Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

gestão empresarial
negócios internacionais
SiStemática do comércio 
exterior no BraSil
8
ObjetivOs da Unidade de aprendizagem 
Apresentar a sistemática os processos envolvidos numa 
operação de exportação e de importação no Brasil.
COmpetênCias
Analisar os procedimentos relacionados à exportações e 
importações brasileiras.
Habilidades
Descrever como se processa uma operação exportação 
e uma importação no Brasil.
Negócios iNterNacioNais
SiStemática do comércio 
exterior no BraSil
ApresentAção
Nas Unidades anteriores você estudou aspectos estra-
tégicos, contratuais cambiais e logísticos relacionados a 
exportação e a importação. Nesta Unidade você vai co-
nhecer o Sistema do Comércio Exterior Brasileiro. Serão 
apresentadas para você quais as exigências administra-
tivas que a empresa brasileira tem que cumprir para rea-
lizar a atividade comércio exterior, seja uma exportação, 
seja uma importação.
Você ficará sabendo quais são as habilitações que 
uma empresa precisa para poder atuar na atividade de 
comércio exterior. Também terá a oportunidade de co-
nhecer o tratamento administrativo aplicado às expor-
tações e importações brasileiras, como também todos 
os registros relacionados a cada uma dessas operações.
Também terá a oportunidade aprender sobre Sisco-
mex, o Sistema de Integrado de Comércio Exterior. Por 
meio desta Unidade você conhecerá mais sobre este im-
portante sistema informatizado que gerencia a atividade 
de comércio exterior no Brasil.
pArA ComeçAr
Agora que você já estudou aspectos gerais relaciona-
dos ao comércio internacional, como os contratos e as 
cláusulas internacionais, a logística internacional, os pa-
gamentos internacionais; vamos apresentar e discutir o 
Sistema do Comércio Exterior Brasileiro para que você 
possa conhecer os processos envolvidos numa exporta-
ção e numa importação aqui no Brasil.
Você deve ter se questionado sobre quais as exigên-
cias para uma empresa realizar a atividade comércio, 
seja uma exportação, seja uma importação, aqui no Bra-
sil? Pois, bem... nesta Unidade você ficará sabendo quais 
são os registros que uma empresa precisa para desen-
volver a atividade de comércio exterior. Também terá a 
oportunidade de conhecer o tratamento administrativo 
Negócios Internacionais / UA 08 Sistemática do Comércio Exterior no Brasil 4
dado às exportações e importações brasileiras, como também todos os 
registros relacionados a essas operações.
Você já ouviu falar no Siscomex, o Sistema de Integrado de Comércio 
Exterior? Se sim você terá a chance de conhecer mais. Se não, por meio 
desta Unidade você conhecerá sobre este sistema que gerencia a ativida-
de de comércio exterior brasileira.
Quanta novidade?! E tem mais, discutiremos nesta unidade o processo 
de liberação alfandegária, o despacho aduaneiro, realizado pela Receita 
Federal do Brasil. E por fim, falaremos sobre a documentação envolvida 
numa transação internacional.
Quando falamos das “Estratégias de Entrada no Mercado Internacio-
nal”, discutimos que cada vez mais empresas estão buscando atuar nos 
mercados internacionais. Neste sentido a exportação e a importação pas-
sam a ser as estratégias de entrada mais comumente utilizadas pelas em-
presas brasileiras. Sendo assim, torna-se importante conhecer quais os 
aspectos devem ser considerados por uma empresa no processamento 
de uma exportação e de uma importação aqui no Brasil. Este é o objetivo 
desta Unidade.
FundAmentos
1. COnCeitOs iniCiais
Iniciaremos definindo exportação que pode ser entendida como a saída 
de um bem ou de um serviço do território nacional. Já a importação pode 
ser compreendida como a entrada, em território nacional, de um bem ou 
de um serviço proveniente do exterior no território.
Quando falamos de um bem ou de serviço, estamos nos referindo a 
quê? Você poderia me dar exemplos de bens e de serviços?
Podemos caracterizar um bem como algo tangível e um serviço como 
algo intangível. Então, um carro, uma máquina, uma lapiseira, um sapato, 
todos estes itens são classificados com um bem. Como serviços, pode-
mos citar um curso de idiomas, um seguro residencial, uma viagem in-
ternacional etc.
Tanto a exportação quanto a importação podem ser definitivas ou tem-
porárias. Uma exportação definitiva compreende a saída de uma merca-
doria sem a intenção de retorno para o país; já uma exportação tempo-
rária, a mercadoria sai com previsão de retorno para o Brasil. A mesma 
ideia vale para a importação; no caso de uma importação definitiva, a 
mercadoria entra no território brasileiro sem a intenção de retorno para 
Negócios Internacionais / UA 08 Sistemática do Comércio Exterior no Brasil 5
o exterior. A importação temporária prevê que a mercadoria ficará em 
solo brasileiro por um tempo determinado.
Outro aspecto interessante diz respeito ao pagamento de uma expor-
tação ou de uma importação. Neste sentido, nós podemos ter estas ope-
rações com ou sem cobertura cambial. Uma exportação sem cobertura 
cambial não gera compromisso de pagamento junto a importador. Já a 
com cobertura cambial, o importador tem a obrigação de efetuar o paga-
mento de acordo com o que foi negociado. Da mesma forma, há a impor-
tação com ou sem cobertura cambial.
