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APG - SOI III Bianca Cardoso - Medicina 3 o Período DERRAME PLEURAL Pleura: membrana que envolve os pulmões, composta por 2 camadas, a pleura visceral (camada interior que recobre o pulmão) e a pleura parietal (camada mais externa que cobre a parede torácica, o diafragma e o mediastino). Entre as duas camadas de pleura existe um espaço mínimo, de 0,02 milímetro, chamado de cavidade pleural, ou espaço pleural. Dentro dele encontra-se uma pequena lâmina de líquido, que faz papel de lubrificante, impedindo o atrito entre as duas camadas de pleura quando os pulmões se enchem e quando se esvaziam de ar. O volume normal de líquido dentro da cavidade pleural é de aproximadamente 0,2 ml por kg de peso, esse fluido é produzido e reabsorvido principalmente na superfície parietal e depende do equilíbrio das diferenças de pressão hidrostática e oncótica entre as circulações sistêmica e pulmonar no espaço pleural. A pleura é altamente vascularizada e o seu líquido é constantemente renovado a uma taxa de 0,6ml/h. Os microvasos sanguíneos e linfáticos que irrigam a pleura são os responsáveis por trazer e levar o líquido pleural, mantendo sempre um volume constante dentro da cavidade. Quando há uma perturbação deste balanço, começa a haver retenção de líquidos no espaço pleural e o derrame se forma. Alguns estudos afirmam que a pleura serve como uma membrana serosa elástica, para permitir mudanças na forma do pulmão com a respiração; e outras sugerem que a pressão pleural ligeiramente negativa na capacidade residual funcional previne a atelectasia (colapso parcial ou completo de um pulmão ou lóbulo), mantendo a pressão transpulmonar discretamente positiva. Nos humanos, a pleura parietal e visceral se fundem no hilo dos pulmões, separando tórax em dois espaços (hemitórax). As pleuras são cobertas por células mesotelias (metabolicamente ativas e produzem substâncias como glicoproteínas ricas em ácido hialurônico, óxido nítrico e fator de crescimento transformador beta). Os vasos linfáticos situados na pleura parietal são responsáveis pela reabsorção do líquido pleural e a taxa de fluxo desses vasos pode aumentar por um fator aproximadamente 20mmHg em resposta ao aumento da formação do líquido pleural. Logo, o derrame pleural significativo será observado apenas quando a produção de fluidos supera substancialmente a capacidade dos vasos linfáticos em reabsorver o fluido devido a alta produção, diminuição da reabsorção ou uma combinação desses fatores. Derrame pleural: “água na pleura ou água no pulmão”, se refere ao acúmulo anormal de líquidos na pleura (fina membrana que envolve o pulmão). • Não é uma doença em si, mas sim uma manifestação comum de várias doenças diferentes. Sendo assim, uma vez diagnosticada a presença de derrame pleural, o próximo passo é investigar a sua causa. O líquido pleural se acumula quando ocorre um desbalanço na sua produção e absorção. Normalmente, o aumento da pressão hidrostática faz com que o líquido saia de dentro do vaso para o espaço pleural. Já a pressão coloidosmótica faz com que o líquido volte para dentro do vaso. Na prática, essas duas forças se anulam na pleura visceral, porém, na pleura parietal há saída de líquido para o espaço pleural, gerando aproximadamente 20ml em situação fisiológica. Obs: a absorção do líquido é mais efetiva à esquerda, explicando maior acúmulo no lado direito em casos de derrame pleural bilateral como em ICC. Avaliação dos líquidos plurais O líquido pleural pode ser a manifestação sistêmica de uma doença ou uma pista diagnóstica pra avaliação de uma doença. TRANSUDATO • É claro e transparente, sem células, com baixa concentração de proteínas, indicando um acúmulo de um líquido semelhante ao líquido pleural normal. • Fator sistêmico, não inflamatório, relacionado ao desbalanço nos gradientes pressóricos (hidrostáticos e oncóticos). • Normalmente causado por: IC, cirrose hepática, síndrome nefrótica, glomerulonefrite, diálise peritoneal, hipoalbuminemia, atelectasia, síndrome da veia cava