Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Comunicação e 
Expressão Escrita 
Claudineia Alves 
AULA 3 
Funções da Linguagem 
com Imagens 
TÓPICOS 
• Elementos da comunicação 
• Função emotiva 
• Função referencial 
• Função apelativa ou conativa 
• Função fática 
• Função poética 
Para que serve a linguagem? 
Sabemos que a linguagem é uma das formas de apreensão e de comunicação das 
coisas do mundo. O ser humano, ao viver em conjunto, utiliza vários códigos 
para representar o que pensa, o que sente, o que quer e o que faz. Sendo assim, o 
que conseguimos expressar e comunicar através da linguagem? Para que ela 
funciona? 
Nosso objetivo é mostrar que cada função possui uma forma diferente de 
comunicação, seja na forma oral ou na forma escrita. Nesse sentido, mostraremos 
como é possível uma comunicação clara e objetiva, quando o assunto é trabalhar 
com o emissor, o receptor, o referente, o canal, a mensagem e o código, como 
estudaremos a seguir: 
Para melhor compreensão das funções de linguagem, torna-se necessário o estudo 
dos elementos comunicação. 
 INTRODUÇÃO 
ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO 
• Emissor - aquele que emite, codifica a mensagem. 
• Receptor - aquele que recebe, decodifica a mensagem. 
• Mensagem - conteúdo transmitido pelo emissor. 
• Código - conjunto de signos (linguagem) usado na transmissão e recepção da 
mensagem. 
• Referente - contexto relacionado ao emissor e ao receptor. 
• Canal - meio pelo qual a mensagem circula e se concretiza. 
CONTEXTO 
(referencial) 
MENSAGEM 
(poética) 
CANAL 
(fática) 
CÓDIGO 
(metalinguística) 
RECEPTOR 
(conativa) 
EMISSOR 
(emotiva) 
Função emotiva – concentra-se no 
emissor, revelando sua opinião, sua 
emoção. Nela prevalecem a 1ª pessoa do 
singular, interjeições e exclamações. É a 
linguagem das biografias, memórias, 
poesias líricas, cartas de amor, etc. 
Exemplo 2 – Função emotiva 
 
Não sei quantas almas tenho 
 
Não sei quantas almas tenho. 
Cada momento mudei. 
Continuamente me estranho. 
Nunca me vi nem acabei. 
De tanto ser, só tenho alma. 
Quem tem alma não tem calma. 
Quem vê é só o que vê, 
Quem sente não é quem é, 
Atento ao que sou e vejo, 
Torno-me eles e não eu. 
Cada meu sonho ou desejo 
É do que nasce e não meu. 
Sou minha própria paisagem; 
Assisto à minha passagem, 
Diverso, móbil e só, 
Não sei sentir-me onde estou. 
Por isso, alheio, vou lendo 
Como páginas, meu ser. 
O que segue não prevendo, 
O que passou a esquecer. 
Noto à margem do que li 
O que julguei que senti. 
Releio e digo: “Fui eu?” 
Deus sabe, porque o escreveu. 
 
