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TÓPICOS INTEGRADORES II FISIOTERAPIA UNIDADE II 2 Todos os direitos reservados. Nenhuma parte deste material poderá ser reproduzida ou transmitida de qualquer modo ou por qualquer outro meio, eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia, gravação ou qualquer outro tipo de sistema de armazenamento e transmissão de informação, sem prévia autorização, por escrito, do Grupo Ser Educacional. Edição, revisão e diagramação: Equipe de Desenvolvimento de Material Didático EaD ___________________________________________________________________________ Cahu, Fabiana. Tópicos Integradores II – Fisioterapia: Unidade 2 - Recife: Grupo Ser Educacional, 2021. ___________________________________________________________________________ Grupo Ser Educacional Rua Treze de Maio, 254 - Santo Amaro CEP: 50100-160, Recife - PE PABX: (81) 3413-4611 3 Sumário Para início de conversa ...................................................................................... 4 Técnicas de Terapia Manual ...................................................................................... 6 Mobilização articular .................................................................................................. 6 Movimentos das superfícies articulares – artrocinemática ....................................................... 7 objetivos da mobilização articular .................................................................................................. 9 Benefícios da mobilização articular ................................................................................................ 10 Técnica de mobilização articular proposta por Maitland ..................................... 11 duração e frequência da aplicação da mobilização articular .................................................... 13 Técnicas de mobilização articular propostas por Kaltenborn ............................. 14 Graus de decoaptação/tração ......................................................................................................... 14 4 TÓPICOS INTEGRADORES II - FISIOTERAPIA UNIDADE II Para início de conversa Olá, estudante! Tudo bem? Você vivenciou no Guia de estudos 1 um tema bastante importante para sua vida acadêmica e profissional: o alongamento muscular. Também teve uma ampla explanação sobre os tipos de alongamento, seus benefícios, indicações, contraindicações, técnicas da modalidade, dentre outros aspectos. Tudo isso, com certeza, foi muito importante para nortear o seu conhecimento sobre as suas atitudes e posturas frente a um protocolo de atendimento cinesioterapêutico. No Guia da Unidade 2, será abordada uma técnica da Terapia manual: a mobilização articular. Aqui, veremos os principais aspectos teóricos sobre o assunto, os tipos de mobilização articular, a forma de execução e também as principais técnicas de mobilização articular dos membros superiores e dos membros inferiores. Esta unidade está estruturada com atividades que integram os conteúdos, com o intuito de desenvolver a interdisciplinaridade e o raciocínio crítico e reflexivo dos alunos, através da leitura de artigos científicos, textos e da utilização de questões e problemas relativos aos conteúdos ministrados. Assim, você terá a oportunidade de se aprofundar em determinados assuntos e adquirir um conhecimento ainda maior. Podemos ir em frente? Bons estudos! 5 orienTações da disciPlina A disciplina de Tópicos Integradores do curso de Fisioterapia tem o objetivo de proporcionar aos estudantes mecanismos de reforço e aprofundamento de determinados assuntos já vistos no decorrer do curso. No Guia de Estudos da Unidade 2, você encontrará o conteúdo referente à segunda unidade, que corresponde aos conhecimentos sobre a técnica de Terapia Manual conhecida como Mobilização Articular. Explore os links, leituras sugeridas e as dicas de conteúdo que serão oferecidas. Ao longo do Guia você encontrará hipertextos que lhe auxiliarão no processo de aprendizagem como: Saiba Mais, Fique Atento, Exemplos Práticos e Links. No final do