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50_Rede de Computadores I - Unidades 1 ao 6

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Prévia do material em texto

1
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Redes de ComputadoRes I 
SUMÁRIO
REDES DE COMPUTADORES I 
2
Redes de ComputadoRes I 
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
A Faculdade Multivix está presente de norte a sul 
do Estado do Espírito Santo, com unidades em 
Cachoeiro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Nova 
Venécia, São Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória. 
Desde 1999 atua no mercado capixaba, des-
tacando-se pela oferta de cursos de gradua-
ção, técnico, pós-graduação e extensão, com 
qualidade nas quatro áreas do conhecimen-
to: Agrárias, Exatas, Humanas e Saúde, sem-
pre primando pela qualidade de seu ensino 
e pela formação de profissionais com cons-
ciência cidadã para o mercado de trabalho.
Atualmente, a Multivix está entre o seleto 
grupo de Instituições de Ensino Superior que 
possuem conceito de excelência junto ao 
Ministério da Educação (MEC). Das 2109 institui-
ções avaliadas no Brasil, apenas 15% conquistaram 
notas 4 e 5, que são consideradas conceitos 
de excelência em ensino.
Estes resultados acadêmicos colocam 
todas as unidades da Multivix entre as 
melhores do Estado do Espírito Santo e 
entre as 50 melhores do país.
 
mIssÃo
Formar profissionais com consciência cida-
dã para o mercado de trabalho, com ele-
vado padrão de qualidade, sempre mantendo a 
credibilidade, segurança e modernidade, visando 
à satisfação dos clientes e colaboradores.
 
VIsÃo
Ser uma Instituição de Ensino Superior reconheci-
da nacionalmente como referência em qualidade 
educacional.
GRUPO
MULTIVIX
3
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Redes de ComputadoRes I 
SUMÁRIO
BIBLIoteCa muLtIVIX (dados de publicação na fonte)
As imagens e ilustrações utilizadas nesta apostila foram obtidas no site: http://br.freepik.com
Duque, Ezequiel Mendes.
Rede de Computadores I / Ezequiel Mendes Duque. – Serra: Multivix, 2018.
edItoRIaL
FaCuLdade CapIXaBa da seRRa • muLtIVIX
Catalogação: Biblioteca Central Anisio Teixeira – Multivix Serra
2018 • Proibida a reprodução total ou parcial. Os infratores serão processados na forma da lei.
Diretor Executivo
Tadeu Antônio de Oliveira Penina
Diretora Acadêmica
Eliene Maria Gava Ferrão Penina
Diretor Administrativo Financeiro
Fernando Bom Costalonga
Diretor Geral
Helber Barcellos da Costa
Diretor da Educação a Distância
Pedro Cunha
Conselho Editorial
Eliene Maria Gava Ferrão Penina (presidente 
do Conselho Editorial)
Kessya Penitente Fabiano Costalonga
Carina Sabadim Veloso
Patrícia de Oliveira Penina
Roberta Caldas Simões
Revisão de Língua Portuguesa
Leandro Siqueira Lima
Revisão Técnica
Alexandra Oliveira
Alessandro Ventorin
Graziela Vieira Carneiro
Design Editorial e Controle de Produção de Conteúdo
Carina Sabadim Veloso
Maico Pagani Roncatto
Ednilson José Roncatto
Aline Ximenes Fragoso
Genivaldo Félix Soares
Multivix Educação a Distância
Gestão Acadêmica - Coord. Didático Pedagógico
Gestão Acadêmica - Coord. Didático Semipresencial
Gestão de Materiais Pedagógicos e Metodologia
Direção EaD
Coordenação Acadêmica EaD
4
Redes de ComputadoRes I 
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
Aluno (a) Multivix,
Estamos muito felizes por você agora fazer parte 
do maior grupo educacional de Ensino Superior do 
Espírito Santo e principalmente por ter escolhido a 
Multivix para fazer parte da sua trajetória profissional.
A Faculdade Multivix possui unidades em Cachoei-
ro de Itapemirim, Cariacica, Castelo, Nova Venécia, 
São Mateus, Serra, Vila Velha e Vitória. Desde 1999, 
no mercado capixaba, destaca-se pela oferta de 
cursos de graduação, pós-graduação e extensão 
de qualidade nas quatro áreas do conhecimento: 
Agrárias, Exatas, Humanas e Saúde, tanto na mo-
dalidade presencial quanto a distância.
Além da qualidade de ensino já comprova-
da pelo MEC, que coloca todas as unidades do 
Grupo Multivix como parte do seleto grupo das 
Instituições de Ensino Superior de excelência no 
Brasil, contando com sete unidades do Grupo en-
tre as 100 melhores do País, a Multivix preocupa-
-se bastante com o contexto da realidade local e 
com o desenvolvimento do país. E para isso, pro-
cura fazer a sua parte, investindo em projetos so-
ciais, ambientais e na promoção de oportunida-
des para os que sonham em fazer uma faculdade 
de qualidade mas que precisam superar alguns 
obstáculos. 
Buscamos a cada dia cumprir nossa missão que é: 
“Formar profissionais com consciência cidadã para o 
mercado de trabalho, com elevado padrão de quali-
dade, sempre mantendo a credibilidade, segurança 
e modernidade, visando à satisfação dos clientes e 
colaboradores.”
Entendemos que a educação de qualidade sempre 
foi a melhor resposta para um país crescer. Para a 
Multivix, educar é mais que ensinar. É transformar o 
mundo à sua volta.
Seja bem-vindo!
APRESENTAÇÃO 
DA DIREÇÃO 
EXECUTIVA
Prof. Tadeu Antônio de Oliveira Penina 
diretor executivo do Grupo multivix
5
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Redes de ComputadoRes I 
SUMÁRIO
Apresentação da Disciplina
Olá, aluno(a). Seja bem-vindo(a)! Você está iniciando uma grande jornada de conheci-
mento e, nesta disciplina, irá aprender as noções básicas de redes de computadores. 
Vários assuntos serão discutidos ao longo dos materiais, sendo os principais assuntos: 
os tipos de enlace em uma rede, os modos de transmissão, o controle de erros, as 
ligações ponto a ponto e multiponto, a topologia, os protocolos de rede e, por fim, a 
arquitetura de redes abertas e proprietárias. 
As redes de computadores estão presentes em nosso dia a dia, desde as redes locais, 
presentes nas casas das pessoas, até as redes de grandes empresas. O tema é muito 
importante, e este material tem como principal objetivo proporcionar o entendimen-
to sobre os assuntos citados. 
Todos esses conhecimentos são essenciais para uma boa formação do profissional de 
Tecnologia da Informação. É importante ressaltar que sua participação nos fóruns de 
discussão e a leitura dos materiais complementares são essenciais para o seu cres-
cimento e aprendizado. Então, faça bom proveito e dedique-se aos estudos. Somos 
movidos por desafios. A cada passo superado, melhoramos como pessoa e como 
profissional. Vamos em frente!
objetivos da disciplina
Ao final desta disciplina, esperamos que você:
• Compreenda os conceitos aplicados no funcionamento de uma rede de com-
putadores.
• Explique os tipos de enlace de uma rede de computadores.
• Entenda os principais protocolos de rede, ligações ponto a ponto e multiponto. 
• Identifique os tipos de modos de transmissão, topologias e uso de redes de 
computadores.
• Diferencie as arquiteturas e topologias de redes.
• Entenda a importância da administração, do gerenciamento e da segurança 
em redes de computadores.
