Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Dados lntemaclonals do Catalogagao na Publlcaeao (CIP)
(Camara Brasllelra do Llvro, SP, Brasll)
Libineo, lose Carlos
Didatica / ]os6 Carlos Libaneo. - 2. ed. - Sao Paulo :
Cortez, 2013.
Bibliografia.
ISBN 978-85-249-1603-8
1. Ensino m6dio - Brasil 2. Pedagogia 3. Pratica de ensino
I. Tfulo.
10-04191 CDD-371.3
Indlces para cat£Iogo slstematlco:
1. Didatica : Educacao 371.3
2. Pratica pedag6gica : Educacao 371.3
Joseoarlo§Libaneo
DIDfiTIGn
2!ediBio
Llreimpre§§io
©TRErv2££ftg£QQD'e:,to:€DITORa
©ffima
Apresenta€ao
Sumario
cAplTULo 1 Pritica educativa, Pedagogia e Didatica ................. „.„
Pratica educativa e sociedade
Educacao, instru€ao e ensino
Educacao escolar, Pedagogia e Didatica ........................
A Didatica e a formacao profissional do professor ......
I )'1 '^,I,11^
|t i"t (`.il.Itts Libaneo
`.11|111 `' projeto grdf ico.. DAIC
I 'riiilllrii[fro de originais.. VieeT\te Cechelero
/`'t'(I/.`it7(): Sandra Brazil
( .tw//Jo.i/.ft7o: Linea EditoTa Ltda.
` `iiiil.ilclia€ito editorial.. Darilo A. Q. Molales
Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou duplicada sem autoriza€ao expressa do autor
i. do editor.
® 1999 by lose Carlos Libaneo
Direitos para esta edicao
CORTEZ EDITORA
Rua Monte Alegre, 1074 -Perdizes
05014-001 -Sao Paulo -SP
Tel.: (11) 3864-0111 Fax: (11) 38644290
E-in ai I : cortez@cortezed itora.com.br
www.cortezeditora.com.br
]mpri`ss() na fndi.1 -abril de 2016
Sugest6es para tarefas de estudo
Bibliografia complementar
CApiTULo2 Didatica e democratiza€ao do ensino ...........................
A escolarizacao e as lutas democraticas .........................
0 fracasso escolar precisa ser derrotado...„ ....................
As tarefas da escola ptiblica democratica ......................
0 compromisso social e 6tico dos professores ..............
Sugest6es para tare fas de estudo
Bibliografia complementar
13
14
21
23
26
29
30
32
33
39
44
48
49
50
:s`o:G!:.#d.a..9S;q20ruo
Ap|TULo3 Didatica: teoria da instru€ao e do cnsinti ............. „ .....
A Didatica como atividade ped€igt'tgic{` c`ii`ol:ir ............
Objeto de estudo: o processo de c`iisin{t .........................
Os componentes do processo did.itico ...........................
Desenvolvimento hist6rico da Did.itica e tendencias
pedag6gicas
Tendencias pedag6gicas no Brasil e a Didatica .............
A Didatica e as tarefas do professor ...............................
Sugest6es para tarefas de estudo
Bibliografia complementar
cAp`TULo4 0 Processo de ensino na esco|a
As caracteristicas do processo de ensino .......................
Processos didaticos basicos: ensino e aprendizagem...
Estrutura, componentes e dinamica do processo de
ensmo 98
A estrutura€ao do trabalho docente ............................... 103
o carater educativo do processo de eusino e o ensino
cn'tico
Sugest6es para tare fas de estudo
Bibliografia complementar
cAp[TULo5 0 Processo de ensino e o estudo ativo
0 estudo ativo e o ensino
A atividade de estudo e o desenvolvimcnto intelectual
Algumas formas de estudo ativo
Fatores que influem no estudo ativo ..............................
Sugest6es para tare fas de estudo
Bibliografia complementar
CAPITULo6 0s objetivos e conteddos de ensino .............................
A importancia dos objetivos educacionais ....................
Objetivos gerais e objetivos especificos ..........................
Os contetidos de ensino
Crit6rios de sele€ao
Sugest6es para tarefas de estudo
Bibliografia complementar
CAPITULo7 0s m6todos de ensino
Conceito de metodo de ensino
A rela€ao objetivo-contetido-rfetodo .............................
Os principios basicos do ensino
131
132
135
140
157
160
162
164
165
169
170
Classificacao dos metodos de ensino .................. `........... 176
Meios de ensino
Sugest6es para tarefas de estudo
Bibliografia complementar
CApituLo8 A aula como forma de organiza€ao do ensino ............ 195
Caracteristicas gerais da aula
Estrutura€ao didatica da aula
Tipos de aulas e metodos de ensino ............................... 210
A tarefa de casa
Sugest6es para tarefas de estudo
Bibliografia complementar
CApiTULog A avalia€ao escolar
Uma definicao de avaliacao escolar ................................
Avaliacao na pratica escolar
Caracteristicas da avalia€ao escolar ................................
Instrumentos de verifica€ao do rendimt`iito i:sc{}lar ....
Atribui€ao de notas ou conceitos
Sugest6es para tarefas de estudo
Bibliografia complementar
CAPITULO IO O planejamento escolar
Importincia do planejamento escolar ............................ 246
Requisitos gerais para o planejamento .......................... 250
0 plano da escola
0 plano de ensino
0 plano de aula
Sugest6es para tarefas de estudo
Bibliografia complementar
CAPITULO 11 Rela€6es professor-aluno na sala de aula ....................
Aspectos cognoscitivos da intera€ao ..............................
Aspectos socioemocionais
A disciplina na classe
Sugest6es para tarefas de estudo
Bibliografia complementar
Bibliografia geral
Sobre o autor
Apresentacao
Os professores de Didatica e os alunos de cursos de forma€ao de
professores ten em maos urn manual de estudo. Nele estao contidos os
temas que presumivelmente formam o conjunto dos conhecimentos e
praticas escolares necessarios para que o futuro professor possa assumir
uma sala de aula. Adota-se, neste trabalho, o ponto de vista de que a
Didatica e uma materia-sintese, porque agrupa organicamente os conteti-
dos das demais mat6rias que estudam aspectos da pratica educativa es-
colar - as chamadas ciencias pedag6gicas (Filosofia da Educa€ao, Psico-
logia da Educa€ao, Sociologia da Educa€ao e outras correlatas) - e as
metodologias especificas das materias do ensino de 10 grau. Em outras
palavras, considera-se a Didatica como uma materia de integra€ao: ela se
nutre dos conhecimentos e praticas desenvolvidos nas metodologias es-
pecfficas e nas outras ciencias pedag6gicas para formular generaliza€6es
em tomo de conhecimentos e tarefas docentes comuns e fundamentais
ao processo de ensino.
0 que se pretende, neste livro, 6 proporcionar conhecimentos te6ri-
cos e praticos que possibilitem aos professores:
a)percepcaoecompreensaoreflexivaecriticadassitua€6esdidaticas,
no seu contexto hist6rico e social;
b) compreensao critica do processo de ensino na sua funcao de asse-
gurar, com eficacia, o encontro ativo do aluno com as mat6rias escolares
e, portanto, das condi€6es e modos de articula€ao entre os processos de
transmissao e assimila€ao de conhecimentos;
c)compreensaodaunidadeobjetivos-contetidos-m6todosenquanto
i`spinha dorsal das tarefas docentes de planejamento, dire€ao do proces-
so de ensino e aprendizagem, e avalia€ao;
d) dominio de m6todos, procedimentos e formas de dire€ao, organi-
za€ao e controle do ensino face a situa€6es didaticas concretas.
0pressuposto,assim,6queoprofessornecessitadeumainstrumen-
taliza€ao ao mesmo tempo te6rica e t6cnica para que realize satisfatoria-
mente o trabalho docente, em condi€6es de criar sua pr6pria didatica, ou
seja, sua pritica de ensino em situa€6es didaticas especificas conforme o
contexto social em que ele atue.
Este livro esta organizado em onze capitulos, cada qual desdobrado
em t6picos e seguido de sugest6es de tarefas de estudo. Ao final de cada
capitulo foi incluida uma bibliografia complementar.
Os capitulos obedecem a uma sequencia 16gica, com contetidos que
vao dos aspectos gerais aos especificos. Isto nao impede que o professor
organize outra sequencia e acrescente temas nao considerados. Tamb6m
poderaocorrerasupeaposi€aodeassuntostratadosemoutrasdisciplinas;
nesse caso, cabe ao professor entrar em entendimento com os demais
colegas para decidir a extensao e o grau de aprofundamento de tais as-
suntos. Por exemplo, os Capitulos 1 e 2 tratam de temas relacionados com
Sociologia da Educa€ao, assim como os 6, 10 e 11 apresentam t6picosli-
gados a Sociologia da Educacao e Estrutura e Funcionamento do Ensino.
EosCapitulos4,5e8temmuitoemcomumcomPsicologiadaEduca€ao.
Entretanto, havendo ou nao simultaneidade, a recorrencia do mesmo
assunto em contextos ou momentos diferentes 6 ben6fica aos alunos.
Primeiro,porqueoestudodequalquermateriarequeracompreensaoda
educa€ao escolar na sua globalidade, isto 6, nos seus vinculos com o con-
junto dos processos sociais; segundo, porque a recordacao e a repeticao
ajudam a fixar e consolidar os conhecimentos.
Os capftulos sao desenvolvidos em graus variados de aprofunda-
mento. 0 professor deve selecionar conceitos e ideias mais relevantes,
empregarrecursosdidaticos(comoesquemasegfaficos)e,principalmen-
te, ajudar os alunos no manejo do livro, na leitura e compreensao dos
textos, destaque de ideias principais, consulta bibliografica, formula€ao
de problemas e perguntas etc.
