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O conteúdo deste curso é de uso exclusivo de Nome99999999999, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia,
divulgação e distribuição, sujeitando-se os infratores à responsabilização civil e criminal.
CURSO ON LINE - OBRAS RODOVIÁRIAS - DNIT 
PROFESSORES: FABRÍCIO MARECO E GUSTAVO ROCHA 
 
1 
 
Olá pessoal! 
 
Saiu o tão aguardado edital do DNIT!! São 174 vagas ofertadas para 
o cargo de Analista de Infraestrutura de Transportes – Área: 
Engenheiro Civil, com salário final que supera os R$ 8.000,00. 
 
Estamos muito satisfeitos em dar nossa contribuição nessa sua 
caminhada rumo à sua aprovação neste concurso. 
 
Então, convidamos vocês a participarem deste novo curso de Teoria 
+ Exercícios de Obras Rodoviárias para Analista de 
Infraestrutura de Transportes – Engenharia Civil do 
DNIT/2012. 
 
Esse curso cobrirá todo o conteúdo programático do Edital do DNIT. E 
nele nós procuramos apresentar cada assunto da maneira mais 
didática possível, de maneira que o entendimento mesmo que 
abrangente, seja assimilado de forma tranquila pelo aluno. A 
abordagem dos assuntos nas aulas será feita com a profundidade 
necessária para a resolução das questões de provas anteriores. Não 
se pretende aqui esgotar os temas ou extrapolar a abrangência 
exigida pela Banca. Assim, o objetivo do curso será o de melhorar o 
custo-benefício do seu estudo, no limite suficiente à resolução das 
questões de prova. 
Procuramos no nosso curso filtrar pra vocês o que achamos de mais 
importante sobre essa disciplina, especialmente os conceitos mais 
relevantes de cada tópico. 
Acreditamos que com o conteúdo desse curso, vocês terão um 
material contendo os temas mais relevantes e com maior 
probabilidade de cobrança na prova. 
E é com esta finalidade que vamos apresentar um material que 
aborde o conteúdo da disciplina diretamente ao ponto principal de 
cada assunto, evidenciando os principais temas cobrados em provas 
de concursos, por isso resolvemos ministrar esse curso com dois 
professores, tendo em vista o amplo escopo desse Edital lançado pela 
ESAF para o concurso do DNIT. 
 
E essa parceria já deu certo, vide o concurso da CGU que das 15 
questões de Obras Rodoviárias, praticamente todas estavam ou na 
teoria ou nos exercícios comentados do nosso curso. 
 
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O conteúdo deste curso é de uso exclusivo de Nome99999999999, vedada, por quaisquer meios e a qualquer título, a sua reprodução, cópia,
divulgação e distribuição, sujeitando-se os infratores à responsabilização civil e criminal.
CURSO ON LINE - OBRAS RODOVIÁRIAS - DNIT 
PROFESSORES: FABRÍCIO MARECO E GUSTAVO ROCHA 
 
2 
 
Naquela ocasião, a banca examinadora foi a ESAF, assim como será 
para o concurso do DNIT. A mesma metodologia que utilizamos no 
curso anterior será aplicada a este novo concurso, ou seja, faremos o 
possível para tornar o tema claro para o entendimento, sempre 
trazendo o enfoque que as bancas têm dado para cada assunto. 
Nosso objetivo é colocá-los em nível adequado de conhecimento para 
vocês se familiarizarem com a forma de cobrança dos assuntos e 
comentar o máximo de questões sobre o tema. Essa será a chave 
para a sua aprovação. 
 
Acreditamos que neste período pós-edital o estudo deve ser o mais 
estratégico. Dessa forma, pensamos em desenvolver o curso com 
questões comentadas e trazendo a teoria da matéria da forma mais 
enxuta possível, focando nos conceitos básicos que são considerados 
imprescindíveis para entender a lógica por traz das questões. 
 
É importante ressaltar que, embora o concurso do DNIT seja 
realizado pela ESAF, essa banca não possui tradição em elaborar 
concursos para a área de engenharia, sendo muito difícil 
encontrarmos questões da ESAF sobre o tema de obras rodoviárias. 
Exatamente por esse motivo é que o curso também utilizará questões 
de outras bancas, sobretudo do CESPE e da FCC, pois essas duas 
bancas tem um acervo maior de questões de engenharia. 
 
Pessoal, outra coisa que considero importante para a aprovação de 
vocês é o canal direto que vocês terão com a gente por meio do uso 
do fórum de dúvidas quando adquirirem o curso. Dessa forma, se 
por ventura restar dúvidas sobre determinando tema ou questão, ou, 
até mesmo dar sugestões para melhoria do curso, vocês poderão 
fazê-lo por esse canal. 
 
Sem dúvida o fórum de dúvidas é uma poderosa ferramenta, 
principalmente, em um concurso com um número tão significativo de 
vagas, pois as dúvidas dos seus colegas poderão esclarecer muitas 
coisas acerca dos diversos conteúdos do edital. 
 
Ah, mais uma informação. Pretendemos lançar um curso de 
discursivas para esse cargo logo após a realização das provas 
objetivas. Pelo cronograma disponibilizado no sítio da ESAF em 
http://www.esaf.fazenda.gov.br/concursos/concursos_selecoes/DNIT-
2012/Editais/Cronograma%20DNIT-2012.pdf, a data provável da 
aplicação das provas discursivas será 24/02/2013, dessa forma entre 
o dia da aplicação das provas objetivas e a data da realização das 
provas discursivas, haverá um interstício mínimo de 1 mês. Tempo 
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suficiente para deixarmos vocês preparados para a prova técnica que 
lhes esperam. 
 
Bem, vamos às apresentações. 
 
Meu nome é Fabrício Helder Mareco Magalhães, sendo mais 
conhecido como Fabrício Mareco. Possuo dupla-graduação: em 
engenharia civil pela Universidade Federal do Ceará - UFC e em 
engenharia generalista pela École Centrale de Lyon na França. 
 
Atualmente, fui aprovado em 10º lugar no último concurso do 
Tribunal de Contas da União–TCU/2011, cargo Auditor Federal de 
Controle Externo, orientação: Auditoria em Obras Públicas. Estou 
lotado na 2ª Secretaria de Fiscalização de Obras-Secob que fiscaliza 
obras rodoviárias. 
 
Além dessa minha aprovação, também fui aprovado em 6º lugar para 
o cargo de Analista Tributário da Receita Federal em 2006, e fiquei 
como excedente no concurso do TCU 2007, obtendo o 24º lugar. 
 
Eu sou o Gustavo Baptista Lins Rocha, graduado pela Universidade 
Federal de Goiás com pós-graduação em Construção Civil pela Escola 
de Administração de São Paulo da Fundação Getulio Vargas – 
FGV/EASP. 
 
Trabalhei durante muitos anos na iniciativa privada e durante esse 
período tive oportunidade de acompanhar diversos tipos de obras de 
engenharia (edificações, pontes, saneamento etc.), mas, sobretudo, 
executei diversas obras rodoviárias. 
 
Após esse período na iniciativa privada, no início de 2010 resolvi dar 
um novo rumo à minha vida, prestando concursos públicos. No final 
deste mesmo ano fui aprovado em 1º lugar para o concurso do 
Inmetro. Em 2011, fiz o concurso para Auditor Federal de Controle 
Externo do Tribunal de Contas da União – TCU naárea de obras, 
sendo aprovado em 4º lugar nesse certame. Esse é o cargo que 
ocupo atualmente, estando lotado na 2ª Secretaria de Fiscalização de 
Obras-Secob, que cuida de auditoria em obras rodoviárias. 
 
Uma coisa de aprendemos nessa vida de concurseiro é que disciplina, 
determinação, persistência, assim como um estudo estratégico são 
elementos que ajudam bastante a atalhar o sucesso da aprovação. 
Faça um planejamento dos estudos e tenha sobre tudo muita força de 
vontade!! 
 
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Bem, após as devidas apresentações, vamos voltar a falar do nosso 
curso, sendo que a previsão e o cronograma das aulas se encontram 
abaixo: 
 
Aula 0 
Projetos de obras rodoviárias: terraplanagem (distribuição de 
massas, compactação de solos), execução de serviços de 
Terraplanagem Especificações de serviços: terraplanagem (corte, 
aterros, empréstimos, bota-fora etc.) 
 
Aula 1– 21/11/2012 
Projetos de obras rodoviárias: pavimentação (pavimentos flexíveis e 
rígidos, dimensionamento). 
Especificações de serviços: pavimentação (reforço do subleito, sub-
base, base e revestimento asfáltico). 
Construção: pavimentação 
 
Aula 2 – 30/11/2012 
Estudos geotécnicos (ensaios de laboratório, sondagens, investigação 
de campo). Definição de jazidas. 
Projetos de obras rodoviárias: drenagem. 
Construção: drenagem 
Especificações de serviços: drenagem 
 
Aula 3 – 10/12/2012 
Equipamentos de terraplenagem, equipamentos de pavimentação e 
usinagem. 
Projetos de obras rodoviárias: obras de arte correntes 
Especificações de serviços: obras de arte correntes e obras de arte 
especiais. 
Projetos de obras de arte especiais, fundações e túneis. 
 
Aula 4 – 18/12/2012 
Projetos de obras rodoviárias: sinalização (horizontal e vertical). 
Construção: sinalização. 
Projetos de obras rodoviárias: meio ambiente. 
Impactos ambientais e medidas mitigadoras. 
Construção: organização do canteiro de obras. 
 
Aula 5 – 22/12/2012 
Ensaios técnicos de materiais betuminosos e agregados. 
 
Aula 6 -28/12/2012 
Sistema de Custos Rodoviários do DNIT (Sicro): metodologia, 
conceitos, produção mecânica e equipamentos. 
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PROFESSORES: FABRÍCIO MARECO E GUSTAVO ROCHA 
 
5 
 
 
Aula 7 – 04/01/2013 
Acompanhamento de obras: apropriação de quantidades e serviços. 
Especificações e controle tecnológico de materiais: cimento, 
agregados, aditivos, matérias betuminosos. 
 
Aula 8 – 11/01/2013 
Fiscalização: acompanhamento da aplicação dos recursos (medições, 
cálculo de reajustamento, emissão de fatura, etc.), análise e 
interpretação de documentação técnica (editais, contratos, aditivos 
contratuais, cadernos de encargos, projetos, diário de obras, etc.). 
 
Aula 9 – 15/01/2013 
Conservação e manutenção de rodovias. 
 
Lembramos que os exercícios que forem resolvidos serão 
apresentados em forma de lista no final de cada aula, para que 
aqueles alunos que desejam resolvê-los antes de ver o gabarito e de 
ler os respectivos comentários. 
 
Pessoal, após as devidas apresentações, não percamos tempo e 
vamos ao que nos interessa!! 
 
O tema que trataremos hoje é serviços de terraplenagem. Veremos 
que na concepção de uma rodovia a escolha do trajeto é de vital 
importância na quantificação do custo de uma rodovia e que 
dependendo do trajeto e da cota do terrapleno escolhido pode-se 
usar uma boa parte do material que será obtido em cortes para a 
construção dos aterros ou rejeitá-lo quando inservível como material 
de bota-fora. 
Também veremos as Normas DNIT sobre as Especificações de 
Serviços de terraplenagem. Consideramos essa parte como a mais 
cansativa da aula, porque há muito decoreba o que gera um número 
muito grande de conceitos a serem retidos. Mas, garanto a vocês que 
essa leitura que farão poderá ser a diferença entre os aprovados e os 
não aprovados no certame. Vamos ver que nas questões existentes 
sobre o tema, a ESAF gosta de pedir a literalidade dessas Normas. 
Estudaremos as partes que consideramos mais importantes, mas 
aconselhamos que posteriormente, se tiverem tempo, leiam as 
normas que serão tratadas nesta aula. 
 
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divulgação e distribuição, sujeitando-se os infratores à responsabilização civil e criminal.
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1.TERRAPLENAGEM 
 
O serviço de terraplenagem tem como objetivo a conformação do 
relevo terrestre para implantação de obras de engenharia, tais 
como açudes, canais de navegação, canais de irrigação, rodovias, 
ferrovias, aeroportos, pátios industriais, edificações, barragens e 
plataformas diversas. 
 
De forma genérica, a terraplanagem ou movimento de terras, pode 
ser entendida como o conjunto de operações necessárias para 
remover a terra, dos locais em que se encontra em excesso para 
aqueles em que há falta, tendo em vista um determinado projeto a 
ser implantado. 
 
 
1.1 ETAPAS CONSTITUINTES DA TERRAPLENAGEM 
 
As etapas que constituem os serviços de terraplenagem são as 
seguintes: 
 
a) escavação; 
b) carregamento do material escavado; 
c) transporte; 
d) descarga e espalhamento. 
 
Quando as especificações determinam a obtenção de certo grau de 
compactação no aterro, haverá, ainda, a operação final de 
adensamento do solo até os índices mínimos estabelecidos. 
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1.1.1. Escavação 
 
Consiste no emprego de ferramentas cortantes, como a faca de 
lâmina ou os dentes da caçamba de uma carregadeira, com o intuito 
de romper a compacidade do solo em seu estado natural. 
 
 
 
1.1.2. Carregamento 
 
Consiste no enchimento da caçamba, ou no acúmulo diante da 
lâmina, do material que já sofreu seu processo de desagregação,ou 
seja, que já foi escavado. 
 
 
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1.1.3. Transporte 
 
Consiste na movimentação da terra do local em que é escavada para 
onde será colocada em definitivo. 
Distinguimos o transporte com carga, quando o equipamento está 
carreado, isto é, a caçamba está ocupada sem a sua totalidade pelo 
material escavado, do transporte vazio, fase em que a máquina já 
retorna ao local de escavação sem a carga de terra. 
 
 
 
1.1.4. Descarga e espalhamento 
 
Consistem na descarga e espalhamento do material transportado no 
local do aterro a se construído, com o objetivo de execução do aterro 
propriamente dito. Quando as especificações determinam a obtenção 
de certo grau de compactação no aterro haverá, ainda, a operação 
final de adensamento do solo até índices mínimos estabelecidos. 
 
 
 
Essas operações básicas podem ser executadas pela mesma máquina 
ou por equipamentos diversos. Exemplificando, um trator de esteira 
provido de lâmina, executa sozinho todas as operações acima 
indicadas, sendo que as três primeiras com simultaneidade. 
 
Essas quatro operações repetem-se através do tempo, constituindo-
se, portanto, num trabalho cíclico e o seu conjunto denomina-se 
ciclo de operação. A determinação do ciclo de operação permitirá o 
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estudo da estimativa da produção de um equipamento de 
terraplenagem. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Vejam como caiu em prova: 
 
01 - (IPOJUCA 2009 – CESPE) Terraplenagem é a 
movimentação de terra por corte ou aterro de uma 
determinada área, com o objetivo de torná-la plana e, se 
necessário ao projeto, horizontal. 
 
Bem, nessa questão o examinador tentou enganar o candidato 
alterando o conceito de terraplenagem. No início da aula vimos que o 
serviço de terraplenagem tem como objetivo a conformação do 
relevo terrestre para implantação de obras de engenharia. 
 
Portanto, pessoal, não caia nessa não! Lembrem-se quando estão 
viajando de carro por uma rodovia e recordem como há inúmeros 
trechos com subidas e descidas ao longo do caminho. O conteúdo da 
afirmativa está errado. 
Gabarito: Errada 
 
1.2 ATIVIDADES PRELIMINARES À EXECUÇÃO DA 
TERRAPLENAGEM 
 
Conforme destacado anteriormente, a terraplenagem consiste, em 
termos gerais, na execução de cortes e de aterros. Porém, antes de 
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dar início às operações básicas, é necessária a retirada de todos 
os elementos, naturais ou artificiais, que não participarão 
diretamente ou que possam interferir nestas duas operações. 
 
O conjunto de todas essas atividades é designado por Serviços 
Preliminares, os quais compreendem o desmatamento, o 
destocamento e a limpeza. 
 
O desmatamento é o corte e remoção de toda vegetação de 
qualquer densidade e posterior limpeza das áreas destinadas à 
implantação da plataforma a ser construída. 
 
 
 
 
O destocamento e a limpeza são operações de escavação e 
remoção total dos tocos e raízes e da camada de solo orgânico, na 
profundidade necessária, até o nível do terreno considerado apto para 
terraplenagem das áreas destinadas à implantação da plataforma a 
ser construída. 
 
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Trator de Esteiras efetuando o destocamento 
 
 
A área a desmatar deverá ser definida após o projeto de 
terraplenagem onde são previstos os limites necessários à 
implantação dos cortes e aterros denominados off-sets de 
terraplenagem. 
 
Caros alunos, segundo o Glossário de Termos Técnicos Rodoviários do 
DNIT, off-set significa estaca cravada a 2 m da crista de corte ou 
pé de aterro, devidamente cotada, que serve de apoio à execução 
de terraplenagem e controle topográfico, sempre no mesmo 
alinhamento das seções transversais 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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É comum durante a fase de implantação da rodovia alteração dos 
limites de desmatamento definidos em projeto, em face da 
dificuldade das máquinas de acompanhar a linha sinuosa que limita 
os off-set, principalmente nas regiões de vegetação densa. Então 
para facilitar o desempenho operacional o desmatamento passa a ser 
feito por segmento de reta, aumentando a área a desmatar, 
agredindo o meio ambiente, facilitando a erosão e o assoreamento, 
bem como diminuindo a estabilidade do talude. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Pessoal, nosso interesse é o foco em concursos públicos. O 
importante é tentar extrair do conteúdo os principais conceitos de 
cada tema e mostrar como são as cobranças das bancas. Vamos a 
um resumo da norma DNIT 104/2009 – ES “Terraplenagem – 
Serviços Preliminares” que contém os serviços de “desmatamento, 
destocamento e limpeza” que fizemos para vocês. Em seguida, vamos 
ver como isso já caiu em provas: 
 
Desmatamento, Destocamento e Limpeza 
►Nos cortes 
Nas áreas destinadas a CORTES, a exigência éde que a camada 60 
cm abaixo do greide projetado fique totalmente isenta de tocos ou 
raízes. 
 
 
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►Nos aterros 
Quando a cota vermelha de um ATERRO for superior a 2,00 m, o 
desmatamento deve ser executado de modo que os cortes das 
árvores fique no máximo, nivelado ao terreno natural, não 
havendo necessidade do DESTOCAMENTO. 
 
Verificação 
-É admitida, como tolerância, uma variação da largura da faixa a 
ser trabalhada de + 0,15 m p/ cada lado do eixo* 
* Não é admitida variação negativa 
 
� Medição – Desmatamento, Destocamento e Limpeza 
 
a) árvores com diâmetro inferior a 0,15 m => m2* 
* metro quadrado 
b) árvores com diâmetro igual ou superior a 0,15 m devem ser 
medidas ISOLADAMENTE, em função de 2 conjuntos: 
b.1) Árvores com diâmetro entre 0,15 m e 0,30 m 
b.2) Árvores com diâmetro superior a 0,30 m 
 
Leia também: 
 
DNIT 104/2009-ES (Terraplenagem – Serviços Preliminares - 
Especificações de Serviço) 
Disponível em: http://ipr.dnit.gov.br/normas/DNIT104_2009_ES.pdf 
 
E esse assunto já caiu assim: 
2 – (PETROBRÁS TEC. EDIFICAÇÃO 2004 – CESPE) Na 
construção de aterros, deve ser procedida uma preparação 
adequada do terreno para receber o aterro, especialmente 
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com retirada de vegetação ou restos de demolições 
eventualmente existentes. 
Acabamos de ver que os Serviços Preliminares compreendem o 
desmatamento, o destocamento e a limpeza. Vimos também que 
antes de dar início às operações básicas (cortes e aterros) , é 
necessária a retirada de todos os elementos, naturais ou artificiais, 
que não participarão diretamente ou que possam interferir nestas 
duas operações. 
 
