Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Anne Karen Reis DERMATOLOGIA 
Discromias 
 
INTRODUÇÃO 
É uma alteração localizada da cor da pele, sem 
alterações na superfície ou na textura da pele. 
Sua coloração pode ser acrômica, hipercrômica, 
eritematosa, acinzentada, amarelada, azulada, 
violácea. 
MÁCULA 
As máculas são classificadas em: 
Vasculossanguíneas 
• Vasodilatação; 
• Vasoconstrição; 
• Extravasamento de hemácias. 
Melanina e outro pigmentos 
• Diminuição/ ausência de melanina; 
• Aumento de melanina/ pigmentos; 
• Pigmentação externa. 
MANCHAS VASCULOSSANGUÍNEAS 
• Eritema → vasodilatação; 
• Cianose → congestão venosa; 
• Rubor → congestão arterial; 
• Púrpura → extravasamento de 
hemácias; 
• Mancha angiomatosa → aumento de 
capilares; 
• Mancha anêmica → diminuição/ 
ausência de capilares. 
 
 
 
 
 
 
FORMAÇÃO DA MELANINA 
 
Melanina é um termo genérico para um grupo de 
polímeros pigmentados, substâncias fenólicas 
moleculares. São vários compostos de indol 
sintetizados a partir de tirosinas, através da 
deformação de polímeros. 
As melaninas na pele e no cabelo humanos são 
complexos de dois tipos e sua proporção 
determina a cor do cabelo. 
CLASSIFICAÇÃO 
Eumelanina 
• Cor castanho-enegrecida; 
• Protege contra RUV; 
• Menor predisposição a lesões; 
• Maior concentração em pele negra. 
Feomelanina 
• Cor vermelho-amarelada; 
• Não protege contra RUV; 
• Maior predisposição a lesões; 
• Maior concentração em pele clara. 
Anne Karen Reis DERMATOLOGIA 
Desordens de Hipopigmentação 
1. Vitiligo; 
2. Doença de Vogt-Koyanagi-Harada; 
3. Hipomelanose gutata idiopática; 
4. Albinismo oculocutâneo; 
5. Síndrome de Hermansky-Pudlak; 
6. Síndrome de Chediak-Higashi. 
EPIDEMIOLOGIA 
• 0,5% a 2% da população mundial; 
• Idade média → 20 anos de idade; 
• A maioria relaciona o surgimento a 
estresse psicológico, trauma físico, 
queimadura, doença e gestação; 
PATOGÊNESE 
• Ausência de melanócitos → destruição 
por linfócitos TCD8; 
• Genética → 23% entre gêmeos 
homozigóticos; 
• Estresse oxidativo, desregulação da 
imunidade inata, fatores extrínsecos, 
derivados de fenóis. 
HIPÓTESES PATOGÊNICAS 
1) Destruição auto-imune; 
A) Imunidade humoral: 
• Associação com outras doenças 
autoimunes causadas por autoanticorpos 
(ex: Tireoidite de Hashimoto → Anti-
TPO) 
• Auto-Ig contra melanócitos: tirosinase, 
proteínas 1 e 2 relacionadas à tirosinase; 
B) Imunidade celular: 
• Pele perilesional → TCD8 ao redor de 
melanócitos (perforina e granzima B). 
 
2) Defeito intrínseco de melanócitos 
• Síntese defeituosa de proteína 
relacionada a tirosinase 1 → apoptose. 
QUADRO CLÍNICO 
• Crescimento centrífugo; 
• Pessoas claras → menos evidente 
(Lâmpada de Wood); 
• Bronzeamento da pele adjacente; 
• Curso clínico insidioso, assintomático e 
imprevisível; 
• Expansão da lesão → crescimento de 
lesões preexistentes ou novas manchas; 
• Geralmente a progressão é lenta; 
• Anos com estabilidade da lesão ou 
progressão rápida; 
• Repigmentação espontânea em 10-20% 
dos casos; 
• Raramente a pigmentação é completa e 
estável; 
• Poliose indica pior prognóstico. 
• Locais mais acometidos → áreas sujeitas 
a traumas, genitália, região inguinal, 
axilas, umbigo, face; 
• Fenômeno de Koebner; 
• Incidência igual em todas as raças; 
Variantes clínicas 
Margem hiperpigmentada → considerada 
característica específica do vitiligo; incomum. 
Vitiligo tricômico → pele normal → bronzeada 
→ acrômica. 
• Pacientes que se bronzeiam 
intensamente. 
Vitiligo quadricrômico → Ilhotas de 
pigmentação (folículos) 
VITILIGO 
VITILIGO LOCALIZADO 
• Focal → lesão em determinada área 
sem distribuição específica 
• Segmentar → geralmente segue a 
região de um dermátomo. 
 