As dificuldades encontradas no estudo nao podem levar os i`l`ii`tt`
cio desanimo. 0 professor deve colocar essas dificuldades como cli`si`t`i`t,i
a vencer. Muitos assuntos serao melhor assimilados ao longo do curs`t;
outros ganharao significado com a pratica profissional. Os alunos devcm
ser encorajados a buscar mais conhecimento, a ampliar sua visao dcis
coisas, a se manterem informados dos acontecimentos politicos, econ6-
micos, culturais e educacionais, a discutirem com fundamento os proble-
mas da profissao, da cidade e do pats. Para isso, precisam convencer-se
da importancia do estudo sistematico e ganhar confian€a em rela€ao as
suas pr6prias possibilidades intelectuais.
Para o planejamento, sequencia e organiza€ao da materia e desen-
volvimento das aulas recomenda-se que o professor leia todo o livro a
fim de assimilar seu contetido e as propostas metodol6gicas quanto a
dire€ao do processo de ensino. De nada adiantara o curso de Didatica se
o professor fizer uma coisa e os alunos forem levados a fazer outra. Ou
seja, conv6m que a cada aula ele desenvolva uma pratica de ensino, uma
metodologia,emconsonanciacomasexpectativasqueeletememrela€ao
aomodocomoosalunos,futurosprofessores,deveraoatuarnaprofissao
docente.
Quanto ao planejamento, o professor encontrara nos Capitulos de
6 a 10 uma orienta€ao para a formula€ao de objetivos, a sele€ao e orga-
niza€ao de contetidos e desenvolvimento metodol6gico. Havendo mais
de urn professor, sera preciso programar a sequencia dos capitulos con-
juntamente.
Para o desenvolvimento das aulas, al6m das indica€6es contidas no
Capitulo 8, sugere-se prever uma varia€ao das atividades de eusino, en-
tremeando aulas expositivas de varios tipos, trabalho independente dos
alunos, trabalhos com grupos menores. Convem que, em determinados
momentos de execu€ao da programa€ao, os pr6prios alunos assumam
essasatividades,semprecomaorienta€aopfeviadoprofessor.Recomen-
da-se especialmente que os alunos leiam livros e artigos, tendo em vista
nao apenas desenvolver o habito da leitura, mas leva-los a confrontar
pontos de vista diferentes, ampliar a compreensao dos temas, adquirir
disciplinaintelectual,conquistaracoragemdadtividaeaindependencia
de pensamento.
Emrela€aoastarefasdeestudocolocadasaofim`ldecadacapitulo,
o professor deve considers-las como sugest6es. Elas podem ser empre-
gadasnasvariasetapasoupassosdidaticosdaaula.Entretanto,efunda-
mental que simultaneamente as aulas em classe sejam dadas tare fas de
pesquisa em escolas da cidade. Evidentemente, isto depende de como a
escola e os professores organizem o esfagio.
Finalmente, cabe uma considera€ao a respeito da rela€ao entre Di-
datica,metodologiasespecfficasdasmaterias,praticadeensinoeestagio.
Arigor,aDidatica6pfaticadeensino,assimcomosaopraticadeensino
todas as materias profissionalizantes e as metodologias especfficas. Ou
seja,todasasmat6riasdocurriculopartein,incluemelevamapraticade
ensino. Em particular, ha uma fecunda€ao mtitua entre Didatica e as
metodologias especfficas, nao se concebendo uma sem as outras. Seria
desejavelqueosprofessoresdessasmaterias,bemcomodasdemaisma-
t6riasprofissionalizantes-umavezquetodossaoformadosnocursode
Pedagogia - dominassem o contetido da Didatica e das metodologias
deensinodasmateriasdasquatros6riesiniciaisdo1°grau.Napratica,
essasitua€aonemsempreseverifica;assimasescolasdeveriamassegurar
otrabalhocoordc#¢deentreessesprofessoresparaqueoestagiosejauma
tarefa conectada com os programas. Tal resultado depende da forma de
organiza€ao curricular adotada em cada escola.
A prepara€ao deste livro nao seria possivel sem a contribui€ao de
colegas,professores,alunoscomosquaisforamdiscutidasestasquest6es,
por meio de conversas, debates, cursos e conferencias. Como em toda
ciencia,aPedagogiaeaDidaticanaopodemdispensarointercambiode
opini6eseareferenciacontinuaapraticareal.Algunaspessoasdedicaram
seu precioso tempo a ler os originais, sugerir modifica€6es e mostrar
outras perspectivas de enfoque dos temas. Essas pessoas foram: Selma
GarridoPimenta,MarliElisaD.A.Andie,MariaLticiaLeonardiLibaneo,
MariaAugustadeOliveira,MariadasGra€asFerreira,ElionoraDelwing
Ko ff,asquaisdesejoregistrarmeussincerosagradecimentos.
0 A1'tor
Capftul® 1
Pratica educativa, Pedagogia e Didatica
Iniciamos nosso estudo de Didatica situando-a no conjunto dos co-
nhecimentos pedag6gicos e esclarecendo seu papel na formacao profis-
sional para o exercicio do magist6rio. Do mesmo modo que o professor,
na fase inicial de cada aula, deve propor e examinar com os alunos os
contetidos e atividades
-OS paraoestudodadisciplina,
que serao desenvolvidos, preparando-
tambemnestelivrocadacapituloseinicia
com o delineamento dos temas, indicando objetivos a alcangar no proces-
so de assimila€ao consciente de conhecimentos e habilidades.
Este capitulo tern como objetivos compreender a Didatica como urn
dos ramos de estudo da Pedagogia,
didatico a
praticos
finL±id-n8.is
necessarios para orientar a
e indicar os conhecimentos te6ricos e
acao pedag6gico-didatica na escola.
E=ia`eraremos, em primeiro lugar,que o processo de ensino
objeto de estudo da Didatica - nao pode ser tratado como atividade
restrita ao espaco da sala de aula. 0 trabalho docente e uma das modali-
dades especificas da pratica educativa mais ampla que ocorre na socie-
dade. Para compreendermos a importancia do ensino na forma€ao hu-
mana,6precisoconsidera-lonoconjuntodastarefaseducativasexigidas
/f
pela vid-a em sociedade.j9j:±±p€±eq±±sjn!ive,±#gaLa±e.o|i±£a_P±ati_€`a~`.d.a ~`'''
educa€ao nos seus vfr`t€ulos ^cg,qu a prati_c.a ap_c_iLg±glgb.al_£ a_` P`edagggi.a.
g;nd'6`a-Diaa`ti_-ia`up_a.gis_cip`linaqug_<er_§tTd_a,p.§.tg.bjetivQs,__9.a._co.r±!eridQ.s,
osmeiosea-scondic6esqoprgfe§99,49eps,in_O_t€±9_9€P.yi5_tq.`eprfq.I±`qa.d~es
-L-` --_ ---.--,- _
*usCs%::+:£€,=+:£S:=:=£B=g:i=;elasefundamentanapedagogia;
Ao estudar a educa€ao nos seus aspectos sociais, politicos, econ6mi-
cos, psicol6gicos, para descrever e explicar o fen6meno educativo, a Pe-
dagogia recorre a contribui€ao de outras ciencias como a Filosofia, a
Hist6ria, a Sociologia, a Psicologia, a Economia. Esses estudos acabam
por conver8ir na Didatica,uma vez que esta
€~9~rty_e_c`ip_enL±p_s_oiEisty.g±eip,g_igs£L__a_£
reine em seu campo de
acao pedag6gica na escola. Alem
fimt^imeno social e universal, sendo uma atividade humana necessaria a
i.xistencia e ao funcionamento de todas as sociedades. Cada sociedade
prccisa cuidar da forma€ao dos individuos, auxiliar no desenvolvimen-
tt} de suas capacidades fisicas e espirituais, prepara-los para a participa-
t`.io ativa e transformadora nas varias instancias da vida social. Nao ha
sociedade sem pratica educativa nem pratica educativa sem sociedade.
A pr§±ica€d±±sa!i}za nao e apenas uma exigencia da vida em sociedade,
mas tambem o orocesso de rover os individuos dos conhecimentos e
\` ------- __ .__-; ------ ii= ------ 3= `,--_= ==s. __ =-=T = -_==== = --L ----'-== `-----
disso,sendoaeduca€aoumapraticasocialqueacol+-teceemumagrande
variedade de institui€6es e atividades humanas (na familia, na escola, no
trabalho, nas igrejas, nas organiza€6es politicas e sindicais,nos meios de
comunica€ao de massa etc.), podemos falar de uma pedagogia familiar,
de uma pedagogia politica etc. e, tamb6m, de uma pedagogia escolar.
Nessecaso,constituem-sedisciplinaspropriamentepedag6gicastaiscomo
a Teoria da Educacao, Teoria da Escola, Organizacao Escolar, destacan-
do-se a Didatica como Teoria do Ensino.
Nesse conjunto de estudos indispensaveis a forma€ao te6rica e pra-
tica dos professores, a Didatica ocupa urn lugar especial. Com efeito, a
atividadeprincipaldoprofissionaldomagist6rio6oLj=LnL=±pr±`qELe_g2rfes-
ELe_peei5i8i_I,_9_rg.apizLa_rL=Q€e±aj
ilri_65:
timular dos
E em funcao da condu€ao do processo de ensinar, de suas finali-
dades, modos e condi€6es, que se mobilizam os conhecimentos pedag6-
gicos gerais e especificos.
