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Dermato na APS 2019

Material sobre afecções dermatológicas na atenção primária: traz epidemiologia, itens para consulta e descrição e tratamento de candidíase (oral, perineal, de dobras), dermatite de fraldas e escabiose, com esquemas terapêuticos e doses (incl. ivermectina).

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Afecções 
Dermatológicas 
na APS
Epidemiologia
• As patologias da pele são muito frequentes, acometendo aproximadamente de
30% a 55% da população (Williams HC, 2010)
• Queixas dermatológicas são causas frequentes de procura por atendimento na
Atenção Primária, e os médicos não especialistas respondem por quase 60%
destes atendimentos (Federman DG et al, 1999)
• Artigo recente conclui que “a alta prevalência das doenças de pele e a grande
procura pela especialidade evidenciam a relevância da Dermatologia nos
atendimentos na rede do Sistema Único de Saúde o que reforça o importante
papel dos conhecimentos da Dermatologia na prática clínica do médico
generalista, o que constitui um elemento também a ser valorizado na formação
médica e na educação continuada. (Gomes et al, 2012)
Consulta diante de lesões de pela 
Observar e caracterizar:
•Tempo de início
• Localização
•Pródromos
•Outros sinais e sintomas associados
•Associação com uso/contato com produtos, 
alimentos etc
Candidíase oral
Candidíase oral
•SINONÍMIA: monilíase, sapinho.
•ETIOLOGIA: Candida albicans, Candida tropicalis e 
outras espécies de Candida. A Candida albicans 
causa a maioria das infecções.
•Micose que atinge a superfície cutânea ou
membranas mucosas
•A forma mais comum de candidíase oral é a
pseudomembranosa, caracterizada por placas
brancas removíveis na mucosa oral.
Candidíase perineal 
Candidíase
•A irritação e maceração da pele, provocada pela
urina e pelas fezes na área das fraldas, favorecem o
desenvolvimento da levedura que provoca eritema
intenso nas áreas de dobras cutâneas, com lesões
eritemato-vésicopustulosas na periferia (lesões
satélites).
Candidíase de dobras
Candidíase – Tratamento:
• ORAL: Em crianças, utiliza-se Nistatina suspensão
oral na dose de 1 a 2 ml em cada canto da boca, 3 a
4 vezes ao dia, durante 5 a 7 dias ou até a cura
completa, ou miconazol gel oral 2% em crianças
maiores (4x/dia por 10 a 14 dias)
•CUTÂNEA: Tratada de forma tópica com derivados
de imidazol, como creme de miconazol, clotrimazol,
isoconazol ou cetoconazol ou nistatina tópica a cada
troca de fraldas por até 4 semanas.
*Em casos de reação inflamatória intensa pode se
associar um corticoide tópico 2 a 3 vezes por dia no
local.
Dermatite de fraldas 
Dermatite de fraldas 
•É uma dermatite de contato por irritação primária,
caracterizada por irritação na pele, causada pelo
contato com a urina e as fezes retidas pelas fraldas.
•As lesões variam de eritematosas exsudativas a
eritemato-papulosas e descamativas nas áreas
convexas da região delimitada pelas fraldas.
Freqüentemente surge infecção secundária por
Candida ou por bactérias.
•SINONÍMIA: dermatite amoniacal.
Dermatite de fraldas – Tratamento:
•Cuidados higiênicos, troca freqüente de fraldas ou
retirada das mesmas. Limpeza da região e aplicação
de pasta de óxido de zinco ou dexpantenol ou pasta
d´água nas trocas de fraldas.
•Nos casos mais agudos uso de cremes à base de
hidrocortisona a 1%; e nistatina ou antimicóticos
imidazólicos na suspeita de contaminação por
Candida.
Escabiose
2
Escabiose
16
Escabiose 
Escabiose 
• Parasitose da pele causada por um ácaro (Sarcoptes scabiei)
cuja penetração deixa lesões em forma de vesículas, pápulas
ou pequenos sulcos, nos quais ele deposita seus ovos.
• Contato pele a pele.
• As áreas preferenciais da pele onde se visualizam essas lesões
são: regiões interdigitais, punhos (face anterior), axilas (pregas
anteriores), região peri-umbilical, sulco interglúteo, órgãos
genitais externos nos homens. Em crianças e idosos, podem
também ocorrer no couro cabeludo, nas palmas e plantas.
• O prurido é intenso e, caracteristicamente, maior durante a
noite, por ser o período de reprodução e deposição de ovos.
