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PERGUNTA 1 1. A Constituição Imperial do Brasil garantiu a instrução primária para todos os cidadãos brasileiros. Entretanto uma parte da elite que apoiou o monarca Pedro I no processo de emancipação do Brasil de Portugal passou a defender limites ao poder monárquico, não aceitando o absolutismo vindo das monarquias europeias. Negaram que existia uma dependência política que movia os jogos de interesses entre as províncias e os municípios, e eram contra a necessidade de promover uma instrução que favorecesse a liberdade, civilização e autonomia. VEIGA, C. G. Escola pública para os negros e os pobres no Brasil: uma invenção imperial. Revista Brasileira de Educação, [s. l.], v. 13, n. 39, p. 502-596, set./dez. 2008. Levando em conta o texto acima, analise as afirmativas a seguir. I. A instrução elementar foi colocada a cargo das províncias. II. Homogeneizou-se a educação, proibindo a criação de escolas privadas por lei. III. Criou-se uma normalização da instrução para as províncias. IV. A escolha da clientela escolar se fez por meio das diferenças étnicas. É correto o que se afirma em: a. II e IV, apenas. b. III e IV, apenas. c. I, II e IV, apenas. d. I, II e III, apenas. e. I e III, apenas. RESPOSTA I e III, apenas PERGUNTA 2 1. Veiga (2008) menciona que, conforme registros historiográficos, os negros escravos tiveram acesso à aprendizagem da leitura e escrita a partir do século XVIII. Há listas de frequência de alunos em pautas particulares que trazem a frequência de alunos negros escravos, o que indica que os escravos tiveram acesso à educação no Brasil de Oitocentos. VEIGA, C. G. Escola pública para os negros e os pobres no Brasil: uma invenção imperial. Revista Brasileira de Educação, [s. l.], v. 13, n. 39, p. 502-596, set./dez. 2008. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbedu/a/hjFMbWn5YWMsSgtQq6SKHTG/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 3 out. 2022. Considerando o texto acima, assinale a alternativa que corresponde às condições dos filhos de escravos no Brasil Império. a. Condição de liberdade e livre acesso à educação. b. Condições favoráveis aos estudos, uma vez que cada vez mais se aproximava o fim da escravidão no Brasil. c. Condição de prosperidade e aumento da sua autonomia. d. Condição de crescimento financeiro. e. Condição de marginalidade e escravidão. RESPOSTA: Condição de marginalidade e escravidão PERGUNTA 3 1. Considere o trecho a seguir, que preserva uma memória do professor Anselmo Barreto, que foi inspetor técnico do ensino de Minas Gerais: “Outro fato que me intrigava naquela época era a desigualdade social. Filhos de pais que exerciam profissões “mais nobres” não gostavam de relações com os colegas filhos de operários e de lavradores, muito embora existisse certa ‘aristocracia’ rural. O preconceito, então, contra os pretinhos era muito grande. Ninguém gostava de ficar perto dos poucos que frequentavam a escola” (VEIGA, 2008, p. 508-509). VEIGA, C. G. Escola pública para os negros e os pobres no Brasil: uma invenção imperial. Revista Brasileira de Educação, [s. l.], v. 13, n. 39, p. 502-596, set./dez. 2008. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbedu/a/hjFMbWn5YWMsSgtQq6SKHTG/?format=pdf&lang=pt. Acesso em: 3 out. 2022. Considerando o texto acima, assinale a alternativa correta. a. Há escassez de dados relativos à frequência escolar nesse período do Brasil Republicano, mas é possível afirmar ter havido maior frequência de crianças brancas. b. Há abundância de dados relativos à frequência escolar nesse período do Brasil Republicano, o que permite afirmar que houve maior frequência de crianças brancas. c. Há escassez de dados relativos à frequência escolar nesse período do Brasil Republicano, o que impede de se fazer qualquer afirmação quanto a que grupo frequentava mais a escola. d. Há abundância de dados relativos à frequência escolar nesse período do Brasil Republicano, o que permite afirmar que houve maior frequência de crianças negras. e. Há abundância de dados relativos à frequência escolar nesse período do Brasil Republicano, o que permite afirmar que houve maior frequência de crianças escravas. RESPOSTA: Há escassez de dados relativos à frequência escolar nesse período do Brasil Republicano, mas é possível afirmar ter havido maior frequência de crianças brancas.