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740 Questões Discursivas- Magistratura - 1

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 1 
725 QUESTÕES DISCURSIVAS DA MAGISTRATURA 
135 COM RESPOSTAS 
TJAC, TJAL, TJAM, TJAP, TJBA, TJCE, TJDFT, TJES, TJGO, TJMA, TJMG, TJMS, TJMT, TJPA, TJPB, TJPE, TJPI, TJPR, TJRJ. TJRO, 
TJRR, TJRS, TJSC, TJSE e TJSP 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 2 
ÍNDICE 
 Direito Administrativo-4 
 Direito Ambiental-20 
 Direito Civil-29 
 Direito Constitucional-58 
 Direito do Consumidor-78 
 Direito Eleitoral-83 
 Direito Empresarial-87 
 Direito Penal-88 
 Direito Previdenciário-115 
 Direito Processual Civil-116 
 Direito Processual Penal-196 
 Direito Tributário-310 
 Direito Urbanístico-318 
 Estatuto da Criança e do Adolescente-319 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 4 
DIREITO ADMINISTRATIVO 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 - 
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Administração Direta e Indireta - "Governo e 
Administração são termos que andam juntos e 
muitas vezes são confundidos, embora expressem 
conceitos diversos nos vários aspectos em que se 
apresentam". Faça distinção entre governo e 
administração pública. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJDFT - Ano: 2014 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Atos Administrativos - Considerando que é 
possível a manutenção de ato administrativo dotado de 
ilegalidade (instituto da sanatória), discorra sobre a 
convalidação, a ratificação e a conversão, explicando 
cada uma dessas modalidades, seus efeitos, 
competência para adoção das referidas medidas de 
preservação do ato administrativo e os motivos que 
devem fundamentá-las, citando legislação acerca do 
tema. 
- Resposta: O ato administrativo é o modo de 
expressão das decisões tomadas por órgãos e 
autoridades da Administração Pública, que produz 
efeitos jurídicos, modificando, extinguindo direitos, ou 
impondo restrições e obrigações. O ato administrativo 
deve ser editado com observância do princípio da 
legalidade. Para ser válido, além da observância ao 
princípio da legalidade, o ato administrativo precisa 
ser editado pelo agente competente, ter forma 
adequada, objeto definido, precisa ser motivado e 
possuir uma finalidade. Um ato administrativo, 
entretanto, embora dotado de ilegalidade, pode ser 
mantido pela Administração Pública, através da 
utilização do instituto da sanatória. As modalidades de 
saneamento do ato administrativo são: convalidação, 
ratificação e conversão. A convalidação é o ato 
administrativo que suprime um defeito de ato 
administrativo anteriormente editado, retroagindo 
seus efeitos a partir da data da edição do ato 
administrativo convalidado. A ratificação é o ato por 
meio do qual é expurgado ou corrigido um defeito 
relativo a competência, declarando-se sua validade 
desde o momento em que foi editado. Não podem ser 
ratificados atos cuja competência para edição é de 
competência exclusiva de autoridades indicadas na 
Constituição Federal. Conversão é o ato editado com 
aproveitamento de elementos válidos de outro ato 
primitivamente dotado de ilegalidade, para a mesma 
finalidade deste, com retroação dos seus efeitos ao 
momento da edição do ato original. A Lei nº 9.784/99 
é um exemplo de diploma legal que cuida 
expressamente do instituto da convalidação em seu 
art. 55. 1- Utilização correta do idioma oficial e 
capacidade de exposição - 2 Desenvolvimento do tema 
- 2.1 Introdução abordando o conceito de ato 
administrativo e seus requisitos de validade. 2.2 
Definição de convalidação, ratificação e conversão, 
seus efeitos, competência para adoção das referidas 
medidas de preservação do ato administrativo e os 
motivos que devem fundamentá-la. Citação da Lei nº 
9.784/99, art. 55. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 - 
Banca: FGV - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Atos Administrativos - João Manoel requer 
licença para edificar em imóvel de sua propriedade, nos 
termos do artigo 1299,CC. Constatando a administração 
municipal que o projeto se coloca em conformidade 
com as posturas municipais, defere a licença em 
30/06/2010. Faz constar prazo de validade de 01 ano. 
Em fevereiro/2011, a Câmara dos Vereadores vota novo 
projeto de lei para a área, estabelecendo parâmetros 
diversos para a construção, que é sancionado e 
publicado dois dias após, contrapondo-se à edificação 
pretendida por João Manoel. Constatando a 
Administração que João Manoel iniciou a construção, 
porém não terminou ainda a mesma, notifica-o para 
paralisar imediatamente a obra. Preocupado com a 
situação, João Manoel ajuíza ação, alegando direito 
adquirido, com postulação liminar, e definitiva, de 
término da obra. Com o curso normal do feito, havendo 
contestação, e parecer do MP no sentido da 
i p o ed iaà daà de a daà po à te à adu ado à aà
licença, não havendo que se falar em direito adquirido 
contra a lei, o feito vai concluso para a sentença. Sendo 
você o juiz, como decidiria a causa? (dê apenas os 
fundamentos, de forma objetiva). 
- Resposta: A questão envolvia o conhecimento sobre a 
licença urbanística para edificação e os seus efeitos. A 
licença, no caso, como ato vinculado, confere o direito 
a edificar nela constante, que se incorpora ao 
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 5 
patrimônio de seu destinatário quando iniciada a obra, 
apenas podendo ser retirada através de 
desapropriação que, para a espécie, parte da doutrina 
usa, de maneira vulgar, a expressão revogação. Assim, 
para se ter o enfoque correto, o candidato deveria 
observar os seguintes pontos: a licença se faz no 
âmbito do exercício da polícia administrativa edilícia; 
traduz a ideia de ato vinculado; uma vez concedida, 
seguindo os critérios legais, não pode ser revogada, 
salvo através do pagamento de indenização; o início 
da construção, dentro de seu prazo de validade, e 
antes da nova legislação, importa na incorporação do 
direito, o qual traduz, que se torna adquirido; e 
impossibilidade de sua cassação, por ter o direito, o 
qual traduz a licença, se incorporado ao patrimônio de 
seu titular, salvo indenização, pela via própria. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Atos Administrativos - Abraham Lincoln 
formulou pedido administrativo junto a uma das 
Secretarias do Município de Secessão/MG. Passados 
mais de 60 (sessenta) dias, o Poder Público permaneceu 
em silêncio. Aborrecido e impiedoso, fuzilou:à à elho à
calar-se e deixar que as pessoas pensem que você é um 
idiotaà doà ueà fala à eà a a a à o à aà dúvida .à Co tudo,à
tendo em vista que não há no município lei que atribua 
consequência jurídica ao silêncio da Administração, 
Lincoln ajuíza ação judicial pleiteando o deferimento do 
seu pedido. Na condição de Juiz (a) de Direito da 
Comarca, como você sentenciaria o caso? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 - 
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Atos Administrativos- O atributo do ato 
administrativo que impõe a coercitividade para o seu 
efetivo cumprimento é a imperatividade. Comente cada 
um dos atributos ou características que distinguem a 
espécie ato administrativo do gênero ato jurídico 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 - 
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Atos Administrativos - Pode o ato 
discricionário ser suscetível de revisão pelo Poder 
Judiciário? Explique. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2014 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Bens Públicos - O Município Y realiza o 
pagamento do justo valor indenizatório de específico 
imóvel, efetivando a sua desapropriação, no dia 1º de 
abril de 2004.Por não mais ter interesse em se utilizar 
do mesmo, e após o procedimento legal e licitatório 
próprio, o aliena para a empresa WXW Construções 
Imobiliárias L.T.D.A., no dia 20 de novembro de 2006. 
Em janeiro de 2010, Coriolano da Silva, o antigo 
proprietário, fica sabendo do fato e, inconformado, 
procura advogado para reaver seu imóvel, mas vem a 
falecer antes do ajuizamento da ação. Seu único filho e 
herdeiro, ciente de tudo, ajuíza a ação no dia 1º de abril 
de 2010, pretendendo reaver o bem imóvel ou a 
indenização correspondente. Faz figurar no polo passivo 
o Município e o atual proprietário, que alegam 
ilegitimidade ativa, prescrição e descabimento da 
devolução do bem. O M.P. diz não ter interesse, indo os 
autos à conclusão para sentença. Analise os 3 (três) 
pontos levantados pelas defesas, e outros pertinentes. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Bens Públicos - Leia, abaixo, trecho do 
Relatório enviado por GRACILIANO RAMOS, enquanto 
Prefeito do Município de Palmeira dos Índios, ao 
Governador do Estado de Alagoas, in verbis: Sr. 
Governador. Esta exposição é talvez desnecessária. O 
balanço que remeto a V. Exa. mostra bem de que modo 
foi gasto em 1929 o dinheiro da Prefeitura Municipal de 
Palmeira do Índios. E nas contas regularmente 
publicadas há pormenores abundantes, minudências 
que excitaram o espanto benévolo da imprensa. Isto é, 
pois, uma reprodução de fatos que já narrei, com 
algarismo e prova de guarda-livros, em numerosos 
balancetes e nas relações que os acompanharam. 
RECEITA – R$ 96.924.985. O orçamento do ano passado 
houve supressão de várias taxas que existiam em 1928. 
A receita, entretanto, calculada em 68:850$000, atingiu 
96:924 $985. E não empreguei rigores excessivos. Fiz 
apenas isto: extingui favores largamente concedidos a 
pessoas que não precisavam deles e pus termo a 
extorsões que afligiam os matutos de pequeno valor, 
ordinariamente raspados, escorchados, esbrugados 
pelos exatores. Não me resolveria, é claro, a pôr em 
prática no segundo ano de administração a equidade 
que torna o imposto suportável. Adotei-a logo no 
começo. A receita em 1928 cresceu bastante. E se não 
chegou à soma agora alcançada, é que me foram 
indispensáveis alguns meses para corrigir 
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 6 
irregularidades muito sérias, prejudiciais à arrecadação. 
DESPESA – R$ 105.465.613 Utilizei parte das sobras 
existentes no primeiro balanço. ADMINISTRAÇÃO – R$ 
22.667.748. Sendo R$ 7.034.558 despendidos com a 
cobrança das rendas, R$ 3.518.000 com a fiscalização e 
R$ 2.400 pagos a um funcionário aposentado. Tenho 
seis cobradores, dois fiscais e um secretário. Todos são 
mal remunerados. GRATIFICAÇÕES – R$ 1.560.000 Estão 
reduzidas. CEMITÉRIO – R$ 243.000 Pensei em construir 
um novo cemitério, pois o que temos dentro em pouco 
será insuficiente, mas os trabalhos a que me aventurei, 
necessários aos vivos, não me permitiram a execução de 
uma obra, embora útil, prorrogável. Os mortos 
esperarão mais algum tempo. São os munícipes que não 
reclamavam. [...] Ficarei, porém, satisfeito se levar ao 
fim as obras que encetei. É uma pretensão moderada, 
realizável. Se não realizar, o prejuízo não será grande. O 
Município, que esperou dois anos, espera mais um. 
Mete na Prefeitura um sujeito hábil e vinga-se dizendo 
de mim cobras e lagartos. Paz e prosperidade. Palmeira 
dos Índios, 11 de janeiro de 1930. GRACILIANO RAMOS. 
a) Como se classificam em nossos dias os cemitérios 
públicos à luz da classificação tripartida dos bens 
públicos? Justifique. b) Poderia, se Prefeito hoje, 
Graciliano Ramos dar nova destinação aos jazigos 
abandonados pelos familiares do morto? Justifique. c) 
Sem recorrer ao Estado, à União, ou a qualquer 
instituição financeira ou de fomento, como, nos dias 
atuais, Graciliano Ramos poderia construir um novo 
cemitério para os mortos de Palmeira dos Índios? 
Justifique. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPA - Ano: 2011 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Contrato Público - Considere que o poder 
público municipal, após a realização de procedimento 
licitatório, tenha celebrado, com determinada empresa, 
contrato para a prestação de serviço de transporte e 
que lei específica posterior tenha aumentado a carga 
tributária que seria suportada pela empresa. Em face 
dessa situação hipotética, responda, de forma 
fundamentada, se o particular contratado pelo poder 
público tem direito à revisão dos valores do contrato 
para suprir a despesa decorrente do correspondente 
recolhimento. 
 - Resposta: ASPECTOS MACROESTRUTURAIS - 1. 
Capacidade de expressão na modalidade escrita e uso 
das normas do registro formal da língua portuguesa 
0,00 a 0,25 - 2. Conhecimento do tema - 2.1. 
Referências ao equilíbrio econômico-financeiro do 
contrato (necessidade de manutenção) 0,00 a 1,00 - 
2.2. Menção à teoria do fato do príncipe 0,00 a 0,25 - 
2.3. Possibilidade de revisão do contrato com 
fundamento no art. 65, II, d da Lei n.º 8.666/1993 e § 
5.º desse mesmo artigo 0,00 a 1,00 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2006 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Contrato Público - Nos contratos firmados 
pela Administração Pública, cabe a aplicação da teoria 
da imprevisão? Explique e fundamente a sua resposta. 
 - Resposta: Sim. No direito brasileiro, a matéria é 
prevista na Constituição Federal, artigo 37, inciso XXI, e 
no a tigoà ,à i isoà II,à alí eaà d ,àdaà Leià deà li itaç es,à
n.º 8.666/1993. A teoria da imprevisão tem sua 
aplicação no contrato administrativo, quando 
caracterizada uma situação de álea econômica 
extraordinária, isto é, quando o ajuste for afetado por 
um acontecimento externo ao contrato, estranho à 
vontade das partes, imprevisível e inevitável, que 
causa um desequilíbrio muito grande, tornando a 
execução do contrato excessivamente onerosa para o 
contratado. Tem sua origem na aplicação da cláusula 
rebus sic stantibus, sendo disposição implícita aos 
contratos de prestações sucessivas, na medida em que 
se entende que a convenção não permanece em vigor 
se as coisas não permanecerem como eram no 
momento da celebração. Cuida, pois, de mitigação ao 
princípio do pacta sunt servanda. É instrumento 
importante para garantir o equilíbrio econômico-
financeiro pactuado quando da celebração do 
contrato. A doutrina aponta como requisitos 
necessários à aplicação da teoria da imprevisão, nos 
termos dispostos no citado artigo 65,à II,à d àdaàLeià .ºà
8.666/1993 e princípios assentes no ordenamento 
jurídico, que o fato seja imprevisto ou imprevisível 
quanto à sua ocorrência ou quanto às suas 
consequências; estranho à vontade das partes; 
inevitável e causador de desequilíbrio muito grande ao 
contrato, de forma que ele se torne ruinoso para uma 
das partes. (Maria Sylvia Zanella Di Pietro. Direito 
administrativo 18.ª ed. São Paulo: Atlas, 2005, p. 269-
272 e Celso AntônioBandeira de Mello. Curso de 
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 7 
Direito Administrativo. 17.ª ed. São Paulo: Malheiros, 
2004, p. 602/604) 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2014 - 
Banca: TJMT - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Contratos Públicos - Acerca do contrato 
administrativo, discorra sobre a alteração e rescisão 
unilateral e as suas consequências, bem como a respeito 
da clausula exceptio non adimpleticontractus. 
- Resposta: Para resolvê-la, basta a simples transcrição 
dos dispositivos da Lei nº 8666, de 21 de junho de 1993, 
com as modificações posteriores. Artigos: 58,65,78,79 e 
80. Art. 58. O regime jurídico dos contratos 
administrativos instituído por esta Lei confere à 
Administração, em relação a eles, a prerrogativa de:I -
 modificá-los, unilateralmente, para melhor adequação 
às finalidades de interesse público, respeitados os 
direitos do contratado; II - rescindi-los, 
unilateralmente, nos casos especificados no inciso I do 
art. 79 desta Lei; III - fiscalizar-lhes a execução; IV -
 aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou 
parcial do ajuste; V - nos casos de serviços essenciais, 
ocupar provisoriamente bens móveis, imóveis, pessoal 
e serviços vinculados ao objeto do contrato, na 
hipótese da necessidade de acautelar apuração 
administrativa de faltas contratuais pelo contratado, 
bem como na hipótese de rescisão do contrato 
administrativo.§ 1o As cláusulas econômico-
financeiras e monetárias dos contratos administrativos 
não poderão ser alteradas sem prévia concordância do 
contratado.§ 2o Na hipótese do inciso I deste artigo, 
as cláusulas econômico-financeiras do contrato 
deverão ser revistas para que se mantenha o equilíbrio 
contratual.Art. 65. Os contratos regidos por esta Lei 
poderão ser alterados, com as devidas justificativas, 
nos seguintes casos:I - unilateralmente pela 
Administração:a) quando houver modificação do 
projeto ou das especificações, para melhor adequação 
técnica aos seus objetivos; b) quando necessária a 
modificação do valor contratual em decorrência de 
acréscimo ou diminuição quantitativa de seu objeto, 
nos limites permitidos por esta Lei; II - por acordo das 
partes:a) quando conveniente a substituição da 
garantia de execução; b) quando necessária a 
modificação do regime de execução da obra ou serviço, 
bem como do modo de fornecimento, em face de 
verificação técnica da inaplicabilidade dos termos 
contratuais originários; c) quando necessária a 
modificação da forma de pagamento, por imposição de 
circunstâncias supervenientes, mantido o valor inicial 
atualizado, vedada a antecipação do pagamento, com 
relação ao cronograma financeiro fixado, sem a 
correspondente contraprestação de fornecimento de 
bens ou execução de obra ou serviço; d) para 
restabelecer a relação que as partes pactuaram 
inicialmente entre os encargos do contratado e a 
retribuição da administração para a justa remuneração 
da obra, serviço ou fornecimento, objetivando a 
manutenção do equilíbrio econômico-financeiro inicial 
do contrato, na hipótese de sobrevirem fatos 
imprevisíveis, ou previsíveis porém de consequências 
incalculáveis, retardadores ou impeditivos da execução 
do ajustado, ou, ainda, em caso de força maior, caso 
fortuito ou fato do príncipe, configurando álea 
econômica extraordinária e extracontratual. § 1o O 
contratado fica obrigado a aceitar, nas mesmas 
condições contratuais, os acréscimos ou supressões que 
se fizerem nas obras, serviços ou compras, até 25% 
(vinte e cinco por cento) do valor inicial atualizado do 
contrato, e, no caso particular de reforma de edifício 
ou de equipamento, até o limite de 50% (cinquenta por 
cento) para os seus acréscimos.§ 2o Nenhum 
acréscimo ou supressão poderá exceder os limites 
estabelecidos no parágrafo anterior - (VETADO) II - as 
supressões resultantes de acordo celebrado entre os 
contratantes. § 3o Se no contrato não houverem sido 
contemplados preços unitários para obras ou serviços, 
esses serão fixados mediante acordo entre as partes, 
respeitados os limites estabelecidos no § 1o deste 
artigo.§ 4o No caso de supressão de obras, bens ou 
serviços, se o contratado já houver adquirido os 
materiais e posto no local dos trabalhos, estes deverão 
ser pagos pela Administração pelos custos de aquisição 
regularmente comprovados e monetariamente 
corrigidos, podendo caber indenização por outros 
danos eventualmente decorrentes da supressão, desde 
que regularmente comprovados.§ 5o Quaisquer 
tributos ou encargos legais criados, alterados ou 
extintos, bem como a superveniência de disposições 
legais, quando ocorridas após a data da apresentação 
da proposta, de comprovada repercussão nos preços 
contratados, implicarão a revisão destes para mais ou 
para menos, conforme o caso.§ 6o Em havendo 
alteração unilateral do contrato que aumente os 
encargos do contratado, a Administração deverá 
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 8 
restabelecer, por aditamento, o equilíbrio econômico-
financeiro inicial.§ 7o (VETADO)§ 8o A variação do 
valor contratual para fazer face ao reajuste de preços 
previsto no próprio contrato, as atualizações, 
compensações ou penalizações financeiras decorrentes 
das condições de pagamento nele previstas, bem como 
o empenho de dotações orçamentárias suplementares 
até o limite do seu valor corrigido, não caracterizam 
alteração do mesmo, podendo ser registrados por 
simples apostila, dispensando a celebração de 
aditamento.Art. 78. Constituem motivo para rescisão 
do contrato:I - o não cumprimento de cláusulas 
contratuais, especificações, projetos ou prazos; II - o 
cumprimento irregular de cláusulas contratuais, 
especificações, projetos e prazos ; III - a lentidão do seu 
cumprimento, levando a Administração a comprovar a 
impossibilidade da conclusão da obra, do serviço ou do 
fornecimento, nos prazos estipulados; IV - o atraso 
injustificado no início da obra, serviço ou fornecimento; 
V - a paralisação da obra, do serviço ou do 
fornecimento, sem justa causa e prévia comunicação à 
Administração; VI - a subcontratação total ou parcial 
do seu objeto, a associação do contratado com outrem, 
a cessão ou transferência, total ou parcial, bem como a 
fusão, cisão ou incorporação, não admitidas no edital e 
no contrato; VII - o desatendimento das determinações 
regulares da autoridade designada para acompanhar e 
fiscalizar a sua execução, assim como as de seus 
superiores; VIII - o cometimento reiterado de faltas na 
sua execução, anotadas na forma do § 1o do art. 67 
desta Lei; IX - a decretação de falência ou a 
instauração de insolvência civil; X - a dissolução da 
sociedade ou o falecimento do contratado; XI - a 
alteração social ou a modificação da finalidade ou da 
estrutura da empresa, que prejudique a execução do 
contrato; XII - razões de interesse público, de alta 
relevância e amplo conhecimento, justificadas e 
determinadas pela máxima autoridade da esfera 
administrativa a que está subordinado o contratante e 
exaradas no processo administrativo a que se refere o 
contrato; XIII - a supressão, por parte da 
Administração, de obras, serviços ou compras, 
acarretando modificação do valor inicial do contrato 
além do limite permitido no § 1o do art. 65 desta Lei; 
XIV - a suspensão de sua execução, por ordem escrita 
da Administração, por prazo superior a 120 (cento e 
vinte) dias, salvo em caso de calamidade pública, grave 
perturbação da ordem interna ou guerra, ou ainda por 
repetidas suspensões que totalizem o mesmo prazo, 
independentemente do pagamento obrigatório de 
indenizações pelas sucessivas e contratualmenteimprevistas desmobilizações e mobilizações e outras 
previstas, assegurado ao contratado, nesses casos, o 
direito de optar pela suspensão do cumprimento das 
obrigações assumidas até que seja normalizada a 
situação; XV - o atraso superior a 90 (noventa) dias 
dos pagamentos devidos pela Administração 
decorrentes de obras, serviços ou fornecimento, ou 
parcelas destes, já recebidos ou executados, salvo em 
caso de calamidade pública, grave perturbação da 
ordem interna ou guerra, assegurado ao contratado o 
direito de optar pela suspensão do cumprimento de 
suas obrigações até que seja normalizada a situação; 
XVI - a não liberação, por parte da Administração, de 
área, local ou objeto para execução de obra, serviço ou 
fornecimento, nos prazos contratuais, bem como das 
fontes de materiais naturais especificadas no projeto; 
XVII - a ocorrência de caso fortuito ou de força maior, 
regularmente comprovada, impeditiva da execução do 
contrato. XVIII – descumprimento do disposto no inciso 
V do art. 27, sem prejuízo das sanções penais 
cabíveis. Parágrafo único: os casos de rescisão 
contratual serão formalmente motivados nos autos do 
processo, assegurado o contraditório e a ampla 
defesa.Art. 79. A rescisão do contrato poderá ser:I -
 determinada por ato unilateral e escrito da 
Administração, nos casos enumerados nos incisos I a 
XII e XVII do artigo anterior; II - amigável, por acordo 
entre as partes, reduzida a termo no processo da 
licitação, desde que haja conveniência para a 
Administração ; III - judicial, nos termos da legislação; 
IV - (Vetado). § 1o A rescisão administrativa ou 
amigável deverá ser precedida de autorização escrita e 
fundamentada da autoridade 
competente.§ 2o Quando a rescisão ocorrer com base 
nos incisos XII a XVII do artigo anterior, sem que haja 
culpa do contratado, será este ressarcido dos prejuízos 
regularmente comprovados que houver sofrido, tendo 
ainda direito a:I - devolução de garantia; II -
 pagamentos devidos pela execução do contrato até a 
data da rescisão; III - pagamento do custo da 
desmobilização. §3º (Vetado). 
§4º (Vetado).§ 5o Ocorrendo impedimento, paralisação 
ou sustação do contrato, o cronograma de execução 
será prorrogado automaticamente por igual 
tempo.Art. 80. A rescisão de que trata o inciso I do 
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 9 
artigo anterior acarreta as seguintes consequências, 
sem prejuízo das sanções previstas nesta Lei:I -
 assunção imediata do objeto do contrato, no estado e 
local em que se encontrar, por ato próprio da 
Administração; II - ocupação e utilização do local, 
instalações, equipamentos, material e pessoal 
empregados na execução do contrato, necessários à 
sua continuidade, na forma do inciso V do art. 58 
desta Lei; III - execução da garantia contratual, para 
ressarcimento da Administração, e dos valores das 
multas e indenizações a ela devidos; IV - retenção dos 
créditos decorrentes do contrato até o limite dos 
prejuízos causados à Administração.§ 1o A aplicação 
das medidas previstas nos incisos I e II deste artigo fica 
a critério da Administração, que poderá dar 
continuidade à obra ou ao serviço por execução direta 
ou indireta.§ 2o É permitido à Administração, no caso 
de concordata do contratado, manter o contrato, 
podendo assumir o controle de determinadas 
atividades de serviços essenciais.§ 3o Na hipótese do 
inciso II deste artigo, o ato deverá ser precedido de 
autorização expressa do Ministro de Estado 
competente, ou Secretário Estadual ou Municipal, 
conforme o caso.§ 4o A rescisão de que trata o inciso 
IV do artigo anterior permite à Administração, a seu 
critério, aplicar a medida prevista no inciso I deste 
artigo. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPA - Ano: 2014 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Contratos Públicos - Discorra sobre a teoria da 
imprevisão aplicada nos contratos administrativos. 
- Resposta:A chamada Teoria da Imprevisão decorre de 
fenômenos extraordinários e que modificam o 
contrato. Esse risco, que pode acontecer e mudar o 
contrato, é chamado de álea e pode ser administrativo 
ou econômico. Portanto, o contrato pode se tornar 
inviável por vontade do homem, por força da natureza 
e por vontade da Administração Pública ou Estado, 
incidindo indiretamente ou diretamente no contrato. 
Caso fortuito: trata-se de um evento decorrente da 
vontade do homem que repercute negativamente na 
execução do contrato. (1 ponto) - Força maior: evento 
decorrente da força da natureza que, por ausência de 
qualquer intenção das partes, impõe obstáculos à 
execução regular do contrato. (0,5 ponto) - Fato do 
príncipe: é todo ato geral, imprevisível, do Poder 
Público que, incidindo indireta ou reflexamente no 
contrato, onera de modo substancial a sua execução ou 
impõe obrigação insuportável para o contratado. (0,5 
ponto) - Fato da Administração: é ato da 
Administração que incide diretamente sobre o 
contrato, impede a sua regular execução, equiparando-
se, nos efeitos, à força maior. (0,5 ponto) - FATO DO 
PRÍNCIPE - Ato do Poder Público/Estatal - Geral - 
Incidência reflexa. FATO DA ADMINISTRAÇÃO - Ato da 
Administração - Específico - Incidência direta. Fonte: 
Rosa, Márcio Fernando Elias. Direito Administrativo. 
São Paulo: Saraiva, (Coleção Sinopse Jurídica), n. 19, 
2004. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 - 
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Contratos Públicos - A declaração de nulidade 
do contrato administrativo tem efeitos ex tunc, 
impedindo seus efeitos jurídicos. E, quanto ao dever de 
indenizar o contratado pelo que ele houver até então 
realizado, a Administração fica exonerada de pagar-lhe 
ou não? Comente e fundamente. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 - 
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Contratos Públicos - Resolva as questões 
abaixo, considerando as seguintes situações hipotéticas: 
Uma autarquia do Estado do Amapá celebrou contrato 
administrativo com a empresa PRODAR, por meio do 
qual esta se obrigou a fornecer à administração 
bens indisponíveis no mercado nacional. Todavia, 
quando apenas 20% dos bens já haviam sido 
importados, de acordo com o cronograma de 
fornecimento definido no contrato, o governo 
federal recém empossado, alterou substancialmente 
a política de importação, restaurando a reserva de 
mercado de produtos de informática, em favor da 
indústria nacional. Pelas novas regras, a inexistência 
de produto congênere no mercado nacional 
autorizaria a importação, mas mediante alíquota do 
imposto aduaneiro elevada de 100% para 300% do valor 
do produto. A empresa ingressou em Juízo pedindo 
fosse a autarquia estadual compelida a compensar os 
prejuízos suportados pela PRODAE, já que estava diante 
de um fato que não havia dado causa. A Ação foi 
distribuída para a 1ª Vara Cível de Macapá. Como juiz da 
causa, quais seriam os fundamentos de sua decisão. 
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 10 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPR - Ano: 2013 - 
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Controle Administrativo - De que modo se 
opera o controle judicial da Administração Pública? 
Quais são seus limites e meios de atuação? Descreva 
quais são os remédios constitucionais e legais que 
asseguram os direitos fundamentais, individuais e 
coletivos, em caso de lesão ou ameaça ao direito? Quais 
são suas aplicações e pressupostos? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMA - Ano: 2013 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Controle Administrativo -Segundo Miguel 
Reale, como nem todos podem ou querem realizar de 
maneira espontânea as obrigações morais, é 
indispensável armar de força certos preceitos éticos 
para que a sociedade não soçobre. A partir dessa 
consideração, discorra sobre as características com base 
nas quais consoantes os juristas-sociólogos de formação 
funcionalista, o sistema jurídico realiza o controle social, 
a saber: 1- certeza; 2- garantia do bem comum; 3- 
uniformidade da ordem espacial, na ordem objetiva e na 
ordem subjetiva. Ainda sob a perspectiva liberal 
funcionalista, aborde os fundamentos e a finalidade do 
controle social realizado pelas autoridades do Estado. 
- Resposta: Certeza - Garantia do bem comum - 
Uniformidade na ordem especial; na ordem objetiva e 
na ordem subjetiva - Perspectiva liberal-funcionalista: 
fundamentos e finalidade do controle social - 
Competência do CNJ. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2010 - 
Banca: TJMS - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Controle Administrativo - Segundo o 
entendimento jurídico predominante, o controle judicial 
do ato administrativo (ainda que praticado em nome de 
alguma discricionariedade) permite o exame dos 
motivos? Justifique. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2010 - 
Banca: TJMS - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Desapropriação - Desenvolva o conceito 
jurídico de desapropriação indireta. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 - 
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Desapropriação - O Estado, no desempenho 
normal de sua administração, adquire bens de toda 
espécie e os incorpora ao patrimônio público para a 
realização de seus fins. Essas aquisições ou são feitas 
contratualmente, pelos instrumentos comuns do Direito 
Privado, sob a forma de compra, permuta doação, 
dação em pagamento, ou se realizam 
compulsoriamente. Um desses meios é a 
desapropriação. À luz do Direito Administrativo, 
comente sobre a desapropriação por interesse social. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2011 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Desapropriação - RICARDÔNCIO, 
PROPRIETÁRIO DE IMÓVEL RURAL, REMOVEU 30% DA 
COBERTURA VEGETAL DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE 
DE SUAS TERRAS PARA PLANTAR CAFÉ. CONSTATADA A 
ILEGALIDADE, FOI COMPELIDO PELO PODER PÚBLICO A 
REFLORESTAR A ÁREA, COM BASE NO ART. 18 DA LEI 
4.771/65, O QUE FEZ COM RECURSOS PRÓPRIOS E DE 
MODO BEM SUCEDIDO. ANOS MAIS TARDE, SUAS 
TERRAS FORAM DECLARADAS DE UTILIDADE PÚBLICA E 
DESAPROPRIADAS, JÁ QUE TODA A ÁREA SERIA 
SUBMERSA COM A FORMAÇÃO DE RESERVATÓRIO DE 
USINA HIDRELÉTRICA. RICARDÔNCIO, NA BUSCA DA 
JUSTA E INTEGRAL INDENIZAÇÃO A QUE FAZ JUS, 
POSTULOU QUE TODA A COBERTURA FLORESTAL DE 
PRESERVAÇÃO PERMANENTE DA PROPRIEDADE, E NÃO 
APENAS OS 30% QUE RESTAUROU, SEJA AVALIADA PARA 
COMPOR, JUNTAMENTE COM O PREÇO DA TERRA, O 
VALOR TOTAL DA INDENIZAÇÃO. É VIÁVEL A 
POSTULAÇÃO DO EXPROPRIADO? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Desapropriação - Uma tia de Carlos 
Drummond de Andrade teve seu imóvel residencial, 
localizado em Itabira/MG, desapropriado pelo Município 
para construção de uma escola pública. Após a 
declaração de utilidade pública, autoridades municipais 
bateram à sua porta pretendendo avaliar o imóvel 
internamente e informando que se valiam de 
prerrogativa prevista na legislação aplicável à espécie, o 
que inspirou o sobrinho a escrever o seguinte poema: -
INTIMAÇÃO - Abre em nome da lei. Em nome de que 
lei? Acaso lei sem nome? Em nome de que nome cujo 
agora me some se em sonho o soletrei? Abre em nome 
do rei. Em nome de que rei é a porta arrombada para 
entrar o aguazil que na destra um papel sinistramente 
branco traz, e ao ombro o fuzil? Abre em nome de til. 
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Abre em nome de abrir, em nome de poderes cujo vago 
pseudônimo não é de conferir: cifra oblíqua na bula ou 
dobra na cogula de inexistente frei. Abre em nome da 
lei. Abre sem nome e lei. Abre mesmo sem rei. Abre 
sozinho ou grei. Não, não abras; à força de intimar-te 
repara: eu já te desventrei. a) A Administração Pública 
prescinde de autorização judicial para penetrar no 
imóvel da tia de Carlos Drummond de Andrade? 
Justifique. b) Pode, a tia do poeta, discutir judicialmente 
o meritum causae? Justifique. c) Caso a Administração 
Pública não dê ao imóvel a destinação pública 
inicialmente prevista no decreto expropriatório, qual 
providência a tia de Carlos Drummond de Andrade 
poderá adotar? Justifique. d) Além da indenização, a 
que mais tem direito a tia de Drummond? Justifique. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRN - Ano: 2014 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Improbidade Administrativa - Discorra sobre a 
responsabilidade disciplinar dos magistrados em face da 
transgressão aos postulados ético-jurídicos, enfocando 
os seguintes aspectos: - responsabilidade disciplinar dos 
juízes por atos de improbidade administrativa e 
gravame à moralidade administrativa. - legitimidade de 
imposição direta de sanções administrativas aos 
magistrados pelo Conselho Nacional de Justiça. – 
autonomia institucional dos tribunais e a jurisdição 
censória outorgada ao CNJ. 
 - Resposta: 1- Uso das normas do registro formal culto 
da língua portuguesa e capacidade de exposição - 0,00 
a 0,25 – 2- Conhecimento do tema - 2.1 
Responsabilidade disciplinar dos juízes por atos de 
improbidade administrativa e gravame à moralidade 
administrativa 0,00 a 0,75 - 2.2 Legitimidade da 
imposição direta de sanções administrativas aos 
magistrados pelo CNJ -0,00 a 0,75 - 2.3 Autonomia 
institucional dos tribunais e a jurisdição censória 
outorgada ao CNJ - 0,00 a 0,75 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPB - Ano: 2011 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Improbidade Administrativa - Ação de 
improbidade administrativa é aquela em que se 
pretende o reconhecimento judicial de conduta de 
improbidade na administração e a consequente 
aplicação das sanções legais, com o escopo de preservar 
o princípio da moralidade administrativa. Sem dúvida, 
cuida-se de poderoso instrumento de controle judicial 
sobre atos que a lei caracteriza como de improbidade. 
José dos Santos Carvalho Filho. Manual de direito 
administrativo. 23.a ed., 2010, p. 1.166 (com 
adaptações). Considerando a informação acima como 
referência inicial, redija um texto dissertativo acerca da 
ação de improbidade administrativa como instrumento 
de defesa da moralidade no exercício da função pública. 
Ao elaborar seu texto, aborde, necessariamente, os 
seguintes aspectos: 1- sujeito passivo e sujeito ativo da 
ação de improbidade administrativa; 2- categorias dos 
atos de improbidade previstas na Lei n.º 8.429/1992; 3- 
modalidades de sanções aplicáveis à improbidade 
administrativa. 
 - Resposta: Capacidade de expressão na modalidade 
escrita e atendimento das normas do registro formal 
culto da língua portuguesa, Desenvolvimento do tema, 
Sujeito passivo e sujeito ativo da ação de improbidade 
administrativa, Categorias dos atos de improbidade e 
Modalidades de sanções aplicáveis à improbidade 
administrativa. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2006 - 
Banca: TJSP - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Improbidade Administrativa - IMPROBIDADE 
ADMINISTRATIVA. Frustar a licitude de concurso 
público. Quando ocorre? Artigo 37,II, da Constituição 
Federal. Anulação do concurso. Devolução dos valores 
recebidos. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2013 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Improbidade Administrativa - O Ministério 
Público ajuízaação, com base na Lei n° 8.429/92, para 
ver condenado o Prefeito Chiquinho da Silva a perda do 
cargo, suspensão dos direitos políticos, ressarcimento 
do erário e multa. Como fundamento de sua pretensão, 
aduz que os familiares do prefeito usavam a cota de 
combustível deste para encher o tanque dos seus 
respectivos carros, bem como não terem sido 
publicados os atos de nomeação para cargos de 
confiança e comissão, entre janeiro e julho de 2008. 
Notificado, o Prefeito aduz que os gastos a título de 
combustível, por seus familiares, não chegaram a três 
mil reais, e que ocorreram entre janeiro e abril de 2008, 
e que os atos de nomeação foram publicados em data 
recente, suprindo a omissão. A ação foi recebida, 
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 12 
trazendo apresentação de contestação, onde o prefeito 
aduziu: preliminarmente, a impossibilidade de aplicação 
da Lei n° 8.429/92, por ser agente político; 
incompetência do juízo fazendário de primeiro grau; 
incidência da prescrição quinquenal, na medida em que 
a ação foi ajuizada em setembro de 2013; 
impossibilidade de aplicação da lei de improbidade 
diante da insignificância do gasto a título de 
combustível, sendo certo não haver má-fé de sua parte, 
pois sempre foi uma praxe que familiares do prefeito 
pudessem se valer dessa verba; e ausência de objeto 
quanto à questão de publicação dos atos 
administrativos no início do ano de 2013. O processo 
tem curso normal, onde os fatos mencionados pelo 
Prefeito, quanto ao valor e à publicação, são 
comprovados. Sendo você o juiz da causa, ciente de que 
o Prefeito foi reeleito em 2012, como decidiria? 
(fundamente a resposta) 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Improbidade Administrativa - Quanto ao tema 
da Improbidade Administrativa, responda em breves 
linhas efundamentadamente: a) De quem é a 
competência para a ação de improbidade administrativa 
contra exprefeito?b) O prefeito tem foro privativo para 
a ação de improbidade administrativa? c) Poderia ter 
êxito a ação de improbidade administrativa em razão da 
construção de uma ponte desnecessária?d) Que figura 
de intervenção de terceiro exerce a pessoa jurídica 
interessada, citada na ação de improbidade proposta 
pelo Ministério Público para ocupar a condição de 
litisconsorte ativo, mas cuja manifestação que 
apresentou nos autos seja a da inexistência de 
improbidade e de ilicitude do ato questionado? e) Dê 
um exemplo real de improbidade por violação dos 
princípios da Administração Pública justificando o 
exemplo. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJES - Ano: 2012 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Improbidade Administrativa - Um servidor 
público federal cometeu infração no exercício de suas 
funções, o que ensejou a instauração de processo 
administrativo disciplinar e o ajuizamento de ação de 
improbidade administrativa. No âmbito administrativo, 
a comissão processante concluiu pela demissão do 
infrator, referendada pela autoridade máxima do órgão 
a que estava vinculado o servidor. Inconformado com o 
ato de demissão, o servidor impetrou mandado de 
segurança em face do presidente da comissão 
processante e da autoridade superior, sob o 
fundamento de que, em face da proibição do bis in 
idem, não seria possível a imposição da sanção 
disciplinar por ele estar, ainda, respondendo à ação de 
improbidade administrativa. Com base na situação 
hipotética apresentada, responda, com o devido 
fundamento legal e de acordo com o entendimento do 
STJ a respeito do tema, aos seguintes questionamentos. 
< O presidente da comissão e a autoridade máxima do 
órgão têm legitimação para figurar no polo passivo do 
mandado de segurança? < A responsabilização do 
servidor público com fundamento na Lei de 
Improbidade Administrativa afasta a possibilidade de 
instauração do processo administrativo disciplinar com 
base em legislação que disponha sobre o regime jurídico 
do servidor, de modo a ocorrer o invocado bis in idem? 
 - Resposta: 1) Capacidade de expressão na modalidade 
escrita e uso das normas do registro formal culto da 
língua portuguesa 0,00 a 0,25; 2) Conhecimento do 
tema 2.1 Legitimidade do presidente da comissão e da 
autoridade máxima do órgão para figurar no polo 
passivo do mandado de segurança 0,00 a 1,00; 2.2 
Responsabilização do servidor com base na lei de 
improbidade e possibilidade de instauração de 
processo administrativo disciplinar 0,00 a 1,25. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 - 
Banca: FGV - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Intervenção do Estado na Propriedade - A 
desapropriação é um procedimento administrativo que 
possui duas fases: a primeira denominada declaratória, 
e a segunda denominada executória, que poderá seguir 
a via amigável ou judicial. Quanto à primeira fase, 
responda quais os efeitos produzidos pelo ato 
declaratório. Quanto à segunda fase, responda em qual 
momento a administração expropriante adquire a 
propriedade do bem objeto da desapropriação, caso 
esta se dê pela via judicial. (Não deve o candidato 
realizar o eventual relatório, observando a necessidade, 
diante das linhas, de demonstrar objetividade em sua 
resposta). 
- Resposta: A fase declaratória acarreta a individuação 
do bem; estabelece o seu estado, para fins de 
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 13 
indenização, nos termos da súmula 23, do S.T.F., 
confere o direito de penetração, nos termos do art. 7º, 
do Dec-Lei nº 3.365/41 e, por fim, traz o início do prazo 
decadencial para fins de efetivação da desapropriação. 
Quanto à segunda parte da questão, embora no 
passado tenha havido alguma divergência acerca do 
momento da consumação da desapropriação, a 
posição hoje aceita pela ampla maioria da doutrina e 
jurisprudência é que administração expropriante 
adquire a propriedade do bem objeto da 
desapropriação no momento do pagamento da 
indenização. Isto porque a Constituição exige, como 
requisitos para este ato interventivo, a finalidade 
pública (interesse social, utilidade ou necessidade 
pública) e o pagamento da justa indenização. Logo, o 
candidato deveria abordar, de forma lógica, os 
seguintes pontos: Primeira parte – individuação do 
bem; estabelecimento do estado do bem (súmula n.23, 
do STF); direito de penetração; e início do prazo 
decadencial para efetivação da desapropriação. 
Segunda parte – a desapropriação é forma de 
aquisição originária, não dependendo do registro do 
Título para sua efetivação; e a aquisição da 
propriedade se dá quando preenchido os requisitos 
constitucionais, onde o pagamento do justo valor 
indenizatório é o marco. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2008 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Intervenção do Estado na Propriedade - Por 
força de decreto municipal, determinada área urbana 
do Município vem a ser considerada área de proteção 
do ambiente cultural. O referido Decreto determinou 
que deverão ser mantidas as principais características 
morfológicas dos imóveis lá localizados. Por estar o seu 
imóvel localizado naquela área, João e Maria propõe 
ação em face do Município, pedindo que se declare a 
nulidade do Decreto em relação aos autores. 
Argumentam que houve violação dos princípios do 
contraditório, da ampla defesa e da isonomia, uma vez 
que em nenhum momento foram intimados pela 
Administração Municipal para tomar conhecimento do 
processo administrativo que redundaria na criação da 
área de proteção do ambiente cultural. Aduzem que 
entre a instauração do processo administrativo e a 
publicaçãodo Decreto decorreram apenas quinze dias. 
Além disso, do procedimento não constou nenhum 
estudo técnico específico a identificar nos imóveis 
atingidos as características de interesse cultural 
previstas no Decreto. O Município contesta a demanda, 
argumentando, em síntese, que o Decreto é válido e foi 
expedido no exercício do poder discricionário da 
Administração Municipal, a quem incumbe, 
concorrentemente com a União e o Estado, proteger e 
preservar os bens de interesse cultural. Responda, 
fundamentadamente: De que tipo de intervenção na 
propriedade privada cuida o problema? Merece 
acolhida a pretensão formulada na ação declaratória? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2012 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Licitação - Após a classificação das propostas 
para aquisição de 300 (trezentos) carros para a Polícia 
Militar e o Corpo de Bombeiros Militar, com a devida 
homologação, em licitação que teve curso sem 
incidentes, o Estado do Rio de Janeiro, na véspera de 
assinar o contrato de compra, recebe a doação de 300 
(trezentos) carros, com igual padronagem, de 
montadora que aqui se instalou.Diante deste fato, o 
Estado revoga a licitação. Inconformada, a empresa 
vencedora ajuíza ação objetivando a celebração do 
contrato ou perdas e danos. Vindo os autos para você 
sentenciar, ciente de que os interessados se 
manifestaram, incluindo o M.P., como decidiria? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJGO - Ano: 2010 - 
Banca: TJGO - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Licitação - É regra constitucional a 
obrigatoriedade de se observar a prévia licitação nas 
contratações públicas (CF-88, art. 37, XXI). Para 
regulamentar a referida norma foi editada a Lei nº 
8.666, de 21 de junho de 1993. Assim, pergunta-se: a) - 
o que é licitação? b) - esta norma constitucional é de 
aplicação absoluta c) - cite pelo menos três modalidades 
de licitação? d) - o que se entende por cláusula 
exorbitante? e) - O Poder Judiciário é alcançado pelas 
normas da Lei nº 8.666/93? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJGO - Ano: 2010 - 
Banca: TJGO - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Licitação - É regra constitucional a 
obrigatoriedade de se observar a prévia licitação nas 
contratações públicas (CF-88, art. 37, XXI). Para 
regulamentar a referida norma foi editada a Lei nº 
8.666, de 21 de junho de 1993. Assim, pergunta-se: a) – 
o que é licitação? b) – esta norma constitucional é de 
aplicação absoluta c) – cite pelo menos três 
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 14 
modalidades de licitação? d) – o que se entende por 
cláusula exorbitante? e) – O Poder Judiciário é 
alcançado pelas normas da Lei nº 8.666/93? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2008 - 
Banca: TJSP - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Licitação - No que diferem as hipóteses de 
desfazimento do processo licitatório já encerrado, mas 
sem contrato celebrado? Geram para a Administração 
dever de indenizar o adjudicatário prejudicado? Por 
quê? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2008 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Poderes Administrativos - No que concerne 
aos atos praticados no exercício do poder de polícia 
administrativa: a)são discricionários ou vinculados? 
b)sempre podem ser exercidos independentemente de 
intermediação do Poder Judiciário? c)podem ser 
delegados a particulares? d)estão condicionados ao 
exercício prévio do contraditório? Respostas 
fundamentadas. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2010 - 
Banca: TJMS - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Princípios Administrativos - Dê a definição 
conceitual de princípio da autotutela, discorrendo sobre 
as hipóteses em que a Administração Pública pode 
exercitar esse poder-dever. Resposta fundamentada. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2011 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Princípios Administrativos - EDITAL DE 
CONCURSO PÚBLICO PARA O CARGO DE DELEGADO DE 
POLÍCIA DE DETERMINADO ESTADO, COM BASE EM LEI 
LOCAL, EXIGE DOS CANDIDATOS A ALTURA MÍNIMA DE 
1,65M.CANDIDATO REPROVADO NO EXAME 
ANTROPOMÉTRICO, PORQUE SUA ALTURA É ABAIXO DA 
MÍNIMA EXIGIDA NA LEI LOCAL E NO EDITAL, AJUÍZA 
AÇÃO COM A PRETENSÃO DE CONTINUAR NAS DEMAIS 
FASES DO CONCURSO. ARGUMENTA QUE ESSA 
EXIGÊNCIA AFRONTA O PRINCÍPIO DA ISONOMIA E 
APRESENTA-SE DESARRAZOADA. RESOLVA A QUESTÃO. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2011 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Princípios Administrativos - O postulado da 
legalidade no direito administrativo tem a mesma 
conotação do direito penal, processual penal e 
tributário? Explique cada um deles. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJSE - Ano: 2004 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Princípios Administrativos - Redija um texto 
dissertativo a respeito do princípio da 
proporcionalidade, abordando suas funções no campo 
dos direitos fundamentais. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 - 
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Processo Administrativo - A Comissão 
designada para conduzir processo administrativo contra 
a empresa Y, contratada pela Prefeitura de Vitória do 
Jari após regular licitação, apresentou as suas 
conclusões em extenso relatório, no qual, demonstrava 
a conduta faltosa da contratada, sugeria a aplicação de 
penalidade prevista em lei. Analisando os autos e 
concluindo que o articulado da comissão estava 
suficientemente claro, congruente e consentâneo com 
o direito, a autoridade julgadora lançou, então, nos 
autos, a seguinte decisão: "Acolho as conclusões 
apresentadas pela comissão às folhas 300-315 e a 
proposta de sanção. Intime-se a empresa Y. Publique-
se. Macapá, 15/06/2006. (Assinatura e cargo.)". 