• SINONÍMIA: sarna, coceira
Escabiose – Tratamento:
1. Permetrina a 5% em creme, uma aplicação à noite, dose única 
podendo ser repetida em 5 a 7 dias (kwell, nedax) – pode ser usado 
em crianças > 2 meses.
2. Deltametrina, em loções e shampoos, uso diário por 7 as 10 dias. 
(escabin, deltacid, etc)
3. Monosulfiram 25% (diluir 1:3), por 3 a 5 noites
4. Benzoato de benzila 10 a 25% - uso 1x a noite (irritante) (acarsan), 
por 3 dias.
5. Enxofre a 10% (6%) preparado em vaselina ou pasta d’água deve ser
usado em mulheres grávidas e crianças abaixo de 2 anos de idade.
Usar por 3 noites
Escabiose - Tratamento
6. Ivermectina, dose única, VO, obedecendo a escala de peso corporal 
(acima de 5 anos ou >15kg):
• 15 a 24 kg - 1/2 comprimido;
• 25 a 35 kg - 1 comprimido; 
• 36 a 50 kg - 1 1/2 comprimidos; 
• 51 a 65 kg – 2 comprimidos
• 66 a 79 kg – 2 ½ comprimidos
• > 80 kg – 3 comprimidos ou 200 mg
A dose pode ser repetida após uma semana. 
*Útil para situações dificeis como em pacientes imunocomprometidos,
pele escoriada, multiplos contactantes ,etc.
Escabiose – Tratamento: 
• Pode-se usar anti-histamínicos sedantes (dexclorfeniramina, 
cetirizina), para alívio do prurido.
• Havendo infecção secundária, utiliza-se antibioticoterapia 
sistêmica.
• Geralmente, ocorre sob a forma de surtos em comunidades 
fechadas ou em grupos familiares. Buscar casos na família ou 
nos residentes do mesmo domicílio do doente e tratá-los.
• MEDIDAS DE CONTROLE: tratamento do doente; lavar as 
roupas pessoais, de banho e de cama com água quente. 
Deve-se afastar a criança da escola ou trabalho até 24 horas 
após o término do tratamento. 
Estrófulo 
Estrófulo 
• Dermatose desencadeada por picadas de insetos (pulgas,
mosquitos e formiga), ocorrendo nos primeiros anos de vida,
principalmente em crianças atópicas.
• Caracteriza-se por lesões papulosas encimadas por vesícula
central e lesões pápulo crostosas, escoriadas, geralmente
em áreas expostas.
• O prurido geralmente é intenso e a evolução dá-se em surtos
que coincidem com picada do inseto. Infecção secundária é
freqüente
• SINONÍMIA: prurigo agudo infantil.
• ETIOLOGIA: toxinas de insetos associadas à pré-disposição
constitucional.
Estrófulo – Tratamento:
• TRATAMENTO TÓPICO: corticoides de baixa dosagem; antibióticos
tópicos quando houver infecção secundária. Tamém indicado loções
com canfora, calamina e mesmo mentol para alívio do prurido mas
com cuidado.
• TRATAMENTO SISTÊMICO:
1. Dexclorfeniramina
• 2 – 6 anos: 0,5mg 3 vezes ao dia. (1,25 ml)
• 6 - 12 anos: 1,0mg 3 vezes ao dia. (2,5 ml)
2. Hidroxizina xp 2mg/ml – 0,7 mg/kg 8/8h
3. Desloratadina, fenoxifenadina e levocetirizina
4. Corticosteróide sistêmico – nos surtos mais agudos.
Prednisona - dose de 1mg/kg/dia.
• MEDIDAS DE CONTROLE: uso de repelentes, mosquiteiros e roupas
adequadas, que protejam as pernas. Em pacientes atópicos não é
recomendado o uso prolongado de repelentes.
Impetigo
Impetigo Bolhoso 
Impetigo 
• Doença comum da infância causada por Staphylococcus
aureus ou Streptococcus pyogenes e de alta
transmissibilidade.
IMPETIGO BOLHOSO: 
• Vesículas e bolhas desenvolvem-se em pele normal, sem
eritema ao redor, localizam-se no tronco, face, mãos, áreas
intertriginosas, tornozelo ou dorso dos pés , coxas e nádegas.
• O conteúdo seroso ou sero-pustulento desseca-se, resultando
em crosta amarelada que é característica do impetigo.
Quando não tratada tem tendência à disseminação.
• A lesão inicial muitas vezes é referida como se fosse uma 
bolha de queimadura de cigarro. Comum lesões satélites. 