Atenção
Uma exportação compreende a saída de bens ou serviços 
do território nacional, podendo haver ou não entrada de di-
visas. Já na importação, nós teremos a entrada de bens ou 
serviços podendo haver ou não a saída de divisas.
2. registrOs para a empresa Operar nO 
COmérCiO exteriOr brasileirO
Uma pergunta que você já deve ter feito: há alguma habilitação ou regis-
tro necessário para que uma empresa possa atuar no comércio exterior 
brasileiro, seja na exportação seja na importação? A resposta é sim.
Dentre os registros nós temos o Registro de Exportador e de Importa-
dor – REI e o Ambiente de Registro e Rastreamento da Atuação dos Inter-
venientes Aduaneiros (Radar).
2.1. RegistRo de expoRtadoR e de impoRtadoR – Rei
O Registro de Exportador e de Importador – REI é indicado pela Secreta-
ria de Comércio Exterior – Secex, como a condição básica para empresa 
que queira exportar ou importar. Sobre a Secex, órgão interveniente no 
comércio exterior brasileiro que você terá a oportunidade de conhecer na 
UA que abordará a temática “Organização e estrutura do comércio exte-
rior brasileiro”.
As empresas interessadas em atuar na atividade de comércio exterior 
(exportação/importação) devem estar cadastradas no REI – Registro de 
Exportadores e Importadores da Secretaria de Comércio Exterior. A ins-
crição no Registro de Exportadores e Importadores – REI – da Secreta-
ria de Comércio Exterior – SECEX é automática, sendo realizada no ato 
da primeira operação realizada no Sistema Integrado de Comércio Exte-
rior – SISCOMEX.
Negócios Internacionais / UA 08 Sistemática do Comércio Exterior no Brasil 6
2.2. ambiente de RegistRo e RastReamento da 
atuação dos inteRvenientes aduaneiRos (RadaR)
O Ambiente de Registro e Rastreamento da Atuação dos Intervenientes 
(RADAR) representa o principal registro a ser obtido pela empresa interes-
sada em atuar na atividade de exportação e/ou importação. 
 O RADAR possui dois tipos de habilitações: 1) Pessoa Física; e 2) Pessoa 
Jurídica. A modalidade Pessoa Jurídica, de acordo com a Instrução Nor-
mativa 1603 de 15 de dezembro de 2015, está subdividida nas seguintes 
submodalidades: expressa, ilimitada e limitada.
I. Submodalidade Habilitação Expressa:
1. Pessoa jurídica constituída sob a forma de sociedade anônima de ca-
pital aberto, com ações negociadas em bolsa de valores ou no mer-
cado de balcão, bem como suas subsidiárias integrais;
2. Pessoa jurídica certificada como Operador Econômico Autorizado; 
3. Empresa pública ou sociedade de economia mista;
4. Órgãos da administração pública direta, autarquiae fundação públi-
ca, órgão público autônomo, organismo internacional e outras insti-
tuições extraterritoriais;
5. Pessoa jurídica que pretenda realizar operações de exportação, sem 
limite de valores, e de importação, cujo somatório dos valores, em 
cada período consecutivo de 6 (seis) meses, seja inferior ou igual a 
US$ 50.000,00 (cinquenta mil dólares dos Estados Unidos da América);
6. Pessoa habilitada para fruir dos benefícios fiscais concedidos para a 
realização dos Jogos Olímpicos de 2016 e dos Jogos Paraolímpicos de 
2016, previstos na Lei nº 12.780, de 9 de janeiro de 2013, inclusive a 
contratada para representar os entes referidos no § 2º do art. 4º da 
referida Lei.
II. Submodalidade Habilitação Limitada:
Para pequenas empresas: “cota” de valor para importação: US$150.000,00 
por período de 06 meses. Concessão mais ágil, sem análise da capacidade 
econômico-financeira.
Negócios Internacionais / UA 08 Sistemática do Comércio Exterior no Brasil 7
III. Submodalidade Habilitação Ilimitada:
Para operações de empresas que possuam capacidade econômico-finan-
ceira superior a US$ 150.000,00 – não limitada por “cota” de valor para 
importação
Mas será que os limites citados de US$ 50.000,00 e US$150.000,00 são 
válidos para importação e exportação? 
Resposta: Os limites citados são exclusivos para as operações de im-
portação. Não há limites para operações de exportação.
Agora você deve estar pensando o que significa OEA – Operador Econô-
mico Autorizado citado no item 2, da submodalidade habilitação expressa.
O OEA (Operador Econômico Autorizado) é uma certificação concedi-
da pelas Aduanas a importadores, exportadores, agentes consolidadores, 
portos, aeroportos, terminais, companhias marítimas, e demais atores da 
cadeia que lhe confere o status de empresa segura, e confiável em suas 
operações. É um programa de adesão voluntária. O Operador Econômico 
Autorizado é uma parte envolvida no movimento de cargas internacional 
que se insere no contexto dos programas de segurança criados por cada 
país, com base nas recomendações da OMA para a segurança da cadeia 
logística.
A implementação de um programa OEA objetiva maior segurança e 
competitividade para o país. Para que esses fatores estejam intrínsecos 
nas práticas de comércio exterior, não basta apenas implementar proce-
dimentos e normas para o setor como um todo. É preciso focar nos atores 
da cadeia logística que cuidam da movimentação da carga, pois são eles 
quem garantem que as mercadorias não sejam violadas ou danificadas. 
