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Bioquímica II

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é o tecido adiposo e este é 
transportado para o músculo, para fígado, para tecidos que consomem ácidos graxos como fonte 
energética. 
Esse transporte de lipídios não é igual no estado de jejum e no estado alimentado e os 
lipídios transportados também não serão os mesmos. 
As origens e os destinos são relativamente diferentes nesses dois estados. 
 
 
Vivian Rocha 
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Transporte no Estado Alimentado 
Os lipídios que são majoritariamente transportados no estado alimentado são triacilglicerol, 
fosfolipídios e colesterol. 
O colesterol é transportado na forma esterificada, ou seja, uma estrutura do colesterol estará 
ligada a um ácido graxo. 
Nesse estado o transporte se da através de partículas , que são estruturas supra lipoproteicas
moleculares compostas por uma camada externa simples de fosfolipídios e proteínas em sua 
superfície, um cerne apolar recheado de lipídios como o triacilglicerol e o colesterol esterificado. 
Essas proteínas da superfície são importantes para se ligar a um receptor de membrana do tecido 
que irá identificar esta partícula e transporta-la para dentro dele, ou seja, essas proteínas servem 
como “identificadores”. 
Partículas Lipoproteicas 
Existem varias partículas lipoproteicas, todas elas possuem a mesma estrutura, mas diferem 
na densidade devido a diferente composição lipídica. 
Com isso temos o , , , . Vai existir uma quilomícron LDL VLDL HDL
dinâmica aonde umas vão se transformar em outras. 
O é a maior delas e também é quem possui mais quilomícron
triglicerídeos e menos colesterol proporcionalmente, sendo a primeira partícula 
que é formada. 
Ao lado vocês tem um exemplo do plasma sanguíneo em jejum e 
alimentado. É possível notar uma diferença de turbidez que é dada pelo 
 e pelas que vão circular no estado quilomícron outras partículas lipoproteicas
alimentado. Os laboratórios pedem para tirar sangue em jejum porque essas partículas dificultam a 
analise, além da questão metabólica da glicose. Pois ver sua glicose em jejum é ver sua glicose 
basal. For isso também é possível ver o conteúdo lipídico basal. 
Circulação de Lipoproteínas - Dinâmica 
O quilomícron é produzido no intestino, passa para a circulação linfática e depois para 
circulação sanguínea. 
Vários tecidos irão utilizar os triglicerídeos que estão localizados no cerne do quilomícron. 
Como estes tecidos captam os triglicerídeos desse cerne? 
A lípase é uma enzima que atua como receptor, estando localizada na membrana interna dos 
capilares. Esse receptor reconhece as proteínas da superfície externa do quilomícron se ligando a 
elas. 
Essa enzima lípase é capaz de 
acessar o cerne do quilomícron, retirar o 
triacilglicerol e quebra-lo para que assim as 
células dos tecidos possam o absorver os 
ácidos graxos e glicerol e depois remontar o 
triglicerídeo novamente. 
Ou seja, quando o quilomícron cai 
na circulação sanguínea ele começa a ser 
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digerido e seu tamanho vai diminuindo. O que sobrar dele é chamado de quilomícron 
, este será completamente degrado pelo fígado que funciona como entreposto, apenas remanescente
digerindo o quilomícron remanescente e remontando uma nova partícula lipoproteica com uma 
constituição um pouco diferente chamada de , que possui o conteúdo lipídico que estava no VLDL
quilomícron remanescente (triglicerídeos, colesterol e fosfolipídios) e mais o conteúdo lipídico 
sintetizado no próprio fígado (triglicerídeos). 
O irá circular e passar pelo mesmo processo que o quilomícron passou, sendo assim VLDL
eles vão compartilhar a mesma proteína superfície que vai permitir o mesmo reconhecimento e a 
mesma degradação nos mesmos tecidos que o quilomícron sofreu. 
Os lipídios mais removidos nessa passagem pela corrente sanguínea são os e triglicerídeos
ao final dessa passagem a partícula lipoproteica possui mais em sua composição e passa a colesterol
ser chamada de . IDL
