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Resumo do livro Teologia Pastoral

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INSTITUTO TEOLÓGICO QUADRANGULAR 
ALUNA: Cicera Gonçalves da Silva 
Série: 1°ano
Resumo do livro Teologia Pastoral 
O Pastor é o homem de Deus, que agrada a Deus, que prega e vive o que prega pronto para “cuidar e alimentar o rebanho” de Deus por hora confiado a suas mãos. Uma responsabilidade que vai além, dos sermões, estudos bíblicos e dominicais, consiste em dedicação, envolvimento e comprometimento através do acompanhamento, do aconselhamento, visitas pastorais, consolação de enfermos e angustiados. Porém como colocado por Paulo: “Contudo, quando prego o evangelho, não posso me orgulhar, pois me importa a necessidade de pregar. Ai de mim se não pregar o evangelho! ” 1°Coríntios 9.16 * Capítulo 3: Principais desafios enfrentados no ministério pastoral. Quando João descreve sobre o “bom Pastor que dá a vida pelas ovelhas” se referindo a Senhor Jesus podemos aplicar ou compreender dando a importância e a devida dedicação ao mistério pastoral. Mas Deus em sua infinita sabedoria e conhecedor das limitações humanas inspirou a Paulo a dar uma orientação ao jovem Timóteo, onde este deveria cuidar de si mesmo (Timóteo 4:16) o que cabe perfeitamente para as necessidades dos dias atuais, e este cuidado não de forma egoísta e sim altruísta, pois se o pastor que lidera uma igreja estiver bem cuidado e feliz...
O ministério cristão é uma função, que para ser exercida, necessitará de uma vocação celestial tal como a abordado neste testo. Seja qual for a atividade que Deus tenha colocado você, se para exercer um Dom ministerial, ou se para trabalhar numa das mais humildes funções existentes na obra de Deus. Você dependerá destes elementos fundamentais: de que Deus te chamou, de que você é detentor das virtudes necessárias para o ministério cristão, da aprovação da Igreja que você pertence, pois você trabalha com esse povo, de aprimoramento, de instrução, para melhor exercer seu ministério. Você tem um sonho, uma visão, como o lavrador que começa a trabalhar a terra bruta; mas sabe o que vai colher, por que sabe o que vai plantar. Se preenchemos esses requisitos, seremos considerados bons despenseiros dos mistérios de Cristo, e receberemos do Senhor o louvor naquele grande dia.
Fonte de parte do texto: A própria apostila de estudo.
O conceito bíblico de “pastor”, como o profissional Que cuida dos rebanhos de ovelhas, foi tomado como 
Modelo para designar os líderes de Israel do Antigo Testamento. Sendo Israel o povo de Deus e 
“ovelhas De seu pastoreio”, seus líderes deveriam, sob a supervisão de Deus, cuidar, alimentar e protegê-los como os Pastores faziam com os rebanhos de seus senhores. 
Por causa da natureza do ofício pastoral, o próprio Deus foi considerado um pastor como ocorre, por Exemplo, no Salmo 23. 
No Novo Testamento, o conceito passa a descrever aquele que tem, por ocupação, o cuidado das ovelhas de Deus. É por esta perspectiva que estudaremos o pastor. 
DEFINIÇÕES 
Vamos definir o “pastor” como o líder eclesiástico chamado, qualificado e treinado 
Para cuidar do rebanho de Deus. No Novo Testamento, pastor, bispo e presbítero, embora possuam significados etimológicos distintos, são semanticamente idênticos. Significam a 
mesma coisa. Descreve o indivíduo que ocupa a posição de liderança na igreja de Cristo. 
• Poimenas (pastor). Intitula a função do líder da igreja de Cristo. 
Este termo está presente em Efésios 4:11, juntamente com outros ministérios. O 
Termo foi usado por Cristo ao vindicar, para si, ser o padrão de “pastor” “Eu sou o bom Pastor...” (Jo 10:11, 14). Prohistemi (estar à frente, liderar). Refere-se a aqueles que 
“vos presidem no Senhor”.. 
Este termo ocorre em 1 Tessalonicenses 5:12. Pelo contexto, não se trata de um Cargo institucionalizado, mas de uma tarefa exercida sob a influência do ambiente do- 
Minado pela atmosfera carismática tão frequente nas primeiras comunidades cristãs. 
