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RESUMO GERAL DE PSICOLOGIA 
 
• Conceito De Psicologia 
 
A psicologia é a ciência que estuda os processos mentais (sentimentos, 
pensamentos, razão) e o comportamento humano. Deriva-se das 
palavras gregas: psiquê que significa “alma” e logia que significa “estudo 
de”. 
 
O comportamento e a experiência do homem observado e descrito pelos 
filósofos gregos eram vistos como resultado das manifestações da alma. 
a psicologia ganhou espaço na ciência no final do séc. XIX. 
 
A psicologia não é hoje apenas a ciência da alma, mas também do 
comportamento e da experiência, pois corpo e mente não são separados 
e um exerce influência sobre o outro. 
Dentro da psicopatologia existem as personalidades desviantes, com 
comportamentos inadaptáveis, outro objeto de estudo da psicologia. 
 
Considerada como áreas sociais ou humanas a psicologia é uma ciência 
também da área médica, e é estudada em métodos quantitativos e 
qualitativos. Estuda os processos psíquicos que originam os 
comportamentos. 
 
As questões estudadas pela psicologia estão relacionadas à 
personalidade, aprendizagem, motivação, memória, inteligência, 
funcionamento do sistema nervoso, comunicação interpessoal, 
desenvolvimento, comportamento sexual, agressividade e 
comportamento em grupo. 
 
RESUMO GERAL DE PSICOLOGIA 
 
Psicologia = Psykhé (Alma) + Lógos (Estudo) 
 
 
 Psicologia - Ciência 
 - Disciplina Acadêmica 
 - Profissão 
 
 
Psicologia - Ciência que estuda os processos mentais (sentimentos, 
pensamentos, razão) e o comportamento humano e animal. 
 
Psicologia – Ciência que estuda o comportamento humano e animal e os 
processos mentais (razão, sentimentos, pensamentos, atitudes). O corpo 
e a mente são estudados pela Psicologia de forma integrada e não 
separadamente. 
 
A Psicologia é uma observação e experimentação passo a passo, de 
comportamentos abertos (visíveis a todos: forma de vestir, cor do cabelo, 
alimentação) e fechados (não visíveis: felicidade, tristeza, bondade) e se 
são processados de forma consciente ou inconsciente. 
 