Vitiligo focal 
 
Vitiligo segmentar 
Anne Karen Reis DERMATOLOGIA 
VITILIGO GENERALIZADO 
• Acrofacial → parte distal de 
extremidades e face; 
• Vulgar → distribuição aleatória; 
• Mista → acrofacial e vulgar, segmentar e 
acrofacial e/ou vulgar. 
 
Vitiligo acrofacial 
 
Vitiligo vulgar 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL 
Hipomelanose gutata → apresentação clínica e 
presença de alguns melanócitos; 
Hipopigmentação pós-inflamatória → 
preservação de melanócitos, mas com perda do 
pigmento; 
Micose fungóide hipopigmentada → é uma 
variante da MF em estágio inicial, comumente 
observada em crianças e pessoas de pele escura. 
Apare como manchas hipopigmentadas 
generalizadas com atrofia e descamação e 
atrofia. 
Pitiríase alba → é comumente considerada 
como um espectro de dermatite atópica e 
geralmente afeta as crianças. Apresenta-se como 
máculas e manchas brancas hipopigmentadas na 
face e outras áreas fotoexpostas. 
 
 
OUTRAS INFORMAÇÕES 
• Leucotriquia não se relaciona com a 
atividade da doença; 
• Repigmentação espontânea dos cabelos 
não ocorre; 
• Branqueamento < 30 anos isolado dos 
cabelos pode representar forma de 
vitiligo. 
DOENÇAS ASSOCIADAS AO VITILIGO 
• Tireoidopatias autoimunes; 
• Anemia perniciosa; 
• Alopécia areata; 
• Nevo halo; 
• Líquen escleroso; 
• Doença de Addison. 
DIAGNÓSTICO 
• Achados clínicos; 
• Biópsia geralmente desnecessária; 
• Histopatológico → perda dos 
melanócitos; 
• Dermatite de interface → linfócitos 
agredindo a junção dermoepidérmica; 
• Perda de pigmentação é verificada 
também pela Color Masson-Fontana e 
por imuno-histoquímica → é bom fazer 
outro marcador além os S100, como o 
Melan-A, para diferenciar das células de 
Langerhans. 
TRATAMENTO 
• Orientação → doença crônica que piora 
com estresse, traumas físicos e 
emocionais; 
• Avaliar extensão da doença → poucas 
lesões, usar terapia tópica; 
• Fotoproteção das lesões; 
• Corticóides tópicos, inibidores da 
calcineurina (Tacrolimus, Pimecrolimus); 
• Lesões extensas e/ou progressão rápida; 
• Corticoides sistêmicos (Ruxolitinibe); 
• Fototerapia → preferencialmente UVB 
narrow band; 
• Doença estável → micro enxertos de 
pele sã; 
• Outros → suplementar vitamina C, B12, 
Gynko biloba, P. leucotomos, 
prostaglandina E12, inibidores da Janus 
Kinase. 
Anne Karen Reis DERMATOLOGIA 
VITILIGO E DOENÇA OCULAR 
• Retina e trato uveal (íris, corpo ciliar e 
coroide) → melanina; 
• Uveíte é a manifestação ocular do vitiligo 
Síndrome de Voght-Koyanagi-Harada 
• Forma mais grave de uveíte; 
• Meningite asséptica; 
• Disacusia; 
• Vitiligo e poliose em cabeça e pescoço. 
Síndrome de Alezzandrini 
 
• Poliose; 
• Manchas acrômicas faciais; 
• Uveíte com atrofia de íris ipsilaterais. 
DOENÇA DE VOGT-KOYANAGI-HARADA 
 
