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CONSTATAÇÃO DE CRISE EM SAÚDE
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CONSTATAÇÃO DE CRISE EM SAÚDE • 2/14
Objetivos de Aprendizagem
• Compreender os conceitos de crises em saúde;
• Conhecer as características epidemiológicas para identificação de surtos de 
doenças transmissíveis;
• Compreender a importância da detecção precoce de eventos que podem 
resultar em crises de saúde pública.
CONSTATAÇÃO DE CRISE EM SAÚDE
Conteúdo organizado por Angela Maria Moed Lopes do livro The Public Health 
Crisis Survivel Guide: Leadership and Management in Trying Times, 1st Edition, 
do autor Sharfstein, J.M., publicado no ano de 2018 pela Oxford University Press.
https://player.vimeo.com/video/701275819
CONSTATAÇÃO DE CRISE EM SAÚDE • 3/14
Introdução 
Os governos são desafiados por um número cada vez maior de crises, algumas 
das quais podem ultrapassar as fronteiras nacionais e gerar prejuízos econômicos 
significativos. Nas últimas décadas, diferentes tipos de crises têm desafiado os 
governantes mundiais, tais como os eventos de 11 de setembro de 2001, os surtos 
de pandemia de SARS e H1N1 em 2003 e 2009, o tsunami do Oceano Índico 
em 2004, o furacão Katrina em 2005, a erupção vulcânica da Islândia em 2010, 
o terremoto de Tohoku de 2011 no leste do Japão, o qual gerou o tsunami e o 
acidente nuclear de Fukushima Daiichi, dentre outros exemplos.
O termo crise pode ser definido como:
1. Um tempo de dificuldade ou perigo intenso.
2. Um tempo quando decisões difíceis e importantes devem ser tomadas.
3. Ou, segundo a medicina clínica, um ponto em que ocorre mudanças 
significativas no curso da doença, indicando a recuperação ou a morte.
Este último conceito pode ser extrapolado às autoridades de saúde durante 
momentos de crise, em que as agências e seus líderes podem subsistir ou não. 
Diversas pesquisas foram realizadas sobre o gerenciamento de crises originando 
diferentes definições para o termo. Charles Hermann, no ano de 1969, definiu a 
crise por meio de três atributos: uma ameaça, um curto espaço de tempo para 
decisão e uma surpresa.
Em 2005, Arjen Boin e colaboradores, descreveram a crise como uma significativa 
ameaça à estrutura básica, valores fundamentais e normas de um sistema, que 
em momentos de grande pressão ou de circunstâncias incertas, precisam tomar 
decisões vitais. Assim, a crise reflete uma ampla gama de situações e fatos, no 
entanto, a principal característica da crise é a percepção da vulnerabilidade, a 
compreensão de uma importante ameaça à organização e ao seu gestor.
Nos processos administrativos, foram categorizadas uma ampla gama de crises, 
tais como desastres naturais, acidentes por erro técnico, danos ao produto por 
erro técnico, acidentes causados por erros humanos, danos ao produto por erro 
humano, violência no local de trabalho, ações organizacionais duvidosas, entre 
outros. 
CONSTATAÇÃO DE CRISE EM SAÚDE • 4/14
Não existe uma lista equivalente para as crises do setor público, mas poderiam 
incluir problemas orçamentários, conflitos com outras agências, eventos políticos 
imprevisíveis, crises de saúde pública, entre outros. 
As crises de saúde pública ou emergências de saúde pública são uma situação 
complexa do sistema de saúde que afeta os seres humanos localizados em uma ou 
mais áreas geográficas. 
As crises de saúde ou emergências de saúde são, na maioria das vezes, imprevisíveis, 
podendo ocorrer em qualquer lugar ou momento. As crises podem causar 
sofrimento humano significativo, óbitos e repercussões econômicas graves. 
Quando os sistemas de saúde são incapazes de lidar com as consequências de uma 
crise, como o aumento repentino da demanda, que sobrecarrega as instituições 
envolvidas, a comunidade é a principal afetada. 
As crises de saúde ou emergências de saúde estão relacionadas às ameaças à saúde 
associadas às doenças novas ou reemergentes (aumento repentino de uma doença 
conhecida que estava controlada), liberação acidental ou deliberada de agentes 
biológicos, químicos ou radionucleares, desastres naturais ou provocados pelo 
homem, conflitos e outros eventos que podem causar impacto potencialmente 
catastrófico à saúde humana, incluindo as mudanças climáticas.
Assim, a crise em saúde é caracterizada como a sequência de eventos após uma 
ameaça à saúde pública, que excede a capacidade normal de resposta devido ao 
tempo limitado para decisão e elevado grau de incerteza quanto à sua evolução. 
Destaca-se, portanto, que as epidemias, por exemplo, podem evoluir sem a 
identificação de um estado de crise ou a crise pode evoluir sem a identificação de 
uma epidemia.
CONSTATAÇÃO DE CRISE EM SAÚDE • 5/14
AVALIAÇÃO DE RISCO
O conhecimento de fatores de risco é a base para elaboração de planos de 
prevenção para crises e emergências. A avaliação de risco para crises tradicionais 
tem por objetivo elaborar planos de resposta a novas crises, emergências locais ou 
internacionais. As avaliações de risco setoriais são voltadas à análise e elaboração 
de medidas de resposta à desastres naturais, pandemias, acidentes ou ataques 
terroristas, identificação do número de pessoas que podem necessitar de apoio 
emergencial a nível local, o número de doses de vacina ou de leitos hospitalares 
necessários para pandemias, meios de evacuação segura por estradas em situações 
de inundação ou furacões, ou medidas de contenção em caso de ataque com 
bomba nuclear, biológica, radiológica ou ataque químico.
As avaliações de risco dependem de informações de agências técnicas (saúde, 
meteorológicas, hidrológicas, entre outras) sobre as possíveis ameaças, sobre a 
população exposta, infraestruturas críticas e suas vulnerabilidades. Estas 
informações devem ser disponibilizadas às autoridades locais e serviços de 
emergência para o desenvolvimento de planos de emergência, a serem executados 
a nível local ou nacional, nas emergências de grande escala.
https://player.vimeo.com/video/701276259
CONSTATAÇÃO DE CRISE EM SAÚDE • 6/14
IDENTIFICANDO CRISES DE SAÚDE PÚBLICA
Quando a crise de saúde é reconhecida precocemente, as autoridades de 
saúde podem administrá-la de forma a realizar as mudanças necessárias para o 
gerenciamento da crise. Um exemplo, ocorreu em 2010, quando o CDC (Centers 
for Disease Control and Preventin) e a FDA (Food and Drug Administration) 
detectaram rapidamente um grande surto de Salmonella em ovos provenientes 
de duas grandes fazendas do estado americano de Iowa. Aproximadamente meio 
bilhão de ovos foram recolhidos do mercado. 
Os inspetores do FDA verificaram nas fazendas a presença de grandes pilhas de 
esterco de galinha e infestação de roedores. O FDA direcionou as audiências no 
Congresso, bem como a mídia relacionada, no intuito de prevenir o consumo 
inadequado dos ovos contaminados. Além disso, como medida preventiva, a FDA 
inspecionou outras empresas produtoras de ovos. Esta crise, levou à aprovação 
da Lei de Modernização da Segurança Alimentar, assinada pelo então Presidente 
Barack Obama. Esta lei permitiu que o FDA estabelecesse, pela primeira vez, 
medidas preventivas em toda a indústria agrícola, no intuito de proteger o 
suprimento de alimentos.
Quando a crise não é identificada precocemente, pode haver grandes prejuízos 
à população. No começo do ano 2014, houve um surto de Ebola na zona rural de 
Guiné. A Organização Mundial da Saúde classificou este surto como semelhante 
a outros pequenos surtos ocorridos em outros países africanos. À época, a 
OMS recusou-se a mobilizar uma resposta internacional. Posteriormente, houve 
disseminação do vírus para outras cidades. Milhares de indivíduos vieram a 
óbito, quando a OMS percebeu a gravidade da situação e alertou as autoridades 
internacionais.
Este momento, fez com que muitas autoridades questionassem a OMS sobre sua 
capacidade de reconhecer infecções de caráter pandêmico, sugerindo que a mesma 
tende a adotar medidas reativas e não proativas em ralação às emergências. 
CONSTATAÇÃO DE CRISE EM SAÚDE• 7/14
A identificação de surtos ou crises de saúde é realizada por meio de estudos 
epidemiológicos no intuito de identificar e caracterizar as situações epidêmicas, 
bem como gerar hipóteses e previsões sobre os modos de transmissão, os fatores 
associados ao maior risco de adquirir a doença ou o evento de saúde analisado. 
A associação destes dados pode ser utilizada para planejamento de medidas de 
controle, prevenção e outras ações de saúde pública. A rápida identificação destes 
fatores pode reduzir o impacto socioeconômico de uma emergência de saúde bem 
com a sobrecarga dos serviços de saúde.
Assim, as investigações epidemiológicas podem influenciar no desenvolvimento de 
políticas públicas de alcance nacional. A história de saúde pública possui diversos 
exemplos de investigação de surtos, como o estudo de John Snow, no século 19 
sobre a cólera em Londres, bem como investigações sobre a AIDS, tuberculose e 
outras doenças emergentes (novas) e reemergentes (SARS, Influenza, H1N1, entre 
outros).
A investigação sobre potenciais surtos é indicada quando:
1. A doença é prioritária: doenças de notificação compulsória (DNC), tais como 
o Botulismo, Febre amarela, Zika vírus, entre outros, em decorrência de seu alto 
potencial de transmissão, deverão ser investigadas sem considerar quaisquer 
outros critérios. A investigação destas doenças baseia-se no reconhecimento 
do perigo ou potencial endêmico para a população.
2. A doença excede sua ocorrência usual: indica-se a investigação quando a 
incidência de uma doença em uma população específica, em determinado 
período de tempo e área geográfica, excede o número de casos habitual.
3. A doença pode ter uma fonte comum: quando existe suspeita de uma 
doença ou problema de saúde originado de uma fonte comum para dois casos 
ou mais, indica-se o início da investigação dos casos, no intuito de corrigir o 
problema, e evitar a ocorrência de surtos de maiores proporções.
4. A doença parece possuir uma severidade maior do que a usual: a 
avaliação da letalidade e das taxas de hospitalização são importantes para 
determinar a necessidade de investigação de doenças com gravidade superior 
a habitual.
CONSTATAÇÃO DE CRISE EM SAÚDE • 8/14
5. A doença é nova, emergente ou “desconhecida” na área: o 
reconhecimento de um ou mais casos de uma doença que ocorreu pela 
primeira vez, ou que não ocorria há bastante tempo em uma área específica, 
ou a presença de casos de doenças cujo quadro clínico não é compatível com 
outra doença conhecida, devem ser investigadas. Doenças emergentes são 
doenças novas ou conhecidas cuja incidência aumentou nos últimos anos. 
Doenças reemergentes são doenças conhecidas, que estavam controladas, mas 
que voltaram a causar preocupações nos seres humanos.
No caso de surtos de doenças infecciosas passíveis de ocasionar crises de saúde, 
recomenda-se a identificação dos fatores associados à doença na população, tais 
como a determinação do agente causal, sua fonte, modo de transmissão, grupos de 
risco e fatores que predispõem à doença. A confirmação da ocorrência de um surto 
se dá pelo diagnóstico dos casos notificados e pela ocorrência da doença superior 
à esperada. Dependendo da área geográfica de disseminação da doença, esta pode 
ser classificada como surto, endemia, epidemia ou pandemia, como será abordado 
nos próximos temas.
Em situações de alerta de emergências em saúde, tais como em casos de alerta 
epidemiológico contra doenças transmissíveis, as medidas de controle devem ser 
rapidamente implementadas, no intuito de reduzir ou eliminar as fontes de infecção 
ou exposição, interromper a transmissão na população e diminuir a suscetibilidade.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste tema você conheceu os conceitos de crises de saúde ou emergência em 
saúde, bem como percebeu a importância da identificação precoce das crises, 
no intuito de estabelecer medidas de controle e medidas preventivas para 
que os eventos não acarretem em prejuízos significativos à população. Você 
também compreendeu o processo para identificação e caracterização de doenças 
transmissíveis. No próximo tema você irá compreender os conceitos de surto e 
endemia. Até breve!
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Saiba Mais
A avaliação de emergências de saúde pública anteriores permite a 
elaboração de estratégias para prevenção e controle de novas crises 
de saúde. Acesse os links abaixo e compreenda a importância das 
práticas baseadas em evidências neste processo.
https://bit.ly/ka81gj
https://youtu.be/zDmFPhd2Tg4
https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMsb1209510
https://youtu.be/zDmFPhd2Tg4
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Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/701276909
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Referências Bibliográficas
Agência de Vigilância Sanitária (2005). Regulamento Sanitário Internacional 
(RSI). 1° Edição. Disponível em: efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/viewer.
html?pdfurl=https%3A%2F%2Fwww.gov.br%2Fanvisa%2Fpt-br%2Fassuntos%
2Fpaf%2Fregulamento-sanitario-internacional%2Farquivos%2F7181json-file-
1&clen=928941&chunk=true.
Carmo, E.H., Penna, G. & Oliveira, W.K. (2008). Emergências de saúde pública: 
conceito, caracterização, preparação e resposta. Estudos Avançados, v. 22, n. 64, p. 
19 – 32. Disponível em: https://bit.ly/jng8nw
Bonita, R., Beaglehole, R. & Kjellström, T. (2010). Epidemiologia básica. Livraria 
Santos Editora Com. Imp. Ltda., 2.ed., 213p. ISBN 978-85-7288-839-4
Gomes, Elainne Christine de Souza. (2015). Conceitos e ferramentas da 
epidemiologia. Recife: Ed. Universitária da UFPE. 83 p. ISBN: 978-85-415-0721-9.
World Health Organization. (2012). Toolkit for assessing health-system 
capacity for crisis management. ISBN 978 92 890 0261 5. Disponível em: 
efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/viewer.html?pdfurl=https%3A%2F%2Fwww.
euro.who.int%2F__data
%2Fassets%2Fpdf_file%2F0008%2F157886%2Fe96187.pdf.
Organização Pan-Americana da Saúde. (2010). Módulos de Princípios de 
Epidemiologia para o Controle de Enfermidades. Ministério da Saúde. Brasília: 
Organização Pan-Americana da Saúde, 98p. ISBN 978-85-7967-023-7.
Sharfstein, J.M. (2018). The Public Health Crisis Survivel Guide: Leadership 
and Management in Trying Times. Oxford University Press, 1st Edition. ISBN: 
9780190697211.
Baubion, Charles (2013). OECD Risk Management: Strategic Crisis Management. 
Disponível em: https://bit.ly/akh81ng.
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
The Public Health Crisis Survivel Guide: 
Leadership and Management in Trying Times
Sharfstein, J.M.
Oxford University Press, 2018
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O QUE SÃO SURTO E ENDEMIA? • 2/15
Objetivos de Aprendizagem
• Conhecer os fatores relacionados às doenças transmissíveis que influenciam 
em sua gravidade e disseminação.
• Compreender os conceitos e características dos surtos;
• Conhecer os conceitos e características das endemias.
O QUE SÃO SURTO E ENDEMIA?
Conteúdo organizado por Angela Maria Moed Lopes do livro The Public Health 
Crisis Survivel Guide: Leadership and Management in Trying Times, 1st Edition, 
do autor Sharfstein, J.M., publicado no ano de 2018 pela Oxford University Press.
https://player.vimeo.com/video/701277017
O QUE SÃO SURTO E ENDEMIA? • 3/15
Introdução
As doenças transmissíveis decorrem da interação entre:
• Agente infeccioso;
• Meios de transmissão;
• Hospedeiro;
• Ambiente.
A prevenção e controle destas doenças envolve alterações em um ou mais destes 
componentes. As doenças transmissíveis podem cursar como uma infecção 
silenciosa, com sinais e sintomas ou mesmo doenças graves ou morte. Diferentes 
microorganismos (bactérias, fungos, vírus e protozoários) são capazes de causar 
doenças em humanos. 
AGENTE INFECCIOSO
As infecções correspondem a entrada e multiplicação do microrganismo infeccioso 
no hospedeiro, podendo ou não culminar em doença clínica.A natureza das 
infecções pode ser determinada pelos seguintes fatores:
• Patogenicidade do agente: corresponde à capacidade de um microrganismo 
de causar uma doença. É medida por meio da divisão entre o número de 
pessoas que desenvolveram a doença e o número de pessoas expostas à 
infecção.
• Virulência: relaciona-se à gravidade da doença, podendo variar de 
muito baixa a muito alta. Os vírus atenuados (de baixa virulência) podem 
ser utilizados para composição de vacinas, como por exemplo o vírus da 
poliomielite (causador da Paralisia Infantil).
• Dose infectiva: quantidade de microrganismo necessária para causar infecção 
em um hospedeiro suscetível.
• Reservatório do agente: habitat natural do microrganismo, tais como 
humanos, animais e fatores ambientais.
O QUE SÃO SURTO E ENDEMIA? • 4/15
• Fonte de infecção: pessoa ou objeto por meio do qual o hospedeiro adquire 
a doença. Uma pessoa infectada que não apresente evidências clínicas da 
doença é chamada de portador assintomático e é uma importante fonte de 
infecção.
MEIOS DE TRANSMISSÃO
A transmissão é a difusão do agente infeccioso para outras pessoas ou para o 
ambiente. A transmissão pode ser direta quando ocorre transferência imediata 
do agente infeccioso ao hospedeiro por meio do toque, beijo, relação sexual, 
disseminação de gotículas ao tossir ou espirrar, transfusão de sangue e infecção 
transplacentária da mãe para o feto. 
A transmissão indireta ocorre através de veículos (materiais contaminados, incluindo 
alimentos, vestimentas, utensílios de cozinha, entre outros), vetores (ocorre quando 
o microrganismo patogênico é carregado por um animal ou um inseto para um 
hospedeiro suscetível) ou aérea (disseminação de gotículas para uma porta de 
entrada, geralmente o trato respiratório, como, por exemplo, a disseminação de 
esporos – unidades de reprodução – de fungos através de partículas de poeira). 
A distinção entre os tipos de transmissão é importante para a escolha dos métodos 
de controle das doenças, por exemplo, a transmissão direta pode ser interrompida 
por meio da prevenção do contato com a fonte da doença e a indireta por meio 
do controle dos vetores, ventilação adequada, armazenamento adequado dos 
alimentos, dentre outros.
HOSPEDEIRO
Corresponde à pessoa ou animal que apresenta as condições adequadas para 
sobrevivência e multiplicação do agente infeccioso. A entrada no hospedeiro varia 
de acordo com o agente infeccioso e pode ocorrer através da pele, mucosa, tratos 
respiratório e gastrointestinal. A resposta do hospedeiro à infecção é variável, 
incluindo infecções sem sinais e sintomas aparentes até formas clínicas severas. 
O QUE SÃO SURTO E ENDEMIA? • 5/15
O período de incubação corresponde ao tempo decorrido entre a entrada do 
agente infeccioso e o início dos sinais e sintomas da doença, podendo variar 
de poucas horas (infecções alimentares) até muitos anos (AIDS – Síndrome da 
Imunodeficiência Adquirida). A resistência (resposta imunológica) do hospedeiro 
é um importante determinante do desfecho da infecção. Esta resistência pode ser 
adquirida por meio de exposições anteriores (doença) ou por meio da imunização 
contra o agente (vacinas).
AMBIENTE
Alguns fatores, como condições sanitárias, temperatura, poluição, qualidade da 
água, fatores socioeconômicos (densidade populacional, aglomeração, pobreza), 
dentre outros, podem influenciar na cadeia de infecção, como por exemplo a 
multiplicação de vetores da dengue em locais de condições sanitárias inadequadas 
que permitem o acúmulo de água.
Os fatores acima citados podem influenciar na disseminação do agente infeccioso 
em determinadas áreas geográficas bem como nas medidas de prevenção e 
controle das doenças. Dependendo da área geográfica atingida, do tempo de 
evolução e do tipo, as doenças podem ser classificadas como surtos, endemias, 
epidemias e pandemias, como veremos a seguir.
https://player.vimeo.com/video/701277474
O QUE SÃO SURTO E ENDEMIA? • 6/15
O QUE É SURTO?
Surto é a ocorrência de vários casos de uma doença em uma área geográfica 
pequena e delimitada, como vilas ou bairros, eu em uma população 
institucionalizada (colégios, creches, quartéis, asilos), onde os casos estão inter-
relacionados. Assim, o surto pode ser caracterizado como um aumento não 
esperado na incidência de uma doença. Teoricamente, os surtos podem caracterizar 
o início de uma epidemia, portanto, a identificação adequada do surto pode ser a 
forma mais precoce de se prevenir uma epidemia. 
Os sistemas de vigilância são responsáveis pela identificação de surtos e 
implementação de medidas de prevenção e controle.
O QUE É ENDEMIA?
Endemia correlaciona-se à presença constante de uma doença em uma determinada 
área geográfica, dentro dos limites esperados, por tempo ilimitado, um exemplo é a 
endemia de malária na região norte do Brasil e em países tropicais de baixa renda. 
Uma doença endêmica pode se tornar uma doença epidêmica caso ocorram 
alterações nas condições do hospedeiro, do agente ou do ambiente. Durante a 
Primeira Guerra Mundial, por exemplo, na Alemanha, assim como em outros países, 
ocorreu um aumento considerável do número de óbitos por varíola, passando 
de 136 óbitos nos anos de 1910 a 1914 para 1.323 mortes no período de 1915 a 
1919. 
Nos casos de doenças transmissíveis onde o mosquito é o vetor, como a malária e 
a dengue, as áreas endêmicas estão relacionadas às alterações climáticas, visto que 
os vetores destas doenças não conseguem se reproduzir em regiões muito frias ou 
secas. O aquecimento global poderá facilitar a disseminação destas doenças para 
outras áreas devido às alterações climáticas decorrentes do mesmo.
A Rede Mundial de Alerta e Resposta a Surtos Epidêmicos (GOARN – Global 
Outbreak Alert and Response Network) foi criada para identificação, confirmação e 
resposta a surtos de importância internacional, por meio das seguintes ações:
• Combate à disseminação internacional de surtos;
O QUE SÃO SURTO E ENDEMIA? • 7/15
• Assistência técnica às regiões afetadas;
• Preparação de respostas às epidemias e aumento da capacidade no longo
prazo.
Todos os países devem relatar à Organização Mundial da Saúde a ocorrência de 
surtos de importância internacional.
Nas últimas décadas do século 20, mais de 30% das doenças transmissíveis 
desconhecidas ou que estavam controladas, emergiram ou reemergiram, causando 
inúmeras consequências. Dentre elas, pode-se citar as doenças transmissíveis virais, 
tais como a AIDS (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), Ebola, Febre Amarela, 
Febre do Oeste do Nilo, Dengue, Poliomielite, SARA (Síndrome da Angústia 
Respiratória Aguda), Influenza A; as doenças transmissíveis bacterianas, incluindo 
antraz, cólera, febre tifoide, doença de Lyme, brucelose; e as doenças transmissíveis 
parasitárias, coma a malária, tripanossomíase e leishimaniose. 
As figuras abaixo ilustram características importantes relacionadas à evolução e 
notificação das doenças, tais como área geográfica, clima, dentre outros. A figura 
1 descreve os números prováveis de casos de dengue nos anos 2019 e 2020 no 
Brasil, por semana epidemiológica. Observa-se que a curva epidêmica dos casos 
prováveis de dengue até a semana 11 do ano 2020 ultrapassa o número de casos 
para o mesmo período em 2019. A partir da semana 12 do ano 2020, entretanto, 
nota-se uma redução do número de casos prováveis em relação ao ano 2019, o que 
pode estar relacionado às ações da vigilância epidemiológica para enfrentamento 
à COVID-19 que podem ocasionar atraso ou subnotificação da doença. Pode-se 
observar, também, na figura, que a incidência da dengue é maior nos meses de 
janeiro a junho, o que pode ser explicado por fatores climáticos que contribuem 
para a propagação do vetor.
O QUE SÃO SURTO E ENDEMIA? • 8/15
Figura 1: Curva epidêmica dos casos prováveis de dengue, por semanas epidemiológicas de início de sintomas, Brasil, 2019 e 2020.
Fonte: Ministério da Saúde (2021, p. 2).
A figura 2 representa o númerode casos de Chikungunya, vírus transmitido por 
mosquitos infectados do gênero Aedes (mesmo vetor responsável pela transmissão 
da dengue) no ano de 2020 no Brasil, nos meses de janeiro a junho (semanas 1 a 
26) e julho a dezembro (semanas 27 a 53). Destaca-se que, até a semana 26, foram 
notificados 59.141 casos prováveis da doença (71,8% das notificações) contra 
23.278 (28,2%) casos prováveis no período compreendido entre as semanas 27 e 
53. Além disso, os principais estados afetados até a semana 26 foram Espiríto Santo, 
Bahia e Rio Grande do Norte. Após estas semanas, somente o estado de Sergipe 
apresentou taxas elevadas de incidência da doença. 
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Figura 2: Distribuição da taxa de incidência de Chikungunya por município, Brasil, semanas 1 a 26 (A) e semanas 27 a 53 (B) de 2020.
Fonte: Ministério da Saúde (2021, p. 4).
Estes dados evidenciam a importância das características ambientais, agente 
patogênico e vetores na disseminação de doenças transmissíveis. Além disso, 
demonstra que as doenças endêmicas podem evoluir para epidêmicas, ou o 
contrário, dependendo das características envolvidas na transmissão da doença. 
O que reflete na importância da vigilância epidemiológica para o controle e 
prevenção de doenças transmissíveis. As doenças citadas (Dengue e Chikunguya), 
bem como a Covid-19 e outras doenças transmissíveis serão descritas de forma mais 
aprofundada em módulos posteriores.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste tema você compreendeu as características dos agentes patogênicos, 
dos hospedeiros e ambientais que influenciam na patogenicidade, virulência e 
propagação das doenças transmissíveis. Também compreendeu os conceitos de 
surto, que é a ocorrência de vários casos de uma doença em uma área geográfica 
pequena e delimitada, e endemia, correlacionada à presença constante de uma 
doença em uma determinada área geográfica, dentro dos limites esperados, 
por tempo ilimitado. No próximo tema você irá compreender o conceito e 
características das epidemias. Até breve!
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Saiba Mais
Saiba mais sobre os surtos e endemias por meio dos links:
https://youtu.be/xqoaGhxrIfY
https://youtu.be/TyNZ92E-rIw
https://youtu.be/xqoaGhxrIfY
https://youtu.be/TyNZ92E-rIw
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Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/701277924
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Referências Bibliográficas
Bonita, R., Beaglehole, R. & Kjellström, T. (2010). Epidemiologia básica. Livraria 
Santos Editora Com. Imp. Ltda., 2.ed., 213p. ISBN 978-85-7288-839-4
Gomes, Elainne Christine de Souza. (2015). Conceitos e ferramentas da 
epidemiologia. Recife: Ed. Universitária da UFPE. 83 p. ISBN: 978-85-415-0721-9.
Organização Pan-Americana da Saúde. (2010). Módulos de Princípios de 
Epidemiologia para o Controle de Enfermidades. Ministério da Saúde. Brasília: 
Organização Pan-Americana da Saúde, 98p. ISBN 978-85-7967-023-7.
Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. (2021). Boletim 
Epidemiológico. Ministério da Saúde, v. 52, n. 3. ISSN 9352-7864. Disponível em: 
https://bit.ly/0am81g
Indústria 4.0 e a Internet das Coisas (IoT) • 15/15
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
The Public Health Crisis Survivel Guide: 
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Oxford University Press, 2018
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Objetivos de Aprendizagem
• Compreender o conceito de epidemia.
• Conhecer as características das epidemias.
O QUE É EPIDEMIA?
Conteúdo organizado por Angela Maria Moed Lopes do livro The Public Health 
Crisis Survivel Guide: Leadership and Management in Trying Times, 1st Edition, 
do autor Sharfstein, J.M., publicado no ano de 2018 pela Oxford University Press.
https://player.vimeo.com/video/701278056
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Introdução
No tema anterior você compreendeu que a endemia pode ser caracterizada pela 
presença constante de uma doença em uma determinada área geográfica, dentro 
dos limites esperados, por tempo ilimitado. As epidemias podem ser definidas 
como a ocorrência, em uma região ou comunidade, de casos da doença que 
ultrapassam a incidência esperada normalmente. 
O número de casos que caracterizam a epidemia depende do agente infeccioso, do 
tipo e tamanho da população exposta, área e período da ocorrência e da exposição 
prévia à doença. Destaca-se que a epidemia não é caracterizada essencialmente 
pelo elevado número de casos da doença. Um único caso autóctone da doença 
pode ser considerado uma epidemia, como no caso da poliomielite, que foi 
erradicada desde 1990 no Brasil. 
Saiba Mais
Autóctone: refere-se à incidência de determinada doença em um 
mesmo local de ocorrência anterior. Alóctone: refere-se às doenças 
importadas de outras localidades.
Assim, a epidemia é caracterizada pela ocorrência de uma doença em 
um número superior ao normalmente esperado em uma região ou 
comunidade. As epidemias são caracterizadas em relação ao período, 
área geográfica e particularidades relacionadas à população exposta. 
