Prévia do material em texto
Unidade II
LÓGICA MATEMÁTICA
Profa. Ana Carolina Bueno
Argumento válido
É um conjunto de enunciados que
possuem certa relação, e faz-se
necessário que ao menos um deles
seja apresentado como uma tese ou uma
conclusão e os demais como justificativa
desta tese, ou premissas para
a conclusão.
Os argumentos são utilizados
para provar a validade ou a invalidade
do argumento.
Argumentos válidos
(P1 P2 P3 … Pn) Q, isto é
(P1 P2 P3 … Pn) Q é uma
tautologia
As proposições P1, P2, P3, ... Pn são
denominadas premissas (consideradas
verdadeiras) e Q é denominada
conclusão.
Minha avó é alta (P1).
Minha mãe é alta (P2).
Eu sou alta (P3).
Logo, minha filha será alta (Q).
Notação
1. As premissas vêm separadas por
vírgulas, seguidas em sequência pelo
símbolo ⊢ e finalizadas pela conclusão Q.
P1, P2,..., Pn⊢ Q
2. Tem-se uma estrutura de uma coluna
com várias linhas, sendo a última a
relativa à conclusão, a qual é separada
das demais por um traço.
P1
P2
...
Pn
Q
Exemplo de argumento inválido
(sofisma)
Proposições que não são argumentos
válidos:
Todos os combustíveis evaporam na
mesma proporção.
Logo, vale a pena levar o cachorro ao pet
shop.
Outro exemplo de argumento
inválido
Nenhum macaco é banana.
Nenhuma banana tem rabo.
Logo, nenhum macaco tem rabo.
Alguns professores são matemáticos.
Alguns matemáticos são altos.
Logo, alguns professores são altos.
Forma de raciocínio incorreta.
Exemplo de argumento válido
Observe no exemplo abaixo os seguintes
argumentos:
Todos os homens são mortais.
Sócrates é homem.
Logo, Sócrates é mortal.
Nesse caso, há uma argumentação válida
na qual todas as premissas são verdadeiras
e a conclusão também.
Outro exemplo de argumento válido
Todas as mulheres são analfabetas.
Monteiro Lobato é mulher.
Logo, Monteiro Lobato é analfabeto.
Nesse caso, o argumento tem premissas
e conclusão falsas. Porém, esse argumento
possui a mesma estrutura do argumento do
exercício anterior, o que significa que
também é válido, mas não significa
que é verdadeiro.
Mais um exemplo de argumento
válido
Todos os peixes vivem na água.
Piranha é um peixe.
Logo, a piranha vive na água.
Nesse caso, o argumento acima tem
premissas e conclusão verdadeiras.
Argumento verdadeiro e falso
O argumento é válido quando toda a
estrutura de suas premissas for válida,
assim como a conclusão. Porém, ser válido
não é o mesmo que ser verdadeiro.
A estrutura do argumento pode estar
correta, mas o argumento ser um absurdo,
conforme o exemplo abaixo:
Todas as mulheres são analfabetas.
Monteiro Lobato é mulher.
Logo, Monteiro Lobato é analfabeto.
Argumento verdadeiro e falso
Todo carro é azul.
O Fusca é um carro.
Logo, o Fusca é azul.
Este é um argumento válido, pois se
admite, em princípio, que as premissas
são verdadeiras, logo, se elas fossem
verdadeiras, a conclusão também seria.
Interatividade
Podemos afirmar que,
para os argumentos abaixo:
Todas as baleias são mamíferas.
As pessoas são mamíferas.
Logo,
a) Todas as baleias são pessoas.
b) Todas as pessoas são baleias.
c) Todos os mamíferos são baleias.
d) Todos os mamíferos são pessoas.
e) NDA.
Resposta
Alternativa correta: “b”.
Todas as baleias são mamíferas.
As pessoas são mamíferas.
Logo,
b) Todas as pessoas são baleias.
Lembrando que argumento válido não é
o mesmo que ser verdadeiro. A estrutura
do argumento pode estar correta, mas o
argumento pode ser um absurdo.
Regras de inferência
Os argumentos fundamentais são
utilizados para fazer inferências,
ou seja, demonstrações.
Vantagem do uso das regras de
inferência em relação à tabela-verdade:
quando se tem um número elevado de
premissas, as tabelas-verdade tornam-se
de um tamanho inviável, daí o uso dos
argumentos fundamentais para
demonstrar a validade de argumentos
mais complexos.
