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Prova UNIFESP - UNIFESP - 2018 - para Médico - Obstetrícia.pdf

Prova de conhecimentos específicos em obstetrícia: questões de múltipla escolha sobre analgesia no trabalho de parto, comunicação médico-paciente no diabetes gestacional, versão de apresentação pélvica, necessidades de ferro, profilaxia antibiótica em cesárea e sepse obstétrica.

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Questões resolvidas

Parturiente encontra-se em trabalho de parto há cerca de 4horas. Encontra-se bastante ansiosa. Nesta situação, deve-se:
A) Indicar a anestesia peridural, pois é o método eficaz na analgesia, que por sua vez, traz satisfação à parturiente B) Deve ser indicado um opióide pois possivelmente a criança não nascerá no período que o fármaco acarretará depressão respiratória C) Não há evidencia que um suporte emocional contínuo favoreça a parturição D) O grau de ansiedade não interfere na parturição E) Os métodos não farmacológicos devem ser utilizados, pois podem propiciar melhor controle pessoal na parturição

Primigesta retorna de uma consulta com endocrinologista por ter desenvolvido durante a gestação, diabetes. Esta é a terceira consulta endocrinológica (em três semanas) e volta à consulta de pré-natal, aborrecida, dizendo que a médica só avalia a glicemia, pede para manter a mesma dosagem de insulina e retornar na próxima semana. Nesse caso, em relação à comunicação estabelecida na consulta com a endocrinologista, pode-se dizer que:
A) A comunicação foi clara e concisa B) A comunicação obedece adequadamente ao critério de SBAR- situação, background, avaliação e recomendação C) a comunicação tem uniformidade e completude D) a paciente está aborrecida sem critério, já que toda a explicação foi dada. E) É possível melhorar a comunicação se aperfeiçoar o background.

Primigesta, 16 anos de idade, 35 semanas, comparece em consulta de rotina no pré-natal. Não apresenta complicações clínicas ou obstétricas e o crescimento fetal é normal. Ao exame físico: bom estado geral, eutrófica, altura uterina de 33cm, apresentação pélvica, FCF 140 bpm, ausência de contrações, ao exame de toque: colo grosso, impérvio. Nesse caso, a conduta a ser proposta é:
A) realizar versão cefálica externa a partir de 36 semanas, na ausência de contraindicações B) aguardar as contrações para indicar a cesárea, pois a versão é contraindicada em adolescentes C) programar a cesárea, caso permaneça em apresentação pélvica, com 38 semanas D) realizar versão cefálica interna a partir de 37 semanas, na ausência de contraindicações E) indicar parto vaginal espontâneo até 41 semanas, caso seja a vontade materna

Com relação às necessidades do ferro durante a gestação em condições fisiológicas, pode-se dizer que:
A) as necessidades são supridas com a ingesta de alimentos ricos em ferro, como a carne vermelha B) é necessário tratamento da anemia ferropriva com 300mg de ferro elementar por dia C) considerando a perda de 200 mL de sangue no parto vaginal, em paciente com hemoglobina de 8,0 g/dL não há risco para transfusão D) as necessidades diárias de ferro durante a gravidez é o dobro em relação à mulher não grávida E) considerando a perda de 500 mL de sangue na cesárea, em paciente com hemoglobina de 8,0 g/dL não está indicado ferro parenteral

A infecção pós-parto é uma relevante causa de morbidade materna. Na operação cesariana, quais intervenções são recomendadas para reduzir a ocorrência de infecção?
A) antibioticoprofilaxia após o clampeamento do cordão e sutura do tecido subcutâneo com mais de 2 cm de espessura B) antibioticoprofilaxia antes da incisão na pele e remoção da placenta por tração controlada do cordão C) antibioticoprofilaxia antes do clampeamento do cordão e remoção manual da placenta D) múltiplas doses de antibiotico e remoção da placenta por tração controlada do cordão E) antibioticoprofilaxia antes da incisão na pele e sutura do tecido subcutâneo com menos de 2 cm de espessura

Primigesta, 18 anos, 26 semanas, vem ao pronto atendimento queixando-se de mal-estar, fraqueza e dor lombar à direita. Exame físico: bom estado geral, corada, hidratada, pulso de 108bpm, temperatura de 37,6ºC, abdome: AU=23cm, DU ausente, BCF 160bpm. Toque vaginal não realizado. Exames subsidiários: Hb/Ht: 11,8 / 35,7. Leucograma: 24.000 leucócitos com 92% de neutrófilos. Urina tipo I com 1 milhão de leucócitos por ml. Diante dos achados o provável diagnóstico e a melhor conduta é:
A) Sepse de origem urinária, internação em unidade de terapia intensiva e antibioticoterapia endovenosa com quinolonas, cuja classificação fetal é categoria D, segundo FDA B) Sepse de origem urinária, internação em unidade de terapia intensiva e antibioticoterapia endovenosa de amploespectro, considerando que o patógeno mais frequente é a E. coli e streptococo beta hemolítico C) Sepse, com atenção à manutenção hemodinâmica e de oxigenação, sendo esta permitir saturação periférica de O2 de90%, além da antibioticoterapia D) Pielonefrite, pois tanto a frequência cardíaca elevada quanto leucocitose são muito comuns durante a gravidez; realizar internação hospitalar para antibioticoterapia por via parenteral E) Sepse, internação hospitalar com antibioticoterapia endovenosa e parto cesáreo após estabilização materna.

Primigesta, 40 semanas, pré-natal sem intercorrências. Ao exame físico: bom estado geral, afebril, normotensa, altura uterina 39cm, FCF 140 bpm, rítmicos, cardiotocografia categoria I, apresenta evolução do trabalho de parto conforme partograma apresentado na figura. Nesse caso, o diagnóstico do partograma e a conduta, respectivamente, são:
A) Parada secundária da descida; realizar o parto pela cesárea B) Parada secundária da dilatação; realizar o parto pela cesárea C) Distócia de rotação; utilizar o fórcipe para ultimar o parto D) Período pélvico prolongado; infusão de ocitocina e orientar puxos maternos E) Parada secundária da descida; utilizar o vácuo-extrator para ultimar o parto

Na assistência ao segundo período do parto, são previstas intervenções na prevenção do traumatismo genital. Nesse período, são práticas recomendadas nos cuidados com o períneo:
A) aplicação de spray de lidocaína e proteção perineal “hands off” ou “mãos prontas” B) massagem perineal e compressas mornas no períneo C) uso restrito da episiotomia e proteção perineal “hands on” ou “mãos sobre” D) aplicação de spray de lidocaína e proteção perineal “hands on” ou “mãos sobre” E) uso restrito da episiotomia e compressas frias no períneo

Gestante de 30 semanas, referindo diminuição da movimentação fetal, apresentando na ultrassonografia oligoamnio, peso fetal no percentil 2 e Doppler do ducto venoso conforme figura. A conduta é:
A) Corticoterapia, amnioinfusão e reavaliação da vitalidade fetal em 24 h B) Sulfato de magnésio e reavaliação da vitalidade fetal em 24 h C) Corticoterapia, sulfato de magnésio e resolução da gestação D) Corticoterapia e resolução da gestação se perfil biofísico alterado E) Sulfato de magnésio, amnioinfusão e resolução imediata do parto

Paciente com gravidez de 8 semanas, apresenta discreto sangramento vaginal. Foi submetida a exame de ultrassonografia transvaginal que evidenciou gestação tópica, saco gestacional regular, comprimento cabeça nádega compatível, embrião vivo e hematoma retrocoriônico com 2,5 cm de extensão. Nesse caso, a conduta baseada em evidencias é:
A) Conduta expectante sem medicações B) Usar progesterona e repouso relativo. C) Usar antiespasmodicos e repouso relativo D) Usar progesterona e heparina E) Usar aspirina em baixa dosagem e abstinência sexual

A avaliação da maturidade fetal pode ser averiguada pela análise do líquido amniótico. Sobre os fosfolípides no líquido amniótico, analisados nos testes de maturidade fetal, pode-se dizer que:
A) A avaliação quantitativa do fosfatidilglicerol é efetuada pela contagem de corpúsculos lamelares no líquido amniótico B) O fosfatidilglicerol é inibidor da ação surfactante da lecitina e sua concentração no líquido amniótico se reduz no termo da gravidez C) O teste de Clements é uma avaliação quantitativa da relação lecitina/esfingomielina e é utilizado o etanol na sua estimativa D) A esfingomielina, quando misturada ao etanol, tem a propriedade de produzir bolhas estáveis após a agitação e é a base do teste de Clements E) A dosagem bioquímica da lecitina é sujeita a erros e é substituída pela determinação cromatográfica da relação lecitina/esfingomielina