O QUE É EPIDEMIA? • 4/13
CARACTERÍSTICAS QUE DETERMINAM A DINÂMICA DAS EPIDE-
MIAS
A evolução das epidemias é determinada pelas características do agente infeccioso, 
meios de transmissão e suscetibilidade dos hospedeiros humanos, como visto em 
temas anteriores. Assim, os principais grupos de agentes patogênicos (bactérias, 
vírus e parasitas) atuam de formas diferentes na dinâmica das epidemias. 
Em uma epidemia por fonte comum, por exemplo a epidemia de cólera (causada 
por um agente bacteriano, a Vibrio cholerae, presente em água ou alimentos 
contaminados), os hospedeiros suscetíveis são expostos a uma fonte de infecção 
de forma simultânea, o que resulta em um rápido aumento do número de casos, 
geralmente em poucas horas. Neste tipo de epidemia, o agente infeccioso pode ser 
veiculado por meio da água, alimentos ou pelo ar, o que permite a exposição de 
um número elevado de pessoas ao agente etiológico em curto espaço de tempo. 
Geralmente, a doença não é transmitida de pessoa a pessoa, e a velocidade de 
propagação da epidemia, dependerá, principalmente, das características do agente 
etiológico. Outro exemplo deste tipo de epidemia é a Epidemia por intoxicação 
Alimentar, na qual se observa um número elevado de casos em um curto período 
de tempo, após o qual, será observado um declínio brusco da epidemia.
Nas epidemias propagadas ou por contágio, a doença é transmitida de uma 
pessoa para outra, o que faz com que o aumento do número de casos seja 
lento. A propagação da epidemia, nestes casos, é determinada pelo número de 
pessoas suscetíveis e potenciais fontes de infecção. A transmissão pode ser direta 
ou indireta. Alguns exemplos deste tipo de epidemia são: malária, sífilis e AIDS 
(Síndrome da Imunodeficiência Adquirida).
As epidemias são caracterizadas como um problema de saúde pública em grande 
escala, podendo ser caracterizada como a ocorrência de múltiplos surtos em uma 
área geográfica ampla. O principal meio de prevenção e/ou controle das doenças 
transmissíveis é a vacinação, que atua, ao nível individual, prevenindo ou reduzindo 
os sintomas das doenças nos indivíduos susceptíveis, bem como reduzem a 
velocidade de propagação das doenças, a nível populacional. 
O QUE É EPIDEMIA? • 5/13
EXEMPLOS DE EPIDEMIAS 
MALÁRIA
A Malária é uma doença epidêmica causada por parasitas do gênero Plasmodium 
(P. falciparum e P. vivax). Estes parasitas são transmitidos através da picada de 
mosquitos fêmeas infectadas do gênero Anopheles (transmissão indireta por meio 
de vetores). De acordo com a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), 
ocorreram 219 milhões de casos de malária em 90 países no ano de 2017. Neste 
mesmo ano, ocorreram 435 mil óbitos pela doença no mundo. Destes, 92% 
dos casos e 93% dos óbitos ocorreram na região Africana. Nas Américas, foram 
notificados765 mil casos e 340 óbitos por malária no ano de 2018.
Os sintomas da doença incluem febre, dor de cabeça e calafrios e surgem, 
geralmente, entre 1 e 15 dias após a picada do mosquito infectado. Se não tradada 
dentro das primeiras 24 horas, a malária pode evoluir para doença grave e óbito. As 
crianças são mais vulneráveis podendo desenvolver sintomas graves como anemia, 
acidose metabólica que resulta em dificuldade para respirar e malária cerebral. Nos 
adultos, pode-se observar o comprometimento de vários órgãos.
https://player.vimeo.com/video/701278362
O QUE É EPIDEMIA? • 6/13
Nas regiões endêmicas e epidêmicas, os indivíduos podem desenvolver imunidade 
parcial (desenvolvida após anos de exposição ao agente etiológico), podendo 
ocorrer infecções assintomáticas. O financiamento para controle e eliminação da 
malária atingiu cerca de US$ 3,1 bilhões no ano 2017, destes, 28% representam 
contribuições oriundas dos governos de países endêmicos e epidêmicos.
O controle dos vetores é a principal forma de combate e prevenção da transmissão 
da malária. Os principais meios para controle vetorial, segundo a OMS, são a 
utilização de mosquiteiros impregnados com inseticidas e borrifação residual 
intradomiciliar. A OMS atua diretamente com governos, organizações sem fins 
lucrativos, iniciativas e redes na implementação de ações para o controle e 
eliminação da malária. 
De acordo com a OPAS, oito países conseguiram eliminar a malária nos últimos anos: 
Emirados Árabes Unidos (2007), Marrocos (2010), Turcomenistão (2010), Armênia 
(2011), Maldivas (2015), Sri Lanka (2016), Quirguistão (2016) e Paraguai (2018).
AIDS
A AIDS é uma doença causada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV). Este 
vírus tem como alvo células do sistema imunológico, fazendo com que os indivíduos 
portadores do vírus se tornem gradualmente imunodeficientes (baixa imunidade), 
o que aumenta a suscetibilidade a várias infecções e doenças. A infecção pelo HIV 
não é caracterizada como síndrome da imunodeficiência adquirida. A AIDS é o 
estágio mais avançado da infecção pelo HIV, que pode demorar de 2 a 15 anos para 
se manifestar, sendo caracterizada pelo desenvolvimento de alguns tipos de câncer 
(como o Sarcoma de Kaposi), infecções ou outras manifestações clínicas graves.
A ocorrência de quatro casos de pneumonia Pneumocystis carinnii (doença que 
só havia sido observada em pacientes com o sistema imunológico comprometido) 
em jovens homossexuais masculinos no ano de 1981 e, posteriormente, de casos 
epidêmicos de Sarcoma de Kaposi, outra manifestação da AIDS, em Nova York, 
por meio da identificação da incidência de 88 casos no ano de 1982, comparado 
a ocorrência de apenas dois casos entre 1977 e 1978, levou os cientistas a 
suspeitarem da existência de uma doença até então desconhecida, provavelmente 
infecciosa e transmissível. O agente etiológico da AIDS foi isolado no ano de 1983, 
no entanto a doença é reconhecida como epidêmica até os dias atuais.
O QUE É EPIDEMIA? • 7/13
O HIV continua sendo um grande problema de saúde pública mundial. Segundo 
a OPAS, estima-se que 33 milhões de pessoas já vieram a óbito em decorrência 
de causas relacionadas ao vírus. No entanto, o desenvolvimento de tratamentos e 
cuidados eficazes, implantação de medidas de proteção e diagnóstico, fizeram com 
que a infecção pelo HIV se tornasse uma condição de saúde crônica gerenciável. 
Estima-se que 38 milhões de pessoas eram portadoras do vírus até 2019. Neste 
mesmo ano, 1,7 milhões de pessoas foram infectadas e 690 mil vieram a óbito de 
causas relacionadas ao vírus.
A OPAS/OMS são patrocinadoras de diferentes programas de prevenção e controle 
do HIV/AIDS no mundo, tais como o Programa Conjunto das Nações Unidas sobre 
HIV/AIDS (UNAIDS) e o Plano de Ação para a Prevenção e Controle do HIV e 
Infecções Sexualmente Transmissíveis 2016-2021. Os objetivos destes programas 
são eliminar a epidemia do HIV e outras doenças sexualmente transmissíveis até o 
ano de 2030.
Considerando-se o exposto, observa-se que os conceitos de surtos, endemias 
e epidemias se assemelham em relação ao comportamento de uma doença na 
população e que as ações de prevenção e controle das doenças transmissíveis 
dependem das características do agente etiológico, meios de transmissão, 
hospedeiro e do ambiente. 
Saiba mais
No início do ano de 2022 foi identificada uma nova cepa do vírus 
HIV, causador da AIDS. Saiba mais sobre o assunto por meio do link: 
https://bit.ly/ka819a.
https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Saude/noticia/2022/02/o-que-se-sabe-sobre-variante-vb-versao-mais-transmissivel-do-virus-hiv.html
O QUE É EPIDEMIA? • 8/13
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste tema você compreendeu o conceito de epidemia, que pode ser definida 
como a ocorrência, em uma região ou comunidade, de casos da doença que 
ultrapassam a incidência esperada normalmente. A evolução das epidemias 
depende de inúmeros fatores, tais como as características dos agentes etiológicos 
ou dos hospedeiros suscetíveis. Você também conheceu algumas epidemias 
importantes para a humanidade, tais como a malária e a AIDS. No próximo tema 
você irá compreender os conceitos e características das pandemias. Até breve!
Saiba mais
O livro “À sombra do plátano: crônicas de história da medicina” do 
autor Joffre Marcondes de Rezende, publicado em 2009 pela Editora 
Unifesp, descreve, no capítulo 7, as grandes epidemias da história. 
Acesse o capítulo através do link abaixo e saiba mais sobre o tema!
https://bit.ly/agh86.
https://books.scielo.org/id/8kf92/pdf/rezende-9788561673635-08.pdf
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 Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/701279058
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Referências Bibliográficas
Bonita, R., Beaglehole, R. & Kjellström, T. (2010). Epidemiologia básica. Livraria 
Santos Editora Com. Imp. Ltda., 2.ed., 213p. ISBN 978-85-7288-839-4
Gomes, Elainne Christine de Souza. (2015). Conceitos e ferramentas da 
epidemiologia. Recife: Ed. Universitária da UFPE. 83 p. ISBN: 978-85-415-0721-9.
Organização Pan-Americana de Saúde. (2010). Módulos de Princípios de 
Epidemiologia para o Controle de Enfermidades. Ministério da Saúde. Brasília: 
Organização Pan-Americana da Saúde, 98p. ISBN 978-85-7967-023-7.
Organização Pan-Americana de Saúde. (2021). Malária. Disponível em: https://www.
paho.org/pt/topicos/malaria.
STAIR, R. M.; REYNOLDS G. W. An introduction to information systems. In: 
REYNOLDS, G. W. Principles of information systems. 10th ed. Boston: Cengage 
Learning, 2012. Disponível em: <http://site.iugaza.edu.ps/kdahleez/files/2014/09/
stair78292_0538478292_02.01_chapter01.pdf>. Acesso em: 15 jun. 2018.
http://site.iugaza.edu.ps/kdahleez/files/2014/09/stair78292_0538478292_02.01_chapter01.pdf
http://site.iugaza.edu.ps/kdahleez/files/2014/09/stair78292_0538478292_02.01_chapter01.pdf
Indústria 4.0 e a Internet das Coisas (IoT) • 13/13
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
The Public Health Crisis Survivel Guide: 
Leadership and Management in Trying Times
Sharfstein, J.M.
Oxford University Press, 2018
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Objetivos de Aprendizagem
• Compreender o conceito e as características das pandemias.
O QUE É PANDEMIA?
Conteúdo organizado por Angela Maria Moed Lopes do livro The Public Health 
Crisis Survivel Guide: Leadership and Management in Trying Times, 1st Edition, 
do autor Sharfstein, J.M., publicado no ano de 2018 pela Oxford University Press.
https://player.vimeo.com/video/701279202
O QUE É PANDEMIA? • 3/11
Introdução
As pandemias podem ser caracterizadas como a ocorrência epidêmica de larga 
distribuição geográfica, atingindo vários países. Assim, as pandemias são ocorrências 
localizadas de epidemias em diferentes regiões ou países ao mesmo tempo. Este 
amplo alcance geográfico faz com que as pandemias afetem a sociedade em amplos 
aspectos, incluindo econômicos e sociais. Umaepidemia em curso pode progredir 
para o status de pandemia, caso medidas de prevenção e controle não sejam 
adotadas. 
EXEMPLOS DE PANDEMIAS
O surto de Covid-19 não foi a única doença que afetou o mundo em escala global. 
A Peste Negra, por exemplo, causou a morte de cerca de 25 milhões de pessoas 
em todo o mundo nos anos 1346 a 1353. De acordo com cientistas, esta doença 
foi causada pela bactéria Yersínia pestis transmitida através da pulga dos ratos, que 
eram extremamente comuns à época devido à falta de saneamento básico. A peste 
negra ficou assim conhecida devido ao aparecimento de manchas escuras na pele 
das pessoas acometidas e devastou um terço da população europeia. 
A Gripe Espanhola também afetou a população a nível mundial. Esta pandemia 
de gripe causada pelo vírus Influenza A (H1N1) começou imediatamente após a 
Primeira Guerra Mundial, no ano 1918. Estima-se que 50 milhões de mortes foram 
registradas durante o surto da doença, que durou dois anos.
A Gripe Asiática causada pelo vírus H2N2 e a Gripe de Hong Kong causada 
pelo vírus H3N2 ocorridas nos anos 1957 e 1968, respectivamente, causaram 
aproximadamente 2 milhões de óbitos. Graças ao avanço tecnológico e ao 
desenvolvimento de medicamentos antimicrobianos, foi possível reduzir o impacto 
das doenças à época.
O QUE É PANDEMIA? • 4/11
CARACTERÍSTICAS E MEDIDAS DE PREVENÇÃO ÀS PANDEMIAS
As pandemias são causadas por microrganismos específicos. Muitos dos 
microrganismos relacionados às epidemias e pandemias tinham como hospedeiros 
animais domésticos ou selvagens, e mutações ocorridas em seu material genético 
permitiram a infecção de hospedeiros humanos suscetíveis, surgindo diferentes 
doenças, tais como as epidemias de varíola, sarampo, Síndrome Respiratória Aguda 
Grave (SARS), Síndrome Respiratória do Oriente Médio (MERS) e, atualmente, a 
pandemia da doença do Coronavírus 2019 (Covid-19), todas doenças zoonóticas. 
A utilização de máscaras faciais tem sido utilizada nos países asiáticos desde a 
epidemia de SARS, sendo adotada em diversos países em decorrência da pandemia 
por Covid-19. A contenção primária (quarentena) também tem sido uma estratégia 
amplamente utilizada para controle da propagação de doenças pandêmicas. 
A vigilância epidemiológica global para novas cepas de doenças transmissíveis 
pode constituir um importante meio de avaliação do risco e prevenção de novas 
pandemias. No módulo 4 você conhecerá algumas pandemias de grande impacto 
mundial.
https://player.vimeo.com/video/701279589
O QUE É PANDEMIA? • 5/11
FASES DA PANDEMIA
A Organização Mundial da Saúde criou no ano de 1999, e posteriormente revisou, 
no ano de 2005, as fases da pandemia, no intuito de fornecer uma estrutura global 
para auxílio na preparação e planejamento de respostas às pandemias pelos países.
• Fase I: grande parte dos vírus que infectam seres humanos e causam
pandemias têm origem zoonótica. Estes vírus circulam continuamente entre os
animais. Na fase I, nenhum vírus circulando entre os animais foi declarado como
causador de infecções entre seres humanos.
• Fase II: um vírus de origem animal causa infecções em seres humanos sendo
considerado, portanto, uma potencial ameaça pandêmica.
• Fase III: um vírus mutante de origem animal ou humano-animal causa infecções
esporádicas ou pequenos surtos de doenças em seres humanos, mas ainda não
foram observadas transmissão de humano para humano para sustentar surtos
de nível comunitário. Em alguns casos, quando há contato muito próximo da
pessoa infectada com um humano susceptível pode ocorrer transmissão direta,
no entanto, de forma limitada, o que ainda não sugere capacidade pandêmica
do vírus.
• Fase 4: caracterizada pela transmissão de humano para humano de um vírus de
origem animal ou humano-animal capaz de causar surtos em nível comunitário.
Esta capacidade de ocasionar surtos em determinada população sugere um
potencial risco pandêmico. Os casos suspeitos devem ser notificados com
urgência à OMS para avaliação do evento e tomada de decisão quanto à
necessidade de estabelecer rapidamente ações de contenção de pandemia.
Esta fase indica um aumento do risco de pandemia que ainda pode ser
contida.
• Fase 5: caracterizada pela disseminação do vírus em pelo menos dois países
em uma região da OMS (África, Europa, Américas, Mediterrâneo oriental,
Sudoeste da Ásia e Pacífico Ocidental). Esta fase é um forte indicativo de
que a pandemia é iminente, e que o tempo para organização, comunicação e
implementação das medidas de mitigação planejadas é curto.
• Fase 6: é a fase pandêmica, caracterizada pela disseminação do vírus para
outras regiões da OMS, além dos critérios definidos na Fase 5.
O QUE É PANDEMIA? • 6/11
Durante o período pós-pico, em grande parte dos países com vigilância 
adequada, ocorre redução do número de casos quando comparado com o nível 
de pico. Isto sugere uma redução da atividade pandêmica, no entanto, é incerto se 
outras ondas ocorrerão e os países precisarão estar preparados para a nova onda. 
As ondas pandêmicas podem ser separadas por meses, portanto, um sinal de 
tranquilidade pode ser prematuro.
No período pós-pandemia, a disseminação da doença ocorrerá nos níveis 
observados em uma gripe sazonal, devendo-se manter a vigilância e atualizar os 
planos de resposta às pandemias. Estas fases auxiliam os países na elaboração de 
planos de ação para mitigação e combate às pandemias, no entanto, cada país será 
afetado em momentos diferentes, devendo fazer alterações com base em suas 
situações específicas.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste tema você compreendeu que as pandemias podem ser caracterizadas como 
a ocorrência epidêmica de larga distribuição geográfica, atingindo vários países. 
Assim, as pandemias são ocorrências localizadas de epidemias em diferentes 
regiões ou países ao mesmo tempo. Também conheceu algumas pandemias de 
grande impacto ocorridas ao longo da história da humanidade, tais como a peste 
negra, a gripe espanhola, entre outras. No próximo tema você irá compreender os 
mecanismos para caracterização de gravidade das crises de saúde. Até breve!
Saiba Mais
O documentário “Pandemics In History: COVID-19 and The 1918 
Spanish Influenza” compara as características das pandemias de 
Covid-19 e da Gripe Espanhola. Assista ao vídeo disponível no link 
abaixo e aprofunde seus conhecimentos!
https://youtu.be/oj9Y3YePvYc
https://youtu.be/oj9Y3YePvYc
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Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/701279935
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Referências Bibliográficas
Silva, L.A., Soares, J.P.A., Silva, L.P., Silva, R.R., Araújo, M.S., Silva, M.V.G., Oliveira, E.S., 
Mesquita, L.M.F., Dutra, V.C.A., Silveira, M.B., Norbiato, V.N.P. & Silveira, M.L.F.G. 
(2021). Pandemias e suas repercussões sociais ao longo da história associado ao 
novo SARSCOV-2: Um estudo de revisão. Research, Society and Development, 
v. 10, n. 3, e59110313783, p. 1-12. Disponível em: file:///C:/Users/Angela/
Downloads/13783-Article-179190-1-10-20210327.pdf.
Bonita, R., Beaglehole, R. & Kjellström, T. (2010). Epidemiologia básica. Livraria 
Santos Editora Com. Imp. Ltda., 2.ed., 213p. ISBN 978-85-7288-839-4
Gomes, Elainne Christine de Souza. (2015). Conceitos e ferramentas da 
epidemiologia. Recife: Ed. Universitária da UFPE. 83 p. ISBN: 978-85-415-0721-9.
Organização Mundial da Saúde. Preparação e resposta à gripe pandêmica: 
Um documento de orientação da OMS. Genebra: Organização Mundial da 
Saúde. ISBN-13: 978-92-4-154768-0. Disponível em: https://web.archive.org/
web/20200504054915/
https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK143062/.
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The Public Health Crisis Survivel Guide: 
Leadership and Management in Trying Times
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Oxford University Press, 2018
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CONSTATAÇÃO DE GRAVIDADE • 2/16
Objetivos deAprendizagem
• Compreender sobre a determinação da gravidade das crises de saúde 
pública.
CONSTATAÇÃO DE GRAVIDADE
Conteúdo organizado por Angela Maria Moed Lopes do livro The Public Health 
Crisis Survivel Guide: Leadership and Management in Trying Times, 1st Edition, 
do autor Sharfstein, J.M., publicado no ano de 2018 pela Oxford University Press.
https://player.vimeo.com/video/701280024
CONSTATAÇÃO DE GRAVIDADE • 3/16
Introdução
A interpretação dos dados coletados em relação às suspeitas de situações de crises 
de saúde é utilizada para criar hipóteses, avaliar fatores populacionais, propor 
métodos de diagnóstico e tratamento, identificar problemas relacionados às 
notificações, dentre outras características, para nortear o grau e as extensões das 
recomendações das ações voltadas para controle do problema, bem como guiar a 
realização de análises epidemiológicas específicas para averiguação da gravidade da 
crise de saúde pública. 
CRISES DE SAÚDE DE IMPORTÂNCIA NACIONAL E INTERNACIONAL
As crises ou emergências de saúde pública de importância nacional são 
caracterizadas como eventos que possuem risco de propagação ou disseminação 
para mais de uma Unidade Federada (Estado ou Distrito Federal), principalmente 
relacionadas às doenças de notificação compulsória ou outros eventos de saúde 
pública, de qualquer natureza ou origem, que possam necessitar de intervenção a 
nível nacional imediata após a avaliação dos riscos.
Saiba Mais
Segundo a Portaria de Doenças e Agravos de Notificação Imediata 
do Ministério da Saúde de 2006, os eventos são cada caso suspeito 
ou confirmado de doença de notificação compulsória, conjunto 
de doenças conhecidas que apresentam padrão epidemiológico 
anormal, ocorrência de doenças desconhecidas, adoecimento e/
ou mortes de animais que podem estar associadas à ocorrência de 
doenças em humanos (febre amarela, dengue); outros eventos, como 
desastres ambientais, inusitados ou imprevistos, que podem favorecer 
a propagação de doenças. Assim sendo, os eventos incluem os fatores 
de risco para a ocorrência de danos, não se limitando unicamente à 
sua ocorrência.
CONSTATAÇÃO DE GRAVIDADE • 4/16
As crises ou emergências de saúde pública de importância internacional são 
caracterizadas como eventos extraordinários que oferecem riscos de saúde pública 
a outros países, como a propagação internacional de doenças, o que exige uma 
resposta internacional coordenada. Todos os rumores de doenças, ameaças ou 
eventos identificados devem ser avaliados pelas unidades técnicas do Governo 
Federal e Secretarias Estaduais de Saúde quanto à veracidade e gravidade para a 
saúde pública.
Saiba Mais
Os casos suspeitos representam os casos que apresentam sinais 
e sintomas da doença sem comprovação diagnóstica da mesma 
(ausente, pendente ou negativa). Os casos prováveis apresentam 
sinais e sintomas da doença, no entanto não apresentam evidência 
laboratorial definitiva (ex: realização de exames inespecíficos). Os 
casos confirmados incluem os casos com comprovação laboratorial da 
doença, apresentando ou não sinais e sintomas.
As notificações oriundas dos setores de vigilância em saúde dos governos 
municipal, estadual e federal não necessitam de verificação quanto à veracidade 
das informações. No entanto, as comunicações realizadas por outros setores 
governamentais, imprensa, população, dentre outros, devem ser verificados, pois os 
notificadores não exercem a função de gestão do evento notificado. As informações 
oriundas da OMS sobre possíveis eventos de saúde pública de importância 
internacional devem ser repassadas aos setores de vigilância à saúde do governo 
federal, para monitoramento e avaliação do evento.
Os eventos de saúde pública são monitorados e avaliados quanto ao risco de se 
tornarem eventos de saúde pública de importância nacional e/ou internacional. 
Estes eventos são submetidos à três avaliações de risco: a primeira é realizada pelo 
Cievs/SVS (Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde da Secretaria 
de Vigilância em Saúde) e tem por objetivo caracterizar o evento como um rumor, 
CONSTATAÇÃO DE GRAVIDADE • 5/16
um potencial evento de saúde pública de importância nacional ou sem risco para 
a saúde pública; a segunda é realizada pelo Cievs/SES (Centro de Informações 
Estratégicas de Vigilância em Saúde das Secretarias Estaduais de Saúde) e visa a 
classificação do evento como potencial evento de saúde pública de importância 
internacional, nacional ou sem risco para a saúde pública, utilizando os instrumentos 
do Regulamento Sanitário Internacional, descritos a seguir; e a terceira avaliação 
é realizada pelo Cievs/SVS e objetiva confirmar a avaliação e realizar a notificação 
dos eventos que possam constituir evento de saúde pública de importância 
internacional nos termos do RSI.
REGULAMENTO SANITÁRIO INTERNACIONAL
O Regulamento Sanitário Internacional (RSI) é um instrumento pactuado pelos 
países com o objetivo de prevenir e controlar a propagação de doenças. 
Anteriormente, este acordo aplicava-se à cólera, peste e febre amarela. Diante das 
inúmeras transformações mundiais, tais como o crescimento demográfico, alterações 
ambientais, globalização, dentre outros, foi instituído um novo RSI no intuito de 
fortalecer a capacidade de vigilância e resposta às emergências em saúde. 
O Regulamento Sanitário Internacional (RSI) aprovado pela Assembleia Mundial 
da Saúde em 2005, estabelece os instrumentos necessários para o enfrentamento 
de crises de saúde pública internacionais. O RSI não se restringe à avaliação da 
ocorrência de doenças transmissíveis, mas contempla as emergências de saúde 
de natureza química, radionuclear ou decorrentes de desastres ambientais, como 
inundações, terremotos ou secas. 
O RSI deve ser adotado pelos Sistemas Nacionais de Vigilância Epidemiológica para 
identificação de eventos que devem ser monitorados e que exigem a execução de 
medidas para evitar ou reduzir a probabilidade de propagação internacional, bem 
como para adoção de medidas antecipatórias no intuito de evitar a ocorrência de 
danos à população. 
Algumas doenças emergentes e epidemias, bem como outros eventos, podem 
ser caracterizados como emergências de saúde pública internacional. Para que 
sejam assim consideradas e, portanto, serem objetos de análise do RSI, algumas 
características próprias do evento e do contexto em que ocorre devem ser 
analisadas. 
CONSTATAÇÃO DE GRAVIDADE • 6/16
Os eventos a serem avaliados por meio do Instrumento de Decisão do RSI 
(disponibilizado mais adiante) compreendem desde doenças específicas até aquelas 
doenças cujo agente etiológico ainda é desconhecido. 
Algumas doenças específicas, tais como a varíola, poliomielite, influenza humana 
causada por novo subtipo de vírus e SARS, procede-se a notificação compulsória 
(obrigatória) à Organização Mundial da Saúde (OMS). Na ocorrência de casos ou 
surtos de outras doenças que apresentam risco de disseminação internacional, 
realiza-se o algoritmo de decisão para avaliar se cumprem os critérios estabelecidos 
para notificação. Assim, foram estabelecidos quatro critérios para definição de um 
evento como crise de saúde pública de relevância internacional:
1. Gravidade e repercussão em saúde pública;
2. Evento é raro ou inesperado;
3. Risco de propagação Internacional;
4. Risco de imposição de restrição a comércio ou viagens.
A figura a seguir descreve o instrumento de decisão para avaliação e notificação dos 
eventos que podem ser classificados como uma emergência de saúde mundial. 
Figura 2: Instrumento de decisão para avaliação e notificação dos eventos quepodem ser classificados como uma emergência de saúde mundial.
Fonte: OPAS (2010, p. 16).
CONSTATAÇÃO DE GRAVIDADE • 7/16
1) Gravidade e repercussão em saúde
As seguintes perguntas são utilizadas para auxiliar na interpretação do instrumento 
de decisão descrito na figura em relação à gravidade e repercussão em saúde:
• O número de casos e/ou de óbitos para essetipo de evento é alto para este 
determinado local, tempo ou população? 
• O evento tem potencial para gerar um impacto significativo sobre a saúde 
pública? (Eventos causados por microrganismos com alto potencial de 
causar endemias, eventos que ocorrem em maior frequência em populações 
vulneráveis, tais como crianças, gestantes, desnutridos, refugiados, dentre 
outros, são exemplos de eventos que podem ter impactos sobre a saúde 
pública).
• É preciso solicitar assistência externa para detectar, investigar, responder e 
controlar o evento ou evitar novos casos? 
O impacto sobre a saúde pública é considerado grave quando a resposta for “sim” 
para qualquer uma das perguntas acima.
https://player.vimeo.com/video/701280431
CONSTATAÇÃO DE GRAVIDADE • 8/16
2) Evento raro ou inesperado
Os eventos raros são causados por agentes, fontes, veículos ou vias de transmissão 
desconhecidas, quando a evolução é mais severa do que o esperado ou os 
sintomas são incomuns, ou mesmo quando a ocorrência do evento é incomum para 
determinada população, região ou estação. Os eventos inesperados decorrem 
de doenças ou microrganismos que foram eliminados ou erradicados ou que não 
haviam sido anteriormente notificadas.
3) Risco de Propagação Internacional
Quando existirem evidências epidemiológicas de correlação de eventos 
similares em outros Estados ou fatores que indicam capacidade de propagação 
transfronteiriça do agente ou hospedeiro, como viagens internacionais ou 
eventos causados por contaminações ambientais capazes de se propagar através 
de fronteiras internacionais, considera-se que o evento apresenta alto risco de 
propagação internacional.
4) Risco de imposição de restrição a comércio ou viagens.
