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Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto 
Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ 
 
 
 
Olá! 
Seja muito bem vindo (a) à disciplina de Contabilidade Gerencial, vamos estudar 
juntos? Sou a Professora Fernanda Amaral Figueiredo. Esta disciplina tem o propósito 
de desenvolver conhecimentos, habilidades e atitudes para auxiliar o processo de 
tomada de decisão de usuários internos da organização através de diversos artefatos a 
contabilidade gerencial auxilia no processo de tomada de decisão para a 
sustentabilidade da organização. Será um prazer estar com você nesta disciplina de 
Contabilidade Gerencial, iremos estudar as seguintes unidades temáticas: 
 
Unidade 1: Aspectos Introdutórios da Contabilidade Gerencial 
• Conceito, objetivo, usuários, campo de aplicação; história 
• Compreender a classificação e terminologia de custos; 
 
Unidade 2: Formação do Preço de Venda e Cálculo do Mark-up 
• Importância da formação de preço com base nos custos incorridos, 
• Composição do preço de venda: custos de produção, impostos, despesas e 
lucro; 
• Etapas para formar o preço de venda com base nos custos incorridos; 
• Equação algébrica de formação de preço; 
• Conceito e composição do Mark-up e do Custo Base 
 
Unidade 3: Margem de Contribuição Ponderada e Ponto de Equilíbrio de múltiplos 
produtos 
• Conceito e cálculo da margem de contribuição ponderada; 
• Conceito, equação algébrica e classificação do ponto de equilíbrio; 
• Cálculo do ponto de equilíbrio de múltiplos produtos; 
 
Unidade 4: Análise das Demonstrações Contábeis e Indicadores de Liquidez e 
Estrutura Patrimonial 
• Método de Análise das demonstrações contábeis; 
• Estrutura do Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultado do Exercício; 
• Índices de Liquidez; 
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• Índices de Estrutura Patrimonial ou endividamento; 
 
Unidade 5: Administração do Capital de Giro e indicadores de rentabilidade 
• Administração do Capital; 
• Indicadores de Rentabilidade; 
 
Unidade 6: Indicadores de Atividade e Análise Vertical e Horizontal 
• Índices de atividade; 
• Análise Vertical do Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultado do 
Exercício 
• Análise Vertical do Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultado do 
Exercício 
 
A disciplina contém seis unidades temáticas, duas atividades de percurso, avaliação 
regular e exame final; além disso, foi construída de forma que você estude e realize as 
atividades no seu tempo, respeitando, é claro, o período de realização da disciplina, de 
acordo com o calendário acadêmico. 
Desejo a você um ótimo estudo! 
 
Professora Fernanda Amaral Figueiredo 
 
 
INSERIR VÍDEO DE APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA 
INSERIR PLANO DE ENSINO 
 
 
UNIDADE I: ASPECTOS INTRODUTÓRIOS DA CONTABILIDADE 
GERENCIAL 
 
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Olá! Você sabe quais artefatos a contabilidade gerencial pode disponibilizar 
para a sustentabilidade de uma organização? Você sabe como é a estrutura do balanço 
patrimonial e da Demonstração de Resultado do Exercício? Conhece os conceitos e a 
história da contabilidade gerencial, da gestão de custos e das terminologias de custos? 
Se não, esta unidade vai levar você a um novo aprendizado cheio de desafios e novas 
descobertas sobre os conceitos introdutórios da contabilidade gerencial com enfoque 
inicial na análise das demonstrações contábeis como artefato para tomada de decisão 
dos usuários internos e cálculo dos indicadores de liquidez e endividamento. 
 Ao final desta unidade, você será capaz de: 
• Compreender a importância da contabilidade gerencial para a sustentabilidade 
das empresas; 
• Identificar os artefatos da contabilidade gerencial para a tomada de decisão; 
• Identificar os custos fixos e variáveis de produção, por unidade de produto ou 
serviço; 
• Compreender a importância das informações de custos para a tomada de 
decisão; 
• Identificar os custos de produção, as despesas operacionais, os impostos e a 
margem de lucro de um produto; 
• Classificar os gastos em diretos e indiretos; 
• Tipos de gastos; 
• Classificação dos custos. 
 
Tempo estimado: Para concluir os estudos desta unidade serão necessários: 10 horas 
– aula (50 minutos) 
 
INSERIR WEBAULA 1.1 Aspectos introdutórios da contabilidade gerencial 
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A contabilidade gerencial é o processo de identificar, mensurar, acumular, 
analisar, preparar, interpretar e comunicar informações que auxiliem os gestores a 
atingir objetivos organizacionais” (HORNGREN; SUNDEM; STRATTON, 2004 apud 
FREZATTI et al, 2011, p.6). 
A contabilidade gerencial utiliza procedimentos e técnicas contábeis já 
conhecidos e tratados na Contabilidade Financeira, na Contabilidade de Custos, na 
análise financeira e de balanços etc. Ela atende exclusivamente a finalidade interna de 
atender à administração da empresa, com informações úteis, tempestivas e confiáveis 
para um processo de decisão assertivo do gestor. 
As informações contábeis são essenciais para acompanhamento do 
desempenho das organizações. Além disso, a Contabilidade é a base para aferição do 
desempenho empresarial no mundo inteiro e as demonstrações contábeis possibilitam 
comparar o desempenho empresarial. 
O sistema contábil é importante porque segundo Iudícibus (2020) a 
contabilidade tem papel social fundamental pois garante transparência dos negócios, 
atividades desenvolvidas pelas organizações. 
Em 1998, a International Federation of Accountants, IFA, emitiu o 
pronunciamento sobre os possíveis estágios de evolução da Contabilidade Gerencial 
das organizações. Vejamos: 
 
Estágio 1: Antes de 1950, o foco principal era a apuração dos custos e controle 
financeiro por meio do orçamento. Nesse estágio, o orçamento, previsões e controle 
de processos eram as atividades evidenciadas. 
 
Estágio 2: Destaque significativo no suprimento de informações através de 
tecnologias, ênfase na análise do processo decisório e contabilidade por 
responsabilidade; 
 
Estágio 3: Projetos de redução de desperdício e gestão de custos. A etapa de 
estruturação dos projetos de qualidade, de normatização, foi uma etapa relevante 
percorrida numa época em que o crescimento dos negócios globalizados demandava 
redução de custos. 
 
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Estágio 4: Foco na criação de valor é um estágio que proporciona alternativa 
direcionada para o resultado de longo prazo, já́ que valor é uma dimensão com 
pretensão futura (FREZATTI et all, 2011, p. 17-18). 
 
Dos estágios da evolução da contabilidade gerencial vários artefatos, 
ferramentas, foram implementadas para apoiar a gestão organizacional no processo 
decisório interno. Artefatos são meios, ferramentas, processos, métodos que 
viabilizam a análise e interpretação de dados para tomada de decisão. Os artefatos 
gerenciais podem ser divididos em tradicionais e modernos. 
 
São considerados Artefatos Gerenciais Tradicionais: Métodos de Custeio por 
absorção, custeio variável ou direto, custo padrão, preço de transferência e 
descentralização, retorno sobre o investimento, orçamento etc. Já os Artefatos 
Gerenciais Modernos compreendem método de Custeio baseado em atividades, Just 
in time, Benchmarking, Balanced Scorecard, Planejamento estratégico, teoria das 
restrições, Kaizen etc (COLARES; FERREIRA, 2013). 
 
 
 inserir webaula 1.2 Contabilidade de Custoscomo ferramenta de 
gestão 
 
O que impulsionou a relevância da contabilidade de custos foi a revolução 
industrial, com a produção em grande escala. Onde a preocupação era determinar os 
custos de produção dos produtos. Nessa perspectiva a contabilidade de custos gera 
informações para a contabilidade gerencial, ou seja, disponibilizam-se ferramentas, 
artefatos para tomada de decisão com o intuito de promover a sustentabilidade 
organizacional. 
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Além disso, a contabilidade de custos gera informações para contabilidade 
financeira que tem como objetivo atender a legislação fiscal, ou seja, os usuários 
externos. Nessa perspectiva, que visa atender a contabilidade financeira, a 
contabilidade custos deve seguir os princípios e normas vigentes editadas pelo 
Conselho Federal de Contabilidade e pela legislação fiscal para elaboração, 
mensuração e demonstração das informações contábeis. Já na perspectiva gerencial, a 
contabilidade de custos adota os preceitos gerenciais sobre a temática disponíveis na 
literatura. 
Conceitua-se a contabilidade de custos o processo que coleta e organiza os 
custos relacionados à aquisição e consumo de recursos pela organização, gerando 
informações para a contabilidade financeira e gerencial. Entre as informações geradas 
podemos destacar: avaliação dos estoques, auxílio ao controle e auxílio a tomada de 
decisão. 
Para melhor compreensão dos processos realizados pela contabilidade de custos 
precisamos identificar e diferenciar alguns termos e conceitos. Dentre estes termos 
podemos destacar as terminologias de custos, que podem ser classificadas em gastos e 
desembolsos segundo Bruni (2018) gastos são sacrifícios financeiros que a entidade 
arca para a obtenção de um produto ou serviço qualquer. Já o Desembolso é o ato de 
pagamento, que pode ocorrer em momento diferente do gasto (BORNIA, 2010, p.15). 
Os gastos podem ser classificados em: 
1. Investimentos: Representam gastos ativados em função de sua vida útil ou de 
benefícios atribuíveis a futuros períodos (BRUNI, 2018). 
2. Custos: Correspondem aos gastos relativos a bens ou serviços utilizados na 
produção de outros bens ou serviços (BRUNI, 2018). Exemplo: matéria prima etc. 
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3.Despesas: Correspondem aos bens ou serviços consumidos direta ou indiretamente 
para a obtenção de receitas (BRUNI, 2018). Exemplo: gastos com publicidade etc. 
4. Perdas: São gastos não intencionais decorrente de fatores externos extraordinários 
ou da atividade produtiva normal da empresa (BRUNI, 2018). As perdas podem ser 
classificadas em: 
4.1 Perdas rotineiras: devem ser classificadas como custos. Exemplo: para produzir 
uma camisa de uniforme utilizamos 1 metro de malha, sobram retalhos de cerca de 10 
centímetros; 
4.2 Perdas não rotineiras: são classificadas como despesas. Ex: devido a problemas de 
armazenamento na estocagem em cada metro de malha para produzir de camisas 20 
centímetros possuem manchas, devido a problemas no armazenamento. 
 
Quadro 1: Mapa Conceitual da Classificação das perdas 
 
Fonte: Produto Educacional (2020) Disponível em: 
http://educapes.capes.gov.br/handle/capes/584934 
 
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Em caso de dúvidas, sobre como classificar os gastos em custos ou despesas deve-se 
utilizar as seguintes proposições: 
• Valores irrelevantes devem ser considerados como despesas (princípio do 
conservadorismo ou materialidade); 
• Valores relevantes que têm sua maior parte considerada como despesa, e se 
repetirem nos períodos, devem ser considerados na sua íntegra. 
• Valores com rateio extremamente arbitrário também devem ser considerados 
como despesa do período (BRUNI, 2018). 
 
Já sobre a classificação dos custos de produção, eles podem ser classificados em 
função da forma de associação dos custos aos produtos elaborados (unidade 
produzida) ou em relação ao volume de produtos fabricados (volume produzido). 
 
Os custos pela associação ao produto ou serviço (unidade produzida) subdividem-se 
em: 
 
1.1 Associação ao produto ou serviço: 
1.1.1 Custos primários ou diretos: são gastos com materiais diretos, como matéria 
prima, embalagem, mão de obra direta. 
1.1.2 Custos de transformação ou de conversão: compreendem os gastos com mão de 
obra direta, outros custos diretos, custos indiretos de fabricação; 
1.1.3 Custos integrais ou plenos (ou gastos totais incorridos): incluem-se todos os 
custos incorridos sejam eles diretos ou indiretos e as despesas incorridas para vender 
o produto ou serviço BRUNI, 2018, p.37). 
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1.2 Associação com a produção: 
1.2.1 material direto (MD): todo material que pode ser identificado como uma 
unidade do produto que está sendo fabricado e que sai da fábrica incorporado ao 
produto ou utilizado como embalagem; 
1.2.2 mão de obra direta (MOD): salários e encargos devidos aos operários que 
trabalham diretamente no produto, cujo tempo pode ser identificado com a unidade 
que está sendo produzida; 
1.2.3 outros custos direitos (OCD): recursos consumidos, com mensuração objetiva, 
mas que não MD ou MOD. 
1.2.4 custos indiretos de fabricação (CIF): todos os custos relacionados com a 
fabricação, que não podem ser economicamente identificados com as unidades que 
estão sendo produzidas. Exemplos: aluguel da fábrica; materiais indiretos; mão de 
obra indireta; seguro; impostos; depreciação etc (BRUNI, 2018, p.37). 
 
Quadro 2: Mapa Conceitual da Classificação dos custos por Unidade Produzida 
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Fonte: Produto Educacional (2020) Disponível em: 
http://educapes.capes.gov.br/handle/capes/584934 
 
 
Os custos classificados pelo Volume Produzido subdividem-se em: 
2.1 Custos Variáveis: são os gastos que variam conforme o volume de produção. 
Exemplo matéria prima, embalagem etc. 
 