G2 P1 (cesárea há 3 anos), 30 anos de idade, 42 semanas, sem complicações clínicas ou obstétricas, procura a Maternidade, pois foi orientada que teria seu parto induzido. Ao exame físico: bom estado geral, eutrófica, sinais vitais normais, altura uterina 35cm, FCF 140 bpm; toque: colo pérvio para 2cm, grosso, posterior, firme, cefálico, plano - 2. Os métodos recomendados são:
A) balão cervical ou ocitocina B) balão cervical ou amniotomia C) prostaglandina E2 ou amniotomia D) ocitocina ou misoprostol E) amniotomia ou ocitocina

G5 P2 A2 (1 cesárea há 5 anos e 1 parto vaginal há 2 anos), 40 anos de idade, 37 semanas, procura pronto atendimento em trabalho de parto. Apresenta como complicações: pré-eclâmpsia sobreposta à hipertensão arterial crônica, controlada com metildopa 2,0g/d, peso fetal estimado abaixo do p3 e dopplervelocimetria de artéria umbilical normal realizada há 7 dias. Ao exame físico: bom estado geral, eutrófica, altura uterina de 32cm, FCF 140 bpm, contrações uterinas 3 fortes/50 seg/10min, ao toque: cefálico, bolsa íntegra, colo: pérvio para 2cm, esvaecido 20%, posterior, firme, plano -2. A cardiotocografia apresenta padrão categoria I. Nesse caso, a conduta é:
A) aguardar parto vaginal, com monitorização do bem estar materno e fetal B) realizar cesárea pois o feto é pequeno para a idade gestacional, abaixo do percentil 3 C) realizar cesárea por restrição de crescimento fetal grave com pré-eclâmpsia D) realizar cesárea pois apresenta pré-eclâmpsia sobreposta à hipertensão arterial E) aguardar parto vaginal, com amniotomia precoce para investigar líquido meconial

Primigesta de 39 semanas vem ao pronto atendimento queixando-se de contrações dolorosas a cada 5 minutos. Exame físico revela PA 100x60mmHg, AU=35cm, DU 2 contrações/30 segundos/10 minutos, BCF 144bpm. Toque: colo 50% esvaecido, pérvio para 1,5cm, apresentação cefálica. Após 2 horas colo uterino se apresenta inalterado.
Assinale a alternativa correta: A) quando há dúvida sobre o diagnóstico se está em trabalho de parto, deve-se internar a paciente para observação clínica e realização de exames subsidiários B) trata-se de uma parturiente com distócia funcional com velocidade lenta de dilatação cervical; então deve conduzir este parto com ocitócico C) trata-se de distócia funcional, deve realizar amniotomia a fim de estimular contrações uterinas regulares D) trata-se de parada da evolução do parto, pois a dilatação permaneceu inalterada; isto faz pensar em desproporção cefalopélvica, que tem indicação de cesariana E) a gestante se encontra em fase latente do trabalho de parto e portanto, a conduta é expectante

Primigesta, na 7ª semana de gestação. Manifesta preocupação com o resultado do rastreamento sorológico para toxoplasmose, pois a sorologia é reagente para IgG e IgM. Nesse caso, a orientação é:
A) Realizar amniocentese para pesquisar transmissão vertical para o feto, e iniciar o tratamento com 3g de espiramicina após o exame de Reação da Polimerase em Cadeia quando positivo B) Solicitar o Teste de Avidez de IgG e avaliar o momento de infecção, pois se este se encontrar-se maior do que 30%, trata-se de infecção aguda C) Realizar amniocentese para pesquisar transmissão vertical para o feto, pela Reação da Polimerase em Cadeia, além de administrar espiramicina D) Receitar imediatamente espiramicina 3 g/dia, divididas em três tomadas, mantendo esta medicação até o parto e solicitar o Teste de Avidez de IgG E) o Teste de Avidez de IgG, quando elevado, é possível predizer quando ocorreu a infecção, e quanto mais precoce a idade gestacional, maior o risco de contaminação e de anomalia fetal.

A hemodinâmica da gestação se modifica com a falta de oxigenação. Assinale a alternativa correta:
A) A presença de incisura protodiastólica no Doppler das uterinas, antes de 25 semanas, é preditivo de hipoxemia B) No início do segundo trimestre, ocorrem alterações no fluxo uterino, que acometem o fluxo fetal, verificado pelo Doppler C) Na centralização do fluxo fetal ocorre hipofluxo renal e vasodilatação das artérias cerebrais fetais D) Aumento da resistência das artérias cerebrais e das artérias uterinas, ocorrem na centralização do fluxo fetal E) Aumento da resistência das artérias uterinas promovem a restrição de crescimento e hipóxia fetal

Secundigesta, parto cesáreo há 3 anos, 40 semanas, internada em trabalho de parto com 5cm de dilatação. Evoluiu para parto normal, após 10horas, sob anestesia peridural. No terceiro período, após 30 minutos, a placenta permanece na cavidade uterina, que motivou realizar extração manual da placenta.
Sobre a hemorragia pós parto nesse caso, é correto afirmar:
A) atonia uterina, acretismo e rotura uterina são possibilidades de diagnóstico etiológico. Portanto, além dos uterotônicos, deve-se fazer histerectomia
B) atonia uterina, acretismo, restos ovulares e coagulopatia são possibilidades de diagnóstico etiológico. Portanto, além dos uterotônicos, deve-se fazer correção da alteração da crase sanguínea com hemoderivados, esvaziamento uterino por meios cirúrgicos e/ou histerectomia
C) atonia uterina, acretismo, rotura uterina, restos ovulares e coagulopatia são possibilidades de diagnóstico etiológico. Portanto, além dos uterotônicos, rotineiros dos protocolos de assistência ao parto de risco habitual, com chance maior para restos ovulares, e rotura uterina, deve-se realizar revisão criteriosa da cavidade uterina
D) a atonia uterina é a primeira hipótese diagnóstica pois o parto foi moroso, e sob anestesia peridural, as fibras uterinas não contraem eficazmente, favorecendo a hipotonia e a demora na dequitação
E) a inversão uterina deve ser a principal etiologia, pois à extração manual da placenta, traciona-se o cordão que favorece esta ocorrência principalmente se placenta inserida no fundo; neste caso, utiliza-se a manobra de Hamilton

Primigesta, 25 anos de idade, 39 semanas, evolui para parto vaginal espontâneo sem necessidade de episiotomia.
Nesse caso, para o manejo ativo do terceiro período, as recomendações sobre a via e o momento de administração de 10 UI de ocitocina e o momento de realizar a tração controlada de cordão, respectivamente, são:
A) intramuscular antes do clampeamento de cordão e tração após o clampeamento
B) intravenosa antes do clampeamento de cordão e tração após o clampeamento
C) intravenosa após o clampeamento de cordão e tração antes do clampeamento
D) intramuscular após o clampeamento do cordão e não realizar tração do cordão
E) intramuscular após o clampeamento do cordão e tração após o clampeamento

Segundo a Diretriz Nacional de Assistência ao Parto Normal do Ministério da Saúde (2016), para o manejo da falha de progresso do segundo período do parto na maioria das mulheres, após o início da fase ativa, deve-se considerar que:
A) Nas nulíparas o parto deve ocorrer no prazo de 3 horas
B) Nas multíparas o parto deve ocorrer no prazo de 1 hora
C) Nas nulíparas o parto deve ocorrer no prazo de 2 horas
D) Nas multíparas o parto deve ocorrer no prazo de 30 minutos
E) Nas grandes multíparas o parto deve ocorrer no prazo de 30 minutos

Gemeligesta de 30 semanas realizou ultrassonografia com 12 semanas demonstrando o sinal do T. Na última consulta pré-natal apresentava no exame obstétrico AU 30 cm, foco 140/120bpm. Na ultrassonografia apresentava feto I com peso estimado de 950 g (percentil 5) e maior bolsão de 30 mm e o feto II com peso estimado de 1350 g (percentil 50) e maior bolsão de 50mm.
Nesse caso, a corionia e o diagnóstico, respectivamente, são:
A) Monocoriônica diamniótica; síndrome de transfusão feto-fetal
B) Monocoriônica diamniótica; restrição seletiva do crescimento fetal
C) Dicoriônica diamniótica; restrição seletiva do crescimento fetal
D) Dicoriônica diamniótica; síndrome de transfusão feto-fetal
E) Monocoriônica monoamniótica; síndrome de transfusão feto-fetal

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Questões resolvidas

Parturiente encontra-se em trabalho de parto há cerca de 4horas. Encontra-se bastante ansiosa. Nesta situação, deve-se:
A) Indicar a anestesia peridural, pois é o método eficaz na analgesia, que por sua vez, traz satisfação à parturiente B) Deve ser indicado um opióide pois possivelmente a criança não nascerá no período que o fármaco acarretará depressão respiratória C) Não há evidencia que um suporte emocional contínuo favoreça a parturição D) O grau de ansiedade não interfere na parturição E) Os métodos não farmacológicos devem ser utilizados, pois podem propiciar melhor controle pessoal na parturição

Primigesta retorna de uma consulta com endocrinologista por ter desenvolvido durante a gestação, diabetes. Esta é a terceira consulta endocrinológica (em três semanas) e volta à consulta de pré-natal, aborrecida, dizendo que a médica só avalia a glicemia, pede para manter a mesma dosagem de insulina e retornar na próxima semana. Nesse caso, em relação à comunicação estabelecida na consulta com a endocrinologista, pode-se dizer que:
A) A comunicação foi clara e concisa B) A comunicação obedece adequadamente ao critério de SBAR- situação, background, avaliação e recomendação C) a comunicação tem uniformidade e completude D) a paciente está aborrecida sem critério, já que toda a explicação foi dada. E) É possível melhorar a comunicação se aperfeiçoar o background.

