Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Escolha uma das opções e acesse esse e outros materiais sem bloqueio. 🤩

Cadastre-se ou realize login

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Avaliação Ambiental Estratégica do Programa Intermodal e 
Logístico Porto Sul 
COMPLEXO PORTO SUL 
 
 
 
INTERESSADO: INEMA/SEMA 
EXECUTOR: LIMA/PPE/COPPE/UFRJ 
 
 
 
Relatório Executivo 
Julho/2011 
 
 
 
 
Avaliação Ambiental Estratégica do Programa Intermodal e Logístico Porto Sul 
COMPLEXO PORTO SUL 
 
GOVERNO DO ESTADO DA BAHIA 
 
SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE DO ESTADO DA 
BAHIA (SEMA) 
 
Secretário de Meio Ambiente 
Eugênio Spengler (atual) 
Juliano Mattos (2007-2010) 
 
Assessoria Técnica/Coordenadora Geral da Avaliação 
Ambiental Estratégica 
Ana Gomes Cordeiro (2011) 
 
Superintendência para Políticas de Sustentabilidade 
Kitty Tavares (atual) 
Eduardo Matteddi (2007-2010) 
 
Coordenação de Políticas Ambientais 
Renata Britto 
 
INSTITUTO DO MEIO AMBIENTE E RECURSOS 
HÍDRICO (INEMA) 
 
Diretor Geral 
Julio César Rocha Mota (atual) 
Pedro Ricardo Moreira (2011) 
Elizabeth Souto Wagner (2007-2010) 
 
Assessoria Técnica 
Ronaldo Martins da Silva 
 
Diretoria de Fiscalização e Monitoramento Ambiental 
Marcia Cristina Telles A. Guedes (atual) 
Pedro Ricardo Moreira 
 
 
Diretoria de Floresta, Flora e Fauna, atual Diretoria de 
Biodiversidade 
Luis Flávio Magalhães Cesar (atual) 
Ana Paula Souza Dias (2007-2010) 
Ruy Muricy 
 
Diretoria de Licenciamento atual Diretoria de Regulação 
Ana Paula Souza Dias Ferraro (atual) 
Dirceu Martins (2011) 
Pedro Ricardo Moreira (2009-2010) 
Silvio Orrico (2008) 
 
Diretoria de Projetos Especiais 
Erika Valeska Campos (2011) 
Sidrônio Bastos (2007-2010) 
 
Coordenação de Licenciamento Simplificado e Autorização 
Ambiental 
Lilia Macedo (2011) 
Ana Cordeiro 
 
Coordenação de Licenciamento e Avaliação de Impacto 
Ambiental 
César Pinha 
 
Diretoria de Projetos Especiais 
Erika Valeska Campos (2011) 
Sidrônio Bastos (2007-2010) 
 
 
Diretoria Administrativa Financeira 
Daniella Teixeira Fernandes de Araújo 
 
 
 
 
 
 
Avaliação Ambiental Estratégica do Programa Intermodal e Logístico Porto Sul 
COMPLEXO PORTO SUL 
 
Inst ituto do Meio Ambiente/Secretar ia de Meio Ambiente da Bahia – INEMA/SEMA 
Laboratór io Interdisc ip l inar de Meio Ambiente – LIMA/COPPE/UFRJ 
 
Coordenação Geral: 
Prof. Emilio Lèbre La Rovere 
 
Coordenação Técnica: 
Heliana Vilela de O. Silva 
 
Autores Líderes: 
Alina Sá Nunes 
Daniela Reitermajer 
Giovannini Luigi 
Juan Santiago Ramseyer 
Juarez J. J. Paiva 
Kátia Cristina Garcia 
Marcelo Buzzatti 
Maria Gravina Ogata 
Paulina M. Porto Silva Cavalcanti 
Selena Herrera 
William Wills 
Wolfgang Friedrich Reiber 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Autores Contribuintes: 
Alexandre de Carvalho Leal Neto 
Fernando Pires dos Santos 
Kenneth Harry Pierce 
Manoel Henrique Gollegã Placido 
Silvia Helena Menezes Pires 
 
Bolsistas: 
Adriano Salvi Burgi 
Cássia Campos 
Lílian Bettocchi Dittz Arosa Ferreira 
 
Apoio Logístico: 
Hydros Engenharia e Planejamento Ltda. 
 
Apoio Administrativo: 
Carmen Brandão 
Vinicius Miasato 
 
Diagramação/Editoração: 
Elza M. S. Ramos 
 
 
 
 
 
 
 
 
Índice 
Apresentação ....................................................................................................................................................................................................................................... 1 
Introdução ........................................................................................................................................................................................................................................... 2 
AAE – Abordagem Conceitual e Objetivos ............................................................................................................................................................................................. 3 
Aspectos Metodológicos ...................................................................................................................................................................................................................... 4 
Objeto da AAE ...................................................................................................................................................................................................................................... 5 
Região de Estudo da AAE ...................................................................................................................................................................................................................... 8 
Quadro de Referência Estratégico ...................................................................................................................................................................................................... 10 
Diagnóstico Estratégico ...................................................................................................................................................................................................................... 13 
Avaliação Ambiental dos Cenários ...................................................................................................................................................................................................... 32 
Visão de Futuro e Objetivos de Sustentabilidade ................................................................................................................................................................................ 32 
Cenário de Referência (CR) ................................................................................................................................................................................................................. 35 
Cenário de Desenvolvimento (CD) ...................................................................................................................................................................................................... 36 
Avaliação dos Impactos Cumulativos e Sinérgicos no Cenário de Desenvolvimento ............................................................................................................................. 64 
Riscos Ambientais no Cenário De Desenvolvimento ............................................................................................................................................................................ 72 
Cenário de Sustentabilidade (CS) ........................................................................................................................................................................................................ 74 
Diretrizes e Recomendações de Controle e Acompanhamento dos Impactos e Riscos Estratégicos ..................................................................................................... 74 
Avaliação Comparativa dos Cenários .................................................................................................................................................................................................. 77 
Conclusão .......................................................................................................................................................................................................................................... 83 
Anexo I .............................................................................................................................................................................................................................................. 86 
Anexo II ............................................................................................................................................................................................................................................. 95 
Créditos ...........................................................................................................................................................................................................................................109 
 
 
 
 
 
Índice de Figuras 
FIGURA 1: ESTRUTURA DA AAE PORTO SUL ............................................................................................................................................................................................................. 4 
FIGURA 2: CONCEPÇÃO DA FERROVIA OESTE-LESTE (FIOL) ......................................................................................................................................................................................... 5 
FIGURA 3: ARRANJO FUNCIONAL DO PORTO SUL ....................................................................................................................................................................................................... 6 
FIGURA 4: TERMINAL DE GRANEL LÍQUIDO ............................................................................................................................................................................................................... 7 
FIGURA 5: CONCEPÇÃO DA CONEXÃO RETROÁREA PORTUÁRIA E FERROVIA (FIOL) ........................................................................................................................................................... 7 
FIGURA 6: ALTERNATIVAS LOCACIONAIS .................................................................................................................................................................................................................. 9 
FIGURA 7: REGIÃO DE ESTUDO .............................................................................................................................................................................................................................. 9 
FIGURA 8: PRINCIPAIS PÓLOS DE CARGA DA BAHIA .................................................................................................................................................................................................. 10 
FIGURA 9: ÁREAS DE CONCESSÃO NA BACIA DE CAMAMU-ALMADA ........................................................................................................................................................................... 18 
FIGURA 10: O TERRITÓRIO E AS TENDÊNCIAS DE CRESCIMENTO ................................................................................................................................................................................. 21 
FIGURA 11: PORTO DE MALHADO ........................................................................................................................................................................................................................ 22 
FIGURA 12: PERDA DE VEGETAÇÃO NATIVA NOS MUNICÍPIOS DA ÁREA DE ESTUDO ........................................................................................................................................................ 24 
FIGURA 13: (A) CORREDOR CENTRAL DA MATA ATLÂNTICA (CCMA) (B) ÁREAS FOCAIS PARA A CONSERVAÇÃO DA BIODIVERSIDADE (C) PRINCIPAIS UNIDADES DE CONSERVAÇÃO 
 (D) MINI-CORREDORES ..................................................................................................................................................................................................................... 24 
FIGURA 14: CENÁRIO DE REFERÊNCIA (CR) ............................................................................................................................................................................................................ 35 
FIGURA 15: CENÁRIO DE DESENVOLVIMENTO (CD) ................................................................................................................................................................................................. 36 
FIGURA 16: CENÁRIO DE SUSTENTABILIDADE (CS) ................................................................................................................................................................................................... 74 
 
file:///C:/Users/elzaramos.LIMA.000/AppData/Roaming/Microsoft/Word/Sumario%20Executivo%20-%2008-08-2011%20H.doc%23_Toc300594679
file:///C:/Users/elzaramos.LIMA.000/AppData/Roaming/Microsoft/Word/Sumario%20Executivo%20-%2008-08-2011%20H.doc%23_Toc300594680
file:///C:/Users/elzaramos.LIMA.000/AppData/Roaming/Microsoft/Word/Sumario%20Executivo%20-%2008-08-2011%20H.doc%23_Toc300594681
file:///C:/Users/elzaramos.LIMA.000/AppData/Roaming/Microsoft/Word/Sumario%20Executivo%20-%2008-08-2011%20H.doc%23_Toc300594682
file:///C:/Users/elzaramos.LIMA.000/AppData/Roaming/Microsoft/Word/Sumario%20Executivo%20-%2008-08-2011%20H.doc%23_Toc300594683
file:///C:/Users/elzaramos.LIMA.000/AppData/Roaming/Microsoft/Word/Sumario%20Executivo%20-%2008-08-2011%20H.doc%23_Toc300594684
file:///C:/Users/elzaramos.LIMA.000/AppData/Roaming/Microsoft/Word/Sumario%20Executivo%20-%2008-08-2011%20H.doc%23_Toc300594685
file:///C:/Users/elzaramos.LIMA.000/AppData/Roaming/Microsoft/Word/Sumario%20Executivo%20-%2008-08-2011%20H.doc%23_Toc300594686
file:///C:/Users/elzaramos.LIMA.000/AppData/Roaming/Microsoft/Word/Sumario%20Executivo%20-%2008-08-2011%20H.doc%23_Toc300594687
file:///C:/Users/elzaramos.LIMA.000/AppData/Roaming/Microsoft/Word/Sumario%20Executivo%20-%2008-08-2011%20H.doc%23_Toc300594688
file:///C:/Users/elzaramos.LIMA.000/AppData/Roaming/Microsoft/Word/Sumario%20Executivo%20-%2008-08-2011%20H.doc%23_Toc300594690
file:///C:/Users/elzaramos.LIMA.000/AppData/Roaming/Microsoft/Word/Sumario%20Executivo%20-%2008-08-2011%20H.doc%23_Toc300594691
file:///C:/Users/elzaramos.LIMA.000/AppData/Roaming/Microsoft/Word/Sumario%20Executivo%20-%2008-08-2011%20H.doc%23_Toc300594691
file:///C:/Users/elzaramos.LIMA.000/AppData/Roaming/Microsoft/Word/Sumario%20Executivo%20-%2008-08-2011%20H.doc%23_Toc300594692
file:///C:/Users/elzaramos.LIMA.000/AppData/Roaming/Microsoft/Word/Sumario%20Executivo%20-%2008-08-2011%20H.doc%23_Toc300594694
 
 
 Índice de Quadros 
QUADRO 1: PREVISÃO DE VOLUMES ARMAZENADOS E ÁREA OCUPADA ........................................................................................................................................................................ 5 
QUADRO 2: INTEGRAÇÃO DO PORTO SUL COM O SISTEMA DE TRANSPORTE ................................................................................................................................................................... 6 
QUADRO 3: DADOS MUNICIPAIS DA ÁREA DE INFLUÊNCIA DA AAE ............................................................................................................................................................................ 10 
QUADRO 4: COMITÊ DE ACOMPANHAMENTO ........................................................................................................................................................................................................ 13 
QUADRO 5: ESTRUTURA TURISMO NA COSTA DO CACAU .......................................................................................................................................................................................... 15 
QUADRO 6: DADOS E INFORMAÇÕES DOS MUNICÍPIOS DA REGIÃO DE ESTUDO ............................................................................................................................................................ 20 
QUADRO 7: DADOS SANEAMENTO AMBIENTA DOS MUNICÍPIOS ................................................................................................................................................................................ 27 
QUADRO 8: FRAGILIDADES E POTENCIALIDADES E AMEAÇAS E OPORTUNIDADES ........................................................................................................................................................... 29 
QUADRO 9: MATRIZ DE INTERAÇÃO DOS FATORES ESTRATÉGICOS ..............................................................................................................................................................................30 
QUADRO 10: FATORES CRÍTICOS, PROCESSOS ESTRATÉGICOS E INDICADORES .............................................................................................................................................................. 30 
QUADRO 11: ESTRUTURA DO CENÁRIO DE REFERÊNCIA (CR) — VARIANTE I ................................................................................................................................................................ 37 
QUADRO 12: ESTRUTURA DO CENÁRIO DE REFERÊNCIA (CR) — VARIANTE II ............................................................................................................................................................... 38 
QUADRO 13: ESTRUTURA DO CENÁRIO DE DESENVOLVIMENTO (CD) ......................................................................................................................................................................... 39 
QUADRO 14: MATRIZ-SÍNTESE DA SITUAÇÃO ATUAL, CENÁRIO DE REFERÊNCIA (VARIANTE I E VARIANTE II) E CENÁRIO DE DESENVOLVIMENTO (CD) ............................................................... 41 
QUADRO 15: IMPACTOS AMBIENTAIS CUMULATIVOS E SINÉRGICOS ........................................................................................................................................................................... 64 
QUADRO 16: CLASSIFICAÇÃO DOS NÍVEIS DE RISCO À BIODIVERSIDADE ....................................................................................................................................................................... 73 
QUADRO 17: RISCO AMBIENTAL – PORTO E COMPLEXO INDUSTRIAL .......................................................................................................................................................................... 73 
QUADRO 18: ANÁLISE COMPARATIVA DOS CENÁRIOS – OPORTUNIDADES ................................................................................................................................................................... 79 
QUADRO 19: ANÁLISE COMPARATIVA DOS CENÁRIOS – IMPACTOS ............................................................................................................................................................................ 81 
 
file:///C:/Users/elzaramos.LIMA.000/AppData/Roaming/Microsoft/Word/Sumario%20Executivo%20-%2008-08-2011%20H.doc%23_Toc300594753
 
 
 
 
 
 
 
 
 
APRESENTAÇÃO 
A realização desta AAE é uma iniciativa da Secretaria de Estado de Meio Ambiente 
(SEMA) e segue as orientações do Conselho Estadual de Meio Ambiente da Bahia 
(CEPRAM), sendo motivada pelos investimentos programados para a região 
cacaueira, especialmente no campo da logística de transporte. Tem como finalidade 
analisar, sob o prisma do desenvolvimento sustentável, os conflitos e as possíveis 
implicações socioambientais associados à implantação do conjunto de 
empreendimentos previstos, visando evitar, reduzir ou compensar as implicações 
adversas e potencializar as oportunidades, ajudando na formulação de opções 
estratégicas. 
A aplicação da AAE é definida como uma ação de caráter estratégico, subsidiária do 
processo de planejamento do desenvolvimento em bases sustentáveis, que 
proporciona uma nova abordagem para a gestão ambiental a partir da integração de 
diferentes iniciativas. Seu propósito é o de identificar opções para antecipar os efeitos 
socioambientais decorrentes do conjunto de intervenções propostas e apoiar decisões 
para prevenir possíveis danos, bem como propor ações de proteção dos ecossistemas 
naturais presentes na região, buscando garantir a melhor inserção dos 
empreendimentos no desenvolvimento regional. 
A AAE do Programa Multimodal de Transporte e Desenvolvimento Mínero-
Industrial da Região Cacaueira – Complexo Porto Sul foi realizada pela equipe 
técnica do Laboratório Interdisciplinar de Meio Ambiente (LIMA), do Programa de 
Planejamento Energético (PPE), do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-
Graduação e Pesquisa de Engenharia (COPPE), da Universidade Federal do Rio de 
Janeiro (UFRJ) e consolidada de acordo com as seguintes fases: 
 Primeira Fase — Marco Referencial; 
 Segunda Fase — Quadro de Referência Estratégico 
 Terceira Fase — Diagnóstico Estratégico 
 Quarta Fase — Avaliação Ambiental dos Cenários 
 Quinta Fase — Relatório Preliminar e Consulta Pública 
Neste Relatório Executivo é dado destaque ao diagnóstico da região, que aponta as 
questões que se configuram como estratégicas e que embasam a seleção dos fatores e 
processos para a avaliação ambiental. Na sequência, são apresentados a visão de futuro 
desejada associada à objetivos de sustentabilidade e os diferentes cenários elaborados 
para cotejar as opções objeto da AAE e sua interação com o desenvolvimento 
regional, sendo destacados os principais impactos, as cumulatividades e sinergias. O 
conjunto de diretrizes e recomendações estabelecidas para dar suporte à implantação 
dos empreendimentos em um Cenário de Sustentabilidade e que se articulam com as 
ações já propostas pelo Governo são, então, apresentadas compondo linhas de ação 
para subsidiar a gestão ambiental e o desenvolvimento socioeconômico regional, bem 
como para fortalecer a governança. 
Destaca-se que a realização desta AAE pode ser considerada como uma das iniciativas 
pioneiras de uso deste instrumento de política e planejamento ambiental fomentada 
pelo Estado da Bahia. Embora a sua aplicação ocorra em paralelo à tomada de decisão 
sobre o objeto AAE – o Complexo Porto Sul permitiu avaliar as oportunidades e os 
riscos face às possibilidades de investimentos que se apresentam. Ressaltou, também, a 
necessidade da articulação inter-institucional para a gestão dos processos envolvidos 
que, por sua natureza e abrangência, extrapolam as responsabilidades do 
empreendedor estabelecidas no âmbito do processo de licenciamento ambiental de 
cada empreendimento isoladamente. Dentre as contribuições da AAE, ganha destaque 
a proposição de um “Plano de Gestão Ambiental para o Complexo Intermodal e 
Logístico” e de um “Protocolo Especial de Responsabilidade Social e Ambiental”, 
com o intuito de articular ações para lidar com dois grandes desafios a serem 
enfrentados: a degradação da qualidade ambiental e a expansão urbana. 
 
 
 
 
 
INTRODUÇÃO 
O Brasil vem se consolidando no cenário internacional como um grande exportador 
de commodities, basicamente minérios e grãos agrícolas, atendendo à crescente demanda 
internacional alavancada pelos mercados emergentes asiáticos e que geram 
oportunidades de negócios para países com disponibilidade ou capacidade de produzir 
esses produtos. 
A Bahia, como estado de grandes dimensões territoriais e com nichos de produção 
associados ao agronegócio e à atividade mineral, vem tendo, nesta nova conjuntura 
global, grandes oportunidades de negócios. Uma boa infraestrutura de transporte para 
o escoamento da produção para os mercados internacionais é condição vital para que 
o estado possa tirar partido dessa conjuntura favorável. Nesse sentido, o Governo do 
Estado vem planejando corrigir as carências de infraestrutura e interligar, 
especialmente, as áreas produtoras de grãos do oeste e as reservas ferríferas do 
sudoeste baiano a uma estrutura portuária, com capacidade para o escoamento de 
grandes volumes, segundo uma nova estratégia logística. 
Mais de R$ 19 bilhões serão investidos na Bahia, entre 2007 e 2011, somando-se ações 
do governo estadual, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo 
federal e do Programa Nacional Logística e Transportes (PNLT). 
A instalação de uma nova estrutura portuária é de extrema importância para a Bahia, 
assim como o estímulo à formação de cadeias produtivas que possam agregar valor 
aos recursos existentes na região e o desenvolvimento de outras atividades, como o 
turismo, que possam tornar a economia estadual menos vulnerável às oscilaçõesde 
preço em determinados mercados. E é nesse contexto de novas perspectivas de 
ampliação e desconcentração da economia baiana, que surge a implantação do 
Complexo Porto Sul, em Ilhéus, e que motivou a realização da presente AAE. 
 Da mesma forma, a criação da Zona de Processamento para Exportação1 (ZPE), em 
Ilhéus, deve induzir a industrialização voltada à exportação, buscando-se apropriar 
localmente a agregação de valor que for possível obter-se sobre as produções 
primárias, para o efetivo aproveitamento do potencial econômico que se apresenta 
para proporcionar uma dinamização local, evitando que todo o investimento se preste 
apenas à colocação de commodities no mercado internacional. 
Associado ao desenvolvimento da região há o crescimento do setor de comércio e 
serviços, com destaque para infraestrutura, transporte e alimentação impulsionados a 
partir de efeitos positivos diretos e indiretos do Complexo Porto Sul. 
Ao mesmo tempo, entretanto, há uma série de aspectos negativos que devem ser 
considerados. A simples expectativa com relação aos novos investimentos pode 
induzir fluxos migratórios capazes de sobrecarregar a infraestrutura existente, 
agravando uma série de problemas comuns aos centros urbanos, em áreas como 
segurança, saúde, educação, transporte e saneamento ambiental. Os efeitos devem 
surgir regionalmente, como consequência das alterações de ordem econômica e social 
esperadas. 
O Governo do Estado da Bahia, representado pela Secretaria de Meio Ambiente 
(SEMA), optando por requalificar o planejamento alinhado a sua visão de futuro, 
julgou, então, oportuna a realização desta AAE, visando evitar, reduzir ou 
compensar as implicações adversas e potencializar as benéficas. 
 
 
 
1 A Lei nº. 11.732/2008, que altera a Lei nº. 11.508/2007, constitui o novo marco regulatório das ZPE. 
Criada pelo Decreto nº 97.703, de 28/4/89, a ZPE de Ilhéus envolve uma área total de 225 ha, mas 
somente agora, com a nova regulamentação, deverá ser implantada. 
 
 
AAE – ABORDAGEM CONCEITUAL E OBJETIVOS 
A AAE é um instrumento de política e gestão ambiental desenvolvido recentemente 
no Brasil e cuja aplicação, no nível nacional e internacional, tem se voltado mais 
freqüentemente para a avaliação de planos e programas de governo, tendo sido 
observado, nos últimos anos, uma tendência de sua aplicação para avaliar estratégias 
de investimento de grandes empresas, subsidiando o planejamento do 
desenvolvimento empresarial. 
A realização da AAE para Programa Intermodal e Logístico Porto Sul está 
ancorada na conceituação preconizada pelo MMA2 (2002), bem como no Decreto 
11.235/08 do Governo do Estado da Bahia, que em seu Art. 115, prevê que a 
“avaliação dos impactos socioambientais de planos, programas, projetos e políticas públicas setoriais 
dar-se-á mediante Avaliação Ambiental Estratégica (AAE)”, definindo este instrumento 
como sendo “um estudo coordenado pelo Poder Público Estadual que avalia os impactos 
socioambientais de suas políticas, planos e programas setoriais que envolvam o uso de recursos 
ambientais ou tenham interface com as políticas, planos e programas de proteção do meio ambiente, 
com a finalidade de subsidiar suas decisões, assegurando a inserção da variável ambiental na fase de 
planejamento.” 
Esse Decreto estabelece que “O CEPRAM poderá requerer aos órgãos e entidades competentes 
a elaboração de AAE (...) e manifestar-se-á sobre o estudo elaborado” (grifo nosso). 
Ainda, a “Avaliação Ambiental Estratégica caberá aos órgãos responsáveis pela formulação e 
implementação das políticas, planos e programas, com base em termo de referência por eles elaborado, 
juntamente com os órgãos vinculados à Secretaria do Meio Ambiente (SEMA) e à Secretaria do 
Planejamento (SEPLAN)”. 
 
2 Define a AAE como um novo “instrumento de gestão ambiental fundamentado nos princípios da avaliação de impacto 
ambiental, porém, associado ao conceito ou visão de desenvolvimento sustentável nas políticas, nos planos e nos programas, à 
natureza estratégica das decisões, à natureza contínua do processo de decisão, e ao valor opcional decorrente das múltiplas 
alternativas típicas de um processo estratégico”. 
Ao proporcionar uma visão abrangente e integrada sobre as oportunidades e os riscos 
associados ao Complexo Porto Sul, esta AAE tem como objetivo geral identificar e 
avaliar os impactos estratégicos dos empreendimentos envolvidos, com vista ao 
desenvolvimento sustentável e proteção ao meio ambiente na região. Os resultados da 
AAE servirão para apoiar tanto os futuros processos de planejamento ambiental e de 
desenvolvimento regional, como as decisões sobre o controle ambiental da execução e 
da operação dos empreendimentos previstos. Seus objetivos específicos são: 
 buscar a harmonização do desenvolvimento do Complexo Porto Sul com 
outras vocações da região — turismo, agricultura e conservação ambiental; 
 identificar os meios de potencializar os benefícios e as oportunidades de 
desenvolvimento no âmbito regional; e 
 subsidiar futuros programas de gestão ambiental e o licenciamento das 
atividades envolvidas, além de outras atraídas por este grupo de empreendimentos. 
Para a identificação das oportunidades e riscos é necessária a verificação dos efeitos 
complementares gerados pelo Complexo Porto Sul, estabelecendo parâmetros com 
base nas atividades previstas. Destacam-se seus efeitos cumulativos e sinérgicos e suas 
repercussões na esfera estadual e nacional, tanto na dimensão ambiental, como na 
socioeconômica. 
A AAE do Programa Intermodal e Logístico Porto Sul deve considerar a 
discussão de possíveis opções de desenvolvimento da região, assim como a definição 
do horizonte de planejamento (prevista para 2025), preparando uma base de 
informações sobre as intervenções propostas e os sistemas ambientais que serão 
afetados. 
 
Nesse sentido, fornecerá diretrizes para o setor público e recomendações para o setor 
privado, a fim de minimizar os efeitos negativos e potencializar os positivos. Os 
resultados apresentados subsidiarão as decisões a serem tomadas pelo Governo do 
 
 
Estado da Bahia, por meio da SEMA, do IMA, atual INEMA e demais Secretarias de 
Estado, em relação ao planejamento do Complexo Porto Sul, considerando os 
requisitos ambientais. 
 
ASPECTOS METODOLÓGICOS 
Como a AAE é um instrumento flexível e de aplicação abrangente, para a sua 
realização podem ser adotados diferentes modelos, sendo o desenvolvimento de 
metodologias específicas, adaptáveis a cada caso, preconizado na literatura 
internacional. Nesta AAE, a metodologia adotada não segue nenhum modelo pré-
estabelecido na sua íntegra, sendo resultado do conhecimento adquirido pela equipe 
do LIMA/PPE/COPPE/UFRJ, no âmbito das pesquisas empreendidas e nas AAE já 
realizadas, considerando diferentes setores da economia nacional. Para atender aos 
objetivos pretendidos, os procedimentos da AAE foram estruturados segundo as fases 
de desenvolvimento apresentadas na Figura 1. 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 1: Estrutura da AAE Porto Sul 
 
 
OBJETO DA AAE 
 O Complexo Intermodal e Logístico Porto Sul se constituirá em um centro logístico 
importante, constituído pelo porto e áreas retro-portuária, em sinergia operacional 
com os demais modais e outros equipamentos, conformando uma plataforma 
integradora do sistema rodoviário (BR 101, BR 116 e BR 324), reforçado pela Ferrovia 
Oeste-Leste (FIOL) que proporciona um eixo logístico transversal, articulando o 
porto marítimo com a região do Brasil Central. Pretende-se criar um novo corredor de 
comércio exterior na Bahia (Figura 2). 
 
 
Com este eixo logístico espera-se incentivar a vocação graneleira deste porto, atraindo 
produtos agrícolas, em especial a soja da Bahia, Tocantins e Mato Grosso, que em 
razão da sazonalidadeda produção e dos canais de distribuição, estabelecem diferentes 
rotas logísticas para exportação do produto, os quais não comportam, eventualmente, 
atividade em terminal exclusivo, tornando mais interessante sua agregação a outro 
terminal com atividade perene. 
Além do aumento da competitividade dos produtos do agronegócio e da possibilidade 
de implantação de novos pólos agroindustriais e de exploração de minérios, a 
integração da ferrovia proporcionará o aumento da segurança e a redução dos gastos 
em manutenção de rodovias, de custos do transporte de insumos e produtos diversos, 
aproveitando sua conexão com a malha ferroviária nacional. A complementaridade de 
dois produtos num mesmo porto permitirá o compartilhamento de ativos e 
infraestrutura. Está prevista área de manobra e manutenção na confluência da ferrovia 
com a retroárea portuária. 
O Complexo Portuário contempla estrutura on shore e off shore, composta por dois 
módulos com ponte de acesso entre 2 e 2,7 km de extensão, com profundidade em 
torno de 20 m, capacidade para navios de grande porte, até 220 000 DTW, com píer e 
bacia de manobra. Além de sua vocação graneleira (minério, produtos agrícolas, em 
especial a soja), o Porto Sul tem potencial para a movimentação de combustíveis 
(álcool) e contêineres (Quadro 1). 
Quadro 1: Previsão de Volumes Armazenados e Área Ocupada 
Tipo Mt./ano Área (ha) 
Área Portuária 500 
Retroporto 750 
Minério-ferro, carvão 60.000 500 
Grãos agrícolas 6.000 100 
Fertilizantes 3.000 
Combustíveis (álcool) 1 – 1,5 milhões litros/ano 400 
Contêineres 300.000 TEU/ano 150 
Segundo estimativa do Plano Diretor de Desenvolvimento do Porto Sul – Estudo de 
Demandas, o Complexo Porto Sul estará conectado a um sistema de transporte com a 
previsão de implantação apresentada no Quadro 2. 
Figura 2: Concepção da Ferrovia Oeste-Leste (FIOL) 
Fonte: GdB/SEPLAN (2009) 
 
 
Quadro 2: Integração do Porto Sul com o Sistema de Transporte 
Evolução do Sistema de Transporte 
2009 
Sem Porto Sul, Ferrovia Integração Oeste-Leste (FIOL) 
FERRONORTE até Alto Araguaia 
FNS até Colinas do Tocantins 
Rodovias sem os Trechos em Construção (BR-135 MG, BR-163 PA, BR-242 MT e 
BR-242 TO 
Hidrovia do São Francisco em operação 
2012 
Porto Sul em operação 
FIOL até Caetité 
FERRONORTE até Rondonópolis 
FNS concluída e em operação 
Rodovias com obras concluídas, exceto BR-242, em TO 
Hidrovia do São Francisco em operação 
2013 
FIOL até Figueirópolis e em operação 
FERRONORTE até Rondonópolis 
FNS concluída e em operação 
Malha rodoviária completa 
Hidrovia do São Francisco em operação 
2019 a 2036 Sistema completo 
Fonte: Consórcio Concremat/Transplan (2009) 
O arranjo portuário ainda em caráter preliminar (Figura 3), tendo em vista que muitas 
informações não estão ainda consolidadas, prevê as seguintes instalações: 
 Terminal de Uso Privativo (TUP) – contempla inicialmente um terminal off-
shore a ser implantado na Ponta da Tulha, cujo arranjo inicial (Projconsult, 2008), será 
formado por um conjunto de obras marítimas: píer de embarque do minério, ponte de 
acesso ao píer de carga, píer de rebocadores, dolfins de atracação e amarração e ponte de 
ligação ao quebra-mar. Trata-se de um terminal especializado, projetado para o 
carregamento de navios de minério, oriundo da mina de Pedra de Ferro em Caetité, 
realizado por meio de correia transportadora enclausurada e equipamentos de 
transbordo tipo shiploader que correm sobre trilhos instalados no píer. Um quebra-mar 
em enrocamento promoverá as condições de abrigo às instalações de acostagem. 
 
Figura 3: Arranjo funcional do Porto Sul 
Fonte: Governo da Bahia (2009) 
 
 Porto Público – após a implantação do terminal de minério de ferro, está 
prevista a construção de novas instalações para o escoamento de outras cargas. A 
configuração prevê a construção de novos píeres: 
 granéis agrícolas, projetado para conjugar a exportação de grãos, 
especialmente a soja no Oeste Baiano (Barreiras, Luís Eduardo Magalhães, São 
Desidério, Formosa do Rio Preto, Correntina e Riachão das Neves); 
 granéis líquidos, principalmente etanol e outros líquidos, tais como, 
produtos químicos e gêneros alimentícios (ex: sucos cítricos). Visa atender à 
demanda potencial de etanol das regiões do Extremo Sul (Ibirapuã, Medeiros 
Neto, Lajedão, Caravelas, Santa Cruz de Cabrália e Eunápolis) e do Oeste baiano 
(São Desidério e Barra). (Figura 4) 
 
 
 
Figura 4 — Terminal de granel líquido 
Fonte: Japan Cooperation Center, Petroleum http://www.jccp.or.jp/) 
 
 movimentação de contêineres, com berços especializados que podem atingir 
taxas de movimentação de carga bem maiores que berços convencionais, embora o 
desenho proposto não seja o ideal para um terminal de contêineres, que tem um 
melhor tráfego dos equipamentos e tempos de movimentação reduzidos quando o 
pátio de armazenagem é contíguo ao berço. 
As intervenções na bacia portuária com ampliação da bacia de evolução e implantação 
de novas áreas de atracação implicarão em dragagens e aumento da extensão do 
molhe, visando proporcionar abrigo da ação das ondas às novas instalações de 
acostagem. 
As operações de apoio logístico às atividades de exploração de petróleo têm tráfego 
intenso de embarcações do tipo supply boat e características próprias que não são 
compatíveis com as instalações de acostagem propostas até o momento. Portanto, uma 
base de apoio às atividades petrolíferas off-shore na região demandará uma instalação 
específica com berços para atracação das embarcações de apoio3. 
 
3 Nesta AAE será proposto, alternativamente, as atividades de supply boat no Porto de Malhado. 
 Retroporto – para garantir a qualidade, segurança e produtividade de 
recepção e expedição de carga solta, conteinerizada, sólidos a granel e líquidos a 
granel são necessários armazéns, silos, tanques e pátios que atendam os requisitos 
operacionais dos modais de transporte. 
Para abrigar a primeira fase do Complexo Porto Sul, o Decreto Estadual nº 
10.917, publicado em 19 de fevereiro de 2008, considerou de utilidade pública para 
fins de desapropriação uma área de 1.771,3 ha, na localidade de Ponta da Tulha, a 18 
km ao norte da cidade de Ilhéus (Figura 5). Da área total, existe a previsão de 
destinação de, aproximadamente, 500 ha para a implantação do terminal privado da 
BAMIN. 
 
Figura 5: Concepção da conexão retroárea portuária e ferrovia (FIOL) 
Fonte: VALEC (2009) 
 
 
 
 
REGIÃO DE ESTUDO DA AAE 
A definição da área de estudo levou em conta o modelo de desenvolvimento proposto 
pelo Governo da Bahia que destaca a desconcentração das regiões do estado e o apoio 
a sua diversificação, com atração de investimentos e formação de novas cadeias 
produtivas. 
Para uma primeira abordagem quanto à definição da melhor área para implantação do 
complexo portuário foi criado, pelo Governo do Estado, um Grupo de Estudo 
(Decreto 10.812/2008 e Portaria 002/2008), que congregou as Secretarias de 
Planejamento (SEPLAN), Infraestrutura (SEINFRA), Indústria, Comércio e 
Mineração (SICM) e Meio Ambiente (SEMA). 
 Inicialmente, seis áreas foram indicadas: Porto do Malhado, Distrito 
Industrial de Ilhéus, Aritaguá, Ponta da Tulha, Serra Grande e Campinho, em 
função dos resultados de estudos anteriores para escolha da melhor opção de 
interligação com a ferrovia. 
 Para a seleção do sítio mais apropriado foi elaborada análise comparativa 
considerando quatro fatores chaves e dezessete quesitos determinantes, 
relacionados à localização portuária, acessibilidade, retroárea e meio ambiente. 
Especificamente quanto às questões ambientais foram considerados: 
(i)comprometimento de áreas úmidas; (ii) retirada de vegetação nativa; (iii) 
interferência com ecossistemas terrestres; (iv) interferência com o ecossistema 
marinho; (v) reflexossobre a gestão ambiental; e (vi) comprometimento biossocial. 
 A área de Ponta da Tulha foi selecionada em função dos seguintes fatores: (i) 
menor custo em obras civis; (ii) melhor condição de acesso rodoferroviário; e (iii) 
maior disponibilidade de área para implantação do retroporto industrial. 
Considerando a relevância ambiental da região foram aprofundadas as análises dos 
aspectos ambientais, ampliando-se a abrangência dos estudos para outros dois sítios, 
sendo então avaliadas: Ponta da Tulha, Aritaguá (expandida para oeste), Sul de Maraú 
e Sul de Olivença. 
 Foram priorizados os seguintes aspectos: (i) presença de zonas de restrição 
ambiental (áreas úmidas, corpos d’água, manguezais, recifes de corais); (ii) presença 
de Unidades de Conservação (UC), sua tipologia e o seu zoneamento; (iii) presença 
de corredores ecológicos, áreas focais ou mini- corredores; (iv) uso do solo e 
cobertura vegetal; e (v) definição da qualidade ambiental das áreas selecionadas. 
 A área ao Sul de Maraú foi descartada em virtude de sua fragilidade 
ambiental ser maior do que a das demais áreas. Foi apontada a necessidade de 
estudos que permitissem concluir sobre os demais sítios. 
Foi então, com a finalidade de aprofundar a discussão sobre outras três áreas— Ponta 
da Tulha, Aritaguá e Sul de Olivença (Figura 6), realizado outro estudo ambiental 
específico4 e, paralelamente, dado andamento, pela SEINFRA, à análise locacional, 
sob o enfoque da engenharia, considerando aspectos de técnica construtiva (acesso 
rodoviário; acesso ferroviário; acesso à profundidade 19 m; terreno para implantação 
do porto). 
Visando captar as percepções sociais foi, também, realizado levantamento que 
identificou opiniões em relação à pertinência do porto na região, não se atendo às 
alternativas avaliadas. Foram identificados três grupos distintos: (i) os que são 
declaradamente a favor; (ii) os que são totalmente contra; e (iii) os que estão em 
dúvida com relação à implantação do Complexo Porto Sul em Ilhéus. 
Com base nesses estudos foi elaborado um parecer conjunto intitulado: “Alternativas 
Locacionais para Implantação do Complexo Porto Sul na Região de Ilhéus, Bahia – Instalações 
Portuárias e Pólo Industrial e de Serviços”, a partir do qual foi definida, a luz do 
conhecimento disponível até aquele momento, a indicação da alternativa mais 
adequada para a implantação, no município de Ilhéus, do Complexo Porto Sul, para 
dar andamento à concepção preliminar do projeto pelo Governo do Estado. 
 
4 Este estudo, realizado anteriormente a esta AAE, consta do relatório “Implicações da Avaliação Ambiental 
Estratégica das Alternativas Locacionais de Implantação do Programa Multimodal de Transporte e Desenvolvimento Mínero-
Industrial da Região Cacaueira — Complexo Porto Sul” (LIMA/COPPE/UFRJ, 2008) 
 
 
 
Figura 6: Alternativas Locacionais 
Fonte: SEINFRA (2008) 
 A alternativa Sul de Olivença que, em um primeiro momento, se mostrou 
promissora do ponto de vista ambiental, foi excluída devido à presença de terras 
indígenas naquela região. Do ponto de vista estritamente ambiental a melhor 
alternativa seguinte foi Aritaguá. 
 Além dos aspectos construtivos (de engenharia), outros foram levados em 
consideração para a tomada de decisão da localização do Complexo Portuário em 
Ponta da Tulha, tais como a implantação do novo aeroporto; a maior proximidade 
com áreas residenciais; o fato de que o Complexo Industrial propriamente dito tem 
flexibilidade locacional em termos regionais; e a expectativa de nova estrutura 
logística rodoviária que não irá comprometer ou intervir especialmente na BA 001. 
Área de influência direta e a área de influência estratégica: 
Para efeito da definição da área de abrangência da presente AAE, foram consideradas 
duas unidades territoriais de trabalho: a área de influência direta e a área de influência 
estratégica. 
 Área de influência direta engloba os municípios que compõem a Região de 
Estudo, ou seja, aqueles que devem ter maior interação com as atividades e 
respectivos empreendimentos previstos: Ilhéus, Itabuna, Uruçuca e Itacaré (Figura 
7). 
 
Figura 7: Região de Estudo 
 
 Área de influência estratégica – por definição é a área que, por razões diversas, 
tem alguma interação com o Complexo Porto Sul. Nesse sentido, esta área abrange 
todo o território do Estado da Bahia, destacando-se as seguintes razões: o cultivo e 
a industrialização de grãos no oeste baiano; o minério no município de Caetité; as 
rochas ornamentais, especialmente ao norte do estado; e, ainda, a produção de 
 
 
cana-de-açúcar em parte do Extremo Sul; a pecuária de corte e atividade coureira 
em diversas regiões, como Extremo Sul, Itapetinga, Vitória da Conquista e Litoral 
Sul; papel e celulose e a fruticultura, no Extremo Sul. (Figura 8). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
A área de influência direta (área de estudo) envolve os municípios de Ilhéus, 
Uruçuca, Itacaré e Itabuna. Compreende uma faixa costeira de cerca de 90 km 
entre a região de Olivença e a Foz do Rio de Contas. 
A área total desses municípios é de 3.352 km2. A população totalizava, em 2007, 
mais de 477.500 habitantes e a densidade demográfica média era de 142 
hab./km2 (Quadro 3). Os municípios fazem parte da Costa do Cacau, caracterizada 
pela lavoura cacaueira, que no final da década de 80 foi fortemente afetada pela 
crise, devido à associação de dois fatores principais: a queda de preço do cacau no 
mercado internacional e o aparecimento da praga Vassoura-de-Bruxa (Crinipellis 
perniciosa). Após esta crise, a industrialização (cacau/informática), em Ilhéus e o 
comércio e serviços, em Itabuna e o turismo em Itacaré surgem como alternativas 
de desenvolvimento da região. 
 
Quadro 3: Dados Municipais da Área de Influência da AAE 
Municípios 
Área 
(km2) 
População 
(IBGE, 2007) 
IDH 
Ilhéus 1.841 220.144 0,703 
Itabuna 443 210.604 0,778 
Itacaré 730 24.720 0,588 
Uruçuca 338 22.070 0,652 
 
 
 
 
 
QUADRO DE REFERÊNCIA ESTRATÉGICO 
Foram levantados os aspectos relacionados ao arcabouço legal, às responsabilidades 
institucionais, aos processos participativos e identificados os planos e programas 
relacionados à região de estudo, com a finalidade de entender o espaço sociopolítico 
necessário à decisão estratégica. 
Figura 8: Principais Polos de Carga da Bahia 
Fonte: GdB (2009) 
 
 
 Legislação pertinente – levantamento das normas ambientais federais, 
estaduais e municipais, visando identificar a responsabilidade pela execução dos 
referidos dispositivos legais e quais as principais lacunas que precisariam ser 
supridas. A observância ao Ordenamento Jurídico em vigor, especialmente da 
Legislação Ambiental, é medida garantidora da efetividade da implementação do 
Programa, nos prazos pré-estabelecidos. 
 Responsabilidades institucionais – destaque para as responsabilidades dos 
órgãos que integram as esferas da União, Estado e Municípios, para as 
competências e funções dos diversos órgãos intervenientes, bem como para os 
recursos disponíveis e as respectivas necessidades institucionais. 
 No que tange à competência para licenciar empreendimentos e atividades 
efetivas ou potencialmente poluidoras, destaca-se que a depender do tipo de 
empreendimento, do porte e da localidade, da existência, ou não, de uma UC, os 
empreendimentos ou atividades decorrentes das demandas surgidas a partir do 
Programa, objeto AAE, poderão ser licenciados no âmbito da União, do Estado ou 
mesmo no nível municipal. 
 Considerando que o Complexo Porto Sul se localiza no bioma Mata 
Atlântica, é importante se atentar para o conteúdo da Lei nº. 11.428/06, a qual traz 
disposições, inclusive aplicáveis às áreas urbanas, atinentes à supressão de 
vegetação de Mata Atlântica. 
 A sociedade civil e o Ministério Público têm estado atentosao cumprimento da 
legislação em vigor e dispostos, inclusive, à adoção de medidas judiciais cabíveis, as 
quais poderão ocasionar entraves para a execução do Programa. 
 A integração das ações entre os Governos Federal e Estadual pode oferecer 
celeridade à implementação do Complexo. No entanto, essa celeridade não deve 
comprometer o regular exercício das respectivas competências institucionais, 
necessárias ao afastamento de conflitos interinstitucionais. 
 Levantamento das principais políticas, planos e programas (PPP) de 
desenvolvimento e/ou relacionados com o uso dos recursos naturais, voltados para 
a região do Porto Sul, permitiu identificar possíveis interações e sinergia entre os 
processos, assim como restrições impostas a outros usos e os componentes 
ambientais passíveis de interferências, sendo assim subsídio indispensável para a 
AAE e consequente gestão. Dentre os programas federais e estaduais se destacam: o 
Projeto de criação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE – Governo 
Federal); Programa de Aceleração do Crescimento (PAC – Governo Federal) 
com previsão de investimentos para o saneamento e a urbanização de favelas em 
Ilhéus e Itabuna; Programa de Aceleração do Desenvolvimento do 
Agronegócio na Região Cacaueira (PAC Cacau), que prevê o desenvolvimento 
do agronegócio; e, também, programas direcionados para a gestão ambiental da zona 
costeira e para a conservação da biodiversidade, como o Plano Nacional de 
Gerenciamento Costeiro (PNGC) e o Projeto Corredores Ecológicos (PCE), 
inserido no Programa Piloto para a Proteção das Florestas Tropicais Brasileiras 
(PPG7). 
Levantamento dos Atores Relevantes 
Foi realizada a identificação dos atores relevantes, seus interesses e sua capacidade de 
se opor ao Programa, com a finalidade de proporcionar ao gestor uma visão 
abrangente dos seus interesses, anseios e preocupações, bem como, visando subsidiar 
sua atuação no atendimento desses interesses e na mediação dos possíveis conflitos, 
de modo a assegurar que as políticas eventualmente adotadas sejam realísticas e 
sustentáveis. 
Para cada grupo de atores, direta e indiretamente envolvidos, foram identificados os 
prováveis interesses no Porto Sul, conforme resumido a seguir. 
Interesses com Expectativas Positivas 
Ambientais 
 Nenhum identificado. 
Sociais 
 Geração de emprego e renda para as populações locais. 
 Requalificação e capacitação da mão-de-obra local para que possam 
aproveitar das oportunidades oferecidas. 
http://www.bahiaemfoco.com/noticia/800/ministerio-de-agricultura-e-seagri-definem-prioridades-para-pac-do-cacau
http://www.bahiaemfoco.com/noticia/800/ministerio-de-agricultura-e-seagri-definem-prioridades-para-pac-do-cacau
 
 
Econômicas 
 Desenvolvimento socioeconômico da Bahia, região sul e, 
principalmente, dos municípios de Ilhéus e Itabuna. 
 Fortalecimento da infraestrutura de transporte e portuária baiana. 
 Aumento na circulação financeira e de mercadoria no Estado. 
 Abertura de novas alternativas/opções econômicas para a região. 
 Minimização dos custos de implantação do Porto Sul. 
 Aumento dos lucros operacionais das empresas de extração, transporte, 
beneficiamento e exportação/importação mineral que usarão o Porto 
Sul. 
 Revitalização do Porto atual e das áreas comerciais e turísticas de 
Ilhéus. 
Institucionais 
 Ampliação do processo participativo em todas as fases de desenho, 
construção e operação. 
 Ganhos para as imagens institucionais. 
Interesses com Expectativas Indefinidas 
Ambientais 
 Garantia de adequadas medidas mitigadoras e compensatórias 
socioambientais, eventualmente necessárias, sejam efetivamente 
implementadas. 
Sociais  Implementação, em tempo hábil, da necessária infraestrutura urbana 
para suprir o esperado aumento na demanda. 
Econômicas 
 Comprovação clara e inequívoca de que a relação custo-benefício 
social, econômica e ambiental da introdução do Porto Sul seja maior 
do que as alternativas de desenvolvimento sustentável com o cacau e 
turismo. 
 Maiores repasses de recursos tributários do Estado para as Prefeituras, 
de maneira a viabilizar a manutenção da necessária nova infraestrutura 
urbana. 
Institucionais 
 Melhoria na transparência e confiabilidade das informações fornecidas 
pelo Governo da Bahia. 
 Promoção de outras agendas. 
Interesses com Expectativas Negativas 
Ambientais 
 Escolha de área menos sensível ambientalmente para instalação do 
Porto Sul e Complexo Industrial. 
 Minimização de danos ambientais na área de influência. 
 Garantia de que seja adotada tecnologia de ponta em todas as 
instalações portuárias e industriais propostas, especialmente 
relacionada à poluição e destruição de habitats e a minimização do 
impacto visual das instalações. 
Sociais 
 Minimização dos transtornos às populações locais, especialmente 
aquelas atingidas pelas áreas de desapropriação e seu entorno. 
 Garantia de prevenção da formação de bolsões de pobreza e 
marginalidade, em função da migração descontrolada dos 
trabalhadores temporários (e suas famílias) durante a construção. 
Econômicas 
 Garantia de continuidade na política regional de desenvolvimento 
sustentável vigente na última década para a região (fundamentada 
no cacau e turismo). 
 Minimização de danos cênicos ao turismo, comércio e pesca na 
área pretendida, entorno e urbanas. 
Institucionais  Minimização de sobrecarga dos serviços municipais, especialmente 
saúde, educação, habitação e infraestrutura urbana. 
 
