Prévia do material em texto
GESTÃO DE PROJETO O case sobre a empresa de tecnologia XPTO nos apresenta a situação da construção de uma nova sede para abarcar o grande número de funcionários. Baseado na metodologia de gerenciamento de projetos dá-se a devida necessidade da elaboração de três etapas para a realização do projeto: o escopo, o planejamento de custo e o planejamento do prazo. Como estratégia de desenvolvimento, a empresa decidiu que seria produtivo que cada equipe cuidasse de uma etapa e que competissem de forma a alcançar os melhores resultados em cada área. O primeiro a ser citado será o escopo. A definição deste, no primeiro momento, serve para que todos entendam do que se trata o projeto e como ele vai ser executado. Ao planejar os principais requisitos e ideias dos executivos, o gestor geral decidiu que não haveria compartilhamento do plano com os outros envolvidos. O segundo passo a ser observado é o planejamento de custo, feito em cima das necessidades indicadas no escopo. O terceiro assunto é o planejamento de prazo. Num erro claro, foi decidido o prazo sem pesquisa e estipulando uma data apenas em intuição e sem considerar situações adversas que podem aparecer no meio do caminho. De acordo com o Guia PMBOK (6. ed. Pensilvânia: PMI, 2017), é de grande importância que para o sucesso de um projeto haja integração e cooperação entre as equipes. A ideia de que cada equipe deveria trabalhar sozinha, sem cooperação e compartilhamento de informações gerou diversos problemas na realização da obra. Após quase um ano do início do projeto e sem produção aparente, os sócios e executivos convocaram reunião de emergência, onde foram apresentados os erros que levaram àquela situação: • No orçamento, houve revisão de custo, acarretando a um aumento de U$ 2.000.000 (dois bilhões de dólares), um acréscimo ao número inicial de U$ 3.000.000 (três bilhões). • O prazo teria de ser estendido, passando de 4 anos para 6 anos, pois além da projeção ter sido feita apenas por intuição, não se considerou erros técnicos de engenharia, que acabaram atrasando mais ainda a obra. • O escopo também passou por revisão, sendo agora necessário 30% a mais do que se havia planejado inicialmente. Deparando-se com esse novo status, é preciso repensar todo o projeto, identificar o que deu errado e, além de corrigir, propor soluções. Fica claro que a falta de interação entre as equipes foi o maior engano da gestão. Assim como citado acima, é um dos princípios do Guia PMBOK que exista diálogo e troca entre todos os envolvidos, de forma que o gestor possa direcionar seu plano em todas as áreas, permitindo o avanço da obra de forma coordenada. Dentro de contexto existem também diversas técnicas que podem ser utilizadas para reduzir o cronograma e consequentemente atingir o prazo estipulado. Uma delas é a utilização de um software de gerenciamento de projeto, pois facilitará a visualização como um todo, controlando os recursos, os cronogramas e a produtividade. É uma ferramenta que permite gerenciar todo o projeto, fazendo-se valer dos dados coletados ao longo da realização. Outra forma de manter o controle sobre a meta a ser alcançada é valer-se do tripé de gerenciamento, ou seja, ter a noção de que cada equipe atua em uma área interligada às outras permite uma visão melhor sobre o todo e tendo a noção de que um erro em uma pode acarretar atraso ou influenciar negativamente outra permite que o gestor se antecipe e reduza danos ou até mesmo impeça que haja prejuízo no projeto. Com tudo isso em mente, fica claro que o case propõe reflexão sobre importância de planejar, para que não haja erros na execução e fazer entender que não dá para confiar na intuição em projetos que não comportem essa estratégia. Pequenos projetos ou de curto prazo possuem a vantagem de permitir essa prática, mas uma obra como a da empresa XPTO engloba muitos fatores técnicos que precisam ser analisados com cautela e atenção devido às grandes proporções da obra, aumentando o risco de graves erros no resultado final.