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HISTOLOGIA DOS TECIDOS DENTÁRIOS ESMALTE DENTÁRIO
BCMOL – Bases Comuns e Moleculares II
Antonio de Castro B. Neto
GENERALIDADES
O esmalte dentário é o tecido mineralizado mais duro de todos os presentes no corpo humano. É ele que reveste a dentina e a polpa dentária, por isso, protege os dentes de problemas relacionados à saúde bucal, como cáries e hipersensibilidade.
· Possui origem no Ectoderma, sendo o único com origem embrionária diferente. 
· Único tecido mineralizado acelular (depois de formado).
· 97% formado por minerais.
· Tecido de resistência e permeabilidade.
· A Dentina com características borrachoides, dá suporte ao esmalte, evitando a quebra do tecido.
· É extremamente mineralizado porque não há a união da substância orgânica com a inorgânica, sendo a orgânica removida.
· Esmalte superficial, parte mais externa, é mais densa e porosa.
ESTRUTURA
1. Conteúdo inorgânico: 97% - Cristais de fosfato e de cálcio (Hidroxiapatita). 
2. Conteúdo orgânico: 1% Proteína e escassos carboidratos e lipídios Água: 2%.
COLORAÇÃO
Varia do branco acinzentado até o branco amarelado. Quanto maior a mineralização mais translúcido é o esmalte.
O dente permanente é mais translúcido que o decíduo por ser mais mineralizado. Sendo o decíduo menos mineralizado e com mais material orgânico.
ESMALTE EM PACIENTES JOVENS
Apresentam uma rugosidade superficial acentuada. 
Presença de mamelões: proeminências ao longo da borda incisiva. E periquimáceas: linhas transversais ao longo eixo da coroa.
Os ângulos incisais são arredondados, com maior arredondamento do ângulo distal, ameias incisais abertas e linhas e ângulos vestibulares suaves, sendo estas características mais evidentes em mulheres.
ESMALTE EM PACIENTES IDOSOS
Maior concentração de nitrogênio e fluoretos afeta as propriedades adesivas do esmalte.
Desgaste por atrito, causando uma diminuição gradativa de sua espessura.
Sua superfície torna-se mais lisa apresentando trincas, adquirindo uma coloração mais escura devido a uma maior incorporação de matéria orgânica na película adquirida preexistente.
Diminuição da permeabilidade do esmalte.
O esmalte desgasta no tecido incisal e durante a escovação (utilização de escovas mais duras). 
Ataque ácido e adesivos por mais tempo. Esmalte menos permeável.
Correlação Clínica: Também, com o passar dos anos, a penetração dos ácidos no esmalte diminui devido à redução dos poros ou espaços nele presentes.
Processo de inversão da pirâmide, onde no Brasil ocorre um processo de envelhecimento e aumento da população idosa. Maior número de pacientes idosos.
ESPESSURA DO ESMALTE
Pode variar em diferentes partes da coroa. Região mais espessa: 2 a 2,5 mm.
· Na região incisal mais fino.
· Mais delgada região cervical (mais amarelada).
Cutícula do esmalte: 
Delicada membrana que cobre toda a coroa do dente recém-erupcionado e que corresponde à última secreção dos ameloblastos.
Função de proteção. Com a higienização vai se perdendo com o tempo.
Película secundária
Formada por um precipitado de proteínas salivares e elementos inorgânicos provenientes do meio bucal. Sobre ela se forma a placa bacteriana.
Quando a placa bacteriana calcifica, ela começa a consumir o periodonto de sustentação, causando mobilidade dentária.
AMELOGÊNESE
Ameloblastos: São células grandes responsáveis pela formação do esmalte. O ameloblasto possui uma prolongação, a qual secreta o esmalte, que se denomina “processo de Tomes”, ou processo do ameloblasto.
CICLO DO AMELOBLASTO
1. Fase morfogenética: formação do ameloblasto.
2. Fase de diferenciação: finalização do ameloblasto, organelas formadas pronto para secretar.
3. Fase secretora: secreção do esmalte, muda de forma, processo de tomes. 
4. Fase de maturação: alterações dos constituintes dos órgãos do esmalte, maior quantidade de matéria inorgânica
5. Fase de proteção: todos os ameloblastos irão adquirir estrutura superficial lisa e de formato cúbico. 
Como é formado a substância orgânica: 
Através da enzima Fosfatase alcalina que produz estrato intermediário.
FASE MORFOGÉNETICA
Fase em que o epitélio interno do órgão do esmalte determina a fase de coroa do dente (Campânula).
Onde ocorre a formação dos ameloblastos.