Os principais anseios e preocupações dos atores giram em torno dos seus interesses 
no Porto Sul, no entanto, os seguintes aspectos se destacam: 
Anseios e Preocupações 
 Espera-se que os empregos gerados sejam absorvidos pela população local, evitando-se maciças 
levas migratórias para a região. 
 Espera-se que o Governo da Bahia mude a corrente forma de conduzir o Porto Sul, para uma 
maneira mais participativa e focada na população local. 
 Espera-se que seja comprovado que os investimentos públicos a serem realizados representam a 
melhor opção de desenvolvimento para a região. 
 Espera-se que seja escolhida a melhor área para a localização do Porto e do Complexo Industrial, 
em termos da minimização de danos ambientais, desestruturação do turismo e do comércio 
regional e não apenas em função dos investimentos financeiros necessários. 
 Espera-se que os inevitáveis impactos ambientais e cênicos sejam condizentes com a melhor 
tecnologia disponível e não apenas em razão dos investimentos financeiros necessários. 
 Espera-se que os inevitáveis impactos ambientais, sociais e econômicos sejam adequadamente e 
efetivamente mitigados e compensados durante a vida do empreendimento. 
 Espera-se que o Governo da Bahia assegure que a qualidade e expectativa de vida melhorem para a 
imensa maioria, embora entendam que a vida e o cotidiano de grandes segmentos da população 
local mudem radicalmente. 
Considerando os anseios e preocupações dos atores relevantes, entende-se que três 
ações são prioritárias, no atual estágio do Porto Sul: 
 
 
Ações Prioritárias 
 Fortalecer as instituições e processos para uma participação (negociação) social efetiva, 
especialmente junto aos "atores chave" mencionados. 
 Focar mais as iniciativas do Porto Sul nas populações locais e menos nos interesses das 
empresas proponentes. 
 Comprovar clara e inequivocamente que a proposta apresentada representa o melhor 
custo-benefício social, econômico e ambiental para a região. 
 
Visando o acompanhamento, a participação das discussões e acompanhamento das 
ações e resultados da AAE foi organizado um Grupo de Trabalho Governamental, 
envolvendo representantes de diferentes instituições, e, também, o Comitê de 
Acompanhamento, representativo e equilibrado e com condições de contribuir com 
conhecimentos e informações da região para as análises realizadas ao longo do 
desenvolvimento da AAE, que conta com a participação de vários setoresda 
sociedade civil e administração pública, na esfera federal, estadual e municipal 
(Quadro 4). 
Quadro 4: Comitê de Acompanhamento 
Associação Regional de Engenheiros e 
Arquitetos (ARENA) 
Instituto de Estudos Socioambientais do 
Sul da Bahia (IESB) 
Associação Brasileira de Apoio aos Recursos 
Ambientais (ABARA) 
Ministério Público Federal 
Associação Ação Ilhéus Ministério Público Estadual 
Associação de Turismo de Ilhéus (TIL) Prefeitura Municipal de Ilhéus 
Câmara dos Diretores Lojista de Ilhéus Prefeitura Municipal de Itabuna 
Colônia de Pescadores Z-18 – Itacaré Prefeitura Municipal de Uruçuca 
Colônia de Pescadores Z-34 – Ilhéus Prefeitura Municipal de Itacaré 
Comitê da Bacia Hidrográfica do Leste 
Secretaria Estadual de Infraestrutura 
(SEINFRA) 
Conselho Gestor da APA Rio Almada/L. 
Encantada 
Secretaria Extraordinária da Indústria 
Naval e Portuária (SEINP) 
Conselho Regional de Engenharia e 
Arquitetura (CREA) 
Secretaria Especial de Portos 
(SEP/Presidência da República) 
Conselho Municipal de Saúde de Ilhéus Segmento Econômico Indústria (FIEB) 
Federação dos Trab. da Indústria da 
Construção Civil 
Sindicato dos Trabalhadores de Ilhéus, 
Itabuna e região 
Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe 
Sindicato dos Bancários de Itabuna e 
Região 
Federação das Associações de Moradores de 
Ilhéus (FAMI) 
Sindicato Rural de Ilhéus 
IBAMA 
União das Associações de Bairros de 
Itabuna 
Instituto Floresta Viva 
Universidade Estadual de Santa Cruz 
(UESC) 
 
DIAGNÓSTICO ESTRATÉGICO 
A análise de todos os processos que levaram ao estado atual de desenvolvimento e suas 
interações com o meio ambiente ajuda na compreensão da situação atual da região de 
estudo e na identificação dos fatores estratégicos ambientais, sociais e econômicos 
relevantes para esta AAE. Nesse sentido, são analisados os fatores determinantes do 
desenvolvimento regional, bem como os que condicionam este desenvolvimento e 
aqueles considerados mais críticos para a qualidade ambiental. São, também, destacados 
os processos que se configuram como estratégicos para a avaliação ambiental, por 
representarem os que requerem avaliação cuidadosa de sua trajetória futura, visando a 
antecipação de soluções na direção da sustentabilidade pretendida. 
Fatores Determinantes do Desenvolvimento 
A cultura cacaueira e seus ciclos alternados de ascensão e queda de produção se destaca 
como a atividade econômica mais representativa da região de estudo. Esta atividade 
 
 
construiu uma centralidade no eixo Ilhéus-Itabuna, dando a estes centros características 
específicas e papel relevante no fluxo da economia regional, juntamente com a pecuária 
e as demais culturas temporárias. 
Enfoca-se, também, o surgimento do turismo, como uma alternativa à crise instalada e 
que pôs fim à hegemonia da cultura de cacau. O turismo passa a representar uma nova 
opção de desenvolvimento no Pólo do Cacau, formado pelos municípios litorâneos de 
Canavieiras a Itacaré, combinando a beleza das praias com a riqueza da Mata Atlântica, 
asseguradas pelo regramento da preservação ambiental em sua grande parte. 
Outro vetor de crescimento da região, a exploração de petróleo e gás natural na bacia 
sedimentar de Camamu-Almada, ainda em formação, mas com potencial já vislumbrado 
com a exploração de gás natural no Campo de Manati, em área confrontante com o 
município da Cairu, no vizinho Pólo Turístico do Dendê. 
Turismo 
A Zona Turística Costa do Cacau faz parte do conjunto das Zonas Turísticas do 
litoral da Bahia, planejadas e implantadas pelo Programa de Desenvolvimento do 
Turismo do Nordeste Brasileiro (PRODETUR/NE), a partir do início dos anos 90. A 
Costa do Cacau é uma pequena região litorânea, compreendida entre Itacaré e 
Canavieiras, sem articulação direta com os pólos turísticos de Porto Seguro, ao Sul, e 
Valença–Salvador ao Norte, cabendo a Ilhéus o papel de centro de distribuição do 
fluxo de visitantes. Estão se consolidando na faixa costeira de Ilhéus-Itacaré, com 
papéis diferenciados e complementares os seguintes atrativos turísticos: 
 Ilhéus, cidade âncora urbana turístico-regional e referência histórico-cultural 
da região cacaueira, cidade média com centro histórico junto ao porto velho, com 
paisagens tropicais de morros, rios e manguezais; 
 Litoral Sul de Ilhéus–Olivença, destino tradicional de turismo regional de 
praia, bem como para segunda residência do interior do Sul da Bahia; 
 Litoral Norte de Ilhéus, apoiada nas riquezas naturais do seu hinterland – 
Lagoa Encantada, em processo de integração no contexto do conjunto do grande eixo 
de turismo sustentável regional do litoral de Uruçuca (Serra Grande) e o de Itacaré, 
também destino tradicional de segunda residência e de turismo popular; 
 Serra Grande, vila turística diferenciada em surgimento, marcada pela sua 
posição de mirante sobre o Oceano e as praias do litoral norte de Ilhéus e pela 
preservação e valorização de sua morfologia de vila rural tradicional; 
 Itacaré, principal polo turístico regional, os ecoresorts da sua costa atlântica e a 
cidade encravada numa paisagem bucólica, entre a foz do rio de Contas e as falésias da 
Mata Atlântica, nascida como destino turístico preferido pelos jovens e praticantes do 
surf, hoje dotada com uma estrutura de equipamentos e serviços turísticos 
diferenciados, do modo simples até os mais sofisticados. 
O processo de desenvolvimento do turismo suporta dois processos estratégicos 
complementares: a qualidade ambiental paisagística como ativo do turismo e a consolidação da 
região como destino qualificado, tendo como ponto de partida as políticas públicas do 
Estado da Bahia de implementação do turismo sustentável, como novo vetor 
econômico do PRODETUR/BA. 
O modelo de desenvolvimento turístico da Costa do Cacau é resultado de um 
processo de planejamento e investimento nos últimos 15 anos, tendo a natureza como 
âncora, garantida pela implantação de Áreas de Proteção Ambiental (APA). 
 
Este processo teve como “ator ― pioneiro” a institucionalização de gestão das APA, 
com o envolvimento sistemático da comunidade e da sociedade civil, com os 
principais instrumentos e ações: 
 Conselhos Gestores das APA, processo de discussões e orientações dos 
conflitos de interesse, monitoramento e controle do uso do solo da APA e de 
capacidade de carga; 
 
 
 elaboração e implantação dos Planos de Manejo e Zoneamentos Ecológico-
Econômicos das APA, que garantem institucionalmente o quadro 
paisagístico/ecológico e o padrão de uso da região, condição básica para a mobilização 
de investimentos qualificados no setor turístico; 
 processo de conscientização ecoturística e ecológica das comunidades; 
 apoio na vigilância ambiental e na implantação de novos projetos turísticos 
pelas organizações da sociedade civil com foco nas questões ambientais. 
 
Principais resultados: 
 Crescente percepção da população dos benefícios econômicos do turismo e do 
meio ambiente preservado como sua matéria-prima, com reflexos para a sua própria 
qualidade de vida. 
 Diminuição das pressões, desmatamentos, queimadas e uso de áreas 
protegidas, sobre as áreas naturais da região, e valorização da área rural, com 
fortalecimento das culturas agroflorestais e o surgimento de elementos do conceito 
do Novo Rural nas áreas de conservação do hinterland da costa, de uso de turismo 
de baixíssima densidade. 
 Modelo de preservação e manutenção da qualidade ambiental e paisagística 
obteve êxito, principalmente na APA Itacaré-Serra Grande, atraindo novos 
investimentos turísticos qualificados. Contraponto com a situação da APA Lagoa 
Encantada, sem um zoneamento voltado para o uso turístico e com a influência do 
crescimento desordenado do litoral norte, não consegue se firmar como um modelo 
local de desenvolvimento turístico. 
A consolidação da região Costa do Cacau como destino turístico qualificado, 
contando com equipamentoshoteleiros voltados para os mercados do sul do País e 
para o mercado internacional. Ocupa hoje o terceiro lugar no ranking do número de 
Unidades Hoteleiras (UH) implantados por Zona Turística, com 6.259 UH ou 12% do 
total de 51.027 UH do Estado da Bahia, atrás apenas da Costa do Descobrimento 
(14.814 UH) e da Costa dos Coqueiros (7.746 UH). A estrutura atual em cada 
município encontra-se resumida no Quadro 5. 
 
O processo de consolidação da região como destino turístico qualificado contou com 
dois eixos: fortalecimento institucional do setor e a consolidação físico-funcional. O turismo da 
Costa do Cacau se formou e se fortaleceu com o apoio de uma estrutura de 
governança, que envolve as esferas estadual e municipais, os empresários e o terceiro 
setor, desenhado para o desenvolvimento do turismo sustentável: Conselho de 
Turismo do Pólo Litoral Sul, Câmara Zonal de Turismo da Costa do Cacau e o Fórum 
Estadual de Turismo. 
Quadro 5: Estrutura Turismo na Costa do Cacau 
Município 
Unidades 
Hoteleiras 
(UH) 
(*)
 
Empregos 
Diretos 
(**)
 
Empregos 
Indiretos 
Ilhéus 2.878 4.317 12.952 
Itabuna 775 1.162 3.487 
Itacaré 1.361 2.041 6.124 
Uruçuca 115 172 517 
Total 6.128 7.882 23.080 
 
Para a consolidação do modelo de destino turístico qualificado os principais 
problemas identificados: 
 um parque hoteleiro em expansão, nas zonas turísticas costeiras e a cidade de 
Itacaré; 
 primeiros indícios de turismo de massa, em virtude da falta de qualidade e de 
objetividade da gestão turística local e de descontrole da qualidade urbana; 
 pressão sobre os atrativos naturais e, consequentemente, degradação ambiental 
e paisagística; 
 fragilidade de gestão local vis-à-vis as pressões do mercado; 
 
 
 a consolidação da qualidade ambiental e paisagística conta com alguns entraves 
e ameaças pela introdução de novas atividades na região, tais como a extração do 
petróleo e processo de especulação imobiliária e crescimento das áreas urbanas, com a 
consequente e lenta degradação dos espaços naturais, sobretudo do Litoral Norte de 
Ilhéus. 
 
Identificam-se, também, oportunidades para levar a Costa do Cacau a se consolidar 
como destino turístico integrado: 
 uma estrutura de governança do setor turístico maduro, que envolva todos os 
setores da comunidade; 
 a disposição de instrumentos de manejo e uso do solo pelos Planos Diretores 
Municipais e um subsequente detalhamento urbano-paisagístico; e 
 a agregação de novos atores institucionais nas áreas críticas da orla, como é o 
caso do Projeto Orla na faixa costeira de Ilhéus. 
Agropecuária 
 O uso da terra na área da Bacia Hidrográfica do Rio Almada — onde se 
encontram os municípios de Ilhéus, Itabuna e Uruçuca — apresenta-se bastante 
diversificado, com cultivos tradicionais de subsistência, monocultura do cacau, 
pecuária extensiva e especiarias, que substituiu no decorrer do último século a Mata 
Atlântica. O cacau se firmou como cultura na região sul do Estado na virada do 
século XIX para XX e lidera a produção nacional desta commodity internacional. 
Utiliza o sistema de “cabruca”, que aproveita espécies arbóreas pré-existentes para o 
sombreamento do cacau. O espaço ocupado pelas atividades agrícolas é bastante 
significativo e, em 1975, a cultura do cacau ocupava 65% da área dessa Bacia. 
 O cacau atingiu seu ápice econômico em torno do ano de 1979, quando foi 
observada uma grande expansão da atividade no Brasil e no mundo. Entretanto, no 
final dos anos 1980, a atividade entra em uma fase de depressão, originada por um 
conjunto de fatores conjunturais: (i) a queda internacional dos preços de cacau; (ii) 
altos estoques mundiais do produto; e (iii) o surgimento da doença “vassoura de 
bruxa”, em 1989, agravando essa fase e provocando uma queda acentuada da 
produção regional. 
 O Censo Agropecuário de 2006 apontou uma redução da área de cultivo dos 
principais produtos agrícolas nos quatro municípios abrangidos pela região de 
estudo entre 1990 e 2006, sendo mais acentuada entre as lavouras permanentes, 
devido às perdas na lavoura do cacau e observada mais fortemente nos municípios 
de Ilhéus e Itabuna, os mais afetados por serem os principais centros 
socioeconômicos da região cacaueira, com reflexos para os outros setores da 
economia. 
 Iniciativas para recuperação da atividade: (i) Plano de Aceleração do 
Desenvolvimento do Agronegócio na Região Cacaueira (PAC do Cacau), lançado em 2008, 
com previsão de investimentos em projetos de diversificação, produção de 
biocombustíveis, apoio à agroindústria e a agricultura familiar e obras de 
infraestrutura no sul da Bahia; (ii) Programa de Industrialização de Cacau em Pequena 
Escala (CEPLAC e o Governo da Bahia), para a implantação de pequenas e médias 
indústrias destinadas ao processamento de amêndoas de cacau e em cooperativas e 
associações de produtores; (iii) Associação dos Profissionais do Cacau Fino e 
Especial (APCFE), criada em 2004, visando à produção de cacau fino ou flavor, 
categoria comercial especial, produzida só em alguns países, com carga genética 
determinada para produção do cacau orgânico (4,55% da produção mundial, em 
2006). 
 A pecuária compete com o cacau no uso do solo regional. Os rebanhos dos 
animais de produção e de serviços, entre os anos de 1990 e 2006, tiveram uma 
expansão importante do número de cabeças. Os aumentos mais significativos 
ocorreram em Ilhéus e Itabuna com suínos (282,6 e 301,9%) e bovinos (89,7 e 
65,0%). 
 Esta expansão representa uma busca de novas oportunidades econômicas 
por parte dos produtores, com objetivo de substituir a lavoura cacaueira. As áreas 
que estavam ocupadas com cacau e sombreadas por árvores da Mata Atlântica 
 
 
foram desmatadas para plantio de capim e, consequentemente, implantação da 
pecuária bovina, promovendo o avanço do desmatamento. 
 O cacau durante muito tempo foi o diferencial no balanço comercial do 
estado, porém muito pouco do excedente gerado permaneceu na região. Os grandes 
produtores não só investiam seus capitais em outros estados, como, também, 
residiam em outros locais. Pouca inversão em tratos culturais, aumento da qualidade 
e da produtividade e, com insuficiência de poupança interna, pouca produção local 
ocorreu em bens e serviços para a região (Fundação CPE, 1992). 
 A região ainda não conseguiu superar a crise do cacau e não foi capaz de 
desenvolver outras potencialidades para contrabalançar os impactos das crises e 
frequentes oscilações de preços a que está sujeita esta commodity. Este processo 
encontra como entraves a falta de recursos, as condições fundiárias e a tradição do 
cultivo do cacau. 
 A análise das principais lavouras permanentes indica um aumento irrelevante 
nos últimos anos e a lavoura temporária praticamente inexiste, a área cultivada foi 
reduzida em 13.779 ha, de 1990 para 2006. 
 A pecuária não chega a ser expressiva, apesar de apresentar crescimentos 
percentuais relativos altos. Como a pecuária compete com o cacau no uso do solo 
regional, a decadência do cacau leva a sua consequente expansão, em substituição ao 
cacau-cabruca. A pecuária extensiva, com baixa produtividade, ameaça incrementar 
o desmatamento para responder a uma demanda crescente de áreas de pastagens, 
levando a uma mudança nas atividades agrícolas e a um aumento do desmatamento. 
Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural 
As Bacias Sedimentares de Camamu e Almada situam-se na porção sul do litoral do 
Estado da Bahia. Totalizam uma área de 22.900 km² até o limite da cota batimétrica de 
3.000 m, sendo 16.500 km² pertencentes à Bacia de Camamu e 6.400 km² à Bacia de 
Almada. Nestas bacias localizam-se diversas reservas provadas de petróleo e de gás 
natural, que foram ofertadas em blocos nas rodadas de licitação para exploração e 
produção (E&P) da Agência Nacional do Petróleo (ANP), conforme indicado na 
Figura 9. 
 A exploraçãona região foi iniciada no Campo Manati, de gás natural, 
descoberto em 2000, localizado no Bloco BCAM-40, que teve seu desenvolvimento 
realizado entre 2004 e 2007, por meio da perfuração de seis poços de 
desenvolvimento, da construção de uma Usina de Processamento de Gás Natural 
(UPGN), localizada em São Francisco do Conde, e da construção de um gasoduto 
para conectar a plataforma offshore à UPGN. Ao final de 2007, todos os seis poços 
estavam inteiramente conectados e operantes e a produção era de 5,8 milhões de 
m3/dia. Atualmente, o consórcio está avaliando a viabilidade de aumentar o nível de 
produção para até 8 milhões de m3/dia (Norse Energy, 2008). 
 
 
 
 O campo de Sardinha (área do BAS-97) está localizado em águas de 
aproximadamente 30 metros de profundidade (águas rasas) com condições 
ambientais complicadas, mas se caracteriza pela existência de petróleo leve com alto 
ponto de congelamento. (Norse Energy, 2008). 
 A descoberta do BAS-131, no Bloco BCAM-40, inclui reservatórios de 
petróleo e gás natural, com características semelhantes às do Campo de Manati. Os 
recursos identificados nessa estrutura totalizam 0,05 milhão de barris de petróleo e 
0,5 bilhão de metros cúbicos de gás natural5. Ainda no Bloco BCAM-40 foi 
descoberto outro reservatório de petróleo e gás natural. O Bloco BCAM-40 possui 
mais de 507 km2 de área atualmente em exploração, em águas rasas e profundas. 
As atividades de E&P de petróleo e gás natural, na Bacia de Camamu-Almada, em 
curso e planejadas, que implicam em impactos e riscos ambientais, além dos impactos 
sociais e econômicos identificados e avaliados pela AAE realizada pelo Laboratório 
Interdisciplinar de Meio Ambiente (LIMA/COPPE/UFRJ, 2004) e considerados no 
planejamento de outras atividades produtivas na região. 
 Os resultados da análise dos riscos ambientais decorrentes de eventos 
acidentais de derramamento de óleo para diferentes alternativas tecnológicas do 
conjunto de atividades de E&P nessas Bacias mostraram, qualitativamente, as 
frequências e severidades das possíveis consequências destes eventos para a área 
entre Valença e Ilhéus, que envolve os municípios de Itacaré e Uruçuca, dentre 
outros. 
 Considerando a complexidade e relevância ambiental que a região de 
influência direta dos blocos marítimos apresenta, a conservação dos ativos 
ambientais passa pelo fortalecimento da gestão descentralizada e compartilhada e 
pelo incremento no controle social. É essencial a existência de planejamento e de 
procedimentos de contingência para minimização dos danos e efeitos adversos dos 
derramamentos de óleo no mar, bem como, para a maximização da recuperação dos 
ecossistemas. 
 As chamadas Cartas SAO — cartas de sensibilidade ambiental para 
derramamentos de óleo — são importantes instrumentos auxiliares, bem como as 
operações de combate aos derramamentos de óleo e o gerenciamento ambiental da 
Zona Costeira e Marinha de uma forma mais ampla. A identificação e aporte de 
diretrizes para o mapeamento das áreas sensíveis a derramamentos de óleo cabem 
ao Ministério do Meio Ambiente (MMA) e já foram estabelecidas no contexto do 
 
5 Relatório da Gaffney, Cline & Associates. 
Figura 9: Áreas de Concessão na Bacia de Camamu-Almada 
Fonte: ANP (2009) 
 
 
Programa de Proteção e Melhoria da Qualidade Ambiental (MMA, 2002). No 
momento, ainda estão sendo elaboradas as Cartas SAO para o litoral Sul da Bahia. 
 Já existem estruturas de contingência no Centro de Defesa Ambiental (CDA) 
da Petrobras, em Madre de Deus, com tempo de resposta variando de 2 a 24 horas, 
de acordo com a distância da ocorrência na região; e a Unidade de Reabilitação de 
Fauna, que pode ajudar a minimizar os danos ambientais de possíveis eventos 
acidentais. 
 A atividade de petróleo e gás natural, uma vez instalada, proverá os 
municípios e o Estado da Bahia de recursos financeiros adicionais por intermédio 
do pagamento de royalties e de prováveis compensações ambientais. 
 A AAE concluiu que é possível conciliar a vocação para o turismo 
sustentável, observada na região, com a exploração e produção de petróleo e gás 
natural, desde que sejam adotadas as melhores alternativas tecnológicas 
ambientalmente aceitáveis. 
 
Fatores Condicionantes do Desenvolvimento 
Dentre os fatores que condicionam o desenvolvimento na região de estudo destaca-se a 
ocupação do território, notadamente em Ilhéus e Itabuna, onde a concentração 
populacional, de serviços, comércio, indústria e infraestrutura desenharam uma 
centralidade de apoio a uma rede de cidades articuladas a esse pólo urbano-regional. Ilhéus 
foi o município que sofreu as maiores alterações na sua estrutura urbana em função dessas 
atividades, mas é Itabuna, em função dos seus atributos locacionais, que se coloca na rota 
principal da interiorização regional. 
A infraestrutura formada por uma rede de serviços e equipamentos públicos, em 
conjunto com outras atividades, confere aos municípios o papel aglutinador de 
diferentes funções na região. Assim, a logística de transportes e a disponibilidade de 
energia elétrica, considerando os níveis de prestação desses serviços e sua organização, 
são fatores de grande relevância para o desenvolvimento regional. 
Ocupação do Território 
Os municípios da região de estudo fazem parte do Território de Identidade Litoral Sul 
que envolve um total de 27 municípios, com características estritamente urbanas. 
 A cultura do cacau, principal indutor do desenvolvimento urbano-regional, 
contribuiu para a modernização da infraestrutura de transporte da região, com a 
implantação de um ramal ferroviário ao longo do vale do rio Almada (início do 
século XX), desativado em 1950 (o início da era rodoviária), e a modernização do 
antigo porto na foz do rio Cachoeira, que foi substituído, no início dos anos 1970, 
pelo porto oceânico de Malhado. 
 A integração ao sistema rodoviário nacional, proporcionada pelo eixo norte-
sul do país – a BR101, junto com rodovia eixo leste-oeste – a BR-415, ligando 
Ilhéus-Vitória da Conquista, leva a região a um novo patamar de organização 
espacial, provocando a aceleração do desenvolvimento do pólo urbano-regional de 
Itabuna, que incorporou como cidades satélites, as sedes municipais mais próximas, 
Itajuípe e Buerarema. A construção da BA-262 (Ilhéus a Uruçuca) formou um novo 
pólo. 
 Com o surgimento do turismo, nos anos 1990, a região incorporou a sua 
zona costeira, até então sem expressão econômica, fato que preservou seus 
ambientes naturais de Restinga e Mata Atlântica. O novo eixo sul rodoviário – a 
expansão da BA-001, via turístico-costeira que irá favorecer a conexão direta da 
Costa do Cacau com a Costa do Dendê e com Salvador, via terminal Bom 
Despacho, produzirá impactos econômicos que vão bem além da própria atividade 
turística. 
 O conjunto dos municípios da área de estudo constitui cada vez mais um 
pólo de desenvolvimento urbano-econômico. A população urbana representou mais 
de 80% da população total de 457.245 habitantes (IBGE, 2000). Essa população nos 
últimos sete anos, de acordo com a contagem populacional do IBGE (2007), num 
 
 
processo de quase estagnação, evoluiu menos de 4,5%, para um total de 477.538 
habitantes, aos quais podem ser agregados, ainda, os 32.137 habitantes das sedes 
municipais sobre influência direta de Itabuna: 15.145 de Itajuípe e 16.992 de 
Buerarema. 
 Com o novo Estatuto da Cidade, os municípios ganharam um instrumento 
para o seu ordenamento territorial – os Planos Diretores Municipais –, envolvendo 
o zoneamento das áreas urbanas e de expansão e o macro-zoneamento dos seus 
territórios rurais/interioranos. Têm como parâmetros básicos os princípios de 
conservação e de preservação dos ecossistemas locais e incorporam parâmetros 
básicos dos zoneamentos das próprias APA. 
A dinâmica de ocupação do territórioé ligada a dois processos estratégicos 
antagônicos — crescimento ordenado e crescimento descontrolado 
 A região passou por um processo contínuo de ordenamento controlado, 
desde a época colonial até os anos 1960, interrompida por um processo de 
descontrole, sobretudo nas áreas urbanas no final do século XX, resultado da 
explosão demográfica e das mudanças socioeconômicas e institucionais. As áreas 
urbanas começaram a sair do controle da gestão municipal, produzindo um 
crescimento desordenado, com o surgimento de invasões, ocupações informais de 
encostas e manguezais, hoje um dos maiores passivos ambientais e de qualidade de 
vida da região. 
 Nos últimos 15 anos foram estabelecidos conceitos estratégicos e 
instrumentos de planejamento territorial, induzidos pelas instâncias municipais, 
estaduais e federais, para subsidiar o planejamento turístico em longo prazo — as 
APA e os Zoneamentos e Planos de Manejos — e da gestão urbana — os Planos 
Diretores Municipais e os Planos de Referência Urbanístico-Ambiental (PRUA), 
resultando num processo de formação de um novo modelo de organização 
funcional e territorial do conjunto do território. Entretanto, os resultados estão 
longe do cenário desejado, tendo como principal entrave as gestões municipais sem 
experiência e visão de planejamento em longo prazo. O Quadro 6 resume as 
principais informações sobre os municípios. 
Quadro 6: Dados e Informações dos Municípios da Região de Estudo 
 Ilhéus Itabuna Itacaré Uruçuca 
Área (km²) 1.841 443 730 338 
População em 2000 222.127 196.675 18.120 20.323 
Planos Diretores Municipais aprovados 
Planos Urbanísticos Locais 
Planos Diretores Municipais e 
Urbanísticos locais em fase de 
revisão/conclusão 
 
Planos Diretores Municipais e 
Urbanísticos parciais – Distrito de 
Serra Grande 
 
 
 Na zona costeira de Ilhéus, devido à ausência de mecanismos especiais de 
proteção ambiental e de diretrizes e fiscalização, observa-se um processo contínuo 
de degradação ambiental e paisagística causada pela expansão imobiliária 
descontrolada, sobretudo do Litoral Sul, e do crescimento desordenado dos núcleos 
urbanos do Litoral Norte, invadindo manguezais, áreas naturais, faixa de domínio da 
BA-001 (Figura 10). 
 
 
 
 
 
Figura 10: O Território e as Tendências de Crescimento 
 
 
Infraestrutura Energética 
Na Bahia, a potência instalada total para geração de energia elétrica é de 8.966 MW, 
que corresponde a 8,7% do total nacional, todavia, praticamente 40% do consumo 
estadual é suprido pelo Sistema Integrado Nacional (SIN), mas especificamente 
vinculada ao Subsistema Nordeste. Não existe geração de energia elétrica em nenhum 
dos quatro municípios considerados na região de estudo. O suprimento é feito por 
dois circuitos em 230 KW, integrantes do SIN. 
 Durante período de 2004 a 2007, registrou-se um crescimento de 16,7% no 
consumo de energia elétrica do estado, enquanto o consumo na região cresceu 
apenas 14,6%. Entretanto, em Itabuna houve um crescimento acima da média do 
estado (20,9%), bem como em Itacaré (39,0%), enquanto que Ilhéus, com 7,7% e 
Uruçuca com 9,4% ficaram abaixo da média. 
 Com relação ao consumo industrial, a média de Ilhéus é declinante. O 
consumo médio por consumidor industrial do estado, no período de 2004 a 2007, 
varia entre 106 e 115 MWh/ano/consumidor e os municípios de Ilhéus 
(> 250 MWh) e Itabuna (> 150 MWh) apresentam uma média significativamente 
superior. 
 Com relação ao gás natural, registra-se a presença de jazidas petróleo e gás 
natural no Litoral Sul, com o sistema Manati já em fase de produção. O inicio da 
operação do GASENE, prevista para 2010, com presença de estação de compressão 
e distribuição em Itabuna, viabilizará a disponibilização de gás natural, 
possibilitando a construção de UTE na região. Essas alternativas garantem um 
suprimento diversificado da demanda energética indispensável para o 
desenvolvimento da região. 
Logística de Transportes 
 O Porto de Ilhéus ou Porto Malhado, um porto em mar aberto, localizado na 
ponta do Malhado, iniciou suas operações em janeiro/71, sendo administrado, a 
partir de fevereiro/77, pela Companhia Docas do Estado da Bahia (CODEBA). 
Com um volume de movimentação de carga girando em torno de 1 milhão de 
toneladas/ano, o Porto de Ilhéus foi um porto escoador de grãos até 2005. 
Entretanto, este porto não possui ligação ferroviária e como foi instalado na foz de 
um rio não pode ter seu canal aprofundado. O calado, de 10 metros, restringe a 
atracação de graneleiros de grande porte (Figura 11). 
Figura 11: Porto de Malhado 
Fonte: http://www.transportes.gov.br 
 A desativação do píer de derivados de petróleo, na década de 90, resultou em 
considerável redução no volume de cargas, pois esses produtos representavam 60% 
do volume então movimentado e 40% da receita tributária. 
 Com a crise da lavoura cacaueira, as exportações sofreram forte queda. Até 
2004, o porto de Ilhéus importava a amêndoa do cacau e exportava seus derivados. 
A partir de 2005, observa-se apenas a importação das amêndoas. São exportados: 
soja, sementes de algodão e carga geral; e importadas: peças industrializadas e carga 
geral (CODEBA, 2009). 
 Apesar da queda na movimentação de produtos nos últimos anos, observou-
se o crescimento do fluxo de transatlânticos turísticos de bandeiras estrangeiras. 
Somente para a temporada 2008/2009, entre dezembro e abril, eram esperadas 90 
 
 
escalas, envolvendo mais de 150 mil passageiros, pelo fato da Costa do Cacau 
integrar a lista de destinos turísticos da costa brasileira. 
 O Aeroporto de Ilhéus (Jorge Amado) opera 8 vôos diários, de segunda-feira 
a sexta-feira, e 12 vôos diários nos finais de semana. Todos os pousos e 
aterrissagens são realizados durante o dia, devido restrições impostas pela ANAC, 
em setembro/08. Além de não operar durante a noite, o aeroporto, também, não 
opera sob neblina ou chuva. 
 Ilhéus, portão de entrada para a Costa do Cacau, está integrada à rede 
rodoviária, principalmente através da BR-415, que liga Ilhéus à Floresta Azul e que 
possui, em Itabuna, uma saída para a BR-101 — principal rodovia longitudinal do 
estado. Existe, ainda, a ligação com Itacaré pela rodovia estadual BA-001. A ligação 
entre Ilhéus e Uruçuca é feita pela BA-262. O sistema rodoviário, entretanto, conta 
com pistas simples, sem previsão de duplicação. 
A logística atual de transporte não é compatível com um projeto de desenvolvimento 
para a região, visto as limitações identificadas relacionas à infraestrutura aeroportuária 
e portuária e o sistema rodoviário, pautado pela utilização maciça da BR 101 e suas 
conexões com o litoral. 
 Perspectiva de construção de um novo aeroporto em Ilhéus para atender a 
demanda turística e a região como um todo, como alternativa às restrições existentes 
relacionadas com o atual aeroporto de Ilhéus. Serão investidos R$ 150 milhões nas 
obras e R$ 5 milhões no projeto executivo. O local em estudo para ser implantado o 
novo Aeroporto de Ilhéus deve ficar na BR-101, às margens da BA-001, entre 
Ilhéus e Itacaré. A área é a mais indicada, de acordo com Instituto de Aviação Civil. 
 Estudos realizados pelo Governo, no âmbito do Plano de Logística do 
Estado da Bahia (PELT), concluíram que o porto de Ilhéus tem limitações e, 
portanto, não poderá atender à demanda projetada para um futuro próximo, 
principalmente com o ritmo de crescimento agrícola no oeste baiano. 
 
 Os desafios futuros que a administração de um porto tem que enfrentar 
implicam em escolher entre diferentes caminhos alternativos, sendo esta a situação 
em que se encontra o Porto Malhado, atualmente com boas perspectivas no apoio 
ao turismo regional, embora dependente da elevada sazonalidade inerente ao setor. 
Fatores Ambientais Estratégicos 
Biodiversidade e Dinâmica dos Ecossistemas Terrestres 
 A região está inserida no CorredorCentral da Mata Atlântica, um dos três 
centros de endemismos do bioma, sendo, por este motivo, alvo prioritário de ações 
governamentais cujo objetivo é a reconstituição da paisagem, tendo em vista o 
aumento da conectividade entre os fragmentos de matas residuais. As ações 
de conservação movidas pelos entes governamentais, em parceria com ONG 
ambientalistas estratégicas, buscam promover a melhoria da qualidade ambiental do 
diversificado conjunto de fitofisionomias que caracterizam a região, de modo que 
espécies raras e ameaçadas de extinção, presentes em número considerável, possam 
lograr sobreviver no longo prazo. 
 A área de estudo resguarda ambientes naturais relativamente bem 
conservados e extensos, os quais suportam uma biodiversidade elevada. Alguns 
recordes mundiais de concentração de espécies arbóreas por hectare foram 
registrados em unidades de conservação desta região o que, aliado ao acentuado 
número de espécies endêmicas da flora e fauna, situam-na entre as áreas mais 
biodiversas da Mata Atlântica. 
 Entretanto, a vegetação nativa dos municípios da área de estudo foi reduzida 
acentuadamente com relação à área original, em percentuais sempre acima de 60%. 
No caso de Itabuna, a eliminação da vegetação nativa atingiu 100% (Figura 12). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Os remanescentes de vegetação nativa encontram-se relativamente bem 
conectados, sobretudo nas proximidades do litoral, com sua conexão garantida pela 
presença de cabrucas. 
 A malha de unidades de conservação instalada (que inclui APA estaduais e 
um Parque Estadual) tem contribuído para a manutenção dos ambientes naturais em 
condições de conservação satisfatórias. Por outro lado, a gestão participativa das 
UC, aliada ao aumento paulatino do conhecimento sobre a biodiversidade regional e 
disseminação dos ideais conservacionistas no meio rural e urbano têm alcançado 
resultados satisfatórios, entre os quais a estruturação de uma rede de RPPN, a qual 
complementa o esforço do estado no sentido de equilibrar as forças associadas às 
diferentes formas de uso e ocupação do solo (Figura 13). 
 
Figura 13: (A) Corredor Central da Mata Atlântica (CCMA) (B) 
Áreas focais para a conservação da biodiversidade (C) 
Principais Unidades de Conservação (D) Minicorredores 
Figura 12: Perda de vegetação nativa nos municípios da Área de Estudo 
 Fonte: SOS Mata Atlântica (2009) 
 
 
Biodiversidade e dinâmica dos Ecossistemas Aquáticos, 
Continentais e Estuarino 
 Dentre os ambientes aquáticos continentais e estuarinos da região destacam-
se a lagoa Encantada, o rio Almada, os brejos associados às restingas arbóreas e os 
manguezais, ambientes que comportam elevada biodiversidade e são fornecedores 
importantes (exportadores) de nutrientes para outros ecossistemas e têm 
características de ambientes filtradores. São importantes para a manutenção da 
qualidade da água e sua vegetação contribui para a estabilização das margens e a 
reprodução de espécies. 
 Esses ecossistemas possuem alta sensibilidade a alterações associadas à 
modificação do uso do solo. Atividades relacionadas ao turismo, à ocupação urbana 
desordenada e à agropecuária foram os principais tensores ambientais identificados 
na região, levando à ocorrência de alguns impactos associados ao lançamento de 
esgotos, ao desmatamento de manguezais, à substituição da vegetação de brejos por 
pastagens, à ocupação das áreas de preservação permanente, à pesca proibida. Estes 
processos vêm causando alteração da sua qualidade ambiental com impactos à 
biodiversidade, gerando desequilíbrio ecológico. 
Biodiversidade e Dinâmica dos Ecossistemas Costeiros e Marinhos 
 Os ecossistemas marinhos são íntegros e muito bem preservados 
proporcionando à biota marinha áreas propícias para sua utilização durante seus 
ciclos de vida. A ausência de uma grande densidade populacional na região costeira, 
aliada à presença de zonas úmidas e uma vegetação em bom estado de conservação, 
garante a qualidade no aporte de nutrientes e de água doce dos pequenos rios que 
desembocam na região, permanecendo, assim, uma condição pristina para estes 
ecossistemas, no que se refere a suas interações com os ambientes emersos, 
principalmente pequenos estuários e zonas úmidas. Não há indícios de 
contaminação do fundo marinho na área. 
 As condições ambientais e a grande beleza cênica do trecho da costa ao norte 
de Ilhéus dão a ela uma vocação clara para o turismo e graças a esta vocação este 
trecho da costa se manteve intacto em relação aos ambientes costeiros e marinhos. 
Na área de estudo são encontradas espécies de peixes consideradas vulneráveis ou 
ameaçados de extinção pela IUCN, tendo sido registrada a ocorrência dessas 
espécies nos desembarques amostrados pelo programa REVIZEE, entre 1997 e 
1999, e pelo CEPENE, em 2004. 
 A presença de recursos pesqueiros de alto valor comercial (badejos, 
vermelhos, camarões branco e rosa) garante a atividade pesqueira. As áreas de pesca 
estão distribuídas em toda a plataforma continental até a região do talude superior. 
As diferentes modalidades de pesca desenvolvidas utilizam diversas feições 
geológicas para sua realização. As capturas de camarão estão associadas aos fundos 
de lama e areia localizados desde as isóbatas de 10m, até as isóbatas de 40m. 
 Existem 6.400 profissionais de pesca registrados nos municípios da área de 
estudo e cerca de 1.200 não registrados. Os recursos pesqueiros capturados pela 
frota pesqueira de Ilhéus (peixes, camarões e lagostas) já apresentam sinais de 
sobrepesca com uma baixa produtividade e redução do tamanho médio dos 
indivíduos. 
 
Recursos Hídricos 
 A região de estudo mostra uma condição de superexplotação dos recursos 
hídricos, no confronto disponibilidade–demanda, sendo este um fator limitante ao 
desenvolvimento regional, uma vez que condiciona a implantação de novos 
empreendimentos. A disponibilidade hídrica do rio Almada, a montante de Castelo 
Novo é praticamente igual à demanda de abastecimento para Itabuna, o que leva a 
frequentes manobras de racionamento, caracterizando um déficit crônico. 
 A diferença entre a disponibilidade e a potencialidade hídrica nas bacias dos 
rios Cachoeira e Almada mostra um elevado potencial de regularização ainda não 
explorado dessas bacias. 
 A qualidade dos recursos hídricos define os possíveis usos da disponibilidade 
hídrica. Este fator estratégico tem seu foco nos parâmetros de qualidade associados 
 
 
a agentes potenciais de degradação, os quais estão associados, principalmente, à 
contaminação com esgotos urbanos não tratados. Esgotos industriais e 
carregamento de nutrientes de áreas agrícolas são pouco significativos. 
 A qualidade da água superficial no Rio Almada aponta contaminação 
bacteriológica acima do recomendado para a Classe 2 e a concentração de fósforo e 
a DBO5 situam-se nos limites da Classe 2. A qualidade do rio Cachoeira é inferior, 
principalmente pelas concentrações de cloretos e sólidos totais. 
 A disponibilidade hídrica subterrânea adquire relevância estratégica para o 
meio rural, não é recomendável a hipótese de abastecimento de grandes cidades ou 
grandes empreendimentos. 
 
Recursos Atmosféricos 
Não foi identificado qualquer resultado de monitoramento da qualidade do ar na 
região. Embora não haja informações sobre a concentração de poluentes do ar na 
região de Ilhéus é possível identificar as principais fontes de poluição atmosférica: (i) 
circulação de veículos automotores; (ii) presença do porto e aeroporto inseridos na 
zona urbana; e (iii) Distrito Industrial que abriga atividades industriais, cujo principal 
combustível utilizado é o óleo residual de alto teor de enxofre, com potencial 
significativo de emissão de gases e material particulado. 
 As atividades portuárias, por exigirem equipamentos de grande porte que, em 
sua maioria, utilizam combustíveis pesados, com alto teorde enxofre, são 
responsáveis por emissão de quantidade significativa de poluentes do ar. Os navios, 
enquanto aportados, mantêm seus sistemas de geração de energia em 
funcionamento, queimando combustível em caldeiras de grande porte. 
 Na periferia, é grande a quantidade de vias não pavimentadas, responsáveis 
pela emissão de material particulado, tanto por arraste eólico, quanto pela 
ressuspensão de poeira ocasionada pelo tráfego de veículos. 
 As características meteorológicas que predominam na região de Ilhéus, na 
maior parte do tempo, demonstram boas condições de dispersão atmosférica da 
região e, provavelmente, problemas relacionados à poluição do ar nos arredores ou 
áreas específicas poderão vir a ocorrer apenas nas épocas de estiagem, provocada 
pelas fontes de emissão presentes na área urbana e, também, das queimadas, 
principalmente durante o período noturno, devido a direção e velocidade dos 
ventos. 
 
