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gestão empresarial negócios internacionais SiStemática do comércio exterior no BraSil 8 ObjetivOs da Unidade de aprendizagem Apresentar a sistemática os processos envolvidos numa operação de exportação e de importação no Brasil. COmpetênCias Analisar os procedimentos relacionados à exportações e importações brasileiras. Habilidades Descrever como se processa uma operação exportação e uma importação no Brasil. Negócios iNterNacioNais SiStemática do comércio exterior no BraSil ApresentAção Nas Unidades anteriores você estudou aspectos estra- tégicos, contratuais cambiais e logísticos relacionados a exportação e a importação. Nesta Unidade você vai co- nhecer o Sistema do Comércio Exterior Brasileiro. Serão apresentadas para você quais as exigências administra- tivas que a empresa brasileira tem que cumprir para rea- lizar a atividade comércio exterior, seja uma exportação, seja uma importação. Você ficará sabendo quais são as habilitações que uma empresa precisa para poder atuar na atividade de comércio exterior. Também terá a oportunidade de co- nhecer o tratamento administrativo aplicado às expor- tações e importações brasileiras, como também todos os registros relacionados a cada uma dessas operações. Também terá a oportunidade aprender sobre Sisco- mex, o Sistema de Integrado de Comércio Exterior. Por meio desta Unidade você conhecerá mais sobre este im- portante sistema informatizado que gerencia a atividade de comércio exterior no Brasil. pArA ComeçAr Agora que você já estudou aspectos gerais relaciona- dos ao comércio internacional, como os contratos e as cláusulas internacionais, a logística internacional, os pa- gamentos internacionais; vamos apresentar e discutir o Sistema do Comércio Exterior Brasileiro para que você possa conhecer os processos envolvidos numa exporta- ção e numa importação aqui no Brasil. Você deve ter se questionado sobre quais as exigên- cias para uma empresa realizar a atividade comércio, seja uma exportação, seja uma importação, aqui no Bra- sil? Pois, bem... nesta Unidade você ficará sabendo quais são os registros que uma empresa precisa para desen- volver a atividade de comércio exterior. Também terá a oportunidade de conhecer o tratamento administrativo Negócios Internacionais / UA 08 Sistemática do Comércio Exterior no Brasil 4 dado às exportações e importações brasileiras, como também todos os registros relacionados a essas operações. Você já ouviu falar no Siscomex, o Sistema de Integrado de Comércio Exterior? Se sim você terá a chance de conhecer mais. Se não, por meio desta Unidade você conhecerá sobre este sistema que gerencia a ativida- de de comércio exterior brasileira. Quanta novidade?! E tem mais, discutiremos nesta unidade o processo de liberação alfandegária, o despacho aduaneiro, realizado pela Receita Federal do Brasil. E por fim, falaremos sobre a documentação envolvida numa transação internacional. Quando falamos das “Estratégias de Entrada no Mercado Internacio- nal”, discutimos que cada vez mais empresas estão buscando atuar nos mercados internacionais. Neste sentido a exportação e a importação pas- sam a ser as estratégias de entrada mais comumente utilizadas pelas em- presas brasileiras. Sendo assim, torna-se importante conhecer quais os aspectos devem ser considerados por uma empresa no processamento de uma exportação e de uma importação aqui no Brasil. Este é o objetivo desta Unidade. FundAmentos 1. COnCeitOs iniCiais Iniciaremos definindo exportação que pode ser entendida como a saída de um bem ou de um serviço do território nacional. Já a importação pode ser compreendida como a entrada, em território nacional, de um bem ou de um serviço proveniente do exterior no território. Quando falamos de um bem ou de serviço, estamos nos referindo a quê? Você poderia me dar exemplos de bens e de serviços? Podemos caracterizar um bem como algo tangível e um serviço como algo intangível. Então, um carro, uma máquina, uma lapiseira, um sapato, todos estes itens são classificados com um bem. Como serviços, pode- mos citar um curso de idiomas, um seguro residencial, uma viagem in- ternacional etc. Tanto a exportação quanto a importação podem ser definitivas ou tem- porárias. Uma exportação definitiva compreende a saída de uma merca- doria sem a intenção de retorno para o país; já uma exportação tempo- rária, a mercadoria sai com previsão de retorno para o Brasil. A mesma ideia vale para a importação; no caso de uma importação definitiva, a mercadoria entra no território brasileiro sem a intenção de retorno para Negócios Internacionais / UA 08 Sistemática do Comércio Exterior no Brasil 5 o exterior. A importação temporária prevê que a mercadoria ficará em solo brasileiro por um tempo determinado. Outro aspecto interessante diz respeito ao pagamento de uma expor- tação ou de uma importação. Neste sentido, nós podemos ter estas ope- rações com ou sem cobertura cambial. Uma exportação sem cobertura cambial não gera compromisso de pagamento junto a importador. Já a com cobertura cambial, o importador tem a obrigação de efetuar o paga- mento de acordo com o que foi negociado. Da mesma forma, há a impor- tação com ou sem cobertura cambial. Atenção Uma exportação compreende a saída de bens ou serviços do território nacional, podendo haver ou não entrada de di- visas. Já na importação, nós teremos a entrada de bens ou serviços podendo haver ou não a saída de divisas. 