Fernando Pessoa 
Função referencial – centraliza-
se no referente. O emissor 
procura oferecer informações da 
realidade. A linguagem é 
objetiva, direta, denotativa, 
prevalecendo a 3ª pessoa. Trata-
se da função predominante nas 
notícias de jornal, em livros e 
artigos científicos. 
MORTE DE BIN LADEN DÁ FORÇA A OBAMA, MAS TEMA ECONÔMICO 
DEFINIRÁ REELEIÇÃO 
Embora popularidade do presidente tenha crescido com operação no Paquistão, 
pesquisas apontam que execução do líder da Al-Qaeda não lhe dá vantagem na disputa 
pela Casa Branca; temas econômicos são prioridade para 72% dos americanos 
 A popularidade de Barack Obama atingiu o seu maior índice em dois anos depois 
da morte de Osama bin Laden, mas esta evolução no apoio ao presidente não refletiu em 
crescimento nas intenções de voto para a disputa da reeleição em novembro de 2012. 
Para analistas, apesar de a ação contra o líder da Al-Qaeda ter fortalecido a imagem do 
presidente, a economia deverá ser mais decisiva para definir se ele conseguirá ocupar a 
Casa Branca por mais quatro anos. [...] 
(Disponível em: www.uol.com.br – Adaptado) 
Função apelativa ou conativa – é usada quando o objetivo da transmissão da 
mensagem é persuadir o receptor. Os melhores exemplos são os textos 
publicitários, cuja finalidade é envolver o leitor, influenciar o seu comportamento 
e seduzi-lo com uma mensagem persuasiva. Identifica-se pelo uso de imperativo e 
de referência ao receptor. 
Função fática – centraliza-se no canal, 
tendo como objetivo prolongar ou não o 
contato com o receptor, ou testar a 
eficiência do canal. Linguagem das falas 
telefônicas, saudações e similares. 
Né? 
Função poética – centraliza-se na mensagem, na elaboração dela, revelando 
recursos imaginativos criados pelo emissor. Afetiva, sugestiva, conotativa, ela é, 
de modo geral, metafórica. Valorizam-se as palavras e suas combinações. É a 
linguagem figurada apresentada em obras literárias, letras de música, em algumas 
propagandas, nas artes plásticas, etc. 
Iracema – capítulo I 
 Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia nas 
frondes da carnaúba; verdes mares, que brilhais como líquida esmeralda aos 
raios do sol nascente, perlongando as alvas praias ensombradas de coqueiros; 
serenai, verdes mares, e alisai docemente a vaga impetuosa, para que o barco 
aventureiro manso resvale à flor das águas. 
(José de Alencar) 
Soneto de Fidelidade 
De tudo ao meu amor serei atento 
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto 
Que mesmo em face do maior encanto 
Dele se encante mais meu pensamento. 
Quero vivê-lo em cada vão momento 
E em seu louvor hei de espalhar meu canto 
E rir meu riso e derramar meu pranto 
Ao seu pesar ou seu contentamento 
 E assim, quando mais tarde me procure 
Quem sabe a morte, angústia de quem vive 
Quem sabe a solidão, fim de quem ama 
Eu possa me dizer do amor (que tive): 
Que não seja imortal, posto que é chama 
Mas que seja infinito enquanto dure. 
Vinicius de Moraes, 
"Antologia Poética", 
Editora do Autor, 
Rio de Janeiro, 1960, pág. 96. 
Função metalinguística – a função metalinguística tem como fator essencial o 
código. O objetivo da mensagem é referir-se à própria linguagem. É possível 
encontrar exemplos dessa função em uma cena de filme que analise o cinema, em 
um poema que fale sobre o poeta e a poesia, em verbetes de dicionários, em 
textos que estudem e analisem outros textos (por exemplo, definições de assuntos 
gramaticais em gramáticas). 
Democracia: s.f. Governo do povo. Regime político que se funda na soberania 
popular, na liberdade eleitoral, na divisão de poderes e no controle da autoridade. 
Samba de Uma Nota Só 
Eis aqui este sambinha feito numa nota só. 
Outras notas vão entrar, mas a base é uma só. 
Esta outra é consequência do que acabo de dizer. 
Como eu sou a consequência inevitável de você. 
Quanta gente existe por aí que fala tanto e não diz nada, 
Ou quase nada. 
Já me utilizei de toda a escala e no final não sobrou nada, 
Não deu em nada. 
E voltei pra minha nota como eu volto pra você. 
Vou contar com uma nota como eu gosto de você. 
E quem quer todas as notas: ré, mi, fá, sol, lá, si, dó. 
Fica sempre sem nenhuma, fique numa nota só. 
Composição : Tom Jobim / Newton Mendonça 
ATENÇÃO! 
 
Em um mesmo texto podem coexistir várias funções da linguagem. O importante 
é saber qual delas é a predominante, para então defini-la. 
DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO 
Nas funções da linguagem, lembre-se: 
 
A denotação representa sempre a realidade, o momento verídico. 
 
A conotação é na verdade, usada em textos literários, ação que consiste no 
emprego de uma palavra a partir de um sentido figurado, não literal, e dependente 
do contexto. 
CONCLUSÃO 
Como podemos perceber, todos os dias lidamos com as mais variadas funções da 
língua, seja um texto científico, seja uma charge ou uma carta. Enfim, é preciso 
saber qual o objetivo que cada um desses textos têm. Só assim o professor saberá 
como usá-los com seus alunos em sala de aula, por meio de uma interação 
comunicativa. 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
GUIMARÂES, Thelma de Carvalho. 
Comunicação e linguagem: São Paulo: Pearson, 2012.

Mais conteúdos dessa disciplina