Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

A  E  A  D  E  P  A  R    -    A  s  s  o  c  ia  ç  ã  o    E  d  u  c  a  c  io  n  a  l  d  a  s   
A  s  s  e  m  b  lé  ia  s     de  Deus  n  o    Estado  d  o    P  a  ra  n  á  
IH  A  D  E P    -     In stitu to   Bíblico  das  A sse m  blé ia s  de   D  e u s   no  
Estad o  d o  Paraná  A  v  .   Brasil,  S /N°  -     Ele tro sul   -  C  x .   Postal  
2  4  8    8  5  9  8  0  -0  0  0     -    G  u a lra    -   PR  lo  n  e  / F a  x :  (  4  4  )    3  6  4  2  -2  5  8  1    /  
3  6  4  2  -6  9  6  1    /  3  6  4  2  -5  4  3  1     E  - m  a  ll :    ib  a  d  e  p  q  iB  a  e  e  p  .c o  m  
site:  wHH.ibadsa.tam  
DIGITALIZADO  PCX  
Bibliologia  
Pesquisado 
 
e 
 
adaptado 
 
pela 
 
Equipe 
Redatorial para Curso exclusivo do IBADEP: Instituto 
Bíblico das Igrejas Evangélicas Assembléias de Deus 
do Estado do Paraná, 
Com   auxílio   de   adaptação   e   esboço   de 
vários ensinadores. 
5a Edição - Fevereiro/2007 
Todos os direitos reservados ao IBADEP 
Diretorias  
CIEADEP  
Pr.  José  Pimentel  de  Carvalho  -  Presidente  de  Honra  
Pr.  Israel  Sodré  -  Presidente  
Pr.  José  Anunciação  dos  Santos  -  I  o  Vice-Presidente  
Pr.  Moisés  Lacour  -  2o  Vice-Presidente  
Pr.  Ival  Theodoro  da  Silva  -  I  o  Secretário  
Pr.  Samuel  Azevedo  dos  Santos  -  2o  Secretário  
Pr.  Simão  Bilek  -  I  o  Tesoureiro  
Pr.  Mirislan  Douglas  Scheffel  -  2o  Tesoureiro  
AEADEPAR - Conselho  Deliberativo  
Pr.  Israel  Sodré  -  Presidente  
Pr.  Ival  Teodoro  da  Silva  -  Relator  
Pr.  José  Anunciação  dos  Santos  -  Membro  
Pr.  Moisés  Lacour  -  Membro  
Pr.  Samuel  Azevedo  dos  Santos  -  Membro  
Pr.  Simão  Bilek  -  Membro  
Pr.  Mirislan  Douglas  Scheffel  -  Membro  
Pr.  José  Carlos  Correia  -  Membro  
Pr.  Perci  Fontoura  -  Membro  
AEADEPAR  -  Conselho  de  Administração  
Pr.  José  Polini  -  Presidente  
Pr.  Robson  José  Brito  -  Vice-Presidente  
Pr.  Moysés  Ramos  -  I  o  Secretário  
Pr.  Hercílio  Tenório  de  Barros  -  2o  Secretário  
Pr.  Edilson  dos  Santos  Siqueira  -  I  o  Tesoureiro  
Pr.  Luiz  Carlos  Firmino  -  2o  Tesoureiro  
IBADEP  
Pr.  Hércules  Carvalho  Denobi  -  Coord.  Administrativo  
Pr.  José  Carlos  Teodoro  Delfino  -  Coord.  Financeiro  
Cremos  
1) 
 
Em  um  só  Deus,  eternamente  subsistente  em 
três pessoas: O Pai, Filho e o Espírito Santo. (Dt 
6.4; Mt 28.19; Mc 12.29). 
2 ) 
 Na  inspiração  verbal  da  Bíblia  Sagrada,  única 
regra  infalível  de fé  normativa  para  a  vida  e  o 
caráter cristão (2Tm 3.14-17). 
3) 
 Na  concepção  virginal  de  Jesus,  em  sua  morte 
vicária 
 e 
 expiatória, 
 em 
 sua 
 ressurreição 
corporal 
 dentre   os 
 mortos 
 e 
 sua 
 ascensão 
vitoriosa aos céus (Is 7.14; Rm 8.34 e At 1.9). 
4) 
 Na  pecaminosidade  do  homem  que  o  destituiu 
da 
 glória 
 de 
 Deus, 
 e 
 que 
 somente 
 o 
arrependimento   e   a   fé   na   obra   expiatória   e 
redentora  de Jesus Cristo é que  pode  restaurá- 
lo a Deus (Rm 3.23 e At 3.19). 
5)   Na   necessidade  absoluta  do  novo nascimento 
pela   fé   em   Cristo   e   pelo   poder atuante    do 
Espírito Santo e da Palavra de Deus, para tornar 
o homem digno do Reino dos Céus (Jo 3.3-8). 
6 ) 
 No  perdão dos  pecados,  na salvação presente e 
perfeita 
 e 
 na 
 eterna 
 justificação 
 da 
 alma 
recebidos   gratuitamente   de   Deus pela   fé    no 
sacrifício  efetuado  por  Jesus  Cristo  em  nosso 
favor (At  10.43;  Rm  10.13;  3.24-26 e Hb 7.25; 
5.9). 
7)   No   batismo   bíblico   efetuado   por  imersão    do 
corpo inteiro uma só vez em águas, em nome do 
Pai,   do   Filho   e   do   Espírito   Santo,   conforme 
•determinou o Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19; Rm 
6.1-6 e Cl 2.12). 
8 ) 
 Na necessidade e na possibilidade que temos de 
viver  vida  santa  mediante  a  obra  expiatória  e 
redentora   de   Jesus   no   Calvário,   através   do 
poder regenerador,  inspirador e santificador do 
Espírito  Santo,  que  nos  capacita  a  viver  como 
fiéis testemunhas do poder de Cristo (Hb 9.14 e 
IPe 1.15). 
9) 
 No  batismo  bíblico  no  Espírito  Santo que  nos é 
dado por Deus mediante a intercessão de Cristo, 
com   a   evidência   inicial   de   falar   em   outras 
línguas,  conforme  a  sua  vontade  (At  1.5;  2.4; 
10.44-46;  19.1-7). 
10) Na  atualidade  dos  dons  espirituais  distribuídos 
pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação, 
conforme  a  sua  soberana  vontade  (ICo  12.1­ 
12). 
11) Na   Segunda   Vinda   premilenial   de  Cristo,   em 
	duas   fases   distintas.   Primeira   -   invisível   ao 
mundo, para arrebatar a sua Igreja fiel da terra, 
antes da Grande Tribulação; segunda - visível e 
corporal, com sua Igreja glorificada, para reinar 
sobre o mundo durante mil anos (lTs 4.16.  17; 
ICo 15.51-54; Ap 20.4; Zc 14.5; Jd 14). 
12) Que   todos   os   cristãos   comparecerão   ante   o 
Tribunal de Cristo, para receber recompensa dos 
seus feitos em favor da causa de Cristo na terra 
(2Co 5.10). 
13) No juízo  vindouro  que  recompensará  os  fiéis  e 
condenará os infiéis (Ap 20.11-15). 
14) E  na  vida  eterna  de  gozo  e  felicidade  para  os 
fiéis e de tristeza e tormento para os infiéis (Mt 
25.46). 
Metodologia  de  Estudo  
Para 
 
obter   um 
 
bom   aproveitamento,   o 
aluno   deve   estar   consciente   do   porquê   da   sua 
dedicação  de  tempo  e  esforço  no  afã  de  galgar  um 
degrau a mais em sua formação. 
Lembre-se   que   você   é   o   autor  de   sua 
história e que é  necessário atualizar-se.  Desenvolva 
sua 
 capacidade 
 de 
 raciocínio 
 e 
 de 
 solução 
 de 
problemas,   bem  como  se  integre  na  problemática 
atual, para que possa vir a ser um elemento útil a si 
mesmo e à Igreja em que está inserido. 
Consciente   desta   realidade,   não   apenas 
acumule conteúdos visando  preparar-se  para  provas 
ou   trabalhos 
 por   fazer.   Tente   seguir   o 
 roteiro 
sugerido abaixo e comprove os resultados: 
1.   Devocional:  
a) Faça   uma  oração  de  agradecimento  a   Deus 
pela  sua  salvação  e   por  proporcionar-lhe  a 
oportunidade  de  estudar  a  sua  Palavra,  para 
assim ganhar almas para o Reino de Deus; 
b) Com   a   sua   humildade   e   oração,   Deus   irá 
iluminar e direcionar suas faculdades  mentais 
através 
 do 
 Espírito 
 Santo, 
 desvendando 
mistérios contidos em sua Palavra; 
c)  Para  melhor aproveitamento do estudo, temos 
que   ser   organizados, 
 ler   com   precisão   as 
lições, meditar com atenção os conteúdos. 
2.   Local  de  estudo:  
Você   precisa  dispor  de  um   lugar  próprio  para 
estudar em casa. Ele deve ser: 
a) Bem 
 arejado 
 e 
 com 
 boa 
 iluminação 
 (de 
preferência, que a luz venha da esquerda); 
b) Isolado da circulação de pessoas; 
c)  Longe de sons de rádio, televisão e conversas. 
Disposição:  
Tudo   o   que   fazemos   por   opção   alcança   bons 
resultados.  Por  isso  adquira  o  hábito  de  estudar 
voluntariamente, sem imposições. Conscientize-se 
da importância dos itens abaixo: 
a) Estabelecer um  horário de estudo extraclasse, 
dividindo-se  entre  as  disciplinas  do  currículo 
(dispense   mais  tempo   às   matérias  em   que 
tiver maior dificuldade); 
b) Reservar, 
 diariamente, 
 algum 
 tempo 
 para 
descanso   e 
 lazer. 
 Assim, 
 quando   estudar, 
estará desligado de outras atividades; 
c) Concentrar-se no que está fazendo; 
d) Adotar 
 uma 
 correta 
 postura 
 (sentar-se 
 à 
mesa,  tronco  ereto),   para   evitar  o  cansaço 
físico; 
e) Não  passar para outra  lição antes de dominar 
bem o que estiver estudando; 
f)  Não abusar das capacidades físicas e mentais. 
Quando perceber que está cansado e o estudo 
não  alcança  mais  um  bom  rendimento,  faça 
uma pausa para descansar. 
Aproveitamento  das  aulas:  
Cada disciplina apresenta características próprias, 
envolvendo  diferentes  comportamentos,  a  saber: 
raciocínio,  analogia,  interpretação,aplicação  ou 
simplesmente 
 habilidades 
 motoras.   Todas, 
 no 
entanto, 
 exigem   sua 
 participação   ativa. 
 Para 
alcançar melhor aproveitamento, procure: 
a) Colaborar para  a  manutenção da disciplina  na 
sala-de-aula ; 
b) Participar 
 ativamente 
 das 
 aulas, 
 dando 
colaborações 
 espontâneas 
 e 
 perguntando 
quando algo não lhe ficar bem claro; 
c) Anotar   as   observações   complementares   do 
monitor em caderno apropriado. 
d) Anotar 
 datas 
 de 
 provas 
 ou 
 entrega 
 de 
trabalhos. 
Estudo  extradasse:  
Observando as dicas dos itens 1 e 2, você deve: 
a) Fazer diariamente as tarefas propostas; 
b) Rever os conteúdos do dia; 
c)  Preparar  as   aulas   da   semana   seguinte.   Se 
constatar alguma dúvida, anote-a, e apresenta 
ao   monitor   na   aula   seguinte.   Procure   não 
deixar suas dúvidas se acumulem. 
d) Materiais que poderão ajudá-lo: 
s   Mais que uma versão ou tradução da Bíblia 
	Sagrada; 
v'   Atlas Bíblico; 
s   Dicionário Bíblico; 
/    Enciclopédia Bíblica; 
S   Livros de Histórias Gerais e Bíblicas; 
s   Um bom dicionário de Português; 
/   Livros  e  apostilas  que  tratem  do  mesmo 
	assunto. 
■  e)   Se  o  estudo  for em  grupo,  tenha  sempre  em 
	mente: 
s   A  necessidade  de  dar  a  sua  colaboração 
	pessoal; 
S   O direito de todos os integrantes opinarem. 
.  Aproveitamento  nas  avaliações:  
a) Revise toda a matéria antes da avaliação; 
b) Permaneça calmo e seguro (você estudou!); 
c)  Concentre-se no que está fazendo; 
d) Não tenha pressa; 
e)  Leia atentamente todas as questões; 
f)  Resolva primeiro as questões mais acessíveis; 
g) Havendo tempo, revise tudo antes de entregar 
a prova. 
Bom  Desempenho!  
Abreviaturas  
a.C. 
 
antes de Cristo. 
ARA    Almeida Revista e Atualizada 
ARC    Almeida Revista e Corrida 
AT  
 Antigo Testamento 
BV  
 Bíblia Viva 
BLH  
 Bíblia na Linguagem de Hoje 
c. 
 Cerca de, aproximadamente, 
cap.    capítulo; caps. - capítulos, 
cf.  
 confere, compare. 
d.Co 
 depois de Cristo. 
e.g. 
 por exemplo. 
Fig.      Figurado. 
fig.  
 figurado; figuradamente, 
gr.  
 grego 
hb.  
 hebraico 
i.e.  
 isto é. 
IBB  
 Imprensa Bíblica Brasileira 
Km  
 Símbolo de quilometro 
lit.  
 literal, literalmente. 
LXX  
 Septuaginta (versão grega do AT) 
m 
 Símbolo de metro. 
MSS    manuscritos 
NT  
 Novo Testamento 
NVI  
 Nova Versão Internacional 
p.  
 página. 
ref.  
 referência; refs. - referências 
ss.  
 e 
 os 
 seguintes 
 (isto 
 é, 
 os    versículos 
consecutivos  de  um  capítulo  até  o  seu  final. 
Por exemplo:  IPe 2.1ss, significa IPe 2.1-25). 
séc.     século (s). 
v.  
 versículo; 
vv.  
 versículos, 
ver      veja 
índice  
A Bíblia.........................................................   13 
Lição 2 - 0  Cânon da Bíblia........................................ 41 
Inspiração Bíblica........................................ 69 
Revelação Bíblica ........................................   95 
Preservação e Tradução Bíblica..............125 
Referências Bibliográficas........................................153 
\ 
Lição 5  - Lição 4  - Lição 3  - Lição 1  - Lição 1 
A Bíblia 
"Cremos  na  inspiração  divina  e  plena  da  Bíblia, 
bem  como  na  sua  infalibilidade  e  inerrância1, 
como  única  regra  de  fé  normativa  para  a  vida  e 
o  caráter  cristão".  
O 
 
O 
 
Leia (2Tm 3.14-17) 
Nos   primórdios   da   civilização   o   homem 
para   viver   em   grupo   necessitou   de   normas   que 
regulasse  os  seus  direitos  e  deveres.  Surge  assim, 
após 
 diversas 
 experiências, 
 a 
 constituição 
 que, 
transgredida,  priva  o  cidadão  dos  bens  maiores:  a 
vida, a liberdade, etc. 
Semelhantemente 
 no 
 mundo 
 espiritual, 
Deus  estabeleceu  a  Bíblia  Sagrada  como  fonte  de 
vida.  A  Palavra  de  Deus  liberta  da  escravidão  do 
pecado os que vivem na mentira. 
Horace Greeley assim define a importância 
da 
 Bíblia: 
 "É     impossível  
 escravizar     mental     ou  
socialmente  um  povo  que  lê  a  Bíblia”.  
Os  princípios  bíblicos  são  os  fundamentos 
da  liberdade humana: "E conhecereis  a   verdade,   e  a 
verdade  vos  libertará" (Jo 8.32). 
1  Que  não  pode  errar;   infalível.   Não  errante;  fixo.  
13 
o 0  conhecimento  da  Bíblia  Sagrada  posto 
em  pratica,  liberta  o  ser  humano  da  escravidão  do 
pecado,   pois   quem   comete   pecado   é   escravo   do 
pecado. 
Necessitamos  da   Bíblia,   pois  é  alimento 
espiritual  para  nós:  "Achando-se   as   tuas   palavras, 
logo  as  comi,   e  a   tua  palavra  foi  para   mim   o  gozo  e 
alegria   do   meu   coração;   porque   pelo   teu   nome   me 
chamo,  ó  Senhor,  Deus  dos  Exércitos" (Jr 15.16). 
A 
 Escritura 
 é 
 a 
 segurança 
 para 
caminharmos no mundo de trevas: "Lâmpada  para  os 
meus  pés  é  a  tua  palavra  e  luz  para  o  meu  caminho" 
(SI   119.105).   Muitos   andam   em   trevas   por   não 
conhecerem a luz gloriosa de Deus. 
A Bíblia é a maravilhosa biblioteca de Deus 
com   sessenta   e   seis   livros.   É   acima   de   tudo   a 
verdade  para o fatigado  peregrino;  é  hábil,  eficaz e 
vigoroso cajado. 
	Para os sobrecarregados e oprimidos pelos 
fardos  da  vida,  ela  é  suave  descanso;  para  os  que 
foram feridos pelos delitos e pecados, é um bálsamo 
consolador.   Aos   aflitos   e   desesperados,   sussurra 
uma alegre mensagem de esperança. 
	Para  os  desamparados  e  arrastados  pelas 
tormentas  da  vida  é  uma  âncora  segura;   para  a 
solidão,  é  uma  mão  repousante  [sic]1 que acalma  e 
tranqüiliza suas mentes. 
	O  termo  Bíblia   não  existe  no  texto  das 
Sagradas   Escrituras.   O  vocábulo  "Bíblia"  significa 
coleção   de   livros   pequenos   e   deriva   da   palavra 
"biblos",  nome dado  pelos  gregos à  folha  de  papiro 
preparada para a escrita. 
que   nesta   se   intercala,   entre   parênteses   ou   entre   colchetes, 
para   indicar   que   o   texto   original   é   bem   assim,   por  errado   ou  
estranho  que  pareça.  
14 
1  [Lat  "assim".].  Adv.   Palavra   que  se  pospõe  a   uma  citação,  ou  A palavra portuguesa  Bíblia vem do grego, 
bíblia, 
 que 
 é 
 o 
 plural 
 de 
 "bíblion", 
 livros. 
 A 
expressão 
 "Bíblia" 
 foi 
 aplicada 
 às 
 Sagradas 
Escrituras 
 por 
 João 
 Crisóstomo, 
 patriarca 
 de 
Alexandria.  
 Trata-se 
 de  
 uma  
 coleção 
 de 
 livros 
perfeitamente  harmônicos entre si. 
Tais  livros foram  reunidos  num  só volume 
através de  um  longo  processo  histórico divinamente 
dirigido:  a  sua  canonização;    isto  é,  o  reverente, 
criterioso  e  formal  reconhecimento  pela  Igreja  dos 
escritos divinamente inspirados do Antigo e do Novo 
Testamento. 
Esse conjunto de escritos sagrados passou 
a denominar-se cânon ou escrituras canônicas. 
A Bíblia é uma Dádiva de Deus 
Deus, que antigamente falou "muitas  vezes 
e  de  muitas  maneiras  aos  pais" (Hb 1.1), queria que 
a  sua  Palavra  não  somente  ficasse  guardada  pelos 
homens  por  meio  da  sua  própria  experiência  com 
Deus e pela tradição falada, isto é, os pais contando 
aos seus filhos, etc. 
Deus ordenou a  Moisés:  "Escreva   isto  para 
a  memória  em  um  livro" (Êx 17.14). Ordem esta que 
foi depois repetida durante  1.600 anos por um valor 
aproximado  de  40  homens  inspirados  por  Deus,  e 
assim   surgiu:   "O    livro     de    Deus"   (Is   34.16),   a 
"Palavra   de   Deus"  (Ef  6.17;  Mc  7.13),  "As   Santas 
Escrituras" (Rm 1.2), que nós chamamos de Bíblia. 
Os   que   escreveram   os   livros   da   Bíblia 
receberam as mensagens de diferentes maneiras. Às 
vezes   Deus   disse:   "Escreve    num     livro    todas    as  
palavras    que    eu    tenho    dito"   (Jr  30.2;   36.2;   Hc 
2.1,2).  Muitas vezes os autores escreveram: "Veio  a 
mim   a   palavra   de   Deus"  (Jr  1.4),  "palavras   da   vida 
para  no-las  dar" (At 7.38). 
15 
Isaías menciona  120 vezes o que o Senhor 
lhe fala; Jeremias 430; e Ezequiel 329 vezes.Outros 
registram  acontecimentos  como  se  escreve  história 
(Ex 17.14 etc.). 
	Uns  examinaram  minuciosamente  sobre  o 
que deveriam escrever (Lc 1.3);  outros receberam a 
mensagem  por  revelação  (At  22.14-17;  Gl  1.11,12, 
15,16;  Ef 3.1-8;  Dn  10.1), sonhos e visões (Dn 7.1; 
Ez 
 1.1, 
 2Co 
 12.1-3). 
 Mas, 
 escreveram 
 o 
 que 
receberam 
 pela 
 inspiração 
 do 
 Espírito 
 Santo 
 e 
podiam  dizer:  "O que  recebi  do  Senhor  também   vos 
entreguei" (ICo 11.23; 15.3). 
	As   Escrituras   produz   resultados   práticos 
indiscutíveis; 
 têm 
 influenciado 
 civilizações, 
transformado 
 vidas 
 e 
 trazido 
 luz, 
 inspiração, 
conforto   a 
 milhões   de 
 pessoas. 
 Nelas   podemos 
confiar a orientação integral de nossa vida e extrair 
os fundamentos do bem-estar e liberdade humana. O 
Senhor 
 as 
 estabeleceu 
 como: 
 regra,    bússola, 
alimento e fonte de bênçãos para a vida do crente. 
Autenticidade Bíblica J  
A  autenticidade  da  Bíblia  é  fundamentada 
na 
 infalibilidade 
 e 
 inerrância. 
 Os 
 atributos 
 da 
divindade são por ela  revelados.  Ela é autêntica em 
tudo,  pois  o  próprio  Deus  é  o  seu  autor,  o  Espírito 
Santo,   o   seu   inspirador. 
 Nela   são   autênticos   e 
inerrantes as revelações e os fatos narrados. 
	O  racionalismo se opõe vorazmente contra 
a   autenticidade,   infalibilidade   e   a   autoridade   da 
Bíblia. O ateísmo, assim como o racionalismo, jamais 
poderá   ofuscar  a   autenticidade  das  Escrituras.   O 
problema  do  ateu  em  não  querer  aceitar  a  Bíblia 
como  Palavra  de  Deus  está  na  forma  como  ele  se 
comporta   ao   ler  as   Escrituras,   pelo  fato  de   não 
querer observar o que ela realmente esta dizendo. 
16 
Uma 
 das 
 principais 
 afirmações 
 da 
autenticidade   da 
 Bíblia   é   sustentada   por   Jesus, 
quando 
 diz 
 aos   judeus 
 que 
 as 
 Escrituras 
 dão 
testemunho dEle (Jo 5.39). 
As  Escrituras  revela  sua  autenticidade  à 
menção  de  Jesus  ao  profeta  Jonas,  cujo  livro  foi 
escrito  aproximadamente  790  anos antes  de  Cristo. 
Jesus afirma  que Jonas esteve  no ventre do grande 
peixe  por  três  dias  e  três  noites  e  que  o  profeta 
pregou aos ninivitas. 
Portanto,   tentar  obscurecer  a   inerrância 
das   Escrituras  é   no   mínimo   um   ato  grotesco!   O 
Senhor  Jesus  Cristo  confirmou   a  sua  veracidade: 
"Santifica-os  na   verdade,   a  tua  palavra  é  a   verdade" 
(Jo 17.17). 
Verificação \/ 
O Antigo Testamento declara-se escrito sob 
inspiração   especial   de   Deus.   A   expressão   "Deus 
disse”  ou  "disse   Deus"   -  como  forte  indicador  da 
chancela1 divina nos escritos sagrados é usada  mais 
de   2.600  vezes   na   Bíblia.   A   Lei,   os  Salmos,   os 
Profetas, os Evangelhos, as Epístolas, o Apocalipse - 
Antigo  e  Novo  Testamento  receberam  de  Deus  sua 
inspiração. 
O  Novo  Testamento  cita  as  leis  antigas  e 
as 
 menciona 
 com 
 harmonia. 
 Por 
 isso 
 há 
 uma 
diferença  insondável  entre a  Bíblia e qualquer outro 
livro.  Essa  diferença  deve-se à  origem,  à  forma  e à 
organização da Bíblia. 
Escrita 
 por 
 um 
 valor 
 aproximado 
 de 
quarenta  autores,  num  período  de  mais  ou  menos 
1.600 anos, abrangendo uma variedade de tópicos, a 
  Marca   ou   sinal   que   merece  confiança   e,   portanto,   faz   aceitar  
17 
1 como  boa  uma  afirmação,  referência,  etc.  Bíblia  demonstra  uma  unidade  de  tema  e  propósito 
que só é possível explicar, considerando que há uma 
mente diretriz, uma única fonte inspiradora. 
Quantos 
 livros 
 suportam 
 sucessivas 
leituras? A Bíblia pode ser lida todos os dias e todas 
as  horas  da  vida.  Tem  o  seu  lugar  reservado  em 
muitas 
 bibliotecas 
 do 
 mundo, 
 em 
 centenas 
 de 
milhares de casas e no coração do homem. 
A   Bíblia   está   traduzida   em   milhares  de 
idiomas  e  dialetos  e  é  lida  em  todos  os  países  do 
mundo.  O  tempo  não à  afeta.  É  um  dos  livros  mais 
antigo do mundo e ao mesmo tempo moderno. 
As defesas intelectuais da Bíblia têm o seu 
lugar, mas, o melhor argumento é o prático. 
Como as Escrituras Chegaram Até Nós -J  
A história de como a Bíblia chegou até nós, 
na 
 forma 
 em 
 que 
 a 
 conhecemos, 
 é 
 longa 
 e 
fascinante.  Começa com os manuscritos originais ou 
"autógrafos",  como  são  às  vezes  chamados.  Textos 
originais  foram  escritos  por  homens  movidos  pelo 
Espírito Santo (2Tm 3.16; 2Pe 1.20,21). 
Céticos1 declaram  que  Moisés  não  poderia 
ter escrito a primeira parte da Bíblia porque a escrita 
era desconhecida na época (1500 a.C.). A ciência da 
arqueologia2 provou desde então que a escrita já era 
conhecida 
 milhares   de   anos   antes   dos   dias   de 
Moisés. 
Os  sumérios  já  escreviam  cerca  de  4000 
a.C.,  e os egípcios e babilônios quase  nessa  mesma 
época. 
2  O   estudo   científico   do   passado   da   humanidade,   mediante   os  
18 
1  Que  duvida  de  tudo;  descrente.  testemunhos  materiais  que  dele  subsistem.  Divisão e Classificação s/  
As 
 
Escrituras 
 
formam 
 
uma 
 
unidade 
perfeita. A palavra Bíblia significa: conjunto de livros 
e  neste  aspecto,  forma  o  Livro  dos  livros,  por  se 
tratar da revelação de Deus aos homens. 
Por causa de sua perfeita unidade, a Bíblia 
é uma biblioteca e um livro ao mesmo tempo. Possui 
vários  nomes  em  seu   próprio  conteúdo,  a  saber: 
Escritura  (Mt 21.42);  Sagradas Escrituras (Rm  1.2); 
Livro  do  Senhor  (Is  34.16);  A  Palavra  de  Deus  (Mc 
7.13);  A  Lei  e  os  Profetas  (Js  1.7,8;  Ne  8.3,4,18); 
Oráculos de Deus (ARA Rm 3.2; Hb 5.12), etc. 
A   Bíblia   é   dividida   em   Antigo   e   Novo 
Testamento, com um total de 66 livros.  Uma divisão 
detalhada 
abaixo: 
 pode   ser   visualizada 
 no   quadro 
 logo 
AT 
 
NT 
 
1 
 
"  
N° Livros 
 39 
 27 
 66 
N° Capítulos 
 929 
 260 
 1.189 
N° Versículos 
 23.214 
 7.959 
 31.173 
Livro Central 
 Pv 
 2Ts 
 Mq e Na 
Capítulo Central 
 Jó 29 
 Rm 13 e 14 
 SI 117 
Livro Mínimo 
 Ob 
 3Jo 
 3Jo 
Versículo Mínimo 
 Êx 20.13 
Dt 5.17 
 
Jo 11.35 
 Êx 20.13 
Dt 5.17 
Os livros das Escrituras estão classificados 
por  assunto,  sem  ordem  cronológica.  O  Antigo  e  o 
Novo Testamento se dividem em 4 partes. 
Antigo  Testamento:  
I a)    Lei.    Os  cincos   primeiros  livros  da   Bíblia, 
chamados de O  Pentateuco, traz a  revelação 
da  criação  e   mostram   todo  o  cuidado  de 
19 
Deus   "em 
 manifestar 
 a 
 lei, 
 código 
 de 
disciplina  espiritual,  civil  e  moral  para  seu 
povo. 
2a)    História.    Do  livro  de  Josué  ao  de  Ester,  é 
formado um conjunto de doze livros, que nos 
traz a  história  do  Povo de Deus  (Israel)  em 
suas   diversas   fases   ou   períodos,   após   o 
estabelecimento em Canaã. 
3a)  Poesia.  
 De   Jó   a   Cantares   de   Salomão, 
encontramos  a  poesia  bíblica,  em  forma  de 
revelação, 
 adoração 
 e 
 conhecimento 
 de 
Deus. 
4a)    Profecia:   De  Isaías até  Malaquias,  temos a 
revelação profética, que dividida em: 
a) Profetas Maiores - Isaías à Daniel; 
b) Profetas Menores - Oséias à Malaquias. 
Novo  Testamento:  
I a)    Biografia.    O  NT  se  inicia  com  os  quatros 
Evangelhos trazendo-nos a vida  maravilhosa 
de   Jesus   Cristo.   Três   deles   formam   um 
paralelismo   no  Ministério  de  Cristo  e  são 
chamados Sinópticos1. 
2a)    História.  A história do Novo Testamento é a 
história   da   Igreja,   revelada   em   Atos  dos 
Apóstolos. 
3a)    Doutrina.  
 As 
 Epístolas 
 ou 
 Cartas, 
 de 
Romanos 
 a 
 Judas, 
 mostra 
 de 
 maneira 
esclarecedora 
 todos 
 os 
 mandamentos   do 
Senhor Jesus Cristo à sua Igreja. 
1  Os   Evangelhos   de   S.   Mateus,   S.   Marcos   e   S.   Lucas,   assim  
semelhança  de  suas  versões.  
20 
chamados    porque    permite    uma    vista    de    conjunto,    dada    a  4a)    Profecia.  
 No   Apocalipse, 
 Deus 
 revela   o 
encerrar de todas as coisas sobre a égide1 de 
um 
 Senhor   SoberanoEterno, 
 Glorioso   e 
revela  manifestação  pessoal  de Jesus  Cristo 
e sua vitória final. 
Valor Espiritual das Escrituras 
Seu  valor  excede  a  todas  as  coisas.   O  valor , 
espiritual  está  naquilo  que  é".  
Os  seres  humanos  têm  experimentado  o 
valor  da  Palavra  de  Deus  em  suas  vidas.  Pessoas 
dantes2 materialistas, céticas, indiferentes, alienadas 
e  párias3 da  Sociedade,  encontraram  com  a  Palavra 
	transformadas, 
vivificadas (Ef 2.1) e valorizadas. 
 abençoadas, 
Seu  valor  como  Livro:  
Qual  o  valor  de  um  livro,  capa,  volume, 
acabamento?  Ou  conteúdo? A  Bíblia  não é um  mero 
livro,   e   sim   "O 
 Livro   de   Valor",   seu   conteúdo 
ultrapassa todos os limites do homem, suas palavras 
vieram 
 do   céu 
 (SI 
 119.89). 
 São 
 palavras 
 que 
produzem vida (Jo 6.63). 
Desde  o   princípio   Deus  estabeleceu   que 
suas   Palavras   fossem   escritas   em   um   livro   (Êx 
17.14). Havia em Israel outros livros, principalmente 
o  livro  histórico  dos  Reis  (2Cr 35.27).  Entretanto  o 
livro que trouxe avivamento  em Judá  foi  o  Livro do 
Senhor (2Rs 23.2,3), no tempo do Rei Josias. 
3  Fig.  Homem  excluído  da  sociedade.  
1  Escudo;  defesa,  proteção.  Abrigo,  amparo,  arrimo.  foram Deus de » "O Valor  da  Palavra  de  Deus  é  inestimável! 2  Antes,  anteriormente.  m  21 Ao   retornarem   do   cativeiro,   os    poucos 
judeus que  vieram  a  Jerusalém  fizeram  um   grande 
ajuntamento   na   praça   (Ne   8.3),   onde   Esdras,   o 
Sacerdote,  trouxe o  livro de Deus e abriu diante do 
povo 
 (Ne 
 8.5), 
 o 
 que 
 trouxe 
 um 
 grande 
despertamento para o povo de Deus (Ne 8.17). 
Nos 
 dias 
 do 
 profeta 
 Jeremias, 
 Deus 
ordenou  que sua  Palavra  fosse  escrita  num  livro  (Jr 
36.2), e fossem lidas diante do povo (Jr 36.6). 
Daniel   descobriu   o   número   de   anos   do 
cativeiro  pelos  livros  (Dn  9.2),  certamente  o  livro 
dos profetas, e começou a orar para a libertação do 
povo do cativeiro (Dn 9.3). 
	O  Senhor  Jesus  Cristo  deu  importância  e 
valor ao livro divino, em Nazaré, foi à sinagoga e leu 
o  livro  do  profeta  Isafas  aos  ouvidos  do  povo  (Lc 
4.17),   ratificando1   o   valor   e   o   cumprimento   da 
profecia (Lc 4.21). 
	Deus,  na sua sabedoria,  proporcionou uma 
coleção de livros para o seu povo em todo o mundo: 
A Bíblia (Jo 21.25). 
^    Seu  valor  como  Alimento:  
	Como  o  corpo  físico  precisa  do  alimento, 
nosso 
 e 
 alma 
 necessitam 
 do 
 alimento 
espiritual  (Dt  8.3).  Este  é  o  princípio  estabelecido 
por Deus  para  o seu  povo valorizar a  Palavra  como 
alimento. 
O 
 próprio   Senhor 
 Jesus   confirmou    a 
Palavra do Pai, diante de Satanás (Mt  4.4).  "Nem  só  
de  pão...". 
	A 
 