6
Redes de ComputadoRes I 
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
 > FIGURA 1 - Evolução de conteúdos transmitidos pela Internet 15
 > FIGURA 2 - O poder da computação em nuvem e suporte de 
várias tecnologias 17
 > FIGURA 3 - Redes de computadores 19
 > FIGURA 4 - Exemplo de LAN e de dispositivos 20
 > FIGURA 5 - Representação do modelo de referência TCP/IP 29
 > FIGURA 6 - Camada de rede 31
 > FIGURA 7 - Representação do modelo de referência OSI 36
 > FIGURA 8 - Modelo OSI x Modelo TCP/IP 41
 > FIGURA 9 - Transmissão síncrona 44
 > FIGURA 10 - Transmissão assíncrona 45
 > FIGURA 11 - Emissor, camada física, meio de transmissão 
e o receptor 46
 > FIGURA 13 - Fios e cabos de cobre 48
 > FIGURA14 - conectores para cabos UTP 49
 > FIGURA 15 - Cabo coaxial 50
 > FIGURA 16 - Conectores para cabos UTP 51
 > FIGURA 17 - Propagação do sinal sem fio 52
 > FIGURA 18 - Satélite GEO e suas estações linhadas na terra 54
 > FIGURA 19 - reflexão do feixe de luz na fibra óptica 55
 > FIGURA 20 - Tipos de fibra 56
 > FIGURA 21 - Tipos de fibra 57
 > FIGURA 22 - Redes ponto a ponto 63
 > FIGURA 23 - Rede P2P centralizada 65
 > FIGURA 24 - Rede Sobreposta (Overlay Network) 67
 > FIGURA 25 - Topologias formadas por conexões multipontos 71
 > FIGURA 26 - Barramento 76
 > FIGURA 27 - Conectores Bayone-Neill-Concelman (BNC) para 
cabo coaxial 76
 > FIGURA 28 - Estrela 78
LIsta de FIGuRas
7
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Redes de ComputadoRes I 
SUMÁRIO
 > FIGURA 29 - Topologia em anel 80
 > FIGURA 30 - Redes 81
 > FIGURA 31 - Navegadores Web 90
8
Redes de ComputadoRes I 
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
LIsta de taBeLas
 > QUADRO 1 - Paradigma cliente-servidor 23
 > QUADRO 2 - Três categorias básicas para a comunicação 
por satélite 55
 > QUADRO 3 - Principais diferenças entre as redes ponto a 
ponto e multiponto: 73
 > QUADRO 4 - Arquiteturas proprietárias 103
9
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Redes de ComputadoRes I 
SUMÁRIO
sumÁRIo
1UNIDADE
2UNIDADE
1 NoÇÕes BÁsICas de Redes de ComputadoRes 14
1.1 INTRODUÇÃO A REDES DE COMPUTADORES 14
1.1.1 CRESCIMENTO DA INTERNET 16
1.1.2 COMPARTILHAMENTO DE RECURSOS 19
1.1.3 CATEGORIAS DE REDES 20
1.1.4 COMPONENTES GERAIS DE UMA REDE DE COMPUTADORES 21
1.2 O MODELO DE INTERAÇÃO CLIENTE-SERVIDOR 22
CoNCLusÃo 26
2 modeLos de ReFeRÊNCIa 28
2.2.1 O MODELO DE REFERÊNCIA TCP/IP 28
2.2.2 CAMADA DE ENLACE DE REDE 30
2.2.3 CAMADA DE REDE 32
2.2.4 CAMADA DE TRANSPORTE 33
2.2.5 CAMADA DE APLICAÇÃO 35
2.1 O MODELO DE REFERÊNCIA OSI 36
2.1.1 CAMADA FÍSICA 37
2.1.2 CAMADA DE ENLACE DE DADOS 38
2.1.3 CAMADA DE REDE 38
2.1.4 CAMADA DE TRANSPORTE 39
2.1.5 CAMADA DE SESSÃO 40
2.1.6 CAMADA APRESENTAÇÃO 41
2.1.7 CAMADA APLICAÇÃO 41
2.2 COMPARAÇÃO DOS MODELOS DE REFERÊNCIA TCP/IP E OSI 41
CoNCLusÃo 43
10
Redes de ComputadoRes I 
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
3 tRaNsmIssÕes sÍNCRoNas e assÍNCRoNas 45
3.2.1 FIOS E CABOS DE COBRE 48
3.2.2 CABO UTP (UNSHIELDED TWISTED PAIR) E CABO STP (SHIELDED TWIS-
TED PAIR) 49
3.2.3 CABO COAXIAL 51
3.1 RÁDIO E SATÉLITE 53
3.2 FIBRAS ÓPTICAS 56
3.3 CONTROLE DE ERROS 58
3.3.1 CRC 59
3.3.2 PARIDADE 60
3.3.3 CHECKSUM 60
CoNCLusÃo 61
4 Redes poNto a poNto e muLtIpoNto 63
4.1 REDE PONTO A PONTO 63
4.2 O COMEÇO DO PEER-TO-PEER 64
4.2.1 REDES P2P 65
4.2.2 REDES CENTRALIZADAS 66
4.2.3 REDES DESCENTRALIZADAS 67
4.2.4 BITTORRENT: UMA REDE P2P POPULAR 71
4.3 REDE MULTIPONTO 71
CoNCLusÃo 73
5 topoLoGIa e pRotoCoLos de Redes de ComputadoRes 75
5.1 TOPOLOGIAS DE REDE 75
5.2 BARRAMENTO 76
5.2.1 ESTRELA 78
5.3 ANEL 80
5.4 PROTOCOLOS DE REDE 82
5.5 IP 83
5.6 UDP 85
5.7 TCP 86
5.8 FTP 87
5.9 TELNET 87
3UNIDADE
4UNIDADE
5UNIDADE
11
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Redes de ComputadoRes I 
SUMÁRIO
6UNIDADE
5.10 DHCP 88
5.11 HTTP 89
5.11.1 NAVEGADORES WEB 90
CoNCLusÃo 92
6 aRQuItetuRa de Redes aBeRtas e pRopRIetÁRIas 94
6.1 ARQUITETURA DE REDES ABERTAS 94
6.1.1 REDE DEFINIDA POR SOFTWARE (SDN) 96
6.1.2 SEPARAÇÃO DE PLANOS 96
6.1.3 CONTROLADOR 97
6.1.4 APLICAÇÕES 98
6.2 O MODELO DE REFERÊNCIA OSI 99
6.3 A ARQUITETURA TCP/IP 101
6.4 ARQUITETURA DE REDES PROPRIETÁRIAS 102
6.5 ARQUITETURA APPLETALK 104
CoNCLusÃo 105
GLossÁRIo 106
ReFeRÊNCIas 107
12
Redes de ComputadoRes I 
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
ICoNoGRaFIa
ATENÇÃO 
PARA SABER
SAIBA MAIS
ONDE PESQUISAR
DICAS
LEITURA COMPLEMENTAR
GLOSSÁRIO
ATIVIDADES DE
APRENDIZAGEM
CURIOSIDADES
QUESTÕES
ÁUDIOSMÍDIAS
INTEGRADAS
ANOTAÇÕES
EXEMPLOS
CITAÇÕES
DOWNLOADS
13
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Redes de ComputadoRes I 
SUMÁRIO
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos 
que você:
> Analise o histórico das redes 
de computadores.
> Identifique as categorias de 
redes de computadores.
> Identifique os elementos 
básicos de uma rede de 
computadores.
> Compreenda a importância 
do compartilhamento de 
recursos.
> Distinga os paradigmas de 
comunicação
• Entenda o modelo de 
interação cliente-servidor.
UNIDADE 1
14
Redes de ComputadoRes I 
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
1 NoÇÕes BÁsICas de 
Redes de ComputadoRes
1.1 INTRODUÇÃO A REDES DE COMPUTADORES
As redes de computadores estão presentes em toda parte. O principal exemplo é 
a Internet, presente no dia a dia de várias pessoas no mundo inteiro. Para entender 
como uma rede de computadores funciona, é preciso entender os conceitos básicos 
sobre o assunto. Quanto maior é uma rede, maior será sua complexidade, por isso, 
não se engane, uma rede pode ser composta até por dois computadores ligados di-
retamente por um cabo Crossover1 e por milhares de computadores localizados em 
países diferentes.
Para dominar a complexidade das redes de computadores, é preciso olhar além dos de-
talhes e concentrar-se em entender os cinco aspectos-chave do assunto (COMER, 2016):
• aplicações e programação de redes: os serviços e as facilidades das redes são 
requisitados pelos usuários por meio de aplicações de software. Existem mi-
lhares de aplicações para enviar e receber e-mails, assistir a vídeos, fazer cursos 
a distância. Cada aplicação é um programa aplicativo em um computador 
que se comunica através da rede com outro programa aplicativo que roda 
em outro computador. Não necessariamente um desenvolvedor precisa ter 
conhecimentos de redes de computadores para desenvolver uma aplicação, 
mas não resta dúvidas de que esse conhecimento pode ajudá-lo no desenvol-
vimento de programas mais confiáveis, sem erros e eficientes.
• Comunicação de dados: O termo comunicação de dados se refere ao estudo 
de tecnologias e mecanismos de baixo nível usados para enviar informação 
através de um meio de comunicação físico, como um fio, uma onda de rádio 
ou um feixe de luz. Com o avanço das tecnologias de informação nos últimos 
anos, a comunicação de dados também evoluiu. Um exemplo é a qualidade 
1Um cabo crossover, também conhecido como cabo cruzado, é um cabo de rede par trançado que 
permite a ligação de 2 computadores pelas respectivas placas de rede sem a necessidade de um con-
centrador ou a ligação de modems.
15
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Redes de ComputadoRes I 
SUMÁRIO
nos serviços de Internet no Brasil. Talvez você não se recorde, mas no início dos 
anos 2000 não existiam serviços de banda larga como os de hoje, a conexão de 
Internet era feita por um “fax modem”, o custo era alto e a velocidade muito 
limitada.
• Comutação de pacotes e tecnologias de redes: na década de 1960, um novo 
conceito revolucionou a comunicação de dados: comutação de pacotes. A co-
municação de redes tinha evoluído dos sistemas de telégrafo e telefone, que 
conectavam pares de fios entre duas partes para formar um circuito de co-
municação. A comutação de pacotes forneceu a base da Internet moderna. 
O termo “pacote” assusta, principalmente por ser um conceito de certa forma 
abstrato.
Você pode aprender mais sobre como funciona uma rede com pacotes 
assistindo ao vídeo“Pacote na rede TCP ip”, o qual explica de forma didática o 
funcionamento de redes com pacotes. A história conta como um pacote vai 
de um ponto de origem até o seu destino. Assista!
• Funcionamento de redes com tCp/Ip: na década de 1970, surgiu outra revo-
lução na rede de computadores: o conceito de internet. Muitos pesquisadores 
estudaram a comutação de pacotes em busca de uma tecnologia simples 
de comutação que pudesse atender a todas as necessidades. O TCP/IP tem 
uma característica importante que é a sua tolerância à heterogeneidade. Em 
resumo, o uso padronizado e mundial do TCP/IP permite a interconexão de 
tecnologias distintas, por exemplo, possibilita a comunicação de um telefone 
celular conectado em uma rede Wi-Fi com um computador ligado em uma 
rede cabeada.
• Conceitos adicionais de funcionamento das redes e tecnologia: além do har-
dware e dos protocolos usados para construir redes, um conjunto grande de 
tecnologias adicionais fornece importantes capacidades. Por exemplo, tecno-
logias de avaliação da performance da rede permitem que telefones IP e da-
dos multimídia circulem na infraestrutura comutada de pacotes mantendo a 
rede segura. Facilidades de gerenciamento de rede convencional e Software 
16
Redes de ComputadoRes I 
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
Defined Networking (SDN) permitem a gerentes configurar e controlar as re-
des, e a Internet das Coisas (IoT, Internet of Things) torna isso possível por meio 
de sistemas instalados na Internet.
Os cinco aspectos citados acima são uma referência e espécie de guia para um bom 
entendimento de aspectos importantes quando o tema é rede de computadores. Ao 
ter esses cinco aspectos em pauta, é possível aprofundar-se melhor em determina-
dos assuntos.
