Logo Passei Direto
Buscar

Lei n 181- Plano Diretor do Município (1)

Lei municipal que institui o Plano Diretor de Cajueiro da Praia, definindo objetivos de desenvolvimento sustentável (ênfase em turismo ecológico, agricultura e pesca), princípios como função social da propriedade, gestão democrática e proteção ambiental, e instrumentos de planejamento.

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

_____________________________________________________________________________________________ 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAJUEIRO DA PRAIA 
Avenida Geraldo Laura, 628 – Centro – CEP: 64.222-000 
CNPJ Nº 01.612.620/0001-44 
ESTADO DO PIAUÍ 
 
LEI Nº 181, de 15 de outubro de 2008. 
 
 
Institui o Plano Diretor do Município de 
Cajueiro da Praia 
 
O PREFEITO MUNICIPAL DE CAJUEIRO DA PRAIA, Estado do Piauí, no uso de suas 
atribuições legais, especialmente aquelas contidas na Lei Orgânica do Município, 
 
Faz saber que a Câmara Municipal aprovou e sanciona a seguinte lei: 
CAPÍTULO I 
DO OBJETIVO 
Art. 1º Esta Lei Complementar dispõe sobre o Plano Diretor do Município de Cajueiro da Praia 
de acordo com a sua Lei Orgânica, obedecidas as diretrizes e os instrumentos constantes da 
Lei Federal no 10.257, de 10 de julho de 2001 – Estatuto da Cidade. 
Art. 2º O Plano Diretor de Cajueiro da Praia tem como objetivo central promover o 
desenvolvimento sustentável e de forma integrada com os municípios do entorno, tendo o 
turismo de base ecológica e comunitária, a agricultura e a pesca como propulsores da 
geração de emprego e renda, a partir do uso socialmente justo e equilibrado de seu território, 
de forma a assegurar para seus habitantes as condições de vida digna e cidadã. 
Art. 3º O Plano Diretor de Cajueiro da Praia é o instrumento básico da política urbana e 
orientador aos agentes públicos e privados que atuam nos processos de transformação no 
município, abordando as relações com os municípios do entorno e os aspectos econômicos, 
sociais, ambientais, de estruturação urbana e de gestão. 
Art. 4º Os demais instrumentos legais que integram o planejamento municipal definidos na 
Lei Orgânica, bem como as diretrizes orçamentárias e o orçamento anual, serão desenvolvidos 
em consonância com este Plano Diretor, constituindo parte do processo contínuo e integrado 
de planejamento territorial. 
Art. 5º O Plano Diretor compatibilizará em suas revisões e atualizações as condicionantes 
ecológicas e ambientais para o uso e ocupação dos espaços territoriais definidas pela 
legislação pertinente. 
Art. 6º Constitui parte integrante do Plano Diretor do Município de Cajueiro da Praia o Mapa 
de Organização do Território Municipal, em anexo, no qual estão indicadas as zonas urbana e 
rural, as áreas de apoio rural e as vias de integração municipal. 
CAPÍTULO II 
DOS PRINCÍPIOS 
Art. 7º Os princípios norteadores do Plano Diretor são: 
I. função social da propriedade representada pelas ações, metas e medidas empreendidas 
visando considerar o equilíbrio entre as formas de desenvolvimento econômico e de 
desenvolvimento social e humano da cidade; 
II. gestão democrática por meio de participação da população e de associações 
representativas dos vários segmentos da comunidade na formulação, execução e 
acompanhamento de planos, programas e projetos de desenvolvimento municipal; 
III. redirecionamento dos recursos e riquezas de forma mais justa, de modo a combater as 
situações de desigualdade econômica e social vivenciadas; 
 
 
 
 
 
 
 
_____________________________________________________________________________________________ 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAJUEIRO DA PRAIA 
Avenida Geraldo Laura, 628 – Centro – CEP: 64.222-000 
CNPJ Nº 01.612.620/0001-44 
ESTADO DO PIAUÍ 
 
IV. vinculação do desenvolvimento urbano com o direito ao meio ambiente, à infra-estrutura 
urbana, ao transporte, aos serviços públicos, ao trabalho e ao lazer, para as presentes e 
futuras gerações, visando eliminar a pobreza e reduzir as desigualdades sociais; 
V. desenvolvimento sustentável onde as pessoas são o centro das preocupações e têm o 
direito a uma vida saudável e produtiva, em harmonia com a natureza; 
VI. proteção, preservação e recuperação do meio ambiente natural e construído, do 
patrimônio cultural, histórico, artístico, paisagístico e arqueológico; 
VII. aplicação do princípio da função social da cidade mediante a utilização de medidas 
mediadoras dos conflitos urbanos, questões fundiárias e preservação do meio ambiente; 
VIII. a permissão ao Poder Público Municipal, a partir do estabelecido pelo Plano Diretor, para 
exigir do proprietário o cumprimento de seus deveres de forma a considerar os interesses 
da coletividade; 
IX. a promoção de ações voltadas à garantia do direito de todos, impedindo ações dos 
agentes públicos e privados que gerem situações de segregação e exclusão de grupos e 
comunidades carentes; 
X. a incorporação da participação popular como mecanismo intrínseco do planejamento da 
cidade, utilizando os mecanismos estabelecidos no Estatuto da Cidade, especificamente: 
a) audiências públicas e debates com a participação de associações representativas dos 
diversos segmentos da comunidade e da população em geral; 
b) publicidade e acesso aos documentos e às informações produzidas. 
CAPÍTULO III 
DAS DIRETRIZES SETORIAIS 
Seção I – Da Integração Regional 
Art. 8º São diretrizes para a integração regional: 
I. articulação com os organismos externos ao município tendo em vista a participação ativa 
do governo municipal e da população de Cajueiro da Praia na definição e implantação 
de programas estratégicos de abrangência regional, de forma a assegurar resultados 
efetivos para o desenvolvimento sustentável do município; 
II. identificação de oportunidades e promoção do diálogo e das interfaces com as 
entidades responsáveis pelo planejamento, coordenação e execução de programas 
regionais nos quais Cajueiro se insere; 
III. efetivação de parcerias e atuação consorciada com os demais municípios da região 
litorânea do norte piauiense e do estuário dos rios Cumurupim / Cardoso e Ubatuba / 
Timonha, visando à conjugação de esforços e o alcance de resultados efetivos em prol do 
desenvolvimento sustentável; 
IV. definição conjunta de objetivos e mecanismos legais para a concretização de parcerias 
regionais bem como articulação para sua implantação efetiva, envolvendo as 
administrações municipais e agentes da iniciativa privada. 
Seção II – Do Meio Ambiente 
Art. 9º Tendo como diretriz geral a preservação e recuperação do meio ambiente natural de 
Cajueiro da Praia e a valorização das características locais que impulsionam o 
desenvolvimento municipal, são diretrizes específicas para o meio ambiente: 
I. definição e implantação de políticas públicas municipais voltadas ao meio ambiente; 
II. regulação e fiscalização ambiental, no que concerne ao poder público municipal, 
intensificando a interação e a parceria com o poder público federal e estadual; 
III. fortalecimento da administração pública municipal tendo em vista assegurar as condições 
necessárias à gestão efetiva do meio ambiente; 
 
 
 
 
 
 
 
_____________________________________________________________________________________________ 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAJUEIRO DA PRAIA 
Avenida Geraldo Laura, 628 – Centro – CEP: 64.222-000 
CNPJ Nº 01.612.620/0001-44 
ESTADO DO PIAUÍ 
 
IV. contenção do desmatamento e da ocupação indevida de áreas de proteção ambiental 
e recuperação das áreas de preservação permanente, degradadas ou suscetíveis à 
degradação, em especial áreas de mananciais e matas ciliares; 
V. busca de alternativas às atividades econômicas causadoras de significativo impacto 
ambiental como a pecuária extensiva, a produção de carvão a partir da vegetação 
nativa, a exploração de lenha e a carcinocultura, incentivando atividades que 
provoquem menor impacto; 
VI. incentivo à adoção de técnicas agrícolas adequadas ao meio ambiente, de forma a 
evitar a destruição da vegetação nativa; 
VII. incentivo à adoção de manejo florestal sustentável para produção de lenha e de carvão; 
VIII. adoção de medidas prioritárias para a eliminação das queimadas no meio rural, como 
fator prejudicial à agricultura e ao meio ambiente. 
Art. 10. Constitui ainda diretriz geral para o meio ambiente a promoção e a priorizaçãodo 
saneamento ambiental e da educação ambiental e sanitária, abrangendo todos os grupos 
sociais e as diferentes faixas etárias. 
Parágrafo único. As ações de educação ambiental e sanitária, de que trata o caput deste 
artigo, deverão priorizar os alunos da Educação Básica - ensino fundamental e médio, visando 
a internalização de novos valores e práticas comunitárias relativos à preservação do meio 
ambiente e à saúde pública. 
Subseção I - Monitoramento e Controle Ambiental 
Art. 11. São diretrizes para o monitoramento e o controle ambiental: 
I. adoção de mecanismos de intervenção consorciada com municípios vizinhos para gestão 
das questões ambientais que ultrapassem os limites municipais; 
II. orientação do planejamento e da implementação de ações de preservação do meio 
ambiente tendo as bacias hidrográficas do município como unidades de gestão 
ambiental; 
III. fortalecimento das condições humanas, materiais, tecnológicas necessárias ao adequado 
monitoramento e controle ambiental no âmbito do município. 
Subseção II - Gestão das Áreas de Proteção Ambiental 
Art. 12. São diretrizes para a gestão das áreas de proteção ambiental: 
I. adoção de parâmetros básicos e limites para o uso de áreas municipais de proteção 
ambiental legalmente instituídas; 
II. indicação das áreas com elevada potencialidade para conversão em unidades de 
conservação; 
III. proposição de instrumentos de articulação entre os órgãos federal, estadual, municipal e a 
sociedade quando da atuação em áreas protegidas, observadas as competências 
específicas, legalmente estabelecidas, dos órgãos e entidades envolvidos; 
IV. compatibilização da gestão das áreas de proteção ambiental do município com o 
estabelecido no Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental Delta do Parnaíba e no 
Zoneamento Econômico Ecológico do Baixo Parnaíba. 
Seção III – Do Desenvolvimento Social 
Art. 13. Visando a promoção do amplo acesso da população a serviços públicos de qualidade 
relativos à saúde, à educação básica, à segurança pública, à promoção social, à cultura e ao 
esporte e ao lazer, são diretrizes para o desenvolvimento social: 
 