curso, você estará apto para aplicar os conteúdos no seu dia a dia. Palavras do ProFessor Caro aluno (a), Seja bem-vindo (a)! A disciplina de Tópicos Integradores II é destinada a abordar, em um contexto de revisão, os principais assuntos da Cinesioterapia, Terapia Manual e da Eletrotermofototerapia. Nessa segunda unidade, você conhecerá um pouco mais da importância da prática da Mobilização Articular, além do conhecimento teórico sobre esta modalidade terapêutica. Pronto para a nossa jornada? Vamos começar! acesse sUa BiBlioTeca virTUal Na Biblioteca Virtual, você pode acessar o livro de Exercícios Terapêuticos dos autores Carolyn Kisner e Lynn Allen Colby, com o intuito de recordar o conteúdo abordado nessa disciplina. Não se esqueça de fazer os exercícios para rever o conhecimento adquirido ao longo da unidade. 6 Técnicas de Terapia Manual As técnicas da terapia manual evoluíram com o passar dos anos e são comumente aplicadas na atualidade para tratar os diversos tipos de alterações teciduais e articulares. Algumas foram desenvolvidas por médicos, como a técnica de Cyriax, de Mennel e algumas técnicas osteopáticas; outras foram criadas por fisioterapeutas, como as abordagens de Maitland, de Kaltenborn e de Mackenzie. Entre essas filosofias básicas, surgiu uma grande quantidade de subconjuntos, como a liberação miofascial, a técnica de liberação posicional, a técnica de mobilização neurodinâmica, a mobilização e manipulação articular, os exercícios de resistência manual e a facilitação neuromuscular proprioceptiva. Neste segundo Guia, você irá se aprofundar nas técnicas de mobilização articular de Maitland e de tração de Kaltenborn. Mobilização articular A mobilização articular se refere às técnicas de terapia manual utilizadas para modular a dor e tratar as disfunções articulares que limitam a amplitude de movimento, abordando especificamente alterações na mecânica articular. As técnicas de mobilização articular se concentram na obtenção de uma amplitude normal do movimento das articulações sem dor. Quase todas as restrições de movimento podem ser recuperadas por uma técnica articular específica realizada por um fisioterapeuta. As mobilizações articulares são baseadas nos princípios de Maitland, descritas em 5 graus, onde sua aplicação se dará de acordo com o quadro clínico do paciente. Já a tração é uma técnica baseada nos princípios de Kalterborn, que apresenta 3 graus, envolvendo a mobilização de um segmento articular com objetivo de produzir alguma separação entre as duas superfícies vocÊ saBia? Para que o fisioterapeuta aplique a mobilização articular de forma adequada, ele precisa conhecer os termos artrocinemática e osteocinemática. A artrocinemática se refere aos movimentos acessórios que ocorrem dentro da articulação, ou seja, nas superfícies articulares, como os movimentos de rolamento, rotação, giro e deslizamento. Já a osteocinemática se refere ao movimento do osso, ou seja, o movimento fisiológico da articulação descrito em planos anatômicos de movimento, como, por exemplo, a flexão e abdução. Assim, a mobilidade pode ser afetada por alterações na movimentação artrocinemática, na movimentação osteocinemática ou em ambas. ??? 7 Com a mobilização articular trataremos os movimentos acessórios com perda de mobilidade, de forma passiva, com objetivo de recuperar a artrocinemática, ou seja, os movimentos de giro, rotação, rolamento e deslizamento entre as superfícies articulares e, por conseguinte, os movimentos osteocinemáticos serão beneficiados. Movimentos das superfícies articulares – artrocinemática Quando uma articulação se move, ocorrem cinco movimentos internos das superfícies articulares chamados de: giro ou torção, rolamento, tração, compressão e deslizamento (fig. 01). Esses movimentos são aplicados durante as técnicas de mobilização articular nos diferentes graus de movimento, a depender doobjetivo a ser alcançado, como, por exemplo, alívio de dor ou aumento de amplitude de movimento. Figura 1 - Os 5 movimentos artrocinemáticos (Fonte: Google) 8 GUarde essa ideia Vamos conhecer os 5 