Neste capitulo serao tratados os seguintes temas:
• pratica educativa e sociedade;
• educacao, instru€ao e ensino;
• Educacao Escolar, Pedagogia e Didatica;
• a Didatica e a forma€ao profissional dos professores.
Pratica educativa e sociedade
0 trabalho docente € parte integrante do processo educativo mais
global pelo qual os membros da sociedade sao preparados para a parti-
cipa€ao na vida social. A educa€ao - ou seja, a pratica educativa - e urn
iencias culturais aue os tomam
transforma-lo em
da coletividade.
a atuar no meio social e a
de necessidades econ6micas,
Pormeiodaaj;€igf|d_ucL±v,aoE±
•Soclals oliticas
o meio social exerce influencias sobre os
individuos e estes, ao assinilarin-e recriarem essas inflrfencias, tomam-se-, _ _.--
capazes de ao ativa e transformadora em relacao ao
meio social. Tais influencias se manifestam atraves de conhecimentos,iiiiiii-e_xLpgELa.=± X:a~[9~r.es,crencas, e costumes acurnu-
lados por muitas gera€6es de individuos e grupos, transmitidos, assimila-
dos e re_cli©d_9_s..pelas novas gera€6es. Em sc7.£!.c!o ¢mpJo, aeducacaaa6ifr-
pree'n'de os processos formativos que ocorrem no meio social, nos quais
os individuos estao envolvidos de modo necessario e inevitavel pelo
simples fato de existirem socz.¢Jme#£c; neste sentido, a pratica educativa
existe em uma grande variedade de institui€6es e atividades sociais de-
correntes da organiza€ao econ6mica, politica e legal de uma sociedade,
da religiao, dos costumes, das formas de convivencia humana. Em se"£z.-
do csfr!.to, a educa€ao ocorre em institui€6es especfficas, escolares ou nao,
comfinalidadesexplicitasdeinstru€aoeensinomedianteumaa€aocons-
ciente,deliberadaeplanificada,emborasemseparar-sedaquelesproces-j
sos formativos gerais.
Os estudos que tratam das diversas modalidades de educa€ao cos-
tumam caracterizar as influencias educativas como nao intencionais e
intencionais. A ed«c¢ffo 7!Go 7.«fc7tc!.o77flJ refere-se as influencias do contex-
to social e do meio ambiente sobre os individuos.
denominadas de
si€ao
educa€ao informal,
de conhecimentos, experie
Tais influencias, tamb6m
correspondem a processos de aqui-
s, ideias, valores, praticas,, que nao
estao ligados especificamente a uma instituicao e nem sao intencionais e
.€ojisrieLnjes.Saositua€6eseexperiencias,porassimdizer,`£g§±±eig££gg=
embora influam na forma€ao humana. fi o caso,
por exemplo, das formas econ6micas e politicas de organiza€ao da socie-
ti^inc.is,nao
dade, das rela€6es humanas na familia, no trabalho, na comunidade, dos
grupos de convivencia humana, do clima sociocultural da sociedade.
`\objetfv#c:_ffifg€g::L%[,e:etfee:ee.::e:c¥muoe:Col:Saseomd:ueed+:_:#=:a
a extras-scorl;i. rii -riin-;--ri:iEfriffil+ffiade, uma c£_n+Lc±±ps±g por parte do
:dpur:::s°sro#au¥;:[9tu:-j5e_:¥9gs-e:-:+f~=f~::t::,end:[¥:sC:e:::,£risvefjsa£;::s°a£:i:
de urn canal de televisao, do radio, do cartaz de propaganda, do compu-
tador etc. Ha quetpqos, tecpicas, lugar€§ e condi€6es
criadas deliberadamente±t§.para suscitar
Prevl-9i
ideias, conhecimentos, valores,
atitudes,comportamentos.Sabinuiiasasform-a-sde
a, conforme o
educa ao nao formal
f5TrHo_;i;i6mT5€;lcHr_convencional
fliapque se
educa€ao intencional
ro pretendido, variam os meios. Podemos falar da
quando se trata de atividade educativa estruturada
(comoeocasodemovimentossociais__ , `J_=T ` {-_ r±_.±_`.`±=c_i-:;-_ _.jT=_I+-._z=ar±_I
ggipizados, dos meios de comunica€ao de massa etc.) e da
|a_§~aiie±deiustru€ao e edu-realiza nas escolas ou outras
cacao(igrejas,sindicatos,partidos,empresas)implicandoac6esdeensino
pedag6gico_s~.explicit_os,si:ieF,a|£ZLFo`,~P-i6Tc-6a-i`±:£=ni6:
5--aiffi
€9.P 9bje_t£Y9§
didaticos. Cumpre acentuar, no entantoTqlle
escolar s'e destaca entre as demais formas de educa€aointencionalporser
suporte e requisito delas. Com efeito, 6 aLj2§s8±±±iz±g§g±4§iLca que Possi-
bilita aos individuos ap±givizeiiar e iLn!erpreta_r, consciente e criticamente,bilitaaosindividuosaj2rdaL¥imnrE2rgt_a_r,£g:
outras influencias educativas. E impossivel, ha
i"ra-g-r`€`s±;lcientificosetetnicos,ecomopesoc.adavez
maior de outras influencias educativas (mormente os meios de comuni-
ca€ao de massa), a participacao efetiva dos individuos 6 grupos nas de-
cis6es que permeiam a sociedade sem a educacao intencional e sistema-
tizada provida pela educa€ao escolar.
As formas que assume a pratica educativa, sejam nao intencionais
ou intencionais, formais ou nao formais, escolares ou extraescolares, se
interpenetram. 0?.#;,h:contextualizado
que lhe faz exig€
de a€ao. Vejamos
sociedade e educa€ao.
sociedade atual, com o
onde quer que se de, 6 sempre
uma subordina ao a sociedade
;elhe.pr9¥±o|rdise_e.§im±s
estabelecem os vinculos entre
Conforme dissemos, a
ca que ela
educa
arte integrante
ao e urn
das relac6es sociais,
culturais de uma determinada sociedade. Na
o social.social. Isso signifi--i-I
s€9pe.givq£,.B9.I_i_ticasi.
sociedade brasileira atual,
a estrutrl-fa. social se apresenta dividida em classes e grupos sociais com
interessesdistintoseantag6nicos;essefatorepercutetantonaorganiza€ao
econ6mica e politica quanto na pratica educativa. Assim, as finalidades
e os meios da educacao subordinam-se a estrutura e dinamica das relac6es
entre as classes sociais, ou seja, sao socialmente determinados.
Que significa a expressao ``a educa€ao e socialmente determinada"?
Significaquea educativa, eespecialmente os e contetidos
doensinoeotrabalhodocente,flo,±£tf|mjpe±s±asL''
•-:i:i:zgf%':#::;:aod: efeito, a pratica educativa que ocor-
assim como os acontecimentos da
vida cotidiana, os fatos politicos e econ6micos etc. -±s_terminadapo_r
va::==:=:=::ifufr££s=O#:H:+:±fg-::d£;;-:=[¥::;=£=:{ig#aui=Ofcs£:£d-::t-gsr:
organiza sao uma decorrencia do fato de que, desde o inicio da sua exis-
tencia,oshomensvivememgrupos;suavidaestanadependenciadavida
de outros membros do grupo social, ou seja, a hist6ria humana, a hist6ria
da sua vida e a hist6ria da sociedade se constituem e se desenvolvem na
dinamica das relac6es sociais. Este fato e fundamental para se compreen-
der que a organizacao da sociedade, a existencia das classes sociais, o
papel da educa€ao estao implicados nas formas que as relac6es sociais
vao assumindo pela a€ao pratica concreta dos homens.
Desde o inicio da hist6ria da humanidade, os individuos e grupos
travamrela€desreciprocasdiantedaF_s£_essir±agl_eL±f!_?_b_a^E.a_r_epLCLgpj±[±L-
|=:`-:=:::-:;::=5:::::=£==g:.aEdsess:Snr:;aa€s6feosrvma:spda:So=g€:Pz::
€ao do trabalho e, especificamente, uma divisao do trabalho conforme
sexo,idade,ocupa€6es,demodoaexistirumadistribuicaodasatividades
entre os envolvidos no processo de trabalho. Na his't6ria da sociedade,
nem sempre houve uma distribui€ao por igual dos produtos do trabalho,
tanto materiais quanto espirituais. Com isso, vai surgindo nas rela€6es
sociais a desigualdade econ6mica e de classes. Nas formas primitivas de
rela€6es sociais, os individuos tern igual usufruto do trabalho comum.
Entretanto, nas etapas seguintes da hist6ria da sociedade, Cada vez mais
±±9LS_=±£i.Qaprst±+gs.dp`trarb?I.bg.dostraba-
Sii tici.ntua a distribui€ao desigual dos individuos em. distintas atividades,
bcmcomodoprodutodessasatividades..Adivisaodotrabalhovaifazen-
tloconqueosindividuospa§semaocupardifeienteslugaresnaativida-de produtiva. Na.sociedade escravista, os meios de trabalho e o pr6prio
trabalhador(escravo)'saopropriedadedosdonos.deterras;nasociedade
feudal, os trabalhadores (servos) sao obrigados a trabalhar gratuitamen-
te as terras do senhor feridal ou a pagar-lhe tributos. Seculos mais tarde,
na sociedade' capitalista, ocorreu uma divisao entre os propriefarios pri-
vados dos meicjs de produ€ao (empresas, .inaquinas, bancos, instrumen-
tos de trabalho etc.) e os que vendem a sua for€a de trabalho.para obter
os meios da sua.subsistencia, os trabalhadores que vivem do salario.