Primigesta, 16 anos de idade, 35 semanas, comparece em consulta de rotina no pré-natal. Não apresenta complicações clínicas ou obstétricas e o crescimento fetal é normal. Ao exame físico: bom estado geral, eutrófica, altura uterina de 33cm, apresentação pélvica, FCF 140 bpm, ausência de contrações, ao exame de toque: colo grosso, impérvio. Nesse caso, a conduta a ser proposta é:
A) realizar versão cefálica externa a partir de 36 semanas, na ausência de contraindicações B) aguardar as contrações para indicar a cesárea, pois a versão é contraindicada em adolescentes C) programar a cesárea, caso permaneça em apresentação pélvica, com 38 semanas D) realizar versão cefálica interna a partir de 37 semanas, na ausência de contraindicações E) indicar parto vaginal espontâneo até 41 semanas, caso seja a vontade materna

Com relação às necessidades do ferro durante a gestação em condições fisiológicas, pode-se dizer que:
A) as necessidades são supridas com a ingesta de alimentos ricos em ferro, como a carne vermelha B) é necessário tratamento da anemia ferropriva com 300mg de ferro elementar por dia C) considerando a perda de 200 mL de sangue no parto vaginal, em paciente com hemoglobina de 8,0 g/dL não há risco para transfusão D) as necessidades diárias de ferro durante a gravidez é o dobro em relação à mulher não grávida E) considerando a perda de 500 mL de sangue na cesárea, em paciente com hemoglobina de 8,0 g/dL não está indicado ferro parenteral

A infecção pós-parto é uma relevante causa de morbidade materna. Na operação cesariana, quais intervenções são recomendadas para reduzir a ocorrência de infecção?
A) antibioticoprofilaxia após o clampeamento do cordão e sutura do tecido subcutâneo com mais de 2 cm de espessura B) antibioticoprofilaxia antes da incisão na pele e remoção da placenta por tração controlada do cordão C) antibioticoprofilaxia antes do clampeamento do cordão e remoção manual da placenta D) múltiplas doses de antibiotico e remoção da placenta por tração controlada do cordão E) antibioticoprofilaxia antes da incisão na pele e sutura do tecido subcutâneo com menos de 2 cm de espessura

Primigesta, 18 anos, 26 semanas, vem ao pronto atendimento queixando-se de mal-estar, fraqueza e dor lombar à direita. Exame físico: bom estado geral, corada, hidratada, pulso de 108bpm, temperatura de 37,6ºC, abdome: AU=23cm, DU ausente, BCF 160bpm. Toque vaginal não realizado. Exames subsidiários: Hb/Ht: 11,8 / 35,7. Leucograma: 24.000 leucócitos com 92% de neutrófilos. Urina tipo I com 1 milhão de leucócitos por ml. Diante dos achados o provável diagnóstico e a melhor conduta é:
A) Sepse de origem urinária, internação em unidade de terapia intensiva e antibioticoterapia endovenosa com quinolonas, cuja classificação fetal é categoria D, segundo FDA B) Sepse de origem urinária, internação em unidade de terapia intensiva e antibioticoterapia endovenosa de amploespectro, considerando que o patógeno mais frequente é a E. coli e streptococo beta hemolítico C) Sepse, com atenção à manutenção hemodinâmica e de oxigenação, sendo esta permitir saturação periférica de O2 de90%, além da antibioticoterapia D) Pielonefrite, pois tanto a frequência cardíaca elevada quanto leucocitose são muito comuns durante a gravidez; realizar internação hospitalar para antibioticoterapia por via parenteral E) Sepse, internação hospitalar com antibioticoterapia endovenosa e parto cesáreo após estabilização materna.

Primigesta, 40 semanas, pré-natal sem intercorrências. Ao exame físico: bom estado geral, afebril, normotensa, altura uterina 39cm, FCF 140 bpm, rítmicos, cardiotocografia categoria I, apresenta evolução do trabalho de parto conforme partograma apresentado na figura. Nesse caso, o diagnóstico do partograma e a conduta, respectivamente, são:
A) Parada secundária da descida; realizar o parto pela cesárea B) Parada secundária da dilatação; realizar o parto pela cesárea C) Distócia de rotação; utilizar o fórcipe para ultimar o parto D) Período pélvico prolongado; infusão de ocitocina e orientar puxos maternos E) Parada secundária da descida; utilizar o vácuo-extrator para ultimar o parto

Na assistência ao segundo período do parto, são previstas intervenções na prevenção do traumatismo genital. Nesse período, são práticas recomendadas nos cuidados com o períneo:
A) aplicação de spray de lidocaína e proteção perineal “hands off” ou “mãos prontas” B) massagem perineal e compressas mornas no períneo C) uso restrito da episiotomia e proteção perineal “hands on” ou “mãos sobre” D) aplicação de spray de lidocaína e proteção perineal “hands on” ou “mãos sobre” E) uso restrito da episiotomia e compressas frias no períneo

Gestante de 30 semanas, referindo diminuição da movimentação fetal, apresentando na ultrassonografia oligoamnio, peso fetal no percentil 2 e Doppler do ducto venoso conforme figura. A conduta é:
A) Corticoterapia, amnioinfusão e reavaliação da vitalidade fetal em 24 h B) Sulfato de magnésio e reavaliação da vitalidade fetal em 24 h C) Corticoterapia, sulfato de magnésio e resolução da gestação D) Corticoterapia e resolução da gestação se perfil biofísico alterado E) Sulfato de magnésio, amnioinfusão e resolução imediata do parto

Paciente com gravidez de 8 semanas, apresenta discreto sangramento vaginal. Foi submetida a exame de ultrassonografia transvaginal que evidenciou gestação tópica, saco gestacional regular, comprimento cabeça nádega compatível, embrião vivo e hematoma retrocoriônico com 2,5 cm de extensão. Nesse caso, a conduta baseada em evidencias é:
A) Conduta expectante sem medicações B) Usar progesterona e repouso relativo. C) Usar antiespasmodicos e repouso relativo D) Usar progesterona e heparina E) Usar aspirina em baixa dosagem e abstinência sexual

A avaliação da maturidade fetal pode ser averiguada pela análise do líquido amniótico. Sobre os fosfolípides no líquido amniótico, analisados nos testes de maturidade fetal, pode-se dizer que:
A) A avaliação quantitativa do fosfatidilglicerol é efetuada pela contagem de corpúsculos lamelares no líquido amniótico B) O fosfatidilglicerol é inibidor da ação surfactante da lecitina e sua concentração no líquido amniótico se reduz no termo da gravidez C) O teste de Clements é uma avaliação quantitativa da relação lecitina/esfingomielina e é utilizado o etanol na sua estimativa D) A esfingomielina, quando misturada ao etanol, tem a propriedade de produzir bolhas estáveis após a agitação e é a base do teste de Clements E) A dosagem bioquímica da lecitina é sujeita a erros e é substituída pela determinação cromatográfica da relação lecitina/esfingomielina

G2 P1 (cesárea há 3 anos), 30 anos de idade, 42 semanas, sem complicações clínicas ou obstétricas, procura a Maternidade, pois foi orientada que teria seu parto induzido. Ao exame físico: bom estado geral, eutrófica, sinais vitais normais, altura uterina 35cm, FCF 140 bpm; toque: colo pérvio para 2cm, grosso, posterior, firme, cefálico, plano - 2. Os métodos recomendados são:
A) balão cervical ou ocitocina B) balão cervical ou amniotomia C) prostaglandina E2 ou amniotomia D) ocitocina ou misoprostol E) amniotomia ou ocitocina

G5 P2 A2 (1 cesárea há 5 anos e 1 parto vaginal há 2 anos), 40 anos de idade, 37 semanas, procura pronto atendimento em trabalho de parto. Apresenta como complicações: pré-eclâmpsia sobreposta à hipertensão arterial crônica, controlada com metildopa 2,0g/d, peso fetal estimado abaixo do p3 e dopplervelocimetria de artéria umbilical normal realizada há 7 dias. Ao exame físico: bom estado geral, eutrófica, altura uterina de 32cm, FCF 140 bpm, contrações uterinas 3 fortes/50 seg/10min, ao toque: cefálico, bolsa íntegra, colo: pérvio para 2cm, esvaecido 20%, posterior, firme, plano -2. A cardiotocografia apresenta padrão categoria I. Nesse caso, a conduta é:
A) aguardar parto vaginal, com monitorização do bem estar materno e fetal B) realizar cesárea pois o feto é pequeno para a idade gestacional, abaixo do percentil 3 C) realizar cesárea por restrição de crescimento fetal grave com pré-eclâmpsia D) realizar cesárea pois apresenta pré-eclâmpsia sobreposta à hipertensão arterial E) aguardar parto vaginal, com amniotomia precoce para investigar líquido meconial

