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RESUMO GERAL DE PSICOLOGIA
• Conceito De Psicologia
A psicologia é a ciência que estuda os processos mentais (sentimentos,
pensamentos, razão) e o comportamento humano. Deriva-se das
palavras gregas: psiquê que significa “alma” e logia que significa “estudo
de”.
O comportamento e a experiência do homem observado e descrito pelos
filósofos gregos eram vistos como resultado das manifestações da alma.
a psicologia ganhou espaço na ciência no final do séc. XIX.
A psicologia não é hoje apenas a ciência da alma, mas também do
comportamento e da experiência, pois corpo e mente não são separados
e um exerce influência sobre o outro.
Dentro da psicopatologia existem as personalidades desviantes, com
comportamentos inadaptáveis, outro objeto de estudo da psicologia.
Considerada como áreas sociais ou humanas a psicologia é uma ciência
também da área médica, e é estudada em métodos quantitativos e
qualitativos. Estuda os processos psíquicos que originam os
comportamentos.
As questões estudadas pela psicologia estão relacionadas à
personalidade, aprendizagem, motivação, memória, inteligência,
funcionamento do sistema nervoso, comunicação interpessoal,
desenvolvimento, comportamento sexual, agressividade e
comportamento em grupo.
RESUMO GERAL DE PSICOLOGIA
Psicologia = Psykhé (Alma) + Lógos (Estudo)
Psicologia - Ciência
- Disciplina Acadêmica
- Profissão
Psicologia - Ciência que estuda os processos mentais (sentimentos,
pensamentos, razão) e o comportamento humano e animal.
Psicologia – Ciência que estuda o comportamento humano e animal e os
processos mentais (razão, sentimentos, pensamentos, atitudes). O corpo
e a mente são estudados pela Psicologia de forma integrada e não
separadamente.
A Psicologia é uma observação e experimentação passo a passo, de
comportamentos abertos (visíveis a todos: forma de vestir, cor do cabelo,
alimentação) e fechados (não visíveis: felicidade, tristeza, bondade) e se
são processados de forma consciente ou inconsciente.
• Psicanálise
Fundada por Sigmund Freud, constitui-se de: “um método de investigação que
consiste essencialmente em evidenciar o significado inconsciente das palavras,
das ações, das produções imaginárias (...) de um sujeito.”(Laplanche e Pontalis,
1995).
A Psicanálise atua por meio da Psicoterapia: um método em que o psicanalista
escuta o paciente, utiliza técnicas apropriadas, dá-lhe condições de reordenar
suas ideias e, assim, chegar ao conhecimento da causa de seu desconforto.
Para a Psicanálise, acontecimentos ocultos (inconscientes) encontram-se na
gênese dos conflitos intrapsíquicos
A psicanálise é um método de investigação da mente humana e dos seus
processos, que eleva a mente para além das suas relações biológicas e
fisiológicas. Para tanto, ela toma como objeto os processos mentais (emoções,
sentimentos, impulsos e pensamentos) que determinam os indivíduos.
A história da psicanálise está relacionada com a figura de seu precursor,
Sigmund Freud (1856-1939). Ao longo de seus estudos, Freud elaborou toda
uma teoria psicanalítica que formou as bases para uma nova ciência, dotada de
métodos próprios para a investigação dos processos da mente humana.
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Freud revolucionou o modo de compreensão do ser humano. Se opôs à tradição
da modernidade, onde havia o apelo da razão como uma faculdade plenamente
livre e consciente de suas escolhas e atos.
• O Inconsciente e a Psicanálise
A psicanálise traz a ideia do inconsciente como a parte mais significativa dos
processos mentais, influenciando todo o modo de viver dos sujeitos.
Para Freud, o inconsciente é constituído de desejos e pulsões, que reprimidos
podem gerar efeitos nocivos à saúde psíquica do sujeito (neuroses).
Ele desenvolveu a análise como um método de cura dessas neuroses. Através
da fala, em uma relação entre o analisando (sujeito que se submete à análise) e
analista (psicanalista) busca-se a origem dos problemas de ordem psíquica.
Freud afirmava que dar voz ao inconsciente era a forma mais eficaz para a
superação de traumas e a cura das desordens nos processos mentais.
• Id, Ego e Superego
O sujeito em Freud é composto por duas partes inconscientes, id e superego, e
uma consciente, o ego.
O id representa o lugar das pulsões. As pulsões são impulsos orgânicos e
desejos inconscientes, que visam ao prazer e a satisfação imediata do indivíduo.
