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AUTOMOTIVA Usinagem aplicada à automotiva Usinagem aplicada à autom otiva 9 788583 934103 ISBN 978-85-8393-410-3 Esta publicação integra uma série da SENAI-SP Editora especialmente criada para apoiar os cursos do SENAI-SP. O mercado de trabalho em permanente mudança exige que o profissional se atualize continuamente ou, em muitos casos, busque qualificações. É para esse profissional, sintonizado com a evolução tecnológica e com as inovações nos processos produtivos, que o SENAI-SP oferece muitas opções em cursos, em diferentes níveis, nas diversas áreas tecnológicas. Usinagem aplicada à automotiva SENAI-SP Editora Avenida Paulista, 1313, 4o andar, 01311 923, São Paulo – SP F. 11 3146.7308 | editora@sesisenaisp.org.br | www.senaispeditora.com.br Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) SENAI. Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial Usinagem aplicada à automotiva / SENAI. Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial. – São Paulo : SENAI-SP Editora, 2019. 120 p. : il Inclui referências ISBN 978-85-8393-410-3 1. Automóveis - Mecânica 2. Automóveis – Mecânica 3. Ferramentas 4. Mecânica aplicada I. Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial II. Título. CDD 629.287 Índices para o catálogo sistemático: 1. Automóveis - Mecânica 629.287 AUTOMOTIVA Usinagem aplicada à automotiva Departamento Regional de São Paulo Presidente Paulo Skaf Diretor Superintendente Corporativo Igor Barenboim Diretor Regional Ricardo Figueiredo Terra Gerência de Assistência à Empresa e à Comunidade Celso Taborda Kopp Gerência de Inovação e de Tecnologia Osvaldo Lahoz Maia Gerência de Educação Clecios Vinícius Batista e Silva Material didático utilizado nos cursos do SENAI-SP. Colaboração Antônio Luiz Geovani Benjamin Prizendt Reinaldo da Silva Ricardo Trava Bonfim Ulisses Miguel Apresentação Com a permanente transformação dos processos produtivos e das formas de organização do trabalho, as demandas por educação pro- fissional se multiplicam e, sobretudo, se diversificam. Em sintonia com essa realidade, o SENAI-SP valoriza a educação profissional para o primeiro emprego, dirigida a jovens. Privilegia também a qualificação de adultos que buscam um diferencial de qua- lidade para progredir no mercado de trabalho. E incorpora firme- mente o conceito de “educação ao longo de toda a vida”, oferecendo modalidades de formação continuada para profissionais já atuantes. Dessa forma atende às prioridades estratégicas da Indústria e as prio- ridades sociais do mercado de trabalho. A instituição trabalha com cursos de longa duração como os cur- sos de Aprendizagem Industrial, os cursos Técnicos e os cursos Su- periores de Tecnologia. Oferece também cursos de Formação Inicial e Continuada, com duração variada nas modalidades de Iniciação Profissional, Qualificação Profissional, Especialização Profissional, Aperfeiçoamento Profissional e Pós-Graduação. Com satisfação, apresentamos ao leitor esta publicação, que inte- gra uma série da SENAI-SP Editora, especialmente criada para apoiar os alunos das diversas modalidades. Sumário 1. Noções preliminares sobre o aço-carbono 11 2. Lima 13 Utilização 15 Escolha da lima 16 Conservação 17 3. Morsa de bancada 19 4. Esquadro 22 Conservação 23 5. Régua de controle 24 6. Limagem de superfície plana 26 Processo de execução 27 7. Limagem de superfícies planas paralelas 29 Processo de execução 29 8. Tarefa – Bloco limado 31 9. Bloco limado 32 Ferramentas e instrumentos 32 Processo de execução 32 10. Plano de trabalho 1 33 11. Traçagem 35 12. Punção de bico 37 13. Substâncias para recobrir superfícies a serem traçadas 39 14. Traçagem com riscador 41 Processo de execução 41 15. Broca 45 16. Fluido de corte 47 17. Esmerilhadora 50 18. Afiação manual da broca helicoidal 53 Processo de execução 54 19. Furadeira 57 20. Rotações por minuto, avanço de corte e velocidade de corte na furadeira 61 21. Furação com furadeira 67 Processo de execução 67 22. Rosca triangular 70 23. Macho de roscar 76 Sistemas de rosca 77 Passo ou número de filetes por polegada 77 Diâmetro externo ou nominal 77 Diâmetro da haste cilíndrica 78 Sentido da rosca 78 Jogos de machos de roscar 79 24. Tabelas de furos para roscar com machos 81 25. Desandador 85 26. Roscagem manual com machos 87 Processo de execução 88 27. Tarefa – Blocos furado e roscado 90 28. Blocos furado e roscado 91 Ferramentas e instrumentos 91 Processo de execução 91 29. Plano de trabalho 2 93 30. Cossinete e porta-cossinete 95 31. Roscagem manual com tarraxa 98 Processo de execução 99 32. Tarefa – Prisioneiros 103 33. Estojo 104 Ferramentas e instrumentos 104 Processo de execução 104 34. Plano de trabalho 3 105 35. Serra manual 107 36. Serragem manual 110 Processo de execução 110 Referência 117 1. Noções preliminares sobre o aço-carbono O aço-carbono é um material metálico ferroso obtido pela com- binação do ferro com o carbono. Essa combinação é possível por meio da fundição, em fornos apro- priados, do minério de ferro juntamente com um fundente, que nesse caso é a pedra calcária, e utilizando-se o carvão como combustível. Da primeira fusão obtém-se a gusa que, levada a outros tipos de fornos, é transformada em aço-carbono. A porcentagem de carbono no aço pode variar de 0,008% a 2,11%, aproximadamente. Comercialmente, o aço-carbono é encontrado em forma de bar- ras, chapas, tubos e perfilados. Figura 1 – Barras. Figura 2 – Chapa. Figura 3 – Tubo. Figura 4 – Perfilados. NOÇÕES PRELIMINARES SOBRE O AÇO-CARBONO12 Figura 5 – Curvado. Figura 8 – Forjado.Figura 7 – Soldado. Figura 6 – Dobrado. Figura 9 – Trabalhado por ferramenta de corte. O aço-carbono é um dos materiais mais utilizados na indústria porque pode ser trabalhado de diversos modos: curvado, dobrado, soldado, forjado e trabalhado por ferramentas de corte, como se ob- serva nas Figuras 5 a 9. 2. Lima Utilização Escolha da lima Conservação A lima é uma ferramenta manual, denticulada, fabricada de aço- -carbono e temperada. É utilizada para desbastar ou dar acabamen- to a superfícies. Suas partes são: Figura 1 – Lima. Em relação ao aspecto físico, as limas são classificadas segundo o formato, o picado e a dimensão. Quanto ao formato, as limas mais utilizadas estão ilustradas na Figura 2. ponta picado borda talão anel metálico corpo face cabo de madeira espiga LIMA14 Figura 2 – Formatos das limas. Em relação ao picado, as limas são classificadas de acordo com a inclinação e o tamanho dos dentes. Quanto à inclinação dos dentes, o picado pode ser simples ou duplo (cruzado). Figura 3 – Picado simples. Figura 4 – Picado duplo. Quanto ao tamanho dos dentes, as limas classificam-se em murça, bastardinha e bastarda. Chapa Paralela Quadrada Redonda Meia-cana Triangular Lima-faca Bordas redondas USINAGEM APLICADA À AUTOMOTIVA 15 Figura 5 – Classificação quanto ao tamanho dos dentes. Quanto à dimensão, as limas mais utilizadas são as de corpo com comprimento de 100 mm, 150 mm, 200 mm, 250 mm ou 300 mm. Utilização A correta utilização das limas está relacionada com seus aspectos físicos. Quadro 1 – Utilização das limas quanto ao formato Formato da lima Utilização chata superfícies planas externas e superfícies planas internas em ângulo reto ou obtuso quadrada superfícies planas em ângulo reto e rasgos redonda superfícies côncavas e furos cilíndricos meia-cana superfícies côncavas e, excepcionalmente, superfícies planas triangular superfícies em ângulo entre 60º e 90º lima-faca superfícies em ângulo menor que 60º Murça MurçaBastardinha BastardinhaBastarda Bastarda LIMA16 Quadro 2 – Utilização das limas quanto à inclinação do picado Inclinação do picado Utilização simples duplo materiais metálicos não ferrosos, como o alumínio, chumbo, cobre etc.materiais metálicos ferrosos Quadro 3 – Utilização das limas quanto ao tamanho dos dentes Tamanho dos dentes Utilização bastarda bastardinha murça desbaste grosso desbaste médio acabamento O comprimento do corpo da lima é definido de acordo com o trabalho a ser executado. Em superfícies livres, ou seja, em que a lima pode ser movimentada livremente, e cujas dimensões tenham até aproximadamente 150 mm, é aconselhável utilizar limas com corpo de 250 mm de comprimento. Para superfícies maiores utilizam-se limas maiores. Em canais, rasgos, rebaixos etc. devem-se usar limas com espes- sura ou largura menor que a largura dessas reentrâncias. Escolha da lima Escolhe-se a lima mais adequada em função do material, do ta- manho, da forma e do grau de acabamento da superfície a ser limada. Por exemplo, qual será a lima adequada para limar uma superfície em forma de canal côncavo, com 40 mm de comprimento e raio da concavidade igual a 50 mm, em uma peça de aço, de maneira que o acabamento da superfície limada seja liso? USINAGEM APLICADA À AUTOMOTIVA 17 Quadro 4 – Escolha da lima pelas condições de limagem Condições da limagem Características da lima superfície côncava e livre aço, metal ferroso superfície desbastada e alisada meia-cana de 250 mm picado cruzado uma bastarda e uma murça Logo, as limas indicadas para executar o trabalho proposto no exemplo anterior são a bastarda e a murça, ambas do tipo meia-cana, com picado cruzado e 250 mm de comprimento. Mais um exemplo: qual é a lima adequada para desbastar uma superfície plana em uma peça de alumínio com dimensão de 100 mm? Quadro 5 – Escolha da lima pelas condições de limagem Condições de limagem Característica da lima superfície plana e livre alumínio, metal não ferroso superfície apenas desbastada chata de 250 mm picado simples bastarda Portanto, para executar o trabalho proposto nesse exemplo, usa- -se uma lima chata, bastarda, de picado simples e com 250 mm de comprimento. Conservação Para serem utilizadas com segurança e bom rendimento, as limas devem estar bem encabadas, limpas e com o picado em bom estado de corte. LIMA18 Para tanto, deve-se proceder da seguinte forma: • Limpar o picado da lima com uma vareta de cobre ou de latão com ponta achatada. • Evitar choques, ou seja, pancadas na lima. • Evitar o contato das limas entre si ou com outras ferramentas. • Proteger a lima contra a umidade, para evitar sua oxidação. 3. Morsa de bancada A morsa de bancada é um dispositivo de fixação utilizado para segurar objetos que vão ser limados, talhados etc., constituído das partes ilustradas na Figura 1: Figura 1 – Morsa de bancada. As mandíbulas são fabricadas de aço, ferro fundido ou ferro fun- dido nodular. Em cada mandíbula é fixado um mordente de aço estriado e tem- perado, cuja finalidade é proteger essas mandíbulas e permitir me- lhor fixação do material a ser limado. A mandíbula móvel é deslocada por meio de um parafuso com manípulo e de uma porca presa na base da mandíbula fixa. manípulo mandíbula espiga base aberturamordente fixo de aço temperado mandíbula fixa MORSA DE BANCADA20 Existe também a morsa de base giratória, para que o profissional possa posicioná-la convenientemente. Além das partes comuns à morsa de bancada de base fixa, a mor- sa de base giratória possui também um parafuso de fixação e uma base inferior. Figura 2 – Morsa de base giratória. Os tamanhos de morsa encontrados no comércio são indicados por um número. Esse número está relacionado com a largura das mandíbulas, que é dada em milímetros. Tabela 1 – Tamanhos comerciais de morsas Número Largura da mandíbula 1 2 3 4 5 80 mm 90 mm 105 mm 115 mm 130 mm parafuso de fixação base inferior USINAGEM APLICADA À AUTOMOTIVA 21 Para não danificar as faces já acabadas das peças, ao prendê-las na morsa deve-se cobrir os mordentes fixos com mordentes de proteção. Figura 3 – Uso de mordentes de proteção. Os mordentes de proteção são feitos de material mais macio que o material da peça a ser presa. Os materiais mais utilizados na con- fecção dos mordentes de proteção são o chumbo, o alumínio, o cobre, latão, o couro e a madeira. Para ser utilizada adequadamente e com segurança, a morsa deve estar bem presa na bancada e posicionada na altura conve- niente. A morsa deve ser sempre limpa e lubrificada no fim do trabalho. mordente de proteção 4. Esquadro Conservação O esquadro é um instrumento de precisão. Tem a forma de ân- gulo reto e é construído de aço-carbono retificado ou rasqueteado e, às vezes, temperado. Usa-se o esquadro para verificar superfícies em ângulo de 90º. Figura 1 – Uso do esquadro. Os esquadros classificam-se quanto a forma e tamanho. Os tipos mais usados são o esquadro simples de uma só peça e o esquadro de base com lâmina lisa. peça desempeno esquadro USINAGEM APLICADA À AUTOMOTIVA 23 Conservação Devem-se manter os esquadros: • isentos de golpes; • sem rebarbas, limpos e no ângulo correto; • lubrificados e guardados em lugar onde não tenham atrito com outras ferramentas. Figura 3 – Esquadro de base com lâmina lisa. Figura 2 – Esquadro simples de uma só peça. base lâmina lisa 5. Régua de controle A régua de controle é um instrumento, geralmente feito de aço, usado para verificação de superfícies planas. Há vários tipos de régua de controle, tanto em relação à forma quanto ao tamanho. Um tipo de régua utilizado pelo mecânico de automóvel é a régua de fio reti- ficado ou régua biselada. A régua biselada é construída de aço-carbono, em forma de faca, temperada e retificada, e seu fio é ligeiramente arredondado. Figura 1 – Régua biselada. É utilizada na verificação de superfícies planas e pode ser encon- trada no comércio em diversos tamanhos, indicados nos catálogos dos fabricantes. fio arredondado faca retificada USINAGEM APLICADA À AUTOMOTIVA 25 As arestas ou faces de controle devem estar em perfeitas condi- ções para ser possível utilizar a régua de controle adequadamente. Em mecânica de automóvel, ela pode ser usada, por exemplo, para fazer o controle do plano de apoio do cabeçote e do plano de conta- to da tampa do carburador. Figura 2 – Controle do plano de apoio do cabeçote. Figura 3 – Controle do plano de contato da tampa do carburador. A régua de controle não deve entrar em contato com outras fer- ramentas, para não se danificar. Deve ser limpa, lubrificada e guar- dada na caixa apropriada logo após seu uso. 6. Limagem de superfície plana Processo de execução Limar é retirar material com uma lima. Sua finalidade é desbastar uma superfície ou dar-lhe acabamento. Limar superfície plana é a operação realizada com a finalidade de se obter um plano com de- terminado grau de acabamento. Antes de iniciar a operação de limar, deve-se tomar as seguintes providências: • Selecionar a lima adequada e verificar se ela está bem presa ao cabo. • Verificar se a morsa está na altura adequada de trabalho, to- mando por base a altura do cotovelo do operador. Figura 1 – Verificação da posição da morsa. Processo de execução 1. Prender a peça com a superfície a ser limada na horizontal e acima dos mordentes da morsa. 2. Segurar a lima corretamente. 3. Posicionar-se corretamente. Figura 2. Figura 3. Figura 4. USINAGEM APLICADA À AUTOMOTIVA 27 4. Limar a superfície. Observações • Pressionar a lima na peça somente para a frente. No retor- no, a lima deve deslizar livremente. • O movimento da lima deve ser dado somente com os braços. • O ritmo da limagem deve ser de, aproximadamente, 60 golpes por minuto. • Deve ser utilizado todo o comprimento do corpo da lima. • A limagem pode ser transversal (simples) ou oblíqua (cruzada). A limagem transversal é mais usada para desbastar, e a limagem oblíqua é mais utilizada para dar acabamento. Figura 6 – Limagem transversal (simples). Figura 5. Figura 7 – Limagem oblíqua (cruzada). LIMAGEM DE SUPERFÍCIE PLANA 28 7. Limagem de superfíciesplanas paralelas Processo de execução Limar superfícies paralelas é uma operação manual realizada com a lima para a obtenção de superfícies planas e paralelas entre si. Processo de execução 1. Limar uma face na medida. Observação Medir a peça em vários pontos. 2. Verificar se a superfície está plana, conferindo com a régua de controle. Observações • O contato da régua deve ser suave, sem bater ou raspar na superfície da peça. • Confira a planeza em vários sentidos. Figura 1 – Verificação da planeza. 3. Verificar o paralelismo utilizando o paquímetro. Figura 2 – Utilização do paquímetro. LIMAGEM DE SUPERFÍCIES PLANAS PARALELAS30 8. Tarefa – Bloco limado 1 6,3 6, 3 6, 3 60 limado lim ad o lim ad o 9. Bloco limado Ferramentas e instrumentos Processo de execução Ferramentas e instrumentos • Lima chata bastarda. • Régua de controle. • Paquímetro. • Esquadro. Processo de execução 1. Limar a face estriada da peça na medida. Observação Verificar a planeza da superfície orientando-se pelas estrias. 2. Limar a borda da peça na medida e em esquadro com a face e o topo prontos. Observação Verificar a planeza e o esquadro da borda limada. 3. Limar o topo da peça na medida e em esquadro com a face e a borda limadas. 10. Plano de trabalho 1 Ordem de execução Tecnologia 1. Limar uma face da peça na medida. • Lima bastarda chata de 10” • Lima murça de 10” • Régua de controle O ritmo do limado deve ser de aproximadamente ______ golpes por minuto. 