dez anos. O terreno esta ocupado por dez famílias que
construíram casas no local, faz cinco anos, e pedem na
contestação o direito a posse e usucapião da área. Não
houve pedido de liminar. Tomando-se como ponto de
partida o assinalado por Laura Beck Varela e o contexto
do caso, pergunta-se: A) É possível reconhecer o direito
a posse pelas famílias ocupantes da área no próprio
processo? Qual o fundamento jurídico e legal? Faca a
explicação em ate cinco linhas (ate 0,5 pontos) B) Qual a
concepção de posse que deve ser invocada na
interpretação da regra do art. 1196 do Código Civil
para o efeito de identificar o possuidor da área? Faça a
fundamentarão em ate cinco linhas (ate 0,5 pontos).
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
Reais - MARCOS apresentou, por seu advogado, sob o
procedimento de jurisdição voluntária, requerimento
fo alà aoà Juizà deàCo tage à deàe pediç oàdeà áLVá‘ãà
JUDICIáL à pa aà oà fi à deà des e a e toà doà loteà ,à
da quadra 15, da Rua Santo Antônio, Bairro Sede,
matrícula nº 69.585, Lº 1, 2º Ofício, daquela Comarca,
adquirido em comunhão com seu irmão, MÁRCIO. O
Município, notificado, não se opôs ao requerido.
Fundamente e decida o pedido, segundo os elementos
fornecidos e o regramento do Código de Processo Civil.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2011 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
Reais - MÉVIO OCUPA, DESDE 1º DE JANEIRO DE 1992
UM LOTE DE TERRENO COM 460 M2, EM ÁREA
URBANA, ONDE DESDE ENTÃO, CONSTRUIU UMA CASA
ONDE RESIDE COM SUA FAMÍLIA, SEM POSSUIR
QUALQUER TÍTULO DO BEM. EM 07 DE FEVEREIRO DE
2005, AJUIZOU AÇÃO DE USUCAPIÃO DESSE IMÓVEL. AO
CONTESTAR O PEDIDO, O RÉU ARGUMENTOU QUE O
PRAZO AQUISITIVO SOMENTE SE COMPLETARIA EM 1º
DE JANEIRO DE 2012. ASSISTE RAZÃO AO RÉU?
JUSTIFIQUE.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 -
Banca: FGV - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
Reais - O Estado do Amazonas construiu um hospital em
área que entendia ser de sua propriedade. Passados seis
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50
anos, João Tício ajuíza ação em face do estado do
Amazonas postulando a reintegração na posse do
referido imóvel, ou, alternativamente, indenização. No
curso da demanda ficou comprovado que o imóvel,
onde se construiu o hospital público, era de propriedade
de João Tício. Assim, após o regular processamento da
demanda, com a devida contestação, veio parecer do
MP, no sentido da ocorrência da prescrição quinquenal.
Sendo você o Juiz da causa, apresente os fundamentos
da decisão, indicando o instituto posto, e o eventual
direito de João Tício.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2008 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos
Reais - Quanto ao direito de superfície, explicitar,
fundamentadamente: a) sua natureza jurídica; b) a
forma de sua constituição mediante concessão; c) a
forma de sua constituição mediante cisão; d) a
controvérsia relacionada à sua aquisição pela via da
usucapião.
Magistratura Estadual - Concurso: TJPB - Ano: 2011 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Direitos Reais - SENTENÇA CIVIL - A Agência de Turismo
Beta ajuizou ação, sob o rito comum ordinário, contra a
Construtora e Incorporadora Alfa, alegando que
adquirira, em 20/5/2007, os direitos de compra de uma
sala para escritório, mediante instrumento de cessão de
direitos, que contara com a anuência da ré.
Argumentou, ainda, que a data prevista para a entrega
do imóvel era 20/5/2010, com tolerância de mais 180
dias, para os casos fortuitos ou de força maior, e que o
imóvel somente lhe fora entregue em 20/6/2011.
Registrou, também, a autora que a entrega das chaves
fora condicionada à assinatura de um termo de plena
quitação das obrigações assumidas pelas partes no
contrato, mas que, antes de firmá-lo, procedera à
notificação extrajudicial da ré, ressalvando a cláusula
referente ao prazo de entrega da obra. Aduziu a
inexistência de qualquer motivo que justificasse o atraso
da obra, entendendo ter o direito de ser indenizada, no
valor gasto com aluguéis até a data em que instalou, no
local adquirido, sua nova filial, o que ocorreu em
20/8/2011, após concluída a reforma no local, cujo
projeto jáestava pronto e para a qual já havia
contratado um arquiteto e a mão de obra necessária
para a execução da obra. Alegou, também, que sofrera
profundo abalo ante a demora na entrega das chaves,
visto que, não tendo instalado sua filial na data prevista,
deixara sua clientela frustrada com a indisponibilidade
da nova sala. Referiu, ainda, ter sofrido imenso prejuízo,
uma vez que perdera a chance de celebrar contratos na
região em que se localiza a sala comercial adquirida. A
autora requereu a procedência do pedido, com a
condenação da ré ao pagamento de R$ 30 mil (R$ 2 mil
por mês de aluguel pago em outra sala comercial),
fazendo a juntada dos recibos; de R$ 100 mil a título de
dano moral e de R$ 50 mil pelos danos acarretados pela
perda da chance de celebração de contratos, tudo com
juros e correção monetária, além das custas processuais
e dos honorários advocatícios. Regularmente citada, a ré
apresentou contestação. Em preliminar, alegou a
impossibilidade jurídica do pedido, por não haver, no
ordenamento jurídico, previsão para indenização pela
perda de chance tampouco por dano moral sofrido por
pessoa jurídica. Alegou, ainda, que a assinatura do
termo representava um óbice à propositura da ação e
que a inflação havia ocasionado retardamento na
conclusão da obra, fato que, segundo ela, imporia a
aplicação da teoria da imprevisão. Alegou a inexistência
de previsão legal para o pagamento das quantias
pleiteadas pela autora a título de dano material e moral.
Aduziu que condicionara a entrega do imóvel à
assinatura de termo de renúncia de ação de indenização
por atraso na prática do ato e que, tendo a promissária
compradora assinado o termo, sem fazer prova de vício
que pudesse torná-lo nulo, a renúncia teria plena
eficácia jurídica. Requereu, ao final, a improcedência
dos pedidos, com a condenação da autora nas custas
processuais e nos honorários advocatícios. Em réplica, a
autora argumentou que os fatos alegados pela ré para
esquivar-se da responsabilidade de indenizar eram
desprovidos de prova, registrando que a crise alegada
pela ré fora causada pelo desenvolvimento de uma
política de crescimento exagerado, sem o respectivo
planejamento, e não pela inflação. Sustentou seu direito
em obter a indenização, nos moldes expostos na inicial.
Regularmente intimadas para especificarem provas, a
autora protestou pelo julgamento antecipado da lide e a
ré nada requereu. Com base no relato acima
apresentado, que deve ser considerado como o
relatório da peça processual, redija, na condição de juiz
federal substituto, apenas a fundamentação e a decisão.
- Resposta: 1- Capacidade de expressão na modalidade
escrita e atendimento às normas do registro formal
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51
culto da língua portuguesa: 0,00 a 1,00 - 2-
Desenvolvimento do tema - 2.1 Possibilidade jurídica
do pedido / Mérito / Teoria da asserção / Perda da
chance admitida no direito brasileiro / Dano moral
(Súmula 227/STJ) - 2.2 Não prevalência do termo /
Inflação / Alegação sem fundamento (CPC, art. 333, II)
0,00 a 4,00 1,00 - 2.3 Não cabimento de indenização
pela perda da chance e por danos morais / Cabimento
parcial de danos materiais 0,00 a 2,00 - 2.4 Dispositivo:
Resolução nos termos do art. 269, I, do CPC /
Procedência parcial dos danos materiais / Juros e
correção monetária / Improcedência do pedido de
indenização por danos morais e da perda de chance /
Distribuição do ônus de sucumbência (CPC, art. 21)
0,00 a 2,00.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2010 -
Banca: TJMS - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Duas
pessoas constituindo relação homo afetiva podem
adotar criança abrigada há mais de dois anos? Responda
fundamentadamente.
Magistratura Estadual - Concurso: TJCE - Ano: 2012 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Fontes
- Conceitue direito objetivo e direito subjetivo e discorra
sobre as fontes estatais e não estatais do direito.
- Resposta: Conhecimento do tema, Conceito de direito
objetivo e de direito subjetivo, Fontes estatais e não
estatais do direito.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRS - Ano: 2012 -
Banca: TJRS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Fontes -
Discorra sobre as fontes do direito, em suas acepções
formal e material, explicitando a importância da
jurisprudência na construção do Direito e o papel das
súmulas vinculantes.
Magistratura Estadual - Concurso: TJPI - Ano: 2012 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Civil - Assunto: LINDB
- Redija texto dissertativo a respeito da arbitragem
como sistema não judicial de composição de litígios,
abordando, necessariamente, os seguintes aspectos: 1-
convenção de arbitragem: conceito de cláusula
compromissória e de compromisso arbitral; 2-
arbitragem e princípio da inafastabilidade da jurisdição,
conforme o que dispõe a Constituição Federal.
- Resposta: 1- Capacidade de expressão na modalidade
escrita e de uso das normas do registro formal culto da
língua portuguesa 0.25 - 2 Conhecimento do tema - 2.1
Convenção de arbitragem: conceito de cláusula
compromissória e de compromisso arbitral 1.00 - 2.2
Arbitragem e princípio da inafastabilidade da
jurisdição (CF, art. 5.º, XXXV) 1.25
Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2010 -
Banca: TJMS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: LINDB -
Cite cinco circunstâncias fáticas em que o Código Civil
Brasileiro autoriza o juiz a julgar mediante juízo
equitativo.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAC - Ano: 2012 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Civil - Assunto: LINDB
- Discorra sobre a eficácia da lei no tempo, abordando,
necessariamente, os seguintes aspectos: 1- início e
término da vigência da lei; 2- revogação da lei: conceito
e espécies de revogação; 3- critérios que conduzem à
revogação da lei; 4- repristinação: conceito e
tratamento no direito brasileiro.
- Resposta: Vernáculo – Conhecimento do tema – Início
e término da vigência da lei – Revogação da lei:
conceito e espécies de revogação – Critérios de
revogação da lei – Repristinação: conceito e
tratamento no direito brasileiro.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAC - Ano: 2012 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Civil - Assunto: LINDB
- Discorra sobre a eficácia da lei no tempo, abordando,
necessariamente, os seguintes aspectos: 1- início e
término da vigência da lei; 2- revogação da lei: conceito
e espécies de revogação; 3- critérios que conduzem à
revogação da lei; 4- repristinação: conceito e
tratamento no direito brasileiro.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRS - Ano: 2013 -
Banca: TJRS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: LINDB -
Não são raros os casos de conflito (real ou aparente) de
normas jurídicas no tempo, dado que o direito positivo é
legislado de forma diacrônica. Com olhos em tal
fenômeno, pergunta-se:à oà a tigoà º,à aput ,à daà Leià
Co ple e ta à ºà / à áàvig iaàdaàlei será indicada
de forma expressa e de modo a contemplar prazo
razoável para que dela setenha conhecimento,
ese vadaà aà l usulaà e t aà e à vigo à aà dataà deà suaà
publicação à pa aà asà leisà deà pe ue aà epe uss o ,à
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evogouà oà aput à doà a tigoà ºà doà De eto-Lei nº
. / à “alvoà disposiç oà o t ia,à aà leià o eçaà aà
vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de
oficialmente publicada)? Justifique a resposta,
considerando o teor do artigo 9º da Lei Complementar
ºà / à Cl usulaà deà evogaç oà deve à e umerar,
e p essa e te,àasàleisàouàdisposiç esàlegaisà evogadas à
e 2º do Decreto-Leià ºà . / à N oàseàdesti a doàà
vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a
odifi ueàouà evogue .à
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2011 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: LINDB -
REX IMPORT LTDA AJUIZOU EXECUÇÃO POR TÍTULO
JUDICIAL EM FACE DA DISTRIBUIDORA DA ALIMENTOS
SACI COM O OBJETIVO DE DAR CUMPRIMENTO À
CONDENAÇÃO IMPOSTA PELA CÂMARA MUNDIAL DE
ARBITRAGEM, COM SEDE EM LONDRES, MAS CUJO
LAUDO RESULTOU DA ATUAÇÃO DE TRÊS ÁRBITROS
QUE, EMBORA EUROPEUS, RESIDIRAM NO BRASIL
DURANTE O PROCESSO ARBITRAL E ATÉ A CONFECÇÃO
DO DOCUMENTO. EM IMPUGNAÇÃO ARGUIU A
DEVEDORA A NULIDADE DA EXECUÇÃO VISTO QUE O
LAUDO, EMITIDO POR INSTITUIÇÃO ESTRANGEIRA,
DEVERIA SER PREVIAMENTE HOMOLOGADO PELO STJ.
SUSTENTOU TAMBÉM QUE O COMPROMISSO ERA
NULO, PORQUANTO LAVRADO POR MANDATÁRIO SEU,
MUNIDO DE PODERES PARA TRANSIGIR MAS NÃO PARA
CELEBRAR COMPROMISSO. AO DEFENDER-SE,
SUSTENTOU O EXEQÜENTE QUE A CONSTITUIÇÃO NÃO
EXIGE A HOMOLOGAÇÃO DO LAUDO PELO STJ, A TEOR
DE SEU ARTIGO 105, I, I. QUANTO À INVALIDADE DO
LAUDO, AFIRMOU QUE A DEFESA JÁ FOI RECUSADA
PELOS ÁRBITROS, OS ÚNICOS COMPETENTES PARA
FAZÊ-LO, A TEOR DO ARTIGO 8°, PARÁGRAFO ÚNICO, DA
LEI 9307/96, E DO PRINCÍPIO DO
KOMPETENZ/KOMPETENZ. MAS AINDA QUE NÃO FOSSE
ASSIM, É CLARO QUE POSSUINDO PODERES PARA
TRANSIGIR, TAMBÉM PODERIA O MANDATÁRIO
CELEBRAR O COMPROMISSO. DECIDA AS QUESTÕES
SUSCITADAS.
Magistratura Estadual - Concurso: TJPR - Ano: 2013 -
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Obrigações - O art. 248 do Código Civil que regula as
obrigações de fazer , afirma que se a prestação do fato
tornar-se impossível sem culpa do devedor, resolver-se-
á a obrigação,; se por culpa dele, responderá por
perdas e danos. Na regulamentação das obrigações
alternativas, o art. 253 do CC afirma que se uma das
duas prestações não puder ser objeto de obrigação ou
se tornada inexequível, subsistirá o debito quanto a
outra. Quando trata de mora, o art. 399 do CC, afirma
que o devedor em mora responde pela impossibilidade
da prestação, embora essa impossibilidade resulte de
caso fortuito ou de força maior se estes ocorrerem
durante o atraso; salvo se provar isenção de culpa, ou
que o dano sobreviria ainda quando a obrigação fosse
oportunamente desempenhada. Observada a
interpretação sistemática dos artes. 248 253 e 399 do
CC e o que sustenta a doutrina dominante, pergunta-se:
1- De que modo pode ser compreendida a
impossibilidade na regulamentação do direito das
obrigações no CC? Faça a justificação com apoio
doutrinário em ate dez linhas 2- Quais diferenças podem
ser estabelecidas entre a impossibilidade e caso fortuito
ou força maior na regulamentação do direito das
obrigações do CC? Faça a justificação com apoio
doutrinário em ate dez linhas.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Pessoa
Jurídica - A aplicação da desconsideração da
personalidade jurídica da sociedade implica em
decretar-se o fim da sua autonomia patrimonial?
Magistratura Estadual - Concurso: TJRS - Ano: 2013 -
Banca: TJRS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Pessoa
Jurídica - A disregard doctrine tem assento no direito
privado e foi desenvolvida com vistas aafastar os efeitos
danosos da inadimplência obrigacional. Discorra sobre o
tema, em especial: a)Histórico b)Teoria maior c) Teoria
menor d) Desconsideração inversa
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2007 -
Banca: TJSP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Pessoa
Jurídica - Explique a proteção ao nome empresarial,
inclusive em âmbito nacional.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2011 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Pessoa Jurídica - Na fase de cumprimento de sentença
de uma ação ordinária que José das Mercês moveu
contra a empresa Discolândia Ltda., não houve o
pagamento voluntário do débito nos quinze dias
subsequentes à publicação do julgado; não houve
sequer oferta de bens à penhora, porém sabe-se,
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porque público e notório, que a sede da empresa
devedora é solvente e que foi transferida para endereço
diverso embora não comunicado ao juízo; que os sócios
têm inúmeros bens móveis e imóveis, e que os
empregados têm potencial econômico e financeiro
elevados. Instado à manifestação nos autos, o credor
requereu ao Juiz de primeiro grau a desconsideração da
personalidade jurídica da empresa. Diga como decidiria
se Juiz(a) da causa fosse; quais os fundamentos nos
quais se basearia, levando em consideração a situação
que lhe está sendo apresentada.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Pessoa
Natural - O que é capacidade de direito e o que é
capacidade de fato. Disserte.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRS - Ano: 2012 -
Banca: TJRS - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Prescrição e Decadência - Conceitue decadência e
prescrição e estabeleça as distinções.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRR - Ano: 2008 -
Banca: FCC - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Prescrição e Decadência - Estabeleça a distinção entre
prescrição nuclear ou de fundo de direito e a prescrição
parcelar e explique o que é a prescrição intercorrente.
- Resposta: A) prescrição nuclear é aquela que atinge
toda a pretensão. B) prescrição parcelar é a que atinge
as cotas ou parcelas em que a obrigação se divide. C)
prescrição intercorrente é a que se dá no curso do
processo por inércia da parte que não lhe dá o
andamento devido, por prazo igual ou superior ao da
prescrição, ou em razão de disposição legal que
estabelece prazo máximo da suspensão do processo.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRR - Ano: 2008 -
Banca: FCC - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Prescrição e Decadência - O que significa preclusão
temporal, lógica e consumativa, e em que difere da
coisa julgada formal ?
- Resposta: A) a preclusão significa o impedimento da
prática de um ato no processo. B) a preclusão será
temporal quando decorrido o prazo e o ato que deveria
ser praticado não o foi. C) a preclusão será lógica
quando houver a prática de um ato incompatível com
outro que se pretenda praticar. D) a preclusão será
consumativa quando o ato já tiver sido praticado e, por
isto, não pode ser renovado do mesmo ou de outro
modo. E) Há coisa julgada formal quando, no mesmo
processo, estiver esgotada a possibilidade de
interposição de todos os recursos.
Magistratura Estadual - Concurso: TJCE - Ano: 2014 -
Banca: FCC - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Responsabilidade Civil - A família Oliveira (paulistana),
pretendendo viajar, adquire um pacote de viagem com
a agência de viagens Viagem Feliz, por intermédio da
operadora de viagens Aventuras sem Fim, para passar
uma semana no Estado do Ceará, tendo como destino a
praia de Jericoacoara. Ao chegarem a Fortaleza,
recebem a noticia de que a pousada em que ficariam
encerrou suas atividades e, por se tratar de alta
temporada, a agencia disponibilizou somente outra
pousada, muito tradicional, na praia de Canoa
Quebrada. A família Oliveira aparentemente resigna-se ,
passa a semana naquela pousada mas, ao voltar,
propõem ação contra a Viagem Feliz e contra Aventuras
sem Fim por danos materiais e morais, pedindo de volta
os R$ 10 mil despendidos e pleiteando, por danos
morais, outros R$ 10 mil, alegadamente pelo abalo
emocional e frustração causados pela situação (por não
terem conhecido Jericoacoara). E porque, durante o
período, foram furtados no interior da pousada, com
prejuízo material de mais de R$ 3 mil, que também
requerem de ambos, nesse aspecto incluindo ainda
como ré a pousada de CanoaQuebrada, material e
moralmente. Responda fundamentadamente: a- Viagem
Feliz e Aventuras sem Fim têm responsabilidade pela
alteração do destino da família Oliveira?; b- Viagem
Feliz e Aventuras sem Fim terão que devolver os R$ 10
mil relativos ao pacote da viagem?; c- Viagem Feliz,
Aventuras sem Fim e a pousada de Canoa Quebrada são
responsáveis pelo prejuízo de R$ 3 mil , concernente ao
furto havido na pousada?; d- Viagem Feliz, Aventuras
sem Fim e a pousada Canoa Quebrada são responsáveis
pelos alegados danos morais?
