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TÓPICOS INTEGRADORES II 
FISIOTERAPIA
UNIDADE II
2
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste material poderá ser reproduzida ou transmitida de 
qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou 
qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem prévia autorização, 
por escrito, do Grupo Ser Educacional.
Edição, revisão e diagramação: 
Equipe de Desenvolvimento de Material Didático EaD 
 
___________________________________________________________________________
Cahu, Fabiana.
Tópicos Integradores II – Fisioterapia: Unidade 2 - Recife: Grupo Ser Educacional, 2021.
 ___________________________________________________________________________
Grupo Ser Educacional
Rua Treze de Maio, 254 - Santo Amaro
CEP: 50100-160, Recife - PE
PABX: (81) 3413-4611
3
Sumário
Para início de conversa ...................................................................................... 4
Técnicas de Terapia Manual ...................................................................................... 6
Mobilização articular .................................................................................................. 6
Movimentos das superfícies articulares – artrocinemática ....................................................... 7
objetivos da mobilização articular .................................................................................................. 9
Benefícios da mobilização articular ................................................................................................ 10
Técnica de mobilização articular proposta por Maitland ..................................... 11
duração e frequência da aplicação da mobilização articular .................................................... 13
Técnicas de mobilização articular propostas por Kaltenborn ............................. 14
Graus de decoaptação/tração ......................................................................................................... 14
4
TÓPICOS INTEGRADORES II - FISIOTERAPIA
UNIDADE II
Para início de conversa
Olá, estudante! Tudo bem?
Você vivenciou no Guia de estudos 1 um tema bastante importante para sua vida 
acadêmica e profissional: o alongamento muscular. Também teve uma ampla explanação 
sobre os tipos de alongamento, seus benefícios, indicações, contraindicações, técnicas 
da modalidade, dentre outros aspectos. Tudo isso, com certeza, foi muito importante 
para nortear o seu conhecimento sobre as suas atitudes e posturas frente a um protocolo 
de atendimento cinesioterapêutico.
No Guia da Unidade 2, será abordada uma técnica da Terapia manual: a mobilização 
articular. Aqui, veremos os principais aspectos teóricos sobre o assunto, os tipos 
de mobilização articular, a forma de execução e também as principais técnicas de 
mobilização articular dos membros superiores e dos membros inferiores. 
Esta unidade está estruturada com atividades que integram os conteúdos, com o intuito 
de desenvolver a interdisciplinaridade e o raciocínio crítico e reflexivo dos alunos, 
através da leitura de artigos científicos, textos e da utilização de questões e problemas 
relativos aos conteúdos ministrados. Assim, você terá a oportunidade de se aprofundar 
em determinados assuntos e adquirir um conhecimento ainda maior.
Podemos ir em frente?
Bons estudos!
5
orienTações da disciPlina
A disciplina de Tópicos Integradores do curso de Fisioterapia tem o objetivo de 
proporcionar aos estudantes mecanismos de reforço e aprofundamento de determinados 
assuntos já vistos no decorrer do curso. No Guia de Estudos da Unidade 2, você encontrará 
o conteúdo referente à segunda unidade, que corresponde aos conhecimentos sobre a 
técnica de Terapia Manual conhecida como Mobilização Articular.
Explore os links, leituras sugeridas e as dicas de conteúdo que serão oferecidas. Ao longo 
do Guia você encontrará hipertextos que lhe auxiliarão no processo de aprendizagem 
como: Saiba Mais, Fique Atento, Exemplos Práticos e Links. No final do curso, você 
estará apto para aplicar os conteúdos no seu dia a dia.
Palavras do ProFessor 
Caro aluno (a), 
Seja bem-vindo (a)!
A disciplina de Tópicos Integradores II é destinada a abordar, em um contexto de revisão, 
os principais assuntos da Cinesioterapia, Terapia Manual e da Eletrotermofototerapia. 
Nessa segunda unidade, você conhecerá um pouco mais da importância da prática da 
Mobilização Articular, além do conhecimento teórico sobre esta modalidade terapêutica. 
Pronto para a nossa jornada?
Vamos começar!
acesse sUa BiBlioTeca virTUal 
Na Biblioteca Virtual, você pode acessar o livro de Exercícios Terapêuticos dos autores 
Carolyn Kisner e Lynn Allen Colby, com o intuito de recordar o conteúdo abordado nessa 
disciplina. Não se esqueça de fazer os exercícios para rever o conhecimento adquirido 
ao longo da unidade.