Palavra  de 
 
Deus, 
 
como 
 
alimento 
espiritual, é comparada ao: 
1    Confirmando  
 
autenticamente,  
 
validando  
 
(o  
 
que    já  
 
fora  
22 
espírito prometido).  s    Mel   - O  Salmo  19.10b  nos apresenta  a  Palavra 
"mais   doce   do   que   o   mel",  ele  fala  do  sabor 
espiritual 
 da 
 Bíblia,   o 
 mel 
 é   um   alimento 
completo. 
s    Leite  - O primeiro alimento do recém-nascido é 
também indicado para aqueles que iniciam na fé 
cristã (Hb 5.13). 
O escritor aos Hebreus fala de crentes que 
com   o  tempo   de   vida   cristã  já   deveriam   provar 
alimentos sólidos, entretanto ainda precisam de leite 
(Hb 5.12). Toda doutrina, e os primeiros rudimentos1 
da Palavra de Deus, são como leite espiritual para os 
que  nasceram  de  novo  (Jo  3.3).  Alimento  sólido  é 
para aqueles que superaram a infância espiritual. 
Seu  valor  como  Guia:  
Segundo 
 o 
 dicionário, 
 a 
 palavra 
 guia, 
dentre outras coisas significa,  caderno ou  livro,  que 
contém indicações úteis acerca de lugares,  horários, 
roteiros, etc. 
Ao 
 examinarmos 
 as 
 Escrituras, 
encontramos  o  fiel  e  perfeito  roteiro  de  Deus  que 
ajuda-nos 
 alcançar: 
 uma 
 vida 
 plena 
 em    Sua 
presença  e  um  caminho  certo  para  chegarmos  às 
mansões celestiais (Jo 14.6). 
Quando  Deus  retirou  o  povo  de  Israel  do 
Egito,  para  orientá-los acerca  de sua  vontade,  deu- 
lhes  a   Lei,  que  consistia  em   um  guia  espiritual, 
moral  e   pessoal   para   cada  família   de  Israel   (Dt 
4.5,6). 
A  Bíblia  é  o  livro  por  excelência  que  nos 
leva a salvação (At 4.12), nos conduz a uma vida de 
vitória   (Rm   8.37),   nos   ensina   a   cerca   da   vida, 
1  Elemento  inicial;   princípio,  começo;  esboço:   Primeiras  noções;  
23 
princípios:  orienta-nos  diante  das circunstâncias  boas  ou  ruins 
(Lc 12.22-34). 
Constitui-se   num   guia   perfeito   para   as 
famílias,   colocando  a   ordem   de   Deus  em   nossas 
vidas   (Ef  6.1-4);   orienta  empregados   (Ef  6.5-8), 
patrões (Ef 6.9) e muitos outros assuntos. 
A  Bíblia  orienta-nos  quando  não  sabemos 
como   fazer   (ICo   10.23)   e   ensina-nos   acerca   da 
vontade 
 de 
 Deus 
 para 
 com 
 nossas 
 vidas 
 (Ef 
5.17,18). 
^    Seu  valor  Espiritual:  
Os   dias   de   hoje   é   marcado   por   uma 
verdadeira  corrida  ao  mundo  espiritual.  Cremos  ser 
um  dos sinais da  vinda  de Cristo.  Cabe  à  Igreja  do 
Senhor  aproveitar  este   momento  e  disseminar1  a 
Palavra  de  Deus,  só  ela  tem  valor  espiritual  para 
estes dias de crise. 
O Valor espiritual da Bíblia consiste em ser 
Alimento  do espírito  (Rm  7.22),  pão  que  desceu  do 
céu e que produz vida (Jo 6.58). 
Nestes  dias  de  indefinições  para  muitos  a 
Bíblia viva e eficaz é como espada que penetra até a 
divisão   da   alma   e   espírito   discernindo   todas   as 
coisas (Hb 4.12). 
Testifica  com  nosso  espírito  confirmando 
nossa  posição  em  Cristo  (Rm  8.16).  Ela  produz  fé 
nos   corações   (Rm 
 10.17),   estimula   a   crer   nas 
promessas  de   Deus,   e   mostra   um   Senhor  fiel   e 
cumpridor de suas palavras (Hb 10.23). 
O 
 livro 
 dos 
 Salmos 
 registra 
 algo 
importante  acerca  do  mundo  espiritual  (SI  89.48). 
Este  versículo  fala  do  poder  do  mundo  invisível,  e 
pergunta: "Quem  livra  a  sua  alma?".  
1   Semear   ou   espalhar   por   muitas   partes:    Difundir,   divulgar,  
24 
propagar;  espalhar:  Devemos estar sempre ligados no poder da 
oração, da fé, do nome de Jesus (Mc 16.17), que nos 
dá vitória sobre este mundo maligno (Ef 6.12). 
Para  muitos a  Bíblia  não valor algum  (ICo 
2.14).  Mas  o  homem  espiritual,  aquele  cujos  olhos 
estão  abertos,  pode  discernir  o  valor  precioso  das 
Escrituras (ICo 2.15,16). 
Apenas  o  Espírito  Santo  pode  nos  levar a 
compreender o  valor espiritual  da  Palavra  de  Deus. 
Jesus declarou acerca disso em João 14.26, Dizendo: 
"Ele  vos  ensinará  todas  as  coisas".  
25 
Questionário 
Assinale com "X" as alternativas corretas 
1.  A   expressão   "Bíblia"   foi 
 
aplicada 
 
às 
 
Sagradas 
Escrituras por 
a)[U João, o apóstolo 
b ) 0  João Batista 
c )D  João Calvino 
d )H Jo ã o  Crisóstomo 
2.  Profeta  que  Jesus  fez  menção  para  confirmar  a 
autenticidade das Escrituras 
a ) 0  Jonas 
b)[U Daniel 
c)D  Miquéias 
d )D  Naum 
a ) IZ ]  A  4a  parte  são  os  livros  proféticos  divididos 
em: Profetas Maiores e Menores 
b )D   A  3a  parte  são  os  livros  que  vão  de  Jó  até 
	Cantares de Salomão denominados poéticos 
c ) 0  A 2a parte são os livros históricos que trazem 
a revelação da criação 
d )D  A I a parte é a Lei, que são os cincos primeiros 
	livros da Bíblia, chamados de: O Pentateuco 
^  Marque "C" para Certo e "E" para Errado 
4.ET1   A  arqueologia   provou   que   a   escrita   não  era 
conhecida antes dos dias de Moisés 
1 
 Palavra  de  Deus,  como  alimento  espiritual,  é 
comparada ao mel e ao leite 
26 
5.1C7  A 3.  Quanto às divisões do AT, é incerto dizer que: Unidade Singular 
A  Bíblia  em  sua  perfeita  unidade,  só  pode 
ser explicada  como  um  perfeito  milagre de  Deus.A 
maneira como foi escrita sob diversas circunstâncias 
e  tudo  com   perfeição   uniforme   em   mensagem   e 
conteúdo;  só  pode  ser  considerada  como,  um  livro 
divino! 
Ninguém 
 sabe 
 como 
 estes 
 66 
 livros 
divinos se encontram num só volume, isto é obra de 
Deus. 
 Qualquer 
 outra 
 obra 
 literária 
 nas 
circunstâncias  da  Bíblia  seria  como  uma  verdadeira 
Babel (confusão). 
Num 
 período   de   quase 
 16   séculos,   os 
escritores 
 inspirados, 
 vivendo 
 sob 
 diversas 
circunstâncias  e   em   lugares  distintos  e  distantes 
(três  continentes),  escrevendo  em  duas  principais 
línguas,  trouxeram-nos  a   revelação  de   Deus  -  A 
Bíblia. 
A  diversidade  de  escritores:  
Deus 
 usou 
 para 
 escrever   sua 
 Palavra, 
homens 
 de 
 atividades 
 variadas, 
 razão 
 que 
encontramos os mais diversos tipos de linguagem na 
Bíblia.  Abaixo  segue  alguns  exemplos  de  escritores 
bíblicos com suas respectivas ocupações: 
Nome  
 
Profissão/Ocupação  
 
Referências  
Moisés 
Josué 
 	.     .     .     .     ..........................................  j 
Soldado 
Davi 
 Pastor de ovelhas e Rei 
 2Sm 7.8; 8.15 
Salomão 
 Rei e poeta 
 Ec 1.12 
Isaías 
 Estadista e profeta 
 Is 6.8 
Daniel 
 Ministro do rei 
 Dn 2.49 
Zacarias 
 Profeta 
 Zc 1.1 
Jeremias 
 Profeta 
 Jr 1.5 
27 
Cientista At 7.22 Ex 17.9 Amós 
 Boiadeiro e 
 cultivador 
 Am 7.14,15 
Ped ro 
 Pescador 
 Mt 
 4.18 
Tiago 
 Pescador 
 Mt 
 4.21 
João 
 Pescador 
 Lc 
 5.10 
Paulo 
 Doutor da 
 lei 
 At 22.3 
Muitos  outros  homens  foram   usados  por 
Deus 
 para 
 revelar-nos 
 sua 
 Palavra. 
 Apesar   da 
diversidade 
 de 
 atividades, 
 ao 
 examinarmos 
 os 
escritos  destes  homens,  observamos  como  eles  se 
completam. 
	Na   verdade   não   foram 
 
escritos   muitos 
livros,  mais sim  um  só  livro,  a  maravilhosa  Palavra 
de Deus (SI 119.152). 
^    A  diversidade  de  condições:  
	O Deus Soberano permitiu que sua Palavra 
fosse   escrita   em   diversas   condições,   certamente 
para  nos  mostrar hoje,  que  Ele está  no controle de 
tudo. 
Por exemplo, a Bíblia foi escrita: 
s    Na cidade; 
s   Nos desertos como Elias (lRs 19.4,5); 
s   Nas ilhas como João escreveu (Ap 1.9); 
s   Nas prisões como Paulo escreveu (Fm 1.1). 
Entretanto a mensagem é uma só: "Como  a 
luz  da  aurora,  que  vai  brilhando  mais  e  mais,  até  ser 
dia  perfeito" (Pv 4.18), esta perfeição é exclusiva no 
livro divino - A Bíblia Sagrada. 
A  diversidade  de  circunstâncias:  
Desencontradas   foram 
 às   circunstâncias 
em  que  foram  escritos  os  livros  da   Bíblia.   Davi, 
homem  segundo  o  coração  de  Deus,  escreveu,  por 
exemplo,  o Salmo 24,  quando trazia a arca de Deus 
28 
à 
 Jerusalém. 
 Salomão 
 certamente 
 escreveu 
 na 
tranqüilidade 
 do 
 palácio 
 (lRs 
 4.32-34). 
 Josué 
escreveu após grandes conquistas (Js 24.26). 
Apesar  da   diversidade   de 
 situações,   a 
mensagem, a doutrina e o tema central são um só. 
e    Autor  da  Bíblia:  
Nenhum  homem,  ímpio,  justo,  piedoso  ou 
mesmo  judeu,  seria  o  autor  da  Bíblia.  Certamente 
estes homens  não  fariam  um  livro  que  falasse  dos 
seus   fracassos, 
 derrotas, 
 pecados, 
 idolatrias   e 
rebeliões contra Deus. 
Deus,   verdadeiramente   é 
 o   autor   deste 
livro  maravilhoso  e  infalível  que  revela  a  salvação, 
libertação e transformação do  homem em  uma  nova 
criatura (2Co 5.17). 
	e   a 
influência da  Bíblia  em  pessoas e  nações.  A Palavra 
de Deus tem influenciado e melhorado o mundo, pelo 
caráter que molda na vida das pessoas. 
Muitos   dantes 
 incrédulos, 
 indiferentes, 
viciados,   idólatras,   supersticiosos,    que   aceitaram 
este   livro,   foram   por   ele   transformados,   salvos, 
libertos   e   santificados. 
 Nenhum   outro   livro   tem 
poder  de  transformar  pessoas,  lares  e  nações  (At 
19.18-19), como a Palavra de Deus. 
A Mensagem das Escrituras 
Deus  na  sua  presciência  estabeleceu  sua 
Palavra,   de   modo  que  ela   abrange  o   passado,  o 
presente e o futuro. 
As  necessidades dos  homens durante todo 
o tempo, tem sido as mesmas durante sua existência 
na terra. Somente uma palavra atual,  poderia suprir 
as necessidades humanas. 
29 
o   efeito As   evidências   confirmam Em   Hebreus  4.12,  diz  que  a  Palavra  de 
Deus "é  viva  e  eficaz", sua mensagem, seu poder, se 
cumpre  a  cada  dia  na  vida  daqueles  que  a  buscam 
como  verdadeiro  refúgio  em  dia  de  tempestade  (cf. 
Is 32.2). 
1.   Apresenta  Deus  como  criador  e  Senhor  de  tudo.  
As  Escrituras  testificam  da  existência  de 
Deus e tudo o que Ele fez, faz e fará. Toda a criação 
está sujeita a Ele e depende dEle. 
O  Eterno  converge  todas  as  coisas  para  a 
sua   glória   e   alegria   do   seu   povo.   Vários   textos 
confirmam  estes  fatos:  Gênesis  1.1;  Salmos  95.6; 
104.30; Isaías 40.26; Efésios 3.9; Apocalipse 10.6. 
2.   Apresenta  sem   reserva  a  verdade  e  a   realidade 
do  pecado.  
	Nenhum outro livro tem o poder de revelar 
o  pecado  e  seu  caráter  maligno  como  a  Bíblia.  Ela 
não filosofa sobre o pecado, mas trata-o com clareza 
e  o  expõe  sem  qualquer  reserva,  como  uma  dívida 
do  homem  contraída  com  Deus  (Rm  1.18-32;  3.23; 
5.12). 
3.  Apresenta  o  plano  de  salvação  para  o  homem.  
As 
 religiões 
 intentam 
 salvar   o 
 homem 
pelos  seus  próprios  méritos;  entretanto,  a  salvação 
só  é  possível  através  da  solução  única  apresentada 
na Bíblia. 
A  redenção  humana  foi  planejada  no  céu 
pelo Pai, consumada na terra pelo Filho e é oferecida 
pelo Espírito Santo (Tt 3.5). 
	Só  Deus através de sua  poderosa  Palavra, 
mediante   o   sangue   remidor   de   seu 
 Filho   pode 
resgatar o  homem  da  perdição  eterna  (At  4.12;  Lc 
19.10). 
30 
4.  A  Bíblia  tem  mensagem  para  os  nossos  dias.  
A Bíblia  define os dias de hoje como:  dias 
maus  (Ef  5.16),   de  aflições,   tempos  trabalhosos. 
Temos visto  o  clamor  do  povo  e  até  mesmo  da 
Igreja, face aos acontecimentos mundiais. 
A   primeira   grande   mensagem   da   Bíblia 
para nós é sobre a fé. A Bíblia é um livro de fé e em 
suas páginas temos lições de fé. A fé bíblica dissipa 
todas   as 
 coisas: 
 incertezas, 
 dúvidas,    temores, 
angústias,  depressões,  num  mundo onde as  pessoas 
andam  tateando.  A  fé  vê  o  invisível   (Hb   11.27). 
Quando  muitos  estão caindo e se  prostrando diante 
das situações, os que têm fé estão de pé (2Co 1.24). 
Onde 
 encontrar 
 fé 
 num 
 mundo 
 de 
incredulidade? Na Palavra de Deus! 
Outra  grande  mensagem   bíblica   para  os 
dias 
 atuais 
 é 
 a 
 mensagem 
 de 
 revestimento 
espiritual.   Muitas  pessoas  têm  fé,  entretanto  não 
estão revestidas. 
	O  apóstolo  Paulo  afirma  em  Efésios  6.13: 
"Portanto   tomai   toda   a   armadura   de   Deus".  Fé  sem 
revestimento  nos  traz  decepções.  Todos  os  homens 
de 
 fé 
 que 
 a 
 Bíblia 
 registra, 
 precisaram 
 do 
revestimento de Deus para a peleja (At 7.55). 
O  mundo  atual  é  um  mundo  vazio.   São 
corações vazios de  Deus,  e  muitas vezes,  cheios do 
diabo.  Diz  em  Romanos  13.14,  "Mas   revesti-vos   do 
Senhor  Jesus  Cristo,   e  não  tenhais  cuidado  da  carne 
em  suas  concupiscências".  
A  fé  e  o  revestimento  do  Espírito  Santo, 
portanto,   são   duas   grandes   necessidades. 
 Jesus 
disse aos discípulos "Quando,   porém   vier  o   Filho   do 
homem,   porventura   achará   fé   na   terra?"  (Lc  18.8). 
Não esqueça o  revestimento que Deus tem  para dar 
(lTs 5.8). 
31 
5.  A  Bíblia  tem  esperança  para  nossos  dias.  
	Uma   outra   grande   mensagem   da   Bíblia 
para  nossos dias é sobre a esperança.  Deus é  Deus 
de esperança (Rm  15.13), e gostaria que seus filhos 
fossem cheios de esperança. 
Vemos, 
 porém 
 o 
 contrário, 
 vidas 
desesperadas,  sem  Deus,  estranhos  a  tudo  que  é 
espiritual   (Ef  2.12).   Esperança   é   uma   dádiva  de 
Deus, que nemtodos conhecem. 
Jeremias,   o   profeta   das   lágrimas  disse: 
"Bom    é    ter   esperança,    e    aguardar   em    silêncio    a 
salvação  do  Senhor" (Lm 3.26). 
Esperança   é   motivo   de   alegria   na   vida 
daqueles  que  a  têm.  A esperança  produz uma  série 
de   bênçãos   (Jr   17.7,8).   O   mundo   necessita   de 
mensagens  de  esperança.   Sem   ela  o  mundo  tem 
vivido em constantes sofrimentos (lTs 4.13). 
Cabe,  portanto  à  Igreja,  portadora  dessa 
mensagem, 
 divulgá-la 
 com 
 todos 
 os 
 recursos 
possíveis,  pois  esperança  é  uma  das  virtudes  que 
permanecem  (ICo  13.13);  é  algo  que  incentiva  a 
viver na presença de Deus, esperança para os salvos 
é vida, é regeneração.  Fomos regenerados para uma 
viva esperança (IPe 1.3). 
	Esperança   precisa   ser  explicada   àqueles 
que procuram saber sua razão de viver. 
A  esperança   dos  salvos  tem   uma   razão 
(IPe   3.15),   que   leva-nos   a   viver   uma   vida   de 
santificação  na  presença  do  Senhor,  esperando-o  a 
cada  dia  (lJo  3.3),  pacientemente  como  o  lavrador 
espera pelos frutos. 
	Finalizando,  podemos entender que a vida 
eterna  em  Cristo Jesus,  torna-se  o  maior  resultado 
de esperança na vida do cristão (Tt 1.2). 
32 
6.  A  Bíblia  tem  salvação  para  os  nossos  dias.  
O  que   mais   precisa   o   mundo   moderno? 
Temos  uma  visão  que  em  quase  todas  as  áreas  da 
vida 
 humana 
 tem 
 havido 
 progresso   tecnológico, 
científico   e   humano.   Entretanto,   na   área   moral, 
pessoal, social, familiar e outras, o homem necessita 
de salvação. E salvação é com a Palavra de Deus. 
Não  vamos  encontrar  outro  livro  que  nos 
mostre  de  maneira  tão  simples  e  clara  tudo  o  que 
precisamos para nos tornar salvos. 
A  Bíblia  nos  mostra  que  a  salvação  é  um 
ato de fé (Ef 2.8), da  parte do homem, e um ato da 
graça partido de Deus.  Em suma, o homem por meio 
da fé, Deus o encontra com a graça (At 16.31). 
Precisamos   testificar   àqueles   que   estão 
próximo de nós que a salvação é necessária nos dias 
de  hoje.  Salvação  é  uma  palavra  abrangente,  pois 
quando somos salvos, sentimo-nos seguros em  Deus 
(SI  91.1)  de  todo  o  poder do  pecado contra  nossas 
vidas  (Rm  6.14),  somos  resgatados  acima  de  tudo 
das garras do diabo. 
Em Atos 26.18, diz que o Senhor Jesus nos 
livrou do poder de Satanás, e nos converteu a Deus. 
Tal experiência tem acontecido hoje, em nossos dias 
com  milhares  de  vidas,  que,  dantes  presas,  agora 
libertas  em  Cristo  Jesus,  foram  livres  do  presente 
século  mal,  segundo  a  vontade  de  Deus,  nosso  Pai 
(Gl 1.4). 
7.  Salvação  abrange  também  o  futuro.  
A   Bíblia   nos  fala   sobre  a   ira   vindoura, 
quando  Deus julgará  os atos dos  homens dissolutos 
e  maus que desprezam sua  salvação em  Cristo  (Rm 
2.5),  e  salvando  de  maneira  gloriosa  e  poderosa, 
todos  aqueles  que  em  Cristo  fizeram  confissão  de 
sua fé em Deus (Rm 10.10). 
33 
Esta salvação final é descrita  na carta aos 
Romanos, 
 capítulo   8   quando 
 Paulo   diz:    Porque 
sabemos que toda a criação geme e está juntamente 
com dores de parto até agora, e continuando afirma 
que   não   somente   a   criação,   mas  todos   nós  que 
temos  as  primícias  do  Espírito,  também  gememos 
esperando a redenção do nosso corpo. 
Esta 
 redenção 
 final 
 se 
 dará 
 no 
arrebatamento 
 da 
 Igreja, 
 quando 
 seremos 
transformados  à  semelhança  do   corpo  de  Jesus  (Fp 
3.21), e estaremos para sempre como o Senhor. 
8.  A  Bíblia  tem  santificação  para  nossos  dias.  
A santificação bíblica é um dos aspectos de 
nossa salvação em Jesus Cristo.  É descrita  na  Bíblia 
não como um  mandamento apenas,  mas sim como a 
vontade de  Deus (lTs 4.3).  Santificação tem estado 
nos propósitos eternos de Deus. 
Paulo afirma em  Efésios  1.4, que antes da 
fundação 
 do 
 mundo, 
 Deus 
 planejou 
 nossa 
santificação.  Santificação  é  coisa  tão  séria,  que  o 
escritor aos Hebreus escreve numa linguagem clara e 
fácil: "Sem  santificação,  ninguém  verá  o  Senhor" (Hb 
12.14). 
Assim  sendo,  quando  o  povo  de  Deus  se 
reúne,   Deus   nos   vê   como   uma   congregação   de 
santificados,  que  desejam  cada  dia  mais  e  mais  de 
seu Pai Celestial (Mt 6.9). A vida do povo de Deus é 
uma  vida  de  santificados,  pois  a  todo  o  momento 
esperam a volta do Senhor Jesus (Fp 4.5). 
Infelizmente,  hoje,  muitos têm desprezado 
a  santificação.  Cremos  ser  isto  uma   investida  do 
inimigo   na   vida   do   povo   de   Deus.   A   falta   de 
santificação  muito  tem  atrapalhado  a  operação  de 
Deus no meio do seu povo (Js 3.5). 
34 
A 
 santificação 
 começa 
 no 
 interior 
 do 
crente.  É  obra  do  Espírito  Santo,  que  deseja  nos 
preparar a cada  dia  para o arrebatamento da Igreja 
(lTs 5.23). 
A Inerrância das Escrituras 
Inerrância  não  significa  que  os  escritores 
eram 
 infalíveis, 
 mas 
 que 
 seus 
 escritos 
 foram 
preservados   de   erros.   Inerrância   significa   que   a 
verdade  é  transmitida  em  palavras  entendidas  no 
sentido que foram empregadas,  não expressava erro 
algum. 
O   conceito   de   inerrância   das   Escrituras 
contraria  alguns críticos  modernos  que  não aceitam 
a  infalibilidade  das  Escrituras.  Tais  críticos  julgam 
haver erros nas Escrituras em  razão de encontrarem 
nelas palavras divinas e humanas. 
Para  nós  que  cremos  na  inspiração  plena 
das Escrituras estamos convictos que as dificuldades 
nela 
 encontradas 
 não 
 representam 
 erros 
 e, 
geralmente,   são  explicadas  pelos  textos  paralelos 
encontrados em toda a Bíblia. 
A verdade divina revelada nas Escrituras é 
apresentada de modo explícito, certo e transparente. 
0 
 ensino 
 genuíno 
 das 
 Escrituras 
 não 
 tem 
discrepâncias1   doutrinárias; 
 é 
 único   em   todo   o 
mundo e adaptável a qualquer cultura (Jo 17.17;  lRs 
17.24; SI 119.142,151; Pv 22.21). 
A  infalibilidade  das  Escrituras.  
As Escrituras é a infalível Palavra de Deus. 
A 
 sua 
 infalibilidade 
 tem 
 sido 
 alvo 
 de 
 muita 
contestação, 
 especialmente 
 entre 
 os 
 chamados 
"racionalistas"  que  idolatram  a  razão  humana,  sem 
1   Desacordos,  divergências,  discórdias.  
35 
perceberem 
 que 
 ela 
 é 
 falha, 
 afirmam 
 que 
 o 
racionalismo científico, com seus métodos de estudo 
e pesquisa, será capaz de analisar e responder todas 
as 
 indagações 
 do 
 homem. 
 Porém, 
 são 
completamente   limitados   quando   analisam   coisas 
espirituais, além da matéria. 
	A  ciência  é  incapaz  de  estudar  elementos 
que   não  são   pesados  ou   medidos,   como  a   alma 
humana. 
 Portanto, 
 o 
 poder 
 sobrenatural 
 das 
Escrituras  não  pode  ser  analisado  em  laboratório, 
porque se refere a algo espiritual. 
A  autoridade  divina  e  humana  das  Escrituras.  
Indiscutivelmente 
 a 
 Bíblia 
 tem 
 dupla 
autoridade.  A autoridade divina é demonstrada  pela 
infalibilidade  das  Escrituras,  uma  vez  que  elas têm 
origem em Deus e é a expressão de sua mente. 
A  autoridade  humana  é  reconhecida  pelo 
fato  de  Deus  ter escolhido  pelo  menos  40  homens, 
os  quais  receberam  a  sua  Palavra  e  a  transmitiram 
na forma escrita. 
Teorias Evangélicas de Inerrância 
Posição: Inerrância Limitada 
f    Proponente:  
 Daniel 
 Fuller, 
 Stephen   Davis   e 
William Lasor. 
^    Formulação  do  conceito:  
A  Bíblia  é  inerrante  somente  em  seus  ensinos 
doutrinários  salvíficos.   A  Bíblia   não  foi   criada 
para 
 ensinar   ciência 
 ou 
 história, 
 nem 
 Deus 
revelou  questões  de  histórias  a  compreensão  da 
sua cultura e, portanto, pode conter erros. 
36 
t Proponente:  
 
Harold 
 
Lindsell,   Roger   Nicole   e 
Formulação  do  conceito:  
A Bíblia é plenamente veraz em tudo o que ensina 
e afirma. Isso se estende tanto à área da história 
quanto da ciência.  Não significa que a  Bíblia tem 
o  propósito  primário  de  apresentarinformações 
exatas  acerca  de  história  e  ciência.  Portanto,  o 
uso   de   expressões   populares,   aproximações   e 
linguagens 
 fenomênicas 
 são 
 reconhecidos 
 e 
entendidos no sentido de cumprir com o requisito 
	aparentes 
discrepâncias podem e devem ser harmonizadas. 
t Proponente:   David Hubbard 
Formulação  do  conceito:  
A  inerrância  é  substancialmente  irrelevante  por 
várias razões: 
x   A  inerrância  é  um  conceito  negativo.  A  nossa 
concepção da Escritura deve ser positiva; 
x   A inerrância não é um conceito bíblico; 
x   Na  Escritura, erro é uma questão espiritual ou 
moral, e não intelectual; 
x   A  inerrância  concentra  a  nossa  atenção  nos 
detalhes,  e  não  nas  questões  essenciais  da 
Escritura; 
x   A  inerrância   impede  uma  avaliação  honesta 
das Escrituras; 
x   A inerrância produz desunião na Igreja. 
37 
Posição:   Irrelevância da Inerrância as sendo, Assim veracidade. da Posição:  Inerrância Plena Millard Erickson. ^   Posição: Inerrância de Propósito 
í    Proponente:   Jack Rogers e James Orr 
^    Formulação  do  conceito:  
A 
 Bíblia 
 é 
 isenta 
 de 
 erros 
 no 
 sentido 
 de 
concretizar o  seu  propósito  primário  de  levar as 
pessoas  a   uma  comunhão   pessoal  com  Cristo. 
Portanto,   a   Escritura   é   verdadeira   (inerrante) 
somente 
 na 
 medida 
 em 
 que 
 realiza 
 o 
 seu 
propósito  fundamental,  e  não  por ser factual  ou 
precisa  naquilo  que  assevera.  (Esta  concepção  é 
semelhante 
 à 
 Irrelevância 
 da 
 Inerrância, 
 a 
próxima abordagem). 
38 
Questionário 
^   Assinale com "X" as alternativas corretas 
6.  Quanto   aos   homens   de   atividades   variadas   que 
	Deus  usou-os  na  escrita  de  sua  Palavra,  é  incerto 
	dizer que 
a)[H Paulo era doutor da lei 
b ) 0  Ageu era boiadeiro e cultivador 
c ) D  Pedro, Tiago e João eram pescadores 
d )^  Moisés era um cientista e Josué um soldado 
a ) [Z I Algo que incentiva a vivermos na  presença de 
b )D  É vida para os salvos - é regeneração 
c)ED Uma das virtudes que permanecem 
d)[7] Uma dádiva de Deus que todos conhecem 
8.  Teoria  de  inerrância  que  afirma  em  ser  a  Bíblia 
	inerrante   somente   em   seus   ensinos  doutrinários 
	salvíficos 
a)CH Inerrância Plena 
b)[x] Inerrância Limitada 
c ) D  Inerrância de Propósito 
/<? Marque "C" para Certo e "E" para Errado 
A Bíblia nos mostra que a salvação é um ato de fé 
da  parte  do  homem  e  um  ato  da  graça  partido  de 
Deus 
10.m      A ciência é capaz de estudar elementos que não 
são pesados ou medidos, como a alma humana 
39 
7.  É incorreto dizer que a esperança é Deus d) 1ZZI Irrelevância da Inerrância Lição 2 
O Cânon da Bíblia 
Quais 
 
são 
 
os 
 
escritos 
 
pertencentes 
 
à 
Bíblia? Que diremos dos chamados:  Livros ausentes? 
Como  foi  que  a  Bíblia  veio  a  ser  composta  de  66 
livros? 
Essa é a  questão do cânon  das  Escrituras, 
que  pode  ser  definido  da  seguinte  maneira:  Cânon 
ou  Escrituras  Canônicas  é  a  coleção  completa  dos 
livros   divinamente   inspirados,   que   constituem   a 
Bíblia.  Esse assunto  intitula-se canonicidade.  Trata- 
se  do  segundo  grande  elo  da  corrente  que  vem  de 
Deus até nós. 
A  inspiração  é  o  meio  pelo  qual  a  Bíblia 
recebeu sua autoridade;  a canonização é o processo 
pelo  qual  a  Bíblia  recebeu  sua  aceitação  definitiva. 
Uma  coisa  é  o  profeta  receber  uma  mensagem  da 
parte  de  Deus,  bem  diferente  é  tal  mensagem  ser 
reconhecida pelo povo de Deus. 
Canonicidade   é   o   estudo   que   trata   do 
reconhecimento e da  compilação dos que  nos foram 
dados 
 por 
 inspiração 
 de 
 Deus. 
 Não 
 devemos 
subestimar1 
 a 
 importância 
 dessa 
 questão.    As 
  Não  dar  a  devida  estima,  apreço,  valor,  a;   não  ter  em  grande  
41 
1 conta;  desdenhar.  link_bookmark_0 link_bookmark_0
palavras  das  Escrituras  são  as  palavras  pelas  quais 
nutrimos 
 nossa 
 vida 
 espiritual. 
 Portanto, 
 re­ 
afirmamos o comentário de Moisés ao povo de Israel 
a  respeito da  lei de Deus:  "Porque   esta  palavra  não 
é  para  vós  outros,  coisa  vã;  antes,  é  a  vossa  vida;  e, 
por   esta    mesma   palavra,    prolongareis   os   dias   na 
terra  à  qual,  passando  o  Jordão,   ides  para  possuí-la” 
(Dt 32.47). 
	Aumentar ou diminuir as palavras de Deus 
impediria  o  seu  povo  de  obedecer-lhe  plenamente, 
pois as ordens retiradas não seriam conhecidas pelo 
povo,  e  as  palavras  acrescentadas  poderiam  exigir 
das pessoas coisas que  Deus não ordenou.  Por isso, 
Moisés 
 advertiu 
 o 
 povo 
 de 
 Israel: 
 "Nada  
acrescentareis     à  
 palavra  
 que  
 vos     mando,  
 nem 
diminuireis  dela,  para  que  guardeis  os  mandamentos 
do  Senhor,   vosso  Deus,  que  eu  vos  mando" (Dt 4.2). 
A  determinação   precisa   da   extensão   do 
cânon 
 das 
 Escrituras 
 é, 
 portanto, 
 de 
 extrema 
importância.  Para  que  possamos  confiar em  Deus  e 
obedecer   a   Ele,   precisamos   de   uma   coleção   de 
palavras   sobre 
 as 
 quais 
 temos   certeza 
 ser   as 
palavras do próprio Deus para nós. 
Se  houver  qualquer  trecho  das  Escrituras 
sobre os quais tenhamos dúvidas, não vamos aceitar 
que tenham  autoridade  divina  absoluta  nem  confiar 
nelas   na   mesma 
 medida   em   que   confiamos   no 
próprio Deus. 
O Termo "Cânon" 
O  termo  "cânon"  é  proveniente  do  grego, 
no   qual   kanon   significa   cana,   regra,   lista   -   um 
padrão  de  medida,  que  por  sua  vez,  se  origina  do 
hebraico  kaneh,  palavra  do  Antigo  Testamento  que 
significa "vara ou cana de medir" (Ez 40.3). 
42 
Em época  anterior  ao  cristianismo,   essa 
palavra 
 era usada  de   modo   mais 
 amplo,   com   o 
sentido   de   padrão   ou   norma   além   de   cana   ou 
unidade 
 de medida. 
 Com 
 relação 
 à 
 Bíblia,   diz 
	livros   que  estavam  de    acordo  com  o 
padrão e foram dignos de inclusão. 
Desde  o  século  IV,  o  vocábulo  kanon  é 
usado 
 pelos 
 cristãos 
 para 
 indicar 
 uma 
 lista 
autoritária  de  livros que  pertencem  ao Antigo ou  ao 
Novo Testamento. 
No  sentido  religioso,  cânon  não  significa 
aquilo  que  mede,  mas  aquilo  que  serve  de  norma, 
regra. Com este sentido, a palavra cânon aparece no 
original  em  vários  lugares  do  Novo  Testamento  (GI 
6.16;   2Co   10.13,15;   Fp  3.16).   A  Bíblia,  como  o 
cânon  sagrado,  é  a  nossa  norma  ou  regra  de  fé  e 
prática. 
Diz-se 
 dos 
 livros 
 da 
 Bíblia 
 que 
 são 
canônicos 
 para 
 diferençá-los 
 dos 
 apócrifos. 
 O 
emprego do termo cânon foi  primeiramente aplicado 
aos livros da Bíblia por Orígenes (185-254 d.C.). 
A Canonicidade é Determinada Pela 
	Inspiração 
Os 
 
livros 
 
da 
 
Bíblia 
 
são 
 
considerados 
valiosos  porque  provieram  de  Deus  - fonte  de todo 
bem.  O  processo mediante o qual  Deus nos concede 
sua revelação chama-se inspiração. 
E   a   inspiração   de   Deus   num   livro   que 
determina   sua   canonicidade.   Deus   dá   autoridade 
divina  a  um  livro,  e  os  homens de  Deus  o  acatam; 
revela, e seu povo reconhece o que o Ele revelou. 
A canonicidade  é  determinada  por Deus  e 
descoberta  pelos homens de Deus. A Bíblia constitui 
o "cânon", ou "medida" pela qual tudo mais deve ser 
43 
aos respeito medido   e   avaliado   pelo   fato   de   ter   autoridade 
concedida por Deus. 
	Sejam  quais  forem  as  medidas  (i.e.,  os 
cânones)   usadas   pela   Igreja   para   descobrir   com 
exatidão 
 que 
 livros 
 possuem 
 essa 
 autoridade 
canônica   ou 
 normativa, 
 não   se   deve   dizer   que 
"determinam" a canonicidade dos livros. 
Dizer   que 
 o 
 povo 
 de 
 Deus, 
 mediante 
quaisquer   regras   de   reconhecimento,   "determina" 
que livros são autorizados por inspiração de Deus só 
confunde  a  questão.  Só  Deus  pode  conceder  a  um 
livro 
 autoridade 
 absoluta 
 e, 
 porisso 
 mesmo, 
canonicidade 
 divina. 
 Veja 
 abaixo 
 dois 
 sentidos 
importantes: 
■s    O   sentido   primário   da  palavra cânon aplicado 
às Escrituras é aplicado na acepção ativa, i.e., a 
Bíblia é a norma que governa a fé. 
s    O  sentido  secundário,  segundo o qual um livro 
é  julgado  por  certos  cânones  e  é  reconhecido 
como  inspirado  (o  sentido  passivo),  não  deve 
ser  confundido  com  a  determinação  divina  da 
canonicidade.  Só  a  inspiração  divina  determina 
a autoridade de um livro, i.e., se ele é canônico, 
de natureza normativa. 
O Surgimento do Cânon 
A 
 
doutrina 
 
da 
 
inspiração 
 
bíblica    foi 
completamente desenvolvida  apenas nas  páginas do 
Novo 
 Testamento. 
 Mas, 
 muito 
 antes 
 disso, 
 já 
encontramos  na   história   de  Israel   certos  escritos 
reconhecidos  como  autoridade  divina  e  como  regra 
escrita de fé e conduta para o povo de Deus. 
Identificamos  isso   na   resposta   do   povo, 
Moisés leu  para   eles o livro do  concerto (Ex 
quando o livro da Lei, achado   por Hilquias, 
44 
34.7),  ou quando foi 
 lido 
 primeiro 
 para 
 o 
 rei 
 e 
 depois 
 para 
 a 
congregação  (2Rs  22-23;  2Cr 34),  ou  ainda  quando 
Esdras leu o Livro da Lei para o povo (Ne 8.9,14-17; 
10.28-39;  13.1-3). 
Os  escritos  em  questão  são  uma  parte  do 
Pentateuco 
 ou 
 ele 
 todo 
 - 
 no 
 primeiro 
 caso, 
provavelmente  uma  parte  bem  pequena  do  Êxodo, 
capítulos 20 a 23. 
O   Pentateuco   é   tratado   com  a   mesma 
reverência  em  Josué  1.7,8;   8.31  e  23.6-8;   IReis 
2.3; 
 2Reis 
 14.6 
 e 
 17.37; 
 Oséias 
 8.12; 
 Daniel 
9.11,13;  Esdras  3.2,4;   lCrônicas  16.40,  2Crônicas 
17.9; 23.18; 30.5,18; 31.3 e 35.26. 
Cânon do Antigo Testamento 
Onde surgiu  a  idéia do cânon  - a  idéia   de 
que 
 povo de  Deus deve preservar uma  coleção  de 
palavras  escritas   de   Deus?   A   própria   Bíblia 
 dá 
testemunho  do  desenvolvimento  histórico  do cânon. 
A coleção mais antiga das palavras de Deus é os Dez 
Mandamentos. 
cânon bíblico. 
 Portanto, 
 constituem 
 o 
 início 
 do 
O próprio Deus escreveu sobre duas tábuas 
de  pedra  as  palavras  que  Ele  ordenou  ao  seu  povo 
(Êx   32.16;   cf.   Dt  4.13;   10.4).   As  tábuas  foram 
depositadas 
 na 
 Arca 
 da 
 Aliança 
 (Dt 
 10.5) 
 e 
constituíam  os  termos  do  pacto  entre  Deus  e  seu 
povo. 
Nem  todos  os  escritores  dos  livros  do  AT 
eram  profetas,  no sentido estrito da palavra. Alguns 
eram 
 reis 
 e 
 sábios. 
 Mas, 
 as 
 experiências 
 da 
inspiração  que  tiveram,  fez  com  que  seus  escritos 
também encontrassem um lugar no cânon. 
A  inspiração  dos  salmistas  é  mencionada 
em   2Samuel   23.1-3   e   lCrônicas   25.1,   e   a   dos 
45 
o sábios,  em  Eciesiastes  12.11,12.   Note  também  as 
revelações feitas  por  Deus  no  livro  de  Jó  (Jó  38.1; 
40.6) e a inferência exarada1 
indicando   que   o   livro   de   Provérbios   é   obra   da 
Sabedoria divina. 
	Na época patriarcal, a revelação divina era 
transmitida  escrita  e  oralmente.   A  escrita  já  era 
conhecida  na  Palestina,  séculos  antes  de  Moisés;  a 
arqueologia 
 tem 
 provado 
 isto, 
 inclusive 
 tem 
encontrado  inúmeras  inscrições,  placas,  sinetes2  e 
documentos antediluvianos. 
atualmente, 
 
ficou 
 
completo 
 
desde 
 
o 
 
tempo 
 
de 
divisões,  as quais Jesus citou  em  Lucas 24.44:  Lei, 
Profetas,  Escritos.  
cada grupo dos seguintes: 
Os dois de Samuel 
Os dois de Reis 
Os dois de Crônicas 
Esdras e Neemias 
Os doze Profetas Menores 
Os demais livros do Antigo Testamento 
Total 
 