- Resposta: A- A responsabilidade de Viagem Feliz
(agencia) e Aventuras sem Fim (operadora) é objetiva,
nos termos do art. à aput ,à doà CDC,à pode do-se
discutir, porem, a conduta da família Oliveira como
contrária à boa-fé objetiva por terem mostrado
conformismo com a situação, nesse caso isentando a
agencia e operadora de responsabilidade indenizatória
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(CC, art. 422). B- Não, pois houve a fruição da viagem.
Pode-se apenas discutir, em tese, se o valor relativo a
Canoa Quebrada corresponderia ao mesmo montante
em Jericoacoara. C-São. Operadora e agencia pela
escolha da pousada (culpa in eligendo), além da
responsabilidade objetiva na relação de consumo. A
pousada, por culpa in vigilando e também por
responsabilidade objetiva conforme os arts. 932 IV, 933
e 649, parágrafo único, todos do CC. D-Por terem fruído
a viagem normalmente, em principio não há
responsabilidade por danos morais em relação à
alteração do destino, havendo porem essa
responsabilidade em decorrência do furto, a ser
examinado como um fato grave, que não se limitou a
meros aborrecimentos ou dissabores.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2014 -
Banca: TJMT - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Responsabilidade Civil - De acordo com o Supremo
Tribunal de Justiça, qual o termo a quo para fluência dos
juros moratórios em casos de responsabilidade
contratual e de responsabilidade extracontratual, seja
por dano material ou moral.
- Resposta: Responsabilidade extracontratual: os juros
moratórios fluem a partir do evento danoso.
Responsabilidade contratual: os juros fluem a contar
da citação. [...] A jurisprudência desta Corte é pacifica
no sentido de que incidem os juros de mora desde a
data do evento danoso, em casos de responsabilidade
extracontratual, entendimento consolidado com a
edição da Súmula 54/STJ e, desde a citação, no caso de
responsabilidade contratual. Precedentes. [...]. (STJ,
Quarta Turma, AgRg no AREsp 463637/PR, relator
Ministro Luis Felipe Salomao, DJe 19/3/2014). Exceção:
em caso de responsabilidade contratual decorrente de
obrigação positiva e líquida, com vencimento certo, os
juros fluem a começar da data deste. EMBARGOS DE
DIVERGENCIA- JUROS MORATORIOS- ACAO
MONITORIA – NOTA PROMISSORIA –
RESPONSABILIDADE CONTRATUAL – VENCIMENTO DA
DIVIDA. 1- Embora juros contratuais em regra corram a
partir da data da citação, no caso, contudo, de
obrigação contratada como positiva e liquida, com
vencimento certo, os juros moratórios correm a partir
da data do vencimento da dívida. 2- emissão de nota
promissória em garantia do débito contratado não
altera a disposição contratual de fluência dos juros a
partir da data certa do vencimento da dívida. 3- o fato
de a dívida líquida e com vencimento certo haver sido
cobrada por meio de ação monitória não interfere na
data de inicio da fluência dos juros de mora, a qual
recai no dia do vencimento, conforme estabelecido
pela relação de direito material. 4- embargos de
divergência providos para inicio dos juros moratórios
na data do vencimento da dívida. (STJ, Corte Especial,
EREsp 1250382/RS, relator Ministro Sidnei Beneti, DJe
8/4/2014).RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL.
AÇÃO MONITÓRIA. EMBARGOS. RESPONSABILIDADE
CONTRATUAL. JUROS DE MORA. TERMO INICIAL. [...].
2- tratando-se de obrigação automaticamente
constituído em mora desde o vencimento de cada
pa elaà i adi plidaà diesà i te pelatà p oà ho i e .à -
interpretação conjugada dos artigos 397 e 405 do
Código Civil. 4- precedentes acerca do tema. 5-
provimento ao recurso especial. (STJ, Terceira Turma,
REsp 1281439/SP, relator Ministro Paulo de Tarso
Sanseverino, DJe 26/03/2014).
Magistratura Estadual - Concurso: TJPA - Ano: 2014 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Responsabilidade Civil - Discorra sobre as principais
características que distinguem o direito da moral,
quanto aos aspectos formais.
- Resposta:No âmbito das distinções de ordem formal,
é possível distinguir o direito da moral por cinco
critérios, a saber: a) A determinação do direito e a
forma não concreta da moral: enquanto o direito se
manifesta mediante um conjunto de regras que
definem a dimensão da conduta exigida, que
especificam a fórmula do agir, a moral, em suas três
esferas, estabelece uma diretiva mais geral, sem
particularizações. (0,5 ponto) b) A bilateralidade do
direito e a unilateralidade da moral: enquanto as
normas jurídicas possuem uma estrutura imperativo-
atributiva, isto é, ao mesmo tempo em que impõem um
dever jurídico a alguém, atribuem um poder ou direito
subjetivo a outrem, a moral possui uma estrutura mais
simples, que impõe deveres apenas, unicamente com a
expectativa de que o outro adira às normas. (0,5
ponto) c) Exterioridade do direito e interioridade da
moral: enquanto a moral se preocupa com a vida
interior das pessoas, como a consciência, julgando os
atos exteriores apenas como meio de aferir a
intencionalidade, o direito cuida das ações humanas
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em primeiro plano e, em função destas, quando
necessário, investiga o animus do agente. O direito se
limita aos atos exteriorizados, enquanto que a moral se
ocupa tanto dos interiorizados quanto dos
exteriorizados. (0,5 ponto) d) Autonomia e
heteronomia: o direito possui heteronomia, que quer
dizer sujeição ao querer alheio. As regras jurídicas são
impostas independentemente da vontade de seus
destinatários. O indivíduo não cria o dever-ser, como
acontece com a moral autônoma, que se origina da
consciência individual. (0,5 ponto) e) Coercibilidade do
direito e incoercibilidade da moral: uma das notas
fundamentais do direito é a coercibilidade, pois possui
a força organizada do estado, para garantir o respeito
aos seus preceitos. A moral, por seu lado, carece do
elemento coativo coercível, ainda que causem certa
intimidação social. (0,5 ponto)
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 -
Banca: FGV - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Responsabilidade Civil - O telejornal da noite noticia,
em cadeia nacional e com grande destaque, que
determinado magistrado está sendo investigado pelo
Co selhoàNa io alà deà Justiçaàpo à otivoàdeà ve daàdeà
se te ças ,à f utoà deà de ú iasà ap ese tadasà pelaà
Ordem dos Advogados do Brasil. Menciona a
reportagem que, segundo a denúncia, o juiz teria
padrão de vida incompatível com sua remuneração,
possuindo diversos imóveis de altíssimo padrão e
automóveis de luxo. Anos depois, a investigação foi
arquivada, pois se constatou que os bens estavam
registrados em nome da esposa do juiz, única herdeira
de um banqueiro. Essa notícia é veiculada pelo
telejornal, com menor destaque. A partir da hipótese
sugerida, responda se a empresa jornalística deve ser
condenada a indenizar o magistrado, a título de danos
morais.
- Resposta: A entidade responsável por prestar serviços
de comunicação não tem o dever de indenizar pessoa
física em razão da publicação de matéria de interesse
público em jornal de grande circulaçãoa qual tenha
apontado a existência de investigações pendentes
sobre práticas ilícitas supostamente cometidas por
magistrado, ainda que sobrevenha posterior
absolvição. A imprensa deve buscar fontes fidedignas e
ouvir as partes interessadas. A solução passa pelo
cotejo de direitos constitucionalmente assegurados:
liberdade de pensamento e à sua livre manifestação
(art. 5º, IV e IX), ao acesso à informação (art. 5º, XIV)
e à honra (art. 5º, X). As pessoas públicas têm
mitigado o direito à intimidade, em razão do interesse
público. Para a responsabilização da imprensa pelos
fatos reportados, não basta a divulgação de
informação falsa. Exige-se prova de que o agente
divulgador conhecia ou poderia conhecer a falsidade
da informação propalada, o que configuraria abuso do
direito de informação. Nesse sentido: REsp 1.297.567-
RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 28/5/2013.
Magistratura Estadual - Concurso: TJCE - Ano: 2012 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Responsabilidade Civil - À luz do que dispõem a
Constituição Federal, a Lei Orgânica da Magistratura
Nacional e a legislação processual, discorra sobre a
responsabilidade civil dos magistrados no exercício de
suas funções, respondendo, de forma fundamentada, às
indagações a seguir. 1- Contra quem deve ser ajuizada
ação indenizatória em que se alegue ter o juiz praticado
ato jurisdicional com o intuito deliberado de causar
prejuízo à parte ou a terceiro? 2- Contra quem o
indivíduo condenado por sentença penal em que haja
erro judiciário por negligência do juiz deve ajuizar ação
indenizatória?
- Resposta: Conhecimento do tema, Responsabilidade
do juiz, do Estado ou de ambos por ato jurisdicional
doloso, Responsabilidade do Estado por erro judiciário.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Responsabilidade Civil - A Prefeitura de Pasárgada/MG
concedeu o serviço público de transporte municipal à
e p esaà p ivadaà á igoà doà ‘ei .à Oà oto istaà daà
empresa, após usar alcalóides à vontade, com bonitas
prostitutas, assume a direção do ônibus. Durante o
itinerário, provoca um acidente em que Joana Rainha
Louca de Espanha, funcionária pública estadual, que
estava dentro do ônibus, a caminho do trabalho, vem a
falecer. Manoel Bandeira, enquanto fazia ginástica,
andava de bicicleta, montava em burro brabo e subia
em pau de sebo, é atingido e fica inválido. A família de
Joana Rainha Louca de Espanha e Manoel Bandeira
acionam a Justiça. Como Juiz (a) de Direito como você
sentenciaria o caso à luz da mais recente jurisprudência
do Supremo Tribunal Federal: a) Com relação a Joana
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Rainha Louca de Espanha? b) Com relação a Manoel
Bandeira?
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2008 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Responsabilidade Civil - Ana Julia, de 23 anos,
submeteu-se a cirurgia plástica para a implantação de
próteses mamárias, com o intuito de se sentir mais
bonita, sendo encorajada pelo cirurgião plástico, Dr.
Pedro Augusto, profissional de renome, que nas
consultas anteriores à operação ressaltou os benefícios
estéticos do implante pretendido. Realizado o ato
cirúrgico com sucesso por esse mesmo profissional e
recebendo Ana Julia alta hospitalar, iniciou-se o calvário:
apesar de a paciente se queixar de fortes dores, o
referido cirurgião, pelo telefone, avaliou que se tratava
de quadro compatível com a cirurgia e persistiu na
prescrição de analgésicos.Entretanto, duas semanas
após, constatou-se que a paciente apresentava quadro
de rejeição das próteses,com grave processo infeccioso
e problemas de cicatrização, que culminaram com a
necessidade de retirados implantes, em procedimento
de emergência, o que acarretou importante sequela
estética. Ainda traumatizada com o ocorrido, Ana Julia
promoveu ação indenizatória, postulando a condenação
do cirurgião Pedro Augusto no pagamento de
indenização pelos danos materiais, correspondentes ao
custeio de cirurgia plástica reparadora, conforme se
apurar em liquidação, como também a devolução de
tudo o que foi desembolsado relativamente à cirurgia
mal sucedida, além de danos morais e estéticos.
Sustentou, emsíntese, a falta de informação adequada
sobre os riscos da cirurgia e o descaso e o desinteresse
do médico no período pós-operatório, que não impediu
o desenvolvimento do ruinoso quadro clínico
observado. Considerando os fatos provados e
dispensando-se o relatório, decida o conflito na forma
de sentença, com abordagem das questões e regras
jurídicas inerentes ao tema.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 -
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Responsabilidade Civil - Com a morte de TATÃO, rico
empreendedor rural, sua fazenda, embora recordista
nacional de produtividade e preservação ambiental,
passou a ser imediatamente ameaçada de invasão
pelo MLST, que montou acampamento de "sem-
terras" nas proximidades. Em defesa da propriedade,
TATINHO, um dos dois filhos do morto, que se achava
na posse da mesma, contratou, para vigilância 24
horas, a empresa SERVFORÇA, especializada em
segurança rural, ficando estabelecido, em contrato
escrito, que seria dessa (contratada) a inteira
responsabilidade por danos causados a quando da
execução do mesmo, isentado o contratante. Ao
montar equipes de vigilantes, a SERVFORÇA contratou,
dentre outras pessoas, TUCO e LEO, policiais militares
do Estado do Amapá, em regime de "bico". Dias depois,
à noite, os vigilantes que estavam de serviço abriram
fogo contra veículo que "invadiu a zona de segurança"
da fazenda, matando EVO, motorista do
supermercado BRASIL que, desconhecendo a situação
de risco existente, buscava entregar gêneros
alimentícios comprados pela administração da mesma.
Apurou-se que TUCO e LEO estavam entre os cinco
atiradores, e que LEO utilizou-se de arma da corporação
militar, muito embora não tenha sido possível apurar
qual delas disparara o projétil fatal, até porque a vítima
fora atingida por seis tiros e todos os atiradores usaram
armas calibre 38. À luz do vigente Código Civil, qual o
responsável ou os responsáveis civis pela possível
indenização à viúva de EVO? Justifique. À luz do vigente
ordenamento jurídico, a viúva de EVO teria também
direito à indenização pelo acidente de trabalho contra
o empregador de seu finado marido, sem prejuízo
daquela recebida do INSS, referente à infortunística, da
pensão previdenciária vitalícia respectiva e da reparação
civil comum por sua morte (ato ilícito)? Justifique.
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2006 -
Banca: TJSP - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Responsabilidade Civil - Dissertação - Vicissitudes da
reparação dos danos resultantes do descumprimento
duma obrigação de meio. Não deixe no tinteiro o
problema da quantificação dos danos morais. Nem o da
prova e o da prescrição. Chame à pedra conceitos,
classificações, distinções, exemplos. Informe quem é (ou
são) o (s) seu (s) civilista (s) preferido (s).
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 -
Banca: FGV - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Responsabilidade Civil - Em processo de ação civil
coletiva de ressarcimento de danos materiais e morais,
causados a passageiros e a seus familiares pelo
naufrágio de embarcação, explorada por sociedade
empresária que se dedica ao transporte remunerado de
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pessoas em vias fluviais, a ré se defende,alegando que:
I. é diligente na prestação daquele serviço, cumprindo
todas as normas legais e administrativas sobre
segurança de passageiros; II. o condutor de sua
embarcação tem vasta experiência e se encontra
regularmente habilitado; III. o naufrágio foi causado
pelo condutor de outra embarcação que, em manobra
imprudente, abalroou aquela onde se encontravam as
vítimas. A partir do caso apresentado, examine as
alegações da ré, esclarecendo se podem ser acolhidas.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2008 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Responsabilidade Civil - FRANCISCO CAJUEIRO MASSAN
propõe ação de indenização contra CEABAG –CENTRAIS
DE ABASTECIMENTO GERAL S/A, empresa de economia
mista, alegando, em resumo, que é proprietário
possuidor da camioneta Ford F350, diesel, ano 1987,
azul, placa LIS 1376, chassi 9BF233JJKNC009178. Apesar
de aposentado, trabalha no veículo como carreteiro,
prestando serviços a diversas empresas e comerciantes
estabelecidos na CEABAG, utilizando o estacionamento
desta. No dia 14/07/2006, por volta de 10h36min,
enquanto conferia mercadorias, fora comunicado que
seu veículo, que estava estacionado e trancado, no
interior do estacionamento da CEABAG, conforme
credencial de atacadista local e respectivo cupom, fora
furtado. Assim, entende o autor que o veículo jamais
poderia ter sido retirado do estacionamento, sem a
apresentação do correspondente cartão, comprovante
de acesso ao local, o qual se encontrava em seu poder e
agora está instruindo a petição inicial. Junta boletim de
ocorrência policial. Pede a condenação da ré ao
pagamento de indenização correspondente ao valor do
veículo, R$ 15.000,00 (quinze mil reais), e lucros
cessantes. Juntou recortes de jornais e revistas
comprovando o preço de cotação do veículo no
mercado. A ré apresenta contestação e, depois de
discorrer sobre o seu objeto, diz estar isenta de
qualquer responsabilidade pelo ocorrido. Ao promover
a comercialização de centenas de toneladas de
alimentos, viabiliza a entrada de veículos e pessoas em
suas dependências e não o faz com o intuito de lucro,
nem tampouco assume compromissos de vigiar e
guardar veículos. Não oferece estacionamento próprio
para cliente, procura apenas fazer controle de entrada e
saída de veículos em sua área interna, com o fim de
estabelecer estatística de presença dos usuários
produtores, consumidores e comerciantes. A garantia
existente no local se destina acontrole de entrada de
mercadorias, e não de veículos e/ou pessoas. O cartão
que o requerente anexou aos autos não faz prova do
furto do veículo, não se destinando também à guarda
ou vigilância de veículos, que sequer são identificados
pela placa, marca, cor, etc. Arremata dizendo não existir
nexo de causalidade entre o ato ilícito, furto e os lucros
cessantes que o autor alega ter deixado de obter. Não
veio aos autos prova cabal do valor do veículo, o que
torna impossível fixar a indenização. Os pedidos são
improcedentes. As partes não tiveram interesse na
produção de prova testemunhal. DECIDA.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2013 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Responsabilidade Civil - João, usuário do plano de
saúde Star, na modalidade livre escolha de médico,
realizou cirurgia com a equipe do cirurgião Marco
Antônio, que indicou o Hospital Garden, credenciado ao
plano de saúde, para a intervenção cirúrgica. Durante a
sedação, João veio a óbito em virtude de utilização de
excesso de anestésico, por parte da médica anestesista
Roberta, integrante da equipe do cirurgião Marco
Antônio. Esclareça se existe responsabilidade
decorrente do óbito do paciente, por parte do plano de
saúde, do hospital, do cirurgião chefe e da anestesista.
Fundamente a resposta.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2013 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Responsabilidade Civil - José da Silva, estudante,
púbere, assistido por sua mãe, interpôs ação
indenizatória em face do município de Bali Bali, em
razão de danos provocados à sua pessoa, decorrentes
de atropelamento causado por veículo pertencente à
municipalidade, conduzido imprudentemente por
motorista oficial. Citado, o município levantou defeito
na representação porque a procuração outorgada ao
advogado o foi por instrumento particular, e ainda,
porque faltava a assistência do seu pai. Também
postulou a denunciação da lide ao condutor do veículo
causador do dano. Aprecie as questões
justificadamente.
Magistratura Estadual - Concurso: TJPR - Ano: 2011 -
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Responsabilidade Civil - MARIZETE, insatisfeita com os
seus contornos mamários, realizou consulta medica com
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o cirurgião plástico DR. BELLO, credenciado do
HOSPITAL CENTRAL. Antes do internação, MARIZETE
assinou documento isentando medico e hospital de
qualquer responsabilidade decorrente da cirurgia. Foi
então intimada e submetida cirurgia de redução
mamaria da qual resultou cicatrizes hipertrofiadas,
complexo aureolo-mamilar esquerdo posicionado acima
do contralateral, mama esquerda 5% menor que a
direita, perda do mamilo esquerdo, com a consequente
perda da função de amamentar. Ainda no HOSPITAL
CENTRAL, contraiu infecção, o que a fez permanecer por
mais 7 dias intimada no hospital. DR. BELLO era medico
credenciado do HOSPITAL. MARIZETE, inconformada,
consulta advogado e ajuíza ação contra DR. BELLO e
HOSPITAL CENTRAL. RESPONDA
FUNDAMENTADAMENTE: A) Qual a ação cabível e qual o
prazo para seu exercício? B) Explique como se da a
responsabilidade dos réus. C) 0 documento que
MARIZETE assinou isenta as réus de suas respectivas
responsabilidades?