2. registrOs para a empresa Operar nO COmérCiO exteriOr brasileirO Uma pergunta que você já deve ter feito: há alguma habilitação ou regis- tro necessário para que uma empresa possa atuar no comércio exterior brasileiro, seja na exportação seja na importação? A resposta é sim. Dentre os registros nós temos o Registro de Exportador e de Importa- dor – REI e o Ambiente de Registro e Rastreamento da Atuação dos Inter- venientes Aduaneiros (Radar). 2.1. RegistRo de expoRtadoR e de impoRtadoR – Rei O Registro de Exportador e de Importador – REI é indicado pela Secreta- ria de Comércio Exterior – Secex, como a condição básica para empresa que queira exportar ou importar. Sobre a Secex, órgão interveniente no comércio exterior brasileiro que você terá a oportunidade de conhecer na UA que abordará a temática “Organização e estrutura do comércio exte- rior brasileiro”. As empresas interessadas em atuar na atividade de comércio exterior (exportação/importação) devem estar cadastradas no REI – Registro de Exportadores e Importadores da Secretaria de Comércio Exterior. A ins- crição no Registro de Exportadores e Importadores – REI – da Secreta- ria de Comércio Exterior – SECEX é automática, sendo realizada no ato da primeira operação realizada no Sistema Integrado de Comércio Exte- rior – SISCOMEX. Negócios Internacionais / UA 08 Sistemática do Comércio Exterior no Brasil 6 2.2. ambiente de RegistRo e RastReamento da atuação dos inteRvenientes aduaneiRos (RadaR) O Ambiente de Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes (RADAR) representa o principal registro a ser obtido pela empresa interes- sada em atuar na atividade de exportação e/ou importação. O RADAR possui dois tipos de habilitações: 1) Pessoa Física; e 2) Pessoa Jurídica. A modalidade Pessoa Jurídica, de acordo com a Instrução Nor- mativa 1603 de 15 de dezembro de 2015, está subdividida nas seguintes submodalidades: expressa, ilimitada e limitada. I. Submodalidade Habilitação Expressa: 1. Pessoa jurídica constituída sob a forma de sociedade anônima de ca- pital aberto, com ações negociadas em bolsa de valores ou no mer- cado de balcão, bem como suas subsidiárias integrais; 2. Pessoa jurídica certificada como Operador Econômico Autorizado; 3. Empresa pública ou sociedade de economia mista; 4. Órgãos da administração pública direta, autarquiae fundação públi- ca, órgão público autônomo, organismo internacional e outras insti- tuições extraterritoriais; 5. Pessoa jurídica que pretenda realizar operações de exportação, sem limite de valores, e de importação, cujo somatório dos valores, em cada período consecutivo de 6 (seis) meses, seja inferior ou igual a US$ 50.000,00 (cinquenta mil dólares dos Estados Unidos da América); 6. Pessoa habilitada para fruir dos benefícios fiscais concedidos para a realização dos Jogos Olímpicos de 2016 e dos Jogos Paraolímpicos de 2016, previstos na Lei nº 12.780, de 9 de janeiro de 2013, inclusive a contratada para representar os entes referidos no § 2º do art. 4º da referida Lei. II. Submodalidade Habilitação Limitada: Para pequenas empresas: “cota” de valor para importação: US$150.000,00 por período de 06 meses. Concessão mais ágil, sem análise da capacidade econômico-financeira. Negócios Internacionais / UA 08 Sistemática do Comércio Exterior no Brasil 7 III. Submodalidade Habilitação Ilimitada: Para operações de empresas que possuam capacidade econômico-finan- ceira superior a US$ 150.000,00 – não limitada por “cota” de valor para importação Mas será que os limites citados de US$ 50.000,00 e US$150.000,00 são válidos para importação e exportação? Resposta: Os limites citados são exclusivos para as operações de im- portação. Não há limites para operações de exportação. Agora você deve estar pensando o que significa OEA – Operador Econô- mico Autorizado citado no item 2, da submodalidade habilitação expressa. O OEA (Operador Econômico Autorizado) é uma certificação concedi- da pelas Aduanas a importadores, exportadores, agentes consolidadores, portos, aeroportos, terminais, companhias marítimas, e demais atores da cadeia que lhe confere o status de empresa segura, e confiável em suas operações. É um programa de adesão voluntária. O Operador Econômico Autorizado é uma parte envolvida no movimento de cargas internacional que se insere no contexto dos programas de segurança criados por cada país, com base nas recomendações da OMA para a segurança da cadeia logística. A implementação de um programa OEA objetiva maior segurança e competitividade para o país. Para que esses fatores estejam intrínsecos nas práticas de comércio exterior, não