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Educação Oriental
A História da Educação Oriental se estruturou entre dois mil a dois mil e quinhentos anos, numa região que considera o berço de toda a civilização. Egípcios, fenícios, gregos, mesopotâmicos, hebreus, chineses, japoneses e outros grupos humanos colaboraram para a construção de modelos e formas da tradição oriental que têm uma dimensão de longa duração na humanidade.
Período oriental
Surgimento da escrita;
Transição da sociedade primitiva para a civilização;
Surgimento da cidade e do estado;
Mantinha a cultura dominante através da educação.
China
* Educação tradicional; dividida em classes, em oposição à cultura e trabalho,
organizada em escolas fechadas e separadas para a classe dirigente.
* O conhecimento da escrita era restrito, devido ao seu caráter esotérico
* As preocupações com educação apareceram nos livros sagrados, que ofereceram regras ideais de conduta e enquadramento das pessoas nos rígidos sistemas religiosos.
* surgimento do dualismo escolar, que destina um tipo de ensino para o povo e outro para os filhos dos funcionários, assim, grande parte da comunidade foi excluída da escola e restringida à educação familiar informal.
A educação é anterior às referidas civilizações. 
Na pré-história, grupos de homens e mulheres, em diversos estágios de evolução, desenvolviam um tipo de educação a partir de observação e da imitação da natureza, não intencional, mas visando garantir a sobrevivência do povo.
Funcionalidades nas Instituições 
Funcionalidades nas instituições de ensino
A lei e a educação no Brasil devem caminhar juntas, objetivando sempre a melhoria
Quais os princípios que influencia o pensar sobre o processo de educação
Educação Primitiva
· Não havia escolas formais
· conhecimento de geração em geração
· Exposição do conhecimento através da oralidade, imitação
· Professores: chefes de família e em seguida sacerdote, leigos sem formação
· Educação dos Jovens - principal ferramenta para sobrevivência do grupo, aprende o manejo com armas, caça, pesca, colheita cerimônias dos mortos, técnicas e conhecimentos do meio ambiente através da imitação. 
Com o surgimento das civilizações, através do desenvolvimento da agricultura e da possibilidade de sedentarização, da fixação dos homens e mulheres nas terras próximas aos rios: Nilo, tigre e Eufrates. A educação foi assumindo formas mais elaboradas e incorporando novas funções. Não era ela mérito de um povo só, mas fruto de ligações entre diversas sociedades que existiram: nômades, ex-nômades e comerciais. As civilizações a que nos referimos, Cambi (1999) chama de sociedades hidráulicas: nascidas nas planícies, banhadas por grandes rios, prosperaram por meio do controle das águas destes rios, tiveram notável desenvolvimento agrícola e desenvolveram forte divisão do trabalho e rígida distinção entre as classes sociais, tendentes a se tornarem classes mais fechadas. Estas mesmas civilizações, exigindo forte controle social, organizaram suas vidas de modo unitário por meio da Religião e do Estado.
*Hebreus todas as atividades significativas eram desenvolvidas em torno do templo; 
*Zigurates mesopotâmicos, além do lugar de culto aos deuses, estocavam alimentos, faziam ciência (observação dos astros). A partir destes dois exemplos, observa-se que a vida girava em torno do templo. 
A Educação era vista como uma atividade sagrada, isto é, prodígio dos deuses. E os grupos sacerdotais eram seus guardiões. Eram eles os intérpretes dos mitos, detentores da tradição e os que zelavam pela tradição ideológica e da concepção do mundo oriental antigo.
Assim, os mitos tiveram uma função em alto grau educativo entre estes povos. Neles, a natureza aparecia divinizada e todas as explicações para a realidade e os fenômenos passavam pelo sagrado. 
Por exemplo: comer do fruto da árvore da sabedoria, “proibido”, era o caminho do paraíso para o deserto (o sofrimento). Da inocência à consciência do pecado!
* Assíria, os sacerdotes eram depositários da formação escolar. 
* Egito todo o saber era ministrado no templo e o Faraó, senhor de todo conhecimento, era quem indicava a quem caberia educar.
Ler e escrever era um prestígio, coisa de homens próximos de Deus, seus intérpretes ou deuses por si mesmos. Nem todos eram “eleitos”, nem o podiam ser.
As primeiras escolas institucionalizadas, enquanto espaços de transmissão dos saberes, limitavam-se às classes dirigentes. Ao povo restava a educação informal, fruto da experiência e transmitida de pai para filho. A tradição oral lhes pertencia, não por opção.
A educação para os ofícios, obtida por meio da observação e imitação. Ter um ofício era ter status, a exemplo dos escribas no Egito.
Os tipos de educação no Oriente refletiam a estratificação social. Foram estas as soluções educacionais, deste período histórico: divididas por classes sociais, ligadas ao sagrado e ao primado do saber literário.
Segundo Cambi (1999), no Oriente e no Mediterrâneo, a educação passou por mudanças profundas. Para o autor:
“(...) ela é transmissão da tradição e aprendizagem por imitação, mas tende a torna-se cada vez mais independente deste modelo e a redefinir-se como processo de aprendizagem e de transformação ao mesmo tempo; liga-se cada vez mais à linguagem – primeiro oral, depois escrita -, tornando-se cada vez mais transmissão de saberes discursivos e não somente de práticas, de processos que eram apenas ou sobretudo operativos; reclama uma institucionalização desta aprendizagem num local destinado a transmitir a tradição na sua articulação de saberes diversos: a escola. Instituição esta que se tornava cada vez mais central até que nas sociedades arcaicas se passou aos estados territoriais e a uma rica e articulada divisão dos saberes que refletia o trabalho cada vez mais especializado e tecnicizado. Foi uma escola dúplice (de cultura de trabalho: liberal e profissional) que acentuou o profundo dualismo próprio das sociedades hidráulicas ou agrícolas, ligado ao enrijecimento dos papéis sociais em classes sociais separadas, com alguns aspectos quase de castas” (CAMBI, 1999, p. 61).
Em História de tempos e espaços diferentes não se separa, pelo menos das ideais que ainda hoje parecem atuais. Somos herdeiros da cultura de povos que na terra viveram antes de nós, reproduzimos algumas coisas e ressignificamos outras, e a partir dessa herança cultural, criamos novas formas de compreender e de viver no mundo, sempre tendo referência a experiência dos antepassados.

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