1 
1 
1 
1 
1 
19 
24 
cânon, já mencionada (Lei, Profetas, Escritos). 
‘  Consignar  ou  registrar  por  escrito;  lavrar.  2 
Utensílio  gravado  em  alto  ou  baixo-relevo.  
46 
 em Provérbios 8.1-9.6, O cânon do Antigo Testamento como temos Esdras,  após 445 a.C.  Entre os judeus, tem ele três A  divisão  dos  livros  no  cânon  hebraico  é diferente da nossa. Consiste em 24 livros em vez dos nossos  39,  isto  porque  é  considerado  um  só  livro A disposição ou ordem dos livros no cânon hebraico  é  também  diferente  da   nossa.   Damos  a seguir  essa  disposição  dentro  da  tríplice  divisão  do Divisão 
 Qtdade 
 Livros 
s Gênesis; 
s  Êxodo; 
Lei 
 5 
 Levítico; 
V Números; 
s Deuteronômio. 
Divididos em : 
Primeiros  Profetas: 
s  Josué; 
^Juizes; 
^Samuel; 
Profetas 
 8 
 Reis. 
Últimos  Profetas: 
s Isaías; 
s Jeremias; 
S Ezequiel; 
s  Os Doze Profetas Menores. 
Divididos em : 
Livros  Poéticos: 
^Salmos; 
^Provérbios; 
s Jó. 
Os Cinco  Rolos: 
^Cantares; 
Escritos 
 11 
 Rute; 
s Lamentações; 
s Eclesiastes; 
s Ester. 
Livros  Históricos: 
s Daniel; 
^Esdras e Neemias; 
^Crônicas. 
47 
s s s Os Cinco  Rolos eram assim chamados por 
serem 
 separados, 
 lidos 
 anualmente 
 em 
 festas 
distintas: 
0    
 Cantares,  na Páscoa, em alusão ao êxodo. 
§    
 Rute,  
 no 
 Pentecostes, na 
 Celebração 
 da 
Colheita, em seu início. 
§       Ester,    na   Festa  do   Purim,   comemorando    o 
livramento de Israel da mão do mau Hamã. 
ü       Eclesiastes,     na   Festa 
 dos Tabernáculos 
 - 
festa de gratidão pela colheita. 
§    
 Lamentações,   no  mês de abibe,  relembrando 
a destruição de Jerusalém pelos babilónicos. 
No  cânon  hebraico  também  os  livros  não 
estão em   ordem   cronológica. 
 Os judeus   não 
 se 
preocupavam  com  um  sistema  cronológico. Também 
pode haver nisto um plano divino. 
A   nossa   divisão   em   39   livros   vem   da 
Septuaginta,  
 através 
 da 
 Vulgata 
 Latina. 
 A 
Septuaginta  foi  a  primeira  tradução  das  Escrituras, 
feita  do  hebraico  para  o  grego  cerca  de  285  a.C. 
Também a ordem dos livros por assuntos, do formato 
da Bíblia atual, vem dessa famosa tradução. 
Jesus 
 em 
 Lucas 
 24.44, 
 Ele 
 chamou 
"Salmos" 
 à 
 última 
 divisão 
 do 
 cânon 
 hebraico, 
certamente  porque  esse  livro  era  o  primeiro  dessa 
divisão. 
Segundo a nossa divisão, o AT começa com 
Gênesis e termina  em  Malaquias,  porém,  segundo a 
divisão do cânon hebraico, o primeiro livro é Gênesis 
e o último é I e II Crônicas. Isto é visto claramente 
nas palavras de Jesus em  Mateus 23.35 - o caso de 
Abel está em Gênesis e o do filho de Baraquias está 
em Crônicas. 
48 
*   A  formação  canônica  do  Antigo  Testamento.  
O cânon  no Antigo Testamento foi formado 
num espaço aproximado de 1046 anos - de Moisés a 
Esdras.   Moisés  escreveu  as  primeiras  palavras  do 
Pentateuco por volta de 1491 a.C.  Esdras entrou em 
cena em 445 a.C. 
Esdras 
 não 
 foi 
 o 
 último 
 escritor 
 na 
formação canônica do AT;  os últimos foram Neemias 
e   Malaquias,   porém,   de   acordo   com   os   escritos 
históricos,  ele  como  escriba  e  sacerdote  reuniu  os 
rolos  canônicos,  ficando  o  cânon  encerrado  em  seu 
tempo. 
A   chamada   Alta   Crítica   tem   feito   uma 
devastação com seu modernismo e suas contradições 
no que concerne à formação, fontes de autenticidade 
do   cânon,   especialmente   do   Antigo   Testamento, 
mutilando quase todos os seus livros. 
s    Alta    Crítica    é   a   discussão   das   datas   e   da 
autoria dos livros. Ela estuda a Bíblia do lado de 
fora,  externamente,  baseada  apenas  em  fontes 
do conhecimento humano. 
s    Por  outro  ângulo,  a  Critica   Textual,    também 
conhecida  por Baixa   Crítica,   estuda somente o 
texto  bíblico,  e,  ao  lado  da  arqueologia,  vem 
alcançando 
 um 
 progresso 
 valioso, 
 posto 
 à 
disposição do estudante das Escrituras. 
Por exemplo, a teoria de que a escrita era 
desconhecida  nos dias de  Moisés já  foi  destruída.  E 
de  ano  em  ano,  aumentam  os  achados  nas  terras 
bíblicas, evidenciando e comprovando as narrativas e 
fatos do Antigo Testamento. 
Mediante 
 tais 
 provas 
 irrefutáveis1, 
 os 
homens 
 estão 
 respeitando 
 mais 
 às 
 Sagradas 
Escrituras! Toda a Bíblia vem sendo confirmada  pela 
1  Que  não  se  pode  refutar;  evidente,  irrecusável,  incontestável.  
49pá  do  arqueólogo  e  pelos  eruditos  em  antiguidades 
bíblicas.  Coisas  que  pareciam  as  mais  incríveis  são 
hoje aceitas por todos, sem objeções. 
t3r   A  formação  gradual  do  cânon.  
	Houve,  originalmente,  a  transmissão  oral, 
como se vê em Jó 15.18. O livro de Jó é tido como o 
mais   antigo   da 
 Bíblia. Mostraremos   a   seguir 
 a 
seqüência  da  formação  gradual  do  cânon  do Antigo 
Testamento. 
	Convém 
 
ter   em 
 
mente 
 
aqui 
 
que   toda 
cronologia  bíblica  é  apenas  aproximada.  Já  o  Novo 
Testamento 
 há 
 precisão   de 
 muitos   casos. 
 Essa 
cronologia  vai  sendo  atualizada  à   medida  que  os 
estudos  avançam  e  a  arqueologia  fornece  informe 
oficial. 
Moisés  
 
(cerca 
 
de 
 
1491 
 
a.C.). 
 
Começou 
 
a 
escrever  o  Pentateuco,  concluindo-o  por  volta 
de 
 1451 
 a.C. 
 (Nm 
 33.2). 
 Mais 
 textos 
relacionados 
 com 
 Moisés 
 e 
 sua 
 escrita 
 do 
Pentateuco: 
 Êxodo 17.14; 
 24.4,7;   34.27.   As 
partes do Pentateuco anteriores a  Moisés, como 
o  relato  da  Criação,  todo  o  livro  de  Gênesis  e 
parte de Êxodo,  ele escreveu,  ou  lançando mão 
de  fontes  existentes  (ver Gn  2.4;  5.1),  ou  por 
revelação  divina.  Gênesis  26.5  dá  a  entender 
que 
 nesse 
 tempo já 
 havia   "mandamentos,  
preceitos  
 e  
 estatutos" 
 escritos. 
 Algumas 
passagens  do  Pentateuco  foram  acrescentadas 
posteriormente, 
 como: 
 Êxodo 
 11.3;    16.35; 
Deuteronômio 34.1-12; 
2.  
 
Josué.  
 
Sucessor 
 
de 
 
Moisés 
 
(1443 
 
a.C.), 
escreveu 
 uma 
 obra 
 que   colocou 
 perante   o 
Senhor (Js 24.26); 
50 
1.  3. 
 Samuel  (1095  a.C.),  o  último  juiz  e  também 
profeta 
 do 
 Senhor, 
 escreveu, 
 pondo 
 seus 
escritos 
 perante 
 o 
 Senhor 
 (ISm 
 10.25). 
Certamente  "perante    o    Senhor"  significa   que 
seus   escritos   foram   depositados   na   Arca   do 
Concerto  com  os  demais  escritos  sagrados  (Êx 
25.21); 
4.  
 
Isaías   (770 a.C.) fala do "Livro   do  Senhor" (Is 
34.16),  e  "palavras   do   livro"  (Is  29.18).  São 
referências às Escrituras na sua formação; 
5. 
 
Em  726  a.C.  os Salmos  já  eram  cantados  (2Cr 
29.30).  O  fato  aí  registrado  teve  lugar  nesse 
tempo; 
6.  
 
Jeremias,   cuja  chamada  deu-se  em  626  a.C., 
registrou   a   revelação   divina   (Jr  30.1,2).   Tal 
livro  foi  queimado  pelo  rei  Joaquim,  em  607 
a.C., 
 porém, 
 Deus 
 ordenou 
 que 
 Jeremias 
preparasse 
 um 
 novo 
 rolo, 
 o 
 que 
 foi 
 feito 
	amanuense1 
36.1,2,28,32; 45.1); 
 Baruque 
 (Jr 
7. 
 
No  tempo  do  rei  Josias  (621  a.C.),  Hilquias 
achou o "Livro  da  Lei" (2Rs 22.8-10); 
8.  
 
Daniel    (553   a.C.)   refere-se  aos  "livros"  (Dn 
9.2).  Eram  os  rolos sagrados das  Escrituras  de 
então; 
9.  
 
Zacarias  (520 a.C.) declara que os profetas que 
o   precederam   falaram   da   parte   do   Espírito 
Santo (Zc 7.12). Não há aqui referência direta a 
escritos, 
 mas 
 há 
 inferência. 
 Zacarias   foi 
 o 
penúltimo profeta do Antigo Testamento. 
	fazia 
documentos.  
 
a  
 
correspondência  
 
e  
 
copiava  
 
ou  
 
registrava  
51 
1   Escrevente,  copista.   Funcionário   público  de  condição  modesta  seu mediante que  10.    Neemias,  
 (445 
 a.C.), 
 achou 
 o 
 livro 
 das 
genealogias 
 dos 
 judeus 
 que 
 já 
 haviam 
regressado do exílio (Ne 7.5); certamente havia 
outros livros; 
11.  Nos   dias   de   Ester,    o   Livro   Sagrado   estava 
sendo escrito (Et 9.32); 
12.    Esdras.   Contemporâneo de  Neemias e foi  hábil 
escriba da lei de Moisés, e leu o livro do Senhor 
para os judeus já estabelecidos na Palestina, de 
regresso   do   cativeiro   babilónico   (Ne   8.1-5). 
Conforme 2Macabeus e outros escritos judaicos, 
Esdras  presidiu  a  chamada  "Grande   Sinagoga", 
que  selecionou  e  preservou  os  rolos  sagrados, 
determinando, 
 dessa 
 maneira, 
 o   cânon   das 
Escrituras do AT (cf. Ed 7.10-14). 
y   Uma 
 Grande 
 Sinagoga 
 era 
 um 
 conselho 
composto  de  120  membros  que  se  diz  ter 
sido  organizado  por  Neemias,  cerca  de  410 
a.C.,   sob   a 
 presidência   de   Esdras. 
 Essa 
entidade 
 reorganizou 
 a 
 vida 
 religiosa 
nacional  dos  repatriados  e,  mais  tarde,  deu 
origem ao Sinédrio1, cerca de 275 a.C. 
A Esdras é atribuída a tríplice divisão do cânon, 
já 
 estudada. 
 Foi 
 nesse 
 tempo, 
 que 
 os 
samaritanos   foram 
 expulsos 
 da 
 comunidade 
judaica  (Ne  13)  levando  consigo  o  Pentateuco, 
que  é  até  hoje  a  Bíblia  dos  samaritanos.  Isto 
prova que o Pentateuco era escrito canônico; 
13.  Encontramos  profeta  citando  outro  profeta,  do 
que   se   infere   haver   mensagem   escrita   (Cf. 
Miquéias  4.1-3 com Isaías  2.2-4.); 
1  O  supremo  tribunal  dos  judeus.  
52 
14.    Filo,   escritor de Alexandria  (30 a.C.  -  50 d.C.) 
possuía todo o cânon do Antigo Testamento.  Em 
seus   escritos   ele   cita   quase   todo   o   Antigo 
Testamento; 
15.   Josefo,  
 
o  
 
historiador    judeu  
 
(37-100     d.C.),  
contemporâneo  de  Paulo,  diz,  escrevendo  aos 
judeus, no livro "Contra  Appion"\  
"Nós  temos  apenas  22  livros,   contando 
a   história   de   todo   o   tempo;   livros   em 
que  nós  cremos,   ou  segundo  se  dizem, 
livros  aceitos  como  divinos".  
Desde 
 os 
 dias 
 de 
 Artaxerxes 
 ninguém 
 se 
aventurou  a  acrescentar,  tirar  ou  alterar  uma 
única  sílaba.  Faz  "parte  de  cada  judeu,  desde 
que   nasce   considerar   estas   Escrituras   como 
ensinos de Deus". 
Josefo era  um  homem  culto, judeu  ortodoxo de 
linhagem  sacerdotal,  governou  a  Galiléia  e  foi 
comandante  militar  nas  guerras  contra  Roma. 
Presenciou  a  queda  de Jerusalém.  Foi  levado a 
Roma, onde se dedicou a escritos literários. 
Ora, 
 o 
 Artaxerxes 
 que ele 
 menciona 
 é 
 o 
chamado   Longímano,   que   reinou   de  465-424 
a.C.  Isso  coincide  com  o  tempo  de  Esdras  e 
confirma 
 as   declarações de   outras   peças 
 da 
literatura 
 judaica 
 que 
 ensinam 
 ter 
 Esdras 
presidido  a  Grande  Sinagoga  que  selecionou  e 
preservou 
 os 
 rolos 
 sagrados 
 para 
 a 
posterioridade. 
Josefo  conta  os  livros  do  AT  como  22  porque 
considera  Juizes  e   Rute  como   1   (um)   livro; 
Jeremias 
 e Lamentações  também.   Isto,   para 
coincidir  com  o  número  de  letras  do  alfabeto 
hebraico: "22"; 
53 
16.  Nos   dias   do   Senhor,   esse   livro   chamava-se 
Escrituras  (Mt  26.54;   Lc  24.27,45;  Jo  5.39), 
com   as   suas   três   conhecidas   divisões:   Lei, 
Profetas, 
 Salmos 
 (Lc 
 24.44). 
 Era 
 também 
chamada   "A    Palavra    de    Deus"   (Mc   7.13;   Jo 
10.34,35).  Note  bem  este  título  aplicado  pelo 
próprio  Senhor   Jesus!    Outro  fato  notável  é  a 
citação  feita  por  Jesus  em  Mateus  23.35  que 
autentica todo o Antigo Testamento! 
17.  Os escritores  do  Novo  Testamento  reconhecem 
como canônicos os livros do Antigo Testamento, 
pois  este  é  amiúde1  citado  naquele,  havendo 
cerca de 300 referências diretas e indiretas.  Os 
escritores  do  NT  referem-se  ao  cânon  do  AT 
como  sendo  oráculos  divinos  (cf.  Rm  3.2;  2Tm 
3.16  e  Hb  5.12).  Cremos  que,  começando  por 
Moisés,  à  proporção  que  os  livros  iam  sendo 
escritos,  eram  postos  no tabernáculo, junto  ao 
grupo de livros sagrados.  Esdras como já disse, 
após  a  volta  do  cativeiro,  reuniu  os  diversos 
livros  e  os  colocou  em  ordem,  como  coleção 
completa.   Destes  originais  eram  feitas  cópias 
para as sinagogas largamente disseminadas. 
Data   do   reconhecimento   e   fixação   do   cânon 
do  Antigo  Testamento.  
Em  90  d.C.  em Jâmnia,  perto da  moderna 
Jope,  em   Israel,   os   rabinos,   num   concílio  sob  a 
presidência  de  Johanan  Ben  Zakai,  reconheceram  e 
fixaram o cânon do Antigo Testamento. 
Houve muitos debates acerca da aprovação 
de certos livros, especialmente dos "Escritos".  Note- 
se,  porém  que  o  trabalho  desse  concílio  foi  apenas 
1  Repetidasvezes;  repetidamente;  freqüentemente;  a  miúdo.  
54 
 aquilo que já era aceito por todos os judeus 
através  de  séculos.  Jâmnia,  após  a  destruição  de 
Jerusalém (70 d.C.) tornou-se a sede do Sinédrio. 
Livros    desaparecidos,    citados    no    texto    do 
Antigo  Testamento.  
Notemos   que   a   Bíblia   faz   referência   a 
livros  até  agora  desaparecidos  (cf.   Nm  21.14;  Js 
10.13 com 2Sm  1.18;  IRe 11.41;  lC r 27.24;  29.29; 
2Cr  9.29;   12.15;   13.22;   33.19).   São  casos  cujo 
segredo   só 
 Deus   conhece. 
 Talvez 
 um 
 dia 
 eles 
venham à luz como o MSS de Qumran, Mar Morto, em 
1947. 
Questionário 
^   Assinale com "X" as alternativas corretas 
1.  Cânon ou Escrituras canônicas é a 
	dos  livros   divinamente 
inspirados, que constituem a Bíblia 
	dos  livros   divinamente 
inspirados, que constituem a Lei, os Profetas e os 
Escritos 
d)[Zl Parte da Bíblia composta pelos livros do AT 
2.  Os Cinco Rolos eram compostos de: 
	La mentações, 
Eclesiastes 
 Neemias,  Esdras, 
 Salmos   e 
b )D  Salmos, Neemias, Esdras, Provérbios e Jó 
c)|E] Cantares de Salomão,  Rute,  Ester,  Eclesiastes 
	e Lamentações 
d )D  Eclesiastes, Jó, Rute, Provérbios e Ester 
  Confirmar  ou  reafirmar  o  que  foi  dito.  
55 
1 a )D  c ) D  Parte da Bíblia composta pelos livros do NT completa Coleção b )D  completa Coleção a ) S  ratificar1 3.  Discute as datas e a autoria dos livros, baseando-se 
apenas em fontes do conhecimento humano 
a ) 0  Alta Crítica 
b ) 0  Baixa Crítica 
c )D  Critica Textual 
d)[H Critica Execrável 
S ?   Marque  "C"  para  Certo  e  "E"  para  Errado  
4.  \£\ No  sentido  religioso,  cânon  significa  aquilo que 
mede, não aquilo que serve de norma, regra 
5.  0   Em  90  d.C.  em  Jâmnia  que  reconheceram  e 
fixaram o cânon do Antigo Testamento 
56 
Cânon do Novo Testamento 
Semelhante  ao AT,  homens  inspirados  por 
Deus escreveram aos poucos os livros que compõem 
o cânon do Novo Testamento. 
Sua formação levou apenas duas gerações: 
quase  100 anos.  Em  100 d.C.  todos os livros do  NT 
estavam 
 escritos. 
 O 
 que 
 demorou 
 foi 
 o 
reconhecimento canônico, isto motivado pelo cuidado 
e escrúpulo1 das igrejas de então, que exigia provas 
concludentes2   da 
 inspiração   divina 
 de   cada 
 um 
desses livros. 
Outra   coisa   que   motivou   a   demora   na 
canonização foi o surgimento de escritos heréticos e 
espúrios3  com  pretensão  de  autoridade  apostólica. 
Trata-se  dos  livros  apócrifos  do  Novo  Testamento, 
fato  idêntico  ao  acontecido  nos  tempos  derradeiros 
do  cânon  do  Antigo  Testamento.  Há  também  livros 
mencionados  no  NT  até  agora  desaparecidos  (ICo 
5.9; Cl 4.16). 
A  ordem   dos  27   livros  do   NT,   como   é 
atualmente  em  nossas  Bíblias,  vem  da  Vulgata,  e 
não leva em conta a seqüência cronológica. 
   As  Epístolas  Paulinas.  
Foram 
 os 
 primeiros 
 escritos 
 no 
 Novo 
Testamento.  São  13:  de Romanos a  Filemom.  Foram 
escritas entre 52 e 67 d.C. 
Pela ordem cronológica, o primeiro livro do 
Novo Testamento é  ITessalonicenses,  escrito em  52 
d.C.  2Timóteo foi  escrita  em  67 d.C pouco antes do 
martírio do apóstolo Paulo em Roma. 
	dúvida 
1'onsciência;   remorso.  
 
de  
 
consciência;  
 
inquietação  
 
de  
•'Que  conclui,  ou  merece  fé;  terminante,  categórico. 
'Não  genuíno;  suposto,  hipotético.  
57 
ou  Hesitação  1  'v'  Esses  livros  foram  também  os  primeiros 
aceitos como canônicos.  Pedro chama os escritos de 
Paulo  de  "Escrituras"  -  título  aplicado  somente  à 
palavra inspirada de Deus! (2Pe 3.15,16). 
Os   Atos   dos   Apóstolos.   Escrito em  63  d.C.,  no 
fim dos dois anos da primeira prisão de Paulo em 
Roma (At 28.30). 
Os  Evangelhos.  
Estes, 
 a 
 princípio, 
 foram 
 propagados 
oralmente. 
 Não 
 havia 
 perigos 
 de 
 enganos 
 e 
esquecimento   porque   era   o   Espírito   Santo   quem 
lembrava tudo e Ele é infalível (Jo 14.26). 
	Os  Sinópticos foram escritos entre 60 a 65 
d.C. João foi  escrito em  85  d.C.  Entre  Lucas e João 
foram escritas quase todas as epístolas. Note-se que 
Paulo chama  Mateus e Lucas de "Escrituras" ao citá- 
los em ITimóteo 5.18. 
As  Epístolas,  de Hebreus a Judas, forajln escritas 
entre 68 e 90 d.C. 
O  Apocalipse.  
	Foi  escrito em  96 d.C.,  durante o governo 
do   imperador   Domiciano.   Muitos   livros   antes   de 
serem 
 finalmente 
 reconhecidos 
 como 
 canônicos 
foram  duramente debatidos.  Houve  muita  relutância 
quanto  às  epístolas  de  Pedro,  João  e  Judas  bem 
como  quanto  ao  Apocalipse.  Tudo  isto  tão-somente 
revela 
 o 
 cuidado 
 da 
 Igreja 
 e 
 também 
 a 
responsabilidade que envolvia a canonização. 
Antes  do  ano  400  d.C.,  todos  os   livros 
estavam   aceitos.   Em   367,   Atanásio,   patriarca   de 
Alexandria, 
 publicou 
 uma 
 lista 
 dos 
 27 
 livros 
canônicos,   os   mesmos  que   hoje   possuímos;   essa 
lista  foi  aceita  pelo  Concílio   de   Hipona  (África)  em 
393. 
58 
'-‘r    Dsta   do   reconhecimento   e   fixação   do   cânon 
do  Novo  Testamento.  
Isso ocorreu no III  Concílio  de  Cartago, em 
397 
 d.C. 
 Nessa 
 ocasião, 
 foi 
 definitivamente 
reconhecido  e  fixado  o  cânon  do  Novo Testamento. 
Como  se   vê,   houve   um   amadurecimento   de  400 
anos. 
Ijr   A   necessidade   da   mensagem   escrita   do   Novo 
	Testamento.  
A mensagem da Nova Aliança precisava ter 
forma escrita como a da Antiga. Após a ascensão do 
Senhor Jesus, os apóstolos pregaram  por toda  parte 
sem  haver  nada  escrito.  Suas  Bíblias  era  o  Antigo 
Testamento. 
Ao 
 decorrer 
 do 
 tempo, 
 o 
 grupo 
 de 
apóstolos diminuiu.  O Evangelho espalhou-se.  Surge 
então a necessidade de reduzir a forma escrita, para 
ser transmitido às gerações futuras.  Era  o  plano  de 
Deus em marcha. 
Muitas 
 igrejas 
 e 
 indivíduos 
 pediam 
explicações  acerca   de   casos  difíceis  surgidos   por 
perturbações,  falsas  doutrinas,  problemas  internos, 
etc. (cf. ICo 1.11; 5.1; 7.1). 
Os 
 judeus 
 cumpriram 
 sua 
 missão 
 de 
transmitir ao mundo os oráculos divinos (Rm 3.2). A 
Igreja  também  cumpriu  sua  parte,  transmitindo  as 
palavras  e  ensinos  do  Senhor  Jesus,  bem  como  as 
que  Ele,  pelo  Espírito  Santo  inspirou  aos escritores 
sacros. 
Jesus disse:  " Tenho  muito  que   vos  dizer... 
mas   o   Espírito   de   verdade...    dirá   tudo   o   que   tiver 
ouvido     e     vos    anunciará     o     que     há     de     vir"   (Jo 
	16.12,13). 
59 
«   Testemunhas  
Novo   Testamento, 
 
em   seu   tempo, 
 
os   seguintes 
cristãos  primitivos,  cujas  vidas  coincidiram  com  as 
dos apóstolos ou com os discípulos destes: 
t  Clemente  de   Roma,   na sua carta aos Coríntios, 
t    Policarpo,   na sua carta aos Filipenses, cerca de 
110 d.C., cita diversas epístolas de Paulo; 
t    Inácio,  
 
por   volta 
 
de 
 
110   d.C. 
 
cita   grande 
número de livros em seus escritos; 
♦  
João, escrevendo em 140 d.C. cita diversos livros 
do Novo Testamento; 
t  Irineu   (130-200 d.C.),  cita a  maioria dos livros 
"Escrituras"; 
t    Origines  
 
