Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1. 4.3 – Método Indutivo 
O texto passa a caracterizar o método indutivo, como um processo mental que a partir dos dados constatados, infere-se uma verdade geral ou universal, não claramente presente. Tem como objetivo levar a conclusões cujo o conteúdo é mais amplo do que as premissas nas quais se basearam. 
Esse método, assim como o dedutivo, se baseia em premissas. Entretanto, no dedutivo premissas verdadeiras resultam em uma conclusão verdadeira, enquanto nos indutivos, apenas em conclusões prováveis. 
Quanto às leis, regras e fases do método indutivo, são considerados três elementos fundamentais, ou seja, três etapas.
a) Observação dos fenômenos: observar e analisar os fatos ou fenômenos para descobrir as causas de seu acontecimento
b) Descoberta da relação entre eles: essa etapa se utiliza da comparação entre os fatos ou fenômenos para descobrir a relação constante existente entre eles
c) Generalização da relação: aqui se generaliza a relação encontrada entre os fenômenos e fatos semelhantes
Desta forma, primeiramente analisamos os fatos, depois passamos a classificar e agrupar esses fatos da mesma espécie de acordo com a relação constante entre eles. Por fim se chega a uma classificação, fruto da generalização observada
Exemplo: observo que Pedro, João e José são mortais; verifico a relação entre ser homem e ser mortal; generalizo dizendo que todos os homens são mortais.
Para que não ocorram equívocos a partir da indução, três outras etapas auxiliam nesse sentido:
a) Certificar-se que a relação que se pretende generalizar é verdadeiramente essencial – evitando confundir o acidental com o essencial 
b) Garantir que são realmente idênticos os fenômenos ou fatos dos quais se pretende generalizar uma relação – evitando assim aproximações entre fenômenos e fatos diferentes, cuja semelhança é acidental
c) Não perder de vista o aspecto quantitativo dos fatos ou fenômenos – como a ciência é quantitativa, é possível um tratamento objetivo, matemático e estatístico 
Ainda, as etapas e regras tem como base leis (determinismo) observadas na natureza:
a) “nas mesmas circunstancias, mas mesmas causas produzem os mesmos efeitos”
b) “o que é verdade de muitas partes suficientemente enumeradas de um sujeito, é verdade para todo esse sujeito universal” (Nérici, 1978:72)
Como resultado da utilização da indução, se observa a formulação de duas perguntas:
a) Qual a justificativa para as inferências indutivas? R: Temos expectativas e acreditamos que exista certa regularidade nas coisas, e, por este motivo, o futuro será como o passado.
b) Qual a justificativa para a crença de que o futuro será como o passado? R: São, principalmente, as observações feitas no passado. As observações repetidas, feitas no passado, geram em nós a expectativa de certa regularidade nos fatos e fenômenos. Desta forma, analisando os vários casos singulares do mesmo gênero, estendem-se a todos (do mesmo gênero) as conclusões baseadas nas observações, através da “constância das leis da natureza” ou do “princípio do determinismo” 
 
A diferença em relação à indução completa é bem clara: enquanto naquela enunciámos todos os casos do universal considerado (dias da semana), aqui limitámo-nos a enunciar um grupo, mas não todos os casos particulares contidos nesse conjunto. Por isso, a conclusão, no caso da indução incompleta, não é mais que uma conclusão geral e não universal, ao contrário da indução completa. Como tal, convém à maior parte dos casos mas não, necessariamente, a todos – verifica-se frequentemente, mas não sempre. 
A indução incompleta não implica pois uma necessidade, nisto se distinguindo também da dedução. Ela apenas nos indica uma probabilidade que, como tal, até pode ser errada.
Ainda, são impostas regras de indução incompleta:
a) Os casos particulares devem ser provados e experimentados na quantidade suficiente e necessária para que possamos dizer (ou negar) tudo o que será legitimamente afirmado;
b) Com a finalidade de poder afirmar, com certeza, que a própria natureza da coisa (fato ou fenômeno) é que provoca a sua propriedade (ou ação), além de grande quantidade de observações e experiência, é também necessário analisar (e destacar) a possibilidade de variações provocadas por circunstancias acidentais. Se, depois disso, a propriedade, a ação, o fato ou fenômeno continuarem a se manifestar da mesma forma, é evidente ou, melhor dizendo, é muito provável que a sua causa seja a própria natureza da coisa (fato ou fenômeno).
a) Amostra insuficiente: ocorre quando a generalização indutiva é feita a partir de dados insuficientes para sustentar essa generalização
b) Amostra tendenciosa: ocorre quando uma generalização indutiva se baseia em uma amostra não representativa da população.
2. 4.4 Método dedutivo 
Segundo Salmon (1978:30-31), são duas as características que distinguem os argumentos dedutivos dos indutivos:
a) Dedutivos: 
I. Se todas as premissas são verdadeiras, a conclusão deve ser verdadeira
II. Toda a informação ou conteúdo fatual da conclusão já estava, pelo menos implicitamente, nas premissas 
b) Indutivos:
I. Se todas as premissas são verdadeiras, a conclusão é provavelmente verdadeira, mas não necessariamente verdadeira.
II. A conclusão encerra informação que não estava, nem implicitamente, nas premissas
O texto apresenta ainda os argumentos condicionais válidos. A chamada “afirmação do antecedente” (modus ponens) e a negação do consequente (modus tollens)
A afirmação do antecedente tem a seguinte forma:
Se p, então q.
Ora, p.
Então, q.
Tem esse nome porque a primeira premissa é uma condicional, enquanto a segunda coloca o antecedente desse mesmo condicional; a conclusão é consequente da primeira premissa.
Já a negação do consequente tem a seguinte forma:
Se p, então q.
Ora, não q.
Então, não p.
Isso porque a primeira premissa é condicional, mas a segunda é uma negação do consequente desse mesmo condicional.

Mais conteúdos dessa disciplina