O CARÁTER DO OFÍCIO PASTORAL 
O pastorado cristão não é uma atividade profissional como o trabalho secular, em Que a finalidade principal é o sustento do indivíduo e Seus dependentes. O postulante ao ministério pastoral não deve aspirá-lo tendo em vista vantagem financeira’, posição de ascendência sobre os demais ou Simplesmente status social. 
O pastorado cristão é o exercício da liderança Espiritual na igreja de Cristo, exercido por alguém que Foi chamado por Deus, motivado e movido pela Bíblia, 
E faz seu trabalho de acordo com seus ensinamentos. O pastorado cristão é um ofício essencialmente servil, o que faz com que o amor a Deus e ao próximo seja as principais disposições e, a humildade, altruísmo e diligência, 
As virtudes basilares. 
O modelo de Cristo ao se declarar o “Bom Pastor” deve ser adotado pelos líderes Da igreja como padrão para o exercício de um ministério pastoral saudável e fecundo. 
 
AS EXIGÊNCIAS ESPIRITUAIS 
O oficio pastoral é, essencialmente, uma atividade espiritual. O pastorado coloca o obreiro em contato direto com a realidade espiritual em Que anjos e demônios estão em evidência, e 
onde conflitam os interesses de Deus E do diabo. Por esta razão será imperativo, ao candidato ao ministério pastoral Satisfazer as condições fundamentais impostas por Jesus: o novo nascimento e 
Batismo com o Espírito Santo. 
Novo Nascimento 
Impõe-se que o postulante ao pastorado seja Alguém regenerado ou nascido de novo. 
Um bom exemplo de como o exercício do Ministério é ineficaz e às vezes perigoso quando 
Praticado por pessoas não salvas, é a experiência Vivida pelos exorcistas, filhos de Ceva, ao tentar expulsar um demônio. 
Tomando Paulo como modelo, “tentaram invocar o nome do Senhor Jesus sobre os que tinham espíritos malignos”, o resultado foi Desastroso. Com uma declaração e uma pergunta, o demônio os fez perceber que estavam desprovidos da principal qualificação para o trabalho espiritual: eles não possuíam A identidade de Cristo; “conheço a Jesus, e bem sei quem é Paulo; mas vós quem sois? 
(At 19:15) argumentou o espírito. Envergonhados e agredidos, acabaram fugindo. A diferença entre os exorcistas e Paulo não estava na forma de operar. Não era uma questão De método, mas sim, de condição espiritual. A autoridade de Paulo não procedia do Método que usava, mas de quem ele era. Para Paulo, invocar o nome de Cristo era por Em relevo sua condição espiritual transformada por meio da salvação. A identidade de Paulo (quem ele era) estava amalgamada à identidade de Cristo (quem Ele é), por isso Podia dizer: “Vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim”. 
Nenhum obreiro será bem sucedido se não passar pela experiência do novo nascimento. É por este processo que nos tornamos filhos de Deus. Este é um dos grandes Mistérios do Novo 
Testamento. É o novo nascimento que outorga ao crente a participação na natureza divina’. Esta condição nos foi dada por Deus através de Jesus Cristo. 
Referindo-se aos que recebem a Cristo, João afirma que Deus “deu-lhes o poder de serem 
Feitos filhos de Deus” (Jo. 1:12). 
Diferentemente dos filhos de Ceva, os setenta discípulos, após uma incursão evangelística bem sucedida, celebraram “Senhor, pelo teu nome, até os demônios se nos sujeitam” (Lc. 10:17). O feliz resultado de seu trabalho residia na condição espiritual em que 
Se encontravam; seus nomes (identidade) estavam devidamente registrados no céu. A união com Cristo, produzida pelo novo nascimento, faz com que o discípulo seja Transformado 
segundo a sua imagem’, isso significa fazer parte de Sua natureza Já fora dito anteriormente que o ministério pastoral está vinculado à razão de ser Da igreja. Sendo esta uma representação do Reino de Deus na terra, se impõe que seus líderes dela façam parte. 