basta apenas implementar proce- dimentos e normas para o setor como um todo. É preciso focar nos atores da cadeia logística que cuidam da movimentação da carga, pois são eles quem garantem que as mercadorias não sejam violadas ou danificadas. Daí a necessidade de atores que sejam OEA. Para as autoridades aduaneiras, empresas OEA atendem previamente padrões mínimos de segurança estabelecidos dentro dos programas de cada país. Tais empresas comprovaram a confiabilidade e a previsibilida- de de suas movimentações, e por isso as Aduanas não precisam fiscalizá- -las com a tanta frequência. Elas podem, ao invés, focar seus esforços nas empresas que não atendem às normas e regras mínimas de segurança, e que portanto, não têm o status OEA, podendo apresentar riscos maiores em suas cargas e operações. 3. sisCOmex – sistema integradO de COmérCiO exteriOr A habilitação no Radar que foi tratada no tópico anterior permitirá a empresa brasileira a operar o Sistema Integrado de Comércio Exterior, o Siscomex. Podemos pensar no Siscomex como um grande sistema de informação gerencial, onde é feito o registro, o acompanhamento e o controle das Negócios Internacionais / UA 08 Sistemática do Comércio Exterior no Brasil 8 atividades do comércio exterior brasileiro. Ou seja, tudo que nós pensar- mos em fazer em termos de comércio exterior, passa pelo Siscomex. Este sistema informatizado interliga todos os agentes envolvidos numa exportação e/ou importação, a saber: exportadores, importadores, despa- chantes aduaneiros, armazéns, transportadores, bancos, órgãos anuentes (Exemplo: ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária); e, também, a Secretaria de Comércio Exterior, o Banco Central e a Receita Federal do Brasil, sendo estes os três principais órgãos intervenientes no comércio exterior brasileiro. Você saberá mais sobre estes órgãos quando tratar- mos da Organização e estrutura do comércio exterior brasileiro. ConCeito O Siscomex – Sistema Integrado de Comércio Exterior re- fere-se à sistemática do comércio exterior brasileiro, sendo um fluxo único informatizado que interliga todos os agentes envolvidos numa exportação ou numa importação. O Siscomex, implantado em 1993, primeiramente para a exportação, e 1997 para a importação, teve como objetivo principal para o seu surgimento, a agilização e desburocratização das operações de comércio exterior. Com a implantação do Siscomex tudo o que era feito no papel e exigia uma estrutura grande tanto por parte do governo quanto das empresas, passou a ser feito de maneira informatizada. Com isso podemos atestar que houve ganhos na condução da atividade de comércio exterior. Ga- nhos em termos de tempo (agilização dos processos) e de custos. Na estruturação do Siscomex, o governo federal buscou harmonizar to- dos os conceitos, códigos e nomenclaturas, utilizados no comércio exterior. Com a harmonização alcançada com o Siscomex foi possível estabelecer um fluxo único de informações, informatizado, o que possibilitou a elimina- ção da papelada que era comum no processamento das operações. A habilitação da empresa no Siscomex permitirá que a empresa possa realizar as funções previstas numa exportação e/ou numa importação. Tais funções serão destacadas a seguir. 3.1. Funções do siscomex – expoRtação A habilitação da empresa como exportadora, dará acesso ao Siscomex – Exportação. Com esse acesso a empresa poderá realizar as seguintes funções indicadas na Tabela 2. Negócios Internacionais / UA 08 Sistemática do Comércio Exterior no Brasil 9 tipo de regiStro caracteríStica RE — Registro de Exportação Corresponde ao conjunto de informações de natureza comercial, financeira, cambial e fiscal que caracterizam a operação de exportação de uma mercadoria por meio de enquadramento específico. RES – Registro de Exportação Simplificado Com este registro, as empresas que tem a intenção de realizar exportações até o limite de US$ 50.000,00 (cinquenta mil dólares dos Estados Unidos) ou o equivalente em outra moeda, desde que atendidas às condições legais, poderão realizar a exportação de maneira simplificada. A simplificação sugerida pelo RES compreende a operacionalização da exportação no Siscomex, pois os campos a serem preenchidos no registro são reduzidos. RC – Registro de Crédito Registro necessário quando a exportação for financiada com prazo de pagamento superior a 360 dias e, para prazos iguais ou inferiores, sempre que houver incidência de juros. Então, podemos afirmar, que esta função será realizada quando se tratar de uma exportação financiada. DE — Declaração de Exportação Documento eletrônico processado no Siscomex – Exportação, sendo o documento base para que seja processado o despacho aduaneiro de exportação (liberação alfandegária). A DDE é feita a partir dos dados e informações do Registro de Exportação – RE. DSE — Declaração Simplificada de Exportação A DSE ampara a liberação alfandegária de uma exportação até o limite de US$ 50 mil, com procedimentos simplificados perante o Siscomex. É mais uma facilitação da operação de exportação para que mais empresas de pequeno porte participem do mercado externo. 