Está relacionado com o prazer sexual, a libido.
O Ego,"eu", é a consciência. Desenvolve-se após o id, realiza uma espécie de
mediação entre as pulsões do id e sua adequação com a realidade. Cabe ao ego
encontrar um equilíbrio entre o id e a terceira parte da mente, o superego.
O Superego é a outra parte inconsciente relacionada com a censura das
pulsões realizadas pela sociedade através da moral, da educação recebida pelos
pais e os ensinamentos de como se deve agir ou se comportar. Essa estrutura
cria uma representação do "eu ideal", o superego ("super eu") impõe suas
repressões ao id.
• A Infância na Teoria Freudiana
A pulsão pelo prazer é presente nos indivíduos desde muito cedo, e ao longo da
infância vai se transformando.
Freud constatou três fases da formação da sexualidade, chamadas de:
• fase oral: prazer pela boca, leite materno, mamadeira, chupeta e objetos;
• fase anal: prazer pelo ânus, fezes, excreções, massas e produtos
gelatinosos, se sujar etc.;
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• fase fálica ou genital: o prazer se estabelece nos órgãos genitais e
zonas que os estimulam.
Nesse período, desenvolve-se o chamado complexo de édipo. O sujeito, como
na tragédia grega de Édipo, deseja matar o pai e assumir seu lugar junto à mãe.
Dentro desse processo o id desenvolve desejos incestuosos sobre o pai ou a
mãe, gerando um conflito com a outra figura paterna ou materna.
Segundo Freud, independente da forma como o complexo de édipo é superado,
esse período vai orientar todo o desenvolvimento psíquico do sujeito.
É absolutamente normal e inevitável que a criança faça dos pais o objeto da
primeira escolha amorosa. Porém a libido não permanece fixa nesse primeiro
objeto: posteriormente o tomará apenas como modelo, passando dele para
pessoas estranhas, na ocasião da escolha definitiva.
Durante o desenvolvimento do superego (aproximadamente dos seis anos até o
início da adolescência), o indivíduo deixa de lado o prazer genital e passa a se
adequar à sociedade. É chamado de período de latência. As repressões do
superego moldam o indivíduo e orientam suas ações.
Com a adolescência, o prazer genital retoma sua relevância, mas submetido às
repressões do superego. O ego encontra-se em meio às pressões da sociedade,
a busca pelo prazer do id e a repressão do superego.
A busca pelo equilíbrio dessas forças é o que torna o período da adolescência
tão conflituoso e instável. Após a adolescência, o conflito entre essas forças se
mantém, mas de maneira mais equilibrada.
• Behaviorismo
O nome Behaviorismo tem origem no termo em inglês Behavior, que
significa comportamento.
O Behaviorismo, também chamado de Comportamentismo ou
Comportamentalismo, tem como objeto de estudo o comportamento. Essa teoria
psicológica defende que a psicologia humana ou animal pode ser objetivamente
estudada por meio de observação de suas ações, ou seja, observando o
comportamento.
Os Behavioristas acreditam que todos os comportamentos são resultados de
experiência e condicionamentos. As figuras influentes do Behaviorismo incluem
os psicólogos John B. Watson e B.F. Skinner, que estão associados ao
condicionamento clássico e ao condicionamento operante, respectivamente
• Diferença entre e a Psicanálise e o Behaviorismo
A psicanálise investiga os conflitos psíquicos resultantes de sonhos,
lembranças reprimidas e delírios. Freud acreditava que a mente é responsável
RESUMO GERAL DE PSICOLOGIApor decisões conscientes e inconscientes que ela toma com base nos impulsos
psíquicos. O id, o ego e o super-ego são três aspectos da mente que Freud
acreditava compor a personalidade de uma pessoa
O Behaviorismo estuda o comportamento de forma direta, com base no ambiente
e no condicionamento em que vive o indivíduo ou animal.
• História e origem do Behaviorismo
Os estudos do Behaviorismo iniciaram-se no século 19, a partir de um trabalho
do psicólogo John B. Watson, intitulado de” Psicology as the Behaviorist views
it”, traduzindo para o português: “Psicologia como um comportamentista a vê”.
Esse estudo teve como referências as teorias dos filósofos russos Vladimir
Mikhailovich Bechterev e Ivan Petrovich Pavlov.