Comente a decisão da autoridade julgadora. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2008 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Processo Administrativo - Agente policial 
militar impetrou mandado de segurança contra ato que 
o licenciou ex officio das fileiras da Corporação Militar. 
Pediu a anulação do ato de demissão e a sua 
consequente reintegração. Alegou, como fundamento 
de sua pretensão, o seguinte: a) Não foi defendido por 
advogado durante o procedimento administrativo-
disciplinar. A esse argumento o Estado objetou que foi 
dada oportunidade ao impetrante para constituir ou 
indicar advogado; b) O impetrante foi absolvido no 
processo criminal que contra ele fora instaurado; c) A 
comissão disciplinar apresentou relatório, concluindo 
pela aplicação de pena menos grave do que a aplicada 
pela autoridade impetrada; d) Ainda que o impetrante 
fosse culpado pela infração a ele imputada, a sanção 
que lhe foi aplicada foi desproporcional em relação à 
infração, razão pela qual caberia a aplicação de sanção 
menos severa. Discorra sobre cada um dos argumentos 
deduzidos pelo impetrante. 
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 15 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2012 - 
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Processo Administrativo - Determinado 
Município que não possui lei própria reguladora da 
at iaà p o essoàad i ist ativo àa ulou,àap sàga a ti à
o contraditório e a ampla defesa ao interessado, um ato 
administrativo praticado seis anos antes, que convertera 
multa em advertência, alegando a ocorrência de vício 
insanável, ainda que inexistente a má-fé do beneficiado. 
O interessado interpôs recurso administrativo, alegando 
nulidade do ato de anulação. Emsua decisão, a 
autoridade administrativa de nível superior, 
preliminarmente, não conheceu do recurso, haja vista a 
ausência de depósito prévio em dinheiro no valor da 
multa corrigido, conforme exigido em lei do Município. 
a) Poderia o interessado invocar em seu favor, nessa 
situação, os dispositivos da Lei Federal de Processo 
Administrativo (Lei n. 9.784/99)? Por quê? b) Há algum 
fundamento legal que ofereça supedâneo ao mérito do 
recurso interposto? Qual? c) É válida a exigência de 
depósito no caso em apreço? Por quê? 
 - Resposta: (a) Sim, pois diante da ausência de lei 
própria do Município reguladora do processo 
administrativo, aplica-se por analogia a Lei Federal (Lei 
nº 9.784/99), conforme jurisprudência pacífica do 
Superior Tribunal de Justiça (AgRg no AgRg no REsp 
1071359/RJ, AgRg no REsp1261695/SC, REsp 
1251769/SC, AgRg no REsp 1199448/SC, REsp 
1148460/PR). (b) Sim, o recurso encontra fundamento 
legal no art. 54 da Lei nº 9.784/99, aplicável 
analogicamente ao caso, uma vez que se passaram 
mais de 5 anos e não houve má-fé, operando-se com 
isso a decadência da pretensão anulatória da 
ád i ist aç o.à á t.à .àOàdi eitoàdaàád i ist aç oàdeà
anular os atos administrativos de que decorram efeitos 
favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, 
contados da data em que foram praticados, salvo 
comprovada má-f . à à N o,à aà exig iaà deà dep sitoà
prévio em dinheiro para a admissibilidade de recurso 
administrativo é inconstitucional, pois ofende o direito 
fundamental ao contraditório e à ampla defesa com 
todos os meios e recursos a ela inerentes (art. 5º, LV, 
Constituição Federal), inclusive o Supremo Tribunal 
Federal pacificou este entendimento através da Súmula 
Vi ula teà ºà :à Éà i o stitu io alà aà exig iaà deà
depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens 
para admissi ilidadeà deà e u soà ad i ist ati o à
(menção ao direito fundamental ou à súmula 
vinculante). QUESITO AVALIADO NOTA - 1) 
APRESENTAÇÃO E ESTRUTURA TEXTUAL (legibilidade, 
respeito às margens, paragrafação, coerência, 
concisão, clareza, propriedade vocabular); ASPECTOS 
GRAMATICAIS (morfologia, sintaxe de emprego e 
colocação, sintaxe de regência e pontuação); 
ASPECTOS FORMAIS (erros de forma em geral e erros 
de ortografia); - CAPACIDADE DE INTERPRETAÇÃO E 
EXPOSIÇÃO - 2) DESENVOLVIMENTO DO TEMA: a) Sim. 
Diante da ausência de lei própria do Município 
reguladora do processo administrativo, aplica-se por 
analogia a Lei Federal (Lei nº 9.784/99), conforme 
jurisprudência pacífica do Superior Tribunal de Justiça 
(AgRg no AgRg no REsp 1071359/RJ, AgRg no REsp 
1261695/SC, REsp 1251769/SC, AgRg no REsp 
1199448/SC, REsp 1148460/PR). b) Sim. O recurso 
encontra fundamento legal no art. 54 da Lei nº 
9.784/99, aplicável analogicamente ao caso, uma vez 
que se passaram mais de 5 anos e não houve má-fé, 
operando-se com isso a decadência da pretensão 
a ulat iaà daà ád i ist aç o.à á t.à à .à Oà di eitoà daà
Administração de anular os atos administrativos de 
que decorram efeitos favoráveis para os destinatários 
decai em cinco anos, contados da data em que foram 
praticados, salvo comprovada má-f . à à N o.à áà
exigência de depósito prévio em dinheiro para a 
admissibilidade de recurso administrativo é 
inconstitucional, pois ofende o direito fundamental ao 
contraditório e à ampla defesa com todos os meios e 
recursos a ela inerentes (art. 5º, LV, Constituição 
Federal), inclusive o Supremo Tribunal Federal 
pacificou este entendimento através da Súmula 
Vi ula teà ºà :à Éà i o stitu io alà aà exig iaà deà
depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens 
para admissibilidade de recurso administ ati o .à 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPR - Ano: 2011 - 
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Processo Administrativo Disciplinar (PAD) - 
Em providencia correcional na Comarca de Entrância 
Inicial, foram constatados peio Corregedor Geral de 
Justiça diversas irregularidades praticadas pelo 
magistrado, as quais justificaram a abertura de 
Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD). 
Posteriormente, já em tramite no tribunal de Justiça, no 
Órgão competente, foi ele próprio (Corregedor) 
sorteado relator. Em face do entendimento do Conselho 
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 16 
Nacional de Justiça (CNJ) é correto o Corregedor Geral 
atuar como relator no Procedimento Administrativo 
Disciplinar (PAD) instaurado a partir da sua proposta? 
Justifique. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2012 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Processo Administrativo Disciplinar (PAD) - Na 
hipótese de absolvição de servidor público no juízo 
criminal, com sentença transitada em julgado, e por 
ilícito definido pela lei também como de natureza 
administrativa, é possível a obtenção da extinção de 
processo administrativo disciplinar instaurado contra 
esse servidor pelo mesmo fato (ilícito), por intermédio 
do Mandado de Segurança? Justifique sua resposta. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2014 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Responsabilidade Civil - O Município W e a 
Cia. de Petróleo PPI celebraram termo de permissão de 
uso de específico imóvel, pelo prazo de 10 (dez) anos. 
Além do prazo fixado, foi estabelecido encargo. Deveria 
o permissionário, como contrapartida pela utilização do 
bem público, realizar obras sociais como urbanização, 
construção de complexos esportivos, reformas de 
creches, construção de passarelas para pedestres na 
área próxima, bem como investir em serviços públicos. 
No curso do prazo da permissão, o Município W resolve 
proceder à revogação deste ato - diante de fato novo, 
evidenciando alteração do interesse público quanto ao 
bem -, e notificar a Empresa para sair do imóvel em 90 
(noventa) dias. Inconformada, a Empresa propõe a 
devida ação buscando ser mantida no bem, ou ser 
reparada pelos danos emergentes e lucros cessantes. 
Sendo o juiz da causa, como decidiria, ciente de que o 
feito teve curso normal, sem vícios. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2011 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Responsabilidade Civil - CESÁRIO AUGUSTO 
DA SILVA, ATRAVÉS DA DEFENSORIA PÚBLICA, REQUER, 
JUNTO A VARA DE EXECUÇÕES PENAIS DO RIO DE 
JANEIRO, A EXPEDIÇÃO DE ALVARÁ DE SOLTURA, VISTO 
TER CUMPRIDO, COM EXCESSO DE 10 (DEZ) DIAS, A 
PENA QUE LHE FOI IMPOSTA PELO ÚNICO CRIME QUE 
COMETEU. OBSERVADO O TRÂMITE LEGAL, FICOU 
CONSTATADO O CORRETO CUMPRIMENTO DA PENA, A 
TRAZER DECISÃO JUDICIAL FAVORÁVEL AO PLEITO. A 
SECRETARIA DA VARA DE EXECUÇÕES PENAIS, NO 
MOMENTO DE EXPEDIR O COMPETENTE ALVARÁ DE 
SOLTURA, LANÇA OS DADOS, POR ERRO, DO CRIMINOSO 
ELTÔNCIOà NEMEà Dáà “ILVáà VULGOà NENÉM ,à QUEà
CUMPRE PENA POR ESTUPRO E LATROCÍNIO. 
ENCAMINHADA A ORDEM JUDICIAL, ESTA É CUMPRIDA, 
T‘á)ENDOàáà“OLTU‘áàDEà NENÉM .àQUá‘ENTáàEàOITOà
HORAS APÓS, É CONSTATADO O ERRO, A ACARRETAR A 
EXPEDIÇÃO DE ALVARÁ DE SOLTURA EM FAVOR DE 
CESÁRIO AUGUSTO DA SILVA, E MANDADO DE PRISÃO 
EMà FáCEà DEà NENÉM .à Pá““áDO“à à T‘INTá à DIá“,à
NENÉM à ENCONT‘áà “Uáà EX-NOIVA, DE NOME 
JAQUELINE PEREIRA, NO MUNICÍPIO DE BELO 
HORIZONTE, E - DEPOIS DE FORTE DISCUSSÃO, 
MOTIVADA PELO CONHECIMENTO DO NOIVADO DESTA 
COM UM RIVAL - A ESFAQUEIA, LEVANDO-A A MORTE. 
DOIS ANOS PASSADOS, OS PAIS DE JAQUELINE PEREIRA 
AJUÍZAM AÇÃO OBJETIVANDO REPARAÇÃO MATERIAL E 
MORAL EM FACE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO. 
DEVIDAMENTE CITADO, O ESTADO DO RIO DE JANEIRO 
APRESENTA SUA DEFESA. TOMANDO O FEITO O 
TRÂMITE REGULAR, VEM A MANIFESTAÇÃO DO 
MINISTÉRIO PÚBLICO NO SENTIDO DE NÃO TER 
INTERESSE, POR VERSAR TEMA LIGADO A ESFERA 
PATRIMONIAL, E POR ISTO DISPONÍVEL, DA PARTE. 
CONCLUSO OS AUTOS PARA VOCÊ, CIENTEDO REGULAR 
PROCESSAMENTO, SEM QUALQUER VÍCIO PROCESSUAL, 
COMO DECIDIRIA? (ANALISE APENAS OS TEMAS 
LIGADOS AO DIREITO ADMINISTRATIVO) 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Responsabilidade Civil - Nas férias de julho de 
2007, na região rural de um pequeno e longínquo 
município de Minas Gerais, o menor João Paulo, picado 
por uma cobra venenosa, necessitou de atendimento 
médico de emergência, buscado por seus pais, que, 
todavia, não tiveram êxito, em razão de greve há 02 
(dois) dias no único hospital municipal local. O 
secretário municipal de saúde e o prefeito 
encontravam-se em viagem de descanso há 03 (três) 
dias. A ambulância da Prefeitura e o único ônibus que 
fazia o transporte público no município estavam sem 
condições de trafegar por defeitos mecânicos, e não se 
conseguiu nenhum outro meio de transporte de 
emergência para municípios vizinhos, como o caso 
exigia, vindo João Paulo a óbito. Os pais de João Paulo 
ajuizaram ação de indenização por danos, pedindo a 
condenação solidária do Município, do secretário de 
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 17 
saúde, do diretor do hospital e da concessionária do 
transporte público. Citados, todos negaram a 
responsabilidade, sustentando que o evento se deu por 
uma fatalidade. Como juiz(a) da causa, decida em 
breves linhas, separada e fundamentadamente, quanto 
à responsabilidade ou não de cada um dos réus, e 
quanto à alegada solidariedade passiva. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Responsabilidade Civil - O § 5º do art. 37 da 
Co stituiç oàFede alàdisp e:à §à º- A lei estabelecerá os 
prazos de prescrição para ilícitos praticados por 
qualquer agente, servidor ou não, que causem prejuízos 
ao erário, ressalvadas as respectivas ações de 
essa i e to. à áà essalvaà sig ifi aà ueà s oà
imprescritíveis as ações de ressarcimento ao erário? 
Disserte. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2007 - 
Banca: TJSP - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Responsabilidade Civil - Responsabilidade 
civil, envolvendo ato omissivo do Poder Público, 
decorrendo dano provocado por fato comissivo de 
terceiro. Daí, indagar-se: a) Como pode ser equacionada 
a responsabilidade da Administração, a nível de 
obrigação indenizatória? Justificar. b) A ocorrência da 
falta do serviço dispensa o requisito da causalidade? 
Justificar. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMA - Ano: 2013 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Serviços Públicos - Em relação à delegação de 
serviços públicos, discorra sobre os seguintes tópicos: 1- 
disciplina constitucional sobre o tema; 2- principais 
aspetos a serem regulados pela legislação de 
concessões e permissões conforme a Constituição 
Federal de 1988; 3- distinção entre os serviços uti 
singuli e os uti universi no tocante a remuneração e às 
normas que regem a relação entre o poder público e os 
particulares. 
 - Resposta: Aspectos regulados pela lei - Conceito Uti 
singuli e Uti Universi - Remunerações e as leis da 
incidência com o particular. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Serviços Públicos - Notificado para desocupar 
em 48h o passeio público defronte ao Palácio das Artes 
em Belo Horizonte, onde explora informalmente seu 
pequeno negócio de pipoqueiro, José da Silva ajuizou 
ação de interdito proibitório contra o Município de Belo 
Horizonte, alegando, em síntese: que faz uso daquele 
espaço há mais de ano e dia, sem nunca ter sido 
molestado; que tem direito de ali continuar a explorar o 
negócio, do qual sobrevive, segundo valor da dignidade 
humana e conforme direito constitucional da livre 
iniciativa privada; que a notificação recebida constitui 
ameaça de turbação à sua posse, merecedora de 
proteção. Requereu liminar com cominação de multa, e 
que ao final seja julgado procedente o pedido, para que 
se proíba o Município de concretizar o objeto da 
notificação. Como juiz(a) da causa, decida em breves 
linhas, separada e fundamentadamente, o pedido 
liminar e a lide não contestada. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPR - Ano: 2011 - 
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Servidor Público - A remuneração de alguns 
servidores de determinada categoria de funcionários 
públicos estaduais do Poder Executivo é composta, 
entre outras verbas, per uma Gratificação de Atividade 
Especial (GAE), estipulada em 10% dos vencimentos 
básicos. Lei Estadual transforma a GAE em Gratificação 
de Atividade Local (GAL) e transforma-a em valor fixo. A 
transformação é legal? Qual o fundamento dessa 
legalidade? Quais os requisites da modificação para se 
revestir de legalidade? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Servidor Público - Cláudio, Prefeito de Catas 
Altas da Dinamarca/MG, recebe, em seu primeiro dia de 
governo, a visita dos servidores Polônio e Ofélia, que 
vêm lhe dizer que Hamlet, eleito vereador pela 
oposição, servidor público municipal há 18 (dezoito) 
anos, era um espectro. Como prova, mostram-lhe cópia 
xeroxada da carteira de trabalho de Hamlet, assinada 
pela Fortimbrás, empresa da vizinha cidade de Catas 
Altas da Noruega/MG, na qual consta que seu horário 
de trabalho na empresa coincide inteiramente com seu 
horário de trabalho na Prefeitura. Furioso, Cláudio 
determina que o servidor seja demitido, na forma da lei; 
aosà g itos,à adve te:à H à algoà deà pod eà oà ei oà daà
Di a a a .à De itido,à Ha letà i pet aà a dadoà deà
segurança sustentando, essencialmente, que sua 
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 18 
carteira de trabalho, mesmo que assinada por uma 
empresa particular, faz prova de que é servidor 
espectral sob o ponto de vista da verdade formal e, não, 
da verdade material, real; que o Município não arrolou 
testemunhas no processo administrativo e que suas 
testemunhas, Horácio, Gertrudes, Marcelo e Bernardo, 
confirmaram que cumpre seu horário na Prefeitura; 
que a Prefeitura não tem controle de assiduidade dos 
servidores; e que é vítima de perseguição política. O 
Juiz, não obstante admita que a matéria cabe nos limites 
do writ, indefe eàaàli i a àeàes eve:à “e àouà oàse ,àeisà
aà uest o .à N oà houveà e u so.à Oà u i ípioà p estaà
informações afirmando que a prova colhida é material, 
conclusiva, indiscutível, irrefutável. Como Juiz (a) da 
causa, em se admitindo como adequada a via eleita por 
Hamlet, decida fundamentadamente o mérito do writ of 
mandamus. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Servidor Público - Esculápio foi classificado em 
1o lugar no concurso público para médico do Hospital 
Municipal do Município Alfa. O Edital previu uma vaga. 
O concurso foi homologado. Passado um ano, a 
nomeação não ocorreu. Esculápio ajuizou um mandado 
de segurança, indicando o Prefeito como coator, e 
juntou os documentos necessários, postulando pela 
nomeação. O impetrado aduziu que a Administração 
não está obrigada a nomear, sendo ato discricionário. O 
feito tramitou regularmente. Elabore sentença de 
mérito. Não há necessidade de relatório nem de se fazer 
qualquer menção à nova lei que rege a ação 
mandamental. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAC - Ano: 2007 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Servidor Público - Lúcio é servidor público do 
estado do Acre, casado com funcionária de empresapública desse mesmo estado, e ocupa o cargo efetivo de 
técnico de administração, de nível superior, acessível a 
qualquer candidato com curso superior em qualquer 
área. Lúcio acumula esse cargo efetivo, que exige carga 
horária de trabalho de 40 horas semanais, e cujas 
funções são meramente burocráticas, com o cargo de 
professor na rede de ensino municipal, com a qual 
mantém contrato de trabalho de 20 horas semanais. 
Tanto no âmbito estadual quanto municipal, há regime 
próprio de previdência. Com base nessa situação 
hipotética e considerando o conteúdo das Emendas n.º 
19/1998 e n.º 20/1998 da Constituição Federal de 1988 
e os precedentes dos tribunais superiores, redija um 
texto dissertativo que responda, de modo 
fundamentado, aos questionamentos aseguir. 1- A 
acumulação dos cargos, na situação descrita, é 
constitucional? 2- No caso de Lúcio vir a falecer, 
deixando as duas pensões em favor de sua esposa, ela 
poderá acumular essas pensões com a remuneração do 
seu emprego? 3- Caso Lúcio se aposente em um dos 
cargos, poderá acumular a sua aposentadoria com a 
remuneração do outro cargo? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2008 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Servidor Público - Luiz Henrique Dias ingressou 
no serviço público estadual, mediante concurso, em 
dezembro de 1992, e, em dezembro de 1997, requereu 
a averbação de tempo de serviço privado para fins de 
aposentadoria e adicionais por tempo de serviço 
mediante a apresentação da documentação respectiva. 
Argumentou que a redação original do art. 36, §7º, da 
Constituição Estadual, de 21 de setembro de 1989, - 
segu doà oà ualà pa aà efeitoà deà apose tado iaà eà
adicionais é assegurada contagem recíproca do tempo 
de serviço nas atividades pública ou privada, nos termos 
do §2º do art. 202 da Co stituiç oà daà ‘epú li a à – 
amparava o pedido, e, portanto, teria direito ao 
aproveitamento do tempo nos exatos termos do 
dispositivo constitucional acima citado. O Estado de 
Minas Gerais deferiu parcialmente o pedido e 
considerou possível que a averbação somente poderia 
propiciar a contagem do tempo para aposentadoria, na 
medida em que a nova redação dada ao art. 36, §7º, da 
Constituição Estadual pela Emenda Constitucional nº 09, 
de 13 de julho de 1993 - Pa aàefeitoàdeàapose tado ia,à
é assegurada a contagem recíproca do tempo de serviço 
nas atividades públicas ou privadas, nos termos do §2º 
do art. à daà Co stituiç oà daà ‘epú li a. à - não mais 
permitia a utilização do tempo de serviço privado para a 
concessão de adicionais. Indaga-se: é possível conceder, 
em processo judicial, o benefício pretendido pelo 
servidor público? Justifique. (20 pontos) 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2011 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Servidor Público - MILTON DA SILVA HÁ 15 
(QUINZE) ANOS VEM EXERCENDO AS ATIVIDADES DE 
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 19 
PERITO CRIMINAL, COM ESPECIALIDADE EM MEDICINA 
VETERINÁRIA, JUNTO AO ESTADO DO RIO DE JANEIRO, E 
DE MÉDICO, JUNTO AO MUNICÍPIO DO RIO DE JANEIRO. 
PARA TANTO, PRESTOU CONCURSO PÚBLICO, SENDO 
APROVADO EM PRIMEIRO LUGAR PARA O CARGO 
OFERTADO PELO ESTADO, ASSIM COMO PARA O CARGO 
OFERTADO PELO MUNICÍPIO. VISANDO APOSENTAR-SE, 
REQUER JUNTO AO ÓRGÃO COMPETENTE A CONTAGEM 
DE SEU TEMPO DE SERVIÇO, BEM COMO O DE 
CONTRIBUIÇÃO. DIAS APÓS, EM 10/04/2008, RECEBE 
NOTIFICAÇÃO DO SECRETÁRIO DE ESTADO DE 
ADMINISTRAÇÃO, OBJETIVANDO QUE OPTE PELO 
CARGO ESTADUAL OU MUNICIPAL, HAJA VISTA O QUE 
DISPÕE O INCISO XVI, DO ART. 37, DA CRFB. 
PREOCUPADO COM SUAS FINANÇAS, MILTON DA SILVA 
SILENCIA-SE, DEIXANDO DE REQUERER SUA 
APOSENTADORIA, BEM COMO DEIXANDO DE FAZER A 
OPÇÃO DETERMINADA PELO SECRETÁRIO DE ESTADO. 
TRÊS ANOS SE PASSAM, QUANDO MILTON DA SILVA 
RECEBE INTIMAÇÃO PARA COMPARECER JUNTO A 
SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO DO ESTADO, VISANDO 
TOMAR CIÊNCIA DA ABERTURA DE PROCEDIMENTO 
ADMINISTRATIVO PUNITIVO VOLTADO A IMPOR A 
PERDA DE SEU CARGO, BEM COMO A DEVOLUÇÃO DE 
TODO O VENCIMENTO PERCEBIDO 30 (TRINTA) DIAS 
APÓS A NOTIFICAÇÃO OCORRIDA EM 10/04/2008. O 
PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO TOMA CURSO 
NORMAL, JUNTO AO ÓRGÃO ADMINISTRATIVO 
COMPETENTE, CONFORME A LEGISLAÇÃO. AO FINAL 
MILTON DA SILVA VEM A SER PUNIDO COM A PERDA DO 
CARGO, E COM A CONDENAÇÃO DE RESTITUIR AS 
REMUNERAÇÕES RECEBIDAS 6 (SEIS) MESES APÓS A 
NOTIFICAÇÃO REALIZADA EM 10/04/2008. 
INCONFORMADO, O REFERIDO EX-SERVIDOR AJUÍZA 
AÇÃO DE RITO ORDINÁRIO, ALEGANDO NÃO TER 
COMETIDO FALTA FUNCIONAL, HAJA VISTA O QUE 
DI“PÕEàáàáLÍNEáà C ,àDOà INCI“OàXVI,à DOàá‘T.à ,à Dáà
CRFB, E POR ISSO POSTULANDO A INVALIDAÇÃO DO 
ATO PUNITIVO. COMO PEDIDO SUBSIDIÁRIO, CASO NÃO 
INVALIDADO POR INTEIRO O ATO DECISÓRIO, REQUER A 
NULIDADE DA CONDENAÇÃO DE RESTITUIÇÃO DOS 
VENCIMENTOS, HAJA VISTA QUE TRABALHOU DE 
FORMA EFETIVA POR TODO ESTE TEMPO, SENDO CERTO 
QUE CHEGOU A RECEBER ELOGIOS, POR ESCRITO, DE 
SEUS SUPERIORES HIERÁRQUICOS. DEVIDAMENTE 
CITADO, O ESTADO CONTESTA. O FEITO TEM TRÂMITE 
NORMAL, E O AUTOR COMPROVA QUE, REALMENTE, 
TRABALHOU DE FORMA ELOGIOSA DURANTE O TEMPO 
INDICADO. INDO AO MINISTÉRIO PÚBLICO, ESTE 
MENCIONA NÃO CABER SUA ATUAÇÃO, POR VERSAR 
INTERESSE PRIVADO E DISPONÍVEL DO SERVIDOR. 
SENDO VOCÊ O JUIZ DA CAUSA, COMO DECIDIRIA? 
(ANALISE APENAS OS TEMAS LIGADOS AO DIREITO 
ADMINISTRATIVO) 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2008 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Servidor Público - O que é um provimento 
derivado em cargo público? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 - 
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Servidores Públicos - Ao exonerar Fernando 
do cargo comissionado, Jonas fundamentou o 
respectivo ato administrativo, explicitando que a 
exoneração se efetivava em decorrência da prática 
de peculato pelo servidor. Todavia, posteriormente 
apurou-se que Fernando não estava envolvido na 
prática delitiva. Fernando, então, ingressa em juízo com 
pedido de anulação do ato que o exonerou do cargo 
comissionado. Como juiz da causa, quais seriam os 
fundamentos de sua decisão. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2012 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Servidores Públicos - João Manoel ingressa no 
serviço público, após aprovação em concurso, para os 
quadros de professor de nível médio do Estado. O 
Estatuto do Servidor do Estado, ao tempo da posse e 
exercício das atividades por João Manoel, previa o 
adicional por tempo de serviço, no equivalente a 5% dos 
vencimentos a cada três anos de exercício. Passados 
quatorze anos da posse de João Manoel, entra em vigor 
nova lei, regulando o tema, e estabelecendo adicional 
de 1% dos vencimentos a cada três anos. O Estado 
continua aplicando a lei antiga para os servidores que 
ingressaram ao tempo desta, vindo, seis anos após, a 
mudar sua orientação, aplicando a nova legislação para 
todos, respeitando apenas as incorporações no tempo 
em que a lei antiga vigia. Inconformado, João Manoel 
ajuíza demanda postulando o direito adquirido à lei do 
tempo do ingresso, somada à legítima expectativa de 
continuar percebendo o adicional naquela forma, diante 
da conduta do Estado. Sendo você o juiz da causa, como 
decidiria? 
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 20 
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2013 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Administrativo - 
Assunto: Servidores Públicos - Valores recebidos por 
servidor público indevidamente, por força de decisão 
judicial não definitiva, segundo firme orientação do 
Superior Tribunal de Justiça,são passíveis de restituição, 
nos termos do disposto no artigo 46 da Lei Federal n.º 
8.112/90? A mesma solução será dada, ainda de 
conformidade com a orientação jurisprudencial do STJ, 
no caso de pagamento indevido, fundado em erro 
contábil ou de interpretação errônea de uma lei? 
Fundamente. 
DIREITO AMBIENTAL 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2014 - 
Banca: FCC - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto: 
Responsabilidade Ambiental - A responsabilidade 
administrativa ambiental é objetiva, subjetiva ou 
ista ?à H à dive g iaà dout i ia?à Fu da e teà suaà
resposta. 
- Resposta:Na correção, considerar-se-á, além do 
conhecimento demonstrado pelo candidato sobre o 
tema e o acerto da resposta, a utilização do idioma 
oficial e a capacidade de exposição. Não há 
unanimidade doutrinária sobre a natureza jurídica da 
responsabilidade administrativa ambiental no Brasil. 
Parte da doutrina entende que, com o artigo 70 da Lei 
Federal no 9.605/1998 afirma, genericamente,que 
toda ação ou omissão que viole determinadas regras 
jurídicas constitui uma infração administrativa, sem 
fazer qualquer tipo de ressalva à existência de culpa ou 
dolo por parte de seu agente, a responsabilidade 
administrativa ambiental seria objetiva. A aferição de 
culpa ou dolo seria excepcional, cabível tão somente no 
caso da aplicação de multa simples, uma vez que o 
artigo 72, parágrafo terceiro, da Lei Federal no 
9.605/1998 condiciona a aplicação deste tipo de 
sanção a existência de negligência ou dolo do agente. 
Uma segunda corrente doutrinária entende que, 
ontologicamente, os ilícitos administrativos e penais 
são iguais, de sorte que as sanções penais e 
administrativas são, em sua essência, idênticas. Desta 
forma, se não é admissível a existência de crime sem a 
aferição do elemento subjetivo do agente, igualmente 
não pode haver infração administrativa sem dolo ou 
culpa. Portanto, para que esta corrente doutrinária, a 
responsabilidade administrativa ambiental teria 
natureza subjetiva. Há, ainda, uma terceira corrente 
doutrinária, que entende que é a norma jurídica que 
define, no caso concreto, se o elemento subjetivo é ou 
não indispensável para a configuração do ilícito 
administrativo ambiental. Isso porque, conforme o 
caso, o legislador pode exigir a presença de culpa ou 
dolo para caracterizar uma determinada conduta como 
infração administrativa. Há casos, ainda, em que o 
legislador considera como ilícito administrativo a mera 
conduta do agente, bastando a subsunção do fato à 
norma, independentemente da intenção do infrator. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJCE - Ano: 2014 - 
Banca: FCC - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto: 
Código Florestal - O Mistério Público do Estado X, 
ajuizou uma ação civil pública visando à declaração de 
nulidade do convenio firmado entre a Secretaria do 
Meio Ambiente de tal Estado e a Associação Alfa dos 
Produtores Rural. Este convênio passou à referida 
Associação o poder de aprovar a localização d reserva 
legal da propriedade rural de cada associado legal e 
promover seu registro no Cadastro Ambiental Rural – 
CAR. O convênio foi firmado por autorização de Decreto 
Estadual,à ueà assi à disp e:à à art. 2º: o Programa de 
Regularização Ambiental será implantado pela 
Secretaria do Meio Ambiente , ficando o titular da Pasta 
autorizado a firmar convênios com as associações 
representativas de produtores rurais. Parágrafo único. 
As associações estarão habilitadas a aprovar a 
localização da reserva leal e promover seu registro no 
Cadastro Ambiental Rural – Cá‘. . A ação deverá ser 
julgada procedente ou improcedente? Justifique sua 
resposta. 
 - Resposta: A- A ação deverá ser julgada procedente, 
declarando-se a nulidade do convênio firmado, uma 
vez que a localização da reserva legal na propriedade 
rural deve ser aprovada pelo órgão estadual integrante 
do SISNAMA ou por instituição por ele habilitada, 
desde que seja ela também integrante do SISNAMA. 
Tal afirmação decorre da interpretação sistemática do 
art. 14, §1º com o art. 82, ambos da Lei Federal nº 
12.651/2012 (Código Florestal). B- Impossibilidade de 
se delegar ao particular o Poder de Polícia do Estado. 
Issoà po ueà oà to a teà aoà pode à deà polí iaà aà
delegação não pode ser outorgada a pessoas de 
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 21 
iniciativa privada, desprovidas de vinculação oficial 
com os entes públicos, visto que, por maior que seja a 
parceria que tenham com estes, jamais serão dotadas 
da potestade (jus imperi) necessária ao 
dese ol i e toàdaàati idadeàdeàpolí ia à àFILHO,àJos à
dos Santos Carvalho. Manual de Direito 
Administrativo, São Paulo: Atlas.2014:81-2) 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2014 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Ambiental - 
Assunto: Licenciamento Ambiental - A fabricação, 
aquisição e utilização de motosserras possui requisitos 
específicos para os integrantes da cadeia de 
industrialização e comercialização. Fale sobre tais 
peculiaridades e requisitos. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2014 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Ambiental - 
Assunto: Princípios - O esgotamento sanitário é 
baseado em diversos princípios, dentre os quais a 
eficiência e sustentabilidade econômica. Assim, diga 
quais são as etapas do esgotamento sanitário e se pode 
haver cobrança quando nem todas elas forem prestadas 
ao consumidor? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2014 - 
Banca: TJMT - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto: 
Responsabilidade Ambiental - Quais as medidas 
constitucionais aplicadas ao poluidor? Fale sobre a 
responsabilidade cumulativa pelas condutas e atividades 
lesivas ao ambiente. 
 - Resposta: Aqui, tal qual as utiliza EdisMilaré, as 
medidas foram tomadas no sentido de sanções. A 
Constituição da Republica Federativa do Brasil, no art. 
,à § º,à disp e à ueà à asà o dutasà eà ati idadesà
consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os 
infratores, pessoas físicas ou jurídicas a sanções penais 
e administrativas, independentemente da obrigação de 
epa a à osà da osà ausados ; logo, as medidas 
constitucionais aplicadas ao poluidor são as cíveis, 
administrativas e penais: reparatórias e ou punitivas. 
Quanto à responsabilidade cumulativa pelas condutas 
e atividades lesivas ao meio ambiente, é necessário 
frisar que a Constituição da Republica Federativa do 
Brasil não se limitou a impor medidas preventivas, foi 
além e impôs a tríplice responsabilidade. Decorre dai 
que um único ato pode acarretar três sanções 
diferentes: penal, administrativa e cível. Compete à 
legislação infraconstitucional o regramento 
(estabelecimento, definição) da natureza de cada uma 
delas. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPA - Ano: 2014 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Ambiental - 
Assunto: Responsabilidade Ambiental - Em 20 de 
novembro de 2008, a empresa X, produtora de 
fertilizantes, deixou vazar produto químico, que atingiu 
as águas do rio Y, em quantidade que acabou por gerar 
dano ambiental, comprovado por perícia, com 
consequente mortandade de peixes, afetando o 
ecossistema local. Demonstrou-se que o evento ocorreu 
no período do defeso, ficando os pescadores impedidos 
de pescar por mais dois meses após esse período e que 
o acidente decorreu de um entupimento no sistema de 
drenagem da empresa. Analisando a situação descrita e 
tomando em conta o entendimento esposado pelo 
Superior Tribunal de Justiça em situações semelhantes, 
discorra sobre: a) dano moral ambiental coletivo/difuso; 
b) dano moral ambiental reflexo aos pescadores da 
região e a associação deste ao sentimento de dor, 
angústia e aflição para a fixação da indenização cabível; 
c) teorias da responsabilidade e do nexo causal 
aplicáveis ao casoe excludentes de responsabilidade 
civil. Responder de forma fundamentada e fazer 
referência aos dispositivos legais aplicáveis ao caso. 
- Resposta:Dever-se-ia tomar em conta o entendimento 
do STJ, abordando a evolução da temática naquela 
Egrégia Corte, bem como esclarecer que o 
entendimento sobre o tema não se encontra pacificado 
e apontar os dispositivos legais aplicáveis ao caso (art. 
225, CF; art. 14, parágrafo primeiro e art. 3º., III, da Lei 
Nº 6.938/81; art. 1º. da Lei nº 7.347/81; art. 81, 
parágrafo único do CDC; arts. 186 e 927, parágrafo 
único do Código Civil; art. 170, VI, da Constituição 
Federal de 1988). (0,5 ponto) a. Deveria ser abordado o 
dano moral ambiental coletivo e sua associação à ideia 
de perda de qualidade de vida e ao tempo para 
recomposição do bem, nas hipóteses em que isso é 
possível. Caberia ressaltar que nada mais é do que um 
dano extrapatrimonial, não há aferição patrimonial. A 
mortandade de peixes atinge o ecossistema como um 
todoà eà o figu aà da oà difuso.à áà epa ação do dano 
moral objetivo visa a proteger o meio ambiente como 
valor autônomo e macrobem, pertencente à sociedade, 
enquanto a reparação do dano extrapatrimonial 
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 22 
subjetivo visa a proteger um interesse particular de 
uma pessoa. O dano ambiental extrapatrimonial 
configura-seà pelaà pe daà daà ualidadeà deà ida. à áà
personalidade não se desenvolve sem um meio 
ambiente sadio e equilibrado. (Lemos, Patrícia Faga 
Iglecias. Meio ambiente e responsabilidade civil do 
proprietário, São Paulo: RT, 2012, p. 135 e segs). 
Considerou-se que se trata de dano que afetou o 
mínimo existencial pelo período que extrapolou o 
defeso. (0,5 ponto) b. O dano moral ambiental reflexo 
é aquele que atinge pessoas ou bens não difusos. No 
caso, os pescadores foram atingidos e podem pleitear a 
reparação. O candidato deveria ressaltar que não há a 
necessidade de se associar esse dano ao conceito de 
dor, angústia e aflição, pois a questão envolve a perda 
de qualidade de vida, embora em muitos casos haja 
um sofrimento do pescador pela privação de sua 
atividade de trabalho. Assim, entende-se que o 
julgador deve sempre levar em conta as circunstâncias 
do caso e avaliar a gravidade do dano, fixando a 
i de izaç oà o à aseà aà e uidade.à I te essa teà
notar que, de forma clássica, a doutrina reconhece o 
dano moral individual como o sofrimento, dor, 
emoção, impostos ao ser humano por ação ou omissão 
de outrem, enquanto o dano material é aquele que 
atinge a esfera patrimonial do lesado, causando 
prejuízo econômico. ...O dano extrapatrimonial 
ambiental, por sua vez, não se condiciona à dor 
sofrida, mas aos reflexos desta dor na esfera jurídica 
da coletividade lesada. Diz respeito à perda de 
qualidade de vida, ou seja, aspectos ligados à saúde 
humana, ao sossego, ao direito a determinada 
situação ambiental. A responsabilidade por danos 
extrapatrimoniais ambientais enseja uma possibilidade 
deà efeti aà eà i teg alà o pe saç oà doà da o. à Le os,à
Patrícia Faga Iglecias. Meio ambiente e 
responsabilidade civil do proprietário, São Paulo: RT, 
2012, p. 137. (0,5 ponto) c. Deveria ser abordada a 
responsabilidade objetiva, independentemente de 
prova da culpa, bastando provar ação ou omissão, 
dano e nexo de causalidade. Dever-se-ia discorrer 
sobre a teoria do nexo causal (principais teorias: 
causalidade adequada, danos diretos e imediatos, 
equivalência das condições e escopo da norma jurídica 
violada) e justificar a teoria escolhida, associada à 
atividade que implica riscos para a saúde e para o meio 
ambiente (danos decorrentes da atividade serão a ela 
associados). Dever-se-ia lembrar que a 
responsabilidade civil ambiental é objetiva, pois está 
prevista em lei (o poluidor responde 
independentemente de culpa). (0,5 ponto) Dever-se-ia 
discorrer sobre as excludentes aplicáveis e teorias do 
risco (integral, criado e proveito), que são fundamento 
da responsabilidade civil ambiental, o que não afasta a 
necessidade de análise das teorias do nexo causal 
mesmo na área ambiental onde se aplica a noção de 
flexibilização do nexo. Está consolidado no STJ o 
entendimento de que a teoria aplicável é a do risco 
integral, sem excludentes de responsabilidade civil. 
Mencionar que a excludente discutida seria de caso 
fortuito interno. A extensão do risco é importante para 
a fixação da reparação. (0,5 ponto) Esse tema foi 
discutido no julgamento do Recurso Especial nº 
1.354.536, Relator Ministro Luis Felipe Salomão, 
julgado em 26 de março de 2014,cuja ementa se 
transcreve: RESPONSABILIDADE CIVIL POR DANO 
AMBIENTAL. RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DE 
CONTROVÉRSIA. ART. 543-C DO CPC. DANOS 
DECORRENTES DE VAZAMENTO DE AMÔNIA NO RIO 
SERGIPE. ACIDENTE AMBIENTAL OCORRIDO EM 
OUTUBRO DE 2008. 1. Para fins do art. 543-C do Código 
de Processo Civil: a) para demonstração da 
legitimidade para vindicar indenização por dano 
ambiental que resultou na redução da pesca na área 
atingida, o registro de pescador profissional e a 
habilitação ao benefício do seguro-desemprego, 
durante o período de defeso, somados a outros 
elementos de prova que permitam o convencimento do 
magistrado acerca do exercício dessa atividade, são 
idôneos à sua comprovação; b) a responsabilidade por 
dano ambiental é objetiva, informada pela teoria do 
risco integral, sendo o nexo de causalidade o fator 
aglutinante que permite que o risco se integre na 
unidade do ato, sendo descabida a invocação, pela 
empresa responsável pelo dano ambiental, de 
excludentes de responsabilidade civil para afastar a 
sua obrigação de indenizar; c) é inadequado pretender 
conferir à reparação civil dos danos ambientais caráter 
punitivo imediato, pois a punição é função que 
incumbe ao direito penal e administrativo; d) em vista 
das circunstâncias específicas e homogeneidade dos 
efeitos do dano ambiental verificado no ecossistema 
do rio Sergipe - afetando significativamente, por cerca 
de seis meses, o volume pescado e a renda dos 
pescadores na região afetada -, sem que tenha sido 
dado amparo pela poluidora para mitigação dos danos 
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 23 
morais experimentados e demonstrados por aqueles 
que extraem o sustento da pesca profissional, não se 
justifica, em sede de recurso especial, a revisão do 
quantum arbitrado, a título de compensação por danos 
morais, em R$ 3.000,00 (três mil reais); e) o dano 
material somente é indenizável mediante prova efetiva 
de sua ocorrência, não havendo falar em indenização 
por lucros cessantes dissociada do dano efetivamente 
demonstrado nos autos; assim, se durante o interregno 
em que foram experimentados os efeitos do dano 
ambiental houve o período de "defeso" - incidindo a 
proibição sobre toda atividade de pesca do lesado -, 
não há cogitar em indenização por lucros cessantes 
durante essa vedação; f) no caso concreto, os 
honorários advocatícios, fixados em 20% (vinte por 
cento) do valor da condenação arbitrada para o 
acidente - em atenção às características específicas da 
demanda e à ampla dilação probatória -, mostram-se 
adequados, não se justificando a revisão, em sede de 
recurso especial. 2. Recursos especiais não providos. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 - 
Banca: FGV - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto: 
Licenciamento Ambiental - O Governador do Estado 
editou decreto disciplinando a criação de um 
mecanismo de compensação energética aplicável às 
usinas termétricas que utilizam combustíveis fósseis 
instaladas em território estadual. O mecanismo prevê o 
emprego de uma fórmula, de modo que, após certa 
quantidade demegawatts produzida, a usina deverá 
produzir o equivalente a 1% daquele total em energia 
proveniente de fonte limpa. O decreto prevê a aplicação 
do mecanismo às licenças existentes e às que serão 
futuramente expedidas pela Secretaria Estadual do 
Ambiente, como condicionante específica para a prática 
do ato administrativo, nos termos da legislação 
ambiental estadual. Contra o ato administrativo foram 
ajuizadas duas demandas. Uma pela Combustão S/A que 
está com o processo de licenciamento em curso e outra 
pela Energia S/A que já detém a licença, mas que não 
quer se submeter ao mecanismo de compensação. Em 
ambos os casos, aduz-se violação a princípios da 
legalidade, isonomia, segurança jurídica e usurpação de 
competência privativa da União para legislar sobre 
energia (art. 22, inciso IV, da Constituição Federal de 
1988). Analise o mérito da impugnação à luz dos 
dispositivos alegadamente violados. 
 - Resposta: É improcedente a alegação de ilegalidade 
– tendo em vista a possibilidade de o Estado fixar as 
condicionantes específicas na própria licença, conforme 
explicitado no enunciado –, de modo que a edição do 
decreto uniformiza a exigência que já poderia ser feita 
pela própria secretaria de Estado. Trata-se aqui de 
limitação imposta pela própria Administração Pública, 
legítima quando se objetiva fixar interpretação e 
aplicação de dispositivo legal. É improcedente a 
alegação de usurpação de competência legislativa 
federal, porquanto se trata de matéria ambiental, 
objeto de competência material comum entre os entes 
federativos, conforme art. 23, inciso VI, da 
Constituição Federal de 1988. A exigência de 
licenciamento estadual decorre das regras 
constitucionais e infraconstitucionais aplicáveis à 
hipótese, como está dado no enunciado da questão. 
Não há violação ao princípio da isonomia, eis que o 
decreto aplica-se a um ramo específico de produção de 
eletricidade, com características próprias que 
justificam o tratamento específico. É fato notório que 
as usinas termoelétricas são mais poluentes que as 
usinas comuns. O critério de discriminação empregado, 
segundo o entendimento da banca, é legítimo. Não há 
violação genérica à segurança jurídica, eis que inexiste 
direito adquirido a regime jurídico. O candidato poderá 
ressalvar a situação da Energia S/A com base na 
segurança jurídica e, de modo mais específico, no 
princípio da proteção da confiança legítima, eis que o 
cálculo tarifário está alicerçado nos custos que a 
geradora tem e as condicionantes específicas já 
haviam sido definidas no momento de expedição da 
licença. A alteração superveniente das condicionantes 
específicas da licença é ato que viola o referido 
princípio. Ambas as respostas foram aceitas. Assim, o 
candidato deveria abordar os seguintes tópicos: 
inexistência de violação ao princípio da legalidade, por 
se tratar de matéria administrativa; inexistência de 
usurpação de competência federal, por se tratar de 
competência material comum; inexistência de violação 
ao princípio da isonomia, ante a legitimidade do 
critério de discriminação utilizado; e inexistência de 
direito adquirido a regime jurídico e/ou ressalva da 
situação da Energia S/A com base na confiança 
legítima. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 - 
Banca: FGV - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto: 
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 24 
Princípios Ambientais - Os princípios fundamentais do 
direito ambiental têm grande relevância por formarem 
o alicerce do sistema jurídico em questão e orientarem 
a integração, harmonização e interpretação das normas 
legais quando aplicadas ao caso concreto. Dentre eles, 
destacamos o Princípio da Participação Popular na 
proteção do meio ambiente. Discorra sobre o Princípio 
da Participação Popular na proteção do meio ambiente 
e mencione pelo menos dois mecanismos de 
participação direta da população no controle da 
qualidade ambiental reconhecidos pelo Direito 
brasileiro. 
- Resposta: O princípio da participação assegura ao 
cidadão o direito à informação e a participação na 
elaboração das políticas públicas ambientais, 
assegurando os mecanismos judiciais, legislativos e 
administrativos que efetivem o princípio. Tal princípio 
está previsto no Princípio nº 10 da Declaração do Rio 
sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento de 92 e 
encontra fundamento constitucional genérico no art. 
1º, parágrafo único, e 225 da Constituição Federal. 