• Afeta pele, olhos, orelha interna e 
meninges; 
• Terceira e quarta décadas; 
• Causa desconhecida, mecanismos 
imunológicos; 
• HP idêntico ao vitiligo; 
• Ausência de melanócitos → substituição 
por células de Lahgerhans/ células 
dendríticas; 
• Corpos colóides/amilóides na JDE; 
• Infiltrado inflamatório crônico misto. 
QUADRO CLÍNICO 
• Pródromo → febre, encefalite/meningite, 
peocitose liquórica; 
• Após uma a duas semanas → uveíte, 
coroidite e neurite óptica; 
• Surdez e/ou zumbido → 50%; 
• Primeiros três meses → vitiligo, alopecia, 
poliose; 
• Alterações pigmentares permanentes; 
• Uveíte → resolve em um ano; 
• Audição → completamente restaurada. 
HIPOMELANOSE GUTATA IDIOPÁTICA 
 
• Muito comum; 
• Incidência aumenta com a idade; 
• Todos os tipos de pele; 
• Predominância feminina (?) 
• Etiologia → exposição solar. 
QUADRO CLÍNICO 
• Mácula hipocrômica perolada, bordas 
bem definidas, não descamativas, 
assintomática; 
• Não mudam de tamanho e não 
coalescem; 
• Face extensora de antebraços e pernas. 
HISTOPATOLÓGICO 
• Conteúdo de melanina reduzido dentro 
dosmelanócitos; 
• Diminuição de melanócitos é visualizado 
pela reação DOPA oxidase; 
• A redução de melanócitos não é total. 
DIAGNÓSTICO DIFERENCIAL 
• Pitiríase liquenóide crônica; 
• Líquen escleroso; 
• Vitiligo pontuado; 
• Lesões tipo confete da esclerosa 
tuberosa; 
Anne Karen Reis DERMATOLOGIA 
• Atrofia branca de Millian. 
ALBINISMO OCULOCUTÂNEO 
 
• Nesta há redução ou ausência do 
pigmento melanina, devido à ausência ou 
defeito da enzima tirosinase; 
• No albinismo, a função de barreira natural 
aos raios ultravioleta (UV) da melanina 
está comprometida, contribuindo para 
que as pessoas com albinismo estejam 
mais vulneráveis a queimaduras solares, 
lesões de pele e câncer; 
• Autossômico recessivo na maioria dos 
casos; 
• Acomete igual todas as raças; 
• Prevalência estimada 1:20000; 
• AOC1 e AOC2 representam 40-50% dos 
casos; 
• Presente desde o nascimento; 
• Pele → branco “neve”, branco cremoso, 
castanho claro; 
• Pelos → brancos, amarelados, cor creme 
ou castanho-claros, vermelhos, 
platinados; 
• Olhos → nistagmo (hipoplasia das 
fóveas) com redução da acuidade visual; 
Alteração do desenvolvimento dos nervos 
ópticos. Transparência da íris, diminuição 
da pigmentação da retina, estrabismo. 
HISTOPATOLÓGICO 
• Falta de melanina na epiderme e folículos 
pilosos, dependendo do tipo de OCA; 
• Os melanócitos estão normais; 
• Estudos estruturais não demonstraram 
defeitos nos melanócitos. 
 
 
 