tipos de movimentos artrocinemáticos? Rolamento: • durante este movimento, um osso rola sobre o outro; • as superfícies são incongruentes; • nas articulações com a biomecânica normal o rolamento só ocorre em combinação com os movimentos de deslizamento e giro, porém, quando o rolamento ocorre sozinho, causa compressão nas superfícies do lado que o osso está se movendo, o que pode provocar uma lesão articular; • a superfície que se move, seja ela convexa ou côncava, não influencia na direção do movimento ósseo. Giro: • durante este movimento, um osso gira sobre o outro; • o osso faz uma rotação sobre um eixo mecânico estacionário; • o ponto na superfície que se move faz um círculo na medida em que o osso gira; • o giro dificilmente ocorre sozinho, mas geralmente em combinação com o deslizamento. Deslizamento: • durante este movimento, um osso desliza sobre o outro; • as superfícies articulares são congruentes; • o deslizamento não ocorre sozinho, uma vez que as superfícies articulares não são totalmente planas, ou seja, completamente congruentes; • a superfície articular que se move influencia na direção do deslizamento, o que é chamado como regra convexo-côncava; • quando a superfície articular que se move é convexa, o deslizamento ocorre na direção oposta à do movimento angular do osso; • quando a superfície que se move é côncava, o deslizamento ocorre na mesma direção do movimento angular do osso. Compressão: • durante este movimento, uma superfície articular se aproxima da outra; • a compressão causa diminuição no espaço articular entre as partes ósseas; • ocorre normalmente nos membros inferiores e na coluna durante a sustentação do corpo; • cargas excessivas de compressão causam lesões articulares, principalmente na cartilagem articular. 9 Tração: • durante este movimento, as superfícies articulares afastam-se umas das outras; • ocorre separação das superfícies articulares quando estas são puxadas distalmente uma da outra; • pode ocorrer tração no eixo longo do osso resultando em deslizamento caudal. leiTUra coMPleMenTar Caro aluno, para que você absorva ainda mais o conteúdo desta unidade, sugiro que leia o artigo sobre “Técnicas de terapia manual: definições, conceitos e princípios básicos: uma revisão bibliográfica”. Nele, encontram-se os principais aspectos do nosso assunto. Leia! Você vai aumentar o seu conhecimento científico! Link de acesso: http://sereduc.com/36URzE objetivos da mobilização articular De acordo com o que é estudado no campo da fisioterapia, os objetivos da mobilização articular são: • recuperar a amplitude de movimento ativo; • restaurar os movimentos passivos articulares; • reposicionar ou realinhar a articulação; e • reduzir o quadro álgico. dicas Durante a avaliação fisioterapêutica, o profissional precisa realizar uma anamnese minuciosa e observar o que prevalece, a dor ou a rigidez, para, assim, decidir qual é o grau de mobilização articular ou tração que será aplicado. http://sereduc.com/36URzE 10 Benefícios da mobilização articular Com a realização da mobilização articular, vários benefícios são alcançados pelas articulações e tecidos moles. Esses benefícios estão descritos abaixo. • Estímulo da atividade biológica do líquido sinovial, trazendo nutrientes para a cartilagem articular avascular das superfícies articulares e para a fibrocartilagem intra-articular dos meniscos. • Manutenção da extensibilidade e da força tensiva dos tecidos articulares e periarticulares pelo movimento articular. • Transmissão de impulsos nervosos aferentes dos receptores articulares, que enviam informações para o sistema nervoso central e, portanto, fornecem a percepção de posição e movimento. • Os movimentos da mobilização articular e da tração de pequena amplitude são usados para estimular os mecanorreceptores, que podem inibir a transmissão de estímulos nociceptivos no nível de medula espinhal ou tronco encefálico, aliviando a dor. As indicações para a mobilização articular são: hipomobilidade articular, dor articular, rigidez e limitação da amplitude de movimento. Já nas contraindicações e precauções da mobilização articular, temos os casos de hipermobilidade, derrame articular e inflamação. É exigida a precaução em casos de malignidade, doença óssea, fratura não consolidada, dor excessiva, hipermobilidade em articulações associadas, artropatias totais e doenças relacionadas ao tecido conjuntivo. 