Ninguém pode aspirar ao pastorado sendo estranho no reino. Nicodemos: “Aquele que não nascer de novo não Y este ensinamento que Jesus Pode ver o reino de Deus” (jo 3:3). Batismo com o Espírito Santo Antes de subir aos céus, Jesus advertiu os seus Só pulos para que não se ausentassem de Jerusalém Até que todos fossem batizados com o Espírito Santo Sabia que a 
tarefa de levar ao mundo o Evangelho Era maisdo que discurso. Para que pudessem ser Unhas de Jesus Cristo precisariam ser revestidos do Espirito Santo E o batismo com o Espirito Santo 
que propicia A discípulo as condições para ministrar de maneira que o espiritual se sobreponha ao Material. É o batismo com o Espírito Santo que concede ao discípulo capacidades sobrenatural como os dons elencados, por exemplo, em 1 Coríntios 12:1-11. 
Estes dons incrementam as principais operações do trabalho evangélico: a verbal, 
Seja na pregação, oração ou numa aula, através dos dons de locução – palavra da sabedoria, profecia e variedades de línguas; a investigação, nos enfrentamentos em território No 
desconhecido através dos dons de revelação – palavra da ciência, interpretação de Línguas e discernimento de espíritos; a atuação, nos trabalhos de libertação ou socorro, Por exemplo, através dos dons operacionais – fé, curar e operação de maravilhas. 
Ser cheio do Espírito Santo também adiciona, ao caráter do discípulo, o fruto do Espirito: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança virtudes indispensáveis à piedade. 
AS EXIGÊNCIAS EMOCIONAIS 
Vocacionado para o pastorado deverá apresentar um perfil psicológico equilibrado Não pode ser um indivíduo com problemas emocionais por resolver. 
Um obreiro cheio de remorsos, por exemplo, não conseguirá falar com segurança Acerca da graça perdoadora de Deus. A insegurança fez Pedro negar a Cristo e, depois, Movido pelo remorso chorou amargamente. 
Um pastor pessimista poderá confundir Cristo Com um fantasma, e o de coração inclinado à mágoa Ou ressentimento não poderá suportar o peso da ingratidão e dos insultos a que muitas vezes o ministro É submetido. A militância espiritual exige do pastor Um coração perdoador e tolerante. 
A ansiedade é outro desequilíbrio emocional que Deverá ser tratado antes que alguém deseje o pastora Do Tiago afirma “... que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência até que receba 
A chuva temporã e serôdia” (Tg 5:7) Um obreiro ansioso não conseguirá esperar a realização 
Das obras importantes e que geralmente não se fazem de um dia para o outro, Evangelizar 
Aconselhar, ajudar o rebanho de Deus a crescer são tarefas de demorado resultado. A ansiedade poderá levar a obreiro a colher frutos verdes perdendo-se, assim, o trabalho e o fruto. 
AS EXIGÊNCIAS MORAIS 
3.1 Nos Dez Mandamentos 
Não é possível falar em exigências morais sem mencionar os Dez Mandamentos. A Observação dos mandamentos de Deus, em termos Gerais, realiza a excelência moral requerida ao indivíduo que tem ao Senhor como único Deus. Com Efeito, honrará seu pai e sua mãe, não matará, não 
Adulterará, não mentirá e não cobiçará os bens de Seu próximo. A constatação de falha em qualquer Destes mandamentos, desqualificará o vocacionado ao exercício da liderança de uma comunidade Sobre a qual se impõem as mesmas exigências. 
É bom lembrar que a observação dos mandamentos do decálogo não adiciona virtude ao indivíduo” não se pode, contudo, admitir como líder da igreja de Cristo, alguém 
Que descumpra qualquer dos mandamentos acima mencionados. Não nos aprofunda Remos neste tema porque dele se ocupa a Ética Cristã, no entanto, este tópico requer Que seja levado em conta. 
AS EXIGÊNCIAS SOCIAIS 
A par- 
Tratam-se dos princípios que nortelam a Ticipação do individuo na esfera social. O discípulo de 
Jesus Cristo é requerido que apresente um Padrão social superior ao estabelecido pela sociedade secular. Esta exigência permeia quase todos Os tópicos apresentados no Sermão do 
Monte Pelo Senhor. Estar abaixo destas exigências, Pensar, principalmente àqueles que postulam o Pastorado. Sendo assim, Paulo recomenda que o Nem 
Candidato Seja marido de uma só mulher. A ideia aqui é de um relaciona- Mento monogâmico. 
