Prévia do material em texto
Psicopatologia Fenomenológica: Karl Jaspers Prof. Me. Pablo de Assis Abordagem Humanista-Existencial Karl Jaspers 23 de fevereiro de 1883 – 26 de fevereiro de 1969 Filósofo e psiquiatra Influenciado por Soren Kierkegaard, Friederich Nietzsche, Max Weber e Edmund Husserl "O existir é um transcender na liberdade, que abre o caminho em meio a um conjunto de situações históricas concretas." Psicopatologia Geral Publicado em 1913 Não pretendia ser um texto sobre psicopatologia fenomenológica ou existencial, por mais que reconhecesse a influência de Husserl Em 1912, publica em texto chamado "Uma abordagem fenomenológica em psicopatologia", que oferece os fundamentos para compreender a relação entre a Psicopatologia Geral e a fenomenologia Psicopatologia Diferença entre a ciência psicopatológica (vista como compreensiva, descritiva, fenomenológica) e a prática da psiquiatria Descrição vivencial/existencial do sofrimento do sujeito Reconhecer o ser situado no mundo Compreensão através de categorias como: temporalidade, corporeidade, identidade e papel social Compreensão subjetiva dos sintomas X classificação objetiva dos mesmos – Psicopatologias Compreensiva X Categorial Reflexões Conceituais Temporalidade – como o sujeito se relaciona com sua história, seu presente e seus projetos Corporeidade – como o sujeito vive seu próprio corpo, como se coloca em relação ao mundo material Identidade – como o sujeito se constrói quem é e quem deixa de ser, quais suas relações intersubjetivas Papel Social – como ele vive os vários papéis sociais e como eles influenciam sua vida Categorias Psicopatológicas Sintoma - manifestação de um problema, seja no corpo ou processos cognitivos e psicossociais Consciência - a relação do sujeito com o mundo Compreensão empática - uma forma de participação na experiência do outro Identificar, representar, definir e compreender o que há de único nos fenômenos vividos pelo paciente Descrever os fenômenos vividos, procurando sua gênese, as condições de seu aparecimento, suas configurações, contextos e compará-los Evitar passar do que se vê para o que se imagina e se supõe: Epoché Formas de Compreensão Jaspers diferencia a compreensão genética da empática. A primeira é a que leva em conta a conexão entre as significações, ou seja, a sucessão das experiências psíquicas, tal como emergem sequencialmente à consciência. Apenas a compreensão empática seria propriamente fenomenológica, já que esta, completamente distinta da compreensão genética, trata cada evento psíquico isoladamente. A compreensão genética, ao contrário da empática, lida com conexões racionais e lógicas e não requer empatia A compreensão empática lida com humores, desejos e medos. Não diz respeito à compreensão do que a pessoa diz, mas daquele mesmo que fala. É a compreensão empática que nos leva para as conexões psíquicas nelas mesmas e é, portanto, a única compreensão propriamente psicológica. Ou, mais especificamente, a compreensão empática é a psicologia ela mesma. Como pensar a Psicopatologia pela perspectiva Humanista-Existencial? Compreensão empática Relato vivencial do sujeito Evitar pré-supostos Aceitar o relato e vivência tal qual se apresenta ao sujeito e como ele apresenta ao outro