6
Técnicas de Terapia Manual 
As técnicas da terapia manual evoluíram com o passar dos anos e são comumente aplicadas na atualidade 
para tratar os diversos tipos de alterações teciduais e articulares. Algumas foram desenvolvidas por 
médicos, como a técnica de Cyriax, de Mennel e algumas técnicas osteopáticas; outras foram criadas por 
fisioterapeutas, como as abordagens de Maitland, de Kaltenborn e de Mackenzie. 
Entre essas filosofias básicas, surgiu uma grande quantidade de subconjuntos, como a liberação miofascial, 
a técnica de liberação posicional, a técnica de mobilização neurodinâmica, a mobilização e manipulação 
articular, os exercícios de resistência manual e a facilitação neuromuscular proprioceptiva. 
Neste segundo Guia, você irá se aprofundar nas técnicas de mobilização articular de Maitland e de 
tração de Kaltenborn.
Mobilização articular 
A mobilização articular se refere às técnicas de terapia manual utilizadas para modular a dor e tratar as 
disfunções articulares que limitam a amplitude de movimento, abordando especificamente alterações na 
mecânica articular. 
As técnicas de mobilização articular se concentram na obtenção de uma amplitude normal do movimento 
das articulações sem dor. Quase todas as restrições de movimento podem ser recuperadas por uma 
técnica articular específica realizada por um fisioterapeuta.
As mobilizações articulares são baseadas nos princípios de Maitland, descritas em 5 graus, onde sua 
aplicação se dará de acordo com o quadro clínico do paciente. Já a tração é uma técnica baseada nos 
princípios de Kalterborn, que apresenta 3 graus, envolvendo a mobilização de um segmento articular com 
objetivo de produzir alguma separação entre as duas superfícies
vocÊ saBia? 
Para que o fisioterapeuta aplique a mobilização articular de forma adequada, ele precisa 
conhecer os termos artrocinemática e osteocinemática. A artrocinemática se refere aos 
movimentos acessórios que ocorrem dentro da articulação, ou seja, nas superfícies 
articulares, como os movimentos de rolamento, rotação, giro e deslizamento. Já a 
osteocinemática se refere ao movimento do osso, ou seja, o movimento fisiológico da 
articulação descrito em planos anatômicos de movimento, como, por exemplo, a flexão 
e abdução. Assim, a mobilidade pode ser afetada por alterações na movimentação 
artrocinemática, na movimentação osteocinemática ou em ambas.
???
7
Com a mobilização articular trataremos os movimentos acessórios com perda de 
mobilidade, de forma passiva, com objetivo de recuperar a artrocinemática, ou seja, os 
movimentos de giro, rotação, rolamento e deslizamento entre as superfícies articulares 
e, por conseguinte, os movimentos osteocinemáticos serão beneficiados.
Movimentos das superfícies articulares – artrocinemática 
Quando uma articulação se move, ocorrem cinco movimentos internos das superfícies articulares chamados 
de: giro ou torção, rolamento, tração, compressão e deslizamento (fig. 01). Esses movimentos são 
aplicados durante as técnicas de mobilização articular nos diferentes graus de movimento, a depender 
doobjetivo a ser alcançado, como, por exemplo, alívio de dor ou aumento de amplitude de movimento.
Figura 1 - Os 5 movimentos artrocinemáticos (Fonte: Google)
8
GUarde essa ideia
Vamos conhecer os 5 tipos de movimentos artrocinemáticos? 
Rolamento: 
•	 durante	este	movimento,	um	osso	rola	sobre	o	outro;
•	 as	superfícies	são	incongruentes;
•	 nas	articulações	com	a	biomecânica	normal	o	rolamento	só	ocorre	em	combinação	
com os movimentos de deslizamento e giro, porém, quando o rolamento ocorre sozinho, 
causa compressão nas superfícies do lado que o osso está se movendo, o que pode 
provocar uma lesão articular;
•	 a	superfície	que	se	move,	seja	ela	convexa	ou	côncava,	não	influencia	na	direção	do	
movimento ósseo.
Giro:
•	 durante	este	movimento,	um	osso	gira	sobre	o	outro;
•	 o	osso	faz	uma	rotação	sobre	um	eixo	mecânico	estacionário;
•	 o	ponto	na	superfície	que	se	move	faz	um	círculo	na	medida	em	que	o	osso	gira;
•	 o	 giro	 dificilmente	 ocorre	 sozinho,	 mas	 geralmente	 em	 combinação	 com	 o	
deslizamento.
Deslizamento: 
•	 durante	este	movimento,	um	osso	desliza	sobre	o	outro;
•	 as	superfícies	articulares	são	congruentes;
•	 o	deslizamento	não	ocorre	sozinho,	uma	vez	que	as	superfícies	articulares	não	são	
totalmente planas, ou seja, completamente congruentes;
•	 a	superfície	articular	que	se	move	influencia	na	direção	do	deslizamento,	o	que	é	
chamado como regra convexo-côncava;
•	 quando	 a	 superfície	 articular	 que	 se	move	 é	 convexa,	 o	 deslizamento	 ocorre	 na	
direção oposta à do movimento angular do osso;
•	 quando	 a	 superfície	 que	 se	 move	 é	 côncava,	 o	 deslizamento	 ocorre	 na	 mesma	
direção do movimento angular do osso.
Compressão: 
•	 durante	este	movimento,	uma	superfície	articular	se	aproxima	da	outra;
•	 a	compressão	causa	diminuição	no	espaço	articular	entre	as	partes	ósseas;
•	 ocorre	normalmente	nos	membros	inferiores	e	na	coluna	durante	a	sustentação	do	
corpo;
•	 cargas	 excessivas	 de	 compressão	 causam	 lesões	 articulares,	 principalmente	 na	
cartilagem articular.
9
Tração: 
•	 durante	este	movimento,	as	superfícies	articulares	afastam-se	umas	das	outras;
•	 ocorre	separação	das	superfícies	articulares	quando	estas	são	puxadas	distalmente	
uma da outra;
•	 pode	ocorrer	tração	no	eixo	longo	do	osso	resultando	em	deslizamento	caudal.
leiTUra coMPleMenTar 
Caro aluno, para que você absorva ainda mais o conteúdo desta unidade, sugiro que leia 
o artigo sobre “Técnicas de terapia manual: definições, conceitos e princípios 
básicos: uma revisão bibliográfica”. Nele, encontram-se os principais aspectos do 
nosso assunto. Leia! Você vai aumentar o seu conhecimento científico! 
Link de acesso: http://sereduc.com/36URzE
objetivos da mobilização articular 
De acordo com o que é estudado no campo da fisioterapia, os objetivos da mobilização articular são:
•	 recuperar a amplitude de movimento ativo;
•	 restaurar os movimentos passivos articulares;
•	 reposicionar ou realinhar a articulação; e
•	 reduzir o quadro álgico.
dicas
Durante a avaliação fisioterapêutica, o profissional precisa realizar uma anamnese 
minuciosa e observar o que prevalece, a dor ou a rigidez, para, assim, decidir qual é o 
grau de mobilização articular ou tração que será aplicado.
http://sereduc.com/36URzE
10
Benefícios da mobilização articular 
Com a realização da mobilização articular, vários benefícios são alcançados pelas articulações e tecidos 
moles. Esses benefícios estão descritos abaixo.
•	 Estímulo da atividade biológica do líquido sinovial, trazendo nutrientes para a cartilagem 
articular avascular das superfícies articulares e para a fibrocartilagem intra-articular dos 
meniscos.
•	 Manutenção da extensibilidade e da força tensiva dos tecidos articulares e periarticulares 
pelo movimento articular.
•	 Transmissão de impulsos nervosos aferentes dos receptores articulares, que enviam 
informações para o sistema nervoso central e, portanto, fornecem a percepção de posição 
e movimento.
•	 Os movimentos da mobilização articular e da tração de pequena amplitude são usados 
para estimular os mecanorreceptores, que podem inibir a transmissão de estímulos 
nociceptivos no nível de medula espinhal ou tronco encefálico, aliviando a dor.
As indicações para a mobilização articular são: hipomobilidade articular, dor articular, rigidez e limitação 
da amplitude de movimento. Já nas contraindicações e precauções da mobilização articular, temos os 
casos de hipermobilidade, derrame articular e inflamação.
É exigida a precaução em casos de malignidade, doença óssea, fratura não consolidada, dor excessiva, 
hipermobilidade em articulações associadas, artropatias totais e doenças relacionadas ao tecido 
conjuntivo.
11
Técnica de mobilização articular proposta por Maitland 
O conceito Maitland é um método fisioterapêutico criado pelo australiano Geoff Maitland, que 
recomenda a aplicação de movimentos passivos, oscilatórios e rítmicos para tratar a dor e a rigidez, 
visando restaurar movimentos de rotação e deslizamento entre as superfícies articulares. Estabeleceu 
princípios de mobilização e manipulação articulares, usados para aliviar dores e desbloquear, com 
segurança, determinadas estruturas. O objetivo é restaurar a amplitude de movimento normal, indicado 
para pacientes com disfunções neuro-músculo-esqueléticas, sob duas formas de aplicação das técnicas 
passivas articulares: sustentadas ou oscilatórias.