Daí a necessidade de atores que sejam OEA.
Para as autoridades aduaneiras, empresas OEA atendem previamente 
padrões mínimos de segurança estabelecidos dentro dos programas de 
cada país. Tais empresas comprovaram a confiabilidade e a previsibilida-
de de suas movimentações, e por isso as Aduanas não precisam fiscalizá-
-las com a tanta frequência. Elas podem, ao invés, focar seus esforços nas 
empresas que não atendem às normas e regras mínimas de segurança, e 
que portanto, não têm o status OEA, podendo apresentar riscos maiores 
em suas cargas e operações.
3. sisCOmex – sistema integradO de COmérCiO exteriOr
A habilitação no Radar que foi tratada no tópico anterior permitirá a 
empresa brasileira a operar o Sistema Integrado de Comércio Exterior, 
o Siscomex.
Podemos pensar no Siscomex como um grande sistema de informação 
gerencial, onde é feito o registro, o acompanhamento e o controle das 
Negócios Internacionais / UA 08 Sistemática do Comércio Exterior no Brasil 8
atividades do comércio exterior brasileiro. Ou seja, tudo que nós pensar-
mos em fazer em termos de comércio exterior, passa pelo Siscomex.
Este sistema informatizado interliga todos os agentes envolvidos numa 
exportação e/ou importação, a saber: exportadores, importadores, despa-
chantes aduaneiros, armazéns, transportadores, bancos, órgãos anuentes 
(Exemplo: ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária); e, também, 
a Secretaria de Comércio Exterior, o Banco Central e a Receita Federal do 
Brasil, sendo estes os três principais órgãos intervenientes no comércio 
exterior brasileiro. Você saberá mais sobre estes órgãos quando tratar-
mos da Organização e estrutura do comércio exterior brasileiro.
ConCeito
O Siscomex – Sistema Integrado de Comércio Exterior re-
fere-se à sistemática do comércio exterior brasileiro, sendo 
um fluxo único informatizado que interliga todos os agentes 
envolvidos numa exportação ou numa importação.
O Siscomex, implantado em 1993, primeiramente para a exportação, e 1997 
para a importação, teve como objetivo principal para o seu surgimento, a 
agilização e desburocratização das operações de comércio exterior.
Com a implantação do Siscomex tudo o que era feito no papel e exigia 
uma estrutura grande tanto por parte do governo quanto das empresas, 
passou a ser feito de maneira informatizada. Com isso podemos atestar 
que houve ganhos na condução da atividade de comércio exterior. Ga-
nhos em termos de tempo (agilização dos processos) e de custos.
Na estruturação do Siscomex, o governo federal buscou harmonizar to-
dos os conceitos, códigos e nomenclaturas, utilizados no comércio exterior. 
Com a harmonização alcançada com o Siscomex foi possível estabelecer 
um fluxo único de informações, informatizado, o que possibilitou a elimina-
ção da papelada que era comum no processamento das operações.
A habilitação da empresa no Siscomex permitirá que a empresa possa 
realizar as funções previstas numa exportação e/ou numa importação. 
Tais funções serão destacadas a seguir.
3.1. Funções do siscomex – expoRtação
A habilitação da empresa como exportadora, dará acesso ao Siscomex 
– Exportação. Com esse acesso a empresa poderá realizar as seguintes 
funções indicadas na Tabela 2.
Negócios Internacionais / UA 08 Sistemática do Comércio Exterior no Brasil 9
tipo de regiStro caracteríStica
RE —
Registro de 
Exportação
Corresponde ao conjunto de informações de 
natureza comercial, financeira, cambial e fiscal que 
caracterizam a operação de exportação de uma 
mercadoria por meio de enquadramento específico.
RES –
Registro de 
Exportação 
Simplificado
Com este registro, as empresas que tem a intenção 
de realizar exportações até o limite de US$ 50.000,00 
(cinquenta mil dólares dos Estados Unidos) ou o 
equivalente em outra moeda, desde que atendidas às 
condições legais, poderão realizar a exportação de maneira 
simplificada. A simplificação sugerida pelo RES compreende 
a operacionalização da exportação no Siscomex, pois os 
campos a serem preenchidos no registro são reduzidos.
RC –
Registro de 
Crédito
Registro necessário quando a exportação for financiada 
com prazo de pagamento superior a 360 dias e, para 
prazos iguais ou inferiores, sempre que houver incidência 
de juros. Então, podemos afirmar, que esta função será 
realizada quando se tratar de uma exportação financiada.
DE —
Declaração de 
Exportação
Documento eletrônico processado no Siscomex – 
Exportação, sendo o documento base para que seja 
processado o despacho aduaneiro de exportação 
(liberação alfandegária). A DDE é feita a partir dos 
dados e informações do Registro de Exportação – RE.
DSE —
Declaração 
Simplificada de 
Exportação
A DSE ampara a liberação alfandegária de uma 
exportação até o limite de US$ 50 mil, com procedimentos 
simplificados perante o Siscomex. É mais uma facilitação 
da operação de exportação para que mais empresas 
de pequeno porte participem do mercado externo.
3.2. Funções do siscomex – impoRtação
Na importação também temos funções definidas no Siscomex – Importa-
ção. Estas funções são: o Licenciamento de Importação – LI e a Declaração 
de Importação – DI.