Existem três mecanismos de participação direta da 
população na proteção da qualidade ambiental, 
encontrados no Direito brasileiro: O primeiro, pela 
participação no processo legislativo, mediante 
iniciativa popular (art. 61, caput, da CF), referendo 
sobre leis (art. 14, II, da CF) ou pela atuação por meio 
de representantes da sociedade civil em órgãos 
colegiados com competência normativa, como o 
CONAMA, na forma do art. 6º, II, da Lei nº 6.938/81. O 
segundo, pela participação da população diretamente 
na formulação e execução de políticas ambientais, por 
intermédio da atuação de representantes da sociedade 
civil em órgãos colegiados responsáveis pela 
formulação de diretrizes e pelo acompanhamento da 
execução de políticas públicas, mediante discussão de 
estudos de impacto ambiental em audiências públicas 
(Resolução nº 1 CONAMA art. 11 §2º), por exemplo. O 
terceiro mecanismo de participação popular na 
proteção do meio ambiente se dá por meio do Poder 
Judiciário, com a utilização dos diversos instrumentos 
processuais disponíveis, como a ação popular (Lei nº 
4.717/1965). 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 - 
Banca: FGV - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto: 
Responsabilidade Ambiental - A lei n. 9605/98, que 
trata das sanções penais e administrativas derivadas de 
condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, dispõe 
e à seuà a tigoà º:à asà pessoasà ju ídi asà se oà
responsabilizadas administrativa, civil e penalmente 
conforme o disposto neta Lei, nos casos em que a 
infração seja cometida por decisão de seu 
representante legal ou contratual, ou de seu órgão 
olegiado,à oài te esseàouà e efí ioàdaàsuaàe tidade .àÉà
admissível a condenação de pessoa jurídica pela prática 
de crime ambiental, ainda que absolvidas as pessoas 
físicas ocupantes de cargo de direção do órgão 
responsável pela prática criminosa? Aborde o 
posicionamento jurisprudencial existente sobre o tema 
no âmbito dos tribunais superiores. 
- Resposta: O critério de correção leva em consideração 
o conhecimento geral do candidato sobre o tema, sob o 
aspecto dogmático, situando a discussão jurídica, bem 
como o conhecimento atualizado específico, nos 
termos da jurisprudência mais recente do Supremo 
Tribunal Federal, com a superação da discussão 
travada no âmbito do Superior Tribunal de Justiça. Ou 
seja, observar que a pessoa jurídica pode responder na 
esfera penal, independente de seus sócios ou dos 
ocupantes de cargo de direção, segundo o STF. O 
candidato deverá não apenas abordar a discussão, mas 
optar pela solução que reputa correta à luz do 
enunciado do problema, não atendendo ao critério de 
pontuação respostas objetivas que não desenvolvam 
um raciocínio lógico-jurídico que se espera de um 
futuro magistrado e que não demonstrem 
conhecimento da evolução jurisprudencial mais 
recente. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2012 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto: 
Agrotóxicos - Consideram-seà ag ot i osà eà afi s:à a à – 
os produtos e agentes de processos físicos, químicos ou 
biológicos, destinados ao uso nos setores de produção, 
no armazenamento e beneficiamento de produtos 
agrícolas, nas pastagens, na proteção de florestas, 
nativas ou implantadas, e de outros ecossistemas e 
também de ambientes urbanos,hídricos e industriais, 
cuja finalidade seja alterar a composição da flora ou da 
fauna, a fim de preservá-las da ação danosa de seres 
vivos considerados nocivos; b) – substâncias e 
produtos, empregados como desfolhantes, dessecantes, 
esti ulado esà eà i i ido esàdeà es i e to .à Faleà so eà
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 25 
o registro de agrotóxico, abordando o conceito, 
competência para o registro, avaliação técnico-
científica, rotulagem e impugnação. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2012 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto: 
Água - A água é um bem comum do povo e um recurso 
natural limitado e mensurado economicamente, 
mediante retribuição financeira que pode possibilitar, 
dentre outros, a recuperação dos investimentos 
necessários a sua captação, conservação, recuperação 
de suas qualidades básicas e distribuição. Com base 
nessas premissas fale sobre a captação de pouca 
quantidade de água por particulares, em áreas privadas, 
em poços artesianos e a possibilidade de cobrança 
diretamente pelo poder público ou por seus 
delegatários. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2011 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Ambiental - 
Assunto: Código Florestal - Em ação submetida à sua 
apreciação, alega-se que a flexibilização do Código 
Florestal ostenta incompatibilidade com as normas 
constitucionais. Qual seria a sua resposta, ao outorgar a 
prestação jurisdicional como Juiz Substituto? Quais os 
preceitos constitucionais que dela constariam? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 - 
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto: 
Crimes contra o Meio Ambiente - Analise, dentro do 
direito ambiental penal, a expressão "relevante 
interesse ambiental". 
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2007 - 
Banca: TJSP - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto: 
Direito Constitucional Ambiental - Quais os 
mecanismos de participação popular na defesa do meio 
ambiente previstos no ordenamento jurídico nacional? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 - 
Banca: FGV - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto: 
Fiscalização - Tendo em vista o alto nível de ruídos que 
as aeronaves produzem ao decolar e aterrissar, a 
Assembleia Legislativa de certo Estado da Federação 
aprovou, por iniciativa própria, lei com o propósito de 
determinar às empresas de navegação aérea que 
instalem dispositivos de redução de ruídos nas suas 
aeronaves e restrinjam os horários de utilização do 
aeroporto. Igualmente, a lei determina que caberá à 
Secretaria Estadual de Meio Ambiente fiscalizar o 
cumprimento da legislação e aplicar as multas dela 
decorrentes. O projeto foi sancionado pelo Governador. 
Analise a constitucionalidade da lei em questão. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2012 - 
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Ambiental - 
Assunto: Fontes - No âmbito do Direito Ambiental 
Internacional, discorra sobre fontes formais e materiais, 
princípios gerais e o conflito entre a soberania dos 
Estados e a proteção do meio ambiente nos danos 
ambientais transnacionais. 
- Resposta: O que se espera do candidato é que 
demonstre conhecimento da relevância do Direito 
Ambiental Internacional e que tenha noção de que os 
danos ambientais não conhecem fronteiras, sendo 
necessário que países limítrofes ou até mesmo 
distantes respeitem as regras de proteção. As fontes do 
Direito Ambiental Internacional estão definidas no art. 
38 do Estatuto da Corte Internacional de Justiça (CIJ), 
com sede em Haia. São eles: os tratados internacionais, 
gerais ou internacionais; o costume internacional, 
como prova de uma prática geral aceita como direito e 
osà p i ípiosà ge aisà deà di eitoà e o he idosà pelasà
aç esà i ilizadas ; e, ainda a título subsidiário, as 
decisões judiciais e a doutrina dos publicistas mais 
qualificados das diferentes nações. Fontes formais: 
Tratados e Costumes Internacionais Os Tratados estão 
conceituados na Convenção de Viena (1969) e podem 
ser chamados de convenções, pactos, protocolos ou 
acordos. Podem ser multilaterais (v.g., Convenção 
sobre Diversidade Biológica, Dec. 2.519/98) ou 
bilaterais, universais ou regionais. Podem visar o 
combate à poluição ou versar sobre a conservação da 
natureza (v.g., conservação da pesca). Alguns são 
0bjetivos, de fácil execução (v.g., Convenção para 
Conservação das Forças Antárticas). Outros são 
genéricos, dependem da legislação interna dos 
aderentes. Uma técnica comum é a adoção da 
Convenção-Quadro, que estabelece os princípios de 
ação em determinada área, cria órgãos e define 
atribuições (v.g., Convenção-Quadro das Nações 
Unidas sobre Mudança de Clima). Os costumes 
internacionais (v.g., previsão de proteção do meio 
ambiente marinho) muitas vezes transformam-se em 
regras codificadas em Tratados (v.g., Zona Econômica 
Exclusiva). Fontes materiais: princípios gerais do direito 
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internacional, decisões judiciais e doutrina. Os 
princípios são proclamados em declarações, códigos de 
conduta, estabelecem a base mínima de 
comportamento para a comunidade internacional. Por 
exemplo, A Declaração da Convenção de Estocolmo 
estabeleceu o princípio intergeracional (Princípio 2). 
destinado à proteção daqueles que virão no futuro. 
Alguns princípios ainda estão em processo de 
consolidação (v.g., princípio da não retroatividade das 
normas ambientais).As decisões judiciais também são 
fonte do DAI, inclusive as proferidas por Tribunais 
Arbitrais. Da mesma forma a doutrina. Por exemplo, 
estudos oriundos da IUCN podem auxiliar na 
elaboração decisões da CIJ, de leis internas ou na 
elaboração de Tratados Internacionais. A professora 
Solange Teles da Silva cita, ainda, as Resoluções das 
organizações internacionais (O Direito Ambiental 
Internacional, Del Rey 2010, p. 24). Um bom exemplo 
disto são as Diretivas da União Europeia, que 
estabelece requisitos mínimos a serem seguidos pelos 
países e faz recomendações para iniciativas legais a 
serem adotadas (v.g., criminalização da pessoa 
jurídica). Aspecto de grande atualidade é o conflito 
existente entre a soberania dos Estados e a existência 
de danos ambientais transfronteiriços. Juliana de O.J. 
Da tasà o side aà aà des ate ializaç oà doà a tigoà
conceito de Soberania, aceitando-o mais como um 
conceito formal que não obstrui nem impede a 
internacionalização das relações estatais, atuando 
o oà suaà pauta .à V à aà atualidadeà u aà “o e a iaà
epe sada à ueàp i aàpelaà oope aç oàe t eàosàpo osà
(A Soberania Nacional e a Proteção Ambiental 
Internacional, Ed. Verbatim, 2009, p. 42). Para Solange 
Telesàdaà“il aà seàoàexe í ioàdaàso e a iaà à o e idoà
como o exercício de poderes absolutos do Estado, isso 
pode gerar conflitos insuperáveis com a proteção 
a ie tal à op.à it.,à p.à 55). Pois bem, no contexto 
atual, por óbvio, os Estados mantém a sua Soberania, 
porém, na área da proteção ambiental, cada vez mais 
ela cede espaço a atos de cooperação e à submissão a 
julgamentos por Tribunais Internacional, sejam 
Arbitrais, sejam criados por Tratados (v.g. OEA). Em 
suma, o candidato deve expor, de forma objetiva e 
clara, quais são as fontes do Direito Ambiental 
Internacional e as circunstâncias especiais em que se 
exerce, atualmente, a soberania dos Estados. 
REFERÊNCIAS: O Direito Ambiental Internacional, 
Coordenador Leonardo Nemer Caldeira Brant, autora 
Solange Teles da Silva, Ed. Del Rey, 2010. Direito 
Administrativo e Meio Ambiente, Vladimir Passos de 
Freitas, 4ª. ed. Juruá Ed. 2011. Crimes Contra a 
Natureza, Vladimir e Gilberto Passos de Freitas. 9ª ed.. 
Ed. Revistados Tribunais, 2012. QUESITO AVALIADO - 
1) APRESENTAÇÃO E ESTRUTURA TEXTUAL 
(legibilidade, respeito às margens, paragrafação, 
coerência, concisão, clareza, propriedade vocabular); 
ASPECTOS GRAMATICAIS (morfologia, sintaxe de 
emprego e colocação, sintaxe de regência e 
pontuação); ASPECTOS FORMAIS (erros de forma em 
geral e erros de ortografia); CAPACIDADE DE 
INTERPRETAÇÃO E EXPOSIÇÃO - 2) DESENVOLVIMENTO 
DO TEMA: a) Fontes formais (tratados e costumes) b) 
Fontes materiais (princípios, decisões e doutrina) c) 
Princípios gerais (intergeracional/ não retroatividade). 
d) Conflito entre a soberania dos Estados e a proteção 
do meio ambiente nos danos ambientais 
transnacionais (soberania e cooperação). 
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2006 - 
Banca: TJSP - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto: 
Impacto Ambiental - A Constituição Federal exige, dos 
poderes públicos, a garantia de preservação do 
equilíbrio do ecossistema. De que forma a nossa Carta 
Magna disciplina a exigibilidade do EIA-RIMA (estudo de 
impacto ambiental e respectivo relatório) e em que 
condições? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2013 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto: 
Incentivos - A elaboração de planos de gestão integrada 
de resíduos sólidos pelos estados e municípios é 
condição para que esses entes da federação tenham 
acesso a determinados benefícios legais. Fale sobre eles. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 - 
Banca: FGV - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto: 
Política Nacional do Meio Ambiente - Pedro Alvarenga, 
aos 80 anos de idade, possuidor há mais de 50 anos de 
grande área de terras que abrangem rios, matas e 
encostas montanhosas, gostaria de preservar as matas 
que restaram em suas terras, parte delas contidas em 
áreas de preservação permanente e de reserva legal, e 
recuperar a vegetação florestal que destruiu ao longo 
dos anos de exploração econômica da área. Para isso 
pretende limitar o uso de parte do imóvel. À luz da Lei n. 
6.928/81, que dispõe sobre a Política Nacional de Meio 
Ambiente, com as modificações introduzidas pela Lei n. 
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12.651/2012: A) indique o instrumento legal à 
disposição de Pedro Alvarenga para preservar, 
conservar ou recuperar os recursos naturais existentes 
em suas terras; B) apresente, se houver, o modo de 
instituição e seus limites legais. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 - 
Banca: FGV - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto: 
Princípios - O Art. 225, caput, da Constituição Federal, 
esta ele eà ueà todos têm direito ao meio ambiente 
ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do 
povoàeàesse ialà àsadiaà ualidadeàdeàvida,ài po do‐seà
aoàPode àPú li oàeà à oletividadeàoàdeve àdeàdefe d ‐loà
eà p ese v ‐loà pa aà asà p ese tesà eà futu asà ge aç es. à
Identifique três princípios do Direito Ambiental que 
podem ser extraídos do referido dispositivo 
o stitu io al,à o eitua do‐os.à 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 - 
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto: 
Princípios Ambientais - Faça a diferença entre o 
princípio da prevenção e o princípio da precaução. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPR - Ano: 2013 - 
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Ambiental - 
Assunto: Responsabilidade Ambiental - O Ministério 
Público Estadual ajuizou em 02 de janeiro de 2012, 
perante o juízo da Vara Cível da Comarca de Guaratuba 
Ação Civil Pública com pedido indenizatório c.c. pedido 
de recomposição de cobertura florestal em face da 
E p esaàápe u iaàDevastaà “/á aduzindo para tanto 
que está no desempenho de suas atividades causou 
dano ambiental consistente no desmatamento de área 
deàp ese vaç oàpe a e te,à ataà ilia àaà u soàd aguaàeà
mananciais, juntando laudo prévio da fiscalização 
ambiental estadual dando conta de que o dono teria 
ocorrido em janeiro de 2006, e ate a data do 
ajuizamento não havia sido reparado, não obstante as 
notificações dirigidas à requerida. A requerida, em sua 
contestação aduziu em preliminar a ocorrência de 
prescrição, com fundamento no disposto do art. 206, 
inciso V do CC, posto que já transcorridos mais de 3 
anos desde a data do fato danoso, dizendo ainda que, 
em, se tratando de responsabilidade subjetiva deve ser 
demonstrada sua culpa na conduta lesiva, posto que a 
retirada da vegetação se dera por parte do proprietário 
anterior da área pois a empresa a adquiriu apenas em 
janeiro de 2008, e portanto, não podendo ser compelida 
a despender valores para recompor a área degradada 
pretendendo que tais obrigações, indenização e 
recomposição da área sejam direcionadas ao antigo 
proprietário. Com base nas informações acima, 
pergunta-se: a- a parte ré tem razão no que tange a 
prescrição no caso apresentado? Qual a disciplina legal 
acerca da prescrição em matéria de direito ambiental? 
Fundamente. B- qual a natureza da responsabilidade 
civil ambiental? Apresente o fundamento legal. C- qual a 
natureza da obrigação de reparação de danos 
ambientais no caso apresentado? O adquirente pode vir 
a ser responsabilizado por dano ocorrido em data 
anterior à aquisição da propriedade, no caso de dano 
ambiental? Fundamente. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2008 - 
Banca: TJSP - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto: 
Responsabilidade Ambiental - DISSERTAÇÃO - A 
Prefeitura do Município de Azaléias, com pouco mais de 
20.000 habitantes, na comarca do mesmo nome, 
autorizou parcelamento do solo, na zona rural, em área 
que a lei local definiu como sendo de expansão urbana, 
situada a jusante, ao longo e a partir de dez metros da 
margem direita do Ribeirão dos Macacos, numa 
extensão de dois quilômetros, em trecho onde a largura 
doà u soàd guaà e ua,à oàte poàdeàestiage ,àdeà e osà
deà dezà pa aà seisà et os.à Oà efe idoà u soà d guaà seà
estende para dentro das terras dos vizinhos municípios 
de Codornas e Brilhantes, onde vem a se tornar afluente 
do Rio das Corredeiras. Então, determinado cidadão 
ajuizou ação popular contra o Município e a companhia 
loteadora, para desconstituição do ato do Prefeito, com 
pedido de sua suspensão liminar , sob alegação 
consistente em infringência às regras legais, dentre as 
quais não satisfação de aprovação pelo INCRA e 
desatendimento da exigência de parecer pelo órgão 
ambiental competente, da Secretaria de Estado do Meio 
Ambiente. O Município se defendeu mediante 
afirmação segundo a qual prescrita a ação, porque 
proposta depois de passados dois anos da data da 
publicação do ato impugnado; o Departamento 
Municipal de Recursos Ambientais se manifestara 
favoravelmente ao empreendimento, sem ressalvas, o 
que se fazia suficiente, enquanto que, por outro lado, 
dispensável aprovação pelo INCRA, porque em área de 
expansão urbana o loteamento. Além disso, embora 
ainda não providenciado o registro do loteamento no 
cartório, já efetuada pelo loteador a venda de mais de 
uma dezena de lotes, alguns deles com construções 
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iniciadas, não podendo ser ignorada essa realidade. 
Esses também foram os argumentos da contestação da 
loteadora. Nessas circunstâncias, discorrer sobre a 
matéria, devendo dar ênfase aos seguintes pontos: a - 
sobre cabimento ou não de ação popular, no caso, bem 
como sobre a legitimidade ativa do autor e passiva do 
Município e da loteadora; por fim, manifestar-se sobre 
a questão de decadência ou prescrição; b -conceito de 
parcelamento do solo; c - no mérito, se superados os 
anteriores pontos, fazer análise da questão da força 
atuante do parecer do DepartamentoMunicipal de 
Recursos Ambientais; d - se superadas preliminares, 
atentar para a observância ou não das exigências legais 
e a solução com probabilidade de ser tomada na 
demanda, fazendo referência aos diplomas legais e 
dispositivos passíveis de serem aplicados. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPR - Ano: 2011 - 
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Ambiental - 
Assunto: Responsabilidade Ambiental - E cabível ação 
civil pública para responsabilização par dano ambiental? 
Em caso afirmativo, indicar em que ente recai a 
legitimidade ativa, qual o juízo competente para 
processa-la e julga-la, bens como a legislação aplicável 
ao tema. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJGO - Ano: 2010 - 
Banca: TJGO - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto: 
Responsabilidade Ambiental - Em se tratando de 
Responsabilidade de Direito Ambiental, pode-se impor 
ao adquirente de área já desmatada a obrigação de 
reparar o dano ambiental? Explique. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRR - Ano: 2008 - 
Banca: FCC - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto: 
Responsabilidade Ambiental - No exercício de atividade 
regulamente licenciada pelo órgão ambiental 
competente, e sem violar os limites e condições 
impostos no ato de licenciamento, determinada 
empresa despeja substância tóxica em um rio, causando 
mortandade de peixes. Está essa empresa obrigada a 
reparar o dano ambiental resultante de sua atividade ? 
Justifique, tendo por base o regime constitucional e 
legal relativo à matéria. 
- Resposta: A responsabilidade civil por dano ambiental 
é prevista pelo art. 14, p. 1º, da Lei 6.938/81, com 
fundamento no art. 225, p. 3º, da CF, e é 
essencialmente objetiva, implicando a desnecessidade 
da prova da culpa do agente para a sua caracterização. 
Para tanto, bastaria a comprovação do nexo de 
causalidade, que é dado do problema, e do dano 
ambiental, que é definido como tal pelo art. 54 da Lei 
9.605/98. – Exposição do conceito de responsabilidade 
civil por dano ambiental, caráter objetivo e requisitos 
de sua configuração, - explicação de seu fundamento 
constitucional, - explicação de seu fundamento legal. A 
circunstância de a atividade gozar de licença ambiental 
não é excludente de responsabilidade, por causa da 
irrelevância de o agente ter ou não agido com culpa, 
para que responda pelos danos causados. Assim, 
caracterizados o dano e o nexo de causalidade, surge a 
obrigação de reparar o dano ambiental. – discussão 
acerca da relevância do licenciamento ambiental e da 
licitude da atividade. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2011 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto: 
Responsabilidade Ambiental - SIDNEI, PROPRIETÁRIO 
DE IMÓVEL NA PERIFERIA DE CIDADE SERRANA DO RIO 
DE JANEIRO HÁ MAIS DE 50 ANOS, TEM COMO FONTE 
EXCLUSIVA DE ÁGUA POTÁVEL UMA NASCENTE, 
FORMADORA DE CÓRREGO, LOCALIZADA EM IMÓVEL 
CONTÍGUO, DE PROPRIEDADE DE ROBÉRIO. ROBÉRIO, 
POR SUA VEZ, COM LICENÇA DA PREFEITURA, A FIM DE 
FAZER OBRAS, PROMOVE MOVIMENTO DE TERRA E 
DESMATA A ÁREA DE ENTORNO DA REFERIDA 
NASCENTE. SIDNEI, APREENSIVO COM O PREJUÍZO 
CONCRETO À MANUTENÇÃO DE SEU SUPRIMENTO DE 
ÁGUA, INGRESSA COM AÇÃO CONTRA O MUNICÍPIO E O 
VIZINHO, POSTULANDO A ANULAÇÃO DA LICENÇA, A 
RESTAURAÇÃO DA VEGETAÇÃO PROTETORA DA 
NASCENTE E INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E 
MORAIS. ENTRETANTO, SIDNEI FOI CONSIDERADO POR 
SENTENÇA PARTE ILEGÍTIMA PARA A POSTULAÇÃO 
DEDUZIDA. INCONFORMADO RECORREU. ANALISE O 
ACERTO OU NÃO DA DECISÃO JUDICIAL À LUZ DOS BENS 
JURÍDICOS QUE SE OBJETIVOU TUTELAR E DOS 
PRINCÍPIOS JURÍDICO-AMBIENTAIS PERTINENTES. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPE - Ano: 2013 - 
Banca: FCC - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto: 
Responsabilidade Ambiental - Suponha a existência de 
uma determinada Área de Proteção Ambiental (APA), 
cujas regras exigem licenciamento ambiental em caráter 
prévio à licença para edificar. De acordo com tal 
regulamentação, o Município apenas pode aprovar 
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edificação se já houver sido demonstrada a outorga da 
licença ambiental. A Prefeitura, ignorando dolosamente 
as regras decorrentes do regime da APA e agindo em 
comprovado conluio com proprietário de lote urbano, 
aprova projeto de construção em favor deste, sem que 
houvesse licença ambiental. A obra, porem, não é 
executada. Posteriormente, o lote é alienado a terceiro 
de boa-fé que, presumindo estar amparado por todas as 
licenças cabíveis, aproveita o projeto de edificação já 
aprovado e executa a obra, causando danos ambientais 
irreparáveis. Dada esta situação, o MP move Ação Civil 
Pública contra o Município e contra o proprietário 
executor da obra, exigindo sua responsabilização civil 
solidária pelos danos ambientais. A. Discuta a 
responsabilidade civil do Município e do proprietário 
executor da obra, sob os pontos de vistas (i) do caráter 
subjetivo de sua conduta (dolosa ou culposa); e (ii) do 
nexo de causalidade (mediato ou imediato) entre sua 
conduta e o dano causado. Em ambos casos, indique o 
fundamento de direito positivo aplicável. B. A ação não 
foi proposta contra o ex-proprietário que agiu em 
conluio com o Município. Poderia, contudo, ser ele 
responsabilizado solidariamente com os outros dois réus 
? Em caso positivo, deveria ser formado litisconsórcio 
necessário ? 
- Resposta: A. O candidato deverá discorrer sobre a 
responsabilidade civil por dano ambiental, indicando o 
seu caráter objetivo (Lei 6938/81, art. 14, p. 1º, CF/88, 
art. 225, p. 3º). Qualquer dos três envolvidos poderia 
ser, em tese, responsabilizado pelo dano, mesmo que 
esteja de boa-fé. O Município é responsável porque 
aprovou o projeto de edificação sem levar em conta a 
existência de licença ambiental. Já o executor de obra é 
responsável porque determinou, concretamente, a 
prática do ato que gerou o dano ambiental. Ainda que 
o Município não tenha tido participação direta no 
dano, poderá ser responsabilizado porque o dano não 
aconteceria se houvesse tomado as cautelas cabíveis. 
Nesse sentido, o art. 3º, IV, da Lei 6.938/81, define 
poluido à o oà a uelaà pessoaà espo s el,à di etaà ouà
indiretamente, pelo dano a ie tal .à B.à Oà pa ti ula à
que concorre dolosamente para a ação poderá 
também ser responsabilizado, nos mesmos termos dos 
demais réus. Sua responsabilidade é solidária. 
Contudo, a escolha das pessoas que comporão o polo 
passivo da ação cabe ao autor, pois não existe 
litisconsórcio necessário nessa hipótese (STJ, REsp, 
843.978-SP). 
Magistratura Estadual - Concurso: TJGO - Ano: 2012 - 
Banca: FCC - Disciplina: Direito Ambiental - Assunto: 
Unidades de Conservação - Dentre as diretrizes fixadas 
pelo Sistema Nacional de Unidades de Conservação, 
destaca-seà aà us aàdoàapoioàeàdaà oop aç oàdeàONGs,à
de organizações privadas e pessoas físicas, para o 
dese volvi e toà deà pes uisasà ie tífi as à Pe gu ta:à
Essa diretriz harmoniza-se com as disposições do art. 
225 da Constituição Federal? 
DIREITO CIVIL 
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2014 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Atos, Fatos e Negócio Jurídico - Acerca dos defeitos do 
negócio jurídico, quais seus conceitos, naturezas, 
afinidades, diferenças, modos (vícios do consentimento 
e vícios sociais) e consequências jurídicas? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2013 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Atos, 
Fatos e Negócio Jurídico - À luz da jurisprudência 
predominante, a fraude contra credores conduz à 
anulabilidade do negócio jurídico? Responda 
fundamentadamente. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Atos, 
Fatos e Negócios Jurídicos - José Costa Manso foi a uma 
lojaespecializada em relógios comprar um que fosse 
completamente de ouro. Lá chegando, avistou um que 
o satisfez. Comprou-o, de imediato, sem indagações. 
Dias depois, ao mostrá-lo a um especialista, descobriu 
que o relógio não era de ouro, como pensava, já que 
relógio de ouro é apenas uma designação ao relógio 
recoberto ou banhado a ouro. Frustrada essa sua 
vontade, ou seja, não sendo o relógio completamente 
de ouro, como imaginava, e tendo-o comprado somente 
por isso, vê vício na coisa e quer ajuizar ação redibitória. 
Pergunta-se: teria ele sucesso na demanda? Responda 
justificadamente. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPE - Ano: 2013 - 
Banca: FCC - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Atos, 
Fatos e Negócios Jurídicos - Mas, as leis tratam a astúcia 
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de uma certa maneira, enquanto os filósofos, de outra – 
as leis, porque podem garantir um forte controlo, os 
filósofos, na medida em que recorrem à razão e à 
inteligência. Na verdade, a razão requer que nada se 
faça com espírito de insídia, falsidade ou intento 
malicioso. Não é verdade que seja insidioso armar 
armadilhas, mesmo não sejas tu aquele que começou o 
jogo nem tão pouco aquele que causou perturbação ? É 
próprio dos animais selvagens caírem nesse estado, 
muitas vezes de uma maneira inconsequente. Da 
mesma maneira, poderia alguém pôr uma casa para 
venda e colocar um anúncio, qual armadilha, e vendê-la 
por causa dos defeitos, fazendo assim com que alguém 
corra o risco de nisso cair imprudentemente ? Porque a 
degradação dos costumes é tão grande, encaro tal 
maneira de proceder como não constituindo 
propriamente um costume malévolo, nem como sendo 
algo que deve ser proibido tanto pela lei como pelo 
direito civil, no entanto, tal é proibido pela própria lei 
natural (Dos Deveres. De officis. Tradução de Carlos 
Humberto Gomes. P. 139, Ed. 70, Lisboa, 2000). Miguel 
‘eale,àap sàdis o e àso eàaà teo iaàdoà í i oà ti o ,à
que pode se reproduzida através da imagem dos 
círculos concêntricos, sendo o círculo maior o da Moral, 
eà oà i uloà e o à oà doà Di eito,à suste taà ueà fo aà daà
Mo alà e isteà oà i o al ,à asà e isteà ta à oà ueà à
ape asà a o al à ouà i dife e teà à o al,à o o,à po à
exemplo, as regras que estabelecem os prazos 
p o essuaisà eà o lui:à H ,à pois,à ueà disti gui à u à
campo de Direito que, se não é imoral, é pelo menos 
amoral, o que induz a representar o Direito e a Moral 
como dois círculos secantes. Podemos dizer que dessas 
duas representações, de dois círculos concêntricos e de 
dois círculos secantes, a primeira corresponde à 
concepção ideal, e a segunda, à concepção real, ou 
pragmática, das relações entre o Direito e a Moral 
(Lições Preliminares de Direito, 27 ed, PP. 42-43, 11ª 
tiragem, Saraiva, 2012). Situe as armadilhas condenadas 
por Cícero, e responda em que círculos se encontram, 
segundo o entendimento de Miguel Reale. 
- Resposta: 1. Proibição de armadilhas encontra-se no 
círculo da moral. 2. As armadilhas não são 
simplesmente amorais nem ilegais, enquanto não 
proibidas por lei. 3. As armadilhas, porém, se 
condenadas pela lei encontram-se no campo do 
Direito. O Código Civil vigente condena as armadilhas 
em alguns dispositivos, ainda que implicitamente, por 
exemplo: agasalhando a regra da boa-fé objetiva (art. 
422), determinando indenização se o alienante 
conhecia o vicio ou defeito da coisa alienada com vício 
redibitório (art. 443). 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 - 
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Atos, 
Fatos e Negócios Jurídicos - Vícios sociais do ato 
jurídico. Defina-os. Indique-os. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJDFT - Ano: 2014 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Bens - 
O que é exigível para levar a efeito a extinção do 
usufruto pelo não uso ou não fruição do bem gravado? 
Responda fundamentadamente e conforme 
entendimento jurisprudencial do Superior Tribunal de 
Justiça, indicando eventual incidência de prazo extintivo 
e sua natureza jurídica, ou outra circunstância hábil à 
extinção do usufruto pelo não uso ou não fruição do 
bem gravado. 
- Resposta: Não prevê o Código Civil qualquer prazo 
extintivo para a extinção do usufruto pelo não uso ou 
não fruição do bem gravado. Registre-se que a regra 
do art. 739, VI, do CC de 1916 não foi reeditada no 
Código de 2002. Não obstante, há entendimentos que 
admitem a aplicação, por analogia, do art. 1.389, III, 
do CC, que estabelece prazo decenal para extinção da 
servidão, embora silencie quanto ao diverso instituto 
do usufruto. Há outros posicionamentos que concluem 
pela pertinência da aplicação, por analogia, do prazo 
geral prescricional decenal do art. 205 do Código Civil. 
O posicionamento atual do Superior Tribunal de Justiça 
afasta, contudo, a possibilidade de aplicação de 
qualquer prazo extintivo à hipótese, em coerente 
interpretação da lei civil e rigorosa obediência à 
dogmática dos prazos extintivos. Com efeito, os prazos 
extintivos tem por finalidade propiciar segurança e paz 
social. E admitir aplicação por analogia implica 
alcançar o reverso do se pretende e se deve 
resguardar. Ressalte-se que, no que tange à 
decadência, com a operabilidade do Código Civil todos 
os prazos decadenciais estão dispostos, conforme 
es la e eàMiguelà ‘eale,à e à i ediataà o ex oà o à aà
disposição normativa que a estabelece. Assim é que, 
por exemplo, após o artigo declarar qual a 
responsabilidade do construtor de edifícios pela higidez 
da obra, é estabelecido o prazo de decadência para ser 
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 31 
elaàexigida .àEà oàh à ual ue àp azoàesta ele idoà aà
lei civil para a extinção do usufruto pelo não uso. Os 
prazos prescricionais, de outro norte, não se dirigem a 
extinção de direitos, e sim a extinção de pretensões. A 
hipótese é de extinção do direito de usufruto do bem 
gravado. Anote-se, neste ponto que, dentre as longas e 
profícuas discussões travadas pela doutrina na 
tentativa de diferenciar cientificamente o instituto da 
prescrição e da decadência, em decorrência do 
tratamento legal idêntico no Código anterior, merecem 
destaque os estudos de Câmara Leal (CÂMARA LEAL, 
Antônio Luís da. Da prescrição e da decadência, 2. ed. 
Rio de Janeiro: Forense, 1959) e de Agnelo Amorim 
(AMORIM FILHO, Agnelo. Critério científico para 
distinguir a prescrição da decadência e para identificar 
as ações imprescritíveis. Revista de Direito Processual 
Civil, v.3,1962), tendo este último tomado como ponto 
de partida a classificação dos direitos desenvolvida por 
Chiovenda, que os dividem em duas grandes 
categorias: a dos direitos a uma prestação, susceptíveis 
de violação, reclamados por ação de natureza 
condenatória e sob a disciplina da prescrição, e a dos 
direitos potestativos, caracterizados pelo estado de 
sujeição que seu exercício cria para o outro sem o 
concurso de vontade deste, insuscetíveis desse modo 
de violação, exercidos extrajudicialmente ou em ações 
constitutivas, sujeitos à disciplina dos prazos 
decadenciais. Pontes de Miranda, que concluiu a 
i o pa elà o aà T atadoà deà Di eitoà P i ado ,à
afirma no tomo VI, ao tratar da prescrição, que o 
i stitutoàati geàaàp ete s o,à o i doàsuaàefi ia.à áà
exp ess oà ode a,àt i a,à p es iç o à o espo deà à
praescriptio temporis, temporalis praescriptio, isto, é 
ex eç oà deà te po. à Oà ot elà ju istaà aoà o e ta à osà
dispositi osà doà C digoà a te io à essalta a:à áà
discussão sobre se a prescrição apaga o direito ou só 
encobre a eficácia da pretensão assenta em ignorância 
de história do direito romano, que, ainda nos 
p i dios,à sepa aàdi eitoà eà a tioà ... . à áte toà aà talà
quadro, Miguel Reale, na exposição de motivos do 
Novo Código Civil ao Ministro da Justiça, esclareceu: 
Me ç oà à pa teà e e eà oà t ata e toà dadoà aosà
problemas da prescrição e decadência, que, anos a fio, 
a doutrina e a jurisprudência tentaram em vão 
distinguir, sendo adotadas, às vezes, num mesmo 
Tribunal, teses conflitantes, com grave dano para a 
Justiça e assombro das partes.(...) Para por cobro a 
uma situação deveras desconcertante, optou a 
Comissão por uma fórmula que espanca quaisquer 
dúvidas. Prazos de prescrição, no sistema do Projeto, 
passam a ser, apenas e exclusivamente, os 
taxativamente discriminados na Parte Geral, Título IV, 
Capítulo I, sendo de decadência todos os demais, 
estabelecidos, em cada caso, isto é, como 
complemento de cada artigo que rege a matéria, tanto 
na Parte Geral como na Especial. (Senado Federal, 
2002, p. 40- à Oà o oà C digoà Ci ilà p ete deuà
sancionar a operabilidade no capítulo que trata dos 
prazos extintivos e sistematizar adequadamente os 
institutos. Sobre a matéria, em artigo publicado após a 
edição do Código, Miguel Reale reafirma (REALE, 
Miguel. Visão Geral do Novo Código Civil. Revista dos 
Tribunais, São Paulo, n.808, p. 11-19, fev. 2003): 
Muitoài po ta teàfoi a decisão tomada no sentido de 
estabelecer soluções normativas de modo a facilitar 
sua interpretação e aplicação pelo operador do Direito. 
Nessa ordem de ideias, o primeiro cuidado foi eliminar 
as dúvidas que haviam persistido durante a aplicação 
do código anterior. Exemplo disso é o relativo à 
distinção entre prescrição e decadência, tendo sido 
baldados esforços no sentido de verificar-se quais eram 
os casos de uma ou de outra, com graves 
conseqüências de ordem prática. Para evitar esse 
inconveniente, resolveu se enumerar, na Parte Geral, 
os casos de prescrição, em numerus clausus, sendo as 
hipóteses de decadência previstas em imediata 
conexão com a disposição normativa que a estabelece. 
Assim é que, por exemplo, após o artigo declarar qual 
a responsabilidade do construtor de edifícios pela 
higidez da obra, é estabelecido o prazo de decadência 
pa aà se à elaà exigida. à ássi ,à aà exti ç oà doà usuf utoà
pelo não uso ou fruição não está sujeita a qualquer 
prazo fixo, e sim, e exclusivamente, ao não 
atendimento da finalidade social do bem gravado. 
Compreendida a finalidade social em toda a sua 
extensão conceitual. Nessa direção, a pertinente lição 
de Anderson Schreiber (SCHREIBER, Anderson. Direito 
Civil e constituição. São Paulo: Atlas, p. 243-266, 2013): 
... à O termo função social corresponde, portanto, a 
essa inserção de interesses sociais no âmbito da tutela 
da propriedade, que, com isso, deixa de ser encarada 
como direito tendencialmente absoluto, para se 
constituir em situação jurídica subjetiva complexa, 
composta de direitos, ônus, deveres, obrigações. A 
função social serve, mais, de fundamento, de 
verdadeira causa legitimadora da propriedade privada, 
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a qual se legitima por meio do atendimento aos 
interesses sociais. Esses interesses sociais não são 
apenas os mencionados nos arts. 182 e 186 da 
Constituição e, mas incluem também quaisquer 
interesses voltados à realização dos valores 
o stitu io aisà ... à Doà exposto,à fo çaà à o i à ueà oà
usufrutuário é obrigado a exercer seu direito de uso e 
fruição em consonância com a finalidade social a que 
se destina a propriedade, conforme dispõem os arts. 
1.228, § 1º, do Código Civil e 5º, XXIII, da Constituição 
Federal. Por fim, confira-se o atual posicionamento do 
Superior Tribunal de Justiça, exarado no claro 
precedente,à litte is:à DI‘EITOà CIVIL.à ‘ECU‘“Oà
ESPECIAL. AÇÃO DE EXTINÇÃO DE USUFRUTO. 
PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA 211/STJ. 
DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL NÃO DEMONSTRADO. 
REEXAME DE FATOS E PROVAS. INADMISSIBILIDADE. 
NÃO USO OU NÃO FRUIÇÃO DO BEM GRAVADO COM 
USUFRUTO. PRAZO EXTINTIVO. INEXISTÊNCIA. 
INTERPRETAÇÃO POR ANALOGIA. IMPOSSIBILIDADE. 
EXIGÊNCIA DE CUMPRIMENTO DA FUNÇÃO SOCIAL DA 
PROPRIEDADE. 1- A ausência de decisão acerca de 
dispositivos legais indicados como violados, não 
obstante a interposição de embargos de declaração, 
impede o exame da insurgência quanto à matéria. 2- O 
dissídio jurisprudencial deve ser comprovado mediante 
o cotejo analítico entre acórdãos que versem sobre 
situações fáticas idênticas.3- O reexame de fatos e 
provas em recurso especial é inadmissível. 4- O 
usufruto encerra relação jurídica em que o usufrutuário 
- titular exclusivo dos poderes de uso e fruição - está 
obrigado a exercer seu direito em consonância com a 
finalidade social a que se destina a propriedade. 
Inteligência dos arts. 1.228, § 1º, do CC e 5º, XXIII, da 
Constituição.5- No intuito de assegurar o cumprimento 
da função social da propriedade gravada, o Código 
Civil, sem prever prazo determinado, autoriza a 
extinção do usufruto pelo não uso ou pela não fruição 
do bem sobre o qual ele recai. 6- A aplicação de prazos 
de natureza prescricional não é cabível quando a 
demanda não tem por objetivo compelir a parte 
adversa ao cumprimento de uma prestação. 7- 
Tratando-se de usufruto, tampouco é admissível a 
incidência, por analogia, do prazo extintivo das 
servidões, pois a circunstância que é comum a ambos 
os institutos - extinção pelo não uso - não decorre, em 
cada hipótese, dos mesmos fundamentos. 8- A extinção 
do usufruto pelo não uso pode ser levada a efeito 
sempre que, diante das circunstâncias da hipótese 
concreta, se constatar o não atendimento da finalidade 
social do bem gravado. 9- No particular, as premissas 
fáticas assentadas pelo acórdão recorrido revelam, de 
forma cristalina, que a finalidade social do imóvel 
gravado pelo usufruto não estava sendo atendida pela 
usufrutuária, que tinha o dever de adotar uma postura 
ativa de exercício de seu direito. 10- Recurso especial 
não provido. (REsp 1179259/MG, Rel. Ministra NANCY 
ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 14/05/2013, 
DJe 24/05/2013). 1- Utilização correta do idioma oficial 
e capacidade de exposição - 2 Desenvolvimento do 
tema - 2.1 Inexistência de prazo extintivo - 2.1.1 
Afirmação fundamentada de que não há prazo 
prescricional ou decadencial que possa ser aplicado 
para a extinção do usufruto pelo não uso ou fruição do 
bem gravado - 2.1.2 Alusão à natureza distinta dos 
prazos decadenciais e prescricionais, e explicação 
adequada da impossibilidade técnica de aplicação por 
analogia dos aludidos prazos extintivos - 2.2 A violação 
da finalidade social do bem gravado como única 
circunstância hábil à extinção do usufruto pelo não uso 
ou não fruição - 2.2.1 Explicação de que o usufrutuário 
é obrigado a exercer seu direito de uso e fruição em 
consonância com a finalidade social a que se destina a 
propriedade, conforme dispõem os arts. 1.228, § 1º, do 
Código Civil e 5º, XXIII, da Constituição Federal, sob 
pena de extinção pelo não uso ou fruição adequados 
do bem gravado. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2008 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Busca e 
Apreensão - Em ação de busca e apreensão de bem 
objeto de alienação fiduciária convertida em ação de 
depósito, o Réu regularmente citado, ofereceu 
contestação, alegando que o bem foi furtado e 
requerendo a extinção do processo sem apreciação do 
mérito, tanto mais que não fora formulado pedido 
alternativo de condenação ao pagamento do 
equivalente em dinheiro. Sendo você o juiz, como 
solucionaria a controvérsia? Dispensa-se a adoção da 
forma de sentença. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2014 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Contratos - João e Alberto, este proprietário de grande 
área rural, firmaram escriturapública de compra e 
venda da área, mediante o pagamento parcelado do 
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preço, vencendo a primeira parcela um mês após a 
assinatura da escritura e outras duas mensais e 
subsequentes. Na escritura constou cláusula pela qual 
João, no prazo de três dias, indicaria a pessoa que 
deveria receber os direitos aquisitivos sobre a área, o 
que foi feito na pessoa de Oswaldo. Após o pagamento 
da primeira parcela, as demais restaram inadimplidas. 
Pede-se ao candidato que : a- estabeleça 
justificadamente a natureza jurídica do negócio ajustado 
entre os contratantes; b- informe quais as posições 
contratuais assumidas por João, Alberto e Oswaldo; c- 
esclareça quem deve figurar nos polos ativo e passivo de 
uma eventual demanda para rescindir o negócio. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2014 - 
Banca: TJMT - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Contratos - A boa fé objetiva, como clausula geral 
norteadora da analise das relações contratuais, exerce 
três funções: atua como cânone hermenêutico-
interpretativo, como criadora de deveres jurídicos 
anexos ou de proteção e como limite ao exercício de 
direitos subjetivos. Explique os deveres jurídicos anexos 
ou de proteção decorrentes da boa-fé objetiva. 
 - Resposta: A indagação, como formulada, reduziu a 
sua extensão, ao utilizar a conjunção alternativa OU, 
que liga palavras, expressando exclusão, oposição ou 
dú ida:à Expli ueà osà de e esà ju ídi osà a exosà ouà deà
proteção decorrentes da boa-f à o jeti a. àPo ta to,àoà
candidato que tão somente dissertou sobre os deveres 
de proteção respondeu corretamente. Aqui, deve 
prevalecer o ensinamento da doutrina nacional. 
Quanto aos deveres anexos, também denominados de 
secundários ou laterais, conforme acentua Tartuce, 
fo a à uitoà e à explo ados,à {...}à oà B asil,à po à
/Cl isà doà Coutoà eà “il aà pa aà ue à à osà de e esà
secundários comportam tratamento que abranja toda 
a relação jurídica. Assim, podem ser examinados 
durante o curso ou o desenvolvimento da relação 
jurídica, e, em certos casos, posteriormente ao 
adimplemento da obrigação principal. Consistem em 
indicações, atos de proteção, como o dever de afastar 
danos, atos de vigilância, da guarda de cooperação, de 
assist ia à áà o igaç o...,à ,à p. .à Oà
doutrinador gaúcho sustenta que o contrato e a 
obrigação trazem um processo de colaboração entre as 
partes decorrente desses deveres anexos ou 
secundários, que devem ser respeitados pela parte em 
todo o curso obrigacional, ou seja, em todas as fases 
pelas quais passa o contrato. A quebra desses deveres 
anexos gera a violação positiva do contrato com 
responsabilização civil daquele que desrespeita a boa-
fé objeti a. à Tá‘TUCE,à Fl io.à Di eitoà Ci il:à teo iaà
geral dos contratos e contratos em espécie, 
v.III.4.ed.rev.e atual. Rio de Janeiro: Forense – São 
Paulo: Método, 2009, p.112-113). Entre os deveres 
a exos,àpode àse à itados,àe t eàout os:à a- o dever de 
cuidado em relação à outra parte negocial; b- o dever 
de respeito; c- o dever de informar a outra parte 
quanto ao conteúdo do negocio; d- o dever de agir 
conforme a confiança depositada; e- o dever de 
lealdade e probidade; f- o dever de colaboração ou 
cooperação; g- o dever de agir conforme a 
azoa ilidade,à aà e uidadeà eà aà oaà az o. à Tá‘TUCE,à
Flávio. Idem, p.113). Dessa forma, os deveres de 
proteção não são gênero, mas espécie. O núcleo pode 
ser assim sintetizado: os deveres de proteção, também 
denominados de cuidado ou de segurança, são aqueles 
que impõem às partes, durante o contrato, evitar que 
sejam causados danos ao patrimônio ou à pessoa do 
parceiro contratante. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPB - Ano: 2011 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Contratos - A Agência de Turismo Beta ajuizou ação, sob 
o rito comum ordinário, contra a Construtora e 
Incorporadora Alfa, alegando que adquirira, em 
20/5/2007, os direitos de compra de uma sala para 
escritório, mediante instrumento de cessão de direitos, 
que contara com a anuência da ré. Argumentou, ainda, 
que a data prevista para a entrega do imóvel era 
20/5/2010, com tolerância de mais 180 dias, para os 
casos fortuitos ou de força maior, e que o imóvel 
somente lhe fora entregue em 20/6/2011. Registrou, 
também, a autora que a entrega das chaves fora 
condicionada à assinatura de um termo de plena 
quitação das obrigações assumidas pelas partes no 
contrato, mas que, antes de firmá-lo, procedera à 
notificação extrajudicial da ré, ressalvando a cláusula 
referente ao prazo de entrega da obra. Aduziu a 
inexistência de qualquer motivo que justificasse o atraso 
da obra, entendendo ter o direito de ser indenizada, no 
valor gasto com aluguéis até a data em que instalou, no 
local adquirido, sua nova filial, o que ocorreu em 
20/8/2011, após concluída a reforma no local, cujo 
projeto já estava pronto e para a qual já havia 
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contratado um arquiteto e a mão de obra necessária 
para a execução da obra. Alegou, também, que sofrera 
profundo abalo ante a demora na entrega das chaves, 
visto que, não tendo instalado sua filial na data prevista, 
deixara sua clientela frustrada com a indisponibilidade 
da nova sala. Referiu, ainda, ter sofrido imenso prejuízo, 
uma vez que perdera a chance de celebrar contratos na 
região em que se localiza a sala comercial adquirida. A 
autora requereu a procedência do pedido, com a 
condenação da ré ao pagamento de R$ 30 mil (R$ 2 mil 
por mês de aluguel pago em outra sala comercial), 
fazendo a juntada dos recibos; de R$ 100 mil a título de 
dano moral e de R$ 50 mil pelos danos acarretados pela 
perda da chance de celebração de contratos, tudo com 
juros e correção monetária, além das custas processuais 
e dos honorários advocatícios. Regularmente citada, a ré 
apresentou contestação. Em preliminar, alegou a 
impossibilidade jurídica do pedido, por não haver, no 
ordenamento jurídico, previsão para indenização pela 
perda de chance tampouco por dano moral sofrido por 
pessoa jurídica. Alegou, ainda, que a assinatura do 
termo representava um óbice à propositura da ação e 
que a inflação havia ocasionado retardamento na 
conclusão da obra, fato que, segundo ela, imporia a 
aplicação da teoria da imprevisão. Alegou a inexistência 
de previsão legal para o pagamento das quantias 
pleiteadas pela autora a título de dano material e moral. 