Entre 1920 até meados de 1950, o behaviorismo se tornou a escola dominante
de psicologia, com o propósito de estabelecer a psicologia como
uma ciência objetiva e mensurável. Os estudiosos e pesquisadores do
behaviorismo estavam envolvidos em criar teorias que pudessem ser descritas
e medidas de forma clara e prática.
• Principais conceitos do Behaviorismo
A Psicologia comportamental não possui um único conjunto de teorias, seus
estudos são debatidos por diversos autores.
Os principais tipos de Behaviorismo são o Behaviorismo metodológico,
influenciado pelo trabalho de John B. Watson, e o Behaviorismo radical, que
foi iniciado pelo psicólogo Burrhus Frederic Skinner.
• Condicionamento clássico e Condicionamento
operante
Os behavioristas acreditam que os comportamentos podem ser aprendidos por
meio do condicionamento. Isto é, as condições do ambiente têm influência direta
no comportamento do indivíduo ou animal.
O condicionamento clássico está ligado à escola do Behaviorismo metodológico
(ou behaviorismo clássico), enquanto o condicionamento operante, faz parte dos
estudos do Behaviorismo radical, como veremos mais adiante.
• Behaviorismo Metodológico
O Behaviorismo metodológico foi o ponto de partida do Behaviorismo, fundado
por John B. Watson, com base nas teorias sobre condicionamento do russo Ivan
Pavlov.
https://www.vittude.com/blog/ego-ele-influencia-seu-comportamento/
https://www.vittude.com/blog/fala-psico/psicoterapia-e-ciencia/
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O Behaviorismo metodológico (ou clássico), se opõe ao mentalismo e
introspeccionismo, ou seja, descarta os estudos relacionados à
mente, pensamento e emoções. É baseado através de observação e
experimentação.
Essa abordagem defende que o comportamento pode ser previsível e controlado
a partir de estímulos.
Na educação, a teoria comportamental de Watson defende que o
comportamento do indivíduo pode ser moldado e ajustado, capaz de fazer com
que uma criança tivesse determinada formação de caráter ou exercesse
qualquer profissão que escolhessem para ela, por exemplo.
• Condicionamento Clássico: “O cão de Pavlov”
A experiência mais conhecida para explicar o condicionamento clássico é a
chamada “Cão de Pavlov”, que foi realizada com um cachorro que saliva ao
ver comida, e também a qualquer sinal ou gesto que lembrava a chegada da sua
refeição.
Nessa experiência, Pavlov treinou cachorros para que eles salivassem mesmo
que a comida não estivesse por perto. Pavlov tocava um sino toda vez que
alimentava os cachorros. Com o passar do tempo, os cachorros começaram a
associar o barulho do sino à comida, e ficavam famintos e salivantes a cada som
emitido pelo sino, mesmo que seus potes de comida estivessem vazios.
Com isso, concluiu-se que os seres vivos já nascem com certos reflexos, ou seja,
possuem determinada reação a partir de ações específicas.
• Condicionamento clássico: Pequeno Albert
Um outro experimento do condicionamento clássico foi realizado por John B.
Watson juntamente com uma aluna de pós-graduação Rosalie Rayner, onde
um bebê de nove meses de vida, chamado de Albert, que vivia em um
orfanato e tinha um comportamento tranquilo, foi exposto a um rato branco
e outros animais peludos, como um coelho e um cachorro, um algodão, lã,
jornal em chamas e outros estímulos que não assustavam o pequeno Albert.
O teste prosseguiu e o bebê foi colocado para brincar com um rato de
laboratório, que a princípio não causava medo à criança. Mas neste
experimento, Watson e Rayner faziam um barulho muito alto com um
martelo, assustando Albert e o fazendo chorar. Depois que esse
procedimento foi repetido por várias vezes, o bebê começou a sentir medo
do rato mesmo antes do som alto ser reproduzido.
O bebê passou cerca de um ano sendo submetido a vários testes, associando
os outros elementos que antes não lhe causara medo, ao estrondoso som
produzido por Watson e sua assistente. Novamente, quando apresentavam ao
https://www.vittude.com/blog/fala-psico/pensamentos-ruins-3-maneiras-de-lidar-com-eles/
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bebê somente o elemento, mesmo que sem fazer o estrondoso barulho, o bebê
chorava e demonstrava medo.
No final dos experimentos, o bebê passou de muito tranquilo e calmo a um bebê
com ansiedade e episódios de angustia.