2.2 Custos Fixos: São os custos que não variam independentemente da quantidade 
produzida. Exemplo: Aluguel, energia elétrica etc. (Bruni, 2018). 
 
Quadro 3: Mapa Conceitual da Classificação dos custos por Volume Produzido 
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Fonte: Produto Educacional (2020) Disponível em: 
http://educapes.capes.gov.br/handle/capes/584934 
 
 
Veja o vídeo: História da contabilidade de custos disponível no seguinte endereço 
eletrônico: https://www.youtube.com/watch?v=5qSGFwnEdJs 
 
Veja o vídeo: Classificação dos custos diretos e indiretos no seguinte endereço 
eletrônico: https://youtu.be/sDnd9oc9-xs 
 
Veja o vídeo: Classificação dos custos variáveis e fixos no seguinte endereço 
eletrônico: https://youtu.be/4EjpLKrrbKc 
 
 
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https://www.youtube.com/watch?v=5qSGFwnEdJs
https://youtu.be/sDnd9oc9-xs
https://youtu.be/4EjpLKrrbKc
 
 
 
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Pratique atividades extras lúdicas (jogos, cruzadinhas) sobre tema, disponível no 
seguinte endereço eletrônico: 
https://contabilidadegerencialfernanda.blogspot.com/2021/10/cruzadinha-sobre-terminologias-e.html 
 
Pratique construção de mapa conceitual sobre tema, disponível no seguinte endereço 
eletrônico: https://contabilidadegerencialfernanda.blogspot.com/2021/10/atividade-
extra-1-mapa-conceitual-dos.html 
 
Pratique Atividade Extra 2 - Questões objetivas sobre tema, disponível no seguinte 
endereço eletrônico: 
https://contabilidadegerencialfernanda.blogspot.com/2021/10/atividade-extra-2-
terminologia-e.html 
 
 
 
INSERIR ATIVIDADE DE PERCURSO 1 – TAREFA (CONTEÚDOS DA UNIDADE I, II e III) 
 
Tempo estimado: Para concluir a atividade de Percurso 1 (atividade prática) serão 
necessários: 5 horas – aula (50 minutos) 
 
 
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https://contabilidadegerencialfernanda.blogspot.com/2021/10/cruzadinha-sobre-terminologias-e.html
https://contabilidadegerencialfernanda.blogspot.com/2021/10/cruzadinha-sobre-terminologias-e.html
https://contabilidadegerencialfernanda.blogspot.com/2021/10/atividade-extra-1-mapa-conceitual-dos.html
https://contabilidadegerencialfernanda.blogspot.com/2021/10/atividade-extra-1-mapa-conceitual-dos.html
https://contabilidadegerencialfernanda.blogspot.com/2021/10/atividade-extra-2-terminologia-e.html
https://contabilidadegerencialfernanda.blogspot.com/2021/10/atividade-extra-2-terminologia-e.html
 
 
 
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BORNIA, Antonio Cezar. Análise gerencial de custos: Aplicação em empresas 
modernas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2010. 
 
BRUNI, Adriano Leal. A administração de custos, preços e lucros. 6.ed. São Paulo: 
Atlas, 2018. [Minha Biblioteca] 
 
LEONE, George S. Guerra; LEONE, Rodrigo José Gerra. Os 12 mandamentos da gestão 
de custos. Rio de Janeiro. Editora FGV, 2007. 
 
SANTOS, Marineia Almeida dos, Contabilidade de Custos. Salvador: UFBA, Faculdade 
de Ciências Contábeis; Superintendência de Educação a Distância , 2018. Disponível 
em: 
https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/30859/1/eBook%20Contabilidade%20de%2
0Custos%20UFBA.pdf Acesso em 30 Mai. 2020. 
 
 
UNIDADE 02: FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA E MARK-
UP 
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https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/30859/1/eBook%20Contabilidade%20de%20Custos%20UFBA.pdf
https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/30859/1/eBook%20Contabilidade%20de%20Custos%20UFBA.pdf
https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/30859/1/eBook%20Contabilidade%20de%20Custos%20UFBA.pdf
 
 
 
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Olá! Você sabe como mapear os custos e despesas de um produto para formar 
o preço de venda? Sabe identificar quais os itens compõem o Mark-up? Sabe formar o 
preço de venda com base no custeio direto ou custeio por absorção? Se não, esta 
unidade vai levar você a um novo aprendizado cheio de desafios e novas descobertas 
sobre como formar o preço de venda de uma unidade de produto ou serviço. 
 
Ao final desta unidade, você será capaz de: 
 
• Identificar o critério de divisão dos custos indiretos totais mensais menos 
arbitrário a cada unidade produzida; 
• Calcular os custos e despesas de cada unidade produzida; 
• Calcular o preço de venda com base nos custos e aplicação de mark-up; 
] 
Tempo estimado: Para concluir os estudos desta unidade serão necessários: 10 horas 
– aula (50 minutos) 
 Inserir webaula 2.1 Formação do Preço de Venda e Cálculo do 
Mark-up 
 
Formar o preço de venda por unidade de produto ou serviço com base nos custos 
incorridos é bastante complexo, pois critérios arbitrários de rateio dos custos indiretos 
podem gerar preços não reais. Além disso, outros fatores influenciam o preço de 
venda de um produto tais como: o mercado e o cliente. Segundo Bahia (2020) são as 
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experiências vividas pelo cliente que define o valor do produto. Identificar o preço real 
e o preço ideal possibilita identificar a margem de lucro, saber os descontos e as 
condições de pagamentos possíveis a serem concedidos e identificar o preço mínimo 
que o produto pode ser vendido (ibidem). 
 
Para que o empresário/gestor consiga mapear o preço de venda ideal ele deverá 
realizar a coleta das seguintes informações: 
 
1. Quais itens compõem os custos de produção? 
2. Qual o custo unitário variável da matéria prima, embalagem e da mão de obra 
direta? 
3. Quais os custos e despesas fixos mensais? 
4. Quais os percentuais de despesas operacionais, impostos e lucro desejado? 
 
Na etapa de coleta dos dados sobre impostos deve-se identificar inicialmente o regime 
de tributação da empresa, se é MEI – Micro empreendedor individual, Simples 
Nacional, Lucro Presumido ou Lucro real. Sugere-se coletar as informações, sobre o 
percentual de imposto, nas guias de pagamentos de impostos federais, estaduais ou 
municipais. 
Para formar o preço de venda com base nos custos incorridos (custeio integral, por 
absorção ou custeio direto) sugere-se seguir as seguintes instruções: 
 
Passo 1: Identificar a capacidade máxima de venda de cada produto; 
Passo 2: Identificar os custos fixos mensais; 
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Passo 3: Definir o critério de rateio dos Custos fixos, 
Passo 4: Identificar o custo base (custo unitário da matéria prima, embalagem e mão 
de obra direta) do produto; 
 
Se a opção para formar o preço de venda com base nos custos diretos deve-se excluir 
o rateio dos custos fixos do custo base unitário. Já as empresas que optarem por 
utilizar o custeio integral ou por absorção deverão realizar o rateio dos custos fixos por 
unidade produzida 
As empresas que atuam no ramo de comércio para identificar o custo base de cada 
unidade de preço basta realizar a soma do custo unitário do produto + fretes 
s/compras (valor já deve estar rateado por unidade). 
 
Passo 5: Identificar as despesas operacionais mensais em percentual sobre o preço; 
Passo 6: Identificar o percentual de impostos incidentes sobre o preço de venda; 
Passo 7: Identificar a margem de lucro sobre o preço de venda; 
 
No passo 5, 6 e 7 identifica-se o Mark-up que é o multiplicador que, aplicado sobre o 
custo base, permite obter o preço final desejado. “Os gastos devem ser expressos na 
forma de percentual sobre as vendas ou sobre os preços” (BRUNI, 2018, p. 175-176). 
 
Passo 8: Incluir as informações na equação algébrica e calcular o preço por unidade: 
Equação algébrica para formar o preço de venda: Preço desejado = [100/ (100 – Soma 
de Percentuais)] x custo base 
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 inserir webaula 2.2 Exemplo de formação de preço de venda 
com base nos custos integrais ou custeio por absorção. 
Nesta etapa do roteiro de estudos vamos apresentar o mapeamento dos custos e 
análise de formação de preço de venda dos 5 produtos de uma indústria em 
panificação do artigo científico de ROCHA, I. C. et al. A contabilidade de custos como 
ferramenta na formação do preço de venda em uma indústria em Panificação. 
Disponível em: https://www.brazilianjournals.com/index.php/BRJD/article/view/3371 
 
Na primeira etapa dos resultados da pesquisa foram identificadas as seguintes 
informações: 
1. Custos Fixos (tabela 3) 
2. Mão de obra direta, por hora, e minuto; (tabela 4 e 5) 
3. Custo da matéria prima por receita e unidade produzida (tabela 6, 7, 8, 9 e 10) 
4. Demanda Mensal (produção Mensal) (tabela 1) 
 
Tabela 3 – Custos Fixos Mensais – Informações coletadaspelos pesquisadores na 
empresa: 
Custos fixos 
mensais 
R$ % 
Aluguel R$ 5.000,00 28,60% 
Energia R$ 4.230,00 24,20% 
Telefone R$ 160,00 0,92% 
Água R$ 550,00 3,15% 
Pró-Labore R$ 4.500,00 25,74% 
Segurança R$ 2.700,00 15,45% 
Material higiene e 
limpeza 
R$ 200,00 1,14% 
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Dedetização R$ 140,00 0,80% 
TOTAL R$ 17.480,00 100,00% 
Tempo dos 
colaboradores para 
produção 
2400 - 
Custo por hora R$ 7,28 - 
Custo por minuto R$ 0,12 - 
 
 
Tabela 4 – Custos com mão de obra direta do padeiro - Informações coletados pelos 
pesquisadores na empresa: 
Salário Bruto R$ 1.605,82 
Provisão de férias R$ 133,82 
Provisão de 13º 
Salário 
R$ 133,82 
1/3 férias R$ 535,27 
SUBTOTAL R$ 2.408,73 
Previsão (7%) R$ 168,61 
FGTS R$ 128,47 
TOTAL R$ 2.705,81 
Tempo de 
trabalho mensal 
240 horas 
Custo da hora R$ 11,27 
Custo do minuto R$ 0,19 
 
Tabela 5 – Custos com mão de obra direta do Confeiteiro - Informações coletadas 
pelos pesquisadores na empresa: 
Salário Bruto R$ 1.575,34 
Provisão de 
férias 
R$ 131,28 
Provisão de 13º 
Salário 
R$ 131,28 
1/3 férias R$ 525,11 
SUBTOTAL R$ 2.363,01 
Previsão (7%) R$ 165,41 
FGTS R$ 126,03 
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TOTAL R$ 2.654,45 
Tempo de 
trabalho mensal 
240 
Custo da hora R$ 11,06 
Custo do minuto R$ 0,18 
 
 
Para encontrar o custo de 1 hora trabalhada do padeiro e do confeiteiro os 
pesquisadores dividiram o custo total da mão de obra de cada profissional pela 
quantidade de horas trabalhada mensalmente, conforme descrito no quadro abaixo: 
Quadro 1- Cálculo da mão de obra direta por hora trabalhada 
Profissional Custo Total Mensal 
de mão de obra 
direta* 
Custo de 1 hora 
trabalhada 
Padeiro R$ 2.705,81 R$ 11,27 
Confeiteiro R$ 2.654,45 R$ 11,06 
 
 
* Custo total mensal de mão de obra direta é o somatório do valor mensal do salário 
do funcionário com os demais encargos sociais incluindo férias, 13 salário, FGTS, etc. 
 
No artigo os pesquisadores apresentaram os cálculos dos custos da matéria prima por 
unidade produzida, provavelmente os pesquisadores acompanharam o processo 
produtivo e realizaram uma análise da receita de cada produto para conseguiram 
identificar o custo da matéria prima de cada unidade de pão. Neste processo, eles 
identificaram os custos por receita e depois dividindo pela quantidade produzida por 
receita. Vejamos: R$ 39,26 / 34 unidades (Pão big brother). Observe informações e 
cálculos dos demais produtos, no quadro abaixo: 
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 Quadro 2- Cálculos do Custos da Matéria Prima por Unidade 
Produto Custo total da 
matéria 
prima por 1 
receita 
Rendimento de 
1 receita 
Custo da 
matéria prima 
por unidade 
produzida 
Pão big 
brother 
R$ 39,36 34 Unidades R$ 1,15 
Pão italiano R$ 22,52 36 Unidades R$ 0,63 
Pão francês R$ 28,35 300 Unidades R$ 0,09 
Pão de queijo R$ 10,50 30 Unidades R$ 0,35 
Pão filhós R$ 8,67 60 Unidades R$ 0,14 
 
 
Fonte: informações das tabelas 6 a 10 do artigo analisado, 2019 
 
Após identificar o custo da matéria prima por unidade produzida de cada 
produto, os pesquisadores realizaram os cálculos dos custos da mão de obra direta 
apropriando os valores a cada unidade produzida. Para encontrar o custo da mão de 
obra por unidade produzida eles identificaram o tempo de produção de cada produto 
e multiplicaram pelo valor do minuto da mão de obra do profissional (padeiro ou 
confeiteiro). Vejamos: 
 
Exemplo 1: 
No Pão Big Brother o custo da mão de obra do padeiro para produção de uma receita 
foi de R$ 62,86, que dividido pela quantidade de pães produzidos por receita (34 
unidades) encontraremos o custo da mão de obra por unidade produzida de R$ 1,85. 
 