(185-200 
 
d.C.), 
 
homem 
 
erudito, 
piedoso  e  viajado,  dedicou  sua  vida  ao  estudo 
das  Escrituras,  em  seu  tempo,  os  27  livros  já 
estavam  completos;  ele os aceitou,  embora  com 
dúvida sobre alguns: Hebreus, Tiago, 2Pedro, 2 e 
3João. 
Datas e Períodos Sobre o Cânon em Geral 
O  AT  foi  escrito  no  espaço  de  mais  ou 
menos  1046  anos,  de  1491  a  445  a.C.  isto  é  de 
Moisés  a  Esdras.  A  data  de  445  a.C.  é  apenas  um 
ponto   geral   de   referência   cronológica   quanto   ao 
encerramento do cânon do Antigo Testamento. 
60 
■  	importantes.  
Dão testemunho da existência de livros do em 95 d.C. cita vários livros do NT;     Justino    Mártir,    nascido  no  ano  da   morte  de do Novo Testamento, chamando-os de Se  entrarmos  em  detalhes  sobre  o  último 
livro do Antigo Testamentoem  ordem  cronológica  - 
Malaquias,   teremos   uma   variação   de   espaço   de 
tempo como veremos a seguir. 
	O  Pentateuco,  como já  vimos,  foi  iniciado 
cerca  de  1.491  a.C..  Malaquias,  o  último  livro  do 
Antigo Testamento por ordem cronológica, foi escrito 
entre   430   e   420   a.C.,   no   final   do   governo   de 
Neemias  e  do  sacerdócio  de  Esdras.  Ora,  isto  foi 
quando  Neemias regressou a Jerusalém,  procedendo 
da Pérsia, para onde tinha ido (430 - 425 a.C.) a fim 
de renovar sua licença (Ne 13.6). 
	Malaquias 
escreveu  e  talvez  Neemias,  não  estivesse  mais  na 
Palestina, porque não o menciona em seu livro, como 
fazem Ageu  e Zacarias,  seus antecessores,  os quais 
	respectivamente, 
governador e sacerdote dos reparos (cf. Zc 3;  4;  Ag 
1 .1 ). 
Malaquias 
 não 
 menciona 
 nominalmente 
Neemias, apenas menciona o "Governador" (Ml  1.8). 
O 
 próprio 
 livro 
 de 
 Malaquias 
 apresenta 
 outras 
evidências  internas  que  o  colocam  de  432  a.C.  em 
diante, como passamos a mostrar: 
Em Malaquias 2.10-16, vê-se que os casamentos 
ilícitos  que  Esdras  corrigira  antes  de  Neemias, 
516 a.C. (Ed 9-10), estavam ocorrendo de novo. 
Isto coincide com o estado descrito em Neemias 
13, acontecido em 432 a C. 
■ 
 3.6-12,  havia  pobreza  no tesouro 
do templo.  Situação  idêntica  à  de  Neemias  13, 
reinante em 432 a.C. 
■ 
 referências  de  Malaquias  1.13;  2.17;  3.14, 
indicam   que   o   culto   Levítico   já   havia   sido 
	bastante   tempo.   Temos   essa 
restauração ampliada em Neemias 12.44 ss. 
61 
há restaurado -*  As -*  Em  Malaquias e   Josué, Zorobabel mencionam que ano desse partir a É Portanto, Malaquias (O livro) deve ter sido 
escrito cerca de 432 a.C. Repetimos: a data 445 a.C. 
é 
 apenas 
 um 
 ponto 
 de 
 referência 
 quanto 
 ao 
encerramento  do  cânon  do  Antigo  Testamento.  Foi 
nesse  ano  que  Esdras  iniciou  seu  grande  Ministério 
entre os repatriados de Israel. 
Se  descermos  a  detalhes  quanto  ao  livro 
de Malaquias,  partiremos de 432 a.C.  Malaquias é o 
último  livro  do Antigo Testamento,  quanto  à  ordem 
cronológica. Quanto à disposição dos livros no corpo 
do cânon  hebraico, o último livro é 2Crônicas, como 
já mostramos. 
	O   Novo   Testamento   foi   completado   em 
menos   de 
 100   anos, 
 pois   seu 
 último 
 livro, 
 o 
Apocalipse,  foi  escrito  cerca  de  96  d.C.  Isto  dá  um 
total  de  1.142  anos  para  a  formação  de  ambos  os 
Testamentos (1.046 + 96). 
	Leva-se em  conta  que a  cronologia  bíblica 
é  sempre  aproximada,  pois  os  povos  orientais  não 
tinham  um  sistema  fixo  de  anotar ou  contar datas. 
Quando  se  fala  do  espaço  de  tempo,  que  vai  da 
escrita 
 do 
 Pentateuco   ao   Apocalipse, 
 é 
 preciso 
intercalar 
 os 
 400 
 anos 
 do 
 Período 
 Interbíblico 
ocorrido entre os Testamentos,  o que dará  um total 
de 1.542 anos (1.046 + 96 + 400). 
Por  isso  se  diz  que  a  Bíblia  foi  escrita  no 
espaço  de  dezesseis  séculos.  Este  é  o  período  no 
qual  o  cânon  foi  completado.  Noutras  palavras:  o 
cânon  abrange  na  história  um  total  de  1.142  anos, 
aproximadamente. 
Os Livros Apócrifos 
Nas  Bíblias  de  edição  católica-romana,  o 
total  de  livros  é  73,  porque  essa  igreja,  desde  o 
Concílio   de   Trento,  em  1.546,  incluiu  no  cânon  do 
62 
Antigo  Testamento   7   livros  apócrifos,  além   de  4 
acréscimos  ou  apêndices  canônicos,  acrescentando 
ao todo, 11 escritos apócrifos. 
A palavra "apócrifo" significa, literalmente, 
"escondido", "oculto", isto em referência a livros que 
tratavam de coisas secretas, misteriosas, ocultas. No 
sentido religioso, o termo significa "não genuíno" ou 
"espúrio", desde sua aplicação por Jerônimo. 
Os 
 apócrifos 
 foram 
 escritos 
 entre 
Malaquias e Mateus, ou seja, entre o Antigo e o Novo 
Testamento, 
 numa 
 época 
 em 
 que 
 cessara 
 por 
completo  a  revelação  divina;  isto  basta  para  tirar- 
lhes qualquer pretensão a canonicidade. 
Josefo rejeitou-os totalmente, nunca foram 
reconhecidos   pelos  judeus   como   parte   do   cânon 
hebraico. Jamais foram citados por Jesus nem foram 
reconhecidos 
 pela 
 Igreja 
 Primitiva. 
 Jerônimo, 
Agostinho, Atanásio,  Júlio Africano e outros homens 
de valor para  os  cristãos  primitivos,  opuseram-se a 
eles na qualidade de livros inspirados. 
Apareceu 
 pela 
 primeira 
 vez 
 na 
Septuaginta,  a  tradução do Antigo Testamento feita 
do   hebraico   para   o   grego.   Quando   a   Bíblia   foi 
traduzida   para  o   latim,   em   170  d.C.   seu  Antigo 
Testamento foi traduzido do grego da Septuaginta e 
não 
 do 
 hebraico. 
 Quando 
 Jerônimo 
 traduziu 
 a 
Vulgata,  no início do século V (405 d.C.),  incluiu os 
apócrifos oriundos da Septuaginta, através da Antiga 
Versão   Latina,   de   170   d.C.   porque   isso   lhe   foi 
ordenado,   mas   recomendou   que   esses   livros   não 
poderiam servir como base doutrinária. 
São  14 os escritos apócrifos:  10 livros e 4 
acréscimos  a  livros.  Antes  do  Concílio   de   Trento,  a 
Igreja  Romana aceitava todos,  mas depois passou  a 
aceitar apenas  11:  7  livros e 4 acréscimos. A igreja 
Ortodoxa grega mantém os 14 até hoje. 
63 
Os  livros  apócrifos  constantes  das  Bíblias 
de edição católico-romana são: 
1.  Tobias  (Após o livro canônico de Esdras); 
2.    Judite  (Após o livro de Tobias); 
3.    Sabedoria  
 de   Salomão   (Após o  livro 
de Cantares); 
4.  Eclesiástico  (após o livro de Sabedoria); 
5.  Baruque  (Após o livro canônico de Jeremias); 
(após o livro canônico de 
7.    2Macabeu (após o livro IMacabeu). 
Os quatro acréscimos ou apêndices são: 
1.  Ester  (Et 10.4-16.24); 
2.  Cântico  dos  três  Santos  Filhos  (Dn 3.24-90); 
3.  A  história  de  Suzana  (Dn 13); 
4.  Bei  e  o  Dragão  (Dn 14). 
Como já foi dito dos 14 apócrifos, a Igreja 
Romana aceita 11, rejeita 3, isto, após 1.546 d C. 
Os livros rejeitados são: 3  e  4Esdras  e "A 
Oração   de   Manassés".   Os  livros  apócrifos  de  3  e 
4Esdras  são  assim  chamados  porque  nas  Bíblias  de 
edição católico-romana o livro de Esdras, é chamado 
de lEsdras e o de IMeemias, de 2Esdras. 
A Igreja  Romana  aprovou  os apócrifos em 
18 de abril de 1.546, para combater o movimento da 
Reforma Protestante, então recente. Nessa época, os 
protestantes 
 combatiam 
 violentamente 
 as 
 novas 
doutrinas 
 romanistas: 
 Purgatório, 
 oração    pelos 
mortos, salvação mediante obras, etc. 
64 
6.    IMacabeu  Malaquias); canônico A  Igreja  Romana  via  nos  apócrifos  bases 
	e, 
aprovando-os como canônicos. 
 apelou 
 para 
 eles, 
Houve  prós  e  contras  dentro  da   própria 
Igreja  de  Roma.  Nesse  tempo  os jesuítas  exerciam 
muita influência no clero. Os debates sobre apócrifos 
motivaram os dominicanos contra os franciscanos. 
	O   Cardeal   Pallavacini,   em   sua   "História 
Eclesiástica",   declara   que   em   pleno   concílio,   40 
bispos,  dos  49  presentes,  travaram  luta  corporal, 
agarrados  às  barbas  e  batinas  uns  dos  outros.  Foi 
neste  ambiente  espiritual  que  os  apócrifos  foram 
aprovados! 
	A primeira edição da Bíblia romana com os 
apócrifos  deu-se  em  1.592,  com  a  autorização  do 
Papa Clemente VIII. 
	Os  Reformadores  protestantes  publicaram 
a  Bíblia com os apócrifos colocando-se entre o AT e 
o  NT;   não  como  livros  inspirados,  mas  bons  para 
	Isto 
continuou  até  1.629.  A  famosa  versão  inglesa  King 
Jaimes, de 1.611, ainda os conservou. 
	Após 1.629, os evangélicos os omitiram de 
vez nas  Bíblias editadas,  para  evitar confusão entre 
o povo simples que nem sempre sabe discernir entre 
um livro canônico e um apócrifo. 
A   aprovação   dos   apócrifos 
 pela 
 Igreja 
	intromissão1   dos   católicos   em 
assuntos   judaicos,   porque,   quanto   ao   cânon   do 
Antigo Testamento,  o direito é dos judeus e  não de 
outros.  Além  disso,  o  cânon  do  Antigo  Testamento 
estava completo e fixado há muitos séculos.Entre os católicos corre a versão de que as 
Bíblias   de   edição   protestante   são   falsas.   Quem, 
contudo, comparar a Bíblia editada pelos evangélicos 
com  a  editada  pelos  católicos  há  de  concordar  em 
1  Ato  de  intrometer;   intrometimento.  
65 
uma foi Romana históricos. e literários valor de e leitura doutrinas, essas para que   as  duas   são   iguais,   exceto   na   linguagem   e 
estilo, que são peculiares a cada tradução. 
Outros Livros Apócrifos 
Há 
 
ainda 
 
outros 
 
escritos 
 
espúrios 
relacionados   ao   Antigo   e   Novo   Testamento.   São 
chamados de pseudo-epigráficos.  
	Os   do   Antigo   Testamento   pertencem   à 
última  parte do  período  interbíblico. Todos os livros 
dessa classe apresentam-se como tendo sido escritos 
por santos de ambos os Testamentos, daí seu título: 
pseudo-epigráficos. 
	São  na  maioria,  de  natureza  apocalíptica. 
Nunca  foram  reconhecidos  por  nenhuma  Igreja.  Os 
principais do Antigo Testamento chegam a 26. 
Os  referentes  ao  período  do  NT  também 
nunca  foram  reconhecidos  por  ninguém  como  tendo 
canonicidade. São cheios de histórias grotescas e até 
indignas de  Cristo  e seus apóstolos.  Essas  histórias 
são muito exploradas pela gente simplória e crédula. 
Desse  período  há  de  tudo:   evangelhos,  epístolas, 
apocalipse, etc. Os principais somam 24. 
O 
 estudante 
 da 
 Bíblia 
 deve 
 estar 
acautelado, 
 concernente 
 aos 
 livros 
 canônicos 
 e 
apócrifos em geral: 
Os  39  livros canônicos do AT são chamados de 
protocanônicos pelos católicos; 
4   Os  7  livros  que  chamamos  de  apócrifos,  são 
chamados de deuterocanônicos pelos católicos; 
Os livros que chamamos de  pseudo-epigráficos, 
são chamados de apócrifos pelos católicos. 
	A  respeito  dos  livros  apócrifos,  seja  qual 
for  o  valor  devocional  ou  eclesiástico  que  tiverem, 
não   são   canônicos,   comprova-se   pelos   seguintes 
fatores: 
66 
-»  A  comunidade  judaica  jamais   os   aceitou   como 
	canônicos; 
* 
 	foram  aceitos  por Jesus,  nem  pelos  autores 
do Novo Testamento; 
A  maioria  dos  primeiros  grande  pais  da  Igreja 
rejeitou sua canonicidade; 
Nenhum concílio da Igreja os considerou canônicos 
senão no final do século IV; 
Jerônimo,  o grande especialista  bíblico e tradutor 
da Vulgata, rejeitou-os fortemente; 
  Muitos   estudiosos   católicos   romanos,   ainda   ao 
	longo da Reforma, também os rejeitaram; 
•»  Nenhuma   Igreja   ortodoxa   grega,   anglicana   ou 
	protestante,  até  a  presente  data,  reconheceu  os 
	apócrifos como inspirados e canônicos, no sentido 
	integral dessas palavras. 
A   vista 
 
desses 
 
fatos 
 
importantíssimos, 
torna-se  absolutamente  necessário  que  os  cristãos 
de  hoje  jamais  usem  os  livros  apócrifos  como  se 
fossem  Palavra  de  Deus,  nem  os  citem  em  apoio 
autorizado a qualquer doutrina cristã. 
Com  efeito,  quando  examinados  segundo 
os  critérios  elevados  de  canonicidade,  verificamos 
	aos 
aspectos: 
 livros 
 apócrifos 
 faltam 
 os 
 seguintes 
-*  Os apócrifos não reivindicam ser proféticos; 
Não detêm a autoridade de Deus; 
Contêm erros históricos (ver Tobias 1.3-5;  14.11) 
e graves heresias teológicas, como a oração pelos 
mortos (2Macabeus 12.45,46; 4); 
	Embora  seu  conteúdo  tenha  algum  valor  para  a 
edificação  nos  momentos  devocionais,  na  maior 
parte se trata de texto repetitivo;  são textos que 
já se encontram nos livros canônicos; 
Há   evidente   ausência   de   profecia,   o   que   não 
ocorre nos livros canônicos; 
67 
que -♦ ■  Não ■  Nada 
 acrescentam   ao   nosso   conhecimento   das 
verdades messiânicas; 
O povo de Deus, a quem os apócrifos teriam sido 
originariamente 
 apresentados, 
 recusou-os 
terminantemente. 
Questionário 
Assinale com "X" as alternativas corretas 
6.  Foram os primeiros escritos no NT entre 52-67 d.C. 
a )D  Os Atos dos Apóstolos 
b)E3 As Epístolas Paulinas 
c )D  Os Evangelhos 
d)EU As Epístolas Gerais 
7.  Quanto aos livros apócrifos, é incerto dizer que: 
a )D  
 No 
 sentido 
 religioso, 
 o   termo   "apócrifo" 
significa "não genuíno" ou "espúrio" 
b )D   Baruque  e  Tobias  são  exemplos  de  apócrifos 
	contidos nas Bíblias de edição católico-romana 
c ) D  Foram escritos numa época em que cessara por 
completo a revelação divina 
d)l3. Foram escritos entre Ester e Mateus, ou seja, 
entre o Antigo e o Novo Testamento 
8.  Os 39 livros canônicos do AT são chamados de: 
a)EH Apócrifos pelos católicos 
b  )  D    Pseudo-epígrafos  pelos  católicos  
c)m  Protocanônicos pelos católicos 
d  )  D    Deuterocanônicos  pelos  católicos  
/<? Marque "C" para Certo e "E" para Errado 
9. 0  A ordem dos 27 livros do NT, como é atualmente 
	em  nossas  Bíblias,  vem  da  Vulgata,  e  não leva em 
conta a seqüência cronológica 
1  0  M    Os  apócrifos  contêm  erros  históricos  e  graves 
	heresias teológicas, como a oração pelos mortos 
68 
* Lição 3 
Inspiração Bíblica 
A característica  mais  importante  da  Bíblia 
não é sua  estrutura  e sua  forma,  mas o fato de ter 
sido  inspirada  por Deus.  Não se deve interpretar de 
modo errôneo a declaração da  própria  Bíblia a favor 
dessa inspiração. Quando falamos de inspiração, não 
se  trata  de  inspiração  poética,  mas  de  autoridade 
divina. 
A   Bíblia   é  singular,   ela   foi   literalmente 
"soprada  por  Deus".  A  seguir  examinaremos  o  que 
significa isso. 
Não 
 podemos 
 confundir 
 revelação 
 com 
inspiração.  Enquanto  a  revelação  é  o  ato  pelo  qual 
Deus torna-se conhecido pelos homens, a  inspiração 
diz  respeito  ao  modo  como  os'homens  recebem  e 
transmitem essa revelação. 
As Escrituras tanto falam da  inspiração do 
escritor  quanto  da  inspiração  do  escrito:   um  é  o 
agente, o outro é o efeito. 
&      Exe  mplos:  
s    O texto  de  2Timóteo  3.16:  "Toda   Escritura   é 
	inspirada", 
escrito como inspirado; 
 faz 
 referência 
 ao 
s    Em   2Pedro   1.21:   "Homens    santos    de    Deus 
	falaram   inspirados   pelo   espírito   Santo",  fala 
	do escritor. 
69 
divinamente  Embora   a   palavra   inspiração  seja   usada 
apenas  uma  vez  no  Novo Testamento  (2Tm  3.16)  e 
outra  no  Antigo  Testamento  (Jó  32.8),  o  processo 
pelo  qual  Deus transmite  sua  mensagem  autorizada 
ao homem é apresentado de muitas maneiras. 
Um exame logo à frente, das duas grandes 
passagens  a  respeito  da  inspiração  encontradas  no 
Novo  Testamento  poderá  ajudar-nos  a  entender  o 
que significa a inspiração bíblica. 
Descrição Bíblica de Inspiração 
Assim   escreveu   Paulo   a  Timóteo:   "Toda 
Escritura    divinamente    inspirada    é    proveitosa    para 
ensinar,    redargüir1,    corrigir   e    instruir   em   justiça" 
(2Tm  3.16).  Em outras palavras, o texto sagrado do 
Antigo   Testamento   foi   "soprado 
 por   Deus"   (gr. 
theopneustos)   e,   por   isso,   dotado   da   autoridade 
divina para o pensamento e para a vida do crente. 
A  passagem  correlata  de  ICoríntios  2.13 
realça  a  mesma  verdade.  "Disto   também   falamos", 
escreveu   Paulo,   "não    com    palavras    de    sabedoria 
humana,   mas   com   as   que   o   Espírito   Santo   ensina, 
comparando  as  coisas  espirituais  com  as  espirituais". 
"Quaisquer   palavras   ensinadas   pelo    Espírito   Santo 
são  palavras  divinamente  inspiradas".  
A   segunda   grande 
 passagem   do   NT   a 
respeito  da   inspiração   da   Bíblia   está   em   2Pedro 
1.21:   "Pois    a    profecia     nunca     foi    produzida    por  
vontade    dos    homens,    mas    os    homens    santos    da 
parte  de  Deus  falaram  movidos  pelo  Espírito  Santo". 
Em  outras  palavras,  os profetas eram  homens cujas 
mensagens   não   se   originaram   de   seus   próprios 
impulsos, mas foram "soprados pelo Espírito". 
1  Replicar  argumentando;   responder  argüindo;   replicar.  
70 
Pela  revelação,  Deus falou  aos profetas de 
muitas  maneiras  (Hb  1.1),  mediante:  anjos,visões, 
sonhos, vozes e milagres. 
Inspiração é a  forma  pela  qual  Deus falou 
aos  homens mediante os profetas.  Mais um sinal  de 
que   as   palavras   dos   profetas   não   partiam   deles 
próprios,  mas  de  Deus,  é  o  fato  de  eles  sondarem 
seus   próprios  escritos  a  fim   de  verificar  "qual    o 
tempo   ou   qual   a   ocasião   que   o   Espírito   de   Cristo, 
que    estava    neles,     indicava,     ao    dar    de    antemão 
testemunho     sobre  
 os     sofrimentos  
 que     a  
 Cristo 
haviam   de   vir,   e   sobre   as   glórias   que   os   seguiram" 
(IPe 1.11). 
Fazendo   uma  combinação  das  passagens 
que ensinam sobre a  inspiração divina, descobrimos 
que a Bíblia é inspirada no seguinte sentido: 
&    Homens,   movidos   pelo   Espírito,   escreveram 
	palavras  sopradas  por  Deus,  as  quais  são  as 
	fontes de autoridade para a fé e para a prática 
	cristã. 
Definição Teológica da Inspiração 
l\la  única  vez  em  que  o  NT  usa  a  palavra 
inspiração,   ela   se   aplica   aos   escritos, 
 não   aos 
escritores.   A   Bíblia   que  é   inspirada,   e   não  seus 
autores humanos. O adequado, então, é dizer que:  o 
produto é inspirado, os produtores não. 
Os   autores   escreveram   e   falaram   sobre 
muitas 
 coisas, 
 como, 
 por 
 exemplo, 
 quando 
 se 
referiram  a  assuntos  mundanos,  pertinentes  a  esta 
vida, os quais não foram divinamente inspirados. 
Todavia, 
 visto 
 que 
 o 
 Espírito 
 Santo, 
conforme  ensina  Pedro,  tomou   posse  dos  homens 
que produziram os escritos inspirados, podemos, por 
extensão,  referir-nos  à  inspiração  em  sentido  mais 
71 
amplo. Tal sentido mais amplo inclui o processo total 
por que alguns homens, movidos pelo Espírito Santo, 
enunciaram   e   escreveram   palavras   emanadas   da 
boca 
 do 
 Senhor; 
 e, 
 por   isso 
 mesmo, 
 palavras 
dotadas da autoridade divina. 
	É  esse  processo  total  da   inspiração  que 
contém  os três  elementos essenciais:  a  causalidade 
divina, a mediação profética e a autoridade escrita. 
^    Causalidade  divina.  
Deus é a Fonte Primordial da inspiração da 
Bíblia.   O   elemento   divino   estimulou   o   elemento 
humano.   Primeiro  Deus  falou   aos  profetas  e,   em 
seguida, aos homens, mediante esses profetas.  Deus 
revelou-lhes certas verdades da fé,  e esses  homens 
de Deus as registraram. 
	O  primeiro  fator  fundamental  da  doutrina 
da  inspiração  bíblica,  e  o  mais  importante,  é  que 
Deus    é    a    fonte    principal    e    a    causa    primeira    da 
verdade    bíblica.   No  entanto,   não  é  esse  o  único 
fator. 
Mediação  profética.  
Os  profetas  que  escreveram  as  Escrituras 
não  eram  autômatos1.   Eram  algo  mais  que  meros 
secretários  preparados  para  anotar  o  que  se  lhes 
ditava.   Escreveram   segundo   a   intenção   total   do 
coração,  segundo  a  consciência  que  os  movia   no 
exercício   normal  de  sua  tarefa,   com  seus. estilos 
literários e seus vocabulários individuais. 
	As  personalidades  dos  profetas  não  foram 
violentadas  por  uma  intrusão sobrenatural.  A  Bíblia 
que   eles   produziram   é   a   Palavra   de   Deus,   mas 
também é a palavra do homem. 
1  Pessoa   que  age  como  máquina,   sem  raciocínio  e  sem  vontade  
72 
própria.  Deus  usou   personalidades  humanas  para 
comunicar proposições  divinas.  Os  profetas foram  a 
causa  imediata  dos  textos  escritos,  mas  Deus  foi  a 
causa principal. 
Autoridade  escrita.  
O  produto  firial  da  autoridade  divina  em 
operação por meio dos profetas, como intermediários 
de Deus, é a autoridade escrita de que se reveste a 
Bíblia. 
 A 
 Escritura 
 "é 
 divinamente  
 inspirada  
 e 
proveitosa  para  ensinar,. repreender,  corrigir,  instruir 
em  justiça".  
A Bíblia é a última palavra no que concerne 
a 
 assuntos 
 doutrinários 
 e 
 éticos. 
 Todas 
 as 
controvérsias teológicas e morais devem ser trazidas 
ao tribunal da Palavra escrita de Deus. 
As Escrituras recebera~  sua autoridade do 
próprio  Deus,  que  falou  mediante  os  profetas.   No 
entanto, 
 são 
 os 
 escritos 
 proféticos 
 e 
 não 
 os 
escritores  desses  textos  sagrados  que  possuem   e 
retêm a resultante autoridade divina. 
Todos  os  profetas  morreram;  os  escritos 
proféticos prosseguem. 
Em 
 suma, 
 a 
 definição 
 adequada 
 de 
inspiração precisa ter três fatores fundamentais: 
Deus, o Causador original; 
t   Os 
 
hòmens 
 
de 
 
Deus, 
 
que 
 
serviram 
 
de 
instrumentos; 
d  A autoridade escrita, ou Bíblia Sagrada, que é o 
produto final. 
73 
Distinções Importantes 
1)   A  inspiração  em   contraste  com   a   revelação  e 
a  iluminação.  
Há   dois  conceitos   inter-relacionados  que 
nos  ajudam  a  esclarecer,  pela  contraposição,  o  que 
significa inspiração, a saber: 
y   A   revelação     diz 
 respeito   à   exposição   da 
verdade; 
s   A  iluminação,    à  devida  compreensão  dessa 
verdade descoberta. 
No entanto, a  inspiração não consiste nem 
em  uma,  nem  em  outra.  A  revelação  prende-se  à 
origem da verdade e à sua transmissão; a inspiração 
relaciona-se com a recepção e o registro da verdade. 
A   iluminação   ocupa-se   da   posterior  apreensão   e 
compreensão da verdade revelada. 
A  inspiração  que  traz  a  revelação  escrita 
aos  homens  não traz em  si  mesma  garantia alguma 
de  que  os  homens  a  entendam.  É  necessário  que 
haja iluminação do coração e da mente. 
A  revelação  é  uma  abertura  objetiva;   a 
iluminação é a compreensão subjetiva da  revelação; 
a   inspiração  é  o   meio   pelo  qual   a   revelação  se 
tornou uma exposição aberta e objetiva. 
A 
 revelação   é   o   fato   da 
 comunicação 
divina;  a  inspiração  é  o  meio;  a  iluminação,  o dom 
de compreender essa comunicação. 
2)    Inspiração  dos  originais,  não  das  cópias.  
A  inspiração  e  a  conseqüente  autoridade 
da Bíblia  não se estendem automaticamente a todas 
as  cópias  e  traduções  bíblicas.  Só  os  manuscritos 
originais, 
 conhecidos 
 por 
 autógrafos, 
 foram 
inspirados por Deus. 
74 
Os   erros   e   as   mudanças   efetuados   nas 
cópias  e  nas  traduções  não  podem  ser atribuídos  à 
inspiração original. 
Por  exemplo:   2Reis  8.26   (ARC)   diz  que 
Acazias  tinha  22  anos  de  idade  quando  foi  coroado 
rei, enquanto 2Crônicas 22.2 diz que tinha 42 anos. 
Não  é  possível  que  ambas  as  informações  estejam 
corretas. 
O  original  é  autorizado;  a  cópia  errônea 
não tem  autoridade.  Outros exemplos desse tipo  de 
erro   podem   encontrar-se 
 nas   atuais   cópias   das 
Escrituras (e.g.,  cf.  lR s 4.26 e 2Cr 9.25).  Portanto, 
uma tradução ou cópia só é autorizada à medida que 
reproduz com exatidão os autógrafos. 
O 
 grandioso 
 conteúdo 
 doutrinário 
 e 
histórico da Bíblia tem sido transmitido de geração a 
geração,  ao  longo  da  história,  sem  mudanças  nem 
perdas substanciais. 
As 
 cópias 
 e 
 as 
 traduções 
 da 
 Bíblia, 
encontradas  no  século  XX,  não  detêm  a  inspiração 
original,  mas contêm  uma  inspiração derivada,  uma 
vez que são cópias fiéis dos autógrafos. 
De 
 uma 
 perspectiva 
 técnica, 
 só 
 os 
autógrafos 
 são 
 inspirados; 
 todavia, 
 para 
 fins 
práticos, a Bíblia nas línguas de nossa época, por ser 
transmissão exata dos originais, é a Palavra de Deus 
inspirada. 
Visto  que  os  originais  não  mais  existem, 
alguns   críticos   têm   contestado   a   inerrância   dos 
autógrafos que  não  podem  ser examinados e  nunca 
foram 
 vistos. 
 Eles 
 perguntam 
 como 
 é 
 possível 
afirmar que os originais não continham erro,  se não 
podem.ser examinados. 
A resposta é que a inerrância bíblica não é 
um  fato  conhecido  empiricamente,  mas  uma  crença 
baseada   no   ensino   da   Bíblia   a   respeito   de   sua 
inspiração, 
 bem 
 como 
 baseada 
 na 
 natureza 
altamente  precisa  da  grande  maioria  das  Escrituras 
transmitidas  e  na  ausência  de  qualquerprova  em 
contrário. 
Afirma  a   Bíblia  ser  a  declaração  de    um 
Deus   que  não  pode  cometer erro.   É    verdade  que 
nunca  se  descobriram  um  único  autógrafo  original 
falível. 
Temos, 
 pois, 
 manuscritos 
 que 
 foram 
copiados com toda precisão e traduzidos para muitas 
línguas, dentre as quais o português. 
Portanto, para todos os efeitos de doutrina 
e 
 de 
 dever, 
 a 
 Bíblia 
 como 
 possuímos 
 hoje 
 é 
representação  suficiente  da  Palavra  de  Deus,  cheia 
autoridade.  Inspiração  do 
 ensino, mas  não  de 
todo o conteúdo da Bíblia. 
Cumpre  ressaltar também  que  só  o  que  a 
* Bíblia ensina foi inspirado por Deus e não apresenta 
erro;  nem  tudo  que  está  na  Bíblia  ficou  isento  de 
erro.  Por exemplo,  as Escrituras contêm  o  relato de 
muitos atos maus, pecaminosos, mas de modo algum 
a   Bíblia   os   elogia;   tampouco   os   recomenda.   Ao 
contrário, condena essas práticas malignas. 
A   Bíblia   chega   a  narrar 
 algumas  das 
mentiras  de   Satanás   (e.g.,   Gn   3.4).   Portanto,   a 
simples existência dessa narração não significa que a 
Bíblia  ensine  serem  verdadeira  essas  mentiras.  A 
única  coisa  que  a  inspiração  divina  garante  aqui  é 
que  se  trata   de   um   registro  verdadeiro  de   uma 
mentira   satânica, 
 de   uma 
 perversidade 
 real 
 de 
Satanás. 
Às vezes não está perfeitamente claro se a 
Bíblia registra apenas um mero relato do que alguém 
disse ou fez, ou se ela está ensinando que devemos 
proceder de igual forma. 
76 
de A Natureza da Inspiração 
O  elo  da   cadeia   comunicativa  "de   Deus 
para  nós" chama-se  inspiração.  Há  diversas  teorias 
sobre a  inspiração.  Algumas  não se coadunam1 com 
o ensino bíblico.  Nosso propósito, portanto, têm dois 
aspectos: 
1.  Examinar teorias sobre inspiração; 
2.  Apurar o que está implícito no ensino da Bíblia a 
respeito de sua própria inspiração. 
Teorias Sobre a Inspiração Divina 
Teorias a respeito da inspiração bíblica têm 
variado 
 segundo 
 as 
 características 
 de 
 três 
movimentos teológicos:  a   ortodoxia,   o   modernismo 
e  a  neo-ortodoxia.  
Mesmo  que  estas   não  se   limitem  a   um 
único 
 período, 
 suas 
 manifestações 
 iniciais 
 são 
	de 
História da Igreja. 
 três 
 períodos 
 sucessivos 
 na 
Historicamente 
 sempre 
 prevaleceu 
 a 
 visão 
ortodoxa, a saber: a Bíblia é a Palavra de Deus. 
■ 
 o  modernismo,  muitos  vieram  a  crer 
que  a  Bíblia  meramente  contém  a  Palavra  de 
Deus. 
Recentemente, 
 sob 
 a 
 influência 
 do 
existencialismo 
 contemporâneo, 
 os 
 teólogos 
neo-ortodoxos  ensinam  que  a  Bíblia  torna-se  a 
Palavra  de  Deus  quando  o  indivíduo  tem  um 
encontro pessoal com Deus em suas páginas. 
C onform  am  ,  combinam,  harmonizam.  
77 
-*  Surgindo características Ortodoxia:  A  Bíblia  é  a  Palavra  de  Deus.  
Em 
 18 
 séculos 
 de 
 História 
 da 
 Igreja, 
prevaleceu  a  opinião  ortodoxa  da  inspiração divina. 
Os 
 pais 
 da 
 Igreja, 
 em 
 geral, 
 com 
 raras 
manifestações 
 menos 
 importantes 
 contrárias, 
ensinaram  firmemente  que  a  Bíblia  é  a  Palavra  de 
Deus escrita. 
Teólogos  ortodoxos  ao  longo  dos  séculos 
vêm ensinando, todos de comum acordo, que a Bíblia 
foi  inspirada  verbalmente,  isto  é,  o  registro  escrito 
por inspiração de Deus. 
No 
 entanto, 
 tem 
 havido 
 tentativas   de 
procurar explicação para o fato de o registro escrito 
ser a  Palavra de  Deus e ao mesmo tempo em que o 
Livro foi composto por autores humanos, dotados de 
estilos  diferentes;   essas  tentativas  conduziram  os 
estudiosos ortodoxos a duas opiniões divergentes: 
1)   Alguns  abraçaram 
 a  idéia  do  "ditado  verbal", 
afirmando  que  os   autores  humanos  da   Bíblia 
registraram   apenas   o   que   Deus   lhes   havia 
ditado, palavra por palavra. 
2 )   Outros  estudiosos 
 que   preferiam   a   teoria  do 
"conceito   inspirado",   segundo   qual 
 Deus   só 
concedeu  aos  autores  pensamentos  inspirados, 
e  estes  tiveram   liberdade  de  revesti-los  com 
palavras próprias. 
!£?'   Modernismo:  A  Bíblia  contém  a  Palavra  Divina.  
Ao surgir o idealismo germânico e a crítica 
da   Bíblia, 
 surgiu 
 uma 
 nova 
 visão 
 evoluída   da 
inspiração 
 bíblica, 
 junto 
 ao 
 modernismo 
 ou 
liberalismo teológico. 
	Opondo-se  à  opinião  ortodoxa  tradicional 
que  a  Bíblia  é  a  Palavra  de  Deus,  os  modernistas 
ensinam  que  a  Bíblia  meramente  contém  a  Palavra 
78 
de  Deus.  Certas  partes dela  são divinas,  expressam 
	outras 
apresentam erros. 
 são 
 obviamente 
 humanas 
 e 
Tais autores acham que a  Bíblia foi vítima 
de sua época, como acontece a qualquer livro. Dizem 
que   ela   teria   incorporado   muito   das   lendas,   dos 
mitos e das falsas crenças relacionadas à ciência. 
Sustentam  que,  o  fato  dos  elementos  não 
terem 
 sido 
 inspirados 
 por 
 Deus, 
 devem 
 ser 
rejeitados  pelos  homens  iluminados  de  hoje;   tais 
erros 
 seriam 
 resquícios1 
 de 
 uma 
 mentalidade 
primitiva indigna de fazer parte do credo cristão. 
Somente as verdades divinas, entremeadas 
nessa mistura de ignorância antiga e erro grosseiro, 
é que de fato teriam sido inspiradas por Deus. 
Alguns 
 modernistas 
 afirmam 
 que 
 os 
homens que escreveram a Bíblia tiveram apenas uma 
intuição, dizendo que houve apenas manifestação do 
conhecimento natural da verdade. 
A intuição faz parte do ser humano normal, 
e muitas vezes leva-os a escreverem livros sagrados, 
científicos,  filosóficos  e  desse   modo  se  pode  até 
conhecer a  verdade,  sem  necessidade  da  inspiração 
do Espírito de Deus.  Essa teoria, entretanto procura 
negar a pessoa de Deus, que é a verdade suprema e 
o Único que a possa revelar. 
Outra  teoria  diz  que  apenas  foi  inspirada 
as  idéias  da  Bíblia,  ficando  a  palavra  a  cargo  dos 
escritores. 
Neo-Ortodoxia:   a   Bíblia   torna-se   a   Palavra   de 
Deus.  
No  início  do  século  XX,  a  reviravolta  nos 
acontecimentos 
 mundiais 
 e 
 a 
 influência 
 do 
 pai 
dinamarquês do existencialismo,  Soren  Kierkegaard, 
1  Resíduo,  vestígio.  
79 
verdade, a deram   origem   a   uma   nova   reforma   na   teologia 
européia.  Estudiosos começaram a voltar-se de novo 
para  as  Escrituras,  a  fim  de  ouvir  nelas  a  voz  de 
Deus.  Sem  abrir  mão  de  suas  opiniões  críticas  a 
respeito  da   Bíblia,  começaram  a  levar  a   Bíblia  a 
sério,   por  ser  a  fonte  da  revelação  de  Deus  aos 
homens. 
Criando 
 um 
 novo 
 tipo 
 de 
 ortodoxia, 
afirmavam  que  Deus  fala  aos  homens  mediante  a 
Bíblia;  as  Escrituras  tornam-se  a  Palavra  de  Deus 
num encontro pessoal entre Deus e o homem. 
À semelhança das outras teorias a respeito 
da inspiração da Bíblia, a neo-ortodoxia desenvolveu 
duas correntes. 
1) 
 Na   extremidade   mais   importante   estavam   os 
demitizadores1,    que   negam  todo  e  qualquer 
conteúdo 
 religioso 
 importante, 
 factual 
 ou 
histórico, nas páginas da Bíblia, e crêem apenas 
na   preocupação   religiosa   existencial   sobre   a 
qual desenvolve os mitos. 
2) 
 Na outra, procuram preservar a maior parte dos 
dados  factuais  e  históricos  das  Escrituras,  mas 
sustentam 
 que   a 
 Bíblia   de   modo   algum   é 
revelação  de  Deus.  Antes,  Deus  se  revela  na 
Bíblia  nos  encontros  pessoais,  não,  porém,  de 
maneira proposicional. 
Cremos 
 
que 
 
qualquer 
 
criatura 
 
pode 
experimentar o  poder da  Bíblia  em  sua  vida,  basta 
deixar  as  teorias  e  viver  na  prática  a  Palavra  de 
Deus.   Vamos,   portanto   observar   algumas   dessas 
teorias: 
1   Separar   o    essencial    das    narrativas    bíblicas   de    sua    forma  
80 
literária  mítica.   Escoimar  de  mitos  a  mensagem  cristã.  Teoria da Inspiração Mecânica ou do Oitado 
&  
     Formulação  do  conceito:   O autor bíblico é um 
	instrumento passivo na transmissão da revelação 
	de  Deus.  A  personalidade  do  autor  é  posta  de 
	preservar 
humanosfalíveis. 
 o 
 texto 
 de 
 aspectos 
	Deus   houvesse 
ditado  a  Escritura,  o  estilo,  o  vocabulário  e  a 
redação  seriam  uniformes.  Mas  a  Bíblia  indica 
diferentes personalidades e modos de expressão 
nos seus escritores. 
Teoria  da  Inspiração  da  Intuição  ou  Natural  
O 
 Formulação  do  conceito:   Indivíduos talentosos 
	foram 
escolhidos por Deus para escreverem a Bíblia. A 
	a 
artística ou ao talento natural. 
 uma 
 habilidade 
Objeções  ao  conceito:   Esta concepção torna a 
	não   muito   diferente   de   outras   obras 
literárias religiosas ou filosóficas inspiradoras. O 
texto bíblico afirma que a Escritura vem de Deus 
por meio de homens (2Pe 1.20-21). 
Teoria  da  Inspiração  Verbal,  Plenária  
$  
 
