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A Importância da Inclusão Social e Escolar Jéssica Viganico Cardozo¹ Tutor Flex 1Externo² RESUMO A relação Inclusão Social e Escolar teve muitas mudanças ao longo dos anos em diferentes aspectos relacionados à política e a luta pelo reconhecimento das pessoas com necessidades especiais. Através das leis foi possível criar políticas que tem o intuito de promover ações relacionadas à educação, trabalho, cultura, lazer, esporte, saúde, entre outras, com o propósito principal de incluir as pessoas na sociedade como um todo. Portanto, o objetivo deste trabalho é discutir sobre a relevância da inclusão social e escolar para as pessoas com necessidades especiais e estes aspectos serão entendidos através de uma pesquisa qualitativa de âmbito bibliográfico com o apoio em livros e artigos científicos. Inclusão social; Inclusão escolar; Pessoas com necessidades especiais. Palavras-chave: 1. INTRODUÇÃO Atualmente, a inclusão social escolar é vista como a presença do aluno neste espaço, se ele está inserido ou não, as principais preocupações são relacionadas a estas questões, o que não deixa de ser importante, mas a inclusão no ambiente escolar não é somente isso. A inclusão deve acontecer como um todo, da forma que o aluno sinta que faz parte da escola, que os professores(as) ofereçam uma adaptação curricular de qualidade para o aluno, pois as aulas devem ser pensadas para os alunos de inclusão também. Além disso, a escola deve estar preparada para receber esse alunos, apresentando um ambiente acolhedor e que contemple e atenda as necessidades desse aluno. Portanto, este tema foi escolhido pensando na necessidade de discutir mais durante a formação acadêmica sobre o assunto, além de ser de extrema importância nos dias de hoje para relembrar a necessidade de incluir as pessoas nos ambientes sociais e escolares. Este trabalho tem como objetivo principal discutir sobre a relevância da inclusão social e escolar para pessoas com necessidades especiais. A inclusão social trabalha questões que envolvem o respeito às diferenças e a inserção igualitária das pessoas em todos os ambientes. Em relação às crianças com necessidades especiais, a inclusão tem o propósito de incluir tanto na sociedade quanto nas escolas, através de opções adaptadas que favoreçam essas pessoas (Roriz, Amorim e Rossetti-Ferreira, 2005). 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Quando falamos sobre inclusão social entende-se que basta somente incluir a pessoa e pronto, mas incluir é muito mais que isso, é acolher a pessoa, promover ações que possibilitem que a mesma consiga frequentar todos os ambientes que ela quiser. Atualmente não é mais aceitável a exclusão de pessoas com deficiência, portanto, é de extrema importância incluir na sociedade grupos que a muito tempo estiveram excluídos, sem acesso à escola, ao mercado de trabalho, à saúde pública, à cultura e às tecnologias. Esses movimentos, são incentivados, em grande parte pelo crescimento econômico do país, que causam um aumento na mão de obra qualificada e no mercado consumidor, fomentando assim, a criação de uma sociedade inclusiva. Segunda Ratska (2001): “Sociedade inclusiva é uma sociedade para todos, independente de sexo, idade, religião, origem étnica, raça, orientação sexual ou deficiência; uma sociedade não apenas aberta e acessível a todos os grupos, mas que estimula a participação; uma sociedade que acolhe e aprecia a diversidade da experiência humana; uma sociedade cuja meta principal é oferecer oportunidades iguais para todos realizarem seu potencial humano.” (RATSKA, 2001, s/p. Sabe-se que há uma falta de políticas públicas voltadas para a inclusão social e profissionais de qualidade nas escolas que saibam como lidar com alunos de inclusão e estejam preparados para planejar atividades que contemplem esse público. No Brasil, historicamente começou surgindo as escolas especiais ou centro de convivência, que eram destinados às “crianças especiais” na década de 1950 sendo chamadas de APAEs (Ferreira, 2004). Posteriormente, foi criado a Lei 5692/71 (Brasil, 1971), que falava sobre a integração escolar, que deu início a criação das classes especiais, que são salas de aula que ficam localizadas dentro do ambiente escolar e são destinadas às crianças com necessidades especiais. E atualmente, surgiu o movimento que busca promover a inclusão social através do objetivo principal que é as crianças com necessidades especiais incluídas dentro das salas de aula com os demais alunos. Isso deu-se a partir da Conferência Mundial de Necessidades Educacionais e Especiais: acesso e qualidade, que foi organizada pela ONU, em Salamanca (Espanha), no ano de 1994. E o principal discurso da declaração é de que as crianças devem estar nas escolas independente das suas condições físicas, sociais e emocionais (ONU, 1994). No Brasil temos a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Brasil, 1996) e a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, conhecida também como Estatuto da Pessoa com Deficiência (Brasil, 2015). A Lei Brasileira contempla e promove a inclusão social e escolar de todas, mesmo sendo uma Lei muito atual, ela tem o propósito de garantir um direito que é de todos os cidadãos. Basta com que nós profissionais da aŕea da educação e os políticos promovam essa inclusão, através de políticas públicas que fomentem ações inclusivas que sejam relacionadas, a cultura, lazer, esporte, trabalho entre outras e, que os professores recebam cursos e formações que vão preparar e dar a base necessária para saber como trabalhar com alunos de inclusão. 