Desenvolvimento Humano 
 Os principais centros de serviço da região apresentaram taxas de crescimento 
demográfico positivo (Itabuna- 0,8% a.a. e Itacaré – 1,9% a.a.) 
 Os municípios de Ilhéus e Uruçuca possuíam, em 2007, populações 
inferiores àquela registrada em 1991, revelando que esses dois municípios, após 
quase duas décadas do início da crise cacaueira, ainda continuam sendo afetados 
pela mesma. 
 A região de estudo apresenta condição de médio desenvolvimento com 
relação aos aspectos de saúde, educação e renda, que são refletidos nos Índices de 
Desenvolvimento Humano (IDH) dos municípios. Dentre os quatro municípios da 
região, Itabuna se coloca em 3º lugar no ranking estadual e Ilhéus está em 22º lugar, 
Uruçuca em 102º lugar, ao passo que Itacaré se encontra em uma posição muito 
baixa, no 342º lugar de um total de 415 municípios. Itabuna, em relação aos 
municípios do Nordeste apresenta uma boa posição (17º lugar), mas no ranking 
nacional está na 1946ª posição, de um total de 5.564 municípios. 
 Quanto à saúde da população, constata-se que, entre os anos 2000/2005, 
embora tenha havido uma ligeira redução da taxa de mortalidade infantil (de 30,5% 
para 29,3%), este índice é superior ao do estado (21,7%). O patamar da taxa de 
mortalidade infantil em torno de 30% é considerado alto, face a outras áreas do 
estado (na RM Salvador a taxa está em torno dos 20%), indicando que a região 
 
 
necessita de uma política de saúde mais eficaz, para melhoria dos seus indicadores 
de saúde. 
 Os municípios não dispõem de um sistema eficaz de saneamento ambiental, 
traduzido por oferta insuficiente e problemática de água potável, inexistência de um 
serviço completo de esgotamento sanitário e limitada estrutura de coleta e 
destinação dos resíduos sólidos urbanos (Quadro 7). 
Quadro 7: Dados Saneamento Ambienta dos Municípios 
 
Pop. 
Urbana 
% 
Déficit 
Habitac. 
% 
Abastec. 
Água 
% 
Esgot. 
Sanitário 
% 
Trat. 
Esgoto 
% 
Coleta e 
Disp. de 
Lixo 
% 
Ilhéus 73 - 80,3 40 40 
65 
(aterro) 
Itabuna 97 25 97,7 66,8 11 
87 
(lixão) 
Itacaré 58 15 42,4 
Em 
instalação 
- 
30 
(coleta) 
Uruçuca 70 - 79 - - 
65 
(c/Ilhéus) 
 
 Na área de educação, os valores da taxa de analfabetismo na região estão 
acima da média brasileira que é de 12,94%: Ilhéus–20,6%; Itabuna–15,1%; Itacaré–
34,9%; Uruçuca–31,2 (2000). Com relação à população econômica-mente ativa 
(PEA), quase 1/3 não tem o primeiro ciclo do nível fundamental concluído; 40,5% 
possui apenas nível intermediário; e 26,2%, o nível superior. A região de estudo 
dispõe de vários centros de ensino superior, porém, a maioria é voltada para as 
ciências humanas. São verificadas altas taxas de desemprego e elevados níveis de 
informalidade e, sobretudo, baixa capacidade de competitividade no mercado de 
trabalho decorrente, principalmente, da existência de uma qualificação limitada de 
mão-de-obra. 
 O IDH-Renda é o aspecto que detém os indicadores mais baixos da 
população da área de estudo. A análise deste índice revela que há uma acentuada 
disparidade entre Ilhéus e Itabuna, de um lado, com índices de renda acima da 
média estadual, e Itacaré e Uruçuca, de outro, com valores muito baixos, 
principalmente pela comparação com a média estadual. 
 De acordo com dados do Programa Bolsa Família, de 2007, as 42.192 
famílias que foram beneficiadas nos quatro municípios receberam um valor de 32,2 
milhões de reais. A relação entre população beneficiada e população total alcançava 
46,1% e, entre os municípios, Uruçuca tem o percentual de pessoas beneficiadas 
mais alto (48,6%). Estes números revelam o alto percentual de pobreza existente, 
quase a metade da população da região possui um nível de renda muito aquém de 
suas necessidades básicas. 
 Em Itacaré e Uruçuca verifica-se uma grande aderência aos programas e 
políticas sociais de melhoria de renda (bolsa escola, vale gás, PETI6, dentre outros) 
e educacionais, promovidas pelo governo federal nos municípios mais deprimidos. 
Dinâmica Econômica 
 Em 2000, o setor terciário se destacava na distribuição setorial do PIB, com 
70,2 % de participação, seguido do secundário (27,4%), enquanto o setor primário 
representa apenas 2,4%. Ilhéus e Itabuna, em 2005, juntos foram responsáveis por 
97,0% do PIB da região de estudo, com participações de 50,1% e 46,9% 
respectivamente, indicando, assim, o grau de concentração da atividade econômica. 
 A fonte mais importante das receitas correntes foram as transferências que 
abrangem os recursos financeiros oriundos da União e a transferência do Estado. 
Essas transferências representaram, em 2006, 86,4% do total das receitas correntes 
arrecadadas no conjunto dos municípios. Em Uruçuca esse item apresentou o 
percentual mais elevado (96,8%), ou seja, o município praticamente não dispõe de 
arrecadações próprias, em virtude da baixa dimensão de sua economia. Em Itacaré, 
o percentual das transferências foi de 76,1% sendo o menor valor registrado na 
região. 
 
6 Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI). 
 
 
 A segunda fonte de arrecadação são as receitas tributárias que abrangem 
impostos e taxas. O IPTU e o ISS são as principais receitas municipais, mas 
insignificantes em face das transferências estaduais e federais. Os municípios 
tornam-se dependentes dos recursos externos, acentuando os problemas 
relacionados com a autonomia financeira. 
 Em Ilhéus, embora o volume de renda gerado pelo setor agrícola ainda seja 
significativo, comparativamente com os outros municípios, sua participação 
corresponde a pouco mais de 3% do PIB municipal. Itabuna é o município com a 
menor participação da agricultura na formação PIB. 
 As principais fontes impulsionadoras do crescimento econômico de Ilhéus 
estão vinculadas à produção do Pólo de Informática e, em menor grau, ao turismo, 
o qual apresentou uma ligeira expansão no período. Quanto a Itabuna, o fator 
determinante continua sendo o setor de comércio e serviços. 
 A balança comercial, no período 1999/2007, em Ilhéus e Itabuna, foi 
deficitária: o déficit, em 1999, atingia 36,04 milhões de dólares e, em 2007, saltou 
para 384,88 milhões de dólares, ou seja, um crescimento de 967,8% no período. A 
principal razão deste enorme crescimento advém das necessidades determinadas 
pelo Pólo de Informática, responsável por 62% das importações. 
 Até outubro de 2008, 98,6% do valor das exportações de Ilhéus era 
constituído de subprodutos do cacau (manteiga, gordura e óleo de cacau, pasta de 
cacau, não desengordurada, cacau em pó, sem adição de açúcar ou outros 
edulcorantes, pasta de cacau total ou parcialmente desengordurada) e os principais 
países de destino foram Estados Unidos, Argentina, Canadá, Chile e México. 
 A taxa de ocupação da população era, no ano de 2000, de 33,2%, 
significando dizer que quase 1/3 de sua população total estava engajada em algum 
tipo de ocupação. Comrelação ao desemprego, o município de Itacaré é o que 
detinha a menor taxa com 9,1% da PEA sem qualquer ocupação. Itabuna e Ilhéus 
apresentaram taxas de desemprego relativamente altas, 22,4% e 24,8% 
respectivamente, revelando, portanto, o enorme número de pessoas residentes 
nessas duas cidades com dificuldades de se incorporar ao mercado de trabalho. O 
grau de informalidade atingia valores de 56,8% nesse período. 
Questões Estratégicas – Interações dos Fatores Críticos 
Para realização da integração dos fatores críticos utilizados como referência para o 
diagnóstico da região de estudo desta AAE foi aplicada a ferramenta de planejamento 
conhecida como Análise SWOT7, envolvendo toda equipe técnica no seu 
desenvolvimento. 
Foram identificados os pontos fortes ou potencialidades e os pontos fracos ou das 
fragilidades da região, condições consideradas endógenas à área de estudo para os 
diferentes fatores estratégicos analisados no diagnóstico. Destacam-se, também, as 
oportunidades e ameaças, que são fatores exógenos à dinâmica interna da área de 
estudo e que auxiliam a visualização do contexto externo no qual essa região está 
inserida, de modo a que possam ser captadas as oportunidades ou dificuldades a serem 
potencializadas ou evitadas no âmbito econômico, social e ambiental. O Quadro 8 
apresenta a Matriz SWOT desenvolvida com base no diagnóstico da região de 
abrangência desta AAE. 
 
 
 
 
 
 
 
7 A Análise SWOT é uma ferramenta de gestão muito utilizada pelas empresas como parte do plano de 
marketing ou do plano de negócios. O termo SWOT vem do inglês e representa as iniciais das palavras 
Strength (força), Weakness (fraqueza), Opportunities (oportunidades) e Threats (ameaças), cuja criação é atribuída 
a Kenneth Andrews e Roland Christensen, dois professores da Harvard Business School. 
 
 
Quadro 8: Fragilidades e Potencialidades e Ameaças e Oportunidades 
 Potencialidades/Forças Fragilidades/Fraquezas 
F
a
to
re
s 
E
n
d
ó
g
e
n
o
s 
 Atributos naturais bem conservados e 
patrimônio histórico cultural favorecem a 
atividade turística. 
 Região da Costa do Cacau com planejamento 
de longo prazo e implementação de 
infraestrutura turística apoiada pelo 
PRODETUR. 
 Facilidade de acesso a grandes cidades do 
estado e demais regiões do país devido à 
existência do aeroporto, porto e rodovias. 
 Nível satisfatório de proteção dos atributos 
naturais em função da presença de UC nas 
áreas turísticas estratégicas. 
 Valorização de áreas turísticas e padrões de 
ocupação em conformidade com o 
zoneamento e plano de manejos de UC. 
 Sistema de produção do cacau baseado em 
cabrucas possui elevada importância para a 
manutenção da biodiversidade regional. 
 Solos com boa fertilidade natural favorecem 
a introdução de sistemas agroflorestais. 
 Potencial para exploração e produção (E&P) 
de petróleo e gás natural nos blocos 
confrontantes com os municípios da região 
de estudo. 
 Garantia de disponibilidade pelo acesso ao 
gás natural produzido na própria região 
(Manati/ BCAM 40 e GASENE). 
 Níveis elevados de biodiversidade (mega 
biodiversidade), com a maior concentração 
de espécies arbóreas por hectare do mundo. 
 Grande diversidade de ambientes naturais 
relativamente bem conservados – praias, 
manguezais, campo cheiroso, restinga, mata 
ombrófila. 
 Presença de UC – APA, Parque, rede de 
RPPN – com gestão parcialmente 
consolidada. 
 Região de nível pluviométrico alto e rede 
hidrográfica abundante. 
 Presença de recursos pesqueiros de alto valor 
comercial. 
 Infraestrutura e serviços básicos deficitários 
comprometem a qualidade de vida da 
população e desqualifica o turismo. 
 Falta de formalização de critérios de 
capacidade de carga de ativos ambientais. 
 Baixa capacitação da mão-de-obra para 
atividades relacionadas ao turismo dificulta 
maior inserção social e quando se insere é 
informalmente. 
 Capacidade restrita do atual aeroporto. 
 Sistema de gestão das propriedades agrícolas 
ineficiente dificulta superação da crise do 
cacau e introdução de novas atividades 
econômicas geradoras de renda. 
 Baixa incorporação tecnológica no manejo do 
cultivo do cacau. 
 Cadeia produtiva do cacau pouco consolidada 
e diversificada — produto de qualidade 
limitada. 
 Substituição de cabrucas por pastagens, em 
função da crise, com consequente degradação 
ambiental. 
 Elevada sensibilidade ambiental da região. 
 Ausência de instrumentos reguladores da área 
costeira. 
 Ausência de Plano de Área para combate a 
acidentes com derramamento de óleo. 
 Inexistência de Cartas de Sensibilidade 
Ambiental ao Óleo (Cartas SAO) para o sul 
da Bahia. 
 Baixo nível de interação sociedade-governo 
 Gestões municipais não sintonizadas com as 
necessidades de planejamento. 
 Planos Diretores não implementados ou 
inexistentes. 
 Baixa qualidade da energia elétrica disponível 
(fim de linha). 
 Relativo desconhecimento da biodiversidade 
regional. 
 Inexistência de estudo sobre a biodiversidades de 
costões rochosos e corais. 
 Insuficiência de fiscalização dos ativos 
ambientais, de controle e monitoramento 
ambiental. 
 
 Tradição na construção de embarcações 
típicas para toda a Bahia. 
 Condições climáticas e meteorológicas 
favoráveis à dispersão de poluentes do ar. 
 Presença de estabelecimentos de ensino de 
nível técnico, superior e de pós-graduação 
com cursos diferenciados para a população. 
 Centralidade registrada por Itabuna e Ilhéus 
na prestação de serviços à região. 
 Movimentos sociais articulados voltados, em 
sua maioria, para temas socioambientais. 
 Crescente conscientização ecológica da 
população. 
 Qualidade e disponibilidade de água 
comprometida por poluição ambiental. 
 Setor pesqueiro baseado em estrutura 
artesanal. 
 Inexistência de monitoramento de fontes de 
contaminação do ar na região urbana de 
Ilhéus. 
 Alta taxa de analfabetismo. 
 Baixo nível de escolaridade. 
 Alta taxa de mortalidade infantil. 
 Baixa capacidade de absorção de mão-de-
obra. 
 Baixos dinamismo e produtividade das 
médias, pequenas e micro empresas que 
absorvem a maior parte da População 
Economicamente Ativa. 
 Acentuada precariedade das relações de 
trabalho, com altas taxas de desemprego em 
Itabuna e Ilhéus. 
 Políticas locais voltadas para o 
desenvolvimento do turismo, pesca, meio 
ambiente, agricultura e outras áreas 
econômicas limitadas ou inexistentes. 
 Alta dependência de transferência de recursos 
governamentais. 
 
 Oportunidades Ameaças 
F
a
to
re
s 
E
x
ó
g
e
n
o
s 
 Melhoria acesso (rodoviário e aeroviário). 
 Crescente demanda internacional de turismo 
de natureza. 
 Investimentos externos no setor de turismo 
 Existência de grandes mercados relativamente 
próximos — Salvador, Vitória, Rio de 
Janeiro, Belo Horizonte. 
 Demanda mundial crescente pelo cacau 
orgânico 
 Programas governamentais — PRODETUR, 
Projeto Orla, PAC, Corredor Ecológico, 
Bolsa Família, FUNDEF. 
 Crescente demanda por petróleo e gás natural 
interna e externamente. 
 Centro de Defesa Ambiental (CDA), com 
tempo de resposta variando de 2 a 24 horas e 
Unidade de Reabilitação de Fauna. 
 Perda de competitividade por desarticulação 
do projeto turístico da Costa do Cacau 
 Descontrole da qualidade urbana e ambiental 
com abertura para o turismo de massa. 
 Mudança na política do estado na priorização 
do turismo na região. 
 Alta competitividade internacional na 
produção de cacau. 
 Fluxo migratório inter-regional com foco no 
bipólo Ilhéus-Itabuna. 
 Não exploração das reservas nos blocos de 
petróleo e gás natural existente, por requisitos 
legais (não licenciamento) ou inviabilidade 
econômica. 
 Risco de acidentes devido ao aumento da 
circulação de navios. 
 
 
 
A partir desta análise foi estruturada a matriz de interação dos fatores críticos, com 
base em uma variaçãode cores, que indicam o grau de interação, variando de 
“inexistente” a “alto”, quando considerados os fatores de desenvolvimento e os 
condicionantes face aos fatores ambientais estratégicos (Quadro 9). 
Quadro 9: Matriz de Interação dos Fatores Estratégicos 
Fatores Estratégicos  
 
Turism
o 
Agrope
cuária 
E&P2 
Ocupaç
ão do 
Territór
io 
Infraestrutura 
Energé
tica 
Logíst. 
Transp 
Biodiversidade 
e Dinâmica dos 
Ecossistemas 
Terrestres 
 
Aquáticos1 
 
 Costeiros e 
Marinhos 
 
Recursos Hídricos 
 
Recursos Atmosféricos 
 
Desenvolvimento Humano 
 
Dinâmica Econômica 
 
(1) Aquáticos continentais e estuarinos 
 
Essas análises auxiliaram na consolidação dos processos estratégicos previamente 
identificados ao longo do diagnóstico, apontando os fatores críticos e ajudando a 
selecionar os indicadores representativos desses processos e que passarão a ser 
utilizados como referência na etapa subsequente, desta AAE, de análise de cenários. 
As maiores interações observadas entre os fatores ambientais e de desenvolvimento, 
considerando a situação atual na região de estudo, ocorrem com as atividades do 
turismo e a agropecuária, enquanto a exploração de petróleo e gás natural apresenta 
menor grau de interação. Isto ocorre exatamente em função das operações nos blocos 
confrontantes a região de estudo estarem restritas, ainda, à fase de sísmica, ou seja, de 
avaliação do potencial explorável. Todavia, como já ocorre exploração de gás natural 
no Campo de Manati, no Bloco BCAM 40, próximo aos municípios de Cairu e 
Valença, cuja operação pode afetar, de alguma forma, a região de estudo, como no 
caso de acidente, p.ex., foi considerada como “alta” a interação existente com os 
recursos costeiros e marinhos e “baixa” com os recursos aquáticos continentais ou 
estuarinos, como os manguezais. Situação similar ocorre com a dinâmica econômica, 
pois há distribuição de royalties envolvendo os municípios em estudo. 
Dentre os fatores condicionantes do desenvolvimento regional destaca-se a Ocupação 
do Território e sua forte interação com praticamente todos os fatores ambientais 
envolvidos, diferentemente da infraestrutura energética, p.ex., que só apresenta baixa 
interação com a dinâmica econômica, pois se trata de uma região importadora desse 
insumo. A logística de transporte, por sua vez, considerando a estrutura existente, 
interage em diferentes graus como diversos fatores críticos de qualidade ambiental. 
A seguir, a representação dos fatores críticos e os processos estratégicos associados 
aos respectivos indicadores selecionados (Quadro 10) 
Quadro 10: Fatores Críticos, Processos Estratégicos e Indicadores 
 
Inexiste Baixa Média Alta 
Fator 
Crítico 
Processos Estratégicos Indicadores 
Fatores de Desenvolvimento 
T
u
ri
sm
o
 
Qualidade ambiental 
paisagística como ativo 
do turismo 
 Manutenção e expansão de áreas de preservação e inclusão 
de áreas de ocupação urbanas no processo de planejamento e 
controle urbano 
Consolidação da região 
como destino turístico 
qualificado 
 Número de visitantes ao ano 
 Número de empregos diretos 
 Número de empregos indiretos 
 Número de UH qualificados 
 Investimentos privados 
 Gastos anuais dos turistas 
 Crescimento de serviços turísticos. 
 
 
A
g
ro
p
e
c
u
á
ri
a
 
Expansão do cacau-
cabruca e especialização 
no cacau orgânico em 
sistema cabruca 
 Área de cacau (ha); Proporção de cacau-cabruca (% área total 
de cacau) 
 Proporção de cacau orgânico (% área total de cacau) 
 Exportação de cacau orgânico (toneladas) 
 Exportação: relação do cacau processado (manteiga, líquor 
etc.) frente ao cacau em amêndoas 
Expansão da fruticultura 
e seu processamento 
 Área de fruticultura (ha) 
 Capacidade de processamento instalada (toneladas/ano) 
 Exportação de frutas processadas (sucos, doces, 
concentrados) 
Expansão da pecuária 
 Área de pastagem (ha) 
 Proporção pastagens versus área de cacau (% área total de 
cacau) 
E
x
p
lo
ra
ç
ã
o
 e
 
P
ro
d
u
ç
ã
o
 d
e
 
P
e
tr
ó
le
o
 e
 G
á
s 
N
a
tu
ra
l Atividades de exploração 
e produção (E&P): 
sísmica, perfuração e 
produção 
 Número de Blocos da Rodada Zero/1998 
 Número de Blocos da Rodada 1/1999 
 Número de Blocos da Rodada 2/2000 
 Número de Blocos da Rodada /2001 
 Número de Blocos da Rodada 6/2004 
 Número de Blocos da Rodada 7/2005 
 Áreas com acumulações marginais 1/2005 
Fatores Condicionantes do Desenvolvimento 
O
rd
e
n
a
m
e
n
to
 
T
e
rr
it
o
ri
a
l 
Dinâmica de Ocupação 
 Níveis de degradação e consolidação do uso do solo 
territorial 
 Níveis de controle de expansão urbana 
 Níveis de atendimento de infraestrutura e serviços de 
saneamento ambiental 
In
fr
a
e
st
ru
tu
r
a
 E
n
e
rg
é
ti
c
a
 
Demanda por Energia 
(elétrica e gás natural) 
 Fornecimento de eletricidade (MWh/ano) 
 Fornecimento de gás natural (m3/ano) 
L
o
g
ís
ti
c
a
 d
e
 
T
ra
n
sp
o
rt
e 
Disponibilidade da 
logística de transporte 
 Estrutura aeroportuária e rodoviária 
 
 
Fator 
Crítico 
Processos Estratégicos Indicadores 
Fatores Ambientais Estratégicos 
B
io
d
iv
e
rs
id
a
d
e
 e
 
D
in
â
m
ic
a
 d
o
s 
E
c
o
ss
is
te
m
a
s 
T
e
rr
e
st
re
s 
Alteração da qualidade 
dos ecossistemas 
terrestres 
 Perda de habitats 
 Fragmentação de habitats 
B
io
d
iv
e
rs
id
a
d
e
 e
 
D
in
â
m
ic
a
 d
o
s 
E
c
o
ss
is
te
m
a
s 
A
q
u
á
ti
c
o
s Alteração da qualidade 
ambiental dos 
ecossistemas aquáticos 
continentais e estuarinos 
 Perda de habitats 
B
io
d
iv
e
rs
id
a
d
e
 e
 
d
in
â
m
ic
a
 d
o
s 
e
c
o
ss
is
te
m
a
s 
c
o
st
e
ir
o
s 
e
 m
a
ri
n
h
o
s Alteração da qualidade 
ambiental dos 
ecossistemas costeiros 
 Perda da biodiversidade 
Produtividade pesqueira  Capacidade das comunidades pesqueiras 
Acessibilidade às áreas 
tradicionais de pesca 
 Restrições de acesso 
R
e
c
u
rs
o
s 
H
íd
ri
c
o
s 
Disponibilidade dos 
recursos hídricos 
superficiais 
 Utilização da Potencialidade Hídrica (IUPHt) 
Qualidade dos recursos 
hídricos superficiais 
 Qualidade da Água Superficial (IQASt) 
R
e
c
u
rs
o
 
A
tm
o
sf
é
ri
c
o
 
Alteração da qualidade 
do ar 
 Concentração de partículas em suspensão e gases 
D
e
se
n
v
o
lv
im
e
n
to
 H
u
m
a
n
o
 
Condição Social 
 Taxa de mortalidade Infantil 
 Taxa de crescimento demográfico 
 Taxa de analfabetismo 
Fator 
Crítico 
Processos Estratégicos Indicadores 
 
 
D
in
â
m
ic
a
 E
c
o
n
ô
m
ic
a
 Estrutura Produtiva e 
Dinâmica Econômica 
 Taxa de crescimento do PIB 
 Distribuição setorial do PIB 
Ocupação e Renda 
 Taxa de desocupação 
 Grau de informalidade 
 Percentual de pessoas de baixa renda (pobre) 
Qualificação de Mão-de-
Obra 
 Percentual de Pessoas Ocupadas por Anos de Estudo 
Comércio Exterior  Saldo comercial 
Finanças Públicas  Receitas de transferências/receitas totais 
 
AVALIAÇÃO AMBIENTAL DOS CENÁRIOS 
Neste capítulo, detalha-se a estrutura para a construção dos cenários propostos: 
Cenário de Referência, Cenário de Desenvolvimento e Cenário de Sustentabilidade. 
Para a avaliação dos cenários, primeiramente, é proposta a visão de futuro e os 
objetivos de sustentabilidade, que após concertação com os agentes envolvidos nesta 
AAE, serviram como referência para os próximos passos do estudo. A avaliação dos 
impactos e riscos ambientais estratégicos será realizada a luz da visão de futuro e dos 
objetivos de sustentabilidade. 
Desenvolvimento dos Cenários 
Um dos grandes desafios da AAE reside na capacidade de avaliar as possíveis 
oportunidades e riscos que possam resultar da adoção de estratégias de 
desenvolvimento e, consequentemente, “julgar” o mérito de se prosseguir e, 
eventualmente, sugerir melhores “direções”. O processo de elaboração da AAE 
necessita de orientação em relação ao que possa ser um futurodesejável, que possa 
servir como referencial e assim fornecer uma base mais robusta para as tarefas de 
avaliação. A partir dessas direções, assegura-se a integração de considerações 
ambientais, sociais e econômicas no processo de planejamento, detectam-se impactos 
e opções alternativas de desenvolvimento, avaliando-as e comparando-as, enquanto 
ainda se encontram em discussão, e produzindo-se contextos mais adequados a 
propostas futuras. 
Visão de Futuro e Objetivos de Sustentabilidade 
A visão de futuro e os objetivos de sustentabilidade propostos na AAE, com foco no 
desenvolvimento sustentável do Complexo Porto Sul, são orientadores para a 
avaliação dos efeitos dos investimentos do Governo e dos empreendedores, no 
âmbito das agendas ambiental, social e econômica da região. É importante que o 
desenvolvimento se dê de modo sustentável nessas três dimensões. 
Para construir uma visão de futuro compatível com os diferentes segmentos da 
sociedade e propor, em seguida, uma série de objetivos que possibilitem alcançar este 
futuro desejado é importante analisar suas opiniões e anseios e tentar sintetizar suas 
expectativas, construindo uma diretriz que concilie, de forma harmônica, as diferentes 
visões. O Governo da Bahia tem como sua atual “missão”: 
 
Promover o desenvolvimento socioeconômico e ambiental do Estado da Bahia 
em bases sustentáveis, garantindo igualdade de oportunidades a todos os 
cidadãos, independentemente de raça, gênero e religião. 
Os condicionantes e as possibilidades que se impõem e se abrem à formulação dessa 
estratégia indicam que a construção do futuro desejado passa, fundamentalmente, 
pelas seguintes ações: 
 redução das desigualdades sociais, a partir da inclusão de amplas parcelas da 
população ao processo de desenvolvimento; 
 priorização dos investimentos em saúde, educação e na rede de logística e de 
transporte; 
 
 
 Incentivo à articulação dos investimentos privados em vários modelos 
institucionais de cooperação interfirmas, a exemplo de Arranjos Produtivos Locais 
(APL) e Arranjos Socioprodutivos (ASP); 
 integração com a economia nacional e internacional; 
 difusão de tecnologia ao longo do tecido produtivo, priorizando os nichos de 
tecnologia de ponta, as micro e pequenas empresas e a agricultura familiar; 
 elaboração de políticas com foco em gênero e raça. 
Esses elementos permitiram a definição tanto da Visão de Futuro, quanto da Missão 
do atual Governo em ser um: 
“Estado cuja população desfrute de qualidade de vida, equilíbrio social e 
étnico, produtor de bens e serviços de alto valor agregado, articulado nacional 
e internacionalmente”. 
A perspectiva do Governo da Bahia para o futuro da região de estudo é maximizar a 
competitividade da operação portuária e os benefícios socioeconômicos para a região, 
minimizando os impactos e riscos ambientais associados à instalação de uma estrutura 
desse porte, bem como garantindo o controle e o ordenamento da ocupação da área 
destinada ao complexo portuário e do seu entorno. 
A magnitude dos empreendimentos e o expressivo volume de investimentos previstos 
para a região estratégica tornam indissociáveis a visão de futuro do Governo do 
Estado e a visão de futuro do setor privado. A proposta de “visão de futuro” para a 
região e os respectivos “objetivos de sustentabilidade” pressupõe o consenso dos 
interessados, devendo espelhar suas expectativas e interesses ambientais e sociais. 
Diante dessa perspectiva, propõe-se: 
Visão de Futuro 
Litoral Sul da Bahia apto a promover e manter um desenvolvimento 
socioeconômico sustentável com base em ampla governabilidade e uma 
economia dinâmica, competitiva e nacional e internacionalmente integrada, 
capaz de promover a geração de riquezas e justa distribuição de renda. As 
novas oportunidades de dinamização da economia, o aumento da oferta de 
emprego e a consolidação de políticas públicas infraestruturais e de serviços 
deverão assegurar a efetiva melhoria das condições de vida da população, 
assim como auxiliar na manutenção e aprimoramento de atividades 
econômicas tradicionais que promovem e preservam a identidade cultural e 
paisagística regional, como a cacauicultura e o turismo de lazer. O 
desenvolvimento econômico deverá, igualmente, estar alicerçado em 
intervenções ambientalmente sustentáveis, considerando-se a unicidade dos 
ecossistemas atlânticos e sua relevância para a conservação da biodiversidade e 
disponibilização de serviços ambientais estratégicos para a região. 
Os objetivos de sustentabilidade para a construção desta visão de futuro estruturam-se 
sobre dois marcos principais: “aproveitar as oportunidades” e “proteger-se das 
ameaças”, sendo quatro os objetivos efetivamente propostos: 
 Promover o desenvolvimento econômico da região; 
 Oferecer melhores condições de vida para a população local; 
 Manter a qualidade ambiental, preservando a biodiversidade e a dinâmica dos 
ecossistemas; e 
 Fortalecer a governança e a interação institucional. 
 
 
 
 
APROVEITAR AS OPORTUNIDADES 
Promover o desenvolvimento econômico regional 
Aproveitar as vocações da região, garantindo a coexistência e as possíveis sinergias entre as 
atividades de turismo, agropecuária, industriais, produção e exploração de petróleo e gás natural 
e de serviços. 
Possibilitar as condições de acesso à região, de forma a facilitar a otimização da logística de 
transporte com integração regional e nacional. 
Maximizar a retenção dos benefícios do desenvolvimento econômico e direcionar os 
investimentos para o desenvolvimento regional. 
Incrementar a arrecadação municipal, reduzindo as dependências de transferências 
governamentais e promover a descentralização, reduzindo a dependência de Ilhéus e Itabuna 
por parte dos demais municípios da região. 
Oferecer melhores condições de vida para a população local 
Aumentar a oferta de empregos e a renda gerada nos municípios da região. 
Investir na formação da população e na qualificação da mão-de-obra local. 
Ampliar e melhorar a infraestrutura urbana e os serviços básicos, preparando a cidade para o 
desenvolvimento dos setores produtivos. 
Controlar o processo de uso e ocupação do solo, evitando a ocupação desordenada e a 
depreciação visual dos centros urbanos e incentivando a preservação do patrimônio histórico. 
PROTEGER-SE DAS AMEAÇAS 
Manter a qualidade ambiental, preservando a biodiversidade e a dinâmica dos 
ecossistemas 
Evitar a perda e a fragmentação de habitats e a alteração da qualidade dos ecossistemas 
aquáticos continentais e estuarinos, costeiros e marinhos. 
Preservar o equilíbrio ambiental de forma a garantir a qualidade ambiental, os usos turísticos e a 
pesca artesanal. 
Preservar o equilíbrio hídrico e os níveis de qualidade da água de forma a garantir a 
disponibilidade da água para os diversos usos. 
Combater as atividades que estejam acima da capacidade de suporte dos ecossistemas. 
Manter os níveis de concentração de poluentes do ar de acordo com os padrões de qualidade. 
Controlar o processo de desenvolvimento, evitando a interferência no equilíbrio ambiental e na 
atratividade turística. 
 
Fortalecer a governança e a interação institucional 
Melhorar a governabilidade e a articulação institucional. 
Promover a estruturação intersetorial para melhoria da governança e interação institucional 
entre entidades públicas, principalmente as associadas ao desenvolvimento local e ao meio 
ambiente. 
Incrementar a participação social na gestão ambiental, melhorando o processo de informação e 
comunicação e criando mecanismos de acompanhamento das decisões para o desenvolvimento 
das atividades produtivas. 
Promover maior coesão e articulação entre o setor produtivo e o setor público. 
 
Construção de Cenários 
A formulação de cenários proporciona uma visão prospectiva das consequências das 
ações estratégicas, permite que se avaliem prováveis resultados e comportamentos emsistemas complexos, oferecendo orientação para decisões sobre a implantação dos 
projetos planejados para a área estratégica. 
Cada cenário consiste, portanto, em um conjunto de condições resultantes da 
evolução dos indicadores, ou seja, aqueles indicadores representativos das interações 
identificadas como determinantes no diagnóstico, conforme o comportamento 
esperado/projetado dos processos ambientais relacionados aos fatores críticos 
estratégicos e condicionantes do desenvolvimento. 
Neste sentido, as simulações de cenários devem ser feitas com base em análises de 
tendências desses fatores críticos, tanto externos (ou exógenos) — relacionados às 
condições sobre as quais o setor de infraestrutura e desenvolvimento industrial exerce 
pouca ou nenhuma influência; quanto internos (ou endógenos) — aqueles 
considerados de controle, ou seja, que podem ser ajustados e adequados à realidade da 
região, sendo condicionantes para a obtenção de melhores resultados no processo de 
implementação e expansão das atividades envolvidas, não apenas enquanto 
 
 
empreendimentos específicos, mas, em especial, quando se busca a integração 
sustentável do ponto de vista das alternativas, tanto de desenvolvimento, como de 
conservação ambiental e dos recursos naturais envolvidos nesse processo. 
Para a orientação e o comportamento dos fatores críticos externos são utilizadas as 
tendências de crescimento observadas nas iniciativas do setor produtivo, no valor das 
commodities, principalmente no mercado externo, na estrutura da economia local e, 
ainda, na gestão dos recursos naturais e na participação social. 
Variáveis Exógenas: 
 Economia mundial revitalizada com o aumento da demanda por commodities, 
produtos orgânicos e por petróleo e gás natural, com abertura de novos 
mercados; 
 Turismo de natureza aumenta atratividade de investimentos pela presença de 
ativos ambientais preservados e pela qualidade dos serviços oferecidos; 
 Fluxo migratório intensificado em função do fortalecimento econômico do 
bipólo Ilhéus-Itabuna; 
 Políticas públicas ampliadas com a implementação de amplos programas 
governamentais de cunho social. 
 Participação social avança com o envolvimento da sociedade indo além das 
questões estritamente de cunho ambiental. 
Cenários Propostos 
Foram considerados três cenários para descrever os possíveis desdobramentos e as 
histórias de futuro para a região de estudo, no horizonte previsto (2025): 
Cenário de Referência (CR) – que traduz a evolução das atuais condições de 
desenvolvimento da região, sem considerar as oportunidades de crescimento previstas 
com a implantação do Porto Sul. 
Cenário de Desenvolvimento (CD) – que considera os desdobramentos futuros 
envolvendo os efeitos da implantação do Porto, Retroporto e Complexo Industrial, 
analisando a situação de qualidade dos fatores estratégicos para a tomada de decisão. 
Cenário de Sustentabilidade (CS) – as histórias de futuro prevêem a implantação do 
Porto, Retroporto e Complexo Industrial com governança, ou seja, identifica ações 
públicas e privadas que devem ser previstas num cenário contra-factual ou mais amigável 
ambientalmente, envolvendo menores perdas ambientais, minimizando possíveis conflitos 
e ampliando-se a sustentabilidade ambiental. 
 
Cenário de Referência (CR) 
O Cenário de Referência (CR) traduz, num horizonte de 15 anos, as tendências de 
desenvolvimento, sem a implantação do Porto Sul e a evolução dos fatores 
estratégicos para a tomada de decisão (Figura 14). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
São avaliadas todas as iniciativas descritas no Diagnóstico, ou seja, aquelas 
consideradas como fatores determinantes ou condicionantes do desenvolvimento e o 
rebatimento nos fatores ambientais estratégicos. São igualmente considerados todos os 
Figura 14 Cenário de Referência (CR) 
 
 
planos, programas e projetos que foram identificados. Assim, para cada um dos 
indicadores selecionados, a situação atual irá variar com a visão e histórias de futuro 
propostas, tendo como referência os objetivos de sustentabilidade. Por fim, são 
avaliados os riscos e as tendências de comprometimento da qualidade ambiental, em 
função dessa história de futuro. A construção deste cenário baseia-se nas seguintes 
premissas, considerando como horizonte de estudo 2025. 
Economia regional aquecida com a implantação do novo aeroporto e da ZPE, com 
aumento da produtividade do cacau e com a exploração e produção de petróleo e gás 
natural trazendo novas oportunidades de geração de emprego e renda e aumento das 
receitas municipais; 
Turismo fortalecido com a implantação do novo aeroporto e novos investimentos 
privados; 
Gestão dos recursos ambientais ampliada com a implantação de Planos de Manejo das 
UC e com relativo controle da qualidade ambiental; 
Ordenamento territorial ainda deficitário com mecanismos e instrumentos de controle 
da ocupação implantados com resultados limitados; 
Políticas públicas implementadas com relativo sucesso, em especial na área educacional, 
mas com infraestrutura urbana de saneamento ambiental, habitação e saúde ainda 
limitada, apesar dos repasses de royalties aos municípios; 
Participação social avança com envolvimento da sociedade indo além das questões 
ambientais. 
 
Foram investigadas duas variantes deste cenário: uma considerando as tendências de 
evolução da região sem o Complexo (Variante I) e outra incluindo nessa tendência o 
aeroporto e a ZPE (Variante II). O Quadro 11 apresenta a estrutura deste CR na 
Variante I e o Quadro 12 a Variante II, com a especificação do aeroporto e da ZPE. 
 
 
Cenário de Desenvolvimento (CD) 
O Cenário de Desenvolvimento (CD), por sua vez, considera os desdobramentos 
futuros do Programa Multimodal de Transporte e Desenvolvimento Mínero-Industrial 
da Região Cacaueira, objeto desta AAE, e outras iniciativas considerando a lógica do 
mercado, analisando os efeitos da sua implantação em relação à situação de qualidade 
dos fatores estratégicos para a tomada de decisão (Figura 15). A estrutura básica deste 
Cenário é apresentada no Quadro 13. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Figura 15: Cenário de Desenvolvimento (CD) 
 
 
 
 
Quadro 11: Estrutura do Cenário de Referência (CR) — Variante I 
Cenário de Referência (2025) 
V
a
ri
a
n
te
 I
 
Turismo Manutenção do atual ritmo de crescimento do turismo e dos investimentos pelo trade, sem a implantação do novo aeroporto. 
Agropecuária 
Produção de cacau revitalizada com o aumento de produtividade do cacau orgânico, utilizando novas técnicas apoiadas no sistema cabruca e na ampliação da 
cadeia produtiva e consequente crescimento da receita com as exportações. 
Petróleo e GN Exploração e produção seguindo a tendência do setor para os blocos existentes na região, com descobertas promissoras nos blocos exploratórios. 
Uso e Ocupação do Solo 
Políticas públicas urbanas com resultados mais favoráveis com a implementação dos Planos Diretores, melhoria da infraestrutura de saneamento ambiental, 
função da ampliação dos investimentos do governo com recursos dos royalties. 
Infraestrutura Energética Manutenção das condições atuais no fornecimento de energia elétrica e disponibilidade de gás natural na região com a UPGN do GASENE, em Itabuna. 
Logística de 
Transporte 
Aeroporto 
Não implantação do novo aeroporto. 
Melhorias operacionais no atual aeroporto, ampliando número de vôos. 
Porto 
Malhado 
Manutenção das condições atuais, com infraestrutura de cargas (importação e exportação) e passageiros (turismo), com potencial para suporte ao setor 
petrolífero (supply boat) e com ampliação da sua retroárea. 
Gestão Ambiental 
Gestão ambiental aprimorada com a implantação dos Planos Gestores das Unidades de Conservação, como compensação advinda do setor petrolífero, embora 
persista a deficiência de fiscalização. 
Disponibilidade de Água Abastecimento de água regional crítico 
Desenvolvimento Social Aumento poucorepresentativo da oferta de emprego e da geração de renda na região 
Dinâmica Econômica 
Ampliação dos Distritos Industriais (Ilhéus e Itabuna), com aumento dos níveis de importação / exportação pelo Porto de Malhado 
Estrutura econômica dos municípios em situação pouco mais favorável pelo aumento das receitas públicas com o suporte, principalmente, dos royalties do 
petróleo, reduzindo a dependência de repasses governamentais. 
 
 
 
 
 
Quadro 12: Estrutura do Cenário de Referência (CR) — Variante II 
Cenário de Referência (2025) 
V
a
ri
a
n
te
 I
I 
Turismo 
Reflexos positivos na atividade turística, com a implantação do novo aeroporto e da ZPE e incremento dos investimentos para além dos previstos 
atualmente pelo trade 
Agropecuária 
Produção de cacau revitalizada com o aumento de produtividade do cacau orgânico, utilizando novas técnicas apoiadas no sistema cabruca e na ampliação 
da cadeia produtiva e consequente crescimento da receita com as exportações (idem CR/Variante I). 
Petróleo e GN 
Exploração e produção seguindo a tendência do setor para os blocos existentes na região, com descobertas promissoras nos blocos exploratórios (idem 
CR/Variante I). 
Uso e Ocupação do Solo 
Políticas públicas urbanas com resultados mais favoráveis com a implementação dos Planos Diretores, melhoria da infraestrutura de saneamento 
ambiental, função da ampliação dos investimentos do governo com recursos dos royalties, novo aeroporto e ZPE. 
Infraestrutura Energética 
Manutenção das condições atuais no fornecimento de energia elétrica e disponibilidade de gás natural na região com a UPGN do GASENE em Itabuna 
(idem CR/Variante I). 
Logística de 
Transporte 
Aeroporto Implantação do novo aeroporto, com reflexos positivos na atividade turística e nos negócios na região. 
Porto Malhado 
Melhoria na infraestrutura de cargas e passageiros (turismo), possibilitando aporte de navios de até 14m de calado e ampliação e modernização da 
retroárea, com potencial para suporte ao setor petrolífero (supply boat) e reparos navais; importação de cargas gerais e contêineres; e exportação de cargas 
gerais, como produtos do cacau, celulose, pedras ornamentais. 
Gestão Ambiental 
Gestão ambiental aprimorada com a implantação dos Planos Gestores das Unidades de Conservação, com suporte de compensações ambientais advindas 
dos novos empreendimentos (aeroporto, ZPE) e do setor petrolífero, embora persista a deficiência de fiscalização. 
Disponibilidade de Água Abastecimento de água regional crítico (idem CR/Variante I). 
Desenvolvimento Social 
Aumento da oferta de emprego e da geração de renda como consequência das novas atividades produtivas implantadas e do aprimoramento da mão-de-
obra regional. 
Dinâmica 
Econômica 
ZPE 
Implantação de cadeias produtivas a partir de insumos importados com agregação local, compatíveis com a utilização do Porto Malhado para 
importação/exportação: tecnologia de informação e eletro e informática. 
Estrutura econômica dos municípios em situação mais favorável pelo aumento das receitas públicas com o suporte dos novos empreendimentos da ZPE 
e do novo aeroporto, mas, principalmente, dos royalties do petróleo, reduzindo a dependência de repasses governamentais. 
 
 
 
 
Quadro 13: Estrutura do Cenário de Desenvolvimento (CD) 
Cenário de Desenvolvimento (2025) 
Turismo 
Implantação do novo Aeroporto com reflexos na área turística e incremento do turismo de negócios promovido pelos investimentos do trade, com perda da atratividade turística 
ecológico-cultural pela existência e reflexos indiretos do Complexo Portuário e Industrial do Porto Sul. 
O turismo de negócios e a intermodalidade de carga aérea ampliam a disponibilidade de vôos melhorando a viabilidade de fluxo de turismo em maior escala, menor sazonalidade 
e custo competitivo. 
Agropecuária 
Produção de cacau revitalizada com o aumento de produtividade do cacau orgânico, utilizando novas técnicas apoiadas no sistema cabruca e na ampliação da cadeia produtiva e 
consequente crescimento da receita com as exportações. Ampliação do processamento do cacau tradicional, da fruticultura e da pecuária regional, com a implantação de novas 
unidades produtivas na região, vinculadas ou não a ZPE. 
Petróleo e GN 
Exploração e produção seguindo a tendência do setor para os blocos existentes na região, com descobertas promissoras nos blocos exploratórios. 
Estrutura de apoio ao setor no Porto de Malhado (supply boat) (idem CR/Variante II). 
Uso e Ocupação do 
Solo 
Processo de migração regional intenso em função da atratividade dos novos empreendimentos, nas fases de implantação e operação. 
Políticas públicas urbanas limitadas com necessidade de novos investimentos e modelos de gestão. Revisão e implantação dos Planos Diretores, infraestrutura de saneamento 
ambiental deficitária em função de restrições da capacidade operacional e orçamentárias dos governos locais. 
Infraestrutura 
Energética 
Melhoria das condições atuais no fornecimento de energia elétrica com a instalação da UTE e disponibilidade de gás natural na região com a UPGN do GASENE em Itabuna. 
Logística de 
Transporte 
Programa de 
Governo 
com Setor 
Privado 
Porto Sul 
Terminal de Uso Privativo (TUP) – terminal privado com uso compartilhado com o poder público, projetado para o carregamento minérios. 
Porto Público – área logística e terminal de domínio estadual, projetado para carregamento de grãos, líquidos, produtos siderúrgicos, 
contêineres e carga geral. 
Retroporto 
Zona de Apoio Logístico (ZAL) – área de armazenamento de domínio do Estado. 
Área de estocagem de: minérios e pedras; soja e derivados, algodão, café, frutas, milho, açúcar, cacau e derivados; carne bovina e suína, couros e 
peles; produtos siderúrgicos; madeira, celulose e correlatos; biocombustíveis; confecções, calçados e artesanato; carvão mineral (importação); 
fertilizantes (importação). 
Ferrovia Ferrovia Integração Oeste–Leste (FIOL) – transporte prioritário de minério de ferro (Caitité) e grãos do oeste baiano. 
 
Anel 
Rodoviário 
Desestrangulamento do eixo Itabuna-Ilhéus pela Articulação Multi-Modal e Plano de Mobilidade Regional 
 
Porto 
Malhado 
Melhorias na infraestrutura de cargas e passageiros (turismo), possibilitando aporte de navios de até 14m de calado, e ampliação e modernização 
da retroárea, com potencial para suporte ao setor petrolífero (supply boat) e reparos navais; importação de cargas gerais e contêineres; e 
exportação de cargas gerais (idem CR/Variante II). 
Aeroporto Inserção do novo aeroporto em outro patamar de viabilidade com incremento de escala pelo efeito carga multi-modal e turismo de negócios. 
 