Magistratura Estadual - Concurso: TJRS - Ano: 2012 -
Banca: TJRS - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Responsabilidade Civil - Para que o Poder Judiciário
garanta os direitos e realize a justiça é necessário que
ele seja materialmente bem aparelhado, mas isso
apenas não é suficiente, sendo extremamente relevante
que os juízes tenham preparo e sejam conscientes de
suas responsabilidades. Mas além disso tudo e como
requisito prévio essencial é indispensável que a
magistratura seja independente. (DALLARI, Dalmo de
Abreu. O Poder dos Juízes. São Paulo: Editora Saraiva,
1996, p. 44) Considerando esta importante questão,
discorra sobre o seguinte tema: A Magistratura:
independência, deveres funcionais e o regime de
responsabilidades civil e penal.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2011 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Responsabilidade Civil - TÍCIO PROPÕE AÇÃO
INDENIZATÓRIA EM FACE DA EMPRESA LOCADORA DE
AUTOMÓVEIS X, POSTULANDO INDENIZAÇÃO PELOS
DANOS CAUSADOS AO AUTOMÓVEL DE SUA
PROPRIEDADE EM DECORRÊNCIA DE COLISÃO COM
VEÍCULO DE PROPRIEDADE DA RÉ. A EMPRESA X
APRESENTA CONTESTAÇÃO E OFERECE DENUNCIAÇÃO
DA LIDE EM FACE DE CAIO, LOCATÁRIO DO VEÍCULO,
QUE O DIRIGIA NO MOMENTO DO ACIDENTE,
ALEGANDO QUE O MESMO ESTAVA
CONTRATUALMENTE OBRIGADO A INDENIZAR
REGRESSIVAMENTE A LOCADORA, POR FORÇA DO
CONTRATO, POIS OPTARA POR NÃO CONTRATAR
SEGURO. CAIO INGRESSA NO FEITO E OFERECE
CONTESTAÇÃO ALEGANDO AUSÊNCIA DE CULPA. O
PEDIDO DE TÍCIO VEM A SER JULGADO IMPROCEDENTE,
SOB O FUNDAMENTO DE TER A COLISÃO OCORRIDO
POR CULPA EXCLUSIVA DO AUTOR. COMO SERÃO
DISTRIBUÍDOS OS ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA? RESPOSTA
JUSTIFICADA.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2012 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto:
Responsabilidade Civil - Um ônibus da empresa Urbanil
trafegava pela Avenida Lucio Costa, quando uma van,
avançando o sinal, colidiu violentamente em sua lateral.No acidente, feriram-se quatro passageiros do ônibus,
além do motorista da van e dois de seus respectivos
passageiros. Discorra sobre a responsabilidade da
empresa Urbanil em face de cada um dos feridos, aí
incluídos seus passageiros, o motorista da Van e os
passageiros da mesma.
DIREITO CONSTITUCIONAL
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 -
Banca: FGV - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Administração Pública - A) Os cargos públicos
podem ser extintos por ato do Chefe do Executivo, sem
necessidade de lei? B) Sendo possível, quais os
requisitos para a extinção?
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Administração Pública - Aprovada em
concurso público realizado pelo Município de Ouro
Velho para o cargo de auxiliar de serviços gerais, mas
não nomeada, Maria José impetrou mandado de
segurança contra o Município, porque houvera
contratação, via terceirização, de inúmeras faxineiras
não concursadas. Pediu liminar e final concessão da
ordem de sua nomeação, alegando necessitar do
trabalho para sua subsistência. Responda em breves
linhas, fundamentadamente: a) Os requisitos de lei para
a concessão da liminar em MS estão presentes? b) Há
vedação legal para concessão da liminar em tal hipótese
específica?c) Há legitimidade passiva do Município? d) O
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direito de nomeação é líquido e certo? e) O ato da
nomeação pela Administração guarda quais princípios?
Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2010 -
Banca: TJMS - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Aplicabilidade - Seguindo a sistematização
apresentada por José Afonso da Silva (Aplicabilidade das
Normas Constitucionais), cite dois efeitos jurídicos
práticos que podem ser extraídos das normas
constitucionais de eficácia limitada.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2014 -
Banca: FCC - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Aplicabilidade e Interpretação - Considere o
te toà segui te:à Osà di eitos,à ujosà li itesà oà est oà
fixados de uma vez por todas, mas que em certa medida
s oà a e tos ,à veis ,à e,à aisà p e isa e te,à essesà
princípios podem, justamente por esse motivo, entrar
facilmente em colisão entre si, porque a sua amplitude
não está de antemão fixada. Em caso de conflito, se
quiser que a paz jurídica se restabeleça, um ou outro
direito (ou um dos bens jurídicos em causa) em que
ceder até um certo ponto perante o outro ou cada um
entre si. A jurisprudência consegue isto mediante uma
po de aç o à dosà di eitosà ouà e sà ju ídi osà ueà est oà
e à jogoà o fo eà oà peso à ueà elaà o fe eà aoà e à
espe tivoà aà espe tivaà situaç o.à Masà po de a à eà
sopesa à à ape asà u aà i age ; não se trata de
grandezas quantitativamente mensuráveis, mas do
resultado de valorações, que – nisso reside a maior
dificuldade – não só devem ser orientadas a uma pauta
geral, mas também à situação concreta em cada caso.
Queàseà e o aàpoisàaàu aà po de aç oàdeà e sà oà asoà
o eto à à aà ve dade,à o oà seà fezà ota ,à
precisamente consequência de que não existe uma
ordem hierárquica de todos os bens e valores jurídicos
em que possa ler-se o resultado como uma tabela. Mas
então trata-seà eal e teà aà po de aç oà deà e s à deà
um método, ou antes da confissão de que o juiz decide
aqui sem qualquer apoio em princípios metodológicos,
com base apenas em tais pautas que ele mesmo
estabelece para si ? Neste caso, não seriam controláveis
asà esoluç esàe o t adasà o à aseà u aà po de aç oà
deà e sà oà asoà o eto ,àfi a iaàa e toàu àpo t oàaoà
parecer subjetivo do juiz de cada vez que tivesse que
decidir. A pergunta não pode porventura ser respondida
definitivamente, dado o estado atual dos
conhecimentos metodológicos. Para avançar aqui, resta
só o caminho de ver de que espécie são as ponderações
ueà osà t i u aisà p e à a uià e à aç o. à La e z,à Ka l.à
Metodologia da Ciência do Direito, 2. Ed. Tradução de
José Lamego. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian,
1989, p. 491). É permitido ao juiz, no Brasil, a
ponderação dos direitos ou bens jurídicos, tendo em
conta o disposto na Constituição Federal, que determina
seja à fu da e tadasàtodasàasàde is es à art. 93, IX) e
que agasalha os princípios da isonomia e da legalidade
(art. 5º, II), bem como o que estabelece a Lei de
Introdução às Normas de Direito Brasileiro, a respeito
da vigência das leis (art. 2º, caput e p. 2º) ? Caso
permitida, cite uma hipótese em que pode ocorrer
colidência de princípios e uma solução possível.
- Resposta: 1- Resposta à questão sobre a possibilidade
de o Juiz ponderar direitos supostamente antagônicos
(0,50 pontos); 2- Fundamentação da resposta à vista
do princípio da legalidade (0,50 pontos); 3-
Fundamentação da resposta à vista do princípio da
isonomia (0,50 pontos); 4- Hipótese corrente em que é
possível a colidência de direitos (0,50 pontos).
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2011 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Aplicabilidade, Interpretação e Integração -
COMENTAR ACERCA DA INTERPENETRAÇÃO DOS
SISTEMAS ANGLOSSAXÔNICO E ROMANO, NA
CONSTRUÇÃO DO ORDENAMENTO JURÍDICO, E NA
APLICAÇÃO DO DIREITO, NA SOCIEDADE
CONTEMPORÂNEA, SOBRETUDO NO BRASIL.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Aplicabilidade, Interpretação e Integração -
Dissertação: Interpretação da Constituição.
Magistratura Estadual - Concurso: TJCE - Ano: 2014 -
Banca: FCC - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Interpretação e Aplicação - Se queremos
caracterizar não apenas a interpretação da lei pelos
tribunais ou pelas autoridades administrativas, mas, de
modo inteiramente geral, a interpretação jurídica
realizada pelos órgãos aplicadores do Direito, devemos
dizer: na aplicação do Direito por um órgão jurídico, a
interpretação cognoscitiva (obtida por uma operação de
conhecimento) do Direito a aplicar combina-se com um
ato de vontade em que o órgão aplicador do Direito
efetua uma escolha entre as possibilidades reveladas
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através daquela mesma interpretação cognoscitiva. Com
este ato, ou é produzida uma norma de escalão inferior,
ou é executado um ato de coerção estatuído na norma
jurídica aplicanda. Através deste ato de vontade se
distingue a interpretação levada a cabo pela ciência
jurídica. A interpretação feita pelo órgão aplicador do
Direito é sempre autentica. Ela cria o Direito. ( KELSEN,
Hans. Teoria Pura do Direito. Trad. De João Baptista
Machado. São Paulo: Martins Fontes, 1987, e ed;
p.369). Numa analogia a um texto final de uma obra de
Wittgenstein, lógico que Kelsen privou em seus tempos
de Viena, segundo o qual não se pode falar, deve-se
calar, poderíamos dizer que para o nosso jurista, o que a
ciência jurídica não pode descrever, deve omitir. Esta
coerência de Kelsen com seus princípios metódicos,
porem, nos deixa sem armas. Sua renúncia pode ter um
sentido heroico, de fidelidade à ciência, mas deixa sem
fundamento a maior parte das atividades dogmáticas, as
quais dizem respeito à hermenêutica. E ademais não
explica a diferença entre a mera opinião do doutrinador,
que busca, com os meios da razão jurídica, o sentido da
norma. A diferença, em termos de aceitação, resta
meramente política. Ou seja, para Kelsen, é possível
denunciar, de um ângulo filosófico (zetético), os limites
da hermenêutica, mas não é possível fundar uma teoria
dogmática da interpretação. (JUNIOR, Tércio Sampaio
Ferraz.Introdução ao Estudo do Direito. São Paulo:
Atlas, 2 ed.; p.263). Considerando os textos citados
acima e o tema da interpretação do Direito no
pensamento de Hans Kelsen, responda: a- segundo a
perspectiva de Kelsen, o que significam as
i te p etaç esà aute ti a à eà o-aute ti a à doà
Direito? ; b- segundo a perspectiva de Kelsen, explique
os elementos que se combinam na interpretação
realizada pelos órgãos aplicadores do Direito.; c- em
que consiste a crítica de Tércio Sampaio Ferraz Júnior à
concepção kelseniana da interpretação do Direito?
Explique.
- Resposta: A- Kelse à o side aà i te p etaç oà
aute ti a à aà i te p etaç oà ju ídi aà ealizadaà pelosà
órgãos aplicadores do Direito ( por exemplo, juízes,
tribunais, autoridades administrativas) e considera
i te p etaç oà o-aute ti a à todaà eà ual ue à
interpretação realizada por instancia que não seja
órgão aplicador do Direito (especialmente a
interpretação levada a cabo pela ciência jurídica). B-
Na interpretação realizada pelos órgãos aplicadores do
Direito, segundo Kelsen, combinam-se, de um lado, um
ato cognoscitivo (que consiste numa operação de
conhecimento e de entendimento racional) e, de outro,
um ato de vontade (pelo qual o órgão aplicador do
Direito realiza uma escolha dentre as possibilidades de
entendimento reveladas pela interpretação
cognoscitiva). Para Kelse à àesteà atoàdeà o tade à ueà
qualifica a interpretação jurídica realizada pelo órgão
aplicador do Direito como sendo a única interpretação
autentica do Direito, pois, através dele, produz-se uma
norma de escalão inferior ou executa-se um ato de
coerção estatuído na norma jurídica aplicanda. A
interpretação autentica tem, portanto, um caráter
vinculativo e a não autentica não o tem. C-A crítica
realizada por Tércio Sampaio Ferraz Júnior à concepção
de Hans Kelsen acerca da interpretação do Direito
refere-se ao entendimento kelseniano de que a única
interpretação autentica do Direito é aquela que
provém de um órgão aplicador do Direito. Segundo
Tércio Sampaio Ferraz Júnior, esse entendimento não
distingue a mera opinião (técnica) sobre o conteúdo de
uma lei exarada pelo doutrinador. Para Tércio Sampaio
Ferraz Júnior, a concepção de Kelsen sobre a
interpretação do Direito impossibilita o
estabelecimento de uma teoria dogmática da
interpretação do Direito, deixando sem fundamento a
maior parte das atividades dogmáticas relativamente
à hermenêutica, sobretudo porque não fornece critério
para controle de consistência das decisões.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2014 -
Banca: TJMT - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Interpretação e Aplicação - Dê o conceito de
ideologia e discorra, concisamente, sobre o positivismo
formalista e o jurisnaturalismo enquanto ideologias
jurídicas.
- Resposta: Em definição mais simples e geral, e
pretensamente neutra, ideologia é o conjunto de
crenças, ideias, doutrinas e valores próprios a
determinada sociedade ou classe social, e que pretende
justificar e preservar um dado sistema político, jurídico,
econômico, social, etc. em suma, é um padrão de
crença política. Penso em qualquer resposta que
conceitue ideologia como um padrão de crença política
est à o eta.à Dis o aà o isa e te,à so eà oà
positivismo formalista e o jurisnaturalismo enquanto
ideologiasàju ídi as :à ua toàaàestaàpa teàdaàpe gu ta,à
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61
Noberto Bobbio apresenta o seguinte resumo: a- a
posição positivista extrema prescreve que as regras
devem ser obedecidas porque são justas ( denominada
obediência ativa; b- a posição positivista moderada
estabelece que as leis devem ser obedecidas porque a
legalidade, por si mesma, garante a realização do valor
especifico do Direito, é dizer, o valor da ordem ou da
paz social (denominada obediência condicionada); c-
já a posição jusnaturalista extrema determina que as
leis devem ser obedecidas somente se forem justas (ou
seja, harmônicas com o Direito Natural); caso
contrario, devem ser desobedecidas (denominada
desobediência ativa ou resistência); d- e, na concepção
jusnaturalista moderada, as leis podem ser injustas,
porém devem ser obedecidas, salvo em caso extremos
(denominada obediência passiva ou desobediência
condicionada). ( BOBBIO, Noberto. El problema del
positivismo jurídico. 9.ed. tradução de Ernesto Garzon
Valdes. México: Fontamara, 1994, p.79). entretanto,
não é necessário que o candidato faça a diferenciação
proposta por Bobbio entre posições moderadas ou
extremas, já que a pergunta não requereu tal grau de
detalhamento, sendo suficiente, portanto, que se refira
às posições extremadas de cada corrente. A resposta,
entretanto, admite variações: a- o positivismo
formalista, por exemplo, pode ser considerado uma
ideologia jurídica quando preceitua que o critério da
justiça deve ser considerado algo de irrelevante na
apreciação cientifica do Direito; b- a jusnaturalismo,
por outro lado, pode ser entendido como uma
ideologia jurídica à medida que: i- na falta de uma
concepção unitária acerca do seu caráter, ante as
diversas correntes que apresenta, favorece sub-
repticiamente a prevalência do Direito Positivo sobre o
Direito Natural; ii- alguns jusnaturalistas entendem ser
a obediência ao Direito Positivo um preceito do Direito
Natural, o que também resulta por privilegiar aquele
em detrimento deste.
Magistratura Estadual - Concurso: TJSC - Ano: 2013 -
Banca: TJSC - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Aplicação, Interpretação e Integração - áà
linguagem é o que está dado e, portanto, não pode ser
produto de um sujeito solipsista (Selbstsüchtiger), que
constrói o seu próprio objeto de conhecimento. [...] Não
h à aisà u à sujeitoà solit io ; agora há uma
comunidade que antecipa qualquer constituição de
sujeito à I :à “T‘ECK,à Le ioà Luiz.à Oà ueà à istoà – decido
conforme minha consciência?. 3. ed. Porto Alegre:
Livraria do Advogado, 2012. p. 17). A partir desse
referente teórico, discorra, em até 30 (trinta) linhas, a
espeitoà de:à a à pa p i ipiologia à ; b) princípio da
azoa ilidade ; à de isio is o .ààà
Magistratura Estadual - Concurso: TJSC - Ano: 2013 -
Banca: TJSC - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Aplicação, Interpretação e Integração - A
Filosofia do Direito, na discussão sobre o sentido das
normas jurídicas (interpretação do Direito), conclui que:
áà i te p etaç oà ,à po ta to,à fato à deà o st uç oà doà
sistema jurídico. É impossível pensar as tramas jurídicas
se à aà atividadeà e eg ti a. à Deve-se repisar que
interpretar é fazer da literal letra da lei um dado real da
vida de existentes e palpáveis cidadãos e cidadãs. O
estudioso do Direito que só aplica a lei em sua frieza
(summus ius, summa iuria) desconhece a verdadeira
razão de ser do Direito, vale dizer, seu potencial
t a sfo ado à eà e ua i izado à dasà elaç esà so iais. à
(Bittar, Eduardo Carlos Bianca. Curso de filosofia do
direito. 8ª ed., São Paulo: Atlas, 2010, p. 591).O Superior
Tribunal de Justiça já obse vouà ueà e hu à di eito,à
por mais importante que seja, pode ser visto como
absoluto, ficando sempre condicionado ao exame do
o te toà f ti o à ‘M“à . -PR, Rel. Min. José
Delgado).Argumente sobre a interpretação lógica
(raciocínio razoável) e aplicação do Direito, observando
e esclarecendo, quanto à última, suas fontes (em até 30
li has à Hu a ísti a ,à ite à IVà – Filosofia do Direito,
su ite à áà i te p etaç oà doà Di eito.à áà “upe aç oà dosà
métodos de interpretação mediante puro raciocínio
lógico-dedutivo. O método de interpretação pela lógica
azo vel ,à eà ite à Và – Teoria Geral do Direito e da
Políti a,à su ite à Di eitoà o jetivoà eà Di eitoà su jetivo.à
Fontes do Direito objetivo.Princípios gerais de Direito.
Ju isp ud ia.à“ú ulaàvi ula te .à
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2013 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Aplicação, Interpretação e Integração -
COTEJAR A FIGURA ARISTOTÉLICA DA RÉGUA DE LESBOS
COM A APLICAÇÃO JUDICIAL DAS NORMAS POSITIVAS.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2012 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Aplicação, Interpretação e Integração -
Explique o que é o fenômeno denominado pela doutrina
deà utaç oà o stitu io al à eà ualà aà suaà i flu iaà oà
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62
exercício da atividade legislativa, administrativa e
jurisdicional do Estado brasileiro.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2012 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Constituição - Discorra sobre a explosão de
demandas, na realidade brasileira atual, no cotejo da
Constituição Federal de 1988 e as medidas de mitigação
do quadro.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Constituição - Dissertação: Constitucionalismo.
Magistratura Estadual - Concurso: TJPI - Ano: 2012 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Controle de Constitucionalidade - Tendo em
vista que, à luz da doutrina pertinente, a
inconstitucionalidade de uma norma pode ser aferida
com fundamento em diferentes elementos ou critérios,
que incluem, entre outros, o momento em que ela se
verifica, o tipo de atuação estatal que a ocasionou, o
procedimento de elaboração e o conteúdo da norma,
disserte sobre as modalidades de controle de
constitucionalidade, desenvolvendo, necessariamente,
os seguintes tópicos: 1- espécies de controle de
constitucionalidade quanto à natureza do órgão de
controle; 2- espécies de controle de constitucionalidade
quanto ao momento de exercício do controle; 3- atual
modelo brasileiro de controle de constitucionalidade:
natureza do órgão de controle, momento de exercício
do controle e órgão judicial que exerce o controle.
- Resposta: 1- Capacidade de expressão na modalidade
escrita e de uso das normas do registro formal culto da
língua portuguesa 0.25 - 2 Conhecimento do tema - 2.1
Espécies de controles quanto à natureza do órgão
fiscalizador 0.50 - 2.2 Espécies de controles quanto ao
momento da fiscalização 0.25 - 2.3 Modelo brasileiro
de controle da constitucionalidade - 2.3.1 Natureza do
órgão de controle 0.50 - 2.3.2 Momento de exercício do
controle 0.50 -2.3.3 Órgão judicial que exerce o
controle 0.50
Magistratura Estadual - Concurso: TJPR - Ano: 2013 -
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Controle de Constitucionalidade - O Juiz de
Direito de uma das Varas Cíveis de Fox de Iguaçu, em
ação de mandato de segurança impetrado contra ato
praticado por secretario municipal, prolata sentença, na
qual, reconhecendo a inconstitucionalidade da norma
infraconstitucional com base na qual o ato impugnado
foi praticado, concede a segurança. Município de Foz de
Iguaçu e a autoridade apontada como coatora não
interpõe recursos de apelação, sendo os autos
remetidos ao Tribunal de Justiça por força do reexame
necessário ( art. 14, § 1º, da Lei nº12.016/2009).