1.1.1 CRESCIMENTO DA INTERNET
Em menos de 40 anos, a Internet passou de um protótipo de pesquisa que conectava 
um punhado de sites para um sistema global de comunicação que alcança todos os 
países do mundo. A taxa de crescimento tem sido fenomenal. A taxa média de com-
putadores novos sendo adicionados à Internet alcançou mais de um por segundo 
em 1998 e só tem crescido. Em 2007, mais de dois computadores eram adicionados 
a cada segundo. A internet tem experimentado um crescimento exponencial em 25 
anos, isto é, ela tem dobrado de tamanho em um período de 9 a 14 meses. É inte-
ressante que, quando medida pelo número de computadores, a taxa exponencial 
de crescimento tem decrescido suavemente desde os anos 1990. Contudo, usar o 
número de computadores conectados à internet como medida de tamanho pode 
decepcionar, pois muitos usuários no mundo agora acessam à Internet por meio de 
uma rede de telefones celulares (COMER, 2016).
Novas aplicações surgiram para atender às demandas de uma grande parte da so-
ciedade. A internet não é mais dominada por cientistas e engenheiros, aplicações 
científicas ou acesso a recursos computacionais. Como mostra a figura 1, uma das 
mudanças mais perceptíveis ocorreu nos dados enviados através da internet. 
FIGURA 1 - EVOLUÇÃO DE CONTEÚDOS TRANSMITIDOS PELA INTERNET
Texto 
(1990)
Imagens 
Gráficas
(1995)
Videoclipes
(1998-
2000)
Videoclipes 
de alta 
definição
(2000)
Fonte: Elaborado pelo autor, 2018.
17
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017
Redes de ComputadoRes I 
SUMÁRIO
Inicialmente, a comunicação por meio da Internet envolvia dados textuais. 
Em particular, as mensagens eletrônicas se limitavam a mostrar textos com 
fonte de tamanho fixo. Nos anos 1990, os computadores ganharam telas em 
cores e eram capazes de mostrar gráficos. Além disso, surgiram aplicações que 
permitiam aos usuários transferir imagens facilmente. No final dos anos 1990, 
os usuários começaram a enviar videoclipes e a baixar vídeos maiores. Nos 
anos 2000, a velocidade da Internet tornou possível para baixar uma sequência 
de vídeos de alta definição (COMER, 2016).
Surpreendentemente, novas tecnologias de redes e novas aplicações da Internet 
continuam surgindo. Algumas das mudanças mais significativas têm ocorrido nos 
sistemas de comunicação tradicionais, tais como rede de telefone de voz e televisão 
a cabo, que estão passando do analógico para o digital e adotando a tecnologia Inter-
net. Além disso, o suporte para os usuários de aparelhos móveis está em aceleração.
A Internet gerou outra mudança no nosso mundo digital a partir do conceito de 
computação em nuvem (cloud computing). Em 2005, companhias se deram conta 
de que as conexões de alta velocidade na Internet poderiam permitir uma economia 
em grande escala com o oferecimento de processamento e serviços de armazena-
mento de dados mais baratos do que aqueles implementados pelos sistemas nos 
quais cada usuário tem seu próprio computador.
18
Redes de ComputadoRes I 
FACULDADE CAPIXABA DA SERRA/EAD
Credenciada pela portaria MEC nº 767, de 22/06/2017, Publicada no D.O.U em 23/06/2017SUMÁRIO
FIGURA 2 - O PODER DA COMPUTAÇÃO EM NUVEM E SUPORTE DE VÁRIAS TECNOLOGIAS
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
A ideia é simples: um fornecedor em nuvem constrói um grande centro de dados em 
nuvem, com vários computadores e muitos discos conectados pela Internet. Indiví-
duos ou empresas contratam esse serviço. Em princípio, o consumidor em nuvem 
necessita somente de um aparelho de acesso, isto é, um smartphone, tablet ou com-
putador de mesa com tela e teclado. Todas as aplicações e arquivos do usuário estão 
localizados no centro de dados em nuvem. 
Quando o consumidor necessita rodar uma aplicação, ela roda no computador do 
centro de dados em nuvem. De forma similar, quando o consumidor salva um ar-
quivo, este é armazenado em um disco no centro de dados em nuvem. Nesse caso, 
diz-se que a informação do consumidor é armazenada na nuvem. Uma importante 
implicação é que o consumidor pode acessar o centro de dados em nuvem de qual-
quer lugar, o que significa que um viajante não necessita carregar cópias de arquivos 
com ele – o ambiente de computação está sempre disponível e é sempre o mesmo 
(COMER, 2016).
Para usuários individuais, a vantagem principal da computação em nuvem é que 
o provedor de nuvem cuida de todo o hardware, de todo o software e de detalhes 
operacionais. O provedor atualiza periodicamente o hardware e assegura que toda 
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SUMÁRIO
aplicação de software será atualizada para a última versão. Além disso, um provedor 
de nuvem oferece um serviço de backup de dados que permite ao usuário recuperar 
versões anteriores de arquivos perdidos. Para as empresas, a computação em nuvem 
oferece flexibilidade com um custo menor.
1.1.2 COMPARTILHAMENTO DE RECURSOS
Algumas das primeiras redes foram projetadas quando os computadores eram gran-
des e caros e a motivação principal era compartilhar recursos.
Entenda como “recurso”, algo que pode ser útil para várias pessoas em um 
ambiente, como uma impressora de uma empresa. 
As redes foram projetadas para conectar múltiplos usuários – cada um com uma tela e 
um teclado – a um computador centralizado de grande porte. Mais tarde, elas permi-
tiram que múltiplos usuários compartilhassem dispositivos periféricos (COMER, 2016).
Nos anos 1960, a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada (ARPA, Advanced Re-
search Projects Agency) do Departamento de Defesa dos EUA estava especialmente 
preocupada com a falta de computadores de alto desempenho. Muitos dos projetos 
de pesquisa da ARPA necessitavam de acesso a equipamentos de última tecnologia. 
Em vez de disponibilizar múltiplos computadores em cada centro de pesquisa, a 
agência decidiu oferecer um computador a cada grupo, interconectar esse computa-
dor a uma rede de dados e projetar um softwareque permitiria a um pesquisador usar 
o computador mais adequado para a execução de uma dada tarefa (COMER, 2016).
Duas mudanças tecnológicas intensificaram a transformação na maneira de usar o 
compartilhamento de recursos para novas aplicações. De um lado, velocidades de co-
municação cada vez mais rápidas possibilitaram que aplicações transferissem rapida-
mente grandes volumes de dados. De outro lado, o acesso a computadores pessoais 
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baratos de alto desempenho forneceu a forca computacional necessária para o de-
senvolvimento de uma computação complexa e apresentações gráficas, eliminando, 
assim, a maioria das demandas por recursos compartilhados (COMER, 2016).
1.1.3 CATEGORIAS DE REDES
FIGURA 3 - REDES DE COMPUTADORES
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
uma rede de computadores é uma interconexão de computadores e equipamen-
tos de computação que usa fios ou ondas de rádio e pode compartilhar dados e 
recursos computacionais. Redes de computadores que utilizam ondas de rádio são 
chamadas sem fio e podem incluir radiotransmissão, micro-ondas ou transmissões 
por satélite. Alguns conceitos facilitam e ajudam a entender melhor o contexto em 
que as redes são utilizadas. A seguir serão apresentados quatro categorias de redes 
(WHITE, 2012):
1. Redes pessoais (paNs): cobrem uma área de vários metros em torno de um 
indivíduo, sendo redes de área pessoal dispositivos como notebooks e conexões 
sem fio. 
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2. Redes locais (LaNs): um pouco mais amplas no tamanho geográfico que co-
brem uma sala, um andar em um prédio, um prédio ou um campus. 
3. Redes metropolitanas (maNs): servem uma área de até 50 quilômetros, aproxi-
madamente a área de uma cidade típica.
4. Redes de longa distância (WaNs): são redes metropolitanas de alta velocida-
de que interconectam empresas com outras empresas por meio da Internet. 
Podem ser amplas e abranger partes dos estados, vários estados, os países e o 
mundo.
1.1.4 COMPONENTES GERAIS DE UMA REDE DE 
COMPUTADORES
FIGURA 4 - EXEMPLO DE LAN E DE DISPOSITIVOS
Fonte: SHUTTERSTOCK, 2018.
Para quem não conhece ou não tem familiaridade com redes de computadores, o 
cenário mais “fácil” de imaginar é o de uma rede local (LAN). Todos os tipos de redes 
(PAN, LAN, MAN e WAN) podem estar conectadas. Em geral, pode-se dizer que no 
dia a dia (seja em casa, seja no trabalho) lidamos com as LANs, por isso conhecer os 
hardwares que compõe esse tipo de rede é muito importante (WHITE, 2012).
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Dependendo das necessidades de uma organização e do tipo de tecnologia usada, 
uma LAN pode ser muito simples, a ponto de conectar apenas dois PCs e uma im-
pressora no escritório doméstico de uma pessoa ou se estender por toda a empresa 
e incluir periféricos de áudio e vídeo (FOROUZAN, 2008). Veja alguns dos principais 
componentes:
• estações de trabalho: são computadores pessoais/microcomputadores (desk-
tops, notebooks, netbooks, dispositivos de mão, entre outros) em que existem 
usuários.
• servidores: são os computadores que armazenam software de rede e arquivos 
de uso compartilhado ou privado.
• Comutadores (switches): são os pontos de junção dos fios que interconectam 
as estações de trabalho.
• Roteadores: são os dispositivos de conexão entre as redes locais e as redes de 
longa distância (WANs).
Um exemplo comum de LAN, encontrado em diversos ambientes 
empresariais, interliga um grupo de trabalho de computadores com 
tarefas relacionadas, como estações de trabalho da engenharia ou PCs da 
contabilidade. Um dos computadores pode receber uma unidade de disco 
de grande capacidade, podendo vir a ser um servidor para os PCs clientes. 
O software pode ser armazenado nesse servidor central e usado conforme a 
necessidade por todo o grupo (FOROUZAN, 2008).