Existe uma segunda partícula lipoproteica que funciona como um “lixeiro” de colesterol 
chamada de (HDL , que é sintetizada vazia no HDL não é colesterol é uma partícula lipoproteica)
intestino, ou seja, uma proteína oca. 
O passa captando o colesterol de todos os tecidos que o tem em excesso. Para que a HDL
capacidade de transporte não fique limitada ele esterifica o colesterol e o manda para o núcleo. 
Esse colesterol será transferido para a . IDL
No meio da circulação uma partícula se liga na outra e uma enzima vai retirar o colesterol 
esterificado do e coloca no que passa a ser chamada de . HDL IDL LDL
Ela é uma partícula fundamental, responsável por distribuir o colesterol para todos tecidos. 
Esses tecidos absorvem a LDL inteiramente e depois a degradam. 
 A quantidade de colesterol dentro da célula muda a fluidez da membrana, a célula é Obs.:
capaz de notar isso, sendo esta a maneira pela qual ela regula a quantidade de receptor de LDL que 
esta em sua superfície. 
Se a membrana ficar muito fluida significa que tem colesterol demais e se eu continuar 
captando LDL a célula vai se auto-digerir pela função detergente do colesterol. Então eu paro de 
colocar os receptores na membrana. 
Transporte no Estado de Jejum 
No estado de jejum transportamos majoritariamente . A liberação de ácidos ácidos graxos
graxos do tecido adiposo depende da ação de uma sensível ao hormônio . A partir lipase glucagon
do sinal dele essa lípase é ativada começando a digerir triacilglicerol, liberando 3 ácidos graxos e 
glicerol, que são jogados na circulação. 
 Problemas de solubilidade:
Glicerol é solúvel em água? Muito solúvel. 
E o ácido graxo que possui 16 carbonos? Não, por tanto não conseguimos transporta-lo 
solúvel no plasma. Sendo assim ele irá se ligar a albumina para ser transportado ate o músculo ou 
fígado para ser degrado e gerar energia. 
Vivian Rocha 
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AULA 8 - DEGRADAÇÃO DE ÁCIDOS GRAXOS 
(Β-OXIDAÇÃO) 
A degradação de ácidos graxos ocorre no no músculo , já no estado de jejum e alimentado
o ela ocorre somente no fígad . estado de jejum
Para este ser mobilizado (para a reserva ser degradada) ele precisa ser degradado por uma 
enzima lípase, que quebra os triglicerídeos em glicerol e três ácidos graxos e isso é jogado na 
circulação e disponibilizado para fígado e para o músculo. 
Outros tecidos também podem degradar ácidos graxos ou estoca-los no estado alimentado, 
mas apenas poucos ácidos graxos chegam realmente ate esses tecidos. 
Duas partículas lipoproteicas transportam e permitem que esses ácidos graxos sejam 
captados: o e o . quilomícron VLDL
O objetivo da β-oxidação é obter energia. 
Mobilização de Ácidos graxos 
Os ácidos graxos entram na célula através de um , esse transportador de ácidos graxos
transporte é por tanto . Como esses ácidos graxos têm por facilitado não gasta energia (ATP)
objetivo gerar energia e a organela onde há maior geração de energia é a mitocôndria, será pra lá 
que ele vai. 
Não existe um transportador de ácidos graxos na membrana da mitocôndria por tanto este 
não pode ser transportado diretamente. Ele vai sofrer algumas modificações e ira ser transportado 
para dentro da mitocôndria através de um . transportador de acil carnitina
O ácido graxo então vai se ligar a carnitina e isso ocorre em duas etapas: Uma etapa de 
ativação e depois a troca do grupamento ativado pelo grupamento de interesse. 
O ácido graxo vai se 
ligar a coenzima A (ligante 
intermediário) formando 
acil-CoA, nessa reação é 
gasto um ATP. A enzima 
carnitina acil transferase I 
substitui a coenzima A pela 
carnitina, gerando acil 
carnitina que passa pelo 
transportador. 
Quem garante que vai haver carnitina fora da mitocôndria é o próprio transportador que é 
, sendo assim quando uma acil carnitina é transportada para dentro da mitocôndria uma antiporte
carnitina é obrigatoriamente colocada para fora. Isso é feito pela carnitina acil transferase II que esta 
dentro da mitocôndria e que retira

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