• Psicanálise 
Fundada por Sigmund Freud, constitui-se de: “um método de investigação que 
consiste essencialmente em evidenciar o significado inconsciente das palavras, 
das ações, das produções imaginárias (...) de um sujeito.”(Laplanche e Pontalis, 
1995). 
A Psicanálise atua por meio da Psicoterapia: um método em que o psicanalista 
escuta o paciente, utiliza técnicas apropriadas, dá-lhe condições de reordenar 
suas ideias e, assim, chegar ao conhecimento da causa de seu desconforto. 
Para a Psicanálise, acontecimentos ocultos (inconscientes) encontram-se na 
gênese dos conflitos intrapsíquicos 
A psicanálise é um método de investigação da mente humana e dos seus 
processos, que eleva a mente para além das suas relações biológicas e 
fisiológicas. Para tanto, ela toma como objeto os processos mentais (emoções, 
sentimentos, impulsos e pensamentos) que determinam os indivíduos. 
A história da psicanálise está relacionada com a figura de seu precursor, 
Sigmund Freud (1856-1939). Ao longo de seus estudos, Freud elaborou toda 
uma teoria psicanalítica que formou as bases para uma nova ciência, dotada de 
métodos próprios para a investigação dos processos da mente humana. 
RESUMO GERAL DE PSICOLOGIA 
Freud revolucionou o modo de compreensão do ser humano. Se opôs à tradição 
da modernidade, onde havia o apelo da razão como uma faculdade plenamente 
livre e consciente de suas escolhas e atos. 
• O Inconsciente e a Psicanálise 
A psicanálise traz a ideia do inconsciente como a parte mais significativa dos 
processos mentais, influenciando todo o modo de viver dos sujeitos. 
Para Freud, o inconsciente é constituído de desejos e pulsões, que reprimidos 
podem gerar efeitos nocivos à saúde psíquica do sujeito (neuroses). 
Ele desenvolveu a análise como um método de cura dessas neuroses. Através 
da fala, em uma relação entre o analisando (sujeito que se submete à análise) e 
analista (psicanalista) busca-se a origem dos problemas de ordem psíquica. 
Freud afirmava que dar voz ao inconsciente era a forma mais eficaz para a 
superação de traumas e a cura das desordens nos processos mentais. 
• Id, Ego e Superego 
O sujeito em Freud é composto por duas partes inconscientes, id e superego, e 
uma consciente, o ego. 
O id representa o lugar das pulsões. As pulsões são impulsos orgânicos e 
desejos inconscientes, que visam ao prazer e a satisfação imediata do indivíduo. 
Está relacionado com o prazer sexual, a libido. 
O Ego,"eu", é a consciência. Desenvolve-se após o id, realiza uma espécie de 
mediação entre as pulsões do id e sua adequação com a realidade. Cabe ao ego 
encontrar um equilíbrio entre o id e a terceira parte da mente, o superego. 
O Superego é a outra parte inconsciente relacionada com a censura das 
pulsões realizadas pela sociedade através da moral, da educação recebida pelos 
pais e os ensinamentos de como se deve agir ou se comportar. Essa estrutura 
cria uma representação do "eu ideal", o superego ("super eu") impõe suas 
repressões ao id. 
• A Infância na Teoria Freudiana 
A pulsão pelo prazer é presente nos indivíduos desde muito cedo, e ao longo da 
infância vai se transformando. 
Freud constatou três fases da formação da sexualidade, chamadas de: 
• fase oral: prazer pela boca, leite materno, mamadeira, chupeta e objetos; 
• fase anal: prazer pelo ânus, fezes, excreções, massas e produtos 
gelatinosos, se sujar etc.; 
RESUMO GERAL DE PSICOLOGIA 
• fase fálica ou genital: o prazer se estabelece nos órgãos genitais e 
zonas que os estimulam. 
Nesse período, desenvolve-se o chamado complexo de édipo. O sujeito, como 
na tragédia grega de Édipo, deseja matar o pai e assumir seu lugar junto à mãe. 
Dentro desse processo o id desenvolve desejos incestuosos sobre o pai ou a 
mãe, gerando um conflito com a outra figura paterna ou materna. 
Segundo Freud, independente da forma como o complexo de édipo é superado, 
esse período vai orientar todo o desenvolvimento psíquico do sujeito. 
É absolutamente normal e inevitável que a criança faça dos pais o objeto da 