As seguintes perguntas são utilizadas para auxiliar na interpretação do instrumento 
de decisão descrito na figura em relação ao risco de restrição a viagens ou comércio:
• Já ocorreram eventos similares em que foi necessário impor restrições 
internacionais ao comércio e/ou viagens?
• Suspeita-se que a fonte seja oriunda de produtos alimentícios, água ou 
outras mercadorias que possam estar contaminadas e foram importadas ou 
exportadas?
• O evento ocorreu em áreas de intenso turismo ou eventos internacionais?
• As autoridades estrangeiras ou meios de comunicação solicitaram maiores 
informações acerca do evento?
O evento apresenta risco elevado de imposição de restrição às viagens e/ou ao 
comércio se qualquer das questões anteriores forem respondidas de maneira 
afirmativa. 
Observe o formulário do Mercosul para avaliação e notificação de potenciais 
emergências de saúde pública de importância internacional (Ministério da Saúde, 
2016, p. 95). Este formulário destaca as características citadas na figura para 
identificação de potenciais eventos de saúde pública de importância internacional. 
CONSTATAÇÃO DE GRAVIDADE • 9/16
Figura 1: Formulário do Mercosul de Notificação de Potencial Emergência em Saúde Pública de Importância Internacional. 
Fonte: (Ministério da Saúde, 2016, p. 95).
CONSTATAÇÃO DE GRAVIDADE • 10/16
Quando o evento satisfaz a dois dos quatro critérios estabelecidos (gravidade e 
repercussão em saúde pública, evento raro ou inesperado, risco de propagação 
internacional e risco de imposição de restrição a comércio ou viagens), a OMS 
deve ser notificada conforme descrito no Regulamento Sanitário Internacional, para 
elaboração de medidas de prevenção e controle destes eventos.
De acordo com a OMS, a comunicação de risco refere-se ao compartilhamento em 
tempo real, ao aconselhamento e pareceres realizados entre peritos, funcionários 
públicos ou indivíduos que enfrentam uma ameaça (como uma doença de caráter 
epidêmico) à sua sobrevivência, saúde ou bem-estar econômico e social. O objetivo 
da comunicação de risco é propiciar a tomada de decisões para reduzir os efeitos 
da ameaça, por meio de ações preventivas e protetoras adequadas.
A comunicação do risco pode utilizar diferentes estratégias, tais como meios de 
comunicação, mídias sociais, promoção da saúde, campanhas de conscientização, 
entre outros. Esta comunicação é um importante componente para resposta às 
situações de crises de saúde pública.
A comunicação de risco não é realizada somente nas situações de propagação 
internacional de doenças infecciosas, mas, também, a eventos zoonóticos, segurança 
alimentar, eventos químicos e eventos radiológicos, entre outros. 
Saiba Mais
O Regulamento Sanitário Internacional define os direitos e deveres 
dos países na gestão de emergências de saúde pública de caráter 
internacional. Saiba mais sobre o assunto nos links: 
https://bit.ly/kga91h
https://youtu.be/6-OCRlJtF10
https://www.who.int/health-topics/international-health-regulations#tab=tab_1
https://youtu.be/6-OCRlJtF10
CONSTATAÇÃO DE GRAVIDADE • 11/16
FASES DE ALERTA DA OMS
Como visto no tema anterior, a Organização Mundial da Saúde descreve seis fases 
de alerta pandêmico como método para informar sobre a gravidade de um evento 
e a necessidade de implantação progressiva de medidas preventivas e de controle. 
Estas incluem:
Fase Interpandêmica: alerta a existência de vírus em animais, mas que não 
infectaram seres humanos.
Fase I: risco baixo para infecção de seres humanos.
Fase II: risco moderado para infecção de seres humanos.
Alerta Pandêmico: o novo vírus infecta seres humanos.
Fase III: baixa transmissão entre seres humanos.
Fase IV: transmissão crescente entre seres humanos.
Fase V: evidência de transmissão significativa de transmissão local entre seres 
humanos.
Fase VI: alta transmissão e em série global entre seres humanos.
Saiba Mais
Saiba mais sobre as medidas de controle de doenças nas fases 5 e 6 
por meio do link: https://bit.ly/aogj19.
https://www.paho.org/bra/dmdocuments/07_OPAS_Brasil_Guia_de_preparacao_e_resposta_Pandemia_Influenza_fases_5-6.pdf
CONSTATAÇÃO DE GRAVIDADE • 12/16
Na ponta da língua
https://player.vimeo.com/video/701280788
CONSTATAÇÃO DE GRAVIDADE • 13/16
Referências Bibliográficas
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capacity for crisis management. ISBN 978 92 890 0261 5. Disponível em: 
efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/viewer.html?pdfurl=https%3A%2F%
2Fwww.euro.who.int%2F__data%2Fassets%2Fpdf_
file%2F0008%2F157886%2Fe96187.pdf.
Organização Pan-Americana da Saúde. (2010). Módulos de Princípios de 
Epidemiologia para o Controle de Enfermidades. Módulo de Princípios de 
Epidemiologia para o Controle de Enfermidades (MOPECE). Ministério da Saúde. 
Brasília: Organização Pan-Americana da Saúde, 98p. ISBN 978-85-7967-023-7. 
Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/modulo_principios_
epidemiologia_4.pdf.
Organização Mundial da Saúde (online). Comunicação dos Riscos em 
Emergência. Disponível em: efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/viewer.
html?pdfurl=https%3A%2F%2Fwww.who.int%2Frisk-communication%2Ftraining%2F
Module-B1-PT.pdf&clen=1358970&chunk=true.
Ministério da Saúde (2016). Plano de Operação do Ponto Focal Nacional para o 
Regulamento Sanitário Internacional. Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância 
em Saúde, Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. – Brasília: 
Ministério da Saúde. Disponível em: https://bit.ly/kh8i21h
Organização Mundial da Saúde (online). Fases 5-6 Pandemia. Disponível em: https://
www.paho.org/bra/dmdocuments/07_OPAS_Brasil_Guia_de_preparacao_e_
resposta_Pandemia_Influenza_fases_5-6.pdf.
Indústria 4.0 e a Internet das Coisas (IoT) • 16/16
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LIVRO DE REFERÊNCIA:
The Public Health Crisis Survivel Guide: 
Leadership and Management in Trying Times
Sharfstein, J.M.
Oxford University Press, 2018
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CRITERIOS DE DIAGNOSTICO - DOENCAS 
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CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO - DOENÇAS TRANSMISSÍ- 
VEISE DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS. 
Conteúdo organizado por Angela Maria Moed Lopes do livro The Public Health 
Crisis Survivel Guide: Leadership and Managementin Trying Times, 1st Edition, 
do autor Sharfstein, J.M., publicado no ano de 2018 pela Oxford University Press. 
Objetivos de Aprendizagem 
* Conhecer os critérios diagndsticos das doencas transmissiveis e doengas 
crônicas não transmissiveis.
CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO - DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS E DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS. + 3/13 
Introdução 
Um componente essencial de qualquer sistema de saúde é a capacidade de 
diagnosticar doenças. “O diagnóstico pode ser definido como a determinação 
da causa ou natureza de uma doença pela avaliação dos sinais, sintomas e 
testes de suporte em um paciente individual. Os critérios diagnósticos são um 
conjunto de sinais, sintomas e testes para uso em cuidados clínicos de rotina para 
orientar o atendimento de pacientes individuais. Os critérios diagnósticos são 
geralmente amplos e devem refletir as diferentes características de uma doença 
(heterogeneidade), com o objetivo de identificar com precisão o maior número 
possivel de pessoas com a doença (Aggarwall, 2015, p. 2)". 
A seguir, são listadas algumas características dos critérios diagnósticos: 
* Oscritérios diagnósticos devem ser amplos e refletirem as diferentes 
características e gravidade de uma doença, incluindo diferentes prevalências 
de doenças em diferentes áreas geográficas, raças e etnias; 
* Oscritérios diagnósticos devem ser altamente sensíveis e específicos. 
* Critérios diagnósticos são possíveis para doenças que apresentam uma 
característica única, como a presença de cristais de urato na gota. As doenças 
sem características singulares dificultam o estabelecimento de critérios 
diagnósticos. 
* Oscritérios diagnósticos são para diagnóstico e têm implicações para o 
tratamento, faturamento e reembolso. 
DIAGNÓSTICO DE DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS 
As doenças transmissíveis podem se disseminar rapidamente, causando inúmeros 
prejuízos à saúde pública. Apesar de observarmos avanços significativos em 
relação ao diagnóstico das doenças infecciosas, o aumento significativo de doenças 
emergentes e reemergentes, têm dificultado o reconhecimento e gerenciamento 
precoce destas doenças.
CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO - DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS E DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS. + 4/13 
DENGUE, CHIKUNGUNYA, FEBRE AMARELA E ZIKA 
O diagnóstico das arboviroses (dengue, zika, febre amarela e chikungunya), é 
realizado por meio da detecção dos vírus e/ou de seus componentes, como, por 
exemplo, o genoma e os antígenos virais. Além disso, também pode ser realizado 
por meio da pesquisa de anticorpos específicos para as agentes citados. 
As metodologias utilizadas incluem o Enzimaimunoensaio (ELISA), o isolamento viral 
e o RT-PCR. Para cada doença investigada, são utilizados diferentes métodos, tais 
como: 
* Enzimaimunoensaio (ELISA): utilizado para detecção de anticorpos IlgM 
(Dengue, Febre Amarela, Zika, Chikungunya). Os anticorpos IgM indicam 
fase aguda da doença. O ELISA também pode ser utilizado para detecção da 
proteína não estrutural 1 (NS1Ag) presente no vírus da dengue, que também 
indica fase aguda da doença. 
* Isolamento Viral (Dengue e Febre Amarela): as amostras contendo o vírus 
da dengue ou o amarílico são cultivadas em linhagem de células dos mosquitos 
Aedes albopictus (C6/36) e, posteriormente, ocorre a identificação dos 
sorotipos por meio da imunofluorescência indireta (identificação dos subtipos 
virais por meio de anticorpos marcados com moléculas fluorescentes). 
* RT-PCR em tempo real (Dengue, Febre Amarela, Zika, Chikungunya): 
técnica de biologia molecular utilizada para detecção do material genético viral 
nas amostras coletadas.
CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO - DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS E DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS. + 5/13 
SINDROME RESPIRATORIA AGUDA GRAVE 
A Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) é uma insuficiência respiratória 
grave caracterizada pelo processo inflamatório difuso das estruturas alveolares 
e vasculares que resulta em hipoxemia progressiva. A necessidade de respiração 
forte e profunda pode resultar em fraqueza muscular e disfunção múltipla de 
órgãos. Diferentes eventos podem resultar no desenvolvimento da síndrome, 
tais como doenças respiratórias primárias, sepse, choque, trauma e queimaduras. 
Independente da etiologia, a sindrome evolui com quadro clínico de dispneia, 
taquipneia, fadiga, tosse seca, desconforto retroesternal e transtornos mentais. 
Algumas doenças virais, tais como a infecção pelo vírus Influenza A (H1N1) e pelo 
Sars-Cov-2, também podem resultar no desenvolvimento da síndrome respiratória 
aguda grave e óbito. 
Para definição de um quadro de SRAG de decorrência viral, recomenda-se a 
avaliação das seguintes características: 
“Individuo de qualquer idade com doença respiratória aguda caracterizada por 
febre superior a 38ºC, tosse e dispneia, acompanhada ou não de manifestações 
gastrointestinais.
CRITERIOS DE DIAGNÓSTICO - DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS E DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS. + 6/13 
- Aumento da frequência respiratória (> 25 IRPM - Incursões Respiratórias por 
Minuto). 
* Hipotensão em relação à pressão arterial habitual do paciente. 
* Em criangas além dos itens acima, observar também: batimentos de asa de 
nariz, cianose, tiragem intercostal, desidratação e inapetência. 
* O quadro clínico pode ou não ser acompanhado de alterações laboratoriais e 
radiológicas listadas abaixo: 
« Alterações laboratoriais: leucocitose, leucopenia ou neutrofilia. 
- Radiografia de térax: infiltrado intersticial localizado ou difuso ou presenca de 
area de condensagdo. Na presenca desses sinais e sintomas o paciente deve 
ser enviado para internagao” (Brasil, 2009, p. 6). 
O diagndstico diferencial da SRGA decorrentes do virus Sars-Cov-2 ou Influenza 
A (HTNT1) é realizado por meio do teste RT-PCR para amplificacdo e deteccio 
do genoma viral. Os testes soroldgicos para detecgao de anticorpos IgM e IgG ao 
SARS-CoV-2, apresentam boa acurácia diagndstica para pacientes que possuem 
tempo de evolução do quadro superior a 8 dias, mas ndo são recomendados para a 
confirmagao diagndstica em periodo anterior a este. 
“Considerando as limitagdes acima, a exclusão do diagnéstico de COVID-19 não 
deve ser feita apenas por avaliacdo isolada de resultados dos exames laboratoriais, 
pois no caso de um estdgio inicial da infecgao, falsos negativos são esperados, em 
razão da auséncia ou de baixos niveis dos anticorpos e dos antigenos de SARS- 
CoV-2 na amostra. Essa possibilidade justifica a testagem sequencial em pacientes 
com quadro clinico compativel. A presenca de resultados positivos no teste de PCR 
e nos testes soroldgicos é altamente sugestiva de infecção pelo virus SARS-CoV-2, 
considerando que a especificidade desses testes é alta e que não ha evidéncias de 
reatividade cruzada nos estudos publicados” (Brasil, 2020, n.p).
CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO - DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS E DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS. + 7/13 
CRITÉRIOS DIAGNÓSTICOS DAS DOENÇAS CRÔNICO- 
DEGENERATIVAS 
As doenças crônicas são a principal causa de óbito no mundo. De acordo com 
a OMS as doenças crônicas causam a morte de 38 milhões de pessoas ao redor 
do planeta. Grande parte das doenças crônicas é assintomática ou apresenta 
sintomas leves. A presença de sinais e sintomas resulta na procura por diagnóstico e 
tratamento. 
De acordo com o Ministério da Saúde, 57,4 milhões de pessoas no Brasil, possui ao 
menos uma doença crônica não transmissível. As doenças crônicas mais prevalentes 
são a hipertensão arterial, diabetes, artrite, reumatismo, depressão e asma. 
As doenças crônicas são caracterizadas pela presença de uma condição não tratada 
em três meses, não emergencial e quando apresenta quadros clínicos pontuais 
graves. As doenças crônicas podem afetar a qualidade de vida dos indivíduose restringir vários aspectos de sua vida. Elas podem ser congênitas, quando o 
indivíduo já nasce com a condição ou ela se desenvolve nos primeiros meses 
de vida, como a cardiopatia congénita, e não congénitas, resultantes de fatores 
genéticos, ambientais, fisiolégicos ou comportamentais. 
Diferentes achados clinicos e laboratoriais são utilizados para definição das doengas 
crénicas não transmissiveis. A sindrome metabdlica, por exemplo, é diagnosticada 
quando se observa a presenca de trés ou mais dos seguintes achados: obesidade 
abdominal maior ou igual a 94cm em homens e 80cm nas mulheres, colesterol HDL 
menor que 40mg/dl em homens e menor que 50mg/dl em mulheres, triglicerideos 
em concentragdo superior a 150mg/d|, pressão arterial sistólica superior a 
130mmHg e diastdlica superior 80mmHG e glicemia superior a 100mg/dL. Cada 
doenca crénica ndo transmissivel apresenta um conjunto de caracteristicas clinicas e 
fisiolégicas que definem, portanto, diferentes critérios diagndsticos. 
Conhega outros critérios utilizados para diagndstico de hipertenséo arterial 
acessando as Diretrizes Brasileiras de Hipertensao Arterial -2020, disponivel em: 
https:/bit.ly/av81v9a. 
CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO - DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS E DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS. + 8/13 
Saiba mais 
No ano de 2018, a Organização Mundial da Saúde publicou a 
primeira edição do EDL (Model Essential Diagnostics List), atualizado 
no ano de 2019, com o objetivo de orientar os países sobre as 
ferramentas de diagnóstico de doenças disponíveis. Acesse o link: 
https://bitly/lg91hjw, e observe os exames laboratoriais disponíveis 
para diagnéstico das doengas. 
CONSIDERAGOES FINAIS 
Neste tema vocé conheceu o conceito de critérios diagndsticos bem como os 
exames laboratoriais utilizados para classificagao de algumas doenças transmissiveis 
e doengas cronicas não transmissiveis. Vocé compreendeu que o diagndstico 
clinico e laboratorial, bem como o exame laboratorial utilizado, de cada doença 
é determinado pelo agente etioldgico e/ou alteragdes fisioldgicas especificas. 
No préximo tema, vocé compreendera os critérios utilizados para atendimento 
ambulatorial e por telemedicina. Até breve!
Referências Bibliográficas 
Aggarwal, R, Ringold, S., Khanna, D., Neogi, T, Johnson, S.R., Miller, A., Brunner, H.I,, 
Ogawa, R, Felson, D., Ogdie, A., Aletaha, D. & Feldman, B.M. (2015). Distinctions 
between diagnostic and classification criteria? Arthritis Care Res (Hoboken), v. 67, n. 
7, p. 891-897. Disponivel em: https://bit.ly/amjg81n. 
Firman, Guillermo (2019). Differences Between Diagnostic and Classification Criteria. 
Disponivel em: https://bit.ly/akg 10k. 
Barac A, Poljak M and Ong DSY (2020) Editorial: Innovative Approaches in Diagnosis 
of Emerging/Re-emerging Infectious Diseases. Front. Microbiol,, v. 11, n. 619498. 
Disponivel em: https://www.frontiersin.org/articles/10.3389/fmicb.2020.619498/full. 
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Diagnéstico Laboratorial das Arboviroses no Estado de Goids. Disponivel em: 
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Brasil. Ministério da Saúde. (2009). Protocolo de Manejo Clinico e Vigilancia 
Epidemioldgica Da Influenza. Disponivel em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/ 
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Brasil. Ministério da Saude. (2020). Diretrizes para Diagndstico e Tratamento da 
Covid-19. Disponivel em: https://sbim.org.br/images/files/notas-tecnicas/ddt- 
covid-19-200407.pdf. 
Salihefendic, N., Zildzic, M., & Ahmetagic, S. (2015). Sindrome do Desconforto 
Respiratdrio Agudo (SDRA) por Influenza Endémica A/H1N1: Gerenciamento Pré- 
Hospitalar. Arquivos médicos (Sarajevo, Bdsnia e Herzegovina), v. 69, n. 1, p. 62 - 63. 
https://bit.ly/9m710hy. 
Sociedade Brasileira de Cardiologia (2016). Diretrizes Brasileiras de Hipertensao 
Arterial 2020. Disponivel em: https://bit.ly/OugOnR1.
CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO - DOENGAS TRANSMISSÍVEIS E DOENÇAAL RÔNIGASINÁCTHANEMISSÍVCIS) « 13/13 
LIVRO DE REFERÊNCIA: 
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PUBLIC The Public Health Crisis Survivel Guide: 
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Oxford University Press, 2018 
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CRITÉRIOS PARA ATENDIMENTO: 
AMBULATORIAL E TELEMEDICINA
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CRITERIOS PARA ATENDIMENTO: AMBULATORIAL E 
TELEMEDICINA 
Contetido organizado por Angela Maria Moed Lopes do livro The Public Health 
Crisis Survivel Guide: Leadership and Management in Trying Times, 1st Edition, 
do autor Sharfstein, J.M., publicado no ano de 2018 pela Oxford University Press. 
Objetivos de Aprendizagem 
- Conhecer os critérios utilizados para definição de atendimento laboratorial 
ou telemedicina.
CRITERIOS PARA ATENDIMENTO: AMBULATORIAL E TELEMEDICINA + 3/13 
Introdução 
O atendimento à saúde no Sistema Único de Saúde (SUS) é organizado em níveis 
de atenção: atenção básica, atenção secundária e atenção terciária. O acesso da 
população aos diferentes níveis de atenção é realizado de forma regionalizada 
e hierarquizada. A atenção básica é considerada a porta de entrada no sistema 
de saúde. Esta deve ser qualificada para prestação de serviços de saúde de baixa 
complexidade. Os problemas de saúde que demandam serviços mais complexos 
são referenciados aos serviços especializados, ambulatoriais ou hospitalares. 
Referenciar um paciente significa transferi-lo para um serviço de saúde 
especializado a partir da unidade básica de saúde. Contrarreferenciar 
é realizar a transferência do paciente no sentido oposto. 
Referenciar um paciente significa transferi-lo para um serviço de saúde 
especializado a partir da unidade básica de saúde. Contrarreferenciar é realizar a 
transferência do paciente no sentido oposto. 
ATENDIMENTO AMBULATORIAL 
Os pacientes que apresentam características clínicas e/ou diagnóstico de doenças 
que demandam assistência à saúde de maior complexidade são encaminhados 
aos serviços ambulatoriais e hospitalares. Os pacientes podem ser encaminhados 
à diferentes especialidades de acordo com as características clínicas da doença, 
incluindo especialidades cirúrgicas, clínicas, pediátricas, obstetrícias ou outras 
especialidades. 
Acesse o link: https://bit.ly/34r7hy e verifique as características clínicas e diagnósticas 
que norteiam o encaminhamento dos pacientes ao atendimento ambulatorial de 
acordo com as diversas especialidades.
CRITÉRIOS PARA ATENDIMENTO: AMBULATORIAL E TELEMEDICINA + 4/13 
Os atendimentos ambulatoriais são eletivos, ou seja, são programadas para o 
paciente com condições crônicas, previamente cadastrados e referenciados pela 
Atenção Básica à Saúde. Os pacientes que apresentam eventos agudos, relacionados 
ou não às condições crônicas, são encaminhados aos serviços de urgência. Somente 
quando estão estabilizados são encaminhados às especialidades ambulatoriais. 
É importante destacar que os usuários das unidades de atendimento ambulatorial 
apresentam condições crônicas ou muito complexas, o que os tornam mais 
susceptíveis às infecções, particularmente à infecção pelo novo coronavírus, 
podendo apresentar evolução clínica desfavorável, como o desenvolvimento de 
complicações ou mesmo óbito. 
Durante a pandemia por Covid-19, recomenda-se a manutenção do atendimento 
presencial aos pacientes que, segundo as equipes de saúde da atenção básica e 
da atenção ambulatorial, apresentem risco clínico superior ao risco de contágio do 
usuário. A OMS recomenda que, durante a pandemia, sejam mantidos os serviços 
de saúde de alta prioridade, tais como a assistência às gestantes, parturientes, 
puérperas, crianças, idosos e pessoas com condições crônicas. 
Para isso, recomenda-se a reorganização do ambulatório no intuito de proteger 
os pacientes e funcionários do risco de contágio e manter o atendimento clínico 
e funcional. Assim, as equipesde saúde das unidades de tratamento ambulatorial 
devem estabelecer os fluxos assistenciais, as unidades de referéncia de urgéncia, 
hospitalares e maternidades, transporte sanitario e monitoramento bem como 
garantir a atenção segura e adequada aos pacientes com condições cronicas de 
alto risco. Um exemplo é a reorganizagdo da assisténcia de forma que o usuario 
permaneca no local da consulta o menor tempo possivel (recomenda-se no maximo 
45 minutos), bem como de forma a evitar aglomeragdes.
CRITÉRIOS PARA ATENDIMENTO: AMBULATORIAL E TELEMEDICINA + 5/13 
O funcionamento do serviço ambulatorial deve ser mantido, levando-se 
em consideração as readequações necessárias para atender novos fluxos. O 
agendamento dos atendimentos presenciais deve ser realizado para novos 
pacientes apresentando alto ou muito alto riscos encaminhados pela APS, pacientes 
com instabilidade clínica persistente e necessidade de ajustes terapêuticos, 
atendimentos presenciais para gestantes de alto risco. O acompanhamento dos 
pacientes que apresentam estabilidade clínica devem ser realizados de forma 
presencial pela APS, com a possibilidade de acompanhamento não presencial 
realizada de forma intercalada por meio do uso da Telemedicina. 
Saiba Mais 
Saiba mais sobre as diretrizes para a organização da Atenção 
Ambulatorial Especializada durante a Pandemia da COVID-19 no link: 
https:/bitly/ag81kil. 
CRITÉRIOS PARA ATENDIMENTO: AMBULATORIAL E TELEMEDICINA + 6/13 
TELEMEDICINA 
O Ministério da Saúde aprovou, no ano de 2020, em decorrência do estado 
de calamidade pública causada pela Covid-19 no Brasil e no mundo, o uso 
da Telemedicina, caracterizada como o uso de tecnologias de informação e 
comunicação para o exercício médico não presencial, de pesquisa, prevenção de 
doenças e de promoção da saúde. 
É de suma importância que os profissionais cumpram as exigências éticas e legais, 
bem como adotem alguns cuidados relacionados à implementação e prestação dos 
serviços remotos, visto que a prática da telemedicina difere da forma presencial. 
Diferentes aspectos como a proteção de dados, definição de critérios clínicos, 
operacionais e protocolos de atendimento, registros, dentre outros, devem 
ser avaliados e implementados no intuito de minimizar os eventuais problemas 
relacionados à prática da Telemedicina. 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a Telemedicina com a prestação de 
serviços de saúde em situações em que a distância é um fator crítico, executados 
por profissionais da área da saúde, utilizando tecnologias de informação e 
comunicação para troca de informações que serão utilizadas para diagnóstico, 
prevenção e tratamento de doenças, bem como para realização de pesquisas e 
avaliações. 
Esta metodologia viabiliza a assistência remota aos pacientes, onde quer que 
estejam e sempre que necessário, proporcionando a acessibilidade, agilidade 
economia e eficiência na prestação de cuidados de saúde. A Telemedicina também 
permite a troca de informações entre médicos especialistas, no intuito de dirimir 
dúvidas relacionadas ao diagnóstico e tratamento de pacientes, mesmo estando em 
diferentes localidades. 
Diversos benefícios são alcançados com a telemedicina, tais como a possibilidade 
de prestar serviços médicos a pacientes conhecidos dos profissionais 
especializados, que já possuem diagnóstico clínico e tratamento indicado 
presencialmente, que não podem se deslocar ao consultório ou hospital para 
consulta. Além disso, permite 
o atendimento de pacientes que não possuem fácil acesso ao profissional de 
saúde e nem conseguem se deslocar a um hospital, mas podem ser auxiliados pelo
CRITÉRIOS PARA ATENDIMENTO: AMBULATORIAL E TELEMEDICINA + 7/13 
médico após o relato dos sintomas de sua doença por meio do uso de tecnologias 
de comunicagdo. Ressalta-se, no entanto, que algumas doengas exigem a avaliagao 
presencial pelo profissional da saúde para determinagao diagnéstica da doença. 
Outras vantagens proporcionadas pela Telemedicina são: 
"Contenção da disseminagao do Covid-19 e proteção da saúde da populagao. 
Complementagdo não presencial do cuidado presencial habitual. 
Redução de distancias geograficas entre médicos e pacientes que vivem fora 
dos centros urbanos. 
Diminuição de deslocamentos de pacientes a hospitais, clinicas e consultérios. 
Acesso dos pacientes a exames em regides desprovidas de médicos 
especialistas. 
Promocdo e prevenção a saúde. 
Exames e laudos por especialistas locais ou a distancia. 
Monitoragdo e tratamento remotos de pacientes crénicos. 
Segunda opinido médica e esclarecimentos. 
Economia de tempo. 
Agilidade. 
Redução de custos. 
Aumento da produtividade. 
Armazenamento de informagdes e documentos médicos na nuvem, mantendo- 
se o histérico de saúde completo do paciente (Magalhdes, 2020, p. 4)". 
Os atendimentos realizados por meio da telemedicina podem ocorrer de forma 
sincrona, na qual médico e paciente interagem simultaneamente em tempo real, 
e assincrona, na qual médicos e pacientes enviam e recebem informagées nao 
necessariamente no mesmo momento. As modalidades autorizadas são: 
teleconsulta, teleinterconsulta, teleorientagdo, telemonitoramento, telecirurgia, 
teletriagem e teleconsultoria.
CRITÉRIOS PARA ATENDIMENTO: AMBULATORIAL E TELEMEDICINA + 8/13 
* Teleconsulta: relaciona-se à realização de consultas médicas à distancia 
utilizando tecnologias de comunicação e informação. 
* Teleinterconsulta: relacionada à troca de informações e opiniões entre 
médicos para auxilio diagnóstico e terapéutico. 
* Teleorientacdo: utilizada para orientacdo e encaminhamento de pacientes em 
isolamento por profissionais da medicina. 
* Telemonitoramento: relaciona-se a monitoragdo ou vigilancia a distancia de 
pardmetros de saúde e doenga que estdo sob supervisdo médica. 
* Telecirurgia: é a realizagdo de procedimento cirtrgico a distancia, por meio da 
utilizagdo de equipamentos robdticos e mediada por tecnologias interativas 
seguras. 
* Teletriagem: é executada pelo médico, por meio da avaliagdo dos sintomas do 
paciente, a distancia, para regulação ambulatorial ou hospitalar, com definição 
e direcionamento do paciente a um especialista ou ao tipo adequado de 
assisténcia que necessita. 