Impetigo 
IMPETIGO NÃO BOLHOSO (Crostoso)
• Geralmente inicia-se com lesões eritematosas seguida da formação
de vesículas e pústulas que se rompem rapidamente formando áreas
erosadas com as típicas crostas de coloração amarelada (melicéricas).
• Localizam-se preferencialmente na face, braços, pernas e nádegas. É
comum a presença de lesões satélites que ocorrem por auto-
inoculação.
• As lesões do impetigo duram dias ou semanas. Quando não tratadas
podem envolver a derme o que constitui o ectima, com ulceração
extensa e crosta hemorrágica.
Impetigo – Tratamento: 
• Remoção e limpeza, duas a três vezes ao dia, dascrostas com água e
sabão ou água boricada a 2%.
• Em seguida, aplica-se pomada de antibióticos tipo neomicina,
mupirocina, gentamicina. Outra opção tópica: ácido fusídico (verutex)
• Se necessário, com sinais sistêmicos ou lesões generalizadas
Cefalexina 30 a 50mg/kg/dia dividida de 6/6h – 7 dias
Opções: amoxacilina, azitromicina, claritromicina, clindamicina.
MEDIDAS DE CONTROLE: higiene pessoal, em especial lavagem de
mãos.
Doença Mão Pé Boca
Doença Mão Pé Boca
• Afecção exantemática viral aguda, usualmente autolimitada, causada por
enterovírus (EV) humanos não-pólio (coxsackie), acometendo mais crianças
menores de 5 anos.
• Tríade clínica: febre, erupção cutânea em mãos e pés e vesículas na boca.
• Particularmente por ocasião de surtos da doença, quadros clínicos mais
graves podem ocorrer, como meningite, encefalite, paralisia flácida aguda,
miocardite, pericardite, pancreatite, alterações do sistema nervoso
autônomo e, mais raramente, falência cardiopulmonar e óbito.
• Alta infectividade com alta taxa de ataque em creches – cerca de 30%, com
sazonalidade relacionada ao verão e à época de chuvas.
• Transmissão direta ocorre pela via fecal-oral, por fezes e possivelmente
vômitos, e por secreções de vias aéreas como muco, saliva, gotículas e pelo
contato com lesões cutânea; transmissão indireta ocorre por meio de
superfícies e fômites contaminados. Os EV já foram observados no leite
materno e a transmissão transplacentária também pode ocorrer.
https://www.portalped.com.br/conteudo-especial/artigos-da-semana/infeccao-do-sistema-nervoso-central-por-enterovirus-uma-atualizacao/
Doença Mão Pé Boca - fases
• Pródromo: 2 a 4 dias antes do aparecimento do exantema ocorrem febre,
adinamia, irritabilidade, prostração, diarréia, vômitos, odinofagia e mialgia.
• Fase aguda: máculas eritematosas em mãos e pés, com vesículas de 2 a 5
mm que regridem sem formação de crostas; lesões aftoides dolorosas na
língua, palato, mucosa oral e retrofaringe, que dificultam alimentação e
causam desidratação. As lesões persistem por cerca de sete a 10 dias.
• Convalescença: prostração, que pode durar semanas. O descolamento ungueal
tardio (até dois meses após o início dos sintomas) pode ocorrer.
Doença Mão Pé Boca
• Diagnóstico essencialmente CLÍNICO, mas para diagnostico
diferencial pode se solicitar laboratório (sorologia, Pcr, isolamento
viral, etc)
• Diagnóstico diferencial: sarampo, rubéola, varicela, escarlatina,
mononucleose, gengivoestomatite herpética, estomatite aftoide,
escabiose e reação medicamentosa.
TRATAMENTO:
• Sintomáticos
• Estimular o aleitamento materno
• Imunoglobulina não especifica para casos graves (discutível)
Larva Migrans 
Larva Migrans 
• Erupção linear, serpiginosa, eritematosa, discretamente elevada, e
muito pruriginosa conseqüente do deslocamento da larva na pele. As
áreas mais afetadas são pés, pernas e nádegas.
• SINONÍMIA: bicho geográfico.
• ETIOLOGIA: larvas das espécies Ancylostoma caninum, Ancylostoma 
brasiliensis e Strongiloides stercoralis.
• RESERVATÓRIO: cães e gatos.
• MODO DE TRANSMISSÃO: adquirida pelo contato da pele com solo 
contaminado por fezes de animais.
Larva Migrans 
Larva Migrans 
TRATAMENTO
• Uma ou poucas lesões: usa-se a pomada de Tiabendazol a 5% três 
vezes ao dia, durante 14 dias.