Já o item 4.1 da norma DNIT 106/2009-ES condiciona o início dos 
serviços à área objeto dos serviços se apresentar convenientemente 
desmatada e destocada com o respectivo entulho removido. 
Gabarito: Certa 
3 – (TCE - RN 2006 – CESPE) Os serviços de desmatamento, 
destocamento e limpeza são considerados preliminares e 
nenhum movimento de terra pode começar antes de esses 
serviços terem sido totalmente concluídos. 
Vejam que as provas por diversas vezes retomam alguns temas. Por 
isso é tão importante resolvermos questões sobre os conteúdos 
cobrados em concursos, especialmente da banca que irá organizá-los. 
Porém, infelizmente, a ESAF tem poucas provas aplicadas para os 
conteúdos de engenharia e menos ainda, especificamente, para a 
parte rodoviária. 
Consideramos que as questões do CESPE são as que mais podem 
ajudar na complementação dos alunos que estão estudando para este 
concurso do DNIT, mesmo que a formatação da maioria de suas 
questões seja diferente da ESAF, já que nesta as questões são de 
múltipla escolha, enquanto que naquela, na maioria das vezes, as 
questões são para marcar “certo” ou “errado”. 
 A FCC também tem uma longa tradição em concursos que abrangem 
a área de obras e a resolução de suas provas, também, certamente 
ajudará bastante a revisar o conteúdo das matérias. 
Bem, voltando à questão acima, segundo a norma DNIT 108/2009-ES 
(Terraplenagem – Aterro – Especificações de Serviço), antes do início 
da execução dos aterros, os elementos/componentes do processo 
construtivo pertinente e que serão utilizados para a respectiva 
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implantação do aterro, devem estar em condições adequadas, 
condições estas retratadas pelo atendimento do disposto nos itens 
4.1 a 4.8 da norma DNIT 106/2009-ES (Terraplenagem - Cortes – 
Especificações de Serviço). 
 
Por sua vez, o item 4.1 da norma DNIT 106/2009-ES condiciona o 
início dos serviços à área objeto dos serviços se apresentar 
convenientemente desmatada e destocada com o respectivo 
entulho removido. 
Gabarito: Certa 
1.4. ABERTURA E MELHORIA DE CAMINHOS DE SERVIÇO 
 
São estradas de padrão apenas suficiente que garanta o trânsito de 
equipamentos e veículos, com a finalidade de interligar cortes e 
aterros, assegurar o acesso ao canteiro de serviço, áreas de 
empréstimos, jazidas, obras de arte, fontes de abastecimento de 
água e demais instalações previstas no canteiro da obra. 
 
Tais estradas se constituem em obras de baixo custo, com 
movimentos de terra mínimos, envolvendo ordinariamente, a 
utilização de solo local e abrangendo plataforma com largura de 4,0 
m a 5,0 m. 
 
Os serviços de manutenção devem estar sempre presentes, 
com a mobilização de motoniveladora, para promover a regularização 
da pista e de sorte a garantir, para o equipamento, o 
desenvolvimento de velocidade adequada e com a devida segurança. 
Da mesma maneira, a fim de combater a formação de poeira, deve-
se umedecer as pistas com caminhões pipa, ou adicionar-se 
substâncias estabilizantes que retêm a umidade natural. 
 
Para a abertura destes caminhos de serviço, os tratores de esteiras 
com lâmina angulável são os equipamentos mais indicados, já que, 
na maioria dos casos, procura-se um traçado a meia-encosta, com 
secção mista de corte e aterro. 
 
 
 
 
 
 
 
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Agora, um pequeno resumo de algumas partes importantes da norma 
DNIT 105/2009-ES (Terraplenagem - Caminhos de Serviço - 
Especificações de Serviço) 
 
Resumo: 
 
Caminhos de Serviço 
Vias implantadas de caráter provisório => deslocamento de 
equipamentos e veículos 
Verificação 
-Estabelece-se para a largura da pista de caminho de serviço uma 
tolerância de + 0,20 m, em relação a definida pelafiscalização 
�Medição – Caminhos de Serviços 
 
a) Se dentro dos “off-sets” => será medido como serviço 
correspondente (Corte ou Aterro) 
b) Se fora dos “off-sets” => medição específica dos serviços 
(escavação, carga, transporte, etc) como caminho de serviço 
 
 
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Leia também: 
 
DNIT 105/2009-ES (Terraplenagem - Caminhos de Serviço - 
Especificações de Serviço) 
 
Disponível em: http://ipr.dnit.gov.br/normas/DNIT105_2009_ES.pdf 
 
 
2. CORTES 
 
2.1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
 
O corte é um segmento da rodovia, cuja implantação requer 
escavação do material constituinte do terreno natural, ao longo 
do eixo e no interior dos limites das seções do projeto que definem o 
corpo estradal. 
 
2.2. TIPOS DE CORTES 
 
2.2.1. Corte a céu aberto 
 
Escavação praticada na superfície do solo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2.2.2. Corte a meia encosta 
 
Escavação para passagem de uma rodovia, que atinge apenas 
parte de sua seção transversal. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2.2.3. Corte em caixão 
 
Escavação em que os taludes estão praticamente na vertical. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2.2.4. Corte em raspagem 
 
Quando a sua altura não supera 0,40 m em secção plena ou 0,80 
m em seção mista. 
 
 
2.3. CLASSIFICAÇÃO QUANTO À DIFICULDADE EXTRATIVA 
 
É a seguinte a definição das categorias de material escavado, no 
âmbito do DNIT: 
 
a) 1ª categoria: terra em geral, piçarra ou argila, rocha em 
adiantado estado de decomposição, seixos rolados ou não, com 
diâmetro máximo inferior de 15 cm, qualquer que seja o teor de 
umidade, compatíveis com a utilização de “dozer”, “scraper” 
rebocado ou motorizado*. 
 
b) 2ª categoria: rocha com resistência à penetração mecânica 
inferior ao granito, blocos de pedra de volume inferior a 1m³, 
matacões e pedras de diâmetro médio superior a 15 cm, cuja 
extração se processa com emprego de explosivo ou uso 
combinado de explosivos, máquinas de terraplenagem e 
ferramentas manuais comuns. 
 
Estão incluídos nesta categoria os blocos de rocha de volume inferior 
a 2 m³ e os matacões ou pedras de diâmetro médio compreendido 
entre 0,15 m e 1,00 m. 
 
c) 3ª categoria: rocha com resistência à penetração mecânica 
superior ou igual à do granito e blocos de rocha de volume igual 
ou superior a 1 m³, cuja extração e redução, para tornar 
possível o carregamento, se processam com o emprego 
contínuo de explosivo. 
 
Em princípio, os materiais da 1ª categoria são aqueles facilmente 
escaváveis com os equipamentos normais, ainda que se apresentem 
bastante rijos, em razão de baixo teor de umidade, pois, se úmidos, 
podem perder a resistência oferecida ao desmonte. 
 
Além disso, ainda que estejam misturados com pedras, seixos rolados 
ou matacões, desde que sejam escaváveis com o equipamento 
indicado, são considerados como de 1ª categoria. 
 
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O mesmo se pode afirmar no caso de rocha alterada, desde que 
apresente pouca compacidade e permita o uso dos equipamentos 
comuns. 
 
Os materiais de 2ª categoria são mais resistentes ao desmonte e 
não admitem o uso dos equipamentos comuns, a não ser após o 
emprego de algum tratamento prévio. 
 
Na verdade, a necessidade de se classificarem os materiais de 
escavação nas citadas categorias provém do simples fato de que os 
mais resistentes, oferecendo maior dificuldade ao desmonte, 
demandam emprego de um número maior de horas de equipamento 
ou obrigam ao seu uso de modo mais intensivo, gerando, 
obviamente, maiores custos de escavação. 
 
Após essa constatação conclui-se que às diferentes categorias 
corresponderão preços unitários de escavação bastante diversos. 
 
Daí deriva a importância econômica da classificação dos materiais, 
permitindo a remuneração dos serviços de desmonte de acordo com 
o esforço empregado nessa operação. 
 
 
2.4. TALUDE DE CORTE 
 
Superfície inclinada do terreno natural de um corte 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2.4.1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
 
Denomina-se talude a superfície inclinada ou vertical, 
proveniente dos trabalhos de terraplenagem e que limita o terreno 
natural com o corpo da estrada. É também chamado de saia de corte 
ou de aterro. 
 
Nos cortes, o talude é resultante da escavação do terreno natural. 
Sua inclinação é determinada antes do início dos serviços. Nos 
cortes em solos finos e expansivos, a inclinação é maior do 
que nos solos estáveis, chegando a vertical nos cortes em 
rocha sã. 
 
Nos aterros, o talude é resultado da colocação dos materiais, 
provenientes dos cortes e/ou empréstimos, em camadas sucessivas 
compactadas. Tanto nos cortes como nos aterros, a inclinação 
do talude é função da natureza do solo e das alturas destes. 
 
A prática rodoviária aconselha, para os cortes, um taludemáximo de 
1:1 (V:H) e, para os aterros compactados, a inclinação máxima de 
2:3 (V:H), tendo-se sempre presente que cada tipo de solo merece 
um estudo específico, devendo o assunto ser definido, de forma 
precisa, no Projeto de Engenharia. 
 
2.5. TALUDE ESCALONADO 
 
Talude em geral alto, em que se praticam banquetas, com vistas à 
redução da velocidade das águas pluviais superficiais, para facilitar a 
drenagem e aumentar a estabilidade do maciço. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2.6. EXECUÇÃO - NORMA DNIT 106/2009-ES – CORTES 
 
Quando alcançado o nível da plataforma dos cortes: 
 
a) Se for verificada a ocorrência de rocha sã ou em decomposição, 
deve-se promover o rebaixamento do greide, da ordem de 0,40 
m, e o preenchimento do rebaixo com material inerte, indicando no 
projeto de engenharia ou em sua revisão; 
 
b) Se for verificada a ocorrência de solos de expansão maior que 
2% e baixa capacidade de suporte - ISC,deve-se promover sua 
remoção, com rebaixamento de 0,60 m, em se tratando de solos 
orgânicos, o projeto ou sua revisão fixarão a espessura a ser 
removida. Em todos os casos, deve-se proceder à execução de 
novas camadas, constituídas de materiais selecionados, os quais 
devem ser objeto de fixação no projeto de engenharia ou em sua 
revisão; 
 
Pessoal, falaremos nas próximas aulas sobre os ensaios técnicos 
realizados no solo, no entanto, antecipamos que através do ensaio do 
Índice de Suporte Califórnia - ISC determina-se a resistência do 
material em análise e o ensaio de expansão mede a expansibilidade 
do material durante 4 dias de imersão em água. Quanto maior o ISC 
e menor a expansibilidade melhor será o uso do solo como camada 
de pavimentação. 
 
c) No dos cortes em solo, considerando o preconizado no projeto de 
engenharia, devem ser verificadas as condições do solo “in natura” 
nas camadas superficiais (0,60 m superiores, equivalente à camada 
final do aterro), em termos de grau de compactação. Os segmentos 
que não atingirem as condições mínimas de compactação 
devem ser escarificados, homogeneizados, levados à umidade 
adequada e, então, devidamente compactados, de sorte a alcançar a 
energia estabelecida no Projeto de Engenharia. 
 
Os taludes dos cortes devem apresentar, após a operação de 
terraplenagem, a inclinação indicada no projeto de engenharia, para 
cuja definição foram consideradas as indicações provenientes das 
investigações geológicas e geotécnicas. 
 
Constatada a conveniência técnica e econômica de reserva de 
materiais escavados nos cortes, para a confecção das camadas 
superficiais da plataforma, deve ser procedido o depósito dos 
referidos materiais, para sua oportuna utilização. 
 
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Atendido o projeto e, desde que técnica e economicamente 
aconselhável, a juízo da Fiscalização, as massas em excesso, que 
resultariam em bota-foras, podem ser integradas aos aterros, 
constituindo alargamentos da plataforma, adoçamento dos 
taludes ou bermas de equilíbrio. 
 
Então pessoal, desse modo, os excessos de volumes do corte podem 
ser aproveitados nos aterros, desde que técnica e economicamente 
aconselhável, além disso tem que ser aprovado pela Fiscalização. 
 
As massas excedentes que não se destinarem ao fim indicado na 
subseção anterior devem ser, então, objeto de deposição em bota-
foras e de modo a não se constituírem em ameaça à 
estabilidade da rodovia e nem prejudicarem o aspecto 
paisagístico da região, atendendo ao preconizado no projeto 
de engenharia. 
 
Na execução dos cortes em rochas devem ser tomados os seguintes 
cuidados, objetivando a segurança do pessoal e dos equipamentos: 
 
a) Estabelecer um horário rígido de detonação, com horas certas de 
fogo, e cumpri-lo à risca. 
 
b) Não trabalhar com explosivos à noite. 
 
c) Abrigar bem o equipamento e fazer com que o pessoal se proteja, 
de modo que as pedras da explosão não o atinjam. 
 
d) Avisar a comunidade local e ao tráfego usuário, eventualmente 
existente, e colocar vigias para evitar a aproximação de pessoal 
estranho nas vizinhanças do corte na hora da explosão. 
 
e) Não permitir a permanência de pessoas estranhas ao serviço 
durante qualquer fase do ciclo, pois todas elas são perigosas. 
 
f) Somente permitir o manuseio de explosivo por pessoa habilitada e 
usar sempre as mesmas pessoas nesse serviço, e num número o 
mais reduzido possível (somente o estritamente necessário). 
 
g) Somente trazer do depósito a quantidade de explosivo necessária 
à detonação, não permitindo sobras. No caso de haver qualquer 
excesso, por erro de cálculo na quantidade, esse material, inclusive 
os acessórios (espoleta, estopim, etc.), deve ser levado de volta ao 
paiol, antes da detonação. 
 
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Nos cortes de altura elevada, em função do definido no projeto de 
engenharia, deve ser procedida a implantação de patamares, com 
banquetas de largura mínima de 3 m, valetas revestidas e 
proteção vegetal. 
 
Resumo: 
 
 
Corte 
- Regra: escavação do terreno natural até o nível (greide) da 
terraplenagem indicado (nível da plataforma) 
- Exceção: 
- ocorrência de rocha sã ou em decomposição: rebaixamento 
de 0,40m + execução de novas camadas c/ materiais selecionados 
- ocorrência de solos expansivos (> 2%), poucos resistentes 
ou orgânicos: rebaixamento de 0,60m + substituição por solos 
selecionados 
 
� Medição - Cortes 
- considera o volume extraído medido no corte (“in natura”) e a 
distância de transporte entre este e o local de depósito 
- cálculo dos volumes: Seções Primitivas 
 - aplicando o método da "média das áreas" 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Verificação 
a) Variação da altura máxima para eixos e bordas 
 
• Cortes em solo = ± 0,05 m 
 
• Cortes em rocha = ± 0,10 m 
 
b) Variação máx. da largura => + 0,20 m p/ cada semi-
plataforma* 
 
* Não é admitida variação negativa 
 
Leia também: 
 
DNIT 106/2009-ES (Terraplenagem – Cortes - Especificações de 
Serviço) 
Disponível em: http://ipr.dnit.gov.br/normas/DNIT106_2009_ES.pdf 
 
Questões de concursos: 
 
4 - (CGU 2008 – ESAF) Segundo as especificações do DNIT – 
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes, “o 
corte é um segmento natural da rodovia cuja implantação 
requer escavação do terreno natural, ao longo do eixo e no 
interior dos limites das seções do projeto, que definem o 
corpo estradal”. Com relação a esse serviço, é correto afirmar 
que: 
 
a) o sistema de medição considera o volume medido após a 
extração e a distância de transporte entre este e o local do 
depósito. 
 
b) quando houver excesso de materiais de cortes e não for 
possível incorporá-los ao corpo de aterros, deverão ser 
constituídas áreas de empréstimos. 
 
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c) quando, ao nível da plataforma dos cortes, for verificada a 
ocorrência de rocha, sã ou em decomposição, promove-se um 
rebaixamento da ordem de 0,40m e a execução de novas 
camadas com materiais selecionados. 
 
d) nos cortes de altura elevada é prevista a implantação de 
patamares, com banquetas de largura mínima de 1m, valetas 
revestidas e proteção vegetal. 
 
e) para a escavação dos materiais classificados como de 1ª e 
2ª categorias, poderão ser utilizados tratores de lâmina, 
“motoscrapers”, escavadeiras e carregadeiras. 
 
Pessoal, essa questão da ESAF, do último concurso da CGU, cobrou 
algumas literalidades de norma do DNIT. 
Durante a aula, abordamos os principais pontos das normas de 
terraplenagem, inclusive fizemos um resumo do que achamos que 
deve ser revisado com mais frequência. Mas, mesmo assim, 
achamos muito importante dar uma lida em algumas dessas normas 
do DNIT. Especialmente nas seguintes: 
- DNIT 104/2009-ES (Terraplenagem - Serviços Preliminares - 
Especificações de Serviço) 
- DNIT 105/2009-ES (Terraplenagem - Caminhos de Serviço - 
Especificações de Serviço) 
- DNIT 106/2009-ES (Terraplenagem - Cortes – Especificações de 
Serviço) 
- DNIT 107/2009-ES (Terraplenagem - Empréstimos – Especificações 
de Serviço) 
- DNIT 108/2009-ES (Terraplenagem - Aterros – Especificações de 
Serviço) 
Os links para o acesso a essas normas foram disponibilizados ao 
longo da aula no final de cada um desses assuntos. 
Então, vamos analisar cada um dos itens dessa questão: 
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a) o sistema de medição considera o volume medido após a 
extração e a distância de transporte entre este e o local do 
depósito. 
 
Em suma, a norma DNIT 106/2009-ES estabelece que como critério 
de medição o seguinte: 
A medição será feita pelo volume extraído, MEDIDO NO CORTE, e 
a distância de transporte entre este e o local de depósito, 
obedecendo-se às seguintes condições: 
 
► O cálculo dos volumes será resultante da aplicação do método da 
"média das áreas". 
 
► A distância de transporte será medida ao longo do percurso 
seguido pelo equipamento transportador, entre os centros de 
gravidade das massas. O percurso a ser utilizado deverá ser 
previamente aprovado pela Fiscalização. 
 
► Uma vez perfeitamente caracterizado o material de 3ª 
categoria, proceder-se-á à medição específica do mesmo, não se 
admitindo, neste caso, classificação percentual do referido 
material. Os cortes que apresentarem mistura de 3ª categoria com 
as demais, com limites pouco definidos, deverão merecer atenção 
especial da Fiscalização, de maneira a permitir uma classificação 
justa dos materiais escavados. Em função da respectiva magnitude, 
deve ser promovida a anexação de fotografias do corte, efetuadas 
imediatamente antes da extração da rocha e em sequencia à 
detonação do explosivo, procedendo-se, ainda, devidas anotações no 
“Diário de Obras”. 
 
É importante sabermos que nesses preços estão consideradas: 
 
- as operações de escavação, carga e transporte ao local de 
deposição; 
 
- manutenção dos caminhos de serviço; 
 
- escarificação; e 
 
- conformação de taludes. 
 
