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Julya Santos Soares Rodrigues Evelyn Santos de Almeida Atividade 1 - Indivíduo e sociedade 1. O que é o processo de socialização? Exemplifique. O processo de socialização é a construção das sociedades em vários espaços rurais, é através dele que os indivíduos interagem e se integram, por meio da comunicação, ao mesmo tempo que constroem a sociedade. Existem dois tipos de socialização, o primitivo que ocorre na infância e se desenvolve no meio familiar, a criança tem contato com a linguagem e compreende aos poucos as relações sociais e os seres que fazem parte dessa rede. Já na socialização secundária, o ser passou pela socialização primária e agora interage e adquire papéis sociais determinados pelas relações sociais desenvolvidas, tal como a sociedade que está inserido. 2. O que significa a afirmação "O homem é um ser dependente e associativo"? O homem é um ser totalmente dependente e associativo do outro, seja no sentido de amar, trabalhar ou algo relacionado. Um exemplo pode ser dado dentro da própria sala de aula: sem professor, sem aulas, sem formação, sem mercado de trabalho ou sem empresários e sem trabalhos, é uma via de mão dupla na maioria das vezes. Nascemos para confiar uns nos outros mesmo sem nos conhecermos, é uma luta de sobrevivência. 3. Explique com situações concretas por que é difícil conviver. Porque não somos seres monótonos, com pensamentos e ações diferentes. Exemplo: incompatibilidade de opiniões na família, diferenças conceptivas religiosas, políticas, profissionais, etc. 4. Como são as relações sociais nas sociedades modernas? Vivemos atualmente um processo de fragilidade em nossas relações sociais pois a internet promove incertezas e dúvidas em nossa existência. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, o mundo atual vive um momento de frouxidão nas relações sociais. A visão de Zygmunt é relevante quando paramos para pensar quantas horas passamos no celular e quantas horas passamos convivendo, de fato, com outras pessoas. 5. Cite situações de rebeldia nas imposições sociais. A necessidade de reconhecimento dos direitos civis. Exemplo: as lutas contra os governos ditatoriais. O reconhecimento das minorias e o fim da intolerância contra estes grupos minoritários da sociedade>necessidade de inclusão social e igualdade de direitos o movimento hippie (ou contracultura da década de 60) 6. De exemplos de relações sociais hierarquizadas e conflitivas. Pais e filhos: quando os pais dizem “enquanto morar na minha casa, eu mando em você” fica claro a hierarquia familiar. Patrão e empregado: se o empregado não chegar nos horários corretos, não cumprir as obrigações, o patrão pode despedir ele ou brigar, sendo assim, gerando um conflito e mostrando a posição de poder. 7. Interprete: "No convívio expomos as nossas diferenças individuais e estamos expostos as desigualdades sociais" Uma vez que a vida em sociedade é integrada, estamos suscetíveis a apresentar ao outro nossas diferenças com o intuito dele entender o nosso lado, sendo assim, muitas vezes se a opinião for divergente ao senso comum, ela vai ser julgada. A Desigualdade social é o fenômeno em que ocorre a diferenciação entre pessoas no contexto de uma mesma sociedade, colocando alguns indivíduos em condições estruturalmente mais vantajosas do que outros. 8. Qual a origem das instituições sociais e para que servem? Instituições sociais são corpos sociais formados para promover a integração dos membros de uma sociedade. A importância das instituições decorre de que elas são um elemento da estrutura social com o potencial para alterar, influenciar, o comportamento das pessoas. Ao estabilizar condutas e hábitos, as instituições influem nas aspirações e nos mecanismos primariamente vislumbrados para realizá-las 9. Por que a sociedade capitalista estimula o consumo? Porque na sociedade capitalista o consumismo é induzido pela grande oferta de produtos e pela publicidade que cria a necessidade de adquirir novos objetos (mesmo não precisando) e satisfazer desejos, fortalecendo assim identidades individuais e laços sociais por meio de aquisição de bens e serviços. O consumismo - essa compulsão para o ter- pressiona a individualidade, retira-lhe à forca. 