1.2 O MODELO DE INTERAÇÃO CLIENTE-SERVIDOR
O serviço de fluxo da Internet é orientado à conexão, ou seja, opera de forma análoga 
a uma chamada de telefone: antes de poderem se comunicar, as duas aplicações 
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necessitam que uma conexão seja criada entre elas. Uma vez estabelecida, a conexão 
permite o envio de dados em ambas as direções. Uma aplicação, conhecida como 
servidor, inicia antes e aguarda contato. A outra aplicação, conhecida como cliente, 
inicia depois e solicita a conexão (COMER, 2016).
Embora variações menores existam, a maioria das instâncias de aplicações que se-
guem o paradigma cliente-servidor tem as seguintes características gerais:
QUADRO 1 - PARADIGMA CLIENTE-SERVIDOR
soFtWaRe CLIeNte soFtWaRe seRVIdoR
• Consiste em um programa de aplicação arbi-
trário que se torna um cliente temporariamente 
quando acesso remoto é necessário.
• É invocado diretamente pelo usuário e executa 
somente durante uma sessão. 
• Roda localmente no computador ou dispositivo 
do usuário.
• Inicia contato ativamente com o servidor.
• Pode acessar múltiplos serviços se necesário, 
mas usualmente se comunica com um servidor 
por vez. 
• Não necessita de hardware potente.
• Consiste em um programa de propósito especial, 
com privilégios, dedicado a fornecer um serviço.
Fonte: Elaborado pelo autor, 2018.
Algumas vezes, o termo “servidor” é compreendido de forma inadequada. Formal-
mente, ele se refere a um programa que espera passivamente o contato de clientes, e 
não ao computador no qual ele executa. Entretanto, quando um computador é dedi-
cado a executar um ou mais programas servidores, seus administradores normalmente 
o chamam de “servidor”. Fabricantes de hardware aumentam a confusão, pois classifi-
cam computadores que possuem CPUs mais rápidas, grande quantidade de memória 
e sistemas operacionais sofisticados como “máquinas servidoras” (COMER, 2016).
Os termos cliente e servidor surgiram por que quem inicia a conexão é um cliente. 
Entretanto, uma vez que a conexão tenha sido estabelecida, a comunicação flui em 
ambas as direções, isto é, dados podem fluir do cliente para o servidor e do servidor 
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para o cliente. Tipicamente, um cliente envia uma requisição ao servidor, e este envia 
uma resposta. Em alguns casos, um cliente envia uma série de requisições e o servidor 
uma série de respostas (por exemplo, um cliente de banco de dados deve permitir ao 
usuário acessar mais de um item por vez) (COMER, 2016).
Em uma rede LAN, um computador pode exercer o papel de cliente e servidor, a me-
dida que o tamanho e complexidade da rede aumentam, é necessário ter computa-
dores dedicados a desempenhar determinadas funções, como o controle de usuários 
por um controlador de domínio.
Os servidores podem ser de vários tipos e ter várias funções:
• Servidor Proxy: responsável pelo fornecimento e controle da Internet.
• Servidor Web: pode ser usado em LANs para disponibilizar sites na Intranet.
• Servidor de Arquivos: lugar utilizado para disponibilizar arquivos a partir de 
um único local.
• Servidor de Impressora: controla as impressões realizadas pelos usuários da 
rede.
• Controlador de domínio: mantém uma base com registro de todos os usuários 
com permissão de acesso à rede. Obrigatoriamente, todo login é verificado 
nessa máquina.
• Servidor DNS e DHCP: funcionam “discretamente” para distribuir endereços e 
manter uma base com nome dos computadores.
Muitas pessoas confundem os termos INteRNete INtRaNet. 
A INtRaNet faz referência a recursos que são usados apenas na LAN de 
uma empresa. Um exemplo é o portal corporativo que é acessado apenas 
internamente na empresa.
A INteRNet permite que os recursos sejam acessados em qualquer lugar com 
conexão ativa.
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SUMÁRIO
Vale lembrar que existem soluções pagas e livres para desempenhar as funções de 
um servidor. As soluções da Microsoft têm o custo da licença; as soluções livres não 
têm custo com licenças. Cada ambiente tem sua particularidade que precisa ser ana-
lisada ao escolher algum dos tipos.
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CONCLUSÃO
Além do hardware e dos protocolos usados para construir redes, um conjunto grande 
de tecnologias adicionais fornece importantes capacidades. Facilidades de gerencia-
mento de rede convencional e Software Defined Networking (SDN) permitem a ge-
rentes configurar e controlar as redes, e a Internet das Coisas (IoT, Internet of Things) 
torna isso possível através de sistemas instalados na Internet.
Os impactos das tecnologias de Internet na sociedade ocorrem de várias maneiras. 
Mudanças recentes incluem a transição da telefonia fixa, da televisão a cabo e da te-
lefonia celular para as tecnologias da Internet digital. Além disso, o acesso à Internet 
sem fio e o suporte para os usuários móveis se tornaram essenciais.
As redes podem ser categorizadas em: PAN, LAN, MAN e WAN. As diferenças estão 
no tamanho e na complexidade. As redes PANs são simples e de cunho pessoal; as 
LANs são redes locais de pequenas empresas que podem ter computadores clientes 
e servidores (nem sempre dedicados); as redes MANs são redes maiores que interli-
gam, por exemplo, empresas que têm sede em cidades diferentes, e as redes WAN 
são redes responsáveis por grandes tráfegos de dados, como as redes de banda larga 
das empresas de telefonia.
Com a difusão dos computadores pessoais de alta velocidade e as tecnologias de 
redes cada vez mais rápidas, o foco da Internet mudou do compartilhamento de re-
cursos para a comunicação de propósito geral. O fluxo de dados sobre a Internet se 
deslocou do texto para gráficos, videoclipes e vídeos de alta definição. Uma transição 
semelhante ocorreu em áudio, capacitando a Internet para transferir documentos 
multimídia.
Embora a tecnologia da Internet tenha se mantido virtualmente a mesma, novas 
aplicações continuam surgindo para oferecer experiências sofisticadas aos usuários, 
como as redes de sensores, mapas e sistemas de navegação que facilitam o monito-
ramento ambiental, a segurança e as viagens, bem como aplicações em redes sociais 
incentivam o surgimento de novos grupos e organizações.
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SUMÁRIO
OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos 
que você:
> Compreenda o modelo de 
referência OSI.
> Entenda os diferentes tipos 
de camada do modelo OSI 
e TCP/IP.
> Entenda as funcionalidades 
das camadas do modelo 
OSI e TCP/IP.
> Identifique os protocolos 
atuantes nas camadas do 
modelo OSI e TCP/IP.
> Identifique as principais 
diferenças e semelhanças 
entre os modelos.
UNIDADE 2
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2 modeLos de ReFeRÊNCIa
Organizações internacionais e nacionais desenvolveram arquiteturas de rede com-
postas por camadas de protocolos que determinam um conjunto de serviço de co-
municação para garantir que os componentes de uma rede de computadores traba-
lhem de forma conjunta e harmônica.
A título de exemplo, considere uma empresa que presta algum tipo de serviço 
ou produz algum tipo de produto. Para que esta funcione, há necessidade 
da divisão de trabalho. Os diretores têm de tomar as decisões relacionadas 
aos negócios da empresa; o setor fiscal é responsável pela parte burocrática; o 
comercial, por vender os serviços/produtos; o marketing, por criar campanhas 
publicitárias e cuidar da imagem da empresa; os operários são responsáveis 
por executar as tarefas manuais. É difícil encontrar apenas uma pessoa que 
seja capaz de desempenhar todas essas atividades. O mesmo ocorre em 
softwares e aplicativos de redes de computadores, em que diferentes métodos 
possuem funções distintas, e o correto desempenho de suas tarefas faz com 
que toda a aplicação funcione corretamente.
A segmentação do trabalho torna-se cada vez mais importante, conforme cresce o 
tamanho das aplicações. Uma separação semelhante das funções de serviços ocorre 
em aplicações de redes de computadores. Nesse cenário, pode-se entender tal deli-
neamento como o que ocorre na arquitetura de rede, das quais vamos detalhar um 
pouco sobre os modelos de referência TCP/IP e OSI.
2.2.1 O MODELO DE REFERÊNCIA TCP/IP
Antes de adentramos mais na seção, vamos falar um pouco sobre a história da ARPA-
NET. Ela foi a primeira rede de computadores que utilizou a comutação por pacotes 
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SUMÁRIO
com o objetivo de interligar centros de militares dos Estados Unidos. Mas com o pas-
sar do tempo a sua atuação foi expandida e várias universidades e repartições públi-
cas começaram a se conectar. Ao criarem redes de rádio e de satélite, problemas de 
protocolos começaram a surgir, o que impulsionou o desenvolvimento de uma nova 
arquitetura de referência, que fosse capaz de conectar uniformemente várias redes. 
O modelo de referência de protocolos TCP/IP foi desenvolvido por um grupo 
de cientistas nas décadas de 1960 e 1970 com o objetivo de criar uma 
arquitetura aberta que permitiria interoperabilidade entre as redes (WHITE, 
2012). 
Quando se aborda a quantidade de camadas presentes no modelo de referência TCP/
IP, pode-se notar que esse número não é uma entidade estática. Alguns livros apre-
sentam o modelo de referência TCP/IP como sendo de quatro camadas, enquanto 
outros dizem que são cinco. Além de que fontes diferentes utilizam nomes diferentes 
para cada uma das camadas.
Neste material, utilizaremos quatro camadas, como exibido na figura 1, sendo elas: 
enlace de rede, rede, transporte e aplicação. Observe que as camadas não especifi-
cam protocolos precisos ou serviços específicos. Ou seja, o conjunto de protocolos 
TCP/IP não nos diz, por exemplo, que tipo de fio ou de conector usar para conectar as 
peças de uma rede. Essa escolha deve ser feita pelo designer ou por quem implanta o 
sistema. Em vez disso, o conjunto simplesmente diz que se você determinar um tipo 
de fio ou conector específico, pode fazê-lo em uma camada particular.
