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Projeto Comunidade Feliz: horta comunitária com idosos.
Hortic. bras., v. 28, n. 2 (Suplemento - CD Rom), julho 2010 529S
SEABRA JÚNIOR, S.; PIZANO, R.E.; BENEVIDEZ, E.M.; MAGALHÃES, J.. 2010. Projeto Comunidade Feliz: horta
comunitária com idosos. 2010. Horticultura Brasileira 28: S529-S534.
Projeto Comunidade Feliz: horta comunitária com idosos.
Santino Seabra Júnior1; Roberval Emerson Pizano2; Edineuza Maria Benevidez3;
Josiane Magalhães1.
1
UNEMAT/Cáceres – Depto de Agronomia, Av. São João, Sn, Bairro Cavalhadas, CEP.78200-000; 
2
IFMT/
Cáceres, Av. dos Ramires, Sn, Distrito Industrial, CEP.78200-000; 
3
CNEC/Cáceres – Centro Educacional
Cenecista 1° de maio, Rua Cabaçal, 416, Bairro Cavalhadas, CEP.78200-000; e-mail:
santinoseabra@hotmail.com, robervalpizano@hotmail.com, edineuza_benevides@hotmail.com,
josimag@ig.com .
RESUMO
“Comunidade Feliz” é um projeto
desenvolvido desde outubro de 2004 pela
Universidade do Estado de Mato Grosso -
UNEMAT - campus de Cáceres e Campanha
Nacional das Escolas da Comunidade –
CNEC. Tem a participação de idosos em
vulnerabilidade social, assistidos pela
Fundação Maria José ou não, oriundos dos
bairros Cavalhada I, II e III. O projeto tem
como objetivo contribuir com a qualidade de
vida por meio de atividades interdisciplinares
entre Agronomia, Enfermagem, Educação
Física e Sociologia, com o objetivo de
trabalhar a horta comunitária como um
espaço de cultivo, com a interface do
incentivo de consumo de hortaliças
convencionais e não convencionais, estimular
a expressão da cultura por meio das relações
de cultivo, além de estimular a relações
sociais entre acadêmicos e idosos,
valorizando a troca de conhecimento sobre
o cultivo de hortaliças. A horta foi
desenvolvida numa área total de 700 m
2
, no
sistema de cultivo agroecológico, cultivando
hortaliças convencionais e não
convencionais. Participaram das atividades
cerca de 20 idosos com idade variando entre
60 e 82 anos. Conclui-se que a horta
comunitária tem sido importante espaço de
socialização, de trocas culturais e de fomento
para a melhoria da qualidade de vida dos
idosos assistidos. Constituindo-se um espaço
para que estes possam expressar a cultura
através do cultivo de hortaliças, além de
possibilitar ganhos na qualidade alimentar e
nutricional, além de ampliar a sociabilidade.
Palavras-chave: horta comunitária,
agricultura urbana, incentivo ao consumo de
hortaliças, socialização, identidade.
ABSTRACT
Vegetable domestic gardens in
families to the Program of Health Vitó-
ria Régia in Cáceres MT.
“Comunidade Feliz” is a project
developed since October 2004 from the
University of Mato Grosso - UNEMAT –
Cáceres´ college and the National Campaign
for Community Schools - CNEC. It has the
participation of older people in social
vulnerability, assisted by the Jose Maria
Foundation or not, being drawn from the
Cavalhada I, II and III districtis. The project
aims to contribute to the quality of life through
interdisciplinary activities between Agriculture,
Nursing, Physical Education and Sociology,
with the goal of working as a community
garden spacecultivation, with the interface of
encouraging consumption of vegetables
conventional and unconventional, stimulating
the expression of culture through the
relationship of culture, in addition to
encouraging social relationships between
Projeto Comunidade Feliz: horta comunitária com idosos.
Hortic. bras., v. 28, n. 2 (Suplemento - CD Rom), julho 2010 530S
O cultivo de hortaliças na área urbana pode-se manifestar com fins diversos, sendo
através de atividades comerciais, educativas, recreativas, sociais (Filgueira, 2002). A horta
comunitária é um espaço de cultivo onde há troca de experiência, nos quais os indivíduos
interagem numa ação comum, expressando sua cultura e seu conhecimento. Neste espaço,
além de cultivar hortaliças, frutas, condimentos e espécies medicinais, estes também
desenvolvem habilidades sociais e cultivam amizades, que contribuem para sua socialização
a um grupo criando uma identidade coletiva e ao mesmo tempo construindo a identidade
individual.
 A diversidade de espécies de hortaliças cultivadas numa horta favorece a saúde por
meio do fornecimento de vitaminas, minerais e fibras essenciais na nutrição humana (Filgueira,
2002), possibilitando, ainda, uma variedade de alimentos consumidos, rompendo muitas
vezes com a monotonia da dieta, principalmente em áreas urbanas (Nascimento et al., 2005),
favorecendo a segurança alimentar e nutricional de população em risco.
Além de proporcionar o prazer e o gosto de plantar, cultivar e como ocupação e terapia
(Monteiro e Mendonça, 2004), a horta é uma opção de lazer que contribui para um estilo de
vida ativo, fator importante para minimizar as conseqüências biológicas negativas que se
tornam presentes durante o envelhecimento.
Com isso o projeto visa contribuir com a qualidade de vida por meio de atividades
interdisciplinares entre Agronomia, Enfermagem, Educação Física e Sociologia, com o objetivo
de trabalhar a horta comunitária como um espaço de cultivo, com a interface do incentivo de
consumo de hortaliças convencionais e não convencionais, estimular a expressão da cultura
por meio das relações de cultivo, além de estimular a relações sociais entre acadêmicos e
idosos, valorizando a troca de conhecimento sobre o cultivo de hortaliças.
MATERIAL E MÉTODOS
O projeto Comunidade Feliz é uma parceria entre a Campanha Nacional das Escolas
da Comunidade(CNEC) e Universidade do Estado do Mato Grosso – Campus Cáceres,
envolvendo as áreas de Agronomia, Atividade Física, Enfermagem e Sociologia.
A horta comunitária iniciou-se em outubro de 2004. Em 2007, foi intitulado projeto
Comunidade Feliz, com sua primeira reformulação integrando a atividade física ao grupo,
como uma demanda para prevenção e melhoria do equilíbrio, deslocamento e mobilidade
necessários nas atividades de cultivo e nas atividades de vida diária. Em 2009, foram
students and the elderly, promoting the
exchange of knowledge about the cultivation
of vegetables. The garden was developed on
a total area of 700 m
2
, the system of agro-
ecological farming, cultivating vegetables
conventional and unconventional.
Participated in the activities of about 20 elderly
aged 60 and 82 years. We conclude that the
community garden has been important place
for social, cultural exchanges and promotion
to improve the quality of life for senior citizens.
Being up a space for them to express culture
through the cultivation of vegetables, in
addition to allowing gains in quality food and
nutrition, and to increase sociability.
Keywords: horticulture, urban agriculture,
food security, socialization, identity.
Projeto Comunidade Feliz: horta comunitária com idosos.
Hortic. bras., v. 28, n. 2 (Suplemento - CD Rom), julho 2010 531S
acrescidas as atividades voltadas à cultura, com intuito de criar um espaço de reflexão do
grupo acerca de sua inserção social.
 O projeto assiste idosos em risco de vulnerabilidade social, moradores das
comunidades dos bairros Cavalhada I, II, III, principalmente com idosos que residem na
Fundação Maria José. Esse grupo que participa da horta é basicamente o mesmo desde o
início do projeto, havendo afastamento de um ou outro assistido por problemas de saúde ou
familiares. Porém, estes acabam voltando a participar das atividades posteriormente. O grupo
apresenta cerca de 20 indivíduos com idades variando de 60 a 82 anos.
 Há participação de cerca de 2 a 3 acadêmicos do curso de Agronomia. Essa se dá
geralmente por voluntariado, com adesão ao projeto no primeiro ou segundo ano do curso
de graduação. Esses ficam em média um ano no projeto. O tempo de convivência no projeto
contribui na formação técnica do acadêmico de agronomia, contribuindo na formação na
área de horticultura. Estes aprendem a preparar substrato, produzir mudas, preparar canteiros,
transplantar, a aplicar os tratos culturais, além de ampliar o conhecimento de espécies. Além
de favorecer as relações sociais e vivenciar uma realidade,muitas vezes, pouco conhecida.
Além dos discentes de agronomia o projeto conta com a participação de acadêmicos
voluntários de outras áreas, o que enriquece a formação geral do discente através de uma
formação interdisciplinar. Geralmente alguns voluntários tornam-se bolsistas de iniciação
cientifica ou extensionista.
A horta está instalada em dois espaços. Um nas dependências do Campus Universitário
de Cáceres, numa área com cerca de 400 m
2
, onde possui também um pequeno viveiro de
mudas. E outro nas dependências da Escola 1° de Maio (CNEC), numa área com cerca de
200 m
2
. O sistema de cultivo é agroecológico, utilizando resíduos disponíveis na região,
adubação verde na área nos períodos de recesso (dezembro a fevereiro) e o controle de
pragas e plantas daninhas, realizado por meio de catação manual e cobertura do solo com
casca de arroz. O preparo de solo e a confecção dos canteiros são realizados pelos idosos
e acadêmicos.
A irrigação é realizada durante a semana, sendo de responsabilidade dos idosos e
acadêmicos. Esses se revezam em duplas, atuando duas vezes ao dia.
As atividades de cultivo acontecem aos sábados, no período da manhã, onde todos
os participantes se reúnem para realizar o preparo do solo, a semeadura, os transplantes e
os tratos culturais, como adubação, desbaste, capinação, entre outros. Nesse dia também é
realizada a colheita, a qual é dividida em partes iguais entre estes assistidos. Esse é momento
de estimulo às relações sociais e de troca de informações sobre assuntos diversos,
favorecendo a discussão de diferentes contextos sociais.
As mudas de espécies de propagação sexuada são produzidas em bandejas de
poliestireno expandido com substrato produzido com casca de arroz carbonizada, solo e
esterco. As mudas das espécies de propagação vegetativa são produzidas em canteiros.
As espécies cultivadas na horta são escolhidas em comum acordo com os participantes
dando preferência às espécies que se adaptam ao clima tropical. Nos primeiros anos do
projeto eram cultivadas basicamente hortaliças convencionais como: alface (Lactuca sativa),
cebolinha (Allium schoenoprasum), couve (Brassica oleracea var. Acephala), salsa
(Petroselinum crispum), almeirão (Cichorium intibus), rúcula (Eruca sativa), berinjela (Solanum
melongena), rabanete (Raphanus sativus), couve-chinesa (Brassica pekinensis), tomate
Projeto Comunidade Feliz: horta comunitária com idosos.
Hortic. bras., v. 28, n. 2 (Suplemento - CD Rom), julho 2010 532S
(Lycopersicon esculentum) e cenoura (Daucus carota). Neste últimos três anos, introduziu-
se o cultivo de hortaliças não convencionais como: taioba (Xanthosoma sagitifolium), taro
(Colocasia esculenta), bertalha (Basella alba), coentrão (Eryngiun foetidum), nirá (Allium
tuberosum), jurubeba (Solanum paniculatum), pimentas (Capsicum sp), açafrão (Crocus
sativus), mangarito (Xanthosoma sagittifolium) e taiá (Xanthosoma violaces). Em 2009
introduziu-se um pepino utilizado para conserva e uma taioba branca, material não identificado
botanicamente.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
O projeto produz resultados em diferentes segmentos, na formação acadêmica, no
processo sócio-cultural e na saúde.
A formação acadêmica dos discentes envolvidos com as atividades do projeto amplia
suas perspectivas significativamente. Além do aspecto técnico, que permite o desenvolvimento
das habilidades da área de horticultura, incrementando sua percepção das técnicas de cultivo,
constitui uma formação integrada em diversas áreas do conhecimento, construindo uma
percepção ampliada de sua profissão e a interface com outras áreas. Melhora as relações
interpessoais, permitindo situações concretas da extensão rural.
Permite aos docentes inserir junto a comunidade um trabalho ampliado que envolve
as três áreas de atuação: ensino, pesquisa e extensão.
No âmbito do processo sócio-cultural em interface com a saúde, os resultados obtidos
quanto à melhoria na qualidade de vida, podem ser observados em diferentes aspectos. A
convivência social valorizou a experiência de vida e contribuiu para a construção de uma
identidade positiva sobre si e sobre o outro. As atividades desenvolvidas permitiram a
construção de espaços de socialização onde se observou processos de construção,
reconstrução e manutenção da identidade pessoal e na constituição de vínculos grupais.
Segundo Berger & Luckman (2001) os processos socializadores tem como ponto inicial a
interiorização pelos indivíduos das relações estabelecidas no grupo que permite a apreensão
ou interpretação imediata de um acontecimento objetivo como dotado de sentido. Assim, a
relação dos indivíduos no grupo permite a manifestação de processos subjetivos de outrem,
que desta maneira torna-se subjetivamente significativo para mim.
A troca de conhecimento entre idosos e acadêmicos aumenta a auto-estima, pois
estes se sentem valorizados. Segundo Ballesteros (1998) a qualidade de vida implica em
inúmeros fatores que se inter-relacionam. Variam de conceitos ecológicos, biológicos, sociais,
que interferem na concepção de mundo e na inserção do indivíduo no mesmo, influenciando-
se mutuamente. Dessa forma as atividades desenvolvidas no projeto melhoram as ações
desenvolvidas na atividade da vida diária, podendo ser observado ao longo do tempo na
medida em que proporciona aos participantes uma mudança lenta e gradual na sua postura.
Os movimentos corporais, a disposição para as ações cotidianas, a diminuição nas dificuldades
na realização de pequenas tarefas, a diminuição do cansaço físico, são indicadores dos
resultados propiciados pelo projeto, na medida em que a participação nas atividades da
horta entre outras, permitiu a construção do espaço de reinserção social dos idosos.
A melhora na socialização pode ser observada nas relações sociais estabelecidas
entre os idosos e acadêmicos. O fortalecimento de vínculos afetivos, expressados com
Projeto Comunidade Feliz: horta comunitária com idosos.
Hortic. bras., v. 28, n. 2 (Suplemento - CD Rom), julho 2010 533S
pequenos gestos de carinho, lembranças de datas comemorativas e preocupação com as
ausências, pequenas enfermidades e auxílio mutuo na realização das atividades. Observa-
se também a valorização pessoal por meio das trocas de informações e experiências pessoais,
seja no manejo da horta ou em questões de âmbito sócio-cultural. Tais elementos fortalecem
as relações sociais do grupo, ampliando suas percepções acerca do ambiente que os cerca
bem como sobre sua inserção no mesmo.
Socializar é interiorizar os conceitos, valores, crenças de determinada cultura, é o
indivíduo construir para si um mundo histórico, humano, rodeado de significações. É a cultura
em suas relações de interação entre os homens e a natureza que irá instituir a possibilidade
de construção deste mundo histórico (Pinto, 2006).
O trabalho na horta despertou interesse nos idosos em querer plantar, regar e colher.
Estes trocaram experiências sobre cultivo, os fatores que influenciam na produção e o uso
das hortaliças na alimentação.
As colheitas semanais contribuíram para a segurança alimentar e nutricional, pois os
idosos passaram a consumir com mais regularidade as hortaliças em seus domicílios,
favorecendo o acesso ao alimento. A horta não teve como objetivo suprir as necessidades
alimentares desses indivíduos e sim de contribuir com a qualidade alimentar.
O grande número de espécies presentes na horta resgatou hábitos de consumo que
haviam sido abandonados ao longo do tempo em função da ausência dessas espécies no
mercado. Permitiu que no processo de trocas outros membros do grupo passassem a
consumi-las, havendo socialização de receitas e propágulos. Através das trocas sócio-culturais
o grupo se favoreceu do enriquecimento nutricional, sua alimentação incorporou um grupo
alimentar de maior diversidade de espécies que possuem vitaminas, sais minerais e fibras.
Esta alimentação contribui com a melhoria da sua resposta auto-imune, a doenças cotidianas,
bem como melhorando o funcionamento geral do organismo.
As espécies quepassaram a constituir o banco de espécies cultivadas é resultado
das trocas de experiência entre os membros do grupo ou fora dele. Isto por que há um
intercâmbio e propagação das atividades da horta na comunidade. Os membros ao visitar
seus familiares, parentes ou amigos na região ou em outras regiões, trazem propágulos de
espécies que encontraram para cultivar na horta. Há relatos que muitas das espécies
introduzidas faziam parte do seu cotidiano quando estes moravam na zona rural, ou seja,
cultivavam estas espécies em seus quintais, sendo um resgate tanto histórico, quanto
identitário.
Segundo Santos & Guarim Neto (2008) os quintais também refletem o quanto espécies
e variedades de plantas, com valores culturais diversos, acompanham as pessoas em suas
rotas migratórias, evidenciando o desejo de se reproduzir numa nova região os costumes e
tradições do local de origem dessas pessoas. Essas evidências ficam cada vez mais expostas
na medida em que transportam consigo propágulos de plantas quando se mudam.
Principalmente, acondicionadas em latas, vasos e em forma de sementes. Assim, vêem-se
representadas, nas plantas, suas raízes culturais.
Na horta, os atores cultivam espécies que tenham algum valor na expressão da sua
cultura. Algumas espécies são introduzidas por meio das relações sociais estabelecidas no
ambiente. Outras espécies introduzem-se pelo interesse imposto pela mídia ou algum
processo educacional intervindo sobre uma necessidade local.
Projeto Comunidade Feliz: horta comunitária com idosos.
Hortic. bras., v. 28, n. 2 (Suplemento - CD Rom), julho 2010 534S
Conclui-se que a horta comunitária tem sido importante espaço de socialização, de
trocas culturais e de fomento para a melhoria da qualidade de vida dos idosos assistidos.
Constituindo-se um espaço para que estes possam expressar a cultura através do cultivo de
hortaliças, além de possibilitar ganhos na qualidade alimentar e nutricional, além de ampliar
a sociabilidade.
AGRADECIMENTOS
Projeto Financiado pela CNEC (2004 a 2008) e pelo MEC/PROEXT (2009 a 2010) e
FAPEMAT (2010 a 2011).
REFERÊNCIAS
BALLESTEROS RF. 1998. Quality of life: the diferential conditions. Psychology in Spain. 2:
57-65.
BERGER P; LUCKMANN T. 2001. A construção social da realidade. Trad. de Floriano Souza
Fernandes. Petrópolis: Vozes. p. 174.
FILGUEIRA FAR. 2002. Novo Manual de Olericultura: agrotecnologia moderna na produção
e comercialização de hortaliças. Viçosa: UFV. 412p.
MONTEIRO D; MENDONÇA M M. 2004. Quintais na Cidade: a experiência de moradores da
periferia do Rio de Janeiro. Agriculturas 1: 29-31.
NASCIMENTO APB; ALVES MC; MOLINA SMG. 2005. Quintais domésticos e sua relação
com estado nutricional de crianças rurais, migrantes e urbanas. MultiCiência 5. Dispinível
em: < http://www.multiciencia.unicamp.br/rede_3_5.htm>. Acessado em 13 de agosto de
2008.
SANTOS S; GUARIM NETO G. 2008. Etnoecologia de Quintais: estrutura e diversidade de
usos de recurso vegetais em Alta Floresta. In: GUARIM NETO G; CARNIELLO MA (Org.).
Quintais Mato-grossenses: espaços de conservação e reprodução de saberes. Cáceres:
UNEMAT. p. 79-108.
PINTO SLA. 2006. A socialização humana e a internalização da cultura. Itinerarius reflectiones
1: 29-31. Disponível em: <http://www2.jatai.ufg.br/ojs/index.php/itinerarius/article/viewFile/
184/172>. Acessado em 31 de maio de 2010.

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