PATOGÊNESE 
OCA 1 (BRANCO/AMARELO) 
• OCA1A → Atividade ausente da 
tirosinase; 
• OCA1B → Atividade reduzida da 
tirosinase. 
OCA 2 (AMARELADO) 
• Mutações no gene OCA2 (antigo gene 
“P”; função discutida da proteína P). 
OCA 3 (RUIVO) 
• Mutação no gene da proteína 1 
tirosinase-relacionada (síntese de 
eumelanina); 
• Maturação tardia e degradação precoce 
da tirosinase. 
OCA 4 (CASTANHO) 
• Mutação do gene da proteína 
transportadora membrana-associada. 
QUADRO CLÍNICO 
• Redução de melanina dentro da 
estruturas oculares → íris transparente à 
luz; 
• Direção incorreta das fibras do nervo 
óptico durante o desenvolvimento → 
nistagmo, estrabismo e falta de visão 
binocular; 
• Hipopigmentação da retina e da fóvea; 
• Fotofobia; 
• Acuidade visual reduzida. 
OCA 1A 
• Cabelos e pele brancos e olhos azul-
acinzentados; 
• Com a idade → cabelos amarelos por 
desnaturação da queratina; 
• Elevada predisposição ao câncer de pele; 
• Nevos melanocíticos amelanóticos. 
OCA 2 
• Tirasinase positivos; 
• Mínima ou moderada diluição pigmentar 
dos cabelos, pele e íris com pouca 
habilidade para bronzeamento; 
Anne Karen Reis DERMATOLOGIA 
• Nevos pigmentados e lentigos em áreas 
fotoexpostas; 
• Cabelos e pele marrom-claros e íris cinza 
a acastanhada ao nascer; 
• Associação de OCA com: 
1) S. de Prader-Willi → bulimia, 
obesidade, retardo mental, 
hipogonadismo; 
2) S. Angelman → retardo mental, 
microcefalia, movimentos atáxicos e 
riso inapropriado. 
OCA 3 
• Fototipo III a V; 
• Cor da pele → vermelho-bronze; 
• Cor dos cabelos → vermelho gengibre; 
• Cor dos olhos → azuis/ acastanhados. 
OCA 4 
• Fenótipo de OCA 2; 
• Mutação da proteína transportadora 
membrana-associada. 
SÍNDROME DE HERMANSKY-PUDLAK 
 
• OCA tirosinase parcialmente positivos + 
↓ plaquetas com diatese hemorrágica + 
acúmulo de “ceroid” no citoplasma de 
macrófagos (Pele, pulmões e outros 
órgãos); 
• Fibrose pulmonar é complicação mais 
frequente; 
• Infecções são frequentes, colite 
granulomatosa e insuficiência renal; 
• Tricomegalia, tráfego anormal de 
lisossomos e outras organelas, incluindo 
melanossomos e grânulos de plaquetas; 
• Exocitose de melanossomos imaturos 
hipopigmentados e em baixa quantidade; 
• Acúmulo de melanossomos dentro de 
melanócitos. 
SÍNDROME DE CHEDIAK-HIGASHI 
 
 
• Distúrbio autossômico recessivo raro; 
• Pele clara, retina pálida e íris translúcida; 
• Cabelos louro claros ou cinza; 
• Suscetibilidade a infecções virais e 
bacterianas; 
• Morte em até 10 anos; 
• Sobrevida longa → linfoma; 
• Mutação no gene que codifica a proteína 
reguladora do tráfego lisossomal; 
• Melanócitos com grânulos pigmentares 
gigantes que sofrem autofagocitose e 
fusão em melanossomos gigantes que se 
apresentam degenerados; 
• Baixa melanina na epiderme e nos 
folículos pilosos 
 
 
 
Lembrar → Sd. Hermansky-Pudlak e 
Sd. de Chediak-Higashi são desordens 
de formação e tráfego de lisossomos. 
Anne Karen Reis DERMATOLOGIA 
Desordens de Hiperpigmentação 
1. Melasma; 
2. Ocronose; 
3. Mancha mongólica; 
4. Nevo de Ota; 
5. Nevo de Ito; 
6. Mancha café com leite; 
7. Nevo de Becker 
8. Síndrome de Peutz-Jeghers; 
9. Doença de Addison 
10. Acantose nigricans; 
11. Xantelasma; 
12. Amiloidose macular. 
MELASMA 
 
• É uma dermatose comum que cursa com 
a alteração da cor da pele normal, 
resultante da hiperatividade melanocítica 
focal epidérmica de clones de 
melanócitos hiperfuncionantes, com 
consequente hiperpigmentação melânica 
induzida, principalmente, pela radiação 
ultravioleta; 
QUADRO CLÍNICO 
• Manchas acastanhadas, localizadas 
preferencialmente na face, embora possa 
acometer também a região cervical, 
torácica anterior e membros superiores; 
• Mulheres em período fértil e de fototipos 
intermediários representam as 
populações mais acometidas; 
• Grande parte de sua fisiopatogenia 
permanece desconhecida, havendo 
relação com fatores genéticos, 
hormonais, uso de medicamentos, 
cosméticos, endocrinopatias e 
fotoexposição. 
 