2. Limar a borda da peça na medida e em esquadro com a face e o topo prontos. • Mordente de proteção • Esquadro O contato da régua de controle e do esquadro deve ser _________________e sem ___________________o fio retificado sobre a superfície da peça. Observações • Antes de prender a peça, verificar se a morsa está na altura recomendada. • Quando o aperto for diretamente nas faces usinadas, usa-se o mordente de proteção. (continua) Ordem de execução Tecnologia 3. Limar o topo da peça na medida em esquadro com a face e a borda limadas. Quando o aperto for diretamente nas faces usinadas, usa-se o mordente de proteção. • Escala • Paquímetro • Régua de controle A pressão da lima sobre a peça na operação de limar deve ocorrer somente durante _________________________. O limado pode ser transversal ou oblíquo. A verificação deve ser feita em _________ posições. A lima deve ser utilizada em todo o seu comprimento. O movimento da lima deve ser dado somente com os braços e nunca com o corpo. A limpeza da lima deve ser feita com ____________________________. Durante a verificação, o contato da régua deve ser suave, sem deslizar o fio retificado sobre a superfície. Operação nova Limar superfícies planas paralelas em esquadro. PLANO DE TRABALHO 134 11. Traçagem Utilizam-se diversos instrumentos para traçar: régua, esquadro e riscador. Esses instrumentos são fabricados de aço, têm característi- cas diferentes e podem ter diversos tamanhos. A régua tem um dos bordos biselado. Serve de guia ao riscador quando se traçam linhas retas. Figura 1 – Régua. O esquadro tem um encosto de apoio; serve de guia ao riscador quando são traçadas linhas perpendiculares. Figura 2 – Esquadro. face lâmina encosto de apoio borda borda O riscador é usado para fazer traços sobre os materiais. Geralmente tem o corpo recartilhado. Suas pontas são temperadas e trefiladas. Há diversos formatos de riscador. Na Figura 3 estão ilustrados dois deles. Figura 3 – Riscadores. Para uma melhor conservação desses instrumentos, devem-se tomar os seguintes cuidados: • Mantê-los limpos e lubrificados. • Guardá-los em local próprio e protegido de choques. • Colocar um pedaço de cortiça na ponta do riscador que não é utilizada. Pode-se usar também um pedaço de borracha no lugar da cortiça. Em qualquer dos casos, esse cuidado evita que o instrumento se estrague ou provoque ferimentos. TRAÇAGEM36 12. Punção de bico O punção de bico é uma ferramenta fabricada de aço-carbono. Figura 1 – Punção de bico. Seu corpo é cilíndrico e recartilhado, para evitar que escape das mãos ao sofrer a pancada. Acima do corpo há uma cabeça e, abaixo, uma ponta cônica terminada em bico temperado e revenido. O bico pode ter 30º, 60º ou 90º, e esse ângulo relaciona-se com o uso do punção, como se observa no Quadro 1. cabeça corpo ponta bico Quadro 1 – Uso do punção segundo o ângulo do bico Ângulo do bico Uso do punção Para marcar os centros onde se apoia o compasso de pontas, evitando que este deslize durante a traçagem. Para pontear traços de referência e para realçar o perfil que será cortado, serrado, limado etc. Para marcar centros de furos, evitando que a broca fuja do centro e facilitando a sua penetração inicial. Para marcar com o punção, deve-se proceder da seguinte forma: • Apoiar o punção no centro, ligeiramente inclinado, para faci- litar a visão. • Levar o punção à posição vertical antes de bater o martelo. Figura 2. Figura 3. PUNÇÃO DE BICO38 13. Substâncias para recobrir superfícies a serem traçadas As substâncias para recobrir superfícies a serem traçadas são soluções corantes destinadas a destacar os traços, tornando-os mais nítidos. Entre as substâncias existentes, destacam-se o verniz, a solução de alvaiade, o gesso seco, a tinta e a tinta negra especial. O verniz é uma solução de goma-laca e álcool, à qual se adiciona anilina para obter cor. Deve ser aplicada com pincel. A solução de alvaiade resulta da diluição do alvaiade (óxido de zinco) em água ou álcool para se obter uma secagem rápida. Também deve ser aplicada com pincel. O gesso diluído é uma solução de gesso, água e cola para madeira. Gesso seco é o gesso comum. Utilizado em forma de giz, deve ser friccionado diretamente na superfície a ser traçada. A tinta encontra-se preparada em várias cores no comércio, e a tinta negra especial também é encontrada no comércio. Tanto a tinta quanto a tinta negra especial podem ser aplicadas com pincel. Porém, para facilitar o manuseio e a sua aplicação, são encontradas no comércio em pincéis atômicos. Figura 1 – Pincel atômico. A escolha da substância para recobrir depende da superfície a ser traçada e da precisão do traçado. No Quadro 1 são apresentados os tipos de substância e as circunstâncias em que devem ser usadas. Quadro 1 – Aplicações das substâncias para recobrir Tipo de substância Situação da superfície Precisão do traçado verniz solução de alvaiade gesso diluído gesso seco tinta tinta negra especial lisa ou polida em bruto em bruto em bruto lisa de metais claros preciso pouca precisão pouca precisão pouca precisão preciso qualquer ponta tampa SUBSTÂNCIAS PARA RECOBRIR SUPERFÍCIES A SEREM TRAÇADAS40 14. Traçagem com riscador Processo de execução Traçar com riscador é a operação por meio da qual é possível traçar contornos diversos, apoiando-se o riscador em um instrumen- to auxiliar e tomando-se por base um ou mais pontos de referência ou, ainda, uma face de referência. Essa operação é realizada como passo prévio para a execução de outras operações, tais como cortar, limar e furar. Antes de iniciar a operação, deve-se preparar as ferramentas e os instrumentos necessários à sua execução. Processo de execução 1. Pintar a face da peça a ser traçada. 2. Determinar os pontos de referência pelos quais deverão pas- sar os traços. 3. Posicionar o instrumento que servirá de apoio ao riscador, observando que: • A régua deve tangenciar dois pontos de referência. • A base do esquadro apoia-se na face de referência e a lâ- mina tangencia o ponto de referência. Figura 1. Figura 2. Figura 3. ponto de referência face de referência TRAÇAGEM COM RISCADOR42 • Usando suta ou goniômetro, procede-se da mesma forma que com o esquadro. Figura 4 – Traçar com auxílio de suta. Figura 5 – Traçar com auxílio de goniômetro. Observação Para traçados de perfis irregulares, utiliza-se um gabarito como apoio do riscador.USINAGEM APLICADA À AUTOMOTIVA 43 Figura 6 – Traçar com o auxílio de gabarito. 4. Traçar. Observações • Os traços devem ser finos, nítidos e feitos de uma só vez. • Durante a traçagem, o riscador deve ser inclinado em dois sentidos: no sentido do traçado e em sentido contrário ao do instrumento que lhe serve de apoio. Figura 7. régua ou lâmina do esquadroinclinação TRAÇAGEM COM RISCADOR44 15. Broca A broca é uma ferramenta de corte, fabricada de aço-carbono ou de aço rápido e temperada. É utilizada para fazer furos cilíndricos em diversos materiais. Tem corpo cilíndrico, com canais retos ou helicoidais, e termina em ponta cônica. O ângulo da ponta varia de acordo com o material a ser furado. As brocas se caracterizam pelo material de fabricação, diâmetro e forma de haste, que pode ser cilíndrica ou cônica. As brocas de haste cilíndrica paralela têm diâmetros normaliza- dos de até 20 mm e são utilizadas presas em mandril. Figura 1 – Broca de haste cilíndrica paralela. As brocas de haste cônica têm diâmetros normalizados de 13 mm a 100 mm. haste cilíndrica paralela corpo ponta canal guia ângulo da ponta aresta cortante Figura 2 – Broca de haste cônica. As brocas de haste cônica são montadas com auxílio de buchas cônicas ou diretamente no furo cônico dos eixos das máquinas. A espiga das brocas de haste cônica permite que elas sejam fixadas com mais firmeza; por isso, suportam maior esforço de corte do que as brocas de haste cilíndrica paralela. O ângulo das brocas varia de acordo com o material a ser traba- lhado, conforme mostra o Quadro 1. Quadro 1 – Ângulo de broca x material Ângulo Material 118º 150º 125º 100º 90º 60º aço macio (ver a Figura 3) aço duro aço forjado cobre e alumínio ferro fundido e ligas leves plásticos, fibras e madeira Figura 3 – Broca com ângulo de 118o. ângulo da ponta aresta cortante espiga haste cônica corpo ponta canal guia 118o 59 o59 o BROCA46 16. Fluido de corte O fluido de corte é um líquido que age como refrigerante e lubri- ficante. Age como refrigerante da ferramenta e da peça para evitar que ambas se aqueçam em demasia, em virtude do atrito entre as duas durante o corte. Age também como lubrificante da ferramenta para aumentar a durabilidade do seu gume e melhorar o acabamento da superfície que está sendo trabalhada. Os fluidos de corte podem ser óleos de corte ou soluções de corte. Os óleos de corte são óleos minerais aos quais se adicionam com- postos químicos. Esses óleos são usados como se apresentam comer- cialmente. As soluções de corte são misturas de água e elementos como o enxofre, o bórax e outros com óleo solúvel. Essas misturas são geral- mente preparadas. Os fluidos de corte são selecionados de acordo com o material a ser trabalhado e com a operação a ser executada. A seleção é feita consultando-se uma tabela. Como não é possível elaborar uma tabela com espaço suficiente para escrever o nome de cada fluido de corte, eles são identificados por um número. Tabela 1 – Fluidos de corte Material a ser trabalhado To rn ea r Fu ra r Fr es ar A pl ai na r Re tif ic ar Roscar com ponta de ferramenta com macho