Embora a Lei de Moisés reconhecesse a bigamia Como um ato legal” e o Talmude permitisse o número de quatro um-Theres para cada marido, a monogamia é apresentada por Deus como 
Formula ideal considerando que “dois numa só carne” não admite outra Interpretação igualmente, a monogamia foi reafirmada por Jesus,” passando a ser uma exigência no 
cristianismo o que influenciou toda estrutura familiar ocidental. Esta seria a interpretação 
formal e literal desta Exigência. Como uma contextualização se faz necessária, podemos dizer 
Que o interessado no episcopado não pode ser mulherengo. A regra Vale para as mulheres. Do pastor é requerido que satisfaça as exigências Sociais para o estado matrimonial. 
Governe bem a sua própria casa. O pastor precisa ser alguém Que saiba exercer sua mordomia como líder da família. O desempenho Como líder espiritual do próprio lar pode servir para se ter uma ideia de Como será sua liderança na comunidade Cristă. 
Não seja dado ao vinho. Esta recomendação encontra perfeita Correspondência com a virtude do comedimento mencionado anteriormente. O pastor não deve ser amante do consumo de bebida. A comida Também deve ser considerada. 
• Não seja violento. Um sujeito violento ou brigão não tem condições morais de resolver problemas de conflitos. Jesus ensinou que são Bern aventurados os pacificadores, pois seriam chamados filhos de Deus Uma pessoa belicosa negaria a condição de filha de Deus; uma péssima característica para um obreiro. 
 
 
 
 
Seja hospitaleiro. Qualidade de quem acolhe com amor. Virtude De quem tem satisfação em receber o próximo e disposição para compartilhar seus bens. Trata-se do exercício da 
filantropia Em adição a estas qualidades sociais, podemos acrescentar ainda O zelo quanto à condição civil. Nos tempos bíblicos não havia Cartórios, mas, se houvessem, seguramente 
Paulo acrescentaria que o Obreiro deveria ser legalmente casado (não amasiado). No Manual de Ritos e Cerimônias da Igreja do Evangelho Quadrangular, no introito do 
Rito do Matrimônio diz que: 
[...] A Igreja do Evangelho Quadrangular, de acordo com as palavras do Apóstolo Paulo, que nos ordena leal obediência ás leis do país e as autoridades Legitimamente constituídas, 
reconhece o contrato civil como suficiente para satis Fazer a instituição divina do matrimônio. 
Lembramos que o devido registro dos filhos está incluído nas obrigações civis. Civismo. Referese à devoção à causa pública. Como um forma Dor de opinião, jamais um pastor deve se 
posicionar contra os valores Patrióticos. Aprendemos com Jesus a dar a César o que é de César. 
Paulo orienta que “toda a alma esteja sujeita às potestades superiores; porque não há potestade que não venha de Deus; e as potestades que há Foram ordenadas por Deus” (Rm 13:1)”. O pastor deve ter uma conduta Exemplar no exercício da cidadania. 
AS EXIGÊNCIAS INTELECTUAIS 
O pastor deve ser apto para ensinar. Está relacionado com a respeitabilidade adquirida pela competência intelectual. Só é apto para ensinar aquele que domina o assunto de sua 
competência, conhece e domina o método de ensino e apresenta lastro Moral acerca do que ensina, ou seja, é visto agindo em conformidade com o que prega ensina. 
 
	• 	Formação 
Um pastor começa a ser formado no início De sua caminhada com Cristo. Incontestavelmente esta caminhada se dá na convivência eclesial e Na prática da piedade bíblica, ambas de natureza Social e coletiva. Como todo processo é operado 
No contexto da igreja, o postulante trará influências que vão do seu discipulador ao zelador do 
Templo, passando por todos os demais membros. Para compreendermos melhor este processo, o decomporemos como se segue: 2.1ª Influência do Formador 
As bases da construção de um ministro cristão estão no discipulado. O discipulado é um processo através do qual o portador de uma doutrina transfere-a a um Seguidor bem como necessariamente a prática daquilo que se ensina. Uma pessoa 
Recém-convertida tem pelo menos duas pessoas de quem recebe influência: um amigo Que a evangelizou e o pastor. Estes precisam ser as bases para a firmeza espiritual e 
Moral do futuro pastor. Paulo como crente maduro e líder da igreja se apresenta como quem exercera. Influência didática e ética””,sobre o jovem pastor Timóteo, e recomenda: 
 
 
"Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste, e de que foste inteirado, 
sabendo de quem o aprendeste" (2 Tm 3:14) (grifo do autor). O exemplo do formador será uma inspiração, positiva ou não, na formação da espiritualidades do futuro pastor. 