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FIGURA 5 - REPRESENTAÇÃO DO MODELO DE REFERÊNCIA TCP/IP
Fonte: Elaborado pelo autor, 2018.
Além disso, cada camada do conjunto de protocolos TCP/IP disponibiliza um serviço 
para a camada seguinte. Por exemplo, a camada de transporte assegura que os dados 
recebidos no ponto final da transmissão sejam iguais aos que foram originalmente 
transmitidos. Mas ela depende da camada de rede para encontrar o melhor caminho 
para os dados percorrerem de um ponto a outro dentro da rede. Com cada camada 
executando sua função designada, as camadas trabalham juntas para permitir que 
um aplicativo envie seus dados por uma rede de computadores (WHITE, 2012). 
A seguir, detalharemos cada uma das camadas da arquitetura TCP/IP.
2.2.2 CAMADA DE ENLACE DE REDEA camada de enlace de rede, também denominada por outros autores como da-
ta-link layer, interface de rede ou acesso à rede, é responsável pelos protocolos de 
comunicação e acesso ao meio físico. Em redes locais, por exemplo, têm-se os pro-
tocolos CSMA/CD através de arquitetura Ethernet, Token-Ring e FDDI. O padrão IEEE 
802.3 descreve as especificações do protocolo Ethernet e nele padroniza as defini-
ções dos endereços Media Acess Control (MAC) das placas de redes.
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SUMÁRIO
Os endereços MAC são responsáveis por endereçar os dados no meio físico. Para que 
não haja repetição das placas produzidas, cada fornecedor tem uma faixa de ende-
reços, em outras palavras, cada placa possui um endereço único que é gravado na 
memória fixa da placa de rede quando é fabricada. Cada endereço MAC é constituído 
por seis bytes separados por dois pontos (:) ou hífen (-) , sendo o código do fabricante 
descrito pelos três primeiros, e os outros três, pelo número de sequência. Cada byte 
é representado no formato hexadecimal, atingindo o tamanho total de 12 caracteres 
(SOUZA, 2009).
aRepresentação de endereços maC
Endereço MAC: 06-DC-B8-00-A3-4F (com hífen)
Endereço MAC: 00:3B:5A:60:22:7B (com dois pontos)
Nas redes de Ethernet, a camada de enlace possui duas subcamadas: MAC e Logical 
Link Control (LLC). O MAC, por meio das especificações do padrão IEEE-802.3 (CSMA/
CD), define como transmitir os frames no meio físico. A identificação lógica do proto-
colo da camada de rede é feita no LLC por um código de tipo ou por um identifica-
dor de acesso a serviço Service Access Point (SAP). Ou seja, a camada acima (rede), 
ao enviar seus dados para o LLC, informa o protocolo que está usando. O IEEE criou 
a subcamada de enlace lógico LLC para melhor interoperabilidade da camada de 
enlace com os protocolos das camadas acima e abaixo dela.
Quando o LLC recebe um pacote IP da camada de rede, faz a agregação dos campos 
de controle. Os controles agregados ao pacote IP são o Destination Service Access 
Point (DSAP) e o Source Service Access Point (SSAP). Com isso, o LLC encapsula o 
pacote IP e em seguida é encapsulado em um frame MAC IEEE 802.3. Os controles 
do LLC têm o objetivo de controlar a comunicação entre dois dispositivos conectados 
por um único link na rede e com diferentes protocolos da camada de transporte, ou 
seja, uma comunicação entre dois pontos adjacentes. A subcamada LLC é definida 
pela especificação IEEE 802.2. A subcamada MAC tem como função encaminhar os 
dados da camada de enlace para o meio físico em redes Ethernet.
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2.2.3 CAMADA DE REDE
Os endereços lógicos de origem e destino da rede são definidos e tratados nesta ca-
mada. Além de fazer a interconexão de múltiplos links (enlaces ou canais de comuni-
cação) ela determina como os dados devem ser transportados entre dispositivos que 
não estão conectados localmente. Para isso, são utilizados os endereços de rede (IP, 
por exemplo) de origem e destino, definindo os caminhos de rede que deverão ser 
utilizados para a entrega dos pacotes de dados ao seu destino. 
Na figura a seguir, são detalhadas as atribuições da camada de rede nos equipamen-
tos de redes e nos dispositivos finais.
FIGURA 6 - CAMADA DE REDE
Fonte: Elaborado pelo autor, 2018.
Nos switches ocorre a entrega direta dos dados, ou seja, a origem e o destino do pa-
cote se localizam na mesma rede física. Nos roteadores ocorre uma entrega indireta, 
o pacote vai de roteador em roteador até atingir aquele conectado à mesma rede fí-
sica de seu destino final (FOROUZAN, 2009). A definição da melhor rota a ser percorri-
da é feita pelo protocolo de roteamento que fica armazenado no roteador, como, por 
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exemplo, Routing Information Protocol (RIP), que escolhe o melhor caminho através 
do menor número de trechos ou saltos (hops) que se deve percorrer para atingir o 
destino. Já o protocolo de roteamento Open Shortest Path First (OSPF) define seu 
melhor caminho com o critério do melhor desempenho ou velocidade dos trechos 
que compõem o trajeto (SOUZA, 2009). 
Os endereços virtuais ou lógicos (como o IP) são construídos hierarquicamente, ou 
seja, a partir deles é possível descobrir qual é a rede e dispositivo dentro dela que 
pertence tal endereço.
Para conhecer o endereço físico do destino, utiliza-se um pacote aRp Request, 
que inclui os endereços MAC e IP de origem e o endereço IP de destino, 
realizando a consulta em toda rede, para a descoberta do endereço físico do 
destino.
2.2.4 CAMADA DE TRANSPORTE
A função da camada de transporte é estabelecer uma conexão confiável entre a ori-
gem e o destino, garantindo a integridade dos dados, garantindo que não ocorra a 
perda de pacotes e se eles estão chegando em ordem, caso necessário, solicitar a re-
transmissão de pacotes faltantes ou com erro e efetuar um controle de fluxo do envio 
dos dados entre a aplicação e a transmissão dos dados pela rede.
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Chamamos de controle de fluxo o trabalho de regular a quantidade de 
dados enviados pela aplicação e a capacidade de transmissão do meio 
de comunicação e da rede. Essas atividades são efetuadas pelo protocolo de 
comunicação que atua na camada de transporte.
O protocolo responsável por essas atividades na arquitetura TCP/IP é o TCP. Os proto-
colos de transporte possuem um identificador da aplicação para a qual estão trans-
portando os dados, o port number. Controlam e fazem também com que seus seg-
mentos sejam retransmitidos caso o receptor não confirme a recepção. Colocam os 
segmentos em ordem no receptor e controlam o fluxo, evitando congestionamentos 
(SOUZA, 2009).
Além disso, a camada de transporte determina como será estabelecida uma sessão 
(conexão lógica) entre as aplicações de duas estações. O TCP é um protocolo fim a fim 
(end-to-end) ou orientado à conexão, que permite que as aplicações tenham uma 
conexão confiável, conferindo se ocorreram perdas de pacotes ao longo da transmis-
são ou se chegaram com erros. Nesse último caso, o protocolo TCP do receptor avisa 
o protocolo TCP do transmissor que o pacote recebido está com erros e solicita a 
retransmissão. O TCP também coloca os segmentos (pacotes) em ordem (sequência) 
correta ao recebê-los e evita o congestionamento na transmissão, faz um controle 
de fluxo armazenando os pacotes que chegam em buffers (memória) ou enviando 
um indicador de “not ready” para o transmissor interromper a transmissão até que o 
receptor tenha condições de receber e processar mais pacotes.
Protocolos orientados à conexão põem uma conexão “handshake” em que trocam 
informações de controle, antes de iniciarem a transmissão dos dados. Quando o TCP 
do receptor está apto a voltar a receber mais pacotes, envia um indicador de “ready” 
para o transmissor voltar a enviar. O protocolo da camada de transporte faz a seg-
mentação dos dados vindos da camada de aplicação.
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Segmentar é dividir os dados em pedaços ou blocos de bytes chamados de 
Protocol Data Units (PDUs), que serão transmitidos para as camadas abaixo e 
pela rede.
Para garantir a confiabilidade no transporte dos dados, a transmissão na camada de 
transporte possui detecção, tratamento e correção de erros, como descrito anterior-
mente,é definida como orientada à conexão. 
O protocolo User Datagram Protocol (UDP) na camada de transporte usa qualquer 
caminho disponível na rede ao longo da transmissão. Dessa forma, pacotes podem ser 
recebidos fora de ordem pelo receptor. Ele é um exemplo de conexão não confiável.
Um protocolo não orientado à conexão, como o UDP, envia os dados diretamente 
sem saber se o destinatário está lá ou não, ou seja, sem fazer o handshake de cone-
xão. O UDP não reagrupa as mensagens de entrada, não usa confirmações e não for-
nece controle de fluxo. Esse tipo de protocolo sem conexão fim a fim possui menos 
controles, portanto é mais rápido, sendo indicado para aplicações de voz e imagem 
em tempo real, em que dados perdidos ou com erros não precisam ser tratados nem 
retransmitidos (SOUZA, 2009).
2.2.5 CAMADA DE APLICAÇÃO
Por fim, mas não menos importante, a camada de aplicação engloba os protocolos 
que são responsáveis por toda a comunicação entre as aplicações, como a transfe-
rência de arquivos, envio e recebimento de e-mails ou qualquer outra atividade exe-
cutada em rede que deva ser enviada ou recebida pelo usuário final, passando pela 
camada de aplicação. A camada de aplicação é responsável por fornecer serviços ao 
usuário final (FOROUZAN, 2009).
A camada de aplicação desse modelo de referência possui ferramentas e sistemas, 
como SSH, Telnet, HTTP, FTP, entre outras. Ela tem de gerenciá-las e deixá-las dispo-
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níveis para o usuário. Ela também é responsável por processos de inicialização e fina-
lização de troca de dados entre aplicações. Os detalhes sobre os protocolos citados 
nessa camada serão apresentados a seguir.