Isso mostrou que o bebê havia aprendido a associar a sua resposta, o medo que
sentia e o choro provocado, a um outro estímulo que antes não lhe causava
medo.
• Behaviorismo Radical
O Behaviorismo radical, corrente comportamentalista de Skinner, surgiu em
oposição ao behaviorismo metodológico.
Essa abordagem considera que os comportamentos observáveis eram
manifestações externas de processos mentais invisíveis, como o autocontrole, o
pensamento, entre outros. Porém, defende que era mais conveniente estudar os
comportamentos observáveis. Com isso, ele pretende dizer que as emoções não
dão origem à nossa conduta, pois também fazem parte do modo de agir. Ou seja,
o comportamento não é consequência do livre arbítrio, mas sim das
consequências dos seus atos, sejam positivos ou negativos.
Skinner contribuiu grandemente com a criação do Condicionamento Operante,
um método de aprendizado que ocorre através de reforços (positivos ou
negativos) e punições. O objetivo é entender a relação entre os comportamentos
de um animal ao seu ambiente.
Para Skinner, o comportamento é reforçado através das suas próprias
consequências. Partindo da premissa que o indivíduo busca sobreviver, se
proteger, se autorrealizar, entre outras ações que sentem necessidade, à medida
que alcançasse o seu objetivo, o comportamento se repetiria. Esse mecanismo
de repetição é chamado de operante, sendo que se for seguido de um reforço
positivo ou reforço negativo, a probabilidade de ele se repetir, aumenta.
Enquanto se for seguido de uma punição, a probabilidade do comportamento ser
repetido, diminui.
Em outras palavras, essa teoria propõe que para um comportamento desejado
ser alcançado, deveria ser incentivado através de uma recompensa, se estivesse
agindo corretamente, e se estivesse agindo errado, receberia uma punição.
• Reforço (positivo ou negativo) e Punição
Os reforços são divididos em positivos ou negativos, ambos têm o objetivo de
estimular a repetição de comportamentos que tem como consequência uma
premiação positiva.
➢ Reforço positivo: quando algo bom é adicionado, por exemplo alimento
cai na caixa, para ensinar um novo comportamento.
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➢ Reforço negativo: quando algo ruim é removido, por exemplo, uma
corrente elétrica é interrompida, para ensinar um novo comportamento.
Já as Punições têm o objetivo de cessar ou diminuir a frequência de um
comportamento, pois sua consequência é algo ruim.
➢ Punição: Quando algo ruim é adicionado, por exemplo, multa de trânsito,
para ensinar a parar um comportamento.
• Condicionamento operante: “A caixa de Skinner”
Skinner comprovou a sua teoriaatravés de um experimento chamado “Caixa de
Skinner”, que consistia em colocar um rato dentro de uma caixa fechada com
uma alavanca, que ao passo que o rato interagisse com a barra, ativava um
mecanismo que oferecia ao animal algumas recompensas como
água, alimento ou luz, e em alguns modelos, emitia choques.
A partir dos critérios estabelecidos pelo experimentador, como aproximação do
animal até a barra, se tocava com a pata, se encostava o focinho, se pressionava
a barra várias vezes o alimento era entregue a ele, como uma recompensa.
Foi observado que quando recompensado, o rato aumentava a frequência dos
movimentos que tinha a recompensa como resultado. Assim como os
movimentos que não lhe gerava nenhuma recompensa, eram diminuídos.
Através do resultado dessa experiência, Skinner passou a fazer modelagem de
diferentes padrões comportamentais, em diferentes espécies.
Principais diferenças: condicionamento clássico X condicionamento operante
As principais diferenças entre o condicionamento clássico e o condicionamento
operante é que o condicionamento clássico destaca que o estímulo neutro
(comida, rato branco e objetos) pode ser transformado em um estímulo
condicionado (quando é adicionado o som ou barulho), produzindo uma resposta
conforme às condições que foram transformadas o estímulo neutro.
Enquanto que o condicionamento operante, envolve condicionamento voluntário,
ou seja, o indivíduo controla através das consequências.
Ou seja, no condicionamento clássico, a associação não pode ser controlada, e
no condicionamento operante, a associação entre comportamentos e resultados
é aprendida.
• Influência do Behaviorismo na atualidade
O Behaviorismo é adotado por diversas instituições e sociedade, como
escolas, empresas, grupos de trabalho, entre outras que visam observar o
comportamento humano.
https://www.vittude.com/blog/alimentos-que-combatem-a-depressao/
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O estudo do comportamento pode ajudar a melhorar o aprendizado
ou motivação ao estudo ou trabalho em ambientes diversos, através de sistemas
de punições e premiações e as observações do que ocorre após esses
estímulos.
• Ciclo da Vida Humana
Os seres humanos passam por 4 fases na vida, que são: infância,
adolescência, idade adulta e velhice. Elas ocorrem dentro do ciclo da vida que
possui dois grandes eventos: o nascimento e a morte.
Cada uma delas ocorre na espécie humana a partir de uma idade específica,
embora não seja igual para todos. A infância vai do nascimento aos 11 anos de
idade, a adolescência dos 12 aos 20 anos, a fase adulta dos 21 aos 65 anos e a
velhice dos 65 anos em diante.
Os seres humanos passam por diversas mudanças e as etapas do ciclo vital é
uma delas. As fases da vida se subdividem e isso pode gerar algumas confusões
quanto a quantidade exata de etapas. Portanto, vale esclarecer que são apenas
4 fases da infância à velhice.
Nos seres humanos, assim como em outros mamíferos como gatos, cachorros
e leões, as mudanças são percebidas nas alterações que ocorrem no corpo e
nos comportamentos e essas mudanças são as fases da vida.
Por exemplo, se você já teve ou viu um gato na infância deve ter presenciado
muitas brincadeiras, como correr, pular ou lutar com algum objeto. Esses
comportamentos são naturais nessa espécie, na verdade, são estímulos à
caça. Contudo, quando atingem a adolescência esse comportamento muda,
brincam menos e iniciam outras atividades como a própria caça. Até que se
tornam adultos e ficam mais sossegados, concentram seus movimentos para
terem mais precisão e gastarem menos energia.
• Infância (1° fase da vida)
A fase da infância é um período importante na vida de todo ser humano. Nela se
aprende a identificar o mundo, interpretá-lo, fortalecer os laços familiares e iniciar
suas relações sociais e de aprendizado através das experiências.
Para alguns cientistas essa fase é dividida em 3 etapas:
• Primeira infância: do nascimento aos 3 anos de idade;
• Segunda infância: dos 3 aos 6 anos;
• Terceira infância: dos 6 aos 11 anos.
O final da terceira infância e o início da adolescência é marcado por mudanças
aceleradas no corpo. Crescimento, surgimento de pelos, engrossamento da voz,
aumento dos quadris são algumas delas. Estes processos são desencadeados
pelo sistema endócrino, através da ação dos hormônios.
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Os hormônios produzidos pelas glândulas atuam em sistema de cascata. Por
exemplo, a hipófise produz dois hormônios, o LH (Luteinizante) e o FSH (Folículo
Estimulante) que através da corrente sanguínea chegam às gônadas, testículos
(meninos) e ovários (meninas), que produzem os hormônios testosterona,
estrogênio e progesterona, fato que leva ao amadurecimento sexual.
Este processo é conhecido na biologia como puberdade.
• Adolescência (2° fase da vida)
A adolescência é uma fase de agitação, expansão de atividades, formação de
grupos, identidade e padrões que estarão presentes no indivíduo na idade
adulta.
Os meninos, ao atingirem a puberdade, engrossam a voz, aumentam a massa
muscular e apresentam pelos na região pubiana e axilas, além de barba e
bigode. As meninas aumentam os seios, acumulam mais gordura nas coxas,
alargam os quadris e também manifestam pelos nas axilas e região pubiana.
A adolescência é dividida em:
➢ Pré-adolescência ou adolescência menor: dos 11 aos 14 anos de idade;
➢ Adolescência média: dos 14 aos 17 anos;
➢ Adolescência maior ou juventude: dos 17 aos 20 anos.
É importante destacar que essas alterações podem variar de organismo para
organismo a depender da genética. É comum nas meninas a puberdade
acontecer antes do que nos meninos.
• Idade Adulta (3° fase da vida)
Nessa fase da vida humana, as mudanças corporais são menores e mais lentas,
porém progressivas. É nela que surgem importantes alterações psicológicas,
assim como o completo desenvolvimento do sistema nervoso, com o pleno
amadurecimento do cérebro. O ser humano passa a entender sua participação
na sociedade e na vida, e oferece ao mundo tudo aquilo que construiu nas fases
anteriores.
A fase adulta é dividida em 2 etapas:
• Adulto jovem: dos 21 aos 40 anos de idade;
• Meia idade: dos 40 aos 65 anos.
