Prévia do material em texto
Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Olá! Seja muito bem vindo (a) à disciplina de Contabilidade Gerencial, vamos estudar juntos? Sou a Professora Fernanda Amaral Figueiredo. Esta disciplina tem o propósito de desenvolver conhecimentos, habilidades e atitudes para auxiliar o processo de tomada de decisão de usuários internos da organização através de diversos artefatos a contabilidade gerencial auxilia no processo de tomada de decisão para a sustentabilidade da organização. Será um prazer estar com você nesta disciplina de Contabilidade Gerencial, iremos estudar as seguintes unidades temáticas: Unidade 1: Aspectos Introdutórios da Contabilidade Gerencial • Conceito, objetivo, usuários, campo de aplicação; história • Compreender a classificação e terminologia de custos; Unidade 2: Formação do Preço de Venda e Cálculo do Mark-up • Importância da formação de preço com base nos custos incorridos, • Composição do preço de venda: custos de produção, impostos, despesas e lucro; • Etapas para formar o preço de venda com base nos custos incorridos; • Equação algébrica de formação de preço; • Conceito e composição do Mark-up e do Custo Base Unidade 3: Margem de Contribuição Ponderada e Ponto de Equilíbrio de múltiplos produtos • Conceito e cálculo da margem de contribuição ponderada; • Conceito, equação algébrica e classificação do ponto de equilíbrio; • Cálculo do ponto de equilíbrio de múltiplos produtos; Unidade 4: Análise das Demonstrações Contábeis e Indicadores de Liquidez e Estrutura Patrimonial • Método de Análise das demonstrações contábeis; • Estrutura do Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultado do Exercício; • Índices de Liquidez; https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ • Índices de Estrutura Patrimonial ou endividamento; Unidade 5: Administração do Capital de Giro e indicadores de rentabilidade • Administração do Capital; • Indicadores de Rentabilidade; Unidade 6: Indicadores de Atividade e Análise Vertical e Horizontal • Índices de atividade; • Análise Vertical do Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultado do Exercício • Análise Vertical do Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultado do Exercício A disciplina contém seis unidades temáticas, duas atividades de percurso, avaliação regular e exame final; além disso, foi construída de forma que você estude e realize as atividades no seu tempo, respeitando, é claro, o período de realização da disciplina, de acordo com o calendário acadêmico. Desejo a você um ótimo estudo! Professora Fernanda Amaral Figueiredo INSERIR VÍDEO DE APRESENTAÇÃO DA DISCIPLINA INSERIR PLANO DE ENSINO UNIDADE I: ASPECTOS INTRODUTÓRIOS DA CONTABILIDADE GERENCIAL https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Olá! Você sabe quais artefatos a contabilidade gerencial pode disponibilizar para a sustentabilidade de uma organização? Você sabe como é a estrutura do balanço patrimonial e da Demonstração de Resultado do Exercício? Conhece os conceitos e a história da contabilidade gerencial, da gestão de custos e das terminologias de custos? Se não, esta unidade vai levar você a um novo aprendizado cheio de desafios e novas descobertas sobre os conceitos introdutórios da contabilidade gerencial com enfoque inicial na análise das demonstrações contábeis como artefato para tomada de decisão dos usuários internos e cálculo dos indicadores de liquidez e endividamento. Ao final desta unidade, você será capaz de: • Compreender a importância da contabilidade gerencial para a sustentabilidade das empresas; • Identificar os artefatos da contabilidade gerencial para a tomada de decisão; • Identificar os custos fixos e variáveis de produção, por unidade de produto ou serviço; • Compreender a importância das informações de custos para a tomada de decisão; • Identificar os custos de produção, as despesas operacionais, os impostos e a margem de lucro de um produto; • Classificar os gastos em diretos e indiretos; • Tipos de gastos; • Classificação dos custos. Tempo estimado: Para concluir os estudos desta unidade serão necessários: 10 horas – aula (50 minutos) INSERIR WEBAULA 1.1 Aspectos introdutórios da contabilidade gerencial https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ A contabilidade gerencial é o processo de identificar, mensurar, acumular, analisar, preparar, interpretar e comunicar informações que auxiliem os gestores a atingir objetivos organizacionais” (HORNGREN; SUNDEM; STRATTON, 2004 apud FREZATTI et al, 2011, p.6). A contabilidade gerencial utiliza procedimentos e técnicas contábeis já conhecidos e tratados na Contabilidade Financeira, na Contabilidade de Custos, na análise financeira e de balanços etc. Ela atende exclusivamente a finalidade interna de atender à administração da empresa, com informações úteis, tempestivas e confiáveis para um processo de decisão assertivo do gestor. As informações contábeis são essenciais para acompanhamento do desempenho das organizações. Além disso, a Contabilidade é a base para aferição do desempenho empresarial no mundo inteiro e as demonstrações contábeis possibilitam comparar o desempenho empresarial. O sistema contábil é importante porque segundo Iudícibus (2020) a contabilidade tem papel social fundamental pois garante transparência dos negócios, atividades desenvolvidas pelas organizações. Em 1998, a International Federation of Accountants, IFA, emitiu o pronunciamento sobre os possíveis estágios de evolução da Contabilidade Gerencial das organizações. Vejamos: Estágio 1: Antes de 1950, o foco principal era a apuração dos custos e controle financeiro por meio do orçamento. Nesse estágio, o orçamento, previsões e controle de processos eram as atividades evidenciadas. Estágio 2: Destaque significativo no suprimento de informações através de tecnologias, ênfase na análise do processo decisório e contabilidade por responsabilidade; Estágio 3: Projetos de redução de desperdício e gestão de custos. A etapa de estruturação dos projetos de qualidade, de normatização, foi uma etapa relevante percorrida numa época em que o crescimento dos negócios globalizados demandava redução de custos. https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Estágio 4: Foco na criação de valor é um estágio que proporciona alternativa direcionada para o resultado de longo prazo, já́ que valor é uma dimensão com pretensão futura (FREZATTI et all, 2011, p. 17-18). Dos estágios da evolução da contabilidade gerencial vários artefatos, ferramentas, foram implementadas para apoiar a gestão organizacional no processo decisório interno. Artefatos são meios, ferramentas, processos, métodos que viabilizam a análise e interpretação de dados para tomada de decisão. Os artefatos gerenciais podem ser divididos em tradicionais e modernos. São considerados Artefatos Gerenciais Tradicionais: Métodos de Custeio por absorção, custeio variável ou direto, custo padrão, preço de transferência e descentralização, retorno sobre o investimento, orçamento etc. Já os Artefatos Gerenciais Modernos compreendem método de Custeio baseado em atividades, Just in time, Benchmarking, Balanced Scorecard, Planejamento estratégico, teoria das restrições, Kaizen etc (COLARES; FERREIRA, 2013). inserir webaula 1.2 Contabilidade de Custoscomo ferramenta de gestão O que impulsionou a relevância da contabilidade de custos foi a revolução industrial, com a produção em grande escala. Onde a preocupação era determinar os custos de produção dos produtos. Nessa perspectiva a contabilidade de custos gera informações para a contabilidade gerencial, ou seja, disponibilizam-se ferramentas, artefatos para tomada de decisão com o intuito de promover a sustentabilidade organizacional. https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Além disso, a contabilidade de custos gera informações para contabilidade financeira que tem como objetivo atender a legislação fiscal, ou seja, os usuários externos. Nessa perspectiva, que visa atender a contabilidade financeira, a contabilidade custos deve seguir os princípios e normas vigentes editadas pelo Conselho Federal de Contabilidade e pela legislação fiscal para elaboração, mensuração e demonstração das informações contábeis. Já na perspectiva gerencial, a contabilidade de custos adota os preceitos gerenciais sobre a temática disponíveis na literatura. Conceitua-se a contabilidade de custos o processo que coleta e organiza os custos relacionados à aquisição e consumo de recursos pela organização, gerando informações para a contabilidade financeira e gerencial. Entre as informações geradas podemos destacar: avaliação dos estoques, auxílio ao controle e auxílio a tomada de decisão. Para melhor compreensão dos processos realizados pela contabilidade de custos precisamos identificar e diferenciar alguns termos e conceitos. Dentre estes termos podemos destacar as terminologias de custos, que podem ser classificadas em gastos e desembolsos segundo Bruni (2018) gastos são sacrifícios financeiros que a entidade arca para a obtenção de um produto ou serviço qualquer. Já o Desembolso é o ato de pagamento, que pode ocorrer em momento diferente do gasto (BORNIA, 2010, p.15). Os gastos podem ser classificados em: 1. Investimentos: Representam gastos ativados em função de sua vida útil ou de benefícios atribuíveis a futuros períodos (BRUNI, 2018). 2. Custos: Correspondem aos gastos relativos a bens ou serviços utilizados na produção de outros bens ou serviços (BRUNI, 2018). Exemplo: matéria prima etc. https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ 3.Despesas: Correspondem aos bens ou serviços consumidos direta ou indiretamente para a obtenção de receitas (BRUNI, 2018). Exemplo: gastos com publicidade etc. 4. Perdas: São gastos não intencionais decorrente de fatores externos extraordinários ou da atividade produtiva normal da empresa (BRUNI, 2018). As perdas podem ser classificadas em: 4.1 Perdas rotineiras: devem ser classificadas como custos. Exemplo: para produzir uma camisa de uniforme utilizamos 1 metro de malha, sobram retalhos de cerca de 10 centímetros; 4.2 Perdas não rotineiras: são classificadas como despesas. Ex: devido a problemas de armazenamento na estocagem em cada metro de malha para produzir de camisas 20 centímetros possuem manchas, devido a problemas no armazenamento. Quadro 1: Mapa Conceitual da Classificação das perdas Fonte: Produto Educacional (2020) Disponível em: http://educapes.capes.gov.br/handle/capes/584934 https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Em caso de dúvidas, sobre como classificar os gastos em custos ou despesas deve-se utilizar as seguintes proposições: • Valores irrelevantes devem ser considerados como despesas (princípio do conservadorismo ou materialidade); • Valores relevantes que têm sua maior parte considerada como despesa, e se repetirem nos períodos, devem ser considerados na sua íntegra. • Valores com rateio extremamente arbitrário também devem ser considerados como despesa do período (BRUNI, 2018). Já sobre a classificação dos custos de produção, eles podem ser classificados em função da forma de associação dos custos aos produtos elaborados (unidade produzida) ou em relação ao volume de produtos fabricados (volume produzido). Os custos pela associação ao produto ou serviço (unidade produzida) subdividem-se em: 1.1 Associação ao produto ou serviço: 1.1.1 Custos primários ou diretos: são gastos com materiais diretos, como matéria prima, embalagem, mão de obra direta. 