	Elementos   tanto 
divinos   quanto   humanos   estão   presentes   na 
produção da Escritura. Todo o texto da Escritura, 
inclusive as próprias palavras,  é um  produto da 
mente de Deus expresso em termos e condições 
humanas. 
Escritura fosse uma  palavra de Deus, então não 
existiria  o elemento humano que se observa  na 
Bíblia. 
81 
4?     Objeções    ao    conceito:    Se   toda   palavra   da conceito:  do      Formulação  Bíblia semelhante é inspiração percepção excepcional de dotados Se conceito:  ao  à?      Objeções  para lado Teoria da Inspiração Parcial 
	A   inspiração   diz 
respeito  apenas  às  doutrinas da  Bíblia  que  não 
podiam  ser  conhecidas  pelos  autores  humanos. 
Deus proporcionou as idéias e tendências gerais 
	autor 
liberdade ria maneira de expressá-la. 
 humano, 
idéias  gerais  de  modo  infalível  sem  inspirar  as 
	as 
palavras de revelação foram dadas aos profetas 
e  o  grau  de  conformidade  às  próprias  palavras 
da  Escritura por parte de Jesus e dos escritores 
apostólicos indicam a inspiração de todo o texto 
bíblico, até das palavras. 
Teoria  da  Inspiração  -  Graus  de  Inspiração  
 
j|  
Formulação    do    conceito:     Certas   partes   da 
	ou 
inspiradas  de  modo  diferente.  Essa  concepção 
admite erros de diferentes tipos na Escritura. 
texto nenhuma sugestão de graus de inspiração 
(2Tm  3.16).  Toda  a  Escritura  é  incorruptível  e 
não pode falhar (Jo 10.35;  IPe 1.23). 
Teoria  da  Inspiração  da  Iluminação  ou  Mística  
Formulação   do   conceito:   Os autores humanos 
	a 
Escritura.  O  Espírito  Santo  intensificou  as  suas 
capacidades normais. 
Objeções   ao   conceito:   O  ensino  bíblico  indica 
que a  revelação veio por meio de comunicações 
divinas especiais, e não por meio de capacidades 
humanas   intensificadas.   Os   autores   humanos 
expressam  as  próprias  palavras de  Deus,  e não 
simplesmente as suas próprias palavras. 
82 
redigirem capacitados   por   Deus   a foram /t?     Objeções    ao    conceito:    Não  se  encontra   no outras, que inspiradas mais são Bíblia como A   maneira Escritura. da palavras ^       Objeções   ao   conceito:   Não é  possível  inspirar ao deu mas revelação, da &      Formulação     do     conceito:  Questionário 
Assinale com "X" as alternativas corretas 
1.  Sabendo que o processo total da inspiração contém 
	três elementos essenciais, assinale a incorreta 
a)CH Autoridade escrita 
b )D  Causalidade divina 
c ) D  Mediação profética 
d)E] Impulsividade humana 
2.  A ______  prende-se  à  origem  da  verdade  e  à  sua 
transmissão. A _____  relaciona-se com a recepção e 
o registro da verdade 
a ) 0  Inspiração, iluminação 
b)[3 Revelação, inspiração 
c ) D  Inspiração, revelação 
d)LD Iluminação, revelação 
3.  As  teorias   a   respeito  da   inspiração   bíblica   têm 
	as 
movimentos teológicos 
 características 
 de 
 três 
a)d] A pré-ortodoxia, ortodoxia e a neo-ortodoxia 
b ) 0  A ortodoxia, o modernismo e a neo-ortodoxia 
	pré-modernismo, 
modernismo 
 a 
 ortodoxia 
 e 
 o 
d )D    O   pré-modernismo,   modernismo   e   o   pós- 
	modernismo 
4? Marque "C" para Certo e "E" para Errado 
4.l~c| Qualquer criatura  pode experimentar o  poder da 
Bíblia em sua vida, basta deixar as teorias e viver na 
prática a Palavra de Deus 
5.[c1  Os  profetas  eram  homens  cujas  mensagens  não 
se originaram de seus próprios impulsos,  mas foram 
"soprados pelo Espírito" 
83 
O c ) D  segundo variado 0 Ensino Bíblico a Respeito da Inspiração 
Objeções  têm   sido   levantadas  contra  as 
teorias 
 da 
 inspiração, 
 partindo 
 de 
 diferentes 
concepções,   com   variados   graus   de   legitimidade, 
independentemente   do   ângulo   de   observação   da 
pessoa que as formula. 
	Visto  que  o  objetivo  deste  estudo  é  levar 
ao   leitor   a   compreender   o   caráter   da   Bíblia;   o 
critério analítico que escolhemos,  visa  avaliar essas 
teorias, levando em consideração o que as Escrituras 
revelam a respeito de sua própria inspiração. 
Começaremos  com  o  que  a  Bíblia  ensina 
formalmente 
 sobre 
 essa 
 questão 
 e, 
 depois, 
examinaremos o que se acha implícito nesse ensino. 
^   O  que  a  própria   Bíblia  ensina  a   respeito  de  sua 
	inspiração.  
A  Bíblia  declara  ser  um  livro  dotado  de 
autoridade  divina,  resultante  de  um  processo  pelo 
qual, 
 homens 
 movidos 
 pelo 
 Espírito 
 Santo 
escreveram  textos  inspirados  (soprados)  por  Deus. 
Vamos agora examinar em  minúcias1 o que significa 
essa declaração. 
No 
 mesmo   assunto, 
 destacam-se   ainda 
duas  posições  que  os  modernistas  não  conseguem 
negar, embora não concordem com: 
1. A inspiração plena e verbal da Bíblia; 
2. A inspiração e inerrância das Escrituras. 
Quando  dizemos  inspiração  verbal  é  para 
denotar cada palavra, e, inspiração plena, para dar o 
sentido   de   completo,   inteiro;   o   que   contraria   o 
conceito de inspiração parcial. 
1  Pormenor.  Circunstância  particular;   particularidade.  
84 
®"   Compreendendo  a  inspiração  divina.  
Para que sua palavra chegasse a nós, Deus 
usou  homens,  que  foram  auxiliados  e  diretamente 
assistidos pelo Espírito Santo, a fim de não permitir 
que   eles   cometessem   erros   quando   escreviam   o 
registro fiel e verdadeiro da Palavra de Deus. 
Foram   inspirados,   nas   ocasiões   em   que 
Deus pelo seu Espírito atuava em seus corações (2Pe 
1.21).  Eram  homens  cheios  de  fraquezas,  dúvidas, 
negações,  divergências,  etc,  mas  quando  estavam 
sob a atuação do Espírito de Deus, jamais falharam, 
pois estavam nas mãos de Deus. 
	O  apóstolo  Paulo,  homem  de  Deus,  afirma 
a  inspiração  da  Palavra  dizendo:  "toda   a   Escritura 
divinamente    inspirada    é    proveitosa"   (2Tm   3.16). 
Paulo cria na inspiração da Bíblia. 
Os 
 autores 
 dos 
 livros 
 históricos, 
 por 
exemplo, puderam separar a verdade do erro quando 
buscavam 
 as 
 bases 
 para 
 suas 
 narrativas. 
 Na 
verdade, os livros históricos têm ensinos vitais para 
as nossas vidas. Paulo falou disso (ICo 10.11). 
Temos   um   livro  que   os   registros  foram 
inspirados  por Deus  e que todo o ensino  necessário 
acerca   das   coisas   da   vida   fosse   transmitido   de 
maneira singular. "Uma das artimanhas de Satanás é 
desacreditar   a   Bíblia,   como   a   palavra   inspirada, 
usando fatos e argumentos contra a ela". 
	Entretanto,  Deus  (Hb  1.1)  tem  falado  aos 
homens, 
 inspirando 
 outros, 
 movidos 
 pelo 
 seu 
Espírito 
 Santo 
 para 
 comunicar   com 
 exatidão 
 a 
mensagem 
 divina, 
 tornando 
 a 
 Bíblia, 
 O 
 Livro 
Singular!  "Conhecer a  Inspiração  Divina  da  Bíblia  é 
conhecer  o  próprio  Deus,   movendo-se  através  do 
tempo,  usando  vidas  chamadas  e  consagradas  (Is 
6.8) para realizar seus propósitos". 
	Com   inspiração   queremos   dizer   que   os 
manuscritos originais da Bíblia nos foram concedidos 
85 
pela revelação de Deus, exatamente por isso, detêm 
a   absoluta   autoridade   de 
 Deus, 
 para   formar   o 
pensamento  e  a  vida  cristã.  Isso significa  que  tudo 
quanto a Bíblia ensina constitui tribunal de apelação 
infalível. 
^   A  inspiração  é  verba!.  
O  texto  de  2Timóteo  3.16  declara  que  asgraphã, i.e., os textos, é que são inspirados. "Moisés 
escreveu  todas  as  palavras  do  Senhor..." (Êx 24.4). 
	O Senhor ordenou  a Isaías que escrevesse 
num  livro  a  mensagem  eterna  de  Deus  (Is  30.8). 
Davi confessou: "O Espírito  do  Senhor  fala  por  mim, 
e  a  sua  Palavra  está  na  minha  boca" (2Sm 23.2). Era 
a  Palavra  do  Senhor que  chegava  aos  profetas  nos 
tempos do AT. Jeremias recebeu esta ordem: "... não 
te  esqueças  de  nenhuma  Palavra" (Jr 26.2). 
Jesus 
 e 
 seus 
 apóstolos 
 ressaltaram 
 a 
revelação 
 registrada 
 ao 
 usar 
 repetidamente 
 a 
expressão "está  escrito" (Mt 4.4,7; Lc 24.27,44). 
Paulo testemunhou:  "...  falamos,   não   com 
palavras   de   sabedoria   humana,   mas   com   as   que   o 
Espírito     Santo     ensina..." 
 (ICo 
 2.13). 
 João 
 nos 
adverte  quanto  a  não  "tirar   quaisquer  palavras   do 
livro  desta  profecia" (Ap 22.19). 
As  Escrituras  (i.e.  os  escritos)  do  AT  são 
continuamente  mencionadas  como  Palavra  de  Deus. 
No célebre sermão da montanha, Jesus declarou que 
não  só  as  palavras,  mas até  mesmo  os  pequeninos 
sinais diacríticos1 de uma palavra hebraica vieram de 
Deus: "Em   verdade   vos  digo  que  até  que  a   terra  e  o 
céu  passem  nem  um  jota  ou  um  til  se  omitirá  da  lei, 
sem  que  tudo  seja  cumprido" (Mt 5.18). 
1  Sinal  que  se  apõe  a  uma  letra  para  dar-lhe  novo  valor,  como  
cedilha,  til,  acentos,  ou,  nos  alfabetos  fonéticos,  a  um  símbolo, 
para  indicar  as  características  de  um  som,  tais  como  duração  e  
articulação  secundária.  
86 
Portanto,   o   que   se   diz   como   teoria   a 
respeito da  inspiração das Escrituras, fica  bem claro 
que   a 
 Bíblia 
 reivindica 
 para   si 
 mesma   toda   a 
autoridade  verbal  ou  escrita.  Diz  a  Bíblia  que  suas 
palavras vieram da parte de Deus. 
Inspiração 
 verbal 
 significa 
 que, 
 na 
preparação   das   Escrituras,   a   superintendência   do 
Espírito 
 Santo   se 
 estende   às 
 próprias 
 palavras 
empregadas.  A Bíblia  constantemente afirma  que as 
suas palavras foram dadas ou dirigidas pelo Espírito 
Santo (At 28.25; *LCo 2.13; 2Pe 1.21). 
^   A  inspiração  é  plena.  
A 
 inspiração 
 plena 
 da 
 Bíblia 
 é 
 fato 
incontestável  porque assuntos vitais como expiação, 
salvação, 
 ressurreição, 
 recompensas 
 e 
 castigo 
futuros requerem a direção de um Espírito infalível a 
fim  de  se  evitarem  informações  que  levem  ao erro. 
Inspiração 
 plena 
 significa 
 que 
 toda 
 a 
 Bíblia 
 é 
inspirada em todas as suas partes. 
Cristo  nunca  fez  distinção  entre  os  livros 
da Bíblia quanto à sua origem divina e autenticidade, 
mas aplica  a  expressão "Palavra  de  Deus" a  todo  o 
cânon   do   Antigo   Testamento. 
apóstolos (2Tm 3.16). 
 O 
 mesmo   fez   os 
Na 
 verdade, 
 os 
 escritores 
 bíblicos 
escreveram  suas  mensagens  com  palavras  de  seu 
	porém, 
influenciados pelo Espírito Santo. 
 inspirados 
 e 
Ele   guiou   os   escritores   na   escolha   das 
palavras de acordo com a personalidade e o contexto 
cultural   de   cada   um.   Apesar  de   conter   palavras 
humanas, a Bíblia é a Palavra de Deus. 
Deus deu a  Palavra e providenciou o modo 
de  garantir a  autenticidade  da  sua  Palavra,  que  os 
homens   de   Deus   haveriam   de   escrever.   Ele   não 
escreveu nenhuma parte da Bíblia. Uma vez escreveu 
87 
vocabulário, próprio com   o   seu   dedo   os   Dez   Mandamentos  em   duas 
tábuas 
 de 
 pedra, 
 em 
 ambas 
 as 
 bandas 
 (Êx 
32.15,16),  porém,  Moisés  quando  viu  o  bezerro  de 
ouro  que  os  israelitas  haviam  feito,  arremessou  as 
tábuas,  quebrando-as  ao  pé  do  monte  (Êx  32.19). 
Jesus escreveu uma só vez na terra (Jo 8.8). 
Deus,  ao  dar  aos  homens  o  Livro  Divino, 
escolheu  e   preparou  para   isto  servo  seus,  dando 
plena   inspiração   pelo   Espírito   Santo  a   eles   (IPe 
1.10-12; 2Pe 1.21; lTm  3.16, Jó 32.18-20, etc). 
Cada 
 autor 
 escreveu 
 conscientemente 
conforme o seu estilo e vocabulário e a sua maneira 
individual 
 de 
 se 
 expressar, 
 mas 
 todos 
 sob 
 a 
influência  da  inspiração do  Espírito Santo. Assim  as 
palavras,  com  que  registraram  o  que  receberam  de 
Deus, foram-lhes ensinadas pelo Espírito (ICo 2.13). 
	Davi,   que   era   rei   e   profeta,   disse:   "O 
Espírito    de    Deus   falou   por   mim    e    a    sua    palavra 
esteve   na   minha   boca"  (2Sm  23.2).  Desta  maneira 
ficou toda a Bíblia inspirada pelo Espírito Santo. 
É realmente um milagre! O mesmo Espírito 
que  inspirou  Moisés  a  escrever  os  primeiros  cinco 
livros da Bíblia (Êx 24.1-4, Nm 33.2), cerca de 1.550 
anos  antes  de  Cristo,  inspirou  também  o  apóstolo 
João  a  escrever  o  seu  Evangelho,  e  as  suas  três 
Epístolas e o Apocalipse, no ano 90 d.C. 
Esta 
 inspiração 
 plena 
 atinge 
 até 
 as 
palavras  usadas,  inclusive  a  sua  forma  gramatical. 
Temos vários exemplos na  Bíblia que mostram como 
a 
 forma 
 gramatical 
 adequada, 
 que 
 os 
 autores 
aplicaram, 
 serviu 
 para 
 explicar 
 grandes 
 e 
importantes  doutrinas  (cf.   Mt  22.32),  onde  Jesus 
empregou  o  verbo "ser",  na  forma  de  presente  (Eu 
sou   o   Deus  de  Abraão,   etc)   para   provar  a   real 
existência de vida após morte. 
Em   Gálatas   3.16   vemos   como   a   forma 
singular do substantivo "posteridade" foi usada para 
88 
dar um  importante ensino, como a promessa dada a 
Abraão  se  cumpriu  na  pessoa  de  Jesus.  O  mesmo 
pode ver também em Hebreus 12.27; João 8.57 e em 
muitos outros exemplos. 
A  teologia 
 modernista 
 não 
 aceita    a 
doutrina  sobre  a  inspiração  plenária  da  Bíblia.  Eles 
concordam em aceitar que as idéias ou  pensamentos 
da Bíblia podem ser inspirados, mas que as palavras 
usadas,   no texto,  são  um  produto  de  autores,  os 
quais estão sujeitos a erros. 
Outros 
 reconhecem 
 a 
 Bíblia 
 como 
	espirituais, 
porém,    em  tudo   que  se   relaciona   com   ciência, 
biologia,  geologia,  história,  etc,  a  Bíblia  não  pode 
ser considerada uma autoridade. 
	é 
humano".   Para   dar  uma   aparência   de   piedade   e 
respeito  às coisas 
 de  Deus  eles  dizem:  "A  Bíblia 
contém 
 a  Palavra  de   Deus,   mas   ela   não   o   é".  
	a 
veracidade da Bíblia tem se espalhado. A falsamente 
chamada "ciência" faz com aqueles que a  professem 
se desviem da fé (lTm  6.20,21). 
Para os crentes convictos da sua salvação, 
que  vivem   em   comunhão  com   Deus  e  sentem   a 
operação   do   Espírito   Santo   em   suas   vidas,   esta 
crítica 
 não 
 gera 
 problemas. 
 Eles    simplesmente 
rejeitam 
 terminantemente 
 qualquer 
 afirmativa 
Eles  o  fazem  com  convicção.  A 
base desta rejeição é segura. Vejamos: 
s   Rejeitamos  toda  a  crítica  contra  a  Bíblia,  porque 
	Jesus  considerou   a   Bíblia   como  a  "Palavra    de 
	Deus” (Mc 7.13).  E o apoio dEle vale mais que as 
	idéias afirmativas de quem querem que seja. 
	a 
veracidade  da   Bíblia,   porque  seria   uma  ofensa 
contra Deus que é perfeito (Mt 5.48), afirmar que 
89 
contra modernista, crítica a S    Rejeitamos contrária  à  Bíblia. contra materialista crítica esta Infelizmente "Errar abertamente: dizem Eles meramente assuntos em autoridade a  sua  Palavra  contém  erros  e  mentiras.  A  Bíblia 
afirma:  "A   lei  do   senhor  é  perfeita" (SI  19.7).  "É 
provada"  (SI  18.30),  e  "fiéis   são   todos   os   seus 
mandamentos" (SI 111.7). 
A  palavra  da  "Ciência" também  nunca  é  a 
"última palavra". "O que hoje se afirma em nome da 
Ciência, amanhã outros o desfazem". 
	Um  grande  teólogo  alemão,  A.   Luescher 
constatou  em  uma  de  suas  obras,  que  no  ano  de 
1.850  os  críticos  contra  a  Bíblia  apresentaram  700 
argumentos científicos contra a veracidade da Bíblia. 
Hoje,  600 destes argumentos já foram  deixados por 
descobertas mais atualizadas. 
	O  que  a  Bíblia  afirma  é  como  uma  rocha, 
que  não  muda  por causa  dasondas  do  mar que  se 
lançam  contra  ela.  Não  queremos trocar a  nossa  fé 
na  Palavra  de  Deus  levando  em  conta,  homens que 
consideram  a  sua  sabedoria  mais  que  a  de  Deus,  e 
sim,   que   a   nossa  fé  se  apóie   não   na   sabedoria 
humana, mas no poder de Deus (ICo 2.5). 
Negar  a  inspiração  plena  das  Escrituras, 
portanto,  é desprezar o testemunho fundamental  de 
Jesus  Cristo   (Mt  5.18;   15.3-6;   Lc   16.17;   24.25­ 
27,44,45;  Jo  10.35),  do  Espírito  Santo  (Jo  15.26; 
16.13;  ICo 2.12-13;  lTm  4.1) e dos apóstolos (2Tm 
3.16;  2Pe  1.20,21). Além disso,  limitar ou descartar 
a sua inerrância é depreciar sua autoridade divina. 
A  inspiração  atribui  autoridade.  
O termo "Escritura", conforme se encontra 
em   2Timóteo   3.16,   refere-se   principalmente   aos 
escritos do Antigo Testamento (2Tm. 3.15). 
	Há  evidências,  porém,  que  os  escritos  do 
Novo   Testamento  já   eram   considerados   escritura 
divinamente  inspirada  por volta  do  período  em  que 
Paulo  escreveu  2Timóteo  (lTm   5.18,  cita  Lc  10.7; 
2Pe  3.15,16).  Para  nós,  a  Escritura  refere-se  aos 
90 
escritos  divinamente  inspirados  tanto  do  AT quanto 
do 
 NT, 
 isto   é, 
 a 
 Bíblia. 
 São 
 (os   escritos) 
 as 
mensagens originais de Deus para a humanidade, e o 
único testemunho infalível da graça salvífica de Deus 
para todos. 
	Escritura 
inspirada    por   Deus.   A   palavra   "inspirada" 
 	é 
(gr. 
theopneustos) provém de duas palavras gregas: 
^    Theos,  que significa "Deus"; 
s    Pneuõ,  que significa "respirar". 
Sendo assim, 
 "inspirado" significa  "aquilo 
	a 
Escritura,   portanto,   é    "respirada" por   Deus;   é    a 
	modo, 
entendemos que o  Espírito  inspirou  cada  palavra  da 
Bíblia,  capacitando  os  escritores  a  registrarem  de 
modo correto e preciso a revelação divina. 
A 
 Bíblia, 
 nas 
 palavras 
 dos 
 seus 
manuscritos originais, é inerrante; sendo verdadeira, 
fidedigna 
 e 
 infalível. 
 Esta 
 verdade 
 permanece 
inabalável,  não  somente  quando  a  Bíblia  trata  da 
salvação,  valores  éticos  ou  morais,  como  também 
está  isenta  de  erro  em  tudo  aquilo  que  ela  trata 
inclusive a história e o cosmos (cf. 2Pe 1.20,21). 
Os  escritores  do  AT  estavam  conscientes 
em  dizer  e  escrever  ao  povo  que  era  realmente  a 
Palavra de Deus (Dt 18.18; 2Sm 23.2). 
Repetidamente  os  profetas  iniciavam  suas 
mensagens com  a  expressão:  "Assim   diz  o   Senhor". 
Jesus também ensinou que a  Escritura é a  inspirada 
Palavra  de  Deus  até em  seus  mínimos detalhes  (Mt 
5.18). 
 Afirmou 
 que 
 tudo 
 quanto 
 Ele 
 disse 
 foi 
recebido da parte do Pai e é verdadeiro (Jo 5.19,30, 
31;  7.16;  8.26).  Ele falou da  revelação divina ainda 
futura  (isto  é,  a  verdade  revelada  do  restante  do 
	através 
apóstolos (Jo 16.13; cf. 14.16,17;  15.26,27). 
 dos 
91 
Santo Espírito do parte da NT), Deste Deus. de Palavra e vida própria é  soprado ou   respirado   por   Deus".   Toda que toda a que Paulo  afirma Na  sua  ação de  inspirar os escritores  pelo 
seu Espírito, Deus, sem violar a personalidade deles, 
agiu  neles de  tal  maneira  que escreveram  sem  erro 
(2Tm 3.16; 2Pe 1.20,21; ver ICo 2.12,13). 
	A inspirada  Palavra de Deus é a expressão 
da sabedoria e do caráter de Deus e pode, portanto, 
transmitir sabedoria  e  vida  espiritual  através  da  fé 
em Cristo (Mt 4.4; Jo 6.63; 2Tm 3.15; IPe 2.2). 
A 
 Bíblia 
 é 
 um 
 testemunho 
 infalível 
 e 
verdadeiro  de  Deus,   na  sua  atividade  salvífica  a 
favor da humanidade, em Cristo. Ela é incomparável, 
eternamente 
 completa 
 e 
 incomparavelmente 
	ou 
declarações   de   instituições   religiosas   iguala-se   à 
autoridade delas. 
	Qualquer comentário, explicação, doutrina, 
	e 
validadas  pelas  palavras e  mensagens da  Bíblia  (Dt 
13.3). 
 A 
 Bíblia 
 como 
 Palavra 
 divina 
 deve 
 ser 
	como   a   autoridade 
suprema em todas as coisas pertencentes à vida e à 
piedade (Mt 5.17-19; Jo 14.21;  15.10; 2Tm 3.15,16). 
	Na  Igreja,  a  Bíblia  deve  ser  a  autoridade 
final  em  todas as  questões:  de  ensino,  repreensão, 
correção, 
 doutrina   e 
 instrução 
 na   justiça 
 (2Tm 
3.16,17). 
Ninguém  pode submeter-se ao senhorio de 
Cristo  sem  estar  submisso  a  Deus  e  à  sua  Palavra 
como  a  autoridade  máxima  (Jo  8.31,32,  37).  E  só 
podemos 
 entender 
 devidamente 
 a 
 Bíblia 
 se 
estivermos  em  harmonia  com  o  Espírito  Santo.  Ele 
quem  abre  nossas  mentes  para  compreendermos  o 
seu sentido,  e dá-nos testemunho em  nosso interior 
de sua autoridade. 
	Devemos  nos  firmar  na  inspirada  Palavra 
de   Deus  para  vencermos  o   poder  do  pecado,   de 
Satanás e do mundo (Mt 4.4; Ef 6.12,17; Tg 1.21). 
92 
recebida,   crida   e   obedecida ser   julgadas devem tradição e interpretação homens de palavra Nenhuma obrigatória. Nota:  
Não  devemos  deixar  de  observar  que   a 
Bíblia é infalível na sua inspiração somente no texto 
original dos livros que lhe são inerentes. 
Logo, sempre que acharmos nas Escrituras 
alguma 
 coisa 
 que 
 parece 
 errada, 
 ao 
 invés 
 de 
pressupor   que 
 o 
 escritor   daquele 
 texto 
 bíblico 
cometeu 
 um 
 engano, 
 deve   ter   em 
 mente 
 três 
possibilidades no tocante a tal suposto problema: 
1.  As 
 cópias 
 existentes 
 do 
 manuscrito 
 bíblico 
original podem conter inexatidão; 
2.  As  traduções   atualmente  existentes   do   texto 
bíblico grego ou hebraico podem conter falhas; 
3.  A  nossa  própria  compreensão  do  texto  bíblico 
pode ser incompleta ou incorreta. 
Questionário 
^   Assinale com "X" as alternativas corretas 
a)KI  Cristo  fez  distinção  entre  os  livros  da  Bíblia 
b)IZI  A   Bíblia   reivindica   para   si   mesma   toda   a 
c ) D   Os  manuscritos  originais  da  Bíblia  nos  foram 
	concedidos  pela  revelação  de  Deus,  e  por  isso, 
	detêm  a  absoluta  autoridade  divina,  para  formar 
	o pensamento e a vida cristã 
d )D    A   Bíblia   declara   ser   um   livro   dotado   de 
	autoridade divina, resultante de um processo pelo 
	Espírito 
escreveram textos inspirados por Deus 
 Santo 
93 
pelo movidos homens qual, 6.  É incerto dizer que quanto à sua origem divina e autenticidade autoridade  verbal   ou  escrita  e 
palavras vieram da parte de Deus diz  que  suas a)GI A teologia  modernista  aceita a  doutrina  sobre 
a inspiração plenária da Bíblia 
b)dl A teologia modernista não concorda em aceitar 
	que as idéias ou pensamentos da Bíblia podem ser 
	suas 
mensagens  a  partir  de  um  vocabulário  novo  e 
divino 
d)El O Espírito Santo guiou os escritores na escolha 
das  palavras de acordo com  a  personalidade e o 
contexto cultural de cada um 
estivermos em harmonia com o Espírito Santo 
b ) 0  Jesus também ensinou que a Escritura não é a 
	inspirada   Palavra   de   Deus   em   seus   mínimos 
detalhes 
C  )  D      O     Espírito   Santo   inspirou   cada   palavra   da 
	Bíblia, capacitando os escritores a registrarem de 
sabedoria e do caráter de Deus e pode, portanto, 
transmitir sabedoria  e  vida  espiritual  através  da 
fé em Cristo 
S? Marque "C" para Certo e "E" para Errado 
9.[ç]   Os   crentes   convictos   da   sua   salvação,   rejeitam  
terminantemente  
 qualquer    afirmativa  
 contrária  
 à  
Bíblia  
10.L£] 
 Negar 
 a 
 inspiração 
 plena 
 das 
 Escrituras, 
portanto,  é  aceitar  o  testemunho  fundamental  de 
Jesus Cristo, do Espírito Santo e dos apóstolos 
94 
modo correto e preciso a revelação divina 8.  É incorreto dizer que: escreveram bíblicos escritores 0s inspirados 7.  É correto afirmar que d)[ZI A inspirada  Palavra de Deus é a expressão da a)lZI Só podemos entender devidamente a  Bíblia se c)U Lição 4 
Revelação Bíblica 
"... 
 
toda  
 
Escritura  
 
é  
 
divinamente 
inspirada..."  (2Tm.  3.16).  Esta  declaração  fortalece 
que  as  Escrituras  têm  sua  origem  sobrenatural  e, 
portanto, ela é infalível Palavrade Deus. 
Quando  ainda  não  havia  Palavra  de  Deus 
escrita, o Todo-Poderoso revelava-se verbalmente às 
suas criaturas na terra. 
A  revelação  divina  nas  Escrituras.  
A  palavra  "revelação"  significa  "mostrar, 
tornar  conhecido".  No  latim  revelare  significa  "por 
	trás   o   véu   para que   se   veja 
encoberto". 
 o   que   está 
O 
 significado 
 bíblico 
 de 
 revelação    é 
"descobrir, despir, tornar a verdade conhecida". Ora, 
"Deus  é  Espírito" (Jo 4.24), por isso, é imperceptível 
aos sentidos físicos;  todavia  Ele pode ser conhecido 
pela revelação que faz de si mesmo aos homens. 
desvendamento  que  Deus 
faz  de  si  mesmo,  girando  em  torno  da  pessoa  de 
Jesus Cristo,   através  da   criação,   da 
 história,   da 
consciência  humana  e  das  Escrituras.   Ela  é  dada 
através  de  acontecimentos  e  de  palavras.  Não  há 
termo técnico para exprimir a idéia nas Escrituras, a 
mesma é expressa de vários modos. 
95 
Revelação  é  o para Duas palavras gregas são mais comumente 
usadas:  apocalúptein  e  farenoun.  Entre  as  duas  há 
sutis  sombras  de  significados.  A  primeira  significa 
"desvendamento",  ao  passo  que  a  segunda  aponta 
mais  para  o  conceito  de "manifestação  daquilo  que 
fora   desvendado".   Portanto,  a   idéia   de   revelação 
envolve 
 o 
 que 
 antes 
 era 
 misterioso, 
 oculto 
 e 
desconhecido. 
	Os 
 
teólogos 
 
geralmente 
 
descrevem 
 
a 
revelação divina em termos de revelação geral  e de 
revelação especial. 
s  A revelação   geral   consiste no testemunho que 
Deus  dá  de  si  mesmo  através  da  criação,  da 
história  e  da  consciência  humana.  Aparece  em 
trechos como Salmos  19;  Atos  14.8-18;  17.16­ 
34; Romanos 1.18-32; 2.12,16; etc. 
s   A  revelação   especial   é  o  desvendamento  que 
Deus faz  de  sim  mesmo,  dentro  da  história  da 
salvação (revelação  na  realidade), e na  palavra 
interpretativa 
 das 
 Escrituras 
 (revelação 
 na 
Palavra). 
Modelos de Revelação 
1.   Revelação  como  Doutrina.  
	pelo   meio   (palavras) 
exclusivo  da  Bíblia.  As  suas  proposições  em  geral 
assumem o caráter da doutrina. 
aceitação da verdade revelada de maneira suprema 
em Jesus Cristo. 
	Igreja    Medieval, 
Reformadores,  B.  B.  Warfield,  Francis  Schaeffer  e 
Concílio Internacional Sobre Inerrância Bíblica. 
96 
Igreja, da Pais t    Partidários:  ^    Propósito:    Despertar  a  fé  salvadora  por  meio  da O    Definição:    A  revelação   é   dotada   de  autoridade sendo   transmitida divina, 03 Visão  aeral  da  Bíblia:  A Bíblia é a Palavra de Deus 
	(tanto na forma como no conteúdo). 
§ 
 Relação    com    a    história:    A  revelação  é  trans- 
histórica  (ela  é  discreta  e  determinativa  quanto  à 
sua contigüidade1 com a história). 
^    Meio    de    apreensão    humana:    Iluminação   (pelo 
	Espírito Santo). 
\^\    Hermenêutica  básica:  Indução (objetiva). 
Pontos  fortes  alegados:  
Deriva do próprio testemunho da  Bíblia sobre si 
mesma; 
  É  a  concepção  tradicional,   desde  os  pais  da 
	Igreja até o presente; 
v   É distintivo em virtude da sua coerência interna; 
	o 
consistente. 
 fundamento 
 para 
 uma 
 teologia 
Pontos  fracos  alegados:  
	própria 
infalibilidade  proposicional.  Os  exegetas  antigos 
	interpretações 
alegóricas/espirituais. A diversidade de termos e 
convenções literárias milita contra esse modelo. 
y   A ciência  moderna  refuta  o  literalismo  bíblico e 
	outras noções ligadas a esse modelo, 
y   Sua  hermenêutica  ignora  o  poder  sugestivo  do 
	contexto bíblico. 
2.   Revelação  como  Evento  Histórico.  
a 
 demonstração    da 
	Deus 
conforme  testificada   por  seus  grandes  feitos   na 
história humana. 
1  Estado  de  contíguo.  Proximidade,  vizinhança,  adjacência.  
97 
de redentora Revelação &    Definição:  a abertos eram medievais e sua a reivindica não Bíblia y   A ✓ ✓ 	é 
disposição    e    capacidade    Provê /<?   Propósito:   Instilar esperança  e confiança  no  Deus 
da história. 
t    Partidários:     Willian   Temple,   G.   Ernest   Wright, 
	Oscar Cullman e Wolfhart Pannenberg. 
CDI Visão   geral   da   Bíblia:   A Bíblia é um evento.  Está 
	manifesta 
indiretamente   na  totalidade  de  sua  atividade  na 
história.  Ela nunca é extrínseca seja à continuidade 
ou à particularidade dessa história. 
1  
 Relação    com    a    história:    A   revelação   é   intra- 
histórica   (a   Bíblia   revela   a   história   dentro   da 
história). 
f    Meio  de  apreensão  humana:  Razão. 
Hermenêutica  básica:  Dedução objetiva/subjetiva. 
*  
 
fortes  alegados:  
  Tem valor religioso pragmático1 por causa do seu 
caráter concreto; 
  Identifica certos temas bíblicos subestimados ou 
	ignorados  pelo  modelo  proposicional  (Revelação 
como Doutrina); 
/ 
 	mais  orgânico  em  sua  abordagem  e  aponta 
para um modelo de história; 
v*  É  não-autoritário,  sendo  assim  mais  plausível2 
para a mentalidade contemporânea. 
■  
 
fracos  alegados:  
M  Relega a  Bíblia a uma posição de "fenômeno".  É 
	sustentação 
teológica.  Apesar de sua  alegada  plausibilidade, 
não promove o diálogo ecumênico3. 
diálogo  com  outras  confissões  religiosas.  
98 
Suscetível  de  aplicações  práticas;  voltado  para  a  ação. 
2Que  merece  aplauso.  Razoável,  aceitável,  admissível.  
3   Diz-se   do   crente   que   manifesta   disposição   à   convivência   e  de desprovido virtualmente -*    Pontos  <  É ✓ ✓ ■   Pontos  Deus de auto-revelação à ligada 3.   Revelação  como  Experiência  Interior.  
	íntima 
profundezas do espírito e da psiquê humanas. 
 