* Teleconsultoria: é a consultoria médica, utilizando TCls, entre médicos, 
gestores ou outros profissionais a fim de esclarecer dúvidas relacionadas a 
procedimentos administrativos e ações de saúde. 
Cabe ao profissional médico determinar se o atendimento por meio da 
telemedicina é adequado ao paciente necessitado de assisténcia a satide. No 
Brasil, a Resolução CFM Nº 2.314, de 20 de abril de 2022, define e regulamenta o 
uso da telemedicina, como forma de servigos médicos mediados por tecnologias 
de comunicacao. 
Assim, o médico devera exercer o seu julgamento profissional, discriminando os 
limites relacionados a telemedicina, de modo a nao prejudicar a qualidade da sua 
assisténcia. 
O uso da Telemedicina é recomendado nas seguintes situagoes: 
- "Em condigdes clinicas possiveis de serem atendidas, tratadas ou 
acompanhadas virtualmente.
CRITÉRIOS PARA ATENDIMENTO: AMBULATORIAL E TELEMEDICINA + 8/13 
* Em situações em que os serviços por telemedicina são apropriados. 
« Com utilização de recursos tecnológicos seguros para a prestação de 
serviços médicos remotos. 
- Com critérios mínimos a serem observados pelo paciente para um 
atendimento seguro e de qualidade por telemedicina (exemplo: o paciente 
deve possuir determinado software instalado; camera de video) (Magalhaes, 
2020, p. 8)". 
Não se recomenda a pratica da telemedicina nos seguintes casos: 
“Em procedimentos dificeis de realizar ou que apresentam riscos para o 
paciente, se prestados por telemedicina. 
Em casos em que a consulta presencial é necessaria. 
Com limitagdes dos recursos tecnoldgicos para o caso. 
Em razdo da complexidade da condição de saúde de determinados pacientes. 
Em casos de urgénciaou emergéncia que devam ser encaminhados de 
imediato para instituicdes de saúde. 
Em casos com implicações éticas e legais e outros” (Magalhdes, 2020, p. 8).
Após a verificação destas situações, o médico devera definir o escopo de serviços a 
serem ofertados, tais como consultas, orientações, acompanhamentos, monitoração, 
dentre outros. Além disso, também deverá determinar a plataforma que lhe 
permita realizar o atendimento ao paciente de forma segura, que garantam o 
respeito à privacidade e à confidencialidade das informações obtidas do paciente. 
A maioria das plataformas gratuitas, como Skype e Whatsapp, não garantem esta 
confidencialidade. As plataformas Skype for Business/Microsoft Teams, Updox, 
VSee, Zoom for Healthcare, Google G Suite Hangouts Meet, dentre outras, 
estabelecem os critérios necessários à segurança das informações dos pacientes. 
Desta forma, percebe-se que a Telemedicina trouxe inúmeros beneficios aos 
pacientes que ndo tinham condições de receber atendimento forma presencial. 
No entanto, sua pratica deve seguir as normas éticas e legais ja estabelecidas, no 
intuito de assegurar a qualidade da assisténcia, bem como proteger informagoes 
confidenciais dos pacientes. 
CONSIDERAGOES FINAIS 
Neste tema vocé compreendeu as caracteristicas que norteiam o encaminhamento 
aos servicos de atendimento ambulatorial bem como os critérios para 
atendimento por meio da Telemedicina. No préximo tema vocé compreendera os 
critérios utilizados para internagdo e atendimento em Unidades de Terapia 
Intensiva. Até breve!
Na ponta da lingua 
Referências Bibliográficas 
Magalhães, Carolina da Cunha Pereira França. (2020). Guia prático para 
atendimentos por telemedicina em tempos de COVID-19. Belo Horizonte: Editora 
Ampla, ISBN 978-65-990646-4-7. Disponível em: https://bit.ly/qwih92. 
Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS). Diretrizes para a 
organização da Atenção Ambulatorial Especializada durante a Pandemia da 
COVID-19. Disponível em: https://kidopilabs.com.br/planificasus/upload/covid19 - 
diretrizes_aae.pdf. 
Indústria 4.0 e a Internet das Coisas (loT) * 13/13 
LIVRO DE REFERÊNCIA: 
Joshua M. Sharfstein 
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PUBLIC The Public Health Crisis Survivel Guide: 
HEALTH Leadership and Management in Trying Times 
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SURVIVAL GUIDE — 
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CRITERIOS PARA ATENDIMENTO: INTERNACOES/ 
UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA 
Contetido organizado por Angela Maria Moed Lopes do livro The Public Health 
Crisis Survivel Guide: Leadership and Management in Trying Times, 1st Edition, 
do autor Sharfstein, J.M., publicado no ano de 2018 pela Oxford University Press. 
Objetivos de Aprendizagem 
- Compreender os critérios utilizados para atendimento aos pacientes que 
necessitam de internagdes ou assisténcia em Unidades de Terapia Intensiva.
CRITÉRIOS PARA ATENDIMENTO: INTERNAÇÕES/ UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA + 3/13 
Introdução 
A internação hospitalar consiste na assistência ao paciente que requer a ocupação 
de um leito em hospital ou clínica por uma permanência de pelo menos 24h, 
devido à necessidade de cuidados constantes, com o objetivo de reestabelecer ou 
melhorar a saúde para que o paciente retorne ao seu domicilio. 
Após a admissão hospitalar é relevante que haja a manutenção da avaliação 
contínua do paciente em ambiente adequado, visando à identificação precoce de 
disfunções orgânicas. Devido a alguns casos exigirem maior atenção e um 
atendimento especializado em ambiente hospitalar, são adotados critérios que 
identifiquem a necessidade de internação, sobretudo naqueles pacientes 
considerados de risco, pela presença de comorbidades e/ou pela idade elevada. 
TIPOS DE INTERNAÇÕES HOSPITALARES 
Há três tipos principais de internações hospitalares: as voluntárias, as involuntárias e 
as compulsórias. 
Internação voluntária: acontece quando a própria pessoa solicita ou consente com 
sua internagdo, por meio de um termo de autorizagao dessa conduta. 
Internação involuntdria: acontece a pedido de terceiros ou responsavel legal, sem o 
consentimento do paciente. A solicitacdo deve ser feita por escrito e assinada pelo 
médico responsavel. 
Internagao compulsdria: Essa internagdo acontece por meio de ordem judicial, 
após um médico ter feito um pedido formal. Normalmente, isso acontece quando 
o paciente ja ndo tem mais condições fisicas ou psicoldgicas para tomar qualquer 
decisao. 
As internagdes podem ser urgentes ou eletivas. As internagdes de caréter eletivo 
são aquelas que necessitam de autorização prévia. Ja nos atendimentos de urgéncia/ 
emergéncia, a internagao do paciente sera realizada independentemente de 
autorizagdo prévia, porém serdo as solicitadas pelo médico plantonista que atendeu 
um paciente no pronto socorro e avaliou a necessidade de internagdo.
CRITERIOS PARA ATENDIMENTO: INTERNAÇÕES/ UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA + 4/13 
Diante do resultado da avaliação médica, todo o processo de acolhimento pelo 
setor responsável será realizado, tanto na coleta de dados pessoais, identificação 
hospitalar com o uso de pulseiras de identificação, orientações de termos, direitos, 
deveres, procedimentos, tanto ao paciente quanto ao familiar, até a acomodação, 
avaliação e cuidados realizados pela equipe de enfermagem e procedimentos 
médicos para uma adequada assisténcia e tratamento eficaz. 
Em alguns casos de internagées hospitalares podem evoluir com disfungées ou sinais 
de maior gravidade, o qual deve ser avaliado para uma internagao em Unidade de 
Terapia Intensiva (UTI), o qual possui cuidados mais avangados. 
CRITÉRIOS PARA ATENDIMENTO: INTERNAGOES/ UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA + 5/13 
UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA 
As Unidades de Terapia Intensiva (UTI), também denominadas de unidades 
de tratamento intensivo, constituem um departamento singular de um hospital 
ou unidade de saúde capaz de conceder suporte adequado a pacientes 
que requerem cuidados especiais. As UTI têm como prioridades prestarem 
atendimentos a pessoas com enfermidades e lesões graves, ou mesmo aquelas que 
apresentam algum risco de morte, que necessitam de cuidado constante, vigilância, 
equipamentos de suporte de vida e medicamentos específicos para garantir a 
manutenção de suas funções orgânicas. Ou seja, em geral essa unidade deve ser 
destinada para aqueles pacientes com condições clínicas reversíveis que têm uma 
previsão de sobrevida substancial. 
Além disso, a Unidade de Terapia Intensiva é um local para monitorização e cuidado 
de pacientes com instabilidades fisiológicas graves em potencial que necessitam 
de suporte tecnológico e/ou de vida artificial, elas são compostas por equipes 
de médicos intensivistas, enfermeiros e fisioterapeutas respiratórios treinados, 
qualificados e especializados no atendimento a pacientes em estado crítico. 
A distinção dessas unidades a setores de enfermarias se dão na maioria dos 
hospitais, por apresentar uma proporção maior de profissionais para cada paciente 
internado, o que demanda um acesso a recursos e equipamentos médicos 
avançados e tecnológicos que não estão integralmente disponíveis em outros 
setores do hospital, por ter um nível de cuidado superior ao disponível em demais 
setores como as unidades semi-intensivas e as enfermarias. 
A insuficiência de leitos especializados em cuidados intensivos para atender 
a demanda de pacientes selecionáveis em todo o mundo é um dos principais 
limitadores para admissões em unidades de terapia intensiva (UTI). Isso se deve a 
notáveis custos utilizados com recursos de alta tecnologia, o qual se deve observar 
a demanda de ocupação de tais leitos compacientes em reais probabilidades de 
recuperação. Sendo assim, critérios de admissão à UTI devem priorizar os doentes 
que mais se beneficiarão dos cuidados que essa unidade disponibiliza. 
A Sociedade Americana de Terapia Intensiva (SCCM) elaborou critérios para 
admissão da UTI, com o intuito de favorecer, no processo de triagem, a internação 
dos pacientes que mais se beneficiarão do tratamento intensivo e para melhor
CRITÉRIOS PARA ATENDIMENTO: INTERNAÇÕES/ UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA + 6/13 
aplicação dos recursos disponíveis. 
Dessa maneira o modelo empregado como diretriz estabelece quatro níveis de 
prioridades em que as instituições de saúde devem criar e adotar critérios baseados 
em evidências para as duas demandas específicas em acordo com o gestor e equipe 
intensivistas, no qual os pacientes são separados em quatro prioridades para 
internação nessas Unidades, sendo: 
Prioridade 1 - pacientes graves, instáveis, que necessitam de tratamento intensivo e 
monitorização em UTI; 
Prioridade 2 - pacientes sem instabilidade, mas que necessitassem de 
monitorização intensiva pela possibilidade de descompensação; 
Prioridade 3 — pacientes instáveis, mas com baixa probabilidade de recuperação 
por conta da gravidade da doença aguda ou presença de comorbidades; 
Prioridade 4 - pacientes sem indicação de admissão em UTI, por estarem muito 
bem ou muito mal para se beneficiarem do tratamento na terapia intensiva. 
O objetivo dessa classificação é de melhorar o fluxo de acolhimento de pacientes 
em um cenário de instabilidade clínica frente à oferta insuficiente de leitos em 
Unidades de Terapias Intensivas. 
No Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) estabeleceu critérios para 
indicação de pacientes nessas unidades. Por meio da Resolução CFM nº 2.156/2016, 
a qual estabelece critérios que devem ser observados por médicos intensivistas, 
seja na admissão ou na alta desses pacientes, que possam contribuir para melhor 
acolhimento. 
Esses critérios são baseados em princípios científicos e éticos que podem nortear 
decisões de seleção de pacientes, além de colaborar na resolução de conflitos que 
possam levam a judicialização e consequente chance de interferências e tomada de 
decisões inadequadas para o contexto.
CRITÉRIOS PARA ATENDIMENTO: INTERNAÇÕES/ UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA + 7/13 
CRITÉRIOS DE PRIORIZAÇÃO NA REGULAÇÃO MÉDICA DAS SOLI- 
CITAÇÕES DE INTERNAÇÃO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA 
(UT)) 
Os critérios são adotados para pacientes que demandam de intervenções de 
suporte à vida, com alta possibilidade de recuperação e sem nenhuma limitação de 
suporte terapêutico e também que carecem de monitorização intensiva, pelo alto 
risco de precisarem de intervenção momentânea. 
Sendo assim podemos concluir que na implementação de um SIS requer um 
trabalho em equipe, no qual os profissionais da saúde são peça-chave no processo. 
O objetivo deve ser uma mudança bem-sucedida para novos fluxos de trabalho, 
processos automatizados e suporte à decisão clínica em tempo real, em que as 
equipes devem representar todas as áreas da saúde. 
Os fatores que devem ser considerados para as admissões na UTI são: 
Diagnóstico e comorbidades; 
Gravidade; 
Idade e reserva fisiológica, 
Prognóstico; 
Qualidade e resposta do tratamento já instituído; 
Qualidade de vida prévia ao evento presente 
É importante evidenciar que, esses critérios devem ser baseados em evidencias 
científicas por apresentarem casos de doenças delicadas e de alta complexidade 
que exigem alto padrão de cuidados específicos. 
Saiba mais sobre os critérios de admissão de pacientes com Covid-19 
no link: 
CRITÉRIOS PARA ATENDIMENTO: INTERNAÇÕES/ UNIDADES DE TERAPIA INTENSIVA + 8/13 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
As unidades de terapia intensiva tém por objetivo prestar atendimento a 
pacientes graves e de risco, com probabilidade de sobrevida e recuperagao, que 
exijam assisténcia médica ininterrupta, além de recursos tecnoldgicos e humanos 
especializados. Critérios adotados frente a admissdes nessas unidades, fazem-se 
importantes na intencdo de melhorar o fluxo de acolhimento de pacientes para 
consequente tratamento adequado e satisfatério visando a vida desses pacientes.
Referências Bibliográficas 
Simchen, E., Sprung, C.L., Galai, N,, Zitser-Gurevich, Y., Bar-Lavi, Y., Gurman, G,, Klein, 
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critically ill patients hospitalized in and out of intensive care units under paucity of 
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NIH consensus Development Conference on critical care medicine. (1983). Critical 
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Kollef, M.H., & Schuster, D.P. (1994). Predicting intensive care unit outcome with 
scoring systems. Underlying concepts and principles. Critical care clinics, v. 10, n. 1, 
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Caldeira, V.M.H., Junior, .M.S., Oliveira, A.M.R.R., Rezende, S., Aratjo, LA.G., 
Santana, M.R.O., Amendola, C.P., Rezende, E. (2010). Critérios para admissao de 
pacientes na unidade de terapia intensiva e mortalidade. Revista da Associação 
Médica Brasileira [online], v. 56, n. 5, pp. 528-534. Disponivel em: https://doi. 
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Marshall, J.C., Bosco, L., Adhikari, N.K., Connolly, B., Diaz, ]V, Dorman, T, et al. 
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Vasconcelos, R.ST. (2019). Diretrizes de regulagao do Hospital Universitario de 
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Indústria 4.0 e a Internet das Coisas (loT) * 13/13 
Joshua M. Sharfstein LIVRO DE REFERÉNCIA: 
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PUBLIC The Public Health Crisis Survivel Guide: 
HEALTH Leadership and Management in Trying Times 
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Lesderahip and Managemant OXford UniVerSity PreSS, 201 8 
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CRITÉRIOS DE ALTA 
Conteúdo organizado por Angela Maria Moed Lopes do livro The Public Health 
Crisis Survivel Guide: Leadership and Managementin Trying Times, 1st Edition, 
do autor Sharfstein, J.M., publicado no ano de 2018 pela Oxford University Press. 
Objetivos de Aprendizagem 
- Compreender os critérios utilizados para a alta de pacientes.
CRITÉRIOS DE ALTA + 3/11 
Introdução 
ALTA HOSPITALAR 
Alta Hospitalar é finalização da assistência prestada ao paciente em uma unidade 
hospitalar. Este procedimento é uma atribuição dada à especialidade médica 
juntamente com uma equipe interdisciplinar. 
O planejamento da alta caracteriza a transição do paciente para o domicílio e 
consiste em valorizar a participação da familia a qual recebe orientações de uma 
equipe interdisciplinar para que haja a continuidade e a qualidade do cuidado 
domiciliar impedindo assim, internagdes recorrentes. 
REGISTRO DO PROCESSO DE ALTA 
Para que ocorra a alta do paciente de forma segura, todo um processo é realizado, 
desde a programação da alta em até 24 horas (pré-alta) realizado pelo médico,registrado em prontuario e informado a equipe de enfermagem para que realize 
alguma medicagao ou condutas antes da saida do paciente, até o contato com a 
familia para que seja orientada a continuar com os cuidados domiciliares. 
Alguns requisitos devem ser observados para que essa conduta obtenha sucesso, 
como a: 
Reversão dos fatores que motivaram a internagao; 
* Orientagdo relacionada as implicações da sua doenca que levou ao quadro de 
internagao; 
* Instrugdo quanto a rotina de tratamentos; 
« Condições de realizar atividades de vida diaria e dar continuidade ao 
tratamento; 
* Inteirar-se diante de possiveis limitações/restrições do pos-alta. 
« Algumas barreiras podem comprometer o processo da alta segura:
CRITERIOS DEALTA + 4/11 
Médico: pode encontrar dificuldades na definição das condições clinicas de 
transição da saída do paciente do ambiente hospitalar para o domicilio versus 
recursos adequados e entendimento junto à família; 
Operadora de planos de saude: versatilidade na concessão de beneficios; 
percepção variavel dos impactos sociais e no processo de transição; 
Familia: problemas estruturais, sociais e econémicos, dificuldade de cuidar em 
casa e arcar e sustentar alguns custos, o que pode comprometer o tratamento; 
Paciente: pode vir a apresentar uma instabilidade cliica e inseguranga em 
relagdo a condição de alta, se seria o momento adequado. 
CRITERIOS DEALTA + 5/11 
TIPOS DE ALTAS 
Alta médica: o paciente tem alta para sua residência ou para internação domiciliar. 
Alta Administrativa: este tipo de alta acontece quando o próprio paciente, o 
acompanhante ou um membro da família solicita este procedimento. Este pedido 
passará pela equipe médica, que irá avaliar os riscos em atendê-lo, seja alta para 
casa ou mesmo transferência para outra instituição. Toda organização possui um 
regulamento interno, e quando o paciente deixa de cumprir este regulamento, 
havendo riscos aos demais pacientes e até mesmo para a própria instituição, a 
organização reserva-se no direito de efetuar a alta hospitalar ou a transferência. 
Transferência para outro hospital: para que haja a transferência para outro 
hospital, deve-se fazer um contato prévio com a instituição escolhida para solicitar 
a vaga, e assim o departamento de assistência social irá providenciar o transporte 
desse paciente. Isso somente irá ocorrer se a instituição confirmar a disponibilidade 
do leito para receber o paciente a ser transferido. 
Evasão: É caracterizada pela a saída do paciente da instituição sem a permissão 
da equipe médica e sem comunicação da saída ao setor em que o paciente estava 
internado. 
Desistência do tratamento: o paciente ou o responsável assina um termo se 
responsabilizando pela decisão tomada, e o paciente sai sem autorização médica, 
porém com comunicação da saída ao setor responsável por sua internação. 
Óbito: É aquele que ocorre após o paciente ter dado entrada no hospital, 
independente do fato de os procedimentos administrativos relacionados à 
internação já terem sido realizados ou não. 
Saiba mais sobre a alta hospitalar no vídeo: 
CRITÉRIOS DE ALTA + 6/11 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
A alta hospitalar deve seguir critérios específicos para que esta conduta com o 
paciente seja feita de forma segura. É importante verificar se o paciente tem seu 
quadro clínico controlado e estabilizado. Por outro lado, deve-se observar se a alta 
do paciente ocorre pelo motivo de ter se esgotado todo o arsenal terapêutico e 
que possa permanecer no ambiente hospitalar fora da UTI de maneira digna e, se 
possível, junto com sua família.
Referências Bibliográficas 
Oliveira, Mauro Dirlando Conte de Oliveira (2017). Alta Hospitalar Segura: À 
importância das diretrizes assistenciais. Hospital Israelista Albert Einstein. Disponível 
em: https://bit.ly/h7jk6o 
Delatorre, P.G. Sá, S.P.C., Valente, G.S. & Silvino, Z.R. (2013). Planejamento para a 
Alta Hospitalar como Estratégia de Cuidado de Enfermagem: Revisão Integrativa. 
Rev enferm UFPE on line, v. 7, p. 7151-9. Disponivel em: https://periodicos.ufpe.br/ 
revistas/revistaenfermagem/article/view/12387. 
Fialho, F.H., Lacerda, L.H.R., Borborema, T.R. & Pereira, F.R. (2017). Planejamento 
de alta hospitalar de enfermagem de alta hospitalar de enfermagem e transição 
hospital/domicilio do paciente: uma revisao sistematica. Disponivel em: https:/bit.ly/ 
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The Joint Commission Comprehensive Accreditation Manual for Hospitals (2016). 
Cochrane Database of Syst Rev, Issue 1. Art. No.: CD0003 13. 
Vasconcelos, R. S. T. (2019). Diretrizes de regulagao do Hospital Universitario de 
Santa Maria: Gestdo do Processo de Internacdo da EBSERH. Disponivel em: https:/ 
www.gov.br/ebserh/pt-br/hospitais-universitarios/regiao-sul/husm-ufsm/saude/ 
diretrizes-de-regulacao-assistencial/gestao-do-processo-de-internacao/ @@ 
download/file/Diretrizes%20da%20Regula%C3%A7%C3%A30%20-%20 
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IndUstria 4.0 e a Internet das Coisas (loT) * 11/11 
SR LIVRO DE REFERENCIA: 
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PUBLIC The Public Health Crisis Survivel Guide: 
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ACOMPANHAMENTO PÓS-ALTA 
Conteúdo organizado por Angela Maria Moed Lopes do livro The Public Health 
Crisis Survivel Guide: Leadership and Managementin Trying Times, 1st Edition, 
do autor Sharfstein, J.M., publicado no ano de 2018 pela Oxford University Press. 
Objetivos de Aprendizagem 
* Compreender a importancia do acompanhamento do paciente que 
recebeu alta hospitalar.
ACOMPANHAMENTO PÓS-ALTA + 3/13 
Introdução 
A gestão da saúde em qualquer instituição, seja do setor público quanto do 
privado, exige grandes desafios. A segurança do paciente relaciona-as à 
minimizagdo dos riscos, a um minimo aceitavel, de danos provenientes da assisténcia 
em saúde. A instituição do acompanhamento do paciente após a internação pode 
ser uma importante estratégia para a assisténcia a satide, uma vez que permite 
garantir a seguranga do paciente e reduz gastos desnecessarios relacionados a 
reinternacgao. 
Estima-se que a taxa de readmissao de pacientes no Sistema Unico de Saúde seja 
de 20%, o que significa que a cada 10 pacientes que recebem alta hospitalar, dois 
serão reinternados em menos de um ano, o que gera custos hospitalares excessivos 
e pode ocasionar a superlotacdo das unidades. 
O envelhecimento da população, a presenca de comorbidades, as admissdes por 
insuficiéncia respiratdria e sepse são fatores de risco relacionados a reinternagao 
hospitalar. Cerca de 16% dos custos relacionados a hospitalizagao no Brasil estdo 
associados as reinternagoes. 
Uma estratégia que pode ser utilizada para minimizagdo dos impactos relacionados 
as reinternagdes é a educação do paciente, visto que é o principal responsavel 
pelos cuidados relacionados a sua saúde após a alta hospitalar. No entanto, é 
importante ressaltar que diversos fatores podem influenciar em seu quadro, tais 
como condições socioecondmicas precdrias, dificuldade de leitura, falta de preparo 
para o autocuidado, orientacdo incompleta ou inadequada, descontinuidade do 
cuidado, entre outros, que podem dificultar a adesão ao tratamento proposto pelo 
médico. Estes dados demonstram que o acompanhamento deste paciente após a 
alta hospitalar é de fundamental importancia. 
O acompanhamento pode ser realizado de diferentes formas, tais como 
telemedicina, canais de comunicação e acompanhamento nas Unidades Basicas de 
Saude, sempre ressaltando o bem-estar do paciente, no intuito de garantir a adesdo 
corretaa terapéutica prescrita, o que eleva as chances de sucesso terapéutico.
ACOMPANHAMENTO PÓS-ALTA + 4/13 
ESTRATÉGIAS PARA SEGURANÇA DO PACIENTE APÓS ALTA HOSPI- 
TALAR 
Várias estratégias têm sido desenvolvidas para garantir a segurança do paciente 
após alta hospitalar, tais como a reconciliação medicamentosa, orientação ao 
paciente e/ou cuidador, seguimento domiciliar do paciente após alta hospitalar, 
comunicação entre o hospital e os serviços de saúde e a articulação do cuidado. 
Dessa forma é possível perceber, com ponderação, que uma organização de 
saúde precisa manter o monitoramento de cada setor - verificando o tempo 
médio durante o qual cada paciente recebe atendimento —, bem como avaliar os 
procedimentos e os custos. É preciso ainda promover a integração entre os setores 
da empresa: unidades de internação, farmácia, laboratório, enfermagem, médicos e 
outros profissionais da saúde. 
Reconciliação medicamentosa: caracteriza-se pela avaliação do regime de 
medicação do paciente e objetiva a redução de erros de prescrição medicamentosa. 
A reconciliação medicamentosa inclui a avaliação dos medicamentos em uso e 
comparação à medicação a ser prescrita para orientar a tomada de decisão quanto 
ao regime farmacoterapêutico a ser adotado. Também se relaciona à comunicação 
do paciente, cuidador e médico que dará continuidade ao tratamento do paciente 
quanto ao novo esquema terapêutico. 
Orientação ao paciente e/ou cuidador: a orientação do paciente objetiva auxiliá- 
lo na adesão ao tratamento medicamentoso, minimizar problemas existentes 
elou problemas futuros, e desenvolver a capacidade de autocuidado. A 
orientação adequada sobre alterações no tratamento que o paciente recebia 
antes da hospitalização, por exemplo, possibilita evitar erros de medicação e as 
consequências oriundas destes erros.
ACOMPANHAMENTO PÓS-ALTA + 5/13 
Comunicação entre o hospital e os serviços de saúde: as informações relevantes 
relacionadas à continuidade do tratamento do paciente também devem ser 
comunicadas ao profissional que realizará o seguimento após a alta. Estas 
informações podem ser descritas no resumo de alta, um importante instrumento 
utilizado para comunicação entre o hospital e os serviços de atenção primária. O 
resumo de alta deve conter informações sobre o motivo de admissão hospitalar, 
as intervenções utilizadas durante a internação, informações sobre o tratamento 
proposto e sobre a monitorização, justificativas quanto a inclusão, exclusão, 
substituição e alteração de dose de medicamentos, bem como esclarecimentos 
quanto às situações em que o paciente deve procurar um profissional ou para quem 
deve ligar para esclarecer dúvidas. 
Seguimento domiciliar após alta hospitalar: o hospital deve oferecer seguimento ao 
paciente, principalmente durante os primeiros dias após a alta hospitalar. O contato 
telefônico ou a visita domiciliar pós-alta propicia o esclarecimento de dúvidas 
quanto ao tratamento prescrito, reforçar as orientações, monitorar o progresso e o 
surgimento de eventos adversos, bem com encaminhar os pacientes aos serviços de 
saúde quando é observado a piora do quadro clínico. 
Articulação do cuidado: a integralidade da assistência requer a articulação das 
ações de prevenção, promoção, cura e reabilitação exercidas nos três níveis de 
assistência à saúde: atenção básica, secundária e hospitalar. Para tanto, é necessário, 
além da existência de um sistema de referência e contrareferência efetivo, a 
responsabilização dos profissionais e do sistema de saúde. O momento da alta 
deve ser pensado como a oportunidade para continuidade do cuidado em outros 
serviços, construindo uma linha de cuidado ativa para assistência daquele paciente 
específico. "A linha de cuidado deve ter início na entrada do usuário em qualquer 
ponto do sistema que opere a assistência - Unidade Básica de Saúde (UBS), 
Unidade de Saúde da Família (USF), serviço de urgência - prosseguindo por serviços 
de apoio diagnóstico e terapêutico, especialidades, atenção hospitalar e outros, 
com acompanhamento da equipe da atenção básica durante todo o percurso, de 
forma a garantir fluxo seguro a todos os serviços que atendam às necessidades dos 
usuários, evitando interrupção e segmentação do cuidado, de forma a proporcionar 
cuidado integral" (Marques & Romano-Lieber, 2014, p. 413). Assim, deve-se pensar 
na articulação entre os diferentes setores de saúde para proporcionar a assisténcia 
de saúde de qualidade ao paciente.