OCRONOSE 
 
• Localizada tipicamente na face, mas 
podendo acometer pescoço, dorso e 
superfícies extensoras; 
• É mais comumente efeito colateral ao uso 
da hidroquinona, mas pode estar 
associada a fenol, mercúrio, antimalárico 
ou outras drogas; 
• Inibição da enzima oxidade ácido 
homogentísico pela hidroquinona, 
resultando no acúmulo do ácido 
homogentísico que se polimeriza para 
formar o pigmento ocronótico. 
Alcaptonúria (Ocronose endógena) 
 
• Ocorre acúmulo de ácido homogentísico 
em cartilagens, válvulas cardíacas e pele; 
• Ácido acético e seus produtos oxidados 
benzoquinona (BQA), levando a um 
escurecimento da urina quando deixada 
exposta ao ar, coloração azul-
acinzentada da esclerótica do olho e o 
hélice orelha; 
• Doença articular incapacitante 
envolvendo tanto o axial e articulações 
periféricas (artropatia ocronótica). 
 
 
Anne Karen Reis DERMATOLOGIA 
MANCHA MONGÓLICA 
 
• Congenital dermal melanocytosis ou 
Mongolian Spot; 
• A melanocitose dérmica congênita 
(Mancha mongólica) está presente em 
cerca de 95% dos bebês negros, 46% 
dos bebês hispânicos e 10% dos bebês 
brancos; 
• As lesões cutâneas são manchas 
marrom-escuras a cinza-ardósia ou preto 
azuladas que estão presentes no 
nascimento; 
• A melanocitose dérmica congênita pode 
ocorrer esporadicamente ou, em caso de 
lesões extensas e grandes, como 
mucopolissacaridose, gangliosidose, 
doença de Niemann-Pickm, síndrome de 
Hunter e manosidose; 
• As lesões também podem estar 
associadas a outras anormalidades 
pigmentares, como a facomatose 
pigmentovascular 
NEVO DE OTA 
 
• O nevo de ota é um tipo de melanocitose 
dérmica com excessos de melanócitos 
nos tecidos; 
• A patologia é caracterizada por 
hiperpigmentação da pele na região 
próxima ao nervo trigêmeo ou nos olhos; 
• É unilateral, ou seja, envolve apenas um 
lado da face. 
NEVO DE ITO 
 
• O nevo de Ito tem aparência e história 
semelhantes ao nevo de Ota, mas está 
localizado sobre o ombro e a áreas 
supraclavicular; 
• Nevo de Ito é comum em tipos de pele 
asiáticas e negros, e mais comum em 
mulheres do que em homens. 
REAÇÕES ADVERSASCUTÂNEAS ÀS DROGAS 
• Uma ou mais máculas e placas 
eritematosas circunscritas violáceas ou 
marrons; 
• Extremidades incluindo mãos, pés e 
órgãos genitais externos; 
• As mucosas podem ser afetadas; 
• Desenvolvem-se de 30 minutos a 8 horas 
após tomar a droga; 
• Vesiculação e bolhas são comuns; 
• A resolução é tipicamente marcada por 
hiperpigmentação pós-inflamatória; 
• Drogas geralmente envolvidas → 
Barbitúricos, fenilbutazona, AAS, 
sulfonamidas, sulfametaxozol, 
trimetoprim, tetraciclinas, dapsona, 
fenolftaleína e quinino. 
CAFÉ AU LAIT MACULE 
 
Anne Karen Reis DERMATOLOGIA 
• As máculas café com leite costumam ser 
um achado isolado, mas também podem 
ser um sinal neurofibromatose tipo 1 e 
certos tipos de síndromes hereditárias, 
como síndromes de McCune-Albright, 
Cowden, LEOPARD e Bannayan-Riley-
Ruvalcaba; 
• Acompanha distúrbios sistêmicos; 
• Manchas café com leite estão presentes 
em até 33% das crianças. 
Neurofibromatose tipo 1 (NF1) 
 