nas 
Propósito:   Propiciar uma experiência de união com 
Deus que equivale à imortalidade. 
	Friedrich   Schleirmacher,   D.   W.   R. 
Inge, C. H. Dodd e Karl Rahner. 
d  Visão   geral   da   Bíblia:   A  Bíblia  contém  a  palavra 
	de  Deus (misturada com os elementos humanos de 
	erro e  mito:  a  Bíblia  é  uma "casca" que envolve o 
	"cerne"  da  verdade).  Essa  verdade  somente  pode 
	(experimentada) 
iluminação pessoal. 
 por 
 meio 
 de 
1  
 Relação    com    a    história:    A  revelação  é  psico- 
histórica (ela relaciona-se com a história como uma 
imagem mental da continuidade humana). 
Meio  de  apreensão  humana:   Intuição. 
ES  Hermenêutica  básica:   Ecletismo (subjetiva). 
Pontos  fortes  alegados:  
  Oferece defesa contra uma crítica racionalista da 
	Bíblia; 
   Promove  a  vida  devocional.  A  sua  flexibilidade 
	incentiva o diálogo inter-religioso. 
Pontos  fracos  aleoados:  
y   Faz uma seleção arbitrária de dados bíblicos; 
y   Substitui   o   conceito   bíblico   da   eleição   pelo 
	elitismo1 natural.  Por sua ênfase na experiência, 
	faz um divórcio entre revelação e doutrina; 
M  Sua  orientação  experimental  também  apresenta 
	o risco de uma excessiva introspecção na prática 
	devocional. 
ou  concepção  de  vida  fundada  em  tal  sistema.  
99 
1  Sistema  que  favorece  as  elites,  com  prejuízo  da  maioria.  Ideal  ✓ ✓ apreendida ser T    Partidários:  0     Definição:    Revelação   é   a   auto-manifestação   de presença sua de meio por Deus 4.   Revelação  como  Presença  Dialética.  
	Revelação   é   a   mensagem   de   Deus 
àqueles  que  Ele  confronta  com  a  sua  Palavra  na 
Bíblia e com Cristo na proclamação cristã. 
	a 
consumação meta-revelatória de si própria. 
t    Partidários: 
	Baillie. 
 Karl 
 Barth, 
 Emil 
 Brunner   e   Jonh 
ffl   Visão  Geral   da   Bíblia:   A Bíblia torna-se a palavra 
	de  Deus  a  nós  (a  revelação  não  é  estática,  mas 
	dinâmica,  e  tem  que  ver  com  a  contingência  da 
	resposta  humana)  na  medida em  que é dinamizada 
	pelo Espírito Santo. 
1  
 Relação    com    a    história:    A  revelação  é  supra- 
histórica 
história"). 
 (a 
 Bíblia 
 revela   a   "história   além   da 
(interação com a fé intrínseca à revelação). 
Kl   Hermenêutica  básica:  Indução  (subjetiva).  
Pontos  fortes  alegados:  
Procura apoiar-se sobre um fundamentobíblico; 
«/  Evidencia  um  claro  enfoque  cristológico,  porém 
	não ortodoxo; 
«/  Oferece a oportunidade de encontro com Deus. 
fundamentado 
 
na 
 
Bíblia, 
 
carece 
 
de 
y  Sua obscuridade ao relacionar o Cristo da fé com 
Conceito   que   é   ou   parece   contrário   ao   comum;   contra-senso, 
absurdo,  disparate.  
100 
1 Que   encerra   paradoxo   ou   se   funda   em   paradoxo.   Paradoxo:  -*    Pontos  fracos  aleoados:  r‘    Meio  de  apreensão  humana:   Razão "transacional" como fé a Gerar Propósito:  Definição:  y  Embora coerência interna; y  Sua linguagem paradoxal1 é confusa; adequada o Jesus histórico enfraquece a sua validade. 5.  Revelação  como  Nova  Consciência.  
superior de  consciência  à  medida  que se  é atraído 
para uma participação mais frutífera na criatividade 
divina. 
t    Propósito:   Obter a  reestruturação  da  percepção  e 
	experiência; 
simultânea. 
 e 
 uma 
 autotransformação 
	M.    Blondel, 
Gregory  Baum,  Leslie  Dewart,  Ray  L.  Hart  e  Paul 
Tillich. 
d     Visão   geral   da   Bíblia:   A Bíblia  é um  paradigma  - 
	obter 
autotransformação   e   transcendência   (mas   ela   é 
	uma 
linguagem humana "claudicante1" com vistas a esse 
objetivo). 
H  
 Relação    com    a     história:    A   revelação   é   não- 
histórica   (a   história   torna-se   irrelevante   ao   ser 
	contínuas 
transcendência pessoal). 
 re-interpretações 
 de 
Meio  de  apreensão   humana:   Meditação racional / 
mística. 
Hermenêutica    básica:    Ultra-ecletismo2  (subjetiva 
ao extremo). 
Pontos  fortes  alegados:  
	autoritarismo. 
Respeita o papel ativo da pessoa no processo de 
	o 
evolucionista ou transformacionista; 
 pensamento 
*  Sua filosofia satisfaz a  necessidade de um viver 
	frutífero no mundo. 
chegam  a  se  articular  em  uma  unidade  sistemática  consistente.  
101 
'Q ue  claudica.  Incerto,  vacilante,  duvidoso.  
2 Reunião  de  elementos  doutrinários  de  origens  diversas  que  não  com Harmoniza-se revelação. o e inflexibilidade a *   Evita a submetida utiliza que humano esforço um somente pode se qual pelo mediador um Chardin, de Teihard t    Partidários:  da O     Definição:     Revelação   é   o   atingir   de   um   nível y  Faz   violência   a   Escritura   por   meio   de   suas 
y  É   um   néo-gnosticismo   inadequado   para   uma 
y  Nega o valor cognitivoVobjetivo da Bíblia em sua 
totalidade. 
Categorias da Revelação Divina 
As   Escrituras   nos   informam   sobre   três 
modos  peios  quais  Deus  têm  se  revelado  às  suas 
criaturas terrenas: 
1.   A  revelação  natural  manifesta  na  Criação.  
É  impossível  negar  a  existência  de  Deus 
diante da  beleza da Criação (SI  19.1-6).  Entretanto, 
quando   entrou 
 o 
 pecado 
 no 
 mundo, 
 o 
 homem 
desviou-se 
 do 
 Criador 
 e, 
 conseqüentemente, 
 a 
revelação 
 natural 
 tornou-se 
 insuficiente. 
 Daí 
 a 
necessidade 
 de 
 uma 
 revelação 
 mais   objetiva 
 e 
explícita - a escrita (At 14.17). 
2.   A  revelação  escrita.  
Por  esse  modo,  Deus  revelou  seu  amor  à 
obra-prima da Criação, o homem;  demonstrando-lhe 
o desejo de  manter comunhão com ele e revelar-lhe 
sua soberana vontade através da escrita. 
	Este   modo   de   revelar-se   não   anulou   a 
revelação  natural,  mas  tornou-a  ainda  mais  viva  e 
real,  propiciando ao  homem  uma  revelação  pessoal, 
como o Todo-Poderoso e suficiente. 
	Para  que  sua  Palavra  fosse  conhecida  por 
todos   os   homens   através   da   escrita,   o   Senhor 
escolheu dois ricos idiomas, o hebraico e o grego.  
1  Relativo  à  cognição,  ou  ao  conhecimento.  
102 
experiência cristã significativa; interpretações não-ortodoxas; ->    Pontos  fracos  alegados:  3.   A  revelação  pessoal.  
Deus  é  um  ser  Pessoal  que  se  comunica 
com  suas  criaturas  racionais.  Não  é  uma  força  ou 
energia 
 cósmica, 
 nem   tampouco, 
 qualquer   coisa 
neutra   e   impessoal.   Ele  é  único  e  singular,   tem 
personalidade, pensa, decide, e tem sentimentos. 
Sua  revelação  pessoal  ao  homem  foi  feita 
através  do  Verbo  Divino  que  se  fez  carne,  Jesus 
Cristo (Jo  1.1-12).  As profecias bíblicas anunciavam 
uma  revelação pessoal de Deus através de Jesus (Jo 
1.18; 5.39). 
Modalidades da Revelação Especial 
®    Eventos  Miraculosos.  
Deus 
 atuando 
 no 
 mundo 
 de 
 maneiras 
históricas    concretas, 
 afetando 
 o 
 	que 
 	ocorre. 
Exemplos: 
s   Chamado de Abraão (Gn 12); 
s    Nascimento de Isaque (Gn 21); 
s   Páscoa (Êx 12); 
s   Travessia do Mar Vermelho (Êx 14). 
Comunicações  Divinas.  
A 
 revelação 
 de 
 Deus 
 por 
 meio 
 da 
linguagem humana. Exemplos: 
s   Linguagem  audível:  Deus  falando  a  Adão  no 
Éden  (Gn  2.16)  e  a  Samuel  no  templo  (ISm 
3.4); 
S   O ofício profético (Dt 18.15-18); 
s    Sonhos (Daniel, José); 
S   Visões 
 (Ezequiel, 
 Zacarias, 
 João 
 no 
Apocalipse); 
S  A Escritura (2Tm 3.16). 
103 
1*    Manifestações  Visíveis.  
Deus   manifestando-se   em   forma   visível. 
Exemplos: 
s   Teofanias1 do AT antes da encarnação de Jesus 
Cristo  (geralmente  descrito  como  o  Anjo  do 
Senhor,   Gn   16.7-14,   ou   como   um   homem, 
como no caso de Jacó, Gn 32); 
s   A  glória   do   shekinah   (Êx   3.2-4;   24.15-18; 
40.34-35); 
S   Jesus  Cristo   (a   inigualável   manifestação  de 
Deus  como  um  verdadeiro  ser  humano,  com 
todos  os  processos  e  experiências  humanas 
tais  como  o  nascimento,  a  dor e  a  morte;  Jo 
1.14;  14.9; Hb 1.1-2). 
Questionário 
S? Assinale com "X" as alternativas corretas 
1.  Consiste  no testemunho que  Deus dá  de si  mesmo 
	através  da  criação,  da  história  e  da  consciência 
a ) ÍZD A revelação progressiva 
b ) 0  A revelação antrópica 
c )D  A revelação especial 
d)@ A revelação geral 
2.  O modelo de revelação que tem uma visão geral da 
Bíblia como a Palavra de Deus, tanto na forma como 
no conteúdo 
a)EH Revelação como Experiência Interior 
b )H  Revelação como Doutrina 
c )D  Revelação como Evento Histórico 
d ) 0  Revelação como Nova Consciência 
1  Manifestação  de  Deus,  desde  a  voz  até  a   imagem,   perceptível  
pelos  sentidos  humanos.  
104 
humana 3.  As revelações especiais no nascimento de Isaque e 
	na travessia do mar Vermelho são exemplos de 
a)[H Manifestações visíveis 
b )D  Comunicações divinas 
c ) 0  Eventos miraculosos 
d)EH Teofanias 
S    Marque "C" para Certo e "E" para Errado 
4.yy Quando ainda  não havia Palavra de Deus escrita, 
o  Todo-Poderoso  revelava-se  verbalmente  às  suas 
criaturas na terra 
5.\i\ É o único modo pelo qual Deus tem se revelado às 
suas criaturas terrenas: a revelação escrita 
105 
Teologia e Revelação 
A 
 
possibilidade 
 
da 
 
teologia 
 
advém 
 
da 
revelação de  Deus,  dos dons  com  que o  homem  foi 
dotado.   A  idéia  cristã  tem  sido  a  de  que  temos 
através das Escrituras a  Palavra revelada e que elas 
constituem, 
 portanto, 
 a 
 fonte 
 suprema 
 para 
 a 
teologia. Vamos apresentar provas para esta crença. 
Argumento  a  priori.  
Este  é   um  argumento,   que  vai   de  algo 
interior  para  algo  exterior.  No  que  diz  respeito  a 
presente discussão, ele pode ser enunciado: sendo o 
homem o que é, e sendo Deus o que é; examinemos 
mais de perto as partes deste argumento: 
O 
 homem 
 não 
 é 
 apenas 
 um 
 pecador 
debaixo  da  condenação  da  morte  eterna,  como  ele 
também  se  inclina  para  longe  de  Deus,  ignorante  a 
respeito  dos  propósitos  e  dos  métodos  de  salvação 
de Deus por suas próprias forças. 
	Ele  se  encontra,  em  outras  palavras,  em 
uma  condição  desesperadora,  da  qual  ele  apenas 
parcialmente  tem  consciência,  e  não  sabe  se  pode 
ser salvo desta condição e nem se isso for possível, 
como fazê-lo. 
	As revelações não escritas geral e especial 
de 
 Deus 
 não 
 oferecem 
 respostas 
 reais 
 a 
 esta 
questão. Vê-se claramente, portanto, que ele precisa 
de 
 instrução 
 infalívela 
 respeito 
 de 
 seu 
 mais 
importante bem na vida: seu bem eterno. 
Acima 
 desta 
 necessidade 
 profunda 
 do 
homem,  temos  os  atributos  e  caráter  singular  de 
Deus  que  se  tornam  possível,  se  não  provável,  a 
satisfação dessa necessidade. 
	Deus é onisciente,  santo,  amoroso,  bom  e 
onipotente. Como Ele é onisciente, Ele conhece tudo 
sobre  a  necessidade  do  homem;  como  Ele  é  santo, 
106 
não 
 pode 
 desculpar 
 o 
 pecado 
 e 
 aceitar 
 um 
relacionamento  com  o  homem  enquanto  ele  estiver 
nessa condição, como Ele é amoroso e bom, pode ser 
levado a procurar e por em funcionamento um plano 
de  salvação;   e  como  Ele  é  onipotente,   pode  não 
apenas  revelar  a  si  próprio,  mas  também  dar  por 
escrito   as   revelações   a   seu   respeito   que   forem 
necessárias para a e,xperiência de salvação. 
É  certo  què  este  argumento  não  nos  leva 
além  de  mera  possibilidade,  ou  quando  muito  da 
probabilidade. 
Apesar  de  sabermos  que  Deus  é  amor  e 
que  Ele  exerce  esse  atributo  em  sua  divindade,  se 
não  tivermos  uma  revelação  clara  a  esse  respeito, 
não teremos certeza que Ele ama ao pecador. 
Não   podemos   fazer   de   seu   amor   uma 
atitude  necessária  da  parte  dEle,  ou  então  o  amor 
não será  mais amor,  e a  misericórdia  não será  mais 
misericórdia, e a graça não será mais graça. 
O elemento de voluntariedade tem que ser 
mantido   em 
 todos   eles. 
 Mas, 
 mesmo   assim, 
 o 
argumento tem  certo valor por inspirar a  esperança 
	satisfazer 
necessidades dos homens. 
 às 
 mais    profundas 
^   Argumento  da  analogia.  
Este 
 é   o 
 argumento 
 resultante 
 da 
correspondência   entre   as   proporções   ou   relações 
entre coisas.  Ele fortalece o argumento anterior em 
direção   à   probabilidade   de   uma   incorporação   da 
revelação divina. O argumento pode ser apresentado 
em duas partes: 
Primeira  parte:  
Onde 
 a   comunicação 
 entre    indivíduos 
possuidores  de  algum  tipo  de  inteligência  se  faz 
necessária; encontramos a "revelação". 
107 
pode Deus que Existe  pronunciamento  direto.  Até  mesmo 
os  animais   inferiores  expressam   com   suas  vozes 
seus  diferentes sentimentos.  E quando entramos  no 
domínio da vida humana,  percebemos uma  presença 
correspondente  aos  poderes  notados  nas  criaturas 
inferiores.  Observamos  algum  tipo  de  fala  para  a 
sociedade. 
	Existe   comunicação   direta   de   uma   para 
outra, 
 uma 
 revelação 
 constante, 
 imediata 
 de 
pensamentos   e   sentimentos   íntimos,   expressa   de 
maneira a ser claramente compreendida. 
Conseqüentemente, 
 não 
 pode 
 haver 
oposição  ao  fato  de  uma  revelação  direta,  clara  e 
verdadeira, tirada da analogia com a natureza. 
Apesar  de  que  este  argumento  não  pode 
ser válido  para  provar que a  revelação de  Deus vai 
ser incorporada em um livro, ele contribui  para essa 
opinião. 
Segunda  parte:  
	Observa   que   na   natureza   há   sinais   de 
bondade  reparadores,  e  na  vida  dos  indivíduos  e 
nações 
 há 
 evidências 
 de 
 paciência 
 em 
 ações 
providenciais   que   permitem   a   esperança   de  que, 
como  diz  Strong:  "Enquanto   a  justiça   for   exercida, 
Deus  pode  ainda   dar  a   conhecer  alguma   maneira   de 
restaurar  os  pecadores".  
Strong 
 acha 
 que: 
 "este  
 fato  
 está  
subentendido  
 nas     providências     para  
 a  
 cura  
 de 
machucaduras    em    plantas    e    pela    restauração    de 
ossos   quebrados   na   criação   animal,   na   provisão   de 
agentes   medicinais   para    a    cura    das    enfermidades 
humanas,  
 e  
 especialmente  
 na  
 demora  
 para  
 o 
arrependimento".  
Esses  fatos  todos  fornecem  alguma  base 
para  se  pensar que  o  Deus  da  natureza  é  um  Deus 
de  paciência  e  misericórdia.   Dissemos  no  começo 
108 
desta seção que este argumento  nos  leva  um  pouco 
mais longe do que o argumento priori. 
O 
 primeiro 
 simplesmente 
 oferece 
 a 
esperança de que  Deus  possa vir em  socorro de um 
	Deus 
providenciou  a  cura  de  muitos  males  nos  mundos 
animal  e  vegetal  e,  que  ele  lida  pacientemente  e 
benevolamente  com  a  humanidade  em  geral,  prova 
de   que   Ele   realmente   vem   em   socorro   de   suas 
criaturas carentes. 
Mais   uma   vez,   porém,   podemos  derivar 
deste argumento,  apenas de  maneira  muito geral,  a 
garantia 
 de 
 que 
 Ele 
 revelará 
 seus 
 planos 
 e 
promessas em registro escrito... 
v      Argumento  da  indestrutibilidade  da  Bíblia.  
Quando 
 lembramos 
 que 
 apenas 
 uma 
porcentagem  pequena  de  livros  sobrevive  além  de 
um quarto de século, e apenas um número pequeno, 
dura   mil   anos;   percebemos   imediatamente  que  a 
Bíblia   é   um   livro   diferente. 
 Lembrando-nos   das 
circunstâncias  nas  quais  ela  tem  sobrevivido,  este 
fato torna-se surpreendente. 
Pink  diz:  "Quando   pensamos   no    fato    da 
Bíblia  
 ter  
 sido  
 algo  
 especial,  
 de  
 infindái/el 
perseguição,    a    maravilha    da   sua   sobrevivência   se 
transforma  em  um  milagre.   Por  dois  mil  anos,   o  ódio 
do  
 homem  
 pela  
 Bíblia  
 tem  
 sido  
 persistente, 
determinado,  incansável  e  assassino".  
Todos os esforços  possíveis têm  sido feito 
para   corroer  a  fé   na   inspiração  e  autoridade  da 
Bíblia,  e  inúmeras operações têm  sido  levantadas a 
efeito para fazê-la desaparecer. 
Decretos 
 imperiais 
 têm 
 sido 
 impostos, 
ordenando  que  todas  as  cópias  existentes  da  Bíblia 
fossem 
 destruídas, 
 e 
 quando 
 essa 
 medida 
 não 
conseguiu exterminar e aniquilar a  Palavra de Deus, 
109 
que mostrando segundo, o caído; ser ordens  foram  dadas  para  que  qualquer  pessoa  que 
possuísse uma cópia da Bíblia fosse morta. 
	O  próprio fato de  a  Bíblia  ser alvo  de tão 
incansável 
 perseguição 
 nos 
 deixa 
 maravilhados 
diante de tal  fenômeno.  Podemos  mencionar apenas 
alguns dos esforços que têm sido feito para abolir ou 
exterminar  a  Bíblia,  ou,  quando  isso  não  se  deu, 
para roubar dela sua autoridade divina. 
	Os  imperadores  romanos  logo descobriram 
que os cristãos baseavam sua crença nas Escrituras. 
Conseqüentemente, 
 buscavam 
 suprimi-los 
 ou 
exterminá-los. 
	O  mais  notável  foi  Dioclécio  que,  através 
de  um  decreto  real  em  303  d.C.  ordenou  que todos 
os exemplares da Bíblia fossem queimados. Ele havia 
matado tantos cristãos e destruído Escritos Sagrados 
que,  quando  os  cristãos  ficaram  quietos  por  algum 
tempo  e  permaneceram  escondidos,  ele  achou  que 
havia  realmente  conseguido  eliminar  as  Escrituras. 
Ele  fez  com  que  em  uma  medalha  fosse  gravada  a 
seguinte inscrição: "A  religião  cristã  está  destruída  e 
o  culto  aos  deuses  restaurados".  
	Entretanto,  não  demorou  muito  para  que 
Constantino 
 subisse 
 ao 
 trono 
 e 
 fizesse 
 do 
Cristianismo  a  religião  oficial.  O  que diria  Dioclécio 
se  pudesse  voltar  a  terra  e  ver  como  a  Bíblia  tem 
prosseguido em sua missão mundial?!. 
Durante  os dois  séculos em  que o  Papado 
teve   poder  absoluto   na   Europa   Ocidental   (1073­ 
1294),  os  estudiosos  passaram  a  colocar  o  credo 
acima da Bíblia.  Enquanto que a maioria deles ainda 
procurava   o   apoio   das   Escrituras   para   o   credo, 
alguns  deles  se  apegavam  às  religiões transmitidas 
apenas 
 pela 
 tradição 
 e 
 não 
 dependentes 
 dos 
ensinamentos da Bíblia. 
	Fischer  diz   que   durante   este   período   a 
leitura da  Bíblia  por parte dos leigos ficou  sujeita a 
110 
tanta  restrições, especialmente após a ascensão dos 
Valdenses,  que se,  não  era  absolutamente  proibida, 
era vista com graves suspeitas. 
Durante  a  época  da   Reforma,   quando  a 
Bíblia  foi  traduzida  para  a  língua  do  povo,  a  Igreja 
Católica   impôs   severas   restrições   à   sua   leitura, 
alegando 
 que 
 as 
 pessoas 
 eram 
 incapazes 
 de 
interpretá-laspor si só. Tinham que obter permissão 
para tê-las, mesmo quando essa permissão era dada, 
era  com  a  condição  de  que  o  leitor  não  tentasse 
interpretá-la por si só. 
Muitos  deram  sua  vida  pela  simples  razão 
de   serem   seguidores   de   Cristo   e   colocaram   sua 
confiança nas Escrituras. 
Newman  diz:  "Um    esforço   persistente   foi 
	pelos 
inglesa".  
 romanistas  
 para  
 eliminar  
 a  
 Bíblia 
"Em  
 1543,  
 um  
 decreto  
 foi  
 passado 
proibindo     terminantemente     o     uso     de     versão     de 
Tyndale,   e   qualquer   das   Escrituras   em   Assembléia, 
sem    a    permissão    real".   A  princípio,   foram   feitas 
tentativas  de  proibir  a  impressão  de  sua  Bíblia;  e 
quando finalmente publicou seu Novo Testamento em 
Woms,  teve  que  despachá-lo  para  a  Inglaterra  em 
engradados de mercadorias. 
Quando  os  livros  chegaram  a  Inglaterra, 
foram   comprados   em   grandes   quantidades   pelas 
autoridades  eclesiásticas  e  queimados  em  Londres, 
Oxford  e  Antuérpia.  Dos  18.000  exemplares  que  se 
estima  terem  sido  impressos  entre  1525  a   1528, 
sabe-se que apenas dois fragmentos restaram. 
E  interessante  notar,  com  respeito ao que 
foi   acima   citado, 
 que   Voltaire, 
 o   famoso   infiel 
francês que  morreu  em  1778,  predisse  que em  100 
anos  a  partir  de  sua  época,  o  cristianismo  estaria 
extinto.  Mas  ao  invés  disto,  apenas  vinte  e  cinco 
anos após sua  morte,  a  Sociedade  Bíblica  Inglesa  e 
111 
feito  Estrangeira  foi  fundada,  e  as  mesmas  impressoras 
que  haviam  imprimido a  literatura  infiel  de Voltaire 
têm sido usadas desde então para imprimir a Bíblia. 
Como  se  pode  ver  nem  decreto  imperial, 
nem 
 restrições 
 papais, 
 nem 
 destruições 
eclesiásticas, 
 conseguiram 
 exterminar 
 a 
 Bíblia. 
Quanto maiores têm sido as tentativas de levar cabo 
tal destruição, maior tem sido a circulação da Bíblia. 
A   mais   recente   tentativa 
 de   roubar   a 
autoridade  da  Bíblia  é  o  esforço  modernista   para 
degradá-la  até  ao  nível  de  todos  os  outros  livros 
religiosos.  A  Bíblia  é  hoje  encontrada  em  mais  de 
1.000 
 línguas 
 no 
 mundo. 
 O 
 fator 
 de 
indestrutibilidade  da  Bíblia  pesa  fortemente  de  ser 
ela a mensagem escrita de uma revelação divina. 
Argumento  da  natureza  da  Bíblia.  
Quando consideramos a natureza da Bíblia, 
somos forçados chegar a  uma  única  conclusão:  "Ela 
é  a  mensagem  escrita  de  uma  revelação  divina".  
Em  primeiro  lugar:  
Consideramos o conteúdo  da Bíblia. 
s   Este  livro  inteiro  reconhece  a  personalidade, 
unidade e trindade de Deus; 
s   Magnifica a santidade e o amor de Deus, feita 
à Sua semelhança; 
s   Explica  a  criatura  como  sendo  uma  criação 
direta 
 de 
 Deus, 
 feita 
 também 
 à 
 Sua 
semelhança; 
s   Expõe a criatura com uma livre rebeldia contra 
a vontade revelada de Deus; 
s   Mostra a condição de pecador do homem e seu 
possível perdão; 
s   Ensina  sobre  o  governo  soberano  de  Deus  no 
universo; 
112 
s   Apresenta,  com  grandes  detalhes  a  salvação 
providenciada  por  Deus  e  as  condições  pelas 
quais ela pode ser experimentada; 
s   Delineia os propósitos de Deus com respeito a 
	Israel e a Igreja; 
s   Prediz  o  desenvolvimento  do  mundo:  social, 
econômico, político e religiosamente; 
s    Retrata 
 o 
 clímax 
 de 
 todas 
 as 
 coisas 
 na 
segunda  vinda  de  Cristo,  as  ressurreições,  os 
julgamentos, o milênio e o estado eterno. 
Que conceito e que livro!  Quem, a  não ser 
Deus,  poderia  ter  inventado  tal  esquema  e  quem, 
alem dEle, poderia ter registrado tudo por escrito? 
Em  segundo  lugar:  
Consideremos a  unidade  da Bíblia. Apesar 
de 
 ter 
 sido 
 escrita 
 por 
 uns 
 quarenta 
 autores 
diferentes durante  um  período  de aproximadamente 
1.600  anos,  a   Bíblia  é  um  só  livro.  Tem   um  só 
sistema  doutrinário,  somente  um  padrão  moral,  um 
único plano de salvação e um exclusivo programa de 
eras. 
As diversas  narrativas ali  encontradas dos 
mesmos 
 incidentes 
 e 
 ensinamentos 
 não 
 são 
contraditórios,  mas suplementares.  Por exemplo,  as 
palavras  escritas   na   cruz foram,   sem  dúvida, 
 as 
seguintes:   "Este 
Judeus".  
 é    Jesus  de    Nazaré,  
 o    Rei  
 dos  
s    Mateus  diz:  "Este   é   Jesus,   o   Rei   dos  Judeus" 
	(Mt 27.37); 
s    Marcos diz: 
 "O Rei  dos  Judeus" (Mc 
 15.26); 
s    Lucas   diz: 
	23.38); 
 "Este    é  o    Rei    dos    Judeus" 
 (Lc 
s   João  diz:  "Jesus   nazareno,   o   Rei   dos  Judeus" 
	(Jo 19.19). 
113 
Vemos  a  Lei  e  a  Graça  harmonizarem-se 
quando entendemos a  natureza e o propósito exatos 
de  cada  um.  Os  relatos  dos  homens  e  nações  que 
praticaram o  mal são inofensivos e até mesmo úteis 
se   percebermos   que   são   registrados   para   serem 
condenados. 
 A 
 doutrina 
 do 
 Espírito 
 Santo 
 se 
harmoniza   na   natureza   progressiva   da   revelação 
desta verdade. 
	Falando 
 
a 
 
respeito 
 
das 
 
Escrituras 
Maometanas,  Zoroastranas  e  Budistas,  Orr  diz  que 
elas são:  "destituídas   de   começo,   meio   e   fim".  Elas 
são 
 na 
 maior 
 parte, 
 coleções 
 de 
 materiais 
heterogêneos,  juntados  ao  acaso.  Quão  diferente  é 
com  relação  á  Bíblia,  têm  que  reconhecer  que  são 
livros singulares! 
	"Não   há   nada   exatamente   parecido  com 
ela,   ou   que   mesmo   se   aproxime   dela,   em   toda 
literatura".  "Considerando  o  conteúdo  e  unidade  da 
Bíblia,  parecemos ser obrigados a concluir que ela é 
incorporação de uma revelação divina". 
	Que homem poderia ter inventado tal visão 
do 
 mundo 
 e 
 da 
 vida? 
 Que 
 autores 
 poderiam 
apresentá-la 
 de   forma 
 tão 
 harmoniosa 
 e   auto- 
consistente? 
	"Afirmamos,  portanto,  que  a  natureza  da 
Bíblia prova ser ela a incorporação de uma revelação 
divina". 
«    Argumento  
 
da  influência  da  Bíblia.  
O Alcorão, o Livro dos Mórmons,  Ciência e 
Saúde,  o  Zenda  Avesta,  os  Clássicos  de  Confúcio, 
todos  tiveram  uma  influência  tremenda  no  mundo. 
Mas  existe  uma   vasta   diferença   entre  o  tipo  de 
influência  que  eles  exerceram  com  a  influência  da 
Bíblia. 
Os 
 primeiros 
 conduziram 
 a 
 uma 
 idéia 
apagada   de   Deus  e  do   pecado,   até   o   ponto   de 
114 
■  ignorá-los;  produziram  uma  indiferença estóica  par.i 
com  a  vida  e  simplesmente  resultaram  em  idéias  a 
respeito da moral e conduta. 
A  Bíblia,  pelo  contrário,  tem  produzido  os 
mais  altos  resultados  em  todas  as  esferas  da  vida. 
Tem  conduzido  aos  supremos  tipos  de  criatividade 
nos campos de arte, arquitetura, literatura e música. 
s    Pense 
 nos 
 grandes 
 quadros 
 de 
 Rafael, 
Michelangelo,  Leonardo da Vinci, e dos mestres 
holandeses; 
s    Veja,  com  os  olhos  da  imaginação,  as  grandes 
catedrais e santuários da Europa e da América; 
s    Relembre as obras escritas pelos antigos,  pelos 
reformadores 
 protestantes, 
 pelos 
 poetas 
 e 
escritores ingleses, europeus e americanos; 
S   Relembre os grandes hinos, cantatas e oratórios 
sacros; 
s    Examine 
 as 
 leis 
 fundamentais 
 dos 
 países 
considerados civilizados; 
s    Observe  as  grandes  reformas  sociais  que  tem 
acontecido  como  a  libertação  dos  escravos  e  o 
reconhecimento dos direitos da mulher; 
S   Isso sem  considerar o efeito  regenerador sobre 
milhões  de  vidas  individuais  -  você  encontrará 
por   toda   parte   influência   mais   poderosa   da 
Bíblia. 
Onde, 
 em 
 todo 
 o 
 mundo, 
 pode 
 ser 
encontrado um livro que mesmo remotamente1 possa 
se   comparar   a   Bíblia   em   toda   a   sua   influência 
beneficente  sobre  a  humanidade?  Com  certeza,  isto 
	é 
humanidade carente. 
 revelação 
 de 
 Deus 
 para 
 a 
Há   mais  de  trinta   anos  apareceram   na 
publicação Gospel  Banner (Estandarte do Evangelho) 
1  Que  sucedeu  há  muito  tempo;  antigo,  longínquo.  
115 
elaque prova diversas  citações  de  grandes  homens  a  respeito  da 
influência   da   Bíblia   no   mundo   em   suas   próprias 
vidas. Demos aqui algumas delas: 
Willian 
 E. 
 Gladstoner 
 disse: 
 "Se    me 
pedirem  para  citar o que  me conforta  na tristeza,  a 
única  regra  de conduta,  o  verdadeiro  guia  na  vida, 
terá 
 de 
 indicar 
 o 
 que, 
 no 
 dizer   de 
 um 
 hino 
conhecido, é chamado a 'velha História', contada em 
um  livro  muito  antigo,  que  é  a  melhor e  mais  rica 
dádiva de Deus para a humanidade". 
	Woodrow  Wilson,  o  presidente  americano 
durante  a  I a  Guerra  Mundial,  disse:  "A  opinião  da 
Bíblia inculcou em mim, não apenas pelo que aprendi 
em casa quando menino, mas também a cada volta e 
experiência da minha vida e a cada passo de estudo, 
que  ela  é  a  única  fonte  suprema  de  revelação,  a 
revelação  do  significado  da  vida,  da   natureza  de 
Deus,  e  da  natureza  espiritual  e  necessidades  do 
homem". 
A  Bíblia  é  o  único  guia  para  a  vida  que 
realmente leva o espírito para o caminho da paz e da 
salvação. 
John   G.   Whittier   expressou   de   maneira 
maravilhosa  o  fato  que  a  verdade  que  os  homens 
buscam 
 encontrar 
 no 
 mundo 
 é, 
 na 
 realidade, 
encontrada 
 na 
 Bíblia. 
 Ele   disse: 
 "Buscamos   no 
mundo  a  verdade:  Separamos  o  bom,  puro  e  belo. 
Gravado 
 em 
 pedra 
 de 
 pergaminho; 
 dos 
 velhos 
campos  floridos  da  alma  e,  cansados  de  buscar  o 
melhor, 
 voltamos 
 carregados 
 de   tesouros, 
 para 
descobrir  que  os  sábios  ditos  estão  nos  livros  que 
nossas mães liam". 
^   Argumento  da  profecia  cumprida.  
Este 
 poderia 
 parecer   que 
 pertence 
 ao 
argumento da  natureza da  Bíblia,  mas devido a sua 
singularidade, tratamos dele separadamente. 
116 
Estabelecemos 
 o 
 fato 
 de 
 que 
 exkte 
realmente  a  profecia  que  prediz  um  acontecimento 
futuro, 
 mostramos 
 que 
 as 
 muitas 
 profecias 
 a 
respeito  de  Cristo  (nenhuma  das  quais  estavam  a 
menos de 165 anos do primeiro advento, mesmo por 
métodos modernos  para  o estabelecimento de datas 
de  livros  do  AT  e  muito  mais  distantes  das  datas 
verdadeiras) foram, apesar disso, cumpridas quando 
Ele veio. 
Desejamos 
 acrescentar   a 
 este   tipo 
 de 
profecia algumas outras para provar que a Bíblia é a 
incorporação   de   uma 
 revelação   divina. 
 Somente 
Deus pode revelar o futuro, e temos inúmeras provas 
nas  Escrituras  de  que  Ele  realmente  o  revelou  aos 
seus servos. Vamos ver aqui algumas delas: 
Elliot 
 diz: 
 "Profecia,  
 no  
 sentido      de  
predição,   é   um   milagre   de   conhecimento   e  pertence 
tão   realmente   ao   sobrenatural   quanto   aos   milagres 
do     poder.  
 Se,  
 portanto,  
 encontramos     na     Bíblia 
predição  de  eventos  futuros  que  já   foram   cumpridos 
em   todos  os  detalhes,   temos  evidência   clara   de   que 
seus  escritores  possuíram  inteligência  sobrenatural".  
A  menos  que  desejamos  então  acusar  os 
escritores 
 das 
 Escrituras 
 de 
 representação 
fraudulenta1,  de escrever a  história  sob  a  forma  de 
predição,  encontraremos  muitas  profecias  na  Bíblia 
que já foram cumpridas há muito tempo. 
As  profecias  a   respeito  da  dispersão  de 
Israel  já  foram  cumpridas  em  detalhes  (Dt  28;  Jr 
15.4;  16.3;  Os  3.4).  No  cumprimento,  Samaria  iria 
ser conquistada,  mas Judá seria  preservada  (Is 7.6­ 
8;  Os  1.6,7;  lRs  14.15), Judá e Jerusalém.  Embora 
salvas dos assírios, cairiam nas mãos dos babilónicos 
(Is  39.6;  Jr 25.9-12)  a  destruição de Samaria  seria 
1   Propenso   à    fraude.    Em    que    há    fraude;    doloso;    impostor; 
fraudatório.  
117 
final 
 (Mq 
 1.6-9), 
 mas   à   Jerusalém   deveria   ser 
seguida  por  uma  restauração  (Jr  29.10-14),  até  o 
nome  do  restaurador de Judá  foi  predito  (Is 44.28; 
45.1); os medos e os persas haveriam de conquistar 
a 
 Babilônia 
 (Is 
 21.2; 
 Dn 
 5.28), 
 a 
 cidade 
 de 
Jerusalém,  e  o  Templo  deveriam  ser  reconstruídas 
(Is 44.28). 
	Assim também  há  profecias a  respeito das 
nações gentias. Nínive,  Babilônia, Tiro, Egito, Amon, 
Moabe,   Edom,   e   Filistia   estão  entre  elas.   Não  é 
necessário   dar  as   referências   para   essas   nações, 
qualquer 
 um 
 pode 
 achá-las 
 usando 
 uma 
 boa 
concordância. 
	Notaríamos 
 