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Na tabela 12 do artigo científico foram apresentados dos custos totais incorridos (ou 
custo base, pelo custeio por absorção ou custo integral) de produção de cada 
produto. Vejamos: 
Tabela 12 – Página 19 
Produto Custo de 
matéria 
prima por 
unidade 
produzida (A) 
Custo da Mão 
de obra direta 
por unidade 
produzida (B) 
CIF – Custos 
Indiretos por 
unidade 
Produzida 
Custo Total 
por unidade 
Produzida * 
Pão big 
brother 
R$ 1,15 R$ 1,85 R$ 1,20 R$ 4,20 
Pão italiano R$ 0,63 R$ 1,76 R$ 1,15 R$ 3,54 
Pão francês R$ 0,09 R$ 0,03 R$ 0,02 R$ 0,14 
Pão de queijo R$ 0,35 R$ 0,25 R$ 0,16 R$ 0,76 
Pão filhós R$ 0,14 R$ 0,16 R$ 0,10 R$ 0,40 
 
 
* custo total por unidade produzida é a soma dos custos de matéria prima + custos de 
mão de obra direta+ custos indiretos de fabricação (custos fixos). 
 
Qual o critério de rateio dos custos indiretos de fabricação/custos fixos utilizado 
pelos pesquisadores? 
 
Na tabela 11 do artigo estudado contém informações sobre a alocação dos custos 
indiretos de fabricação (CIF) (custos fixos) a cada unidade de produto. Para encontrar 
os custos indiretos de fabricação (custos fixos) os pesquisadores utilizaram o critério 
de rateio (horas trabalhadas mensalmente pelos colaboradores). 
 
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O processo de cálculo realizado pelos pesquisados para ratear os custos indiretos foi, 
inicialmente, somar todos os custos indiretos de fabricação (tabela 3- Custos fixos 
mensais), e em seguida, dividiu o valor encontrado pela quantidade de horas 
trabalhadas mensalmente de todos os colaborados encontrou. E identificou o CIF por 
minuto de R$ 0,12, e depois identificou tempo necessário para a produção de 1 
unidade do produto e encontrou o valor de R$ 0,10 do CIF do pão filhós. Vejamos: 
Passo 1: 
Total dos Custos Fixos Mensais – Tabela 3 R$ 17.480,00 
Total de Horas trabalhadas mensalmente 
pelos colaboradores 
2400 h 
 
Resolução: R$ 17.480/2400 h 
 R$ 7,28 hora /60 minutos 
 R$ 0,12 por minuto 
Passo 2: 
Tempo para produção de 1 unidade do 
Pão filhós – Tabela 11 (coluna 3 linhas 6) 
0,83 de minuto 
Resolução: 0,83 de minuto x R$ 0,12 (custo indireto de fabricação por minuto) = R$ 
0,10 (custo fixo alocado a cada unidade produzida). 
 
Finalizada a identificação do custo total de cada unidade produzida dos produtos da 
panificadora, os pesquisadores identificaram as seguintes informações: 
1) Percentual das Despesas variáveis sobre o preço de venda; 
2) Percentual dos Impostos e taxas Incidentes sobre vendas; 
3) Percentual de Lucro sobre o preço de venda; 
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Identificado os percentuais que compõem o Mark-up (despesas de vendas, impostos e 
margem de lucro) os pesquisadores realizaram o cálculo do preço de venda 
orientativo. Vejamos abaixo o cálculo do preço do pão francês: 
Preço = [100/ (100 – Soma de Percentuais)] x custo base 
Preço = [100/ (100 – 36,4)] x R$ 0,15 
Preço = [100/63,6] x R$ 0,15 
Preço = 1,572327044 x R$ 0,15 
Preço Orientativo por Unidade = R$ 0,2358 
 
Fonte: O roteiro desta unidade temática foi retirado do estudo dirigido do Produto 
Educacional (2020) Disponível em: 
http://educapes.capes.gov.br/handle/capes/584934 e contém adaptaçõesrealizada 
pela professora conteudista. 
 
Observação: Estes dados não podem ser utilizados para formar preço de venda de 
outras empresas do mesmo ramo, caso o aluno tenha interesse em realizar o 
mapeamento de custos de um produto deverá coletar as informações na empresa que 
pretende realizar os estudos, pois os custos e despesas podem ser diferentes das 
apresentadas neste roteiro. 
 
 
INSERIR ATIVIDADE DE PERCURSO 2 – QUESTIONÁRIO - CONTEÚDOS DA UNIDADE I, II e III) 
 
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Tempo estimado: Para concluir a atividade de Percurso 1 (atividade prática) serão 
necessários: 8 horas – aula (50 minutos) 
 
 
 
 
BAHIA, Roberta. O meu preço esta correto? Um guia para formação de preço para 
produto e serviço. E-book Kindle Amazon, 2020. 
 
BRUNI, Adriano Leal. A administração de custos, preços e lucros. 6.ed. São Paulo: 
Atlas, 2018. [Minha Biblioteca] 
 
SANTOS, Marineia Almeida dos, Contabilidade de Custos. Salvador: UFBA, Faculdade 
de Ciências Contábeis; Superintendência de Educação a Distância , 2018. Disponível 
em: 
https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/30859/1/eBook%20Contabilidade%20de%2
0Custos%20UFBA.pdf Acesso em 30 Mai. 2020. 
 
UNIDADE 3: MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO PONDERADA E 
PONTO DE EQUILÍBRIO DE MÚLTIPLOS PRODUTOS 
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https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/30859/1/eBook%20Contabilidade%20de%20Custos%20UFBA.pdf
https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/30859/1/eBook%20Contabilidade%20de%20Custos%20UFBA.pdf
https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/30859/1/eBook%20Contabilidade%20de%20Custos%20UFBA.pdf
 
 
 
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Olá! E aí como está sua rotina de estudos? Muitas dúvidas? Se sim, acesse o 
fórum de disciplina e encaminhe sua mensagem para o professor conteudista. Nesta 
unidade iremos estudos sobre a margem de contribuição dos produtos e o cálculo do 
ponto de equilíbrio de múltiplos produtos. Estes artefatos gerenciais são importantes 
pois muitas vezes calcular o preço de venda ideal com base nos custos pode ser 
possível, neste caso, o gestor e o empresário poderão utilizar o cálculo da margem de 
contribuição unitária para identificar os produtos que mais contribuem para cobrir os 
custos fixos e identificar o ponto de equilíbrio de múltiplos produtos. 
 
Ao final desta unidade, você será capaz de: 
 
• Calcular o ponto de equilíbrio contábil, financeiro e econômico de múltiplos 
produtos; 
• Calcular a margem de contribuição ponderada de uma unidade produzida; 
• Elaborar relatórios internos com informações sobre custos, volume, preço, 
margem de contribuição e ponto de equilíbrio. 
Tempo estimado: Para concluir os estudos desta unidade serão necessários: 10 horas 
– aula (50 minutos) 
 
 
Observação: inserir webaula 3 
Se na alocação dos custos e despesas fixas as unidades de produtos forem 
complexas, ou seja, não sendo possível mapear um critério menos arbitrário, deve-se 
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identificar os gastos variáveis por unidade produzidas e calcular a margem de 
contribuição unitária. 
A margem de contribuição unitária identifica quando cada unidade vendida 
contribui para cobrir os gastos fixos. 
 
Fórmulas do cálculo da Margem de Contribuição Unitária (MCU) = Preço de Venda 
Unitário – Gastos variáveis 
 
Fórmula de Cálculo da Margem de Contribuição em Percentual = Margem de 
Contribuição Unit / Preço de Venda Unitário x 100 
 
Quando a empresa comercializa produtos diversos ele pode calcular o ponto de 
equilíbrio com múltiplos produtos através da margem de contribuição ponderada. A 
margem de contribuição unitária ponderada permite obter o ponto de equilíbrio 
financeiro em unidades monetárias. Resultante das margens de contribuição decimais 
unitárias de cada produto multiplicadas pela participação nas vendas de cada produto 
na forma decimal (BRUNI, 2018, p.63-64). 
 
Exemplo de cálculo da margem de contribuição ponderada: Uma lanchonete deseja 
calcular o seu ponto de equilíbrio financeiro. Basicamente, a empresa comercializa 
refrigerantes (com margem de contribuição percentual igual a 30%) e sanduíches 
(com margem de contribuição igual a 50%). 
 
Os gastos fixos da empresa são iguais a $ 840,00 por mês e as vendas são distribuídas 
entre refrigerantes e sanduíches com percentuais respectivamente iguais a 40% e 60%. 
Vejamos informações mapeadas no quadro abaixo: 
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Produtos Margem de 
Contribuição em 
Percentual 
Participação 
nas Vendas 
Mensais por 
Produto 
Sanduíches 50% 60% 
Refrigerantes 30% 40% 
 
Para calcular a margem de contribuição ponderada sugere-se as seguintes instruções: 
 
Passo 1: Converter a margem de contribuição e participação nas vendas em forma 
decimal; 
Produtos Margem de 
Contribuição em 
Percentual 
Participação 
nas Vendas 
Mensais por 
Produto 
Sanduíches 0,50 0,60 
Refrigerantes 0,30 0,40 
 
 
Passo 2: Multiplicar a Margem de Contribuição pela participação nas vendas mensais 
de cada produto, ambas informações na forma decimal: 
Vejamos: Sanduíches = 0,50 x 0,60 = 0,30 
 Refrigerantes = 0,30 x 0,40 = 0,12 
 
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Passo 3: Agora é só somar as margens de contribuição dos produtos, e teremos a 
margem de contribuição ponderada. 
Vejamos: 0,12 + 0,30 = 0,42 
 
Passo 4: Agora é só calcular o ponto de equilíbrio. 
 
O Ponto de Equilíbrio representa o volume de vendas que determinada empresa 
precisa para cobrir todos os seus gastos. O ponto de equilíbrio pode ser contábil, 
financeiro ou econômico (BRUNI, 2018, p.59). Pode-se calcular o ponto de equilíbrio 
financeiro, contábil e econômico. Vejamos: 
 
Fórmulas: 
1. Ponto de Equilíbrio Financeiro (PEF) = Gastos Fixos - Depreciação / Margem de 
Cont. Ponderada 
2. Ponto de Equilíbrio Contábil (PEC) = Gastos Fixos / Margem de Cont. Ponderada 
3. Ponto de Equilíbrio Econômico (PEE) = 
Gastos Fixos + Remuneração do capital próprio / Margem de Cont. Ponderada 
 
Considerando que o exemplo apresentado contempla os gastos com depreciação 
vamos calcular o ponto de equilíbrio contábil: 
 
Resolução: PEC= R$ 840 (gastos fixos mensais) / 0,42 (margem de contribuição 
Ponderada) = R$ 2.000 
 
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Interpretação: Com uma receita aproximada de R$ 2.000 a empresa consegue cobrir 
todos os seus gastos fixos, ou seja, lucro (ZERO). 
 
 
Ficou com dúvida sobre algum conteúdo desta unidade acesse o endereço eletrônico 
https://contabilidadegerencialfernanda.blogspot.com/2021/09/espaco-para-duvidas-sobre-
os-conteudos.html e deixe sua dúvida. Assim que a professora visualizar ela irá responder. 
 
 
BAHIA, Roberta. O meu preço esta correto? Um guia para formação de preço para 
produto e serviço. E-book Kindle Amazon, 2020. 
 
BORNIA, Antonio Cezar. Análise gerencial de custos: Aplicação em empresas 
modernas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2010. 
 
BRUNI, Adriano Leal. A administração de custos, preços e lucros. 6.ed. São Paulo: 
Atlas, 2018. [Minha Biblioteca] 
 
LEONE, George S. Guerra; LEONE, Rodrigo José Gerra. Os 12 mandamentos dagestão 
de custos. Rio de Janeiro. Editora FGV, 2007. 
https://cursos.ead.ifro.edu.br/
https://contabilidadegerencialfernanda.blogspot.com/2021/09/espaco-para-duvidas-sobre-os-conteudos.html
https://contabilidadegerencialfernanda.blogspot.com/2021/09/espaco-para-duvidas-sobre-os-conteudos.html
 
 
 
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SANTOS, Marineia Almeida dos, Contabilidade de Custos. Salvador: UFBA, Faculdade 
de Ciências Contábeis; Superintendência de Educação a Distância , 2018. Disponível 
em: 
https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/30859/1/eBook%20Contabilidade%20de%2
0Custos%20UFBA.pdf Acesso em 30 Mai. 2020. 
 