Indaga-se: 1- O órgão fracionário do Tribunal para o qual
foram distribuídos os autos do reexame necessário,
entendendo que o Juiz de Direito agiu com acerto ao
reconhecer a inconstitucionalidade da forma legal
impugnada pelo impetrante, deve suspender o
julgamento do reexame necessário e suscitar incidente
de inconstitucionalidade a ser apreciado pelo Órgão
Especial do Tribunal de Justiça? Justifique a resposta. 2-
É possível ao Tribunal, no exercício do controle
incidental de constitucionalidade, modular os efeitos da
declaração de inconstitucionalidade? Justifique a
resposta.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2014 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Controle de Constitucionalidade - À luz da
atual doutrina constitucional brasileira, defina o que
vem a ser a inconstitucionalidade por arrastamento,
aponte quais são suas características e seus
pressupostos, bem como qual o(s) artigo(s) da legislação
nacional, constitucional ou infraconstitucional, que a
preveja(m).
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2014 -
Banca: FUNDEP - GESTÃO DE CONCURSOS - Disciplina:
Direito Constitucional - Assunto: Controle de
Constitucionalidade - Sobre o Controle de
Constitucionalidade no direito Brasileiro, responda às
seguintes questões: A) Explique em que consiste o ato
de controle de constitucionalidade no Direito Brasileiro,
indicando os seus pressupostos/requisitos formais
(subjetivos e objetivos) e os requisitos substanciais ou
materiais. B) Explique como ocorre o controle repressivo
adotado no sistema nacional brasileiro.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2014 -
Banca: TJMT - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Controle de Constitucionalidade - Cabe
a i us u iae à aàáDPF?à
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- Resposta: A indagação é esta: cabe amicuscuriae na
APDF (ação de descumprimento de preceito
constitucional)? É, em tese, admissível o amicuscurae
na APDF, ao juízo do Relator, que considerará a
relevância da matéria e a representatividade do
postulante, em despacho irrecorrível. Trata-se de
aplicação analógica do disposto no artigo 7º, §2º, da
Lei 9868, de 10 de novembro de 1999, visto que a Lei nº
,àdeà àdeàdeze oàdeà ,à ueà disp eàso e o
processo e julgamento da arguição de descumprimento
de preceito fundamental, nos termos do §1º do art. 102
daà CF ,à à o issaà oà pa ti ula .à E à o lus o,à aà
resposta que entendo correta é a seguinte: depende.
Quando se tratar de matéria relevante, considerada a
representatividade do postulante, em decisão
irrecorrível, o relator poderia admiti-lo: [...] Admito a
aplicação analógica da Lei nº9868/99 ao processo
referente à arguição de descumprimento de preceito
fundamental versada na Lei nº9882/99, em cujo
processo, assim, de inicio, é possível a intervenção de
terceiro. Entrementes, tal intervenção excepciona a
regra do art. 7º da Lei nº 9869/99, segundo a qual
oàseàad iti à i te e ç oàdeà te ei osà oàp o essoà
deà aç oà di etaà deà i o stitu io alidade .à A exceção
corre à conta de situações concretas em que o relator,
dada a relevância da matéria e a representatividade
dos postulantes, entenda cabível a manifestação de
outros órgãos ou entidades [...]. (STF, decisão
monocrática, ADPF 46, relator Ministro Marco Aurélio.
DJ 20/6/2005).
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2008 -
Banca: TJSP - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Controle de Constitucionalidade - Com que
objetivo e como se dá, no Brasil, o controle difuso-
concreto da constitucionalidade de leis? Na hipótese
desse controle, quais os efeitos da declaração de
inconstitucionalidade de uma lei ou ato normativo do
Poder Público? Como é possível a ampliação desses
efeitos?
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2010 -
Banca: TJMS - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Controle de Constitucionalidade - Comente
sobre a possibilidade de ser declarada pelo STF, em ADI,
a inconstitucionalidade de lei revogada.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2006 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Controle de Constitucionalidade - Discorra
sobre as hipóteses pelas quais é permitido ao Tribunal
de Justiça reconhecer que leis federais e estaduais são
inconstitucionais,indicando a eficácia subjetiva de tais
decisões.
- Resposta: O TJ dispõe de competência constitucional
para reconhecer que leis, inclusive federais, são
inconstitucionais. Hipóteses: 1) Em controle abstrato-
concentrado, por meio de ação direta de
inconstitucionalidade (e da representação
interventiva), pode reconhecer e decidir pela
inconstitucionalidade, mas apenas de lei estadual e em
face da Constituição estadual. Ainda que se trate de
norma de repetição obrigatória da Constituição
estadual, a competência permanece. Está fora a
hipótese de inconstitucionalidade de lei federal, seja
em face da Constituição Federal, seja em face da
Constituição estadual, por ser sempre matéria de
natureza constitucional-federal, afeta ao STF. 2) Em
controle difuso-concreto, o TJ (nos termos do art. 97 da
Constituição Federal) pode reconhecer (jamais como
dispositivo do acórdão) que tanto a lei federal como a
estadual são inconstitucionais, afastando-as na
resolução do caso concreto a ser julgado. E pode fazê-
lo conforme sua convicção, seja em face da
Constituição Federal (para ambas, incluindo a
Constituição estadual) seja em face da Constituição
estadual (para a estadual), desde que não haja decisão
anterior e vinculante proferida pelo STF. No caso 1) o
efeito é erga omnes (salvo na representação
interventiva). No caso 2) o efeito é inter partes.
Magistratura Estadual - Concurso: TJPR - Ano: 2011 -
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Controle de Constitucionalidade - Discorra
sobre o controle difuso de constitucionalidade no
Direito Brasileiro e sobre o seu procedimento no âmbito
dos tribunais de justiça.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2010 -
Banca: TJMS - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Controle de Constitucionalidade - É correto
dizer, quanto ao tema do controle de
constitucionalidade, que a regra geral da nulidade
absoluta da lei declarada inconstitucional vem sendo,
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casuisticamente, afastada pela jurisprudência e
repensada pela doutrina?
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2008 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Controle de Constitucionalidade - É lícito que
o Poder Judiciário possa avaliar, no âmbito do controle
de constitucionalidade, os pressupostos de urgência e
relevância que motivam a edição de medida provisória?
Justifique.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2008 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Controle de Constitucionalidade - É possível
que o Estado-membro institua, no âmbito da
Constituição Estadual, a ação declaratória de
constitucionalidade de atos normativos estaduais e
municipais? Justifique
Magistratura Estadual - Concurso: TJPA - Ano: 2011 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Controle de Constitucionalidade - Emenda
constitucional de iniciativa da assembleia legislativa de
determinada unidade da Federação tratou das
condições para ingresso e promoção no quadro de
oficiais combatentes dos militares no âmbito do estado-
membro. O governador do estado, então, ajuizou ação
direta de inconstitucionalidade relativa a essa emenda
junto ao Supremo Tribunal Federal.Com base na
situação hipotética acima, responda, de forma
fundamentada e de acordo com a jurisprudência da
suprema corte, o seguinte questionamento: 1- A
emenda constitucional padece de vício de
inconstitucionalidade formal?
- Resposta: ASPECTOS MACROESTRUTURAIS - 1.
Capacidade de expressão na modalidade escrita e uso
das normas do registro formal da língua portuguesa
0,00 a 0,25 - 2. Conhecimento do tema - 2.1. Ofensa à
competência privativa do chefe do Poder Executivo,
prevista no art. 61,§ 1.º, II, f, da CF 0,00 a 0,80 - 2.2.
Aplicação do princípio da simetria 0,00 a 0,20 - 2.3.
Não incidência da legitimação concorrente para a
emenda constitucional 0,00 a 1,00 - 2.4. Ofensa ao
princípio da separação dos poderes 0,00 a 0,25
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2011 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Controle de Constitucionalidade - LEI
MUNICIPAL DE INICIATIVA LEGISLATIVA CRIA CARGOS
DE PROFESSOR, A SER OCUPADO POR PROFESSORES DA
REDE MUNICIPAL, PARA ADMINISTRAR CURSOS DE
CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL NAS ESCOLAS MUNICIPAIS
SITUADAS EM COMUNIDADE DE BAIXA RENDA.
PROFESSOR DA REDE MUNICIPAL ATENDE AOS
REQUISITOS ESTABELECIDOS NA LEI E IMPETRA
MANDADO DE SEGURANÇA COM A PRETENSÃO DE
OCUPAR UM DOS CARGOS PARA ADMINISTRAR O
CURSO DE CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL. A
AUTORIDADE, EM SUAS INFORMAÇÕES, E A
PROCURADORIA DO MUNICÍPIO, EM SUA
IMPUGNAÇÃO, AFIRMAM A INCONSTITUCIONALIDADE
DA LEI. RESOLVA A QUESTÃO.
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2007 -
Banca: TJSP - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Controle de Constitucionalidade - O que
significa o instituto jurídico do amicus curiae nas ações
de controle da constitucionalidade? Natureza.
Finalidade.
Magistratura Estadual - Concurso: TJCE - Ano: 2012 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Controle de Constitucionalidade - O tribunal
de justiça de determinado estado deferiu medida
cautelar, em sede de representação de
inconstitucionalidade, para suspender a eficácia de
dispositivos de lei estadual, sob o fundamento de
incompatibilidade material com preceito inserto na
constituição do estado. O referido dispositivo da
constituição estadual, que serviu de parâmetro para a
fiscalização concentrada de constitucionalidade, limitou-
se a utilizar a denominada técnica de remissão, com a
invocação direta, apenas, das regras normativas
constantes da Constituição Federal (CF), incorporando-
as ao plano do ordenamento constitucional do estado-
membro. Foi ajuizada, perante o Supremo Tribunal
Federal (STF), reclamação alegando a incompetência do
tribunal de justiça, sob o argumento de que o
paradigma de confronto, invocado no controle abstrato
de constitucionalidade instaurado perante o tribunal de
justiça local, residia em texto da própria Constituição
Federal. Com base nessa situação hipotética, elabore
dissertação, à luz da CF e do entendimento do STF,
respondendo de forma fundamentada aos seguintes
questionamentos: 1- Em tese, qual seria o fundamento
para o cabimento da reclamação? 2- O tribunal de
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justiça tem competência para o processo objetivo de
fiscalização abstrata?
- Resposta: Conhecimento do tema, Fundamentação
para o cabimento da reclamação, Ausência de
usurpação da competência do STF, parâmetro de
controle legítimo quando incorporado à Constituição
Estadual.
Magistratura Estadual - Concurso: TJGO - Ano: 2010 -
Banca: TJGO - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Controle de Constitucionalidade - Qual o
entendimento do Supremo Tribunal Federal quanto à
possibilidade de controle direto de
constitucionalidade com relação a leis anteriores à
Constituição vigente?
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2012 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Controle de Constitucionalidade - Seria
correto afirmar que as súmulas vinculantes (art. 103-A,
da Constituição Federal/88) só podem ter origem ao
longo do processo de controle concentrado de
constitucionalidade da lei pelo STF? Justifique.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 -
Banca: FGV - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: CPI - A Assembleia Legislativa de um Estado da
Federação instaurou Comissão Parlamentar de Inquérito
voltadaà apuração de irregularidades envolvendo os
contratos de concessão de linhas de transporte
intermunicipais. A Assembleia determinou, por ato
próprio, a quebra do sigilo de dados bancários e fiscais
de todos os envolvidos, tendo descoberto que certo
Deputado Federal patrocinava, de modo ilícito, os
interesses de uma das concessionárias junto ao Estado.
Ato contínuo, a Comissão expediu ato convocando o
Deputado Federal para depor na qualidade de
investigado. Ante o quadro, indaga-se: É juridicamente
legítima a quebra de sigilo bancário e fiscal realizada
pela Comissão Parlamentar de Inquérito estadual? Pode
a Comissão Parlamentar de Inquérito estadual investigar
e convocar Deputado Federal para depor como
testemunha ou investigado, sob pena de condução
coercitiva?
- Resposta: De acordo com a jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal, é legítima a quebra de sigilo
fiscal, bancário e telefônico por Comissão Parlamentar
de Inquérito, desde que façam de modo
fundamentado, eis que gozam dos poderes próprios
das autoridades judiciais, consoante Art. 58, § 3º, da
Constituição Federal. Tais poderes são extensíveis às
comissões formadas nas assembleias estaduais,
consoante decidiu o Supremo na ACO 730, Rel. Min.
Joaquim Barbosa, julgamento em 22-9-2004, Plenário,
DJ 11 nov. 2005. O art. ,à I,à ,àat i uiàoàfo oàpo à
prerrogativa de função ao Deputado Federal, que
somente poderá ser processado e julgado perante o
Supremo Tribunal Federal. Por ser tratar de uma
assembleia estadual, portanto, que exerce poderes
próprios das autoridades judiciárias estaduais,
entende-se que o membro do Congresso Nacional está
fora do seu alcance, por isso incabível a convocação
para depor, na qualidade de investigado. Na qualidade
de testemunha, a convocação é viável, sem condução
coercitiva. O Art. 3º, da Lei nº 1.579/1952, que dispõe
sobre as comissões parlamentares de inquérito, remete
à disciplina do Código de Processo Penal. Este diploma,
por sua vez, em seu Art. 221, caput e § 1º, assevera que
o depoimento será tomado mediante ajuste de dia e
hora entre a autoridade e o juiz. Admite-se, inclusive, o
depoimento por escrito. Assim, o candidato deveria
abordar os seguintes tópicos: a quebra de sigilo é
admissível, inclusive pelas assembleias legislativas,
consoante permite ao art. 58, § 3º da CF88 e a
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; inviável a
investigação de deputado com foro por prerrogativa de
função pela Comissão estadual; e possível a
convocação como testemunha, embora inviável a
condução coercitiva. A banca aceitou, com pontuação
integral, respostas parciais neste item.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Direitos Fundamentais - No âmbito da
declaração de direitos e garantias fundamentais: a) Dê o
sig ifi adoà daà e p ess oà est a gei osà eside tesà oà
País ,à o sta teàdoà aputàdoàart. 5º da Constituição de
1988; b) Em que consiste a função social da
p op iedade?à à ásà aç esà afi ativas à o t a ia à oà
princípio da igualdade? d) O que se entende por quase
nacionalidade?
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Direitos Individuais e Coletivos - A união
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homoafetiva é um tema recorrente nas discussões
jurídicas atuais. Disserte, sob a ótica dos princípios
constitucionais.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2014 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Direitos Individuais e Coletivos - P.L. de C. e
E.D. das N., moradores em área de invasão urbana e
ocupantes de imóvel não legalizado, acionaram o
Município de X, via ação pelo rito ordinário de obrigação
de fazer, afirmando da ausência de esgotamento
sanitário na localidade, que resultava em
t a s o da e toà deà u aà valaà eg a à o à iaç oà deà
condições insalubres para o local em geral e os autores
em particular. Pretendiam então fosse o Município
compelido, judicialmente, a realizar as obras necessárias
à solução deste problema sanitário da localidade, ao
fundamento de exercício de seus direitos à prestação
dos serviços públicos de forma eficiente e adequada
bem como de manutenção de sua saúde e segurança da
população, na forma do art. art. 9º, §1º, da CRFB c/c o
art. 11, parágrafo único da Lei nº 7.783/89, que o
regulamentou. Em sua defesa, o Município de X
sustentou que a decisão de realização, ou não, de obras
de saneamento é ato não sindicável pelo Poder
Judiciário pena de violação ao comando do art. 2º da
CF/88. Disse mais que à época em que a previsão
orçamentária para aquele exercício fiscal fora elaborado
pelo Executivo Municipal, vindo a ser regularmente
aprovado pelo Legislativo local, não constara da mesma
previsão ou contabilização de gastos com obras de
saneamento na forma da reclamação efetuada pelos
autores e que estas seriam de sua competência
exclusiva, cf. art. 23, IX da Constituição Federal. Ouvido
o MP, opinou o mesmo pela extinção do feito, sem
resolução do mérito, pois que as obras que os autores
demandam são eminentemente de utilidade coletiva e
afetam a todos os moradores daquela localidade, e, em
não tendo os demandantes legitimidade extraordinária
para representar aqueles assim como o interesse objeto
da presente lide é eminentemente difuso, a via eleita
não se mostrava adequada. Sendo estes os fatos e os
posicionamentos dos atores deste processo, como o (a)
candidato (a) se posicionaria acerca das questões
constitucionais tratadas nesta demanda? Justifique.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRN - Ano: 2014 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Direitos Individuais e Coletivos - O MP
estadual ajuizou ação civil pública contra determinado
estado da Federação, pleiteando ao órgão competente
do Poder Judiciário a imposição de obrigação de fazer
ao estado, referente à construção de um novo presídio,
em face da superlotação e das condições precárias do
único presídio existente no estado, que atentavam
contra a dignidade dos presos. Em contestação, o
estado sustentou a inexistência de disponibilidade
orçamentária para o fim pleiteando o parquet e a
existência e política pública para a reforma do atual
presídio estadual, com a finalidade de adequá-lo aos
requisitos básicos da habitabilidade e salubridade dos
estabelecimentos penais. Com base nessa situação
hipotética, proponha a solução para o problema
apresentado, enfocando, necessariamente, os seguintes
aspectos: - políticas públicas penitenciárias e
discricionariedade administrativa. – controle judicial dos
atos praticados com discricionariedade administrativa. –
princípio da reserva do possível.
- Resposta: 1- Uso das normas do registro formal culto
da língua portuguesa e capacidade de exposição - 0,00
a 0,25 2- Conhecimento do tema - 2.1 Políticas públicas
penitenciárias e discricionariedade administrativa -
0,00 a 0,50 - 2.2 Controle judicial dos atos praticados
com discricionariedade administrativa 0,00 a 1,25 - 2.3
Princípio da reserva do possível - 0,00 a 0,50
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2013 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Direitos Individuais e Coletivos - DIZENDO A
CARTA DA REPÚBLICA QUE HOMENS E MULHERES SÃO
IGUAIS EM DIREITOS E OBRIGAÇÕES, COMO VOCÊ
CONSIDERA A MAIOR PROTEÇÃO AO GÊNERO FEMININO
PELA LEI MARIA DA PENHA? AO SEU VER, EXISTEM
EXCEÇÕES A TAL PROTEÇÃO?
Magistratura Estadual - Concurso: TJRR - Ano: 2008 -
Banca: FCC - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Direitos Individuais e Coletivos - Em maio de
2006, foi requerida em juízo a proibição da exibição,no
país, do filme O Código da Vinci, inspirado no Best seller
homônimo de autoria de Dan Brown. Consoante
registros jornalísticos da época, o autor da ação alegou
que os efeitos da exibição do filme seriam perniciosos, a
despeito de se tratar de obra de ficção, uma vez que a
obra em questão afrontaria a fé cristã, colocando em
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xeque as histórias oficiais de Jesus Cristo e de toda a
Igreja Católica, ao concentrar-se na tese de que Jesus
Cristo casou com Maria Madalena, com quem teve um
filho, e cuja descendência continuou até a atualidade,
protegida por uma ordem secreta, razão pela qual um
determinado grupo religioso estaria assassinando seus
integrantes e descendentes para manter tal segredo. A
ação em questão, movida em face da distribuidora do
filme, Sony Pictures, foi julgada improcedente pelo juiz
competente. Considerada a disciplina constitucional das
liberdades, quais os fundamentos jurídicos existentes
para a decisão pela improcedência da ação ? Justifique
sua resposta.