superior, sarcoidose, diálise peritoneal, mixedema, hipertensão arterial pulmonar, edema pulmonar, doenças pericárdicas, extravasamento de cateter venoso central. APG - SOI III Bianca Cardoso - Medicina 3 o Período • Em geral, qualquer doença que evolua com ascite pode também cursar com derrame pleural, pois há comunicação entre a cavidade abdominal e o tórax. EXSUDATO • Rico em proteínas e células inflamatórias, tem aparência mais viscosa e opaca, por vezes, com sinais de sangue misturado, podendo nos casos de infecções se apresentar tipicamente como uma coleção de pus. • Fator local (pleuropulmonar), inflamatório, relacionado ao aumento da permeabilidade capilar. • Normalmente ocorre por inflamação da pleura, podendo ser causado por vários grupos diferentes de doenças, incluindo infecções, doenças sistêmicas e cânceres. • Principais etiologias de derrame pleural exudativo: infecciosas (bacterianas, virais, relacionadas a tuberculose, fúngicas, parasitárias), neoplásicas (doenças metastáticas), pleurite, pancreatite, colescistite, hemoterapia, linfomas, derrames de colesterol, embolia pulmonar, pneumonia, lúpus. A distinção entre exsudato e transudato é feita através da dosagem de proteínas no líquido Os derrames plurais exudativos mais comuns são associados a pneumonia (parapneomônicos) Derrames parapneumônicos: ocorrem em até 40% dos pacientes com infecções bacterianas, como pneumonia. - Empiema: franca infecção do espaço pleural (pus no espaço pleural). Quando há pus é preciso fazer uma evacuação rápida desse espaço (drenagem). Fluxo para avaliar derrames pleurais parapneomônicos: I. Derrame pleural + pneumonia subjacente = antibiótico, profilaxia para trombo venoso, suporte nutricional. II. Ultrassonografia de tórax= se for vista septações ou loculações -> considerar avaliação de cirurgia torácica, para avaliar se deve ser feito a videotóraxcopia ou infundir fibrinolítico na cavidade pleural. Se não há, deve-se fazer uma toracocentese terapêutica. III. Se todo o fluido for removido, caso ele não volte, considerar antibiótico, caso volte, realizar novamente a ultrassonografia. IV. Se não for removido todo o fluido, avaliar outros fatores prognósticos e considerar a repetição do ultrassom com ou sem toracocentese dentro das próximas 24-48h. Os Critérios de Light são os seguintes: 1. Relação entre as proteínas no líquido pleural/soro > 0,5. 2. Relação entre LDH no líquido pleural/soro > 0,6. 3. LDH no líquido pleural mais de dois terços do limite superior normal do soro. Atenção: se um ou mais desses critérios forem preenchidos, o Derrame Pleural é caracterizado como exsudativo. Obs: o aumento do LDH indica lesão em órgãos ou tecidos, ele é liberado das células, ficando circulante na corrente sanguínea. A maior parte dos derrames pleuras malignos sugerem câncer de pulmão, mama e linfoma. Sintomas: quanto maior for o derrame, e quanto mais rápido ele se forma, mais sintomas ele causará. - Dispneia (quando o derrame surge subitamente, a falta de ar é mais evidente. Quando ele se forma lentamente, e se associado a outras doenças que também causam falta de ar como IC, ele pode passar despercebido por algum tempo). - Dor torácica (costuma ocorrer quando a pleura está irritada), dói em pontada que se agrava quando paciente respira fundo = dor pleurítica - Tosse seca Diagnóstico Exame físico bem feito, + boa ausculta dos pulmões, é capaz de sugerir a presença do derrame pleural sempre que houver mais de 300 ml de líquido acumulado. O excesso de líquido se entrepõe ao pulmão e as costas, e os ruídos pulmonares ficam inaudíveis. Raio X: o derrame pleural se mostra como uma grande mancha branca no local onde deveria estar sendovisto apenas o pulmão cheio de ar. - Para ser detectado pela radiografia simples, o derrame pleural deve ter pelo menos 75 ml de líquido. Quando há dúvidas, uma opção é fazer outra radiografia com o paciente deitado de lado, fazendo com que o líquido escorra ao longo das costelas. Esta técnica permite diagnosticar derrames menores que 50 ml. - Vantagens: disponibilidade, praticidade, facilidade de