2.2 A Formação Indireta Trata-se daquela cuja influência deriva da convivência com a igreja local. Todo líder traz em seus valores morais e espirituais elementos do seu meio de 
convivência. Uma congregação ativa na prática da oração produzirá líderes de oração, uma comunidade atenta à leitura da Bíblia e à observação de seus preceitos nos dará pastores 
com características semelhantes. É a qualidade da congregação que ditará as exigências aos seus líderes. 
 A Formação Direta 
Um vocacionado que tenha convicção de seu chamado, não negligenciará o estudo 
sistemático da teologia e das ciências sociais e filosóficas. O pastor tem o dever de 
compreender o ser humano, a quem Deus ama e deseja salvar, e deve saber como lidar com eles. Eis a razão de o candidato precisar formação académica. 
A magnitude do trabalho pastoral não permite pensarmos que o pastorado dispensa o saber acadêmico. Sabemos que a educação ou o conhecimento acadêmico não é tudo no exercício 
de uma função tão nobre, todavia, o conhecimento que o homem pode obter pelo estudo, não será dado sobrenaturalmente. Reconhecer o chamado de Deus para o ministério é um forte motivo para a busca de uma boa formação intelectual. 
Seguramente, o diploma de Teologia não dará ao obreiro autoridade sobrenatural. Mas, que crédito há na ausência de autoridade intelectual? Buscar uma boa formação teológica é 
valorizar o chamado. É bom não nos esquecermos de que os discípulos de Cristo passaram três anos aprendendo, dia e noite, uma carga horária imbatível, com o Mestre dos mestres. Viveram o cenário, falaram e escreveram nas línguas que não podemos conhecer senão através do preparo acadêmico. 
Provendo Alimento 
Assim como o corpo necessita do alimento, para sua subsistência e saúde, o espírito também requer o cuidado da alimentação. Neste sentido, a Palavra de Deus é com Parada com o 
alimento sólido. Esta foi a primeira verdade com que Cristo combateu Satanás durante a 
tentação no deserto: “Não só de pão viverá o homem, mas de toda a Palavra que sai da boca de Deus” Como provedor de alimento, o pastor deve se Esmerar em conhecer as Escrituras e os meios de Transmitir seus ensinos ao rebanho de Deus, a fim de Que tenham saúde e vigor espiritual. O púlpito será A mesa do banquete quando dele vierem pregações De conteúdo bíblico consistente e bem sistematizadas ou um balcão de guloseimas, se dele procederem Mensagens adocicadas e vazias de coerência bíblica 
E doutrinária Esta é a razão pela qual Paulo assevera que o candidato deve ser apto para ensinar. Um pastor jamais conseguirá satisfazer as exigências de Deus para o cuidado de Seu rebanho se não tiver o mínimo necessário de conhecimento bíblico e teológico. 
Proteção 
O apelo de Paulo a Timóteo para que pregue a Palavra” como sendo, no dizer de J.N.D. Kelly, 
“o dever prático urgente de Timóteo, é seguido do que seria a razão da 
Urgência: haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina Indubitavelmente, a ministração de falsos ensinos na igreja era vista por Paulo Como um câncer que deveria ser combatido 
pelos ministros”. Timóteo fora instruído Acerca de todas as coisas que poderiam colocar em 
risco a fé dos santos e, numa palavra final, recebe de Paulo a ordem de preservar o que lhe fora confiado (toda doutrina Em que se deve crer) Além da proteção contra o ensino 
fraudulento dos falsos mestres”, deve constituir Ato pastoral o cuidado com a exposição do rebanho ao materialismo (1 Tm 6:4-10), à Carnalidade e à falsa ciência (1. Tm 6:20). 