3.2. Funções do siscomex – impoRtação Na importação também temos funções definidas no Siscomex – Importa- ção. Estas funções são: o Licenciamento de Importação – LI e a Declaração de Importação – DI. 3.2.1. Licenciamento de Importação – LI O Licenciamento de Importação (LI) é obtido no Sistema Integrado de Co- mércio Exterior – Siscomex, móduloImportação, e corresponde a uma autorização dada pelo governo brasileiro para que a empresa possa rea- lizar as importações de produtos cuja natureza ou tipo de operação está sujeita a controles dos órgãos governamentais. O Licenciamento de Importação (LI) está dividido em licenciamento au- tomático e em licenciamento não automático. Há também operações que estão dispensadas de licenciamento de importação. No licenciamento automático, a Licença de Importação é concedida automaticamente, ou seja, não há nenhuma restrição prévia para que a empresa realize a sua importação. As informações sobre a importação Tabela 2. Funções do Siscomex – Exportação. Fonte: Adaptado de Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). Negócios Internacionais / UA 08 Sistemática do Comércio Exterior no Brasil 10 serão prestadas pela empresa importadora quando for processado o des- pacho aduaneiro (liberação alfandegária) de importação. A consulta para saber se a mercadoria que a empresa pretende impor- tar está condicionada a licenciamento automático pode ser feita direta- mente no Siscomex – Importação. O site do Ministério do Desenvolvimen- to, Indústria e Comércio Exterior – MDIC pode ser utilizado para consulta. Já o licenciamento não automático deverá ser providenciado no Sis- comex – Importação e compreende as informações de natureza comercial, financeira, cambial e fiscal que caracterizam a operação e definem seu en- quadramento. Este tipo de licenciamento torna-se necessário em opera- ções sujeitas a controle prévio ou ao cumprimento de condições especiais. Para a consulta a fim de saber se a mercadoria a ser importada está sujeita a licenciamento não-automático, a empresa pode consultar direta- mente o Siscomex – Importação. O site do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior – MDIC também permite esta consulta. De acordo com a legislação brasileira, de maneira geral, as importações estão dispensadas de licenciamento, devendo apenas providenciar no Siscomex – Importação, o registro da Declaração de Importação (DI), do- cumento principal para que seja providenciado o despacho aduaneiro (li- beração alfandegária) da mercadoria. Também há a Licença Simplificada de Importação – LSI que se refere a uma simplificação em termos de importação, pois mesmo que para de- terminada compra alguns critérios específicos tenham que ser atendidos, e eventualmente dependa da intervenção de algum órgão anuente, se a importação a ser realizada estiver dentro do limite de até US$ 3.000,00 (três mil dólares), ou o equivalente em outra moeda, o tratamento admi- nistrativo será simplificado por meio da LSI. Esta facilitação é o que caracteriza a importação simplificada. Sendo efe- tivada uma LSI, teremos como documento base para o despacho aduanei- ro (liberação alfandegárias), a Declaração Simplificada de Importação – DSI. 3.2.2. Declaração de Importação – DI A Declaração de Importação – DI é elaborada no Siscomex – Importação. Nela consta todas as informações de natureza comercial, tributária, fiscal e financeira de uma importação. Correspondendo ao documento base para a liberação alfandegária da mercadoria, sendo que o seu registro no Siscomex – Importação representa o início do despacho aduaneiro (li- beração alfandegária) e geralmente é providenciado após a chegada da mercadoria ao país. A Declaração Simplificada de Importação – DSI, também providenciada no Siscomex Importação, esta declaração ampara as importações, com ou Negócios Internacionais / UA 08 Sistemática do Comércio Exterior no Brasil 11 sem cobertura cambial, cujo valor não ultrapasse US$ 3 mil ou o equiva- lente em outra moeda. A DSI é comum para importações via postal ou empresa courier, ca- racterizando a importação simplificada. Havendo uma Licença Simplifica- da de Importação – LSI para a operação, basta o importador informar o número da licença que os respectivos dados migrarão automaticamente para a DSI. 4. despaCHO adUaneirO – liberaçãO alfandegária Toda a mercadoria que sai do território nacional por meio de uma ex- portação ou que nele adentra por meio de uma importação deve ser ve- rificada e liberada pela Receita Federal do Brasil (RFB). Este processo de verificação e liberação é denominado despacho aduaneiro. O despacho aduaneiro é um procedimento administrativo e fiscal, reali- zado pelo exportador ou pelo importador, junto à alfândega por onde será processada a saída (exportação) ou a entrada (importação) da mercadoria. Com este procedimento, a Receita Federal do Brasil (RFB) verifica a exa- tidão dos dados declarados pelo