3. MATERIAIS E MÉTODOS A metodologia utilizada nesta pesquisa é de âmbito qualitativo, que deu-se através de leituras bibliográficas em artigos e livros para assim, fazer uma fundamentação teórica de qualidade. Além de fazer pesquisa em opções fornecidas pela faculdade como: livros e artigos, assim como, sites na internet. Também foram utilizados materiais como google, whatsapp, computador, livros, celular e etc. Foi de grande importância no desenvolvimento deste trabalho os estágios não obrigatórios feitos na cidade de Sapucaia do Sul e em Novo Hamburgo, pois através dos mesmo foi possível ter um melhor conhecimento da área estudada e experiências verdadeiras com inclusão social e escolar. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO Através da pesquisa e das comparações feitas obtidas nos estágios foi possível identificar que as leis oferecidas são bem desenvolvidas e feitas com o propósito de incluir as pessoas na sociedade como um todo, mas ainda a muitas falhas na execução desses projetos, mesmo que a Lei seja muito recente talvez a sociedade ainda esteja caminhando com passos de tartaruga em algumas questões e consequentemente não incluindo em várias questões do dia a dia. Na escola mesmo sendo difícil muito professores procuram fazer o máximo para que o aluno seja incluído, procurando por conta própria fazer cursos e formações que vão o guiar através de estratégias meios que pratiquem e promovam a inclusão dentro da sala de aula. E promover a inclusão de uma aluno na sala de aula não quer dizer que o mesmo é incluído, porque a prática tem que valer para a escola toda e para todos os alunos com necessidades especiais Ou seja, entende-se que inclusão não é um tema fácil de se discutir, mas devemos sempre trazer este tema para o dia a dia, pensando se os ambientes em que vivemos incluem ou excluem. 5. CONCLUSÃOTendo em vista os aspectos observados na pesquisa, foi possível entender a importância do tema Inclusão Social e Escolar, pois como foi dito acima são temas que precisam estar presentes na sociedade e é através das pessoas que não possuem uma deficiência que a inclusão deve acontecer, em muitos lugares a discriminação e exclusão praticada por pessoas que não entendem e nem querem saber a respeito dos outros. Todos somos diferentes, cada um com as suas características e, todos merecemos ter um lugar na sociedade que nos dê a oportunidadede sermos nós mesmos. A inclusão parte de cada um, no dia a dia, nos ambientes que circulamos, basta olhar para o lado, pensar se este espaço é inclusivo ou não. Você já parou para pensar sobre isso? E já pensou se é inclusivo no ambiente onde trabalha ou com as pessoas com necessidades especiais? São perguntas difíceis, mas importantes que requerem maturidade e responsabilidade, para assim poder refletir e mudar ou reafirmar hábitos. REFERÊNCIAS Brasil. (1971 12 de agosto). Lei n. 5692/71. Fixa diretrizes e bases para o ensino de primeiro e segundo graus, e dá outras providências. Diário Oficial da União. Brasil. (1996 31 de dezembro). Lei n. 9394/96. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União. Ferreira, J. R. (2004). Políticas públicas e a universidade: uma avaliação dos 10 anos da Declaração de Salamanca. In S. Omote (Org.), Inclusão: intenção e realidade. (pp. 11-35). Marília, SP: Fundepe. Ministério da Educação. Estatuto da Pessoa com Deficiência. Brasília: MEC/SEESP, 2015. Organização das Nações Unidas. UNESCO. (1994). Declaração de Salamanca e linha de ação sobre necessidades educativas especiais. Brasília, DF: CORDE. RATZKA, A. D. A história da sociedade inclusiva na Europa. In: SEMINÁRIO INTERNACIONAL SOCIEDADE INCLUSIVA, 1999, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. Anais do Seminário Internacional Sociedade Inclusiva. Belo Horizonte: Puc Minas, 2001. Roriz, Ticiana Melo de Sá, Amorim, Katia de Souza e Rossetti-Ferreira, Maria Clotilde Inclusão social/escolar de pessoas com necessidades especiais: múltiplas perspectivas e controvérsias práticas discursivas. Psicologia USP [online], 2005. Disponível em: <https://doi.org/10.1590/S0103-65642005000200009>. Epub 01 Fev 2013. ISSN 1678-5177. https://doi.org/10.1590/S0103-65642005000200009. Acesso em 13. jul. 2022. 1 Nome dos acadêmicos 2 Nome do Professor tutor externo Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI - Curso (Código da Turma) – Prática do Módulo I – dd/mm/aa