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3 Métodos diagnósticos I (Bacteriologia II)

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Iza Machado

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Questões resolvidas

As bactérias podem ser diferenciadas por uma diversidade de métodos, que incluem os testes bioquímicos.
Sobre esses testes, leia as afirmativas abaixo:
I- No teste da catalase, o resultado é considerado positivo quando há borbulhamento ou efervescência devido à liberação do oxigênio.
II- A prova de urease é revelada positiva quando a urease degrada a ureia, acidificando o meio, que adquire coloração rosa.
III- A prova de motilidade, como indica indiretamente a presença de flagelos, na verdade, não é uma prova bioquímica e sim fisiológica.
a) Somente a afirmativa I está correta.
b) Somente a afirmativa II está correta.
c) Somente a afirmativa III está correta.
d) Somente as afirmativas I e III estão corretas.
e) Somente as afirmativas II e III estão corretas.

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Questões resolvidas

As bactérias podem ser diferenciadas por uma diversidade de métodos, que incluem os testes bioquímicos.
Sobre esses testes, leia as afirmativas abaixo:
I- No teste da catalase, o resultado é considerado positivo quando há borbulhamento ou efervescência devido à liberação do oxigênio.
II- A prova de urease é revelada positiva quando a urease degrada a ureia, acidificando o meio, que adquire coloração rosa.
III- A prova de motilidade, como indica indiretamente a presença de flagelos, na verdade, não é uma prova bioquímica e sim fisiológica.
a) Somente a afirmativa I está correta.
b) Somente a afirmativa II está correta.
c) Somente a afirmativa III está correta.
d) Somente as afirmativas I e III estão corretas.
e) Somente as afirmativas II e III estão corretas.

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1 
 
NEAD – Núcleo de Educação a Distância 
ROTAS DE APRENDIZAGEM 
Bacteriologia II | Métodos diagnósticos I | Aula 03 
Onde Chegar 
• Identificar os diversos tipos de métodos utilizados para o diagnóstico bacteriano; 
• Relacionar o uso de microscopias, colorações e meios de cultura na identificação 
bacteriana. 
• Interpretar o uso de alguns dos diversos testes bioquímicos nos processos de 
diagnósticos bacterianos. 
 
O que Aprender 
• Diversidade dos métodos de identificação bacteriana; 
• Microscopia, coloração e meios de cultura; 
• Testes bioquímicos. 
 
AULA 
03 
Métodos diagnósticos I 
Bacteriologia II 
 
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NEAD – Núcleo de Educação a Distância 
ROTAS DE APRENDIZAGEM 
Bacteriologia II | Métodos diagnósticos I | Aula 03 
Desenvolvimento 
Este Guia de Aprendizagem tem o objetivo de apresentar a primeira parte dos princípios 
e conceitos básicos relacionados aos métodos utilizados no diagnóstico bacteriano, 
compreendendo suas principais características, quais são suas funções e em que casos 
seu uso é indicado. Nesta primeira aula abordaremos os métodos de microscopia, 
coloração, meios de cultura e bioquímicos. Na próxima aula, continuando este assunto, 
discutiremos sobre os métodos sorológicos e moleculares. 
 
