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Guia de Prescrição Hospitalar
PROTOCOLO DE TRANSFUSÃO MACIÇA
Conteúdo licenciado para Andressa Ferreira Andrade - dedessa29ferreira@gmail.com
Conteúdo licenciado para Andressa Ferreira Andrade - dedessa29ferreira@gmail.com
Guia de Prescrição
Hospitalar
PROTOCOLO DE
TRANSFUSÃO MACIÇA
1. Definição 
2. Indicações
3. Recomendações iniciais
4. Hemoderivados
5. Fibrinogênio
6. Ácido tranexâmico
7. Manejo da hipocalcemia
8. Manejo da acidose
9. Manejo da hipotermia
10. Hipotensão permissiva
11. Tratar coagulopatia de
causa definida
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Guia de Prescrição hospitalar | Protocolo de Transfusão Maciça 4
Guia de Prescrição Hospitalar
 
PROTOCOLO DE TRANSFUSÃO MACIÇA
1. Definição
Protocolo de Transfusão Massiva (PTM) refere-se à
administração rápida e empírica de grandes
quantidades de hemoderivados em proporções fixas
para o tratamento do choque hemorrágico:
“Transfusão ultramaciça” = administração de > 20
unidades de CH em um intervalo de 48 horas.
3. Recomendações iniciais
Solicitação de exames laboratoriais
 *Não atrasar o tratamento aguardando resultado
de exames
- Tipagem sanguínea e prova cruzada
- Hemograma completo
- Coagulograma
- Troboelastograma (se disponível)
- Eletrólitos: Ca / Mg / Fos / Cálcio ionizado
- Gasometria arterial ou venosa (avaliação de acidose)
4. Hemoderivados
Manter sempre a proporção 1:1:1 entre:
- Concentrado de hemácias (CH)
- Plasma Fresco Congelado (PFC)
- Concentrado de Plaquetas (CP)
Exemplo: 6 CH : 6 PFC : 6 CP
2. Indicações
10 CH em 24 horas OU
4 CH em 1 hora
Score ABC - Assessment of blood consumption:
- Trauma penetrante - 1 pt
- FAST positivo - 1 pt
- Pressão sistólica < 90 mmHg - 1 pt
- FC > 120 bpm - 1 pt
 *Se somar 2 pt = já possui indicação de PTM
Para aumentar a especificidade, associar SHOCK
INDEX 
 SHOCK INDEX = FC / PAS
 Se > 1,3 = indicado PTM
Notificar o banco de sangue imediatamente
Instalar acesso venoso central
 *Utilizar a via de maior calibre
Aferir Pressão Arterial Invasiva
Avaliar necessidade de IOT
Evitar a ressucitação volêmica com cristaloides
 *A ressucitação com cristaloides no choque
hemorrágico pode reduzir a concentração de
hemácias e os fatores de coagulação e provocar
sobrecarga de volume.
5. Fibrinogênio
Repor se Fibrinogênio plasmático < 1,5 – 2 g/L ou se
sinais de deficiência de fibrinogênio no
Tromboelastograma.
Concentrado de Fibrinogênio Humano
 Pó liofilizado para infusão: 1 g e 2 g
 Haemocomplettan P®, Fibryga®
 Reconstituição: Fibrinogênio 1g + 50 mL de água
para injeção ou Fibrinogênio 2g + 100 mL de água
para injeção (concentração: 20mg/ml)
 Dose inicial em bula: 1g a 2g
 Hemorragias graves: 4g a 8g
Conteúdo licenciado para Andressa Ferreira Andrade - dedessa29ferreira@gmail.com
https://consultaremedios.com.br/produtos-hospitalares/agua-para-injetaveis-diluentes/c
Guia de Prescrição hospitalar | Protocolo de Transfusão Maciça5
Crioprecipitado 
 Representa a fração proteica do PFC insolúvel no
frio.
 Contém, além do fibrinogênio, fator VIII, fator XIII,
fator de von Willebrand e fibronectina.