exportador ou importador em relação à mercadoria exportada ou importada. DiCA O Despacho Aduaneiro é um procedimento administrativo- -legal realizado junto à Receita Federal do Brasil corres- pondendo a liberação alfandegária da mercadoria que será exportada ou da mercadoria importada que entrou no terri- tório nacional. Na exportação esta verificação é feita com base na Declaração de Des- pacho de Exportação (DDE), nos documentos apresentados (Fatura Co- mercial, por exemplo) e na legislação vigente, com vistas ao desembaraço (liberação alfandegária final). Cumprido todos os trâmites processuais e legais, o desembaraço será concluído e será autorizado o embarque da mercadoria para o exterior. Já na importação teremos como documento principal para a condução do despacho aduaneiro de importação, a Declaração de Importação (DI). Esta declaração como já mencionado, é elaborada da pelo importador ou pelo seu representante legal (despachante aduaneiro) e servirá para o processo de verificação e liberação alfandegária da Receita Federal do Brasil. A liberação alfandegária tendo a DI como referência, mas também Negócios Internacionais / UA 08 Sistemática do Comércio Exterior no Brasil 12 outros documentos (Fatura Comercial e Conhecimento de Transporte, por exemplo) e a legislação que normatiza as importações. Estando tudo de acordo perante a RFB e cumprido todos os trâmites, a mercadoria é de- sembaraçada e entregue ao importador. 5. dOCUmentOs UtilizadOs nO COmérCiO exteriOr A documentação no comércio exterior é um item importante a ser consi- derado na condução dos negócios internacionais da empresa. Os docu- mentos utilizados no comércio exterior são os descritos na Tabela 3. documento caracteríStica fatura proforma Documento preparado antes de uma venda com evidências sobre o valor da fatura (enviada a importador antes da confirmação e expedição do pedido). fatura comercial (comercial invoice) Documento hábil que servirá de base para o desembaraço alfandegário no exterior, devendo ser preenchida sem erros, emendas ou rasuras. packing list (romaneio de embarque) Documento com informações detalhadas dos itens contidos em determinada embalagem, caixa, palete ou contêiner para expedição ao cliente. conhecimento de embarque Documento emitido por conta do transportador, descrevendo-se o tipo e quantidade de mercadorias embarcadas, e mencionando o embarcador, o consignatário, os portos (aeroportos) de embarque e descarga, o nome do navio (avião) transportador e o valor do frete. Deve ser assinado pelo comandante (capitão) do navio ou avião ou preposto expressamente autorizado para tanto, admitindo o recebimento das mercadorias descritas a bordo do navio ou avião mencionado, em boa ordem e condições, no local ou porto mencionado, com a obrigação de entregá-las, no porto ou local de destino mencionado, nas mesmas condições recebidas de embarque. nota fiscal Documento fiscal que possui como finalidade o registro de transferência de propriedade sobre um bem e que deverá acompanhar a mercadoria desde o estabelecimento do exportador (emissor da Nota Fiscal) até o embarque do produto para o exterior. certificadosAlguns certificados com fins específicos podem fazer parte do processo de exportação ou de importação, dentre os quais podemos citar o Certificado ou Apólice de Seguro, documento necessário quando há a contratação de seguro por parte do exportador como responsabilidade da negociação realizada. O Certificado de Origem, também é um documento que pode ser necessário numa exportação e/ou importação, e atesta a origem da mercadoria (onde a mercadoria foi fabricada). O Certificado Sanitário e o Fitossanitário visam atender à regulamentação sanitária seja do país de origem ou de destino da mercadoria. Tabela 3. Documentos utilizados no Comércio Exterior. Fonte: Adaptado de Portopédia. antena pArAbóliCA Maior rigor na habilitação no Siscomex (RADAR): qua- rentena de 6 meses no caso de indeferimento do pleito inicial1 Foi publicada no dia 16 de dezembro de 2015, a Instrução Normativa RFB 1.603/2015, que trata da habilitação de re- presentantes de importadores, exportadores e internado- res da Zona Franca de Manaus para operação no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), revogando a Instrução Normativa RFB 1288/2012. Toda empresa ou pessoa física que deseje realizar ativi- dades de comércio exterior, seja como importador ou ex- portador, deve primeiramente pleitear o credenciamento de seu representante legal no Siscomex, que é administra- do pela Receita Federal do Brasil. Assim como na legislação anterior, a Instrução Norma- tiva RFB 1.603/2015, regulamentada pela Portaria Coa- na 123/2015, manteve as modalidades de habilitação da pessoa jurídica em submodalidades denominadas como EXPRESSA, LIMITADA e ILIMITADA, promovendo algumas inclusões e alterações como veremos a seguir. Contudo, a alteração mais significativa diz respeito ao ingresso de novo pedido de habilitação, no caso de indeferimento do pleito, com a proibição de ingresso de