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MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL E TECNOLÓGICA INSTITUTO FEDERAL CATARINENSE CAMPUS CONCÓRDIA CLARA LUNA VALDÉS GRANGEIRO IGOR BERNARDO PILATTI JAINE GOLLO LUCAS AMON-RÁ DE OLIVEIRA TAFFAREL PRÁTICA DETERMINAÇÃO DE ÁCIDO ACÉTICO EM VINAGRE COMERCIAL Concórdia 2022 SUMÁRIO 1. INTRODUÇÃO 3 2. OBJETIVOS 4 3. MATERIAIS E MÉTODOS 4 3.1 MATERIAIS 4 3.2 MÉTODOS 5 4. RESULTADOS E DISCUSSÕES 7 5. CONCLUSÃO 9 REFERÊNCIAS 10 1. INTRODUÇÃO A palavra vinagre remete ao termo francês “vinaigre”, o qual ao longo dos séculos devido à maximização da iguaria pelo povo europeu surgiram outras variantes ao condimento, tais como a italiana “aceto” e a alemã “essig” usualmente pronunciadas nos dias de hoje. O vinagre foi originalmente obtido a partir da fermentação espontânea de vinho de uva, e de outras bebidas fermentadas (LEONEL; SUMAN; GARCIA, 2015 apud VENQUIARUTO 2017). Tendo uma longa história e aplicabilidade humana, pode ser encontrado na culinária, para atribuir gosto e aroma aos alimentos, tem um papel muito importante na conservação de alimentos durante o armazenamento, como por exemplo, picles e conservas (VENQUIARUTO, 2017), é utilizado também para o tratamento de feridas ou lesões em algumas culturas (UTYAMA, 2007). O volume de consumo per capita anual por brasileiro é de 0,79L. Com um mercado já estabelecido e bem aceito, o vinagre é um produto básico na cultura alimentar do brasileiro (UFRGS, 2022). O ácido acético (CH3-COOH) conhecido popularmente como vinagre é resultante da fermentação (oxidação) do álcool etílico por ação da bactéria Acetobacter aceti (UTYAMA, 2007). O ácido acético é um líquido incolor, de cheiro penetrante e sabor azedo. Este apresenta ponto de ebulição igual a 118 ºC e é solúvel em água, éter e álcool. Quando puro e anidro, o ácido acético congela a 16,5 ºC, tomando o aspecto de gelo. Por esta razão o ácido acético puro é conhecido como ácido acético glacial (d = 1,053 g/cm3 e 99,8 % m/m) (UFJF, 2018). De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o teor de acidez no vinagre de álcool, sendo este uma solução diluída do ácido acético glacial, deve ser de no mínimo 4%, não tendo valor máximo definido. As denominações fermentado acético e vinagre são equivalentes, porém mutuamente excludentes. (MAPA, 2012). A análise de determinação quantitativa de ácido acético em uma amostra pode ser feita através de várias técnicas analíticas, uma delas é a chamada titulação. A titulação ácido-base baseia-se na reação de um ácido com uma base, onde o fator de controle da realização e finalização da reação é o pH, que representa a quantidade de íons hidrogênio [H+ ] ainda presente no meio reacional (UFJF, 2018), utilizando assim a titulação de neutralização através de uma solução NaOH padronizada e fenolftaleína 1% como indicador, é possível obter valores sobre de acidez total, o qual é expresso em quantitativo para ácido acético. 2. OBJETIVOS ● Determinar o teor de ácido acético no vinagre comercial utilizando a volumetria de neutralização. ● Verificar se o teor de ácido acético no vinagre está em conformidade com a legislação brasileira. 3. MATERIAIS E MÉTODOS 3.1 MATERIAIS ● Balão volumétrico de 50 mL; ● Béquer (100 mL); ● Bureta de 25 mL; ● Erlenmeyers de 125 mL; ● Funil; ● Pipeta volumétrica de 5 mL; ● Pipeta volumétrica de 10 mL; ● Pera de borracha; ● Pipetador; ● Pisseta; ● Proveta; ● Solução de fenolftaleína 1 %; ● Solução de NaOH padronizada; ● Vinagre comercial branco. 