Microscopia e colorações 
Um dos primeiros passos para o diagnóstico bacteriano inclui a análise microscópica, 
devido ao seu baixo custo e rapidez, comparada aos demais métodos. A diversidade de 
tipos de microscopia é grande, podendo ainda, na maioria das vezes, contar com a 
utilização de colorações. 
• Exames a fresco: permitem a análise dos microrganismos nas condições normais de 
vida e são utilizados quando a morfologia fica distorcida devido aos processos de fixação 
e coloração ou ainda durante a verificação da motilidade, dos processos fisiológicos 
(divisão celular, produção de esporos) e para a observação de corpúsculos (vacúolos e 
material graxo). Utilizam uma gota da amostra misturada com solução salina (ou outras 
substâncias, como hidróxido de potássio), colocada diretamente sobre a lâmina, e, após 
ser coberta por uma lamínula, procede-se a análise microscópica. Sua utilização, no 
entanto, é limitada, visto que a maioria das bactérias não é bem visualizada sem um 
corante. Geralmente utilizam também outros microscópios ópticos que melhoram o 
contraste da visualização, como o de campo escuro ou de contraste de fases. 
• Fixação e coloração: a coloração de células mortas após a realização de um esfregaço 
fixado pelo calor é geralmente preferível às preparações a fresco, pois os corantes 
reagem quimicamente com as células bacterianas e não interferem com o meio 
circundante, permitindo identificar estruturas internas e também o uso da objetiva de 
imersão (maior aumento). Lembrando que as colorações podem ser simples (com o 
propósito de melhorar a visualização), diferenciais (para auxiliar no diagnóstico, como a 
coloração de Gram e Ziehl-Neelsen) ou ainda especiais (que evidenciam uma estrutura 
específica da bactéria, como os flagelos ou endósporos). 
 
 
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NEAD – Núcleo de Educação a Distância 
ROTAS DE APRENDIZAGEM 
Bacteriologia II | Métodos diagnósticos I | Aula 03 
Cultura bacteriana 
Muitos microrganismos recuperados a partir de amostras clínicas podem ser 
identificados utilizando-se ensaios dependentes de cultivo. A partir das características de 
crescimento dos organismos nos meios enriquecidos utilizados no isolamento primário, 
um patógeno presuntivo é novamente cultivado em meios especializados, 
confeccionados de modo a avaliar uma ou várias reações bioquímicas, por exemplo. Cada 
ensaio é desenhado para se diferenciar o crescimento e metabolismo bacteriano padrão, 
com o objetivo principal de identificar um patógeno individual (ou ao menos seu gênero) 
com base no seu padrão característico de crescimento nos meios seletivos e diferenciais. 
 
Testes bioquímicos 
Características relacionadas com o crescimento, necessidades nutricionais e fisiologia são 
úteis na identificação bacteriana, sendo analisadas por meio de diversos testes 
bioquímicos. Essas análises podem envolver inclusive alguns tipos de meio de cultura 
com reagentes que permitam a distinção visual, tanto por meio de mudança de cor como 
por alteração do aspecto ou da constituição do meio, por exemplo. 
EXEMPLO DE KIT COM DIVERSOS TESTES BIOQUÍMICOS BACTERIANOS 
FONTE: Tira O Jaleco 
 
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ROTAS DE APRENDIZAGEM 
Bacteriologia II | Métodos diagnósticos I | Aula 03 
Alguns dos diversos exemplos de testes bioquímicos para o diagnóstico bacteriano são: 
• Catalase: Atua catalisando a conversão do peróxido de hidrogênio (H2O2) em água e 
oxigênio. Quando uma colônia bacteriana é misturada com o H2O2, a liberação do O2 
pode ser observada pelo aparecimento de bolhas de gás quando essa bactéria for 
produtora de catalase. O teste é particularmente útil na diferenciação dos estafilococos 
(positivos) dos estreptococos (negativos), porém também tem aplicação taxonômica 
para bactérias gram-negativas; 
• Coagulase: Atua como um fator plasmático, convertendo o fibrinogênio em fibrina, 
coagulando a amostra. É usado na diferenciação do Staphylococcus aureus de outros 
estafilococos; 
• Oxidase: Detectam o componente c do complexo citocromo-oxidase (que faz parte da 
cadeia transportadora de elétrons nos processos de produção de energia). O reagente 
do teste de oxidase é acrescentado a uma cultura de organismo em placa ágar; uma 
mudança de cor do reagente do teste para azul, púrpura ou preto indica a presença de 
citocromo c oxidase.; 
• Fermentação de carboidratos: A capacidade de produzir metabólitos ácidos por via 
fermentativa ou oxidativa, a partir de uma variedade de carboidratos (por exemplo 
glicose, sacarose e lactose) é usada na identificação da maioria dos grupos bacterianos. 
Quando organismo é inoculado em um meio contendo um açúcar específico, observa-se 
a ocorrência de crescimento e os produtos finais da fermentação, incluindo gases; 
• Sulfeto de hidrogênio (H2S): Algumas bactérias são capazes de produzir H2S a partir de 
aminoácidos e compostos sulfurosos. A coloração negra formada pela interação dos sais 
de sulfeto com metais pesados presentes no meio, tais como o ferro, indica a produção 
de H2S pelo microrganismo; 
• Indol: Testa a capacidade de um organismo em produzir o indol a partir da degradação 
do aminoácido triptofano. O indol é detectado pela formação de uma coloração 
vermelha após a adição reagente, indicando que o microrganismo apresenta um 
conjunto de enzimas que convertem o triptofano em indol; 
• Motilidade: A determinação da motilidade de bactérias é realizada a partir de seu 
crescimento em meios semissólidos: as bactérias móveis apresentam um crescimento 
difuso que se estende lateralmente a partir da linha de inoculação por meio de flagelos, 
enquanto as imóveis crescem somente onde se deu a inoculação; 
 