novo pleito pelo período de seis meses. A submodalidade EXPRESSA foi atualizada com a substi- tuição da pessoa jurídica autorizada a utilizar o Linha Azul pela pessoa jurídica certificada como Operador Econômi- co Autorizado, conforme disposto na Instrução Normativa RFB 1.598/2015 que dispõe sobre o Programa Brasileiro de Operador Econômico Autorizado (OEA). Dessa forma, as empresas certificadas como OEA terão seus pedidos de habilitação analisados pela RFB no prazo de 2 dias. Ou- tra alteração importante, foi a inclusão de empresas com capacidade financeira inferior US$ 50.000,00 (cinquenta mil dólares dos Estados Unidos da América), tenham seus pedidos de habilitação processados no prazo de 2 dias e 1. murça, Alan e hirota, Lucas. Maior rigor na habilitação no Siscomex (RADAR): quarentena de 6 meses no caso de indeferimento do pleito inicial. 29/01/2016. Disponível em: <http://www. liraa.com.br/ conteudo/2854/ maior-rigor-na- habilitacao-no- siscomex-radar- quarentena-de-6- meses-no-caso-de- indeferimento-do- pleito-inicial>. Acesso em: nov. 2016. enquadrados na submodalidade EXPRESSA, com limitação de importação ao valor de US$ 50.000,00 (cinquenta mil dólares dos Estados Unidos da América) por semestre. Na submodalidade LIMITADA, a novidade é a necessi- dade de análise fiscal da empresa que possui capacidade financeira[1] acima de US$ 50.000,00 e igual ou inferior a US$150.000,00. Na Instrução anterior, a submodalidade LIMITADA não exigia a análise fiscal e não definia limite mí- nimo de capacidade financeira. Assim como na submodali- dade EXPRESSA, a análise era apenas documental. Na submodalidade ILIMITADA, concedida à pessoa ju- rídica que comprove capacidade financeira acima de US$ 150.000,00 (cento e cinquenta mil dólares dos Estados Uni- dos da América), a nova disciplina manteve os mesmos cri- térios da Instrução Normativa anterior. Outra novidade importante é a possibilidade de a pes- soa física ser habilitada no Siscomex para realizar im- portações em vista dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016, conforme disposto nos artigos 4º e 5º da Lei nº 12.780, de 2013. No que diz respeito aos prazos para análise do reque- rimento de habilitação, pedido de revisão de estimativa e de reconsideração, a Instrução Normativa RFB 1.603/2015 uniformizou os prazos para 10 dias. Sob a norma anterior, a IN RFB 1.288/2012, caso o pedido fosse indeferido, a em- presa interessada poderia interpor pedido de reconsidera- ção no prazo de 30 dias. Agora são 10 dias. No entanto, a alteração mais importante diz respeito ao prazo para a empresa ingressar com novo pedido em caso de indeferimento. De acordo com o artigo 21, o novo re- querimento de habilitação ou de revisão de estimativa será apreciado somente depois de decorrido o prazo de 6 (seis) meses contados da data do protocolo do último requeri- mento que tiver sido indeferido. Nota-se que a Receita Federal do Brasil proibiu o proto- colo imediato de um novo pedido no caso em que houver um indeferimento anterior. Vale informar que essa res- trição já estava sendo adotada por algumas Unidades da Receita Federal[2], por meio de Ordem de Serviços disci- plinando o procedimento de análise interna dos processos pela fiscalização, como forma de inibir o ingresso reiterado de pedidos com informações inexatas e documentos em desacordo com os critérios previstos na legislação. Entendemos que o artigo 21 da Instrução, que restringe o acesso imediato do contribuinte ao órgão público, ofen- de ao princípio do direito de petição previsto na alínea “a” do artigo 5° da Constituição Federal de 1988. Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: (…) XXXIV – são a todos assegurados, independentemente do paga- mento de taxas: (…) a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direi- tos ou contra ilegalidade ou abuso de poder; Dessa forma, há possibilidade de questionar a legalidade ou afastar a aplicação do dispositivo por meio de medida judicial. No entanto, a nossa recomendação é para que os interessados, já no primeiro pedido sejam assessorados por profissionais da área aduaneira tributária, com expe- riência e conhecimento das exigências feitas pela Receita Federal do Brasil, de forma a mitigar os riscos e apresentar um pedido de habilitação consistente, passível de deferi- mento de plano. Diante do exposto, temos que as alterações promovidas pela Instrução Normativa RFB 1603/2015 e Portaria Coana 123/2015 foram significativas e merecem especial atenção das empresas interessadas em se habilitar no RADAR, a fim de evitar, não só a abertura de procedimento administrativo de fiscalização para apurar irregularidades, como também atraso no cronograma de atividades no comércio exterior por motivo de indeferimento. e AgorA, José? Vamos rever os pontos principais tratados nesta Unidade? Vamos lá, então... 1. Uma exportação compreende a saída de mercadoria do território nacional. Já a importação pode ser ca- racterizada como a entrada no território nacional de uma mercadoria proveniente do mercado externo. Elas podem ser classificadas como definitiva, tempo- rária, com ou sem cobertura cambial. 