• Muitas lesões:
1. Tiabendazol sistêmico na dose de 25mg/kg de peso, duas vezes ao 
dia, 5 a 7 dias. (helmiben 5ml=166mg tiabendazol + 100mg mbz)
2. Albendazol 400mg/dia em dose única ou repetido durante três 
dias consecutivos. 
3. Ivermectina 200 mcg/kg/dose – 1 a 2 dias
MEDIDAS DE CONTROLE: Evitar áreas arenosas, sombreadas e úmidas.
Nas escolas e creches, as areias para diversão devem ser protegidas
contra os dejetos de cães e gatos.
Miliária Rubra 
Miliária cristalina
Miliária 
• Retenção do suor causado pela oclusão transitória dos ductos das
glandulas sudoríparas. Mais frequente em neonatos e crianças
pequenas. O nível de obstrução determina as manifestações clínicas.
1. A miliária cristalina (miliaria alba) é o tipo mais comum e
manifesta-se por minúsculas vesículas não inflamatórias sem
eritema circunjacente. São assintomáticas e superficiais. Os locais
mais afetados são a fronte e parte superior do tronco.
2. A miliária rubra (brotoeja) é causada pela obstrução intra-
epidérmica dos ductos sudoríparos com escape de suor dentro do
duto, e resposta inflamatória secundária local. As lesões são
pápulas eritematosas ou pápulovesículas eritematosas,
pruriginosas. Áreas de atrito e fricção ( pescoço, axilas, dobras)
3. Pustulosa (variante da rubra)
4. Profunda
Miliária 
Miliária 
TRATAMENTO
•Manter a criança em ambientes ventilados. Evitar
calor e umidade
•Uso de roupas leves, de algodão
•Evitar uso de cremes ou pomadas a base de óleo
mineral
•Cremes a base de camomila hipoalergênicos
•Banho de amido de milho**
•Corticóides tópicos de baixa dosagem apenas para
casos mais graves.
Molusco Contagioso
Molusco Contagioso
Molusco Contagioso
Molusco Contagioso
• Doença viral, freqüente na infância, principalmente, na faixa etária de 3
a 16 anos.
• ETIOLOGIA: vírus do gênero Poxvirus (Molluscum contagiosum)
• Transmissão: contato pele a pele ou auto inoculação ao raspar ou tocar
uma lesão. **A doença é classificada como DST (doença sexualmente
transmissível) quando ocorre na região genital em indivíduos
sexualmente ativos.
• Consiste de pápulas, lisas, brilhantes, de cor rósea ou da pele normal,
apresentando depressão central característica (pápula umbilicada).
Localizam-se de preferência nas axilas, face lateral do tronco, raramente
envolvemas palmas dasmãos, plantas dos pés e membranas mucosas.
TRATAMENTO:
• Curetagem, crioterapia, cantaridina (dermatologista)
• PODOFILOTOXINA (podofilox) a 0,5% creme – 2x/d – 3 dias (adultos)
• Ac Salicílico 5% com Ac lático- Verrux /Duofilm – 1x/d
• Imiquimode creme a 5% 1x/d até 16 semanas (adultos)
• Iodo gel tópico 2% (povidine) 2x/d
Ptiríase Versicolor
Ptiríase Versicolor
Micose superficial extremamente comum, mais freqüente nas regiões
quentes e úmidas. Caracteriza-se por manchas hipocrômicas,
eritematosas ou acastanhadas, com descamação fina (furfurácea).
• Aparecem mais freqüentemente no pescoço, tórax e raízes dos
membros superiores.
• A descamação fica mais evidente ao se passar a unha na lesão (sinal
da unha) ou realizar estiramento da pele lesional (sinal de Zireli).
• Mais frequente em adolescentes e adultos jovens.
• SINONÍMIA: pano branco, pano, tinha
• ETIOLOGIA: é causada pelo fungo Malassezia furfur.
Ptiríase Versicolor
Ptiríase Versicolor – Tratamento:
• Antifúngicos azólicos tópicos (cremes, loções, sprays): isoconazol, 
fenticonazol, miconazol, cetoconazol, clotrimazol, terbinafina: aplicar 
1 a 2 vezes ao dia, por 4 semanas;
• Cetoconazol 2% xampu ou sulfato de selênio xampu: deixar em 
contato com a pele por 5 a 10 minutos, 1 vez ao dia, por 1 a 4 
semanas.