ou tarraxa aço-carbono 1020 1 2 2 2 2 10 2 4 4 aço-carbono 1045 3 3 3 3 10 3 5 4 aço-carbono acima de 1060 aço-liga 3 3 3 3 10 3 5 aço inoxidável 3 3 6 3 3 10 4 5 ferro fundido 1 1 1 1 10 1 6 1 6 alumínio e suas ligas 7 8 8 8 8 10 7 6 7 6 bronze e latão 1 2 2 2 1 10 1 6 1 6 cobre 1 6 2 2 2 10 1 6 6 9 Ao consultar a Tabela 1, encontra-se, no espaço referente ao cru- zamento da coluna das operações com a linha do material a ser tra- balhado, um número referente a um determinado fluido de corte. FLUIDO DE CORTE48 Localizado esse número, verifica-se no Quadro 1 a qual fluido ele corresponde. Quadro 1 – Identificação dos fluidos de corte Número Fluido de corte 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 a seco água com 5% de óleo solúvel água com 8% de óleo solúvel óleo mineral puro óleo mineral composto óleo sulfurizado com ou sem cloro querosene querosene com 30% de óleo mineral óleo de coco Palm oil óleo solúvel (para retificação) Na sequência, há um exemplo de seleção de fluido de corte para furar aço-carbono 1045. Consultando a Tabela 1, encontra-se o número 3 no cruzamento da coluna “furar” com a linha “aço-carbono 1045”. Consultando, em seguida, o Quadro 1, constata-se que, para furar aço-carbono 1045, deve-se utilizar água com 8% de óleo solúvel como fluido de corte. Observação Alguns fluidos de corte contêm substâncias que podem causar irritação ou até infecção na pele se permanecerem em contato com ela por um longo período de tempo. Por isso, é impor- tante lavar com água e sabão as partes do corpo atingidas por fluidos de corte. USINAGEM APLICADA À AUTOMOTIVA 49 17. Esmerilhadora A esmerilhadora é constituída, basicamente, de um motor elétri- co com dois rebolos fixos em seu eixo. O motor elétrico faz os rebo- los girarem. Normalmente, em um dos extremos do eixo, é fixado um rebolo de grãos médios, utilizado para desbastar materiais em geral, e, no outro extremo, um rebolo de grãos finos, utilizado para dar acaba- mento em peças e ferramentas. Além do motor elétrico e dos rebolos, as esmerilhadoras devem ter apoios articuláveis para ferramentas, protetores contra fagulhas e protetores dos rebolos. Figura 1 – Esmerilhadora. protetor contra fagulha protetor do rebolo eixo rebolo apoio da ferramenta chave do motor rebolo protetor do rebolo protetor contra fagulha motor apoio da ferramenta articulador de apoio da ferramenta Os apoios são articuláveis, para que possam ser movimentados de acordo com o ângulo a ser esmerilhado na peça ou na ferramen- ta. Devem ser regulados e mantidos com uma folga de 1 mm a 2 mm dos rebolos, para evitar que pequenas peças sejam introduzidas entre o rebolo e o apoio, o que poderia ocasionar acidentes graves. Os protetores contra fagulhas protegem os olhos do operador das fagulhas lançadas pelo rebolo. Os protetores dos rebolos servem para recolher as fagulhas e, no caso de quebra do rebolo, evitar que os pedaços causem acidentes. A esmerilhadora pode ser fixada em um pedestal ou em uma bancada, sendo então chamada de esmerilhadora de pedestal ou es- merilhadora de bancada. Figura 2 – Esmerilhadora de pedestal. pedestal da coluna recipiente de água eixo USINAGEM APLICADA À AUTOMOTIVA 51 Figura 3 – Esmerilhadora de bancada. chave bancada ESMERILHADORA52 18. Afiação manual da broca helicoidal Processo de execução Afiar manualmente a broca helicoidal é a operação de esmerilhar a ponta da broca, alterando ou mantendo seus ângulos e deixando suas arestas cortantes. Essa operação é executada sempre que a aresta de corte da broca não estiver em boas condições ou quando for necessário corrigir o ângulo da ponta da broca, tornando-o adequado ao material a ser furado. Figura 1. Antes de iniciar a operação, deve-se verificar na tabela que ângulo deve ter a ponta da broca. Processo de execução 1. Ligar a esmerilhadora. 2. Encostar um dos gumes da broca no rebolo, observando as inclinações. Observação A broca deve ser segurada com firmeza e aproximada do re- bolo cuidadosamente. 3. Movimentar a broca de baixo para cima, dando aproxima- damente 1/4 de giro, de forma que o ponto de contato entre a boca e o rebolo ocorra em toda a superfície, desde o ponto A até o ponto B, formando o ângulo de folga. Figura 2. Â B̂ Â – inclinação para obter o ângulo da ponta B̂ = ângulo para obter o ângulo de folga AFIAÇÃO MANUAL DA BROCA HELICOIDAL54 Observação Para evitar que a broca se destempere, refrigere-a em água ou em solução de água com óleo solúvel. 4. Verificar o ângulo da ponta da broca utilizando o verificador de ângulo ou o transferidor de ângulos. Figura 4 – Utilização do verificador de ângulos. Figura 5 – Utilização do transferidor de ângulos. Observação Se necessário,repetir os procedimentos 2 e 3. Figura 3. A B eixo 9o 15o USINAGEM APLICADA À AUTOMOTIVA 55 5. Afiar o outro gume seguindo os procedimentos 2, 3 e 4. Observação As arestas de corte (A) devem ter o mesmo comprimento. Figura 6. AFIAÇÃO MANUAL DA BROCA HELICOIDAL56 19. Furadeira A furadeira é uma máquina-ferramenta que, com auxílio de fer- ramentas adequadas e de alguns acessórios, permite a execução das operações de furar, rebaixar e escarear furos, roscar com machos e calibrar furos com alargador. A Figura 1 mostra os componentes básicos de uma furadeira de coluna para bancada. Figura 1 – Furadeira de coluna para bancada. motor cabeçote alavancas selecionadoras de rotaçõesescala de regulagem da profundidade de corte alavancas de avanço do eixo porta-ferramentas eixo porta-ferramentas cremalheira coluna mesa base alavanca de movimento da mesa As principais funções das partes da furadeira são: • Motor: movimenta o eixo porta-ferramentas por meio de um sistema de transmissão de rotações. • Cabeçote: é de ferro fundido e aloja o sistema de transmissão de rotações. • Alavancas de avanço do eixo porta-ferramentas: são utilizadas para avançar a ferramenta manualmente. • Alavanca de movimento da mesa: é usada para elevar ou abai- xar a mesa por meio de um sistema de engrenagens. • Coluna: suporta e guia a mesa e as partes de cima da furadeira. • Base: é utilizada para fixar a furadeira na bancada e tem canais em “T” nos quais se prendem peças maiores. • Eixo porta-ferramentas: recebe, por encaixe, o mandril ou a ferramenta, e lhes transmite a rotação. • Escala de regulagem de profundidade de corte: determina a profundidade de trabalho da ferramenta. • Alavancas de mudança de rotação do eixo porta-ferramentas: usadas na seleção da rotação adequada ao trabalho. • Mesa ajustável: usada para fixar a morsa ou a peça com ajustes de altura e inclinação para furos em ângulo. As ferramentas usadas nas operações executadas na furadeira são as brocas, as fresas, os rebaixadores e os escareadores. Os acessórios necessários para equipar a furadeira são: mandril com chave, jogo de buchas cônicas de redução, cunha e morsa para fixação da peça. FURADEIRA58 Além da furadeira de coluna para bancada, as outras mais comuns são a furadeira de coluna para piso, a furadeira radial e a furadeira elétrica portátil. A furadeira de coluna para piso é própria para trabalho em peças maiores. Tem a coluna mais comprida que a furadeira de coluna de bancada e, geralmente, é sua mesa que se movimenta, não o cabeçote. Figura 2 – Furadeira de coluna para piso. A furadeira radial é uma máquina que oferece mais recursos que as demais. Ela é utilizada na execução de trabalhos mais complexos e que exigem maior precisão. Figura 3 – Furadeira radial. USINAGEM APLICADA À AUTOMOTIVA 59 A furadeira elétrica portátil é utilizada para fazer furos em situa- ções em que não é possível executar a furação com as outras furadeiras. Figura 4 – Furadeira elétrica portátil. FURADEIRA60 20. Rotações por minuto, avanço de corte e velocidade de corte na furadeira Rotações por minuto (rpm) é o número de rotações, isto é, voltas, que a broca deve dar durante um minuto. As rotações por minuto variam em função do material a ser fu- rado e do diâmetro da broca a ser utilizada. As rotações por minuto adequadas para brocas de aço rápido, com diâmetros de até 50 mm, são encontradas na Tabela 1. Para brocas de aço-carbono, considera-se metade da rpm encontrada. Para consultar a tabela, localiza-se a coluna referente ao material a ser furado e, no cruzamento dessa coluna com a linha referente ao diâmetro da broca a ser utilizada, encontra-se a rpm adequada. Por exemplo, para furar aço de 1020 a 1030 com uma broca de 2 mm de diâmetro, a rotação adequada é de 5.570 rpm. Tabela 1 – Rpm para furar com broca de aço rápido M at er ia l Aço 1020 a 1030 Bronze comum Aço 1035 a 1040 Aço 1045 a 1050 Ferro fundido (duro) Ferro fundido (macio) C ob re La tã o A lu m ín io Ø da broca (mm) Rotações por minuto (rpm) 1 2 3 11.140 5.570 3.713 7.950 3.975 2.650 7.003 3.502 2.334 5.730 2.865 1.910 10.186 5.093 3.396 15.900 7.950 5.300 20.670 10.335 6.800 31.800 15.900 