A técnica de mobilização articular é classificada em quatro níveis de mobilização, e um quinto nível 
chamado de manipulação articular. Maitland elaborou seu método baseando-se na regra côncavo-
convexa. Esse princípio aborda sobre a combinação dos movimentos que acontecem nas articulações 
sinoviais de acordo com a sua superfície. A superfície convexa móvel desliza no sentido oposto ao 
movimento osteocinemático.
Os quatro graus da mobilização articular do método Maitland são classificados por suas variações nas 
formas de aplicações e seus efeitos fisiológicos. Atente para o fato de que os graus I e II são utilizados em 
quadros álgicos, enquanto os graus III e IV são utilizados quando a restrição de movimento é o principal 
fator relacionado ao sintoma.
Grau I:
•	 mobilização	de	pequena	amplitude,	que	não	chega	à	barreira	restritiva;
•	 caracterizado	por	micromovimentos	no	começo	do	arco	de	movimento,	em	ritmo	
lento, livre da resistência de tecidos;
•	 tem	 como	 efeito	 fisiológico	 a	 entrada	 de	 informações	 neurológicas	 através	 de	
mecanorreceptores, ativando as comportas medulares.
Grau II:
•	 mobilização	de	grande	amplitude,	que	não	chega	à	barreira	restritiva;
•	 movimento	grande	no	meio	do	arco,	em	ritmo	lento	e	sem	resistência;
•	 ativa	as	 comportas	medulares,	estimula	o	 retorno	venoso	e	 linfático,	 causando	
clearance articular.
Grau III:
•	 mobilização	de	grande	amplitude,	que	chega	à	barreira	restritiva;
•	 movimento	por	todo	arco	com	oscilação	mais	rápida	que	o	grau	I	e	II,	com	resistência	
dada pelos tecidos periarticulares, causando os mesmos efeitos do grau II, acrescido de 
estresses nos tecidos encurtados por aderências.
12
Grau IV:
•	 mobilização	de	pequena	amplitude,	que	chega	à	barreira	restritiva;
•	 são	micromovimentos	no	final	do	arco	que	promovem	estresses	teciduais	capazes	
de movimentar discretamente tecidos fibróticos. 
Grau V:
•	 mobilização	 de	 pequena	 amplitude	 feita	 em	 alta	 velocidade	 após	 a	 barreira	
restritiva;
•	 classificado	por	Maitland	como	manipulação	articular;
•	 engloba	 técnicas	 de	 manipulações	 articulares	 que	 envolvem	 thrusts	 de	 alta	
velocidade e baixa amplitude nas articulações, forçando-as além do limite restrito de 
movimento;
•	 o	movimento	é	realizado	no	final	do	limite	patológico,	ou	seja,	no	final	da	amplitude	
de movimento da articulação;
•	 visa	 alterar	 as	 relações	 de	 posicionamento,	 soltar	 aderências	 ou	 estimular	
receptores articulares;
•	 Conhecido	por	levar	ao	thrust.
veJa o vídeo!
Este vídeo tem uma duração de 8 minutos e explica, de umaforma bem didática e com 
riqueza de detalhes, os 5 graus da mobilização de Maitland. Nele, o fisioterapeuta 
comenta sobre seus benefícios e fornece algumas dicas para sua aplicação. 
Acesse o link: http://sereduc.com/LSiuaz
Não deixe de assistir!
visiTe a PÁGina
O texto apresentado nesse site trata a respeito da técnica de mobilização articular 
proposta por Maitland e seus respectivos graus. Vale a pena a leitura. 
Acesse o link: http://sereduc.com/OiW9da
http://sereduc.com/LSiuaz
http://sereduc.com/OiW9da
13
duração e frequência da aplicação da mobilização articular 
•	 Irão depender das queixas e do quadro clínico do paciente.
•	 Nos pacientes com quadros moderados, recomenda-se frequência de 3 a 4 mobilizações 
articulares, com duração de aproximadamente 30 a 60 segundos cada. 
•	 Nos pacientes com quadros mais leves, pode-se aumentar para 6 mobilizações articulares. 