Primigesta de 39 semanas vem ao pronto atendimento queixando-se de contrações dolorosas a cada 5 minutos. Exame físico revela PA 100x60mmHg, AU=35cm, DU 2 contrações/30 segundos/10 minutos, BCF 144bpm. Toque: colo 50% esvaecido, pérvio para 1,5cm, apresentação cefálica. Após 2 horas colo uterino se apresenta inalterado.
Assinale a alternativa correta: A) quando há dúvida sobre o diagnóstico se está em trabalho de parto, deve-se internar a paciente para observação clínica e realização de exames subsidiários B) trata-se de uma parturiente com distócia funcional com velocidade lenta de dilatação cervical; então deve conduzir este parto com ocitócico C) trata-se de distócia funcional, deve realizar amniotomia a fim de estimular contrações uterinas regulares D) trata-se de parada da evolução do parto, pois a dilatação permaneceu inalterada; isto faz pensar em desproporção cefalopélvica, que tem indicação de cesariana E) a gestante se encontra em fase latente do trabalho de parto e portanto, a conduta é expectante

Primigesta, na 7ª semana de gestação. Manifesta preocupação com o resultado do rastreamento sorológico para toxoplasmose, pois a sorologia é reagente para IgG e IgM. Nesse caso, a orientação é:
A) Realizar amniocentese para pesquisar transmissão vertical para o feto, e iniciar o tratamento com 3g de espiramicina após o exame de Reação da Polimerase em Cadeia quando positivo B) Solicitar o Teste de Avidez de IgG e avaliar o momento de infecção, pois se este se encontrar-se maior do que 30%, trata-se de infecção aguda C) Realizar amniocentese para pesquisar transmissão vertical para o feto, pela Reação da Polimerase em Cadeia, além de administrar espiramicina D) Receitar imediatamente espiramicina 3 g/dia, divididas em três tomadas, mantendo esta medicação até o parto e solicitar o Teste de Avidez de IgG E) o Teste de Avidez de IgG, quando elevado, é possível predizer quando ocorreu a infecção, e quanto mais precoce a idade gestacional, maior o risco de contaminação e de anomalia fetal.

A hemodinâmica da gestação se modifica com a falta de oxigenação. Assinale a alternativa correta:
A) A presença de incisura protodiastólica no Doppler das uterinas, antes de 25 semanas, é preditivo de hipoxemia B) No início do segundo trimestre, ocorrem alterações no fluxo uterino, que acometem o fluxo fetal, verificado pelo Doppler C) Na centralização do fluxo fetal ocorre hipofluxo renal e vasodilatação das artérias cerebrais fetais D) Aumento da resistência das artérias cerebrais e das artérias uterinas, ocorrem na centralização do fluxo fetal E) Aumento da resistência das artérias uterinas promovem a restrição de crescimento e hipóxia fetal

Secundigesta, parto cesáreo há 3 anos, 40 semanas, internada em trabalho de parto com 5cm de dilatação. Evoluiu para parto normal, após 10horas, sob anestesia peridural. No terceiro período, após 30 minutos, a placenta permanece na cavidade uterina, que motivou realizar extração manual da placenta.
Sobre a hemorragia pós parto nesse caso, é correto afirmar:
A) atonia uterina, acretismo e rotura uterina são possibilidades de diagnóstico etiológico. Portanto, além dos uterotônicos, deve-se fazer histerectomia
B) atonia uterina, acretismo, restos ovulares e coagulopatia são possibilidades de diagnóstico etiológico. Portanto, além dos uterotônicos, deve-se fazer correção da alteração da crase sanguínea com hemoderivados, esvaziamento uterino por meios cirúrgicos e/ou histerectomia
C) atonia uterina, acretismo, rotura uterina, restos ovulares e coagulopatia são possibilidades de diagnóstico etiológico. Portanto, além dos uterotônicos, rotineiros dos protocolos de assistência ao parto de risco habitual, com chance maior para restos ovulares, e rotura uterina, deve-se realizar revisão criteriosa da cavidade uterina
D) a atonia uterina é a primeira hipótese diagnóstica pois o parto foi moroso, e sob anestesia peridural, as fibras uterinas não contraem eficazmente, favorecendo a hipotonia e a demora na dequitação
E) a inversão uterina deve ser a principal etiologia, pois à extração manual da placenta, traciona-se o cordão que favorece esta ocorrência principalmente se placenta inserida no fundo; neste caso, utiliza-se a manobra de Hamilton

Primigesta, 25 anos de idade, 39 semanas, evolui para parto vaginal espontâneo sem necessidade de episiotomia.
Nesse caso, para o manejo ativo do terceiro período, as recomendações sobre a via e o momento de administração de 10 UI de ocitocina e o momento de realizar a tração controlada de cordão, respectivamente, são:
A) intramuscular antes do clampeamento de cordão e tração após o clampeamento
B) intravenosa antes do clampeamento de cordão e tração após o clampeamento
C) intravenosa após o clampeamento de cordão e tração antes do clampeamento
D) intramuscular após o clampeamento do cordão e não realizar tração do cordão
E) intramuscular após o clampeamento do cordão e tração após o clampeamento

Segundo a Diretriz Nacional de Assistência ao Parto Normal do Ministério da Saúde (2016), para o manejo da falha de progresso do segundo período do parto na maioria das mulheres, após o início da fase ativa, deve-se considerar que:
A) Nas nulíparas o parto deve ocorrer no prazo de 3 horas
B) Nas multíparas o parto deve ocorrer no prazo de 1 hora
C) Nas nulíparas o parto deve ocorrer no prazo de 2 horas
D) Nas multíparas o parto deve ocorrer no prazo de 30 minutos
E) Nas grandes multíparas o parto deve ocorrer no prazo de 30 minutos

Gemeligesta de 30 semanas realizou ultrassonografia com 12 semanas demonstrando o sinal do T. Na última consulta pré-natal apresentava no exame obstétrico AU 30 cm, foco 140/120bpm. Na ultrassonografia apresentava feto I com peso estimado de 950 g (percentil 5) e maior bolsão de 30 mm e o feto II com peso estimado de 1350 g (percentil 50) e maior bolsão de 50mm.
Nesse caso, a corionia e o diagnóstico, respectivamente, são:
A) Monocoriônica diamniótica; síndrome de transfusão feto-fetal
B) Monocoriônica diamniótica; restrição seletiva do crescimento fetal
C) Dicoriônica diamniótica; restrição seletiva do crescimento fetal
D) Dicoriônica diamniótica; síndrome de transfusão feto-fetal
E) Monocoriônica monoamniótica; síndrome de transfusão feto-fetal

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PROVA36_OBSTETRICIA_CE_MAI18
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
PROVA36_OBSTETRICIA_CE_MAI18 5 
Questão 17 
Parturiente encontra-se em trabalho de parto há cerca de 
4horas. Encontra-se bastante ansiosa. Nesta situação, deve-
se: 
A) Indicar a anestesia peridural, pois é o método eficaz na 
analgesia, que por sua vez, traz satisfação à parturiente 
B) Deve ser indicado um opióide pois possivelmente a 
criança não nascerá no período que o fármaco 
acarretará depressão respiratória 
C) Não há evidencia que um suporte emocional contínuo 
favoreça a parturição 
D) O grau de ansiedade não interfere na parturição 
E) Os métodos não farmacológicos devem ser utilizados, 
pois podem propiciar melhor controle pessoal na 
parturição 
 
Questão 18 
Primigesta retorna de uma consulta com endocrinologista por 
ter desenvolvido durante a gestação, diabetes. Esta é a 
terceira consulta endocrinológica (em três semanas) e volta 
à consulta de pré-natal, aborrecida, dizendo que a médica só 
avalia a glicemia, pede para manter a mesma dosagem de 
insulina e retornar na próxima semana. Nesse caso, em 
relação à comunicação estabelecida na consulta com a 
endocrinologista, pode-se dizer que: 
 
A) A comunicação foi clara e concisa 
B) A comunicação obedece adequadamente ao critério de 
SBAR- situação, background, avaliação e 
recomendação 
C) a comunicação tem uniformidade e completude 
D) a paciente está aborrecida sem critério, já que toda a 
explicação foi dada. 
E) É possível melhorar a comunicação se aperfeiçoar o 
background. 
 