3.2.1. Licenciamento de Importação – LI
O Licenciamento de Importação (LI) é obtido no Sistema Integrado de Co-
mércio Exterior – Siscomex, móduloImportação, e corresponde a uma 
autorização dada pelo governo brasileiro para que a empresa possa rea-
lizar as importações de produtos cuja natureza ou tipo de operação está 
sujeita a controles dos órgãos governamentais.
O Licenciamento de Importação (LI) está dividido em licenciamento au-
tomático e em licenciamento não automático. Há também operações que 
estão dispensadas de licenciamento de importação.
No licenciamento automático, a Licença de Importação é concedida 
automaticamente, ou seja, não há nenhuma restrição prévia para que a 
empresa realize a sua importação. As informações sobre a importação 
Tabela 2. Funções 
do Siscomex 
– Exportação.
Fonte: Adaptado 
de Ministério do 
Desenvolvimento, 
Indústria e Comércio 
Exterior (MDIC).
Negócios Internacionais / UA 08 Sistemática do Comércio Exterior no Brasil 10
serão prestadas pela empresa importadora quando for processado o des-
pacho aduaneiro (liberação alfandegária) de importação.
A consulta para saber se a mercadoria que a empresa pretende impor-
tar está condicionada a licenciamento automático pode ser feita direta-
mente no Siscomex – Importação. O site do Ministério do Desenvolvimen-
to, Indústria e Comércio Exterior – MDIC pode ser utilizado para consulta.
Já o licenciamento não automático deverá ser providenciado no Sis-
comex – Importação e compreende as informações de natureza comercial, 
financeira, cambial e fiscal que caracterizam a operação e definem seu en-
quadramento. Este tipo de licenciamento torna-se necessário em opera-
ções sujeitas a controle prévio ou ao cumprimento de condições especiais.
Para a consulta a fim de saber se a mercadoria a ser importada está 
sujeita a licenciamento não-automático, a empresa pode consultar direta-
mente o Siscomex – Importação. O site do Ministério do Desenvolvimento, 
Indústria e Comércio Exterior – MDIC também permite esta consulta.
De acordo com a legislação brasileira, de maneira geral, as importações 
estão dispensadas de licenciamento, devendo apenas providenciar no 
Siscomex – Importação, o registro da Declaração de Importação (DI), do-
cumento principal para que seja providenciado o despacho aduaneiro (li-
beração alfandegária) da mercadoria.
Também há a Licença Simplificada de Importação – LSI que se refere 
a uma simplificação em termos de importação, pois mesmo que para de-
terminada compra alguns critérios específicos tenham que ser atendidos, 
e eventualmente dependa da intervenção de algum órgão anuente, se a 
importação a ser realizada estiver dentro do limite de até US$ 3.000,00 
(três mil dólares), ou o equivalente em outra moeda, o tratamento admi-
nistrativo será simplificado por meio da LSI.
Esta facilitação é o que caracteriza a importação simplificada. Sendo efe-
tivada uma LSI, teremos como documento base para o despacho aduanei-
ro (liberação alfandegárias), a Declaração Simplificada de Importação – DSI.
3.2.2. Declaração de Importação – DI
A Declaração de Importação – DI é elaborada no Siscomex – Importação. 
Nela consta todas as informações de natureza comercial, tributária, fiscal 
e financeira de uma importação. Correspondendo ao documento base 
para a liberação alfandegária da mercadoria, sendo que o seu registro 
no Siscomex – Importação representa o início do despacho aduaneiro (li-
beração alfandegária) e geralmente é providenciado após a chegada da 
mercadoria ao país.
A Declaração Simplificada de Importação – DSI, também providenciada 
no Siscomex Importação, esta declaração ampara as importações, com ou 
Negócios Internacionais / UA 08 Sistemática do Comércio Exterior no Brasil 11
sem cobertura cambial, cujo valor não ultrapasse US$ 3 mil ou o equiva-
lente em outra moeda.
A DSI é comum para importações via postal ou empresa courier, ca-
racterizando a importação simplificada. Havendo uma Licença Simplifica-
da de Importação – LSI para a operação, basta o importador informar o 
número da licença que os respectivos dados migrarão automaticamente 
para a DSI.
4. despaCHO adUaneirO – liberaçãO alfandegária
Toda a mercadoria que sai do território nacional por meio de uma ex-
portação ou que nele adentra por meio de uma importação deve ser ve-
rificada e liberada pela Receita Federal do Brasil (RFB). Este processo de 
verificação e liberação é denominado despacho aduaneiro.
O despacho aduaneiro é um procedimento administrativo e fiscal, reali-
zado pelo exportador ou pelo importador, junto à alfândega por onde será 
processada a saída (exportação) ou a entrada (importação) da mercadoria.
Com este procedimento, a Receita Federal do Brasil (RFB) verifica a exa-
tidão dos dados declarados pelo exportador ou importador em relação à 
mercadoria exportada ou importada.
DiCA
O Despacho Aduaneiro é um procedimento administrativo-
-legal realizado junto à Receita Federal do Brasil corres-
pondendo a liberação alfandegária da mercadoria que será 
exportada ou da mercadoria importada que entrou no terri-
tório nacional.