1.1.2 Custos de transformação ou de conversão: compreendem os gastos com mão de obra direta, outros custos diretos, custos indiretos de fabricação; 1.1.3 Custos integrais ou plenos (ou gastos totais incorridos): incluem-se todos os custos incorridos sejam eles diretos ou indiretos e as despesas incorridas para vender o produto ou serviço BRUNI, 2018, p.37). https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ 1.2 Associação com a produção: 1.2.1 material direto (MD): todo material que pode ser identificado como uma unidade do produto que está sendo fabricado e que sai da fábrica incorporado ao produto ou utilizado como embalagem; 1.2.2 mão de obra direta (MOD): salários e encargos devidos aos operários que trabalham diretamente no produto, cujo tempo pode ser identificado com a unidade que está sendo produzida; 1.2.3 outros custos direitos (OCD): recursos consumidos, com mensuração objetiva, mas que não MD ou MOD. 1.2.4 custos indiretos de fabricação (CIF): todos os custos relacionados com a fabricação, que não podem ser economicamente identificados com as unidades que estão sendo produzidas. Exemplos: aluguel da fábrica; materiais indiretos; mão de obra indireta; seguro; impostos; depreciação etc (BRUNI, 2018, p.37). Quadro 2: Mapa Conceitual da Classificação dos custos por Unidade Produzida https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Fonte: Produto Educacional (2020) Disponível em: http://educapes.capes.gov.br/handle/capes/584934 Os custos classificados pelo Volume Produzido subdividem-se em: 2.1 Custos Variáveis: são os gastos que variam conforme o volume de produção. Exemplo matéria prima, embalagem etc. 2.2 Custos Fixos: São os custos que não variam independentemente da quantidade produzida. Exemplo: Aluguel, energia elétrica etc. (Bruni, 2018). Quadro 3: Mapa Conceitual da Classificação dos custos por Volume Produzido https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Fonte: Produto Educacional (2020) Disponível em: http://educapes.capes.gov.br/handle/capes/584934 Veja o vídeo: História da contabilidade de custos disponível no seguinte endereço eletrônico: https://www.youtube.com/watch?v=5qSGFwnEdJs Veja o vídeo: Classificação dos custos diretos e indiretos no seguinte endereço eletrônico: https://youtu.be/sDnd9oc9-xs Veja o vídeo: Classificação dos custos variáveis e fixos no seguinte endereço eletrônico: https://youtu.be/4EjpLKrrbKc https://cursos.ead.ifro.edu.br/ https://www.youtube.com/watch?v=5qSGFwnEdJs https://youtu.be/sDnd9oc9-xs https://youtu.be/4EjpLKrrbKc Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Pratique atividades extras lúdicas (jogos, cruzadinhas) sobre tema, disponível no seguinte endereço eletrônico: https://contabilidadegerencialfernanda.blogspot.com/2021/10/cruzadinha-sobre-terminologias-e.html Pratique construção de mapa conceitual sobre tema, disponível no seguinte endereço eletrônico: https://contabilidadegerencialfernanda.blogspot.com/2021/10/atividade- extra-1-mapa-conceitual-dos.html Pratique Atividade Extra 2 - Questões objetivas sobre tema, disponível no seguinte endereço eletrônico: https://contabilidadegerencialfernanda.blogspot.com/2021/10/atividade-extra-2- terminologia-e.html INSERIR ATIVIDADE DE PERCURSO 1 – TAREFA (CONTEÚDOS DA UNIDADE I, II e III) Tempo estimado: Para concluir a atividade de Percurso 1 (atividade prática) serão necessários: 5 horas – aula (50 minutos) https://cursos.ead.ifro.edu.br/ https://contabilidadegerencialfernanda.blogspot.com/2021/10/cruzadinha-sobre-terminologias-e.html https://contabilidadegerencialfernanda.blogspot.com/2021/10/cruzadinha-sobre-terminologias-e.html https://contabilidadegerencialfernanda.blogspot.com/2021/10/atividade-extra-1-mapa-conceitual-dos.html https://contabilidadegerencialfernanda.blogspot.com/2021/10/atividade-extra-1-mapa-conceitual-dos.html https://contabilidadegerencialfernanda.blogspot.com/2021/10/atividade-extra-2-terminologia-e.html https://contabilidadegerencialfernanda.blogspot.com/2021/10/atividade-extra-2-terminologia-e.html Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ BORNIA, Antonio Cezar. Análise gerencial de custos: Aplicação em empresas modernas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2010. BRUNI, Adriano Leal. A administração de custos, preços e lucros. 6.ed. São Paulo: Atlas, 2018. [Minha Biblioteca] LEONE, George S. Guerra; LEONE, Rodrigo José Gerra. Os 12 mandamentos da gestão de custos. Rio de Janeiro. Editora FGV, 2007. SANTOS, Marineia Almeida dos, Contabilidade de Custos. Salvador: UFBA, Faculdade de Ciências Contábeis; Superintendência de Educação a Distância , 2018. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/30859/1/eBook%20Contabilidade%20de%2 0Custos%20UFBA.pdf Acesso em 30 Mai. 2020. UNIDADE 02: FORMAÇÃO DO PREÇO DE VENDA E MARK- UP https://cursos.ead.ifro.edu.br/ https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/30859/1/eBook%20Contabilidade%20de%20Custos%20UFBA.pdf https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/30859/1/eBook%20Contabilidade%20de%20Custos%20UFBA.pdf https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/30859/1/eBook%20Contabilidade%20de%20Custos%20UFBA.pdf Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Olá! Você sabe como mapear os custos e despesas de um produto para formar o preço de venda? Sabe identificar quais os itens compõem o Mark-up? Sabe formar o preço de venda com base no custeio direto ou custeio por absorção? Se não, esta unidade vai levar você a um novo aprendizado cheio de desafios e novas descobertas sobre como formar o preço de venda de uma unidade de produto ou serviço. Ao final desta unidade, você será capaz de: • Identificar o critério de divisão dos custos indiretos totais mensais menos arbitrário a cada unidade produzida; • Calcular os custos e despesas de cada unidade produzida; • Calcular o preço de venda com base nos custos e aplicação de mark-up; ] Tempo estimado: Para concluir os estudos desta unidade serão necessários: 10 horas – aula (50 minutos) Inserir webaula 2.1 Formação do Preço de Venda e Cálculo do Mark-up Formar o preço de venda por unidade de produto ou serviço com base nos custos incorridos é bastante complexo, pois critérios arbitrários de rateio dos custos indiretos podem gerar preços não reais. Além disso, outros fatores influenciam o preço de venda de um produto tais como: o mercado e o cliente. Segundo Bahia (2020) são as https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ experiências vividas pelo cliente que define o valor do produto. Identificar o preço real e o preço ideal possibilita identificar a margem de lucro, saber os descontos e as condições de pagamentos possíveis a serem concedidos e identificar o preço mínimo que o produto pode ser vendido (ibidem). Para que o empresário/gestor consiga mapear o preço de venda ideal ele deverá realizar a coleta das seguintes informações: 1. Quais itens compõem os custos de produção? 2. Qual o custo unitário variável da matéria prima, embalagem e da mão de obra direta? 3. Quais os custos e despesas fixos mensais? 4. Quais os percentuais de despesas operacionais, impostos e lucro desejado? Na etapa de coleta dos dados sobre impostos deve-se identificar inicialmente o regime de tributação da empresa, se é MEI – Micro empreendedor individual, Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro real. Sugere-se coletar as informações, sobre o percentual de imposto, nas guias de pagamentos de impostos federais, estaduais ou municipais. Para formar o preço de venda com base nos custos incorridos (custeio integral, por absorção ou custeio direto) sugere-se seguir as seguintes instruções: Passo 1: Identificar a capacidade máxima de venda de cada produto; Passo 2: Identificar os custos fixos mensais; https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Passo 3: Definir o critério de rateio dos Custos fixos, Passo 4: Identificar o custo base (custo unitário da matéria prima, embalagem e mão de obra direta) do produto; Se a opção para formar o preço de venda com base nos custos diretos deve-se excluir o rateio dos custos fixos do custo base unitário. Já as empresas que optarem por utilizar o custeio integral ou por absorção deverão realizar o rateio dos custos fixos por unidade produzida As empresas que atuam no ramo de comércio para identificar o custo base de cada unidade de preço basta realizar a soma do custo unitário do produto + fretes s/compras (valor já deve estar rateado por unidade). Passo 5: Identificar as despesas operacionais mensais em percentual sobre o preço; Passo 6: Identificar o percentual de impostos incidentes sobre o preço de venda; Passo 7: Identificar a margem de lucro sobre o preço de venda; No passo 5, 6 e 7 identifica-se o Mark-up que é o multiplicador que, aplicado sobre o custo base, permite obter o preço final desejado. “Os gastos devem ser expressos na forma de percentual sobre as vendas ou sobre os preços” (BRUNI, 2018, p. 175-176). Passo 8: Incluir as informações na equação algébrica e calcular o preço por unidade: Equação algébrica para formar o preço de venda: Preço desejado = [100/ (100 – Soma de Percentuais)] x custo base https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ inserir webaula 2.2 Exemplo de formação de preço de venda com base nos custos integrais ou custeio por absorção. Nesta etapa do roteiro de estudos vamos apresentar o mapeamento dos custos e análise de formação de preço de venda dos 5 produtos de uma indústria em panificação do artigo científico de ROCHA, I. C. et al. A contabilidade de custos como ferramenta na formação do preço de venda em uma indústria em Panificação. Disponível em: https://www.brazilianjournals.com/index.php/BRJD/article/view/3371 Na primeira etapa dos resultados da pesquisa foram identificadas as seguintes informações: 1. Custos Fixos (tabela 3) 2. Mão de obra direta, por hora, e minuto; (tabela 4 e 5) 3. Custo da matéria prima por receita e unidade produzida (tabela 6, 7, 8, 9 e 10) 4. Demanda Mensal (produção Mensal) (tabela 1) Tabela 3 – Custos Fixos Mensais – Informações coletadaspelos pesquisadores na empresa: Custos fixos mensais R$ % Aluguel R$ 5.000,00 28,60% Energia R$ 4.230,00 24,20% Telefone R$ 160,00 0,92% Água R$ 550,00 3,15% Pró-Labore R$ 4.500,00 25,74% Segurança R$ 2.700,00 15,45% Material higiene e limpeza R$ 200,00 1,14% https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Dedetização R$ 140,00 0,80% TOTAL R$ 17.480,00 100,00% Tempo dos colaboradores para produção 2400 - Custo por hora R$ 7,28 - Custo por minuto R$ 0,12 - Tabela 4 – Custos com mão de obra direta do padeiro - Informações coletados pelos pesquisadores na empresa: Salário Bruto R$ 1.605,82 Provisão de férias R$ 133,82 Provisão de 13º Salário R$ 133,82 1/3 férias R$ 535,27 SUBTOTAL R$ 2.408,73 Previsão (7%) R$ 168,61 FGTS R$ 128,47 TOTAL R$ 2.705,81 Tempo de trabalho mensal 240 horas Custo da hora R$ 11,27 Custo do minuto R$ 0,19 Tabela 5 – Custos com mão de obra direta do Confeiteiro - Informações coletadas pelos pesquisadores na empresa: Salário Bruto R$ 1.575,34 Provisão de férias R$ 131,28 Provisão de 13º Salário R$ 131,28 1/3 férias R$ 525,11 SUBTOTAL R$ 2.363,01 Previsão (7%) R$ 165,41 FGTS R$ 126,03 https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ TOTAL R$ 2.654,45 Tempo de trabalho mensal 240 Custo da hora R$ 11,06 Custo do minuto R$ 0,18 Para encontrar o custo de 1 hora trabalhada do padeiro e do confeiteiro os pesquisadores dividiram o custo total da mão de obra de cada profissional pela quantidade de horas trabalhada mensalmente, conforme descrito no quadro abaixo: Quadro 1- Cálculo da mão de obra direta por hora trabalhada Profissional Custo Total Mensal de mão de obra direta* Custo de 1 hora trabalhada Padeiro R$ 2.705,81 R$ 11,27 Confeiteiro R$ 2.654,45 R$ 11,06 * Custo total mensal de mão de obra direta é o somatório do valor mensal do salário do funcionário com os demais encargos sociais incluindo férias, 13 salário, FGTS, etc. No artigo os pesquisadores apresentaram os cálculos dos custos da matéria prima por unidade produzida, provavelmente os pesquisadores acompanharam o processo produtivo e realizaram uma análise da receita de cada produto para conseguiram identificar o custo da matéria prima de cada unidade de pão. Neste processo, eles identificaram os custos por receita e depois dividindo pela quantidade produzida por receita. Vejamos: R$ 39,26 / 34 unidades (Pão big brother). Observe informações e cálculos dos demais produtos, no quadro abaixo: https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Quadro 2- Cálculos do Custos da Matéria Prima por Unidade Produto Custo total da matéria prima por 1 receita Rendimento de 1 receita Custo da matéria prima por unidade produzida Pão big brother R$ 39,36 34 Unidades R$ 1,15 Pão italiano R$ 22,52 36 Unidades R$ 0,63 Pão francês R$ 28,35 300 Unidades R$ 0,09 Pão de queijo R$ 10,50 30 Unidades R$ 0,35 Pão filhós R$ 8,67 60 Unidades R$ 0,14 Fonte: informações das tabelas 6 a 10 do artigo analisado, 2019 Após identificar o custo da matéria prima por unidade produzida de cada produto, os pesquisadores realizaram os cálculos dos custos da mão de obra direta apropriando os valores a cada unidade produzida. Para encontrar o custo da mão de obra por unidade produzida eles identificaram o tempo de produção de cada produto e multiplicaram pelo valor do minuto da mão de obra do profissional (padeiro ou confeiteiro). Vejamos: Exemplo 1: No Pão Big Brother o custo da mão de obra do padeiro para produção de uma receita foi de R$ 62,86, que dividido pela quantidade de pães produzidos por receita (34 unidades) encontraremos o custo da mão de obra por unidade produzida de R$ 1,85. https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Na tabela 12 do artigo científico foram apresentados dos custos totais incorridos (ou custo base, pelo custeio por absorção ou custo integral) de produção de cada produto. Vejamos: Tabela 12 – Página 19 Produto Custo de matéria prima por unidade produzida (A) Custo da Mão de obra direta por unidade produzida (B) CIF – Custos Indiretos por unidade Produzida Custo Total por unidade Produzida * Pão big brother R$ 1,15 R$ 1,85 R$ 1,20 R$ 4,20 Pão italiano R$ 0,63 R$ 1,76 R$ 1,15 R$ 3,54 Pão francês R$ 0,09 R$ 0,03 R$ 0,02 R$ 0,14 Pão de queijo R$ 0,35 R$ 0,25 R$ 0,16 R$ 0,76 Pão filhós R$ 0,14 R$ 0,16 R$ 0,10 R$ 0,40 * custo total por unidade produzida é a soma dos custos de matéria prima + custos de mão de obra direta+ custos indiretos de fabricação (custos fixos). Qual o critério de rateio dos custos indiretos de fabricação/custos fixos utilizado pelos pesquisadores? Na tabela 11 do artigo estudado contém informações sobre a alocação dos custos indiretos de fabricação (CIF) (custos fixos) a cada unidade de produto. Para encontrar os custos indiretos de fabricação (custos fixos) os pesquisadores utilizaram o critério de rateio (horas trabalhadas mensalmente pelos colaboradores). https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ O processo de cálculo realizado pelos pesquisados para ratear os custos indiretos foi, inicialmente, somar todos os custos indiretos de fabricação (tabela 3- Custos fixos mensais), e em seguida, dividiu o valor encontrado pela quantidade de horas trabalhadas mensalmente de todos os colaborados encontrou. E identificou o CIF por minuto de R$ 0,12, e depois identificou tempo necessário para a produção de 1 unidade do produto e encontrou o valor de R$ 0,10 do CIF do pão filhós. Vejamos: Passo 1: Total dos Custos Fixos Mensais – Tabela 3 R$ 17.480,00 Total de Horas trabalhadas mensalmente pelos colaboradores 2400 h Resolução: R$ 17.480/2400 h R$ 7,28 hora /60 minutos R$ 0,12 por minuto Passo 2: Tempo para produção de 1 unidade do Pão filhós – Tabela 11 (coluna 3 linhas 6) 0,83 de minuto Resolução: 0,83 de minuto x R$ 0,12 (custo indireto de fabricação por minuto) = R$ 0,10 (custo fixo alocado a cada unidade produzida). Finalizada a identificação do custo total de cada unidade produzida dos produtos da panificadora, os pesquisadores identificaram as seguintes informações: 1) Percentual das Despesas variáveis sobre o preço de venda; 2) Percentual dos Impostos e taxas Incidentes sobre vendas; 3) Percentual de Lucro sobre o preço de venda; https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Identificado os percentuais que compõem o Mark-up (despesas de vendas, impostos e margem de lucro) os pesquisadores realizaram o cálculo do preço de venda orientativo. Vejamos abaixo o cálculo do preço do pão francês: Preço = [100/ (100 – Soma de Percentuais)] x custo base Preço = [100/ (100 – 36,4)] x R$ 0,15 Preço = [100/63,6] x R$ 0,15 Preço = 1,572327044 x R$ 0,15 Preço Orientativo por Unidade = R$ 0,2358 Fonte: O roteiro desta unidade temática foi retirado do estudo dirigido do Produto Educacional (2020) Disponível em: http://educapes.capes.gov.br/handle/capes/584934 e contém adaptaçõesrealizada pela professora conteudista. Observação: Estes dados não podem ser utilizados para formar preço de venda de outras empresas do mesmo ramo, caso o aluno tenha interesse em realizar o mapeamento de custos de um produto deverá coletar as informações na empresa que pretende realizar os estudos, pois os custos e despesas podem ser diferentes das apresentadas neste roteiro. INSERIR ATIVIDADE DE PERCURSO 2 – QUESTIONÁRIO - CONTEÚDOS DA UNIDADE I, II e III) https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Tempo estimado: Para concluir a atividade de Percurso 1 (atividade prática) serão necessários: 8 horas – aula (50 minutos) BAHIA, Roberta. O meu preço esta correto? Um guia para formação de preço para produto e serviço. E-book Kindle Amazon, 2020. BRUNI, Adriano Leal. A administração de custos, preços e lucros. 6.ed. São Paulo: Atlas, 2018. [Minha Biblioteca] SANTOS, Marineia Almeida dos, Contabilidade de Custos. Salvador: UFBA, Faculdade de Ciências Contábeis; Superintendência de Educação a Distância , 2018. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/30859/1/eBook%20Contabilidade%20de%2 0Custos%20UFBA.pdf Acesso em 30 Mai. 2020. UNIDADE 3: MARGEM DE CONTRIBUIÇÃO PONDERADA E PONTO DE EQUILÍBRIO DE MÚLTIPLOS PRODUTOS https://cursos.ead.ifro.edu.br/ https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/30859/1/eBook%20Contabilidade%20de%20Custos%20UFBA.pdf https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/30859/1/eBook%20Contabilidade%20de%20Custos%20UFBA.pdf https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/30859/1/eBook%20Contabilidade%20de%20Custos%20UFBA.pdf Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Olá! E aí como está sua rotina de estudos? Muitas dúvidas? Se sim, acesse o fórum de disciplina e encaminhe sua mensagem para o professor conteudista. Nesta unidade iremos estudos sobre a margem de contribuição dos produtos e o cálculo do ponto de equilíbrio de múltiplos produtos. Estes artefatos gerenciais são importantes pois muitas vezes calcular o preço de venda ideal com base nos custos pode ser possível, neste caso, o gestor e o empresário poderão utilizar o cálculo da margem de contribuição unitária para identificar os produtos que mais contribuem para cobrir os custos fixos e identificar o ponto de equilíbrio de múltiplos produtos. Ao final desta unidade, você será capaz de: • Calcular o ponto de equilíbrio contábil, financeiro e econômico de múltiplos produtos; • Calcular a margem de contribuição ponderada de uma unidade produzida; • Elaborar relatórios internos com informações sobre custos, volume, preço, margem de contribuição e ponto de equilíbrio. Tempo estimado: Para concluir os estudos desta unidade serão necessários: 10 horas – aula (50 minutos) Observação: inserir webaula 3 Se na alocação dos custos e despesas fixas as unidades de produtos forem complexas, ou seja, não sendo possível mapear um critério menos arbitrário, deve-se https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ identificar os gastos variáveis por unidade produzidas e calcular a margem de contribuição unitária. A margem de contribuição unitária identifica quando cada unidade vendida contribui para cobrir os gastos fixos. Fórmulas do cálculo da Margem de Contribuição Unitária (MCU) = Preço de Venda Unitário – Gastos variáveis Fórmula de Cálculo da Margem de Contribuição em Percentual = Margem de Contribuição Unit / Preço de Venda Unitário x 100 Quando a empresa comercializa produtos diversos ele pode calcular o ponto de equilíbrio com múltiplos produtos através da margem de contribuição ponderada. A margem de contribuição unitária ponderada permite obter o ponto de equilíbrio financeiro em unidades monetárias. Resultante das margens de contribuição decimais unitárias de cada produto multiplicadas pela participação nas vendas de cada produto na forma decimal (BRUNI, 2018, p.63-64). Exemplo de cálculo da margem de contribuição ponderada: Uma lanchonete deseja calcular o seu ponto de equilíbrio financeiro. Basicamente, a empresa comercializa refrigerantes (com margem de contribuição percentual igual a 30%) e sanduíches (com margem de contribuição igual a 50%). Os gastos fixos da empresa são iguais a $ 840,00 por mês e as vendas são distribuídas entre refrigerantes e sanduíches com percentuais respectivamente iguais a 40% e 60%. Vejamos informações mapeadas no quadro abaixo: https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Produtos Margem de Contribuição em Percentual Participação nas Vendas Mensais por Produto Sanduíches 50% 60% Refrigerantes 30% 40% Para calcular a margem de contribuição ponderada sugere-se as seguintes instruções: Passo 1: Converter a margem de contribuição e participação nas vendas em forma decimal; Produtos Margem de Contribuição em Percentual Participação nas Vendas Mensais por Produto Sanduíches 0,50 0,60 Refrigerantes 0,30 0,40 Passo 2: Multiplicar a Margem de Contribuição pela participação nas vendas mensais de cada produto, ambas informações na forma decimal: Vejamos: Sanduíches = 0,50 x 0,60 = 0,30 Refrigerantes = 0,30 x 0,40 = 0,12 https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Passo 3: Agora é só somar as margens de contribuição dos produtos, e teremos a margem de contribuição ponderada. Vejamos: 0,12 + 0,30 = 0,42 Passo 4: Agora é só calcular o ponto de equilíbrio. O Ponto de Equilíbrio representa o volume de vendas que determinada empresa precisa para cobrir todos os seus gastos. O ponto de equilíbrio pode ser contábil, financeiro ou econômico (BRUNI, 2018, p.59). Pode-se calcular o ponto de equilíbrio financeiro, contábil e econômico. Vejamos: Fórmulas: 1. Ponto de Equilíbrio Financeiro (PEF) = Gastos Fixos - Depreciação / Margem de Cont. Ponderada 2. Ponto de Equilíbrio Contábil (PEC) = Gastos Fixos / Margem de Cont. Ponderada 3. Ponto de Equilíbrio Econômico (PEE) = Gastos Fixos + Remuneração do capital próprio / Margem de Cont. Ponderada Considerando que o exemplo apresentado contempla os gastos com depreciação vamos calcular o ponto de equilíbrio contábil: Resolução: PEC= R$ 840 (gastos fixos mensais) / 0,42 (margem de contribuição Ponderada) = R$ 2.000 https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Interpretação: Com uma receita aproximada de R$ 2.000 a empresa consegue cobrir todos os seus gastos fixos, ou seja, lucro (ZERO). Ficou com dúvida sobre algum conteúdo desta unidade acesse o endereço eletrônico https://contabilidadegerencialfernanda.blogspot.com/2021/09/espaco-para-duvidas-sobre- os-conteudos.html e deixe sua dúvida. Assim que a professora visualizar ela irá responder. BAHIA, Roberta. O meu preço esta correto? Um guia para formação de preço para produto e serviço. E-book Kindle Amazon, 2020. BORNIA, Antonio Cezar. Análise gerencial de custos: Aplicação em empresas modernas. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2010. BRUNI, Adriano Leal. A administração de custos, preços e lucros. 6.ed. São Paulo: Atlas, 2018. [Minha Biblioteca] LEONE, George S. Guerra; LEONE, Rodrigo José Gerra. Os 12 mandamentos dagestão de custos. Rio de Janeiro. Editora FGV, 2007. https://cursos.ead.ifro.edu.br/ https://contabilidadegerencialfernanda.blogspot.com/2021/09/espaco-para-duvidas-sobre-os-conteudos.html https://contabilidadegerencialfernanda.blogspot.com/2021/09/espaco-para-duvidas-sobre-os-conteudos.html Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ SANTOS, Marineia Almeida dos, Contabilidade de Custos. Salvador: UFBA, Faculdade de Ciências Contábeis; Superintendência de Educação a Distância , 2018. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/30859/1/eBook%20Contabilidade%20de%2 0Custos%20UFBA.pdf Acesso em 30 Mai. 2020. UNIDADE 4: MÉTODO DE ANÁLISE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS E CÁLCULO DOS INDICADORES DE LIQUIDEZ E ENDIVIDAMENTO Olá! Você sabe como é a estrutura do balanço patrimonial e da Demonstração de Resultado do Exercício? Conhece os métodos e relatórios da análise das demonstrações contábeis? Sabe calcular os índices de liquidez e endividamento? Se não, esta unidade vai levar você a um novo aprendizado cheio de desafios e novas descobertas sobre os conceitos introdutórios da contabilidade gerencial com enfoque inicial na análise das demonstrações contábeis como artefato para tomada de decisão dos usuários internos e cálculo dos indicadores de liquidez e endividamento. Ao final desta unidade, você será capaz de: • Identificar as contas e a estrutura do balanço patrimonial e da demonstração de resultado do exercício; • Calcular os índices de liquidez, endividamento. https://cursos.ead.ifro.edu.br/ https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/30859/1/eBook%20Contabilidade%20de%20Custos%20UFBA.pdf https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/30859/1/eBook%20Contabilidade%20de%20Custos%20UFBA.pdf https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/30859/1/eBook%20Contabilidade%20de%20Custos%20UFBA.pdf https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/30859/1/eBook%20Contabilidade%20de%20Custos%20UFBA.pdf Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Tempo estimado: Para concluir os estudos desta unidade serão necessários: 10 horas – aula (50 minutos) INSERIR WEBAULA 4.1 Análise das Demonstrações Contábeis (Método, Relatório e estrutura das demonstrações contábeis) O método de análise das demonstrações contábeis demonstra o passo a passo a ser seguido capaz de otimizar tempo de forma que as análises procedidas alcancem bons resultados e tomada de decisão assertivas e tempestivas (MARTINS, MIRANDA, DINIZ, 2019, p.68). O método de análise é realizado em três etapas: Observação, exame e interpretação. Na etapa da observação deve identificar: • Se as demonstrações contábeis são confiáveis? • Acompanha as demonstrações contábeis o parecer de auditores independentes? • Você conhece muito bem o contador e os gestores? Caso as demonstrações contábeis não estejam acompanhadas de parecer de auditores independente e se você não conhece o contador e os gestores e os processos, métodos de geração de informações contábeis, para identificar o grau de confiabilidade é um risco avançar com a análise. Identifique quais as contas e grupos de contas que mais se destacam nas demonstrações contábeis. A etapa do exame será feita uma padronização capaz de facilitar todo o processo de análise e irá realizar o cálculo dos indicadores disponíveis. Dentre os métodos de realização da análise Gopal (2009 apud MARTINS, MIRANDA, DINIZ, 2019) temos: Análise Horizontal; Análise Vertical; Análise Horizontal conjugada com a vertical, Indicadores. Já a interpretação é a fase que destina a tirar conclusões sobre os resultados encontrados. Segue abaixo possibilidades de interpretação dos resultados encontrados: Um único índice; grupos de índices; comparação histórica e sazonalidade; comparação de índices entre e dentro da empresa; comparação com outras empresas; comparação com a própria empresa. Finalizada a interpretação deverá ser construído o relatório da análise (modelo disponível no capítulo 11 do Livro Análise didática das demonstrações contábeis de Martins, Miranda e Diniz, 2019 disponível na Minha Biblioteca) com a posição financeira, econômica e operacional da empresa, com vista a avaliar seu desempenho passado, presente e futuro. Para realizar um relatório mais completo e detalhado sugere-se acessar as “1000 maiores empresas do Valor Econômico; 500 maiores empresas publicadas pela revista Exame ou https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ a análise financeira realizada pelo Instituto Assaf das S.A” (MARTINS, MIRANDA, DINIZ, 2019, p.216) para maiores possibilidades de interpretação dos resultados. Para realizar a análise das demonstrações contábeis devem conhecer no mínimo a estrutura e a composição das contas contábeis do Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultado do Exercício. 1.Estrutura do Balanço Patrimonial(BP) Fonte: (OYADOMARI,TIOMATSU, 2018, p.4) 1.1.1 Estrutura do Balanço Patrimonial com agrupamento das contas contábeis por grupo de subgrupo. O balanço patrimonial é formado pelo agrupamento dos saldos dos grupos do ativo (bens, direitos e obrigações) e passivo (capital de terceiros) e patrimônio líquido (capital próprio). Balanço Patrimonial (bens, direitos e Obrigações) Posição Patrimonial e Financeira Onde se investe? Como se financia? Capacidade de pagar Passivos https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ No subgrupo ativo circulante são classificados os itens de maior liquidez, ou seja, aqueles realizáveis (por venda, recebimento ou consumo) no curto prazo, isto é, menos de um ano, até 12 meses (MARTINS, MIRANDA, DINIZ, 2019, p. 22). No subgrupo ativo não circulante São classificados os itens do ativo de menor liquidez, os quais serão realizáveis (ao transformarem-se em dinheiro) no longo prazo (ibidem) No subgrupo passivo circulante são classificadas todas as obrigações cuja liquidação deve ser feita no prazo de um ano, exigíveis até 12 meses após o encerramento do exercício financeiro. (MARTINS, MIRANDA, DINIZ, 2019). Já no subgrupo ativo não circulante São classificadas todas as obrigações cuja liquidação deve ser feita no prazo superior a um ano, exigíveis após 12 meses do encerramento do exercício financeiro (Idibem). No subgrupo patrimônio líquido registra o valor residual dos ativos da entidade depois de deduzidos todos os seus passivos. O Patrimônio Líquido representa o total de recursos próprios da entidade pertencentes a seus sócios e acionistas(MARTINS, MIRANDA, DINIZ, 2019, p. 25). O balanço patrimonial pode ser visualizado por três perspectivas. Vejamos: Ativo • Ativo Circulante • Disponível • Contas a Receber • Estoques • Ativos Especiais e Despesas Antecipadas • Ativo não Circulante • Realizável a Longo Prazo • Investimento • Imobilizado, • Intangível Passivo e Patrimônio Líquido • Passivo Circulante • Fornecedores • Obrigações Fiscais • Passivo Não Circulante • Patrimônio Líquido • Capital Social • Reservas de Capital • Ajustes de Avaliação Patrimonial https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Fonte: OYADOMARI,TIOMATSU, 2018, p. 5 2. Estrutura da Demonstração do Resultado do Exercício (DRE) Demonstração de Resultado do Exercício (Receitas, despesas, lucro) Eficiência/Desempenho Econômico Dá lucro ou prejuízo? Quanto é o faturamento? Operacional ou financeiro? https://cursos.ead.ifro.edu.br/Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Nas publicações da Demonstração de Resultado do Exercício (DRE) deve-se começar a Demonstração com a Receita Líquida, a receita bruta fica evidenciada apenas em nota explicativa. Par a apuração da Receita Líquida são deduzidos da receita bruta os seguintes itens: • Vendas canceladas e devoluções de mercadorias realizadas no período, • Abatimentos realizados geralmente por defeitos de mercadorias ou pagamentos antecipados; • Impostos Incidentes sobre Vendas (ICMS, IPI, ISS, PIS, COFINS etc (MARTINS, MIRANDA, DINIZ, 2019, p. 33). Das receitas líquidas são deduzidos os CMV (Custos das Mercadorias Vendidas), ou CPV (custos dos produtos vendidos), ou CSP (custos dos serviços prestados para se chegar ao Resultado Bruto (MARTINS, MIRANDA, DINIZ, 2019, p.33). Fórmula: Resultado Bruto ou Lucro Bruto = Receitas Líquidas – Custos dos Produtos Vendidos ou serviços prestados Receita Líquida •( - ) Custos dos Produtos Vendidos ou Serviços Prestados = Resultado Bruto • ( - ) Despesas Operacionais • ( - ) Despesas com Vendas • ( - ) Despesas Administrativas •( +) Receitas Financeiras • ( - ) Despesas Financeiras • ( - ) Outras Receitas e Despesas Operacionais = Resultado Operacional •( - ) Provisão para IR e Contribuição Social = Resultado Líquido antes das participações e contribuições •( - ) Participações •( - ) Contribuições = Lucro Líquido do Exercício •( + ) Juros sobre o Capital Próprio = Lucro Líquido por Ação https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ As Despesas operacionais compreendem os gastos para manutenção das atividades relativas à operação (negócio) do empreendimento. As despesas operacionais subdivide-se em: • Despesas com vendas: envolvem todos os gastos relativos à promoção, distribuição e venda dos produtos ou serviços da entidade; • Despesas administrativas: são gastos da entidade para manter a gestão do empreendimento, incluem: salários dos funcionários da administração materiais de escritório etc. • Receitas Financeiras: entradas de recursos oriundos de atividades operacionais da empresa, • Despesas Financeiras: são remunerações pagas pelo uso de capital de terceiros; • Outras receitas e despesas operacionais: despesas operacionais não enquadradas nos grupos anteriores (ibidem). Para se chegar no lucro operacional basta deduzir do Lucro Bruto as despesas Operacionais (ibidem). Cálculo do Lucro Operacional ou Resultado Operacional = Lucro Bruto – Despesas Operacionais Para se chegar no l Resultado Líquido antes das Participações e Contribuições basta deduzir do Lucro operacional a provisão para IR- Imposto de Renda e Contribuição Social(ibidem). Cálculo do Resultado Líquido antes das Participações e Contribuições = Lucro Operacional – Provisão para IR e Contribuição Social. As participações e Contribuições compreendem as deduções relativas às diversas participações e contribuições previstas nos estatutos: debêntures, participações de empregados, administradores e partes beneficiárias, contribuições para instituições ou fundos de assistência ou previdência de empregados etc(ibidem). https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ INSERIR WEBAULA 4.2 Indicadores de Liquidez e endividamento 4.2 Os índices de Liquidez apresentam a situação financeira de uma empresa frente aos compromissos financeiros assumidos, demonstrar a capacidade para quitar as minhas dívidas, obrigações, sinaliza a condição de sua própria continuidade (MARTINS, MIRANDA, DINIZ, 2019, p.106). Na análise dos índices de liquidez vale lembrar que quanto maior melhor. Para realizar o cálculo dos índices de liquidez devemos coletar os saldos dos subgrupos e das seguintes contas contábeis do balanço patrimonial: ativo circulante, passivo circulante, estoques, despesas antecipadas, caixa e equivalentes de caixa, aplicações financeiras, realizável a longo prazo e passivo circulante. Os índices que compõem a análise da liquidez são: 4.2.1 Liquidez Corrente: Indica a relação entre os ativos com realização a curto prazo com os passivos que serão exigíveis a curto prazo. O mesmo indica a capacidade de pagamento a serem exigidos no curto prazo. Fórmula = Ativo Circulante / Passivo Circulante 4.2.2 Liquidez Seca: Indica a relação entre os ativos com realização a curto prazo, reduzidos os estoques, com os passivos que serão exigíveis a curto prazo. Fórmula: Ativo Circulante – Estoques – Despesas pagas antecipadamente/Passivo Circulante 4.2.3 Liquidez Geral: Indica a relação entre os ativos com realização a curto prazo e longo prazo com os passivos que serão exigíveis a curto prazo e longo prazo. O mesmo indica a capacidade de pagamento a serem exigidos no curto prazo e longo prazo. https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Fórmula: Ativo Circulante + R. L.P (Circulante + Não Circulante) R. L. P: Realizável a longo prazo 4.2.4 Liquidez Imediata: Indica a relação entre as disponibilidades com os passivos que serão exigíveis a curto prazo. O mesmo indica a capacidade de pagamento considerando apenas os ativos de conversão imediata a numerários. Fórmula: Disponibilidades / Passivo Circulante 4.2.5 Exemplo de cálculo dos indicadores de liquidez e endividamento Para acompanhar