11 Técnica de mobilização articular proposta por Maitland O conceito Maitland é um método fisioterapêutico criado pelo australiano Geoff Maitland, que recomenda a aplicação de movimentos passivos, oscilatórios e rítmicos para tratar a dor e a rigidez, visando restaurar movimentos de rotação e deslizamento entre as superfícies articulares. Estabeleceu princípios de mobilização e manipulação articulares, usados para aliviar dores e desbloquear, com segurança, determinadas estruturas. O objetivo é restaurar a amplitude de movimento normal, indicado para pacientes com disfunções neuro-músculo-esqueléticas, sob duas formas de aplicação das técnicas passivas articulares: sustentadas ou oscilatórias. A técnica de mobilização articular é classificada em quatro níveis de mobilização, e um quinto nível chamado de manipulação articular. Maitland elaborou seu método baseando-se na regra côncavo- convexa. Esse princípio aborda sobre a combinação dos movimentos que acontecem nas articulações sinoviais de acordo com a sua superfície. A superfície convexa móvel desliza no sentido oposto ao movimento osteocinemático. Os quatro graus da mobilização articular do método Maitland são classificados por suas variações nas formas de aplicações e seus efeitos fisiológicos. Atente para o fato de que os graus I e II são utilizados em quadros álgicos, enquanto os graus III e IV são utilizados quando a restrição de movimento é o principal fator relacionado ao sintoma. Grau I: • mobilização de pequena amplitude, que não chega à barreira restritiva; • caracterizado por micromovimentos no começo do arco de movimento, em ritmo lento, livre da resistência de tecidos; • tem como efeito fisiológico a entrada de informações neurológicas através de mecanorreceptores, ativando as comportas medulares. Grau II: • mobilização de grande amplitude, que não chega à barreira restritiva; • movimento grande no meio do arco, em ritmo lento e sem resistência; • ativa as comportas medulares, estimula o retorno venoso e linfático, causando clearance articular. Grau III: • mobilização de grande amplitude, que chega à barreira restritiva; • movimento por todo arco com oscilação mais rápida que o grau I e II, com resistência dada pelos tecidos periarticulares, causando os mesmos efeitos do grau II, acrescido de estresses nos tecidos encurtados por aderências. 12 Grau IV: • mobilização de pequena amplitude, que chega à barreira restritiva; • são micromovimentos no final do arco que promovem estresses teciduais capazes de movimentar discretamente tecidos fibróticos. Grau V: • mobilização de pequena amplitude feita em alta velocidade após a barreira restritiva; • classificado por Maitland como manipulação articular; • engloba técnicas de manipulações articulares que envolvem thrusts de alta velocidade e baixa amplitude nas articulações, forçando-as além do limite restrito de movimento; • o movimento é realizado no final do limite patológico, ou seja, no final da amplitude de movimento da articulação; • visa alterar as relações de posicionamento, soltar aderências ou estimular receptores articulares; • Conhecido por levar ao thrust. veJa o vídeo! Este vídeo tem uma duração de 8 minutos e explica, de umaforma bem didática e com riqueza de detalhes, os 5 graus da mobilização de Maitland. Nele, o fisioterapeuta comenta sobre seus benefícios e fornece algumas dicas para sua aplicação. Acesse o link: http://sereduc.com/LSiuaz Não deixe de assistir! visiTe a PÁGina O texto apresentado nesse site trata a respeito da técnica de mobilização articular proposta por Maitland e seus respectivos graus. Vale a pena a leitura. Acesse o link: http://sereduc.com/OiW9da http://sereduc.com/LSiuaz http://sereduc.com/OiW9da 13 duração e frequência da aplicação da mobilização articular • Irão depender das queixas e do quadro clínico do paciente. • Nos pacientes com quadros moderados, recomenda-se frequência de 3 a 4 mobilizações articulares, com duração de aproximadamente 30 a 60 segundos cada. • Nos pacientes com quadros mais leves, pode-se aumentar para 6 mobilizações articulares. • Nos pacientes com quadros graves, recomenda-se a frequência de 2 mobilizações por sessão. leiTUra coMPleMenTar Caro aluno, para você se aprofundar ainda mais no assunto sobre as técnicas de mobilização articular, leia esse artigo: “Estudo da confiabilidade da força aplicada durante a mobilização articular ântero-posterior do tornozelo”. Você vai compreender vários aspectos relacionados a este tema e ampliar a sua aprendizagem. Link de acesso: http://sereduc.com/UfX4e8 http://sereduc.com/UfX4e8 14 Técnicas de mobilização articular propostas por Kaltenborn Vamos agora entender a técnica de Kaltenborn e saber correlacionar a diferença entre ela e a técnica de Maitland. Kaltenborn indica um estilo diferente de avaliação e técnica de mobilização. Esse estilo tem como princípio a recuperação do movimento fisiológico (osteocinemática) através dos movimentos das superfícies articulares (artrocinemática), com a tração (decoaptação), a compressão, o deslizamento e a torção. Embora Maitland e Kaltenborn tivessem filosofias um pouco diferentes, a acomodação de ambos foi possível no contexto da terapia manual. É importante ressaltar que os movimentos translatóricos de folga da articulação, utilizado no sistema norueguês, são: tração (decoaptação), compressão e deslizamento. Vamos entender melhor do que se trata. • Tração (afastar, separar, decoaptar): é um movimento que afasta as superfícies articulares. A tração é utilizada para reduzir a dor, aumentar a mobilidade articular ou para testar movimentos acessórios. • Compressão (aproximação): pressiona conjuntamente as superfícies articulares. • Deslizamento: é um movimento de folga articular paralelo ao plano de tratamento. O deslizamento translatórico é possível, ao longo de curta distância, em todas as articulações, pois as superfícies articulares curvas não são perfeitamente congruentes. Os movimentos translatóricos de tração e deslizamento são divididos em 3 graus de movimento. Esses graus são determinados pela quantidade de “frouxidão” (decoaptação) na articulação, que um terapeuta sente ao realizar movimentos passivos. A capacidade de realizar corretamente os graus de movimento depende da capacidade do terapeuta em perceber a frouxidão na articulação e quando os tecidos que cruzam a articulação ficam tensionados. Os movimentos de folga da articulação são maiores, portanto, mais fáceis de produzir e palpar na posição de repouso da articulação, caso em que a cápsula e os ligamentos articulares estão mais relaxados. Graus de decoaptação/tração Decoaptação ou “afrouxamento” de Grau I: • é uma força de tração de amplitude extremamente pequena, que não gera separação articular apreciável; • a tração de grau I anula as forças compressivas normais que estão atuando na articulação; • indicado para alívio da dor. 15 Decoaptação ou “alongamento” de Grau II: • faz com que desapareça, de modo gradual, a frouxidão nos tecidos que circundam a articulação, até ser percebida resistência significativa, que é chamada Primeira Parada; • indicado para o alívio da dor e para manter a amplitude de movimento. Decoaptação ou “alongamento” de Grau III: • é aplicado depois do desaparecimento da frouxidão; • envolve força suficiente para esticar os tecidos que cruzam a articulação; • indicado para aumentar a amplitude de movimento. vocÊ saBia? Segundo a regra do côncavo-convexo, uma superfície rola sempre na direção da diáfise do osso. Seu deslizamento, no entanto, ocorrerá na mesma direção da diáfise se a superfície que desliza for côncava, e deslizará na direção oposta à da diáfise se a superfície que desliza for convexa. Baseando-se nesta regra, e também utilizando trações articulares, Kaltenborn mobiliza as articulações para alívio de dor e ganho de ADMs. Seu método é mais utilizado para tratamento de extremidades, ao contrário de Maitland, cujo método é predominantemente utilizado para tratamento de coluna. Para PesQUisar! Sabe-se que a aplicação da mobilização articular faz parte da reabilitação fisioterapêutica. Para aumentar seu conhecimento, pesquise em livros sobre a execução das técnicas de mobilização das articulações dos membros superiores, membros inferiores e coluna vertebral. Aqui vai uma dica de leitura! KISNER C.; COLBY L. A. Exercícios terapêuticos: fundamentos e técnicas. 