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TRANSIÇÃO DEMOGRÁFICA, EPIDEMIOLÓGICA E NUTRICIONAL Thomas Malthus – teoria malthusiana da população 1797: Malthus acreditava que a população cresceria tanto ao ponto de não ser possível ter alimentos em quantidade suficiente para todos. Ou seja, acreditava que a produção de alimentos e a capacidade de produção desses alimentos seria muito inferior ao crescimento populacional. O resultado disso seria fome, doenças, crises sociais, políticas e mortes. Google Imagens No entanto, essa teoria não foi posta em prática, uma vez que com a Revolução Verde e a modernização do processo de produzir alimentos, o poder produtivo alcançou valores superiores ao do crescimento populacional. Transição demográfica Os diferentes níveis de desenvolvimento social e econômico modificam os padrões de mortalidade e morbidade em cada sociedade. A transição demográfica apresentou 4 fases: 1° fase: pré-industrial Atualmente nenhum país está nessa fase. Contexto da época: guerras, doenças e más condições de vida. Natalidade: elevada. Mortalidade: elevada, podendo exceder as de natalidade. Taxas altas de natalidade e mortalidade fazem com que a população se mantenha jovem, mas que não cresça e nem envelheça, dadas as condições de vida daquela época. 2° fase: início do crescimento explosivo Estão nessa fase: Nigéria, Uganda e Angola. Contexto da época: melhoria das condições de saúde, higiene e alimentação. Natalidade: continua elevada. Mortalidade: decresce com as melhorias. Com o declínio da mortalidade e a alta taxa de natalidade, a população cresce disparadamente. 3° fase: em crescimento Estão nessa fase: Brasil, índia e Bangladesh. Contexto da época: acesso das mulheres à educação e planejamento familiar. Natalidade: decresce. Mortalidade: ainda decresce. A população continua crescendo. 4° fase: abrandamento Contexto: amplo desenvolvimento social e econômico. Estão nessa fase: Japão, Rússia, Itália e China. Natalidade: cai bruscamente. Mortalidade: continua baixa, mas com um ligeiro aumento devido ao envelhecimento. Com o equilíbrio entre os nascimentos e óbitos, a população “para” de crescer. Google Imagens Taxa de natalidade e de mortalidade no Brasil Google Imagens Transição epidemiológica O mundo, no geral, passou de um modelo para outro, devido à modernização: Modelo antigo: - Doenças infecto-parasitárias (devido às más condições de higiene e saneamento); - Doenças carenciais; - Desnutrição; - Populações jovens (alta taxa de natalidade e mortalidade); - Analfabetismo; - Baixa escolaridade; - Precariedade de emprego; - Condições inadequadas de saneamento; - Precária condição socioeconômica; - Baixa cobertura de saúde; Modelo novo: - Doenças crônicas não transmissíveis; - Sobrepeso/obesidade; - Dislipidemias; - Doenças metabólicas; - Melhores condições: sociais, de saneamento, de renda e de escolaridade; - População envelhecida/envelhecendo; - Melhor cobertura de saúde; - Melhores tecnologias. Os 3 modelos de transição: Modelo clássico/ocidental - Redução progressiva da mortalidade e natalidade; - Envelhecimento populacional; - Predomínio de doenças degenerativas causadas pelo homem. Estão nesse modelo: EUA e Europa Ocidental. Modelo acelerado - Rápida queda da mortalidade; - Rápida inversão das causas de morte. Está nesse modelo: Japão. Modelo tardio ou contemporâneo - Comum em países subdesenvolvidos; - Queda mais lenta e recente da mortalidade; - Declínio da natalidade/fertilidade menos pronunciado. Estão nessa fase: Brasil, Europa Oriental e América Latina. Transição NUTRICIONAL Em síntese: passagem da desnutrição para a obesidade. Pode ser dividida em três estágios: Primeiro estágio: Redução ou desaparecimento das formas graves de desnutrição calórico-proteica (marasmo e Kwashiorkor). Segundo estágio: - Redução das endemias relacionados à problemas nutricionais. - Início da recuperação do déficit estatural. - Diminuição do baixo peso ao nascer. - Redução da mortalidade infantil por doenças infecto parasitárias. Terceiro estágio: - Correção do déficit estatural. - Incidência de sobrepeso e obesidade. - Aparecimento das doenças causadas pelo excesso de peso.