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DIREITO CONSTITUCIONAL II- MATERIA

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mandato o Governador que assumir outro cargo ou função na administração pública direta ou indireta, ressalvada a posse em virtude de concurso público e observado o disposto no art. 38, I, IV e V.
Subsídios.
Nos termos do art. 28, §2º:
§ 2º Os subsídios do Governador, do Vice-Governador e dos Secretários de Estado serão fixados por lei de iniciativa da Assembleia Legislativa, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4º, 150, II, 153, III, e 153, § 2º, I.
AULA 5:
PODER EXECUTIVO (CONTINUAÇÃO)
PODER EXECUTIVO FEDERAL (continuação)
Atribuições conferidas ao Presidente.
O art. 84 da CRFB/88 atribui ao Presidente da República competências privativas, tanto de natureza de Chefe de Estado (representando a República nas relações internacionais e, internamente, sua unidade) como de Chefe de Governo (praticando atos de gestão e de natureza política).
Nos termos do inciso XXVII do mesmo dispositivo, a competência do Presidente não se limita ao rol ali posto, tratando-se, no caso, de rol exemplificativo.
Outrossim, nos termos do parágrafo único, poderá o Presidente delegar algumas atribuições de sua competência.
Ministros de Estado.
Os Ministros de Estado são auxiliares do Presidente no exercício do Poder Executivo (art. 76), e na direção superior da administração federal (art. 84, II). São escolhidos pelo Presidente da República, que os nomeia, podendo ser exonerados a qualquer tempo, ad nutum, não tendo qualquer estabilidade (art. 84, I).
Requisitos para o cargo de Ministros de Estado.
Nos termos do art. 87 da CRFB/88, os requisitos para assumir o cargo de provimento em comissão são:
1 – ser brasileiro (nato o naturalizado, exceto para o cargo de Ministro de Estado da Defesa – art. 12, §3º, inciso VII);
2 – ter mais de 21 anos de idade;
3 – estar no exercício dos direitos políticos.
Atribuições dos Ministros de Estado.
Compete aos Ministros de Estado, além de outras atribuições estabelecidas na Constituição e na lei, as elencadas no parágrafo único do art. 87:
1 – exercer a orientação, coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da administração federal na área de sua competência e referendar os atos e decretos assinados pelo Presidente da República;
OBS: Michel Temer entende pela nulidade dos atos do Presidente no caso de não serem referendados, devido à expressa previsão em norma constitucional originária. José Afonso da Silva entende que a ausência de referendo não gera nulidade, opinando pela validade e eficácia do ato.
2 – expedir instruções para a execução de leis, decretos e regulamentos;
OBS: no caso de instrução à lei, esta somente terá lugar se não houver decreto executivo do art. 84, inciso IV.
3 – apresentar ao Presidente da República relatório anual de sua gestão no Ministério;
4 – praticar os atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas ou delegadas pelo Presidente da República.
Ministros de Estado – responsabilidade e juízo competente.
Os Ministros de Estado cometem crime de responsabilidade nas seguintes situações:
a) quando convocados pela Câmara dos Deputados, pelo Senado Federal ou qualquer de suas Comissões, para prestar, pessoalmente, informações sobre assunto previamente determinado e inerentes às suas atribuições e deixarem de comparecer, salvo justificação adequada (arts. 50, caput e 58, III).
b) Quando as Mesas da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal encaminharem pedidos escritos de informações aos Ministros de Estado e estes se recusarem a fornecê-las, não atenderem ao pedido no prazo de 30 dias, ou prestarem informações falsas (art. 50, §2º)
c) Quando praticarem crimes de responsabilidade conexos e da mesma natureza com os crimes de responsabilidade praticados pelo Presidente da República (art. 52, I, c/c art. 85).
No caso de crime de responsabilidade praticado sem qualquer conexão com o Presidente da República e nos crimes comuns, os Ministros de Estado serão processados e julgados perante o STF, nos termos do art. 102, I, “c”.