ACOMPANHAMENTO PÓS-ALTA + 6/13 
h 
SEGUIMENTO PÓS-ALTA HOSPITALAR DE PACIEN- 
TES POS 
COVID-19 
A Covid-19 pode causar diferentes alterações clínicas, podendo acometer, além 
dos pulmões, os sistemas cardiovascular, neurológico, hematológico, gastrointestinal 
e urinário. Além disso, grande parte dos pacientes que necessitaram de 
acompanhamento hospitalar apresentavam comorbidades pré-existentes. Assim, os 
pacientes deverão ser acompanhados após a alta hospitalar no intuito de avaliar as 
complicagdes clinicas relacionadas a Covid-19, a descompensacdo da doenga de 
base e o tratamento prescrito. Estudos demonstram que pacientes pós Covid-19 
podem apresentar sequelas tanto fisiológicas quanto psicoldgicas, que incluem 
alteragdes pulmonares residuais, alteragdes funcionais e distúrbios psiquiatricos. 
Além das alterações decorrentes da doenga, também são observadas complicações 
comuns ao doente critico, denominadas de sindrome pds-cuidados intensivos, que 
incluem disfungdes funcionais, fisicas, cognitivas e psiquiatricas, que podem reduzir 
a qualidade de vida dos pacientes. Portanto, o acompanhamento do paciente após 
alta hospitalar é de suma importancia e deve ser realizado de forma multidisciplinar.
ACOMPANHAMENTO PÓS-ALTA + 7/13 
Ambulatórios específicos para acompanhamento dos pacientes pós Covid-19 foram 
criados no intuito de realizar o seguimento clínico-laboratorial dos pacientes até 
um ano após a infecção. Durante o acompanhamento, são coletadas informações 
acerca de comorbidades, sintomas durante a Covid-19, complicações, tratamentos 
instituídos e sintomas após a doença. Também são realizadas avaliações laboratoriais 
e provas de função respiratória. 
Os pacientes são acompanhados, também, pela equipe psiquiátrica e equipe 
fisioterapêutica no intuito de abordarem aspectos pscicológicos e reabilitação física, 
respectivamente, dos casos que necessitem. O processo de reabilitação pulmonar 
é indicado para melhorar a função pulmonar, tolerância aos exercícios físicos e 
redução da fadiga, particularmente dos pacientes que foram hospitalizados. 
Como já foi mencionado, o seguimento pós Covid-19 demanda de uma equipe 
envolvendo diversas categorias: 
* Equipe hospitalar: fornece serviços de transição de cuidados. 
Psicologia/Serviço Social: fornecem serviços de suporte psicossocial. 
Medicina: realizam o acompanhamento de comorbidades e a assisténcia 
farmacológica. 
Terapia Ocupacional: auxiliam na capacitação para atividades de vida diária 
(AVDs) e reabilitação vocacional. 
Fonoaudiologia: auxiliam nas alterações relacionadas às dificuldades de 
deglutição. 
* Fisioterapia: auxiliam na reabilitação pulmonar, fadiga e mobilidade. 
O acompanhamento pode ser realizado de forma presencial ou remota, por 
meio do uso da telemedicina. Desta maneira, é possível identificar as alterações 
decorrentes da Covid-19 e instituir a terapêutica adequada, no intuito de garantir, 
por meio do acompanhamento multidisciplinar, a melhor evolução e recuperação 
da qualidade de vida dos pacientes acometidos.
ACOMPANHAMENTO PÓS-ALTA + 8/13 
Assista ao vídeo abaixo e compreenda a importância do 
acompanhamento multiprofissional após a Covid-19. Link do vídeo: 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Neste tema você compreendeu a importância do acompanhamento dos pacientes 
após alta hospitalar, bem como os mecanismos pelos quais os diferentes níveis de 
atenção à saúde podem ofertar o seguimentodo paciente após a alta. Também 
compreendeu a importância do acompanhamento multiprofissional dos pacientes 
que foram acometidos pela Covid-19, principalmente os que necessitaram de 
internação hospitalar. No próximo tema você compreenderá os critérios para 
escolha da equipe técnica durante crises de saúde pública. Até breve!
Referências Bibliográficas 
Japiassú, A.M. et al. (2009). Fatores preditores precoces de reinternação em unidade 
de terapia intensiva. Revista Brasileira de Terapia Intensiva [online], v. 21, n. 4, p. 
353-358. Disponivel em: https://doi.org/10.1590/50103-507X2009000400004. 
Marques, L.F.G. & Romano-Lieber, N.S. (2014). Estratégias para a seguranga do 
paciente no processo de uso de medicamentos após alta hospitalar. Physis: Revista 
de Saúde Coletiva [online], v. 24, n. 2, p. 401-420. Disponivel em: https://doi. 
org/10.1590/5S0103-73312014000200005. 
Graga, N.P,, Viscont, N.R.G.R., Santos, M.[V., Capone, D., Cardoso, A.P. & Mello, 
F.C.Q.(2020). COVID-19: Seguimento após a alta hospitalar. Pulmão RJ, v. 29, n. 1, 
p. 32-36. Disponivel em: http://www.sopterj.com.br/wp-content/themes/_sopter;j_ 
redesign_2017/_revista/2020/revista-pulmao-rj-vol29-1-2020.pdf. 
Brasil. Subsecretaria de Satide (2020). Reabilitação Pés Covid-19. Disponivel em: 
https://bit.ly/amg81k0.
Indústria 4.0 e a Internet das Coisas (loT) * 13/13 
Joshua M. Sharfstein LIVRO DE REFERÉNCIA: 
THE 
PUBLIC The Public Health Crisis Survivel Guide: 
HEALTH Leadership and Management in Trying Times 
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SURVIVAL GUIDE 
Lesderahip and Managemant OXford UniVerSity PreSS, 201 8 
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ESCOLHA E TREINAMENTO DA EQUIPE TÉCNICA 
Conteúdo organizado por Angela Maria Moed Lopes do livro The Public Health 
Crisis Survivel Guide: Leadership and Managementin Trying Times, 1st Edition, 
do autor Sharfstein, J.M., publicado no ano de 2018 pela Oxford University Press. 
Objetivos de Aprendizagem 
* Compreender o processo para escolha e treinamento da equipe técnica 
para gestão de crises de saúde pública.
ESCOLHA E TREINAMENTO DA EQUIPE TÉCNICA + 3/13 
Introdução 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece que, embora os riscos variem 
de acordo com a fonte (natural, tecnológica e social), eles desafiam os sistemas de 
saúde de forma semelhante. Assim, o modelo (informação de saúde em crise, centro 
de operações de emergência, atividades de coordenação, logística, comunicação 
pública, entre outros) utilizado para redução do risco, preparação e resposta a 
emergências, independente da causa, geralmente é o mesmo. 
De acordo com a OMS os sistemas de saúde compreendem todos os recursos, 
organizações e instituições que exercem ações interdependentes destinadas, 
principalmente, a melhorar, manter ou restaurar a saúde. A liderança e a 
governança são a função mais complexa de um sistema de saúde, pois requerem 
estruturas políticas estratégicas associadas à supervisão, formação de coalizões 
(alianças interpartidárias para atingir um objetivo comum), prestação de contas, 
regulamentos e incentivos apropriados para que sejam bem-sucedidas. 
As políticas nacionais devem prever um programa para gestão de crises no setor 
da saúde, que incluem a adoção de estruturas de coordenação eficazes, parcerias, 
acesso a informações atualizadas e relevantes para tomada de decisões, estratégias 
de informação pública, monitoramento e avaliação. Ademais, a gestão de crises 
exige uma força de trabalho em saúde que inclui todos os profissionais engajados 
para desenvolver ações que protejam e melhorem a saúde da população, bem 
como o acesso equitativo a produtos médicos essenciais, vacinas, tecnologias de 
qualidade, segurança e custo-benefício assegurados, incluindo equipamentos e 
suprimentos médicos para ações e serviços pré-hospitalares, hospitais, unidades de 
saúde temporárias, serviços laboratoriais, serviços farmacêuticos, entre outros.
ESCOLHA E TREINAMENTO DA EQUIPE TÉCNICA * 4/13 
Além disso, a gestão de crises necessita do sistema de informação de saúde que 
permita a produção, análise e uso de informações confidveis sobre os determinantes 
da saúde, desempenho do sistema de saúde e estado da saúde, bem como de um 
sistema de financiamento que garanta a disponibilidade de fundos necessarios 
para o sistema de saúde e sua proteção financeira em caso de crise, no intuito 
de fornecer fundos para programas de gestdo de crises e assegurar o acesso a 
servigos essenciais, instalagdes e equipamentos de saúde as vitimas de crises de 
saude. A prestacdo de servigos inclui as intervengdes de saúde seguras e eficazes, 
exercidas de forma equitativa e com desperdicio minimo dos recursos, exercidas aos 
individuos ou comunidades que dela necessitam. 
O processo de preparação para crises de saide proposto pela OMS parte da 
estrutura do sistema de saúde (Lideranqa e governanga, força de trabalho, produtos 
médicos, vacinas e tecnologias, informagao, financiamento e prestação de servigos 
de saude) e permite a reorganização e gestdo dos servigos para salvaguardar a 
qualidade, seguranca e continuidade da assisténcia a saúde durante uma crise. 
ESCOLHA DA EQUIPE TECNICA 
Uma força de trabalho em satde treinada para o enfrentamento de emergéncias 
com risco de vida é essencial para os sistemas de saúde. A capacitacdo e 
treinamento é indispensavel para o enfrentamento de crises de saúde, incluindo 
desastres naturais, como terremotos ou inundagdes, identificacdo de doencas, apoio 
as populagdes, dentre outros. 
Os profissionais da saúde são essenciais para o sistema de prestação de cuidados da 
satide. Estes trabalhadores influenciam no acesso, qualidade, custo e prestação de 
intervencdes relacionadas aos cuidados de saúde. 
A elaboração do programa de preparagdo para emergéncias deve garantir que 
um número suficiente de profissionais qualificados que possuam habilidades 
adequadas esteja disponivel para responder as situagdes emergenciais, levando-se 
em consideragao as circunstancias e recursos disponiveis, tais como financiamento, 
insumos, entre outros. O programa também deve garantir a disponibilizagao de 
projetos de educação continuada e treinamento.
ESCOLHA E TREINAMENTO DA EQUIPE TÉCNICA + 5/13 
Os programas de capacitação para os profissionais da saúde incluem: treinamento 
em gerenciamento de incidentes com acidentes em larga escala, gestão de 
emergências de saúde pública, prevenção e controle de infecções e serviços 
laboratoriais. 
A força de trabalho deve possuir as competências, conhecimentos e habilidades 
necessárias para gerenciar as crises de saúde, de acordo com o Regulamento 
Sanitário Internacional (RSI). Os sistemas de saúde que treinam antecipadamente 
seus profissionais pode responder de forma mais efetiva durante situações de crise. 
O Ministério da Saúde deve determinar uma estratégia de desenvolvimento de 
recursos humanos, a partir da avaliação e definição de competências para gestão 
de emergências destes recursos a nível nacional. Além disso, deve determinar 
as funções, responsabilidades e autoridade de cada indivíduo escolhido para 
enfrentamento das situações de crise, sendo o recrutamento realizado por meio de 
procedimentos específicos de avaliação da qualificação e/ou baseado na formação e 
educação. 
Deve-se, também, determinar a quantidade de profissionais necessários para 
enfrentamento das situagdes de emergéncia em curto prazo. 
De acordo com a Organizagao Mundial da Satide (OMS) o Ministério da Saúde 
de cada pais deve manter um banco de dados relacionados a força de trabalho 
disponivel no território, bem como a função exercida por cada profissional. Este 
banco deve conter, por exemplo, médicos, enfermeiros, paramédicos, pessoal 
administrativo, motoristas, técnicosde laboratdrios, entre outros profissionais 
pertencentes as organizagdes de saúde publicas e privadas, ONGs (Organizagdes 
Nao-Governamentais), organizagdes militares, forca policial e defesa civil. Tais 
informações devem ser disponibilizadas aos gestores das emergéncias em satide 
publica para organizagdo dos recursos, quando necessario. 
Além disso, o Ministério da Saúde deve disponibilizar cursos de formação, 
procedimentos de recrutamento e coordenagdo de voluntarios nacionais e 
internacionais para prestagao de servigos em situagdes de crise.
ESCOLHA E TREINAMENTO DA EQUIPE TÉCNICA * 6/13 
No início de emergências de saúde existem muitas incógnitas, inclusive quantos 
profissionais de saúde são necessários para o enfrentamento. Os gestores de saúde 
e de emergências precisam tentar calcular a necessidade de acordo com dados 
projetados da doença ou evento e nas capacidades existentes nos sistemas de 
saúde. 
No início da pandemia por Covid-19 em 2020, por exemplo, os gestores de 
emergências da cidade de Nova York aumentaram a capacidade de leitos nos 
hospitais em 50%, dobrando o número de leitos de UTI, criando hospitais 
temporários para os indivíduos que necessitassem de cuidados menos intensivos. 
O aumento da necessidade de leitos também demanda o aumento da força de 
trabalho, incluindo médicos e enfermeiros adicionais. Na Espanha, foram recrutados 
de forma emergencial cerca de 50.000 profissionais de saúde no início de março 
de 2020, parte destes profissionais eram estudantes de medicina ou médicos 
aposentados. 
De acordo com Iserson (2020) diferentes categorias profissionais podem ser 
recrutados como voluntarios em situagdes de emergéncia, tais como médico, 
enfermeiro, poddlogo, dentista, profissionais de saúde comportamental 
(terapeutas de casamento e familia), assistentes sociais, psicdlogos, veterinarios, 
farmacéuticos, técnico de laboratdrio, assistentes de necrotério e de dentista, 
paramédicos, técnicos farmacéuticos, bibliotecérios de registros médicos, auxiliares 
e técnicos de enfermagem, educadores fisicos, fisioterapeutas, biomédicos e 
militares. 
Além disso, outros profissionais podem auxiliar em situagdes de desastres 
realizando servigos vitais para a area da saúde. No Reino-Unido, por exemplo, 
cerca de 500.000 voluntdrios auxiliam o Sistema Nacional de Saúde (NHS) na 
conducdo de pacientes a consultas médicas, na entrega de alimentos e 
medicamentos, durante a pandemia por Covid-19. 
Assim, destaca-se a importancia da utilizagdo de todos os recursos disponiveis para 
reforço das equipes de trabalho em satde, identificando as funções adequadas a 
cada um deles e apoiando sua saúde e bem-estar.
ESCOLHA E TREINAMENTO DA EQUIPE TÉCNICA * 7/13 
TREINAMENTO DA EQUIPE TÉCNICA 
Programas acessíveis, apropriados e eficazes de treinamento e educação em 
gerenciamento de emergências devem ser disponibilizados à equipe técnica. 
Este processo envolve a determinação das competências gerenciais, técnicas e 
administrativas bem como da avaliação periódica das necessidades envolvendo os 
profissionais da saúde. 
Os avaliadores verificam os papeis dos diferentes atores responsáveis pela gestão 
de crises, como o Ministério da Saúde, ministérios de emergência e educação 
e ONGs, bem como Disponibilizam o treinamento para desenvolvimento de 
competências para gestão e prestação de serviços de saúde. 
Os enfermeiros representam a maior parte da força de trabalho em saúde e 
executam serviços essenciais em todos os níveis do sistema de saúde. Estes 
profissionais prestam cuidados para promover a saúde, melhorar o atendimento ao 
paciente, dentre outros. Assim, uma ênfase especial deve ser dada ao treinamento 
destes profissionais para o gerenciamento de emergências.
ESCOLHA E TREINAMENTO DA EQUIPE TÉCNICA * 8/13 
Os programas de treinamento e educação devem atender à diversas categorias 
da saúde, tais como médicos, paramédicos, gestores hospitalares, enfermeiros, 
motoristas, técnicos de laboratórios, entre outros, sendo credenciados e 
disponíveis no idioma nacional. Estes cursos devem ser revisados periodicamente 
e adequados às necessidades locais. Alguns tópicos devem ser abordados durante 
os treinamentos, incluindo gestão de risco, avaliação de risco, avaliação rápida das 
necessidades pós-desastre, gestão de vítimas em massa, preparação hospitalar, 
busca e resgate, controle de doenças transmissíveis e pandemias, incidentes 
químicos, comida e nutrição, gestão de suprimentos e doenças não transmissíveis 
em emergências. Os planos de resposta devem ser simulados e testados com 
a equipe treinada para utilizá-los. Estes planos de treinamento devem ser 
padronizados, no intuito de garantir a uniformidade da resposta à emergência. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Neste tema você compreendeu que o modelo utilizado para redução do risco, 
preparação e resposta a emergências, independente da causa, geralmente é o 
mesmo. Também compreendeu que os profissionais da saúde são essenciais para 
o sistema de prestação de cuidados da saúde, e devem ser escolhidos e treinados 
para o gerenciamento de crises de saúde com base em suas qualificações e 
habilidades. 
Saiba Mais 
Quais são os profissionais necessários para enfrentamento a crises de 
saúde? Como estes profissionais devem ser selecionados e treinados 
para a gestão de crises? Acesse os links abaixo e descubra! 
https://bit.ly/0k81gk 
https://bit.ly/1vOng1 
Referências Bibliográficas 
World Health Organization. (2012). Toolkit for assessing health-system capacity for 
crisis management. ISBN 978 92 890 0261 5. Disponível em: https://bit.ly/kg81jb90. 
World Health Organization (online). Sistemas de Saúde para Emergências. 
Disponível em: https://www.eurowho.int/en/health-topics/health-emergencies/ 
health-systems-for-emergencies/health-workforce. 
Iserson, KV. (2020). Aumentando a força de trabalho de assisténcia médica em 
desastres. The Western Journal of Emergency Medicine, v. 21, n. 3, p. 490-496. 
Disponivel em: https:/bit.ly/al128nb.
ESCOLHA E TREINAMENTO DA EQUIPE TECNICA + 13/13 
LIVRO DE REFERÊNCIA: 
Joshua M. Sharfstein 
THE 
PUBLIC The Public Health Crisis Survivel Guide: 
HEALTH Leadership and Management in Trying Times 
Sharfstein, J.M. 
Oxford University Press, 2018 
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RECURSOS FINANCEIROS
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RECURSOS FINANCEIROS 
Conteúdo organizado por Angela Maria Moed Lopes do livro The Public Health 
Crisis Survivel Guide: Leadership and Managementin Trying Times, 1st Edition, 
do autor Sharfstein, J.M., publicado no ano de 2018 pela Oxford University Press. 
Objetivos de Aprendizagem 
- Compreender a importancia do investimento financeiro para o 
enfrentamento de crises de saúde e redução de danos.
RECURSOS FINANCEIROS + 3/11 
Introdução 
Possuir recursos financeiros para preparar os sistemas de saúde para situações de 
emergência em saúde não apenas garante a capacidade para enfrentamento da 
crise, como também reduz eventuais danos. Este financiamento deve ser suficiente 
para garantir resiliência financeira em momentos de emergências. 
A resiliência financeira é o conceito relacionado à capacidade de 
lidar com dificuldades e imprevistos relacionados às finanças do 
indivíduo ou organização. 
Os investimentos são utilizados como recursos para o gerenciamento de crises, 
garantia de acesso das vítimas aos serviços de saúde e garantia de instalações e 
equipamentos adequados ao enfrentamento de situações emergenciais. 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere que cada país inclua atividades 
de preparação para crises de saúde nos orçamentos nacionais e planos de 
financiamento do sistema de saúde, no intuito de melhorar a prevenção, preparação 
e resposta às emergências. 
O Escritório Regional da OMS trabalha juntamente com doadores para arrecadar 
recursos adicionais para preparação paracrises de saúde pública. Caso seja 
necessário, o fundo de contingência para emergências (CFE) da OMS pode oferecer 
fundos de emergência para enfrentamento às fases iniciais de uma emergência 
aguda. O CFE já foi utilizado em diferentes situações, como no combate à Ebola na 
República Democrática do Congo, no combate ao vírus Marburg em Uganda e à 
peste pneumônica em Madagascar, demonstrando que o financiamento adequado 
pode proporcionar uma resposta precoce, salvando vidas e reduzindo custos 
financeiros e humanos subsequentes.
RECURSOS FINANCEIROS + 4/11 
A obtenção de fundos direcionados à gestão de crises de saúde pública devem 
envolver estratégias nacionais e internacionais. Os gestores de emergências devem 
verificar se os fundos são destinados à gestão, planejamento e preparação para 
emergências, incluindo fundos para recrutamento de recursos humanos, 
treinamento de pessoal, exercícios de simulação, gestão de informações, 
coordenação, conscientização pública, suprimentos, equipamentos, 
monitoramento e avaliação. 
MECANISMOS DE FINANCIAMENTO DO SETOR DE SAÚDE 
Nos casos de emergência, o Ministério da Saúde de cada país deve possuir um 
mecanismo acelerado para solicitação dos fundos nacionais de contingência de 
emergência. Estes fundos serão utilizados para atividades de gestão de emergências, 
ações para determinar a resiliência de instalações médicas (hospitais, laboratórios, 
bancos de sangue, entre outros), reduzindo a vulnerabilidade estrutural e não 
estrutural das unidades de saúde. 
Os fundos de contingência devem ser suficientes para atender grande parte das 
necessidades a curto prazo, tais como contratação de força de trabalho, aquisição 
de suprimentos e serviços essenciais, baseando-se na avaliação de risco. O acesso 
e atribuição dos fundos de contingência nas situações de emergência devem ser 
flexíveis, transparentes e rápidos. 
Estes fundos também devem incluir a recuperação eficaz e rápida de perdas e 
danos às unidades de saúde, por exemplo. Estas instalações, consideradas 
essenciais em momentos de crises, devem ser seguradas em caso de danos 
causados pelo homem ou por desastres naturais. Além disso, de acordo com a 
OMS, os profissionais de saúde que atuam em situações de crises a nível nacional e 
internacional também devem ser segurados contra acidentes, doenças e morte 
durante o desempenho de suas funções.
RECURSOS FINANCEIROS + 5/11 
FUNDO NACIONAL DE SAÚDE (FNS) DO BRASIL 
O Fundo Nacional de Saúde (FNS) foi instituído no ano de 1969 por meio do 
Decreto nº 64.867 e destina-se a gerenciar os recursos financeiros voltados às 
despesas de custeio, investimentos e financiamentos do Ministério da Saúde, órgãos 
e entidades da administração direta e indireta, integrantes do Sistema Único de 
Saúde (SUS). 
Os recursos alocados junto ao FNS são transferidos para os estados, municípios e o 
Distrito Federal, para financiamento das ações e serviços de saúde, investimento na 
rede de serviços e na cobertura assistencial e hospitalar, no âmbito do SUS. 
De acordo com o painel Covid-19 do governo federal foram pagos cerca de 42 
bilhões de reais em despesas relacionadas ao enfrentamento à Covid-19 no ano 
de 2021. A dotação orçamentária para este mesmo ano foi estimada em cerca 
de 52 bilhões de reais. Destes, os maiores gastos foram destinados à aquisição 
e distribuição de imunobiológicos e insumos (25,9%), ao enfrentamento da 
emergência de saúde pública (38,8%) e a atenção à saúde da população para 
procedimentos de média e alta complexidades (24,2%).
RECURSOS FINANCEIROS + 6/11 
Saiba Mais 
Você pode acessar os relatórios de repasses do Fundo Nacional de 
Saúde para o enfrentamento à Covid-19 por meio do link: https://bit. 
ly/hm2bm1. 
CONSIDERAGOES FINAIS 
Nesta aula vocé compreendeu a importancia do arrecadamento de fundos de 
contingéncia para financiamento de agdes, servigos e outras categorias durante 
situagdes de emergéncia de saúde publica. Conheceu, também, o CFE (Fundo de 
Contingéncia para Emergéncias) da OMS que oferece fundos de emergéncia para 
enfrentamento as fases iniciais de uma emergéncia aguda. No préximo tema vocé irá 
compreender importantes caracteristicas relacionadas a infraestrutura durante crises 
de saúde publica. Até breve! 
Saiba Mais 
Saiba mais sobre o financiamento dos sistemas de saide em tempos 
de Covid-19 por meio do link: https://youtu.be/XiPArtUa3WE. 
Referências Bibliográficas 
World Health Organization. (2012). Toolkit for assessing health-system capacity for 
crisis management. ISBN 978 92 890 0261 5. Disponível em: https://bit.ly/k9bj19. 
World Health Organization (online). Sistemas de Saúde para Emergências. 
Disponível em: https://www.eurowho.int/en/health-topics/health-emergencies/ 
health-systems-for-emergencies/financing. 
Fundo Nacional de Saúde (2022). Repasses Covid-19. Disponível em: https:// 
painelms.saude.gov.br/extensions/Portal Covid/Portal Covid.html. 
Brasil (online). Sobre o FNS. Disponível em: https://portalfns.saude.gov.br/sobre-o- 
fns/. 
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PUBLIC The Public Health Crisis Survivel Guide: 
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INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA 
Conteúdo organizado por Angela Maria Moed Lopes do livro The Public Health 
Crisis Survivel Guide: Leadership and Managementin Trying Times, 1st Edition, 
do autor Sharfstein, J.M., publicado no ano de 2018 pela Oxford University Press. 
Objetivos de Aprendizagem 
- Compreender sobre a gestão da infraestrutura necessaria para resposta 
adequada a situações de emergência de saúde pública
INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA + 3/16 
Introdução 
A prestação de serviços está relacionada à oferta de intervenções de saúde 
seguras e eficazes, de forma equitativa e com desperdício reduzido de recursos, 
aos indivíduos ou comunidades que delas necessitam. A prestação de serviços 
de saúde em situações de crises prevê a reorganização e gestão dos serviços, a 
garantia da resiliência das organizações de saúde, no intuito de manter a qualidade 
e continuidade dos cuidados nos estabelecimentos de saúde. 
A resposta às situações de emergência à saúde pública depende da elaboração de 
planos subnacionais de resposta, baseados na política nacional, que devem garantir 
uma resposta médica e de saúde segura, eficaz e coordenada em uma emergência. 
Os planos subnacionais estabelecem a hierarquia de gerenciamento de incidentes 
do setor de saúde a nível regional em concordância com a estrutura nacional de 
gerenciamento de incidentes. Além disso, os planos subnacionais também devem 
coordenar os recursos de saúde nos diferentes níveis de atenção à saúde. Os 
princípios descritos nos planos de resposta a emergências devem ser aplicados em 
qualquer tipo de emergência de saúde pública. 
A ativação, coordenação, comando e controle de uma resposta às situações de 
crise envolve diversos atores, políticas, procedimentos, instalações e equipamentos 
que associados em uma estrutura organizacional comum melhoram as operações 
de resposta a crises de todos os tipos e níveis de complexidade. As operações de 
resposta podem incluir desde o atendimento direto ao paciente à realização de 
estudos laboratoriais ou investigações epidemiológicas. 
A capacidade de surto médico está relacionada à infraestrutura de assistência 
médica necessária para o atendimento de pacientes que necessitam de cuidados 
médicos incomuns ou especializados (como, por exemplo, pacientes infectados por 
microrganismos altamente contagiosos), que, geralmente, ndo estao disponiveis de 
forma rotineira.Eventos de emergéncia em saúde publica geralmente geram mais pacientes do 
que os recursos localmente disponiveis para seu gerenciamento. O que demanda 
a elaboragao de medidas excepcionais, tais como a implementação de estratégias 
para aumentar a capacidade de emergéncia médica, de forma articulada entre 
hospitais, redes hospitalares e sistemas de gestão nos niveis nacional e regional.
INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA + 4/16 
A rápida mobilização de recursos adicionais relevantes, tais como hospitais de 
campanha, centros móveis, transporte militar, serviços de ambulâncias, entre 
outros, é imprescindível para garantia do gerenciamento adequado de vítimas 
de emergências de saúde pública, incluindo recursos oriundos do setor privado, 
ONGs, militares, entre outros, que devem participar do planejamento de resposta 
às emergências de saúde. 
O atendimento às vítimas inicia-se no local do evento e segue ao local de triagem 
ou hospital. A gestão das operações médicas deve considerar os seguintes 
componentes (WHO, 2012, p. 42): 
sistema integrado de gestão e comando de incidentes; 
capacidade de surto médico; 
* pré-posicionamento de estoques de desastres; 
- organização in loco de atividades médicas; 
- tipos de atividades, servicos a serem prestados e agéncias de prestagao de 
Servigos; 
- triagem (diferentes tipos e algoritmos; equipes de triagem de desastres 
médicos, etc.); 
- comunicagdes de emergéncia; 
- logistica para operagdes médicas pré-hospitalares; 
* processo de evacuagao; 
- coordenação intersetorial; 
* articulagao entre os componentes pré-hospitalar e hospitalar; 
* preparacio do setor de saúde (por exemplo, equipes de desastres e traumas); 
« diferentes tipos de treinamento; 
* preparação da comunidade. 
Os gestores ou avaliadores devem determinar se o sistema é compativel com as 
diferentes caracteristicas dos desastres (tipo, magnitude, escopo, acessibilidade 
do local do desastre, entre outros) e, por meio desta andlise, definir as estratégias 
necessarias para resposta as emergéncias.
INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA + 5/16 
CENTRO DE OPERAÇÕES DE EMERGÊNCIA EM SAÚDE (COES) 
No Brasil, o Centro de Operações de Emergência em Saúde (Coes) é responsável 
pelo gerenciamento e logística de toda a resposta a eventos de emergência 
de saúde pública. O Coes é uma estrutura organizacional criada no intuito de 
promover uma resposta coordenada em situações de emergência em saúde. Sua 
estruturação permite a avaliação das informações e dados a serem utilizados para 
subsidiar a adoção de estratégias e ações adequadas para o enfrentamento as crises 
de saúde pública. 
