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1 MORFO 8 MÓD 3 – TRG 2022/2 PATOLOGIAS DA PLACENTA - SDS OBSTÉTRICAS: (1) Hemorragia obstétrica; (2) Sofrimento fetal (agudo/hipóxia severa e crônico/RCIU) PATOLOGIAS CORDÃO UMBILICAL: Remanescentes embrionários; Alterações de comprimento e/ou espiralização; Inserção anômala e vasa previa; Artéria umbilical única; Nó (verdadeiro x falso); Circular de cordão; Vasculopatia trombótica; Funiculite - GRADAÇÃO HISTOLÓGICA DA FUNICULITE / FUNISITE: Grau 1) Precoce: Vasculite coriônica e/ou flebite umbilical; Grau 2) Intermediário: Arterite umbilical; Grau 3) Tardio: Funiculite necrotizante ou perivasculite umbilical concêntrica PATOLOGIAS DE MEMBRANAS E LÍQUIDO AMNIÓTICO (LA): (1) Escape/perda de: LA ou sangue; (2) ↑ ou ↓ movimentos fetais; (3) RCIU/CIUR. As principais entidades são: Placenta circunvalada / circumarginada; Rotura de membranas amnióticas (inclusive prematura); Alterações de volume de LA; Âmnio nodoso; Formação de bandas amnióticas; Deposição de mecônio; Corioamnionite - CORIOAMNIONITE AGUDA: infiltração por neutrófilos em: (1) Componente materno-fetal: Espaço cório-decidual; (2) Componentes fetais: Membranas amnióticas, LA e cordão umbilical. Sua gravidade é inversamente proporcional à IG. Maior incidência no pré-termo (ruprema e TPP) que no termo. FR: Tempo de rotura de membranas amnióticas, TP prolongado, Infecções mãe, outros (Nuliparidade, Uso de ocitocina, Parto cirúrgico, pós-termo). Principais patógenos: Geralmente polimicrobiana Ureaplasma urealyticum, Mycoplasma hominis, Gardnerella vaginalis, Bacteroides sp, Streptococcus (grupo B) e Enterococci (Escherichia coli). QC: febre (> 38ºC), Dor abdominal, com ou sem hipertonia uterina, Corrimento vaginal, Taquicardia materna e/ou fetal, Leucocitose e ↑ ptns de fase aguda (PCR). DX: Gestacional – Amniocentese Invasivo, analisa ↓ [glicose] e ↑ leuco, ↑ IL- 6 e IL-8, metaloproteases matriz (8 e 9) e PGs e avaliação microbiológica. Histológico (variável). Gradação histológica (associa-se à resposta inflamatória materna): Grau 1: Precoce: Deciduíte aguda, subcorionite aguda e/ou corionite aguda; Grau 2) Intermediário: Corioamnionite aguda; Grau 3: Tardio: Corioamnionite necrotizante. Inserção velamentosa de cordão Nó verdadeiro Circular de cordão Âmnio nodoso Bandas amnióticas Hipoplasia pulmonar Deposição mecônio Sequência de Potter Placenta circunvalada Funiculite/funisite Inserção marginal de cordão umbilical 2 MORFO 8 MÓD 3 – TRG 2022/2 PATOLOGIAS DE DISCO PLACENTÁRIO: QC: Anomalias de placentação; Sangramento vaginal e Sofrimento fetal (agudo ou crônico). Morfologia: Placenta suscenturiada e Gemelaridade (STFF é mais comum em monocoriônicas e diamnióticas); Localização: Gravidez ectópica e Placenta prévia; Fixação placentária: Pré-eclâmpsia / Eclâmpsia, Acretismo placentário e Descolamento (placenta abrupta). PLACENTITE: Padrões histopatológicos: (1) Intervilosite aguda (Listeria monocytogenes); (2) Intervilosite crônica (malária); (3) Vilite aguda (associada a sepse neonatal); (4) Vilite crônica ativa (patógenos intracelulares obrigatórios); (5) Placentite crônica, podendo associar-se com intervilosite histiocítica (STORCH) Placenta suscenturiada Distúrbios de placentação Acretismos placentários Descolamento / placenta abrupta Listeriose Malária Vilite aguda Placentite crônica Toxoplasmose Intervilosite histiocítica Toxoplasmose Citomegalovirose Pré-eclâmpsia Eclâmpsia (aterose aguda) Gemelaridade Placenta prévia 3 MORFO 8 MÓD 3 – TRG 2022/2 PATOLOGIAS VILOSITÁRIAS: Alterações da maturação: (1) Hidropsia vilosa / Edema vilositário; (2) Hipoplasia vilosa distal e ↑ nós sinciciais (alteração de Tenney-Parker). Alterações na vascularização: (1) Corangiose (> 10 vasos por vilosidade); (2) Endovasculopatia hemorrágica e hemorragia vilositária. Vilosites. PATOLOGIAS INTERVILOSITÁRIAS: Condições maternas: Anemia falciforme. Hemorragia feto-materna: Trombo interviloso. ↑ fibrina perivilosa (Deposição excessiva e deposição massiva de fibrina perivilosa; Infarto do assoalho materno). Intervilosites NEOPLASIAS (DOENÇAS) TROFOBLÁSTICAS: neoplasias derivadas de uma proliferação do tecido placentário, tanto viloso, quanto trofoblástico. Principais entidades: Benignas: Molas hidatiformes (completa, incompleta / parcial e invasora). Malignas: Coriocarcinoma e tumor de sítio placentário. - MOLAS HIDATIFORMES – PROTEÍNA P57: Gene p57KIP2: Transcrição materna, porém imprint paterno; Expressão em tecido decidual materno - MOLA INVASORA: Originária tanto de molas completas, quanto incompletas. Geralmente ocorre invasão do miométrio, mas pode comprometer paramétrios, ligamentos e vasos sanguíneos. Podem gerar embolização amniótica, mas sem se metastatizar. Dx dif: Coriocarcinoma e acretismo placentário - CORIOCARCINOMA: Neoplasia trofoblástica maligna, proveniente de malignização de mola hidatiforme ou de gravidez normal. Entidade altamente agressiva, invasiva e metastatizantes. Macroscopia: Massas hemorrágicas mal definidas e invasoras. Microscopia: Atipias francas, figuras de mitose e áreas de hemorragia e necrose - TUMOR DE SÍTIO PLACENTÁRIO: Neoplasia maligna rara, proveniente do trofoblasto extraviloso ou intermediário (céls mononucleares volumosas, produtoras de lactogênio placentário humano). A maioria provém de gestações normais (50%). 10% a 15% das mulheres vão a óbito por doença disseminada. Hidropsia vilosa Corangiose Endovasculopatia hemorrágica Hemorragia vilositária Anemia falciforme Trombo interviloso Infarto do assoalho materno Deposição excessiva de fibrina perivilosa Coriocarcinoma Mola invasora Mola hidatiforme Tumor de sítio placentário