Questão 19 
Primigesta, 16 anos de idade, 35 semanas, comparece em 
consulta de rotina no pré-natal. Não apresenta complicações 
clínicas ou obstétricas e o crescimento fetal é normal. Ao 
exame físico: bom estado geral, eutrófica, altura uterina de 
33cm, apresentação pélvica, FCF 140 bpm, ausência de 
contrações, ao exame de toque: colo grosso, impérvio. Nesse 
caso, a conduta a ser proposta é: 
 
A) realizar versão cefálica externa a partir de 36 semanas, 
na ausência de contraindicações 
B) aguardar as contrações para indicar a cesárea, pois a 
versão é contraindicada em adolescentes 
C) programar a cesárea, caso permaneça em apresentação 
pélvica, com 38 semanas 
D) realizar versão cefálica interna a partir de 37 semanas, 
na ausência de contraindicações 
E) indicar parto vaginal espontâneo até 41 semanas, caso 
seja a vontade materna 
Questão 20 
Com relação às necessidades do ferro durante a gestação 
em condições fisiológicas, pode-se dizer que: 
A) as necessidades são supridas com a ingesta de 
alimentos ricos em ferro, como a carne vermelha 
B) é necessário tratamento da anemia ferropriva com 
300mg de ferro elementar por dia 
C) considerando a perda de 200 mL de sangue no parto 
vaginal, em paciente com hemoglobina de 8,0 g/dL não 
há risco para transfusão 
D) as necessidades diárias de ferro durante a gravidez é o 
dobro em relação à mulher não grávida 
E) considerando a perda de 500 mL de sangue na cesárea, 
em paciente com hemoglobina de 8,0 g/dL não está 
indicado ferro parenteral 
 
Questão 21 
A infecção pós-parto é uma relevante causa de morbidade 
materna. Na operação cesariana, quais intervenções são 
recomendadas para reduzir a ocorrência de infecção? 
A) antibioticoprofilaxia após o clampeamento do cordão e 
sutura do tecido subcutâneo com mais de 2 cm de 
espessura 
B) antibioticoprofilaxia antes da incisão na pele e remoção 
da placenta por tração controlada do cordão 
C) antibioticoprofilaxia antes do clampeamento do cordão e 
remoção manual da placenta 
D) múltiplas doses de antibiotico e remoção da placenta por 
tração controlada do cordão 
E) antibioticoprofilaxia antes da incisão na pele e sutura do 
tecido subcutâneo com menos de 2 cm de espessura 
 
Questão 22 
Primigesta, 18 anos, 26 semanas, vem ao pronto atendimento 
queixando-se de mal-estar, fraqueza e dor lombar à direita. 
Exame físico: bom estado geral, corada, hidratada, pulso de 
108bpm, temperatura de 37,6ºC, abdome: AU=23cm, DU 
ausente, BCF 160bpm. Toque vaginal não realizado. Exames 
subsidiários: Hb/Ht: 11,8 / 35,7. Leucograma: 24.000 leucócitos 
com 92% de neutrófilos. Urina tipo I com 1 milhão de leucócitos 
por ml. 
 
Diante dos achados o provável diagnóstico e a melhor 
conduta é: 
 
A) Sepse de origem urinária, internação em unidade de 
terapia intensiva e antibioticoterapia endovenosa com 
quinolonas, cuja classificação fetal é categoria D, 
segundo FDA 
B) Sepse de origem urinária, internação em unidade de 
terapia intensiva e antibioticoterapia endovenosa de 
amploespectro, considerando que o patógeno mais 
frequente é a E. coli e streptococo beta hemolítico 
C) Sepse, com atenção à manutenção hemodinâmica e de 
oxigenação, sendo esta permitir saturação periférica de 
O2 de90%, além da antibioticoterapia 
D) Pielonefrite, pois tanto a frequência cardíaca elevada 
quanto leucocitose são muito comuns durante a 
gravidez; realizar internação hospitalar para 
antibioticoterapia por via parenteral 
E) Sepse, internação hospitalar com antibioticoterapia 
endovenosa e parto cesáreo após estabilização 
materna. 
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
PROVA36_OBSTETRICIA_CE_MAI18 6 
Questão 23 
Primigesta, 40 semanas, pré-natal sem intercorrências. Ao 
exame físico: bom estado geral, afebril, normotensa, altura 
uterina 39cm, FCF 140 bpm, rítmicos, cardiotocografia 
categoria I, apresenta evolução do trabalho de parto 
conforme partograma apresentado na figura. Nesse caso, o 
diagnóstico do partograma e a conduta, respectivamente, 
são: 
 
A) Parada secundária da descida; realizar o parto pela 
cesárea 
B) Parada secundária da dilatação; realizar o parto pela 
cesárea 
C) Distócia de rotação; utilizar o fórcipe para ultimar o parto 
D) Período pélvico prolongado; infusão de ocitocina e 
orientar puxos maternos 
E) Parada secundária da descida; utilizar o vácuo-extrator 
para ultimar o parto 
 
Questão 24 
Na assistência ao segundo período do parto, são previstas 
intervenções na prevenção do traumatismo genital. Nesse 
período, são práticas recomendadas nos cuidados com o 
períneo: 
 
A) aplicação de spray de lidocaína e proteção perineal 
“hands off” ou “mãos prontas” 
B) massagem perineal e compressas mornas no períneo 
C) uso restrito da episiotomia e proteção perineal “hands 
on” ou “mãos sobre” 
D) aplicação de spray de lidocaína e proteção perineal 
“hands on” ou “mãos sobre” 
E) uso restrito da episiotomia e compressas frias no períneo 
 
Questão 25 
Gestante de 30 semanas, referindo diminuição da 
movimentação fetal, apresentando na ultrassonografia 
oligoamnio, peso fetal no percentil 2 e Doppler do ducto 
venoso conforme figura. A conduta é: 
 
 
 
 
 
 
A) Corticoterapia, amnioinfusão e reavaliação da vitalidade 
fetal em 24 h 
B) Sulfato de magnésio e reavaliação da vitalidade fetal em 
24 h 
C) Corticoterapia, sulfato de magnésio e resolução da 
gestação 
D) Corticoterapia e resolução da gestação se perfil biofísico 
alterado 
E) Sulfato de magnésio, amnioinfusão e resolução imediata 
do parto 
 
Questão 26 
Paciente com gravidez de 8 semanas, apresenta discreto 
sangramento vaginal. Foi submetida a exame de 
ultrassonografia transvaginal que evidenciou gestação 
tópica, saco gestacional regular, comprimento cabeça 
nádega compatível, embrião vivo e hematoma retrocoriônico 
com 2,5 cm de extensão. Nesse caso, a conduta baseada em 
evidencias é: 
 
A) Conduta expectante sem medicações 
B) Usar progesterona e repouso relativo. 
C) Usar antiespasmodicos e repouso relativo 
D) Usar progesterona e heparina 
E) Usar aspirina em baixa dosagem e abstinência sexual 
 
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOSPROVA36_OBSTETRICIA_CE_MAI18 7 
Questão 27 
A avaliação da maturidade fetal pode ser averiguada pela 
análise do líquido amniótico. Sobre os fosfolípides no líquido 
amniótico, analisados nos testes de maturidade fetal, pode-
se dizer que: 
A) A avaliação quantitativa do fosfatidilglicerol é efetuada 
pela contagem de corpúsculos lamelares no líquido 
amniótico 
B) O fosfatidilglicerol é inibidor da ação surfactante da 
lecitina e sua concentração no líquido amniótico se reduz 
no termo da gravidez 
C) O teste de Clements é uma avaliação quantitativa da 
relação lecitina/esfingomielina e é utilizado o etanol na 
sua estimativa 
D) A esfingomielina, quando misturada ao etanol, tem a 
propriedade de produzir bolhas estáveis após a agitação 
e é a base do teste de Clements 
E) A dosagem bioquímica da lecitina é sujeita a erros e é 
substituída pela determinação cromatográfica da relação 
lecitina/esfingomielina 
 
Questão 28 
G2 P1 (cesárea há 3 anos), 30 anos de idade, 42 semanas, 
sem complicações clínicas ou obstétricas, procura a 
Maternidade, pois foi orientada que teria seu parto induzido. 
Ao exame físico: bom estado geral, eutrófica, sinais vitais 
normais, altura uterina 35cm, FCF 140 bpm; toque: colo 
pérvio para 2cm, grosso, posterior, firme, cefálico, plano - 2. 
Os métodos recomendados são: 
A) balão cervical ou ocitocina 
B) balão cervical ou amniotomia 
C) prostaglandina E2 ou amniotomia 
D) ocitocina ou misoprostol 
E) amniotomia ou ocitocina 
 