3.2 MÉTODOS Para a padronização de vinagre comercial, utilizou-se o vinagre de álcool com volume total de 750 ml e teor de acidez de 4,0%, conforme descrito no rótulo apresentado na figura 1 e 2. Figura 1 e 2 - Vinagre utilizado. . Fonte: Autores, 2022 Inicialmente pipetou-se uma alíquota da amostra de 25 mL de vinagre branco comercial para um balão volumétrico de 100 mL. Completa-se o volume com água destilada fervida e resfriada com o auxílio de um funil. Agitou-se o balão para garantir que a solução fosse homogeneizada por completo. Após atingir um determinado volume, a transferência de líquido passou a ocorrer com o auxílio de uma pipeta de pasteur, até atingir o menisco do balão volumétrico (Figura 3). Figura 3 - Solução vinagre + água destilada. Fonte: Autores, 2022 Com o auxílio de uma pipeta volumétrica pipetou-se 20 mL da solução de vinagre para três erlenmeyer de 125 mL e adicionou-se 20 mL de água destilada e duas gotas de fenolftaleína a 1%. Então, deu-se início de fato a titulação, o erlenmeyer foi colocado embaixo da bureta, e a torneira da bureta foi aberta, depositando gota a gota, a solução padronizada de hidróxido de sódio (NaOH), (Figura 4 e 5), na solução do vinagre. Figura 4 e 5 - Solução padronizada NaOH. Fonte: Autores, 2022. Enquanto as gotas caiam, o erlenmeyer era agitado manualmente, até que a solução presente no mesmo alcançasse o ponto de viragem, com coloração rosada indicando o fim da titulação (Figura 6). Figura 6 - Fim da titulação. Fonte: Autores, 2022. 4. RESULTADOS E DISCUSSÕES QUESTIONÁRIO Porque o vinagre é ácido? Porque é necessário diluir a amostra de vinagre em água? - Um dos principais componentes do vinagre é o ácido acético, o qual contém prótons dissociados na solução, dando caráter ácido no vinagre. - É classificado como um ácido fraco pois ao ser dissolvido em uma solução aquosa não é capaz de se dissociar completamente. Também é conhecido como ácido etanóico, álcool de vinagre, ácido etílico, ácido de vinagre e ácido metano carboxílico. - A diluição em água se dá, devido à coloração do vinagre, na qual pode interferir na observação do ponto final da titulação. - Na indústria alimentícia é consumido como vinagre, que é uma solução diluída do ácido acético glacial (3,5 a 8% m/v). A técnica aprendida nesta aula pode ser utilizada em uma indústria para o controle da acidez de vinagre? Justifique. - A técnica para calcular o teor de acidez no vinagre, é mais comumente realizada através da titulação de neutralização, tanto em experimentos quanto em análises na indústria, sendo este o método mais convencional e de baixo custo, por ser necessário somente a utilização vidrarias e soluções, apresenta ser um método com baixas taxas de erro (COSTA, 2018). - Há possibilidade de utilizá-la na indústria, sendo empregada em conjunto a outras análises previstas pela legislação, abrangendo assim mais amostras. Compare o valor experimental com o dado fornecido pelo fabricante. - Constatou-se que o valor obtido experimentalmente, 4,1% é maior que o declarado pelo fabricante, o qual indicava 4,0%. Tal fato pode dar-se por diversos fatores, dentre eles a taxa mínima de erro e o possível fato da amostra encontra-se suscetível a condições de um armazenamento prolongado em mercados e áreas de distribuição, ocasionando uma possível oxidação. Por que a acidez do vinagre tende a diminuir quanto exposto ao ar? - O Vinagre sofre oxidação quando exposta ao ar, pois diminui a concentração de ácido na amostra. Qual o teor de acidez em g/100 ml de vinagre? 