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ROTAS DE APRENDIZAGEM 
Bacteriologia II | Métodos diagnósticos I | Aula 03 
• Urease: A urease hidrolisa a ureia em duas moléculas de amônia e CO2. Essa reação 
pode ser detectada pela elevação do pH no meio causado pela produção de amônia, 
alcalinizando, o qual é demonstrado pela mudança de cor do indicador de pH do meio; 
• Citrato: Um meio que contenha citrato de sódio como única fonte de carbono pode ser 
usado para determinar a capacidade de metabolizar o citrato. O indicador no meio muda 
de cor se houver metabolismo do citrato; o consumo do citrato indica a presença do 
complexo permease que transporta o citrato para dentro da célula; 
• Fenilalanina desaminase: A desaminação de fenilalanina forma o ácido fenilpirúvico, o 
qual é detectado após o crescimento do microrganismo em meio contendo o 
aminoácido. O aparecimento de uma coloração verde escura após a adição de uma 
solução de cloreto férrico a 10% indica resultado positivo, que demonstra a presença da 
enzima fenilalaninadesaminase; 
• Vermelho de metila: Identifica espécies bacterianas que produzem ácidos orgânicos 
fortes (láctico, acético e fórmico) a partir da fermentação mista da glicose, visto que as 
bactérias que seguem a via de fermentação de ácidos mistos produzem quantidades 
suficientes de ácidos fortes para manter o pH abaixo de 4,4. O organismo é cultivado no 
caldo; acrescenta-se o indicador vermelho de metila; a presença de ácido provoca uma 
mudança na cor do indicador (vermelho). 
 
Vá mais Longe 
Capítulo Norteador: Capítulo 14 – Métodos de diagnóstico e Capítulo 63 – 
Fundamentos da identificação bioquímica das bactérias. TRABULSI, Luiz Rachid; 
ALTERTHUM, Flávio (ed.). Microbiologia. 6. ed. São Paulo: Atheneu, 2015. 919 p. 
Biblioteca Virtual. (Páginas 117-118, 122-123, 525-539). 
 
Agora é sua Vez! 
Interação 
• Texto: “Detecção e Identificação de Bactérias de Importância Médica”. Disponível em 
https://www.anvisa.gov.br/servicosaude/microbiologia/mod_5_2004.pdf Acesso em 07 
nov. 2021. 
https://www.anvisa.gov.br/servicosaude/microbiologia/mod_5_2004.pdf
 