Aduziu que condicionara a entrega do imóvel à 
assinatura de termo de renúncia de ação de indenização 
por atraso na prática do ato e que, tendo a promissária 
compradora assinado o termo, sem fazer prova de vício 
que pudesse torná-lo nulo, a renúncia teria plena 
eficácia jurídica. Requereu, ao final, a improcedência 
dos pedidos, com a condenação da autora nas custas 
processuais e nos honorários advocatícios. Em réplica, a 
autora argumentou que os fatos alegados pela ré para 
esquivar-se da responsabilidade de indenizar eram 
desprovidos de prova, registrando que a crise alegada 
pela ré fora causada pelo desenvolvimento de uma 
política de crescimento exagerado, sem o respectivo 
planejamento, e não pela inflação. Sustentou seu direito 
em obter a indenização, nos moldes expostos na inicial. 
Regularmente intimadas para especificarem provas, a 
autora protestou pelo julgamento antecipado da lide e a 
ré nada requereu. Com base no relato acima 
apresentado, que deve ser considerado como o 
relatório da peça processual, redija, na condição de juiz 
federal substituto, apenas a fundamentação e a decisão. 
 - Resposta: Capacidade de expressão na modalidade 
escrita e atendimento às normasdo registro formal 
culto da língua portuguesa, Desenvolvimento do tema, 
Possibilidade jurídica do pedido / Mérito / Teoria da 
asserção / Perda da chance admitida no direito 
brasileiro / Dano moral (Súmula 227/STJ). Não 
prevalência do termo / Inflação / Alegação sem 
fundamento (CPC, art. 333, II). Não cabimento de 
indenização pela perda da chance e por danos morais / 
Cabimento parcial de danos materiais. Dispositivo: 
Resolução nos termos do art. 269, I, do CPC / 
Procedência parcial dos danos materiais / Juros e 
correção monetária / Improcedência do pedido de 
indenização por danos morais e da perda de chance / 
Distribuição do ônus de sucumbência (CPC, art. 21). 
Magistratura Estadual - Concurso: TJGO - Ano: 2010 - 
Banca: TJGO - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Contratos - A função social do contrato prevista no 
artigo 421 do CCB é matéria de ordem pública? Tal 
disposição legal se aplica às relações de consumo 
reguladas pela Lei nº 8.078/90? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2013 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Contratos - Contratos no Direito Privado. Distinção 
entre contrato comum (não empresarial), empresarial e 
de consumo. Princípios fundamentais dos contratos: (a) 
da autonomia privada, (b) do consensualismo, (c) da 
força obrigatória (pacta sunt servanda), (d) do equilíbrio 
econômico, (e) da função social, (f) da boa-fé objetiva. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2008 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Contratos - D ioà D á tas,à asadoà o à Ma iaà I ez,à
ostentava procuração por instrumento particular com 
amplos poderes, outorgada pela mulher, para a gerência 
dos negócios e patrimônio desta. Desfeita a sociedade 
conjugal, Maria Inez revogou o mandato e notificou o 
ex- a ido.à ápesa à daà otifi aç o,à D ioà D á tasà
celebrou em nome do ex-cônjuge contrato de 
e p sti oà o à oà a oà L O asiu it.à “e à sa e à doà
contrato bancário, que por isso não foi adimplido 
conforme o pactuado, Maria Inez se viu citada em 
execução por título extrajudicial, defendendo-se, por 
meio de embargos, com base no argumento de 
ineficácia do negócio jurídico tendo em vista que o 
contrato foi celebrado após a notificação do mandatário 
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 35 
acerca da revogação do mandato. A seu turno, o banco 
ressaltou sua condição de terceiro de boa-fé, já que não 
possuía meios de saber sobre a revogação do mandato, 
al à doà fatoà deà ueà D ioà D á tasà ha itual e teà
celebrava em nome de Maria Inez diversas operações 
bancárias. Considerando os fatos provados e 
dispensando-se o relatório, decida o conflito na forma 
de sentença, com abordagem das questões e regras 
jurídicas inerentes ao tema. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRR - Ano: 2008 - 
Banca: FCC - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Contratos - Determinada pessoa jurídica adquire de 
outra bens móveis duráveis destinados à utilização, 
como maquinário, em seu processo industrial. A) este 
contrato será considerado de consumo ou contrato 
empresarial ? Responda, justificando e expondo as 
posições doutrinárias aplicáveis. B) explique as 
consequências da qualificação jurídica desse contrato 
em termos de responsabilidade civil por vícios 
redibitórios dos bens adquiridos. 
 - Resposta: a) a definição da natureza jurídica do 
contrato, no caso proposto, depende da qualificação 
jurídica do adquirente. Se este se enquadra no conceito 
legal de consumidor, o contrato será de consumo. Na 
hipótese em questão, o adquirente é sociedade 
empresária e o bem é utilizado em seu processo 
produtivo. As duas partes são empresárias e o bem é 
utilizado para atividade lucrativa. Vale dizer, o 
comprador não adquiriu na qualidade de consumidor 
final para satisfação de suas necessidades pessoais. 
Por outro lado, a questão não aponta a 
hipossuficiência de uma parte em relação à outra. 
Logo, considerando os contornos do caso apresentado 
e também a jurisprudência sobre o assunto, é possível 
afirmar que o contrato em questão não pode ser 
considerado como contrato de consumo. De todo o 
modo, considerando as divergências doutrinárias, e 
mesmo jurisprudências sobre o conceito de 
destinatário final do bem, desde que bem 
fundamentada, poderá ser considerada também a 
resposta que defendeu a natureza consumerista da 
avença. Com efeito, consumidor, na dicção do código, é 
o destinatário final da mercadoria ou serviço. No caso 
em exame, interessa a delimitação do conceito de 
destinatário final. Há doutrina que chega a defender 
que a pessoa jurídica com fins lucrativos não se 
enquadra no conceito de consumidor. De outra parte, 
há a corrente que procura ampliar o conceito de 
consumidor, entendendo como tal todo aquele que 
adquire um bem produzido em escala industrial, seja 
ele pessoa física ou jurídica, empresária ou não. Entre 
os dois extremos, identificam-se principalmente, as 
seguintes correntes (1) se o produto é adquirido com 
finalidade de revenda, o adquirente não é o 
destinatário final e, portanto, não é consumidor; (2) se 
o produto é matéria prima, insumo ou bem de capital, 
o adquirente não é consumidor, porque a aquisição foi 
feita com finalidade empresarial, em relação a esta 
hipótese, há também aqueles que defendem uma 
ampliação do conceito de consumidor, entendem que 
se trata de consumo porque aquele bem 
especificamente terminou o seu ciclo econômico, 
embora integrando um processo de industrialização (3) 
se o adquirente é econômica ou tecnicamente mais 
fraco (hipossuficiente) em relação ao fornecedor, 
poderá invocar o CDC, mesmo que se trate de pessoa 
jurídica e mesmo que o bem seja utilizado em atividade 
lucrativa, tal peculiaridade deve ser investigada caso a 
caso. b) aos contratos empresariais aplica-se o a 
disciplina do Código Civil. Aos contratos de consumo 
aplica-se a disciplina do CDC. No que tange à disciplina 
dos vícios redibitórios, as principais diferenças entre os 
dois sistemas: (1) o prazo pra reclamação, em se 
tratando de contrato empresarial, é de 30 dias para 
bens não duráveis e 90 dias para bens duráveis; (2) de 
acordo com o CDC, além do abatimento proporcional 
do preço ou desfazimento do negócio, o consumidor 
pode pleitear a substituição da coisa, concedendo ao 
fornecedor o prazo de 30 dias para tentar sanar o 
defeito. Ainda pode-se destacar que, nas relações de 
consumo, o juiz pode inverter o ônus da prova, há 
solidariedade entre os fabricantes; e a 
responsabilidade por perdas e danos independe de 
culpa. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2012 - 
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Contratos - Discorra fundamentadamente sobre a 
violação positiva do contrato, contemplando as 
concepções doutrinárias a respeito de seu conceito no 
Direito Brasileiro, bem como sua relação com os 
conceitos de mora e inadimplemento das obrigações. 
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 36 
- Resposta: Espera-se do candidato a definição de 
violação positiva do contrato que contemple o 
descumprimento de deveres laterais derivados da boa-
fé (COSTA, Jorge Cesa Ferreira da. A boa-fé e a violação 
positiva do contrato. Rio de Janeiro: Renovar, 2002, p. 
273), bem como a posição doutrinária que afirma 
configurar-se a violação positiva na hipótese em que a 
obrigação não é cumprida no modo pactuado, 
qualificando-se o oà u p i e toà ui àouài exatoàdoà
o t ato à PONTE“à DEà MI‘áNDá,à Jos à Ca al a ti.à
Tratado de Direito Privado. Tomo XXVI. Rio de Janeiro: 
Borsoi, p. 15) - Quanto à relação entre mora e 
inadimplemento, espera-se do candidato a 
demonstração de que, enquanto namora e no 
inadimplemento ocorre inexecução da obrigação, na 
iolaç oà positi aà doà o t atoà te à luga à u aà aç oà
positi a à doà de edo ,à po à se à satisfaze à
ade uada e teà oà i te esseà doà edo .à TEPEDINO,à
Gustavo et al. Código Civil Interpretado Conforme a 
Constituição da República. Volume I. Rio de Janeiro: 
Renovar, 2004, p. 693). Admite-se, alternativamente, 
resposta em que se afirme que a violação positiva pode 
se enquadrar no conceito de mora ou de 
inadimplemento, haja vista o teor do artigo 394 do 
Código Civil que também qualifica como mora o 
u p i e toà ueà oà à ealizadoà aà fo aà ueàaà leià
ouà aà o e ç oà esta ele e à ouà ueà aà iolaç oà
positiva, como inexecução de deveres laterais, é uma 
forma de inadimplemento que não se refere à 
prestação principal (COSTA, Jorge Cesa Ferreira da. Op. 
Cit., p. 273). - QUESITO AVALIADO NOTA - 1) 
APRESENTAÇÃO E ESTRUTURA TEXTUAL (legibilidade, 
respeito às margens, paragrafação, coerência, 
concisão, clareza, propriedade vocabular); ASPECTOS 
GRAMATICAIS (morfologia, sintaxe de emprego e 
colocação, sintaxe de regência e pontuação); 
ASPECTOS FORMAIS (erros de forma em geral e erros 
de ortografia); CAPACIDADE DE INTERPRETAÇÃO E 
EXPOSIÇÃO 2) DESENVOLVIMENTO DO TEMA: a) 
Referência exp essaà à oç oàdeà adi ple e toà ui à
ou expressão equivalente. b) Referência expressa à 
violação de deveres laterais derivados da boa-fé. c) 3 
Possibilidades de resposta: a) Afirmação de que a 
violação positiva do contrato é uma categoria que não 
se confunde com a mora e com o inadimplemento 
absoluto/definitivo, uma vez que, enquanto estes 
ocorrem mediante inexecução da obrigação, a violação 
positiva consiste em execução que não atende 
adequadamente ao interesse do credor. OU b) 
Alternativamente, admite-se como resposta a 
afirmação de que a violação positiva do contrato pode 
qualificar-se como modalidade de mora ou de 
inadimplemento definitivo que se configura pelo não 
u p i e toà daà o igaç oà aà fo aà ueà aà leià ouà aà
o e ç oàesta ele e à art. 394 do Código Civil) OU c) 
ainda, que violação positiva, como inexecução de 
deveres laterais, é uma forma de inadimplemento que 
não se refere à prestação principal. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2007 - 
Banca: TJSP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Contratos - DISSERTAÇÃO-Plano de Saúde. Contratos 
que o estabelecem. Sua natureza e elementos 
característicos. Atos normativos que regulam as 
relações entre os contratantes. Coberturas obrigatórias 
e exclusões permitidas pela lei. Regras a serem 
obedecidas nas cláusulas restritivas e na interpretação 
dos contratos. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2006 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Contratos - Disserte sobre os dois questionamentos. a) 
A propositura da ação declaratória negativa inibe o 
aforamento da ação de execução relativamente ao 
mesmo crédito? Justifique a suaresposta; b) É possível a 
propositura de ação declaratória visando à 
interpretação de cláusulas contratuais? Justifique a sua 
resposta. 
- Resposta: a) É possível nos termos do disposto no 
artigo 585, § 1.º do Código de Processo Civil. Os 
argumentos dos candidatos deverão levar à conclusão 
do disposto no artigo mencionado. b) O candidato 
deverá dissertar interpretando literalmente o artigo 
4.º, I do CPC. Em primeiro plano, não seria possível 
concluir que sim, pois a cláusula contratual não se 
o fu deà o à aà elaç oà ju ídi a.à Esseà e te di e toà
não se harmoniza, porém, com a finalidade do 
i stituto,à ueà està laà fo eà laà plusà le eà età laà plusà
d li ateà d exe i eà duà pou oi à judi iai e,à età doità t eà
considerée comme très utile aux litigants et à la vie 
sociale. Da interpretação de uma única cláusula 
contratual depende, muitas vezes, a solução de todo o 
litígio, o que autoriza o ajuizamento da declaratória, 
presente o interesse processual. É a orientação mais 
li e al,à seguidaà pelaà dout i aà eà pelaà ju isp ud ia. à
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 37 
(João Batista Lopes. Ação Declaratória. EditoraRT. 4.ª 
edição. São Paulo: 1995, p.71). 1 Tradução livre do 
Elaborador: é a forma mais elevada e a mais delicada 
de exercício do Poder Judiciário. E deve ser considerada 
como muito útil aos litigantes e à vida social. 3 . 
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2013 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Contratos - João é locutor esportivo da TV Alfa desde 
1990, atuando nas transmissões de partidas de futebol, 
sendo mesmo considerado o símbolo dessa emissora no 
que concerne a esse esporte. Em 1.º de março de 2012, 
João renova seu contrato com a TV Alfa por mais 5 anos, 
no qual consta cláusula de exclusividade durante toda a 
vig ia,à eà aà segui teà l usulaà pe al:à aà pa teà ueà
descumprir as disposições deste contrato ficará sujeita à 
pena de R$ 5 milhões de reais, sem prejuízo do 
essa i e toà deà eve tuaisà pe dasà eà da os .à P ev -se, 
ainda, que o contrato será mantido em sigilo, salvo se 
sua exibição for necessária para defesa de direitos das 
partes. No 1.º de março de 2013, João anuncia 
abruptamente, sem fazer qualquer imputação à TV Alfa, 
sua imediata transferência para a TV Beta, onde assume 
o posto de principal locutor esportivo. Com isso, a TV 
Alfa perde patrocínio no valor de R$ 10 milhões, pois o 
patrocinador vinculara a verba à participação de João 
nas transmissões da emissora, sendo esse o único 
prejuízo comprovado decorrente da saída do locutor. 
Considerado apenas prejuízos materiais, pedem-se 
respostas justificadas às seguintes indagações: a) 
Considerados os dispositivos legais aplicáveis à espécie, 
qual o valor poderá ser cobrado pela TV Alfa de João? b) 
Pode a TV Alfa reclamar ressarcimento também da TV 
Beta? Em caso afirmativo, de que valor? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Contratos - Joelson Silva, brasileiro, divorciado, 
residente e domiciliado em Contagem (MG), empresário 
individual, devidamente registrado na JUCEMG, 
explorando o ramo de hortifrutigranjeiros, desenvolvia o 
seu negócio em imóvel próprio, na cidade de Belo 
Horizonte (MG ,à ueà e i iaà oà títuloà “áCOLÃOà VENDáà
NOVá .à E dividado,à ele ouà o à u à dete i adoà
banco comercial um contrato de mútuo. Os recursos 
obtidos com este contrato foram suficientes para que 
ele quitasse as dívidas então existentes. Contudo, sem 
capital de giro, ajustou com um banco uma operação de 
abertura de crédito em conta corrente, no limite de R$ 
100.000,00 (cem mil reais), que, por sua vez, foi 
documentada por uma Cédula de Crédito Bancário 
emitida por ele em favor da respectiva instituição 
financeira. Joelson Silva não conseguiu honrar as 
obrigações contraídas nos respectivos prazos. Assim, ele 
ingressou com uma ação revisional do contrato de 
mútuo, invocando a aplicação do Código de Defesa do 
Consumidor, citando uma série de cláusulas contratuais 
que, supostamente, seriam abusivas. Entre as cláusulas 
itadas,à Joelso à desta ouà asà segui tes:à i à Fi aà
estipulado expressamente e aceito pelo MUTUÁRIO que 
a taxa de juros será definida pelo Banco de acordo com 
os parâmetros utilizados para operações desta 
natu eza. à ii à E à asoà deà i adi pl ia,à al à dosà
juros moratórios à razão de 1% a.m, será devida multa 
moratória equivalente a 2% por mês até a 
efetiva uitaç oàdaàdívida. à iii à OàBa oàfi aàauto izadoà
a debitar nas contas correntes do MUTUÁRIO as 
quantiasà devidasà e à vi tudeà doà p ese teà o t ato. à
Concomitantemente, o banco ajuizou em desfavor de 
Joelson uma execução por quantia certa lastreada na 
Cédula de Crédito Bancário, instruindo a inicial com os 
extratos da conta corrente, discriminando as parcelasutilizadas do crédito aberto. a) Quanto à ação revisional 
noticiada, na qualidade de Juiz(íza), avalie as supostas 
abusividades do contrato de mútuo apontadas pelo 
autor. Limite a análise em, no máximo, dez linhas. b) 
Uma vez citado na noticiada execução, Joelson opôs 
embargos, arguindo, tão-só, a carência de ação do 
exequente face à iliquidez do seu crédito e ao disposto 
na súmula 233 do STJ. Como você, na qualidade de 
Juiz(íza), decidiria estes embargos. Justifique, 
abordando os aspectos 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Contratos - José dos Anzóis realizou com Antônio 
Prometeu contrato de promessa de compra e venda, 
com cláusula de arrependimento, sobre uma gleba de 
terras na periferia da cidade. A promessa de compra e 
venda não foi registrada, mas foi quitada devidamente. 
Após a quitação, o promitente vendedor se nega a 
passar a escritura definitiva. Então, o promitente 
comprador ajuíza ação de outorga de escritura, onde 
sustenta que a promessa de compra e venda quitada, 
independente de registro imobiliário, gera-lhe direito à 
escritura, e requer que, após processamento do pedido, 
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 38 
seja-lhe outorgada a escritura definitiva do imóvel pelo 
promitente vendedor, em prazo determinado na 
sentença, sob pena de esta lhe suprir a vontade. 
Contestado o pedido, o promitente vendedor sustenta a 
invalidade do contrato de promessa de compra e venda, 
pela ausência do registro e, em mérito, diz-se 
arrependido e que quer fazer uso da cláusula de 
arrependimento, indenizando o promitente comprador 
do valor pago, corrigido. Decida. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2012 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Contratos - Julio, profissional liberal com renda e futuro 
incertos, celebrou contrato de seguro de vida em que 
indicou seus dois filhos como beneficiários. Seis meses 
após firmar o contrato, e desgostoso com a descoberta 
de grave moléstia, resolveu suicidar-se, para desespero 
de todos. Está a seguradora obrigada a pagar o seguro? 
Responda apontando os dispositivos legais 
eventualmente aplicáveis. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 - 
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Contratos - Proposta uma ação de despejo por falta 
de pagamento e por descumprimento do contrato 
quanto à destinação do imóvel c/c cobrança dos 
aluguéis que se vencerem no curso da ação, o réu, 
regularmente citado, purgou a mora integralmente e 
ofertou contestação em relação aos demais 
fundamentos, argumentando que o imóvel estava sendo 
usado para a finalidade não residencial estabelecida no 
contrato (escritório de representação), requerendo 
inclusive inspeção judicial, que foi realizada, mas 
constatou foi a sublocação do prédio para uso 
residencial, como alegado na petição inicial. Por fim, 
estando os autos conclusos para sentença, o autor 
noticiou ao Juízo que o imóvel se encontrava 
abandonado e que o réu ficou devendo os aluguéis dos 
dois últimos meses anteriores ao abandono. Pergunta-
se: se o candidato fosse o Juiz da causa, que 
providência adotaria no respeitante ao mencionado 
abandono e como decidiria os três pedidos aduzidos na 
petição inicial? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPE - Ano: 2013 - 
Banca: FCC - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Contratos - Tendo celebrado contrato de seguro de 
veiculo, envolveu-se o segurado em colisão, 
aparentemente embriagado, negando-se porém a 
realizar teste com etilômetro ou exame químico 
toxicológico. A seguradora nega-se à cobertura 
securitária, afirmando que o mero fato de o segurado 
encontrar-se embriagado agravou o risco, ainda que não 
tenham sido definidas com precisão as causas do 
acidente. Afirmou ainda que o segurado havia se 
mudado, sem ter avisado a seguradora da alteração 
residencial, o que caracterizou infração contratual, 
justificando a ausência de pagamento do seguro 
também por esse aspecto. O segurado insiste em sua 
pretensão, executando judicialmente o valor da 
indenização que reputa devido, em função dos danos 
verificados no veiculo e segundo o contrato não 
honrado, pleiteando juros moratórios e correção 
monetária a partir do evento, bem como indenização 
por danos morais, em razão dos transtornos 
decorrentes do inadimplemento contratual. Analise os 
fatos narrados, tanto no tocante à negativa de 
cobertura do seguro, como no que diz respeito à via 
judicial escolhida e verbas pecuniárias pleiteadas, 
concluindo sobre a possibilidade ou não de acolhimento 
dos pedidos. 
- Resposta: O candidato deverá argumentar sobre a 
ausência de nexo causal entre o acidente e a 
embriaguez, bem como a relação à mudança de 
endereço residencial. Quanto à via judicial escolhida, 
deverá argumentar sobre a executividade ou não do 
contrato, uma vez que o art. 585, III, do CPC, refere-se 
somente ao seguro de vida. Admitir-se-ão a 
propositura pelo rito sumário (art. ,àII,à e ,àCPC àouà
pela via monitória (CPC, art. . ,à a .à De e à oà
candidato posicionar-se quanto ao termo inicial dos 
juros moratórios e correção monetária, bem como 
sobre o cabimento ou não dos danos morais, admitidos 
excepcionalmente, apenas no tocante ao 
inadimplemento obrigacional. Quanto aos juros, são 
cabíveis da citação, por se tratar de inadimplemento 
contratual e não aquiliano (art. 405 do CC); a correção 
monetária é admitida a partir da negativa de 
cobertura securitária, que caracteriza o vencimento da 
dívida (Lei 6.899, art. 1º, p. 1º). 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2014 - 
Banca: FUNDEP - GESTÃO DE CONCURSOS - Disciplina: 
Direito Civil - Assunto: Direitos das Sucessões - 
Marcelo, ainda solteiro, nascido em 15/11/1933, 
conheceu Ana Paula, solteira, nascida em 24/10/1940, e 
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 39 
com ela teve um filho, nascido em 15/02/1958, que 
recebeu o nome de Onofre. Em junho de 1965, Marcelo 
casou-se, pelo regime legal, com Maria de Lourdes, filha 
de um casal humilde da cidade de Baependí (MG), com 
quem teve três outros filhos: Roberto, Romário e 
Ricardo (trigêmeos nascidos em 26/09/1967). Desde o 
casamento sempre residiram na cidade supracitada. 
Ocorre que, em abril de 1975, Marcelo, ainda casado, 
em viagem de negócios à cidade de São Lourenço (MG), 
conheceu Marília, solteira, e, sem que ela tivesse 
conhecimento que ele era casado, passaram a manter 
um relacionamento amoroso. Em maio de 1980, 
Marcelo, que passava uma semana em cada cidade e 
custeava as despesas (inclusive as pessoais) de ambas as 
mulheres (que não possuíam qualquer patrimônio e 
jamais exerceram qualquer atividade remunerada), 
tomou conhecimento que Marília estava grávida de um 
filho seu e, ato contínuo, adquiriu, em nome dela, uma 
casa de morada (avaliada, atualmente, em R$ 
400.000,00), na rua mais movimentada de São Lourenço 
(MG). Em 15/10/1980, nasceu Romeu, tendo Marcelo 
registrado o filho no dia seguinte. Marcelo levava, desde 
que conheceu Marília, uma vida dupla. Em Baependí, 
todos o co he ia à o oà oà zelosoà a idoà deà Do aà
Ma iaà deà Lou des à e,à e à “ oà Lou e ço,à todosà oà
o he ia à o oà oà o dosoà eà a velà a ido à deà
Do aà Ma ília .à Ma eloà e aà o e ia teà e,à du a teà
toda a vida, sempre manteve suas finanças em ordem. 
Infelizmente, em 1997, Romário, um de seus filhos 
trigêmeos, viúvo, faleceu num acidente automobilístico 
deixando dois filhos Marta e Maurício. 
Patrimonialmente, ainda em 1950, com o falecimento 
de ambos os pais de Marcelo, recebeu ele como 
herança uma fazenda (avaliada, atualmente, em R$20.000.000,00). Em 1963, comprou um apartamento no 
bairro do Leblon (RJ) (avaliado, atualmente, em R$ 
4.200.000,00) e, em 1968, uma casa na cidade de 
Baependí (MG) (avaliada, atualmente, em R$ 
900.000,00). Comprou, ainda, em 1995, dois 
apartamentos no bairro Sion (BH) (avaliado, cada um, 
atualmente, em R$ 800.000,00). No ano de 2000, doou 
o valor de R$ 50.000,00, para seu filho Onofre. No ano 
de 2001, foi a um cartório de notas em Barbacena (MG), 
onde elaborou seu testamento legando, à Fundação 
Bom Pastor, um dos apartamentos que possuía em Belo 
Horizonte (BH) e, o apartamento do Leblon (RJ), a seu 
neto Maurício (filho de seu filho Romário). No ano de 
2002, celebrou contrato particular de convivência com 
Marília, onde reconheceu que, com ela, conviveu 
maritalmente, desde abril de 1975. No ano de 2005, 
iniciou um tratamento para combater um câncer. Veio a 
falecer em 26/02/2013, ocasião que Marília e Maria de 
Lourdes (no velório do corpo de Marcelo) foram 
apresentadas e tomaram conhecimento da existência do 
duplo relacionamento amoroso vivido por Marcelo. As 
despesas hospitalares e com o funeral de Marcelo 
totalizaram R$ 60.000,00. Ele tinha, ainda, uma 
aplicação financeira no importe de R$ 1.200.000,00 
(fruto do recebimento de um prêmio de loteria recebido 
em 1998). Quando do falecimento de Marcelo, tanto ele 
quanto Marília e Maria de Lourdes não possuíam 
qualquer outro bem senão os descritos nesta questão. 
Manifeste-se, fundamentadamente, sobre os possíveis 
direitos sucessórios de Ana Paula, Onofre, Maria de 
Lourdes, Roberto, Ricardo, Romário, Marta, Maurício, 
Marília, Romeu e à Fundação Bom Pastor, indicando, 
expressamente, ainda, o valor (em reais) cabível a cada 
parte. A resposta não deve ser em forma de parecer, 
bem como deve ser integralmente fundamentada. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direito 
das Sucessões - Como donatário de um imóvel, 
constituído por um apartamento residencial, situado em 
região nobre da cidade de Belo Horizonte, Carla Maria, 
que reside em outro imóvel de sua propriedade, quer 
vendê-lo, a despeito de estar o imóvel gravado com 
cláusula de inalienabilidade e, consequentemente, de 
impenhorabilidade e incomunicabilidade. O gravame 
decorreu de vontade do doador, seu pai, encerrada em 
cláusula testamentária, instituída e cumprida, 
devidamente, no correr do ano de 2003, ano da 
moléstia e morte dele, pai. Não cogita a donatária e 
proprietária do apartamento converter o produto da 
venda em outro bem, fazendo incidir sobre ele as 
restrições apostas ao apartamento vendido, porque está 
acometida de grave doença hereditária, que lhe impõe 
tratamento de alto custo, compatível com o valor da 
venda do bem, que será, por isso e para tanto, gasto. 
Após provocação do Poder Judiciário, onde se sustentou 
a possibilidade do cancelamento do gravame e a venda 
incondicionada do bem, sobreveio parecer do custos 
legis, opondo-se à venda tal como requerida, alegando 
falta de previsão legal para a hipótese contida no 
pedido. Decida. 
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 40 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direito 
das Sucessões - Desdêmona Machiaveli manteve 
concubinato (more uxorio) com Pedro Colombo Pizarro, 
por quase 35 anos, não obstante este não haver se 
separado de sua mulher. Com a morte do Sr. Pizarro, 
Desdêmona ajuíza ação de reconhecimento de 
sociedade de fato e meação nos bens adquiridos 
enquanto durou o concubinato. Antes de morrer, 
Pizarro e Desdêmona firmaram contrato, em 
18/03/1995, recebendo esta, por conta de serviços 
prestados, uma indenização em dinheiro. No período 
posterior a este ajuste, mantido o concubinato, foram 
adquiridos três imóveis urbanos. O espólio de Pedro 
Colombo Pizarro contesta, dizendo que, nos termos dos 
artigos 1º e 3º da Lei 8.971/1994, só faz jus à meação de 
bens a companheira de homem solteiro, separado 
judicialmente, divorciado ou viúvo, o que não é o caso 
dos autos, pois o de cujus permaneceu casado sem 
jamais ter intenção de constituir família com a autora. 
Não houve esforço comum para a aquisição dos bens, e 
o acordo realizado entre os companheiros resultou na 
quitação das mútuas obrigações constituídas até aquela 
data. Decidir à luz do direito aplicável. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2013 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direito 
das Sucessões - No inventário dos bens deixados por seu 
marido José, falecido em 2005, Suzana obteve o 
reconhecimento do seu direito real de habitação sobre 
o imóvel que servia de residência ao casal, que era 
consorciado sob o regime da separação absoluta de 
bens. Anos depois, Suzana passa a viver, nesse mesmo 
imóvel, em companhia de João, com quem mantém 
união estável. Os herdeiros de José, diante desse fato, 
ajuizaram Ação para extinção do direito de habitação, 
que deve subsistir, segundo entendem, somente 
enquanto perdurar o estado de viuvez, sem que a 
beneficiária case ou venha a viver em uma união estável 
com outra pessoa. Afirmam não ser ético o 
comportamento de Suzana e que constitui afronta à 
finalidade do mencionado instituto legal. Assiste razão 
aos herdeiros? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2014 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Direitos de Família - Brasiliana e Demócrito são pais de 
Aquiles, atualmente com 19 anos. Quando este tinha 12 
anos, o casal separou-se judicialmente. Aquiles ficou sob 
a guarda materna, recebendo pensão do pai, que era 
descontada em folha, com depósito na conta corrente 
da guardiã. Aquiles também percebia aluguel mensal, 
depositado na conta corrente da mãe, fruto da locação 
de um imóvel recebido por doação. Ao longo do tempo 
Brasiliana passou a relaxar com seu sustento e guarda, 
deixando-o quase ao desamparo material. Por conta 
disso, aos 17 anos, Aquiles decidiu, sponte sua, morar 
com o pai. O alimentante, considerando a inversão 
fática da guarda, tentou, consensualmente, obter de 
Brasiliana o repasse do valor da pensão e do aluguel, só 
logrando êxito por determinação judicial, quando 
Aquiles já tinha 19 anos. Diante deste fato, Aquiles 
entrou com ação de prestação de contas relativamente 
às pensões e aos aluguéis, com o objetivo de satisfazer-
se das importâncias recebidas pela mãe a partir do 
momento que foi viver com o pai. Pede-se ao candidato 
que, como juiz, decida sobre viabilidade do pedido, 
considerando tanto o pensionamento, como os aluguéis 
recebidos por Brasiliana, justificando. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 - 
Banca: FGV - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
de Família - José instituiu seguro de vida em favor da 
filha Marina, menor absolutamente incapaz. Na vigência 
da apólice, José faleceu de causa natural. A mãe de 
Marina, Luísa, no exercício do poder familiar, requereu 
ao juízo competente a expedição de alvará para receber, 
junto à seguradora, o valor do capital segurado. Dada 
vista ao Ministério Público, na condição de fiscal da lei, 
este opinou no sentido de que a seguradora transferisse 
o valor, integralmente, à instituição bancária 
responsável pelos depósitos judiciais, em conta de 
caderneta de poupança vinculada ao juízo, podendo 
Marina receber o valor apenas quando atingir a 
maioridade, ou, antes disso, mediante autorização 
específica, desde que produzida a prova da efetiva 
necessidade, e somente nos limites das despesas a 
serem realizadas, sujeitas à aprovação do juízo. 
Argumentou o Ministério Público que, se José instituiu 
seguro de vida em favor da menor, o Poder Judiciário 
deve assegurar-lhe o efetivo recebimentodo valor, não 
podendo a mãe recebê-lo em nome da filha, enquanto 
esta for incapaz, a não ser em caso de comprovada 
necessidade. Examine a situação descrita e apresente a 
solução adequada. 
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 41 
 - Resposta: Em razão da morte de José, Luísa passou a 
exercer, com exclusividade, o poder familiar (NCC, art. 
1.631, caput). Por isso, passou a ter a administração 
legal dos bens de Marina (art. 1.689, nº II). Na 
qualidade de administradora do patrimônio da filha 
menor, pode Luísa receber, em nome de Marina, 
valores de que esta seja destinatária, não tendo havido 
a indicação de atos concretos que justifiquem qualquer 
restrição ao exercício daquele poder. A manutenção do 
valor segurado em conta de poupança judicial, nas 
condições sugeridas pelo Ministério Público, 
representaria indevido cerceamento do direito de 
administrar os bens da filha, por não se enquadrar 
entre os atos previstos no art. 1.691 do NCC, que 
exigem prévia autorização judicial e prova da 
necessidade ou de evidente interesse da menor. O 
pátrio poder deve ser exercido no interesse dos filhos 
menores, mas a atuação dos pais no desempenho 
desse munus, não é irrestrita. Presume-se a boa-fé da 
mãe na adequada utilização do valor em proveito da 
filha. Por isso, deve ser expedido o alvará requerido. 
Nesse sentido, entre outros: STJ, REsp. nº 1.131.594-RJ, 
3ª Turma. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2010 - 
Banca: TJMS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direito 
de Família - A mudança de regime de bens é um direito 
potestativo dos cônjuges ? Em face do que dispõem os 
artigos 1.639 parágrafo 2º e 2.039 do Código Civil 
vigorante e, ainda, considerando o entendimento do 
STJ, exponha sobre a possibilidade de alteração desse 
regime nos casamentos celebrados na vigência do 
Código Civil de 1916. Fundamente. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2010 - 
Banca: TJMS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direito 
de Família - Maria e Hélio se conheceram em 2006 e, 
em seguida, iniciaram relacionamento amoroso, sendo 
que ambos eram solteiros. Hélio, com 25 anos de idade, 
havia conseguido seu primeiro emprego como consultor 
em uma multinacional. Já Maria, aos 22 anos de idade, 
não possuía nenhuma fonte de renda, estava 
desempregada e atravessava inúmeras dificuldades 
financeiras, tanto que havia abandonado o curso 
supe io à ueà f e ue tavaà eà o avaà deà favo à aà asaà
de parentes. Alguns meses depois, o casal passou a viver 
em união estável e Hélio adquiriu um imóvel comercial 
em nome de Maria, cuja quitação efetuou mediante 
pagamento de 20 prestações mensais e consecutivas. 
Ao longo dos anos, Maria concluiu a faculdade e curso 
de pós-graduação, com o auxílio exclusivo do 
companheiro, o único a trabalhar para prover o custeio 
das despesas do lar. Ainda durante o convívio, Hélio 
também conseguiu comprar em seu próprio nome dois 
automóveis e uma chácara de lazer. Em 20 de janeiro de 
,àMa iaà foià o te pladaàe àu àso teioàdaà ega-
se a ,à vi doà aà e e e à aà ua tiaà deà R$ 1.000.000,00 
(um milhão de reais). Em seguida, diante da perspectiva 
de mudar de vida, rompeu o relacionamento com Hélio, 
pondo fim à união. Hélio concordou com a separação, 
mas os conviventes não chegaram a um consenso em 
relação à divisão do patrimônio. Diante da situação 
fática acima narrada e considerando a inexistência de 
contrato escrito entre as partes, pergunta-se: a) Algum 
dos bens adquiridos está sujeito à partilha? b) Em caso 
positivo, qual deles? E qual seria a proporção da 
divisão? Fundamente. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJBA - Ano: 2005 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Direitos da Personalidade - Considere que Eduardo 
propôs ação de investigação de paternidade contra 
Carlos e que a prova pericial não foi realizada em 
virtude da recusa do réu à submissão ao teste 
denominado exame de DNA. Diante da situação 
hipotética acima, elabore um texto dissertativo acerca 
das consequências jurídicas da recusa do réu à 
submissão ao exame de DNA. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 - 
Banca: FGV - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
das Sucessões - João é empresário e dono de vasto 
patrimônio imobiliário. Embora casado com Maria, 
mantém, paralelamente, um relacionamento amoroso 
com Teresa, iniciado há 2 anos. Teresa tem um filho 
menor, de nome Pedro, fruto de outra relação. Antes de 
falecer, João deixa um seguro de vida no valor de cem 
mil reais para Teresa e para Pedro, na proporção de 50% 
para cada um. João, no dia do falecimento, ainda vivia 
maritalmente com Maria, e não tinha filhos. Maria 
herdou todo o patrimônio imobiliário de João. A partir 
da hipótese apresentada, responda aos itens a seguir. A) 
Poderia Maria invalidar judicialmente a estipulação que 
João fez em benefício de Teresa? B) E quanto ao menor 
Pedro? 
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 42 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPA - Ano: 2011 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Direitos das Sucessões - Manoel, solteiro, pai de Cláudia 
e Pedro, faleceu em agosto de 2011, deixando a casa n.º 
50, situada na rua São Silvestre, em Belém – PA, 
registrada em seu nome no X Ofício do Cartório de 
Imóveis de Belém. A referida casa havia sido 
emprestada, em 2005, a um casal de amigos, Carlos e 
Cristina, pelo prazo de dois anos, necessários à 
conclusão da obra de imóvel que haviam comprado. 
Passados três anos, não tendo sido restituído o imóvel, 
Manoel, em 10/10/2008, notificou extrajudicialmente o 
casal para que deixasse o imóvel no prazo de trinta dias. 
O casal não atendeu a notificação, tendo permanecido 
no imóvel. Manoel, em 10/3/2011, novamente notificou 
extrajudicialmente o casal, que continuou inerte. Em 
junho de 2011, Manoel foi internado com complicações 
de saúde, tendo falecido dois meses depois. O espólio, 
representado por sua inventariante, mãe dos dois 
herdeiros que representa legalmente, ajuizou, ainda no 
curso do inventário, ação reivindicatória, em face de 
Carlos e Cristina, com o fim de reaver o imóvel ocupado. 
A escritura do imóvel e cópia das notificações recebidas 
pelos réus foram juntadas aos autos. Na ação, foram 
narrados os fatos e feito o pedido de imissão na posse 
do imóvel e de condenação dos réus em indenizar a 
quantia correspondente ao valor do aluguel do imóvel, 
desde 10/11/2008 até a sua efetiva desocupação, que 
seria apurado em liquidação de sentença por 
arbitramento. Citados, Carlos e Cristina apresentaram 
contestação, alegando: a) a inépcia da inicial, ante a 
falta de identificação detalhada do imóvel, com suas 
confrontações e características, e a ausência de 
propriedade do imóvel, com base no argumento de que 
não houvera partilha no processo de inventário; b) a 
impossibilidade jurídica do pedido, sob o argumento de 
que não cabe pedido reivindicatório para a obtenção da 
posse do imóvel; c) a ilegitimidade do espólio para 
figurar no polo ativo, sob o fundamento de que a 
legitimidade seria dos herdeiros; d) o direito à 
usucapião urbana por estarem na posse do imóvel por 
mais de cinco anos ininterruptos, utilizando-o como sua 
moradia, não possuírem outro imóvel e por medir o 
imóvel ocupado área de 180 m2; e) o direito de serem 
indenizados no valor de R$ 15.000,00 por benfeitorias 
realizadas no imóvel, a saber: colocação de armários nos 
quartos e substituição do piso da cozinha, tendo juntado 
notas fiscais comprobatórias datadas de maio de 2011; 
f) a falta de amparo para o pedido de indenização pelo 
aluguel, sob o argumento de que utilizavam a casa a 
título deempréstimo, e de que, em momento algum, 
Manoel lhes impusera a cobrança de qualquer valor 
nem tomara qualquer medida judicial para retirá-los do 
imóvel, o que demonstrava a aceitação tácita da 
continuidade do empréstimo. Ao final, pediram a 
extinção do processo sem resolução do mérito, ou a 
declaração de usucapião do imóvel em seu favor, ou, 
ainda, a condenação do autor a pagar-lhes a indenização 
referente ao gasto efetuado. Em réplica, o autor alegou: 
o não cabimento das preliminares; o não cabimento da 
alegação de usucapião aventada em contestação, sob o 
argumento de que não restara configurada a usucapião; 
o não cabimento do pleito de indenização, pois não fora 
provada a data da realização das benfeitorias; a 
pertinência da cobrança do aluguel pela utilização do 
imóvel após a notificação para sua devolução. O autor 
reafirmou os pedidos, requerendo a improcedência dos 
pedidos dos réus. Não havendo provas para produzir em 
audiência, os autos seguiram conclusos para sentença. 
Considerando os fatos hipotéticos acima relatados, 
profira, na condição de juiz substituto, a sentença, 
dando solução à lide. Analise toda a matéria de direito 
processual e material pertinente ao julgamento, 
fundamente suas explanações, dispense o relatório e 
não crie fatos novos. 
- Resposta: ASPECTOS MACROESTRUTURAIS - Sentença 
Cível - Quesito avaliado Faixa de valor Nota - 1 
Capacidade de expressão na modalidade escrita e uso 
das normas do registro formal da língua - 2 
Conhecimento do tema - 2.1 Preliminares não 
prosperam / Petição inicial atende aos requisitos 
previstos no art. 282 do CPC / Imóvel identificado / 
Inventário em andamento não há óbice / Legitimidade 
do espólio / Inventário não encerrado / Art. 12, V, do 
CPC / Possibilidade jurídica do pedido 0,00 a 1,50 - 1,25 
- 2.2 Possibilidade de usucapir em contestação: Súmula 
n.° 237/STF / Requisitos não configurados / Oposição 
após a notificação 0,00 a 1,50 1,00 - 2.3 Benfeitorias / 
Ausência de direito / Realização quando a posse não 
era mais de boa-fé / Art. 333, II, do CPC 0,00 a 1,00 
0,83 - 2.4 Aluguéis devidos pela utilização do imóvel 
após 30 dias da notificação até a desocupação / 
Liquidação por arbitramento / Art. 475-C do CPC 0,00 a 
1,50 1,50 - 2.5 Direito à imissão na posse do imóvel: 
requisitos preenchidos 0,00 a 2,00 1,00 - 2.6 
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 43 
Dispositivo: afastar as preliminares; extinção 
consoante o art. 269, I, do CPC; julgar procedentes os 
pedidos, para imitir o espólio na posse do imóvel; 
condenar os réus a indenizar da quantia 
correspondente ao valor do aluguel do imóvel, desde 
10/11/2008 até a sua efetiva desocupação, a ser 
apurado em liquidação de sentença por arbitramento / 
Condenação em custas e honorários em percentual 
sobre a condenação no valor referente indenização 
pelo pagamento do aluguel (art. 20, § 3.°, do CPC) 0,00 
a 1,50 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 - 
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
das Sucessões - NOÉ, magistrado aposentado, 
divorciado, quando contava a idade de sessenta e cinco 
(65) anos, casou-se com INGRA, de trinta e cinco 
(35), advogada, solteira. O casal, desde o enlace, 
passou a morar em casa de alto luxo pertencente ao 
marido e seu único bem. INGRA não possuía bens ao 
casar. Nenhum bem foi adquirido na constância do 
casamento, que também não gerou filhos. NOÉ morreu 
seis meses após o casamento. Ao casar com INGRA, NOÉ 
já possuía os filhos COSME e DAMIÃO, ambos 
advogados. Antes mesmo do inventário de NOÉ, INGRA 
casou-se com ODAIR, que foi morar com ela na casa 
deixada por NOÉ, residência do novo casal. INGRA 
morreu seis meses após o casamento, sem deixar 
ascendentes, descendentes ou parentes de sangue. À 
luz do vigente ordenamento jurídico, que direitos 
hereditários ou de sucessão tem ODAIR? Justifique. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 - 
Banca: FGV - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
das Sucessões - Renato tem 96 anos de idade e um filho, 
chamado Daniel. Apesar da idade avançada, desfruta 
plenamente de suas faculdades mentais. Após seu 
falecimento, Daniel é surpreendido com o aparecimento 
de um documento, datado e assinado apenas por seu 
pai, por meio do qual contempla seu fiel motorista, de 
nome Adalberto, com um pequeno crucifixo de madeira, 
uma cadeira de balanço, um paletó e a quantia de dez 
mil reais. Daniel é o único herdeiro de Renato, que 
deixou um automóvel e um pequeno apartamento. Não 
há dúvidas quanto à autenticidade do documento. Com 
base no caso narrado, responda aos itens a seguir. A) 
Qual a natureza jurídica do documento deixado por 
Renato? Indique o dispositivo legal correspondente. B) 
Poderia Daniel invalidar judicialmente, no todo ou em 
parte, o documento deixado por seu pai? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2008 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
de Família - á àafo ouàaç oàdeài de izaç oà o t aà B ,à
pretendendo receber a importância de R$ 1.000.000,00. 
A pretensão foi atendida e a intimação da sentença 
ocorreu em 15.10.2007. Os honorários advocatícios 
foram fixados em 10% sobre o valor da condenação. O 
vencido não interpôs recurso e, no dia 12.11.2007, 
efetuou o pagamento no importe de R$ 300.000,00 mais 
R$ 30.000,00 a título de honorários advocatícios. Em 
14.12.2007, o vencedor requereu o cumprimento da 
sentença, na modalidade de execução, e apresentou 
planilha contendo os seguintes valores: a) R$ 
700.000,00 pelo principal; b) R$ 70.000,00 pelos 
honorários advocatícios; c) R$ 70.000,00 pela multa 
prevista no art. 475-J do CPC. Requereu, ainda, fosse 
feito arbitramento de honorários advocatícios para a 
execução. O juiz, antes de decidir o pedido, preferiu 
ouvir o devedor. Este asseverou que a verba não é 
devida porque: a) os honorários advocatícios fixados na 
sentença abrange as fases de conhecimento e execução: 
b) a multa abrange a remuneração pelos eventuais 
serviços do advogado na fase de execução. Com base 
nestes dados, redigir a decisão sobre o derradeiro 
pedido formulado pelo credor, levando-se em conta a 
orientação do Superior Tribunal de Justiça em relação 
ao tema. Dissertar sobre o princípio da 
u i e o i ilidadeà eà aà fu gi ilidadeà e u sal.à à á à
fale euàeàdei ou,àal àdaà viúvaà B ,àosà filhosà C ,à D ,à
E ,à eà F ,à todosà e o es.à I i iadoà oà i ve t io,à G à
alegou que o falecido manteve com ela união estável 
osàúlti osà uat oàa osàeàge a a àaàfilhaà H ,àe o aà
ele, simultaneamente, mantivesse a união conjugal. A 
filhaà H àfoià e o he idaàpo àes itu aàpú li aàai daà oà
ave adaà oà egist oà ivil.à G àalegou,àai da,àte e àelaàeà
o falecido adquirido, no curso da união estável, um 
automóvel importado no valor de R$ 150.000,00, 
porém, registrado na repartição administrativa em 
o eàdeà á .à‘e ue euà fosseàad itidaà aà o diç oàde 
meeira do veículo e, na condição de representante legal 
deà H ,à fosseà aà e o à ad itidaà oà olà dosà he dei os.à
Ouvidos,à aà viúvaà B à eà osà filhosà C ,à D ,à E à eà F à
informaram que desconheciam o suposto convívio 
si ult eoàdeà á à o à G à aà o st iaàdoà asamento 
dele,à asà o o da a à ueà H àe aàfilhaàdoàfale idoàe à
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 44 
decorrência de relacionamento extraconjugal e, 
portanto, poderia ser habilitada como herdeira. O juiz 
e te deuà ueàoàpedidoàdeà G ,à ela io adoà o àaàu i oà
estável sem separação de fato, é tese jurídica complexa. 