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O método das áreas, citado anteriormente, consiste no cálculo do 
volume de cada interperfil, elaborado a partir das áreas das seções 
transversais, pela aplicação do método da média das áreas: 
 
sendo l o espaçamento entre duas seções subseqüentes S1 e S2 (ver 
figura a seguir). 
 
 
 
A alternativa, afirma-se que o sistema de medição considera o 
volume medido após a extração. Conforme visto, a medição será feita 
pelo volume extraído, MEDIDO NO CORTE (“in natura”).Portanto, 
o item está incorreto. 
 
b) quando houver excesso de materiais de cortes e não for 
possível incorporá-los ao corpo de aterros, deverão ser 
constituídas áreas de empréstimos. 
 
Vimos que, quando houver excesso de material de cortes e for 
impossível incorporá-los ao corpo dos aterros, serão constituídos 
BOTA-FORAS e não áreas de empréstimos, o que torna a 
alternativa incorreta. 
 
EMPRÉSTIMOS � locais em que é retirado material para o aterro 
BOTA-FORA � local de deposição do material inservível* 
retirado nos cortes 
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* devido à má qualidade, volume ou excessiva distância de 
transporte 
c) quando, ao nível da plataforma dos cortes, for verificada a 
ocorrência de rocha, sã ou em decomposição, promove-se um 
rebaixamento da ordem de 0,40m e a execução de novas 
camadas com materiais selecionados. 
 
De acordo com a norma DNIT 106/2009-ES para cortes a regra é 
escavação do terreno natural até o nível (greide) da terraplenagem 
indicado (nível da plataforma). 
As exceções são: 
a) quando, ao nível da plataforma dos cortes, for verificada a 
ocorrência de ROCHA sã ou em decomposição , promove-se um 
rebaixamento da ordem de 0,40m e a execução de novas camadas 
com materiais selecionados. 
 
Rocha = quaRenta cm 
 
b) quando, ao nível da plataforma dos cortes, for verificada a 
ocorrência de solos de elevada expansão, baixa capacidade de 
suporte ou solos orgânicos, promove-se um rebaixamento da ordem 
de 0,60m, para posterior substituição por solos selecionados. 
 
expanSivos = Sessenta cm 
 
Conforme constatado, a alternativa está correta, sendo, portanto, o 
gabarito da questão. 
 
d) nos cortes de altura elevada é prevista a implantação de 
patamares, com banquetas de largura mínima de 1m, valetas 
revestidas e proteção vegetal. 
 
Mais uma vez recorrendo à norma DNIT 106/2009-ES, temos que: 
nos cortes de altura elevada, em função do definido no projeto de 
engenharia, deve ser procedida a implantação de patamares, com 
banquetas de largura mínima de 3 m, valetas 
revestidas e proteção vegetal. 
 
e) para a escavação dos materiais classificados como de 1ª e 
2ª categorias, poderão ser utilizados tratores de lâmina, 
“motoscrapers”, escavadeiras e carregadeiras. 
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Com relação aos materiais de 1ª categoria tá tudo certo! Mas os 
materiais de 2ª categoria, como vimos nas definições da aula, são 
aqueles que não podem ser escavados de forma normal e 
econômica pelos equipamentos usuais, a saber: tratores de lâmina, 
motoscrapers, escavadeiras e carregadeiras, devido à elevada 
resistência mecânica à extração, que pode atingir valores estimados 
entre 500 e 1000 kg/cm². Errado o item. 
 
Gabarito: letra C 
5 - (Técnico em Estradas - IEPRO 2009) O Departamento 
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes – DNIT, na 
especificação de serviço, classifica os materiais escavados em 
três categorias para efeito de pagamento. Os materiais 
classificados de 2a categoria estão definidos por: 
 
a) Rochas fraturadas com blocos de diâmetro inferior a 0,15 m 
e volume superior a 2,00 m3; 
 
b) Solos consolidados contendo blocos de pedra com volume 
superior a 2,00 m3; 
 
c) Blocos de rocha com volume inferior a 2,00 m3, matacões e 
pedras de diâmetro médio inferior a 1,00 m, cuja extração 
necessita utilização de equipamento com escarificadores e 
eventualmente poderá envolver o uso de explosivos; 
 
d) Rochas brandas e fraturadas com blocos com diâmetro 
médio inferior a 0,15 m; 
 
e) Alterações de rocha fendilhada e/ou alterada, cuja extração 
se processa em equipamentos com utilização escarificadores. 
 
Pessoal, conforme vimos na aula que: 
2ª categoria: rocha com resistência à penetração mecânica 
inferior ao granito, blocos de pedra de volume inferior a 1m³, 
matacões e pedras de diâmetro médio superior a 15 cm, cuja 
extração se processa com emprego de explosivo ou uso 
combinado de explosivos, máquinas de terraplenagem e 
ferramentas manuais comuns. 
 
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Estão incluídos nesta categoria os blocos de rocha de volume 
inferior a 2 m³ e os matacões ou pedras de diâmetro médio 
compreendido entre 0,15 m e 1,00 m. 
Portanto, a resposta correta é a letra “c”. 
Gabarito: letra C 
6 - (TCE-ES/2012 – CESPE) Na execução de aterros, os 
materiais provenientes de escavações de cortes devem ser 
descartados, devido à dificuldade de controle tecnológico 
desses materiais. 
 
É justamente o contrário do que se afirma na questão. Deve-se dar 
prioridade aos materiais provenientes das escavações dos cortes, 
sendo que só se deve recusar a utilização desses materiais devido: 
 
- a má qualidade; 
- ao excesso de volume; ou 
- a excessiva distância de transporte (que inviabilize 
economicamente a utilização deste material no aterro). 
Caros alunos, a regra é que o material escavado no corte seja 
depositado no aterro. 
Porém quando ele apresenta pelo menos uma das 3 características 
citadas acima, faz-se o “Bota-fora”. 
Gabarito: Errada 
7– (UNIPAMPA 2009 – CESPE) Durante os serviços de cortes 
de solo pode haver excesso de material que gerará os bota-
foras. O manejo ambiental desses materiais prevê sua 
compactação e o depósito em áreas à jusante da rodovia. 
O entendimento dessa questão está na especificação de serviços ES 
– 00181 - Execução de Cortes e Aterros da Companhia Estadual 
de Habitação e Obras Públicas do Estado de Sergipe – CEHOP/SE. 
Segundo essa norma: 
 
Quando houver excesso de material de cortes e for impossível 
incorporá-los ao corpo dos aterros, serão constituídos “bota-foras”, 
que poderão ser compactados, caso haja previsão em projeto. 
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Preferencialmente, as áreas a eles destinadas serão localizadas a 
jusante da obra. 
 
Pessoal, o termo “jusante” refere-se aos elementos/trechos que se 
localizam após da estrutura. Já o termo “montante” refere-se aos 
elementos/trechos que se localizam antes da estrutura. 
 
 
MONTANTE = ANTES 
JUSANTE = APÓS 
 
Gabarito: Certa 
3. EMPRÉSTIMOS 
 
Empréstimos são escavações efetuadas em locais previamente 
definidos para a obtenção de materiais destinados à 
complementação de volumes necessários para aterros, quando 
houver insuficiência de volume nos cortes, ou por razões de 
ordem qualitativa de materiais, ou de ordem econômica 
(elevadas distâncias de transporte). Dependendo da situação podem 
ser considerados dois tipos distintos de empréstimos: laterais e 
concentrados (ou localizados). 
 
3.1. EMPRÉSTIMOS LATERAIS 
 
Os empréstimos laterais se caracterizam por escavações efetuadaspróximas ao corpo estradal, sempre dentro dos limites da faixa de 
domínio. Nos casos de segmentos de cortes se processa o 
alargamento da plataforma com consequente deslocamento dos 
taludes e, no caso de aterros, escavações do tipo “valetões”, em um 
ou ambos os lados. Logicamente, o que vai definir a execução ou não 
desses empréstimos é a qualidade do material adjacente aos cortes 
ou aterros em que se fará a escavação e o volume necessário para 
suprir a carência de material no aterro de destino. 
 
3.2. EMPRÉSTIMOS CONCENTRADOS 
 
Os empréstimos concentrados são definidos por escavações 
efetuadas em áreas fora da faixa de domínio, em locais que 
contenham materiais em quantidade e qualidade adequada para 
confecção dos aterros. A utilização desse tipo de empréstimo se dá 
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quando não existem materiais adequados nas faixas laterais a cortes 
ou aterros para efetivação de empréstimos laterais, ou quando esses 
últimos não proporcionam a retirada do volume total necessário. 
 
Os locais dos empréstimos concentrados ou localizados devem ser 
selecionados dentre as elevações do terreno natural próximas ao 
aterro a que se destinará o material,devendo-se definir a área e 
forma de exploração de tal maneira que, após a escavação, se tenha 
uma aparência topográfica natural. As medidas minimizadoras dos 
impactos ambientais sugeridas para os empréstimos materiais 
aplicam-se, na totalidade, aos empréstimos concentrados. 
 
 
Resumo: 
 
Empréstimos 
2 Tipos: - Laterais: dentro dos limites da faixa de domínio 
 - Concentrados: fora da faixa de domínio 
 
Nos Cortes: 
a) Adoção de taludes mais suaves (maior inclinação) => melhorar a 
estabilidade 
b) Rebaixamento do fundo de corte, com modificação do greide, para 
melhorá-lo. 
 
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���� Execução de empréstimos 
- No caso de caixas de empréstimos laterais destinadas a trechos 
com greide elevado, as bordas internas das caixas devem ter 
distância mínima de 5,00 m do pé do aterro. 
 
- Empréstimos laterais entre borda externa das caixas de 
empréstimo e o limite da faixa de domínio deve ser mantida, sem 
exploração, uma faixa de 2,00 m de largura, a fim de permitir a 
implantação da vedação delimitadora*. 
 
* No caso de empréstimo de alargamento de corte => largura 
mínima de 3,00 m. 
 
� Medição - Empréstimos 
- considera o volume extraído medido na caixa de empréstimo (“in 
natura”) 
 
Leia também: 
 
DNIT 107/2009-ES (Terraplenagem – Empréstimos - Especificações 
de Serviço) 
Disponível em: http://ipr.dnit.gov.br/normas/DNIT107_2009_ES.pdf 
 
 
4. BOTA – FORA 
 
Material de escavação de cortes, não aproveitado nos aterros, 
devido à sua má qualidade, ao seu volume ou à excessiva 
distância de transporte, e que é depositado fora da plataforma da 
rodovia, de preferência nos limites da faixa de domínio, quando 
possível, ou seja, são volumes de matérias escavados não utilizáveis 
na terraplenagem. 
 
O local de depósitos desses materiais deve ser criteriosamente 
definido, a fim de não causar danos às outras obras de construção. 
 
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E já caiu assim: 
 
8 - (UNIPAMPA 2009 - CESPE) Entre as operações de corte, 
podem-se citar as seguintes etapas: escavação dos materiais, 
transporte dos materiais escavados para aterros ou bota-fora 
e retirada das camadas de má qualidade, visando à preparação 
das fundações dos aterros. 
 
Pessoal, além da parte teórica que curso traz, nós estamos tentando 
mostrar para vocês também algumas das principais fontes de 
referências usadas pelas bancas ao elaborar as questões. O objetivo é 
mostrar a vocês a forma como as questões são elaboradas a partir 
dos diversos materiais disponíveis, especialmente dos manuais e 
normas do DNIT (chamando a sua atenção para os mais relevantes 
entre os inúmeros existentes) e eventualmente a partir de outras 
fontes que vamos citando durante as explicações dos exercícios. 
 
Conhecendo essas fontes, aumenta, e muito, as chances do candidato 
estudar um material em que, eventualmente, podem ser tiradas 
questões de prova. 
 
Especificamente, nessa prova da Unipampa, elaborada pelo CESPE, 
em 2009, um das fontes foi o material do CEHOP/SE mencionado na 
questão anterior. Vejam só o que está escrito nele: 
 
As operações de cortes compreendem: 
 
� Escavação do terreno natural até o nível (greide) da 
terraplenagem indicado no projeto; 
 
� Escavação do terreno natural, abaixo do greide (quando for 
rocha sã ou em decomposição (0,40 m) e ocorrência de 
solos de elevada expansão, baixa capacidade de suporte ou 
solos orgânicos (0,60 m) para posterior substituição por 
solos selecionados. 
 
� Retirada das camadas de materiais de má qualidade com 
a finalidade de preparar as fundações dos aterros, de acordo 
com as indicações do projeto. 
 
� Transporte dos materiais retirados para aterros, depósitos 
ou locais de “bota-fora”, indicados pela Fiscalização ou 
previstos em projeto, de modo a não causar transtorno à obra, 
em caráter temporário ou definitivo. 
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Gabarito: Certa 
 
5. ATERROS 
 
Conforme a NORMA DNIT 108/2009 – ES- Terraplenagem – Aterros: 
 
São segmentos de rodovia cuja implantação requer depósito de 
materiais provenientes de cortes e/ou de empréstimos no 
interior dos limites das seções de projeto (off sets) que definem o 
corpo estradal, o qual corresponde à faixa terraplenada. 
 
Podemosresumir a definição de ATERRO como o enchimento do 
terreno com material de áreas de empréstimo feito com a finalidade 
de se implantar a plataforma em cota superior ao terreno natural. 
 
A Norma supracitada ainda traz conceitos importantes: 
 
a) Faixa terraplenada 
 
Faixa correspondente à largura que vai de crista a crista do corte, no 
caso de seção plena em corte; do pé do aterro ao pé do aterro, no 
caso de seção plena em aterro; e da crista do corte ao pé do aterro, 
no caso da seção mista. É a área compreendida entre as linhas “Off 
sets”. 
 
b) Corpo do aterro 
 
Parte do aterro situada sobre o terreno natural até 0,60 m abaixo 
da cota correspondente ao greide de terraplenagem. 
 
c) Camada final 
 
Parte do aterro constituída de material selecionado, com base em 
preceitos técnico-econômicos, com 60,0 cm de espessura, situada 
sobre o corpo do aterro ou sobre o terreno remanescente de um corte 
e cuja superfície é definida pelo greide de terraplenagem. 
 
 
 
d) Plataforma da estrada 
 
Superfície do terreno ou do terrapleno, compreendida entre os dois 
pés dos cortes, no caso da seção em corte; de crista a crista do 
aterro, no caso da seção em aterro; e do pé do corte a crista do 
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aterro, no caso da seção mista. No caso dos cortes, a plataforma 
compreende também a sarjeta. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5.2. COMPACTAÇÃO DOS ATERROS 
 
Pode-se afirmar que a compactação dos aterros é a fase em que 
maiores cuidados devem ser tomados no emprego correto das 
técnicas e procedimentos recomendados, pois a má execução desse 
trabalho tem sempre consequências desagradáveis e onerosas ao 
construtor e ao usuário das obras. 
 
Assim, a compactação é tarefa da maior importância, existindo 
fatores adversos e aleatórios que perturbam sua operação como: 
chuvas, excesso de umidade do solo e variação imprevisível nas suas 
características e que podem vir a contribuir para a eventual má 
qualidade do aterro. 
 
A meta almejada, no caso, deve ser sempre a obtenção das massas 
específicas indicadas no Projeto de Engenharia e/ou pelas 
Especificações das Obras. Entretanto, algumas regras básicas devem 
ser obedecidas, visando-se o bom desenvolvimento e a qualidade dos 
serviços. 
 
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a) Uma vez processada a limpeza do terreno, os buracos ou 
depressões ocasionados por desmatamento/destocamento, devem 
ser preenchidos com material dos cortes ou empréstimos 
devidamente compactados; 
 
b) Iniciar o aterro sempre no ponto mais baixo, em camadas 
horizontais; 
 
c) Prever o caimento lateral ou longitudinal para o rápido 
escoamento das águas pluviais, evitando o seu acúmulo em 
qualquer ponto. 
 
 
5.3. MATERIAIS 
 
Os materiais a serem utilizados na execução dos aterros devem ser 
provenientes das escavações referentes à execução dos cortes e da 
utilização de empréstimos, devidamente caracterizados e 
selecionados com base nos Estudos Geotécnicos desenvolvidos 
através do Projeto de Engenharia. 
 
Tais materiais, que ordinariamente devem se enquadrar nas 
classificações de 1ª categoria e de 2ª categoria deve atender a vários 
requisitos, em termos de características mecânicas e físicas, 
conforme se registra a seguir: 
 
a) Ser preferencialmente utilizados, de conformidade com sua 
qualificação e destinação prévia fixada no projeto. 
 
b) Ser isentos de matérias orgânicas, micáceas e diatomáceas. 
Não devem ser constituídos de turfas ou argilas orgânicas. 
 
c) Para efeito de execução do corpo do aterro, apresentar 
capacidade de suporte adequada ( ISC ≥ 2%) e expansão menor 
ou igual a 4%. 
 
d) Para efeito de execução da camada final dos aterros, apresentar 
dentro das disponibilidades e em consonância com os preceitos de 
ordem técnico-econômica, a melhor capacidade de suporte e 
expansão ≤ 2%. 
 
O atendimento aos mencionados preceitos deve ser efetivado através 
de análise técnico-econômica, considerando as alternativas de 
disponibilidade de materiais ocorrentes e incluindo-se, pelo menos, 
01 (uma) alternativa com a utilização de material com CBR≥ 6%. 
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e) Em regiões onde houver ocorrência de materiais rochosos e na 
falta de materiais de 1ª e/ou 2ª categoria admite-se, desde que 
devidamente especificado no projeto de engenharia, o emprego 
destes materiais de 3ª categoria (rochas), atendidas as condições 
prescritas no projeto de engenharia. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
5.5. ASPECTOS CONSTRUTIVOS E PARTICULARIEDADES 
 
Há três etapas distintas na execução propriamente dita dos aterros: o 
lançamento do material pelo equipamento de transporte; o 
espalhamento em camada, e a compactação (de cada camada). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O lançamento do material para a construção dos aterros deve ser 
feito em camadas sucessivas, em toda a largura da seção transversal, 
e em extensões tais que permitam seu umedecimento e 
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compactação, de acordo com o previsto no projeto de engenharia. 
Para o corpo dos aterros, a espessura de cada camada compactada 
não deve ultrapassar de 0,30 m. Para as camadas finais essa 
espessura não deve ultrapassar de 0,20 m. 
 
Todas as camadas do solo devem ser convenientemente 
compactadas, de conformidade com o definido no projeto de 
engenharia. Ordinariamente, o preconizado é o seguinte: 
 
a) Para o corpo dos aterros, na umidade ótima, mais ou 
menos 3%, até se obter a massa específica aparenteseca 
correspondente a 100% da massa específica aparente máxima, 
do ensaio realizado pela Norma DNER ME 129/94, Método A [proctor 
normal]. 
 
b) Para as camadas finais, aquela massa específica 
aparente seca deve corresponder a 100% da massa específica 
aparente máxima seca do ensaio DNER-ME 129/94, Método B 
[proctor intermediário]. 
 
 
Pessoal, falaremos sobre o ensaio de compactação nas próximas 
aulas. Mas antecipamos que ele se divide em: Normal, Intermediário 
e Modificado. A diferença principal entre eles é a energia utilizada 
para compactação do solo. O Ensaio de Proctor Normal tem uma 
energia de compactação menor do que o intermediário e essa menor 
do que o do modificado. 
 