FASE DE DIFERENCIAÇÃO
Com a inversão de sua polaridade, as células do epitélio interno do órgão do esmalte tornam-se pré-ameloblastos.
Células cilíndricas e formação do estrato intermediário.
A diferenciação só será completa quando for depositada a primeira camada de dentina.
ESTRATO INTERMEDIÁRIO
Na fase de campanula.
Elabora Fosfatase Alcalina, enzima necessária para a mineralização da matriz de esmalte. 
Em conjunto com as células do epitélio interno, forma uma única entidade funcional, responsável pela formação do esmalte.
Para o esmalte ficar pronto necessita do estrato intermediário e o ameloblasto (cel. funcionais)
Alterações possíveis: hipocalcificação do esmalte.
FASE DE SECREÇÃO
Início da amelogênese propriamente dita.
Começa a ser secretada moléculas da matriz orgânica do esmalte: proteínas, carboidratos e lipídeos.
Anemelina: proteína produzida pelo esmalte que se junta com uma proteína da dentina. Tendo função de unir o esmalte com dentina para iniciar o processo de mineralização.
Começa de fato a secreção do tecido.
Processo de mineralização possui três camadas, onde ocorre a secreção de esmalte nas três. Porém não é suficiente.
· Na primeira camada: 15% de mineralização.
· Na segunda camada: 15% de mineralização.
· Na terceira camada: 15% de mineralização.
Primeira camada (aprismatica): depositada de maneira desorganizada.
MINERALIZAÇÃO INICIAL 
Se inicia logo após o início da secreção da matriz orgânica (15% da matriz recém-formada). Os primeiros cristais de hidroxiapatita são depositados em contato direto com a dentina (Camada mineralizada contínua)
Após a deposição da primeira camada de esmalte (aprismatica), os ameloblastos desenvolvem uma curta projeção cônica chamada de Processo de Tomes, que tem como função comandar e orientar o esmalte em formação que será estruturalmente constituído pelo arranjo dos cristais de mineral em unidades denominadas de prisma.
Segunda camada: formação dos prismas de esmalte.
A quantidade de prismas depende do tamanho dos dentes. 
Região Inter prismática: região entre um prisma e outro.
Os prismas são barras cilíndricas que vão até a superfície dentária.
No corte transversal: prismas arredondados.
Esmalte jovem: 85% de matéria orgânica (visão clara dos prismas na lâmina).
ESTRIAS INCREMENTAIS DE RETZIUS
São linhas incrementais que surgem no período de repouso refletindo a mudança de direção dos ameloblastos durante formação dos prismas.
Os prismas vão mudando de posição a cada camada secretada.
HIPOPLÁSIA DO ESMALTE
Pouca matriz orgânica. São manchas na região do esmalte.
Deficiências nutricionais, hipocalcemia, trauma, eritroblastose fetal, infecções, ingestão de substâncias químicas e alterações hereditárias.
SÍFILIS CONGÊNITA
Menos matriz orgânica mineralizada.
FASE DE MATURAÇÃO
Alterações dos constituintes dos órgãos do esmalte: 
Estrato intermediário: Alta atividade da enzima fosfatase alcalina.
Órgão do esmalte: Sofre colapso aproximando os ameloblastos do epitélio externo (folículo dentário), passando a ser a única fonte de nutrição.
Ao terminar a fase de secreção o ameloblasto não mais apresenta o processo de tomes.
Os ameloblastos diminuem de tamanho e passam a ser células cilíndricas baixas. 
MATURAÇÃO PRÉ-ERUPTIVA
Segunda fase de mineralização. Segunda fase de mineralização. Nessa fase ocorre a mineralização até 80%.
Divisão dos ameloblastos em dois grupos, um com características de superfície mais lisa (drena a substância orgânica do prisma) e outro mais rugosa (forma os cristais entra substância orgânica).
FASE DE PROTEÇÃO
Todos os ameloblastos irão adquirir estrutura superficial lisa e de formato cúbico.
Depois da erupção fase pós-eruptiva, aumenta a cristalinidade.
DEFEITOS DO ESMALTE DENTÁRIO
ESMALTE NODOSO:
Mais comum no Vértices das cúspides, alguns prismas entrecruzam-se irregularmente uns com o s outros desde a junção amelodentinária até a superfície externa do vértice da cúspide.
TUFO DE ESMALTE:
São áreas hipomineralizadas que contêm a proteína tufelina. Apresenta finas e curtas fitas onduladas que se originam na junção amelodentinária alcançando no máximo um terço da espessura do esmalte.
FUSO DE ESMALTE: 
São continuações dos túbulos dentinários, se originam -se nos primeiros momentos da amelogênese, na fase de diferenciação.

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