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DIREITO CONSTITUCIONAL II- MATERIA

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dos Deputados;
III – o Presidente do Senado Federal;
IV – o Ministro da Justiça;
V – o Ministro de Estado da Defesa;
VI – o Ministro das Relações Exteriores;
VII – o Ministro do Planejamento;
VIII – os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
A Lei n.º 8.183/91 regula a organização e funcionamento desse Conselho. Vejamos os dispositivos que interessam:
Art. 2º, §3º - O Conselho de Defesa Nacional terá uma Secretaria-Executiva para execução das atividades permanentes necessárias ao exercício de sua competência constitucional.
Parágrafo único do art. 3º - O Presidente da República poderá ouvir o Conselho de Defesa Nacional mediante consulta feita separadamente a cada um dos seus membros, quando a matéria não justificar a sua convocação. 
Art. 5° O exercício da competência do Conselho de Defesa Nacional pautar-se-á no conhecimento das situações nacional e internacional, com vistas ao planejamento e à condução política e da estratégia para a defesa nacional.
Parágrafo único. As manifestações do Conselho de Defesa Nacional serão fundamentadas no estudo e no acompanhamento dos assuntos de interesse da independência nacional e da defesa do estado democrático, em especial os que se refere:
I - à segurança da fronteira terrestre, do mar territorial, do espaço aéreo e de outras áreas indispensáveis à defesa do território nacional;
II - quanto à ocupação e à integração das áreas de faixa de fronteira;
III - quanto à exploração dos recursos naturais de qualquer tipo e ao controle dos materiais de atividades consideradas do interesse da defesa nacional.	
Art. 6o Os órgãos e as entidades de Administração Federal realizarão estudos, emitirão pareceres e prestarão toda a colaboração de que o Conselho de Defesa Nacional necessitar, mediante solicitação de sua Secretaria-Executiva. 
Art. 7° A participação, efetiva ou eventual, no Conselho de Defesa Nacional, constitui serviço público relevante e seus membros não poderão receber remuneração sob qualquer título ou pretexto.
Art. 8° Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 9° Revogam-se as disposições em contrário.
Crimes de Responsabilidade do Presidente.
Infrações político-administrativas, portanto, crimes de natureza política, que desaguam em processo de impeachment.
O art. 85 prescreve que os atos do Presidente da República que atentarem contra a Constituição serão considerados crimes de responsabilidade. Exemplifica como hipóteses de crime de responsabilidade os atos que atentarem contra:	
a) a existência da União; 
b) o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação;
c) o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;
d) a segurança interna do País;
e) a probidade na administração;
f) a lei orçamentária;
g) o cumprimento das leis e das decisões judiciais.
Recepcionada em grande parte pela CR/88 (art. 85, caput), a Lei n.º 1.079/50, estabelecendo normas de processo e julgamento, foi alterada pela Lei n.º 10.028/2000, que ampliou o rol de infrações político-administrativas, em relação aos crimes contra lei orçamentária.
Nos termos do art. 52, incisos I e II, outros, como o Vice-Presidente da República, podem ser responsabilizados politicamente e destituídos de seus respectivos cargos através do processo de impeachment.
Procedimento de impeachment – Lei n.º 1.079/50.
	
O procedimento é chamado de bifásico, composto de uma fase preambular, denominada juízo de admissibilidade do processo, na Câmara dos Deputados e por uma fase final, em que ocorrerá o processo propriamente dito e o julgamento, no Senado Federal.
Procedimento de impeachment – Lei n.º 1.079/50 – procedimento na Câmara dos Deputados.
	
Nessa fase inicial, a Câmara dos Deputados declarará procedente o não a acusação, admitindo o processo e julgamento pelo Senado Federal.
A acusação poderá ser formalizada por qualquer cidadão no pleno gozo de seus direitos políticos. A partir desse momento, o Presidente da República já passará a figurar na condição de acusado, sendo-lhe, portanto, asseguradas as garantias constitucionais.
A Câmara poderá, pela maioria qualificada de 2/3, autorizar a instauração do processo, admitindo a acusação que está sendo imputada, para que seja processado e julgado pelo Senado (art. 86, caput).
Procedimento de impeachment – Lei n.º 1.079/50 – procedimento no Senado Federal.
	
