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APG 12: ANATOMIA PÉLVICA E DENDIDADE ÓSSEA 3 1. Estudar a relação entre a densidade óssea e o metabolismo. 2. Analisar a anatomia óssea da região pélvica 3. Verificar métodos de prevenção para acidentes domésticos com idosos. DENSIDADE ÓSSEA E O METABOLISMO CORPORAL · Densidade Mineral Óssea (DMO) é a quantidade de Cálcio (grau de mineralização) de um osso. Serve para estimar a resistência deste osso aos traumas que eventualmente sofrerá sem fraturar. A Densitometria Óssea é o exame de mede a densidade óssea e confere, por exemplo, o diagnóstico de Osteoporose, quando esta está abaixo de um determinado nível. · O tecido ósseo é formado basicamente pelo Ca2+ e pelo PO4 3-, que compõem a hidroxiapatita (Ca5(PO4)3OH). - Ca5(PO4)3OH (s) 5Ca2+ (aq) + 3PO4 3- (aq) + OH- (aq) - O cálcio atua na contração muscular, condução nervosa, exocitose, ativação enzimática, presente na massa óssea (1kg) e no LEC (1000mg). - O fosfato atua na formação do ATP, modulação covalente, nucleotídeos, também presente na massa óssea (0,6kg) e no LEC (500mg). · O osso possui dois componentes formadores: - Orgânico (35%): composto por colágeno tipo I (90%), osteocalcina, osteonectina e fosfatase alcalina (enzima). - Inorgânicos (65%): composto por hidroxiapatita, sais amorfos de CA2+ e PO4 3-, além de outros íons (Na+, K+, Mg2+, CO3-). · Com o passar da idade temos um declínio no nível dos hormônios, consequentemente temos uma diminuição da massa óssea, pois a reabsorção feita pelos osteoclastos ultrapassa a deposição feita pelos osteoblastos. Logo, a perda óssea ocorre mais rápido do que o ganho. - Vale salientar que os ossos femininos são menores e menos compactos, com isso, as mulheres tendem a sofrer mais com esses fatores de desmineralização. · A desmineralização consiste na perda de cálcio e outros minerais, acarretando na perda de massa óssea. Além disso, temos também a fragilidade óssea com o decorrer do tempo, devido à baixa síntese de proteína. · A avaliação do metabolismo ósseo permite identificar precocemente se um indivíduo está em risco de evoluir para osteoporose e iniciar medidas para evitar esta doença, além de identificar outras doenças ósseas. - A osteoporose é uma doença que afeta os ossos e decorre de um enfraquecimento ósseo, levando a um maior risco de quedas e fraturas. - O exame mais adequado para o diagnóstico da osteoporose é a densitometria óssea, que permite avaliar o estágio da doença e serve ainda como método de acompanhamento do tratamento. É um exame indolor, que mede a massa óssea na coluna e no fêmur. · A densidade mineral óssea (DMO) é o resultado de um processo dinâmico de formação e reabsorção do tecido ósseo (remodelação). - Esse processo ocorre ao longo da vida em ciclos de quatro a seis meses de duração. · A manutenção da DMO é muito importante para a prevenção da osteoporose, caracterizada por sua diminuição acentuada, no qual a matriz e os minerais ósseos são perdidos devido ao excesso de reabsorção óssea em relação à formação. - Esse processo é normalmente associado ao avanço da idade e à ocorrência da menopausa, o que leva a uma maior incidência de fraturas. · Numerosos estudos indicam que a atividade física está positivamente relacionada com a DMO, sendo um importante fator na sua manutenção. - Entre esses estudos, alguns utilizam o treinamento de força como intervenção, na tentativa de aumentar a DMO de indivíduos submetidos a esse tipo de atividade física - Atividades físicas de maior sobrecarga decorrente do peso corporal, bem como o treinamento da força, causam estímulos osteogênicos, devido ao aumento do estresse mecânico dos ossos. · Há um conjunto de fatores que influenciam e favorecem o desenvolvimento da osteoporose, como a menopausa, o envelhecimento, o tabagismo, o consumo excessivo de álcool, hereditariedade, imobilização prolongada e falta de ingestão adequada de cálcio. O tratamento precoce pode evitar fraturas, dores ósseas e complicações da doença. o crescimento ósseo requer quantidades adequadas de cálcio na dieta · O osso contém uma matriz extracelular calcificada formada quando os cristais de fosfato de cálcio precipitam e se fixam a uma rede de suporte constituída de