10.600 Na Tabela 2 há mais um exemplo: para furar aço 1045 a 1050 com uma broca de 9 mm de diâmetro, a rotação adequada é de 778 rpm. Caso a broca seja de aço-carbono, consideramos a metade da rpm encontrada na tabela, ou seja, 389 rpm. Tabela 2 – Rpm para furar com broca de aço rápido (completa) M at er ia l Aço 1020 a 1030 Bronze comum Aço 1035 a 1040 Aço 1045 a 1050 Ferro fundido (duro) F er ro fu nd id o (m ac io ) C ob re La tã o A lu m ín io Ø da broca (mm) Rotações por minuto (rpm) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 35 40 45 50 11.140 5.570 3.713 2.785 2.228 1.857 1.591 1.392 1.238 1.114 928 796 696 619 557 506 464 428 398 371 318 279 248 223 7.950 3.975 2.650 1.988 1.590 1.325 1.136 994 883 795 663 568 497 442 398 361 331 306 284 265 227 199 177 159 7.003 3.502 2.334 1.751 1.401 1.167 1.000 875 778 700 584 500 438 389 350 318 292 269 250 233 200 175 156 140 5.730 2.865 1.910 1.433 1.146 955 819 716 637 573 478 409 358 318 287 260 239 220 205 191 164 143 127 115 10.186 5.093 3.396 2.547 2.037 1.698 1.455 1.273 1.132 1.019 849 728 637 566 509 463 424 392 364 340 291 255 226 204 15.900 7.950 5.300 3.975 3.180 2.650 2.271 1.987 1.767 1.590 1.325 1.136 994 883 795 723 663 612 568 530 454 398 353 318 20.670 10.335 6.890 5.167 4.134 3.445 2.953 2.583 2.298 2.067 1.723 1.476 1.292 1.148 1.034 940 861 795 738 689 591 517 459 413 31.800 15.900 10.600 7.950 6.360 5.300 4.542 3.975 3.534 3.180 2.650 2.272 1.988 1.766 1.590 1.446 1.326 1.224 1.136 1.060 908 796 706 636 Velocidade de corte (VC) na furadeira é a velocidade que um pon- to na periferia da broca tem ao girar durante o corte. Um ponto na periferia da broca é um ponto qualquer no diâmetro máximo da broca. ROTAÇÕES POR MINUTO, AVANÇO DE CORTE E VELOCIDADE DE CORTE NA FURADEIRA62 Figura 1 – Ponto na periferia da broca. A velocidade de corte é dada em metros por minuto (m/min) e seus diferentes valores são obtidos variando-se o número de rotações por minuto do eixo principal da furadeira. No caso das brocas de aço rápido, a velocidade de corte é dada em uma tabela, variando de acordo com o material a furar. Para broca de aço-carbono, considera-se a metade da velocidade de corte encontrada na tabela. Por exemplo, para furar aço de 1045 a 1050 com broca de aço rápido, a VC adequada é de 22 m/min. Caso a broca seja de aço- -carbono a VC será de 11 m/min, que é metade da VC encontrada na tabela. Tabela 3 – Velocidade de corte na furadeira Material Aço 1020 a 1030 Bronze comum Aço 1035 a 1040 Aço 1045 a 1050 Ferro fundido (duro) Ferro fundido (macio) C ob re La tã o A lu m ín io Velocidade de corte em m/min. 35 25 22 18 32 50 65 100 ponto na periferia USINAGEM APLICADA À AUTOMOTIVA 63 Avanço de corte é a penetração da broca no material que está sendo furado em cada rotação que a broca dá. Como o avanço de corte é dado em milímetros por volta (mm/V), pode-se dizer que o avanço de corte é a quantidade de milímetros que a broca deve penetrar no material a ser furado a cada volta que a broca dá. Para as brocas de aço rápido, o avanço de corte é dado em uma tabela, variando de acordo com o diâmetro da broca a ser utilizada. Para broca de aço-carbono, considera-se a metade do avanço de cor- te encontrado na tabela. Por exemplo,para furar com broca de aço rápido de 9 mm de diâmetro, o avanço de corte adequado é de 0,19 mm por volta. Tabela 4 – Avanço de corte na furadeira Ø da broca em mm 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 12 14 Avanço em (mm/V) 0,06 0,08 0,10 0,11 0,13 0,14 0,16 0,18 0,19 0,20 0,24 0,26 Ø da broca em mm 16 18 20 22 24 26 28 30 35 40 45 50 Avanço em (mm/V) 0,28 0,29 0,30 0,33 0,34 0,36 0,38 0,38 0,38 0,38 0,38 0,38 Para furar com broca de aço-carbono de 9 mm de diâmetro, o avanço de corte será de 0,095 mm por volta, que é a metade do avan- ço encontrado na tabela. Na Tabela 5 encontram-se valores adequados para furar com broca de aço rápido, referentes a rpm, velocidade de corte e avanço de corte. ROTAÇÕES POR MINUTO, AVANÇO DE CORTE E VELOCIDADE DE CORTE NA FURADEIRA64 Para furar com broca de aço-carbono considera-se a metade dos valores encontrados. Por exemplo, para furar aço de 1045 a 1050 com broca de aço rápido de 9 mm de diâmetro, encontra-se na tabela: • velocidade de corte = 22 m/min; • rotações por minuto = 778; • avanço de corte = 0,19 mm/V. Tabela 5 – Rpm, velocidade de corte e avanço de corte na furadeira Material Aço 1020 a 1030 Bronze comum Aço 1035 a 1040 Aço 1045 a 1050 Ferro fundido (duro) Ferro fundido (macio) C ob re La tã o A lu m ín io Velocidade de corte em m/min 35 25 22 18 32 50 65 100 Ø da broca em mm Avanço em mm/v Rotações por minuto (rpm) 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 12 14 16 18 20 22 24 26 28 30 35 40 45 50 0,06 0,08 0,10 0,11 0,13 0,14 0,16 0,18 0,19 0,20 0,24 0,26 0,28 0,29 0,30 0,33 0,34 0,36 0,38 0,38 0,38 0,38 0,38 0,38 11.140 5.570 3.713 2.785 2.228 1.857 1.591 1.392 1.238 1.114 928 796 696 619 557 506 464 428 398 371 318 279 248 223 7.950 3.975 2.650 1.988 1.590 1.325 1.136 994 883 795 663 568 497 442 398 361 331 306 284 265 227 199 177 159 7.003 3.502 2.334 1.751 1.401 1.167 1.000 875 778 700 584 500 438 389 350 318 292 269 250 233 200 175 156 140 5.730 2.865 1.910 1.433 1.146 955 819 716 637 573 478 409 358 318 287 260 239 220 205 191 164 143 127 115 10.186 5.093 3.396 2.547 2.037 1.698 1.455 1.273 1.132 1.019 849 728 637 566 509 463 424 392 364 340 291 255 226 204 15.900 7.950 5.300 3.975 3.180 2.650 2.271 1.987 1.767 1.590 1.325 1.136 994 883 795 723 663 612 568 530 454 398 353 318 20.670 10.335 6.890 5.167 4.134 3.445 2.953 2.583 2.298 2.067 1.723 1.476 1.292 1.148 1.034 940 861 795 738 689 591 517 459 413 31.800 15.900 10.600 7.950 6.360 5.300 4.542 3.975 3.534 3.180 2.650 2.272 1.988 1.766 1.590 1.446 1.326 1.224 1.136 1.060 908 796 706 636 USINAGEM APLICADA À AUTOMOTIVA 65 Observações • Não existindo na furadeira o valor encontrado na tabela, utilizar o valor imediatamente inferior. • Ao utilizar brocas com diâmetro em polegadas, transfor- mar a medida em milímetros. Por exemplo, para furar com broca de 1/4” (1/4” = 6,35 mm), utilizar os valores para 6 mm, que é imediatamente menor. ROTAÇÕES POR MINUTO, AVANÇO DE CORTE E VELOCIDADE DE CORTE NA FURADEIRA66 21. Furação com furadeira Processo de execução Furar na furadeira é a operação realizada para fazer furos em materiais pela ação de rotação e avanço de uma broca presa em uma furadeira. Os furos são feitos para roscar ou introduzir eixos, buchas, para- fusos, rebites etc. em peças que poderão ter funções isoladas ou em conjunto. Processo de execução 1. Prender a peça. Figura 1. Observações • A maneira de prender a peça depende de sua forma e de seu tamanho. • Para evitar perfurar a morsa ou a mesa da furadeira, co- loque um pedaço de madeira entre a peça e a base de apoio desta. 2. Escolher a broca de diâmetro adequado. Observação Verificar se a broca está afiada e em condições de uso. 3. Prender a broca no mandril. Observação No caso de broca de haste cônica, fixá-la diretamente no eixo principal da furadeira ou com a bucha cônica. 4. Regular a rotação e o avanço da máquina. Observação Selecionar a rotação e o avanço consultando a tabela sobre rpm e avanço. Figura 2. FURAÇÃO COM FURADEIRA68 5. Regular a profundidade de penetração da broca. Observações • Apoiar a ponta da broca sobre a peça, utilizando a alavan- ca de avanço. • Girar a porca reguladora até uma distância (H), que é igual à profundidade de penetração (P) mais a altura (a) do cone da ponta da broca. 6. Aproximar a broca da peça utilizando a alavanca de avanço. 7. Centralizar a broca em relação ao centro do furo. 8. Ligar a máquina. 