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GESTÃO DA PRODUÇÃO E OPERAÇÕES AULA 02 – SEMANA 04 Prof. Dr. Thiago Alves de Souza AGENDA DA AULA ➔ Aula 02 – Gestão da Capacidade; ➔ Conceito, características e métodos; ➔ Atividade prática. O QUE É CAPACIDADE? ➔ Uso mais comum do termo capacidade: ➔ Sentido estático, físico, do volume fixo de um recipiente ou de espaço; INTRODUÇÃO À GESTÃO DE CAPACIDADE ➔ Gerenciar a capacidade produtiva para satisfazer a demanda atual e futura é uma responsabilidade fundamental da administração da produção; Capacidade tem relação com “demanda” ➢Equilíbrio entre capacidade X demanda: -Satisfação dos clientes e redução de custos; ➢ Falta de equilíbrio traz: -Incapacidade de atender a demanda e custos excessivos; DEFINIÇÃO PARA GESTÃO DE OPERAÇÕES ➔ Chamamos de capacidade à quantidade máxima de produtos e serviços que podem ser produzidos numa unidade produtiva, num dado intervalo de tempo. DEFINIÇÃO PARA GESTÃO DE OPERAÇÕES Fábrica; Departamento; Armazém; Loja; Posto de atendimento médico; Uma máquina; Posto de trabalho. EXEMPLO ➔ O cinema tem capacidade para 400 lugares, como cada seção de cinema dura cerca de duas horas, se for considerado o intervalo entre uma sessão e outra, verificar-se que o cinema pode “processar/atender” 1.200 espectadores por dia de oito horas (realização de três sessões). MEDIDAS DE CAPACIDADE ➔ Fábrica de suco = litros/hora; ➔ Fábrica de aço = ton/mês; ➔ Fábrica de iogurtes = ton/dia; ➔ Cinema, teatro, estacionamento = nº de lugares, ou nº por dia; ➔ Hospital = nº de leitos disponíveis/dia; ➔ Serviço = nº de clientes atendidos/dia. MEDIDAS DE CAPACIDADE ➔ Siderúrgica = toneladas de aço/período ➔ Refinaria de Petróleo = litros de gasolina ou óleo/período ➔ Montadora de Automóveis = n°de veículos/período ➔ Cia. De Papel = toneladas de papel/período ➔ Cia. De Eletricidade = megawatts/hora ➔ Fazenda = tonelada de grãos/período ➔ Pecuária = cabeças/mês DETERMINANTES DA CAPACIDADE (1) Instalações; (2) Composição de produtos ou serviços; (3) Projeto do processo; (4) Fatores humanos; (5) Fatores operacionais; (6) Fatores externos. RESTRIÇÕES DE CAPACIDADE ➔ Muitas organizações operam abaixo da capacidade: ➔ Porque a demanda é insuficiente; ➔ Política própria; RESTRIÇÕES DE CAPACIDADE ➔ Frequentemente: ➔ Algumas partes da operação encontram-se trabalhando em sua capacidade máxima, enquanto outras partes estão funcionando abaixo da capacidade. Via de regra Providenciar recursos extras GARGALOS CAPACIDADE DEPENDE DO MIX DE ATIVIDADES Tratamentos simples Tratamentos complexos Volume Produção HOSPITAL EXPANSÃO DE CAPACIDADE ➔ A expansão de capacidade não se dá de forma contínua, mas em mudanças graduais; ➔ A necessidade de expansão faz com que a empresa procure novas instalações; construindo alugando quando houver espaço solução temporária EXPANSÃO DE CAPACIDADE ➔ Outras formas de expansão em uma fábrica: ➔ Procedendo um análise do layout; ➔ Utilizando a capacidade ociosa de equipamentos ou substituí-los por outros mais modernos; ➔ Aumento de turnos de trabalho ➔ Utilizando outros métodos de programação e controle de produção; ➔ Reduzindo áreas de estoques. TIPOS DE CAPACIDADE Instalada Disponível Efetiva Realizada CAPACIDADE INSTALADA ➔ É a capacidade máxima que uma unidade produtora pode produzir se trabalhar ininterruptamente, sem que seja considerada nenhuma perda. CAPACIDADE INSTALADA ➔ Uma empresa do ramo alimentício tem capacidade de produzir, em um forno contínuo, duas toneladas de biscoito por hora. Qual é a capacidade instalada mensal desta empresa? ➔ Resposta em toneladas: 2 toneladas por hora x 30 dias x 24 horas = 1.440 toneladas de biscoitos por mês. ➔ Resposta em horas: 30 x 24 = 720 horas mensais. CAPACIDADE DISPONÍVEL ➔ É a quantidade máxima que uma unidade produtiva pode produzir durante a jornada de trabalho disponível. ➢ O fabricante de biscoitos do exemplo anterior pode trabalhar com a) apenas 1 turno; b) 2 turnos; ou c) 3 turnos. CAPACIDADE DISPONÍVEL ➔ Um turno: um turno diário, com oito horas de duração, cinco dias por semana. Neste caso, a capacidade disponível será de 8 x 5 x 4 = 160 horas mensais; ➔ Dois turnos: dois turnos diários, com oito horas de duração cada um, cinco dias por semana. Neste caso, a