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Educação Infantil BASEBASE NACIONALNACIONAL COMUMCOMUM CURRICULARCURRICULAR 1. INTRODUÇÃO............................................................. 7 A Base Nacional Comum Curricular.............................................................7 * Competências gerais da Educação Básica ....................................................9 Os marcos legais que embasam a BNCC...........................................................10 Os fundamentos pedagógicos da BNCC ...................................................13 O pacto interfederativo e a implementação da BNCC...............................................15 2. ESTRUTURA DA BNCC............................................23 3. A ETAPA DA EDUCAÇÃO INFANTIL.....................35 A Educação Infantil na Base Nacional Comum Curricular ....................................... 35 A Educação Infantil no contexto da Educação Básica..................................... 36 * Direitos de aprendizagem e desenvolvimento na Educação Infantil .................................................38 3.1. Os campos de experiências ........................40 3.2. Os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento para a Educação Infantil..........................................44 3.3. A transição da Educação Infantil para o Ensino Fundamental.........................53 SUMÁRIO 7 INTRODUÇÃO A Base Nacional Comum Curricular A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica, de modo a que tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e desen- volvimento, em conformidade com o que preceitua o Plano Nacional de Educação (PNE). Este documento normativo aplica-se exclusiva- mente à educação escolar, tal como a define o § 1º do Artigo 1º da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB, Lei nº 9.394/1996)1, e está orientado pelos princípios éticos, políticos e estéticos que visam à formação humana integral e à construção de uma socie- dade justa, democrática e inclusiva, como fundamentado nas Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (DCN)2. 1 BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, 23 de dezembro de 1996. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9394.htm>. Acesso em: 23 mar. 2017. 2 BRASIL. Ministério da Educação; Secretaria de Educação Básica; Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão; Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica. Conselho Nacional de Educação; Câmara de Educação Básica. Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica. Brasília: MEC; SEB; DICEI, 2013. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=13448- diretrizes-curiculares-nacionais-2013-pdf&Itemid=30192>. Acesso em: 16 out. 2017. 1. INTRODUÇÃO 8 BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR Referência nacional para a formulação dos currículos dos sistemas e das redes escolares dos Estados, do Distrito Federal e dos Municí- pios e das propostas pedagógicas das instituições escolares, a BNCC integra a política nacional da Educação Básica e vai contribuir para o alinhamento de outras políticas e ações, em âmbito federal, estadual e municipal, referentes à formação de professores, à avaliação, à ela- boração de conteúdos educacionais e aos critérios para a oferta de infraestrutura adequada para o pleno desenvolvimento da educação. Nesse sentido, espera-se que a BNCC ajude a superar a fragmenta- ção das políticas educacionais, enseje o fortalecimento do regime de colaboração entre as três esferas de governo e seja balizadora da qualidade da educação. Assim, para além da garantia de acesso e permanência na escola, é necessário que sistemas, redes e escolas garantam um patamar comum de aprendizagens a todos os estu- dantes, tarefa para a qual a BNCC é instrumento fundamental. Ao longo da Educação Básica, as aprendizagens essenciais definidas na BNCC devem concorrer para assegurar aos estudantes o desen- volvimento de dez competências gerais, que consubstanciam, no âmbito pedagógico, os direitos de aprendizagem e desenvolvimento. Na BNCC, competência é definida como a mobilização de conhe- cimentos (conceitos e procedimentos), habilidades (práticas, cognitivas e socioemocionais), atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cida- dania e do mundo do trabalho. Ao definir essas competências, a BNCC reconhece que a “educa- ção deve afirmar valores e estimular ações que contribuam para a transformação da sociedade, tornando-a mais humana, socialmente justa e, também, voltada para a preservação da natureza” (BRASIL, 2013)3, mostrando-se também alinhada à Agenda 2030 da Organi- zação das Nações Unidas (ONU)4. É imprescindível destacar que as competências gerais da Educação Básica, apresentadas a seguir, inter-relacionam-se e desdobram-se no tratamento didático proposto para as três etapas da Educação 3 BRASIL. Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Caderno de Educação em Direitos Humanos. Educação em Direitos Humanos: Diretrizes Nacionais. Brasília: Coordenação Geral de Educação em SDH/PR, Direitos Humanos, Secretaria Nacional de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, 2013. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index. php?option=com_docman&view=download&alias=32131-educacao-dh-diretrizesnacionais- pdf&Itemid=30192>. Acesso em: 23 mar. 2017. 4 ONU. Organização das Nações Unidas. Transformando Nosso Mundo: a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável. Disponível em: <https://nacoesunidas.org/pos2015/ agenda2030/>. Acesso em: 7 nov. 2017. 9 INTRODUÇÃO Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio), arti- culando-se na construção de conhecimentos, no desenvolvimento de habilidades e na formação de atitudes e valores, nos termos da LDB. COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA 1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. 2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas. 3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural. 4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artística, matemática e científica, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo. 5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva. 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade. 7. Argumentar com baseem fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta. 10 BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR Os marcos legais que embasam a BNCC A Constituição Federal de 19885, em seu Artigo 205, reconhece a educação como direito fundamental compartilhado entre Estado, família e sociedade ao determinar que a educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho (BRASIL, 1988). Para atender a tais finalidades no âmbito da educação escolar, a Carta Constitucional, no Artigo 210, já reconhece a necessidade de que sejam “fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de maneira a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos, nacionais e regionais” (BRASIL, 1988). Com base nesses marcos constitucionais, a LDB, no Inciso IV de seu Artigo 9º, afirma que cabe à União estabelecer, em colaboração com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, competências e diretrizes para a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e o Ensino Médio, que nortearão os currículos e seus conteúdos mínimos, de modo a assegurar formação básica comum (BRASIL, 1996; ênfase adicionada). 5 BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil (1988). Brasília, DF: Senado Federal, 1988. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado. htm>. Acesso em: 23 mar. 2017. 8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, com- preendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros, com autocrítica e capacidade para lidar com elas. 9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza. 10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. 11 INTRODUÇÃO Nesse artigo, a LDB deixa claros dois conceitos decisivos para todo o desenvolvimento da questão curricular no Brasil. O primeiro, já antecipado pela Constituição, estabelece a relação entre o que é básico-comum e o que é diverso em matéria curricular: as com- petências e diretrizes são comuns, os currículos são diversos. O segundo se refere ao foco do currículo. Ao dizer que os conteúdos curriculares estão a serviço do desenvolvimento de competências, a LDB orienta a definição das aprendizagens essenciais, e não apenas dos conteúdos mínimos a ser ensinados. Essas são duas noções fundantes da BNCC. A relação entre o que é básico-comum e o que é diverso é retomada no Artigo 26 da LDB, que determina que os currículos da Educação Infantil, do Ensino Fundamental e do Ensino Médio devem ter base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e dos educandos (BRASIL, 1996; ênfase adicionada). Essa orientação induziu à concepção do conhecimento curricular contextualizado pela realidade local, social e individual da escola e do seu alunado, que foi o norte das diretrizes curriculares traçadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) ao longo da década de 1990, bem como de sua revisão nos anos 2000. Em 2010, o CNE promulgou novas DCN, ampliando e organizando o conceito de contextualização como “a inclusão, a valorização das diferenças e o atendimento à pluralidade e à diversidade cul- tural resgatando e respeitando as várias manifestações de cada comunidade”, conforme destaca o Parecer CNE/CEB nº 7/20106. Em 2014, a Lei nº 13.005/20147 promulgou o Plano Nacional de Edu- cação (PNE), que reitera a necessidade de 6 BRASIL. Conselho Nacional de Educação; Câmera de Educação Básica. Parecer nº 7, de 7 de abril de 2010. Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica. Diário Oficial da União, Brasília, 9 de julho de 2010, Seção 1, p. 10. Disponível em: <http://pactoensinomedio. mec. gov.br/images/pdf/pceb007_10.pdf>. Acesso em: 23 mar. 2017. 7 BRASIL. Lei nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação – PNE e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 26 de junho de 2014. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l13005.htm>. Acesso em: 23 mar. 2017. 12 BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR estabelecer e implantar, mediante pactuação interfederativa [União, Estados, Distrito Federal e Municípios], diretrizes pedagógicas para a educação básica e a base nacional comum dos currículos, com direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento dos(as) alunos(as) para cada ano do Ensino Fundamental e Médio, respeitadas as diversidades regional, estadual e local (BRASIL, 2014). Nesse sentido, consoante aos marcos legais anteriores, o PNE afirma a importância de uma base nacional comum curricular para o Brasil, com o foco na aprendizagem como estratégia para fomentar a qualidade da Educação Básica em todas as etapas e modalida- des (meta 7), referindo-se a direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento. Em 2017, com a alteração da LDB por força da Lei nº 13.415/2017, a legislação brasileira passa a utilizar, concomitantemente, duas nomenclaturas para se referir às finalidades da educação: Art. 35-A. A Base Nacional Comum Curricular definirá direitos e objetivos de aprendizagem do ensino médio, conforme diretrizes do Conselho Nacional de Educação, nas seguintes áreas do conhecimento [...] Art. 36. § 1º A organização das áreas de que trata o caput e das respectivas competências e habilidades será feita de acordo com critérios estabelecidos em cada sistema de ensino (BRASIL, 20178; ênfases adicionadas). Trata-se, portanto, de maneiras diferentes e intercambiáveis para designar algo comum, ou seja, aquilo que os estudantes devem aprender na Educação Básica, o que inclui tanto os saberes quanto a capacidade de mobilizá-los e aplicá-los. 8 BRASIL. Lei nº 13.415, de 16 de fevereiro de 2017. Altera as Leis nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, e 11.494, de 20 de junho 2007, que regulamenta o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, a Consolidação das Leis do Trabalho – CLT, aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, e o Decreto-Lei nº 236, de 28 de fevereiro de 1967; revoga a Lei nº 11.161, de 5 de agosto de 2005; e institui a Política de Fomento à Implementação de Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral. Diário Oficial da União, Brasília, 17 de fevereiro de 2017. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ ato2015-2018/2017/lei/L13415.htm>. Acesso em: 20 nov. 2017. 13 INTRODUÇÃO Os fundamentos pedagógicos da BNCC Foco no desenvolvimento de competências O conceito de competência, adotado pela BNCC, marca a discus- são pedagógica e social das últimas décadas e pode ser inferido no texto da LDB, especialmente quando se estabelecem as finalidades gerais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio (Artigos 32 e 35). Além disso, desde as décadas finais do século XX e ao longo deste início do século XXI9, o foco no desenvolvimentode competências tem orientado a maioria dos Estados e Municípios brasileiros e dife- rentes países na construção de seus currículos10. É esse também o enfoque adotado nas avaliações internacionais da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que coordena o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa, na sigla em inglês)11, e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco, na sigla em inglês), que instituiu o Laboratório Latino-americano de Avaliação da Qualidade da Educação para a América Latina (LLECE, na sigla em espanhol)12. Ao adotar esse enfoque, a BNCC indica que as decisões pedagógicas devem estar orientadas para o desenvolvimento de competências. Por meio da indicação clara do que os alunos devem “saber” (con- siderando a constituição de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores) e, sobretudo, do que devem “saber fazer” (considerando a mobilização desses conhecimentos, habilidades, atitudes e valores para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho), a explicitação das competências oferece referências para o fortalecimento de ações que assegurem as aprendizagens essenciais definidas na BNCC. 9 Segundo a pesquisa elaborada pelo Cenpec, das 16 Unidades da Federação cujos documentos curriculares foram analisados, 10 delas explicitam uma visão de ensino por competências, recorrendo aos termos “competência” e “habilidade” (ou equivalentes, como “capacidade”, “expectativa de aprendizagem” ou “o que os alunos devem aprender”). “O ensino por competências aparece mais claramente derivado dos PCN” (p. 75). CENPEC – Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária. Currículos para os anos finais do Ensino Fundamental: concepções, modos de implantação e usos. São Paulo: Cenpec, 2015. Disponível em: <http://www.cenpec.org.br/ wp-content/uploads/2015/09/Relatorio_Pesquisa_Curriculos_EF2_Final.pdf>. Acesso em: 23 mar. 2017. 10 Austrália, Portugal, França, Colúmbia Britânica, Polônia, Estados Unidos da América, Chile, Peru, entre outros. 11 OECD. Global Competency for an Inclusive World. Paris: OECD, 2016. Disponível em: <http://www.oecd.org/pisa/aboutpisa/Global-competency-for-an-inclusive-world.pdf>. Acesso em: 23 mar. 2017. 12 UNESCO. Oficina Regional de Educación de la Unesco para América Latina y el Caribe. Laboratorio Latinoamericano de Evaluación de la Calidad de la Educación (LLECE). Disponível em: <http://www.unesco.org/new/es/santiago/education/education-assessment-llece>. Acesso em: 23 mar. 2017. 14 BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR O compromisso com a educação integral A sociedade contemporânea impõe um olhar inovador e inclusivo a questões centrais do processo educativo: o que aprender, para que aprender, como ensinar, como promover redes de aprendizagem colaborativa e como avaliar o aprendizado. No novo cenário mundial, reconhecer-se em seu contexto histórico e cultural, comunicar-se, ser criativo, analítico-crítico, participativo, aberto ao novo, colaborativo, resiliente, produtivo e responsável requer muito mais do que o acúmulo de informações. Requer o desenvolvimento de competências para aprender a aprender, saber lidar com a informação cada vez mais disponível, atuar com dis- cernimento e responsabilidade nos contextos das culturas digitais, aplicar conhecimentos para resolver problemas, ter autonomia para tomar decisões, ser proativo para identificar os dados de uma situa- ção e buscar soluções, conviver e aprender com as diferenças e as diversidades. Nesse contexto, a BNCC afirma, de maneira explícita, o seu compro- misso com a educação integral13. Reconhece, assim, que a Educação Básica deve visar à formação e ao desenvolvimento humano global, o que implica compreender a complexidade e a não linearidade desse desenvolvimento, rompendo com visões reducionistas que privile- giam ou a dimensão intelectual (cognitiva) ou a dimensão afetiva. Significa, ainda, assumir uma visão plural, singular e integral da criança, do adolescente, do jovem e do adulto – considerando-os como sujei- tos de aprendizagem – e promover uma educação voltada ao seu acolhimento, reconhecimento e desenvolvimento pleno, nas suas singularidades e diversidades. Além disso, a escola, como espaço de aprendizagem e de democracia inclusiva, deve se fortalecer na prática coercitiva de não discriminação, não preconceito e respeito às diferenças e diversidades. Independentemente da duração da jornada escolar, o conceito de educação integral com o qual a BNCC está comprometida se refere à construção intencional de processos educativos que promovam aprendizagens sintonizadas com as necessidades, as possibilidades e os interesses dos estudantes e, também, com os desafios da socie- dade contemporânea. Isso supõe considerar as diferentes infâncias e juventudes, as diversas culturas juvenis e seu potencial de criar novas formas de existir. 13 Na história educacional brasileira, as primeiras referências à educação integral remontam à década de 1930, incorporadas ao movimento dos Pioneiros da Educação Nova e em outras correntes políticas da época, nem sempre com o mesmo entendimento sobre o seu significado. 15 INTRODUÇÃO Assim, a BNCC propõe a superação da fragmentação radicalmente disciplinar do conhecimento, o estímulo à sua aplicação na vida real, a importância do contexto para dar sentido ao que se aprende e o protagonismo do estudante em sua aprendizagem e na construção de seu projeto de vida. O pacto interfederativo e a implementação da BNCC Base Nacional Comum Curricular: igualdade, diversidade e equidade No Brasil, um país caracterizado pela autonomia dos entes fede- rados, acentuada diversidade cultural e profundas desigualdades sociais, os sistemas e redes de ensino devem construir currículos, e as escolas precisam elaborar propostas pedagógicas que considerem as necessidades, as possibilidades e os interesses dos estudantes, assim como suas identidades linguísticas, étnicas e culturais. Nesse processo, a BNCC desempenha papel fundamental, pois expli- cita as aprendizagens essenciais que todos os estudantes devem desenvolver e expressa, portanto, a igualdade educacional sobre a qual as singularidades devem ser consideradas e atendidas. Essa igualdade deve valer também para as oportunidades de ingresso e permanência em uma escola de Educação Básica, sem o que o direito de aprender não se concretiza. O Brasil, ao longo de sua história, naturalizou desigualdades educa- cionais em relação ao acesso à escola, à permanência dos estudantes e ao seu aprendizado. São amplamente conhecidas as enormes desi- gualdades entre os grupos de estudantes definidos por raça, sexo e condição socioeconômica de suas famílias. Diante desse quadro, as decisões curriculares e didático-pedagógicas das Secretarias de Educação, o planejamento do trabalho anual das instituições escolares e as rotinas e os eventos do cotidiano escolar devem levar em consideração a necessidade de superação dessas desigualdades. Para isso, os sistemas e redes de ensino e as instituições escolares devem se planejar com um claro foco na equidade, que pres- supõe reconhecer que as necessidades dos estudantes são diferentes. De forma particular, um planejamento com foco na equidade também exige um claro compromisso de reverter a situação de exclu- são histórica que marginaliza grupos – como os povos indígenas 16 BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR originários e as populações das comunidades remanescentes de quilombos e demais afrodescendentes – e as pessoas que não puderam estudar ou completar sua escolaridade na idade própria. Igualmente, requer o compromisso com os alunos com deficiência, reconhecendo a necessidade de práticas pedagógicas inclusivas e de diferenciação curricular, conforme estabelecido na Lei Brasileira de Inclusãoda Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015)14. Base Nacional Comum Curricular e currículos A BNCC e os currículos se identificam na comunhão de princípios e valores que, como já mencionado, orientam a LDB e as DCN. Dessa maneira, reconhecem que a educação tem um compromisso com a formação e o desenvolvimento humano global, em suas dimensões intelectual, física, afetiva, social, ética, moral e simbólica. Além disso, BNCC e currículos têm papéis complementares para assegurar as aprendizagens essenciais definidas para cada etapa da Educação Básica, uma vez que tais aprendizagens só se materiali- zam mediante o conjunto de decisões que caracterizam o currículo em ação. São essas decisões que vão adequar as proposições da BNCC à realidade local, considerando a autonomia dos sistemas ou das redes de ensino e das instituições escolares, como também o contexto e as características dos alunos. Essas decisões, que resul- tam de um processo de envolvimento e participação das famílias e da comunidade, referem-se, entre outras ações, a: • contextualizar os conteúdos dos componentes curriculares, identificando estratégias para apresentá-los, representá-los, exemplificá-los, conectá-los e torná-los significativos, com base na realidade do lugar e do tempo nos quais as aprendizagens estão situadas; • decidir sobre formas de organização interdisciplinar dos com- ponentes curriculares e fortalecer a competência pedagógica das equipes escolares para adotar estratégias mais dinâmicas, interativas e colaborativas em relação à gestão do ensino e da aprendizagem; 14 BRASIL. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015. Institui a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Estatuto da Pessoa com Deficiência). Diário Oficial da União, Brasília, 7 de julho de 2015. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/Lei/ L13146.htm>. Acesso em: 23 mar. 2017. 17 INTRODUÇÃO • selecionar e aplicar metodologias e estratégias didático-peda- gógicas diversificadas, recorrendo a ritmos diferenciados e a conteúdos complementares, se necessário, para trabalhar com as necessidades de diferentes grupos de alunos, suas famílias e cultura de origem, suas comunidades, seus grupos de socializa- ção etc.; • conceber e pôr em prática situações e procedimentos para motivar e engajar os alunos nas aprendizagens; • construir e aplicar procedimentos de avaliação formativa de pro- cesso ou de resultado que levem em conta os contextos e as condições de aprendizagem, tomando tais registros como refe- rência para melhorar o desempenho da escola, dos professores e dos alunos; • selecionar, produzir, aplicar e avaliar recursos didáticos e tecnoló- gicos para apoiar o processo de ensinar e aprender; • criar e disponibilizar materiais de orientação para os professores, bem como manter processos permanentes de formação docente que possibilitem contínuo aperfeiçoamento dos processos de ensino e aprendizagem; • manter processos contínuos de aprendizagem sobre gestão peda- gógica e curricular para os demais educadores, no âmbito das escolas e sistemas de ensino. Essas decisões precisam, igualmente, ser consideradas na orga- nização de currículos e propostas adequados às diferentes modalidades de ensino (Educação Especial, Educação de Jovens e Adultos, Educação do Campo, Educação Escolar Indígena, Educação Escolar Quilombola, Educação a Distância), atenden- do-se às orientações das Diretrizes Curriculares Nacionais. No caso da Educação Escolar Indígena, por exemplo, isso significa assegurar competências específicas com base nos princípios da coletividade, reciprocidade, integralidade, espiritualidade e alte- ridade indígena, a serem desenvolvidas a partir de suas culturas tradicionais reconhecidas nos currículos dos sistemas de ensino e propostas pedagógicas das instituições escolares. Significa também, em uma perspectiva intercultural, considerar seus pro- jetos educativos, suas cosmologias, suas lógicas, seus valores e princípios pedagógicos próprios (em consonância com a Constitui- ção Federal, com as Diretrizes Internacionais da OIT – Convenção 169 e com documentos da ONU e Unesco sobre os direitos indíge- nas) e suas referências específicas, tais como: construir currículos 18 BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR interculturais, diferenciados e bilíngues, seus sistemas próprios de ensino e aprendizagem, tanto dos conteúdos universais quanto dos conhecimentos indígenas, bem como o ensino da língua indí- gena como primeira língua15. É também da alçada dos entes federados responsáveis pela imple- mentação da BNCC o reconhecimento da experiência curricular existente em seu âmbito de atuação. Nas duas últimas décadas, mais da metade dos Estados e muitos Municípios vêm elaborando currículos para seus respectivos sistemas de ensino, inclusive para atender às especificidades das diferentes modalidades. Muitas escolas públicas e particulares também acumularam experiências de desenvolvimento curricular e de criação de materiais de apoio ao currículo, assim como instituições de ensino superior construíram experiências de consultoria e de apoio técnico ao desenvolvimento curricular. Inventariar e avaliar toda essa experiência pode contribuir para aprender com acertos e erros e incorporar práticas que propi- ciaram bons resultados. 15 ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO – OIT. Convenção nº 169. Genebra, 7 de junho de 1989. Disponível em: <http://www.ilo.org/brasilia/convencoes/ WCMS_236247/lang--pt/index.htm>. BRASIL. Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Básica. Parecer nº 14, de 14 de setembro de 1999. Dispõe sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Escolar Indígena. Diário Oficial da União, Brasília, 19 de outubro de 1999. Disponível em: <http:// portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/1999/pceb014_99.pdf>. BRASIL. Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Básica. Resolução nº 3, de 10 de novembro de 1999. Fixa Diretrizes Nacionais para o funcionamento das escolas indígenas e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 17 de novembro de 1999. Seção 1, p. 19. Republicada em 14 de dezembro de 1999, Seção 1, p. 58, por ter saído com incorreção do original. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/ rceb03_99.pdf>. BRASIL. Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Básica. Parecer nº 13, de 10 de maio de 2012. Fixa Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Indígena. Diário Oficial da União, Brasília, 15 de junho de 2012, Seção 1, p. 18. Disponível em: <http:// portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=10806-pceb013- 12-pdf&Itemid=30192>. BRASIL. Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Básica. Resolução nº 5, de 22 de junho de 2012. Define Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Escolar Indígena na Educação Básica. Diário Oficial da União, Brasília, 25 de junho de 2012, Seção 1, p. 7. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option= com_docman&view=download&alias=11074- rceb005-12-pdf&category_slug=junho-2012-pdf&Itemid=30192>. BRASIL. Conselho Nacional de Educação/Conselho Pleno. Parecer nº 6, de 2 de abril de 2014. Fixa Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores Indígenas. Diário Oficial da União, Brasília, de 31 de dezembro de 2014, Seção 1, p. 85. Disponível em: <http://portal.mec. gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=15619-pcp006-14&category_ slug=maio-2014-pdf&Itemid=30192>. BRASIL. Conselho Nacional de Educação/Conselho Pleno. Resolução nº 1, de 7 de janeiro de 2015. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores Indígenas em cursos de Educação Superior e de Ensino Médio e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, de 08 de janeiro de 2015, Seção 1, p. 11-12. Disponível em: <http://portal. mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=16870-res-cne-cp-001-07012015&category_slug=janeiro-2015-pdf&Itemid=30192>. Acessos em: 7 de nov. 2017. 19 INTRODUÇÃO Por fim, cabe aos sistemas e redes de ensino, assim como às escolas, em suas respectivas esferas de autonomia e competência, incorporar aos currículos e às propostas pedagógicas a aborda- gem de temas contemporâneos que afetam a vida humana em escala local, regional e global, preferencialmente de forma trans- versal e integradora. Entre esses temas, destacam-se: direitos da criança e do adolescente (Lei nº 8.069/199016), educação para o trânsito (Lei nº 9.503/199717), educação ambiental (Lei nº 9.795/1999, Parecer CNE/CP nº 14/2012 e Resolução CNE/CP nº 2/201218), edu- cação alimentar e nutricional (Lei nº 11.947/200919), processo de envelhecimento, respeito e valorização do idoso (Lei nº 10.741/200320), educação em direitos humanos (Decreto nº 7.037/2009, Parecer CNE/CP nº 8/2012 e Resolução CNE/CP nº 1/201221), educação das relações étnico-raciais e ensino de história e cultura afro-brasileira, africana e indígena (Leis nº 10.639/2003 e 11.645/2008, Parecer 16 BRASIL. Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 16 de julho de 1990. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8069.htm>. Acesso em: 23 mar. 2017. 17 BRASIL. Lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997. Institui o Código de Trânsito Brasileiro. Diário Oficial da União, Brasília, 24 de setembro de 1997. Disponível em: <http://www.planalto. gov.br/ccivil_03/leis/L9503.htm>. Acesso em: 23 mar. 2017. 18 BRASIL. Lei nº 9.795, de 27 de abril de 1999. Dispõe sobre a educação ambiental, institui a Política Nacional de Educação Ambiental e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 28 de abril de 1999. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9795.htm>. BRASIL. Conselho Nacional de Educação/Conselho Pleno. Parecer nº 14, 6 de junho de 2012. Estabelece Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental. Diário Oficial da União, Brasília, 15 de junho de 2012, Seção 1, p. 18. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index. php?option=com_docman&view=download&alias=10955-pcp014-12&category_slug=maio- 2012-pdf&Itemid=30192>. BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação; Conselho Pleno. Resolução nº 2, de 15 de junho de 2012. Estabelece as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Ambiental. Diário Oficial da União, Brasília, 18 de junho de 2012, Seção 1, p. 70. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rcp002_12.pdf>. Acessos em: 16 out. 2017. 19 BRASIL. Lei nº 11.947, de 16 de junho de 2009. Dispõe sobre o atendimento da alimentação escolar e do Programa Dinheiro Direto na Escola aos alunos da educação básica; altera as Leis nº 10.880, de 9 de junho de 2004, 11.273, de 6 de fevereiro de 2006, 11.507, de 20 de julho de 2007; revoga dispositivos da Medida Provisória nº 2.178-36, de 24 de agosto de 2001, e a Lei nº 8.913, de 12 de julho de 1994; e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 17 de junho de 2009. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/ lei/l11947.htm>. Acesso em: 23 mar. 2017. 20 BRASIL. Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003. Dispõe sobre o estatuto do idoso e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 3 de outubro de 2003. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.741.htm>. Acesso em: 23 mar. 2017. 21 BRASIL. Decreto nº 7.037, de 21 de dezembro de 2009. Aprova o Programa Nacional de Direitos Humanos – PNDH-3 e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 22 de dezembro de 2009. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/cciviL_03/_Ato2007-2010/ 2009/Decreto/D7037.htm>. BRASIL. Conselho Nacional de Educação/Conselho Pleno. Parecer nº 8, 6 de março de 2012. Estabelece Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos. Diário Oficial da União, Brasília, 30 de maio de 2012, Seção 1, p.33. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/ index.php?option=com_docman&view=download&alias=10389-pcp008-12-pdf&category_ slug=marco-2012-pdf&Itemid=30192>. BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação; Conselho Pleno. Resolução nº 1, de 30 de maio de 2012. Estabelece Diretrizes Nacionais para a Educação em Direitos Humanos. Diário Oficial da União, Brasília, 31 de maio de 2012, Seção 1, p. 48. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rcp001_12.pdf>. Acessos em: 16 out. 2017. 20 BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR CNE/CP nº 3/2004 e Resolução CNE/CP nº 1/200422), bem como saúde, vida familiar e social, educação para o consumo, educação financeira e fiscal, trabalho, ciência e tecnologia e diversidade cultural (Parecer CNE/CEB nº 11/2010 e Resolução CNE/CEB nº 7/201023). Na BNCC, essas temáticas são contempladas em habilidades dos componentes curriculares, cabendo aos sistemas de ensino e escolas, de acordo com suas especificidades, tratá-las de forma contextualizada. Base Nacional Comum Curricular e regime de colaboração Legitimada pelo pacto interfederativo, nos termos da Lei nº 13.005/ 2014, que promulgou o PNE, a BNCC depende do adequado funcio- namento do regime de colaboração para alcançar seus objetivos. Sua formulação, sob coordenação do MEC, contou com a partici- pação dos Estados do Distrito Federal e dos Municípios, depois de ampla consulta à comunidade educacional e à sociedade, conforme consta da apresentação do presente documento. Com a homologação da BNCC, as redes de ensino e escolas particu- lares terão diante de si a tarefa de construir currículos, com base nas aprendizagens essenciais estabelecidas na BNCC, passando, assim, do plano normativo propositivo para o plano da ação e da gestão curricular que envolve todo o conjunto de decisões e ações defini- doras do currículo e de sua dinâmica. 22 BRASIL. Lei nº 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Altera a Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, para incluir no currículo oficial da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-Brasileira”, e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, 10 de janeiro de 2003. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/L10.639.htm>. BRASIL. Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008. Inclui no currículo oficial da rede de ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-brasileira e Indígena”. Diário Oficial da União, Brasília, 11 de março de 2008. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ ato2007-2010/2008/lei/l11645.htm>. BRASIL. Conselho Nacional de Educação/Conselho Pleno. Parecer nº 3, de 10 de março de 2004. Estabelece Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Diário Oficial da União, Brasília, 19 de maio de 2004. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/cnecp_003.pdf>. BRASIL. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação; Conselho Pleno. Resolução nº 1, de 17 de junho de 2004. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Diário Oficial da União, Brasília, 22 de junho de 2004, Seção 1, p. 11. Disponível em: <http://portal.mec. gov.br/cne/arquivos/pdf/res012004.pdf>. Acessos em: 16 out. 2017. 23 BRASIL. Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Básica. Parecer nº 11, de 7 de outubro de 2010. Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos. Diário Oficial da União, Brasília, 9 de dezembro de 2010, seção 1, p. 28. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=6324- pceb011-10&category_slug=agosto-2010-pdf&Itemid=30192>. BRASIL. Ministério da Educação. ConselhoNacional de Educação; Câmara de Educação Básica. Resolução nº 7, de 14 de dezembro de 2010. Fixa Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos. Diário Oficial da União, Brasília, 15 de dezembro de 2010, Seção 1, p. 34. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb007_10. pdf>. Acessos em: 23 mar. 2017. 21 INTRODUÇÃO Embora a implementação seja prerrogativa dos sistemas e das redes de ensino, a dimensão e a complexidade da tarefa vão exigir que União, Estados, Distrito Federal e Municípios somem esforços. Nesse regime de colaboração, as responsabilidades dos entes fede- rados serão diferentes e complementares, e a União continuará a exercer seu papel de coordenação do processo e de correção das desigualdades. A primeira tarefa de responsabilidade direta da União será a revisão da formação inicial e continuada dos professores para alinhá-las à BNCC. A ação nacional será crucial nessa iniciativa, já que se trata da esfera que responde pela regulação do ensino superior, nível no qual se prepara grande parte desses profissionais. Diante das evi- dências sobre a relevância dos professores e demais membros da equipe escolar para o sucesso dos alunos, essa é uma ação funda- mental para a implementação eficaz da BNCC. Compete ainda à União, como anteriormente anunciado, promover e coordenar ações e políticas em âmbito federal, estadual e munici- pal, referentes à avaliação, à elaboração de materiais pedagógicos e aos critérios para a oferta de infraestrutura adequada para o pleno desenvolvimento da educação. Por se constituir em uma política nacional, a implementação da BNCC requer, ainda, o monitoramento pelo MEC em colaboração com os organismos nacionais da área – CNE, Consed e Undime. Em um país com a dimensão e a desigualdade do Brasil, a permanência e a sustentabilidade de um projeto como a BNCC dependem da criação e do fortalecimento de instâncias técnico-pedagógicas nas redes de ensino, priorizando aqueles com menores recursos, tanto técnicos quanto financeiros. Essa função deverá ser exercida pelo MEC, em parceria com o Consed e a Undime, respeitada a autono- mia dos entes federados. A atuação do MEC, além do apoio técnico e financeiro, deve incluir também o fomento a inovações e a disseminação de casos de sucesso; o apoio a experiências curriculares inovadoras; a criação de oportunidades de acesso a conhecimentos e experiências de outros países; e, ainda, o fomento de estudos e pesquisas sobre currículos e temas afins. 23 ESTRUTURA 2. ESTRUTURA DA BNCC Em conformidade com os fundamentos pedagógicos apresentados na Introdução deste documento, a BNCC está estruturada de modo a explicitar as competências que devem ser desenvolvidas ao longo de toda a Educação Básica e em cada etapa da escolaridade, como expressão dos direitos de aprendizagem e desenvolvimento de todos os estudantes. Na próxima página, apresenta-se a estrutura geral da BNCC para as três etapas da Educação Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamen- tal e Ensino Médio). Também se esclarece como as aprendizagens estão organizadas em cada uma dessas etapas e se explica a composição dos códigos alfanuméricos criados para identificar tais aprendizagens. BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR 24 ETAPAS EDUCAÇÃO INFANTIL Direitos de aprendizagem e desenvolvimento Campos de experiências COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA Bebês (0-1a6m) Crianças bem pequenas (1a7m- 3a11m) Crianças pequenas (4a-5a11m) Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento Competências específicas de componente ENSINO FUNDAMENTAL Áreas do conhecimento Componentes curriculares Competências específicas de área Anos Iniciais Anos Finais Unidades temáticas Objetos de conhecimento Habilidades EDUCAÇÃO BÁSICA Língua Portuguesa Matemática Habilidades ENSINO MÉDIO Áreas do conhecimento Competências específicas de área 25 ESTRUTURA EDUCAÇÃO INFANTIL Direitos de aprendizagem e desenvolvimento Campos de experiências COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA Ao longo da Educação Básica – na Educação Infantil, no Ensino Fundamental e no Ensino Médio –, os alunos devem desenvolver as dez competências gerais da Educação Básica, que pretendem assegurar, como resultado do seu processo de aprendizagem e desenvolvimento, uma formação humana integral que vise à construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva. Na primeira etapa da Educação Básica, e de acordo com os eixos estruturantes da Educação Infantil (interações e brincadeira), devem ser assegurados seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento, para que as crianças tenham condições de aprender e se desenvolver. Considerando os direitos de aprendizagem e desenvolvimento, a BNCC estabelece cinco campos de experiências, nos quais as crianças podem aprender e se desenvolver. Em cada campo de experiências, são definidos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento organizados em três grupos por faixa etária. Conviver Brincar Participar Explorar Expressar Conhecer-se • O eu, o outro e o nós • Corpo, gestos e movimentos • Traços, sons, cores e formas • Escuta, fala, pensamento e imaginação • Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações Bebês (0-1a6m) Crianças bem pequenas (1a7m-3a11m) Crianças pequenas (4a–5a11m) Objetivos de aprendizagem e desenvolvimento EDUCAÇÃO BÁSICA BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR 26 Portanto, na Educação Infantil, o quadro de cada campo de experiên- cias se organiza em três colunas – relativas aos grupos por faixa etária –, nas quais estão detalhados os objetivos de aprendizagem e desen- volvimento. Em cada linha da coluna, os objetivos definidos para os diferentes grupos referem-se a um mesmo aspecto do campo de experiências, conforme ilustrado a seguir. Como é possível observar no exemplo apresentado, cada objetivo de aprendizagem e desenvolvimento é identificado por um código alfanumérico cuja composição é explicada a seguir: Segundo esse critério, o código EI02TS01 refere-se ao primeiro objetivo de apren- dizagem e desenvolvimento proposto no campo de experiências “Traços, sons, cores e formas” para as crianças bem pequenas (de 1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses). Cumpre destacar que a numeração sequencial dos códigos alfanuméricos não sugere ordem ou hierarquia entre os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento. EI02TS01 O primeiro par de letras indica a etapa de Educação Infantil. O último par de números indica a posição da habilidade na numeração sequencial do campo de experiências para cada grupo/faixa etária. O primeiro par de números indica o grupo por faixa etária: 01 = Bebês (zero a 1 ano e 6 meses) 02 = Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) 03 = Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses) O segundo par de letras indica o campo de experiências: EO = O eu, o outro e o nós CG = Corpo, gestos e movimentos TS = Traços, sons, cores e formas EF = Escuta, fala, pensamento e imaginação ET = Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS” OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO Bebês (zero a 1 ano e 6 meses) Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses) (EI01TS01) Explorar sons produzidos com o próprio corpo e com objetos do ambiente. (EI02TS01) Criar sons com materiais, objetos e instrumentos musicais, para acompanhar diversos ritmos de música. (EI03TS01) Utilizar sons produzidos por materiais, objetos e instrumentos musicais durante brincadeiras de faz de conta, encenações, criações musicais, festas. 27 ESTRUTURA Na BNCC, o Ensino Fundamental está organizado em cinco áreas do conhecimento. Essas áreas, como bem aponta o Parecer CNE/CEB nº 11/201024, “favorecem acomunicação entre os conhecimentos e saberes dos diferentes componentes curriculares” (BRASIL, 2010). Elas se intersectam na formação dos alunos, embora se preservem as especificidades e os saberes próprios construídos e sistematizados nos diversos componentes. Nos textos de apresentação, cada área do conhecimento explicita seu papel na formação integral dos alunos do Ensino Fundamental e destaca particularidades para o Ensino Fundamental – Anos Iniciais e o Ensino Fundamental – Anos Finais, considerando tanto as características do alunado quanto as especificidades e demandas pedagógicas dessas fases da escolarização. 