2.1 O MODELO DE REFERÊNCIA OSI
Embora o conjunto de protocolos TCP/IP seja o escolhido para a maior parte das re-
des instaladas, é importante estudar tanto essa arquitetura quanto o modelo OSI. Vá-
rias fontes, ao descreverem um produto ou protocolo, geralmente referem-se ao mo-
delo OSI com afirmações do tipo: “Este produto é compatível com a camada OSI xxx”.
Se você não se familiarizar com as várias camadas do modelo OSI e com o 
conjunto de protocolos TCP/IP, a falta desse conhecimento básico importante 
pode impedir a compreensão de conceitos mais avançados no futuro.
o modelo osI é composto de sete camadas: física, enlace, rede, transporte, sessão, 
apresentação e aplicação. A figura 3 apresenta as camadas do modelo OSI. O funcio-
namento da hierarquia em camadas é relativamente simples. 
Uma camada faz uso dos serviços da camada diretamente inferior e presta serviços à 
camada diretamente superior. Por exemplo, a camada enlace faz uso dos serviços da 
camada física para enviar os sinais no meio de transmissão e presta serviços à cama-
da rede para disponibilizar o enlace fim a fim.
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SUMÁRIO
FIGURA 7 - REPRESENTAÇÃO DO MODELO DE REFERÊNCIA OSI
Fonte: Elaborado pelo autor, 2018.
Quando um dado é transmitido, cada uma das camadas recebe os dados da camada 
superior, acrescenta as informações necessárias dessa camada e envia para a camada 
inferior. Quando o dado é recebido do outro lado, ocorre o procedimento contrário. esse 
processo de adicionar informações às camadas é chamado de encapsulamento.
2.1.1 CAMADA FÍSICA
a camada física refere-se às conexões mecânicas e elétricas formadas pelos mo-
dems, linhas físicas, conectores, cabos e interfaces de hardware de comunicação dos 
equipamentos. Nesse nível, temos as definições dos sinais elétricos, transmissão dos 
bits, detecção da portadora de transmissão dos dados, etc. A norma do modelo OSI 
define características mecânicas, elétricas e de operação física (SOUZA, 2009). A esco-
lha de meios de transmissão com ou sem fio é geralmente determinada na camada 
física. Além do mais, como os dados digitais ou analógicos são codificados ou mo-
dulados em um sinal digital ou analógico nesse ponto do processo, a camada física 
também determina a técnica de codificação ou modulação a ser utilizada na rede.
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2.1.2 CAMADA DE ENLACE DE DADOS
a camada de enlace de dados é responsável por fazer a conexão de dois pontos 
de uma determinada rede. Nessa camada, faz-se a verificação dos blocos enviados e 
recebidos, ou seja, faz-se a correção de erros na transmissão entre dois pontos. Quan-
do há erro na transmissão dos dados, estes são retransmitidos. Esse nível também é 
responsável pela formação e endereçamento das mensagens, em outras palavras, os 
bits do nível físico são tratados como blocos de caracteres com endereços de origem 
e destino. A sincronização lógica entre os pontos em comunicação também é imple-
mentada nessa camada. Em redes locais, o protocolo de comunicação nessa camada 
é o CSMA/CD (SOUZA, 2009).
A camada de enlace tem um conjunto de regras que conduz a troca de dados pelo 
meio físico entre dois pontos. Esta camada permite a transferência de qualquer se-
quência de bits, sendo transparente aos dados trafegados. Normalmente, nessa ca-
mada é utilizado o protocolo High-Level Data Link Control (HDLC), que é orientado a 
bit e transparente aos dados transmitidos.
A camada enlace tem como responsabilidade garantir de forma correta e confiável 
a comunicação em uma conexão física. Ela é a responsável por montar os quadros, 
chamados frames, que serão transmitidos pela camada física. Os protocolos mais co-
nhecidos da camada enlace são o Ethernet e token ring. A camada enlace é ainda 
dividida em duas subcamadas.
• LLC: realiza o controle lógico da conexão, como controle de erros e de fluxo.
• maC: faz o controle de acesso ao meio. Essa subcamada realiza a comunicação 
direta da placa adaptadora da rede à camada física.
2.1.3 CAMADA DE REDE
a camada de rede controla todo o tráfego dentro da rede externa, como o rotea-
mento dos dados entre os nós da rede para atingir o endereço final. Os pacotes de 
dados são encaminhados pelos nós da rede até atingirem o destino. Como a rede, 
neste caso, tem uma abrangência geográfica grande, podendo atingir cidades, países 
ou o mundo inteiro, chama-se Wide Area Network (WAN) ou rede externa, que pode 
ser pública ou privativa.
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SUMÁRIO
Na camada de rede, é feito o empacotamento (montagem dos pacotes ou blocos 
de dados que percorrerão a rede), correção de falhas de transmissão entre os nós da 
rede, controle de fluxo, roteamento dos dados, encaminhamento dos pacotes sele-
cionando o melhor caminho e outras funções de controle e endereçamento.
A camada anterior (enlace) controla a informação entre os nós adjacentes, já a ca-
mada de rede controla a transferência do pacote entre a origem e o destino. A de-
terminação do melhor caminho pode ser feita em um ponto centralizado da rede 
(calculando por algoritmo o menor caminho) ou de forma distribuída (na qual todos 
os nós podem calcular o melhor caminho).
Na camada de rede, o encaminhamento de dados pode ser de diversas formas:
• estática: quando se usa o mesmo caminho ou separa-se o tráfego de dados 
com outras linhas fixas.
• adaptativa: procura escolher o melhor caminho, porém requer grande troca 
de informações da rede sobre o status das linhas.
• de difusão: nesta forma, os pacotes são “jogados” na rede e apenas o nó de 
destino os recebe (como no caso de redes locais com o protocolo CSMA/CD).
Nesta camada está situado o escopo de uma rede pública de pacotes, como 
a Internet com os seus pacotes IP roteados por roteadores ao longo da rede.Os níveis físico e de enlace são o acesso à rede pública e a camada de rede é a 
própria rede pública de pacotes e sua operação interna.
2.1.4 CAMADA DE TRANSPORTE
No contexto geral de uma rede distribuída, nesse nível são definidas as regras de con-
trole da comunicação fim a fim entre duas pontas finais que se comunicam entre si. 
É o protocolo dessa camada que garante a entrega correta dos dados no destino.
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Nesta camada, que é a primeira a fazer o controle fim a fim, a integridade das men-
sagens trocadas entre dois usuários finais deve ser garantida, independentemente 
dos controles das camadas anteriores. As camadas 1, 2 e 3 atuam em segmentos da 
rede. A camada 4 já atua entre as duas pontas finais que se comunicam entre si; por 
exemplo, entre o computador da matriz da empresa e o computador de sua filial.
Na camada de transporte, têm-se a definição e a operacionalização do endereçamen-
to fim a fim. Os processos de endereçamento englobam a multiplexação e demulti-
plexação dos dados para distribuir entre vários terminais de uma rede final. É feito o 
tratamento de retardo, a espera de pacotes, o controle de fluxo de mensagens entre 
transmissor e a capacidade de recepção do receptor, além do controle e retransmis-
são de mensagens não confirmadas depois de um determinado tempo.
Essas funções são intrínsecas ao equipamento do usuário final, portanto elas são im-
plementadas no sistema do usuário. Como esse nível atua na conexão, na ponta final, 
que é o usuário, o endereço de cada porta ou usuário deve ser único para toda a rede. 
Nesse processo de comunicação, as conexões são abertas ou encerradas e trocados 
os parâmetros de transmissão, tamanho da mensagem, entre outras definições para 
controlar a transmissão e a integridade dos dados.
2.1.5 CAMADA DE SESSÃO
Esta camada é responsável por estabelecer sessões entre usuários e pelo geren-
ciamento de token, um serviço que controla qual computador de usuário conversa 
durante a sessão corrente ao passar um token de software para frente e para trás. 
Além disso, a camada de sessão estabelece pontos de sincronização, que são pontos 
de restauração (backup) utilizados em caso de erro ou falha.
Por exemplo, ao transmitir um documento grande, como um livro eletrônico, 
a camada de sessão pode inserir um ponto de sincronização no fim de cada 
capítulo. Se um erro ocorrer durante a transmissão, tanto o transmissor quanto 
o receptor podem fazer o backup do último ponto de sincronização e iniciar a 
retransmissão desse ponto (WHITE, 2012). 
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SUMÁRIO
2.1.6 CAMADA APRESENTAÇÃO
esta camada é responsável por fazer a conversão dos códigos e transformação dos 
dados recebidos para repassa-los a aplicação. A formatação dos dados é executada 
de forma que a aplicação final possa lê-los, pois, os mesmos podem vir corrompidos 
ou compactados para diminuir a quantidade de dados trafegados na rede.
Portanto, a camada de apresentação faz a conversão de códigos e formatos de repre-
sentação de dados, além de fazer a criptografia e descriptografia (para este, os dados 
são criptografados na camada de apresentação do transmissor e descriptografados 
na camada de apresentação do receptor) dos mesmos e também a compactação e 
descompactação dos dados. 
2.1.7 CAMADA APLICAÇÃO
Por fim, essa camada disponibiliza às aplicações os meios para acessar o ambiente 
de comunicação realizando, portanto, a interface entre o protocolo de comuni-
cação e o aplicativo utilizado na rede. Os serviços mais comuns incluem correio 
eletrônico, transferência de arquivos, serviço de diretório, acesso a bancos de dados e 
gerência de rede.
2.2 COMPARAÇÃO DOS MODELOS DE 
REFERÊNCIA TCP/IP E OSI
Como já citado, o modelo de referência TCP/IP foi desenvolvido para atender às ne-
cessidades da rede ARPANET. Apesar de ele ter sido criado antes do modelo OSI, 
ambos possuem pontos em comum. Por exemplo, eles são baseados no conceito de 
uma pilha de protocolos independentes, ou seja, cada camada pode utilizar o proto-
colo que precisar, independentemente das demais camadas. 