2. Que para uma empresa atuar na exportação na im- portação é necessário que empresa esteja habilitada no Registro de Exportador e de Importador – REI e no Ambiente de Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros (Radar). 3. As operações de comércio exterior são registradas no Sistema Integrado de Comércio Exterior – Siscomex. 4. O Siscomex é um grande sistema de informação ge- rencial, onde é feito o registro, o acompanhamento e o controle das atividadesdo comércio exterior brasi- leiro. 5. No Siscomex – Exportação: as funções que podemos realizar são: Registro de Exportação – RE, Registro de Exportação Simplificada – RES, Registro de Operação de Crédito – RC, Declaração de Despacho de Exporta- ção – DDE, e a Declaração Simplificada de Exportação – DSE. 6. São funções do Siscomex – Importação: o Licencia- mento de Importação – LI e a Declaração de Impor- tação – DI. 7. O despacho aduaneiro é um procedimento admi- nistrativo e fiscal, realizado pelo exportador ou pelo importador, junto à alfândega por onde será proces- sada a saída (exportação) ou a entrada (importação) da mercadoria. 8. São vários os documentos utilizados no comércio ex- terior: Fatura Proforma, Fatura Comercial, Conheci- mento de Embarque, Packing List, Certificados. Cada um desses documentos tem uma atribuição na ativi- dade de comércio exterior. Negócios Internacionais / UA 08 Sistemática do Comércio Exterior no Brasil 17 glossário Despachantes aduaneiros: prestadores de ser- viço contratados pela empresa exportadora ou importadora que têm como atividade tomar as providências para a liberação de mercadorias junto a alfândega. reFerênCiAs araÚJo, C. Sistema RADAR da Receita Fede- ral: a ferramenta perfeita de combate às fraudes no comércio exterior. Dispo- nível em: <http://www.comexblog.com. br/legislacao-aduaneira/sistema-radar-da- receita-federal-a-ferramenta-perfeita-de- combate-as-fraudes-no-comercio-exterior>. Acesso em: abr. 2012. Ministério do desenvolviMento, indús- tria e CoMérCio exterior – MDIC. Dis- ponível em: <http://www.desenvolvimento. gov.br/sitio/interna/index.php?area=5>. Acesso em: set. 2012. murça, alan e hirota, luCas. �Maior rigor na habilitação no Siscomex (RADAR): quarentena de 6 meses no caso de inde- ferimento do pleito inicial. 29/01/2016. Disponível em: <http://www.liraa.com.br/ conteudo/2854/maior-rigor-na-habilitacao- no-siscomex-radar-quarentena-de-6- meses-no-caso-de-indeferimento-do-pleito- inicial>. Acesso em: nov. 2016. PortoPédia. Unitização de Carga. Disponí- vel em: <http://www.portogente.com.br/ portopedia/Unitizacao_de_Cargas.> Acesso em: set. 2012. reCeita Federal do Brasil – RFB. Disponível em: <http://www.receita.fazenda.gov.br/ Grupo1/aduana.htm>. Acesso em: set. 2012. Negócios Internacionais / UA 08 Sistemática do Comércio Exterior no Brasil 18 revisão dAs unidAdes 1 A 8 — prinCipAis tópiCos Abaixo destacamos os principais pontos estudados em cada Unidade, isto é, das unidades 1 a 8, reveja-os para a 1ª avaliação presencial. Unidade 1 — abOrdagem teóriCa dO COmérCiO internaCiOnal → A origem do comércio internacional no Brasil, data de muitos anos atrás, bem como o processo de exportação e importação de merca- dorias, que são representados pela balança comercial; → O estudo sobre as teorias do comércio internacional possui um con- ceito fundamental denominado de vantagem comparativa, também conhecida como teoria neoclássica do comércio internacional; → O modelo neoclássico do comércio internacional conhecido também como Heckscher-Ohlin-Samuelson, enfatiza que a existência do co- mércio internacional está ligada à diferença relativa da utilização dos fatores de produção (capital e trabalho) entre os países; → Novas teorias acerca do comércio internacional vêm sendo desen- volvidas. Os países experimentaram um rápido crescimento da pro- dutividade, principalmente nações de industrialização recente. Unidade 2 — glObalizaçãO dOs merCadOs – glObalizaçãO eCOnômiCa, finanCeira e CUltUral → O fenômeno da globalização pode ser conceituado como o conjun- to de transformações de ordem política e econômica mundial, que conduz a uma... → Interdependência entre países parceiros. Os países cedem gra- dualmente às barreiras tarifárias para proteger sua produção da concorrência dos produtos estrangeiros e abrem-se ao comércio e ao capital internacional; → A globalização produtiva é um fenômeno mundial relacionado a uma revolução nos métodos de produção que resultou uma mudança sig- nificativa nas... → Vantagens comparativas das nações; → Os novos meios de comunicação digitais são uma das características mais visíveis da globalização, por alargar as possibilidades de livres fluxos de informações; Negócios Internacionais / UA 08 Sistemática do Comércio Exterior no Brasil 19 → O impacto que a globalização teve na cultura proporcionou uma dis- seminação muito rápida de imagens, produtos, entre outros, pelo mundo