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1. ORGANIZAÇÃO DA JUSTIÇA DO TRABALHO 
1.1. Órgão que compõem a Justiça do Trabalho 
1.1.1. Juiz (Vara do Trabalho) 
1.1.2. TRT 
1.1.3. TST 
*STF não é órgão da Justiça do Trabalho, mas assuntos, ações trabalhistas chegam 
até o STF, por recurso extraordinário, reclamação constitucional. 
1.2. TRIBUNAL SUPERIOR DO TRABALHO 
Órgão máximo da Justiça do Trabalho. 
*27 ministros que compõem o TST 
*Brasileiros 
*Mais que 35 anos e menos que 70 anos 
*Nomeados pelo Presidente da República após aprovação por maioria absoluta no 
Senado Federal. 
*Dentre os ministros do TST tem-se: 
A. Juiz de carreira (fizeram concurso para serem juízes do trabalho) 
B. Quinto Constitucional – 1/5 dos ministros do TST são membros do Ministério 
Público do Trabalho, são advogados, vem da OAB – dentro dessa ordem se escolhe 
uma lista sêxtupla que passa a ser uma lista tríplice e o Presidente nomeia diante da 
 
 
ocorrência de aprovação por maioria absoluta pelo Senado Federal. Tanto os 
representantes do MPT quanto os advogados/OAB têm que ter mais de 10 anos de 
carreira, sendo que os advogados/OAB tem que ter notório saber jurídico e 
reputação ilibada. 
*Existe um único TST no Brasil. 
1.3. TRIBUNAIS REGIONAIS DO TRABALHO 
*24 regiões = 24 TRT’s 
*Mínimo de 7 juízes 
*Brasileiros 
*Mais do que 30 anos e menos do que70 anos 
*Nomeados pelo Presidente da República – não é exigida a sabatina 
*Composição do TRT 
A. Juízes de Carreira – promovidos por critério de antiguidade e merecimento – 
critérios aplicados de forma alternada 
B. Regra do quinto constitucional – membros do MPT ou advogados/OAB om mais 
de 10 anos de carreira. 
1.4. JUIZ DO TRABALHO 
Jurisdição na Vara do Trabalho (junta de conciliação e julgamento) é exercida em 
caráter singular. Juiz (Presidente). Existe a possibilidade de se ter juiz singular e juiz 
substituto trabalhando na mesma vara. 
Vale na justiça do trabalho o princípio da identidade física do juiz – 
preferencialmente o juiz que instruiu será o mesmo que julga. 
Nas localidades não abrangidas pela jurisdição de uma Vara do Trabalho quem vai 
atuar para processar e julgar as causas trabalhistas é o juiz de Direito. (Regra geral: 
a ação trabalhista deve ser ajuizada no local da prestação de serviço – salvo se na 
localidade não existir Vara do Trabalho). 
Recurso cabível da sentença em Processo do Trabalho – Recurso Ordinário (RO) – 
prazo de 8 dias. RO será julgado pelo TRT. 
 
 
Súmula 10 STJ - INSTALADA A JUNTA DE CONCILIAÇÃO E JULGAMENTO, 
CESSA A COMPETENCIA DO JUIZ DE DIREITO EM MATERIA TRABALHISTA, 
INCLUSIVE PARA A EXECUÇÃO DAS SENTENÇAS POR ELE PROFERIDAS. 
(Juiz promove a remessa dos autos a Vara do Trabalho) 
2. COMPETÊNCIA MATERIAL 
Se trata das matérias/assuntos que a Justiça do Trabalho pode processar e julgar. 
Competência absoluta – ou o juiz do trabalho é competente ou incompetente. A 
incompetência pode ser: 
A. Declarada de ofício pelo juiz – juiz não precisa ser provocado por nenhuma 
das partes. 
B. Alegação pela parte – feita pelo réu na contestação como preliminar (antes de 
adentrar no mérito) 
*Se na Petição Inicial todos os pedidos formulados não forem de competência da 
Justiça do Trabalho – juiz se declara incompetente e remete os autos para o juízo 
competente. (Incompetência material) 
*Se na Petição inicial existirem pedidos competentes e incompetentes – com relação 
aos pedidos para os quais o juiz é competente ele processa e julga – já para os que 
ele considerado incompetente (Pressupostos processuais – para que ocorra a 
provocação da justiça é necessária uma PI que seja apta e dirigida a um juízo que 
seja competente – tem que existir a capacidade de ser arte e capacidade processual 
e uma citação válida) – juiz competente é um pressuposto processual, então se ele 
não preenche este requisito, portanto ele não poderá julgar o mérito da ação, de 
forma que terá que extinguir o pedido sem a resolução do mérito. 
*Na hipótese de cumulação de pedidos numa mesma ação uma das hipóteses é que 
o juízo seja competente para o julgamento de todos os pedidos. 
3. HIPÓTESE DE COMPETÊNCIA MATERIAL 
Art. 114 CR/88. Compete à Justiça do Trabalho processar e julgar: (Redação dada 
pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (Vide ADIN 3392) (Vide ADIN 3432) 
 