primeira escolha amorosa. Porém a libido não permanece fixa nesse primeiro 
objeto: posteriormente o tomará apenas como modelo, passando dele para 
pessoas estranhas, na ocasião da escolha definitiva. 
Durante o desenvolvimento do superego (aproximadamente dos seis anos até o 
início da adolescência), o indivíduo deixa de lado o prazer genital e passa a se 
adequar à sociedade. É chamado de período de latência. As repressões do 
superego moldam o indivíduo e orientam suas ações. 
Com a adolescência, o prazer genital retoma sua relevância, mas submetido às 
repressões do superego. O ego encontra-se em meio às pressões da sociedade, 
a busca pelo prazer do id e a repressão do superego. 
A busca pelo equilíbrio dessas forças é o que torna o período da adolescência 
tão conflituoso e instável. Após a adolescência, o conflito entre essas forças se 
mantém, mas de maneira mais equilibrada. 
• Behaviorismo 
O nome Behaviorismo tem origem no termo em inglês Behavior, que 
significa comportamento. 
O Behaviorismo, também chamado de Comportamentismo ou 
Comportamentalismo, tem como objeto de estudo o comportamento. Essa teoria 
psicológica defende que a psicologia humana ou animal pode ser objetivamente 
estudada por meio de observação de suas ações, ou seja, observando o 
comportamento. 
Os Behavioristas acreditam que todos os comportamentos são resultados de 
experiência e condicionamentos. As figuras influentes do Behaviorismo incluem 
os psicólogos John B. Watson e B.F. Skinner, que estão associados ao 
condicionamento clássico e ao condicionamento operante, respectivamente 
• Diferença entre e a Psicanálise e o Behaviorismo 
A psicanálise investiga os conflitos psíquicos resultantes de sonhos, 
lembranças reprimidas e delírios. Freud acreditava que a mente é responsável 
RESUMO GERAL DE PSICOLOGIApor decisões conscientes e inconscientes que ela toma com base nos impulsos 
psíquicos. O id, o ego e o super-ego são três aspectos da mente que Freud 
acreditava compor a personalidade de uma pessoa 
O Behaviorismo estuda o comportamento de forma direta, com base no ambiente 
e no condicionamento em que vive o indivíduo ou animal. 
• História e origem do Behaviorismo 
Os estudos do Behaviorismo iniciaram-se no século 19, a partir de um trabalho 
do psicólogo John B. Watson, intitulado de” Psicology as the Behaviorist views 
it”, traduzindo para o português: “Psicologia como um comportamentista a vê”. 
Esse estudo teve como referências as teorias dos filósofos russos Vladimir 
Mikhailovich Bechterev e Ivan Petrovich Pavlov. 
Entre 1920 até meados de 1950, o behaviorismo se tornou a escola dominante 
de psicologia, com o propósito de estabelecer a psicologia como 
uma ciência objetiva e mensurável. Os estudiosos e pesquisadores do 
behaviorismo estavam envolvidos em criar teorias que pudessem ser descritas 
e medidas de forma clara e prática. 
• Principais conceitos do Behaviorismo 
A Psicologia comportamental não possui um único conjunto de teorias, seus 
estudos são debatidos por diversos autores. 
Os principais tipos de Behaviorismo são o Behaviorismo metodológico, 
influenciado pelo trabalho de John B. Watson, e o Behaviorismo radical, que 
foi iniciado pelo psicólogo Burrhus Frederic Skinner. 
• Condicionamento clássico e Condicionamento 
operante 
Os behavioristas acreditam que os comportamentos podem ser aprendidos por 
meio do condicionamento. Isto é, as condições do ambiente têm influência direta 
no comportamento do indivíduo ou animal. 
O condicionamento clássico está ligado à escola do Behaviorismo metodológico 
(ou behaviorismo clássico), enquanto o condicionamento operante, faz parte dos 
estudos do Behaviorismo radical, como veremos mais adiante. 
• Behaviorismo Metodológico 
O Behaviorismo metodológico foi o ponto de partida do Behaviorismo, fundado 
por John B. Watson, com base nas teorias sobre condicionamento do russo Ivan 
Pavlov. 
https://www.vittude.com/blog/ego-ele-influencia-seu-comportamento/
https://www.vittude.com/blog/fala-psico/psicoterapia-e-ciencia/
RESUMO GERAL DE PSICOLOGIA 