a resolução do exemplo prático dos cálculos de índices de liquidez e endividamento sugiro participar da aula síncrona 3 e 4, devidamente agendadas no AVA- Ambiente Virtual de Aprendizagem. Os dados do exemplo prático foram coletados nas demonstrações contábeis da Empresa Arezzo S.A do exercício de 2016 disponíveis no seguinte endereço eletrônico: https://drive.google.com/file/d/1BYOMiic1WNRdH5tNqv--XI-- CJ0tSb9U/view?usp=sharing Segue abaixo etapas para coleta de dados, cálculos e interpretação das informações coletadas: Passo 1: Coletar as seguintes informações do Balanço Patrimonial: Ano 2016 1 Ativo Circulante 706.229 2 Passivo Circulante 201.830 3 Estoques 110.478 4 Despesas Antecipadas 0 5 Caixa e equivalentes de caixa 5.020 6 Aplicações Financeiras 237.824 7 Realizável a longo prazo 41.001 8 Passivo não circulante 35.619 https://cursos.ead.ifro.edu.br/ https://drive.google.com/file/d/1BYOMiic1WNRdH5tNqv--XI--CJ0tSb9U/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1BYOMiic1WNRdH5tNqv--XI--CJ0tSb9U/view?usp=sharing Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Passo 2: Realizar os cálculos utilizando os saldos contábeis coletados no passo 1, Passo 3: Realizar a interpretação de cada indicador. Agora vamos aos cálculos: 1. Liquidez Corrente: Ativo circulante / Passivo Circulante Resolução: (706229/201830) = 3,50 Interpretação: Para cada 1 real de dívida no curto prazo a empresa tem R$ 3,50 para quitá-las, 2. Liquidez Seca = Ativo Circulante – Estoques – Despesas antecipadas / Passivo circulante Resolução: (706229 - 110478 / 201830) = R$ 2,95 Interpretação: Para cada 1 real de dívida eu tenho R$ 2,95 para quitá-las; 3. Liquidez Geral = AC + Realizável a longo prazo / Passivo circulante + Passivo não circulante Resolução: (706229 + 41001) / (201830+ 35619) = 747230/ 237449 = 3,15 Interpretação: Para cada 1 real de dívida de curto e longo prazo a empresa tem R$ 3,15 para quitá-las; segundo Matarazzo (2010 apud MARTINS, MIRANDA, DINIZ, 2019, p. 109) esteíndice é importante para análise de liquidez da entidade a longo prazo; 4. Liquidez Imediata = Caixa+ Bancos + aplicação financeira / Passivo Circulante Resolução: 5.020 + 237824 / 201830 = 242844/201830 = 1,20 Interpretação: para cada 1 real de dívida no curto prazo a empresa tem 1,20 de recursos que poderiam ser pagas imediatamente. https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ 4.3 Os Índices de Estrutura Patrimonial e endividamento visam evidenciar a dependência da entidade em relação aos recursos de terceiros, ou seja, os percentuais de endividamento. Quanto menos dívidas a curto prazo, melhor. Para realizar o cálculo dos índices de endividamento devemos coletar os saldos dos subgrupos e das seguintes contas contábeis do balanço patrimonial: passivo circulante, passivo não circulante, ativo não circulante, realizável a longo prazo, patrimônio líquido. Antes de calcular os indicadores deve-se encontrar o valor do capital de terceiros que é a soma do passivo circulante com o passivo não circulante. Os índices que compõem a análise do endividamento são: 4.3.1 Participação de capital de terceiros: Mostra quanto à empresa tem de dívidas com terceiros (passivo circulante + passivo não circulante) para cada real de recursos próprios. Não se pode dizer que um índice de endividamento seja bom ou ruim. Sendo necessário analisar a qualidade da dívida (prazo de vencimento, taxa de juros, risco de moeda), pois uma dívida de longo prazo e de juros baixos é interessante. Fórmula: Capital de terceiros / Patrimônio Líquido x 100 4.3.2 Composição do endividamento: Este índice permite conhecer os prazos de vencimentos de suas dívidas, revela quando de dívida total (passivo circulante + passivo não circulante) com terceiros é exigível no curto prazo (passivo circulante) Fórmula: Passivo circulante / Capital de Terceiros x 100 4.3.3 Imobilização do Patrimônio Líquido: Este índice apresenta a parcela do capital próprio que está investida em ativos de baixa liquidez. Quanto mais recursos próprios estiverem investidos em ativos de baixa liquidez, menos sobrará para investir em ativos circulantes. O ideal é que a empresa financie o Ativo Circulante com recursos próprios para diminuir a dependência de terceiros. https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Fórmula: (Ativo não circulante – Ativo Realizável a longo prazo) / Patrimônio Líquido x 100 4.3.4 Imobilização de Recursos não correntes: Este índice mostra o percentual de recursos de longo prazo aplicados nos grupos de ativos de menor liquidez (imobilizado, investimentos e intangível). Índices de imobilização de recursos não-correntes superiores a 1,0, significam que a entidade está imobilizando recursos de curso prazo (passivo circulante) é que é sinal de desequilíbrio financeiro. Fórmula: Ativo não circulante – Ativo Realizável a longo prazo / Patrimônio Líquido + Passivo não circulante x 100 * PL: Patrimônio Líquido 4.3.5 Exemplos de cálculo dos indicadores de Estrutura Patrimonial e endividamento Para acompanhar a resolução do exemplo prático dos cálculos de índices de liquidez e endividamento sugiro participar da aula síncrona 3 e 4, devidamente agendadas no AVA- Ambiente Virtual de Aprendizagem. Os dados do exemplo prático foram coletados nas demonstrações contábeis da Empresa Arezzo S.A do exercício de 2016 disponíveis no seguinte endereço eletrônico: https://drive.google.com/file/d/1BYOMiic1WNRdH5tNqv--XI-- CJ0tSb9U/view?usp=sharing Passo 1: Coletar as seguintes informações do Balanço Patrimonial: Exercício 2016 1 Saldo do Passivo Circulante 201.830 2 Saldo do Passivo não Circulante 35.619 3 Capital de Terceiros (somar: subgrupo Passivo Circulante + Passivo Não Circulante) 237.449 4 Saldo do Ativo não Circulante 200.919 5 Saldo do Realizável a Longo Prazo 41.001 https://cursos.ead.ifro.edu.br/ https://drive.google.com/file/d/1BYOMiic1WNRdH5tNqv--XI--CJ0tSb9U/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1BYOMiic1WNRdH5tNqv--XI--CJ0tSb9U/view?usp=sharing Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ 6 Saldo do Patrimônio Líquido 669.699 Passo 2: Realizar os cálculos utilizando os saldos contábeis coletados no passo 1 nas fórmulas apresentadas na unidade; Passo 3: Realizar a interpretação do indicador. Agora vamos aos cálculos: 1.Participação de capital de terceiros: Capital de terceiros / Patrimônio Líquido x 100 Resolução: 237449/ 669699 x 100 = 35,45% Interpretação: Este indicador demonstra que o montante de dívidas (curto prazo e longo) representa 35% do total do patrimônio líquido. Um bom parâmetro para se avaliar os índices de endividamento é a média do setor no qual a empresa está inserida (MARTINS, MIRANDA, DINIZ, 2019, p.120). 2.Composição do endividamento: Passivo circulante/Capital de terceiros x 100 Resolução: 201830/237449 x 100 = 84,99% Interpretação: Este índice revela que 84,99% da dívida da empresa são dívidas no curto prazo. Segundo Martins, Miranda, Diniz (2019, p. 120) uma empresa que tenha grande parte de suas dívidas vencíveis no curto prazo, se surpreendida por uma crise, terá que tomar providências desfavoráveis do ponto de vista econômico para conseguir cumprir suas obrigações de curto prazo. 3. Imobilização do Patrimônio Líquido: Ativo não circulante – Realizável a longo prazo / Patrimônio Líquido x 100 Resolução: (200919 – 41.001) / 669699 x 100 = 159918/669699 x 100 = 23,87% Interpretação: Este índice revela que 23,87% dos recursos próprios (patrimônio líquido) foram investidos em ativos de baixa liquidez. Para investir em ativos circulantes como estoques, bancos, aplicações financeiras no exercício financeiro de https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ 2016 era de 76,12%, ou seja, R$ 509.774,88. Segundo Martins, Miranda, Diniz (2019, p. 121) a situação da empresa neste indicador é ideal, pois diminui a dependência de terceiros e consequentemente, o risco. 4. Imobilização de Recursos não correntes: Ativo não circulante – Ativo Realizável a longo prazo / PL + Passivo não circulante x 100 Resolução: (200919 – 41001) / (669699 + 35619) x 100 = 159918 / 705318 x 100 = 22,67% Interpretação: Este índice revela que 22,67% o percentual de recursos de longo prazo aplicados em ativos de menor liquidez. Segundo Martins, Miranda, Diniz (2019, p. 121) a situação da empresa neste indicador é ideal, o que demonstra equilíbrio financeiro, ou seja, a empresa não está usando recursos do curto prazo para aquisição de componentes do grupo investimentos, imobilizado e intangível. Saiba mais: Assista o vídeo sobre como calcular os índices de liquidez disponível no seguinte endereço eletrônico: https://youtu.be/TdGGYYm5SBo. COLARES, A. C. V.; FERREIRA, C. O.; Aplicação de Artefatos gerenciais de contabilidade nas empresas mineiras prestadoras de serviços sob a ótica das variáveis de setor e porte. REVISTA MINEIRA DE CONTABILIDADE, ISSN 1806-5988. Disponível em: https://revista.crcmg/rmc/article/view/296. Acesso em: 04 Out. 2021. https://cursos.ead.ifro.edu.br/ https://youtu.be/TdGGYYm5SBo https://revista.crcmg/rmc/article/view/296 Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ FREZATTI, F.; et all. Controle gerencial: Uma Abordagem da Contabilidade Gerencial no Contexto Econômico, Comportamentale Sociológico São Paulo: Atlas, 2009 [Minha Biblioteca]. Acesso em: 30 set. 2021 IUDICIBUS, S. Contabilidade gerencial: da teoria a prática - 7ª ed. ed.- São Paulo: Atlas, 2020 [Minha Biblioteca]. Acesso em: 30 set. 2021. MARTINS, E.; MIRANDA, G. J.; DINIZ, J. A. Análise didática das demonstrações contábeis. 2 ed.- São Paulo: Atlas, 2019 [Minha Biblioteca]. OYADOMARI A.L.,TIOMATSU, J. C.. Contabilidade Gerencial - Ferramentas para Melhoria de Desempenho Empresarial.Grupo GEN, 2018. 9788597018226. Disponível em: [Minha Biblioteca] Acesso em: 30 set. 2021. UNIDADE 05: ADMINISTRAÇÃO DO CAPITAL DE GIRO E INDICADORES DE RENTABILIDADE Olá! Você sabe como calcular e analisar os índices de capital de giro e rentabilidade de uma empresa? Se não, esta unidade vai levar você a um novo aprendizado cheio de desafios e novas descobertas sobre o cálculo dos indicadores de administração do capital de giro e de rentabilidade das demonstrações contábeis para tomada de decisão dos usuários internos. Ao final desta unidade, você será capaz de: • Calcular os índices de administração de capital de giro e rentabilidade das demonstrações contábeis; • Analisar quanto uma empresa gera de renda e para quem vai esta renda, https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Tempo estimado: Para concluir os estudos desta unidade serão necessários: 10 horas – aula (50 minutos) INSERIR WEBAULA 5.1 Indicadores de administração do Capital de Giro Através dos indicadores de administração de capital de giro identificamos se a situação financeira está equilibrada. Buscamos identificar se as ações dos gestores promovem a quitação dos compromissos assumidos, com o menor impacto possível na rentabilidade da empresa. Para realizar o cálculo dos índices de liquidez devemos coletar os saldos dos subgrupos e contas contábeis do balanço patrimonial: Para calcular o capital circulante líquido devemos identificar o montante do Ativo Circulante e Passivo Circulante; Para calcular a necessidade de capital de giro devemos coletar as seguintes informações do balanço patrimonial: a) Para encontrar o montante do ativo circulante operacional devemos somar os valores das seguintes contas ou subgrupos de contas contábeis: Clientes, contas a receber ou duplicatas a receber, estoques, impostos a recuperar e outros ativos. Desse modo, encontraremos o valor do ativo circulante operacional. b) Para encontrar o montante do passivo circulante operacional devemos somar os valores das seguintes contas ou subgrupos contábeis: fornecedores, obrigações trabalhistas, obrigações tributárias, arrendamentos a pagar, obrigações com administradoras de cartões, obrigações estatutárias, provisões e outras obrigações. Desse modo, encontraremos o valor do passivo circulante operacional. Para calcular o