• Sabonete de piritionato de zinco, enxofre e/ou acido
salicilico (tratamento e prevenção de recaídas)
• Sistêmico:
➢Cetoconazol 200 mg por 10 a 14 dias, durante uma refeição : peso entre
15 e 30kg: meio comprimido (100 mg) por dia; peso mais que 30kg: 1
comprimido (200mg) uma vez ao dia.
➢Fluconazol 300 mg, 1 vez por semana, por 2 a 4 semanas; ou
➢Itraconazol 200 mg, 1 vez ao dia, por 5 a 7 dias
Áreas de hipopigmentação podem permanecer após o tratamento, a 
repigmentação será gradual, ao longo dos meses após o tratamento. A 
despigmentação persistente não é critério para falência ao tratamento tópico.
Verruga
Verruga
• Verrugas são tumorações benignas de pele causadas pelo papiloma
vírus humano (HPV). Esse vírus ativa o crescimento anormal de
células da epiderme, que são lançadas para a superfície do corpo
formando as verrugas. O aspecto, tamanho e forma dessas lesões
estão diretamente ligados a um ou vários dos diferentes sorotipos de
HPV responsáveis pela infecção.
• Contágio: contato direto com pessoas e objetos infectados, por
autoinoculaçãoatravés de pequenos ferimentos que servem de porta
de entrada para o vírus.
• Em crianças o mais comum são as verrugas vulgares ou comuns
https://drauziovarella.com.br/sexualidade/hpv-papilomavirus-humano-3/
Verruga - Tratamento
• Ac. salicílico + Ac lático (Verrux, Duofilm) – Aplicar com cuidado 
protegendo os bordos, deixar secar por 5 minutos e ocluir com 
esparadrapo impermeável. Deixar por 12h e reaplicar. 10 dias.
• Crioterapia e eletrocauterização com Dermatologista
• Obs: Nas crianças, as verrugas geralmente desaparecem
espontaneamente. Porém, como podem se disseminar para outras
pessoas ou para outras regiões do corpo, recomenda-se tratar as
crianças, principalmente aquelas cujas verrugas são preocupantes,
inconvenientes ou dolorosas.
Ptiríase Alba
Ptiríase alba
• A pitiríase alba é uma doença de causa desconhecida porém muito
frequente nas pessoas com história pessoal ou familiar de atopia
(asma, bronquite, rinite alérgica, dermatite atópica).
• As manifestações da doença surgem principalmente após a exposição
intensa da pele ao sol ou frequência acentuada de banhos.
Caracterizam-se por manchas claras, arredondadas, finamente
descamativas, de limites imprecisos e muitas vezes com um aspecto
pontilhado.
• Muitas vezes é confundida com a pitiríase versicolor. As localizações
mais frequentes são a face, tronco e membros superiores.
• Idade: 3 a 16 anos (90% < 12anos)
• SINONÍMIA : pano branco
• A pitiríase alba tem bom prognóstico, mas pode permanecer em
atividade por 3 anos ou mais. Como é uma patologia autolimitada,
com o passar do tempo, as lesões tendem a
desaparecer espontaneamente. Não é contagiosa.
Ptiríase Alba - Tratamento
• Evitar exposição solar excessiva pois contribui e perpetua o aspecto clínico da 
doença, sendo então recomendando a aplicação de filtros solares, associados ao 
uso de métodos de barreira, como bonés, etc. Assim como deve ser evitado 
banhos muito quentes. 
• Para prevenir o seu aparecimento pode aconselhar-se o uso de sabonetes pouco 
agressivos (a base de glicerina) para a lavagem diária e aplicação posterior de um 
creme hidratante/emoliente, de preferencia hipoalergenico. 
• Em algumas ocasiões, se caso de prurido ou eritema, podem ser usados 
corticoides tópicos de baixa dosagem (hidrocortisona 0,5% ou 1%, desonida a 
0,05%) mas de forma limitada.
• Pimecrolimus creme 1% (elidel) – mais eficaz que corticoides e pode ser usados 
até 3 meses, mais para face (custo alto)
• Outros: calcitriol, laserterapia (dermato)
Tranquilizar pacientes e seus pais com relação à natureza benigna e autolimitada 
da pitiríase alba. A resolução lenta, que pode levar de vários meses a anos 
(apesar da maioria resolver em menos de 1 ano), deve ser informada e enfatizada
Dematite seborreica
Dermatite Seborreica
• Inflamação na pele que causa principalmente descamação e
vermelhidão em algumas áreas da face, como sobrancelhas e cantos
do nariz, couro cabeludo e orelhas.