E te deu,à ta ,à ueà aà ha ilitaç odeà H ,à aà
condição de herdeira, é questão de alta indagação 
porquea escritura pública de reconhecimento da 
paternidade ainda não foi averbada e estaria sujeita 
aimpugnação tanto pela viúva e quanto pelos filhos do 
i ve ta iado.à Dete i ouà ueà G à eà aà filhaà H à
procurassem as vias ordinárias. Analise, no aspecto 
estritamente processual, se a decisão foi correta ou 
incorreta, fundamentando a resposta. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 - 
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
de Família - À luz da Constituição Federal, princípios 
pertinentes ao direito de família e ao vigente 
ordenamento jurídico, como se deve resolver a 
questão da filiação de AMÉLIA, levada ao Judiciário? 
À luz da Constituição Federal, princípios pertinentes ao 
direito de família e ao vigente ordenamento jurídico, 
como se deve resolver a questão da posse e guarda de 
AMÉLIA, levada ao Judiciário? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 - 
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
de Família - ADÃO, funcionário público federal, casado, 
renda mensal de R$ 7.000,00, possui filhos com 
diferentes mulheres, a saber: PEDRO, sete anos e 
PAULO, seis anos, com RITA, eletricitária, renda mensal 
de R$ 1.000,00; ANA, oito anos e JOÃO, cinco anos, com 
EDLA, comerciária, renda mensal de R$ 600,00; 
OTÁVIO, quatro anos, com EDITE, bancária, renda de 
R$ 2.000,00 e CLÉA, três anos, com ANTONIA, dona 
de casa, sem renda própria. Exceto quanto à CLÉA, 
que vive em sua companhia com a atual esposa, ADÃO 
paga aos demais as seguintes pensões mensais, 
mediante desconto em folha de pagamento, resultado 
de sucessivos acordos celebrados com as mães dos 
menores em diferentes datas e homologados por 
sentença: R$ 500,00 para PEDRO e PAULO, metade para 
cada um; R$ 1.000,00 para ANA e JOÃO, metade para 
cada um; R$ 1.500,00 para OTÁVIO. RITA, EDLA e EDITE, 
todas solteiras, não possuem outros filhos além dos 
mencionados, todos normais, nenhum portador de 
necessidades especiais. CLÉA também é uma criança 
normal. Tanto ADÃO quanto as mães das crianças, são 
pessoas normais, residindo todos em casas próprias e 
ninguém estuda. À luz da Constituição Federal, 
princípios pertinentes ao direito de família e ao vigente 
Código Civil, PEDRO e PAULO teriam bases para rever o 
valor das pensões que vêm recebendo, seja para 
majorá-las ao padrão da paga ao meio-irmão OTÁVIO, 
seja para, em seus proveitos e prejuízo de meio-irmãos, 
equipar todas elas, em proporção? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2008 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
de Família - ALEXANDRINA VESCHER e HELMUT 
VESCHER separaram-se consensualmente em 
05/03/1995, ocasião em acordaram manter em 
comunhão os direitos patrimoniais sobre o apartamento 
de n. 72 do edifício Sabiá, integrante do condomínio 
Parque das Aves, situado à rua Marechal Rondon, n. 
145/297, bairro Santa Amália, nesta cidade, dividindo-se 
em partes iguais os frutos advindos do aluguel do 
imóvel. Posteriormente, em 27/04/1997, autora e réu 
firmaram instrumento particular de cessão de direitos 
de meação e extinção do condomínio, por meio do qual 
cedia ela ao réu a parte que lhe pertencia no referido 
bem imóvel, mediante o pagamento de R$ 120.000,00 
(cento e vinte mil reais), em 60 (sessenta) parcelas, das 
quais foram solvidas apenas as 15 (quinze) primeiras. 
Diante do inadimplemento e, decorridos 7 (sete) anos, 
pleiteia a resolução do instrumento particular de cessão 
de direitos, assim como a condenação do réu ao 
pagamento das perdas e danos , incluindo os frutos da 
coisa comum. Na contestação, o réu argüiu a prescrição 
(CC/1916, art. 178, §§ 8º e 9º, inciso V) e a 
improcedência do pedido inicial. Reconveio, 
pretendendo haver da autora reconvinda indenização 
pela conservação e manutenção do imóvel durante o 
período, reembolso das quantias relativas ao IPTU e às 
taxas condominiais e, ainda, das importâncias 
emprestadas para que ela pudesse adquirir o 
apartamento onde reside. A autora reconvinda rebateu 
a pretensão do réu reconvinte. Os litigantes concordam 
com o julgamento antecipado, visto que a matéria 
controvertida é de direito e os documentos necessários 
estão nos autos. DECIDA. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAC - Ano: 2006 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Direitos de Família - Ana ajuizou ação de investigação 
de paternidade contra Carlos, e a sentença decidiu pela 
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 45 
procedência do pedido, isto é, reconheceu a 
paternidade do investigante e transitou em julgado em 
12/12/2000. Em virtude da recusa injustificada do réu 
em submeter-se a exame pericial, consistente no exame 
de DNA, a paternidade foi reconhecida sem a referida 
prova técnica, valendo-se o juiz de outros meios de 
prova, testemunhais e documentais, existentes nos 
autos. Em 15/11/2006, Carlos ajuizou ação negatória de 
paternidade contra Ana, alegando que deseja submeter-
se ao exame DNA, para que se estabeleça a verdade real 
e não presumida quanto à paternidade questionada. 
Diante dessa situação hipotética, elabore um texto 
dissertativo acerca da decisão judicial a ser proferida na 
ação proposta por Carlos, incluindo, se for o caso, 
elementos que poderiam ser apresentados por Ana em 
sua defesa. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 - 
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
de Família - Após anos de estável união homoafetiva, a 
advogada AURA e a enfermeira ALMA decidiram que 
uma delas teria um filho biológico da outra. Em 
Clínica especializada e procedimento próprio, usado 
banco de esperma, óvulo de ALMA, fertilizado in 
vitro foi implantado com sucesso em AURA, que gerou 
e pariu AMÉLIA. Essa, à vista de atestado médico 
expedido pela maternidade, foi registrada como filha 
apenas de AURA, na forma da lei. Meses após o 
nascimento de AMÉLIA, AURA e ALMA se separaram. 
AURA mudou-se para Belém (PA), onde foi trabalhar e 
estudar. Ficando em Macapá, ALMA voltou a morar com 
os pais em companhia de AMÉLIA. O ambiente familiar 
de criação de AMÉLIA é harmonioso e amoroso. Nada 
lhe falta. Parecidíssima com ALMA, sua mãe genética, 
em físico e temperamento, AMÉLIA é a alegria da 
casa, paixão dos "avós" cinquentões. Ninguém da 
família, todavia, possui sua guarda de direito. AURA, 
mesmo durante o tempo em que morou fora de 
Macapá, habituou-se a visitar AMÉLIA pelo menos uma 
vez por mês. Além disso, desde a separação, auxilia em 
sua criação com "mesada" regular, depositada em conta 
de ALMA. AMÉLIA adora a "tia" AURA, que adora 
AMÉLIA. Com o retorno definitivo de AURA para 
Macapá, agora na condição de alta funcionária pública 
federal efetiva, quer ela, cada vez mais, influir na criação 
e educação de AMÉLIA, "filha" que gestou e pariu. ALMA 
e sua família não aceitam. O frágil equilíbrio das 
relações se rompeu. Não há mais espaço para 
solução amigável do conflito. AMÉLIA tem cinco anos; 
AURA e ALMA, trinta e cinco cada uma. AURA é de 
classe média alta e mora em confortável casa própria, 
situada em área nobre de Macapá; vive com uma irmã 
mais velha, também solteira, sua única parente viva. 
ALMA, filha única, é de classe média baixa; mora, com 
AMÉLIA, em casa simples, de propriedade de seus pais, 
em companhia deles, situada em bairro periférico de 
Macapá. AURA ameaça com sua qualidade de mãe 
jurídica de AMÉLIA. ALMA argumenta com sua condição 
de mãe afetiva e genética de AMÉLIA, fato esse fora de 
dúvidas, porque devidamente comprovado por exame 
de DNA. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2011 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Civil- Assunto: 
Direitos de Família - Dissertação - Os direitos 
sucessórios da companheira viúva e da mulher viúva 
casada pelo regime da comunhão parcial de bens, 
mediante a interpretação sistemática das normas 
jurídicas, constitucionais e legais, aplicáveis à espécie. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2007 - 
Banca: TJSP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
de Família - Dissertação- Princípios basilares do Código 
Civil brasileiro (Lei Nº 10.406,De 10.01.2002) Inovações 
no Direito de Família em relação ao Código Civil De 1916 
(Livro IV, Título I, Substituto I, Capítulos I Ao XI) 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2008 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
de Família - ELIZIÁRIO VERNE e sua esposa ANAZILDA 
SANTUZA SANTOS ajuízam ação visando alterar o regime 
de bens adotado para o patrimônio do casal, realizado 
em julho de 2001, de comunhão parcial para separação 
total. Esclarecem que não possuem quaisquer bens a 
serem partilhados. Dizem, ainda, que já haviam, mesmo 
antes do casamento, manifestado o desejo de adotarem 
o regime de separação total, que restou frustrado pelo 
fato de não disporem, à época, de condições financeiras 
para arcar com as despesas da indispensável escritura 
de pacto antenupcial. Realizada audiência de instrução, 
as testemunhas inquiridas confirmaram os fatos 
alegados pelos requerentes. O Ministério Público 
opinou pelo deferimento do pedido. DECIDA. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
de Família -Discorra sobre a reformatio in pejus indireta 
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e suas consequências nos julgamentos pelo Tribunal do 
Júri. M.V. ajuíza ação de reparação de danos contra 
H.C.V., sob o fundamento de que se casaram, após 
longo período de namoro e noivado, no entanto, 
passados 45 (quarenta e cinco) dias do casamento, 
ocorreu a separação do casal. Sustenta que o 
desfazimento de seu casamento ocorreu por culpa 
exclusiva do requerido, que, pretextando haver perdido 
o emprego, culminou por abandonar o lar, sem qualquer 
explicação, deixando-a na mais completa carência e 
abandono, pois, até então, ela era apenas estudante e 
dependente de seu genitor. Diz a autora que realizou 
despesas diversas, tais como igreja, vestidos de noiva, 
fotógrafos, buffet e outras. Viu-se obrigada a cancelar a 
viagem de lua-de-mel, programada para dois meses 
depois do enlace, sendo ressarcida apenas em parte 
pelos gastos efetuados com a agência de turismo 
contratada. Haviam combinado, enquanto noivos, que 
as despesas com a celebração e comemoração do 
casamento seriam divididas proporcionalmente. O ex-
marido não honrou o compromisso assumido, tendo a 
autora que arcar, sozinha, com todas as despesas, 
graças a empréstimo contraído com seu genitor. Conclui 
que faz jus à indenização pelos prejuízos materiais 
sofridos, além do dano moral suportado, já que tudo 
isso lhe causou os maiores transtornos e forte abalo 
emocional. Defendendo-se o réu alega que não há prova 
de sua culpa pelo fim do casamento, visto que a autora 
fundamenta o pedido nos arts. 186 e 927 do Código 
Civil. A ruptura da união se deu consensualmente, com a 
plena aquiescência da requerente. Jamais fez acordo 
com a autora no sentido de responsabilizar-se pelo 
pagamento demetade das despesas realizadas com o 
casamento, mesmo porque estavam fora de seu padrão 
econômico. O fim da união ocorreu em razão da perda 
de seu emprego, o que acabou por abalar a relação 
conjugal. Não se pode falar em responsabilidade 
contratual ou extracontratual. Para configuração de sua 
responsabilidade civil, deveria ter sido comprovado não 
somente o dano alegado, mas também a conduta 
culposa e o nexo causal entre esta e aquele, salientando 
que o simples aborrecimento pela dissolução da 
sociedade conjugal é insuficiente para caracterizar a 
responsabilidade civil, consoante entendimento 
doutrinário e jurisprudencial dominante. Decida. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
de Família - Paula Lafaiete contraiu matrimônio com 
Hélio Vaz. Quatro meses depois, o cônjuge virago 
descobriu que seu marido havia sido condenado pelo 
crime de estupro, circunstância que tornou insuportável 
a convivência do casal e motivou o ajuizamento, por 
parte dela, de ação de nulidade do casamento. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2014 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Direitos Reais - A Prefeitura Municipal de Comarca do 
i te io à ajuízaà aç oà deà desap op iaç oà o t aà B ,à
visando a expropriar imóvel de sua propriedade, que se 
e o t aà alugadoà pa aà aà e p esaà C ,à o deà estaà
i stalouà aà suaà sede.à Citado,à B à apresenta a sua 
contestação, propugnando pela condenação da 
expropriante no pagamento da justa indenização, que, 
no seu entendimento, inclui o valor atinente ao ponto 
o e ial.àCo tudo,àaàe p esaà C ,à alg adoà oàte haà
sido citada, também comparece aos autos e apresenta 
contestação, requerendo para si o pagamento do valor 
atinente ao mencionado fundo de comércio. Pergunta-
se:à a à áà e p esaà C à te à legiti idadeà passivaà pa aà
comparecer aos autos da ação expropriatória e 
contestar o feito? Justifique. b) A quem deve ser paga a 
indenização do referido fundo de comércio? Porquê? c) 
De que forma se dará esse pagamento? Justifique. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJSC - Ano: 2011 - 
Banca: TJSC - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
Reais - Conceitue a usucapião e discorra sobre os 
requisitos necessários para a usucapião especial urbana 
prevista no art. 183 da Constituição Federal, 
regulamentada pelo Estatuto da Cidade (Lei n. 10.257, 
de 10.07.2001; art. 9º). Especifique e discorra sobre os 
princípios fundamentais e direito social albergados na 
Carta Magna aplicáveis à usucapião especial urbana. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2013 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
Reais - Após o procedimento legal próprio, o Estado do 
Rio de Janeiro realiza escritura pública de 
desapropriação de determinado imóvel pertencente a 
Caio Tício, visando nele construir um hospital. Caio Tício, 
seis meses após, constatando a omissão do Estado em 
registrar a escritura e tomar posse do bem, o aliena para 
Mário da Silva que, de boa-fé, inicia a construção de 
uma casa. Neste instante, o Estado do Rio de Janeiro o 
notifica informando ser o proprietário e ter interesse em 
construir um hospital na área. Observando a recusa de 
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Mário da Silva em entregar o imóvel, o Estado ajuíza 
ação reivindicatória, que é contestada ao argumento da 
boa-fé, advinda da presunção de propriedade que se 
retira do registro imobiliário, sendo certo que já pagou o 
valor total ajustado no contrato de compra e venda, que 
foi, inclusive, já levado a registro. O processo tem 
trâmite normal, deixando o Ministério Público de se 
manifestar por ausência de interesse. Sendo você o juiz 
da causa, como decidiria, explicitando o motivo, ciente 
de que todas as alegações de Mário da Silva foram 
comprovadas no curso do processo? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2012 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
Reais - Caio era proprietário de certo lote de terreno em 
Teresópolis. Sem ir ao local com frequência, foi 
surpreendido com a constatação de que terceiro, 
falsificando seus documentos, logrou alienar o imóvel a 
Simplício, que nele chegou a erguer uma pequena casa 
dedois cômodos. Imediatamente procurou um 
advogado, que propôs em face do adquirente ação 
reivindicatória, distribuída em 3/6/2012. Citado em 
15/10/2012, sustentou o réu preliminar de ilegitimidade 
passiva, vez que o imóvel fora revendido no dia 
23/8/2012 a Tício, a quem transferiu a posse na mesma 
data. Decida a preliminar justificadamente, indicando os 
fundamentos legais pertinentes, se houver. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2010 - 
Banca: TJMS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Direitos Reais - Cite cinco diferenças entre direitos de 
vizinhança e servidões. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2008 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
Reais - CLODOALDO FORMIGA, brasileiro, casado, 
comerciário, residente no município de Belo Horizonte, 
ajuíza AÇÃO DE REINTEGRAÇÃO DE POSSE contra 
GERMINO SILVA, brasileiro, solteiro, mecânico de 
veículos, sob fundamento de que detém a posse do lote 
de terreno e da casa nele edificada, situados na rua 
Bagdá, 25, bairro Cantareira, onde morou com a esposa 
e filhos por 10 (dez) anos. No entanto, em razão de 
haver praticado crime de homicídio, esteve cumprindo 
pena de reclusão em estabelecimento prisional no 
interior do Estado. Agora, em liberdade, após o 
cumprimento da pena, encontrou o imóvel ocupado 
pelo réu, que nega restituí-lo. O esbulho está 
caracterizado. O pedido para reintegração de posse 
deve ser julgado procedente. O réu contesta com a 
alegação de que adquiriu o imóvel da mulher do autor, 
mediante contrato de promessa de compra e venda, 
com pagamento integral do preço. Também realizou 
benfeitorias na casa no valor de R$ 827,00 (oitocentos e 
vinte e sete reais). Assim, tem a posse legítima do 
imóvel. O pedido inicial deve ser julgado improcedente. 
Não sendo assim, o autor deve devolver-lhe o dinheiro 
pago na aquisição do imóvel e indenizá-lo pelo preço 
das benfeitorias, assegurado o direito de retenção. O 
autor volta aos autos para dizer que não assinou a 
promessa de compra e venda, que é inválida, e, por isso, 
não deve ser reconhecida a posse em favor do réu. Não 
responde pela restituição do dinheiro pago à sua 
mulher. Não há prova da realização e do dinheiro gasto 
pelo réu com supostas benfeitorias. Concluída a 
instrução da causa, o autor diz que as 6 (seis) 
testemunhas inquiridas em juízo comprovaram os fatos 
por ele alegados e os requisitos legais para a 
procedência do pedido inicial de reintegração de posse; 
o réu, por sua vez, rebate dizendo que a prova 
testemunhal não infirma o contrato de promessa de 
compra e venda, e, assim, é a seu favor que deve ser 
reconhecida a posse. O pedido inicial é improcedente ou 
deve ser acatado o pedido alternativo. Questões 
preliminares, de ordem processual, foram superadas no 
despacho saneador e estão protegidas pela coisa 
julgada. DECIDA. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2006 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Direitos Reais - Considerando o direito possessório, 
responda as seguintes questões: a) Em razão do 
desforço pessoal imediato, é possível exigir a função 
social da posse aplicada em conjunto com o princípio 
constitucional da isonomia substancial? Explique e 
fundamente a sua resposta. b) Qual o sentido 
teleológico da proteção jurídica da posse? 
 - Resposta: a) Sim. O desforço imediato é 
consequência da aparência de propriedade que lhe é 
inerente e em nada interfere na situação de se 
configurar uma função social à posse, ao contrário. A 
função social da posse advém da função social da 
propriedade (art. 5.º, XXIII, CF), aplicada em conjunto 
com o princípio constitucional da isonomia substancial 
(art. 5.º, caput, CF). Ainda, de forma indireta, 
conforme arts. 183 e 191, CF. Não há disposição 
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específica na Constituição ou em lei ordinária que trate 
da função sócia da posse, mas ela é extraída destas 
normas. Situação já abordada, por exemplo, pelo 
Tribunal de Alçada de Minas Gerais, no agravo de 
instrumento 425.429-9, 2.ª Turma Cível, rel. Juiz 
ál e toàVilasàBoas.à áàfu ç oàso ialàdaàposseàpodeàse à
exigida independentemente da expressa previsão pelo 
legislador constitucional ou infraconstitucional.Sendo a 
posse o exercício fático de algumas posições jurídicas 
inerentes ao domínio, a função social da propriedade 
(art. 5.º, XXIII, da Constituição Federal) é plenamente 
apli elà aà ela. à ‘e atoà Dua teà F a oà deàMo aes,à áà
função social da posse, in Direito Civil – Estudos em 
homenagem à professora Giselda Maria Fernandes 
Novaes Hironaka, São Paulo, Métido, 2006. b) 
Conforme a teoria de Jhering, adotada em nossa 
codificação atual e na anterior, a posse merece 
proteção em razão do desdobramento da aparência de 
propriedade, defendendo-se aquilo que aparenta ser 
de acordo com o direito. Evitam-se conflitos e o uso de 
violência, o que não ocorreria se não houvesse a 
esta ilidadeà o fe idaàpelaà p oteç oàpossess ia.à E à
suma, o bem jurídico inicialmente tutelado com a 
defesa da posse é o exercício fático das posições 
jurídicas do domínio.Com isso, defende-se 
ediata e teàaàpazàso ial. à ‘e atoàDua teàF a oàdeà
Moraes, A função social da posse, in DireitoCivil – 
Estudos em homenagem à professora Giselda Maria 
Fernandes Novaes Hironaka, São Paulo, Método, 
2006.) 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
Reais - Descreva as diferenças conceituais entre os 
institutos da servidão de passagem e da passagem 
forçada. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2008 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
Reais - Diferencie o Direito Real de Superfície da 
Enfiteuse. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2008 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
Reais - É admissível a constituição do direito real de 
superfície indistintamente sobre prazos e alódios? 
Resposta fundamentada com a distinção entre essas 
figuras jurídicas. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJGO - Ano: 2010 - 
Banca: TJGO - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Direitos Reais - É cabível a mudança do caráter primitivo 
(ou de aquisição) da posse? Justifique e exemplifique. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2011 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
Reais - É POSSÍVEL O DIREITO DE SUPERFÍCIE DE 
SUBSOLO OU DE ESPAÇO AÉREO? JUSTIFIQUE A 
RESPOSTA. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2013 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
Reais - É válida cláusula contratual que estabeleça a 
perda dos valores pagos a título de sinal, prestações, 
comissão de corretagem e despesas cartorárias em 
virtude de desistência da compra de imóvel pelo 
promissário comprador, durante a construção da 
unidade imobiliária? Fundamente a resposta. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2008 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
Reais - Em ação de despejo por falta de pagamento 
proposta contra José, locatário do imóvel, foi julgado 
procedenteo pedido. Maria, co-locatária do bem, 
interpôs apelação, no prazo legal, requerendo a 
anulação da sentença, ao argumento de que não fora 
incluída no polo passivo, e que, por isso, não pode ser 
atingida pelo decreto de despejo. Que solução deveria 
dar o órgão revisor para o pleito recursal? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 - 
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
Reais - Faça a diferença entre várzea e ressaca. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2008 - 
Banca: FGV - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
Reais - João Carlos Silva adquiriu um lote noJardim das 
Borboletas e não pagou as contribuições mensais para a 
Associação que administrava o local. A Associação foi 
criada 10 anos antes de João Carlos Silva adquirir seu 
lote e administra o espaço, com serviços de limpeza, 
portaria, segurança (com cancela na entrada do 
loteamento) e lazer (há ainda uma praça interna com 
quadra múltipla e parque infantil) e pista para 
caminhada. A Associação ingressou com ação de 
cobrança das contribuições pelo rito sumário, sendo a 
dívida de R$ 25 mil. Alega que são parcelas análogas às 
cotas condominiais, que haveria enriquecimento sem 
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causa de João, visto que usufrui dos serviços prestados e 
que a obrigação tem natureza propter rem. Afirma que 
o loteamento tem guaritas, o que garante a segurança 
do local, havendo autorização (a título precário) 
conferida pela Municipalidade (fato provado). João 
Carlos, em audiência, contestou. Afirma a 
impropriedade do rito, pelo valor da causa, a 
impossibilidade jurídica do pedido, já que, pelo artigo 
5º, XX, impede que pessoas sejam obrigadas a se 
associar ou a permanecerem associadas. Aduz que não 
tem filhos que usufruam do parque (fato provado), 
deixa seu lixo na calçada (fato provado), sendo 
obrigação do serviço público retirá-lo e que é contra a 
cancela, mesmo porque deveria ser livre o acesso às 
ruas que são públicas. Por fim, acrescenta que os 
supostos benefícios criados pela associação já deveriam 
ser oferecidos pelo Poder Público, pois inclusos no IPTU. 
Analise o litígio em questão abordando, 
necessariamente, seus aspectos constitucionais, 
administrativos, tributários, civis e processuais. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
Reais - João Floriano e s/m Maria Dolores ajuízam ação 
de reivindicação de imóvel urbano,em que os autores se 
baseiam em escritura devidamente transcrita no 
Registro Imobiliário, e os réus, Pedro Leôncio e Tereza 
Dulcenira se defendem com base em posse oriunda de 
contrato de compromisso de compra e venda não 
registrado e outorgado por outrem que não o 
reivindicante. Os autores enfatizam a posse injusta dos 
réus, enquanto estes, na defesa, invocam posse justa de 
boa-fé. Decidir. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPR - Ano: 2011 - 
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Direitos Reais - Laura Beck Varela destaca que a 
regulação jurídica da posse no direito brasileiro, tomada 
a perspectiva da teoria subjetiva ou da teoria objetiva, 
oscilou ao longo do tempo entre abstração e autonomia 
sendo que, de acordo com ela, "pode-se extrair uma 
contribuição para refletir, para redimensionar a 
hermenêutica jurídica dos conflitos possessórios, 
conciliando-os com os valores da atual Constituição e do 
novo Código Civil" (A tutela da posse entre abstração e 
autonomia, in A Reconstrução do Direito Privado, org. 
Judith Martins-Costa, São Paulo, Editora Revista dos 
Tribunais, 2002, p. 789-842). Você acaba de assumir o 
cargo de Juiz Substituto na Comarca de Realeza e recebe 
conclusos para sentença os autos de uma ação de 
reintegração de posse, em que o autor, na inicial, se diz 
possuidor de área urbana de 2.000m2 porque detém 
título de propriedade e pagou o IPTU do imóvel durante 
dez anos. O terreno esta ocupado por dez famílias que 
construíram casas no local, faz cinco anos, e pedem na 
contestação o direito a posse e usucapião da área. Não 
houve pedido de liminar. Tomando-se como ponto de 
partida o assinalado por Laura Beck Varela e o contexto 
do caso, pergunta-se: A) É possível reconhecer o direito 
a posse pelas famílias ocupantes da área no próprio 
processo? Qual o fundamento jurídico e legal? Faca a 
explicação em ate cinco linhas (ate 0,5 pontos) B) Qual a 
concepção de posse que deve ser invocada na 
interpretação da regra do art. 1196 do Código Civil 
para o efeito de identificar o possuidor da área? Faça a 
fundamentarão em ate cinco linhas (ate 0,5 pontos). 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
Reais - MARCOS apresentou, por seu advogado, sob o 
procedimento de jurisdição voluntária, requerimento 
fo alà aoà Juizà deàCo tage à deàe pediç oàdeà áLVá‘ãà
JUDICIáL à pa aà oà fi à deà des e a e toà doà loteà ,à
da quadra 15, da Rua Santo Antônio, Bairro Sede, 
matrícula nº 69.585, Lº 1, 2º Ofício, daquela Comarca, 
adquirido em comunhão com seu irmão, MÁRCIO. O 
Município, notificado, não se opôs ao requerido. 
Fundamente e decida o pedido, segundo os elementos 
fornecidos e o regramento do Código de Processo Civil. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2011 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
Reais - MÉVIO OCUPA, DESDE 1º DE JANEIRO DE 1992 
UM LOTE DE TERRENO COM 460 M2, EM ÁREA 
URBANA, ONDE DESDE ENTÃO, CONSTRUIU UMA CASA 
ONDE RESIDE COM SUA FAMÍLIA, SEM POSSUIR 
QUALQUER TÍTULO DO BEM. EM 07 DE FEVEREIRO DE 
2005, AJUIZOU AÇÃO DE USUCAPIÃO DESSE IMÓVEL. AO 
CONTESTAR O PEDIDO, O RÉU ARGUMENTOU QUE O 
PRAZO AQUISITIVO SOMENTE SE COMPLETARIA EM 1º 
DE JANEIRO DE 2012. ASSISTE RAZÃO AO RÉU? 
JUSTIFIQUE. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 - 
Banca: FGV - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
Reais - O Estado do Amazonas construiu um hospital em 
área que entendia ser de sua propriedade. Passados seis 
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 50 
anos, João Tício ajuíza ação em face do estado do 
Amazonas postulando a reintegração na posse do 
referido imóvel, ou, alternativamente, indenização. No 
curso da demanda ficou comprovado que o imóvel, 
onde se construiu o hospital público, era de propriedade 
de João Tício. Assim, após o regular processamento da 
demanda, com a devida contestação, veio parecer do 
MP, no sentido da ocorrência da prescrição quinquenal. 
Sendo você o Juiz da causa, apresente os fundamentos 
da decisão, indicando o instituto posto, e o eventual 
direito de João Tício. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2008 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Direitos 
Reais - Quanto ao direito de superfície, explicitar, 
fundamentadamente: a) sua natureza jurídica; b) a 
forma de sua constituição mediante concessão; c) a 
forma de sua constituição mediante cisão; d) a 
controvérsia relacionada à sua aquisição pela via da 
usucapião. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPB - Ano: 2011 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Direitos Reais - SENTENÇA CIVIL - A Agência de Turismo 
Beta ajuizou ação, sob o rito comum ordinário, contra a 
Construtora e Incorporadora Alfa, alegando que 
adquirira, em 20/5/2007, os direitos de compra de uma 
sala para escritório, mediante instrumento de cessão de 
direitos, que contara com a anuência da ré. 
Argumentou, ainda, que a data prevista para a entrega 
do imóvel era 20/5/2010, com tolerância de mais 180 
dias, para os casos fortuitos ou de força maior, e que o 
imóvel somente lhe fora entregue em 20/6/2011. 
Registrou, também, a autora que a entrega das chaves 
fora condicionada à assinatura de um termo de plena 
quitação das obrigações assumidas pelas partes no 
contrato, mas que, antes de firmá-lo, procedera à 
notificação extrajudicial da ré, ressalvando a cláusula 
referente ao prazo de entrega da obra. Aduziu a 
inexistência de qualquer motivo que justificasse o atraso 
da obra, entendendo ter o direito de ser indenizada, no 
valor gasto com aluguéis até a data em que instalou, no 
local adquirido, sua nova filial, o que ocorreu em 
20/8/2011, após concluída a reforma no local, cujo 
projeto jáestava pronto e para a qual já havia 
contratado um arquiteto e a mão de obra necessária 
para a execução da obra. Alegou, também, que sofrera 
profundo abalo ante a demora na entrega das chaves, 
visto que, não tendo instalado sua filial na data prevista, 
deixara sua clientela frustrada com a indisponibilidade 
da nova sala. Referiu, ainda, ter sofrido imenso prejuízo, 
uma vez que perdera a chance de celebrar contratos na 
região em que se localiza a sala comercial adquirida. A 
autora requereu a procedência do pedido, com a 
condenação da ré ao pagamento de R$ 30 mil (R$ 2 mil 
por mês de aluguel pago em outra sala comercial), 
fazendo a juntada dos recibos; de R$ 100 mil a título de 
dano moral e de R$ 50 mil pelos danos acarretados pela 
perda da chance de celebração de contratos, tudo com 
juros e correção monetária, além das custas processuais 
e dos honorários advocatícios. Regularmente citada, a ré 
apresentou contestação. Em preliminar, alegou a 
impossibilidade jurídica do pedido, por não haver, no 
ordenamento jurídico, previsão para indenização pela 
perda de chance tampouco por dano moral sofrido por 
pessoa jurídica. Alegou, ainda, que a assinatura do 
termo representava um óbice à propositura da ação e 
que a inflação havia ocasionado retardamento na 
conclusão da obra, fato que, segundo ela, imporia a 
aplicação da teoria da imprevisão. Alegou a inexistência 
de previsão legal para o pagamento das quantias 
pleiteadas pela autora a título de dano material e moral. 
Aduziu que condicionara a entrega do imóvel à 
assinatura de termo de renúncia de ação de indenização 
por atraso na prática do ato e que, tendo a promissária 
compradora assinado o termo, sem fazer prova de vício 
que pudesse torná-lo nulo, a renúncia teria plena 
eficácia jurídica. Requereu, ao final, a improcedência 
dos pedidos, com a condenação da autora nas custas 
processuais e nos honorários advocatícios. Em réplica, a 
autora argumentou que os fatos alegados pela ré para 
esquivar-se da responsabilidade de indenizar eram 
desprovidos de prova, registrando que a crise alegada 
pela ré fora causada pelo desenvolvimento de uma 
política de crescimento exagerado, sem o respectivo 
planejamento, e não pela inflação. Sustentou seu direito 
em obter a indenização, nos moldes expostos na inicial. 
Regularmente intimadas para especificarem provas, a 
autora protestou pelo julgamento antecipado da lide e a 
ré nada requereu. Com base no relato acima 
apresentado, que deve ser considerado como o 
relatório da peça processual, redija, na condição de juiz 
federal substituto, apenas a fundamentação e a decisão. 
 - Resposta: 1- Capacidade de expressão na modalidade 
escrita e atendimento às normas do registro formal 
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culto da língua portuguesa: 0,00 a 1,00 - 2- 
Desenvolvimento do tema - 2.1 Possibilidade jurídica 
do pedido / Mérito / Teoria da asserção / Perda da 
chance admitida no direito brasileiro / Dano moral 
(Súmula 227/STJ) - 2.2 Não prevalência do termo / 
Inflação / Alegação sem fundamento (CPC, art. 333, II) 
0,00 a 4,00 1,00 - 2.3 Não cabimento de indenização 
pela perda da chance e por danos morais / Cabimento 
parcial de danos materiais 0,00 a 2,00 - 2.4 Dispositivo: 
Resolução nos termos do art. 269, I, do CPC / 
Procedência parcial dos danos materiais / Juros e 
correção monetária / Improcedência do pedido de 
indenização por danos morais e da perda de chance / 
Distribuição do ônus de sucumbência (CPC, art. 21) 
0,00 a 2,00. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2010 - 
Banca: TJMS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Duas 
pessoas constituindo relação homo afetiva podem 
adotar criança abrigada há mais de dois anos? Responda 
fundamentadamente. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJCE - Ano: 2012 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Fontes 
- Conceitue direito objetivo e direito subjetivo e discorra 
sobre as fontes estatais e não estatais do direito. 
 - Resposta: Conhecimento do tema, Conceito de direito 
objetivo e de direito subjetivo, Fontes estatais e não 
estatais do direito. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRS - Ano: 2012 - 
Banca: TJRS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Fontes - 
Discorra sobre as fontes do direito, em suas acepções 
formal e material, explicitando a importância da 
jurisprudência na construção do Direito e o papel das 
súmulas vinculantes. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPI - Ano: 2012 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Civil - Assunto: LINDB 
- Redija texto dissertativo a respeito da arbitragem 
como sistema não judicial de composição de litígios, 
abordando, necessariamente, os seguintes aspectos: 1- 
convenção de arbitragem: conceito de cláusula 
compromissória e de compromisso arbitral; 2- 
arbitragem e princípio da inafastabilidade da jurisdição, 
conforme o que dispõe a Constituição Federal. 
- Resposta: 1- Capacidade de expressão na modalidade 
escrita e de uso das normas do registro formal culto da 
língua portuguesa 0.25 - 2 Conhecimento do tema - 2.1 
Convenção de arbitragem: conceito de cláusula 
compromissória e de compromisso arbitral 1.00 - 2.2 
Arbitragem e princípio da inafastabilidade da 
jurisdição (CF, art. 5.º, XXXV) 1.25 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2010 - 
Banca: TJMS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: LINDB - 
Cite cinco circunstâncias fáticas em que o Código Civil 
Brasileiro autoriza o juiz a julgar mediante juízo 
equitativo. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAC - Ano: 2012 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Civil - Assunto: LINDB 
- Discorra sobre a eficácia da lei no tempo, abordando, 
necessariamente, os seguintes aspectos: 1- início e 
término da vigência da lei; 2- revogação da lei: conceito 
e espécies de revogação; 3- critérios que conduzem à 
revogação da lei; 4- repristinação: conceito e 
tratamento no direito brasileiro. 
- Resposta: Vernáculo – Conhecimento do tema – Início 
e término da vigência da lei – Revogação da lei: 
conceito e espécies de revogação – Critérios de 
revogação da lei – Repristinação: conceito e 
tratamento no direito brasileiro. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAC - Ano: 2012 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Civil - Assunto: LINDB 
- Discorra sobre a eficácia da lei no tempo, abordando, 
necessariamente, os seguintes aspectos: 1- início e 
término da vigência da lei; 2- revogação da lei: conceito 
e espécies de revogação; 3- critérios que conduzem à 
revogação da lei; 4- repristinação: conceito e 
tratamento no direito brasileiro. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRS - Ano: 2013 - 
Banca: TJRS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: LINDB - 
Não são raros os casos de conflito (real ou aparente) de 
normas jurídicas no tempo, dado que o direito positivo é 
legislado de forma diacrônica. Com olhos em tal 
fenômeno, pergunta-se:à oà a tigoà º,à aput ,à daà Leià
Co ple e ta à ºà / à áàvig iaàdaàlei será indicada 
de forma expressa e de modo a contemplar prazo 
razoável para que dela setenha conhecimento, 
ese vadaà aà l usulaà e t aà e à vigo à aà dataà deà suaà
publicação à pa aà asà leisà deà pe ue aà epe uss o ,à
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 52 
evogouà oà aput à doà a tigoà ºà doà De eto-Lei nº 
. / à “alvoà disposiç oà o t ia,à aà leià o eçaà aà
vigorar em todo o país quarenta e cinco dias depois de 
oficialmente publicada)? Justifique a resposta, 
considerando o teor do artigo 9º da Lei Complementar 
ºà / à Cl usulaà deà evogaç oà deve à e umerar, 
e p essa e te,àasàleisàouàdisposiç esàlegaisà evogadas à
e 2º do Decreto-Leià ºà . / à N oàseàdesti a doàà
vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a 
odifi ueàouà evogue .à 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2011 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: LINDB - 
REX IMPORT LTDA AJUIZOU EXECUÇÃO POR TÍTULO 
JUDICIAL EM FACE DA DISTRIBUIDORA DA ALIMENTOS 
SACI COM O OBJETIVO DE DAR CUMPRIMENTO À 
CONDENAÇÃO IMPOSTA PELA CÂMARA MUNDIAL DE 
ARBITRAGEM, COM SEDE EM LONDRES, MAS CUJO 
LAUDO RESULTOU DA ATUAÇÃO DE TRÊS ÁRBITROS 
QUE, EMBORA EUROPEUS, RESIDIRAM NO BRASIL 
DURANTE O PROCESSO ARBITRAL E ATÉ A CONFECÇÃO 
DO DOCUMENTO. EM IMPUGNAÇÃO ARGUIU A 
DEVEDORA A NULIDADE DA EXECUÇÃO VISTO QUE O 
LAUDO, EMITIDO POR INSTITUIÇÃO ESTRANGEIRA, 
DEVERIA SER PREVIAMENTE HOMOLOGADO PELO STJ. 
SUSTENTOU TAMBÉM QUE O COMPROMISSO ERA 
NULO, PORQUANTO LAVRADO POR MANDATÁRIO SEU, 
MUNIDO DE PODERES PARA TRANSIGIR MAS NÃO PARA 
CELEBRAR COMPROMISSO. AO DEFENDER-SE, 
SUSTENTOU O EXEQÜENTE QUE A CONSTITUIÇÃO NÃO 
EXIGE A HOMOLOGAÇÃO DO LAUDO PELO STJ, A TEOR 
DE SEU ARTIGO 105, I, I. QUANTO À INVALIDADE DO 
LAUDO, AFIRMOU QUE A DEFESA JÁ FOI RECUSADA 
PELOS ÁRBITROS, OS ÚNICOS COMPETENTES PARA 
FAZÊ-LO, A TEOR DO ARTIGO 8°, PARÁGRAFO ÚNICO, DA 
LEI 9307/96, E DO PRINCÍPIO DO 
KOMPETENZ/KOMPETENZ. MAS AINDA QUE NÃO FOSSE 
ASSIM, É CLARO QUE POSSUINDO PODERES PARA 
TRANSIGIR, TAMBÉM PODERIA O MANDATÁRIO 
CELEBRAR O COMPROMISSO. DECIDA AS QUESTÕES 
SUSCITADAS. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPR - Ano: 2013 - 
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Obrigações - O art. 248 do Código Civil que regula as 
obrigações de fazer , afirma que se a prestação do fato 
tornar-se impossível sem culpa do devedor, resolver-se-
á a obrigação,; se por culpa dele, responderá por 
perdas e danos. Na regulamentação das obrigações 
alternativas, o art. 253 do CC afirma que se uma das 
duas prestações não puder ser objeto de obrigação ou 
se tornada inexequível, subsistirá o debito quanto a 
outra. Quando trata de mora, o art. 399 do CC, afirma 
que o devedor em mora responde pela impossibilidade 
da prestação, embora essa impossibilidade resulte de 
caso fortuito ou de força maior se estes ocorrerem 
durante o atraso; salvo se provar isenção de culpa, ou 
que o dano sobreviria ainda quando a obrigação fosse 
oportunamente desempenhada. Observada a 
interpretação sistemática dos artes. 248 253 e 399 do 
CC e o que sustenta a doutrina dominante, pergunta-se: 
1- De que modo pode ser compreendida a 
impossibilidade na regulamentação do direito das 
obrigações no CC? Faça a justificação com apoio 
doutrinário em ate dez linhas 2- Quais diferenças podem 
ser estabelecidas entre a impossibilidade e caso fortuito 
ou força maior na regulamentação do direito das 
obrigações do CC? Faça a justificação com apoio 
doutrinário em ate dez linhas. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Pessoa 
Jurídica - A aplicação da desconsideração da 
personalidade jurídica da sociedade implica em 
decretar-se o fim da sua autonomia patrimonial? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRS - Ano: 2013 - 
Banca: TJRS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Pessoa 
Jurídica - A disregard doctrine tem assento no direito 
privado e foi desenvolvida com vistas aafastar os efeitos 
danosos da inadimplência obrigacional. Discorra sobre o 
tema, em especial: a)Histórico b)Teoria maior c) Teoria 
menor d) Desconsideração inversa 
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2007 - 
Banca: TJSP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Pessoa 
Jurídica - Explique a proteção ao nome empresarial, 
inclusive em âmbito nacional. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2011 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Pessoa Jurídica - Na fase de cumprimento de sentença 
de uma ação ordinária que José das Mercês moveu 
contra a empresa Discolândia Ltda., não houve o 
pagamento voluntário do débito nos quinze dias 
subsequentes à publicação do julgado; não houve 
sequer oferta de bens à penhora, porém sabe-se, 
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porque público e notório, que a sede da empresa 
devedora é solvente e que foi transferida para endereço 
diverso embora não comunicado ao juízo; que os sócios 
têm inúmeros bens móveis e imóveis, e que os 
empregados têm potencial econômico e financeiro 
elevados. Instado à manifestação nos autos, o credor 
requereu ao Juiz de primeiro grau a desconsideração da 
personalidade jurídica da empresa. Diga como decidiria 
se Juiz(a) da causa fosse; quais os fundamentos nos 
quais se basearia, levando em consideração a situação 
que lhe está sendo apresentada. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: Pessoa 
Natural - O que é capacidade de direito e o que é 
capacidade de fato. Disserte. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRS - Ano: 2012 - 
Banca: TJRS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Prescrição e Decadência - Conceitue decadência e 
prescrição e estabeleça as distinções. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRR - Ano: 2008 - 
Banca: FCC - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Prescrição e Decadência - Estabeleça a distinção entre 
prescrição nuclear ou de fundo de direito e a prescrição 
parcelar e explique o que é a prescrição intercorrente. 
- Resposta: A) prescrição nuclear é aquela que atinge 
toda a pretensão. B) prescrição parcelar é a que atinge 
as cotas ou parcelas em que a obrigação se divide. C) 
prescrição intercorrente é a que se dá no curso do 
processo por inércia da parte que não lhe dá o 
andamento devido, por prazo igual ou superior ao da 
prescrição, ou em razão de disposição legal que 
estabelece prazo máximo da suspensão do processo. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRR - Ano: 2008 - 
Banca: FCC - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Prescrição e Decadência - O que significa preclusão 
temporal, lógica e consumativa, e em que difere da 
coisa julgada formal ? 
 - Resposta: A) a preclusão significa o impedimento da 
prática de um ato no processo. B) a preclusão será 
temporal quando decorrido o prazo e o ato que deveria 
ser praticado não o foi. C) a preclusão será lógica 
quando houver a prática de um ato incompatível com 
outro que se pretenda praticar. D) a preclusão será 
consumativa quando o ato já tiver sido praticado e, por 
isto, não pode ser renovado do mesmo ou de outro 
modo. E) Há coisa julgada formal quando, no mesmo 
processo, estiver esgotada a possibilidade de 
interposição de todos os recursos. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJCE - Ano: 2014 - 
Banca: FCC - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Responsabilidade Civil - A família Oliveira (paulistana), 
pretendendo viajar, adquire um pacote de viagem com 
a agência de viagens Viagem Feliz, por intermédio da 
operadora de viagens Aventuras sem Fim, para passar 
uma semana no Estado do Ceará, tendo como destino a 
praia de Jericoacoara. Ao chegarem a Fortaleza, 
recebem a noticia de que a pousada em que ficariam 
encerrou suas atividades e, por se tratar de alta 
temporada, a agencia disponibilizou somente outra 
pousada, muito tradicional, na praia de Canoa 
Quebrada. A família Oliveira aparentemente resigna-se , 
passa a semana naquela pousada mas, ao voltar, 
propõem ação contra a Viagem Feliz e contra Aventuras 
sem Fim por danos materiais e morais, pedindo de volta 
os R$ 10 mil despendidos e pleiteando, por danos 
morais, outros R$ 10 mil, alegadamente pelo abalo 
emocional e frustração causados pela situação (por não 
terem conhecido Jericoacoara). E porque, durante o 
período, foram furtados no interior da pousada, com 
prejuízo material de mais de R$ 3 mil, que também 
requerem de ambos, nesse aspecto incluindo ainda 
como ré a pousada de CanoaQuebrada, material e 
moralmente. Responda fundamentadamente: a- Viagem 
Feliz e Aventuras sem Fim têm responsabilidade pela 
alteração do destino da família Oliveira?; b- Viagem 
Feliz e Aventuras sem Fim terão que devolver os R$ 10 
mil relativos ao pacote da viagem?; c- Viagem Feliz, 
Aventuras sem Fim e a pousada de Canoa Quebrada são 
responsáveis pelo prejuízo de R$ 3 mil , concernente ao 
furto havido na pousada?; d- Viagem Feliz, Aventuras 
sem Fim e a pousada Canoa Quebrada são responsáveis 
pelos alegados danos morais? 
- Resposta: A- A responsabilidade de Viagem Feliz 
(agencia) e Aventuras sem Fim (operadora) é objetiva, 
nos termos do art. à aput ,à doà CDC,à pode do-se 
discutir, porem, a conduta da família Oliveira como 
contrária à boa-fé objetiva por terem mostrado 
conformismo com a situação, nesse caso isentando a 
agencia e operadora de responsabilidade indenizatória 
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 54 
(CC, art. 422). B- Não, pois houve a fruição da viagem. 