6ª ed. São Paulo: Manole, 2015. ??? 16 Palavras do ProFessor Caro (a) aluno (a), ao terminar esta segunda unidade da disciplina de Tópicos Integradores II - Fisioterapia, você teve oportunidade de conhecer algumas técnicas da mobilização articular. É importante pesquisar outras fontes de conhecimento sobre o tema abordado. No próximo Guia de Estudos, o Guia III, você irá conhecer sobre outra técnica fisioterapêutica, o Fortalecimento Muscular. Agradeço pela sua participação e até a próxima unidade! Sucesso e bons estudos! Para reFleTir A realização da mobilização articular dentro do protocolo de tratamento fisioterapêutico dos nossos pacientes é fundamental para uma boa evolução. Para isto, se faz necessário conhecer as técnicas e as indicações de cada uma. Estude! Pratique! Assim você vai adquirir uma boa experiência para colocá-las em prática. Palavras do ProFessor Ao estudar uma modalidade terapêutica, compreenda que este é o momento que você deve se dedicar ao máximo para aprender todas as informações que lhe forem dadas, pois com empenho e vontade de aprender você terá oportunidade de colocá-las em prática com seus pacientes e revelar todas as suas habilidades adquiridas, de modo a reforçar e vivenciar o seu aprendizado. 17 acesse o aMBienTe virTUal Acesse o seu ambiente virtual para obter dicas de leitura e vídeos para otimizar ainda mais a sua prática. E não deixe de tirar as dúvidas com seu tutor. reFerÊncias BiBlioGrÁFicas AMARAL, A. Kaltenborn - Princípios do Método de Terapia Manual. Disponível em:<http://adrianobamaral.blogspot.com/2016/05/kaltenborn-principios-do-metodo- de.html> Acesso em: 30 set. 2021. BANDY, W. D.; SANDER, B. Exercício terapêutico: técnicas para intervenção. 1. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. BARBOSA, R.I.; GOES, R.; MAZZER, N.; FONSECA, M.C.R. A influência da mobilização articular nas tendinopatias dos músculos bíceps braquial e supra-espinal. Rev. bras. fisioter. [online]. 2008, vol.12, n.4, pp. 298-303. ISSN 1413-3555. DOS SANTOS, M.L.B.; MIJIA, D.P.M. Efeitos da Técnica de Maitland no Tratamento da Lombalgia Crônica: Uma Revisão Bibliográfica. Disponível em http://sereduc. com/oqugMH . Acesso em: 30 set. 2021. HALL, C. M.; BRODY, L. T. Exercício terapêutico: na busca da função. 2. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007. KALTENBORN, F.M. Mobilização Manual das Articulações – Método Kaltenborn de Exame e Tratamento das Articulações Periféricas. v.1 - Extremidades, 5ª. ed. São Paulo: Editora Manole, 2001. KISNER C.; COLBY L. A. Exercícios terapêuticos: fundamentos e técnicas. 6ª ed. São Paulo: Manole, 2015. MAITLAND, G.D. Princípios das técnicas. In: Maitland G.D. Maitland’s Vertebral Manipulation. 6ª edição. Londres: Butterworth Heinemann,2001. PEREIRA JÚNIOR, N.S.; ALMEIDA, R.M. (Orgs). Manual de Recursos Terapêuticos Manuais. Paraíba: Editora UFPB, 2016. RESENDE, M.A; VENTURINI, C.; PENIDO, M.M; BICALHO, L.I; PEIXOTO, G.H.C; CHAGAS, http://sereduc.com/oqugMH http://sereduc.com/oqugMH 18 M.H. Estudo da confiabilidade da força aplicada durante a Mobilização articular ântero- posterior do tornozelo. Rev. bras. fisioter. Vol. 10, Nº. 2, 2006. Para início de conversa Técnicas de Terapia Manual Mobilização Articular Movimentos das superfícies articulares – Artrocinemática Objetivos da mobilização articular Benefícios da mobilização articular Técnica de mobilização articular proposta por Maitland Duração e frequência da aplicação da mobilização articular Técnicas de mobilização articular propostas por Kaltenborn Graus de decoaptação/tração