Vimos também que são inúmeras as características de controle 
exigidas quando da execução das camadas de corpo e finais de 
aterro. Como tais características já foram muito cobradas em provas 
anteriores, há uma grande possibilidade de termos uma questão 
sobre esse tema neste certame, então resolvemos fazer um quadro-
resumo que aconselhamos decorá-lo antes de sua prova: 
 
Camada 
 
Espessura de 
cada camada 
compactada 
G.Compaco ISC (%) Expansão 
≤ 
h(ótima) 
 
Corpo de 
aterro 
 
≤ 0,3 m 
 
100 % P.N. 
 
≥ 2% 
 
4%. 
 
+ /- 3% 
 
Finais de 
aterro 
 
≤ 0,2 m 
 
100 % P.I. 
Melhor 
capacidade 
de suporte 
 
2%. 
 
+ /- 3% 
 
 
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5.6. EXECUÇÃO DE ATERROS COM MATERIAIS ROCHOSOS 
 
A execução deste serviço deve observar as diretrizes a seguir: 
 
• O corpo dos aterros de rocha deve ser construído em camadas 
sucessivas, para toda a largura da seção transversal, com 
espessura máxima de 0,75 m. A maior dimensão de 
qualquer pedra utilizada deve ser, no máximo, igual a 0,60 m; 
 
• A primeira camada deve ser executada mediante descarga da 
rocha no ponto mais baixo do trecho em execução e com 
utilização de trator de esteiras com lâmina para espalhamento 
do material na espessura indicada; 
 
• Cada camada subsequente deve ser construída a partir de uma 
extremidade, lançando-se a rocha no topo da camada em 
construção e, após, empurrando-se o material para frente com 
trator de lâmina, de tal modo que as pedras sejam acomodadas 
sobre a camada precedente; 
 
• Os interstícios entre as pedras maiores devem ser preenchidos 
com pedras de menor tamanho e com fragmentos produzidos 
por essa operação e pela colocação de carregamentos 
sucessivos de material; 
 
• Os últimos 2,0 m do aterro devem ser executados em 
camada, cuja espessura não pode ser superior a 0,30 m nem 
conter pedras com dimensão superior a 2/3 da espessura da 
camada, devendo ser usados rolos vibratórios apropriados; 
 
• A camada final deve ser constituída com granulometria tal que 
assegure uniformidade à superfície; 
 
• Os materiais de dimensões maiores que as especificadas devem 
ser reduzidos por marroagem ou outros métodos. 
 
 
6. EXECUÇÃO DE ATERROS SOBRE SOLOS MOLES 
 
6.1. CONSIDERAÇÕES INICIAIS 
 
Muitas vezes, na construção de uma estrada, nos deparamos com 
problemas de construção de um aterro sobre um terreno de baixa 
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resistência e com umidade bastante alta. A construção do aterro 
diretamente sobre esse tipo de terreno pode ocasionar problemas de 
recalques e prejudicar a qualidade do serviço. 
 
Quando a espessura da camada mole é menor do que 3,0 m, a 
melhor solução geralmente é remover todo esse material com 
o uso de escavadeiras dotadas de drag-line, que podem operar sobre 
a camada de topo, a qual, geralmente, apresenta um mínimo de 
suporte, por encontrar-se com teor de umidade baixo. Mas, à medida 
que se aprofunda a vala, o material se torna muito mole, 
especialmente depois de atingir o nível do lençol freático, quase 
sempre elevado nas baixadas. 
 
Já para espessuras de solo mole até 20 m, a solução em geral mais 
econômica é o emprego de geodrenos e sobrecarga; 
 
 
 
6.2. ESTABILIDADE DOS ATERROS E CONSOLIDAÇÃO DAS 
FUNDAÇÕES 
 
A execução dos aterros implica em dois problemas principais, quanto 
à sua estabilidade: fundação e compactação. Ainda que a 
compactação da massa do aterro seja feita com todos os cuidados 
técnicos, a sua estabilidade pode ficar prejudicada 
irremediavelmente, se o mesmo não tiver como fundação uma 
camada de bom suporte, resultando daí em recalques excessivos ou, 
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eventualmente, em escorregamentos laterais, que comprometem 
totalmente a sua utilização. 
 
 
Aterro sobre solo mole que rompeu 
 
Algumas camadas têm capacidade de suporte tão baixa, além de 
possuírem alta compressibilidade, que qualquer aterro executado 
sobre elas apresentaria um comportamento indesejável, no que se 
refere aos recalques ou escorregamentos. Três são os principais tipos 
de ocorrências: 
 
a) Recalque por adensamento 
 
Resulta da pressão proveniente do peso próprio e das cargas móveis 
que trafegam sobre o aterro, nas camadas compressíveis, 
ocasionando a diminuição lenta do volume de vazios pela expulsão da 
fase líquida, devido ao aumento da pressão neutra, resultando no 
adensamento da camada e, em consequência, na ocorrência de 
recalques. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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b) Ruptura por afundamento 
 
Pode ocorrer quando a camada portante for de muito baixa 
capacidade de suporte e atingir grande profundidade. Nesse caso, o 
corpo do aterro sofre um deslocamento vertical e afunda por igual no 
terreno mole, havendo a expulsãolateral do material de má 
qualidade, com água. 
 
 
 
 
 
 
 
c) Ruptura por escorregamento 
 
A ruptura por escorregamento acontece quando o aterro é construído 
sobre uma camada muito mole, com baixa resistência ao 
cisalhamento e que se apóia sobre uma mais resistente. Na ocasião 
de chuvas intensas, o aumento da pressão hidrostática, devido à 
elevação do lençol freático, se traduz pelo aumento da pressão 
neutra, reduzindo sensivelmente a resistência ao cisalhamento, 
formando uma superfície de escorregamento que afeta o aterro, 
levando-o à ruptura. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Torna-se evidente que, existindo solos muito moles, materiais com 
grandes porcentagens de matéria orgânica, solos brejosos ou 
turfosos, impõe-se, antes da execução do aterro, a adoção de 
medidas, visando à consolidação e estabilização do terreno de 
fundação. 
 
A solução a ser adotada deve ser definida em Projeto de Engenharia 
específico e com base em considerações técnico-econômicas. Com 
frequência, a solução ideal ditada estritamente pelo critério técnico 
conduz a custos de execução bastante elevados e, em razão disto, 
são adotadas soluções outras, menos onerosas que, obviamente, 
envolvem algum risco. 
 
6.3.1. PROCESSO EXECUTIVO 
 
a) Preparo do terreno de fundação 
 
Antes da execução do aterro o terreno deve ser desmatado e 
destocado pelos processos convencionais. Se a solução de 
projeto for a de lançamento do aterro sem a remoção da argila 
mole, deve ser mantida a trama de raízes existentes na crosta 
superficial, pois a resistência desta camada colabora para estabilidade 
geral do aterro, e sua remoção, especialmente no caso de argilas 
muito moles, pode trazer problemas de execução, como a 
impossibilidade de se manter um espessura reduzida da camada de 
trabalho devido à ocorrência de rupturas localizadas. 
 
b) Lançamento da camada de trabalho 
 
Se o aterro for construído sem a remoção da camada de argila mole, 
deve ser lançada inicialmente uma camada de trabalho constituída de 
um dos seguintes materiais: 
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• Areia limpa, satisfazendo os critérios de material drenante e 
com espessura mínima de 0,50 m, para permitir a drenagem da 
água expulsa do subsolo pela ação do adensamento deste sob o 
peso do aterro; 
 
• Material arenoso, com no máximo 5% passando na peneira 200 
e espessura mínima de 0,50 m, se não for essencial à função 
drenante dessa camada; 
 
• Geotêxtil, se as condições de trabalho forem muito difíceis e/ou 
a areia limpa for escassa na região. 
 
c) Alteamento e compactação 
 
O aterro deve ser compactado em camadas de 0,20 a 0,30 m de 
espessura, dependendo das características dos rolos 
empregados. 
 
O material do aterro deve satisfazer às exigências usuais, como estar 
isento de raízes e material orgânico, sem excesso de mica e livre 
de pedregulhos ou pedras com dimensão superior à metade da 
espessura da camada espalhada. 
 
O material de empréstimo deve satisfazer às exigências de projeto 
quanto à umidade e, se esta estiver muito acima da umidade ótima e 
o clima da região tornar impraticável a secagem do material pelos 
métodos convencionais (ao ar, destorroando-se com grade de 
discos), podem ser empregadas, após aprovação da Fiscalização, 
camadas alternadas de argila e areia pura, de modo a permitir 
redução da umidade das primeiras através da drenagem de seu 
excesso de água pelas camadas de areia, sob o peso do aterro 
sobrejacente. 
 
6.3.2. ALTERNATIVAS CONSTRUTIVAS 
 
Vamos agora ver as principais alternativas construtivas para 
execução dos aterros, quando houver camada de solo inservível: 
 
a) Escavação completa 
 
A remoção por escavação completa, adequada a trechos onde a 
espessura de material compressível é pequena, sendo certamente 
econômico quando ela é de no máximo de 3 m. Em certos casos, 
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como o de encontro de pontes, têm sido removidas camadas de 
espessuras maiores. 
 
b) Escavação parcial 
 
Quando a camada de argila mole for muito espessa, sua remoção 
pode ser parcial. 
 
c) Construção em etapas 
 
A construção por etapas implica subdividir a altura de aterro em 
duas ou três etapas . A primeira é construída aquém da altura 
crítica, para que seja estável, seguindo-se um período de repouso 
para que o processo de consolidação dissipe parte das poropressões e 
o solo mole ganhe resistência. Após certo tempo, quando o ganho de 
resistência chegar aos níveis estabelecidos no projeto e que garantam 
a estabilidade, uma segunda etapa do aterro pode ser executada. 
 
Esta técnica implica em geral em longos tempos de permanência que 
na maioria das vezes são inaceitáveis para um projeto rodoviário 
sobre solos moles de baixa permeabilidade. Entretanto, pode ser 
eficaz se empregada em conjunto com os geodrenos e sobrecarga 
temporária que aceleram os tempos de dissipação. 
 
 
d) Execução de bermas de equilíbrio 
 
Sob certas condições, é possível evitar-se o deslocamento dos 
materiais instáveis, durante a execução do aterro, construindo-se 
camadas laterais, que servem de contrapeso aos empuxos 
resultantes da carga do aterro principal, denominadas bermas de 
equilíbrio. 
 
Evitam a formação dos bulbos e o deslocamento do material instável, 
bem como o afundamento do material de boa qualidade do aterro, 
obtendo-se um processo de estabilização rápido e econômico. 
 
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48Atenção!!! Pessoal, as bancas costumam cobrar muito o 
conhecimento sobre a aplicação e definição de bermas de equilíbrio. 
 
e) Execução de drenos verticais 
 
Os geodrenos são elementos drenantes constituídos de materiais 
sintéticos com 100 mm de largura e 3 a 5 mm de espessura e grande 
comprimento. São cravados verticalmente no terreno, dispostos em 
malha, de forma a permitir a drenagem e acelerar os recalques. Os 
geodrenos são a alternativa técnica e econômica que substituem os 
antigos drenos de areia que, por sua vez não devem ser mais 
empregados. 
 
Os geodrenos são constituídos de, pelo menos, dois materiais: o 
miolo drenante e o seu revestimento. Este tem por objetivo permitir a 
passagem da água e reter o ingresso de solo. O miolo drenante, tem 
por objetivo conduzir a água até a superfície do terreno e drená-la 
através do colchão drenante na superfície e resistir aos esforços de 
instalação e os provenientes da deformação do aterro. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cravação dos Geodrenos 
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f) Utilização de geotêxteis 
 
Vem sendo de uso cada vez maior na execução de aterros sobre solos 
moles. Consiste em colocação de mantas com características 
apropriadas, em posições cuidadosamente definidas (horizontal e 
verticalmente), sobre as quais vão sendo colocadas as diversas 
camadas de solo. 
 
Requerem cuidados especiais para garantia da drenagem e do próprio 
andamento dos trabalhos, geralmente exigindo a execução manual de 
aterro nas suas primeiras camadas. 
 
O geotêxtil distribui carga do maciço e facilita a drenagem. É 
de fácil aplicação e tem custo bastante competitivo, quando 
comparado com o de outras soluções. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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g) Aterro estaqueado 
 
Esta solução pretende transferir a carga do aterro diretamente a 
um substrato mais resistente, aliviando a camada mole e evitando 
os recalques. Consiste em empregar um conjunto de estacas, em 
geral pré-moldadas de concreto armado ou madeira tratada 
dispostas em malha quadrada. O topo das estacas recebe um capitel 
de concreto armado. As estacas são projetadas para transferir toda a 
carga do aterro para as camadas mais resistentes do terreno. 
 
Sobre a cabeça de cada estaca executa-se uma pequena laje 
denominada capitel, o aterro compactado é executado em seguida de 
maneira convencional. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Resumo: 
 
Aterro 
- executado em camadas sucessivas 
 
- espessura máx compactada: - corpo do aterro = 0,30m 
 - camadas finais = 0,20m 
 
- Camada final: 3 camadas individuais de 20 cm cada (total 60,0 
cm) 
 
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- Bota-fora: Material não aproveitado nos aterros, devido à má 
qualidade, volume ou excessiva distância de transporte, e que é 
depositado fora da plataforma da rodovia, de preferência nos limites 
da faixa de domínio, quando possível (Jusante da obra) 
 
- Execução de aterros = Descarga + espalhamento + 
homogeneização + umedecimento + compactação 
 
=> Materiais de 1ª e 2ª Categoria ( Pode de 3ª em circunstâncias 
excepcionais) 
 
Camada 
 
Espessura de 
cada camada 
compactada 
G.C. ISC (%) Expansão 
≤ 
h(ótima) 
 
Corpo de 
aterro 
 
≤ 0,3 m 
 
100 % P.N. 
 
≥ 2% 
 
4%. 
 
+ /- 3% 
 
Finais de 
aterro 
 
≤ 0,2 m 
 
100 % P.I. 
Melhor 
capacidade 
de suporte 
 
2%. 
 
+ /- 3% 
 
OBS1: Camada Final: deve ser efetivado através de análise técnico-
econômica, considerando as alternativas de disponibilidades 
ocorrentes e incluindo-se, pelo menos, 01 alternativa com a utilização 
de material com CBR ≥ 6%. 
 
OBS2: Corpo de Aterro: a norma considera para o corpo de aterro 
GC ≥ 100% do P.I. 
Verificação 
a) Variação máx. de altura máxima => ± 0,04 m p/ eixos e 
bordas 
 
b) Variação máx. da largura => + 0,30 m p/ plataforma* 
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52 
 
* Não é permitida variação negativa 
Leia também: 
 
DNIT 108/2009-ES (Terraplenagem – Aterros - Especificações de 
Serviço). 
Disponível em: http://ipr.dnit.gov.br/normas/DNIT108_2009_ES.pdf 
 
Vamos ver algumas questões sobre isso: 
 
9 – (PETROBRAS 2004 - CESPE) As turfas e os solos 
expansivos são utilizados como materiais de aterro, 
independentemente da sua altura e da finalidade. 
 
Na aula foi dito que os materiais a serem utilizados na execução dos 
aterros devem: 
 
a) Ser preferencialmente utilizados, de conformidade com sua 
qualificação e destinação prévia fixada no projeto. 
 
b) Ser isentos de matérias orgânicas, micáceas e diatomáceas. Não 
devem ser constituídos de turfas ou argilas orgânicas. (alínea “b” do 
item 5.1 da norma DNIT 108/2009-ES). 
 
c) Para efeito de execução do corpo do aterro, apresentar 
capacidade de suporte adequada ( ISC ≥ 2%) e expansão menor 
ou igual a 4%. (alínea “c” do item 5.1 da norma DNIT 108/2009-
ES) 
 
d) Para efeito de execução da camada final dos aterros, apresentar 
dentro das disponibilidades e em consonância com os preceitos de 
ordem técnico-econômica, a melhor capacidade de suporte e 
expansão ≤ 2%. (alínea “d” do item 5.1 da norma DNIT 108/2009-
ES) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Vamos relembrar mais uma vez o nosso quadro-resumo para os 
aterros: 
 
Camada 
 
Espessura de 
cada camada 
compactada 
G.Compacta 
ção 
ISC (%) Expansão 
≤ 
h(ótima) 
 
Corpo de 
aterro 
 
≤ 0,3 m 
 
100 % P.N. 
 
≥ 2% 
 
4%. 
 
+ /- 3% 
 
Finais de 
aterro 
 
≤ 0,2 m 
 
100 % P.I. 
Melhor 
capacidade 
de suporte 
 
2%. 
 
+ /- 3% 
 
As alíneas c e d estão resumidas nesse quadro. 
 
Gabarito: Errada 
 
Observação: Segundo o Glossário de Termos Técnicos Rodoviários 
do DNIT, TURFA é um tipo de solo com grande porcentagem de 
partículas fibrosas de material carbonoso, ao lado de matéria 
orgânica no estado coloidal, com coloração marrom-escura a preta; 
material mole, não plástico, combustível e de cheiro característico, 
além de consistência fofa. 
 
Resumindo, é um material muito ruim para a construção de uma 
rodovia, visto que tem péssimas características estruturais. 
 
10 – (PETROBRAS 2004 - CESPE) A variação máxima no valor 
da umidade ótima do material de aterro deve ser de, no 
máximo, 6%. 
 
Mais uma questão que dá para matar com a utilização do resumo que 
fizemos para vocês! A variação máxima da umidade ótima é de 3%. 
 
Gabarito: Errada 
 
11 – (INSS 2008 - CESPE) Quando houver disponibilidade de 
solo expansivo como material para aterro, esse deve ser 
preferido a outros sem essa característica. 
 
É claro que não! O solo expansivo é indesejado para aterro, tanto que 
a norma restringe os percentuais de expansão para as camadas de 
aterro. 
 
Gabarito: Errada 
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12 - (TCE-ES/2012 – CESPE) Na opção de aterro do tipo 
estaqueado, as estacas são projetadas para transferir toda a 
carga do aterro para um substrato mais resistente. 
 
Como acabamos de ver, é exatamente essa a função das estacas no 
aterro do tipo estaqueado: transferir toda a carga do aterro para um 
substrato mais resistente. 
 
Gabarito: Certa 
 
13 - (TCE-ES/2012 – CESPE) A remoção de solo mole e a 
substituição por material granular devem ser consideradas em 
casos de depósitos muito extensos e de espessura de solo 
mole inferior a 6 m. Para espessuras maiores, deve-se aprovar 
solução de substituição parcial. 
 
Vamos recordar o que foi dito na aula: 
 
“A remoção por escavação completa, adequada a trechos onde a 
espessura de material compressível é pequena, sendo certamente 
econômico quando ela é de no máximo de 3 m. Em certos casos, 
como o de encontro de pontes, têm sido removidas camadas de 
espessuras maiores.” 
 
Portanto, a remoção completa deve ser considerada para os casos em 
que a espessura é de no máximo de 3 m e não com inferior a 6 m, 
como afirma o item. 
 
Gabarito: Errada 
 
14 - (TCE-ES/2012 – CESPE) Os geodrenos exercem grande 
função portante, por serem elementos drenantes constituídos 
de materiais sintéticos, cravados verticalmente no terreno, e 
dispostos em malha, de forma que seja permitido drenar e 
acelerar os recalques. 
 
 
Mais uma questão que cobra os conhecimentos acerca das diversas 
alternativas construtivas dos aterros. 
 
Realmente, os geodrenos são elementos drenantes constituídos de 
materiais sintéticos, cravados verticalmente no terreno, e dispostos 
em malha, de forma a permitir a drenagem e acelerar os recalques. 
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Porém esses elementos não têm a função portante, possuem a 
função drenante somente. 
 