Algumas regras de inferência
1. Adição (AD)
a) p ⊢ p ∨ q;
b) p ⊢ q ∨ p.
2. Simplificação (SIMP)
a) p ∧ q ⊢ p;
b) p ∧ q ⊢ q.
3. Conjunção (CONJ)
a) p, q ⊢ p ∧ q;
b) p, q ⊢ q ∧ p.
4. Absorção (ABS)
p → q ⊢ p → (p ∧ q)
5. Modusponens(MP ou
regra da separação)
p → q, p ⊢ q
6. Modustollens(MT)
p → q, p ⊢ ~p
7. Silogismo disjuntivo (SD)
a) p ∨ q, ~p ⊢ q;
b) p ∨ q, ~q ⊢ p.
8. Silogismo hipotético (SH)
p → q, q → r ⊢ p → r.
9. Dilema construtivo (DC)
p → q, r → s, p ∨ r ⊢ q ∨ s
Exemplo do uso das regras de
inferência
1. Regra da adição – sendo uma
proposição p verdadeira, conclui-se que
a sua disjunção com qualquer outra
proposição é verdadeira.
p q
(p q) r
Se p ∧ q for verdadeira, então (p ∧ q) ∨ r
será verdadeira.
x
x x
Se x ≠ 4 for verdadeira, então x ≠ 4 ∨ x ≠ 1
será verdadeira.
Outro exemplo do uso das regras
de inferência
5. Regra modus ponens – sendo verdadeira
a proposição p→q, conclui-se que a
proposição p também o será
(p → q, p ⊢ q).
Se hoje é sexta-feira, então amanhã irei
ao cinema (p→q).
Ora, hoje é sexta-feira.
Logo, amanhã irei ao cinema.
Tem-se as proposições p e q abaixo com
os seguintes significados:
p = hoje é sexta-feira
q = amanhã irei ao cinema
Mais um exemplo do uso das regras
de inferência
6. Regra modus tollens – sendo
verdadeiras as proposições p→q e ~q,
conclui-se que a proposição ~p também
o será (p → q, p ⊢ ~p).
Se hoje for domingo, então irei ao
cinema.
Ora, não irei ao cinema.
Logo, hoje não é domingo.
Exemplo de validação de
argumentos
Se a = 3 e b = c, então b > 2
b ≤ 2
Portanto, b ≠ c
Identificar as três proposições simples.
p: a = 3;
q: b = c;
r: b > 2.
Escrever o argumento na forma simbólica:
p ∧ q → r, ~r ⊢ ~q
Exemplo de validação de
argumentos
Se João tem 2 m de altura e Maria tem a
altura de Pedro, então Maria tem 1,8 m
de altura.
A altura do Pedro é menor que 1,8 m.
Portanto, Maria e Pedro não tem a
mesma altura.
Identificar as três proposições simples:
p: João tem 2 m de altura.
q: Maria tem a altura de Pedro.
r: Maria tem 1,8 m de altura.
Escrever o argumento na forma simbólica:
p ∧ q → r, ~r ⊢ ~q
Exemplo de validação de
argumentos
P 1 P 2 Q
p q r pq pqr ~r ~q
V V V V V F F
V V F V F V F
V F V F V F V
V F F F V V V 4
F V V F V F F
F V F F V V F 6
F F V F V F V
F F F F V V V 8
Outro exemplo de validação de
argumentos
Verificar a validade do argumento: p∨q, ~q, p→r ⊢ ~q
P1 P2 Q P3
p q r pq ~q ~q p → r
V V V V F F V
V V F V F F F
V F V V V V V 3
V F F V V V F
F V V V F F V
F V F V F F V
F F V F V V V
F F F F V V V
Interatividade
Dado o argumento:
Se 13 não é ímpar, então 5 não é primo.
Mas 13 é ímpar.
Logo, 5 é primo.
I. A forma simbólica é dada por ~p → ~q, p ⊢ q
II. No argumento são dadas três premissas.
III. O argumento é um sofisma.
Assinale a alternativa que corresponde às
afirmações corretas.
a) I.
b) II.
c) I e II.
d) I e III.
e) II e III.
Resposta
Alternativa correta d) I e III.
Se 13 não é ímpar, então 5 não é primo.
Mas 13 é ímpar.
Logo, 5 é primo.
p: “13 é impar” e q: “5 é primo”, tem-se:
~p → ~q, p ⊢ q
P2 Q P1
p q ~p ~q ~p → ~q
V V F F V 1
V F F V V 2
F V V F F
F F V V V
Lógica dos predicados
Sócrates é homem.