 
 
 
 
 
 
_____________________________________________________________________________________________ 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAJUEIRO DA PRAIA 
Avenida Geraldo Laura, 628 – Centro – CEP: 64.222-000 
CNPJ Nº 01.612.620/0001-44 
ESTADO DO PIAUÍ 
 
I. expansão e melhoria da qualidade dos serviços de saúde, com prioridade para os de 
atenção básica prestados por profissionais residentes no município e preparados para o 
exercício de suas funções; 
II. articulação com os municípios da região, tendo em vista a suplementação do 
atendimento em saúde, principalmente quanto aos serviços hospitalares e ao atendimento 
especializado; 
III. atenção prioritária para a prevenção e tratamento de ocorrências nefastas no campo da 
saúde pública e para os serviços de vigilância sanitária; 
IV. implantação de melhorias no sistema de educação básica, com ênfase na qualidade do 
ensino, na expansão da oferta de ensino médio e na qualificação e valorização do corpo 
docente municipal; 
V. oferta de oportunidades de Educação de Jovens e Adultos em todo o município, por meio 
das redes de ensino municipal e estadual, priorizando as atividades de alfabetização; 
VI. incentivo à recreação, ao lazer e à pratica de esportes pela população local, nas zonas 
urbanas e rurais, e implantação e manutenção dos espaços e equipamentos correlatos; 
VII. incentivo à criação e ao fortalecimento institucional de entidades sociais e associações 
comunitárias, de forma a estabelecer competências para o exercício do controle social e 
da participação na gestão municipal; 
VIII. fortalecimento da identidade cultural e da auto-estima do cidadão de Cajueiro da Praia; 
IX. resgate da cultura local por meio da promoção e incentivo às manifestações culturais, 
folclóricas e religiosas; 
X. definição e implantação de política municipal de promoção social voltada para a 
população de baixa renda, de forma a permitir o resgate da cidadania, a participação e 
a inserção social; 
XI. combate à violência por meio da inclusão social e da oferta de serviços locais 
continuados de segurança pública. 
Art. 14. Constitui ainda diretriz para o desenvolvimento social a abertura de oportunidades de 
acesso dos cidadãos do município à educação profissional para suprir as necessidades do 
mercado local do turismo sustentável, da agricultura familiar, da pesca e das demais 
atividades econômicas vocacionadas no município, de forma a promover a geração de 
emprego e renda. 
Parágrafo único. A educação profissional para o mercado de trabalho atual e potencial de 
Cajueiro da Praia, de que trata o caput deste artigo, será viabilizada, preferencialmente, por 
meio de parcerias com entidades de educação profissional de nível tecnológico e técnico e 
de formação inicial e continuada de trabalhadores já atuantes em outros municípios da região. 
Seção IV – Do Desenvolvimento Econômico 
Art. 15. A promoção do desenvolvimento econômico sustentável de Cajueiro da Praia dar-se-á, 
prioritariamente, pelo incentivo ao turismo de base comunitária, à agricultura e à pesca. 
Art. 16. O turismo de base comunitária a que se refere o artigo anterior deverá estar apoiado 
nas potencialidades locais e preservação do meio ambiente, de forma a privilegiar a inserção 
social, a geração de emprego e renda e a qualidade de vida do cidadão cajuense. 
Art. 17. São diretrizes para o desenvolvimento do turismo no município: 
I. incentivo ao empreendedorismo e promoção da capacitação de empreendedores locais, 
notadamente no campo do turismo ecológico, sustentável, de base comunitária; 
II. priorização de atividades turísticas compatíveis com a capacidade de suporte do 
ambiente natural local; 
III. valorização e incentivo aos empreendimentos turísticos liderados por cidadãos residentes 
em Cajueiro da Praia, concernentes à cadeia produtiva do setor e que privilegiem a 
geração de empregos para a comunidade local; 
 
 
 
 
 
 
 
_____________________________________________________________________________________________ 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAJUEIRO DA PRAIA 
Avenida Geraldo Laura, 628 – Centro – CEP: 64.222-000 
CNPJ Nº 01.612.620/0001-44 
ESTADO DO PIAUÍ 
 
IV. promoção de atividades e roteiros turísticos que considerem as potencialidades 
específicas de Cajueiro e a complementaridade com os produtos ofertados pelos demais 
municípios da região; 
V. promoção de atividades turísticas de base ecológica e comunitária na região interiorana 
do município. 
Art. 18. As diretrizes para a promoção do incentivo e da dinamização da agricultura e da 
pesca, bem como para a ampliação das respectivas cadeias produtivas, são: 
I. consolidação da agricultura familiar orgânica, dos agronegócios dela resultantes e da 
pesca artesanal, a partir do emprego de tecnologias avançadas e de base sustentável e 
da abertura para o mercado regional e estadual; 
II. incentivo ao empreendedorismo e promoção da capacitação de empreendedores locais 
no ramo pesqueiro e do agronegócio; 
III. incentivo às atividades voltadas para a transformação de matérias primas da pesca e da 
agricultura familiar, de forma a enriquecer os produtos gerados e valorizar a verticalização 
das respectivas cadeias produtivas; 
IV. promoção de ações para capacitação da comunidade rural para o emprego de 
técnicas de agricultura orgânica, evitando as queimadas; 
V. incentivo à concessão de crédito destinado à aquisição de equipamentos para uso em 
sistema de rodízio ou outra forma coletiva nos setores agrícola e pesqueiro; 
VI. incentivo à produção agrícola para provimento da atividade turística, considerando a 
cadeia produtiva do turismo; 
VII. incentivo à formação de cooperativas agrícolas voltadas para a caprinocultura, apicultura 
e outras atividades rurais alternativas. 
Seção V – Da Urbanização, doUso e da Ocupação do Solo 
Art. 19. São diretrizes para a urbanização, uso e ocupação do solo: 
I. preservação das características do meio ambiente urbano das centralidades de Barra 
Grande, Barrinha e de Cajueiro da Praia, com reconhecimento de três núcleos definidos; 
II. promoção da expansão ordenada da ocupação e uso do solo por meio da estruturação 
de eixos de desenvolvimento com sustentabilidade ambiental, econômica e social; 
III. estruturação de malha urbana integrada, de forma a promover o desenvolvimento das 
centralidades de Barra Grande, Barrinha e Cajueiro da Praia, visando a harmonia e a 
integração paisagística da cidade com o seu meio natural; 
IV. ocupação do sítio urbano de forma a considerar as limitações impostas por suas 
características físico-ambientais, de forma a impedir a deterioração ou desequilíbrio do 
meio; 
V. apropriação do espaço urbano de forma a promover o crescimento harmonioso, a 
mitigação de conflitos e a integração paisagística da cidade com seu meio natural; 
VI. preservação das condições necessárias à permanência das populações tradicionais e à 
garantia de acesso, circulação e utilização das áreas públicas, notadamente as praias; 
VII. promoção da expansão urbana equilibrada, buscando atender a demanda por novos 
espaços e a consolidação de áreas urbanas já ocupadas; 
VIII. implementação de projetos estruturantes visando dinamizar atividades estratégicas e 
incentivar melhorias da área urbana; 
IX. estruturação de núcleos de apoio às atividades rurais, buscando fortalecer as 
características culturais locais e promover a inserção da população nas cadeias 
produtivas das atividades econômicas estratégicas; 
X. formação de estoque de áreas para implantação de equipamentos e serviços públicos, 
de projetos estruturantes, e para promoção da política habitacional; 
XI. tratamento paisagístico e arborização de vias e áreas públicas, visando instituir espaços 
urbanos harmônicos, funcionais e agradáveis; 
 
 
 
 
 
 
 
_____________________________________________________________________________________________ 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAJUEIRO DA PRAIA 
Avenida Geraldo Laura, 628 – Centro – CEP: 64.222-000 
CNPJ Nº 01.612.620/0001-44 
ESTADO DO PIAUÍ 
 
XII. melhoria do sistema viário e reordenamento do trânsito urbano; 
XIII. priorização da circulação das pessoas em relação aos veículos em áreas de especial 
interesse turístico, ambiental e paisagístico, reservando espaços destinados aos pedestres, 
tais como praças, calçadas e travessias, tendo em vista estabelecer condições seguras de 
deslocamento e humanizar a cidade; 
XIV. implantação, recuperação e manutenção de equipamentos urbanos voltados para o 
bem estar e para a mobilidade do cidadão; 
XV. adoção de medidas para o acesso à habitação e para a melhoria das unidades 
habitacionais existentes, dirigidas à população de baixa renda e em risco social; 
XVI. coibição da ocupação de áreas de risco ou de preservação ambiental permanente; 
XVII. expansão das áreas destinadas ao comércio local, para atendimento às necessidades da 
população local e à demanda originada das atividades turísticas; 
XVIII. coibição da especulação imobiliária motivada por empreendimentos e usos turísticos 
não adequados às diretrizes estabelecidas neste Plano Diretor, a partir da regulação e 
controle do uso e ocupação do solo. 
Art. 20. Visando a promoção da qualificação e da diferenciação das áreas turísticas naturais e 
construídas do município, são ainda diretrizes para a urbanização, uso e ocupação do solo: 
I. qualificação e diferenciação do uso das áreas turísticas com base em plano estratégico 
de desenvolvimento do turismo local, adotando soluções integradas à preservação dos 
recursos naturais, ao tratamento das áreas urbanas e dos espaços reservados ao 
desenvolvimento de atividades econômicas; 
II. implantação de mobiliário urbano padronizado e de sinalização turística adequada para 
atendimento à demanda turística. 
Art. 21. A promoção da regularização fundiária, de modo a garantir o direito social à 
propriedade no território municipal, tem como diretrizes: 
I. promoção de estudos técnicos e jurídicos em articulação e com a colaboração dos 
organismos federais pertinentes, de forma a embasar decisões conjuntas, a implantação 
de medidas para regularização fundiária e a conseqüente titulação dos ocupantes do 
território municipal; 
II. provimento dos subsídios ao alcance do município para a efetivação do processo de 
regularização fundiária, incluindo a elaboração de planta cadastral da zona urbana; 
III. assistência técnica e jurídica gratuita para os ocupantes de áreas do território municipal 
pertencentes a grupos sociais menos favorecidos. 
Subseção I – Do Uso do Solo Urbano 
Art. 22. No que concerne ao uso do solo urbano, são diretrizes: 
I. reconhecimento das localidades de Barra Grande, Barrinha e Cajueiro da Praia como 
centralidades definidas e interdependentes, interligadas por vias específicas, tendo o 
turismo como principal indutor de seu desenvolvimento; 
II. consolidação de malha urbana integrada, com atividades diversas distribuídas 
homogeneamente; 
III. identificação de áreas prioritárias para uso turístico a partir da especificidade e porte dos 
empreendimentos e das atividades complementares a que se destinam, de sua 
compatibilidade com o uso residencial e demais usos urbanos e das interfaces com áreas 
tipicamente rurais contíguas; 
IV. identificação de áreas para uso prioritariamente residencial, considerando o crescimento 
estimado da população fixa do município a partir do incremento das atividades turísticas 
bem como a preservação de condições favoráveis para fixação das populações 
tradicionais; 
 