Gabarito: Errada 
 
7. COMPENSAÇÃO DE VOLUMES 
 
 
A execução de escavações em cortes ou empréstimos determina o 
surgimento de volumes de materiais que deverão ser transportados 
para aterros ou bota-foras. 
 
Ainda, quanto à configuração do terreno onde se realiza uma 
operação de corte, esta poderá determinar uma seção dita de “corte 
pleno” ou uma “seção mista”. 
 
Dependendo da situação topográfica do segmento, teremos 
caracterizados dois tipos distintos de compensação de volumes: 
compensação longitudinal ou compensação lateral. 
 
7.1. Compensação Longitudinal 
 
Uma compensação é dita longitudinal em duas situações: 
1. A escavação é em corte pleno, ou a escavação provém de 
empréstimo não lateral a aterro. 
 
Neste caso, todo o volume extraído será transportado para 
segmentos diferentes daquele de sua origem: de corte para aterro 
(ou botafora) e de empréstimo para aterro, unicamente. 
 
2. A escavação do corte é em seção mista onde o volume de corte 
supera o volume de aterro. Neste caso, o volume excedente de corte 
em relação ao volume necessário de aterro no mesmo segmento terá 
destinação a segmento distinto do de origem. 
 
7.2 Compensação Lateral ou Transversal 
 
A compensação lateral se caracteriza pela utilização de material 
escavado, no mesmo segmento em que se processou a escavação. É 
o caso de segmentos com seções mistas ou em que a situação do 
terreno existente apresente pequenos aterros disseminados em 
cortes plenos ou vice-versa. 
 
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7.3. FATORES DE CONVERSÃO 
 
É de grande importância para as operações de terraplenagem, tanto 
no que respeita à etapa de projeto como à própria construção, que se 
tenha o adequado conhecimento das variações volumétricas 
ocorrentes durante a movimentação dos materiais envolvidos. 
 
Um material a ser terraplenado, possuidor de massa m, ocupa no 
corte de origem um volume Vcorte. Ao ser escavado, este material 
sofre um desarranjo em suas partículas, de forma que a mesma 
massa passa a ocupar um volume Vsolto. Finalmente, após ser 
descarregado e submetido a um processo mecânico de compactação, 
o material ocupará um terceiro volume, Vcomp. 
 
Para os solos, materiais mais freqüentemente envolvidos nas 
operações de terraplenagem, prevalece entre estes volumes a 
seguinterelação: 
 
Vcomp < Vcorte < Vsolto 
 
Em se tratando de uma mesma massa m a ser terraplenada, é fácil 
concluir que as variações nas densidades (ou massas específicas 
aparentes) do material obedecerão às desigualdades abaixo: 
 
 
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Dcomp > Dcorte > Dsolta 
 
 
No exemplo abaixo indica que a escavação de 1,4m3 de solo no corte, 
gera 1,6m3 solo solto e 1 m³ de aterro compactado. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Nota-se, portanto, e a prática confirma esta assertiva, que o material 
(solos em geral) compactado no aterro terá uma densidade final 
superior a aquela do seu local de origem e, conseqüentemente, 
ocupará um volume menor do que o ocupado originalmente. 
 
Em vista do exposto, foram conceituados alguns fatores, aqui 
designados genericamente por fatores de conversão, que 
objetivam permitir a transformação imediata entre os volumes 
verificados nas três etapas de terraplenagem retro-enumeradas. São 
eles: 
 
a – Empolamento, Fator de Empolamento e Porcentagem de 
Empolamento: 
 
Pessoal, segundo o DNIT, o fenômeno do empolamento pode ser 
expresso por três relações: 
 
1. A primeira das relações, denominada empolamento (ep), traduz 
a relação entre o volume solto e o volume natural; 
 
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2. A segunda das relações, denominada porcentagem (ou taxa) de 
empolamento [p(%)], nos dá a taxa de aumento, em 
porcentagem, do volume solto em relação ao volume natural; 
 
3. A terceira delas, denominada fator de empolamento (φ), traduz 
a relação de redução da massa específica aparente seca ao se 
escavar o material, com valor sempre menor do que 1. 
 
Abaixo, segue uma tabela exemplificativa dessas três relações para 
diferentes tipos de solos: 
 
 
 
Para o cálculo do volume de aterro e desaterro (corte) não se 
considera o fator de empolamento. No aterro, mede-se o volume de 
aterro executado de acordo com a seção transversal do projeto. No 
corte, mede-se o volume extraído no corte. 
 
O fator de empolamento é levado em consideração para o transporte 
do material escavado, quer seja para bota-fora ou para um local de 
aterro. O SICRO2 – Sistema de Custos Rodoviários, do DNIT, 
considera o fenômeno do empolamento já na composição do 
transporte, sendo que o orçamentista não precisa saber o fator ou a 
taxa de empolamento porque isto já está dentro da composição.” 
 
b - Fator de Contração: 
 
 
 
 
 
 
 
Trata-se também de parâmetro adimensional, assumindo, para os 
solos, valores inferiores à unidade. No entanto, quando a escavação 
for executada em materiais compactos (rocha sã, p.ex.) de elevada 
densidade “in situ”, resultará fator de contração superior à unidade. 
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Este parâmetro permite que se faça uma estimativa do material, 
medido no corte, necessário à confecção de um determinado aterro. 
 
c - Fator de Homogeneização: 
 
 
 
 
 
 
 
O objetivo deste parâmetro, também adimensional, é similar ao do 
fator de contração, ou seja, estimar o volume de corte necessário à 
confecção de um determinado aterro. Sua aplicação é voltada para a 
etapa de projeto constituindo-se em subsídio fundamental ao bom 
desempenho da tarefa de distribuição do material escavado. Sendo o 
inverso do fator de contração, assume valores superiores à unidade 
para solos, e inferiores para materiais compactos. 
 
 
8. DISTRIBUIÇÃO DO MATERIAL A SER ESCAVADO 
 
Calculados os volumes de cortes e aterros existentes entre cada par 
de seções sucessivas e estabelecidos os demais controles do projeto 
de terraplenagem (classificação quanto à dificuldade extrativa, 
critérios para a seleção qualitativa e fatores de homogeneização), é 
necessário que se execute a distribuição teórica do material a ser 
escavado, ou seja: definir toda a origem e destino dos materiais 
envolvidos na terraplenagem, seus volumes e classificação e as 
correspondentes distâncias médias de transporte. Notar que o 
transporte dos materiais escavados é computado, para fins de 
pagamento, em conjunto com a execução dos cortes (escavação, 
carga e transporte). 
 
O conceito de distância média de transporte advém dos 
primórdios da construção de estradas, quando a distribuição dos 
materiais era feita de forma sumária, pela observação do perfil da 
locação e acompanhamento simultâneo das operações de 
terraplenagem. Cada volume escavado e o aterro correspondente 
eram anotados neste perfil. 
 
As distâncias de transporte resultantes eram tomadas graficamente, 
medindo-se na escala do desenho as distâncias entre os centros de 
gravidade de cada escavação e cada aterro. Para fins de pagamento 
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do transporte, calculava-se a distância média resultante pela 
expressão: 
 
 
 
 
 
Onde: 
 
• vi: volumes parciais escavados. 
• di: distâncias de transporte parciais. 
• Σvi: volume total escavado. 
 
O produto de um volume escavado pela distância segundo a qual este 
volume é transportado representa, em terraplenagem, o parâmetro 
conhecido como momento de transporte. O numerador da expressão 
de cálculo anterior indica, portanto, o momento de transporte total de 
distribuição em causa: 
 
 
MT = Σ vi x di 
 
 
As unidades usuais para o momento de transporte são o m³xkm e o 
m³xdam. 
 
É fácil de imaginar que existem inúmeras possibilidades de se 
executar uma distribuição de terras na terraplenagem. A cada uma 
destas alternativas corresponderá uma distância média de transporte 
global e, consequentemente,um determinado custo de construção. 
Assim, o projeto de terraplenagem deverá procurar indicar a melhor 
distribuição de terras, de sorte que a distância média de transporte e, 
consequentemente, o custo das operações de terraplenagem, sejam 
reduzidos a valores mínimos, ou próximos a estes. 
 
A prática de projeto de estradas tem desenvolvido, em seus vários 
estágios, diversos procedimentos gráficos visando a execução de uma 
adequada distribuição de materiais na terraplenagem. Sucederam-se 
o “diagrama das áreas”, o “diagrama de Lalanne” e, como uma 
evolução deste, o “diagrama de Brückner”, ainda de uso corrente em 
projetos atuais. Sobre este último, apresentam-se, na seqüência, as 
considerações de ordem teórica pertinentes. 
 
 
 
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Questões de concurso: 
 
15 - (INSS 2008 - Cespe) Na escavação de vala, o volume de 
material que deve ser transportado é igual ao volume medido 
(cubicado) no corte. 
 
Será que o volume transportado (volume solto) é igual ao medido no 
corte (in natura)? 
Não é mesmo! No volume solto devemos considerar o empolamento 
do material devido ao rearranjo das partículas do solo. 
Quando for calcular o volume transportado mutiplica-se o volume do 
corte pelo fator de empolamento. 
 
Gabarito: Errada 
 
8.1 DIAGRAMA DE BRÜCKNER 
 
a)Construção 
 
Para que seja possível a construção gráfica do diagrama de Brückner, 
é necessário que se calculem as chamadas “ordenadas de Brückner”. 
Estas ordenadas são, em verdade, volumes de cortes e aterros 
acumulados sucessivamente, seção a seção, considerando-se os 
primeiros com sinal positivo e os segundos com sinal negativo. A 
somatória dos volumes é feita a partir de uma ordenada inicial 
arbitrária, em geral um volume suficientemente grande para evitar o 
aparecimento de ordenadas negativas, que dificultariam os cálculos. 
Os volumes envolvidos no cálculo das ordenadas de Brückner são 
aqueles ditos “efetivos”, ou seja: considerada a influência da camada 
vegetal. 
 
O fator de homogeneização é aplicado sobre os volumes de 
aterro, atuando neste como um multiplicador. Assim se procede, 
“expandindo” os volumes de aterro, para tornar realística a 
compensação com os volumes de cortes, que, como se sabe, sofrem 
redução após compactação nos aterros. 
 
Nos casos de seções mistas, a compensação lateral é feita de forma 
automática quando do cálculo das ordenadas de Brückner, pois os 
volumes de corte e de aterro são, respectivamente, somados e 
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subtraídos a cada seção, de forma que o acréscimo ou decréscimo 
nas ordenadas será dado pela diferença entre os dois volumes 
considerados. 
 
Como regra prática, pode-se dizer que a compensação lateral será o 
menor dos dois volumes e que o volume disponível para 
compensação longitudinal, que afeta as ordenadas, será a diferença 
entre estes volumes. A figura abaixo exemplifica o exposto 
anteriormente, para uma situação em que o volume de corte 
disponível entre duas estacas consecutivas supera ao volume do 
aterro (homogeneizado) da seção mista: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Cabe notar, ainda, que para fins práticos, o volume existente entre 
duas consecutivas (interperfis) é considerado aplicado na estaca 
correspondente à segunda seção. Este procedimento facilita a 
utilização do diagrama e a própria distribuição de terras, como será 
visto adiante. 
 
As ordenadas calculadas são plotadas geralmente sobre uma cópia do 
perfil longitudinal do projeto. Em abscissas é marcado o 
estaqueamento e em ordenadas, numa escala adequada, os valores 
calculados para as ordenadas de Brückner, seção a seção. Os pontos 
assim marcados, unidos por uma linha curva, sintetizam o diagrama 
de Brückner. 
 
b) Propriedades 
 
Pessoal, fiquem atentos às propriedades abaixo, pois é um dos 
assuntos que mais cai em provas no que concerne à Diagrama de 
Brückner. Elas são bem tranquilas de serem aprendidas. Caso 
tenham dúvidas, não se esqueçam de usar o nosso fórum. 
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As propriedades básicas do diagrama de Brückner, em geral 
decorrentes da forma segundo a qual o mesmo é construído, são as 
seguintes: 
 
1ª Propriedade: Considerando-se o sentido crescente do 
estaqueamento, os ramos ascendentes do diagrama correspondem a 
cortes (ou predominância de cortes em seções mistas) e os ramos 
descendentes correspondem a aterros (ou predominância de aterros 
nas seções mistas). 
 
 
 
 
2ª Propriedade: Os pontos de máximo do diagrama representam a 
passagem de cortes para aterros e os de mínimo a passagem de 
aterros para cortes. 
 
3ª Propriedade: Considerando um mesmo ramo, a diferença entre 
duas ordenadas mede o volume (de corte ou aterro) existente entre 
as seções correspondentes. 
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4ª Propriedade: Linhas horizontais (ditas “linhas de compensação” 
ou “linhas de distribuição”), interceptando ramos ascendentes e 
descendentes, destacam segmentos que correspondem a volumes de 
cortes e aterros compensados. 
 
 
 
Como a linha lançada é horizontal, as ordenadas dos pontos 1, 3, 5 e 
7 são iguais. Logo, aplicando-se ao exemplo acima exposto a 3ª 
propriedade, é fácil concluir que: 
(Vc)I = (VA)I 
(Vc)II = (VA)II 
(Vc)III = (VA)III 
 
As setas indicadas dentro de cada segmento compensado 
representam, em linhas gerais, a origem e a destinação de cada 
porção de material a ser escavado. Se, por exemplo, fossem 
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designadas as estacas correspondentes aos pontos 1, 2 e 3 por X, Y 
e Z, poder-se-ia enunciar a seguinte orientação para o primeiro 
segmento compensado: “o corte que inicia na estaca X e termina na 
estaca Y, possuidor de volume (Vc)I = (2) - (1), será destinado ao 
aterro que inicia na estaca Y e termina na estaca Z. Neste enunciado, 
faltam as referências quanto à dificuldade extrativa do material do 
corte (1ª, 2ª ou 3ª categoria) e a distância de transporte que 
resultará desta operação. Este último aspecto é enfocado na 6ª 
propriedade. 
 
Ressalta-se, neste ponto, que os volumes de aterros utilizados para a 
construção do diagrama devem ter sido afetados pelo fator de 
homogeneização. Portanto, se fosse desejado o cálculo do volume 
real de aterro (“volume geométrico”) para fins de pagamento, no 
exemplo literal do primeiro segmento compensado, ter-se-ia que 
aplicar a expressão: 
 
 
 
 
 
 
5ª Propriedade: A área compreendida entre a curva de Brückner e a 
linha de compensação mede o momento de transporte da distribuição 
considerada. Para o caso abaixo figurado tem-se que: S = MT 
 
 
 
Para se compreender esta propriedade, tomam-se inicialmente duas 
paralelas à linha de compensação, no âmbito do segmento 
compensado, destacando-se um volume v bastante pequeno. 
 
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O volume v do corte deve ser transportado ao aterro segundo uma 
distância de transporte d. Sendo este volume muito pequeno, a 
figura representada pela faixa situada entre as duas paralelas pode 
ser assimilada a um retângulo de área S’= v x d. Ora, por definição, 
o produto v x d representa o momento de transporte desta 
distribuição parcial (MT’): 
 
 
MT’= S’ = v x d 
 
A área total S pode ser obtida pela somatória de todas as áreas de 
pequenas distribuições parciais como a esquematizada: 
 
S = Σ S’I 
Em conseqüência, é possível deduzir que a área total S é também a 
somatória de todos os momentos de transporte parciais, ou seja, 
representa efetivamente o momento de transporte do segmento 
compensado: 
 
S = Σ MT’I = MT 
 
6ª Propriedade: A distância média de transporte (DMT) de cada 
distribuição pode ser considerada como a base de um retângulo de 
área equivalente à do segmento compensado e de altura igual à 
máxima ordenada deste segmento. Na figura abaixo esquematizada, 
segundo esta propriedade, a distância média de transporte do 
segmento compensado seria dada por: 
 
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Pela 4ª propriedade, sabe-se que a diferença de ordenadas entre B 
e D representa o volume total compensado no segmento: V = BD. 
Por outro lado, foi demonstrado na 5ª propriedade que a área do 
segmento compensado representa o momento de transporte da 
distribuição. Então: SABCDA = MT. 
 
Como, por hipótese, o retângulo ilustrado tem área igual à do 
segmento compensado, resulta: S1234 = MT. 
 
A área do retângulo pode ser calculada por: 
 
S1234 = b x BD = b x V. 
 
Sabendo-se, finalmente, que o momento de transporte da 
distribuição é dado pelo produto do volume compensado (V) pela 
correspondente distância média de transporte (DMT), resulta: 
 
MT = V x DMT = S1234 
 
Logo: 
 
b x V = V x DMT, ou b = DMT 
 
 
Na prática, o traçado do retângulo de área equivalente é feito de 
forma subjetiva, porém bastante facilitado pelo fato de se trabalhar 
sobre papel milimetrado. O grau de precisão obtido na determinação 
das distâncias médias de transporte é perfeitamente compatível, já 
que a quantificação do serviço de corte é efetuada por “faixas” de 
distância de transporte. 
 
A teoria do diagrama de Brückner envolve, ainda, duas outras 
propriedades, que visam definir, dentre as diversas possibilidades de 
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lançamento de linhas de compensação, qual seria aquela que 
conduziria a um custo de transporte mínimo. No entanto, muito 
embora razoavelmente defensáveis sob o ponto de vista teórico, 
estas propriedades são de difícil aplicação prática, para a grande 
maioria das situações normalmente verificadas em um projeto de 
terraplenagem, quais seja: 
 
i. Extensões de projeto relativamente elevadas, conduzindo a 
diagramas linearmente bastante extensos. 
ii. Necessidade freqüente de lançamento de diversas linhas de 
compensação auxiliares, pelo aspecto assumido pelo diagrama. 
iii. Necessidade de se procurar correlacionar o sentido preferencial de 
escavação com a geometria longitudinal da estrada. Por exemplo: 
prevendo a abertura de um corte no sentido descendente do greide, 
com o aterro-destinatário situado a jusante. 
 
 
 
Caros alunos, o diagrama de Brückner por vezes é explorado pelas 
bancas. Além disso, é muito importante para um Analista de 
Infraestrutura do DNIT usar essa ferramenta, pois através desse 
diagrama podemos analisar se o projeto de terraplenagem está 
contemplando os menores custos. 
 
Por isso, nós fizemos um breve resumo desse assunto: 
 
Diagrama de Brückner (ou de massas) 
- inclinações muito elevadas indicam grandes movimentos de 
terras; 
- diferença de ordenadas entre 2 pontos � mede o volume de terra 
entre esses pontos; 
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- Pontos extremos: pontos de passagem. 
- Pontos de máximo: passagem de corte para aterro. 
- Pontos de mínimo: passagem de aterro para corte; 
- a horizontal traçada sobre o diagrama é chamada de linha de 
compensação (ou linha de terra). 
- a distância média de transporte (DMT) pode ser considerada como 
a base de um retângulo. 
 
E isso já foi cobrado assim: 
 
 
16 – (MPOG 2008 - CESPE) Os ramos ascendentes do 
diagrama correspondem aos aterros, e os descendentes, aos 
cortes. 
 
Essa afirmação diz o contrário do que falamos em aula com relação a 
1ª Propriedade do Diagrama de Brückner: 
 
Considerando-se o sentido crescente do estaqueamento, os ramos 
ascendentes do diagrama correspondem a cortes (ou 
predominância de cortes em seções mistas) e os ramos 
descendentes correspondem a aterros (ou predominância de 
aterros nas seções mistas). 
 