Questão 29 
G5 P2 A2 (1 cesárea há 5 anos e 1 parto vaginal há 2 anos), 
40 anos de idade, 37 semanas, procura pronto atendimento 
em trabalho de parto. Apresenta como complicações: pré-
eclâmpsia sobreposta à hipertensão arterial crônica, 
controlada com metildopa 2,0g/d, peso fetal estimado abaixo 
do p3 e dopplervelocimetria de artéria umbilical normal 
realizada há 7 dias. Ao exame físico: bom estado geral, 
eutrófica, altura uterina de 32cm, FCF 140 bpm, contrações 
uterinas 3 fortes/50 seg/10min, ao toque: cefálico, bolsa 
íntegra, colo: pérvio para 2cm, esvaecido 20%, posterior, 
firme, plano -2. A cardiotocografia apresenta padrão 
categoria I. Nesse caso, a conduta é: 
A) aguardar parto vaginal, com monitorização do bem estar 
materno e fetal 
B) realizar cesárea pois o feto é pequeno para a idade 
gestacional, abaixo do percentil 3 
C) realizar cesárea por restrição de crescimento fetal grave 
com pré-eclâmpsia 
D) realizar cesárea pois apresenta pré-eclâmpsia 
sobreposta à hipertensão arterial 
E) aguardar parto vaginal, com amniotomia precoce para 
investigar líquido meconial 
Questão 30 
Primigesta de 39 semanas vem ao pronto atendimento 
queixando-se de contrações dolorosas a cada 5 minutos. 
Exame físico revela PA 100x60mmHg, AU=35cm, DU 2 
contrações/30 segundos/10 minutos, BCF 144bpm. 
Toque: colo 50% esvaecido, pérvio para 1,5cm, 
apresentação cefálica. Após 2 horas colo uterino se 
apresenta inalterado. 
 
Assinale a alternativa correta: 
A) quando há dúvida sobre o diagnóstico se está em 
trabalho de parto, deve-se internar a paciente para 
observação clínica e realização de exames subsidiários 
B) trata-se de uma parturiente com distócia funcional com 
velocidade lenta de dilatação cervical; então deve 
conduzir este parto com ocitócico 
C) trata-se de distócia funcional, deve realizar amniotomia 
a fim de estimular contrações uterinas regulares 
D) trata-se de parada da evolução do parto, pois a dilatação 
permaneceu inalterada; isto faz pensar em 
desproporção cefalopélvica, que tem indicação de 
cesariana 
E) a gestante se encontra em fase latente do trabalho de 
parto e portanto, a conduta é expectante 
 
Questão 31 
Primigesta, na 7ª semana de gestação. Manifesta 
preocupação com o resultado do rastreamento sorológico 
para toxoplasmose, pois a sorologia é reagente para IgG e 
IgM. Nesse caso, a orientação é: 
A) Realizar amniocentese para pesquisar transmissão 
vertical para o feto, e iniciar o tratamento com 3g de 
espiramicina após o exame de Reação da Polimerase 
em Cadeia quando positivo 
B) Solicitar o Teste de Avidez de IgG e avaliar o momento 
de infecção, pois se este se encontrar-se maior do que 
30%, trata-se de infecção aguda 
C) Realizar amniocentese para pesquisar transmissão 
vertical para o feto, pela Reação da Polimerase em 
Cadeia, além de administrar espiramicina 
D) Receitar imediatamente espiramicina 3 g/dia, divididas 
em três tomadas, mantendo esta medicação até o parto 
e solicitar o Teste de Avidez de IgG 
E) o Teste de Avidez de IgG, quando elevado, é possível 
predizer quando ocorreu a infecção, e quanto mais 
precoce a idade gestacional, maior o risco de 
contaminação e de anomalia fetal. 
 
Questão 32 
A hemodinâmica da gestação se modifica com a falta de 
oxigenação. Assinale a alternativa correta: 
A) A presença de incisura protodiastólica no Doppler das 
uterinas, antes de 25 semanas, é preditivo de hipoxemia 
B) No início do segundo trimestre, ocorrem alterações no 
fluxo uterino, que acometem o fluxo fetal, verificado pelo 
Doppler 
C) Na centralização do fluxo fetal ocorre hipofluxo renal e 
vasodilatação das artérias cerebrais fetais 
D) Aumento da resistência das artérias cerebrais e das 
artérias uterinas, ocorrem na centralização do fluxo fetal 
E) Aumento da resistência das artérias uterinas promovem 
a restrição de crescimento e hipóxia fetal 
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
PROVA36_OBSTETRICIA_CE_MAI18 8 
Questão 33 
A recomendação atual é que o clampeamento do cordão 
umbilical seja tardio na operação cesariana. Entretanto, 
considerando-se que o recém-nascido seja hígido, com ritmo 
respiratório normal, tônus normal e sem líquido meconial, são 
condições maternas que indicam o clampeamento imediato 
do cordão na cesárea: 
 
A) aloimunizadas; portadoras do vírus da hepatite C 
B) portadoras do vírus HIV; portadoras do vírus da 
hepatite C 
C) aloimunizadas; portadoras do vírus HTLV 
D) parto prematuro; portadoras do vírus HIV 
E) colonizadas pelo estreptococo B; portadoras do vírus 
HTLV 
 
Questão 34 
Paciente na 26ª semana de gestação, apresenta ao obstetra 
resultado do Ultrassom que mostra CIV perimembranosa, 
hipoplasia de corpo caloso, hipotelorismo, sobreposição dos 
dedos das mãos, vesícula biliar dilatada, restrição de 
crescimento fetal. A conduta é: 
A) Sugerir a realização de ressonância Magnética fetal para 
confirmação dos achados 
B) Sugerir a realização de cariótipo fetal, em vista da 
grande associação destes achados com aneuploidias 
C) Oferecer apoio psicológico à paciente por não haver 
possibilidade de diagnóstico efetivo durante o pré natal 
D) Solicitar autorização judicial para interrupção da 
gestação por tratar-se de patologia incompatível com a 
sobrevida 
E) Apenas realização de ecocardiograma fetal para 
confirmação da CIV 
 
Questão 35 
G4 P0 A3, 9 semanas de gestação, relata que os tres 
abortamentos prévios ocorreram ao redor de 7 semanas e 
não fez avaliação intergestacional. Há uma semana foram 
realizadas as dosagens séricas de Proteína S e Proteína C, 
que demonstraram deficiência funcional das mesmas. Nesse 
caso, a conduta é: 
A) Iniciar enoxaparina e aspirina, pois as dosagens indicam 
trombofilia adquirida 
B) Iniciar enoxaparina, pois as dosagens indicam 
trombofilia hereditária 
C) Assistência pré-natal habitual, pois a dosagem dessas 
proteínas na gestação não estabelece diagnósticos 
D) Repetir as dosagens para confirmar diagnóstico de 
trombofilia 
E) Iniciar aspirina e enoxaparina após 12 semanas, pois o 
tratamento é justificado nos abortos de repetição 
Questão 36 
Secundigesta, admitida em trabalho de parto, com altura 
uterina de 34 cm. Após o desprendimento do pólo cefálico 
com a paciente em posição ginecológica, o parto não progride 
e observa-se movimento de subida e descida do pólo 
cefálico. Após avisar a paciente e solicitar assistência extra, 
a melhor sequência de condutaé: 
A) Episiotomia, levantar e flexionar o membro inferior, 
remover o braço anterior e empurrar o ombro posterior 
girando-o em direção ao dorso fetal e/ou alterar a 
posição da paciente para quatro apoios 
B) Levantar e flexionar o membro inferior, episiotomia 
(avaliar a necessidade), realizar pressão suprapubica, 
remover o braço posterior, empurrar o ombro anterior 
girando-o em direção ao peito fetal e/ou transformar o 
braço posterior em anterior e alterar a posição da 
paciente para quatro apoios 
C) Episiotomia, levantar e flexionar o membro inferior, 
realizar pressão suprapubica, remover o braço posterior, 
empurrar o ombro anterior girando-o em direção ao peito 
fetal e/ou transformar o braço posterior em anterior e 
alterar a posição da paciente para quatro apoios 
D) Levantar o membro inferior, realizar pressão 
suprapubica, remover o braço posterior, empurrar o 
ombro posterior girando-o em direção ao peito fetal e/ou 
transformar o braço anterior em posterior e alterar a 
posição da paciente para quatro apoios 
E) Alterar a posição da paciente para quatro apoios, realizar 
pressão suprapubica, remover o braço posterior, 
empurrar o ombro anterior girando-o em direção ao peito 
fetal e/ou transformar o braço posterior em anterior. 
 