 
Gestão Ambiental 
Pressão sobre os recursos ambientais em função da implantação dos novos empreendimentos. 
Gestão ambiental aprimorada com a implantação dos Planos Gestores das Unidades de Conservação, com suporte de compensações ambientais advindas dos novos 
empreendimentos (aeroporto, ZPE) e do setor petrolífero, embora persista a deficiência de fiscalização. 
Disponibilidade de 
Água 
Abastecimento de água regional crítico. 
Cenário de Desenvolvimento (2025) 
Desenvolvimento 
Social 
Aumento da oferta de emprego e da geração de renda como consequência das novas atividades produtivas implantadas. 
Dinâmica 
Econômica 
Lógica da Força 
de Mercado 
Complexo Industrial 
Núcleo Base (Ilhéus): Usina de pelotização, Siderúrgica, Relaminadora de perfis de aço, Indústria Automobilística, Cimenteiras, UTE (carvão mineral) 
Núcleo Potencial (região): Indústria de base, Mecânica, Máquinas, equipamentos e autopeças, Plásticos Industriais, Elétrico eletrônico, Pré-moldados 
Núcleo de Serviços (região): Alimentação coletiva, Estrutura de saúde, Transporte terrestre de pessoas 
Dinâmica 
Econômica 
Gestor da ZPE 
com suporte de 
governo 
ZPE Ampliada 
Industrialização de Intermediários: Complexo metalúrgico, Madeira reconstituída, Esmagamento de soja, Fiação e tecelagem,Mármore e granitos 
Intensivo em Design: Calçados e acessórios, Confecções, Movelaria 
Manufaturas Eletro-Eletrônicas e Metal-Mecânicas: Eletrônicos, Automotivos, 
Alimentos e Bebidas: Cacau e derivados, Sucos, doces e outros similares, Carnes 
Estrutura econômica dos municípios se altera pelo aumento das receitas públicas. 
 
 
No Quadro 14 é apresentada uma síntese da situação atual, do Cenário de Referência e suas respectivas variantes (I e II) e do Cenário de Desenvolvimento, para todos os fatores 
críticos analisados, considerando seus respectivos processos estratégicos e indicadores selecionados. 
 
 
 
Quadro 14: Matriz-Síntese da Situação Atual, Cenário de Referência (Variante I e Variante II) e Cenário de Desenvolvimento (CD) 
Fator 
Crítico 
Situação Atual 
Cenário de Referência (2025) 
Cenário de Desenvolvimento (2025) 
Variante I Variante II (ZPE + Aeroporto) 
Fatores de Desenvolvimento 
T
u
ri
sm
o
 
Processo Estratégico: Qualidade ambiental paisagística como ativo do turismo 
Indicador: Manutenção e expansão de áreas de preservação e inclusão de áreas de ocupação urbanas no processo de planejamento e controle urbano 
 Região homogênea com mix de áreas 
urbanas e áreas naturais em processo de 
transição. 
 Manutenção relativa da qualidade 
ambiental paisagística em áreas com 
estrutura de proteção especial – APA, 
especialmente em Itacaré-Serra Grande e 
Lagoa Encantada. 
 Processo de degradação nas regiões sem 
proteção especial, especificamente na área 
litorânea do município de Ilhéus. 
 Manutenção relativa da qualidade 
ambiental paisagística das APA Itacaré-
Serra Grande e Lagoa Encantada ampliada 
para a Bacia do Rio Almada, com apoio de 
ONG. 
 Controle relativo sobre o processo de 
degradação do Litoral Norte de Ilhéus 
proporcionado por uma melhoria da 
gestão municipal. 
 A APA de Itacaré sob pressão imobiliária/ 
demográfica do vetor norte de expansão 
urbana de Ilhéus, comprometendo as suas 
APP. 
 
 Manutenção relativa da qualidade 
ambiental paisagística das APA Itacaré-
Serra Grande e Lagoa Encantada ampliada 
para a Bacia do Rio Almada junto ao 
Parque da Lagoa Encantada, induzida no 
contexto de Portal Turístico do novo 
Aeroporto. 
 Redução e comprometimento das áreas de 
preservação (expansão urbana). 
 Descontrole crescente do processo de 
planejamento e crescimento desordenado, 
comprometendo a qualidade ambiental e 
paisagística do Litoral Norte de Ilhéus. 
 Comprometimento de áreas naturais pelo 
próprio aeroporto e pela expansão 
hoteleira prevista na área. 
 A APA de Itacaré sob pressão imobiliária/ 
demográfica do vetor norte de expansão 
urbana de Ilhéus, comprometendo as suas 
APP. 
 
 
 Redução e comprometimento das áreas de 
preservação (expansão urbana). 
 Descontrole crescente do processo de 
planejamento e crescimento desordenado, 
comprometendo a qualidade ambiental e 
paisagística do Litoral Norte de Ilhéus. 
 A APA de Itacaré sob pressão imobiliária/ 
demográfica do vetor norte de expansão 
urbana de Ilhéus comprometendo as suas 
APP. 
 Comprometimento de áreas naturais pelo 
próprio aeroporto, pela expansão hoteleira 
prevista na área e pelo complexo logístico. 
 Relativa alteração no papel da APA da 
Lagoa Encantada na sua atual concepção 
de interesse turístico. 
 
 
 
 
 
Fator 
Crítico 
Situação Atual 
Cenário de Referência (2025) 
Cenário de Desenvolvimento (2025) 
Variante I Variante II (ZPE + Aeroporto) 
T
u
ri
sm
o
 T
u
ri
sm
o
 
Fatores de Desenvolvimento 
Indicadores: Número de visitantes ao ano; Número de empregos diretos; Número de empregos indiretos; Número de UH qualificados; Investimentos privados; Gastos anuais dos turistas; 
Crescimento de serviços turísticos. 
 
 Zona Turística da Costa do Cacau em 
desenvolvimento. 
 Região em processo contínuo de 
implantação de equipamentos hoteleiros. 
 Ilhéus como portal turístico e a BA-001 
como via costeira turística do Estado. 
 Primeiros indícios de turismo de massa. 
 Número de visitantes ao ano: 424 mil. 
 Número de empregos diretos: 18.784. 
 Número de empregos indiretos: 50.093. 
 Número de UH qualificados: 12.523. 
 Investimentos privados: R$ 800 milhões 
(próximos 5 anos). 
 Gastos anuais dos turistas: R$ 1,3 bilhão. 
 
 Processo de consolidação do destino da 
Zona Turística da Costa do Cacau, 
proporcionado por uma conjuntura 
econômica mundial em crescimento e um 
mercado de turismo de natureza em 
expansão. 
 Número de visitantes ao ano: 480 mil. 
 Número de empregos diretos: 21.000. 
 Número de empregos indiretos: 57.000. 
 Crescimento do papel de Ilhéus como 
portal turístico de todo Pólo Litoral Sul, 
tendo como âncora logística a rodovia 
turística BA-001 e o atual Aeroporto, com 
resultados pouco significativos sobre a 
qualidade dos serviços turísticos, 
atendendo ao turismo de lazer e cultural. 
 Pressão do turismo de massa e turismo 
regional sobre Itacaré e o litoral de Ilhéus. 
 Número de UH qualificados: 14.000. 
 Gastos anuais dos turistas: R$ 1,4 bilhão. 
 Processo consolidado do destino da Costa 
do Cacau, reforçado pela implantação do 
novo Aeroporto, portal aéreo de todo o 
Pólo Turístico proporcionado por uma 
conjuntura econômica mundial e 
crescimento de um mercado de turismo de 
natureza em franca expansão. 
 Consolidação do parque hoteleiro da Costa 
do Cacau com inclusão do Litoral Norte 
de Ilhéus no contexto do grande eixo 
turístico do Pólo. 
 N. de visitantes ao ano: 550 mil. 
 N. de empregos diretos: 24.000. 
 N. de empregos indiretos: 65.000. 
 Afirmação de Ilhéus como portal turístico 
de todo Pólo, tendo como âncora logística 
a rodovia turística BA-001 e o novo 
Aeroporto, com resultados significativos 
sobre a qualidade dos serviços, atendendo 
ao turismo de lazer e cultural, bem como o 
de negócios gerados pela ZPE. 
 Ampliação da pressão do turismo de massa 
sobre Itacaré e o vetor norte de Ilhéus. 
 O Litoral Sul de Ilhéus destino turístico 
regional e de turismo de massa. 
 N. de UH qualificados: 16.000. 
 Gastos anuais turistas: R$ 1,6 bilhão. 
 Processo de consolidação do destino da 
Zona Turística da Costa do Cacau 
comprometido com a transformação do 
perfil do produto turístico: 
Foco Direto, Ilhéus (cidade e costa): 
 Redução de atratividade para o turismo 
eco-cultural. 
 Implementação do turismo de negócios. 
 Litoral Norte de Ilhéus – nova frente de 
turismo de massa induzido pelo novo 
porte urbano da região, comprometendo 
a atratividade para empreendimentos de 
alta qualidade. 
Foco Indireto: 
 Zona de transição Itacaré-Serra Grande: 
 Turismo ecológico sob pressão: vetor de 
crescimento imobiliário e de turismo de 
massa do Litoral Norte. 
 Cidade de Itacaré – novo destino 
turístico regional. 
 Afirmação de Ilhéus como portal turístico, 
atendendo o turismo de lazer e cultural, 
bem como o turismo de negócios gerados 
pelo Complexo. 
 O Litoral Sul e Norte de Ilhéus 
comprometido, destino turístico regional e 
de turismo de massa. 
 Aumento reduzido do número de UH 
qualificados: 15.000. 
 Gastos anuais turistas: R$ 1,5 bilhão. 
 
 
 
 
 
 
A
g
ro
p
e
c
u
á
ri
a
 
 Exportação relacionada ao cacau: 1% das 
amêndoas; 39% da manteiga de cacau; 15% 
do líquor; 10% da torta de cacau; e 35% do 
cacau em pó (dados de 2007). 
 Comparativamente ao cacau, as demais 
lavouras permanentes ou temporárias são de 
pequena representatividade na região. 
 Há destaque para produção de cana-de-
açúcar, coco-da-baía, café e banana. 
O PAC do Cacau, além do equacionamento 
das dívidas, prevê investimentos em 
diversificação, produção de biocombustíveis, 
apoio à indústria e a agricultura familiar e 
obras de infraestrutura. 
 A proporção para exportação será limitada 
pelo volume direcionado à produção de 
chocolate na própria região. 
 Prioridade de exportação para os 
produtos processados, mantendo a 
proporção de 1% das amêndoas e 
incentivando a exportaçãode chocolate. 
 Manutenção dos níveis de produção de 
frutas na região. 
 Produção de frutas em consórcio com o 
cacau (não cabruca). 
 Produção de cacau revitalizada com o 
aumento de produtividade do cacau 
orgânico no sistema cabruca. 
 Produção de frutas revitalizada com a 
implantação de novas unidades industriais 
na região, vinculada ou não à ZPE. 
 Produção de frutas em consórcio com o 
cacau (não cabruca). 
 Redução da área plantada nos arredores 
imediatos das zonas industriais e eixos de 
integração regional, devido à valorização 
das terras para fins de ocupação por 
instalações industriais e comerciais. 
 Produção de frutas revitalizada com a 
implantação de novas unidades industriais 
na região vinculadas à ZPE ampliada e a 
maior facilidade de escoamento por meio 
do Porto. 
 Expansão das áreas de fruticultura e da 
produção nas áreas de cacau. 
 Aumento da participação da agricultura 
familiar como consequência da maior 
demanda de frutas. 
 
 
 
 
 
Fator 
Crítico 
Situação Atual 
Cenário de Referencia (2025) 
Cenário de Desenvolvimento (2025) 
Variante I Variante II (ZPE + Aeroporto) 
A
g
ro
p
e
c
u
á
ri
a
 
Processo Estratégico: Expansão do cacau-cabruca e especialização no cacau orgânico em sistema cabruca 
Indicadores: Área de cacau (ha); Proporção de cacau-cabruca (% área total de cacau); Proporção de cacau orgânico (% área total de cacau); Exportação de cacau orgânico (toneladas); 
Exportação: relação do cacau processado (manteiga, líquor etc.) frente ao cacau em amêndoas 
 Em recuperação a área de cacau (ha) desde 
2003 (28,6% ao ano). Em 2007, 94.357 ha 
(92% da área de 1990). 
 Estima-se que a produção do cacau-
cabruca equivale a, aproximadamente, 70% 
da área total. Representam áreas de 
conservação da Mata Atlântica. 
 Estima-se a produção de cacau orgânico 
em 9%, até 2010. 
 No Brasil, exporta-se, aproximadamente, 
50 ton./ano, 4,5% da produção de cacau 
orgânico mundial (dados de 2006). 
 Área correspondente a um crescimento 
anual da produção de 4,5% desde 2007: 
145.860 ha (1,42 vezes a área de 1990). 
 Estagnação da área de cacau-cabruca ou 
redução da área plantada devido à 
supressão das áreas decadentes de cabruca 
para a formação de pastagens. 
 Aproveitando a função de preservação 
ambiental do cacau-cabruca para os 
requisitos da certificação orgânica, pode-se 
esperar até 50% da área total. 
 Redução da área plantada de cacau devido 
à supressão das áreas decadentes de 
cabruca para a formação de pastagens. 
 Ampliação do processamento do cacau, 
principalmente orgânico, proveniente de 
toda a Costa do Cacau, com a implantação 
de novas unidades industriais na região, 
vinculadas à ZPE. 
 Especialização e ampliação das plantações 
de cacau orgânico. 
 Produção de cacau revitalizada com o 
aumento de produtividade do cacau 
orgânico no sistema cabruca. 
 Ampliação do processamento do cacau, 
principalmente orgânico, proveniente de 
toda a Costa do Cacau com a implantação 
de novas unidades industriais na região, 
vinculadas à ZPE. 
 Aumento do retorno econômico do cacau 
na região em consonância com a ampliação 
do processamento do cacau e a 
consequente consolidação da atividade e 
ligeira expansão. 
 
 
Fator 
Crítico 
Situação Atual 
Cenário de Referencia (2025) 
Cenário de Desenvolvimento (2025) 
Variante I Variante II (ZPE + Aeroporto) 
 
Processo Estratégico: Expansão da fruticultura e seu processamento 
Indicadores: Área de fruticultura (ha); Capacidade de processamento instalada (toneladas/ano); Exportação de frutas processadas (sucos, doces, concentrados). 
Processo Estratégico: Expansão da pecuária 
Indicadores: Área de pastagem (ha); Proporção pastagens versus área de cacau (% área total de cacau) 
 
 Entre os municípios da região de estudo, 
no período 90-06, os aumentos mais 
significativos ocorreram em Ilhéus e 
Itabuna com suínos (282,6% e 301,9%) e 
bovinos (89,7% e 65,0%). 
 A pecuária compete com o cacau no uso 
do solo regional e a decadência do cacau 
levou a sua expansão, em substituição ao 
cacau-cabruca. 
 A pecuária extensiva, por sua vez, por ter 
baixa produtividade, ameaça incrementar o 
desmatamento para responder a uma 
demanda crescente de áreas de pastagens. 
 Substituição de áreas de cabruca 
decadentes por pastagens para expansão da 
pecuária. 
 Substituição de áreas de cabruca 
decadentes por pastagens para expansão da 
pecuária. 
 Ampliação da produção e exportação de 
carne e derivados da pecuária com a 
implantação de novas unidades industriais 
na região vinculadas à ZPE ampliada. 
 
 Produção de farelo de soja como ração 
animal incentiva a pecuária regional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fator 
Crítico 
Indicadores Situação Atual 
Cenário de Referencia (2025) 
Cenário de Desenvolvimento (2025) 
Variante I Variante II (ZPE + Aeroporto) 
Fatores de Desenvolvimento 
E
x
p
lo
ra
ç
ã
o
 e
 P
ro
d
u
ç
ã
o
 d
e
 P
e
tr
ó
le
o
 e
 G
á
s 
N
a
tu
ra
l 
Processo Estratégico: Atividades de exploração e produção (E&P): sísmica, perfuração e produção. 
Número de Blocos da 
Rodada Zero/1998 
Prazos para produção 
 27 anos a partir de 1998 
 Prazo final: 2025 
 BCAM-40 continuará em produção. 
Esta avaliação é semelhante para a 
Variante I e II: 
 Provável inexistência de blocos em 
interpretação geológica / sísmica 
para a definição dos prospectos, 
considerando as concessões 
estabelecidas nas rodadas de 1 a 10. 
 BCAM-40 continuará em produção. 
Número de Blocos da 
Rodada 1/1999 
 27 anos a partir de 1999 
 Prazo final: 2026 
 Sem produção (BM-CAL-1, único 
bloco com oferta na rodada foi 
devolvido) 
 Sem produção (BM-CAL-1, único 
bloco com oferta na rodada foi 
devolvido) 
Número de Blocos da 
Rodada 2/2000 
 27 anos a partir de 2000 
 Prazo final: 2027 
 BM-CAL-4 em produção  BM-CAL-4 em produção 
Número de Blocos da 
Rodada /2001 
Prazos para produção 
 27 anos a partir de 2001 
 Prazo final: 2028  Os blocos sob concessão que foram 
ofertados devem estar em produção, 
caso a existência de recursos e a 
viabilidade econômica de sua 
exploração seja confirmada. 
 
 Provável inexistência de poços em 
perfuração para desenvolvimento e 
perfurações com identificação de 
tamanho de reservas e viabilidade 
econômica de sua exploração, 
considerando as concessões 
estabelecidas nas rodadas de 1 a 10. 
 
 Aumento dos poços em produção 
de gás natural e produção em poços 
de óleo, com possível entrada em 
produção de todos os blocos da 
Bacia indicados no Quadro anterior. 
 Os blocos sob concessão que foram 
ofertados devem estar em produção, 
caso a existência de recursos e a 
viabilidade econômica de sua 
exploração seja confirmada. 
 
 Provável inexistência de poços em 
perfuração para desenvolvimento e 
perfurações com identificação de 
tamanho de reservas e viabilidade 
econômica de sua exploração, 
considerando as concessões 
estabelecidas nas rodadas de 1 a 10. 
 
 Aumento dos poços em produção 
de gás natural e produção em poços 
de óleo, com possível entrada em 
produção de todos os blocos da 
Bacia indicados no Quadro anterior. 
 Os blocos sob concessão que foram 
ofertados devem estar em produção, 
caso a existência de recursos e a 
viabilidade econômica de sua 
exploração seja confirmada. 
 
 Provável inexistência de poços em 
perfuração para desenvolvimento e 
perfurações com identificação de 
tamanho de reservas e viabilidade 
econômica de sua exploração, 
considerando as concessões 
estabelecidas nas rodadas de 1 a 10. 
 
 Aumento dos poços em produção 
de gás natural e produção em poços 
de óleo, com possível entrada em 
produção de todos os blocos da 
Bacia indicados no Quadro anterior. 
Número de Blocos da 
Rodada 6/2004 
Prazos de 
exploração 
 8 anos a 
partir de 
2004 
 final: 2012 
Prazos para 
produção 
 27 anos a partir 
de 2004 
 final: 2031 
Número de Blocos da 
Rodada 7/2005 
 8 anos a 
partir de 
2006 
 final: 2014 27 anos a partir 
de 12/01/2006 
 final: 2033 
Áreas com 
acumulações marginais 
1/2005 
Prazos para produção 
 15 anos a partir de 2005 
 Prazo final: 2020 
 
 
 
 
 
 
 
Fator 
Crítico 
Situação Atual 
Cenário de Referência (2025) 
Cenário de Desenvolvimento (2025) 
Variante I Variante II (ZPE + Aeroporto) 
Fatores Condicionantes 
O
rd
e
n
a
m
e
n
to
 T
e
rr
it
o
ri
a
l 
Processo Estratégico: Dinâmica de Ocupação 
Indicador: Níveis de degradação e consolidação do uso do solo territorial 
 Território sob pressão de expansão urbana 
desordenada, inclusive na área crítica do 
Litoral Norte de Ilhéus, apesar dos recém 
implantados Planos Diretores Municipais 
(PDM) que não contam nem com ações 
de fiscalização e monitoramento, nem 
com parâmetros específicos de locais de 
ocupação. 
 Avanço do processo de ordenamento das 
áreas urbanas e de uso especial, sobretudo 
no eixo Itabuna-Ilhéus, além do Litoral 
Norte de Ilhéus. 
 Avanço ordenado das áreas urbanas e de 
uso especial, sobretudo no eixo Itabuna-
Ilhéus e na região da ZPE e do novo 
Aeroporto. 
 Consolidação das APA Itacaré-Serra 
Grande e Lagoa Encantada. 
 Reestruturação da área rural. 
 Processo de migração regional intenso em 
função da atratividade dos novos 
empreendimentos, com resultado de uma 
expansão demográfica significativa. 
 Descontrole do uso do solo urbano 
acelera os níveis de degradação. 
 Invasão acelerada de APP pela população 
de baixa renda. 
Indicador: Níveis de controle de expansão urbana 
 População Urbana (% em 2007): 
 Ilhéus: 73 
 Itabuna: 97 
 Itacaré: 58 
 Uruçuca: 70 
 Conjunto regional urbano-agroflorestal 
em processo de transformação, contando 
apenas nas áreas das APA com estruturas 
sistemáticas de controle e com níveis de 
eficácia diferenciados em fase de 
consolidação do processo de 
requalificação. 
 A faixa costeira, de interesse específico do 
turismo, sob pressão de expansão urbana 
desordenada. 
 Déficit Habitacional (% em 2000): 
 Ilhéus: 25 
 Itabuna: 15 
 Itacaré: - 
 Uruçuca: - 
 Avanço gradual das políticas públicas de 
planejamento e controle do uso do 
território com a implantação, gestão e 
fiscalização dos Planos Diretores 
Municipais, fator decisivo para uma 
razoável: 
 requalificação do litoral norte de Ilhéus; 
 requalificação da área urbana de Itacaré; 
 consolidação qualificada do eixo 
Itabuna-Ilhéus, com resultado 
significativo com relação à invasão de 
APP; 
 controle do crescimento urbano. 
 Avanços mais expressivos das políticas 
públicas de planejamento e controle do uso 
do território com a implantação, gestão e 
fiscalização dos Planos Diretores Municipais, 
fator decisivo para: 
 valorização e requalificação do litoral 
norte de Ilhéus como destino turístico 
qualificado, com a implantação do novo 
aeroporto; 
 implantação sustentável da ZPE; 
 requalificação gradual da área urbana de 
Itacaré; 
 consolidação qualificada do eixo Itabuna-
Ilhéus, com resultado significativo com 
relação à invasão de APP; 
 Consolidação da APA Itacaré-Serra 
Grande como APA turística modelo e da 
APA Lagoa Encantada como portal 
turístico-ecológico; 
 Controle relativo do crescimento urbano 
excessivo, provocado pelos novos fluxos 
migratórios atraídos pelas oportunidades 
econômicas, sobretudo de centro de 
serviços turísticos e pela nova ZPE, 
tendo seu foco nas periferias de Itabuna e 
Ilhéus, na sede municipal de Uruçuca e 
nas vilas do vale do Rio Almada. 
 Descontrole do uso do solo compromete 
a sustentabilidade das estruturas 
territoriais e sociais. 
 Os Planos Diretores atuais não 
contemplam esse novo patamar de 
crescimento. 
 Políticas públicas urbanas limitadas – 
recursos e modelos de gestão. 
 
 
 
 
 
Fator 
Crítico 
Situação Atual 
Cenário de Referência (2025) 
Cenário de Desenvolvimento (2025) 
Variante I Variante II (ZPE + Aeroporto) 
Fatores Condicionantes 
O
rd
e
n
a
m
e
n
to
 T
e
rr
it
o
ri
a
l 
Indicador: Níveis de atendimento de infraestrutura e serviços de saneamento ambiental 
 Abastecimento de Água (% em 2000): 
 Ilhéus: 80,3 
 Itabuna: 97,7 
 Itacaré: 42,4 
 Uruçuca: 79 
 Esgotamento Sanitário (% em 2000): 
 Ilhéus: 40 
 Itabuna: 66,8 
 Itacaré: (em construção) 
 Uruçuca: - 
 Tratamento de Esgoto (% em 2000): 
 Ilhéus: 40 
 Itabuna: 11 
 Itacaré: - 
 Uruçuca: - 
 Coleta e disposição Lixo (%): 
 Ilhéus: 65 (aterro) 
 Itabuna: 87 (lixão) 
 Itacaré: 30 (coleta) 
 Uruçuca: 65 (aterro conjunto com Ilhéus) 
 Melhoria gradual a partir de políticas 
públicas federais, estaduais e municipais 
dos níveis de saneamento ambiental com 
atendimento de maior percentual da 
população nas sedes municipais e sedes 
distritais com abastecimento de água e 
sistema de coleta de lixo e ampliação e 
eficiência dos sistemas de esgotamento 
sanitário. 
 Melhoria mais expressiva a partir de 
políticas públicas federais, estaduais e 
municipais dos níveis de saneamento 
ambiental com avanços no atendimento 
da população nas sedes municipais, sedes 
distritais e no Litoral Norte de Ilhéus com 
abastecimento de água e sistema de coleta 
de lixo e ampliação e eficiência dos 
sistemas de esgotamento sanitário. 
 Infraestrutura urbana e de saneamento 
ambiental deficitários, em função das 
capacidades operacionais e orçamentárias 
limitadas dos governos locais diante do 
processo migratório gerado pelas 
perspectivas com os novos 
empreendimentos. 
In
fr
a
e
st
ru
tu
ra
 E
n
e
rg
é
ti
c
a
 
Processo Estratégico: Demanda por Energia (elétrica e gás natural) 
Indicadores: Fornecimento de eletricidade (MWh/ano); Fornecimento de gás natural (m3/ano) 
 503.745 MWh em 2008 
 0 m3 de GN 
 Extrapolando o crescimento projetado 
pela COELBA e considerando 
crescimento vegetativo, a projeção de 
consumo é de 881.575 MWh. 
 Com a implantação da UPGN em Itabuna 
passa a existir disponibilidade de GN na 
região. 
 Extrapolando o crescimento projetado 
pela COELBA, e considerando 
crescimento vegetativo e mais a 
atratividade gerada pelo novo aeroporto e 
pela ZPE, a projeção de consumo é de 
993.924 MWh. 
 Considera-se um aumento do consumo 
com o incremento do turismo e das novas 
atividades industriais. 
 Com a implantação da UPGN em Itabuna 
passa a existir disponibilidade de GN para 
consumo industrial, veicular e doméstico. 
 Consumo total de 1.700.637 MWh, utilizando 
a projeção de população e a de consumo de 
energia per capta, considerando o crescimento 
vegetativo mais o processo migratório. 
Ressalta-se que esta previsão de consumo 
adicional será para região no entorno de 
Ilhéus. 
 Consumo de energia elétrica do núcleo 
base do complexo industrial (Ilhéus): 
4.149,2 GWh/ano. 
 Consumo de energia elétrica do núcleo 
potencial (Região): 414 GWh/ano [~10% 
do núcleo base]. 
 Consumo adicional de energia elétrica da 
ZPE Ampliada: não representativo e já 
incluído no núcleo potencial. 
 
 
 
Fator 
Crítico 
Situação Atual 
Cenário de Referência (2025) 
Cenário de Desenvolvimento (2025) 
Variante I Variante II (ZPE + Aeroporto) 
Fatores Condicionantes 
In
fr
a
e
st
ru
tu
ra
 E
n
e
rg
é
ti
c
a
 
 
 Consumo de GN pelo do núcleo base 
do complexo industrial Siderúrgica 
(Ilhéus): 
 Variante UTE Carvão: 1.764.000 
Nm3/dia; e 
 Variante UTE Gás Natural: 8.827.000 
Nm3/dia. 
Porto Malhado 
 Refuncionalização do Porto de Malhado 
para operações não dependentes de 
retro-área: Passageiros, Estaleiro, Cattering 
L
o
g
ís
ti
c
a
 d
e
 T
ra
n
sp
o
rt
e
 
Processo Estratégico: Disponibilidade da Logística de transporte 
Indicador: Estrutura aeroportuária e rodoviária 
 Aeroporto com obstáculos à operação 
impossibilita a ampliação dos vôos. 
 Porto com restrições de calado e com 
queda na movimentação de produto nos 
últimos anos, mas com perspectivas de 
apoio ao turismo com a rota dos navios 
de passageiros. 
 Sistema rodoviário com pistas simples e 
sem previsãode duplicação, inclusive a 
BR 101, principal elo com os municípios 
litorâneos. Em fase de conclusão a 
extensão da BA 001, de ligação com a 
Costa Turística do Dendê. 
 Melhorias no atual aeroporto 
 Porto com ampliação de calado e com 
aumento na movimentação de produtos 
da região e maior estrutura de apoio ao 
turismo com a rota de navios de 
passageiros. 
 Concluída a extensão da BA 001, de 
ligação com a Costa Turística do Dendê. 
 Construção do novo Aeroporto com 
plenas condições de segurança. 
 Porto com ampliação de calado e com 
aumento na movimentação de produtos 
com a ZPE, e maior estrutura de apoio 
ao turismo com a rota dos navios de 
passageiros. 
 Sistema rodoviário com pistas simples e 
sem previsão de duplicação, inclusive a 
BR 101, principal elo com os municípios 
litorâneos. Concluída a extensão da BA 
001, de ligação com a Costa Turística do 
Dendê. 
Porto Sul 
 Terminal de Uso Privativo (TUP) – 
terminal privado com uso compartilhado 
com o poder público, projetado para o 
carregamento de minérios. 
 Porto Público – área logística de domínio 
federal, projetado para carregamento de 
grãos, líquidos, produtos siderúrgicos, 
contêineres e carga geral. 
Retroporto 
 Zona de Apoio Logístico (ZAL) – área 
de armazenamento de domínio do 
Estado. 
 Área de estocagem de: minérios e pedras, 
soja e derivados, algodão, café, frutas, 
milho, açúcar, cacau e derivados, carne 
bovina e suína, couros e peles, produtos 
siderúrgicos, madeira, celulose e 
correlatos, biocombustíveis, confecções, 
calçados e artesanato, carvão mineral 
(importação) e fertilizantes (importação) 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fator 
Crítico 
Situação Atual 
Cenário de Referência (2025) 
Cenário de Desenvolvimento (2025) 
Variante I Variante II (ZPE + Aeroporto) 
Fatores Condicionantes 
L
o
g
ís
ti
c
a
 d
e
 T
ra
n
sp
o
rt
e
 
 
Anel Rodoviário 
Desestrangulamento do eixo Itabuna-Ilhéus 
pela articulação multimodal e Plano de 
Mobilidade Regional: Requalificação e 
duplicação da BR 101, Requalificação da BA 
001, Requalificação e duplicação da BA 262, 
Criação de pista simples ligando a BR 101 à BA 
262, próximo a Itabuna, Criação de pista dupla 
ligando a BA 262 ao Porto Sul e ao novo 
Aeroporto. 
Ferrovia 
Ferrovia Integração Oeste-Leste (FIOL) – 
transporte prioritário de minério de ferro 
(Caitité) e grãos do oeste baiano. 
Aeroporto 
Inserção do novo Aeroporto em outro patamar 
de viabilidade com incremento de escala pelo 
efeito carga multimodal e turismo de negócios. 
Fatores Ambientais 
B
io
d
iv
e
rs
id
a
d
e
 e
 D
in
â
m
ic
a
 d
o
s 
E
c
o
ss
is
te
m
a
s 
T
e
rr
e
st
re
s 
Processo Estratégico: Alteração da qualidade dos ecossistemas terrestres 
Indicador: Perda de habitats 
 Vegetação remanescente (floresta ombrófila, 
restingas e manguezais) até 2008: 
 Itacaré: 31%. 
 Ilhéus: 22%. 
 Uruçuca: 18%; 
 Itabuna: 0%. 
 Testemunhos de vegetação nativa são 
encontrados apenas em cabrucas no município 
de Itabuna, os quais, entretanto, estão sendo 
paulatinamente transformadas em pastagens ou 
suprimidas pelo avanço da malha urbana. 
 Taxa de desmatamento progressivamente 
declinante, em função da atuação conjunta de 
ONG ambientalistas e dos governos federal e 
estadual, com foco no: 
 estabelecimento de corredores da 
biodiversidade; 
 ampliação da rede de RPPN; 
 consecução de políticas de gestão ambiental 
de UC ; 
 ampliação do cultivo do cacau orgânico em 
cabrucas. 
 Desmatamento pulverizado no espaço, 
ocorrendo em frentes de escala reduzida, em 
pequenas propriedades rurais e por conta da: 
 Supressão de vegetação nativa na seguinte ordem 
de grandeza: 
 ZPE: 3.000 ha 
 Novo aeroporto: 1.000 ha 
 Taxa de desmatamento progressivamente 
declinante, em função da atuação conjunta de 
ONG ambientalistas e dos governos federal e 
estadual. 
 Supressão de vegetação nativa na seguinte 
ordem de grandeza: 
 Porto Sul: 2.000 ha; 
 ZPE: 3.000 ha. (com previsão de ampliação 
para 9.000 ha) 
 Novo aeroporto: 1.000 ha. 
 Aumento da taxa de desmatamento, pela: 
 ocupação do solo por empreendimentos 
turísticos de massa e de padrão elevado, 
sobretudo no eixo Itacaré-Camamu; 
 ampliação e consolidação da malha rodo-
ferroviária em Ilhéus e Uruçuca. 
 
 
 
Fator 
Crítico 
Situação Atual 
Cenário de Referência (2025) 
Cenário de Desenvolvimento (2025) 
Variante I Variante II (ZPE + Aeroporto) 
Fatores Ambientais 
B
io
d
iv
e
rs
id
a
d
e
 e
 D
in
â
m
ic
a
 d
o
s 
E
c
o
ss
is
te
m
a
s 
T
e
rr
e
st
re
s 
 O Campo Cheiroso, ambiente relictual 
único na região, possui 55% de sua 
extensão alterada por atividades 
antrópicas. 
 Gestão ambiental calcada na ampliação de 
rede de RPPN e no estabelecimento de 
corredores da biodiversidade. 
 Desmatamento ocorrendo em pequena 
escala, em pequenos focos dispersos sobre 
uma grande área, em decorrência dos 
seguintes fatores: 
 substituição da vegetação nativa por 
pastagens; 
 substituição de cabrucas por pastagens 
e agricultura de pequena escala 
(coivaras); 
 expansão de núcleos residenciais 
informais periurbanos, sobretudo em 
Itabuna, Ilhéus e Itacaré; 
 estabelecimento de assentamentos 
rurais em terras “improdutivas” (com 
vegetação nativa); 
 instalação de projetos turísticos de nível 
internacional e de massa na franja 
litorânea, em decorrência do processo 
de integração de áreas pouco 
exploradas à economia formal; e 
também segunda residência. 
 supressão de cabrucas decadentes para formação 
de pastagens; 
 liberação de novos espaços para cultivos de 
subsistência. 
 Aumento da pressão sobre remanescentes 
florestais, sobretudo APP, em função da 
dinamização da economia pela: 
 conclusão das obras da BA 001 (trecho Itacaré-
Camamu), com a consequente atração de novos 
empreendimentos turísticos; 
 expansão do turismo de massa; 
 ampliação de núcleos residenciais periurbanos, 
em que parte da população está associada, 
formal ou informalmente, às atividades 
turísticas. 
 Exploração de petróleo e GN deverá estimular um 
incremento do uso e ocupação do solo, com 
consequente aumento da pressão sobre os recursos 
naturais, em função do aporte de royalties e 
aquecimento da economia regional. 
 Desmatamento pulverizado no espaço, 
ocorrendo em frentes de escala reduzida, em 
pequenas propriedades rurais e por conta da: 
 supressão de cabrucas decadentes para 
formação de pastagens; 
 abertura de novos espaços para cultivos de 
subsistência; 
 aumento da pressão sobre remanescentes 
florestais, sobretudo APP, como resultado 
da dinamização da economia regional pela 
conclusão das obras da BA 001 e 
implantação do novo aeroporto, com a 
consequente atração de novos 
empreendimentos turísticos. 
 Expansão do turismo de massa e de escala 
internacional ocasionará a expansão de núcleos 
residenciais periurbanos sobre APP nas cidades 
de Itacaré e Ilhéus, bem como nos arredores da 
região abarcada pelo porto-aeroporto, para 
abrigar a população associada, formal ou 
informalmente, às atividades turísticas. 
 Possibilidade de incorporação da área 
compreendida entre o novo aeroporto e a 
cidade de Ilhéus (sobretudo ao longo da BA 
001) à malha urbana, além de áreas periféricas 
da ZPE, com supressão de matas secundárias e 
cabrucas decadentes. 
 A exploração de petróleo e GN deverá estimular 
um incremento do uso e ocupação do solo, com 
consequente aumento da pressão sobre os recursos 
naturais, em função do aporte de royalties e 
aquecimento da economia regional. 
 Expansão do turismo de massa e de escala 
internacional ocasionará a expansão de núcleos 
residenciais periurbanos sobre APP nas cidades 
de Itacaré e Ilhéus, bem como nos arredores da 
região abarcada pelo porto-aeroporto, para 
abrigar a população associada, formal ou 
informalmente, às atividades turísticas. 
 Valorização generalizada das terras em Ilhéus, 
Itabuna e Uruçuca, sobretudo, deverá contribuir 
para o aumento da pressãosobre a ocupação de 
APP pela população de baixa renda, inclusive 
em municípios vizinhos. 
 Consolidação do perfil industrial e comercial 
deverá contribuir para a redução da importância 
relativa do cacau na economia regional, que 
deverá experimentar retração de área. As perdas 
de cabrucas poderão ser, em parte, 
compensadas pela expansão do cacau orgânico, 
contribuindo para a conservação da 
biodiversidade regional. 
 Exploração de petróleo e GN deverá estimular 
um incremento do uso e ocupação do solo, 
com consequente aumento da pressão sobre os 
recursos naturais, em função do aporte de 
royalties e aquecimento da economia regional. 
 Possibilidade real de comprometimento da 
qualidade ambiental de forma generalizada na 
região, com perdas relacionadas à manutenção 
de espécies nativas da fauna e flora, em função 
da supressão de vegetação nativa, inclusive no 
interior de UC. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fator 
Crítico 
Situação Atual 
Cenário de Referência (2025) 
Cenário de Desenvolvimento (2025) 
Variante I Variante II (ZPE + Aeroporto) 
Fatores Ambientais 
B
io
d
iv
e
rs
id
a
d
e
 e
 D
in
â
m
ic
a
 d
o
s 
E
c
o
ss
is
te
m
a
s 
T
e
rr
e
st
re
s 
 
 Valorização generalizada das terras, parte das 
quais deverá ser destinada à expansão da zona 
urbana, para acomodar o novo contingente 
populacional atraído pela dinamização da 
economia regional. 
 O excedente populacional não absorvido pela 
nova dinâmica econômica exercerá pressão 
adicional sobre os remanescentes de vegetação 
nativa, pela exploração direta dos recursos 
naturais e expansão da malha urbana (formal e 
informal). 
 Políticas públicas limitadas de controle da 
ocupação desordenada de áreas com vegetação 
nativa, sobretudo na periferia da ZPE e ao 
longo dos eixos de integração viários novos e 
revitalizados. 
Processo Estratégico: Alteração da qualidade dos ecossistemas terrestres 
Indicador: Fragmentação de habitats 
 Remanescentes de vegetação nativa 
apresentam-se relativamente bem conectados 
entre si, sobretudo nas proximidades do litoral. 
 Conexão entre fragmentos florestais é, em 
parte, garantida pela presença de cabrucas. 
 Contiguidade de unidades de conservação 
(APA e Parque Estadual) é responsável pela 
manutenção da cobertura vegetal nativa em 
proporções satisfatórias, comparativamente a 
outras áreas do litoral da Bahia. 
 
 Continuidade espacial da vegetação nativa, 
especialmente da floresta ombrófila, deverá ser 
beneficiada pela ampliação do cacau orgânico 
cultivado à sombra da mata nativa. 
 Desmatamento deverá se concentrar em áreas 
cuja ocupação está consolidada, minimizando 
a fragmentação florestal. 
 Fragmentação estará relativamente bem 
controlada na periferia das UC, em função do 
fortalecimento da gestão ambiental e 
consolidação de uma rede de RPPN. 
 Continuidade espacial da vegetação nativa, 
especialmente da floresta ombrófila, deverá ser 
beneficiada pela ampliação do cacau orgânico. 
 Desmatamento deverá se concentrar em áreas 
cuja ocupação está consolidada, minimizando a 
fragmentação florestal. 
 Fragmentação estará relativamente bem 
controlada na periferia das UC, em função do 
fortalecimento da gestão ambiental e 
consolidação de uma rede de RPPN. 
 Instalação da ZPE e do novo aeroporto 
concorrerá para a fragmentação de matas 
ombrófilas. 
 Caso não haja controle sobre o uso do solo no 
entorno dos empreendimentos, o processo de 
fragmentação poderá ser mais acentuado, em 
função da expansão da malha urbana. 
 Fragmentação de habitats aumentará em Ilhéus 
e Uruçuca, sobretudo, em função da instalação 
do porto-aeroporto e dos novos eixos de 
integração rodoviária e ferroviária. 
 Potencialização da fragmentação de habitats 
em decorrência: 
 da redução da importância relativa da 
economia do cacau; 
 valorização das terras decorrente da 
dinamização da economia, com aumento da 
pressão da população de baixa renda sobre 
as APP; 
 Expansão da malha urbana formal e informal. 
 Otimização da gestão ambiental de UC deverá 
contribuir para refrear a fragmentação de 
habitats. 
 Manutenção de testemunhos de vegetação 
nativa entre os novos 
empreendimentos e nos seus arredores não 
contribuirá para a manutenção do conjunto de 
espécies da fauna em nível regional como hoje 
se observa. 
 Aumento da taxa de extinção de espécies 
(sobretudo fauna) regional. 
 
 
 
 Fator 
Crítico 
Situação Atual 
Cenário de Referência (2025) 
Cenário de Desenvolvimento (2025) 
Variante I Variante II (ZPE + Aeroporto) 
Fatores Ambientais 
B
io
d
iv
e
rs
id
a
d
e
 e
 D
in
â
m
ic
a
 d
o
s 
E
c
o
ss
is
te
m
a
s 
A
q
u
á
ti
c
o
s 
C
o
n
ti
n
e
n
ta
is
 e
 E
st
u
a
ri
n
o
s 
Processo Estratégico: Alteração da qualidade ambiental dos ecossistemas aquáticos continentais e estuarinos 
Indicador: Perda de habitats 
 Mata ciliar em maior parte da extensão da lagoa 
Encantada e do rio Almada em função das 
políticas públicas implementadas com relativo 
sucesso. 
 Processos locais de eutrofização da água em 
função do lançamento de esgoto. 
 Baixa participação social na gestão das águas 
aumenta o nível de vulnerabilidade ambiental dos 
ecossistemas aquáticos. 
 Presença de atividade extrativista de peixes, 
crustáceos e moluscos. 
 Possibilidade de extinção de espécies de fauna e 
flora em nível local. 
 Indícios de assoreamento dos corpos d’água 
continentais e estuarinos. 
 Mata ciliar em grande parte da extensão da 
lagoa Encantada e do rio Almada em função 
das políticas públicas implementadas com 
relativo sucesso. 
 Aumento discreto do processo de eutrofização 
das águas, considerando a continuidade do 
crescimento urbano e precariedade das 
condições de saneamento e em face do aporte 
de novo contingente populacional. 
 Aumento da participação social na gestão das 
águas concorre para a redução ou inibição de 
ações ou empreendimentos que causem 
impactos ambientais aos ecossistemas aquáticos. 
 Mata ciliar em grande parte da extensão da 
lagoa Encantada e do rio Almada em função das 
políticas públicas implementadas com relativo 
sucesso. 
 Aumento médio a intenso do processo de 
eutrofização das águas, considerando a 
continuidade do crescimento urbano e 
precariedade das condições de saneamento e em 
face do aporte de novo contingente 
populacional. 
 Aumento da participação social na gestão das 
águas concorre para a redução ou inibição de 
ações ou empreendimentos que causem 
impactos ambientais aos ecossistemas aquáticos. 
 Atividade extrativista de peixes, crustáceos e 
moluscos dos ecossistemas estuarinos e 
límnicos comprometida em função, 
principalmente, do aumento da demanda por 
estes recursos naturais e pela intensificação do 
processo de eutrofização. 
 Alteração decisiva das formações vegetais 
associadas às margens dos rios, da lagoa e do 
estuário, em decorrência das mudanças do uso 
do solo em antigas áreas de cabruca e do 
crescimento urbano. 
 Ausência quase total da mata ciliar do rio 
Almada a partir da BR101 (com o encontro 
com a ferrovia), até a porção estuarina, onde se 
encontram os manguezais, estes também com 
estrutura e equilíbrio ecológico alterados. 
 Comprometimento da mata ciliar da lagoa 
Encantada em função da forte alteração do uso 
do solo das áreas altas, pela substituição das 
cabrucas, e das áreas baixas, em função de 
alterações hídricas no sistema de áreas úmidas, 
bem como pelo crescimento da população de 
Areias. 
 Intenso aumento da eutrofização das águas 
doces e estuarinas na região de influência do 
complexo porto-aeroporto, em função do 
crescimento urbano, agravado pelo saneamento 
deficitário, expansão do complexo industrial ao 
longo do rio Cachoeira (em Itabuna) e do 
aumento do assoreamento dos rios. 
 Haverá menor comprometimento da lagoa 
Encantada e maior do rio Almada, a partir de 
rio do Braço e do rio Cachoeira, em toda a sua 
extensão desde Itapé e áreas estuarinas 
associadas a estes dois rios,na zona urbana de 
Ilhéus. 
 