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ROTAS DE APRENDIZAGEM 
Bacteriologia II | Métodos diagnósticos I | Aula 03 
• Texto: “Microbiologia clínica para o controle de infecção relacionada à assistência à 
saúde: Módulo 6: Detecção e identificação de bactérias de importância médica.” 
Disponível em: 
https://spdbcfmusp.files.wordpress.com/2014/09/iras_modulodeteccaobacterias.pdf 
Acesso em 07 nov. 2021. 
• Vídeo: “Provas Bioquímicas em Microbiologia” Disponível em: 
https://www.youtube.com/watch?v=hdDWOfAKueQ Acesso em 07 nov. 20221. 
Com base nos materiais acima e demais, escolha uma espécie bacteriana (ou apenas um 
gênero, se for necessário) e pesquise suas características morfológicas, metabólicas e 
funcionais, pensando em como seria possível identificá-la em laboratório. Em seguida, 
faça uma reflexão no Fórum da Disciplina citando ao menos dois testes que podem ser 
úteis no processo do diagnóstico bacteriano da espécie escolhida e explique quais 
resultados esperados dos testes selecionados na identificação da bactéria em questão. 
Lembre-se que nesta aula citamos apenas alguns dos testes possíveis, logo, caso a 
bactéria escolhida possa ser identificada por meio de outro tipo de teste, é muito válido 
que você também comente um pouco sobre esse método citado. A indicação é que sejam 
escolhidos métodos de microscopia, coloração e provas bioquímicas, pois os métodos 
sorológicos e moleculares de identificação serão discutidos na aula posterior. 
 
Questão para Simulado 
1 – As bactérias podem ser diferenciadas por uma diversidade de métodos, que incluem 
os testes bioquímicos. Sobre esses testes, leia as afirmativas abaixo: 
I- No teste da catalase, o resultado é considerado positivo quando há borbulhamento 
ou efervescência devido à liberação do oxigênio. 
II- A prova de urease é revelada positiva quando a urease degrada a ureia, acidificando 
o meio, que adquire coloração rosa. 
III- A prova de motilidade, como indica indiretamente a presença de flagelos, na 
verdade, não é uma prova bioquímica e sim fisiológica. 
Assinale a alternativa que contém a(as) afirmativa(s) correta(s): 
a) Somente a afirmativa I está correta. 
b) Somente a afirmativa II está correta. 
c) Somente a afirmativa III está correta. 
d) Somente as afirmativas I e III estão corretas. 
e) Somente as afirmativas II e III estão corretas. 
https://spdbcfmusp.files.wordpress.com/2014/09/iras_modulodeteccaobacterias.pdf
https://www.youtube.com/watch?v=hdDWOfAKueQ
 
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ROTAS DE APRENDIZAGEM 
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Resposta: Letra D 
 
Comentário: No teste de urease, a coloração rosa adquirida ao fim do teste deve-se à 
alcalinização do meio (aumento do pH), e não à acidificação do meio, como indicado na 
alternativa. O pH se torna alcalino visto um dos produtos gerados pela quebra da ureia é 
a amônia, que tem caráter básico. 
"Organize-se: 4 horas semanais – mínimo sugerido para autoestudo" 
 
REFERÊNCIAS 
BERNARDI, Gisele Aparecida. Microbiologia Clínica. Curitiba: Contentus, 2020. 103 p. 
Biblioteca Virtual. (Capítulo 1 – Diagnóstico bacteriológico. Páginas 258-261) 
KUMAR, Surinder. Textbook of microbiology. New Delhi: Jaypee Brothers Medical 
Publishers, 2012. 804 p. Biblioteca Virtual. (Capítulo 2 – Microscopy, Capítulo 8 – 
Identification of bactéria e Capítulo 87 – Diagnostic Medical Microbiology. Páginas 13-
17; 71-79; 753-758). 
SASTRY, Apurba S.; BHAT, Sandhya. Essentials of Medical Microbiology. 2nd ed. New 
Delhi: Jaypee Brothers Medical Publishers, 2019. 714 p. Biblioteca Virtual. (Capítulo 5 – 
Identification of bacteria. Páginas 56-61).

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