• As rela€6es sociais no capitalismo sao, assim, fortemente marcadas
PeladJ±zisa±ed.e=`s=o_cierd;a_e_em`classesrnaqualcapitalistasetrabalhadores
ocupam|.¥garLfsj2pg§!g£.£_ap_tag6_ric.Qas±±g.ppg_c`es§_Q~dep.r`Qdysao:.Aclas-
se social proprietar'ia dos meios de produ€ao retira seus lucros da explo-
ra€ao do trabalho. da classe trabalhadora. Esta, a qual pertencem cerca de
70°/o` da populaca6 brasileira, 6.obrigada a trocar sua capacidade de tra-
balho por urn salario que nao.cobre as suas nece.ssidades vitais e fica
privada, tamb6.in, da satisfa€ao de suas necessidades espirituais e cultu-
rais: A aliena€ao econ6mica dos meiosL£_p_rpdutos do trabalho dos traba-
lhadores, que
desigualdadesgc~ia|econ~s_eque_n_ciie§,_d`sfifiLy_es``nascondi€6esdevidada`
grande maiori-a.aa` popula€ao trabalhadora. Este 6 o traco fundamental
do sistema de orgahiza€ao das rela€6es sociais em nossa sociedade.
Adesigualdad6entreoshomens,quenaorigem6umadesigualdade
econ6mica no seio das rela€6es entre as classes sociais, determina nao
apenas as condi€6e; materiais de vida e de trabalho dos individuos mas
tamb6m a diferenciacao no acesso a cultura espiritual, a. educacao. Com
efeito a classe social dominante retem os meios de Droducao material como
e ao mesmo tempo tima aliena€ao espiritual, determina
tamb6m os meios de producao cultural e da tendendo a co-
5iEfviETo-a6s seus interesses. Assim, a educacao que--o-S-riabalha-
a6f€Ts``fEC-ebefa~viJ§tai±rih€ipfa-Iife`niE-prepara-losparatrabalhofisico,para
atitudes conformistas, devendo contentar-se com uma escolarizacao defi-
ciente. Alem disso, a minoria dominantedisp6e de meios de difundir a
sua pr6pria concepcao de mund.o (ideias, valore.s, praticas sobre a vida, o
trt`bcilho, as rela€6es humanas etc.) Para justificar, ao seu modo, o sistema
de rela€6es sociais que caracteriza a sociedade capitahista.
o sistema e-dirfeTa=fiv-o,-. incl-tiindo -as
Tais ideias, va-
loresepriticas,apre`septeq9~s,pfl_apjpg.ri±Lf£T_giv~api£.c_gmg±£pres_gLn±`gtLi-
vosdosinteressesdetodasa§classessociais,`s_aq.9_qLUE.i.e£~o£_t¥P_e__¢_ep9-
e~scE;-fa's; -a;-igi-aja-s,L' //=_ge__i_f±9t98±asagenciasdeforma€aoprofissionaI,osmeiosdecoquunica€aodemassa,ci,/
§j±lm__mL9iQj2:i]£i±£8i£±9I2±:gLg±e_ba_§Sed±ideo_lQg]iaj±QmiminLag±g
Consideremos algumas afirma€6es que sao passadas nas conversas,
nas aulas, nos livros didaticos:
• ``0 governo sempre faz o que e possivel; as pessoas 6 que nao /
colaboram " ; `\
• ``Os professores nao tom que se preocupar com politica; o que .
devem fazei 6 cumprir sua obrigacao na escola"; .
• '`A educa€ao 6 a mola do sucesso para subir na vida";
• ``Nossa sociedade e democratica poique da oportunidades iguais .
a todos. Sa a pe.ssda nao tern born empr.ego ou nao`consegue es- .
tudar e porque tern limitac6es individuais'';
• ``As.crian€as sao indisciplinadas e relapsas porque seus pais nao
lhes dao educa€ao conveniente em casa''; .
• ``As crian€as repetem de ano porque nao.se esfor€am; tudo na vida.
depende de esfor€o pessoal'{;
• ``Bom aluno e aquele que sabe obedecer".
Essas e outras opini6es mostram ideias e:valores que nao condizem
com a realidade social. Fica parecendo qua o goveino se poe acima dos
conflitos entre as classes sociais e das desigualdade§, fazendo recair os
problemas na incomp6tencia das pessoas, e que a escolariza€ao pods
reduzir as diferen€as sociais, porque da oportunidade.a todos. Problemas
que sao decorrentes da estrutura social sao tornados como problemas in-
dividuais. Entretanto, s5o meias verdades, sao concep€6es parciais da
realidade que escondem os conflitos sociais e tentam passar uma ideia
positivadascoisas.Pessoasdesavisadasacabamassumindoessascren€as,
valoresepraticas,comosefizessempartedanormalidadedavida;acabam
acreditando que a.sociedade e. boa, os individuos 6 que destoam. .
A edu€ativa, portanto, 6 parte integrante da dinamica das
±Oindie§ fi+rii5 dylg3±a~r-s~u-a-s •finalidades e
•'
processossaodeterminadosporinteressesantag6nicosdasclassessociais.
No trabalho docente,
presentes interesses de
turais -
sendo manifesta€ao da pratica educativa, estao
toda ordem - sociais,
que precisam ser
oliticos, econ6micos, cul-
compreendidos pelos professores. Por outro
radoT€precisocompreender,¥ETmBEHTtLffique as rela€des sociais existentes
na nossa sociedade nao sao esfaticas, imutaveis, estabelecidas para sem-
pre.Elassaodinamicas,umavezqueseconstituempelaa€aohumanana
vidasocial.Issosignificaqueasrela€6essociaispodemsertransformadas
pelos pr6prios individuos que a integram. Portanto, na sociedade de
classes, nao 6 apenas a minoria dominante que poe em pratica os seus
interesses. Tamb6m as classes trabalhadoras podem elaborar e organizar
concretamente os seus interesses e formular objetivos e meios do proces-
so educativo alinhados com as lutas pela transformacao do sistema de
rela€6es sociais vigente. 0 que devemos ter em mente 6 que uma educa-
€ao voltada para os interesses majorifarios da sociedade efetivamente se
defronta com limites impostos pelas rela€6es de poder no seio da socie-
dade. Por isso mesmo, o reconhecimento do
docente
olitico do trabalho
Fizemos essas considerac6es para mostrar que a pfatica educativa,
a vida cotidiana, as rela€6es professor-alunos, os objetivos da educa€ao,
o trabalho docente, nossa percep€ao do aluno estao ce±r_e_gados de sigpi--ue se constituem na dinamica das rela 6es entre classes,
S±igi.Q`S_Qfr~_e_ntfel±gmfng+,£,_m±±±!be±±Lsijp|z£Ln|Le
adultos.Saoossereshumanosque,nadiversidadedasrelac6esreciprocas
--.i-_, ,_-'- _`
que travam em varios contextos, dao significado as coisas, as pessoas, as
ideias; e socialmente que se formam ideias, opini6es, ideologias. Este fato
e fundamental para compreender como cada sociedade se produz e se
desenvolve, como se organiza e como encaminha a pratica educativa por
meio dos seus conflitos e suas contradic6es. Para quem lida com a edu-
cacao tendo em vista a forma€ao humana dos individuos vivendo em
contextos sociais determinados, 6 imprescindivel que desenvolva a capa-
cidade de descobrir as rela€6es sociais reais implicadas em cada aconte-
cimento, em cada situa€ao real da sua vida e da sua profissao, em cada
mat6ria que ensina como tamb6m nos discursos, nos meios de comuni-
i`.i€ao de massa, nas rela€6es cotidianas na familia e no trabalho.
0 ecifico de atua profissional e politica do professori
:I ``*i`olt], a qual cabem tarefas de assegurar aos alunosurn s6lido dominio
deco±ecgiv±ntgs_Eha±±j±idadgaQ4g§§nynlvimpntndpsuasJ=apacid_aLdgs
intelectuais,
+ _. _- _
representam
deJ?£F£?_in-,€!critico e criativo. Tais tare fas
uma significativa contribui€ao para a forma€ao de cidadaos
ativos, criativos e criticos, capazes de participar nas lutas pela trfe-.
macao social. Podemos dizer que, quanto mais se diversificam as formas
de educacao extraescolar e quanto mais a minoria dominante refina os
meios de difusao da ideologia burguesa, tanto mais a educacao e;colar
adquire importancia, principalmente para as classes trabalhadoras.
Ve-se que a responsabilidade social da escola e dos professores 6
muito grande, pois cabe-lhes escother
dade deve ser
de socie-
uais contetidos e
==:=:oThne:cprop£:o=:od==t=:==:=:=edn:to=c:paa:f:±
pi?-!ic!:.`.`p-``1`.`j!:r:`¥ir in nos movimentos___s_Qciais. Tal como a
educa€ao, tamb6m o ensino 6 determinadosocialmente. Ao mesmo tem-
po que cumpre objetivos e exigencias da sociedade conforme interesses
de grupos e classes sociais que a constituem, o ensino cria condi€6es
metodol6gicas e organizativas para o processo de transmissao e assimi-
1a€ao de conhecimentos e desenvolvimento das capacidades intelectuais
e processos mentais dos alunos tendo em vista o entendimento crftico dos
problemas sociais.