Autorizado ao julgamento pela Câmara, o Senado deverá instaurar o processo sob a presidência do Presidente do STF (art. 52, parágrafo único, CRFB/88). Segundo José Afonso da Silva, não há liberalidade do Senado em decidir pela instauração ou não do processo.
Lembrando que, instaurado o processo, o Presidente ficará suspenso de suas funções pelo prazo de 180 dias. Se o julgamento não estiver concluído no aludido prazo, cessará o afastamento, sem prejuízo do regular prosseguimento do processo, nos termos do art. 86, §1º, II e §2º.
A sentença condenatória materializar-se-á mediante resolução do Senado Federal, que somente será proferida por 2/3 dos votos, limitando-se a condenação à perda do cargo e inabilitação para o exercício de qualquer função pública (sejam decorrentes de concurso público, de confiança ou de mandato eletivo) por 8 anos, sem prejuízo das demais sanções judiciais cabíveis, nos termos do parágrafo único do art. 52 da CRFB/88.
Conforme dispõe o art. 15 da Lei n.º 1.079/50, “a denúncia só poderá ser recebido enquanto o denunciado não tiver, por qualquer motivo, deixado definitivamente o cargo”. Nesse sentido, o STF decidiu no MS 21.689-1, impetrado pelo então Presidente Fernando Collor de Mello, que a renúncia ao cargo não extingue o processo quando já iniciado.
Cumpre lembrar que as decisões das Casas têm natureza política e não podem ser revistas, no que toca seu mérito, pelo Poder Judiciário.
Responsabilização do Presidente por Crimes comuns, competência e julgamento. - art. 102, I, “b”.
	
As regras procedimentais para o processamento dos crimes comuns estão previstas na Lei n.º 8.038/90 e nos arts. 230 a 246 do RISTF.
Também aplicamos aqui o art. 86, caput, da CRFB/88, uma vez que o recebimento da denúncia ou queixa-crime pelo STF depende de aprovação da Câmara dos Deputados, pelo quórum qualificado de 2/3 de seus membros.
A denúncia, nos casos de ação penal pública, será ofertada pelo Procurador-Geral da República, claro, uma vez formada a opinio delicti. 
De acordo com José Afonso da Silva, analisando a jurisprudência do STF, a expressão “crime comum” abrange todas as modalidades de infrações penais, estendendo-se aos delitos eleitorais, crimes dolosos contra a vida e contravenções.
Igualmente, nos termos do §2º do art. 86, e inciso I, o Presidente ficará suspenso de suas funções e, decorridos 180 dias, no caso, a partir do recebimento da denúncia ou queixa-crime, cessará seu afastamento, sem prejuízo do regular prosseguimento do processo.
Por fim, cumpre observar que o Presidente somente poderá ser preso com o trânsito em julgado da sentença penal condenatória – art. 86, §3º.
PODER EXECUTIVO ESTADUAL
O Poder Executivo no âmbito estadual é exercido pelo Governador de Estado, auxiliado pelos Secretários de estado, sendo substituído (no caso de impedimento) ou sucedido (no caso de vaga), pelo Vice-Governador, com ele eleito.
Processo eleitoral.
Inicialmente, vejamos as condições de elegibilidade e candidatura do Governador e Vice-Governador:
ser brasileiro (art. 14, § 3º, I);
Estar em pleno exercício dos direitos políticos (art. 14 § 3º , II);
Alistamento eleitoral (art. 14 § 3º , III);
Domicílio eleitoral na circunscrição (art. 14 § 3º , IV);
Filiação partidária (art. 14 § 3º , V, e 77, § 2º);
Idade mínima de 30 anos (art. 14 § 3º , VI, b);
Não ser inalistável nem analfabeto (art. 14 § 4º);
Não ser inelegível nos termos do art. 14 §§5º e 7º;
Não estar incurso nas hipóteses da Lei Complementar n.º 135/10 (hipóteses que impedem a candidatura).
	
As regras para eleição do Governador