saldo de tesouraria devemos coletar as seguintes informações do balanço Patrimonial: https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ a) Para encontrar o montante do ativo circulante financeiro devemos somar os valores das seguintes contas ou subgrupos de contas contábeis: caixa e equivalentes de caixa, aplicações financeiras e instrumentos financeiros derivativos. Desse modo, encontraremos o valor do ativo circulante financeiro. b) Para encontrar o montante do passivo circulante financeiro devemos somar os valores das seguintes contas ou subgrupos de contas contábeis: empréstimos, financiamentos e instrumentos financeiros derivativos. Desse modo, encontraremos o valor do passivo circulante financeiro. Os índices que compõem a análise da administração do capital de giro são: 5.1.1. Capital circulante líquido: representa a diferença entre o ativo circulante e o passivo circulante. Quando positivo, o CCL significa que a empresa possui mais aplicações que fontes de financiamento no curto prazo. Fórmula: Ativo Circulante – Passivo Circulante 5.1.2. Necessidade de capital de giro: É a quantidade de recursos financeiros que a empresa necessitar para manter suas operações em funcionamento. Se for negativo, a empresa precisa utilizar recursos de fonte financeira para custear suas atividades. Fórmula: Ativo Circulante Operacional – Passivo Circulante Operacional As principais contas componentes dos grupos do ativo operacional e financeiro do circulante são as seguintes: Ativo Circulante Operacional: clientes, diminuídos da provisão para devedores duvidosos, adiantamentos a fornecedores, estoques, impostos a recuperar (IPI, ICMS), despesas antecipadas. Ativo Circulante Financeiro: disponibilidades, aplicações financeiras, créditos de empresas coligadas ou controladas, imóveis para venda, equipamentos desativados disponibilizados para negociação (ativo não circulantes disponíveis para venda). https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Passivo Circulante Operacional: fornecedores, impostos (PIS/Cofins, ICMS, IPI, IR, CSSL), adiantamentos de clientes, salários e encargos sociais, participações de empregados, despesas operacionais a pagar, etc. Passivo Circulante Financeiro: empréstimos e financiamentos de curto prazo, duplicatas descontadas, dívidas com coligadas e controladas, etc. 5.1.3. Saldo de Tesouraria: Este indicador demonstra se a empresa terá disponibilidade de recursos para garantir a liquidez no curtíssimo prazo. Se o valor for positivo, indica que a empresa terá disponibilidade de recursos para garantir quitar as suas dívidas em curtíssimo prazo. Fórmula: Ativo Circulante Financeiro – Passivo Circulante Financeiro Analisando o Capital Circulante Líquido (CCL), necessidades de capital de giro (NCG), Saldo de Tesouraria (ST): A análise conjunta desses três índices, poderá proporcionar importantes evidências sobre a liquidez de um empreendimento no curto prazo conforme Braga (1991 apud MARTINS, MIRANDAE DINIZ, 2019, p. xx) vejamos: Tipo/Item CCL NCG ST Situação I + _ + Excelente II + + + Sólida III + + - Insatisfatória IV - + - Péssima V - - - Muito Ruim VI - - + Alto Risco Análise dos tipos de Empresa sobre a administração do capital de giro: Para identificar o tipo de empresa deve-se marcar na tabela acima se o índice encontrado foi positivo ou negativo. Vejamos abaixo interpretação conjunta dos resultados, conforme tipo de empresa. Empresa Tipo I: A análise da composição desses itens mostra que ela possui fontes de financiamento operacionais que cobrem todos os ativos operacionais e ainda sobram https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ recursos, ou seja, talvez tenha prazos junto a fornecedores que cubram a rotação dos estoques e os recebimentos de clientes com folga. Este tipo de configuração pode ser encontrado entre empresas do setor comercial varejista. Empresa Tipo II- São empresas sólidas, sendo esse tipo de empreendimento representa a posição mais comum no mercado. A empresa apresenta necessidade de capital de giro positiva, ou seja, os seus passivos operacionais são insuficientes para financiarem suas aplicações operacionais de curto prazo. Empresa Tipo III- Neste tipo de empresa, ele precisa de capital de giro, pois os passivos operacionais são insuficientes para financiar os ativos circulantes operacionais. Além disso, os passivos circulantes financeiros são superiores aos ativos circulantes financeiros. Se ocorrer uma recessão, os itens do ativo circulante operacional poderão ter dificuldades de realização, ao passo queo passivo financeiro poderá se elevar em virtude das taxas aulas de juros. Empresa Tipo IV – A situação da empresa é complicada, péssima. Sendo que ela não consegue financiar com seus passivos operacionais a sua operação. O saldo de tesouraria é negativo, pois a empresa está financiando sua necessidade de capital de giro com empréstimos em curto prazo. Empresa Tipo V- A empresa possui CCL negativo, revelando insuficiência de recursos circulantes para fazer frente às necessidades de curto prazo, classificação da empresa como esse formato como muito ruim. Empresa Tipo VI – Empresa de alto risco, pelo uso de fontes de curto prazo aplicados em ativos não circulantes. Apresenta segurança em termos financeiros se seu CCL for maior que a necessidade de capital de giro, pois, nesta situação, as fontes de longo prazo (passivo não circulante) financiam as atividades operacionais e seu saldo em tesouraria é positivo. 5.1.4 Exemplos de cálculos da administração de capital de giro https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Para acompanhar a resolução do exemplo prático dos cálculos de índices de administração de capital de giro sugiro participar da aula síncrona 3 e 4, devidamente agendadas no AVA- Ambiente Virtual de Aprendizagem. Os dados do exemplo prático foram coletados nas demonstrações contábeis da Empresa Arezzo S.A do exercício de 2016 disponíveis no seguinte endereço eletrônico: https://drive.google.com/file/d/1BYOMiic1WNRdH5tNqv--XI-- CJ0tSb9U/view?usp=sharing 1. Capital Circulante Líquido Fórmula: Ativo Circulante – Passivo Circulante Para cálculo do Capital Circulante Liquido você deverá coletar as seguintes informações no balanço patrimonial: Exercício 2016 1 Ativo Circulante 706.229 2 Passivo Circulante 201.830 Resolução: 706.229 - 201.830 = R$ 504.399 Interpretação: Este índice revela que a empresa possui mais aplicações que fontes de financiamento, ou seja, o passivo circulante financia parte do ativo circulante, o restante é financiado por passivos de longo prazo ou de patrimônio líquido. 2. Necessidade de capital de giro: Ativo Circulante Operacional – Passivo Circulante Operacional https://cursos.ead.ifro.edu.br/ https://drive.google.com/file/d/1BYOMiic1WNRdH5tNqv--XI--CJ0tSb9U/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1BYOMiic1WNRdH5tNqv--XI--CJ0tSb9U/view?usp=sharing Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Passo 1: Identificar as contas que compõem o ativo circulante operacional e passivo circulante operacional Contas do Ativo Circulante Operacional Valores no Balanço Consolidado 2016 Arezzo Clientes 315.304 (-) Provisão para devedores duvidosos 0 Adiantamentos a fornecedores 0 Estoques 110.478 Impostos a recuperar 22.562 Despesas antecipadas 0 Total R$ 448344 Contas do Passivo Circulante Operacional Valores no Balanço Consolidado 2016 Arezzo Fornecedores 66.445 Impostos a recolher/a pagar/Obrigações tributárias 22.861 Adiantamentos de clientes 0 Salários e encargos sociais a pagar 23.639 Participações de empregados a pagar Despesas operacionais a pagar Total R$ 112945 Resolução: R$ 448344 - R$ 112945 = R$ 335399 Interpretação: Este índice revela que R$ 335399 devem ser financiados com passivos financeiros de curto prazo ou não circulantes. https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ 3. Saldo de Tesouraria = Ativo Circulante Financeiro – Passivo Circulante Financeiro Passo 1: Identificar as contas que compõem o ativo circulante operacional e passivo circulante operacional Contas do Ativo Circulante Financeiro Valores no Balanço Consolidado 2016 Arezzo Disponibilidades 5.020 Aplicações financeiras 237.824 Créditos de empresas coligadas ou controladas 0 Imóveis para venda, 0 Equipamentos desativados disponibilizados para negociação (ativo não circulantes disponíveis para venda). 0 Total R$ 242844 Contas do Passivo Circulante Financeiro Valores no Balanço Consolidado 2016 Arezzo Empréstimos e financiamentos de curto prazo, 78.970 Duplicatas descontadas, 0 Dívidas com coligadas e controladas, 0 Total R$ 78970 Resolução: R$ 242844 - R$ 78970 = R$ 163874 Interpretação: O saldo de tesouraria demonstra que a empresa terá disponibilidade de recursos para garantir a liquidez no curtíssimo prazo. https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Agora vamos realizar a análise conjunta do Capital Circulante Líquido (CCL), necessidades de capital de giro (NCG), Saldo de Tesouraria (ST) desenvolvida por Braga (1991). A análise conjunta desses três índices, poderá proporcionar importantes evidências sobre a liquidez de um empreendimento no curto prazo. Vejamos: Tipo/Item CCL+ NCG+ ST + Situação I + _ + Excelente II + + + Sólida III + + - Insatisfatória IV - + - Péssima V - - - Muito Ruim VI - - + Alto Risco Análise dos tipos de Empresa sobre a administração do capital de giro demonstra que a empresa se classifica como Empresa Tipo II- São empresas sólidas, sendo esse tipo de empreendimento representa a posição mais comum no mercado. A empresa apresenta necessidade de capital de giro positiva, ou seja, os seus passivos operacionais são insuficientes para financiarem suas aplicações operacionais de curto prazo. INSERIR WEBAULA 5.2 Indicadores de rentabilidade https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Os Índices de rentabilidade revelam a análise do aspecto econômico, a rentabilidade é a alma do negócio. Sem rentabilidade a continuidade da empresa estará comprometida. Devemos comparar o desempenho da entidade com empresas que atuam no mesmo segmento. Antes de iniciar a análise devemos levantar os valores do investimento da empresa e o patrimônio inicial. O valor do Investimento é encontrado da seguinte forma: [Ativo (inicial) – Passivo Operacional (inicial)] + [ativo (final)– Passivo Operacional (final)] /2 Onde ativo inicial é o valor do ativo total do ano anterior, e o ativo final é o valor do ativo total do ano que estamos realizando a cálculo dos índices. Exemplo: Se estamos realizando o cálculo dos índices do Ano de 2016, então o valor do ativo inicial será do ano de 2015, e o valor do ativo inicial será do ano de 2016. O valor total do passivo operacional inicial será do ano de 2015, e o valor do passivo operacional final será do ano de 2016. Já o valor do patrimônio inicial é o valor deste grupo referente ao ano anterior. Exemplo: se estamos realizando o cálculo dos índices do ano de 2016, então o valor do patrimônio inicial será do ano de 2015. Para realizar o cálculo dos índices de rentabilidade devemos coletar os seguintes saldos dos subgrupos e contas contábeis do balanço patrimonial: ativo total inicial (saldo do BP do ano anterior), passivo circulante operacional inicial (saldo do BP do ano anterior), ativo total final (saldo do BP do ano analisado), passivo circulante operacional final (saldo do BP do ano analisado), patrimônio líquido inicial (saldo do BP do ano anterior). Já da Demonstração de Resultado do Exercício devemos coletar os seguintes saldos dos subgrupos e contas contábeis: lucro bruto (ou resultado operacional bruto), receitas líquidas (ou receitas operacionais líquidas), lucro operacional líquido. Os índices que compõem a análiseda rentabilidade são: 5.2.1 Margem bruta: Indica o percentual das vendas disponível para custear as despesas operacionais. https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Fórmula: Lucro Bruto x 100 Receitas Líquidas 5.2.2 Margem líquida: Indica o percentual das vendas convertido em lucro, é