O Coes é constituído por profissionais qualificados para atuação nos tipos 
específicos de eventos identificados, oriundos das Coordenações-Gerais e 
Departamentos da Secretaria de Vigilância em Saúde. O Coes coordena todas as 
ações referentes às emergências em saúde pública, desde a mobilização de recursos 
à articulação da informação entre as três esferas de gestão do SUS. 
O Coes é acionado quando o evento oferece risco à saúde pública, seja pela 
superação de capacidade de resposta a nível local ou mesmo pelo risco de 
propagação a nível nacional. No momento de sua ativação, determina-se o nível ao 
qual será ativado: 
Nível zero: a esfera local possui os recursos necessários ao enfrentamento do 
evento. A esfera federal realizará o monitoramento e orientação técnica a distância 
e, também, o encaminhamento dos insumos e medicamentos necessários. 
1. Nível |: existe a necessidade de mobilização de recursos e apoio 
complementar (estadual ou federal) para auxílio à resposta ao evento, 
visto que a esfera local não apresenta todos os recursos necessários ao 
enfrentamento do evento. 
2. Nivel ll: o risco é significativo e supera a capacidade de resposta aos níveis 
municipal e estadual, demandando a mobilização de recursos e apoio 
complementar da esfera federal, e envio de equipe de resposta à Emergência 
em Saúde Pública (ESP). 
3. Nivel Ill: provável emergência de saúde pública de importância nacional, que 
pode gerar impacto sobre diferentes esferas de gestão do SUS, demandando 
uma ampla resposta governamental.
INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA + 6/16 
Uma vez ativado, o Coes irá coordenar as ações a serem executadas para 
enfrentamento de cada tipo específico de evento, sendo suas ações caracterizadas a 
seguir: 
Avaliação das informações enviadas pelo Comitê de Monitoramento de 
Eventos (CME), e/ou pelo Gabinete de Crise (GC), assim como pelo Centro de 
Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde (Cievs), outras áreas técnicas 
e por fontes externas. 
Análise das informações relevantes, que irá nortear a tomada de decisão para 
as operações de resposta. 
Estabelecimento das prioridades de resposta. 
Ativação das operações iniciais e imediatas. 
Definição do tipo de suporte necessário as operações, levando em conta a 
previsão de evolução dos impactos do evento. 
Mobilização de recursos humanos e materiais necessarios. 
Elaboração de relatórios de progresso do evento, incluindo resumo das 
decisões e ações de resposta, e emissão de recomendações técnicas. 
Preparação de informes/relatórios para as autoridades nacionais. 
Produção de informação de interesse para organizações internacionais como 
Organização Pan-Americana da Saúde e Organização Mundial da Saúde (Opas/ 
OMS) e outros organismos do sistema das Nações Unidas, em atendimento às 
determinações do Regulamento Sanitário Internacional. 
Articulação entre as diversas áreas da esfera federal envolvidas na resposta e 
com outras esferas de governo. 
Coordenação da avaliação pós-evento (lições aprendidas) (Brasil, 2014, p. 22). 
A desativação do Coes ocorre quando o evento gerador da emergência foi 
controlado ou eliminado, e as esferas municipais ou estaduais, dependendo do nível 
de ativação do Coes, retomam sua capacidade de resposta ao evento.
INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA + 7/16 
O artigo disponível no link: , descreve a 
experiência de implantação do COES para enfrentamento à 
Covid-19 no Rio de Janeiro, Brasil. 
PLANOS DE CONTINGÊNCIA 
Um Plano de Contingência (PC) é o documento que descreve o planejamento 
elaborado a partir do estudo de uma provável emergência em saúde pública. 
No Brasil, foram definidos como prioritários os PCs para Covid-19, dengue, 
febre amarela, influenza, hantavirose, leishmaniose visceral e manejo de desastres 
(inundação e seca). 
O PC serve de base para a elaboração do Plano de Ação do Evento e nele estão 
descritas as responsabilidades de cada organização, as prioridades e medidas 
iniciais a serem executadas e como os recursos serão utilizados para cada tipologia 
de emergência em saúde pública. O PC pode ser readequado durante a resposta às 
emergências, com base na evolução do evento.
INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA + 8/16 
INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA 
A capacidade de um sistema de saúde de lidar com emergências de saúde pública 
em curto prazo é limitada, pois os recursos, como leitos hospitalares, leitos de UTI, 
equipamentos, insumos, profissionais de saúde qualificados, são finitos, o que pode 
limitar o número de pacientes atendidos em situações de alta demanda. 
As emergências de saúde pública em larga escala podem exigir vários níveis 
de assistência médica, desde a evacuação do paciente, cuidados hospitalares, 
recuperação e procedimentos de longo prazo. Fazer com que os hospitais, 
instalações de saúde e toda a infraestrutura relacionada estejam preparados 
a demanda exigida durante situações emergenciais não só previne a perda 
significativa de vidas, como permite uma resposta e recuperação de saúde eficazes, 
protege os investimentos públicos e privados e reduz os impactos da assistência 
de saúde sobre o clima e meio ambiente. 
Além disso, a disponibilização de recursos básicos dos quais os serviços de saúde 
dependem para seu funcionamento, como água, saneamento e energia, deve ser 
realizada antes, durantee após a ocorrência de um evento. A logística de apoio 
inclui desde o armazenamento e distribuição de insumos e medicamentos aos 
sistemas de transporte e telecomunicações.
INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA + 9/16 
Como são componentes da infraestrutura de uma comunidade, é necessário 
fortalecer a integridade estrutural, não estrutural e funcional dos hospitais e 
unidades de saúde durante emergências e desastres. Estes locais deverão ser 
capazes de gerenciar a carga adicional de pacientes durante emergências de saúde. 
Novas instalações devem ser construídas levando-se em consideração as melhorias 
em relação à segurança, preparação e capacidades de resposta a emergências. 
Um exemplo da rápida adaptação da infraestrutura são os modelos de hospitais 
Fangcang implementados na China para enfrentamento à Covid-19. Grandes 
construções, como estádios, são convertidas em hospitais temporários para 
atender às emergências de saúde pública. Estes hospitais têm por característica: 
- Construção rápida, pois são adaptados de outras estruturas físicas; 
- Aumentam rapidamente a capacidade de assisténcia a saúde; 
* Demandam custos mais baixos para operação dessas instalações. 
No Brasil, também foram implantadas unidades de saúde temporárias, chamadas 
de Hospitais de Campanha, no intuito de atender a demanda de pacientes no 
âmbito da emergência pela pandemia da Covid-19. Deve-se ressaltar que, além 
da infraestrutura necessária para atendimento à demanda dos pacientes durante 
situações emergenciais, outras características devem ser consideradas, tais como 
quantidade e qualificação da equipe de profissionais de saúde, disponibilidade 
de equipamentos, insumos e medicamentos necessários ao enfrentamento da 
emergência, fontes de financiamento disponíveis, dentre outros.
INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA + 10/16 
REDES DE DISTRIBUIÇÃO 
A distribuição em massa, ou em larga escala, de vacinas e medicamentos para 
profilaxia e tratamento da população, exige o rápido estabelecimento de redes de 
locais de dispensação e unidades de saúde flexíveis. Além disso, cada ponto local 
de distribuição deve atender de forma rápida a população afetada. 
A dispensação em larga escala requer o conhecimento logístico necessário para 
selecionar a quantidade e posição estratégica de pontos de distribuição. Cada 
ponto de distribuição depende da existência de profissionais capacitados e 
recursos específicos para sua instalação. Poucas são as cidades que possuem estes 
recursos disponíveis para implantação de pontos de distribuição em menos de 48 
horas. 
Como você verá no próximo tema, a existência de estoques nacionais e locais de 
insumos e medicamentos, viabiliza e permite uma rápida resposta às situações 
emergenciais. Além disso, também devem ser elaborados e verificados os meios 
de distribuição destes recursos, para que sejam utilizados de forma adequada nos 
locais necessários. 
Um grande desafio para distribuição de vacinas e medicamentos em larga escala é 
a necessidade de pessoas capacitadas e o tempo disponível para distribuição. O 
treinamento e simulação de eventos juntamente às equipes de saúde para resposta 
a eventuais emergências auxilia no desenvolvimento de respostas mais rápidas e 
efetivas. 
Dentro de cada ponto de distribuição local, pode-se realizar a avaliação e 
elegibilidade do indivíduo para receber o serviço, informação sobre os riscos 
associados e eventos adversos, monitoramento da vacinação, reações adversas e do 
desenvolvimento da doença.
INFRAESTRUTURA E LOGÍSTICA + 11/16 
Saiba Mais 
No Brasil, foi criado, no ano de 1973, o Programa Nacional de 
Imunizações (PNI), responsável pela distribuição e políticas de 
imunização. Este programa é reconhecido internacionalmente como 
um dos maiores programas de vacinação do mundo. O Ministério 
da Saúde apresentou, em abril de 2021, o Plano Nacional de 
Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, baseando-se na 
expertise em vacinação em massa oriunda da implantação do (PNI). 
Este plano apresenta toda logística operacional para distribuição e 
monitoramento da vacinação contra a Covid-19. Saiba mais por meio 
do link: https:/bit.ly/9kj8gg. 
OUTROS SERVICOS DE EMERGENCIA DE SAUDE PUBLICA 
Além da assisténcia a saúde das vitimas de emergéncias de saúde publica, outros 
serviços são necessarios para uma resposta efetiva aos eventos, incluindo equipes 
de resgate, especialistas em medicina legal, promotores públicos, policiais, pessoal 
administrativo, psicélogos, servigos de nutrição, equipes de apoio, organizagdes 
internacionais, voluntarios comunitdrios, representantes religiosos, serviços de 
telecomunicação e meio ambiente. Assim demonstrando que as emergências de 
saúde pública demandam logísticas e infraestruturas elaboradas para que a resposta 
seja efetiva e de qualidade. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Neste tema você compreendeu que a prestação de serviços de saúde em situações 
de crises prevê a reorganização e gestão dos serviços, a garantia da resiliência 
das organizações de saúde, no intuito de manter a qualidade e continuidade dos 
cuidados nos estabelecimentos de saúde. No próximo tema você compreenderá 
as características para oferta e distribuição de medicamentos, insumos e vacinas 
durante crises de saúde. Até breve!
Referências Bibliográficas 
Ministério da Saúde (2021). Hospital de Campanha para atendimentos a pacientes 
com Covid-19. Disponivel em: https://www.gov.br/saude/pt-br/coronavirus/ 
publicacoes-tecnicas/recomendacoes/hospital-de-campanha/view. 
World Health Organization. (2012). Toolkit for assessing health-system capacity for 
crisis management. ISBN 978 92 890 0261 5. Disponivel em: https://bit.ly/Onov238. 
Lee, E.K., Chen, C.H., Pietz, F. & Benecke, B. (2009). Modeling and Optimizing 
the Public-Health Infrastructure for Emergency Response. Interfaces, v. 39, n. 5, 
p. 476-490. Disponivel em: https://pubsonline.informs.org/doi/pdf/10.1287/ 
inte.1090.0463. 
Universidade Federal de Juiz de Fora (2021). Estrutura de gestão de risco de 
desastres e Emergéncias de Saude. Disponivel em: https:/bit.ly/5194nma. 
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilancia em Saúde. (2014). Plano de 
Resposta as Emergéncias em Saúde Pública. Disponivel em: https://bvsms.saude.gov. 
br/bvs/publicacoes/plano_resposta_emergencias_saude_publica.pdf. 
Silva, G.A.B,, Saraiva, EV,, Ferreira, G.J.S.N, Junior, R M.P. & Ferreira, L.F. (2020). 
Healthcare system capacity of the municipalities in the State of Rio de Janeiro: 
infrastructure to confront COVID-19. Revista de Administragao Publica [online], v. 
54,n.4, p. 578-594. Disponivel em: https://doi.org/10.1590/0034-761220200128x 
https://doi.org/10.1590/0034-761220200128.
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INSUMOS E MEDICAMENTOS 
Conteúdo organizado por Angela Maria Moed Lopes do livro The Public Health 
Crisis Survivel Guide: Leadership and Managementin Trying Times, 1st Edition, 
do autor Sharfstein, J.M., publicado no ano de 2018 pela Oxford University Press. 
Objetivos de Aprendizagem 
- Conhecer os insumos e medicamentos necessarios a prestagao de cuidados 
de saúde em situagdes de emergéncia.
INSUMOS E MEDICAMENTOS - 3/11 
Introdução 
A aquisição de produtos médicos terapêuticos e diagnósticos, tais como 
equipamentos e suprimentos, adequados e com boa relação custo-benefício 
é essencial para a oferta de serviços de saúde de qualidade e atenuação da 
morbidade e mortalidade humana em situações de emergência de saúde pública. 
SUPRIMENTOS E EQUIPAMENTOS MÉDICOS 
Os suprimentos e equipamentos médicos necessários para enfrentamento desituações de emergência devem ser adquiridos com base em avaliações e análises 
de risco, disponibilizados prontamente e em quantidades suficientes, testados 
periodicamente, no caso dos suprimentos médicos, sendo descartados caso estejam 
vencidos ou inadequados segundo as diretrizes estabelecidas. 
Desta forma, os gestores de emergências devem verificar a existência de 
listas padronizadas de suprimentos e equipamentos médicos de emergência, 
desenvolvidas com base nas necessidades identificadas após a avaliação de risco, 
que sejam abrangentes e possuam os itens necessários. Além disso, os gestores 
também avaliam os mecanismos necessários para entrega oportuna destes itens ao 
local quando solicitado. 
Os estoques devem ser armazenados em locais adequados, seguros e de fácil 
acesso. Os estoques devem incluir, a depender da situação emergencial enfrentada, 
antibióticos, antídotos químicos, antitoxinas, medicamentos de suporte à vida, 
equipamentos intravenosos, suprimentos de manutenção das vias aéreas e itens 
médicos/cirúrgicos. Além disso, os estoques ou repositórios devem ser elaborados 
no intuito de complementar e fornecer instalações de saúde no caso de uma 
emergência. 
Outros suprimentos e equipamentos que devem ser armazenados, incluem 
medicamentos antivirais, vacinas, equipamentos de proteção individual (EPI) para 
equipe médica e equipamentos de diagnóstico laboratorial para pandemias de 
influenza, por exemplo. O inventário realizado regularmente garante que estoque 
mínimo de suprimentos e equipamentos médicos essenciais seja mantido.
INSUMOS E MEDICAMENTOS + 4/11 
Procedimentos para a aquisição excepcional de equipamentos e suprimentos 
médicos devem ser elaborados nas situações de emergência. Nestes casos, contratos 
de entrega de bens e serviços contendo especificações técnicas e informações 
sobre preços, prazos de entrega e fiabilidade dos bens, devem ser elaborados para 
manutenção do fluxo de insumos e medicamentos durante crises de saúde. 
A nível internacional, os gestores de emergências devem verificar a existência de 
procedimentos para solicitar, aceitar e recusar medicamentos, pessoal, hospitais 
de campanha e outros serviços (doações) fornecidos por parceiros internacionais, 
se foi determinada a isenção de imposto de importação e liberação rápida dos 
insumos e suprimentos médicos. 
SUPRIMENTOS FARMACÊUTICOS 
Além de equipamentos e insumos médicos, deve-se garantir a disponibilidade de 
suprimentos farmacêuticos essenciais para operações de emergência, baseados em 
análises de risco. Assim como os insumos médicos, os insumos farmacêuticos devem 
ser testados periodicamente e descartados caso os itens estejam vencidos ou 
inadequados. 
Os insumos farmacêuticos devem ser estocados de acordo com as diretrizes 
estabelecidas e distribuídos adequadamente em caso de emergência do setor 
de saúde. Recursos e procedimentos para a aquisição excepcional de insumos 
farmacêuticos devem ser disponibilizados aos gestores de emergências. Assim como 
nos equipamentos e insumos também é importante a elaboração de contratos de 
entrega de insumos farmacêuticos em emergências. 
A nível internacional, os gestores de emergências devem verificar a existência de 
procedimentos para solicitar, aceitar e recusar insumos farmacêuticos (doações) 
fornecidos por parceiros internacionais, bem como se foi determinada a isenção de 
imposto de importação e liberação rápida dos mesmos.
INSUMOS E MEDICAMENTOS + 5/11 
SUPRIMENTOS LABORATORIAIS 
Os laboratórios são essenciais para enfrentamento de surtos e emergências. 
Semelhantemente ao descrito para insumos e medicamentos médicos e 
farmacêuticos, outros produtos essenciais para as operações de emergências 
devem ser armazenados, verificados e distribuidos de acordo com as diretrizes 
estabelecidas, tais como os suprimentos e equipamentos laboratoriais. Os 
suprimentos e equipamentos laboratoriais incluem os exames laboratoriais básicos, 
como hemograma completo, perfil químico, eletrólise, gasometria, hemocultura 
e exame de escarro. Protocolos para o compartilhamento de informações e 
amostras devem ser estabelecidos entre os laboratórios nacionais, de referência e 
laboratórios internacionais de referência. 
SERVIÇOS DE SANGUE 
A transfusão de sangue é um componente indispensável aos cuidados de saúde 
durante crises de saúde. Isto se deve ao aumento da demanda por transfusão de 
sangue durante emergências. Assim, o fornecimento adequado de sangue depende 
de um serviço de sangue bem organizado.
INSUMOS E MEDICAMENTOS + 6/11 
Os suprimentos e equipamentos para os serviços de coleta, armazenamento 
e distribuição rápida e excepcional de sangue devem ser disponibilizados 
em quantidades suficientes, de acordo com as análises de risco e as diretrizes 
estabelecidas. A segurança do sangue e seus produtos (concentrado de hemácias, 
concentrado de plaquetas, dentre outros) deve ser garantida de acordo com as 
diretrizes estabelecidas. 
Os suprimentos e equipamentos para serviços de sangue devem ser avaliados, 
substituídos e/ou descartados periodicamente. O fornecimento e entrega 
durante situações emergenciais deve ser garantido mediante contrato. Doações 
internacionais devem ser solicitadas, aceitas e recusadas por meio da avaliação dos 
gestores. O suprimento de todos os tipos sanguíneos para, no mínimo, sete dias, 
deve estar disponível em todos os momentos, a menos que as análises de risco 
demonstrem outras necessidades. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Neste tema você aprendeu que a aquisição de produtos médicos, terapêuticos 
e diagnósticos é essencial para a oferta de serviços de saúde de qualidade e 
atenuação da morbidade e mortalidade humana em situações de emergência de 
saúde pública. No próximo tema você compreenderá as questões éticas envolvidas 
nas situações de emergência de saúde pública. Até breve! 
O livro “Humanitarian Supply Management and Logistics in the Health 
Sector" da Organização Pan-Americana de Saúde traz informações 
relevantes sobre a gestão de suprimentos e logística no setor da 
saúde. Acesse o livro por meio do link: 
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Referências Bibliográficas 
World Health Organization. (2012). Toolkit for assessing health-system 
capacity for crisis management. ISBN 978 92 890 0261 5. Disponível em: 
efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/viewer.html?pdfurl=https%3A%2F%2Fwww. 
eurowho.int% 
2F__data%2Fassets%2Fpdf_file%2F0008%2F157886%2Fe96187.pdf. 
World Health Organization (online). Sistemas de Saúde para Emergéncias. 
Disponivel em: https://bit.ly/mj8bn1.
LIVRO DE REFERÊNCIA: 
Joshua M. Sharfstein 
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PUBLIC The Public Health Crisis Survivel Guide: 
HEALTH Leadership and Management in Trying Times 
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DECISÕES ÉTICAS -
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DECISÕES ÉTICAS 
Conteúdo organizado por Angela Maria Moed Lopes do livro The Public Health 
Crisis Survivel Guide: Leadership and Managementin Trying Times, 1st Edition, 
do autor Sharfstein, J.M., publicado no ano de 2018 pela Oxford University Press. 
Objetivos de Aprendizagem 
- Compreender os aspectos éticos relacionados ao gerenciamento de 
emergéncias de saúde publica.
DECISÕES ÉTICAS + 3/13 
Introdução 
O objetivo deste tema é destacar as questões éticas envolvidas na preparação 
e resposta a emergências de saúde pública, tais como questões relacionadas à 
alocação de recursos escassos, como vacinas ou equipamentos de emergência, 
ou em relação a doenças infecciosas, como a Covid-19. Pode-se sugerir que a 
preparação para emergências públicas influencia não apenas os direitos e interesses 
individuais, mas também o bem comum, os valores e obrigações da sociedade como 
um todo. 
PORQUE A ÉTICA É IMPORTANTE? 
Para minimizar as doenças e promover saúde, o sistemade saúde deve promover 
mudanças comportamentais e institucionais, que são difíceis de serem aceitas, 
mesmo na existência de ameaças de vidas, doenças graves ou rupturas sociais. 
Os padrões comportamentais e institucionais estão embutidos das características 
sociais e culturas, o que demanda a justificativa ética para qualquer tentativa de 
mudança. Além disso, durante medidas emergenciais um grande número de pessoas 
deve cumprir voluntariamente as mudanças sugeridas, demandando, assim, de 
razões plausíveis para sua conformidade, incluindo razões éticas. 
A ética e a sensibilidade são especialmente importantes na preparação para 
emergências de saúde pública, visto que as mudanças necessárias podem ser 
perturbadoras, financeiramente caras e envolver alguma forma de ação estatal, tais 
como a criação de sanções legais, investimento e alocação de recursos. 
O "Paternalismo" é um termo utilizado para transmitir a ideia de que a restrição 
da liberdade de escolha de um indivíduo para proteger ou promover interesses 
a longo prazo deste indivíduo. A preparação para emergências é propensa ao 
paternalismo pois privilegia os interesses de longo prazo sobre os interesses de 
curto prazo. Algumas pessoas resistirão às ações exigidas em uma boa preparação 
para emergências, como, por exemplo, a não observação das normas de 
distanciamento social durante um surto infeccioso. A preparação para emergências 
deve prever esses comportamentos, que embora sejam compreensíveis, no intuito 
de preveni-los ou pelo menos desencorajá-los.
DECISÕES ETICAS + 4/13 
No entanto, durante situações emergenciais, a maioria das pessoas, quando sua 
comunidade está em risco, se sentem solidárias e fazem sacrifícios umas pelas outras 
e pelo bem comum. Destaca-se, portanto, que nenhum plano de emergência irá 
agradar a todas as pessoas. O papel da ética no planejamento antes de uma crise e 
após é definir parâmetros razoavelmente justos, humanos e responsáveis para a 
ação e a tomada de decisões. 
O planejamento para emergências atende as perspectivas cívica e comunista. À 
perspectiva cívica sugere que os cidadãos comuns se envolvam em um sentimento 
de pertencimento e solidariedade. A perspectiva comunista sugere que indivíduos 
se submetam a planos elaborados e implementados por especialistas. Quando 
o planejamento de emergência é visto como uma prática cívica os cidadãos são 
visualizados como partes do plano, não consumidores dele. 
A preparação para emergências é um empreendimento ético complexo, e fornece 
ferramentas para discussão e uma resolução comum. Nesse sentido, a análise ética 
pode servir para aumentar nossa capacidade de nos preparar e responder a 
emergências de maneira justa, responsável e eficaz. 
Os objetivos éticos da preparação para emergências variados e difíceis de priorizar, 
podem ser alterados conforme as necessidades e dar origem a outros dilemas 
éticos. Dentre os objetivos éticos destacam-se: 
Redução de danos e promoção de beneficios. As atividades de preparação para 
emergências devem proteger a segurança, a saúde e o bem-estar públicos. Eles 
devem minimizar a extensão da morte, lesão, doença, incapacidade e sofrimento 
durante e após uma emergência. 
Igualdade de liberdade e direitos humanos. As atividades de preparação para 
emergências devem ser planejadas de modo a respeitar a igualdade de liberdade, 
autonomia e dignidade de todas as pessoas. 
Justiça distributiva. As atividades de preparação para emergências devem ser 
conduzidas de forma a garantir que os benefícios e encargos impostos à população 
pela emergência e pela necessidade de lidar com seus efeitos sejam compartilhados 
de forma equitativa e justa.
DECISÕES ÉTICAS + 5/13 
Transparência pública e inclusão. As atividades de preparação para emergências 
devem basear-se e incorporar processos de tomada de decisão que sejam 
inclusivos, transparentes e responsáveis, de modo a sustentar a confiança do 
público. 
Resiliéncia e empoderamento da comunidade. A preparação para emergências 
deve desenvolver comunidades resilientes e seguras. As atividades de preparação 
para emergências devem se esforçar em direção ao objetivo de longo prazo 
de desenvolver recursos comunitários que os tornem mais resistentes a riscos e 
permitam que eles se recuperem de forma adequada e eficaz após emergências 
(Jennings et al., 2016, p. 10). 
Na saúde pública, o objetivo ético na preparação para emergências não se 
concentra na redução da morbidade e mortalidade de indivíduos isolados, 
como ocorre na medicina clínica, mas protege, também, a saúde da população 
promovendo o bem comum de todos. Diante de uma pandemia, por exemplo, o 
controle das infecções pode ser realizado antes do tratamento daqueles que já 
estão doentes e com risco de morte. Além disso, o planejamento de emergências 
deve minimizar as perdas econômicas, a destruição de propriedades, a interrupção 
dos serviços sociais básicos, danos ambientais, perda de biodiversidade e 
degradação ecossistêmica, que podem ter efeitos de curto e longo prazo na saúde 
pública. O desastre de 11 de setembro, por exemplo, não ocasionou apenas 
ferimentos e a perda de vidas, os efeitos da queda das torres gêmeas e a exposição 
subsequente a materiais tóxicos ocorreu durante o evento e por meses depois.
DECISÕES ÉTICAS + 6/13 
h 
Em situações de emergências, é dificil respeitar as liberdades individuais. Em uma 
emergência de doença infecciosa, por exemplo, cada individuo se torna um “vetor" 
real ou potencial para transmissão de doenças. Assim, a ética e a lei reconhecem que 
os direitos e liberdades podem ser anulados temporariamente durante crises de 
saúde pública caso possam oferecer riscos adicionais ao coletivo. 
As políticas para enfrentamento de emergências podem ter caráter voluntario 
ou obrigatório, gerando limitações de liberdade eticamente justificadas. O 
descumprimento das políticas pode ter consequências graves e imediatas. Na 
maioria das vezes, a abordagem voluntária é eticamente superior a abordagem 
obrigatória. A quarentena autoimposta, por exemplo, é preferível, eticamente, ao 
encerramento obrigatório em uma instituição supervisionada. No entanto, quando 
fica claro que as pessoas não estão cumprindo as políticas colocando em risco a vida 
de outras pessoas, a imposição da política é eticamente justificada. 
Provavelmente, as questões éticas mais difíceis e causadoras de ansiedade durante 
as emergências de saúde pública estejam relacionadas à justiça distributiva. Quem 
deve ter prioridade na distribuição de vacinas escassas, medicamentos antivirais e 
ventiladores durante pandemias? Durante desastres naturais (furacões, inundações, 
terremotos), quais bairros ou grupos populacionais devem ser evacuados primeiro?
DECISÕES ÉTICAS * 7/13 
Deve-se investir recursos aos indivíduos que optam por permanecer em locais de 
desastres? Quem deve viver quando nem todos podem viver? Como escolhemos 
quem vive e quem morre? 
Outras questões igualmente difíceis, seriam o quanto gastar em armazenamento 
de medicamentos e materiais em antecipação a uma crise, sabendo que estes 
insumos serão descartados se uma crise não ocorrer como se temia. Estas questões 
geralmente atingem uma proeminência especial no curso de emergências pois estas 
exacerbam padrões profundos, crônicos e generalizados de injustiça social que as 
precedem. 
Alguns podem argumentar que pensar em respostas justas às emergências é 
inútil precisamente porque as emergéncias, por sua própria natureza, tendem a 
sobrecarregar a capacidade de uma sociedade de pensamento e planejamento 
racionais. Emergências em grande escala geram caos social em grande escala. As 
informações confidveis são escassas, os recursos são rapidamente esgotados, 0s 
socorristas da linha de frente estão sobrecarregados e os desesperadamente 
necessitados em números cada vez maiores clamam de angustia por resgate. No 
nevoeiro do caos,pode-se argumentar, pensar em justica é uma perda de tempo 
perturbadora; o melhor que podemos fazer é confiar em julgamentos ad hoc 
e improvisados e fazer o melhor que pudermos. Embora o cadtico rescaldo de 
qualquer desastre seja um contexto particularmente inadequado para deliberações 
ponderadas sobre justica distributiva e processual, isso ndo justifica intervengdes de 
emergéncia guiadas exclusivamente por consideragoes de eficiéncia, o maior bem 
do maior nimero, ou uma espécie de realismo amoral em que o poder faz o certo 
(Jennings etal., 2016, p. 18).
