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UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS FACULDADE DE CIÊNCIAS SOCIAIS CURSO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS ___________________________________________________________________________ Proteção Internacional dos Direitos Humanos - (2022/2) Docente: Geisa Cunha Franco Discente: Roberto Magalhães Ramos Resumo: “Para além do discurso eurocêntrico dos direitos humanos: Contribuições da descolonialidade”. Fernanda Frizzo Bragato. No artigo “Para além do discurso eurocêntrico dos Direitos Humanos: Contribuições da Decolonialidade”, Fernanda Frizzo Bragatto discute a relação entre direitos humanos, colonialidade e fundamentação teórica. A autora argumenta que o discurso eurocêntrico dos direitos humanos tem sido utilizado como uma ferramenta de justificação da dominação do Norte global sobre o Sul global, e que a fundamentação teórica dos direitos humanos é uma questão que precisa ser reconsiderada à luz da crítica decolonial. De acordo com Bragatto, a fundamentação teórica dos direitos humanos tem sido tradicionalmente baseada em teorias políticas e filosóficas ocidentais, que refletem uma visão eurocêntrica do mundo e, portanto, têm limitações em sua aplicação no contexto global. Ela argumenta que é necessário reconhecer as formas de conhecimento e saberes produzidos pelas comunidades do Sul global, e incorporá-los na fundamentação teórica dos direitos humanos. Além disso, a autora destaca a importância da crítica decolonial para se compreender a relação entre direitos humanos e colonialidade. Segundo Bragato, a colonialidade é um conjunto de práticas e relações que persistem mesmo após a suposta independência dos países colonizados, e que têm impacto na garantia e efetivação dos direitos humanos. Assim, é preciso considerar a perspectiva descolonial para se compreender a complexidade dessa relação, e para se buscar uma ordem global mais justa e igualitária. Portanto, Fernanda Frizzo Bragato propõe uma reflexão crítica sobre a fundamentação teórica dos direitos humanos, que leve em conta a diversidade cultural e os saberes produzidos pelas comunidades do Sul global, bem como a crítica decolonial para se compreender a relação entre direitos humanos e colonialidade.