- Resposta: a) A Constituição assegura, em seu art. 5º,
VI, a liberdade de crença e culto religiosos, e
estabelece, em seu art. 19, I, a vedação de o Estado
estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-
los, ou impedir-lhes o funcionamento, ou ainda manter
com eles ou seus representantes relações de
dependência ou aliança, excetuada a colaboração de
interesse público. Eventual decisão de membro do
Poder Judiciário, como órgão do Estado, que visasse à
tutela dos fundamentos de uma crença religiosa
específica representaria uma afronta à laicidade do
Estado, consagrada na Constituição. B) A CRFB
assegura, em seu art. 5º, IV e IX, a liberdade de
expressão do pensamento, em especial da atividade
artística, intelectual, cientifica e de comunicação,
independentemente de censura ou licença.
Determinação judicial que impedisse a veiculação de
obra cinematográfica de ficção representaria ato de
censura, que não é admitido pela disciplina
constitucional da matéria.C) a todos é assegurada a
liberdade de consciência (art. 5º, IV e VIII), no sentido
de que dispõem os indivíduos de liberdade para formar
suas próprias convicções – inclusive em matéria de
educação formal, prevê a Constituição que o ensino se
pauta pela liberdade de aprender e pelo pluralismo de
concepções pedagógicas (art. 206, II e III). Não cabe ao
Estado-juiz decidir de antemão o que pode ou não ser
visto pelos indivíduos, para que esses forjem seus
pensamentos. P candidato poderá ainda firmar que,
em matéria de diversões e espetáculos públicos,
compete ao poder público tão somente informar sua
natureza, as faixas etárias a que não se recomendem,
locais e horários em que sua apresentação se mostre
inadequada (art. 220, p. 3º, I). A manifestação do
pensamento, a criação, expressão e a informação, sob
qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão
qualquer restrição, sendo expressamente vedada
qualquer censura de natureza política, ideológica e
artística (art. 220, caput, e p. 2º).
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2012 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Direitos Individuais e Coletivos - José,
beneficiário de justiça gratuita, intentou lide de
obrigação de fazer e cobrança em face do Estado e do
Município do Rio de Janeiro, postulando, por quadro de
doença rara e degenerativa, o fornecimento diário de
medicamento importado ao custo unitário de R$
10.000,00 (dez mil reais), o único eficaz, e de uso
permanente. Nas contestações, os entes públicos
alegaram falta de recursos, em paralelo à grande massa
de pessoas necessitadas em termos de saúde. Você,
juiz(a), decida a questão, sem o rigor de forma
processual.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2008 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Direitos Individuais e Coletivos - Na Comarca
de Senador Firmino, Maria da Conceição ingressou com
ação ordinária, de natureza cominatória, para que o
Município de Dores do Turvo lhe fornecesse, através do
“U“,à oà edi a e toà de o i adoà i te fe o à
peguilado ,à asso iadoà à ‘i avi i a,à deà altoà usto,à
indicado por seu médico para tratamento da Hepatite
C ,à i a,àdeà ueà àpo tado a.àOàMu i ípio,àpo à seuà
advogado, alegou: a) que não podia assumir o
tratamento pretendido, reservado pelo SUS à União ou
ao Estado; b) que não há direitos acima do orçamento e
o seu não lhe permite a aquisição do remédio; c) que,
nos termos do art. 167, I e II (Constituição Federal, de
05 de outubro de 1988), não pode realizar a despesa, de
natureza absolutamente imanipulável; d) que o
Judiciário não pode expedir sentença aditiva; e) que se
o Legislativo não pode aumentar despesas previstas no
orçamento (art. 63, I, da CF/88), ao Judiciário, assim
como àquele, também não é lícito assim proceder; f)
que a sentença, da mesma forma que ocorre com a lei,
deverá indicar, no caso, os recursos necessários (art.
166, § 3º, II, da CF/88), pois não os possui. Você é o Juiz.
Julgaria procedente o pedido? Responda, em qualquer
caso, a cada um dos argumentos da defesa.
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Magistratura Estadual - Concurso: TJRS - Ano: 2013 -
Banca: TJRS - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Direitos Individuais e Coletivos - O Direito à
Saúde, na condição de direito (e dever) fundamental
social consagrado no artigo 6º da Constituição Federal e
objeto de regulamentação na ordem social (Art. 196 e
ss.) tem amplamente deduzido em Juízo e patrocinado
acalorado debate doutrinário, inclusive levando à
realização de audiência pública pelo STF, que,
especialmente no julgamento da STA 175, março de
2010, Relator Ministro Gilmar Mendes, consolidou uma
série de critérios respeitantes ao tema. Nesse contexto,
responda as questões a seguir formuladas: 1) Tratando-
se de direito fundamental, o direito à saúde aplica-se o
regime jurídico pleno das normas de direitos
fundamentais? Justifique . 2) Qual o sentido da assim
chamada dupla dimensão objetiva e subjetiva do Direito
(e dever) à Saúde e quais as principais consequências
decorrentes de tal condição? 3) A titularidade do direito
à saúde é individual ou transindividual (coletiva ou
difusa)? Justifique com base na orientação adotada
também pelo STF? 4) Quanto em causa a sua função
positiva, ou seja, de direito subjetivo a prestações
materiais do poder público, quais são as principais
objeções invocadas em sentido contrário ao
reconhecimento de um direito subjetivo pela via judicial
e quais são principais argumentos e critérios utilizados
para superar, no todo ou em parte, tais objeções?
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2008 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Direitos Individuais e Coletivos - O Ministério
Público de Minas Gerais instaurou inquérito civil para
apurar as razões pelas quais o Município AAA não
disponibiliza creche e pré-escola para acolher as
crianças situadas na faixa etária de 0 a 6 anos de idade,
nas quais a assistência a ser fornecida pelo poder
público é essencial para evitar que fiquem material e
intelectualmente desprotegidas. A ação civil pública foi
aforada com apoio nos arts. 208, IV, e 211, §2º, CF/88,
e, ainda, no art. 54, IV, da Lei Federal nº 8.069, de 13 de
julho de 1990 (ECA), segundo o qual é dever do Estado
assegu a à ate di e toà em creche e pré-escola às
ia çasà deà ze oà aà seisà a osà deà idade ,à eà oà pedidoà
formulado na inicial consistiria em condenar o
Município a construir e manter creche e pré-escola no
prazo de 12 meses, sob penade multa. Ao contestar a
ação, enfatizou o Município-réu que os preceitos
normativos contidos na Constituição Federal e no ECA
traduzem normas programáticas, cuja concretização fica
sob a discricionariedade do administrador público.
Argumentou-se, ainda, que a clássica regra da separação
dos poderes (art. 2º, CF/88) deve ser observada, pois
não é lícito ao Poder Judiciário interferir na gestão
administrativa e determinar que o Poder Executivo
priorize esta ou aquela providência em favor da
comunidade. Em face dos recursos orçamentários serem
finitos, considera que o pedido formulado pelo autor
deve ser julgado improcedente. Após regular instrução,
na qual se realizou prova pericial que constatou a
inexistência de equipamento público destinado ao
cumprimento do citado dever, os autos foram conclusos
para sentença. Instrução: Profira a decisão,
circunscrevendo-se à hipótese descrita, sem
necessidade de fazer relatório e dispor sobre
sucumbência.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 -
Banca: FGV - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Direitos Individuais e Coletivos - O Ministério
Público do Estado do Amazonas ajuizou ação civil
pública contra o Município de Manaus, na qual se
postula a condenação do réu a assegurar, a partir do
ano letivo seguinte, a criação de vagas em creches e
escolas municipais para matrícula de crianças de até
cinco anos de idade, incluídas em lista de espera em
poder da Administração municipal. O réu contestou,
alegando a inexistência de recursos orçamentários e a
consequente impossibilidade de cumprimento de
eventual condenação, diante do princípio da reserva do
possível. Discorra sobre a tese apresentada na
contestação do Município.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Direitos Individuais e Coletivos - Paulo
Bonavides, no seu Curso de Direito Constitucional, 24 ª
ed., menciona que o direito à paz foi elevado da terceira
geração para direito da quinta geração, sendo que, até o
Congresso Internacional Ibero-Americano de Direito
Constitucional de 2006, realizado em Curitiba/Paraná,
era praticamente desconhecido no âmbito da literatura
jurídica e da ciência constitucional contemporânea. Diz
oà est eà itado:à Elevou-se, assim, a paz ao grau de
direito fundamental da quinta geração ou dimensão (as
gerações antecedentes compreendem direitos
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individuais, direitos sociais, direito ao
dese volvi e to,di eitoà àde o a ia . àDisse te.àà
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2008 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Direitos Individuais e Coletivos - Quais os
requisitos, segundo a doutrina majoritária, para a
decretação da quebra de sigilo bancário em feito
criminal?
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2010 -
Banca: TJMS - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Direitos Individuais e Coletivos - Qual a
posição dos Tratados Internacionais de Proteção aos
Direitos Humanos na ordem jurídica nacional ? Explique.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRS - Ano: 2012 -
Banca: TJRS - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Direitos Individuais e Coletivos - Todos são
iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza,
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros
residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à
liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade
(Constituição Federal, art. 5o, caput). Estabeleça a
distinção entre direitos e garantias individuais segundo
a doutrina.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2014 -
Banca: FUNDEP - GESTÃO DE CONCURSOS - Disciplina:
Direito Constitucional - Assunto: Direitos Políticos -
Quando ocorre a perda ou suspensão dos direitos
políticos? Fundamente sua resposta.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2012 -
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Direitos Políticos - José, candidato à Prefeitura
de um município sul-mato-grossense, foi condenado em
julho de 2012 pelo Juízo Eleitoral como incurso na forma
ativa do crime previsto no artigo 299, da Lei n.
4.737/1965. Dentro do tríduo legal, interpôs recurso
eleito alà apelaç o à pe a teà oà T i u alà ‘egio alà
Eleitoral do Mato Grosso do Sul, mas a Corte, por
unanimidade, negou provimento em julgamento
realizado em 14 de setembro. Ingressou com Recurso
Especial no Tribunal Superior Eleitoral, com fundamento
no artigo 121, § 4º, I, da Constituição, que foi conhecido,
mas se encontra pendente de julgamento. a) Quais são
as sanções penais e administrativas e as restrições aos
direitos políticos aplicáveis ao candidato? Cabe alguma
outra ação que tenha por objeto a conduta do
candidato? b) O candidato é elegível na fase em que se
encontra o processo? Há alguma ação cabível para o
reconhecimento de eventual inelegibilidade? Se eleito,
que ação eleitoral (ou ações eleitorais) é (são) apta(s) a
afastá-lo do mandato?
- Resposta: Quesito a: O candidato está sujeito à pena
de reclusão e multa penal como incurso no artigo 299,
da Lei 4.737/1965. A pena de multa administrativa e
cassação do diploma, com fundamento no artigo 41-A,
da Lei 9.504/1997, é cabível pelo fato de que o
candidato foi diplomado como prefeito. O candidato se
encontra no exercício dos direitos políticos uma vez que
o artigo 15, III, da Constituição exige o trânsito em
julgado da condenação criminal para a suspensão dos
direitos políticos, logo, no caso narrado, não haverá
esta restrição aos direitos políticos. Em relação à
mesma conduta, cabe Ação de Investigação Judicial
Eleitoral. Quesito b: O candidato se encontra inelegível,
embora a condenação não tenha transitado em
julgado, uma vez que, pelo artigo 1º, I, j, da Lei
Complementar 64/1990, com as alterações da Lei
Complementar 135/2010, são inelegíveis os que forem
condenados, em decisão transitada em julgado ou
proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, por
corrupção eleitoral, por captação ilícita de sufrágio,
por doação, captação ou gastos ilícitos de recursos de
campanha ou por conduta vedada aos agentes
públicos em campanhas eleitorais que impliquem
cassação do registro ou do diploma, pelo prazo de 8
(oito) anos a contar da eleição. Para o reconhecimento
da inelegibilidade, em face da preclusão para a
interposição de ação de impugnação de registro de
candidato, cabe apenas recurso contra a expedição de
diploma. Para afastá-lo do mandato, cabem recurso
contra a expedição de diploma e ação de impugnação
de mandato eletivo. QUESITO AVALIADO NOTA - 1)
APRESENTAÇÃO E ESTRUTURA TEXTUAL (legibilidade,
respeito às margens, paragrafação, coerência,
concisão, clareza, propriedade vocabular); ASPECTOS
GRAMATICAIS (morfologia, sintaxe de emprego e
colocação, sintaxe de regência e pontuação);
ASPECTOS FORMAIS (erros de forma em geral e erros
de ortografia); CAPACIDADE DE INTERPRETAÇÃO E
EXPOSIÇÃO - 2) DESENVOLVIMENTO DO TEMA: Quesito
a) * Sanções: reclusão e multa (artigo 299/Lei
4.737/1965), cassação do diploma (artigo 41- A, Lei
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9.504/1997) e inelegibilidade (artigo 1º, I, j, Lei
Complementar 64/1990). * Suspensão dos direitos
políticos (artigo, 15, III, CRFB): ausência do trânsito em
julgado. * Cabimento de AIJE. Quesito b) * Aplicação
da inelegibilidade em razão do julgamento colegiado
de acordo com o artigo 1º, I, j, Lei Complementar
64/1990. * RCD para inelegibilidade * RCD e AIME para
afastamento do mandato
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2010 -
Banca:TJMS - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Direitos Políticos - A prestação de contas
relativa a campanha eleitoral, uma vez rejeitada, implica
em causa de inelegibilidade ? Explique.
Magistratura Estadual - Concurso: TJPR - Ano: 2011 -
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Direitos Políticos - João candidata a vereador,
em nome próprio e sem a assistência de advogado,
ingressou com ação de impugnação de pedido de
registro de candidatura contra Jose, candidato a
prefeito no mesmo município. 0 juiz eleitoral julgou
procedente a impugnação. PERGUNTA-SE: A) João tem
legitimidade ativa e capacidade postulatória para a ação
de impugnação de pedido de registro de candidatura?
Justifique objetivamente. B) Quais o efeito da sentença
de procedência com trânsito em julgado da ação de
impugnação de candidatura, na hipótese de já ter
ocorrido a diplomação? Justifique objetivamente.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRR - Ano: 2008 -
Banca: FCC - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Direitos Políticos - Responda,
fundamentadamente, se os menores de 18 e maiores de
16 anos, bem como os menores de 16 anos podem
alistar-se no ano em que se realizam eleições,
esclarecendo, em caso afirmativo, quais as condições e
requisitos de tais alistamentos.
- Resposta: O alistamento eleitoral dos menores de 18
anos é facultativo, na forma do disposto no art. 14, p.
1º, II, c, da CRFB. Em vista disso, os menores de 18 e
maiores de 16 anos podem alistar-se no ano em que se
realizarem as eleições. O menor de 16 anos também
pode alistar-se se completar 16 anos até a data do
pleito, inclusive (Resolução TSE 21.2538/2003, Art. 14).
O título emitido nessas condições somente surtirá
efeito com o implemento da idade de 16 anos
(Resolução TSE 21.538 de 2003, Art. 14, p. 2º e
Resolução 19.465 de 1996). O alistamento em tais
condições deverá ser solicitado até o encerramento do
prazo fixado para requerimento de inscrição eleitoral
ou de transferência, sendo que nenhum requerimento
de inscrição eleitoral ou de transferência será recebido
dentro dos 150 dias anteriores à data da eleição (Lei
9.502/1997, art. 91). O alistamento dependerá, ainda,
da apresentação de um dos documentos previstos na
Lei 7.444/1985, através dos quais se infira a
nacionalidade, idade e demais elementos necessários à
qualificação do interessado.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2012 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Fiscalização Contábil, Financeira e
Orçamentária - Tribunais de Contas - Parecer do
Tribunal de Contas do Estado, no sentido da rejeição das
contas de prefeito municipal, gera a inelegibilidade
prevista no art. °,àI,à g ,àdaàLeiàCo ple e ta à °à ,àdeà
18/05/1990? E decisão do Tribunal de Contas da União,
também rejeitando contas de prefeito municipal? Lei
complementar nº 64, de 18 de maio de 1990, com a
redação dada pela Lei Complementar nº 135, de 4 de
junho de 2010 Art. 1°. São inelegíveis: I - para qualquer
cargo: .................................................................... g) os
que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos
ou funções públicas rejeitadas por irregularidade
insanável que configure ato doloso de improbidade
administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão
competente, salvo se esta houver sido suspensa ou
anulada pelo Poder Judiciário, para as eleições que se
realizarem nos 8 (oito) anos seguintes, contados a partir
da data da decisão, aplicando-se o disposto no inciso II
do art. 71 da Constituição Federal, a todos os
ordenadores de despesa, sem exclusão de mandatários
que houverem agido nessa condição;
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 -
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Funções Essenciais à Justiça - O Governador
do Estado pode nomear e até exonerar o Procurador
Geral do Estado? Fundamente sua resposta.
Magistratura Estadual - Concurso: TJDFT - Ano: 2014 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Hermenêutica - Em relação à hermenêutica
constitucional e ao poder de alterar a Constituição,
responda justificadamente aos seguintes quesitos: a) O
que é o denominado Método Normativo Estruturante,
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71
idealizado por FRIEDERICH MÜLLER, e como deve
proceder o intérprete segundo esse método?
Exemplifique. b) Em que consiste a chamada Mutação
Constitucional? Exemplifique. c) Explique e exemplifique
o princípio da simetria constitucional.
- Resposta: a) Sustenta MÜLLER que o texto
constitucional não se confunde com a norma
o stitu io al,à se doà oà textoà ape asà aà po taà doà
i e e g ,à j à ueà aà o aà oà o p ee de apenas o
texto, mas, também, um pedaço da realidade social.
Portanto, o intérprete, na busca do sentido e do
alcance da norma constitucional, deve considerar que a
norma constitucional é algo além do texto
constitucional, o que evita o confronto entre a
realidade e a norma jurídica. Exemplo: art. 5º, inciso
LXIII da CF (não se refere somente ao preso, mas a
todas as pessoas – direito de não produzir prova contra
si mesmo). b) A denominação mutação constitucional
consiste em atribuir novas interpretações à
Constituição para que ela consiga se adequar à
realidade da sociedade sem que seja necessário alterar
o texto formal da mesma. Cumpre esclarecer, porém,
que a mutação constitucional não é irrestrita, uma vez
que ela deve respeitar certos limites, como os
princípios estruturantes do Estado, as cláusulas pétreas
e a impossibilidade de subverter-se a literalidade de
norma que não dê margem a interpretações diversas.
Exemplo: o conceito de casa no art. 5º, inciso XI da
Constituição Federal. c) O princípio da simetria
constitucional é o princípio federativo que exige uma
relação simétrica entre os institutos jurídicos da
Constituição Federal, das Constituições Estaduais e das
Leis Orgânicas Municipais. Isso significa que os
Estados-Membros e os Municípios devem seguir os
paradigmas da Constituição Federal. Consoante o STF,
são normas de observância obrigatória, entre outras,
as relativas aos princípios básicos do processo
legislativo. Bibiografia: MÜLLER, Friedrich: Teoria
Estruturante do Direito. 2ª. ed. revista, atualizada e
ampliada. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais,
2009. SILVA, José Afonso da - Curso de Direito
Constitucional Positivo, 36ª ed., Malheiros Editores,
2013. BARROSO, Luís Roberto: Interpretação e
Aplicação da Constituição: Fundamentos de uma
Dogmática Constitucional Transformada, 3ª ed.,
Saraiva, 1999. CANOTILHO, José Joaquim Gomes.
Direito Constitucional e Teoria da Constituição. 6ª Ed.
Coimbra: Almedina, 2002. 1- Utilização correta do
idioma oficial e capacidade de exposição - 2
Desenvolvimento do tema - 2.1 O que é o Método
Normativo Estruturante, idealizado por Friederich
Müller, e como deve proceder o intérprete segundo
esse método. Exemplificação. 2.2 Em que consiste a
Mutação Constitucional - Exemplificação. 2.3 Princípio
da simetria Constitucional - explicação e
exemplificação.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2008 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Nacionalidade - O Governo da Alemanha
formulou pedido de extradição do seu nacional Franz
Bauer, sendo que aquele foi instruído com mandado de
prisão que indica precisamente o local, a data, a
natureza e as circunstâncias dos fatos delituosos
atribuídos ao extraditando, transcrevendo os
dispositivos legais da ordem jurídica alemã pertinentes
ao caso, tendo sido observados os requisitos do art. 77
da Lei nº 6.815/80. Pode o pedido ser atendido, ante a
ausência de tratado bilateral sobre extradiçãoentre
oGoverno requerente e o Brasil? Fundamente a
resposta.