Pode-se apenas discutir, em tese, se o valor relativo a 
Canoa Quebrada corresponderia ao mesmo montante 
em Jericoacoara. C-São. Operadora e agencia pela 
escolha da pousada (culpa in eligendo), além da 
responsabilidade objetiva na relação de consumo. A 
pousada, por culpa in vigilando e também por 
responsabilidade objetiva conforme os arts. 932 IV, 933 
e 649, parágrafo único, todos do CC. D-Por terem fruído 
a viagem normalmente, em principio não há 
responsabilidade por danos morais em relação à 
alteração do destino, havendo porem essa 
responsabilidade em decorrência do furto, a ser 
examinado como um fato grave, que não se limitou a 
meros aborrecimentos ou dissabores. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2014 - 
Banca: TJMT - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Responsabilidade Civil - De acordo com o Supremo 
Tribunal de Justiça, qual o termo a quo para fluência dos 
juros moratórios em casos de responsabilidade 
contratual e de responsabilidade extracontratual, seja 
por dano material ou moral. 
 - Resposta: Responsabilidade extracontratual: os juros 
moratórios fluem a partir do evento danoso. 
Responsabilidade contratual: os juros fluem a contar 
da citação. [...] A jurisprudência desta Corte é pacifica 
no sentido de que incidem os juros de mora desde a 
data do evento danoso, em casos de responsabilidade 
extracontratual, entendimento consolidado com a 
edição da Súmula 54/STJ e, desde a citação, no caso de 
responsabilidade contratual. Precedentes. [...]. (STJ, 
Quarta Turma, AgRg no AREsp 463637/PR, relator 
Ministro Luis Felipe Salomao, DJe 19/3/2014). Exceção: 
em caso de responsabilidade contratual decorrente de 
obrigação positiva e líquida, com vencimento certo, os 
juros fluem a começar da data deste. EMBARGOS DE 
DIVERGENCIA- JUROS MORATORIOS- ACAO 
MONITORIA – NOTA PROMISSORIA – 
RESPONSABILIDADE CONTRATUAL – VENCIMENTO DA 
DIVIDA. 1- Embora juros contratuais em regra corram a 
partir da data da citação, no caso, contudo, de 
obrigação contratada como positiva e liquida, com 
vencimento certo, os juros moratórios correm a partir 
da data do vencimento da dívida. 2- emissão de nota 
promissória em garantia do débito contratado não 
altera a disposição contratual de fluência dos juros a 
partir da data certa do vencimento da dívida. 3- o fato 
de a dívida líquida e com vencimento certo haver sido 
cobrada por meio de ação monitória não interfere na 
data de inicio da fluência dos juros de mora, a qual 
recai no dia do vencimento, conforme estabelecido 
pela relação de direito material. 4- embargos de 
divergência providos para inicio dos juros moratórios 
na data do vencimento da dívida. (STJ, Corte Especial, 
EREsp 1250382/RS, relator Ministro Sidnei Beneti, DJe 
8/4/2014).RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. 
AÇÃO MONITÓRIA. EMBARGOS. RESPONSABILIDADE 
CONTRATUAL. JUROS DE MORA. TERMO INICIAL. [...]. 
2- tratando-se de obrigação automaticamente 
constituído em mora desde o vencimento de cada 
pa elaà i adi plidaà diesà i te pelatà p oà ho i e .à - 
interpretação conjugada dos artigos 397 e 405 do 
Código Civil. 4- precedentes acerca do tema. 5- 
provimento ao recurso especial. (STJ, Terceira Turma, 
REsp 1281439/SP, relator Ministro Paulo de Tarso 
Sanseverino, DJe 26/03/2014). 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPA - Ano: 2014 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Responsabilidade Civil - Discorra sobre as principais 
características que distinguem o direito da moral, 
quanto aos aspectos formais. 
- Resposta:No âmbito das distinções de ordem formal, 
é possível distinguir o direito da moral por cinco 
critérios, a saber: a) A determinação do direito e a 
forma não concreta da moral: enquanto o direito se 
manifesta mediante um conjunto de regras que 
definem a dimensão da conduta exigida, que 
especificam a fórmula do agir, a moral, em suas três 
esferas, estabelece uma diretiva mais geral, sem 
particularizações. (0,5 ponto) b) A bilateralidade do 
direito e a unilateralidade da moral: enquanto as 
normas jurídicas possuem uma estrutura imperativo-
atributiva, isto é, ao mesmo tempo em que impõem um 
dever jurídico a alguém, atribuem um poder ou direito 
subjetivo a outrem, a moral possui uma estrutura mais 
simples, que impõe deveres apenas, unicamente com a 
expectativa de que o outro adira às normas. (0,5 
ponto) c) Exterioridade do direito e interioridade da 
moral: enquanto a moral se preocupa com a vida 
interior das pessoas, como a consciência, julgando os 
atos exteriores apenas como meio de aferir a 
intencionalidade, o direito cuida das ações humanas 
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em primeiro plano e, em função destas, quando 
necessário, investiga o animus do agente. O direito se 
limita aos atos exteriorizados, enquanto que a moral se 
ocupa tanto dos interiorizados quanto dos 
exteriorizados. (0,5 ponto) d) Autonomia e 
heteronomia: o direito possui heteronomia, que quer 
dizer sujeição ao querer alheio. As regras jurídicas são 
impostas independentemente da vontade de seus 
destinatários. O indivíduo não cria o dever-ser, como 
acontece com a moral autônoma, que se origina da 
consciência individual. (0,5 ponto) e) Coercibilidade do 
direito e incoercibilidade da moral: uma das notas 
fundamentais do direito é a coercibilidade, pois possui 
a força organizada do estado, para garantir o respeito 
aos seus preceitos. A moral, por seu lado, carece do 
elemento coativo coercível, ainda que causem certa 
intimidação social. (0,5 ponto) 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 - 
Banca: FGV - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Responsabilidade Civil - O telejornal da noite noticia, 
em cadeia nacional e com grande destaque, que 
determinado magistrado está sendo investigado pelo 
Co selhoàNa io alà deà Justiçaàpo à otivoàdeà ve daàdeà
se te ças ,à f utoà deà de ú iasà ap ese tadasà pelaà
Ordem dos Advogados do Brasil. Menciona a 
reportagem que, segundo a denúncia, o juiz teria 
padrão de vida incompatível com sua remuneração, 
possuindo diversos imóveis de altíssimo padrão e 
automóveis de luxo. Anos depois, a investigação foi 
arquivada, pois se constatou que os bens estavam 
registrados em nome da esposa do juiz, única herdeira 
de um banqueiro. Essa notícia é veiculada pelo 
telejornal, com menor destaque. A partir da hipótese 
sugerida, responda se a empresa jornalística deve ser 
condenada a indenizar o magistrado, a título de danos 
morais. 
- Resposta: A entidade responsável por prestar serviços 
de comunicação não tem o dever de indenizar pessoa 
física em razão da publicação de matéria de interesse 
público em jornal de grande circulaçãoa qual tenha 
apontado a existência de investigações pendentes 
sobre práticas ilícitas supostamente cometidas por 
magistrado, ainda que sobrevenha posterior 
absolvição. A imprensa deve buscar fontes fidedignas e 
ouvir as partes interessadas. A solução passa pelo 
cotejo de direitos constitucionalmente assegurados: 
liberdade de pensamento e à sua livre manifestação 
(art. 5º, IV e IX), ao acesso à informação (art. 5º, XIV) 
e à honra (art. 5º, X). As pessoas públicas têm 
mitigado o direito à intimidade, em razão do interesse 
público. Para a responsabilização da imprensa pelos 
fatos reportados, não basta a divulgação de 
informação falsa. Exige-se prova de que o agente 
divulgador conhecia ou poderia conhecer a falsidade 
da informação propalada, o que configuraria abuso do 
direito de informação. Nesse sentido: REsp 1.297.567-
RJ, Rel. Min. Nancy Andrighi, julgado em 28/5/2013. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJCE - Ano: 2012 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Responsabilidade Civil - À luz do que dispõem a 
Constituição Federal, a Lei Orgânica da Magistratura 
Nacional e a legislação processual, discorra sobre a 
responsabilidade civil dos magistrados no exercício de 
suas funções, respondendo, de forma fundamentada, às 
indagações a seguir. 1- Contra quem deve ser ajuizada 
ação indenizatória em que se alegue ter o juiz praticado 
ato jurisdicional com o intuito deliberado de causar 
prejuízo à parte ou a terceiro? 2- Contra quem o 
indivíduo condenado por sentença penal em que haja 
erro judiciário por negligência do juiz deve ajuizar ação 
indenizatória? 
 - Resposta: Conhecimento do tema, Responsabilidade 
do juiz, do Estado ou de ambos por ato jurisdicional 
doloso, Responsabilidade do Estado por erro judiciário. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Responsabilidade Civil - A Prefeitura de Pasárgada/MG 
concedeu o serviço público de transporte municipal à 
e p esaà p ivadaà á igoà doà ‘ei .à Oà oto istaà daà
empresa, após usar alcalóides à vontade, com bonitas 
prostitutas, assume a direção do ônibus. Durante o 
itinerário, provoca um acidente em que Joana Rainha 
Louca de Espanha, funcionária pública estadual, que 
estava dentro do ônibus, a caminho do trabalho, vem a 
falecer. Manoel Bandeira, enquanto fazia ginástica, 
andava de bicicleta, montava em burro brabo e subia 
em pau de sebo, é atingido e fica inválido. A família de 
Joana Rainha Louca de Espanha e Manoel Bandeira 
acionam a Justiça. Como Juiz (a) de Direito como você 
sentenciaria o caso à luz da mais recente jurisprudência 
do Supremo Tribunal Federal: a) Com relação a Joana 
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Rainha Louca de Espanha? b) Com relação a Manoel 
Bandeira? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2008 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Responsabilidade Civil - Ana Julia, de 23 anos, 
submeteu-se a cirurgia plástica para a implantação de 
próteses mamárias, com o intuito de se sentir mais 
bonita, sendo encorajada pelo cirurgião plástico, Dr. 
Pedro Augusto, profissional de renome, que nas 
consultas anteriores à operação ressaltou os benefícios 
estéticos do implante pretendido. Realizado o ato 
cirúrgico com sucesso por esse mesmo profissional e 
recebendo Ana Julia alta hospitalar, iniciou-se o calvário: 
apesar de a paciente se queixar de fortes dores, o 
referido cirurgião, pelo telefone, avaliou que se tratava 
de quadro compatível com a cirurgia e persistiu na 
prescrição de analgésicos.Entretanto, duas semanas 
após, constatou-se que a paciente apresentava quadro 
de rejeição das próteses,com grave processo infeccioso 
e problemas de cicatrização, que culminaram com a 
necessidade de retirados implantes, em procedimento 
de emergência, o que acarretou importante sequela 
estética. Ainda traumatizada com o ocorrido, Ana Julia 
promoveu ação indenizatória, postulando a condenação 
do cirurgião Pedro Augusto no pagamento de 
indenização pelos danos materiais, correspondentes ao 
custeio de cirurgia plástica reparadora, conforme se 
apurar em liquidação, como também a devolução de 
tudo o que foi desembolsado relativamente à cirurgia 
mal sucedida, além de danos morais e estéticos. 
Sustentou, emsíntese, a falta de informação adequada 
sobre os riscos da cirurgia e o descaso e o desinteresse 
do médico no período pós-operatório, que não impediu 
o desenvolvimento do ruinoso quadro clínico 
observado. Considerando os fatos provados e 
dispensando-se o relatório, decida o conflito na forma 
de sentença, com abordagem das questões e regras 
jurídicas inerentes ao tema. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 - 
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Responsabilidade Civil - Com a morte de TATÃO, rico 
empreendedor rural, sua fazenda, embora recordista 
nacional de produtividade e preservação ambiental, 
passou a ser imediatamente ameaçada de invasão 
pelo MLST, que montou acampamento de "sem-
terras" nas proximidades. Em defesa da propriedade, 
TATINHO, um dos dois filhos do morto, que se achava 
na posse da mesma, contratou, para vigilância 24 
horas, a empresa SERVFORÇA, especializada em 
segurança rural, ficando estabelecido, em contrato 
escrito, que seria dessa (contratada) a inteira 
responsabilidade por danos causados a quando da 
execução do mesmo, isentado o contratante. Ao 
montar equipes de vigilantes, a SERVFORÇA contratou, 
dentre outras pessoas, TUCO e LEO, policiais militares 
do Estado do Amapá, em regime de "bico". Dias depois, 
à noite, os vigilantes que estavam de serviço abriram 
fogo contra veículo que "invadiu a zona de segurança" 
da fazenda, matando EVO, motorista do 
supermercado BRASIL que, desconhecendo a situação 
de risco existente, buscava entregar gêneros 
alimentícios comprados pela administração da mesma. 
Apurou-se que TUCO e LEO estavam entre os cinco 
atiradores, e que LEO utilizou-se de arma da corporação 
militar, muito embora não tenha sido possível apurar 
qual delas disparara o projétil fatal, até porque a vítima 
fora atingida por seis tiros e todos os atiradores usaram 
armas calibre 38. À luz do vigente Código Civil, qual o 
responsável ou os responsáveis civis pela possível 
indenização à viúva de EVO? Justifique. À luz do vigente 
ordenamento jurídico, a viúva de EVO teria também 
direito à indenização pelo acidente de trabalho contra 
o empregador de seu finado marido, sem prejuízo 
daquela recebida do INSS, referente à infortunística, da 
pensão previdenciária vitalícia respectiva e da reparação 
civil comum por sua morte (ato ilícito)? Justifique. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2006 - 
Banca: TJSP - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Responsabilidade Civil - Dissertação - Vicissitudes da 
reparação dos danos resultantes do descumprimento 
duma obrigação de meio. Não deixe no tinteiro o 
problema da quantificação dos danos morais. Nem o da 
prova e o da prescrição. Chame à pedra conceitos, 
classificações, distinções, exemplos. Informe quem é (ou 
são) o (s) seu (s) civilista (s) preferido (s). 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 - 
Banca: FGV - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Responsabilidade Civil - Em processo de ação civil 
coletiva de ressarcimento de danos materiais e morais, 
causados a passageiros e a seus familiares pelo 
naufrágio de embarcação, explorada por sociedade 
empresária que se dedica ao transporte remunerado de 
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 57 
pessoas em vias fluviais, a ré se defende,alegando que: 
I. é diligente na prestação daquele serviço, cumprindo 
todas as normas legais e administrativas sobre 
segurança de passageiros; II. o condutor de sua 
embarcação tem vasta experiência e se encontra 
regularmente habilitado; III. o naufrágio foi causado 
pelo condutor de outra embarcação que, em manobra 
imprudente, abalroou aquela onde se encontravam as 
vítimas. A partir do caso apresentado, examine as 
alegações da ré, esclarecendo se podem ser acolhidas. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2008 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Responsabilidade Civil - FRANCISCO CAJUEIRO MASSAN 
propõe ação de indenização contra CEABAG –CENTRAIS 
DE ABASTECIMENTO GERAL S/A, empresa de economia 
mista, alegando, em resumo, que é proprietário 
possuidor da camioneta Ford F350, diesel, ano 1987, 
azul, placa LIS 1376, chassi 9BF233JJKNC009178. Apesar 
de aposentado, trabalha no veículo como carreteiro, 
prestando serviços a diversas empresas e comerciantes 
estabelecidos na CEABAG, utilizando o estacionamento 
desta. No dia 14/07/2006, por volta de 10h36min, 
enquanto conferia mercadorias, fora comunicado que 
seu veículo, que estava estacionado e trancado, no 
interior do estacionamento da CEABAG, conforme 
credencial de atacadista local e respectivo cupom, fora 
furtado. Assim, entende o autor que o veículo jamais 
poderia ter sido retirado do estacionamento, sem a 
apresentação do correspondente cartão, comprovante 
de acesso ao local, o qual se encontrava em seu poder e 
agora está instruindo a petição inicial. Junta boletim de 
ocorrência policial. Pede a condenação da ré ao 
pagamento de indenização correspondente ao valor do 
veículo, R$ 15.000,00 (quinze mil reais), e lucros 
cessantes. Juntou recortes de jornais e revistas 
comprovando o preço de cotação do veículo no 
mercado. A ré apresenta contestação e, depois de 
discorrer sobre o seu objeto, diz estar isenta de 
qualquer responsabilidade pelo ocorrido. Ao promover 
a comercialização de centenas de toneladas de 
alimentos, viabiliza a entrada de veículos e pessoas em 
suas dependências e não o faz com o intuito de lucro, 
nem tampouco assume compromissos de vigiar e 
guardar veículos. Não oferece estacionamento próprio 
para cliente, procura apenas fazer controle de entrada e 
saída de veículos em sua área interna, com o fim de 
estabelecer estatística de presença dos usuários 
produtores, consumidores e comerciantes. A garantia 
existente no local se destina acontrole de entrada de 
mercadorias, e não de veículos e/ou pessoas. O cartão 
que o requerente anexou aos autos não faz prova do 
furto do veículo, não se destinando também à guarda 
ou vigilância de veículos, que sequer são identificados 
pela placa, marca, cor, etc. Arremata dizendo não existir 
nexo de causalidade entre o ato ilícito, furto e os lucros 
cessantes que o autor alega ter deixado de obter. Não 
veio aos autos prova cabal do valor do veículo, o que 
torna impossível fixar a indenização. Os pedidos são 
improcedentes. As partes não tiveram interesse na 
produção de prova testemunhal. DECIDA. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2013 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Responsabilidade Civil - João, usuário do plano de 
saúde Star, na modalidade livre escolha de médico, 
realizou cirurgia com a equipe do cirurgião Marco 
Antônio, que indicou o Hospital Garden, credenciado ao 
plano de saúde, para a intervenção cirúrgica. Durante a 
sedação, João veio a óbito em virtude de utilização de 
excesso de anestésico, por parte da médica anestesista 
Roberta, integrante da equipe do cirurgião Marco 
Antônio. Esclareça se existe responsabilidade 
decorrente do óbito do paciente, por parte do plano de 
saúde, do hospital, do cirurgião chefe e da anestesista. 
Fundamente a resposta. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2013 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Responsabilidade Civil - José da Silva, estudante, 
púbere, assistido por sua mãe, interpôs ação 
indenizatória em face do município de Bali Bali, em 
razão de danos provocados à sua pessoa, decorrentes 
de atropelamento causado por veículo pertencente à 
municipalidade, conduzido imprudentemente por 
motorista oficial. Citado, o município levantou defeito 
na representação porque a procuração outorgada ao 
advogado o foi por instrumento particular, e ainda, 
porque faltava a assistência do seu pai. Também 
postulou a denunciação da lide ao condutor do veículo 
causador do dano. Aprecie as questões 
justificadamente. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPR - Ano: 2011 - 
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Responsabilidade Civil - MARIZETE, insatisfeita com os 
seus contornos mamários, realizou consulta medica com 
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 58 
o cirurgião plástico DR. BELLO, credenciado do 
HOSPITAL CENTRAL. Antes do internação, MARIZETE 
assinou documento isentando medico e hospital de 
qualquer responsabilidade decorrente da cirurgia. Foi 
então intimada e submetida cirurgia de redução 
mamaria da qual resultou cicatrizes hipertrofiadas, 
complexo aureolo-mamilar esquerdo posicionado acima 
do contralateral, mama esquerda 5% menor que a 
direita, perda do mamilo esquerdo, com a consequente 
perda da função de amamentar. Ainda no HOSPITAL 
CENTRAL, contraiu infecção, o que a fez permanecer por 
mais 7 dias intimada no hospital. DR. BELLO era medico 
credenciado do HOSPITAL. MARIZETE, inconformada, 
consulta advogado e ajuíza ação contra DR. BELLO e 
HOSPITAL CENTRAL. RESPONDA 
FUNDAMENTADAMENTE: A) Qual a ação cabível e qual o 
prazo para seu exercício? B) Explique como se da a 
responsabilidade dos réus. C) 0 documento que 
MARIZETE assinou isenta as réus de suas respectivas 
responsabilidades? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRS - Ano: 2012 - 
Banca: TJRS - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Responsabilidade Civil - Para que o Poder Judiciário 
garanta os direitos e realize a justiça é necessário que 
ele seja materialmente bem aparelhado, mas isso 
apenas não é suficiente, sendo extremamente relevante 
que os juízes tenham preparo e sejam conscientes de 
suas responsabilidades. Mas além disso tudo e como 
requisito prévio essencial é indispensável que a 
magistratura seja independente. (DALLARI, Dalmo de 
Abreu. O Poder dos Juízes. São Paulo: Editora Saraiva, 
1996, p. 44) Considerando esta importante questão, 
discorra sobre o seguinte tema: A Magistratura: 
independência, deveres funcionais e o regime de 
responsabilidades civil e penal. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2011 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Responsabilidade Civil - TÍCIO PROPÕE AÇÃO 
INDENIZATÓRIA EM FACE DA EMPRESA LOCADORA DE 
AUTOMÓVEIS X, POSTULANDO INDENIZAÇÃO PELOS 
DANOS CAUSADOS AO AUTOMÓVEL DE SUA 
PROPRIEDADE EM DECORRÊNCIA DE COLISÃO COM 
VEÍCULO DE PROPRIEDADE DA RÉ. A EMPRESA X 
APRESENTA CONTESTAÇÃO E OFERECE DENUNCIAÇÃO 
DA LIDE EM FACE DE CAIO, LOCATÁRIO DO VEÍCULO, 
QUE O DIRIGIA NO MOMENTO DO ACIDENTE, 
ALEGANDO QUE O MESMO ESTAVA 
CONTRATUALMENTE OBRIGADO A INDENIZAR 
REGRESSIVAMENTE A LOCADORA, POR FORÇA DO 
CONTRATO, POIS OPTARA POR NÃO CONTRATAR 
SEGURO. CAIO INGRESSA NO FEITO E OFERECE 
CONTESTAÇÃO ALEGANDO AUSÊNCIA DE CULPA. O 
PEDIDO DE TÍCIO VEM A SER JULGADO IMPROCEDENTE, 
SOB O FUNDAMENTO DE TER A COLISÃO OCORRIDO 
POR CULPA EXCLUSIVA DO AUTOR. COMO SERÃO 
DISTRIBUÍDOS OS ÔNUS DA SUCUMBÊNCIA? RESPOSTA 
JUSTIFICADA. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2012 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Civil - Assunto: 
Responsabilidade Civil - Um ônibus da empresa Urbanil 
trafegava pela Avenida Lucio Costa, quando uma van, 
avançando o sinal, colidiu violentamente em sua lateral.No acidente, feriram-se quatro passageiros do ônibus, 
além do motorista da van e dois de seus respectivos 
passageiros. Discorra sobre a responsabilidade da 
empresa Urbanil em face de cada um dos feridos, aí 
incluídos seus passageiros, o motorista da Van e os 
passageiros da mesma. 
DIREITO CONSTITUCIONAL 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 - 
Banca: FGV - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Administração Pública - A) Os cargos públicos 
podem ser extintos por ato do Chefe do Executivo, sem 
necessidade de lei? B) Sendo possível, quais os 
requisitos para a extinção? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Administração Pública - Aprovada em 
concurso público realizado pelo Município de Ouro 
Velho para o cargo de auxiliar de serviços gerais, mas 
não nomeada, Maria José impetrou mandado de 
segurança contra o Município, porque houvera 
contratação, via terceirização, de inúmeras faxineiras 
não concursadas. Pediu liminar e final concessão da 
ordem de sua nomeação, alegando necessitar do 
trabalho para sua subsistência. Responda em breves 
linhas, fundamentadamente: a) Os requisitos de lei para 
a concessão da liminar em MS estão presentes? b) Há 
vedação legal para concessão da liminar em tal hipótese 
específica?c) Há legitimidade passiva do Município? d) O 
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 59 
direito de nomeação é líquido e certo? e) O ato da 
nomeação pela Administração guarda quais princípios? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2010 - 
Banca: TJMS - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Aplicabilidade - Seguindo a sistematização 
apresentada por José Afonso da Silva (Aplicabilidade das 
Normas Constitucionais), cite dois efeitos jurídicos 
práticos que podem ser extraídos das normas 
constitucionais de eficácia limitada. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2014 - 
Banca: FCC - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Aplicabilidade e Interpretação - Considere o 
te toà segui te:à Osà di eitos,à ujosà li itesà oà est oà
fixados de uma vez por todas, mas que em certa medida 
s oà a e tos ,à veis ,à e,à aisà p e isa e te,à essesà
princípios podem, justamente por esse motivo, entrar 
facilmente em colisão entre si, porque a sua amplitude 
não está de antemão fixada. Em caso de conflito, se 
quiser que a paz jurídica se restabeleça, um ou outro 
direito (ou um dos bens jurídicos em causa) em que 
ceder até um certo ponto perante o outro ou cada um 
entre si. A jurisprudência consegue isto mediante uma 
po de aç o à dosà di eitosà ouà e sà ju ídi osà ueà est oà
e à jogoà o fo eà oà peso à ueà elaà o fe eà aoà e à
espe tivoà aà espe tivaà situaç o.à Masà po de a à eà
sopesa à à ape asà u aà i age ; não se trata de 
grandezas quantitativamente mensuráveis, mas do 
resultado de valorações, que – nisso reside a maior 
dificuldade – não só devem ser orientadas a uma pauta 
geral, mas também à situação concreta em cada caso. 
Queàseà e o aàpoisàaàu aà po de aç oàdeà e sà oà asoà
o eto à à aà ve dade,à o oà seà fezà ota ,à
precisamente consequência de que não existe uma 
ordem hierárquica de todos os bens e valores jurídicos 
em que possa ler-se o resultado como uma tabela. Mas 
então trata-seà eal e teà aà po de aç oà deà e s à deà
um método, ou antes da confissão de que o juiz decide 
aqui sem qualquer apoio em princípios metodológicos, 
com base apenas em tais pautas que ele mesmo 
estabelece para si ? Neste caso, não seriam controláveis 
asà esoluç esàe o t adasà o à aseà u aà po de aç oà
deà e sà oà asoà o eto ,àfi a iaàa e toàu àpo t oàaoà
parecer subjetivo do juiz de cada vez que tivesse que 
decidir. A pergunta não pode porventura ser respondida 
definitivamente, dado o estado atual dos 
conhecimentos metodológicos. Para avançar aqui, resta 
só o caminho de ver de que espécie são as ponderações 
ueà osà t i u aisà p e à a uià e à aç o. à La e z,à Ka l.à
Metodologia da Ciência do Direito, 2. Ed. Tradução de 
José Lamego. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 
1989, p. 491). É permitido ao juiz, no Brasil, a 
ponderação dos direitos ou bens jurídicos, tendo em 
conta o disposto na Constituição Federal, que determina 
seja à fu da e tadasàtodasàasàde is es à art. 93, IX) e 
que agasalha os princípios da isonomia e da legalidade 
(art. 5º, II), bem como o que estabelece a Lei de 
Introdução às Normas de Direito Brasileiro, a respeito 
da vigência das leis (art. 2º, caput e p. 2º) ? Caso 
permitida, cite uma hipótese em que pode ocorrer 
colidência de princípios e uma solução possível. 
- Resposta: 1- Resposta à questão sobre a possibilidade 
de o Juiz ponderar direitos supostamente antagônicos 
(0,50 pontos); 2- Fundamentação da resposta à vista 
do princípio da legalidade (0,50 pontos); 3- 
Fundamentação da resposta à vista do princípio da 
isonomia (0,50 pontos); 4- Hipótese corrente em que é 
possível a colidência de direitos (0,50 pontos). 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2011 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Aplicabilidade, Interpretação e Integração - 
COMENTAR ACERCA DA INTERPENETRAÇÃO DOS 
SISTEMAS ANGLOSSAXÔNICO E ROMANO, NA 
CONSTRUÇÃO DO ORDENAMENTO JURÍDICO, E NA 
APLICAÇÃO DO DIREITO, NA SOCIEDADE 
CONTEMPORÂNEA, SOBRETUDO NO BRASIL. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Aplicabilidade, Interpretação e Integração - 
Dissertação: Interpretação da Constituição. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJCE - Ano: 2014 - 
Banca: FCC - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Interpretação e Aplicação - Se queremos 
caracterizar não apenas a interpretação da lei pelos 
tribunais ou pelas autoridades administrativas, mas, de 
modo inteiramente geral, a interpretação jurídica 
realizada pelos órgãos aplicadores do Direito, devemos 
dizer: na aplicação do Direito por um órgão jurídico, a 
interpretação cognoscitiva (obtida por uma operação de 
conhecimento) do Direito a aplicar combina-se com um 
ato de vontade em que o órgão aplicador do Direito 
efetua uma escolha entre as possibilidades reveladas 
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 60 
através daquela mesma interpretação cognoscitiva. Com 
este ato, ou é produzida uma norma de escalão inferior, 
ou é executado um ato de coerção estatuído na norma 
jurídica aplicanda. Através deste ato de vontade se 
distingue a interpretação levada a cabo pela ciência 
jurídica. A interpretação feita pelo órgão aplicador do 
Direito é sempre autentica. Ela cria o Direito. ( KELSEN, 
Hans. Teoria Pura do Direito. Trad. De João Baptista 
Machado. São Paulo: Martins Fontes, 1987, e ed; 
p.369). Numa analogia a um texto final de uma obra de 
Wittgenstein, lógico que Kelsen privou em seus tempos 
de Viena, segundo o qual não se pode falar, deve-se 
calar, poderíamos dizer que para o nosso jurista, o que a 
ciência jurídica não pode descrever, deve omitir. Esta 
coerência de Kelsen com seus princípios metódicos, 
porem, nos deixa sem armas. Sua renúncia pode ter um 
sentido heroico, de fidelidade à ciência, mas deixa sem 
fundamento a maior parte das atividades dogmáticas, as 
quais dizem respeito à hermenêutica. E ademais não 
explica a diferença entre a mera opinião do doutrinador, 
que busca, com os meios da razão jurídica, o sentido da 
norma. A diferença, em termos de aceitação, resta 
meramente política. Ou seja, para Kelsen, é possível 
denunciar, de um ângulo filosófico (zetético), os limites 
da hermenêutica, mas não é possível fundar uma teoria 
dogmática da interpretação. (JUNIOR, Tércio Sampaio 
Ferraz.Introdução ao Estudo do Direito. São Paulo: 
Atlas, 2 ed.; p.263). Considerando os textos citados 
acima e o tema da interpretação do Direito no 
pensamento de Hans Kelsen, responda: a- segundo a 
perspectiva de Kelsen, o que significam as 
i te p etaç esà aute ti a à eà o-aute ti a à doà
Direito? ; b- segundo a perspectiva de Kelsen, explique 
os elementos que se combinam na interpretação 
realizada pelos órgãos aplicadores do Direito.; c- em 
que consiste a crítica de Tércio Sampaio Ferraz Júnior à 
concepção kelseniana da interpretação do Direito? 
Explique. 
- Resposta: A- Kelse à o side aà i te p etaç oà
aute ti a à aà i te p etaç oà ju ídi aà ealizadaà pelosà
órgãos aplicadores do Direito ( por exemplo, juízes, 
tribunais, autoridades administrativas) e considera 
i te p etaç oà o-aute ti a à todaà eà ual ue à
interpretação realizada por instancia que não seja 
órgão aplicador do Direito (especialmente a 
interpretação levada a cabo pela ciência jurídica). B- 
Na interpretação realizada pelos órgãos aplicadores do 
Direito, segundo Kelsen, combinam-se, de um lado, um 
ato cognoscitivo (que consiste numa operação de 
conhecimento e de entendimento racional) e, de outro, 
um ato de vontade (pelo qual o órgão aplicador do 
Direito realiza uma escolha dentre as possibilidades de 
entendimento reveladas pela interpretação 
cognoscitiva). Para Kelse à àesteà atoàdeà o tade à ueà
qualifica a interpretação jurídica realizada pelo órgão 
aplicador do Direito como sendo a única interpretação 
autentica do Direito, pois, através dele, produz-se uma 
norma de escalão inferior ou executa-se um ato de 
coerção estatuído na norma jurídica aplicanda. A 
interpretação autentica tem, portanto, um caráter 
vinculativo e a não autentica não o tem. C-A crítica 
realizada por Tércio Sampaio Ferraz Júnior à concepção 
de Hans Kelsen acerca da interpretação do Direito 
refere-se ao entendimento kelseniano de que a única 
interpretação autentica do Direito é aquela que 
provém de um órgão aplicador do Direito. Segundo 
Tércio Sampaio Ferraz Júnior, esse entendimento não 
distingue a mera opinião (técnica) sobre o conteúdo de 
uma lei exarada pelo doutrinador. Para Tércio Sampaio 
Ferraz Júnior, a concepção de Kelsen sobre a 
interpretação do Direito impossibilita o 
estabelecimento de uma teoria dogmática da 
interpretação do Direito, deixando sem fundamento a 
maior parte das atividades dogmáticas relativamente 
à hermenêutica, sobretudo porque não fornece critério 
para controle de consistência das decisões. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2014 - 
Banca: TJMT - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Interpretação e Aplicação - Dê o conceito de 
ideologia e discorra, concisamente, sobre o positivismo 
formalista e o jurisnaturalismo enquanto ideologias 
jurídicas. 
- Resposta: Em definição mais simples e geral, e 
pretensamente neutra, ideologia é o conjunto de 
crenças, ideias, doutrinas e valores próprios a 
determinada sociedade ou classe social, e que pretende 
justificar e preservar um dado sistema político, jurídico, 
econômico, social, etc. em suma, é um padrão de 
crença política. Penso em qualquer resposta que 
conceitue ideologia como um padrão de crença política 
est à o eta.à Dis o aà o isa e te,à so eà oà
positivismo formalista e o jurisnaturalismo enquanto 
ideologiasàju ídi as :à ua toàaàestaàpa teàdaàpe gu ta,à
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 61 
Noberto Bobbio apresenta o seguinte resumo: a- a 
posição positivista extrema prescreve que as regras 
devem ser obedecidas porque são justas ( denominada 
obediência ativa; b- a posição positivista moderada 
estabelece que as leis devem ser obedecidas porque a 
legalidade, por si mesma, garante a realização do valor 
especifico do Direito, é dizer, o valor da ordem ou da 
paz social (denominada obediência condicionada); c- 
já a posição jusnaturalista extrema determina que as 
leis devem ser obedecidas somente se forem justas (ou 
seja, harmônicas com o Direito Natural); caso 
contrario, devem ser desobedecidas (denominada 
desobediência ativa ou resistência); d- e, na concepção 
jusnaturalista moderada, as leis podem ser injustas, 
porém devem ser obedecidas, salvo em caso extremos 
(denominada obediência passiva ou desobediência 
condicionada). ( BOBBIO, Noberto. El problema del 
positivismo jurídico. 9.ed. tradução de Ernesto Garzon 
Valdes. México: Fontamara, 1994, p.79). entretanto, 
não é necessário que o candidato faça a diferenciação 
proposta por Bobbio entre posições moderadas ou 
extremas, já que a pergunta não requereu tal grau de 
detalhamento, sendo suficiente, portanto, que se refira 
às posições extremadas de cada corrente. A resposta, 
entretanto, admite variações: a- o positivismo 
formalista, por exemplo, pode ser considerado uma 
ideologia jurídica quando preceitua que o critério da 
justiça deve ser considerado algo de irrelevante na 
apreciação cientifica do Direito; b- a jusnaturalismo, 
por outro lado, pode ser entendido como uma 
ideologia jurídica à medida que: i- na falta de uma 
concepção unitária acerca do seu caráter, ante as 
diversas correntes que apresenta, favorece sub-
repticiamente a prevalência do Direito Positivo sobre o 
Direito Natural; ii- alguns jusnaturalistas entendem ser 
a obediência ao Direito Positivo um preceito do Direito 
Natural, o que também resulta por privilegiar aquele 
em detrimento deste. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJSC - Ano: 2013 - 
Banca: TJSC - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Aplicação, Interpretação e Integração - áà
linguagem é o que está dado e, portanto, não pode ser 
produto de um sujeito solipsista (Selbstsüchtiger), que 
constrói o seu próprio objeto de conhecimento. [...] Não 
h à aisà u à sujeitoà solit io ; agora há uma 
comunidade que antecipa qualquer constituição de 
sujeito à I :à “T‘ECK,à Le ioà Luiz.à Oà ueà à istoà – decido 
conforme minha consciência?. 3. ed. Porto Alegre: 
Livraria do Advogado, 2012. p. 17). A partir desse 
referente teórico, discorra, em até 30 (trinta) linhas, a 
espeitoà de:à a à pa p i ipiologia à ; b) princípio da 
azoa ilidade ; à de isio is o .ààà 
Magistratura Estadual - Concurso: TJSC - Ano: 2013 - 
Banca: TJSC - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Aplicação, Interpretação e Integração - A 
Filosofia do Direito, na discussão sobre o sentido das 
normas jurídicas (interpretação do Direito), conclui que: 
áà i te p etaç oà ,à po ta to,à fato à deà o st uç oà doà
sistema jurídico. É impossível pensar as tramas jurídicas 
se à aà atividadeà e eg ti a. à Deve-se repisar que 
interpretar é fazer da literal letra da lei um dado real da 
vida de existentes e palpáveis cidadãos e cidadãs. O 
estudioso do Direito que só aplica a lei em sua frieza 
(summus ius, summa iuria) desconhece a verdadeira 
razão de ser do Direito, vale dizer, seu potencial 
t a sfo ado à eà e ua i izado à dasà elaç esà so iais. à
(Bittar, Eduardo Carlos Bianca. Curso de filosofia do 
direito. 8ª ed., São Paulo: Atlas, 2010, p. 591).O Superior 
Tribunal de Justiça já obse vouà ueà e hu à di eito,à
por mais importante que seja, pode ser visto como 
absoluto, ficando sempre condicionado ao exame do 
o te toà f ti o à ‘M“à . -PR, Rel. Min. José 
Delgado).Argumente sobre a interpretação lógica 
(raciocínio razoável) e aplicação do Direito, observando 
e esclarecendo, quanto à última, suas fontes (em até 30 
li has à Hu a ísti a ,à ite à IVà – Filosofia do Direito, 
su ite à áà i te p etaç oà doà Di eito.à áà “upe aç oà dosà
métodos de interpretação mediante puro raciocínio 
lógico-dedutivo. O método de interpretação pela lógica 
azo vel ,à eà ite à Và – Teoria Geral do Direito e da 
Políti a,à su ite à Di eitoà o jetivoà eà Di eitoà su jetivo.à
Fontes do Direito objetivo.Princípios gerais de Direito. 
Ju isp ud ia.à“ú ulaàvi ula te .à 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2013 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Aplicação, Interpretação e Integração - 
COTEJAR A FIGURA ARISTOTÉLICA DA RÉGUA DE LESBOS 
COM A APLICAÇÃO JUDICIAL DAS NORMAS POSITIVAS. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2012 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Aplicação, Interpretação e Integração - 
Explique o que é o fenômeno denominado pela doutrina 
deà utaç oà o stitu io al à eà ualà aà suaà i flu iaà oà
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 62 
exercício da atividade legislativa, administrativa e 
jurisdicional do Estado brasileiro. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2012 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Constituição - Discorra sobre a explosão de 
demandas, na realidade brasileira atual, no cotejo da 
Constituição Federal de 1988 e as medidas de mitigação 
do quadro. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Constituição - Dissertação: Constitucionalismo. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPI - Ano: 2012 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Controle de Constitucionalidade - Tendo em 
vista que, à luz da doutrina pertinente, a 
inconstitucionalidade de uma norma pode ser aferida 
com fundamento em diferentes elementos ou critérios, 
que incluem, entre outros, o momento em que ela se 
verifica, o tipo de atuação estatal que a ocasionou, o 
procedimento de elaboração e o conteúdo da norma, 
disserte sobre as modalidades de controle de 
constitucionalidade, desenvolvendo, necessariamente, 
os seguintes tópicos: 1- espécies de controle de 
constitucionalidade quanto à natureza do órgão de 
controle; 2- espécies de controle de constitucionalidade 
quanto ao momento de exercício do controle; 3- atual 
modelo brasileiro de controle de constitucionalidade: 
natureza do órgão de controle, momento de exercício 
do controle e órgão judicial que exerce o controle. 
- Resposta: 1- Capacidade de expressão na modalidade 
escrita e de uso das normas do registro formal culto da 
língua portuguesa 0.25 - 2 Conhecimento do tema - 2.1 
Espécies de controles quanto à natureza do órgão 
fiscalizador 0.50 - 2.2 Espécies de controles quanto ao 
momento da fiscalização 0.25 - 2.3 Modelo brasileiro 
de controle da constitucionalidade - 2.3.1 Natureza do 
órgão de controle 0.50 - 2.3.2 Momento de exercício do 
controle 0.50 -2.3.3 Órgão judicial que exerce o 
controle 0.50 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPR - Ano: 2013 - 
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Controle de Constitucionalidade - O Juiz de 
Direito de uma das Varas Cíveis de Fox de Iguaçu, em 
ação de mandato de segurança impetrado contra ato 
praticado por secretario municipal, prolata sentença, na 
qual, reconhecendo a inconstitucionalidade da norma 
infraconstitucional com base na qual o ato impugnado 
foi praticado, concede a segurança. Município de Foz de 
Iguaçu e a autoridade apontada como coatora não 
interpõe recursos de apelação, sendo os autos 
remetidos ao Tribunal de Justiça por força do reexame 
necessário ( art. 14, § 1º, da Lei nº12.016/2009). 
Indaga-se: 1- O órgão fracionário do Tribunal para o qual 
foram distribuídos os autos do reexame necessário, 
entendendo que o Juiz de Direito agiu com acerto ao 
reconhecer a inconstitucionalidade da forma legal 
impugnada pelo impetrante, deve suspender o 
julgamento do reexame necessário e suscitar incidente 
de inconstitucionalidade a ser apreciado pelo Órgão 
Especial do Tribunal de Justiça? Justifique a resposta. 2- 
É possível ao Tribunal, no exercício do controle 
incidental de constitucionalidade, modular os efeitos da 
declaração de inconstitucionalidade? Justifique a 
resposta. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2014 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Controle de Constitucionalidade - À luz da 
atual doutrina constitucional brasileira, defina o que 
vem a ser a inconstitucionalidade por arrastamento, 
aponte quais são suas características e seus 
pressupostos, bem como qual o(s) artigo(s) da legislação 
nacional, constitucional ou infraconstitucional, que a 
preveja(m). 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2014 - 
Banca: FUNDEP - GESTÃO DE CONCURSOS - Disciplina: 
Direito Constitucional - Assunto: Controle de 
Constitucionalidade - Sobre o Controle de 
Constitucionalidade no direito Brasileiro, responda às 
seguintes questões: A) Explique em que consiste o ato 
de controle de constitucionalidade no Direito Brasileiro, 
indicando os seus pressupostos/requisitos formais 
(subjetivos e objetivos) e os requisitos substanciais ou 
materiais. B) Explique como ocorre o controle repressivo 
adotado no sistema nacional brasileiro. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2014 - 
Banca: TJMT - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Controle de Constitucionalidade - Cabe 
a i us u iae à aàáDPF?à 
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 63 
- Resposta: A indagação é esta: cabe amicuscuriae na 
APDF (ação de descumprimento de preceito 
constitucional)? É, em tese, admissível o amicuscurae 
na APDF, ao juízo do Relator, que considerará a 
relevância da matéria e a representatividade do 
postulante, em despacho irrecorrível. Trata-se de 
aplicação analógica do disposto no artigo 7º, §2º, da 
Lei 9868, de 10 de novembro de 1999, visto que a Lei nº 
,àdeà àdeàdeze oàdeà ,à ueà disp eàso e o 
processo e julgamento da arguição de descumprimento 
de preceito fundamental, nos termos do §1º do art. 102 
daà CF ,à à o issaà oà pa ti ula .à E à o lus o,à aà
resposta que entendo correta é a seguinte: depende. 
Quando se tratar de matéria relevante, considerada a 
representatividade do postulante, em decisão 
irrecorrível, o relator poderia admiti-lo: [...] Admito a 
aplicação analógica da Lei nº9868/99 ao processo 
referente à arguição de descumprimento de preceito 
fundamental versada na Lei nº9882/99, em cujo 
processo, assim, de inicio, é possível a intervenção de 
terceiro. Entrementes, tal intervenção excepciona a 
regra do art. 7º da Lei nº 9869/99, segundo a qual 
oàseàad iti à i te e ç oàdeà te ei osà oàp o essoà
deà aç oà di etaà deà i o stitu io alidade .à A exceção 
corre à conta de situações concretas em que o relator, 
dada a relevância da matéria e a representatividade 
dos postulantes, entenda cabível a manifestação de 
outros órgãos ou entidades [...]. (STF, decisão 
monocrática, ADPF 46, relator Ministro Marco Aurélio. 
DJ 20/6/2005). 
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2008 - 
Banca: TJSP - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Controle de Constitucionalidade - Com que 
objetivo e como se dá, no Brasil, o controle difuso-
concreto da constitucionalidade de leis? Na hipótese 
desse controle, quais os efeitos da declaração de 
inconstitucionalidade de uma lei ou ato normativo do 
Poder Público? Como é possível a ampliação desses 
efeitos? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2010 - 
Banca: TJMS - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Controle de Constitucionalidade - Comente 
sobre a possibilidade de ser declarada pelo STF, em ADI, 
a inconstitucionalidade de lei revogada. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2006 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Controle de Constitucionalidade - Discorra 
sobre as hipóteses pelas quais é permitido ao Tribunal 
de Justiça reconhecer que leis federais e estaduais são 
inconstitucionais,indicando a eficácia subjetiva de tais 
decisões. 
- Resposta: O TJ dispõe de competência constitucional 
para reconhecer que leis, inclusive federais, são 
inconstitucionais. Hipóteses: 1) Em controle abstrato-
concentrado, por meio de ação direta de 
inconstitucionalidade (e da representação 
interventiva), pode reconhecer e decidir pela 
inconstitucionalidade, mas apenas de lei estadual e em 
face da Constituição estadual. Ainda que se trate de 
norma de repetição obrigatória da Constituição 
estadual, a competência permanece. Está fora a 
hipótese de inconstitucionalidade de lei federal, seja 
em face da Constituição Federal, seja em face da 
Constituição estadual, por ser sempre matéria de 
natureza constitucional-federal, afeta ao STF. 2) Em 
controle difuso-concreto, o TJ (nos termos do art. 97 da 
Constituição Federal) pode reconhecer (jamais como 
dispositivo do acórdão) que tanto a lei federal como a 
estadual são inconstitucionais, afastando-as na 
resolução do caso concreto a ser julgado. E pode fazê-
lo conforme sua convicção, seja em face da 
Constituição Federal (para ambas, incluindo a 
Constituição estadual) seja em face da Constituição 
estadual (para a estadual), desde que não haja decisão 
anterior e vinculante proferida pelo STF. No caso 1) o 
efeito é erga omnes (salvo na representação 
interventiva). No caso 2) o efeito é inter partes. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPR - Ano: 2011 - 
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Controle de Constitucionalidade - Discorra 
sobre o controle difuso de constitucionalidade no 
Direito Brasileiro e sobre o seu procedimento no âmbito 
dos tribunais de justiça. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2010 - 
Banca: TJMS - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Controle de Constitucionalidade - É correto 
dizer, quanto ao tema do controle de 
constitucionalidade, que a regra geral da nulidade 
absoluta da lei declarada inconstitucional vem sendo, 
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 64 
casuisticamente, afastada pela jurisprudência e 
repensada pela doutrina? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2008 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Controle de Constitucionalidade - É lícito que 
o Poder Judiciário possa avaliar, no âmbito do controle 
de constitucionalidade, os pressupostos de urgência e 
relevância que motivam a edição de medida provisória? 
Justifique. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2008 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Controle de Constitucionalidade - É possível 
que o Estado-membro institua, no âmbito da 
Constituição Estadual, a ação declaratória de 
constitucionalidade de atos normativos estaduais e 
municipais? Justifique 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPA - Ano: 2011 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Controle de Constitucionalidade - Emenda 
constitucional de iniciativa da assembleia legislativa de 
determinada unidade da Federação tratou das 
condições para ingresso e promoção no quadro de 
oficiais combatentes dos militares no âmbito do estado-
membro. O governador do estado, então, ajuizou ação 
direta de inconstitucionalidade relativa a essa emenda 
junto ao Supremo Tribunal Federal.Com base na 
situação hipotética acima, responda, de forma 
fundamentada e de acordo com a jurisprudência da 
suprema corte, o seguinte questionamento: 1- A 
emenda constitucional padece de vício de 
inconstitucionalidade formal? 
- Resposta: ASPECTOS MACROESTRUTURAIS - 1. 
Capacidade de expressão na modalidade escrita e uso 
das normas do registro formal da língua portuguesa 
0,00 a 0,25 - 2. Conhecimento do tema - 2.1. Ofensa à 
competência privativa do chefe do Poder Executivo, 
prevista no art. 61,§ 1.º, II, f, da CF 0,00 a 0,80 - 2.2. 