• A causa não é totalmente conhecida, e a inflamação pode ter
origem genética ou ser desencadeada por agentes externos, como
alergias, situações de fadiga ou estresse emocional, baixa
temperatura, álcool, medicamentos e excesso de oleosidade. A
presença do fungo Pityrosporum ovale também pode provocar a
doença.
• Já a dermatite seborreica em recém-nascidos, conhecida como
crosta láctea, é uma condição inofensiva e temporária, na qual
aparecem cascas grossas amarelas ou marrons sobre o couro
cabeludo da criança. Escamas semelhantes também podem ser
encontradas nas pálpebras, nas orelhas, ao redor do nariz e na
virilha.
• Diagnóstico clínico, as vezes necessário exame micológico
Tratamento
• Em lactentes no couro cabeludo:
• lavagem frequente com xampoo neutro; com crostas maiores usar óleo de amêndoas 
doces ou vaselina líquida ou óleo mineral cerca de 2 horas antes do banho, após 
massagear suavemente com escova macia e lavar a cabeça com xampoo, tentando 
remover as crostas sem forçar. 
• Xampoos antisseborreicos contendo cetoconazol, piriditionato de zinco, sulfureto de 
selénio são úteis quando a inflamação ou descamação é intensa ou não melhora 
suficientemente com as medidas referidas anteriormente, mas devem ser apenas para 
crianças maiores
• Se houver componente inflamatório marcado, pode aplicar-se corticóide tópico de baixa 
potência (hidrocortisona ou desonida loção capilar) 1x/dia, por período curto (7-10 
dias).
• Em lactentes na face e corpo:
• cetoconazol 2% creme
• hidrocortisona 1% ou desonida 0,05% creme: para casos com eritema e prurido 
intensos, por um período máximo de 10 dias.
• tacrolimus 0,03% (maiores de 2 anos) - custo alto.
Tratamento
• Em adultos no couro cabeludo:
lavagens mais frequentes; interrupção do uso de sprays, pomadas e géis para o 
cabelo; o não uso de chapéus ou bonés; 
xampoos que contenham ácido salicílico, alcatrão, selênio, enxofre, zinco e 
antifúngicos ( cetoconazol 2%, ciclopiroxolamina 1%)
xampu com propionato de clobetasol 0,5 mg/ml – Reservado para casos mais 
intensos
propionato de clobetasol (muito alta potência), valerato de betametasona (alta 
potência), desonida e hidrocortisona (baixa potência) sob forma de loção capilar -
casos moderados a graves
Óleo mineral salicilado (3-6%) – utilizado quando há presença de escamas aderidas 
no couro cabeludo.
• Na face e corpo:
Antifúngicos tópicos: cetoconazol 2% creme; corticoides tópicos: hidrocortisona 
1% em creme ou desonida 0,05% em creme
Inibidores da calcineurina: tacrolimus 0,03% e 0,1% – são preferíveis para uso nas 
lesões da face no lugar do corticoide.
Antifúngico oral: cetoconazol 200mg/dia por 14dias itraconazol 100mg/dia por 21 
dias terbinafina 250mg/dia por 4 semanas (casos graves)
Herpes simples
Herpes zoster
• É uma infecção causada pelo vírus herpes humano (HSV 1 e 2) que se caracteriza 
pelo aparecimento de pequenas bolhas agrupadas especialmente nos lábios e 
nos genitais, mas que podem surgir em qualquer outra parte do corpo.
• A transmissão do vírus se faz preferentemente por contato direto pessoa –
pessoa, mesmo que não haja lesão ativa. A infecção através de objetos pode 
existir, mas é menos comum. O tempo que medeia entre o contato e os sintomas 
iniciais (período de incubação) é estimado em duas semanas. Em torno de 90% 
das pessoas tiveram ou terão contato com o HSV-1 e cerca de 20% com o HSV-2.
• O que diferencia o herpes labial do herpes genital é o local de acometimento do
vírus, indicado pelo próprio nome, e o tipo de vírus envolvido. O herpes labial,
assim como a gengivo-estomatite herpética e a faringite herpética, provocam
lesões ao redor da boca e são causados na maioria das vezes pelo HSV 1. O
herpes genital, provoca lesões na uretra, vagina, pênis e colo do útero e está
geralmente associado ao HSV 2.