O Behaviorismo metodológico (ou clássico), se opõe ao mentalismo e 
introspeccionismo, ou seja, descarta os estudos relacionados à 
mente, pensamento e emoções. É baseado através de observação e 
experimentação. 
Essa abordagem defende que o comportamento pode ser previsível e controlado 
a partir de estímulos. 
Na educação, a teoria comportamental de Watson defende que o 
comportamento do indivíduo pode ser moldado e ajustado, capaz de fazer com 
que uma criança tivesse determinada formação de caráter ou exercesse 
qualquer profissão que escolhessem para ela, por exemplo. 
• Condicionamento Clássico: “O cão de Pavlov” 
A experiência mais conhecida para explicar o condicionamento clássico é a 
chamada “Cão de Pavlov”, que foi realizada com um cachorro que saliva ao 
ver comida, e também a qualquer sinal ou gesto que lembrava a chegada da sua 
refeição. 
Nessa experiência, Pavlov treinou cachorros para que eles salivassem mesmo 
que a comida não estivesse por perto. Pavlov tocava um sino toda vez que 
alimentava os cachorros. Com o passar do tempo, os cachorros começaram a 
associar o barulho do sino à comida, e ficavam famintos e salivantes a cada som 
emitido pelo sino, mesmo que seus potes de comida estivessem vazios. 
Com isso, concluiu-se que os seres vivos já nascem com certos reflexos, ou seja, 
possuem determinada reação a partir de ações específicas. 
• Condicionamento clássico: Pequeno Albert 
Um outro experimento do condicionamento clássico foi realizado por John B. 
Watson juntamente com uma aluna de pós-graduação Rosalie Rayner, onde 
um bebê de nove meses de vida, chamado de Albert, que vivia em um 
orfanato e tinha um comportamento tranquilo, foi exposto a um rato branco 
e outros animais peludos, como um coelho e um cachorro, um algodão, lã, 
jornal em chamas e outros estímulos que não assustavam o pequeno Albert. 
O teste prosseguiu e o bebê foi colocado para brincar com um rato de 
laboratório, que a princípio não causava medo à criança. Mas neste 
experimento, Watson e Rayner faziam um barulho muito alto com um 
martelo, assustando Albert e o fazendo chorar. Depois que esse 
procedimento foi repetido por várias vezes, o bebê começou a sentir medo 
do rato mesmo antes do som alto ser reproduzido. 
O bebê passou cerca de um ano sendo submetido a vários testes, associando 
os outros elementos que antes não lhe causara medo, ao estrondoso som 
produzido por Watson e sua assistente. Novamente, quando apresentavam ao 
https://www.vittude.com/blog/fala-psico/pensamentos-ruins-3-maneiras-de-lidar-com-eles/
https://www.vittude.com/blog/conheca-as-emocoes/
https://www.vittude.com/blog/fala-psico/desenvolvendo-as-potencialidades-da-crianca/
https://www.vittude.com/blog/fala-psico/pense-magro-relacao-com-a-comida/
https://www.vittude.com/blog/medo-como-superar/
RESUMO GERAL DE PSICOLOGIA 
bebê somente o elemento, mesmo que sem fazer o estrondoso barulho, o bebê 
chorava e demonstrava medo. 
No final dos experimentos, o bebê passou de muito tranquilo e calmo a um bebê 
com ansiedade e episódios de angustia. 
Isso mostrou que o bebê havia aprendido a associar a sua resposta, o medo que 
sentia e o choro provocado, a um outro estímulo que antes não lhe causava 
medo. 
• Behaviorismo Radical 
O Behaviorismo radical, corrente comportamentalista de Skinner, surgiu em 
oposição ao behaviorismo metodológico. 
Essa abordagem considera que os comportamentos observáveis eram 
manifestações externas de processos mentais invisíveis, como o autocontrole, o 
pensamento, entre outros. Porém, defende que era mais conveniente estudar os 
comportamentos observáveis. Com isso, ele pretende dizer que as emoções não 
dão origem à nossa conduta, pois também fazem parte do modo de agir. Ou seja, 
o comportamento não é consequência do livre arbítrio, mas sim das 
consequências dos seus atos, sejam positivos ou negativos. 
Skinner contribuiu grandemente com a criação do Condicionamento Operante, 
um método de aprendizado que ocorre através de reforços (positivos ou 