•	 Nos pacientes com quadros graves, recomenda-se a frequência de 2 mobilizações por 
sessão.
leiTUra coMPleMenTar 
Caro aluno, para você se aprofundar ainda mais no assunto sobre as técnicas de 
mobilização articular, leia esse artigo: “Estudo da confiabilidade da força aplicada 
durante a mobilização articular ântero-posterior do tornozelo”. Você vai 
compreender vários aspectos relacionados a este tema e ampliar a sua aprendizagem. 
Link de acesso: http://sereduc.com/UfX4e8
http://sereduc.com/UfX4e8
14
Técnicas de mobilização articular propostas por Kaltenborn 
Vamos agora entender a técnica de Kaltenborn e saber correlacionar a diferença entre ela e a técnica de 
Maitland.
Kaltenborn indica um estilo diferente de avaliação e técnica de mobilização. Esse estilo tem como princípio 
a recuperação do movimento fisiológico (osteocinemática) através dos movimentos das superfícies 
articulares (artrocinemática), com a tração (decoaptação), a compressão, o deslizamento e a torção. 
Embora Maitland e Kaltenborn tivessem filosofias um pouco diferentes, a acomodação de ambos foi 
possível no contexto da terapia manual.
É importante ressaltar que os movimentos translatóricos de folga da articulação, utilizado no sistema 
norueguês, são: tração (decoaptação), compressão e deslizamento. 
Vamos entender melhor do que se trata.
•	 Tração (afastar, separar, decoaptar): é um movimento que afasta as superfícies 
articulares. A tração é utilizada para reduzir a dor, aumentar a mobilidade articular 
ou para testar movimentos acessórios.
•	 Compressão (aproximação): pressiona conjuntamente as superfícies articulares. 
•	 Deslizamento: é um movimento de folga articular paralelo ao plano de tratamento. 
O deslizamento translatórico é possível, ao longo de curta distância, em todas 
as articulações, pois as superfícies articulares curvas não são perfeitamente 
congruentes. 
Os movimentos translatóricos de tração e deslizamento são divididos em 3 graus de movimento. Esses 
graus são determinados pela quantidade de “frouxidão” (decoaptação) na articulação, que um terapeuta 
sente ao realizar movimentos passivos.
A capacidade de realizar corretamente os graus de movimento depende da capacidade do terapeuta em 
perceber a frouxidão na articulação e quando os tecidos que cruzam a articulação ficam tensionados. Os 
movimentos de folga da articulação são maiores, portanto, mais fáceis de produzir e palpar na posição de 
repouso da articulação, caso em que a cápsula e os ligamentos articulares estão mais relaxados.
Graus de decoaptação/tração 
Decoaptação ou “afrouxamento” de Grau I:
•	é	uma	força	de	tração	de	amplitude	extremamente	pequena,	que	não	gera	separação	
articular apreciável;
•	a	tração	de	grau	I	anula	as	forças	compressivas	normais	que	estão	atuando	na	articulação;
•	indicado	para	alívio	da	dor.
15
Decoaptação ou “alongamento” de Grau II:
•	faz	com	que	desapareça,	de	modo	gradual,	a	frouxidão	nos	tecidos	que	circundam	a	
articulação, até ser percebida resistência significativa, que é chamada Primeira Parada;
•	indicado	para	o	alívio	da	dor	e	para	manter	a	amplitude	de	movimento.
Decoaptação ou “alongamento” de Grau III:
•	é	aplicado	depois	do	desaparecimento	da	frouxidão;
•	envolve	força	suficiente	para	esticar	os	tecidos	que	cruzam	a	articulação;
•	indicado	para	aumentar	a	amplitude	de	movimento.
vocÊ saBia?
Segundo a regra do côncavo-convexo, uma superfície rola sempre na direção da 
diáfise do osso. Seu deslizamento, no entanto, ocorrerá na mesma direção da diáfise 
se a superfície que desliza for côncava, e deslizará na direção oposta à da diáfise se 
a superfície que desliza for convexa. Baseando-se nesta regra, e também utilizando 
trações articulares, Kaltenborn mobiliza as articulações para alívio de dor e ganho de 
ADMs. Seu método é mais utilizado para tratamento de extremidades, ao contrário de 
Maitland, cujo método é predominantemente utilizado para tratamento de coluna.
Para PesQUisar!
Sabe-se que a aplicação da mobilização articular faz parte da reabilitação 
fisioterapêutica. Para aumentar seu conhecimento, pesquise em livros sobre a execução 
das técnicas de mobilização das articulações dos membros superiores, membros 
inferiores e coluna vertebral. Aqui vai uma dica de leitura!
