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AULA 4 Curso: Medicina Veterinária 2º SEMESTRE DE 2022 Agrostologia e Forragicultura AULA 4 Morfofisiologia de plantas forrageiras e relação entre animal e pastagem Rio de Janeiro, RJ Setembro 2022 Parte 2 PERFILHO: unidade vegetativa básica de crescimento das gramíneas Responsável por manter a produção de folhas e manter a rebrotação após o pastejo. Morfologia de gramíneas PERFILHO: - Unidade vegetativa básica de crescimento das gramíneas. - Formado por um conjunto de fitômeros. Folhas Inflorescência RAIZES COLMO PSEUDOCOLMO Prof. Rafael Reis. https://www.youtube.com/watch?v= g6OwNtEE86E Caule https://www.instagram.com/forragicultura_e_pastagens/ Morfologia de gramíneas GEMA AXILARGEMA AXILAR Fitômero (unidade dentro do perfilho) Cada fitômero possui: São formados um acima do outro. Fonte: http://www.infoescola.com/plantas/bambu/ NÓ e ENTRENÓ GEMA (meristema) FOLHA RAIZ Apenas nos fitômeros basais Entrenó Gema basal Gema axilar Meristema apical Morfologia de um perfilho. Fonte: Adaptado de Valentine & Matthew (1999) Morfologia de leguminosas RAMOS OU RAMIFICAÇÕES: - Unidades vegetativas básicas das leguminosas. - Formado por um conjunto de fitômeros (metâmeros). Leguminosa - crescimento ereto Leguminosa de crescimento prostado A disposição dos fitômeros no sentido vertical, um em cima do outro, conduz a planta ao crescimento ereto , e no sentido lateral, um ao lado do outro, conduz a planta ao crescimento prostado ou rasteiro (com desenvolvimento de estolões e/ou rizomas). Ramo Meristema apical Nas leguminosas, os fitômeros são compostos de maneira diferente, sendo formados por nó, entrenó, pecíolo, as estípula, a folha (com Nó (1) – Entrenó (2) – Gema axilar (3) Estípula (4) – Pecíolo (5) – Folha (folíolos) (6) pecíolo, as estípula, a folha (com folíolos no caso de folhas compostas) e a gema axilar. Classificação quanto ao HÁBITO de crescimento: • Ereto • Decumbente ► A forma de crescimento da parte vegetativa determina o hábito de crescimento da planta. O hábito de crescimento da planta define a forma como eu posso ou não utilizar essa planta em condição de corte ou de pastejo. • Prostrado Estolonífero Rizomatoso Rizomatoso • Trepador ou escandente Ereto Prostrado• Cespitoso Classificação quanto ao HÁBITO de crescimento: • Ereto • Decumbente Os colmos crescem encostados ao solo, mas não desenvolvem raízes nos nós. Trevo-subterrâneo • Prostrado Estolonífero Rizomatoso Rizomatoso • Trepador ou escandente Ereto Prostrado• Cespitoso Capim-braquiária (Brachiaria decumbens) Classificação quanto ao HÁBITO de crescimento: • Ereto • Decumbente Ramificações que “buscam” espaço. • Prostrado Estolonífero Rizomatoso Rizomatoso • Trepador ou escandente Ereto Prostrado• Cespitoso Amendoim forrageiroAmendoim forrageiro Gênero Cynodon Grupo das bermudas (com rizomas) Grupo das estrela Prostadas estoloníferas/rizomatosas Grupo das estrela (sem rizomas) Tantos gramíneas quanto leguminosas podem apresentar estolões e rizomas Classificação quanto ao HÁBITO de crescimento: • Ereto • Decumbente • Prostrado Prostadas estoloníferas/rizomatosas: APLICAÇÕES Ocupam o horizonte inferior do dossel, permitindo consorciações com outras espécies Amplamente utilizadas para piquetes de exercício para equinos, pois toleram o pisoteio. • Prostrado Estolonífero Rizomatoso Rizomatoso • Trepador ou escandente Ereto Prostrado• Cespitoso Prostadas estoloníferas/rizomatosas: APLICAÇÕES Podem ser utilizadas para formar piquetes para consumo/pastejo por galinhas e outras aves. Prostadas estoloníferas/rizomatosas: APLICAÇÕES Consorciadas Ex: Consorcio amendoin forrageiro com capim elefante Prostadas estoloníferas/rizomatosas: APLICAÇÕES Produção de feno Produção de feno de capim coast cross Classificação quanto ao HÁBITO de crescimento: ► A forma de crescimento da parte vegetativa determina o hábito de crescimento da planta. • Ereto • Decumbente • Prostrado espécies cespitosas também podem possuir rizomas • Prostrado Estolonífero Rizomatoso Rizomatoso • Trepador ou escandente Baixo (30 cm) Médio (50-60cm) Alto (80 -100 cm) • Cespitoso Porte Ereto Prostrado Cespitosa ereta (Porte médio): APLICAÇÕES Gramíneas do Gramíneas do gênero Cynodon devem ser evitadas para ovinos. Cespitosa ereta (Porte alto): APLICAÇÕES Capim cultivar Mombaça (Gênero Panicum) Capim