24 BRASIL. Conselho Nacional de Educação; Câmara de Educação Básica. Parecer nº 11, de 7 de julho de 2010. Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos. Diário Oficial da União, Brasília, 9 de dezembro de 2010, Seção 1, p. 28. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=6324- pceb011-10&category_slug=agosto-2010-pdf&Itemid=30192>. Acesso em: 23 mar. 2017. ENSINO FUNDAMENTAL Áreas do conhecimento Linguagens Matemática Matemática Ciências da Natureza Ciências Humanas Componentes curriculares Língua Portuguesa Ciências Ensino Religioso Ensino Religioso Geografia Arte Educação Física Anos Iniciais (1º ao 5º ano) Anos Finais (6º ao 9º ano) COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA EDUCAÇÃO BÁSICA História Língua Inglesa BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR 28 Cada área do conhecimento estabelece competências específicas de área, cujo desenvolvimento deve ser promovido ao longo dos nove anos. Essas competências explicitam como as dez competências gerais se expressam nessas áreas. ENSINO FUNDAMENTAL Competências específicas de componente Áreas do conhecimento Componentes curriculares Competências específicas de área Unidades temáticas Objetos de conhecimento Habilidades Nas áreas que abrigam mais de um componente curricular (Linguagens e Ciências Humanas), também são definidas competências específicas do componente (Língua Portuguesa, Arte, Educação Física, Língua Inglesa, Geografia e História) a ser desenvolvidas pelos alunos ao longo dessa etapa de escolarização. As competências específicas possibilitam a articulação horizontal entre as áreas, perpassando todos os componentes curriculares, e também a articulação vertical, ou seja, a progressão entre o Ensino Fundamental – Anos Iniciais e o Ensino Fundamental – Anos Finais e a continuidade das experiências dos alunos, considerando suas especificidades. Para garantir o desenvolvimento das competências específicas, cada componente curricular apresenta um conjunto de habilidades. Essas habilidades estão relacionadas a diferentes objetos de conhecimento – aqui entendidos como conteúdos, conceitos e processos –, que, por sua vez, são organizados em unidades temáticas. COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA EDUCAÇÃO BÁSICA Anos Iniciais Anos Finais 29 ESTRUTURA Respeitando as muitas possibilidades de organização do conhe- cimento escolar, as unidades temáticas definem um arranjo dos objetos de conhecimento ao longo do Ensino Fundamental ade- quado às especificidades dos diferentes componentes curriculares. Cada unidade temática contempla uma gama maior ou menor de objetos de conhecimento, assim como cada objeto de conheci- mento se relaciona a um número variável de habilidades, conforme ilustrado a seguir. As habilidades expressam as aprendizagens essenciais que devem ser asseguradas aos alunos nos diferentes contextos escolares. Para tanto, elas são descritas de acordo com uma determinada estrutura, conforme ilustrado no exemplo a seguir, de História (EF06HI14). CIÊNCIAS – 1º ANO UNIDADES TEMÁTICAS OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES Vida e evolução Corpo humano Respeito à diversidade (EF01CI02) Localizar, nomear e representar graficamente (por meio de desenhos) partes do corpo humano e explicar suas funções. (EF01CI03) Discutir as razões pelas quais os hábitos de higiene do corpo (lavar as mãos antes de comer, escovar os dentes, limpar os olhos, o nariz e as orelhas etc.) são necessários para a manutenção da saúde. (EF01CI04) Comparar características físicas entre os colegas, reconhecendo a diversidade e a importância da valorização, do acolhimento e do respeito às diferenças. Diferenciar escravidão, servidão e trabalho livre no mundo antigo. Verbo(s) que explicita(m) o(s) processo(s) cognitivo(s) envolvido(s) na habilidade. Complemento do(s) verbo(s), que explicita o(s) objeto(s) de conhecimento mobilizado(s) na habilidade. Modificadores do(s) verbo(s) ou do complemento do(s) verbo(s), que explicitam o contexto e/ou uma maior especificação da aprendizagem esperada. BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR 30 Os modificadores devem ser entendidos como a explicitação da situação ou condição em que a habilidade deve ser desenvolvida, considerando a faixa etária dos alunos. Ainda assim, as habilidades não descrevem ações ou condutas esperadas do professor, nem induzem à opção por abordagens ou metodologias. Essas escolhas estão no âmbito dos currículos e dos projetos pedagógicos, que, como já mencionado, devem ser adequados à realidade de cada sistema ou rede de ensino e a cada instituição escolar, considerando o contexto e as características dos seus alunos. Nos quadros que apresentam as unidades temáticas, os objetos de conhecimento e as habilidades definidas para cada ano (ou bloco de anos), cada habilidade é identificada por um código alfanumérico cuja composição é a seguinte: EF67EF01 O primeiro par de letras indica a etapa de Ensino Fundamental. O último par de números indica a posição da habilidade na numeração sequencial do ano ou do bloco de anos. O primeiro par de números indica o ano (01 a 09) a que se refere a habilidade, ou, no caso de Língua Portuguesa, Arte e Educação Física, o bloco de anos, como segue: Língua Portuguesa/Arte 15 = 1º ao 5º ano 69 = 6º ao 9º ano Língua Portuguesa/Educação Física 12 = 1º e 2º anos 35 = 3º ao 5º ano 67 = 6º e 7º anos 89 = 8º e 9º anos O segundo par de letras indica o componente curricular: AR = Arte CI = Ciências EF = Educação Física ER = Ensino Religioso GE = Geografia HI = História LI = Língua Inglesa LP = Língua Portuguesa MA = Matemática Segundo esse critério, o código EF67EF01, por exemplo, refere-se à primeira habilidade proposta em Educação Física no bloco relativo ao 6º e 7º anos, enquanto o código EF04MA10 indica a décima habilidade do 4º ano de Matemática. 31 ESTRUTURA Vale destacar que o uso de numeração sequencial para identificar as habilidades de cada ano ou bloco de anos não representa uma ordem ou hierarquia esperada das aprendizagens. A progressão das aprendizagens, que se explicita na comparação entre os quadros relativos a cada ano (ou bloco de anos), pode tanto estar relacionada aos processos cognitivos em jogo – sendo expressa por verbos que indicam processos cada vez mais ativos ou exigentes – quanto aos objetos de conhecimento – que podem apresentar crescente sofis- ticação ou complexidade –, ou, ainda, aos modificadores – que, por exemplo, podem fazer referência a contextos mais familiares aos alunos e, aos poucos, expandir-se para contextos mais amplos. Também é preciso enfatizar que os critérios de organização das habilidades do Ensino Fundamental na BNCC (com a explicitação dos objetos de conhecimento aos quais se relacionam e do agrupa- mento desses objetos em unidades temáticas) expressam um arranjo possível (dentre outros). Portanto, os agrupamentos propostos não devem ser tomados como modelo obrigatório para o desenho dos currículos. Essa forma de apresentação adotada na BNCC tem por objetivo assegurar a clareza, a precisão e a explicitação do que se espera que todos os alunos aprendam no Ensino Fundamental, fornecendoorientações para a elaboração de currículos em todo o País, adequados aos diferentes contextos. BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR 32 Na BNCC, o Ensino Médio está organizado em quatro áreas do conhecimento, conforme determina a LDB. A organização por áreas, como bem aponta o Parecer CNE/CP nº 11/200925, “não exclui necessariamente as disciplinas, com suas especificidades e saberes próprios historicamente construídos, mas, sim, implica o fortalecimento das relações entre elas e a sua contextualização para apreensão e intervenção na realidade, requerendo trabalho conjugado e cooperativo dos seus professores no planejamento e na execução dos planos de ensino” (BRASIL, 2009; ênfases adicionadas). Em função das determinações da Lei nº 13.415/2017, são detalhadas as habilidades de Língua Portuguesa e Matemática, considerando que esses componentes curriculares devem ser oferecidos nos três anos do Ensino Médio. Ainda assim, para garantir aos sistemas de ensino e às escolas a construção de currículos e propostas pedagógicas flexíveis e adequados à sua realidade, essas habilidades são apresentadas sem indicação de seriação. ENSINO MÉDIO Áreas do conhecimento Linguagens e suas Tecnologias Matemática e suas Tecnologias Matemática Ciências da Natureza e suas Tecnologias Ciências Humanas e Sociais Aplicadas Componentes curriculares (1ª à 3ª série) Língua Portuguesa 25 BRASIL. Conselho Nacional de Educação; Conselho Pleno. Parecer nº 11, de 30 de junho de 2009. Proposta de experiência curricular inovadora do Ensino Médio. Diário Oficial da União, Brasília, 25 de agosto de 2009, Seção 1, p. 11. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=1685-pcp011-09- pdf&category_slug=documentos-pdf&Itemid=30192>. Acesso em: 27 fev. 2018. COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA EDUCAÇÃO BÁSICA 33 ESTRUTURA Matemática Língua Portuguesa Cada área do conhecimento estabelece competências específicas de área, cujo desenvolvimento deve ser promovido ao longo dessa etapa, tanto no âmbito da BNCC como dos itinerários formativos das diferentes áreas. Essas competências explicitam como as competências gerais da Educação Básica se expressam nas áreas. Elas estão articuladas às competências específicas de área para o Ensino Fundamental, com as adequações necessárias ao atendimento das especificidades de formação dos estudantes do Ensino Médio. ENSINO MÉDIO Áreas do conhecimento Competências específicas de área Habilidades Para assegurar o desenvolvimento das competências específicas de área, a cada uma delas é relacionado um conjunto de habilidades, que representa as aprendizagens essenciais a ser garantidas no âmbito da BNCC a todos os estudantes do Ensino Médio. Elas são descritas de acordo com a mesma estrutura adotada no Ensino Fundamental. As áreas de Ciências da Natureza e suas Tecnologias (Biologia, Física e Química), Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (História, Geografia, Sociologia e Filosofia) e Matemática e suas Tecnologias (Matemática) seguem uma mesma estrutura: definição de competências específicas de área e habilidades que lhes correspondem. Na área de Linguagens e suas Tecnologias (Arte, Educação Física, Língua Inglesa e Língua Portuguesa), além da apresentação das competências específicas e suas habilidades, são definidas habilidades para Língua Portuguesa. COMPETÊNCIAS GERAIS DA EDUCAÇÃO BÁSICA EDUCAÇÃO BÁSICA Nos textos de apresentação, cada área do conhecimento explicita seu papel na formação integral dos estudantes do Ensino Médio e destaca particularidades no que concerne ao tratamento de seus objetos de conhecimento, considerando as características do alunado, as aprendizagens promovidas no Ensino Fundamental e as especificidades e demandas dessa etapa da escolarização. BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR 34 Cada habilidade é identificada por um código alfanumérico cuja composição é a seguinte: E M 1 3 L G G 1 0 3 O primeiro par de letras indica a etapa de Ensino Médio. Os números finais indicam a competência específica à qual se relaciona a habilidade (1º número) e a sua numeração no conjunto de habilidades relativas a cada competência (dois últimos números). Vale destacar que o uso de numeração sequencial para identificar as habilidades não representa uma ordem ou hierarquia esperada das aprendizagens. Cabe aos sistemas e escolas definir a progressão das aprendizagens, em função de seus contextos locais. O primeiro par de números (13) indica que as habilidades descritas podem ser desenvolvidas em qualquer série do Ensino Médio, conforme definição dos currículos. A segunda sequência de letras indica a área (três letras) ou o componente curricular (duas letras): LGG = Linguagens e suas Tecnologias LP = Língua Portuguesa MAT = Matemática e suas Tecnologias CNT = Ciências da Natureza e suas Tecnologias CHS = Ciências Humanas e Sociais Aplicadas Segundo esse critério, o código EM13LGG103, por exemplo, refere-se à terceira habilidade proposta na área de Linguagens e suas Tecnologias relacionada à competência específica 1, que pode ser desenvolvida em qualquer série do Ensino Médio, conforme definições curriculares. Também é preciso enfatizar que a organização das habilidades do Ensino Médio na BNCC (com a explicitação da vinculação entre competências específicas de área e habilidades) tem como objetivo definir claramente às aprendizagens essenciais a ser garantidas aos estudantes nessa etapa. 35 EDUCAÇÃO INFANTIL A Educação Infantil na Base Nacional Comum Curricular A expressão educação “pré-escolar”, utilizada no Brasil até a década de 1980, expressava o entendimento de que a Educação Infantil era uma etapa anterior, independente e preparatória para a escolariza- ção, que só teria seu começo no Ensino Fundamental. Situava-se, portanto, fora da educação formal. Com a Constituição Federal de 1988, o atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a 6 anos de idade torna-se dever do Estado. Posteriormente, com a promulgação da LDB, em 1996, a Educação Infantil passa a ser parte integrante da Educação Básica, situando-se no mesmo patamar que o Ensino Fundamental e o Ensino Médio. E a partir da modificação introduzida na LDB em 2006, que antecipou o acesso ao Ensino Fundamental para os 6 anos de idade, a Educação Infantil passa a atender a faixa etária de zero a 5 anos. 3. A ETAPA DA EDUCAÇÃO INFANTIL 36 BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR Entretanto, embora reconhecida como direito de todas as crianças e dever do Estado, a Educação Infantil passa a ser obrigatória para as crianças de 4 e 5 anos apenas com a Emenda Constitucional nº 59/200926, que determina a obrigatoriedade da Educação Básica dos 4 aos 17 anos. Essa extensão da obrigatoriedade é incluída na LDB em 2013, consagrando plenamente a obrigatoriedade de matrícula de todas as crianças de 4 e 5 anos em instituições de Educação Infantil. Com a inclusão da Educação Infantil na BNCC, mais um importante passo é dado nesse processo histórico de sua integração ao conjunto da Educação Básica. A Educação Infantil no contexto da Educação Básica Como primeira etapa da Educação Básica, a Educação Infantil é o início e o fundamento do processo educacional. A entrada na creche ou na pré-escola significa, na maioria das vezes, a primeira separação das crianças dos seus vínculos afetivos familiares para se incorporarem a uma situação de socialização estruturada. Nas últimas décadas, vem se consolidando, na Educação Infantil, a concepção que vincula educar e cuidar, entendendo o cuidado como algo indissociável do processo educativo. Nesse contexto, as creches e pré-escolas, ao acolher as vivências e os conhecimentos construídos pelas crianças no ambiente da família e no contexto de sua comunidade, e articulá-los em suas propostas pedagógicas, têm o objetivode ampliar o universo de experiências, conhecimentos e habilidades dessas crianças, diversificando e consolidando novas aprendizagens, atuando de maneira complementar à educação fami- liar – especialmente quando se trata da educação dos bebês e das crianças bem pequenas, que envolve aprendizagens muito próximas aos dois contextos (familiar e escolar), como a socialização, a auto- nomia e a comunicação. Nessa direção, e para potencializar as aprendizagens e o desenvol- vimento das crianças, a prática do diálogo e o compartilhamento de responsabilidades entre a instituição de Educação Infantil e a família 26 BRASIL. Emenda constitucional nº 59, de 11 de novembro de 2009. Diário Oficial da União, Brasília, 12 de novembro de 2009, Seção 1, p. 8. Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ ccivil_03/constituicao/emendas/emc/emc59.htm>. Acesso em: 23 mar. 2017. 37 EDUCAÇÃO INFANTIL são essenciais. Além disso, a instituição precisa conhecer e trabalhar com as culturas plurais, dialogando com a riqueza/diversidade cul- tural das famílias e da comunidade. As Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Infantil (DCNEI, Resolução CNE/CEB nº 5/2009)27, em seu Artigo 4º, definem a criança como sujeito histórico e de direitos, que, nas interações, relações e práticas cotidianas que vivencia, constrói sua identidade pessoal e coletiva, brinca, imagina, fantasia, deseja, aprende, observa, experimenta, narra, questiona e constrói sentidos sobre a natureza e a sociedade, produzindo cultura (BRASIL, 2009). Ainda de acordo com as DCNEI, em seu Artigo 9º, os eixos estrutu- rantes das práticas pedagógicas dessa etapa da Educação Básica são as interações e a brincadeira, experiências nas quais as crianças podem construir e apropriar-se de conhecimentos por meio de suas ações e interações com seus pares e com os adultos, o que possibilita aprendizagens, desenvolvimento e socialização. A interação durante o brincar caracteriza o cotidiano da infân- cia, trazendo consigo muitas aprendizagens e potenciais para o desenvolvimento integral das crianças. Ao observar as interações e a brincadeira entre as crianças e delas com os adultos, é possível identificar, por exemplo, a expressão dos afetos, a mediação das frustrações, a resolução de conflitos e a regulação das emoções. Tendo em vista os eixos estruturantes das práticas pedagógicas e as competências gerais da Educação Básica propostas pela BNCC, seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento asseguram, na Educação Infantil, as condições para que as crianças aprendam em situações nas quais possam desempenhar um papel ativo em ambientes que as convidem a vivenciar desafios e a sentirem-se provocadas a resolvê-los, nas quais possam construir significados sobre si, os outros e o mundo social e natural. 27 BRASIL. Conselho Nacional de Educação; Câmara de Educação Básica. Resolução nº 5, de 17 de dezembro de 2009. Fixa as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil. Diário Oficial da União, Brasília, 18 de dezembro de 2009, Seção 1, p. 18. Disponível em: <http:// portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=2298-rceb005- 09&category_slug=dezembro-2009-pdf&Itemid=30192>. Acesso em: 23 mar. 2017. 38 BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR Essa concepção de criança como ser que observa, questiona, levanta hipóteses, conclui, faz julgamentos e assimila valores e que constrói conhecimentos e se apropria do conhecimento sistematizado por meio da ação e nas interações com o mundo físico e social não deve resultar no confinamento dessas aprendizagens a um processo de desenvol- vimento natural ou espontâneo. Ao contrário, impõe a necessidade de imprimir intencionalidade educativa às práticas pedagógicas na Educação Infantil, tanto na creche quanto na pré-escola. DIREITOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL • Conviver com outras crianças e adultos, em pequenos e grandes grupos, utilizando diferentes linguagens, ampliando o conhecimento de si e do outro, o respeito em relação à cultura e às diferenças entre as pessoas. • Brincar cotidianamente de diversas formas, em diferentes espaços e tempos, com diferentes parceiros (crianças e adultos), ampliando e diversificando seu acesso a produções culturais, seus conhecimentos, sua imaginação, sua criatividade, suas experiências emocionais, corporais, sensoriais, expressivas, cognitivas, sociais e relacionais. • Participar ativamente, com adultos e outras crianças, tanto do planeja- mento da gestão da escola e das atividades propostas pelo educador quanto da realização das atividades da vida cotidiana, tais como a escolha das brincadeiras, dos materiais e dos ambientes, desenvolvendo diferen- tes linguagens e elaborando conhecimentos, decidindo e se posicionando. • Explorar movimentos, gestos, sons, formas, texturas, cores, palavras, emoções, transformações, relacionamentos, histórias, objetos, elementos da natureza, na escola e fora dela, ampliando seus saberes sobre a cultura, em suas diversas modalidades: as artes, a escrita, a ciência e a tecnologia. • Expressar, como sujeito dialógico, criativo e sensível, suas necessidades, emoções, sentimentos, dúvidas, hipóteses, descobertas, opiniões, ques- tionamentos, por meio de diferentes linguagens. • Conhecer-se e construir sua identidade pessoal, social e cultural, cons- tituindo uma imagem positiva de si e de seus grupos de pertencimento, nas diversas experiências de cuidados, interações, brincadeiras e linguagens vivenciadas na instituição escolar e em seu contexto familiar e comunitário. 39 EDUCAÇÃO INFANTIL Essa intencionalidade consiste na organização e proposição, pelo educador, de experiências que permitam às crianças conhecer a si e ao outro e de conhecer e compreender as relações com a natureza, com a cultura e com a produção científica, que se traduzem nas prá- ticas de cuidados pessoais (alimentar-se, vestir-se, higienizar-se), nas brincadeiras, nas experimentações com materiais variados, na aproximação com a literatura e no encontro com as pessoas. Parte do trabalho do educador é refletir, selecionar, organizar, planejar, mediar e monitorar o conjunto das práticas e interações, garantindo a pluralidade de situações que promovam o desenvolvimento pleno das crianças. Ainda, é preciso acompanhar tanto essas práticas quanto as apren- dizagens das crianças, realizando a observação da trajetória de cada criança e de todo o grupo – suas conquistas, avanços, possibi- lidades e aprendizagens. Por meio de diversos registros, feitos em diferentes momentos tanto pelos professores quanto pelas crianças (como relatórios, portfólios, fotografias, desenhos e textos), é possí- vel evidenciar a progressão ocorrida durante o período observado, sem intenção de seleção, promoção ou classificação de crianças em “aptas” e “não aptas”, “prontas” ou “não prontas”, “maduras” ou “imaturas”. Trata-se de reunir elementos para reorganizar tempos, espaços e situações que garantam os direitos de aprendizagem de todas as crianças. 