UNIDADE 4: MÉTODO DE ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES 
CONTÁBEIS E CÁLCULO DOS INDICADORES DE LIQUIDEZ E 
ENDIVIDAMENTO 
 
Olá! Você sabe como é a estrutura do balanço patrimonial e da Demonstração 
de Resultado do Exercício? Conhece os métodos e relatórios da análise das 
demonstrações contábeis? Sabe calcular os índices de liquidez e endividamento? Se 
não, esta unidade vai levar você a um novo aprendizado cheio de desafios e novas 
descobertas sobre os conceitos introdutórios da contabilidade gerencial com enfoque 
inicial na análise das demonstrações contábeis como artefato para tomada de decisão 
dos usuários internos e cálculo dos indicadores de liquidez e endividamento. 
Ao final desta unidade, você será capaz de: 
• Identificar as contas e a estrutura do balanço patrimonial e da demonstração 
de resultado do exercício; 
• Calcular os índices de liquidez, endividamento. 
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Tempo estimado: Para concluir os estudos desta unidade serão necessários: 10 horas 
– aula (50 minutos) 
 
INSERIR WEBAULA 4.1 Análise das Demonstrações Contábeis (Método, Relatório e 
estrutura das demonstrações contábeis) 
 
O método de análise das demonstrações contábeis demonstra o passo a passo a ser 
seguido capaz de otimizar tempo de forma que as análises procedidas alcancem bons 
resultados e tomada de decisão assertivas e tempestivas (MARTINS, MIRANDA, DINIZ, 2019, 
p.68). O método de análise é realizado em três etapas: Observação, exame e interpretação. 
Na etapa da observação deve identificar: 
• Se as demonstrações contábeis são confiáveis? 
• Acompanha as demonstrações contábeis o parecer de auditores independentes? 
• Você conhece muito bem o contador e os gestores? 
Caso as demonstrações contábeis não estejam acompanhadas de parecer de auditores 
independente e se você não conhece o contador e os gestores e os processos, métodos de 
geração de informações contábeis, para identificar o grau de confiabilidade é um risco 
avançar com a análise. Identifique quais as contas e grupos de contas que mais se destacam 
nas demonstrações contábeis. 
A etapa do exame será feita uma padronização capaz de facilitar todo o processo de 
análise e irá realizar o cálculo dos indicadores disponíveis. Dentre os métodos de realização 
da análise Gopal (2009 apud MARTINS, MIRANDA, DINIZ, 2019) temos: Análise Horizontal; 
Análise Vertical; Análise Horizontal conjugada com a vertical, Indicadores. 
Já a interpretação é a fase que destina a tirar conclusões sobre os resultados 
encontrados. Segue abaixo possibilidades de interpretação dos resultados encontrados: Um 
único índice; grupos de índices; comparação histórica e sazonalidade; comparação de índices 
entre e dentro da empresa; comparação com outras empresas; comparação com a própria 
empresa. 
Finalizada a interpretação deverá ser construído o relatório da análise (modelo 
disponível no capítulo 11 do Livro Análise didática das demonstrações contábeis de Martins, 
Miranda e Diniz, 2019 disponível na Minha Biblioteca) com a posição financeira, econômica e 
operacional da empresa, com vista a avaliar seu desempenho passado, presente e futuro. 
Para realizar um relatório mais completo e detalhado sugere-se acessar as “1000 maiores 
empresas do Valor Econômico; 500 maiores empresas publicadas pela revista Exame ou 
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a análise financeira realizada pelo Instituto Assaf das S.A” (MARTINS, MIRANDA, DINIZ, 2019, 
p.216) para maiores possibilidades de interpretação dos resultados. 
 
Para realizar a análise das demonstrações contábeis devem conhecer no mínimo a 
estrutura e a composição das contas contábeis do Balanço Patrimonial e Demonstração de 
Resultado do Exercício. 
 
1.Estrutura do Balanço Patrimonial(BP) 
 
 
Fonte: (OYADOMARI,TIOMATSU, 2018, p.4) 
 
1.1.1 Estrutura do Balanço Patrimonial com agrupamento das contas contábeis por grupo 
de subgrupo. 
O balanço patrimonial é formado pelo agrupamento dos saldos dos grupos do ativo 
(bens, direitos e obrigações) e passivo (capital de terceiros) e patrimônio líquido (capital 
próprio). 
 
Balanço Patrimonial (bens,
direitos e Obrigações)
Posição Patrimonial e Financeira
Onde se investe?
Como se financia?
Capacidade de pagar Passivos
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No subgrupo ativo circulante são classificados os itens de maior liquidez, ou seja, 
aqueles realizáveis (por venda, recebimento ou consumo) no curto prazo, isto é, menos de 
um ano, até 12 meses (MARTINS, MIRANDA, DINIZ, 2019, p. 22). No subgrupo ativo não 
circulante São classificados os itens do ativo de menor liquidez, os quais serão realizáveis 
(ao transformarem-se em dinheiro) no longo prazo (ibidem) 
 
No subgrupo passivo circulante são classificadas todas as obrigações cuja liquidação deve 
ser feita no prazo de um ano, exigíveis até 12 meses após o encerramento do exercício 
financeiro. (MARTINS, MIRANDA, DINIZ, 2019). Já no subgrupo ativo não circulante São 
classificadas todas as obrigações cuja liquidação deve ser feita no prazo superior a um ano, 
exigíveis após 12 meses do encerramento do exercício financeiro (Idibem). 
 
No subgrupo patrimônio líquido registra o valor residual dos ativos da entidade depois de 
deduzidos todos os seus passivos. O Patrimônio Líquido representa o total de recursos 
próprios da entidade pertencentes a seus sócios e acionistas(MARTINS, MIRANDA, DINIZ, 
2019, p. 25). 
 
O balanço patrimonial pode ser visualizado por três perspectivas. Vejamos: 
 
Ativo 
• Ativo Circulante
• Disponível
• Contas a Receber
• Estoques 
• Ativos Especiais e Despesas 
Antecipadas
• Ativo não Circulante
• Realizável a Longo Prazo
• Investimento
• Imobilizado,
• Intangível
Passivo e Patrimônio Líquido
• Passivo Circulante
• Fornecedores
• Obrigações Fiscais
• Passivo Não Circulante 
• Patrimônio Líquido
• Capital Social
• Reservas de Capital
• Ajustes de Avaliação 
Patrimonial
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Fonte: OYADOMARI,TIOMATSU, 2018, p. 5 
 
 
2. Estrutura da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) 
 
 
 
Demonstração de Resultado do Exercício 
(Receitas, despesas, lucro)
Eficiência/Desempenho Econômico
Dá lucro ou prejuízo?
Quanto é o faturamento?
Operacional ou financeiro?
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Nas publicações da Demonstração de Resultado do Exercício (DRE) deve-se começar a 
Demonstração com a Receita Líquida, a receita bruta fica evidenciada apenas em nota 
explicativa. 
Par a apuração da Receita Líquida são deduzidos da receita bruta os seguintes itens: 
• Vendas canceladas e devoluções de mercadorias realizadas no período, 
• Abatimentos realizados geralmente por defeitos de mercadorias ou pagamentos 
antecipados; 
• Impostos Incidentes sobre Vendas (ICMS, IPI, ISS, PIS, COFINS etc (MARTINS, 
MIRANDA, DINIZ, 2019, p. 33). 
Das receitas líquidas são deduzidos os CMV (Custos das Mercadorias Vendidas), ou CPV 
(custos dos produtos vendidos), ou CSP (custos dos serviços prestados para se chegar ao 
Resultado Bruto (MARTINS, MIRANDA, DINIZ, 2019, p.33). 
 
Fórmula: Resultado Bruto ou Lucro Bruto = Receitas Líquidas – Custos dos Produtos 
Vendidos ou serviços prestados 
 
Receita Líquida
•( - ) Custos dos Produtos Vendidos ou Serviços Prestados
= Resultado Bruto
• ( - ) Despesas Operacionais
• ( - ) Despesas com Vendas
• ( - ) Despesas Administrativas
•( +) Receitas Financeiras
• ( - ) Despesas Financeiras
• ( - ) Outras Receitas e Despesas Operacionais
= Resultado Operacional
•( - ) Provisão para IR e Contribuição Social
= Resultado Líquido antes das participações e contribuições
•( - ) Participações
•( - ) Contribuições
= Lucro Líquido do Exercício
•( + ) Juros sobre o Capital Próprio
= Lucro Líquido por Ação 
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As Despesas operacionais compreendem os gastos para manutenção das atividades 
relativas à operação (negócio) do empreendimento. As despesas operacionais subdivide-se 
em: 
• Despesas com vendas: envolvem todos os gastos relativos à promoção, distribuição e 
venda dos produtos ou serviços da entidade; 
• Despesas administrativas: são gastos da entidade para manter a gestão do 
empreendimento, incluem: salários dos funcionários da administração materiais de 
escritório etc. 
• Receitas Financeiras: entradas de recursos oriundos de atividades operacionais da 
empresa, 
• Despesas Financeiras: são remunerações pagas pelo uso de capital de terceiros; 
• Outras receitas e despesas operacionais: despesas operacionais não enquadradas nos 
grupos anteriores (ibidem). 
 
Para se chegar no lucro operacional basta deduzir do Lucro Bruto as despesas 
Operacionais (ibidem). 
 
Cálculo do Lucro Operacional ou Resultado Operacional = Lucro Bruto – Despesas 
Operacionais 
 
Para se chegar no l Resultado Líquido antes das Participações e Contribuições basta 
deduzir do Lucro operacional a provisão para IR- Imposto de Renda e Contribuição 
Social(ibidem). 
 
Cálculo do Resultado Líquido antes das Participações e Contribuições = Lucro 
Operacional – Provisão para IR e Contribuição Social. 
 
As participações e Contribuições compreendem as deduções relativas às diversas 
participações e contribuições previstas nos estatutos: debêntures, participações de 
empregados, administradores e partes beneficiárias, contribuições para instituições ou 
fundos de assistência ou previdência de empregados etc(ibidem). 
 
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INSERIR WEBAULA 4.2 Indicadores de Liquidez e endividamento 
 
 
 
4.2 Os índices de Liquidez apresentam a situação financeira de uma empresa frente aos 
compromissos financeiros assumidos, demonstrar a capacidade para quitar as minhas 
dívidas, obrigações, sinaliza a condição de sua própria continuidade (MARTINS, MIRANDA, 
DINIZ, 2019, p.106). Na análise dos índices de liquidez vale lembrar que quanto maior 
melhor. 
Para realizar o cálculo dos índices de liquidez devemos coletar os saldos dos 
subgrupos e das seguintes contas contábeis do balanço patrimonial: ativo circulante, 
passivo circulante, estoques, despesas antecipadas, caixa e equivalentes de caixa, 
aplicações financeiras, realizável a longo prazo e passivo circulante. 
 
Os índices que compõem a análise da liquidez são: 
 
4.2.1 Liquidez Corrente: Indica a relação entre os ativos com realização a curto prazo com os 
passivos que serão exigíveis a curto prazo. O mesmo indica a capacidade de pagamento a 
serem exigidos no curto prazo. 
 
Fórmula = Ativo Circulante / Passivo Circulante 
 
4.2.2 Liquidez Seca: Indica a relação entre os ativos com realização a curto prazo, reduzidos 
os estoques, com os passivos que serão exigíveis a curto prazo. 
 
Fórmula: Ativo Circulante – Estoques – Despesas pagas antecipadamente/Passivo 
Circulante 
 
4.2.3 Liquidez Geral: Indica a relação entre os ativos com realização a curto prazo e 
longo prazo com os passivos que serão exigíveis a curto prazo e longo prazo. O mesmo 
indica a capacidade de pagamento a serem exigidos no curto prazo e longo prazo. 
 
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Fórmula: Ativo Circulante + R. L.P (Circulante + Não Circulante) 
 
R. L. P: Realizável a longo prazo 
 
4.2.4 Liquidez Imediata: Indica a relação entre as disponibilidades com os passivos que 
serão exigíveis a curto prazo. O mesmo indica a capacidade de pagamento 
considerando apenas os ativos de conversão imediata a numerários. 
 
Fórmula: Disponibilidades / Passivo Circulante 
 
4.2.5 Exemplo de cálculo dos indicadores de liquidez e endividamento 
 Para acompanhar a resolução do exemplo prático dos cálculos de índices de 
liquidez e endividamento sugiro participar da aula síncrona 3 e 4, devidamente 
agendadas no AVA- Ambiente Virtual de Aprendizagem. 
 
Os dados do exemplo prático foram coletados nas demonstrações contábeis da 
Empresa Arezzo S.A do exercício de 2016 disponíveis no seguinte endereço eletrônico: 
https://drive.google.com/file/d/1BYOMiic1WNRdH5tNqv--XI--
CJ0tSb9U/view?usp=sharing 
 
Segue abaixo etapas para coleta de dados, cálculos e interpretação das informações 
coletadas: 
 
Passo 1: Coletar as seguintes informações do Balanço Patrimonial: 
 Ano 2016 
1 Ativo Circulante 706.229 
2 Passivo Circulante 201.830 
3 Estoques 110.478 
 
4 Despesas Antecipadas 0 
5 Caixa e equivalentes de caixa 5.020 
 
6 Aplicações Financeiras 237.824 
7 Realizável a longo prazo 41.001 
8 Passivo não circulante 35.619 
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https://drive.google.com/file/d/1BYOMiic1WNRdH5tNqv--XI--CJ0tSb9U/view?usp=sharing
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Passo 2: Realizar os cálculos utilizando os saldos contábeis coletados no passo 1, 
 
Passo 3: Realizar a interpretação de cada indicador. 
 