Orientação 
Este é outro importante fator do cuidado que O pastor deve ter com o rebanho. O ministro deve Estar equipado com conhecimento e bons métodos Através do ensino sistemático e 
regular dos ensinos para o trabalho do aconselhamento coletivo, Nos bíblicos para classes específicas ou para a igreja toda, ou o trabalho particular no gabinete. Este Talvez exija do pastor maior tempo do que outras Atividades no que concerne à tarefa de orientar. Se 
O púlpito representa a mesa de refeições ou a torre de proteção contra o erro doutrinário como fora verificado anteriormente, o gabinete Representa o cenário da orientação. 
O aconselhamento é uma das mais importantes tarefas do ofício pastoral. Quando Um indivíduo em conflitos ou em vias de uma decisão importante procura o pastor para um 
Conselho, é a Deus que espera ouvir; assim, o postulante deve se preparar para este mister. 
Disciplina 
Refiro-me à imposição da ordem necessária ao funcionamento da igreja no cumpri- 
Mento de sua missão. À semelhança do trabalho rural Do guardador de ovelhas, que com o cajado orienta a Formação do rebanho, usando de severidade quando uma ovelha mais indisciplinada tenta se apartar Do rebanho, o pastor cristão não pode negligenciar 
O trabalho de correção de um membro rebelde ou Indisciplinado que por qualquer motivo prejudique a Ordem no “aprisco”. O interesse por trás de toda disciplina deve ser sempre a manutenção do bem estar De todo o rebanho. É do pastor a responsabilidade De trabalhar 
pela manutenção da ordem moral e espiritual da igreja. A jornada de um rebanho é sempre 
cheia de perigos e desafios. Sempre haverá Necessidade de cuidar de uma ou outra ovelha que tenta se apartar do rebanho ou que, Tendo se apartado, se perde ou é apanhada por lobos requerendo cuidados especiais. Cuidar de seus ferimentos também é trabalho pastoral. 
pessoas, demônios e enfermidades. "Eis que vos del autoridade para pisardes serpentes e escorpiões, e sobre todo o poder do inimigo e nada, absolutamente, vos causará dano" (Lc 10:19), declarou. 
· Referências sobre a Autoridade Outorgada 
Referências acerca da autoridade dada ao líder não faltam. Verifiquemos alguns 
textos: 
· As chaves dadas a Pedro. "Dar-te-ei as chaves do reino dos céus: o que ligares na terra, terá sido ligado nos céus; e o que desligares na terra, terá sido desligado nos céus" (Mt 16:19). As 
chaves representam a autoridade de Deus concedida ao homem. Trata-se tanto da capacidade 
para o exercício da mordomia sobre as almas confiadas ao pastor, como do direito de fazê-la. A ideia é a de que as deliberações pastorais acerca das almas encontrarão anuência nos céus. 
· Em Mateus 18, a mesma autoridade transmitida a Pedro é estendidas à totalidade do colégio apostólico. "Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra, terá sido ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra, terá sido desligado no céu" (Mt 18:18). 
· Sobre o direito de perdoar pecados disse aos apóstolos: "Se de alguns perdoardes os pecados, são-lhes perdoados; se lho retiverdes, são retidos" (jo 20:23). 
O escritor da carta aos Hebreus se refere aos pastores como dignos de serem obedecidos em função da posição de mordomo exercida sobre a propriedade mais preciosa de Deus: Seus 
filhos. O texto diz: "Obedecei aos vossos pastores, e sede submissos para com eles; pois velam por vossas almas, como quem deve prestar contas, para que façam isto com alegria e não gemendo; porque isto não aproveita a vós outros" (Hb 13:17), entre outros. 
Os eventos narrados no livro dos Atos dos Apóstolos testificam da autoridade transmitida aos discípulos de Cristo para fins de realizarem no Seu reino. A exemplo de Cristo, que curou enfermos, expulsou demônios etc., assim seus discípulos fizeram Confirmando a autoridade recebida de Deus em Cristo. 