Na exportação esta verificação é feita com base na Declaração de Des-
pacho de Exportação (DDE), nos documentos apresentados (Fatura Co-
mercial, por exemplo) e na legislação vigente, com vistas ao desembaraço 
(liberação alfandegária final). Cumprido todos os trâmites processuais e 
legais, o desembaraço será concluído e será autorizado o embarque da 
mercadoria para o exterior.
Já na importação teremos como documento principal para a condução 
do despacho aduaneiro de importação, a Declaração de Importação (DI). 
Esta declaração como já mencionado, é elaborada da pelo importador 
ou pelo seu representante legal (despachante aduaneiro) e servirá para 
o processo de verificação e liberação alfandegária da Receita Federal do 
Brasil. A liberação alfandegária tendo a DI como referência, mas também 
Negócios Internacionais / UA 08 Sistemática do Comércio Exterior no Brasil 12
outros documentos (Fatura Comercial e Conhecimento de Transporte, por 
exemplo) e a legislação que normatiza as importações. Estando tudo de 
acordo perante a RFB e cumprido todos os trâmites, a mercadoria é de-
sembaraçada e entregue ao importador.
5. dOCUmentOs UtilizadOs nO COmérCiO exteriOr
A documentação no comércio exterior é um item importante a ser consi-
derado na condução dos negócios internacionais da empresa. Os docu-
mentos utilizados no comércio exterior são os descritos na Tabela 3.
documento caracteríStica
fatura 
proforma
Documento preparado antes de uma venda com 
evidências sobre o valor da fatura (enviada a importador 
antes da confirmação e expedição do pedido).
fatura 
comercial
(comercial 
invoice)
Documento hábil que servirá de base para o 
desembaraço alfandegário no exterior, devendo ser 
preenchida sem erros, emendas ou rasuras.
packing list
(romaneio de 
embarque)
Documento com informações detalhadas dos 
itens contidos em determinada embalagem, caixa, 
palete ou contêiner para expedição ao cliente. 
conhecimento 
de embarque
Documento emitido por conta do transportador, 
descrevendo-se o tipo e quantidade de mercadorias 
embarcadas, e mencionando o embarcador, o consignatário, 
os portos (aeroportos) de embarque e descarga, o nome 
do navio (avião) transportador e o valor do frete. Deve 
ser assinado pelo comandante (capitão) do navio ou 
avião ou preposto expressamente autorizado para tanto, 
admitindo o recebimento das mercadorias descritas a 
bordo do navio ou avião mencionado, em boa ordem e 
condições, no local ou porto mencionado, com a obrigação 
de entregá-las, no porto ou local de destino mencionado, 
nas mesmas condições recebidas de embarque.
nota fiscal
Documento fiscal que possui como finalidade o 
registro de transferência de propriedade sobre um 
bem e que deverá acompanhar a mercadoria desde 
o estabelecimento do exportador (emissor da Nota 
Fiscal) até o embarque do produto para o exterior. 
certificadosAlguns certificados com fins específicos podem fazer parte 
do processo de exportação ou de importação, dentre os 
quais podemos citar o Certificado ou Apólice de Seguro, 
documento necessário quando há a contratação de 
seguro por parte do exportador como responsabilidade da 
negociação realizada. O Certificado de Origem, também é 
um documento que pode ser necessário numa exportação 
e/ou importação, e atesta a origem da mercadoria (onde 
a mercadoria foi fabricada). O Certificado Sanitário e o 
Fitossanitário visam atender à regulamentação sanitária 
seja do país de origem ou de destino da mercadoria.
Tabela 3. Documentos 
utilizados no 
Comércio Exterior.
Fonte: Adaptado 
de Portopédia.
antena 
pArAbóliCA
Maior rigor na habilitação no Siscomex (RADAR): qua-
rentena de 6 meses no caso de indeferimento do pleito 
inicial1
Foi publicada no dia 16 de dezembro de 2015, a Instrução 
Normativa RFB 1.603/2015, que trata da habilitação de re-
presentantes de importadores, exportadores e internado-
res da Zona Franca de Manaus para operação no Sistema 
Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), revogando a 
Instrução Normativa RFB 1288/2012.
Toda empresa ou pessoa física que deseje realizar ativi-
dades de comércio exterior, seja como importador ou ex-
portador, deve primeiramente pleitear o credenciamento 
de seu representante legal no Siscomex, que é administra-
do pela Receita Federal do Brasil.
Assim como na legislação anterior, a Instrução Norma-
tiva RFB 1.603/2015, regulamentada pela Portaria Coa-
na 123/2015, manteve as modalidades de habilitação da 
pessoa jurídica em submodalidades denominadas como 
EXPRESSA, LIMITADA e ILIMITADA, promovendo algumas 
inclusões e alterações como veremos a seguir. Contudo, a 
alteração mais significativa diz respeito ao ingresso de novo 
pedido de habilitação, no caso de indeferimento do pleito, 
com a proibição de ingresso de novo pleito pelo período de 
seis meses.