um importante sinalizador de rentabilidade da empresa. Fórmula: Lucro Operacional líquido x 100 Receitas Líquidas 5.2.3 Retorno sobre o investimento: Indica o percentual de rentabilidade sobre os investimentos, ou seja, quanto a entidade obtém de lucro para cada R$ 100,00 investidos. Fórmula: Lucro Operacional líquido x 100 Investimento 5.2.4 Retorno sobre o patrimônio líquido: Indica o percentual de rentabilidade sobre o patrimônio líquido, ou seja, quanto a entidade obtém de lucro para cada R$ 100,00 investidos pelos sócios e acionistas. Fórmula: Lucro Operacional líquido x 100 Patrimônio Líquido (inicial) 5.2.5 Giro do Ativo: Este índice compara as vendas da empresa com o seu investimento, ou seja, indica quanto a empresa vendeu de cada real investido na empresa. Quanto mais conseguir girar o seu ativo, melhores serão os seus resultados. Fórmula: Receitas líquidas Investimento 5.2.5 Exemplos de cálculos de indicadores de rentabilidade https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Para acompanhar a resolução do exemplo prático dos cálculos de índices de rentabilidade sugiro participar da aula síncrona 3 e 4, devidamente agendadas no AVA- Ambiente Virtual de Aprendizagem. Os dados do exemplo prático foram coletados nas demonstrações contábeis da Empresa Arezzo S.A do exercício de 2016 disponíveis no seguinte endereço eletrônico: https://drive.google.com/file/d/1BYOMiic1WNRdH5tNqv--XI-- CJ0tSb9U/view?usp=sharing Segue abaixo etapas para coleta, cálculos e interpretação das informações: Passo 1: Antes de iniciar a análise devemos levantar os valores do investimento da empresa e o patrimônio inicial. O valor do Investimento é encontrado da seguinte forma: [Ativo (inicial) – Passivo Operacional (inicial)]+ [ Ativo (final)– Passivo Operacional (final)] /2 Onde ativo inicial é o valor do ativo total do ano anterior. Já o ativo final é o valor do ativo total do ano que estamos realizando a cálculo dos índices. Exemplo: Se estamos realizando o cálculo dos índices do Ano de 2016, então o valor do ativo inicial será do ano de 2015, e o valor do ativo inicial será do ano de 2016. O valor total do passivo operacional inicial será do ano de 2015, e o valor do passivo operacional final será do ano de 2016. Já o valor do patrimônio inicial é o valor deste grupo referente ao ano anterior. Exemplo: se estamos realizando o cálculo dos índices do ano de 2016, então o valor do patrimônio inicial será do ano de 2015. Ativo Inicial (Ano 2015) = 853.948 Ativo Final (Ano 2016) = 907.148 https://cursos.ead.ifro.edu.br/ https://drive.google.com/file/d/1BYOMiic1WNRdH5tNqv--XI--CJ0tSb9U/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1BYOMiic1WNRdH5tNqv--XI--CJ0tSb9U/view?usp=sharing Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Contas do Passivo Circulante Operacional Valores no Balanço Consolidado 2015 Arezzo Fornecedores 64.881 Impostos a recolher/a pagar/Obrigações tributárias 20.285 Adiantamentos de clientes 0 Salários e encargos sociais a pagar 12.876 Participações de empregados a pagar 0 Despesas operacionais a pagar 0 Total R$ 98042 Contas do Passivo Circulante Operacional Valores no Balanço Consolidado 2016 Arezzo Fornecedores 66.445 Impostos a recolher/a pagar/Obrigações tributárias 22.861 Adiantamentos de clientes 0 Salários e encargos sociais a pagar 23.639 Participações de empregados a pagar Despesas operacionais a pagar Total R$ 112.945 Resolução: [Ativo (2015) – Passivo Operacional (2015)]+[Ativo (2016)– Passivo Operacional (2016)]/2 Total dos Investimentos (Ano 2016) = [853.948 - R$ 98042] + [907.148 - R$ 112945] /2 Total dos Investimentos (Ano 2016) = R$ [755906] +[794203] / 2 Total dos Investimentos (Ano 2016) = 1550109 /2 Total dos Investimentos (Ano 2016) = R$ 775.054,50 Passo 2: Identificar as seguintes informações no Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultado do Exercício: https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Exercício 2016 Exercício 2015 1 Lucro Bruto/ Resultado Operacional Bruto (DRE) 549.291 - 2 Receitas Líquidas/ Receitas Operacionais Líquidas (DRE) 1.239.110 - 3 Lucro Operacional líquido (DRE) 116.149 - 4 Patrimônio Líquido Inicial (BP) (neste caso é o saldo do subgrupo do ano anterior em relação ao ano atual. Exemplo: Se está calculando os valores de 2016 o saldo inicial será de 2015. - 617.905 5 Investimento (valor cálculo no passo 1) R$ 775.054,50 - Finalizada a coleta de dados, agora vamos aos cálculos: 1. Margem bruta: Lucro Bruta / Receitas Líquidas x 100 Resolução: 549.291/1.239.110 x 100 = 44,33% Interpretação: Este resultado revela que 44% das receitas líquidas contribuem para custear as despesas operacionais, ou 56% das receitas líquidas são formadas pelos custos dos produtos vendidos. 2.Margem líquida/margem operacional: Lucro Operacional líquido / Receitas Líquidas x 100 Resolução: 116.149 / 1.239.110 x 100 = 9,37% Interpretação: Este resultado revela a rentabilidade do exercício de 2016 de 9,37% sobre as receitas líquidas, para compreender melhor este indicador é interessante comparar com empresas do mesmo ramo de atuação; 3. Retorno sobre o investimento (ROI): Lucro Operacional líquido/ investimento x 100 https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Resolução: 116.149 / R$ 775054,50 x 100% = 14,98% Interpretação: Este resultado revela a rentabilidade do exercício de 2016 de 14,98% sobre os investimentos, para compreender melhor este indicador sugere-se comparar com empresas do mesmo ramo de atuação; 4. Retorno sobre o patrimônio líquido: Lucro Operacional líquido / Patrimônio Líquido (inicial) x 100 Resolução: 116.149 / 617.905 x 100 = 18,80% Interpretação: Este resultado revela uma rentabilidade sobre o capital próprio de 18,8% no exercício de 2016 de sobre o capital próprio, para compreender melhor este indicador sugere-se comparar o indicador com empresas do mesmo ramo de atuação. 5. Giro do Ativo: Receitas líquidas / Investimentos Resolução: 1.239.110 / R$ 775054,50 = 1,60 Interpretação: Este resultado revela o giro do ativo de 1,6 da empresa do exercício de 2016 de sobre os investimentos, para compreender melhor este indicador sugere-se comparar o indicador com empresas do mesmo ramo de atuação. BORINELLI, M. L.; PIMENTEL, R. C. Curso de Contabilidade para Gestores, Analistas e Outros Profissionais. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2015 MARTINS, E.; MIRANDA, G. J.; DINIZ, J. A. Análise didática das demonstrações contábeis. 2 ed.- São Paulo: Atlas, 2019. [Minha Biblioteca] https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida GovernadorJorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Unidade 06: INDICADORES DE ATIVIDADE, ANÁLISE VERTICAL E HORIZONTAL DO BALANÇO PATRIMONIAL E DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO Olá! Você sabe como calcular e analisar os índices de atividade? Sabe calcular e analisar a análise vertical e horizontal do balanço patrimonial e da demonstração de resultado do exercício? Se não, esta unidade vai levar você a um novo aprendizado cheio de desafios e novas descobertas sobre o cálculo dos indicadores de atividade, e realizar os cálculos e análise horizontal e vertical das demonstrações contábeis para tomada de decisão dos usuários internos. Ao final desta unidade, você será capaz de: • Calcular a análise vertical e horizontal do balanço Patrimonial e Demonstração de Resultado; • Calcular os índices de atividades; • Analisar qualidade dos relatórios contábeis. Tempo estimado: Para concluir os estudos desta unidade serão necessários: 10 horas – aula (50 minutos) inserir webaula 6.1 Indicadores de atividade Os Índices de Atividades, também chamados de Prazos médios, indicam uma estimativa em dias dos prazos de atividades operacionais das empresas. O Ciclo Operacional compreende as etapas operacionais utilizadas pela empresa no processo produtivo, ou seja, é o período compreendido entre a compra de mercadorias ou matéria-prima até o recebimento do caixa resultante da venda do produto. Mesmo os https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ prazos médios sendo uma estimativa (média arbitrária), a utilização deles ajudam as empresas a tomarem decisões importantes a respeito dos ciclos operacionais e financeiro da delas. Dentre os índices de atividades para analisar as atividades operacionais e financeiras, temos: 6.1.1 O Índice do Prazo Médio de Renovação de Estoques (PMRE) indica o prazo médio entre a entrada (compra) e a saída da mercadoria (venda) da empresa. Ele pode e deve ser utilizado para controle de quantidade de estoque e ainda do período de tempo em que o estoque deverá ser reposto. Fórmula: Estoque / CMV x 360 CMV: Custo da Mercadoria Vendida 6.1.2 O índice de Prazo Médio Recebimentos de Vendas (PMRV) indica quanto tempo em média a empresa leva para vender e consequentemente receber suas vendas. Nesse sentido o Prazo Médio Recebimentos de vendas deve ser utilizado como indicativo para alteração no sistema de cobrança e ainda para alteração nos prazos das vendas. Fórmula: Duplicatas a Receber / Vendas Brutas x 360 6.1.3 O Índice Prazo Médio Pagamentos de Compras (PMPC) indica quantos dias em média demora-se entre a aquisição e o pagamento dos fornecedores. O PMPC fornece informações importantes relacionadas a quantidade a ser adquirida e ainda a necessidade de maiores prazos para pagamentos. Fórmula: Fornecedores / Compras x 360 Para encontrar o montante das compras deve-se utilizar a seguinte equação: Compras = CMV + EF – EI CMV: Custo da Mercadoria Vendida (DRE) EF: Saldo no balanço patrimonial do ano analisado; EI: Saldo no balanço patrimonial do ano anterior; https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ 6.1.4 Posicionamento da atividade: Indica quantos dias a empresa demora, em média, para receber suas vendas, pagar suas compras e renovar seu estoque. Fórmula: (PMRE) + (PMRV) /PMPC A condição ideal deste indicador seria: (PMRE)+ (PMRV) / PMPC <= 1 6.1.5 Exemplos de cálculos de indicadores de atividades Para acompanhar a resolução do exemplo prático dos cálculos de índices de rentabilidade sugiro participar da aula síncrona 3 e 4, devidamente agendadas no AVA- Ambiente Virtual de Aprendizagem. Os dados do exemplo prático foram coletados nas demonstrações contábeis da Empresa Arezzo S.A do exercício de 2016 disponíveis no seguinte endereço eletrônico: https://drive.google.com/file/d/1BYOMiic1WNRdH5tNqv--XI-- CJ0tSb9U/view?usp=sharing Segue abaixo etapas para coleta, cálculos e interpretação das informações: 1. O Índice do Prazo Médio de Renovação de Estoques (PMRE) Fórmula: Estoque / CMV x 360 CMV: Custo da Mercadoria Vendida Para cálculo do PMRE você deverá coletar as seguintes informações: Exercício 2016 1 Estoque (Balanço Patrimonial) 110.478 2 CMV- Custo da Mercadoria Vendida (DRE) 689. 819 Resolução: 110.478 / 689.819 x 360 = 57,65 dias https://cursos.ead.ifro.edu.br/ https://drive.google.com/file/d/1BYOMiic1WNRdH5tNqv--XI--CJ0tSb9U/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1BYOMiic1WNRdH5tNqv--XI--CJ0tSb9U/view?usp=sharing Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Interpretação: Este indicador representa que o tempo médio entre a compra das mercadorias ou matéria prima até sua saída do estoque é de 58 dias. 2. O índice de Prazo Médio Recebimentos de Vendas (PMRV) Fórmula: Duplicatas a Receber / Vendas Brutas x 360 Para cálculo do PMRV você deverá coletar as seguintes informações: Exercício 2016 1 Duplicatas a Receber, Clientes, Contas a Receber de Clientes (Balanço Patrimonial) 315.304 2 Vendas Brutas (informações coletadas em notas explicativas apresentadas nas DC 1.554.147 Resolução: 315304 / 1.554.147 x 360 = 73,036 dias Interpretação: Este indicador representa que o tempo médio entre a venda dos produtos e mercadorias e o seu recebimento, em 2016 o prazo médio entre a venda e o recebimento foi de 73 dias. 3. O Índice Prazo Médio Pagamentos de Compras (PMPC) Fórmula: Fornecedores /Compras x 360 Para encontrar o montante das compras deve-se utilizar a seguinte equação: Compras = CMV + EF – EI CMV: Custo da Mercadoria Vendida (DRE) EF: Saldo no balanço patrimonial do ano analisado; EI: Saldo no balanço patrimonial do ano anterior; Passo 1: Para cálculo deste indicador devemos inicialmente encontrar o montante das compras do exercício analisado, desse modo, deve-se coletar as seguintes informações: Exercício 2016 Exercício 2015 https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ 1 CMV: Custo da Mercadoria Vendida (DRE) 689. 