 
 
 
 
 
 
_____________________________________________________________________________________________ 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAJUEIRO DA PRAIA 
Avenida Geraldo Laura, 628 – Centro – CEP: 64.222-000 
CNPJ Nº 01.612.620/0001-44 
ESTADO DO PIAUÍ 
 
V. identificação de áreas prioritárias para atividades complementares, de comércio e 
serviços, que possam causar significativo impacto ao seu entorno, de modo a evitar 
conflitos de uso; 
VI. restrição da oferta de áreas para instalação prioritária de residências de veraneio, como 
forma de evitar um aumento excessivo da ocupação urbana sazonal. 
Subseção II – Da Ocupação do Solo Urbano 
Art. 23. No que concerne à ocupação do solo urbano, são diretrizes: 
I. estabelecimento de critérios objetivos para ocupação, consolidação e expansão da 
malha urbana visando promover a melhoria da qualidade do espaço urbano; 
II. garantia de condições adequadas de circulação do ar e insolação dos edifícios, vindo a 
promover a sanidade do ambiente urbano; 
III. adoção de medidas que impeçam que a consolidação e a intensificação de usos 
descaracterizem a paisagem urbana e a paisagem natural; 
IV. ocupação e expansão da malha urbana de forma adequada e integrada à paisagem 
natural; 
V. abertura da cidade para o mar, caracterizando-a como cidade praiana; 
VI. caracterização da área urbana de Cajueiro da Praia como cidade praiana em harmonia 
com a paisagem costeira e com o mar; 
VII. definição de parâmetros de ocupação restritivo, considerando a existência de prédios de 
significativo valor histórico; 
VIII. garantia da adequada distribuição da população nas diversas áreas da cidade, 
considerando a variação das densidades ao longo da malha urbana como uma forma de 
adequar a distribuição dos serviços públicos em cada área; 
IX. estabelecimento de parâmetros de ocupação para as áreas de interesse ambiental, 
paisagístico e histórico. 
Subseção III – Do Parcelamento do Solo Urbano 
Art. 24. No que concerne ao parcelamento do solo urbano, são diretrizes: 
I. promoção do crescimento ordenado da malha urbana, garantindo a correta integração 
entre as áreas consolidadas e as áreas de expansão; 
II. garantia de livre acesso públicoà praia; 
III. promoção da integração da malha urbana com os espaços públicos da orla, de forma a 
preservar a paisagem natural e harmonizar a paisagem urbana; 
IV. adequação do parcelamento do solo às diretrizes de uso e ocupação; 
V. reserva de áreas para implantação e expansão de sistema viário adequado à circulação 
e ao transporte de pessoas e cargas e à implantação, distribuição e manutenção de 
serviços públicos; 
VI. reserva de áreas para implantação e adequada distribuição dos serviços públicos 
essenciais na malha urbana; 
VII. reserva de áreas públicas para arborização urbana e para atividades de lazer; 
VIII. coibição da utilização de áreas insalubres ou que possam apresentar riscos às construções; 
IX. coibição da ocupação de áreas de risco potencial ou iminente de ocorrência de 
enchentes, desmoronamentos ou outros fenômenos que ameacem a segurança dos 
cidadãos e das edificações; 
X. adoção de normas específicas para a implantação e formalização de loteamentos, 
visando promover a segurança patrimonial e o bem estar de seus habitantes. 
Seção VI – Da infra-estrutura 
 
 
 
 
 
 
 
_____________________________________________________________________________________________ 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAJUEIRO DA PRAIA 
Avenida Geraldo Laura, 628 – Centro – CEP: 64.222-000 
CNPJ Nº 01.612.620/0001-44 
ESTADO DO PIAUÍ 
 
Art. 25. A expansão e a melhoria da infra-estrutura e dos serviços voltados para a mobilidade, 
telecomunicações e energia elétrica têm como diretrizes setoriais: 
I. promoção da melhoria da mobilidade no território municipal, a partir da estruturação do 
sistema viário e da implantação de projetos estruturantes; 
II. priorização do transporte coletivo e do transporte cicloviário buscando garantir condições 
adequadas de circulação aliadas à preservação das características urbanas e 
ambientais; 
III. organização e disciplinamento do transporte público coletivo municipal, de forma a 
promover a qualidade dos serviços prestados e adequá-los às necessidades da 
população, no meio urbano e rural; 
IV. articulação com os níveis federal e estadual de governo e estabelecimento de parcerias 
com outros municípios da região visando carrear recursos e iniciativas para a melhoria dos 
serviços de telecomunicações, transporte intermunicipal e energia elétrica, em 
abrangência e qualidade, e do sistema rodoviário intermunicipal na região. 
Art. 26. São diretrizes para o saneamento ambiental: 
I. expansão e implantação de melhorias no sistema de coleta, disposição e tratamento de 
lixo nas áreas urbanas e vilas rurais, incluindo: 
a. aprimoramento do serviço de limpeza pública de forma a promover a adequada 
disposição final dos resíduos provenientes das áreas urbanas, eliminando a deposição de 
lixo em terrenos baldios e vias públicas; 
b. implantação de aterro sanitário em área a ser indicada por meio de estudos e projetos; 
c. adoção de processo eficaz de coleta do lixo nas áreas urbanas, atendendo a totalidade 
da demanda; 
d. implantação gradativa da coleta seletiva e da reciclagem, acompanhadas de ações 
complementares de divulgação e sensibilização da população; 
e. adoção de medidas que minimizem ou eliminem a prática da queima indiscriminada do 
lixo em áreas urbanas e rurais; 
II. expansão e implantação de melhorias no sistema de captação e tratamento de água nas 
áreas urbanas, de forma a ofertar água potável de qualidade; 
III. ampliação da capacidade dos reservatórios e implantação de melhorias no sistema de 
distribuição de água nas áreas urbanas, em quantidade e freqüência condizentes com a 
demanda; 
IV. promoção de meios alternativos de captação de água para uso residencial, com 
destaque para o aproveitamento de águas originadas das chuvas, principalmente nas 
áreas rurais; 
V. disseminação e orientação da população rural quanto à utilização de meios alternativos 
de purificação da água para o consumo doméstico; 
VI. adoção de medidas voltadas a práticas sustentáveis de esgotamento sanitário nas áreas 
urbanas e rurais. 
Seção VII – Da Gestão 
Art. 27. A adequada gestão do município de Cajueiro da Praia, de forma compartilhada entre 
o poder público, a iniciativa privada e a sociedade civil organizada, pressupõe o 
fortalecimento dos mecanismos e instrumentos de administração pública, para o que são 
adotadas as seguintes diretrizes: 
I. implantação das condições necessárias para o exercício do planejamento, do controle, 
do monitoramento e da avaliação de resultados relativos à gestão municipal participativa, 
incluindo o acompanhamento e a atualização constante do Plano Diretor do município; 
II. institucionalização dos instrumentos legais e das condições funcionais necessárias à efetiva 
regulação e fiscalização dos serviços públicos, com ênfase no controle e fiscalização do 
uso e ocupação do solo e da arrecadação tributária municipal; 
 
 
 
 
 
 
 
_____________________________________________________________________________________________ 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAJUEIRO DA PRAIA 
Avenida Geraldo Laura, 628 – Centro – CEP: 64.222-000 
CNPJ Nº 01.612.620/0001-44 
ESTADO DO PIAUÍ 
 
III. ampliação e intensificação da interação e de parcerias com o poder público federal, 
governo estadual e iniciativa privada, tendo em vista a consecução dos objetivos e metas 
de desenvolvimento municipal e o bem-estar da população local, em especial os grupos 
menos favorecidos e em situação de risco social; 
IV. implantação das condições estruturais e de organização e modernização da 
administração municipal que possibilitem o desempenho efetivo dos papéis e 
competências dos órgãos públicos; 
V. adequação quantitativa e qualitativa dos recursos humanos da administração pública; 
VI. promoção da capacitação e do aperfeiçoamento do quadro gerencial e técnico do 
poder executivo municipal; 
VII. adoção dos recursos da tecnologia de informação como meio essencial para o exercício 
da gestão municipal de qualidade; 
VIII. aperfeiçoamento e melhoria do desempenho da administração municipal no que diz 
respeito à gestão financeira, visando o planejamento, o equilíbrio das finanças públicas, o 
aumento da arrecadação e a contenção da evasão de divisas e da inadimplência; 
IX. incentivo à estruturação e ao fortalecimento das organizações não-governamentais 
representativas dos interesses da coletividade municipal, de forma a desenvolver 
competências para o exercício da gestão municipal participativa; 
X. criação e implantação de mecanismos de comunicação visando intensificar a interação e 
o diálogo entre o poder executivo municipal e a população. 
CAPITULO IV 
DA ORGANIZAÇÃO DO TERRITÓRIO 
Art. 28. O território municipal é composto por áreas integradas com o objetivo de possibilitar o 
planejamento adequado para implementação dos princípios e das diretrizes definidos por este 
Plano Diretor. 
Art. 29. Ficam instituídas as seguintes áreas integradas: 
I. Zona Urbana; 
II. Zona Rural; 
III. Zona de Urbanização Específica. 
Parágrafo único. A Zona de Urbanização Específica, nos termos da Lei de uso e Ocupação do 
Solo, localiza-se na confluência das rodovias PI 301 e PI 302, e deverá ser delimitada a partir de 
estudo ambiental específico. 
Art. 30. O Plano Diretor estabelece, ainda, um conjunto de intervenções para a estruturação do 
território municipal, denominadas Projetos Estruturantes. 
Seção I – Da Zona Urbana 
Art. 31. A Zona Urbana é a parte do território municipal destinada às atividades urbanas, 
compreendendo os terrenos parcelados e os ainda não parcelados destinados ao crescimento 
sustentável da cidade. 
§1º A Zona Urbana de Cajueiro da Praia é a constante do Mapa anexo a esta Lei 
Complementar e delimitada por perímetro urbano a ser fixado em Lei Específica. 
§2º A Zona Urbana inclui áreas ainda não ocupadas na faixa litorânea do município, nas 
quais deverá ser garantida a ocupação ordenada, de forma a impedir a degradação deáreas de preservação permanente e à promover a preservação da paisagem natural. 
Art. 32. Para fins de ordenamento do uso do solo a Zona Urbana é dividida nas seguintes áreas: 
I. Área Central; 
II. Área da Orla; 
III. Área Comercial e de Serviços; 
 