No desenho apresentado, a curva de cima representa o terreno 
natural e a reta inclinada, o greide, enquanto a curva de baixo 
representa o diagrama de massas ou diagrama de Brukner. 
 
Gabarito: Errada 
 
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17 – (MPOG 2008 - CESPE) A diferença entre as ordenadas de 
dois pontos do diagrama representa o volume acumulado 
entre eles. 
 
Exatamente igual ao que falamos na 3ª Propriedade do Diagrama 
de Brückner: 
 
Considerando um mesmo ramo, a diferença entre duas ordenadas 
mede o volume (de corte ou aterro) existente entre as seções 
correspondentes. 
 
Cada ordenada representa o volume acumulado até a respectiva 
seção. O ponto máximo representa todo o volume do corte do 
primeiro trecho (início do corte até o ponto de passagem entre o 
corte e o aterro – estacas 0 a 4). 
 
Gabarito: Certa 
 
18 – (MPOG 2008 - CESPE) Os pontos máximos e mínimos do 
diagrama correspondem aos pontos de passagem de corte 
para aterro e de aterro para corte, respectivamente. 
 
Foi isso que vimos na 2ª Propriedade do Diagrama de Brückner: 
 
Pontos de máximo do diagrama representam a passagem de 
cortes para aterros; 
 
Pontos de mínimo a passagem de aterros para cortes. 
 
Vocês encontram mais coisas sobre o Diagrama de Brückener no 
documento “Noções de Topografia Para Projetos Rodoviários”, 
disponível em: 
 
http://www.topografiageral.com/Curso/capitulo%2018.php 
Gabarito: Certa 
 
 
 
 
 
 
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19 – (Valec 2012 – FEMPERJ) A figura abaixo ilustra o 
Diagrama de Bruckner para os serviços de terraplenagem de 
uma rodovia, onde a linha em traço grosso representa o 
estaqueamento no eixo dessa estrada: 
 
 
 
Considerando que o material proveniente de cortes entre as 
estacas A e B podem ser completamente reaproveitados para 
a realização de aterros nessa estrada, pode-se dizer que, 
considerando o movimento de terra em todo o trecho 
entre as estacas A e B, haverá: 
 
(A) sobra de 11,0m3 de material proveniente de corte; 
(B) falta de 12,0m3 de material para a realização de aterro; 
(C) sobra de 14,0m3 de material proveniente de corte; 
(D) falta de 17,0m3 de material para a realização de aterros; 
(E) sobra de 28,0m3 de material para a realização de aterro. 
 
O diagrama de Bruckner indica corte nos trechos ascendentes e 
aterros nos trechos descendentes, sendo que a compensação é 
sempre zero nos trechos que cruzam a linha (linha de 
compensação ou linha de terra). 
 
 
 
Até o ponto indicado pela seta houve uma compensação dos volumes 
de cortes e aterros. 
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Portanto, a compensação final é indicada pelo último ponto do 
gráfico, mais à direita. No caso, este ponto indica uma necessidade 
de 17m3 de aterro, ao longo do trecho da figura. 
 
Gabarito: letra D 
Então, pessoal, vamos a uma bateria de exercícios comentados? 
Lembrando que no fim da aula serão apresentadas essas questões 
sem o gabarito, favorecendo o treinamento do aluno. 
 
 
QUESTÕES COMENTADAS NA AULA 0 
 
20 - (Técnico em Estradas/Semarh - FUNCAB)40. “Estaca 
cravada a 2,0m da crista de corte ou pé de aterro, 
devidamente cotada, que serve de apoio à execução de 
terraplenagem e controle topográfico, sempre no mesmo 
alinhamento das seções transversais” (DNIT, 1997): 
 
A) cota vermelha. 
B) declividade. 
C) offset. 
D) ordenada. 
E) vértice. 
Falamos sobre os off-sets no início da aula! Os off-sets também 
podem ser conceituados como linhas de estacas demarcadoras da 
área de execução dos serviços dispostas a 2,0m da crista de corte ou 
pé de aterro. Portanto, a letra C está correta. 
 
Gabarito: letra C 
21 – (TRE-AL 2010 - FCC) Terraplenagem é a técnica de 
engenharia para o manuseio de solos e rochas, inclusive o 
desmonte de rocha, sendo que as etapas relacionadas na 
aplicação dessa técnica são: 
 
(A) escavação, carregamento, transporte e espalhamento. 
(B) prospecção, escavação, desmonte e transporte. 
(C) mapeamento, planificação, escavação e carregamento. 
(D) prospecção, escavação, segregação e amontoamento. 
(E) sulcagem, estiramento, escavação e transporte. 
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Essa é uma questão bem básica. Na aula nós vimos que as etapas 
que constituem os serviços de terraplenagem são as seguintes: 
 
a)escavação; 
b)carregamento do material escavado;c)transporte; 
d)descarga e espalhamento. 
 
Portanto, a alternativa correta é a letra A 
 
Gabarito: letra A 
 
22 - (TCU 2007 – CESPE) Ao se executar a terraplenagem de 
um trecho de rodovia, o volume de corte de terra deve, 
necessariamente, ser transportado para os aterros no próprio 
trecho; apenas o volume não utilizado nos aterros deverá ser 
transportado para local conveniente, fora da estrada. 
A palavra “necessariamente” compromete o item. O material 
escavado nos cortes deve ser aproveitado sempre que possível, 
evitando-se assim nova escavação. A intenção é que haja a 
compensação de volumes e, acima de tudo, evitar custos 
desnecessários. 
 
Mas, também pode ocorrer de o material retirado do corte ser 
inservível para utilização em aterros, tal como solos expansivos, 
argilas moles ou turfas, por exemplo. 
Gabarito: Errada 
 
23 - (TCE-ES/2012 – CESPE) Consideram-se solos de primeira 
categoria aqueles com resistência ao desmonte mecânico 
inferior à rocha não alterada, para os quais eventualmente há 
necessidade de explosivos. 
 
A especificação de Serviço 106/2009 – ES – Terraplenagem – Cortes 
do DNIT trás os seguintes conceitos: 
 
“3.9 Material de 1ª categoria 
 
Compreende os solos em geral, residuais ou sedimentares, seixos 
rolados ou não, com diâmetro máximo inferior a 0,15 m, qualquer 
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que seja o teor de umidade apresentado. O processo de extração é 
compatível com a utilização de “Dozer” ou “Scraper” rebocado ou 
motorizado. 
 
3.10 Material de 2ª categoria 
 
Compreende os solos de resistência ao desmonte mecânico 
inferior à da rocha não alterada, cuja extração se processe por 
combinação de métodos que obriguem a utilização do maior 
equipamento de escarificação exigido contratualmente; a extração 
eventualmente pode envolver o uso de explosivos ou processo 
manual adequado. Estão incluídos nesta categoria os blocos de rocha 
de volume inferior a 2 m³ e os matacões ou pedras de diâmetro 
médio compreendido entre 0,15 m e 1,00 m. 
 
3.11 Material de 3ª categoria 
 
Compreende os materiais com resistência ao desmonte mecânico 
equivalente à rocha não alterada e blocos de rocha com diâmetro 
médio superior a 1,00 m, ou de 
volume igual ou superior a 2 m³, cuja extração e redução, a fim de 
possibilitar o carregamento, se processem com o emprego contínuo 
de explosivos.” 
 
Portanto, a questão está incorreta porque a definição contida em seu 
comando contém o conceito de material classificado como de 2ª 
categoria. 
 
Pessoal, reparem que há uma pequena diferença nos conceitos 
estudados na aula (retirado do Manual de Implantação Básica do 
DNIT) e da norma 106/2009 – ES – Terraplenagem – Cortes do DNIT. 
Porém, essa diferença é bem sutil, e no fundo dizem a mesma coisa. 
 
Gabarito: Errada 
 
24 - (MP 2006 – ESAF) A terraplenagem, no caso de 
edificações, tem por objetivos regularizar e uniformizar o 
terreno, envolvendo três operações distintas: escavação, 
transporte e aterro. 
 
Com relação aos serviços de terraplenagem é incorreto 
afirmar que 
 
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A) o aterro deve ser executado em camadas sucessivas, com 
espessura máxima compactada de 0,30 m para o corpo do 
aterro, e de 0,20 m para as camadas finais. 
 
B) as camadas finais do aterro deverão apresentar um grau de 
compactação mínimo de 95%. 
 
C) cumpre à fiscalização controlar a execução dos aterros, 
verificando, por exemplo, a espessura das camadas, e 
programar a realização dos ensaios necessários ao controle de 
qualidade dos aterros (determinação do grau de compactação, 
ensaios de CBR, etc). 
 
D) quando houver possibilidade de solapamento na época 
chuvosa deve ser providenciado um enrocamento no pé do 
aterro. 
 
E) no movimento de terra é importante considerar o 
empolamento, pois quando se move o solo de seu lugar 
original, há variações de seu volume que influenciam 
principalmente a operação de transporte. 
 
Vejam que o comando da questão pede a alternativa INCORRETA! 
Fiquem atentos para o que se pede no enunciado. 
Vamos à análise de cada uma das alternativas. 
A) o aterro deve ser executado em camadas sucessivas, com 
espessura máxima compactada de 0,30 m para o corpo do 
aterro, e de 0,20 m para as camadas finais. 
 
Então, é hora de relembrar daquele quadro-resumo que fizemos para 
os aterros: 
 
Camada 
 
Espessura de 
cada camada 
compactada 
Grau 
Compactação 
ISC 
(%) 
Expansão 
≤ 
h(ótima) 
 
Corpo de 
aterro 
 
≤ 0,3 m 
 
100 % P.N. 
 
≥ 2% 
 
4%. 
 
+ /- 3% 
 
Finais de 
aterro 
 
≤ 0,2 m 
 
100 % P.I. 
Melhor 
capacidad
e de 
suporte 
 
2%. 
 
+ /- 3% 
 
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Conforme visto, o item está correto. 
 
Fazemos questão de repetir esse quadro durante a explicação das 
questões porque o conteúdo dele é comumente cobrado por todas as 
bancas. Ele facilita muito a vida do candidato!! 
 
 
B) as camadas finais do aterro deverão apresentar um grau de 
compactação mínimo de 95%. 
 
Vimos na aula que as camadas finais correspondem aos 60 cm finais 
do aterro, e que suas exigências técnicas são mais rigorosas que às 
exigidas para o corpo de aterro. 
 
Para efeito de compactação, a camada final é dividida em três 
camadas individuais de 20 cm cada. 
 
Olhando a nossa esquematização dos parâmetros de aterro, baseado 
na norma DNIT 108/2009 ES, percebemos que as camadas finais do 
aterro deverão apresentar um grau de compactação mínimo de 
100%. 
Portanto, a alternativa está incorreta, sendo esta a resposta da 
questão. 
 
C) cumpre à fiscalização controlar a execução dos aterros, 
verificando, por exemplo, a espessura das camadas, e 
programar a realização dos ensaios necessários ao controle de 
qualidade dos aterros (determinação do grau de compactação, 
ensaios de CBR, etc). 
 
Segundo o documento “Obras Públicas: Recomendações Básicas para 
a Contratação e Fiscalização de Obras de Edificações Públicas”, 
publicado pelo TCU, temos o seguinte: 
 
Cumpre à fiscalização realizar as seguintes atividades específicas, 
com relação aos serviços iniciais: 
 
► conferir visualmente a fidelidade daplanta do levantamento 
planialtimétrico com o terreno; 
 
► verificar visualmente, durante a execução do movimento de terra, 
se as principais características do solo local confirmam as indicações 
contidas nas sondagens anteriormente realizadas; 
 
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► proceder ao controle geométrico dos trabalhos, com o auxílio da 
equipe de topografia, conferindo as inclinações dos taludes, limites e 
níveis de terraplenos e outros, com vistas à obediência ao projeto e à 
determinação dos quantitativos de serviços realizados, para a 
liberação das medições; 
 
► controlar a execução dos aterros, verificando, por exemplo, a 
espessura das camadas, e programar a realização dos ensaios 
necessários ao controle da qualidade dos aterros 
(determinação do grau de compactação, ensaios de CBR, entre 
outros) pelo laboratório de controle tecnológico; 
 
► conferir a veracidade da planta de cadastramento das redes de 
águas pluviais, esgotos e linhas elétricas existentes na área.” 
(grifos nossos) 
 
Portanto, este item está correto. 
 
D) quando houver possibilidade de solapamento na época 
chuvosa deve ser providenciado um enrocamento no pé do 
aterro. 
 
De acordo com a especificação “ES0181 – Execução de Cortes e 
Aterros”, da CEHOP-SE, temos o seguinte, havendo a possibilidade 
de solapamento da saia em épocas chuvosas deverá ser a 
construído enrocamento no pé do aterro. 
Diante do exposto, item correto. 
 
E) no movimento de terra é importante considerar o 
empolamento, pois quando se move o solo de seu lugar 
original, há variações de seu volume que influenciam 
principalmente a operação de transporte. 
 
O empolamento representa, em termos percentuais, qual o 
incremento de volume que resulta após a escavação de um material 
de um corte. 
 
Ao volume que está no terreno natural chamamos de volume de 
corte. Este volume, ao ser escavado, sofre um desarranjo em suas 
partículas, de forma que a mesma massa passa a ocupar um volume, 
que chamamos de volume solto. 
 
Vcorte < Vsolto 
 
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O volume solto é o volume considerado nas operações de transporte. 
Certo o item. 
Gabarito: letra B 
 
25 - (UNIPAMPA 2009 - CESPE) O revestimento vegetal dos 
taludes, quando previsto, deve ser executado ao final dos 
serviços de terraplenagem. 
 
Ao contrário do que afirma a questão a especificação de serviços ES 
– 00181 da CEHOP/SE afirma que o revestimento vegetal dos 
taludes, quando previsto, deverá ser executado imediatamente 
após o corte. 
 
Portanto, o item está errado. 
 
Gabarito: Errada 
 
26 - (ANTAQ/2005 - CESPE) Nas escavações de material para 
aterro, solo com diâmetro máximo de 15 cm é classificado 
como material de 3.ª categoria. 
 
Olha só, pessoal! Na aula falamos sobre a classificação dos materiais 
quanto a dificuldade de extração. A norma DNIT 106/2009-ES – 
Cortes – Especificações de Serviços usa as seguintes definições: 
 
Material de 1ª categoria 
 
Compreende os solos em geral, residuais ou sedimentares, seixos 
rolados ou não, com diâmetro máximo inferior a 0,15 m, qualquer 
que seja o teor de umidade apresentado. O processo de extração é 
compatível com a utilização de “Dozer” ou “Scraper” rebocado ou 
motorizado. 
 
Material de 2ª categoria 
 
Compreende os solos de resistência ao desmonte mecânico inferior à 
da rocha não alterada, cuja extração 
se processe por combinação de métodos que obriguem a utilização do 
maior equipamento de escarificação exigido contratualmente; 
a extração eventualmente pode envolver o uso de explosivos ou 
processo manual adequado. Estão incluídos nesta categoria os 
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79 
 
blocos de rocha de volume inferior a 2 m³ e os matacões ou 
pedras de diâmetro médio compreendido entre 0,15 m e 1,00 
m. 
 
Material de 3ª categoria 
 
Compreende os materiais com resistência ao desmonte mecânico 
equivalente à rocha não alterada e blocos de rocha com 
diâmetro médio superior a 1,00 m, OU de volume igual ou 
superior a 2 m³, cuja extração e redução, a fim de possibilitar o 
carregamento, se processem com o emprego contínuo de explosivos. 
 
Esquematizando: 
 
1ª categoria ���� ø < 0,15 m 
 
2ª categoria ���� 0,15 m < ø < 1,00 m 
 
3ª categoria ���� ø > 1,00 m 
 
Portanto, a afirmativa está errada. Solo com diâmetro máximo de 15 
cm é classificado como material de 1ª categoria. 
Gabarito: Errada 
27 - (PETROBRAS 2008 - CESPE) Ao se movimentar terra, ou 
transportá-la, deve-se considerar o empolamento. 
 
Vimos na aula que há variações no volume dependendo do estado em 
que este se encontra. Até colocamos para vocês uma relação entre 
estes volumes: 
Vcomp < Vcorte < Vsolto 
Ou seja, o volume compactado é menor que o volume no corte (“in 
natura”), que por sua vez é menor que o volume solto. 
E qual o conceito de empolamento? 
EMPOLAMENTO é o aumento percentual de volume de um solo 
escavado em relação ao seu volume inicial ou em natura. 
 
Volume empolado é o mesmo que volume solto. 
 
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Então, o correto, pessoal, é considerarmos o empolamento nos 
cálculos de transporte de terra. 
Gabarito: Certa 
28 – (Infraero 2011 – FCC) Ao se deparar com regiões de 
solos compressíveis (moles), o engenheiro deve estudar a 
melhor solução para obter o melhor desempenho do 
pavimento a ser implantado. 
 
Dependendo da espessura de ocorrência deste material, 
procede-se com a remoção. Caso contrário, deve-se intervir 
nesta região anteriormenteà implantação do pavimento. Uma 
solução possível é a implantação de bermas de equilíbrio, que 
podem ser simplificadamente definidas como 
 
(A) aterros drenantes para equilibrar a umidade do maciço do 
aterro principal. 
(B) aterros executados para equilibrar o peso exercido pelo 
solo mole. 
(C) cortes laterais para drenar os solos moles saturados. 
(D) aterros laterais para equilibrar o peso exercido pelo 
maciço do aterro principal. 
(E) cortes combinados com drenos verticais na região de solo 
mole. 
 
Na aula vimos a definição de berma de equilíbrio: 
Aterro ladeado por banquetas laterais, gradualmente 
decrescentes em altura, de sorte que a distribuição das tensões se 
faz em área bem mais ampla do que aquela que resultaria da 
utilização de um aterro convencional. 
 
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As bermas de equilíbrio deverão ser executadas desde o início da 
construção do aterro. 
Gabarito: letra D 
 
 
 
A figura acima apresenta a seção transversal de projeto para 
uma ponte e seus aterros de encontro em uma rodovia. Para a 
execução de todo o projeto, pretende-se utilizar os dados de 
sondagem à percussão, executada no local, e cujos resultados 
são mostrados na figura. O aterro será compactado com grau 
de compactação igual a 80% e com desvio de umidade 
máximo em relação à umidade ótima de ± 3%. O controle de 
compactação do aterro proposto baseia-se na verificação do 
peso específico úmido de cada camada compactada, ao final 
da compactação, com a utilização do ensaio de frasco de areia. 
Para a base do aterro, está prevista a utilização de uma 
camada de reforço de geogrelha, com resistência a tração 
igual a 35 kN/m. A solução de fundação proposta para a ponte 
é de tubulões executados a céu aberto, sem revestimento. 
Com relação a essa proposta, julgue os itens. 
 
29 – (TCU 2005 - CESPE) Nas especificações de execução do 
aterro, deve-se prever que a sua construção dure o menor 
tempo possível, pois, quanto mais rapidamente o aterro for 
executado, melhores serão as suas condições de estabilidade. 
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A norma DNER-PRO 381/98 – “Projeto de aterro sobre solos moles 
para obras viárias” prevê como uma das soluções para construção de 
aterro sobre solo mole a construção por etapas, que implica 
subdividir a altura do aterro em duas ou três etapas. 
 
O aterro deve ser construído em etapas, com alturas < h crítica, para 
que não haja o colapso do solo mole subjacente, até que ele se 
consolide com cada etapa de sobrecarga do aterro, com a saída da 
água dos vazios do solo mole. 
 