interpretação, baixa dose de radiação ionizante. - Desvantagens: define mal o volume de líquido acumulado e a imagem normal não exclui o diagnóstico de derrame pleural. Ultrassonografia transtorácica: elevada sensibilidade diagnóstica. - O fluido é um excelente condutor das ondas de USG, aparecendo como imagem preta (anecoica), enquanto o ar bloqueia sua transmissão com imagem branca (hiperecoica). - Acurácia diagnóstica de 91-93%. - Vantagens: Baixo custo, disponibilidade, rapidez em sua execução; Beira-leito, podendo ser utilizado nos pacientes críticos; Grande sensibilidade: mesmo em pequenos derrames pleurais como 15 a 20 mL; TC: Considerado o padrão-ouro; - A pleura é melhor visualizada com o auxílio do contraste intravenoso; - USG é preferível à TC quando a dúvida é somente a existência do DP. - Indicações: Derrames pequenos; Derrames complexos (com loculações), nos quais a drenagem não foi totalmente terapêutica; Derrames com difícil acesso pelo USG; Exsudatos não diagnosticados, auxiliando na exclusão de malignidade; Derrames complexos infectados. - Vantagens: Melhor exame para estimar o volume do derrame pleural; https://www.mdsaude.com/gastroenterologia/ascite/ APG - SOI III Bianca Cardoso - Medicina 3 o Período TC e ultrassonografia conseguem detectar coleções de líquidos mínimas, como menos de 10ml. O único jeito de se abordar o líquido pleural é através de um procedimento chamado toracocentese, que consiste na inoculação de uma agulha entre as costelas do paciente até chegar ao espaço pleural. Normalmente colhe-se entre 50 e 100 ml do derrame. O líquido colhido pode ser analisado de forma a se determinar a presença de exsudato ou transudato, de células cancerígenas e de bactérias. Além da toracocentese para o diagnóstico, nos casos de derrame pleural volumoso pode-se implantar um pequeno tubo para drenagem de volumes maiores de líquido a fim de desobstruir o pulmão afetado. - As principais complicações da toracocentese são hematomas no local da punção, contaminação do derrame pleural por bactérias da pele e pneumotórax. Caso os principais exames não deem certo, ainda pode-se realizar um toracoscopia, com introdução de um endoscópio dentro da cavidade pleural para visualização da pleura e dos pulmões e eventual realização de uma biópsia. Tratamento O derrame pleural não é uma doença em si, mas um sinal de uma doença. Portanto, a simples drenagem do líquido é apenas um procedimento paliativo, já que, se a causa não for tratada, a maior hipótese é de que o derrame se forme novamente. O derrame pleural será resolvido assim que a doença que o está causando for controlada. Obs: Em algumas situações, quando a doença de base não tem tratamento efetivo, como em muitos casos de cânceres metastáticos, uma opção para se evitar a formação repetida de derrames pleurais é a esclerose da cavidade pleural. Injeta-se uma substância irritante dentro da pleura causando uma grande cicatrização da mesma e aderência dos folhetos parietal e visceral, eliminado assim, o espaço pleural. PNEUMOTÓRAX Entende-se como o pneumotórax, a retenção e acúmulo de ar livre na parte interna da cavidade pleural, acarretando colapso pulmonar parcial ou completo. Pode ocorrer de modo espontâneo ou em virtude de pneumopatia subjacente, trauma ou procedimentos médicos. O pneumotórax ocorre quando há uma lesão da pleura e o ar que deveria estar apenas no dentro do pulmão, começa a vazar para a cavidade torácica. Como o pulmão fica insuflado devido à pressão negativa do tórax, qualquer vazamento de ar para essa região eleva a pressão e favorece o colapso do mesmo. O ar que deveria estar expandindo o pulmão, está agora do lado de fora, comprimindo-o e fazendo-o murchar. Pneumotórax espontâneo primário • Surge de repente, sem nenhum fator desencadeante óbvio. Na maioria das vezes, surge em repouso e de modo súbito. • Causado pela ruptura espontânea de vesículas ou bolhas apicais subpleurais, consequentes ao tabagismo ou hereditárias. • Mais comum em homens, fumantes e pessoas magras e altas. O grupo de maior risco são os adultos jovens, entre 20 e 30 anos. Obs: apresenta maior risco de desenvolver bolhas nos ápices dos pulmões. Essa bolhas não representam nenhuma doença em si, mas podem se romper, causando um “furo” na pleura, facilitando, assim, a passagem de ar dos pulmões para a cavidade torácica. O cigarro causa inflamação das vias aéreas, facilitando não só a formação de bolhas na pleura, mas também o seu rompimento. Por isso, o cigarro é o principal fator de risco para o pneumotórax espontâneo. Cabe ressaltar que o vilão do pneumotórax não é só o cigarro. Fumar maconha também está relacionado a episódios de pneumotórax, principalmente o ato de inalar profundamente a fumaça e soltá-la bem lentamente com os lábios semi fechados, mantendo a fumaça mais tempo presa dentro dos pulmões. Além do fumo, praticar mergulho, montanhismo, pegar peso e viajar de avião podem desencadear um pneumotórax naqueles que já apresentam bolhas na pleura. Pneumotórax espontâneo secundário • Surge em pacientes que já apresentam alguma doença pulmonar, como enfisema, tuberculose, pneumonia, fibrose cística, asma ou câncer de pulmão. • Doentes internados em CTI ligados a ventiladores mecânicos (respiração por aparelhos) também estão sob risco de pneumotórax. • Com maior frequência, decorre de ruptura de vesículas ou bolhas em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica grave, infecção por Pneumocystis jirovecii relacionada com o HIV, fibrose cística ou qualquer doença parenquimatosa pulmonar subjacente. - Nos pacientes com pneumotórax secundário, sempre deve ser feita a drenagem pleural, evitando-se método conservador pelo risco de morte, mesmo que a doença de base esteja controlada o paciente deve ser hospitalizado para acompanhamento de possíveis complicações associadas à mesma. - Pneumotórax catamenia l : Forma ra ra de pneumotórax espontâneo secundário que incide dentro de 48 horas do início da menstruação em https://www.mdsaude.com/pneumologia/pneumotorax/ https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-pulmonares/doen%C3%A7a-pulmonar-obstrutiva-cr%C3%B4nica-e-doen%C3%A7as-relacionadas/doen%C3%A7a-pulmonar-obstrutiva-cr%C3%B4nica-dpoc https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-pulmonares/doen%C3%A7a-pulmonar-obstrutiva-cr%C3%B4nica-e-doen%C3%A7as-relacionadas/doen%C3%A7a-pulmonar-obstrutiva-cr%C3%B4nica-dpoc https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-pulmonares/pneumonia/pneumonia-por-pneumocystis-jirovecii https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/pediatria/fibrose-c%C3%ADstica-fc/fibrose-c%C3%ADstica APG - SOI III Bianca Cardoso - Medicina 3 o Período mulheres na pré-menopausa e, às vezes, na pós- menopausa, em mulheres que tomam estrógeno. A causa é a endometriose intratorácica, possivelmente pela migração de tecido endometrial peritoneal através de orifícios diafragmáticos ou por embolização pelas veias pélvicas. Pneumotórax traumático (adquirido) • Após acidentes com traumas na região do tórax. • Qualquer lesão perfurante ou de alto impacto no tórax pode causar um pneumotórax, incluindo acidentes automobilísticos, facadas, lesões por arma de fogo, fraturas da costela… - Pneumotórax iatrogênico é provocado por in tervenções médicas, inc lu indo aspiração transtorácica com agulha, toracocentese, instalação de acesso venoso central, ventilação mecânica e reanimação cardiopulmonar. Pneumotórax hipertensivo • O t i p o m a i s g r a v e e p o d e l e v a r à p a r a d a cardiorrespiratória em pouco tempo, se não reconhecido e tratado rapidamente. • Causa aumento progressivo na pressão intrapleural a níveis que se tornam positivos por todo o ciclo respiratório e colapsa o pulmão, desloca o mediastino e prejudica o retorno venoso para o coração. Obs: em alguns casos de pneumotórax a lesão na pleura faz um mecanismo de válvula, que permite a passagem de ar em direção ao tórax, mas impede a sua saída. Como resultado, cada vez que o paciente inspira, entra um pouco de ar no tórax, ficando este preso lá dentro. Conforme a quantidade de ar presa no tórax vai aumentando, a pressão