negativos) e punições. O objetivo é entender a relação entre os comportamentos 
de um animal ao seu ambiente. 
Para Skinner, o comportamento é reforçado através das suas próprias 
consequências. Partindo da premissa que o indivíduo busca sobreviver, se 
proteger, se autorrealizar, entre outras ações que sentem necessidade, à medida 
que alcançasse o seu objetivo, o comportamento se repetiria. Esse mecanismo 
de repetição é chamado de operante, sendo que se for seguido de um reforço 
positivo ou reforço negativo, a probabilidade de ele se repetir, aumenta. 
Enquanto se for seguido de uma punição, a probabilidade do comportamento ser 
repetido, diminui. 
Em outras palavras, essa teoria propõe que para um comportamento desejado 
ser alcançado, deveria ser incentivado através de uma recompensa, se estivesse 
agindo corretamente, e se estivesse agindo errado, receberia uma punição. 
• Reforço (positivo ou negativo) e Punição 
Os reforços são divididos em positivos ou negativos, ambos têm o objetivo de 
estimular a repetição de comportamentos que tem como consequência uma 
premiação positiva. 
➢ Reforço positivo: quando algo bom é adicionado, por exemplo alimento 
cai na caixa, para ensinar um novo comportamento. 
RESUMO GERAL DE PSICOLOGIA 
➢ Reforço negativo: quando algo ruim é removido, por exemplo, uma 
corrente elétrica é interrompida, para ensinar um novo comportamento. 
Já as Punições têm o objetivo de cessar ou diminuir a frequência de um 
comportamento, pois sua consequência é algo ruim. 
➢ Punição: Quando algo ruim é adicionado, por exemplo, multa de trânsito, 
para ensinar a parar um comportamento. 
• Condicionamento operante: “A caixa de Skinner” 
Skinner comprovou a sua teoriaatravés de um experimento chamado “Caixa de 
Skinner”, que consistia em colocar um rato dentro de uma caixa fechada com 
uma alavanca, que ao passo que o rato interagisse com a barra, ativava um 
mecanismo que oferecia ao animal algumas recompensas como 
água, alimento ou luz, e em alguns modelos, emitia choques. 
A partir dos critérios estabelecidos pelo experimentador, como aproximação do 
animal até a barra, se tocava com a pata, se encostava o focinho, se pressionava 
a barra várias vezes o alimento era entregue a ele, como uma recompensa. 
Foi observado que quando recompensado, o rato aumentava a frequência dos 
movimentos que tinha a recompensa como resultado. Assim como os 
movimentos que não lhe gerava nenhuma recompensa, eram diminuídos. 
Através do resultado dessa experiência, Skinner passou a fazer modelagem de 
diferentes padrões comportamentais, em diferentes espécies. 
Principais diferenças: condicionamento clássico X condicionamento operante 
As principais diferenças entre o condicionamento clássico e o condicionamento 
operante é que o condicionamento clássico destaca que o estímulo neutro 
(comida, rato branco e objetos) pode ser transformado em um estímulo 
condicionado (quando é adicionado o som ou barulho), produzindo uma resposta 
conforme às condições que foram transformadas o estímulo neutro. 
Enquanto que o condicionamento operante, envolve condicionamento voluntário, 
ou seja, o indivíduo controla através das consequências. 
Ou seja, no condicionamento clássico, a associação não pode ser controlada, e 
no condicionamento operante, a associação entre comportamentos e resultados 
é aprendida. 
• Influência do Behaviorismo na atualidade 
O Behaviorismo é adotado por diversas instituições e sociedade, como 
escolas, empresas, grupos de trabalho, entre outras que visam observar o 
comportamento humano. 
https://www.vittude.com/blog/alimentos-que-combatem-a-depressao/
RESUMO GERAL DE PSICOLOGIA 
O estudo do comportamento pode ajudar a melhorar o aprendizado 
ou motivação ao estudo ou trabalho em ambientes diversos, através de sistemas 
de punições e premiações e as observações do que ocorre após esses 
estímulos. 
• Ciclo da Vida Humana 
Os seres humanos passam por 4 fases na vida, que são: infância, 
adolescência, idade adulta e velhice. Elas ocorrem dentro do ciclo da vida que 
possui dois grandes eventos: o nascimento e a morte. 