Educa€ao, instrucao e ensino
Antes de prosseguirmos nossas considera€6es, convem esclarecer o
significado dos termos educa€ao, instru€ao e ensino. £dwcoffo 6 urn con-
ceito amplo que se refere ao processo de desenvolvimento unilateral da
personalidade,envolvendoaformacaodequalidadeshumanas-fisicas,
morais, intelectuais, est6ticas - tendo em vista a orientacao da atividade
humana na sua relacao com o meio social, em determinado contexto
de rela€6es sociais. A educa€ao corresponde, pois, a toda modalidade de
influencias e inter-rela€6es que convergem para a forma€ao de tra€os
depersonalidadesocialedocarater,implicandoumaconcep€aodemun-
do, ideais, valores, modos de agir, que se traduzem em convicc6es ideo-
16gicas, morais, politicas, principios de a€ao frente a 5itua€6es reais a
'
ii
I
_m
rf
u_
_
:
"
!j
I
i
-`
i
J!+
.E
i
I`
;i
I
• !
i
Ei
E
®
I
F=
=L
 : 
 :'
ensino;emora-FroE=fria6E!§ie:j2j3Pg:P
1,\,..`-`--``.-,
1*2tHinHa
norasearado_dLa~vi_a
.a,
E
E
'
Aforma€a
noerenizi::,,:i,.:i,,,.:,,.,,i:I,
'tica
Magna.
~_~,_____±m£!gdgLsde~eEgiv_corre
spondentes,
--
1j
i `Il`naeeo_do
PLreeeqsam
P9
-`---
` i9nge-do
\ffind
uatro
omiin`d57dFmTafEa-n`d6EFE6riz~~~-
€
8lllllsmo alca±cLis.e_u_Q
±|e_t_i_Y.9
atividade
}irttvercondi€6es
para
_P€ rese
nte,
_8JPP9jt\tsiam
d.aLPQli_rEa+2!JLu±
P
psfco[og]a_gE¥_±e]_e_
ep
cL=-C
-9-8-
ensmo.
i
£ -_..---..-----
P[!.et-cl9qc`:t'a!tir_es+-.v_J!
.¥_r:
6
----_-
OuJ
HRERErmE
I, i
)i
aprendizaem''
.,
I`
#i.
(
i
'
®
®
®
®
®
®
I \(:
:
i"i'
;I
h
:
I
I
;
I
0
1'
I
`
1
:
i.;
1
n
i
I
€1' iI
I
+
EI
H
1
:;i i
re
•,
i!
r
I
:
:
EE
i
yE
u
hi
L
I,,
,\
I 
I,,
i
I.I.,
DL',(`
in
n,
i
i I,ll,
I
\i
(
L
i
\
\
:
'1 i
`1 
(
i;:
:(I
11 i11
(I,
6
lj
\1
l
;i
11 11
-`
_
-
-_
.. 
 
_ 
-
'.
-
-
`
..
..
._
=
-
-
_
-
-
-
..
=
=
±
=
;
I
'1
1
i
I.
. 
 
 
 
+
.,
I,
 
 
 
 
 
 
 
 .
I)I(
-I
,I
 
 
 -
--
--
- 
__
_ 
 -
1
g
--
Fi
fe
\
®
-_
.-
1
11,
i
i:
I
\
I
I
i
oil
i I
I
Ei
L
I
I
11
:
I
\
I
I
I
I
A
_
_
_
gi
v.
A
 
} 
 
 a
-a
p-
„ 
--
-, 
' -
--
-I-
TT
®
E
?+
+
(
ji
L
a sequencia do ensino de acordo com a materia ensinada, caracteristictis tit i
grupo de alunos e de cada aluno e situa€6es didaticas especificas.
Nas aulas se conjugam diversas formas didaticas, por meio dii+
quais 6 estabelecida a correspondencia entre tipos de aulas e m6todtt.`
de ensino.
Neste capitulo serao trabalhados os seguintes temas:
• caracteristicas gerais da aula;
• estruturacao didatica da aula;
• tipos de aula e m6todos de ensino.
Caracteristicas gerais da aula
Se considerarmos o processo de ensino como uma a€ao conjunta do
professor e dos alunos, na qual o professor estimula e dirige atividades
em fun€ao da aprendizagem dos alunos, podemos dizer que a aula 6 {i
forma didatica basica de organiza€ao do processo de ensino. Cada aula 6
uma situa€ao didatica especifica, na qual objetivos e contetidos se com-
binam com m6todos e formas didaticas, visando fundamentalmente
propiciaraassimilacaoativadeconhecimentosehabilidadespelosalunos.
Na aula se realiza, assim, a unidade entre ensino e estudo, como que
convergindo nela os elementos constitutivos do processo didatico.
De acordo com esse entendimento, o termo aula nao se aplica somen-
teaaulaexpositiva,masatodasasformasdidaticasorganizadasedirigidas
direta ou indiretamente pelo professor, tendo em vista realizar o ensino e
a aprendizagem. Em outras palavras, a aula 6 toda situa€ao didatica na
qual se p6em objetivos, conhecimentos, problemas, desafios, com fins ins-
trutivos e formativos, que incitam as crian€as e jovens a aprender.
Consideremos, pois, que, na maior parte das vezes, nao temos uma
aula, mas urn conjunto de aulas, visto que os resultados do processo de
ensino nao sao obtidos instantaneamente, e sim pelo trabalho continuo
do professor, estruturado no plano de ensino e nos pianos de aulas.
Em correspondencia com as finalidades, principios, elementos cons-
titutivos e meios da educa€ao escolar -objetos de estudo deste livro - as
aulas devem cumprir as seguintes exigencias:
• amplia€ao do nivel cultural e cientifico dos alunos, €`sscgui.mitltt
profundidade e solidez aos conhecimentos assimilados;
• sele€ao e organiza€ao de atividades dos alunos que possibilit"n
desenvolver sua independencia .de pensamento, a criatividadi` ``
o gosto pelo estudo;
• empenho permanente na forma€ao de m6todos e habitos de
estudo;
• forma€ao de habilidades e habitos, atitudes e convic€6es, que
permitamaaplica€aodeconhecimentosnasolu€aodeproblemas
em situa€6es da vida pratica;
• desenvolvinento das possibflidades de aproveitamento escolar de
todos os alunos, diferenciando e individualizando o ensino para
atingir niveis relativamente iguais de assimila€ao da materia;
• valoriza€ao da sala de aula como meio educativo, para formar as
qualidades positivas de personalidade dos alunos;
• condu€ao do trabalho docente na classe, tendo em vista a forma-
€aodoespiritodecoletividade,solidariedadeeajudamtitua,sem
prejuizo da aten€ao as peculiaridades de cada aluno.
Estrutura€ao didatica da aula
0 trabalho docente, sendo uma atividade intencional e planejada,
rcquer estrutura€ao e organiza€ao, a fim de que sejam atingidos os obje-
tivos do ensino. A indica€ao de etapas do desenvolvimento da aula nao
significa que todas as aulas devam seguir urn esquema rigido. A op€ao
Llor qual etapa ou passo didatico e mais adequado para iniciar a aula ou
i` conjuga€ao de varios passos numa mesma aula ou conjunto de aulas
clepende dos objetivos e contetidos da mat6ria, das caracteristicas do
grupo de alunos, dos recursos didaticos disponiveis, das informa€6es
obtidas na avalia€ao diagn6stica etc. Por causa disso, ao estudarmos os
passos didaticos, 6 importante assinalar que a estruturacao da aula e urn
processo que implica criatividade e flexibilidade do professor, isto 6, a
perspicacia de saber o que fazer frente a situac6es didaticas especificas,
cujo rumo nem sempre 6 previsivel.
Devemos entender, portanto, as etapas ou passos didaticos comt)
tarefas do processo de ensino relativamente constantes e comuns a tod{is
as mat6rias, considerando-se que nao ha entre elas uma sequencia neces-
sariamente fixa, e que dentro de uma etapa se realizam simultaneament{`
Outras.
Os passos didaticos sao os seguintes: prepara€ao e introdu€ao dt`
mat6ria; tratamento didatico da mat6ria nova; consolida€ao e aprimor.i~
mento dos conhecimentos e habilidades; aplicacao; controle e avalia€ao.
Esquema das fases coordenadas do processo de ensino
PREPARACAO E
INTRODUCAO
PROBLEMA E
ORIENTACAO
TRANSMISSA0 E
ASSIMILACAO DA
MATERIA NOVA
I Aspectos externos
(metodos de ensino)
I Aspectos internos
(metodos de
assimilacao ativa)
-percep¢ao
-forma¢ao de
conceitos
-desenvolvimento
de capacidades
cognoscitiva e
operativa
NOVAS
PERGUNTAS
' ARTICULACAO
: ENTREASFASES :
', MEDIANTE: '
_ : -Consolidacao : _
: -Rec6rda€ao i
; -Sistematizacao
i -Fixacao '
: -Aplicacao I
\1/
AVALIACAO E
CONTROLE
TRABALHO COM
A MATERIA
VELHA
- Ex-ercicios
- Recordacao
-Memorizacao
(Adaptacao de esquema desenvolvido por L. Klingberg,1978)
0 esquema mostra a dinamica e a interdependencia entri. .i.i l`.ih`.* tl` i
prt7cesso de ensino. A prepara€ao e a introdu€aoimplicam o i`ii(I.I.I,i\'.`-
mcnto com os conhecimentos anteriores (materia velha), demari`tii``l{t t t
iiiovimentodoconhecimentovelhoaonovb,donovoaovelho;jah€iiuiui
i`nla€amentostamb6mcomoutrasfun€6esdidaticasdoprocessodetr.iiis-
missao/assimila€ao: a consolida€ao, a recorda€ao, a fixa€ao etc. A transj-
\`{io para a mat6ria nova implica a orientacao didatica para os objetivos,
`iiie consiste em ajudar os alunos a tomarem consciencia das tare fas que
t{trao pela frente e dos resultados gradativos esperados deles. A mat6ria
lit.va, por sua vez, implica a consolidacao, recorda€ao, sistematiza€ao,
I.ixa€ao da materia anterior. A aplica€ao, na qual os alunos mostram ca-
iit`cidade de utilizar autonomamente conhecimentos e habilidades ad-
iiiiiridos, tamb6m assegura o enlace entre mat6ria velha e materia nova;
i.i que tern por funcao a ligacao dos conhecimentos com a pratica, e mo-
iiiento de culminancia parcial do processo de ensino. A avaliacao se co-
iwcta a todas as demais fases, pois lhe cabe verificar e qualificar o grau
``ili que estao sendo alcan€ados os objetivos; todavia, € tamb6m urn mo-
iiii`nto relativamente conclusivo da fase terminal do tratamento da rna-
lt'`ria nova.