DECISÕES ÉTICAS + 8/13 
Infelizmente, não existe uma solução ética clara para este problema ou outros 
problemas. Esta tarefa seria consideravelmente mais fácil se a resposta implicasse em 
uma única característica, como salvar o maior número de vidas. No entanto, existem 
diversas considerações, tornando estas questões extremamente problemáticas. 
Durante pandemias, por exemplo, as prioridades poderiam ser definidas para 
a distribuição de vacinas e medicamentos para salvar o maior número de vidas, 
ou pode ser investir em serviços e infraestruturas sociais e econômicas vitais 
para salvaguardar jovens em vez dos idosos, ou os deficientes em vez dos sãos, 
demonstrando como são complexas as decisões éticas relacionadas às emergências 
de saúde pública. 
O medo e o interesse individual certamente serão evidentes durante qualquer crise 
de saúde pública, no entanto a liderança em saúde associada as autoridades eleitas 
e outros líderes comunitários, pode conduzir a população além dessas motivações 
para um senso de propósito comum e solidariedade, fazendo com que a resposta 
às emergências consiga cumprir suas obrigações éticas e atingir os resultados 
almejados. 
Saiba mais sobre as questões éticas e a resposta às emergências de 
saúde pública por meio do link: 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Neste tema você compreendeu que a ética e a sensibilidade são especialmente 
importantes na preparação para emergências de saúde pública, visto que as 
mudanças necessárias podem ser perturbadoras, financeiramente caras e envolver 
alguma forma de ação estatal, tais como a criação de sanções legais, investimento e 
alocação de recursos. No entanto, muitos problemas oriundos das emergências de 
saúde não possuem uma solução ética clara. No próximo tema você irá conhecer 
alternativas de prevenção às emergências de saúde pública. Até breve!
D 
Referências Bibliográficas 
Jennings, B., Arras, J.D., Barrett, D.H. & Ellis, B.A. (2016). Emergency Ethics: Public 
Health Preparedness and Response. Editora: Oxford University Press, 1º Edition. 
ISBN: 978-0190270742.
Joshua M. Sharfstein LIVRO DE REFERÉNCIA: 
THE 
PUBLIC The Public Health Crisis Survivel Guide: 
HEALTH Leadership and Management in Trying Times 
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SURVIVAL GUIDE 
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Contetido organizado por Angela Maria Moed Lopes do livro The Public Health 
Crisis Survivel Guide: Leadership and Management in Trying Times, 1st Edition, 
do autor Sharfstein, J.M., publicado no ano de 2018 pela Oxford University Press. 
Objetivos de Aprendizagem 
* Conhecer métodos para prevenção e controle de doencas transmissiveis; 
* Conhecer métodos para manejo de doencas crénicas não transmissiveis 
durante emergéncias de saúde publica.
PREVENÇÃO - 3/14 
Introdução 
DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS 
Os sistemas de saúde devem estabelecer políticas para detecção precoce de 
doenças transmissíveis, particularmente aquelas com modo de transmissão humano- 
humano, bem como determinar as práticas e procedimentos para triagem pré- 
hospitalar e hospitalar, admissão, tratamento, isolamento e notificação. 
O programa de controle de infecções inclui procedimentos relacionados às 
precauções padrão, de contato, contra gotículas, controle ambiental e de 
engenharia e controle administrativo. Durante pandemias, por exemplo, deve 
ser verificado se a infraestrutura é adequada (contém sistemas de ventilação, 
por exemplo) e se equipamentos de proteção individual estão disponíveis para 
proteção dos funcionários, pacientes e acompanhantes. 
O treinamento da equipe de saúde para controle da infecção, previamente 
ou durante a emergência de saúde também é importante para prevenção da 
propagação de doenças infecciosas. 
PRECAUÇÕES PADRÃO 
Devem ser praticadas de forma rotineira e ampla. Os exemplos incluem a higiene 
das mãos, uso de equipamentos de proteção individual (luvas, máscaras, aventais), 
higiene respiratória e etiqueta da tosse, prevenção de ferimentos por agulha ou 
outros materiais perfurocortantes, limpeza ambiental e eliminação de resíduos e 
desinfecção de equipamentos para atendimento ao paciente. 
Outros planos de resposta a nível local para prevenção da propagação incluem: 
* Contratação de epidemiologistas com a responsabilidade de rastreamento 
precoce e monitoramento hospitalar; 
- Verificação das informações coletadas e elaboração de planos de resposta; 
« Estabelecimento de canais de comunicação dentro dos estabelecimentos de 
saúde e autoridades competentes para notificação de casos suspeitos;
PREVENÇÃO - 4/14 
« Estabelecimento de normas para coleta, investigação, confirmação e notificação 
dos eventos, adaptados ao contexto local; 
* Comunicação imediata aos médicos hospitalares e outras autoridades das 
informações obtidas por meio da investigação de casos suspeitos; 
* Estabelecimento de procedimentos que viabilizem o acesso aos serviços de 
saúde dos casos suspeitos ou confirmados; 
* Estabelecimento de medidas especiais relacionadas à prevenção e controle das 
infecções, tais como a implantação de áreas específicas para recepção, exame 
físico, triagem e monitoramento dos pacientes suspeitos, nas unidades de 
saúde; 
* Estabelecimento de salas de isolamento com sistema de ventilação adequado 
nos hospitais, coorte de pacientes suspeitos e confirmados e cumprimento 
dos requisitos relacionados à distância mínima entre leitos, importante, 
principalmente, do caso de doenças transmissíveis por meio de gotículas; 
* Estabelecimento de procedimentos para acompanhamento e encaminhamento 
de pacientes suspeitos e confirmados que não estão internados; 
- Treinamento de equipes para controle de infecção; 
* Estabelecimento de planejamento logistico, como, por exemplo, aquisição e 
estoque de equipamentos e insumos; 
* Estabelecimento de arranjos de atendimento ambulatorial e para atendimento 
a pacientes com suspeita e confirmação de doengas transmissiveis, objetivando 
prevenir a propagagao e proteger a equipe; 
* Comunicação das informagdes a pacientes, visitantes, funcionarios e publico. 
Cada país deve estabelecer um sistema ativo de vigilancia sanitaria capaz de 
reconhecer, investigar e notificar precocemente os casos de suspeitas de doengas 
transmissiveis, principalmente aquelas que apresentem potencial epidémico e/ou 
pandémico. O sistema de vigilancia epidemiológica é a base para gestao de grandes 
epidemias. Por exemplo, durante as pandemias, eventos de saúde incomuns podem 
indicar o surgimento de novas cepas virais ou alteragdes nas caracteristicas dos virus 
circulantes, como o aumento da viruléncia ou da transmissibilidade, que devem 
ser investigados. Os dados epidemioldgicos também podem ser utilizados para 
avaliação da evolução da doenca.
PREVENÇÃO - 5/14 
A vacinação em massa é considerada um componente-chave para o controle de 
doenças transmissíveis sendo crucial para proteção à saúde de populações afetadas 
por emergências de saúde pública. Uma campanha de vacinação bem-sucedida 
envolve diversos atores, tais como a comunidade, as autoridades de saúde, 
equipes de saúde, organizações nacionais, internacionais e nãogovernamentais 
e profissionais privados. Além disso, deve-se verificar a capacidade exigida para 
os programas de imunização, a existência de pessoal qualificado e estoques 
disponíveis, bem como verificar questões técnicas específicas de cada vacina. 
Acesse o link: e conheça as diretrizes da 
Organização Mundial da Saúde para prevenção e controle de doenças 
transmissíveis. 
Para doenças transmitidas de forma direta (pessoa a pessoa) as seguintes medidas 
preventivas são indicadas: 
“Higiene das mãos com água e sabão, depois de tossir ou espirrar, após usar o 
banheiro, antes das refeições, antes de tocar os olhos, boca e nariz; 
* Evitar tocar os olhos, nariz ou boca, após contato com superficies; 
- Proteger com lengos (preferencialmente descartaveis a cada uso) a boca e 
nariz, ao tossir ou espirrar, para evitar disseminagao de aerossdis; 
- Orientar para que o doente evite sair de casa enquanto estiver em periodo de 
transmissao da doença (até 5 dias após o inicio dos sintomas); 
* Evitar entrar em contato com outras pessoas suscetiveis. Caso não seja possivel, 
usar mascaras cirurgicas; 
* Evitar aglomeragées e ambientes fechados (deve-se manter os ambientes 
ventilados);
PREVENÇÃO - 6/14 
* Repouso, alimentação balanceada e ingestão de liquidos (Brasil, 2010, p. 34)". 
O combate às doenças transmissíveis por meio de vetores (transmissão indireta), 
tais como dengue, febre amarela, envolve ações continuadas para eliminação 
dos vetores, tais como inspeções domiciliares, eliminação e tratamento de 
criadouros, atividades de educação em saúde e mobilização social. Além disso, 
inclui ações de vigilância epidemiológica, assistência aos pacientes, integração com 
a atenção primária à saúde, saneamento ambiental, ações de educação em saúde, 
comunicação e mobilização; capacitação de recursos humanos, legislação de apoio, 
acompanhamento e avaliação. 
Saiba Mais 
Saiba mais sobre as ações de prevenção e controle de doenças 
transmissíveis, como a Covid-19, exercidas pelos diferentes setores da 
saúde pública, tais como vigilância, suporte laboratorial, assistência, 
assistência farmacêutica, comunicação de risco e gestão, nas diferentes 
fases da pandemia (alerta, perigo iminente, emergência de saúde 
pública de importância internacional, por meio do link: https://bit.ly/ 
mvb712j. 
PREVENÇÃO - 7/14 
DOENÇAS CRÔNICAS NÃO TRANSMISSÍVEIS 
Como já abordado em temas anteriores, as doenças crônicas não transmissíveis 
(DNCTs) representam as principais causas de morte no mundo. As principais 
causas de óbito por DNCTs relacionam-se às doenças cardiovasculares, câncer, 
diabetes e doenças respiratórias crônicas. As principais causas destas doenças 
estão relacionadas a fatores de risco modificáveis, tais como o tabagismo, consumo 
excessivo de bebidas alcóolicas, falta de atividade física e alimentação não 
adequada. 
No Brasil, as DNCTs representam um problema de saúde de grande magnitude, 
estando relacionadas a 72% das causas de óbito. O governo brasileiro tem 
determinado políticas nacionais de prevenção e combate às DNCTs, que incluem:
PREVENÇÃO - 8/14 
ORGANIZAÇÃO DA VIGILÂNCIA DE DNCTS 
A vigilância as doenças crônicas não transmissíveis é estruturada com o objetivo 
de operacionalizar um sistema de vigilância específico paras as DNCTs, de forma 
a identificar a distribuição, magnitude, principais doenças crônicas e fatores de 
risco. A determinação destes fatores auxilia na elaboração de políticas públicas de 
promoção da saúde. 
A Política Nacional de Promoção da Saúde, aprovada no ano de 2006, propõe 
e financia ações voltadas a alimentação saudável, atividade física, prevenção ao 
uso de tabaco. Outras ações incluem a expansão da Atenção Básica a Saúde, 
para realizar ações de promoção, vigilância em saúde, prevenção, assistência, 
além de acompanhamento longitudinal dos usuários, ações fundamentais para 
acompanhamento dos pacientes com doenças crônicas, também foi determinada 
a distribuição gratuita de medicamentos para hipertensão e diabetes, bem como a 
ampliação da realização de exames preventivos para os cânceres da mama, colo do 
útero e próstata. 
MANEJO DE PACIENTES COM DCNTS DURANTE A PANDEMIA 
Durante emergéncias de saúde publica também devem ser elaborados planos 
estratégicos para atendimento as necessidades de pessoas com doengas cronicas 
não transmissfveis, tais como diabetes, hipertensao arterial e cancer. Algumas 
condigdes presentes em situagdes emergenciais, como estresse, falta de alimentos 
ou agua, extremos de calor ou frio e exposicao a infecção, podem contribuir para o 
agravamento dos sintomas da doenca crénica. Por exemplo, pessoas com doengas 
crénicas apresentam uma maior morbidade e mortalidade relacionadas a Covid-19. 
A interrupgao da disponibilizagdo de medicamentos e tecnologia também pode 
aumentar o risco de morbidade e mortalidade das doencas crénicas, como o 
diabetes. Portanto, é necessario garantir o acesso a medicamentos essenciais e 
servicos médicos a estes pacientes mesmo durante crises de saúde publica.
PREVENÇÃO - 9/14 
Deve-se garantir, também, a continuidade da transferência de indivíduos com 
doenças crônicas para hospitais que oferecem tratamentos especializados, tais 
como a diálise e a quimioterapia. A manutenção de um sistema de mapeamento 
para identificação de áreas com alta concentração de pessoas com doenças crônicas 
também é importante para planejamento da oferta contínua de serviços de saúde. 
Também é necessário o estabelecimento de atendimentos emergenciais e sistemas 
de comunicação para cuidadores e treinamento dos profissionais da saúde para 
responder às necessidades dos pacientes com doenças crônicas não transmissíveis 
e mobilização de recursos do setor privado, tais como médicos e fornecedores 
farmacêuticos privados. 
O artigo “Disaster preparedness and the chronic disease needs of 
vulnerable older adults” descreve caracteristicas relacionadas ao 
tratamento de idosos com doengas cronicas durante situações de 
emergéncia em saúde publica. Acesse o artigo por meio do link: 
Referências Bibliográficas 
World Health Organization. (2012). Toolkit for assessing health-system capacity for 
crisis management. ISBN 978 92 890 0261 5. Disponivel em: https://bit.ly/b2b1ja. 
Brasil. Ministério da Saúde (2010). Doenças Infecciosas E Parasitárias: Guia de Bolso. 
Ministério da Saúde, 8º edição. Disponível em: https:/bit.ly/njévk;j1. 
Brasil. Ministério da Saúde. (2011). Plano de Ações Estratégicas para o 
Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil 2011- 
2022. Disponivel em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/plano_acoes_ 
enfrent_dcnt_2011.pdf.
PREVENÇÃO + 14/14 
LIVRO DE REFERÊNCIA: 
Joshua M. Sharfstein 
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PUBLIC The Public Health Crisis Survivel Guide: 
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ESTUDO DE CASO - GRIPE ESPANHOLA
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ESTUDO DE CASO - GRIPE ESPANHOLA 
Contetido organizado por Angela Maria Moed Lopes do livro The Public Health 
Crisis Survivel Guide: Leadership and Management in Trying Times, 1st Edition, 
do autor Sharfstein, J.M., publicado no ano de 2018 pela Oxford University Press. 
Objetivos de Aprendizagem 
- Conhecer as caracteristicas epidemioldgicas da gripe espanhola; 
- Conhecer as dificuldades de enfrentamento a gripe espanhola.
ESTUDO DE CASO - GRIPE ESPANHOLA * 3/14 
Introdução 
A gripe espanhola, assim denominada devido, provavelmente, ao grande número 
de óbitos decorrentes da doença na Espanha, foi a maior pandemia do século 
20, infectando mais de seiscentos milhões de pessoas e vitimando entre vinte e 
quarenta milhões em todo o mundo, emcurto espaço de tempo. A pandemia 
apresentou três ondas: 
* Aprimeira onda iniciou em março de 1918, apresentou mortalidade reduzida 
e atingiu, principalmente, os Estados Unidos e a Europa. 
« Asegunda onda teve início em agosto de 1918 e espalhou-se pelo mundo. Foi 
caracterizada como a mais virulenta, e atingiu diversos países da Índia, Sudeste 
Asiático, Japão, China, Américas e Europa. 
« Aterceira onda emergiu em janeiro de 1919 disseminando-se por alguns 
países até 1920, sendo caracterizada como de menor impacto quando 
comparada à segunda onda. 
Um dos grandes desafios relacionados à pandemia da Gripe Espanhola foi a 
identificação da etiologia. Inúmeros cientistas e médicos do mundo inteiro se 
empenharam na tentativa de definir o agente etiológico da doença. No entanto, o 
vírus da Influenza, agente causador da Gripe Espanhola, foi identificado somente 
no ano de 1933 em humanos. Existem três tipos de vírus (A, B e C), entretanto, 
somente o virus da Influenza A é responsável pelo desenvolvimento de pandemias. 
A gripe espanhola foi causada pelo virus da Influenza A do tipo HINT, que era 
transmitido por meio de gotículas respiratórias (transmissão direta). 
DIAGNÓSTICO 
No final do século 19, alguns estudos laboratoriais para identificação de agentes 
patogênicos em amostras de escarro de indivíduos infectados foram desenvolvidos, 
no entanto, a avaliação clínica dos pacientes bem como a identificação de sinais e 
sintomas característicos ainda representava o principal método diagnóstico.
ESTUDO DE CASO - GRIPE ESPANHOLA * 4/14 
No caso de suspeita de gripe, a avaliação clínica era realizada por meio da 
anamnese, para caracterização dos sintomas com base no relato dos pacientes, 
percussão e auscultação da região torácica e do coração, apalpação do abdômen, 
avaliação da função digestiva, aferição da pulsação e temperatura, análise das 
secreções e da urina e, também, do estado geral do paciente. Além disso, a 
confirmação também levava em consideração critérios epidemiológicos, como a 
incidência da doença na população. O aumento da incidência era caracterizado 
como epidemia. 
EPIDEMIOLOGIA DA GRIPE ESPANHOLA 
Os dados sobre a origem da Gripe Espanhola são controversos. No entanto, sugere- 
se que os primeiros registros da doença ocorreram nos Estados Unidos em março 
do ano de 1918. Neste período, cerca de mil operários da Ford Motor Company, 
em Detroit, e diversos soldados da base militar Camp Funston/Fort Riley, no Kansas, 
foram hospitalizados, apresentando sintomas semelhantes aos da gripe. No entanto, 
a evolução da doença era positiva e, na maioria dos casos, a cura era alcançada após 
três ou quatro dias do início dos primeiros sintomas.
ESTUDO DE CASO - GRIPE ESPANHOLA * 5/14 
Desta forma, os combatentes americanos se recuperavam rapidamente e 
embarcavam para a Europa. Assim que chegaram as costas francesas, o vírus se 
alastrou, disseminando-se pelo continente. Grande parte da população envolvida 
nos conflitos da Primeira Guerra Mundial contraíram a doença, que exibiam 
evolução menos agressiva, apresentando, na maioria dos casos, sintomas leves como 
calafrios e aumento da temperatura, que persistiam por cerca de três dias, tendo 
sido classificada como uma gripe epidêmica e ligeira. 
No entanto, ao final do mês de agosto do mesmo ano, iniciou-se a segunda onda 
da doença. Houve um aumento significativo do número de casos com quadro 
clinico severo. Os indivíduos contaminados apresentavam rápida evolução dos 
sintomas, que incluíam o aumento da temperatura, prostração, cefaleia, secreção 
nas vias aéreas superiores, tosse, intolerância à luz, dores pelo corpo e, em alguns 
casos, perturbações nervosas e digestivas. Também apresentavam complicações 
respiratórias, como pneumonia e colapsos cardíacos, levando os indivíduos a óbito 
em curto período de tempo. 
Os doentes desenvolvem rapidamente o tipo mais viscoso de pneumonia jamais 
visto. Duas horas após darem entrada [no hospital], têm manchas castanho- 
avermelhadas nas magas do rosto e algumas horas mais tarde pode-se começar a ver 
a cianose estendendo-se por toda a face a partir das orelhas, até que se torna dificil 
distinguir o homem negro do branco. A morte chega em poucas horas e acontece 
simplesmente como uma falta de ar, até que morrem sufocados (Fiocruz, 2006, n.p.) 
O Brasil acompanhava a evolugao da doenca na Europa por meio de reportagens 
publicadas nos jornais da época. Em agosto de 1918 foi publicada uma nota no 
Diario de Noticias, que a “influenza espanhola” havia se originado da Austria e da 
Alemanha levando a óbito familias inteiras na Suica, sendo os funerais realizados 
durante a noite sem a presenca de familiares. 
No entanto, ndo houve consenso entre os médicos quanto a existéncia de uma 
epidemia de influenza no Brasil. Os que negavam a existéncia de uma epidemia 
associavam os sintomas gripais observados em alguns pacientes as alterações 
climdticas que ocorreram a época e afetaram um grande nimero de individuos ou 
associavam os sintomas gripais a outras doengas, como a dengue ou febre amarela, 
muito comuns a época.
ESTUDO DE CASO - GRIPE ESPANHOLA * 6/14 
A situação de calamidade de espalhou por vários países do mundo. Os cientistas e 
sanitaristas da época foram desafiados a atribuir uma causa para aquele conjunto 
de sinais, visto que as percepções sobre a doença entre os pesquisadores eram 
divergentes, bem como estabelecer medidas para contenção e eliminação da 
doença. Muitas foram as suposições acerca da etiologia da doença: bactérias, vírus, 
agente transmitido por insetos. Destaca-se, assim, o grande esforço realizado por 
médicos e cientistas de todo o mundo no intuito de identificar o agente etiológico 
da doença, naquele período. No entanto, a cepa do vírus só foi isolada ao final de 
1933 em humanos. 
Estima-se que 30% da população mundial tenha contraído a doença. Na Índia, 5 
milhões de pessoas vieram a óbito em decorrência da gripe. Nos Estados Unidos 
500 mil pessoas, 375 mil na Itália, 225 mil na Alemanha e 200 mil na Inglaterra e 
País de Gales. No Alasca, comunidades inteiras vieram a óbito em decorrência da 
doença. Em Samoa, Polinésia, a gripe dizimou 25% da população. 
Acredita-se que, no Brasil, cerca de 35 mil pessoas vieram a óbito devido a gripe 
espanhola, 14.348 delas no Rio de Janeiro e 12.386 no estado de São Paulo. Ao 
final da pandemia, cerca de 15 a 25 milhões de pessoas, alguns autores sugerem 
até 50 milhões, perderam a vida em decorrência da gripe, metade dos quais eram 
indivíduos de 20 a 40 anos. 
ESTRATÉGIAS DE PREVENÇÃO E CONTROLE DA GRIPE ESPANHOLA 
No início de setembro de 1918, algumas reportagens sugeriam a presença da 
doença no Brasil. Em outubro de 1918, fábricas foram paralisadas e a circulação 
foi reduzida, em virtude do grande número de operários infectados. No Brasil, a 
preocupação do governo, no início da pandemia, era voltada ao combate de outras 
doenças transmissíveis comuns à época, como a tuberculose, a varíola, a febre 
amarela, a malária e a peste bubônica, visto que, inicialmente, o número de óbitos 
decorrentes da Gripe Espanhola eram inferiores à taxa de mortalidade das outras 
doenças citadas. No entanto, a rápida propagação da doença fez com que médicos 
fossem recrutados para identificação da etiologia, bem como para proposta de 
medidas de prevenção e controle da doença.
ESTUDO DE CASO - GRIPE ESPANHOLA + 7/14 
Além da profilaxia geral, era recomendado às pessoas que cuidassem de sua higiene 
pessoal, evitando aglomerações e espaços confinados e utilizando desinfetantes 
nas vias aéreas superiores. As autoridades médicas acreditavam que as imposições 
de medidas restritivas pouco ajudariam, visto que a doença se propagaria mesmo 
com a proibição das relações sociais e comerciais, mesmo assim, muitos cidadãos 
aderiram às medidas de isolamento, o que ocasionou o fechamento de fábricas 
e lojas. Com o avançoda pandemia, o sal de quinino, utilizado no tratamento 
da malária, passou a ser distribuído à população, mesmo sem comprovação da 
eficiência contra o vírus da gripe espanhola. 
Reportagens da época destacavam a velocidade do contágio e a gravidade da 
doença, que era superior às doenças a época. Era espantoso o fato de muitos 
estarem enfermos e não haver mão de obra para auxílio, tratamento, dispensação de 
alimentos, fabricação de caixões, dentre tantos outros misteres indispensáveis à vida 
coletiva. 
Durante a pandemia de Gripe Espanhola, o médico Carlos Chagas, diretor do 
Instituto Oswaldo Cruz, foi convidado para liderar a campanha de combate à 
doença no Brasil. Neste período, cinco hospitais emergenciais e 27 postos de 
atendimento à população foram implementados no Rio de Janeiro. 
A terceira onda da gripe espanhola, em 1919, não foi tão grave quanto a segunda. 
Os motivos são desconhecidos, mas acredita-se que o vírus já tivesse vitimado 
os indivíduos mais suscetíveis, ou que a implementação de medidas preventivas 
precoces, como fechamento de escolas, igrejas, teatros e obrigatoriedade de 
isolamento obrigatório tenha reduzido a propagação da doença. Além disso, 
o término da Primeira Guerra Mundial certamente influenciou na redução da 
mortalidade, em virtude da melhora da qualidade de vida da população.
ESTUDO DE CASO - GRIPE ESPANHOLA * 8/14 
Estudo de Caso 
A gripe espanhola atingiu os Estados Unidos em um período de grande 
transformação em relação ao transporte de massa, mídia de massa, 
consumo de massa e guerra em massa, o que propiciava a disseminação 
das doenças transmissíveis. Diante da pandemia mortal da gripe espanhola, 
as autoridades de saúde pública buscaram implementar medidas de 
distanciamento social, como o fechamento de escolas, em níveis sem 
precedentes, o que diminuiu significativamente as taxas de mortalidade 
durante a pandemia à época. Acesse o artigo - “Destroyer and Teacher": 
Managing the Masses During the 1918-1919 Influenza Pandemic - e 
compreenda como ocorreu a gestão da pandemia por Gripe Espanhola nos 
Estados Unidos. Link do artigo: https://bit.ly/s9bj21. 
Saiba Mais 
Saiba mais sobre a gripe espanhola no documentário disponível no 
link: https://youtu.be/d0AoRkmj9YM. 
ESTUDO DE CASO - GRIPE ESPANHOLA * 9/14 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Neste tema você conheceu as características da pandemia de Gripe Espanhola 
que dizimou de 15 a 25 milhões de vidas, ou até mais, nos anos de 1918 a 1920. 
Você compreendeu que uma das grandes dificuldades da época se relacionavam a 
correta identificação do agente etiológico, que poderia auxiliar no desenvolvimento 
de estratégias de prevenção e combate à pandemia. No próximo tema 
abordaremos sobre a Zika, Dengue e Febre Amarela. Até breve!
Referências Bibliográficas 
Souza, Christiane Maria Cruz de (2008). A epidemia de gripe espanhola: um desafio 
à medicina baiana. História, Ciências, Saúde-Manguinhos [online]. 2008, v. 15, n. 4, 
p. 945-972. Disponivel em: https://doi.org/10.1590/S0104-59702008000400004. 
Fiocruz (2006). Pandemia de gripe de 1918. Disponivel em: http://www.invivo. 
fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=815&sid=7. 
Gurgel, Cristina Brandt Friedrich Martin (2013). 1918: a gripe espanhola 
desvendada? Rev Soc Bras Clin Med,, v. 11, n. 4, p. 380-5. Disponivel em: https://bit. 
ly/p3ab1r0.
LIVRO DE REFERÊNCIA: 
Joshua M. Sharfstein 
THE 
PUBLIC The Public Health Crisis Survivel Guide: 
HEALTH Leadership and Management in Trying Times 
Sharfstein, J.M. 
Oxford University Press, 2018 
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ESTUDO DE CASO - ZIKA, DENGUE, CHIKUNGUNYA E 
FEBRE AMARELA 
Contetido organizado por Angela Maria Moed Lopes do livro The Public Health 
Crisis Survivel Guide: Leadership and Management in Trying Times, 1st Edition, 
do autor Sharfstein, J.M., publicado no ano de 2018 pela Oxford University Press. 
Objetivos de Aprendizagem 
* Conhecer as caracteristicas epidémicas da Dengue; 
« Conhecer as caracteristicas epidémicas da Chikungunya; 
- Conhecer as caracteristicas epidémicas da Zika; 
* Conhecer as caracteristicas epidémicas da Febre Amarela.
ESTUDO DE CASO - ZIKA, DENGUE, CHIKUNGUNYA E FEBRE AMARELA + 3/14 
Introdução 
Grande parte dos microrganismos que causam doenças infeciosas nos seres 
humanos têm origem zoonótica (animal). As Arboviroses, Dengue, Chikungunya, 
Zika, Febre Amarela, dentre outras, são doenças transmitidas por mosquitos vetores, 
principalmente o Aedes aegypti e o Aedes albopictus (transmissão indireta), que 
são amplamente distribuídos no território brasileiro. Os principais Arbovírus que 
causam doenças nos seres humanos são o DENV (vírus causador da Dengue), o 
CHIKV (vírus causador da Chikungunya), o ZIKV (vírus causador da Zika) e o vírus 
amarílico (causador da Febre Amarela). 
As manifestações clínicas das Arboviroses são diversas, e incluem o aumento 
da temperatura, moderada ou grave, cefaleia, mialgia (dor muscular), erupções 
cutâneas, artralgia (dores nas articulações), sindrome neurológica e sindrome 
hemorrágica. 
Apesar da maioria dos pacientes apresentarem recuperação completa após a 
doença, alguns podem apresentar sintomas prolongados, como a artralgia do 
CHIKV, que pode durar meses. Um outro fator preocupante está relacionado ao 
desenvolvimento da Síndrome de Guillain-Barré, uma doença autoimune que causa 
fraqueza muscular e paralisia, observado em pacientes que foram infectados pelo 
ZIKV. O vírus da Zika também foi associado ao surto de microcefalia em bebês 
recém-nascidos no Brasil nos anos de 2015 e 2016, demonstrando a importância da 
implementação de medidas preventivas eficazes. 