 
 
 
 
 
 
_____________________________________________________________________________________________ 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAJUEIRO DA PRAIA 
Avenida Geraldo Laura, 628 – Centro – CEP: 64.222-000 
CNPJ Nº 01.612.620/0001-44 
ESTADO DO PIAUÍ 
 
IV. Área Residencial; 
V. Área de Interesse Ambiental. 
Parágrafo único. Lei Complementar de Uso e Ocupação do Solo Urbano normalizará e regulará 
a produção e a organização dos espaços urbanos do município, obedecendo ao disposto 
nesta Lei e em seus regulamentos, indicando os parâmetros urbanísticos para cada zona de 
uso estabelecida no caput deste artigo. 
Art. 33. Na Zona Urbana, o coeficiente de aproveitamento básico para todos os lotes é igual a 
0,8 (oito décimos). 
Art. 34. O coeficiente de aproveitamento máximo para toda a Zona Urbana é de 2,0 (dois). 
Parágrafo único. A Lei Complementar de Uso e Ocupação do Solo Urbano estabelecerá os 
índices de coeficiente máximo para as áreas de que trata o art. 32, e suas respectivas divisões, 
que não poderão ser superiores ao índice fixado no caput deste artigo. 
Art. 35. A implantação e o funcionamento de atividades que possam impactar a qualidade de 
vida da população residente na área e em suas proximidades ficam sujeitas à elaboração de 
Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV) e conseguinte aprovação deste pelo órgão urbanístico 
municipal competente, na forma da Lei. 
Art. 36. A implantação e o funcionamento de atividades que possam impactar a qualidade do 
meio ambiente ficam sujeitas à elaboração de Estudo de Impacto Ambiental e 
correspondente Relatório (EIA/RIMA) e conseguinte aprovação deste pelo órgão ambiental 
competente, na forma da Lei. 
Seção II - Da Zona Rural 
Art. 37. A Zona Rural é constituída pelas áreas restantes do território do Município, destinada 
predominantemente às atividades agrossilvopastoris e extrativistas. 
Parágrafo único. Estando integralmente compreendida na Área de Proteção Ambiental Delta 
do Parnaíba, criada pelo Decreto Federal de 28 de agosto de 1996, as atividades da Zona 
Rural devem respeitar as restrições ambientais pertinentes. 
Art. 38. Para implantação de empreendimentos agropecuários ou agroindustriais, ampliação 
dos existentes em cada gleba ou no conjunto de glebas, será exigido o licenciamento 
ambiental. 
Art. 39. Fazem parte da Zona Rural os Núcleos de Apoio à Atividade Rural, que poderão abrigar 
residências e instalações necessárias à prestação de serviços assistenciais, de saúde, 
educação e segurança pública, bem como atividades cooperativas, comerciais, artesanais e 
industriais. 
Parágrafo único. Os Núcleos Apoio à Atividade Rural do Município de Cajueiro da Praia, 
indicados no Mapa anexo a esta Lei Complementar, são os seguintes: 
I. Árvore Verde; 
II. Boa Vista; 
III. Canto Comprido; 
IV. Canto Grande; 
V. Carpina; 
VI. Camurupim; 
VII. Lagoa de São José; 
VIII. Morada Nova; 
IX. Praia Branca; 
X. Terra Nova; 
XI. Tocos. 
 
 
 
 
 
 
 
_____________________________________________________________________________________________ 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAJUEIRO DA PRAIA 
Avenida Geraldo Laura, 628 – Centro – CEP: 64.222-000 
CNPJ Nº 01.612.620/0001-44 
ESTADO DO PIAUÍ 
 
Parágrafo único. Os Núcleos de Apoio à Atividade Rural são áreas prioritárias para implantação 
de equipamentos e serviços públicos, desde que inexista outro indicativo de priorização 
determinado por estudo especifico. 
Art. 40. A Zona Rural é constituída de: 
I. Zona Rural de Uso Controlado; 
II. Zona Rural de Interesse Ambiental. 
Parágrafo único. As zonas de que trata este artigo são as constantes do Mapa anexo a esta Lei 
Complementar. 
Subseção I – Da Zona Rural de Uso Controlado 
Art. 41. A Zona Rural de Uso Controlado é constituída pelas áreas restantes do território do 
Município, destinada predominantemente às atividades agrossilvopastoris e extrativistas. 
Art. 42. São diretrizes concernentes à Zona Rural de Uso Controlado: 
I. incentivo e manutenção do uso rural produtivo, respeitadas as restrições ambientais; 
II. delimitação e recuperação das Áreas de Preservação Permanente e de Reserva Legal, de 
acordo com a legislação vigente; 
III. incentivo à agricultura familiar e orgânica; 
IV. permitido o uso agropecuário e de lazer; 
V. restrição da utilização de agrotóxicos; 
VI. incentivo ao processamento e ao beneficiamento dos produtos agropecuários, tendo em 
vista o desenvolvimento e a valorização das respectivas cadeias produtivas; 
VII. admitidas as atividades urbanas de apoio à atividade rural; 
VIII. adoção de medidas que promovam a qualidade ambiental, a qualidade do solo, do sub-
solo, dos recursos hídricos e do ar. 
IX. proibido o parcelamento do solo em glebas inferiores a 2 (dois) hectares; 
Parágrafo único. As atividades urbanas de apoio às atividades rurais de que trata o inciso VI 
deste artigo são as estabelecidas pelo Decreto Federal no. 62.604, de 08 de abril de 1968 e 
estão sujeitas à análise pelo órgão ambiental competente. 
Subseção II - Da Zona Rural de Interesse Ambiental 
Art. 43. A Zona Rural de Interesse Ambiental compreende as áreas de APPs – Áreas de 
Preservação Permanente de manguezais, restingas, dunas, apicum, carnaubal e alagadiços e 
áreas de amortecimento para preservação destas, e destina-se à preservação das unidades 
de paisagem natural, podendo abrigar atividades agrícolas de baixo impacto e extrativismo 
sustentável. 
Parágrafo único. Na Zona Rural de Interesse Ambiental, não são permitidas queimadas, 
desmatamentos, caça amadorista e os seguintes usos: matadouros, açougues, curtumes, 
frigoríficos, destilarias e vinícolas, cervejarias, fábricas de refrigerantes, serrarias, indústrias 
químicas, metalúrgicas, depósitos de resíduos sólidos, pastosos e líquidos industriais, depósitos 
de resíduos sólidos, pastosos e líquidos domésticos, usinas ou unidades de reciclagem de 
materiais diversos. 
Art. 44. São diretrizes para a Zona Rural de Interesse Ambiental: 
I. incentivar a agricultura familiar e orgânica; 
II. promover a restrição da utilização de agrotóxicos; 
III. incentivar a recuperação de áreas ambientalmente degradadas; 
IV. incentivar a recuperação e preservação da vegetação nativa; 
V. incentivar atividades extrativistas sustentáveis; 
VI. combater a pesca predatória; 
 
 
 
 
 
 
 
_____________________________________________________________________________________________ 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAJUEIRO DA PRAIA 
Avenida Geraldo Laura, 628 – Centro – CEP: 64.222-000 
CNPJ Nº 01.612.620/0001-44 
ESTADO DO PIAUÍ 
 
VII. promover parcerias do Poder Municipal junto aos órgãos ambientais para reforçar a 
fiscalização das áreas de estuários e mangues e, especialmente, das atividades de 
carcinicultura, de acordo com a legislação em vigor; 
VIII. incentivar uso para atividades de lazer, com devida anuência e planejamento pelos 
órgãos governamentais responsáveis. 
Seção III – Dos Projetos Estruturantes 
Art. 45. Para a definição dos Projetos Estruturantes, como previstos no Capítulo IV, art. 35 desta 
Lei Complementar, são considerados os seguintes: 
I. redes estruturais do sistema viário, de circulação e de transportes: 
a. articuladoras dos núcleos de apoio as atividades rurais, na Zona Rural; 
b. articuladoras das centralidades na Zona Urbana. 
II. centralidades já consolidadas e núcleos de apoio à área rural; 
a. promotoras do crescimento urbano integrado; 
b. articuladoras das atividades rurais. 
III. saneamento ambiental: 
a. promotor da qualidade ambiental; 
IV. áreas ambientais de especial interesse: 
a. protetores da qualidade ambiental. 
Art. 46. O Conselho de Desenvolvimento Municipal definiráas prioridades para implantação 
dos Projetos indicados nesta Lei Complementar, podendo ainda propor ao Poder Executivo 
novos Projetos Estruturantes em conformidade com as demandas da sociedade. 
Art. 47. Os Projetos Estruturantes relativos à Cajueiro da Praia são: 
I. Do sistema viário, de circulação e transportes: 
a. implantação de melhorias no traçado e manutenção do sistema rodoviário de integração 
dos núcleos de apoio rural; 
b. melhorias nas principais vias urbanas das centralidades, respeitando as características 
específicas de cada local; 
c. melhoria da ponte de ligação entre Barrinha e Barra Grande; 
d. implantação do sistema de vias estruturais, a partir das diretrizes gerais estabelecidas neste 
Plano Diretor, de forma modular e com características físicas adequadas a demanda das 
novas vias de circulação; 
e. adequação das vias para circulação de veículos e de pedestres, inclusive para uso por 
pessoas portadoras de necessidades especiais. 
II. Das centralidades e dos núcleos de apoio; 
a. promoção da regularização fundiária, priorizando áreas já consolidadas; 
b. regularização e normalização da ocupação da orla marítima; 
c. formação de banco de estoque de terrenos em área urbana que possibilite a implantação 
de programas e projetos necessários ao desenvolvimento e à estruturação da malha 
urbana; 
d. implantação de prédios e demais elementos infra-estruturais do poder público, inserindo-os 
como elementos estruturantes do espaço urbano; 
e. promoção das atividades relacionadas à ocorrência do peixe boi na região, como fator 
estruturante do espaço urbano. 
III. Do saneamento ambiental: 
a. expansão da utilização de fossas sépticas e instalações sanitárias em habitações rurais e 
em áreas urbanas ainda não atendidas; 
b. implantação de sistema de drenagem pluvial na sede do município e nos aglomerados de 
Barrinha e Barra Grande, concomitantemente à pavimentação do sistema viário; 
 