Agora vamos aos cálculos: 
1. Liquidez Corrente: Ativo circulante / Passivo Circulante 
Resolução: (706229/201830) = 3,50 
Interpretação: Para cada 1 real de dívida no curto prazo a empresa tem R$ 3,50 para 
quitá-las, 
 
2. Liquidez Seca = Ativo Circulante – Estoques – Despesas antecipadas / Passivo 
circulante 
Resolução: (706229 - 110478 / 201830) = R$ 2,95 
Interpretação: Para cada 1 real de dívida eu tenho R$ 2,95 para quitá-las; 
 
3. Liquidez Geral = AC + Realizável a longo prazo / Passivo circulante + Passivo não 
circulante 
Resolução: (706229 + 41001) / (201830+ 35619) = 747230/ 237449 = 3,15 
Interpretação: Para cada 1 real de dívida de curto e longo prazo a empresa tem R$ 
3,15 para quitá-las; segundo Matarazzo (2010 apud MARTINS, MIRANDA, DINIZ, 2019, 
p. 109) esteíndice é importante para análise de liquidez da entidade a longo prazo; 
 
4. Liquidez Imediata = Caixa+ Bancos + aplicação financeira / Passivo Circulante 
Resolução: 5.020 + 237824 / 201830 = 242844/201830 = 1,20 
Interpretação: para cada 1 real de dívida no curto prazo a empresa tem 1,20 de 
recursos que poderiam ser pagas imediatamente. 
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4.3 Os Índices de Estrutura Patrimonial e endividamento visam evidenciar a 
dependência da entidade em relação aos recursos de terceiros, ou seja, os percentuais 
de endividamento. Quanto menos dívidas a curto prazo, melhor. 
 
Para realizar o cálculo dos índices de endividamento devemos coletar os saldos dos 
subgrupos e das seguintes contas contábeis do balanço patrimonial: passivo circulante, 
passivo não circulante, ativo não circulante, realizável a longo prazo, patrimônio líquido. 
Antes de calcular os indicadores deve-se encontrar o valor do capital de terceiros que é a 
soma do passivo circulante com o passivo não circulante. 
 
Os índices que compõem a análise do endividamento são: 
 
4.3.1 Participação de capital de terceiros: Mostra quanto à empresa tem de dívidas com 
terceiros (passivo circulante + passivo não circulante) para cada real de recursos próprios. 
Não se pode dizer que um índice de endividamento seja bom ou ruim. Sendo necessário 
analisar a qualidade da dívida (prazo de vencimento, taxa de juros, risco de moeda), pois 
uma dívida de longo prazo e de juros baixos é interessante. 
 
Fórmula: Capital de terceiros / Patrimônio Líquido x 100 
 
 
4.3.2 Composição do endividamento: Este índice permite conhecer os prazos de 
vencimentos de suas dívidas, revela quando de dívida total (passivo circulante + 
passivo não circulante) com terceiros é exigível no curto prazo (passivo circulante) 
Fórmula: Passivo circulante / Capital de Terceiros x 100 
 
 
4.3.3 Imobilização do Patrimônio Líquido: Este índice apresenta a parcela do capital 
próprio que está investida em ativos de baixa liquidez. Quanto mais recursos próprios 
estiverem investidos em ativos de baixa liquidez, menos sobrará para investir em 
ativos circulantes. O ideal é que a empresa financie o Ativo Circulante com recursos 
próprios para diminuir a dependência de terceiros. 
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Fórmula: (Ativo não circulante – Ativo Realizável a longo prazo) / Patrimônio Líquido 
x 100 
 
4.3.4 Imobilização de Recursos não correntes: Este índice mostra o percentual de 
recursos de longo prazo aplicados nos grupos de ativos de menor liquidez (imobilizado, 
investimentos e intangível). Índices de imobilização de recursos não-correntes 
superiores a 1,0, significam que a entidade está imobilizando recursos de curso prazo 
(passivo circulante) é que é sinal de desequilíbrio financeiro. 
Fórmula: Ativo não circulante – Ativo Realizável a longo prazo / Patrimônio Líquido 
+ Passivo não circulante x 100 
 
* PL: Patrimônio Líquido 
 
4.3.5 Exemplos de cálculo dos indicadores de Estrutura Patrimonial e endividamento 
 
Para acompanhar a resolução do exemplo prático dos cálculos de índices de liquidez e 
endividamento sugiro participar da aula síncrona 3 e 4, devidamente agendadas no 
AVA- Ambiente Virtual de Aprendizagem. 
 
Os dados do exemplo prático foram coletados nas demonstrações contábeis da 
Empresa Arezzo S.A do exercício de 2016 disponíveis no seguinte endereço eletrônico: 
https://drive.google.com/file/d/1BYOMiic1WNRdH5tNqv--XI--
CJ0tSb9U/view?usp=sharing 
 
 
Passo 1: Coletar as seguintes informações do Balanço Patrimonial: 
 Exercício 2016 
1 Saldo do Passivo Circulante 201.830 
2 Saldo do Passivo não Circulante 35.619 
3 Capital de Terceiros (somar: 
subgrupo Passivo Circulante + 
Passivo Não Circulante) 
237.449 
 
4 Saldo do Ativo não Circulante 200.919 
5 Saldo do Realizável a Longo Prazo 41.001 
 
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6 Saldo do Patrimônio Líquido 669.699 
 
Passo 2: Realizar os cálculos utilizando os saldos contábeis coletados no passo 1 nas 
fórmulas apresentadas na unidade; 
 
Passo 3: Realizar a interpretação do indicador. 
 
Agora vamos aos cálculos: 
 
1.Participação de capital de terceiros: Capital de terceiros / Patrimônio Líquido x 100 
 
Resolução: 237449/ 669699 x 100 = 35,45% 
 
Interpretação: Este indicador demonstra que o montante de dívidas (curto prazo e 
longo) representa 35% do total do patrimônio líquido. Um bom parâmetro para se 
avaliar os índices de endividamento é a média do setor no qual a empresa está 
inserida (MARTINS, MIRANDA, DINIZ, 2019, p.120). 
 
2.Composição do endividamento: Passivo circulante/Capital de terceiros x 100 
 
Resolução: 201830/237449 x 100 = 84,99% 
 
Interpretação: Este índice revela que 84,99% da dívida da empresa são dívidas no 
curto prazo. Segundo Martins, Miranda, Diniz (2019, p. 120) uma empresa que tenha 
grande parte de suas dívidas vencíveis no curto prazo, se surpreendida por uma crise, 
terá que tomar providências desfavoráveis do ponto de vista econômico para 
conseguir cumprir suas obrigações de curto prazo. 
 
3. Imobilização do Patrimônio Líquido: Ativo não circulante – Realizável a longo prazo 
/ Patrimônio Líquido x 100 
 
Resolução: (200919 – 41.001) / 669699 x 100 = 159918/669699 x 100 = 23,87% 
 
Interpretação: Este índice revela que 23,87% dos recursos próprios (patrimônio 
líquido) foram investidos em ativos de baixa liquidez. Para investir em ativos 
circulantes como estoques, bancos, aplicações financeiras no exercício financeiro de 
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2016 era de 76,12%, ou seja, R$ 509.774,88. Segundo Martins, Miranda, Diniz (2019, p. 
121) a situação da empresa neste indicador é ideal, pois diminui a dependência de 
terceiros e consequentemente, o risco. 
 
4. Imobilização de Recursos não correntes: Ativo não circulante – Ativo Realizável a 
longo prazo / PL + Passivo não circulante x 100 
 
Resolução: (200919 – 41001) / (669699 + 35619) x 100 = 159918 / 705318 x 100 = 
22,67% 
 
Interpretação: Este índice revela que 22,67% o percentual de recursos de longo prazo 
aplicados em ativos de menor liquidez. Segundo Martins, Miranda, Diniz (2019, p. 121) 
a situação da empresa neste indicador é ideal, o que demonstra equilíbrio financeiro, 
ou seja, a empresa não está usando recursos do curto prazo para aquisição de 
componentes do grupo investimentos, imobilizado e intangível. 
 
 
Saiba mais: Assista o vídeo sobre como calcular os índices de liquidez disponível no 
seguinte endereço eletrônico: https://youtu.be/TdGGYYm5SBo. 
 
 
 
COLARES, A. C. V.; FERREIRA, C. O.; Aplicação de Artefatos gerenciais de contabilidade nas 
empresas mineiras prestadoras de serviços sob a ótica das variáveis de setor e porte. 
REVISTA MINEIRA DE CONTABILIDADE, ISSN 1806-5988. Disponível em: 
https://revista.crcmg/rmc/article/view/296. Acesso em: 04 Out. 2021. 
 
https://cursos.ead.ifro.edu.br/
https://youtu.be/TdGGYYm5SBo
https://revista.crcmg/rmc/article/view/296
 
 
 
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FREZATTI, F.; et all. Controle gerencial: Uma Abordagem da Contabilidade Gerencial no 
Contexto Econômico, Comportamentale Sociológico São Paulo: Atlas, 2009 [Minha 
Biblioteca]. Acesso em: 30 set. 2021 
 
IUDICIBUS, S. Contabilidade gerencial: da teoria a prática - 7ª ed. ed.- São Paulo: Atlas, 2020 
[Minha Biblioteca]. Acesso em: 30 set. 2021. 
 
MARTINS, E.; MIRANDA, G. J.; DINIZ, J. A. Análise didática das demonstrações contábeis. 2 
ed.- São Paulo: Atlas, 2019 [Minha Biblioteca]. 
 
OYADOMARI A.L.,TIOMATSU, J. C.. Contabilidade Gerencial - Ferramentas para Melhoria de 
Desempenho Empresarial.Grupo GEN, 2018. 9788597018226. Disponível em: [Minha 
Biblioteca] Acesso em: 30 set. 2021. 
 
 
 
UNIDADE 05: ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO E 
INDICADORES DE RENTABILIDADE 
 
Olá! Você sabe como calcular e analisar os índices de capital de giro e 
rentabilidade de uma empresa? Se não, esta unidade vai levar você a um novo 
aprendizado cheio de desafios e novas descobertas sobre o cálculo dos indicadores de 
administração do capital de giro e de rentabilidade das demonstrações contábeis para 
tomada de decisão dos usuários internos. 
 
Ao final desta unidade, você será capaz de: 
 
• Calcular os índices de administração de capital de giro e rentabilidade das 
demonstrações contábeis; 
• Analisar quanto uma empresa gera de renda e para quem vai esta renda, 
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Tempo estimado: Para concluir os estudos desta unidade serão necessários: 10 horas 
– aula (50 minutos) 
 
 INSERIR WEBAULA 5.1 Indicadores de administração do Capital 
de Giro 
Através dos indicadores de administração de capital de giro identificamos se a 
situação financeira está equilibrada. Buscamos identificar se as ações dos gestores 
promovem a quitação dos compromissos assumidos, com o menor impacto possível na 
rentabilidade da empresa. 
Para realizar o cálculo dos índices de liquidez devemos coletar os saldos dos 
subgrupos e contas contábeis do balanço patrimonial: 
 
Para calcular o capital circulante líquido devemos identificar o montante do Ativo Circulante 
e Passivo Circulante; 
 
Para calcular a necessidade de capital de giro devemos coletar as seguintes 
informações do balanço patrimonial: 
 
a) Para encontrar o montante do ativo circulante operacional devemos somar os 
valores das seguintes contas ou subgrupos de contas contábeis: Clientes, contas a 
receber ou duplicatas a receber, estoques, impostos a recuperar e outros ativos. Desse 
modo, encontraremos o valor do ativo circulante operacional. 
 
b) Para encontrar o montante do passivo circulante operacional devemos somar os 
valores das seguintes contas ou subgrupos contábeis: fornecedores, obrigações 
trabalhistas, obrigações tributárias, arrendamentos a pagar, obrigações com 
administradoras de cartões, obrigações estatutárias, provisões e outras obrigações. 
Desse modo, encontraremos o valor do passivo circulante operacional. 
 
Para calcular o saldo de tesouraria devemos coletar as seguintes informações do 
balanço Patrimonial: 
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a) Para encontrar o montante do ativo circulante financeiro devemos somar os 
valores das seguintes contas ou subgrupos de contas contábeis: caixa e equivalentes 
de caixa, aplicações financeiras e instrumentos financeiros derivativos. Desse modo, 
encontraremos o valor do ativo circulante financeiro. 
 
b) Para encontrar o montante do passivo circulante financeiro devemos somar os 
valores das seguintes contas ou subgrupos de contas contábeis: empréstimos, 
financiamentos e instrumentos financeiros derivativos. Desse modo, encontraremos o 
valor do passivo circulante financeiro. 
 