Questão 37 
Secundigesta, parto cesáreo há 3 anos, 40 semanas, 
internada em trabalho de parto com 5cm de dilatação. 
Evoluiu para parto normal, após 10horas, sob anestesia 
peridural. No terceiro período, após 30 minutos, a placenta 
permanece na cavidade uterina, que motivou realizar 
extração manual da placenta. Sobre a hemorragia pós parto 
nesse caso, é correto afirmar: 
A) atonia uterina, acretismo e rotura uterina são possibilidades 
de diagnóstico etiológico. Portanto, além dos uterotônicos, 
deve-se fazer histerectomia 
B) atonia uterina, acretismo, restos ovulares e coagulopatia 
são possibilidades de diagnóstico etiológico. Portanto, além 
dosuterotônicos, deve-se fazer correção da alteração da 
crase sanguínea com hemoderivados, esvaziamento 
uterino por meios cirúrgicos e/ou histerectomia 
C) atonia uterina, acretismo, rotura uterina, restos ovulares e 
coagulopatia são possibilidades de diagnóstico etiológico. 
Portanto, além dos uterotônicos, rotineiros dos protocolos 
de assistência ao parto de risco habitual, com chance maior 
para restos ovulares, e rotura uterina, deve-se realizar 
revisão criteriosa da cavidade uterina 
D) a atonia uterina é a primeira hipótese diagnóstica pois o 
parto foi moroso, e sob anestesia peridural, as fibras 
uterinas não contraem eficazmente, favorecendo a 
hipotonia e a demora na dequitação 
E) a inversão uterina deve ser a principal etiologia, pois à 
extração manual da placenta, traciona-se o cordão que 
favorece esta ocorrência principalmente se placenta 
inserida no fundo; neste caso, utiliza-se a manobra de 
Hamilton 
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
PROVA36_OBSTETRICIA_CE_MAI18 9 
Questão 38 
Primigesta, 25 anos de idade, 39 semanas, evolui para parto 
vaginal espontâneo sem necessidade de episiotomia. Nesse 
caso, para o manejo ativo do terceiro período, as 
recomendações sobre a via e o momento de administração 
de 10 UI de ocitocina e o momento de realizar a tração 
controlada de cordão, respectivamente, são: 
 
A) intramuscular antes do clampeamento de cordão e 
tração após o clampeamento 
B) intravenosa antes do clampeamento de cordão e tração 
após o clampeamento 
C) intravenosa após o clampeamento de cordão e tração 
antes do clampeamento 
D) intramuscular após o clampeamento do cordão e não 
realizar tração do cordão 
E) intramuscular após o clampeamento do cordão e tração 
após o clampeamento 
 
Questão 39 
Segundo a Diretriz Nacional de Assistência ao Parto Normal 
do Ministério da Saúde (2016), para o manejo da falha de 
progresso do segundo período do parto na maioria das 
mulheres, após o início da fase ativa, deve-se considerar que: 
 
A) Nas nulíparas o parto deve ocorrer no prazo de 3 horas 
B) Nas multíparas o parto deve ocorrer no prazo de 1 hora 
C) Nas nulíparas o parto deve ocorrer no prazo de 2 horas 
D) Nas multíparas o parto deve ocorrer no prazo de 30 
minutos 
E) Nas grandes multíparas o parto deve ocorrer no prazo 
de 30 minutos 
 
Questão 40 
Gemeligesta de 30 semanas realizou ultrassonografia com 12 
semanas demonstrando o sinal do T. Na última consulta pré-
natal apresentava no exame obstétrico AU 30 cm, foco 
140/120bpm. Na ultrassonografia apresentava feto I com 
peso estimado de 950 g (percentil 5) e maior bolsão de 30 
mm e o feto II com peso estimado de 1350 g (percentil 50) e 
maior bolsão de 50mm. Nesse caso, a corionia e o 
diagnóstico, respectivamente, são: 
 
A) Monocoriônica diamniótica; síndrome de transfusão feto-
fetal 
B) Monocoriônica diamniótica; restrição seletiva do 
crescimento fetal 
C) Dicoriônica diamniótica; restrição seletiva do 
crescimento fetal 
D) Dicoriônica diamniótica; síndrome de transfusão feto-
fetal 
E) Monocoriônica monoamniótica; síndrome de transfusão 
feto-fetal 
Questão 41 
A figura representa a desaceleração da frequência cardíaca 
fetal (FCF) na cardiotocografia intraparto da paciente A e 
paciente B. Nas figuras, a interpretação da fisiopatologia da 
desaceleração da FCF indica que: 
 
A) o feto da paciente A está com hipóxia e risco de acidemia 
B) o feto da paciente B teve sua frequência cardíaca 
reduzida em função do estímulo vagal 
C) ambos os fetos estão com hipóxia e e o feto da paciente 
B com risco de acidemia 
D) o feto da paciente B está com hipóxia e risco de acidemia 
E) o feto da paciente A teve sua frequência cardíaca 
reduzida em função do mecanismo baro e 
quimiorreceptor 
 
Questão 42 
Paciente de 20 anos. Tem diagnóstico de diabetes desde 7 
anos de idade. É insulinodependente e foi verificada 
hemoglobina glicada de 12% no mesmo dia em que foi 
diagnosticada gestação por atraso menstrual de três 
semanas, ocasião em que procurou assistência. Em relação 
ao risco fetal e ao controle da glicemia, é verdade dizer que: 
A) Há maior risco de malformações do concepto mesmo 
com controle glicêmico a partir deste momento 
B) Há maior risco de polidramnia mesmo com controle 
glicêmico a partir deste momento 
C) O feto será macrossomico, mesmo com controle 
glicêmico a partir deste momento 
D) Se a glicemia de jejum estiver entre 70 e 90 mg no 
primeiro trimestre haverá maior risco de óbito fetal 
E) Se a glicemia ficar controlada no último mes antes do 
nascimento, o concepto não será macrossômico 
 
Questão 43 
Secundigesta, 41 semanas, com uma cesárea prévia (por 
falha de indução no termo), feto vivo, apresentação cefálica, 
líquido amniótico em quantidade normal. O colo uterino está 
impérvio, grosso e posterior. Assinale a conduta baseada nos 
protocolos atuais: 
A) Cesárea por colo desfavorável e contraindicação a 
indução 
B) Amniotomia e ocitocina via intravenosa 2 mU/minuto 
C) Se vitalidade fetal normal, cesárea quando completar 42 
semanas 
D) Misoprostol 25 microgramas via vaginal cada 6 horas 
E) Maturação cervical com sonda de Foley e posterior 
indução com ocitocina 
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
PROVA36_OBSTETRICIA_CE_MAI18 10 
Questão 44 
Primigesta, 23 anos de idade, submetida à aspiração manual 
intrauterina, teve diagnóstico de mola hidatiforme completa por 
exame histopatológico do material aspirado. O hCG pré-
esvaziamento foi 101.000 mUI/mL. Apresenta os valores de hCG 
5.405, 4.383, 6.154 e 8.324 mUI/mL, respectivamente, no 7°, 
14°, 21° e 28°dias após o esvaziamento. Rx de tórax mostrou 
nódulo arredondado periférico em lobo pulmonar direito, que 
mede 1,5 cm. O exame de ultrassonografia da pelve evidenciou 
lesão uterina em parede anterior, medindo 2,0 cm. 
O diagnóstico e tratamento proposto, respectivamente, são: 
A) Coriocarcinoma Estadiamento III:2, baixo risco; 
monoquimioterapia 
B) Neoplasia trofoblásticagestacional Estadiamento III:1, 
alto risco; poliquimioterapia 
C) Mola Invasora Estadiamento II:1, baixo risco; 
histerectomia 
D) Neoplasia trofoblástica gestacional Estadiamento III:1, 
baixo risco; monoquimioterapia 
E) Tumor trofoblástico de sítio placentário; 
monoquimioterapia 
 
Questão 45 
Gestante de 43 anos com 29 6/7 semanas foi encaminhada ao 
pronto atendimento para avaliação. Ao exame físico, gestante 
em bom estado geral, normotensa, com altura uterina de 22 cm 
e BCF de 144 rítmicos. A ultrassonografia evidenciou peso fetal 
no percentil 03 e líquido amniótico normal. A dopplervelocimetria 
obstétrica mostrou centralização do fluxo na circulação fetal. A 
melhor conduta nesta ocasião é: 
A) Antecipação do parto via alta (cesárea) 
B) Controle ambulatorial com Doppler do ducto venoso 
C) Internação hospitalar para controle de vitalidade fetal e 
corticoterapia 
D) Controle ambulatorial com cardiotocografia 2x semana 
E) Indução do parto com misoprostol e controle rigoroso da 
vitalidade 
 
Questão 46 
Primigesta de 37 semanas vem ao pronto-socorro encaminhada 
do pré-natal por níveis pressóricos de 150 x 90 mmHg, 
assintomática. Até então a pressão arterial vinha sendo 
considerada normal. Relata ganho de 2kg na última semana. 
Exames subsidiários revelam Hb/Ht: 11,5 / 35,0. Plaquetas: 
280.000 / mm³. TGO 18U/L. TGP 23U/L. DHL 255U/L. Relação 
proteinúria/creatinúria 0,12. 
Ultrassonografia obstétrica revela feto com peso estimado de 
2480g (percentil 5 curva de Hadlock), líquido amniótico e Doppler 
da artéria umbilical normais. Diante do quadro descrito, o 
diagnóstico e a conduta a ser tomada estão melhor 
representados na alternativa: 
A) Pré-eclâmpsia e internação para controle dos níveis 
pressóricos e repetição exames laboratoriais 
B) Pré-eclâmpsia e internação para indução do parto 
C) Hipertensão gestacional e seguimento ambulatorial 
D) Restrição de crescimento fetal e internação para parto 
cesáreo 
E) Restrição de crescimento fetal e internação para controle 
vitalidade fetal 
Questão 47 
Importantes sociedades médicas, como o Colégio Americano 
de Ginecologia e Obstetrícia (ACOG), recomendam que o 
conceito tradicional de termo gestacional compreendido entre 
37 e 42 semanas seja abandonado. Na nova classificação 
recomenda-se que: 
 