 
 
 
 
 
 
_____________________________________________________________________________________________ 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAJUEIRO DA PRAIA 
Avenida Geraldo Laura, 628 – Centro – CEP: 64.222-000 
CNPJ Nº 01.612.620/0001-44 
ESTADO DO PIAUÍ 
 
c. implantação de açudes e cisternas como meio de captação e armazenamento de água 
para o consumo doméstico e uso na agricultura de subsistência em pontos estratégicos do 
território municipal; 
d. implantação na área urbana de redes coletoras e estações de tratamento de esgoto 
sanitário; 
IV. Das áreas ambientais de interesse especial: 
a. criação de parques municipais, em específico o da Lagoa dos Pemas e do Pontal do Socó; 
b. elaboração de estudos específicos para preservação e recuperação ambiental de áreas 
críticas 
c. indicação de áreas prioritárias para implantação de unidades municipais de conservação. 
CAPÍTULO V 
DOS INSTRUMENTOS DE ORDENAMENTO TERRITORIAL E DE DESENVOLVIMENTO URBANO 
Art. 48. Para assegurar o cumprimento dos objetivos e diretrizes da política de desenvolvimento 
sustentável do município de Cajueiro da Praia, o Poder Público utilizará, sem prejuízo de outros 
instrumentos previstos na legislação municipal, estadual e federal, incluindo aqueles indicados 
na Lei Federal no 10.257, de 10 de julho de 2001, os seguintes: 
I. de caráter de planejamento: 
a) Plano Diretor Municipal; 
b) Lei de Uso e Ocupação do Solo; 
c) Lei de Parcelamento do Solo; 
d) Código de Edificações; 
e) Código de Posturas; 
f) Código Ambiental; 
g) Plano Plurianual; 
h) instituição de Unidades de Conservação; 
i) zoneamento ambiental, em especial o Plano de Manejo da Unidade de Conservação APA 
Delta do Parnaíba; 
j) planos, programas e projetos setoriais; 
k) diretrizes orçamentárias e orçamento anual. 
II. De caráter tributário: 
a) Imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana – IPTU; 
b) Contribuição de melhoria; 
c) incentivos e benefícios fiscais e financeiros. 
III. De indução do desenvolvimento urbano: 
a) desapropriação; 
b) parcelamento, edificação ou utilização compulsórios; 
c) direito de preempção; 
d) outorga onerosa do direito de construir; 
e) operações urbanas consorciadas; 
f) direito de superfície; 
g) transferência do direito de construir; 
h) usucapião especial de imóveis urbanos; 
i) estudo prévio de impacto de vizinhança – EIV; 
j) instituição de zonas especiais de interesse social; 
k) concessão de direito real de uso; 
l) regularização fundiária; 
m) assistência técnica e jurídica gratuita para as comunidades e grupos sociais menos 
favorecidos. 
n) estudo prévio de impacto ambiental e relatório de impacto ambiental– EIA/RIMA. 
 
 
 
 
 
 
 
_____________________________________________________________________________________________ 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAJUEIRO DA PRAIA 
Avenida Geraldo Laura, 628 – Centro – CEP: 64.222-000 
CNPJ Nº 01.612.620/0001-44 
ESTADO DO PIAUÍ 
 
§ 1° Os instrumentos mencionados neste artigo regem-se pela legislação que lhes é própria, 
observado o disposto nesta Lei e na Lei Federal 10.257, de 10 de julho de 2001. 
§ 2° A implementação da política de desenvolvimento de Cajueiro da Praia será feita por meio 
da utilização isolada ou combinada dos instrumentos previstos nesta Lei. 
Seção I - Do Parcelamento, Edificação e Utilização Compulsórios 
Art. 49. O Poder Executivo poderá exigir do proprietário do solo urbano não edificado, 
subutilizado ou não utilizado, que promova seu adequado aproveitamento, sob pena, 
sucessivamente, de: 
a) parcelamento, edificação ou utilização compulsórios; 
b) Imposto Predial e Territorial Urbano progressivo no tempo; 
c) desapropriação com pagamento mediante títulos da dívida pública. 
Parágrafo único. Lei municipal específica fixará as condições e os prazos para o cumprimento 
da obrigação de que trata este artigo. 
Art. 50. As áreas sujeitas à aplicação do parcelamento, edificação ou utilização compulsórios 
compreendem os imóveis não edificados, subutilizados ou não utilizados localizados na Zona 
Urbana do município. 
§ 1° É considerado solo urbano não edificado, os lotes e glebas onde o coeficiente de 
aproveitamento utilizado é igual a zero. 
§ 2° São considerados solo urbano subutilizado, o lote ou a gleba edificados nas seguintes 
condições: 
I. destinado exclusivamente ao uso residencial unifamiliar que contenha edificações cuja 
área seja inferior a 10% (dez por cento) do coeficiente de aproveitamento básico ou com 
área inferior a 450 (quatrocentos e cinqüenta) metros quadrados, prevalecendo o índice 
menor; 
II. destinado aos demais usos, que contenha edificações cuja área seja inferior a 20% (vinte 
por cento) do coeficiente de aproveitamento básico; 
III. áreas ocupadas por estacionamentos ou atividades com uso diferente do estabelecido na 
legislação urbanística, com ou sem edificação precárias, desde que o uso não seja 
justificado por estudo de demanda. 
§ 3° É considerado solo urbano não utilizado, o lote e gleba que tenha sua área construída 
desocupada há mais de cinco anos, ressalvados os casos em que a desocupação decorra de 
impossibilidades jurídicas ou resultantes de pendências judiciais incidentes sobre o imóvel. 
Seção II - Do Direito de Preempção 
Art. 51. O Poder Público municipal poderá exercer o direito de preempção para aquisição de 
imóvel urbano objeto de alienação onerosa entre particulares, conforme disposto na Lei 
Federal nº 10.257, de 10 de julho de 2001. 
Parágrafo único. Lei municipal, baseada neste Plano Diretor, delimitará as áreas em que 
incidirá o direito de preempção e fixará prazo de vigência para o exercício deste direito. 
Art. 52. O direito de preempção será exercido sempre que o Poder Público necessitar de áreas 
para: 
I. regularização fundiária; 
II. execução de programas e projetos habitacionais de interesse social; 
III. constituição de reserva fundiária; 
IV. ordenamento e direcionamento da expansão urbana; 
V. implantação de equipamentosurbanos e comunitários; 
VI. criação de espaços públicos de lazer e áreas verdes; 
VII. criação de unidades de conservação ou proteção de outras áreas de interesse ambiental; 
VIII. proteção de áreas de interesse histórico, cultural ou paisagístico. 
 
 
 
 
 
 
 
_____________________________________________________________________________________________ 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAJUEIRO DA PRAIA 
Avenida Geraldo Laura, 628 – Centro – CEP: 64.222-000 
CNPJ Nº 01.612.620/0001-44 
ESTADO DO PIAUÍ 
 
Art. 53. Aplica-se o direito de preempção sobre a Zona Urbana do município. 
Seção III - Da Outorga Onerosa do Direito de Construir 
Art. 54. O Poder Executivo poderá outorgar de forma onerosa, na Zona Urbana, autorização 
para construir acima do coeficiente de aproveitamento básico até os limites máximos, definido 
nesta Lei e na Lei Complementar de Uso e Ocupação do Solo. 
Parágrafo único. Os recursos financeiros provenientes da outorga onerosa, referidos neste 
artigo, integrarão o Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano – FMDU. 
Art. 55. O Poder Executivo poderá outorgar de forma gratuita, para iniciativa privada e demais 
agentes promotores, a título de contrapartida pelo incentivo à promoção social, autorização 
para construir habitação de interesse social com área edificada superior àquela permitida pelo 
coeficiente de aproveitamento básico, respeitados os limites máximos, definidos neste Plano 
Diretor e na Lei de Uso e Ocupação do Solo. 
Parágrafo único. Esta autorização deverá ser feita mediante análise conclusiva do projeto de 
habitação de interesse social. 
Art. 56. Lei específica estabelecerá as condições a serem observadas para a outorga onerosa 
do direito de construir, determinando se for o caso: 
I. a fórmula de cálculo para a cobrança; 
II. os casos passíveis de isenção do pagamento da outorga; 
III. a contrapartida do beneficiário. 
Art. 57. A edificação que ultrapassar a área autorizada no alvará de construção e, desde que 
não exceda ao coeficiente máximo de aproveitamento da zona, sujeitará o infrator a uma 
multa de 100% do valor da outorga, calculada sobre o produto da área construída em 
excesso, além do pagamento do valor da própria outorga. 
§1º A penalidade prevista no caput deste artigo somente será aplicada em relação à parcela 
em excesso. 
§2º Na hipótese da ocorrência de construções que excedam o coeficiente máximo, utilizar-se-
á o Poder Público municipal dos institutos do embargo e da ação demolitória, além de outras 
cominações legais. 
Seção IV - Das Operações Urbanas Consorciadas 
Art. 58. O Poder Público municipal delimitará, por meio de lei específica, áreas para a 
aplicação do instrumento da Operação Urbana Consorciada, visando alcançar 
transformações urbanísticas e estruturais na cidade. 
§1º Entende-se por Operação Urbana Consorciada o conjunto integrado de intervenções e 
medidas a serem coordenadas pelo Poder Público, com a participação de proprietários, 
moradores, usuários permanentes e investidores privados, com o objetivo de alcançar em uma 
área transformações urbanísticas estruturais, melhorias sociais e a valorização ambiental. 
§2º Para a realização da Operação Urbana Consorciada é exigida a participação popular, 
com a realização de no mínimo uma audiência pública. 
§3º Poderão ser previstas nas operações urbanas consorciadas, entre outras medidas: 
I. a modificação de índices e características de parcelamento, uso e ocupação do solo e 
do subsolo, bem como alterações das normas edilícias, considerado o impacto ambiental 
delas decorrente; 
II. a regularização de construções, reformas ou ampliações executadas em desacordo com 
a legislação vigente. 
§4º Para cada Operação Urbana Consorciada será criado um Conselho Gestor, com 
participação de representantes dos segmentos envolvidos. 
 