Os índices que compõem a análise da administração do capital de giro são: 
 
5.1.1. Capital circulante líquido: representa a diferença entre o ativo circulante e o 
passivo circulante. Quando positivo, o CCL significa que a empresa possui mais 
aplicações que fontes de financiamento no curto prazo. 
 
Fórmula: Ativo Circulante – Passivo Circulante 
 
5.1.2. Necessidade de capital de giro: É a quantidade de recursos financeiros que a 
empresa necessitar para manter suas operações em funcionamento. Se for negativo, a 
empresa precisa utilizar recursos de fonte financeira para custear suas atividades. 
 
Fórmula: Ativo Circulante Operacional – Passivo Circulante Operacional 
 
As principais contas componentes dos grupos do ativo operacional e financeiro do 
circulante são as seguintes: 
 
Ativo Circulante Operacional: clientes, diminuídos da provisão para devedores 
duvidosos, adiantamentos a fornecedores, estoques, impostos a recuperar (IPI, ICMS), 
despesas antecipadas. 
 
Ativo Circulante Financeiro: disponibilidades, aplicações financeiras, créditos de 
empresas coligadas ou controladas, imóveis para venda, equipamentos desativados 
disponibilizados para negociação (ativo não circulantes disponíveis para venda). 
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Passivo Circulante Operacional: fornecedores, impostos (PIS/Cofins, ICMS, IPI, IR, 
CSSL), adiantamentos de clientes, salários e encargos sociais, participações de 
empregados, despesas operacionais a pagar, etc. 
 
Passivo Circulante Financeiro: empréstimos e financiamentos de curto prazo, 
duplicatas descontadas, dívidas com coligadas e controladas, etc. 
 
5.1.3. Saldo de Tesouraria: Este indicador demonstra se a empresa terá 
disponibilidade de recursos para garantir a liquidez no curtíssimo prazo. Se o valor for 
positivo, indica que a empresa terá disponibilidade de recursos para garantir quitar as 
suas dívidas em curtíssimo prazo. 
Fórmula: Ativo Circulante Financeiro – Passivo Circulante Financeiro 
 
Analisando o Capital Circulante Líquido (CCL), necessidades de capital de giro 
(NCG), Saldo de Tesouraria (ST): A análise conjunta desses três índices, poderá 
proporcionar importantes evidências sobre a liquidez de um empreendimento no 
curto prazo conforme Braga (1991 apud MARTINS, MIRANDAE DINIZ, 2019, p. xx) 
vejamos: 
Tipo/Item CCL NCG ST Situação 
I + _ + Excelente 
II + + + Sólida 
III + + - Insatisfatória 
IV - + - Péssima 
V - - - Muito Ruim 
VI - - + Alto Risco 
 
 
Análise dos tipos de Empresa sobre a administração do capital de giro: Para 
identificar o tipo de empresa deve-se marcar na tabela acima se o índice encontrado 
foi positivo ou negativo. Vejamos abaixo interpretação conjunta dos resultados, 
conforme tipo de empresa. 
 
Empresa Tipo I: A análise da composição desses itens mostra que ela possui fontes de 
financiamento operacionais que cobrem todos os ativos operacionais e ainda sobram 
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recursos, ou seja, talvez tenha prazos junto a fornecedores que cubram a rotação dos 
estoques e os recebimentos de clientes com folga. Este tipo de configuração pode ser 
encontrado entre empresas do setor comercial varejista. 
 
Empresa Tipo II- São empresas sólidas, sendo esse tipo de empreendimento 
representa a posição mais comum no mercado. A empresa apresenta necessidade de 
capital de giro positiva, ou seja, os seus passivos operacionais são insuficientes para 
financiarem suas aplicações operacionais de curto prazo. 
 
Empresa Tipo III- Neste tipo de empresa, ele precisa de capital de giro, pois os passivos 
operacionais são insuficientes para financiar os ativos circulantes operacionais. Além 
disso, os passivos circulantes financeiros são superiores aos ativos circulantes 
financeiros. Se ocorrer uma recessão, os itens do ativo circulante operacional poderão 
ter dificuldades de realização, ao passo queo passivo financeiro poderá se elevar em 
virtude das taxas aulas de juros. 
 
Empresa Tipo IV – A situação da empresa é complicada, péssima. Sendo que ela não 
consegue financiar com seus passivos operacionais a sua operação. O saldo de 
tesouraria é negativo, pois a empresa está financiando sua necessidade de capital de 
giro com empréstimos em curto prazo. 
 
Empresa Tipo V- A empresa possui CCL negativo, revelando insuficiência de recursos 
circulantes para fazer frente às necessidades de curto prazo, classificação da empresa 
como esse formato como muito ruim. 
 
Empresa Tipo VI – Empresa de alto risco, pelo uso de fontes de curto prazo aplicados 
em ativos não circulantes. Apresenta segurança em termos financeiros se seu CCL for 
maior que a necessidade de capital de giro, pois, nesta situação, as fontes de longo 
prazo (passivo não circulante) financiam as atividades operacionais e seu saldo em 
tesouraria é positivo. 
 
5.1.4 Exemplos de cálculos da administração de capital de giro 
 
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Para acompanhar a resolução do exemplo prático dos cálculos de índices de 
administração de capital de giro sugiro participar da aula síncrona 3 e 4, devidamente 
agendadas no AVA- Ambiente Virtual de Aprendizagem. 
 
Os dados do exemplo prático foram coletados nas demonstrações contábeis da 
Empresa Arezzo S.A do exercício de 2016 disponíveis no seguinte endereço eletrônico: 
https://drive.google.com/file/d/1BYOMiic1WNRdH5tNqv--XI--
CJ0tSb9U/view?usp=sharing 
 
1. Capital Circulante Líquido 
Fórmula: Ativo Circulante – Passivo Circulante 
Para cálculo do Capital Circulante Liquido você deverá coletar as seguintes 
informações no balanço patrimonial: 
 Exercício 2016 
1 Ativo Circulante 706.229 
2 Passivo Circulante 201.830 
 
Resolução: 706.229 - 201.830 = R$ 504.399 
 
Interpretação: Este índice revela que a empresa possui mais aplicações que fontes de 
financiamento, ou seja, o passivo circulante financia parte do ativo circulante, o 
restante é financiado por passivos de longo prazo ou de patrimônio líquido. 
 
2. Necessidade de capital de giro: Ativo Circulante Operacional – Passivo Circulante 
Operacional 
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https://drive.google.com/file/d/1BYOMiic1WNRdH5tNqv--XI--CJ0tSb9U/view?usp=sharing
https://drive.google.com/file/d/1BYOMiic1WNRdH5tNqv--XI--CJ0tSb9U/view?usp=sharing
 
 
 
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Passo 1: Identificar as contas que compõem o ativo circulante operacional e passivo 
circulante operacional 
 
Contas do Ativo Circulante Operacional Valores no Balanço Consolidado 2016 
Arezzo 
Clientes 315.304 
(-) Provisão para devedores duvidosos 0 
Adiantamentos a fornecedores 0 
Estoques 110.478 
Impostos a recuperar 22.562 
Despesas antecipadas 0 
Total R$ 448344 
 
Contas do Passivo Circulante 
Operacional 
Valores no Balanço Consolidado 2016 
Arezzo 
Fornecedores 66.445 
Impostos a recolher/a pagar/Obrigações 
tributárias 
22.861 
Adiantamentos de clientes 0 
Salários e encargos sociais a pagar 23.639 
Participações de empregados a pagar 
Despesas operacionais a pagar 
Total R$ 112945 
 
Resolução: R$ 448344 - R$ 112945 = R$ 335399 
 
Interpretação: Este índice revela que R$ 335399 devem ser financiados com 
passivos financeiros de curto prazo ou não circulantes. 
 
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3. Saldo de Tesouraria = Ativo Circulante Financeiro – Passivo Circulante Financeiro 
Passo 1: Identificar as contas que compõem o ativo circulante operacional e passivo 
circulante operacional 
Contas do Ativo Circulante Financeiro Valores no Balanço Consolidado 2016 
Arezzo 
Disponibilidades 5.020 
Aplicações financeiras 237.824 
Créditos de empresas coligadas ou 
controladas 
0 
Imóveis para venda, 0 
Equipamentos desativados 
disponibilizados para negociação (ativo 
não circulantes disponíveis para venda). 
 
0 
Total R$ 242844 
 
Contas do Passivo Circulante Financeiro Valores no Balanço Consolidado 2016 
Arezzo 
Empréstimos e financiamentos de curto 
prazo, 
78.970 
Duplicatas descontadas, 0 
Dívidas com coligadas e controladas, 0 
Total R$ 78970 
 
Resolução: R$ 242844 - R$ 78970 = R$ 163874 
 
Interpretação: O saldo de tesouraria demonstra que a empresa terá 
disponibilidade de recursos para garantir a liquidez no curtíssimo prazo. 
 
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Agora vamos realizar a análise conjunta do Capital Circulante Líquido (CCL), 
necessidades de capital de giro (NCG), Saldo de Tesouraria (ST) desenvolvida por Braga 
(1991). 
 A análise conjunta desses três índices, poderá proporcionar importantes evidências 
sobre a liquidez de um empreendimento no curto prazo. Vejamos: 
 
Tipo/Item CCL+ NCG+ ST + Situação 
I + _ + Excelente 
II + + + Sólida 
III + + - Insatisfatória 
IV - + - Péssima 
V - - - Muito Ruim 
VI - - + Alto Risco 
 
 
Análise dos tipos de Empresa sobre a administração do capital de giro demonstra 
que a empresa se classifica como Empresa Tipo II- São empresas sólidas, sendo esse 
tipo de empreendimento representa a posição mais comum no mercado. A empresa 
apresenta necessidade de capital de giro positiva, ou seja, os seus passivos 
operacionais são insuficientes para financiarem suas aplicações operacionais de curto 
prazo. 
 
 
 
INSERIR WEBAULA 5.2 Indicadores de rentabilidade 
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Os Índices de rentabilidade revelam a análise do aspecto econômico, a rentabilidade é 
a alma do negócio. Sem rentabilidade a continuidade da empresa estará 
comprometida. Devemos comparar o desempenho da entidade com empresas que 
atuam no mesmo segmento. 
 
Antes de iniciar a análise devemos levantar os valores do investimento da empresa e o 
patrimônio inicial. O valor do Investimento é encontrado da seguinte forma: 
 
[Ativo (inicial) – Passivo Operacional (inicial)] + [ativo (final)– Passivo Operacional 
(final)] /2 
 
Onde ativo inicial é o valor do ativo total do ano anterior, e o ativo final é o valor do 
ativo total do ano que estamos realizando a cálculo dos índices. Exemplo: Se estamos 
realizando o cálculo dos índices do Ano de 2016, então o valor do ativo inicial será do 
ano de 2015, e o valor do ativo inicial será do ano de 2016. O valor total do passivo 
operacional inicial será do ano de 2015, e o valor do passivo operacional final será do 
ano de 2016. 
 
Já o valor do patrimônio inicial é o valor deste grupo referente ao ano anterior. 
Exemplo: se estamos realizando o cálculo dos índices do ano de 2016, então o valor do 
patrimônio inicial será do ano de 2015. 
 
Para realizar o cálculo dos índices de rentabilidade devemos coletar os seguintes saldos dos 
subgrupos e contas contábeis do balanço patrimonial: ativo total inicial (saldo do BP do ano 
anterior), passivo circulante operacional inicial (saldo do BP do ano anterior), ativo total final 
(saldo do BP do ano analisado), passivo circulante operacional final (saldo do BP do ano 
analisado), patrimônio líquido inicial (saldo do BP do ano anterior). Já da Demonstração de 
Resultado do Exercício devemos coletar os seguintes saldos dos subgrupos e contas 
contábeis: lucro bruto (ou resultado operacional bruto), receitas líquidas (ou receitas 
operacionais líquidas), lucro operacional líquido. 
 
Os índices que compõem a análiseda rentabilidade são: 
 
5.2.1 Margem bruta: Indica o percentual das vendas disponível para custear as 
despesas operacionais. 
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Fórmula: Lucro Bruto x 100 
 Receitas Líquidas 
 
5.2.2 Margem líquida: Indica o percentual das vendas convertido em lucro, é um 
importante sinalizador de rentabilidade da empresa. 
 
 Fórmula: Lucro Operacional líquido x 100 
 Receitas Líquidas 
 
5.2.3 Retorno sobre o investimento: Indica o percentual de rentabilidade sobre os 
investimentos, ou seja, quanto a entidade obtém de lucro para cada R$ 100,00 
investidos. 
 
Fórmula: Lucro Operacional líquido x 100 
Investimento 
 
5.2.4 Retorno sobre o patrimônio líquido: Indica o percentual de rentabilidade sobre 
o patrimônio líquido, ou seja, quanto a entidade obtém de lucro para cada R$ 100,00 
investidos pelos sócios e acionistas. 
 
 
Fórmula: Lucro Operacional líquido x 100 
Patrimônio Líquido (inicial) 
 
 
5.2.5 Giro do Ativo: Este índice compara as vendas da empresa com o seu 
investimento, ou seja, indica quanto a empresa vendeu de cada real investido na 
empresa. Quanto mais conseguir girar o seu ativo, melhores serão os seus resultados. 
 