A submodalidade EXPRESSA foi atualizada com a substi-
tuição da pessoa jurídica autorizada a utilizar o Linha Azul 
pela pessoa jurídica certificada como Operador Econômi-
co Autorizado, conforme disposto na Instrução Normativa 
RFB 1.598/2015 que dispõe sobre o Programa Brasileiro 
de Operador Econômico Autorizado (OEA). Dessa forma, 
as empresas certificadas como OEA terão seus pedidos 
de habilitação analisados pela RFB no prazo de 2 dias. Ou-
tra alteração importante, foi a inclusão de empresas com 
capacidade financeira inferior US$ 50.000,00 (cinquenta 
mil dólares dos Estados Unidos da América), tenham seus 
pedidos de habilitação processados no prazo de 2 dias e 
1. murça, Alan 
e hirota, Lucas. 
Maior rigor na 
habilitação no 
Siscomex (RADAR): 
quarentena de 
6 meses no caso 
de indeferimento 
do pleito inicial. 
29/01/2016. 
Disponível em: 
<http://www.
liraa.com.br/
conteudo/2854/
maior-rigor-na-
habilitacao-no-
siscomex-radar-
quarentena-de-6-
meses-no-caso-de-
indeferimento-do-
pleito-inicial>. Acesso 
em: nov. 2016.
enquadrados na submodalidade EXPRESSA, com limitação 
de importação ao valor de US$ 50.000,00 (cinquenta mil 
dólares dos Estados Unidos da América) por semestre. 
Na submodalidade LIMITADA, a novidade é a necessi-
dade de análise fiscal da empresa que possui capacidade 
financeira[1] acima de US$ 50.000,00 e igual ou inferior a 
US$150.000,00. Na Instrução anterior, a submodalidade 
LIMITADA não exigia a análise fiscal e não definia limite mí-
nimo de capacidade financeira. Assim como na submodali-
dade EXPRESSA, a análise era apenas documental.
Na submodalidade ILIMITADA, concedida à pessoa ju-
rídica que comprove capacidade financeira acima de US$ 
150.000,00 (cento e cinquenta mil dólares dos Estados Uni-
dos da América), a nova disciplina manteve os mesmos cri-
térios da Instrução Normativa anterior.
Outra novidade importante é a possibilidade de a pes-
soa física ser habilitada no Siscomex para realizar im-
portações em vista dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos 
de 2016, conforme disposto nos artigos 4º e 5º da Lei nº 
12.780, de 2013.
No que diz respeito aos prazos para análise do reque-
rimento de habilitação, pedido de revisão de estimativa e 
de reconsideração, a Instrução Normativa RFB 1.603/2015 
uniformizou os prazos para 10 dias. Sob a norma anterior, 
a IN RFB 1.288/2012, caso o pedido fosse indeferido, a em-
presa interessada poderia interpor pedido de reconsidera-
ção no prazo de 30 dias. Agora são 10 dias.
No entanto, a alteração mais importante diz respeito ao 
prazo para a empresa ingressar com novo pedido em caso 
de indeferimento. De acordo com o artigo 21, o novo re-
querimento de habilitação ou de revisão de estimativa será 
apreciado somente depois de decorrido o prazo de 6 (seis) 
meses contados da data do protocolo do último requeri-
mento que tiver sido indeferido.
Nota-se que a Receita Federal do Brasil proibiu o proto-
colo imediato de um novo pedido no caso em que houver 
um indeferimento anterior. Vale informar que essa res-
trição já estava sendo adotada por algumas Unidades da 
Receita Federal[2], por meio de Ordem de Serviços disci-
plinando o procedimento de análise interna dos processos 
pela fiscalização, como forma de inibir o ingresso reiterado 
de pedidos com informações inexatas e documentos em 
desacordo com os critérios previstos na legislação.
Entendemos que o artigo 21 da Instrução, que restringe 
o acesso imediato do contribuinte ao órgão público, ofen-
de ao princípio do direito de petição previsto na alínea “a” 
do artigo 5° da Constituição Federal de 1988.
 Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer 
natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes 
no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, 
à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
(…)
XXXIV – são a todos assegurados, independentemente do paga-
mento de taxas:
(…)
a) o direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direi-
tos ou contra ilegalidade ou abuso de poder;
Dessa forma, há possibilidade de questionar a legalidade 
ou afastar a aplicação do dispositivo por meio de medida 
judicial. No entanto, a nossa recomendação é para que os 
interessados, já no primeiro pedido sejam assessorados 
por profissionais da área aduaneira tributária, com expe-
riência e conhecimento das exigências feitas pela Receita 
Federal do Brasil, de forma a mitigar os riscos e apresentar 
um pedido de habilitação consistente, passível de deferi-
mento de plano.
Diante do exposto, temos que as alterações promovidas 
pela Instrução Normativa RFB 1603/2015 e Portaria Coana 
123/2015 foram significativas e merecem especial atenção 
das empresas interessadas em se habilitar no RADAR, a fim 
de evitar, não só a abertura de procedimento administrativo 
de fiscalização para apurar irregularidades, como também 
atraso no cronograma de atividades no comércio exterior 
por motivo de indeferimento.
e AgorA, José?
Vamos rever os pontos principais tratados nesta Unidade? 
Vamos lá, então...
1. Uma exportação compreende a saída de mercadoria 
do território nacional. Já a importação pode ser ca-
racterizada como a entrada no território nacional de 
uma mercadoria proveniente do mercado externo. 
Elas podem ser classificadas como definitiva, tempo-
rária, com ou sem cobertura cambial.
2. Que para uma empresa atuar na exportação na im-
portação é necessário que empresa esteja habilitada 
no Registro de Exportador e de Importador – REI e 
no Ambiente de Registro e Rastreamento da Atuação 
dos Intervenientes Aduaneiros (Radar).
