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1 Laylla Oliveira Fagundes - Medicina EMERGÊNCIAS NA OTORRINOLARINGOLOGIA: ➔ CORPOS ESTRANHOS NO OUVIDO: • SINTOMAS: o Plenitude auricular; o Hipoacusia; o Dor; o Sangramento auricular; o Perfuração em MT; o CRÔNICO → otorreia fétida! • CONDUTA: o Corpo estranho animado (ser vivo) → óleo / água → paralisa / mata! o Remoção → lavagem / aspiração / cureta ou pinça de jacaré; o Tratamento complementar; o Orientações. ➔ PERICONDRITE: • Secundário a traumatismo; • Comum em praticantes de artes marciais (jiu-jitsu); • Frio/calor; • Infecções → brincos, piercings, alargadores, etc. • CONDUTA: o Drenagem; o Curativo compressivo (ponto captonado); o Antibiótico (Quinolona + Metronidazol) + anti-inflamatório. ➔ TRAUMA: • PERFURAÇÃO TIMPÂNICA TRAUMÁTICA: o CONDUTA: ▪ Expectante; ▪ Limpeza → otorrino; ▪ Orientações → evitar água (algodão embebido no óleo na O Externa na hora do banho); ▪ Antibiótico / anti-inflamatório / gotas; ▪ Cirurgia ELETIVA → se persistência da perfuração → timpanoplastia! • TRAUMA DO OSSO TEMPORAL: o CONDUTA: ▪ Anamnese / EF; ▪ Audiometria; ▪ TC de ossos temporais + TC de crânio; ▪ RNM; ▪ Internação → se gravidade ou sinais de alerta; ▪ Cuidados gerais; ▪ Assepsia local; ▪ Controle de otorragia; ▪ Controle de sintomas vestibulares; ▪ Diagnóstico e controle de fístula liquórica; ▪ Antibiótico (Cefepime / Cefaclor / Cefotaxime / Cloranfenicol); ▪ Avaliação do otorrino → cirurgia? • TRAUMA ACÚSTICO: o Alteração auditiva uni ou bilateral, decorrente de lesões sensoriais da cóclea, causada por um RUÍDO de grande intensidade. o CONDUTA: ▪ Repouso coclear / tampão anti-ruído; ▪ Internação hospitalar → Metillprednisolona EV lento; ▪ Solução isotônica de Pentoxifilina. 2 Laylla Oliveira Fagundes - Medicina ➔ SURDEZ SÚBITA: • Perda auditiva neurossensorial >30dB em pelo menos 3 frequências audiométricas contíguas, ocorrendo em 3 dias ou menos; • Instalação do quadro: instantâneo ou progressivo (horas): o Local acometido → 95% unilateral e 5% bilateral; o Zumbido → 74-82% dos pacientes; o Vertigem → 30-55% dos pacientes. • ETIOLOGIA: o Idiopática em 85-90% das vezes: ▪ Teorias: • Distúrbios circulatórios; • Infecção viral (neurite); • Ruptura de membranas; • Distúrbios auto-imunes. o Outras causas: ▪ Infecciosas; ▪ Imunológicas; ▪ Traumáticas; ▪ Neoplásicas; ▪ Tóxicas; ▪ Circulatórias; ▪ Neurológicas; ▪ Metabólicas. • CONDUTA: o Anamnese / EF (otoscopia); o Audiometria; o RNM de meatos acústicos internos (O Interna); o Internação; o Expansor plasmático → Dextran. o Pentoxifilina EV; o Controle audiométrico seriado. • TRATAMENTO: o Idiopática → corticoide sistêmico (Prednisolona 1mg/kg/dia, por 7-10 dias) / corticoide intratimpânico. o Outras causas (infecciosa, metabólica, imunológica, neoplásica) → tratar causa base. ➔ PARALISIA FACIAL PERIFÉRICA: • ETIOLOGIA: o Idiopática (de Bell); o Traumática; o Infecciosa; o Tumoral (nervo / trajeto do nervo); o Metabólica; o Congênita; o Vascular; o Tóxica. • PARALISIA DE BELL: o CONDUTA: ▪ Anamnese / EF; ▪ TC, RNM de mastoide, crânio e face; ▪ Eletromiografia / eletroneuromiografia. o TRATAMENTO: ▪ Infecção, metabólica, vascular, tumoral, etc. → tratar causa específica; ▪ Idiopática → corticoide (Prednisolona); ▪ Descompressão facial → cirurgia; ▪ Adjuvante → lubrificação ocular / proteção (Lacrifilm, Epitezan). ➔ CRISE VERTIGINOSA: • Tontura com sensação de rotação do corpo (objetiva) ou do ambiente (subjetiva); • Início súbito; 3 Laylla Oliveira Fagundes - Medicina • Resulta de um distúrbio vestibular periférico ou de suas conexões centrais; • SINTOMAS: o Náuseas e vômitos → vertigem periférica; o Desvios de marcha, alterações do equilíbrio ou perda de consciência → distúrbio central; o Pode haver presença de nistagmo. • CONDUTA: o Internação / repouso; o Fixação ocular; o Hidratação; o Antiemético → Dimenidrato, Metoclopramida (efeitos extra-piramidais), Bromoprida, Ondasetrona; o Tranquilizantes → BZD; o Dieta apropriada → nível glicêmico e insulinêmico ideais; • CONTROLE: o Exames laboratoriais; o Manutenção → restrições alimentares e MEV; Cinarizina, Flunarizina, Betaistina, Ginko