10. Como se apresenta a pressão social? Pressão social não é apenas coerção física ou psicológica. Ela também está presente quando incorporamos comportamentos socialmente admitidos, seja por força das relações econômicas (patrões e empregados, por exemplo), seja porque as práticas religiosas, políticas ou morais nos levam a isso. Constantemente, somos submetidos às normas da boa convivência: obedecemos às regras do trânsito, somos regidos pela Constituição, conhecemos o estatuto do grêmio estudantil. Recebemos sanções punitivas ou premiativas, seja por meio de uma nota vermelha no boletim ou de uma medalha conquistada nos torneios escolares. São expectativas de comportamento dos outros e de nós mesmos que nos influenciam ou que aprendemos a corresponder. Isso porque nossas relações sociais são fruto de um conhecimento acumulado de experiências mutuas. Essa pressão é uma forma de controle social. 11. O que é controle social e quais as suas modalidades? Controle social são meios ordenadores da vida em sociedade, ou seja, é um fenômeno multifacetado que emerge do processo de disputa. É o modo impositivo e institucionalizado de manter a sociedade organizada. Na atualidade, por exemplo, o Estado responde por formas ampliadas de controle social. Entre as finalidades do Estado está a de atender a população em matéria de saúde, educação e segurança. Essa pretendida " proteção social", quer se concretize ou não, serve geralmente aos interesses das classes sociais detentoras do poder. 12. Como se constitui a divisão do trabalho na sociedade capitalista? A divisão social do trabalho está relacionada à maneira pela qual as tarefas são organizadas e divididas no ambiente de trabalho, com a intenção de delimitar as funções realizadas. Na sociedade capitalista, impera a liberdade da iniciativa privada, a competição entre forças individuais. Tudo é comercializado, até mesmo as relações pessoais. 13. Porque se diz que a sociedade moderna comporta relações de desigualdades e uma boa dose de indiferença? A complexidade da sociedade moderna comporta relações de extrema desigualdade. Fruto do descaso dos governos e da exacerbada exploração capitalista, a marginalidade social alastra-se no espaço público: crianças drogam-se em público, catadores de lixo vivem dos restos que carregam. Situações dramáticas, reveladoras de desníveis sociais cada vez mais contrastantes, o desemprego estrutural, as injustiças irreparadas, os atentados contra a vida geram conflitos sociais permanentes e aprofundam a tensão entre o indivíduo e a sociedade. 14. Qual é a relação entre indivíduo e cidadão? O homem moderno encontra-se no cruzamento de duas vias: a vida privada e a vida pública. Nessa esquina, ele vive a duplicidade de sua natureza social: a de ser indivíduo e cidadão. Os sinais desse trânsito são simultâneos: compõem-se de direitos e deveres sociais. Como indivíduo e cidadão são realidades inseparáveis, os indivíduos, enquanto membros de uma nação, tornam-se cidadãos, isto é, são capazes de participar e de opinar sobre a vida política. 15. O que se entende por senso comunitário? Senso comunitário é o sentimento de um mundo partilhado com responsabilidade. À medida que tomam consciência de si, de seus iguais e do todo social, os indivíduos sentem-se herdeiros de um patrimônio físico e cultural comum a todos: as ruas, os parques, a língua. Formam um povo. Para que esse povo apresente maturidade política, é preciso um esforço conjunto de preservação de valores importantes para a convivência dos indivíduos e das classes sociais: o respeito à coisa pública e aoscostumes. O sentimento de fazer parte desse todo nem sempre se traduz em consciência comum, em respeito ao que é de todos, em senso comunitário. 16. Quais as consequências da falta de senso comunitário? Em inúmeras ocasiões, por exemplo, nós, brasileiros, damos demonstrações de que nos falta senso comunitário. Devido ao baixo nível de educação do povo brasileiro, à perda de suas tradições e raízes culturais, à fraca capacidade de organização das classes subalternas para defesa de seus interesses, à pequena participação na vida política do país, confirmamos, enquanto povo, a força do individualismo crescente na sociedade moderna. Esse individualismo dificulta uma convivência em que possam reinar a igualdade, a justiça e a fraternidade. 17. O que os homens propõem como saídas para a sociedade atual? A insatisfação dos indivíduos e o crescimento da pobreza e da miséria vêm preocupando os pensadores sociais, que desejam uma sociedade cujo pensamento, práticas e valores estejam baseados em objetivos políticos positivos. Uma sociedade onde cada indivíduo exerceria sua capacidade de decisão. Onde, embora não se livrasse integralmente das instituições sociais, conquistaria sua liberdade com os outros. Assim, ao gerar novas solidariedades, haveria espaço para o indivíduo coletivo.