Vejamos algumas indicac6es para o desenvolvimento das fases ou
I..`ssos didaticos:
1. Prepara€do e introducdo da mat6ria
Esta fase corresponde especificamente ao momento inicial de prepa-
I.,i``{ioparaoestudodematerianova.Compreendeatividadesinterligadas:
i iirepara€ao pfevia do professor, a prepara€ao dos alunos, a introdu€ao
` ln materia e a coloca€ao didatica dos objetivos. Embora venham tratadas
```[i.iradamente, isso nao significa que devam ser tomadas numa sequen-
`i., rigida.
Antes de entrar na classe e iniciar a aula, o professor precisa prepa-
I.,ir-se atrav6s de urn planejamento sistematico de uma aula ou conjunto
`li` i`ulas. A prepara€ao sistematica das aulas assegura a dosagem da ma-
I``ritledotempo,oesclarecimentodosobjetivosaatingiredasatividades
i iu`` serao realizadas, a prepara€ao de recursos auxiliares do ensino.
No inicio da aula, fl prep#r¢£de dos ¢Jw7!os visa criar condic6es d{` t```
tudo:mobiliza€aodaatencaoparacriarumaatitudefavoravelaoestii{lit,
organiza€aodoambiente,suscitamentodointeresseeliga€aodam.il`.`ii.I
nova em rela€ao a anterior. Os professores mais experientes confiri"w n
a importancia de incitar os alunos para o estudo:
``Acho que nao se deve iniciar uma aula abruptamente, mas com urn
papo inicial para que os alunos se descontraiam. Se 6 uma aula de
Analise Sintatica, em vez de chegar ao quadro-negro e colocar, de
chofre, a teoria e os exemplos, a gente come€a conversando, pede a
classeparaformarumafrase.Enecessariopartirdeumpontoemque
os alunos participem, para nao ficarem naquela atitude passiva."
``Cada aula minha ten muito a ver com a aula anterior, mostro onde
paramos, pergunto aos alunos se a gente segue em frente ou nao. Eu
gosto de situar os alunos naquilo que foi visto antes e que sera visto
hoje". (Libineo,1984, p. 152)
A motiva€ao inicial inclui perguntas para averiguar se os conht`{`i
mentosanterioresestaoefetivamentedisponiveiseprontosparaocoii]i``
cimento novo. Aqui o empenho do professor esta em estimular o raciou
nio dos alunos, instiga-los a emitir opini6es pr6prias sobre o qui.
aprenderam,faze-losligaroscontetidosacoisasoueventosdocotidiciiit`,
A corre€ao de tarefas de casa pode tomar-se importante fator de refoi.t`'t I
e consolida€ao. As vezes havera necessidade de uma breve revisao (retu
pitula€ao) da mat€ria, ou a retifica€ao de conceitos ou habilidades insu
ficientemente assimilados. Como se ve, a preparacao dos alunos 6 un`,i
atividade de sondagem das condi€6es escolares prfevias dos alunos pa in
enfrentarem o assunto novo.
A z.7tfrodwffro do assunto, que obviamente ja se iniciou, 6 a concatem`
€ao da mat6ria velha com a materia nova. Nao 6 ainda a apresenta€ao iln
mat6ria, `'dar o ponto", como se diz, mas a liga€ao entre no€6es que {i+,
alunosjapossuamemrela€aoamaterianova,bemcomooestabelecim"
to de vinculos entre a pratica cotidiana e o assunto. 0 melhor procetli
mento para isso 6 apresentar a mat6ria como urn problema a ser resolv i
do,emboranemtodososassuntosseprestemaisso.Medianteperguntti*,
trocas de experiencias, coloca€ao de possiveis soluc6es, estabelecimeli lt I
de rela€6es causa-efeito, os problemas atinentes ao tema vao se encami
iili,iliil{i para tornar-se tamb6m problemas para os alunos i" *Ii.i \'i`I.i
iu,iLi{`ii.Comissovaosendoapontadosconhecimentosquesti{"w`**.win.+
`lt iiii i n.ir e as atividades de aprendizagem correspondentes. 0 p«)l`t``+*` }i.
I,ii..i, tintao, a coJocflffo c7!.dfl'f!.cfl dos ob/ieffros,. uma vez que 6 o estuilti `l.I
I n .vii mat6ria que possibilitara o encontro de solu€6es. Os objetivos iliil i-
` "n t) rumo do trabalho docente, ajudam os alunos a terem clareza dos
ri.*il I tados a atingir. Trata-se, evidentemente, de objetivos viaveis, possi-
\'t`i* ilc serem atingidos. A16m disso, vale muito aqui a consciencia social
i.itiiliticadoprofessornosentidodeproporobjetivos,contetidosetarefas
`iiii` tenham significado real para a experiencia social dos alunos. Os
I il lit.tivos dao o tom educativo da instru€ao, pois que excedem o simples
i I I tminio de conhecimentos, determinando a orienta€ao para o desenvol-
\' in`i`nto da personalidade do aluno na sua rela€ao ativa com a realidade.
` lI``i` professora de Portugues diz a esse respeito:
``Eu come€o discutindo com os alunos a importancia da lingua para a
hist6ria dos homens, a importancia da expressao humana. Mesmo
durante o ano eu volto a falar sobre isso. Outra coisa 6 que eu s6 con-
sigo o interesse da turma quando eles sabem o `para que' esfao fazen-
do aquilo."
Na mesma linha escreve uma professora de Hist6ria:
"Por mais te6rico que seja urn trab{ilho na sala de aula, os alunos con-
seguem acompanhar, colaborar, interessar-se, desde que entendam
duas perspectivas: a utilidade do conhecimento e o exercicio mental
decorrente desse conhecimento. Atr.is desse exercicio ten uma viven-
cia, uma experiencia, urn conhecimento. Eu acredito que, mesmo
aquelas mat6rias mais te6ricas conseguem atrair os alunos, se a gente
consegue faze-los sentir a importciiicia do exercicio de reflexao, e com-
preenderem que aquele coithecimento C. titil, embora nao de imediato".
(Libaneo, 1984, p. 159 e 164)
Dada a suma importancia dos objetivos da direcao e controle da
•`t ividade do professor e dos alunos, eles clevem ser recordados em todas
A.i i.tapas do ensino. Esse cuidado auxilia a avalia€ao diagn6stica, assim
t'ttmo evita a dispersao, impedindo que aspectos secundarios tomem
t`{inta do essencial no desenvolvimento do plano de unidade.
A dura€ao desta etapa depende da materia, do tipo de aula, do pre-
paro prfevio ou do nivel de assimila€ao dos alunos para enfrentarem o
assunto novo. Evidentemente, se 6 inicio de uma unidade de ensino,
o tempo sera maior.
2. Tratamento did6tico da mat6ria nova
Dissemos anteriormente que os passos do ensino nao sao mais que
func6es didaticas estreitamente relacionadas, de modo que o tratamento
didatico da materia ja se encontra em andamento. Mas aqui ha o prop6-
sitodemaiorsistematiza€ao,envolvendoonexotransmissao/assimila€ao
ativa dos conhecimentos. Nesta etapa se realiza a percep€ao dos objetos
e fen6menos ligados ao tema, a forma€ao de conceitos, o desenvolvimen-
to das capacidades cognoscitivas de observa€ao, imagina€ao e de racio-
cinio dos alunos. Na transmissao prevalecem as formas de estrutura€ao
e organiza€ao 16gica e didatica dos contetidos. Na assimila€ao, importam
os processos da cogni€ao mediante a assimila€ao ativa e interioriza€ao de
conhecimentos, habilidades, convic€6es. Como sao momentos interde-
pendentes, ha ai uma rela€ao recfproca entre m6todos de ensino e meto-
dos de assimilacao, ou seja, entre aspectos externos e intemos do m6todo.
Os aspectos externos sao a exposi€ao do professor, a atividade relativa-
mente independente dos alunos, a elabora€ao conjunta (conversa€ao). Os
aspectos internos compreendemas fung6es mentais que se desenvolvem
no processo da cogni€ao, tais como a percep€ao, as representa€6es, o
pensamento abstrato, mobilizados pelas fun€6es ou fases didaticas.
Os aspectos extemos do m6todo nao sao suficientes para se obter a
realiza€ao dos objetivos do ensino. Se fosse assim, o ensino meramente
expositivo e verbalista seria justificado. Mas, como se trata de assegurar
a iniciativa, a assimila€ao consciente e o desenvolvimento das potencia-
lidades intelectuais do aluno sao os aspectos intemos do m6todo que vao
determinar a escolha e diferencia€ao dos aspectos extemos. Podemos
dizer, por outras palavras, que o que determina a forma extema de estru-
turar o ensino 6 o processo de conhecimento que o aluno realiza, no qual
ativa as suas habilidades e capacidades e desenvolve os seus processos
mentais.
Conhecer e compreender os aspectos internos do mc.tttilti ``` I I im I.i-
rcfa indispensavel ao professor; para isso, precisa dominar ctiliht`ti lii``Ii -
t{)s da Psicologia da Educa€ao.