EPIDEMIOLOGIA 
A Dengue é a Arbovirose mais importante do mundo. De acordo com a 
Organização Pan-Americana de Saúde, nos primeiros cinco meses de 2020, cerca de 
1,6 milhões de casos de dengue foram registrados nas Américas. Destes, 1.040.481 
casos foram registrados no Brasil. Neste mesmo período, foram notificados 37.279 
casos de Chikungunya e 7.452 casos de Zika, nos países americanos. Estes valores 
representam uma queda de 10% da incidência observada no ano de 2019, que foi 
considerado um ano epidêmico.
ESTUDO DE CASO - ZIKA, DENGUE, CHIKUNGUNYA E FEBRE AMARELA + 4/14 
No Brasil, existem relatos de casos de dengue desde o século 19. No ano de 1955, 
o Brasil erradicou o mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, como 
resultado das medidas implementadas para controle da febre amarela, que também 
era epidêmica neste período. Ao final dos anos 1960, observou-se a reintrodução 
do vetor no território nacional, devido ao relaxamento das políticas de controle 
do vetor. Novos casos de dengue foram confirmados em 1982, quando foram 
identificados os subtipos DENV-1 e DENV-4. Atualmente, existem quatro tipos de 
vírus circulantes da dengue no país (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4). 
Diversos fatores podem estar relacionados a epidemia persistente de dengue 
no Brasil, incluindo o investimento insuficiente na prevencao e no tratamento 
adequados, deficiéncia nos sistemas de abastecimento, distribuigées irregulares das 
chuvas, dentre outros. A implementagao de ações educativas, como a eliminagdo de 
materiais contendo agua parada, pode auxiliar no controle da disseminagao do virus 
da dengue, principalmente devido a eliminagao da propagação dos vetores. Estas 
situagdes também colaboram para a redução da disseminagdo da Chikungunya e da
ESTUDO DE CASO - ZIKA, DENGUE, CHIKUNGUNYA E FEBRE AMARELA + 5/14 
Zika, devido ao fato de possuírem o mesmo vetor, o Aedes aegypti. 
O vírus CHIKV de linhagem africana sofreu uma mutação que permitiu a adaptação 
ao vetor Aedes albopictus, espécie de mosquito abundante nas ilhas do OceanoÍndico e em regiões da Ásia, o que favoreceu a disseminação da doença para áreas 
urbanas e periurbanas no continente asiático, bem como aumentou o risco de 
epidemias em outras regiões tropicais ou mesmo temperadas, como a Europa. No 
final de 2013, foi registrado o primeiro caso de CHIKV de linhagem asiática no 
Caribe. O primeiro caso de Chikungunya registrado no Brasil ocorreu em setembro 
de 2014 no estado do Amapá. Atualmente, o Amapá, a Bahia e Pernambuco são 
os estados com maior número de casos desta doença. No ano de 2014, foram 
confirmados 2.772 casos da doença no pais. 
O virusda Zika foi identificado inicialmente em macacos Rhesus no ano de 1947 em 
Uganda. Uma epidemia de Zika atingiu a Micronésia no ano de 2007, no Oceano 
Pacífico e a Polinésia Francesa, na Oceania, no ano de 2013. A partir de abril de 
2015, foram confirmados casos da doença na Bahia e no Rio Grande do Norte. Em 
pouco tempo a doença se disseminou, atingindo vários estados brasileiros e outros 
países da América Latina, Caribe, além dos Estados Unidos e Europa. 
A Febre Amarela geralmente é caracterizada como surtos silvestres no Brasil, 
associados com epizootias. Observou-se nos anos de 2000 a 2009 uma expansão 
geográfica da circulação do vírus e a reemergência da doença em regiões urbanas, 
na região Centro-Oeste e Sudoeste, a partir do ano de 2014.
ESTUDO DE CASO - ZIKA, DENGUE, CHIKUNGUNYA E FEBRE AMARELA + 6/14 
PREVENÇÃO E CONTROLE DAS ARBOVIROSES 
No Brasil, o controle das Arboviroses está relacionado às ações de vigilância em 
saúde. No entanto, a prevenção e o controle desta doença são extremamente 
difíceis, dado a alta competência vetorial do Aedes aegypti, que tem desenvolvido 
resistência aos inseticidas utilizados para seu controle, e custo elevado da execução 
das ações de controle vetorial, bem como das implicações ambientais relacionadas 
ao uso de inseticidas para controle do mosquito. Estima-se que o financiamento 
destinado ao controle da dengue no Brasil represente 42% dos gastos totais 
relacionados à doença no continente Americano. 
As Arboviroses representam um problema de saúde pública mundial devido às suas 
características específicas, como potencial de dispersão, capacidade de adaptação 
a novos ambientes e hospedeiros, potencial de provocar grandes epidemias e pela 
ocorrência de casos graves. 
As políticas de enfrentamento as Arboviroses devem incluir diferentes setores, 
não somente a área da saúde. O desenvolvimento de vacinas tem se mostrado 
particularmente promissor, considerando sua viabilidade constatada para a Febre 
Amarela e, mais recentemente, dengue.
ESTUDO DE CASO - ZIKA, DENGUE, CHIKUNGUNYA E FEBRE AMARELA + 7/14 
A disseminação de ZIKV e CHIKV e seu impacto no Brasil levaram ao 
estabelecimento de situação de emergéncia em saúde publica pelo Ministério da 
Saúde e pela OMS após dois anos da entrada dos virus no país. O estabelecimento 
deste quadro culminou na intensa mobilizagao de recursos e articulagdes entre as 
trés esferas do governo para combater a circulagdo viral. Outros esforços realizados 
para enfrentamento as Arboviroses são o desenvolvimento de exames diagndsticos 
e de medicamentos antivirais. 
As Arboviroses tém se constituido como um desafio a satide publica, uma ameaga 
que tem emergido e/ou reemergido nas tltimas décadas. Nos últimos anos, tém 
se observado incidéncias epidémicas das Arboviroses em todo o mundo. Ações 
conjuntas em pesquisa e o combate aos vetores podem impactar na disseminagao 
das Arboviroses a nivel mundial.
ESTUDO DE CASO - ZIKA, DENGUE, CHIKUNGUNYA E FEBRE AMARELA + 8/14 
Estudo de Caso 
Acesse os links abaixo e entenda mais sobre o gerenciamento dos surtos e 
epidemias das Arboviroses no Brasil. 
Zika: 
« http://bitly/kiluanb8 
Dengue: 
« https://bitly/pu8bha7 
Febre Amarela: 
« https://bitly/chOhu13 
Saiba Mais 
Saiba mais sobre as Arboviroses no link: https://youtu.be/i3l -Lbu8ew. 
ESTUDO DE CASO - ZIKA, DENGUE, CHIKUNGUNYA E FEBRE AMARELA + 9/14 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Neste tema você compreendeu que as Arboviroses têm se constituído como 
um desafio à saúde pública, uma ameaça que tem emergido e/ou reemergido 
nas últimas décadas. Nos últimos anos, têm se observado incidências epidêmicas 
das Arboviroses em todo o mundo. O principal mecanismo para combate as 
Arboviroses é o combate aos vetores das doenças. Uma alternativa que tem se 
mostrado promissora no combate a estas doenças é o desenvolvimento de vacinas. 
No próximo tema você conhecerá as características relacionadas à pandemia pelo 
virus da Influenza do tipo H1N1, que ocorreu no ano de 2009. Até breve!
Referências Bibliográficas 
Silva, F.C.M,, Bezerra, H.S., Araújo, A.O.C., Carvalho, L.E.S. & Silva, J. (2021). 
Estudo temporal de arboviroses: uma análise espacial. Pesquisa, Sociedade e 
Desenvolvimento, v. 10, n. 7, pág. e10910716220. Disponível em: https://rsdjournal. 
org/index.php/rsd/article/view/16220. 
Donalisio, M.R., Freitas, A.R.R. & Zuben, A.P.B. (2017). Arboviruses emerging in 
Brazil: challenges for clinic and implications for public health. Revista de Saúde 
Pública [online]. 2017, v. 51. Disponível em: https://doi.org/10.1590/S1518- 
8787.2017051006889.
Joshua M. Sharfstein LIVRO DE REFERÉNCIA: 
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PUBLIC The Public Health Crisis Survivel Guide: 
HEALTH Leadership and Management in Trying Times 
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ESTUDO DE CASO - HIN1 
Conteúdo organizado por Angela Maria Moed Lopes do livro The Public Health 
Crisis Survivel Guide: Leadership and Managementin Trying Times, 1st Edition, 
do autor Sharfstein, J.M., publicado no ano de 2018 pela Oxford University Press. 
Objetivos de Aprendizagem 
- Conhecer as caracteristicas da pandemia pelo virus da Influenza A do tipo 
H1NT ocorrida no ano de 2009.
ESTUDO DE CASO - HIN1 * 3/12 
Introdução 
O vírus da Influenza, identificado nos humanos pela primeira vez em 1933, 
apresenta diversos subtipos que sofrem mutações continuamente gerando 
novas cepas. Estas cepas podem infectar humanos e causar diferentes graus de 
manifestações clínicas. 
No ano de 2009, a Organização Mundial da Saúde (OMS) notificou aos países 
membros, a ocorrência de uma pandemia de importância mundial. Inicialmente, no 
mês de março de 2009, foram identificados casos humanos de Influenza 
suína, posteriormente denominada de Influenza A (H1N1), no México e nos 
Estados Unidos. No dia 25 de abril deste mesmo ano, seguindo as diretrizes do 
Regulamento Sanitdrio Internacional (RSI) a OMS declarou esta doenga como 
Emergéncia de Saúde Publica de Importancia Internacional. 
Até a semana epidemioldgica 47 (novembro de 2009) foram notificados 
casos da doenga em 207 paises e 8.768 dbitos. No Brasil, foram confirmados 
laboratorialmente 46.355 casos de Sindrome Respiratéria Aguda Grave (SRAG) 
causadas pelo virus Influenza (H1N1) até o dia 20 de margo de 2010. Foram 
confirmados 2.087 óbitos no territério nacional. 
O CDC (Center for Disease Control and Prevention) estimou a ocorréncia de 60,8 
milhões de casos, 274.304 hospitalizagdes e 12.469 dbitos decorrentes da doenga 
entre 12 de abril de 2009 a 10 de abril de 2010 nos Estados Unidos. O nimero 
total de dbitos confirmados laboratorialmente por Influenza A (H1N1) entre abril 
de 2009 a abril de 2010 foi de 18.500. No entanto, alguns estudos indicam números 
entre 105.700 a 575.400 mortes decorrentes da doenca. 
O virus é transmitido, comumente, de forma direta (pessoa a pessoa) por 
meio de goticulas de aerossol expelidas pelo individuo infectado. Existem, 
também, evidéncias de transmissdo indireta por meio do contato com secregdes 
contaminadas com o virus. Clinicamente, os sintomas mais comuns sdo febre alta 
(acima de 38°C),mialgia, dor de garganta, prostracdo, cefaleia e tosse seca. As 
criangas e os idosos apresentam sintomas mais graves. Os fatores associados a 
formas graves e óbito são gestantes, criangas com idade menor que 2 anos, idosos
ESTUDO DE CASO - HIN1 * 4/12 
com mais de 60 anos e presença de comorbidades, tais como cardiopatias, diabetes, 
obesidade, entre outros. 
Em muitos casos, a infecção evolui para Insuficiência Respiratória Aguda, 
observando, ao exame radiológico, infiltrado pulmonar com aparência de vidro 
fosco, difuso e bilateral. Também se observa, com frequência, sintomas clínicos de 
pneumonia viral primária, falência de múltiplos órgãos com sinais de insuficiência 
renal e comprometimento cardíaco. O diagnóstico diferencial da Influenza A 
(HTNT) é feito com base na análise da presença do RNA viral por meio da técnica 
de RT-PCR. 
A Organização Mundial da Saúde declarou, em 10 de agosto de 2010, o fim da 
pandemia global pelo virus Influenza A (H1N1) de 2009, no entanto, o virus ainda 
circula causando gripes sazonais, hospitalizagdes e mortes em todo o mundo. 
ESTUDO DE CASO - HIN1 * 5/12 
PREVENÇÃO E CONTROLE 
Imediatamente após a notificação da OMS quanto à existência de uma emergência 
de saúde pública de importância internacional, foi instituído, no Brasil, o Gabinete 
Permanente de Emergência em Saúde Pública (GPESP) no intuito de monitorar e 
elaborar planos de prevenção e controle da doença no país. Foram elaborados 
planos de contingência e mitigação pelo Ministério da Saúde de acordo com as 
orientações da OMS e Organização Pan-Americana de Saúde. 
Diversas estratégias para contenção da doença, tais como a identificação precoce 
dos casos, instituição do tratamento e isolamento dos casos suspeitos e confirmados, 
e rastreamento dos possíveis contatos. Até o dia 15 de julho de 2009, foram 
notificados somente casos de pacientes que haviam contraído a doença no exterior 
ou por meio do contato com pessoas que estavam em trânsito internacional. 
O primeiro caso da doença notificado no país ocorreu no dia 16 de julho de 2009, 
em São Paulo, o que evidenciou a circulação do virus no território nacional. A partir 
deste momento, iniciou-se a fase de mitigação, na qual se adotam medidas de 
vigilância no intuito de reduzir a gravidade ou mortalidade da doença, por meio 
do diagnóstico e tratamento dos casos suspeitos e confirmados. As informações 
divulgadas pelo Ministério da Saúde estimularam a adoção de hábitos de higiene 
e etiqueta respiratória pela população, o que auxiliou na redução da propagação 
da doença. As ações de prevenção e controle da pandemia incluíram, também, a 
vacinação em massa contra o virus da Influenza A (H1N1). 
NOVO VÍRUS INFLUENZA A (H3N2) 
No último trimestre de 2021, inúmeros casos de gripe causadas pelo vírus Influenza 
A foram notificados no Brasil e no mundo. Tratava-se de uma nova cepa do subtipo 
A (H3N2), denominada de Darwin. Atualmente, três tipos de vírus Influenza são 
conhecidos: A, B e C. Os subtipos A e B estão relacionados às epidemias sazonais 
em diferentes localidades do mundo. O subtipo C geralmente provoca casos mais 
leves da doença. Existem vários subtipos da Influenza A, incluindo o HIN1 e o 
H3N2. Ambas as linhagens causam sintomas semelhantes, tais como febre alta, tosse, 
garganta inflamada, dores de cabeça, no corpo e nas articulações, calafrios e fadiga.
ESTUDO DE CASO - HIN1 * 6/12 
Apesar de apresentar letalidade menor que o novo coronavirus, alguns casos graves 
tém sido identificados decorrentes da infecção pelo virus Influenza A (H3N2), 
particularmente em grupos de risco (criangas, idosos, gestantes e individuos com 
comorbidades). 
Saiba Mais 
Acesse o link: https:/bitly/[4aub8 e entenda as causas provaveis para 
o novo surto de H3N2 no pais. 
Estudo de Caso 
Os Estados Unidos elaboraram uma resposta complexa, multifacetada e 
de longo prazo a pandemia de HIN1 de 2009. Acesse o link: https:/bit.ly/ 
mOr9b0j e entenda como se deu o gerenciamento da crise de satide publica 
no pais. 
O governo brasileiro também elaborou protocolos de prevenção e controle 
da doenga no pais. Acesse o link: https://b03n4s. e entenda como se deu o 
gerenciamento da crise de saúde publica no pais.
ESTUDO DE CASO - HIN1 * 7/12 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Neste tema você entendeu as características etiológicas, epidemiológicas e o 
gerenciamento da pandemia de Influenza A (H1N1) ocorrida no ano de 2009 no 
Brasil e no mundo. Compreendeu que uma das medidas de controle da doenca 
desde a sua ocorréncia é a vacinação anual contra o virus. No préximo tema vocé 
compreendera as caracterfsticas e gerenciamento da pandemia por Covid-19, 
causada pelo novo coronavirus, o Sars-CoV-2. Até breve!
Referências Bibliográficas 
Milanesi, R., Caregnato, R.C.A. & Wachholz, N.L.R. (2011). Pandemia de Influenza 
A (H1N1): mudanca nos habitos de saude da populagao, Cachoeira do Sul, Rio 
Grande do Sul, Brasil, 2010. Cadernos de Saúde Publica [online], v. 27, n. 4, p. 723- 
732. Disponfvel em: https://doi.org/10.1590/50102-311X2011000400011. 
Viboud, C. & Simonsen, S. (2012). Global mortality of 2009 pandemic infl uenza A 
H1NT. The Lancet, v. 12, n. 9, p. 651 — 653. Disponivel em: https://bit.ly/12v7hvs. 
Organizagao Pan-Americana de Saúde (online). Pandemic (H1N1) 2009: Guidelines 
and Recomendation. Disponivel em: https:/bit.ly/8vb2jmb. 
Brasil. Ministério da Saúde (2010). Doencas Infecciosas E Parasitdrias: Guia de 
Bolso. Ministério da Satde, 8° edição. Disponivel em: https://www.gov.br/saude/ 
pt-br/centrais-de-conteudo/publicacoes/publicacoes-svs/doencas-diarreicas- 
agudas/doencas-infecciosas-e-parasitarias_-guia-de-bolso.pdf/@@download/file/ 
Doen%C3%A7as%20infecciosas%20e%20parasit%C3%Arias_%20Guia%20de %20 
bolso.pdf. 
Ministério da Saúde. Biblioteca Virtual em Saude (online). H3N2: novo virus 
influenza em circulagdo no pais. Disponivel em: https:/bit.ly/912kv81. 
Centers for Disease Control and Prevention (CDC) (online). Pandemia de HIN1 
de 2009 (virus HIN1pdm09). Disponivel em: https://www.cdc.gov/flu/pandemic- 
resources/2009-h1n1-pandemic.html.
SR LIVRO DE REFERENCIA: 
THE 
PUBLIC The Public Health Crisis Survivel Guide: 
HEALTH Leadership and Management in Trying Times 
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ESTUDO DE CASO - COVID-19 
Contetido organizado por Angela Maria Moed Lopes do livro The Public Health 
Crisis Survivel Guide: Leadership and Management in Trying Times, 1st Edition, 
do autor Sharfstein, J.M., publicado no ano de 2018 pela Oxford University Press. 
Objetivos de Aprendizagem 
« Conhecer as caracteristicas da pandemia pelo virus Sars-CoV-2 
causador da Covid-19.
Privacidade dos Dados: Idoneidade e Confiança na Empresa * 3/15 
Introdução 
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), no dia 31 de dezembro 
do ano de 2019, foram descritos os primeiros casos de pneumonia causadas pelo 
novo coronavírus, em Wuhan, na China. No dia 30 de janeiro de 2020, A OMS 
notificou uma nova Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional, o 
surto de Covid-19 causada pelo novo coronavírus. No dia 11 de março de 2020, a 
doença foi caracterizada como uma pandemia. 
A Covid-19 é causada por uma nova cepa do coronavírus, o coronavírus 2 da 
Sindrome Respiratória Aguda Grave (SARS-CoV-2). O primeiro caso da Covid-19 
notificado no Brasil ocorreu no dia 26 de fevereiro de 2020 na cidade de São 
Paulo. Em 20 de março do mesmo ano foi declarada a transmissão comunitária 
do vírus, quando, então, o Ministério da Saúde sugeriu a adoção de medidas não 
farmacológicas para redução da transmissão do vírus, redução da progressão da 
doença,achatamento da curva epidêmica e, consequentemente, a não sobrecarga 
dos serviços de saúde. 
Dentre as medidas sugeridas, estão incluídas as recomendações gerais para 
qualquer fase de transmissão, tais como: 
* Etiqueta respiratória; 
« Distanciamento social; 
* Campanhas de mídia relacionadas à prevenção e fluxo assistencial; 
* Recomendação para que os pacientes com sintomatologia leve procurem os 
serviços de Atenção Primária à Saúde, e não Unidades de Pronto-Atendimento 
ou serviços de atenção terciária; 
* Usode equipamentos de proteção individual, como máscaras; 
* Isolamento de casos suspeitos por até 14 dias; 
* Monitoramento de contatos dos suspeitos; 
* Notificação dos casos suspeitos e confirmados; 
* Lavagem frequente das mãos com água e sabão e álcool gel na concentração 
de 70%, dentre outras.
Privacidade dos Dados: Idoneidade e Confiança na Empresa * 4/15 
O plano elaborado pelo Ministério da Saúde para enfrentamento à emergência 
de saúde pública decorrente do novo coronavírus inclui portarias, protocolos, 
recomendações técnicas, conferências da imprensa, canal de comunicação com a 
população, aplicativo para celulares com informagdes atualizadas da pandemia no 
Brasil e painel coronavirus atualizado. 
O virus apresenta alta transmissibilidade e pode provocar uma sindrome 
respiratéria aguda que varia de casos leves (cerca de 80%) a casos muito graves de 
insuficiéncia respiratdria (5 a 10% dos casos). Os sintomas mais comuns da doença 
são febre (acima de 37,8°C), tosse, dor de garganta, dispneia, mialgia, fadiga, 
sintomas gastrointestinais, como diarreia (menos frequente) e sintomas respiratórios. 
As manifestações mais graves da doença incluem o desenvolvimento de pneumonia 
e Síndrome da Angústia Respiratória Aguda (SARA), caracterizada pela presença 
de desconforto respiratório ou aumento da frequência respiratória, redução da 
saturação de SpO2 menor que 95% em ar ambiente, piora das condições clínicas 
em pacientes com doenças crônicas e hipotensão arterial em relação à pressão 
normal do paciente. 
Ao exame radiológico é possível observar a presença de infiltrado bilateral nos 
exames de imagem de tórax e redução do número de linfócitos (células do sistema 
imunológico). O diagnóstico laboratorial é realizado por meio da avaliação da 
presença de anticorpos lgM e IgG na corrente sanguinea após 8 dias de sintomas, 
ou por meio da reação em cadeia da polimerase com transcrição reversa e 
amplificação em tempo real (RT-qgPCR), para avaliação da presença de material 
genético do vírus (RNA) em secreções das vias aéreas superiores ou sangue. 
A transmissão ocorre de pessoa a pessoa (transmissão direta) por meio do contato 
com gotículas de saliva expelidas durante a fala, tosse ou espirro e contato direto 
(aperto de mão). A transmissão também pode ocorrer por meio do toque em 
superfícies contaminadas, dado que o vírus pode permanecer viável por cerca de 
72 horas em plástico, estruturas metálicas, vidro e madeiras. 
Segundo dados da OMS, até o dia 21 de março de 2022, foram notificados 
469.212.705 casos de Covid-19 no mundo e 6.077.252 óbitos decorrentes da 
doença. No Brasil, até o dia 21 de março de 2022, foram notificados 29.641.594 
casos de Covid-19. Destes, foram confirmados 657.302 óbitos decorrentes da 
doença.
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Individuos que apresentam comorbidades, tais como a cardiopatia, diabetes, 
imunossupressao, pneumopatias, doenca renal cronica, asma, obesidade, doenga 
neuroldgica grave, doenga hematoldgica grave e doença hepatica grave tém maior 
probabilidade de desenvolverem as formas mais graves da doenga. 
O genoma de RNA do novo coronavirus é altamente infeccioso e propenso a sofrer 
mutagdes, o que tem determinado o surgimento de novas cepas virais. No dia 22 de 
março de 2022, a OMS havia declarado as variantes circulantes Delta e Omnicrom 
como as variantes de maior preocupacao, atualmente. Acesse o link: https:/bit. 
ly/a2v81fg e conheça o painel atualizado sobre as variantes de preocupagdo e 
variantes de interesse segundo a Organizagdo Mundial da Saúde. 
Privacidade dos Dados: Idoneidade e Confiança na Empresa * 6/15 
POLÍTICAS DE SAÚDE PÚBLICA 
A pandemia por Covid-19 tem representado um grande desafio a nível global, 
acometendo todos os continentes. Repercussões relacionadas à doença, tais 
como a falta de leitos e respiradores artificiais disponíveis, expuseram problemas 
assistenciais e estruturais de saúde em todo o mundo. Uma das medidas mais 
utilizadas no intuito de evitar a propagação do vírus foram o isolamento, quarentena 
e distanciamento social. Além disto, a restrição das viagens também contribuiu para 
mitigação da pandemia. Os países também adotaram sistemas de triagem, no intuito 
de identificar indivíduos assintomáticos, que poderiam representar possíveis fontes 
de transmissão. Observou-se, mundialmente, diversos problemas relacionados 
à doença, tais como a escassez de suprimentos hospitalares, equipamentos de 
proteção individual, máscaras e roupas de proteção para os profissionais de saúde. 
Um investimento massivo em pesquisa científica no intuito de criar métodos 
diagnósticos, terapêuticos e preventivos tem sido realizado. 
A vacinação tem sido considerada como o único método eficaz para prevenir a 
Covid-19. Atualmente, diversas vacinas estão em ensaios clínicos ou já estão sendo 
utilizadas no mercado. Segundo a OMS, um total de 10.925.055.390 doses de 
vacinas já foram aplicadas mundialmente até o dia 18 de março de 2022. 
O PAPEL DO GESTOR 
De acordo com o Ministério da Saúde, o gestor exerce inúmeras ações para 
prevenção e combate às emergências de saúde pública, como a pandemia por 
Covid-19, tais como: 
Transmitir à rede de serviços assistenciais públicos e privados atualizações sobre o 
cenário epidemiológico da infecção humana pelo novo coronavirus (Sars-CoV-2). 
Promover ações íntegradas entre vígílãncia em saúde, assistência, Anvisa, e outros 
órgãos envolvidos na prevenção e controle do vírus Sars-CoV-2. 
Apresentar a situação epidemiológica nas reuniões do Comitê de Monitoramento 
de Emergências (CME), de acordo com agenda estabelecida. 
Organizar as atividades diárias do COE conforme prioridades das demandas.
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Promover ações de educação em saúde referente à promoção, prevenção e 
controle do vírus Sars-CoV-2. 
Emitir instruções para os órgãos de governo sobre diretrizes de controle de 
infecção e o uso adequado de equipamento de proteção individual (EPI). 
Estimular o acompanhamento da execugdo dos Planos de Contingéncia Estaduais/ 
Municipais para a Covid-19 pelos gestores locais. 
Apoiar a divulgagao de materiais desenvolvidos pela area técnica (protocolos, 
manuais, guias, notas técnicas). 
Captar recursos para as agdes emergenciais para o enfrentamento da pandemia 
(Brasil, 2021, p. 25). 
Saiba Mais 
Conhega o plano de contingéncia nacional elaborado pelo Ministério 
da Saúde para enfrentamento a pandemia de Covid-19 por meio do 
link: https:/bit.ly/8bmbv7. No plano é possivel conhecer as ações 
realizadas durantes as fases de alerta, perigo iminente e emergéncia 
de saúde publica, tais como as medidas de contingéncia e mitigagao, 
bem como sobre os papeis exercidos pelos diferentes setores da 
saude publica, como vigilancia, suporte laboratorial, assisténcia, 
assisténcia farmacéutica, comunicagao de risco e gestdo. 
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Estudo de Caso 
A pandemia de Covid-19 revelou inúmeros problemas de saúde pública 
a nível mundial, tais como problemas estruturais, falta de insumos e 
medicamentos, número reduzido de profissionais atuantes e de medidas 
de proteção aos profissionais, problemas relacionados a gestão e manejo 
das doenças transmissíveis, dentre outros. No Brasil, uma importante crise 
evidenciada durantea pandemia por Covid-19 foi o colapso da saúde em 
Manaus. Manaus, a capital do estado Amazonas, havia apresentado taxas 
elevadas de incidéncia e mortalidade pela doenca no més de maio de 
2020, o que provocou, inclusive, um colapso do sistema funerario durante 
a primeira onda da pandemia. Ao final de dezembro e inicio de janeiro, a 
segunda onda atingiu a capital, causando o colapso no sistema de satide, 
pela falta de leitos de enfermaria e UTI, mas, sobretudo, pela falta de 
oxigénio para suporte a vida dos pacientes contaminados. Saiba mais sobre 
o assunto no link: https:/bit.ly/pr91jv87. 
Privacidade dos Dados: Idoneidade e Confiança na Empresa * 9/15 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
Neste tema você conheceu algumas características da pandemia de Covid-19, que 
assola o mundo desde o ano de 2020. O número de óbitos ultrapassa seis milhões 
e aumenta a cada dia. A pandemia evidenciou diversos problemas relacionados a 
saúde pública existentes, tais como problemas relacionados à infraestrutura, falta 
de leitos, medicamentos, insumos, número de profissionais reduzidos, causando 
o colapso de sistemas de saúde em diferentes regiões do mundo. Estes fatos 
demonstram a importância do gerenciamento adequado para vigilância, mitigação 
e controle das doenças infecciosas, bem como de outros eventos que podem 
ocasionar crises de saúde pública.
Referências Bibliográficas 
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(Covid-19). Disponivel em: https://covid19 who.int/. Acessado em: 22 de março de 
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HEALTH Leadership and Management in Trying Times 
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