Cada uma delas ocorre na espécie humana a partir de uma idade específica, 
embora não seja igual para todos. A infância vai do nascimento aos 11 anos de 
idade, a adolescência dos 12 aos 20 anos, a fase adulta dos 21 aos 65 anos e a 
velhice dos 65 anos em diante. 
Os seres humanos passam por diversas mudanças e as etapas do ciclo vital é 
uma delas. As fases da vida se subdividem e isso pode gerar algumas confusões 
quanto a quantidade exata de etapas. Portanto, vale esclarecer que são apenas 
4 fases da infância à velhice. 
Nos seres humanos, assim como em outros mamíferos como gatos, cachorros 
e leões, as mudanças são percebidas nas alterações que ocorrem no corpo e 
nos comportamentos e essas mudanças são as fases da vida. 
Por exemplo, se você já teve ou viu um gato na infância deve ter presenciado 
muitas brincadeiras, como correr, pular ou lutar com algum objeto. Esses 
comportamentos são naturais nessa espécie, na verdade, são estímulos à 
caça. Contudo, quando atingem a adolescência esse comportamento muda, 
brincam menos e iniciam outras atividades como a própria caça. Até que se 
tornam adultos e ficam mais sossegados, concentram seus movimentos para 
terem mais precisão e gastarem menos energia. 
• Infância (1° fase da vida) 
A fase da infância é um período importante na vida de todo ser humano. Nela se 
aprende a identificar o mundo, interpretá-lo, fortalecer os laços familiares e iniciar 
suas relações sociais e de aprendizado através das experiências. 
Para alguns cientistas essa fase é dividida em 3 etapas: 
• Primeira infância: do nascimento aos 3 anos de idade; 
• Segunda infância: dos 3 aos 6 anos; 
• Terceira infância: dos 6 aos 11 anos. 
O final da terceira infância e o início da adolescência é marcado por mudanças 
aceleradas no corpo. Crescimento, surgimento de pelos, engrossamento da voz, 
aumento dos quadris são algumas delas. Estes processos são desencadeados 
pelo sistema endócrino, através da ação dos hormônios. 
RESUMO GERAL DE PSICOLOGIA 
Os hormônios produzidos pelas glândulas atuam em sistema de cascata. Por 
exemplo, a hipófise produz dois hormônios, o LH (Luteinizante) e o FSH (Folículo 
Estimulante) que através da corrente sanguínea chegam às gônadas, testículos 
(meninos) e ovários (meninas), que produzem os hormônios testosterona, 
estrogênio e progesterona, fato que leva ao amadurecimento sexual. 
Este processo é conhecido na biologia como puberdade. 
• Adolescência (2° fase da vida) 
A adolescência é uma fase de agitação, expansão de atividades, formação de 
grupos, identidade e padrões que estarão presentes no indivíduo na idade 
adulta. 
Os meninos, ao atingirem a puberdade, engrossam a voz, aumentam a massa 
muscular e apresentam pelos na região pubiana e axilas, além de barba e 
bigode. As meninas aumentam os seios, acumulam mais gordura nas coxas, 
alargam os quadris e também manifestam pelos nas axilas e região pubiana. 
A adolescência é dividida em: 
➢ Pré-adolescência ou adolescência menor: dos 11 aos 14 anos de idade; 
➢ Adolescência média: dos 14 aos 17 anos; 
➢ Adolescência maior ou juventude: dos 17 aos 20 anos. 
É importante destacar que essas alterações podem variar de organismo para 
organismo a depender da genética. É comum nas meninas a puberdade 
acontecer antes do que nos meninos. 
• Idade Adulta (3° fase da vida) 
Nessa fase da vida humana, as mudanças corporais são menores e mais lentas, 
porém progressivas. É nela que surgem importantes alterações psicológicas, 
assim como o completo desenvolvimento do sistema nervoso, com o pleno 
amadurecimento do cérebro. O ser humano passa a entender sua participação 
na sociedade e na vida, e oferece ao mundo tudo aquilo que construiu nas fases 
anteriores. 
A fase adulta é dividida em 2 etapas: 
• Adulto jovem: dos 21 aos 40 anos de idade; 
• Meia idade: dos 40 aos 65 anos. 
O corpo humano entre os 30 e os 40 anos de idade atinge o auge de seu 
desenvolvimento. Para entender melhor, pense em uma flor. Ela inicia seu ciclo 