 
 
 
 
 
 
Fator 
Crítico 
Situação Atual 
Cenário de Referência (2025) 
Cenário de Desenvolvimento (2025) 
Variante I Variante II (ZPE + Aeroporto) 
Fatores Ambientais 
B
io
d
iv
e
rs
id
a
d
e
 e
 D
in
â
m
ic
a
 d
o
s 
E
c
o
ss
is
te
m
a
s 
A
q
u
á
ti
c
o
s 
C
o
n
ti
n
e
n
ta
is
 e
 E
st
u
a
ri
n
o
s 
 
 Atividade extrativista de peixes, crustáceos e 
moluscos dos ecossistemas estuarinos e límnicos 
ainda persistem como fonte de subsistência e 
renda da comunidade. 
 Possibilidade de extinção de espécies de fauna e 
flora em nível local. 
 Indícios de assoreamento dos corpos d’água 
continentais e estuarinos. 
 Possibilidade de extinção de espécies de fauna e 
flora em nível local, agravada pela presença da 
ZPE e dos impactos ambientais associados à 
implantação do aeroporto. 
 Crescimento urbano, mesmo que controlado, o 
aumento do número de empreendimentos 
turísticos e maior rentabilidade do cacau 
concorrerão para o aumento do processo de 
assoreamento dos corpos d’água continentais e 
estuarinos. 
 Aumento da participação social na gestão das 
águas não será suficiente para garantir a 
manutenção dos habitats associados diretamente 
ao Complexo. 
 Comprometimento da atividade extrativista de 
peixes, crustáceos e moluscos no rio Almada, 
bem como nos estuários deste e do rio 
Cachoeira. Na lagoa Encantada, alterações na 
qualidade da água e no uso do solo do entorno 
comprometerão, em parte, a atividade 
extrativista, a qual, porém, deverá ainda persistir. 
 Elevação do risco de extinção local de espécies 
dos rios e da lagoa, assim como das matas 
ciliares e áreas úmidas em função de processos 
de desmatamento, assoreamento, eutrofização, 
poluição, mudanças hidrodinâmicas e 
sobrepesca. 
 Intensificação do processo de assoreamento nos 
corpos d’água, em decorrência das mudanças na 
atividade agropecuária e uso do solo. 
 B
io
d
iv
e
rs
id
a
d
e
 e
 D
in
â
m
ic
a
 d
o
s 
E
c
o
ss
is
te
m
a
s 
C
o
st
e
ir
o
s 
e
 M
a
ri
n
h
o
s Processo Estratégico: Alteração da qualidade ambiental dos ecossistemas costeiros e marinhos 
Indicador: Perda da biodiversidade 
 Comunidades marinhas sem indícios de 
alterações, principalmente no trecho situado 
entre Ponta da Tulha e a sede do município de 
Itacaré. As únicas exceções são para algumas 
espécies de peixes explorados comercialmente. 
 Não existem registros da presença de espécies 
oportunistas ou exóticas na região. 
 Ecossistemas marinhos em bom estado de 
conservação. O aporte de águas continentais 
com qualidade ainda aceitável mantém a 
produtividade primária dos ambientes marinhos 
em níveis satisfatórios. 
 
 Os reflexos da instalação do aeroporto e ZPE e 
os processos de adensamento populacional 
causarão a perda da qualidade das águas 
continentais que drenam para os ambientes 
marinhos, com redução da qualidade ambiental. 
 Comunidades marinhas com alterações causadas 
pela perda da qualidade das águas continentais, 
potencializando a redução da produtividade, 
principalmente das espécies exploradas 
comercialmente. 
 Alterações na hidrodinâmica pela inclusão de 
estruturas artificiais submersas ocasionarão a 
reestruturação das comunidades marinhas, 
inclusive pela atração de espécies oportunistas. 
 Redução da qualidade da água relacionada à 
presença de plumas de sedimento durante o 
processo de dragagem e enrocamento do porto. 
 Aumento do risco de aporte de contaminantes 
de diversas origens nos ambientes marinhos 
relacionados às operações portuárias. 
 
 
 
 
Fator 
Crítico 
Situação Atual 
Cenário de Referência (2025) 
Cenário de Desenvolvimento (2025) 
Variante I Variante II (ZPE + Aeroporto) 
Fatores Ambientais 
B
io
d
iv
e
rs
id
a
d
e
 e
 D
in
â
m
ic
a
 d
o
s 
E
c
o
ss
is
te
m
a
s 
C
o
st
e
ir
o
s 
e
 M
a
ri
n
h
o
s 
 Linha de costa situada neste trecho é o único, 
além da costa de Salvador, onde ocorrem 
ecossistemas de costões rochosos. Adjacente aos 
costões, a presença de fundos consolidados 
aumentam complexidade do substrato, o que 
favorece ao aumento da diversidade das 
comunidades marinhas instaladas. 
 Comunidades bentônicas na plataforma 
continental do litoral norte de Ilhéus apresentam 
uma importância biológica considerada 
extremamente alta pelo MMA, sendo uma área 
prioritária para a conservação. 
 Rotas de migração utilizadas pelos mamíferos, 
quelônios e peixes pelágicos permanecem 
inalteradas, sendo registradas avistagens de 
baleias e tartarugas migrando ao longo da costa. 
Aparentemente a presença de plataformas de 
E& P neste trecho do litoral não influencia a 
rotas utilizadas pelos peixes, mamíferos e 
quelônios. 
 Ecossistemas sem indícios de contaminação, seja 
de fontes de esgotos doméstico ou químicos, 
podendo ser considerado em excelente estado de 
conservação. 
 Aporte de águas continentais sem 
comprometimento em relação à qualidade e 
quantidade melhora naturalmente a 
produtividade primária dos ambientes marinhos 
da região. 
 Recursos pesqueiros capturados pela frota 
pesqueira de Ilhéus (peixes, camarões e lagostas), 
em áreas de pesca na região da plataforma 
continental adjacente a Ponta da Tulha já 
apresentam sinais de sobrepesca, com baixa 
produtividade e redução do tamanho médio dos 
indivíduos. 
 Linha de costa permanece inalterada, de forma 
que os ecossistemas de costões rochosos e as 
comunidades marinhas associadas a fundos 
consolidados mantêm-se preservados. Grande 
diversidade biológica nas comunidades marinhas 
presentes nas áreas sob menor influência das 
atividades portuárias (Porto Malhado). 
 Manutenção da biodiversidade das comunidades 
bentônicas da plataforma continental fora da 
área de influência direta das atividades 
portuárias e áreas que serão dragadas (Porto 
Malhado). 
 Interferência negativa nas rotas de migração de 
mamíferos aquáticos, quelônios (tartarugas 
marinhas) e peixes pelágicos, em função do 
maior tráfego de navios no entorno do porto 
(supply boat/Porto Malhado). 
 Maior número de plataformas de E&P, 
proximamente à costa, afetará as rotas de 
migração utilizadas por mamíferos aquáticos, 
quelônios e peixes. As plataformas atuarão, 
também, como atratores de peixes, 
principalmente as espécies pelágicas, tornando-
as mais vulneráveis à captura por pescadores. 
 Aumento no esforço de captura resultante da 
inclusão de novas embarcações e pessoas na 
atividade de pesca, que, associado ao aumento 
da demanda, poderá resultar na exaustão dos 
estoques pesqueiros. 
 Instalação da ZPE e das atividades de E&P 
aumentará o fluxo de embarcações para o porto 
Malhado, o que causará uma maior perturbação 
em relação às rotas utilizadas pelos mamíferos, 
quelônios e peixes, além do aumento no nível de 
ruído sobre os ambientes da plataforma externa 
(área mais sensível). 
 Aumento no número de plataformas de E & P 
em regiões mais próximas da costa afetará as 
rotas migração utilizadas pelos mamíferos, 
quelônios e peixes e aumentará o efeito de 
atrator artificial de peixes, principalmente para as 
espécies pelágicas tornando-as mais vulneráveis 
à captura por parte dos pescadores. 
 Diminuição dos estoques se dará devido ao 
intenso esforço de captura e utilização de 
aparelhos de pesca impactantes (e.g. arrasto com 
porta para captura de camarão) associadas ao 
aumento da demanda e a redução da qualidade 
das águas resultará no comprometimento dos 
estoques em um menor tempo (maior 
velocidade no processo de exaustão). 
 Aumento significativo do risco de introdução 
de espécies exóticas/patógenos. 
 Interferência negativa nas rotas de migração de 
mamíferos aquáticos, quelônios e peixes 
pelágicos, em função do tráfego de 
embarcações e aumento no nível de ruído. 
 Estruturas consolidadas relacionadas com o 
porto atuarão como atratores, principalmente as 
espécies pelágicas, tornando-as mais vulneráveis 
à captura. 
 Perda de habitats e biodiversidade das 
comunidadesbentônicas da plataforma 
continental, sobretudo nas áreas adjacentes ao 
porto, desde a fase de construção e durante a 
sua operação, devido às alterações permanentes 
causadas na paisagem submarina, inclusive por 
dragagens de manutenção. 
 Ecossistemas costeiros sob forte pressão devido 
ao aumento significativo da densidade 
populacional na região. 
 Contaminação por fontes doméstica e/ou 
industrial comprometendo o aporte de águas 
continentais. 
 Comprometimento em relação à qualidade e 
quantidade da água drenada para os ambientes 
marinhos da região, reduzindo a produção 
pesqueira, podendo também comprometer a 
sanidade do pescado. 
 A pluma de água quente da UTE impactará de 
forma significativa as comunidades marinhas, 
podendo afetar, inclusive, a rota de migração de 
peixes, crustáceos e moluscos. 
Redução da produtividade e do tamanho médio 
de peixes, camarões e lagostas capturados pela 
frota pesqueira de Ilhéus na plataforma 
continental adjacente a Ponta da Tulha, em da 
sobrepesca e das atividades portuárias (e.g. 
poluição sonora). 
 Aumento bastante significativo no esforço de 
captura, potencializando a depleção dos 
estoques pesqueiros. 
 
 
 
 
 
Fator 
Crítico 
Situação Atual 
Cenário de Referência (2025) 
Cenário de Desenvolvimento (2025) 
Variante I Variante II (ZPE + Aeroporto) 
Fatores Ambientais 
B
io
d
iv
e
rs
id
a
d
e
 e
 D
in
â
m
ic
a
 d
o
s 
E
c
o
ss
is
te
m
a
s 
C
o
st
e
ir
o
s 
e
 M
a
ri
n
h
o
s 
Processo Estratégico: Produtividade pesqueira 
Indicador: Capacidade das comunidades pesqueiras 
 Colônias de pesca: 
Ilhéus: Z-19 e Z-34 
 Itacaré: Z-18 
 3 associações na sede do município de Itacaré 
 N. de pescadores registrados: 
Ilhéus: 4.670 pescadores 
Uruçuca: 60 
Itacaré: 590 
 N. marisqueiras registradas: 
Ilhéus: 885 
Uruçuca: 0 
Itacaré: 278 
 N. de pescadores não registrados: 
Ilhéus: 1.000 
Uruçuca: 0 
Itacaré: 200 
 N. marisqueiras não registradas: 
Ilhéus: 200 
Uruçuca: 0 
Itacaré: 30 
 A pequena oferta de emprego pode direcionar 
novas pessoas para a atividade de pesca como 
fonte de subsistência. 
 Pequeno crescimento do número de 
embarcações em atividade. 
 O crescimento urbano menos intenso e a 
redução das atuais taxas de crescimento dos 
empreendimentos turísticos permitirão que 
formas tradicionais de pesca tenham uma 
sobrevida, como a efetuada com jangadas. 
 Tendência de aumento das associações, visto 
que é por meio destas que a SEAP e empresas 
de E&P distribuem recursos relacionados às 
compensações ambientais para as comunidades. 
 Melhoria na qualidade das informações a 
respeito do número de pescadores e 
marisqueiras em atividade devido ao melhor 
cadastramento realizado pelas ONG e 
associações para os programas de compensação 
ambiental. 
 Tendência de crescimento do número de 
pescadores já que a criação da ZPE e aeroporto 
sinalizam para uma oferta de empregos que 
acaba por atrair um fluxo de pessoas que não 
conseguem ser absorvidos devido à baixa 
qualificação. A não absorção da mão de obra 
aumentará o número de pessoas sem ocupação, 
que irá garantir sua sobrevivência na atividade de 
pesca. 
Este aumento se dará devido ao grande número 
de pessoas atraídas para a região que não serão 
absorvidas nas atividades relacionadas ao 
complexo portuário e terão, como uma das 
poucas alternativas de sobrevivência, a pesca 
marítima. 
 Redução da capacidade produtiva (kg) das 
comunidades pesqueiras que utilizam jangadas, 
principalmente do município de Uruçuca e 
região de Ponta da Tulha. 
 Aumento do número de pescadores e 
marisqueiras registrados resultantes da 
facilidade de acesso à sede das colônias e 
interesses relacionados com seguro-defeso. 
 Aumento do número de associações e 
cooperativas. 
Processo Estratégico: Acessibilidade às áreas tradicionais de pesca 
Indicador: Restrições de acesso 
 Áreas de pesca sem restrições de acesso. 
 Não existem registros de acidentes na área. 
 As restrições de acesso deverão estar relacionadas com as zonas de exclusão no entorno das unidades 
de E&P (500 m). Ocorrerão quando as unidades se localizarem sobre a plataforma continental, quebra 
da plataforma e talude. 
 A exploração de águas profundas não interfere em relação ao acesso as áreas da pesca da região. 
 O aumento no número de unidades de E&P e, portanto, no fluxo de embarcações maiores poderão 
causar eventuais acidentes com embarcações de menor porte, restringindo o acesso a áreas tradicionais 
de pesca. 
 Áreas de pesca inacessíveis devido às restrições 
relacionadas com o tráfego de embarcações e 
zonas de exclusão do próprio Porto Sul. 
 Aumento significativo no risco de acidentes 
entre embarcações de pesca e navios. 
 
 
 
 
Fator 
Crítico 
Situação Atual 
Cenário de Referência (2025) 
Cenário de Desenvolvimento (2025) 
Variante I Variante II (ZPE + Aeroporto) 
Fatores Ambientais 
R
e
c
u
rs
o
s 
H
íd
ri
c
o
s 
Processo Estratégico: Disponibilidade dos recursos hídricos superficiais 
Indicador: Utilização da Potencialidade Hídrica (IUPHt) 
 Disponibilidade hídrica da área de estudo (rio 
Almada a montante de Castelo Novo) é 
praticamente igual à demanda de abastecimento 
para Itabuna. 
 
 Disponibilidade atual pode ser aumentada 
significativamente com a construção de 
reservatórios de regularização. 
 Demanda total no rio Almada, até a seção de 
Castelo Novo, no ano 2025, será igual a 2,18 
vezes a disponibilidade, que equivale a uma 
utilização da potencialidade hídrica pouco 
abaixo de 5% (aumento de 1,23%). 
 
 Demanda total no rio Cachoeira será igual a 162 
vezes a disponibilidade, que equivale a uma 
utilização da potencialidade hídrica praticamente 
igual a 6% (aumento de 2,13%). 
 Demanda total no rio Almada, até a seção de 
Castelo Novo, no ano 2025, será igual a 2,18 
vezes a disponibilidade, que equivale a uma 
utilização da potencialidade hídrica pouco 
abaixo de 5% (aumento de 1,23%). 
 
 Demanda total no rio Cachoeira será igual a 162 
vezes a disponibilidade, que equivale a uma 
utilização da potencialidade hídrica praticamente 
igual a 6% (aumento de 2,13%). 
 
 Consumo de água muito reduzido pelas 
indústrias de informática do pólo. 
 
 Novo aeroporto novo deverá ser abastecido 
através do sistema de abastecimento integrado 
de Ilhéus, a partir de mananciais locais, o qual já 
abastece Ponta da Tulha. 
Alternativa1 – UTE Com uso de Água Doce 
 Demanda total no rio Almada, até a seção de 
Castelo Novo, no ano 2025, será igual a 2,36 
vezes a disponibilidade, que equivale a uma 
utilização da potencialidade hídrica de 5,16% 
(aumento de 1,61%). 
 Demanda total no rio Cachoeira será igual a 249 
vezes a disponibilidade, que equivale a uma 
utilização da potencialidade hídrica praticamente 
igual a 9,12% (aumento de 5,30%). 
 Disponibilidades hídricas absolutamente 
incompatíveis com as demandas hídricas 
previstas, sendo necessária a complementação 
mínima de disponibilidade hídrica igual a 
2,99m³/s. 
 Incremento somente viável com a construção de 
uma barragem no rio Cachoeira. 
 Aumento da disponibilidade mínima mediante a 
transposição a partir do rio de Contas parece 
inviável, em função da elevada vazão de projeto. 
 
Alternativa 2 – UTE com uso de Água de Mar 
 Rio Almada - idem Alternativa 1. 
 Demanda total no rio Cachoeira será igual a 193 
vezes a disponibilidade, que equivale a uma 
utilização da potencialidade hídrica praticamente 
igual a 7,08% (aumento de 3,27%). 
 Disponibilidades hídricas são absolutamente 
incompatíveis com as demandas hídricas 
previstas, sendo necessária a complementação 
mínima de disponibilidade hídrica igual a 
2,49m³/s. 
 Incremento, também neste caso, somente viável 
com a construção de uma barragem no rio 
Cachoeira. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fator 
Crítico 
Situação Atual 
Cenário de Referência (2025) 
Cenário de Desenvolvimento (2025) 
Variante I Variante II (ZPE + Aeroporto) 
Fatores AmbientaisR
e
c
u
rs
o
s 
H
íd
ri
c
o
s 
 
 Aumento da disponibilidade mínima mediante a 
transposição a partir do rio de Contas parece 
inviável, em função da elevada vazão de projeto. 
Processo Estratégico: Qualidade dos recursos hídricos superficiais 
Indicador: Qualidade da Água Superficial (IQASt) 
 Contaminação bacteriológica acima do 
recomendado para a Classe 2. 
 
 Concentração de fósforo e de DBO5 situam-se 
dentro dos limites da Classe 2. 
 Estima-se que o fósforo total no rio Almada 
(seção Castelo Novo) estará acima do limite da 
Classe 2 em pouco menos de 10%; a DBO5 e 
Coliformes fecais ultrapassam os limites da 
Classe 2 a partir do ano 2020. O IQAS será, 
aproximadamente, igual a 280% (piora relativa 
de 70%). 
 
 Estima-se que o fósforo total no rio Cachoeira 
(seção próxima da BR 101) estará 86% acima do 
limite da Classe 2. 
 
 Concentração de DBO5 e coliformes fecais 
ultrapassam os limites da Classe 2 a partir do ano 
2020. 
 
 IQAS resultará igual a 225% (piora relativa de 
76%). 
 Estima-se que o fósforo total no rio Almada 
(seção Castelo Novo) estará acima do limite da 
Classe 2 em pouco menos de 10%; a DBO5 e 
coliformes fecais ultrapassam os limites da 
Classe 2 a partir do ano 2020. 
 
 O IQAS será, aproximadamente, igual a 280% 
(piora relativa de 70%). 
 
 Pólo industrial (ZPE) e o aeroporto são 
providos de estações de tratamento projetadas 
para que seus efluentes sejam iguais ou inferiores 
aos limites da classe 2. Portanto, não são 
esperadas mudanças sensíveis nos valores 
previstos. 
 
 
 
Alternativa 1 – UTE com uso de Água Doce 
 Estima-se que o fósforo total no rio Almada 
(seção Castelo Novo) estará acima do limite da 
Classe 2 em pouco menos de 10%; a DBO5 e 
coliformes fecais ultrapassam os limites da 
Classe 2 a partir do ano 2000. 
 IQAS será, aproximadamente, igual a 290% 
(piora relativa pouco superior a 70%). 
 Estima-se que o fósforo total no rio Cachoeira 
(seção próxima da BR-101) estará 112% acima 
do limite da classe 2; a DBO5 e coliformes fecais 
ultrapassam os limites da Classe 2 a partir do ano 
2000. 
 IQAS resultará igual a 316% (piora relativa de 
167%). 
Alternativa 2 – UTE com uso de Água do Mar 
 Rio Almada - idem Alternativa 1. 
 Estima-se que o fósforo total no rio Cachoeira 
(seção próxima da BR-101) estará 107% acima 
do limite da classe 2 (não há variação das fontes 
de produção); a DBO5 e coliformes fecais 
ultrapassam os limites da Classe 2 a partir do ano 
2000. 
 IQAS resultará igual a 276% (piora relativa de 
120%). 
 
 
 
 
 
 
Fator 
Crítico 
Situação Atual 
Cenário de Referência (2025) 
Cenário de Desenvolvimento (2025) 
Variante I Variante II (ZPE + Aeroporto) 
Fatores Ambientais 
R
e
c
u
rs
o
s 
A
tm
o
sf
é
ri
c
o
s 
Processo Estratégico: Alteração da qualidade do ar 
Indicador: Concentração de partículas em suspensão e gases 
 Não há informações sobre a qualidade do ar da 
região, mas as fontes potenciais/condições de 
dispersão sinalizam com condições favoráveis. 
 Pólo de Informática com características de baixo 
potencial poluidor do ar. 
 
 Aumenta a contribuição das emissões das fontes 
móveis, em especial a veicular. 
 
 Aumento do tráfego de embarcações associado à 
ampliação da demanda do Porto Malhado e 
apoio a E&P também vai contribuir para alterar 
a qualidade do ar. 
 Baixo potencial poluidor do ar das atividades a 
serem implantadas na ZPE. 
 Intensificação dos vôos com o novo aeroporto 
deverá contribuir para alterar as atuais 
condições da qualidade do ar. 
 Aumento do tráfego de embarcações associado 
à ampliação da demanda do Porto Malhado e 
apoio a E&P também vai contribuir para alterar 
a qualidade do ar. 
 Aumenta a contribuição das fontes móveis, em 
especial a veicular. 
 Aumento das concentrações de poluentes na 
região em função do Complexo Portuário, da 
ZPE ampliada e do Complexo Industrial, 
 Contribuição para a degradação da qualidade do 
ar do processo de ocupação da região com o 
aumento do tráfego, mais acentuadamente de 
veículos pesados, movidos a diesel. 
 Aumento do tráfego aéreo associado à ampliação 
do aeroporto também vai contribuir para alterar 
a qualidade do ar. 
S
o
c
io
e
c
o
n
o
m
ia
 
Processo Estratégico: Condição Social 
Indicador: Taxa de mortalidade infantil 
 Taxa de mortalidade infantil 29,3/1000 (2005). 
 Diminuição da taxa de mortalidade infantil a 
depender do município de, no máximo, 5‰. De 
uma maneira geral, os municípios brasileiros 
estão tendo reduções de suas taxas de 
mortalidade infantil em razão das melhorias das 
condições de saneamento ambiental, de acesso 
às campanhas públicas de vacinação e aos 
programas de promoção à saúde. 
 Diminuição da taxa de mortalidade infantil a 
depender do município de, no máximo, 10‰. 
 Melhores condições de desenvolver ações de 
saúde por parte das Prefeituras em função das 
novas atividades econômicas implantadas. 
 Diminuição da taxa de mortalidade infantil a 
depender do município de, no máximo, 10 a 
15‰. 
 Melhores condições de desenvolver ações de 
saúde por parte das Prefeituras em função das 
novas atividades econômicas implantadas 
 Aumento da migração provocará a saturação da 
estrutura de serviços disponibilizados pelas 
Prefeituras, embora Ilhéus e Itabuna possam ter 
melhores condições financeiras para ampliar suas 
ações na área de saúde. 
 Espera-se que com o aumento da arrecadação, as 
Prefeituras possam ampliar a rede de serviços 
sociais. 
 
 
 
 
 
 
 
Fator 
Crítico 
Situação Atual 
Cenário de Referência (2025) 
Cenário de Desenvolvimento (2025) 
Variante I Variante II (ZPE + Aeroporto) 
Fatores Ambientais 
 
 
S
o
c
io
e
c
o
n
o
m
ia
 
Indicador: Taxa de crescimento demográfico 
 Taxas de crescimento demográfico positiva 
apenas em Itabuna (0,8% a.a.) e Itacaré (1,9% 
a.a.). Variação de -0,02 a 0,6 a.a.. 
 Taxa de crescimento da região estudo: 0,3% a.a. 
(1991-2007). 
 Ligeiro aumento da taxa anual de crescimento 
demográfico influenciada pela constante 
migração da população regional para os quatro 
municípios, em busca de um melhor acesso aos 
serviços existentes em Itabuna e Ilhéus. 
 Apesar da gradual queda das taxas de 
fecundidade em função da urbanização e 
melhoria da escolaridade ocorrerá aumento da 
taxa anual de crescimento demográfico 
influenciada pela migração de população para os 
quatro municípios em busca de um melhor 
acesso aos serviços e emprego, pelas 
oportunidades surgidas devido aos novos 
empreendimentos. 
 Aumento da taxa anual de crescimento 
demográfico influenciada pela forte migração de 
população para os quatro municípios em busca 
de um melhor acesso aos serviços e de emprego 
pelas oportunidades surgidas devido aos novos 
empreendimentos implantados — crescerá para 
algo próximo de 6,1% ao ano, com base no ano 
de 2012. 
 Ilhéus inverterá sua taxa anual que é negativa 
para uma taxa positiva — 5,5% ao ano, com base 
em 2012. 
 Itabuna terá sua taxa de crescimento para níveis 
superiores à de Ilhéus — em torno de 6,0% a.a. 
com base em 2012. 
 Itacaré ainda continuará a apresentar uma taxa 
relativamente alta — 5,0% ao ano, com base em 
2012, em razão do turismo, melhoria das 
condições urbanas e atração paisagística para 
moradia. 
 Indicador: Taxa de analfabetismo 
 
 Ilhéus: 20,6% 
 Itabuna: 15,1 
 Itacaré: 34,9 
 Uruçuca: 31,2 (2000) 
 Diminuição das taxas de analfabetismo nos 
quatro municípios, na faixa de 7 a 10%, devido à 
progressiva urbanização e consequente melhoria 
de acesso das crianças às escolas. 
 Diminuição das taxas de analfabetismo nos 
quatro municípios, na faixa de 7 a 10%, devido à 
progressiva urbanização e consequente melhoria 
de acesso das crianças às escolas. 
 Diminuição diferenciada das taxas analfabetismo 
geral nos quatro municípios, na faixa de 5a 10%, 
dado a progressiva urbanização e consequente 
melhoria de acesso das crianças às escolas. Os 
municípios de Itacarée Uruçuca apresentarão as 
maiores reduções em razão de possuírem 
atualmente as taxas mais altas. 
 Enquanto as taxas de analfabetismo de Ilhéus e 
Itabuna ficará em torno de 15% e 10%, 
respectivamente, Itacaré e Uruçuca alcançará 
valores em torno de 20% na referida taxa. 
 
 
 
 
 
Fator 
Crítico 
Situação Atual 
Cenário de Referência (2025) 
Cenário de Desenvolvimento (2025) 
Variante I Variante II (ZPE + Aeroporto) 
Fatores Ambientais 
S
o
c
io
e
c
o
n
o
m
ia
 
Processo Estratégico: Estrutura Produtiva e Dinâmica Econômica 
Indicador: Taxa de crescimento do PIB 
 Taxa de crescimento do PIB: 2,8% a.a. 
(1999/05) 
 
 PIB área estudo/PIB estadual: 3,6% (2005) 
 Leve aumento da taxa de crescimento anual do 
PIB (para 2,9% a.a.) levando a um pequeno 
aumento da participação da área no PIB 
estadual (3,8%). 
 Elevação da taxa de crescimento anual do PIB 
(para 3,2% a.a.) levando a um aumento gradual 
da participação da área no PIB estadual (para 
4,2%). 
 Aumento da taxa anual de crescimento do PIB 
para valores em torno de 5% a.a., impulsionado 
pelo Complexo Portuário, ZPE ampliada, 
Complexo Industrial e base industrial de petróleo 
e gás natural. 
 Expansão dos serviços advindos do novo 
aeroporto e da atividade turística em Itacaré. 
 Taxa anual de crescimento do PIB do município 
de Ilhéus ultrapassará a de Itabuna e embora este 
último município ainda divida com Ilhéus as 
principais participações na formação do PIB 
regional, a diferença aumentará, já que Ilhéus 
elevará sua participação no PIB da área em mais 
de 10%. 
 Duplicação da participação do PIB da área de 
estudo no PIB estadual (participação ficará entre 
7,0 a 7,5%). 
 Indicador: Distribuição setorial do PIB 
 Primário: 2,4% 
 
 Secundário: 27,4% 
 
 Terciário: 70,2% (2005) 
 Leve ampliação do PIB do setor terciário com 
crescimentos desiguais entre os municípios, 
sendo que Itabuna em função do seu comércio e 
Itacaré em razão do turismo serão aqueles com 
maior destaque no crescimento. 
 PIB agrícola em todos os quatro municípios 
sofrerá redução de forma mais intensa, seguindo 
tendência histórica e em função da expansão do 
setor de serviços públicos e do comércio em 
Itabuna. 
 PIB do setor terciário amplia sua participação 
com crescimentos desiguais entre os municípios, 
mas elevando a concentração desse setor com 
maior importância em Ilhéus e Itabuna e em 
menor grau em Itacaré. 
 O PIB agrícola em todos os quatro municípios 
manterá tendência histórica de queda, embora 
venha a ocorrer uma relativa revitalização da 
lavoura cacaueira com a expansão do cacau 
orgânico e fino, isto é, cada vez mais a 
participação do PIB agrícola será 
proporcionalmente menor em função de um 
maior crescimento do setor industrial, 
principalmente, pela E&P de petróleo e gás 
natural e expansão do setor terciário puxado, 
 Forte crescimento da participação do PIB do 
setor industrial (para 30,0%) acompanhado de 
uma ampliação proporcionalmente menor em 
valores absolutos do setor serviços (embora 
percentualmente caia para 69,0%) e redução 
progressiva do setor agropecuária (para valores 
próximos a 1%) na formação do PIB. 
O setor agropecuário embora apresente 
crescimento (expansão da produção de cacau 
fino e orgânico, fruticultura e pecuária), esse 
crescimento será relativamente menor que os 
setores industrial e de serviços. 
 
 
 
 
 
 
Fator 
Crítico 
Situação Atual 
Cenário de Referência (2025) 
Cenário de Desenvolvimento (2025) 
Variante I Variante II (ZPE + Aeroporto) 
Fatores Ambientais 
S
o
c
io
e
c
o
n
o
m
ia
 
 
sobretudo, pelos serviços públicos, no município 
de Ilhéus e pelo comércio de Itabuna. 
 Município de Ilhéus elevará ainda seu PIB 
industrial e continuará sendo o município mais 
importante na geração do PIB industrial da área 
de estudo; 
 Município de Itabuna terá uma importante 
elevação do seu PIB terciário, em função da 
existência do setor de serviços mais amplo que 
Ilhéus, os efeitos do aumento da atividade 
industrial na área proporcionarão, uma expansão 
significativa dessas atividades terciárias na cidade 
de Itabuna. 
Processo Estratégico: Ocupação e Renda 
Indicador: Percentual de pessoas de baixa renda (pobre) 
 51,7% das pessoas recebem até ½ salário 
mínimo (2000). 
 
 46,2% da população recebem Bolsa-Família 
(2007). 
 Redução pouco significativa da população 
pobre em virtude dos fatores determinantes 
serem exclusivamente externos à região: (a) 
continuidade dos programas sociais de governo; 
(b) melhoria progressiva do salário mínimo com 
aumentos relativamente superiores à inflação. 
 Redução gradual do percentual de pessoas que 
recebem até ½ salário mínimo para faixa de 
40,0% a 42,0%. 
Redução da população beneficiária do Programa 
Bolsa Família para 35,0 a 40,0%. 
 Forte redução da população pobre devido: (a) ao 
volume de empregos a serem criados pelos novos 
empreendimentos e seu transbordamento para 
outras áreas e outros municípios; (b) 
continuidade dos programas sociais de governo; 
(c) melhoria progressiva do salário mínimo com 
aumentos relativamente superiores à inflação; (d) 
aumento da urbanização e necessidade de 
melhoria no acesso aos serviços sociais — 
enquanto que a taxa de pessoas que continuarão 
recebendo até ½ salário mínimo cairá para níveis 
em torno de 40%, a população recebendo bolsa-
família ou outro tipo semelhante de auxílio cairá 
para níveis em torno de 35%. 
 Embora todos os municípios venham a 
apresentar reduções desiguais na proporção de 
população pobre, os municípios de Ilhéus e 
Itabuna se destacarão com as maiores quedas 
desse índice. 
 
 
 
 
 
Fator 
Crítico 
Situação Atual 
Cenário de Referência (2025) 
Cenário de Desenvolvimento (2025) 
Variante I Variante II (ZPE + Aeroporto) 
Fatores Ambientais 
S
o
c
io
e
c
o
n
o
m
ia
 
Indicador: Taxa de Desocupação 
 Taxa de desocupação de 23,2% (2000). 
 Taxa de desocupação expandirá para a faixa de 
26,0 a 28,0%. 
 Ligeiro aumento do das taxas de desocupação 
em função do movimento migratório da 
população de baixa qualificação. 
 Reduções desiguais da taxa de desocupação em 
todos os municípios. 
 Ilhéus será o principal beneficiário em termos de 
geração de empregos com a implantação dos 
novos empreendimentos. 
Indicador: Grau de Informalidade 
 Grau de informalidade de 56,8% (2000). 
 Grau de informalidade crescerá para 60,0 a 
65,0%. 
 Grau de informalidade crescerá para 60,0 a 
65,0%. 
 Grau de informalidade se situará entre 450,0 a 
50,0%. 
 Reduções desiguais do grau de informalidade em 
todos os municípios. 
Processo Estratégico: Qualificação de Mão-de-Obra 
Indicador: Percentual de Pessoas Ocupadas por Anos de Estudo 
 Percentuais relativos ao ano de 2000: 
 Sem instrução ou com até 3 anos de estudo: 
32,3% 
 Ensino intermediário (10 anos de estudo): 
40,5% 
 Ensino superior (até 15 anos de estudo): 
26,2% 
 Ligeira melhoria exclusivamente em função 
de um maior número e de uma maior 
permanência de alunos nas escolas. 
 Percentuais relativos ao ano de 2000: 
 Sem instrução ou com até 3 anos de estudo: 
20,0% 
 Ensino intermediário (10 anos de estudo): 
50,0% 
 Ensino superior (até 15 anos de estudo): 
30,0% 
 Insuficiente o número de pessoas qualificadas 
para atender novas demandas. A região irá 
prescindir de cursos profissionalizantes 
compatíveis com as oportunidades. 
 
 
 
 
 
 
 
Fator 
Crítico 
Situação Atual 
Cenário de Referência (2025) 
Cenário de Desenvolvimento (2025) 
Variante I Variante II (ZPE + Aeroporto) 
Fatores Ambientais 
S
o
c
io
e
c
o
n
o
m
ia
 
Processo Estratégico: Comércio Exterior 
Indicador: Saldo Comercial 
 Balança comercial deficitária em 384,88 milhões 
de dólares (2007). 
 Importação: 
 Cacau – 29% 
 Informática e comunicação – 62% 
 Exportação: 
 Cacau – 78% 
 Vestuário – 21% 
 Comércio exterior ainda deficitário, mas com 
tendências de ocorrer baixos superávitsnos anos 
vindouros, com a região retomando com as 
exportações cacau, mas as quantidades ainda não 
serão de grandes volumes. 
 Comércio exterior passando a ter superávit devido 
à gradual retomada das exportações de cacau e 
produtos provenientes das empresas da ZPE de 
Ilhéus, embora ainda em níveis baixos, mas a 
área já apresentará uma inversão do quadro até 
então apresentado. 
 Aumento importante das exportações decorrente 
dos novos produtos fabricados/beneficiados 
pelos novos empreendimentos do Complexo 
Industrial, ZPE, petróleo e gás e melhoria dos 
serviços portuários para exportação a balança 
comercial passará a ser superavitária em níveis 
crescentes. 
 Mudança importante na pauta dos produtos de 
exportação regional com aumento da 
participação de produtos industriais. 
Processo Estratégico: Finanças públicas 
Indicador: Receitas de transferências/ Receitas totais 
 86,4% das receitas correntes dos municípios 
são transferências da União e do Estado 
(2006). 
 Baixa redução da participação das transferências 
da União e do Estado em função da pouca 
elevação das receitas tributárias. 
 Redução gradual da participação das 
transferências da União e do Estado em função 
da elevação das receitas tributárias decorrentes 
dos novos empreendimentos socioeconômicos 
implantados (E&P, ZPE, aeroporto), 
revitalização da atividade cacaueira e do pólo de 
informática e da expansão geral da economia. 
 Elevação da arrecadação tributária regional com 
os novos empreendimentos a serem 
implantados, que provocarão uma queda 
importante das transferências da União e do 
Estado na composição das receitas municipais. 
 Existência dos royalties decorrente da atividade 
de exploração e produção de petróleo e gás 
natural para os municípios que possuem faixa 
litorânea, assim como, a expansão geral da 
economia decorrente dos transbordamentos 
observados pela disseminação dos 
empreendimentos contribuirão ainda mais para a 
redução da dependência ― projeta-se uma 
redução das transferências da União e do Estado 
para 70% das receitas totais. 
 
 
 
 
Avaliação dos Impactos Cumulativos e Sinérgicos no Cenário de Desenvolvimento 
 
Os impactos adversos e benéficos mais significativos associados aos processos ambientais estratégicos, decorrentes da implantação dos empreendimentos previstos no Cenário de 
Desenvolvimento são resumidos no Quadro 15. A avaliação de impactos enfatiza a cumulatividade e a sinergia envolvendo os fatores críticos utilizados nesta AAE. Foi realizada 
modelagem matemática para avaliar a cumulatividade das emissões atmosféricas, com base em cenários temporais em função da curva de investimentos. 
 
Quadro 15: Impactos Ambientais Cumulativos e Sinérgicos 
Fator 
Crítico 
Processos Estratégicos 
Cenário de Desenvolvimento 
Impactos Cumulativos Impactos Sinérgicos 
T
u
ri
sm
o
 
Manutenção da qualidade 
ambiental paisagística como 
ativo do turismo 
 Comprometimento da qualidade ambiental e redução da atratividade ecológico-natural 
pela expansão acelerada das áreas urbanas e áreas industriais. 
 Comprometimento da autenticidade cultural e paisagística pela industrialização de 
Ilhéus e região. 
Consolidação da região 
como destino turístico 
qualificado 
 Mudança do perfil de visitação turística pelo novo contexto sociocultural e territorial. 
 Ampliação do turismo de massa regional, em função da migração populacional. 
 Facilitação de fluxos turísticos na região em função do novo Aeroporto. 
 Incremento do turismo de negócios com a implantação dos novos empreendimentos. 
 Aumento da dinâmica econômica da região. 
 Perda de atratividade ao setor turístico com consequente impacto econômico e social 
regional. 
A
g
ro
p
e
c
u
á
ri
a
 
Expansão do cacau-cabruca 
e especialização no cacau 
orgânico em sistema cabruca 
 Melhoria ambiental pela conversão direta do uso do solo (cabruca e cacau 
orgânico) 
Aumento do peso do sistema cabruca frente ao manejo intensivo, com expansão da 
produção de cacau nas zonas não imediatas à ZPE ampliada e aumento do uso da 
técnica do sistema orgânico. 
 Aumento de renda e de arrecadação e melhoria da balança comercial com o 
processamento do cacau 
Aumento do processamento do cacau em amêndoa, com instalação de novas unidades 
de processamento de cacau e de frutas e aumento das exportações de cacau orgânico e 
de frutas processadas. 
 Conservação da biodiversidade regional 
Aumento da demanda dos produtos de cacau e, portanto, do cacau tanto cabruca, 
quanto em manejo intensivo e aumento da manutenção de parte da vegetação nativa 
associada ao cabruca, com estímulo à preservação de áreas de cacau para consórcio. 
 Revitalização da agricultura regional 
Aumento da demanda de cacau orgânico e estímulo para a indústria do cacau, com 
surgimento de unidades de produção de chocolate orgânico. 
Aumento da participação da agricultura familiar e da importância econômica do cacau, 
com maior peso nas negociações políticas. 
 Revitalização da fruticultura regional 
Estímulo à indústria de frutas e à fruticultura consorciada, com o aumento da 
demanda de frutas processadas e estímulo para a indústria. Novo nicho de mercado. 
Aumento da oferta de frutas processadas disponível para exportação e maior peso 
econômico do setor. 
Expansão da fruticultura e 
seu processamento 
Expansão da pecuária 
 Alteração da qualidade ambiental pela conversão direta do uso do solo 
Substituição de áreas de cabruca decadentes e entrada de grandes empresas 
estrangeiras que visam o crescimento externo e o aproveitamento das redes de 
distribuição já existentes. 
Tendência à estabilização a partir do momento em que não existam mais áreas 
decadentes de cabruca. 
 Revitalização da pecuária regional 
Estímulo à indústria de carne e leite e aumento da participação da agricultura familiar. 
Estímulo para a produção com maior valor adicionado e com importante conteúdo 
tecnológico e margem de lucro, atendendo a estratos de renda bastante variados e 
abrindo novos mercados. Aumento da produtividade no setor e concentração da 
pecuária graças à disponibilidade de farelo de soja. 
 
 
 
E
x
p
lo
ra
ç
ã
o
 e
 P
ro
d
u
ç
ã
o
 d
e 
P
e
tr
ó
le
o
 e
 G
á
s 
N
a
tu
ra
l 
Atividades de 
exploração e 
produção (E&P): 
sísmica, perfuração 
e produção 
 Mortalidade e/ou reprodução reduzida de vida marinha 
Perturbação física causada nas fases de perfuração e produção, com morte de organismos 
por soterramento ou contaminação por substâncias tóxicas. Adicionalmente, as formações 
marinhas podem conter substâncias que venham causar perturbações à biota, como 
radionuclídeos, metais e hidrocarbonetos. 
 Perturbação da biota pelo ruído 
Os ruídos gerados na área marítima podem decorrer de uma série de fontes, em particular 
das atividades de sísmica, viagens dos navios de suprimento e das operações das unidades 
de exploração e produção, da maquinaria durante a operação de estruturas de produção, 
das rotinas de helicópteros. Estes podem gerar efeitos não somente acima da superfície 
marinha, mas, também, abaixo da mesma. 
 Sobrecarga da infraestrutura de disposição de resíduos 
Devido a geração durante a execução das atividades de perfuração, produção e transporte 
— resíduos contaminados por óleo ou produtos tóxicos; não contaminados; e hospitalares. 
 Perda ou redução das áreas de pesca e de locais de recreação e práticas de esportes 
e navegação 
 Degradação da qualidade da água por descargas nas operações de rotina 
 A água produzida, após um período de atividade da unidade de produção, introduzirá 
substâncias que modificarão a qualidade da água marinha. Além disso, os componentes do 
programa de perfuração — fragmentos e as lamas de perfuração —, também devem 
impactar a qualidade das águas. 
 Desequilíbrio ambiental pela introdução de espécies 
O fluxo de embarcações na região para embarque e desembarque de pessoal e materiais 
gera o desenvolvimento de uma comunidadeincrustante de organismos bentônicos. Entre 
esses organismos pode-se encontrar espécies exóticas ao ambiente natural pela sua presença 
nas embarcações, por larvas no ambiente pelágico ou mesmo na água de lastro. 
 Contaminação em função de liberações acidentais de óleo em instalações de 
exploração e produção 
 Degradação da paisagem devido à presença de unidades de perfuração e produção 
no campo de visão dos usuários das praias da região 
 Dinamização da economia 
 Pagamento de royalties, cujo impacto para a economia é positivo, pois amplia a capacidade 
de investimentos local e regional. 
 Redução da biodiversidade 
A introdução de nutrientes favorece a produtividade primária de certas algas, mas 
dependendo do nutriente e de sua quantidade pode favorecer espécies oportunistas que 
alteram a relação natural e levam a redução da biodiversidade. Da mesma forma, a exclusão 
de espécies devido a mortes ou a introdução de fatores afugentadores, como por exemplo, 
ondas sísmicas. 
 Migração e expectativa de emprego e renda 
Durante várias etapas e realização de diferentes atividades cria-se um clima de expectativa 
na população potencialmente afetada a respeito da possibilidade de desapropriações e 
remanejamentos. Além disso, os novos empreendimentos podem levar a uma grande 
expectativa de absorção da mão-de-obra disponível na região. 
 
 Dinamização da economia regional 
 Devido à geração de emprego, distribuição de royalties e compensações ambientais. 
 
Variação da arrecadação tributária com a aquisição de diversos materiais, insumos e 
equipamentos, o que implicará em incremento, principalmente na arrecadação de impostos 
vinculados à circulação de mercadorias (ICMS), à aquisição de produtos industrializados 
(IPI) e à prestação de serviços (ISS). 
 
 
Fator 
Crítico 
Processos 
Estratégicos 
Cenário de Desenvolvimento 
Impactos Cumulativos Impactos Sinérgicos 
 
 
O
rd
e
n
a
m
e
n
to
 
T
e
rr
it
o
ri
a
l 
Dinâmica de 
Ocupação 
 Descontrole do uso do solo e diferentes níveis de degradação ambiental. 
 Crescimento urbano acelerado e manutenção ou ampliação do déficit da infraestrutura 
básica. 
 Comprometimento de estruturas territoriais e sociais da região. 
 Crescimento urbano e consequente aumento de níveis de arrecadação municipal e estadual. 
In
fr
a
e
st
ru
tu
ra
 E
n
e
rg
é
ti
c
a
 
Demanda por 
Energia (elétrica e 
gás natural) 
 Oferta de 7.008 MWh, disponibilizados pela UTE do Complexo, gerando excedente 
significativo que amplia a capacidade de oferta de energia regional. 
 
 Região exportadora de energia elétrica com atratividade a atividades econômicas pela oferta 
de energia firme na ponta do sistema interligado, revertendo a característica de 
dependência. 
 O complexo articula-se com o gasoduto Sudeste-Nordeste, o GASENE, que figura como o 
maior eixo de transferência de energia do País. 
 A oferta de energia induzirá o desenvolvimento econômico e social da região, atraindo 
investimentos públicos e privados, atendendo às cadeias produtivas da Bahia e do Brasil. 
 Oferta de resíduos (cinzas) como matéria prima para a indústria de cimento (UTE a 
carvão). 
L
o
g
ís
ti
c
a
 d
e
 T
ra
n
sp
o
rt
e
 
Disponibilidade da 
logística de 
transporte 
 Estruturação do conjunto de empreendimentos como um nó logístico intermodal, 
integrando o Porto Sul ao novo aeroporto de Ilhéus, à Ferrovia Oeste-leste e à BR 101, 
projeto estruturante promovendo o desenvolvimento nacional e estabelecendo bases 
sólidas para dinamização socioeconômica, consolidando estrategicamente a Bahia no 
contexto mundial. 
 Estruturação do complexo logístico-industrial que se articula com as nascentes cadeias 
produtivas, como as agroindustriais, as minerais e a madeira-celulose. 
 
 Indução do desenvolvimento econômico e social da região. 
O complexo logístico representa uma política reversora de concentração em relação à 
Região Metropolitana de Salvador. Atrairá investimentos públicos e privados, atendendo às 
cadeias produtivas da Bahia e do Brasil e propiciará um movimento regular do turismo, 
ampliando a disponibilidade de voos e diminuindo custos. 
 