 
 
 
 
 
 
_____________________________________________________________________________________________ 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAJUEIRO DA PRAIA 
Avenida Geraldo Laura, 628 – Centro – CEP: 64.222-000 
CNPJ Nº 01.612.620/0001-44 
ESTADO DO PIAUÍ 
 
Art. 59. Na lei específica que aprovar a operação urbana consorciada deverá constar o Plano 
de Operação Urbana Consorciada, contendo, no mínimo: 
I. definição da área a ser atingida; 
II. programa de ocupação da área, definindo normas e critérios de uso e ocupação e 
projetos previstos para a área; 
III. programa de atendimento econômico e social para a população diretamente afetada; 
IV. finalidades da operação; 
V. estudo prévio do impacto de vizinhança; 
VI. contrapartida a ser exigida dos proprietários, usuários permanentes e investidores privados 
em função da utilização dos benefícios previstos nos I e II, do § 2º, do art. 56 desta Lei 
Complementar; 
VII. forma de controle da operação, obrigatoriamente compartilhado com representação da 
sociedade civil. 
§1º Os recursos obtidos pelo Poder Público municipal na forma do inciso VI deste artigo, serão 
aplicados exclusivamente na própria operação urbana consorciada. 
§2º A partir da aprovação da lei específica de que trata o caput, são nulas as licenças e 
autorizações a cargo do Poder Público Municipal expedidas em desacordo com o plano de 
operação urbana consorciada. 
Art. 60. A lei específica que aprovar a operação urbana consorciada poderá prever a emissão 
pelo Município de quantidade determinada de certificados de potencial adicional de 
construção, que serão alienados em leilão ou utilizados diretamente no pagamento das obras 
necessárias à própria operação. 
§1º Os certificados de potencial adicional de construção serão livremente negociados, mas 
conversíveis em direito de construir, unicamente na área objeto da operação. 
§2º Apresentado pedido de licença para construir, o certificado adicional será utilizado no 
pagamento da área de construção que supere os padrões estabelecidos pela legislação de 
uso e ocupação do solo, até o limite fixado pela lei específica que aprovar a operação urbana 
consorciada. 
Seção V - Da Transferência do Direito de Construir 
Art. 61. Lei municipal, baseada neste Plano Diretor, poderá autorizar o proprietário de imóvel 
urbano, privado ou público, a exercer em outro local, ou alienar, mediante escritura pública, o 
direito de construir previsto nesta Lei Complementar ou na Lei de Uso e Ocupação do Solo, 
quando o referido imóvel for considerado necessário para fins de: 
I. implantação de equipamentos urbanos ou comunitários; 
II. preservação, quando o imóvel for considerado de interesse histórico, ambiental, 
paisagístico, social ou cultural; 
III. servir a programas de regularização fundiária, urbanização de áreas ocupadas por 
população de baixa renda e habitação de interesse social. 
§ 1º A mesma faculdade poderá ser concedida ao proprietário que doar ao Poder Público seu 
imóvel, ou parte dele, para os fins previstos nos incisos I a III do caput deste artigo. 
§ 2º As demais condições referentes à aplicação da transferência do direito de construir serão 
definidas pela lei municipal referida neste artigo. 
Art. 62. O potencial construtivo do imóvel impedido por lei de utilizar plenamente o coeficiente 
de aproveitamento da área urbana em que estiver localizado poderá ser transferido, por 
instrumento público, mediante prévia autorização do Poder Executivo, obedecidas às 
disposições desta Lei Complementar. 
Parágrafo único. A transferência do potencial construtivo para uma zona passível de 
adensamento poderá ser concedida pelo Poder Executivo, como forma de indenização, 
mediante acordo com o proprietário, nas desapropriações destinadas a obras viárias, 
 
 
 
 
 
 
 
_____________________________________________________________________________________________ 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAJUEIRO DA PRAIA 
Avenida Geraldo Laura, 628 – Centro – CEP: 64.222-000 
CNPJ Nº 01.612.620/0001-44 
ESTADO DO PIAUÍ 
 
equipamentos públicos, urbanização de favelas e nos programasexecutados nas Zonas 
Especiais de interesse Social. 
Seção VI - Da Usucapião Especial de Imóvel Urbano 
Art. 63. A Usucapião Urbana, individual ou coletiva, é o instrumento previsto para a 
regularização fundiária de áreas urbanas particulares, ocupadas para fins de moradia, através 
de ações judiciais. 
Parágrafo único. O reconhecimento da propriedade, nos termos desse instituto, será realizado 
apenas uma vez ao mesmo possuidor e depende de sentença judicial. 
Art. 64. São requisitos essenciais e simultâneos para a usucapião individual: 
I. a área ou a edificação a ser adquirida não pode exceder 250m² (duzentos e cinqüenta 
metros quadrados); 
II. a área deve estar ocupada para fins de moradia, sem oposição e pelo prazo ininterrupto 
de 5 (cinco) anos; 
III. o ocupante não pode possuir outro imóvel urbano ou rural. 
Art. 65. São requisitos essenciais e simultâneos para a usucapião coletiva: 
I. a área a ser adquirida coletivamente deve ser maior que 250m² (duzentos e cinqüenta 
metros quadrados); 
II. a área deve estar ocupada por população de baixa renda, utilizando-a para sua moradia 
ou de sua família, pelo prazo ininterrupto de 5 (cinco) anos e sem oposição; 
III. os ocupantes não podem possuir outro imóvel urbano ou rural. 
Art. 66. Deverão ser obedecidas as demais normas constantes do art. 9º a 14 da Lei Federal nº 
10.257, de 10 de julho de 2001. 
Seção VII - Das Zonas Especiais de Interesse Social 
Art. 67. São consideradas Zonas Especiais de Interesse Social - ZEIS as áreas de assentamentos 
habitacionais de população de baixa renda, surgidos espontaneamente, existentes, 
consolidados ou propostos. 
Art. 68. As Zonas Especiais de Interesse Social deverão ser criadas com o objetivo de promover 
a regularização fundiária e edilícia de imóveis em situação irregular, bem como de produzir 
habitações de interesse social. 
Art. 69. As Zonas Especiais de Interesse Social serão objeto de legislação municipal específica, 
que as regulamentará e estabelecerá seus limites. 
Art. 70. As Zonas Especiais de Interesse Social terão planos urbanísticos e de regularização 
fundiária específicos, observando-se para sua execução as seguintes diretrizes: 
I. adequar a propriedade e sua função social, priorizando o direito de moradia sobre o 
direito de propriedade; 
II. exercer efetivamente o controle do uso e ocupação do solo; 
III. preservar a tipicidade e características da ocupação, mantendo sempre que possível, as 
edificações existentes e o traçado urbano, quando da intervenção do Poder Público 
municipal; 
IV. destinar os investimentos públicos ao atendimento das necessidades locais, notadamente 
as de habitação, equipamentos urbanos e comunitários, sistema viário, lazer e meio 
ambiente; 
V. criar instrumentos que restrinjam a especulação imobiliária e evitem a expulsão indireta dos 
moradores; 
 
 
 
 
 
 
 
_____________________________________________________________________________________________ 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAJUEIRO DA PRAIA 
Avenida Geraldo Laura, 628 – Centro – CEP: 64.222-000 
CNPJ Nº 01.612.620/0001-44 
ESTADO DO PIAUÍ 
 
VI. incentivar e garantir a participação comunitária, diretamente ou por meio das entidades 
organizadas da sociedade civil, no processo de regularização fundiária e urbanização das 
áreas; 
VII. instalar equipamentos urbanos e comunitários consentâneos com a necessidade e as 
características socioeconômicas e culturais dos moradores das ZEIS; 
VIII. priorizar a utilização de mão-de-obra local; 
IX. preservar e fortalecer as atividades produtivas existentes na área. 
Seção VIII - Da Habitação de Interesse Social 
Art. 71. O Poder Público Municipal definirá as formas e as condições para a construção de 
habitação de interesse social, estabelecendo, entre outros, os seguintes critérios: 
I - padrões de parcelamento do solo e da unidade habitacional; 
II - preços e mecanismos de financiamento específicos para as diferentes faixas de renda a 
serem atendidas; 
§ 1º Nos casos dos programas e projetos habitacionais de interesse social poderá ser utilizado o 
instrumento da Concessão de Direito Real de Uso para os imóveis públicos; 
§ 2º Os programas e projetos habitacionais de interesse social que demandarem dispêndio de 
recursos por parte do Poder Público Municipal devem ser objeto de controle social, garantida a 
participação de comunidades, movimentos e entidades da sociedade civil. 
Art. 72. A assistência técnica, urbanística, jurídica e social gratuita será prestada pelo Poder 
Executivo aos indivíduos, entidades, grupos comunitários e movimentos nas áreas de Habitação 
de Interesse Social, buscando promover a inclusão na Cidade da população de baixa renda. 
Seção IX - Do Estudo de Impacto de Vizinhança 
Art. 73. Dependerá de elaboração prévia de Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), pelo 
empreendedor, para a obtenção das licenças e autorizações de construção, ampliação ou 
funcionamento a cargo do Poder Público, os empreendimentos e atividades de impacto na 
qualidade de vida da população residente na área e suas proximidades, sejam, privados ou 
públicos. 
Parágrafo único. Para efeito desta Lei os empreendimentos ou atividades de impacto são 
aqueles que: 
I. quando implantados venham a sobrecarregar a infra-estrutura urbana; 
II. tenham repercussão ambiental significativa, provocando alterações nos padrões 
funcionais e urbanísticos de vizinhança ou na paisagem urbana; 
III. prejudiquem o patrimônio cultural, artístico ou histórico do município; 
IV. estabeleçam alteração ou modificação substancial na qualidade de vida da população 
residente na área ou em suas proximidades, afetando sua saúde, segurança ou bem-estar. 
Art. 74. São empreendimentos ou atividades de impacto: 
I. aqueles não residenciais com área superior a 1.000 m² (mil metros quadrados) localizados 
em toda a Zona Urbana do município; 
II. qualquer obra de construção ou ampliação das vias arteriais e coletoras; 
III. aqueles com capacidade de reunião de mais de 300 (trezentas) pessoas sentadas; 
IV. aqueles que ocupem mais de uma quadra ou quarteirão urbano; 
V. as atividades: centros comerciais do tipo “shopping centers”; hipermercados; centrais de 
carga; centrais de abastecimento; terminais de transporte e cemitérios. 
Parágrafo único. O Poder Público poderá propor, mediante lei, outros empreendimentos ou 
atividades sujeitos à elaboração do EIV, após apreciação do Conselho Municipal de 
Desenvolvimento Urbano. 
 