 
I as ações oriundas da relação de trabalho, abrangidos os entes de direito público 
externo e da administração pública direta e indireta da União, dos Estados, do 
Distrito Federal e dos Municípios; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 
2004) (relação de trabalho # relação de emprego – relação de trabalho conceito 
muito mais amplo – abrange a relação de serviços em prol de uma outra 
pessoa – discussões na Justiça do trabalho acerca de vínculo de trabalho – 
prazo para ajuizar ação sobre vínculo de emprego = 2 anos da extinção do 
contrato, sendo cobrado os últimos 5 anos retroagindo do ajuizamento = 
pretensão declaratória = característica dos direitos da personalidade que 
possuem as características de ser: irrenunciáveis, inalienáveis e 
imprescritíveis – pretensão declaratória não se submete a prazo – vinculo de 
emprego e anotação na carteira) 
(Estagiário – se prestar serviço para a iniciativa privada a competência é da 
Justiça do Trabalho) 
(Avulso – igualdade de direitos com o trabalhador de vínculo permanente – 
pode ser o portuário ou aquele que trabalha no transporte de mercadorias – 
não é empregado – entra com ação na justiça do trabalho) 
(Servidor público concursado – estatutário – competência da justiça comum 
em caso de servido estadual ou municipal e a justiça federal em caso de 
servidores federais. O avulso portuário possui duas características: 
eventualidade do trabalho e a intermediação da mão de obra) 
(Em caso de servidor público em regime celetista ou empregado público – 
competência da justiça do trabalho) (ação de cobrança de honorários no qual o 
autor da ação é um profissional liberal (prestação de serviço para destinatário 
final – relação de consumo) – aplicação do CDC – competência da justiça 
comum) (representação comercial – lei própria – pode ser pessoa física ou 
jurídica – ação para discussão de contrato de representação comercial – 
competência da justiça comum – relação comercial. Se a discussão for acerca 
de vínculo de emprego – competência da justiça do trabalho – somente pessoa 
física) 
II as ações que envolvam exercício do direito de greve; (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 45, de 2004) 
 
 
III as ações sobre representação sindical, entre sindicatos, entre sindicatos e 
trabalhadores, e entre sindicatos e empregadores; (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 45, de 2004) 
IV os mandados de segurança, habeas corpus e habeas data, quando o ato 
questionado envolver matéria sujeita à sua jurisdição; (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 45, de 2004) 
V os conflitos de competência entre órgãos com jurisdição trabalhista, ressalvado o 
disposto no art. 102, I, o; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 
VI as ações de indenização por dano moral ou patrimonial, decorrentes da relação 
de trabalho; (Incluído pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004) (Quem pode 
ajuizar ação pedindo material e patrimonial: trabalhador, dependentes e 
sucessores) 
(Dano extrapatrimonial – dano moral = violação dos direitos da personalidade. 
Dano existencial = frustração de um projeto de vida) 
(Valores de indenização – levam em conta graus de culpa do ofensor e 
múltiplos do salário do empregado 
VII as ações relativas às penalidades administrativas impostas aos empregadores 
pelos órgãos de fiscalização das relações de trabalho; (Incluído pela Emenda 
Constitucional nº 45, de 2004) 
VIII a execução, de ofício, das contribuições sociais previstas no art. 195, I, a, e II, e 
seus acréscimos legais, decorrentes das sentenças que proferir; (Incluído pela 
Emenda Constitucional nº 45, de 2004) 
IX outras controvérsiasdecorrentes da relação de trabalho, na forma da lei. (Incluído 
pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

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