Uma característica distinta entre os dois modelos é a quantidade de camadas de 
cada um deles. O modelo de referência OSI possui sete camadas, enquanto o modelo 
TCP/IP possui apenas quatro. Porém, ao se analisar cada uma, é possível perceber que 
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as camadas de ambos possuem basicamente as mesmas funcionalidades, como é 
representado pela figura 4, em que pode-se observar pelas tonalidades de cor entre 
as camadas de um modelo e as do outro. 
FIGURA 8 - MODELO OSI X MODELO TCP/IP
Fonte: Elaborado pelo autor, 2018.
A camada de enlace de rede do modelo TCP corresponde à camada enlace do mo-
delo de referência OSI. Pode-se notar que a camada física não é especificada pelo 
TCP/IP. A camada rede do modelo TCP desempenha as mesmas funcionalidades da 
camada rede do modelo OSI, sendo esta responsável pelo roteamento dos pacotes. 
A camada de transporte do modelo TCP refere-se diretamente à camada transporte 
do modelo OSI, sendo responsável por transportar os dados da origem até o destino. 
Por fim, a camada de aplicação do modelo TCP/IP que realiza as funcionalidades das 
camadas de sessão, apresentação e aplicação do modelo OSI.
Ambos os modelos foram desenvolvidos em várias camadas, de forma que o usuário 
deveria se conectar à camada mais superior e ignoraria a forma ou meio necessário 
para entregar/receber sua mensagem, abstraindo os detalhes dos sinais elétricos en-
contrados nas camadas inferiores.
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SUMÁRIO
CONCLUSÃO
Nesta unidade, estudou-se sobre os modelos de referência TCP/IP e OSI. Apesar de 
possuírem quantidades de camadas diferentes, verifica-se que as camadas de um 
modelo e outro possuem quase as mesmas funções, combinando aspectos construti-
vos semelhantes. Vimos que ambos os modelos utilizam a tecnologia de comutação 
de pacotes. Acreditava-se que o modelo OSI se tornaria o padrão para comunicação 
de dados, porém prevalece a arquitetura TCP/IP.
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OBJETIVO 
Ao final desta 
unidade, 
esperamos 
que você:
> Defina a comunicação de 
dados considerando os 
meios de transmissão.
> Entenda os meios de 
transmissão com fio, os sem 
fio e os ópticos.
> Entenda os métodos de 
detecção de erros de 
transmissão.
> Identifique os modos de 
correção de erros em uma 
transmissão. 
UNIDADE 3
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SUMÁRIO
3 tRaNsmIssÕes 
sÍNCRoNas e assÍNCRoNas 
Durante uma transmissão síncrona, os dados são enviados em tempo real, em blo-
cos de bits, e possuem intervalos de tempo definidos. Ao final da transmissão de 
um bloco, o emissor (A) é capaz de enviar o próximo bit do bloco seguinte. Esses bits 
atuam como sinalizadores de início dos blocos. Com isso, o receptor (B) permanece 
sincronizado durante todo o tempo de transmissão feita pelo emissor (A). Podemos 
entender esses blocos de bits como um byte de dados. Assim, ao enviar um byte de 
dados, o emissor enviará também o bit de sinalização do próximo bloco, garantindo 
a sincronia e a transmissão contínua (SOUZA, 2009).
A FIG. 9 mostra o comportamento de uma transmissão síncrona da mensagem “OLÁ”.Uma das vantagens da transmissão síncrona é que ela é eficiente em transmissões 
com altas velocidades. Já uma das desvantagens é que ela precisa de equipamentos 
de custo mais elevado, capazes de enviar e receber os blocos na mesma velocidade e, 
se houver erro de sincronização, todo o bloco é perdido. Por outro lado, a transmissão 
síncrona possui maior proteção contra esse tipo de erro (COMER, 2016). 
FIGURA 9 - TRANSMISSÃO SÍNCRONA
Mensagem (bloco) enviada
Intervalos sincronizados de tempo
Bit de sinalização do próximo bloco 
Início InícioFIM FIML Á0
Emissor (A) Receptor (B)
Fonte: Elaborada pelo autor, 2018.
Já durante a transmissão assíncrona, os dados são transmitidos sem ter o controle do 
tempo. Com isso, o dado pode ser enviado e recebido um a um, caractere por carac-
tere, e a qualquer tempo, possibilitando que um emissor (A) envie uma mensagem 
e o receptor (B) a receba somente quando estiver disponível. Cada caractere que for 
enviado será acompanhado de um bit de início (start bit) e de um bit de fim (stop bit) 
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que marcam o início e o fim dos caracteres. Uma das vantagens da transmissão as-
síncrona é que ela necessita de equipamentos mais simples, além de permitir a ina-
tividade do meio de transmissão por um tempo indeterminado, já que a velocidade 
e a transmissão não precisam estar em sincronia (COMER, 2016).
A FIG. 10 mostra o comportamento de uma transmissão assíncrona da mensagem 
“OLÁ”. Uma das desvantagens dessa transmissão é que ela é utilizada em situações 
que permitem velocidades baixas, e tanto o receptor como o emissor poderão ficar 
ociosos por um período desconhecido de tempo. Por outro lado, esse tipo de trans-
missão enviará sinais de avisos antes de iniciar uma transmissão, permitindo assim 
que o receptor se prepare para receber os dados (SOUZA, 2009).
FIGURA 10 - TRANSMISSÃO ASSÍNCRONA
Caractere enviado Caractere enviadoCaractere enviado
Intervalos assíncronos de tempo Tempo ocioso Tempo ocioso 
L StopStart Á StopStart0 StopStart
Emissor (A) Receptor (B)
Fonte: Elaborada pelo autor, 2018.
Como já vimos, os meios de transmissão de dados estão localizados abaixo da cama-
da física e é exatamente a essa camada física que controla os meios de transmissão. 
Nesse contexto, podemos imaginar a existência da camada zero à qual pertenceriam 
os meios de transmissão. Tanto para as transmissões síncronas como para as trans-
missões assíncronas podemos entender o meio de transmissão como sendo qual-
quer coisa capaz de conduzir um dado da sua origem até o seu destino. Por exemplo, 
imagine um pombo correio (FOROUZAN, 2010).
Podemos dizer que evoluímos consideravelmente desde a criação do telégrafo, do 
telefone ou mesmo da comunicação sem fio, criada em 1895. Outros meios de trans-
missão foram inventados possibilitando transmitir cada vez mais dados a uma veloci-
dade cada vez maior. Até aqui podemos classificar os meios de transmissão em dois 
tipos, sendo eles o guiado e o não guiado. Os meios guiados possuem, como carac-
terística, um condutor físico conectando o emissor ao receptor. Como exemplos de 
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SUMÁRIO
meios de comunicação guiados, podemos citar o cabo par trançado e a fibra óptica. 
Já os meios não guiados possuem, como característica, o transportamento de ondas 
eletromagnéticas sem fio. Como exemplo de meio de comunicação não guiados, po-
demos citar o espaço ou ar.
A FIG. 11 mostra o emissor, a camada física, o meio de transmissão e o receptor (FO-
ROUZAN, 2010).
FIGURA 11 - EMISSOR, CAMADA FÍSICA, MEIO DE TRANSMISSÃO E O RECEPTOR
Meio de transmissão: 
Guiado ou não guiado
Transmissão síncrona ou assíncrona
Camada Física Camada Física
Emissor (A) Receptor (B)
Fonte: Adaptado de FOROUZAN, 2010.
A partir desse momento da nossa viagem pelos meios de transmissão, nos próximos 
tópicos, você poderá aprofundar e aprender mais sobre os meios guiados e os não 
guiados.
VPara saber mais sobre transmissões síncronas e assíncronas, recomendamos 
a leitura do texto sistemas de Comunicação síncrona e assíncrona de dados, 
dos autores Antônio D. Reis et al.
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3.2.1 FIOS E CABOS DE COBRE
Nas transmissões por fio ou cabos de cobre, os dados são enviados por meio de sinais 
elétricos conduzidos. Nesses casos, o meio de transmissão é um metal, normalmente 
de cobre. A distância entre o emissor (A) e o receptor (B) dependerá das característi-
cas desse metal, bem como da sua proteção contra possíveis interferências internas 
e externas (COMER, 2016). A FIG. 4 representa um cabo de sem estar trançado e um 
outro cabo de par trançado, sendo possível observar o comportamento de interferên-
cias nos dois casos (SOUZA, 2009).
FIGURA 12 - INTERFERÊNCIA INDESEJADA AFETANDO: 
A) PAR DE CABO TRANÇADO E B) PAR DE CABO NÃO TRANÇADO
Fonte: Adaptado de COMER, 2016.
Um bom exemplo de utilização de fios de cobre para a transmissão de grade vo-
lume de dados são as redes de telefonia fixa. Nesse caso, utiliza-se um par de fios 
que são trançados e protegidos com uma camada de plástico. A trança faz com que 
interferências eletromagnéticas sejam atenuadas e, quanto mais trançado o cabo 
for, menor serão essas interferências. Já a capa de plástico ajuda na proteção contra 
interferências externas, como o impacto, o calor e a pressão, importando nesse caso 
a qualidade do material plástico utilizado. No sistema de telefonia fixa, um dos fios 
serve para transportar sinais elétricos que podem ser transformados em voz ou em 
dados. Já o segundo fio serve como fio terra (COMER, 2016).
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3.2.2 CABO UTP (UNSHIELDED TWISTED PAIR) E 
CABO STP (SHIELDED TWISTED PAIR)
Os fios e cabos de cobres podem conduzir tanto os sinais analógicos como os si-
nais digitais. Podemos considerar que existem três tipos de fios ou cabos de cobre. 
O primeiro tipo é o par trançado não blindado, conhecido também como cabo UTP, 
sigla que vem da tradução de “Par Trançado não Blindado” para o inglês: Unshielded 
Twisted Pair. O segundo tipo é o cabo par trançado blindado ou também conhecido 
como cabo STP de Shielded Twisted Pair em inglês. O terceiro, e o último, é o cabo 
coaxial. Cada um deles possui características próprias que ajudam a atenuar ruídos e 
interferências eletromagnéticas (FOROUZAN, 2010). A FIG. 5(a) mostra as caracterís-
ticas do cabo UTP.
O Cabo STP possui uma blindagem fina e flexível de metal e pode ser constituído de 
dois ou mais pares. Apesar de ser uma boa opção, o cabo UTP é pouquíssimo utiliza-
do, uma vez que suas aplicações se concentram mais dentro da IBM, criadora desse 
tipo de cabo. A FIG. 5(b) mostra as características do cabo STP (COMER, 2016).
FIGURA 13 - FIOS E CABOS DE COBRE
Capa de 
plástico
Proteção 
de plástico
Fio de 
cobre
Capa de 
plástico Malha 
metálica
Proteção 
de plástico
Fio de cobre
a) Cabo UTP (Unshielded Twisted Pair) b) Cabo STP (Shielded Twisted Pair)
Fonte: Adaptado de FOROUZAN, 2010.
O cabo UTP, apesar de ser mais vulnerável a interferências que o STP, é amplamente 
utilizado como meio de transmissão de dados em diversas aplicações. Possui normal-
mente uma estrutura flexível, com quatro pares de fios trançados, revestidos de uma 
capa de PVC e não possui blindagem. O alcance máximo de um cabo UTP é de 100 
metros e pode transmitir dados utilizando tecnologias até Gigabit Ethernet, depen-
dendo da sua categoria que atualmente vai até a CAT 6 (FOROUZAN,2010).
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CAT 1 (1 par): cabo telefônico padrão;
CAT 2 (4 pares): transmissões de dados em até 4 Mbps;
CAT 3 (4 pares): velocidade de até 16 Mbps;
CAT 4 (4 pares): velocidade de até 20 Mbps;
CAT 5 (4 pares): velocidade de até 100 Mbps.
CAT 6:(4 pares) Rede de alta velocidade como 10 Gbps.
Os cabos UTPs utilizam em suas extremidades conectores do tipo RJ-45 macho. Já 
os emissores e os receptores possuem em suas interfaces o RJ-45 fêmea (MORAIS, 
2014). A FIG. 6(a) do conector RJ-45, fêmea. Já a FIG. 6(b) mostra as características do 
conector R-J45 macho. 
FIGURA 14 - CONECTORES PARA CABOS UTP
a) RJ-45 fêmea b) RJ-45 macho
Fonte: Adaptado de (FOROUZAN, 2010).
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3.2.3 CABO COAXIAL
O cabo coaxial foi criado com a finalidade de resolver as interferências causadas prin-
cipalmente nos fios de telefones. Devido às suas características, o cabo coaxial trans-
mite dados em uma frequência maior, se comparado aos cabos UTP e STP. Com isso, 
pode alcançar velocidades maiores que aqueles dois (SOUZA, 2009). A FIG. 7 mostra 
as características do cabo coaxial. 
FIGURA 15 - CABO COAXIAL
Fonte: – Adaptado de (FOROUZAN, 2010).
O seu fio principal, também chamado de núcleo central, é de cobre, e o outro, uma 
malha isoladora de induções eletromagnéticas. Essa malha é formada por fios tran-
çados que envolvem todo o fio central. Devido à sua proteção, o cabo coaxial pode ser 
passado próximo de fontes de ruídos elétricos. Uma desvantagem desse cabo e que 
limita o seu uso é o fato de ele ser menos flexível do que o UTP e o STP (SOUZA, 2009).
 A velocidade de transmissão dos dados pelo meio de comunicação é 
conhecida como Largura de Banda, e a maneira de transmissão dos dados 
pode ser tanto síncrona como assíncrona.
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Os conectores para os cabos coaxiais são conhecidos como conectores BNC, sendo 
eles: o conector BNC, usado para conectar o cabo coaxial a um emissor ou receptor; 
o T BNC, usado para aplicações em redes Ethernet; e o terminador BNC, que é usado 
no final do cabo para impedir a reflexão do sinal. A FIG. 8 (a, b e c) mostra as caracte-
rísticas dos conectores para o cabo coaxial (FOROUZAN, 2010).
FIGURA 16 - CONECTORES PARA CABOS UTP
a) Conector BNC b) Conector T BNC c) Terminal BNC
Fonte: Adaptado de (FOROUZAN, 2010).
Os cabos coaxiais foram para montar redes locais (LANs) e amplamente utilizados 
pelas empresas de telefonia e redes de TV a cabo. Atualmente, a sua utilização vem 
caindo, dando lugar a tecnologias sem fio ou tecnologias por fibra óptica. Esses serão 
os próximos assuntos da nossa viagem pelos meios de transmissão (MORAIS, 2014). 
Então, vamos lá!
Categorias de cabos 
coaxiais: Impedância: uso:
RG-59 75 W TV a cabo
RG-58 50 W Ethernet fina
RG-11 50 W Ethernet grossa
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3.1 RÁDIO E SATÉLITE
As transmissões por rádio ou satélite enviam os dados por meio irradiação eletro-
magnética, comumente chamadas de ondas de rádio. Nesses casos, o meio de trans-
missão é o espaço, ou seja, sem fio também conhecido como Wireless. Esse meio de 
transmissão é conhecido como não guiado, pois não precisa de cabos e, para receber 
uma transmissão sem fio, basta ter um receptor com as configurações, sem fio, ne-
cessárias (MORAIS, 2014). 
Uma dúvida que você pode estar nesse momento é a de como ocorre a propagação 
dos sinais sem fio. Essa propagação pode acorrer de três formas: terrestre, ionosférica 
e visada direta. Na terrestre, os sinais são propagados mais próximos à terra, na parte 
inferior na atmosfera. Já na ionosférica, os sinais de alta frequência são enviados na 
vertical até alcançarem a ionosfera. 
A propagação por visada direta carrega, em linha reta, os sinais de frequência muito 
alta de uma antena unidirecional apontada para a outra. Nesse caso, não podem ter 
barreiras que entre essas antenas que devem ser altas o suficiente. A frequência de 
transmissão é dada em hertz (Hz), Mega-hertz (MHz) ou Giga-hertz (GHz). (FOROU-
ZAN, 2010). A FIG. 9 mostra a propagação do sinal sem fio nas formas terrestre, ionos-
férica e visada direta.
FIGURA 17 - PROPAGAÇÃO DO SINAL SEM FIO
a) Propagação terrestre
b) Propagação ionosférica 
ou celeste
c) Propagação em visada 
direta
Fonte: Adaptado de (FOROUZAN, 2010).
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E o emissor (A) e o receptor (B) são antenas estrategicamente localizadas. A distância 
entre o emissor (A) e o receptor (B) dependerá da faixa de frequência da transmissão, 
bem como da intensidade do sinal transmitido. As transmissões sem fio podem ser 
por laser e alcançar distâncias de 200 a 500 metros; podem ser por infravermelho e 
alcançar distâncias de até 50 metros ou podem ser por micro-ondas e podem alcan-
çar distâncias de até 70 quilômetros (COMER, 2016). 
Ondas de rádios trabalham com faixas de micro-ondas que variam de 3KHz a 300GHz. 
O canal de transmissão à rádio é conhecido como link ou link de radiofrequência (RF) 
e operam com bandas de 10Mbps, 100Mbps ou mais e podem atravessar paredes. 
Ondas infravermelhas operam em faixas de frequência que variam de 300GHz a 
400GHz. São utilizadas para transmissões de curto alcance e não podem atraves-
sar paredes. Outra curiosidade é que as ondas infravermelhas podem sofrer interfe-
rências pela luz solar já que os raios solares possuem ondas infravermelho também 
(SOUZA, 2009). 
Os satélites são normalmente utilizados quando se deseja transmitir dados distân-
cias tão longas que os meios guiados e os meios não guiados já estudados até aqui 
não conseguiriam chegar. Os satélites são repetidores de sinais. Eles utilizam ante-
nas para enviar e receber os sinais e trabalham a uma frequência na faixa de 4Ghz a 
20GHz. 
Quando um satélite recebe um sinal, ele o amplifica e o retransmite para outros saté-
lites ou para outras antenas. Isso mesmo! O satélite possui essa vantagem de transmi-
tir para vários receptores no mesmo instante de tempo. A FIG. 9 mostra um satélite 
GEO e suas estações linhadas na terra.
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SUMÁRIO
FIGURA 18 - SATÉLITE GEO E SUAS ESTAÇÕES LINHADAS NA TERRA
Fonte: Adaptado de (COMER, 2016).
Uma desvantagem dos satélites é o retardo na chegada do sinal, e isso se deve às 
grandes distâncias percorridas. O QUA. 1 mostra as três categorias básicas para a co-
municação por satélite.
QUADRO 2 - TRÊS CATEGORIAS BÁSICAS PARA A COMUNICAÇÃO POR SATÉLITE
em relação à órbita tem a vantagem de baixo atraso.
Satélites de Baixa órbita (LEO, 
Low Earth Orbit)
Tem a vantagem de baixo atraso.
Satélites de Média Órbita 
(MEO, Medium Earth Orbit)
Forma elíptica de órbita e comunicação nos 
polos Norte e Sul.
Satélites Geoestacionários 
(GEO, Geostationary Earth 
Orbit)
Tem a vantagem de permanecer fixo, mas tem 
a desvantagem de estar mais longe.
Fonte: Adaptado de (COMER, 2016).
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3.2 FIBRAS ÓPTICAS
Transmitem os dados por meio de sinais luminosos ou feixe de luz. Nesses casos, 
o meio de transmissão é um microtubo de vidro ou de plástico transparente que

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