Todo homem é mortal.
Logo, Sócrates é mortal.
Intuitivamente, esse argumento é válido.
Usando a lógica proposicional, a
formalização desse argumento resulta
em p, q ⊢ r e não há como mostrar que a
conclusão r é uma consequência lógica
das premissas p e q.
A validade desse argumento depende do
significado da palavra todo, que não
pode ser expresso na lógica
proposicional.
Sentenças abertas x + 6 = 9
x + 1 = 4
u é capital da Argentina.
Não podemos classificar tal enunciado
aberto como proposição verdadeira ( V )
ou falsa ( F ), a menos que sejam
atribuídos valores à variável x.
Função proposicional é uma sentença
aberta com uma variável cujos valores
possíveis estão em um conjunto A.
Conjunto-verdade de uma sentença
aberta
O conjunto-verdade de uma sentença
aberta p(x) em um conjunto A é o
conjunto de todos os elementos a ∈ A
tais que p(a) é uma proposição
verdadeira (V).
Simbolicamente, fica:
Vp = {(x ∈ A | p(x)}.
Conjunto-verdade de uma sentença
aberta com uma variável
Seja a sentença aberta “x + 4 > 7” em N.
O conjunto verdade é:
Vp = {x | x ∈ N ∧ x + 4 > 7 } = {4, 5, 6,...} ⊂
N
Neste caso, tem-se como conjunto-
verdade um subconjunto de N com
infinitos valores.
Sentenças abertas com duas
variáveis
Compreendendo dois conjuntos, A e B,
entende-se por sentença aberta com
duas variáveis em A x B ou sentença
aberta A x B, uma expressão p(x, y) tal
que p(a, b) é falsa (F) ou verdadeira (V)
para todo par ordenado (a, b) ∈ A x B.
Exemplos:
x é menor que y (x < y);
x é divisor de y (x | y).
Conjunto-verdade de uma sentença
aberta com duas variáveis
O conjunto-verdade de uma sentença
aberta p(x, y) em A x B é o conjunto de
todos os elementos (a, b) ∈ A x B, tal que
p(a, b) é uma proposição verdadeira.
Simbolicamente, fica:
Vp = {(x, y) ∈ A x B | p(x, y)}.
Sentenças abertas com n variáveis
Compreendendo n conjuntos A1, A2,
A3,...An e o seu produto cartesiano A1x
A2x ... xAn, entende-se por sentença
aberta com n variáveis em A1x, A2x, ...
xAn ou sentença aberta A1x, A2x, ... xAn,
uma expressão p(x1, x2, ..., xn) para toda
n-dupla (a1, a2, ..., an) ∈ A1 x A2 x ... x An.
Exemplos:
x + 4y + 2z < 22.
Conjunto-verdade de uma sentença
aberta com n variáveis
O conjunto-verdade de uma sentença
aberta p(x1, x2, ..., xn) em A1 x A2 x ... x An,
o conjunto de todas n-duplas dupla (a1,
a2, ..., an) ∈ A1 x A2 x ... An tais que p(a1,
a2, ..., an) é uma proposição verdadeira
(V).
Simbolicamente, fica:
Vp = {(x1, x2, ..., xn) ∈ A1 x A2 x ... An | p(x1,
x2, ..., xn)}.
Sintaxe da lógica proposicional
Além dos conectivos lógicos (~, , , e
), as fórmulas bem-formadas da lógica
de predicados são compostas por:
objetos;
predicados;
variáveis;
quantificadores.
Objetos
Um objeto pode ser qualquer coisa a
respeito da qual precisamos dizer algo.
Objetos podem ser concretos (esse livro,
a lua), abstratos (o conjunto vazio, a
paz), ou fictícios (unicórnio, saci-pererê).
Objetos podem ainda ser atômicos
ou compostos (um teclado é composto
de teclas).
Nomes de objetos são escritos com
inicial minúscula e assumimos que
nomes diferentes denotam objetos
diferentes.
Predicados
Um predicado denota uma relação entre
objetos de um determinado contexto de
discurso.
Exemplo: na figura podemos dizer que o bloco
a está sobre o bloco b, usando o predicado
sobre e escrevendo sobre(a, b);
Para dizer que o bloco b é azul, podemos usar
o predicado cor e escrever cor(b, azul)
Para dizer que o bloco b é maior que o bloco c,
podemos usar o predicado maior e escrever
maior(b, c).
Nomes de predicados são escritos com inicial
minúscula.