Aplicação do princípio da simetria 0,00 a 0,20 - 2.3. 
Não incidência da legitimação concorrente para a 
emenda constitucional 0,00 a 1,00 - 2.4. Ofensa ao 
princípio da separação dos poderes 0,00 a 0,25 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2011 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Controle de Constitucionalidade - LEI 
MUNICIPAL DE INICIATIVA LEGISLATIVA CRIA CARGOS 
DE PROFESSOR, A SER OCUPADO POR PROFESSORES DA 
REDE MUNICIPAL, PARA ADMINISTRAR CURSOS DE 
CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL NAS ESCOLAS MUNICIPAIS 
SITUADAS EM COMUNIDADE DE BAIXA RENDA. 
PROFESSOR DA REDE MUNICIPAL ATENDE AOS 
REQUISITOS ESTABELECIDOS NA LEI E IMPETRA 
MANDADO DE SEGURANÇA COM A PRETENSÃO DE 
OCUPAR UM DOS CARGOS PARA ADMINISTRAR O 
CURSO DE CAPACITAÇÃO PROFISSIONAL. A 
AUTORIDADE, EM SUAS INFORMAÇÕES, E A 
PROCURADORIA DO MUNICÍPIO, EM SUA 
IMPUGNAÇÃO, AFIRMAM A INCONSTITUCIONALIDADE 
DA LEI. RESOLVA A QUESTÃO. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2007 - 
Banca: TJSP - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Controle de Constitucionalidade - O que 
significa o instituto jurídico do amicus curiae nas ações 
de controle da constitucionalidade? Natureza. 
Finalidade. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJCE - Ano: 2012 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Controle de Constitucionalidade - O tribunal 
de justiça de determinado estado deferiu medida 
cautelar, em sede de representação de 
inconstitucionalidade, para suspender a eficácia de 
dispositivos de lei estadual, sob o fundamento de 
incompatibilidade material com preceito inserto na 
constituição do estado. O referido dispositivo da 
constituição estadual, que serviu de parâmetro para a 
fiscalização concentrada de constitucionalidade, limitou-
se a utilizar a denominada técnica de remissão, com a 
invocação direta, apenas, das regras normativas 
constantes da Constituição Federal (CF), incorporando-
as ao plano do ordenamento constitucional do estado-
membro. Foi ajuizada, perante o Supremo Tribunal 
Federal (STF), reclamação alegando a incompetência do 
tribunal de justiça, sob o argumento de que o 
paradigma de confronto, invocado no controle abstrato 
de constitucionalidade instaurado perante o tribunal de 
justiça local, residia em texto da própria Constituição 
Federal. Com base nessa situação hipotética, elabore 
dissertação, à luz da CF e do entendimento do STF, 
respondendo de forma fundamentada aos seguintes 
questionamentos: 1- Em tese, qual seria o fundamento 
para o cabimento da reclamação? 2- O tribunal de 
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 65 
justiça tem competência para o processo objetivo de 
fiscalização abstrata? 
- Resposta: Conhecimento do tema, Fundamentação 
para o cabimento da reclamação, Ausência de 
usurpação da competência do STF, parâmetro de 
controle legítimo quando incorporado à Constituição 
Estadual. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJGO - Ano: 2010 - 
Banca: TJGO - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Controle de Constitucionalidade - Qual o 
entendimento do Supremo Tribunal Federal quanto à 
possibilidade de controle direto de 
constitucionalidade com relação a leis anteriores à 
Constituição vigente? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2012 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Controle de Constitucionalidade - Seria 
correto afirmar que as súmulas vinculantes (art. 103-A, 
da Constituição Federal/88) só podem ter origem ao 
longo do processo de controle concentrado de 
constitucionalidade da lei pelo STF? Justifique. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 - 
Banca: FGV - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: CPI - A Assembleia Legislativa de um Estado da 
Federação instaurou Comissão Parlamentar de Inquérito 
voltadaà apuração de irregularidades envolvendo os 
contratos de concessão de linhas de transporte 
intermunicipais. A Assembleia determinou, por ato 
próprio, a quebra do sigilo de dados bancários e fiscais 
de todos os envolvidos, tendo descoberto que certo 
Deputado Federal patrocinava, de modo ilícito, os 
interesses de uma das concessionárias junto ao Estado. 
Ato contínuo, a Comissão expediu ato convocando o 
Deputado Federal para depor na qualidade de 
investigado. Ante o quadro, indaga-se: É juridicamente 
legítima a quebra de sigilo bancário e fiscal realizada 
pela Comissão Parlamentar de Inquérito estadual? Pode 
a Comissão Parlamentar de Inquérito estadual investigar 
e convocar Deputado Federal para depor como 
testemunha ou investigado, sob pena de condução 
coercitiva? 
- Resposta: De acordo com a jurisprudência do 
Supremo Tribunal Federal, é legítima a quebra de sigilo 
fiscal, bancário e telefônico por Comissão Parlamentar 
de Inquérito, desde que façam de modo 
fundamentado, eis que gozam dos poderes próprios 
das autoridades judiciais, consoante Art. 58, § 3º, da 
Constituição Federal. Tais poderes são extensíveis às 
comissões formadas nas assembleias estaduais, 
consoante decidiu o Supremo na ACO 730, Rel. Min. 
Joaquim Barbosa, julgamento em 22-9-2004, Plenário, 
DJ 11 nov. 2005. O art. ,à I,à ,àat i uiàoàfo oàpo à
prerrogativa de função ao Deputado Federal, que 
somente poderá ser processado e julgado perante o 
Supremo Tribunal Federal. Por ser tratar de uma 
assembleia estadual, portanto, que exerce poderes 
próprios das autoridades judiciárias estaduais, 
entende-se que o membro do Congresso Nacional está 
fora do seu alcance, por isso incabível a convocação 
para depor, na qualidade de investigado. Na qualidade 
de testemunha, a convocação é viável, sem condução 
coercitiva. O Art. 3º, da Lei nº 1.579/1952, que dispõe 
sobre as comissões parlamentares de inquérito, remete 
à disciplina do Código de Processo Penal. Este diploma, 
por sua vez, em seu Art. 221, caput e § 1º, assevera que 
o depoimento será tomado mediante ajuste de dia e 
hora entre a autoridade e o juiz. Admite-se, inclusive, o 
depoimento por escrito. Assim, o candidato deveria 
abordar os seguintes tópicos: a quebra de sigilo é 
admissível, inclusive pelas assembleias legislativas, 
consoante permite ao art. 58, § 3º da CF88 e a 
jurisprudência do Supremo Tribunal Federal; inviável a 
investigação de deputado com foro por prerrogativa de 
função pela Comissão estadual; e possível a 
convocação como testemunha, embora inviável a 
condução coercitiva. A banca aceitou, com pontuação 
integral, respostas parciais neste item. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Direitos Fundamentais - No âmbito da 
declaração de direitos e garantias fundamentais: a) Dê o 
sig ifi adoà daà e p ess oà est a gei osà eside tesà oà
País ,à o sta teàdoà aputàdoàart. 5º da Constituição de 
1988; b) Em que consiste a função social da 
p op iedade?à à ásà aç esà afi ativas à o t a ia à oà
princípio da igualdade? d) O que se entende por quase 
nacionalidade? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Direitos Individuais e Coletivos - A união 
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 66 
homoafetiva é um tema recorrente nas discussões 
jurídicas atuais. Disserte, sob a ótica dos princípios 
constitucionais. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2014 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Direitos Individuais e Coletivos - P.L. de C. e 
E.D. das N., moradores em área de invasão urbana e 
ocupantes de imóvel não legalizado, acionaram o 
Município de X, via ação pelo rito ordinário de obrigação 
de fazer, afirmando da ausência de esgotamento 
sanitário na localidade, que resultava em 
t a s o da e toà deà u aà valaà eg a à o à iaç oà deà
condições insalubres para o local em geral e os autores 
em particular. Pretendiam então fosse o Município 
compelido, judicialmente, a realizar as obras necessárias 
à solução deste problema sanitário da localidade, ao 
fundamento de exercício de seus direitos à prestação 
dos serviços públicos de forma eficiente e adequada 
bem como de manutenção de sua saúde e segurança da 
população, na forma do art. art. 9º, §1º, da CRFB c/c o 
art. 11, parágrafo único da Lei nº 7.783/89, que o 
regulamentou. Em sua defesa, o Município de X 
sustentou que a decisão de realização, ou não, de obras 
de saneamento é ato não sindicável pelo Poder 
Judiciário pena de violação ao comando do art. 2º da 
CF/88. Disse mais que à época em que a previsão 
orçamentária para aquele exercício fiscal fora elaborado 
pelo Executivo Municipal, vindo a ser regularmente 
aprovado pelo Legislativo local, não constara da mesma 
previsão ou contabilização de gastos com obras de 
saneamento na forma da reclamação efetuada pelos 
autores e que estas seriam de sua competência 
exclusiva, cf. art. 23, IX da Constituição Federal. Ouvido 
o MP, opinou o mesmo pela extinção do feito, sem 
resolução do mérito, pois que as obras que os autores 
demandam são eminentemente de utilidade coletiva e 
afetam a todos os moradores daquela localidade, e, em 
não tendo os demandantes legitimidade extraordinária 
para representar aqueles assim como o interesse objeto 
da presente lide é eminentemente difuso, a via eleita 
não se mostrava adequada. Sendo estes os fatos e os 
posicionamentos dos atores deste processo, como o (a) 
candidato (a) se posicionaria acerca das questões 
constitucionais tratadas nesta demanda? Justifique. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRN - Ano: 2014 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Direitos Individuais e Coletivos - O MP 
estadual ajuizou ação civil pública contra determinado 
estado da Federação, pleiteando ao órgão competente 
do Poder Judiciário a imposição de obrigação de fazer 
ao estado, referente à construção de um novo presídio, 
em face da superlotação e das condições precárias do 
único presídio existente no estado, que atentavam 
contra a dignidade dos presos. Em contestação, o 
estado sustentou a inexistência de disponibilidade 
orçamentária para o fim pleiteando o parquet e a 
existência e política pública para a reforma do atual 
presídio estadual, com a finalidade de adequá-lo aos 
requisitos básicos da habitabilidade e salubridade dos 
estabelecimentos penais. Com base nessa situação 
hipotética, proponha a solução para o problema 
apresentado, enfocando, necessariamente, os seguintes 
aspectos: - políticas públicas penitenciárias e 
discricionariedade administrativa. – controle judicial dos 
atos praticados com discricionariedade administrativa. – 
princípio da reserva do possível. 
 - Resposta: 1- Uso das normas do registro formal culto 
da língua portuguesa e capacidade de exposição - 0,00 
a 0,25 2- Conhecimento do tema - 2.1 Políticas públicas 
penitenciárias e discricionariedade administrativa - 
0,00 a 0,50 - 2.2 Controle judicial dos atos praticados 
com discricionariedade administrativa 0,00 a 1,25 - 2.3 
Princípio da reserva do possível - 0,00 a 0,50 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2013 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Direitos Individuais e Coletivos - DIZENDO A 
CARTA DA REPÚBLICA QUE HOMENS E MULHERES SÃO 
IGUAIS EM DIREITOS E OBRIGAÇÕES, COMO VOCÊ 
CONSIDERA A MAIOR PROTEÇÃO AO GÊNERO FEMININO 
PELA LEI MARIA DA PENHA? AO SEU VER, EXISTEM 
EXCEÇÕES A TAL PROTEÇÃO? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRR - Ano: 2008 - 
Banca: FCC - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Direitos Individuais e Coletivos - Em maio de 
2006, foi requerida em juízo a proibição da exibição,no 
país, do filme O Código da Vinci, inspirado no Best seller 
homônimo de autoria de Dan Brown. Consoante 
registros jornalísticos da época, o autor da ação alegou 
que os efeitos da exibição do filme seriam perniciosos, a 
despeito de se tratar de obra de ficção, uma vez que a 
obra em questão afrontaria a fé cristã, colocando em 
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 67 
xeque as histórias oficiais de Jesus Cristo e de toda a 
Igreja Católica, ao concentrar-se na tese de que Jesus 
Cristo casou com Maria Madalena, com quem teve um 
filho, e cuja descendência continuou até a atualidade, 
protegida por uma ordem secreta, razão pela qual um 
determinado grupo religioso estaria assassinando seus 
integrantes e descendentes para manter tal segredo. A 
ação em questão, movida em face da distribuidora do 
filme, Sony Pictures, foi julgada improcedente pelo juiz 
competente. Considerada a disciplina constitucional das 
liberdades, quais os fundamentos jurídicos existentes 
para a decisão pela improcedência da ação ? Justifique 
sua resposta. 
- Resposta: a) A Constituição assegura, em seu art. 5º, 
VI, a liberdade de crença e culto religiosos, e 
estabelece, em seu art. 19, I, a vedação de o Estado 
estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-
los, ou impedir-lhes o funcionamento, ou ainda manter 
com eles ou seus representantes relações de 
dependência ou aliança, excetuada a colaboração de 
interesse público. Eventual decisão de membro do 
Poder Judiciário, como órgão do Estado, que visasse à 
tutela dos fundamentos de uma crença religiosa 
específica representaria uma afronta à laicidade do 
Estado, consagrada na Constituição. B) A CRFB 
assegura, em seu art. 5º, IV e IX, a liberdade de 
expressão do pensamento, em especial da atividade 
artística, intelectual, cientifica e de comunicação, 
independentemente de censura ou licença. 
Determinação judicial que impedisse a veiculação de 
obra cinematográfica de ficção representaria ato de 
censura, que não é admitido pela disciplina 
constitucional da matéria.C) a todos é assegurada a 
liberdade de consciência (art. 5º, IV e VIII), no sentido 
de que dispõem os indivíduos de liberdade para formar 
suas próprias convicções – inclusive em matéria de 
educação formal, prevê a Constituição que o ensino se 
pauta pela liberdade de aprender e pelo pluralismo de 
concepções pedagógicas (art. 206, II e III). Não cabe ao 
Estado-juiz decidir de antemão o que pode ou não ser 
visto pelos indivíduos, para que esses forjem seus 
pensamentos. P candidato poderá ainda firmar que, 
em matéria de diversões e espetáculos públicos, 
compete ao poder público tão somente informar sua 
natureza, as faixas etárias a que não se recomendem, 
locais e horários em que sua apresentação se mostre 
inadequada (art. 220, p. 3º, I). A manifestação do 
pensamento, a criação, expressão e a informação, sob 
qualquer forma, processo ou veículo, não sofrerão 
qualquer restrição, sendo expressamente vedada 
qualquer censura de natureza política, ideológica e 
artística (art. 220, caput, e p. 2º). 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2012 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Direitos Individuais e Coletivos - José, 
beneficiário de justiça gratuita, intentou lide de 
obrigação de fazer e cobrança em face do Estado e do 
Município do Rio de Janeiro, postulando, por quadro de 
doença rara e degenerativa, o fornecimento diário de 
medicamento importado ao custo unitário de R$ 
10.000,00 (dez mil reais), o único eficaz, e de uso 
permanente. Nas contestações, os entes públicos 
alegaram falta de recursos, em paralelo à grande massa 
de pessoas necessitadas em termos de saúde. Você, 
juiz(a), decida a questão, sem o rigor de forma 
processual. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2008 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Direitos Individuais e Coletivos - Na Comarca 
de Senador Firmino, Maria da Conceição ingressou com 
ação ordinária, de natureza cominatória, para que o 
Município de Dores do Turvo lhe fornecesse, através do 
“U“,à oà edi a e toà de o i adoà i te fe o à
peguilado ,à asso iadoà à ‘i avi i a,à deà altoà usto,à
indicado por seu médico para tratamento da Hepatite 
C ,à i a,àdeà ueà àpo tado a.àOàMu i ípio,àpo à seuà
advogado, alegou: a) que não podia assumir o 
tratamento pretendido, reservado pelo SUS à União ou 
ao Estado; b) que não há direitos acima do orçamento e 
o seu não lhe permite a aquisição do remédio; c) que, 
nos termos do art. 167, I e II (Constituição Federal, de 
05 de outubro de 1988), não pode realizar a despesa, de 
natureza absolutamente imanipulável; d) que o 
Judiciário não pode expedir sentença aditiva; e) que se 
o Legislativo não pode aumentar despesas previstas no 
orçamento (art. 63, I, da CF/88), ao Judiciário, assim 
como àquele, também não é lícito assim proceder; f) 
que a sentença, da mesma forma que ocorre com a lei, 
deverá indicar, no caso, os recursos necessários (art. 
166, § 3º, II, da CF/88), pois não os possui. Você é o Juiz. 
Julgaria procedente o pedido? Responda, em qualquer 
caso, a cada um dos argumentos da defesa. 
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 68 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRS - Ano: 2013 - 
Banca: TJRS - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Direitos Individuais e Coletivos - O Direito à 
Saúde, na condição de direito (e dever) fundamental 
social consagrado no artigo 6º da Constituição Federal e 
objeto de regulamentação na ordem social (Art. 196 e 
ss.) tem amplamente deduzido em Juízo e patrocinado 
acalorado debate doutrinário, inclusive levando à 
realização de audiência pública pelo STF, que, 
especialmente no julgamento da STA 175, março de 
2010, Relator Ministro Gilmar Mendes, consolidou uma 
série de critérios respeitantes ao tema. Nesse contexto, 
responda as questões a seguir formuladas: 1) Tratando-
se de direito fundamental, o direito à saúde aplica-se o 
regime jurídico pleno das normas de direitos 
fundamentais? Justifique . 2) Qual o sentido da assim 
chamada dupla dimensão objetiva e subjetiva do Direito 
(e dever) à Saúde e quais as principais consequências 
decorrentes de tal condição? 3) A titularidade do direito 
à saúde é individual ou transindividual (coletiva ou 
difusa)? Justifique com base na orientação adotada 
também pelo STF? 4) Quanto em causa a sua função 
positiva, ou seja, de direito subjetivo a prestações 
materiais do poder público, quais são as principais 
objeções invocadas em sentido contrário ao 
reconhecimento de um direito subjetivo pela via judicial 
e quais são principais argumentos e critérios utilizados 
para superar, no todo ou em parte, tais objeções? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2008 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Direitos Individuais e Coletivos - O Ministério 
Público de Minas Gerais instaurou inquérito civil para 
apurar as razões pelas quais o Município AAA não 
disponibiliza creche e pré-escola para acolher as 
crianças situadas na faixa etária de 0 a 6 anos de idade, 
nas quais a assistência a ser fornecida pelo poder 
público é essencial para evitar que fiquem material e 
intelectualmente desprotegidas. A ação civil pública foi 
aforada com apoio nos arts. 208, IV, e 211, §2º, CF/88, 
e, ainda, no art. 54, IV, da Lei Federal nº 8.069, de 13 de 
julho de 1990 (ECA), segundo o qual é dever do Estado 
assegu a à ate di e toà em creche e pré-escola às 
ia çasà deà ze oà aà seisà a osà deà idade ,à eà oà pedidoà
formulado na inicial consistiria em condenar o 
Município a construir e manter creche e pré-escola no 
prazo de 12 meses, sob penade multa. Ao contestar a 
ação, enfatizou o Município-réu que os preceitos 
normativos contidos na Constituição Federal e no ECA 
traduzem normas programáticas, cuja concretização fica 
sob a discricionariedade do administrador público. 
Argumentou-se, ainda, que a clássica regra da separação 
dos poderes (art. 2º, CF/88) deve ser observada, pois 
não é lícito ao Poder Judiciário interferir na gestão 
administrativa e determinar que o Poder Executivo 
priorize esta ou aquela providência em favor da 
comunidade. Em face dos recursos orçamentários serem 
finitos, considera que o pedido formulado pelo autor 
deve ser julgado improcedente. Após regular instrução, 
na qual se realizou prova pericial que constatou a 
inexistência de equipamento público destinado ao 
cumprimento do citado dever, os autos foram conclusos 
para sentença. Instrução: Profira a decisão, 
circunscrevendo-se à hipótese descrita, sem 
necessidade de fazer relatório e dispor sobre 
sucumbência. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 - 
Banca: FGV - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Direitos Individuais e Coletivos - O Ministério 
Público do Estado do Amazonas ajuizou ação civil 
pública contra o Município de Manaus, na qual se 
postula a condenação do réu a assegurar, a partir do 
ano letivo seguinte, a criação de vagas em creches e 
escolas municipais para matrícula de crianças de até 
cinco anos de idade, incluídas em lista de espera em 
poder da Administração municipal. O réu contestou, 
alegando a inexistência de recursos orçamentários e a 
consequente impossibilidade de cumprimento de 
eventual condenação, diante do princípio da reserva do 
possível. Discorra sobre a tese apresentada na 
contestação do Município. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2009 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Direitos Individuais e Coletivos - Paulo 
Bonavides, no seu Curso de Direito Constitucional, 24 ª 
ed., menciona que o direito à paz foi elevado da terceira 
geração para direito da quinta geração, sendo que, até o 
Congresso Internacional Ibero-Americano de Direito 
Constitucional de 2006, realizado em Curitiba/Paraná, 
era praticamente desconhecido no âmbito da literatura 
jurídica e da ciência constitucional contemporânea. Diz 
oà est eà itado:à Elevou-se, assim, a paz ao grau de 
direito fundamental da quinta geração ou dimensão (as 
gerações antecedentes compreendem direitos 
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 69 
individuais, direitos sociais, direito ao 
dese volvi e to,di eitoà àde o a ia . àDisse te.àà 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2008 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Direitos Individuais e Coletivos - Quais os 
requisitos, segundo a doutrina majoritária, para a 
decretação da quebra de sigilo bancário em feito 
criminal? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2010 - 
Banca: TJMS - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Direitos Individuais e Coletivos - Qual a 
posição dos Tratados Internacionais de Proteção aos 
Direitos Humanos na ordem jurídica nacional ? Explique. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRS - Ano: 2012 - 
Banca: TJRS - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Direitos Individuais e Coletivos - Todos são 
iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, 
garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros 
residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à 
liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade 
(Constituição Federal, art. 5o, caput). Estabeleça a 
distinção entre direitos e garantias individuais segundo 
a doutrina. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2014 - 
Banca: FUNDEP - GESTÃO DE CONCURSOS - Disciplina: 
Direito Constitucional - Assunto: Direitos Políticos - 
Quando ocorre a perda ou suspensão dos direitos 
políticos? Fundamente sua resposta. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2012 - 
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Direitos Políticos - José, candidato à Prefeitura 
de um município sul-mato-grossense, foi condenado em 
julho de 2012 pelo Juízo Eleitoral como incurso na forma 
ativa do crime previsto no artigo 299, da Lei n. 
4.737/1965. Dentro do tríduo legal, interpôs recurso 
eleito alà apelaç o à pe a teà oà T i u alà ‘egio alà
Eleitoral do Mato Grosso do Sul, mas a Corte, por 
unanimidade, negou provimento em julgamento 
realizado em 14 de setembro. Ingressou com Recurso 
Especial no Tribunal Superior Eleitoral, com fundamento 
no artigo 121, § 4º, I, da Constituição, que foi conhecido, 
mas se encontra pendente de julgamento. a) Quais são 
as sanções penais e administrativas e as restrições aos 
direitos políticos aplicáveis ao candidato? Cabe alguma 
outra ação que tenha por objeto a conduta do 
candidato? b) O candidato é elegível na fase em que se 
encontra o processo? Há alguma ação cabível para o 
reconhecimento de eventual inelegibilidade? Se eleito, 
que ação eleitoral (ou ações eleitorais) é (são) apta(s) a 
afastá-lo do mandato? 
- Resposta: Quesito a: O candidato está sujeito à pena 
de reclusão e multa penal como incurso no artigo 299, 
da Lei 4.737/1965. A pena de multa administrativa e 
cassação do diploma, com fundamento no artigo 41-A, 
da Lei 9.504/1997, é cabível pelo fato de que o 
candidato foi diplomado como prefeito. O candidato se 
encontra no exercício dos direitos políticos uma vez que 
o artigo 15, III, da Constituição exige o trânsito em 
julgado da condenação criminal para a suspensão dos 
direitos políticos, logo, no caso narrado, não haverá 
esta restrição aos direitos políticos. Em relação à 
mesma conduta, cabe Ação de Investigação Judicial 
Eleitoral. Quesito b: O candidato se encontra inelegível, 
embora a condenação não tenha transitado em 
julgado, uma vez que, pelo artigo 1º, I, j, da Lei 
Complementar 64/1990, com as alterações da Lei 
Complementar 135/2010, são inelegíveis os que forem 
condenados, em decisão transitada em julgado ou 
proferida por órgão colegiado da Justiça Eleitoral, por 
corrupção eleitoral, por captação ilícita de sufrágio, 
por doação, captação ou gastos ilícitos de recursos de 
campanha ou por conduta vedada aos agentes 
públicos em campanhas eleitorais que impliquem 
cassação do registro ou do diploma, pelo prazo de 8 
(oito) anos a contar da eleição. Para o reconhecimento 
da inelegibilidade, em face da preclusão para a 
interposição de ação de impugnação de registro de 
candidato, cabe apenas recurso contra a expedição de 
diploma. Para afastá-lo do mandato, cabem recurso 
contra a expedição de diploma e ação de impugnação 
de mandato eletivo. QUESITO AVALIADO NOTA - 1) 
APRESENTAÇÃO E ESTRUTURA TEXTUAL (legibilidade, 
respeito às margens, paragrafação, coerência, 
concisão, clareza, propriedade vocabular); ASPECTOS 
GRAMATICAIS (morfologia, sintaxe de emprego e 
colocação, sintaxe de regência e pontuação); 
ASPECTOS FORMAIS (erros de forma em geral e erros 
de ortografia); CAPACIDADE DE INTERPRETAÇÃO E 
EXPOSIÇÃO - 2) DESENVOLVIMENTO DO TEMA: Quesito 
a) * Sanções: reclusão e multa (artigo 299/Lei 
4.737/1965), cassação do diploma (artigo 41- A, Lei 
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 70 
9.504/1997) e inelegibilidade (artigo 1º, I, j, Lei 
Complementar 64/1990). * Suspensão dos direitos 
políticos (artigo, 15, III, CRFB): ausência do trânsito em 
julgado. * Cabimento de AIJE. Quesito b) * Aplicação 
da inelegibilidade em razão do julgamento colegiado 
de acordo com o artigo 1º, I, j, Lei Complementar 
64/1990. * RCD para inelegibilidade * RCD e AIME para 
afastamento do mandato 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2010 - 
Banca:TJMS - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Direitos Políticos - A prestação de contas 
relativa a campanha eleitoral, uma vez rejeitada, implica 
em causa de inelegibilidade ? Explique. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPR - Ano: 2011 - 
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Direitos Políticos - João candidata a vereador, 
em nome próprio e sem a assistência de advogado, 
ingressou com ação de impugnação de pedido de 
registro de candidatura contra Jose, candidato a 
prefeito no mesmo município. 0 juiz eleitoral julgou 
procedente a impugnação. PERGUNTA-SE: A) João tem 
legitimidade ativa e capacidade postulatória para a ação 
de impugnação de pedido de registro de candidatura? 
Justifique objetivamente. B) Quais o efeito da sentença 
de procedência com trânsito em julgado da ação de 
impugnação de candidatura, na hipótese de já ter 
ocorrido a diplomação? Justifique objetivamente. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRR - Ano: 2008 - 
Banca: FCC - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Direitos Políticos - Responda, 
fundamentadamente, se os menores de 18 e maiores de 
16 anos, bem como os menores de 16 anos podem 
alistar-se no ano em que se realizam eleições, 
esclarecendo, em caso afirmativo, quais as condições e 
requisitos de tais alistamentos. 
- Resposta: O alistamento eleitoral dos menores de 18 
anos é facultativo, na forma do disposto no art. 14, p. 
1º, II, c, da CRFB. Em vista disso, os menores de 18 e 
maiores de 16 anos podem alistar-se no ano em que se 
realizarem as eleições. O menor de 16 anos também 
pode alistar-se se completar 16 anos até a data do 
pleito, inclusive (Resolução TSE 21.2538/2003, Art. 14). 
O título emitido nessas condições somente surtirá 
efeito com o implemento da idade de 16 anos 
(Resolução TSE 21.538 de 2003, Art. 14, p. 2º e 
Resolução 19.465 de 1996). O alistamento em tais 
condições deverá ser solicitado até o encerramento do 
prazo fixado para requerimento de inscrição eleitoral 
ou de transferência, sendo que nenhum requerimento 
de inscrição eleitoral ou de transferência será recebido 
dentro dos 150 dias anteriores à data da eleição (Lei 
9.502/1997, art. 91). O alistamento dependerá, ainda, 
da apresentação de um dos documentos previstos na 
Lei 7.444/1985, através dos quais se infira a 
nacionalidade, idade e demais elementos necessários à 
qualificação do interessado. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2012 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Fiscalização Contábil, Financeira e 
Orçamentária - Tribunais de Contas - Parecer do 
Tribunal de Contas do Estado, no sentido da rejeição das 
contas de prefeito municipal, gera a inelegibilidade 
prevista no art. °,àI,à g ,àdaàLeiàCo ple e ta à °à ,àdeà
18/05/1990? E decisão do Tribunal de Contas da União, 
também rejeitando contas de prefeito municipal? Lei 
complementar nº 64, de 18 de maio de 1990, com a 
redação dada pela Lei Complementar nº 135, de 4 de 
junho de 2010 Art. 1°. São inelegíveis: I - para qualquer 
cargo: .................................................................... g) os 
que tiverem suas contas relativas ao exercício de cargos 
ou funções públicas rejeitadas por irregularidade 
insanável que configure ato doloso de improbidade 
administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão 
competente, salvo se esta houver sido suspensa ou 
anulada pelo Poder Judiciário, para as eleições que se 
realizarem nos 8 (oito) anos seguintes, contados a partir 
da data da decisão, aplicando-se o disposto no inciso II 
do art. 71 da Constituição Federal, a todos os 
ordenadores de despesa, sem exclusão de mandatários 
que houverem agido nessa condição; 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 - 
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Funções Essenciais à Justiça - O Governador 
do Estado pode nomear e até exonerar o Procurador 
Geral do Estado? Fundamente sua resposta. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJDFT - Ano: 2014 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Hermenêutica - Em relação à hermenêutica 
constitucional e ao poder de alterar a Constituição, 
responda justificadamente aos seguintes quesitos: a) O 
que é o denominado Método Normativo Estruturante, 
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 71 
idealizado por FRIEDERICH MÜLLER, e como deve 
proceder o intérprete segundo esse método? 
Exemplifique. b) Em que consiste a chamada Mutação 
Constitucional? Exemplifique. c) Explique e exemplifique 
o princípio da simetria constitucional. 
 - Resposta: a) Sustenta MÜLLER que o texto 
constitucional não se confunde com a norma 
o stitu io al,à se doà oà textoà ape asà aà po taà doà
i e e g ,à j à ueà aà o aà oà o p ee de apenas o 
texto, mas, também, um pedaço da realidade social. 
Portanto, o intérprete, na busca do sentido e do 
alcance da norma constitucional, deve considerar que a 
norma constitucional é algo além do texto 
constitucional, o que evita o confronto entre a 
realidade e a norma jurídica. Exemplo: art. 5º, inciso 
LXIII da CF (não se refere somente ao preso, mas a 
todas as pessoas – direito de não produzir prova contra 
si mesmo). b) A denominação mutação constitucional 
consiste em atribuir novas interpretações à 
Constituição para que ela consiga se adequar à 
realidade da sociedade sem que seja necessário alterar 
o texto formal da mesma. Cumpre esclarecer, porém, 
que a mutação constitucional não é irrestrita, uma vez 
que ela deve respeitar certos limites, como os 
princípios estruturantes do Estado, as cláusulas pétreas 
e a impossibilidade de subverter-se a literalidade de 
norma que não dê margem a interpretações diversas. 
Exemplo: o conceito de casa no art. 5º, inciso XI da 
Constituição Federal. c) O princípio da simetria 
constitucional é o princípio federativo que exige uma 
relação simétrica entre os institutos jurídicos da 
Constituição Federal, das Constituições Estaduais e das 
Leis Orgânicas Municipais. Isso significa que os 
Estados-Membros e os Municípios devem seguir os 
paradigmas da Constituição Federal. Consoante o STF, 
são normas de observância obrigatória, entre outras, 
as relativas aos princípios básicos do processo 
legislativo. Bibiografia: MÜLLER, Friedrich: Teoria 
Estruturante do Direito. 2ª. ed. revista, atualizada e 
ampliada. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 
2009. SILVA, José Afonso da - Curso de Direito 
Constitucional Positivo, 36ª ed., Malheiros Editores, 
2013. BARROSO, Luís Roberto: Interpretação e 
Aplicação da Constituição: Fundamentos de uma 
Dogmática Constitucional Transformada, 3ª ed., 
Saraiva, 1999. CANOTILHO, José Joaquim Gomes. 
Direito Constitucional e Teoria da Constituição. 6ª Ed. 
Coimbra: Almedina, 2002. 1- Utilização correta do 
idioma oficial e capacidade de exposição - 2 
Desenvolvimento do tema - 2.1 O que é o Método 
Normativo Estruturante, idealizado por Friederich 
Müller, e como deve proceder o intérprete segundo 
esse método. Exemplificação. 2.2 Em que consiste a 
Mutação Constitucional - Exemplificação. 2.3 Princípio 
da simetria Constitucional - explicação e 
exemplificação. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2008 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Nacionalidade - O Governo da Alemanha 
formulou pedido de extradição do seu nacional Franz 
Bauer, sendo que aquele foi instruído com mandado de 
prisão que indica precisamente o local, a data, a 
natureza e as circunstâncias dos fatos delituosos 
atribuídos ao extraditando, transcrevendo os 
dispositivos legais da ordem jurídica alemã pertinentes 
ao caso, tendo sido observados os requisitos do art. 77 
da Lei nº 6.815/80. Pode o pedido ser atendido, ante a 
ausência de tratado bilateral sobre extradiçãoentre 
oGoverno requerente e o Brasil? Fundamente a 
resposta. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJGO - Ano: 2012 - 
Banca: FCC - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Ordem Econômica e Financeira - O Estado 
pode planificar a economia? Justifique apontando 
preceitos constitucionais e princípios correlatos. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2008 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Organização do Estado - A realidade das 
nossas cidades mostra que existe uma recente invenção 
do mercado de trabalho denominada mototáxi. Surge 
na clandestinidade, como meio de afirmação de jovens 
sem oportunidade no mercado formal de trabalho, e 
que passam, para obter renda, a realizar o transporte 
remunerado de pessoas. O Município de Ponte Nova, 
em razão dos inúmeros problemas de trânsito por causa 
das motocicletas, decidiu legislar a respeito, inclusive 
porque o sistema proporciona rapidez e preços 
reduzidos. O Dr. Josemar Rodrigues, Procurador Geral 
da Prefeitura, foi chamado a opinar, e, em parecer, 
sustentou que o Município não pode legislar a respeito 
do tema, que, segundo o STF, seria da competência da 
União Federal. O Procurador do Município está certo? 
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 72 
Ou, segundo o STF, o Município pode legislar sobre o 
transporte realizado por meio de mototáxi? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2014 - 
Banca: TJMT - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Organização do Estado - Uma lei estadual 
dispondo sobre a criação de novo Município, ainda que 
regularmente votada e sancionada, mas sem observar o 
pressuposto referido, estará maculada por infestável 
vício de inconstitucionalidade formal. Justifique sua 
resposta dada. 
 - Resposta: Por equivoco, no momento da digitação da 
pergunta, não foi declinado qual o pressuposto que 
oàfoiào se ado,àj à ueà à e io adoà se ào se a à
oà p essupostoà efe ido .à Toda ia,à aà o iss oà oà
resultou em qualquer prejuízo aos candidatos, visto 
que a não observação de qualquer um dos requisitos 
exigidos no art. 18, §4º, da CF constitui-se em maltrato 
desta norma a incidir na macula de 
inconstitucionalidade. O citado dispositivo 
constitucional exige expressamente de Lei 
Complementar Federal, que ainda não foi editada, não 
obstante a recente aprovação pela Comissão de 
Constituição e Justiça do Senado, do Projeto de Lei do 
Senado nº104/2014, - Co ple e ta à ueà disp eà
sobre o procedimento para a criação, a incorporação, a 
fusão e o desmembramento de municípios, nos termos 
do §4º, do art. àdaàCF,àeàdaàout asàp o ide ias .àÉà
certo que o Projeto de Lei do Senado nº98 de 2002, - 
Complementar (nº416/2008 – Complementar, na 
Câmara dos Deputados), restou vetado pela 
Presidência da República em novembro de 2013. Assim, 
desde a promulgação da emenda constitucional nº15 
em 12 de setembro de 1996, há o implemento de 
criação, incorporação, fusão e desmembramento de 
municípios; logo, na verdade, sequer haveria 
necessidade de informar qual o pressuposto que não 
havia sido cumprido, porque, qualquer que fosse a Lei 
seria inconstitucional: AÇÃO DIRETA DE 
INCONSTITUCIONALIDADE. LEI Nº6893, DE 28 DE 
JANEIRO DE 1998, DO ESTADO DE MATO GROSSO, QUE 
CRIOU O MUNICÍPIO DE SANTO ANTONIO DO LESTE. 
INCONSTITUCIONALIDADE DE LEI ESTADUAL 
POSTERIOR À EC 15/96. AUSENCIA DE LEI 
COMPLEMENTAR FEDERAL PREVISTA NO TEXTO 
CONSTITUCIONAL. AFRONTA AO DISPOSTO NO ART.18, 
§4º, DA CF. OMISSAO DO PODER LEGISLATIVO. [...]. 
(STF, ADI 3316, relator Ministro Eros Grau, DJe 
29/06/2007). [...] 1- a emenda constitucional nº15, que 
alterou a redação do §4º do art. 18 da CF, foi 
publicada no dia 13 de setembro de 1996. Passados 
mais de dez anos, não foi editada a lei complementar 
federal definidora do período dentro do qual poderão 
tramitar os procedimentos tendentes à criação, 
incorporação, desmembramento e fusão de municípios. 
Existência de notório lapso temporal a demonstrar a 
inatividade do legislador em relação ao cumprimento 
de inequívoco dever constitucional de legislar, 
decorrente do comando do art. 18, §4º, da CF. 2- 
apesar de existirem no Congresso Nacional diversos 
projetos de lei apresentados visando à regulamentação 
do art. 18, §4º, da CF, é possível constatar a omissão 
inconstitucional quanto à efetiva deliberação e 
aprovação da lei complementar em referencia. [...] 3- a 
omissão legislativa em relação à regulamentação do 
art. 18, §4º, da CF, acabou dando ensejo à formação e 
à consolidação de estados de inconstitucionalidade que 
não podem ser ignorados pelo legislador na 
elaboração da lei complementar federal. [...]. ( STF. 
Tribunal Pleno, ADI 3682, relator ministro Gilmar 
Mendes, Dje 6/9/2007). Em conclusão: a resposta 
correta é a que a lei seria inconstitucional, ante a não 
edição da Lei complementar de que trata o art. 18, §4º 
da CF. esta inconstitucionalidade, por sua vez, tem 
natureza formal, já que decorrente de violação de 
formalidade estabelecida pela Lei Mais Alta para que o 
procedimento de criação de Município pudesse ocorrer. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 - 
Banca: TJMG - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Organização do Estado - Repartição de 
competências: critério, técnicas e tipos de competência 
no Estado Federal brasileiro. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPR - Ano: 2011 - 
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Poder Constituinte - Existindo conflito entre 
direitos fundamentais estabelecidos pelo Constituinte 
Originário, como devera ser solucionado? E se o conflito 
for entre direito fundamental criado pelo Constituinte 
Originário e direito fundamental estabelecido pelo 
Constituinte Derivado, como devera ser solucionado? A 
resposta devera ser motivada. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPA - Ano: 2014 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Constitucional - 
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 73 
Assunto: Poder Executivo - A doutrina do direito 
constitucional brasileiro, há algum tempo, divergia 
sobre a possibilidade ou impossibilidade dos Estados-
membros da federação adotarem medidas provisórias 
estaduais. Não obstante, o Supremo Tribunal Federal 
enfrentou explicitamente essa questão, consagrando 
seu entendimento sobre a matéria. Assim sendo, 
discorra sobre o tema, explicando se, atualmente, é 
possível a adoção de medidas provisórias pelos Estados, 
destacando em sua resposta os respectivos 
fundamentos constitucionais, a posição do STF e demais 
aspectos pertinentes à matéria no âmbito do direito 
constitucional. 
- Resposta:(I). Atualmente, é pacífico o entendimento 
de que é possível os Estados adotarem medidas 
provisórias, desde que haja previsão expressa na 
respectiva Constituição Estadual. Diversos Estados já 
adotaram essa espécie normativa (Acre, Piauí, Santa 
Catarina e Tocantins). (0,5 ponto) (II). O STF consagrou 
esse entendimento por decisão proferida na ADC 
425/TO, ajuizada pelo PMDB contra medidas 
provisórias de Tocantins, mas questionando apenas o 
mérito delas. O Min. Maurício Correa decidiu levar ao 
plenário a questão preliminar da competência dos 
governadores para editar medidas provisórias, que 
decidiu que é constitucional a adoção da MP pelo 
Estado-membro. (0,5 ponto) (III). Os fundamentos 
dessa decisão foram os seguintes: a) ausência de 
disposição constitucional proibindo a adoção; b) 
aplicação da competência residual dos Estados (§ 1º do 
art. 25 da CF); c) instrumento adequado para 
solucionar situações emergenciais; d) a aplicação do 
princípio da simetria. (1 ponto) (IV). Em relação às MP 
estaduais aplicam-se as mesmas limitaçõesconstitucionais aplicáveis às MP federais, contidas no 
artigo 62 da CF, no que for cabível, em especial os 
requisitos de relevância e urgência. (0,25 ponto) (V). 
Importante, ainda, esclarecer que há uma limitação 
expressa no § 2º do artigo 25 da CF, que veda o seu uso 
para regulamentar a exploração dos serviços locais de 
gás canalizado, dispositivo este que foi utilizado pelo 
próprio STF na ADIn 425 para concluir que é cabível a 
adoção das MP estaduais. (0,25 ponto) 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMA - Ano: 2013 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Poder Judiciário - Caso o Tribunal de Justiça de 
determinado estado delibere que os atos de remoção 
voluntaria de magistrados sejam votados mediante 
escrutínio secreto, o Conselho Nacional de Justiça 
dispõem de competência para rever a decisão? 
Fundamente sua resposta e esclareça com base no 
entendimento do STF se a decisão do Tribunal de Justiça 
estará em consonância com o texto constitucional. 
 - Resposta: Legitimidades dos juízes vitalícios e 
constitucionalidade - Conteúdo do art. ,à I,à a ,à daà
Constituição Federal e entendimentos do STJ sobre a 
matéria - Decisões administrativas: motivação e 
realização em seção pública. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMA - Ano: 2013 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Poder Judiciário - Considerando que a 
Constituição de determinado estado tenha atribuído aos 
desembargadores e aos juízes vitalícios a competência 
ara eleger o presidente e o vice-presidente do Tribunal 
de Justiça local, responda, com fundamento na 
Constituição Federal de 1988 e no entendimento do STF 
acerca da matéria, os seguintes questionamentos: 1- o 
juiz de primeiro grau, vitalício, pode configurar no rol 
dos legitimados para escolha dos órgãos diretivos do 
tribunal? ; 2- a regra padece de vício de 
inconstitucionalidade em face da CF? 2.1- Disciplina 
constitucional. 
 - Resposta: Incompatibilidade com a CF com base no 
entendimento do STF.Competência do CNJ. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAC - Ano: 2012 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Poder Judiciário - Com base nas normas 
constitucionais e legais que regem o Poder Judiciário, 
disserte sobre as limitações impostas aos magistrados 
no exercício de suas funções. 
 - Resposta: Vernáculo – Conhecimento do tema – 
Limitações impostas pela CF (art. 95, parágrafo único, 
I, II e III) – Limitações previstas na Lei Orgânica da 
Magistratura Nacional (art. 36, I a III). 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAC - Ano: 2012 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Poder Judiciário - Com base nas normas 
constitucionais e legais que regem o Poder Judiciário, 
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 74 
disserte sobre as limitações impostas aos magistrados 
no exercício de suas funções. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPA - Ano: 2011 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Poder Judiciário - Com base no que dispõem a 
Constituição Federal e a Lei Complementar n.º 35/1979 
(Lei Orgânica da Magistratura Nacional), disserte sobre 
o regime jurídico da magistratura. Em seu texto, aborde, 
necessariamente, os seguintes aspectos: 1- ingresso na 
carreira: concurso e nomeação — requisitos; 2- 
promoção na carreira: critérios; 3- remoção na carreira. 
 - Resposta: ASPECTOS MACROESTRUTURAIS - 1. 
Capacidade de expressão na modalidade escrita e uso 
das normas do registro formal da língua portuguesa 
0,00 a 0,25 - 2. Conhecimento do tema - 2.1. Ingresso 
na carreira: concurso e nomeação (requisitos) 0,00 a 
0,75 - 2.2. Promoção na carreira: critérios 0,00 a 1,25 - 
2.3. Remoção na carreira 0,00 a 0,25 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Poder Judiciário - Como Juiz nomeado para 
Vara Única e para a Diretoria do Foro de uma Comarca 
do Interior do Estado, quais providências ou atitudes 
implementaria diante das hipóteses a seguir 
enumeradas? (Justificar fundamentadamente e em 
breves linhas) a) Se no cotidiano forense constatasse 
que o escrivão, embora já anteriormente advertido pelo 
mesmo motivo em procedimento devido, não vem 
cumprindo suas atribuições na forma devida nem em 
prazo razoável. b) Se em inspeção ordinária anual 
verificasse que o tabelião de notas vem cometendo 
irregularidades e também não recolhendo a parcela de 
custas do Estado. c) Se ao assumir as funções na 
Comarca constatasse que o Juizado de Conciliação não 
está em funcionamento. d) Se no cotidiano forense os 
advogados se apresentarem pessoalmente no gabinete 
para obtenção de despachos ou decisões. e) Se, estando 
com a agenda cheia para audiências nos próximos três 
meses, em Comarca já informatizada, faltasse luz na 
cidade exatamente na data em que faria o 
interrogatório dos réus presos. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJSC - Ano: 2013 - 
Banca: TJSC - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Poder Judiciário - Considerando os resultados 
doà E pe i e toà deà Milg a à Ve :MILG‘áN,à “ta le .à
Obediência à Autoridade: uma visão experimental. Trad. 
Luiz O. Coutinho Lemos. Rio de Janeiro: Francisco Alvez, 
1983), citados por Zygmunt Bauman (In: BAUMAN, 
Zygmunt. Modernidade e Holocausto. Trad. Marcus 
Penchel. Rio de Janeiro: Zahar, 1998. p. 178-196), 
discorra, em até 30 (trinta) linhas, a respeito do 
o po ta e toàjudi ialàdia teàdaà auto idadeàdaàleiàouà
t i u al à eà daà dig idadeà hu a a ,à o side a doà osà
segui tesà t e hos:à Éà e à f ilà se à uelà o à uma 
pessoa que nem vemos nem ouvimos. [...] Quanto maior 
a distância física e psíquica da vítima, mais fácil era ser 
uel à ... à oà u soà deà u aà aç oà sequencial, o ator se 
torna escrava de suas próprias ações passadas. Essa 
imposição parece bem mais forte que outros fatores 
constringentes [...] Dentro do sistema burocrático de 
autoridade, a linguagem da moralidade adquire um 
novo vocabulário. Está repleta de conceitos como 
lealdade, dever, disciplina – todos apontando para os 
superiores como supremo objeto de preocupação moral 
e, simultaneamente, a máxima autoridade moral. [...] O 
ponto mais pungente, parece, é a facilidade com que a 
maioria das pessoas se encaixa no papel que requer 
crueldade ou pelo menos cegueira moral – bastando 
que esse papel tenha sido devidamente fortalecido e 
legiti adoàpo àu aàauto idadeàsupe io .à 
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2011 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Poder Judiciário - Dissertação - Ética do Juiz na 
era pós-deontológica Eficiência x Eficientismo - 
Produtividade x Qualidade Dizer o direito x Fazer Justiça 
O consequencialismo ético. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2011 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Poder Judiciário - Disserte sobre a seguinte 
asse tiva:à âà edidaà ueà seà ava çaà pelaà est adaà daà
Jurisprudência, mais e mais o problema do metajurídico 
desvela a sua decisiva importância; o jurista convence-
se cada vez mais de que, se não sabe senão Direito, na 
ealidadeà oà o he eà e à es oà oà Di eito .à
(Francesco Carnelutti, Tempo Perso, Bolonha, 1952, p. 