colágeno, na forma de hidroxiapatita. · O osso é um tecido dinâmico, sendo constantemente formado e reabsorvido. - Espaços na matriz cálcio-colágeno são ocupados por células vivas que são bem supridas de oxigênio e nutrientes pelos vasos sanguíneos que correm ao longo de canais adjacentes. · Os ossos geralmente possuem duas camadas: - Camada externa de osso compacto denso: fornece força, sendo mais espesso onde é necessário para a sustentação. - Camada interna de osso trabecular esponjoso: menos resistente e tem espaços abertos preenchidos por células entre as trabéculas da rede calcificada. OBS: em alguns ossos, a cavidade central é preenchida com medula óssea. · Os ossos crescem quando a matriz é depositada mais rápido do que é absorvida. - Células especializadas formadoras de osso (osteoblastos) produzem enzimas e osteoide (mistura de colágeno e outras proteínas na qual a hidroxiapatita se liga). · O envelhecimento é um processo fisiológico do ser humano e universal, que se caracteriza por uma perda gradual nas reservas do organismo, com aumento do risco de contrair doenças e declínio na capacidade física e mental. · Senescência: são as alterações fisiológicas (normais) do envelhecimento. P.ex., perda auditiva (presbiacusia), redução da visão (presbiopia), leve alteração da memória, etc. · Senilidade: abrange processos patológicos (doenças) “típicos da velhice” que podem acometer alguns indivíduos, como doença do coração, câncer, demências (por exemplo, a Doença de Alzheimer), depressão etc. ANATOMIA DA REGIÃO PÉLVICA · Anatomicamente, a pelve é a parte do corpo circundada pelo cíngulo do membro inferior (pelve óssea), parte do esqueleto apendicular do membro inferior. · A pelve é subdividida em duas partes: - Maior: circundada pela parte superior do cíngulo do membro inferior. Ocupada pelas vísceras abdominais inferiores, protegendo-as. - Menor: circundada pela parte inferior do cíngulo do membro inferior, que forma a estrutura óssea dos compartimentos da cavidade pélvica e do períneo no tronco, separados pelo diafragma da pelve, uma estrutura musculofascial. · A parte externa da pelve é coberta ou envolvida pela parede abdominal anterolateral inferior anteriormente, a região glútea do membro inferior posterolateralmente, e o períneo inferiormente. cíngulo do membro inferior · Anel ósseo, em forma de bacia, que une a coluna vertebral aos dois fêmures. Suas principais funções são: - Sustentar o peso da parte superior do corpo nas posições sentada e ortostática. - Transferir o peso do esqueleto axial para o esqueleto apendicular inferior para ficar em pé e caminhar. - Proporcionar fixação aos fortes músculos da locomoção e postura, resistindo às forças geradas por suas ações. - Contém as vísceras pélvicas e as vísceras abdominais inferiores. - Sustenta as vísceras abdominopélvicas e o útero grávido. - Fixa os corpo eréteis dos órgãos genitais externos. - Fica os músculos e membranas que auxiliam todas as funções, formando um assoalho pélvico. · O cíngulo do membro inferior é forte e rígido, principalmente em comparação ao cíngulo do membro superior. OSSOS DO CÍNGULO DO MEMBRO INFERIOR · Ossos do quadril (direito e esquerdo): ossos grandes, de formato irregular, no qual cada um deles é formado pela fusão de três ossos (ílio, ísquio e púbis). - As faces internas (medial ou pélvica) dos ossos do quadril limitam a pelve, formando suas paredes laterais. - Ílio: parte superior do osso do quadril, formado pela asa do ílio, e corpo do ílio. - Ísquio: formado pelo corpo do ísquio (ajuda a formar o acetábulo) e pelo ramo do ísquio (forma parte do forame obturado). · A grande protuberância posteroinferior do ísquio é o túber esquiático. A pequena projeção posteromedial pontiaguada perto da junção do ramo e do corpo é a espinha isquiática. A concavidade entre a espinha isquiática eo túber isquiático é a incisura isquiática menor. A concavidade maior, a incisura isquiática maior, é superior à espinha isquiática e parcialmente formada pelo ílio. - Púbis: osso angulado que tem um ramo superior (forma o acetábulo) e um ramo inferior (forma o forame obturado). · Um espessamento na parte anterior do corpo do púbis é a crista púbica, que termina lateralmente como uma elevação proeminente, o tubérculo púbico. A parte lateral do ramo superior do púbis tem uma estria oblíqua, a linha pectínea do púbis. · Sacro: formado pela fusão de cinco vértebras sacrais, originalmente separadas · Os cíngulos dos membros inferiores de homens e mulheres diferem em vários aspectos, que estão relacionadas principalmente com a constituição mais pesada e aos músculos maiores da maioria dos homens e à adaptação da pelve (sobretudo a pelve menor) nas mulheres para o parto. articulações e ligamentos · As articulações são locais de conexão entre dois ou mais ossos ou destes com as cartilagens, no qual permite a movimentação dos segmentos do corpo e manter todos os ossos do esqueleto juntos e estáveis. · A região do cíngulo do membro inferior é formada por 4 articulações principais. · Articulações sacroilíacas: articulação sinovial (revestida por membrana) atípica que contém fibrocartilagem e possui uma amplitude de movimento muito limitada. Suas superfícies articulares são entre o sacro e o íleo. - Sustentas peso da maior parte do corpo, transmitindo-o para os ossos do quadril. - O peso é transmitido do esqueleto axial para os ílios por meio dos ligamentos sacroilíacos. Esses ligamentos mantém o sacro suspenso entre os ossos do ílio. - Ligamentos sacroilíacos anteriores: delgada porção anterior da cápsula fibrosa da parte sinovial da articulação. - Ligamentos sacroilíacos interósseos: principais estruturas associadas à transferência de peso da parte superior do corpo do esqueleto axial para os dois ílios do esqueleto apendicular. - Ligamentos sacroilíacos posteriores: continuação externa posterior da mesma massa de tecido fibroso. - Ligamentos iliolombares: são ligamentos acessórios desse mecanismo. · Sínfise Púbica: disco interpúbico fibrocartilaginoso e ligamentos adjacentes que unem os corpos dos ossos púbis no plano mediano. · Articulações Lombossacrais: são articulações compostas que são estabilizadas pelos ligamentos iliolombares e constituídas por duas articulações zigoapofisárias posteriores e uma articulação intervertebral através do disco intervertebral entre L4 e S1. · Articulação Sacrococcígea: articulação cartilagínea secundária com um disco intervertebral. A fibrocartilagem e os ligamentos unem o ápice do sacro à base do cóccix. Os ligamentos sacrococcígeos anterior e posterior são longos filamentos que reforçam a articulação. CAVIDADE PÉLVICA · A pelve é dividida em pelves maior (falsa) e menor (verdadeira) pelo plano oblíquo da abertura superior da pelve. - A margem óssea que circunda e define a abertura superior da pelve é a margem da pelve, formada por: · Promontório e asa do sacro (face superior de sua parte lateral, adjacente ao corpo do sacro) · As linhas terminais direita e esquerda formam juntas uma estria oblíqua contínua. · A cavidade pélvica afunilada (espaço limitado perifericamente pelas paredes e assoalho ósseos, ligamentares e musculares da pelve) é a parte inferoposterior da cavidade abdominopélvica. · É contínua com a cavidade abdominal na abertura superior da pelve. · Contém as partes terminais dos ureteres, bexiga urinária, reto, órgãos genitais pélvicos, vasos sanguíneos, linfáticos e nervos. · Limitações da cavidade pélvica: - Inferior: diafragma da pelve musculofascial, formando um assoalho pélvico. - Posterior: cóccix e a parte inferior do sacro, e a parte superior do sacro forma um teto sobre a metade posterior da cavidade. - Anteroinferior: corpos dos púbis e a sínfise púbica. - Teto: formado pelo sacro e cóccix. · O eixo da pelve (linha no plano mediano definida pelo ponto central da cavidade pélvica a cada nível) é curvo, girando em torno da sínfise púbica. - A forma curva do eixo e a desigualdade na profundidade entre as paredes anterior e posterior da cavidade são fatores importantes no mecanismo de passagem fetal através do canal pélvico. paredes e assoalho da cavidade pélvica · A cavidade pélvica tem uma parede anteroinferior, duas paredes laterais, uma parede posterior e um assoalho. · Parede anteroinferior: assoalho para sustentação de peso, é formada principalmente pelos corpos e ramos dos púbis e pela sínfise púbica. Participa na sustentação do peso da bexiga urinária. · Paredes Laterais: formadas pelos ossos do quadril direito e esquerdo, e cada um deles tem um forame obturado fechado por uma membrana obturadora. - As fixações carnosas dos músculos obturadores internos cobrem e, assim, protegem, a maior parte das paredes laterais da pelve. · Parede posterior (posterolateral e teto): consiste em uma parede e um teto ósseos na linha mediana e nas paredes posterolaterais musculoligamentares, formadas pelos ligamentos associados às articulações sacroilíacas e músculos piriformes. - Os ligamentos incluem o sacroilíaco anterior, sacroespinal e o sacrotuberal. - Os músculos piriformes originam-se da parte superior do sacro, lateralmente a seus forames pélvicos. Esses músculos ocupam grande parte do forame isquiático maior, formando as paredes posterolaterais da cavidade pélvica. - Uma abertura na margem inferior do músculo piriforme permite a passagem de estruturas neurovasculares entre a pelve e o membro inferior (região glútea). · Assoalho Pélvico: formado pelo diafragma da pelve, que consiste nos músculos isquiococcígeos e levantador do ânus. O diafragma da pelve situa-se na pelve menor, separando a cavidade pélvica do períneo, ao qual serve como teto. - Os músculos isquiococcígeos originam-se nas faces laterais da parte inferior do sacro e cóccix, suas fibras carnosas situam-se sobre a face profunda do ligamento sacroespinal e se fixam a ela. - O músculo levantador do ânus é a parte maior e mais importante do assoalho pélvico. Está fixado aos corpos dos púbis anteriormente, às espinhas isquiáticas posteriormente, e a um espessamento na fáscia obturatória entre os dois pontos ósseos de cada lado. - O músculo levantador do ânus tem três partes: · Puborretal: parte medial, mais estreita e espessa do músculo. · Pubococcígeo: parte intermediária mais larga, porém, menos espessa. · Iliococcígeo: parte posterolateral fina e pouco desenvolvida. PERITÕNIO E CAVIDADE PERITONIAL DA PELVE · É uma membrana serosa que recobre as paredes do abdome e a superfície dos órgãos digestivos. · O peritônio parietal que reveste a cavidade abdominal continua inferiormente até a cavidade pélvica, mas não chega ao assoalho pélvico, sendo refletido sobre as vísceras pélvicas. - Apenas as faces superior e súperolateral são revestidas pelo peritônio. - Com exceção dos ovários e tubas uterinas, as vísceras pélvicas não são completamente revestidas pelo peritônio. - Somente as tubas uterinas (com exceção de seus óstios, que são abertos) são intraperitoneais e suspensas por um mesentério. Os ovários, embora suspensos na cavidade peritoneal por um mesentério, não são revestidos pelo peritônio, em vez disso, são recobertos por um epitélio de células cúbicas especial (epitélio germinativo). · A reflexão do peritônio da parede abdominopélvica sobre as vísceras e a fáscia da pelve faz surgir uma série de pregas e fossas. MÉTODOS DE PREVENÇÃO DE ACIDENTES · De acordo com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, um terço da população acima dos 65 anos sofre pelo menos uma queda por ano, proporção que aumenta com o envelhecimento. Tais acidentes podem ocasionar lesões leves, contusões, torções ou até fraturas. · Adaptar a casa para essas limitações ou mesmo evitar o uso de objetos que possam representar riscos ajuda a reduzir as chances de acidentes domésticos envolvendo idosos. · Sala adequada: costuma conter muitos móveis e objetos de decoração. Um idoso com dificuldadede locomoção pode bater ou tropeçar em um desses itens, se ele estiver bloqueando a passagem. Tapetes irregulares também podem fazer o morador cair. - Evitar tapetes soltos, não deixar móveis fora do lugar habitual, garantir a área de passagem livre, manter fios elétricos e extensões bem afixadas, evitando que fiquem soltos pelo caminho. · Banheiro seguro: local com maior ocorrência de acidentes graves, por causa da umidade que torna o ambiente escorregadio. - Utilizar tapete antiderrapante, barras de apoio nas paredes próximas ao sanitário e ao chuveiro. · Cozinha acessível: local onde geralmente objetos são guardado no armário mais alto representa um grande risco. - Ajuste das bancadas para uma altura confortável, estoque de alimentos ou louças em locais de fácil acesso, limpeza imediatamente qualquer líquido.