 
 
 
Fator 
Crítico 
Processos 
Estratégicos 
Cenário de Desenvolvimento 
Impactos Cumulativos Impactos Sinérgicos 
 
 
 
Fator 
Crítico 
Processos Estratégicos 
Cenário de Desenvolvimento 
Impactos Cumulativos Impactos Sinérgicos 
B
io
d
iv
e
rs
id
a
d
e
 e
 D
in
â
m
ic
a
 d
o
s 
E
c
o
ss
is
te
m
a
s 
T
e
rr
e
st
re
s 
Alteração da 
qualidade dos 
ecossistemas 
terrestres 
 Aumento do número de elementos da fauna e flora e migração de espécies de 
categorias de menor para maior nível de criticidade de ameaça em listas de 
espécies ameaçadas de extinção. 
Em função de desmatamentos resultantes de várias frentes: instalações portuárias, 
industriais e aeroviárias, ferrovias, rodovias, gasodutos, linhas de transmissão. 
 Redução ou eliminação de processos ecológicos regionais, sobretudo entre 
ambientes terrestres e aquáticos. 
Em função de desmatamento, alteração irreversível das formações vegetais associadas às 
margens dos rios, lagoas e estuários. 
 Redução da conectividade entre unidades de conservação. 
 Insularização de populações da fauna, com eventual extinção de espécies, 
inclusive de elementos ameaçados de extinção. 
 Potencialização do efeito de borda, com perda progressiva de elementos 
florestais da fauna e flora. 
 Redução da capacidade de suporte nos ambientes naturais remanescentes. 
Para efeito de implantação de programas de recuperação da qualidade ambiental e 
reintrodução de espécies nativas. 
 Aumento da população e/ou do número de espécies invasoras da fauna e flora. 
Isto se dará em função do desmatamento e aumento da presença relativa de ambientes 
antrópicos; maior vulnerabilidade dos agroecossistemas e pastagens à infestação por 
pragas e/ou espécies oportunistas e microorganismos patogênicos (desmatamento + 
aumento de área de ambientes antrópicos urbanos e não-urbanos). 
 Redução da variabilidade genética dos sistemas naturais. 
Geração de impactos negativos em processos evolutivos (diversidade filogenética) no 
longo prazo (desmatamento + insularização da vegetação + extinção regional/local de 
espécies da flora e fauna). 
 Redução da importância relativa da região para efeito de implantação de 
programas de conservação de espécies da flora e fauna. 
Em função da eliminação de espécies estratégicas (espécies-bandeira) e de 
desmatamento + insularização da vegetação + extinção regional/local de espécies da 
flora e fauna. 
 Extinção localizada de fauna. 
Em função do aumento da carga atmosférica de poluentes, bem como da poluição 
sonora, afetando espécies mais sensíveis. 
Aumento da pressão sobre a intensificação do tráfico de animais silvestres, como fonte 
de renda complementar, e da fauna cinegética (que inclui diversas espécies ameaçadas de 
extinção), para uso como fonte de proteína para a população de baixa renda excluída do 
mercado formal de empregos. 
 Aumento da vulnerabilidade dos ecossistemas florestais a ação de queimadas. 
Em função do incremento da área de contato com ambientes antrópicos não-urbanos 
(pastagens, desmatamento + insularização da vegetação). 
 Redução do potencial de sucesso de iniciativas voltadas para a reconexão de 
habitats com corredores da biodiversidade, inclusive pela perda de áreas de 
cabrucas. 
Em função de desmatamento, insularização da vegetação e aumento da população. 
 Isolamento de parcelas significativas de vegetação nativa entre eixos rodoviários, 
ferroviários e novos equipamentos urbanos, as quais tenderão a ser ocupadas em 
decorrência do parcelamento do solo, ocasionando perda paulatina de sua importância 
para a conservação da vida silvestre. 
 
 
Fator 
Crítico 
Processos Estratégicos 
Cenário de Desenvolvimento 
Impactos Cumulativos Impactos Sinérgicos 
B
io
d
iv
e
rs
id
a
d
e
 e
 D
in
â
m
ic
a
 d
os 
E
c
o
ss
is
te
m
a
s 
A
q
u
á
ti
c
o
s 
C
o
n
ti
n
e
n
ta
is
 e
 E
st
u
a
ri
n
o
s 
Alteração da qualidade 
ambiental dos 
ecossistemas aquáticos 
continentais e estuarinos 
 Quebra de conectividade do sistema de áreas úmidas lagoa Encantada/Rio Almada 
(implantação da ferrovia). 
 Comprometimento do equilíbrio ecológico dos manguezais. 
 Aumento do assoreamento dos corpos d’água em função de mudanças no uso do solo. 
 Possibilidade de efeitos de ecotoxicidade à fauna e à flora aquática, em função da 
contaminação da água e dos sedimentos. 
 Redução ou eliminação de processos ecológicos em ambientes aquáticos em função de 
assoreamento, eutrofização e contaminação. 
 
 Aumento do número de espécies aquáticas exóticas causando desequilíbrio ecológico. 
 Desequilíbrio ecológico regional em função das alterações do uso do solo das bacias de 
contribuição aos corpos d’água. 
 Redução da variabilidade genética dos sistemas aquáticos naturais com impactos 
negativos em processos evolutivos (diversidade filogenética) em longo prazo. 
 Estabelecimento de processos de erosão marinha e estuarina em função da estrutura 
portuária e do aterro da região alagada associada ao rio Almada e à lagoa Encantada 
para a implantação do retroporto e aeroporto. 
 Alterações dos níveis de salinidade do estuário do rio Almada em função do aumento 
do aporte de água doce associada à solução de drenagem do retroporto e aeroporto, 
podendo comprometer as espécies vegetais dos manguezais, a fauna (crustáceos, peixes 
e moluscos); e a atividade extrativista (pesca). 
 
B
io
d
iv
e
rs
id
a
d
e
 e
 D
in
â
m
ic
a
 d
o
s 
 
E
c
o
ss
is
te
m
a
s 
C
o
st
e
ir
o
s 
e
 M
a
ri
n
h
o
s 
Alteração da qualidade 
ambiental dos 
ecossistemas costeiros e 
marinhos 
 Alteração da qualidade das águas costeiras e o aumento do sedimento em 
suspensão. 
Causada pelo desmatamento na vegetação adjacente aos ambientes marinhos, que 
reduzirá a qualidade das águas costeiras (mistura entre a água oriunda da drenagem 
continental e água do mar). 
 Perda de habitats e desestruturação das cadeias tróficas estabelecidas. 
Causada pelas alterações das formações vegetais associadas às margens dos rios, lagoas 
e estuários, consideradas essenciais para o ciclo de vida de espécies de peixes comerciais 
importantes como os Vermelhos, Garoupas e Sardinhas. 
Causada, também, pela redução da qualidade do sedimento carreado às regiões da 
plataforma continental, alterando a produção de camarões / lagostas, pescarias de 
maior importância comercial. 
A possibilidade de utilização de resfriamento da UTE utilizando água do mar impactará 
de forma importante as comunidades marinhas localizadas sob a influência da pluma de 
água quente. 
 Redução da qualidade sanitária (sanidade do pescado), principalmente dos 
recursos bentônicos (camarões/lagostas) 
Caso a redução da qualidade do sedimento esteja associada com a contaminação por 
poluentes - causados, por exemplo, com acidentes durante processo de embarque de 
minério. 
 Perda de habitats costeiros e redução da produtividade 
Causará impacto em fases críticas do ciclo de vida das espécies comerciais que utilizam 
estas áreas como locais de crescimento (principalmente peixes). 
Influenciará negativamente os processos de recrutamento e crescimento, reduzindo a 
variabilidade genética das populações e potencializando os impactos relativos à pesca. 
 Desestruturação das comunidades biológicas já estabelecidas pela inclusão de 
estruturas físicas 
A inclusão de estruturas físicas (ponte/enrrocamentos) relacionadas ao porto criará um 
novo ambiente a ser colonizado, podendo favorecer ao assentamento de larvas de 
organismos exóticos, trazidas em águas de lastro ou incrustadas nos cascos dos navios. 
Este “novo ambiente” a ser colonizado pode ser um fator desestruturador, 
principalmente relacionadas à ocupação por espécies oportunistas (que não são 
necessariamente exóticas). 
 
 
 
 
 
 
Fator 
Crítico 
Processos Estratégicos 
Cenário de Desenvolvimento 
Impactos Cumulativos Impactos Sinérgicos 
io
d
iv
e
rs
id
a
d
e
 e
 D
in
â
m
ic
a
 d
o
s 
E
c
o
ss
is
te
m
a
s 
C
o
st
e
ir
o
s 
e
 M
a
ri
n
h
o
s 
 
Produtividade pesqueira 
 
 Perturbação da biota pelo ruído. 
Os ruídos gerados na área marítima relacionados às atividades portuárias deverão causar 
a alteração comportamental das espécies que utilizam a região da quebra da plataforma 
continental durante os processos de migração de espécies de grande importância 
ecológica como os cetáceos, quelônios e peixes. 
Perturbação da biota pelo ruído no período de sondagem e construção das estruturas do 
porto. 
 Comprometimento da fonte de subsistência da comunidade pesqueira. 
 Comprometimento das estruturas de associativismo da região. 
 Mortalidade e/ou redução da capacidade reprodutiva das comunidades 
biológicas causados pelos ruídos, podendo causar eventos de mortandade e 
redução da produtividade. 
Os impactos relacionados ao aumento dos ruídos, (no caso dos peixes) também resultará 
na redução da produtividade pesqueira, principalmente no verão onde o alvo das 
capturas são espécies pelágicas migradoras capturadas na região de quebra da 
plataforma. 
Redução da produção de camarões/lagostas (pescarias de maior importância comercial), 
em função da qualidade do sedimento carreado às regiões da plataforma continental. 
 Alteração das formas tradicionais de pesca. 
Acessibilidade às áreas 
tradicionais de pesca 
 Redução ao acesso das áreas de pesca. 
Reduzirá de maneira significativa a produtividade da pesca. 
 Alteração da qualidade ambiental da região em função da poluição rotineira e 
acidental nas estruturas portuárias e de E&P. 
 Redução das capturas e, portanto, redução dos rendimentos por pescador. 
R
e
c
u
rs
o
s 
H
íd
ri
c
o
s 
Disponibilidade dos 
recursos hídricos 
 Aumento da demanda de água nos trechos do baixo rio Almada e baixo rio 
Cachoeira, como consequência do incremento populacional e dos empreendimentos 
proposto na região. 
 Acentuado processo de degradação da qualidade da água do baixo rio Almada 
e baixo rio Cachoeira, em decorrência do aumento das cargas de nutrientes orgânicos 
não removidos no processo de tratamento de esgoto a montante, principalmente 
fósforo. 
 
 
R
e
c
u
rs
o
 A
tm
o
sf
é
ri
c
o
 
Alteração da qualidade 
do ar 
 Aumento das concentrações de partículas em suspensão e das concentrações de 
óxidos de nitrogênio e dióxido de enxofre que ocuparão mais de 50% do padrão 
de qualidade do ar de longo período. 
 
 Degradação da qualidade do ar 
Em consequência do processo de ocupação da região, haverá aumento do tráfego, mais 
acentuadamente de veículos pesados, movidos a diesel. 
E, também, aumento do tráfego, de embarcações e de aeronaves, irá contribuir para 
alterar a qualidade do ar. 
 Aumento da probabilidade de formação de ozônio na região de Ilhéus e Itabuna. 
 
Obs. A avaliação dos impactos cumulativos na qualidade do ar é apresentada, a seguir, 
ainda neste item. 
 
 
 
 
 
 
 
 
Fator 
Crítico 
Processos Estratégicos 
Cenário de Desenvolvimento 
Impactos Cumulativos Impactos Sinérgicos 
S
o
c
io
e
c
o
n
o
m
ia
 
Condição Social 
 
 Ampliação de fluxos migratórios/êxodo rural 
Crescimento dos fluxos migratórios com pessoas provenientes de toda a região Sul e 
Extremo Sul da Bahia principalmente para Itabuna e Ilhéus. Outros municípios da 
região também serão afetados por essa corrente migratória. Êxodo rural se expandirá. 
 Aumento do déficit de cobertura dos programas de saúde com ligeiro declínio da 
taxa de mortalidade infantil 
 Em razão do melhor acesso aos equipamentos de saúde por parte da população e a 
existência de outros fatores as taxas de mortalidade infantil sofrerá um pequeno declínio. 
Essa redução não será maior em razão do aumento da população provocando a 
saturação dos serviços. 
 Diminuição dataxa de analfabetismo 
Leve diminuição desigual da taxa de analfabetismo graças a uma gradual melhoria do 
acesso da população e das estruturas de educação e, também, a uma maior exigência de 
mão-de-obra mais qualificada. 
 Indicadores sociodemográficos regionais deficitários 
Mudanças importantes nos indicadores sociodemográficos, a exemplo da ampliação da 
taxa de urbanização e da PEA, com agravamento da situação da segurança pública na 
região e saturação das demandas sociais. 
 Condições de vida da população regional reduzida 
 Aumento da pressão para ampliação dos equipamentos de saúde pública de diferentes 
especialidades visando atender as demandas da população incremental, até 2025, e 
mudança nos indicadores sociais como expectativa de vida ao nascer, IDH, entre outros. 
 Aumento do déficit de serviços educacionais e de capacitação profissional na 
região 
Pressão para aumento da oferta escolar para atender às demandas de ensino básico – 
pré-escolar, fundamental e médio – e superior, até 2025. 
Estrutura Produtiva e 
Dinâmica Econômica 
 Perda de importância do setor primário para a economia da região 
Em decorrência da implantação dos novos empreendimentos industriais e da expansão 
do setor serviços, o setor agropecuário reduzirá, proporcionalmente, sua participação 
no PIB da área. 
 Crescimento no setor de serviços 
A expansão industrial estimulará o crescimento do setor serviços. 
 Aumento do setor secundário 
Crescimento do PIB do setor secundário decorrente das indústrias instaladas. 
 Consolidação do setor terciário 
Itabuna se consolida como principal centro prestador de serviços do Sul e Extremo Sul 
da Bahia. Criam-se oportunidades para a existência de um amplo setor de pequena e 
média empresa, sobretudo na área de serviços. 
Ocupação e Renda 
 Geração de empregos 
Os novos empreendimentos criarão novas fontes de emprego nos períodos de 
construção civil e de produção, aumentando de forma significativa a oferta de emprego 
na região. 
 Redução das taxas de desocupação 
Uma menor proporção de pessoas ficará desocupada, dado a expansão da economia 
como um todo. 
 Alteração do perfil da mão-de-obra da região 
Mudança do perfil da mão-de-obra em decorrência da demanda mais qualificada, de 
maior diversificação profissional e melhor remunerada. 
Consolidação do eixo Itabuna-Ilhéus como principal centro de oferta de mão-de-obra 
das regiões Sul e Extremo Sul da Bahia. 
 
 
 
 
 
 
Fator 
Crítico 
Processos Estratégicos 
Cenário de Desenvolvimento 
Impactos Cumulativos Impactos Sinérgicos 
S
o
c
io
e
c
o
n
o
m
ia
 
Ocupação e renda 
 Redução da informalidade 
As atividades econômicas a serem implantados irão exigir um maior grau de 
profissionalização e também haverá uma maior oferta de empregos formais. 
 Aumento da renda 
A renda regional crescerá graças à expansão da atividade econômica. Por outro lado, a 
renda da população incrementará também graças à continuidade dos programas sociais 
de governo e melhoria progressiva do salário mínimo, com aumentos relativamente 
superiores ao índice de inflação. 
 Déficit de mão-de-obra especializada na região 
Existência de poucos centros de ensinos técnicos na região que atendam à demanda 
prevista. 
 Melhoria no padrão de vida da população regional 
Alteração dos padrões de consumo graças à expansão da renda e pelo aumento da oferta 
diversificada de produtos e serviços. 
 Comércio Exterior 
 Balança comercial superavitária 
Em decorrência da expansão da base produção regional, a balança comercial passará a 
ser superavitária em níveis crescente. 
 Mudança na pauta da exportação/ importação 
Mudança na pauta dos produtos de exportação e importação regional com aumento da 
participação de produtos industriais. 
 Aumento de negócios voltados para o comércio exterior 
Atratividade na realização de negócios voltados para comércio exterior em função das 
vantagens oferecidas pela ZPE, a exemplo da eficiência nos serviços aduaneiros. 
S
o
c
io
e
c
o
n
o
m
ia
 
Finanças públicas 
 Aumento da arrecadação e capacidade de investimento dos municípios 
Com o aumento da produção, governos locais se beneficiarão pelo aumento da 
arrecadação em função das novas atividades instaladas nos municípios, propiciando 
expansão de capacidade dos investimentos públicos. 
 Infraestrutura e serviços urbanos deficitários 
Gestão municipal deficiente com serviços públicos de baixa qualidade e atendimento 
limitado das necessidades de infraestrutura e serviços urbanos das cidades, 
intensificado pelo processo de migração regional. 
 Gestão municipal incipiente 
Embora ocorra aumento da arrecadação a gestão das prefeituras continuará com 
problemas no atendimento das demandas da população devido à baixa qualificação de 
pessoal e utilização de processos administrativos e de gestão superados, intensificado 
pelo processo de forte migração regional. 
G
o
v
e
rn
a
n
ç
a
 
Estrutura de 
Governança 
 Incremento da fragilidade institucional dos municípios. 
 Deterioração dos sistemas públicos 
Principalmente, saúde, educação, segurança, gestão do uso do solo e infraestrutura de 
saneamento ambiental. 
 
 
 
Riscos Ambientais no Cenário de Desenvolvimento 
Análise cumulativa dos riscos ambientais devido aos 
derramamentos de óleo no mar 
O risco ambiental é definido como a quantificação do perigo ou da possibilidade de 
ocorrência de um dano que ameace o meio ambiente. Dano é aqui definido como o 
prejuízo causado ao meio ambiente, ameaçando-o, alterando-o e provocando sua 
degradação. Há ainda questões sociais desencadeadas pelo dano relacionado à própria 
privação do equilíbrio ecológico, do bem estar e da qualidade de vida da população 
que depende dos serviços ambientais. 
O risco de ocorrência de eventos acidentais de derramamento de óleo na região 
estudada está associado não apenas às atividades de E&P de petróleo e gás natural 
planejadas e em desenvolvimento nas Bacias de Camamu e Almada, mas, também, às 
atividades portuárias existentes em Salvador, Ilhéus, Candeias e Camamu, todos 
descritos na etapa de Diagnóstico. 
A identificação das atividades de risco já existentes na região e previstas para os 
próximos 15 anos, bem como a análise temporal histórica de acidentes são úteis para 
ter uma visão ampla não só das ocorrências, mas também das alterações ambientais e 
sociais decorrentes de tais eventos. Esse tipo de análise também permite identificar 
possíveis sinergias e cumulatividades com outras atividades de risco próximas à região 
de estudo, indicando pontos importantes a serem considerados na construção dos 
cenários futuros, nas análises de alternativas, nos programas de gerenciamento de 
riscos e da própria gestão socioambiental. 
Para avaliar a evolução do componente Risco Ambiental (especificamente a porção do 
componente que se refere ao risco de acidentes na área do Porto Sul e Retroporto) no 
Cenário de Desenvolvimento, foi necessário assumir uma série de hipóteses, devido à 
falta de dados de entrada para avaliação. Estas hipóteses são detalhadas a seguir. 
Hipótese 1: As embarcações para transporte de minério de ferro, carvão e cargas 
sólidas serão graneleiros, com cerca de 180.000 t de capacidade, as embarcações para 
contêineres serão do tipo Post Panamax, com capacidade de 6.730 TEU e as 
embarcações para granéis líquidos do tipo Panamax de quarta geração, com 
capacidade de 80.000 t ou chemical tankers com 40.000 t. Para avaliar variações na 
frequência de ocorrência de acidentes foi estimada a movimentação de navios para 
cada ano, por tipologia de carga8. 
Hipótese 2: O risco de acidentes ambientais é homogêneo para toda a área próxima ao 
Porto, independente de possíveis diferenças meteorológicas, ambientais ou de 
dificuldades de navegação. 
Hipótese 3: Os cenários acidentais do Porto Sul são similares aos indicados no 
histórico de acidentes com substâncias químicas no Porto de Santos(SP) e no 
histórico de acidentes com derramamento de óleo nos Portos do Rio de Janeiro e 
Niterói., quais sejam: derramamentos resultantes de colisões de embarcações, encalhes 
ou falhas durante operações de abastecimento de combustível. 
Hipótese 4: A frequência média de ocorrência de eventos acidentais no Porto Sul será 
também similar às dos Portos de Santos e dos Portos do Rio de Janeiro e Niterói.. 
Utilizando o referencial apresentado e observando as características da situação atual 
em relação aos fatores críticos Biodiversidade e Dinâmica dos ecossistemas terrestres 
e marinhos, Socioeconomia e Turismo – foi possível avaliar o risco ambiental 
associado às atividades de E&P, Porto Sul e retroporto em termos de frequência de 
ocorrência e severidade das consequências (Quadro 16) de acordo com os critérios 
composição, estrutura e função da biodiversidade, tipo da costa/substrato, áreas 
 
8 Para tal utilizou-se como referência as indicações apresentadas no documento “Aspectos Técnicos Relacionados 
ao Porto e Retroporto”, sobre às expectativas de cargas para o Porto Sul. 
 
 
 
protegidas e ambientes ecologicamente estratégicos e bens e serviços ambientais dos 
ecossistemas. 
A composição da frequência de ocorrência com a severidade das consequências é 
definido um nível de risco de cada alternativa do plano ou programa em avaliação, em 
cada cenário de eventos acidentais. Assumindo a classificação qualitativa conclui-se 
que os riscos ambientais para o Porto Sul podem apresentar uma frequência 
improvável para acidentes de colisão e provável para acidentes durante transferência 
de carga ou operações de abastecimento e uma severidade que pode variar de marginal 
à catastrófica, configurando riscos moderados a críticos, dependendo do produto 
liberado acidentalmente, do local do evento (maior ou menor sensibilidade ambiental) 
e das medidas de resposta. 
Por fim, o Complexo Industrial inclui a implantação de indústrias que poderão utilizar 
carvão ou óleo combustível equivalente em seus processos de fabricação. 
Dependendo da quantidade de óleo combustível e da configuração dessas indústrias 
podem ser identificados cenários acidentais e riscos de danos ao meio ambiente, caso 
haja liberação destas substâncias. 
O resultado da avaliação envolvendo o Porto Sul e o Complexo Industrial é 
apresentado no Quadro 17. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Quadro 17: Risco Ambiental – Porto e Complexo Industrial 
 
 
Frequência 
S
e
v
e
ri
d
a
d
e
 
 Remota Improvável Provável/frequente 
Desprezível/marginal 
Nível 1 
(risco desprezível) 
Nível 2 
(risco menor a 
moderado) 
Nível 2 
(risco menor a 
moderado) 
Crítica 
Nível 2 
(risco menor a 
moderado) 
Nível 2 
(risco menor a 
moderado) 
Nível 3 
(risco sério a crítico) 
Catastrófica 
Nível 2 
(risco menor a 
moderado) 
Nível 3 
(risco sério a crítico) 
Nível 3 
(risco sério a crítico) 
Riscos Cenário de Referência 
Cenário de 
Desenvolvimento 
Diferencial 
Porto 
Moderado Moderado - 
a Crítico a Crítico - 
Outras unidades 
industriais 
 Sério Sério 
Quadro 16: Classificação dos Níveis de Risco à Biodiversidade 
 
 
 
 
 
Cenário de Sustentabilidade – CS 
No Cenário de Sustentabilidade (CS) as histórias de futuro prevêem a implantação do 
Porto, Retroporto e Complexo Industrial com governança, ou seja, identifica ações 
públicas e privadas que devem ser previstas num cenário contra-factual ou mais 
amigável ambientalmente, envolvendo menores perdas ambientais, minimizando 
possíveis conflitos e ampliando-se a sustentabilidade ambiental (Figura 16). 
A estrutura básica para este CS é semelhante à estrutura do Cenário de 
Desenvolvimento (CD) diferindo somente no que se refere à localização do Núcleo 
Base do Complexo Industrial. No CD é prevista a implantação deste Núcleo em 
Ilhéus. No CS este Núcleo deverá se localizar longe da linha da costa, devendo ser 
estabelecidos critérios para a seleção do local para sua implantação. 
Neste cenário ganham destaque as ações de gestão ambiental propostas e sua 
eficiência na redução ou mitigação dos impactos e riscos estratégicos e o que se ganha 
e o que se perde com sua implementação. A visão do futuro e os objetivos de 
sustentabilidade estabelecidos, bem como os impactos cumulativos e sinérgicos, 
antevistos orientam a proposição dessas ações. Os programas, projetos e ações 
propostos pelo Governo Estadual, incluindo aqueles que já se encontram em 
andamento e, em particular, aquelas voltadas para a área ambiental. são também 
referências básicas para as proposições desta AAE, e encontram-se organizadas no 
Anexo I. 
As propostas de ação resultantes desta AAE, relacionadas aos fatores críticos e aos 
objetivos de sustentabilidade, são organizadas enquanto diretrizes para o governo e 
recomendações para os empreendedores. A versão preliminar dessas ações foi 
apreciada pelos participantes da Consulta Pública, realizada em Ilhéus, em 
agosto/2010, e as contribuições e sugestões incorporadas neste relatório. 
 
Figura 17: Cenário de Sustentabilidade (CS) 
 
Diretrizes e recomendações de controle e acompanhamento dos 
impactos e riscos estratégicos 
As análises realizadas ao longo desta AAE possibilitaram a proposição de diretrizes 
para, por um lado, atenuar os impactos identificados na área estratégica, muitos dos 
quais antecedem os empreendimentos objetos de avaliação e, por outro lado, para 
potencializar as oportunidades para o desenvolvimento socioeconômico e promover a 
melhoria da qualidade ambiental na região onde as diversas iniciativas se inserem. 
Visando atender aos objetivos de sustentabilidade estabelecidos para alcançar a visão 
de futuro desejável para a região estudada, o conjunto de diretrizes e recomendações 
foi organizado em linhas de ação alinhadas a cada um desses objetivos propostos, 
como pode ser observado a seguir. O detalhamento dessas ações e a indicando a 
ordem de prioridade para sua implementação constam do Anexo II. 
 
 
 
OBJETIVO I: Promover o Desenvolvimento Econômico Regional 
Linhas de Ação I.1: Inserção dos Empreendimentos Objeto da AAE com Responsabilidade Social e Ambiental ― Complexo Intermodal e Logístico 
Plano de Gestão Ambiental para o Complexo Intermodal e Logístico Porto Sul 
Protocolo Especial de Responsabilidade Social e Ambiental 
 
Linhas de Ação I.2: Maximização do Desenvolvimento Econômico na Lógica do Mercado ― Zonas Industriais 
Programa de Desenvolvimento de Zonas Industriais 
Programa de Incentivo ao Uso de Gás Natural e de outras Fontes Renováveis Alternativas 
Programa de Promoção de Eficiência Energética e Mecanismos de Compensação Energética 
 
Linhas de Ação I.3: Dinamização da Economia Regional e do Mercado de Trabalho 
Política Industrial para Empresas de Segunda e Terceira Geração 
Programa de Gestão Ambiental Integrada para a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) 
Plano de Turismo Regional 
Programa de Desenvolvimento da Agropecuária Regional Sustentável 
Programa de Incentivo a Adoção das Melhores Tecnologias Ambientalmente Aceitáveis na Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural 
Programa de Incentivo a Ocupação e Renda em Sistemas de Consórcios Municipais e de Qualificação Profissional 
 
OBJETIVO II: Oferecer Melhores Condições de Vida para a População Local 
Linhas de Ação II.1: Ordenamento Territorial para Controle da Expansão Urbana 
Plano Regional de Desenvolvimento Socioeconômico e Territorial 
 
Linhas de Ação II.2: Ampliação e Melhoria da Infraestrutura e da Oferta de Serviços Básico 
Programa Regional de Habitação 
Programa Regional de Saneamento Ambiental 
Programa Regional de Saúde e Educação 
Programa Regional de Transporte Municipal e Intermunicipal 
 
 
 
OBJETIVO III: Manter a Qualidade Ambiental, Preservando a Biodiversidade e a Dinâmica dos Ecossistemas 
Linha de Ação III.1: Gestão Ambiental Integrada paraa Região de Influência do Porto Sul 
Plano de Gestão Ambiental para a Região de Influência do Complexo Intermodal e Logístico Porto Sul – destaque para a instituição do Mosaico envolvendo as UC do Litoral Sul 
Programa de Fortalecimento do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) – destaque para a proposta de criação de uma rede de áreas marinhas protegidas 
Programa de Gestão da Biodiversidade 
Programa de Gestão da Paisagem 
Programa de Melhoria da Qualidade de Vida e Geração de Renda nas UC 
Programa de Educação e Aumento da Percepção Ambiental e Atualização do Conhecimento 
 
Linhas de Ação III.2: Gestão dos Recursos Hídricos da Bacia do Leste 
Plano de Bacias do Leste 
 
Linhas de Ação III.3: Gestão dos Recursos Atmosféricos 
Plano de Gestão da Qualidade do Ar 
 
Linhas de Ação III.4: Programas de Monitoramento e Fiscalização Ambiental 
Programa de Monitoramento Ambiental 
Programa Integrado de Fiscalização Ambiental 
 
OBJETIVO IV: Fortalecer a Governança e a Interação Institucional 
Linhas de Ação IV.1: Articulação entre as Esferas Governamentais e Não Governamentais 
Fórum Especial para Promoção da Sustentabilidade Regional 
Programa de Participações e Parcerias 
Programa de Modernização da Gestão Pública 
Programa de Capacitação Municipal 
Programa de Informação e Comunicação 
Programa de Apoio a Grupos Vulneráveis 
Programa Estadual de Gestão Ambiental Compartilhada 
Critérios para o Licenciamento Ambiental – ênfase para o estabelecimento de uma Agenda Ambiental articulada com o Plano de Gestão Ambiental para a Região de Influência do 
Porto Sul 
 
 
 
Avaliação Comparativa dos Cenários 
Uma visão de conjunto dos impactos estratégicos relacionados à situação atual da 
região, identificada no diagnóstico, e sua evolução nos três cenários avaliados, é 
apresentada em uma matriz-síntese a seguir. São apresentados os impactos positivos 
(Quadro 18) e os negativos (Quadro 19) em cada cenário e sua classificação em 
função de sua relevância para o contexto regional. A avaliação qualitativa da relevância 
desses impactos foi estruturada a partir de um processo interativo com a equipe 
técnica, sendo traduzida numa escala cromática, visando facilitar a comparação e 
visualização da evolução dos níveis de impacto sobre os processos estratégicos de 
cada fator crítico nos três cenários. 
Por esta comparação é possível perceber o efeito das proposições incorporadas ao 
Cenário de Sustentabilidade no sentido de evitar, atenuar, ou ainda, compensar as 
implicações adversas e de potencializar as benéficas, e promover a melhoria da 
qualidade ambiental e o desenvolvimento socioeconômico sustentável da região. Em 
outras palavras, permite observar em que medida as proposições resultantes desta 
AAE, e incorporadas no Cenário de Sustentabilidade, podem contribuir para que os 
objetivos de sustentabilidade estabelecidos para a região sejam alcançados. Permite, 
ainda, que sejam identificadas as ações a serem priorizadas nas intervenções planejadas 
para a região e as lacunas que precisam ser preenchidas para se avançar na busca da 
sustentabilidade desejada. 
Análise das Oportunidades 
Os impactos positivos se configuram como oportunidades para o desenvolvimento 
local e regional e, para sua concretização, necessitam de articulações entre os diversos 
agentes que atuam na região, sendo, portanto, aqui chamados de oportunidades para o 
desenvolvimento regional. A efetivação dessas oportunidades irá depender das 
articulações dos atores sociais envolvidos — governo, empresas, universidades, 
entidades de classe, organizações não governamentais e a sociedade em geral. 
Analisando o desempenho dos fatores de desenvolvimento nos três cenários (Quadro 
21) observa-se que as maiores oportunidades proporcionadas pelo Programa 
Intermodal e Logístico Porto Sul são direcionadas para o turismo, vetor de 
crescimento regional mais recente, e para a agropecuária, atividade tradicional da 
região. 
Para o Turismo, as ações propostas no cenário de sustentabilidade, atreladas ao 
Objetivo de Sustentabilidade II, voltadas ao ordenamento territorial e à ampliação e 
melhoria da infraestrutura e da oferta de serviços básico, bem como as ações de gestão 
dos recursos ambientais da região (Objetivo III), suportadas pelas ações de 
fortalecimento da governança (Objetivo IV), darão respaldo à consolidação da região 
como destino turístico qualificado, com a manutenção do seu principal ativo dessa 
atividade, a qualidade ambiental paisagística. 
O Programa de Desenvolvimento da Agropecuária (Objetivo I), envolvendo ações 
voltadas para a expansão do cacau-cabruca com especialização do cacau orgânico e a 
expansão da fruticultura e da pecuária, associado às ações de ordenamento territorial e 
de gestão ambiental e com a melhoria na logística dos transportes da região deverão 
proporcionar um novo ciclo de crescimento. 
Dentre os fatores condicionantes do desenvolvimento a logística dos transportes 
apresenta o crescimento mais significativo, com a estruturação do conjunto de 
empreendimentos como um nó logístico intermodal, integrando o Porto Sul ao novo 
aeroporto de Ilhéus, à Ferrovia Oeste-Leste e à BR 101 e a estruturação do complexo 
logístico-industrial articulado com as cadeias produtivas agroindustriais, minerais e a 
de madeira-celulose. A infraestrutura energética com a implantação da UTE e também 
com o início do fornecimento do gás natural será também muito favorecida. 
 
 
São, ainda, antevistas importantes oportunidades para o desenvolvimento 
socioeconômico da região, principalmente no âmbito das ações voltadas para 
maximização do desenvolvimento econômico na lógica do mercado e para 
dinamização da economia regional e, em particular, do mercado de trabalho. O 
conjunto de políticas e programas atrelados às linhas de ação do Objetivo I conjugado 
aos programas de fortalecimento da governança (Objetivo IV) proporcionam uma 
sólida plataforma para esse desenvolvimento e para a melhoria do padrão de vida da 
população regional, em termos de ocupação e melhoria da qualificação da mão-de-
obra regional e de aumento da renda. 
Evolução dos Impactos Negativos 
Os fatores de desenvolvimento (turismo, agropecuária e exploração e produção de 
petróleo e gás natural) e aqueles condicionantes do desenvolvimento (uso e ocupação 
do solo, infraestrutura energética e logística) são os que provocam os impactos 
(embora também possam sofrer impactos) e os fatores socioambientais os que serão 
impactados. Assim, nesta análise comparativa dos cenários são considerados, apenas, 
os impactos negativos nos fatores ambientais resultantes do objeto AAE ou dos 
mencionados fatores de desenvolvimento (Quadro 22). 
Analisando a evolução dos impactos negativos sobre os fatores críticos pode ser 
observado que no Cenário de Desenvolvimento (CD) registra-se um aumento do seu 
nível em relação ao Cenário de Referência. Entretanto, as ações propostas por esta 
AAE para atenuá-los, incorporadas ao Cenário de Sustentabilidade (CS), levam a que, 
em boa parte, sejam reduzidos, sendo que para alguns processos estratégicos existe a 
expectativa de melhoria da situação em relação ao Cenário de Referência. 
Nos fatores críticos associados à biodiversidade e dinâmica dos ecossistemas é 
verificada uma variação maior na classificação do nível de impacto no CD. No caso 
dos ecossistemas terrestres e aquáticos continentais, considerando o conjunto de ações 
previstas no CS, em particular, o Plano de Gestão Ambiental para o Complexo Intermodal e 
Logístico Porto Sul e o Protocolo Especial de Responsabilidade Social e Ambiental previstos no 
Objetivo I, bem como as ações estabelecidas para o Objetivo III, com ênfase na Gestão 
Ambiental Integrada para a Região de Influência do Porto Sul, com a estruturação do Mosaico 
de UC do Litoral Sul e reforçadas pelas ações de fortalecimento da governança do 
Objetivo IV, são açõespropostas para mitigar/compensar os impactos na qualidade 
ambiental da região para preservar esses ecossistemas. A mesma situação é observada 
nos fatores críticos Recursos Hídricos e Atmosféricos. 
Entretanto, no caso da biodiversidade e dinâmica dos ecossistemas costeiros e 
marinhos, os impactos associados a alguns dos processos estratégicos irão requerer 
programas e ações específicas para a sua redução, ou seja, atender ao objetivo de 
manter sua qualidade ambiental e a sua preservação é um desafio que deve ser 
enfrentado com a efetividade implantação dos programas propostos e seu constante 
monitoramento e avaliação. Nesse sentido, a Implantação de Rede de Unidades de 
Conservação em ambientes marinhos, no âmbito do Programa de Fortalecimento do Sistema 
Nacional de Unidades de Conservação (SNUC), é considerada uma ação prioritária. 
Destaca-se, nesse sentido, a importância de sejam estabelecidos critérios para o 
licenciamento ambiental dos diversos empreendimentos, não só aqueles integrantes do 
Complexo propriamente dito, mas, também, para todas as atividades dos setores de 
turismo e agropecuária ou outros setores que sejam atraídos para a região. Deve ser 
dada ênfase especial ao estabelecimento de uma Agenda Ambiental articulada com o 
Plano de Gestão Ambiental para a Região de Influência do Porto Sul. De um modo geral os 
impactos na socioeconomia tendem a ser reduzidos à luz das ações previstas no CS, 
sendo registrada, em alguns processos, uma redução do nível de impacto para 
patamares inferiores aos do Cenário de Referência, principalmente nos aspectos 
relativos à oferta de serviços básicos. 
 
 
 
 
Quadro 18: Análise Comparativa dos Cenários – Oportunidades 
Fator Crítico Processos Estratégicos Oportunidades 
CR 
(V1) 
CR 
(V2) 
CD CS 
Turismo 
 Manutenção da qualidade ambiental 
paisagística como ativo do turismo 
 Consolidação da região como destino 
turístico qualificado 
Facilitação de fluxos turísticos na região em função do novo 
Aeroporto 
1 3 2 4 
Incremento do turismo de negócios com a implantação dos novos 
empreendimentos 
1 2 3 4 
Agropecuária 
 Expansão do cacau-cabruca com 
especialização do cacau orgânico 
 Expansão da fruticultura e seu 
processamento e da pecuária 
Melhoria ambiental pela conversão direta do uso do solo (cabruca e 
cacau orgânico) 
2 3 3 4 
Revitalização da agropecuária regional 1 3 3 4 
Exploração e 
Produção de Petróleo 
e Gás Natural 
Atividades de exploração e produção (E&P): 
sísmica, perfuração e produção 
Dinamização da economia (geração de emprego, aquisição de bens 
e insumos, variação da arrecadação tributária, distribuição de 
royalties e compensação ambiental) 
3 3 3 3 
Ordenamento 
Territorial 
Dinâmica de Ocupação 
Crescimento e consolidação das estruturas urbanas – comércio, 
serviços, habitação – e consequente aumento de níveis de 
arrecadação municipal e estadual 
1 2 2 3 
Infraestrutura 
Energética 
Demanda por Energia (elétrica e gás natural) 
Oferta de 7.008 MWh, disponibilizados pela UTE, gerando 
excedente significativo que amplia a capacidade de oferta regional 
- - 2 4 
Criação de incentivos para produção de energia renovável e 
princípios de ecologia industrial e/ou eficiência energética 
- - 2 3 
Logística de 
Transporte 
Disponibilidade da logística de transporte 
Estruturação do conjunto de empreendimentos como um nó 
logístico intermodal, integrando o Porto Sul ao novo aeroporto de 
Ilhéus, à Ferrovia Oeste-leste e à BR 101 
1 2 4 4 
Estruturação do complexo logístico-industrial que se articula com 
as nascentes cadeias produtivas, como as agroindustriais, as 
minerais e a de madeira-celulose 
1 2 4 4 
Socioeconomia 
Condição Social Diminuição da taxa de analfabetismo 2 2 3 3 
Distribuição setorial do PIB 
Crescimento no setor de serviços 1 2 3 3 
Aumento do setor secundário 1 2 4 3 
 
 
Ocupação e renda 
Geração de empregos 1 2 4 4 
Redução das taxas de desocupação 1 1 3 3 
Redução da informalidade 1 1 2 3 
Aumento da renda 1 2 4 4 
Alteração do perfil da mão-de-obra da região 1 2 4 4 
Melhoria no padrão de vida da população regional 1 2 3 4 
Comércio Exterior 
Balança comercial superavitária 1 2 4 4 
Mudança na pauta da exportação/ importação 1 2 4 4 
Finanças públicas 
Aumento da arrecadação e capacidade de investimento dos 
municípios 
1 1 4 4 
CR (V I) – Cenário de Referência – Variante I (tendencial) 
CR (V II) – Cenário de Referência – Variante II, com ZPE e Aeroporto 
CD – Cenário de Desenvolvimento 
CS – Cenário de Sustentabilidade 
 
Muito Significativo 
(4) 
Significativo 
(3) 
Pouco Significativo 
(2) 
Irrelevante 
(1) 
 
 
 
Quadro 19: Análise Comparativa dos Cenários – Impactos 
Fator Crítico Processos Estratégicos Impactos Negativos CR (V1) CR (V2) CD CS 
Biodiversidade e 
Dinâmica dos 
Ecossistemas 
Terrestres 
 Perda de habitats 
 
 Fragmentação de habitats 
Fragmentação de habitats e surgimento de barreiras divisivas com a 
implantação dos empreendimentos 
2 3 4 3 
Redução de processos ecológicos regionais, sobretudo entre 
ambientes terrestres e aquáticos 
2 3 4 3 
Insularização de populações da fauna, com eventual extinção de 
espécies, inclusive de elementos ameaçados de extinção 
2 3 4 3 
Aumento do número de elementos da fauna e flora na lista estadual 
de espécies ameaçadas de extinção, bem como migração de espécies 
de categorias de menor para maior nível de criticidade 
1 2 2 2 
Aumento do efeito de borda 2 3 4 3 
Aumento da população e/ou do número de espécies invasoras da 
fauna e flora 
1 2 3 2 
Alteração da qualidade ambiental pela conversão direta do uso do 
solo (cabruca decadente, pecuária) 
2 2 3 2 
Biodiversidade e 
Dinâmica dos 
Ecossistemas 
Aquáticos 
Continentais e 
Estuarinos 
 Alteração da qualidade 
ambiental dos ecossistemas 
aquáticos continentais e 
estuarinos 
Quebra de conectividade do sistema de áreas úmidas e 
comprometimento do equilíbrio ecológico dos manguezais 
1 2 4 4 
Redução ou eliminação de processos ecológicos em ambientes 
aquáticos (assoreamento, eutrofização e contaminação) 
2 2 4 3 
Comprometimento da qualidade ambiental e redução da atratividade 
ecológico-natural (efeito turismo) 
2 3 4 3 
Efeitos de ecotoxicidade à fauna e à flora aquática 1 1 3 2 
Estabelecimento de processos de erosão marinha e estuarina em 
função da implantação da estrutura portuária e aeroportuária. 
1 1 4 4 
 
 
Biodiversidade e 
Dinâmica dos 
Ecossistemas 
Costeiros e Marinhos 
 Alteração da qualidade 
ambiental dos ecossistemas 
costeiros e marinhos 
 
 Produtividade pesqueira 
 
 
 Acessibilidade às áreas 
tradicionais de pesca 
Alteração da qualidade das águas costeiras e o aumento do 
sedimento em suspensão 
1 1 4 4 
Perda de habitats e desestruturação das cadeias tróficas estabelecidas 
e redução da produtividade 
1 2 4 3 
Redução da qualidade sanitária, principalmente dos recursos 
bentônicos 
1 2 4 4 
Desestruturação das comunidades biológicas já estabelecidas pela 
inclusão de estruturas físicas 
1 1 3 3 
Mortalidade e/ou redução da capacidade reprodutiva das 
comunidades biológicas causados pelos ruídos (porto e E&P) 
1 2 4 3 
 
 
Fator Crítico Processos Estratégicos Impactos Negativos CR (V1) CR (V2) CD CS 
Perda ou redução do acesso às áreas de pesca, redução das capturas 
e dos rendimentos por pescador 
1 1 4 3 
 
Perda ou redução de locais de recreação e práticas de esportes e 
navegação 
1 3 4 4 
Recursos Hídricos 
Disponibilidade dos recursos 
hídricos superficiais 
Aumento da demanda de água nos trechos do baixo rio Almada e 
baixo rio Cachoeira 
2 2 4 2 
Acentuado processo de degradação da qualidade da água do baixo 
rio Almada e baixo rio Cachoeira 
2 4 4 3 
Recurso Atmosférico Alteração da qualidade do ar 
Aumento das concentrações de partículas em suspensão (industrial e 
portuário) 
2 2 4 2 
As concentrações de óxidos de nitrogênio e dióxido de enxofre 
ocuparão mais de 50% dopadrão de qualidade do ar de longo 
período (complexo industrial) 
2 2 4 2 
Degradação da qualidade do ar (veicular, aeroviário e portuário) 2 2 3 2 
Socioeconomia 
Condição Social 
 
Ampliação de fluxos migratórios/êxodo rural 2 3 4 2 
Aumento do déficit de cobertura dos programas de saúde com 
ligeiro declínio da taxa de mortalidade infantil 
3 3 4 2 
Indicadores sociodemográficos regionais deficitários (taxa de 
urbanização, PEA, segurança) 
3 3 4 2 
Aumento do déficit de serviços educacionais e de capacitação 
profissional na região 
4 3 4 2 
Ocupação e renda Déficit de mão-de-obra especializada na região 1 2 3 1 
Finanças públicas Gestão municipal incipiente 2 2 4 2 
Governança Estrutura de Governança 
Incremento da fragilidade institucional dos municípios 1 2 3 1 
Descontrole do uso do solo e diferentes níveis de degradação 
ambiental 
2 3 4 3 
Crescimento urbano acelerado e manutenção ou ampliação do déficit 
da infraestrutura básica 
1 2 4 3 
Infraestrutura e serviços urbanos deficitários 3 3 4 2 
Ampliação do turismo de massa regional 2 2 3 3 
Legenda: 
Muito Significativo 
(4) 
Significativo 
(3) 
Pouco Significativo 
(2) 
Irrelevante 
(1) 
 
 
 