Magistratura Estadual - Concurso: TJGO - Ano: 2012 -
Banca: FCC - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Ordem Econômica e Financeira - O Estado
pode planificar a economia? Justifique apontando
preceitos constitucionais e princípios correlatos.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2008 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Organização do Estado - A realidade das
nossas cidades mostra que existe uma recente invenção
do mercado de trabalho denominada mototáxi. Surge
na clandestinidade, como meio de afirmação de jovens
sem oportunidade no mercado formal de trabalho, e
que passam, para obter renda, a realizar o transporte
remunerado de pessoas. O Município de Ponte Nova,
em razão dos inúmeros problemas de trânsito por causa
das motocicletas, decidiu legislar a respeito, inclusive
porque o sistema proporciona rapidez e preços
reduzidos. O Dr. Josemar Rodrigues, Procurador Geral
da Prefeitura, foi chamado a opinar, e, em parecer,
sustentou que o Município não pode legislar a respeito
do tema, que, segundo o STF, seria da competência da
União Federal. O Procurador do Município está certo?
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72
Ou, segundo o STF, o Município pode legislar sobre o
transporte realizado por meio de mototáxi?
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2014 -
Banca: TJMT - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Organização do Estado - Uma lei estadual
dispondo sobre a criação de novo Município, ainda que
regularmente votada e sancionada, mas sem observar o
pressuposto referido, estará maculada por infestável
vício de inconstitucionalidade formal. Justifique sua
resposta dada.
- Resposta: Por equivoco, no momento da digitação da
pergunta, não foi declinado qual o pressuposto que
oàfoiào se ado,àj à ueà à e io adoà se ào se a à
oà p essupostoà efe ido .à Toda ia,à aà o iss oà oà
resultou em qualquer prejuízo aos candidatos, visto
que a não observação de qualquer um dos requisitos
exigidos no art. 18, §4º, da CF constitui-se em maltrato
desta norma a incidir na macula de
inconstitucionalidade. O citado dispositivo
constitucional exige expressamente de Lei
Complementar Federal, que ainda não foi editada, não
obstante a recente aprovação pela Comissão de
Constituição e Justiça do Senado, do Projeto de Lei do
Senado nº104/2014, - Co ple e ta à ueà disp eà
sobre o procedimento para a criação, a incorporação, a
fusão e o desmembramento de municípios, nos termos
do §4º, do art. àdaàCF,àeàdaàout asàp o ide ias .àÉà
certo que o Projeto de Lei do Senado nº98 de 2002, -
Complementar (nº416/2008 – Complementar, na
Câmara dos Deputados), restou vetado pela
Presidência da República em novembro de 2013. Assim,
desde a promulgação da emenda constitucional nº15
em 12 de setembro de 1996, há o implemento de
criação, incorporação, fusão e desmembramento de
municípios; logo, na verdade, sequer haveria
necessidade de informar qual o pressuposto que não
havia sido cumprido, porque, qualquer que fosse a Lei
seria inconstitucional: AÇÃO DIRETA DE
INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº6893, DE 28 DE
JANEIRO DE 1998, DO ESTADO DE MATO GROSSO, QUE
CRIOU O MUNICÍPIO DE SANTO ANTONIO DO LESTE.
INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI ESTADUAL
POSTERIOR À EC 15/96. AUSENCIA DE LEI
COMPLEMENTAR FEDERAL PREVISTA NO TEXTO
CONSTITUCIONAL. AFRONTA AO DISPOSTO NO ART.18,
§4º, DA CF. OMISSAO DO PODER LEGISLATIVO. [...].
(STF, ADI 3316, relator Ministro Eros Grau, DJe
29/06/2007). [...] 1- a emenda constitucional nº15, que
alterou a redação do §4º do art. 18 da CF, foi
publicada no dia 13 de setembro de 1996. Passados
mais de dez anos, não foi editada a lei complementar
federal definidora do período dentro do qual poderão
tramitar os procedimentos tendentes à criação,
incorporação, desmembramento e fusão de municípios.
Existência de notório lapso temporal a demonstrar a
inatividade do legislador em relação ao cumprimento
de inequívoco dever constitucional de legislar,
decorrente do comando do art. 18, §4º, da CF. 2-
apesar de existirem no Congresso Nacional diversos
projetos de lei apresentados visando à regulamentação
do art. 18, §4º, da CF, é possível constatar a omissão
inconstitucional quanto à efetiva deliberação e
aprovação da lei complementar em referencia. [...] 3- a
omissão legislativa em relação à regulamentação do
art. 18, §4º, da CF, acabou dando ensejo à formação e
à consolidação de estados de inconstitucionalidade que
não podem ser ignorados pelo legislador na
elaboração da lei complementar federal. [...]. ( STF.
Tribunal Pleno, ADI 3682, relator ministro Gilmar
Mendes, Dje 6/9/2007). Em conclusão: a resposta
correta é a que a lei seria inconstitucional, ante a não
edição da Lei complementar de que trata o art. 18, §4º
da CF. esta inconstitucionalidade, por sua vez, tem
natureza formal, já que decorrente de violação de
formalidade estabelecida pela Lei Mais Alta para que o
procedimento de criação de Município pudesse ocorrer.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 -
Banca: TJMG - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Organização do Estado - Repartição de
competências: critério, técnicas e tipos de competência
no Estado Federal brasileiro.
Magistratura Estadual - Concurso: TJPR - Ano: 2011 -
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Poder Constituinte - Existindo conflito entre
direitos fundamentais estabelecidos pelo Constituinte
Originário, como devera ser solucionado? E se o conflito
for entre direito fundamental criado pelo Constituinte
Originário e direito fundamental estabelecido pelo
Constituinte Derivado, como devera ser solucionado? A
resposta devera ser motivada.
Magistratura Estadual - Concurso: TJPA - Ano: 2014 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Constitucional -
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73
Assunto: Poder Executivo - A doutrina do direito
constitucional brasileiro, há algum tempo, divergia
sobre a possibilidade ou impossibilidade dos Estados-
membros da federação adotarem medidas provisórias
estaduais. Não obstante, o Supremo Tribunal Federal
enfrentou explicitamente essa questão, consagrando
seu entendimento sobre a matéria. Assim sendo,
discorra sobre o tema, explicando se, atualmente, é
possível a adoção de medidas provisórias pelos Estados,
destacando em sua resposta os respectivos
fundamentos constitucionais, a posição do STF e demais
aspectos pertinentes à matéria no âmbito do direito
constitucional.
- Resposta:(I). Atualmente, é pacífico o entendimento
de que é possível os Estados adotarem medidas
provisórias, desde que haja previsão expressa na
respectiva Constituição Estadual. Diversos Estados já
adotaram essa espécie normativa (Acre, Piauí, Santa
Catarina e Tocantins). (0,5 ponto) (II). O STF consagrou
esse entendimento por decisão proferida na ADC
425/TO, ajuizada pelo PMDB contra medidas
provisórias de Tocantins, mas questionando apenas o
mérito delas. O Min. Maurício Correa decidiu levar ao
plenário a questão preliminar da competência dos
governadores para editar medidas provisórias, que
decidiu que é constitucional a adoção da MP pelo
Estado-membro. (0,5 ponto) (III). Os fundamentos
dessa decisão foram os seguintes: a) ausência de
disposição constitucional proibindo a adoção; b)
aplicação da competência residual dos Estados (§ 1º do
art. 25 da CF); c) instrumento adequado para
solucionar situações emergenciais; d) a aplicação do
princípio da simetria. (1 ponto) (IV). Em relação às MP
estaduais aplicam-se as mesmas limitaçõesconstitucionais aplicáveis às MP federais, contidas no
artigo 62 da CF, no que for cabível, em especial os
requisitos de relevância e urgência. (0,25 ponto) (V).
Importante, ainda, esclarecer que há uma limitação
expressa no § 2º do artigo 25 da CF, que veda o seu uso
para regulamentar a exploração dos serviços locais de
gás canalizado, dispositivo este que foi utilizado pelo
próprio STF na ADIn 425 para concluir que é cabível a
adoção das MP estaduais. (0,25 ponto)
Magistratura Estadual - Concurso: TJMA - Ano: 2013 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Poder Judiciário - Caso o Tribunal de Justiça de
determinado estado delibere que os atos de remoção
voluntaria de magistrados sejam votados mediante
escrutínio secreto, o Conselho Nacional de Justiça
dispõem de competência para rever a decisão?
Fundamente sua resposta e esclareça com base no
entendimento do STF se a decisão do Tribunal de Justiça
estará em consonância com o texto constitucional.
- Resposta: Legitimidades dos juízes vitalícios e
constitucionalidade - Conteúdo do art. ,à I,à a ,à daà
Constituição Federal e entendimentos do STJ sobre a
matéria - Decisões administrativas: motivação e
realização em seção pública.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMA - Ano: 2013 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Poder Judiciário - Considerando que a
Constituição de determinado estado tenha atribuído aos
desembargadores e aos juízes vitalícios a competência
ara eleger o presidente e o vice-presidente do Tribunal
de Justiça local, responda, com fundamento na
Constituição Federal de 1988 e no entendimento do STF
acerca da matéria, os seguintes questionamentos: 1- o
juiz de primeiro grau, vitalício, pode configurar no rol
dos legitimados para escolha dos órgãos diretivos do
tribunal? ; 2- a regra padece de vício de
inconstitucionalidade em face da CF? 2.1- Disciplina
constitucional.
- Resposta: Incompatibilidade com a CF com base no
entendimento do STF.Competência do CNJ.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAC - Ano: 2012 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Poder Judiciário - Com base nas normas
constitucionais e legais que regem o Poder Judiciário,
disserte sobre as limitações impostas aos magistrados
no exercício de suas funções.
- Resposta: Vernáculo – Conhecimento do tema –
Limitações impostas pela CF (art. 95, parágrafo único,
I, II e III) – Limitações previstas na Lei Orgânica da
Magistratura Nacional (art. 36, I a III).
Magistratura Estadual - Concurso: TJAC - Ano: 2012 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Poder Judiciário - Com base nas normas
constitucionais e legais que regem o Poder Judiciário,
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disserte sobre as limitações impostas aos magistrados
no exercício de suas funções.
Magistratura Estadual - Concurso: TJPA - Ano: 2011 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Poder Judiciário - Com base no que dispõem a
Constituição Federal e a Lei Complementar n.º 35/1979
(Lei Orgânica da Magistratura Nacional), disserte sobre
o regime jurídico da magistratura. Em seu texto, aborde,
necessariamente, os seguintes aspectos: 1- ingresso na
carreira: concurso e nomeação — requisitos; 2-
promoção na carreira: critérios; 3- remoção na carreira.
- Resposta: ASPECTOS MACROESTRUTURAIS - 1.
Capacidade de expressão na modalidade escrita e uso
das normas do registro formal da língua portuguesa
0,00 a 0,25 - 2. Conhecimento do tema - 2.1. Ingresso
na carreira: concurso e nomeação (requisitos) 0,00 a
0,75 - 2.2. Promoção na carreira: critérios 0,00 a 1,25 -
2.3. Remoção na carreira 0,00 a 0,25
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Poder Judiciário - Como Juiz nomeado para
Vara Única e para a Diretoria do Foro de uma Comarca
do Interior do Estado, quais providências ou atitudes
implementaria diante das hipóteses a seguir
enumeradas? (Justificar fundamentadamente e em
breves linhas) a) Se no cotidiano forense constatasse
que o escrivão, embora já anteriormente advertido pelo
mesmo motivo em procedimento devido, não vem
cumprindo suas atribuições na forma devida nem em
prazo razoável. b) Se em inspeção ordinária anual
verificasse que o tabelião de notas vem cometendo
irregularidades e também não recolhendo a parcela de
custas do Estado. c) Se ao assumir as funções na
Comarca constatasse que o Juizado de Conciliação não
está em funcionamento. d) Se no cotidiano forense os
advogados se apresentarem pessoalmente no gabinete
para obtenção de despachos ou decisões. e) Se, estando
com a agenda cheia para audiências nos próximos três
meses, em Comarca já informatizada, faltasse luz na
cidade exatamente na data em que faria o
interrogatório dos réus presos.
Magistratura Estadual - Concurso: TJSC - Ano: 2013 -
Banca: TJSC - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Poder Judiciário - Considerando os resultados
doà E pe i e toà deà Milg a à Ve :MILG‘áN,à “ta le .à
Obediência à Autoridade: uma visão experimental. Trad.
Luiz O. Coutinho Lemos. Rio de Janeiro: Francisco Alvez,
1983), citados por Zygmunt Bauman (In: BAUMAN,
Zygmunt. Modernidade e Holocausto. Trad. Marcus
Penchel. Rio de Janeiro: Zahar, 1998. p. 178-196),
discorra, em até 30 (trinta) linhas, a respeito do
o po ta e toàjudi ialàdia teàdaà auto idadeàdaàleiàouà
t i u al à eà daà dig idadeà hu a a ,à o side a doà osà
segui tesà t e hos:à Éà e à f ilà se à uelà o à uma
pessoa que nem vemos nem ouvimos. [...] Quanto maior
a distância física e psíquica da vítima, mais fácil era ser
uel à ... à oà u soà deà u aà aç oà sequencial, o ator se
torna escrava de suas próprias ações passadas. Essa
imposição parece bem mais forte que outros fatores
constringentes [...] Dentro do sistema burocrático de
autoridade, a linguagem da moralidade adquire um
novo vocabulário. Está repleta de conceitos como
lealdade, dever, disciplina – todos apontando para os
superiores como supremo objeto de preocupação moral
e, simultaneamente, a máxima autoridade moral. [...] O
ponto mais pungente, parece, é a facilidade com que a
maioria das pessoas se encaixa no papel que requer
crueldade ou pelo menos cegueira moral – bastando
que esse papel tenha sido devidamente fortalecido e
legiti adoàpo àu aàauto idadeàsupe io .à
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2011 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Poder Judiciário - Dissertação - Ética do Juiz na
era pós-deontológica Eficiência x Eficientismo -
Produtividade x Qualidade Dizer o direito x Fazer Justiça
O consequencialismo ético.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2011 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Poder Judiciário - Disserte sobre a seguinte
asse tiva:à âà edidaà ueà seà ava çaà pelaà est adaà daà
Jurisprudência, mais e mais o problema do metajurídico
desvela a sua decisiva importância; o jurista convence-
se cada vez mais de que, se não sabe senão Direito, na
ealidadeà oà o he eà e à es oà oà Di eito .à
(Francesco Carnelutti, Tempo Perso, Bolonha, 1952, p.
8) Serão considerados o uso escorreito da linguagem, a
capacidade de síntese e a profundidade do
conhecimento demonstrado.
Magistratura Estadual - Concurso: TJES - Ano: 2012 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Poder Judiciário - ENTREVISTA CONJUR: — A
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pessoa muda depois que passa a ser juiz?
Desembargador: — A Lei Orgânica da Magistratura exigeque o juiz tenha comportamento adequado a sua
posição. E eu concordo que seja assim. Há quem
argumente que o juiz não vai deixar de ser ele mesmo. É
a questão da imagem. Não é que a pessoa vai se tornar
um santo, ser benzido e canonizado. Mas há
determinados comportamentos que terá de deixar de
lado. O jurisdicionado pode olhar para um juiz que agiu
mal e dizer: "O juiz é um sujeito arbitrário, dá logo
carteirada." A generalização ocorre de forma muito
rápida. A pessoa é juiz durante 24 horas. Não dá para
sair do fórum, do tribunal, e andar com a camisa aberta
e colocar um medalhão. É preciso certo cuidado no dia a
dia. O juiz sofre restrições. Além disso, quando alguém
assume a função de juiz, passa a reafirmar todas as suas
qualidades e os seus defeitos. Consultor Jurídico,
16/10/2011 (com adaptações). Considerando que o
fragmento de texto acima tem caráter motivador,
discorra sobre a conduta ética do magistrado. Ao
elaborar seu texto, aborde, necessariamente, com
fundamento nas normas aplicáveis à magistratura
nacional, os seguintes aspectos: 1- integridade pessoal e
profissional do magistrado; 2- possibilidade de
aplicação de pena de remoção compulsória; 3-
impedimento de promoção e de vitaliciedade.
- Resposta: 1) Capacidade de expressão na modalidade
escrita e uso das normas do registro formal culto da
língua portuguesa 0,00 a 0,25; 2) Conhecimento do
tema 2.1 Integridade pessoal e profissional do
magistrado 0,00 a 0,85; 2.2 Possibilidade de remoção
compulsória 0,00 a 0,70; 2.3 Impedimento de
promoção e de vitaliciedade 0,00 a 0,70.
Magistratura Estadual - Concurso: TJSC - Ano: 2011 -
Banca: TJSC - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Poder Judiciário - Essa questão está inserida
no conteúdo do Anexo III, item 2 (Psicologia Judiciária),
subitem 2.1 (Relacionamento interpessoal.
Relacionamento do magistrado com a sociedade e a
mídia); item 3 (Ética e Estatuto Jurídico da Magistratura
Nacional), subitem 3.2. (Direitos e deveres funcionais da
Magistratura): ÉTICA, MORAL, DEONTOLOGIA E DIREITO
- Carlin, Volnei Ivo. Deontologia Jurídica - Ética e justiça.
Florianópolis: OAB/SC Editora, 2005. Especificando os
significados de cada instituto, refere: 1. ÉTICA; é uma
ciência prática de caráter filosófico, porque expõe e
fundamenta princípios universais sobre a moralidade
dos atos humanos. são os significados conferidos ao
vocábulo ética: a) Em sentido amplo, relaciona-se com a
ciência do direito e a doutrina moral . b) Em sentido
restrito, refere-se aos atos humanos e às normas que
constituem determinado sistema de conduta moral,
integrando-se, pois, única e especificamente com a
dout i aà o al.à ….Nu aà defi iç oà si gela,à o sisteà aà
conduta profissional, feita a partir da afirmação de
valores e da prática de técnicas consoante estes valores.
2. MORAL tem por objeto o comportamento em
sociedade, as relações entre pessoas e, ao final das
contas, a maneira como um indivíduo trata o outro, cuja
ideia de dever vem, na sua essência, em seu objeto
imbuído Há, atualmente, forte movimento em favor da
ética, que se distingue da moral, compreendida esta
como uma concepção mais ampla, referente a todos os
campos de ação do indivíduo. 3. DEONTOLOGIA
designa o conjunto de regras e princípios que ordenam
aà o dutaàdeàu àp ofissio al.à…àÉàu aà i iaà ueàt ataà
dos deveres a que são submetidos os componentes de
uma profissão. Constitui-se no conjunto de preceitos
que regem a conduta de pessoas pertencentes a
profissões organizadas em corporações (ordens,
comitês, etc.). 4. DIREITO, se consubstancia num
conjunto de regras obrigatórias para todos viverem em
sociedade e sancionadas em caso de descumprimento.
Historicamente reservado e discreto, na pós-
modernidade, o Juiz passou a ser tema recorrente,
discutido, cobrado e criticado pela Sociedade. Ou seja,...
nos últimos anos, a crise do Juiz é atualidade constante
e problema de certa acuidade, que suscita aos
protagonistas vivas reações, comentários apaixonados e
verdadeiras polêmicas, embora o debate não seja
recente, nem menor ou secundária a sua importância.
De tal maneira, tais respingos parecem atingir a própria
imagem tradicional da instituição judiciária (op.cit. p.15
e 43). Nos parâmetros postos discorra entre 10 a 20
linhas SOBRE A CRISE DE IDENTIDADE DO JUIZ.