de vida toda enrolada e, aos poucos, começa a se abrir, certo? E quando 
desabrocha fica completamente aberta, ou seja, ela atinge o máximo de seu 
desenvolvimento. Assim é o ser humano nessa fase, como uma flor aberta, no 
auge. 
RESUMO GERAL DE PSICOLOGIA 
• Velhice (4° fase da vida) 
Após seu máximo desenvolvimento as flores começam a murchar, o mesmo 
acontece com o ser humano. Na fase da velhice, o corpo passa por mudanças 
lentas, porém não como na fase adulta, mas ao contrário. 
A definição da idade da velhice é motivo de debate, por causa da melhoria da 
qualidade de vida que a tecnologia e os avanços na área da saúde 
proporcionaram. Cada vez mais pessoas atingem os 65 anos saudáveis e ainda 
no mercado de trabalho. 
Alguns cientistas dividem a velhice em duas etapas: 
• Idoso jovem: dos 65 aos 75 anos de idade; 
• Idoso mais velho: acima dos 75 anos. 
O ser humano conforme avança nessa etapa sente o corpo, aos poucos, diminuir 
as capacidades, como agilidade, reflexos, audição, visão, etc. Além das 
alterações na fisiologia, ou seja, no funcionamento do corpo, como por exemplo, 
o coração bater em uma frequência menor do que a de um adulto de 35 anos. 
• Fim do Ciclo Vital 
 Morte Após passar por algumas ou todas as fases da vida, a morte marca o final 
de um processo único, caracterizado pelo desenvolvimento de cada ser humano. 
Algumas curiosidades sobre a morte, de acordo com Bee (1997, p. 605), são as 
seguintes: 
Até cerca de 6 ou 7 anos, as crianças não compreendem que a morte é 
permanente, inevitável e que envolve perda das funções [...] Entre adultos, amorte possui vários significados: um sinal de mudanças nos papéis familiares; 
uma punição pelo fracasso em viver uma boa vida; uma transição a outro estado, 
como a vida após a morte; uma perda de oportunidades e relacionamentos. 
Para Papalia, Olds e Feldman (2013, p. 737), “Embora os adolescentes 
geralmente não pensem muito sobre a morte, a violência e a sua ameaça fazem 
parte da rotina diária de alguns deles. Os adolescentes tendem a assumir riscos 
desnecessários”. Por outro lado, “A percepção e a aceitação da inevitabilidade 
da morte aumentam ao longo da idade adulta”. 
Tanto Bee (1997, p. 605-606) quanto Papalia, Olds e Feldman (2013, p. 737), 
referem-se a cinco estágios que as pessoas costumam vivenciar quando sabe 
que vão morrer: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Bee (1997, 
p. 606) ressalta, no entanto, que “As pesquisas não conseguem apoiar a 
afirmação de que todos os adultos mostram todos os cinco ou que os estágios, 
necessariamente, ocorrem nessa ordem. E o ingrediente mais comum é a 
depressão”. Conforme Papalia, Olds e Feldman (2013, p. 737), “À medida que a 
morte foi-se tornando um fenômeno da última fase da idade adulta, passou a ser 
em grande parte ‘invisível’; a assistência aos doentes terminais é prestada por 
RESUMO GERAL DE PSICOLOGIA 
profissionais e ocorre em isolamento”. Os autores também destacam que “As 
pessoas costumam passar por declínios cognitivos e funcionais pouco antes da 
morte”. 
Quanto aos rituais praticados após a morte, Bee (1997, p. 606) analisa que 
“Funerais ou outros rituais de morte atendem a diferentes funções, o que inclui 
a definição dos papéis para os enlutados, a aproximação da família e o 
proporcionar um sentido à vida e à morte do falecido”. Ou seja, faz parte do 
processo de luto a família e amigos poder vivenciar um ritual, sendo, muitas 
vezes, caracterizado por estilos diferentes de velórios ou funerais, dependendo 
de cada cultura. 
Para finalizar, é importante destacar as ideias de Papalia, Olds e Feldman (2013, 
p. 738) que relatam: “Quanto mais significado e propósito a pessoa encontrar em 
sua vida, menos ela tenderá a temer a morte”. Dessa forma, “A reavaliação da 
vida pode ajudar as pessoas a se preparar para a morte e dar-lhes uma última 
chance de concluir tarefas inacabadas”. Assim, “Até mesmo o morrer pode ser 
uma experiência de desenvolvimento”. 
 
 
 
 
 
 
 . 
 
 
 
 
 
BONS ESTUDOS! 
 
 
 
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