5 𝑚𝐿 − 0, 20 𝑔 25 𝑚𝐿 − 1, 0 𝑔 100 𝑚𝐿 − 𝑋 (𝑔) 𝑋 = 4, 0 % Qual o teor % de ácido acético contido no vinagre? Está dentro dos padrões estabelecidos pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA)? Indique os cálculos. - Através da neutralização pode-se obter um valor de 4 % de ácido acético no vinagre de álcool utilizado de amostra na prática. - De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o teor de acidez no vinagre de álcool deve ser de no mínimo 4%, não tendo valor máximo definido (MAPA, 2012). No entanto, a maioria dos vinagres comercializados possuem teor de acidez que varia entre 4 e 6%. Ocorreu algum problema durante o experimento? - Não, o objetivo da prática foi alcançado, não houve nenhum transtorno. Pesquise como você pode tratar o resíduo químico gerado nesta aula. - Ácidos e Basespodem ser neutralizados com uma base e ácidos fracos ou diluídos respectivamente, até o acerto do pH entre 5,0 e 8,0, podendo ser descartado na pia sob água corrente. O ácido acético e o NaOH que sobrarem, podem ser armazenados separadamente e guardados para uso posterior (UNICAMP, 2022). 5. CONCLUSÃO É possível apresentar de modo geral, que a aplicação de titulações em análises é de grande importância no ramo da química analítica. Sendo este método considerado o mais convencional, assertivo e básico para determinação de diversas reações químicas. Além disso, observou-se que as reações esperadas de padronização ocorreram de maneira satisfatória, no quesito de demonstração de ponto de viragem, o qual foi possível alcançar em cada uma das triplicatas, onde foram encontrados valores aproximadamente equivalentes ao teor de acidez descrito no rótulo do produto, apresentando assim, a mínima divergência do valor que a marca enuncia, porém, este sendo aceitável por se tratar de um amostra utilizada em aula prática laboratorial e por expressar valores os quais se enquadram no padrão exigido pela legislação do MAPA. Sendo possível assimilar e absorver, o conteúdo teórico e prático acerca do preparo de soluções. REFERÊNCIAS COSTA, Nathália Carvalho et al. Sistema de análise em fluxo contínuo para determinação de acidez em amostras de vinagre e óleos vegetais. 2018. Disponível em: https://bdtd.unifal-mg.edu.br:8443/handle/tede/1313. Acesso em: 01 nov. 2022. UFJF. Titulação ácido-base. 2018. Disponível em: https://www2.ufjf.br/quimica/files/2015/06/AULA-7.pdf. Acesso em: 27 out. 2022. UFRGS. Mercado nacional de vinagre. Disponível em: https://www.ufrgs.br/alimentus1/feira/prfruta/vinagre/merc_b.htm. Acesso em: 29 out. 2022. UNICAMP. Orientações e procedimentos para tratamento de resíduos químicos. Disponível em: https://www.fea.unicamp.br/sites/fea/files/ORIENTACOES_E_PROCEDIMENTOS_P ARA_TRATAMENTO_DE_RESIDUOS_QUIMICOS.pdf. Acesso em: 30 out. 2022. UTYAMA, Iwa KA. Determinação da atividade antibacteriana e toxicidade do ácido acético e vinagres branco e tinto. Revista Eletrônica de Farmácia, v. 4, n. 2, 2007. Disponível em: https://revistas.ufg.br/REF/article/view/3054/3090. Acesso em: 29 out. 2022. VENQUIARUTO, Luciana Dornelles et al. Qualidade de vinagres artesanais da Fronteira Noroeste Gaúcha: teor de ácido acético. Revista Vivências, v. 13, n. 25, p. 230-234, 2017. Disponível em: http://www2.reitoria.uri.br/~vivencias/Numero_025/artigos/pdf/Artigo_23.pdf. Acesso em: 28 out. 2022. https://revistas.ufg.br/REF/article/view/3054/3090