KISNER C.; COLBY L. A. Exercícios terapêuticos: fundamentos e técnicas. 6ª ed. 
São Paulo: Manole, 2015.
???
16
Palavras do ProFessor
Caro (a) aluno (a), ao terminar esta segunda unidade da disciplina de Tópicos 
Integradores II - Fisioterapia, você teve oportunidade de conhecer algumas técnicas da 
mobilização articular. É importante pesquisar outras fontes de conhecimento sobre o 
tema abordado. 
No próximo Guia de Estudos, o Guia III, você irá conhecer sobre outra técnica 
fisioterapêutica, o Fortalecimento Muscular.
Agradeço pela sua participação e até a próxima unidade!
Sucesso e bons estudos!
Para reFleTir
A realização da mobilização articular dentro do protocolo de tratamento fisioterapêutico 
dos nossos pacientes é fundamental para uma boa evolução. Para isto, se faz necessário 
conhecer as técnicas e as indicações de cada uma. Estude! Pratique! Assim você vai 
adquirir uma boa experiência para colocá-las em prática.
Palavras do ProFessor 
Ao estudar uma modalidade terapêutica, compreenda que este é o momento que você 
deve se dedicar ao máximo para aprender todas as informações que lhe forem dadas, 
pois com empenho e vontade de aprender você terá oportunidade de colocá-las em 
prática com seus pacientes e revelar todas as suas habilidades adquiridas, de modo a 
reforçar e vivenciar o seu aprendizado. 
17
acesse o aMBienTe virTUal
Acesse o seu ambiente virtual para obter dicas de leitura e vídeos para otimizar ainda 
mais a sua prática. E não deixe de tirar as dúvidas com seu tutor.
reFerÊncias BiBlioGrÁFicas
AMARAL, A. Kaltenborn - Princípios do Método de Terapia Manual. Disponível 
em:<http://adrianobamaral.blogspot.com/2016/05/kaltenborn-principios-do-metodo-
de.html> Acesso em: 30 set. 2021.
BANDY, W. D.; SANDER, B. Exercício terapêutico: técnicas para intervenção. 1. 
ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003.
BARBOSA, R.I.; GOES, R.; MAZZER, N.; FONSECA, M.C.R. A influência da mobilização 
articular nas tendinopatias dos músculos bíceps braquial e supra-espinal. Rev. bras. 
fisioter. [online]. 2008, vol.12, n.4, pp. 298-303. ISSN 1413-3555.
DOS SANTOS, M.L.B.; MIJIA, D.P.M. Efeitos da Técnica de Maitland no Tratamento 
da Lombalgia Crônica: Uma Revisão Bibliográfica. Disponível em http://sereduc.
com/oqugMH . Acesso em: 30 set. 2021.
HALL, C. M.; BRODY, L. T. Exercício terapêutico: na busca da função. 2. ed. Rio de 
Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.
KALTENBORN, F.M. Mobilização Manual das Articulações – Método Kaltenborn 
de Exame e Tratamento das Articulações Periféricas. v.1 - Extremidades, 5ª. ed. 
São Paulo: Editora Manole, 2001.
KISNER C.; COLBY L. A. Exercícios terapêuticos: fundamentos e técnicas. 6ª ed. 
São Paulo: Manole, 2015.
MAITLAND, G.D. Princípios das técnicas. In: Maitland G.D. Maitland’s Vertebral 
Manipulation. 6ª edição. Londres: Butterworth Heinemann,2001.
PEREIRA JÚNIOR, N.S.; ALMEIDA, R.M. (Orgs). Manual de Recursos Terapêuticos 
Manuais. Paraíba: Editora UFPB, 2016. 
RESENDE, M.A; VENTURINI, C.; PENIDO, M.M; BICALHO, L.I; PEIXOTO, G.H.C; CHAGAS, 
http://sereduc.com/oqugMH
http://sereduc.com/oqugMH
18
M.H. Estudo da confiabilidade da força aplicada durante a Mobilização articular ântero-
posterior do tornozelo. Rev. bras. fisioter. Vol. 10, Nº. 2, 2006.
	Para início de conversa
	Técnicas de Terapia Manual 
	Mobilização Articular 
	Movimentos das superfícies articulares – Artrocinemática 
	Objetivos da mobilização articular 
	Benefícios da mobilização articular 
	Técnica de mobilização articular proposta por Maitland 
	Duração e frequência da aplicação da mobilização articular 
	Técnicas de mobilização articular propostas por Kaltenborn 
	Graus de decoaptação/tração

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