8) Serão considerados o uso escorreito da linguagem, a 
capacidade de síntese e a profundidade do 
conhecimento demonstrado. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJES - Ano: 2012 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Poder Judiciário - ENTREVISTA CONJUR: — A 
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 75 
pessoa muda depois que passa a ser juiz? 
Desembargador: — A Lei Orgânica da Magistratura exigeque o juiz tenha comportamento adequado a sua 
posição. E eu concordo que seja assim. Há quem 
argumente que o juiz não vai deixar de ser ele mesmo. É 
a questão da imagem. Não é que a pessoa vai se tornar 
um santo, ser benzido e canonizado. Mas há 
determinados comportamentos que terá de deixar de 
lado. O jurisdicionado pode olhar para um juiz que agiu 
mal e dizer: "O juiz é um sujeito arbitrário, dá logo 
carteirada." A generalização ocorre de forma muito 
rápida. A pessoa é juiz durante 24 horas. Não dá para 
sair do fórum, do tribunal, e andar com a camisa aberta 
e colocar um medalhão. É preciso certo cuidado no dia a 
dia. O juiz sofre restrições. Além disso, quando alguém 
assume a função de juiz, passa a reafirmar todas as suas 
qualidades e os seus defeitos. Consultor Jurídico, 
16/10/2011 (com adaptações). Considerando que o 
fragmento de texto acima tem caráter motivador, 
discorra sobre a conduta ética do magistrado. Ao 
elaborar seu texto, aborde, necessariamente, com 
fundamento nas normas aplicáveis à magistratura 
nacional, os seguintes aspectos: 1- integridade pessoal e 
profissional do magistrado; 2- possibilidade de 
aplicação de pena de remoção compulsória; 3-
impedimento de promoção e de vitaliciedade. 
- Resposta: 1) Capacidade de expressão na modalidade 
escrita e uso das normas do registro formal culto da 
língua portuguesa 0,00 a 0,25; 2) Conhecimento do 
tema 2.1 Integridade pessoal e profissional do 
magistrado 0,00 a 0,85; 2.2 Possibilidade de remoção 
compulsória 0,00 a 0,70; 2.3 Impedimento de 
promoção e de vitaliciedade 0,00 a 0,70. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJSC - Ano: 2011 - 
Banca: TJSC - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Poder Judiciário - Essa questão está inserida 
no conteúdo do Anexo III, item 2 (Psicologia Judiciária), 
subitem 2.1 (Relacionamento interpessoal. 
Relacionamento do magistrado com a sociedade e a 
mídia); item 3 (Ética e Estatuto Jurídico da Magistratura 
Nacional), subitem 3.2. (Direitos e deveres funcionais da 
Magistratura): ÉTICA, MORAL, DEONTOLOGIA E DIREITO 
- Carlin, Volnei Ivo. Deontologia Jurídica - Ética e justiça. 
Florianópolis: OAB/SC Editora, 2005. Especificando os 
significados de cada instituto, refere: 1. ÉTICA; é uma 
ciência prática de caráter filosófico, porque expõe e 
fundamenta princípios universais sobre a moralidade 
dos atos humanos. são os significados conferidos ao 
vocábulo ética: a) Em sentido amplo, relaciona-se com a 
ciência do direito e a doutrina moral . b) Em sentido 
restrito, refere-se aos atos humanos e às normas que 
constituem determinado sistema de conduta moral, 
integrando-se, pois, única e especificamente com a 
dout i aà o al.à ….Nu aà defi iç oà si gela,à o sisteà aà
conduta profissional, feita a partir da afirmação de 
valores e da prática de técnicas consoante estes valores. 
2. MORAL tem por objeto o comportamento em 
sociedade, as relações entre pessoas e, ao final das 
contas, a maneira como um indivíduo trata o outro, cuja 
ideia de dever vem, na sua essência, em seu objeto 
imbuído Há, atualmente, forte movimento em favor da 
ética, que se distingue da moral, compreendida esta 
como uma concepção mais ampla, referente a todos os 
campos de ação do indivíduo. 3. DEONTOLOGIA 
designa o conjunto de regras e princípios que ordenam 
aà o dutaàdeàu àp ofissio al.à…àÉàu aà i iaà ueàt ataà
dos deveres a que são submetidos os componentes de 
uma profissão. Constitui-se no conjunto de preceitos 
que regem a conduta de pessoas pertencentes a 
profissões organizadas em corporações (ordens, 
comitês, etc.). 4. DIREITO, se consubstancia num 
conjunto de regras obrigatórias para todos viverem em 
sociedade e sancionadas em caso de descumprimento. 
Historicamente reservado e discreto, na pós-
modernidade, o Juiz passou a ser tema recorrente, 
discutido, cobrado e criticado pela Sociedade. Ou seja,... 
nos últimos anos, a crise do Juiz é atualidade constante 
e problema de certa acuidade, que suscita aos 
protagonistas vivas reações, comentários apaixonados e 
verdadeiras polêmicas, embora o debate não seja 
recente, nem menor ou secundária a sua importância. 
De tal maneira, tais respingos parecem atingir a própria 
imagem tradicional da instituição judiciária (op.cit. p.15 
e 43). Nos parâmetros postos discorra entre 10 a 20 
linhas SOBRE A CRISE DE IDENTIDADE DO JUIZ. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPB - Ano: 2011 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Poder Judiciário - Nesses Brasis que vi por aí – 
e são muitos –, senti, com tristeza, que o maior 
problema da Instituição [Poder Judiciário] é o elemento 
humano. As grandes mazelas do Poder Judiciário 
encontram, no homem, seu ponto mais alto: despreparo 
intelectual, caráter frágil, ausência de autoridade, 
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 76 
vaidades incontidas, personalidades deformadas, 
arbítrios exagerados, falta de berço, sobretudo... Para o 
exercício da magistratura, o juiz deve desempenhar as 
suas funções com toda a alma, para que o seu trabalho 
seja fecundo, só devendo ser destinado à magistratura o 
que seja vocacionado... A magistratura é reservada para 
uma elite à qual cabe a função de liderança em todos os 
setores da vida pública, de modo a impedir que o Poder 
seja fracionado entre incompetentes, demagogos, 
incapazes, amorais, aéticos, vaidosos, arbitrários, 
venais, despreparados, elite essa que não se confunde 
com elitismo, porque o magistrado, como qualquer 
homem, pode ter origem muito humilde, não 
precisando vir da alta sociedade, porque a magistratura 
deve procurar recolher os melhores, os mais capazes, os 
mais habilitados. Desembargador Antônio Carlos Alves 
Braga. Trecho da palestra proferida na posse dos juízes 
substitutos aprovados no 152.º Concurso de Ingresso na 
Magistratura de São Paulo, TJSP, 26/6/1986 (com 
adaptações). Considerando o fragmento de texto acima 
como meramente motivador e tendo em vista a 
exigência de a ação do magistrado ser fundamentada 
pela ética, disserte acerca da relevante função da 
magistratura. Em seu texto, aborde, necessariamente e 
de forma fundamentada, os seguintes aspectos: 1- 
presteza no exercício da jurisdição; 2- frequência e 
aproveitamento em cursos de aperfeiçoamento, oficiais 
ou reconhecidos; 3- humildade versus independência; 
4- eficácia do Código de Ética da Magistratura Nacional 
ante a ausência de dispositivo sancionador. 
 - Resposta: Capacidade de expressão na modalidade 
escrita e atendimento das normas do registro formal 
culto da língua portuguesa, Desenvolvimento do tema, 
Presteza no exercício da jurisdição, Frequência e 
aproveitamento em cursos de aperfeiçoamento, 
Humildade versus independência, Eficácia do Código de 
Ética da Magistratura Nacional ante a ausência de 
dispositivo sancionador 
Magistratura Estadual - Concurso: TJGO - Ano: 2010 - 
Banca: TJGO - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Poder Judiciário - O Código de Ética da 
Magistratura Nacional prevê a observância de inúmeros 
princípios como condição indispensável para o regular 
desempenho do exercício da magistratura e da 
respeitabilidade do Poder Judiciário junto à sociedade, 
concorrendo de forma definitiva para a distribuição da 
justiça e até mesmo para o fortalecimento da 
legitimidade do Poder. Assim, cite, pelo menos, 06 (seis) 
princípios que orientam o exercício da Magistratura 
Nacional, discorrendo sobre dois daqueles princípios. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPB - Ano: 2011 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Poder Judiciário - O juiz, que tem o poder de 
decidir o conflito a ele trazido pelas partes, encerra a 
sua atividade jurisdicional com a sentença de mérito, e, 
conforme comumentese observa, a parte vencida acaba 
transferindo ao Poder Judiciário sua frustração, o que 
pode gerar novos obstáculos durante a execução da 
sentença, incentivando novas lides. Nesse contexto, 
uma prática possível são os métodos alternativos de 
solução de conflitos interpessoais, pois, de acordo com 
o método escolhido, são as próprias partes que irão 
compor o litígio, construindo uma forma satisfatória de 
composição. Jorge Trindade. Manual de psicologia 
jurídica para operadores de direito. Porto Alegre: 
Livraria do Advogado, 2011, p. 302 (com adaptações). 
Considerando o texto acima como meramente 
motivador e tendo em vista os seis princípios que, na 
psicologia jurídica, norteiam a mediação, defina 
mediação e apresente, com a devida definição, três 
princípios de tal instituto. 
- Resposta: Capacidade de expressão na modalidade 
escrita e atendimento das normas do registro formal 
culto da língua portuguesa, Desenvolvimento do tema, 
Definição de mediação, Apresentação de três princípios 
da mediação, Definição dos três princípios 
apresentados. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPB - Ano: 2011 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Poder Judiciário - O tribunal de justiça do 
estado X editou resolução estabelecendo os critérios de 
escolha de magistrados para a composição das turmas 
recursais dos juizados especiais. Foram adotados os 
critérios de produtividade e de experiência do 
magistrado no sistema dos juizados especiais, não tendo 
sido contemplado o critério de antiguidade. Com 
referência a essa situação hipotética, redija um texto 
dissertativo, respondendo, de forma fundamentada, aos 
questionamentos que se seguem. 1- A mencionada 
resolução afronta o conteúdo do inciso III do art. 93 da 
Constituição Federal de 1988 (CF), segundo o qual o 
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 77 
acesso aos tribunais de segundo grau deve ser pautado 
pelos critérios de antiguidade e merecimento, 
alternadamente, apurados na última ou única 
entrância? 1- O ato que nomeia magistrado para 
integrar as turmas recursais configura ato de promoção, 
de modo a atrair a aplicação do art. 93, II, da CF, o qual 
estabelece regras para a promoção de entrância para 
entrância, alternadamente, por antiguidade e 
merecimento? O tribunal de justiça tem competência 
para dispor sobre os critérios de escolha dos 
magistrados para a composição das turmas recursais 
dos juizados especiais? 
- Resposta: Capacidade de expressão na modalidade 
escrita e atendimento das normas do registro formal 
culto da língua portuguesa, Desenvolvimento do tema, 
Diferença entre turma recursal e tribunal. Composição 
da turma recursal, Diferença entre ato de designação 
de magistrados e promoção de magistrados na 
carreira. Competência do tribunal para estabelecer 
critérios de escolha 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2010 - 
Banca: TJMS - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Poder Judiciário - Quanto à composição dos 
Tribunais Regionais Eleitorais, indique pelo menos dois 
dos pressupostos ou exigências constitucionais para que 
um advogado se torne temporariamente um juiz 
eleitoral. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRS - Ano: 2013 - 
Banca: TJRS - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Poder Judiciário - Relativamente aos 
magistrados, discorra sobre a vedação do excesso de 
linguagem e as respectivas consequências da infração, 
indicando os dispositivos legais que os regulam. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJSP - Ano: 2007 - 
Banca: TJSP - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Princípios Constitucionais - Como se 
sistematizam os princípios constitucionais de acordo 
com o seu grau de destaque no âmbito do sistema e sua 
consequente abrangência? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJSE - Ano: 2008 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Princípios Constitucionais - Elabore 
dissertação acerca dos princípios constitucionais 
sensíveis, abordando, necessariamente, os seguintes 
aspectos: 1- definição de princípios constitucionais 
sensíveis com a indicação de, pelo menos, três desses 
princípios presentes na atual Constituição Federal 
brasileira; 2- possibilidade ou não de um constituinte 
derivado acrescentar outros princípios aos já existentes, 
por meio de emenda à Constituição; 3- consequência da 
inobservância desses princípios para a estrutura 
federativa brasileira. 
 - Resposta: 1- Apresentação e estrutura textual 
(legibilidade, respeito às margens, paragrafação); e 
capacidade de interpretação e exposição. 2- 
Desenvolvimento do tema - 2.1 - definição de princípios 
constitucionais sensíveis - 2.2 - indicação de três 
princípios constitucionais sensíveis presentes na CF - 
2.3 - possibilidade ou impossibilidade de um 
constituinte derivado acrescentar outros princípios aos 
já existentes - 2.4 - consequência da inobservância dos 
princípios constitucionais sensíveis. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2011 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Princípios Constitucionais - EXPLICAR O 
CONCEITO DE EQUIDADE, SEGUNDO ARISTÓTELES, 
COTEJANDO-O COM PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS 
PÁTRIOS. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 - 
Banca: FGV - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Processo Legislativo - Considere a edição de 
lei que atribua 50% (cinquenta por cento) da pontuação 
total, nos concursos públicos de provas e títulos para 
provimento de cargos efetivos de professor de certo 
Estado da Federação, em razão de exercício anterior da 
mesma função pública (professor do quadro da rede 
estadual de ensino), na qualidade de ocupante de cargo 
em comissão ou contratado temporário. O 
P o u ado ‐Ge alà daà ‘epú li aà efetuouà aà i pug aç oà
do diploma via ação direta de inconstitucionalidade 
deflagrada perante o Supremo Tribunal Federal, sendo 
certo que a medida cautelar para a suspensão da lei foi 
deferida por ato singular do relator, ainda pendente o 
referendo do Plenário. Ato contínuo, o Governador do 
Estado declarou a nulidade da investidura de todos os 
servidores que ingressaram em cargos públicos de 
provimento efetivo após a vigência da referida lei. Ante 
o quadro, responda aos itens a seguir. A) É 
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 78 
constitucional a referida lei estadual? B)É legítimo o ato 
do Governador? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 - 
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Processo Legislativo - Dentro do Processo 
Legislativo Estadual, pode o Governador do Estado 
solicitar urgência a qualquer tempo, para apreciação de 
projetos de sua iniciativa? Fundamente sua resposta. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Processo Legislativo - Limites do controle 
jurisdicional das atividades das Comissões 
Parlamentares de Inquérito. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2006 - 
Banca: TJAP - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Remédios Constitucionais - Faça distinção 
entre Ação Popular e Ação Civil Pública. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPE - Ano: 2013 - 
Banca: FCC - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Remédios Constitucionais - Pretendendo 
obter certidão para esclarecimento de situação de 
interesse pessoal em repartição pública municipal, foi 
exigido do cidadão interessado o prévio pagamento de 
uma taxa de expediente. Inconformado com esta 
exigência, o cidadão impetrou habeas data, com base no 
art. 5º, XXLII, da CF/88, ao argumento de que tal 
remédio constitucional tem cabimento paraassegurar o 
conhecimento de informações relativas à sua pessoa e 
que estejam em banco de dados de ente público, sendo 
certo que a exigência de taxa cerceia seu direito a estas 
informações, além de ser inconstitucional, já que a 
CF/88 assegura isenção ao pagamento de taxas para 
obtenção de certidões com esta finalidade. 
Considerando este caso hipotético, analise a correção 
da medida e dos fundamentos apresentados pelo 
cidadão. 
- Resposta: A. Diante da situação que se apresentou, o 
remédio constitucional cabível não seria o habeas 
data, mas o Mandado de Segurança, eis que o cidadão 
tem direito liquido e certo de obter certidão para 
esclarecimento de situação de interesse pessoal 
independentemente do pagamento de taxa. Neste 
caso, a exigência da taxa de expediente é 
inconstitucional por força do art. º,àXXXIV,à àdaàCF.à
O Habeas Data é remédio constitucional que tem 
cabimento quando existe recusa por parte de 
entidades governamentais ou de caráter público em 
divulgar para o cidadão os registros ou banco de dados 
sobre ele. No caso apresentado, não houve recusa em 
fornecimento de dados, mas apenas condicionamento 
à emissão da certidão ao pagamento de taxa. C. É 
equivocado o argumento de que para obtenção da 
certidão pretendida existe isenção assegurada 
constitucionalmente, pois trata-se, no caso de 
IMUNIDADE, visto que a CF/88, enquanto carta de 
competências, fica as competências constitucionais 
tributárias e, por outro lado, as imunidades, que são 
situações onde não há competência, como no caso do 
art. ºà,àXXXIV,à ,àdaàCF/ ; 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPA - Ano: 2011 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito Constitucional - 
Assunto: Súmula Vinculante - Com base na disciplina 
constitucional e legal a respeito das súmulas 
vinculantes, disserte sobre essa inovação trazida pela 
Emenda Constitucional n.º 45/2004. Em seu texto, 
aborde, necessariamente, os seguintes aspectos: 1- 
definição de súmula vinculante; 2- objeto e requisitos; 
3- legitimidade para propor sua edição, revisão e 
cancelamento, de forma autônoma e incidental; 4- 
efeitos e possibilidade de modulação. 
- Resposta: ASPECTOS MACROESTRUTURAIS - 1. 
Capacidade de expressão na modalidade escrita e uso 
das normas do registro formal da língua portuguesa 
0,00 a 0,25 - 2. Conhecimento do tema - 2.1. Definição 
de súmula vinculante 0,00 a 0,25 - 2.2. Objeto e 
requisitos 0,00 a 0,75 - 2.3. Legitimidade para propor a 
edição, a revisão e o cancelamento da súmula, de 
forma autônoma e incidental 0,00 a 1,00 - 2.4. 
Efeitos/possibilidade de modulação 0,00 a 0,25 
DIREITO DO CONSUMIDOR 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2014 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito do Consumidor - 
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - Discorra 
sobre os prazos de garantias, legal e contratual, no 
direito consumerista. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2014 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito do Consumidor - 
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 79 
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - Motores 
BR Ltda. ajuizou ação de cobrança, noticiando que 
vendeu ao Réu Francisco, pequeno agricultor que 
explora um sítio com sua família, em junho de 1997, um 
trator agrícola novo, de sua fabricação. Relata que em 
outubro de 2000, realizou a pedido de Francisco um 
conserto no trator, tendo trocado uma peça que estava 
defeituosa. Informa que a garantia contratual era de 12 
meses ou 1.000 horas de uso (a que implementasse 
primeiro). Contudo, Francisco se recusou a pagar esse 
conserto, originando a cobrança. Citado, Francisco 
contestou aduzindo que o conserto não era decorrência 
do desgaste natural ou de mau uso, mas sim de um 
defeito de fábrica, pelo que o custo do conserto deveria 
ficar a cargo da fabricante. A prova pericial constatou 
que o problema era de fabricação e que o trator tem 
uma vida útil de aproximadamente 10.000 horas, o que 
importaria em torno de 10 anos. O réu também 
manejou reconvenção pleiteando a condenação do 
autor pelos lucros cessantes gerados pelos 25 dias em 
que o trator ficou parado na oficina da autora.Pergunta-
se: 1)o caso comporta proteção no CDC? 2) o conserto 
do trator deve ser arcado por quem? 3) assiste razão ao 
réu no pleito reconvencional? 4) em quem recai o ônus 
da prova quanto à natureza do vício? 
Magistratura Estadual - Concurso: TJDFT - Ano: 2014 - 
Banca: CESPE - Disciplina: Direito do Consumidor - 
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - Discorra 
sobre a convenção coletiva de consumo, abordando os 
seguintes aspectos: i) conceito (0,20); ii) objeto e 
finalidade do instituto (0,25); iii) possibilidade da 
previsão de restrição pontual de direitos e garantias 
previstos no CDC (0,25); iv) a exigência de forma para a 
convenção e o início de sua eficácia (0,20). Utilização 
correta do idioma oficial e capacidade de exposição – 
item 8.4 do edital de abertura do concurso (0,10). 
 - Resposta: Conceito: a convenção coletiva de consumo 
é um instrumento, previsto no CDC (art. 107), que 
busca a antecipação de eventuais conflitos nas 
relações de consumo, regulando sua solução e 
estabelecendo condições para a sua composição. 
Trata-se de um meio de solução de conflitos coletivos, 
em que fornecedores e consumidores, por suas 
entidades representativas, estabelecem, de forma 
antecipada, condições para certos elementos da 
relação de consumo, que terão incidência nos contratos 
individuais que serão celebrados (0,20). ii) Segundo 
dispõe o CDC, a convenção coletiva pode ter por objeto 
o estabelecimento de condições relativas ao preço, à 
qualidade, à quantidade, à garantia e características 
de produtos e serviços, bem como à reclamação e 
composição do conflito de consumo. A sua finalidade 
precípua é a de buscar solucionar, de forma antecipada 
e coletiva, eventuais conflitos que possam advir dos 
contratos futuros, individualmente firmados entre os 
filiados às entidades de representação signatárias da 
convenção (0,25). iii) Os direitos e garantias previstos 
no CDC constituem normas regidas por princípios de 
ordem pública, de tal forma que não podem ser 
suprimidos ou restringidos por força de ajuste entre as 
partes signatárias do instrumento coletivo. A 
convenção coletiva de consumo não pode ter por 
objeto qualquer cláusula que impeça ou importe em 
restrição, ainda que indireta, aos direitos previstos no 
CDC. Somente pode haver, por meio da convenção, a 
ampliação das garantias e direitos, nunca a sua 
diminuição (0,25). iv) Nos termos do que reza o artigo 
107, caput, do CDC, exige-se que a convenção coletiva 
observe, para a elaboração do instrumento respectivo, 
a forma escrita. Nos termos do parágrafo primeiro do 
art. 107, a convenção se torna obrigatória, e, 
portanto, eficaz 4 , a partir do registro do instrumento 
em cartório de títulos e documentos (0,20). 1 
GRINOVER, Ada Pellegrini et al. Código brasileiro de 
defesa do consumidor comentado pelos autores do 
anteprojeto. 6.ed. Rio de Janeiro: Forense 
Universitária, 2000, p. 863. 2 GRINOVER, Ada 
Pellegrini et al. Código brasileiro de defesa do 
consumidor comentado pelos autores do anteprojeto. 
6.ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2000, p. 
864. 3 RIZZATTO NUNES, Luiz Antônio. Comentários ao 
código de defesa do consumidor. 6.ed. São Paulo: 
Saraiva, 2011, p. 924. 4 OLIVEIRA, James Eduardo. 
Código de defesa do consumidor: anotado e 
comentado: doutrina e jurisprudência. São Paulo: 
Atlas, 2004, p. 453.1- Utilização correta do idioma 
oficial e capacidade de exposição. 2- Desenvolvimento 
do tema. 2.1 Conceito: Meio de solução de conflitos 
coletivos, previsto no CDC (art. 107), que busca a 
antecipação de eventuais conflitos nas relações de 
consumo, regulando sua solução e estabelecendocondições para sua composição, em que as partes 
estabelecem antecipadamente as condições para 
certos elementos da relação de consumo, a incidir nos 
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 80 
contratos individuais que serão celebrados. 2.2 Objeto: 
Estabelecimento das condições relativas ao preço, 
qualidade, quantidade, garantia e características de 
produtos e serviços, bem como à reclamação e 
composição de conflitos de consumo. Finalidade: 
Solucionar antecipada e coletivamente eventuais 
conflitos que possam advir de contratos futuros, 
individualmente firmados entre os filiados às entidades 
de representação signatárias da convenção. 2.3 
Restrição de Direitos: Representa cláusula ilícita, 
porque os direitos previstos no CDC são normas de 
ordem pública. Não é possível CCC que preveja cláusula 
limitadora ou impeditiva, ainda que indiretamente, dos 
direitos previstos no CDC, os quais somente podem ser 
ampliados. 2.4 Forma: Obrigatoriamente escrita (CDC, 
107). Eficácia: A partir do registro do instrumento no 
cartório de títulos e documentos (CDC, 107, parágrafo 
único). 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 - 
Banca: FGV - Disciplina: Direito do Consumidor - 
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - Uma 
revendedora de veículos ingressa com ação 
indenizatória por danos materiais derivados de defeito 
em suas linhas telefônicas, tornando inócuo o 
investimento em anúncios publicitários, dada a 
impossibilidade de atender ligações de potenciais 
clientes. Fundamenta suas alegações no Código de 
Defesa do Consumidor. Em contestação, a empresa de 
telefonia sustenta que a contratação do serviço de 
telefonia não caracteriza relação de consumo tutelável 
pelo CDC, pois o referido serviço compõe a cadeia 
produtiva da empresa, sendo essencial à consecução do 
seu negócio. A partir do caso apresentado, com base na 
teoria finalista nas relações de consumo, examine as 
alegações da ré, esclarecendo se devem ser acolhidas. 
- Resposta: Segundo a Teoria Finalista, coloca-se 
excluído da proteção do CDC o consumidor 
intermediário (aquele cujo produto retorna para as 
cadeias de produção e distribuição, compondo o custo 
de um novo bem ou serviço); a jurisprudência do STJ 
tem evoluído para uma aplicação temperada da teoria 
finalista frente às pessoas jurídicas, num processo que 
a doutrina vem denominando finalismo aprofundado 
ou mitigado, consistente em se admitir que, em 
determinadas hipóteses, a pessoa jurídica adquirente 
de um produto ou serviço pode ser equiparada à 
condição de consumidora, por apresentar frente ao 
fornecedor alguma vulnerabilidade, que constitui o 
princípio-motor da política nacional das relações de 
consumo, que legitima toda a proteção conferida ao 
consumidor; numa relação interempresarial, além das 
hipóteses de vulnerabilidade, a relação de dependência 
de uma das partes frente à outra pode também 
caracterizar uma vulnerabilidade legitimadora da 
aplicação da Lei nº 8.078/90; e alegações da ré que 
não devem ser acolhidas. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 - 
Banca: FGV - Disciplina: Direito do Consumidor - 
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - Em 
16.01.2000, Felipe propôs ação de repetição de indébito 
em face do Banco ABCD pleiteando a devolução, em 
dobro, de valores cobrados pelo réu há mais de 30 anos, 
em razão de empréstimo jamais contratado. Em 
contestação, o banco argumenta que a pretensão 
autoral está fulminada pela prescrição. Responda de 
forma fundamentada, qual o prazo prescricional 
aplicável ao presente caso. 
 - Resposta: Não se configura a pretensão de reparação 
de danos causados por fato do produto ou do serviço; 
a discussão se refere à cobrança de valores indevidos 
por parte do fornecedor, o que não se insere no âmbito 
de aplicação da mencionada regra específica na 
legislação consumerista; devem ser aplicadas as 
normas relativas à prescrição previstas no Código Civil; 
e questão antecede a vigência do Código Civil de 2002, 
devendo ser aplicado o prazo prescricional previsto no 
Código Civil de 1916 (tempus regit actum). 
Magistratura Estadual - Concurso: TJPR - Ano: 2013 - 
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito Do Consumidor - 
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - Discorra 
sobre o princípio da vinculação da oferta no CDC, 
abordando os seguintes aspectos: 1- conteúdo; 2- 
âmbito de incidência; e 3- aplicação na hipótese de erro 
evidente na oferta (ex: televisor de R$ 1.500,00, 
anunciado, equivocadamente, por R$ 50,00). 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2011 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito do Consumidor - 
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - CAIO 
ADQUIRIU, EM 10 DE JANEIRO DE 2008, NA LOJA X, 
UMA ESCADA DE ALUMÍNIO FABRICADA PELA 
INDÚSTRIA Y. NO DIA 08 DE AGOSTO DE 2008, APÓS TER 
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 81 
SIDO USADA CONTINUAMENTE, A ESCADA SE PARTIU, 
CAUSANDO A QUEDA DE CAIO, O QUAL SOFREU 
FRATURA DA PERNA. EM JUNHO DE 2009, CAIO PROPÕE 
AÇÃO EM FACE DA INDÚSTRIA Y E DA LOJA X, 
POSTULANDO A CONDENAÇÃO SOLIDÁRIA DAS RÉS À 
RESTITUIÇÃO DO PREÇO PAGO PELA ESCADA, 
RESSARCIMENTO DAS DESPESAS HOSPITALARES E 
INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. OS PEDIDOS 
MERECEM ACOLHIDA? RESPOSTA FUNDAMENTADA, 
INDICANDO OS DISPOSITIVOS LEGAIS PERTINENTES. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMS - Ano: 2012 - 
Banca: PUC-PR - Disciplina: Direito do Consumidor - 
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - Em virtude 
ação civil pública aforada pelo Ministério Público 
Estadual e distribuída no dia 02/08/2012, junto ao Juízo 
Estadual da 2ª Vara Cível da Comarca de Campo 
Grande/MS, em face da Intel S/A, operadora de 
telecomunicações, objetivando a prevenção de ilícitos e 
a reparação dos danos materiais e morais, diante da 
constatação de vícios na oferta de serviços de telefonia 
móvel ao público consumidor, foi devidamente citada a 
ré, que apresentou defesa, alegando, em preliminar, a 
continência com ação civil pública aforada pelo 
Ministério Público Federal, diante dos mesmos fatos, 
em face da Intel S/A e da Anatel, Agência Reguladora do 
setor de telecomunicações, em trâmite no Juízo Federal 
da 1ª. Vara Cível de Campo Grande, Seção Judiciária do 
Mato Grosso do Sul, para onde fora distribuída no dia 
06/08/2012. A juntada dos mandados de citação aos 
autos deu-se nos dias 23/08/2012, no processo em 
trâmite na Justiça Estadual, e nos dias 24 e 25 de agosto, 
respectivamente, relativamente à demanda coletiva 
ajuizada na Justiça Federal. Dado esse contexto, 
pergunta-se: qual o entendimento jurisprudencial 
pacífico do Superior Tribunal de Justiça a respeito dessa 
questão processual e, portanto, quem tem competência 
para processar e julgar tais pretensões consumeristas 
coletivas? 
- Resposta: Conforme precedentes do STJ, nos Conflitos 
de Competência 22.682/RS, DJ 12/05/2003; CC 
40.534/RJ, DJ 17/05/2004; CC 56.460/RS, DJ 
19/03/2007; CC 90.106/ES, DJe 10/03/2008 e CC 
112.137/SP, DJe 01/12/2010, dentre outros, 
evidenciada a continência entre a ação civil pública 
ajuizada pelo Ministério Público Federal em relação a 
outra ação civil pública ajuizada na Justiça Estadual, 
impõe-se a reunião dos feitos no Juízo Federal. 
DECLARAÇÃO DA COMPETÊNCIA DO JUÍZO FEDERAL DA 
1ª VARA CÍVEL DA SEÇÃO JUDICIÁRIA DO ESTADO DE 
MATO GROSSO DO SUL PARA O JULGAMENTO DE 
AMBAS AÇÕES CIVIS PÚBLICAS. Ademais, a questão 
encontra-se agora sumulada pelo verbete n. 489 da 
Súmula de Jurisprudência do Superior Tribunal de 
Justiça:à ‘ECONHECIDáà áà CONTINÊNCIá,à DEVEMà “E‘à
REUNIDAS NA JUSTIÇA FEDERAL AS AÇÕES CIVIS 
PÚBLICAS PROPOSTAS NESTA E NA JUSTIÇA 
E“TáDUáL. à Dia teà disso,à oàJuízoà Fede alà daà ªà Va aà
Cível de Campo Grande tem competência para 
processar e julgar tais pretensões consumeristas 
coletivas. QUESITO AVALIADO NOTA - 1) 
APRESENTAÇÃO E ESTRUTURA TEXTUAL (legibilidade, 
respeito às margens, paragrafação, coerência, 
concisão, clareza, propriedade vocabular); ASPECTOS 
GRAMATICAIS (morfologia, sintaxe de emprego e 
colocação, sintaxe de regência e pontuação); 
ASPECTOS FORMAIS (erros de forma em geral e erros 
de ortografia); CAPACIDADE DE INTERPRETAÇÃO E 
EXPOSIÇÃO - 2) DESENVOLVIMENTO DO TEMA: a) 
Entendimento do STJ (evidenciada a continência entre 
a ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público 
Federal em relação a outra ação civil pública ajuizada 
na Justiça Estadual, impõe-se a reunião dos feitos no 
Juízo Federal) b) Juízo Federal da 1ª. Vara Cível de 
Campo Grande 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito do Consumidor - 
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - Hotéis 
Tutakamon Ltda. ajuíza ação de indenização contra 
Quickgás S/A, com o objetivo de se ressarcir de prejuízos 
decorrentes da impossibilidade de usufruir as sobras de 
gás remanescentes em recipientes de gás GLP, vendidos 
pela distribuidora ré. Informou que as sobras de gás são 
devolvidas à fornecedora, ante a inviabilidade de 
utilização do produto até o final, diante de 
circunstâncias físicas específicas ao produto e da sua 
forma de acondicionamento, fato que geraria um dano 
contínuo e sistemático. Pede reparação do dano com 
apoio nos artigos. 2º, 4º, 18 e 19 do Código de Defesa 
do Consumidor. A ré defende-se alegando inocorrência 
de vício do produto e sustenta que a autora não se 
enquadra no conceito de consumidor final. Decidir a 
questão com enfoque no alcance da expressão 
desti at ioàfi al ,à àluzàdeàteo iasàapli veis.à 
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 82 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMT - Ano: 2006 - 
Banca: VUNESP - Disciplina: Direito do Consumidor - 
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - Identifique 
a relação entre o Direito do Consumidor e o Direito Civil 
e discorra sobre o âmbito de aplicação do Código de 
Defesa do Consumidor, considerando o conceito de 
relação de consumo. 
- Resposta: O candidato deve tratar dos seguintes 
temas: 1. A relação de CDC e do C. Civil de 1916. 2. A 
relação do CDC e do C. Civil de 2002. 3. Os conceitos de 
consumidor: arts. 2.º, 17 e 29 do CDC.4. O conceito de 
fornecedor: art. 3.º do CDC. 5. O conceito de relação de 
consumo. .- 4 -JUIZADOS ESPECIAIS (LEI N.º 9.099, DE 
26.09.1995) 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2007 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito do Consumidor - 
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - Inversão 
do ônus da prova – Momento processual de sua 
decretação – Juizado Especial Cível – Código de Processo 
Civil. Disserte sobre o tema e apresente também as 
razões de seu posicionamento. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJMG - Ano: 2008 - 
Banca: EJEF - Disciplina: Direito do Consumidor - 
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - ITABORAY 
INSTITUTO DE RADIODIAGNÓSTICO LTDA promove ação 
ordinária contra COMERCIAL DOYLE & SILVA LTDA - ME, 
alegando que, em 25/09/2001, adquiriu um Scanner 
Obelix 1340S e um leitor de transparência pelo valor de 
R$ 1.370,00 (um mil, trezentos e setenta reais). Não 
funcionaram os equipamentos após dois meses de 
utilização, diagnosticada danificação da placa 
controladora do Scanner. Embora trocada pela 
requerida, persistiram os problemas, sendo os 
equipamentos enviados a ela em 07/01/2002. Após 
avaliação da requerida, esta, em 27/01/2002, concluiu 
não haver conserto para os referidos equipamentos, 
atribuindo os defeitos ou uso inadequado da 
requerente, negando-se a dar cobertura quanto à 
garantia de referidos bens. Disse a requerente que, 
mesmo não concordando com a solução dada ao 
problema, comprou outro leitor de transparência para 
ser acoplado ao Scanner em questão, já em 27/02/2002, 
não sendo possível a sua instalação por 
incompatibilidade de software, até que, em abril de 
2002, após frustradas todas as tentativas de solução do 
impasse, concluiu-se pela impossibilidade de utilização 
dos equipamentos. Dessa forma, a requerente pede seja 
julgado procedente o pedido, nos termos do Código de 
Defesa do Consumidor e do Código Civil, com a 
condenação da requerida ao pagamento de perdas e 
danos, relativa ao valor dos bens, mais o período que 
não puderam ser utilizados, a ser arbitrado pelo juízo. A 
requerida contesta os pedidos dizendo que os aparelhos 
adquiridos pela requerente foram utilizados e somente 
apresentaram problemas em razão do uso inadequado. 
Os pedidos são improcedentes. Em razões finais, a 
requerente reitera os termos da inicial, que tem apoio 
na provas dos autos, notadamente o laudo pericial 
lastreado em diversos testes em diferentes 
computadores com configurações técnicas e sistemas 
diferentes, não obtendo êxito quanto ao funcionamento 
do Scanner. O pedido é procedente. A requerida, por 
sua vez, repete que os aparelhos adquiridos pela 
requerente foram utilizados e somente apresentaram 
problemas algum tempo depois, consoante conclusão 
do laudo pericial juntado aos autos, não havendo 
certeza do perito quanto ao real motivo do não-
funcionamento dos aparelhos questionados. Não veio 
aos autos a prova necessária que autoriza a 
condenação. O pedido é improcedente. DECIDA. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAM - Ano: 2013 - 
Banca: FGV - Disciplina: Direito do Consumidor - 
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - João 
o p ouà aà lojaà “upe o à u à ote ook,à fa i adoà
pelaàe p esaà XY) .àáp sàt sà esesàeà eioàdeàuso,àoà
notebook deixa repentinamente de funcionar, razão 
pela qual João perde vários arquivos digitais 
importantes que nele estavam arquivados. Fica 
comprovado que o notebook deixou de funcionar em 
razão de defeito irrecuperável no disco rígido, mas a loja 
se recusa a tomar qualquer providência relativa ao 
aparelho, alegando que já foi ultrapassado o prazo de 
garantia, que era de três meses. João, então, propõe 
ação em face da loja e do fabricante, pedindo: I. a 
condenação de ambas as empresas a substituir o 
produto defeituoso por um novo; II. a condenação de 
ambas as empresas por dano moral decorrente da perda 
dos arquivos digitais que estavam gravados. A partir da 
situação fática apresentada, as empresas podem ser 
condenadas em relação a ambos os pedidos? 
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 83 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2012 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito do Consumidor - 
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - José, 
interessado em comprar aparelho de telefonia celular, 
consulta o site ESCAMBOLIVRE.COM, onde descobre o 
produto que deseja, anunciado por terceiro. Adquire, 
então, o aparelho, através do referido site, pagando o 
respectivo preço, mais o frete, com cartão de crédito. 
Decorrido em muito o prazo previsto, o produto não é 
entregue. José, apesar de insistentes tentativas, não 
consegue nenhum contato com o vendedor através dos 
meios de comunicação fornecidos. Percebendo que foi 
vítima de fraude praticada pelo suposto vendedor, José 
ajuíza ação em face da empresa mantenedora do site 
ESCAMBOLIVRE.COM. A empresa, em sua contestação, 
argumenta que não pode ser responsabilizada 
civilmente, por ser mera intermediária do negócio. 
Observa que o site indica, claramente, em texto 
constante dos Termos e Condições Gerais de Uso do 
site, que a responsabilidade é exclusiva dos particulares 
que lá anunciam seus produtos. Pergunta-se: A empresa 
mantenedora do site pode ser responsabilizada 
civilmentepelos danos sofridos por José? Responda 
fundamentadamente. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2012 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito do Consumidor - 
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - Maria, 
modesta costureira do interior, adquire da empresa 
fabricante uma máquina de costura, para a realização 
de trabalho em prol de sua sobrevivência e de sua 
família. Pode Maria ser considerada consumidora, para 
o fim de aplicação, em seu favor, das normas do CDC em 
demanda ajuizada em face da referida empresa? 
Responda, fundamentadamente, abordando, 
brevemente, as teorias acerca do conceito de 
consumidor. 
Magistratura Estadual - Concurso: TJGO - Ano: 2012 - 
Banca: FCC - Disciplina: Direito do Consumidor - 
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - Segundo o 
a tigoà ºà daà leià . / ,à Co su ido à à todaà pessoaà
física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou 
se viçoà o oà desti at ioà fi al .à Qua toà aoà ito de 
aplicação do Código de Defesa do Consumidor, 
ide tifi ueà asà o e tesà Fi alisata ,à Ma i alista à eà
Fi alis oàáp ofu dado .à 
Magistratura Estadual - Concurso: TJRJ - Ano: 2011 - 
Banca: TJRJ - Disciplina: Direito do Consumidor - 
Assunto: Código de Defesa do Consumidor - TÍCIO 
FICOU RETIDO EM UMA PORTA GIRATÓRIA DE UM 
BANCO, EMBORA NÃO PORTASSE QUALQUER OBJETO 
METÁLICO, PERMANECENDO DURANTE VINTE MINUTOS 
EM SITUAÇÃO CONSTRANGEDORA PERANTE OS 
OUTROS CLIENTES, QUE ASSISTIAM À CENA. IRRITADO, 
MOVEU AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS, 
NA JUSTIÇA COMUM E PELO RITO ORDINÁRIO, EM FACE 
DAQUELE BANCO. CITADO, O RÉU, PROVANDO A 
EXISTÊNCIA DE EXPRESSA PREVISÃO CONTRATUAL DE 
REEMBOLSO, DENUNCIOU DA LIDE À EMPRESA DE 
SEGURANÇA TERCEIRIZADA, RESPONSÁVEL PELOS 
VIGILANTES E PELA INSTALAÇÃO E MANUTENÇÃO DA 
PORTA GIRATÓRIA. TAL DENUNCIAÇÃO FOI INDEFERIDA 
PELO JUIZ COM BASE NA VEDAÇÃO DO ART. 88 DO CDC. 
ESSA DECISÃO ESTÁ CORRETA? JUSTIFIQUE. 
DIREITO ELEITORAL 
Magistratura Estadual - Concurso: TJAP - Ano: 2014 - 
Banca: FCC - Disciplina: Direito Eleitoral - Assunto: 
Direito Eleitoral - Encontra-se positivado no Capítulo da 
Constituição Federal dedicado aos Direitos Políticos o 
chamado princípio da anterioridade da lei eleitoral. 
Segundo o ministro Celso de Mello, trata-se de diretriz 
e u iadaà o à oà de la adoà p op sitoà deà i pedi à aà
deformação do processo eleitoral mediante alterações 
casuisticamente nele introduzidas pelo Poder 
Legislativo, aptas a romper a igualdade de participação 
dos que nele atuem como protagonistas principais (as 
agremiações partidárias e os próprios candidatos), 
lesando-lhes, assim, com inovações abruptamente 
fixadas, a garantia básica de igual competitividade que 
deveàp evale e à aàdisputaàeleito al à f.àvotoàp ofe idoà
na ADI no 3.685/DF, Rel. Min. Ellen Gracie, DJ de 
10.08.2006). Analise o alcance do princípio 
constitucional da anterioridade eleitoral, examinado 
especificamente sua aplicação em face de: a. Lei do 
Estado do Amapá (publicada seis dias após abertura da 
última vaga) que, regulamentando o § 6º do art. 118 da 
Constituição do Estado, disponha sobre a eleição pela 
Assembleia Legislativa para os cargos de Governador e 
Vice-Governador, no caso de vacância de ambos os 
referidos cargos. b. Emenda à Constituição Federal 
(promulgada oito meses antes das eleições gerais para 
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Presidente, Governador, Senador, Deputado Federal e 
Deputado Estadual) que imponha aos partidos políticos 
dever de coerência na definição dos critérios que 
pautam suas coligações eleitorais, de forma que 
prevaleça a obrigatoriedade de vinculação entre as 
candidaturas em âmbito nacional, estadual e distrital. c. 
Lei Federal (publicada oito meses antes das eleições 
gerais para Presidente, Governador, Senador, Deputado 
Federal e Deputado Estadual) que estabeleça a 
responsabilidade solidária do candidato com o 
administrador da campanha pela veracidade das 
informações financeiras e contábeis apresentadas à 
Justiça Eleitoral, exigindo que ambos subescrevam a 
respectiva prestação de contas. d. Resolução do 
Tribunal Superior Eleitoral (publicada vinte dias antes da 
eleições municipais) que supere orientação 
jurisprudencial anteriormente consolidada, passando a 
considerar ofensiva à cláusula constitucional da 
reeleição à candidatura para o cargo de Prefeito de 
cidadão que tenha exercido, pois dois mandatos 
consecutivos, cargo de mesma natureza em Município 
adjacente. 
 - Resposta:Na correção considerar-se-á, além do 
conhecimento demonstrado pelo candidato sobre o 
tema e o acerto da resposta a utilização do idioma 
oficial e a capacidade de exposição. A anterioridade 
eleitoral, assegurada no art. 16 do texto constitucional, 
encerra direito fundamental à segurança jurídica em 
matéria eleitoral. Os direitos e garantias individuais 
não se esgotam no catálogo expresso no art. 5º da 
Constituição Federal, admitindo-se outros que 
decorram do sistema e dos princípios por ela adotados 
(5º, § 2º). A anterioridade erige-se assim, em limitação 
material ao poder de emenda, nos termos do art. 60, § 
4º, IV, da Lei Maior, ou seja, a aplicação da nova 
Emenda ao pleito imediatamente subsequente 
incorreria em inconstitucionalidade por violar o núcleo 
intangível da Constituição (STF – ADI nº 3.685-8/DF, 
Rel. Min. Elien Gracie, DJ de 10.08.2006). A 
anterioridade eleitoral somente tem aplicação em caso 
deà leià ueà oà p o essoà eleito al .à Noà asoà daà
responsabilidade solidária, cuida-se de aspecto 
assessório do direito eleitoral, que não atinge 
di eta e teà oà p o essoà eleito al ,à poisà oà o peà
com a igualdade de participação de partidos e 
candidatos, não afeta a normalidade das eleições, bem 
como não promove alteração com propósito casuístico 
(STF – ADI nº 3.741/DF, Rel. Min. Ricardo Lewandovski, 
DJ de 23.02.2007). A lei que disciplina a forma de 
sucessão para os cargos de governador e Vice-
Governador, em caso de dupla vacância, não disciplina 
matéria de direito eleitoral. Constitui questão de foro 
político-administrativo sujeito a autonomia política 
estadual, Não se subsume, portanto, ao princípio da 
anterioridade da lei eleitoral (STF – ADI MC nº 
4.298/TO, Rel. Min. Cezar Peluso, DJ de 27.11.2009; 
ADI nº 2.709/SE, Rel. Min. Gilmar Mendes, 16.05.2008; 
ADI MC nº 1.057/BA, Rel. Min. Celso de Mello, DJ de 
06.04.2001). As modificações de orientação 
jurisprudencial em matéria eleitoral tem efeitos 
normativos direitos sobre os pleitos eleitorais, com 
repercussões sobre os direitos fundamentais dos 
eleitores, candidatos e partidos políticos. Desse modo, 
cumpre reconhecer, em nome da segurança jurídica a 
aplicação da anterioridade em face da jurisprudência 
do TSE. Assim, suas decisões que – no curso da eleição 
ou logo após – impliquem mudança de interpretação, 
não terão aplicabilidade imediata, somente produzindo 
efeitos sobre os pleitos eleitorais posteriores (RE nº 637 
485/RJ, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ de 21.05.2013). 
Magistratura Estadual - Concurso: TJCE - Ano: 2014 - 
Banca: FCC - Disciplina: Direito Eleitoral - Assunto: 
Direito Eleitoral - Resolução do Tribunal Superior 
Eleitoral, aprovada em 2002, disciplinou coligações 
eleitorais, estabelecendo o que se denominou 
ve ti alizaç o .à Po à suaà vez,à aà E e daà Co stitu io alà
nº52, de 08 de março de 2006, assegurou aos partidos 
políti osàauto o iaà pa aàadota àosà it iosàdeàes olhaà
e o regime de suas coligações eleitorais, sem 
obrigatoriedade de vinculação entre as candidaturas em 
â itoà a io al,à estadual,à dist italà ouà u i ipal .à
Tomando em consideração o art. àdaàCo stituiç oà áà
lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na 
data de sua publicação, não se aplicando à eleição que 
ocorra ate um ano da data se sua vigên ia .

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