capacidade disponível será de 2 x (8 x 5 x 4) = 320 horas mensais; ➔ Três turnos: três turnos diários, com oito horas de duração cada um, cinco dias por semana. Neste caso, a capacidade disponível será de 3 x (8 x 5 x 4) = 480 horas mensais. CAPACIDADE EFETIVA ➔ Representa a capacidade disponível subtraindo-se as perdas planejadas desta capacidade. Mudanças, manutenções, Setups, Paradas, Trocas de turnos, Movimentações, Amostragens de qualidade... DIMINUIÇÃO DO TEMPO PRODUTIVO CAPACIDADE REALIZADA ➔ A capacidade realizada é obtida subtraindo-se as perdas não planejadas da capacidade efetiva, em outras palavras, é a capacidade que realmente aconteceu em determinado período. Problemas de qualidade, quebras de máquinas, ausências de funcionários DIMINUIÇÃO DO TEMPO PRODUTIVO Perdas Não PlanejadasPerdas Planejadas São aquelas perdas que se sabe de antemão que irão acontecer; São perdas que não se consegue prever; Essas perdas devem ser evitadas! UTILIZAÇÃO E EFICIÊNCIA DA OPERAÇÃO Utilização % = capacidade efetiva capacidade disponível Eficiência % = capacidade realizada capacidade efetiva quanto uma unidade produtiva está utilizando sua capacidade disponível porcentagem de eficiência da unidade produtora em realizar o trabalho programado EXERCÍCIO 01 ➔ Suponha que o fabricante de papel fotográfico tenha uma máquina cuja produção seja de 200 metros quadrados por minuto e que a linha opera 24 horas por dia, 7 dias por semana; ➔ Durante essa semana, o volume de produção real foi somente 582.000 metros quadrados; ➔ Os registros para uma semana de produção mostram os seguintes tempos perdidos na tabela a seguir: EXERCÍCIO 01 ATIVIDADE TEMPO PERDIDO (H) 1. Mudanças de produto (setups) 20 h 2. Manutenção preventiva regular 16 h 3. Nenhum trabalho programado 8 h 4. Amostragens de qualidade 8 h 5. Tempo de trocas de turnos 7 h 6. Paradas para manutenção inesperada 18 h 7. Investigação de falhas de qualidade 20 h 8. Falta de estoque de material de cobertura 8 h 9. Faltas de pessoal 6 h 10. Esperas pelas bobinas de papel 6 h EXERCÍCIO 1 ➔ Determine a capacidade disponível? ➔ Metros quadrados por semana; ➔ Minutos por semana; ➔ Horas por semana; ➔ Quais atividades são perdas planejadas e não planejadas? ➔ Qual o total de horas das perdas seguindo a divisão realizada? ➔ Qual a capacidade efetiva em horas? ➔ Qual a capacidade realizada em horas? EXERCÍCIO 1 ➔ Determine a capacidade disponível? ➔ Metros quadrados por semana: ➔ 200 x 60 x 24 x 7 = 2,016 ➔ Minutos por semana: ➔ 60 x 24 x 7 = 10.080 ➔ Horas por semana: ➔ 24 x 7 = 168 EXERCÍCIO 1 Atividade Tempo perdido (h) 1. Mudanças de produto (setups) 20 h 2. Manutenção preventiva regular 16 h 3. Nenhum trabalho programado 8 h 4. Amostragens de qualidade 8 h 5. Tempo de trocas de turnos 7 h 6. Paradas para manutenção inesperada 18 h 7. Investigação de falhas de qualidade 20 h 8. Falta de estoque de material de cobertura 8 h 9. Faltas de pessoal 6 h 10. Esperas inesperadas pelas bobinas de papel 6 h PP PNP EXERCÍCIO 1 ➔ Perdas Planejadas = 59 horas ➔ Perdas Não Planejadas = 58 horas ➔ Cálculo da capacidade efetiva: ➔ 168 horas – 59 horas = 109 horas ➔ Cálculo da capacidade realizada: ➔ 109 horas – 58 horas = 51 horas EXERCÍCIO 1 ➔ Cálculo dos graus de utilização e eficiência produtivos. Utilização = 109 = 64,8% 168 Eficiência = 51 = 46,7% 109 Quais as reflexões? ➔ SLACK, N. Administração da produção. 8. ed. Rio de Janeiro: Atlas, 2018. ➔ BALLOU, R. H. Logística empresarial: transportes, administraçãode materiais e distribuição física. São Paulo: Atlas, 1993. 388 p. ➔ PALADINI, E. P. Gestão da qualidade: teoria e prática. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2012. 302 p. BIBLIOGRAFIA BÁSICA ➔ CORRÊA, H. L.; CORRÊA, C. A. Administração de produção e de operações: manufatura e serviços: uma abordagem estratégica. Ed. compacta. São Paulo: Atlas, 2013. 494 p. ➔ NOVAES, A. G. Logística e gerenciamento da cadeia de distribuição: estratégia, operação e avaliação. 3. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007. 400 p. ➔ LAUGENI, F. P.; MARTINS, P. G. Administração da produção. 2ª Edição. Saraiva, 2005. ➔ MOREIRA, D. A. Administração da produção e operações. São Paulo: Saraiva, 2013. BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR