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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA 
CENTRO SÓCIO-ECONÔMICO 
DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL 
A IMPORTÂNCIA DA DINÂMICA DE GRUPO COMO 
INSTRUMENTO PRIMORDIAL NO TRABALHO COM GRUPOS: 
UMA CONTRIBUIÇÃO DO GRUPO DE ADOLESCENTES DO SESC 
DAIANY OLIVEIRA 
Florianópolis, junho de 2001 
Prof. K to,s Costa 
Orientadora: Nilva Sousa Ramos 
Chefe do Dep1. q Serviço Social 
CSEIUFSC 
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA 
CENTRO SÓCIO-ECONÔMICO 
DEPARTAMENTO DE SERVIÇO SOCIAL 
A IMPORTÂNCIA DA DINÂMICA DE GRUPO COMO 
INSTRUMENTO PRIMORDIAL NO TRABALHO COM GRUPOS: 
UMA CONTRIBUIÇÃO DO GRUPO DE ADOLESCENTES DO SESC 
tgAtincLcia. sum.: 
lyi&I 05 101101 . 
Trabalho de Conclusão de Curso, 
apresentado como parte dos requisitos 
para obtenção do titulo de Assistente 
Social ao Colegiado do Curso de Serviço 
Social, Centro Sócio Econômico, da 
Universidade Federal de Santa Catarina. 
FLORIANÓPOLIS 
2001 
DAIANY CARINY DE OLIVEIRA 
A IMPORTÂNCIA DA DINÂMICA DE GRUPO COMO 
INSTRUMENTO PRIMORDIAL NO TRABALHO COM GRUPOS: 
UMA CONTRIBUIÇÃO DO GRUPO DE ADOLESCENTES DO SESC 
Monografia aprovada como requisito parcial para obtenção do titulo de Assistente Social no 
Curso de Serviço Social da Universidade Federal de Santa Catarina, pela comissão 
examinadora integrada pelos membros: 
Orientador: 
Profa. Nilva Souza Ramos 
Departamento de Serviço Social, UFSC 
Assistente Social, Selma Junkes 
Departamento Regional, SESC 
ri e- 
Assistente Social, Cristhine Reis Medeiros 
Recursos Humanos, CEPON 
Florianópolis, 05 de julho de 2001 
Mensagem 
"Vim pelo caminho difícil, a linha nunca termina. A linha bate 
na pedra, a palavra quebra uma esquina, minima linha vazia, 
a linha, uma vida inteira, palavra, palavra minha." 
Paulo Leminski 
"Você pode descobrir mais sobre uma pessoa ern uma hora de 
brincadeira do que em um ano de conversa." 
AGRADECIMENTOS 
A Deus, em primeiro lugar, que iluminou-me ern todo o percurso de elaboração 
deste trabalho proporcionando-me muita paciência e sabedoria, a ele que estará comigo 
sempre. 
minha mãe Dilma e ao meu padrasto Alcides, que me oportunizaram e 
incentivaram sempre a seguir o caminho da educação. 
Ao meu namorado e melhor amigo Marcos, que esteve ao meu lado em todos os 
momentos que mais precisei. 
A todos que me amam e me querem bem. 
ik minha orientadora Nilva Souza Ramos, por me manter sempre com os pés no 
chão, contribuindo para a elaboração deste TCC, 
A minha supervisora Selma Junkes, que me motivou e incentivou durante o estágio, 
contribuindo para a concretização do meu estágio. 
Assistente Social Cristhine Reis Medeiros, por quem tenho grande admiração, 
pelo exemplo de profissionalismo e de ser humano, e por acreditar sempre em meu 
potencial. 
Ao SESC, que oportunizou a concretização do meu estágio. 
Aos adolescentes do "Projeto Crescer & Cia". 
Aos funcionários do SESC, que participaram constantemente da minha prática, 
especialmente Ieda Maria Magri, por quem tenho muito carinho e admiração. 
As acadêmicas de Serviço Social 2001, e as que ainda continuam nessa bela 
caminhada. 
E a todos que me acompanharam nesta trajetória, obrigada por tudo. 
.SUMARIO 
INTRODUÇÃO 
	
01 
CAPÍTULO I 
1. IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO: SESC 
	
1.1 Contextualização 03 
1.2 0 SESC- Santa Catarina 	05 
	
1.3 Programas e serviços oferecidos .07 
CAPÍTULO II 
2. DINÂMICA DE GRUPO ENQUANTO INSTRUMENTO PRIMORDIAL DO 
TRABALHO COM GRUPOS 
	
2.1 Conceito de grupo 11 
	
2.2 Aprendendo a trabalhar em grupo 13 
	
2.3 Evolução e maturidade de grupo 16 
	
2.4 Tipos de grupo 19 
2.4.1 Grupo Operativo 	 19 
	
2.4.2 Grupo de adolescentes 21 
	
2.5 Técnicas grupais 24 
	
2.6 Dinâmica de Grupo e sua abrangência 27 
CAPÍTULO III 
3. EXPERIÊNCIA DA PRATICA DE ESTAGIO COM 0 GRUPO DE 
ADOLESCENTES DO PROJETO CRESCER & CIA NO SESC ESTRErTO 
	
3.1 0 Serviço Social e o trabalho com grupo no SESC 33 
	
3.2 0 Grupo de Adolescentes Crescer & Cia 34 
	
3.2.1 0 processo grupal 37 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
ANEXOS 
INTRODUÇÃO 
0 presente trabalho de conclusão de curso - TCC - "A Importância da Dinâmica de 
Grupo como instrumento primordial no trabalho com grupos: uma contribuição do grupo 
de adolescentes -"Crescer &Cia" do SESC, consiste em relatar a prática de estágio 
realizada no Serviço Social do Comércio, Centro de Atividades Estreito, no período de 
abril de 2000 à julho de 2001. 
O interesse pelo tema surgiu durante o período de estágio, quando nos coube 
acompanhar e desenvolver atividades junto aos adolescentes inseridos no "Projeto Crescer 
& Cia", onde pode-se estreitar o contato com a importância da aplicação das técnicas 
grupais daqueles adolescentes durante a vivência grupal. 
Para um maior conhecimento dessa importância utilizamos, além das atividades 
efetivas do Projeto, com reuniões semanais, trabalhos educativos, a aplicação da dinâmica 
de grupo, com o apoio de pesquisa bibliográfica e documental, a participação em um curso 
sobre teoria e prática da Dinâmica de Grupo, e a interpretação dos resultados das 
dinâmicas aplicadas junto ao grupo de adolescentes. 
O objetivo desse trabalho foi analisar a importância da Dinâmica de Grupo corno 
instrumento interventivo primordial para o trabalho com Grupos, observando a 
operacionalização dos objetivos propostos pela instituição, e tendo em vista "propor" 
elaboração de trabalhos teóricos do Serviço Social sobre o assunto, ou a "chamar a 
atenção" do Serviço Social para a carência de materiais teóricos atuais sobre o tema e até 
mesmo para a sua devida atenção, como um instrumento da prática profissional. 
Este trabalho foi organizado em três capítulos, o primeiro capitulo apresentará 
breve histórico da Instituição Serviço Social do Comércio - SESC, visando situar o campo 
de estágio do Serviço Social, bem como o "Projeto Crescer & Cia". 
No segundo capitulo serão abordados alguns aspectos referentes a dinâmica de 
grupo, dando ênfase às concepções de grupos e técnicas. 
O terceiro capitulo tratará da contextualização do nosso processo de formação 
profissional e durante o período de estágio, avaliando as atividades exercidas pelos 
adolescentes do "Projeto Crescer & Cia", mostrando a nossa experiência de estágio em 
Serviço Social no SESC Estreito. 
Para finalizar, redigimos algumas considerações quanto a prática de estágio e os 
desafios e perspectivas do Serviço Social no trabalho com grupos, e do Projeto "Crescer & 
Cie no SESC. 
2 
CAPÍTULO I 
IDENTIFICAÇÃO DA INSTITUIÇÃO: 
SERVIÇO SOCIAL DO COMÉRCIO (SESC) 
1.1 Contextualização 
Em conseqüência do crescimento dos centros urbanos e do desenvolvimento do 
processo de industrialização no Brasil, no período que antecedeu o surgimento do SESC. 
os representantes das classes produtoras elaboraram a "Carta da Paz Social", fruto de um 
seminário realizado ern Teresópolis, Rio de Janeiro, ern maio de 1945, como forma de 
amenizar a relação entre o capital e o trabalho. Sendo que o resultado dessa "Carta -
efetivou-se na criação do SESC, que tem a finalidade de planejar e executar medidas para 
colaborar com o bem estar e padrão de vida dos comerciários e de seus familiares. 
0 SESC - Serviço Social do Comércio - foi criado em 13 de setembro de 1946, 
através do Decreto Lei n° 9.853, pelo então Presidente General Eurico Gaspar Dutra. por 
empresários do comercio e de organizações sindicais, sob o comando de João Daut d' 
Oliveira, em um período de mudanças no âmbito econômico, politico e social do pais. 
Assim, este passou a representar uma solução politico-econômica para o problema 
de subdesenvolvimento do Pais, pois mesmo como uma entidade pública de Direito 
Privado e tendo coma prioridade atender aos comerciários e seus dependentes, o seu 
atendimento também se estendeu h comunidade em geral. 
0 SESC configura-se num cenáriosócio-econômico como uma entidade prestadora 
de serviço com caráter sócio-educativo, cuja atuação se dá no âmbito do bem-estar social, 
abrangendo as Areas da saúde, educação e lazer, visando a melhoria das condições de vida 
de sua clientela através de seu aprimoramento cultural e profissional, por meio da educação 
permanente. 
Esta entidade tem como objetivo geral desenvolver um trabalho eminentemente 
educativo que permeie de forma direta e/ou indiretamente todas as suas atividades. 
3 
Também procura assegurar melhores condições de vida aos trabalhadores do comércio e 
seus dependentes, e que, através das suas ações, estes possam alcançar um 
desenvolvimento econômico e social. E têm como objetivos específicos: 
"Fortalecer através da ação educativa, propositiva e transformadora, a capacidade 
dos indivíduos para buscarem, eles mesmo, a melhoria de suas condições de vida: 
- Oferecer serviços que possam contribuir para o hem estar da sua clientela e 
melhoria de sua qualidade de vida; 
Contribuir para o aperfeiçoamento, enriquecimento e difusão da produção cultural" 
(SESC, 1997, p.08). 
A sua política operacional corresponde ao modelo de composição jurídico-privada, 
organizada e administrada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), que 
representa os empresários do comércio. Atualmente desenvolve programas de assistência. 
cultura, lazer, educação e saúde, compostos de sub-programas e atividades e/ou projetos. 
A sua estrutura operacional está assim organizada: 
• Administração Nacional (NA) 
Conselho Nacional (CN) — órgão deliberativo, Departamento Nacional (DN) 
— órgão executivo, e o Conselho Fiscal (CF) — órgão de fiscalização financeira. 
• Administrações Regionais (ARs) 
Conselho Regional (CR) — órgão deliberativo, Departamento Regional (DR) 
— órgão executivo. 
A sede dessa instituição está localizada no Rio de Janeiro, e seus Departamentos 
Regionais espalham-se por todo o território brasileiro. Os programas desenvolvidos pelos 
Departamentos Regionais seguem as diretrizes da sede, entretanto cada unidade possui 
autonomia de realiza-los conforme sua realidade. 
A Gestão Estratégica Criativa do SESC, prevista até 2004, analisa as ameaças e as 
oportunidades do ambiente externo (clientes) e os pontos fortes e fracos do ambiente 
interno (funcionários). Com base nestas informações o SESC, a partir de 1999, adotou esta 
gestão, onde definiu as atitudes que devem ser tomadas para superar as suas fraquezas e 
elevar a sua competitividade no mercado. 
"Esse projeto engloba todas as áreas e recursos da empresa, 
desdobrado aos outros níveis em planos táticos (otimizam uma área 
da empresa) e planos operacionais (otimizam cada tarefa ou 
4 
atividades). Por tanto, este processo implica em alavancar uma 
mudança organizacional que compromete a entidade como um 
todo. - (Freitas, 2000) 
As etapas estabelecidas para a implantação da Gestão Estratégica são as seguintes; 
• Definição da Visão 
• Definição da Missão 
• Definição da Declaração dos Valores 
• Análise dos Grupos de Relação 
• Análise do Ambiente Externo (clientes) 
• Análise do Ambiente Interno (funcionários) 
• Definição dos Objetivos e Metas 
• Definição das Questões Estratégicas 
• Definição 'etas Estratégias 
• Elaboração do Plano Estratégico de Ação do SESC / SC 
• Implantação e Avaliação do Plano Estratégico (SESC, 1999). 
Então, para nortear as ações do SESC, foram definidas como missão, investir em 
ações de excelência nas áreas de saúde, cultura, educação e lazer, mantendo o caráter 
social e educativo para a melhoria da qualidade de vida, preferencialmente da família 
comercidria; e como visão, ser referência perante os empresários do comércio, como 
instituição social. 
E assim, definiu como pauta das suas ações a seguinte declaração de valores, o 
respeito e a valorização ao ser humano; ética; estimulo à criatividade; ações inovadoras; 
comprometimento com o cliente; conscientização para a comunidade; transparência nas 
ações. 
A adoção desse plano estratégico justifica-se por ser o SESC urna organização 
considerada aberta, que capta energia do meio, transformando-a e enviando-a ao meio sob 
a forma de informações, produtos e serviços, havendo assim, a necessidade de manter um 
continuo relacionamento com o seu ambiente externo (clientes). 
1.2 0 SESC — Santa Catarina 
O primeiro Centro de Atividades do SESC em Santa Catarina foi criado em 29 de 
setembro de 1948, em Florianópolis, por Charles Edgar Moritz. A partir de 1959 foram 
5 
implantadas outras unidades no Estado. A Administração Regional de Santa Catarina 
gerencia seus recursos humanos, materiais e equipamentos, constrói e mantém as 
instalações das Unidades Operacionais corn a contribuição recolhida pelos comerciantes 
(obrigados a recolher por lei suas contribuições sociais) de 1,5% sobre o valor da folha de 
pagamento de pessoal. 
A área de atuação do SESC inclui Saúde, Cultura e Lazer, oferecendo uma gama de 
serviços que visam auxiliar o empregado do comércio, tanto em sua vida profissional 
quanto na particular. 
Atualmente o Departamento Regional do SESC catarinense possui quinze Centros 
de Atividades, localizados em diversas regiões do Estado. Eles são citados abaixo por 
município e pela respectiva data de implantação: 
- Florianópolis, o Centro de Atividades de Florianópolis — CAR criado em 1948. 
Blumenau, o Centro de Atividades de Blumenau — CABL, criado em 1961. 
- Raja., o Centro de Atividades de Raja — CAI, criado em 1962. 
- Joinville, o Centro de Atividades Joinville — CAJ, criado em 1962. 
- Lages, o Centro de Atividades Lages — CALA, criado em 1963. 
- Estreito, o Centro de Atividades do Estreito — CAE, criado em 1964. 
- Laguna, o Centro de Atividades Laguna — CALU, criado em 1964. 
Criciúma, o Centro de Atividades de Criciúma — CACR, criado em 1973. 
Tubarão, o Centro de Atividades Tubarão — CAT, criado em 1973. 
- Brusque, o Centro de Atividades de Brusque — CABR, criado em 1975. 
- Chapecó, o Centro de Atividades de Chapecó — CACH, criado em 1977. 
- Rio do Sul, o Centro de Atividades de Rio do Sul — CARS, criado em 1999. 
- Concórdia, o Centro de Atividades de Concórdia — CAC, criado em 1999. 
- Jaragud do Sul, o Centro de Atividades de Jaraguti — CAJS, criado em 1999. 
- Xanxerê, o Centro de Atividades de Xanxerés — CAXAN, criado em 1999. 
0 SESC em Santa Catarina possui também duas Colônias de Férias, uma em 
Blumenau e outra em Cacupé - Florianópolis, o Restaurante do Comerciário, localizado 
junto ao Centro de Atividades de Florianópolis (CAF), e conta ainda com uma Pousada 
Rural em Lages, recém inaugurada. 
A estrutura organizacional do Centro de Atividades do Estreito (CAE), local onde 
foi desenvolvida a experiência de estágio, está assim organizada: 
6 
Gerência, que supervisiona e dirige, sob a orientação do Departamento Regional, os 
seguintes setores: 
- Central de Atendimento; 
- Setor Administrativo; 
- Biblioteca; 
Setor de Cultura; 
Setor de Grupos; 
- Setor de Cursos; 
- Setor de Esportes; 
- Setor de Educação; 
- Setor de Odontologia. 
1.3 Programas e serviços oferecidos 
Visto a gama de serviços oferecidos pelo SESC, sua finalidade e preocupação com 
a sua clientela, vários programas podem ser definidos com atividades semelhantes a nível 
nacional, assim descritos: 
- na saúde, o programa educação em saúde desenvolve ações educativas, aliadas 
ao aprimoramento de técnicas e medidas preventivas, dentro da assistência médica. 
odontológica, refeições e lanches. As atividades são voltadas para a difusão de 
conhecimentos e para a criação de hábitos que contribuam para a conquista da 
saúde em seu sentido mais amplo, como um estado de bem-estar físico, mental e 
social, participando das grandes campanhas nacionais; 
- na cultura e educação permanente, através da biblioteca, apresentações artísticas 
e desenvolvimentoartístico e cultural, o SESC extravasa os limites de sua clientela 
marcando presença em espaços e eventos que marcam a vida cultural de algumas 
das maiores cidades brasileiras; 
7 
- na educação, o SESC intensifica sua atuação no setor, com o incremento da 
educação infantil, da alfabetização de jovens e adultos, dos cursos supletivos, dos 
cursos de atuação de conhecimentos, da capacitação de professores e das mostras e 
exposições de divulgação cientifica e cultural. Além da educação infantil (pre-
escola) desenvolve também o inovador "habilidades de estudo", freqüentado por 
alunos de escolas do ensino fundamental, no horário inverso ao da escola que 
cursam, para realizar as tarefas escolares e participar de atividades pedagógicas; 
- no lazer. conta com o desenvolvimento físico-esportivo, com a recreação e o 
turismo social, sendo que as colônias de férias, localizadas nas grandes cidades 
brasileiras, constituem-se na atividade de maior visibilidade da entidade, 
abrangendo uma série de atividades destinadas à recuperação física e psíquica de 
centenas de milhares de usuários, em todo o pais; 
- na assistência, conta com o projeto Ação comunitária que atua em conjunto com 
outras instituições, possibilitando a participação e a integração da comunidade; a 
Assistência especializada, que é um serviço oferecido nos eventos comunitários em 
parceria com as instituições afins; e o Trabalho com Grupos que tern como 
principal meta a valorização social e o crescimento integral dos participantes, 
independente da faixa etária. Sendo que neste último, possui o Programa de 
Terceira Idade que dentro dos três núcleos que o compõem, na Unidade 
Operacional do Estreito, estão designados: 
Núcleo de Vivência: onde o objetivo geral é trabalhar as relações interpessoais. 
estimulando e valorizando a participação mais efetiva do idoso na sociedade. 
Encontram-se neste, os Grupos de Convivência (Amizade e Felicidade); 
Núcleo de Motivação à Vida: onde o objetivo geral é propiciar condições para que 
o idoso sinta-se atuante, valorizado o consciente do seu papel no contexto familiar e 
na sociedade, encontram-se: Projeto AtivaIdade (Atividade física), Grupos de 
Apoio e Liderança, e Projetos Especiais; 
8 
Núcleo de Estudos e Atualização: baseado em estudos, reflexões, debates e 
vivências com profissionais de diversas áreas o idoso interage de forma direta no 
processo de construção, encontra-se: GRUPATI- Grupos de Estudos e Atualização. 
O trabalho com grupos possui ainda, dentro do Programa de Terceira Idade , o 
projeto Grupo de Vivências, voltado para a clientela jovem e adulta do SESC. onde 
através de vivências como o próprio nome já sugere, de experiências com dinâmica de 
grupo, possibilitam ao integrante um maior conhecimento do seu estilo pessoal , permitindo 
uma maior capacidade de auto direção, e na relação que gostaria de estabelecer com outras 
pessoas. Ressaltando que este projeto foi criado em conjunto, por urna técnica da Area de 
grupos e uma estagiária do Serviço Social no trabalho com grupos do CAE, sendo 
aprovado pelo Departamento Regional. Será colocado em prática a partir do mês de julho 
ainda deste ano de 2001 . 
E o Projeto Crescer & Cia„ criado pela Recreação do Departamento Regional, 
possui uma perspectiva sócio-educativa, busca uma conscientização e uma atuação crítico-
política do adolescente na sociedade, através do estudo de urn tema determinado por uma 
dinâmica realizada no decorrer das etapas operacionais. 0 projeto é destinado a 
adolescentes, preferencialmente entre 13 e 16 anos, e tem a intenção de através de um 
circuito sistemático, multiplicar e engajar, no mínimo o dobro de adolescentes no 
programa, anualmente. A sua operacionalização é dividida em 6 etapas estipuladas pelo 
próprio projeto,considerando também , ser igual para todas as unidades em nível nacional, 
como veremos a seguir: 
• Primeira etapa- formação dos grupos; 
• Segunda etapa- reuniões com grupos, atividades de integração e captação de 
recursos; 
• Terceira etapa- pré-gincana, gincana e distribuição dos temas a serem 
estudados, 1' avaliação, relatório do projeto; 
• Quarta etapa- estudos e estratégias de aprendizagem sobre o tema proposto 
sorteado; 
• Quinta etapa- agendamento de escolas e comunidades, multiplicação dos 
conhecimentos e criação de um novo grupo; 
• Sexta etapa- o segundo encontro de adolescentes do estado, corn seminário de 
apresentação dos resultados e entrega do relatório anual. 
9 
Sendo que o grupo se encontra na quarta etapa-estudos e estratégias de 
aprendizagem sobre o tema Música, sorteado para a nossa unidade - Estreito e também 
para a unidade de Lages, na gincana. 
Então, é através dessa experiência de estdgio vivenciada cOm esse grupo, que 
vamos procurar mostrar no decorrer deste trabalho, a importância da dinâmica de grupo 
enquanto instrumento primordial do Serviço Social no trabalho com grupos. 
Considerando que a dinâmica de grupo busca a valorização das experiências de 
cada um, permitindo laços de convivência e fraternidade, a formação de seres inteligentes 
com uma visão ampla da realidade natural e humana, contribuindo para a construção e 
consolidação das relações sociais baseadas na solidariedade, na integração, na democracia 
e no coletivismo dos indivíduos. 
10 
CAPÍTULO II 
DINÂMICA DE GRUPO ENQUANTO INSTRUMENTO 
PRIMORDIAL DO TRABALHO COM GRUPOS 
2.1- Conceito de grupo 
Hoje vivemos em um mundo, em que a globalização, a evolução tecnológica, 
crise de valores e conceitos até então considerados "verdades", a retomada da essência 
como seres humanos corno parte integrante do meio-ambiente, entre outros fatores, nos 
leva a repensarmos o homem como ser essencialmente grupal. Neste sentido, torna-se 
urgente que se criem espaços para que a pessoa possa buscar ultrapassar as formas de 
relacionamento marcadas pela mascara, pelos mecanismos inconscientes, pela 
agressividade, pela complicação e pela dominação. E isto só poderá acontecer através da 
auto-percepção e da percepção do outro, através da vivência grupal, num clima de 
liberdade, de aceitação, de diálogo, de encontro, de comunicação, de comunhão. 
Visando atingir esses objetivos é que a técnica dinâmica de grupo entra como 
instrumento primordial no trabalho com grupos. Porém antes de abordarmos esta questão, 
que é objeto de nosso estudo, faz-se necessário entender alguns conceitos de grupo, seu 
processo e assim ter claro o sentido da dinâmica de grupo. 
0 ser humano é gregário por natureza e somente existe, ou subsiste, em função de 
seus inter-relacionamentos grupais. Sempre, desde o nascimento, o indivíduo participa de 
diferentes grupos, numa constante dialética entre a busca de sua identidade individual e a 
necessidade de uma identidade grupal e social. Um conjunto de pessoas constitui uni 
grupo, um conjunto de grupos constitui urna comunidade e um conjunto interativo das 
comunidades configura uma sociedade. 
"A essência de todo e qualquer indivíduo consiste no fato dele ser 
portador de um conjunto de sistemas: desejos, identificações, 
11 
valores, capacidades, mecanismos defensivos e, sobretudo, 
necessidades básicas, corno a dependência e a de ser reconhecido 
pelos outros, com os quais ele é compelido a conviver. Assim, 
como o mundo interior e o exterior são a continuidade um do outro, 
da mesma forma o individual e o social não existem 
separadamente, pelo contrário, eles se diluem, interpenetram , 
complementam e confundem entre si." (Zimerman e Osório, 2000, 
p.27) 
Grupo, segundo Carvalho (1965), é a família, o escritório, o grupo terapêutico. o 
corpo de baile, a paróquia, os funcionários de urna corporação, os integrantes de urna 
instituição, o sindicato, a torcida de um time, a população de uma cidade, o proletariado, a 
nação, os judeus, os ocidentais, os brancos... 
SegundoMinicucci (1992), grupo é um conjunto de pessoas que: 
a) são interdependentes na tentativa de relação de objetivos comuns; 
h) visam a um relacionamento interpessoal satisfatório. 
No livro de Zimerman e Osório , Corno trabalhamos corn grupos (2000), 
caracteriza-se como um grupo propriamente dito: 
• Um grupo não é um mero somatório de indivíduos; pelo contrário, ele se 
constitui como nova entidade, com leis e mecanismos próprios e específicos; 
• Todos os integrantes do grupo estão reunidos, face a face, em torno de uma 
tarefa e de um objetivo comuns ao interesse deles: 
• 0 tamanho de um grupo não pode exceder o limite que ponha em risco a 
indispensável preservação da comunicação, tanto a visual como a auditiva e a 
conceitual; 
• Deve haver a instituição de um enquadre (setting) e o cumprimento das 
combinações nele feitas. Assim, além de ter os objetivos claramente definidos, 
o grupo deve levar em conta a preservação de espaço (os dias e o local das 
reuniões), de tempo (horários, tempo de duração das reuniões, plano de férias, 
etc.), e a combinação de algumas regras e outras variáveis que delimitem e 
normatizem a atividade grupal proposta; 
• 0 grupo é uma unidade que se comporta como uma totalidade, e vice-versa , de 
modo que, tão importante quanto o fato de ele se organizar a serviço de seus 
membros, é também a reciproca disso. Cabe uma analogia com a relação que 
existe entre as peças separadas de um quebra-cabeças e deste com o todo a ser 
armado; 
12 
• Apesar de um grupo se constituir como uma nova entidade, corn uma identidade 
grupal própria e genuína, é também indispensável que fiquem claramente 
preservadas, separadamente, as identidades especificas de cada um dos 
indivíduos componentes do grupo; 
• Em todo grupo coexistem duas forças contraditórias permanentemente em jogo: 
uma tendente à sua coesão, e a outra, a sua desintegração; 
• A dinâmica grupal de qualquer grupo se processa em dois planos, tal como nos 
ensinou Bion: um é o da intencionalidade consciente (grupo de trabalho). e o 
outro é o da interferência de fatores inconscientes ( grupo de supostos básicos). 
claro que, na prática, esses dois pianos não são rigidamente estanques, pelo 
contrário, costuma haver uma certa flutuação e superposição entre eles; 
• E. inerente à conceituação de grupo a existência entre os seus membros de 
alguma forma de interação afetiva, a qual costuma assumir as mais variadas 
múltiplas formas; 
• Nos grupos sempre vai existir uma hierárquica distribuição de posições e de 
papéis, de distintas modalidades; 
• É inevitável a formação de um campo grupal dinâmico, em que gravitam 
fantasias, ansiedades, mecanismos defensivos, funções, fenômenos resistenciais 
e transferenciais, etc., além de alguns outros fenômenos que são próprios e 
específicos dos grupos. 
2.2 Aprendendo a trabalhar em grupo 
Toda reformulação de comportamento grupal, de acordo com Minicucci (1992), é 
uma mudança na pessoa. Por isso, quando se fala em aprender a trabalhar em grupo, fala-se 
em educação, isto é "educação não significa ensinar as pessoas a saberem o que não 
sabem... significa ensiná-las a procederem como elas não procedem...". 
0 aprendizado do trabalho social de grupo é a primeira meta do trabalho grupal, 
pois só assim terá sua eficácia e seu rendimento aumentados. A aprendizagem de trabalho 
em grupo não consiste em aprender soluções para todos os problemas, ou receitas para 
todos os males. 0 aprendizado da pessoa total, segundo Miles (1968), abrange idéias. 
13 
valores, princípios, atitudes, sentimentos e comportamentos concretos. 0 indivíduo tem de 
experimentar, explorar, tentar errar, aprender, até que se comporte adequadamente, e para 
atingir esse desenvolvimento, conta com a colaboração dos outros. 
Os chamados problemas de relações humanas, segundo Miles, não são apenas 
provocados pelo comportamento de outras pessoas, mais que as ações de um indivíduo 
constituem também parte da situação do problema, sendo que talvez seja seu próprio 
desempenho que esteja causando distorções. 
No processo de aprendizagem do trabalho de grupo, Miles (1962) estabeleceu 
etapas em fases cíclicas. Nesse modelo de desenvolvimento, acredita que o crescimento do 
indivíduo não representa uma progressão metódica, mas um processo vivo e pessoal, que 
varia de indivíduo para indivíduo. 
Ao passar por diferentes aprendizagens, a pessoa vai equacionando problemas, 
propondo soluções, criando alternativas e, o que é mais importante, vai reformulando seu 
comportamento em relação ao grupo. 
As etapas de desenvolvimento propostas por Miles foram as seguintes: 
• A insatisfação gera um problema 
Quando os membros do grupo estão insatisfeitos com suas atitudes, com o 
comportamento de seus participantes, com as dificuldades de relacionamento. 
então o grupo estará preparado para a aprendizagem. Os desejos de 
reformulação do comportamento devem partir da própria pessoa e não vir de 
fora. 0 grupo deve criar condições ao indivíduo para que as tensões, a 
insegurança, as dificuldades, as insatisfações que possa sentir sejam diluídas 
num clima de aceitação, de ausência de ameaças e de punições. 
• Escolha de novos comportamentos 
Depois do tensionamento causado pela insatisfação, o indivíduo tem 
necessidade de conhecer e de experimentar novos comportamentos, de ensaiar 
novas atitudes. Entra na fase de pensar criativamente, de encontrar diferentes 
alternativas para o problema. Várias são as soluções alternativas que se 
apresentam para que se possa resolver um problema. Dentre elas, basta escolher 
a mais adequada e válida. 0 grupo enriquece o trabalho de escolha de novos 
comportamentos em virtude de múltiplas fontes de soluções alternativas. 
14 
• Prática de novos comportamentos 
Criado o tensionamento da insatisfação e o desejo de participar do aprendizado 
em grupo, é acionado o elenco de escolha de novos comportamentos. Diversas 
técnicas são utilizadas nessa etapa de desenvolvimento, como demonstração 
experimental, análise e estudo de casos, inversão de papéis, psicodrama, role-
plaing, dramatização. E assim, é criado um clima de compreensão e de 
aceitação que pode levar à. reformulação de comportamento no grupo, bem 
como extrapolar os novos comportamentos adquiridos para o grupo de trabalho. 
• A obtenção de indícios dos resultados 
0 que limita o exercício de nossas atividades no grupo é que não conseguimos 
apreciações sinceras do impacto que causamos. Isso dificulta a elaboração de 
insights e a reformulação de comportamentos. A utilização de feedback 
realimenta nossos comportamentos e atitudes e leva-nos a pensar sobre o que 
realizamos. Acredita-se que um aspecto altamente positivo, reside em processos 
sistemáticos de feedback, como a avaliação ao término das reuniões, a análise 
das atividades de grupo e o emprego de observadores de grupo que transmitem 
as análises realizadas. 
• Generalização, aplicação e integração 
Sabe-se agora o que funciona e o que não funciona no grupo; passa-se então a 
utilizar e a aplicar os conhecimentos que auferiram no grupo. Somente quando 
o indivíduo consegue interiorizar a seu comportamento às experiências do 
grupo, numa integração de sua personalidade, é que se pode dizer que os 
resultados da aprendizagem foram válidos. 
• Novas insatisfações, novos problemas 
Aqui recomeça o ciclo de aprendizagem, com idéias mais claras, menor 
quociente de emotividade e uma visão mais ampla dos problemas grupais. 0 
indivíduo chegou a uma fase em que cresceu no grupo, e aprendeu a aprender. 
15 
2.3 Evolução e maturidade de grupo 
Aqui, tendo sido primeiramente discriminado pelo dirigente o tipo de grupo e os 
indivíduos do grupo chegando na fase em que aprendeu a aprender, como vimos na fase 
anterior, é que começa a segunda etapa em busca da maturidade grupal. 
Então, ao estudaras necessidades que levam o indivíduo a participar de um grupo, 
verificamos que ele se relaciona com os fins explícitos do grupo, que também lhe atendem 
As necessidades acessórias e especificas. 0 dirigente deve estar ciente dos motivos 
(declarados ou não declarados) que levam o indivíduo a participar de urn grupo. 0 grau em 
que o indivíduo se entrega As atividades de um grupo é diretamente proporcional A 
atmosfera social e psíquica com o que o grupo o acolhe. No indivíduo participante e 
centrado no grupo, a busca de maturidade, o dirigente deve compreender a estrutura da 
personalidade dos elementos que compõem o grupo, tem de conhecer as causas que 
determinam um tipo de comportamento e predizer corno podem reagir os indivíduos As 
distintas classes de estimulação social. De acordo com Haiman (1965), os comportamentos 
mais comuns, em situações sociais de grupo, que merecem destaque , são: 
a) Compensação 
Quando uma pessoa se sente inferiorizada numa situação ou se lhe nega a 
satisfação de uma necessidade, ela procura compensar essas deficiências corn 
um comportamento denominado compensatório. 
b) Retraimento 
As vezes, por questões de frustração, o indivíduo se isola e procura evitar as 
pessoas e as situações que se lhe apresentam. Fundamentalmente, seu 
comportamento nasce do medo, medo de que suas idéias não sejam aceitas. 
c) Racionalização 
Este é um dos processos de que o indivíduo lança mão no grupo. Da uma 
explicação razoavelmente aceitável de sua conduta ou atitude, com o fim de 
esconder de si mesmo e dos demais a verdadeira razão, que lhe parece indigna 
ou indesejável. 
16 
d) Conduta agressiva 
A conduta agressiva adquire manifestações diversas dentro de um grupo, por 
exemplo: 
- critica maliciosa; 
- explosão de agressão verbal; 
- comentários crônicos; 
- negativismo habitual; 
ser contrário a tudo que se faça ou se discuta em grupo. 
e) Verborragia 
Nos grupos, há sempre aquele elemento que fala demais, que praticamente 
arrebata todo o tempo disponível para suas exposições. que afinal não passam 
de mero palavrório. Não dá aos outros a oportunidade de falar, inibindo os mais 
retraídos com sua torrente de palavras. 
f) Perseveracão 
Há elementos no grupo que apresentam o que se chama viscosidade. " Grudam -
em certas idéias ou pensamentos e não se desprendem deles. Por essa razão, 
entravam o desenvolvimento do grupo. Quando um assunto já foi discutido, 
voltam novamente a abordá-lo, insistindo para que seja reconsiderado. 
g) Obsessividade 
o elemento que se preocupa e se angustia com detalhes de menos importância 
para o grupo, como horário rígido para as reuniões, posição dos componentes, 
técnicas de funcionamento. Sua escrupulosidade irrita o grupo. 
h) Viscosidade 
São viscosos os indivíduos que "grudam" em suas idéias, ou na pessoa do líder, 
ou no professor. Agarram-se ao mestre ou dirigente. Geralmente, moem e 
remoem as palavras, alisam suas idéias, repetem, retocam, resumem as 
expressões. Ficam presos ao que dizem (que é o " melhor" ), numa verbalização 
interminável. Quase sempre o grupo se irrita com tais personalidades, e acaba 
por não lhes dar ouvidos. 
17 
i) Idealização 
Esta forma de ajustamento ao grupo está relacionada com a identificação. É o 
ajustamento a sentimentos tais corno a própria insuficiência, mediante a 
superestimação de si mesmo, o exagero de suas aptidões, de suas aquisições e 
de sua importância. 
Podemos perceber aqui, baseados nas pesquisas realizadas por Haiman (1965), com 
referência â evolução e à maturidade de um grupo que, o processo de desenvolvimento de 
um grupo assemelha-se ao de um indivíduo. Na infância, o grupo se comporta como um 
recém-nascido, e suas atitudes são torpes e mal coordenadas. Está muito ligado ao 
dirigente ou líder. 
Ao passar à adolescência, os membros do grupo lutam corn os conflitos de 
dependência e de contradependência por que passam os jovens. Começam a fazer as coisas 
por si mesmos e trabalham com eficiência, muito embora não saibam trabalhar sem crises 
emocionais. Haiman propõe 20 critérios. em forma de questões, que possibilitam avaliar o 
grau de maturidade que se encontram os grupos, são eles: 
1. Tem o grupo um claro entendimento dos fins e metas que deseja atingir? 
2. Caminha progredindo, para alcançar seus objetivos, com um máximo de 
eficácia e um minima de esforço 
3. É capaz de ver e planejar o futuro? 
4. Conseguiu um alto grau de intercomunicação eficaz? 
5. É capaz de iniciar a seguir urn raciocínio lógico dos problemas, dando a eles 
urna solução eficaz? 
6. Conseguiu um equilibria adequado entre os métodos estabelecidos de trabalho 
de equipe e disposição de mudar os padrões de procedimento? 
7. É objetivo a respeito de seu próprio funcionamento? Pode enfrentar seus 
problemas processo-emocionais e fazer de forma inteligente as modificações 
que se requerem? 
8. Mantém um equilibria apropriado entre a produtividade do grupo (funções do 
sociogrupo) e a satisfação das necessidades pessoais (funções do psicogrupo) ? 
9. Tem o grupo dispostas a distribuição e a participação nas responsabilidades pela 
direção? 
10. Consegue um equih'brio adequado entre a orientação e o conteúdo, e a 
orientação e o processo de desenvolvimento? 
18 
11. Tem um alto grau de coesão e de solidariedade, mas sem atingir o ponto de ser 
exclusivo e sem afogar a individualidade de seus elementos? 
12. Faz uso inteligente das diferentes capacidades de seus membros? 
13. Enfrenta a realidade e trabalha de acordo com os fatos, não com a fantasia? 
14. Cria urna atmosfera de liberdade psicológica para a expressão de todos os 
sentimentos e pontos de vista? 
15. Não está excessivamente dominado por seu dirigente, nem por qualquer de seus 
membros? 
16. Conseguiu um perfeito e sadio equilíbrio entre a colaboração e a competência, 
da parte de seus membros? 
17. Mantém um bom equilíbrio entre o emocional e o racional? 
18. Pode mudar facilmente, e adaptar-se às necessidades de diferentes situações? 
19. Reconhece que os meios são inseparáveis dos fins? 
20. Reconhece as excelências e as limitações dos procedimentos democráticos? 
Se a média das respostas foram: 
de 17 a 20 respostas afirmativas: grupo muito maduro; 
de 14 a 16 respostas afirmativas: grupo maduro; 
de 10 a 13 respostas afirmativas: grupo adolescente; 
menos de 10 respostas afirmativas: seu grupo ainda é criança. 
2.4 Tipos de grupo 
2.4.1 Grupo operativo 
válido partir do principio de que, durante o período de estágio e no decorrer do 
estudo para a elaboração deste trabalho, classificamos o grupo de adolescentes Crescer & 
cia como sendo um grupo operativo. Tomando como base a visão de Zimermann e Osório 
(1997) podemos dizer que frente a essência dos fenômenos grupais ser a mesma em 
qualquer tipo de grupo, e que as óbvias diferenças entre os distintos grupos é conseqüência 
da finalidade para qual eles foram criados e compostos. Então, conforme o objetivo 
19 
principal do grupo, a camada das pessoas que 0 compõem, o esquema referencial teórico 
adotado e o procedimento técnico empregado, também sera diferente. 
E seguindo a mesma linha de visão desses autores, com o amplo leque de 
aplicações da dinâmica grupal, a vasta possibilidade de fazer arranjos combinatórios 
criativos entre os seus recursos técnicos e táticos, e uma certa confusão semântica na area 
da grupalidade, podem gerar uma confusão conceitual, inclusive com um prejuízo na 
comunicação relativa ao necessário intercâmbio de experiências e idéias entre os diferentes 
profissionais. 
Assim, a necessidade de urna classificação das distintas e múltiplas modalidades de 
grupos se faz aqui necessária, considerando que durante esse período de estudos e 
pesquisas para a elaboração deste trabalho, não foram encontradas nenhuma classificação 
mais abrangente e que fosse de utilizaçãoconsensual. A classificação que aqui está sendo 
descrita, portanto, se fundamenta no critério das finalidades a que se destina o grupo que 
foi estudado. 
"0 grupo operativo é um instrumento de trabalho, urn método de 
investigação e cumpre, além disso, uma função terapêutica." 
(Pichon Rivière) 
todo grupo que tiver uma tarefa a realizar e que puder, através desse trabalho 
operativo, esclarecer suas dificuldades individuais, romper com os estereótipos e 
possibilitar a identificação dos obstáculos que impedem o desenvolvimento do indivíduo. 
A técnica operativa caracteriza-se por estar centralizada na tarefa; dessa forma. 
privilegia a tarefa grupal, ao sucesso de seus objetivos. E é essencialmente aplicada a um 
grupo centralizado na aprendizagem. Justifica-se aqui, a classificação dada ao grupo 
Crescer & cia como sendo um grupo operativo, já que possui uma perspectiva educativa, 
na busca de urna conscientização e atuação critico-política na sociedade, através do estudo 
da música e de algumas tarefas realizadas para este objetivo. 
"0 grupo operativo é o primeiro elemento de uma abordagem do 
cotidiano. Nele (o grupo operativo), tendem a reproduzir-se as 
relações cotidianas, os vínculos que põe em jogo modelos internos. 
O enquadramento ou a técnica operativa do grupo facilitam - pela 
confrontação desses modelos internos com uma nova situação de 
interação, bem como com a análise das condições que a produziram 
- a compreensão das pautas sociais internalizadas que geram e 
20 
organizam as formas observáveis de interação." (Minicucci, 1997. 
p.166) 
2.4.2 Grupo de adolescentes 
Assim, como se fez necessário a classificação do grupo Crescer & cia como um 
grupo operativo, acreditamos ser também necessária a classificação do mesmo, como o de 
um grupo de adolescentes. E através do estudo de René Fau (1962), sobre a existência de 
grupos de crianças e de adolescentes, podemos perceber dois aspectos diversos, embora 
ligados entre si: 
• Aspecto psicológico, referente a sua formação, causas do nascimento, 
modalidades, evolução e dinamismo. 
• Aspecto prático, ao mesmo tempo médico, pedagógico e social, vale dizer, a 
utilização do grupo tendo em vista sua interferência na formação da 
personalidade da criança normal e na reparação das tendências da criança 
patológica. 
Pela tendência grupal manifestada pelos adolescentes, o grupo é a matriz dinâmica 
onde melhor podemos acompanhar e entender a expressão de seus conflitos, propiciando 
sua "resolução" dentro e pelo próprio grupo. 
de suma importância considerar as notáveis diferenças entre um adolescente de 
treze anos e outro de dezoito, tanto quanto ao grau de amadurecimento e autonomia do 
ego, quanto As exigências do ambiente sócio-familiar, considerando também o nível de 
escolaridade e certa homogeneidade quanto aos interesses sócio-culturais. Com essa visão 
Osório e Zimermman (1997) dividiram os adolescentes em três subgrupos: os púberes (ou 
escolares do 1° grau), cuja idade oscila dos treze aos quinze anos, em média: os 
adolescentes intermediários (ou escolares de 2'grau), de dezesseis a dezoito anos 
aproximadamente e os adolescentes tardios (ou universitários e / ou profissionais), dos 
dezenove anos ern diante. 
Os adolescentes segundo esses autOres, por estarem procurando afirmar suas 
identidades adultas emergentes, afastam ou evidenciam muitos temores ern deixar aflorar 
certos aspectos infantis, como se isso fosse comprometer seu processo de crescimento e 
cristalização da identidade adulta. Ao constatarem que o dirigente do grupo não se 
21 
envergonha de brincar, por exemplo, animam-se a expor seus "aspectos infantis" que, 
justamente ao contrário do que supõem, enquanto não tiverem livre acesso à consciência e 
puderem ser aceitos como parte indissociável de suas experiências de vida, comprometem 
seu processo de amadurecimento. 
É durante a procura de sua autonomia interior que o adolescente experimenta a 
necessidade imperiosa de apegar-se a um grupo, por isso, para Aberaustury (1998). as 
mudanças psicológicas que se produzem neste período, que são correlação de mudanças 
corporais, levam este a uma nova forma de relacionar-se com os pais e corn a sociedade. 
Quando o adolescente inclui-se no mundo adulto, um corpo maduro, a imagem que tem de 
si muda também sua identidade, precisando então adquirir ideologia que permitia-lhe 
adaptar-se ao mundo e/ou agir sobre ele para mudá-lo. E é neste sentido que esta autora 
conceitua adolescência como sendo: 
"...um período de contradições, confuso, ambivalente, doloroso. 
caracterizado pôr fricções com o meio familiar e social... Só 
quando sua maturidade efetiva e intelectual, que lhe possibilite a 
entrada no mundo adulto, estará munido de um sistema de valores, 
de uma ideologia que confronta com a de seu meio e onde 
rejeição a determinadas situações cumpre-se numa critica 
construtiva. Confronta suas teorias políticas e sociais e se 
posiciona, defendendo um ideal. Sua idéia de reforma do mundo se 
traduz em ação... - (Aberaustury,1988,p.13-15) 
A tese proposta por Fau (1962), de que o grupo presta um auxilio transitório ao 
adolescente, pois, enquanto na criança a adaptação ao chamado grupo escolar (de escola) 
responde a uma necessidade de desenvolvimento intelectual e estrutural, e representa por 
isso uma aquisição definitiva na formação da personalidade, no adolescente, a adaptação 
ao grupo representa apenas um socorro transitório, prestado ao indivíduo durante a crise 
que atravessa. 
0 adolescente pede ao grupo que o ajude a conquistar sua autonomia, mas 
abandona este apoio assim que consegue seus intentos, pois a noção de autonomia e a 
noção de grupo são contraditórias. Assim, para o adolescente, o grupo 6, sob todos os 
aspectos, a expressão de urna crise. Sendo a expressão de uma crise, o grupo de 
adolescentes tem existência efêmera; seu mecanismo é complexo, seu dinamismo e sua 
coesão se acham incessantemente ameaçados. 
.72 
na adolescência que desabrocha o caráter de liderança e, na maioria dos casos, os 
lideres escolares continuam sendo os chefes do grupo adolescente. Suas qualidades 
intrínsecas persistem através da idade, das mudanças de classe, de ambiente. As 
modalidades, de acordo com Fau (1962), como veremos a seguir são: 
1) Adolescente adaptado 
0 chefe de grupos de adolescentes pode ser, e na maioria das vezes o 6, mau 
aluno ou mau aprendiz, isto porque o grupo de adolescentes, por mais bem-
adaptado que seja, está sempre carregado de oposição. 
Dai resulta que o grupo normal de adolescentes 6 mais socializador para os 
membros do que para o próprio líder. Com efeito, este Ultimo está sujeito a 
continuar para sempre adolescente, e isto é comum entre chefes de movimentos 
juvenis. 
2) Adolescente inadaptado 
Torna-se chefe do chamado grupo delinqUente , o litter é pseudo-perverso, 
neurótico ou impulsivo. Seu dinamismo exige que faça parte de um grupo 
normal, ativo e eficaz, mas sua inadaptação básica não lhe permite tal coisa. 
Analisando o adolescente como homem social, BUrhler verificou que, enquanto 
para a criança a família é a comunidade social natural, à qual se incorpora e que, As vezes, 
a absorve, para o adolescente é o contrário, pois que começa a distanciar-se e a subtrair-se 
dela. 
Procura efetivar seu individualismo, e para isso, irá em busca de grupos que se 
fundamentem sobre bases mais objetivas, que sirvam a fins determinados, que sustentem e 
cultivem determinadas convicções e que possam dar a sua vida intima liberdade de 
manifestar-se ou de ocultar-se. 
Gesell fala que o jovem deve encontrar-se através das relações interpessoais. Os 
padrões de personalidade de um adolescente em crescimento dependem de maneira 
significativa das interações com as demais personalidades. As interações são tão diversas 
em forma, conteúdo e intensidade que não é fácil fazer delas objetode generalização, 
apesar de haver algumas formas ordenadoras. A série classificada de gradientes de 
23 
crescimento sugere a direção do desenvolvimento e os problemas de controle interpessoal 
que tanto os adolescentes como as crianças devem enfrentar. 
2.5 Técnicas grupais 
As técnicas grupais, segundo Minicucci (1997), que se têm desenvolvido nos 
últimos anos está marcada por um superpovoamento extensivo, numa 
pluridimensionalidade que parece não querer deixar espaços vazios. E de acordo com a sua 
teoria, essa variedade de grupos distribuem-se em operativos, tarefa, psicanalíticos, entre 
outros. 
O uso das dinâmicas nos processos alternativos de educação em grupos visa 
proporcionar momentos que possibilitem ao grupo vivenciar situações inovadoras em todos 
os níveis. Ao confrontar comportamentos, hábitos, valores e conhecimentos, espera-se que 
os participantes sei am levados a uma avaliação e reelaboração individual evolutiva, 
podendo assim potencializar o grupo no aprimoramento da subjetividade e no próprio 
processo de educação e construção do conhecimento e da prática social. 
Buscando assim potencializar todas as faculdades humanas, ativando o homem para 
atuar nas esferas da vida social, não só intelectualmente (razão) mas também para o prazer, 
criação, o afeto como produto da história de sua vida e de seu imaginário como ser 
humano singular e coletivo. 
A dimensão grupal enquanto espaço de interações sociais é um campo fértil para o 
desenvolvimento de experiências educativas. Neste sentido, a vivência, o jogo, o lúdico, 
viabilizados através de dinâmicas de grupos possibilitam o surgimento das condições 
propicias para a constituição do grupo. 
As dinâmicas devem ser aplicadas com as suas regras e objetivos bastante claros, 
para eliminar a sensação de insegurança do tipo "O que será que vai acontecer? - . Deve-se 
também, respeitar a vontade dos participantes de participar ou não da atividade proposta. t, 
necessário sensibilidade para perceber os momentos do grupo, mas sempre podemos usar o 
termômetro da nossa inserção para sentir o ritmo, o equilíbrio e a tensão do grupo. 
Sendo assim, tomamos como base a classificação de dinâmicas proposta por Yozo 
(1998), correlacionada à luz da teoria da Matriz de identidade, de Moreno(1975), como 
24 
"fio condutor" para o desenvolvimento do trabalho corn o grupo Crescer & cia. 
apresentada a seguir como fases: 
"1. Identidade do Eu 
Correlacionados à primeira fase da Matriz de identidade (Eu-Eu), ou seja, são 
dinâmicas de Apresentação, de Aquecimento, de Relaxamento e Interiorização, 
e de Sensibilização. Podemos ainda classificar os jogos em que há a interação do 
indivíduo com o meio (pesquisa de espaço, ambiente, aguçando suas 
percepções; tátil, auditiva, visual, olfativa e gustativa). 
Nesta fase, as dinâmicas têm por características o desenvolvimento da sensação 
e principio de percepção. É o momento do Eu-Comigo, garantindo ao indivíduo 
a descoberta de si mesmo. Desta forma, restringe-se a dinâmicas em que não há 
contato físico entre os participantes. Neste tipo promove-se também 11111 
principio de integração entre os elementos, a fim de desenvolver 
reconhecimento grupal. 
2. Reconhecimento do Eu 
A referência desta classificação abrange a segunda fase da Matriz (Eu-Tu). Silo 
dinâmicas de interação com o outro, podendo ser individual ou em duplas, 
utilizando-se de objetos intermediários ou não. 
E. o momento do Eu e o Outro, o principio da descoberta do outro. Suas 
características envolvem a sensopercepção e principio de comunicação, sendo 
esta última característica melhor avaliada na terceira fase. 
As dinâmicas desta fase são classificadas como: Dinâmicas de Percepção de Si 
Mesmo, Percepção do Outro/Espelho e Pré-Inversão. Geralmente apresenta 
pouco cantata físico ou nenhum, uma vez que é o momento em que o indivíduo 
percebe-se através do outro (Espelho). 
3. Reconhecimento do Tu 
Sao dinâmicas de interação direta com o outro. Iniciam-se com duplas. trios, 
quartetos e até com o grupo todo (Eu-Ele). Relacionado à terceira fase da Matriz, 
permite verificar até onde o indivíduo percebe o outro e quanto inverter os 
papéis. E. o momenta do Eu com o Outro. São dinâmicas que envolvem contato 
físico, sem serem ameaçadoras, pois já existe uma predisposição e abertura do 
25 
indivíduo. Além disso, pode-se construir personagens, avaliando a qualidade 
dramática, a espontaneidade e a criatividade na construção e desempenho de 
papéis. 
Ainda ligados à terceira fase da Matriz, consideramos dinâmicas que apresentam 
características de comunicação e integração (Eu-Ele x Eu-Nós), é o momento do 
Eu com Todos. 
Aplica-se tanto para a preparação como para a configuração da integração entre 
os participantes. Os tipos de dinâmicas que fazem parte desta fase são 
denominadas de dinâmicas com Personagens ou Papéis, Inversão de Papéis e as 
de Identidade Grupal I Encontro." (Yozo, 1998 p.29-30) 
E também para preparação de uma atividade com o uso de dinâmicas, alguns 
princípios devem ser levados em conta: 
• Quais são as características do grupo: número de participantes, faixa etdria, 
sexo, nível de integração; 
• As condições operacionais: carga horária disponível, espaço fisico, 
equipamentos e materiais de que pode dispor e outros; 
• Ter consciência do conteúdo da atividade, ou seja, o eixo temático que se 
pretende desenvolver, as etapas que vão percorrer nesse desenvolvimento, os 
objetivos existentes para cada uma delas; 
• É fundamental que o coordenador já tenha vivenciado ou mesmo vivencie as 
dinâmicas antes de aplicá-las. A insegurança e comandos confusos geram 
dinâmicas confusas; 
• Após a aplicação de cada dinâmica, é preciso tempo para que os participantes 
socializem as emoções, sentimentos, dificuldades e descobertas. Não cabe o 
coordenador expressar nenhum juizo de valor; 
• As dinâmicas só devem ser usadas quando houver uma proposta, uma 
concepção de educação que acredite na produção do conhecimento corno um 
processo lento e gradativo alcançado pela vivência. Um processo que busque 
um mundo de relações mais solidárias, uma sociedade de experiências 
autênticas e alternativas; 
• Ao coordenador cabe ainda o papel de acompanhar a realização da dinâmica. 
explicá-la e propiciar o momento de reflexão do grupo auxiliando na 
sistematização dessa vivência. 
26 
Deve-se considerar na estrutura do planejamento três momentos específicos: 
• Introdução - momento para a apresentação, motivação e integração. 
aconselhável que sejam utilizadas dinâmicas rápidas, de curta duração. 
• Desenvolvimento - quando será proposto o tema / conteúdo principal da 
atividade. Devem ser utilizadas dinâmicas que facilitem a reflexão e o 
aprofundamento; são, geralmente, mais demoradas. 
• Conclusão - o momento da síntese final, dos encaminhamentos, da avaliação. 
Estas dinâmicas permitem atitudes avaliativas e de encaminhamento. 
Cabe aqui, ainda ressaltar que esses principias para preparação de uma atividade e 
os três momentos na estrutura do planejamento, foram também utilizados na experiência da 
prática de estágio, relatada nesta monografia. 
Enfim, as dinâmicas são um meio utilizado para que os grupos ampliem seu 
conhecimento pessoal; facilitem o relacionamento; expressem sentimentos; confrontem 
idéias; incentivem a comunicação não verbal; busquem o consenso; solucionem conflitos; 
caracterizem os tipos de lideranças; explorem a riqueza de expressão grupal; despertem o 
sentimento de solidariedade; de confiança mútua, o descobrimento do outro, etc. 
2.6 Dinâmica de Grupo e sua abrangência 
0 estudos pioneiros de Kurt Lewin e de seus discípulos, sobre campo, praticamente 
marcaram o aparecimento da dinâmica de grupo. A partir de seus estudos, especialistas em 
dinâmicas de grupo vêm empregando grande variedadede métodos de pesquisa. 
"Essencialmente, quatro profissões marcaram papel importante no 
desenvolvimento da dinâmica de grupo: serviço social, psicoterapia 
de grupo, educação e administração. Sendo que o Serviço Social foi 
uma das primeiras profissões a reconhecer a importância da 
orientação em grupo, de forma que seus participantes pudessem 
obter as modificações pretendidas." (Osório, 2000). 
A expressão dinâmica de grupo tern servido a uma série de interpretações distintas, 
são elas: 
27 
• â ideologia política, que acentua a importância da liderança democrática. a 
participação dos membros de urn grupo nas decisões e na solução de problemas; 
• ao conjunto de técnicas, tais como desempenho de papéis, discussão, interação, 
estudo e prática de técnicas de trabalho com grupo; 
• ao campo de pesquisa, destinado a obter conhecimento a respeito da natureza 
dos grupos, das leis que regem seu desenvolvimento e de suas relações e inter- 
relações corn os indivíduos, em outros grupos e com a sociedade em geral. 
Onde durante esse processo de estudo, consideramos ser a dinâmica de grupo, um 
conjunto dessas fits interpretações. Pois, não apenas os grupos constituem objeto de estudo 
da dinâmica de grupo, mas principalmente a dinâmica da vida coletiva , os fenômenos e os 
princípios que regem seu processo de desenvolvimento. 
"Em sentido amplo, a expressão dinâmica de grupo não limita seu 
significado apenas ao campo de investigação dirigida no sentido de 
progredir no conhecimento da vida do grupo; também se refere a 
uma série de premissas valorativas, a uma série de objetivos de 
educação e a um conjunto de procedimentos mediante os quais 
possa ser mantida a ordem no grupo, para a obtenção do sucesso 
desses objetivos." (Banny e Johnson, 1975) 
Através de um resgate teórico nas obras sobre trabalho com grupos de Zimerman e 
Osório (1997), Osório (2000) e Minicucci (1992), podemos colocar entre as principais 
teorias que desenvolveram o estudo da dinâmica de grupo: 
• Teoria de campo - criada por Kurt Lewin, propõe que o comportamento é o 
produto de um campo de determinantes interdependentes, conhecido como 
espaço de vida. 
0 campo social, segundo Lewin, é formado pelo grupo e por seu ambiente. 
Assim como o indivíduo e seu ambiente formam um campo psicológico, o 
grupo e seu ambiente formam um campo social. Esta representação do grupo 
como um campo social é um instrumento indispensável para a análise da vida 
do grupo. 
"A percepção do espaço social e a pesquisa experimental e 
conceitual de dinâmica e de leis dos processos no espaço social são 
de importância fundamental, teórica e prática." (Garcia Roza, 
1972). 
28 
• Teoria de interação - desenvolvida por Bales, Homans, Whyte, concebe o 
grupo corno um sistema de indivíduos que interagem entre si. 
"O sistema social segundo Homans, se estabelece como caráter e 
estado e relações entre interação, atividade e sentimento, em meio a. 
um agrupamento de duas ou mais pessoas que se identificam corno 
ulna unidade - grupo de trabalho, turma, família." (Minicucci,I992, 
p.59) 
"A análise do processo de interação (API) no grupo, proposta por 
Bales, destina-se a satisfazer as exigências de uma boa técnica de 
observação do desempenho e um grupo, interacionando. E também 
propicia as comparações entre grupos satisfeitos e insatisfeitos. As 
análises dos perfis de todos os grupos podem servir de base tanto 
para retratar o equilíbrio entre tipos de atos comunicativos, que 
caracterizam os grupos de solução de problemas, como para 
localizar perturbações no grupo." (Osório e Zimerman, 2000) 
• Teoria de sistema - apresentada por Newcomb, Miller, Stogdill. acentua que o 
grupo é um sistema de interação, de comunicação, de encadeamento de 
posições e de papéis, e principalmente de vários tipos de entrada (imput) e de 
saída (output) do sistema. 
• Teoria sociométrica - criada por Moreno, estuda essencialmente as escolhas 
interpessoais que ligam o grupo as pessoas. 
"A sociometria relata o feixe de interações e de comunicações de 
todas as pessoas com as quais o indivíduo se relaciona e mostra 
objetivamente a dinâmica do grupo no qual está inserido. - 
(Minicucci, 1992, p. 73). 
• Teoria psicanfilitica-idealizada por Freud, estuda os processos motivadores e 
defensores do indivíduo na vida grupal. Tern sido trabalhada por Bion, Thelen, 
Stock, Berne e todos os pesquisadores da terapia de grupo. 
• Teoria cognitiva - preocupa-se em verificar como o indivíduo recebe e 
interioriza as informações sobre o mundo social e como essa cognição passa a 
29 
influir no desempenho e seu comportamento. Dedicaram-se a esse estudo 
Piaget, Heidar, Krech e Crutchfield. 
• Orientação empírica e estatística - seguidores dessa teoria acreditam que os 
conceitos de dinâmica de grupo devem ser descobertos por processos 
estatísticos e não constituídos de antemão por um teórico. Nessa linha estão 
Cattell, Meyer, Hemphill, entre outros. 
• Mode los formais - de orientação acentuadamente matemática, seus 
pesquisadores lidam corn rigor formal em apenas alguns aspectos do processo 
de um grupo. 
Um dos estudos mais completos sobre o movimento contemporâneo da dindmica de 
grupo é de um dos discípulos de Pichon-Revière, Gregório Baremblitt (1974), onde diz 
que: 
a. Considerando-se campo da vida social de onde se origina e onde é 
predominantemente praticada, a dinâmica grupal dispõe de três áreas principais 
de geração e ação. A saber: a medicina (na qual as técnicas grupais são 
empregadas corn finalidades psicoprofiláticas e psicoterapêuticas), a pedagogia 
(procedimentos grupais de ensino) e a sociologia (psicossociologia dos 
pequenos grupos na indústria e no comércio, na comunidade vicinal e étnica 
etc.). 
b. Tendo em vista suas fontes epistemológicas (extremamente intricadas), pode-se 
tragar o seguinte panorama sintético: Existe uma base psicandlitica. 
fenomenológica-existencial, psicodramática, empirista, pragmatista, e ulna base 
aestaltista. 
c. As escolas contemporâneas de dinâmica de grupo são tantas que desafiam 
qualquer tentativa não somente de sistematização, mas também de enumeração. 
Unicamente enquanto tentativa de colocar algumas balizas neste panorama, 
assinalamos: Uma linha inglesa: Bion, Ezriel, Foulkes, Anthony, Balint. Várias 
norte-americanas: Schilder, Taylor, Bach, Gibbs, Cartwright e dezenas de 
outros. Uma linha francesa: Anzieu, Kaes, Lebovici, M. Pages, Lapassade etc. 
Uma linha argentina: Pichon-Revière, Grinherg, Langer, Rodrigui, Bleger, etc. 
30 
Como podemos perceber as misturas e combinações entre tendências são 
indescritíveis, a tal ponto que se pode afirmar que não existe tendência alguma 
que não haja incorporado elementos teóricos ou técnicos das outras. Sendo que 
essas correntes seguiram em prol do controle social (prevenção, educação, 
trabalho social, delinqüência, marginalidade, racialidade e a moral sexual 
cultural). 
d. Como resposta ao emprego das correntes anteriormente referidas, surgem 
movimentos geralmente grupalistas ou multitudindrios, cujo paradigma seria 
(reconhecendo como antecedentes uma série de lutas jurídicas pelos direitos dos 
presos, dos internados etc.) a antipsiquiatria. Surgem então, importantes 
teóricos críticos dos sistemas institucionais. 
e. A explosão primeiramente nos EUA, e em seguida na Europa e América Latina, 
de uma série de psicoterapias quase regularmente praticadas em grupos. São 
elas: a terapia gestaltista, transacional, a bionergética, a terapia do grito, 
massagens, as terapias behavioristas radicais, sexuais, as relacionadas com o 
zen-budismo, as técnicas marciais, de respiração e relaxamento orientais, e 
assim por diante. Considerando que a dinâmica de grupo por si só não resolve o 
problema social do grupo. E. apenas uma parte da contextura da sociedade que 
abrange organização e instituição. 
"Nas últimas décadas,a produção teórica está dispersa dentro das 
várias Areas de atuação do Serviço Social, a Area de saúde é uma 
das que mais contribuem com publicações e que mais tem utilizado 
o trabalho com grupos na sua prática, e o trabalho interdisciplinar 
vem ganhando muita importância, contribuindo para fortalecer a 
operacionalidade do trabalho grupal, com a intervenção do Serviço 
Social buscando o trabalho com grupos de acordo com seu campo 
especifico de atuação." (Roxe1,1996) 
Hoje mais do que nunca o mercado exige a habilidade de conviver em grupo, de 
trabalhar em equipe, de respeitar o pensamento plural e de negociar sentidos, significados, 
diferenças. A dimensão do trabalho com grupo permanece, portanto, é atual e necessário ao 
mundo contemporâneo e ao contexto da globalização. 0 grupo humano. necessita 
constituir identidade, do desejo de pertencer, de realizar, de constituir-se, de tornar-se útil, 
produtivo e criador, enfim, de ser cidadão. 
31 
A partir do estudo redigido neste capitulo, podemos identificar a importância do 
trabalho de grupo na atualidade, o que nos reporta a experiência vivenciada na pRitica de 
estágio do Serviço Social, desenvolvido no SESC - Estreito, onde a dinâmica de grupo 
constitui-se num importante instrumento interventivo para a prática profissional, como 
veremos no próximo capitulo. 
CAPÍTULO III 
EXPERIÊNCIA DA PRATICA DE ESTAGIO COM 0 GRUPO 
DE ADOLESCENTES DO PROJETO CRESCER & CIA 
NO SESC ESTREITO 
Neste capitulo abordaremos o processo da intervenção do Serviço Social corn 
Trabalho com Grupos no SESC, demonstrando sua importância e a experiência de estágio 
vivenciada. 
3.1 0 Serviço Social e o trabalho com grupos no SESC 
A importância do profissional de Serviço Social no Trabalho com grupos é 
imprescindível para as relações sociais do usuário no seu dia-a-dia, pois busca suprir suas 
necessidades e enfrentar as condições de vida, no seu contexto social. 0 profissional possui 
uma visão ampla do todo, analisando aspectos da realidade, e buscando através desses 
elementos constituir seu projeto de intervenção, fazendo conexões, de forma dialética, 
entre teoria e prática. 
A sua função / atribuição no Trabalho com grupos é a de organizar, promover, 
planejar, desenvolver e monitorar atividades como encontros, seminários, palestras, entre 
outros, que visem o desenvolvimento do ser social, baseada na educação continuada e na 
sensibilização. 
"Cabe ao profissional de serviço social o papel de facilitador deste 
processo, estimulando a reflexão para que os integrantes tenham 
consciência do seu papel e potencial dentro do grupo. A constante 
reflexão, através de urna análise critica é que permitirá a construção 
e conhecimento da realidade. 0 estimulo a busca de direitos, com 
33 
conhecimento dos deveres, enfatizando o exercício da cidadania 
deve ser urn dos objetivos principais do profissional das área. 
conhecimento das politicas sociais, bem corno o embasamento 
teórico-metodológico são fundamentais para a efetivação do 
trabalho, assim como o comprometimento." (Junkes. 2001) 
As expectativas do SESC frente ao Serviço Social junto ao Trabalho com Grupos, 
são de profissionais capacitados para trabalhar corn as relações sociais, baseadas na 
valorização, integração, auto-conhecimento, etc, oportunizando ao usuário aprimorar o seu 
processo de educação e construção do conhecimento e da prática social, para enfrentar as 
condições de vida, no seu contexto social. 
E a partir de estudos e da vivência de estágio, identificamos o papel do profissional 
de Serviço Social no SESC, como: 
- Assessoria projetos sociais; 
- Atuação direta no Programa de Assistência nas atividades: Trabalho corn: 
Grupos e Ação Comunitária; 
- Estabelecer parcerias com outras instituições; 
- Subsidiar na tomada de decisões nos diversos âmbitos da instituição; 
- Mobilizar recurso humano visando envolve-lo nos projetos da instituição; 
- Buscar a participação dos funcionários, dos usuários na tomada de decisões de 
melhorias que se fazem necessárias na instituição (Divisão de Recursos 
Humanos - Setor de Cargos, Treinamento, Salários e Benefícios). 
O método de trabalho está pautado ern pesquisa cientifica, levantamento de dados, 
acompanhamento das atividades através de visitas nag Unidades, planejamento, execução e 
avaliação continua. 
3.2 0 Grupo de adolescentes Crescer & Cia 
Considerando a grande demanda de adolescentes dos mais variados níveis sociais, 
culturais e econômicos, e sendo esta uma fase de transformação, de auto-afirmação. onde 
as dúvidas e as inseguranças são uma constante, as novas condições socioculturais em que 
vivem oferecem acesso a informações errôneas ou mesmo a desinformação, que acabam 
34 
refletindo no relacionamento com as diversas "comunidades" que integram a família, 
escola, o bairro, etc... 
O projeto Crescer & Cia 6 destinado a adolescentes, preferencialmente entre 13 e 
16 anos, das Unidades Operacionais do SESC em Santa Catarina, sendo uma alternativa de 
acesso ã cultura, ao lazer, à construção e consolidação das relações sociais. Ele possui ulna 
perspectiva sócio-educativa na busca de uma conscientização e atuação crítico-política na 
sociedade, através do estudo de um tema determinado por uma dinâmica realizada no 
decorrer das etapas operacionais. 
A sua operacionalização é dividida então em 6 etapas, estipuladas pelt) próprio 
projeto, como já vimos: 
• Primeira etapa - formação dos grupos; 
• Segunda etapa - reuniões com grupos, atividades de integração e capacitação de 
recursos; 
• Terceira etapa - pré-gincana, gincana e distribuição dos temas a serem 
estudados., primeira avaliação, relatório do projeto; 
• Quarta etapa - estudos e estratégias de aprendizagem sobre o tema proposto 
sorteado; 
• Quinta etapa - agendamento de escolas e comunidades, multiplicação dos 
conhecimentos e criação de um novo grupo; 
• Sexta etapa - o segundo encontro de adolescentes do estado, com seminário de 
apresentação dos resultados e entrega do relatório anual. 
0 acompanhamento junto a este grupo, como estagiária do Serviço Social, teve 
inicio desde a sua primeira etapa até a quarta etapa, onde se encontra hoje, estudando e 
criando estratégias de aprendizagem sobre o tema música. Este tema foi determinado por 
um sorteio realizado no decorrer da terceira etapa operacional. 
35 
A formação do grupo ocorreu em maio de 2000. 0 grupo conta na atualidade com 
11 (onze) adolescentes, sendo 5 (cinco) do sexo masculino e 6 (seis) do sexo feminino , a 
idade dos adolescentes varia entre 13 e 17 anos, sendo que a maioria pertence a famílias de 
baixa renda. Este grupo realiza encontros semanais, cujas reuniões acontecem nas sextas 
feiras das 18:00 as 19:30. 
O trabalho desenvolvido com esse grupo teve como base o objeto de estudo desse 
trabalho, ou seja, a dinâmica de grupo. 
Pois, considerando todas as etapas desse projeto, sua perspectiva sócio-educativa, na 
busca de uma conscientização e atuação crítico-política na sociedade, através do estudo de 
um terna, no caso a música, e o público a quem é destinado, a dinâmica de grupo foi um 
instrumento primordial para o desenvolvimento do mesmo. 
As dinâmicas foram aplicadas respeitando as fases de identidade de cada grupo. 
(apresentação, conhecimento, interpretação) possibilitando vivências, que ao serem 
refletidas e partilhadas resultaram em: aprendizado pessoal e grupal; autoconhecimento 
como ser único e social, compreensão do outro como ser diferente; experiência de permitir 
o outro, participação grupal, a percepção do outro e das partes, tanto da vida como da 
realidade que nos cerca, desenvolvimento da consciência critica, confronto e avaliação da 
vida e da prdtica, tomada de decisão de modo consciente e critico; sistematização de 
conteúdos, sentimentos e experiências, e a construção coletiva do saber. 
Assim, contribuindo para aconstrução e consolidação das relações sociais baseadas 
na solidariedade, na interação, na democracia e no coletivismo dos indivíduos. A 
valorização das experiências de cada um, da emoção, do simbólico, da criatividade, 
permitindo laços de convivência e fraternidade, e a formação de seres inteligentes, com 
visão ampla da realidade natural e humana. 
As dinâmicas são utilizadas para que os grupos ampliem seu conhecimento pessoal , 
facilitem o relacionamento, expressem sentimentos, confrontem idéias, estimulem os 
pensamentos analógicos e associativos, incentivem a comunicação não verbal, busquem o 
consenso, solucionem conflito, caracterizem os tipos de lideranças, explorem a riqueza de 
expressão grupal; despertem o sentimento de solidariedade, de confiança mútua, o 
descobrimento do outro, etc. 
36 
3.2.1 0 processo Grupal 
Para melhor compreendermos e analisarmos como se deu o processo grupal do 
"Crescer & Cia" e percebermos a importância primordial da dinâmica de grupo neste 
trabalho, vamos descrever aqui, de acordo com as etapas de sua operacionalização, o 
processo pelo qual o grupo passou. Além de também podermos verificar as etapas de 
desenvolvimento do aprendizado do trabalho social de grupo, propostas por Miles (1968), 
e as fases da Matriz de Identidade proposta por Yozo (1998), que serviram corno fio 
condutor nesse processo da prática corno estagiária de Serviço Social, como já 
apresentadas no capitulo anterior: 
• Primeira etapa: Formação do grupo 
A formação do grupo se deu através da divulgação por panfletos e cartazes 
distribuídos em escolas próximas à comunidade do SESC Estreito, e na própria 
unidade. Sendo então, o grupo formado por interesse e vontade própria dos 
adolescentes que o procuraram. 
O total de participantes inscritos aqui foram de 20 integrantes, sendo 12 do sexo 
masculino e 08 do sexo feminino. 
Tomando como base a classificação proposta por Yozo, como já vimos, 
respeitando a primeira fase de identidade do eu (eu-eu), aplicamos dinâmicas de 
apresentação, de aquecimento, de relaxamento e de sensibilização, onde estarão 
detalhadas (em anexo: 1). 
Ao serem aplicadas podemos perceber no grupo resultados como na de 
"apresentação", que "quebrou o gelo", ajudando os participantes a se libertarem 
das tensões que acompanham o primeiro momenta no grupo. Como podemos 
perceber nas falas a seguir: 
"Que legal! Meu sobre nome também é C..." (T. 17 anos) 
"Você não disse aonde costuma sair! Eu adoraria saber!" (A.16 anos) 
" Vai.... fala, s6 falta tu! A gente quer te conhecer!" (G. 15 anos) 
37 
"Podem perguntar! Eu respondo, tudo que quiserem!" (T. 13 anos) 
"Ah! Também gosto de fazer novas amizades." (D. 15 anos) 
Além de todos os membros do grupo não passarem despercebidos, favoreceu a 
formação de uma ideia mais clara sobre os participantes do grupo, bem corno de 
seus valores pessoais, dando inicio a relação interpessoal. 
Na dinâmica de "aquecimento", a animação e o aquecimento dos participantes. 
produziam um campo mais relaxado e descontraído para 0 inicio da integração 
grupal. Como por exemplo, na dinâmica "Pássaros no ar", em que eles tinham 
que representar um pássaro em vex), faziam um determinado movimento, e 
assim sucessivamente repetiam corn outros animais, onde "arrancaram" muitas 
gargalhadas do grupo. 
E na de "relaxamento e sensibilização", com a dinâmica "Viagem ao bosque", 
era proporcionado um momento de relaxamento e ajuda na concentração 
individual e coletiva, considerando o ritmo e o limite do grupo. Esta dinâmica é 
desenvolvida da seguinte maneira: com os participantes deitados de forma 
confortável, ern um ambiente escuro Com um fundo musical suave, eles 
começam a viajar ao comando da voz do dirigente (estagiaria), proporcionando 
assim o relaxamento do grupo. Houve vários pedidos por parte dos participantes 
para que esta dinâmica fosse aplicada mais vezes. 
• Segunda etapa: Reuniões com grupos, atividades de integração e captação de 
recursos 
Nesta etapa trabalhamos com a segunda fase da Matriz (eu-tu) , o 
reconhecimento do eu através da aplicação de dinâmicas de percepção de si 
mesmo, percepção do outro / espelho, e a pré-inversão (em anexo: 2). 
Corn estas dinâmicas podemos trabalhar no grupo a percepção de si próprio, 
através de características como a sensibilização, percepção e tipo de 
comunicação, dentre outras. Além de possibilitar ao indivíduo perceber-se 
adequadamente através do outro, existe a possibilidade de colocar-se no lugar 
do outro. 
38 
Temos como exemplo a dinâmica "Siga o chefe", em que enquanto um 
participante eleito pelo grupo fica fora da sala, o grupo escolhe um "chefe". que 
produza comandos de movimentos para eles, para que, depois o participante que 
estava ausente da sala, tente descobri-lo. 
Assim, há a possibilidade de todos os participantes se perceberem através do 
outro, e de também se colocarem no lugar no outro, até porque, o grupo de finiu 
como regras nessa dinâmica: 
• se o chefe fosse identificado, substituiria o lugar do adivinhador; 
• e o adivinhador escolheria o próximo a ser chefe; 
• se o adivinhador errasse, deveria pagar um "mico", dito pelo chefe; 
• e o chefe escolheria alguém para substituir o seu Lugar, e o próximo 
adivinhador. 
Identificamos no desenvolvimento da mesma, a primeira etapa de 
desenvolvimento proposta por Miles. A insatisfação gera um problema, em 
conseqüência de um nürnero considerável de evasões, reduzindo o grupo para 
11 participantes. Sendo agora, 05 do sexo masculino e 06 do sexo feminino. 
Essas evasões só se deram quando chegamos na fase de captação de recursos, 
pois era necessário para cobrirmos a hospedagem na Colônia de Férias do SESC 
em Cacupé, durante a gincana, atividade imprescindível para a continuação do 
desenvolvimento do projeto. Sendo que a forma encontrada para a captação de 
recursos (rifa e barraca colocada na festa junina da Colônia de Férias), foi 
escolhida pelo próprio grupo. 
Já no primeiro encontro do grupo tomamos o cuidado em apresentar o Projeto, 
deixando seus objetivos hem claros, e explicando a operacionalização com as 
suas devidas etapas, além dessas informações já estarem incluídas nos panfletos 
e cartazes de divulgação do grupo. 
Isso nos leva a acreditar que esses adolescentes em evasão, permaneceram no 
grupo até essa etapa por estarem envolvidos corn a idéia de grupo, e em especial 
com o encontro estadual dos grupos de adolescentes do projeto Crescer & cia, 
entre outros fatores naturais do processo grupal. e não envolvidos com a 
gincana, ou com o real objetivo do grupo. 
39 
Assim, quando perceberam de fato o compromisso por ele exigido, e. que não 
vinham de acordo corn as suas reais necessidades, desistiram. Este fator 
ocasionou tensões e insegurança nos que permaneceram. 
Este fato é normal num processo de grupo, onde as pessoas decidem na fase de 
inclusão se querem ou não estar ern urn determinado grupo. E quando acontece 
que os seus interesses individuais não são atendidos naquele grupo e/ou as 
pessoas ainda não pretendem investir no grupo, etas desistem de participar, 
buscando outro que atenda As suas necessidades. Além disso, as inseguranças 
daqueles que ficam é normal, uma vez que alguns autores dizem que as pessoas 
se sentem abandonadas e pensam que são culpadas pela falta de interesse do 
outro. 
"0 grupo é um sistema aberto que está em continua interação e 
movimento. Dessa forma, o grupo está sempre elaborando seus 
próprios mecanismos de defesa para a manutenção de seu sistema. 
0 grupo procura sempre atingir um equilíbrio entre as ansiedades, 
desejos, expectativas de seus diferentes membros. Quando este 
equilíbrio não ocorre temos a emergência do conflito no grupo. 0 
conflito pode se dá de várias formas, nem sempre explicita. Se o 
grupo não consegue se reequilibar, poderemos ter algumas reações 
grupais tais como: subagrupamento,fracionamento, saturação, 
saída de participantes, bodes-expiatórios, ou mesmo a sua extinção. 
As reações no grupo são formas de defesa do grupo na tentativa de 
manter a sua homogeneidade, são formas de pressão para 
preservação e consecução de seus objetivos, hem como para criar 
um clima de uniformização. Portanto, tudo aquilo que vem ameaçar 
o equilíbrio do grupo tell sempre uma resposta , habilidosa ou não, 
mas terá sempre uma resposta." (Castilho, 1982) 
• Terceira etapa: Pré- gincana, gincana e distribuição dos temas a serem 
estudados 
A distribuição do tema a ser estudado pelo grupo, no caso a música, foi 
determinado por um sorteio realizado no decorrer desta etapa. 
Considerando o tensionamento causado pela insatisfação dos grupos com a 
desistência de parte dos seus integrantes e até mesmo com suas atitudes corno 
participantes dentro do grupo, após terem avaliado seu desempenho na gincana, 
mostraram a necessidade de conhecer e de experimentar novos 
40 
comportamentos, propondo soluções alternativas para resolverem, o que 
encararam como um problema de motivação causado pela redução do grupo. 
Podemos perceber o grupo nesta etapa, passando por uma transição (do deixar 
de ser, ao vir a ser), confirmando a segunda etapa do desenvolvimento proposta 
por Miles( J 968), a escolha de novos comportamentos. 
Ficou visível nos depoimentos dos adolescentes, em uma dinâmica avaliativa 
que realizamos após o término da gincana, para avaliação do grupo, os 
resultados obtidos até aqui, do trabalho desenvolvido, principalmente através 
das dinâmicas, considerando que esses conceitos apresentados através desses 
depoimentos a seguir, foram trabalhados através dela (anexo:3): 
"1- Todos nós devemos ter mais respeito um com o outro. 
2- Devemos levar o grupo mais a sério corn mais carinho, amor, respeito e 
compreensão. 
3- Podemos tentar ser um grupo mais unido. 
4- Que a D 	 e o T 	tem que se respeitarem no grupo e respeitarem o 
grupo." 
(G. 15 anos. e A. 16 anos) 
"1- Em Cacupé não foi só porque ficamos em 8° lugar que choramos, nós 
competimos até o fim. 
2- Nós ficamos feliz fora - todas as brigas entre algumas pessoas. 
3- Tudo bem que a gente ficou em 8° lugar mas nos divertimos pois o 
importante é competir." 
(A. P. 13 anos) 
"- É preciso aprender a ter mais atenção e respeito com o outro e com você 
mesmo. 
Todos precisam aprender a ser um grupo unido e agir como uma verdadeira 
equipe. 
Uma andorinha sozinha não faz verão então todos devem agir com um todo, 
pois o grupo não é feito de partes. 
41 
- A D 	tem que aprender ouvir os outros, aceitar as criticas construtivas e 
não explodir em argumentar antes. 
- O senhor T.... não deve debochar das pessoas e tirar sarro da cara do outro, 
temos que aprender a nos controlar." 
(T. 17 anos, e T. 13 anos). 
"1- Cheguei no grupo e vi várias pessoas legais. 
2- Pessoas que, acham que, vale a pena se unir, um com o outro. 
3- Para falar sobre tudo que é certo e tudo que é errado." 
(K. 15 anos, e B. 14 anos) 
Todos estes depoimentos nos mostram que os integrantes deram feedback uns 
aos outros, e de como é fundamental para a manutenção e existência de urna 
relação interpessoal construtiva. 
válido ainda ressaltar aqui, que ao final de todas as dinâmicas aplicadas e 
das reuniões, realizamos urna avaliação. Considerando que a dinâmica para a 
avaliação realizada ao final das reuniões é sempre a mesma. 
E foi criada pelo próprio grupo, aqui nesta etapa, como resultado da avaliação 
que vimos acima, após o término da gincana, com o objetivo de melhorar o 
grupo. 
Esta avaliação foi chamada pelo grupo de "altos e baixos", e sua dinamização 
se deu através da troca de feedback, sempre incentivado pelo estagiário de 
Serviço Social, onde cada integrante coloca para o grupo, o que considerou 
como pontos altos do encontro, e o que considerou como baixos. 
• Quarta etapa: Estudos e estratégias de aprendizagem sobre o tema proposto 
sorteado: 
Nesta etapa é onde o grupo se encontra hoje, estudando e criando estratégias de 
aprendizagem sobre o tema música. 
Nesta etapa percebemos a continuidade do desenvolvimento da aprendizagem 
social do grupo, como vimos com Miles (1968), com a terceira etapa (prática de 
novos comportamentos), a quarta etapa (que consiste na obtenção e indícios dos 
42 
resultados), a quinta etapa (generalização, aplicação e integração), e também a 
sexta (novas insatisfações, novos problemas) . 
Quando o grupo sente que o objetivo para o qual ele foi constituído está sendo 
finalizado, somado com a desistência de alguns integrantes, leva-os a pressupor 
possivelmente a extinção do grupo. 
Até mesmo porque o grupo está se encaminhando para a última etapa do 
projeto, o que teoricamente poderia significar a separação do grupo, surge 
sentimentos e reações grupais, de medo, inseguranças, como podemos 
identificar nos depoimentos de alguns integrantes, realizados em urna dinâmica. 
(anexo:4): 
"Eu ficarei muito desapontado se ao final...desse mês, não aparecer mais 
ninguém, para formarmos um verdadeiro grupo, e ai sim, podermos começar a 
fazer um trabalho sério, onde possamos progredir mais e mais. 
Eu sentirei muito alivio se no fim, esse grupo... .conseguir superar todos os 
obstáculos e chegar onde todos nós desejamos." 
(T. 13 anos) 
"Eu ficarei muito desapontado se ao final.. .do grupo as pessoas que eu conheci 
se esquecerem de mim, ao final do mês não existir mais o grupo e se ao final do 
ano a maioria das pessoas que participam do grupo saírem de maneira 
proposital. Eu sentirei muito alivio se no fim, esse grupo...que todos os 
integrantes do grupo aprendessem tudo e todas as coisas que nos ensinaram. E 
sentirei muito medo se algum dia eu vier a magoar alguém." 
(A. 16 anos). 
"Eu ficarei muito desapontado se, ao final.. ..do ano não ver o pessoal todo aqui. 
Eu sentirei muito alivio se no fim, esse grupo....que esse grupo não se acabe, 
que no fim do ano todos os estão hoje estejam, que eu fique até o final do ano." 
(D. 14 anos). 
43 
"Eu ficarei muito desapontado se ao final... .da semana não tiver encontro do 
grupo no SESC porque lá tenho amigos. Eu sentirei muito alivio se no fim, esse 
grupo. ..não acabar." 
(A.P.13 anos) 
"Eu ficarei muito desapontado se, ao final...do ano, o grupo todo não tenha 
amadurecido mais e que todo mundo não tenha encontrado realmente o seu "eu" 
para melhorar o que quiser. Eu sentirei muito alivio se no fim, esse grupo...no 
próximo encontro, não de por minha falta e que na próxima reunião todos 
esperem que eu esteja presente." 
(T. 17 anos) 
Nestes depoimentos fica claro a já integração do grupo, e o medo ainda presente 
pelo tensionamento causado com a desistência de parte dos seus integrantes na 
segunda etapa do projeto, como já vimos. 
Sendo as dinâmicas aqui trabalhadas, com a terceira fase de identidade, o 
reconhecimento do tu (eu-tu), permitindo verificar até onde o indivíduo percebe 
o outro e o quanto se inverte os papéis. E ainda ligados à esta fase, consideramos 
as dinâmicas que apresentam características de comunicação e integração (eu-
ele x eu-nós), como as de inversão de papéis, personagens ou papéis, e os de 
identidade grupal / encontro. Possibilitando, ao indivíduo se colocar no lugar do 
outro e vice-versa, verdadeiramente, e de ainda promover a identidade e coesão 
grupal (anexo:5). 
Citamos como exemplo, a dinâmica do "Jogo do detetive", em que cada 
participante criou um personagem para representar dentro de urn contexto 
determinado por eles, e que depois foram distribuídos, através de urn sorteio, os 
papéis de vitimas, detetive e assassino. Sendo que todos os participantes 
passaram por todos os papeis, possibilitando aos indivíduos se colocarem no 
lugar do outro. 
Acreditamos ser válido também, citarmos aqui, as estratégias de aprendizagem 
sobre o temamúsica, desenvolvidas pelo grupo: 
44 
1) A busca de materiais bibliográficos, sobre o que cada um achava de mais 
interessante na música. (anexo:6); 
2) Assistir ensaios de bandas (Mr. Joker e Legião Urbana II), e concertos do 
Projeto Sonora Brasil do SESC (Orchesis Manhatan, e o duo Joaquim Abreu e 
Paulo Passos) (anexo:7) e conhecer o programa da TV Barriga Verde 
(Esquenta), alem de realizar entrevistas com os mesmos (anexo:8): 
3) Encontro corn uma equipe de profissionais, (formada por psicólogo, 
ginecologista e músicos, além da participação de alguns universitários, e a 
organização do encontro, por parte da estagiária de Serviço Social do SESC 
Estreito) com o objetivo de discutir e esclarecer para os adolescentes a relação, 
muitas vezes "rotulada", ou seja, pré-concebida, entre a música e as drogas 
(anexo: 9); 
4) Aprendendo a compor uma música, com o vocalista da banda Mr. Joker, na qual 
resultou uma composição, feita pelo grupo. O grupo se encontra hoje buscando 
acertar detalhes da melodia. (anexo: 10); 
5) Conhecendo a história da música, corn o vocalista da banda Mr. Joker (prevista 
para julho deste ano); 
Assim, os aspectos da realidade vivenciados nessa experiência de estágio nos 
possibilitou, através de conexões entre a teoria e a prática, constatarmos a importância da 
aplicação da dinâmica de grupo como instrumento interventivo primordial no trabalho corn 
grupos. Pudemos observar como resultados da aplicação dela, no grupo, a expressão de 
sentimentos, o confronto de ideias, a busca de consenso, o descobrimento do outro, entre 
outros, como já vimos neste capitulo. 
45 
CONSIDERAÇÕES FINAIS 
O trabalho que aqui se encerra não se propôs apenas a cumprir uma exigência 
acadêmica para atingir um titulo profissional, mas sim apresentar a importância da di námica 
de grupo como instrumento interventivo da prática profissional do Serviço Social. 
A prática de estagio junto ao SESC constituiu-se num processo de trabalho 
extremamente rico, ã medida que nos proporcionou um aprofundamento das questões teóricas 
apreendidas na sala de aula, em contribuições de outros profissionais, e nas supervisões. 
Somado a gama de experiências vivenciadas no estágio, com a participação em vários 
programas e projetos. 
Este trabalho de Conclusão de Curso se deteve a explorar a questão referente a 
aplicação da Dinâmica de Grupo como instrumento interventivo, no desenvolvimento do 
processo grupal, através da experiência de estágio, junto ao "Projeto Crescer & Cia". e da 
realização de pesquisas, onde conseguimos perceber e analisar a influência positiva da 
aplicação desta prática interventiva. 
Atendendo as perspectivas do Serviço Social, onde foram analisados os aspectos da 
realidade nessa experiência, tornando possível através desses elementos constituir o projeto de 
intervenção, através de conexões de forma dialética entre a teoria e a prática. 
Considerando assim, a Dinâmica de Grupo, imprescindível e de grande importância 
para trabalhar com as relações sociais, baseadas na valorização, integração, auto-
conhecimento, entre outros..., oportunizou aos integrantes suprirem suas necessidades para 
enfrentarem as condições de vida, no seu contexto social. 
0 "Projeto Crescer & Cia", com sua perspectiva sócio-educativa, também procurou 
buscar uma conscientização e atuação crítico-política na sociedade, através do estudo do terna 
música. 
Essa "análise" aprofundou as categorias "adolescente" e "dinâmica de grupo", já que, 
avaliando as atividades executadas durante o processo grupal, podemos perceber a carência de 
produção teórica e / ou da sistematização da prática do Serviço Social atuais, referente ao 
46 
trabalho com grupos. E também a falta de um projeto de intervenção do Serviço Social, 
multidisciplinar ou não, para a aplicação da Dinâmica de Grupo, nas organizações. 
0 referido estudo nos levou, como estagiárias do Serviço Social, a buscar subsídios 
teóricos acerca desse instrumento interventivo, onde foi possível fortalecer realmente, através 
da conexão entre a teoria e a prática, que a aplicação desse instrumento, potencializou o grupo 
para o aprimoramento da subjetividade e no próprio processo de maturidade, educação e 
construção do conhecimento e da prática social. 
Assim, a Dinâmica de Grupo resultou para os adolescentes, como potencializadora na 
busca da valorização das experiências de cada um, permitindo laços de convivência e 
fraternidade, a formação de seres inteligentes com uma visão ampla da realidade natural e 
humana, contribuindo para a construção e consolidação das relações sociais na solidariedade, 
na integração, na democracia e no coletivismo dos indivíduos. 
Por fim, consideramos que uma vez que o Serviço Social atua diretamente com grupos. 
pensamos ser essa urna vertente promissora do Serviço Social, pois a experiência, dentre 
outras, de trabalho grupal, abre espaço para a possibilidade do trabalho interdisciplinar e para 
discussão de questões como a cidadania. 
Não justificando assim a carência de conteúdos teóricos e experiências sobre o trabalho 
com grupos no curso de Serviço Social, já que para a aplicação do instrumento interventivo. 
Dinâmica de Grupo, a vivência da mesma se faz necessária para subsidiar a prática 
profissional nesse campo. 
Assim, como acadêmica do curso de Serviço Social da UFSC, esperamos que este 
trabalho seja um impulso para que novos trabalhos nessa area sejam elaborados. 
47 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
ABERASTURY, Arminda. Knobel, Maóricio. Adolescência normal. Trad. Suzana Maria 
Balhve. e ed. Porto Alegre: Artes Médicas, 1998. 
CASTILHO, Áurea. Dinâmica de grupo e psicoterapia de grupo: visão organizacional e 
clinica. Recife: FASA, 1982. 
FAU, R. Crianças e adolescentes: grupos e amizades. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura. 1962. 
FRITZEN, S. I. Exercícios Práticos de Dinâmica de Grupo. Petrópolis: Vozes. 2000 
GESELL, A. E OUTROS. Las relaciones interpesonales el nina de 5 a 16 anos. Buenos 
Aires: Paidós / Biblioteca Educación Contemporânea, 1967. 
GONÇALVES, A. M. e Perpétuo, S. C. Dinâmica de Grupos na formação de lideranças. DP 
& A.1998. 
LIMA, L. O. Treinanzento ern Dinâmica de Grupo no lar, na empresa, na escola. Petrópolis: 
Vozes. 1970. 
MINICUCCI, Agostinho. Técnicas de trabalho de grupo. 2 ed. São Paulo: Atlas S.A. 1992. --- 
MORENO, J.L. Psicodrama. São Paulo: Cultrix, 1975. 
OSÓRIO, L. C. Grupos: teorias e práticas- acessando a era da grupalidade. Porto Alegre: 
ARTMED. 2000. 
PICHON-RIVIÈRE, E. Del psicancilisis a la psicologia social. Buenos Aires: Nueva Visión, 
1975. 
PLAITS, Autodescoberta divertida: uma abordagem da fundação Findhorn para desenvolver 
a confraternização nos grupos. São Paulo: TRIOM, 1997. 
SESC, Serviço Social do Comércio. Histórico da Instituição. Florianópolis, SC: 1999.( 
Documento digitado). 
SESC, Serviço Social do Comércio. Estrutura programática. Florianópolis, SC: 
2001.(Documento digitado). 
YOZO, RY.K. 100 Jogos para grupos. São Paulo: Agora, 1998. 
WERNER, A. Projeto Crescer &Cia. Florianópolis. SC: 2000. (Documento digitado). 
ZIMERMAN, D. E. e Osório, L. C. Como trabalhamos com Grupos. Porto Alegre: ARTMED. 
1997. 
ANEXOS 
ANEXO 1 
Arremesso de Travesseiro ( apresentação e de abertura) 
(É necessário um travesseiro ou almofada.) 
Formem um circulo para este jogo chamado 'Arremesso de Travesseiro.' 
Para ajudar a aprender o nome de todos, eu vou começar dizendo meu nome e jogando a 
almofada para alguém, que sera a próxima pessoa a dizer seu nome para o grupo e a jogar a 
almofada para alguém mais. 
( Depois que todos os participantes tiverem dito seus nomes para o grupo uma ou duas 
vezes, continue com as seguintes instruções.) 
Agora, para dar um reforço, eu vou dizer um nome e jogar a almofada para essa pesssoa, 
que por sua vez, chama o nome de outra pessoa jogando a almofada para ela; vamos fazerisso ate que todas as pessoas tenham sido chamadas. 
( Conplete o jogo quando o nome de todos tiver sido chamado uma ou duas vezes.) 
( Quando terminar, convide os participantes a falar sobre sua experiência com esse 
exercício.) 
Fonte: Platts, D.E.Autodescoberta Divertida: uma abordagem da 
Fundagao Findhorn para desenvolver a confiança nos 
grupos. Sao Paulo,TRIOM.1997. 
Aplicada por: Daiany C. de Oliveira 
Pássaros no Ar ( Primeira fase- Aquecimento) 
a) grupo em circulo, sentados; 
b) senha do dirigente: cada vez que mencionar o nome de 1 pássaro, todos devem erguer a mao 
direita e fazg-la flutuar, imitando um pássaro ern v80. Se mencionar um grupo de pássaros, 
ambas as macs deverao flutuar. Se mencionar urn animal que nao voe, clever& ficar imóveis, 
com as macs sobre os joelhos; 
c) quem errar, permanece no grupo, sem participar diretamente, mas colabora com a 
f iscalizaçao; 
d) comentários. 
Exemplo: 
"Esta manha levantei-me cedo. O dia estava magnifico. O sol da primavera animava toda a 
natureza e os póssaros ( duas maos) cantavam sem cessar. to abrir a janela do quarto, um 
pardal ( mao direita), sem cerimonia, invadiu a casa, pertubando o gato ( rnaos nos joelhos)... 
Fonte; Yozo, R.Y.K. 100 Jogos para grupos. Sao Paulo, 
Cultrix.1998. 
Aplicada por: baiany C. de Oliveira 
Viagem a um bosque ( Primeira fase - Relaxamento/ sensibilizagao) 
a) cada participante procura um local da sala para se deitar, de forma confortável, 
procurando soltar as tensões do corpo; 
b) a partir deste momento, o Dirigente dará as consignas ( ao comando de sua voz), e cada 
um deverá imaginar ( tentar visualizar) cada comando; 
c) "seu corpo começa a ficar leve (...), cada vez mais leve (...) e você começa a levitar, 
saindo da sala ( atravessando o teto). Levita sobre a cidade(...), afastando-se dela até 
aproximar de um bosque, ou de algum outro lugar tranqüilo que gostaria de estar (...). 
Procure ver este lugar ( deixar aflorar a imaginação de cada um). Veja como é este 
lugar, ele tem árvores? mata? pássaros? flores? (...). Voce ouve o barulho de Aguas 
cristalinas? (...) Tente ouvir o som desse lugar (...), você esta sozinho? (...) etc." 
Daiany Oliveira. 
Nota: Após um determinado tempo, solicitar a cada participante que se despeça deste lugar 
e, lentamente, o dirigente deve conduzi-los ao caminho de volta ( repetindo o processo de 
forma inversa), respeitando o ritmo de cada um. 
d) no final, cada participante comenta a experiência vivida. 
Fonte: Yozo, R.Y.K. 100 Jogos para grupos. sao Paulo, 
Cultrix.1998. 
Aplicada por: Daiany C. de Oliveira 
ANEXO 2 
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Fonte: Yozo, R.Y.K. 100 Jogos para grupos. Sdo Paulo, 
Cultrix.1998. 
Aplicado por: Daiany C. de Oliveira 
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Fonte: Yozo, R.Y.K. 100 Jogos paro grupos. Sao Pau1o, 
Cultrix.1998. 
Aplicada por: Daiany C. de Oliveira 
ANEXO 3 
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ANEXO 4 
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ANEXO 5 
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Fonte: Yozo, 12.Y.K. 100 Jogos pare grupos. _Sao Paulo, 
Cul -t-rix.1998. 
Aplicada por: Daiany C. de Oliveira 
PRUI 
(jogo de Confiança e de Folia) 
(Voce pode optarpor ser Prur, ou quando o jog° jel liver começa-do, aponte alguém para ser Pruf'.) 
0 nome deste jogo é 'PM', nome de um monstro mitológico que 
não fala. Este é um jogo de confiança e de intuição. 
Uma pessoa é secretamente 
designada para ser 'Prui'; esta vai 
ficar parada, sem dizer nada. 
Todos os outros vão andar pela sala, de olhos fechados, procu-
rando por 'Pre. Quando você encontrar alguém, pergunte: "Prui?" 
Se a pessoa não for 'Prui', ela responderá. "Prui". 
Como 'Pair não fala, quando você encontrar alguém que não 
responda, você saberá que encontrou 'Pi -uí'. Dê as mãos a 'Prur, abra seus olhos e 
comece a formar uma corrente com 'Prui'. Alguma 
dúvida? Prontos? Comecem. 
(Para conduit-, convide os participantes a falar sobre sua exper-iência do exercício.) 
Fonte: Platts, D.E.Autodescoberta Divertida: uma abordagem cla 
Fundago Findhorn para desenvolver a confiança nos 
grupos. Sao Paulo,TRI0M.1997. 
Aplicada por: Daiany C. de Oliveira 
ANEXO 6 
Pagina da W 
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INTRODUQÃO 
A guitarra estabeleceu-sedurante o século 20 como o mais popular instrumento do mundo. Por ser adaptável, portátil, atrativa e versátil, tem sido usada em um ilimitado número de estilos. É um dos mais práticos instrumentos de corda, para se tocar tanto solos quanto ritmo. 0 som da guitarra pode ser ouvido cm todos os países de todos os continentes, com uma inigualável diversidade. 
A GUITARRA MODERNA 
Depois de mais de 150 anos, ela mudou radicalmente. De um pequeno instrumento com um som delicad o. baixo volume, é agora rica em timbres e dinâmica. Alguns desenhos de guitarra, tem se tornado verdadeiros lc:ones. e ela tornou-se hoje um elemento essenciat para a música. Originada na família dos instrumentos de cordas antigos, as primeiras guitarras, apareceram na Itália e na Espanha durante a Renascenssa, e dai espalhou-se gradativamente pela Europa. A Espanha O o berço da guitarra clássica moderna, que emergiu durante o século 19. Neste período ocorreu também o desenvolvimento das cordas de aço, e o aparecimentos de guitarras flat-top e das archtop na América do Norte. Os modelos elétricos foram lançados em 1930 como resultado de experimentos com a amplificação de instrumentos. Durante o século 20 ocorre a popular-impel() da guitarra em todo o mundo, e que coincide com o desenvolvimento das técnicas de 
gravação. 
ESTILOS MUSicAIS 
Hoje a guitarra é usada em uma grande variedade de formas e estilos de composição, aparecendo desde a música Barroca, passando pelo Jazz, Blues e ate o Rock'n Roil. Certos géneros musicais tem uma associação imediata com a guitarra, em particular o flamenco, o country, o blues, o pop e o rock. Nos últimos 70 anos, a guitarra tornou-se o mais popular instrumento para solos e acompanhamentos, tanto para artistas 
solos, ou para banda. 
TRADIÇÃO INICIAL 
No inicio do século 16. apareceu em urn livro uma descrição, que seria para um instrumento chamado vihuela. Os compositores escreviam peps para saran) executadas diante da Corte Real e dos membros da Aristocracia. Neste tempo, em muitos países da Europa, a guitarra era usada por músicos profissionais. Era também tocada como fundo para as apresentaçées teatrais. 
O DESENVOLVIMENTO 
Durante o século 18, o uso frequente do piano e de outros instrumentos de teclas afetaram a popularidade da guitarra. Entretanto, com o desenvolvimento de técnicas, e o surgimento de uma nova geraçãO de virtuosos, levaram ao ressurgimento da guitarra (fim do século 18 e inicio do 19). 0 uso de cordas (micas, ao invés de pares de cordas, facilitou a execução, e artistas como Dionisio Aguado, Mauro Giufiani e Fernando Sor produzfram mimic= repletas de virtuosismo. Duranté o século 19, a guitarra tomou-se mais popular, com vários rn4lodos de execução, e com um grande repertório. Francisco Tarrega foi uma figura chave tanto como executor como professor. Neste tempo, novos instrumentos foram desenvolvidos por Antonio de Torres, que levaram a guitarra a um novo nível. Tarrega influenciou uma escola de artistas que fundaram a 
http://alunos.santacru7 	2.br/guitarra/hist_intro.htm 
OS/08100 
 
Estilo 
 
 
• :••• • • • • • ••••:, • "I 	 00.1^ 	 . 	 ,•i•••*•!'"fierV•1191 ,e7. 1 .0 	kalli4±927WAYMMAILIVENI 
O estitn Arintfirl redo cra7vrarlion é principalmente o trance e n techno NO'n rarameniP 
mistura dos dois estilos. Min é caracteristica do Duo se fre.ar a renas em um par,i0o MLIFiCal Suas 
cnryi rtoe j f:Fv:.s h e 1. 1.7eq saffIl da esfera trance e invadem o antitTo (e atual) technopor corn o requ i nt e 
de modernos Bros e samplec. Ambient music, hi beat e disco silo usados como innuemcia dircla 
em Fing composir,q. q ue em .2eral Sfin caracterizadas pela sonoridade. melodia e 
notoriamente direcionado as pistas. 0 crazvíact ion n;i0 ra7. no de sons extremamenie pesados. 
dissonantes ou muito !..,,raves (à exce c :In das latidas'). A música (IA va7à- o principalmente ao ritmn, 
caractcristica dominante do cstiln 
\ 
- 
11)— 
Ac• C No 
Formaçdo 
' 
Os- )-.C\Q,0- a? CYfa--iCir-V 
1 
•-vo,xxxi cceyypt.INLÇA.Q ctn-ycuu),(1 !n 
cksz. Jadta 	 C003:0)/rg-c01.10/ 
PRIP:C 
Pac , ina da V■,/ 
ti 
O contratiaixo e O .FiUCO instrument° Li ;; ;.i ¡Lis 
esta em visível evolução. Já não é mais aquele instrumento guy 
não aparecia e tinha uma função exclusiva de apoio . 
Hoje, formam-se grupos só COm contrabaixos. como o franc -6 
L'Orchestre de Contrabasses, jovens estudam o repertorio solista 
e eventos como os Encontros Nacionais de Contrabaixos provam 
ascenção do bail:). 
No campo da música popular essa evolução é ainda maior. A unfit 
dia novas técnicas dc execução surgem como, por exemplo, o use 
de 3 dedos na mho direita, ou tocar coin a mão direita 
diretamente sobre o espelho, c muitas outras CIlie estão semi 
utilizadas pelos grandes nomes do contrabaixo. 
isso faz com clue o baixo evoiva na sua concepção. use cordas, 
espelho e reguiagens -muito diferentes das antigas. e apareea 
vez mais nos gramg;- • 
Captadores são aperfeiçoados c as gravações COM baixo acústi 
estão cada vez melhores exigindo clareza de timbres e cores. Os 
amplificadores também tent evoluído bastante c in se pode if.. - 
urna boa resposta cm apresentacões ao 
Você pode me encontrar através do Mirabilis 	869376:", 
Webmaster Luiz fiGi7 
I Historia I Cuidados I Downloads I Citi .as & Tabiaturas I Baixo Acústico I 
jO Contrabaixo Ideal I Erudito X Popular I Guestbook I Baixo Brasil I Leo Fender' (=his:ill -v.:act...-. I 
I Partes do Contrabaixo I Baixos que Marcarain_L:poca j V:411) I k-oneur— I 
httryliwvAv ge(Kities.c,nmiSunsetStriptPitwY/Oillaiv.oar: btm 
	 I I ink inn 
[ DaNdY Parker 1 [ uiI ] r. Amigos J [ Sax e Flauta 1 r Charlie ParL'or 1 r rhirle rnrcan• 
[ D_CO Pastorius 3 [ Icq [ rvip3 31 Links 1 r .Chat 1 I - "St.iff" 
O que é um saxofone? O que e uma flauta? complicado? Como funciona? Tern 
mais de um tipo? 
Aqui eu vou responder todas cssas suas perguntas sobre o ! -;%”'f:Ifrylr! 
0 Sax 
Aquele instrumento lindo mais usado em jazz que todo mundo morre de vontade 
de tocar. Simples. E essa a definição de um sax? Popularmente sim, rria rla 
verdade não. 
Sim, é verdade que todo mundo tem vontade de tocar saxofone urn dia eft? 
mais usado em jazz. Mas isso é muito superficial e ninguém nunca sane disse. 
Não, eu não parti para uma critica sociedade que não sabe como f!Jr1C.1":1 '!nl 
sax. Por que saberia? Do mesmo jeito quo se aparecerem com um Maternitirn 
super expert na minha frente eu vou boiar porque de Matemática so sei vi riu 1-rwl" 
mundo sabe. 
Mas se você entrou aqui é porque quer saber mais sobre o saxofone e a fialot:, 
então minha função é explicar. 
O saxofone é basicamente constituído de três partes: o corpo dele, o tuder 
boquilha. O corpo seria etc inteiro menos a "curvinha de cima", o hide! a "rt , r ,, inn ,1 
de cima" e a boquilha o lugar onde se assopra. 
No corpo do sax ha vários botões, bem confusos de se saber onde fica cada dedo, 
mas fácil de entender como funciona. 
Cada botão que você fecha a nota fica um pouquinho mais ora.ve (para quem já 
entende de música, desce meio torn). Como existem doze notas e temps so do7 
dedos, há vários atalhos, então normalmente quando você fecha urn dedo em 
seguida do outro você fecha um torn inteiro. Como? Você pula um botão7inho, rule 
é fechado pelo botão seguinte por meio de um mecanismo. E para fechar só meio 
tom? Você usa um mecanismo normalmente na outra mão em algum lunar muite 
sem nexo onde o seu dedo já esteja que tem uma ligação com o botãozinho 
desejado e ele é fechado. 
Pra quem já toca algum instrumento de sopro (mesmo que seja flauta doce - 
conta!), imagine que você esta tocando um sol. Isso seriam os três primeiros 
buraquinhos fechados junto com o debaixo. Se você fechar o proximo furinho (corn 
o dedo indicador da mão direita) você consegue um fa. Mas um fa é muito grtfe, 
você quer um fa sustenido ou um sol bemol (que são a mesma coisa, pois ha so 
uma nota entre o fa e o sol.Bemol implica cm meio tom abaixo e Sustenido em 
meio tom acima. Se você tem um cm entre dois pontos e você faz 	0,5 cm e 
0,5 cm os dois vão chegar no mesmo lugar, não vão? Então você entendeu - 
espero!). Você usará o dedo médio da mão direita que no sax tern uma ligacão 
especial com o botãozinho que fecha meio tom depois do sol, conseguinto um sol 
bemol ou fa sustenido. E o dedo médio la, fechado, desafina alguma coisa? Não. 
Viu que legal? Ha vários jeitos de se chegar numa mesma nota no saxofone por 
causa desses mecanismos, e isso é muito útil para tocar coisas rápidas. 
Mas agora a gente chega na pior parte: assoprar, Sera que isso é o mais difícil : 
depois de tanta complicação com atalhos, tons e meios tons? Simi 
Mas o que que acontece de tão complicado ai? 
E simples: não se toca saxofone sem soprar, e não sai som de saxofone direito sem 
http://www.eeocities.com/--danielape/saxe.htm 	 1 I /08/00 
existir a boquilha e a palheta, pelas quais você sopra. O (pie ar.onl= 6 orie 6 
muito difícil pegar a embocadura (não dá pra explicar como é na Internet. tPriA 
ser pessoalmente). 
E para afinar um sax você coloca a boquilha mais ora frentp ruiouya al7) nr-.7, tr-7.ic7 
fazendo o sax ficar mais comprido ou cur -to, mudando o som para quo clo afino (.7rn 
os outros instrumentos. 
Mas cu acho que deu pra entender como um saxofone funciona, no deli? 
Ah! Existem quatro tipos (os mais usados - existem mais alauns mas não t:^rn unol 
de saxofone: 0 Soprano, Alto, Tenor e Baritono. 
Quaisquer dúvidas e sugestões... Me mande um e-mail! 
.t. 
• — 
IS a x Soprano 
!Este aqui é um sax soprano, o sax reto. Ele não é torto como 
i todos os outros porque ele não é tão grande assim, já que ele1 
1pega mais ou menos do do central do piano pra cima. 
! Bem, na verdade ele vai do seu Sib (Lab do piano - o logo 
labaixo do do central) ao seu Fá# (o Mi do piano, três oitavas 
iacima do dó central) sem contar harmônicos. Ele é afinado em 
"Sib (isso quer dizer que um do tem som de sib). 
jO Sax Soprano é usado muito em músicas mais calmas e 
;suaves ou músicas que têm que ser agressivas, sendo mais 
;usada a boquilha de massa para um som suave e a boquilha 
1de metal para um som agressivo. 
1 
1Saxofonistas Sopranos: Kenny G, Wayne Shorter, Michael 
1Brecker, Bob Mintzer, Jan Garbarek, Mauro Senise, Stevie 
!Wilson, Brandford Marsalis, Vinicius Dorin, Carlos Malta, 
;)Roberto Sion, Teco Cardoso. 
IrSax Aito 
h Esse aqui é o saxofone que todo mundo que começa a 
aprender toca. Para muita gente que toca sax ele fica com um 
aspecto de "sax de iniciantes", mas não é não. 
Boa parte dos profissionais tocam sax alto. 
Ele não é mais fácil do que os outros, só é mais pratico para 
começar por causa do tamanho e preço. 
1
0 _ Sax Alto também vai de seu Sib ao seu F#, mas no piano 
são equivalentes ao Dó# pra baixo do do central e o Mib duas 
l oitavas acima do d6 central,sem contar harmônicos. Ele é 
!afinado em Mib (isso quer dizer que um do tem som de Mib). 
'Saxofonistas Altos: Charlie Parker, Phil Woods, Paquito 
D'Rivera, David Sanborn, Paul Desmond, Proveta, Scott Mayo, 
!Leo Gandelrnan, Jan Garbarek, Mane Silveira, Mauro Senise, 
,!Grover Washington Jr., Stevie Wilson, Eric Marienthal, Julian 
i (Cannonball) Adderley, Ernie Watts, Kenny Garret, Vinicius 
Dorin, Carlos Malta Roberto Sion, Teco Cardoso. 
't• 
• r: 
+Sax Tenor 
!I Este aqui é "o" sax. 
401, 
http://wx,vw.geocities.corn/—dallielapg/saxe.htm 
11/08/00 
Quase todos os saxofonistas de jazz tocam sax tenor, sendo o sax mais popular de todos. 
Ele também é afinado em Sib (isso quer dizer que um dó tem 
som de Sib), chegando nas mesmas notas que o soprano, mast 
Itk's uma oitava abaixo. 
I 	
Saxofonistas Tenores: Michael Brecker, Bob Mintzer, Wayne ; 
-; 
4• 	Shorter, Joe Coltrane, Joe Henderson, Stan Getz, Eric Dolphy, 
•i 1. 	Sonny Rollins, Joe Farrell, Coleman Hawkins, Stanley 
Turrentine, Dexter Gordon, Hermeto Pascoal, Bob Sheppard, 'Steve Kujala, Lenny Pickett, Vinicius Dorin, Carlos Malta, 
	 Roberto Sion Teco Cardoso. _ 	 _ 	_ 
Sax Barítono 
Este sax é afinado em Mib como o Alto, chegando nas 
mesmas notas que ele uma oitava abaixo. 
Alguns sax barítonos têm uma "chave de la", isso quer dizer 
que eles chegam no lá grave depois do Sib (o equivalente a um Sol). 1 
0 Sax Barítono é muito usado em naipes (vários sax tocando 
várias notas formando um acorde), fazendo a voz de baixo ou dobrando a primeira voz oitava abaixo. 
Ele também é usado sozinho, mas não é muito comum. 
Saxofonistas Barítonos; Gerry Mulligan, Nick Brignola, Pepper Addams, Stephen Kupka, Ubaldo Versolato, Vinicius Dorin, 
Carlos Malta, Roberto Sion, Teco Cardoso. 
A Flauta 
tr„' 	ya&x,i3Ogiitggrsof4 
.14 
Bem, a flauta funciona basicamente que nem o saxofone (dêem uma olhada no texto do sax porque é muuito complicado para eu explicar duas vezes). A diferença é que a embocadura dela é trinta vezes mais complicada. flauta também é composta por três partes, o corpo (quase toda), o final do coroo (não sei se la' tem nome de verdade - é onde fica o dedinho da mão direita, st5 pnra s notas mais graves) e o bocal (onde se assopra). 
no bocal que se mexe para afinar - a flauta,' com o mesmo principio do sax, mais ra trás ou mais pra frente para a flauta ficar mais comprida ou curta e o som ficar ais grave ou mais agudo. 
flauta chega do do (o do central do piano - com ela todinha fechada) ao dó urna itava acima. Depois disso ainda se têm mais quatro oitavas, mas são todas ! armônicas. 
'D que quer dizer harmônico? 
iocê faz na flauta uma posição se sol. Se você assopra normal, sai o sot da rimeira oitava. Se você assopra mais forte sai o sol da segunda oitava. Se você ira o dedo de baixo e assopra mais forte ainda sai o sol da terceira oitava. sso acontece com todas as notas, mas quando você chega na terceira oitava as wseocities.com/--danielaRg/saxe.htm 
n*: 
1/08100 
Pagina da NA/ 	 4 de 5 
posições mudam todas, pois em vez de soprar mais forte e ir uma oitava acima da 
segunda pra terceira (o sol é sorte ficar a mesma posiçfto mesmo) ela vai uma 
quinta acima, ficando bem confuso. Mas só quem ja entende de música entendeu 
esse parágrafo, deixe-me voltar a "falar português" para todo mundo. 
0 que acontece na flauta é que ela pega fácil três oitavas inteiras (do dó ao dó), 
num total de 37 notas. Mas que flautista maluco não quer mais notas? Ai que 
entram os harmônicos (tirar uma nota mais aguda na posição de uma normal só 
com a boca), que são hem difíceis. Esses flautistas malucos procuram as notas (se 
aloum já não divulgou) e as usam tanto para conseguir tocar algumas músicas 
que realmente precisam ou então para substituir o Piccolo (conhecido como 
flautim) pela flauta, chegando em algumas notas características dele. 
Enfim, esse instrumento maravilhoso que é a flauta pode ser usado tanto para 
Jazz, Música Clássica, MPB, Pop e tudo mais! 
.• 	 , 
•••• 
• 
Piccolo 
Esta é a flauta mais aguda, conhecida como flautim também. 
0 Piccolo é muito usado quando se precisa de algo estridente de tão agudo 
(sendo estridente como modo de dizer, claro), sendo usado para a flauta 1 em 
alguns naipes e bastante em orquestras. 
Ela é em C (c16), uma oitava acima da flauta normal. 
'Flautistas Piccolos: Mauricio de Souza, Teco Cardoso, Ubaldo Versolato, Carlos 
¡Malta, 
• . 
	
L., • 	• 	- • • . 	 te, 
	
" 	 -»••••••• 	 : ■.....,......an iamiiiia1140.611quillalk.So*Pgi a■ • 
■Flauta Convencional 
¡ Esta é a flauta transversal normal, a mais usada. 
¡ Ela é em C, começando no dócentral do piano e chegando até o dó da quarta 
l oitava. Depois disso ainda se tira mais uma oitava com harmônicos. 
i Flautistas: Herrneto Pascoal, Herbie Mann, Hubert Laws, Toninho Carrasqueira, 
!Dave Valentin, Lea Freire, Bob Sheppard, Stevie Wilson, Steve Kujala, Ernie 
¡Watts, Jean-Pierre Rampal, William Bennet, Paula Robison, James Galway, 
'Frank Foster, Vinícius Dorin, Carlos Malta, Roberto Sion, Teco Cardoso,Antonio 
¡Carlos Jobim. _ 	 
	
Carga..alliam GoalsaaidMIIIN■W 	 r••■■ • 	 Alt 	 /1301.312tleyelLEEMettsaspy■al .+.0.10::Ilawa..1 -Y. 
Flauta em Sol 
Também conhecida como flauta Alto ou Contralto, ela é igual à flauta em dó, 
mas é maior e afinada em sol. 
muito usada para flauta 4 em naipes ou melodias bem suaves, que exigem 
algo mais grave. 
¡Flautistas em Sol: Paulo Guinnar, Vinicius Dorin, Carlos Malta, Roberto Sion, 
littp://wvvw.yeocities.comi --cianielapolsaxe. bun 11/08/00 
lTeco Cardoso, Hermeto Pascoal, Antonio Carlos 3obim. 
.- 
1 
 
 
 
261...1.11A4Wile1111 
Flauta Baixo 
E mais grave ainda, sendo em dá uma oitava abaixo na flauta convencional. 
Ela é t5o grande que seu bocal é curvo, para que quem fôr tocar no tenha que 
esticar o brag() ao extremo (seria impossível alcançar as notas sem o bocal 
curvo), o que acontece com pessoas baixinhas que tocam flauta em sol, 
podendo causar uma tendinite ou algo no gênero. 
¡Flautistas Baixos: Herrneto Pascoal, Vinícius Dorin, Carlos Malta, Roberto Sion, 
¡Teco Cardoso. 
PAeina (19 ‘AI 5 de 5 
LiU Mudanga: Domingo, 2) dc: Agosto de 1999 
http://www.ueocities.comi —danielapplsaxe litm 
r-Ax.-pckg 	pc,\_QP-950, 
	 — 
cjrL aciJs) pat Ad,„9tP--)Q. 	31./vy) 	1-1 6 
-tcpc/S 	 bin-) 	 ) 
LtA-nd, , rrncu)--. jucx_x_D - CxgY'r) 	 ctk, 	L;t 
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ANEXO 7 
Projeto onora 
Duo Joaquim Abreu e Paulo Passos 
Projeto Sonora Brasil 
Orchesis Manhatan 
Programa TV Barriga Verde- Esquenta 
.4f >‘4 
upus-Legião Urbana Cover 
Projeto Sonora Brasil 
Orchesis Manhatan 
ANEXO 8 
Entrevistas 
Legião Urbana Cover: DICItila RaIT10-5 . 
1/1/1 ,1/111 
01- 0 que a música significa para vocês? Tudo! 
02-Como surgiu o amor , o interesse de vocês pela música? Foi por influencia 
do Legião? 
Gosto de /111-iSiCG dcSo quo ou tinha 1 ancY 	 a I.. 
Urbana... quando CU tinha 0.5 MOU5 16 aro‹- ou SC 1(7 o 5C17 -11/11Crf0 pc7.4 - 1 	' 
surgiu bem antes ... 
03 -Como foi que vocês se conheceram? 
A banda começou a 5 anos atrds...tnas us 1ntcQralIteS 	C:71 	 • 
caminho.. 
04-De quem foi a idéia de montar o grupo? ,441);11,=7 
05-Por que o (cover) Legião Urbana? 0 que vcs esperam desse trabalho? 
Porque nJo acho Cll'aÇC7 fazer de outra bana'a. O nosso trobalho d /ink; 
transipTo...estamos tentando fazer um trabalha pro'pric. 
06 -Qual a característica mais forte do Legião Urbana pra vcs? 
A postura do LegicTo Urbana.. em n6a fazer O que as pes -...;ca:: 
faca. 
07-Que tipo de dificuldades o grupo jci, enfrentou e/ou ainda enfrenta? 
Todas as di ficuldades1 Qualquer tip° dc projete o' (1/7.fc/1...cr. , ./.1'Lly7;fd/ILy 
dificuldades comuns a qualquer empreena'imento. 
08- Em media fazem quantas apresentagries por ano? 
4, 6 por mes...SCIII regras .. 
09 -Qual é a música mais tocada a pedido do público? 
Faroeste Caboclo 
10-0 que acham das drogas e dos seus usuários? 
56 usa dra.,;-,as quern rica tern force do espírito! 
11-E qto ao cérebro mais pensante do Rock brasileiro, o mito Renato Russo, o 
que ele representa pra vcs? 
Pena to ropresenta a genialiclade, o nJo 117prcinctirnct?' ,:) 	 !_ 
autenticidade...é um exemplo crotivo. 
12-Vc acredita que o mito Renato Russo tende a crescer? 
Acho que sirn.I Pais cistcmii adolescente 
exemplo, out/if:0'0 o Lealrab... CLI/1/170:0 o <. .eu trabaiho. 
Orchesis Manhattan: Soto, Deborah, icy 
1- 0 que o música significa pra vcs? 
Jonas; Lima terapia. Sign fiCa COISCY 0'1 fcrcrtes 	cool° imj.,;ico, 
	
bOra C.:19.171 0 alti./C.7:i . OIL-VS...011at:.'; 7.10 (.7.`..p,."C6Yi)a 	a outro ty 
interpretando O cora06 010 11111-51C0...ë 111170 Or:11)!;.-C7 Clltre Os don 
..Tar é Inuit() 	 pois e. 01110 forma imiqo Int/(//,_(: 
2- Como vcs se conheceram? E de quem foi o ideia de montar o quarteto? 
„Tonas: trove? de 111,11 contato COM 111170 pA-Yl 	 • 
quarteto 	clarinete, flauta, violino a tiolf,ncela 
praic .5-otiora L.;'rasil. Nos conhcccipa5 part .] csse 
3- 0 que vcs esperam do pública em geral em cada concerto? 
50 . 1- r.Y 0 público brasi lair° c muito cibcr 0...34:i0 
4- Em media fazem qtas apresentagies por ano? 
Jonas: Em media 200, mas sdo ferentes pare cao'a LIM /Of; 
apresentamos separados am d! (crentes 	 tamtl1(';:7 
5- Sei que Sato já esteve no Brasil em 97, gostaria de saber dos demais se já 
estiveram? E o que acham do Brasil? 
6- Sato, como vc se identifica com a música brasileira? E quais as suas 
expectativas em relaçao ao lançamento de seu CD? Toca algum outro 
instrumento alem da flauta? 
Jonas:0 Brasil tam atuo grande variedade musical. .puumn. 
brasileira par toda 17052A7 vida! o co existe tbein para a 
Sato: 5.6 toca flauta. 
7- Deborah, qdo surgiu sua paixao pelo violino? E vc toca algum outro 
instrumento (dim do violino? 
Coin 8 anos 	idaoe. .c ncia toca t?CtihU/71 o1Jtr.L2 
08-Jay, considerando q sua carreira começou qdo ainda era criança, sua família 
teve influencia na escolha do instrumento? E vc toca algum outro 
instrumento alem do clarinete? 
Toda sua fan//'a toca instrumentos 	 tocam par 	O 
inCentil/aratil desde 	Toca ç'axo{ot7t7 a pretende to(ai. /auto. 
09- Que tipo de dificuldades vcs jd enfrentaram? 
Jonas: Di fi,...-uldade.5. acUst/C0.5...e/11 /9/"Cp25', Veir/OS 
Sato.. c)s mUsicos 	inuitos pcsadclo5....por examplo, ehe!la., 	loccif • 
ap.Pc.5,,ntatTo e rt.:0 en:ontrar Yet' 117:; f l'Ull?C!! to... conk) 0 :110 in .; 	:I.!. 	' • 
171115.1C0 profissiart7l 	estar de corpo a a/1110. 
••••••„_,_,75e. 	
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ANEXO 9 
Encontro- 	x Drogas 
C) DIGA SIM A MÚSICA E... 
DIGA NÃO AS DROGAS 
MEDICAMENTO 
TODA SUBSTÂNCIA ELABORADA COM DROGAS QUE SE DESTINA A 
MOD1FICAR ALGUM ESTADO PATOLÓGICO (DOENÇA) 
DO ORGANISMO. 
DROGAS 
DE ACORDO COM A ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE (OMS), t. TODA 
SUBSTÂNCIA QUE INTRODUZIDA NO ORGANISMO, PRODUZ NELE ALGUMA 
ALTERAÇÃO. 
TÓXICO 
É TODA SUBSTÂNCIA CAPAZ DE INTOXICAR, ENVENENAR O ORGANISMO, 
ISTO É, DIMINUIÇÃO DAS ATIVIDADES ORGANICAS. GERALMENTE 
PRODUZEM A HIPNOSE(SONO) OU ANALGESIA (COMBATE A DOR). 
PSICOTRÓPICO 
SAO SUBSTANCIAS QUE ATUAM DIRETAMENTE NO SISTEMA NERVOSO 
CENTRAL(SNC), PROVOCANDO ALTERAÇÕES NOS PROCESSOS COGNITIVOS 
TAIS COMO: EMOÇÕES, PENSAMENTOS, RACIOCÍNIO, MEMÓRIA, VONTADE 
ETC. 
ABUSO DE DROGAS 
USO ANORMAL, EXAGERADO DE DROGAS. 
DEPENDÊNCIA ÀS DROGAS 
ESTADO EM QUE O INDIViDUO PASSA A DEPENDER DO USO DAS DROGAS, 
TORNANDO DIFÍCIL LARGA-LAS. 
comPuLsÃo 
NECESSIDADE PERMANENTE DE USAR DROGAAS, DIFÍCIL DE RESISTIR 
Encontro- 	x Drogas 
Daianv C. Oliveira 
ANEXO 10 
OLHAR PERDIDO 
UM PENSAMENTO É UM MOMENTO 
UNICO momEN -ro SEM ",•ZEPETIMENTO 
SEM REPETIMENTO É 0 MEU MOMENTO 
MEU MOMENTO DE UM PENSAMENTO 
A LMEJAR`liviEU RICO SONUO 
DENT1ZO DA MINUA`POBRE CACUOLA 
ImAgi -NAR"wit FUTURO DIFERENTE 
SENTIMENTO DE DENTRO DA cIENTE 
OLHAR PERDIDO NO HORIZONTE 
DO AZUL DO MAR- . 
NO VERDE DA moNTANUA 
NO COLORIDO DO QUE 	. . 
PENSAMENTO MOMENTO DE CA LAR. . . 
PENSA MENTO MOMENT -0 DE REFLETIR 
E MOMENT() PARA SE VIVER 
E QUEM SABE VIVENCIAR ALI 
LiNICO momEN -ro SEM REPETIMENTO 
UM PENSAMENTO E UM MOMENTO 
ÚNICO MOMENTO SEM REPETIMENTO 
SEM REPETIMENTO É 0 MEU MOMENTO 
MEU MOMENTO DE UM PENSAMENTO 
REF-RA 0 2 
PENSAMENTO MOMENTO DE CA LAR. . ..1tALA1Z.\ 
?Nroct2.1 - 	pelo 
ockdociri--)(k 
'-\7A)0J-eio G-Liz30-1. 	cuc\. 
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