40 BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR 3.1. OS CAMPOS DE EXPERIÊNCIAS Considerando que, na Educação Infantil, as aprendizagens e o desenvolvimento das crianças têm como eixos estruturantes as interações e a brincadeira, assegurando-lhes os direitos de conviver, brincar, participar, explorar, expressar-se e conhecer-se, a organi- zação curricular da Educação Infantil na BNCC está estruturada em cinco campos de experiências, no âmbito dos quais são definidos os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento. Os campos de experiências constituem um arranjo curricular que acolhe as situa- ções e as experiências concretas da vida cotidiana das crianças e seus saberes, entrelaçando-os aos conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural. A definição e a denominação dos campos de experiências também se baseiam no que dispõem as DCNEI em relação aossaberes e conhe- cimentos fundamentais a ser propiciados às crianças e associados às suas experiências. Considerando esses saberes e conhecimentos, os campos de experiências em que se organiza a BNCC são: O eu, o outro e o nós – É na interação com os pares e com adultos que as crianças vão constituindo um modo próprio de agir, sentir e pensar e vão descobrindo que existem outros modos de vida, pessoas diferentes, com outros pontos de vista. Conforme vivem suas primeiras experiências sociais (na família, na instituição escolar, na coletividade), constroem percepções e questionamentos sobre si e sobre os outros, diferenciando-se e, simultaneamente, identi- ficando-se como seres individuais e sociais. Ao mesmo tempo que participam de relações sociais e de cuidados pessoais, as crianças constroem sua autonomia e senso de autocuidado, de reciproci- dade e de interdependência com o meio. Por sua vez, na Educação Infantil, é preciso criar oportunidades para que as crianças entrem em contato com outros grupos sociais e culturais, outros modos de vida, diferentes atitudes, técnicas e rituais de cuidados pessoais e do grupo, costumes, celebrações e narrativas. Nessas experiências, elas podem ampliar o modo de perceber a si mesmas e ao outro, valorizar sua identidade, respeitar os outros e reconhecer as dife- renças que nos constituem como seres humanos. Corpo, gestos e movimentos – Com o corpo (por meio dos senti- dos, gestos, movimentos impulsivos ou intencionais, coordenados ou espontâneos), as crianças, desde cedo, exploram o mundo, o espaço 41 EDUCAÇÃO INFANTIL e os objetos do seu entorno, estabelecem relações, expressam- -se, brincam e produzem conhecimentos sobre si, sobre o outro, sobre o universo social e cultural, tornando-se, progressivamente, conscientes dessa corporeidade. Por meio das diferentes lingua- gens, como a música, a dança, o teatro, as brincadeiras de faz de conta, elas se comunicam e se expressam no entrelaçamento entre corpo, emoção e linguagem. As crianças conhecem e reco- nhecem as sensações e funções de seu corpo e, com seus gestos e movimentos, identificam suas potencialidades e seus limites, desenvolvendo, ao mesmo tempo, a consciência sobre o que é seguro e o que pode ser um risco à sua integridade física. Na Edu- cação Infantil, o corpo das crianças ganha centralidade, pois ele é o partícipe privilegiado das práticas pedagógicas de cuidado físico, orientadas para a emancipação e a liberdade, e não para a submissão. Assim, a instituição escolar precisa promover oportu- nidades ricas para que as crianças possam, sempre animadas pelo espírito lúdico e na interação com seus pares, explorar e viven- ciar um amplo repertório de movimentos, gestos, olhares, sons e mímicas com o corpo, para descobrir variados modos de ocupa- ção e uso do espaço com o corpo (tais como sentar com apoio, rastejar, engatinhar, escorregar, caminhar apoiando-se em berços, mesas e cordas, saltar, escalar, equilibrar-se, correr, dar cambalho- tas, alongar-se etc.). Traços, sons, cores e formas – Conviver com diferentes mani- festações artísticas, culturais e científicas, locais e universais, no cotidiano da instituição escolar, possibilita às crianças, por meio de experiências diversificadas, vivenciar diversas formas de expressão e linguagens, como as artes visuais (pintura, modelagem, colagem, fotografia etc.), a música, o teatro, a dança e o audiovisual, entre outras. Com base nessas experiências, elas se expressam por várias linguagens, criando suas próprias produções artísticas ou cultu- rais, exercitando a autoria (coletiva e individual) com sons, traços, gestos, danças, mímicas, encenações, canções, desenhos, modela- gens, manipulação de diversos materiais e de recursos tecnológicos. Essas experiências contribuem para que, desde muito pequenas, as crianças desenvolvam senso estético e crítico, o conhecimento de si mesmas, dos outros e da realidade que as cerca. Portanto, a Educação Infantil precisa promover a participação das crianças em tempos e espaços para a produção, manifestação e apreciação artística, de modo a favorecer o desenvolvimento da sensibilidade, da criatividade e da expressão pessoal das crianças, permitindo que se apropriem e reconfigurem, permanentemente, a cultura e potencializem suas singularidades, ao ampliar repertórios e inter- pretar suas experiências e vivências artísticas. 42 BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR Escuta, fala, pensamento e imaginação – Desde o nascimento, as crianças participam de situações comunicativas cotidianas com as pessoas com as quais interagem. As primeiras formas de interação do bebê são os movimentos do seu corpo, o olhar, a postura corpo- ral, o sorriso, o choro e outros recursos vocais, que ganham sentido com a interpretação do outro. Progressivamente, as crianças vão ampliando e enriquecendo seu vocabulário e demais recursos de expressão e de compreensão, apropriando-se da língua materna – que se torna, pouco a pouco, seu veículo privilegiado de interação. Na Educação Infantil, é importante promover experiências nas quais as crianças possam falar e ouvir, potencializando sua participação na cultura oral, pois é na escuta de histórias, na participação em con- versas, nas descrições, nas narrativas elaboradas individualmente ou em grupo e nas implicações com as múltiplas linguagens que a criança se constitui ativamente como sujeito singular e pertencente a um grupo social. Desde cedo, a criança manifesta curiosidade com relação à cultura escrita: ao ouvir e acompanhar a leitura de textos, ao observar os muitos textos que circulam no contexto familiar, comunitário e escolar, ela vai construindo sua concepção de língua escrita, reco- nhecendo diferentes usos sociais da escrita, dos gêneros, suportes e portadores. Na Educação Infantil, a imersão na cultura escrita deve partir do que as crianças conhecem e das curiosidades que deixam transparecer. As experiências com a literatura infantil, propostas pelo educador, mediador entre os textos e as crianças, contribuem para o desenvolvimento do gosto pela leitura, do estímulo à imagi- nação e da ampliação do conhecimento de mundo. Além disso, o contato com histórias, contos, fábulas, poemas, cordéis etc. propicia a familiaridade com livros, com diferentes gêneros literários, a dife- renciação entre ilustrações e escrita, a aprendizagem da direção da escrita e as formas corretas de manipulação de livros. Nesse conví- vio com textos escritos, as crianças vão construindo hipóteses sobre a escrita que se revelam, inicialmente, em rabiscos e garatujas e, à medida que vão conhecendo letras, em escritas espontâneas, não convencionais, mas já indicativas da compreensão da escrita como sistema de representação da língua. Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações – As crianças vivem inseridas em espaços e tempos de diferentes dimensões, em um mundo constituído de fenômenos naturais e socioculturais. Desde muito pequenas, elas procuram se situar em diversos espaços (rua, bairro, cidade etc.) e tempos (dia e noite; hoje, ontem e amanhã etc.). Demonstram também curiosidade sobre o mundo físico (seu próprio corpo, os fenômenos atmosféricos, os animais, as plantas, as transformações da natureza, os diferentes 43 EDUCAÇÃO INFANTIL tipos de materiais e as possibilidades de sua manipulação etc.) e o mundo sociocultural (as relações de parentesco e sociais entre as pessoas que conhece; como vivem e em que trabalham essas pessoas; quais suas tradições e seus costumes; a diversidade entre elas etc.). Além disso, nessas experiências e em muitas outras, as crianças também se deparam, frequentemente, com conhecimentos matemáticos (contagem, ordenação, relações entre quantidades, dimensões, medidas, comparação de pesos e de comprimentos, avaliação de distâncias, reconhecimento de formas geométricas,conhecimento e reconhecimento de numerais cardinais e ordinais etc.) que igualmente aguçam a curiosidade. Portanto, a Educa- ção Infantil precisa promover experiências nas quais as crianças possam fazer observações, manipular objetos, investigar e explorar seu entorno, levantar hipóteses e consultar fontes de informação para buscar respostas às suas curiosidades e indagações. Assim, a instituição escolar está criando oportunidades para que as crianças ampliem seus conhecimentos do mundo físico e sociocultural e possam utilizá-los em seu cotidiano. 44 BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR Bebês (zero a 1 ano e 6 meses) CRECHE Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses) PRÉ-ESCOLA 3.2. OS OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL Na Educação Infantil, as aprendizagens essenciais compreendem tanto comportamentos, habilidades e conhecimentos quanto vivên- cias que promovem aprendizagem e desenvolvimento nos diversos campos de experiências, sempre tomando as interações e a brin- cadeira como eixos estruturantes. Essas aprendizagens, portanto, constituem-se como objetivos de aprendizagem e desenvolvimento. Reconhecendo as especificidades dos diferentes grupos etários que constituem a etapa da Educação Infantil, os objetivos de aprendi- zagem e desenvolvimento estão sequencialmente organizados em três grupos por faixa etária, que correspondem, aproximadamente, às possibilidades de aprendizagem e às características do desenvol- vimento das crianças, conforme indicado na figura a seguir. Todavia, esses grupos não podem ser considerados de forma rígida, já que há diferenças de ritmo na aprendizagem e no desenvolvimento das crianças que precisam ser consideradas na prática pedagógica. 45 EDUCAÇÃO INFANTIL CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS” OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO Bebês (zero a 1 ano e 6 meses) Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses) (EI01EO01) Perceber que suas ações têm efeitos nas outras crianças e nos adultos. (EI02EO01) Demonstrar atitudes de cuidado e solidariedade na interação com crianças e adultos. (EI03EO01) Demonstrar empatia pelos outros, percebendo que as pessoas têm diferentes sentimentos, necessidades e maneiras de pensar e agir. (EI01EO02) Perceber as possibilidades e os limites de seu corpo nas brincadeiras e interações das quais participa. (EI02EO02) Demonstrar imagem positiva de si e confiança em sua capacidade para enfrentar dificuldades e desafios. (EI03EO02) Agir de maneira independente, com confiança em suas capacidades, reconhecendo suas conquistas e limitações. (EI01EO03) Interagir com crianças da mesma faixa etária e adultos ao explorar espaços, materiais, objetos, brinquedos. (EI02EO03) Compartilhar os objetos e os espaços com crianças da mesma faixa etária e adultos. (EI03EO03) Ampliar as relações interpessoais, desenvolvendo atitudes de participação e cooperação. (EI01EO04) Comunicar necessidades, desejos e emoções, utilizando gestos, balbucios, palavras. (EI02EO04) Comunicar-se com os colegas e os adultos, buscando compreendê-los e fazendo-se compreender. (EI03EO04) Comunicar suas ideias e sentimentos a pessoas e grupos diversos. (EI01EO05) Reconhecer seu corpo e expressar suas sensações em momentos de alimentação, higiene, brincadeira e descanso. (EI02EO05) Perceber que as pessoas têm características físicas diferentes, respeitando essas diferenças. (EI03EO05) Demonstrar valorização das características de seu corpo e respeitar as características dos outros (crianças e adultos) com os quais convive. 46 BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO Bebês (zero a 1 ano e 6 meses) Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses) (EI01EO06) Interagir com outras crianças da mesma faixa etária e adultos, adaptando-se ao convívio social. (EI02EO06) Respeitar regras básicas de convívio social nas interações e brincadeiras. (EI03EO06) Manifestar interesse e respeito por diferentes culturas e modos de vida. (EI02EO07) Resolver conflitos nas interações e brincadeiras, com a orientação de um adulto. (EI03EO07) Usar estratégias pautadas no respeito mútuo para lidar com conflitos nas interações com crianças e adultos. CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “O EU, O OUTRO E O NÓS” (Continuação) 47 EDUCAÇÃO INFANTIL CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “CORPO, GESTOS E MOVIMENTOS” OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO Bebês (zero a 1 ano e 6 meses) Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses) (EI01CG01) Movimentar as partes do corpo para exprimir corporalmente emoções, necessidades e desejos. (EI02CG01) Apropriar-se de gestos e movimentos de sua cultura no cuidado de si e nos jogos e brincadeiras. (EI03CG01) Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e emoções, tanto nas situações do cotidiano quanto em brincadeiras, dança, teatro, música. (EI01CG02) Experimentar as possibilidades corporais nas brincadeiras e interações em ambientes acolhedores e desafiantes. (EI02CG02) Deslocar seu corpo no espaço, orientando-se por noções como em frente, atrás, no alto, embaixo, dentro, fora etc., ao se envolver em brincadeiras e atividades de diferentes naturezas. (EI03CG02) Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos, escuta e reconto de histórias, atividades artísticas, entre outras possibilidades. (EI01CG03) Imitar gestos e movimentos de outras crianças, adultos e animais. (EI02CG03) Explorar formas de deslocamento no espaço (pular, saltar, dançar), combinando movimentos e seguindo orientações. (EI03CG03) Criar movimentos, gestos, olhares e mímicas em brincadeiras, jogos e atividades artísticas como dança, teatro e música. (EI01CG04) Participar do cuidado do seu corpo e da promoção do seu bem-estar. (EI02CG04) Demonstrar progressiva independência no cuidado do seu corpo. (EI03CG04) Adotar hábitos de autocuidado relacionados a higiene, alimentação, conforto e aparência. (EI01CG05) Utilizar os movimentos de preensão, encaixe e lançamento, ampliando suas possibilidades de manuseio de diferentes materiais e objetos. (EI02CG05) Desenvolver progressivamente as habilidades manuais, adquirindo controle para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros. (EI03CG05) Coordenar suas habilidades manuais no atendimento adequado a seus interesses e necessidades em situações diversas. 48 BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “TRAÇOS, SONS, CORES E FORMAS” OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO Bebês (zero a 1 ano e 6 meses) Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses) (EI01TS01) Explorar sons produzidos com o próprio corpo e com objetos do ambiente. (EI02TS01) Criar sons com materiais, objetos e instrumentos musicais, para acompanhar diversos ritmos de música. (EI03TS01) Utilizar sons produzidos por materiais, objetos e instrumentos musicais durante brincadeiras de faz de conta, encenações, criações musicais, festas. (EI01TS02) Traçar marcas gráficas, em diferentes suportes, usando instrumentos riscantes e tintas. (EI02TS02) Utilizar materiais variados com possibilidades de manipulação (argila, massa de modelar), explorando cores, texturas, superfícies, planos, formas e volumes ao criar objetos tridimensionais. (EI03TS02) Expressar-se livremente por meio de desenho, pintura, colagem, dobradura e escultura, criando produções bidimensionais e tridimensionais. (EI01TS03) Explorar diferentes fontessonoras e materiais para acompanhar brincadeiras cantadas, canções, músicas e melodias. (EI02TS03) Utilizar diferentes fontes sonoras disponíveis no ambiente em brincadeiras cantadas, canções, músicas e melodias. (EI03TS03) Reconhecer as qualidades do som (intensidade, duração, altura e timbre), utilizando-as em suas produções sonoras e ao ouvir músicas e sons. 49 EDUCAÇÃO INFANTIL CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO” OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO Bebês (zero a 1 ano e 6 meses) Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses) (EI01EF01) Reconhecer quando é chamado por seu nome e reconhecer os nomes de pessoas com quem convive. (EI02EF01) Dialogar com crianças e adultos, expressando seus desejos, necessidades, sentimentos e opiniões. (EI03EF01) Expressar ideias, desejos e sentimentos sobre suas vivências, por meio da linguagem oral e escrita (escrita espontânea), de fotos, desenhos e outras formas de expressão. (EI01EF02) Demonstrar interesse ao ouvir a leitura de poemas e a apresentação de músicas. (EI02EF02) Identificar e criar diferentes sons e reconhecer rimas e aliterações em cantigas de roda e textos poéticos. (EI03EF02) Inventar brincadeiras cantadas, poemas e canções, criando rimas, aliterações e ritmos. (EI01EF03) Demonstrar interesse ao ouvir histórias lidas ou contadas, observando ilustrações e os movimentos de leitura do adulto-leitor (modo de segurar o portador e de virar as páginas). (EI02EF03) Demonstrar interesse e atenção ao ouvir a leitura de histórias e outros textos, diferenciando escrita de ilustrações, e acompanhando, com orientação do adulto- -leitor, a direção da leitura (de cima para baixo, da esquerda para a direita). (EI03EF03) Escolher e folhear livros, procurando orientar-se por temas e ilustrações e tentando identificar palavras conhecidas. (EI01EF04) Reconhecer elementos das ilustrações de histórias, apontando-os, a pedido do adulto-leitor. (EI02EF04) Formular e responder perguntas sobre fatos da história narrada, identificando cenários, personagens e principais acontecimentos. (EI03EF04) Recontar histórias ouvidas e planejar coletivamente roteiros de vídeos e de encenações, definindo os contextos, os personagens, a estrutura da história. (EI01EF05) Imitar as variações de entonação e gestos realizados pelos adultos, ao ler histórias e ao cantar. (EI02EF05) Relatar experiências e fatos acontecidos, histórias ouvidas, filmes ou peças teatrais assistidos etc. (EI03EF05) Recontar histórias ouvidas para produção de reconto escrito, tendo o professor como escriba. 50 BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO Bebês (zero a 1 ano e 6 meses) Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses) (EI01EF06) Comunicar-se com outras pessoas usando movimentos, gestos, balbucios, fala e outras formas de expressão. (EI02EF06) Criar e contar histórias oralmente, com base em imagens ou temas sugeridos. (EI03EF06) Produzir suas próprias histórias orais e escritas (escrita espontânea), em situações com função social significativa. (EI01EF07) Conhecer e manipular materiais impressos e audiovisuais em diferentes portadores (livro, revista, gibi, jornal, cartaz, CD, tablet etc.). (EI02EF07) Manusear diferentes portadores textuais, demonstrando reconhecer seus usos sociais. (EI03EF07) Levantar hipóteses sobre gêneros textuais veiculados em portadores conhecidos, recorrendo a estratégias de observação gráfica e/ou de leitura. (EI01EF08) Participar de situações de escuta de textos em diferentes gêneros textuais (poemas, fábulas, contos, receitas, quadrinhos, anúncios etc.). (EI02EF08) Manipular textos e participar de situações de escuta para ampliar seu contato com diferentes gêneros textuais (parlendas, histórias de aventura, tirinhas, cartazes de sala, cardápios, notícias etc.). (EI03EF08) Selecionar livros e textos de gêneros conhecidos para a leitura de um adulto e/ou para sua própria leitura (partindo de seu repertório sobre esses textos, como a recuperação pela memória, pela leitura das ilustrações etc.). (EI01EF09) Conhecer e manipular diferentes instrumentos e suportes de escrita. (EI02EF09) Manusear diferentes instrumentos e suportes de escrita para desenhar, traçar letras e outros sinais gráficos. (EI03EF09) Levantar hipóteses em relação à linguagem escrita, realizando registros de palavras e textos, por meio de escrita espontânea. CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESCUTA, FALA, PENSAMENTO E IMAGINAÇÃO” (Continuação) 51 EDUCAÇÃO INFANTIL CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES” OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO Bebês (zero a 1 ano e 6 meses) Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses) (EI01ET01) Explorar e descobrir as propriedades de objetos e materiais (odor, cor, sabor, temperatura). (EI02ET01) Explorar e descrever semelhanças e diferenças entre as características e propriedades dos objetos (textura, massa, tamanho). (EI03ET01) Estabelecer relações de comparação entre objetos, observando suas propriedades. (EI01ET02) Explorar relações de causa e efeito (transbordar, tingir, misturar, mover e remover etc.) na interação com o mundo físico. (EI02ET02) Observar, relatar e descrever incidentes do cotidiano e fenômenos naturais (luz solar, vento, chuva etc.). (EI03ET02) Observar e descrever mudanças em diferentes materiais, resultantes de ações sobre eles, em experimentos envolvendo fenômenos naturais e artificiais. (EI01ET03) Explorar o ambiente pela ação e observação, manipulando, experimentando e fazendo descobertas. (EI02ET03) Compartilhar, com outras crianças, situações de cuidado de plantas e animais nos espaços da instituição e fora dela. (EI03ET03) Identificar e selecionar fontes de informações, para responder a questões sobre a natureza, seus fenômenos, sua conservação. (EI01ET04) Manipular, experimentar, arrumar e explorar o espaço por meio de experiências de deslocamentos de si e dos objetos. (EI02ET04) Identificar relações espaciais (dentro e fora, em cima, embaixo, acima, abaixo, entre e do lado) e temporais (antes, durante e depois). (EI03ET04) Registrar observações, manipulações e medidas, usando múltiplas linguagens (desenho, registro por números ou escrita espontânea), em diferentes suportes. (EI01ET05) Manipular materiais diversos e variados para comparar as diferenças e semelhanças entre eles. (EI02ET05) Classificar objetos, considerando determinado atributo (tamanho, peso, cor, forma etc.). (EI03ET05) Classificar objetos e figuras de acordo com suas semelhanças e diferenças. (EI01ET06) Vivenciar diferentes ritmos, velocidades e fluxos nas interações e brincadeiras (em danças, balanços, escorregadores etc.). (EI02ET06) Utilizar conceitos básicos de tempo (agora, antes, durante, depois, ontem, hoje, amanhã, lento, rápido, depressa, devagar). (EI03ET06) Relatar fatos importantes sobre seu nascimento e desenvolvimento, a história dos seus familiares e da sua comunidade. 