Na hipótese de crimes de responsabilidade conexos com os do Presidente da República o órgão julgador será o Senado Federal , nos termos do art. 52, I, e parágrafo único.
Conselho da República.
O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da República (art. 89, caput), sendo que suas manifestações não terão, em nenhuma hipótese, caráter vinculatório aos atos a serem tomados pelo Presidente da República.
Será convocado e presidido pelo Presidente da República (art. 84, XVIII) e somente nesta oportunidade desempenhará suas funções.
Composição do Conselho da República.
Nos termos do art. 89, participam do Conselho:
I – o Vice-Presidente da República;
II – o Presidente da Câmara dos Deputados;
III – o Presidente do Senado Federal;
IV – os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados;
V – os líderes da maioria e da minoria no Senado Federal;
VI – o Ministro da Justiça;
VII – 6 cidadãos brasileiros natos, com mais de 35 anos de idade, sendo 2 nomeados pelo Presidente da República, 2 eleitos pelo Senado Federal e 2 eleitos pela Câmara dos Deputados, com mandado de 3 anos, vedada a recondução.
A Lei n.º 8.041/90 regulamenta a organização e funcionamento do Conselho da República. Vejamos os dispositivos:
Conselho da República – Lei n.º 8.041/90.
Art. 1º O Conselho da República, órgão superior de consulta do Presidente da República, tem sua organização e funcionamento estabelecidos nesta lei.
Art. 2º Compete ao Conselho da República pronunciar-se sobre:
	I - intervenção federal, estado de defesa e estado de sítio;
	II - as questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas.
Art. 3º O Conselho da República é presidido pelo Presidente da República e dele participam:
	... Repete dispositivo constitucional..
§ 1º Nos impedimentos, por motivo de doença ou ausência do País, dos membros referidos nos incisos II a VI deste artigo, serão convocados os que estiverem no exercício dos respectivos cargos ou funções.
§ 2º Os membros referidos no inciso VII deste artigo, terão suplentes, com eles juntamente nomeados ou eleitos, os quais serão convocados nas situações previstas no parágrafo anterior.
§ 3º O tempo de mandato referido no inciso VII deste artigo será contado a partir da data da posse dos Conselheiro.
§ 4º A participação no Conselho da República é considerada atividade relevante e não remunerada.
§ 5º A primeira nomeação dos membros do Conselho a que se refere o inciso VII deste artigo deverá ser realizada até 30 (trinta) dias após a entrada em vigor desta lei.
§ 6º Até 15 (quinze) dias antes do término do mandato dos Conselheiros a que se refere o inciso VII deste artigo, a Presidência da República e cada uma das Casas do Congresso Nacional farão publicar, respectivamente, o nome dos cidadãos a serem nomeados e os eleitos para o Conselho da República.
Art. 4º Incumbe à Secretaria-Geral da Presidência da República prestar apoio administrativo ao Conselho da República, cabendo ao Secretário-Geral da Presidência da República secretariar-lhe as atividades.
Art. 5º O Conselho da República reunir-se-á por convocação do Presidente da República.
Parágrafo único. O Ministro de Estado convocado na forma do § 1º do art. 90 da Constituição Federal não terá direito a voto (não é o caso do Ministro da Justiça).
Art. 6º As reuniões do Conselho da República serão realizadas com o comparecimento da maioria dos Conselheiros.
Art. 7º O Conselho da República poderá requisitar de órgãos e entidades públicas as informações e estudos que se fizerem necessários ao exercício de suas atribuições.
Art. 8º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 9º Revogam-se as disposições em contrário.
Conselho de Defesa Nacional.
Também convocado e presidido pelo Presidente da República (art. 84, XVIII), é órgão de consulta deste último nos assuntos relacionados com a soberania nacional e a defesa do Estado democrático e deles participam (art. 91):
I – o Vice-Presidente da República;
II – o Presidente da Câmara