AS RESPONSABILIDADES DA PESSOA DELEGADA 
Conforme fora dito no tópico anterior, a autoridade de Cristo é que dá suporte à 
Autoridade da igreja, e o c Objetivo é que está cumpra sua missão. A autoridade delegada 
Ao pastor, portanto, deve ser exercida exclusivamente para este fim. Vindicar autoridade 
Da posição de pastor para outro objetivo que não seja o já prescrito nas Escritura Própria 
Rase pecado, Pedro alerta para que oministro não cometa o erro de se achar superior, 
Com direitos de domínio” sobre o rebanho de Deus que lhe foi confiado É frequente, por exemplo, que pastores não aceitem oposição ou censura ao seu Trabalho ou pessoa, sob a alegação de possuir ascendência sobre seu oponente. Todavia, qualquer imposição de um 
ministro sobre seus liderados com fins de satisfação Pessoal ou interesse particular, coloca-o 
na marginalidade em relação à autoridade exercício do ofício pastoral não são “abuso de autoridade”, são peca 
Arbitrariedades 
Dos, pois contrariam a Palavra de Deus. O pastor jamais deve se esquecer de que seu cuidado para com as ovelhas de Deus deve corresponder ao alto preço pago por Jesus na cruz, fonte de 
toda autoridade Espiritual. O postulante ao ministério, ou o já consagrado pastor, deve evitar que a validade o faça vindicar os direitos que sua posição lhe confere. A grande 
responsabilidade do pastor, enquanto portador de autoridade espiritual, é a mesma seja empregada para os fins para qual foi delegada: promover o reino de Deus. 
A IMPOSIÇÃO DAS MÃOS 
Em toda a Bíblia, a imposição das mãos está presente como uma forma de transmissão de poderes ou Bênçãos aos recipientes. No Antigo Testamento, os animais sacrificados Recebiam a imposição das mãos dos sacerdotes antes Do sacrifício, significando a transmissão do pecado do Individuo ao animal. 
NECESSIDADES ESPIRITUAIS DO PASTOR 
1. Introdução 
Dentre as necessidades espirituais do pastor, destacamos o pastoreio de pastores Pastores são homens que se dão e se doar ao ministério e à ajuda as pessoas, no sentido integro ser, ou seja, estão atentos para suprir as necessidades espiritual, emocionais e físicas do rebanho. 
Mas é necessário que a alma do pastor seja cuidada. Esta tem sido uma iniciativa importante na igreja do Evangelho Quadrangular, e que tem trazido resultados abençoadores na vida 
pessoal dos servos de Deus que já têm experimentado esta oportunidade. Como aluno, você deve incorporar esta necessidade. Um pastor mentoreado está muito me- 
Nos suscetível a cometer erros que têm sido trágicos e dramáticos, além de escandalosos no Reino De Deus. 
NECESSIDADES EMOCIONAIS DO PASTOR 
1. Do Caráter do Ministro Ideal ...como imaginou na sua alma, assim é” (Pv 
23.7) Quando o coração está cheio das boas qualidades de caráter, tais como fé, amor, bondade, Fidelidade, lealdade e santa Paciência, segurança, filiação, entre outras, tais 
qualidades serão transparentes e os demais perceberão que tal pessoa É realmente um homem de Deus, já dizia o pregador Salomão e grande sábio Jesus falou que: 
Do que há em abundância no coração, disso fala a Boca” (Mt 12.34). Diante disso, podemos pontuar Algumas qualidades de caráter que devem ser naturais no Ministro do Evangelho. 
Estas Qualidades de caráter são possíveis e passíveis de desenvolvimento e aperfeiçoamento, 
Caso o servo de Deus não as traga de berço. Este aperfeiçoamento também é resultado Da comunhão intima com Jesus e do trabalho do Espírito Santo. 
2. Para Evitar o Desgaste 
Uma das questões fundamentais para se evitar o desgaste emocional e mental do 
Pastor é a fidelidade mútua entre o pastor e a igreja. O pastor e a igreja devem ser fiéis um ao outro. Os compromissos de ambos devem ser respeitados bilateralmente. No entanto, o pastor deve ser o modelo, mesmo Que os oficiais da igreja (diretoria, ministério, diaconato, ou outro órgão representativo Local) não o sejam (1 Tm 4.12). 
O pastor e a igreja devem ser fiéis à doutrina de Jesus Cristo e dos Apóstolos, que É a mesma da Igreja de Jesus ou Igreja Apostólica. O pastor deve zelar por essa doutrina. 
Doutrina não são costumes. O pastor deve ser leal e honesto e disponível à sua denominação, andando em conformidade com os estatutos e regimentos desta. O pastor não deve provocar 
divisão na igreja, nem levar as ovelhas do Senhor que The foram confiadas para outro credo.

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