inteiro. → O comércio, a tecnologia da informação, os meios de comunicação, propiciaram um fluxo entre as nações de forma rápida e imediata. Unidade 3 — glObalizaçãO e a estratégia glObal da empresa Salientamos nesta Unidade como as empresas traçam metas estratégicas diferenciadas para entrar no mercado mundial, como também demons- tramos que a Globalização veio para ficar e que pode gerar diversas mu- danças institucionais devido à grande competitividade entre elas. Nesse cenário emergem as ideias de Porter, autor que soube traduzir muito bem os conceitos de competitividade nos diversos ambientes em- presariais. Também observamos os conceitos necessários para as empre- sas sobreviverem num mercado internacional tão acirrado. Unidade 4 — estratégias de entrada nO merCadO internaCiOnal Nesta Unidade, você viu que cada vez mais empresas e estão buscando várias motivações para isso. Viu, também, que na decisão de se interna- cionalizar a empresa pode fazer uso de diversas estratégias ou modos de entrada no mercado internacional, sendo que destacamos a exporta- ção, a importação, o acordo de licenciamento, as alianças estratégicas, a aquisição e os investimentos diretos no exterior, por meio de novas subsidiárias. Unidade 5 — COntratOs e CláUsUlas internaCiOnais de COmérCiO Nesta unidade você aprendeu sobre os contratos internacionais e a neces- sidade de instrumento contratual que regule as transações internacionais conduzidas por empresas de países distintos. Vale ressaltar a importân- cia dos Incoterms (International Commercial Terms), termos definidos pela Câmara de Comércio Internacional –CCI, que define as obrigações e os di- reitos das partes envolvidas numa operação de exportação e importação. Unidade 6 — CâmbiO e Os pagamentOs internaCiOnais Nesta Unidade vimos que as transações do comércio exterior são cursa- das por meio de moedas conversíveis. Você também estudos que uma empresa brasileira que atue no comércio exterior terá que realizar uma operação de câmbio (troca de moedas) para receber recursos resultan- tes das suas exportações ou para poder liquidar os seus compromissos Negócios Internacionais / UA 08 Sistemática do Comércio Exterior no Brasil 20 de importação. Também abordamos que nos negócios internacionais nós temos como modalidades de pagamento, o pagamento antecipado, a co- brança documentária (à vista ou a prazo), a remessa sem saque e a carta de crédito (à vista ou a prazo). Unidade 7 — lOgístiCa internaCiOnal A importância da Logística Internacional foi o tema principal desta Uni- dade. Você viu que para cumprir as distâncias geográficas impostas aos negócios internacionais, objetivando, garantir os melhores resultados na sua empreitada internacional, a empresa tem que definir uma adequada logística internacional. Neste contexto, a definição do modal de transporte é uma decisão importante, pois a empresa deve avaliar dentre os modais existentes (aéreo, ferroviário, marítimo e rodoviário) o que melhor atende em termos de prazo, tempo e segurança. Outro fator importante na logís- tica internacional é a embalagem para o transporte, como também como pode-se unitizar uma carga e a importância do container e do pallet no processode unitização de cargas. Unidade 8 — sistemátiCa dO COmérCiO exteriOr nO brasil Os principais pontos tratados nesta unidade foram: → Uma exportação compreende a saída de mercadoria do território nacional. Já a importação pode ser caracterizada como a entrada no território nacional de uma mercadoria proveniente do mercado ex- terno. Elas podem ser classificadas como definitiva, temporária, com ou sem cobertura cambial; → Que para uma empresa atuar na exportação na importação é neces- sário que empresa esteja habilitada no Registro de Exportador e de Importador – Ambiente de Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes Aduaneiros (Radar); → As operações de comércio exterior são registradas no Sistema Inte- grado de Comércio Exterior – Siscomex; → O Siscomex é um grande sistema de informação gerencial, onde é feito o registro, o acompanhamento e o controle das atividades do comércio exterior brasileiro; → No Siscomex — Exportação: as funções que podemos realizar são: Re- gistro de Exportação — RE, Registro de Exportação Simplificada — RES, Registro de Operação de Crédito — RC, Declaração de Despacho de Exportação — DDE, e a Declaração Simplificada de Exportação — DSE. → São funções do Siscomex — Importação: o Licenciamento de Impor- tação — LI e a Declaração de Importação — DI; Negócios Internacionais / UA 08 Sistemática do Comércio Exterior no Brasil 21 → O despacho aduaneiro é um procedimento administrativo e fiscal, realizado pelo exportador ou pelo importador, junto à alfândega por onde será processada a saída (exportação) ou a entrada (importa- ção) da mercadoria; → São vários os documentos utilizados no comércio exterior: Fatura Proforma, Fatura Comercial, Conhecimento de Embarque, Packing List, Certificados. Cada um desses documentos tem uma atribuição na atividade de comércio exterior.