 Fórmula: Receitas líquidas 
 Investimento 
 
5.2.5 Exemplos de cálculos de indicadores de rentabilidade 
 
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Para acompanhar a resolução do exemplo prático dos cálculos de índices de 
rentabilidade sugiro participar da aula síncrona 3 e 4, devidamente agendadas no 
AVA- Ambiente Virtual de Aprendizagem. 
 
Os dados do exemplo prático foram coletados nas demonstrações contábeis da 
Empresa Arezzo S.A do exercício de 2016 disponíveis no seguinte endereço eletrônico: 
https://drive.google.com/file/d/1BYOMiic1WNRdH5tNqv--XI--
CJ0tSb9U/view?usp=sharing 
 
Segue abaixo etapas para coleta, cálculos e interpretação das informações: 
 
Passo 1: Antes de iniciar a análise devemos levantar os valores do investimento da 
empresa e o patrimônio inicial. O valor do Investimento é encontrado da seguinte 
forma: 
 
[Ativo (inicial) – Passivo Operacional (inicial)]+ [ Ativo (final)– Passivo Operacional 
(final)] /2 
 
Onde ativo inicial é o valor do ativo total do ano anterior. Já o ativo final é o valor do 
ativo total do ano que estamos realizando a cálculo dos índices. Exemplo: Se estamos 
realizando o cálculo dos índices do Ano de 2016, então o valor do ativo inicial será do 
ano de 2015, e o valor do ativo inicial será do ano de 2016. O valor total do passivo 
operacional inicial será do ano de 2015, e o valor do passivo operacional final será do 
ano de 2016. 
 
Já o valor do patrimônio inicial é o valor deste grupo referente ao ano anterior. 
Exemplo: se estamos realizando o cálculo dos índices do ano de 2016, então o valor do 
patrimônio inicial será do ano de 2015. 
 
Ativo Inicial (Ano 2015) = 853.948 
Ativo Final (Ano 2016) = 907.148 
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Contas do Passivo Circulante 
Operacional 
Valores no Balanço Consolidado 2015 
Arezzo 
Fornecedores 64.881 
Impostos a recolher/a pagar/Obrigações 
tributárias 
20.285 
Adiantamentos de clientes 0 
Salários e encargos sociais a pagar 12.876 
Participações de empregados a pagar 0 
Despesas operacionais a pagar 0 
Total R$ 98042 
 
 
Contas do Passivo Circulante 
Operacional 
Valores no Balanço Consolidado 2016 
Arezzo 
Fornecedores 66.445 
Impostos a recolher/a pagar/Obrigações 
tributárias 
22.861 
Adiantamentos de clientes 0 
Salários e encargos sociais a pagar 23.639 
Participações de empregados a pagar 
Despesas operacionais a pagar 
Total R$ 112.945 
 
Resolução: 
 
[Ativo (2015) – Passivo Operacional (2015)]+[Ativo (2016)– Passivo Operacional 
(2016)]/2 
 
Total dos Investimentos (Ano 2016) = [853.948 - R$ 98042] + [907.148 - R$ 112945] /2 
Total dos Investimentos (Ano 2016) = R$ [755906] +[794203] / 2 
Total dos Investimentos (Ano 2016) = 1550109 /2 
Total dos Investimentos (Ano 2016) = R$ 775.054,50 
 
Passo 2: Identificar as seguintes informações no Balanço Patrimonial e Demonstração 
de Resultado do Exercício: 
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 Exercício 2016 Exercício 2015 
1 Lucro Bruto/ Resultado 
Operacional Bruto (DRE) 
 549.291 - 
2 Receitas Líquidas/ Receitas 
Operacionais Líquidas (DRE) 
1.239.110 
 
- 
3 Lucro Operacional líquido (DRE) 116.149 - 
4 Patrimônio Líquido Inicial (BP) 
(neste caso é o saldo do subgrupo 
do ano anterior em relação ao ano 
atual. Exemplo: Se está calculando 
os valores de 2016 o saldo inicial 
será de 2015. 
- 617.905 
 
5 Investimento (valor cálculo no 
passo 1) 
R$ 775.054,50 - 
 
 
Finalizada a coleta de dados, agora vamos aos cálculos: 
 
1. Margem bruta: Lucro Bruta / Receitas Líquidas x 100 
 
Resolução: 549.291/1.239.110 x 100 = 44,33% 
 
Interpretação: Este resultado revela que 44% das receitas líquidas contribuem para 
custear as despesas operacionais, ou 56% das receitas líquidas são formadas pelos 
custos dos produtos vendidos. 
 
2.Margem líquida/margem operacional: Lucro Operacional líquido / 
Receitas Líquidas x 100 
 
Resolução: 116.149 / 1.239.110 x 100 = 9,37% 
 
Interpretação: Este resultado revela a rentabilidade do exercício de 2016 de 9,37% 
sobre as receitas líquidas, para compreender melhor este indicador é interessante 
comparar com empresas do mesmo ramo de atuação; 
 
3. Retorno sobre o investimento (ROI): Lucro Operacional líquido/ investimento x 100 
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Resolução: 116.149 / R$ 775054,50 x 100% = 14,98% 
 
Interpretação: Este resultado revela a rentabilidade do exercício de 2016 de 14,98% 
sobre os investimentos, para compreender melhor este indicador sugere-se comparar 
com empresas do mesmo ramo de atuação; 
 
4. Retorno sobre o patrimônio líquido: Lucro Operacional líquido / Patrimônio 
Líquido (inicial) x 100 
 
Resolução: 116.149 / 617.905 x 100 = 18,80% 
 
Interpretação: Este resultado revela uma rentabilidade sobre o capital próprio de 
18,8% no exercício de 2016 de sobre o capital próprio, para compreender melhor este 
indicador sugere-se comparar o indicador com empresas do mesmo ramo de atuação. 
 
5. Giro do Ativo: Receitas líquidas / Investimentos 
 
Resolução: 1.239.110 / R$ 775054,50 = 1,60 
 
Interpretação: Este resultado revela o giro do ativo de 1,6 da empresa do exercício de 
2016 de sobre os investimentos, para compreender melhor este indicador sugere-se 
comparar o indicador com empresas do mesmo ramo de atuação. 
 
 
BORINELLI, M. L.; PIMENTEL, R. C. Curso de Contabilidade para Gestores, Analistas e Outros 
Profissionais. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2015 
 
MARTINS, E.; MIRANDA, G. J.; DINIZ, J. A. Análise didática das demonstrações contábeis. 2 
ed.- São Paulo: Atlas, 2019. [Minha Biblioteca] 
 
 
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Unidade 06: INDICADORES DE ATIVIDADE, ANÁLISE 
VERTICAL E HORIZONTAL DO BALANÇO PATRIMONIAL E 
DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO 
 
Olá! Você sabe como calcular e analisar os índices de atividade? Sabe calcular e 
analisar a análise vertical e horizontal do balanço patrimonial e da demonstração de 
resultado do exercício? Se não, esta unidade vai levar você a um novo aprendizado 
cheio de desafios e novas descobertas sobre o cálculo dos indicadores de atividade, e 
realizar os cálculos e análise horizontal e vertical das demonstrações contábeis para 
tomada de decisão dos usuários internos. 
 
Ao final desta unidade, você será capaz de: 
 
• Calcular a análise vertical e horizontal do balanço Patrimonial e Demonstração 
de Resultado; 
• Calcular os índices de atividades; 
• Analisar qualidade dos relatórios contábeis. 
 Tempo estimado: Para concluir os estudos desta unidade serão necessários: 10 
horas – aula (50 minutos) 
 inserir webaula 6.1 Indicadores de atividade 
 
Os Índices de Atividades, também chamados de Prazos médios, indicam uma 
estimativa em dias dos prazos de atividades operacionais das empresas. O Ciclo 
Operacional compreende as etapas operacionais utilizadas pela empresa no processo 
produtivo, ou seja, é o período compreendido entre a compra de mercadorias ou 
matéria-prima até o recebimento do caixa resultante da venda do produto. Mesmo os 
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prazos médios sendo uma estimativa (média arbitrária), a utilização deles ajudam as 
empresas a tomarem decisões importantes a respeito dos ciclos operacionais e 
financeiro da delas. Dentre os índices de atividades para analisar as atividades 
operacionais e financeiras, temos: 
 
6.1.1 O Índice do Prazo Médio de Renovação de Estoques (PMRE) indica o prazo 
médio entre a entrada (compra) e a saída da mercadoria (venda) da empresa. Ele pode 
e deve ser utilizado para controle de quantidade de estoque e ainda do período de 
tempo em que o estoque deverá ser reposto. 
 
Fórmula: Estoque / CMV x 360 
 
CMV: Custo da Mercadoria Vendida 
 
6.1.2 O índice de Prazo Médio Recebimentos de Vendas (PMRV) indica quanto tempo 
em média a empresa leva para vender e consequentemente receber suas vendas. 
Nesse sentido o Prazo Médio Recebimentos de vendas deve ser utilizado como 
indicativo para alteração no sistema de cobrança e ainda para alteração nos prazos das 
vendas. 
 
Fórmula: Duplicatas a Receber / Vendas Brutas x 360 
 
6.1.3 O Índice Prazo Médio Pagamentos de Compras (PMPC) indica quantos dias em 
média demora-se entre a aquisição e o pagamento dos fornecedores. O PMPC fornece 
informações importantes relacionadas a quantidade a ser adquirida e ainda a 
necessidade de maiores prazos para pagamentos. 
 
Fórmula: Fornecedores / Compras x 360 
 
Para encontrar o montante das compras deve-se utilizar a seguinte equação: 
 
Compras = CMV + EF – EI 
 
CMV: Custo da Mercadoria Vendida (DRE) 
EF: Saldo no balanço patrimonial do ano analisado; 
EI: Saldo no balanço patrimonial do ano anterior; 
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6.1.4 Posicionamento da atividade: Indica quantos dias a empresa demora, em 
média, para receber suas vendas, pagar suas compras e renovar seu estoque. 
 
Fórmula: (PMRE) + (PMRV) /PMPC 
 
A condição ideal deste indicador seria: (PMRE)+ (PMRV) / PMPC <= 1 
 
6.1.5 Exemplos de cálculos de indicadores de atividades 
 
Para acompanhar a resolução do exemplo prático dos cálculos de índices de 
rentabilidade sugiro participar da aula síncrona 3 e 4, devidamente agendadas no 
AVA- Ambiente Virtual de Aprendizagem. 
Os dados do exemplo prático foram coletados nas demonstrações contábeis da 
Empresa Arezzo S.A do exercício de 2016 disponíveis no seguinte endereço eletrônico: 
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Segue abaixo etapas para coleta, cálculos e interpretação das informações: 
 
1. O Índice do Prazo Médio de Renovação de Estoques (PMRE) 
 
Fórmula: Estoque / CMV x 360 
 
CMV: Custo da Mercadoria Vendida 
 
Para cálculo do PMRE você deverá coletar as seguintes informações: 
 Exercício 2016 
1 Estoque (Balanço Patrimonial) 110.478 
2 CMV- Custo da Mercadoria Vendida (DRE) 689. 819 
 
Resolução: 110.478 / 689.819 x 360 = 57,65 dias 
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Interpretação: Este indicador representa que o tempo médio entre a compra das 
mercadorias ou matéria prima até sua saída do estoque é de 58 dias. 
 
2. O índice de Prazo Médio Recebimentos de Vendas (PMRV) 
 
Fórmula: Duplicatas a Receber / Vendas Brutas x 360 
 
Para cálculo do PMRV você deverá coletar as seguintes informações: 
 Exercício 2016 
1 Duplicatas a Receber, Clientes, Contas a 
Receber de Clientes (Balanço Patrimonial) 
 315.304 
2 Vendas Brutas (informações coletadas em 
notas explicativas apresentadas nas DC 
1.554.147 
 
Resolução: 315304 / 1.554.147 x 360 = 73,036 dias 
 
Interpretação: Este indicador representa que o tempo médio entre a venda dos 
produtos e mercadorias e o seu recebimento, em 2016 o prazo médio entre a venda e 
o recebimento foi de 73 dias. 
 
3. O Índice Prazo Médio Pagamentos de Compras (PMPC) 
 
Fórmula: Fornecedores /Compras x 360 
 
Para encontrar o montante das compras deve-se utilizar a seguinte equação: Compras 
= CMV + EF – EI 
 
CMV: Custo da Mercadoria Vendida (DRE) 
EF: Saldo no balanço patrimonial do ano analisado; 
EI: Saldo no balanço patrimonial do ano anterior; 
 
Passo 1: Para cálculo deste indicador devemos inicialmente encontrar o montante das 
compras do exercício analisado, desse modo, deve-se coletar as seguintes 
informações: 
 Exercício 2016 Exercício 2015 
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1 CMV: Custo da Mercadoria Vendida (DRE) 689. 819 - 
2 Estoque Final: Saldo no balanço 
patrimonial do ano analisado; 
 
110.478 - 
3 Estoque Inicial: Saldo no balanço 
patrimonial do ano anterior; 
- 106.951 
 
 
Resolução do cálculo das compras (Ano 2016): 689.819 + 110.478 - 106951 = 693.346 
 
Passo 2: Identificar o montante do saldo das contas de fornecedores e realizar os 
cálculos do PMPC 
 
 Exercício 2016 
1 Fornecedores 66.445 
2 Montante das Compras 
 
693.346 
 
Fórmula: Fornecedores /Compras x 360 
 
Resolução: 66.445/693.346 x 360 = 34,499 dias 
 
Interpretação: Este indicador representa que o tempo médio gasto pela empresa par 
realizar o pagamento de suas compras, em 2016 o prazo médio foi de 35 dias. 
 