9. Furar. Observações • A broca e a peça devem estar bem presas. • Utilizar pincel para a limpeza da broca, que deverá estar parada. • Utilizar o fluido de corte adequado ao material a ser furado. • O avanço da broca deve ser lento ao se aproximar o fim da furação. USINAGEM APLICADA À AUTOMOTIVA 69 22. Rosca triangular A rosca triangular é uma saliência helicoidal em forma de triân- gulo, que se desenvolve em uma superfície cilíndrica. Essa rosca pode ser interna ou externa e é aberta em porcas, parafusos e partes ros- cadas para a montagem de conjuntos. As roscas triangulares são identificadas pelo diâmetro externo e pelo passo. Nas Figuras 1 e 2: D = diâmetro externo; e P = passo, a distância entre dois filetes consecutivos, medida no vértice do triângulo. Figura 1 – Rosca externa. Figura 2 – Rosca interna. P D D As roscas podem ser feitas em três sistemas normalizados: • sistema métrico; • sistema inglês whitworth; • sistema americano. No sistema métrico, o diâmetro e o passo são determinados em milímetros. Figura 3 – Indicação de rosca no sistema métrico. Na Figura 3, a rosca tem 10 mm de diâmetro e 1,5 mm de passo. O perfil da rosca métrica triangular tem ângulo de 60º, com o vértice achatado e o fundo arredondado. Figura 4 – Perfil de rosca métrica triangular. No sistema métrico, existem a rosca métrica normal e a rosca métrica fina. 10 x 1,5 porca parafuso 60o USINAGEM APLICADA À AUTOMOTIVA 71 A rosca métrica fina tem, em determinado comprimento, maior número de filetes que a rosca métrica normal, o que dificulta o afrou- xamento do parafuso ou da porca no caso de vibração da máquina ou do veículo. No sistema inglês whitworth, o diâmetro é determinado em po- legadas fracionárias e o passo é conseguido dividindo-se uma pole- gada pelo número de filetes existentes em uma polegada. O perfil da rosca whitworth triangular tem ângulo de 55º. O file- te pode ser de um dos seguintes tipos: • com vértice e fundo arredondados; • com vértice achatado e fundo da rosca arredondado. Neste caso, ocorre folga entre o vértice e o fundo. Figura 5 – Filete com vértice e fundo arredondados. Figura 6 – Filete com vértice achatado e fundo arredondado. No sistema whitworth a rosca pode ser normal ou fina. Há tam- bém a rosca paralela e a rosca cônica, ambas para tubos. porca porca parafuso parafuso 55o 55 o ROSCA TRIANGULAR72 No sistema americano, o diâmetro é determinado em polegadas fracionárias e o passo é conseguido dividindo-se uma polegada pelo número de filetes existentes em uma polegada. O perfil da rosca no sistema americano tem ângulo de 60º, com o vértice e o fundo do filete achatados. Figura 7 – Perfil de rosca no sistema americano. No sistema americano a rosca pode ser normal ou fina. Há tam- bém a rosca paralela e a rosca cônica, ambas para tubos. Quando uma rosca é danificada, torna-se necessário utilizar uma rosca postiça. Ela é encontrada com o nome comercial Helicoil e é confeccionada em arame de aço inoxidável, enrolado na forma heli- coidal; sua rosca pode ser métrica ISO, de passo normal ou de passo fino, como se observa na Figura 8. Figura 8 – Rosca Helicoil. porca 60oP parafuso USINAGEM APLICADA À AUTOMOTIVA 73 A seguir encontra-se a sequência da montagem de uma rosca Helicoil. • Escolher a broca espiral na tabela. • Abrir a rosca-matriz com macho Helicoil. • Introduzir o Helicoil na ferramenta com o pino de arraste vol- tado para baixo. Figura 9. Figura 10. Figura 11. ROSCA TRIANGULAR74 • Rosquear o Helicoilna rosca-matriz sem exercer pressão. • Remover o pino de arraste com um quebra-pino Helicoil ou com um alicate de bico fino. Figura 12. Figura 13. USINAGEM APLICADA À AUTOMOTIVA 75 23. Macho de roscar Sistemas de rosca Passo ou número de filetes por polegada Diâmetro externo ou nominal Diâmetro da haste cilíndrica Sentido da rosca Jogos de machos de roscar O macho de roscar é uma ferramenta de corte, fabricada de aço- -carbono ou de aço rápido, destinada a abrir roscas triangulares em furos por meio da remoção de material. O macho de roscar tem corpo roscado, composto de filetes e racha- duras, e uma haste cilíndrica que termina em uma cabeça quadrada. Figura 1 – Macho de roscar. ranhura filetes de rosca haste cilíndrica cabeça corpo roscado (encaixe quadrado) O corpo roscado é a parte que abre a rosca pela remoção de material. A haste cilíndrica ou espiga é utilizada para prender o macho quando se faz a rosca em máquina. A cabeça quadrada é utilizada para encaixar o desandador quan- do se faz a rosca manualmente. Os machos são identificados pelas seguintes características: sis- tema de rosca, passo ou número de filetes por polegada, diâmetro externo ou nominal, diâmetro da haste cilíndrica e sentido da rosca. Sistemas de rosca Os machos são fabricados nos sistemas métrico, inglês e americano. Passo ou número de filetes por polegada O macho com rosca no sistema métrico é identificado com a me- dida do passo, e o macho com rosca no sistema inglês ou americano é identificado pelo número de filetes por polegada. Essa caracterís- tica indica se a rosca é normal ou fina. Diâmetro externo ou nominal É o diâmetro externo do corpo roscado e é como se pede o macho. Por exemplo, macho de 10 mm, de 1/4” etc. USINAGEM APLICADA À AUTOMOTIVA 77 Diâmetro da haste cilíndrica O diâmetro da haste cilíndrica indica se o macho serve ou não para fazer roscas em furos mais profundos que o comprimento do corpo roscado. O macho com diâmetro da haste cilíndrica igual ao diâmetro do corpo roscado só permite fazer roscas em furos com profundidade igual ou menor que o comprimento do corpo roscado. Figura 2 – Macho com diâmetro da haste cilíndrica igual ao diâmetro do corpo roscado. Por outro lado, o macho com diâmetro da espiga menor que o diâmetro do corpo permite fazer roscas em furos com profundidade maior que o comprimento do corpo roscado. Isso porque a espiga penetra na parte roscada do furo sem danificá-la. Figura 3 – Macho com diâmetro da espiga menor que o diâmetro do corpo roscado. Sentido da rosca O sentido indica se a rosca é à direita ou à esquerda. MACHO DE ROSCAR78 Jogos de machos de roscar Os machos de roscar manualmente são apresentados em jogos de duas ou três peças. A norma Ansi (American National Standards Institute) apresen- ta os machos em jogos de três peças, com variação apenas no ângu- lo de entrada, conhecidos como jogos de perfil completo. Figura 4 – Jogo de machos de roscar. A norma DIN (Deutsches Institut für Normung) apresenta os machos em jogos de duas ou três peças, conhecidos como jogos seriados. ranhura filete de rosca corpo roscado4o 10 o 20 o haste cilíndrica cabeça (encaixe quadrado) 1o macho 2o macho 3o macho USINAGEM APLICADA À AUTOMOTIVA 79 Observações • Para serem usados, os machos devem estar bem afiados e com todos os filetes em bom estado. • Para conservar os machos em bom estado, é preciso lim- pá-los após o uso, evitar quedas ou choques e guardá-los separados em seus estojos. MACHO DE ROSCAR80 24. Tabelas de furos para roscar com machos Para roscar com machos, geralmente é necessário fazer antes um furo com broca, no qual será introduzido o macho. O diâmetro des- se furo é determinado de acordo com o diâmetro e o sistema de rosca a ser feita pelo macho. As tabelas nos sistemas americano, inglês e métrico fornecem: • diâmetro da broca a ser utilizada, dado em polegadas e em milímetros; • número de filetes ou passo para as roscas normais e finas; • diâmetro maior da rosca, número de filetes por polegada ou passo, diâmetro do núcleo e broca a ser utilizada para as roscas para tubo. As tabelas têm duas ou mais colunas paralelas, e a parte da direi- ta é continuação da parte da esquerda. Para consultar as tabelas, localiza-se o diâmetro desejado na co- luna diâmetro nominal, depois o número de filetes na coluna nor- mal ou fina ou ainda na coluna passo e, finalmente, o diâmetro da broca em polegadas ou milímetros na coluna brocas. Por exemplo, para se fazer rosca fina de 3/16” no sistema ameri- cano, o número de filetes encontrado na tabela é 32, e o diâmetro da broca, 5/32” ou 4 mm. Tabela 1 – Roscas no sistema americano Diâmetro nominal em polegada Número de filetes Brocas Diâmetro nominal em polegada Número de filetes Brocas N or m al Fi na po le ga da m m N or m al Fi na po le ga da m m 1/16 3/32 1/8 5/32 3/16 7/32 1/4 5/16 3/8 7/16 1/2 64 48 40 32 – 24 – 24 – 20 – 18 – 16 – 14 – 13 – – – – – 36 – 32 – 32 – 28 – 24 – 24 – 20 – 20 3/64 5/64 3/32 1/8 1/8 9/64 5/32 11/64 3/16 13/64 13/64 1/4 17/64 5/16 21/64 3/8 25/64 27/64 27/64 1,2 1,85 2,6 3,2 3,25 3,75 4 4,5 4,8 5,1 5,1 6,5 6,9 7,9 8,5 9,3 10 10,5 10,5 9/16 5/8 3/4 7/8 1 1 1/8 1 1/4 1 3/8 1 1/2 12 – 11 - 10 – 9 – 8 – 7 – 7 – 6 – 6 – – 18 – 18 – 16 – 14 - 14 – 12 – 12 – 12 – 12 31/64 33/64 17/32 37/64 21/32 11/64 49/64 13/16 7/8 15/16 1 3/64 1 3/64 1 7/64 1 11/64 1 13/64 1 19/64 1 11/32 1 27/64 12 13 13,5 14,5 16,5 17,5 19,5 20,5 22,5 23,5 25 26,5 28 29,5 33 33 34 36 Tabela 2 – Roscas para tubo no sistema americano Diâmetro nominal da rosca Ø externo maior da rosca Número de filetes/ pol. Cônica Paralela Ø do núcleo polegada Ø da broca mm Ø do núcleo polegada Ø da broca mm 1/8 1/4 3/8 1/2 3/4 1 1 1/4 1 1/2 2 10,28 13,71 17,14 21,33 26,67 33,40 42,16 48,26 60,23 27 18 18 14 14 11 1/2 11 1/2 11 1/2 11 1/2 – 7/16 9/16 45/64 29/32 1 9/64 1 31/64 1 47/64 2 13/64 8,5 11 14,5 18 23 29 38 44 56 11/32 7/16 37/64 23/32 59/64 1 5/32 1 1/2 1 3/4 2 7/32 8,75 11,5 15 18,5 23,5 29,5 38,5 44,5 57 TABELAS DE FUROS PARA ROSCAR COM MACHOS82 Tabela 3 – Roscas no sistema inglês whitworth I Diâmetro nominal em polegada Número de filetes Brocas Diâmetro nominal em polegada Número de filetes Brocas N or m al Fi na po le ga da m m N or m al Fi na po le ga da m m 1/16 3/32 1/8 5/32 3/16 7/32 1/4 9/32 5/16 3/8 7/16 1/2 60 48 40 32 24 – 24 – 20 – 26 18 – 16 – 14 – 12 – – – – – – 32 – 28 – 26 – – 22 – 20 – 18 – 16 3/64 5/64 3/32 1/8 9/64 5/32 11/64 3/16 13/64 7/32 1/4 17/64 17/64 5/16 21/64 3/8 25/64 27/64 7/16 1,2 1,9 2,6 3,2 3,75 3,96 4,5 4,6 5,1 5,4 6,2 6,6 6,8 