Como foi visto, na aula, obtém-se um ganho de resistência de 
argila mole, se o aterro for construído em etapas. Portanto, é 
necessário especificar no projeto como se deve controlar e 
acompanhar esse ganho, que em geral é feito com emprego de 
instrumentação. 
 
Gabarito Errada 
 
30 – (TCU 2005 - CESPE) As especificações de compactação do 
solo de aterro propostas são insatisfatórias para as 
características da obra. 
 
As especificações propostas no enunciado da questão são: 
 
a) O aterro será compactado com grau de compactação igual a 80% 
e; 
 
b) com desvio de umidade máximo em relação à umidade ótima de ± 
3%. 
 
Mais uma vez, vamos recorrer à esquematização que fizemos para os 
aterros: 
 
Camada 
 
Espessura de 
cada camada 
compactada 
G.Compactaç
ão 
ISC (%) Expansão 
≤ 
h(ótima) 
 
Corpo de 
aterro 
 
≤ 0,3 m 
 
100 % P.N. 
 
≥ 2% 
 
4%. 
 
+ /- 3% 
 
Finais de 
aterro 
 
≤ 0,2 m 
 
100 % P.I. 
Melhor 
capacidade 
de suporte 
 
2%. 
 
+ /- 3% 
 
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O valor de 80% é insatisfatório, tanto para o corpo de aterro 
quanto para as camadas finais. 
 
Já com relação ao com desvio de umidade máximo em relação à 
umidade ótima de ± 3%, tal especificação está de acordo para o 
corpo de aterro. 
 
Portanto, as especificações de compactação do solo de aterro 
propostas são insatisfatórias para as características da obra. 
 
Gabarito: Certa 
 
 
31 – (TCU 2005 - CESPE) A utilização da geogrelha como 
reforço na base do aterro do encontro reduzirá 
substancialmente os recalques do aterro. 
 
Segundo a norma DNER-PRO 381/98 – “Projeto de aterro sobre solos 
moles para obras viárias”, as geogrelhas atuam na estabilidade do 
aterro e na redução de deslocamentos laterais, sem influência 
significativa nos recalques. 
 
Gabarito: Errada 
 
 
32 – (TCU 2005 - CESPE) O controle de compactação do aterro 
com base somente na obtenção do peso específico úmido, 
como proposto no projeto, é insatisfatório. 
 
Essa estava fácil, não é, pessoal!! A palavra restritiva “somente” já 
deixa o candidato desconfiado. E era razoável imaginar que a 
realização de somente um ensaio não fosse suficiente para a 
realização do controle tecnológico do aterro. 
 
O controle de execução do aterro é realizado através dos ensaios de 
teor de umidade (ensaio denominado speedy), do ensaio de 
densidade “in situ” (ensaio do frasco de areia) e do ensaio de 
compactação (ensaio proctor normal para o corpo do aterro ou 
intermediário para as camadas finais). 
 
Não se preocupe com esses ensaios ainda. Eles serão estudados com 
mais detalhes nas aulas seguintes. Colocamos aqui só para mostrar 
que o controle de compactação do aterro com base somente na 
obtenção do peso específico úmido, como proposto no projeto, 
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é de fato insatisfatório, já que são necessários diversos outros 
ensaios.Gabarito: Certa 
 
33 – (PF REGIONAL 2004 – CESPE) Para cálculo de volumes de 
aterros e cortes, deve-se considerar o volume de transporte 
como igual ao volume de aterro ou corte dividido pelo fator de 
empolamento. 
Muita calma nessa hora!! Na aula vimos que o fator de empolamento 
é: 
 
 
 
O volume de transporte mencionado na questão é o volume solto. 
 
Vtransp = Vsolto. 
 
Portanto, deve-se considerar o volume de transporte como igual ao 
VOLUME DE CORTE multiplicado pelo fator de empolamento. 
 
Gabarito: Errada 
 
34 – (Infraero 2011 – FCC) Na execução da terraplenagem em 
um terreno para a implantação de um aeroporto, foi 
necessária, na movimentação de terra, o empréstimo de solo. 
Depois de compactado mediu-se o volume de 1.200 m3 de 
solo. Por meio do controle tecnológico conduzido, verificou-se 
que a densidade do solo compactado é de 2.030 kg/m3, a 
densidade natural é de 1.624 kg/m3 e a densidade solta é de 
1.160 kg/m3. Considerando que este solo foi transportado por 
caminhão basculante com capacidade de 6 m3, o número de 
viagens necessárias foi de 
 
(A) 400. 
(B) 200. 
(C) 250. 
(D) 300. 
(E) 350. 
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Essa é uma questão em que temos que fazer umas continhas. A 
ESAF, por vezes, exige questões assim. Nas provas da CGU de 2008 
e na de 2012, em algumas questões o candidato tinha que fazer 
alguns cálculos. Vamos ao raciocínio da questão! 
Dados: 
Vcomp = 1.200 m3 
Dcomp = 2.030 kg/m3 
Dnat = 1.624 kg/m3 
Dsolta = 1.160 kg/m3 
Vocês se lembram quando fizemos as relações das densidades? 
Vamos recordar: 
Em se tratando de uma mesma massa m a ser terraplenada, é fácil 
concluir que as variações nas densidades (ou massas específicas 
aparentes) do material obedecerão às desigualdades abaixo: 
 
 
Dcomp > Dcorte > Dsolta 
 
A questão nos fornece o volume compactado. Mas o volume que 
queremos é o volume solto, que é o volume considerado nas 
operações de transporte. 
Para isso, basta compararmos a densidade compactada com a 
densidade solta, dividindo uma pela outra. 
Dcomp = 2030 = 1,75 
Dsolta 1.160 
Então, se o volume compactado é 1.200 m3, o volume solta será: 
Vsolto = 1.200,00 m3 x 1,75 = 2.100,00 m3 
O comando da questão informa que o transporte foi realizado com 
caminhões basculante com capacidade de 6 m3. Então, se dividirmos 
o total do volume solto pela capacidade dos caminhões, teremos a 
quantidade de viagens necessárias, ou seja: 
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2.100 = 350 
 6 
Portanto, o número necessário de viagens foi de 350 viagens. 
Gabarito: letra E 
35 – (TCU 2009 – CESPE) Em serviços de terraplanagem, o 
preço unitário relativo ao destocamento do terreno é expresso 
por m2 da área a ser destocada, independentemente do 
diâmetro das árvores. 
Opa! Não foi isso que vimos na aula não! De acordo com a norma 
DNIT 104/2009 – ES - Terraplenagem – Serviços Preliminares - 
Especificação de Serviço: 
 
Medição – Desmatamento, Destocamento e Limpeza 
a) árvores com diâmetro inferior a 0,15 m => m2 
 
b) árvores com diâmetro igual ou superior a 0,15 m devem ser 
medidas ISOLADAMENTE, em função de 2 conjuntos: 
 
b.1) Árvores com diâmetro entre 0,15 m e 0,30 m 
 
b.2) Árvores com diâmetro superior a 0,30 m 
 
Portanto, somente as árvores com diâmetro inferior a 0,15 m é que 
tem o preço unitário relativo ao destocamento do terreno é expresso 
por m2 da área a ser destocada, as árvores com diâmetro igual ou 
superior a 0,15 m devem ser medidas isoladamente. 
 
Gabarito: Errada 
 
 
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36 – (TRT 17ª Região 2009- CESPE) Em uma obra de 
compactação de um aterro, o critério de medição do serviço é 
o volume medido por camada acabada. 
É isso aí! Os aterros são medidos em m3 por camada acabada, afinal 
fazem parte do custo unitário dos serviços de compactação de 
aterros: a descarga e o espalhamento do material em camadas, o 
ajuste e homogeneização da umidade do solo, a compactação 
propriamente dita e o respectivo acabamento do aterro. (item 8.1 
da norma DNIT 108/2009 ES- Terraplenagem – Aterro – 
Especificações de Serviço). 
Gabarito: Certa 
 
37 – (SEGER-ES 2011- CESPE) Os solos expansivos são 
adequados para a execução de aterros, pois permitem rápida 
compactação e adensamento. 
Ninguém cai mais nessa não, né? Só erra uma questão dessas quem 
não leu essa aula!! 
Gabarito: Errada 
 
38 – (BASA 2007- CESPE) Em um serviço de movimento de 
terra, para efeito de orçamento do transporte de terra 
escavada na execução de um corte, multiplica-se o volume de 
solo a ser escavado no seu estado natural, ou intacto, pelo 
preço unitário de transporte. 
Não é mesmo!! Falamos tanto que o volume transportado é o volume 
solto, e para calcularmos esse volume temos que considerar o 
empolamento. Portanto, mutiplica-se o volume do corte pelo fator de 
empolamento. 
Gabarito: Errada 
 
39 – (INSS 2008- CESPE) Aterros com volumes superiores a 
1.000 m3 devem ter, obrigatoriamente, controle tecnológico 
na sua execução. 
Segundo a norma DNIT 108/2009 ES devem ser adotados os 
seguintes procedimentos: 
No
me
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Um ensaio de compactação para cada 1000 m³ de um mesmo 
material do corpo do aterro (segundo o Método DNER-ME 129 - 
Proctor Normal); 
 
Gabarito: Certa 
 
40 - (MPU 2004 – ESAF) as ordenadas de Bruckner 
correspondem às diferenças entre as cotas projetadas para a 
estrada e as cotas de seu perfil original. 
 
O diagramade massas NÃO é um perfil. A forma do diagrama de 
massas não tem nenhuma relação com a topografia do terreno. A 
diferença de ordenadas entre dois pontos do diagrama mede o 
volume de terra entre esses pontos. Portanto, a afirmativa está 
incorreta. 
 
Gabarito: Errada 
41 - (Engenheiro de Trânsito 2012-BIORIO) - Ao analisar o 
diagrama de Brückner (diagrama de massas), constata-se um 
ponto de máximo local pertencente a um trecho compensado 
por uma linha de terra no sentido do estaqueamento. Esse 
ponto corresponde no perfil longitudinal: 
 
(A) a uma passagem de aterro para corte; 
(B) a uma passagem de corte para aterro; 
(C) ao ponto de maior cota vermelha neste trecho; 
(D) ao ponto de maior cota azul neste ponto; 
(E) a um greide cuja inclinação da tangente é zero 
 
Pessoal, conforme a 2ª Propriedade do diagrama de Brückner: 
 
Os pontos de máximo do diagrama representam a passagem 
de cortes para aterros e os de mínimo a passagem de aterros 
para cortes. 
 
Portanto, a alternativa correta é a letra B. 
 
Gabarito: letra B 
No
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42 - (INFRAERO/ADAPTADA - NCE UFRJ) - O significado de um 
ponto máximo em um diagrama de Bruckner (diagrama de 
massas de terraplenagem) é: 
 
(A) máxima compensação; 
(B) passagem de corte para aterro; 
(C) menor momento de transporte; 
(D) distância média de transporte; 
(E) volume escavado. 
E aí, pessoal, qual é a resposta? Agora ficou fácil! Vimos que o ponto 
máximo em um diagrama de Brückner refere-se à passagem de 
cortes para aterros, portanto a letra B está correta!! 
 
Pessoal, vejam a importância de se fazer provas anteriores e de 
bancas diferentes. Quem sabe uma questão desse tipo não cai na 
prova de vocês, hein?! 
 
Gabarito: letra B 
 
43 - (Nova) – As linhas horizontais que interceptam ramos 
ascendentes e descendentes no diagrama de Brückner 
destacam: 
 
(A) o volume médio escavado no trecho em aterro. 
(B) o volume total escavado na frente de ataque da zona de 
corte considerada. 
(C) o momento parcial de transporte do empréstimo. 
(D) o volume de cortes e aterros compensados. 
(E) os pontos de início de corte e fim de aterro no perfil 
longitudinal. 
 
Pessoal,a 4ª propriedade diz: 
Linhas horizontais (ditas “linhas de compensação” ou “linhas 
de distribuição”), interceptando ramos ascendentes e 
descendentes, destacam segmentos que correspondem a 
volumes de cortes e aterros compensados. 
Portanto, concluímos que a alternativa correta é a letra D, já que 
traduz literalmente 4ª propriedade. 
Gabarito: letra D 
No
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44 – (TRE - RN 2011 – FCC) Considere as afirmações abaixo 
sobre projeto de terraplenagem. 
 
I. Define-se como ponto de passagem os pontos onde 
terminam os cortes e começam os aterros e os pontos onde 
terminam os aterros e começam os cortes. 
 
II. Quando o material do corte é aplicado no aterro ele sofre 
uma redução de volume, por causa da compactação. O valor 
desta redução depende do tipo de solo, densidade natural e 
adensamento nos cortes e grau de compactação dos aterros. 
 
III. Linha de compensação é toda linha horizontal, traçada 
sobre o diagrama de massas (Diagrama de Bruckner) que 
corte pelo menos uma onda. Todas as ondas do diagrama de 
massas deverão ser cortadas, ou ao menos tangenciadas, por 
uma única linha de compensação. 
 
Está correto o que se afirma em 
 
(A) I, apenas. 
(B) II, apenas. 
(C) III, apenas. 
(D) I e II, apenas. 
(E) I, II e III. 
Vamos analisar cada uma das afirmativas: 
I. Define-se como ponto de passagem os pontos onde 
terminam os cortes e começam os aterros e os pontos onde 
terminam os aterros e começam os cortes. 
 
Então, pessoal, é isso mesmo! Os pontos de passagem são os pontos 
de máximo e de mínimo do diagrama, e eles correspondem aos 
pontos onde terminam os cortes e começam os aterros (ponto 
máximo) e os pontos onde terminam os aterros e começam os 
cortes (ponto mínimo). 
Observem só o desenho abaixo: 
No
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Correto, portanto, o item. 
 
II. Quando o material do corte é aplicado no aterro ele sofre 
uma redução de volume, por causa da compactação. O valor 
desta redução depende do tipo de solo, densidade natural e 
adensamento nos cortes e grau de compactação dos aterros. 
 
Corretíssimo o que se afirma no item acima. Quando executamos um 
aterro, compactamos o volume que estava originalmente no corte. 
Essa compactação faz com que este material sofra uma redução no 
seu volume, e consequentemente um aumento da densidade. 
O valor desta redução de volume depende do tipo de material 
(geralmente, as argilas sofrem uma redução de volume maior que as 
areias, por exemplo); densidade natural (condição que a massa 
específica do solo se apresenta no local do corte antes do material ser 
retirado); adensamento nos corte (quantidade de vazios que o solo 
apresenta no seu “estado natural”) e grau de compactação 
(quantidade de energia despendida para compactar o solo). 
Afirmativa correta. 
III. Linha de compensação é toda linha horizontal, traçada 
sobre o diagrama de massas (Diagrama de Bruckner) que 
corte pelo menos uma onda. Todas as ondas do diagrama de 
massas deverão ser cortadas, ou ao menos tangenciadas, por 
uma única linha de compensação. 
 
Qualquer horizontal traçada sobre o diagrama determina trechos 
No
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de volumes compensados (volume de corte = volume de aterro 
corrigido). Esta horizontal, porconseguinte, é chamada de linha de 
compensação (ou linha de terra). 
 
Além disso, todas as ondas do diagrama de massas deverão ser 
cortadas, ou ao menos tangenciadas, por uma única linha de 
compensação. 
Portanto, está certa a afirmativa. 
Gabarito: letra E 
Pessoal, este tema (diagrama de massas) é um assunto bem 
explorado nos concursos, portanto fiquem atentos aos conceitos. 
Vamos a uma pequena revisão no tema: 
No
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45 - (FISCAL DE OBRAS RODOVIARIAS - UFPR 2010) Ao se 
efetuar um corte no terreno, o volume do material solto é 
maior que o volume original do solo. Esse fenômeno é 
denominado: 
 
a) inchamento. 
b) empolamento. 
c) desadensamento. 
d) incorporação de vazios. 
e) expansão. 
No
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Vimos em aula que o empolamento representa, em termos 
percentuais, qual o incremento de volume que resulta após a 
escavação de um material de um corte: 
 
 
 
Portanto, a resposta correta é a letra B. 
 
Gabarito: letra B 
46 - (Técnico em Estradas/Semarh - FUNCAB). Em 
escavações, são considerados materiais de 3ª categoria os: 
 
A) solos orgânicos e as argilas moles. 
B) que exigem uso contínuo de explosivos. 
C) que são escaváveis com auxílio de escarificador. 
D) que exigem uso eventual de explosivos. 
E) solos em geral. 
 
Conforme vimos na aula, os matérias de 3ª categoria exigem o uso 
contínuo de explosivos. 
 
Gabarito: letra B 
 
 
A partir da figura acima, que apresenta um aterro para 
pavimento rodoviário construído sobre uma camada de solo 
No
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mole, saturada, uniforme e homogênea, julgue os seguintes 
itens. 
 
 
47 - (PF 2002 - CESPE) A utilização de bermas de equilíbrio 
reduz a altura admissível do aterro. 
 
Ao contrário, a utilização de bermas de equilíbrio proporciona mais 
estabilidade, portanto, aumenta a altura admissível do aterro, ou 
seja, se utilizarmos bermas de equilíbrio poderemos construir um 
aterro mais alto. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Gabarito: Errada 
 
48 - (PF 2002 - CESPE) Na situação mostrada na figura, para 
uma maior garantia da estabilidade do aterro, seria 
recomendado que o mesmo fosse construído o mais rápido 
possível. 
 
Simplesmente repetição da questão do TCU 2005 (questão 28). E 
olha, que essa mesma abordagem foi feita em uma questão da prova 
do concurso de Analista de Infraestrutura (Área I) do MPOG 2010. 
 
Gabarito: Errada 
 
Pessoal, essa foi a nossa aula demonstrativa do curso de Teoria + 
Exercícios de Obras Rodoviárias para Analista de 
Infraestrutura de Transportes – Engenharia Civil do 
DNIT/2012. 
 
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Espero que tenham gostado do material e que ele possa ajudá-los a 
conseguir sucesso na caminhada rumo à aprovação nesse excelente 
órgão da administração pública federal. 
 
Qualquer dúvida, acessar nosso fórum de dúvidas, disponível no site 
do curso. Não deixem de usá-lo. 
 
Nos vemos na próxima aula! 
 
Bons estudos! Um forte abraço. 
 
Gustavo Rocha e Fabrício Mareco 
 
LISTA DE QUESTÕES COMENTADAS NA AULA 1 
1 - (IPOJUCA 2009 – CESPE) Terraplenagem é a 
movimentação de terra por corte ou aterro de uma 
determinada área, com o objetivo de torná-la plana e, se 
necessário ao projeto, horizontal. 
 
2 – (PETROBRÁS TEC. EDIFICAÇÃO 2004 – CESPE) Na 
construção de aterros, deve ser procedida uma preparação 
adequada do terreno para receber o aterro, especialmente 
com retirada de vegetação ou restos de demolições 
eventualmente existentes. 
3 – (TCE - RN 2006 – CESPE) Os serviços de desmatamento, 
destocamento e limpeza são considerados preliminares e 
nenhum movimento de terra pode começar antes de esses 
serviços terem sido totalmente concluídos. 
4 - (CGU 2008 – ESAF) Segundo as especificações do DNIT – 
Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes, “o 
corte é um segmento natural da rodovia cuja implantação 
requer escavação do terreno natural, ao longo do eixo e no 
interior dos limites das seções do projeto, que definem o 
corpo estradal”. Com relação a esse serviço, é correto afirmar 
que: 
 
a) o sistema de medição considera o volume medido após a 
extração e a distância de transporte entre este e o local do 
depósito. 
 