cultivar Kurumi (capim elefante anão) Gênero Pennisetum) Cespitosa ereta (Porte alto): APLICAÇÕES Capineira (fornecimento no cocho ou para produção de silagem). Capim elefante (Gênero Panissetum) Sorgo gigante cultivar AGRI 002E (Sorghum bicolor), Classificação quanto ao HÁBITO de crescimento: • Ereto • Decumbente • Prostrado • Estolonífero • Rizomatoso Rizomatoso Ereto • Cespitoso • Trepador volúvel Ereto Prostrado Colmos crescem e se enrolam em outras estruturas ou outras plantas para se sustentar. Soja perene Ervilhaca GalactiaGalactia Classificação quanto ao HÁBITO de crescimento: Cespitosas Arbustivas/ arbórea (porte médio a alto) Trepador Ereto GRAMÍNEAS Decumbentes Prostradas • Rizomatosa • Estolonífera LEGUMINOSAS (porte médio a alto) Semi-arbustivas (porte médio) Rasteiras (porte baixo) Estolonífera Rizomatosa Classificação quanto ao HÁBITO de crescimento: GliricídiaLeucena Vantagens Arbustivas/ arbórea e Semi-arbustivas APLICAÇÕES Gliricídia Feijão guandu Leucena Vantagens Parte aérea pode ser usada para a alimentação animal na seca. Mais resistente a seca, devido ao sistema radicular profundo Adaptação ao pastejo desenvolvida ao longo da evolução Porque é importante entender sobre a morfofisiologia de plantas forrageira? 1. ALTA PLASTICIDADE FENOTÍPICA DIRETAMENTE RELACIONADO COM: a) Manutenção de pontos de crescimento. Extrair o máximo de produção de forragem e o máximo consumo pelos animais. Capacidade de modificar: Hábito de crescimento Porte Tamanho/disposição dos órgãos 2. VIGOR DE REBROTAÇÃO PÓS-PASTEJO • Tolerância à sucessão de pastejos (desfolhações) • Condiciona a persistência e/ou perenidade da forrageira. pontos de crescimento. b) Manutenção de resíduo foliar pós-pastejo. c) Presença e uso de reservas orgânicas. RELAÇÃO ENTRE PRODUÇÃO DE FORRAGEM E PRODUÇÃO ANIMAL EM PASTAGEM Recursos SOLO CLIMA PLANTA Forragem produzida Forragem consumida Saúde e BEA Produto animal CARNE LEITELEITE OVOS Crescimento vegetal Utilização pelo animal Conversão pelo animal Estratégias de manejo de pastejo Adaptado de Hodgson 1990 Estratégias de manejo do solo e seleção das espécies forrageiras Aspectos fisiológicos do funcionamento de plantas f orrageiras Fotorrespiração mecanismo para as plantas dissiparem energia na forma de calor gerado na etapa fotoquímica, sobretudo sob altas intensidades de radiação, no sentido de minimizar as perdas de água por transpiração. RELAÇÃO: LUZ - PLANTA Depende da atuação de PIGMENTOS presentes na planta. Qualidade da radiação Interceptação luminosa pelo Dossel Radiação Solar Radiação Solar Qualidade da radiação interceptada pelas folhas (RFA) Ex: Céu nublado, sombreamento. Manejo Radiação Solar - - - - - - - - - - -Interceptação - - - - - - - - - - -Interceptação Relação manejo e senescência Objetivo do manejo de pastejo: Evitar acelerar a senescência e o acúmulo de colmo. Promover maior acúmulo de folhas. Influência de uma planta INDIVÍDUO Influência de várias plantas COMUNIDADE Senescência Folhas em distintos estádios de desenvolvimento em um perfilho. Fonte: Adaptado de Simioni et al. (2014) I. Processo natural (hormonal) Citocina: Atrasa Etileno: Acelera (Associado a perda de clorofila) II. Estímulos ambientais (Ex: sombreamento) III. Clorofila “desativada” IV. Ciclagem/translocação Modelo conceitual das relações planta-animal (adaptado de Chapman & Lemare 1993, Cruz& Boval 2000) Fatores abióticos Clima Adubação Manejo MANEJO DO PASTEJO Regido por princípios básicos PASTAGEM = SISTEMA ECOLÓGICO 1. O funcionamento do sistema depende fundamentalmente de um fluxo de energia , cuja "entrada" no sistema depende da disponibilidade de radiação solar ; PRODUÇÃO DE FORRAGEM 2. A "captura" da energia incidente depende de uma superfície de captação (folhas ), cujo tamanho e cuja eficiência de transformação da energia solar em energia química depende da disponibilidade de nutrientes assegurada pela absorção (raízes) e reciclagem de nutrientes no sistema. 3. O pastejo afeta ambos processos : o fluxo de energia ao "remover" superfícies de captação; o ciclo de nutrientes ao acelerar a mineralização e, a disponibilidade de nutrientes através de sua retirada via produto animal. Figura 3: Interações entre os componentes do ecossistema pastagens https://cmetlsudoeste.files.wordpress.com/2014/07/soloplanta-animal-oliveira-j-r-2011.jpg