52 BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO Bebês (zero a 1 ano e 6 meses) Crianças bem pequenas (1 ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses) Crianças pequenas (4 anos a 5 anos e 11 meses) (EI02ET07) Contar oralmente objetos, pessoas, livros etc., em contextos diversos. (EI03ET07) Relacionar números às suas respectivas quantidades e identificar o antes, o depois e o entre em uma sequência. (EI02ET08) Registrar com números a quantidade de crianças (meninas e meninos, presentes e ausentes) e a quantidade de objetos da mesma natureza(bonecas, bolas, livros etc.). (EI03ET08) Expressar medidas (peso, altura etc.), construindo gráficos básicos. CAMPO DE EXPERIÊNCIAS “ESPAÇOS, TEMPOS, QUANTIDADES, RELAÇÕES E TRANSFORMAÇÕES” (Continuação) 53 EDUCAÇÃO INFANTIL 3.3. A TRANSIÇÃO DA EDUCAÇÃO INFANTIL PARA O ENSINO FUNDAMENTAL A transição entre essas duas etapas da Educação Básica requer muita atenção, para que haja equilíbrio entre as mudanças introduzidas, garantindo integração e continuidade dos processos de aprendi- zagens das crianças, respeitando suas singularidades e as diferentes relações que elas estabelecem com os conhecimentos, assim como a natureza das mediações de cada etapa. Torna-se necessário estabe- lecer estratégias de acolhimento e adaptação tanto para as crianças quanto para os docentes, de modo que a nova etapa se construa com base no que a criança sabe e é capaz de fazer, em uma perspectiva de continuidade de seu percurso educativo. Para isso, as informações contidas em relatórios, portfólios ou outros registros que evidenciem os processos vivenciados pelas crianças ao longo de sua trajetória na Educação Infantil podem contribuir para a compreensão da história de vida escolar de cada aluno do Ensino Fundamental. Conversas ou visitas e troca de materiais entre os pro- fessores das escolas de Educação Infantil e de Ensino Fundamental – Anos Iniciais também são importantes para facilitar a inserção das crianças nessa nova etapa da vida escolar. Além disso, para que as crianças superem com sucesso os desafios da transição, é indispensável um equilíbrio entre as mudanças intro- duzidas, a continuidade das aprendizagens e o acolhimento afetivo, de modo que a nova etapa se construa com base no que os educandos sabem e são capazes de fazer, evitando a fragmentação e a descon- tinuidade do trabalho pedagógico. Nessa direção, considerando os direitos e os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento, apre- senta-se a síntese das aprendizagens esperadas em cada campo de experiências. Essa síntese deve ser compreendida como elemento balizador e indicativo de objetivos a ser explorados em todo o seg- mento da Educação Infantil, e que serão ampliados e aprofundados no Ensino Fundamental, e não como condição ou pré-requisito para o acesso ao Ensino Fundamental. 54 BASE NACIONAL COMUM CURRICULAR SÍNTESE DAS APRENDIZAGENS O eu, o outro e o nós Respeitar e expressar sentimentos e emoções. Atuar em grupo e demonstrar interesse em construir novas relações, respeitando a diversidade e solidarizando-se com os outros. Conhecer e respeitar regras de convívio social, manifestando respeito pelo outro. Corpo, gestos e movimentos Reconhecer a importância de ações e situações do cotidiano que contribuem para o cuidado de sua saúde e a manutenção de ambientes saudáveis. Apresentar autonomia nas práticas de higiene, alimentação, vestir-se e no cuidado com seu bem-estar, valorizando o próprio corpo. Utilizar o corpo intencionalmente (com criatividade, controle e adequação) como instrumento de interação com o outro e com o meio. Coordenar suas habilidades manuais. Traços, sons, cores e formas Discriminar os diferentes tipos de sons e ritmos e interagir com a música, percebendo-a como forma de expressão individual e coletiva. Expressar-se por meio das artes visuais, utilizando diferentes materiais. Relacionar-se com o outro empregando gestos, palavras, brincadeiras, jogos, imitações, observações e expressão corporal. 55 EDUCAÇÃO INFANTIL SÍNTESE DAS APRENDIZAGENS Escuta, fala, pensamento e imaginação Expressar ideias, desejos e sentimentos em distintas situações de interação, por diferentes meios. Argumentar e relatar fatos oralmente, em sequência temporal e causal, organizando e adequando sua fala ao contexto em que é produzida. Ouvir, compreender, contar, recontar e criar narrativas. Conhecer diferentes gêneros e portadores textuais, demonstrando compreensão da função social da escrita e reconhecendo a leitura como fonte de prazer e informação. Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações Identificar, nomear adequadamente e comparar as propriedades dos objetos, estabelecendo relações entre eles. Interagir com o meio ambiente e com fenômenos naturais ou artificiais, demonstrando curiosidade e cuidado com relação a eles. Utilizar vocabulário relativo às noções de grandeza (maior, menor, igual etc.), espaço (dentro e fora) e medidas (comprido, curto, grosso, fino) como meio de comunicação de suas experiências. Utilizar unidades de medida (dia e noite; dias, semanas, meses e ano) e noções de tempo (presente, passado e futuro; antes, agora e depois), para responder a necessidades e questões do cotidiano. Identificar e registrar quantidades por meio de diferentes formas de representação (contagens, desenhos, símbolos, escrita de números, organização de gráficos básicos etc.). 50 Questões sobre a Base Nacional Comum Curricular BNCC Questão 01 Conforme o artigo 26 da Lei no 9.394/96, LDB em vigor, logo afirma que os currículos da educação infantildevem contemplar a Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Enquanto em dezembro de 2017, o Conselho Nacional de Educação a aprovou. Sobre esse tema todavia é correto afirmar que a BNCC logo seja um documento de caráter: a) reflexivo, uma vez que define o conjunto normativo orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais como direito das crianças, jovens e adultos b) normativo, uma vez que define o conjunto normativo orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais como direito das crianças, jovens e adultos. c) opcional, uma vez que defende o conjunto normativo orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais como direito das crianças, jovens e adultos d) sugestivo, uma vez que defende o conjunto normativo orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais como direito das crianças, jovens e adultos Questão 02 Leia e analise conforme o artigo 36 da Lei 9.596/1996 – LDB abaixo e assinale a alternativa que esteja CORRETA e logo complementa o texto: Art. 36 O currículo do ensino médio será composto pela Base Nacional Comum Curricular e por itinerários formativos, que deverão ser organizados por meio da oferta de diferentes arranjos curriculares, conforme a relevância para o contexto local e a possibilidade dos sistemas de ensino, a saber. § 6o A critério dos sistemas de ensino, logo a oferta de formação com ênfase técnica e profissional considerará: II – A possibilidade de concessão de certificados intermediários de qualificação para o trabalho, quando a formação: a) Considerar uma vez que o rendimento do aluno tenha sido superior em 80%, mesmo tendo mais de 50% de faltas b) For estruturada e organizada em etapas com terminalidade. c) Do curso a fim de oferecer provas aleatórias práticas d) Do aluno estiver diretamente associada a um processo seletivo análogo ao ENEM e) For alicerçada contudo por meio das notas obtidas na educação básica Questão 03 Conforme a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento que determina os conhecimentos e habilidades essenciais precedido de tal garantia o direito à aprendizagem e o desenvolvimento pleno de todos os estudantes. Uma vez que o assunto, conforme a última versão desse documento, considere as seguintes afirmativas segundo as premissas: 1. A BNCC tem como um de seus marcos legais o Artigo 205 da Constituição Federal de 1988, a fim de que reconhece a educação como um direito fundamental de todos e um dever compartilhado entre o Estado, a sociedade e a família. 2. Conforme a BNCC, as decisões pedagógicas devem considerar o desenvolvimento de competências, com indicações claras sobre o que os alunos devem “saber”, e sobre o que eles devem “saber fazer”. 3. A implementação da BNCC deve embora levar em conta a diversidade cultural, social e econômica dos estados brasileiros, possibilitando por mais que cada instituiçãode ensino construa o seu currículo de forma independente, e autônoma usando como base somente as necessidades da comunidade local na qual atende. 4. Considerando que a Educação Básica deve propender à formação e ao desenvolvimento humano, entretanto a BNCC defende explicitamente o compromisso com a educação integral. Assinale a alternativa correta abaixo. a) Somente a afirmativa 2 é verdadeira b) Somente as afirmativas 1 e 3 são verdadeiras c) Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras d) Somente as afirmativas 1, 2 e 4 são verdadeiras. e) As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras Questão 04 Em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, logo a Base Nacional Comum Curricular define os direitos e objetivos de aprendizagem das crianças, orientando as instituições educativas na elaboração do currículo. Acerca dessas orientações, considere as seguintes afirmativas: 1. O primeiro passo à elaboração do currículo da Educação Infantil, que garanta, em sua proposta pedagógica, o respeito às crianças, promovendo seu desenvolvimento, consiste em estudar a Resolução CNE/CBE no 05/09. 2. Para planejar o trabalho no cotidiano, visto que os professores precisam analisar e identificar as conquistas e as dificuldades percebidas nas práticas com as crianças. 3. De modo mesmo que a orientar os projetos pedagógicos das unidades de Educação Infantil, a BNCC propõe que neles as crianças tenham garantidos como direitos mediadores de aprendizagens significativas: Conviver – Brincar – Explorar – Expressar – Participar – Conhecer-se. 4. O currículo por campos de experiência propõe a organização do trabalho pedagógico na Educação Infantil com práticas essenciais para cada grupo etário, a fim de contemplar suas necessidades, demandas e interesses Assinale a alternativa correta abaixo. a) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras b) Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeiras c) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras. d) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras e) As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras Questão 05 De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento que define o conjunto de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver na Educação Básica. A BNCC leva em conta que os diferentes campos que compõem a Matemática reúnem um conjunto de ideias fundamentais e propõe cinco unidades temáticas, correlacionadas, que orientam a formulação de habilidades a ser desenvolvidas ao longo do Ensino Fundamental. Sobre essas unidades temáticas, julgue como verdadeira (V) ou falsa (F) cada uma das afirmações abaixo e, em seguida, assinale a opção correta. ( ) A unidade temática Números tem como finalidade desenvolver o pensamento numérico, contudo implica o conhecimento de maneiras de quantificar atributos de objetos e de julgar e interpretar argumentos baseados em quantidades. ( ) A unidade temática Álgebra tem como finalidade o desenvolvimento de um tipo especial de pensamento que é essencial para utilizar modelos matemáticos na compreensão, representação e análise de relações quantitativas de grandezas assim como, de situações e estruturas matemáticas, fazendo uso de letras e outros símbolos. ( ) A unidade temática Grandezas e Medidas contribui a fim de que ainda para a consolidação e ampliação da noção de número, a aplicação de noções geométricas e a construção do pensamento algébrico. A sequência CORRETA, de cima para baixo, é: a) F – F – F b) F – F – V c) V – F – F d) V – F – V e) V – V – V Questão 06 Conforme os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) no quadro das mudanças provocadas pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), é correto afirmar que os PCNs: a) deixam de ser obrigatórios por conflitarem com a Base, sendo substituídos pela BNCC b) tiveram as expectativas de aprendizagem substituídas por direitos de aprendizagem na BNCC c) perderam sua função uma vez que a edição das Diretrizes Curriculares Nacionais d) não são tornados inválidos pela BNCC, contudo permanecendo documentos orientadores. e) foram automaticamente revogados pela Portaria MEC no 1.570 que aprova a BNCC Questão 07 De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), homologada em dezembro de 2017 pelo Ministério da Educação, NÃO é correto afirmar: a) A contribuição mais significativa da BNCC é o de substituir os currículos das disciplinas escolares das redes públicas federal, estaduais e municipais, uma vez que determina o que deve ser ensinado em cada escola. b) Determina os conhecimentos e as competências que os estudantes logo devem desenvolver ao longo da escolaridade, sendo embora orientada por princípios éticos, políticos e estéticos c) Fruto de amplo debate com diferentes atores do campo educacional e com a sociedade brasileira, a BNCC tem a finalidade de contribuir com construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva d) Trata-se de um documento de referência, contudo de caráter normativo, que define o conjunto de aprendizagens essenciais que todos os alunos brasileiros devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica e) Uma das finalidades da BNCC é a princípio contribuir com a superação da fragmentação das políticas educacionais, com o fortalecimento do regime de colaboração entre as três esferas de governo. Questão 08 Assinale a alternativa que apresenta corretamente essa proposta abaixo. Em suma a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) reconhece um problema histórico relacionado com o ensino da Educação Física no Brasil. Trata-se da dificuldade em estabelecer uma progressão no ensino dos temas que compõem o universo de conhecimentos que a disciplina deve ensinar nas escolas, ou seja, a BNCC propõe uma maneira de tratar dessa questão ao longo da trajetória escolar. a) As dimensões do conhecimento que representam níveis distintos de complexidade na relação com as unidades temáticas estão definidas. b) A decisão sobre o que ensinar em cada unidade temática, em cada ano da escolarização, contudo será por conta de cada professor c) Cada vez que um professor voltar a um conteúdo, assim como avaliar sua turma para decidir se vai introduzir, retomar ou aprofundar o conhecimento d) Os conteúdos a serem ensinados em cada unidade temática a fim de que a Educação Física são definidos rigidamente a cada ano da trajetória escolar e) Os níveis de aprofundamento a fim de que devem ser observados ao se ensinar uma unidade temática em cada ciclo escolar são determinados Questão 09 Leia os textos abaixo que tratam da função pedagógica e estratégica da Base Nacional Comum Curricular: De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica, de modo a que tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento, em conformidade com o que preceitua o Plano Nacional de Educação (PNE). (BRASIL, 2017, p.7). Entende-se por Base Nacional Comum Curricular, na Educação Básica, os conhecimentos, saberes e valores produzidos culturalmente, expressos nas políticas públicas e que são gerados nas instituições produtoras do conhecimento científico e tecnológico; no mundo do trabalho; no desenvolvimento das linguagens; nas atividades desportivas e culturais; na produção artística; nas formas diversas de exercício da cidadania; nos movimentos sociais. (BRASIL, 2010). Considerando as informações apresentadas nos textos, avalie as afirmativas a seguir sobre a Base Nacional Comum Curricular: I. Constitui-se em uma listagem de conteúdos, conceitos e habilidades que, prescritivamente, devem orientar a elaboração dos currículos dos Sistemas de Ensino II. Tem como uma de suas funções balizara qualidade da educação nacional, buscando a garantia da diversidade das aprendizagens de todos os alunos da Educação Básica III. Pretende a superação da fragmentação das políticas educacionais com o fortalecimento do regime de colaboração entre as esferas do governo. IV. Alinha-se com uma política educacional de formação continuada e comum de professores e com a padronização de avaliações externas. É CORRETO apenas o que se afirma abaixo: a) I e II b) I e III c) I, II e III d) II, III e IV e) III e IV. Questão 10 De acordo coma Base Nacional Comum Curricular apresenta 10 Competências Gerais, indicando como elas devem evoluir da Educação Infantil até o Ensino Médio. As Competências Gerais integram o capítulo introdutório da BNCC e foram definidas a partir dos direitos éticos estéticos e políticos assegurados pelas Diretrizes Curriculares Nacionais e dos conhecimentos, habilidades, atitudes e valores essenciais para a vida no século XXI. Os princípios são: agir pessoal e coletivamente com autonomia; responsabilidade, flexibilidade, resiliência e determinação; além da tomada de decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e solidários. Estes princípios se referem às competências abaixo: a) Conhecimento e Repertório Cultural b) Empatia, Cooperação e Comunicação c) Cultura Digital, Trabalho e Projeto de Vida d) Autoconhecimento, Autocuidado e Argumentação e) Responsabilidade e Cidadania. Gabarito: 1-b 2-b 3-d 4-c 5-e 6-d 7-a 8-a 9-e 10-e 10 questões De acordo com a Resolução CNE/CP nº 2/2-17, o termo competência envolve • A. Conceitos, procedimentos, atitudes e valores. • B. Conceitos e procedimentos, práticas cognitivas e socioemocionais, atitudes e valores. • C. práticas cognitivas e socioemocionais, atitudes e valores. • D. A mobilização de conhecimentos e habilidades para resolver demandas complexas da vida cotidiana, do pleno exercício da cidadania e do mundo do trabalho. O componente Língua Portuguesa da Base Nacional Comum Curricular (BNCC 2018) dialoga com documentos e orientações curriculares produzidos nas últimas décadas, buscando atualizá-los em relação às pesquisas recentes da área e às transformações das práticas de linguagem ocorridas neste século, devidas em grande parte ao desenvolvimento das tecnologias digitais da informação e comunicação (TDIC). Com relação ao componente Língua Portuguesa, a BNCC (2018) assume a perspectiva: • A.Análise de discurso direto. • B.Essencialista no tratamento da informação. • C.Elucidativa diretiva de linguagem. • D.Existencialista no tratamento da linguagem. • E.Enunciativo-discursiva de linguagem. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento de caráter normativo, referência nacional para a formulação dos currículos, apresenta o conjunto de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica. Essas aprendizagens só se materializam mediante o conjunto de decisões que caracterizam o currículo em ação. Tais decisões irão adequar as proposições da BNCC à realidade das instituições escolares. (BRASIL, MEC, 2017). Segundo Macedo (2011), o currículo é hoje um dos temas educacionais mais importantes para as políticas públicas em educação. Avalie se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre as concepções de currículo como norteadoras de ação efetiva na adequação das proposições da BNCC. ( ) O entendimento do currículo como uma invenção pedagógica dá autonomia aos membros das instituições escolares para definirem suas ações, sua qualidade e alcance, sem referências a outros parâmetros curriculares. ( ) A compreensão dos diversos modelos curriculares da contemporaneidade nos oferece possibilidades de implantação pedagógica e formacional e nos leva a evitar que possamos tomá-los como modelos que se bastam em si. ( ) A percepção do currículo enquanto conhecimento escolhido como formativo possibilita um empoderamento; passa a ter um poder considerável, porquanto o conhecimento define como devemos ver o mundo, a sociedade e a nós mesmos. ( ) O entendimento do currículo como concepção, organização, implementação e avaliação de conhecimentos eleitos como formativos em uma realidade marcada pela complexidade que busca modelos curriculares pautadas na perspectiva monodisciplinar. ( ) A concepção de currículo como prática, pois introduz elementos e problemas significativos a partir dos quais se faz necessário refletir: o currículo indica caminhos, travessias e chegadas, que são constantemente realimentados e reorientados pela ação dos atores/autores da cena curricular. De acordo com as afirmações, a sequência correta é • A.(V); (F); (F); (V); (F). • B.(F); (F); (V): (V); (F). • C.(F): (V); (V); (F); (V). • D.(V); (V); (F); (F); (V). Quem aprova e homologa, respectivamente, a inclusão de novos componentes curriculares de caráter obrigatório na Base Nacional Comum? • A.Órgãos Estaduais competentes e Instituto Nacional de Pesquisa e Ensino. • B.