 
CONCLUSÃO 
Após a realização da Consulta Pública encerra-se esta AAE, uma iniciativa da 
Secretaria de Estado de Meio Ambiente (SEMA), seguindo as orientações do 
Conselho Estadual de Meio Ambiente da Bahia (CEPRAM), e com base em Contrato 
celebrado entre o Instituto do Meio Ambiente do Estado da Bahia (IMA), atual 
Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA) e a Fundação 
COPPETEC, com execução sob responsabilidade do Laboratório Interdisciplinar de 
Meio Ambiente (LIMA). O desenvolvimento desta AAE Porto Sul observou as cinco 
fases proposta, cabendo algumas considerações sobre os resultados alcançados em 
cada uma delas. 
No Marco Referencial merece destaque a contextualização das razões que 
fundamentaram o Complexo Porto Sul e as motivações para a realização da AAE, 
cujos aspectos metodológicos estão amplamente detalhados nesta fase. O 
detalhamento do objeto AAE consta com informações sobre o porto, a retroárea e a 
ferrovia. Ainda, o estudo prévio à realização da AAE desenvolvido pela equipe 
LIMA/COPPE/UFRJ para definir a região de estudo, que avaliou três alternativas 
locacionais e concluiu pela indicação da região de Aritaguá. No entanto, 
paralelamente, foi também realizada a análise dos aspectos construtivos de engenharia 
e na avaliação conjunta, ambiental e engenharia, conclui-se pela confirmação da Ponta 
da Tulha, cuja área já havia sido delimitada em Decreto do Poder Executivo Estadual, 
com base em outros estudos realizados. 
Na fase seguinte, o Quadro de Referência Estratégico, a bem fundamentada 
apresentação do contexto legal e institucional em que o estudo estará inserido permite 
uma análise integrada dos fatores que podem influenciar, nesses aspectos, o 
desenvolvimento da região. Todavia, a destacar o processo de identificação dos atores 
sociais relevantes, bem como os processos participativos, envolvendo o 
acompanhamento e aprovação dos produtos de todas as fases da AAE, que ocorreu 
em duas instâncias distintas, com um Grupo de Trabalho Governamental, envolvendo 
representantes das instituições da estrutura de Governo da Bahia e o Comitê de 
Acompanhamento, com representações dos atores sociais da região de estudo. Além 
disso, foram realizadas algumas reuniões especificas com representantes do Ministério 
Público Estadual, em Salvador e em Ilhéus. Toda essa estrutura de acompanhamento 
demandou especial atenção da equipe de coordenação da AAE, tanto do 
LIMA/COPPE/UFRJ, como da SEMA/INEMA. 
O Diagnóstico Estratégico fez parte da terceira fase e foi a que demandou maior 
tempo da equipe, pois o levantamento e a organização das informações relevantes 
para análise dos fatores críticos estabelecidos não se encontravam facilmente 
acessíveis. Neste particular, embora a AAE utilize essencialmente dados secundários, 
foram necessários alguns levantamentos in loco ou dados privilegiados de teses 
acadêmicas, como foi o caso das informações sobre o setor pesqueiro da região. A 
estrutura de apresentação e análise dos fatores críticos se mostrou consistente com a 
lógica utilizada na AAE: os fatores determinantes do desenvolvimento, que destacou 
as atividades produtivas da região: o turismo, a agropecuária e a exploração e 
produção de petróleo e gás natural; os fatores condicionantes do desenvolvimento, 
que teve como foco de análise: a ocupação do território, a infraestrutura energética e a 
logística de transporte; e, finalizando, os fatores ambientais com especial ênfase na 
dinâmica dos ecossistemas e a biodiversidade, quando foram considerados os 
ambientes: terrestres, aquáticos continentais e estuarinos e marinhos; além dos 
recursos hídricos e atmosféricos e dos aspectos relacionados ao desenvolvimento 
humano e à dinâmica econômica. A aplicação da análise SWOT, com a identificação 
das potencialidades e fragilidades e das oportunidades e ameaças, favoreceu a seleção 
dos processos estratégicos e seus respectivos indicadores. 
Na quarta fase, Avaliação Ambiental dos Cenários, as análises prospectivas 
apresentaram particularidades associadas aos fatores críticos selecionados, assim, o uso 
de modelagem matemática fez parte da avaliação dos impactos cumulativos na 
 
 
qualidade do ar; e o cálculo das potencialidades, da avaliação dos recursos hídricos. Já 
no caso da estimativa da população a ser atraída pelo Complexo Porto Sul utilizou-se 
como referência a taxa de crescimento demográfico nos municípios de Camaçari 
(Complexo Petroquímico) e Simões Filho (Centro Industrial de Aratu). 
Observa-se que no Cenário de Desenvolvimento foi incluído ao objeto AAE, além do 
novo aeroporto e da ZPE, agora ampliada, o Complexo Industrial, este construído, 
em estudo específico, com base na análise das implicações e repercussões, em âmbito 
regional e nacional, da matriz tecnológica e mercadológica, envolvendo módulos 
industriais e de serviços. 
Com relação ao Cenário de Sustentabilidade, existe a expectativa de que o conjunto de 
diretrizes e recomendações proporcionará condições para avançar no atendimento aos 
objetivos de sustentabilidade estabelecidos, tendo como referência a Visão de Futuro e 
os Objetivos de Sustentabilidade propostos. Entretanto, a garantia de atendimento 
dessas propostas requer a implementação do conjunto de ações relativas à esfera 
governamental e aos empreendedores, integradamente, bem como do controle dos 
impactos e riscos, na busca contínua da sustentabilidade desejada para a região. Neste 
cenário, os resultados da modelagem da qualidade do ar foram determinantes para 
sinalizar com os cuidados com a ocupação do uso do solo no entorno dos 
empreendimentos, sobretudo diante do processo potencial de migração, em função 
das isolineas de dispersão da poluição apresentadas na modelagem, compatíveis com 
os dados meteorológicos da região. A escassez de água para abastecimento público e 
industrial, já crítica, deve ser potencializada e alternativas possíveis de solução são aqui 
propostas. 
Considerando, ainda, que a área resguarda ecossistemas relativamente bem 
conservados e extensos, os quais suportam uma biodiversidade elevada, estando os 
ecossistemas marinhos íntegros e muito bem preservados, as seguintes proposições 
ganham destaque no Cenário de Sustentabilidade: 
 
 Plano de Gestão Ambiental para o Complexo Intermodal e Logístico Porto Sul; 
 Protocolo Especial de Responsabilidade Social e Ambiental; 
 Programa de Fortalecimento do Sistema Nacional de Unidades de Conservação 
(SNUC), englobando: 
 Ampliação da rede oficial de Unidades de Conservação (UC), com 
incremento e fortalecimento dos corredores e UC existentes. 
 Implantação de Rede de Unidades de Conservação em Ambientes Marinhos. 
 Gestão de Unidades de Conservação, com a instituiçãodo Mosaico de 
Unidades de Conservação regional, envolvendo as UC do Litoral Sul. 
 Programa de Gestão da Biodiversidade e de Gestão da Paisagem; 
 Programa de Melhoria da Qualidade de Vida e Geração de Renda nas UC; 
 Programa de Educação e Aumento da Percepção Ambiental e Atualização do 
Conhecimento. 
Foi ainda proposto um amplo Programa de Desenvolvimento Regional Sustentável 
(PDRS), o qual se definirá como um Pacto de Responsabilidade Social para que a 
região supere a atual crise e passe a apresentar um novo ciclo de desenvolvimento, 
baseado na sustentabilidade que se caracteriza pela continuidade desse processo ao 
longo do tempo, superior inclusive, aos períodos administrativos de governos, 
estabelecimento de compromisso entre as gerações atuais e futuras, revalorização da 
base física e territorial, para que as ações venham a ser economicamente eficientes, 
socialmente justas, ambientalmente responsáveis e politicamente fundamentadas na 
participação social. 
Para o fortalecimento da governança e da interação institucional destaca-se a proposta de 
articulação no contexto de um Fórum Especial para Promoção da Sustentabilidade 
Regional, a importância da modernização da gestão pública, com abertura para parcerias e 
gestão compartilhada, além da estrutura de um Observatório de Sustentabilidade Regional, 
vinculado a um sistema de informação e comunicação. 
 
 
 
A avaliação comparativa dos cenários auxilia na visualização da evolução dos níveis de 
impacto, ameaças e oportunidades, de cada um dos cenários sobre os fatores críticos 
analisados e encontram-se melhor sintetizados no item 4.3.8. 
A fase final consolida a participação dos atores sociais com a disponibilização do 
relatório preliminar da AAE e realização da Consulta Pública, que corroborou com a 
efetiva consolidação dos resultados, a partir da participação representativa da 
sociedade da região, que apresentou sugestões para seu aprimoramento. 
A AAE, enquanto instrumento de gestão ambiental associado ao conceito de 
desenvolvimento sustentável nas políticas, nos planos e nos programas, deve levar em 
conta a natureza contínua desses processos de decisão. Assim, o processo de AAE 
não se encerra com a conclusão deste conjunto de estudos e análises, como pode ser 
observado no “Ciclo da Avaliação Ambiental Estratégica”. É importante ainda destacar a 
relevância da participação pública no desenvolvimento da AAE. 
As oportunidades para o desenvolvimento socioeconômico da região em bases 
sustentáveis, antevistas neste estudo representam ganhos significativos na direção da 
sustentabilidade regional. O processo de AAE engloba ainda: 
 Implementação das ações propostas segundo as diretrizes e recomendações 
estabelecidas; 
 Monitoramento dos impactos estratégicos, por meio do acompanhamento da 
evolução dos indicadores selecionados; 
 Reavaliações periódicas, tendo em vista eventuais correções de rumo, 
identificação de lacunas que ainda precisam ser preenchidas e redefinição de 
linhas de ação que contribuam para a sustentabilidade regional. 
 
Ciclo da Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) 
 Finalizando, cabem aqui os agradecimentos à Coordenação da AAE na 
SEMA/INEMA, cujo envolvimento foi essencial para se chegar a um bom termo 
no estudo; ao Comitê de Acompanhamento, ao Grupo de Trabalho 
Governamental e à equipe técnica da SEMA/INEMA pelas contribuições ao 
longo dos trabalhos e, especialmente, à equipe técnica da AAE cuja dedicação e 
competência tornaram possível este relatório. 
 
 
ANEXO I 
Ações Propostas pelo Governo 
 SEMA 
B
io
d
iv
e
rs
id
a
d
e
 e
 D
in
â
m
ic
a
 d
o
s 
E
c
o
ss
is
te
m
a
s 
T
e
rr
e
st
re
s,
 
 A
q
u
á
ti
c
o
s 
C
o
n
ti
n
e
n
ta
is
 e
 E
st
u
a
ri
n
o
s 
e
 C
o
st
e
ir
o
s 
e
 M
a
ri
n
h
o
s 
1. UC Proteção Integral da Lagoa Encantada 
1.1 Criação de Unidade de Conservação de Proteção Integral 
1.1.1 Elaboração do TR e delimitação da área de estudo 
1.1.2 Licitação e contratação da Empresa 
1.1.3 Diagnóstico Socioambiental: estudos socioeconômicos, do meio biótico e físico 
1.1.4 Avaliação e aprovação dos estudos 
1.1.5 Consulta pública 
1.1.6 Análise Jurídica – PGE 
1.1.7 Publicação do Decreto de Criação 
1.2 Regularização Fundiária 
1.2.1 Elaboração de TR 
1.2.2 Avaliação fundiária e cartorial 
1.2.3 Vistoria das áreas 
1.2.4 Avaliação do valor da terra 
1.2.5 Análise jurídica SEMA 
1.2.6 Análise jurídica PGE 
1.2.7 Análise SAEB e Indenização 
1.3 Plano de Manejo 
1.3.1 Elaboração do TR 
1.3.2 Contratação da Empresa 
1.3.3 Plano de Manejo 
1.3.4 Avaliação e aprovação dos estudos 
1.3.5 Oficinas Participativas 
1.3.6 Avaliação e aprovação do Plano de Manejo 
1.3.7 Apresentação no CEPRAM 
1.4 Recuperação das Áreas Degradadas 
1.4.1 Elaboração do Plano de Recuperação de Área Degradada – PRAD 
1.4.2 Preparo da área 
1.4.3 Plantio de mudas – viveiro 
1.4.4 Tratos culturais 
1.5 Reestruturação do Conselho Gestor da APA Lagoa Encantada e rio Almada para atender a nova UC 
1.5.1 Identificação dos atores sociais para integrar o Conselho Gestor 
 
 
 
 SEMA 
1.5.2 Capacitação dos conselheiros para atender as duas UC 
1.5.3 Posse dos novos conselheiros 
1.6 Infraestrutura 
1.6.1 Aquisição de veículo (2 unidades 4 X 4) 
1.6.2 Implantação da Sede da nova UC 
1.6.3 Implantação de Centro de visitantes 
2. Incremento e Fortalecimento Corredores e UC existentes 
2.1 Regularização Fundiária do Parque do Conduru 
2.1.1 Elaboração de TR 
2.1.2 Licitação e contratação da empresa 
2.1.3 Avaliação fundiária e cartorial 
2.1.4 Vistoria das áreas 
2.1.5 Avaliação do valor da terra 
B
io
d
iv
e
rs
id
a
d
e
 e
 D
in
â
m
ic
a
 d
o
s 
E
c
o
ss
is
te
m
a
s 
T
e
rr
e
st
re
s,
 
A
q
u
á
ti
c
o
s 
C
o
n
ti
n
e
n
ta
is
 e
 E
st
u
a
ri
n
o
s 
e
 C
o
st
e
ir
o
s 
e
 M
a
ri
n
h
o
s 
2.1.6 Análise jurídica SEMA 
2.1.7 Análise jurídica PGE 
2.1.8 Análise SAEB e Indenização 
2.2 Apoio a implementação do Plano de Manejo do Parque Estadual da Serra do Conduru (PESC) 
2.2.1 Elaboração do TR 
2.2.2 Licitação 
2.2.3 Contratação de Empresa 
2.2.4 Execução da tarefa (controle dos acessos e implantação de marcos dos limites legais do PESC) 
2.3 Promover a criação de Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) no Corredor 
Central da Mata Atlântica (CCMA) do Estado da Bahia 
2.3.1 Elaboração do TR 
2.3.2 Licitação 
2.3.3 Contratação de Empresa 
2.3.4 Avaliação e aprovação dos processos de reconhecimento das RPPN 
2.3.5 Entrega dos Processos no protocolo da SEMA 
2.4. Plano de Manejo da APA Lagoa Encantada e Rio Almada 
2.4.1 Elaboração do TR 
2.4.2 Licitação 
2.4.3 Contratação de Empresa 
2.4.4 Plano de Manejo 
2.4.5 Avaliação e aprovação dos estudos 
2.4.6 Oficinas Participativas 
 
 
 SEMA 
2.4.7 Avaliação do Plano de Manejo 
2.4.8 Apresentação no CEPRAM 
G
o
v
e
rn
a
n
ç
a
 
2.5 Fortalecimento da Fiscalização do Mini-Corredor da Mata Atlântica 
2.5.1 Implantação de Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (CERAS) 
Elaboração do TR 
Processo de Concurso 
Contratação 
Projeto Executivo 
2.5.1.1 Construção e Implantação do CERAS 
2.5.1.2 Manutenção 
2.5.1.2.1 Operação do Centro (anual) 
2.5.2 Ampliação da Fiscalização Ambiental 
2.5.2.1 Infraestrutura 
02 Carros (4x4) 
01 Carro (Investigação) 
01 Caminhão (c/ carroceria e guincho) 
01 caminhão (fechado – "baú") 
01 Barco (alumínio com motor de popa ) 
Pessoal 
Equipamentos 
2.7 Fortalecimento do Licenciamento e Fiscalização 
2.7.1 Unidade Regional ITABUNA: Licenciamento Ambiental, Controle Florestal e Monitoramento (Licenças e Autorizações Ambientais, Autorização de Supressão de vegetação, Averbação de 
Reserva Legal e Autorização de Resgate de Fauna e Monitoramento Integrado) 
2.7.1.1 Estruturação da Unidade para atender maior demanda por atividades de impacto regional: agrossilvopastoril e florestal, indústrias, infraestrutura,serviços 
2.7.1.1.1 Infraestrutura (Licenciamento e Monitoramento) 
2.7.1.1.2 Infraestrutura (Controle Florestal) 
1. Equipamentos 
2. Veículos 
2.7.1.1.3 Operação da Unidade (anual) 
G
o
v
e
rn
a
n
ç
a
 
2.7.1.2 Unidade Regional Guanambi:Controle Florestal (Autorizações ambientais, Autorização de Supressão de vegetação, Averbação de Reserva Legal e Autorização de Resgate de Fauna e 
Monitoramento Integrado) 
2.7.1.2.1 Estruturação da Unidade para atender maior demanda por atividades de impacto regional: agrossilvopastoril e florestal 
2.7.2.2.1 Infraestrutura 
1. Equipamentos 
2. Veículos 
2.7.1.2.2 Operação da unidade anual 
2.7.1.3 Sistema de Monitoramento Integrado a Fiscalização e ao Licenciamento para Água, Ar, Floresta, Ambiente Costeiro, Marinho e Estuarino (coluna d´água e sedimento e fauna) 
2.7.1.3.1 Elaboração do plano de monitoramento 
 
 
 
 SEMA 
2.7.1.3.2 Desenvolvimento do monitoramento 
2.7.1.3.2.1 Licitação e contratação de consultoria 
2.7.1.3.2.2 Aquisição de equipamentos 
2.7.1.3.2.3 Capacitação técnica 
2.7.1.3.3 Operação do monitoramento 
2.7.2 Implantação da Base Ambiental (parceria INEMA/UESC/ MP) 
2.7.2.1 Celebrar convênio MPE 
2.7.2.2 Elaboração do projeto arquitetônico Base Ambiental 
2.7.2.2.1 Construção Base Ambiental 
2.7.2.2.2 Implantação da Base Ambiental 
2.7.2.2.3 Serviços e segurança 
2.7.2.2.4 Desenvolvimento de Projetos de Biodiversidade 
2.7.3 Fortalecimento do GAC 
2.7.3.1 Suporte a estruturação de empreendimentos de Impacto local (Consórcio Intermunicipal) 
2.7.4 Firmar parceria público-privada para a concepção e gestão de Central de Tratamento de Resíduos e Efluentes (reuso e reciclagem) 
2.8 Recuperação de Áreas Degradadas na área de influência do Complexo Porto Sul 
2.8.1 Elaboração do Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) 
2.8.2 Preparo da área 
2.8.3 Plantio de mudas – viveiro 
2.8.4 Tratos culturais 
2.9 Avaliação Ambiental Estratégica (AAE) 
2.9.1 Produto 1 – Plano de Atividades 
2.9.2 Produto 2 – Marco Referencial e Quadro de Referência Estratégico 
2.9.3 Produto 3 – Diagnóstico Estratégico 
2.9.4 Produto 4 – Estudo de Cenários 
2.9.5Produto 5 – Relatório Preliminar 
2.9.6 Produto 6 – Relatório Final e Resumo Executivo 
2.9.7 Fórum de Monitoramento das Diretrizes e recomendações a cada 2 anos 
R
e
c
u
rs
o
s 
H
íd
ri
c
o
s 
3. Ações na Bacia do Leste 
3.1 Elaboração Participativa do Plano de Bacias do Leste (PRHL) 
3.1.1 Elaboração do TDR do Plano da Bacia do Leste 
05 Oficinas para elaboração dos TDR 
Apreciação do TDR pelo Comitê em plenária 
3.1.2 Contratação da Empresa para realização do PRHL 
Processo de Licitação para elaboração do Plano 
 
 
 SEMA 
Assinatura do contrato pra o PRHL 
3.1.3 Elaboração do Plano da Bacia do Leste 
3.1.3.1 FASE A – Preparatória 
Reunião de Integração entre INEMA, CBHL e Executora 
02 Consultas Públicas 
Plano de Trabalho da Executora (incluindo Plano de Mobilização e Comunicação) aprovado pelo Comitê e pelo INEMA 
3.1.3.2 FASE B – Diagnóstico Integrado 
Oficinas Temáticas – Contribuição social referente aos problemas críticos da bacia 
02 Consultas Públicas – Plenárias do Comitê 
Diagnóstico Integrado da Bacia – Produto consolidado 
3.1.3.3 FASE C – Prognóstico, compatibilização e articulação 
Oficinas – Contribuição social na simulação de cenários da bacia 
02 Consultas Públicas – Plenário do Comitê 
Prognóstico – Cenário Normativo Consolidado 
3.1.3.4 FASE D – Diretrizes, metas e programas para o PRHL 
Oficinas – Contribuição social no roteiro de implementação dos planos, programas e projetos da bacia 
02 Consultas Públicas – Plenário do Comitê 
Produto – Planos, Programas e Projetos do PRHL 
3.1.4 Plano da Bacia do Leste Elaborado 
3.1.5 Seminário de Lançamento do PRHL. 
3.1.6 Encargos financeiros (40%) 
3.2 Projeto Terras sustentáveis (capacitação de agricultores e restauração mata ciliar – para 10 assentamentos – 14 meses de execução) 
R
e
c
u
rs
o
s 
H
íd
ri
c
o
s 
3.2.1 Elaborar TDR e Contratar instituição/ões para realizar capacitação das comunidades e recuperação de matas ciliares. 
3.2.2 Desenvolver diagnóstico socioambiental participativo. 
3.2.3 Capacitar as comunidades para a gestão ambiental 
3.2.4 Recuperar Áreas Preservação Permanente, 130 ha (mata ciliar e nascente) 
3.3 Renovação dos membros do Comitê de Bacia Hidrográfica do Leste 
3.3.1 Mobilização Social para processo de renovação dos membros dos comitês das Bacias 
3.3.2 Realização das Atividades para renovação dos membros dos Comitês 
3.3.3 Reuniões com diretorias dos comitês e planejamento das atividades referentes ao processo de renovação 
3.3.4 Realização de Reuniões Plenárias Setoriais 
3.3.5 Realização de Reuniões Plenárias de posse dos membros e eleição das Diretorias dos Comitês das Bacias 
3.4 Manutenção do Comitê de Bacia Hidrográfica do Leste (ação continuada por 10 anos) 
3.4.1 Realização das Plenárias Ordinárias e Extraordinárias, Reuniões com as Diretorias dos Comitês e demais eventos relacionados com suas atribuições – Para o pleno funcionamento do comitê será 
necessária a realização de reuniões de diretorias, plenárias ordinárias e extraordinárias, que garantam a participação dos membros dos comitês envolvidos com essas atividades(secretariado, transporte e 
alimentação para os membros). 
Meta anual: Realização de 4 (quatro) plenárias ordinárias; 2 (duas) plenárias extraordinárias e 4 (quatro) reuniões de diretoria. 
3.5 Monitoramento qualitativo dos rios Cachoeira, Almada. (Programa Monitora) (06 campanhas a serem realizadas: 02 em 2009 e 04 em 2010) 
 
 
 
 SEMA 
3.5.1 Coleta da amostra de água do rio a ser avaliado. (INGÁ) 
3.5.2 Análise laboratorial da amostra 
3.5.3 Emissão do resultado da qualidade das águas do rio 
3.5.4 Ampliação da rede na Bacia do Leste (duplicação do monitoramento) 
3.6 Monitoramento Hidrológico (Rios: Almadina/Cachoeira/Água Vermelha/Una) 
3.6.1 Aquisição dos equipamentos 
3.6.1.1 PCD Pluviométricas (10 un.) 
3.6.1.2 PCD Hidrológicas (5 un.) 
3.6.2 Elaboração do TDR 
3.6.3 Análise e aprovação do TDR pela PROJUR 
3.6.4 Processo licitatório 
3.6.5 Contratação da empresa fornecedora 
3.7 Instalação das Estações 
Estação Pluviométrica (10 un.) 
Estação Hidrológica (5 un.) 
3.8 Fiscalização de uso da água 
3.8.1 fiscalizar os condicionantes de aproximadamente 300 processos de outorga de direito de uso de água (fiscalização sistêmica, sem definir data – sigilo de operação) 
3.8.2 Atender denúncias diversas relativas ao uso irregular dos recursos hídricos (sem definir data – sigilo da operação e demandas eventuais) 
3.8.3 Fiscalizar o lançamento de efluentes de usos domésticos e atividades industriais. Mananciais a serem fiscalizados da Bacia do Leste: Rio Almada, Rio Cachoeira, Rio Castelo Novo, Rio Piabanha e 
Rio do Braço. Fiscalização Programada (sem definir data – sigilo da operação) 
R
e
c
u
rs
o
s 
A
tm
o
sf
é
ri
c
o
s 
3.7 Monitoramento Climatológico 
3.7.1 Obter os dados registrados e atualização dos programas 
3.7.2 Manutenção da estação climatológica 
Verificar situação da estação 
Efetuar a limpeza dos sensores e capina da área do cercado 
Verificar o funcionamento do painel solar 
Verificar se a bateria está dentro dos padrões de armazenamento 
Troca da sílica (absorvente de umidade) no dataloger 
3.7.3 Verificar se a estação está funcionando corretamente, coletando e transmitindo os dados de temperatura e umidade do ar, direção e velocidade dos ventos, pressão atmosférica, radiação solar e a 
precipitação pluviométrica 
3.7.4 Recolher os resíduos sólidos. 
3.7.5 Aquisição de equipamentos – Estação completa (5 un.) 
Elaboração do TDR 
Análise e aprovação do TDR pela PROJUR 
Processo licitatório 
Contratação da empresa fornecedora 
 
 
 SEMA 
Implantação da estação com calibração e testes de coleta e envio de dados 
Entrega da estação climatológica 
G
o
v
e
rn
a
n
ç
a
 
3.9 Construção da sede da Casa de MeioAmbiente de Itabuna – sede da SEMA/ INEMA 
3.9.1 Aquisição de área para construção da Sede 
Definição da área 
Levantamento de documentação e Instrução do processo de aquisição 
Liberação do processo para aquisição da área 
Compra do terreno 
3.9.2 Construção da Sede 
Definição do Projeto Arquitetônico (lógico, estrutural, hidráulico, elétrico etc.) 
Processo licitatório para construção da CRN 
Contrato com a empresa vencedora 
Execução da obra 
Acompanhamento da obra 
Entrega da sede 
3.10 Revitalização do Rio Almada 
3.10.1 Saneamento ambiental na área lindeira ao rio 
3.10.2 Limpeza do leito do rio 
4. Implantação do Centro de Pesquisa Agro Ambiental – CIPAM 
4.1 Assinatura de Protocolo de Intenções entre a SEMA/SFC, SECTI, FAPESB e a UESC (Ilhéus) 
4.2 Construção da unidade do CIPAM de Ilhéus 
4.2.1 Elaboração de orçamento de obras 
4.2.2 Aprovação do orçamento de obras pela SUCAB 
4.2.3 Descentralização do recurso para a SUCAB 
4.2.4 Licitação para a obra 
4.2.5 Início das obras 
4.3 Estabelecimento de Convênio com a UESC para início das pesquisas 
4.4 Inauguração do CIPAM 
4.4.1 Elaboração de edital para projetos socioambientais 
In
fr
a
e
st
ru
tu
ra
 L
o
g
ís
ti
c
a
 SEINFRA 
Quadro Geral de Investimentos do Porto Sul 
Investimento 
BA.S/C BR.101 (km.500) – Porto Sul 
BA.262 BR.101 – Uruçuca – Ilhéus 
BA.S/C Anel de Contorno de Ilhéus 
Plano diretor 
Desapropriação 
 
 
 
 SEMA 
SICM 
Complexo Siderúrgico 
Manufatura ZPE 1a fase 
Manufatura ZPE 2a fase 
Complexo Madeira e Moveis 1a fase 
Complexo Madeira e Moveis 2a fase 
Complexo Biocombustíveis 1a fase 
Complexo Biocombustíveis 2a fase 
Complexo Rochas Ornamentais 1a fase 
Complexo Rochas Ornamentais 2a fase 
Complexo Agro Industrial 1a fase 
Complexo Agro Industrial 2a fase 
Indústria da Moda 1a fase 
Indústria da Moda 2a fase 
Construção Civil Mercado Imobiliário 1a fase 
Construção Civil Mercado Imobiliário 2a fase 
Usina Termo Elétrica 
Implantação da ZAL 1a fase 
Implantação da ZAL 2a fase 
U
so
 e
 O
c
u
p
a
ç
ã
o
 d
o
 S
o
lo
 
SIDUR/CONDER/SEDUR 
Plano Regional de Desenvolvimento Territorial 
Elaboração e/ou Revisão dos Planos Diretores dos 5 Municípios do Território 
Planos de Mobilidade Intermunicipal 
Relocação de Habitações na Lagoa (200 unidades) 
Relocação de Habitações no Rio Almada (100 unidades) 
Requalificação do Aterro Sanitário Integrado Ilhéus/Uruçuca 
Construção de Aterro Sanitário Integrado Itabuna/Itapé/Buerarema/Itajuípe 
Construção de Estação de Transferência de Resíduos em Uruçuca 
Instituição de Gestão Integrada de Desenvolvimento Urbano do Território 
Capacitação dos Gestores Municipais 
Elaboração de Planos de Modernização Administrativa dos 27 Municípios 
 
 
 SEMA 
S
o
c
io
e
c
o
n
o
m
ia
 
SIDUR/CONDER/SEDUR 
Capacitação 
Implantação de Centro de Formação do Sest-Cenat 
Programa Trilha (contrapartida) 
Programa Trilha 
Implantação do Centro Estadual de Educação Profissional 
Implantação do Centro Estadual de Educação Profissional (contrapartida) 
Fortalecimento institucional, Ampliação da Infraestrutura da UESC 
Custeio dos novos cursos de graduação pós-graduação e extensão na UESC 
Programas de formação profissional 1a fase 
Programas de formação profissional 1a fase (contrapartida) 
Programas de formação profissional 2a fase 
Programas de formação profissional 2a fase (contrapartida) 
Programas de formação profissional 3a fase 
Programas de formação profissional 3a fase (contrapartida) 
Implantação do SINE de Ilhéus 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
ANEXO II 
Objetivos de Sustentabilidade e Propostas de Ação — Síntese das Diretrizes e Recomendações e Prioridades 
PLANO DE AÇÃO 
D
ir
e
tr
iz
e
s
 
G
o
v
e
rn
o
 
R
e
c
o
m
e
n
d
a
ç
õ
e
s
 
E
m
p
re
s
a
s
 
P
ri
o
ri
d
a
d
e
 
OBJETIVO I: Promover o Desenvolvimento Econômico Regional 
Linhas de Ação I.1: Inserção dos Empreendimentos Objeto da AAE com Responsabilidade Social e Ambiental ― Complexo Intermodal e Logístico 
Plano de Gestão Ambiental para o Complexo Intermodal e Logístico Porto Sul 
 Considerar as Diretrizes e Recomendações propostas nesta AAE. x x 1 
 Considerar os Programas Ambientais em conformidade com as avaliações de impactos ambientais dos projetos dos empreendimentos e condicionantes estabelecidos pelos órgãos 
ambientais nos processos de licenciamento. 
 
Protocolo Especial de Responsabilidade Social e Ambiental 
 Implantar tecnologias modernas em relação às instalações, incluir mudanças nas rotas tecnológicas e de controle, aos processos administrativo-alfandegários e às logísticas de 
armazenamento e transporte. 
x x 1 
Linhas de Ação I.2: Otimização do Desenvolvimento Econômico ― Zonas Industriais 
Programa de Desenvolvimento de Zonas Industriais 
 Implantar Zona Industrial para o complexo mínero-siderúrgico aderente à concepção da responsabilidade socioambiental e aos conceitos da ecologia industrial: intensidade mercadológica, 
interdependência tecnológica, complementaridade e potenciais simbioses e efeitos multiplicadores. 
x x 1 
 Definir critérios para localização das Zonas Industriais, com base em Resolução CEPRAM ou ao do Poder Executivo, considerando distancia da costa (especialmente para o Núcleo Base: 
pelotização, siderurgia, cimento, UTE) e disponibilidade de infraestrutura (gás natural e água, principalmente) e a capacidade de suporte, considerando os indicadores de saturação da 
qualidade ambiental da região (depende de estudos específicos a serem realizados com esse objetivo). 
x 1 
 Estabelecer processo de gestão ambiental integrada com a adoção das melhores tecnologias de controle (BACT) e as boas práticas de prevenção e controle ambiental com o compromisso 
de minimizar a geração de resíduos (insumo nos processos produtivos ou como energéticos), emissões e efluentes líquidos, conferindo para que tendam a zero, e otimizar o uso de 
utilidades e materiais, do consumo de água e de energia, com reuso e eficiência nos processos. 
 x 1 
Programa de Incentivo ao Uso de Gás Natural e de outras Fontes Renováveis Alternativas 
 Priorizar o uso de gás natural na UTE e nas atividades das Zonas Industriais (Núcleo Base principalmente). x x 1 
 Construir central de distribuição de gás natural criando condições efetivas para industrialização e uso veicular na região. x 1 
 
 
PLANO DE AÇÃO 
D
ir
e
tr
iz
e
s
 
G
o
v
e
rn
o
 
R
e
c
o
m
e
n
d
a
ç
õ
e
s
 
E
m
p
re
s
a
s
 
P
ri
o
ri
d
a
d
e
 
Programa de Promoção de Eficiência Energética e Mecanismos de Compensação Energética 
 Planejar e conceber os diversos processos produtivos em conformidade com os preceitos da eficiência energética e da conservação da energia, utilizando as melhores tecnologias 
economicamente viáveis (BAT) e seguindo as determinações e as diretrizes do Plano Nacional de Eficiência Energética (PNEE). 
x x 1 
 Propor e implementar mecanismos de compensação energética, a exemplo do Decreto 41.318/08 do ERJ e da Instrução Normativa no. 07/09 do IBAMA. x 2 
Linhas de Ação I.3: Dinamização da Economia Regional e do Mercado de Trabalho 
Política Industrial para Empresas de Segunda e Terceira Geração 
 Conceber e implementar uma política industrial para criação de novos núcleos produtivos a se instalarem na ZPE ou em municípios do entorno, para promover o desenvolvimento 
regional estimulados pelo Complexo Porto Sul. 
x 2 
 Dar prioridade aos setores que utilizarão matérias-primas regionais e produtos tradicionais (a exemplo de mármores e granitos, movelaria e na área de alimentos e bebidas — cacau e 
derivados, sucos, doces e outras preparações e derivados de carnes), para fortalecer e contribuir para uma maior verticalização das cadeias produtivas que reúnem pouco valor adicionado. 
x 2 
 Conceber sistema de simplificação dos processos de instalação e linhas de crédito especial para micro e pequenas, reduzindoas unidades informais, sobretudo, no setor terciário da 
economia regional. 
x 2 
Programa de Gestão Ambiental Integrada para a Zona de Processamento de Exportação (ZPE) 
 Buscar integração com as cadeias produtivas em função da vocação regional e da compatibilidade logística envolvendo infraestrutura de serviços e insumos básicos constitutivos de sua 
estruturação básica. 
x x 2 
 Gerenciar os aspectos fiscal e aduaneiro e aqueles destinados à preservação ambiental, plano urbanístico e paisagístico e serviços de saneamento ambiental e industrial integradamente — 
água, esgotamento sanitário, disposição de rejeitos, suprimentos básicos, segurança e transporte, estimulando o intercambio tecnológico, o uso de tecnologias limpas e de melhores práticas. 
x x 2 
Plano de Turismo Regional 
 Apoiar as atividades turísticas e garantir a qualidade ambiental/paisagística e sociocultural para a região a partir de uma política de valorização do patrimônio paisagístico, natural, cultural e 
imaterial do território, com foco em Ilhéus e no litoral da Zona Turística da Costa do Cacau. 
x x 1 
 Fortalecer a estrutura do trade turístico regional para o turismo, incluindo o turismo de negócios, a partir de um calendário de eventos e novos roteiros culturais, ecológicos e agroecológicos. x x 1 
 Promover recuperação urbana e paisagística da cidade de Ilhéus com revitalização do antigo porto como Porto de Lazer e promover a formatação do Porto de Malhado como Terminal 
Turístico. 
x 1 
 Promover a formação da mão-de-obra do setor de turismo e a conscientização turística da população. 
Programa de Desenvolvimento da Agropecuária Regional Sustentável 
 Promover pesquisas sobre a organização, a tecnologia e as práticas mais adequadas à agricultura familiar, para a produção de cacau no sistema cabruca e para consorciar cacauicultura com 
fruticultura. 
x x 1 
 
 
 
PLANO DE AÇÃO 
D
ir
e
tr
iz
e
s
 
G
o
v
e
rn
o
 
R
e
c
o
m
e
n
d
a
ç
õ
e
s
 
E
m
p
re
s
a
s
 
P
ri
o
ri
d
a
d
e
 
 Disponibilizar assistência técnica e capacitação sobre a conversão ao sistema orgânico e à certificação, estimulando a diferenciação do produto industrial no mercado. x 1 
 Implementar o pagamento dos serviços ambientais gerados pelo sistema cabruca. x 1 
 Revitalizar a indústria de transformação de cacau e da fruticultura. x 1 
 Apoiar a implantação de unidades de esmagamento de soja e outras oleaginosas na ZPE, permitindo a concentração da pecuária e a produção de biodisel. x x 2 
Programa de Incentivo a Adoção das Melhores Tecnologias Ambientalmente Aceitáveis na Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural 
 Adotar iniciativas de controle ambiental que as melhores práticas e tecnologias aplicáveis disponibilizam para a exploração e produção de petróleo, que vão além das medidas e práticas 
usualmente adotadas. 
 x 3 
 Formatar o Porto de Malhado para atuar como suporte ao setor petrolífero (supply boat). x x 3 
Programa de Incentivo a Ocupação e Renda em Sistemas de Consórcios Municipais e de Qualificação Profissional 
 Implantar serviços de intermediação para o trabalho envolvendo cadastramento da mão-de-obra e oferta de emprego para a força de trabalho migrante e desocupada para as novas 
oportunidades surgidas, possibilitando aumento dos empregos formais. 
x x 1 
 Articular com outros programas de qualificação de mão-de-obra, do primeiro emprego, estágios e treinamentos profissionalizantes para atender a demanda de profissionais por parte dos 
empreendimentos instalados em toda a região e a oferta diversificada de produtos e serviços. 
x x 1 
 Estabelecer compromissos do setor privado com a sociedade de preferência pela contratação de mão-de-obra local e de participação em programas de treinamentos de qualificação 
profissional, junto com o governo do Estado e prefeituras. 
x x 1 
 Promover a capacitação técnica em temas como empreendedorismo, associativismo, cooperativismo e economia solidária para estimular as atividades tradicionais e como alternativa 
econômica das comunidades pesqueiras. 
x x 1 
 Realizar cursos envolvendo os colaboradores das empresas, disseminando informações sobre a questão ambiental e, em especial, a legal, e capacitação em assuntos ambientais direcionados 
para as atividades industriais da região. 
x x 1 
OBJETIVO II: Oferecer Melhores Condições de Vida para a População Local 
Linhas de Ação II.1: Ordenamento Territorial para Controle da Expansão Urbana 
Plano Regional de Desenvolvimento Socioeconômico e Territorial 
 Conceber macro zoneamento de preservação, conservação e uso e ocupação, baseado nas dimensões da sustentabilidade, relacionado com ás áreas de socioeconomia, geo-ambiental, 
histórico-cultural, científico-tecnológico, político-institucional e socioespacial. 
x 1 
 Instituir gestão integrada de desenvolvimento urbano e territorial para o macro território, com a participação dos vários níveis governamentais, organizações não governamentais e 
empreendedores baseados em uma nova estrutura de governança. 
x 1 
 
 
PLANO DE AÇÃO 
D
ir
e
tr
iz
e
s
 
G
o
v
e
rn
o
 
R
e
c
o
m
e
n
d
a
ç
õ
e
s
 
E
m
p
re
s
a
s
 
P
ri
o
ri
d
a
d
e
 
 Fortalecer os municípios âncoras e do entorno na nova matriz espacial e territorial, para melhor absorção dos benefícios e minimização dos impactos dos novos investimentos, evitando a 
saturação e a incapacidade dos poderes públicos de atender as demandas do contingente populacional migrante e do crescimento demográfico. 
x 1 
 Desenvolver e atualizar os planos diretores municipais territoriais no contexto do macro zoneamento de preservação, conservação e uso e ocupação, juntamente com planos de 
modernização administrativa, o Código de Postura Municipal e implantar o Projeto Orla de Ilhéus. 
x 1 
 Introduzir políticas e incentivos econômicos para conservação de áreas naturais próximas às zonas urbanas. x 3 
 Fiscalizar e prevenir ocupações subnormais e de áreas favelizadas, evitando a criação de novas áreas de concentração de pobreza. x 1 
 Participar e apoiar financeiramente nos novos modelos de gestão urbano-territorial, em especial na elaboração dos planos regional e urbanos. x 1 
 Repensar o Sistema Viário Urbano também do ponto de vista da mobilidade, repensando a ocupação do solo do município contemplando esses projetos. x 2 
 Avaliar a criação da Região Metropolitana Ilhéus-Itabuna. x 3 
Linhas de Ação II.2: Ampliação e Melhoria da Infraestrutura e da Oferta de Serviços Básico 
Programa Regional de Habitação 
 Implementar uma política habitacional, com criação de Conselho Habitacional Municipal e Conselho Gestor, orientada para atender à demanda do patamar crítico de 2/3 da população, 
com realocação de invasões de APP e de áreas de risco (morros e encostas), com infraestrutura física e social. 
x 1 
 Vincular os programas de financiamento para a construção da casa própria, como o “Programa Minha Casa Minha Vida”, à lei de uso e ocupação do solo e ao plano de mobilidade urbana de 
cada município. 
x 1 
 Estabelecer política pública para promover o desenvolvimento sustentável do Litoral Norte de Ilhéus, área a ser mais afetada pelos empreendimentos. x 1 
 Participar organizacional e financeiramente na implementação da política habitacional. x 1 
Programa Regional de Saneamento Ambiental 
 Implantar sistemas de esgotamento sanitário das áreas urbanas e industriais, sistemas de abastecimento de água, sistemas locais e compartilhados de coleta e destinação final de resíduos 
sólidos, que garanta condições infraestruturais básicas de qualidade de vida da população e de suporte aos novos empreendimentos. 
x 1 
 Criar Consórcios Intermunicipais e/ou parcerias público-privadas, com o objetivo de estimular o interesse e a participação na construção e operação de aterros sanitários, centrais de 
triagem, reciclagem e compostagem, coleta e transporte de resíduos. 
x x 1 Implantar serviço de Coleta Seletiva e promover a formação de uma cadeia produtiva vinculada aos resíduos sólidos. x x 2 
 Promover a coleta específica de resíduos de serviços de saúde e implementar locais de tratamento e destinação adequada. x x 1 
 Realizar plano de investigação ambiental das áreas utilizadas como lixões clandestinos e propor medidas para a remediação das áreas contaminadas. x 1 
 Estabelecer programa de “canteiros de obras limpo”, com gestão de resíduos e entulhos em processos construtivos ambientalmente sustentáveis. x x 1 
 
 
 
PLANO DE AÇÃO 
D
ir
e
tr
iz
e
s
 
G
o
v
e
rn
o
 
R
e
c
o
m
e
n
d
a
ç
õ
e
s
 
E
m
p
re
s
a
s
 
P
ri
o
ri
d
a
d
e
 
Programa Regional de Saúde e Educação 
 Ampliar a rede de atenção básica de saúde com equipe de “saúde da família”, na perspectiva de atingir a cobertura de 80% da população regional. 
 Ampliar a rede de serviços de saúde e dispor de pessoal habilitado, permitindo avanços mais significativos na queda da mortalidade infantil e de outros indicadores saúde. x 1 
 Ampliar o atendimento de média e alta complexidade com unidades ampliadas e fortalecimento dos hospitais de referência; e qualificação e melhoria da rede hospitalar existente para 
atender a demanda regional. 
 