3. As operações de comércio exterior são registradas no 
Sistema Integrado de Comércio Exterior – Siscomex.
4. O Siscomex é um grande sistema de informação ge-
rencial, onde é feito o registro, o acompanhamento e 
o controle das atividadesdo comércio exterior brasi-
leiro.
5. No Siscomex – Exportação: as funções que podemos 
realizar são: Registro de Exportação – RE, Registro de 
Exportação Simplificada – RES, Registro de Operação 
de Crédito – RC, Declaração de Despacho de Exporta-
ção – DDE, e a Declaração Simplificada de Exportação 
– DSE.
6. São funções do Siscomex – Importação: o Licencia-
mento de Importação – LI e a Declaração de Impor-
tação – DI.
7. O despacho aduaneiro é um procedimento admi-
nistrativo e fiscal, realizado pelo exportador ou pelo 
importador, junto à alfândega por onde será proces-
sada a saída (exportação) ou a entrada (importação) 
da mercadoria.
8. São vários os documentos utilizados no comércio ex-
terior: Fatura Proforma, Fatura Comercial, Conheci-
mento de Embarque, Packing List, Certificados. Cada 
um desses documentos tem uma atribuição na ativi-
dade de comércio exterior.
Negócios Internacionais / UA 08 Sistemática do Comércio Exterior no Brasil 17
glossário
Despachantes aduaneiros: prestadores de ser-
viço contratados pela empresa exportadora 
ou importadora que têm como atividade 
tomar as providências para a liberação de 
mercadorias junto a alfândega.
reFerênCiAs
araÚJo, C. Sistema RADAR da Receita Fede-
ral: a ferramenta perfeita de combate 
às fraudes no comércio exterior. Dispo-
nível em: <http://www.comexblog.com.
br/legislacao-aduaneira/sistema-radar-da-
receita-federal-a-ferramenta-perfeita-de-
combate-as-fraudes-no-comercio-exterior>. 
Acesso em: abr. 2012.
Ministério do desenvolviMento, indús-
tria e CoMérCio exterior – MDIC. Dis-
ponível em: <http://www.desenvolvimento.
gov.br/sitio/interna/index.php?area=5>.
Acesso em: set. 2012.
murça, alan e hirota, luCas. �Maior rigor 
na habilitação no Siscomex (RADAR): 
quarentena de 6 meses no caso de inde-
ferimento do pleito inicial. 29/01/2016. 
Disponível em: <http://www.liraa.com.br/
conteudo/2854/maior-rigor-na-habilitacao-
no-siscomex-radar-quarentena-de-6-
meses-no-caso-de-indeferimento-do-pleito-
inicial>. Acesso em: nov. 2016.
PortoPédia. Unitização de Carga. Disponí-
vel em: <http://www.portogente.com.br/
portopedia/Unitizacao_de_Cargas.> Acesso 
em: set. 2012.
reCeita Federal do Brasil – RFB. Disponível 
em: <http://www.receita.fazenda.gov.br/
Grupo1/aduana.htm>. Acesso em: set. 2012.
Negócios Internacionais / UA 08 Sistemática do Comércio Exterior no Brasil 18
revisão dAs unidAdes 1 A 8 — 
prinCipAis tópiCos
Abaixo destacamos os principais pontos estudados em cada Unidade, isto 
é, das unidades 1 a 8, reveja-os para a 1ª avaliação presencial.
Unidade 1 — abOrdagem teóriCa dO COmérCiO internaCiOnal 
 → A origem do comércio internacional no Brasil, data de muitos anos 
atrás, bem como o processo de exportação e importação de merca-
dorias, que são representados pela balança comercial;
 → O estudo sobre as teorias do comércio internacional possui um con-
ceito fundamental denominado de vantagem comparativa, também 
conhecida como teoria neoclássica do comércio internacional;
 → O modelo neoclássico do comércio internacional conhecido também 
como Heckscher-Ohlin-Samuelson, enfatiza que a existência do co-
mércio internacional está ligada à diferença relativa da utilização dos 
fatores de produção (capital e trabalho) entre os países;
 → Novas teorias acerca do comércio internacional vêm sendo desen-
volvidas. Os países experimentaram um rápido crescimento da pro-
dutividade, principalmente nações de industrialização recente.
Unidade 2 — glObalizaçãO dOs merCadOs – 
glObalizaçãO eCOnômiCa, finanCeira e CUltUral
 → O fenômeno da globalização pode ser conceituado como o conjun-
to de transformações de ordem política e econômica mundial, que 
conduz a uma...
 → Interdependência entre países parceiros. Os países cedem gra-
dualmente às barreiras tarifárias para proteger sua produção da 
concorrência dos produtos estrangeiros e abrem-se ao comércio 
e ao capital internacional;
 → A globalização produtiva é um fenômeno mundial relacionado a uma 
revolução nos métodos de produção que resultou uma mudança sig-
nificativa nas...
 → Vantagens comparativas das nações;
 → Os novos meios de comunicação digitais são uma das características 
mais visíveis da globalização, por alargar as possibilidades de livres 
fluxos de informações;
Negócios Internacionais / UA 08 Sistemática do Comércio Exterior no Brasil 19
 → O impacto que a globalização teve na cultura proporcionou uma dis-
seminação muito rápida de imagens, produtos, entre outros, pelo 
mundo inteiro.