 
4. Posicionamento da atividade: 
 
Fórmula: (PMRE) + (PMRV)/ PMPC 
 
A condição ideal deste indicador seria: (PMRE)+ (PMRV) /PMPC < = 1 
 
Resolução: 57,66 + 73,03 / 34,50 = 3,79 
 
Interpretação: Este indicador demonstra que o ciclo operacional (soma de PMRE + 
PMRV) da empresa é de 130 dias. Nesse caso, a empresa demora em média para 
vender e receber suas vendas 130 dias. Por outro lado, em 34 dias pagas suas compras. 
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Em outras palavras evidencia problemas de capital de giro, ou seja, a empresa nem 
vendeu suas compras (57 dias) e já precisou pagar salários, aluguel, fornecedores 
(PMPC = 34 dias). 
 
 
 inserir webaula 6.2 Análise Vertical e Horizontal do Balanço 
Patrimonial e da Demonstração de Resultado do Exercício 
6.2 Análise Vertical e Horizontal do Balanço Patrimonial e Demonstração de 
Resultado do Exercício 
 
A Análise Vertical indica a relação das informações dentro de um mesmo período, ou 
seja, indica o percentual que as contas representam das operações/saldos de um 
mesmo período. A Análise Vertical indica a relação das informações dentro de um 
mesmo período, ou seja, indica o percentual que as contas representam das 
operações/saldos de um mesmo período. Vejamos abaixo como realizar os cálculos: 
 
6.1.1 Análise Vertical do Balanço Patrimonial: 
 
AV Conta ou grupo “a” = Conta ou grupo “a” / Total do Ativo x 100 
 
 
6.1.2 Análise Vertical da Demonstração de Resultado do Exercício: 
 
AV Conta ou grupo “a” = Conta ou grupo “a” /Receita Líquida x 100 
 
 
Já a análise horizontal indica a evolução das contas entre períodos, ou seja, indica o 
percentual que as contas evoluem ou regridem de um período para outro. A Análise 
Horizontal indica a evolução das contas entre períodos, ou seja, indica o percentual 
que as contas evoluem ou regridem de um período para outro. 
 
 
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6.1.3 Análise Horizontal do Balanço Patrimonial: 
 
AH Conta ou grupo “Ano 2” = Conta ou grupo “Ano 2”/Conta ou grupo “Ano 1” x 100 
 
 
6.1.4 Análise Horizontal da Demonstração de Resultado do Exercício: 
 
AH Conta ou grupo “Ano 2” = Conta ou grupo “Ano 2”/Conta ou grupo “Ano 1” x 100 
 
 
6.1.5 Exemplos de cálculos da análise vertical e horizontal do Balanço Patrimonial e 
Demonstração de Resultado do Exercício 
Para acompanhar a resolução do exemplo prático dos cálculos sobre análise 
vertical e horizonal sugiro participar da aula síncrona 3 e 4, devidamente agendadas no 
AVA- Ambiente Virtual de Aprendizagem. 
Os dados do exemplo prático foram coletados nas demonstrações contábeis da 
Empresa Arezzo S.A do exercício de 2016 disponíveis no seguinte endereço eletrônico: 
https://drive.google.com/file/d/1BYOMiic1WNRdH5tNqv--XI--
CJ0tSb9U/view?usp=sharing 
Segue abaixo etapas para coleta, cálculos e interpretação das informações: 
 
1. Análise Vertical do Balanço Patrimonial 
 
Fórmula: AV Conta ou grupo “a” = Conta ou grupo “a” / Total do Ativo x 100 
 
Exemplo 1: grupo de contas: Caixa e Equivalentes de Caixa 
 
AV grupo caixa e equivalentes de caixa (2016)= 5.020 / 907.148 x 100 
 
AV grupo caixa e equivalentes de caixa (2016)= 0,005538269 x 100 
 
AV grupo caixa e equivalentes de caixa (2016)= 0,55% 
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Interpretação: Este indicador revela que menos de 1% do total do ativo é formado por 
recursos de alta liquidez, ou seja, os percentuais disponíveis imediatamente para 
quitar obrigações de curtíssimo prazo é 1% do total do ativo. 
 
Exemplo 2: grupo de contas: Ativo Circulante 
 
AV grupo Ativo Circulante (2016)= 706.229 / 907.148 x 100 
 
AV grupo Ativo Circulante (2016)= 0,7785 x 100 
 
AV grupo Ativo Circulante (2016)= 77,85 % 
 
Interpretação: Este indicador revela 78% do total do ativo é esta em ativos de curto 
prazo, ativo circulante. 
 
 2. Análise Vertical da Demonstração de Resultado do Exercício: 
 
Fórmula: AV Conta ou grupo “a” = Conta ou grupo “a” / Receitas Líquidas x 100 
 
Exemplo 1: conta: Custos dos produtos vendidos 
 
AV grupo Custos dos produtos vendidos (2016) = 689.819 /1.239.110 x 100 
 
AV grupo Custos dos produtos vendidos (2016) = 0,556705 x 100 
 
AV grupo Custos dos produtos vendidos (2016) = 55,67% 
 
Interpretação: Este indicador revela 56% do total das receitas líquidas é para cobrir os 
custos dos produtos vendidos. 
 
Exemplo 2: conta - Despesas Comerciais 
 
AV grupo Despesas Comerciais (2016) = 302.708 / 1.239.110 x 100 
 
AV grupo Despesas Comerciais (2016) = 0,244294 x 100 
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AV grupo Despesas Comerciais (2016) = 24,42% 
 
Interpretação: Este indicador revela 24 % do total das receitas líquidas é para cobrir as 
despesas comerciais. 
 
 
3. Análise Horizontal do Balanço Patrimonial 
 
AH Conta ou grupo “Ano 2”= Conta ou grupo “Ano 2” / Conta ou grupo “Ano 1” x 100 
 
Exemplo 1: grupo de contas: Caixa e Equivalentes de Caixa 
 
AH grupo caixa e equivalentes de caixa (2017) = 10.156 / 5.020 x 100 
 
AH grupo caixa e equivalentes de caixa (2017) = 2,0231 x 100 
 
AH grupo caixa e equivalentes de caixa (2017) = 202,31 % 
 
Interpretação: Este indicador revela os recursos de alta liquidez em relação ao 
exercício anterior cresceram 102%, ou seja, os percentuais disponíveis imediatamente 
para quitar obrigações cresceram 102%. Na análise horizontal o ano 1, no nosso 
exemplo é 2016, a base para análise de todas as contas e subgrupos de 2016 são todos 
grafados com 100%. Por isso, constatou-se que os recursos disponíveis imediatos de 
2017 cresceram 102% em relação a 2016, que é representado por 100% (ano base). 
 
Para encontrar o percentual de acréscimo ou decréscimo da conta ou subgrupo da 
conta é só subtrair o percentual do Ano 2 do Ano 1. 
 
Exemplo: 202,31% - 100% = 102,31% (deve-se realizar os arredondamentos conforme 
conceitos e regras matemáticas). 
 
Exemplo 2: grupo de contas: Ativo Circulante 
 
AH grupo Ativo Circulante (2017) = 855.237 / 707.229 x 100https://cursos.ead.ifro.edu.br/
 
 
 
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AH grupo Ativo Circulante (2017) = 1,2092 x 100 
 
AH grupo Ativo Circulante (2017) = 120,93 % 
 
Interpretação: Este indicador revela que o ativo circulante cresceu 21% em relação ao 
exercício anterior, ou seja, os percentuais dos ativos do curto prazo quitar obrigações 
cresceram 21%. Na análise horizontal o ano 1, no nosso exemplo é 2016, a base para 
análise de todas as contas e subgrupos de 2016 são todos grafados com 100%. Por 
isso, constatou-se que os recursos disponíveis imediatos de 2017 cresceram 21% em 
relação a 2016, que é representado por 100% (ano base). 
 
Para encontrar o percentual de acréscimo ou decréscimo da conta ou subgrupo da 
conta é só subtrair o percentual do Ano 2 do Ano 1 
 
Exemplo: 120,93% - 100% = 20,93% (deve-se realizar os arredondamentos conforme 
conceitos e regras matemáticas). 
 
4) Análise Horizontal da Demonstração de Resultado do Exercício 
 
AH Conta ou grupo “Ano 2” = Conta ou grupo “Ano 2” x 100 
 Conta ou grupo “Ano 1” 
 
Exemplo 1: grupo de contas - Custos dos Produtos Vendidos 
 
 
AH grupo Custos dos Produtos Vendidos (2017) = 736.706 / 689.706 x 100 
 
AH grupo Custos dos Produtos Vendidos (2017) = 1,068144 x 100 
 
AH grupo Custos dos Produtos Vendidos (2017) = 106,81 % 
 
Interpretação: Este indicador revela os custos dos produtos vendidos em relação ao 
exercício anterior cresceram 7%. Na análise horizontal o ano 1, no nosso exemplo é 
2016, a base para análise de todas as contas e subgrupos de 2016 são todos grafados 
com 100%. Por isso, constatou-se que os recursos disponíveis imediatos de 2017 
cresceram 7% em relação a 2016, que é representado por 100% (ano base). 
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Para encontrar o percentual de acréscimo ou decréscimo da conta ou subgrupo da 
conta é só subtrair o percentual do Ano 2 do Ano 1 
Exemplo: 106,81% - 100% = 6,81% (deve-se realizar os arredondamentos conforme 
conceitos e regras matemáticas). 
 
Exemplo 2: grupo de contas - Despesas Comerciais 
 
 
AH grupo Despesas Comerciais (2017)= 334.215/302.708 x 100 
 
AH grupo Despesas Comerciais (2017)= 1,10408 x 100 
 
AH grupo Despesas Comerciais (2017)= 110,40 % 
 
Interpretação: Este indicador revela as despesas comerciais em relação ao exercício 
anterior cresceram 10,4 %. Na análise horizontal o ano 1, no nosso exemplo é 2016, a 
base para análise de todas as contas e subgrupos de 2016 são todos grafados com 
100%. Por isso, constatou-se que os recursos disponíveis imediatos de 2017 cresceram 
10,4 % em relação a 2016, que é representado por 100% (ano base). 
 
Para encontrar o percentual de acréscimo ou decréscimo da conta ou subgrupo da 
conta é só subtrair o percentual do Ano 2 do Ano 1 
Exemplo: 110,4% - 100% = 10,4 % (deve-se realizar os arredondamentos conforme 
conceitos e regras matemáticas). 
 
 
BORINELLI, M. L.; PIMENTEL, R. C. Curso de Contabilidade para Gestores, Analistas e Outros 
Profissionais. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2015 
 
MARTINS, E.; MIRANDA, G. J.; DINIZ, J. A. Análise didática das demonstrações contábeis. 2 
ed.- São Paulo: Atlas, 2019. [Minha Biblioteca] 
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Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto 
Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ 
 
 
0Custos%20UFBA.pdf Acesso em 30 Mai. 2020. 
 
 
INSERIR ATIVIDADE FINAL (AVALIAÇÃO FINAL) 
ATENÇÃO ALUNOS: A atividade Final compreende os conhecimentos estudados na Unidade 
III a VI. 
 
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https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/30859/1/eBook%20Contabilidade%20de%20Custos%20UFBA.pdf
	 Compreender a importância da contabilidade gerencial para a sustentabilidade das empresas;
	 Identificar os artefatos da contabilidade gerencial para a tomada de decisão;
	 Identificar os custos fixos e variáveis de produção, por unidade de produto ou serviço;
	 Compreender a importância das informações de custos para a tomada de decisão;
	 Identificar os custos de produção, as despesas operacionais, os impostos e a margem de lucro de um produto;
	 Classificar os gastos em diretos e indiretos;
	Tempo estimado: Para concluir a atividade de Percurso 1 (atividade prática) serão necessários: 5 horas – aula (50 minutos)
	Ao final desta unidade, você será capaz de:
	Tempo estimado: Para concluir a atividade de Percurso 1 (atividade prática) serão necessários: 8 horas – aula (50 minutos)
	Ao final desta unidade, você será capaz de:
	Ao final desta unidade, você será capaz de:
	Identificar as contas e a estrutura do balanço patrimonial e da demonstração de resultado do exercício;
	Tempo estimado: Para concluir os estudos desta unidade serão necessários: 10 horas – aula (50 minutos)
	Ao final desta unidade, você será capaz de:
	Tempo estimado: Para concluir os estudos desta unidade serão necessários: 10 horas – aula (50 minutos)
	Ao final desta unidade, você será capaz de:

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