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Constituição Psíquica e Subjetividade
Subjetividade
- “...é o ser humano-corpo, ser humano-pensamento, ser humano-afeto, ser humano-ação e tudo isso está sintetizado no termo subjetividade.”
- A subjetividade é a singularidade, é oque somos e isso é importante para poder fidelizar seu paciente.
- É a síntese singular e individual que cada um de nós vai constituindo conforme vamos nos desenvolvendo e vivenciando as experiências da vida social e cultural; é uma síntese que, de um lado, nos identifica, por ser única; e, de outro lado, nos iguala, na medida em que os elementos que a constituem são experienciados no campo comum das condições objetivas de existência (BOCK, 2018).
- Essa síntese (a subjetividade) é o mundo de ideias, significados e emoções construído internamente pelo sujeito a partir de suas relações sociais, de suas vivências e de sua constituição biológica, ela é também, fonte de suas manifestações afetivas e comportamentais.
- O objeto da psicologia, considerando suas características, deve ser aquele que reúna as condições de aglutinar uma ampla variedade de fenômenos psicológicos. 
- “Criando e transformando o mundo (externo), o homem constrói e transforma a si próprio.”
- O mundo social e cultural conforme vai sendo experenciado por nós, possibilita-nos a construção de um mundo pessoal e singular. São diversos fatores que se combinam e nos levam a uma vivência muito particular, pois nós atribuímos sentido a essas experiências. 
- A subjetividade é a maneira de sentir, pensar, fantasiar, se comportar, sonhar, amar de cada um. É oque constitui o nosso modo de ser. Observe que cada um tem sua singularidade.
- Entretanto, a síntese que a subjetividade representa não é inata ao indivíduo. Ele a constrói aos poucos, a partir do nascimento, apropriando-se do material do mundo social e cultural (a expressão subjetiva coletiva), e faz isso ao mesmo tempo em que atua sobre o mundo, ou seja, é ativo na sua construção. Criando e transformando o mundo (externo), o homem constrói e transforma a si próprio.
- O movimento e a transformação são os elementos básicos de toda essa história.
- “O importante e bonito do mundo é isso: que as pessoas não estão sempre iguais, ainda não foram terminadas, mas que elas vão sempre mudando. Afinam e desafinam. (Guimarães Rosa).”
- As pessoas não estão sempre iguais. Ainda não foram terminadas. Mas por quê? Simplesmente porque a subjetividade não cessará de se modificar, pois as experiências sempre terão novos elementos para renová-la. 
Construção do psiquismo
- O psiquismo é constituído por imagens sensoriais, ideias e afetos. A partir das experiências vivenciadas, percebemos o mundo e a nós mesmos por meio dos cinco sentidos. Essas experiências ficam registradas no corpo e no psiquismo como imagens visuais, auditivas, olfativas, gustativas e táteis. (MARCO; LUCCHESE, 2012).
- Fechem os olhos e lembrem de uma experiência boa ou uma ruim de vocês. Os nossos registros sensoriais, constituem os nossos traços de memória. 
- Os afetos e as palavras: Até o momento, falamos das sensações captadas pelos cinco órgãos dos sentidos, dos traços de memória que as experiências sensoriais deixam registrados no psiquismo e dos afetos que despertam. 
Estilo de vida saudável X estilo de vida condenável
- A questão do estilo de vida saudável e condenável é complexa pois podemos condenar um estilo de vida que faz bem ao paciente psicologicamente e podemos suspender esse estilo de vida, causando ainda mais sofrimento no paciente pois retiramos sua fonte de prazer. 
- Ao passo que existem pacientes que têm uma vida saudável, pratica atividade física e se, por exemplo, for diagnosticado com hérnia de disco, poderá causar mais sofrimento pois irá deixar de praticar suas atividades diárias (as que geram nele muito prazer).
A noção de risco e vulnerabilidade
- Vulnerabilidade: “Diz-se do lado fraco de um assunto ou questão, e do ponto por onde alguém pode ser atacado ou ofendido” (DICIONÁRIO). Saúde Pública: vulnerabilidade pode ser utilizada para qualificar um agravo ou problema de saúde como suscetível às tecnologias de intervenção dos serviços de saúde (URIBE RIVERA, 1989; MERHY, 1995).
- Risco: “probabilidade de ocorrência de um resultado desfavorável, de um dano ou de um fenômeno indesejado” (ROUQUAYROL; ALMEIDA E FILHO, 2003, p. 679).
- Vulnerabilidade como resultado da interação de conjunto de variáveis que determina a maior ou menor capacidade de os sujeitos se protegerem de um agravo, constrangimento, adoecimento ou situação de risco. Epidemia da AIDS: substituiu a noção de grupo ou comportamento de risco. A noção de vulnerabilidade amplia a ideia de suscetibilidade, pois considera que a ocorrência de agravos não depende exclusivamente das características individuais. 
Fatores de risco e fatores de proteção
Lóis Penha Freitas Nunes – Humanidade e Psicologia Médica

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