 
 
 
 
 
 
_____________________________________________________________________________________________ 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAJUEIRO DA PRAIA 
Avenida Geraldo Laura, 628 – Centro – CEP: 64.222-000 
CNPJ Nº 01.612.620/0001-44 
ESTADO DO PIAUÍ 
 
Art. 75. O EIV será executado de forma a contemplar os efeitos positivos e negativos do 
empreendimento ou atividade quanto à qualidade de vida da população residente na área e 
suas proximidades, incluindo a análise, no mínimo, das seguintes questões: 
I. adensamento populacional; 
II. equipamentos urbanos e comunitários; 
III. uso e ocupação do solo; 
IV. valorização imobiliária; 
V. geração de tráfego e demanda por transporte público; 
VI. ventilação e iluminação; 
VII. paisagem urbana e patrimônio cultural e natural. 
§ 1° Os empreendimentos sujeitos à elaboração de estudo de impacto ambiental (EIA) serão 
dispensados da elaboração do EIV. 
§ 2° O Termo de Referência para a elaboração do EIA/RIMA poderá abrigar também as 
exigências relativas ao EIV, fazendo-se um só estudo. 
Art. 76. O Poder Executivo, com base na análise do EIV, poderá exigir do empreendedor, a 
execução, às suas expensas, de medidas atenuadoras e compensatórias relativas aos 
impactos decorrentes da implantação do empreendimento ou atividade. 
Art. 77. Dar-se-á publicidade aos documentos integrantes do EIV, que ficarão disponíveis para 
consulta por qualquer interessado. 
Parágrafo único. Os parâmetros, procedimentose demais aspectos necessários à 
implementação do EIV serão estabelecidos em lei específica. 
Seção X – Do Estudo e Do Relatório de Impacto Ambiental 
Art. 78. Deverá ser realizado o estudo prévio de impacto ambiental e respectivo relatório 
(EIA/RIMA), para empreendimentos e atividades consideradas efetiva ou potencialmente 
causadoras de significativa degradação do meio ambiente, ao qual se dará publicidade, 
garantida a realização de audiências públicas. 
Parágrafo único. O órgão ambiental competente, verificando que a atividade ou 
empreendimento não é potencialmente causador de significativa degradação do meio 
ambiente, definirá os demais estudos ambientais pertinentes ao respectivo processo de 
licenciamento. 
Seção XI – Da Concessão de Direito Real de Uso 
Art. 79. A concessão de direito real de uso destina-se a fins específicos de regularização 
fundiária de interesse social, urbanização, industrialização, edificação, cultivo da terra, 
aproveitamento sustentável das várzeas, preservação das comunidades tradicionais e seus 
meios de subsistência ou outras modalidades de interesse social em áreas urbanas. 
Art. 80. A concessão de direito real de uso será efetivada por meio de contrato firmado entre o 
poder público e o particular, obrigatoriamente registrado no Cartório de Imóveis, podendo ser 
remunerada ou gratuita, por tempo certo ou indeterminado. 
§ 1º Desde a inscrição da concessão de uso, o concessionário fruirá plenamente do terreno 
para os fins estabelecidos no contrato e responderá por todos os encargos civis, administrativos 
e tributários que venham a incidir sobre o imóvel e suas rendas. 
§ 2º Resolve-se a concessão antes de seu termo, desde que o concessionário dê ao imóvel 
destinação diversa da estabelecida no contrato, ou descumpra cláusula resolutória do ajuste, 
perdendo, neste caso, as benfeitorias de qualquer natureza. 
§ 3º A concessão de uso, salvo disposição contratual em contrário, transfere-se por ato inter 
vivos, ou por sucessão legítima ou testamentária, como os demais direitos reais sobre coisas 
alheias, registrando-se a transferência. 
 
 
 
 
 
 
 
_____________________________________________________________________________________________ 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAJUEIRO DA PRAIA 
Avenida Geraldo Laura, 628 – Centro – CEP: 64.222-000 
CNPJ Nº 01.612.620/0001-44 
ESTADO DO PIAUÍ 
 
Art. 81. Nos casos de programas habitacionais de interesse social desenvolvidos pelo Município 
os contratos de concessão de direito real de uso sobre imóveis públicos, nos termos do art. 48 
da Lei federal nº 10.257, de 10 de julho de 2001, terão caráter de escritura pública e constituirão 
título de aceitação obrigatória em garantia de contratos de financiamentos habitacionais. 
CAPÍTULO VI 
DA POLÍTICA HABITACIONAL 
Art. 82. Para implementação da Política Habitacional de Cajueiro da Praia deverá ser 
elaborado em Plano de Habitação Popular, que leve em consideração: 
I. a exclusão social da população pobre; 
II. a segregação e espoliação da parcela da população em risco social, em especial a 
residente em áreas insalubres ou de preservação ambiental e nos núcleos de apoio rural; 
III. o patrimônio imobiliário. 
Art. 83. Constituem diretrizes da Política Habitacional de Cajueiro da Praia: 
I. garantia do acesso das classes populares à centralidade urbana; 
II. maximização da capacidade instalada do centro; 
III. facilitação do acesso das populações residentes nos núcleos de apoio rural e demais 
povoados da zona rural ao crédito para construção de unidades habitacionais por meio 
do Sistema Financeiro da Habitação (SFH); 
IV. promoção da regularização da propriedade de imóveis nas áreas urbanas consolidadas; 
V. ampliação da cobertura de cobrança do Imposto Predial Territorial Urbano - IPTU nas 
comunidades regularizadas, definindo o valor a ser pago de acordo com o valor de 
mercado do imóvel, garantido o direito de isenção para as famílias carentes; 
VI. oferta de assistência técnica gratuita em arquitetura e engenharia para famílias carentes; 
VII. criação de um programa de médio e longo prazo para oferta de habitação popular 
digna, subsidiada e com um caráter complementar ao mercado formal. 
Parágrafo único. O Plano de Habitação Popular será elaborado no prazo de até 1 (um) ano 
contado a partir da publicação desta Lei. 
CAPÍTULO VII 
DO SISTEMA DE PLANEJAMENTO E GESTÃO 
Art. 84. O Sistema de Planejamento e Gestão corresponde ao conjunto de órgãos, normas, 
recursos humanos e técnicos que objetiva a ação coordenada entre os setores público e 
privado e a sociedade em geral para gestão do município, de forma a promover a integração 
entre os diversos programas setoriais e dinamizar a atuação governamental. 
Parágrafo único. O Sistema de Planejamento e Gestão, sob a coordenação do poder público 
municipal, deverá garantir a necessária transparência e a participação dos agentes 
econômicos, da sociedade civil e dos cidadãos interessados. 
Art. 85. Compete ao Sistema de Planejamento e Gestão promover as condições necessárias à 
implementação do Plano Diretor de Cajueiro da Praia, articulando esforços dos diferentes 
órgãos da administração municipal, da iniciativa privada e da sociedade em geral. 
Art. 86. A Secretaria de Turismo e Meio Ambiente, passa a denominar-se Secretaria de 
Planejamento, Turismo e Meio Ambiente. 
Art. 87. Compõem o Sistema de Planejamento e Gestão os órgãos públicos municipais da 
administração direta e o Conselho de Desenvolvimento Municipal de Cajueiro da Praia, sob a 
coordenação da Secretaria de Planejamento, Turismo e Meio Ambiente. 
 
 
 
 
 
 
 
_____________________________________________________________________________________________ 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAJUEIRO DA PRAIA 
Avenida Geraldo Laura, 628 – Centro – CEP: 64.222-000 
CNPJ Nº 01.612.620/0001-44 
ESTADO DO PIAUÍ 
 
Seção I – Das Atribuições dos Órgãos Municipais componentes 
do Sistema de Planejamento e Gestão 
Art. 88. Além das competências atribuídas por lei relativas às funções de gestão ambiental e do 
turismo, caberá à Secretaria Municipal de Planejamento, Turismo e Meio Ambiente, como 
órgão municipal coordenador do Sistema de Planejamento e Gestão: 
I. coordenar a aplicação, a regulamentação e revisão do Plano Diretor, ouvido o Conselho 
de Desenvolvimento Municipal; 
II. propor alterações na legislação urbanística, submetendo-as ao Conselho de 
Desenvolvimento Municipal para análise e emissão de pareceres; 
III. gerir e executar as políticas de desenvolvimento municipal, dentre as quais: 
a) o uso e ocupação do solo; 
b) a política de saneamento ambiental; 
c) a acessibilidade municipal; 
d) a política habitacional; 
e) a conservação do patrimônio; 
IV. encaminhar ao Poder Executivo anteprojetos de leis analisadas pelo Conselho de 
Desenvolvimento Municipal, assim como outros instrumentos de gestão municipal; 
V. pronunciar-se sobre os empreendimentos que possam causar impacto de vizinhança ou 
impacto ambiental, conforme previsto em lei; 
VI. prover estrutura física e apoio administrativo para o funcionamento permanente do 
Conselho de Desenvolvimento Municipal; 
VII. submeter ao Conselho de Desenvolvimento Municipal o balanço das aplicações dos 
recursos do Fundo de Desenvolvimento Municipal; 
VIII. acompanhar e controlar a aplicação das penalidades previstas no Código de Edificações, 
na Lei de Uso e Ocupação do Solo e nos demais instrumentos pertinentes à legislação 
municipal; 
IX. analisar, emitir pareceres e fiscalizar projetos de loteamento, desmembramento e 
remembramento, encaminhando os processos para pronunciamento das instâncias 
competentes; 
X. divulgar amplamente os dados e informações relativos ao planejamento e à gestão 
municipal. 
Parágrafo único. Os demais órgãos municipais componentes do Sistema de Planejamento e 
Gestão deverão participar da implementação do Plano Diretor, elaborando os planos de açãoe os projetos de normas disciplinadoras nas áreas de sua competência, nos termos 
estabelecidos pelo Plano Diretor. 
Seção II - Do Conselho de Desenvolvimento Municipal 
Art. 89. Fica criado o Conselho de Desenvolvimento Municipal de Cajueiro da Praia. 
Art. 90. O Conselho de Desenvolvimento Municipal de Cajueiro da Praia é o órgão colegiado, 
consultivo e deliberativo, efetivo e permanente, integrante da Administração Pública 
Municipal, que tem como finalidade viabilizar a participação da sociedade civil organizada na 
gestão do desenvolvimento municipal. 
Parágrafo único. O Conselho vincula-se à Secretaria Municipal de Planejamento, Turismo e 
Meio Ambiente e tem como atribuições: 
I. manifestar-se, de forma independente, sobre os processos de controle e revisão do Plano 
Diretor e dos demais instrumentos legais reguladores do desenvolvimento do município; 
II. formular propostas e deliberar sobre planos, programas e projetos que envolvam questões 
urbanas e ambientais; 
 