8 8,3 9,4 9,75 10,5 11 9/16 5/8 11/16 3/4 13/16 7/8 1 1 1/8 1 1/4 1 3/8 12 – 11 – 11 – 10 – 10 – 9 – 8 – 7 – 7 – 6 – – 16 – 14 – 14 – 12 – 12 – 11 – 10 – 9 – 9 – 8 31/64 1/2 17/32 9/16 19/32 5/8 21/32 43/64 47/64 49/64 49/64 25/32 7/8 29/32 63/64 1 1/64 1 7/64 1 9/64 1 7/32 1 1/4 12,5 12 13,5 14 15 15,5 16,5 17 18,0 18,5 19,5 20 22,5 23 25 26 28 29 31 32 Tabela 4 – Roscas no sistema inglês whitworth II Diâmetro nominal da rosca Ø externo maior da rosca Número de filetes/ pol. Cônica Paralela Ø do núcleo polegada Ø da broca mm Ø do núcleo polegada Ø da broca mm 1/8 1/4 3/8 1/2 3/4 1 1 1/4 1 1/2 1 3/4 1 9,728 13,158 16,16 20,95 26,44 33,25 41,91 47,80 53,74 59,61 28 19 19 14 14 11 11 11 11 11 21/64 7/16 37/64 23/32 59/64 1 11/64 1 1/2 1 47/64 1 31/32 2 7/32 8,3 11 14,5 18 23,5 29,5 38 44 50 56 – 29/64 37/64 47/64 15/16 1 3/16 1 17/32 1 49/64 2 2 1/4 8,5 11,5 15 18,5 24 30,5 39 44 50 57 USINAGEM APLICADA À AUTOMOTIVA 83 Tabela 5 – Roscas normais e especiais no sistema métrico Diâmetro nominal Passo Broca mm Diâmetro nominal Passo Broca mmNormal Fino Normal Fino 1,4 1,6 1,8 2,0 2,22,5 3,0 3,5 4,0 4,5 5,0 5,5 6,0 7,0 8,0 9,0 10,0 0,3 – 0,35 – 0,35 – 0,4 – 0,45 – 0,45 – 0,5 – 0,6 – 0,7 – 0,75 – 0,8 – – 1 – 1 – 1,25 – 1,25 – – 1,5 – – – – 0,2 – 0,2 – 0,2 – 0,25 – 0,25 – 0,35 – 0,35 – 0,35 – 0,5 – 0,5 – 0,5 0,5 – 0,75 – 0,75 – 1 – 1 0,75 – 1,25 1 0,75 1,1 1,2 1,25 1,4 1,45 1,6 1,6 1,75 1,75 1,95 2,05 2,15 2,5 2,65 2,9 3,15 3,3 3,5 3,75 4,0 4,2 4,5 5,0 5,0 5,25 6,0 6,25 6,75 7,0 7,75 8,0 8,25 8,5 8,75 9,0 9,25 11 12 14 15 16 17 18 20 22 24 25 26 1,5 – 1,75 – – 2 – – – – – 2 – – 1,5 – 2,5 – – – 2,5 – – – 2,5 – – – 3 – – – – – – – – 0,75 – 1,5 1,25 – 1,5 1,25 1 1,5 1 – 1,5 1 – 1 – 2 1,5 1 – 2 1,5 1 – 2 1,5 1 – 2 1,5 1 2 1,5 1 1,5 9,25 10,25 10,25 10,5 10,75 12,0 12,5 12,75 13,0 13,5 14,0 14,0 14,5 15,0 15,5 16,0 15,5 16,0 16,5 17,0 17,5 18,0 18,5 19,0 19,5 20,0 20,5 21,0 21,0 22,0 22,5 23,0 23,0 23,5 24,0 24,5 TABELAS DE FUROS PARA ROSCAR COM MACHOS84 25. Desandador O desandador é geralmente fabricado de aço-carbono e é utiliza- do como alavanca para imprimir o movimento de rotação necessário ao macho ou ao alargador. Ele é formado por um corpo com duas castanhas alojadas no centro e dois braços nos extremos. Figura 1 – Desandador. Uma das castanhas é móvel e a outra é fixa, formando-se, no encontro das duas, uma abertura quadrada, onde são alojados e fi- xados, por aperto, os machos ou os alargadores. Os dois braços têm punhos estriados que oferecem mais firmeza durante o trabalho. O braço móvel tem a finalidade de movimentar a castanha móvel, para regular a abertura quadrada entre as casta- nhas móvel e fixa, de acordo com o tamanho da cabeça quadrada do macho ou do alargador. O comprimento do desandador varia de acordo com o diâmetro do macho ou do alargador a ser utilizado e é classificado por um número: castanha fixa castanha móvel punho braço móvelbraço fixo corpo • no 0 = 150 mm, para machos de até 6 mm; • no 1 = 215 mm, para machos de 6 mm a 10 mm; • no 2 = 275 mm, para machos de 10 mm a 15 mm; • no 3 = 400 mm, para machos acima de 15 mm. Há mais dois tipos de desandador, ambos em forma de “T”: um tem castanhas reguláveis e o outro é fixo. O desandador em “T” com castanhas reguláveis possui o corpo recartilhado, e as castanhas são temperadas e reguláveis para machos de até 3/16”. Figura 2 – Desandador em “T” com castanhas reguláveis. O desandador fixo em “T” tem a haste comprida, que serve como prolongamento para passar machos ou alargadores em locais de di- fícil acesso para os desandadores comuns. Figura 3 – Desandador em “T” fixo. castanha para encaixe do macho braço haste caixa DESANDADOR86 26. Roscagem manual com machos Processo de execução Roscar manualmente com machos é a operação que consiste em abrir roscas internas em furos previamente executados, por meio da introdução progressiva de machos acionados pelo desandador com movimentos circulares alternativos. Essa operação é executada em porcas, flanges e peças ou partes de máquinas em geral, para a introdução de parafusos. Antes de iniciar a operação, é preciso tomar as seguintes provi- dências: • Selecionar o desandador, considerando o diâmetro do macho. • Selecionar o fluido de corte de acordo com o material a ser roscado. Figura 1 Processo de execução 1. Prender a peça na morsa, se necessário. Observações • Sempre que possível, manter em posição vertical o furo a ser roscado. • Para prender peças com faces já acabadas, utilizar mor- dentes de proteção. 2. Colocar e fixar o primeiro macho no desandador. 3. Introduzir o macho no furo exercendo leve pressão no sentido de penetração e dando as voltas necessárias, até que se inicie o corte. Observações • Para rosca à direita, deve-se girar o macho no sentido dos ponteiros do relógio. • Para rosca à esquerda, gira-se o macho em sentido anti- -horário. 4. Verificar a perpendicularidade em dois ou mais pontos e corrigi-la, se necessário. A perpendicularidade do macho em relação ao furo é verificada com o esquadro de precisão. Figura 2. ROSCAGEM MANUAL COM MACHOS88 Observação Para corrigir a perpendicularidade, retirar o macho do furo e introduzi-lo novamente, exercendo maior pressão no lado oposto ao que ele estava inclinado. 5. Terminar de passar o primeiro macho. Observação A partir deste procedimento, deve-se usar fluido de corte. Em média, para cada meia-volta que se dá no macho, gira-se um quarto de volta em sentido contrário para quebrar o cavaco. 6. Passar o segundo macho com movimento circular alternativo. 7. Passar o terceiro macho com movimento circular contínuo. Observação Em casos de furos cegos (não passantes), ao se aproximar o fim do furo, girar o macho com mais cuidado, para evitar que este se quebre. Figura 3. furo cego USINAGEM APLICADA À AUTOMOTIVA 89 27. Tarefa – Blocos furado e roscado 8 14 1/ 4" W 3/ 8" 3/ 8" M 6 x 1 16 14 1 3,2 28. Blocos furado e roscado Ferramentas e instrumentos Processo de execução Ferramentas e instrumentos • Paquímetro. • Traçador vertical. • Martelo de bola. • Punção de bico. • Brocas. • Escareador. • Jogos de machos. • Desandador. • Esquadro. Processo de execução 1. Pintar a face da peça. 2. Traçar e marcar com punção de bico. 3. Furar nas medidas. Observações • Consultar a tabela de rpm para furar. • Usar óleo refrigerante. 4. Escarear os furos. 5. Passar o primeiro macho. 6. Dar acabamento com o segundo e o terceiro macho. 7. Verificar a perpendicularidade dos machos com o esquadro. Observação Usar o óleo de corte. BLOCOS FURADO E ROSCADO92 29. Plano de trabalho 2 Ordem de execução Tecnologia 1. Pintar a face da peça. Traçar e marcar com punção de bico. • Paquímetro. • Escala. • Riscador. • Esquadro. • Punção de bico. • Martelo de bola. (continua) Ordem de execução Tecnologia 2. Prender a peça na morsa da furadeira, alinhar e furar. • Brocas helicoidais. Observação Selecionar as brocas consul- tando a tabela para machos de 3/8 W e M6 mm. ø da broca rpm 3. Escarear e passar os machos nas medidas. • Escareador 90º. • Jogos de machos: 3/8 W e M6 × 1. • Desandador/machos. • Esquadro. PLANO DE TRABALHO 294 30. Cossinete e porta-cossinete Cossinete é uma ferramenta de corte, manual, fabricada de aço especial temperado e que serve para abrir roscas externas em peças cilíndricas, tais como parafusos, tubos etc. Tem um furo central filetado com entrada cônica e canais perifé- ricos simetricamente distribuídos em torno do furo central. No diâ- metro externo há, geralmente, uma ranhura radial no sentido da espessura e dois furos cegos. O furo central filetado produz a rosca com auxílio dos canais periféricos, que formam as arestas cortantes no furo central e tam- bém permitem a saída das aparas. A parte cônica do furo central facilita o início da operação de roscar. Figura 1 – Cossinete. ranhura radial fenda aresta cortante canais periféricos A ranhura radial permite a regulagem da profundidade de corte por meio de um parafuso cônico nela instalado ou, quando não exis- tir esse parafuso, por meio dos parafusos de regulagem do porta- -cossinete. Figura 2 – Ranhura radial para regulagem de profundidade. As características dos cossinetes são: sistema de rosca, passo ou número de filetes por polegada, diâmetro nominal e sentido da rosca. Porta-cossinete é uma ferramenta manual, fabricada de aço-car- bono, na qual é encaixado o cossinete. O porta-cossinete funciona como alavanca, transmitindo o movimento de rotação ao cossinete para a execução das roscas. O porta-cossinete é constituído de um corpo central, com dois braços opostos um ao outro e três parafusos em um dos lados. entrada ligeiramente cônica parafuso cônico COSSINETE E PORTA-COSSINETE96 Figura 3 – Porta-cossinete. No corpo central existe um alojamento onde é encaixado o cos- sinete. As extremidades dos braços têm punhos recartilhados que oferecem maior firmezadurante