Comecemos por entender o processo .de transmissao/assjm i I.i\ut t
i`omo urn caminho que vai do nao-saber para o saber, admitindo-sc IT`i``
a ensino consiste no dominio do saber sistematizado e nao de qualqtii`r
s{iber. Entretanto, nao existe o nao-saber absoluto, pois os alunos sao
portadoresdeconhecimentoseexperiencias,sejadasuapraticacotidiana,
seja aqueles obtidos no processo de aprendizagem escolar. Essa consta-
t{`cao nos leva a ideia de que esse processo se desenvolve em niveis cres-
centes de complexidade. Vejamos como isso se da.
A assimilacao de boa parte dos conhecimentos que comp6em o en-
sino de 1° grau se inicia pela percep€ao ativa da realidade. A percep€ao 6
umaqualidadedanossamentequepermiteoconhecimentoouatomada
decontatocomascoisasefen6menosdarealidade,pormeiodossentidos.
A assimila€ao consciente dos conhecimentos come€a com a percep€ao
.itiva dos objetos de estudo com os quais o aluno se defronta pela primei-
ra vez ou temas ja conhecidos que sao enfocados de urn novo ponto de
vista ou de uma forma mais organizada.
Apercep€ao,que6umprocessodetrazercoisas,fen6menoserela€6es
para a nossa consciencia, 6 a primeira familiarizacao do aluno com a
mat6ria, formando na sua mente no€6es concretas e mais claras e ligando
os conhecimentos ja disponiveis com os que estao sendo assimilados. Os
alunossaoorientadosparaperceberobjetosreais,assimilarasexplica€6es
do professor, reavivar percep€6es anteriores, observar objetos e fen6me-
nos no seu conjunto e novas relac6es com outros objetos e fen6menos,
confrontar no€6es do senso comum com os fatos reais. Enfim, trata-se de
trazer a mente dos alunos uma grande quantidade de dados concretos,
1eva-los a expressar opini6es, formando na sua mente no€6es concretas e
mais claras dos fatos e fen6menos ligados a mat6ria, para chegar a elabo-
racao sistematizada na forma de. conhecimentos cientificos.
Algumas atividades que preparam os alunos para a perce€ao ativa
sao as seguintes: pedir aos alunos que digam o que sabem sobre o assun-
to; leva-los a observar objetos e fen6menos e a verbalizar o que estao
vendo ou manipulando; colocar urn problema pratico cuja solu€ao seja
possivelcomosconhecimentosdamat6rianova;fazerumademonstra€ao
pratica que suscite a curiosidade e o interesse; registrar no quadro-negro
as informa€6es que os alunos vao dando, de forma a ir sistematizando
essas informa€6es.
A percep€ao pode ser direta ou indireta. Pela via direta, ha urn con-
fronto com as coisas, fen6menos e processos da realidade estudada por
meio de experimentos simples, estudo do meio, demonstra€ao. Pela via
indireta,oprofessorrecorreaexplica€aodamateria,estudoindependen-
te dos alunos, conversa€ao dirigida, a fim de que o aluno va formando
noc6es; para isso utiliza-se de ilustrac6es, desenhos, mapas e a pr6pria
representa€ao verbal dos objetos de estudo.
As duas vias devem ser empregadas na percep€ao e assimila€ao de
conhecimentos novos. Cabe ao professor, conforme os objetivos, as con-
di€6es e meios didaticos disponiveis, a natureza do assunto e a especifi-
cidade de cada mat6ria, escolher ou combinar as vias pelas quais os
alunos travam o primeiro contato com a mat6ria nova. A via direta 6,
certamente, mais rica e mais suscetivel de gerar boas representa€6es.
Entretanto, a via indireta 6 a mais frequente na sala de aula, o que requer
do professor cuidados especiais com a linguagem (expressar-se com cla-
reza,usarvocabularioacessiveletc.),poisaexplicacaovisaobteraliga€ao
da percep€ao sensorial e do pensamento na mente dos alunos. A primei-
ra compreensao que os alunos adquirem da mat6ria determina a quali-
dade, a clareza e a precisao dos conceitos que vao sendo formados.
Mas isto nao quer dizer que haja separa€ao entre percep€ao e assi-
mila€ao, entre conhecimento sensorial e conhecimento racional - urn
pratico, outro te6rico. Por urn lado, o conhecimento racional se assenta
no conhecimento sensorial, pois a materia-prima do pensamento sao os
fatos, objetos, acontecimentos do mundo real; por outro, o conhecimento
sensorialjaimplicaumconhecimentoracional,poisquandoobservamos
urn fato (por exemplo, a chuva) ja temos certas ideias sobre ele.
Urn psic6logo norte-americano, David Ausubel, escreveu que urn
dostra€osmaistipicosdaaprendizagemsignificativa6justamenteofato
de o conhecimento novo a ser intemalizado estar logicamente relaciona-
do com os conhecimentos mais antigos existentes na mente do aluno. Ele
diz que os conhecimentos antigos (ou velhos) sao como ``ancoras'' (que
seusamparamanterosbarcosparadosnacorrenteza),combasenasquais
sao assimilados conhecimentos novos.
A percep€ao ativa, sensorial, dos fatos e fen6menos correspondc ao
I iu`. t)bservamos no mundo exterior; pofem, a compreensao e a reflex{i{t
I I ` ` siias propriedades essenciais ultrapassam as possibilidades do conhc-
`'iliii`nto sensorial. No processo de assimila€ao ativa, ao conhecimento
`t`Iisorial se integra a atividade do pensamento abstrato que implica a
I ` ti`macao de conceitos. Considere-se que os processos de analise, sintese,
iltstra€ao e generaliza€ao, pr6prios das formas superiores do conheci-
Ii`{`nto, nao apenas contem elementos sensoriais, como tamb6m estes
i niplicam aqueles, evidentemente dentro do nivel de desenvolvimento
``{ tgnoscitivo alcan€ado pelo aluno.
Essa interpenetra€ao entre conhecimento sensorial e conhecimento
r.`cional significa que, no processo didatico, ha urn constante vaivem
i`i`tre conhecimento novo e conhecimento velho, entre o concreto e o
iibstrato. A assimilacao da materia nova 6 urn processo de interligacao
ttntre percep€ao ativa, compreensao e reflexao, de modo a culminar com
•` formacao de conceitos cientfficos que sao fixados na consciencia e tor-
i`ados disponiveis para a aplicacao.
Conv6m assinalar urn aspecto fundamental da percep€ao ativa con-
tluzida didaticamente. A percep€ao sensivel de objetos, fen6menos e
processos da natureza e da sociedade e o tipo da conhecimento pelo qual
se inicia o tratamento cientifico da realidade. Ao se observar a ligacao
i`ntre objetos e fen6menos, suas propriedades essenciais, tambem se ana-
lisa a interven€ao da pratica social, a hist6ria da liga€ao da atividade
humana com o objeto de estudo para satisfazer necessidades humanas.
Na medida em que o processo educativo 6 indissociavel da vida pratica,
a percep€ao 6 condicionada a essa atividade pratica, que evidentemente
tern a ver com a vida material e social dos alunos. Assim, as tarefas do-
centes de orienta€ao da percep€ao ativa devem convergir para incremen-
tar capacidades cognoscitivas, operativas e a capacidade critica, simulta-
neamente. Assim, no estudo de urn tema 6 fundamental que o professor
oriente os alunos no confronto entre as no€6es sobre os fatos e os fatos
mesmos, uma vez que se trata de forma-las em concordancia com eles.
No processo de aproxima€ao das no€6es cientificas (por exemplo, carac-
teristicas e propriedades do ar) 6 necessario estabelecer nexos sociais
implicitos nessas no€6es, pois o conhecimento ten sua origem e sua des-
tina€aona pratica social. 0 ar 6 urn elemento constante da natureza e da
vida humana. Ele nao e apenas uma substancia quinica da atmosfera,
mas esta na fabrica, em casa, na cidade, no campo. I urn conhecimento
cientifico saber que, por exemplo, sob determinadas condi€6es do pro-
cesso de producao, o ar € prejudicial as pessoas e que essas condi€6es
podem ser alteradas pela a€ao humana.
Cumpre ressaltar, assim, que na forma€ao de conceitos tamb6m esta
implicita a atividade do sujeito na pritica social, porquanto o aluno se
reconhecenosconceitosquelhesaosignificativos.Osprocessosdeapreen-
sao das qualidades e caracteristicas de objetos e fen6menos (mat6ria de
estudo) e a forma€ao dos correspondentes conceitos cientificos estao
vinculados a dire€ao da atividade humana, seus objetivos e motivos, a
experiencia social e cultural do aluno, a seus valores, conhecimentos e
atitudes frente ao mundo.
Podemos sintetizar os momentos interligados do processo de trans-
missao-assimilacao, que e a base metodol6gica para o tratamento didati-
co da materia nova:
• uma aproxima€ao inicial do objeto de estudo para ir formando as
primeiras no€6es, por meio da atividade perceptiva, sensorial.
Isso se faz, na aula, por interm6dio da obs6rva€ao direta, conver-
sa€ao didatica, explorando a percep€ao que os alunos ten do tema
estudado; deve-se ir gradativamente sistematizando as no€6es;
• elabora€5o mental dos dados iniciais, tendo em vista a compreen-
sao mais aprofundada por meio da abstracao e generaliza€ao, ate
consolidar conceitos sobre os objetos de estudo;
• sistematiza€ao das ideias e conceitos de urn modo que seja possi-
vel operar mentalmente com eles em tare fas te6ricas e praticas,
em fun€ao da mat6ria seguinte e em fungao da solu€ao de proble-
mas novos da mat6ria e da vida pratica.