 
 
 
 
 
 
_____________________________________________________________________________________________ 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAJUEIRO DA PRAIA 
Avenida Geraldo Laura, 628 – Centro – CEP: 64.222-000 
CNPJ Nº 01.612.620/0001-44 
ESTADO DO PIAUÍ 
 
III. propor e apoiar a utilização de mecanismos de cooperação com os governos federal e do 
estado do Piauí, com outros municípios da região norte do Piauí e com a sociedade local 
para formulação e execução das políticas municipal e regional de desenvolvimento; 
IV. deliberar sobre a aplicação dos recursos financeiros do Fundo de Desenvolvimento 
Municipal, bem como fiscalizar sua utilização; 
V. acompanhar a elaboração de pareceres e relatórios de impacto ambiental sobre projetos 
– públicos ou privados – que venham causar impacto sobre a infra-estrutura ou a 
vizinhança do local onde se implantarem; 
VI. divulgar amplamente os dados e informações relativos à sua atuação e aos temas que lhe 
são correlatos. 
Art. 91. O Conselho de Desenvolvimento Municipal será constituído por 08 Conselheiros, 
representantes do poder público municipal e estadual e da sociedade civil organizada, e terá 
sua composição e seu funcionamento estabelecidos em Regimento Interno a ser fixado por 
Decreto Municipal no prazo máximo de 120 dias, a contar da aprovação desta Lei 
Complementar. 
Art. 92. O Conselho de Desenvolvimento Municipal será constituído por 09 (nove) Conselheiros, 
representantes do poder público municipal e da sociedade civil organizada, obedecida a 
seguinte composição: 
I. 3 (três) representantes indicados pelo Poder Executivo; 
II. 2 (dois) representantes eleitos pelos movimentos sociais e populares; 
III. 2 (dois) representantes indicados pelo segmento empresarial e de trabalhadores; 
IV. 2 (dois) representantes indicados por entidades profissionais, de pesquisa ou organizações 
não governamentais. 
§ 1º Cada Conselheiro terá um suplente, que o substituirá em suas ausências, faltas, licenças e 
afastamentos. 
§ 2º O Conselho de Desenvolvimento Municipal será presidido pelo titular do órgão 
coordenador do Sistema de Planejamento e Gestão e, em sua ausência, por seu respectivo 
suplente. 
§ 3º Os membros do Conselho de Desenvolvimento Municipal serão nomeados por Decreto 
Municipal. 
§ 4º O Conselho de Desenvolvimento Municipal proporá o seu respectivo Regimento Interno, 
que será estabelecido por meio de Decreto Municipal no prazo máximo de 120 dias, a contar 
da aprovação desta Lei Complementar. 
Art. 93. As deliberações do Conselho de Desenvolvimento Municipal deverão estar articuladas 
com os Conselhos Setoriais do Município, buscando a integração das diversas ações e políticas 
de desenvolvimento municipal, garantida sempre a participação da sociedade. 
Seção III - Do Sistema de Informações Municipais 
Art. 94. Fica criado o Sistema de Informações do Município de Cajueiro da Praia, como 
instrumento de planejamento, gestão e avaliação das políticas públicas ligadas ao 
desenvolvimento municipal. 
§ 1° O Sistema de Informações Municipais ficará afeto à Secretaria Municipal de Planejamento, 
Turismo e Meio Ambiente, enquanto órgão coordenador do Sistema de Planejamento e 
Gestão, cabendo-lhe manter, atualizar periodicamente e gerenciar banco de dados 
sistematizado composto, dentre outras, pelas seguintes informações: 
I. relação dos recursos naturais existentes; 
II. malha viária, existente e projetada; 
III. sistema de transportes públicos; 
IV. cadastro imobiliário atualizado; 
V. dados demográficos e sociais; 
 
 
 
 
 
 
 
_____________________________________________________________________________________________ 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAJUEIRO DA PRAIA 
Avenida Geraldo Laura, 628 – Centro – CEP: 64.222-000 
CNPJ Nº 01.612.620/0001-44 
ESTADO DO PIAUÍ 
 
VI. infra-estrutura e equipamentos urbanos do Município; 
VII. condições da oferta de serviços públicos de educação, saúde, habitação e lazer; 
VIII. plantas dos loteamentos e conjuntos habitacionais; 
IX. bens públicos; 
X. cadastro dos contemplados com a regularização fundiária; 
XI. receitas e despesas do Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano e Ambiental; 
XII. protocolos de acompanhamento de obras de edificação e parcelamento no Município; 
XIII. legislação urbana vigente. 
§ 2° Fica assegurado ao cidadão o acesso às informações constantes no Sistema de 
Informações Municipais. 
CAPÍTULO VIII 
DO FUNDO DE DESENVOLVIMENTO MUNICIPAL 
Art. 95. Fica criado o Fundo de Desenvolvimento Municipal de Cajueiro da Praia. 
Art. 96. O Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano será constituído pelo produto das 
receitas a seguir especificadas: 
I. dotações do Orçamento do Município; 
II. valores em dinheiro correspondentes à outorga onerosa do direito de construir para área 
superior ao coeficiente de aproveitamento básico; 
III. aplicação pelo Município de Cajueiro da Praia, dos seguintes instrumentos de política 
urbana, além de outros previstos em leis específicas: 
a. concessão de uso; 
b. concessão de direito real de uso; 
c. direito de superfície; 
d. outorga onerosa do direito de construir; 
e. outorga onerosa da alteração de uso; 
IV. alienação ou locação de imóveis em razão de finalidades urbanísticas; 
V. dotações orçamentárias e créditos adicionais suplementares a ele destinados; 
VI. repasses ou dotações de origem orçamentária da União; 
VII. empréstimos de operações de financiamento internos ou externos; 
VIII. contribuições e subvenções de instituições financeiras oficiais; 
IX. recursos provenientes de convênios com organismos e entidades nacionais ou 
internacionais, governamentais e não governamentais; 
X. doações e contribuições de pessoas físicas e jurídicas; 
XI. acordos, contratos, consórcios e convênios; 
XII. rendimentos obtidos com a aplicação do seu próprio patrimônio; 
XIII. retorno das aplicações nos projetos e programas; 
XIV. contribuição de melhoria decorrente de obras públicas 
XV. multas, correção monetária e juros recebidos em decorrência de aplicações de 
instrumentos urbanísticos; 
XVI. taxas decorrentes de atividades de natureza urbanística; 
XVII. preços públicos oriundos de prestação de serviços e emissão de documentos de natureza 
urbanística; 
XVIII. quaisquer outros recursos ou rendas que lhe sejam destinados. 
§ 1° Os recursos do Fundo de Desenvolvimento Municipal, enquanto não forem efetivamente 
utilizados deverão ser aplicados em operações financeiras, que objetivem o aumento de 
receita do próprio fundo. 
§ 2° Os recursos do Fundo serão aplicados segundo o plano anual específico aprovado pelo 
Conselho de Desenvolvimento Municipal e integrará a proposta de Lei Orçamentária Anual. 
§ 3° Os recursos do Fundo serão aplicados na implantação de equipamentos urbanos públicos, 
projetos de renovação urbana, construção de casas populares, investimentos na parceria de 
 
 
 
 
 
 
 
_____________________________________________________________________________________________PREFEITURA MUNICIPAL DE CAJUEIRO DA PRAIA 
Avenida Geraldo Laura, 628 – Centro – CEP: 64.222-000 
CNPJ Nº 01.612.620/0001-44 
ESTADO DO PIAUÍ 
 
empreendimentos e na consecução do planejamento, execução e fiscalização dos objetivos, 
programas e projetos definidos nesta Lei. 
§ 4° O Poder Executivo enviará, anualmente, à Câmara Municipal e ao Conselho de 
Desenvolvimento Municipal relatórios discriminados dos balancetes do Fundo. 
Art. 97. O Poder Executivo regulamentará, por decreto municipal, no prazo máximo de 120 dias 
a partir da publicação desta Lei, a operacionalização do Fundo de Desenvolvimento Urbano e 
Ambiental. 
CAPÍTULO IX 
DAS DISPOSIÇÕES GERAIS 
Art. 98. As Leis de Diretrizes Orçamentárias, do Orçamento Anual e o Plano Plurianual de 
Investimentos deverão observar os objetivos e diretrizes estabelecidos no Plano Diretor. 
Parágrafo único. O encaminhamento de qualquer proposta de alteração do disposto no Plano 
Diretor fica condicionado à prévia apreciação do Conselho de Desenvolvimento Municipal. 
Art. 99. Tendo em vista que todo o território municipal está inserido na APA Delta do Parnaíba, 
nos casos de empreendimentos de significativo impacto ambiental, assim considerado pelo 
órgão ambiental competente, o licenciamento dependerá de autorização do órgão gestor da 
referida APA. 
Art. 100. O Poder Executivo deverá adequar a estrutura e as condições de 
funcionamento da Secretaria de Planejamento, Turismo e Meio Ambiente de forma a 
possibilitar o cumprimento de suas competências, conforme estabelecidas nesta Lei 
Complementar. 
Art. 101. Esta Lei deverá ser revista pelo menos a cada dez anos. 
Art. 102. Cabe ao Poder Executivo regulamentar o disposto nesta Lei, visando à 
implementação do Plano Diretor. 
Art. 103. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. 
Art. 104. Revogam-se as disposições em contrário. 
 
Prefeitura Municipal de Cajueiro da Praia(PI), 15 de outubro de 2.008. 
 
 
Girvaldo Albuquerque da Silva 
Prefeito Municipal 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
_____________________________________________________________________________________________ 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE CAJUEIRO DA PRAIA 
Avenida Geraldo Laura, 628 – Centro – CEP: 64.222-000 
CNPJ Nº 01.612.620/0001-44 
ESTADO DO PIAUÍ

Mais conteúdos dessa disciplina