o trabalho. O parafuso de regulagem atua na abertura do cossinete, regulando-a, e os parafusos de fixação atuam fixando o cossinete. Os porta-cossinetes são numerados em função do comprimento e do diâmetro externo do cossinete. Tabela 1 – Medidas de porta-cossinetes Número do porta-cossinete Diâmetro externo do cossinete em milímetros Comprimento em milímetros No 1 20 195 No 2 25 235 No 3 38 330 No 4 50 450 O conjunto montado, cossinete e porta-cossinete, recebe o nome de tarraxa. punho punho braço corpo parafuso de fixação parafuso de fixação parafuso de regulagem alojamento USINAGEM APLICADA À AUTOMOTIVA 97 31. Roscagem manual com tarraxa Processo de execução Roscar manualmente com tarraxa é a operação que consiste em abrir roscas na superfície externa de peças cilíndricas utilizando a tarraxa, que é submetida a um movimento circular alternativo. Essa operação é utilizada na confecção de parafusos ou de peças similares. Antes de iniciar a operação, é preciso tomar as seguintes provi- dências: • Conferir o diâmetro do material e fazer um chanfro em sua extremidade para facilitar o início da operação. Geralmente, o chanfro é feito no torno, mas pode também ser feito na es- merilhadora. Figura 1. • Selecionar o cossinete, considerando o sistema e o diâmetro da rosca e também o passo ou número de filetes por polegada. • Marcar, no material, o comprimento a ser roscado. • Selecionar um porta-cossinete compatível com o diâmetro externo do cossinete. Processo de execução 1. Montar a tarraxa. Observações • A parte cônica maior do cossinete deve ficar do lado de fora do porta-cossinete. Figura 2. Figura 3. chanfro cossineteporta-cossinete encosto USINAGEM APLICADA À AUTOMOTIVA 99 • A abertura do cossinete deve coincidir com o parafuso de regulagem, e os furos cegos do cossinete, com os parafu- sos de fixação do porta-cossinete. 2. Prender o material. Observação Quando o material for cilíndrico, utilizar um dos mordentes em forma de “V” para evitar que o material gire. 3. Iniciar a rosca girando a tarraxa no sentido horário, com movimento contínuo, fazendo pressão até abrir dois ou três filetes. Figura 4. Figura 5. cossinete parafuso de regulagem parte cônica parafuso de fixação porta-cossinete ROSCAGEM MANUAL COM TARRAXA100 Observação A tarraxa deve ser colocada com a parte cônica maior sobre o chanfro do material. 4. Colocar fluido de corte. 5. Terminar a rosca. Observação Os movimentos devem ser alternados: meia-volta no sentido horário e um quarto de volta no sentido anti-horário. 6. Retirar a tarraxa, girando-a continuamente no sentido anti- -horário. 7. Limpar a rosca utilizando o pincel. 8. Verificar a rosca. Figura 6. USINAGEM APLICADA À AUTOMOTIVA 101 Observação A rosca deve ser verificada com uma porca ou com um cali- brador de roscas. Porca. Calibrador de roscas. 9. Ajustar o cossinete e repassá-lo, se necessário. Figura 7. ROSCAGEM MANUAL COM TARRAXA102 32. Tarefa – Prisioneiros 1 3,2 3,2 25 25 1,5 x 45º M 9 x 1, 25 W 3/ 8" 100 5 3,2 25 25 1,5 x 45º M 6 x 1 W 1/ 4" 100 5 2 3,2 33. Estojo Ferramentas e instrumentos Processo de execução Ferramentas e instrumentos • Lima chata bastarda. • Paquímetro. • Riscador. • Cossinetes de 1/4” W, 3/8” W, M6 e M9. • Desandador para cossinetes. Processo de execução 1. Limar no comprimento e fazer os chanfros. 2. Traçar nos comprimentos e rosquear com a tarraxa nas me- didas. Observação Utilizar óleo de corte. 3. Repetir o procedimento 1. 4. Repetir o procedimento 2. 34. Plano de trabalho 3 Ordem de execução Tecnologia 1. Limar no comprimento e fazer os chanfros. • Lima chata bastarda de 250 mm. • Paquímetro. • O ritmo do limado deve ser de aproxima- damente ___________ golpes por minuto. 2. Traçar medidas nos comprimentos e roscar com a tarraxa nas medidas. • Riscador. • Cossinetes. • 1/4” W. • 3/8” W. • M9 × 1,25. • M6 × 1,00. • Desandador para cossinetes. (continua) Ordem de execução Tecnologia 3. Limar no comprimento e fazer os chanfros. Montar o cossinete com a parte cônica voltada para _____________________ do desandador. Ao roscar, usar óleo mineral com 1% de enxofre. 4. Traçar nos comprimentos e roscar com a tarraxa nas medidas. Selecionar o desandador levando em consideração o diâmetro externo do cossinete. PLANO DE TRABALHO 3 106 35. Serra manual A serra manual é uma ferramenta composta de um arco de aço- -carbono e uma lâmina de aço rápido ou aço-carbono. Figura 1 – Serra manual. Utiliza-se a serra manual para cortar materiais, abrir fendas, ini- ciar ou abrir rasgos. O arco geralmente é ajustável de acordo com o comprimento da lâmina. É provido de um esticador com porca-borboleta, que permi- te dar tensão à lâmina. Para seu acionamento, o arco possui um cabo de madeira, plástico ou fibra. arco de serra lâmina de serra Figura 2 – Arco com esticador e cabo. A lâmina de serra é dentada e caracteriza-se pelo comprimento, largura e número de dentes por polegada. O comprimento, distância de centro a centro dos furos, é normalmente de 203 mm, 254 mm ou 350 mm. Geralmente a largura é de 12,7 mm e o número de dentes é de 18, 24 ou 32 por polegada. Figura 3 – Lâmina de serra. Os dentes das serras possuem travas, que são deslocamentos la- terais dados aos dentes, em forma alternada, como se vê na Figura 4. Figura 4. arco cabo porca-borboleta suporte fixo mecanismo ajustável pino esticador comprimento comerciallargura no de dentes por 1“ SERRA MANUAL108 As travas fazem com que o corte seja mais largo que a espessura da lâmina, evitando que esta enrosque ao ser usada. A escolha da lâmina de serra depende do tipo e da espessura do material a ser serrado. Materiais mais duros requerem lâminas com maior número de dentes por polegada, e materiais mais macios, lâ- minas com menor número de dentes. Se o material a ser serrado for fino, sua espessura deve ser maior que dois passos dos dentes da lâmina, porque pelo menos dois den- tes de serra devem ter contato com o material, para evitar a quebra dos dentes. Para melhor conservação da serra, dá-se tensão na lâmina apenas com as mãos, sem utilizar ferramentas, e, ao terminar o trabalho, afrouxa-se a lâmina, para eliminar a tensão dada. Figura 5. Figura 6. P = passo dos dentes E P E = espessura do material USINAGEM APLICADA À AUTOMOTIVA 109 36. Serragem manual Processo de execução Serrar manualmente é uma operação que permite cortar um ma- terial utilizando o arco de serra. Emprega-se muito nos trabalhos mecânicos de bancada e quase sempre precede a realização de outras operações. Processo de execução 1. Selecionar a lâmina de serra de acordo com o material e sua espessura. 2. Montar a serra no arco, com os dentes voltados para a frente. 3. Tensionar a lâmina de serra, girando a porca-borboleta com a mão. Figura 1. 4. Traçar e prender o material na morsa. Observações • A parte que será cortada deve estar junto aos mordentes. • Material de pouca espessura é preso por meio de peças auxiliares, tais como calços de madeira e cantoneiras, a fim de evitar vibrações. Figura 3. Figura 2. material USINAGEM APLICADA À AUTOMOTIVA 111 5. Serrar. Exemplo Esta operação objetiva treinar a habilidade de serrar manualmente: 1. Recozer o material. 2. Limar a chapa na medida desejada. 3. Traçar a chapa conforme a Figura 6. Figura 4. Figura 5. material calço cantoneira SERRAGEM MANUAL112 Observações • Ao iniciar o corte, colocar a lâmina junto ao traço, guian- do-a com o dedo polegar, ligeiramente inclinada para a frente, a fim de evitar que os dentes se quebrem. Figura 7. Figura 6. 15 5 5 5 5 5 5 5 5 7, 5 7, 5 5 10 10 10 10 5 55555 R. 42 R. 42 USINAGEM APLICADA À AUTOMOTIVA 113 • Quando o corte é profundo e ultrapassa o limite do arco, a lâmina deve ser montada na posição horizontal ao arco. Figura 8. Figura 9. SERRAGEM MANUAL114• A pressão da serra sobre o material é feita apenas duran- te o avanço e não deve ser excessiva. No retorno, a serra deve correr livremente sobre o material. • A serra deve ser usada em todo o seu comprimento, e o movimento deve ser dado apenas com os braços. • O número de golpes deve ser de aproximadamente 60 por minuto. • Ao se aproximar o término do corte, diminuir a velocida- de e a pressão de corte para evitar acidentes. USINAGEM APLICADA À AUTOMOTIVA 115 Referência SENAI DN. Ajustagem para mecânico de automóveis. Rio de Janeiro, 1984. A SENAI-SP Editora empenhou-se em identificar e contatar todos os responsáveis pelos direitos autorais deste livro. Se porventura for constatada omissão na identificação de algum material, dispomo-nos a efetuar, futuramente, os possíveis acertos. Gerência de produção editorial e gráfica Caroline Mori Ferreira Edição Monique Gonçalves Tania Mano Revisão Fernanda Batista Mauricio Katayama Produção gráfica Rafael Zemantauskas Sirlene Nascimento Vanessa Lopes dos Santos Diagramação Desenho Editorial Capa Inventum Design © SENAI-SP Editora, 2019