Quadro clinico
- inicialmente pode haver coceira e ardência no local onde surgirão as 
lesões;
- a seguir, formam-se pequenas bolhas agrupadas como num buquê 
sobre área avermelhada e inchada;
- as bolhas rompem-se liberando líquido rico em vírus e formando 
uma ferida. É a fase de maior perigo de transmissão da doença;
- a ferida começa a secar formando uma crosta que dará início à 
cicatrização;
- a duração da doença é de cerca de 5 a 10 dias.
***O herpes também pode acometer órgãos, como o cérebro (encefalite
herpética), fígado (hepatite herpética), pulmões (pneumonite herpética) e esôfago
(esofagite herpética). Estas lesões de órgãos costumam ser graves e são mais
comuns em pacientes com algum grau de imunossupressão, como portadores do
HIV, transplantados ou pacientes sob tratamento com quimioterapia ou drogas
imunossupressoras
Tratamento
- o tratamento deve ser iniciado tão logo comecem os primeiros 
sintomas (primeiras 72h) assim o surto deverá ser de menor 
intensidade e duração;
- evite furar as vesículas;
- evite beijar ou falar muito próximo de outras pessoas, 
principalmente de crianças se a localização for labial;
- evite relações sexuais se a localização for genital;
- lave sempre bemas mãos após manipular as feridas pois a virose 
pode ser transmitida para outros locais de seu próprio corpo, 
especialmente as mucosas oculares, bucal e genital.
• Aciclovir: 200 mg 5 vezes ao dia por 5 a 7 dias (esquema alternativo: 
400 mg 3 vezes ao dia por 5 a 7).
• Fanciclovir: 250 mg, 3 vezes ao dia por 7 a 10 dias.
• Tópico: aciclovir ou penciclovir gel 1%
Herpes zoster
Herpes zoster
• O herpes zoster, conhecido popularmente pelos nome cobreiro ou
zona, é uma doença infecciosa provocada pelo vírus Varicella-
Zoster, o mesmo que provoca a varicela.
• A varicela ocorre com maior frequência na infância e resulta da
infecção primária. Já o herpes zoster tem origem na reativação do
vírus após a primeira ocorrência de varicela. Várias condições estão
associadas ao aparecimento do herpes zoster, como baixa imunidade,
câncer, trauma local, cirurgias da coluna e sinusite frontal. Os idosos
mostram uma diminuição da imunidade ao vírus, o que explica sua
maior ocorrência após a quinta década.
• Quadro clínico: a dor é o sintoma mais importante no herpes zoster;
lesões são vesículas dispostas em trajeto linear, acometendo
frequentemente o tronco, a face ou os membros que costumam
ocorrer do mesmo lado do corpo, não atravessando a linha média
• A dor pode persistir por várias semanas ou meses após a resolução
das lesões. A complicação é conhecida por neurite pós-herpética.
Fatores de risco para herpes zoster
– Idade acima de 50 anos
– Estresse físico ou psicológico.
– Privação do sono
– Diabetes mellitus
– Câncer
– Quimioterapia
– Doenças crônicas
– Uso de drogas imunossupressoras
– HIV / AIDS
Tratamento
• InÍcio precoce do antiviral (até 72h) para diminuir a severidade, a 
duração e os riscos de complicações do herpes zoster
- valaciclovir (1.000mg VO 3x/dia por 7 dias)
- fanciclovir (1g VO 2x/dia por sete dias)
- aciclovir (800 mg VO 5x/dia por 7 dias)
• Analgesia (aine, paracetamol, dipirona), sendo as vezes necessário 
derivados opiódes (tramadol) e medicamentos antidepressivos, como 
a Amitriptilina ou a Nortriptilina, ou anticonvulsivantes, como a 
Gabapentina ou Pregabalina (mais para a neuralgia pós herpética).
• Tratamento tópico: limpeza das lesões com água boricada
lesão de herpes zoster na região centro facial, acometendo nariz e olhos, deve-se 
procurar o médico imediatamente, pois pode ser necessária internação para 
medicação venosa, a fim de evitar complicações como cegueira ou meningite.
Ptiríase Rosea
Ptiriase rosea
• A pitiríase rósea é uma erupção de pele relativamente comum, que 
provoca um rash cutâneo caracterizado por manchas avermelhadas 
ou rosadas, que provocam intenso comichão. As suas causas ainda 
não estão totalmente esclarecidas, mas acredita-se que a doença 
tenha uma origem viral.
• A pitiríase rósea é uma doença benigna e autolimitada. O seu maior 
problema é o fato de coçar muito e demorar para várias semanas 
para desaparecer.