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b) quando houver excesso de materiais de cortes e não for 
possível incorporá-los ao corpo de aterros, deverão ser 
constituídas áreas de empréstimos. 
 
c) quando, ao nível da plataforma dos cortes, for verificada a 
ocorrência de rocha, sã ou em decomposição, promove-se um 
rebaixamento da ordem de 0,40m e a execução de novas 
camadas com materiais selecionados. 
 
d) nos cortes de altura elevada é prevista a implantação de 
patamares, com banquetas de largura mínima de 1m, valetas 
revestidas e proteção vegetal. 
 
e) para a escavação dos materiais classificados como de 1ª e2ª categorias, poderão ser utilizados tratores de lâmina, 
“motoscrapers”, escavadeiras e carregadeiras. 
 
5 - (Técnico em Estradas - IEPRO 2009) O Departamento 
Nacional de Infra-Estrutura de Transportes – DNIT, na 
especificação de serviço, classifica os materiais escavados em 
três categorias para efeito de pagamento. Os materiais 
classificados de 2a categoria estão definidos por: 
 
a) Rochas fraturadas com blocos de diâmetro inferior a 0,15 m 
e volume superior a 2,00 m3; 
 
b) Solos consolidados contendo blocos de pedra com volume 
superior a 2,00 m3; 
 
c) Blocos de rocha com volume inferior a 2,00 m3, matacões e 
pedras de diâmetro médio inferior a 1,00 m, cuja extração 
necessita utilização de equipamento com escarificadores e 
eventualmente poderá envolver o uso de explosivos; 
 
d) Rochas brandas e fraturadas com blocos com diâmetro 
médio inferior a 0,15 m; 
 
e) Alterações de rocha fendilhada e/ou alterada, cuja extração 
se processa em equipamentos com utilização escarificadores. 
 
6 - (TCE-ES/2012 – CESPE) Na execução de aterros, os 
materiais provenientes de escavações de cortes devem ser 
descartados, devido à dificuldade de controle tecnológico 
desses materiais. 
 
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7– (UNIPAMPA 2009 – CESPE) Durante os serviços de cortes 
de solo pode haver excesso de material que gerará os bota-
foras. O manejo ambiental desses materiais prevê sua 
compactação e o depósito em áreas à jusante da rodovia. 
8 - (UNIPAMPA 2009 - CESPE) Entre as operações de corte, 
podem-se citar as seguintes etapas: escavação dos materiais, 
transporte dos materiais escavados para aterros ou bota-fora 
e retirada das camadas de má qualidade, visando à preparação 
das fundações dos aterros. 
 
9 – (PETROBRAS 2004 - CESPE) As turfas e os solos 
expansivos são utilizados como materiais de aterro, 
independentemente da sua altura e da finalidade. 
 
10 – (PETROBRAS 2004 - CESPE) A variação máxima no valor 
da umidade ótima do material de aterro deve ser de, no 
máximo, 6%. 
 
11 – (INSS 2008 - CESPE) Quando houver disponibilidade de 
solo expansivo como material para aterro, esse deve ser 
preferido a outros sem essa característica. 
 
12 - (TCE-ES/2012 – CESPE) Na opção de aterro do tipo 
estaqueado, as estacas são projetadas para transferir toda a 
carga do aterro para um substrato mais resistente. 
 
13 - (TCE-ES/2012 – CESPE) A remoção de solo mole e a 
substituição por material granular devem ser consideradas em 
casos de depósitos muito extensos e de espessura de solo 
mole inferior a 6 m. Para espessuras maiores, deve-se aprovar 
solução de substituição parcial. 
 
14 - (TCE-ES/2012 – CESPE) Os geodrenos exercem grande 
função portante, por serem elementos drenantes constituídos 
de materiais sintéticos, cravados verticalmente no terreno, e 
dispostos em malha, de forma que seja permitido drenar e 
acelerar os recalques. 
 
15 - (INSS 2008 - Cespe) Na escavação de vala, o volume de 
material que deve ser transportado é igual ao volume medido 
(cubicado) no corte. 
 
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16 – (MPOG 2008 - CESPE) Os ramos ascendentes do 
diagrama correspondem aos aterros, e os descendentes, aos 
cortes. 
 
17 – (MPOG 2008 - CESPE) A diferença entre as ordenadas de 
dois pontos do diagrama representa o volume acumulado 
entre eles. 
 
18 – (MPOG 2008 - CESPE) Os pontos máximos e mínimos do 
diagrama correspondem aos pontos de passagem de corte 
para aterro e de aterro para corte, respectivamente. 
 
19 – (Valec 2012 – FEMPERJ) A figura abaixo ilustra o 
Diagrama de Bruckner para os serviços de terraplenagem de 
uma rodovia, onde a linha em traço grosso representa o 
estaqueamento no eixo dessa estrada: 
 
 
 
Considerando que o material proveniente de cortes entre as 
estacas A e B podem ser completamente reaproveitados para 
a realização de aterros nessa estrada, pode-se dizer que, 
considerando o movimento de terra em todo o trecho 
entre as estacas A e B, haverá: 
 
(A) sobra de 11,0m3 de material proveniente de corte; 
(B) falta de 12,0m3 de material para a realização de aterro; 
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(C) sobra de 14,0m3 de material proveniente de corte; 
(D) falta de 17,0m3 de material para a realização de aterros; 
(E) sobra de 28,0m3 de material para a realização de aterro. 
 
20 - (Técnico em Estradas/Semarh - FUNCAB)40. “Estaca 
cravada a 2,0m da crista de corte ou pé de aterro, 
devidamente cotada, que serve de apoio à execução de 
terraplenagem e controle topográfico, sempre no mesmo 
alinhamento das seções transversais” (DNIT, 1997): 
 
A) cota vermelha. 
B) declividade. 
C) offset. 
D) ordenada. 
E) vértice. 
21 – (TRE-AL 2010 - FCC) Terraplenagem é a técnica de 
engenharia para o manuseio de solos e rochas, inclusive o 
desmonte de rocha, sendo que as etapas relacionadas na 
aplicação dessa técnica são: 
 
(A) escavação, carregamento, transporte e espalhamento. 
(B) prospecção, escavação, desmonte e transporte. 
(C) mapeamento, planificação, escavação e carregamento. 
(D) prospecção, escavação, segregação e amontoamento. 
(E) sulcagem, estiramento, escavação e transporte. 
22 - (TCU 2007 – CESPE) Ao se executar a terraplenagem de 
um trecho de rodovia, o volume de corte de terra deve, 
necessariamente, ser transportado para os aterros no próprio 
trecho; apenas o volume não utilizado nos aterros deverá ser 
transportado para local conveniente, fora da estrada. 
23 - (TCE-ES/2012 – CESPE) Consideram-se solos de primeira 
categoria aqueles com resistência ao desmonte mecânico 
inferior à rocha não alterada, para os quais eventualmente há 
necessidade de explosivos. 
 
24 - (MP 2006 – ESAF) A terraplenagem, no caso de 
edificações, tem por objetivos regularizar e uniformizar o 
terreno, envolvendo três operações distintas: escavação, 
transporte e aterro. 
 
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Com relação aos serviços de terraplenagem é incorreto 
afirmar que 
 
A) o aterro deve ser executado em camadas sucessivas, com 
espessura máxima compactada de 0,30 m para o corpo do 
aterro, e de 0,20 m para as camadas finais. 
 
B) as camadas finais do aterro deverão apresentar um grau de 
compactação mínimo de 95%. 
 
C) cumpre à fiscalização controlar a execução dos aterros, 
verificando, por exemplo, a espessura das camadas, e 
programar a realização dos ensaios necessários ao controle de 
qualidade dos aterros (determinação do grau de compactação, 
ensaios de CBR, etc). 
 
D) quando houver possibilidade de solapamento na época 
chuvosa deve ser providenciado um enrocamento no pé do 
aterro. 
 
E) no movimento de terra é importante considerar o 
empolamento, pois quando se move o solo de seu lugar 
original, há variações de seu volume que influenciam 
principalmente a operação de transporte. 
 
25 - (UNIPAMPA 2009 - CESPE) O revestimento vegetal dos 
taludes, quando previsto, deve ser executado ao final dos 
serviços de terraplenagem. 
 
26 - (ANTAQ/2005 - CESPE) Nas escavações de material para 
aterro, solo com diâmetro máximo de 15 cm é classificado 
como material de 3.ª categoria. 
 
27 - (PETROBRAS 2008 - CESPE) Ao se movimentar terra, ou 
transportá-la, deve-se considerar o empolamento. 
 
28 – (Infraero 2011 – FCC) Ao se deparar com regiões de 
solos compressíveis (moles), o engenheiro deve estudar a 
melhor solução para obter o melhor desempenho do 
pavimento a ser implantado. 
 
Dependendo da espessura de ocorrência deste material, 
procede-se com a remoção. Caso contrário, deve-se intervir 
nesta região anteriormente à implantação do pavimento. Uma 
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solução possível é a implantação de bermas de equilíbrio, que 
podem ser simplificadamente definidas como 
 
(A) aterros drenantes para equilibrar a umidade do maciço do 
aterro principal. 
(B) aterros executados para equilibrar o peso exercido pelo 
solo mole. 
(C) cortes laterais para drenar os solos moles saturados. 
(D) aterros laterais para equilibrar o peso exercido pelo 
maciço do aterro principal. 
(E) cortes combinados com drenos verticais na região de solo 
mole. 
 
 
 
A figura acima apresenta a seção transversal de projeto para 
uma ponte e seus aterros de encontro em uma rodovia. Para a 
execução de todo o projeto, pretende-se utilizar os dados de 
sondagem à percussão, executada no local, e cujos resultados 
são mostrados na figura. O aterro será compactado com grau 
de compactação igual a 80% e com desvio de umidade 
máximo em relação à umidade ótima de ± 3%. O controle de 
compactação do aterro proposto baseia-se na verificação do 
peso específico úmido de cada camada compactada, ao final 
da compactação, com a utilização do ensaio de frasco de areia. 
Para a base do aterro, está prevista a utilização de uma 
camada de reforço de geogrelha, com resistência a tração 
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igual a 35 kN/m. A solução de fundação proposta para a ponte 
é de tubulões executados a céu aberto, sem revestimento. 
Com relação a essa proposta, julgue os itens. 
 
29 – (TCU 2005 - CESPE) Nas especificações de execução do 
aterro, deve-se prever que a sua construção dure o menor 
tempo possível, pois, quanto mais rapidamente o aterro for 
executado, melhores serão as suas condições de estabilidade. 
 
30 – (TCU 2005 - CESPE) As especificações de compactação do 
solo de aterro propostas são insatisfatórias para as 
características da obra. 
 
31 – (TCU 2005 - CESPE) A utilização da geogrelha como 
reforço na base do aterro do encontro reduzirá 
substancialmente os recalques do aterro. 
 
32 – (TCU 2005 - CESPE) O controle de compactação do aterro 
com base somente na obtenção do peso específico úmido, 
como proposto no projeto, é insatisfatório. 
 
33 – (PF REGIONAL 2004 – CESPE) Para cálculo de volumes de 
aterros e cortes, deve-se considerar o volume de transporte 
como igual ao volume de aterro ou corte dividido pelo fator de 
empolamento. 
34 – (Infraero 2011 – FCC) Na execução da terraplenagem em 
um terreno para a implantação de um aeroporto, foi 
necessária, na movimentação de terra, o empréstimo de solo. 
Depois de compactado mediu-se o volume de 1.200 m3 de 
solo. Por meio do controle tecnológico conduzido, verificou-se 
que a densidade do solo compactado é de 2.030 kg/m3, a 
densidade natural é de 1.624 kg/m3 e a densidade solta é de 
1.160 kg/m3. Considerando que este solo foi transportado por 
caminhão basculante com capacidade de 6 m3, o número de 
viagens necessárias foi de 
 
(A) 400. 
(B) 200. 
(C) 250. 
(D) 300. 
(E) 350. 
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35 – (TCU 2009 – CESPE) Em serviços de terraplanagem, o 
preço unitário relativo ao destocamento do terreno é expresso 
por m2 da área a ser destocada, independentemente do 
diâmetro das árvores. 
36 – (TRT 17ª Região 2009- CESPE) Em uma obra de 
compactação de um aterro, o critério de medição do serviço é 
o volume medido por camada acabada. 
37 – (SEGER-ES 2011- CESPE) Os solos expansivos são 
adequados para a execução de aterros, pois permitem rápida 
compactação e adensamento. 
38 – (BASA 2007- CESPE) Em um serviço de movimento de 
terra, para efeito de orçamento do transporte de terra 
escavada na execução de um corte, multiplica-se o volume de 
solo a ser escavado no seu estado natural, ou intacto, pelo 
preço unitário de transporte. 
39 – (INSS 2008- CESPE) Aterros com volumes superiores a 
1.000 m3 devem ter, obrigatoriamente, controle tecnológico 
na sua execução. 
40 - (MPU 2004 – ESAF) as ordenadas de Bruckner 
correspondem às diferenças entre as cotas projetadas para a 
estrada e as cotas de seu perfil original. 
 
41- (Engenheiro de Trânsito 2012-BIORIO) - Ao analisar o 
diagrama de Brückner (diagrama de massas), constata-se um 
ponto de máximo local pertencente a um trecho compensado 
por uma linha de terra no sentido do estaqueamento. Esse 
ponto corresponde no perfil longitudinal: 
 
(A) a uma passagem de aterro para corte; 
(B) a uma passagem de corte para aterro; 
(C) ao ponto de maior cota vermelha neste trecho; 
(D) ao ponto de maior cota azul neste ponto; 
(E) a um greide cuja inclinação da tangente é zero 
 
42 - (INFRAERO/ADAPTADA - NCE UFRJ) - O significado de um 
ponto máximo em um diagrama de Bruckner (diagrama de 
massas de terraplenagem) é: 
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(A) máxima compensação; 
(B) passagem de corte para aterro; 
(C) menor momento de transporte; 
(D) distância média de transporte; 
(E) volume escavado. 
43 - (Nova) – As linhas horizontais que interceptam ramos 
ascendentes e descendentes no diagrama de Brückner 
destacam: 
 
(A) o volume médio escavado no trecho em aterro. 
(B) o volume total escavado na frente de ataque da zona de 
corte considerada. 
(C) o momento parcial de transporte do empréstimo. 
(D) o volume de cortes e aterros compensados. 
(E) os pontos de início de corte e fim de aterro no perfil 
longitudinal. 
 
44 – (TRE - RN 2011 – FCC) Considere as afirmações abaixo 
sobre projeto de terraplenagem. 
 
I. Define-se como ponto de passagem os pontos onde 
terminam os cortes e começam os aterros e os pontos onde 
terminam os aterros e começam os cortes. 
 
II. Quando o material do corte é aplicado no aterro ele sofre 
uma redução de volume, por causa da compactação. O valor 
desta redução depende do tipo de solo, densidade natural e 
adensamento nos cortes e grau de compactação dos aterros. 
 
III. Linha de compensação é toda linha horizontal, traçada 
sobre o diagrama de massas (Diagrama de Bruckner) que 
corte pelo menos uma onda. Todas as ondas do diagrama de 
massas deverão ser cortadas, ou ao menos tangenciadas, por 
uma única linha de compensação. 
 
Está correto o que se afirma em 
 
(A) I, apenas. 
(B) II, apenas. 
(C) III, apenas. 
(D) I e II, apenas. 
(E) I, II e III. 
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45 - (FISCAL DE OBRAS RODOVIARIAS - UFPR 2010) Ao se 
efetuar um corte no terreno, o volume do material solto é 
maior que o volume original do solo. Esse fenômeno é 
denominado: 
 
a) inchamento. 
b) empolamento. 
c) desadensamento. 
d) incorporação de vazios. 
e) expansão. 
46 - (Técnico em Estradas/Semarh - FUNCAB). Em 
escavações, são considerados materiais de 3ª categoria os: 
 
A) solos orgânicos e as argilas moles. 
B) que exigem uso contínuo de explosivos. 
C) que são escaváveis com auxílio de escarificador. 
D) que exigem uso eventual de explosivos. 
E) solos em geral. 
 
 
A partir da figura acima, que apresenta um aterro para 
pavimento rodoviário construído sobre uma camada de solo 
mole, saturada, uniforme e homogênea, julgue os seguintes 
itens. 
 
 
47 - (PF 2002 - CESPE) A utilização de bermas de equilíbrio 
reduz a altura admissível do aterro. 
 
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48 - (PF 2002 - CESPE) Na situação mostrada na figura, para 
uma maior garantia da estabilidade do aterro, seria 
recomendado que o mesmo fosse construído o mais rápido 
possível. 
 
GABARITO DAS QUESTÕES APRESENTADAS EM AULA 
 
 
 
1)E 
2)C 
3)C 
4) Letra C 
5)Letra C 
6)E 
7)C 
8)C 
9)E 
10)E 
11)E 
12)C 
13)E 
14)E 
15)E 
17)C 
18)C 
19)Letra D 
20)Letra C 
21)Letra A 
22)E 
23)E 
24)Letra B 
25)E 
26)E 
27)C 
28)Letra D 
29)E 
30)C 
31)E 
33)E 
34)Letra E 
35)E 
36)C 
37)E 
38)E 
39)C 
40)E 
41)Letra B 
42)Letra B 
43)Letra D 
44)Letra E 
45)Letra B 
46)Letra B 
47)E 
16)E 32)C 48)E 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 
 
 
BRASIL. Departamento Nacional de Estradas de Rodagem. 
DNERES278- 97 – Terraplenagem – Serviços Preliminares. 
 
______. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - 
DNIT. NORMA DNIT 104/2009 – ES - Terraplenagem – Serviços 
Preliminares -Especificação de Serviço 
 
______. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - 
DNIT. NORMA DNIT 105/2009 – ES - Terraplenagem – 
Caminhos de Serviço -Especificação de Serviço. 
 
______. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - 
DNIT. NORMA DNIT 106/2009 – ES - Terraplenagem - Cortes - 
Especificação de Serviço. 
 
______. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - 
DNIT. NORMA DNIT 107/2009 – ES - Empréstimos - Aterros - 
Especificação de Serviço. 
 
______. Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes - 
DNIT. NORMA DNIT 108/2009 – ES - Terraplenagem - Aterros - 
Especificação de Serviço. 
 
______. Tribunal de Contas da União. Obras Públicas 
Recomendações Básicas para a Contratação e Fiscalização de 
Obras de Edificações Públicas. 
 
ABRAM, Isaac e ROCHA, Aroldo. Manual Prático de 
Terraplenagem, 1ª ed., Salvador/BA, 2000. 
 
Curso de Construção de Estradas – Coletânea de Notas de Aula 
Escola Politécnica da UFBA – Salvador – Outubro, 1996. 
 
Introdução à Terraplenagem. Apostila da disciplina TT-401 – 
Transportes “A” do curso de Engenharia Civil da Universidade Federal 
do Paraná – UFPR. Curitiba: 2010. 
 
RICARDO, Hélio de Souza e CATALANI, Guilherme, Manual prático 
de escavação: terraplanagem e escavação de rocha, 3ª. ed. – 
São Paulo/SP: Pini, 2007.No
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SERGIPE. Companhia Estadual de Habitação e Obras Públicas do 
Estado de Sergipe – CEHOP/SE. Execução de Cortes e Aterros – 
ES00181.

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