• É uma doença genética autossômica 
dominante; 
• Consiste na síndrome neurocutânea mais 
comum → cerca de 80 mil brasileiros são 
portadores da doença; 
• As mutações são responsáveis por 50% 
dos casos novos; 
• Sua incidência é de um caso a casa 3000 
nascidos vivos e possui distribuição 
idêntica entre os sexos; 
• A NF1 é resultante de defeito no gene 
localizado no cromossomo 17 que produz 
a proteína neurofibromina, envolvida no 
controla do crescimento celular; 
• A doença pode estar evidente ao 
nascimento, mas frequentemente 
manifesta-se tardiamente, 
especificamente durante a puberdade, na 
gravidez ou na menopausa e tem 
progressão crônica. 
• Não há tratamento específico para a 
neurofibromatose, mas as complicações 
podem ser melhoradas pelo 
reconhecimento precoce e intervenção 
terapêutica imediata; 
• O aconselhamento genético e 
psicoterapia com aconselhamento 
familiar são importantes. 
 
NEVO DE BECKER 
 
• Manifesta-se como uma mácula 
hipercrômica, localizada 
predominantemente no tronco anterior ou 
região escapular e frequentemente 
associada à hipertricose; 
• A coexistência do nevo de Becker e 
anormalidades cutâneas, músculo-
esqueléticas ou maxilo-faciais 
corresponde à síndrome do nevo de 
Becker. 
SÍNDROME DE PEUTZ-JEGHERS 
 
• Doença autossômica dominante; 
• Aparecimento de pólipos 
hamartomatosos no trato gastrointestinal 
e pigmentações mucocutâneas 
características; 
• A maioria dos casos é devido a uma 
mutação no gene STK; 
• Risco de câncer de 15 a 18 vezes maior 
em relação à população geral; 
• Várias modalidades de imagem são 
usadas para rastrear malignidades e 
complicações associadas à SPJ. 
 
 
 
Anne Karen Reis DERMATOLOGIA 
DOENÇA DE ADDISON 
 
• Resulta da destruição progressiva das 
glândulas adrenais e pode destruir até 
90% antes que a insuficiência 
adrenocortical observável apareça; 
• Hiperpigmentação generalizada de início 
insidioso, mais perceptíveis em áreas 
fotoexpostas, aréolas, palmas, plantas e 
mucosas; 
• As unhas geralmente apresentam linhas 
paralelas no sentido vertical. Pode haver 
diminuição dos pelos axilares e pubianos; 
 
ACANTOSE NIGRICANS 
 
• A pele das axilas e da nuca é pigmentada 
de marrom; 
• Associada à resistência à insulina. 
XANTELASMA 
 
• Resulta da infiltração perivascular de 
células espumosas mono e 
multinucleadas dentro de vacúolos 
citoplasmáticos carregados de lipídeos 
na derme reticular superficial; 
• Pode ser considerado um fator de risco 
para doença cardíaca isquêmica, 
independente de outros fatores de risco 
cardiovascular bem conhecidos (por 
exemplo, colesterol plasmático, 
concentrações de triglicerídeos). 
AMILOIDOSE MACULAR 
 
• Forma cutânea primária de amiloidose, 
caracterizada tipicamente por máculas 
acastanhadas, acometendo 
predominantemente a região 
interescapular; 
• A patogenia é desconhecida, mas muitos 
fatores de risco foram descritos, como 
UVB, Epstein-Barr vírus, raça, 
predisposição genética e atopia; 
• O uso de tolha de nylon ou escova na 
pele também tem sido citado como fator 
de desenvolvimento da amiloidose 
macular; 
• Inicia-se, geralmente, na puberdade, com 
frequência igual entre os sexos; 
• Além disso, também pode estar 
associada a esclerose progressiva 
sistêmica, lúpus eritematoso sistêmico, 
paquioniquia e outras doenças 
sistêmicas. 
• Frequentemente, uma mancha 
anestésica ou parestésica é um primeiro 
sinal observado pelo paciente; 
• Contudo, a sensibilidade geralmente está 
preservada nessas lesões iniciais, 
particularmente naquelas localizadas na 
face; 
• A sensibilidade térmica é geralmente a 
primeira a desaparecer, seguida da 
sensibilidade dolorosa e da sensibilidade 
térmica.

Mais conteúdos dessa disciplina