O corpo humano entre os 30 e os 40 anos de idade atinge o auge de seu
desenvolvimento. Para entender melhor, pense em uma flor. Ela inicia seu ciclo
de vida toda enrolada e, aos poucos, começa a se abrir, certo? E quando
desabrocha fica completamente aberta, ou seja, ela atinge o máximo de seu
desenvolvimento. Assim é o ser humano nessa fase, como uma flor aberta, no
auge.
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• Velhice (4° fase da vida)
Após seu máximo desenvolvimento as flores começam a murchar, o mesmo
acontece com o ser humano. Na fase da velhice, o corpo passa por mudanças
lentas, porém não como na fase adulta, mas ao contrário.
A definição da idade da velhice é motivo de debate, por causa da melhoria da
qualidade de vida que a tecnologia e os avanços na área da saúde
proporcionaram. Cada vez mais pessoas atingem os 65 anos saudáveis e ainda
no mercado de trabalho.
Alguns cientistas dividem a velhice em duas etapas:
• Idoso jovem: dos 65 aos 75 anos de idade;
• Idoso mais velho: acima dos 75 anos.
O ser humano conforme avança nessa etapa sente o corpo, aos poucos, diminuir
as capacidades, como agilidade, reflexos, audição, visão, etc. Além das
alterações na fisiologia, ou seja, no funcionamento do corpo, como por exemplo,
o coração bater em uma frequência menor do que a de um adulto de 35 anos.
• Fim do Ciclo Vital
Morte Após passar por algumas ou todas as fases da vida, a morte marca o final
de um processo único, caracterizado pelo desenvolvimento de cada ser humano.
Algumas curiosidades sobre a morte, de acordo com Bee (1997, p. 605), são as
seguintes:
Até cerca de 6 ou 7 anos, as crianças não compreendem que a morte é
permanente, inevitável e que envolve perda das funções [...] Entre adultos, amorte possui vários significados: um sinal de mudanças nos papéis familiares;
uma punição pelo fracasso em viver uma boa vida; uma transição a outro estado,
como a vida após a morte; uma perda de oportunidades e relacionamentos.
Para Papalia, Olds e Feldman (2013, p. 737), “Embora os adolescentes
geralmente não pensem muito sobre a morte, a violência e a sua ameaça fazem
parte da rotina diária de alguns deles. Os adolescentes tendem a assumir riscos
desnecessários”. Por outro lado, “A percepção e a aceitação da inevitabilidade
da morte aumentam ao longo da idade adulta”.
Tanto Bee (1997, p. 605-606) quanto Papalia, Olds e Feldman (2013, p. 737),
referem-se a cinco estágios que as pessoas costumam vivenciar quando sabe
que vão morrer: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Bee (1997,
p. 606) ressalta, no entanto, que “As pesquisas não conseguem apoiar a
afirmação de que todos os adultos mostram todos os cinco ou que os estágios,
necessariamente, ocorrem nessa ordem. E o ingrediente mais comum é a
depressão”. Conforme Papalia, Olds e Feldman (2013, p. 737), “À medida que a
morte foi-se tornando um fenômeno da última fase da idade adulta, passou a ser
em grande parte ‘invisível’; a assistência aos doentes terminais é prestada por
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profissionais e ocorre em isolamento”. Os autores também destacam que “As
pessoas costumam passar por declínios cognitivos e funcionais pouco antes da
morte”.
Quanto aos rituais praticados após a morte, Bee (1997, p. 606) analisa que
“Funerais ou outros rituais de morte atendem a diferentes funções, o que inclui
a definição dos papéis para os enlutados, a aproximação da família e o
proporcionar um sentido à vida e à morte do falecido”. Ou seja, faz parte do
processo de luto a família e amigos poder vivenciar um ritual, sendo, muitas
vezes, caracterizado por estilos diferentes de velórios ou funerais, dependendo
de cada cultura.
Para finalizar, é importante destacar as ideias de Papalia, Olds e Feldman (2013,
p. 738) que relatam: “Quanto mais significado e propósito a pessoa encontrar em
sua vida, menos ela tenderá a temer a morte”. Dessa forma, “A reavaliação da
vida pode ajudar as pessoas a se preparar para a morte e dar-lhes uma última
chance de concluir tarefas inacabadas”. Assim, “Até mesmo o morrer pode ser
uma experiência de desenvolvimento”.
.
BONS ESTUDOS!
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