 → O comércio, a tecnologia da informação, os meios de comunicação, 
propiciaram um fluxo entre as nações de forma rápida e imediata.
Unidade 3 — glObalizaçãO e a estratégia glObal da empresa
Salientamos nesta Unidade como as empresas traçam metas estratégicas 
diferenciadas para entrar no mercado mundial, como também demons-
tramos que a Globalização veio para ficar e que pode gerar diversas mu-
danças institucionais devido à grande competitividade entre elas.
Nesse cenário emergem as ideias de Porter, autor que soube traduzir 
muito bem os conceitos de competitividade nos diversos ambientes em-
presariais. Também observamos os conceitos necessários para as empre-
sas sobreviverem num mercado internacional tão acirrado.
Unidade 4 — estratégias de entrada 
nO merCadO internaCiOnal
Nesta Unidade, você viu que cada vez mais empresas e estão buscando 
várias motivações para isso. Viu, também, que na decisão de se interna-
cionalizar a empresa pode fazer uso de diversas estratégias ou modos 
de entrada no mercado internacional, sendo que destacamos a exporta-
ção, a importação, o acordo de licenciamento, as alianças estratégicas, 
a aquisição e os investimentos diretos no exterior, por meio de novas 
subsidiárias.
Unidade 5 — COntratOs e CláUsUlas 
internaCiOnais de COmérCiO
Nesta unidade você aprendeu sobre os contratos internacionais e a neces-
sidade de instrumento contratual que regule as transações internacionais 
conduzidas por empresas de países distintos. Vale ressaltar a importân-
cia dos Incoterms (International Commercial Terms), termos definidos pela 
Câmara de Comércio Internacional –CCI, que define as obrigações e os di-
reitos das partes envolvidas numa operação de exportação e importação.
Unidade 6 — CâmbiO e Os pagamentOs internaCiOnais
Nesta Unidade vimos que as transações do comércio exterior são cursa-
das por meio de moedas conversíveis. Você também estudos que uma 
empresa brasileira que atue no comércio exterior terá que realizar uma 
operação de câmbio (troca de moedas) para receber recursos resultan-
tes das suas exportações ou para poder liquidar os seus compromissos 
Negócios Internacionais / UA 08 Sistemática do Comércio Exterior no Brasil 20
de importação. Também abordamos que nos negócios internacionais nós 
temos como modalidades de pagamento, o pagamento antecipado, a co-
brança documentária (à vista ou a prazo), a remessa sem saque e a carta 
de crédito (à vista ou a prazo).
Unidade 7 — lOgístiCa internaCiOnal 
A importância da Logística Internacional foi o tema principal desta Uni-
dade. Você viu que para cumprir as distâncias geográficas impostas aos 
negócios internacionais, objetivando, garantir os melhores resultados na 
sua empreitada internacional, a empresa tem que definir uma adequada 
logística internacional. Neste contexto, a definição do modal de transporte 
é uma decisão importante, pois a empresa deve avaliar dentre os modais 
existentes (aéreo, ferroviário, marítimo e rodoviário) o que melhor atende 
em termos de prazo, tempo e segurança. Outro fator importante na logís-
tica internacional é a embalagem para o transporte, como também como 
pode-se unitizar uma carga e a importância do container e do pallet no 
processode unitização de cargas.
Unidade 8 — sistemátiCa dO COmérCiO exteriOr nO brasil
Os principais pontos tratados nesta unidade foram:
 → Uma exportação compreende a saída de mercadoria do território 
nacional. Já a importação pode ser caracterizada como a entrada no 
território nacional de uma mercadoria proveniente do mercado ex-
terno. Elas podem ser classificadas como definitiva, temporária, com 
ou sem cobertura cambial;
 → Que para uma empresa atuar na exportação na importação é neces-
sário que empresa esteja habilitada no Registro de Exportador e de 
Importador – Ambiente de Registro e Rastreamento da Atuação dos 
Intervenientes Aduaneiros (Radar);
 → As operações de comércio exterior são registradas no Sistema Inte-
grado de Comércio Exterior – Siscomex;
 → O Siscomex é um grande sistema de informação gerencial, onde é 
feito o registro, o acompanhamento e o controle das atividades do 
comércio exterior brasileiro;
 → No Siscomex — Exportação: as funções que podemos realizar são: Re-
gistro de Exportação — RE, Registro de Exportação Simplificada — RES, 
Registro de Operação de Crédito — RC, Declaração de Despacho de 
Exportação — DDE, e a Declaração Simplificada de Exportação — DSE.
 → São funções do Siscomex — Importação: o Licenciamento de Impor-
tação — LI e a Declaração de Importação — DI;
Negócios Internacionais / UA 08 Sistemática do Comércio Exterior no Brasil 21
 → O despacho aduaneiro é um procedimento administrativo e fiscal, 
realizado pelo exportador ou pelo importador, junto à alfândega por 
onde será processada a saída (exportação) ou a entrada (importa-
ção) da mercadoria;
 → São vários os documentos utilizados no comércio exterior: Fatura 
Proforma, Fatura Comercial, Conhecimento de Embarque, Packing 
List, Certificados. Cada um desses documentos tem uma atribuição 
na atividade de comércio exterior.

Mais conteúdos dessa disciplina