Neste processo os conhecimentos vao sendo consolidados, o que
exige frequente sistematiza€ao da mat6ria, recapitula€ao e exercicios.
Por isso, o tratamento da mat6ria nova 6 inseparavel da etapa de pre-
paracao e introdu€ao, da etapa de consolida€ao, da etapa de aplica€ao
e avaliacao.
3. Consolida€do e aprimoramento dos conhecimentos e habilidades
Nas etapas anteriores, o trabalho docente consistiu em pi.ttvi`i` .`*
condic6es e os modos de assimilacao e compreensao da materia pi`ltt.+
alunos, incluindo ja exercicios e atividades praticas para solidific{ir i`
compreens5o.
Entretanto, o processo de ensino nao para ai. E preciso que os conhe-
cimentos sejam organizados, aprimorados e fixados na mente dos alunos,
a fim de que estejam disponi'veis para orients-los nas situa€6es concretas
deestudoedevida.Domesmomodo,emparalelocomosconhecimentos
epormeiodeles,6precisoaprimoraraformacaodehabilidadesehabitos
para a utiliza€ao independente e criadora dos conhecimentos. Trata-se,
assim, da etapa da consolida€ao, tambem conhecida entre os professores
como fixacao da materia.
Este importante momento do processo de ensino ten sido reduzido,
na escola, a repeti€ao mecanica do ensinado, para o aluno reter a materia
pelo menos ate a pr6xima prova. Os exercicios e tare fas se destinam a
aplica€ao direta, retilinea, de regras decoradas, sem mobilizar a atividade
intelectual, o raciocinio, o pensamento independente dos alunos. A con-
solida€ao dos conhecimentos e da forma€ao de habilidades e habitos
incluem os exercfcios de fixa€ao, a recapitula€ao da mat6ria, as tarefas de
casa, o estudo dirigido; entretanto, dependem de que os alunos tenham
compreendido bern a mat6ria e de que sirvam de meios para o desenvol-
vimento do pensamento independente, do raciocinio e da atividade
mental dos alunos. Por essa razao, as tarefas de recorda€ao e sistematiza-
€ao, os exercicios e tarefas, devem prover ao aluno oportunidades de
estabelecer rela€6es entre o estudado e situa€6es novas, comparar os
conhecimentos obtidos com os fatos da vida real, apresentar problemas
ouquest6esdiferentementedecomoforamtratadasnolivrodidatico,p6r
em pratica habilidades e habitos decorrentes do estudo da mat6ria.
Aconsolida€aopodedar-seemqualqueretapadoprocessodidatico:
antes de iniciar materia nova, recorda-se, sistematiza-se, sao realizados
exercicios em relacao a materia anterior; no estudo do novo contetido,
ocorre paralelamente as atividades de assimilacao e compreensao. Mas
constitui, tainb6m, urn momento determinado do processo didtitico,
quando 6 posterior a assimila€ao inicial e compreensao da materia.
A consolida€ao pode ser reprodutiva, de generalizacao e criativa. A
reprodutiva ten urn carater de exercita€ao, isto e, ap6s compreender a
mat6ria os alunos reproduzem conhecimentos, aplicando-os a uma situa-
cao conhecida. A consolidacao generalizadora inclui a aplica€ao de co-
nhecimentos para situac6es novas, ap6s a sua sistematiza€ao; implica a
integra€aodeconhecimentosdeformaqueosalunosestabele€amrela€6es
entre conceitos, analisem os fatos e fen6menos sob vdrios pontos de vista,
fa€am a liga€ao dos conhecimentos com novas situa€6es e fatos da prati-
ca social. A consolidacao criativa se refere a tarefas que levam ao aprimo-
ramento do pensamento independente e criativo, na forma de trabalho
independente dos alunos sobre a base das consolida€6es anteriores.
Os procedinentos de consolida€ao que mencionamos se interpene-
tram. Os exercfcios levam a fixa€ao e forma€ao de habilidades e habitos,
auxiliandoasistematiza€ao.Arecapitual€ao(revisao,recorda€ao)sepres-
ta a firmar conhecimentos anteriores e liga-los aos novos, dando mais
eficacia aos exercicios. A sistematiza€ao, pela qual se forma a estrutura
16gica da materia na mente do aluno com a ajuda do professor, favorece a
recapitula€ao e da uma base mais s6lida para a realiza€ao de exercfcios.
4. A aplica€do
A aplica€ao 6 a culminancia relativa do processo de ensino. Ela ocor-
re em todas as demais etapas, mas aqui se trata de prover oportunidades
para os alunos utilizarem de forma mais criativa os conhecimentos, unin-
do teoria e pratica, aplicando conhecimentos, seja na pr6pria pratica es-
colar (inclusive em outras materias), seja na vida social (nos problemas
do cotidiano, na familia, no trabalho). 0 objetivo da aplica€ao 6 estabele-
cer vinculos do conhecimento com a vida, de modo a suscitar indepen-
dencia de pensamento e atitudes criticas e criativas expressando a sua
compreensao da pratica social. Ou seja, a fungao pedag6gico-didatica da
aplica€ao 6 a de avan€ar da teoria a pratica, 6 colocar os conhecimentos
disponiveisaservicodainteapreta€aoeanalisedarealidade.Nemsempre
sera facil aos alunos expressarem nas provas, nos exercicios, nas tarefas,
as liga€6es, vinculos e rela€6es entre os conhecimentos sistematizados e
a vida pratica. Entretanto, 6 na aplica€ao que os alunos podem ser obser-
vi`dos em termos do grau em que conseguem transferir conhei`jmi`i`ltt.`
ptlra situac6es novas, evidenciando a compreensao mais global do ()bji.I I i
i]e estudo da mat6ria.
Aaplica€aodeconhecimentosehabilidadessup6eoatendimentod(`
determinadas exigencias didaticas, de responsabilidade do professor:
• formula€ao clara de objetivos e adequada selecao de contetidos
que propiciem conhecimentos cientificos, no€6es claras sobre o
tema em estudo, sistematizacao de conceitos basicos que formam
aestruturadosconhecimentosnecessariosacompreensaodecada
tema;
• liga€ao dos contetidos da mat6ria aos fatos e acontecimentos da
vida social e aos conhecimentos e experiencias da vida cotidiana
dos alunos, de modo que a realidade social concreta suscite pro-
blemas e perguntas a serem investigados no processo de trans-
missao/assimila€ao da materia e em rela€ao aos quais se da a
aplica€ao de conhecimentos.
5.Controleeavalia€dodosresultadosescolares
A verifica€ao e controle do rendimento escolar para efeito de avalia-
cao e uma fun€ao didatica que percorre todas as etapas do ensino, e
abrange a considera€ao dos varios tipos de atividades do professor e dos
alunos no processo de ensino. A avalia€ao do ensino e da aprendizagem
deve ser vista como urn processo sistematico e continuo, no decurso do
qual vao sendo obtidasinforma€6es e manifesta€6es acerca do desenvol-
vimento das atividades docentes e discentes, atribuindo-lhes juizos de
valor. Os resultados relativos que decorrem desse processo dizem respei-
to ao grau em que se atingem os objetivos e em que se cumprem exigen-
cias do dominio dos conteddos, a partir de parametros de desempenho
escolar. Para isso, sao empregados procedimentos e instrumentos de
mensura€ao (observa€ao, provas, testes, exercicios te6ricos e praticos,
tare fas) que proporcionam dados quantitativos e qualitativos.
A avaliacao cumpre, ao menos, tres fun€6es. Aj!"ffro pcdrg6g!.co-d+
d¢f!.co se refere aos objetivos gerais e especificos, bern como aos meios e
I
-
?
L
. 
 -
I-
, 
 
 I
_I
__
_I
_=
=-
I
I
L
±^
_-
L
=L
 
Il
l 
 
I_
 
 +
Il
l 
+n
dn
I
:
I
patas.
_dua
s
®
]1
•i
®
®
D
.I
I
D
Ilfl
®
®
1'
1
£
S
I
®
;.ii
a
C\a,JI®
C\a,
a
E25
9®I0I6
>Ji.a'u
,
in11,aln0S
i
gg
ina
'n
==I.®3
5'u=I3®
u,
>Ia5
cofyIa'I0
i
tDJa0
a
unDBa
'a
9ai
9CL®II0
#CL
@
L^rhJDrr'u,=8
SaU,
ii
;i
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 ;
!j
iI
#o=
Ea;
i!\!!
118
;`'5
un®`I®ru
0t
rT'®r\0a'EZU,r\Ja,BIII®
'V,tJa'8
±g
5
i; 
 
 !
i; 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 g
g;
AaZ
gf
i 
 
 
 a
.?
.g
' 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 g
if
i
+inC`aau
n
unina,Iaa
a®
8t
 
 
 
 
 i
' 
 ®
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 8
t 
 8
, -
E
=
ru
-II
a I.
iE
!
a'®
Ia
I
®nnIaFac5C'03a'1aIa®=aIU,-5in
=
Thinun1^as
oS
®
 
 
 :;
:
arT1unIllZa=iinZ5=rT15a•0
5`9na
ii
j 
 
 
ii
i
#o
!!
ii
i 
 
 
 
 
g3
!
•
0 ®
 
 u
l 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 a
 
 J>
rl
!.
* 
 
 
 
 
 
 
 
 ±
=
aZ
F
E
g
+IllC
`
in
aaun
O
J' a
E=
;F!
: : 
: : 
: i 
: : 
: : 
: : 
: ; 
i : 
: : 
: : 
: :I
aIlluninZ5=iinZ5=in5aaa
C|F5•0
i
I
I
\

Mais conteúdos dessa disciplina