particularmente 
 
que 
 
as 
profecias a  respeito dos quatro grandes Impérios do 
mundo em Daniel 2 e 7 já foram cumpridas. Algumas 
partes relacionadas ao quarto desses impérios estão 
manifestadamente  ainda  no  futuro  e  nos  levam  ao 
retorno 
 de 
 Cristo, 
 mas 
 as 
 demais 
 já 
 foram 
cumpridas. 
	Assim também o conflito detalhado entre a 
Síria e o Egito que se seguiu à queda do Império de 
Alexandre. 
Tão  precisa  é  a  correspondência  entre  as 
predições  de  Daniel  11  e os fatos  históricos que os 
anti-sobrenaturais 
 são 
 dogmáticos 
 em 
 suas 
afirmações de que isto é história e não predição. 
Com  base  nesta  suposição,  eles  datam  o 
livro de Daniel entre 168-165 a.C.  Mas, aqueles que 
crêem 
 nas 
 revelações 
 sobrenaturais 
 de 
 Deus 
continuam  a  afirmar que  temos  neste  capítulo  uma 
das  mais  fortes  provas  do  fato  de  que  temos  na 
Bíblia a incorporação da presciência divina e não um 
registro  de  acontecimentos  já  passados,  feito  com 
um piedoso logro1. 
1  Engano  propositado  contra  alguém;  artifício  ou  manobra.  
118 
Há  muitas  outras  predições  na  Bíblia  que 
poderiam  ser  mencionadas  como  prova  da  mesma 
coisa. Vamos acrescentar apenas algumas. 
s    O progresso do conhecimento e das viagens nos 
últimos tempos (Dn 12.4); 
s    A  continuação  das  guerras  e  de   rumores  de 
guerras (Mt 24.6,7); 
S   O aumento da  maldade (Lc  17.26-37;  2Tm 3.1­ 
13); 
s   A  preservação  do  remanescente  de  Israel  (Rm 
	11.1-5,25-32); e 
s   A  movimentação  desses  "ossos  secos"  e  o  seu 
retorno  à  vida  nacional  e  espiritual  (Ez  37.1­ 
28). 
Que   homem 
 poderia 
 prever   e   predizer 
qualquer uma destas coisas? Verdadeiramente temos 
na Bíblia a mensagem escrita da revelação divina. 
As Reivindicações da Própria Escritura 
A 
 
Bíblia 
 
afirma 
 
ser 
 
não 
 
apenas 
 
uma 
revelação   da 
 parte   de 
 Deus, 
 mas   também 
 um 
registro   infalível  dessa   revelação.   Apresentaremos 
algumas  provas  do  fato  de  que  ela  afirma  ser  uma 
revelação  de  Deus.  No  entanto,  enfrentamos já  de 
início  a  objeção  de  que  é  inadmissível  recorrer  ao 
testemunho para provar que é uma revelação divina. 
Será  que  o  testemunho  não  ficaria  sob  suspeita? 
Perguntam-nos. 
Respondemos a isto que não. Se pudermos 
provar   a   autenticidade   dos   livros   da   Bíblia   e   a 
verdade  das  coisas  que  eles  relatam  a  respeito  de 
outros  assuntos,  então  estaremos  justificados  em 
aceitar seu testemunho em favor de si próprio. 
Se houvermos examinado as credenciais de 
um  embaixador e tivermos ficado satisfeitos quanto 
119 
à  sua  veracidade  com  respeito  à  autorização  que 
possui, 
 podemos 
 então 
 aceitar 
 também, 
 suas 
declarações pessoais a  respeito de seus poderes e a 
fonte de sua informação. 
	Temos  freqüentemente   declarações  como 
estas  no  Pentateuco:  "Disse   o  Senhor  a   Moisés" (Êx 
14.1,15,  26;  16.4;  Lv  1.1;  4.1;  11.1;  Nm 4.1;  13.1 
Dt  32.48).  Ele  recebeu  ordens  de  escrever  o  que 
Deus  lhe  disse  em  um  livro  (Êx  17.14;  34.27)  e 
sabemos  que  ele  assim  o  fez  (Êx  24.4;  34.28;  Nm 
33.2; Dt 31.9,22, 24). 
Também 
 assim 
 dizem 
 os 
 profetas:   "O 
Senhor   é   quem    fala"  (Is  1.2);  "Disse   o   Senhor   a 
Isaías" (Is 7.3); "Mas  agora   assim   diz  o  Senhor" (Is 
43.1);  "Palavras   que   veio   a   Jeremias   da   parte   do 
Senhor,   dizendo"  (Jr  11.1);  " Veio   expressamente   a 
Palavra   do   Senhor  a   Ezequiel" (Ez  1.3);  "Palavra   do 
Senhor,   que  foi  dirigida  a   Oséias"(Os 1.1); "Palavra 
do  Senhor,  que  foi  dirigida  a  Joel” (Jl 1.1). 
	Afirma-se  que  estas  declarações  ocorrem 
mais   de   3.800   vezes 
 no   AT, 
 declara   ser   uma 
revelação de Deus.  Os escritores do NT afirmam, da 
mesma  maneira,  que elas declaram a  mensagem  de 
Deus. 
S   Paulo  afirma  que  as  coisas  que  ele  escreveu 
eram mandamentos de Deus (ICo 14.37); 
S   Que  os  homens  deviam  aceitar como  a  própria 
Palavra  de  Deus,  aquilo  que  ele  pregava  (lTs 
2.13); 
s   Que  a  salvação dos  homens depende da  fé  nas 
doutrinas que ele ensinava (Gl 1.8). 
s    João 
 ensina 
 que 
 seu 
 depoimento 
 era 
 o 
testemunho de Deus (lJo 5.10); 
^   Pedro deseja  que seus  leitores se  lembrem  das 
palavras  que  anteriormente  foram  ditas  pelos 
santos  profetas,  bem  como  do  mandamento  do 
120 
Senhor 
 Salvador, 
 ensinado 
 pelos 
 vossos 
apóstolos (2Pe 3.2). 
s   O   autor  de   Hebreus   prediz  um   castigo   mais 
severo para aqueles que rejeitarem a mensagem 
que  fora  confirmada  a  ele  por  aqueles  que  a 
ouviram (Hb 2.1-4). 
s   Severamente, 
 o 
 NT 
 também 
 afirma 
 ser 
 a 
mensagem escrita da uma revelação divina. 
    O  peso  da  evidência  é  cumulativo.  
Se 
 pesarmos 
 separadamente 
 os 
argumentos 
 apresentados 
 nesta 
 lição, 
 podemos 
achar   que   nenhum 
 deles   é   conclusivo; 
 mas   se 
permitirmos que cada  argumento contribua  com sua 
parcela  de  verdade,  será  forçado  a  concluir  que  a 
Bíblia, a Palavra de Deus, é uma revelação divina! 
Aceitando   esta   idéia   como   estabelecida, 
teremos os pré-requisitos para estudarmos os outros 
assuntos da Bibliologia. 
A Genuinidade 
Quando  aceitamos   o  fato  que   na   Bíblia 
temos  a  palavra  escrita  de  uma  revelação  divina, 
ficamos imediatamente interessados na natureza dos 
documentos  que  transmitem  essa  revelação.  Assim, 
imediatamente desejamos saber se os diversos livros 
	Bíblia 
canônicos. 
 são 
 genuínos, 
 dignos 
 de 
 crédito 
 e 
íV    A  genuinidade  dos  Livros  da  Bíblia.  
Algumas 
 pessoas 
 usam 
 o 
 termo 
"autenticidade",  mas o uso corrente prefere o termo 
"genuinidade".   Os   dois   têm   realmente   o   mesmo 
significado. 
121 
da ^  Com  genuinidade  queremos  dizer  que  um 
livro é escrito pela pessoa ou pessoas cujo nome ele 
leva,   ou,  se  anônimo,   pela   pessoa  ou   pessoas  a 
quem  a  tradição  antiga  o  atribui,  ou,  se  não  for 
atribuído  a  algum  autor  ou  autores  específicos,  à 
época que a tradição lhe atribui. 
Diz-se que um livro é forjado ou espúrio se 
não tiver sido escrito na época que lhe é atribuída. 
As  Homilias  Clementinas  são  atribuídas  a 
Clemente 
 de 
 Roma, 
 mas 
 a 
 crítica 
 é 
 agora 
praticamente  unânime  em  afirmar  que  não  foram 
escritas 
 por 
 Clemente, 
 mas 
 sim 
 por   escritores 
ebionistas, 
 talvez 
 da 
 seita 
 elquesiática 
 do 
ebionitismo. 
	O   Evangelho   de   Tomé   diz   ter   sido   da 
autoria do apóstolo Tomé, mas não é genuíno porque 
não  foi  composto  pelo  apóstolo.  O  Credo Apostólico 
não   é   genuíno 
 por   não   ter   sido   escrito 
 pelos 
apóstolos. 
Cremos que os livros do Antigo Testamento 
e Novo Testamento são genuínos ou autênticos. 
122 
Questionário 
Assinale com "X" as alternativas corretas 
6.  Imperador romano que, através de um decreto real 
	ordenou  que todos os exemplares da  Bíblia fossem 
	queimados 
a)d] Zenão 
b)íiH Dioclécio 
c ) D  Constantino 
d)[ZH Rômulo Augústulo 
7.  Argumento   que   considera   em   primeiro   lugar   o 
conteúdo e em segundo a unidade da Bíblia 
a)EH Argumento da analogia 
b)[ZI Argumento da profecia cumprida 
c ) D  Argumento da natureza da Bíblia 
d ) d  Argumento da influência da Bíblia 
8.  Não é um exemplo de predição da Bíblia 
a)CH O aumento da maldade 
b )D  A preservação do remanescente de Israel 
c)@  O  retrocesso  do  conhecimento  e  das  viagens 
	nos últimos tempos 
d )D   A  continuação  das  guerras  e  de  rumores  de 
guerras 
Marque "C" para Certo e "E" para Errado 
9.[I~I O Alcorão; o Livro dos Mórmons; Ciência e Saúde; 
o  Zenda  Avesta;  os  Clássicos  de  Confúcio;  nunca 
tiveram influência no mundo 
10.0  
 O Evangelho de Tomé diz ter sido da autoria do 
apóstolo Tomé,  mas  não  é  genuíno  porque  não foi 
composto pelo apóstolo 
123 
Lição 5________________ 
Preservação e Tradução Bíblica 
As Línguas Originais da Bíblia 
Hebraico 
 
Antigo Testamento 
Aramaico 
 Antigo Testamento 
Grego 
 Novo Testamento 
O  hebraico.  
Todo o AT foi escrito em hebraico, o idioma 
oficial da nação de Israel, exceto algumas passagens 
de Esdras, Jeremias e Daniel, que foram escritas em 
aramaico. A mais extensa é em Daniel (2.4-7.28). 
O hebraico faz parte das línguas semíticas, 
que  eram  faladas  na  Ásia  Mediterrânea,  exceto  em 
raras  regiões.  As  línguas  semíticas  formavam   um 
ramo 
 dividido 
 em 
 grupos, 
 sendo 
 o 
 hebraico 
integrante  do  grupo  cananeu.  Este  compreendia  o 
litoral  oriental  do  Mediterrâneo,  incluindo  a  Síria,  a 
Palestina e o território que constitui hoje a Jordânia. 
Integrava  também  o  grupo  cananeu  de  línguas,  o 
ugarítico, o fenício e o moabítico. 
O  fenício  tem   muita   semelhança   com   o 
hebraico.  O primitivo alfabeto hebraico é oriundo do 
fenício, segundo a opinião dos versados na matéria. 
Possivelmente 
 Abrão 
 encontrou 
 esse 
idioma em  Canaã, ao chegar ali, em vez de trazê-lo 
da  Caldéia.  Em  Gênesis  31.47,  vê-se  que  Labão,  o 
125 
link_bookmark_1 link_bookmark_1
sobrinho de Abraão, vivendo em sua terra, a Caldéia, 
falava aramaico;  ao  passo que Jacó,  recém-chegado 
de Canaã, falava o hebraico. 
	A  língua   hebraica  é  chamada   no  AT  de 
"Língua  de Canaã"  (Is  19.18)  e "Língua judaica" ou 
apenas: "Judaico" (Is 36.13). 
	Como  a  maior  parte  das  línguas  do  ramo 
semítico, 
 o 
 hebraico 
 lê-se 
 da 
 direita 
 para 
 a 
esquerda: O hebraico é composto de 22 letras todas 
consoantes  em  seu   alfabeto.   Há  sinais  vocálicos, 
sim, mas não podemos chamá-los de letras. 
	Sabe-se  agora  que  a  forma  primitiva  dos 
caracteres   hebraicos   estava   em   uso   na   Palestina 
1.800   anos   antes   de   Cristo. 
 Há   exemplos   mais 
recentes das letras hebraicas no Calendário de Gézer 
(950-920  a.C.),   na  Pedra  Moabita  (850  a.C.);   na 
inscrição de Siloé (702 a.C.);  nas moedas do tempo 
dos   irmãos   Macabeus   (175-100   a.C.),   e   nalguns 
fragmentos dos escritos achados junto ao mar Morto, 
a partir de 1.947 d.C. 
	Esta  forma  primitiva  do  hebraico  passou 
por modificações ao longo da história. Após o exílio, 
teve  início  a  chamada  "escrita  quadrada",  que,  por 
fim,   foi 
 pelos   massoretas1  
 na   atual 
forma  do  alfabeto  hebraico  -  uma  forma  quadrada 
modificada.  As  letras  tipo  bloco  eram  escritas  em 
maiúsculas, sem vogais, sem espaços entre palavras, 
frases ou parágrafos, e sem pontuação. 
	A  escrita  hebraica  dos  tempos  antigos  só 
empregava 
 consoantes 
 sem 
 qualquer 
 sinal 
 de 
vocalização.  Os  sons  vocálicos  eram  supridos  pelos 
leitores  durante  a   leitura,   o   que  dava   origem   a 
constantes  enganos,   uma  vez  que  havia   palavras 
com   as   mesmas   consoantes, 
 mas   com   acepções 
1   Cada    um    daqueles   que   colaboraram    na    Massorá,    que   é   o 
conjunto  dos  comentários  críticos  e  gramaticais  acerca  da  Bíblia  
(sobretudo  o  Velho  Testamento)  feitos  por  doutores  judeus.  
126 
     convertida diferentes.  Quer  dizer,  a  pronúncia  exata  dependia 
da habilidade do leitor, levando em conta o contexto 
e  a  tradição.  É  por  causa  disso  que  se  perdeu  a 
pronúncia de muitas palavras bíblicas. 
Após 
 o 
 século   VI, 
 os   eruditos   judeus 
residentes  em  Tiberíades,   passaram   a   colocar  na 
escrita, 
 sinais 
 vocálicos, 
 perpetuando, 
 assim 
 a 
pronúncia 
 tradicional. 
 Esses 
 sinais 
 são 
 pontoscolocados 
 em 
 cima, 
 em 
 baixo 
 e 
 dentro 
 das 
consoantes. Os autores desse sistema de vocalização 
chamavam-se   massoretas   -   palavra   derivada   de 
"massorah",  que quer dizer tradição,  isto  porque os 
massoretas, 
 por   meio   desse   sistema,   fixaram   a 
pronúncia tradicional do hebraico. 
Textos  bíblicos  posteriores  ao  século  VI, 
são   chamados   de   "massorético", 
 porque   contêm 
	eruditos 
massoretas foram os judeus Moses bem Asher e seus 
filhos Arão e Naftali, que viveram e trabalharam em 
Tiberíades, na Galiléia. 
Além  do texto  massorético,  há outro texto 
hebraico 
 das 
 Escrituras, 
 o 
 do 
 Pentateuco 
Samaritano, 
 que   emprega 
 os   antigos   caracteres 
hebraicos.   É  do  tempo  pré-cristão.  São,  portanto, 
dois   tipos   de   textos   que   temos   em   hebraico:   o 
massorético  e o Pentateuco  Samaritano. 
4?  O  aramaico.  
O  aramaico  é  um  idioma  semítico  falado 
desde  2000  a.C.  em  Arã  ou  Síria,  que  é  a  mesma 
região (Arã é hebreu; Síria é grega).  Nas Escrituras, 
o território da  Síria  não é o  mesmo  de  hoje,  o que 
acontece também com outras terras bíblicas. 
	das 
montanhas   do   Líbano   até   além   do   rio   Eufrates, 
incluindo 
 Babilônia; 
 Mesopotâmia 
 Superior, 
conhecida na Bíblia por Arã-Naaraim; e Padã-Arã (Gn 
127 
estendia-se território primitivo O famosos mais Os vocálicos. sinais 25.20),  e  outros  distritos.  Era  ainda  falado  numa 
grande área da Arábia Pétrea. 
Algumas 
 partes 
 do 
 Antigo 
 Testamento 
foram escritas nesse idioma: 
S   Uma   palavra   designando   nome   de   lugar  em 
Gênesis 31.47; 
s    Um versículo em Jeremias (Jr 10.11); 
s    Cerca  de  seis  capítulos  no  livro  de  Daniel  (Dn 
2.4b-7.28); e 
/   Vários capítulos em  Esdras  (Ed  4.8-6.18;  7.12­ 
26). 
A influência do aramaico foi profunda sobre 
o  hebraico,  começando  no  cativeiro  de  Israel,  em 
722 
 a.C 
 na   Assíria. 
 E 
 continuando   através 
 do 
cativeiro do Reino de Judá, em 587, na Babilônia. 
Em 
 536   a.C   quando   Israel   começou   a 
regressar  do  exílio,  falava  o  aramaico  como  língua 
vernácula1.   É   por  esta   razão   que,   no   tempo   de 
Esdras, as Escrituras que era em hebraico, ao serem 
lidas  em  público,  era  preciso  alguém  que  pudesse 
interpretá-las, 
 para 
 compreenderem 
 o 
 seu 
significado (Ne 8.5,8). 
	No tempo de Cristo, o aramaico tornara-se 
a  língua  oficial  dos judeus  e  nações vizinhas,  estas 
foram 
 influenciadas 
 pelo 
 aramaico 
 devido 
 às 
transações comerciais dos arameus  na Ásia  Menor e 
litoral do mediterrâneo. 
	Em  1000  a.C.,  o  aramaico  já  era  língua 
internacional  do  comércio  nas  regiões  situadas  ao 
longo das rotas comerciais do Oriente. 
	O  aramaico  é  também  chamado  "siríaco", 
no   Norte   (2Rs   18.26;   Ed   4.7;   Dn   2.4   ARC),   e 
também "caldaico",  no sul  (Dn  1.4). Tinha o mesmo 
alfabeto  que  o  hebraico,  só  diferia  nos  sons  e  na 
estrutura de certas partes gramaticais. 
P  ró  p  rio    da  região  em  que  está;  nacional.  
128 
■  Do mesmo modo que o hebraico, não tinha 
vogal, a  partir de 800 a.C. é que os sinais vocálicos 
foram introduzidos. É um idioma muito parecido com 
o hebraico. 
Foi 
 usado 
 pelo 
 Senhor 
 Jesus 
 e 
 seus 
discípulos e pela Igreja Primitiva, em Jerusalém.  Em 
Mateus 5.18, quando Jesus diz que a menor letra é o 
jota  (aramaico  iode),  pois  somente  neste  é  que  se 
verifica isto (a letra iode originou o nosso i). 
Nos   dias   de   Jesus,   o   aramaico   já 
 se 
modificara   um   pouco   na   Palestina,   resultando   no 
"aramaico 
 palestinense", 
 como 
 o 
 chamam 
 os 
eruditos.   Também 
 em 
 Marcos 
 14.36,   o   uso   da 
Palavra 
 aramaica 
 "abba", 
 por 
 Jesus, 
 é 
 outra 
evidência  de  que  Ele  falava  aquela  língua.  Que  Ele 
também falava o hebraico é evidente em Lucas 4.16­ 
20;  uma vez que os rolos sagrados eram escritos em 
hebraico. 
Temos  assim  algumas  palavras  aramaicas 
preservadas para nós no Novo Testamento: 
s    Talitha  Cum i ("Menina,  levanta-te") em Marcos 
	5.41; 
s    Ephatha ("Abre-te") em Marcos 7.34; 
s    Eli,  EH   lam a   sa ba ch th a n i  ("Deus  meu,  Deus 
meu,  por  que  me  desamparaste?")  em  Mateus 
27.46. 
s   Jesus  se  dirigia   habitualmente  a   Deus   como 
Abba 
 ("Pai"). 
 Note 
 a 
 influência 
 disto 
 em 
Romanos 8.15 e Gálatas 4.6. 
s    Outra  frase  comum  dos  primeiros  cristãos  era 
	("Vem, 
ICoríntios 16.22. 
 nosso 
 Senhor") 
 em 
O 
 hebraico   foi   de   fato   absorvido   pelo 
aramaico,  mas  continuou  sendo  a  língua  oficial  do 
culto  divino  no  Templo  e  nas  sinagogas,  dos  rolos 
sagrados, e dos rabinos e eruditos. 
129 
M aranatha Havia  escoias  de  rabinos,  inicialmente  em 
Jerusalém 
 e, 
 depois 
 da 
 queda 
 da 
 cidade, 
 em 
Tiberíades. 
 Havia 
 escolas 
 semelhantes 
 noutros 
centros judaicos. 
	As  conquistas  árabes  e  a  propagação  do 
islamismo em  largas áreas da Ásia, África e Europa, 
reduziu e por fim destruiu a influência do aramaico. 
Por   sua 
 vez, 
 o 
 hebraico, 
 sendo 
 língua 
 morta, 
começou a ressurgir. 
Para 
 que 
 cumprissem 
 as 
 profecias 
referentes   a   Israel,   era  necessário   que   a   língua 
revivesse  e  assumisse  a  posição  que  hoje  desfruta 
na família das nações modernas. 
O aramaico ainda sobrevive numa remota e 
pequena   vila   da   Síria,   chamada   Ma liou la,   com   a 
população de aproximadamente 4.000 habitantes. 
Devido 
 aos 
 hebreus 
 terem   adotado 
 o 
aramaico como uma língua, este passou a chamar-se 
hebraico, conforme se vê em João 5.2;  19.13,17,20; 
Atos 
 21.40; 
 26.14; 
 Apocalipse 
 9.11.    Portanto, 
quando 
 o   NT   menciona  o   hebraico, 
 trata-se   na 
realidade,  do aramaico.  Marcos,  escrevendo  para  os 
romanos, põe em seu livro referências aramaicas (Mc 
5.41  e  15.34);  Mateus que escreveu  para  os judeus 
escreve a mesma passagem em hebraico (Mt 27.46). 
O 
 AT 
 contém, 
 além 
 do 
 hebraico 
 e 
aramaico,  algumas  palavras  persas,  como  "tirsata" 
(Ed 2.63) e "sátrapa" (Dn 3.2). 
S?  O   grego.  
Esta  é  a  língua  em  que  foi  originalmente 
escrito  o  NT.  A  única  dúvida  paira  sobre  o  livro  de 
Mateus, que muitos eruditos afirmam ter sido escrito 
em aramaico. 
O   grego  faz   parte  do  grupo  de   línguas 
arianas.  Vem  da  fusão  dos  dialetos:  dórico  e  ático. 
130 
Os dóricos e os áticos foram as duas principais tribos 
que  povoaram  a  Grécia.  É  uma  língua  de expressão 
mais precisa, e das línguas bíblicas, é a que mais se 
conhece, devido a ser mais próxima da nossa. 
O grego do  NT não é o grego clássico dos 
filósofos,  mas  o  dialeto  popular  do  homem  da  rua, 
dos comerciantes, dos estudantes, que todos podiam 
entender:  era  o  "K  o  i  n  é  Este  dialeto  formou-se  a 
partir  das  conquistas  de  Alexandre,  em   336  a.C. 
Nesse  ano,  Alexandre  subiu  ao  trono  e,  no  curto 
espaço  de  tempo  de  13  anos,  alterou  o  rumo  da 
história  do  mundo.  A  Grécia  tornou-se  um  império 
mundial, e toda a terra conhecida recebeu influência 
da língua grega. 
Deus   preparou   deste   modo,   um   veículo 
lingüístico  para  disseminar  as  novas  do  Evangelho 
até  aos  confins  do  mundo,  no  tempo  oportuno.  Até 
no   Egito  o  grego  se   impôs,   pois  aí  foi   a   Bíblia 
traduzida  do  hebraico  para  o  grego  -  a  chamada 
Septuaginta, cerca de 285 a.C. 
Nos  dias  de  Jesus,  os  judeus  entendiam 
quase tão bem o grego como o aramaico,  haja vista 
que  a  Septuaginta  em  grego  era  popular  entre  os 
judeus.  Nos primórdios do Cristianismo, o Evangelho 
pregado ou escrito em grego podia ser compreendido 
pelo  mundo todo.  Só  Deus podia  fazer isto!  Ele  não 
enviaria   seu   filho   ao   mundo   enquanto   este   não 
estivesse   preparado,   a   esse   preparo   incluía   uma 
língua conhecida por todos (ver Mc 1.15; Gl 4.4). 
A língua grega tem 24 letras;  a primeiraé 
alfa e a  última ômega.  Quando em Apocalipse Jesus 
diz que é o Alfa e o Ômega, está afirmando que é o 
primeiro e o último. 
Os gregos  receberam  seu  alfabeto  através 
dos fenícios,  conforme  mostram  estudos a  respeito. 
Ninguém  vá  supor que  por não  conhecer as  línguas 
originais 
 das 
 Escrituras, 
 não 
 compreenderá    a 
131 
revelação 
 divina. 
 Sim, 
 o 
 conhecimento 
 e 
 a 
compreensão dos originais auxiliarão muito, mas não 
é o aspecto principal, por não ser o suficiente. 
Na Bíblia, como já dissemos, vêem-se duas 
coisas principais:  o texto e a mensagem. O principal 
é  a  mensagem  contida  no  texto.  É  especialmente  a 
mensagem  que  o  Espírito  Santo  vitaliza,  revela  e 
maneja como sua espada (Ef 6.17). 
Os Manuscritos da Bíblia 
A história da Bíblia e como chegou até nós, 
é encontrada em seus manuscritos1. Assim como seu 
texto foi preservado e transmitido. 
	Nos   tratados   sobre   a   Bíblia,   a   palavra 
manuscritos é sempre indicada  pela abreviatura  MS, 
no  plural  MSS.  Há  em  nossos  dias,  cerca  de  4.000 
MSS, da Bíblia, preparados entre os séculos II e XV. 
1.   Material  gráfico  dos  MSS  bíblicos.  
Vários materiais foram usados para escrita 
nos tempos antigos, como: 
1.1.     Linho. 
	Tem 
 
sido 
 
encontrado 
 
nas 
 
descobertas 
arqueológicas. 
Fragmentos  de  cerâmicas.   É  mencionado 
na Bíblia em Jó 38.14;  Ezequiel 4.1. Foi muito usado 
na Babilônia. 
1.3.     Pedra.  
	Muitas  inscrições  famosas  encontradas  no 
Egito e Babilônia foram escritas em pedra. 
Deus  deu  a  Moisés  os  Dez  Mandamentos 
escritos   em   tábuas   de   pedra   (Êx   24.12;   31.18; 
1  São  rolos  ou  livros  da  antiga  literatura,  escritos  à  mão.  
132 
1.2.     Ostrasco.  34.1,28;  Js 8.  30-32).  Dois outros exemplos são:  a 
Pedra  Moabita  (850  a.C.)  e  a  Inscrição  de  Siloé, 
encontrada no túnel de Ezequias, junto ao tanque de 
Siloé (700 a.C.). 
Um  exemplo  do  emprego desse  material  é 
0  livro  escrito  em  pedras,  conhecido  como  Código 
Hamurabi. Trata-se de um Rei de Babilônia coevo1 de 
Abraão. 
 É 
 identificado 
 pelos 
 cientistas   como 
 o 
Anrafel  de Gn  14.1.  É  um  código de leis descoberto 
em Susã, em 1902, lindamente trabalhado em pedra, 
com  dois  metros de altura.  Esse  livro é testemunha 
de 
 que 
 aquele 
 tempo 
 o 
 homem 
 atingira 
 uma 
capacidade literária notável. O Código trata do culto 
nos  templos   (pagãos,   é   claro),   administração   da 
justiça e leis em geral. 
1.4.     Argila.  
O   material   de   escrita   predominante   na 
Assíria   e   Babilônia   era   a   argila, 
 preparada   em 
pequenos   tabletes   e   impressa   com   símbolos   em 
forma  de  cunha  chamados  de  escrita  cuneiforme,  e 
depois assada em um forno ou seca ao sol.  Milhares 
desses tabletes foram encontrados por arqueólogos. 
1.5.     Madeira.  
Tábuas  de   madeira   foram   muito   usadas 
pelos antigos para escrever.  Durante muitos séculos 
a   madeira   foi   a   superfície  comum   para   escrever 
entre os gregos.  Alguns  acreditam  que este tipo de 
material  de  escrita  é  mencionado  em  Isaías  30.8  e 
Habacuque 2.2. Tábuas recobertas de cera (Is 81; Lc 
1.63). 
1.6.     Couro.  
O  Talmude  judeu   exigia   especificamente 
que  as  Escrituras  fossem  copiadas  sobre  peles  de 
1  Que  é  do  mesmo  tempo,  contemporâneo.  
133 
animais,  sobre  couro.  É  praticamente  certo,  então, 
que  o  AT  foi  escrito  em  couro.  Eram  feitos  rolos, 
costurando  juntas  as  peles  que  mediam  de  alguns 
metros a 30 perpendiculares ao rolo.  Os rolos, entre 
26 e 70 cm de altura, eram enrolados em um ou dois 
pedaços de pau. 
1.7.     Papiro.  
É  quase  certo  que  o  NT  foi  escrito  sobre 
papiro,   por  ser  este   o   material   de   escrita   mais 
importante  na  época.  O  papiro  é  feito  cortando-se 
em 
 tiras   seções 
 delgadas1   da 
 cana 
 de 
 papiro, 
empapando-as  em  vários  banhos  de  água,  e  depois 
as sobrepondo umas às outras para formar folhas. O 
centro da  indústria de papiro era o Egito, onde teve 
início o seu emprego, cerca de 3.000 a.C. 
O  papiro  é  um  tipo  de  junco  de  grandes 
proporções.  Tem  caule  tríquetro2  de  3cm  a  5m  de 
altura,   com   5cm   a   7cm   de  diâmetro,   tendo  sua 
fronde3 em forma de guarda-chuva. As dimensões da 
folha   de   papiro   preparada 
 para   a   escrita   eram 
normalmente  de  30cm  a  3m  de  comprimento  por 
30cm de largura. 
Essas 
 folhas 
 eram 
 formadas 
 por   tiras 
cortadas das plantas, sobrepostas cruzadas, coladas, 
prensadas  e  depois  polidas.   Eram  escritas  de  um 
lado,  apenas  e  tinham  uma  cor amarelada.  A folha 
do papiro assim preparada era chamada pelos gregos 
de biblos.  
1.8.  
 