Biloba. ➔ CORPO ESTRANHO NO NARIZ: • EPISTAXE: o Sangramento decorrente do comprometimento da integridade da mucosa das fossas nasais: ▪ Nariz → rica vascularização → área de Little Plexo de Kiesselbach). o CLASSIFICAÇÃO QUANTO À LOCALIZAÇÃO: ▪ ANTERIOR: • + comum; • De pequena intensidade; • Tende a ceder espontaneamente. ▪ POSTERIOR: • Persistente; • Profuso; • Desequilíbrio hemodinâmico → choque hipovolêmico → morte. o ETIOPATOGENIA: ▪ CAUSAS LOCAIS: • Trauma digital → + frequente em crianças; • Corpo estranho; • Fraturas nasais / adjacências; • Trauma cirúrgico → iatrogênico; • Mudanças de pressão → barotrauma; • Desvio ou deformidade septal; • Inalação química → cocaína, tinte, ácidos, etc.; • Rinites / sinusites → ressecamento e crostas nasais; • TU nasais → pólipos, neoplasias, etc. ▪ CAUSAS SISTÊMICAS: • Medicamentos → anticoagulantes; • HAS; • Vasculopatias → aterosclerose, telangiectasia hemorrágica heredit´ria, menstruação vicariante); • Coagulopatias. ▪ ESPECIAIS: • NASOANGIOFIBROMA JUVENIL → + comum em jovens do sexo masculino; • TELANCIECTASIA HEMORRÁGICA HEREDITÁRIA → múltiplos angiomas mucosos (nariz, orofaringe e trato respiratório), viscerais (fígado e baço) e de pele; • VON WILLEBRAND (hemofilia vascular → deficiência de fator VIII. o ABORDAGEM E TRATAMENTO: ▪ Tentar topodiagnóstico; ▪ Compressão digital → zona de Kiesselbach; 4 Laylla Oliveira Fagundes - Medicina ▪ Tamponamento nasal anterior → dedo de luva → um dedo de luva com gaze em cada narina (gaze embebida em corticoide ou anestésico); ▪ Tamponamento nasal posterior → sonda de foley + dedo de luva; ▪ Cauterização / ligadura / embolização. o MEDIDAS GERAIS E DE SUPORTE: ▪ Hidratação; ▪ Controle da PA; ▪ Transfusão sanguínea; ▪ Pró-coagulantes; ▪ Fator anti-hemofílico (VIII); ▪ Investigação de coagulopatias; ▪ Antibióticos (se infecção associada / tamponamento); ▪ Anti-inflamatórios. o MANEJO: ▪ Anamnese / EF (palpação / rinoscopia); ▪ Vídeo-endoscopia nasal; ▪ Radiografia / TC de face; ▪ Redução incruenta (6h iniciais / edema / palpação); ▪ Redução cirúrgica até 7 dias do trauma; ▪ Tamponamento; ▪ ATB (se exposição de cartilagem / tamponamento); ▪ Anti-inflamatórios. • HEMATOMA E ABCESSO DE SEPTO NASAL: o CONDUTA: ▪ Drenagem; ▪ Tamponamento / Splint; ▪ Internação; ▪ ATB; ▪ Corticoide; ▪ Suporte → hidratação e higiene. • FÍSTULA RINOLIQUÓRICA: o ETIOLOGIA: ▪ Lesão da aracnoide / dura máter: • Trauma (90-95%) → TCE; • Iatrogenia. • Idiopática. o DIAGNÓSTICO CLÍNICO: ▪ Anamnese / EF; ▪ Rinorreia hialina unilateral → abaixa a cabeça / valsalva. o Confirmação de presença de LCR: ▪ Dosagem de glicose; ▪ Dosagem de cloreto; ▪ Detecção de B-2-transferrina (+ sensível e específico); ▪ Vídeo-endoscopia nasal → sítio de fístula; ▪ Teste de Fluoriceína sódia a 5%; ▪ TC / RNM: • Injeção de radioisótopos → Cisternografia com contraste hidrossolúvel). o CONDUTA: ▪ TRATAMENTO CLÍNICO (TRAUMÁTICA): • Repouso absoluto no leito; • Decúbito elevado; • Evitar esforço físico / valsalva; • Dieta e medicações laxantes; • Amilorida; • ATB → Cefepime / Cefotaxime / Cloranfenicol; 5 Laylla Oliveira Fagundes - Medicina • Drenagem lombar de líquor; • Imunização pneumococo. ▪ TRATAMENTO CIRÚRGICO: • Sem resposta após 1 semana de tratamento clínico; • Rinorreia idiopática / início tardio; • Associação com meningite ou pneumoencéfalo; • Fístula por PAF (Rara cura espontânea); • Defeitos amplos na base do crânio; • Rinorreia maciça em pós-OP imediato. ➔ ATRESIA DE COANA CONGÊNITA: • Obstrução nasal uni ou bilateral; •Anormalidade rara; • + prevalente no sexo feminino; • 20-50% → associados a outras malformações (cardíacas, crânio-faciais, fenda palatina, mãos e dedos, orelhas, fístula tráqueo-esofágica, etc.). • MANEJO: o Sufocação respiratória; o Sonda nasal não passa; o Teste espelho/gaze; o Radiografia / TC; o Vídeo-endoscopia nasal; o Cânula de Guedel; o Cirurgia (se bilateral → urgência!). ➔ CORPO ESTRANHO NA FARINGE / LARINGE: • SÍTIOS: o Valécula; o Pilares amigdalianos; o Laringe → + raro → reflexos abundantes → dificultam impactação de corpo estranho na região. • CONDUTA: o OTORRINOLARINGOLOGISTA → URGÊNCIA!