Magistratura Estadual - Concurso: TJPB - Ano: 2011 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Poder Judiciário - Nesses Brasis que vi por aí –
e são muitos –, senti, com tristeza, que o maior
problema da Instituição [Poder Judiciário] é o elemento
humano. As grandes mazelas do Poder Judiciário
encontram, no homem, seu ponto mais alto: despreparo
intelectual, caráter frágil, ausência de autoridade,
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vaidades incontidas, personalidades deformadas,
arbítrios exagerados, falta de berço, sobretudo... Para o
exercício da magistratura, o juiz deve desempenhar as
suas funções com toda a alma, para que o seu trabalho
seja fecundo, só devendo ser destinado à magistratura o
que seja vocacionado... A magistratura é reservada para
uma elite à qual cabe a função de liderança em todos os
setores da vida pública, de modo a impedir que o Poder
seja fracionado entre incompetentes, demagogos,
incapazes, amorais, aéticos, vaidosos, arbitrários,
venais, despreparados, elite essa que não se confunde
com elitismo, porque o magistrado, como qualquer
homem, pode ter origem muito humilde, não
precisando vir da alta sociedade, porque a magistratura
deve procurar recolher os melhores, os mais capazes, os
mais habilitados. Desembargador Antônio Carlos Alves
Braga. Trecho da palestra proferida na posse dos juízes
substitutos aprovados no 152.º Concurso de Ingresso na
Magistratura de São Paulo, TJSP, 26/6/1986 (com
adaptações). Considerando o fragmento de texto acima
como meramente motivador e tendo em vista a
exigência de a ação do magistrado ser fundamentada
pela ética, disserte acerca da relevante função da
magistratura. Em seu texto, aborde, necessariamente e
de forma fundamentada, os seguintes aspectos: 1-
presteza no exercício da jurisdição; 2- frequência e
aproveitamento em cursos de aperfeiçoamento, oficiais
ou reconhecidos; 3- humildade versus independência;
4- eficácia do Código de Ética da Magistratura Nacional
ante a ausência de dispositivo sancionador.
- Resposta: Capacidade de expressão na modalidade
escrita e atendimento das normas do registro formal
culto da língua portuguesa, Desenvolvimento do tema,
Presteza no exercício da jurisdição, Frequência e
aproveitamento em cursos de aperfeiçoamento,
Humildade versus independência, Eficácia do Código de
Ética da Magistratura Nacional ante a ausência de
dispositivo sancionador
Magistratura Estadual - Concurso: TJGO - Ano: 2010 -
Banca: TJGO - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Poder Judiciário - O Código de Ética da
Magistratura Nacional prevê a observância de inúmeros
princípios como condição indispensável para o regular
desempenho do exercício da magistratura e da
respeitabilidade do Poder Judiciário junto à sociedade,
concorrendo de forma definitiva para a distribuição da
justiça e até mesmo para o fortalecimento da
legitimidade do Poder. Assim, cite, pelo menos, 06 (seis)
princípios que orientam o exercício da Magistratura
Nacional, discorrendo sobre dois daqueles princípios.
Magistratura Estadual - Concurso: TJPB - Ano: 2011 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Poder Judiciário - O juiz, que tem o poder de
decidir o conflito a ele trazido pelas partes, encerra a
sua atividade jurisdicional com a sentença de mérito, e,
conforme comumentese observa, a parte vencida acaba
transferindo ao Poder Judiciário sua frustração, o que
pode gerar novos obstáculos durante a execução da
sentença, incentivando novas lides. Nesse contexto,
uma prática possível são os métodos alternativos de
solução de conflitos interpessoais, pois, de acordo com
o método escolhido, são as próprias partes que irão
compor o litígio, construindo uma forma satisfatória de
composição. Jorge Trindade. Manual de psicologia
jurídica para operadores de direito. Porto Alegre:
Livraria do Advogado, 2011, p. 302 (com adaptações).
Considerando o texto acima como meramente
motivador e tendo em vista os seis princípios que, na
psicologia jurídica, norteiam a mediação, defina
mediação e apresente, com a devida definição, três
princípios de tal instituto.
- Resposta: Capacidade de expressão na modalidade
escrita e atendimento das normas do registro formal
culto da língua portuguesa, Desenvolvimento do tema,
Definição de mediação, Apresentação de três princípios
da mediação, Definição dos três princípios
apresentados.
Magistratura Estadual - Concurso: TJPB - Ano: 2011 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Poder Judiciário - O tribunal de justiça do
estado X editou resolução estabelecendo os critérios de
escolha de magistrados para a composição das turmas
recursais dos juizados especiais. Foram adotados os
critérios de produtividade e de experiência do
magistrado no sistema dos juizados especiais, não tendo
sido contemplado o critério de antiguidade. Com
referência a essa situação hipotética, redija um texto
dissertativo, respondendo, de forma fundamentada, aos
questionamentos que se seguem. 1- A mencionada
resolução afronta o conteúdo do inciso III do art. 93 da
Constituição Federal de 1988 (CF), segundo o qual o
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acesso aos tribunais de segundo grau deve ser pautado
pelos critérios de antiguidade e merecimento,
alternadamente, apurados na última ou única
entrância? 1- O ato que nomeia magistrado para
integrar as turmas recursais configura ato de promoção,
de modo a atrair a aplicação do art. 93, II, da CF, o qual
estabelece regras para a promoção de entrância para
entrância, alternadamente, por antiguidade e
merecimento? O tribunal de justiça tem competência
para dispor sobre os critérios de escolha dos
magistrados para a composição das turmas recursais
dos juizados especiais?
- Resposta: Capacidade de expressão na modalidade
escrita e atendimento das normas do registro formal
culto da língua portuguesa, Desenvolvimento do tema,
Diferença entre turma recursal e tribunal. Composição
da turma recursal, Diferença entre ato de designação
de magistrados e promoção de magistrados na
carreira. Competência do tribunal para estabelecer
critérios de escolha
Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2010 -
Banca: TJMS - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Poder Judiciário - Quanto à composição dos
Tribunais Regionais Eleitorais, indique pelo menos dois
dos pressupostos ou exigências constitucionais para que
um advogado se torne temporariamente um juiz
eleitoral.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRS - Ano: 2013 -
Banca: TJRS - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Poder Judiciário - Relativamente aos
magistrados, discorra sobre a vedação do excesso de
linguagem e as respectivas consequências da infração,
indicando os dispositivos legais que os regulam.
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2007 -
Banca: TJSP - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Princípios Constitucionais - Como se
sistematizam os princípios constitucionais de acordo
com o seu grau de destaque no âmbito do sistema e sua
consequente abrangência?
Magistratura Estadual - Concurso: TJSE - Ano: 2008 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Princípios Constitucionais - Elabore
dissertação acerca dos princípios constitucionais
sensíveis, abordando, necessariamente, os seguintes
aspectos: 1- definição de princípios constitucionais
sensíveis com a indicação de, pelo menos, três desses
princípios presentes na atual Constituição Federal
brasileira; 2- possibilidade ou não de um constituinte
derivado acrescentar outros princípios aos já existentes,
por meio de emenda à Constituição; 3- consequência da
inobservância desses princípios para a estrutura
federativa brasileira.
- Resposta: 1- Apresentação e estrutura textual
(legibilidade, respeito às margens, paragrafação); e
capacidade de interpretação e exposição. 2-
Desenvolvimento do tema - 2.1 - definição de princípios
constitucionais sensíveis - 2.2 - indicação de três
princípios constitucionais sensíveis presentes na CF -
2.3 - possibilidade ou impossibilidade de um
constituinte derivado acrescentar outros princípios aos
já existentes - 2.4 - consequência da inobservância dos
princípios constitucionais sensíveis.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2011 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Princípios Constitucionais - EXPLICAR O
CONCEITO DE EQUIDADE, SEGUNDO ARISTÓTELES,
COTEJANDO-O COM PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS
PÁTRIOS.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 -
Banca: FGV - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Processo Legislativo - Considere a edição de
lei que atribua 50% (cinquenta por cento) da pontuação
total, nos concursos públicos de provas e títulos para
provimento de cargos efetivos de professor de certo
Estado da Federação, em razão de exercício anterior da
mesma função pública (professor do quadro da rede
estadual de ensino), na qualidade de ocupante de cargo
em comissão ou contratado temporário. O
P o u ado ‐Ge alà daà ‘epú li aà efetuouà aà i pug aç oà
do diploma via ação direta de inconstitucionalidade
deflagrada perante o Supremo Tribunal Federal, sendo
certo que a medida cautelar para a suspensão da lei foi
deferida por ato singular do relator, ainda pendente o
referendo do Plenário. Ato contínuo, o Governador do
Estado declarou a nulidade da investidura de todos os
servidores que ingressaram em cargos públicos de
provimento efetivo após a vigência da referida lei. Ante
o quadro, responda aos itens a seguir. A) É
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constitucional a referida lei estadual? B)É legítimo o ato
do Governador?
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 -
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Processo Legislativo - Dentro do Processo
Legislativo Estadual, pode o Governador do Estado
solicitar urgência a qualquer tempo, para apreciação de
projetos de sua iniciativa? Fundamente sua resposta.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Processo Legislativo - Limites do controle
jurisdicional das atividades das Comissões
Parlamentares de Inquérito.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 -
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Remédios Constitucionais - Faça distinção
entre Ação Popular e Ação Civil Pública.
Magistratura Estadual - Concurso: TJPE - Ano: 2013 -
Banca: FCC - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Remédios Constitucionais - Pretendendo
obter certidão para esclarecimento de situação de
interesse pessoal em repartição pública municipal, foi
exigido do cidadão interessado o prévio pagamento de
uma taxa de expediente. Inconformado com esta
exigência, o cidadão impetrou habeas data, com base no
art. 5º, XXLII, da CF/88, ao argumento de que tal
remédio constitucional tem cabimento paraassegurar o
conhecimento de informações relativas à sua pessoa e
que estejam em banco de dados de ente público, sendo
certo que a exigência de taxa cerceia seu direito a estas
informações, além de ser inconstitucional, já que a
CF/88 assegura isenção ao pagamento de taxas para
obtenção de certidões com esta finalidade.
Considerando este caso hipotético, analise a correção
da medida e dos fundamentos apresentados pelo
cidadão.
- Resposta: A. Diante da situação que se apresentou, o
remédio constitucional cabível não seria o habeas
data, mas o Mandado de Segurança, eis que o cidadão
tem direito liquido e certo de obter certidão para
esclarecimento de situação de interesse pessoal
independentemente do pagamento de taxa. Neste
caso, a exigência da taxa de expediente é
inconstitucional por força do art. º,àXXXIV,à àdaàCF.à
O Habeas Data é remédio constitucional que tem
cabimento quando existe recusa por parte de
entidades governamentais ou de caráter público em
divulgar para o cidadão os registros ou banco de dados
sobre ele. No caso apresentado, não houve recusa em
fornecimento de dados, mas apenas condicionamento
à emissão da certidão ao pagamento de taxa. C. É
equivocado o argumento de que para obtenção da
certidão pretendida existe isenção assegurada
constitucionalmente, pois trata-se, no caso de
IMUNIDADE, visto que a CF/88, enquanto carta de
competências, fica as competências constitucionais
tributárias e, por outro lado, as imunidades, que são
situações onde não há competência, como no caso do
art. ºà,àXXXIV,à ,àdaàCF/ ;
Magistratura Estadual - Concurso: TJPA - Ano: 2011 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional -
Assunto: Súmula Vinculante - Com base na disciplina
constitucional e legal a respeito das súmulas
vinculantes, disserte sobre essa inovação trazida pela
Emenda Constitucional n.º 45/2004. Em seu texto,
aborde, necessariamente, os seguintes aspectos: 1-
definição de súmula vinculante; 2- objeto e requisitos;
3- legitimidade para propor sua edição, revisão e
cancelamento, de forma autônoma e incidental; 4-
efeitos e possibilidade de modulação.
- Resposta: ASPECTOS MACROESTRUTURAIS - 1.
Capacidade de expressão na modalidade escrita e uso
das normas do registro formal da língua portuguesa
0,00 a 0,25 - 2. Conhecimento do tema - 2.1. Definição
de súmula vinculante 0,00 a 0,25 - 2.2. Objeto e
requisitos 0,00 a 0,75 - 2.3. Legitimidade para propor a
edição, a revisão e o cancelamento da súmula, de
forma autônoma e incidental 0,00 a 1,00 - 2.4.
Efeitos/possibilidade de modulação 0,00 a 0,25
DIREITO DO CONSUMIDOR
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2014 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito do Consumidor -
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - Discorra
sobre os prazos de garantias, legal e contratual, no
direito consumerista.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2014 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito do Consumidor -
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Assunto: Código de Defesa do Consumidor - Motores
BR Ltda. ajuizou ação de cobrança, noticiando que
vendeu ao Réu Francisco, pequeno agricultor que
explora um sítio com sua família, em junho de 1997, um
trator agrícola novo, de sua fabricação. Relata que em
outubro de 2000, realizou a pedido de Francisco um
conserto no trator, tendo trocado uma peça que estava
defeituosa. Informa que a garantia contratual era de 12
meses ou 1.000 horas de uso (a que implementasse
primeiro). Contudo, Francisco se recusou a pagar esse
conserto, originando a cobrança. Citado, Francisco
contestou aduzindo que o conserto não era decorrência
do desgaste natural ou de mau uso, mas sim de um
defeito de fábrica, pelo que o custo do conserto deveria
ficar a cargo da fabricante. A prova pericial constatou
que o problema era de fabricação e que o trator tem
uma vida útil de aproximadamente 10.000 horas, o que
importaria em torno de 10 anos. O réu também
manejou reconvenção pleiteando a condenação do
autor pelos lucros cessantes gerados pelos 25 dias em
que o trator ficou parado na oficina da autora.Pergunta-
se: 1)o caso comporta proteção no CDC? 2) o conserto
do trator deve ser arcado por quem? 3) assiste razão ao
réu no pleito reconvencional? 4) em quem recai o ônus
da prova quanto à natureza do vício?
Magistratura Estadual - Concurso: TJDFT - Ano: 2014 -
Banca: CESPE - Disciplina: Direito do Consumidor -
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - Discorra
sobre a convenção coletiva de consumo, abordando os
seguintes aspectos: i) conceito (0,20); ii) objeto e
finalidade do instituto (0,25); iii) possibilidade da
previsão de restrição pontual de direitos e garantias
previstos no CDC (0,25); iv) a exigência de forma para a
convenção e o início de sua eficácia (0,20). Utilização
correta do idioma oficial e capacidade de exposição –
item 8.4 do edital de abertura do concurso (0,10).
- Resposta: Conceito: a convenção coletiva de consumo
é um instrumento, previsto no CDC (art. 107), que
busca a antecipação de eventuais conflitos nas
relações de consumo, regulando sua solução e
estabelecendo condições para a sua composição.
Trata-se de um meio de solução de conflitos coletivos,
em que fornecedores e consumidores, por suas
entidades representativas, estabelecem, de forma
antecipada, condições para certos elementos da
relação de consumo, que terão incidência nos contratos
individuais que serão celebrados (0,20). ii) Segundo
dispõe o CDC, a convenção coletiva pode ter por objeto
o estabelecimento de condições relativas ao preço, à
qualidade, à quantidade, à garantia e características
de produtos e serviços, bem como à reclamação e
composição do conflito de consumo. A sua finalidade
precípua é a de buscar solucionar, de forma antecipada
e coletiva, eventuais conflitos que possam advir dos
contratos futuros, individualmente firmados entre os
filiados às entidades de representação signatárias da
convenção (0,25). iii) Os direitos e garantias previstos
no CDC constituem normas regidas por princípios de
ordem pública, de tal forma que não podem ser
suprimidos ou restringidos por força de ajuste entre as
partes signatárias do instrumento coletivo. A
convenção coletiva de consumo não pode ter por
objeto qualquer cláusula que impeça ou importe em
restrição, ainda que indireta, aos direitos previstos no
CDC. Somente pode haver, por meio da convenção, a
ampliação das garantias e direitos, nunca a sua
diminuição (0,25). iv) Nos termos do que reza o artigo
107, caput, do CDC, exige-se que a convenção coletiva
observe, para a elaboração do instrumento respectivo,
a forma escrita. Nos termos do parágrafo primeiro do
art. 107, a convenção se torna obrigatória, e,
portanto, eficaz 4 , a partir do registro do instrumento
em cartório de títulos e documentos (0,20). 1
GRINOVER, Ada Pellegrini et al. Código brasileiro de
defesa do consumidor comentado pelos autores do
anteprojeto. 6.ed. Rio de Janeiro: Forense
Universitária, 2000, p. 863. 2 GRINOVER, Ada
Pellegrini et al. Código brasileiro de defesa do
consumidor comentado pelos autores do anteprojeto.
6.ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2000, p.
864. 3 RIZZATTO NUNES, Luiz Antônio. Comentários ao
código de defesa do consumidor. 6.ed. São Paulo:
Saraiva, 2011, p. 924. 4 OLIVEIRA, James Eduardo.
Código de defesa do consumidor: anotado e
comentado: doutrina e jurisprudência. São Paulo:
Atlas, 2004, p. 453.1- Utilização correta do idioma
oficial e capacidade de exposição. 2- Desenvolvimento
do tema. 2.1 Conceito: Meio de solução de conflitos
coletivos, previsto no CDC (art. 107), que busca a
antecipação de eventuais conflitos nas relações de
consumo, regulando sua solução e estabelecendocondições para sua composição, em que as partes
estabelecem antecipadamente as condições para
certos elementos da relação de consumo, a incidir nos
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contratos individuais que serão celebrados. 2.2 Objeto:
Estabelecimento das condições relativas ao preço,
qualidade, quantidade, garantia e características de
produtos e serviços, bem como à reclamação e
composição de conflitos de consumo. Finalidade:
Solucionar antecipada e coletivamente eventuais
conflitos que possam advir de contratos futuros,
individualmente firmados entre os filiados às entidades
de representação signatárias da convenção. 2.3
Restrição de Direitos: Representa cláusula ilícita,
porque os direitos previstos no CDC são normas de
ordem pública. Não é possível CCC que preveja cláusula
limitadora ou impeditiva, ainda que indiretamente, dos
direitos previstos no CDC, os quais somente podem ser
ampliados. 2.4 Forma: Obrigatoriamente escrita (CDC,
107). Eficácia: A partir do registro do instrumento no
cartório de títulos e documentos (CDC, 107, parágrafo
único).
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 -
Banca: FGV - Disciplina: Direito do Consumidor -
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - Uma
revendedora de veículos ingressa com ação
indenizatória por danos materiais derivados de defeito
em suas linhas telefônicas, tornando inócuo o
investimento em anúncios publicitários, dada a
impossibilidade de atender ligações de potenciais
clientes. Fundamenta suas alegações no Código de
Defesa do Consumidor. Em contestação, a empresa de
telefonia sustenta que a contratação do serviço de
telefonia não caracteriza relação de consumo tutelável
pelo CDC, pois o referido serviço compõe a cadeia
produtiva da empresa, sendo essencial à consecução do
seu negócio. A partir do caso apresentado, com base na
teoria finalista nas relações de consumo, examine as
alegações da ré, esclarecendo se devem ser acolhidas.
- Resposta: Segundo a Teoria Finalista, coloca-se
excluído da proteção do CDC o consumidor
intermediário (aquele cujo produto retorna para as
cadeias de produção e distribuição, compondo o custo
de um novo bem ou serviço); a jurisprudência do STJ
tem evoluído para uma aplicação temperada da teoria
finalista frente às pessoas jurídicas, num processo que
a doutrina vem denominando finalismo aprofundado
ou mitigado, consistente em se admitir que, em
determinadas hipóteses, a pessoa jurídica adquirente
de um produto ou serviço pode ser equiparada à
condição de consumidora, por apresentar frente ao
fornecedor alguma vulnerabilidade, que constitui o
princípio-motor da política nacional das relações de
consumo, que legitima toda a proteção conferida ao
consumidor; numa relação interempresarial, além das
hipóteses de vulnerabilidade, a relação de dependência
de uma das partes frente à outra pode também
caracterizar uma vulnerabilidade legitimadora da
aplicação da Lei nº 8.078/90; e alegações da ré que
não devem ser acolhidas.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 -
Banca: FGV - Disciplina: Direito do Consumidor -
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - Em
16.01.2000, Felipe propôs ação de repetição de indébito
em face do Banco ABCD pleiteando a devolução, em
dobro, de valores cobrados pelo réu há mais de 30 anos,
em razão de empréstimo jamais contratado. Em
contestação, o banco argumenta que a pretensão
autoral está fulminada pela prescrição. Responda de
forma fundamentada, qual o prazo prescricional
aplicável ao presente caso.
- Resposta: Não se configura a pretensão de reparação
de danos causados por fato do produto ou do serviço;
a discussão se refere à cobrança de valores indevidos
por parte do fornecedor, o que não se insere no âmbito
de aplicação da mencionada regra específica na
legislação consumerista; devem ser aplicadas as
normas relativas à prescrição previstas no Código Civil;
e questão antecede a vigência do Código Civil de 2002,
devendo ser aplicado o prazo prescricional previsto no
Código Civil de 1916 (tempus regit actum).
Magistratura Estadual - Concurso: TJPR - Ano: 2013 -
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Do Consumidor -
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - Discorra
sobre o princípio da vinculação da oferta no CDC,
abordando os seguintes aspectos: 1- conteúdo; 2-
âmbito de incidência; e 3- aplicação na hipótese de erro
evidente na oferta (ex: televisor de R$ 1.500,00,
anunciado, equivocadamente, por R$ 50,00).
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2011 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito do Consumidor -
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - CAIO
ADQUIRIU, EM 10 DE JANEIRO DE 2008, NA LOJA X,
UMA ESCADA DE ALUMÍNIO FABRICADA PELA
INDÚSTRIA Y. NO DIA 08 DE AGOSTO DE 2008, APÓS TER
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SIDO USADA CONTINUAMENTE, A ESCADA SE PARTIU,
CAUSANDO A QUEDA DE CAIO, O QUAL SOFREU
FRATURA DA PERNA. EM JUNHO DE 2009, CAIO PROPÕE
AÇÃO EM FACE DA INDÚSTRIA Y E DA LOJA X,
POSTULANDO A CONDENAÇÃO SOLIDÁRIA DAS RÉS À
RESTITUIÇÃO DO PREÇO PAGO PELA ESCADA,
RESSARCIMENTO DAS DESPESAS HOSPITALARES E
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. OS PEDIDOS
MERECEM ACOLHIDA? RESPOSTA FUNDAMENTADA,
INDICANDO OS DISPOSITIVOS LEGAIS PERTINENTES.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2012 -
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito do Consumidor -
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - Em virtude
ação civil pública aforada pelo Ministério Público
Estadual e distribuída no dia 02/08/2012, junto ao Juízo
Estadual da 2ª Vara Cível da Comarca de Campo
Grande/MS, em face da Intel S/A, operadora de
telecomunicações, objetivando a prevenção de ilícitos e
a reparação dos danos materiais e morais, diante da
constatação de vícios na oferta de serviços de telefonia
móvel ao público consumidor, foi devidamente citada a
ré, que apresentou defesa, alegando, em preliminar, a
continência com ação civil pública aforada pelo
Ministério Público Federal, diante dos mesmos fatos,
em face da Intel S/A e da Anatel, Agência Reguladora do
setor de telecomunicações, em trâmite no Juízo Federal
da 1ª. Vara Cível de Campo Grande, Seção Judiciária do
Mato Grosso do Sul, para onde fora distribuída no dia
06/08/2012. A juntada dos mandados de citação aos
autos deu-se nos dias 23/08/2012, no processo em
trâmite na Justiça Estadual, e nos dias 24 e 25 de agosto,
respectivamente, relativamente à demanda coletiva
ajuizada na Justiça Federal. Dado esse contexto,
pergunta-se: qual o entendimento jurisprudencial
pacífico do Superior Tribunal de Justiça a respeito dessa
questão processual e, portanto, quem tem competência
para processar e julgar tais pretensões consumeristas
coletivas?
- Resposta: Conforme precedentes do STJ, nos Conflitos
de Competência 22.682/RS, DJ 12/05/2003; CC
40.534/RJ, DJ 17/05/2004; CC 56.460/RS, DJ
19/03/2007; CC 90.106/ES, DJe 10/03/2008 e CC
112.137/SP, DJe 01/12/2010, dentre outros,
evidenciada a continência entre a ação civil pública
ajuizada pelo Ministério Público Federal em relação a
outra ação civil pública ajuizada na Justiça Estadual,
impõe-se a reunião dos feitos no Juízo Federal.
DECLARAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO JUÍZO FEDERAL DA
1ª VARA CÍVEL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO ESTADO DE
MATO GROSSO DO SUL PARA O JULGAMENTO DE
AMBAS AÇÕES CIVIS PÚBLICAS. Ademais, a questão
encontra-se agora sumulada pelo verbete n. 489 da
Súmula de Jurisprudência do Superior Tribunal de
Justiça:à ‘ECONHECIDáà áà CONTINÊNCIá,à DEVEMà “E‘à
REUNIDAS NA JUSTIÇA FEDERAL AS AÇÕES CIVIS
PÚBLICAS PROPOSTAS NESTA E NA JUSTIÇA
E“TáDUáL. à Dia teà disso,à oàJuízoà Fede alà daà ªà Va aà
Cível de Campo Grande tem competência para
processar e julgar tais pretensões consumeristas
coletivas. QUESITO AVALIADO NOTA - 1)
APRESENTAÇÃO E ESTRUTURA TEXTUAL (legibilidade,
respeito às margens, paragrafação, coerência,
concisão, clareza, propriedade vocabular); ASPECTOS
GRAMATICAIS (morfologia, sintaxe de emprego e
colocação, sintaxe de regência e pontuação);
ASPECTOS FORMAIS (erros de forma em geral e erros
de ortografia); CAPACIDADE DE INTERPRETAÇÃO E
EXPOSIÇÃO - 2) DESENVOLVIMENTO DO TEMA: a)
Entendimento do STJ (evidenciada a continência entre
a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público
Federal em relação a outra ação civil pública ajuizada
na Justiça Estadual, impõe-se a reunião dos feitos no
Juízo Federal) b) Juízo Federal da 1ª. Vara Cível de
Campo Grande
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito do Consumidor -
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - Hotéis
Tutakamon Ltda. ajuíza ação de indenização contra
Quickgás S/A, com o objetivo de se ressarcir de prejuízos
decorrentes da impossibilidade de usufruir as sobras de
gás remanescentes em recipientes de gás GLP, vendidos
pela distribuidora ré. Informou que as sobras de gás são
devolvidas à fornecedora, ante a inviabilidade de
utilização do produto até o final, diante de
circunstâncias físicas específicas ao produto e da sua
forma de acondicionamento, fato que geraria um dano
contínuo e sistemático. Pede reparação do dano com
apoio nos artigos. 2º, 4º, 18 e 19 do Código de Defesa
do Consumidor. A ré defende-se alegando inocorrência
de vício do produto e sustenta que a autora não se
enquadra no conceito de consumidor final. Decidir a
questão com enfoque no alcance da expressão
desti at ioàfi al ,à àluzàdeàteo iasàapli veis.à
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82
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2006 -
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito do Consumidor -
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - Identifique
a relação entre o Direito do Consumidor e o Direito Civil
e discorra sobre o âmbito de aplicação do Código de
Defesa do Consumidor, considerando o conceito de
relação de consumo.
- Resposta: O candidato deve tratar dos seguintes
temas: 1. A relação de CDC e do C. Civil de 1916. 2. A
relação do CDC e do C. Civil de 2002. 3. Os conceitos de
consumidor: arts. 2.º, 17 e 29 do CDC.4. O conceito de
fornecedor: art. 3.º do CDC. 5. O conceito de relação de
consumo. .- 4 -JUIZADOS ESPECIAIS (LEI N.º 9.099, DE
26.09.1995)
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito do Consumidor -
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - Inversão
do ônus da prova – Momento processual de sua
decretação – Juizado Especial Cível – Código de Processo
Civil. Disserte sobre o tema e apresente também as
razões de seu posicionamento.
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2008 -
Banca: EJEF - Disciplina: Direito do Consumidor -
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - ITABORAY
INSTITUTO DE RADIODIAGNÓSTICO LTDA promove ação
ordinária contra COMERCIAL DOYLE & SILVA LTDA - ME,
alegando que, em 25/09/2001, adquiriu um Scanner
Obelix 1340S e um leitor de transparência pelo valor de
R$ 1.370,00 (um mil, trezentos e setenta reais). Não
funcionaram os equipamentos após dois meses de
utilização, diagnosticada danificação da placa
controladora do Scanner. Embora trocada pela
requerida, persistiram os problemas, sendo os
equipamentos enviados a ela em 07/01/2002. Após
avaliação da requerida, esta, em 27/01/2002, concluiu
não haver conserto para os referidos equipamentos,
atribuindo os defeitos ou uso inadequado da
requerente, negando-se a dar cobertura quanto à
garantia de referidos bens. Disse a requerente que,
mesmo não concordando com a solução dada ao
problema, comprou outro leitor de transparência para
ser acoplado ao Scanner em questão, já em 27/02/2002,
não sendo possível a sua instalação por
incompatibilidade de software, até que, em abril de
2002, após frustradas todas as tentativas de solução do
impasse, concluiu-se pela impossibilidade de utilização
dos equipamentos. Dessa forma, a requerente pede seja
julgado procedente o pedido, nos termos do Código de
Defesa do Consumidor e do Código Civil, com a
condenação da requerida ao pagamento de perdas e
danos, relativa ao valor dos bens, mais o período que
não puderam ser utilizados, a ser arbitrado pelo juízo. A
requerida contesta os pedidos dizendo que os aparelhos
adquiridos pela requerente foram utilizados e somente
apresentaram problemas em razão do uso inadequado.
Os pedidos são improcedentes. Em razões finais, a
requerente reitera os termos da inicial, que tem apoio
na provas dos autos, notadamente o laudo pericial
lastreado em diversos testes em diferentes
computadores com configurações técnicas e sistemas
diferentes, não obtendo êxito quanto ao funcionamento
do Scanner. O pedido é procedente. A requerida, por
sua vez, repete que os aparelhos adquiridos pela
requerente foram utilizados e somente apresentaram
problemas algum tempo depois, consoante conclusão
do laudo pericial juntado aos autos, não havendo
certeza do perito quanto ao real motivo do não-
funcionamento dos aparelhos questionados. Não veio
aos autos a prova necessária que autoriza a
condenação. O pedido é improcedente. DECIDA.
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 -
Banca: FGV - Disciplina: Direito do Consumidor -
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - João
o p ouà aà lojaà “upe o à u à ote ook,à fa i adoà
pelaàe p esaà XY) .àáp sàt sà esesàeà eioàdeàuso,àoà
notebook deixa repentinamente de funcionar, razão
pela qual João perde vários arquivos digitais
importantes que nele estavam arquivados. Fica
comprovado que o notebook deixou de funcionar em
razão de defeito irrecuperável no disco rígido, mas a loja
se recusa a tomar qualquer providência relativa ao
aparelho, alegando que já foi ultrapassado o prazo de
garantia, que era de três meses. João, então, propõe
ação em face da loja e do fabricante, pedindo: I. a
condenação de ambas as empresas a substituir o
produto defeituoso por um novo; II. a condenação de
ambas as empresas por dano moral decorrente da perda
dos arquivos digitais que estavam gravados. A partir da
situação fática apresentada, as empresas podem ser
condenadas em relação a ambos os pedidos?
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83
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2012 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito do Consumidor -
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - José,
interessado em comprar aparelho de telefonia celular,
consulta o site ESCAMBOLIVRE.COM, onde descobre o
produto que deseja, anunciado por terceiro. Adquire,
então, o aparelho, através do referido site, pagando o
respectivo preço, mais o frete, com cartão de crédito.
Decorrido em muito o prazo previsto, o produto não é
entregue. José, apesar de insistentes tentativas, não
consegue nenhum contato com o vendedor através dos
meios de comunicação fornecidos. Percebendo que foi
vítima de fraude praticada pelo suposto vendedor, José
ajuíza ação em face da empresa mantenedora do site
ESCAMBOLIVRE.COM. A empresa, em sua contestação,
argumenta que não pode ser responsabilizada
civilmente, por ser mera intermediária do negócio.
Observa que o site indica, claramente, em texto
constante dos Termos e Condições Gerais de Uso do
site, que a responsabilidade é exclusiva dos particulares
que lá anunciam seus produtos. Pergunta-se: A empresa
mantenedora do site pode ser responsabilizada
civilmentepelos danos sofridos por José? Responda
fundamentadamente.
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2012 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito do Consumidor -
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - Maria,
modesta costureira do interior, adquire da empresa
fabricante uma máquina de costura, para a realização
de trabalho em prol de sua sobrevivência e de sua
família. Pode Maria ser considerada consumidora, para
o fim de aplicação, em seu favor, das normas do CDC em
demanda ajuizada em face da referida empresa?
Responda, fundamentadamente, abordando,
brevemente, as teorias acerca do conceito de
consumidor.
Magistratura Estadual - Concurso: TJGO - Ano: 2012 -
Banca: FCC - Disciplina: Direito do Consumidor -
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - Segundo o
a tigoà ºà daà leià . / ,à Co su ido à à todaà pessoaà
física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou
se viçoà o oà desti at ioà fi al .à Qua toà aoà ito de
aplicação do Código de Defesa do Consumidor,
ide tifi ueà asà o e tesà Fi alisata ,à Ma i alista à eà
Fi alis oàáp ofu dado .à
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2011 -
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito do Consumidor -
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - TÍCIO
FICOU RETIDO EM UMA PORTA GIRATÓRIA DE UM
BANCO, EMBORA NÃO PORTASSE QUALQUER OBJETO
METÁLICO, PERMANECENDO DURANTE VINTE MINUTOS
EM SITUAÇÃO CONSTRANGEDORA PERANTE OS
OUTROS CLIENTES, QUE ASSISTIAM À CENA. IRRITADO,
MOVEU AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS,
NA JUSTIÇA COMUM E PELO RITO ORDINÁRIO, EM FACE
DAQUELE BANCO. CITADO, O RÉU, PROVANDO A
EXISTÊNCIA DE EXPRESSA PREVISÃO CONTRATUAL DE
REEMBOLSO, DENUNCIOU DA LIDE À EMPRESA DE
SEGURANÇA TERCEIRIZADA, RESPONSÁVEL PELOS
VIGILANTES E PELA INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DA
PORTA GIRATÓRIA. TAL DENUNCIAÇÃO FOI INDEFERIDA
PELO JUIZ COM BASE NA VEDAÇÃO DO ART. 88 DO CDC.
ESSA DECISÃO ESTÁ CORRETA? JUSTIFIQUE.
DIREITO ELEITORAL
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2014 -
Banca: FCC - Disciplina: Direito Eleitoral - Assunto:
Direito Eleitoral - Encontra-se positivado no Capítulo da
Constituição Federal dedicado aos Direitos Políticos o
chamado princípio da anterioridade da lei eleitoral.
Segundo o ministro Celso de Mello, trata-se de diretriz
e u iadaà o à oà de la adoà p op sitoà deà i pedi à aà
deformação do processo eleitoral mediante alterações
casuisticamente nele introduzidas pelo Poder
Legislativo, aptas a romper a igualdade de participação
dos que nele atuem como protagonistas principais (as
agremiações partidárias e os próprios candidatos),
lesando-lhes, assim, com inovações abruptamente
fixadas, a garantia básica de igual competitividade que
deveàp evale e à aàdisputaàeleito al à f.àvotoàp ofe idoà
na ADI no 3.685/DF, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ de
10.08.2006). Analise o alcance do princípio
constitucional da anterioridade eleitoral, examinado
especificamente sua aplicação em face de: a. Lei do
Estado do Amapá (publicada seis dias após abertura da
última vaga) que, regulamentando o § 6º do art. 118 da
Constituição do Estado, disponha sobre a eleição pela
Assembleia Legislativa para os cargos de Governador e
Vice-Governador, no caso de vacância de ambos os
referidos cargos. b. Emenda à Constituição Federal
(promulgada oito meses antes das eleições gerais para
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Presidente, Governador, Senador, Deputado Federal e
Deputado Estadual) que imponha aos partidos políticos
dever de coerência na definição dos critérios que
pautam suas coligações eleitorais, de forma que
prevaleça a obrigatoriedade de vinculação entre as
candidaturas em âmbito nacional, estadual e distrital. c.
Lei Federal (publicada oito meses antes das eleições
gerais para Presidente, Governador, Senador, Deputado
Federal e Deputado Estadual) que estabeleça a
responsabilidade solidária do candidato com o
administrador da campanha pela veracidade das
informações financeiras e contábeis apresentadas à
Justiça Eleitoral, exigindo que ambos subescrevam a
respectiva prestação de contas. d. Resolução do
Tribunal Superior Eleitoral (publicada vinte dias antes da
eleições municipais) que supere orientação
jurisprudencial anteriormente consolidada, passando a
considerar ofensiva à cláusula constitucional da
reeleição à candidatura para o cargo de Prefeito de
cidadão que tenha exercido, pois dois mandatos
consecutivos, cargo de mesma natureza em Município
adjacente.
- Resposta:Na correção considerar-se-á, além do
conhecimento demonstrado pelo candidato sobre o
tema e o acerto da resposta a utilização do idioma
oficial e a capacidade de exposição. A anterioridade
eleitoral, assegurada no art. 16 do texto constitucional,
encerra direito fundamental à segurança jurídica em
matéria eleitoral. Os direitos e garantias individuais
não se esgotam no catálogo expresso no art. 5º da
Constituição Federal, admitindo-se outros que
decorram do sistema e dos princípios por ela adotados
(5º, § 2º). A anterioridade erige-se assim, em limitação
material ao poder de emenda, nos termos do art. 60, §
4º, IV, da Lei Maior, ou seja, a aplicação da nova
Emenda ao pleito imediatamente subsequente
incorreria em inconstitucionalidade por violar o núcleo
intangível da Constituição (STF – ADI nº 3.685-8/DF,
Rel. Min. Elien Gracie, DJ de 10.08.2006). A
anterioridade eleitoral somente tem aplicação em caso
deà leià ueà oà p o essoà eleito al .à Noà asoà daà
responsabilidade solidária, cuida-se de aspecto
assessório do direito eleitoral, que não atinge
di eta e teà oà p o essoà eleito al ,à poisà oà o peà
com a igualdade de participação de partidos e
candidatos, não afeta a normalidade das eleições, bem
como não promove alteração com propósito casuístico
(STF – ADI nº 3.741/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandovski,
DJ de 23.02.2007). A lei que disciplina a forma de
sucessão para os cargos de governador e Vice-
Governador, em caso de dupla vacância, não disciplina
matéria de direito eleitoral. Constitui questão de foro
político-administrativo sujeito a autonomia política
estadual, Não se subsume, portanto, ao princípio da
anterioridade da lei eleitoral (STF – ADI MC nº
4.298/TO, Rel. Min. Cezar Peluso, DJ de 27.11.2009;
ADI nº 2.709/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes, 16.05.2008;
ADI MC nº 1.057/BA, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de
06.04.2001). As modificações de orientação
jurisprudencial em matéria eleitoral tem efeitos
normativos direitos sobre os pleitos eleitorais, com
repercussões sobre os direitos fundamentais dos
eleitores, candidatos e partidos políticos. Desse modo,
cumpre reconhecer, em nome da segurança jurídica a
aplicação da anterioridade em face da jurisprudência
do TSE. Assim, suas decisões que – no curso da eleição
ou logo após – impliquem mudança de interpretação,
não terão aplicabilidade imediata, somente produzindo
efeitos sobre os pleitos eleitorais posteriores (RE nº 637
485/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ de 21.05.2013).
Magistratura Estadual - Concurso: TJCE - Ano: 2014 -
Banca: FCC - Disciplina: Direito Eleitoral - Assunto:
Direito Eleitoral - Resolução do Tribunal Superior
Eleitoral, aprovada em 2002, disciplinou coligações
eleitorais, estabelecendo o que se denominou
ve ti alizaç o .à Po à suaà vez,à aà E e daà Co stitu io alà
nº52, de 08 de março de 2006, assegurou aos partidos
políti osàauto o iaà pa aàadota àosà it iosàdeàes olhaà
e o regime de suas coligações eleitorais, sem
obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em
â itoà a io al,à estadual,à dist italà ouà u i ipal .à
Tomando em consideração o art. àdaàCo stituiç oà áà
lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na
data de sua publicação, não se aplicando à eleição que
ocorra ate um ano da data se sua vigên ia .