***provavelmente provocada por alguns vírus da família do 
herpesvírus humano, tais como o herpesvírus humano 6 (HHV-6) e o 
herpesvírus humano 7 (HHV-7), os mesmos que causam nas crianças 
uma doença chamada exantema súbito, também conhecida como 
roséola infantil
Ptiriase rósea
Tratamento
• Não há um tratamento específico para a pitiríase rósea. A doença 
cura-se espontaneamente e sem deixar sequelas após 2 ou 3 meses, 
independentemente do que se faça.
• Somente para o prurido: pomadas ou cremes à base de corticoides 
de média potência, tais como hidrocortisona, mometasona ou 
triancinolona; loções tópicas com mentol ou calamina.
• Anti-histamínicos por via oral (hidroxizina)
Erisipela
Erisipela
• A erisipela é uma condição inflamatória que atinge a derme e o panículo adiposo
(tecido celular subcutâneo) da nossa pele, com grande envolvimento dos vasos
linfáticos, sendo uma forma superficial da celulite. Acomete,
predominantemente, os membros inferiores de pacientes da terceira idade, cuja
circulação venosa e linfática estão debilitadas. Porém, pode atingir pessoas de
qualquer idade e outras regiões da pele.
• Habitualmente, a erisipela está relacionada a um fator chamado “porta de
entrada”, como úlcera venosa crônica, pé de atleta, picada de insetos, ferimento
cutâneo traumático e manipulação inadequada das unhas. Por meio desta porta
de entrada, bactérias penetram na pele , atingindo as camadas cutâneas
inferiores e se espalhando facilmente com muita velocidade. A principal bactéria
envolvida é o Estreptococo beta-hemolítico do grupo A, porém, outras bactérias
também podem estar envolvidas.
Erisipela
• Quadro clínico
Tem início súbito com mal-estar geral, fadiga, febre e calafrios, antes
mesmo do surgimento de sinais na pele infectada.
Em seguida, instalam-se achados locais, como avermelhamento, dor,
inchaço e aumento da temperatura.
O aparecimento de adenomegalia inflamatória é comum.
Em casos mais graves podem surgir formação de bolhas,
escurecimento do segmento acometido e até quadros de septicemia,
ou seja, infecção generalizada com risco de morte.
Tratamento
• Antibiótico 10 dias:
Penicilina procaína 400.000 UI 12/12h 
Penicilina benzatina 1.200.000 ou 2.400.000UI dose única IM
amoxicilina/clavulanato 875/125 mg 12/12 h
cefalexina 500 mg 6/6 h
azitromicina 500 mg 24/24h 
clindamicina 300 a 450 mg, de 6/6 h
• Repouso e elevação do membro afetado
• Procurar e tratar o fator desencadeante. 
• Por vezes, faz-se necessária abordagem cirúrgica, removendo e 
drenando grandes áreas necróticas e com pus.
Referências Bibliográficas:
• Feldman SR, Fleischer Jr AB, McConnell C. Most common dermatologic problems
identified by internists, 1990-1994. Arch Intern Med. 158(7):726-30; 1998.
• Williams HC. Epidemiology of skin disease. In: Burns T, Breathnach S, Cox N,
Griffiths C. Rook’s Textbook of Dermatology. Oxford: Blackwell Science; 2010.
• Gomes TM, Moura ATMS, Aguiar, AC. Dermatologia na Atenção Primária: um
Desafio para a Formação e Prática Médica. Revista Bras. de Educação Médica. 36
(1) : 125 – 128; 2012.
• Kane, ESM et col. COLOR ATLAS & SYNOPSIS OF PEDIATRIC DERMATOLOGY. 2ª
edição. McGraw-Hill Companies, 2009.
• Cavalcante, MSM. MANUAL DE DERMATOLOGIA PARA A EDUCAÇÃO
PERMANENTE DOS MÉDICOS QUE ATUAM NA ATENÇÃO PRIMÁRIA NO INTERIOR
DO ESTADO DO AMAZONAS. Trabalho da Dissertação de Mestrado apresentada a
Universidade de São Paulo, SP, 2013.
• Ministério da Saúde – Caderno de Atenção Básica nº 28, volume II. Acolhimento
e Demanda Espontânea – queixas mais comuns na atenção básica, 2013.
• https://www.portalped.com.br/
• https://www.ufrgs.br/telessauders/
• http://www.sbd.org.br/
https://www.portalped.com.br/
https://www.ufrgs.br/telessauders/
http://www.sbd.org.br/
OBRIGADO!!
João Batista Cavalcante Filho
Márcia Estela Lopes da Silva

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