Variáveis
Usando variáveis, podemos estabelecer
fatos a respeito de objetos de um
determinado contexto de discurso, sem
ter que nomear explicitamente esses
objetos.
Por convenção, nomes de variáveis são
escritos com inicial maiúscula.
Designam objetos “desconhecidos” do
Universo. “Alguém”. São normalmente
representados por letras minúsculas de
“u” a “z”.
Quantificadores
Usando o quantificador universal (),
podemos estabelecer fatos a respeito
de todos os objetos de um contexto,
sem termos que enumerar explicitamente
todos eles.
Usando o quantificador existencial (),
podemos estabelecer a existência de um
objeto sem ter que identificar esse objeto
explicitamente.
Quantificadores
∀: uma quantificação universal é
verdadeira se, e somente se todas as
suas instâncias forem verdadeiras. Se
houver pelo menos uma instância falsa,
então a quantificação universal será
falsa.
∃: uma quantificação existencial é
verdadeira se, e somente se houver pelo
menos uma instância sua que seja
verdadeira. Se todas as suas instâncias
forem falsas, então a quantificação
existencial será falsa.
Exemplo do uso de quantificadores
Todo bloco está sobre alguma coisa
(bloco ou mesa).
X [bloco(X) Y [sobre(X, Y )]]
Interatividade
Qual alternativa representa uma sentença
aberta com uma variável?
a) pot(2,2) * 4 > 5.
b) x * 5,4 > 3.
c) 4x + 2y - 3z > 51.
d) x é menor ou igual a y (x y).
e) NDA.
Resposta
Qual alternativa representa uma sentença
aberta com uma variável?
a) pot(2,2) * 4 > 5.
b) x * 5,4 > 3.
c) 4x + 2y - 3z > 51.
d) x é menor ou igual a y (x y).
e) NDA.
Quantificador universal (∀) (todo /
nem todo)
Seja uma sentença aberta p(x) em um
conjunto não vazio A(A ≠ ∅) e seja Vp o seu
conjunto-verdade:
Vp = { x | x ∈ A ∧ p(x)}
Exemplo de quantificador universal
(∀)
Quando Vp = A, isto é, todos os elementos
do conjunto A satisfazem a sentença aberta
p(x), podemos, então, afirmar:
“Para todo elemento x de A, p(x) é verdadeira
(V)”.
“Qualquer que seja o elemento x de A, p(x) é
verdadeira (V)”.
“Para todo x de A, p(x)”.
“Qualquer que seja x de A, p(x)”.
…
Assim,
∀ x ∈ A: p(x).
…
Portanto,
∀ x: p(x).
Exemplo de quantificador universal
(∀)
(∀ x) (x é mortal).
Essa proposição se lê:
“qualquer que seja x, ele é mortal” (V) no
universo H dos seres humanos.
Todo homem é mortal, ou seja, qualquer
que seja x (do Universo), se x é Homem,
então x é Mortal.
x H(x)→M(x)).
Exemplo de quantificador universal
(∀)
(∀ n ∈ N) (n + 5 > 3)
é verdade, porque o conjunto-verdade da
sentença aberta p(n): n + 5 > 3 é:
Vp = { n | n ∈ N ∧ n + 5 > 3 } = { 1, 2, 3, …} =
N.
(∀ n ∈ N) (n + 2 > 8)
é falsa, porque o conjunto-verdade da
sentença aberta p(n): n + 2 > 8 é:
Vp = { n | n ∈ N ∧ n + 2 > 8 } = { 6, 7, 8, …}
≠ N.
Usando o quantificador universal
Considere o seguinte conjunto de frases:
1. Marcos é um homem.
2. Marcos é brasileiro.
3. Dilma é presidente.
4. Todos os brasileiros são leais à Dilma
ou odeiam Dilma.
Assim,
1. homem(Marcos)
2. brasileiro(Marcos)
3. presidente(Dilma)
4. x brasileiro(x) leal(x,Dilma) v
odeia(x,Dilma)
Quantificador existencial (∃)
Seja uma sentença aberta p(x) em um
conjunto não vazio A(A ≠ ∅) e seja Vp o seu
conjunto-verdade:
Vp = { x | x ∈ A ∧ p(x)}.
Quantificador existencial (∃) (algum
/ alguém)
Quando Vp = A não é vazio (Vp ≠ φ), A
satisfaz a sentença aberta p(x), e pode-se
afirmar que:
“Existe pelo menos um x ∈ A tal que p(x) é
verdadeira (V)”.
“Para algum x ∈ A, p(x) é verdadeira (V)”.