 10 unidades, em geral, aumentam o fibrinogênio
em cerca de 75 mg/dL).
A reposição fibrinogênio possui maior ênfase na
hemorragia obstétrica.
9. Manejo da hipotermia
A administração rápida de hemoderivados 
 resfriados ou em temperatura ambiente pode gerar
hipotermia.
A hipotermia pode ser evitada ou tratada por:
- Fornecimento de hemoderivados aquecidos
- Uso preventivo de manta térmica, em resposta a
qualquer evidência de hipotermia ou tremores.
- Monitor a temperatura do paciente.
7. Manejo da hipocalcemia
6. Ácido tranexâmico
Indicado em caso de trauma + suspeita de
sangramento e:
- FC > 110 bpm E/OU PAS < 90 mmHg
Uso nas primeiras 3 horas do trauma
Ácido Tranexâmico
 Solução injetável: 50 mg/mL - ampola com 5 mL
 Transamin®, Hemoblock®
 Dose: 1g IV em bólus (10min) + 1g IV ao longo de 8
horas
O citrato nos hemoderivados atua como quelante de
cálcio, levando à hipocalcemia.
Ao administrar 6 unidades de CH, adicionar 1-2
gramas de cloreto de cálcio IV ou 3-6 gramas de
gluconato de cálcio IV (preferencial).
Gluconato de Cálcio 10%
 1 ampola de 10ml contém Gluconato de cálcio 1g
 Fazer de 3 a 6 ampolas.
 Monitorar cálcio iônico.
8. Manejo da acidose
A acidose reduz diretamente a atividade das vias de
coagulação extrínsecas e intrínsecas.
Mesmo a acidose leve pode ser prejudicial.
Avaliação individualizada da acidose:
- Pacientes em ventilação mecânica com acidose
metabólica - avaliar aumento do volume minuto.
- A acidose metabólica sem aumento do ânion gap
ou a acidose urêmica podem melhorar após a
administração de hemoderivados citratados (que são
alcalêmicos). Em casos graves, a administração
adicional de bicarbonato de sódio pode ser
apropriada.
 Bicarbonato de sódio 8,4% IV: 
 disponível em ampola de 10ml 
 ou frasco com 250 mL
- A acidose láctica ou cetoacidose requer terapia
agressiva da causa subjacente.
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Guia de Prescrição hospitalar | Protocolo de Transfusão Maciça 6
10. Hipotensão permissiva
Estratégias para reduzir mortalidade no doente
traumatizado com hemorragia grave.
Indicado no trauma com hemorragia não controlada,
exceto em caso de TCE ou gestantes.
É uma medida temporária
3. Recomendações iniciais
Manter PAS 80 - 90 mmHg
Em caso de TCE - PAM 80 - 90 mmHg
11. Tratar coagulopatias de causa definida
Intoxicação por cumarínicos (ex.: varfarina)
 - Vitamina K (Fitomenadiona)
 Kanakionn® MM, Vikatron®, Kavit®, Hyvit K®
 Solução injetável - 10mg/ml - ampola de 1ml
 Diluição: 1ml + SF0,9% 200ml (ou SG5%)
 concentração = 0,05mg/ml
 Dose: 10mg IV (200ml da solução)
 correr em 30min
 - Complexo protrombínico
 Pó para solução injetável + solução diluente:
 500 unidades + 10 mL de diluente
 500 unidades + 20 mL de diluente
 1000 unidades + 20 mL de diluente
 2500 unidades + 50 mL de diluente
Disfunção plaquetária
 *Causada pelo uso de antiplaquetários ou uremia
 
 - Desmopressina
 DDAVP®
 Solução injetável: 4 microgramas/mL
 ou 15 microgramas/mL
 ampola com 1 mL
 Dose: 1-4 microgramas EV 1 a 2x/dia;
Conteúdo licenciado para Andressa Ferreira Andrade - dedessa29ferreira@gmail.com
www.grupomedcof.com.br/
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