A) O termo pleno seja considerado entre 39 e 40 semanas 
e 6 dias 
B) O termo pleno seja considerado entre 38 e 39 semanas 
e 6 dias 
C) O termo precoce seja considerado entre 37 e 37 
semanas e 6 dias 
D) O termo precoce seja considerado entre 38 e 38 
semanas e 6 dias 
E) O termo tardio seja considerado após 40 semanas 
 
Questão 48 
Paciente na 13ª semana de gestação é submetida a exame 
de ultrassom morfológico. Na figura observa-se o espectro de 
velocidade de fluxo de uma das artérias uterinas que mostrou 
um IP médio de 2,89. Nessa mesma paciente, foi realizada a 
dosagem bioquímica do PlGF e da PPAP-A, ambos com 
valores diminuídos. Com esses dados, pode-se afirmar que: 
 
 
 
A) A chance da ocorrência de pré-eclâmpsia antes de 34 
semanas está aumentada 
B) Deve-se ministrar AAS após 26 semanas de gravidez 
C) Deve-se repetir a dopplervelocimetria na 20ª semana 
para confirmar o aumento da chance de pré-eclâmpsia 
D) Não há correlação entre a associação do Doppler com 
marcadores bioquímicos para rastreamento da pré-
eclâmpsia 
E) A dopplervelocimetria deve ser feita no primeiro trimestre 
da gravidez; e os bioquímicos, no final do segundo 
trimestre 
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CONHECIMENTOS ESPECÍFICOS 
 
 
PROVA36_OBSTETRICIA_CE_MAI18 11 
Questão 49 
Primigesta, na 14ª. semana de idade gestacional, 
manifestou ao seu obstetra preocupação com o resultado do 
rastreamento sorológico para toxoplasmose, pois o mesmo 
mostrou sorologia reagente para IgG e IgM. Retorna ao seu 
obstetra na 17ª. semana com o resultado do teste de Avidez 
de IgG mostrando um resultado de 29%. Em vista deste fato, 
qual a conduta a ser tomada? 
 
A) Manter a espiramicina, alternada a cada 3 semanas com 
sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico. 
B) Para o tratamento da mãe e do feto infectados, utiliza-se 
a espiramicina, pois este antibiótico é classificado como 
riscoB, segundo a FDA. 
C) A espiramicina deve ser o antibiótico de escolha, por não 
apresentar efeito adverso para a mãe e feto; e ainda 
protege o feto exposto contra a sua infecção 
D) Suspender a espiramicina, pois trata-se de infecção 
antiga pelo Toxoplasma gondii, não havendo, portanto, 
risco de transmissão vertical. 
E) Sugerir amniocentese para realização do PCR 
específico, para investigar a possibilidade de 
transmissão vertical, além de manter o tratamento com 
a espiramicina 
 
Questão 50 
O rastreamento de Toxoplasmose na gestação não é 
adotado em parte dos países europeus. As principais 
justificativas dessa política são: 
 
A) Baixa prevalência da doença, necessidade de 
padronização da sorologia em centros de referência e 
alto custo do rastreamento 
B) Baixa prevalência da doença, ausência de comprovação 
de relação causal entre Toxoplasmose e lesões 
teciduais fetais e alto custo do rastreamento 
C) Alta possibilidade de evitar a infecção materna somente 
com orientações higiênicas, dietéticas e 
comportamentais e necessidade de padronização da 
sorologia em centros de referência 
D) Presença de sintomas na maior parte das gestantes 
infectadas, o que possibilita a realização da sorologia 
somente neste subgrupo e alto custo do rastreamento 
E) Potencial teratogênico das drogas utilizadas na 
prevenção da transmissão vertical e ausência de 
comprovação de relação causal entre Toxoplasmose e 
lesões teciduais fetais 
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GABARITO - PROVA 26 
MÉDICO 
DERMATOLOGIA
GABARITO - PROVA 27 
MEDICO / ENDOSCOPIA 
GINECOLÓGICA
GABARITO - PROVA 28 
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GABARITO - PROVA 29 
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MASTOLOGIA
GABARITO - PROVA 30 
MÉDICO / GINECOLOGIA 
ONCOLÓGICA
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15 C 15 C 15 C 15 C 15 C
GABARITO - PROVA 35 
MÉDICO / NUTROLOGIA 
PEDIÁTRICA
GABARITO - PROVA 31 
MÉDICO / GINECOLOGIA 
PRONTO SOCORRO
GABARITO - PROVA32 
MÉDICO / MEDICINA 
DA FAMÍLIA E 
COMUNIDADE
GABARITO - PROVA 33 
MÉDICO / MEDICINA 
INTENSIVA ADULTO
GABARITO - PROVA 34 
MÉDICO NEFROLOGISTA
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22 B 22 D 22 B 22 D 22 D
23 A 23 C 23 A 23 A 23 B
GABARITO - PROVA 36 
MÉDICO / OBSTETRÍCIA
GABARITO - PROVA 37 
MÉDICO ORTOPEDIA E 
TRAUMATOLOGIA
GABARITO - PROVA 38 - 
MÉDICO 
OTORRINOLARINGOLOGIA - 
PRONTO SOCORRO
GABARITO-PROVA 39- 
MÉDICO 
OTORRINOLARINGOLOGI
A PEDIÁTRICA
GABARITO - PROVA 40 
MÉDICO / PATOLOGIA 
CLÍNICA
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27 B 27 A 27 C 27 A 27 D
GABARITO - PROVA 41 
MÉDICO / PEDIATRIA 
GERAL E COMUNITÁRIA
GABARITO - PROVA 42 
MÉDICO / PEDIATRIA 
PRONTO SOCORRO
GABARITO - PROVA 43 
MÉDICO PNEUMOLOGIA 
PEDIÁTRICA
GABARITO - PROVA 44 
MÉDICO / PSIQUIATRIA
GABARITO - PROVA 45 
MÉDICO / 
REUMATOLOGIA 
PEDIÁTRICA
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50 B 50 C 50 E 50 A 50 B
1 A 1 A 1 A 1 A
2 A 2 A 2 A 2 A
GABARITO - PROVA 46 
ASSISTENTE DE 
ADMINISTRAÇÃO
GABARITO - PROVA 47 
TÉCNICO LABORATÓRIO 
BIOMEDICINA
GABARITO - PROVA 48 
TÉCNICO LABORATÓRIO 
BIOQUÍMICA
GABARITO - PROVA 49 
TÉCNICO DE FARMÁCIA
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3 A 3 A 3 A 3 A
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11 D 11 D 11 D 11 D
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39 D 39 D 39 D 39 D
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10 E 10 E 10 E 10 E
GABARITO - PROVA 50 
TÉCNICO LABORATÓRIO 
BIOTÉRIO
GABARITO - PROVA 51 
TÉCNICO LABORATÓRIO 
HEMOTERAPIA
GABARITO - PROVA 52 
TÉCNICO LABORATÓRIO 
MICROSCOPIA 
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GABARITO - PROVA 53 
TÉCNICO LABORATÓRIO 
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12 B 12 B 12 B 12 B
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44 E 44 C 44 A 44 B
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50 E 50 D 50 A 50 A
1 A 1 A 1 A 1 A
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16 E 16 E 16 E 16 E
17 E 17 A 17 B 17 B
18 B 18 C 18 B 18 E
GABARITO - PROVA 54 
TÉCNICO DE 
TECNOLOGIA DA 
INFORMAÇÃO
GABARITO - PROVA 55 
TÉCNICO EM 
CONTABILIDADE
GABARITO - PROVA 56 
TÉCNICO DE 
ENFERMAGEM
GABARITO - PROVA 57 
TRADUTOR E 
INTÉRPRETE DE LIBRAS
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19 A 19 C 19 A 19 D
20 C 20 C 20 D 20 A
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22 D 22 D 22 D 22 A
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35 A 35 B 35 A 35 A
36 D 36 C 36 E 36 A
37 A 37 C 37 D 37 E
38 B 38 A 38 A 38 B
39 B 39 C 39 A 39 B
40 B 40 D 40 E 40 A
41 C 41 D 41 A 41 A
42 D 42 A 42 E 42 A
43 B 43 D 43 D 43 D
44 A 44 A 44 A 44 A
45 E 45 E 45 A 45 A
46 A 46 E 46 C 46 A
47 B 47 C 47 E 47 A
48 D 48 E 48 B 48 A
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50 D 50 D 50 A 50 A
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