“Existe x ∈ A tal que p(x)”.
“Para algum x ∈ A, p(x)”.
Assim, ∃ x ∈ A: p(x).
Portanto, ∃ x: p(x).
Prevalece a equivalência:
(∃ x ∈ A) (p(x)) ⇔ Vp ≠ ∅.
Exemplo de quantificador
existencial (∃)
Pelo menos um homem é inteligente, ou
seja, existe pelo menos um x em que x
seja Homem e x seja Inteligente.
x(H(x) ^ I(x))
Existe uma pessoa chamada Pedro.
x pessoa(x) ^ nome(x, Pedro)
Negação de sentenças
quantificadas
O quantificador universal ou o existencial
pode ser precedido do símbolo de negação
~. Por exemplo, no universo dos habitantes
do planeta Terra, as expressões:
(∀ x) (x fala alemão);
~(∀ x) (x fala alemão).
(∃ x) (x foi ao espaço);
~(∃ x) (x foi ao espaço).
Em linguagem comum, podem enunciar,
respectivamente:
“Toda pessoa fala alemão”;
“Nem toda pessoa fala alemão”.
“Alguém foi ao espaço”;
“Ninguém foi ao espaço”.
Negação de sentenças
quantificadas
Portanto, são evidentes as equivalências: ~(∀ x) (x fala alemão) ⇔ (∃ x) (~x fala
alemão);
~(∃ x) (x foi ao espaço) ⇔ (∀ x) (~x foi ao
espaço).
Assim, a negação da proposição (∀ x ∈
A) (p(x)) é equivalente à afirmação de
que para ao menos um x ∈ A, p(x) é falsa
ou ~p(x) é verdade.
Enunciados categóricos
Para facilitar a formalização de
argumentos na lógica de predicados,
destacamos quatro tipos de sentenças
de especial interesse, denominadas
enunciados categóricos:
universal afirmativo;
universal negativo;
particular afirmativo;
particular negativo.
Universal afirmativo
São enunciados da forma X[p(X)
q(X)].
Em termos de conjuntos, um enunciado
universal afirmativo estabelece que o
conjunto p é um subconjunto do
conjunto q.
Exemplo, a sentença “Todos os homens
são mortais” pode ser traduzida como
X[h(X) m(X)]
ou seja, para todo X, se X p, então X
m.
Universal negativo
São enunciados da forma X[p(X)
~q(X)].
Em termos de conjuntos, um enunciado
universal negativo estabelece que os
conjuntos p e q são disjuntos.
Exemplo, a sentença “Nenhum homem é
extraterrestre" pode ser traduzida como
X[h(X) ~e(X)]
Ou seja, para todo X, se X h então X
e.
Particular afirmativo
São enunciados da forma X[p(X) q(X)].
Em termos de conjuntos, um enunciado
universal afirmativo estabelece que os
conjuntos p e q têm uma intersecção não
vazia.
Exemplo, a sentença “Alguns homens
são cultos" pode ser traduzida como
X[h(X) c(X)]
Ou seja, existe X tal que X h e X c.
Particular negativo
São enunciados da forma X[p(X) ~q(X)].
Em termos de conjuntos, um enunciado
universal negativo estabelece que existem
elementos que estão no conjunto p, mas
não estão no conjunto q.
Exemplo: a sentença “Alguns homens não
são cultos” pode ser traduzida como
X[h(X) ~c(X)].
Ou seja, existe X tal que X h e X c.
Interatividade
Para as sentenças:
(∀ p) (p estuda inglês);
- ~(∃ x) (x estuda matemática) é correto
dizer:
a) “Toda pessoa estuda inglês”; “Ninguém
estuda matemática”.
b) “Nem toda pessoa estuda inglês”;
“Ninguém estuda matemática”.
c) “Toda pessoa estuda inglês”; “Nem
todas as pessoas estudam matemática”.
d) “Alguém estuda inglês”; “Ninguém
estuda matemática”.
e) NDA.
Resposta
Para as sentenças:
(∀ p) (p estuda inglês);
- ~(∃ x) (x estuda matemática) é correto
dizer:
a) “Toda pessoa estuda inglês”; “Ninguém
estuda matemática”.
b) “Nem toda pessoa estuda inglês”;
“Ninguém estuda matemática”.
c) “Toda pessoa estuda inglês”; “Nem
todas as pessoas estudam matemática”.
d) “Alguém estuda inglês”; “Ninguém
estuda matemática”.
e) NDA.
ATÉ A PRÓXIMA!