 Implementar programas de investimento voltados para ampliação de estruturas eficientes de apoio às atividades de educação e realização de programas de capacitação e profissionalização, 
para redução mais significativa da taxa de analfabetismo e melhoria da qualificação da mão-de-obra. 
x 1 
 Ampliar a grade curricular do CEFET contemplando as estratégias de desenvolvimento regional e implantar campus da Universidade Federal no Sul da Bahia. 
Programa Regional de Transporte Municipal e Intermunicipal 
 Realizar o planejamento do sistema de transportes acoplado aos Planos Diretores Municipais e demais planos de desenvolvimento da região, com normas e procedimentos quanto aos 
Planos Municipais de Transporte e ao regulamento do sistema de transporte público de passageiros, ao Fundo de Transportes e Sistema Viário e à rede estrutural de transportes. 
x 2 
 Criar Secretaria Municipal de Logística de Transporte Integrada responsável pelo Sistema Integrado de Logística de Transporte. 
 Implantar canais de tráfego com rodovias modernas e conservadas que permitam rapidez e alta segurança no transporte de pessoas dos municípios de residência para os locais de trabalho 
e matérias primas e mercadorias. 
x 2 
OBJETIVO III: Manter a Qualidade Ambiental, Preservando a Biodiversidade e a Dinâmica dos Ecossistemas 
Linha de Ação III.1: Gestão Ambiental Integrada para a Região de Influência do Porto Sul 
Plano de Gestão Ambiental para a Região de Influência do Complexo Intermodal e Logístico Porto Sul 
 Considerar de forma integrada e articulada os planos diretores de municípios, planos de manejo de UC, Zoneamento Costeiro, Zoneamento Ecológico Econômico, Planos de Bacias 
Hidrográficas e todos os planos e programas específicos propostos neste e nos demais componentes desta AAE e, em especial, os programas de mitigação e compensação. 
x 1 
Programa de Fortalecimento do Sistema Nacional de Unidades de Conservação (SNUC) 
 Ampliar a rede oficial de Unidades de Conservação (UC), com incremento e fortalecimento dos corredores e das unidades existentes: 
 Criar uma nova UC envolvendo o cinturão de vegetação remanescente entre a da APA da Lagoa Encantada e a REBIO de Una; 
 Implantar plano de manejo (e respectivo zoneamento ambiental), programa de capacitação de gestores e pessoal da fiscalização, infraestrutura logística e equipamentos de apoio à 
gestão administrativa e pesquisa; 
 Criar programa de apoio aos pequenos proprietários rurais para promover a expansão das RPPN; 
 Revitalizar e redimensionar o Jardim Botânico de Ilhéus; 
x 1 
 
 
PLANO DE AÇÃO 
D
ir
e
tr
iz
e
s
 
G
o
v
e
rn
o
 
R
e
c
o
m
e
n
d
a
ç
õ
e
s
 
E
m
p
re
s
a
s
 
P
ri
o
ri
d
a
d
e
 
 Estabelecer um plano de paisagem e integração com o ambiente na concepção e gestão das Zonas Industriais; 
 Incentivar a manutenção das áreas de cabruca com a revitalização da cacauicultura orgânica, conferindo-lhe status de mecanismo complementar de conservação da biodiversidade 
regional perante a legislação ambiental, enquadrando-a como um ecossistema associado à Mata Atlântica e, portanto, não passível de corte raso. 
 Consolidar a gestão das Unidades de Conservação: 
 Instituir o Mosaico de Unidades de Conservação regional, envolvendo as UC do Litoral Sul; 
 Adequar e implementar os Planos de Manejo das UC) e solucionar as questões fundiárias pendentes das UC regionais, empregando parte dos recursos das medidas compensatórias; 
 Criar unidade de combate a incêndio florestal integrante do Sistema Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (PREVFOGO). 
x 1 
 Implantar rede de Unidades de Conservação em ambientes marinhos: 
 Criar uma rede de Áreas Marinhas Protegidas, incluindo UC de Proteção Integral, nas áreas adjacentes as (UC) dos ambientes emersos; 
 Criar uma UC marinha associada à APA Serra Grande-Itacaré; 
 Ampliar a rede de UC, associando a REBIO de Una as zonas úmidas localizadas ao sul de Ilhéus, incluindo, também, as regiões da plataforma continental até a isóbata de 400m; 
 Criar uma rede de “áreas de segurança ampliadas” relacionadas às estruturas de exploração e produção de petróleo e gás natural e às estruturas do Porto Sul, funcionando como “corredores 
ecológicos” nos ambientes marinhos. 
x 1 
Programa de Gestão da Biodiversidade 
 Implantar mini-corredores da biodiversidade. x 3 
 Fortalecer a gestão e garantir a proteção dos remanescentes florestais e da fauna do minicorredor PESC/Parque Municipal da Boa Esperança, incluindo as APA da Lagoa Encantada e Rio 
Almada e Costa de Itacaré/Serra Grande. 
x x 3 
 Fomentar o repovoamento de áreas legalmente protegidas, com base em estudos para a reintrodução de espécies nativas da fauna. x 3 
 Promover a erradicação de espécies invasoras da flora nas UC de uso de integral. x 3 
 Garantir o cumprimento da legislação de APP, com particular atenção à preservação dos manguezais. x 3 
Programa de Gestão da Paisagem 
 Promover a Recuperação Ambiental da Região: 
 Recuperar áreas degradadas na área de influência do Complexo Intemodal e Logístico Porto Sul, sobretudo com o objetivo de reconectar fragmentos florestais; 
 Promover um programa que apóie financeiramente a preservação do sistema cabruca pelos atuais agricultores e a recuperação de áreas decadentes e/ou abandonadas, assim como a 
conversão de áreas de produção intensiva de cacau; 
 Incentivar a adoção de técnicas agrícolas de baixo impacto pelos agricultores familiares e proprietários de terras, com a identificação e disseminação de modelos de sistemas 
agroflorestais e de uso sustentável da terra; 
 Reconstituir a vegetação nativa na faixa marginal de rios (matas ciliares), cabeceiras de bacias hidrográficas e reservas legais, procurando enriquecê-las com espécies autóctones da flora; 
x 3 
 
 
 
PLANO DE AÇÃO 
D
ir
e
tr
iz
e
s
 
G
o
v
e
rn
o
 
R
e
c
o
m
e
n
d
a
ç
õ
e
s
 
E
m
p
re
s
a
s
 
P
ri
o
ri
d
a
d
e
 
 Incentivar implantação de cinturões verdes que garantam a continuidade de corredores ecológicos como proteção visual das plantas portuárias, ferroviárias e industriais; 
 Aplicar os recursos da Compensação Ambiental para regulamentação fundiária, instrumentalização da gestão e manutenção de UC e revegetação de APP (primordialmente matas 
ciliares), áreas degradadas e dos corredores ecológicos; 
 Apoiar, técnica e financeiramente, programas ambientais voltados para a identificação e manejo de habitats críticos; 
 Promover a erradicação de espécies invasoras da flora e fauna em ambientes críticos ou de área reduzida e/ou situados em áreas de importância elevada para a conservaçãoda 
biodiversidade e promover a reintrodução das espécies pioneiras; 
 Definir polígonos de conservação ambiental os maiores e mais bem conservados fragmentos florestais e áreas úmidas envolvendo, ao menos, 30% da área destinada à implantação do 
Complexo Intermodal e Logístico Porto Sul, novo aeroporto e ZPE. 
 Implementar os Instrumentos de Gestão Ambiental: 
 Incentivar a adoção de um programa de “parques de carbono” vinculado a demanda do programa de conservação das áreas protegidas do novo Mosaico de UC; 
 Especificar e implementar um Programa Estadual de Legalização Ambiental Rural para regularizar as áreas de APP e Reserva Legal; 
 Propor instrumentos e políticas de auxilio à formação de corredores da biodiversidade: ICMS Ecológico, conservation easements, direitos negociáveis de desenvolvimento; 
 Apoiar, técnica e financeiramente, programas ambientais voltados para a identificação e manejo de habitats críticos; 
 Promover a erradicação de espécies invasoras da flora e fauna em ambientes críticos ou de área reduzida e/ou situados em áreas de importância elevada para a conservação da 
biodiversidade. 
x x 3 
Programa de Melhoria da Qualidade de Vida e Geração de Renda nas UC 
 Definir áreas de uso sustentável e conservação dos recursos naturais para criação de espécies estratégicas para a economia regional, com possibilidade de reposição dos estoques na natureza. x x 3 
 Implantar viveiros para o desenvolvimento de mudas de espécies nativas da flora para o repovoamento e recuperação de áreas degradadas e/ou adequadas para aumentar a conectividade 
entre fragmentos florestais. 
 x 
 Implantar o Projeto Terras Sustentáveis para capacitar agricultores em restauração de mata ciliar. x 3 
 Implantar projetos de ecoturismo (ecoparques) como alternativa econômica e ambiental atraente, com forte apelo à educação ambiental. x x 3 
Programa de Educação e Aumento da Percepção Ambiental e Atualização do Conhecimento 
 Atualizar, periodicamente, os dados sobre o uso e ocupação do solo, com base no imageamento de satélite em escala compatível com os objetivos de conservação. x x 2 
 Desenvolver pesquisas na área de botânica como parte dos esforços para a elaboração da lista de espécies ameaçadas de extinção na Bahia. x x 2 
 Incentivar e apoiar estudos relacionados ao estabelecimento de indicadores ambientais de espécies ameaçadas de extinção e proceder à atualização da lista dessas espécies no âmbito do CCMA. x x 2 
 
 
PLANO DE AÇÃO 
D
ir
e
tr
iz
e
s
 
G
o
v
e
rn
o
 
R
e
c
o
m
e
n
d
a
ç
õ
e
s
 
E
m
p
re
s
a
s
 
P
ri
o
ri
d
a
d
e
 
 Implementar programas de inventário e pesquisa em áreas com lacunas de informação sobre a biodiversidade e/ou de alta sensibilidade/ vulnerabilidade ambiental, com ênfase nas 
comunidades marinhas associadas aos costões rochosos, aos fundos consolidados e comunidades bentônicas na plataforma continental. 
x x 2 
 Implantar programa de sensibilização a respeito da situação dos ambientes costeiros e marinhos, suas fragilidades e importância na cultura regional. x x 2 
 Implantar programa de sensibilização a respeito da situação dos recursos pesqueiros estuarinos e marinhos e benefícios das UC de proteção integral na reabilitação dos recursos pesqueiros. x x 2 
 Criar e implementar rede de protetores das UC marinhas envolvendo empreendedores, pescadores e a frota pesqueira da região, objetivando a efetiva proteção das UC de proteção integral. x 2 
 Articular a gestão do Centro de Triagem de Animais Silvestres (CERES) a programas regionais de ensino e pesquisa. x 2 
 Aprimorar os mecanismos de participação social da região, aproveitando os vários fóruns existentes, de forma a atuarem com sinergia na implementação de ações de cunho ambiental. x x 2 
 Criar e implementar um programa de educação e formação de redes de protetores das UC marinhas. x 2 
Linhas de Ação III.2: Gestão dos Recursos Hídricos da Bacia do Leste 
Plano de Bacias do Leste 
 Elaborar, de forma participativa, a gestão da quantidade e qualidade da água e implementar ações mediante aplicação dos instrumentos de cadastramento de usuários, outorga, cobrança 
pelo uso, para alocação otimizada de usos múltiplos. 
x 1 
 Implantar sistema de tratamento de esgoto sanitário em localidades com população igual ou superior a 1.000 habitantes e sistemas destinados à redução do fósforo, como elementos de 
pós-tratamento, nos mananciais da Bacia do Leste: rios Almada, Cachoeira, Castelo Novo, Piabanha e Braço. 
x 1 
 Implantar barragem de regularização próxima a localidade de Itapé, no rio Cachoeira, e no rio Almada, a montante de Itajuípe para ampliar/ universalizar a oferta de água. x 2 
 Revitalizar o rio Almada implantando saneamento ambiental na área lindeira ao rio e realizando limpeza do leito. x 3 
Linhas de Ação III.3: Gestão dos Recursos Atmosféricos 
Plano de Gestão da Qualidade do Ar 
 Estabelecer o Plano para a área do Porto Sul e para o Complexo Intermodal e Logístico Porto Sul e Zonas Industriais envolvendo o poder público, empreendedores, comunidade e 
sociedade civil. 
x 2 
 Definir o enquadramento nas Classes I, II e III para adotar padrões primários ou secundários de qualidade do ar e elaborar o “Plano de Emergência para Episódios Críticos de Poluição do 
Ar (CONAMA 03/90). 
x 2 
 Privilegiar a utilização de gás natural como combustível em todas as unidades da Zona Industrial – Núcleo Base. x 2 
 Estabelecer política de compensação de emissões de gases do efeito estufa. x 2 
 
 
 
PLANO DE AÇÃO 
D
ir
e
tr
iz
e
s
 
G
o
v
e
rn
o
 
R
e
c
o
m
e
n
d
a
ç
õ
e
s
 
E
m
p
re
s
a
s
 
P
ri
o
ri
d
a
d
e
 
 Adotar para as indústrias a serem implantadas no Complexo, as melhores tecnologias de controle disponíveis (BACT). x 2 
 Avaliar, à luz dos impactos a serem causados na qualidade do ar da região do Complexo Porto Sul e seu entorno, a adoção de limites de emissão considerando a cumulatividade e sinergia. x 2 
 Assegurar que as emissões de toda a frota que circula na área do Complexo Porto Sul e Zona Industrial respeitem os limites propostos pelo CONAMA. x x 2 
 Adotar medidas no sentido de evitar o adensamento populacional nas áreas localizadas a oeste e sudoeste do Complexo Intermodal e Logístico Porto Sul. x 2 
 Implantar barreiras para prevenir o arraste eólico das emissões pulverulentas provenientes das pilhas de estocagem da retroárea. x 2 
 Adotar medidas no sentido de atender às normas da IMO (International Maritime Organization) quanto às emissões atmosféricas provenientes dos navios que utilizam o porto. x 2 
Linhas de Ação III.4: Programas de Monitoramento e Fiscalização Ambiental 
Programa de Monitoramento Ambiental 
 Definir um Sistema de Monitoramento estabelecendo metas, indicadores de sustentabilidade socioambiental e mecanismos de monitoramento da qualidade e de gestão ambiental dos 
municípios da região, em especial nas UC. 
x 1 
 Implantar e operar rede de monitoramento da qualidade do ar integrada, na região do Complexo Intermodal e Logístico Porto Sul, em Ilhéus e em Itabuna, composta por estações de 
amostragem de material particulado e de gases, devendo abranger a maior área de influência possível. 
x 2 
 Incluir na rede o monitoramento de parâmetros meteorológicos estação meteorológica completa, no site do Porto Sul, composta de: direção e velocidade dos ventos, temperatura, 
umidade relativa, precipitação pluviométrica e radiação solar. 
x 2 
 Realizar o monitoramento qualitativo dos rios Cachoeira e Almada (Programa Monitora) e o monitoramento hidrológico dos rios: Almadina, Cachoeira, Água Vermelha e Una. x 2 
 Implantar programa de monitoramento dos desembarques pesqueiros nos municípios de Ilhéus, Uruçuca e Itacaré, para identificar a produtividade atual e o “estado” dos estoques 
explorados. 
x 2 
 Estabelecer programas de controle de unidades que possam levar espécies exóticas paraa região e acompanhar possíveis desequilíbrios ecológicos decorrentes da presença de novas espécies. x 3 
 Monitorar as comunidades pelágicas e as comunidades bentônicas de água e de sedimentos no em torno dos empreendimentos (portos, plataformas). x 3 
Programa Integrado de Fiscalização Ambiental 
 Vincular as secretarias municipais de Meio Ambiente ao sistema de cooperação administrativa entre órgãos públicos federais e estaduais, como INEMA, IBAMA, Superintendência de 
Desenvolvimento Florestal e Unidades de Conservação, Polícia Civil, Companhia de Polícia de Proteção Ambiental, Polícia Federal, Polícias Rodoviária Federal e Estadual e Ministério 
Público. 
x 1 
 Fortalecer ações de fiscalização referentes à captura de animais silvestres, à caça, pesca, extração vegetal e mineral. x 1 
 Fortalecer a fiscalização do controle de uso do solo e do uso indevido de agrotóxicos, sobretudo no interior de UC, no mini-corredor da mata atlântica, nas zonas de amortecimento e 
nas cabrucas. 
x 1 
 
 
PLANO DE AÇÃO 
D
ir
e
tr
iz
e
s
 
G
o
v
e
rn
o
 
R
e
c
o
m
e
n
d
a
ç
õ
e
s
 
E
m
p
re
s
a
s
 
P
ri
o
ri
d
a
d
e
 
 Coibir o lançamento de efluentes domésticos e industriais sem tratamento em corpos hídricos e emissão de poluentes atmosféricos fora dos limites estabelecidos para manutenção da 
qualidade ambiental da região. 
x 1 
 Elaborar programa de fiscalização rigoroso no que se refere ao cumprimento dos protocolos de segurança em relação às águas de lastro. x 2 
 Estabelecer programa de fiscalização das UC marinhas de proteção integral e das UC de uso sustentável garantindo o constante e efetivo patrulhamento dessas áreas, de forma intensa 
e ininterrupta até que seja “absorvida” e “integrada” à cultura da pesca regional. 
x 2 
 Criar uma rede de embarcações de pesca, que atuem na região como agentes de fiscalização das UCPI marinhas, trabalho remunerado e mantido em longo prazo, como modelo de 
ação onde governo, investidores privados e comunidades pesqueiras em ação conjunta visando à proteção das comunidades biológicas. 
x x 2 
Linhas de Ação III.5: Programas de Gestão de Risco Ambiental 
Plano de Gerenciamento de Riscos Integrado 
 Elaborar um Plano de Gerenciamento identificando os riscos ambientais associados aos cenários acidentais de vazamento de substâncias perigosas na UTE, Porto ou qualquer outra 
instalação do Complexo Industrial que atinja a área de estudo e, em especial, a costa, de forma integrada, considerando a frequência de ocorrência e severidade das consequências dos 
eventos. 
 x 1 
Sistema de Resposta a Emergências Integrada 
 Conceber o Sistema de Respostas considerado o mapeamento das diferentes sensibilidades ambientais (Cartas SAO), evidenciando sub-áreas específicas de maior sensibilidade, a biota 
e a biodiversidade local e dados sobre os modos de vida da população local que depende da biodiversidade para sua sobrevivência. 
 Articular com a Petrobras a integração das atividades do seu Centro de Defesa Ambiental (CDA), em Madre de Deus, com possível melhoria do seu tempo de resposta, bem como a 
manutenção da Unidade de Reabilitação de Fauna. 
 x 1 
Estudos de Análise de Riscos 
 Realizar estudos de análise de riscos não apenas para direcionar a implantação dos empreendimentos, mas, também, para orientar a ocupação do espaço na área do Complexo 
Industrial e as atividades de operação e manutenção das instalações, principalmente nas áreas identificadas como mais vulneráveis às consequências dos eventos acidentais 
identificados, considerando tanto o meio ambiente, quanto a comunidade do entorno. 
 x 1 
OBJETIVO IV: Fortalecer a Governança e a Interação Institucional 
Linhas de Ação IV.1: Articulação entre as Esferas Governamentais e Não Governamentais 
Fórum Especial para Promoção da Sustentabilidade Regional 
 Constituir modelo participativo de planejamento e gestão regional adequado para as discussões referentes ao “pensar e planejar” a região, formado por um amplo colegiado de caráter 
consultivo que, em conjunto com os colegiados de caráter deliberativo, componha a base de governança que atuará nas diversas áreas de interesse para, em especial, acompanhar o 
Protocolo Especial de Responsabilidade Social e Ambiental junto aos empreendedores. 
x 1 
 Prover estrutura administrativa, capacitação técnica, avanço tecnológico e sistemas de informação atualizados que permita a efetiva integração com os demais sistemas nos níveis 
federal, estadual e municipal, visando o acesso às informações relevantes e de qualidade para subsidiar as decisões dos membros que integram os diferentes colegiados estabelecidos 
pela Constituição Federal/88, Constituição Estadual/89 e pela Lei Orgânica Municipal/90, com o objetivo de compor a base de governança do Poder Público, como os Conselhos 
x 1 
 
 
 
PLANO DE AÇÃO 
D
ir
e
tr
iz
e
s
 
G
o
v
e
rn
o
 
R
e
c
o
m
e
n
d
a
ç
õ
e
s
 
E
m
p
re
s
a
s
 
P
ri
o
ri
d
a
d
e
 
Estadual e Municipal de Meio Ambiente, Conselhos Gestores de Unidades de Conservação de domínio da União, do Estado e do Município, do Comitê de Bacia Hidrográfica do 
Leste e do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. 
 Prover estrutura administrativa capaz de viabilizar a criação e a manutenção de Câmeras Técnicas especializadas, conforme previsão nos respectivos Regimentos Internos desses 
colegiados, que devem estar apoiados em assessoria técnica competente por parte de centros de pesquisas, universidades, para que decisões sejam tomadas com plena responsabilidade. 
x 1 
Programa de Participações e Parcerias 
 Realizar parcerias para apoiar, técnica e financeiramente, o Conselho Gestor do Mosaico de UC na execução de estratégias de conservação da biodiversidade em escala regional. x x 1 
 Aprimorar os mecanismos de participação dos vários fóruns e conselhos interinstitucionais nas diferentes esferas de governo, organizações não-governamentais, universidades, de forma 
a atuarem com sinergia na implementação de ações, principalmente de cunho socioambiental. 
x x 1 
 Estimular a participação da sociedade civil na gestão socioambiental, com a inserção nos conselhos e fóruns. x 1 
 Promover a articulação de todos os programas e projetos governamentais nas diversas instâncias administrativas públicas e privadas, procurando racionalizá-los para aumentar-lhes a 
eficiência individual e coletiva. 
x x 1 
 Compatibilizar ações previstas no planejamento dos órgãos públicos e ações decorrentes de medidas compensatórias e de mitigação de impactos dos diversos empreendimentos a serem 
implantados na região, buscando o envolvimento dos órgãos colegiados e da sociedade civil na definição de prioridades, com vistas à ampliação de benefícios e à redução de 
redundâncias. 
x x 1 
 Promover a gestão integrada e participativa dos recursos de compensação dos empreendimentos na Câmara de Compensação. x x 1 
 Criar mecanismos e procedimentos para facilitar o acesso dos municípios aos financiamentos disponíveis no Ministério das Cidades para elaboração/revisão do Plano Diretor, levando-
se em consideração, também, o futuro Zoneamento Ecológico Econômico (ZEE) do Estado. 
x 1 
 Adotar iniciativas de co-gestão de ativos ambientais e de desenvolvimento de projetos com articulação e integração de processos sob a responsabilidade das agências federal e estadual 
de meio ambiente. 
x x 2 
 Promover e efetivar parceiras público-privadas (PPP) de caráter socioambiental, para condução de ações nas áreas estratégicas, com especial atenção para o controle da pressão sobre 
equipamentos sociais: saúde, educação, habitação, segurança pública, saneamento ambiental (água, esgotamento sanitário, resíduos). 
x x 2 
 Promover articulações e parcerias para a gestão das UC marinhas junto ao IBAMA, ICMBio, ANP, Petrobras e demais empresas operadoras dos blocos da região e o trade do turismo. x x 2 
 Implementar os instrumentosde gestão como ICMS Ecológico, Serviços Ambientais e Empregos Verdes para incentivar os municípios a manter áreas verdes remanescentes 
conservadas, dentre outros benefícios ambientais. 
x 3 
Programa de Modernização da Gestão Pública 
 Revisar a dotação orçamentária dos municípios para a implementação dos instrumentos de planejamento, regulação e fiscalização do ordenamento territorial-fundiário. x 1 
 Promover modernização em diversas áreas, tanto em pessoal, quanto na utilização de processos informatizados de gestão, em função do aumento da arrecadação municipal, que trará x 1 
 
 
PLANO DE AÇÃO 
D
ir
e
tr
iz
e
s
 
G
o
v
e
rn
o
 
R
e
c
o
m
e
n
d
a
ç
õ
e
s
 
E
m
p
re
s
a
s
 
P
ri
o
ri
d
a
d
e
 
expansão na capacidade dos investimentos em infraestrutura e serviços urbanos das cidades e melhoria na qualidade de atendimento das necessidades da população, face ao aumento da 
urbanização e da necessidade de melhoria no acesso aos serviços sociais. 
 Estruturar e equipar as administrações públicas municipais para a realização do licenciamento ambiental no âmbito local, para a gestão das áreas protegidas e para as ações de 
monitoramento e fiscalização. 
x 1 
 Criar estrutura de gestão compartilhada envolvendo municípios receptores de compensações financeiras (royalties) e de aplicação com prioridades definidas de forma participativa com a 
sociedade. 
x x 2 
 Consolidar as iniciativas para formação do Consórcio Público Intermunicipal envolvendo os municípios da área de influência do Complexo Portuário e Industrial. x x 2 
Programa de Capacitação Municipal 
 Buscar maior eficiência das futuras demandas que terão implicações nos municípios, na organização administrativa e na capacidade de planejamento do uso e da ocupação do seu 
território e, em especial, da área urbana, que irá abrigar as demandas por serviços, moradias, instalação industriais, ampliação dos serviços oferecidos, implicando na adequação dos 
aspectos de cunho administrativo, técnico, legal e daqueles relativos à quantidade e à qualificação dos recursos humanos. 
x 1 
 Priorizar a contratação de pessoal em concursos públicos e promover treinamentos para melhor adequação profissional dessa força de trabalho e melhoria dos serviços públicos em 
decorrência do aumento das estruturas de governo. 
x 2 
 Envolver o setor privado nos programas públicos de orientação profissional e intermediação de mão-de-obra para o mercado de trabalho, visando priorizar a contratação de mão-de-obra 
local. 
x x 1 
 Capacitar, tecnicamente, as prefeituras municipais para a proposição e execução de projetos socioambientais. x 1 
 Promover o fortalecimento institucional municipal com assistência técnica e atividades de capacidade de construção nas áreas de planejamento, desenvolvimento econômico local, 
gerenciamento orçamentário e financeiro, para uma melhor gestão pública. 
x 1 
 Apoiar o fortalecimento institucional dos municípios para a gestão das políticas públicas setoriais, em particular dos órgãos de planejamento e gestão do território e do meio ambiente, 
tais como os Conselhos Municipais, por meio do Programa Nacional de Capacitação das Cidades (PNCC), do Ministério das Cidades. 
x 2 
 Participar, por meio das secretarias municipais de meio ambiente, do Programa de Capacitação, Treinamento e Sensibilização Ambiental, promovidos pelo MMA. x 1 
Programa de Informação e Comunicação 
 Estabelecer política de informação e comunicação envolvendo os atores sociais relevantes e a sociedade. x 2 
 Implantar, com o apoio dos empreendedores, um Observatório de Sustentabilidade Regional vinculado a um Sistema de Informação, para prover a sociedade civil e instituições 
públicas e privadas de dados sobre a qualidade ambiental, incluindo a gestão das UC e as compensações ambientais, com base em um rol de Indicadores de Sustentabilidade 
Socioeconômica, Ambiental e Institucional e de Desempenho das Atividades Produtivas. 
x x 2 
 Prever campanhas de informação pública e reuniões periódicas com a sociedade. x x 3 
 Promover a criação de ouvidorias e implementar programas de comunicação social e programas de educação ambiental para as partes diretamente afetadas. x x 3 
 
 
 
PLANO DE AÇÃO 
D
ir
e
tr
iz
e
s
 
G
o
v
e
rn
o
 
R
e
c
o
m
e
n
d
a
ç
õ
e
s
 
E
m
p
re
s
a
s
 
P
ri
o
ri
d
a
d
e
 
Programa de Apoio a Grupos Vulneráveis 
 Identificar as comunidades que necessitam de garantias para a sua efetiva sobrevivência, sob pena de perda de importante aspecto histórico-cultural a ser protegido. x x 1 
 Implantar programa de apoio a pescadores que possibilitem uma maior dinâmica para a atividade: 
 Realizar estudos mais aprofundados para a identificação de outras vocações econômicas das comunidades pesqueiras afetadas; x x 1 
 Implantar cursos de capacitação em outras atividades profissionais que virão como uma alternativa de trabalho para as comunidades pesqueiras, além da capacitação técnica ligada as 
práticas tradicionais que possam servir de alternativa econômica; 
x x 2 
 Capacitar de modo técnico as atividades produtivas exercidas pelos pescadores e marisqueiras buscando agregar valor ao pescado. x x 1 
Programa Estadual de Gestão Ambiental Compartilhada 
 Respeitar as disposições da Resolução CONAMA 237/97, bem como aquelas referentes à Resolução CEPRAM nº 3.925/09, a qual se refere especificamente ao Programa Estadual de 
Gestão Ambiental Compartilhada: os municípios deverão se preparar, do ponto de vista legal, administrativo e institucional para exercerem suas competências para fins de licenciamento 
ambiental municipal . 
x 1 
 Garantir recursos financeiros para a efetiva gestão das UC, no sentido de elaborar ou atualizar os Planos de Manejo e qualificar os Conselhos Gestores. x x 1 
 Apoiar financeira e tecnicamente as ações dos municípios que se envolverem no processo de desenvolvimento relacionado ao Complexo Intermodal e Logístico Porto Sul, em especial o 
Município de Ilhéus, de modo a tornar viável a participação municipal na gestão ambiental e urbanística em nível local. 
 x 2 
 Compatibilizar os diferentes instrumentos de gestão propostos para a região, em especial: Planos de Bacias Hidrográficas, ZEE, Plano Diretor do Porto Sul, Plano de Mobilidade Urbana, 
Planos Diretores Municipais. 
x 2 
Critérios para o Licenciamento Ambiental 
 Estabelecer uma Agenda Ambiental articulada com o Plano de Gestão Ambiental para a Região de Influência do Porto Sul de forma que as exigências e condicionantes das licenças, 
incluindo as compensações ambientais, sejam complementares e sinérgicas para o alcance dos propostos objetivos e metas de qualidade ambiental. 
x x 1 
 Incluir na Agenda Ambiental os componentes do Sistema de Informação para estabelecer as responsabilidades pelo alcance das metas de qualidade, acoplado ao programa de 
monitoramento, garantindo regularidade, coerência e constância na obtenção e tratamento dos dados. 
x x 1 
 Definir, no contexto do Sistema de Informação, o rol de indicadores de sustentabilidade (ambientais, sociais, econômicos e institucionais) e de desempenho para acompanhamento da 
qualidade ambiental, aderente aos programas de comunicação e conscientização social (Observatório de Sustentabilidade Regional). 
x x 1 
 Estabelecer o uso da retroárea especificamente como de armazenamento e estocagem de matérias-primas e produtos e de serviços portuários. x 1 
 Considerar restrições para localização do Núcleo Base do Complexo Industrial envolvendo distancia da costa e disponibilidade de infraestrutura. x 1 
 Conceber o licenciamento integrado das Zonas Industriais como forma de abrigar a conduta da Ecologia Industrial como marco regulatório em complementaridade e sinergia de x x 1 
 
 
PLANO DE AÇÃO 
D
ir
e
tr
iz
e
s
 
G
o
v
e
rn
o
 
R
e
c
o
m
e
n
d
a
ç
õ
e
s
 
E
m
p
re
s
a
s
 
P
ri
o
ri
d
a
d
e
 
processos e produtos. 
Prever a elaboração da análise de risco do conjunto das atividades (portuárias, industriais, exploração e produção de petróleo) e consolidar os respectivos Planos de Emergência 
Individuais em um Plano de Área envolvendo a região das intervenções, com a implantação de um Escritório Regional de Atendimento a Emergência. 
 x 1 
 Priorizar o uso de gás natural como combustível nas unidades das Zonas Industriais, incluindo a UTE. x 1 
 Estabelecer a adoção pelas indústrias em seu processo produtivo das melhores tecnologias de processo (BAT) e de controle disponíveis (BACT) e critérios de eficiência energética (PNEE). x 1 
 Adotar limites de emissão das fontes potenciais de emissão considerando a cumulatividade e a sinergia dos impactos e observando o enquadramento estabelecido para a região 
(CONAMA 03/90). 
x x 1 
 Associar critérios de capacidade de suporte do meio ambiente face aos fatores de desenvolvimento existentes (turismo, agropecuária e exploração e produção de petróleo) e potenciais 
(atividades portuárias e industriais) 
x 1 
 Estabelecer diretrizes para a realização de auditorias ambientais, periódicas independentes, nos empreendimentos com maior potencial poluidor. x 1 
 Estimular redução, reutilização e reciclagem de resíduos sólidos (industriais e de construção) e efluentes líquidos e o pré-tratamento anterior à disposição nos sistemas compartilhados de 
controle. 
x x 1 
 Estabelecer restrições para a gestão ambiental de resíduos especiais, incluindo resíduos hospitalares do setor produtivo. x x 1 
 Solicitar estudo detalhado da hidrodinâmica costeira (modelagem) entre Serra Grande e a área urbana de Ilhéus e porção estuarina do rio Almada, avaliando possíveis implicações 
associadas aos empreendimentos (implantação do píer e do aterro de áreas alagáveis pelo Porto Sul e aeroporto). 
 x 1 
 Implantar programa de monitoramento da pesca que acompanhe os processos sucessionais das comunidades associadas a feições importantes da plataforma continental e as 
comunidades associadas aos afloramentos de embasamento e costões rochosos localizados ao norte do Porto Sul, desde antes da construção e após sua instalação. 
 x 
 Estabelecer critérios claros para disposição do material dragado proveniente das operações de instalação e manutenção do porto salvaguardando os ambientes da plataforma continental e 
talude até a isóbata de 500m. 
x 1 
 Prever no licenciamento ambiental de cada empresa, o monitoramento de suas respectivas fontes de emissão e da qualidade do ar em sua área de influência, os efluentes industriais, 
considerando a carga lançada nos corpos d’água, a geração de resíduos e respectivos reusos, reciclagem e recuperação e os níveis de ruído. 
 x 1 
 Implantar programas de autocontrole de emissão e de efluentes, manifesto de resíduos e auditorias ambientais. x 1 
 
 
 
 
CRÉDITOS 
Alexandre de Carvalho Leal Neto, Engenheiro Civil, pela Universidade Federal do 
Rio de Janeiro. Mestre e Doutor em Planejamento Energético, área de concentração 
Planejamento Ambiental, pelo Programa de Planejamento Energético/Instituto 
Alberto Luiz Coimbra de Pesquisa de Engenharia (COPPE – UFRJ). Cursos de 
especialização em Administração do Transporte Marítimo e Aperfeiçoamento de 
Hidrografia para Oficiais, ambos organizados pela Marinha do Brasil. Engenheiro do 
Instituto de Pesquisas Hidroviárias por 20 anos. Assistente do Ponto Focal Nacional 
do Programa Global de Gestão de Água de Lastro (GloBallast) da Organização 
Marítima Internacional entre 2001 e 2004. Autor de capítulos de livros, artigos e 
publicações na área ambiental. Responsável nesta AAE pela nota técnica sobre os 
aspectos técnicos relacionados ao porto e retroporto. 
Alina Sá Nunes, Bióloga, pela Universidade Católica do Salvador (1995), mestre em 
Geologia Costeira e Sedimentar pela UFBA (2003) e doutoranda do Instituto de 
Geociências da UFBA. Desenvolveu trabalhos no programa REVIZEE, na coleta e 
análise de dados nos portos do Rio Vermelho em Salvador, Valença e Ilhéus e do 
projeto Gerenciamento Costeiro do Estado da Bahia (GERCO/Bahia–Litoral Norte). 
Participou do Relatório de Controle Ambiental da Atividade de Perfuração Marítima 
em blocos das Bacias de Cumuruxatiba e Camamú-Almada – 
Petrobras/Fapex/UFBA. Atualmente, é professora assistente nível I da Universidade 
Católica do Salvador e professora da União Metropolitana para o Desenvolvimento da 
Educação e Cultura (UNIME). Tem experiência na área de recursos pesqueiros e 
pesca artesanal atuando, principalmente, nos seguintes temas: atividade pesqueira, 
pesca artesanal, áreas marinhas protegidas, ecologia de peixes demersais, estudo das 
paisagens submarinas. Responsável nesta AAE pelo tema Biodiversidade e Dinâmica 
dos Ecossistemas Costeiros e Marinhos. 
Daniela Reitermajer, Bióloga, bacharel em recursos ambientais pela Universidade 
Federal da Bahia, mestra em Geoquímica e Meio Ambiente pela Universidade Federal 
da Bahia. Consultora da Hydros Engenharia e Planejamento Ltda., atuando 
na coordenação e execução de estudos ambientais. Responsável nesta AAE pelo tema 
Biodiversidade e Dinâmica dos Ecossistemas Aquáticos Continentais e Estuarinos. 
Emilio Lèbre La Rovere, Engenheiro Elétrico, com especialização em Engenharia 
Industrial e de Sistemas, pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro. 
Economista, pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestre em Engenharia de 
Sistemas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro/Instituto Alberto Luiz Coimbra 
de Pesquisa de Engenharia (COPPE). Doutor em Economia pela École des Hautes 
Études en Sciences Sociales (EHESS), Universidade de Paris. Professor Associado, no 
Programa de Planejamento Energético (PPE/COPPE) e coordenador do Laboratório 
Interdisciplinar de Meio Ambiente (LIMA), na COPPE/UFRJ. É também 
Coordenador Executivo do Centro de Estudos Integrados sobre Meio Ambiente e 
Mudanças Climáticas (Centro Clima), na COPPE/UFRJ. Co-autor de diversos 
relatórios do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) e membro do 
Grupo de Trabalho do IPCC em Suporte a Dados e Cenários de Impacto em Análises 
Climáticas (TGICA). Autor de numerosos livros, artigos e publicações na área 
ambiental. Responsável pela Coordenação Geral desta AAE. 
Fernando Pires dos Santos, biólogo, mestre em Ecologia e Biomonitoramento, pela 
Universidade Federal da Bahia (UFBA). Atuou no Núcleo de Estudo de Poder e 
Organizações Locais da UFBA e, atualmente, na Hydros Engenharia e Planejamento 
Ltda. Responsável nesta AAE pelo levantamento das Políticas, Planos e Programas. 
Heliana Vilela de Oliveira Silva, Engenheira Civil, pela Universidade Federal de 
Mato Grosso. Mestre e Doutora em Planejamento Energético, área de concentração 
Planejamento Ambiental, pelo Programa de Planejamento Energético/Instituto 
Alberto Luiz Coimbra de Pesquisa de Engenharia (COPPE – UFRJ). Analista 
 
 
Ambiental da Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (FEEMA). 
Pesquisadora do Laboratório Interdisciplinar de Meio Ambiente atuando na 
coordenação de estudos e pesquisas na área ambiental. Coordenou AAE no setor de 
petróleo e gás natural, turismo, mineração e siderurgia, portos, complexo 
petroquímico. Autora de livros, artigos e publicações na área ambiental. Responsável 
pela Coordenação Técnica desta AAE. 
Giovannini Luigi, Biólogo, doutor em Geografia pela Universidade Federal do Rio 
de Janeiro, com ênfase em Sistemas Geográficos de Informação (SGI). Bacharel em 
Ecologia pelo Instituto de Biologia/UFRJ, Mestre em Ciências Biológicas (Zoologia), 
pelo Museu Nacional/UFRJ e Especialista em Engenharia do Meio Ambiente/UFRJ. 
Encontra-se em fase de Pós-Doutoramento na Universidade de Brasília (UnB). 
Dedica-se a pesquisas relacionadas à sistemática e biogeografia de aves e os efeitos das 
mudanças climáticas sobre a biodiversidade da Mata Atlântica. Atualmente, ocupa o 
cargo de Gerente do Laboratório Interdisciplinarde Meio Ambiente (LIMA), da 
COPPE/UFRJ, onde também atua como pesquisador nas áreas de Perigo Aviário e 
Avaliação Ambiental Estratégica. Integra o Grupo de Assessores do Comitê para a 
Conservação e Manejo de Aves Marinhas Costeiras, Insulares não Procellariiformes e 
Limícolas Ameaçadas de Extinção no Brasil, do Instituto Chico Mendes de 
Conservação da Biodiversidade (ICMBio/MMA). Responsável nesta AAE pelo tema 
Biodiversidade e Dinâmica dos Ecossistemas Terrestres. 
Juan Santiago Ramseyer, Engenheiro em Recursos Hídricos, pela Universidad 
Nacional del Litoral (UNL), Facultad de Ingenieria y Ciencias Hidricas (FICH), Santa Fé, 
Argentina. Mestre em Recursos Hídricos e Saneamento, área de concentração 
Hidrologia, pelo Instituto de Pesquisas Hidráulicas (IPH)/Universidade Federal de 
Rio Grande do Sul (UFRGS). Engenheiro da HYDROS Engenharia e Planejamento 
Ltda. Responsável nesta AAE pelo tema Recursos Hídricos. 
Juarez José de Jesus Paiva, Engenheiro Agrônomo, pela Universidade Federal da 
Bahia, especialista em Planejamento do Desenvolvimento Regional pelo Centro de 
Treinamento em Desenvolvimento Econômico Regional (CETREDE), diplomado em 
Estudos Aprofundados em Economia Regional: Contabilidade Regional e Economia 
do Planejamento Regional, pela Universidade de Montpellier I (França, 1981) e doutor 
em Economia Espacial, Urbana e Regional pela Universidade de Montpellier I 
(França, 1983). Atualmente, professor titular do Centro Universitário Jorge Amado 
(UNIJORGE) e técnico em planejamento da Empresa Baiana de Desenvolvimento 
Agrícola (EBDA) e Coordenador do Núcleo de Estudos e Projetos Municipais e 
Regionais, da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), do Governo 
do Estado da Bahia. Atua em trabalhos de diagnósticos, estudos e pesquisa, 
elaboração de planos, programas e projetos na área de Economia Regional, com 
ênfase em desenvolvimento socioeconômico e meio ambiente, atuando 
principalmente nos seguintes temas: subespacilização regional, planejamento regional, 
regionalização, avaliação ambiental e desenvolvimento regional sustentável. É 
consultor da Aquino Consultores Associados. Responsável nesta AAE pelos temas 
Desenvolvimento Humano e Dinâmica Econômica. 
Katia Cristina Garcia, Engenheira Química, pela Pontifícia Universidade Católica do 
Rio de Janeiro (1998), Mestre em Engenharia de Produção (PEP/COPPE/UFRJ) e 
Doutora em Planejamento Energético e Ambiental (PPE/COPPE/UFRJ). 
Atualmente, é pesquisadora do Centro de Pesquisas de Energia Elétrica 
(CEPEL/ELETROBRAS) e colaboradora da equipe do LIMA/COPPE/UFRJ desde 
2002. É, também, professora do curso de Pós-Graduação Latu Senso em Educação 
Ambiental em Ecossistemas Costeiros, da Universidade Severino Sombra e do curso 
de Pós-Graduação Latu Senso em Gestão e Auditoria Ambiental, da Universidade 
Gama Filho. Tem experiência na área de Planejamento Energético e Ambiental, 
atuando no setor de energia, principalmente nos temas Avaliação Ambiental 
Estratégica (AAE), Avaliação de Riscos, Avaliação de Impactos Ambientais e 
Responsabilidade Socioambiental. Responsável nesta AAE pelo tema Exploração e 
Produção de Petróleo e Gás Natural e pela análise de risco ambiental. 
Kenneth Harry Pierce, Administrador e Engenheiro de Produção pela Brunel 
University, Inglaterra. Especialista em Metodologia da Pesquisa pela Universidade 
Federal de Roraima, e Mestre em Economia Ambiental e dos Recursos Naturais pela 
 
 
 
Universidade de Londres, Inglaterra. Professor fundador da Universidade Federal de 
Roraima. Mais de 15 anos de experiência em planejamento, gestão operacional e de 
projetos na área de desenvolvimento sustentáveis no âmbito público e privado. Mais 
de 5 anos como consultor autônomo na área sócio-ambiental, junto a instituições 
multilaterais como Banco Mundial, Governo Britânico e CARE International. 
Responsável nesta AAE pelo mapeamento dos processos participativos. 
Manoel Henrique Gollegã Placido, economista pela Universidade Católica de 
Santos, pós-graduação e mestrado em administração de empresas pela Fundação 
Getúlio Vargas. Consultor de empresas em marketing, comercialização, estudos de 
mercado e modelos mercadológicos/industriais/tecnológicos, envolvendo interações 
sociais, econômicas e ambientais. Contempla estudos de cadeias produtivas, de 
infraestrutura econômica e de serviços, considerando aspectos organizacionais e 
perspectivas de evolução da demanda, com apoio da construção de cenários e inserção 
da variável ambiental. Atua neste projeto como consultor da Arcadis Tetraplan. 
Responsável nesta AAE pela nota técnica sobre o complexo industrial matriz 
tecnológica – mercadológica. 
Marcelo Buzzatti, Engenheiro Elétrico, com ênfase em Sistemas, pela Pontifícia 
Universidade Católica do Rio de Janeiro. Mestrando em Planejamento Energético, 
ênfase em Planejamento Ambiental pela COPPE/UFRJ. Foi responsável pela gerência 
de operações da Bowne Global Solutions, multinacional da área de globalização de 
software. Participou do projeto de elaboração do inventário dos gases de efeito estufa 
do município do Rio de Janeiro, publicado em 2000. Mais recentemente, participou na 
elaboração do inventário dos gases de efeito estufa dos Estados do Rio de Janeiro e 
Minas Gerais. Atua como pesquisador do Laboratório Interdisciplinar do Meio 
Ambiente (LIMA). Responsável nesta AAE pelo tema infraestrutura energética. 
Maria Gravina Ogata, Advogada e Geógrafa, com Mestrado em Geografia Física 
pela USP e Doutoranda em Administração Pública pela Universidad Complutense de 
Madrid. Foi a representante do Governo da Bahia no CONAMA entre 2003 e 2007 e 
foi Diretora da SEMARH no mesmo período. Coordenou diversos projetos 
financiados por bancos internacionais de desenvolvimento, bem como realizou 
trabalhos relacionados com gestão participativa das águas no semi-árido baiano e na 
bacia do Rio São Francisco. Possui trabalhos publicados sobre gestão de resíduos 
sólidos, legislação ambiental, recursos hídricos e urbanística. Atua neste estudo como 
representante da equipe da Romano & Associados. Responsável nesta AAE pelos 
aspectos legais e institucionais. 
Paulina M. Porto Silva Cavalcanti, Engenheira Química, pela Universidade do 
Estado do Rio de Janeiro, mestre em Planejamento Energético com ênfase em 
Planejamento Ambiental, pelo Programa de Planejamento Energético da 
COPPE/UFRJ e doutoranda do mesmo curso. Analista ambiental, desde 1981, da 
Coordenadoria de Poluição do Ar da SEMA, atual IBAMA, e a partir de 1988, da 
Divisão de Qualidade do Ar da FEEMA/RJ. Atua como pesquisadora convidada do 
Laboratório Interdisciplinar de Meio Ambiente (LIMA). Responsável nesta AAE pelo 
tema clima e recursos atmosféricos 
Selena Herrera, Engenheira Agrônoma, pela Universidade Politécnica de Madri 
(Espanha), mestre em Bioenergia pela Universidade Nova de Lisboa (Portugal) e 
doutoranda em Planejamento Energético pelo Programa Planejamento Energético da 
COPPE/UFRJ. Atua como pesquisadora do Laboratório Interdisciplinar de Meio 
Ambiente (LIMA), incluído o Grupo de Biocombustíveis e como colaboradora do 
professor John Wilkinson (CPDA/UFRRJ) nas áreas de agricultura familiar e 
biocombustíveis. Responsável nesta AAE pelo tema agropecuária. 
Silvia Helena Menezes Pires, engenheira elétrica, graduada pela Universidade 
Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), com Mestrado em Planejamento Energético e 
Ambiental pela COPPE/PPE/UFRJ, pesquisadora no Centro de Pesquisas de 
Energia Elétrica (CEPEL), desde 1986, coordenando os projetos da área de meio 
 
 
ambiente. Mais recentemente, atua como colaboradora da equipe do 
LIMA/COPPE/UFRJ. Desde 1987, tem como principal área de atuação o 
planejamento ambiental dos empreendimentos do setor elétrico, com ênfase para o 
desenvolvimento de metodologias de avaliação de impacto ambiental, metodologias 
para inserção da dimensão ambiental como variável de planejamentoe para avaliação 
ambiental estratégica, bem como auditorias e avaliações ambientais para 
empreendimentos/empresas do setor elétrico. Atua, também, na elaboração de 
inventários de recursos energéticos e avaliação do potencial de utilização para geração 
de energia elétrica. Responsável nesta AAE pela elaboração do relatório executivo. 
Wolfgang Friedrich Reiber, Arquiteto, pela Universidade Técnica de Munique- 
Alemanha/UFBA. Urbanista pela Universidade de Paris VII – França. Planejamento 
Urbano – Tunísia/Unesco (71/72) e CONDER. Planejamento turístico ambiental – 
Secretaria da Cultura e Turismo, área de concentração – Programa PRODETUR – 
planejamento e implantação das APA turísticas da Bahia. Consultor na área de 
planejamento urbano-regional. Responsável nesta AAE pelos temas turismo e 
ocupação do território. 
William Wills, Engenheiro elétrico-eletrônico pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, 
é mestre em Planejamento Energético com ênfase em Planejamento Ambiental pelo 
Programa de Planejamento Energético da COPPE/UFRJ. Desde 2008 cursa o Doutorado 
no mesmo programa. É pesquisador no Laboratório Interdisciplinar de Meio Ambiente 
(LIMA/COPPE/UFRJ) desde 2002, onde atua principalmente nos temas: Planejamento 
Energético, Planejamento Ambiental, Avaliação Ambiental Estratégica e Mudanças 
Climáticas. Atualmente, é também consultor do Ministério da Ciência e Tecnologia/PNUD 
para avaliação de projetos de MDL. Responsável nesta AAE pelo tema logística de 
transporte. 
 
 
 
 
Projeto PPE 11521 
Avaliação Ambiental Estratégica do Programa 
Intermodal e Logístico do Porto Sul 
Relatório Final 
Produto 6 
 
 
Prof. Emilio Lèbre La Rovere 
Coordenador do Projeto 
 
 
Prof. Alexandre Salem Szklo 
Coordenador do Programa de Planejamento Energético 
 
 
Prof. Segen Farid Estefen 
Diretor Superintendente da Fundação COPPETEC

Mais conteúdos dessa disciplina