819 - 2 Estoque Final: Saldo no balanço patrimonial do ano analisado; 110.478 - 3 Estoque Inicial: Saldo no balanço patrimonial do ano anterior; - 106.951 Resolução do cálculo das compras (Ano 2016): 689.819 + 110.478 - 106951 = 693.346 Passo 2: Identificar o montante do saldo das contas de fornecedores e realizar os cálculos do PMPC Exercício 2016 1 Fornecedores 66.445 2 Montante das Compras 693.346 Fórmula: Fornecedores /Compras x 360 Resolução: 66.445/693.346 x 360 = 34,499 dias Interpretação: Este indicador representa que o tempo médio gasto pela empresa par realizar o pagamento de suas compras, em 2016 o prazo médio foi de 35 dias. 4. Posicionamento da atividade: Fórmula: (PMRE) + (PMRV)/ PMPC A condição ideal deste indicador seria: (PMRE)+ (PMRV) /PMPC < = 1 Resolução: 57,66 + 73,03 / 34,50 = 3,79 Interpretação: Este indicador demonstra que o ciclo operacional (soma de PMRE + PMRV) da empresa é de 130 dias. Nesse caso, a empresa demora em média para vender e receber suas vendas 130 dias. Por outro lado, em 34 dias pagas suas compras. https://cursos.ead.ifro.edu.br/Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Em outras palavras evidencia problemas de capital de giro, ou seja, a empresa nem vendeu suas compras (57 dias) e já precisou pagar salários, aluguel, fornecedores (PMPC = 34 dias). inserir webaula 6.2 Análise Vertical e Horizontal do Balanço Patrimonial e da Demonstração de Resultado do Exercício 6.2 Análise Vertical e Horizontal do Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultado do Exercício A Análise Vertical indica a relação das informações dentro de um mesmo período, ou seja, indica o percentual que as contas representam das operações/saldos de um mesmo período. A Análise Vertical indica a relação das informações dentro de um mesmo período, ou seja, indica o percentual que as contas representam das operações/saldos de um mesmo período. Vejamos abaixo como realizar os cálculos: 6.1.1 Análise Vertical do Balanço Patrimonial: AV Conta ou grupo “a” = Conta ou grupo “a” / Total do Ativo x 100 6.1.2 Análise Vertical da Demonstração de Resultado do Exercício: AV Conta ou grupo “a” = Conta ou grupo “a” /Receita Líquida x 100 Já a análise horizontal indica a evolução das contas entre períodos, ou seja, indica o percentual que as contas evoluem ou regridem de um período para outro. A Análise Horizontal indica a evolução das contas entre períodos, ou seja, indica o percentual que as contas evoluem ou regridem de um período para outro. https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ 6.1.3 Análise Horizontal do Balanço Patrimonial: AH Conta ou grupo “Ano 2” = Conta ou grupo “Ano 2”/Conta ou grupo “Ano 1” x 100 6.1.4 Análise Horizontal da Demonstração de Resultado do Exercício: AH Conta ou grupo “Ano 2” = Conta ou grupo “Ano 2”/Conta ou grupo “Ano 1” x 100 6.1.5 Exemplos de cálculos da análise vertical e horizontal do Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultado do Exercício Para acompanhar a resolução do exemplo prático dos cálculos sobre análise vertical e horizonal sugiro participar da aula síncrona 3 e 4, devidamente agendadas no AVA- Ambiente Virtual de Aprendizagem. Os dados do exemplo prático foram coletados nas demonstrações contábeis da Empresa Arezzo S.A do exercício de 2016 disponíveis no seguinte endereço eletrônico: https://drive.google.com/file/d/1BYOMiic1WNRdH5tNqv--XI-- CJ0tSb9U/view?usp=sharing Segue abaixo etapas para coleta, cálculos e interpretação das informações: 1. Análise Vertical do Balanço Patrimonial Fórmula: AV Conta ou grupo “a” = Conta ou grupo “a” / Total do Ativo x 100 Exemplo 1: grupo de contas: Caixa e Equivalentes de Caixa AV grupo caixa e equivalentes de caixa (2016)= 5.020 / 907.148 x 100 AV grupo caixa e equivalentes de caixa (2016)= 0,005538269 x 100 AV grupo caixa e equivalentes de caixa (2016)= 0,55% https://cursos.ead.ifro.edu.br/ https://drive.google.com/file/d/1BYOMiic1WNRdH5tNqv--XI--CJ0tSb9U/view?usp=sharing https://drive.google.com/file/d/1BYOMiic1WNRdH5tNqv--XI--CJ0tSb9U/view?usp=sharing Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Interpretação: Este indicador revela que menos de 1% do total do ativo é formado por recursos de alta liquidez, ou seja, os percentuais disponíveis imediatamente para quitar obrigações de curtíssimo prazo é 1% do total do ativo. Exemplo 2: grupo de contas: Ativo Circulante AV grupo Ativo Circulante (2016)= 706.229 / 907.148 x 100 AV grupo Ativo Circulante (2016)= 0,7785 x 100 AV grupo Ativo Circulante (2016)= 77,85 % Interpretação: Este indicador revela 78% do total do ativo é esta em ativos de curto prazo, ativo circulante. 2. Análise Vertical da Demonstração de Resultado do Exercício: Fórmula: AV Conta ou grupo “a” = Conta ou grupo “a” / Receitas Líquidas x 100 Exemplo 1: conta: Custos dos produtos vendidos AV grupo Custos dos produtos vendidos (2016) = 689.819 /1.239.110 x 100 AV grupo Custos dos produtos vendidos (2016) = 0,556705 x 100 AV grupo Custos dos produtos vendidos (2016) = 55,67% Interpretação: Este indicador revela 56% do total das receitas líquidas é para cobrir os custos dos produtos vendidos. Exemplo 2: conta - Despesas Comerciais AV grupo Despesas Comerciais (2016) = 302.708 / 1.239.110 x 100 AV grupo Despesas Comerciais (2016) = 0,244294 x 100 https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ AV grupo Despesas Comerciais (2016) = 24,42% Interpretação: Este indicador revela 24 % do total das receitas líquidas é para cobrir as despesas comerciais. 3. Análise Horizontal do Balanço Patrimonial AH Conta ou grupo “Ano 2”= Conta ou grupo “Ano 2” / Conta ou grupo “Ano 1” x 100 Exemplo 1: grupo de contas: Caixa e Equivalentes de Caixa AH grupo caixa e equivalentes de caixa (2017) = 10.156 / 5.020 x 100 AH grupo caixa e equivalentes de caixa (2017) = 2,0231 x 100 AH grupo caixa e equivalentes de caixa (2017) = 202,31 % Interpretação: Este indicador revela os recursos de alta liquidez em relação ao exercício anterior cresceram 102%, ou seja, os percentuais disponíveis imediatamente para quitar obrigações cresceram 102%. Na análise horizontal o ano 1, no nosso exemplo é 2016, a base para análise de todas as contas e subgrupos de 2016 são todos grafados com 100%. Por isso, constatou-se que os recursos disponíveis imediatos de 2017 cresceram 102% em relação a 2016, que é representado por 100% (ano base). Para encontrar o percentual de acréscimo ou decréscimo da conta ou subgrupo da conta é só subtrair o percentual do Ano 2 do Ano 1. Exemplo: 202,31% - 100% = 102,31% (deve-se realizar os arredondamentos conforme conceitos e regras matemáticas). Exemplo 2: grupo de contas: Ativo Circulante AH grupo Ativo Circulante (2017) = 855.237 / 707.229 x 100https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ AH grupo Ativo Circulante (2017) = 1,2092 x 100 AH grupo Ativo Circulante (2017) = 120,93 % Interpretação: Este indicador revela que o ativo circulante cresceu 21% em relação ao exercício anterior, ou seja, os percentuais dos ativos do curto prazo quitar obrigações cresceram 21%. Na análise horizontal o ano 1, no nosso exemplo é 2016, a base para análise de todas as contas e subgrupos de 2016 são todos grafados com 100%. Por isso, constatou-se que os recursos disponíveis imediatos de 2017 cresceram 21% em relação a 2016, que é representado por 100% (ano base). Para encontrar o percentual de acréscimo ou decréscimo da conta ou subgrupo da conta é só subtrair o percentual do Ano 2 do Ano 1 Exemplo: 120,93% - 100% = 20,93% (deve-se realizar os arredondamentos conforme conceitos e regras matemáticas). 4) Análise Horizontal da Demonstração de Resultado do Exercício AH Conta ou grupo “Ano 2” = Conta ou grupo “Ano 2” x 100 Conta ou grupo “Ano 1” Exemplo 1: grupo de contas - Custos dos Produtos Vendidos AH grupo Custos dos Produtos Vendidos (2017) = 736.706 / 689.706 x 100 AH grupo Custos dos Produtos Vendidos (2017) = 1,068144 x 100 AH grupo Custos dos Produtos Vendidos (2017) = 106,81 % Interpretação: Este indicador revela os custos dos produtos vendidos em relação ao exercício anterior cresceram 7%. Na análise horizontal o ano 1, no nosso exemplo é 2016, a base para análise de todas as contas e subgrupos de 2016 são todos grafados com 100%. Por isso, constatou-se que os recursos disponíveis imediatos de 2017 cresceram 7% em relação a 2016, que é representado por 100% (ano base). https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Para encontrar o percentual de acréscimo ou decréscimo da conta ou subgrupo da conta é só subtrair o percentual do Ano 2 do Ano 1 Exemplo: 106,81% - 100% = 6,81% (deve-se realizar os arredondamentos conforme conceitos e regras matemáticas). Exemplo 2: grupo de contas - Despesas Comerciais AH grupo Despesas Comerciais (2017)= 334.215/302.708 x 100 AH grupo Despesas Comerciais (2017)= 1,10408 x 100 AH grupo Despesas Comerciais (2017)= 110,40 % Interpretação: Este indicador revela as despesas comerciais em relação ao exercício anterior cresceram 10,4 %. Na análise horizontal o ano 1, no nosso exemplo é 2016, a base para análise de todas as contas e subgrupos de 2016 são todos grafados com 100%. Por isso, constatou-se que os recursos disponíveis imediatos de 2017 cresceram 10,4 % em relação a 2016, que é representado por 100% (ano base). Para encontrar o percentual de acréscimo ou decréscimo da conta ou subgrupo da conta é só subtrair o percentual do Ano 2 do Ano 1 Exemplo: 110,4% - 100% = 10,4 % (deve-se realizar os arredondamentos conforme conceitos e regras matemáticas). BORINELLI, M. L.; PIMENTEL, R. C. Curso de Contabilidade para Gestores, Analistas e Outros Profissionais. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2015 MARTINS, E.; MIRANDA, G. J.; DINIZ, J. A. Análise didática das demonstrações contábeis. 2 ed.- São Paulo: Atlas, 2019. [Minha Biblioteca] https://cursos.ead.ifro.edu.br/ Avenida Governador Jorge Teixeira, 3146, Setor Industrial.CEP 76821-002. Porto Velho – RO. | https://cursos.ead.ifro.edu.br/ 0Custos%20UFBA.pdf Acesso em 30 Mai. 2020. INSERIR ATIVIDADE FINAL (AVALIAÇÃO FINAL) ATENÇÃO ALUNOS: A atividade Final compreende os conhecimentos estudados na Unidade III a VI. https://cursos.ead.ifro.edu.br/ https://repositorio.ufba.br/ri/bitstream/ri/30859/1/eBook%20Contabilidade%20de%20Custos%20UFBA.pdf Compreender a importância da contabilidade gerencial para a sustentabilidade das empresas; Identificar os artefatos da contabilidade gerencial para a tomada de decisão; Identificar os custos fixos e variáveis de produção, por unidade de produto ou serviço; Compreender a importância das informações de custos para a tomada de decisão; Identificar os custos de produção, as despesas operacionais, os impostos e a margem de lucro de um produto; Classificar os gastos em diretos e indiretos; Tempo estimado: Para concluir a atividade de Percurso 1 (atividade prática) serão necessários: 5 horas – aula (50 minutos) Ao final desta unidade, você será capaz de: Tempo estimado: Para concluir a atividade de Percurso 1 (atividade prática) serão necessários: 8 horas – aula (50 minutos) Ao final desta unidade, você será capaz de: Ao final desta unidade, você será capaz de: Identificar as contas e a estrutura do balanço patrimonial e da demonstração de resultado do exercício; Tempo estimado: Para concluir os estudos desta unidade serão necessários: 10 horas – aula (50 minutos) Ao final desta unidade, você será capaz de: Tempo estimado: Para concluir os estudos desta unidade serão necessários: 10 horas – aula (50 minutos) Ao final desta unidade, você será capaz de: