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UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS DEPARTAMENTO DE CONTABILIDADE DISCIPLINA: ÉTICA GERAL E PROFISSIONAL DOCENTE: CLAUDIO DE OLIVEIRA LEONCIO PINHEIRO DISCENTE (s): DANILO DE OLIVEIRA TORRES MATRÍCULA: NAYANE NÁDIA MACIEL PEREIRA MATRÍCULA: 212250280 INFOÉTICA: A ÉTICA DA INFORMAÇÃO CAMPINA GRANDE – PB 03/10/2022 INFOÉTICA INTRODUÇÃO A Infoética ou ética da informação tem sua origem recente e visa analisar a natureza e o impacto social das tecnologias de informação e comunicação nos valores humanos e sociais. Um indivíduo ético e moral precisa seguir alguns regulamentos para agir em sociedade incluindo as maneiras que introduz algo de seu conhecimento para os demais, não apenas no mundo físico como também no digital, utilizando a liberdade conquistada pelo meio virtual com responsabilidade e consciência, e com isso, tornar-se agentes digitais éticos. ● INTRODUÇÃO A ÉTICA GERAL A Ética é um tema complexo que pode ser abordado sob diferentes perspectivas, introduzida na humanidade desde a Grécia Antiga com os filósofos Sócrates, Aristóteles e Platão, em uma época que buscavam a perfeição do “homem”, figurou-se que o bem e a felicidade eram equivalentes aos valores morais que estariam inseridos na essência do homem. Assim, de acordo com (GOMEZ e CIANCONI, 2017, p.19): “(...) Ética e moral são dois termos de uma origem etimológica semelhante e seus significados remetem a usos e costumes (Ethos, mores)2 . Como saber formal, a ética é considerada uma indagação filosófica, crítica e reflexiva acerca da moral, a qual abrange as questões sobre o sentido e a finalidade da vida humana, e sobre as normas e valores que motivam e orientam as ações dos homens, em direção a alguma proposição de bom viver e de justiça.” Assim, para a moral o foco está no senso comum, na liberdade e no autoconvencimento de agir conforme o dever, pois apesar de sermos seres racionais e livres, nossos princípios, valores, atitudes são colocados a prova muitas vezes tendo em vista sermos também seres naturais, que não são perfeitos. Em outro sentido, a ética traz ao indivíduo responsabilidade e poder para pensar e agir de acordo com sua consciência, com razão e discernimento capaz de refletir os costumes essenciais para conviver em harmonia pelas regras de conduta https://es-m-wikipedia-org.translate.goog/wiki/Tecnolog%C3%ADas_de_la_informaci%C3%B3n_y_la_comunicaci%C3%B3n?_x_tr_sl=es&_x_tr_tl=pt&_x_tr_hl=pt-BR&_x_tr_pto=sc em sociedade. Sendo assim, um indivíduo ético e moral precisa se ater a tais regulamentos diariamente para saber agir em sociedade incluindo as maneiras que introduz algo de seu conhecimento para os demais, visto que a interação social vem de tempos remotos, sendo utilizada desde o convívio em casa, como na igreja, na escola e nas ruas. Nos últimos anos, com a era digital, a comunicação só aumenta, por isso, a ética na sociedade da informação é relevante para o cotidiano do ser humano, para saber se comunicar de maneira eficaz, sem prejudicar a essência da informação original. ● INFOÉTICA - ÉTICA DA INFORMAÇÃO Infoética ou ética da informação é o campo que investiga questões éticas decorrentes do desenvolvimento e aplicação das tecnologias da informação. Sua história é relativamente curta, reconhecida nos Estados Unidos há quase 20 anos com o intuito de analisar a natureza e o impacto social das tecnologias de informação e comunicação nos valores humanos e sociais. A ética da Informação é o estudo das questões normativas relacionadas com a criação, preservação, organização, acesso, apresentação e controle da informação, sendo melhor explicado por Mathiesen (2015 apud GOMEZ e CIANCONI, 2017, p.23), que sua investigação pode ameaçar as principais expressões da contemporaneidade “(...) podendo afetar a credibilidade, a confiabilidade e a tomada de decisão em toda e qualquer manifestação da atividade social, inclusive as cotidianas.” ● ÉTICA NA SOCIEDADE DA INFORMAÇÃO O termo “sociedade da informação” passou a ser utilizado no fim do século XX, com a industrialização e o avanço tecnológico. Com a era da informação, a ética na comunicação em sociedade se tornou mais urgente, devido a dependência deste mundo intangível, onde existe uma variedade de conhecimentos soltos no meio digital, assim, o saber transmitir uma informação de maneira eficaz, sem prejudicar sua essência se tornou extremamente essencial. A informação acolhida por um indivíduo primeiro precisa ser entendida por https://es-m-wikipedia-org.translate.goog/wiki/Tecnolog%C3%ADas_de_la_informaci%C3%B3n_y_la_comunicaci%C3%B3n?_x_tr_sl=es&_x_tr_tl=pt&_x_tr_hl=pt-BR&_x_tr_pto=sc https://es-m-wikipedia-org.translate.goog/wiki/Tecnolog%C3%ADas_de_la_informaci%C3%B3n_y_la_comunicaci%C3%B3n?_x_tr_sl=es&_x_tr_tl=pt&_x_tr_hl=pt-BR&_x_tr_pto=sc ele, para então ser repassada de forma clara e original. Segundo Setzer (2001 apud SANTOS, 2017, p.17), a informação: “pode ser a propriedade interior de uma pessoa ou ser pela mesma, pois ao ler um texto, por exemplo, um indivíduo pode absorvê-lo como informação, desde que seja compreendida. O autor destaca que é possível associar a recepção de informação por meio de dados à admissão de uma mensagem, entretanto, a informação pode também ser captada sem que seja representada por intermédio de mensagens.” Assim, ficamos com alguns questionamentos relevantes para formar o indivíduo ético capaz de reproduzir a informação em sua essência: Como passar a informação com o conhecimento seguro e verdadeiro? No contexto social em que vivemos, é possível disciplinar o agente da informação? A facilidade e o excesso de informação que vivenciamos nos tempos modernos exige uma grande demanda por critérios éticos, que sejam capazes de orientar políticas de informação para educar a sociedade. Assim, “(...) devemos formar sujeitos não apenas para assimilar ou consumir informação, mas também para produzi-la e saber bem usá-la. Por isso, uma ética da informação deve significar uma ética para a informação. Ou seja, trata-se de formar (moralmente) o agente ou o sujeito da informação.” (FREIRE, 2010, p.8) ● LIBERDADE NA ERA DIGITAL A era digital, entendida na modernidade como um novo mundo que foi transformado pela internet nos dá muito poder e liberdade, por isso, da mesma forma que devemos cuidar do mundo físico, devemos ter cuidado com a comunicação do mundo digital. Como traçado por (CAPURRO, 2017, p.52) “Assim como Sócrates platônico nos ensinou a ver o mundo sensível desde o mundo inteligível, (...) Tim Berners-Lee, Bill Gates, Sergey Brin, Larry Page ou Steve Jobs, nos ensinam a ver o mundo físico desde o digital.” A liberdade digital inicia com nós mesmos, através da facilidade de conter um mundo na palma da mão. O celular nos dá pessoalmente muita liberdade de comunicação e troca de informações de maneira global, independentemente de nosso lugar físico, transformando-se facilmente em um instrumento de controle físico e digital. Com isso, para manter harmonia devemos nos atentar em como de fato agir nesse meio virtual como agente ético e moral, de maneira acessível, mas disciplinado e consciente, visto que “o novo imperativo moral nos obriga a estar acessíveis o tempo todo e em todo lugar, e a responder instantaneamente às mensagens digitais.” (CAPURRO, 2017, p.54) Vamos pensar na seguinte situação: Em algum momento já se sentiu incomodado por alguém usando o celular e ignorando sua presença física? Pois bem, você percebe que sua companhia está ao seu lado, mas incomunicável? Isso não é apenas um problema de etiqueta social, é também da interação humana em dois mundos distintos, o físico e o digital. Talvez para o usuário do celular que está atento a comunicação do aparelho não seja uma falta de ética, mas ao olhar de fora, existe uma falta de atenção para com o outro. Além disso, devemos nos perguntar a todo instante, assim como no mundo físico, se nossas ações no meio digital ao produzir textos, imagense sons estão de acordo com a ética e a moral, para não ferir os direitos dos demais usuários, e utilizar a liberdade com responsabilidade e consciência para sermos agentes digitais éticos. CONSIDERAÇÕES FINAIS A tecnologia e a internet vem transformando a vida dos usuários com suas formas de interação de maneira fácil, mas com uma grande demanda de informações, isso levanta um problema, que é o de administrar o que pode ou não ser permitido nesse novo mundo. A infoética, a ética da informação é um assunto atual que teve seu início com a era digital, com o intuito de controlar e preservar a veracidade da comunicação. A busca por estar conectado e dar atenção constante e instantânea por causa da rapidez das comunicações no mundo globalizado e ao mesmo tempo com a liberdade de expressão, exige do usuário muita cautela no agir, e saber interagir de maneira segura e eticamente verdadeira, sem prejudicar o outro, pode ser difícil, mas possível. Por isso, o agente ético e moral, precisa se comunicar de maneira clara, segura e verdadeira, sem prejudicar o outro, sabendo utilizar o poder e a liberdade desse mundo digital com responsabilidade e consciência, como falado anteriormente, alguém não apenas para assimilar ou consumir informação, mas também para produzi-la e saber bem usá-la. REFERÊNCIAS SANTOS, Luiz Gustavo dos. A INFOÉTICA NO ENSINO DA ENFERMAGEM: ESTUDO DE CASO BASEADO NOS PRINCÍPIOS DE RAFAEL CAPURRO NO TRATAMENTO, ARMAZENAMENTO E USO DAS INFORMAÇÕES. Curitiba, 2017. Disponível em: <https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/55133/Luiz%20Gustavo %20dos%20Santos.pdf?sequence=1&isAllowed=y>. Acesso em 26/09/2022. GOMEZ, Maria Nelida Gonzalez de; CIANCONI, Regina de Barros. ÉTICA DA INFORMAÇÃO perspectivas e desafios. Niterói: PPGCI/UFF, 2017. Disponível em: < https://ppgci.uff.br/wp-content/uploads/sites/86/2020/04/Livro_Etica _da_informacao.pdf>. Acesso em: 28/09/2022. FREIRE, Gustavo Henrique de Araújo. ÉTICA DA INFORMAÇÃO: CONCEITOS, ABORDAGENS, APLICAÇÕES. João Pessoa, 2010. Disponível em: <https://lti.pro.br/uploads/posts_files/148/5174bcdc63b1722a7b0a923f3f8fe63f.pdf>. Acesso em: 01/10/2022 https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/55133/Luiz%20Gustavo%20dos%20Santos.pdf?sequence=1&isAllowed=y https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/55133/Luiz%20Gustavo%20dos%20Santos.pdf?sequence=1&isAllowed=y https://ppgci.uff.br/wp-content/uploads/sites/86/2020/04/Livro_Etica_da_informacao.pdf https://ppgci.uff.br/wp-content/uploads/sites/86/2020/04/Livro_Etica_da_informacao.pdf https://lti.pro.br/uploads/posts_files/148/5174bcdc63b1722a7b0a923f3f8fe63f.pdf