intratorácica eleva-se progressivamente, comprimindo órgãos internos como vasos, o outro pulmão e o coração. Sintomas • Súbita dor torácica associada à dispneia (dor piora ao inspirar). A dispneia pode ter início súbito ou gradual, dependendo da velocidade de desenvolvimento e do tamanho do pneumotórax. A dor pode simular pericardite, pneumonia, pleurisia, embolia pulmonar, lesão musculoesquelética (quando referida no ombro) ou processo intra-abdominal (quando referida no abdome). O pneumotórax pequeno é aquele em que há apenas um pequeno vazamento de ar, não sendo capaz de “murchar” todo o pulmão. Neste caso o único sintoma é dor ao respirar. Nos pneumotórax mais vo lumosos pode haver colabamento de um pulmão inteiro, fazendo com que o paciente sinta dor e muita dificuldade para respirar, pois um dos seus pulmões para completamente de funcionar. Os achados físicos consistem classicamente em ausência de frêmito tátil, hipersonoridade à percussão e diminuição dos sons respiratórios no lado com pneumotórax. Se o pneumotórax for grande, o lado comprometido pode estar aumentado, com a traqueia visivelmente desviada para o lado oposto. No pneumotórax de tensão, pode ocorrer hipotensão. Diagnóstico História clínica + exames de imagem (exceto no pneumotórax hipertensivo, uma vez que necessita de ação rápida. Se o pneumotórax for volumoso, é possível detectá-lo apenas com um exame físico bem feito. Isso é importante nos casos de pneumotórax hipertensivo que ocorrem fora do ambiente hosp i ta la r, como após ac identes automobilísticos. Neste caso, o médico pode fazer o diagnóstico através da auscultação do pulmão do paciente e iniciar os procedimentos de emergência para descompressão do pulmão sem a necessidade de exames complementares. Nos casos de um pneumotórax de pequeno volume, pode ser difícil fazer o diagnóstico com certeza apenas pelo exame físico. Nestes casos, o diagnóstico costuma ser confirmado através de exames de imagens, como a radiografia simples do pulmão ou uma tomografia computadorizada do tórax. A tomografia computadorizada (TC) de tórax é o padrão ouro no diagnóstico, porém a necessidade do transporte do paciente e os custos do exame são limitadores do seu uso. Tratamento • Se o pneumotórax for pequeno (cerca de 2 ou 3 cm) e o paciente estiver clinicamente estável, o tratamento pode ser apenas expectante. Basta manter o paciente em observação que o pneumotórax costuma regredir sozinho. • Nos casos de pneumotórax volumoso, está indicada a colocação de um tubo através do tórax para aspiração do ar e expansão do pulmão. Quando a pleura cicatriza após alguns dias, o tubo é retirado. • Nos casos de pneumotórax hipertensivo, a colocação do tubo deve ser feita o mais rápido possível. Se a drenagem por tubo torácico não estiver imediatamente disponível, a equipe de urgência pode perfurar o tórax com uma agulha calibrosa, provocando a saída do ar pela mesma. - Esse procedimento mantém o pneumotórax, mas ele agora não é mais um pneumotórax hipertensivo. O pulmão continua colapsado, mas já não há aumento de pressão dentro do tórax para comprimir o coração, https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/doen%C3%A7as-cardiovasculares/miocardite-e-pericardite/pericardite https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-pulmonares/pneumonia/vis%C3%A3o-geral-da-pneumonia https://www.msdmanuals.com/pt-br/profissional/dist%C3%BArbios-pulmonares/doen%C3%A7as-mediastinais-e-pleurais/pleurite-viral APG - SOI III Bianca Cardoso - Medicina 3 o Período uma vez que o ar consegue sair facilmente pela agulha. - A inserção da agulha na pleura transforma um pneumotórax hipertensivo em um pneumotórax não hipertensivo e é suficiente para salvar a vida do paciente enquanto se aguarda a chegada do material e da equipe para introdução do tubo torácico. Pacientes devem receber suplementação de oxigênio até a radiografia de tórax estar disponível, uma vez que o oxigênio acelera a reabsorção pleural de ar. Em seguida, o tratamento depende do tipo, do tamanho e dos efeitos do pneumotórax. REFERÊNCIAS: •