Órgãos Municipais competentes e Instituto Nacional de Pesquisa e Ensino. • C.Conselho Municipal de Educação e Fórum Nacional de Educação. • D.Conselho Estadual de Educação e Ministro de Estado da Educação. • E.Conselho Nacional de Educação e Ministro de Estado da Educação. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), a qual foi aprovada no fim do ano de 2017, tem como objetivo a organização do currículo escolar a partir da Educação Infantil até o Ensino Médio. Esse documento possui vários conceitos que irão orientar o trabalho do professor em sala de aula. Dentre esses conceitos, qual recebe um maior enfoque? • A.Atitudes. • B.Valores. • C.Habilidades. • D.Conhecimento. • E.Competência. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) possui caráter prescritivo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica. Sabendo disso, é correto afirmar que a Base é um documento de caráter • A.normativo. • B.restritivo. • C.moderador. • D.estrutural. • E.legislativo. Em conformidade com o PNE (2014-2024), à Base Nacional Comum Curricular cabe definir direitos e objetivos de aprendizagem e desenvolvimento que orientarão a elaboração dos currículos nacionais. Na BNCC, as concepções de direito de aprendizagem e desenvolvimento são, portanto, balizadoras da proposição dos objetivos de aprendizagem para cada componente curricular. No âmbito da BNCC, são definidos alguns direitos fundamentais à aprendizagem e ao desenvolvimento com os quais o trabalho que se realiza em todas as etapas da Educação Básica deve se comprometer. Considerando-se tal afirmativa, analise as assertivas que seguem e assinale a que está CORRETA em relação aos direitos fundamentais à aprendizagem previstos na BNCC. As crianças, adolescentes, jovens e adultos, sujeitos da educação básica têm direito • A.à apropriação de conhecimentos historicamente constituídos que lhes permitam aceitar de forma pacífica as leituras que realizam do mundo natural e social, por meio da interpretação, elaboração de hipóteses e argumentação, colaborando para a construção de uma sociedade menos solidária. • B.às oportunidades de se constituírem como indivíduos bem informados, incapazes de exercitar o diálogo ou analisar posições divergentes, desrespeitar decisões comuns para a solução de conflitos, fazer valer suas reivindicações, a qualquer custo, nas diferentes esferas da vida pública. • C.à participação em práticas e fruições de bens culturais diversificados, para que compreendam que a sua cultura é sempre superior às demais e deve ser valorizada e reconhecida como referência para a cultura universal e local. • D.à apropriação de conhecimentose experiências que possibilitem o entendimento da centralidade do trabalho, no âmbito das relações sociais e econômicas, permitindo estar preparados para o mercado de trabalho, mesmo que esse preparo não esteja alinhado ao seu projeto de vida pessoal. • E.ao respeito e ao acolhimento na sua diversidade, sem preconceitos de origem, etnia, gênero, orientação sexual, idade, convicção religiosa ou quaisquer outras formas de discriminação, bem como terem valorizados seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, reconhecendo-se como parte de uma coletividade com a qual devem se comprometer. No recente documento da Base Nacional Comum Curricular é indicado que a Educação Infantil e o Ensino Fundamental de Ciências precisam promover interações nas quais as crianças possam investigar e explorar seu entorno e ampliar seus conhecimentos do mundo físico e sociocultural. Para tanto, devem ser explorados os elementos característicos de um processo de investigação em ciências. Os elementos do processo investigativo da Ciência, que podem ser explorados pelo professor a partir de situações-problema do cotidiano, bem como sua principal função, estão contidos em: • A.Fazer observações, manipular objetos, propor hipóteses, levantar dados, consultar fontes para buscar respostas às suas indagações. A principal função desses elementos é permitir a tomada de decisões fundamentadas. • B.Reconhecer numerais cardinais e ordinais, identificar formas geométricas de acordo com as cores solicitadas, formular hipóteses, pintar desenhos de animais da região. A principal função é ampliar os elementos de participação social. • C.Manipular objetos e classificá-los de acordo com regras estabelecidas, identificar os fenômenos atmosféricos, os animais e as plantas da região pelo nome científico. A principal função é formar futuros cientistas. • D.Demonstrar controle e adequação do uso de seu corpo em brincadeiras e jogos, explorar habilidades manuais para desenhar, pintar, rasgar, folhear, entre outros. A principal função é permitir uma participação fundamentada na sociedade. • E.Contar oralmente objetos em contextos diversos, levantar hipóteses e dados, copiar ou desenhar a partir de textos de divulgação científica, manter a sala de aula organizada e limpa. A principal função é formar futuros cientistas. _____________________________ LEIA A LETRA DA CANÇÃO PARA RESPONDER A QUESTÃO Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo Corro o lápis em torno da mão e me dou uma luva E se faço chover, com dois riscos tenho um guarda-chuva Se um pinguinho de tinta cai num pedacinho azul do papel Num instante imagino uma linda gaivota a voar no céu Vai voando, contornando a imensa curva norte e sul Vou com ela, viajando, Havaí, Pequim ou Istambul Pinto um barco a vela branco, navegando, é tanto céu e mar num beijo azul Entre as nuvens vem surgindo um lindo avião rosa e grená Tudo em volta colorindo, com suas luzes a piscar Basta imaginar e ele está partindo, sereno, indo E se a gente quiser ele vai pousar Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida Com alguns bons amigos bebendo de bem com a vida De uma América a outra consigo passar num segundo Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo Um menino caminha e caminhando chega no muro E ali logo em frente, a esperar pela gente, o futuro está E o futuro é uma astronave que tentamos pilotar Não tem tempo nem piedade, nem tem hora de chegar Sem pedir licença muda nossa vida, depois convida a rir ou chorar Nessa estrada não nos cabe conhecer ou ver o que virá O fim dela ninguém sabe bem ao certo onde vai dar Vamos todos numa linda passarela De uma aquarela que um dia, enfim, descolorirá Numa folha qualquer eu desenho um sol amarelo (que descolorirá) E com cinco ou seis retas é fácil fazer um castelo (que descolorirá) Giro um simples compasso e num círculo eu faço o mundo (que descolorirá) Que descolorirá Que descolorirá • A poesia diz que Vamos todos numa linda passarela. Nessa caminhada desde cedo as crianças vivenciam experiências sociais na família, na instituição escolar e na coletividade. Visando à abordagem dessas interações, a organização curricular da Educação Infantil na BNCC apresenta o campo de experiências O eu, o outro e o nós. Com relação às experiências desse campo que podem ser vivenciadas na Educação Infantil, é correto afirmar que devem: • A.afastar as crianças das pessoas que têm outros modos de vida, respeitando as diferenças. • B.evitar o contato entre as crianças de mesma faixa etária ao explorar espaços e brinquedos. • C.evitar contato das crianças com pessoas e grupos que têm os mesmos rituais de cuidados pessoais. • D.promover a exploração dos brinquedos, materiais e espaços sempre individualmente. • E. promover o contato das crianças com outros grupos sociais e culturais e outros modos de vida. A Base Nacional Comum Curricular aborda seis pontos relacionados ao direito a aprendizagem das crianças, os quais são fundamentais para o bom desenvolvimento delas no decorrer do processo de ensino-aprendizado. Um desses pontos discorre a respeito da importância de se ter contato com adultos, crianças, grandes e pequenos grupos, utilizando diversos tipos de linguagens, podendo dessa forma ampliar seu contato com relação a novas culturas e diferentes pessoas. A qual critério esse posicionamento se refere? • A.Trabalhar. • B.Conviver • C.Participar. • D.Brincar. • E.Expressar. 12 QUESTÕES Questão 1 ERRADO (CEV-URCA/Prefeitura de Mauriti - CE/Magistério Superior/2019) A Base Nacional Comum Curricular (BNNC) tem por propósitos ser referência nacional, integrar a política nacional da educação básica, garantir o pleno desenvolvimento da educação. Com relação a BNCC é incorreto afirmar: A) Dentre as competências gerais da BNCC encontra-se a utilização de tecnologias digitais de informação e comunicação de forma ética e crítica nas práticas do cotidiano para, dentre outros, produzir conhecimentos e resolver problemas; B) A BNCC e os currículos se identificam na comunhão de princípios e valores da educação já respaldados na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), nas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) e na Constituição Federal (1988). C) O compromisso com a educação integral na BNCC está articulado com a construção intencional de processos educativos que promovam aprendizagens sintonizadas com as necessidades, possibilidades e interesses dos alunos, assim como com os desafios da sociedade contemporânea. D) O Ensino fundamental está estruturado em 6(seis) áreas de conhecimento incluindo-se aí, os componentes curriculares que objetivam o desenvolvimento das aprendizagens essenciais na educação integral. E) A BNCC não é Currículo, é um ponto de partida para a construção desse em todo o país, adequado aos diferentes contextos. resposta: “D” Questão 2 ERRADO (CS-UFG/IF Goiano/Técnico em Assuntos Educacionais/2019) De acordo com as DCN Gerais para a Educação Básica (Resolução CNE/CEB n. 04/2010), a Base Nacional Comum Curricular constitui-se de saberes e valores produzidos culturalmente, expressos nas políticas públicas e gerados em diferentes instâncias, como: A) nos saberes populares B) nas atividades de lazer. C) nas instituições religiosas. D) no mundo do trabalho Resposta “D” Questão 3 ERRADO (IF Sul Rio-Grandense/IF Sul Rio-Grandense/Técnico em Assuntos Educacionais/2019) O Art. 35-A, desta mesma Lei, 9394/96, trata da Base Nacional Comum Curricular e define direitos e objetivos de aprendizagem do ensino médio, conforme diretrizes do Conselho Nacional de Educação, em áreas do conhecimento. As áreas citadas no texto legal estão corretamente apontadasem: A) I - Linguagens e suas tecnologias; II - Matemática e suas tecnologias; III - Ciências sociais e suas tecnologias; IV - Ciências humanas e suas tecnologias. B) I - Linguagens e suas tecnologias; II - Matemática e suas tecnologias; III - Ciências humanas e suas tecnologias; IV - Ciências socioambientais e suas tecnologias. C) I - Linguagens de sinais e suas tecnologias; II - Matemática e suas tecnologias; III - Ciências humanas e suas tecnologias; IV - Ciências sociais aplicadas. D) I - Linguagens e suas tecnologias; II - Matemática e suas tecnologias; III - Ciências da natureza e suas tecnologias; IV - Ciências humanas e sociais aplicadas. reposta “D” Questão 4 ERRADO (IBADE/Prefeitura de Porto Velho - RO/Especialista em Educação/2019) As diretrizes da Educação em nosso país estão passando por um processo de transição. Nesse momento, temos como referência os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que ainda não foi concluída, mas já está sendo utilizada em algumas escolas, em sua versão preliminar. Essas diretrizes servem como guia, que orientam todas as atividades da instituição segundo a realidade da própria escola, em comunhão com os objetivos dispostos pelo Governo Federal. A Base determina as aprendizagens que todos os alunos da Educação Infantil até o Ensino Médio devem desenvolver ao longo da Educação Básica, e deverá ser implementada até: A) 2023 B) 2020 C) 2025 D) 2022 E) 2024 resposta “B” Questão 5 CORRETA (NC-UFPR/Prefeitura de Curitiba - PR/Professor - Magistério/2019) Na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), são propostas unidades temáticas que visam a orientar a criação de habilidades a serem desenvolvidas durante o Ensino Fundamental. As unidades temáticas da área de Matemática na BNCC são: A) Números; Álgebra; Geometria; Grandezas e Medidas; Probabilidade e Estatística B) Números e Álgebra; Espaço e Forma; Grandezas e Medidas; Probabilidade e Estatística. C) Números e Operações; Álgebra; Geometria; Grandezas e Medidas; Probabilidade e Estatística. D) Números e Álgebra; Espaço e Forma; Grandezas e Medidas; Tratamento da Informação. E) Números; Álgebra; Geometria; Grandezas e Medidas; Tratamento da Informação. Resposta “A” Questão 6 ERRADO (Crescer Consultorias/Prefeitura de Jijoca de Jericoacoara - CE/Professor - Educação Básica I/2019) As Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) são normas obrigatórias para a Educação Básica que orientam o planejamento curricular das escolas e dos sistemas de ensino. Elas são discutidas, concebidas e fixadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE). Mesmo depois que o Brasil elaborou a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), as Diretrizes continuam valendo porque os documentos são complementares: as Diretrizes dão a estrutura; a Base o detalhamento de conteúdos e competências. Sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais, assinale a alternativa correta. A) As diretrizes curriculares visam preservar a questão da autonomia da escola e da proposta pedagógica, porém com algumas ressalvas. Elas desencorajam as instituições a montar seu currículo, pois, dentro das áreas de conhecimento, os conteúdos a serem trabalhados devem estar conectados à formação das competências explícitas nas DCNs. B) As diretrizes curriculares são obrigatórios e devem ser respeitados por todas as escolas, tanto da rede pública como particular, porém com a homologação da Base Nacional Comum Curricular, elas se tornaram obsoletas. C) O processo de definição das diretrizes curriculares contou com a participação de algumas esferas da sociedade, dentre elas, o Conselho Nacional dos Secretários Estaduais de Educação (Consed). Órgãos como a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd) não participaram desse processo. D) As Diretrizes Curriculares Nacionais são um conjunto de definições doutrinárias sobre princípios, fundamentos e procedimentos na Educação Básica que orientam as escolas na organização, articulação, desenvolvimento e avaliação de suas propostas pedagógicas. RESPOSTA “D” Questão 7 CORRETA (IF Sul Rio-Grandense/IF Sul Rio-Grandense/Técnico em Assuntos Educacionais/2019) A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), de acordo com a publicação disponível no portal do MEC, é A) um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de diretrizes essenciais para infância e adolescência que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Fundamental, de modo a que tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento, em conformidade com o que preceitua o Plano Nacional de Educação (PNE). B) um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica, de modo a que tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento, em conformidade com o que preceitua o Plano Nacional de Educação (PNE). C) um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de diretrizes essenciais para infância e adolescência que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Fundamental, de modo a que tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento, em conformidade com o que preceitua o Conselho Nacional de Educação (CNE). D) um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica, de modo a que tenham assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento, em conformidade com o que preceitua o Conselho Nacional de Educação (CNE). RESPOSTA “B” Questão 8 ERRADO (IDECAN/IF-PB/Pedagogo/2019) De acordo com a LDB, quando se trata dos níveis e das modalidades de educação e ensino, é incorreto afirmar que: A) a educação básica poderá organizar-se em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância regular de períodos de estudos, grupos não-seriados, com base na idade, na competência e em outros critérios, ou por forma diversa de organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar. B) a educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança de até 5 (cinco) anos em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, complementando a ação da família e da comunidade. C) o ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, assegurada às comunidades indígenas a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem. D) A Base Nacional Comum Curricular referente ao ensino médio incluirá optativamente estudos e práticas de educação física, arte, sociologia e filosofia. E) as instituições públicas de educação superior obedecerão ao princípio da gestão democrática, assegurada a existência de órgãos colegiados deliberativos, de que participarão os segmentos da comunidade institucional, local e regional. RESPOSTA “D” Questão 9 ERRADO (FCM/Prefeitura de Guarani - MG/Supervisor Pedagógico/2019) A Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento de caráter normativo, referência nacional para a formulação dos currículos, apresenta o conjunto de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica. Essas aprendizagens só se materializam mediante o conjunto de decisões que caracterizam o currículo em ação. Tais decisões irão adequar as proposições da BNCC à realidade das instituiçõesescolares. (BRASIL, MEC, 2017). Segundo Macedo (2011), o currículo é hoje um dos temas educacionais mais importantes para as políticas públicas em educação. Avalie se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre as concepções de currículo como norteadoras de ação efetiva na adequação das proposições da BNCC. ( ) O entendimento do currículo como uma invenção pedagógica dá autonomia aos membros das instituições escolares para definirem suas ações, sua qualidade e alcance, sem referências a outros parâmetros curriculares. ( ) A compreensão dos diversos modelos curriculares da contemporaneidade nos oferece possibilidades de implantação pedagógica e formacional e nos leva a evitar que possamos tomá-los como modelos que se bastam em si. ( ) A percepção do currículo enquanto conhecimento escolhido como formativo possibilita um empoderamento; passa a ter um poder considerável, porquanto o conhecimento define como devemos ver o mundo, a sociedade e a nós mesmos. ( ) O entendimento do currículo como concepção, organização, implementação e avaliação de conhecimentos eleitos como formativos em uma realidade marcada pela complexidade que busca modelos curriculares pautadas na perspectiva monodisciplinar. ( ) A concepção de currículo como prática, pois introduz elementos e problemas significativos a partir dos quais se faz necessário refletir: o currículo indica caminhos, travessias e chegadas, que são constantemente realimentados e reorientados pela ação dos atores/autores da cena curricular. De acordo com as afirmações, a sequência correta é: A) (V); (F); (F); (V); (F) B) (F); (F); (V): (V); (F) C) (F): (V); (V); (F); (V) D) (V); (V); (F); (F); (V) RESPOSTA “D” Questão 10 ERRADO (Prefeitura do Rio de Janeiro - RJ/Prefeitura de Rio de Janeiro - RJ/Professor Adjunto de Educação Infantil/2019) O artigo 26 da Lei nº 9.394/96, LDB em vigor, afirma que os currículos da educação infantil devem contemplar a Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Em dezembro de 2017, o Conselho Nacional de Educação a aprovou. Sobre esse tema, é correto afirmar que a BNCC é um documento de caráter: A) reflexivo, que define o conjunto normativo orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais como direito das crianças, jovens e adultos B) normativo, que define o conjunto normativo orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais como direito das crianças, jovens e adultos C) opcional, que defende o conjunto normativo orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais como direito das crianças, jovens e adultos D) sugestivo, que defende o conjunto normativo orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais como direito das crianças, jovens e adultos RESPOSTA “B” Questão 11 ERRADO (FAU/IF-PR/Professor - Educação Especial/2019) Assinale a alternativa CORRETA. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases (BRASIL, 2017) a Educação Profissional Técnica de Nível Médio, dispõe no Art. 36 que: “O currículo do ensino médio será composto pela Base Nacional Comum Curricular e por itinerários formativos, que deverão ser organizados por meio da oferta de diferentes arranjos curriculares, conforme a relevância para o contexto local e a possibilidade dos sistemas de ensino, a saber”: A) I - linguagens e suas tecnologias; II - matemática e suas tecnologias; III - ciências da natureza e suas tecnologias; IV - ciências humanas e sociais aplicadas; V - formação técnica e profissional. B) I - linguagens e matemática; II - inglês e espanhol; III - tecnologia e informação; IV - ciências exatas e humanas. C) I - formação técnica; II - formação matemática; III - formação tecnológica IV - formação científica; V - formação profissional. D) I - preparação para o trabalho; II - preparação para linguagens e suas tecnologias; III - preparação para matemática e ciências; IV - estudos das ciências humanas E) I - habilitação em linguagens; II - habilitação em matemática; habilitação nas tecnologias; III - preparação para as ciências da natureza; IV - especialização nas ciências humanas e sociais aplicadas; V - formação técnica e profissional. RESPOSTA “A” Questão 12 ERRADO (COMPERVE/Prefeitura de Parnamirim - RN/Pedagogo/2019) Em uma reunião pedagógica, um pedagogo respondeu a algumas perguntas formuladas por professores que desconheciam a natureza e o conteúdo da Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Nos itens a seguir, estão presentes algumas dessas questões. I A BNCC aplica-se à educação escolar e à não escolar, tal como as define a LDB, Lei nº 9.394/1996? II Esse documento adota o conceito de competência para se referir ao que é básico e comum para nortear os currículos nas escolas? III Esse documento substitui o Parecer nº 7, de 7 de abril de 2010, relativo a Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica? IV A BNCC estabelece as aprendizagens essenciais que todos os estudantes devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica? As perguntas que devem ser respondidas pelo pedagogo de forma afirmativa estão nos itens A) II e III. B) I e III C) I e IV D) II e IV RESPOSTA “D” --- QUESTÕES -- 14 1) Avalie a atividade descrita no texto de acordo com o que é expresso pela Base Nacional Comum Curricular (BNCC), e assinale a alternativa correta. • A A) Tem um interessante potencial pedagógico, porém não deve ser incorporada ao eixo curricular da escola, por depender de tarefas que estão fora do controle do corpo docente. B) É uma proposta consistente, mas que pode ser expandida como projeto transdisciplinar, pois trabalha temas transversais, como ética, meio ambiente, democracia e permite a contribuição de diversas disciplinas. C) É contributiva à formação do estudante do ensino fundamental II, devendo ser submetida à aprovação de comissões governamentais responsáveis pela normalização dos conteúdos escolares. D) Para ser adotada pela escola, ela deve ser coordenada pelo professor de língua portuguesa, que tem a primazia sobre as atividades que envolvam produção escrita e interpretação de texto. E) É uma alternativa pedagógica criativa e abrangente, mas se afasta da BNCC pela tendência de valorizar o universo digital, visando gerar o interesse do estudante ao invés de promover uma efetiva motivação acadêmica. RESPOSTA “B” 2) De acordo com a Base Nacional Comum Curricular, na Educação Infantil vem se consolidando, nas últimas décadas, a concepção que vincula A) educar e proteger, entendendo a proteção como defesa dos direitos das crianças, primordialmente à educação. B) ensinar e cuidar, entendendo o ensino como preservação dos conhecimentos construídos socialmente. C) instruir e formar, entendendo a instrução como transmissão de conteúdos científicos relevantes às crianças. D) educar e cuidar, entendendo o cuidado como algo indissociável do processo educativo. E) educar e formar, entendendo a formação como preparação das novas gerações para um futuro profissional promissor. Resposta “D” 3) A Resolução CNE/CP nº 2, de 22 de dezembro de 2017, institui e orienta a implantação da Base Nacional Comum Curricular no âmbito da Educação Básica. Considerando que a BNCC respeita os princípios de autonomia pedagógica e gestão democrática determinados pela legislação educacional, é correto dizer que as propostas pedagógicas das instituições ou redes de ensino devem A) ser elaboradas e executadas com efetiva participação de seus docentes. B) ser elaboradas por gestores, mas executadas com a participação de seus docentes. C) ser executadas por seus docentes, tendo em vista que sua elaboração já está integralmente concluída na própria BNCC. D) ser elaboradas com participação de seus docentes, tomando os parâmetros da BNCC como altamente recomendados, mas não obrigatórios. E)ser democraticamente elaboradas em consonância com os valores das famílias e da comunidade escolar local, os quais são prioritários perante os parâmetros da BNCC. RESPOSTA “A” 4) Considerando o fragmento de texto precedente e as disposições da BNCC do ensino fundamental para a disciplina de língua portuguesa, julgue o item a seguir, a respeito do Realismo e do Naturalismo na literatura brasileira. A BNCC recomenda que seja trabalhada com os estudantes a habilidade de relacionar o texto literário com suas condições de produção e seu contexto sócio-histórico de circulação, o que é fundamental para a leitura de obras naturalistas, que enunciam preconceitos de seu tempo. A) CERTO B) ERRADO RESPOSTA “A” 5) Considerando a BNCC, julgue o item subsequente. O processo de desenvolvimento das habilidades de produção de texto no ensino fundamental deve considerar o trabalho com as estratégias de planejamento, revisão, edição e reescrita de textos. O primeiro rascunho deve ser considerado apenas como base para reformulações que, ao final do processo de reescrita, sirvam para configurar o texto definitivo. A) CERTO B) ERRADO RESPOSTA “B” 6) Considerando a BNCC, julgue o item subsequente. A BNCC assume a perspectiva enunciativo-discursiva de linguagem, segundo a qual a linguagem é uma forma de ação interindividual orientada para uma finalidade específica, um processo de interlocução que se realiza nas práticas sociais existentes na sociedade, nos distintos momentos de sua história. Tal proposta assume a centralidade do texto como unidade de trabalho, de forma a sempre relacionar os textos a seus contextos de produção e o desenvolvimento de habilidades ao uso significativo da linguagem em atividades de leitura, escuta e produção de textos em várias mídias. A) CERTO B) ERRADO RESPOSTA “A” 7) Julgue o próximo item, a respeito das habilidades propostas pela BNCC para a disciplina de língua portuguesa nos anos finais do ensino fundamental. Atividades de leitura de textos do campo jornalístico-midiático devem visar desenvolver no estudante a habilidade de diferenciar liberdade de expressão de discursos de ódio, de maneira que ele possa posicionar-se contrariamente a esse tipo de discurso e vislumbrar possibilidades de denúncia, quando for o caso. A) CERTO B) ERRADO RESPOSTA “A” 8) Considerando as disposições da BNCC, julgue o item subsequente. A BNCC preconiza atividades com textos literários entre as competências específicas de língua portuguesa para o ensino fundamental. A) CERTO B) ERRADO RESPOSTA “A” 9) Considerando as competências e habilidades propostas pela BNCC do ensino fundamental para a disciplina de geografia, julgue o item subsecutivo. Como o tempo social e suas relações com os fenômenos da natureza são reflexos de múltiplas complexidades, as transformações antrópicas do meio natural e suas respectivas modificações no espaço geográfico são trabalhadas unicamente no último ano do ensino fundamental. A) CERTO B)ERRADO Resposta “B” 10) Considerando as competências e habilidades propostas pela BNCC do ensino fundamental para a disciplina de geografia, julgue o item subsecutivo. Espera-se dos estudantes dos anos finais do ensino fundamental o entendimento relacional dos fenômenos espaciais no ordenamento do território usado. A) CERTO B) ERRADO RESPOSTA “A” 11) Com relação à sociedade, a conceitos geográficos e ao ensino de geografia, julgue o próximo item . A cartografia social constitui instrumento metodológico relevante para o professor trabalhar, no ensino fundamental, a localização de componentes do espaço ou da paisagem urbano- rural, em conformidade com a BNCC, que preconiza o desenvolvimento do sentido individual e coletivo da conservação ambiental. A) CERTO B) ERRADO RESPOSTA “A” 12) Segundo o documento Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ao longo da Educação Básica as crianças e adolescentes passam por uma série de mudanças relacionadas a aspectos físicos, cognitivos, afetivos, sociais, emocionais, entre outros. Assim, a BNCC do Ensino Fundamental – Anos Iniciais indica a necessidade de superar as rupturas que ocorrem na passagem entre as etapas da Educação Básica e entre as duas fases do Ensino Fundamental. Para tanto, aponta A) para a necessária articulação com as experiências vivenciadas na Educação Infantil, valorizando as situações lúdicas de aprendizagem B) para o desenvolvimento de um trabalho que se organize segundo ao planejado pelo professor. C) que a ação pedagógica deve ter o foco na alfabetização matemática para que as crianças se apropriem do sistema de numeração. D) que a progressão do conhecimento da criança deve ocorrer pela manutenção das práticas de linguagem utilizadas na Educação Infantil. E) que as mudanças próprias dessa fase da vida implicam a compreensão do educando com singularidades e formações identitárias e culturais próprias. RESPOSTA “A” 13) Joana, professora de educação infantil, atenta à necessidade de atualizar-se e aprimorar o trabalho pedagógico que desenvolve, consultou a Base Nacional Comum Curricular – Etapa da Educação Infantil. Nesse documento, Joana leu os “Direitos de aprendizagem e desenvolvimento na educação infantil”. De acordo com o referido documento, um dos direitos de aprendizagem e desenvolvimento na educação infantil refere-se a: A) aplicar os princípios da evolução biológica para analisar a história humana, considerando sua origem, diversificação, dispersão pelo planeta e diferentes formas de interação, valorizando e respeitando a diversidade étnica e cultural. B) expressar, como sujeito dialógico, criativo e sensível, suas necessidades, emoções, sentimentos, dúvidas, hipóteses, descobertas, opiniões, questionamentos, por meio de diferentes linguagens. C) identificar e analisar aspectos das estruturas sociais da atualidade com os legados do racismo no Brasil e, ainda, identificar e analisar as políticas oficiais com relação aos povos indígenas. D) formular perguntas, apresentar argumentos e contra--argumentos coerentes, respeitando os turnos de fala, na participação em discussões sobre temas de interesse da turma e temas controversos. E) identificar e manipular diferentes tecnologias e recursos digitais para acessar, apreciar, produzir, registrar e compartilhar práticas e repertórios artísticos, de modo reflexivo, ético e responsável. RESPOSTA “B” 14) Tendo em vista que, legitimada pelo pacto interfederativo, a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) depende do adequado funcionamento do regime de colaboração para alcançar seus objetivos, analise as seguintes afirmativas. I. Uma das tarefas de responsabilidade direta da União é a revisão das formações inicial e continuada dos professores para alinhá-las à BNCC. II. O monitoramento da implementação da BNCC é tarefa do Ministério da Educação em colaboração com os organismos nacionais da área: CNE, Consed e Undime. III. A implementação da BNCC é prerrogativa dos sistemas e das redes de ensino. IV. As redes de ensino e escolas particulares têm diante de si a tarefa de construir currículos, com base nas aprendizagens essenciais estabelecidas na BNCC. Esse regime de colaboração prevê o que se afirma em: A) I e II, apenas. B) III e IV, apenas. C) I, II e III, apenas. D) I, II, III e IV. RESPOSTA “D” 15) Em consonância com as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil, a Base Nacional Comum Curricular define os direitos e objetivos de aprendizagem das crianças, orientando as instituições educativas na elaboração do currículo. Acerca dessas orientações, considere as seguintes afirmativas: 1. O primeiro passo à elaboração do currículo da Educação Infantil, que garanta, em sua propostapedagógica, o respeito às crianças, promovendo seu desenvolvimento, consiste em estudar a Resolução CNE/CBE nº 05/09. 2. Para planejar o trabalho no cotidiano, os professores precisam analisar e identificar as conquistas e as dificuldades percebidas nas práticas com as crianças. 3. De modo a orientar os projetos pedagógicos das unidades de Educação Infantil, a BNCC propõe que neles as crianças tenham garantidos como direitos mediadores de aprendizagens significativas: Conviver – Brincar – Explorar – Expressar – Participar – Conhecer-se. 4. O currículo por campos de experiência propõe a organização do trabalho pedagógico na Educação Infantil com práticas essenciais para cada grupo etário, a fim de contemplar suas necessidades, demandas e interesses. Assinale a alternativa correta. A) Somente as afirmativas 1 e 2 são verdadeiras. B) Somente as afirmativas 3 e 4 são verdadeira C) Somente as afirmativas 1, 2 e 3 são verdadeiras. D) Somente as afirmativas 2, 3 e 4 são verdadeiras. E) As afirmativas 1, 2, 3 e 4 são verdadeiras. RESPOSTA “C” 16) O artigo 26 da Lei nº 9.394/96, LDB em vigor, afirma que os currículos da educação infantil devem contemplar a Base Nacional Comum Curricular – BNCC. Em dezembro de 2017, o Conselho Nacional de Educação a aprovou. Sobre esse tema, é correto afirmar que a BNCC é um documento de caráter: A) reflexivo, que define o conjunto normativo orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais como direito das crianças, jovens e adultos B) normativo, que define o conjunto normativo orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais como direito das crianças, jovens e adultos C) opcional, que defende o conjunto normativo orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais como direito das crianças, jovens e adultos D) sugestivo, que defende o conjunto normativo orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais como direito das crianças, jovens e adultos resposta “B” 17) Qual das seguintes alternativas expressa uma definição crítica acerca da atual política de construção de uma Base Nacional Comum Curricular (BNCC) que vem sendo encaminhada pelo Ministério da Educação? A) Trata-se de uma proposta de unificação dos esforços de toda a rede pública de educação básica, para que a educação escolar tenha a mesma qualidade de norte a sul do país B) Trata-se de uma proposta de organização da educação básica, já que a mesma não conta com nenhuma diretriz ou parâmetro curricular nacional que oriente os professores e que garanta que os alunos das diferentes regiões do país tenham acesso aos mesmos conhecimentos C) Trata-se de uma proposta de reformulação da educação básica em todo o país, que consiste em padronizar 60% dos conteúdos a serem lecionados, a qual beneficiará, em grande medida, os grupos empresariais responsáveis pela confecção de materiais didáticos a serem distribuídos às escolas de todo o país. D) Não se trata de uma padronização dos conteúdos da educação básica, pois a Base Comum refere-se apenas a 60% dos conteúdos a serem trabalhados, deixando os sistemas de ensino livres para escolher os demais 40% RESPOSTA “C” Planos de aula Educação Infantil Disciplinas: Português e Matemática Conteúdos: revisão do nome , revisão igual/ diferente Objetivos: reconhecer a inicial do nome e sua escrita, diferenciar os opostos. Estratégias : brincadeiras, trabalho artístico, cartaz. Tema: transversal : Ética- Respeito Desenvolvimento: 1ª- atividade : rotina 2ª- atividade: motivação- brincar de minha casinha Material: crachás com nome das crianças, letras em papel ofício Desenvolvimento: ●Abrir espaço na sala de aula e desenhar várias casinhas no chão, colar as letras. ●Crianças em círculo devem estar de posse dos crachás com seu nome. ●O professor mostra e diz o nome da letra. ●As crianças que possuem aquela letra no início do seu nome, devem correr e entrar na casinha daquela letra. ●A brincadeira continua, com o professor mostrando e cantando outras letras. 3ª Atividade: _ Cada aluno receberá uma folha contendo o seu nome ,para ser feito trabalho artístico. _ Ficará a critério de cada um a maneira de como usar o material para enfeita-lo ( palito de fósforo, algodão, raspas de pontas de lápis de cor, giz de cera. 4ª Atividade: _ Revisar as noções igual/diferente com auxílio do cartaz. _ Ensaiar a música que cantaremos para a mamãe explicar as crianças que a mamãe é muito importante e devemos trata-la com carinho e respeito. 5ª Atividade: parquinho 6ª Atividade : higiene das mãos 7ª Atividade: arrumação da sala; saída. PLANO DE AULA EDUCAÇÃO INFANTIL 2 III. Tema – Cultura típica brasileira IV. Conteúdo – Fonética, utilizando as parlendas como instrumento para o aprendizado de rimas e poesia musicalizada V. Objetivos gerais - Possibilitar que a professora-estagiária identifique o conhecimento que cada aluno tem com referencia a cultura e geografia de seu próprio país. - Possibilitar que os alunos ampliem seu conhecimento a respeito das características e elementos principais da cultura brasileira. Objetivos específicos - Que as crianças aprendam a diferenciar a cultura brasileira das demais culturas no resto do mundo. Que elas não só tenham contato, mas também aprofundem seus conhecimentos a respeito da culinária típica do Brasil, de suas danças e músicas típicas, esportes, monumentos nacionais e etc. Que as crianças possam ampliar seu conhecimento sobre rimas e poesias através do estudo e apresentação das parlendas nacionais. VI. Desenvolvimento do tema - Confecção com os alunos de um mapa mundi (utilizando papel craft, tinta guache e pincéis: a professora desenhará no papel o contorno dos países no mapa mundi e as crianças o pintarão) para que assim as crianças possam aprender sobre a localização geográfica do Brasil no mundo. A professora primeiramente conversará com os alunos a respeito do que entendem por cultura brasileira e pedirá para que cada aluno traga de casa algum objeto que remeta ao Brasil. Após a conversa, a professora falará e mostrará figuras e fotos dos principais elementos característicos da história, geografia e cultura brasileira: bandeira brasileira, praias (rio de janeiro), clima tropical, carnaval, samba, cultura indígena, comidas (feijoada, brigadeiro e pão de queijo) e futebol. Após a conversa e explicação básica de tais características, se dará a execução de atividades referentes ao conteúdo aprendido: confecção de máscaras de carnaval, confecção de tiaras indígenas de penas, aula de culinária das comidas típicas brasileiras (brigadeiro e pão de queijo), assistir a filmes que apresentem a cultura brasileira (filme: RIO) e realização de aula de música utilizando pandeiros para se aprender sobre a música brasileira (samba). VII. Recursos didáticos – lousa, giz, máscaras de carnaval, livros, fotos, computador, filmes, lápis, canetinhas, papel sulfite, desenhos, papelão, cartolina, tecido de feltro, papel collorset, papel cartão, tinta guache, giz de cera, penas coloridas, purpurina, lantejoulas, pincéis, glitter, lápis de cor, tesoura e etc. VIII. Avaliação – Avaliação diagnóstica, feita com o propósito de acompanhar o aprendizado dos alunos com relação aos conteúdos ensinados. IX. Atividades de avaliação – Participação dos alunos, resposta à perguntas, jogos de perguntas e respostas, compreensão de gravuras e etc. PLANO DE AULA EDUCAÇÃO INFANTIL 3 Plano de aula jardim II ÁREA OBJETIVOS CONTEÚDOS matemática reconhecer e valorizar os números, as operações numéricas, as contagens orais e as noções espaciais como ferramentas necessárias no seu cotidiano; comunicar idéias matemáticas, hipóteses, processos utilizados e resultados encontrados em situações-problema relativas a quantidade,espaço fisíco e medida, utilizando a linguagem oral e a linguagem matemática; comparar grandezas, explorando diferentes procedimentos; números e sitema de numeração: contagem; cálculo mental; operações (noções); (situações problema) quantidades (ling. oral e registros) sucessor e antecessor (noções) números (em diferentes contextos); escrita numérica; notação; seriação. noções de posição; explorar formas geométricas, com sólidos, em sucatas e no ambiente, nomeando corretamente as formas geométricas; reproduzir formas geométricas; perceber a importância dos números no nosso dia a dia; desenvolver o raciocínio lógico; evidenciar a noção de quantidade, aproveitando suas experiências; compreender e executar diversas atividades relacionadas a quantidade e seu respectivo numeral; enumerar e agrupar quantidades de diferentes maneiras; conduzir ás crianças á compreensão de sequência. grandezas e medidas: diferentes procedimentos para comparar grandezas. introdução: ás noções de medidas de comprimento, peso,volume, tempo, isto é, pela utilização de unidades convencionais e não convencionais; marcação do tempo – calendários classificação. espaço e forma: posição – pontos de referência para situar-se e deslocar-se; formas, contornos, bidimensionalidades, tridimensionalidades, faces planas, lados retos; noções de símbolos matemáticos; brincadeiras e jogos matemáticos; linguagem corporal conhecer o corpo afim de compreender suas potencialidades e limites; entender o corpo como um meio de comunicação para que seja capaz de expressar- se; equilibrar-se em diferentes situações de forma coordenada afim de melhorar seu desempenho; desenvolver as habilidades que requeiram o uso de força, velocidade, flexibilidade e controle muscular, para dominar melhor suas potencialidades; expressão corporal; esquema corporal (reconhecimento do corpo) dança jogos simbólicos equilíbrio e coordenação; força, velocidade, lateralidade, resistência, flexibilidade e controle- muscular. utilização expressiva intencional do movimento nas situações cotidianas e em suas brincadeiras; percepção de estruturas rítmicas para expressar-se corporalmente por meio da dança, brincadeiras e de outros movimentos. linguagem musical explorar, produzir, reproduzir, comparar e discriminar os sons, para assim, poder identificá-los; vivenciar a diversidade dos sons, afim de perceber seus ritmos e pausas; despertar a apreciação estética e artística da música. sons vocais, corporais, ambientais e instrumentais; direção dos sons; contatos com diferentes obras musicais: infantis, popular, sertaneja, clássica, etc... altura (grave/agudo); duração (curto/longo); intensidade (fraco/forte); pulsação e ritmos; repertório de canções para desenvolver memória musical identidade e autonomia ter uma imagem positiva de si ampliando sua auto- confiança, identificando cada vez mais suas limitações e possibilidades, e agindo de acordo com elas; identificar e enfrentar situações de conflito, utilizando seus recursos pessoais (de acordo com sua faixa etária) respeitando as outras crianças e adultos e exigindo reciprocidade; valorizar ações de cooperação e solidariedade, desenvolvendo atitudes de ajuda e colaboração e compartilhando suas vivências; adotar hábitos de autocuidado, valorizando as atitudes relacionadas com a higiene, alimentação, conforto, segurança, proteção do corpo e cuidados com a aparência. expressar e comunicar seus desejos, desagrados, necessidades, preferências, vontades em brincadeiras e nas atividades cotidianas; reconhecimento progressivo do próprio corpo e das diferentes sensações do mesmo; realizar pequenas ações cotidianas no seu alcance para que adquira maior independência; identificar situações de risco no seu ambiente mais próximo (prevenção de acidentes); auxílio na escolha de brinquedos, objetos e espaços para brincar; participar de situações que envolvem a relação com o outro; ter iniciativa para resolver pequenos problemas do cotidiano, pedindo ajuda se necessário; identificar e compreender a importância dos diversos grupos dos quais participam, respeitando regras básicas de convívio social participação de meninos e meninas igualmente em brincadeiras de futebol, casinha, pular corda, etc... valorizar o diálogo como forma de lidar com os conflitos; participar da realização de pequenas tarefas de cotidiano que envolvam ações de cooperação, solidariedade e ajuda na relação com os outros; trabalhar o respeito ás características pessoais relacionadas ao gênero, etnia, peso, estatura, etc... valorização da limpeza e aparência pessoal, (auto- cuidado); respeitar e valorizar seu grupo de origem (família); conhecer, respeitar e utilizar algumas regras elementares de convívio social; valorizar os cuidados com os materiais de uso individual e coletivo; trabalhar procedimentos relacionados á alimentação, higiene das mãos, cuidado e limpeza pesssoal das várias partes do corpo; utilizar adequadamente os sanitários. linguagem oral e escrita a construção da escrita do nome, tem como objetivo fazer com que a criança se reconheça como um sujeito importante que possui um nome que é só seu, além de propiciar a aprendizagem da escrita; reconhecer seu nome escrito, sabendo identificá-lo nas diversas situações do cotidiano; ampliar gradativamente suas possibilidades de comunicação e expresssão, nome próprio (história do nome, letras que formam o nome) expressão, interpretação e relato de vivências; descrição de cenas, objetos e seres vivos (animais, vegetais e ser humano) oral e escrita; tudo pode ser escrito e lido:(símbolos, rótulos, embalagens, marcas,logotipos,nomes de objetos, pessoas, animais, vegetais, lugares, interessando-se por conhecer vários gêneros orais eescritos e participando de diversas situações de intercâmbio social nas quais possa contar suas vivências, ouvir as de outras pessoas, elaborar e responder perguntas; familiarizar-se com a escrita por meio do manuseio de livros, revistas, rótulos e outros portadores de textos e da vivência de diversas situações nas quais seu uso se faça necessário; participar de jogos vervais e pedagógicos afim de interessar-se por escrever palavras e textos ainda que não de forma convencional; usar a linguagem oral para conversar, brincar, comunicar e expressar desejos, necessidades, opiniões, idéias, preferências e sentimentos e relatar suas vivências nas diversas situações de interação presentes no cotidiano. personagens, títulos de livros ou histórias); jogos verbais: modalidades de linguagem: -trava-línguas -adivinhas -parlendas -quadrinhas -poemas -canções jogos pedagógicos: -jogos para a escrita -jogos para a leitura textos e portadores de textos: -produção e interpretação de textos; -conhecimento de diferentes gêneros: contos, poemas, notícias de jornal, informativo, narrativo, descritivo, bulas, receitas, etc... artes visuais ampliar o conhecimento de mundo que possuem, manipulando diferentes objetos e materiais, explorando suas características, propriedades e possibilidades de manuseio e entrando em contato com formas diversas de expressão artística; utilizar diversos materiais gráficos e plásticos sobre diferentes superfícies para ampliar suas posibilidades de expressão e comunicação; produzir trabalhos de arte, através da linguagem do desenho, da pintura, da modelagem, da colagem, da exploração e manipulação de diferentes materiaise variados suportes para o desenho e a pintura; exploração e reconhecimento de diferentes movimentos gestuais, visando a produção de marcas, grafias; conhecimento da diversidade de produções artísticas: desenhos, pinturas, esculturas, construções, fotografias, colagens, ilustrações, cinema, etc...; expressão plástica através de diferentes técnicas: desenho, pintura, modelagem em areia, massa e argila, construção, utilizando os elementos constituintes dessas linguagens: linha, forma, cor, textura; desenvolver o gosto, o cuidado e o respeito pelo processo de produção e criação, interessando-se pelas próprias produções, pelas de outras crianças e pelas diversas obras artísticas com as quais entrem em contato, ampliando seu conhecimento do mundo e da cultura; o trabalho com projeto no ensino de artes visuais possibilitará ampliar não só as formas de expressão como também o universo criativo e o imaginário das crianças, o que refletirá com certeza nas outras áreas. construção com sucatas, recorte, colagem, dobradura e gravura; conhecimento de alguns dos elementos constituintes da linguagem visual: linha, forma, cor, textura; apreciação de obras de arte; valorização das informações de produções artísticas, a partir de projetos que serão realizados no decorrer do ano letivo. natureza e sociedade reconhecer-se como um sujeito importante que possui suas características próprias e únicas, respeitando a si próprio e ao outro. participar de jogos dramáticos experimentando diferentes papéis, conseguindo interagir cada vez mais com elementos do grupo, organizando-se no espaço e no tempo. despertar nas crianças a importância do convívio social entre os membros de um determinado grupo social, permitindo que reflitam sobre importância dos trabalhos em grupo, mostrando como é necessária a participação de todos, que cada um colabore fazendo a sua parte, cumprindo e valorizando as identidade e autonomia jogo dramático valores grupos sociais e seu modo de ser, viver e trabalhar. lugares e paisagens (local, natural e modificada) meio ambiente seres vivos (homem, animais e vegetais) fenômenos da natureza objetos e processos de transformação datas comemorativas regras de convivência social e respeitando os direitos dos outros. conhecer e participar de histórias, brincadeiras, jogos e canções que caracterizem o modo de vida de seu grupo social e de outros grupos do presente e do passado, identificando alguns papéis sociais existentes em seus grupos de convívio, manifestando opiniões, buscando informações e confrontando idéias. observar a paisagem local e utilizar-se de algumas fontes de informação para a observação de mudanças ocorridas ao longo do tempo. saber que nosso país possui uma das mais ricas florestas do mundo e a maior biodiversidade do planeta. ajudar as crianças a se tornarem cidadãos conscientes, preocupados com a melhoria da qualidade de vida no planeta, mostrando que ao cuidarmos do meio ambiente, estaremos contribuindo para mantermos a nossa saúde e a saúde daqueles que nos cercam. estabelecer algumas relações entre o meio ambiente e as diferentes formas de vida que ali se estabelecem, reconhecendo suas características e necessidades vitais, valorizando sua importância para a preservação das espécies e para a qualidade da vida humana. valorizar as atitudes de cuidados com o corpo relacionados á saúde, á prevenção de acidentes e ao bem –estar individual e coletivo. estabelecer relações entre os fenômenos da natureza e a vida humana, levando os alunos a refletirem sobre o funcionamento da natureza, seus ciclos e ritmos de tempo, ampliando seus conhecimentos, revendo e reformulando as explicações que possuem sobre eles. conhecer as relações entre os seres humanos e a natureza, e as formas de transformação e utilização dos recursos naturais que as diversas culturas desenvolveram na relação com a natureza e que resultam, entre outras coisas, nos diversos objetos disponíveis ao grupo social ao qual as crianças pertencem: ex: objetos de escrita e contagem, ferramentas, máquinas, instrumentos musicais, brinquedos, aparelhos eletrodomésticos, construções, meios de transportes ou de comunicação. projetos. PLANO DE AULA - EDUCAÇÃO INFANTIL – LINGUAGEM CORPORAL PLANO DE AULA Tema: História “Zezé” Data: Ano: Educação infantil Professor(a): Disciplina: Matemática /Linguagem Corporal Escola: Conteúdo Linguagem oral/ linguagem corporal/ linguagem matemática Objetivos • Trabalhar o conceito de círculo explorar noção de dentro e fora/ agilidade Oralidade através da canção. Avaliação Os alunos foram capazes de interagir com seus colegas, e de relatarem a seqüência dos fatos acontecidos na história, desenvolvendo assim sua concentração. Materiais /Equipamentos bambolês Desenvolvimento Rodinha conversa informal para apresentar a história; “Zezé”. “Vejam o que aconteceu, Meu boneco de neve derreteu. Os olhos, as orelhas, a boca e o nariz, Até o pescoço desapareceu. As mãos, os braços e a barriga, Foram parar no chão. Ta vendo sol! Você abusou! Do Zezé e nada restou”!!! Após terminar a história, fizemos perguntas sobre quem era Zezé, o que aconteceu com ele, por quê? Quais foram as partes do corpo do Zezé que desapareceram e quantas elas eram? Conversamos sobre a importância de se proteger do sol, e seus efeitos na pele e para a saúde. Atividade 2: Em folhas de ofício pedimos aos alunos para desenharem o boneco de neve Zezé, ao terminarem foram expostos no varal da sala. PLANO DE AULA – EDUCAÇÃO INFANTIL TEMA “AGUA” PLANO DE AULA Tema: Cartaz Data: Ano: Educação infantil Professor(a): Disciplina: Matemática /Linguagem Corporal Escola: Conteúdo Água: usos, economia e desperdício; Objetivos • Levar a turma a compreender que a água é um recurso escasso no planeta e que o uso irresponsável desse recurso pode prejudicar a sobrevivência dos seres vivos. Avaliação Verificamos que turma compreendeu que certas atividades humanas provocam o desperdício da água e que essa perda deve ser evitada. Materiais /Equipamentos jornais, revistas, encartes, cola, cartolina, tesoura Desenvolvimento Roda de conversa sobre a água utilizada por eles, fizemos perguntas como? “Quais atividades domésticas vocês conhecem que precisam de água?” Conforme foram surgindo sugestões, anotaram em cartaz, na lista continha itens como lavagem de roupa, de louça e de mãos, banho e escovação de dentes. Conversamos sobre essas atividades para ajudar a turma a perceber que as famílias utilizam a água de modo semelhante. Reservamos algumas revistas onde as crianças procuraram imagens das ações e colaram nos cartazes. Pedimos que a turma fizesse dois desenhos, um deles representando o desperdício e o outro mostrando como podemos economizar água. Distribuímos imagens de jornais e revistas que mostravam desperdício e economia de água estas estavam misturadas e pedimos que as crianças separassem o material em dois grupos, de acordo com o bom e o mau uso do recurso. Ao final da seleção as crianças colocaram com a nossa ajuda as imagens no cartaz separadamente. Plano de Aula para Educação Infantil -Meio Ambiente Conteúdo Meio ambiente Objetivos • Despertar a formação de valores e atitudes com o meio em que vive; Compreender a importância de preservar o meio ambiente; estimular o cuidado com a natureza. Avaliação Compreenderam a importância de cuidar do meio em que vivem respeitando seu meio ambiente.Materiais /Equipamentos jornais, revistas, encartes, cola, cartolina, tesoura Desenvolvimento https://planosdeaula.com.br/documentos/plano-aula-educacao-infantil-meio-ambiente.docx Conversamos informalmente e perguntamos a eles o que é meio ambiente? Após as respostas fomos orientando o as perguntas para dar informações a eles: Como está o meio ambiente em que vivemos? O que fazem para ajudar esse meio ambiente? Depois da roda de conversa contamos a história “No fim do mundo muda o fim”. Após a história pedimos que eles desenhassem qual era o fim que eles desejavam para o meio ambiente em que vivem, e construímos um mundo de papelão para representarmos as águas e as florestas e os homens e os animais. Conteúdo Meio ambiente Objetivos • Despertar a formação de valores e atitudes com o meio em que vive; Compreender a importância de preservar o meio ambiente; estimular o cuidado com a natureza. Avaliação Compreenderam a importância de cuidar do meio em que vivem respeitando seu meio ambiente. Materiais /Equipamentos jornais, revistas, encartes, cola, cartolina, tesoura Desenvolvimento Conversamos informalmente e perguntamos a eles o que é meio ambiente? Após as respostas fomos orientando o as perguntas para dar informações a eles: Como está o meio ambiente em que vivemos? O que fazem para ajudar esse meio ambiente? Depois da roda de conversa contamos a história “No fim do mundo muda o fim”. Após a história pedimos que eles desenhassem qual era o fim que eles desejavam para o meio ambiente em que vivem, e construímos um mundo de papelão para representarmos as águas e as florestas e os homens e os animais. PLANO DE AULA Tema: “No fim do mundo muda o fim” Data: Ano: Educação infantil Professor(a): Disciplina: Natureza e Sociedade Escola: PLANO DE AULA Tema: “No fim do mundo muda o fim” Data: Ano: Educação infantil Professor(a): Disciplina: Natureza e Sociedade Escola: Plano de Aula para Educação Infantil – Artes PLANO DE AULA Tema: Arte Data: Ano: Educação infantil Professor(a): Disciplina: Artes Escola: Conteúdo Desenho livre, pintura, incentivar e desenvolver o hábito de desenho, estimulando assim a fantasia da criança. Objetivos • Explorar a criatividade usando materiais de higiene para fazer arte. Desenvolver a habilidade de discriminar • Cor, forma, dimensão, espaço e harmonia. Avaliação Avaliamos a participação, a colaboração e a organização da turma durante o desenvolvimento das atividades propostas bem como o entendimento dos conteúdos. Materiais /Equipamentos Folha A4, Pasta de dente, Anilina, Copo Plástico Desenvolvimento Conversamos com os alunos sobre as cores, e a arte de transformá-las, além de fazê-las. https://planosdeaula.com.br/documentos/plano-aula-educacao-infantil-artes.docx Na sala de aula colocamos as pastas de dente em copos plásticos e tingimos com anilina de diferentes cores, reunimos as crianças de modo que pudessem usar as cores uns dos outros e entregamos uma folha de papel A4 e pedimos para que fizessem um desenho usando os dedos e a tinta feita com a pasta de dente. Observamos as diferenças de texturas, em seguida perguntamos o porquê desse desenho. Eles participaram, respondendo que era porque tinha muito mais tinta em um desenho do que no outro, e também porque misturaram as cores. Plano de Aula para Educação Infantil – Matemática PLANO DE AULA Tema: Cartaz dos Círculos Data: Ano: Educação infantil Professor(a): Disciplina: Matemática Escola: Conteúdo Grafismo; Equilíbrio e concentração. Objetivos o Desenvolver o grafismo (trabalhando o desenho de círculos); o Trabalhar o equilíbrio e a concentração através de atividades físicas; https://planosdeaula.com.br/documentos/plano-aula-educacao-infantil-matematica.docx o Desenvolver o cuidado com a alimentação; o Conhecer a importância da preservação e cuidado com o seu meio ambiente. Avaliação Os alunos reconheceram a figura geométrica círculo, e as cores que eles pintaram, desenvolvendo assim sua concentração. Materiais /Equipamentos giz de cera, papel pardo, tinta guache, pincel. Desenvolvimento Rodinha da conversa conversou informalmente com os alunos, sobre como segurar um lápis e fazer movimentos circulares desenhando bolinhas. Colocamos um cartaz de papel pardo no chão da sala e pedimos que os alunos desenhassem círculos nele. Após todos terem desenhado, conversamos sobre os tamanhos dos círculos, fazendo-os observarem que praticamente todos têm tamanhos diferentes, mas que ainda assim continuam sendo círculos. Após terminarem, pintaram com pincel e tinta os círculos. Depois de prontos expomos na sala como trabalho coletivo. Plano de Aula para Educação Infantil – Natureza e Sociedade PLANO DE AULA Tema: Vamos ajudar o agricultor a plantar as sementinhas? Data: Ano: Educação infantil Professor(a): Disciplina: Natureza e Sociedade Escola: Conteúdo Equilíbrio e concentração; Alimentação. Objetivos o Desenvolver a coordenação motora e o cuidado com a alimentação. https://planosdeaula.com.br/documentos/plano-aula-educacao-infantil-natureza-sociedade.docx https://planosdeaula.com.br/documentos/plano-aula-educacao-infantil-natureza-sociedade.docx https://planosdeaula.com.br/documentos/plano-aula-educacao-infantil-natureza-sociedade.docx Avaliação Os alunos refletiram sobre sua alimentação e os cuidados que devem ter com ela Materiais /Equipamentos pincel, tintas, lixas de parede. Desenvolvimento Rodinhas da conversa conversaram sobre a alimentação, de como devemos cuidar dela e como ela é importante para a nossa saúde. Utilizando o cartaz da aula anterior com os círculos, cada aluno plantou dentro do circulo que desenhou uma sementinha. Contou para a turma a semente que ele plantou e por quê? Assim que terminaram fizeram um trabalho de arte feito com lixa, onde pintaram uma folha em branco até parecer uma fruta ou legume, onde eles falaram o nome: Os trabalhos foram expostos no varal da sala de aula. Plano de Aula para Educação Infantil – Linguagem Oral PLANO DE AULA Tema: Coelhinho sai da toca Data: Ano: Educação infantil Professor(a): Disciplina: Matemática /Linguagem Oral Escola: Conteúdo Matemática/Linguagem corporal/ Linguagem Oral/ Música Equilíbrio e concentração. Objetivos • Trabalhar o conceito de círculo explorar noção de dentro e fora/ agilidade Oralidade através da canção. Avaliação Os alunos ao realizarem a atividade, desenvolveram a atenção e oralidade e a expressão corporal. https://planosdeaula.com.br/documentos/plano-aula-educacao-infantil-linguagem-oral.docx Materiais /Equipamentos bambolês Desenvolvimento Começamos com uma conversa informal de quantos alunos estão na sala, eles participaram contando. Após explicamos a brincadeira. É necessário colocar bambolês no chão, que serão as tocas. Cada criança é um coelhinho e uma de nós foi “seu lobo”. As crianças cantaram, enquanto passeavam pela sala: Vamos passear no bosque, enquanto seu lobo não vem. Vão até onde o lobo está e perguntaram: seu lobo está? Por duas vezes o lobo disse que estava ocupado fazendo algo. Em seguida, quando as crianças voltaram novamente o lobo disse: o lobo está pronto! E saiu pegando as crianças que estavam fora das tocas. Repetimos a brincadeiras por algumas vezes, e nos sentamos para conversar sobre a parte que eles mais gostaram da brincadeira, quem eram os personagens e quantos coelhinhos o lobo conseguiu pegar? Plano de Aula para Educação Infantil – Linguagem Conteúdo LINGUAGEM ORAL/ LINGUAGEM COPORTAL/ LINGUAGEM MATEMÁTICA Objetivos • Trabalhar a atenção; • Desenvolver e ampliara oralidade; • Explorar a atenção. Avaliação https://planosdeaula.com.br/documentos/plano-aula-educacao-infantil-linguagem.docx Os alunos foram capazes de desenvolver sua oralidade, interagindo com todos os colegas, além da atenção que tiveram para realizarem a brincadeira. Materiais /Equipamentos Desenvolvimento Aplicação com a rodinha de conversa sobre brincadeiras, do que eles gostam de brincar e se gostam de conhecer brincadeiras novas. Fizemos vários círculos com giz no chão e pedimos que os alunos caminhassem sobre eles. Na sala, fizemos uma roda. Explicamos aos alunos como era para ser feito. O caçador escolhido pela professora cochila no centro da roda, enquanto os macacos giram em sua volta, tomando cuidado para não fazer barulho. De repente, o caçador acorda e grita: cada macaco no seu galho! Todas as crianças vão correr e entrar em um circulo para não serem pegas. Quando o caçador achar que já está a bastante tempo num galho, vai dar novamente a ordem, para que todos procurem outro galho, tendo mais chance de pegar algum macaco. Iniciamos a brincadeira , Cada macaco no seu galho, e ao terminar, realizamos uma contagem de quantos macacos foram pegos na brincadeira. Conteúdo Linguagem oral/ linguagem corporal/ linguagem matemática. Objetivos • Trabalhar a atenção; • Desenvolver e ampliar a oralidade; • Explorar a atenção. Avaliação Os alunos foram capazes de desenvolver sua oralidade, interagindo com todos os colegas, além da atenção que tiveram para realizarem a brincadeira. Materiais /Equipamentos Desenvolvimento Aplicação com a rodinha de conversa sobre brincadeiras, do que eles gostam de brincar e se gostam de conhecer brincadeiras novas. Fizemos vários círculos com giz no chão e pedimos que os alunos caminhassem sobre eles. Na sala, fizemos uma roda. Explicamos aos alunos como era para ser feito. O caçador escolhido pela professora cochila no centro da roda, enquanto os macacos giram em sua volta, tomando cuidado para não fazer barulho. De repente, o caçador acorda e grita: cada macaco no seu galho! Todas as crianças vão correr e entrar em um circulo para não serem pegas. Quando o caçador achar que já está a bastante tempo num galho, vai dar novamente a ordem, para que todos procurem outro galho, tendo mais chance de pegar algum macaco. Iniciamos a brincadeira , Cada macaco no seu galho, e ao terminar, realizamos uma contagem de quantos macacos foram pegos na brincadeira. PLANO DE AULA Tema: Cada macaco no seu galho Data: Ano: Educação infantil Professor(a): Disciplina: Linguagem Escola: PLANO DE AULA Tema: Cada macaco no seu galho Data: Ano: Educação infantil Professor(a): Disciplina: Linguagem Escola: Plano de Aula para Educação Infantil – Identidade PLANO DE AULA Tema: Identidade Data: Ano: Educação infantil Professor(a): https://planosdeaula.com.br/documentos/plano-aula-educacao-infantil-identidade.docx Disciplina: Natureza e Sociedade Escola: Conteúdo Espaço e tempo da criança- Identidade Objetivos • Desenvolver socialização. Fazer com que a criança entenda que ela tem uma origem, e uma identidade cultural ajudando também na escrita do seu nome. Avaliação Os alunos foram capazes de compreender que cada um tem sua identidade, e sua própria cultura, levando a desenvolver um respeito pelo outro em suas diferenças e semelhanças. Materiais /Equipamentos folhas, A4, lápis de cor, giz de cera Desenvolvimento Perguntamos aos alunos se eles já viram uma identidade e se eles sabem para que serve. Alguns disseram que sim, logo em seguida mostramos uma identidade a eles e explicamos que é usada para nos identificar e para demonstrar que a gente existe, e falamos também que todos nós temos uma identidade. Em seguida dissemos também que existe outro tipo de identidade, a identidade cultural, que é aquilo que a gente gosta como, por exemplo, uma roupa, uma música, etc. em seguida realizamos uma atividade com os alunos em que construímos um crachá com o nome e eles desenharam sua própria foto. Ao final, cantamos músicas selecionadas por eles