Velino  ou  Pergaminho.  
Este tipo de material foi utilizado centenas 
de  anos  antes  de  Cristo  e,  por  volta  do  século  IV 
1  De  pouca  espessura;  fino.  
2  Que   tem   seção   triangular   e,   portanto,   três   ângulos   maciços, 
como  os  escapos  das  ciperáceas.  
3  A  copa  das  árvores.  
134 
d.C., 
 ele 
 suplantou 
 o 
 papiro. 
 Quase 
 todos 
 os 
manuscritos   conhecidos   são   em   velino.   Seu   uso 
generalizado  vem   dos  primórdios  do  cristianismo, 
mas  já  era  conhecido  em  tempos  remotos,  pois  já 
era mencionado em Isaias 34.4. 
0  pergaminho preparado de modo especial 
chamava-se velo.  Este  se  tornou  conhecido  a  partir 
do  século  IV.  Tem   maior  durabilidade.   Foi   muito 
usado nos códices. 
Tudo   indica   que  o  vocábulo   pergaminho 
derivou seu  nome na capital de Pérgamo, capital de 
um riquíssimo reino que ocupou grande parte da Ásia 
Menor, sendo Eumenes II (197-159 d.C.), seu  maior 
rei que projetou formar para si uma biblioteca maior 
do que a de Alexandria, Egito. 
O 
 rei 
 egípcio, 
 por 
 inveja, 
 proibiu 
 a 
importação do Papiro, obrigando Eumenes a recorrer 
a 
 outro 
 material 
 gráfico. 
 Tal 
 fato 
 motivou 
 o 
surgimento  de  um  novo  método  de  preparar  peles, 
muito aperfeiçoado, que resultou no pergaminho. 
O  resultado  é  conhecido  como  velino  ou 
pergaminho. 
 Embora 
 os 
 termos 
 sejam 
 usados 
intercambiavelmente, 
 o 
 velino 
 era 
 preparado 
originalmente  com  a  pele  de  bezerros  e  antílopes1, 
enquanto  o  pergaminho  era  de  pele  de  ovelhas  e 
cabras.   Obtinha-se  assim   um   couro  de  excelente 
qualidade, 
 preparado 
 especial 
 e   cuidadosamente 
para receber escrita de ambos os lados. 
O Novo Testamento menciona este material 
gráfico em 2Timóteo 4.13 e Apocalipse 6.14. 
A   tinta 
 usada 
 pelos   escribas   era 
 uma 
mistura 
 de   carvão   em 
 pó   com   uma   substância 
semelhante  à  goma  arábica  (ver  Jr  36.18;  Ez  9.2; 
1    Mamífero    ruminante    de    porte    médio    ou    pequeno,    chifres 
permanentes,    longos,    dirigidos    para    cima    e    para    trás.    São  
comuns  na  África.  
135 
2Co  3.3;  2Jo  12;  3Jo  13).  0 carvão é  um  elemento 
que 
 se 
 conserva 
 admiravelmente 
 através 
 dos 
séculos, 
 não 
 sendo 
 afetado 
 por 
 substâncias 
químicas. 
Para  a  escrita  em  papiro  ou  pergaminho, 
usavam  penas  de  aves,  pincéis  finos  e  um  tipo  de 
caneta feita de madeira  porosa e absorvente.  Para a 
cera usavam um estilete de metal (Is 30.8). 
	Cuidado redobrado havia com a escrita dos 
livros sagrados. Devemos ser agradecidos aos judeus 
por 
 seu 
 cuidado 
 extremo 
 na 
 preparação 
 e 
preservação   dos   manuscritos   do   AT.   Aqui   estão 
algumas regras que eles exigiam de cada escriba: 
s   O pergaminho tinha que ser preparado de peles 
de  animais  limpos,  somente  por judeus,  sendo 
as   folhas   unidas   por  fios  feitos   de   pele   de 
animais limpos; 
s    A tinta era especialmente preparada; 
s   O escriba não podia escrever uma só palavra de 
memória.  Tinha  de  pronunciar  bem  alto  cada 
palavra antes de escrevê-la; 
S  Tinha  de  limpar  a  pena  com  muita  reverênciaantes de escrever o nome  de Deus; 
S  As letras e palavras eram  contadas; 
s   Um erro numa folha inutilizava-a; 
s  Três erros numa folha inutilizavam todo o rolo. 
2.   O  formato  dos  MSS.  
Quanto ao formato, o MSS pode ser códice 
ou rolos. Códice é um MS, em  formato de 
de pergaminho. As folhas têm  normalmente 
altura por 55cm de largura. 
	Este  tipo  de  MS  começou  a  ser  usado  no 
século 
 II. 
 O 
 rolo 
 podia 
 ser   de 
 papiro   ou 
 de 
pergaminho. Era preso a dois cabos de madeira, para 
136 
livro, feito 65cm   de facilitar o  manuseio durante a  leitura e enrolado da 
direita  para  a  esquerda,  sua  extensão  dependia  da 
escrita  a  ser  feita.  Portanto,  antigamente  não  era 
	conduzir 
fazemos hoje. 
 pessoalmente 
 os 
 66 
 livros 
 como 
3=   A  caligrafia  dos  MSS.  
Há dois tipos de caligrafia ou forma gráfica 
nos MSS bíblicos. Tal diferença na forma gráfica deu­ 
se   no  século  X,  o  que  os  divide  em:   unciais  e 
cursivos.  
§    Uncial    é  o   MS   de   letras   maiúsculas  e  sem 
separação entre as palavras. 
§    Cursivo  é o de letras minúsculas, tendo espaço 
entre as palavras. 
Palim psesto é um MS reescrito, isto é, um novo 
texto  escrito  por  cima  da  escrita  anterior,  por 
meio  de  raspagem.  Isso  ocorria  devido  ao  alto 
preço  do  pergaminho.  Inutilizava-se  assim  uma 
escrita para se usar o mesmo material. 
Os 
 
manuscritos 
 
originais 
 
também 
 
não 
tinham 
 sinais 
 de 
 pontuação. 
 Estes 
 foram 
introduzidos na arte de escrever em época recente. É 
claro, 
 pois, 
 que 
 a 
 pontuação 
 moderna 
 não 
 é 
inspirada,  e  por  isso  não  dá,  às  vezes,  sentido  às 
palavras do original. 
4.   MSS  originais  da  Bíblia.  
MSS originais,  isto é, saídos das mãos dos 
escritores, 
 não 
 existe 
 nenhum 
 conhecido 
 no 
momento.   Deus na sua providência permitiu isso. Se 
existisse algum, os homens o adorariam mais do que 
o seu divino Autor. 
A  serpente  de  metal  posta  entre  os  israelitas 
como meio de auxílio à fé em Deus (Nm 21.8,9; 
137 
fácil Is  45.22)  foi  depois  idolatrada  por  eles  (2Rs 
18.4). 
-»  Deus   cuidou 
 do   sepultamento   de 
 Moisés   e 
ocultou  o  seu  local  porque  certamente  o  povo 
adoraria seu corpo (Dt 34.5,6). 
O  Diabo tinha interesse na idolatria e contendeu 
com o arcanjo sobre o corpo de Moisés (Jd 9). 
Milhões,  em  muitas  terras  adoram  a  cruz  de 
Cristo, ao invés do Cristo da cruz. 
É também o caso da virgem Maria, mãe de Jesus 
Cristo, que milhões adoram-na e não o Filho. 
Além 
 disso, 
 temos 
 que 
 considerar 
 o 
seguinte,  historicamente,  quanto  à  inexistência  de 
MSS originais: 
1.  Era costume judaico enterrar os MSS estragados 
pelo  uso  ou  qualquer  outra  causa,  para  evitar 
sua 
 mutilação, 
 profanação 
 e 
 interpolação 
espúria; 
2.  Os  reis  idólatras  e  ímpios  de  Israel  podem  ter 
destruído  muito ou  contribuído  para  isso,  como 
é o caso descrito em Jeremias 36.20-26. 
3.  O tirano Antíoco Epifânio,  rei da Síria  (175-164 
a.C.),  durante  seu  reinado  dominou  sobre  toda 
a  Palestina,  extremamente  cruel,  tinha  prazer 
em   aplicar   torturas   e   decidiu   exterminar   a 
religião judaica, assolou Jerusalém em 168 a.C., 
profanando   o   templo   e   destruindo   todas   as 
cópias que achou das escrituras sagradas. 
4.  Nos  dias  do  feroz  Imperador  Diocleciano  (284­ 
305 
 d.C.), 
 os 
 perseguidores 
 dos 
 cristãos 
destruíram quantas cópias acharam. 
A literatura judaica afirma que a missão da 
chamada Grande Sinagoga,  presidida  por Esdras, foi 
reunir   e 
 preservar   os   MSS   originais   do   Antigo 
138 
Testamento  -  que  serviram  aos  Setenta  no  preparo 
da Septuaginta - a  primeira tradução das Escrituras 
do Antigo Testamento, do hebraico para o grego. 
Há 
 inúmeras 
 cópias 
 de 
 manuscritos 
originais, 
 em 
 várias 
 partes 
 do 
 mundo. 
 Eles 
harmonizam-se 
 admiravelmente, 
 assegurando-nos 
assim  da  sua  autenticidade.  Uma  confirmação  disso 
há nos MSS do Mar Morto: 
Num   dia   de   verão,   em   1947,   o   pastor 
beduíno1  Árabe,  Muhammad  ad  Dib,  da  Tribo  dos 
Taa'mireh, que está entre Belém e o Mar Morto, saiu 
a   procura  de  uma  cabra  desgarrada   nas  ravinas2 
rochosas da costa  noroeste do referido Mar Morto, e 
encontrou   inestimável tesouro bíblico. 
Estava  um  pastor junto à  encosta  rochosa 
do Qumran e ao atirar uma pedra numa das cavernas 
ouviu  um  barulho de cacos se quebrando.  Entrou  na 
caverna  e  encontrou  uma  preciosa  coleção  de  MSS 
bíblicos:  12 rolos de  pergaminhos ou fragmentos de 
outros.  Um dos rolos era um MS de Isaías do ano de 
100   a.C.,   isto   é,   mil   anos   mais   antigo   que   os 
exemplares  até  então  conhecidos.   Os  rolos  estão 
escritos  em  papiro  e  pergaminhos  e  envolvidos  em 
panos de linho. 
Outras 
 cavernas 
 foram 
 vasculhadas 
 e 
novos  MSS  foram  encontrados.   Novas  luzes  estão 
surgindo  na  interpretação  de  passagens  difíceis  do 
AT.  Exemplos:  em  Êxodo  1.5,  o  total  de  pessoas  é 
75,  concordando  assim  com  Atos  7.14  (o  hebraico 
não  tem  algarismos  para  os  números  e  sim  letras; 
daí, para ter um erro não custa muito...). 
Em Isaías 49.12, o MS achado de Isaías diz 
"Siene"    e 
 não 
 "Sinin". 
 Ora, 
 Siene 
 era 
 uma 
importante  cidade  fronteiriça  do  Egito,  às  margens 
1  Árabe  do  deserto.  
2  Escavação  provocada  pela  enxurrada;   barranco.  
139 
do  Nilo,  junto  à  Etiópia,  hoje  a  moderna  Assuam. 
Ezequiel  29.10  e  30.6  referem-se  a  essa  cidade;  a 
versão 
 ARC 
 grafa 
 "Sevené". 
 Muitos 
 eruditos 
pensavam  até  agora  que  o  termo  "Sinin" de  Isaías 
49.12 fosse uma alusão1 à China. 
É  muito  confortante  saber  que  os  textos 
desses  MSS  encontrados  concordam  com  a  versão 
atual das Bíblias. 
Pesquisas   revelam   que   os   MSS   do   Mar 
Morto   foram 
 escondidos 
 pelos   essênios 
 - 
 seita 
ascética judaica  - durante a segunda  revolução dos 
judeus contra os romanos em 132-135 d.C. 
Os  responsáveis  por  um  grande  mosteiro2 
agora 
 descoberto, 
 ao   verem   aproximarem-se   as 
tropas  romanas,  esconderam  ali  sua  biblioteca!  Nas 
267 
 cavernas 
 examinadas, 
 foram 
 encontrados 
fragmentos de 332 obras, ao todo. 
Encontraram, 
 inclusive, 
 cartas   do 
 líder 
dessa   revolta:   Bar   Kochba,   em   perfeito   estado, 
estando 
 sua 
 assinatura 
 bem 
 nítida. 
 Nos 
 MSS 
encontrados  há  trechos  de  todos  os  livros  do  AT, 
exceto Ester. 
1  Menção,  referência,  relação.  
2  Habitação  de  monges  ou  monjas.  
140 
Questionário 
Assinale com "X" as alternativas corretas 
1.  Quanto às línguas originais da Bíblia, é certo que 
	usado 
Testamento foi: o grego 
 na 
 escrita 
 do 
 Antigo 
b)LJ   Os   idiomas   usados   na   escrita   do   Antigo 
	Testamento foram: o hebraico e o aramaico 
c ) D  O idioma usado na escrita do Novo Testamento 
	foi: o hebraico 
	do 
Testamento foram: o aramaico e o hebraico 
 Novo 
2.  Uma das exigências do AT aos escribas: 
a )D  Um erro numa folha inutilizava todo o rolo 
b)CH  O  pergaminho  tinha  que  ser  preparado  de 
	peles de animais limpos, somente por gregos 
c ) D    As   letras   e   palavras   não   eram   para   ser 
	contadas 
d)03  Eles  tinham  que  pronunciar  bem  alto  cada 
	palavra antes de escrevê-la 
3  . ______  é   o   MS   de   letras   maiúsculas   e    sem 
letras minúsculas, tendo espaço entre as 
a)[H Uncial e Palimpsesto 
b )D  Palimpsesto e Cursivo 
c )Q  Uncial e Cursivo 
d )D  Cursivo e Uncial 
Marque "C" para Certo e "E" para Errado 
4.[Ç]  Vários  materiais  foram  usados  para  escrita  nos 
tempos antigos, como: pergaminho, papiro e argila 
5 . LU   Há  inúmeros  MSS  originais  em  várias  partes  do 
mundo.  Uma  confirmação  disso  há  nos  MSS  do  Mar 
Morto 
141 
separação   entre   as   palavras; _________   escrita na usados idiomas Os d ) D  idioma O a ) n  	éo   de 
palavras A Tradução da Bíblia 
Era  preciso  a  tradução  da  Bíblia  para  dar 
cumprimento   às   palavras   do   Senhor   Jesus   após 
ressuscitar:   "Ide    por    todo    o    mundo    e    pregai    o 
Evangelho  a  toda  a  criatura" (Mc 16.15). 
	Ora   o   mundo   está   dividido   em   nações, 
tribos  e  povos,  cada  qual  com  sua   língua.   Hoje, 
quando  vemos  as  Escrituras  traduzidas  em   2.092 
línguas 
 e 
 dialetos, 
 sabemos 
 que 
 Aquele 
 que 
comissionou   os   discípulos   para   tão   grande   obra 
proveria também os meios para a sua realização. 
Portanto,  abordaremos  aqui  três  famosas 
traduções  da  Bíblia,  sendo  elas:  a  S ep tu a g in ta ,  a 
Vulgata e a  Versão  A u to riza d a  ou  Versão  do  Rei 
Tiago.  
A  Septuaginta.  
Foi   a   primeira   tradução   da   Bíblia.   É   a 
tradução 
 feita 
 do 
 hebraico 
 para 
 o 
 grego. 
Compreende só o AT, é evidente.  Foi a escritura que 
Jesus e seus apóstolos usaram.  A mais antiga  cópia 
da  Septuaginta está  na  biblioteca do Vaticano.  Data 
de 325 d.C. 
(T)  Local  da  tradução:  Alexandria, no Egito. 
1    Tempo:  Cerca de 285 a.C. 
A  Vulgata.  
É  a  tradução  da  Bíblia  toda,  do  hebraico 
para o latim, feita por Jerônimo - um notável erudito 
da  Igreja que estava em  Roma,  a qual  nesse tempo 
ainda mantinha pureza espiritual. 
O 
 Concílio 
 de 
 Trento 
 (1546 
 d.C.) 
determinou  que "apenas   essa   edição  antiga   ..   dever  
142 
ser     considerada  
 autêntica  
 para  
 fins  
 de  
 leitura 
pública,   debate,   sermões   e   discursos   expositores,   e 
que  ninguém  ouse  rejeitá-la  sob  qualquer  pretexto".  
(T)  Local  da  tradução:  Belém, Palestina. 
§    Tempo:  concluída em 405 d.C. 
A  Versão  Autorizada  ou  Versão  do  Rei  Tiago.  
Essa  versão  é  até   hoje  a   predileta   dos 
povos   de   fala   inglesa. 
 O   povo   inglês   tem   alta 
veneração   pela   Bíblia.   Ela   formou   a   mentalidade 
desse  povo,  e  é  tida  como  seu  sustentáculo  e  seu 
maior legado. 
(%)  Local  da  tradução:  Inglaterra. 
§    Tempo:   1611 d. C. 
A Bíblia em Português 
A primeira tradução da Bíblia em português 
foi  feita  pelo  pastor João  Ferreira  de Almeida.  Fato 
interessante  é  que  o  trabalho  foi  realizado  fora  de 
Portugal  -  na  cidade  de  Batávia,  ilha  de  Java,  no 
Oceano Índico. Hoje, Jacarta, capital da Indonésia. 
Almeida 
 foi 
 ministro 
 do 
 Evangelho 
 da 
Igreja 
 Reformada 
 Holandesa, 
 a 
 mesma 
 que 
evangelizou  o  Brasil,  com  sede em  Recife durante a 
ocupação   holandesa,   no   século   XVII.   Nasceu   em 
1628, em Torre de Tavares, concelho1 de Mangualde, 
distrito de Veseu, em  Portugal.  Faleceu em Java em 
1691. 
A  Igreja  Católica,  através  do  tribunal  da 
Inquisição,  não teve como  queimá-lo vivo,  queimou 
sua efígie2, em Goa, antiga possessão portuguesa na 
	de 
inferior  ao  distrito,  do  qual  é  divisão.  
2  Imagem,  figura,  retrato  (de  pessoa).  
 
categoria  
 
imediatamente  
143 
administrativa  1    Circunscrição  índia.  Essa  igreja  nem  mesmo  agora,  no  chamado 
Ecumenismo1, se desculpou de tais coisas. 
A Versão de Almeida 
O  Novo  Testamento.  
Almeida traduziu  primeiro o  NT,  o qual foi 
publicado em 1681 em Amsterdã, Holanda. 
Na  Biblioteca  Nacional  do  Rio  de  Janeiro, 
há  um  exemplar da  3a  Edição  do  Novo Testamento 
de Almeida, feito em 1712. 
O  Antigo  Testamento.  
Almeida traduziu  primeiro o AT até o  livro 
de  Ezequiel.  Foi  interrompida  a  tradução  por causa 
de sua morte em 1691. 
Ministros 
 do 
 Evangelho 
 da 
 Igreja 
Reformada  Holandesa,  amigos  seus,  terminaram  a 
referida tradução em  1694, e publicaram a tradução 
completa em 1753. 
A 
 Sociedade 
 Bíblica 
 Britânica 
 e 
Estrangeira, 
 de 
 Londres, 
 começou 
 a 
 publicar   a 
tradução de Almeida em  1809, apenas o NT. A Bíblia 
completa  num só volume,  a  partir de  1819.  O Texto 
em apreço foi revisado em 1894 e 1925. 
A   Bíblia   de   Almeida   foi   publicada   pela 
primeira   vez   no   Brasil   em   1944   pela   Imprensa 
Bíblica Brasileira, uma organização da Igreja Batista. 
A Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira 
foi 
 maravilhosamente 
 usada 
 por 
 Deus 
 na 
disseminação  da  Bíblia  em  português,  em  trabalho 
pioneiro  e  contínuo,  bem  como  a  Sociedade  Bíblica 
Americana. 
1  Movimento   que   buscam   semelhante   universalidade,   pregam   a 
união  indistinta  entre  protestantes,  católicos,  judeus,  espíritas,  
budistas,  etc.  
144 
^   A  versão  ARC  (Almeida  Revista  e  Corrida).  
A Imprensa  Bíblica  Brasileira  publicou em 
1951  a  edição  revista  e  corrigida,  abreviadamente 
conhecida por ARC. 
A  versão  ARA  (Almeida  Revista  e  Atualizada).  
	Uma  comissão de especialistas  brasileiros 
trabalhando   de   1946   a   1956   preparou   a   Edição 
Revista 
 e 
 Atualizada 
 de 
 Almeida, 
 conhecida 
abreviadamente  por  ARA. 
1951.   O AT, em 1958. 
 0  NT  foi  publicado  em 
A  publicação  é  da  Sociedade   Bíblica   do 
Brasil. Foi usado o texto grego de Nestlé para o NT e 
o hebraico de Letteris para o AT. 
Outras Traduções 
^   Versão  do  Padre  Antonio  Pereira  de  Figueiredo.  
Grande latinista.  Editou o NT em  1778 e o 
AT em  1790. Tradução feita em  Portugal.  Figueiredo 
traduziu da Vulgata Latina. 
    A  Tradução  Brasileira.  
Feita 
 por 
 uma 
 comissão 
 de 
 teólogos 
brasileiros  e  estrangeiros.  O  NT  foi  publicado  em 
1910   e   o  AT  em   1917.   É  tradução   mui   fiel   ao 
original.  Esgotada,  sua  publicação  foi  suspensa  em 
1954. 
 ' 
"    Humberto  Rhoden.  
Padre 
 brasileiro, 
 de 
 Santa 
 Catarina. 
Traduziu só o NT. Texto grego: Nestlé.  Foi publicado 
em   1935.   Esse  padre  deixou  a  Igreja  Romana.   É 
versão muita usada na crítica textual. 
145 
ítf  ^   Matos  Soares.  
Também 
 padre 
 brasileiro. 
 Traduziu 
 da 
Vulgata.  Publicada  no  Brasil  em  1946.  Em  Portugal 
desde 1933. É a Bíblia popular dos católicos romanos 
de fala  portuguesa.  Um  grave inconveniente, são os 
itálicos 
 muito 
 extensos, 
 e 
 que 
 conduzem 
 a 
preconceitos e tendências. 
^   A  versão  da  Impressa  Bíblica  Brasileira.  
A  IBB  lançou  em  1968,  após  longos  anos 
de 
 cuidadoso 
 trabalho, 
 uma 
 nova 
 versão 
 em 
português, 
 conhecida 
 como 
 VIBB, 
 baseada 
 na 
tradução de Almeida.  Nessa  versão foram  utilizados 
os melhores textos em hebraico e grego. 
"Tradução  Novo  Mundo".  
As  Testemunhas  de  Jeová  publicam  uma 
versão  falsificada  de  toda  a  Bíblia  -  a  "Tradução 
Novo     Mundo". 
 O   texto   é 
 mutilado 
 e   cheio   de 
interpolação1.  Foi  preparado  para  apoiar as crenças 
antibíblicas dessa seita falsa. 
As Sociedades Bíblicas 
Há  no  Brasil  várias  entidades  evangélicas 
publicadoras e distribuidoras de Bíblias. 
s   A  primeira  é  a  Imprensa    Bíblica    Brasileira  
(IBB),  fundada em 02/07/1940. 
J     A  segunda  é  a  Sociedade    Bíblica    do    Brasil 
(SSB),   fundada  em  10/06/1948,  resultante  da 
fusão  em   1942,   das  agências  que   no   Brasil 
funcionavam,  da  Sociedade  Bíblica  Britânica  e 
Estrangeira  e  da  Sociedade  Bíblica  Americana. 
1   Numa    cópia,    inserção    deliberada    de    elemento(s)    que    não  
constava(m)  do  original.  
146 
■  Essa   fusão   (de   1942   a   1948)   denominou-se 
Sociedades Bíbücas Unidas. 
A agência da Sociedade Bíblica  Britânica e 
Estrangeira  no  Rio  de  Janeiro  foi  a  primeira  desse 
gênero organizada na América Latina. 
A 
 primeira 
 remessa 
 de 
 Bíblias 
 para 
aquisição popular chegou ao Brasil em  1822 - o ano 
da  nossa  independência  política.  É significativa essa 
conotação entre a chegada aqui da  Bíblia em  massa 
e a independência do Brasil. 
A 
 primeira, 
 trazendo 
 a 
 emancipação 
espiritual; a segunda, a nacional ou política. 
Essa 
 primeira 
 remessa 
 foi 
 de 
 2000 
exemplares de Bíblias e Novos Testamentos,enviada 
pela  Sociedade  Bíblica  Britânica  e  Estrangeira,  com 
sede em Londres. Porto de chegada ao Brasil: Recife. 
Em  1855  novas portas se abrem  para  uma 
maior difusão da  Bíblia com a fundação da  primeira 
Igreja 
 Evangélica 
 em 
 nossa 
 terra 
 - 
 a 
Congregacional,   pelo  missionário  Roberto  Kalley  e 
esposa.  A  partir daí ele desenvolveu  grande esforço 
para a divulgação da Bíblia. 
Em  1856  foi  fundada  a  primeira  agência 
distribuidora  de  Bíblias  no  Brasil,   pela  Sociedade 
Bíblica  Britânica  e  Estrangeira  (SBBE).  A  segunda 
agência  foi  a  Sociedade  Bíblica  Americana  (SBA), 
fundada  em   1876.  Ambas  funcionaram   no  Rio  de 
Janeiro. Antes disso,  Bíblias já circulavam no Brasil, 
vindas através de comandantes de navios e entregue 
aos revendedores. 
Outro  fator  marcante  foi  os  distribuidores 
itinerantes  (colportores),  como  é  o  caso  do  Rev. 
James Thompson  enviado  pela  SBBE  em  1818,  que 
viajou  muito  através  das  Américas,  distribuindo  o 
Santo Livro. 
147 
Outro  caso  que  muito  contribuiu   para  o 
mesmo 
 fim 
 é 
 o 
 do 
 missionário 
 D.P. 
 Kidder, 
metodista,  que  distribuiu  exemplares  da  Palavra  de 
Deus em quase todo o Império do Brasil, a partir de 
1837. 
Só  na  eternidade  se  revelará  o  benefício 
que   as   Sociedades 
 Bíblicas   acima 
 mencionadas, 
coadjuvadas 
 por 
 pioneiros 
 indómitos, 
 como 
 os 
mencionados, 
 têm 
 trazido 
 ao 
 Brasil 
 no   sentido 
espiritual,   social   e   cultural,   mediante   a   bendita 
semeadura pioneira do Livro de Deus. 
	Funciona  também  no  Brasil,  com  sede  em 
São Paulo, a Sociedade Bíblica Trinitariana. 
A mais antiga  Sociedade Bíblica do  mundo 
é a Sociedade Bíblica Britânica e Estrangeira (SBBE) 
fundada  em  1804;  a  segunda  é  a  Sociedade  Bíblica 
Americana (SBA) fundada em 1816. 
Na 
 distribuição 
 de 
 Bíblias 
 em 
 todo   o 
mundo, o Brasil ocupa o segundo lugar. 
Particularidades Sobre o Texto Bíblico em 
	Geral e a sua Tradução 
As  palavras  em  itálico.  
Não 
 constam 
 do 
 original. 
 Foram 
introduzidas  na  tradução  para  completar  o  sentido 
do texto. A única versão protestante com  itálico é a 
ARC. 
"  
 
da  margem.  
Muitas  Bíblias  têm  em  suas  margens,  em 
determinados trechos, a tradução literal do hebraico 
e 
 grego.  Às vezes,  tem  uma  tradução   diferente 
quando 
 o  caso é  duvidoso. São   muito  úteis  essas 
notas feitas à margem do texto bíblico. 
148 
do r®  Uso      Datas  impressas  no  texto.  
Muitas Bíblias antigas, em  português,  bem 
como  noutras  línguas,  trazem  datas  impressas  no 
texto.   São  datas  da  chamada  "Cronologia    Aceita" 
elaborada 
 pelo 
 Arcebispo 
 Ussher 
 (anglicano) 
 e 
inseridas pela primeira vez no texto bíblico em 1701. 
Depois de Ussher, surgiram outras cronologias como 
a de Calmet, Hales, etc. 
As  investigações  modernas  e  descobertas 
arqueológicas   têm   alterado   em   muitos   pontos   a 
cronologia 
 tradicional. 
 A 
 cronologia 
 é 
 terreno 
movediço1, 
 especialmente 
 quanto 
 aos 
 primeiros 
milênios da História. 
O  sumário  dos  capítulos.  
São preparados pelos editores, e nada tem 
com a  inspiração e o texto original. As exceções são 
algumas frases introdutórias de certos Salmos (4;  5; 
6;  7;  8;  9;  22;  32;  45;  46;  53;  69;  75;  etc).  Tais 
sumários 
 nem 
 sempre 
 correspondem 
 com 
 os 
capítulos aos quais  fazem referências. 
Há  casos  até  negativos,  como  a  parábola 
dos "Dez Talentos", quando não são dez; a "Parábola 
do   Rico   e   do   Lázaro",   quando   não   se   trata   de 
parábola, e assim por diante. 
^   A  divisão  em  capítulos  e  versículos.  
Não vem do original. A primeira  Bíblia que 
trouxe  essa   divisão  foi  a  Vulgata,   em   1555.   Em 
muitos casos, a divisão tanto em capítulos como em 
versículos,   quebra   o   sentido,   biparte2  o   texto   e 
altera toda a linha do pensamento. 
1   Que   se   move   com   facilidade.   Pouco   firme;   instável.   Volúvel, 
inconstante.  
2  Dividir  em  duas  partes.  
149 
ctf  Exemplo 
 de 
 capítulos: 
 Isaías 
 53,    que 
deveria começar em  52.13;  João capítulo 8, deveria 
começar em 7.53; 2Reis 7 deveria começar em 2Reis 
6.24,  o  capítulo  3  de  Colossenses  deveria  terminar 
em 4.1; o capítulo 10 de Mateus deveria começar em 
9.35; Atos 5 deveria começar em 4.36, etc. 
Com  a  divisão  em  versículos,  acontece  a 
mesma   coisa,   por   exemplo: 
 Efésios   1.5   deveria 
começar   com   as   duas   últimas   palavras   de   1.4. 
ICoríntios  2.9,10  deveria  ser  um  só  versículo;   o 
mesmo 
 deveria 
 ocorrer 
 com 
 João 
 5.39,40. 
 Na 
Epístola  aos  Romanos,   bem  como  em  Efésios,   há 
diversos casos desses. 
Também,  a  divisão  em  versículos  não  é  a 
mesma  em  todas  as  versões;   por  exemplo,  Lucas 
20.30   na  ARC,  corresponde  a   Lucas  20.30,31   na 
"Tradução  Brasileira".  Marcos 9.49 deve ficar ligado 
ao  versículo  48,  e  não  como  está  na  ARA,  tendo  a 
epígrafe1 entre os dois versículos. 
A  divisão  do  texto  em  parágrafos.  
É  muito  útil  para  a  sua  compreensão.  O 
Salmo  2,  por exemplo,  contém  5  parágrafos,  tendo 
cada  um,  aplicação diferente  (vv  1-3,  4-6,  7-9,  10- 
12a;  12b).  A única  versão em  português que  indica 
os parágrafos é a ARA, com um tipo negrito cada vez 
que isso ocorre. 
Há  versões  noutras  línguas  que  dão  tanta 
importância 
 a 
 essa 
 divisão, 
 que, 
 para 
 maior 
comodidade   ao   leitor,   imprimem   o   próprio   sinal 
gráfico  para  parágrafo  (muito  parecido  com  um  "P" 
invertido). 
1  Título  ou  frase  que  serve  de  tema  a   um  assunto;   mote.   Curta 
citação    posta    no    frontispício    de    livro,    na    entrada    de    um  
capítulo,  de  uma  composição  poética,  etc.  
150 
Questionário 
Á? Assinale com "X" as alternativas corretas 
6.  Quanto à Septuaginta, é errado afirmar que 
a ) 0  É a tradução feita do hebraico para o latim 
b )D  Foi a primeira tradução da Bíblia 
c ) D  Compreende só o Antigo Testamento 
d)[H Foi traduzida em Alexandria, no Egito, cerca de 
	285 a.C 
7.  A Bíblia  de Almeida foi  publicada  pela  primeira vez 
	no Brasil em 1944 pela 
a)[U Sociedade Bíblica do Brasil 
b)E] Sociedade Bíblica Americana 
c )D  Sociedade Bíblic^ Britânica e Estrangeira 
d)EB  Imprensa  Bíblica  Brasileira,  uma  organização 
	da Igreja Batista 
8.  Seita que publicou uma versão falsificada de toda a 
	Bíblia chamada de: "Tradução Novo Mundo" 
a ) 0  A Maçonaria 
b)CH O Grupo dos 12 
c ) 0  As Testemunhas de Jeová 
d)E] Os Mórmons 
S? Marque "C" para Certo e "E" para Errado 
9.Qi] A Vulgata é a tradução da Bíblia toda, do hebraico 
para  o  latim,  feita  por Jerônimo,  concluída  em  405 
d.C 
10.□  A  mais antiga  Sociedade  Bíblica  do  mundo  é  a 
Sociedade Bíblica Americana 
151 
Biblioloqia 
Referências Bibliográficas 
FERREIRA, Aurélio Buarque de Holanda, Novo  Aurélio 
	Século XXI,  3a  ed.  Rio  de  Janeiro:  Editora  Nova 
	Fronteira, 1999. 
STAMPS, Donald C., Bíblia  de  Estudo  Pentecostal, Rio 
	de Janeiro: CPAD, 1995. 
	Pequena 
Pindamonhangaba: IBAD. 
 
Enciclopédia  
 
Bíblica, 
DOUGLAS, J.  D., O  Novo   Dicionário  da  Bíblia,  2a ed. 
	São Paulo: Editora Vida Nova, 2001. 
ANDRADE,  Claudionor  Corrêa  de,  Die   Teológico;  6o 
	ed. RJ: CPAD, 1998. 
Concordância   Bíblica.  São  Paulo:  Sociedade  Bíblica 
	do Brasil, 1975. 
GILMER,  Thomas  L.  Concordância   Bíblica   Exaustiva. 
	São Paulo: Editora Vida, 1999. 
CHAMPLIN,  R.  N.  Enciclopédia   de   Bíblia,   Teologia   e 
filosofia.   3a   Ed.   São   Paulo: 
1975. 
 Editora   Candeia, 
153 
Orlando, BOYER, link_bookmark_2 link_bookmark_2
ELWELL,  Walter A.;  Enciclopédia   Histórico-Teológica 
	da   Igreja   Cristã.  I a  Ed.  São  Paulo:  Editora  Vida 
	Nova, 1990. 
OLIVEIRA,  Raimundo  de;  As   Grandes   Doutrinas   da 
	Bíblia. Rio de Janeiro: CPAD, 1987. 
	Conhecendo 
Bíblia.São Paulo: Editora Vida. 
 
as  
 
Doutrinas  
 
da 
MENZIES, Willian W. / Horton, Stanley M.; Doutrinas 
	Bíblicas. 2a Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996. 
	Teologia 
Sistemática. I a Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1999. 
HORTON,  Stanley  M.;  Teologia   Sistemática.  2a  Ed. 
	Rio de Janeiro: CPAD, 1997. 
HOUSE,  H.  Wayne;  Teologia   Cristã   em   Quadros.  I a 
	Ed. São Paulo:  Editora Vida, 1999. 
GEISLER,  Norman e William  Nix;  Introdução   Bíblica. 
	I a Ed. São Paulo: Editora Vida, 1997. 
GILBERTO, Antonio; A  Bíblia  Através  dos  Séculos. 9a 
	Ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2000. 
GILBERTO, Antonio;  A   Bíblia.  5a  Ed.  Rio de Janeiro: 
	CPAD, 1999. 
COMFORT,  Philip Wesley; A   Origem  da  Bíblia.  I a  Ed. 
	Rio de Janeiro: CPAD, 1998. 
Manual   de   Doutrinas   das   Assembléias   de   Deus   no 
	I a   Ed.   -   Elaborado   pelo   Conselho   de 
Doutrina da CGADB. Rio de Janeiro: CPAD, 2000. 
154 
Brasil. à  Introdução  Eurico; BERGSTEIN, Myer; PEARLMAN, G ráfica e Editora LEX  Ltda. 
Fone/Fax: (44) 3642-11H8 
155 
e>’’r ^ 'K- w « » '   t'   S « w « m  im    * ,1 iin 4U,. I / « n W „  <«p í r f ^ ú .x ,  A l t , ,  , „ u ,  P/WMOlioiMn. CUAÍRA - PR. -  
 do  
ibadep@ibadep.com   -   www.ibadep.com  E-mail:  IBADEP  Instituto  Bíblico     Igrejas  Av.  Evangélicas  das  Brasil,  S/N°  Cx.Postal  Assembléias    Deus  Vila  248  Fone:  -  do  de  -  Estado    Paraná  Eletrosul  85980-000  (44)  3642-2581  -  -  Guaíra  PR  -

Mais conteúdos dessa disciplina